REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS AA ANO LX - Nº 054 - SEXTA-FEIRA, 15 DE ABRIL DE 2005 - BRASILIA-DF MESA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS (Biênio 2005/2006) PRESIDENTE SEVERINO CAVALCANTI – PP – PE 1º VICE-PRESIDENTE JOSÉ THOMAZ NONÔ – PFL – AL 2º VICE-PRESIDENTE CIRO NOGUEIRA – PP – PI 1º SECRETÁRIO INOCÊNCIO OLIVEIRA – PMDB – PE 2º SECRETÁRIO NILTON CAPIXABA – PTB – RO 3º SECRETÁRIO EDUARDO GOMES – PSDB – TO 4º SECRETÁRIO JOÃO CALDAS – PL – AL 1º SUPLENTE GIVALDO CARIMBÃO – PSB – AL 2º SUPLENTE JORGE ALBERTO – PMDB – SE 3º SUPLENTE GERALDO RESENDE – PPS – MS 4º SUPLENTE MÁRIO HERINGER – PDT - MG CÂMARA DOS DEPUTADOS SEÇÃO I SUMÁRIO 1 – ATA DA 62ª SESSÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, SOLENE, MATUTINA, DA 3ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA, DA 52ª LEGISLATURA, EM 14 DE ABRIL DE 2005 I – Abertura da sessão II – Leitura e assinatura da ata da sessão anterior III – Leitura do expediente OFÍCIOS Nº 304/05 – Do Senhor Deputado Ary Rigo 1º Secretário da Assembléia Legislativa do Estado do Mato Grosso do Sul, encaminhando Moção de Protesto do Deputado Waldir Neves. ..................... Nº 1/05 – Do Senhor Vereador José Claudinei Messias, Presidente da Câmara Municipal de Ourinhos, Estado de São Paulo, encaminhando cópia da Moção nº 116/05............................................... Nº 27/05 – Do Senhor Vereador Ademilson Pereira de Moura, Presidente da Câmara Municipal de Deodápolis, Estado do Mato Grosso do Sul, encaminhando cópia do Requerimento nº 32/05 aprovado pela referida Câmara. ............................ Nº 31/05 – Do Senhor Vereador Sérgio Vieira, Presidente da Câmara Municipal de Carmópolis, Estado de Sergipe, encaminhando Moção de Congratulação ao Presidente Severino Cavalcanti pela vitória à eleição de Mesa. .............................. Nº 48/05 – Do Senhor Vereador Winfried Mossinger, Presidente da Câmara Municipal de Toledo, Estado do Paraná, encaminhando cópia do Requerimento nº 09/05. ................................................... Nº 50/05 – Do Senhor Vereador Jorge Dilmar Raycik, Presidente da Câmara Municipal de Sidrolândia, Estado do Mato Grosso do Sul, encaminhando cópia da Moção de Repúdio nº 01/05, aprovado pela referida Câmara. ............................ Nº 55/05 – Do Senhor Vereador Valmir Rosa, Presidente da Câmara Municipal de Serana, Estado de São Paulo, encaminhando cópia da Moção de Repúdio nº 03/05, aprovado pela referida Câmara. Nº 76/05 – Do Senhor Vereador Valdir Dias Olanda, Presidente da Câmara Municipal de Miranda, Estado do Mato Grosso do Sul, encaminhando cópia da Moção de Repúdio nº 01/05, aprovado pela referida Câmara. ............................................ 12403 12403 12416 12417 12419 12420 12421 12421 Nº 189/05 – Do Senhor Vereador Rosvaldo Cid Cury, Presidente da Câmara Municipal de Suzano, Estado do São Paulo , encaminhando cópia do Requerimento nº 340/05................................... Nº 231/05 – Da Senhora Vereadora Maria Onira Betioli Contel, Presidenta da Câmara Municipal da Estância Balneária de Peruíbe, Estado de São Paulo, encaminhando cópia da Moção de Apoio nº 30/05, aprovado pela referida Câmara. ................. Nº 345/05 – Do Senhor Vereador Marquinhos, Presidente da Câmara Municipal de Diadema, Estado de São Paulo, encaminhando os Requerimentos nºs 130, 137 e 138 de 2005, aprovados pela referida Câmara. ................................................................. Nº 392/05 – Do Senhor Vereador Cicero Gomes da Silva, Presidente da Câmara Municipal de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo e outro, encaminhando o Requerimento nº 1.383/05, aprovado pela referida Câmara. ............................................ Nº 830/05 – Do Senhor Vereador Raimundo Castro, Presidente da Câmara Municipal de Belém, Estado do Pará, encaminhando o Requerimento nº 171/05, aprovado pela referida Câmara. ............... Nº 9/05 – Do Senhor Luiz Carlos Prestes Filho, Superintendente da Economia da Cultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio de Janeiro, manifestando-se contra o Anteprojeto que cria a ANCINAV e o PL do Senado nº 532/03. .............................................................. Nº 160/05 – Do Senhor Fernando Castanheiro Neto, Superintendente Executivo do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal e outros, solicitando urgência ao PL nº 4.776/05. ................ Nº 326/05 – Do Senhor Deputado Alberto Goldman, Líder do PSDB, indicando os Deputados do referido Partido que integrarão a Comissão Especial destinada a proferir parecer à PEC nº 07/03. ........ Nº 294/05 – Do Senhor Deputado Aracely de Paula, Vice-Líder do Bloco PL/PSL, indicando os Deputados Welinton Fagundes e Miguel de Souza para integrarem a Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul ........................................................... Nº 80/05 – Do Senhor Deputado Antonio Carlos Biscaia, Presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, encaminhando 12422 12423 12424 12426 12427 12428 12439 12439 12439 12396 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS os Projetos de Decreto Legislativo que especifica, apreciados pela referida Comissão. ...................... 12439 CARTA – Da Senhora Vereadora Sandra Regina Bezerra Gomes, Presidente da Câmara Municipal da Serra, Estado do Espirito Santo e outros, contra a MP nº 232/04. ........................................................ 12440 PROJETO DE LEI Nº 5.030/2005 – do Poder Executivo – Institui a Vantagem Pecuniária Especial – VPE, devida aos militares da Polícia Militar do Distrito Federal e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, altera a distribuição de Quadros, Postos e Graduações destas Corporações, dispõe sobre a remuneração das Carreiras de Delegado de Polícia do Distrito Federal e de Polícia Civil do Distrito Federal, e dá outras providências................................................ 12442 MEDIDA PROVISÓRIA Nº 227-B/2004 – Do Poder Executivo – Emendas do Senado Federal ao Projeto de Lei de Conversão Nº 2, De 2005 ( Medida Provisoria Nº 227-A/04) que “dispõe sobre o Registro Especial, na Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda, de produtor ou importador de biodiesel de sobre a incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS sobre as receitas decorrentes da venda desse produto, altera a Lei nº 10.451, de 10 de maio de 2002, e dá outras providências”( Emendas de nºs 1 a 8). Pendente de parecer. ........................... 12451 RECURSO Nº 168/2005 – Do Sr. Fernando Coruja – Recorre contra a decisão da Presidência em Questão de Ordem (nº 519/05) acerca da preferência para apreciação da Medida Provisória nº 232/04 sobre a Medida Provisória 231/04. .................................. 12455 REQUERIMENTOS Nº 2.684/05 – Da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, requerendo a apreciação de manifestação de louvor ao embaixador do Brasil na Jamaica, Cezar Augusto de Souza Lima Amaral pelos motivos que especifica. ................... Nº 2.752/05 – Do Senhor Deputado Luiz Antonio Fleury, Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, requerendo a revisão do despacho ao PL nº 7.137/02. ...................................................... Nº 2.721/05 – Do Senhor Deputado Dr. Benedito Dias, Presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, requerendo a desapensação do PL nº 1.603/03 do PL nº 156/03. ........................... SESSÃO SOLENE DE 14-4-2005 IV – Homenagem Transcurso do Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária. ........................................................ 12456 12457 12460 12460 Abril de 2005 PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – Composição da Mesa Diretora dos trabalhos. Preocupação do Papa João Paulo II com a situação social brasileira, especialmente com os conflitos no campo, por ocasião de sua última visita ao País. Transcurso do Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária. .... Oradores: WASNY DE ROURE (PT – DF), ADÃO PRETTO (PT – RS). .................................. SELMA SCHONS (PT – PR – Pela ordem) – Desestruturação, pela Polícia Federal em conjunto com a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná, de milícia armada acusada de violação dos direitos humanos, prática de tortura e assassinato de trabalhadores rurais sem terra. Destinação, para fins de reforma agrária, de área da EMBRAPA localizada no Município de Ponta Grossa, Estado do Paraná. ............................................................. Oradores: PEDRO CHAVES (PMDB – GO), ANTONIO CARLOS MENDES THAME (PSDB – SP. Discurso retirado pelo orador para revisão.), MARCONDES GADELHA (PTB – PB), FERNANDO FERRO (PT – PE – Pela ordem). ......................... Usou da palavra D. TOMÁS BALDUÍNO, Bispo Emérito de Goiás e Presidente da Comissão Pastoral da Terra – CPT. .............................................. Oradores: COLBERT MARTINS (PPS – BA), WELINTON FAGUNDES (Bloco/PL – MT), GONZAGA PATRIOTA (PSB – PE).................................... PRESIDENTE (Wasny de Roure) – Saudação aos convidados presentes. Regozijo com a homenagem prestada pela Casa aos participantes em movimentos pela reforma agrária. ......................... V – Encerramento 2 – ATA DA 63ª SESSÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, ORDINÁRIA, DA 3ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA, DA 52ª LEGISLATURA, EM 14 DE ABRIL DE 2005 I – Abertura da sessão II – Leitura e assinatura da ata da sessão anterior III – Leitura do expediente SESSÃO ORDINÁRIA DE 14-4-2005 IV – Pequeno Expediente GONZAGA PATRIOTA (PSB – PE) – Pedido de abertura do painel eletrônico às 9h nas sessões de quintas-feiras. Homenagem póstuma ao ex-Prefeito Geraldo Pedrosa Lins, do Município de Trindade, Estado de Pernambuco. ........................................ MARCO MAIA (PT – RS) – Apoio à manifestação de aposentados e pensionistas pelo reajuste de seus proventos, em Brasília, Distrito Federal. .. SIMÃO SESSIM (PP – RJ) – Votos de sucesso à nova Diretoria da Associação de Imprensa da Baixada Fluminense. Criação da COOMUNICA, primeira cooperativa de profissionais da comunicação do Estado do Rio de Janeiro.................................. CARLOS NADER (Bloco/PL – RJ) – Acerto de lei sobre alteração da cobrança de taxa de esta- 12460 12461 12465 12465 12468 12469 12472 12477 12477 12478 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS cionamento em shopping centers e hipermercados em vigência no Estado do Rio de Janeiro. ............ HAMILTON CASARA (Bloco/PL – RO) – Realização de audiências públicas em Porto Velho, Estado de Rondônia, sobre os conflitos agrários e a situação da rede pública de saúde na região amazônica. Resultados positivos do Programa Plataformas Tecnológicas e dos seus Arranjos Produtivos Locais, implantado em Rondônia pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Pedido de aprovação, pela Pasta, do Programa Rondoniense de Tecnologias Apropriadas – PROTA II e de inserção do Estado no Programa de Inclusão Digital. Morte de crianças indígenas por desnutrição nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Necessidade de assistência governamental às comunidades indígenas do País. ...... GERALDO RESENDE (PPS – MS) – Rompimento pelo Governador do Estado de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, de acordo firmado com a União e a Prefeitura Municipal para o funcionamento da Santa Casa de Campo Grande. Morosidade na conclusão das obras dos hospitais dos Municípios de Coxim, Glória de Dourados, Nova Andradina e Nova Alvorada do Sul. Sonegação, pelo Governo Estadual, de recursos da área da saúde. .............. SEBASTIÃO MADEIRA (PSDB – MA – Pela ordem) – Presença no plenário da ex-Vereadora de Imperatriz Maria da Conceição Medeiros Formiga; da Vereadora de Açailândia, Maria de Fátima Silva Camelo, e da Presidenta da Associação de Vereadores do Sul do Maranhão, Terezinha Machado. .. DRA. CLAIR (PT – PR) – Repúdio às Medidas Provisórias de nºs 245 e 246, de 2005, no tocante à extinção da Rede Ferroviária Federal S/A. ......... PAULO BAUER (PFL – SC) – Contrariedade à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição nº 369, de 2005, sobre a reforma sindical. Descumprimento, pelo Governo Federal, de compromisso de reformulação da legislação trabalhista. ............ ANA ALENCAR (PSDB – TO) – Resultado de pesquisa realizada pelo IBGE em conjunto com o Ministério da Saúde sobre a obesidade entre a população brasileira. Adoção de medidas de prevenção à obesidade infantil e de política de alimentação saudável no âmbito das escolas brasileiras. ......... OLIVEIRA FILHO (Bloco/PL – PR) – Preocupação com o aumento da criminalidade no País. Aplausos ao Presidente Severino Cavalcanti pela criação de Comissão Especial destinada à apresentação de medidas para combate à violência.... DR. HELENO (PMDB – RJ) – Afastamento de D. Mauro Morelli da Diocese de Duque de Caxias e São João de Meriti, Estado do Rio de Janeiro. Votos de êxito ao seu sucessor, D. José Francisco Resende. Exigência de apuração e condenação dos responsáveis por chacina ocorrida na Baixada Fluminense. Apresentação de projeto de lei sobre escolha da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro 12479 12479 12481 12481 12482 12482 12483 12484 Sexta-feira 15 como local oficial para recebimento e julgamento de propostas de licitação de blocos destinados a exploração e produção de petróleo e gás natural.. FÁTIMA BEZERRA (PT – RN) – Resultados positivos da audiência pública realizada pela Comissão de Legislação Participativa para levantamento de demandas da sociedade brasileira. .................. CHICO ALENCAR (PT – RJ) – Outorga da Medalha Tiradentes ao Frei Henri des Roziers e à Sra. Maria Joel Dias da Costa, Presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondon do Pará. Perfil da atuação social dos homenageados. ........ WILSON CIGNACHI (PMDB – RS) – Expediente do Secretário da Saúde do Governo do Rio Grande do Sul, Osmar Gasparini Terra, sobre a redução no repasse de recursos federais para a rede pública de saúde do Estado................................... ALMERINDA DE CARVALHO (PMDB – RJ) – Urgente criação, pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica – FUNDEB. ............... VANDERLEI ASSIS (PP – SP) – Transcurso do 41º aniversário de criação do Conselho Federal de Odontologia. ..................................................... ANTONIO CARLOS MENDES THAME (PSDB – SP. Discurso retirado pelo orador para revisão.) – Retrospectiva de medidas propostas pelo Governo Federal, contrárias aos interesses da sociedade brasileira. Contrariedade à aprovação da Medida Provisória nº 242, de 2005, sobre alteração nos critérios de concessão do auxílio doença, do salário maternidade e da aposentadoria por invalidez. Escassez de medicamentos para portadores de AIDS. Responsabilidade do Governo Federal pela morte de crianças indígenas no Estado de Mato Grosso. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP – Pela ordem) – Justeza da reivindicação da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas – COBAP de extensão à categoria, pelo Governo Federal, de mesmo índice de reajuste concedido ao salário mínimo. Correspondência da Fênix – Movimento de Trabalhadores Aposentados e Pensionistas de São Paulo sobre o assunto. .......................................... ANTONIO CARLOS PANNUNZIO (PSDB – SP – Pela ordem) – Ocupação do prédio do Ministério da Fazenda por trabalhadores sem-teto. Preocupação com o desrespeito à autoridade constituída. .. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Expectativa de tomada de providências pelo Governo para a manutenção da ordem........................................ JORGE GOMES (PSB – PE) – Elevado índice de majoração na tarifa de energia elétrica pelo Governo do Estado de Pernambuco. Transcurso do 85º aniversário de fundação da Associação Comercial e Industrial de Caruaru. Realização do 1º Encontro dos Prefeitos dos Municípios Integrantes da Bacia do Ipojuca. ............................................................. 12397 12485 12486 12487 12488 12504 12504 12505 12505 12505 12506 12506 12398 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS LINCOLN PORTELA (Bloco/PL – MG) – Omissão do Governo Federal com relação a invasões arbitrárias de terras praticadas pelo MST. Contrariedade a dispositivo constante da proposta de reforma política sobre financiamento público de campanha. Barbárie praticada por policiais militares no Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro. Agravamento da situação da área de segurança pública no País. ... NILTON CAPIXABA (PTB – RO) – Urgente liberação de recursos, pelo Ministério dos Transportes, para as obras de construção e recuperação da malha federal no Estado de Rondônia, particularmente para as BRs 364, 429 e 421. Votos de sucesso ao Engenheiro Júlio Miranda à frente da Unidade de Infra-Estrutura Terrestre – UNIT do Estado. ..... PASTOR FRANKEMBERGEN (PTB – RR) – Elogio à ELETRONORTE pela iniciativa da realização em Boa Vista, Estado de Roraima, de evento sobre o Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. ............................................................ EDUARDO SCIARRA (PFL – PR) – Criação da Confederação Brasileira dos Convention & Visitors Bureaux, no Município de Foz do Iguaçu, Estado do Paraná. Condescendência do Governo Federal com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Conclusões da CPI da Reforma Agrária instituída pela Assembléia Legislativa do Estado do Paraná. .................................................................. JOÃO GRANDÃO (PT – MS) – Contestação a pronunciamento de Deputado sobre as ações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Estado do Paraná. Repúdio à prática de racismo pelo atleta argentino Leandro Desábato. .............. RAFAEL GUERRA (PSDB – MG) – Contrariedade ao projeto de lei sobre remanejamento de recursos do setor de saúde pública para o Programa Bolsa-Família. Regozijo com o sancionamento, pelo Presidente da República, de projeto de lei sobre consórcios públicos. Nota do Conselho Nacional de Secretários de Saúde sobre a intervenção federal no setor de saúde do Município do Rio de Janeiro. .................................................................. LUIZ CARREIRA (PFL – BA) – Comentários ao Projeto de Lei nº 4.776, de 2005, sobre a gestão de florestas públicas. ............................................. EDINHO BEZ (PMDB – SC) – Alteração pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário dos critérios para cálculo da produtividade de propriedades rurais. ........................................................................ MAURO BENEVIDES (PMDB – CE) – Necrológio do Vice-Prefeito Antonio Joaquim de Oliveira Neto, do Município de Aracoiaba, Estado do Ceará............................................................................ ÁTILA LINS (PPS – AM) – Apoio à proposta de interiorização da Zona Franca de Manaus. Apresentação do Projeto de Lei nº 5.466, de 2001, sobre ampliação da área de abrangência do Pólo Industrial manauara. .............................................. 12507 12508 12509 12510 12511 12511 12512 12514 12514 12514 Abril de 2005 MAURO PASSOS (PT – SC) – Réplica a tentativas de imputação ao Governo Federal da responsabilidade pela ocupação do Ministério da Fazenda por integrantes do MST. Precariedade do setor de saúde pública do Município de Rio de Janeiro. Natureza ofensiva e preconceituosa da manifestação do Presidente da Casa, Deputado Severino Cavalcanti, sobre a questão do nepotismo. .................... GUSTAVO FRUET (PSDB – PR – Pela ordem) – Redução no repasse de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública para o Estado do Paraná. .................................................................. B. SÁ (PPS – PI) – Crescimento acentuado do número de funcionários públicos nos pequenos Municípios. Necessidade de estímulo à produção e à geração de empregos nas cidades de pequeno porte. ..................................................................... GILMAR MACHADO (PT – MG) – Repúdio ao ato de racismo praticado por jogador argentino durante partida de futebol realizada no Brasil. Previsão de sanções no Estatuto do Desporto contra manifestações racistas. Protesto contra a discriminação racial no País. ............................................. ADÃO PRETTO (PT – RS) – Expectativa de apuração, pela CPMI da Reforma Agrária, de denúncias de formação de milícias armadas para combate ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Estado do Paraná............................ ZELINDA NOVAES (PFL – BA) – Conclusões do documento Análise da Seguridade Social 2004, elaborado pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência Social. Conveniência de prioridade na área social pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ......................................................... LUIZ COUTO (PT – PB) – Ameaças de morte contra cidadãos de Brejo Santo, por parte do Vereador Ubelardo Santos e do ex-Prefeito Hellosman Sampaio de Lacerda, do Município de Milagres, Estado do Ceará.................................................... CORONEL ALVES (Bloco/PL – AP) – Repúdio ao tratamento dispensado pelo Governo Luiz Inácio Lula da Silva aos servidores públicos do Distrito Federal e dos ex-Territórios Federais do Amapá, de Rondônia, de Roraima e do Acre. ......................... WALDEMIR MOKA (PMDB – MS) – Anúncio pelo Ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, de elevação do índice de produtividade de propriedades rurais para fins de reforma agrária. DARCÍSIO PERONDI (PMDB – RS) – Mobilização da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas pela correção de benefícios previdenciários, em Brasília, Distrito Federal. Posicionamento do PMDB contrário à Medida Provisória nº 242, de 2005, sobre aumento do prazo de carência para recebimento do auxílio-doença. Associação ao pronunciamento do Deputado Waldemir Moka quanto à alteração do índice de produtividade das propriedades rurais para fins de reforma agrária. . 12515 12516 12516 12516 12517 12518 12519 12520 12520 12520 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS JÚLIO CESAR (PFL – PI – Pela ordem) – Anúncio do encaminhamento ao Ministério da Justiça de representação contra arbitrariedade praticada por delegado de polícia do Município de Barras, Estado do Piauí, por determinação de prisão de advogado no exercício legal de sua profissão. ...... PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Solicitação aos Srs. Deputados de brevidade no uso da palavra. .................................................................. ANTONIO CARLOS PANNUNZIO (PSDB – SP) – Disposição dos partidos oposicionistas para votação das matérias constantes na pauta. Indignação com a falta de medicamentos contra o vírus HIV na rede pública de saúde, por atraso do pagamento aos laboratórios. ................................. ILDEU ARAÚJO (PP – SP) – Transcurso do 150º aniversário de emancipação político-administrativa do Município de Caçapava, Estado de São Paulo...................................................................... JAIR DE OLIVEIRA (PMDB – ES) – Apelo ao Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Nelson Jobim, para emissão de parecer favorável à ação declaratória de inconstitucionalidade contra a redução do número de Vereadores, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral. Solicitação ao Governo Federal de desenvolvimento de novas políticas de saúde e maior fiscalização da aplicação dos recursos destinados ao Sistema Único de Saúde para garantia de acesso universal e igualitário a suas ações e serviços. ................................................... COSTA FERREIRA (PSC – MA) – Efeitos da política de manutenção de elevados superávits primários e de elevada taxa de juros na desativação dos investimentos públicos e na paralisação da economia nacional................................................. ADÃO PRETTO (PT – RS – Pela ordem) – Necessidade de atualização do índice de produtividade de propriedades rurais para fins de reforma agrária. .................................................................. NELSON BORNIER (PMDB – RJ) – Empobrecimento da população brasileira. Preocupação com a alta do índice de inadimplência, conforme pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito – SPC. Satisfação do orador com o anúncio da instalação de fábrica de pneus do grupo francês Michelin no Estado do Rio de Janeiro....................................... INOCÊNCIO OLIVEIRA (PMDB – PE) – Reportagem sobre a expansão do ensino superior no interior pernambucano, de Tarcísio Ferraz, publicada pelo jornal Diário de Pernambuco. Oportunidade da discussão dos Projetos de Lei nºs 5.646 e 5.647, de 2001, sobre a criação da Universidade Federal do Sertão e da Universidade Federal do Agreste.. FRANCISCO DORNELLES (PP – RJ) – Apoio à candidatura do empresário Olavo Monteiro de Carvalho ao cargo de Presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Artigo No Olho do 12521 12521 12521 12521 12521 12523 12524 12525 12526 Sexta-feira 15 Furacão, de Míriam Leitão, publicado pelo jornal O Globo. ................................................................... JOSÉ SANTANA DE VASCONCELLOS (Bloco/PL – MG) – Prejuízos ao crescimento socioeconômico brasileiro decorrentes de exigências ambientais para execução de projetos de desenvolvimento sustentável. Sugestão à Comissão de Minas e Energia de realização de audiência pública destinada ao debate do tema, com a presença de autoridades governamentais, empresários e ambientalistas. Necessidade de desburocratização da administração pública no Brasil. ............................ TAKAYAMA (PMDB – PR) – Transcurso do Dia Mundial do Câncer. Sugestões às autoridades do setor de saúde pública de procedimentos para coibição da presença de neoplasias...................... NELSON MARQUEZELLI (PTB – SP) – Aumento da participação do Estado de São Paulo na pauta de exportações do País. Efeitos da elevada carga tributária e da precária estrutura portuária em prejuízos para a balança comercial brasileira. ......................................... LUIZ BITTENCOURT (PMDB – GO) – Palestra proferida pelo ambientalista Washington Novaes sobre os cerrados, por ocasião do Fórum de Ciência e Tecnologia realizado em Goiânia. Anúncio de criação da Fundação de Apoio à Pesquisa no Estado de Goiás. ............................................................... LUIZ SÉRGIO (PT – RJ) – Importância da construção da Usina Nuclear de Angra III para a continuidade do Programa Nuclear Brasileiro e para o desenvolvimento nacional. Perplexidade ante o posicionamento do Governo argentino contrário à admissão do Brasil como membro permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. .......................................................... SANDES JÚNIOR (PP – GO) – Urgência na aprovação do projeto de regulamentação do instituto da medida provisória. ..................................... GORETE PEREIRA (PMDB – CE) – Causas do desaparecimento de crianças e adolescentes no País. Atuação da Rede Nacional de Identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidos. Necessidade de ação rigorosa do Poder Público no combate ao tráfico de crianças. ........... V – Grande Expediente MAURO BENEVIDES (PMDB – CE – Pela ordem) – Conveniência de aprovação do Projeto de Lei nº 4.115, de 2001, sobre obrigatoriedade de realização de prévias eleitorais para a escolha de candidatos a cargo majoritário............................... HUMBERTO MICHILES (Bloco/PL – AM) – Crise da área de segurança pública em Manaus, capital do Estado do Amazonas. Artigos publicados por órgãos da imprensa sobre o tema. Urgente necessidade de qualificação das polícias amazonenses. PRESIDENTE (Rogério Teófilo) – Presença no plenário do Prefeito Gustavo Gastão, do Município de Prados, Estado de Minas Gerais.............. 12399 12526 12529 12535 12535 12536 12537 12537 12538 12539 12540 12544 12400 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS MARCELO ORTIZ (PV – SP – Como Líder) – Protesto contra atribuição à base de sustentação do Governo na Casa, pelos Deputados Rodrigo Maia e Antonio Carlos Pannunzio, da responsabilidade pela não-apreciação da pauta das sessões deliberativas do dia 14 e da em curso. .................. LINCOLN PORTELA (Bloco/PL – MG – Pela ordem) – Perspectiva de agravamento de infecções com o vírus HIV no continente africano até o ano de 2025. Urgente destinação de maiores recursos e sua utilização com eficiência para o combate à epidemia. ............................................................... ANTENOR NASPOLINI (PSDB – CE) – Urgente envio à Casa, pelo Poder Executivo, de proposta de emenda à Constituição sobre a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica – FUNDEB. Pedido de apoio para a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente...................................... DR. ROSINHA (PT – PR – Pela ordem) Realização em Londrina, pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Casa e pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos do Estado do Paraná, de debate sobre a violência contra a criança e o adolescente. .......................................................... Apresentação de proposições: DR. HELENO, COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO, MENDES RIBEIRO FILHO, PAULO ROCHA, JAIR BOLSONARO, CARLOS NADER, LUCI CHOINACKI, ALMIR MOURA, RENATO CASAGRANDE, ANTONIO CARLOS MENDES THAME, CHICO ALENCAR, RODRIGO MAIA, JOÃO MAGALHÃES, ALBERTO GOLDMAN, JOSÉ CARLOS ALELUIA, HAMILTON CASARA, GORETE PEREIRA, JOSIAS QUINTAL................................................................ VI – Ordem do Dia PRESIDENTE (José Thomaz Nonô) – Discussão, em turno único, das Emendas do Senado Federal ao Projeto de Lei de Conversão nº 2, de 2005 (Medida Provisória nº 227-A, de 2004), que dispõe sobre o Registro Especial, na Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda, de produtor ou importador de biodiesel e sobre a incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS sobre as receitas decorrentes da venda desse produto, altera a Lei nº 10.451, de 10 de maio de 2002, e dá outras providências......................... Concessão da palavra ao Sr. Deputado IVAN RANZOLIN (PP – SC), para emissão de parecer às Emendas do Senado Federal. .......................... IVAN RANZOLIN (PP – SC) – Solicitação à Presidência de concessão do prazo de uma sessão para emissão do parecer. ...................................... PRESIDENTE (José Thomaz Nonô) – Deferimento do pleito do Relator................................... Encerramento da Ordem do Dia. ................. JOÃO PAULO CUNHA (PT – SP – Pela ordem) – Repúdio a ato de racismo praticado por joga- 12544 12544 12545 12549 12550 12556 12557 12557 12557 12557 Abril de 2005 dor de futebol argentino durante certame realizado em São Paulo. Acerto da conduta da Polícia paulista. Defesa de punição do atleta conforme previsto na legislação brasileira. ......................................... PRESIDENTE (José Thomaz Nonô) – Associação da Presidência ao pronunciamento do Deputado João Paulo Cunha................................. ALBERTO GOLDMAN (PSDB – SP – Como Líder) – Solidariedade ao Deputado João Paulo Cunha pelo discurso contra a prática de racismo. Inexistência de razões práticas para a viagem do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva a países africanos. .................................................................... PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Associação da Presidência ao pronunciamento do Deputado João Paulo Cunha. ................................................ TARCISIO ZIMMERMANN (PT – RS – Pela ordem) – Associação ao pronunciamento do Deputado João Paulo Cunha. Empenho do Governo Federal na manutenção de direitos dos trabalhadores. Conveniência de rejeição do Projeto de Lei nº 4.330, de 2004, sobre contrato de prestação de serviço a terceiros e relações de trabalho dele decorrentes. ROGÉRIO TEÓFILO (PPS – AL – Pela ordem) – Possibilidade de instalação de crise diplomática entre o Brasil e Cuba diante do impedimento da atuação de médicos daquele país no Estado do Tocantins. Conveniência de ação do Congresso Nacional a favor de médicos brasileiros formados em Cuba. ............................................................... NELSON PROENÇA (PPS – RS – Pela ordem) – Importância do Programa Fale com o Deputado, implantado pela Casa. .................................. JOÃO MAGNO (PT – MG – Pela ordem) – Apoio à decisão do Congresso Nacional de criação de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito destinada à apuração de crimes contra brasileiros no exterior. ............................................................. PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Informação ao Plenário sobre a ordem de inscrição para uso da palavra. ............................................................. JOSÉ CARLOS ALELUIA (PFL – BA – Como Líder) – Repúdio à Medida Provisória nº 242, de 2005, sobre alterações nas regras de concessão do auxílio-doença pelo Instituto Nacional do Seguro Social. .................................................................... VII – Comunicações Parlamentares MÁRCIO REINALDO MOREIRA (PP – MG) – Reivindicação de Parlamentares ao Ministério das Relações Exteriores de apoio oficial ao ingresso de Taiwan como país observador na Organização Mundial de Saúde. Viagem do orador a Portugal na condição de acompanhante de grupo de professores universitários participantes de intercâmbio cultural........................................................................ VICENTINHO (PT – SP – Pela ordem) – Conveniência da aprovação do Projeto de Lei nº 12557 12558 12558 12559 12559 12561 12562 12562 12562 12562 12563 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS 1.821, de 2003, sobre a veiculação obrigatória pelas emissoras de televisão de desenhos animados produzidos no País. Destaque ao projeto Aventuras Brasileiras, narrativo da história do Brasil por meio de filmes de animação. .......................................... COLBERT MARTINS (PPS – BA) – Apreensão com o envio, pela Organização Mundial de Saúde, de amostras de vírus letal de gripe a laboratórios do País. Apresentação de requerimento ao Ministro da Saúde, Humberto Costa, de avaliação do risco representado pelas amostras enviadas. ................ PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Sugestão ao Deputado Colbert Martins de encaminhamento do pedido à Comissão de Seguridade Social e Família. .......................................................................... MANATO (PDT – ES – Pela ordem) – Aumento da disponibilidade de recursos orçamentários para investimentos em infra-estrutura resultante de ajuste em acordo com o Fundo Monetário Internacional. Conveniência da aprovação de proposição sobre parcerias público-privadas no âmbito da administração pública. ....................................................... CARLOS ABICALIL (PT – MT) – Associação a pronunciamento do Deputado Antenor Naspolini sobre a ampliação da garantia do direito ao ensino fundamental. Defesa da instituição do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, em substituição ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério. Contestação a críticas de Parlamentares da Oposição ao desempenho do Governo Luiz Inácio Lula da Silva. Melhoria dos indicadores socioeconômicos do País...................... ANDRÉ LUIZ (Sem Partido – RJ – Pela ordem) – Contraditório ao Processo nº 001, de 2004, instaurado contra o orador na Câmara dos Deputados. ..................................................................... JURANDIR BOIA (PDT – AL – Pela ordem) – Insensibilidade do Governo Federal com os servidores públicos, no tocante ao reajuste salarial e à valorização de suas carreiras. ............................ VIEIRA REIS (PMDB – RJ – Pela ordem) – Associação a pronunciamento do Deputado João Paulo Cunha sobre flagrante de discriminação racial contra jogador de futebol. Manifestação de pesar pelo falecimento do Deputado Estadual fluminense Márcio Corrêa. Necessidade de cautelosa investigação da chacina ocorrida nos Municípios de Nova Iguaçu e Queimados, Estado do Rio de Janeiro. Conveniência da aprovação do Projeto de Lei nº 4.795, de 2005, sobre procedimentos para preservação do local do crime em ocorrências com vítimas fatais protagonizadas por policiais civis e/ou militares.... ARNON BEZERRA (PTB – CE – Pela ordem) – Congratulações ao Prefeito Agenor Neto, do Município de Iguatu, no Estado do Ceará, pela instalação da Defensoria Pública Municipal. ......... 12565 12566 12567 12567 12567 12569 12571 12572 12573 Sexta-feira 15 ZÉ GERALDO (PT – PA – Pela ordem) – Denúncia de ameaça de morte contra a Vereadora petista Maria de Jesus, do Município de Jacundá, Estado do Pará. ..................................................... GORETE PEREIRA (PMDB – CE – Pela ordem) – Paralisação de servidores públicos no Estado do Ceará, reivindicativa de reajuste salarial. Apresentação de proposição. Conveniência da rejeição das Medidas Provisórias nºs 245 e 246, de 2005, respectivamente sobre a abertura de crédito extraordinário à Presidência da República e aos Ministérios dos Transportes, da Cultura e do Planejamento, Orçamento e Gestão, e sobre a reestruturação do setor ferroviário e o término do processo de liquidação da Rede Ferroviária Federal S/A. ............... JOÃO MENDES DE JESUS (Bloco/PSL – RJ – Pela ordem) – Aprovação, pela Câmara de Vereadores do Município do Rio de Janeiro, de projeto de lei proibitivo da cobrança duplicada de pedágio ao longo da Linha Amarela.................................... JORGE ALBERTO (PMDB – SE – Pela ordem) – Preocupação com proposta do Ministério do Desenvolvimento Agrário sobre aumento do índice de produtividade de propriedades rurais para fins de reforma agrária. ................................................ FERNANDO FERRO (PT – PE) – Caráter excessivo dos reajustes autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica às tarifas cobradas pelas distribuidoras de energia elétrica. Urgente necessidade de revisão do modelo de concessão da exploração e distribuição de energia elétrica vigente no País......................................................... ZÉ GERALDO (PT – PA – Pela ordem) – Omissão do Governador do Estado do Pará, Simão Jatene, na divulgação dos recursos federais enviados ao Estado pelo Governo Federal. .......................... LUIZ COUTO (PT – PB – Pela ordem) – Desbaratamento, pela Polícia Federal, de quadrilha de aliciamento de mulheres à prostituição internacional, atuante na Região Centro-Oeste. ................... RAUL JUNGMANN (PPS – PE) – Protesto contra a invasão das instalações do Ministério da Fazenda por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Pedido ao Ministério da Integração Regional de construção de ramal do Rio São Francisco para atendimento ao Município de Pajeú, Estado de Pernambuco. Empenho na reativação do perímetro irrigado de Custódia, no Estado. ISAÍAS SILVESTRE (PSB – MG – Pela ordem) – Preocupação com o impedimento, pela Justiça Federal, da atuação de médicos cubanos no Estado do Tocantins. Possibilidade de represália do governo de Cuba contra estudantes de medicina brasileiros naquele país. Apoio à Polícia Militar e à Justiça do Estado de São Paulo pela ação contra jogador de futebol argentino por prática de racismo. Indignação com atos de discriminação racial. ....... 12401 12573 12573 12574 12574 12575 12576 12576 12577 12578 12402 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PAULO LIMA (PMDB – SP – Pela ordem) – Congratulação ao Prefeito Nelson Celestino Teixeira pela anunciada instalação de usina do Grupo Ibéria no Município de Borá, Estado de São Paulo. ........ FRANCISCO RODRIGUES (PFL – RR – Pela ordem) – Afirmação do caráter democrático e da independência da Câmara dos Deputados na gestão do Presidente Severino Cavalcanti. ................. BENJAMIN MARANHÃO (PMDB – PB – Pela ordem) – Crise do sistema público de saúde da Paraíba. Reivindicação ao Ministro da Saúde, Humberto Costa, de fiscalização do repasse de recursos ao Estado.................................................................... PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – Esclarecimento ao Plenário sobre a designação do Relator da Medida Provisória nº 242, de 2005, acerca de alteração das normas de concessão do benefício de auxílio-doença. ................................................. SÉRGIO CAIADO (PP – GO – Pela ordem) – Recepção, pelo orador, de comissão de suplentes de Vereador, reivindicativa da breve apreciação, pelo Supremo Tribunal Federal, de pleito sobre a redefinição da composição de Câmaras Municipais. Espírito democrático do Presidente Severino Cavalcanti. ...................................................................... FRANCISCO RODRIGUES (PFL – RR – Pela ordem) – Solicitação à Presidência de indicação do nome do orador para Relator da Medida Provisória nº 244, de 2004, sobre abertura de créditos extraordinários ao Ministério da Defesa. Apoio à decisão da Presidência a respeito da relatoria da Medida Provisória nº 242, de 2004, sobre alteração 12578 12579 Abril de 2005 das normas de concessão de auxílio-doença pelo INSS. ..................................................................... PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – Resposta ao Deputado Francisco Rodrigues............... VIII – Encerramento 3 – PARECERES – Projetos de Decreto Legislativo nºs 1.417-A/04, 1.465-A/04, 1.482-A/04, 1.488-A/04, 1.496-A/04, 1.502-A/04, 1.504-A/04, 1.511-A/04, 1.518-A/04, 1.522-A/04, 1.542-A/04. . 12581 12582 12597 SEÇÃO II 12579 12580 12580 4 – ATOS DO PRESIDENTE a) Tornar sem Efeito Nomeação: Fulvio Alexander Ferreira Cavalcanti, Manoel Gomes Esteves. ........................................................................ b) Exonerar: Glaydson Montargil Azevedo, Guilherme Caetano Brigagão, Herilene Andrade de Oliveira Ricardo, Ivete Jurema Esteves Lacerda, Maria Aparecida Jorge, Pedro Corradi da Silva, Sidnei da Rocha Lemes, Valeria Rebelo de Melo.. c) Nomear: Afonso Valter Parente Pinto , Ananias José Santos Neto, Daniela Sabrina Brito Silva, Flavia Roberta Rosalen, Ivete Jurema Esteves Lacerda, Julia Ribeiro Gonçalves, Maria Rozevânia de Moura França Lima, Marinês Santana de Andrade. ................................................................ 5 – PORTARIAS – nºs 046 e 047, de 2005, da Primeira Secretaria, referentes a credenciamento de entidades de classe. ......................................... 6 – MESA 7 – LÍDERES E VICE-LÍDERES 7 – DEPUTADOS EM EXERCÍCIO 8 – COMISSÕES 12608 12608 12609 12610 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12403 Ata da 62ª Sessão, Solene, Matutina, em 14 de abril de 2005 Presidência dos Srs. Severino Cavalcanti, Presidente; Marcondes Gadelha, Wasny de Roure, § 2º do artigo 18 do Regimento Interno I – ABERTURA DA SESSÃO (Às 10 horas e 28 minutos) O SR. PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – Declaro aberta a sessão. Sob a proteção de Deus e em nome do povo brasileiro iniciamos nossos trabalhos. II – LEITURA DA ATA O SR. PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – Fica dispensada a leitura da ata da sessão anterior. O SR. PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – Passa-se à leitura do expediente. O SR. MARCONDES GADELHA, servindo como 1° Secretário, procede à leitura do seguinte III – EXPEDIENTE Of. S/304/05 Campo Grande, 10 de março de 2005 Exmº Sr. Deputado Severino Cavalcanti DD. Presidente da Câmara Federal Câmara Federal – Ed. Principal Brasília – DF Senhor Presidente. Envio a Vossa Excelência, Moção de Protesto, apresentada pelo Deputado Waldir Neves e, subscrita pelo Deputado Paulo Corrêa – prot. nº 211/05, aprovada cm sessão ordinária do dia 10 de março de 2005, nos seguintes termos: “Os membros da Assembléia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul, interpretando os sentimentos do povo que representam, vêm à sua presença para protestarem contra o aumento da carga tributária previsto na Medida Provisória nº 232, por entenderam que tal expediente, ao corrigir em 10% a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, refletindo diretamente nos prestadores de serviços, não corresponde aos anseios e necessidades da classe trabalhadora brasileira”. Atenciosamente, – Deputado Ary Rigo, Primeiro-Secretário. Encaminhe-se, por cópia, às Lideranças Partidárias. Publique-se. Oficie-se. Em, 14-4-2005. – Severino Cavalcanti, Presidente. Ofício nº 1/8/2005 Ourinhos, 15 de março de 2005 Ao Excelentíssimo Senhor Severino Cavalcanti Presidente da Câmara dos Deputados Câmara dos Deputados Brasília – DF 70160-900 Senhor Presidente: Formulamos o presente com a finalidade de levar ao conhecimento de Vossa Excelência, que esta Edilidade houve por bem aprovar a Moção nº 116/2005, em Sessão Ordinária ontem realizada, de autoria do nobre Vereador José Claudinei Messias e subscrita pelos Vereadores: Hélio Migliari Filho, Terezinha Paixão Bueno, Salim Mattar, José Roberto Nunes, Silvonei Rodrigues, Frednês Corrêa Leite, Edvaldo Lúcio Abel e Osvaldo Barbosa, cuja proposição estamos encaminhando através de cópia reprográfica. Valemo-nos da oportunidade para apresentar a Vossa Excelência protestos de elevada estima e distinta consideração. Atenciosamente, José Claudinei Messias, Presidente. 12404 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12405 12406 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12407 12408 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12409 12410 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12411 12412 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12413 12414 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12415 12416 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Ofício GAB/nº 27/2005 Deodápolis – MS, 15 de março de 2005 Ao Exmº Senhor Presidente da Câmara dos Deputados Brasília- DF Tem o presente a finalidade especial de passar às mãos de Vossa Excelência, o Requerimento nº 32/05, da lavra do nobre Vereador Deodato Leonardo da Silva, devidamente apresentado e aprovado por unanimidade pelo Plenário desta Casa de Leis. Sem outro particular para o momento, reiteramos protestos de estima e alta consideração. Atenciosamente, – Ademilson Pereira de Moura, Presidente. REQUERIMENTO Nº 32, 2005 DE 11 DE MARÇO DE 2005 O Vereador Deodato Leonardo da Silva, no uso de suas atribuições legais, apresenta à Mesa, para Abril de 2005 que seja submetido à apreciação do Colendo Plenário, o seguinte: REQUERIMENTO Requeiro à Mesa, após deliberação do Colendo Plenário, que seja enviado expediente ao Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal e ao Presidente do Câmara dos Deputados, solicitando dos mesmos que apresentem uma emenda na legislação eleitoral do País, obrigando a realização de segundo turno em todas as cidades onde o índice de votação não alcançar 50% mais um dos votos válidos, como é atualmente nas cidades de grande porte. Sala das Sessões da Câmara, aos 11 dias do mês de março de 2005. – Vereador Deodato Leonardo da Silva. À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Oficie-se. Publique-se. Em, 14-4-05. – Severino Cavalcanti, Presidente. Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Ofício nº 31/2005 Carmópolis – SE, 3 de março de 2005 Ref. CMC – GP Exmo Srº Dep. Fed. Severino Cavalcante MD. Presidente da Câmara dos Deputados Brasília – DF Assunto: Encaminhar Moção (faz) Senhor Presidente, Honra-nos encaminhar a Vossa Excelência, moção de congratulação de autoria do Vereador José Carlos Fontes Barros – PP/Carmópolis (SE), aprovado por unanimidade em sessão ordinária realizada no dia Sexta-feira 15 12417 24-2-2005, parabenizando-o pela conquista honrosa da Presidência da Câmara dos Deputados. Enquanto membros irmanados do Poder Legislativo, nos congratulamos com o seu posicionamento, e, esperamos que tenha uma administração profícua e de sucesso, voltada aos interesses sociais e em defesa das causas legislativas. Sendo o que se apresenta para o momento, na oportunidade aproveito para estreitar laços de estima e elevada consideração, ao tempo em que nos colocamos ao inteiro dispor de Vossa Excelência, no exercício de nossas atribuições regimentais. Atenciosamente, – Sergio Vieira, Presidente. 12418 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Oficio nº 48/CM 1º de março de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Severino Cavalcanti Presidente da Câmara dos Deputados Câmara dos Deputados, Praça dos Três Poderes Brasilia – Distrito Federal Assunto: Inclusão na pauta de votação do texto do novo Código Florestal, Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara dos Deputados. Considerando a aprovação, por unanimidade do Plenário, na sessão ordinária realizada ontem, do requerimento nº 009/2005 (fotocópia anexa), do lavra dos Vereadores Luís Fritzen, Adelar Holsbach, Eudes Dallagnol, Expedito Ferreira, Manoel Rosa de Lima, Renato Reimann e do que adiante subscreve o presente, esta Câmara Municipal solicita a Vossa Excelência a inclusão, com urgência, na pauta de votação dessa Casa, do novo texto do Código Florestal. Respeitosamente, Winfried Mossinger, Presidente da Câmara Municipal. REQUERIMENTO Nº 9, DE 2005 Solicitação da inclusão, com urgência, na pauta de votação do novo Código Florestal Brasileiro. Senhor Presidente, Os Vereadores que este subscrevem, nos termos regimentais: considerando que o Código Florestal Brasileiro, instituído pela Lei nº 4.771, sucessivamente alterado pelas Leis nº 5.106, 5.868, 5.870, 6.535, 7.511, 7.803, 7.875, 8.629, 9.393 e 9.985 e pelas Medidas Provisórias nº 1.736-31, 2.166-66 e 2.166-67, esta última em conversão na Câmara dos Deputados, que institui o novo Código Florestal Brasileiro, atualmente pelas inúmeras leis não se tem uma definição clara sobre prazos nem o zoneamento adequado com a atual realidade; considerando que cada Estado brasileiro foi subsidiariamente legislando de acordo com sua realidade: considerando que o Estado do Paraná, pelo Decreto nº 387, de 2 de março de 1999, implantou o Sistema de Manutenção, Recuperação e Proteção da Reserva Florestal Legal, estabelecendo o prazo final de 31 de dezembro de 2018 para averbação da Reserva Legal junto ao Registro de Imóveis; considerando que o Estado do Paraná, ora sob a administração de outro Governador, expediu o Decreto nº 3.320, de 12 de julho de 2004, que no art. 2º determina que o Instituto Ambiental do Paraná só vai emitir licenças, anuências, autorizações, certidões e outros instrumentos mediante a comprovação de regularização Sexta-feira 15 12419 da Reserva Legal dos imóveis rurais e requisita, ainda, no art. 12, dos Registros de Imóveis as matriculas com a averbação da Reserva Legal, além de, no art. 13, instituir penalidades e, no art. 14, incluir qualquer imóvel, inclusive a pequena propriedade familiar; considerando que, ao falar em Registro de Imóveis, fala-se da Lei nº 6.015, que trata dos registros públicos, regulada pelas Corregedorias-Gerais da Justiça dos respectivos Estados para que todos os Cartórios sigam o mesmo procedimento; considerando que a Corregedoria-Geral da Justiça do Paraná, com o advento da nova legislação, editou o Provimento nº 60, proibindo os Cartórios dos Registros de Imóveis do Paraná, em registrar qualquer documento, até mesmo de penhor agrícola, em imóveis rurais que ainda não tenham averbado a Reserva Legal no Registro; considerando que o Código de Normas, baixado pelo provimento nº 60/2005. no tem 16.7.6.1 diz que “não poderá haver qualquer alteração na descrição do imóvel, na sua natureza, outorga de garantia real nem transmissão, a qualquer titulo, de direito real, sem a prévia averbação da reserva legal, bem como a necessidade de adequá-lo á finalidade social da atividade produtiva (em anexo o Oficio-Circular nº 25/05); considerando que o Decreto nº 3.320/04 é uma ameaça real à agropecuária. pois resultará na redução da área de plantio e de renda, além de inviabilizar a permanência de pequenos produtores e suinocultores no campo; considerando que a conversão da Medida Provisória nº 2.166-67, estabelece um novo ordenamento ambiental para todo o Pais, isentando da Reserva Legal, inclusive na Região Sul, a pequena propriedade familiar de até 30 hectares, para que o pequeno produtor possa continuar a produzir e não plantar mato; REQUEREM a Vossa Excelência, ouvido o douto Plenário, sejam enviados ofícios, com cópia deste, ao Presidente da Câmara dos deputados, Deputado Severino Cavalcanti. e aos Deputados Federais Dilceu Sperafico e Moacir Micheletto, solicitando-lhes a inclusão, com urgência, na pauta de votação, o novo Código Florestal Brasileiro. Sala das Sessões, 23 de fevereiro de 2005. – Luis Fritzen – Adelar Holsbach – Eudes Dallagnol – Expedito Ferreira – Manoel Rosa de Lima – Renato Reimann - Winfried Mossinger. Encaminhe-se, por cópia, às Lideranças Partidárias da Casa. Oficie-se. Publique-se. Em 14-4-05. – Severino Cavalcanti, Presidente. 12420 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Ofício/GP CMS nº 50/05 Sidrolândia - MS, 15 de março de 2005 Exmº Senhor Severino José C. Ferreira Presidente da Câmara Federal Brasília – DF Excelentíssimo Senhor, Abril de 2005 Sirvo-me do presente para encaminhar a Vossa Excelência, cópia da Moção de repúdio nº 1/05, aprovada na sessão ordinária realizada dia 14-3-2005. Sendo só para o momento, reiteramos os nosso protestos de estima e apreço. Atenciosamente, – Jorge Dilmar Raycik, Presidinte. Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Ofício Nº 55/2005 Serrana, 16 de Março de 2005 Excelentíssimo Senhor Severino Cavalcanti DD. Presidente da Câmara Federal Brasília-DF. Senhor Presidente, Servimo-nos do presente para encaminhar a vossa excelência a Moção de Repudio nº 3/2005, aprovada por unanimidade por esta Egrégia Casa de Leis em sessão ordinária realizada em 15 do corrente mês e ano, referente “Ao aumento de impostos do Governo Federal”, a fim de evitar que profissionais liberais e prestadores de serviços paguem por esta política tributaria praticada pelo Governo Federal. Solicito ao digníssimo Presidente da Câmara Federal conclame os Senhores Deputados Federais a votarem contra a Medida Provisória 232. Esperamos poder contar com o apoio dos Nobres Deputados Federais na rejeição da Medida Provisória. Sem mais para o momento apresentamos nossas considerações e aproveitamos o ensejo para reiterar nossas distintas considerações. Atenciosamente, – Valmir Rosa, Vereador/Presidente. MOÇÃO DE REPÚDIO Nº 3/2005 AO AUMENTO DE IMPOSTOS DO GOVERNO FEDERAL Senhor Presidente, Senhores Vereadores, Apresentamos a presente Moção de Repudio ao aumento de Impostos do Governo Federal. Nos últimos dois anos (2003-2004), uma política de aumento de tarifas e impostos foram aplicados pelo Governo Federal e a população brasileira foi a principal penalizada por essa política. Tal desconforto leva membros de entidades de classe, representantes de federações e associações profissionais a denunciarem, por exemplo, que o valor dos impostos embutidos na produção e serviços, que no Brasil ultrapassa 40%. Recentemente, o Governo Federal apresentou uma medida provisória que encontra respaldo na sua política tributária: A Medida Provisória nº 232 de dezembro de 2004. Segundo esta medida, o Executivo altera a Legislação Tributaria Federal, aumentando todos os impostos e contribuições sobre o lucro presumido de prestadores de serviços e profissionais liberais, de 32% para 40%. A medida acima mencionada, foi anunciada, após comemorarmos a redução de cobrança de impostos para pessoa física. Acontece que a Medida Provisória Sexta-feira 15 12421 nº 232 acabou de demonstrar que tal expectativa era ilusória, tendo em vista que o Governo apenas mudou o foco de cobrança de impostos. Assim sendo, nos solidarizamos, com a população brasileira que é sempre penalizada com aumentos na carga tributaria federal, uma vez que este tipo de política está ao avesso do que seria o esperado, da mesma forma, da realidade em que encontramos nosso Estado. O Governo do Estado de São Paulo, nos últimos anos trabalha com a idéia de que a diminuição da carga tributária aumenta a produção, o número de empregos, e, por conseqüência, a arrecadação. Pelo exposto, Apresentamos à Mesa, ouvido o Douto Plenário, e dispensadas as formalidades regimentais, a presente Moção, em caráter de urgência – urgentíssima. Dando-se ciência dessa deliberação ao Presidente da Câmara Federal, solicitando aos Excelentíssimos Senhores Deputados Federais que votem contra a Medida Provisória nº 232, a fim de evitar que profissionais liberais e prestadores de serviços paguem por esta política tributària praticada pelo Governo Federal, ficando este registrada nos anais deste Poder Legislativo. Sala das Sessões, 14 de março de 2005. – Valmir Rosa, Vereador/Presidente. Encaminhe-se, por cópia, aos Senhores Lideres Partidários. Oficie-se. Publique-se. Em 14-4-05. – Severino Cavalcanti, Presidente. Ofício nº 76/2005 Miranda – MS, 16 de março de 2005 Exmo Sr. Severino Cavalcanti DD. Presidente da Câmara dos Deputados Federais Brasília – DF Excelentíssimo Senhor Presidente, Sirvo-me do presente para encaminhar a Vossa Excelência cópia da Moção de Repúdio nº 001/2005 de minha autoria, apresentada, discutida e aprovada por unanimidade do Plenário desta Casa de Leis, em Sessão Ordinária realizada no dia 14 de março do corrente ano. Sendo o que se apresenta para o momento, renovamos nossos protestos de elevada estima e consideração. Atenciosamente, Ver. Valdir Dias Olanda, Presidente. A Câmara Municipal de Miranda, através do Vereador Valdir Dias Olanda – MD. Presidente desta Casa de Leis envia Voto de Repúdio à Medida Provisória 232 de 30-12-2004 que aumenta a carga tributária dos prestadores de serviços, pequenos agricultores e em- 12422 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS presários a ser encaminhada ao Exmo Sr. Luiz Inácio Lula Da Silva – DD. Presidência da República, ao Exmo Sr. Antonio Palocci Filho – DD. Ministro de Estado de Fazenda, ao Exmo Sr. Roberto Rodrigues -DD. Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ao Exmo Sr. Severino Cavalcanti – DD. Presidente da Câmara dos Deputados Federais e ao Exmo Sr. Renan Calheiros – DD. Presidente do Senado Federal. Ofício nº 189-05/06 Suzano, 18 de março de 2005 Ao Exmº Sr. Severino José Cavalcanti Ferreira DD. Presidente da Câmara dos Deputados Praça dos Três Poderes Brasília – DF CEP: 70160-900 Prezado Senhor Pelo presente, estamos encaminhando a V. Exª cópia do Requerimento acolhido por esta Casa de Leis na Sessão Legislativa Ordinária realizada no dia 16 de março de 2005, a saber: Autor do Requerimento: Israel Sampaio de Lacerda Filho Nº do Requerimento: 340-O5/06 Sem mais para o momento, aproveitamos o ensejo para renovar protestos da mais alta estima e distinta consideração. Atenciosamente, – Rosvaldo Cid Cury, Presidente. REQUERIMENTO Nº 340-05/06 Ementa: (Visa manifestas voto de louvor a OAB “Ordem dos Advogados do Brasil” bem como as demais entidades brasi- Abril de 2005 Sala das Sessões da Câmara Municipal de Miranda- MS, 14 de Março de 2005. – Valdir Dias Olanda, Vereador Proponente. Encaminhe-se, por cópia, às Lideranças Partidárias (MPV 232/04). Oficie-se. Publiquese. Arquive-se. Em 14-4-05. – Severino Cavalcanti, Presidente. leiras que estão empenhadas na luta para limitar o poder do Presidente da República quando se trata de edição de Medidas Provisórias). Senhor Presidente. Nobres Vereadores, Considerando, que o Art. 62 da Constituição Federal quando foi criado tinha somente a intenção de garantir o efeito de Lei Provisória, exclusivarnente para tratar de eventuais matérias de relevância nacional, as quais não caberiam ás submissões dos tramites regimentais do Congresso Nacional, visto que a apresentação e leitura do projeto, bem como a análise das Comissões, discussão e votação, tomaria muito tempo e por se tratar de urgência máxima a matéria poderia perder o seu efeito. Considerando, que e atualmente as Medidas Provisórias estão perdendo o seu sentido e vem servindo apenas como uma arma ameaçadora contra o sagrado processo da democracia, visto que o Presidente da República não está respeitando os limites do poder que lhe confere o Artigo Constitucional mencionado. Considerando, as inúmeras ações diretas de inconstitucionalidade contra as Medidas Provisórias, especialmente a 232 que trata diretamente de assuntos de ordem tributária, apresentadas por diversas Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS entidades, entre elas destaca-se a OAB “Ordem dos Advogados do Brasil” e partidos políticos. Considerando a proposta da OAB, enviada recentemente ao Exmº Sr. Severino Cavalcanti DD. Presidente da Câmara dos Deputados, que sugere a composição de um projeto de lei que possa alterar o texto atual do Art. 62 da C.F., organizando-o de maneira que o Poder Executivo não possa usá-lo para editar medidas que tratam de assuntos de ordem tributária, ficando esta atribuição exposta para ampla discussão entre os poderes da República, é que; Requeiro à Mesa, ouvido o Douto Plenário, e reverenciando as formalidades regimentais, meu Voto de louvor á OAB, aos partidos políticos e ás entidades que estão empenhadas nesta luta contra o excesso de uso das Medidas Provisórias. Que seja oficiado aos Nobres Edis das demais Edilidades brasileiras, visando solicitar apoio a esta iniciativa, ao Exmº Sr. Renan Calheiros DD. Presidente do Senado Federal, ao Exmº Sr. Severino Cavalcanti DD. Presidente da Câmara dos Deputados e à Presidência da OAB. Plenário, – Francisco Marques Figueira, 16 de março de 2005. Encaminhe-se, por cópia, às Lideranças Partidárias. Publique-se. Oficie-se. Em 14-4-05. – Severino Cavalcanti, Presidente. Oficio nº 231/2005 Peruibe, 3 de março de 2005. DD. Presidente da Câmara dos Deputados. Severino José Cavalcanti Ferreira (PP) Praça dos Três Poderes – Gabinete da Presidência – 70165-900 – Brasília – DF. Excelentíssimo Senhor Venho pelo presente encaminhar para conhecimento de Vossa Exciª., cópia da Moção de Apoio nº 30/2005, de autoria do Vereador José Ernesto Lessa Maragni Júnior, subscrita pelos Vereadores Alex Pereira de Matos, Manoel Reis Guedes, I-Hertes de França, José Pedro Gomes de Oliveira, Antônio Francisco Ricardo, Antônio Carlos Bianchi da Silva, Mário Omuro, Nelson Gonçalves Pinto, e pela Vereadora Maria Onira Betioli Contei, aprovada por unanimidade em Sessão Ordinária realizada em 2 de março de 2005. Sendo o que se apresenta, reiteramos os protestos de elevada estima e consideração. Atenciosamente, – Maria Onira Betioli Contel, Presidenta. Sexta-feira 15 12423 MOCÃO Nº 30, DE 2005 DE APOIO Apresentamos à Mesa, ouvido o Plenário e observadas as formalidades regimentais, MOÇÃO DE APOIO ao Projeto “1 MILHÃO PELA VIDA”, na pessoa do querido Padre Jonas Abib, representante do grupo Canção Nova da Comunidade Católica. Justificação Somos sabedores de que diversos Projetos estão sendo desenvolvidos pela Ciência no mundo. A Ciência vem estudando a origem do Homem e buscando soluções para que a medicina sofra um processo de aperfeiçoamento na cura de diversas moléstias, e com isso, aumentar o tempo de vida do ser humano. No entanto, alguns avanços da Ciência - recentemente um dos mais polêmicos foi o estudo da possível clonagem humana - vêm sendo bastante preocupantes para a comunidade católica. Hoje, este Vereador, cristão envolvido diretamente com os anseios e preocupações que norteiam a comunidade católica, firma a presente MOÇÃO DE APOIO ao Projeto “1 Milhão pela Vida – grupo Canção Nova”, liderado por Padre Jonas Abib, que consiste num manifesto popular católico em defesa do direito à vida, repudiando a legalização das práticas de uso e destruição de embriões humanos e contra alterações do artigo 124 – “Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem isto provoque “, do Código Penal brasileiro. O manifesto contendo 1 milhão de assinaturas será conduzido à Brasília e entregue em mãos pelo Padre Jonas Abib, ao Presidente do Congresso e Senado Nacional. Através desta Moção, fica externado o apoio deste Vereador ao tão importante Projeto, pois preservar a vida é preservar o maior presente que Deus nos concedeu e, que somente Ele pode cessar, quando julgar que nossa missão aqui na terra chegou ao final. Que se encaminhe cópia dessa Moção de Apoio ao Padre lonas Abib, Líder do Grupo Canção Nova, Excelentíssimo Senhor Severino José Cavalcanti Ferreira (PP) – Presidente da Câmara dos Deputados; ao Deputado Federal Salvador Zimbaldi (PTB); ao Exmo. Sr. Renan Calheiros (PMDB), Presidente do Senado Nacional; ao Reverendíssimo Senhor Cardeal Geraldo Majella Agnelo – DD. Presidente da CNBB - Confederação Nacional dos Bispos do Brasil; ao Reverendíssimo Bispo Dom Jacyr Francisco Braido – DD. Bispo Diocesano de Santos; ao Reverendíssimo Padre João Gonçalo Domingos – DD. Pároco da Paróquia São 12424 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS João Batista de Peruibe, para que tenham ciência do reconhecimento da importância deste Projeto, por esta Casa de Leis. Sala das Sessões “Monsenhor Francisco Lino dos Passos”, 2 de março de 2005. – José Ernesto Lessa Maragni Júnior, Vereador. A Comissão de Seguridade Social e Família. Oficie-se. Publique-se. Em 14-4-05. – Severino Cavalcanti, Presidente Ofício P nº 345 Diadema, 14 de março de 2005 Exmº Sr. Severino Cavalcanti M.D. Presidente da Câmara Federal Brasília – DF Assunto: Encaminha Requerimentos nºs: 130, 137 e 138/05. Excelentíssimo Senhor: Venho à presença de V. Exª para encaminhar os requerimentos abaixo relacionados, que foram aprovados pelo plenário na Sessão Ordinária realizada no dia 10-3-05: Nº dos Requerimentos Autora Cida Ferreira 130/05. Regina Gonçalves 137 e 138/05. Sendo apenas o que se apresenta para o momento, reitero a V. Exª os protestos de estima e apreço. Atenciosamente. – Vereador Marquinhos, Presidente. REQUERIMENTO Nº 130, DE 2005 Processo nº 145/05 Requeiro a douta Mesa, de conformidade com os termos regimentais, que seja registrado na ata da presente Sessão e nos anais desta Casa Legislativa, um voto de congratulações à Câmara Federal Pela aprovação do Projeto de Lei nº 2.401/03, de autoria do Poder Executivo, “que institui a lei de biossegurança requeiro, ainda, que cópia da presente propositura seja enviada ao Exmº Sr. Deputado Severino Cavalcanti, DD. Presidente da Câmara Federal (extensivo a todos os Nobres Deputados). Justificação Depois de intensa negociação e muita pressão de cientistas e portadores de necessidades especiais, a Câmara dos Deputados enfim aprovou o Projeto que institui a Lei de Biossegurança. Com 352 votos a favor, 60 contra e uma abstenção, os Deputados Federais confirmaram na noite de quarta-feira (2/03) o texto que autoriza pesquisas com células-troncos de Abril de 2005 embriões congelados há três anos, já votado anteriormente pelo Senado. A aprovação deve ser saudada como uma demonstração de maturidade dos congressistas, e como um marco para a ciência brasileira. A partir dela, temse a esperança de o País dominar técnicas avançadas de terapia genética para o combate a graves doenças do coração, diabetes, o mal de Alzheimer e outras disfunções cerebrais hoje incuráveis. A lista de oportunidades de aplicação terapêutica dessa técnica cresce a cada dia. Tanto que uma corrente de médicos e cientistas entende que a pesquisa com células-tronco está para a medicina moderna assim como a descoberta do antibiótico esteve para a ciência no século passado. Além desses avanços científicos, há de ressaltar o valor social embutido na Lei. Isto porque o domínio da nova tecnologia cria um ambiente favorável para a democratização do acesso a ela. Se fosse ao contrário, a nova terapêutica só poderia ser usada por pacientes que tivessem condições econômicas de importar o tratamento de outros países. Aos menos abastados, restaria a opção de ficar à espera de um milagre. Trata-se, pois, de uma vitória de toda a sociedade. De tramitação acidentada, o projeto dessa lei esbarrava em conceitos arraigados de cunho religioso e ideológico, por também tratar de pesquisa, plantio e comercialização de alimentos transgênicos. Mas, no final, pesou a sensibilidade dos Deputados e Senadores. Ao aprovarem a Lei de Biossegurança, os parlamentares ajudaram a resgatar o verdadeiro papel do Poder Legislativo: aperfeiçoar regras que melhorem a vida da população. Sala das Sessões, 10 de março de 2005. – Vereadora Cida Ferreira. REQUERIMENTO Nº 137, DE 2005 Processo nº 152/05 Requeiro à Douta Presidência desta Casa de Leis, em conformidade com os termos regimentais, que seja registrado na ata da presente sessão um Voto de Protesto contra a Medida Provisória nº 232, que se encontra em tramitação na Câmara Federal. Requeiro, ainda, que cópias da presente propositura sejam enviadas às seguintes autoridades e entidades: aos Presidentes da Câmara e Senado Federal, Presidente da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, Diadema Jornal, Diário do Grande ABC, Associação Comercial e Empresarial de Diadema, Centro das Indústrias do Estado de São Paulo em Diadema e Prefeitura Municipal de Diadema. Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Justificação MEDIDA PROVISÓRIO Nº 232 – POR TRÁS DA JUSTIÇA FISCAL O prazo para votação da MP nº 232 encerra-se dia 13-3-2005, domingo próximo, na Câmara Federal. A medida foi determinada num texto editado no dia 30 de dezembro de 2004, mas veio circular no Diário Oficial da União (edição extra), somente em 3 de janeiro de 2005. É por isso que entre os tributaristas a MP nº 232 passou a ser conhecida como a “Medida Provisória do dia 32 de dezembro”. Há muito, uma medida provisória não suscitava uma mobilização por parte da sociedade, que se vê agredida por uma ação política de compensação, em nome de uma justiça fiscal, ferindo os dispositivos constitucionais da isonomia – igualdade de todos perante a lei – e da ampla defesa nos procedimentos administrativos. Os pontos relevantes da discussão referem-se a parcela do faturamento das empresas de prestação de serviços, que serve de base para calcular a cobrança do IRPJ e da CSLL, que será ampliada de 32 para 40% sobre o lucro presumido. A nova base de cálculos dos 90% do CSLL (sobre 40% do faturamento) entra em vigor no mês de abril, sendo que, a nova base de cálculos dos 15% do IRPJ (sobre 40% do faturamento) entra em vigorem janeiro de 2006. A MP nº 232 amplia para as pessoas jurídicas a lista de serviços sujeitos a retenção na fonte de CSLL, confins, PIS/Pasep nos pagamentos que efetuarem a outras pessoas jurídicas, civis ou mercantis de direito privado, aumentando o percentual que as empresas têm que reter nas notas fiscais emitidas para cobrança pelos serviços prestados, significando na prática, uma espécie de coleta antecipada de impostos pelo governo. Desta forma, cabe-nos dissecar sobre o aspecto político, legal e estruturalista da medida, o que nos propicia uma visão governista perante os fatores sociais delineados, não de forma arbitrária, mas impondo a apenas um setor da sociedade uma elevação da carga tributária. A medida, se levada a efeito nos termos propostos, traz subentendido uma mudança na microfísica do poder, como sugere Michel Foucalt, intelectual específico, que demonstrou de uma forma explícita, que todo saber é político, e isso, não porque cai nas malhas do Estado, mas, porque é apropriado por ele, servindo como instrumento de dominação, descaracterizando seu núcleo essencial. Foucalt sugere o poder não como uma coisa, tal qual é a propriedade e a linguagem na concepção positivista contista, mas uma relação de transferência, onde os instrumentos Sexta-feira 15 12425 jurídicos servem para compor uma maquina visando a reestruturação da sociedade, mediante o desejo de perpetuação da sua transitoriedade. Assim, tendo por norte esta significação do poder, vamos tentar entender a concepção governista do que significa justiça fiscal. A justiça fiscal refere-se à tentativa do governo de nivelar os parâmetros contribuintes da pessoa física, hoje situada em 22,5% do seu produto final, com os 17,5% das pessoas jurídicas prestadoras de serviços e profissionais liberais. Essa margem de 5% é o que os “ensaiados marionetes governamentais” chamam de justiça fiscal. No entanto, a pessoa jurídica ou o homem-empresa não possuem as prerrogativas da pessoa física, pois ao assumir o risco do negócio, o homem-empresa não goza de direitos tais como: FGTS, férias remuneradas, abono de férias, 13º salário, salário família, participação nos lucros ou resultados, piso salarial da categoria, horas-extras com adicional de 50%, descanso semanal remunerado, folgas em feriados, jornada de trabalho fixada em lei, seguro desemprego, multa de 50% sobre FGTS, seguro acidente de trabalho, valetransporte, estabilidade por doença ou gravidez, etc, justificando os 5% da contribuição se postas conjuntamente para fazer o balanço da “justiça fiscal”. Solucionado o aspecto político, veremos o surto social desencadeado pela medida, pois com a antecipação do imposto cobrado direto da nota fiscal, a tendência será o aumento da informalidade, ressuscitando uma praga que havia sido eliminada do mundo dos serviços, aqueles que têm um preço com nota e outro sem nota. Outra questão social relevante é essa opção pelo lucro presumido, que se dá por uma questão estrutural, pois empreendedores pequenos, sujeitos alvo da medida, não têm a seu serviço, por falta de dinheiro, equipes de tributarista a orientá-los nos complexos caminhos fiscais. No aspecto legal, a MP nº 232 é, segundo expressão cunhada pela OAB: “ um verdadeiro ato de ditadura fiscal”, pois a MP cerceia o direito a ampla defesa, conjugado com o duplo grau de jurisdição dos contribuintes, pois somente poderá recorrer a uma segunda instância se o auto de infração for superior a R$50 mil reais. Ora, essa medida padece do vício da inconstitucionalidade, pois fere o princípio isonômico ao tratar de forma diferenciada e arbitrária os contribuintes. Outro problema apontado pelo tributarista Ives Gandra Martins refere-se ao aumento do imposto (IRPJ no caso) para 2006: “Como é que o governo justifica a urgência constitucional de uma Medida Provisória aplicando um aumento de imposto a coletar em 2006?” Assim, demonstrado o temerário conteúdo da MP nº 232, cabe reportarmo-nos ao pensamento de 12426 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Foucalt em relação ao poder, com transferências das relações das quais atualmente, não são determinados pelo condicionamento econômico, mas sim, a revestimentos que forma a malha estatal. Como falar em justiça fiscal, aplicando um aumento tributário a apenas um setor? Qual o interesse por trás dessa transferência do poder? O CIESP anunciou que irá divulgar a votação dos parlamentares diante da MP nº 232. Cabe a nós, representantes da sociedade, alertar aos cidadãos e ao homem-empresa, as conseqüências deletérias da Medida Provisória, desvendando assim o “olhar invisível de Panoticon de Bertham”, do qual permite ver tudo permanentemente sem ser visto, impregnando de quem é vigiado (no nosso caso, administrados), de tal modo que este adquira de si mesmo a visão de quem olha. Sala das Sessões, 10 de março de 2005. – Vereadora Regina Gonçalves, Vereadora Irene dos Santos – Vereador Isaías (Pastor Isaias) – Vereador Batista da Silva (Pastor Jair) – Vereador João Pedro Merenda – Vereador José Dourado – Vereador José Queiroz Neto (Zé do Norte) Vereador Laercio Soares – Vereador Lauro Michels – Vereador Marco Antonio Ernandez (Marquinhos) – Vereadora Cida Ferreira – Vereadora Regina Gonçalves – Vereador Maninho – Vereadora Marion de Oliveira – Vereador Milton Capel – Vereador Dr. Ricardo Yoshio – Vereador Vaguinho. REOUERIMENTO Nº 138, DE 2005 Processo nº 153/05 Requeiro à Douta Presidência desta Casa de Leis, em conformidade com os termos regimentais, que seja registrado na ata da presente sessão uma Moção de Apoio à Câmara Federal, pela aprovação do Projeto de Lei, versando sobre estudos das células-tronco; Requeiro, ainda, que cópias da presente propositura sejam enviadas ao Exmo. Sr. Severino Cavalcanti, Presidente da Câmara dos Deputados; Exmº. Sr. Renan Calheiros, Presidente do Senado Federal; e reitores da PUC–RS (Pontifícia Universidade Católica) e USP (Universidade de São Paulo). Justificação A terapia com a célula-tronco destina-se àquelas pessoas que tiveram perda de algum segmento do nervo, muitas vezes sofridos em acidentes de trânsito. Entre as perspectivas da pesquisa, encontra-se o atendimento de uma grande parcela da população, pois o nervo em estudo, transmite o estímulo necessário para o músculo. Considerando que essas pessoas não conseguem assistência médica imediata, o músculo se retrai, causando perda de movimentos e de sensibilidade. Abril de 2005 Desta forma, perante os conseqüentes satisfatórios da microcirurgia reconstrutiva, levando-se em conta a idade do paciente, tipo de trauma e a gravidade da lesão, aliados com a terapia das células-tronco, aspira-se uma melhora considerável nos resultados funcionais. O Projeto de Lei permite a pesquisa em célulastronco de embriões obtidos pela fertilização in vitro e congeladas durante 3 (três) anos. No entanto, o estudo só poderá ser feito com a autorização expressa dos pais. A medida justifica-se, pois prevê a utilização desses embriões, que ao completarem 4 (quatro) anos de congelamento são descartados e, ao contrário da medúla e do cordão umbilical, as células em questão, mostram-se mais eficazes para a formação de qualquer tecido do corpo humano. A aprovação do projeto abre um vasto campo de estudos, há tempos reclamados pelos cientistas, trazendo esperança para muitas pessoas, que por algum infortúnio, vêem reduzidas suas capacidades físicas funcionais, de recuperarem sua condição originária, proporcionando uma maior interação na vida social, agregando mais dignidade e cidadania aos beneficiados pela pesquisa, aprovada e regulamentada em lei. Sala das Sessões, 10 de Março de 2005. – Vereadora Regina Gonçalves. Encaminhe-se, por cópia, aos Senhores Líderes de Partidos e Blocos. Oficie-se e, após, publique-se. Em 14-4-05. – Severino Cavalcanti, Presidente. Of nº 392/2005 – D Ribeirão Preto, 14 de março de 2005 Histórico: Requerimento nº 1.383 Sessão de: 10 de março de 2005 Promovente(s): Silvana Resende Exmº Sr. Severino José Cavalcanti Ferreira DD. Presidente da Câmara Federal Senhor Comandante, Valemo-nos do ensejo, para, mui respeitosamente, encaminhar à Vossa Senhoria, cópia de proposição do(a) Vereador (a) Silvana Resende, aprovado na sessão realizada no dia 10 de março de 2005, requerimento nº 1.383, que mereceu deliberação deste Poder Legislativo. Aproveitamos a oportunidade para reiterar-lhe os protestos de elevado apreço, colocando-nos ao seu inteiro dispor. Atenciosamente, – Cicero Gomes da Silva, Presinte – Bertinho Scandiuzzi, 1º Secretário. Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12427 REQUERIMENTO Nº 171/2005 Of. nº 830– 2005 DL. Em 15-3-2005 Ao Exmº Senhor Severino Cavalcanti Presidente da Câmara dos Deputados Federais Câmara dos Deputados – Praça dos Três Poderes CEP. 70160-900 – Brasília/DF. Senhor Presidente, Em atenção ao Requerimento nº 171/2005, de autoria do Exmo Senhor Vereador Alfredo Costa, PT, apresentado e deferido em Sessão Plenária neste Parlamento, encaminhamos ao conhecimento de V. Exª o documento anexo. Respeitosamente, – Vereador Raimundo Castro – PTB, Presidente da Câmara Municipal de Belém. Requeiro em caráter de urgência e prioridade, na forma regimental, que esta Casa de Leis manifeste votos de congratulações ao Deputado Federal Paulo Rocha, Presidente Regional do Partido dos Trabalhadores, pela sua eleição como Líder da bancada petista na Câmara dos Deputados, ocorrida em Brasília, na última terça-feira, dia 23 de fevereiro. O pleito tem mais significado devido ter ocorrido de forma unânime pela maior bancada de Deputados do Congresso Nacional e constitui-se em mais um instrumento político de aproximação e de interlocução entre os interesses do Estado do Pará e o Governo Federal. Requeiro ainda, que desta decisão sejam comunicados os parlamentares do Pará com assento na Câmara dos Deputados, no Senado Federal e a todos os parlamentares com assento na Assembléia Legislativa do Estado. 12428 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Salão Plenário Lameira Bittencourt. Palácio Augusto Meira Filho Belém, 28 de fevereiro de 2005. – Professor Alfredo Costa, Vereador. Justificação O deputado Paulo Rocha, novo líder do PT na Câmara, exerce seu quarto mandato de deputado federal. Foi o terceiro mais votado no Pará. Trabalhador gráfico destacou-se no sindicalismo quando assumiu a presidência do Sindicato dos Gráficos do Pará, em 1970. Um dos fundadores do PT no Estado foi o primeiro-tesoureiro do partido (1981-1983) e presidente em 1997, sendo novamente reeleito no período de 1999 a 2001 e, na eleição direta do PT, para o período de 2002 a 2004. Paulo Rocha foi considerado durante quatro anos consecutivos pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) e pelo jornal Folha de São Paulo um dos parlamentares mais atuantes e incluído entre os melhores articuladores do Congresso Nacional. E autor da Lei nº 9.777/98, que tipifica como crime o trabalho escravo, e da Lei nº 8.632/96, que anistia todos os dirigentes sindicais demitidos e punidos pelos Abril de 2005 governos Collor e Sarney. Rocha recebeu no ano passado a comenda João Canuto, concedida pelo Movimento Humanos Direitos (MHD), por sua luta pela erradicação do trabalho escravo no Brasil. Ele também é autor da proposta de emenda constitucional (PEC nº 432/01) que prevê o confisco de imóveis rurais ou urbanos onde seja constatada a prática de trabalho escravo. A PEC tramita no Congresso Nacional. Ex-presidente da Comissão de Trabalho da Câmara, Paulo Rocha esteve em 1998 à frente da Comissão da Amazônia e Desenvolvimento Regional. Em 1994, foi presidente da subcomissão do Trabalho Escravo, Saúde do Trabalhador e Acidentes de Trabalho. No período de 2000 a 2002, ocupou o cargo de terceirosecretário da Mesa Diretora da Câmara. Salão Plenário Lameira Bittencourt Palácio Augusto Meira Filho Belém, 28 de fevereiro de 2005. – Professor Alfredo Costa, Vereador. Ciente. Oficie-se. Publique-se. Em 14-4-05. – Severino Cavalcanti, Presidente. Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12429 12430 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12431 12432 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12433 12434 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12435 12436 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12437 12438 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Of n° 160/05 Sexta-feira 15 12439 OF. PSDB Nº 326/ Brasília, 30 de março de 2005 Ao Exmº Senhor Severino José Cavalcanti Ferreira Presidente da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados Brasília – Distrito Federal Excelentíssimo Senhor Presidente, Tramita nesta casa o Projeto de Lei nº 4.776/2005, que dispõe sobre a gestão de florestas públicas para produção sustentável, institui, na estrutura do Ministério do Meio Ambiente, o Serviço Florestal Brasileiro – SFB, cria o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal – FNDF, e da outras providências, que por determinação do Presidente da República tramita em regime de urgência constitucional. Este PL se reveste de especial importância para o setor de base florestal da Amazônia pela necessidade urgente de ordenamento da atividade que atravessa nos últimos anos uma crise com graves conseqüências sobre a economia e a sociedade da região e do país. No cenário nacional a Amazônia se destaca como a mais importante região para se estabelecer uma estratégia de desenvolvimento florestal, baseado nos conceitos modernos de economia e empreendedorismo florestal, levando-se em conta as características especiais da região, tendo em vista que a atividade florestal já ocupa grande expressão no seu cenário sócio-econômico, destacando-se como o principal produto da pauta de exportações e ser grande gerador de emprego e tributos na região, estima-se que nos seus nove estados, haja cerca de 2.600 empresas florestais com 360 mil trabalhadores diretamente empregados, onde a exportação de produtos florestais da ordem de US$1 bilhão em 2004, com aumento crescente na agregação de valor a esses produtos. Só a área de florestas da Amazônia é capaz, em regime de manejo sustentável, de ampliar a participação do setor florestal dos atuais 4,5% do PIB para mais de 7%, o que pode gerar uma receita anual superior a US$43 bilhões. A partir dessas considerações vimos a Vossa Senhoria solicitar especial empenho na manutenção do regime de urgência que hora vigora sobre o referido PL, tendo em vista sua importância estratégica para a manutenção e o ordenamento da atividade de base florestal na região Amazônica. Reiteramos nesta oportunidade nossos protestos de estima e consideração. Atenciosamente, – Fernando Castanheira Neto, Superintendente Executivo, Associação das Industrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará – AIMEX, Federação das Indústrias do Estado do Pará – FIEPA. Encaminhe-se, por cópia, às Lideranças Partidárias da Casa. Publique-se. Em 14-4-05. – Severino Cavalcanti, Presidente. Brasília, 14 de abril de 2005. A sua Excelência o Senhor Deputado Severino Cavalcanti Presidente da Câmara dos Deputados Senhor Presidente, Indico a Vossa Excelência os Deputados Sebastião Madeira, Rafael Guerra e João Almeida, como membros titulares, e o Deputado Eduardo Barbosa, como membro suplente, para integrarem a Comissão Especial destinada a proferir parecer à Proposta de Emenda à Constituição nº 7/03, que altera o Inciso II do art. 37 da Constituição Federal, permitindo a contratação pela Administração Pública de Agentes Comunitários de Saúde através do processo seletivo público. Respeitosamente, – Deputado Alberto Goldman, Líder do PSDB. Publique-se. Em 14-4-05. – Severino Cavalcanti, Presidente. Of n° 294/05 – LBP Brasília, 13 de abril 2005. Exm Sr. Deputado Severino Cavalcanti DD. Presidente da Câmara dos Deputados Nesta o Senhor Presidente: Tenho a honra de comunicar a V. Exa que o Bloco PL/PSL indica o Deputado Welinton Fagundes (PL/MT) para a titularidade e o Deputado Miguel de Souza (PL/ RO) para a suplência da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul. Sendo o que se apresenta para o momento, reitero ao ilustre Presidente meus protestos de elevado apreço e distinta consideração. – Deputado Aracely de Paula, Vice-Líder do Bloco PL/PSL. Publique-se. Em 14-4-05. – Severino Cavalcanti, Presidente. OF. Nº 80–PP/2005 – CCJC Brasília, 6 de abril de 2005. A Sua Excelência o Senhor Deputado Severino Cavalcanti DD. Presidente da Câmara dos Deputados Nesta Senhor Presidente, Encaminho a Vossa Excelência, para as providências regimentais cabíveis, os Projetos de Decreto Legislativo apreciados por este Órgão Técnico, em 5 de 12440 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS abril do corrente, a seguir relacionados: 1.417, 1.465, 1.482, 1.488, 1.496, 1.502, 1.504, 1.511, 1.518, 1.522 e 1.542, de 2004. Aproveito o ensejo para reiterar a Vossa Excelência protestos de elevada estima e distinta consideração. – Deputado Antonio Carlos Biscaia, Presidente. Publique-se. Em 14-4-04. – Severino Cavalcanti, Presidente. CARTA DA SERRA Serra – ES, 22 de Março de 2005 Ao: Presidente da Câmara dos Deputados Federais Exmº Senhor Severino Cavalcanti (PP – PE) Após Audiência Pública realizada na Câmara Municipal da Serra, Espírito Santo aos 22 (vinte e dois) dias do mês de março do corrente ano, solicitada pela Vereadora Sandra Gomes (PPS), tendo sido aprovada por unanimidade pelos demais pares, contando com participação de grande parte da população serrana e seus respectivos líderes. A referida audiência pública teve como palestrante o Presidente da Federação da Agricultura do Estado do Espírito Santo, Sr. Níder Barbosa e o Dr. Ricardo Gomes representando o Sindicato das Empresas de Prestação de Serviço do Espírito Santo. Passamos a ter conhecimento a fundo do teor da Medida Provisória nº 232, editada e reeditada mais duas vezes pelo Presidente da República. Um grande susto foi tomado por todos, seguido de pavor e por fim de grande indignação. Ficou bem claro para todos que a MP 232 é danosa à nossa sociedade, que atualmente apresenta característica industrial, contudo, tem a maior parte de seu território formado de pequenas propriedades de produtores rurais. Assim sendo, estamos experimentando um grande crescimento econômico no setor de prestação de serviço. Ademais, temos uma formação sociológica que nos obriga constantemente gerarmos emprego. Ficou bem claro para todos nós que a MP 232 aumenta assustadoramente a arrecadação de impostos federais em desfavor dos pequenos agricultores que atualmente são isentos, além do setor de serviços, podendo chegar num total de dez bilhões de reais. Destarte, a MP 232 acarretará no aumento do exército de desesperados que compõem os desempregados em nossa região. Com grande indignação e respeito aos membros dessa Augusta Casa de Leis solicitamos e imploramos a reprovação na íntegra da MP 232. Segue em anexo o relatório da Audiência Pública. Abril de 2005 Solicitamos dar conhecimento a todos os membros desta Augusta Casa de Leis. O povo Serrano agradece desde já. Sendo que interessa no momento, os Vereadores da Câmara Municipal da Serra, Espírito Santo, subscrevem com votos de profícua atuação parlamentar no Congresso Nacional, valendo-nos ainda da presente para externar protestos de elevada estima e distinta consideração. Atenciosamente, – Sandra Regina Bezerra Gomes, Vereadora – PPS – Raul César Nunes, Vereador – PDT – João de Deus Corrêa, Vereador – PRTB. Carta da Serra MP 232 Como conclusão final da presente Audiência Pública, realizada hoje – 22-3-05, no Plenário da Egrégia Câmara Municipal por iniciativa da Vereadora Sandra Gomes, como participantes e interessados, de modo unânime consideramos: 1º) Reflexos do Aumento de Tributos Sobre o Setor de Serviços: Ao editar a indesejada Medida Provisória nº 232, de 30 de dezembro de 2004 (a mesma que reajustou a tabela do imposto de renda das pessoas físicas), verifica-se que o referido Ato Normativo aumentou a base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o lucro (CSLL) de 32% (trinta e dois por cento) para 40% (quarenta por cento), para as prestadoras de serviços optantes pelo lucro presumido. Estas mudanças serão a partir de 1º de Abril próximo para a Contribuição Social sobre o Lucro e, a partir de 1º de Janeiro de 2006, para o Imposto de Renda. Representam, juntas, um acréscimo de carga destes dois tributos o percentual estimado entre 25% (vinte e cinco por cento) e 35,42% (trinta e cinco virgula quarenta e dois por cento). 2º) Empresas com Adicional do Imposto de Renda Pessoa Jurídica: A legislação do IPRJ estabelece que sobre a parcela do lucro que exceder a R$20.000,00 incidirá um adicional de 10%. Portanto, para as empresas que têm faturamento mensal acima de R$50.000,00 terão também acréscimo do adicional do Imposto de Renda. 3º) Aumento da Carga Tributária das Prestadoras de Serviço no Governo: As prestadoras de serviços já tiveram majorada a base de cálculo da Contribuição Social, a partir de setembro de 2003, a qual passou de 12% para 32% (167% de aumento). Assim, o atual Governo Federal promoveu um aumento de 63% no Imposto de Renda e Contribuição Social das empresas prestadoras de Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12441 serviços (passando de 5,88% de tributação sobre o faturamento para 9,60% = 3,72% de aumento). geração de 7,7 milhões de novos postos de trabalho (65% do total). 4º) Custo Tributário das Empresas X Custo Tributário dos Empregados: Ao contrário do que afirma o Governo, o custo tributário das empresas prestadoras de serviços optantes pelo lucro presumido é maior do que o custo tributário assumido pelos empregados. Além disso, a empresa tem custos com aluguel, equipamentos, serviços, etc. É necessário lembrar que além do IRPJ e CSLL as prestadoras de serviços optantes pelo Lucro Presumido pagam PIS (0,65% sobre a receita), Cofins (3% sobre a receita), ISS (de até 5% sobre a receita, conforme a legislação de seu município); tributos sobre a folha de salários (INSS, FGTS, contribuição para terceiros = 44% s/ a folha), mais taxas, IPTU, IPVA, IOF, CPMF, etc, podendo atingir mais de 30% do faturamento. A carga tributária média sobre o faturamento passará para 25,25% em 2006, contra cerca de 20,08% no início do Governo Federal. 9°) Empresas Atingidas pelas Mudanças da MP n° 232/2004: A MP n° 232/2004, ao estabelecer majoração na base de cálculo do IRPJ e CSLL e criar novas antecipações e retenções, provocam reflexos em cerca de 500.000 (quinhentos mil) empresas prestadoras de serviços. Outras 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil) serão atingidas, direta ou indiretamente com o aumento dos custos e burocracia. 5º) Empresas de Serviços e o Simples: A maior parte das empresas prestadoras de serviços são impedidas de optar pelo Simples, mesmo que tenham um pequeno faturamento. As poucas prestadoras de serviços que podem optar pelo sistema simplificado de pagamento de tributos tiveram aumentadas as suas alíquotas em 50%, a partir de janeiro de 2004. 6°) Reflexos da Mudança do Lucro Presumido para o Lucro Real: As prestadoras de serviços foram atingidas com a mudança na sistemática de apuração do PIS e da Cofins (regime não-cumulativo), pois têm poucos créditos destes tributos a utilizar para reduzir o montante a recolher. Na prática, quando a empresa mudar a sistemática do lucro presumido para o lucro real terá que modificar também a sistemática de cálculo e recolhimento do PIS e Cofins, e por conseqüência terão um aumento próximo de 100% nas alíquotas efetivas destas contribuições. 7°) Reflexos do Aumento da Base de Cálculo Inclusive para as Empresas que Apuram pelo Lucro Real: A majoração na base de cálculo do IRPJ e CSLL também traz reflexos para as empresas que utilizam a sistemática do Lucro Real e recolhem estes tributos por estimativa. Desta forma, a MP n° 232/2004 atinge 95% das empresas prestadoras de serviços. 8°) Empregabilidade do Setor de Serviços: Segundo as Contas Nacionais do IBGE, da expansão de empregos na economia brasileira entre 1990 e 2003, o setor de serviços foi responsável pela 10) Aumento da Arrecadação: Com estas famigeradas e ilegítimas medidas, o Governo pretender arrecadar valor estimado na ordem de R$2 bilhões a mais por ano. No presente ano-2005, a arrecadação a maior CSLL está estimada em cerca de R$500 milhões. 11) Reflexo no Preço Final de Mercadorias e Serviços: Portanto, como haverá o repasse ao mesmo tempo do custo tributário da MP n° 232/2004, a previsão que a indústria terá um impacto financeiro estimado de 5% (cinco por cento) sobre seus custos; o comércio terá um impacto de 3% (três por cento) sobre seus custos, podendo prever um reflexo no preço final de mercadorias e serviços da ordem de 3,5%. Conclusão As atividades seguintes, segundo na Legislação serão atingidas pelos efeitos da Medida Provisória n° 232/2004: 1. Prestação de serviços de profissão legalmente regulamentada: advogado, aeronauta, aeroviário, arquivista e técnico de arquivo, artista de espetáculo público, assistente social, atuário, bibliotecário, biólogo e biomédico, contador e guarda-livros, corretor de imóveis, corretor de seguros, corretor de valores, dentista, despachante aduaneiro, economista, economista doméstico, educação física, enfermagem, engenheiro, arquiteto e engenheiro agrônomo, engenheiro, arquiteto em segurança do trabalho, estatístico, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, futebolista, geógrafo, geólogo, guardador e lavador autônomo de veículos automotores, guia de turismo, jornalista, leiloeiro, leiloeiro rural, mãe social, massagista, médico-residente, médico veterinário, meteorologista, museólogo, músico, nutricionista, orientador educacional, propagandista e vendedor de produtos farmacêuticos, psicólogo, publicitário e agenciador de propaganda, químico, radialista, redator, noticiarista, repórter de setor, rádio-repórter, arquivistapesquisador, revisor, ilustrador, repórter fotográfico, repórter cinematográfico, relações-públicas, secretário, servidor público, 12442 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS sociólogo, técnico agrícola e técnico industrial, técnico de segurança do trabalho, técnico em administração, técnico em prótese dentária, técnico em radiologia, terapeuta, tradutor público e intérprete, treinador profissional de futebol, vigilante e zootecnista. 2. Intermediação de negócios/representação comercial/corretor de seguros ou de imóveis; instituições de ensino; propaganda; organização de eventos; estacionamentos; oficinas mecânicas e retífica de motores; manutenção e conservação de bens e equipamentos; academias de esportes; serviços voltados ao comércio; empresas de telemarketing e serviços de informática. 3. Administração, locação ou cessão de bens imóveis e direitos de qualquer natureza. 4. Construção por administração ou por empreitada unicamente de mão-de-obra. 5. Prestação de qualquer outra espécie de serviço não mencionada acima. 6. Serra (ES), 22 de Março de 2005. – Sandra Regina Bezerra Gomes, Presidente da Audiência Pública. – Adir Paiva da Silva, Presidente da Câmara Municipal. Publique-se e encaminhe-se, por cópia, aos Senhores Líderes Partidos ou Blocos. Oficie-se. Em 14-4-05. – Severino Cavalcanti, Presidente. PROJETO DE LEI Nº 5.030, DE 2005 (Do Poder Executivo) MENSAGEM Nº 195/05 AVISO Nº 339/05 – C. CIVIL Institui A Vantagem Pecuniária Especial – Vpe, Devida Aos Militares da Polícia Militar do Distrito Federal e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, Altera A Distribuição de Quadros, Postos e Graduações Destas Corporações, Dispõe Sobre A Remuneração das Carreiras de Delegado de Polícia do Distrito Federal e De Polícia Civil do Distrito Federal, e Dá Outras Providências. Despacho: Às Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado Finanças e Tributação (Art. 54 RICD) Constituição E Justiça E De Cidadania (Art. 54 RICD). Apreciação: Proposição Sujeita À Apreciação Conclusiva Pelas Comissões – Art. 24 II. Publicação Inicial Art. 137, caput – RICD Abril de 2005 O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Fica instituída a Vantagem Pecuniária Especial –VPE, devida mensal e regularmente, privativamente, aos militares do Distrito Federal – Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar, nos valores estabelecidos na forma do Anexo I desta Lei. Art. 2º O efetivo da Polícia Militar do Distrito Federal é de dezessete mil, setecentos e trinta e seis Policiais Militares distribuídos pelos Quadros, Postos e Graduações na forma do Anexo II desta Lei. Art. 3º Para acesso ao posto de Major previsto nos quadros de que tratam as alíneas “d”, “e” e “f” do Anexo II desta Lei, será exigido como requisito, além daqueles previstos em leis e regulamentos, o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais de Administração, de Especialistas e de Músicos, a ser ministrado no âmbito do Distrito Federal. Parágrafo único. Para o acesso a que se refere o caput deste artigo, será aplicada a legislação que dispõe sobre as promoções da Polícia Militar do Distrito Federal. Art. 4o São extintas a Qualificação Policial-Militar Particular de Praças Motoristas (QPMP-8), remanejando-se seus efetivos para o Quadro de Praças PoliciaisMilitares Combatentes (QPPMC), e o Grupamento Padioleiro, da Qualificação Auxiliar de Saúde (QPMP-6), remanejando-se seus efetivos para o Grupamento de Especialistas em Saúde, da Qualificação Auxiliar de Saúde (QPMP-6). Art. 5o Fica declarada em extinção a Qualificação Policial-Militar Particular de Praças Artífices (QPMP-9). §1o Aos integrantes da Qualificação de que trata este artigo é assegurada a promoção na respectiva Qualificação, de acordo com o previsto na presente Lei, mediante o preenchimento das condições básicas de acesso constantes da legislação que dispõe sobre as promoções da Polícia Militar do Distrito Federal. § 2o Os claros decorrentes das promoções na Qualificação Policial-Militar Particular de Praças Artífices (QPMP-9), previstas na alínea “h” do Anexo II, serão remanejados para o Quadro de Praças Policiais-Militares Combatentes, previsto na alínea “g” do Anexo II desta Lei. Art. 6o Os policiais militares, pertencentes às qualificações de que tratam os arts. 4º e 5º, poderão, no prazo de noventa dias, a contar da data da publicação desta Lei, requerer ao Comandante-Geral da Polícia Militar do Distrito Federal sua transferência para outra especialidade ou para o Quadro de Praças PoliciaisMilitares Combatentes. § 1o Caberá ao Comandante-Geral da Polícia Militar do Distrito Federal fixar os critérios e estabelecer Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12443 os requisitos a serem exigidos para cada especialidade, em consonância com a disponibilidade de vagas e as necessidades da Corporação. § 2o O remanejamento de que trata este artigo será feito procedendo-se às necessárias classificações dos policiais militares nas especialidades. Art. 7o Para a primeira promoção aos postos de 1º Tenente e Capitão e às graduações de 2º e 1º Sargentos e Subtenentes, realizada após a publicação desta Lei, excepcionalmente, não serão aplicados os limites quantitativos de antiguidade previstos nas respectivas legislações que regulamentam a promoção de oficiais e praças da Polícia Militar do Distrito Federal. Art. 8o As alíneas “b” e “c” do inciso I do art. 92 da Lei no 7.289, de 18 de dezembro de 1984, passam a vigorar com a seguinte redação: cinco Sargentos, concorrerão os cinco primeiros mais antigos e mais cinqüenta por cento do que exceder a este número; III – sempre que as divisões dos incisos I e II deste artigo resultarem em quociente fracionário, este será arredondado para o número inteiro superior. Art.12. Aplicam-se aos militares do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal o inciso III do art. 50, o art. 61 e os incisos XI e XII do art. 92 da Lei no 7.289, de 18 de dezembro de 1984. Art. 13. As alíneas “a” e “b” do inciso I e o inciso IV do art. 93 do Estatuto dos Bombeiros-Militares do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, aprovado pela Lei no 7.479, de 2 de junho de 1986, passam a vigorar com a seguinte redação: “b) para o Quadro de Oficiais PoliciaisMilitares Capelães: POSTOS IDADES Coronel BM 60 anos Tenente-Coronel BM 56 anos Major BM 54 anos Oficial Intermediário e Subalterno 50 POSTOS IDADES Capitão PM 59 anos Primeiro-Tenente PM 56 anos c) ara os Quadros de Oficiais PoliciaisMilitares de Administração e de Oficiais Policiais-Militares Especialistas: POSTOS IDADES Major PM 58 anos Capitão PM 56 anos Primeiro-Tenente 54 anos Segundo-Tenente 52 anos.” (NR) Art. 9 O efetivo do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal é de seis mil e seiscentos Bombeiros Militares distribuídos pelos Quadros, Postos e Graduações constantes do Anexo III desta Lei. Art. 10. Para acesso ao posto de Major previsto nos Quadros de Oficiais Bombeiros Militares de Administração e de Bombeiros Militares Músicos, de que tratam as alíneas “d” e “e” do Anexo III desta Lei, será exigido como requisito para ingresso nos Quadros de Acesso, o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais de Administração e Músicos, a ser ministrado no âmbito do Distrito Federal. Art. 11. Para a primeira promoção após a publicação desta Lei, excepcionalmente, os limites quantitativos de antiguidade para os Sargentos do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal serão os seguintes: I – quando no efetivo fixado na Qualificação de Bombeiro Militar Particular – QBMP, houver até cinco Sargentos, concorrerá o total do efetivo; II – quando no efetivo fixado na Qualificação de Bombeiro Militar Particular – QBMP, houver mais de o “a) para o Quadro de Oficiais Combatentes: anos b) para os demais Quadros: POSTOS IDADES Tenente-Coronel 60 anos Major BM 59 anos Intermediário e Subalterno 56 anos.” (NR) “IV – ultrapassar o Tenente-Coronel, o Major e o Capitão, 6 (seis) anos de permanência no posto, quando este for o último de seu Quadro, desde que conte 30 (trinta) anos ou mais de serviço.” (NR) Art. 14. O § 3o do art. 27, o § 1o do art. 29, o caput do art. 32, o art. 33 e o art. 34 da Lei no 10.486, de 4 de julho de 2002, passam a vigorar com a seguinte redação: “Art. 27. § 3o A soma mensal dos descontos autorizados de cada militar não poderá exceder ao valor equivalente a trinta por cento da soma da remuneração, proventos, direitos pecuniários previstos no art. 2o desta Lei, com os adicionais de caráter individual e demais vantagens, relativas à natureza ou ao local de trabalho e a vantagem pessoal nominalmente identificada, ou outra paga sob o mesmo fundamento, sendo excluídas: a) diárias; b) ajuda de custo; c) indenização da despesa do transporte; d) salário-família; e) adicional natalino; 12444 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS f) auxílio-natalidade; g) auxílio-funeral; h) dicional de férias, correspondente a um terço sobre a remuneração; e i) auxílio-fardamento.” (NR) “Art. 29. § 1o Não serão permitidos descontos autorizados até o limite de trinta por cento, quando a soma destes com a dos descontos obrigatórios excederem a setenta por cento da remuneração do militar.” (NR) “Art. 32. A assistência médico-hospitalar, médico-domiciliar, odontológica, psicológica e social ao militar e seus dependentes, será prestada através de organizações do serviço de saúde da respectiva Corporação, com recursos consignados em seu orçamento, conforme dispuser em regulamento próprio a ser baixado pelo Governo do Distrito Federal.” (NR) “Art. 33. Os recursos para assistência médico-hospitalar, médico-domiciliar, odontológica, psicológica e social ao militar e seus dependentes, também poderão provir de outras contribuições e indenizações, nos termos dos incisos II e III do art. 28 desta Lei. § 2o A contribuição de que trata o § 1o poderá ser acrescida de até cem por cento de seu valor, para cada dependente participante do Fundo de Saúde, conforme regulamentação do Comandante-Geral de cada corporação. ” (NR) “Art. 34. Para os efeitos de assistência médico-hospitalar, médico-domiciliar, odontológica e social, tratada neste Capítulo, são considerados dependentes do militar: ” (NR) Art. 15. Aos militares do Distrito Federal, beneficiados pelo art. 63 da Lei no 10.486, de 4 de julho de 2002 e pelos arts. 50 e 98 da Lei no 7.289, de 18 de dezembro de 1984, e pelos arts. 51 e 99 do Estatuto aprovado pela da Lei no 7.479, de 2 de junho de 1986, quando da passagem para a reserva remunerada ou reforma, ficam assegurados os proventos calculados sobre o soldo correspondente ao posto ou graduação, acrescidos dos adicionais, auxílios e gratificações incidentes sobre a nova parcela básica obtida pela aplicação dos dispositivos legais mencionados neste artigo. Art. 16. Fica assegurado aos militares do Distrito Federal a percepção da ajuda de custo prevista no inciso XI do art. 3o da Lei no 10.486, de 4 de julho de Abril de 2005 2002, nas situações descritas nas alíneas “a” a “e” da Tabela I, do Anexo IV, da referida Lei. Art. 17. As Carreiras de Delegado de Polícia do Distrito Federal e de Polícia Civil do Distrito Federal, de que trata a Lei no 9.264, de 7 de fevereiro de 1996, ficam reorganizadas de acordo com os Anexos IV e V desta Lei. Art. 18. O vencimento básico dos cargos integrantes da Carreira de Delegado de Polícia do Distrito Federal e da Carreira de Polícia Civil do Distrito Federal é o constante do Anexo VI e VII, respectivamente, desta Lei. Art. 19. O art. 5o da Lei no 9.264, de 7 de fevereiro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 5o O ingresso nos cargos das carreiras de que trata esta Lei dar-se-á sempre na terceira classe, mediante concurso público, exigido curso superior completo, observados os requisitos previstos na legislação pertinente. § 1o Será exigido para o ingresso na Carreira de Delegado de Polícia do Distrito Federal o diploma de Bacharel em Direito. § 2o O Poder Executivo disporá, em regulamento, quanto aos requisitos e condições de progressão nos cargos das Carreiras.” (NR) Art. 20. Fica incorporada ao vencimento básico das Carreiras de Delegado de Polícia do Distrito Federal e de Polícia Civil do Distrito Federal a parcela complementar de que trata o Anexo III da Lei no 9.264, de 1996, com a redação dada pela Medida Provisória no 2.184-23, de 24 de agosto de 2001. Art. 21. Fica vedada a cessão do servidor das carreiras de que trata a Lei no 9.264, de 1996, enquanto perdurar o estágio probatório, exceto para o exercício de cargo de Natureza Especial no âmbito do Distrito Federal ou cargo equivalente âmbito dos Poderes da União, Estados e Municípios. Art. 22. O Governador do Distrito Federal, no que couber, expedirá as normas necessárias para o fiel cumprimento do disposto nesta Lei. Art. 23. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos financeiros retroativos a 1o de fevereiro de 2005. Art. 24. Revogam-se os §§ 1o e 2o do art. 93 do Estatuto aprovado pela Lei no 7.479, de 2 de junho de 1986. Brasília, Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12445 12446 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12447 12448 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12449 12450 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS EM nº 00070/2005/MP Brasília, 1 de abril de 2005. Excelentíssimo Senhor Presidente da República, 1. Submeto à superior deliberação de Vossa Excelência a proposta de encaminhamento do Projeto de Lei anexo, que institui a Vantagem Pecuniária Especial – VPE, devida aos militares da Polícia Militar do Distrito Federal e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, altera a distribuição de Quadros, Postos e Graduações destas Corporações e dispõe sobre a remuneração das Carreiras de Delegado de Polícia do Distrito Federal e de Polícia Civil do Distrito Federal. 2. A proposta originou-se de solicitação feita pelo Governador do Distrito Federal de edição de ato de acordo com minuta por ele encaminhada, que altera a remuneração dos servidores da área de segurança do Distrito Federal. 3. O formato escolhido para o reajuste a ser concedido aos militares do Distrito Federal – Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar – foi o da instituição da Vantagem Pecuniária Especial – VPE, a ser paga mensal e regularmente, em caráter privativo, aos militares do Distrito Federal. 4. A medida contempla, ainda, uma recomposição do efetivo das duas corporações militares, o que, segundo o expediente de encaminhamento da proposta, permitiria melhor adequação do efetivo às necessidades institucionais. 5. Quanto às Carreiras de Delegado de Polícia do Distrito Federal e de Polícia Civil do Distrito Federal, de que trata a Lei nº 9.264, de 7 de fevereiro de 1996, o que se propõe é que sejam reestruturadas com a criação da terceira classe em cada um dos cargos que a integram, e que sejam reajustados os seus vencimentos básicos. 6. Sobre o assunto, cabe destacar que a Lei nº 10.633, de 27 de dezembro de 2002, instituiu o Fundo Constitucional do Distrito Federal – FCDF, com a finalidade de, entre outras, prover os recursos necessários à organização e manutenção da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Civil do Distrito Federal. Portanto, procedida a análise com base nos aspectos de legalidade e disponibilidade orçamentária, a proposta é encaminhada com fundamento no inciso XIV do art. 21 da Carta Magna. 7. Assim, quanto ao disposto nos arts.16 e 17 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000, Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, pode ser considerado plenamente atendido, uma vez que os recursos financeiros para fazer frente às despesas relativas a 2005, da ordem de R$ 180,31 milhões, estão con- Sexta-feira 15 12451 signados no orçamento do Fundo Constitucional do Distrito Federal. 8. Nos exercícios de 2006 e 2007, quando estará anualizada a despesa, o impacto adicional será de R$ 273,37 milhões, o que reduzirá a margem líquida de expansão para despesas de caráter continuado daqueles exercícios, no entanto o montante apurado se mostra compatível com o aumento de receita decorrente do crescimento real da economia previsto, conforme demonstra a série histórica relativa à ampliação da base de arrecadação nos últimos anos. 9. São estas, Senhor Presidente, as razões que me levam a propor a Vossa Excelência o encaminhamento do Projeto de Lei em questão. Respeitosamente, MEDIDA PROVISÓRIA N° 227–B, DE 2004 (Do Poder Executivo) MENSAGEM N° 811/2004 AVISO N° 1.453/2004-C.Civil Emendas do Senado Federal ao Projeto de Lei de Conversão n° 2, de 2005 (medida provisória n° 227–A/04), que “dispõe sobre o Registro Especial, na Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda, de produtor ou importador de biodiesel e sobre a incidência da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins sobre as receitas decorrentes da venda desse produto, altera a Lei n° 10.451, de 10 de maio de 2002, e dá os outras providências” (Emendas de n 1 a 8). Pendente de parecer. Despacho: Publique-se. Submeta-se ao plenário. Apreciação: Proposição sujeita à apreciação do Plenário. Dispõe sobre o Registro Especial, na Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda, de produtor ou importador de biodiesel e sobre a incidência da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins sobre as receitas decorrentes da venda desse produto, altera a Lei n° 10.451, de 10 de maio de 2002, e dá outras providências. O Congresso Nacional decreta: CAPÍTULO I Do Registro Especial de Produtor ou Importador de Biodiesel Art. 1º As atividades de importação ou produção de biodiesel deverão ser exercidas, exclusivamente, por pessoas jurídicas constituídas na forma de sociedade 12452 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS sob as leis brasileiras, com sede e administração no País, beneficiárias de autorização da Agência Nacional de Petróleo – ANP, em conformidade com o inciso XVI do art. 8° da Lei n° 9.478, de 6 de agosto de 1997, e que mantenham Registro Especial na Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda. § 1º É vedada a comercialização e a importação do biodiesel sem a concessão do Registro Especial. § 2º A Secretaria da Receita Federal expedirá normas complementares relativas ao Registro Especial e ao cumprimento das exigências a que estão sujeitas as pessoas jurídicas, podendo, ainda, estabelecer: I – obrigatoriedade de instalação de medidor de vazão do volume de biodiesel produzido; II – valor mínimo de capital integralizado; e III – condições quanto à idoneidade fiscal e financeira das mesmas empresas e de seus sócios ou diretores. Art. 2º O Registro Especial poderá ser cancelado, a qualquer tempo, pela Secretaria da Receita Federal se, após a sua concessão, ocorrer qualquer dos seguintes fatos: I – desatendimento dos requisitos que condicionaram a sua concessão; II – cancelamento da autorização instituída pelo inciso XVI do art. 8° da Lei n° 9.478, de 6 de agosto de 1997, expedida pela ANP; III – não cumprimento de obrigação tributária principal ou acessória, relativa a tributo ou contribuição administrados pela Secretaria da Receita Federal; IV – utilização indevida do coeficiente de redução diferenciado de que trata o § 1° do art. 5° desta lei; ou V – prática de conluio ou fraude, como definidos na Lei n° 4.502, de 30 de novembro de 1964, ou de crime contra a ordem tributária, previsto na Lei n° 8.137, de 27 de dezembro de 1990, ou de qualquer outra infração cuja tipificação decorra do descumprimento de normas reguladoras da produção, importação e comercialização de biodiesel, após decisão transitada em julgado. § 10º Para os fins do disposto no inciso III do caput deste artigo, a Secretaria da Receita Federal poderá estabelecer a periodicidade e a forma de comprovação do pagamento dos tributos e contribuições devidos, inclusive mediante a instituição de obrigação acessória destinada ao controle da produção ou importação, da circulação dos produtos e da apuração da base de cálculo. § 2º Cancelado o Registro Especial, o estoque de matérias-primas, de produtos em elaboração e de produtos acabados, existente no estabelecimento da pessoa jurídica, será apreendido, podendo ser libera- Abril de 2005 do se, no prazo de 90 (noventa) dias, contado da data do cancelamento, for sanada a irregularidade que deu causa à medida. § 3º Do ato que cancelar o Registro Especial caberá recurso ao Ministro de Estado da Fazenda. CAPÍTULO II Das Alíquotas das Contribuições Art. 3º A Contribuição pari o PIS/Pasep e a Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS incidirão, uma única vez, sobre a receita bruta auferida, pelo produtor ou importador, com a venda de biodiesel, às alíquotas do 6,15% (seis inteiros e quinze centésimos por cento) e 28,32% (vinte e oito inteiros e trinta e dois centésimos por cento), respectivamente. Art. 4º o importador ou produtor de biodiesel poderá optar por regime especial de apuração e pagamento da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, no qual os valores das contribuições são fixados, respectivamente, em R$120,14 (cento e vinte reais e quatorze centavos) e R$553,19 (quinhentos e cinqüenta e três reais e dezenove centavos) por metro cúbico. § 1º A opção prevista neste artigo será exercida, segundo termos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, até o último dia útil do mês de novembro de cada ano-calendário, produzindo efeitos, de forma irretratável, durante todo o ano-calendário subseqüente ao da opção. § 2º Excepcionalmente, a opção poderá ser exercida a qualquer tempo, produzindo efeitos, de forma irretratável, para o ano de 2005, a partir do 1° (primeiro) dia do mês em que se fizer a opção. § 3º Sem prejuízo do disposto no § 2° deste artigo, o importador ou o produtor de biodiesel poderá adotar antecipadamente o regime especial de que trata este artigo, a partir de 1° de janeiro de 2005, não se lhes aplicado as disposições do art. 16 desta lei. § 4º A pessoa jurídica que iniciar suas atividades no transcorrer do ano poderá efetuar a opção de que trata o caput deste artigo no mês em que começar a fabricar ou importar biodiesel, produzindo efeitos, de forma irretratável, a partir do 10 (primeiro) dia desse mês. § 5º A opção a que se refere este artigo será automaticamente prorrogada para o ano-calendário seguinte, salvo se a pessoa jurídica dela desistir, nos termos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, até o último dia útil do mês de novembro do ano-calendário, hipótese em que a produção de efeitos se dará a partir do dia 10 de janeiro do anocalendário subseqüente. Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS § 6º Na apuração das contribuições a serem pagas na forma deste artigo, não será incluído o volume de produção de biodiesel utilizado para o consumo próprio do produtor. Art. 5º Fica o Poder Executivo autorizado a fixar coeficiente para redução das alíquotas previstas no art. 4° desta lei, o qual poderá ser alterado, a qualquer tempo, para mais ou para menos. § 1° As alíquotas poderão ter coeficientes de redução diferenciados em função: I – da matéria-prima utilizada na produção do biodiesel, segundo a espécie; II – do produtor-vendedor; III – da região de produção da matéria-prima; IV – da combinação dos fatores constantes dos incisos I a III deste artigo. § 2º A utilização dos coeficientes de redução diferenciados de que trata o § 1° deste artigo deve observar as normas regulamentares, os termos e as condições expedidos pelo Poder Executivo. § 3º O produtor-vendedor, para os fins de determinação do coeficiente de redução de alíquota, será o agricultor familiar, ou sua cooperativa agropecuária, assim definidos no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF. § 4º Na hipótese de uso de matérias-primas que impliquem alíquotas diferenciadas para receitas decorrentes de venda de biodiesel, de acordo com o disposto no § 1° deste artigo, as alíquotas devem ser aplicadas proporcionalmente ao custo de aquisição das matérias-primas utilizadas no período. § 5º Para os efeitos do § 4° deste artigo, no caso de produção própria de matéria–prima, esta deve ser valorada ao preço médio de aquisição de matéria-prima de terceiros no período de apuração. § 6º O disposto no § 1° deste artigo não se aplica às receitas decorrentes da venda de biodiesel importado. § 7º A fixação e a alteração, pelo Poder Executivo, dos coeficientes de que trata este artigo não podem resultar em alíquotas efetivas superiores àquelas previstas no caput do art. 4º desta lei. Art. 6º Aplicam-se à produção e comercialização de biodiesel as disposições relativas ao § 1º do art. 2º das Leis nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Art. 7º A Contribuição para o PIS/Pasep importação e a Cofins – Importação, instituídas pelo art. 10 da Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004, incidirão às alíquotas previstas no caput do art. 4º desta lei, independentemente de o importador haver optado pelo regime especial de apuração ali referido, observado o disposto no caput do art. 5º desta lei. Sexta-feira 15 12453 Art. 8º As pessoas jurídicas sujeitas à apuração da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins , nos os termos dos arts 2º e 3º das Leis n 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, poderão, para fins de determinação dessas contribuições, descontar crédito em relação aos pagamentos efetuados nas importações de biodiesel. Parágrafo único. O crédito será calculado mediante: I – a aplicação dos percentuais de 1,65% (um inteiro e sessenta e cinco centésimos por cento) para a Contribuição para o PIS/Pasep e de 7,6% (sete inteiros e seis décimos por cento) para a Cofins sobre a base de cálculo de que trata o art. 7º da Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004, no caso de importação de biodiesel para ser utilizado como insumo; ou II – a multiplicação do volume importado pelas alíquotas referidas no art. 4º desta lei, com a redução prevista no art. 5º desta lei, no caso de biodiesel destinado à revenda. CAPÍTULO III Das Penalidades Art. 9º A utilização de coeficiente de redução diferenciado na forma do § 1º do art. 5º desta lei, incompatível com a matéria-prima utilizada na produção do biodiesel ou o descumprimento do disposto em seu § 4º acarretará, além do cancelamento do Registro Especial, a obrigatoriedade do recolhimento da diferença da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins com base no caput do citado art. 5º, com os acréscimos legais cabíveis. Art. 1º. Será aplicada, ainda, multa correspondente ao valor comercial da mercadoria na hipótese de pessoa jurídica que: I – fabricar ou importar biodiesel sem o registro de que trata o art. 1º desta lei; e II – adquirir biodiesel nas condições do inciso I do caput deste artigo. CAPÍTULO IV Disposições Gerais Art. 11. ANP estabelecerá os termos e condições de marcação do biodiesel, para sua identificação. Art. 12. Na hipótese de inoperância do medidor de vazão de que trata o inciso I do § 2º do art. 1º desta lei, a produção por ele controlada será imediatamente interrompida. § 1º O contribuinte deverá comunicar à unidade da Secretaria da Receita Federal com jurisdição sobre seu domicílio fiscal, no prazo de 24h (vinte e quatro horas) , a interrupção da produção de que trata o caput deste artigo. 12454 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS § 2º O descumprimento das disposições deste artigo ensejará a aplicação de multa: I – correspondente a 100% (cem por cento) do valor comercial da mercadoria produzida no período de inoperância, não inferior a R$5.000,00 (cinco mil reais) , sem prejuízo da aplicação das demais sanções fiscais e penais cabíveis, no caso do disposto no caput deste artigo; e II – no valor de R$5.000,00 (cinco mil reais), sem prejuízo do disposto no inciso I deste parágrafo, no caso de falta da comunicação da inoperância do medidor na forma de § 1º deste artigo. Art. 13. A redução da emissão de Gases Geradores de Efeito Estufa – GEE, mediante a adição de biodiesel ao óleo diesel de origem fóssil em veículos automotivos e em motores de unidades estacionárias, será efetuada a partir de projetos do tipo “Mecanismos de Desenvolvimento Limpo – MDL”, no âmbito do Protocolo de Quioto à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, ratificado, no Brasil, pelo Decreto Legislativo nº 144, de 20 de junho de 2002. Art. 14. O art. 8º, o inciso II do art. 10 e os arts. 12 e 13 da Lei nº 10.451, de 10 de maio de 2002, passam a vigorar com a seguinte redação: “Art. 8º É concedida isenção do Imposto de Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados incidentes na importação de equipamentos e materiais destinados, exclusivamente, ao treinamento de atletas e às competições desportivas relacionados com a preparação das equipes brasileiras para jogos olímpicos, paraolímpicos, pan-americanos, parapan-americanos e mundiais. §1º A isenção aplica-se a equipamento ou material esportivo, sem similar nacional, homologado pela entidade desportiva internacional da respectiva modalidade esportiva, para as competições a que se refere o caput deste artigo. § 2º A isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados estende-se aos equipamentos e materiais fabricados no Brasil.” (NR) “Art. 10. ................................................. II – a manifestação do Ministério do Esporte sobre: .............................................................. “Art. 12. Os benefícios fiscais previstos nos arts. 8° a 11 desta lei aplicam-se a importações e aquisições no mercado interno cujos fatos geradores ocorram até 31 de dezembro de 2007.” (NR) Abril de 2005 “Art. 13. A Secretaria da Receita Federal e o Ministério do Esporte expedirão, em suas respectivas áreas de competência, as normas necessárias ao cumprimento do disposto nos arts. 8° a 12 desta lei.” (NR) Art. 15. O saldo credor da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins apurado na forma do art. 3° das Leis nos 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e do art. 15 da Lei n° 10.865, de 30 de abril de 2004, acumulado ao final de cada trimestre do ano-calendário em virtude do disposto no art. 17 da Lei n° 11.033, de 21 de dezembro de 2004, poderá ser objeto de: I – compensação com débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, observada a legislação especifica aplicável à matéria; ou II – pedido de ressarcimento em dinheiro, observada a legislação específica aplicável à matéria. Parágrafo único. Relativamente ao saldo credor acumulado a partir de 9 de agosto de 2004 até o último trimestre-calendário anterior ao de publicação desta lei, a compensação ou pedido de ressarcimento poderá ser efetuado a partir da promulgação desta lei. Art. 16. O disposto no art. 3° desta lei produz efeitos a partir de 1° de abril de 2005. Art. 17. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Câmara dos Deputados, 1º de março de 2005. Oficio nº 99 (CN) Brasília, 13 de abril de 2005. A Sua Excelência o Senhor Deputado Severino Cavalcanti Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: Emendas do Senado a Projeto de Lei de Conversão. Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência que o Senado Federal aprovou, em revisão e com emendas, o Projeto de Lei de Conversão n° 2, de 2005 (Medida Provisória n° 227, de 2004), que “dispõe sobre o Registro Especial, na Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda, de produtor ou importador de biodiesel e sobre a incidência da Contribuição para o PI S/Pasep e da Cofins sobre as receitas decorrentes da venda desse Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS produto, altera a Lei n° 10.451, de 10 de maio de 2002, e dá outras providências.” Restituo, nos termos do § 6° do art. 7° da Resolução n° 1, de 2002-CN, o processado da matéria com as referidas emendas. Atenciosamente, – Senador Renan Calheiros, Presidente. Emendas do Senado ao Projeto de Lei de Conversão nº 2, de 2005 (Medida Provisória nº 227, de 2004 ), que “dispõe sobre o Registro Especial, na Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda, de produtor ou importador de biodiesel e sobre a incidência da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins sobre as receitas decorrentes da venda desse produto, altera a Lei n° 10.451, de 10 de maio de 2002. e dá outras providências. EMENDA Nº 1 (Corresponde à Emenda n° 44 – Relator-revisor) Substitua-se no art. 1° do Projeto a expressão “Agência Nacional de Petróleo – ANP” por Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP”. EMENDA Nº 2 (Corresponde à Emenda n° 45 – Relator-revisor) Inclua-se no art. 1° do Projeto o seguinte § 3°: “§ 3° Excepcionalmente, tratando-se de produtor de pequeno porte, poderá ser concedido registro provisório por período não-superior a 6 (seis) meses, sem prejuízo do disposto no art. 5° desta lei”. EMENDA Nº 3 (Corresponde à Emenda n° 48 – Relator-revisor) Suprima-se o § 2° do art. 2° do Projeto. EMENDA Nº 4 (Corresponde à Emenda n° 51 – Relator-revisor) Dê-se ao § 7° do art. 5° do Projeto a seguinte redação: “§ 7° A fixação e a alteração, pelo Poder Executivo, dos coeficientes de que trata este artigo, não pode resultar em alíquotas efetivas superiores: I – às alíquotas efetivas da Contribuição ao PIS/Pasep e à Cofins, adicionadas da alíquota efetiva da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico de que trata a Lei n° 10.336, de 19 de dezembro de 2001, previstas para incidência sobre o óleo diesel de origem mineral; nem II – às alíquotas previstas no caput do art. 4°.” Sexta-feira 15 12455 EMENDA Nº 5 (Corresponde à Emenda n° 49 – Relator-revisor) Inclua-se no art. 5° do Projeto o seguinte § 8º: “§ 8° A elevação de alíquotas nos termos deste artigo somente produzirá efeitos após o dia primeiro de janeiro do sexto ano a partir da publicação do ato em relação aos contribuintes que estejam em gozo da redução.” EMENDA Nº 6 (Corresponde à Emenda n° 46 – Relator-revisor) Inclua-se no art. 12 do Projeto o seguinte § 3º “§ 3° Tratando-se de produtor de pequeno porte, as normas de que trata o § 2° do art. 1° poderão prever a continuidade da produção, por período limitado, com registro em meio de controle alternativo, hipótese em que não se aplicará o disposto no inciso I do § 2° deste artigo.” EMENDA Nº 7 (Corresponde à Emenda n° 47 – Relator-revisor) Inclua-se ao Projeto o seguinte artigo: “Art. O financiamento agrícola no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF será adequado às peculiaridades do pequeno produtor, inclusive quanto a garantia de empréstimos destinados a safras sucessivas no mesmo ano”. EMENDA Nº 8 (Corresponde à Emenda n° 50 – Relator-revisor) Inclua-se ao Projeto o seguinte artigo: Art. O art. 2° da Lei n° 11.097, de 13 de janeiro de 2005, passa a vigorar acrescido do seguinte § 4°: Art. 2° ................................................... § 4° O biodiesel necessário ao atendimento dos percentuais mencionados no caput deste artigo terá que ser processado, preferencialmente, a partir de matérias-primas produzidas por agricultor familiar, inclusive as resultantes de atividade extrativista.’ (NR)” Senado Federal, de abril de 2005. – Senador Renan Calheiros, Presidente do Senado Federal. RECURSO Nº 168, DE 2005 (Do Sr. Fernando Coruja) Recorre contra a decisão da Presidência em Questão de Ordem (nº 519/05) acerca da preferência para apreciação da Medida Provisória nº 232/04 sobre a Medida Provisória 231/04. Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, nos termos do art. 95, § 8º, do Regimento Interno. Publique-se. Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário. 12456 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. FERNANDO CORUJA – Sr. Presidente, peço a palavra para uma questão de ordem. O SR. PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – Tem V.Exa a palavra. O SR. FERNANDO CORUJA (PPS – SC. Questão de ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, ontem, estávamos votando a Medida Provisória nº 232 e, hoje, a Ordem do Dia na pauta se inicia com a Medida provisória nº 231. As duas trancam a pauta, mas nosso Regimento Interno prevê, no seu art. 86, § 10, que cada grupo de projetos, referidos no § 1º do art. 159 –grupos de urgência, ordinários –, será iniciado pelas proposições em votação e, entre as matérias de cada um, tem preferência na colocação as emendas do Senado e as proposições da Câmara, seguidas pelas proposições desta em turno único, primeiro turno, segundo turno e apresentação preliminar. Ora, o dispositivo diz que, quando elas estão no mesmo grupo, tem preferência a matéria em votação. Então, a questão de ordem que faço a V. Exa é a seguinte: por que a Mesa, ao elaborar a pauta, colocou a Medida provisória nº 231 antes da Medida Provisória nº 232? Porque as duas trancam a pauta hoje, estão no mesmo grupo e a de nº 232 já está em votação. O Sr. Presidente (Severino Cavalcanti) – A Mesa observou a seqüência de entrada. Portanto, ontem, já foi liberada aqui na Casa. VI – Ordem do Dia O SR. PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – A lista de presença registra o comparecimento de 366 Senhoras Deputadas e Senhores Deputados. Passase à Ordem do Dia. O SR. FERNANDO CORUJA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – Tem V.Exa a palavra. O SR. FERNANDO CORUJA – Sr. Presidente, vou recorrer à Comissão de Constituição,Justiça e de Cidadania contra a decisão de V.Exa sobre a questão de ordem há pouco formulada, porque o problema não é de publicação. Elas foram publicadas no mesmo Diário Oficial. A questão, segundo nosso entendimento, é diferente: é o Regimento Interno que prevê qual é a primeira votação. Então, quero recorrer, respeitosamente, da sua decisão à Comissão de Constituição, Justiça e de Redação. O SR. PRESIDENTE (Severino Cavalcanti – Será encaminhado à Comissão, Constituição, Justiça e de Cidadania. O SR. PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – Sobre a mesa Requerimento que solicita preferência para a apreciação da Medida Provisória nº 232, de 2004. Abril de 2005 Sr. Presidente, requeiro a V.Exa, nos termos do art. 160, c/c inciso XVI do art. 117 do Regimento Interno, preferência para a apreciação da Medida Provisória nº 232, de 2004, que altera a legislação tributária federal e dá outras providências sobre a Medida Provisória nº 231, de 2004, que cria na Carreira da Seguridade Social e do Trabalho, para lotação no Ministério da Saúde, os cargos que menciona, institui a Gratificação de Incentivo à Atividade Intensiva de Assistência à Saúde – GIAAS, e dá outras providências. Sala das Sessões, 31 de março de 2005. – Alberto Goldman, Líder do PSDB. O SR. PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – Para encaminhar a favor, concedo a palavra ao nobre Deputado Alberto Goldman. O SR. ALBERTO GOLDMAN (PSDB – SP. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, diante das informações divulgadas pela imprensa – filósofo Ministro Alda Rebelo confiamos desconfiando –, imagino que será editada medida provisória que deve manter a correção da tabela do Imposto de Renda, conforme nossa proposta, e vai rejeitar o restante da MP nº 232. Sr. Presidente, não vejo necessidade de retomarmos imediatamente a votação da Medida Provisória nº 232. Portanto abro mão do requerimento. O Sr. Presidente (Severino Cavalcanti) – Acatado o pedido de V.Exa. Está retirado o requerimento. O Sr. Presidente (Severino Cavalcanti) – Passase à apreciação da matéria que está sobre a mesa e constante da Ordem do Dia. Item 1. Discussão, em turno único, da Medida Provisória nº 231, de 2004, que cria, na Carreira da Seguridade Social e do Trabalho, para lotação no Ministério da Saúde. REQUERIMENTO Nº 2.684/05 (Da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional) Requer a apreciação de manifestação de louvor ao embaixador do Brasil na Jamaica, Senhor Cezar Augusto de Souza Lima Amaral, pelos motivos que especifíca. Exmo Sr. Presidente da Câmara dos Deputados: Nos termos regimentais, requeiro que esta Casa aprove manifestação de louvor ao embaixador Cezar Augusto de Souza Lima Amaral, representante do Brasil na Jamaica. Justificação O embaixador Cezar Augusto de Souza Lima Amaral assume o posto de representante de nosso país Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS em Kingston no momento em que a política externa brasileira prioriza as relações continentais. Com a Jamaica, especificamente, essa relação tem tido um reduzido nível político. A recente visita de delegação de parlamentares brasileiros, da Confederação Parlamentar das Américas, àquele país nos permitiu perceber a baixa densidade de nosso contato com a Caricom, exceção feita ao Suriname e a Guiana. A competência do embaixador, permitiu-nos cumprir uma agenda de contatos fundamental para nossos objetivos e de interesse à política externa nacional com encontros no Parlamento e na Chancelaria jamaicanos. Tanto no Parlamento, quanto na Chancelaria manifestaram-nos o interesse de incrementar o relacionamento com o Brasil e a América do Sul e indicaram o desejo de receber o Presidente Lula. Abordamos a conveniência de maior intercâmbio entre os parlamentos, até mesmo em função do quadro de negociações para a conformação da ALCA, vistos os desequilíbrios entre as capacidades negociadoras e as pressões existentes no cenário interamericano. A atuação do embaixador demonstra o quanto tem se dedicado ao incremento de relações entre a Jamaica e nosso país e, posso garantir, tem se desincumbido da função com todo o mérito. Nesse sentido é que encaminho a sugestão de manifestação de louvor por seu trabalho. Deputado Aroldo Cedraz, Presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional Submeta-se ao Plenário (RICD, art. 117, inciso XIX). Oficie-se à Comissão requerente e, após, publique-se. Em 14-4-05. – Severino Cavalcanti, Presidente. REQUERIMENTO Nº 2.752/2005 (Da Comissão de Defesa do Consumidor) Requer a revisão do despacho ao PL nº 7.137/02 A Sua Excelência o Senhor Deputado Severino Cavalcanti DD Presidente da Câmara dos Deputados Nesta Sr. Presidente, Em razão da aprovação por esta Comissão do Requerimento nº 362/05, do Deputado Ricardo Izar, em anexo, requeiro a Vossa Excelência a redistribuição deste Projeto no sentido de que, anteriormente à manifestação deste órgão técnico, a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio se pronuncie. – Deputado Luiz Antonio Fleuy, Presidente. Sexta-feira 15 12457 COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR 5ª Legislatura – 3ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 5ª Reunião (Ordinária), realizada em 6 de abril de 2005. Aos seis dias do mês de abril do ano de dois mil e cinco, às dez horas e quarenta e seis minutos, no plenário oito do Anexo II da Câmara dos Deputados, reuniu-se, ordinariamente, sob a presidência do Deputado Luiz Antonio Fleury, Presidente, a Comissão de Defesa do Consumidor, para apreciação das proposições constantes da pauta. Compareceram os Deputados Luiz Antonio Fleury – Presidente e Eduardo Seabra – Vice-Presidente; Ana Guerra, Selma Schons, Simplício Mário, Luiz Bittencourt, Paulo Lima, José Carlos Araújo, Marcelo Guimarães Filho, Celso Russomanno, Jonival Lucas Júnior e Renato Cozzolino – Titulares; Maria do Carmo Lara, Leandro Vilela, Julio Lopes, Neuton Lima, Ricardo Izar e Remi Trinta – Suplentes. Deixaram de comparecer os Deputados Wladimir Costa, Carlos Sampaio, Paulo Kobayashi, Pedro Corrêa, Almeida de Jesus e Givaldo Carimbão. A Deputada Selma Schons encaminhou expediente justificando sua ausência à reunião do dia 30 de março do ano em curso. Compareceu, ainda, o Deputado Alex Canziani, não membro da Comissão. Abertos os trabalhos, foi aprovada, sem restrição, a Ata da quarta reunião, cuja leitura foi dispensada, por terem sido distribuídas cópias. O Presidente comunicou aos Deputados que, dada a impossibilidade de comparecimento do Presidente da Nova Dutra Concessionária à reunião de audiência pública marcada para o dia seis de abril, às quatorze horas, adiara a referida reunião para o dia vinte e sete de abril e deu conhecimento aos membros da Comissão do seguinte expediente: correspondência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, comunicando a realização, no dia treze de abril, das oito horas e trinta minutos às dezessete horas, de audiência pública sobre “Fracionamento de Medicamentos”. Em seguida, informou aos Deputados que participara, na semana anterior, de reunião com o Senhor Sérgio Darcy, Diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro do Banco Central do Brasil, oportunidade em que ficou acordada a elaboração, por parte daquele Órgão em conjunto com esta Comissão, de cartilha sobre os procedimentos a serem adotados no relacionamento das instituições financeira com os consumidores. Prosseguindo, solicitou aos membros da Comissão que desejassem participar da reunião que seria oportunamente agendada com aquele Diretor e técnicos do Banco Central entrassem em contato com a Presidência ou com a Secretaria da Comissão. Após manifestação do Deputado Luiz Bittencourt sobre 12458 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS esse assunto, o Presidente esclareceu que dava continuidade à iniciativa originada na Sessão Legislativa anterior e comunicou que seria formado grupo de trabalho composto por membros da Comissão para discutir com representantes do Banco Central medidas que visem adequar o disposto no Código de Defesa do Consumidor às ações praticadas nas instituições bancárias, que alegam submeterem-se às normas do Banco Central, prevalecentes ao referido Código. Passou-se à Ordem Do Dia. O Presidente submeteu à Comissão, para integrar a equipe de servidores deste Órgão Técnico, a indicação de Maria Aparecida Saraiva para o cargo de Assessor Técnico Adjunto C – CNE– 12, em substituição a Dario dos Santos Melo. Em votação, foi a indicação aprovada, por unanimidade. O Presidente comunicou a retirada da pauta, de ofício, dos itens seis, Projeto de Lei nº 1 .359/91; oito, Projeto de Lei nº 6.960/02; e nove, Projeto de Lei nº 57/03, e deu início à apreciação das demais matérias: 1) Requerimento nº 356/05 – do Sr. Eduardo Seabra – que “solicita seja realizada reunião de audiência pública, para obtenção de esclarecimentos sobre procedimentos de inclusão e exclusão do nome dos consumidores no cadastro de inadimplência da Serasa”. Encaminhou a votação da matéria o Deputado Eduardo Seabra, autor. Em votação, foi o Requerimento aprovado, por unanimidade. Em atenção à solicitação do Deputado Jonival Lucas Júnior, o Presidente determinou à Secretaria que encaminhasse aos membros da Comissão relação das audiências públicas aprovadas e das já agendadas e, em seguida, comunicou aos presentes que, na semana subseqüente, seria realizada reunião de audiência pública sobre a Resolução nº 157/2004, aprovada pelo Contran, que dispõe sobre a substituição dos atuais extintores de incêndio pelos do tipo ABC, com demonstração prática do uso e eficácia desses equipamentos. A pedido do Deputado Luiz Bittencourt, o Presidente determinou à Secretaria que colhesse informações sobre os procedimentos da Serasa, as quais serviriam de subsídios à audiência pública proposta pelo requerimento aprovado. Por força do disposto no art. 43 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, o Deputado Eduardo Seabra, 1º VicePresidente, assumiu a presidência dos trabalhos. 2) Requerimento nº 360/05 – do Sr. Luiz Antonio Fleury – que “solicita seja realizada reunião de audiência pública conjunta, para obtenção de subsídios técnicos a projetos de lei referentes à questão do corte no fornecimento de energia aos consumidores inadimplentes”. Encaminhou a votação da matéria o autor, Deputado Luiz Antonio Fleury. Em votação, foi o Requerimento aprovado, por unanimidade; 3) Requerimento nº 361/05 – do Sr. Luiz Antonio Fleury – que “solicita a realização Abril de 2005 de Audiência Pública para esclarecer os prejuízos causados aos consumidores por problemas operacionais da empresa Claro”. Encaminharam a votação da matéria os Deputados Luis Antonio Fleury – autor, José Carlos Araújo, Jonival Lucas Júnior, Simplício Mano e Ricardo lzar. Em votação, foi o Requerimento aprovado, por unanimidade, com a alteração proposta pelo Deputado Simplício Mário de inclusão das demais operadoras de telefonia celular. Decidiu-se, ainda, a realização de audiências públicas quinzenais em quinze dias, com a presença de um representante de entidade de defesa do consumidor, do Presidente da Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel e de representantes de duas operadoras de telefonia celular, por evento, sendo a Claro e a Vivo as convidadas para a primeira reunião. Em razão da manifestação do Deputado Ricardo Izar, que considerara a obtenção de informações acerca do cumprimento das metas a serem cumpridas pelas concessionárias telefônicas, consoante contrato firmado com o governo quando da privatização das empresas de telefonia, o Presidente esclareceu que encaminhara oficio à Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel solicitando informações sobre essa questão. À propósito da sugestão de Deputado Jonival Lucas Júnior, que ponderara a discussão da qualidade dos serviços de atendimento ao consumidor por parte das companhias telefônicas, o Presidente sugeriu ao Parlamentar apresentasse requerimento solicitando a realização de audiência pública conjunta com a Comissão de Trabalho desta Casa, para debate desses serviços. O Deputado Luiz Antonio Fleury reassumiu a presidência da reunião e designou o Deputado Eduardo Seabra para representar a Comissão em evento realizado na Presidência da Câmara dos Deputados. Em que representante de entidade de defesa do consumidor fez a entrega de relação de apoio à aprovação do Projeto de Lei nº 5.476/01, que extingue a cobrança de assinatura básica da telefonia fixa comutada, com mais de duzentos mil signatários. Deu-se prosseguimento à apreciação das proposições da pauta: 4)Requerimento nº 362/05 – do Sr. Ricardo Izar – que “na qualidade de Relator do Projeto de Lei nº 7.137, de 2002, que altera a Lei nº 8.245, de 1991, requeiro a Vossa Excelência, ouvido o Plenário desta Comissão, nos termos do caput do art. 17 e do art. 107, inciso II, letra c, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, que seja encaminhado Requerimento ao Senhor Presidente da Câmara dos Deputados no sentido de que, anteriormente à manifestação deste órgão técnico, a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio se manifeste, nos termos do ant. 139, inciso II, letra c, sobre o referido Projeto”. Encaminhou a votação da matéria o Deputado Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Ricardo Izar. Em votação, foi o Requerimento aprovado, por unanimidade. Assumiu a direção dos trabalhos o Deputado Eduardo Seabra, 1º Vice-Presidente. 5) Projeto de Lei nº 1.052/03 – do Sr. André Luiz – que “estabelece penalidades ao fornecedor pela infração dos dispositivos que menciona da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 – Código de Defesa do Consumidor”. Relator: Deputado Renato Cozzolino. Parecer: pela aprovação, com substitutivo. Vista conjunta aos Deputados Celso Russomanno, Luiz Bassuma e Max Rosenmann em oito de dezembro de dois mil e quatro. O Deputado Celso Russomanno apresentou voto em separado em trinta e um de março de dois mil e cinco. Discutiram a matéria os Deputados Celso Russomanno e Luiz Antonio Fleury. O Deputado Celso Russomanno retirou o voto em separado. Em votação, foi o Parecer do Relator rejeitado, por unanimidade. Em votação, foi aprovado o Parecer Vencedor contrário ao Projeto de Lei, do Deputado Celso Russomanno, designado Relator-Substituto, contra o Voto em Separado do Deputado Renato Cozzolino, Relator original. Reassumiu a Presidência da reunião o Deputado Luiz Antonio Fleury. 6) Projeto de Lei nº 1.359/91 – do Sr. Francisco Silva – que “acrescenta dispositivos ao artigo 83, da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 – Código de Defesa do Consumidor, e ao artigo 275 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 Código de Processo Civil”. Apensado o Projeto de Lei nº 3.407/92. Relator: Deputado Luiz Bittencourt. Parecer: pela aprovação deste e pela rejeição do Projeto de Lei nº 3.407/92, apensado. Vista, em nove de março de dois mil e cinco, ao Deputado Simplício Mário, que apresentou voto em separado em trinta de março de dois mil e cinco. Retirado de pauta de ofício; 7) Projeto de Lei nº 3.487/00 – do Sr. Lincoln Portela – que “dispõe sobre medidas que amenizem o desconforto da espera, no atendimento ao público, nos estabelecimentos que especifica”. Apensados os Projetos de Lei nºs. 2.846/03 – a este os Projetos de Lei nos 3.772/04, 3.755/04 e 3.483/04. Relator: Deputado Julio Lopes. Parecer: pela aprovação deste e dos Projetos de Lei nº 2.846/03, 3.483/04, 3.755/04 e 3.772/04, apensados, com substitutivo, e pela rejeição das emendas nos 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 apresentadas ao substitutivo. Procedeu à leitura do Parecer do Relator o Deputado Jonival Lucas Júnior. Discutiram a matéria os Deputados Jonival Lucas Júnior e Simplicio Mário. Foi concedida vista ao Deputado Simplício Mário; 8) Projeto de Lei nº 6.960/02 – do Sr. Ricardo Fiuza – que “dá nova redação aos artigos 2º, 11, 12, 43, 66, 151, 224, 243, 244,246, 262, 273, 281, 283, 286, 294, 299, 300, 302, 306, 309, 328, 338, 369, 421, 422, 423, 425, 429, 450, 456, 471, 472, 473, 474, 475, 478, 479, 480, 482, Sexta-feira 15 12459 496, 502, 506, 533, 549, 557, 558, 559, 563, 574, 576, 596, 599, 602, 603, 607, 623, 624, 625, 633, 637, 642, 655, 765, 788, 790, 872, 927, 928, 931, 944, 947, 949, 950, 953, 954, 966, 977, 999, 1.053, 1.060, 1.086, 1.094, 1.099, 1.158, 1.160, 1.163, 1.165, 1.166, 1.168, 1.196, 1.197, 1.204, 1.210, 1.228, 1.273, 1.274, 1.276, 1.316, 1.341, 1.347, 1.352, 1.354, 1.361, 1.362, 1.365, 1.369, 1.371, 1.374, 1.378, 1.379, 1.434, 1.436, 1.456, 1.457, 1.473, 1.479, 1.481, 1.512, 1.515, 1.516, 1.521, 1.526, 1.561, 1.563, 1.573, 1.574, 1.575, 1.576, 1.581, 1.583, 1.586, 1.589, 1.597, 1.601, 1.605, 1.606, 1.609, 1.614, 1.615, 1.618, 1.623, 1.625, 1.626, 1.628, 1.629, 1.641, 1.642, 1.660, 1.665, 1.668, 1.694, 1.700, 1.701, 1.707, 1.709, 1.717, 1.719, 1.721, 1.722, 1.723, 1.725, 1.726, 1.727, 1.729, 1.731, 1.736, 1.768, 1.788, 1.790, 1.800, 1.801, 1.815, 1.829, 1.831, 1.834, 1.835, 1.848, 1.859, 1.860, 1.864, 1.881, 1.909, 1.963, 1.965, 2.002, 2.038 e 2.045 da Lei nº 10.406 de 10 de janeiro de 2002, que “Institui o Código Civil”, acrescenta dispositivos e dá outras providências”. Relator: Deputado Paulo Lima. Parecer: pela aprovação da proposta de alteração do § 1º do art. 1.361 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), na forma do Projeto de Lei nº 6.960, de 2002. Vista conjunta aos Deputados Alex Canziani, Celso Russomanno e Dr. Rosinha em nove de junho de dois mil e quatro. Retirado de pauta de ofício; 9) Projeto de Lei nº 57/03 – do Sr. Wilson Santos – que “altera a redação do inciso II do § 3º do art. 6º da Lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, para considerar como descontinuidade do serviço a interrupção do fornecimento de água, energia elétrica e telefonia”. Relator: Deputado Celso Russomanno. Parecer: pela aprovação, com substitutivo. Vista ao Deputado Jonival Lucas Júnior em dezesseis de março de dois mil e cinco. Retirado de pauta de ofício; 10) Projeto de Lei nº 2.790/03 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “altera a Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, que “dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde, e dá outras providências””. Relator: Deputado Luiz Bittencourt. Parecer: pela aprovação. Vista conjunta aos Deputados Eduardo Seabra e Jonival Lucas Junior em nove de março de dois mil e cinco. Procedeu a leitura do Parecer do Relator a Deputada Ana Guerra. Discutiram a matéria os Deputados Jonival Lucas e Eduardo Seabra. Em votação, foi o Parecer do Relator aprovado, por unanimidade, com complementação de voto; 11) Projeto de Lei nº 3.929/04 – do Sr. Clóvis Fecury – que “dispõe sobre atendimento diferenciado nos guichês de caixa das instituições financeiras”. Relator: Deputado Max Rosenmann. Parecer: pela rejeição. Procedeu à leitura do Parecer do Relator o Deputado Simplício Mário. Foi concedida vista ao Deputado Celso Russomanno. Du- 12460 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS rante os trabalhos, o Deputado Simplício Mário colocou-se à disposição da Presidência da Comissão para integrar o grupo de trabalho encarregado de elaborar, juntamente com técnicos do Banco Central do Brasil, a cartilha de relacionamento das instituições bancárias com os consumidores. E o Presidente, em atenção á indagação do Deputado Paulo Lima, informou ao Parlamentar que o Projeto de Lei nº 6.960/02 retornaria à pauta oportunamente, o que, dada a importância da matéria, seria comunicado aos Deputados com antecedência de trinta dias. Nada mais havendo a tratar, às doze horas e trinta e cinco minutos, o Presidente encerrou os trabalhos, antes convocando reunião ordinária para quarta-feira, dia treze, às dez horas, no plenário oito. O inteiro teor da reunião foi gravado, passando o arquivo de áudio a integrar o seu acervo documental. E, para constar, eu, Lílian de Cássia Albuquerque Santos, Secretária, lavrei a presente Ata, que, lida e aprovada, será assinada pelo Presidente,.. Deputado Luiz Antonio Fleury, e encaminhada à publicação Diário da Câmara dos Deputados. Defiro a redistribuição não só para incluir a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio – CDEIC, que deverá se manifestar após a Comissão de Defesa do Consumidor – CDC, como também para incluir a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania – CCJC como competente quanto ao mérito. Novo Despacho: CDC, CDEIC e CCJC (Art. 24, II, do RICD). Oficie-se. Publique-se. Em 14-4-05. – Severino Cavalcanti, Presidente. COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA REQUERIMENTO Nº 2.721/2005 Solicita a desapensação do Projeto de Lei nº 1.603/03 do Projeto de Lei no 156/03. Senhor Presidente, Requeiro a Vossa Excelência, na forma análoga aos arts. 139, inciso I e 142 do Regimento Interno desta Casa, rever o despacho aposto ao Projeto de Lei nº 1.603/03, do Sr. Mário Heringer, que “Altera a Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, que “dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde” e dá outras providências”, para determinar sua desapensação do Projeto de Lei nº 156/03, de autoria do Sr. Inocêncio de Oliveira, que “Acrescenta dispositivo à Lei Abril de 2005 nº 9.656, de 3 de junho de 1998, que “dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde”. Justificação Esclareço a Vossa Excelência que ao analisar a matéria concluí que há divergência de objetivos nos dois projetos, não restando comprovada correlação específica. O Projeto de Lei nº 156/03 dispõe sobre a possibilidade de escolha, pelo beneficiário, do profissional de sua preferência, desde que legalmente habilitado e que aceite atender pelo valor dos honorários pagos pelo plano contratado. Por sua vez, o Projeto de Lei nº 1.603/03 dispõe expressamente sobre: – Critérios para o descredenciamento e substituição de e – Direito de credenciamento ao profissional médico ou odontológico devidamente habilitado; – Garantia de que as operadoras não poderão impor contratos de exclusividade ou de restrição à atividade profissional; – Garantia aos prestadores de serviço de resposta imediata, autorizando ou negando, as solicitações de procedimentos médicos; – Padronização de formulários por parte das operadoras. – Deputado Dr. Benedito Dias, Relator. Defiro. Desapense-se o Projeto de Lei nº 1.03/03 do Projeto de Lei nº 156/03. Oficie-se e, após, publique-se. Em 1-4-05. – Severino Cavalcanti, Presidente. O SR. PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – Finda a leitura do expediente, passa-se à IV – HOMENAGEM O SR. PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – Esta sessão é em homenagem ao Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária. Autor: Deputado Wasny de Roure. Convido para tomarem assento à Mesa D. Tomás Balduíno, Bispo Emérito de Goiás e Presidente da Comissão Pastoral da Terra – CNBB (palmas); Manoel José dos Santos, Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG (palmas); Viviane Moreira da Silva, da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (palmas prolongadas); Mário Benedito, Diretor de Reforma Agrária da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Distrito Federal e Entorno. (Palmas prolongadas.) Convido todos a ouvirem, de pé, o Hino Nacional. (É executado o Hino Nacional.) O SR. PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – Sras. e Srs. Deputados, acabo de retornar do Vaticano, onde assisti ao funeral do Papa João Paulo II, e, ao presidir Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS esta sessão em homenagem ao Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária, quero recordar outro momento importante relacionado com Sua Santidade. Refiro-me à última visita feita ao Brasil, em 1997. Naquela ocasião, João Paulo II manifestou preocupação com os nossos problemas sociais, especialmente os conflitos no campo, e deixou-nos clara mensagem de fraternidade e harmonia como caminho a ser seguido para resolvê-Ios. Lembro-me de ter dito, então, neste plenário, que a palavra do Sumo Pontífice ecoaria por muito tempo como paradigma para milhões de brasileiros dos mais distantes rincões. Oito anos depois, estou certo de que a orientação do Papa permanece atual. Precisamos desarmar os espíritos, tomar a trilha de amor e conciliação indicada por João Paulo II, pois só assim realizaremos em paz as profundas e eficazes mudanças de que o País necessita. Mesmo sem a força espiritual das palavras do Santo Padre, é para isso que aponta também nossa Constituição. Um capítulo inteiro da Lei Maior trata da questão agrária, de modo que defender a reforma é pedir o cumprimento de um preceito constitucional. Mas é também a Constituição que garante o direito à propriedade e se propõe a regular uma sociedade fraterna, fundada na harmonia e comprometida com a solução pacífica das controvérsias. Portanto, o rumo parece muito claro. Os problemas relacionados ao uso e à distribuição da terra no Brasil remontam aos tempos coloniais e já deveriam ter sido resolvidos. Recuperar o tempo perdido é obrigação de todos nós, porém isso deve ser feito em comum acordo, com a certeza de que acirrar conflitos não traz soluções, mas, ao contrário, aumenta as dificuldades. Suporte técnico e financeiro aos assentamentos, apoio à agricultura familiar e estímulo ao cooperativismo são algumas medidas importantes para que a reforma agrária tenha sucesso. Espírito de concórdia, disposição para o diálogo e respeito ao próximo e à lei são condições indispensáveis. Muito obrigado a todos que aqui vieram participar desta homenagem ao Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Wasny de Roure, autor do requerimento. O SR. WASNY DE ROURE (PT-DF. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Deputado Severino Cavalcanti; Sras. e Srs. Deputados; D. Tomás Balduíno, Bispo Emérito de Goiás e Presidente da Comissão Pastoral da Terra – CNBB; Sr. Manoel José dos Santos, Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Sexta-feira 15 12461 Agricultura – CONTAG; Sra. Viviane Moreira da Silva, representante da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST; Sr. Mário Benedito, Diretor de Reforma Agrária da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do DF e Entorno. É com tristeza que lembramos o dia 17 de abril de 1996, que nos traz à memória uma dor que não passa, uma dor que nada é capaz de acalentar, uma dor perpétua pelo massacre de Eldorado dos Carajás, desfecho trágico de uma marcha pacífica, a Caminhada pela Reforma Agrária, iniciada no dia 10 de abril por 1.500 famílias de trabalhadores rurais sem terra. Para 19 homens, aquela foi a caminhada para a morte. Portanto, a escolha do dia 17 de abril como o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária busca manter viva a lembrança dos que tombaram lutando não apenas por um pedaço de chão ou pelo acesso à terra, mas também pela esperança de dias melhores. Por isso, estamos aqui nesta data memorável. Como dizia, esses homens lutavam por um pedaço de terra. Mas como viabilizar o acesso à terra em um país que prima pela concentração fundiária desde os primeiros tempos do seu descobrimento? Sozinho, o trabalhador não é ouvido em seus clamores. Se insiste, sofre as penas e as dores de uma repressão policial sempre violenta. Para se contrapor a esse processo desumano de descaso, algumas lideranças surgiram do seio dos excluídos, se organizaram, se agruparam e se fortaleceram, definindo formas de ação política. Mobilizam a sociedade, cobram ações dos poderes constituídos, exigem a execução da reforma agrária. Falo de gente como vocês: líderes, voz dos trabalhadores rurais sem terra. Entre essas lideranças destacou-se também a conhecida, famosa internacionalmente, Irmã Dorothy Stang. Por isso, hoje, quero rememorar a trágica morte, também em terras paraenses, daquela que foi a missionária da esperança, da perseverança, da fé, cuja história de luta pelo direito à cidadania plena, por meio da convivência pacífica e respeitosa com a terra, custou-lhe a própria vida, ceifada de maneira trágica e desumana, no dia 12 de fevereiro de 2005. Mas a missionária norte-americana naturalizada brasileira deixou uma semente fecundada naquela região: os Projetos de Desenvolvimento Sustentável, PDSs, implementados pelo Governo Federal, por intermédio do INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. E, por isso mesmo, por tentar e de fato proteger aqueles que faziam parte dos PDSs, Dorothy Stang foi assassinada. Nesse mesmo dia, o Governo Federal anunciava investimento de R$14 milhões para beneficiar 4 mil famílias de uma reserva 12462 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS extrativista daquela área. Irmã Dorothy não chegou a tomar conhecimento do anúncio. Além disso, foi implantada outra reserva, nos últimos meses, no Município de Riozinho Anfrísio, também no sul do Pará, em área de bastante conflito. Isso mostra a determinação do Governo Lula no trato das questões agrárias, ainda sob tantas adversidades. É a prova de que este Governo luta para garantir a soberania das terras amazônicas, das nossas florestas. Porém, não é suficiente, diante do clamor e da necessidade dos trabalhadores rurais sem terra. Muitas são as regiões de conflitos, muitos são os crimes, como aqueles cometidos no ano passado contra os sem-terra em Minas Gerais e contra os povos indígenas da Reserva Raposa Serra do Sol. Por uma questão de simbolismo, pelas trágicas mortes lá ocorridas, vou centrar-me um pouco mais na região do Pará. É difícil, mas não impossível, reverter situação tão grave naquele Estado, depois de mais de 3 décadas de ocupações ilegais de terras públicas. É bom lembrar que no início da década de 70, com a construção da Transamazônica, iniciou-se ocupação desenfreada das terras amazônicas, e, por que não dizer, muitas vezes irresponsáveis, devido ao equívoco no loteamento de terras públicas. A partir daqueles anos, deflagrou-se uma confusão geral quanto à posse de terras naquela região. Sabe-se que a maioria das terras que lá se reivindicam como propriedade privada são, na verdade, patrimônio público. Muitas dessas glebas, como tantas outras por todo o Brasil, são improdutivas. Não se admite, hoje, diante de tanta fome, de tanto desemprego, de tanta exclusão social, a manutenção de propriedades improdutivas. São tantos os que padecem de fome e sofrem com a falta de perspectivas! A propriedade improdutiva é uma grave violação do direito coletivo, isto é, do direito de todos os homens, em qualquer parte do planeta. Por isso, considero socialmente justa a ocupação de áreas que não produzem, que agridem o meio ambiente e que, pior, reduzem trabalhadores à condição análoga a de escravos. Ocupar tais propriedades não é mais grave do que descumprir a função social. Por que, então, tanta grita? Por acaso, assassinar centenas e centenas de trabalhadores rurais, escravizá-los, colocá-los à margem da sociedade, em condições de absoluta miserabilidade não constitui violência? Numa época em que tanto se ouve falar de direitos humanos, pergunto-me se os trabalhadores rurais, os povos indígenas, as comunidades quilombolas e ribeirinhas que há anos lutam Abril de 2005 pela demarcação de suas terras coletivas conhecem, de fato esses, direitos. Do lado do Congresso, acredito ser necessária, fundamental, a aprovação urgente de proposições que confiscam terras em que se pratica trabalho escravo e em que são mantidos trabalhadores e trabalhadoras em situação de escravidão, assim como a aprovação de políticas públicas gratuitas de saúde, educação e assistência social e previdenciária para a população rural. Na condição de Parlamentar, digo, com propriedade, que, nesta Casa, a luta pelas conquistas sociais da classe marginalizada não é menos árdua do que a da gente sem-terra, angustiante mesmo, face à correlação de forças, sempre favorável aos setores mais conservadores, o que leva os movimentos sociais, cansados de esperar por leis mais justas, a utilizar o único instrumento que lhes resta: a ocupação de propriedades improdutivas, forma socialmente justa de pressionar, de exigir dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário a adoção das providências pertinentes para aceleração da reforma agrária. Como resposta ao anseio da sociedade, o Governo Lula já assentou mais de 100 mil famílias, pouco mais de 36 mil em 2003 e cerca de 70 mil até novembro de 2004 – mas ainda é insuficiente, diante do que era previsto. Além disso, as novas famílias assentadas, que antes recebiam no máximo R$7,7 mil teve o crédito ampliado para até R$16 mil, incluindo crédito e valores a fundo perdido. E, para garantir a venda da produção dessas famílias, o Governo realiza o que se chama de cadeia produtiva, que compreende assistências em todos os estágios de produção e venda com o intuito de garantir o sustento das famílias de trabalhadores. Trata-se de uma política de comercialização, que visa fazer os produtos dos agricultores chegarem ao consumidor. Para isso, os trabalhadores contam com o Programa de Compra Direta da Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB. Em 2003 e 2004, o Governo comprou 39 mil toneladas de alimentos por esse sistema, o que beneficiou mais de 15 mil famílias. Sei que ainda não é o ideal, mas este Governo seguirá a todo vapor com as condições necessárias para oferecer dignidade para o trabalhador rural, pois o Presidente Lula sempre foi um ferrenho defensor da organização social dos trabalhadores rurais, dos sem-terra. Este Governo é incansável e irá honrar a memória de Chico Mendes, da irmã Dorothy e dos 19 trabalhadores rurais barbaramente assassinados em Eldorado dos Carajás, que são o principal motivo desta solenidade. São eles: Altamiro, Antônio Costa, Raimundo, Leo- Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS nardo, Graciano, José Ribamar, Oziel, Manoel Gomes, Lourival, Antônio Alves, Abílio, João Carneiro, Antônio – conhecido por “Irmão” —, José Alves, Robson, Amâncio, Valdemir, Joaquim e João Rodrigues. Dedico esta homenagem a eles e, também, a todos os que, em qualquer época de nossa história, sonharam e lutaram por um país mais justo, humano e solidário e morreram por não se calarem diante da injustiça. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero aqui registrar a iniciativa do Núcleo Agrário do PT de realizar um café da manhã com o objetivo de promover um debate sobre a conjuntura agrária e informar sobre a Marcha pela Reforma Agrária, que se iniciará na cidade de Goiânia e chegará a Brasília em meados do mês de maio. Muito obrigado. (Palmas.) Durante o discurso do Sr. Wasny de Roure, o Sr. Severino Cavalcanti, Presidente, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Marcondes Gadelha, § 2º do art. 18 do Regimento Interno. O SR. PRESIDENTE (Marcondes Gadelha) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Adão Pretto, pelo PT. (Palmas.) O SR. ADÃO PRETTO (PT-RS. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, prezados companheiros e companheiras de luta pela terra, esta sessão solene tem grande importância, uma vez que tratamos hoje de assunto dos mais sérios do País. A luta do MST e a de outros movimentos é muito perseguida, e não há motivos para isso. Este País, que anteriormente era dos índios, foi invadido pelos portugueses e espanhóis e foi tomado pelos grandes latifundiários que, apesar do sangue dos trabalhadores, se adonaram de enormes áreas de terra. Hoje, esses movimentos retomam a luta pelo direito à terra, que é justa, e não há como não debater esse tema. O exemplo que apresento de dignidade, respeito e amor à terra está no Município de Hulha Negra, mais antigo que a cidade de Bagé, no Rio Grande do Sul. A chegada dos assentamentos àquela região transformou aquela vila em cidade. O mesmo aconteceu com a cidade de Pontão, mais antiga que Passo Fundo, lugar de pousada dos tropeiros, quando surgiu uma vila. Com a chegada do trem, Passo Fundo se desenvolveu e Pontão estacionou. A chegada dos agricultores à Fazenda Anone transformou aquela vila em cidade. E elegeram um assentado para prefeito por duas vezes. Agora há outro assentado administrando a cidade. Sexta-feira 15 12463 Nos 20 anos de luta pela terra do MST, 400 mil famílias foram assentadas. Somadas às famílias dos outros movimentos passam de 700 mil. E, por pior que esteja o assentamento, nas famílias assentadas não há nenhuma criança passando fome nem fora de sala de aula, todas vivem com dignidade. Outro exemplo. Foi feito estudo no Rio Grande do Sul sobre 10 Municípios de maior latifúndio na fronteira do Estado, dentre eles, Bagé, Dom Pedrito, Santana do Livramento e outros. Juntos, somam território maior que a Suíça. Porém, a produtividade deles é menor do que no Município de Farroupilha, um dos menores do Estado, mas não tem latifúndios e a terra é bem distribuída. É por essas razões que não dá para combater a reforma agrária dizendo que não dá certo. Todos a defendem, desde que ela não aconteça. Na semana passada, em audiência na CPMI da Terra, de que fazemos parte, foram quebrados o sigilo bancário da CONTAG e de outras entidades ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Na votação desse requerimento havia mais de 20 Parlamentares presentes. Até chamei atenção para esse fato, porque depois dessa votação interrogamos um cidadão do Estado do Pará, condenado por 4 homicídios. Só em processos por questões trabalhista ele responde a 508 e a centenas por desrespeito à natureza e ao meio ambiente. Ele mesmo confessou que possuía 112 mil hectares de terra. Na hora de interrogar esse cidadão, éramos 4 Parlamentares. Quando julgaram a entidade do MST, havia mais de 20; depois, para julgar um bandido, havia apenas 4, e os 4 de Esquerda. Sr. Presidente, com sua permissão, concedo aparte ao meu companheiro João Grandão, um grande lutador pela reforma agrária. O SR. PRESIDENTE (Marcondes Gadelha) – Peço que o aparte seja breve porque temos uma lista de oradores e uma pauta regimental a cumprir. O Sr. João Grandão – Parabenizo o Deputado Wasny de Roure pela iniciativa e, em nome de S.Exa., também o Deputado Adão Pretto, que tem uma luta – todo muito conhece a sua história – pela reforma agrária. Solidarizo-me também com os companheiros dos movimentos ligados à terra, dos movimentos que querem realmente promover a solidariedade para que as pessoas, efetivamente, tenham renda, dignidade e, acima de tudo, possam, de fato, exercer seus direitos de cidadãos. A reforma agrária proporciona cidadania; proporciona a paz; proporciona, acima de tudo, a felicidade. É exatamente isso que queremos, dar felicidade para esse povo que, infelizmente, é tratado como pessoas que não têm contribuição dentro de um processo de construção da cidadania. E esse povo constrói a 12464 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS cidadania, esse povo dá dignidade, e é exatamente o que queremos. Por isso, defendemos a reforma agrária. Parabenizo o Deputado Wasny de Roure pela iniciativa porque, para nós, este dia tem significado muito importante na construção de um Brasil melhor para todos. Obrigado, Deputado Adão Pretto. (Palmas.) O SR. ADÃO PRETTO – Obrigado, companheiro João Grandão. Concedo um aparte à minha companheira Luci Choinacki, que também é fundadora do MST. A Sra. Luci Choinacki – Agradeço a V.Exa. a oportunidade do aparte. Este momento é tão especial que nós, Parlamentares, que somos da luta pela terra, pela reforma agrária, nos emocionamos. Não há como não virmos falar, nem pedir um aparte, e dizer ao companheiro Wasny de Roure obrigada por essa iniciativa e às companheiras e aos companheiros que estão aqui que, se não fosse a organização deles, do Movimento dos Sem Terra, não iria existir nem o mapa do Brasil. Ele só existe porque os pobres decidiram se organizar. E os ricos não gostam de povo e muito menos de povo organizado. Esse é o problema deles. (Palmas prolongadas.) O povo, quando se organiza, tem consciência do seu direito e sabe que este Brasil tem muita terra – não é, D. Tomás Balduíno? – e terra boa, bonita. Onde o povo ocupa a terra não o faz para criar uma vaca, em cada hectare de terra produz arroz, feijão, galinha, leite. Aquilo que se come na cidade vem dos assentamentos da reforma agrária, da agricultura familiar, não do agronegócio, que só faz propaganda, come o dinheiro público e alimenta as vacas dos estrangeiros. Aliás, eles nem estão querendo mais soja, porque eles plantaram, têm comida suficiente. O Movimento dos Sem Terra é uma luta de “desaforados”, que teimam, insistem em que este País pertence ao povo brasileiro, aos homens e às mulheres. Deputado Adão Pretto, estamos de parabéns por termos sempre a coragem de ocupar esta tribuna para defender esse movimento mais bonito que surgiu na história do Brasil; por fazermos com que homens e mulheres pobres tenham dignidade e coragem de levantar a cabeça, levantar a bandeira do Brasil e do Movimento dos Sem Terra. Este País nos pertence. Muito obrigada. (Palmas prolongadas.) O SR. ADÃO PRETTO – Sr. Presidente, permite-me conceder um aparte à minha colega Deputada Selma Schons? O SR. PRESIDENTE (Marcondes Gadelha) – Nobre Deputado, o tempo de V.Exa. está esgotado. A Mesa aceitará os apartes, mas pede apenas brevidade, não aceitará apartes extensos, porque estamos invadindo o direito e o tempo dos outros Parlamentares inscritos. Abril de 2005 O SR. ADÃO PRETTO – Sr. Presidente, nós conhecemos o Regimento e também sabemos que quando se tem força política, se consegue mais tempo. Peço a V.Exa., pela importância do assunto, que conceda um aparte à Deputada. O SR. PRESIDENTE (Marcondes Gadelha) – Eu vou conceder, Deputado. Apenas peço que respeitem o direito dos outros oradores inscritos para falar em seguida. A Sra. Selma Schons – Sr. Presidente, cumprimento V.Exa.; D. Balduíno; a Mesa; todos os importantes dirigentes; o Deputado Wasny de Roure por esta feliz idéia; o Deputado Adão Pretto, que é um lutador antigo dessa causa. Gostaríamos que o Brasil, na sua história, não tivesse perdido o trem, ou seja, que tivesse feito a sua reforma agrária. Esses conflitos não são bons nem para o pequeno nem para o médio nem para o grande produtor. Felizmente, a Polícia Federal, em conjunto com a Polícia Militar, em Ponta Grossa, minha cidade, no Paraná, em uma investigação de 2 anos, desbaratou, semana passada, uma quadrilha, a milícia, paga pelo Governo, que fazia segurança nas fazendas. Portanto, crime institucionalizado de policiais. Foi preso o Capitão Neves, que também era grileiro de mais de uma centena de hectares de área da própria EMBRAPA, de área pública. Temos lá uma ocupação, e estavam sendo molestados. Esse capitão levava a violência pelo Paraná afora. Felizmente, também registramos bons trabalhos realizados pela Polícia Federal e pela Polícia Militar. Precisamos realizar uma investigação séria, tirar os infiltrados nos nossos movimentos e colocá-los na cadeia. Neste momento, estão sendo ouvidos os agricultores que faziam um consórcio para pagar essas milícias. É bom deixar isso registrado. Estamos dando um passo à frente. Conto com a participação de todos e agradeço a resistência de vocês. Assim, o Brasil construirá a paz no campo. Muito obrigada. (Palmas.) O SR. ADÃO PRETTO – Ouço, com prazer, a nossa companheira Fátima Bezerra. O SR. PRESIDENTE (Marcondes Gadelha) – A Mesa concederá só este aparte. Como há mais oradores inscritos, peço aos Deputados que desejarem se manifestar que o façam com o próximo orador e dividam com ele o tempo. Deputada Fátima Bezerra, peço a V.Exa. que seja bastante breve em sua intervenção. A Sra. Fátima Bezerra – Sr. Presidente, senhores componentes da Mesa, Deputado Adão Pretto, trago aos companheiros e companheiras o abraço do Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Norte. Mais do que nunca, associamo-nos à importante luta histórica pela reforma agrária em nosso País. Com certeza Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS o MST, a CONTAG, enfim, todas as organizações de defesa da reforma agrária continuam dando lições de luta e de esperança. A marcha de vocês, a marcha da esperança, a marcha da vida, está vindo. Mais uma vez, caminharão pelas estradas deste País levando o sentimento de esperança, de luta e de resistência. Parabéns! Contem conosco. Um abraço do PT do Rio Grande do Norte. O SR. ADÃO PRETTO – Sr. Presidente, ao encerrar, agradeço a oportunidade de me manifestar e ao companheiro Wasny de Roure pela iniciativa do requerimento de realização desta sessão solene, que deverá ficar na história. Domingo, comemoraremos, com tristeza, o aniversário do massacre de Eldorado dos Carajás. A coragem daqueles companheiros está encarnada em cada um dos lutadores. O companheiro Zaqueu foi um deles. Quando a polícia cercou os agricultores – muitos eram pistoleiros, vestidos com a farda da polícia —, ele foi atingido na cabeça com a coronha de uma arma e disseramlhe: ”Grita agora: reforma agrária!” E ele gritou: “Reforma agrária!” Deram um tiro nele e disseram: “Grita de novo: reforma agrária!” Ele, já com a voz mais fraca, ainda gritou: “Reforma agrária!” Deram nele outro tiro e disseram: “Grita de novo.” Ele, já sem voz, ainda gesticulava com o braço como se dissesse: “Reforma agrária! Reforma agrária!” Viva a reforma agrária, companheiros! (Palmas prolongadas.) O SR. PRESIDENTE (Marcondes Gadelha) – Concedo a palavra, pela ordem, à Sra. Deputada Selma Schons. A SRA. SELMA SCHONS (PT-PR. Pela ordem. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, é possível que todos já tenham conhecimento da ação conjunta, levada a cabo pela Polícia Federal e a Secretaria Estadual de Segurança Pública do Paraná, que resultou no desbaratamento de milícia armada que, segundo nota da própria Polícia Federal, atuava na região de Ponta Grossa. A operação aconteceu depois de investigação, que começou há mais de 2 anos, batizada de “Operação Março Branco”. Os integrantes do grupo tiveram sua prisão preventiva decretada sob acusação de formação de quadrilha, tráfico internacional de armas, exercício arbitrário da função e violação de direitos humanos. A Polícia Federal também declarou que a milícia fazia segurança privada e desocupações ilegais de áreas. Segundo a Comissão Pastoral da Terra, o agora tenente-coronel Valdir Copetti Neves, líder do grupo preso, já coordenou várias ações violentas na região noroeste do Paraná, entre os anos de 1997 e 2001, Sexta-feira 15 12465 quando comandou o policiamento do interior no Governo Jaime Lerner. Teria sido pelas mãos do então Capitão Neves, por exemplo, que trabalhadores rurais foram torturados e ameaçados em Campo Bonito, em março de 1993, numa ação que levou ao assassinato do líder sem-terra Diniz Bento da Silva, o Teixeirinha. O caso, de repercussão internacional, levou o Governo brasileiro a ser condenado pela Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos. Outra ação violenta atribuída ao coronel Neves foi o despejo da Fazenda Figueira, no Município de Guairaçá, em fevereiro de 2000, quando mil policiais fortemente armados realizaram o despejo de 150 famílias. A desastrosa ação revelou as táticas assustadoras usadas por ele contra os sem-terra, e chocou a sociedade paranaense com cenas de crianças e mulheres feridas. A Fazenda Figueira, classificada pelo INCRA como improdutiva, abrigou os pistoleiros que executaram o sem-terra Sebastião Camargo Filho em despejo realizado no Município de Marilena, em 1998. Preocupadas que estamos com o acirramento dos conflitos na região, fizemos contato com o representante do INCRA no Estado e vamos nos reunir, ainda nesta semana, com dirigentes da EMBRAPA, aqui em Brasília, para solicitar agilidade no processo de destinação, para fins de reforma agrária, de uma área da estatal que se encontra ocupada em Ponta Grossa. No último sábado, visitamos o assentamento Emiliano Zapata, na região, manifestando nossa solidariedade aos agricultores. Sr. Presidente, senhoras e senhores, o desmantelamento da quadrilha é uma vitória da sociedade, e deve ser aplaudido pela gravidade da situação que as milícias privadas têm gerado no campo, com reiterados episódios de violência contra os trabalhadores. O Estado democrático não pode admitir que seus servidores sejam promotores de violência, corrupção ou qualquer outra ação contrária à vida dos cidadãos. Os Governos Federal e Estadual precisam continuar vigilantes para não permitir que grupos como esse, desbaratado no Paraná, continuem a atuar no País, levando o terror a comunidades inteiras. Muito obrigada. O SR. PRESIDENTE (Marcondes Gadelha) – Convido o Deputado Wasny de Roure para assumir a Presidência, na qualidade de autor do requerimento. Concedo a palavra ao Deputado Pedro Chaves, que falará pelo PMDB. O SR. PEDRO CHAVES (PMDB-GO. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, autoridades que compõem a Mesa, D. Tomás Balduíno, Sr. Manoel dos Santos, 12466 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sra. Viviane Moreira da Silva, Sr. Mário Benedito, colegas Deputados e Deputadas presentes, convidados do MST e da Contag, não há dúvida de que a questão da reforma agrária será parte integrante da agenda nacional por muitos anos. O problema é complexo, envolve interesses diversos e não tem fácil solução. Devemos, então, ter lucidez para encontrar um caminho que afaste a violência, promova negociações equilibradas e, sobretudo, conduza a sociedade brasileira na direção do desenvolvimento sustentável, da cidadania plena e da justiça social. As disputas em torno da posse da terra fazem parte da história de muitas nações do mundo. E a transformação dos conflitos de luta aberta para negociações no terreno da Justiça tem sido prova da possibilidade de reorganização social em bases estáveis e duradouras. Não há dúvida de que a distribuição da terra pode e deve ser melhorada no Brasil. Os números são eloqüentes quando falam da concentração e da baixa utilização das propriedades. Mas na busca de uma boa solução para o problema há que se considerar dois pontos de vista antagônicos, mas complementares: um se preocupa com a questão social e outro com o desenvolvimento econômico. Do ponto de vista social, a melhor solução é aquela que procura dar ênfase nas desapropriações e na distribuição das terras para os trabalhadores rurais. Do ponto de vista da produtividade e dos ganhos obtidos com o agronegócio, o que importa é aumentar a produção, reduzir custos e conquistar espaço no mercado internacional altamente competitivo e que sofre com os subsídios que os países ricos oferecem a seus produtores. Os defensores do primeiro ponto de vista afirmam que a busca cega de lucros está promovendo o caos social porque reduz o emprego no campo e força a migração dos trabalhadores rurais para cidades inchadas e violentas. De nada adianta obter ganhos de produtividade se a população não se beneficiar deles. Os defensores do segundo ponto de vista afirmam que o Brasil não pode fechar os olhos à realidade que o circunda, pois isso implicaria um retrocesso tecnológico e econômico, que conduziria ao isolamento do País no comércio internacional. Isso, sim, causaria uma instabilidade social que ninguém deseja. Os dois pontos de vista parecem ter fundamento. Ouço, com prazer, o nobre Deputado Chico Alencar. O Sr. Chico Alencar – Obrigado, Deputado Pedro Chaves. A homenagem ao Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária, este 14 de abril, em boa hora proposta pelo nosso companheiro Deputado Wasny de Abril de 2005 Roure, se soma ao 19 de abril, na próxima terça-feira, que se convencionou chamar de Dia do Índio, mas que deve ser também o Dia Nacional de Luta pela Dignidade Indígena no Brasil, tão ameaçada. Mesmo com nosso Governo comprometido com essas políticas públicas, elas não avançam. Desejo apenas reforçar minha solidariedade com o camponês, o trabalhador rural brasileiro e sua luta pela reforma agrária, com as populações nativas e as suas diferentes culturas, hoje vivendo um processo de extermínio. Convido todos os presentes para a sessão do dia 19 de abril, quando faremos, se possível, uma Comissão Geral, mais do que uma sessão solene, para que os sofredores, aqueles que sentem na carne a destruição, possam também aqui falar. Na Câmara dos Deputados existe ainda a limitação de apenas Parlamentar poder manifestar-se em sessão solene. Por isso, estamos tentando, não é certo ainda, transformar a sessão solene em Comissão Geral. De qualquer forma, seja o que for, estão todos convidados, em especial nosso companheiro Deputado Wasny de Roure, um dos Parlamentares que têm mais sensibilidade na luta dos pequenos, dos anônimos, daqueles que na verdade constroem a Nação. Vamos à luta, companheirada, sempre firmes. (Palmas.) O SR. PEDRO CHAVES – Agradeço ao nobre Deputado Chico Alencar o aparte. Continuando, nós, do PMDB, acreditamos que é preciso ao mesmo tempo distribuir terras ociosas aos trabalhadores rurais e investir no desenvolvimento tecnológico da agricultura nacional. A recente experiência tem mostrado que a simples distribuição da terra é insuficiente se não for acompanhada de apoio em termos de infra-estrutura para produzir, armazenar e comercializar os nossos produtos. E, por outro lado, a realidade social não deixa dúvidas de que emprego e renda devem ser objetivos prioritários para qualquer Governo comprometido com o futuro do País. Nesse sentido, acreditamos que a reforma agrária é necessária e deve fazer parte de amplo programa de desenvolvimento nacional, que contemple a inclusão social, por um lado, e o fortalecimento da agricultura, por outro. Nenhum país do mundo alcançou a maturidade social e política sem enfrentar a questão da terra. O Brasil precisa dar esse salto. E deve fazê-lo observando as peculiaridades de sua própria estrutura. Temos certeza de que o novo ambiente político criado com a eleição do Presidente Lula reúne ótimas condições para que a sociedade brasileira encontre o caminho do desenvolvimento sustentado, o que inclui especial atenção aos trabalhadores rurais que não Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS possuem a terra de onde extrair o sustento de suas famílias. Portanto, precisamos continuar lutando para que a reforma agrária alcance seu grande objetivo. O PMDB faz parte dessa luta. Sr. Presidente, antes de encerrar, desejo parabenizar D. Tomás Balduíno, referência nacional e motivo de orgulho para nós, goianos, seus conterrâneos, pelo grandioso trabalho que desenvolve em prol da reforma agrária. Obrigado a todos e boa sorte nesta grande luta. (Palmas.) Durante o discurso do Sr. Pedro Chaves, o Sr. Marcondes Gadelha, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Wasny de Roure, § 2º do art. 18 do Regimento Interno. O SR. PRESIDENTE (Wasny de Roure) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Antonio Carlos Mendes Thame, que falará pelo PSDB. DISCURSO DO SR. DEPUTADO ANTONIO CARLOS MENDES THAME QUE, ENTREGUE À REVISÃO DO ORADOR, SERÁ POSTERIORMENTE PUBLICADO. O SR. PRESIDENTE (Wasny de Roure) – Convido para fazer uso da palavra o Deputado Marcondes Gadelha, que falará pelo PTB. O SR. MARCONDES GADELHA (PTB-PB. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Deputado Wasny de Roure, Sras. e Srs. Deputados, D. Tomás Balduíno, trabalhadores rurais com assento à Mesa, minhas senhoras, meus senhores, esta sessão em celebração ao Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária, que se comemora no dia 17 de abril, é mais uma oportunidade para refletirmos sobre a questão agrária brasileira, cujas origens remotas permitem compreender por que, afinal, aquilo que é sabidamente uma urgência social tem encontrado tantas resistências e gerado tantos conflitos. De início, é importante lembrar o próprio processo de colonização do Brasil, que espoliou e dizimou os primeiros habitantes deste território, e é também imprescindível lembrar o regime de sesmarias aqui implantado, que se sustentou na escravidão negra, essa mácula nacional. O fim da escravidão, em 1888, agravou a escassez de mão-de-obra, mas isso logo se resolveu com os subsídios estatais à vinda de imigrantes. Ambas, escravidão e imigração, tiveram propósitos parecidos: a concentração da terra e das riquezas dela advindas nas mãos de poucos. Sexta-feira 15 12467 A concentração fundiária, aliada à abundância de mão-de-obra e à garantia de preços, foram condições elementares para manter o café como principal produto da economia nacional na pauta de exportações da primeira metade do século XX. Com isso, o debate sobre a questão da terra foi aplacado, até porque as grandes forças políticas nacionais apoiavam-se nas oligarquias rurais. No entanto, algumas vozes de intelectuais e políticos começaram a alertar para as grandes massas rurais exploradas e miseráveis. Aos poucos, em torno dessa discussão, foi-se constituindo um movimento social expressivo que desencadeou muitos conflitos rurais. As injustiças no campo e a ciência delas foram ampliando a demanda pela reforma agrária. Os movimentos camponeses adquiriram grande força política a partir da metade do século, e essa era uma das reformas de base propostas pelo Governo João Goulart, abortada pelo Golpe de 1964. Na realidade, havia, como ainda há, diferenças substanciais nas propostas em pauta. De um lado, a grande massa rural, liderada pelos movimentos camponeses, que lutavam por justiça e pela redistribuição da terra. De outro, os segmentos industriais e as oligarquias rurais, que propugnavam pela modernização da agricultura, sem alteração na estrutura fundiária. O Estatuto da Terra, aprovado em dezembro de 1964, foi encaminhado ao Congresso com a observação de que se tratava de “uma lei de desenvolvimento rural”, mais do que uma “lei de reforma agrária”. A história comprovou que prevaleceu de fato o primeiro propósito do Estatuto. No início da Nova República, o Estado absorveu o tema, reacendendo as esperanças de uma reforma agrária ampla, massiva e imediata. O Plano Nacional de Reforma Agrária, em 1985, e a Carta Magna, em 1988, pareciam dar conta da questão, mas isso não ocorreu. As divergências foram-se avolumando, o que fez com que as forças sociais opostas se aglutinassem em movimentos organizados e a questão ganhasse matizes ideológico-partidárias pouco producentes. Em meio a esse embate, que se explicita em inúmeros e desastrosos conflitos, o Estado vem promovendo, em ritmo moderado, a reforma agrária. Na última década, foram assentadas quase 650 mil famílias. Mas as políticas de assentamento não têm conseguido promover a melhoria de vida dos assentados. Isso denota que não basta dar ao homem a terra, mas é preciso garantir-lhe efetivas condições de produção e de comercialização de seus produtos. 12468 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O Governo Lula, que em sua gestão pretende assentar 530 mil famílias, concretizou, nos seus dois primeiros anos, o assentamento de 117 mil famílias. Mas a disposição é cumprir a meta. Para isso, a dotação orçamentária para 2005 é de R$2,5 bilhões, quase três vezes o valor gasto em 2003. Além disso, há clareza de que os projetos de reforma agrária e de assentamentos devem levar em conta novos conceitos de integração regional, o novo cenário nacional e internacional, para que o homem do campo possa de fato fazer parte da cadeia produtiva. Faço essas reflexões, Sr. Presidente, buscando trazer maior justeza ao conceito de reforma agrária. Faço-os, sobretudo, para que não percamos de vista que a luta pela reforma agrária no Brasil é apenas uma das facetas do padrão de desenvolvimento concentrador de riquezas que caracterizou a formação da sociedade brasileira. Não podemos esquecer que este Governo tem um compromisso histórico com a justiça social, que no Brasil engloba necessariamente a reforma agrária em sua primeira acepção, que é a mais lógica e mais justa. Cumprimento, em nome do Partido Trabalhista Brasileiro, todos que se dedicam a esta causa, que é antiga, mas não anacrônica, idealista sem ser utópica. Saúdo, neste Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária, todos os homens e mulheres de boa vontade que, por este País afora, lutam para que essa causa avance com efetividade e racionalidade, contribuem, de uma forma ou de outra, para reduzir conflitos e minimizar tensões e se empenham para que a questão agrária no Brasil supere aquela visão simplista e aterradora que aqui tem se limitado: espada de fogo sobre pasto ensangüentado. Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Wasny de Roure) – Concedo a palavra, pela ordem, ao Deputado Fernando Ferro, do PT de Pernambuco. O SR. FERNANDO FERRO (PT-PE. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, em primeiro lugar, parabenizo o autor da iniciativa de realização desta sessão solene e cumprimento as figuras tão honradas que integram a Mesa, em nome de quem saúdo os que, neste momento, em diversas partes do Brasil, estão acampados, lutando pela terra e enfrentando, no calor mais duro da luta, essa grande proposta, que é fundamental para que o nosso País venha a ser uma democracia. Não vivemos uma democracia. Isso tem de ser reconhecido. Avançamos na conquista de espaços democráticos, mas enquanto não se fizer reforma agrária não haverá democracia no Brasil. Há 2 grandes lati- Abril de 2005 fúndios intocáveis: o da terra e o da comunicação, um ligado ao outro. Os grandes meios de comunicação, em geral, tratam de criminalizar a luta pela terra, essa exigência da consolidação de cidadania neste País. Portanto, temos de saudar todos os que participam dessa caminhada e dizer que não temos como não avançar no rumo deste País, onde a terra é tão dividida. Somos uma das últimas nações que não fizeram reforma agrária. Isso é uma vergonha para a história do Brasil. É por isso que devemos parabenizar os lutadores da terra que estão em todos os espaços, neste plenário, na luta cotidiana dos advogados, dos religiosos, principalmente dos militantes que travam a luta pela reforma agrária. Somos um país que gera tanto alimento; não o distribui corretamente, mas venceu a fome, teoricamente, porque produz mais alimentos do que consome. Então, falta a ação política para distribuir essa riqueza gerada no País. A agricultura familiar, desqualificada e responsável por quase 40% do PIB, deve ser entendida como uma necessidade fundamental para a democracia e a construção da dignidade humana em nosso País. Continuemos nessa luta sem baixar nossas bandeiras e afirmando cada vez mais a necessidade urgente da reforma agrária no Brasil, para que possamos ser chamados de nação democrática de fato. Parabéns a todos vocês! (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Wasny de Roure) – Em primeiro lugar, gostaria de registrar a presença não apenas expressiva e alegre dos companheiros do Movimento dos Sem Terra, mas também dos companheiros que militam pela reforma agrária e se aglutinam na CONTAG e no Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Todos são bem-vindos a essa luta, todos fazem parte deste projeto. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Wasny de Roure) – Nesta oportunidade, peço a compreensão de todos, sobretudo da Casa. Não é tradição regimental, mas ouviremos as palavras de D. Tomás Balduíno, que falará por todas as entidades que lutam pela reforma agrária neste momento histórico em que a Casa promove esta sessão solene. Com a palavra, por até cinco minutos, o Bispo D. Tomás Balduíno. (Palmas.) O SR. TOMÁS BALDUÍNO – Sr. Presidente, demais membros da Mesa, Sras. e Srs. Deputados, caros amigos e irmãos, é um grande privilégio ocupar esta tribuna. Sinto muita emoção de estar nesta Casa. Há pessoas rezando para que minha palavra seja a voz daqueles que não têm voz nem vez, de vocês todos, dos sem-terra, dos índios, dos quilombolas de Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS todas as partes do Brasil, que lutam pela terra e pelas águas. Quero ser a voz de todos. Rapidamente, lembro que essa voz veio na forma do sangue derramado daqueles 19 que caíram em Eldorado do Carajás, dos que caíram no conflito de Salisburgo, da irmã Dorothy, que morreu no dia 2 de fevereiro, e da irmã Adelaide, que deu sua vida há 20 anos. Falo em nome de todos os mártires. Aproximadamente 82% da população brasileira cobram uma resposta sobre a reforma agrária, a exemplo do que fizeram no Governo Fernando Henrique Cardoso, que culminou no massacre de Carajás. Aquilo que veio no Governo Fernando Henrique Cardoso, e agora vem neste Governo, não deve ser motivo de loas, de muita louvação, mas de ato penitencial, porque a reforma agrária não caminhou no Governo Fernando Henrique Cardoso, nem caminha neste Governo, como reclamaram os sem-voz e os sem-vez deste País. (Palmas.) Mas aqui se abriu um horizonte para o social, na Constituição de 1988, quando se estabeleceu a função social da propriedade da terra. Honra seja feita a esta Casa, porque fez mudar o conceito de propriedade da terra. Mas é preciso que haja coerência com esse princípio. Infelizmente, isso não tem ocorrido, e tem havido grande retrocesso nesta Casa. Ultimamente foi o esquecimento do projeto de emenda constitucional que pretendia implantar, em nome de inúmeros cidadãos brasileiros, o limite da propriedade da terra em nosso País, para que, finalmente, acontecesse a reforma agrária. Vejo que meu tempo está esgotado, Sr. Presidente, mas vou deixar um pedido a V.Exas., em nome dos mártires desta terra e em nome de 82% da população que cobra reforma agrária, tendo em vista que lei ordinária já foi apresentada e será encaminhada na forma regimental a esta Casa. O pedido é o seguinte: que seja votada uma lei ordinária nesta Casa permitindo ao Incra a posse do imóvel desapropriado imediatamente após o depósito dos TDAs. Resolve-se em processo separado, com indenização em dinheiro, qualquer reclamação da desapropriação. Nesse caso, a terra não volta mais para o proprietário, ela é desapropriada. Todas as pendências são discutidas à parte. Caso o Incra tenha cometido algum erro, pagaria em dinheiro, como se fosse uma compra, além da multa. Mas a terra pode ser ocupada imediatamente depois da emissão da posse. Era essa minha proposta. Mais uma vez, agradeço o espaço concedido. Viva a reforma agrária! Reforma agrária já! (Palmas.) Sexta-feira 15 12469 VOZES EM PLENÁRIO – Reforma agrária já! O SR. PRESIDENTE (Wasny de Roure) – Agradeço as palavras ao Bispo D. Tomás Balduíno, que, nesta oportunidade, lança o movimento da marcha pela reforma agrária, que sairá de Goiânia em direção a Brasília. O SR. PRESIDENTE (Wasny de Roure) – Concedo a palavra ao Deputado Colbert Martins, do Estado da Bahia, que falará pelo PPS. O SR. COLBERT MARTINS (PPS-BA. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Deputado Wasny de Roure, Sras. e Srs. Deputados, funcionários da Casa, demais membros do movimento de luta pela reforma agrária, ilustres membros da Mesa, D. Tomás Balduíno, Sr. Manoel José dos Santos, Srta. Viviane Moreira, Sr. Márcio Benedito e todos os presentes unidos nessa luta. No já distante ano de 1963, o economista Alberto Passos Guimarães dava a público uma obra que se iria fazer famosa e de suma importância para nossos estudos econômicos e, em especial, para a questão agrária nacional: Quatro Séculos de Latifúndio, trabalho que segue sendo citado por todos os que se interessam pelo assunto. Ali se examinava a formação histórica de nossos problemas na área rural e, mais que isso, se definia não a solução imediata ou definitiva para a questão, mas, sim, se forneciam indicações bastantes a seu equacionamento. Eram, aqueles idos de 1963, dias conturbados. Sob o Governo Jango, o movimento sindical, no campo e nas cidades, se mobilizava em defesa das chamadas Reformas de Base, as mesmas que, para os que se valiam mais da paixão do que da razão, teriam de ser feitas “na lei ou na marra”. Já se vão mais de 40 anos. Reformas têm sido apenas tentadas, como, por exemplo, a previdenciária e a tributária, mas tudo de forma incompleta e, portanto, sem resultados práticos visíveis. A reforma política caminha ao sabor dos humores deste ou daquele ocupante do Planalto e, por isso mesmo, marca passo, quando não atola. Traz-se ao Congresso a reforma sindical, que antecede a da CLT. Mas e a reforma agrária, aquela por que se batem, agora, os que buscam substituir e, ao mesmo tempo herdar seu espírito de luta, os que, anos a fio, se bateram pela necessidade de retirar o campo brasileiro do atraso e da estagnação? Desde Sarney até os dias de agora, cada novo Presidente promete mundos e fundos, mas nem se distribui a terra nem existem recursos explicitados para que se possa passar da posse à exploração das glebas acaso distribuídas em dezenas e dezenas de 12470 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS assentamentos que, por isso mesmo, acabam por se transformar em imensas favelas rurais. Ouço, com prazer, o nobre Deputado Tarcisio Zimmermann. O Sr. Tarcisio Zimmermann – Deputado Colbert Martins, cumprimento V.Exa., ilustre representante do Partido Popular Socialista, os membros que compõem a Mesa, em especial D. Tomás Balduíno, os membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e os representantes da Contag. Lembro que a luta pela reforma agrária talvez seja a mais expressiva das lutas democráticas em nosso País. Talvez seja também a que tenha produzido o maior grau de consciência social, de consciência cidadã, de consciência política no País. Mas também é a luta que enfrenta as maiores dificuldades. V.Exa. relembra o que eu chamaria não de sucessivos fracassos, mas da incapacidade de o Estado brasileiro implantar a reforma agrária. Isso certamente tem a ver, de um lado, com a importância do tema e, de outro, com as resistências poderosas que se armam contra a possibilidade da reforma agrária. É bom lembrar que não apenas os líderes dos sem-terra têm sido assassinados. Temos convivido com situações como essa. Como exemplo, o recente massacre ocorrido em Felisburgo, Minas Gerais. A polícia conseguiu identificar o mandante, que também participou do massacre. Teve prisão preventiva decretada, mas conseguiu habeas corpus. Destaco que essa luta exige de fato o engajamento de todos nós. Ou seja, que parte da sociedade brasileira e do poder político cessem com as perseguições ao Movimento dos Sem Terra, recentemente criminalizado, pois ainda se buscam formas, inclusive nesta Casa, para inviabilizar politicamente a luta pela reforma agrária. Quero, portanto, cumprimentar o Deputado Adão Pretto e o Movimento dos Sem Terra, e dizer que, com a realização desta sessão solene, pudemos destacar o esforço de sustentar politicamente a luta da reforma agrária. Viva a reforma agrária, seja com a lei, seja na marra! (Palmas.) O SR. COLBERT MARTINS – Agradeço a V.Exa. o aparte e o incorporo ao meu pronunciamento. Ao final de cada período presidencial se fazem contas, cada um querendo dizer que fez mais do que o outro. Mas fizeram exatamente o quê? A tensão no campo persiste, as invasões se sucedem, mostrando que os trabalhadores sem-terra não podem mais conter a impaciência, quase o desespero dos que vivem à margem da economia, comendo o pão que o diabo amassou e ainda recebendo nada mais, nada menos que olhares complacentes ou medrosos dos que transitam por nossas rodovias, vendo barracos à beira de terras que nada produzem, senão a especulação e a grilagem. Abril de 2005 Enquanto isso os proprietários de terras, sejam elas produtivas ou ociosas, montam suas milícias, contratam policiais militares para comandá-las, ameaçam no campo ou organizam grupos de pressão. Chega-se a um impasse. E como resolvê-lo? Não pode o Governo assistir a tudo de braços cruzados como se os titulares de segundo ou terceiro escalão já não tivessem orientação política e legal para agir. Os trabalhadores do campo vêm à cidade pedir justiça. Ontem, em Salvador, ocuparam a avenida principal que leva ao aeroporto. Ocupam órgãos públicos. O prédio do Incra, também em Salvador, está ocupado por cerca de 2.600 pessoas. São chamados e tratados como vândalos, embora, aqui e ali, recebidos pelas autoridades ditas responsáveis. Retornam a seus assentamentos e, poucos dias depois, descobrem que retornaram à mesma miséria, ao mesmo desespero. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a história das lutas populares brasileiras, pelo menos as mais recentes, as que podem ser compreendidas em um século, está cheia de páginas de sacrifícios e massacres, massacres, diga-se a bem da verdade, em que somente são dizimados os trabalhadores, o que, antes que nos indigitem como insufladores da desordem, pode indicar, já na primeira análise, uma espécie de conluio entre os grandes fazendeiros e o Governo no sentido de impedir se rompa esse impasse e se mantenha a tensão. Em benefício de quem, pode-se perguntar? A favor de que solução racional, lógica e sobretudo humanitária? É a resposta que gostaríamos de receber de nossas autoridades, principalmente porque temos, agora, no Governo, as mesmas forças que, desde aqueles distantes idos de 1963, já desfilavam, pelas estradas e pelas ruas, seu desespero e sua esperança por melhores dias de vida. O tempo não pára nem enfraquece aqueles que lutam por seus direitos. Vale, portanto, lembrar aos que esperam uma solução mágica as palavras do antigo Governador de Minas, Sr. Antônio Carlos, ditas a Getúlio Vargas, antes de estourar o Movimento de 30: “Vamos fazer a revolução antes que o povo a faça”. O que, nos dias de hoje, poderíamos assim traduzir: Faça-se a reforma agrária na lei, porque, caso contrário, o povo a fará de qualquer forma. E isto, temos que admitir, seria uma agressão à democracia. A Europa fez sua reforma agrária no século XIII, os Estados Unidos a fizeram no século XIV, o Brasil está muito atrasado. Nós, do PPS, queremos a reforma agrária já. Muito obrigado. (Palmas.) Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. PRESIDENTE (Wasny de Roure) – Antes de conceder a palavra ao próximo orador, convido todos para, tão logo seja encerrada esta sessão, assistirem à apresentação teatral do MST, no Salão Negro. O SR. PRESIDENTE (Wasny de Roure) – Concedo a palavra ao Deputado Welinton Fagundes, pelo PL. O SR. WELINTON FAGUNDES (Bloco/PL-MT. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, integrantes dos movimentos aqui representados, para nós do PL é uma grande satisfação estarmos aqui homenageando o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária. Esse é um tema que merece avaliação cuidadosa, porque envolve a qualidade de vida de milhões de brasileiros. Por entender que a resolução dos problemas de disputas pela terra são fundamentais para o desenvolvimento do País, o PL assume sua posição. O partido é a favor de uma nova estrutura fundiária que seja socialmente justa e economicamente viável. Trata-se de um problema arraigado nos primórdios da história brasileira. De 1850 para cá, pouco se mexeu na estrutura de terra do País, apesar do fim do tráfico dos escravos, da abolição da escravatura, da proclamação da República, da Revolução de 30, do golpe de 64 e da Nova República. A história caminhou no Brasil, no entanto, grosso modo, em termos de propriedade rural; o Brasil continuou a ser o País do latifúndio. A questão fundiária atinge os interesses de um quarto da população brasileira que tira seu sustento do campo, entre grandes e pequenos agricultores, pecuaristas, trabalhadores rurais e os sem-terra. Até a década passada, quase metade da terra cultivável ainda estava nas mãos de 1% dos fazendeiros, enquanto uma parcela ínfima, menos de 3%, pertencia a pouco mais de 3 milhões de produtores rurais no País. No final do século, enfim, havia 80 milhões de hectares de terra ociosos no Brasil sem cumprirem nenhuma missão social. Exemplos não faltam em todo o Brasil: a questão agrária do Bico do Papagaio, os assentamentos do sudeste do Pará, os problemas do Entorno do DF, os conflitos do sertão no Ceará e a zona canavieira do Nordeste, entre muitos outros, são ainda problemas que o País precisa resolver. O resultado de tantas terras nas mãos de poucas pessoas e a existência de vastas extensões improdutivas é a criação de um cenário de guerra no campo. E o saldo desse conflito, infelizmente, é muito triste. Entre os anos de 1985 e 1989, as mortes no campo envolvendo conflitos agrários chegaram a 640. De 1996 até 2003, o saldo foi muito menor, mas ainda Sexta-feira 15 12471 estarrecedor: 200 pessoas mortas. O preço da demora na distribuição justa de terras no Brasil está aí: a criminalidade em larga escala, a urbanização selvagem e a degradação das grandes cidades são fatos constatados diariamente. É preciso ressaltar, entretanto, que a reforma agrária no Brasil não é tarefa fácil, nem tão barata. Estudos mostram que cada família assentada custa em torno de 23 mil reais. Mas, claro, é importante dizer que uma família numa periferia, sem as mínimas condições, também custa socialmente muito mais para o País. Seria errado, no entanto, Sr. Presidente, em nome da impossibilidade de fazer o máximo, recusarse a fazer o mínimo. Mais do que distribuir terras, é necessário incentivar a vocação para a agricultura do homem no campo. Com isso, podemos diminuir o grande fluxo migratório que leva ao processo da criação das favelas nas grandes cidades. E por esse motivo é que o Partido Liberal considera a reforma agrária uma questão de prioridade na agenda social brasileira. Nosso programa considera o direito à propriedade como natural, inalienável e anterior à lei positiva, que não pode transformá-lo em arma ou pretexto para o exercício do egoísmo e da opressão. O Estado tem o dever de impedir o abuso do direito à propriedade quando ele se torna instrumento de dominação ou de fonte de injustiças. Mas não só isso. A legislação tributária deve desestimular e penalizar o latifúndio improdutivo e a concentração de imóveis urbanos ociosos. A reforma agrária deve propiciar aos pequenos proprietários os benefícios do equipamento rural, da educação, do financiamento, da assistência técnica e facilitar sua organização de forma cooperativa. O estímulo ao cooperativismo propicia melhores condições para a produção, podendo auxiliar o produtor a libertar-se da ação de intermediários e especuladores. Não abrimos mão desses princípios políticopartidários. Não cabe discutir se a reforma é apenas social ou se tem conseqüência econômica – é ambas as coisas. E mais: é, sim, redistribuição de renda, ou seja, tudo por que o PL sempre tem lutado para que possamos, realmente, fomentar uma reforma agrária justa, com oportunidade para todos. Sr. Presidente, coube a mim, representando o PL, relatar o orçamento, este ano, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Ministério de Desenvolvimento Agrário. Tudo aquilo que os dois Ministros pediram, principalmente o Ministro do Desenvolvimento Agrário, no sentido de alocar mais recursos para o orçamento, vem representando uma 12472 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS limitação muito grande por parte do Relator setorial, e lá estivemos atendendo. Espero que os recursos inseridos no orçamento para propiciar maior apoio aos pequenos produtores rurais, aos assentamentos, sejam descontingenciados pela equipe econômica. Essa luta desempenhada pelo Ministro do Desenvolvimento Agrário, no sentido de brigar junto à equipe econômica, até mostrando seu desânimo em certo momento, acredito que tem sido uma força muito grande. E, neste momento, é importante que os movimentos dêem o seu apoio; o Ministro precisa do apoio, ele quer fazer, mas, às vezes, as dificuldades econômicas são grandes. Por isso, é importante que o Congresso Nacional e todas as lideranças políticas apóiem principalmente o Ministro do Desenvolvimento Agrário, a fim de obtermos os recursos necessários para implementar a verdadeira reforma agrária com que todos sonhamos. Não há como fazer a reforma agrária sem a disponibilização dos recursos. É dessa forma que nosso partido gostaria de contribuir, demonstrando publicamente seu apoio a essa causa. Essa é, na verdade, uma luta do nosso partido. Inclusive, o Vice-Presidente da República, Sr. José Alencar, teve oportunidade de dizer, corajosamente, poucos dias atrás, que o discurso de campanha ainda não foi colocado em prática, principalmente na área social. E ele quer fazer com que o Governo, mais do que nunca, também invista no social. Diminuir a dívida social para com a população brasileira foi grande promessa de campanha do Presidente Lula e de nosso partido. Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Wasny de Roure) – Concedo a palavra ao Deputado Gonzaga Patriota, pelo PSB. O SR. GONZAGA PATRIOTA (PSB-PE. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente; Sr. Manoel Santos, Presidente da CONTAG; senhoras e senhores representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, hoje, tanto o Deputado Gonzaga Mota, do Ceará, quanto o PSDB e outros partidos, todos devemos dar as mãos. Em nome do PSB, partido de Miguel Arraes e Eduardo Campos, externo nossa solidariedade às mulheres e aos homens do campo que não têm terra, reconhecendo o trabalho com que têm ajudado os Governos, principalmente nos últimos anos. Homens e mulheres, trabalhadores rurais, com muita coragem e determinação, ocupam propriedades, que, às vezes, não têm nenhuma função social, servem apenas para especular. Eles as ocupam, re- Abril de 2005 sistem, estabelecem-se e depois começam a produzir, Deus sabe como! Tenho acompanhado os passos dos senhores, principalmente na região do submédio São Francisco, saindo de Petrolina, Santa Maria e Lagoa Grande. Há homens, mulheres e crianças dormindo ao relento, passando fome. Depois, conquistam alguma coisa, o reconhecimento do Incra, um dinheirinho para fazer uma casa ou começar a produzir. Mas o Governo tem que saber o quanto esse movimento, que considero o maior movimento social organizado do mundo, o tem ajudado. Quando o Governo repassa algum dinheiro, pensa que é muito. Sou da Comissão de Orçamento e penso que é muito pouco. Muito é o trabalhador rural estar na periferia; muito é o trabalhador rural, que não conhece a rua, pedir esmolas nas ruas. Pouco é o Governo assentar com dignidade, dar escola, dar os meios e as condições para que os homens produzam. Temos aqui uma bancada ruralista. Acreditamos que produzimos muito no País porque aquela produção é controlada no computador, exportada e contabilizada. Produção é a dos senhores; produção é a do trabalhador que está na roça do sequeiro, que não vem pedir esmolas na ruas nem se prostituir e marginalizar. Por isso, senhoras e senhores trabalhadores, continuem ocupando, resistindo, pressionando. Mandem para esta Casa Parlamentares sérios para apoiá-los. Juntem-se às igrejas, porque, com certeza, amanhã o Governo do Presidente Lula e de muitos outros agradecerão a este grande movimento social que é o MST, por tirar o trabalhador rural da periferia, das ruas, e produzir para que possamos comer. Deus ilumine as crianças, as mulheres e todos os trabalhadores rurais sem-terra. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Wasny de Roure) – Registro a presença do Sr. Vicente Eduardo, da Direção Nacional do MST; do Sr. Heitor Reis, da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – ABRAÇO; do Sr. Gilberto Portes de Oliveira, Secretário-Executivo do Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo; da Sra. Rosângela Cordeiro, da Direção Nacional do Movimento de Mulheres Camponesas; da Sra. Silvia Nascimento Viana, geógrafa do Incra; do Sr. João Paulo Rodrigues, da Direção Nacional do MST; do Sr. João Ribeiro dos Santos Filho, Presidente da Federação dos Trabalhadores no Distrito Federal e Entorno, companheiro de muitas lutas; da Sra. Estenisa Fernandes da Costa, Coordenadora de Mulheres da Federação dos Trabalhadores da Agricultura do DF e Entorno; do Sr. José Vaz Parente e do Sr. Hugo Herédia, da Confederação Nacional das Associações dos Servidores do INCRA/CNASI; do Sr. Isidoro Re- Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS nes, da Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra. O Deputado Chico Alencar convida todos para, no próximo dia 19 de abril, às 10h, comemorarmos em sessão solene o Dia do Índio. Convido todos para assistirmos ao teatro do Grupo Gabriela Monteiro, no Salão Negro. Também registro, com muita alegria, a presença de Vereadores da Cidade Ocidental, que são muito bem-vindos a esta Casa. É com imensa satisfação, em nome do Presidente desta Casa, Deputado Severino Cavalcanti, que homenageamos todos os companheiros de luta, de jornada, na caminhada pela reforma agrária, seja pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, seja pela Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura – CONTAG, seja pelos movimentos que ocorrem no Brasil, de Norte a Sul. É fundamental recordarmos o motivo da escolha do dia 17 de abril, quando tombaram aqueles 19 com- Sexta-feira 15 12473 panheiros, que deram seu sangue, sua vida e suas histórias, na chacina em Eldorado dos Carajás. Hoje esta data representa milhões de homens e mulheres que tombaram anônimos, as Margaridas, as Marias que deram sua vida na luta pela reforma agrária. Não nos cansaremos de lutar enquanto o sangue correr em nossas veias. Muito obrigado a todos pela presença. (Palmas.) V – ENCERRAMENTO O SR. PRESIDENTE (Wasny de Roure) – Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a sessão. O SR. PRESIDENTE (Wasny de Roure) – Declaro encerrada esta histórica sessão pela luta em prol da reforma agrária. (Encerra-se a sessão às 12 horas e 11 minutos.) Ata da 63ª Sessão, em 14 de abril de 2005 Presidência dos Srs. Severino Cavalcanti, Presidente. José Thomaz Nonô,1º VicePresidente. Inocêncio Oliveira, 1º Secretário. Jorge Alberto, 2º Suplente de Secretário. Rogério Teófilo, Zé Geraldo, § 2º do artigo 18 do Regimento Interno. ÀS 14 HORAS COMPARECEM À CASA OS SRS.: Severino Cavalcanti José Thomaz Nonô Ciro Nogueira Inocêncio Oliveira Nilton Capixaba Eduardo Gomes João Caldas Jorge Alberto Geraldo Resende Mário Heringer GERVÁSIO OLIVEIRA PMDB JANETE CAPIBERIBE PSB Total de Amapá: 4 PARÁ BABÁ S.PART. JOSUÉ BENGTSON PTB PAULO ROCHA PT RAIMUNDO SANTOS PL PL/PSL ZÉ GERALDO PT ZENALDO COUTINHO PSDB Total de Pará: 6 RORAIMA ALCESTE ALMEIDA PMDB LUCIANO CASTRO PL PL/PSL MARIA HELENA PPS PASTOR FRANKEMBERGEN PTB SUELY CAMPOS PP Total de Roraima: 5 AMAPÁ CORONEL ALVES PL PL/PSL DR. BENEDITO DIAS PP AMAZONAS ÁTILA LINS PPS CARLOS SOUZA PP FRANCISCO GARCIA PP PAUDERNEY AVELINO PFL Total de Amazonas: 4 RONDÔNIA AGNALDO MUNIZ PP HAMILTON CASARA PL PL/PSL MARINHA RAUPP PMDB Total de Rondonia: 3 12474 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ACRE JOÃO CORREIA PMDB Total de Acre: 1 TOCANTINS ANA ALENCAR PSDB DARCI COELHO PP KÁTIA ABREU PFL OSVALDO REIS PMDB Total de Tocantins: 4 MARANHÃO CÉSAR BANDEIRA PFL COSTA FERREIRA PSC GASTÃO VIEIRA PMDB NICE LOBÃO PFL PAULO MARINHO PL PL/PSL PEDRO FERNANDES PTB PEDRO NOVAIS PMDB SEBASTIÃO MADEIRA PSDB TEREZINHA FERNANDES PT Total de Maranhão: 9 CEARÁ ALMEIDA DE JESUS PL PL/PSL ANDRÉ FIGUEIREDO PDT ANÍBAL GOMES PMDB ANTENOR NASPOLINI PSDB ANTONIO CAMBRAIA PSDB ARIOSTO HOLANDA PSDB ARNON BEZERRA PTB BISMARCK MAIA PSDB JOSÉ LINHARES PP JOSÉ PIMENTEL PT LÉO ALCÂNTARA PSDB MANOEL SALVIANO PSDB MAURO BENEVIDES PMDB MORONI TORGAN PFL PASTOR PEDRO RIBEIRO PMDB VICENTE ARRUDA PSDB ZÉ GERARDO PMDB Total de Ceará: 17 PIAUÍ ÁTILA LIRA PSDB B. SÁ PPS JÚLIO CESAR PFL MARCELO CASTRO PMDB MUSSA DEMES PFL NAZARENO FONTELES PT Total de Piauí: 6 RIO GRANDE DO NORTE FÁTIMA BEZERRA PT IBERÊ FERREIRA PTB Abril de 2005 NÉLIO DIAS PP Total de Rio Grande do Norte: 3 PARAÍBA CARLOS DUNGA PTB DOMICIANO CABRAL PSDB ENIVALDO RIBEIRO PP INALDO LEITÃO PL PL/PSL LUIZ COUTO PT MARCONDES GADELHA PTB Total de Paraíba: 6 PERNAMBUCO ANDRÉ DE PAULA PFL FERNANDO FERRO PT GONZAGA PATRIOTA PSB JOAQUIM FRANCISCO PTB JORGE GOMES PSB JOSÉ MÚCIO MONTEIRO PTB OSVALDO COELHO PFL PASTOR FRANCISCO OLÍMPIO PSB PEDRO CORRÊA PP RAUL JUNGMANN PPS ROBERTO FREIRE PPS ROBERTO MAGALHÃES PFL Total de Pernambuco: 12 ALAGOAS BENEDITO DE LIRA PP HELENILDO RIBEIRO PSDB ROGÉRIO TEÓFILO PPS Total de Alagoas: 3 SERGIPE BOSCO COSTA PSDB CLEONÂNCIO FONSECA PP IVAN PAIXÃO PPS JOÃO FONTES PDT Total de Sergipe: 4 BAHIA ALICE PORTUGAL PCdoB AROLDO CEDRAZ PFL CLAUDIO CAJADO PFL COLBERT MARTINS PPS CORIOLANO SALES PFL DANIEL ALMEIDA PCdoB EDSON DUARTE PV FÁBIO SOUTO PFL FÉLIX MENDONÇA PFL GUILHERME MENEZES PT JOÃO ALMEIDA PSDB JOÃO LEÃO PL PL/PSL JONIVAL LUCAS JUNIOR PTB Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS JOSÉ CARLOS ARAÚJO PFL JUTAHY JUNIOR PSDB LUIZ ALBERTO PT LUIZ BASSUMA PT LUIZ CARREIRA PFL MARCELO GUIMARÃES FILHO PFL MÁRIO NEGROMONTE PP MILTON BARBOSA PFL NELSON PELLEGRINO PT SEVERIANO ALVES PDT WALTER PINHEIRO PT ZELINDA NOVAES PFL Total de Bahia: 25 MINAS GERAIS ADEMIR CAMILO PL PL/PSL ARACELY DE PAULA PL PL/PSL CÉSAR MEDEIROS PT CLEUBER CARNEIRO PTB CUSTÓDIO MATTOS PSDB DR. FRANCISCO GONÇALVES PTB EDMAR MOREIRA PL PL/PSL EDUARDO BARBOSA PSDB ELISEU RESENDE PFL GERALDO THADEU PPS GILMAR MACHADO PT IBRAHIM ABI-ACKEL PP ISAÍAS SILVESTRE PSB IVO JOSÉ PT JOÃO MAGALHÃES PMDB JOÃO MAGNO PT JOÃO PAULO GOMES DA SILVA PL PL/PSL JOSÉ SANTANA DE VASCONCELLOS PL PL/PSL JÚLIO DELGADO PPS LEONARDO MATTOS PV LEONARDO MONTEIRO PT LINCOLN PORTELA PL PL/PSL MÁRCIO REINALDO MOREIRA PP MAURO LOPES PMDB OSMÂNIO PEREIRA PTB PAULO DELGADO PT RAFAEL GUERRA PSDB REGINALDO LOPES PT ROBERTO BRANT PFL ROMEL ANIZIO PP ROMEU QUEIROZ PTB SARAIVA FELIPE PMDB SILAS BRASILEIRO PMDB VIRGÍLIO GUIMARÃES PT VITTORIO MEDIOLI PSDB Total de Minas Gerais: 35 Sexta-feira 15 ESPÍRITO SANTO JAIR DE OLIVEIRA PMDB MANATO PDT MARCELINO FRAGA PMDB MARCUS VICENTE PTB NEUCIMAR FRAGA PL PL/PSL NILTON BAIANO PP RENATO CASAGRANDE PSB Total de Espírito Santo: 7 RIO DE JANEIRO ALDIR CABRAL PFL ALEXANDRE CARDOSO PSB ALMERINDA DE CARVALHO PMDB ALMIR MOURA S.PART. ANDRÉ COSTA PT ANTONIO CARLOS BISCAIA PT CARLOS NADER PL PL/PSL CARLOS RODRIGUES PL PL/PSL CARLOS SANTANA PT CHICO ALENCAR PT EDUARDO CUNHA PMDB EDUARDO PAES PSDB FERNANDO GABEIRA PV FERNANDO LOPES PMDB FRANCISCO DORNELLES PP ITAMAR SERPA PSDB JAIR BOLSONARO PFL JANDIRA FEGHALI PCdoB JOÃO MENDES DE JESUS PSL PL/PSL JORGE BITTAR PT JOSÉ DIVINO PMDB JOSIAS QUINTAL PMDB JUÍZA DENISE FROSSARD PPS JULIO LOPES PP LAURA CARNEIRO PFL MOREIRA FRANCO PMDB NELSON BORNIER PMDB PAULO BALTAZAR PSB PAULO FEIJÓ PSDB RENATO COZZOLINO S.PART. RODRIGO MAIA PFL SIMÃO SESSIM PP Total de Rio de Janeiro: 32 SÃO PAULO ALBERTO GOLDMAN PSDB AMAURI GASQUES PL PL/PSL ANGELA GUADAGNIN PT ANTONIO CARLOS MENDES THAME PSDB ANTONIO CARLOS PANNUNZIO PSDB ARLINDO CHINAGLIA PT ARNALDO FARIA DE SÁ PTB 12475 12476 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ARY KARA PTB CARLOS SAMPAIO PSDB CLÁUDIO MAGRÃO PPS CORAUCI SOBRINHO PFL DEVANIR RIBEIRO PT DIMAS RAMALHO PPS DURVAL ORLATO PT EDNA MACEDO PTB ELIMAR MÁXIMO DAMASCENO PRONA ENÉAS PRONA GILBERTO NASCIMENTO PMDB ILDEU ARAUJO PP JAMIL MURAD PCdoB JOÃO PAULO CUNHA PT LUCIANO ZICA PT LUIZ ANTONIO FLEURY PTB LUIZ EDUARDO GREENHALGH PT MARCELO BARBIERI PMDB MARCELO ORTIZ PV MARIÂNGELA DUARTE PT MEDEIROS PL PL/PSL NELSON MARQUEZELLI PTB PAULO LIMA PMDB PROFESSOR IRAPUAN TEIXEIRA PP RICARDO IZAR PTB ROBERTO GOUVEIA PT RUBINELLI PT SALVADOR ZIMBALDI PTB VALDEMAR COSTA NETO PL PL/PSL VANDERLEI ASSIS PP WALTER BARELLI PSDB XICO GRAZIANO PSDB ZARATTINI PT ZULAIÊ COBRA PSDB Total de São Paulo: 41 MATO GROSSO CARLOS ABICALIL PT CELCITA PINHEIRO PFL PEDRO HENRY PP THELMA DE OLIVEIRA PSDB WELINTON FAGUNDES PL PL/PSL Total de Mato Grosso: 5 DISTRITO FEDERAL JORGE PINHEIRO PL PL/PSL WASNY DE ROURE PT Total de Distrito Federal: 2 GOIÁS CAPITÃO WAYNE PSDB JOÃO CAMPOS PSDB JOVAIR ARANTES PTB LUIZ BITTENCOURT PMDB Abril de 2005 PEDRO CHAVES PMDB RONALDO CAIADO PFL SANDES JÚNIOR PP SÉRGIO CAIADO PP Total de Goiás: 8 MATO GROSSO DO SUL ANTÔNIO CARLOS BIFFI PT ANTONIO CRUZ PTB JOÃO GRANDÃO PT NELSON TRAD PMDB WALDEMIR MOKA PMDB Total de Mato Grosso do Sul: 5 PARANÁ AFFONSO CAMARGO PSDB ASSIS MIGUEL DO COUTO PT CHICO DA PRINCESA PL PL/PSL COLOMBO PT DR. ROSINHA PT DRA. CLAIR PT EDUARDO SCIARRA PFL GUSTAVO FRUET PSDB JOSÉ BORBA PMDB MOACIR MICHELETTO PMDB NELSON MEURER PP ODÍLIO BALBINOTTI PMDB OSMAR SERRAGLIO PMDB SELMA SCHONS PT TAKAYAMA PMDB VITORASSI PT Total de Paraná: 16 SANTA CATARINA ADELOR VIEIRA PMDB EDINHO BEZ PMDB EDISON ANDRINO PMDB FERNANDO CORUJA PPS GERVÁSIO SILVA PFL LEODEGAR TISCOSKI PP LUCI CHOINACKI PT MAURO PASSOS PT PAULO AFONSO PMDB PAULO BAUER PFL VIGNATTI PT ZONTA PP Total de Santa Catarina: 12 RIO GRANDE DO SUL ADÃO PRETTO PT ALCEU COLLARES PDT AUGUSTO NARDES PP BETO ALBUQUERQUE PSB DARCÍSIO PERONDI PMDB Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ENIO BACCI PDT ÉRICO RIBEIRO PP FRANCISCO APPIO PP FRANCISCO TURRA PP HENRIQUE FONTANA PT JÚLIO REDECKER PSDB LUCIANA GENRO S.PART. LUIS CARLOS HEINZE PP MENDES RIBEIRO FILHO PMDB MILTON CARDIAS PTB NELSON PROENÇA PPS ONYX LORENZONI PFL ORLANDO DESCONSI PT PAULO PIMENTA PT POMPEO DE MATTOS PDT TARCÍSIO ZIMMERMANN PT WILSON CIGNACHI PMDB Total de Rio Grande do Sul: 22 I – ABERTURA DA SESSÃO O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – A lista de presença registra na Casa o comparecimento de 307 Senhoras Deputadas e Senhores Deputados. Está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus e em nome do povo brasileiro iniciamos nossos trabalhos. O Sr. Secretário procederá à leitura da ata da sessão anterior. II – LEITURA DA ATA O SR. GERALDO RESENDE, 3º Suplente de Secretário, servindo como 2° Secretário, procede à leitura da ata da sessão antecedente, a qual é, sem observações, aprovada. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Passa-se à leitura do expediente. III – EXPEDIENTE Não há expediente a ser lido. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Passa-se ao IV – PEQUENO EXPEDIENTE Concedo a palavra ao Sr. Deputado Gonzaga Patriota. O SR. GONZAGA PATRIOTA (PSB-PE. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, antes de tratar do tema principal do meu discurso, quero fazer um pedido a V.Exa., que já presidiu esta Casa e tem tido um respeito muito grande com os Parlamentares. É tradição desta Casa, às quintas-feiras, a abertura do painel às 9h, porque, quando não há Ordem do Dia, alguns Deputados precisam se deslocar para os Sexta-feira 15 12477 respectivos Estados. Lamentavelmente, o baixo clero está de luto, e ficamos aqui até está hora sem registrar a presença no painel. Peço a V.Exa., Sr. Presidente, que faça cumprir a tradição desta Casa. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho à tribuna desta Casa para fazer o registro do falecimento de uma grande figura da política pernambucana. Trata-se do empresário e ex-Prefeito do Município de Trindade, Geraldo Pedrosa Lins, que nos deixou no início do mês de passado. Geraldo Lins, como era popularmente conhecido, foi por duas vezes Prefeito do Município de Trindade, eleito pelo voto popular. Nas duas gestões, ele imprimiu uma marca de apoio às camadas mais sofridas da população, e sempre se pautou pela transparência e honestidade no trato da coisa pública. No entanto, Sr. Presidente, a contribuição de Geraldo Lins ao desenvolvimento do interior pernambucano não se restringe à política. No Município de Ipubi está instalada a Mineradora Alto Bonito, de sua propriedade, que gera emprego e renda para essa população. Na localidade próxima de Vila de Serra Branca, existe o Poço de Geraldo Lins, que fornece indiscriminadamente água potável de excelente qualidade para toda a população da localidade. Geraldo Pedrosa Lins, nasceu no dia 16 de agosto de 1927, na cidade de Ouricuri, filho de Júlio Lins e D. Izabel Torres Pedrosa. Era casado por quase 60 anos com a Sra. Albertina Figueiredo Lins e tiveram oito filhos: Laércio, Lairton, Lesse, Lair, Izabel, Laidete, Laíde e Laércia. Esse bravo homem público e empresário deixará saudades em todos que aprenderam a admirar sua postura e coragem diante da vida. Essa é a singela homenagem que faço ao grande pernambucano Geraldo Pedrosa Lins. Muito obrigado. O SR. MARCO MAIA (PT – RS. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho a este plenário, em primeiro lugar, saudar os trabalhadores aposentados e pensionistas que estão, nesta quarta-feira, em Brasília, na Capital Federal, apresentando pauta de reivindicações em busca da garantia de direitos e benefícios dignos. A luta dos aposentados e pensionistas já conquistou o Estatuto do Idoso, aprovado pelo Governo Lula. Essa lei foi uma construção coletiva, de todos os idosos que, organizada ou individualmente, se manifestaram no Congresso Nacional e tiveram na figura do Senador Paulo Paim seu grande defensor. Agora, na condição de Deputado na Câmara Federal, quero me colocar também como porta-voz dos 12478 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS aposentados e pensionistas e de suas conhecidas dificuldades, não apenas financeiras, mas de reconhecimento e respeito pela nossa sociedade. Este é um movimento que luta pela dignidade não só dos atuais aposentados e pensionistas, mas que se preocupa com a Previdência futura, de toda uma geração atual de trabalhadores e trabalhadoras. Boa parte desse movimento, que chega hoje à Capital Federal, iniciou-se a partir de uma proposta da Associação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas de Canoas, junto à Federação do Rio Grande do Sul. Dessa idéia nasceu a Comissão de Reivindicações e Lutas, a Corel, criada em outubro de 2003. Deixo aqui uma saudação especial ao Sr. Adão José Murowaniecki, Coordenador da Corel. Orgulhome muito por esse movimento, hoje nacional, ter sido articulado por meus conterrâneos canoenses. Se. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, saúdo o Sr. Paulo Campos, Presidente da Associação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas de Canoas, e todos os representantes das associações presentes; saúdo igualmente o Sr. Iol Alves Medeiros, Presidente da Federação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas do Estado do Rio Grande do Sul; o Sr. João Lima, Presidente da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas; enfim, todos os aposentados e pensionistas do Brasil. Deste movimento, quero destacar hoje, nesta Casa, principalmente, a luta desses homens e dessas mulheres pela manutenção de um benefício digno e justo, ou seja, que as pensões e aposentadorias não sejam corroídas ao longo do tempo. Sou parceiro na construção de mecanismos legais, que garantam mais tranqüilidade, nessa etapa da vida, a esses trabalhadores que tanto contribuíram para o País. Essa garantia está assegurada na Constituição Federal, no art. 194, que fala da irredutibilidade do valor dos benefícios. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero destacar outra reivindicação histórica dos aposentados e pensionistas: a de que haja uma auditoria nas contas da Previdência Social pelo Tribunal de Contas da União. O objetivo é, primeiro, fazer um levantamento dos recursos utilizados do Fundo da Previdência pelos Governos anteriores para outros fins, e, depois, trazer esse dinheiro de volta ao Fundo da Previdência, semelhante ao que foi previsto pelo então Decreto nº 77.077, de 1976, referente à dívida da União com a Previdência Social. Diante disso, gostaria de afirmar ao movimento dos aposentados e pensionistas de que têm na Câmara Federal um parceiro nessa importantíssima luta para esta e as próximas gerações. Abril de 2005 Sr. Presidente, solicito que meu pronunciamento seja divulgado pelos órgãos de comunicação da Casa Muito obrigado. O SR. SIMÃO SESSIM (PP-RJ. Pronuncia o seguinte discurso:) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, aproveito a oportunidade para registrar a recente eleição da nova diretoria da Associação de Imprensa da Baixada Fluminense, a AIB, que tem sede na cidade de Nilópolis, no Estado do Rio de Janeiro. Minha saudação a toda a diretoria, em particular ao jornalista Marcos Manso, que merecidamente foi elevado ao cargo de presidente da entidade, que congrega no seu bojo profissionais do mais alto conceito social na região. Entendo, Sr. Presidente, o jornalismo como uma profissão que tem uma ampla responsabilidade social. Alguém já disse que o profissional da imprensa deve contribuir para que a comunidade tenha acesso a uma de suas necessidades básicas: a informação. O trabalho do jornalista, sem dúvida alguma, requer uma compreensão ampla da dinâmica social e de suas propriedades. Por isso mesmo, o respeito pela comunidade, o sentimento de serviço da atividade jornalística devem estar sempre presentes para o profissional. Entendemos, por fim, que, diante da complexidade das relações sociais nesta virada do século, o papel social do jornalista se reveste de importância ímpar. Por isso, Sr. Presidente, renovo os meus votos de sucesso a toda a diretoria da Associação de Imprensa da Baixada Fluminense, pedindo a Deus que ilumine seus membros, a fim de que exerçam suas atividades sempre em defesa da verdade e da dignidade humana. Passo agora, Sr. Presidente, a tratar de outro assunto. Trata-se de um rápido registro sobre a criação e posse, dia 7 deste mês, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, da primeira cooperativa de profissionais do Estado do Rio de Janeiro, a Coomunica. Foi uma cerimônia muito concorrida, na sede do Centro Social São Vicente, da qual também participamos com muita honra. Trata-se da uma instituição pioneira na região fluminense, que congrega assessores de imprensa, radialistas, fotógrafos, webdesigneres, designers gráficos, arte-finalistas, organizadores de eventos, locutores, repórteres, publicitários, especialistas em marketing político, redatores e profissionais que trabalham com TV digital e relações públicas. Todos, Sr. Presidente, indistintamente, profissionais experientes e atuantes no mercado. Na verdade, Sr. Presidente, essa cooperativa surge na Baixada Fluminense, uma das regiões que Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS mais crescem no Estado do Rio de Janeiro. Talvez, pelo preconceito e estereótipos que a Baixada enfrenta, os empresários vão buscar na Capital fluminense serviços de comunicação. Mas a Coomunica reúne profissionais que optaram por trabalhar na Baixada e se propõem a oferecer serviços de qualidade, não só à região, mas a todo o Estado do Rio de Janeiro. Resta-nos parabenizar a diretoria da Coomunica, na figura de sua presidenta, a jornalista Bernadete Travassos, torcendo para que mais essa iniciativa possa alavancar outros projetos capazes de elevar ao mais alto nível a força e a potencialidade dos profissionais que atuam na Baixada Fluminense. Por último, Sr. Presidente, solicito seja dado divulgado nos órgãos de comunicação da Casa meu pronunciamento. O SR. CARLOS NADER (Bloco/PL-RJ. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, está em vigor no Estado do Rio de Janeiro a lei que alterou a cobrança de taxa de estacionamento em shopping centers e hipermercados. Pela lei, qualquer consumidor que adquirir, nesses estabelecimentos, produtos cujos valores somados signifiquem 10 vezes o valor do estacionamento, apresentando a nota fiscal, estão isentos da cobrança. A lei provocou reações da Associação Brasileira de Shopping Centers, que nesta semana tentou sua suspensão, sem sucesso, no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. A medida, no entanto, é mais do que salutar. O consumidor, quando estaciona seu veículo num shopping e vai às compras, está justificando o uso do estacionamento. Quem vai ao shopping para passear, não estará isento da cobrança. Portanto, trata-se de iniciativa que merece todos os elogios. Além do mais, no momento em que estabelece o uso da nota fiscal como confirmação do direito à isenção, a lei contribui também em outros 2 aspectos: primeiro, dará a sua contribuição para o combate à sonegação; segundo, criará no consumidor o hábito de requerer a nota fiscal, uma garantia a seu favor em caso de alguma reclamação a posteriori. Existe no Brasil a convicção de alguns setores de que o consumidor tem de ser sugado de todas as formas. Pagar para comprar me parece exagero. O diferencial da lei em vigor no Estado do Rio está no fato de que ela justifica a isenção, quando determina patamar de compras para dar ao consumidor o benefício do estacionamento gratuito. Os comerciantes gostaram da idéia e prevêem aumento de 3% a 5% no movimento dos shoppings por conta da nova lei. Por outro lado, temem que os donos de shopping transfiram para o valor da locação das lojas o custo deste benefício. Se isso ocorrer, será Sexta-feira 15 12479 um erro. O consumidor, aquele que vai a qualquer estabelecimento disposto a gastar, garantindo renda e circulação de dinheiro, deveria ser recebido com tapete vermelho e não com um tíquete, dando conta de que, a partir daquele momento, ele já está pagando. Até para ver. Muito obrigado. O SR. HAMILTON CASARA (Bloco/PL-RO. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Deputado Inocêncio Oliveira, inicialmente ofereço a V.Exa. o grande abraço enviado pelo povo de Rondônia e registro a realização de duas importantes audiências públicas na cidade de Porto Velho, Capital daquele Estado. Numa delas, realizada hoje, serão discutidos os conflitos agrários; na outra, marcada para a próxima segunda-feira, será debatido o atual quadro da saúde pública na região. Tão logo se concluam os debates sobre esses temas, vamos definir as medidas a serem tomadas em relação à segurança pública no Estado de Rondônia. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, compareço à tribuna da Câmara dos Deputados para tratar de tema de grande importância para o desenvolvimento científico e tecnológico, inovador para o Estado de Rondônia e indispensável no combate às desigualdade regionais do Brasil e às injustiças com a população rondoniense e amazônida. Quero destacar e aplaudir a iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia, na pessoa do Ministro Eduardo Campos, pela implementação do Programa Plataformas Tecnológicas com seus Arranjos Produtivos Locais – APL da Fruticultura, Piscicultura, Cafeicultura e Madeira e Móveis, em desenvolvimento no meu Estado, cujos resultados são positivos e animadores para as empresas de base tecnológica lá implantadas, bem como para o desenvolvimento de políticas públicas de geração de novos postos de trabalho e de inclusão social. Motivado pelos resultados exitosos, quero reiterar a minha solicitação de recursos financeiros para a continuidade desses Arranjos, reforçando e apoiando os seus estudos complementares, bem como de disponibilização de recursos para a implementação das Plataformas Tecnológicas da Pecuária (Arranjos Produtivos Locais de Ovinocultura, Bovinocultura e Manejo de Pastagens); das Confecções (Arranjos Produtivos Locais do Tecido da Floresta e Polo Vestuário); da Mineração (Arranjos Produtivos Locais de Cerâmica, Gemas e Pedras Ornamentais); e do Turismo (Arranjos Produtivos Locais do Ecoturismo e do Turismo Rural). Essas Plataformas, Sr. Presidente, podem contribuir decisivamente para o combate às desigualdades sociais do Brasil, criando infra-estrutura básica e necessária às ações de desenvolvimentos regional. 12480 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Quero reiterar ainda o pedido de aprovação do Programa Rondoniense de Tecnologias Apropriadas – PROTA II, que se encontra tramitando no Ministério da Ciência e Tecnologia há 2 anos, assim como de contemplação do Estado de Rondônia no Programa de Inclusão Digital, de disponibilização da Internet rápida, e do Projeto de Gestão Documental Digital. Sr. Presidente, aproveito esta oportunidade para fazer outro registro. Nas aldeias dos índios suruís, no Estado de Rondônia, as estórias tradicionais, conhecidas por quase todos os nativos, não são escritas, mas narradas entre eles. Entre elas, conta-se que os gamapei plantaram um roça imensa, carregadinha de amendoim. Quando chegou a época da colheita, as crianças dos grupos vizinhos entraram na roça e comeram até se fartar. Os gamapei não gostaram do que viram e pegaram os indiozinhos, amarraram-lhes a boca e os prenderam junto às árvores, para que não pudessem comer os amendoins. Ao anoitecer, eles viraram cigarras. No dia seguinte, os adultos viram que, em vez de crianças, havia cigarras agarradas às árvores. Eles se assustaram e ficaram com remorso pelo que fizeram às crianças. Os índios suruís, de Rondônia, não imaginavam que aquela estória, fruto do imaginário, funcionaria como premonição. Pois hoje, como na estória, os indiozinhos morrem por desnutrição. É muito triste e lamentável o fato de até hoje as crianças indígenas morrerem porque não se alimentam adequadamente. Mais do que triste e lamentável, é inaceitável que, como na estória dos índios suruís, essas crianças sejam ainda vítimas da insensatez dos homens. As manchetes dos jornais informam que, a despeito de todos os avanços tecnológicos da moderna sociedade do século XXI, no Estado de Mato Grosso do Sul, só neste ano, 8 crianças guarani-caiuás morreram em conseqüência de problemas de saúde agravados pela desnutrição. Destas, 6 estavam desnutridas. Em 2004, no mesmo Estado de Mato Grosso do Sul, morreram 291 crianças indígenas. Destas, 17 tinham sintomas de desnutrição. As estatísticas demostram terrível faceta das reais condições de vida de muitas comunidades indígenas. Em 2004, por exemplo, a Funasa registrou a morte de 370 crianças indígenas. Segundo reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, os dados consolidados de 2004 mostram que a taxa de óbitos de índios atingiu 50,4 para cada mil nascidos vivos. Entre as crianças não-indígenas, o dado mais recente, de 2003, é de 24 mortos para cada mil nascidos. Entre os índios xavantes, que têm boa parte do seu território em Mato Abril de 2005 Grosso, o índice de mortalidade foi de 113,9 no ano passado, e corresponde a mais de 5 vezes o índice de mortalidade de não-índios. No entanto, a variação nos índices é alta de um ano para outro. Em Parintins, por exemplo, a taxa de mortalidade em 2004 foi de 168,3 por mil, enquanto em 2003 foi de 19,6. Dos 34 Distritos Sanitários Indígenas, 13 registraram aumento na taxa de mortalidade infantil entre 2003 e 2004. Sr. Presidente, as recentes notícias sobre a morte de crianças indígenas no Estado de Mato Grosso do Sul revelam que as ações emergenciais anunciadas pelos órgãos competentes não foram suficientes para debelar as doenças e modificar as péssimas condições de vida da maioria das comunidades indígenas do País. No Estado de Rondônia, como em todas as outras regiões brasileiras, as comunidades indígenas deparam-se com toda a sorte de problemas, o que nos leva a crer que as ocorrências em Mato Grosso do Sul são, na realidade, apenas uma amostragem de ampla realidade. É necessário, pois, que a sociedade brasileira e esta Casa, de modo especial, investiguem as causas que estão levando as populações indígenas a esse processo cruel de empobrecimento e exaustão. Sr. Presidente, queremos registrar, neste plenário, as nossas preocupações e o nosso interesse em procurar novos caminhos para solucionar os graves problemas que afligem as comunidades indígenas. Em Rondônia, as populações indígenas sofreram, e ainda sofrem, o assédio de não-índios ambiciosos. Os recentes fatos ocorridos na Reserva Roosevelt, habitada pelos índios cintas-largas, demonstram a fragilidade dessas populações frente às investidas de garimpeiros, comerciantes e outras pessoas interessadas apenas na extração e na comercialização de diamantes. Preocupam-nos igualmente a degradação do meio ambiente; a exploração desordenada dos recursos naturais, da flora e da fauna; e, em especial, a exploração florestal não autorizada; assim como a comercialização ilegal de madeiras. Sr. Presidente, é importante realçar que, no Estado de Rondônia, como em todas as demais regiões do País, as comunidades indígenas precisam da assistência e do apoio das entidades públicas. Não apenas da Funai, mas também de todos os órgãos da Administração Pública Federal, Estadual e Municipal, que, de alguma forma, estejam vinculados às ações estruturantes, tanto nas áreas de saneamento básico, assistência à saúde e educação quanto nas atividades extrativistas de recursos florestais e agropastoris de cunho familiar. Era o que tinha a dizer. Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Muito obrigado. O SR. GERALDO RESENDE (PPS-MS. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, um tradicional político do Mato Grosso do Sul leciona que a sustentação de uma vida pública está no apego inexorável ao cumprimento dos compromissos assumidos. Já o Governador Zeca do PT, por não aprender a lição, rompeu o pacto firmado entre Estado, União e Prefeitura de Campo Grande para o funcionamento da quarta maior Santa Casa do País, do maior Hospital do Centro-Oeste, referência nacional em neurocirurgia e ortopedia, e de outras clínicas. O rompimento, que é a suspensão dos repasses de recursos estaduais, foi escudado pelo fato de a Justiça ter impedido a junta administrativa tripartite – Estado, União e Município –, gestora do processo de requisição de bens e serviços do hospital, de usar o CNPJ de titularidade da mantenedora, afastada por má gestão. Ocorre que está em jogo a saúde da população, a vida dos que estão ali internados ou que buscam atendimento. O Governo não pode usar a saúde pública como instrumento de pressão ou chantagem do Poder Judiciário. Há meios institucionais para reverter a decisão sem a quebra de palavra, se bem que isso já se tornou lugar-comum para o Governador. Vimos na cena patrocinada pelo staff da saúde do Estado, quando do anúncio da quebra unilateral do pacto, o já conhecido descompromisso do Governo de Mato Grosso do Sul para com a saúde pública, o que fez, já na sua primeira gestão em 2002, com que nos afastássemos da administração estadual, onde ocupávamos a Secretaria de Estado de Saúde. Não aceitamos ver o Governador prometer e não cumprir a conclusão de obras estratégicas para a regionalização da saúde que implantamos. É lamentável que ainda hoje não funcionem plenamente o Hospital de Coxim, o Hospital de Glória de Dourados, o Hospital de Nova Andradina, o Hospital de Nova Alvorada do Sul, entre outras unidades lançadas que estão sendo construídas, mas até agora não tiveram seu desfecho. Abandonar a Santa Casa por picuinha entre poderes é a confirmação de um desdém que chega ao nível de substituir técnicos qualificados em cargos estratégicos da saúde por toda sorte de apadrinhados políticos, como tapeceiros e vendedores de cosméticos, num loteamento espúrio de cargos pela partidarização dos espaços públicos. Essa nova injúria à saúde significa que 330 mil reais por mês e 2,3 milhões de reais por ano serão sonegados à saúde sul-mato-grossense por destemperança do Governador. Ocorre que a sonegação de Sexta-feira 15 12481 recursos à saúde é marca de sua gestão, o que também colaborou para nossa dissidência. São quase 200 milhões de reais que deixaram de ser aplicados em saúde pública desde 2001, ano em que o Executivo Estadual fez aprovar a fatídica “Lei do Rateio”, que permite a apropriação de recursos vinculados à área da saúde para serem aplicados em despesas como “material de consumo” de secretarias-meio, como a própria Casa Civil. Essa arbitrariedade revestida de legalidade está contaminada pela inconstitucionalidade, que esperamos em breve ser desvelada pelo Supremo Tribunal Federal, onde o Ministro Celso de Mello está relatando a ADIN nº 3.320, de 2004, impetrada pelo próprio Procurador-Geral da República, Cláudio Fonteles. As atitudes truculentas do Governador contra a saúde pública aumentam a responsabilidade do Ministro Celso Mello com a população do Estado e pedem celeridade na decisão. Sendo o resultado da perfídia do Governador o fim do pacto, faz-se necessária também a saída da Prefeitura Municipal, para que o Governo Federal possa repetir em Mato Grosso do Sul a intervenção que impôs à caótica saúde pública na cidade do Rio de Janeiro. Atitude diferente não pode ter o Ministério da Saúde, agora que a saúde pública em nosso Estado também é atirada ao abismo. Aliás, o Ministro da Saúde tem visita agendada para Mato Grosso do Sul para a próxima segunda feira, 18 de abril, sendo essa a oportunidade para anunciar a intervenção federal na Santa Casa de Campo Grande. Em Mato Grosso do Sul, o Governador afirma que não vai “colocar dinheiro bom em buraco ruim”. Como “buraco ruim” ele classifica a saúde pública. Como “buraco ruim” ele nomeia um dos maiores e mais bem equipados hospitais brasileiros, que funciona desde 1928 e é referência em emergência, cirurgia cardíaca, neurocirurgia, queimados e em transplantes de coração, rim e córnea. Bom para ele é o buraco negro da “Lei do Rateio”, que considera ações de saúde, “serviços de consultoria” do Fundo de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades Fazendárias. Ao não cumprir seus compromissos, o político José Orcírio entra no crepúsculo de sua vida pública. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. SEBASTIÃO MADEIRA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. SEBASTIÃO MADEIRA (PSDB-MA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, registro a presença neste plenário da ex-Vereadora de Imperatriz Maria da Conceição 12482 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Medeiros Formiga; da ex-Vereadora de Amarante do Maranhão e Presidenta da Associação de Vereadores do sul do Estado, Terezinha Costa Machado Telles; e da Vereadora de Açailândia, Maria de Fátima Silva Camelo, que participarão amanhã e depois de evento promovido pelo Secretariado Nacional do PSDB-Mulher. Dou as boas-vindas a essas líderes do futuro Estado do Maranhão do Sul, onde realizam destacado trabalho. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra à nobre Deputada Dra. Clair. A SRA. DRA. CLAIR (PT-PR. Sem revisão da oradora.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, gostaria de, neste momento, registrar minha indignação em relação à edição das Medidas Provisórias nºs 245 e 246, de 2005, no tocante à extinção da Rede Ferroviária Federal. Informo aos Srs. Deputados e aos Srs. Senadores que há um movimento de resistência a essas medidas provisórias. Entendemos que a Rede Ferroviária Federal desempenhou e desempenha papel importante na revitalização do setor ferroviário e que deve ser preservada. A empresa, que possui patrimônio de 40 bilhões de reais, know-how no setor ferroviário, além de corpo técnico eficiente, poderia se constituir em empresa de fomento e revitalização do setor ferroviário. Por isso, somos contrários a essas medidas provisória. Já falamos com o Presidente da Câmara dos Deputados e também estivemos em audiência com o Vice-Presidente da República, pedindo que essas medidas provisórias sejam retiradas de pauta e que haja um período de conversação com o Governo, para que possamos discutir um plano nacional de transporte para o País que inclua a Rede Ferroviária Federal. A Medida Provisória nº 246, de 2005, entrega o setor ferroviário a uma diretoria do DNIT, o que não corresponde às necessidades do nosso País. Deveríamos revitalizar e não estagnar o setor ferroviário, de fundamental importância para o desenvolvimento econômico-social do nosso País. Salientamos a grande preocupação que temos com os trabalhadores que estão na ativa e também com os aposentados da Rede Ferroviária Federal, que chegam ao total de 140 mil, cuja política salarial, da forma como está tratada na Medida Provisória nº 246, acabará indo para uma Secretaria de Governo, onde não haverá parâmetro para os reajustes salariais, o que, com certeza, vai prejudicá-los futuramente, porque terão seus salários congelados. Os trabalhadores da ativa estão sendo deslocados para o GEIPOT, empresa também em extinção. Sob esse aspecto também discordamos da medida, pois esses trabalhadores deveriam ser aproveitados Abril de 2005 para revitalização do setor ferroviário pelos seus conhecimentos técnicos e científicos. Por último, somos contrários a um dispositivo da MP 246 segundo o qual os bens não operacionais da Rede Ferroviária Federal serão leiloados, e o dinheiro encaminhado ao pagamento da amortização da dívida pública brasileira. Isso é a continuidade do modelo anterior, segundo o qual vendemos o patrimônio público para pagar juros da dívida pública interna. Portanto, fica registrada minha insatisfação. Sr. Presidente, anuncio que haverá manifestação dos rodoviários em todos os Estados. Já está marcada para o próximo dia 26 grande manifestação no Rio de Janeiro, em frente à Central do Brasil, às 12h, para a qual convidamos a sociedade e Deputados e Senadores que também sejam contra a extinção da Rede Ferroviária Federal para manifestarem sua insatisfação e pedir a revogação dessas Medidas Provisórias. Muito obrigada, Sr. Presidente. O SR. PAULO BAUER (PFL-SC. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. Deputadas e Srs. Deputados, nobres colegas Parlamentares, compareço à tribuna para cientificar a Casa e a sociedade de que temos recebido diariamente em nosso gabinete e também no Estado de Santa Catarina diversas manifestações de lideranças dos setores produtivo e empresarial, bem como de trabalhadores, por meio dos seus sindicatos, solicitando providências imediatas para que seja transformada em realidade a PEC nº 369, de 2005, a denominada reforma sindical. Sabemos que o Presidente da República, o PT e os partidos que o apoiaram na eleição presidencial de 2002 prometeram ao País uma grande reforma trabalhista. Sabemos que se faz necessária a reforma trabalhista, ou seja, a modernização das relações de trabalho. Não se concebe mais, num país como o nosso, o emprego informal, a humilhação de trabalhadores sem registro e sem direito aos benefícios da legislação trabalhista. Muitos trabalhadores são obrigados a cumprir períodos de experiência, quando não optam por empregos sazonais ou até eventuais, enfrentando constrangimentos, em razão do alto custo que a legislação vigente impõe sobre o emprego. Multas, exigências e regras variadas encarecem as despesas do empregador com o empregado. Imaginávamos que a reforma ou a revisão das legislações trabalhista e sindical seria, obviamente, merecedoras do aplauso da sociedade e da aprovação do Congresso Nacional. Infelizmente, depois de 2 longos anos de debates, seminários e fóruns, o Governo apresentou a esta Casa proposta de emenda exclusi- Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS vamente relacionada à reforma sindical, ou seja, não abrangeu a legislação trabalhista. O que o Governo quer? Acabar com a contribuição sindical? Pode até ser esta uma medida justificável. Entretanto, quando pretende que Centrais Sindicais – hoje existentes na forma de ONGs, entidades ainda não legalizadas mas necessárias – transformem-se em entidades legalizadas, também envolve a estrutura sindical, permitindo a criação de vários sindicatos numa mesma cidade ou região, de um mesmo setor, e ainda a representação de sindicato em cada empresa que ainda não o tenha efetivamente instalado. Enfim, Sr. Presidente, nobres Sras. e Srs. Deputados, o assunto tem merecido muitas críticas, muita contestação, muita interrogação, não apenas daqueles que são da Oposição ao Governo, mas também da sua base de sustentação política, contrários à PEC, que solicitam profundas alterações. Tenho certeza de que a Casa analisará com cuidado a matéria. Mas é preciso que a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania agilize o seu trabalho; que o Relator, Deputado Maurício Rands, apresente o seu parecer; que a Presidência da Casa instale Comissão Mista para que, no prazo de 40 sessões, ofereçamos emendas e estabeleçamos o debate, a fim de melhorar o projeto. Uma vez que a medida provisória não contempla a reforma trabalhista como um todo, mas apenas a sindical, vamos tentar fazer com que atenda aos interesses dos trabalhadores e da classe produtiva, com geração de empregos e desenvolvimento da economia do País. Muito obrigado, Sr. Presidente. A SRA. ANA ALENCAR (PSDB – TO. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, recentemente vieram a público os resultados de pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em conjunto com o Ministério da Saúde, que alertou para problema de saúde emergente na população brasileira: a obesidade. O estudo confirma a tendência mundial de aumento da prevalência da obesidade, ao mostrar que tem crescido a proporção de pessoas com excesso de peso em nosso meio. A Organização Mundial da Saúde – OMS considera a obesidade a epidemia do século XXI e alerta sobre os riscos para a saúde advindos do excesso de peso, resultado de mudanças no estilo de vida e nos hábitos alimentares das sociedades modernas. A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) realizada nacionalmente pelo IBGE, no período de 2002 a 2003, mostrou que cerca de 38,6 milhões de brasileiros estão com peso acima do recomendado, o que Sexta-feira 15 12483 equivale a 40,6% da população adulta. Desse total, 10,5 milhões são obesos. A pesquisa surpreendeu e gerou polêmica ao afirmar que o problema da obesidade não está restrito às pessoas da classe alta, mas atinge brasileiros de classes sociais empobrecidas. Os dados apresentados mostraram que entre os 20% mais pobres do País 27% dos homens estão com peso acima do recomendado, enquanto 9,5% estão com peso abaixo do adequado. Entre as mulheres de baixa renda, constatou-se que 38,2% estão com excesso de peso e que 6,6% têm peso inferior ao recomendado. Os bolsões de pobreza persistem em nosso País e justificam os programas de combate à fome, mas o problema alimentar não é mais apenas o da fome. O excesso de peso deve ser combatido, pois revela-se mal que já assume contornos de problema de saúde pública. Os novos hábitos alimentares introduzidos com a crescente urbanização são responsáveis por dieta inadequada na qual há grande consumo de alimentos ricos em gorduras e pela diminuição do consumo de alimentos chamados reguladores, como frutas, legumes e hortaliças. Esses novos hábitos culturais e alimentares, que introduziram os chamados fast food, não são os únicos fatores a conduzir a uma dieta desequilibrada. O custo dos alimentos também estimula o consumo não equilibrado dos alimentos, com o predomínio dos mais calóricos na dieta. Alguns estudos mostram que alimentos como pães, massas e gorduras são mais baratos do que os do grupo dos reguladores. Assim, a população com menos recursos financeiros é levada a consumir em maior grau aquele tipo de alimento mais calórico e mais barato. Além da dieta inadequada, os hábitos de vida atuais levam ao sedentarismo e contribuem para uma situação de desequilíbrio entre consumo e gasto energético, favorecendo o excesso de peso. Estamos diante de problema que tem múltiplas determinações, que envolve desde questões culturais, comportamentais e educacionais até econômicas. As crianças estão cada vez mais sujeitas à obesidade, o que é motivo de preocupação por parte de especialistas. Eles têm relatado o aumento de crianças com colesterol elevado, com maior risco de problemas cardíacos, bem como o aumento de diabetes na infância, em decorrência do sobrepeso. Fica evidente, portanto, que o trabalho de prevenção da obesidade passa pelo acompanhamento alimentar rigoroso na infância. O desmame precoce e o preparo de alimentos artificiais para lactentes é um dos fatores responsáveis pelo sobrepeso na infância e, portanto, é extremamente importante estimular a lactação materna durante o 12484 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS maior tempo possível e controlar rigorosamente a propaganda dos alimentos infantis, como forma de não induzir ao desmame precoce. É preciso também controlar a propaganda de alimentos, pela mídia, voltada para o público de crianças e adolescentes, pois está aí o início da incorporação de hábitos alimentares incorretos. Alguns estudiosos do assunto apontam diversos aspectos negativos dessa propaganda, como a quantidade excessiva de comerciais de alimentos gordurosos e pouco nutritivos, com exposição maciça das crianças a ela, o que representa intenso estímulo ao consumo de alimentos na frente da televisão. A situação é ainda mais grave se considerarmos o longo tempo de permanência das crianças na frente da televisão ou do computador. Todos esses fatores contribuem significativamente para os crescentes casos de sobrepeso na população de crianças e de adolescentes. Assim, parte importante do trabalho de prevenção da obesidade infantil deve contemplar o controle da propaganda sobre alimentos e a mudança de hábitos de vida. Considerando que a educação e a cultura são fatores relevantes na determinação da obesidade, é absolutamente imprescindível incluir o espaço escolar no trabalho da prevenção da obesidade. A escola pode e deve desempenhar papel importante na reeducação alimentar e na promoção de hábitos saudáveis. Um mecanismo essencial na educação nutricional das crianças é a merenda escolar. O Governo Federal desenvolve o Programa Nacional de Alimentação Escolar, mais conhecido como Merenda Escolar, gerenciado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação do MEC. Esse programa transfere, em caráter suplementar, recursos financeiros aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para suprir parte das necessidades nutricionais dos alunos. Com isso, busca-se contribuir para a melhoria do desempenho escolar e formar hábitos alimentares saudáveis. É preciso estimular as escolas a desenvolverem política alimentar adequada, que, além de oferecer os alimentos indispensáveis ao desenvolvimento da criança, com segurança e qualidade, englobe a educação nutricional dos alunos e das famílias. A incorporação de produtos orgânicos e de produção local na merenda escolar é outra medida que, além de estimular o consumo de alimentos saudáveis, contribui para o fomento da cultura e do desenvolvimento regionais. Além da merenda escolar, é preciso criar políticas voltadas para as cantinas das escolas, pois elas são fonte de aquisição de guloseimas e outros alimentos inadequados por parte de crianças e adolescentes. A regulamentação da atividade comercial das cantinas Abril de 2005 escolares é urgente, com a criação de normas e critérios de comercialização de alimentos que protejam a saúde da população escolar e estejam adequados e compatíveis com os hábitos alimentares saudáveis que se pretende disseminar. Cremos que o momento atual, em que o Governo desperta para a necessidade de adotar medidas voltadas para o problema da obesidade e está prestes a regulamentar a propaganda de alimentos voltados para o público infantil, é adequado para se incluir a regulamentação da alimentação escolar, que envolve a merenda e as cantinas escolares. Não podemos nos esquecer desse espaço que é a escola, cujo papel é preponderante na formação de valores e de condutas por meio da disseminação do conhecimento. Como agente transmissor do conhecimento e geradora de transformação, a escola deve contribuir para a incorporação de hábitos alimentares saudáveis. Para tanto, deve ofertar merenda escolar adequada e segura, que garanta o suprimento dos nutrientes necessários para o desenvolvimento da criança e que contribua para a reeducação alimentar. As cantinas escolares não devem ser meros agentes de comércio, mas devem estar inseridas e em consonância com a política da alimentação escolar que tem por objetivo precípuo a saúde do aluno. Este era o nosso objetivo, ao fazer o presente pronunciamento: chamar a atenção dos Parlamentares para a necessidade de se adotarem medidas voltadas para a regulamentação da oferta de alimentos nas escolas, como meio de contribuir para o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis e para a diminuição da obesidade entre crianças e adolescentes em nosso País. O SR. OLIVEIRA FILHO (Bloco/PL – PR. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, perdemos nossa liberdade para os bandidos. A violência cresce e o Governo corta verbas da segurança. Isso é inadmissível. A criação de uma Comissão Especial, na Câmara dos Deputados, destinada a apresentar medidas para combater a violência, poderá contribuir para mudar esse quadro. Nunca é demais falar sobre segurança e a escalada da violência. Hoje, quero usar meus minutos para tratar desse assunto. Já não é mais possível fecharmos os olhos para o aumento nos índices de violência em Curitiba e no Paraná como um todo. Ouço e vejo todos os dias um novo caso, uma nova experiência triste, que me são contados por amigos, companheiros de partido, pessoas ligadas a minha igreja, enfim. Então, como é possível que o Governo Federal tenha segurado mais da metade dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública? Francamente, não entendo. Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Apenas reclamar não adianta. Portanto, apóio a iniciativa do Presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, em criar uma comissão contra a violência. Escandalizado, depois de saber do corte de recursos, S.Exa. decidiu formar um grupo que terá a missão de discutir a questão da violência e apresentar sugestões políticas e legislativas contra a insegurança que dominou nosso País. Acredito essa ação poderá reverter em atitudes práticas para conter o problema. Segurança não é uma questão simples ou que possa ficar em segundo plano. O combate à violência tem que ser prioridade. Tem que ser o primeiro tópico da lista de mãos dadas com educação, saúde e emprego. É nesse sentido que o Governo precisa colocar forças e não apenas buscar agradar investidores. É necessário e urgente que os cidadãos de bem e o Governo mostrem quem manda, quem tem direito. Agora nós, que cumprimos a lei, é que ficamos presos. Presos em nossas casas, presos em nossa insegurança quando vemos nossos filhos saírem de casa à noite. Nós estamos pagando pelo corte de verbas do Governo. E os bandidos estão aproveitando, é claro. Isso não pode continuar. Essa inversão de valores não pode continuar. Só para citar alguns números encaminhados aos Deputados, a cada 13 minutos uma pessoa é assassinada no Brasil. Em algumas cidades, as mortes de jovens de 15 a 24 anos chegam à marca de 100 vítimas para cada 100 mil habitantes (um aumento de 60% nos últimos 10 anos). Em 2000 houve cerca de 46 mil homicídios no Brasil – praticamente o mesmo número de vítimas norte-americanas durante toda a guerra do Vietnã. Verbas. O mínimo a ser destinado para o setor seria de R$1,2 bilhão, previsto pelo Ministério da Justiça para a área em 2005. O Orçamento deste ano previa R$412 milhões para as secretarias estaduais, municipais e portos, mas o valor ficou restrito a R$170 milhões. Sr. Presidente, solicito a V.Exa. que autorize a divulgação de meu pronunciamento pelos órgãos de comunicação da Casa. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – V.Exa. será atendido, nobre Deputado Pastor Oliveira Filho. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado Dr. Heleno. O SR. DR. HELENO (PMDB-RJ. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, inicialmente informo que encaminhei à Mesa Diretora da Casa projeto de lei que institui que toda licitação de blocos para exploração e produção de petróleo e gás natural tenha a Bolsa de Sexta-feira 15 12485 Valores do Estado do Rio de Janeiro como local oficial de recebimento e julgamento das propostas. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, lamentamos a decisão tomada por D. Mauro Morelli, Bispo da Diocese de Duque de Caxias e de São João de Meriti, de encaminhar pedido de afastamento de suas funções ao Vaticano, que o aceitou no último domingo. O nosso lamento é compreensível porque conhecemos bem a figura carismática desse religioso que sempre teve como característica a defesa dos pobres e oprimidos, principalmente das crianças abandonadas que sequer têm o leite para o seu sustento. À frente da Igreja, D. Mauro sempre foi um líder desse socorro e, segundo suas palavras, jamais deixará de lutar. Sua prioridade, na condição de ser humano, foi sempre incomodar, perturbar e propor alternativas àqueles que governam. D. Mauro chega aos 69 anos de idade, depois de atuar por 23 anos em igrejas da Baixada Fluminense. O Bispo foi ameaçado de morte em 1989 por denunciar grupos de extermínio e, segundo ele, “foi vencido pela falta de ânimo, desejo e tempo para tarefas episcopais”. Seu sucessor será D. José Francisco Resende, Bispo auxiliar de Pouso Alegre, a quem enviamos votos de muito sucesso à frente da Diocese. Sobre D. Mauro é valido citar que, em 1981, assumiu a Igreja Católica de Duque de Caxias e de São João de Meriti, sendo o fundador e primeiro Bispo da recém-criada Diocese. Antes, havia sido Bispo Auxiliar em São Paulo, ao lado do Cardeal D. Evaristo Arns. Quando chegou a Caxias, encontrou 28 sacerdotes distribuídos por 6 paróquias. Hoje são 43 padres. Incontáveis foram os benefícios prestados por esse religioso ao Município de Duque de Caxias. Um deles foi o Projeto das Creches, criadas sob a sua orientação, ficando conhecido como Portal do Crescimento. Patrocinado pela Prefeitura, com o apoio deste Deputado, acolhe crianças de 0 a 6 anos de idade, sendo obra digna de aplausos. Na creche, a criança recebe alimentação e apoio de professores e psicólogos. Para o seu desenvolvimento, o pequeno ser permanece junto à sua família, numa preocupação em semear as bases do núcleo familiar. Trata-se de projeto cuja adoção já sugerimos ao Governo Federal. Isso porque, plagiando D. Mauro, observamos que “enquanto temos um sofisticado sistema de controle do rebanho bovino (o pai, a nutrição, as vacinas), não temos o mesmo controle sobre as crianças brasileiras”. Sr. Presidente, passo agora a tratar de outro assunto. O País ficou perplexo e encontra-se revoltado com os acontecimentos da noite do último dia 31 de 12486 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS março, quando um grupo de extermínio matou covardemente 30 pessoas humildes, sem qualquer ligação com os esquemas de polícia. O prazer no ato de matar, se é que podemos chamar isso de prazer, ocorreu em 2 Municípios da Baixada Fluminense: Nova Iguaçu e Queimados. O fato torna-se mais grave pelo fato de que as investigações levam à suspeita de envolvimento de policiais militares que, insatisfeitos pela disciplina determinada pelo comandante da corporação, resolveram praticar esse ato contra os inocentes moradores da região. A ação foi de uma brutalidade sem limites, e não encontramos justificativas nem defesa para ação tão hedionda. Os assassinatos foram praticados por policiais que recebem para defender a sociedade e que, de repente, voltaram-se contra ela, praticando o terror no sentido mais amplo da palavra. É um desafio para o Governo do Estado ter de cortar na carne o lado doente da segurança, expurgando totalmente esses bandidos travestidos de policiais. O Estado não pode vacilar neste momento: profunda e radical intervenção no aparelho policial deve ocorrer. Acreditamos no sucesso das medidas adotadas pela Governadora, Sra. Rosinha Matheus. Sabemos que S.Exa., cristã e mãe sensível, está muito abalada com o triste acontecimento. Suas ações, muitas vezes, enfrentam obstáculos na Justiça e no corporativismo, mas no momento o clamor de uma sociedade inteira tem prioridade. Não se podem protelar providências. Trata-se de batalha sem tréguas e sem reticências. A Sra. Governadora, bem como os homens de bem da Polícia, têm o apoio de todos. Não podemos aceitar que a bandidagem continue infiltrada nos aparelhos do Estado, disfarçada de defensora da lei. A população do meu Estado, principalmente a mais pobre, foi vítima desse quadro horrível que manchou o nome do nosso País. Espera-se, contudo, uma resposta. E ela só será dada com a prisão e a condenação desses monstros que um dia desfilaram de policiais pela Baixada Fluminense. Esperamos que a Justiça exerça o seu papel, condenando esse ato trágico de banditismo praticado contra tantos inocentes. Era o que tinha a dizer. Obrigado. A SRA. FÁTIMA BEZERRA (PT-RN. Sem revisão da oradora.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, inicio meu discurso com a citação do filósofo e escritor francês, Voltaire: “O ouvido é o caminho do coração”. Abril de 2005 Ontem, em audiência pública na Comissão de Legislação Participativa, tivemos a satisfação de receber 35 entidades da sociedade civil organizada. Na ocasião, ouvimos seus anseios, sugestões e expectativas em relação a nossa Comissão. É, portanto, com muita alegria que comunico a V.Exa. e aos Srs. e às Sras. Parlamentares que, na verdade, ao propor essa audiência pública, nós acertamos, exatamente porque estamos começando a reverter a lógica de que a Comissão de Legislação Participativa, comissão mais jovem da Casa, seja tãosomente receptora de sugestões e proposições de iniciativa legislativa. Desde que assumi a Presidência, no início dos trabalhos legislativos, temos reafirmado o compromisso de transformar a Comissão de Legislação Participativa em espaço permanente de diálogo entre a Câmara dos Deputados e a sociedade civil e organizada. Aliás, é a razão de ser da própria Comissão de Legislação Participativa. Percebi desde o início que não cabia no contexto inovador de sua gênese uma relação meramente estática, desprovida da dinâmica necessária para levar avante os propósitos tão bem delineados no seu ato de criação. Por isso, uma de minhas primeiras decisões foi apresentar um requerimento de audiência pública com vistas a levantar demandas e elaborar uma agenda de trabalho para a Comissão, juntamente com a sociedade civil organizada. É gratificante percebermos o desejo e a vontade de tantas entidades participarem desse fórum, que, na essência, é delas mesmas. Durante a reunião, todos os convidados tiveram a liberdade de se manifestar, trazendo-nos significativas propostas que, por certo, serão de grande valia para os trabalhos da Comissão ao longo deste ano. Não querendo incorrer em injustiça, pois entendo que cada uma das intervenções dos participantes foi de igual valor, gostaria de destacar 3 considerações que demonstram a confiança depositada pelas entidades em nosso trabalho. A primeira, a do Padre José Ernani Pinheiro, da CNBB, afirmando que a nossa Comissão poderá dar grande contribuição para a nova cultura política brasileira; a segunda, do Sr. Jeferson Barbosa da Silva, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Educação e Cultura, exercendo seu direito de reivindicação, apresentou-nos sugestão de projeto de decreto legislativo para sustar os efeitos da Portaria nº 172, de 2005, do Ministro do Trabalho; a terceira, da Sra. Rosiana Queiroz, do Movimento Nacional de Direitos Humanos, propondo a discussão da futura Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS lei que irá regulamentar a criação das Ouvidorias de Justiça, previstas na reforma do Judiciário. Vê-se, portanto, Sr. Presidente, a magnitude de nossa responsabilidade. Tenho convicção de que, com a ajuda de meus colegas Parlamentares, membros da Comissão, não decepcionaremos os cidadãos brasileiros, que enorme confiança depositam em todos nós. Espero que ao final deste ano possamos comemorar o resplandecer de nossas conquistas com esses nossos parceiros, pois, dessa forma, estaremos demonstrando de forma inequívoca que esse percurso deve ser feito em conjunto e em perfeita harmonia – lado a lado – com todos quanto sonham com uma sociedade mais democrática e mais participativa, na qual todos possam exercer seus deveres e direitos de forma justa e plena. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, Deputada Almerinda de Carvalho, que faz parte da Comissão, ressalto nossa alegria, pois, das 60 entidades convidadas, compareceram mais de 35 na ocasião em que apresentamos os integrantes da Comissão de Legislação Participativa, quando discorremos sobre seu funcionamento, e ela existe para encurtar a distância entre a sociedade civil organizada e a atividade legislativa. À frente da sua Presidência, juntamente com os demais pares que compõe a Comissão de Participação Legislativa, não mediremos esforços para fazer com que esse grande fórum de debate da Casa acolha a sociedade civil e façamos dele um espaço de educação política e de exercício da defesa da cidadania, aperfeiçoando o processo democrático e consolidando cada vez mais a conquista da cidadania. É o registro que faço na tarde de hoje. O SR. CHICO ALENCAR (PT-RJ. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a imprensa em geral tem destacado os nomes notórios do Ministro da Previdência Social, Romero Jucá, e do Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que têm explicações a dar à sociedade, inclusive para continuarem em suas altas funções. Mas quero registrar aqui o nome de duas outras pessoas, num outro plano, totalmente diferente, mas igualmente com altas responsabilidades públicas, sobre as quais pesa, não a perda de uma função, mas a perda da própria vida. São elas: Frei Henri des Roziers, francês radicado no Pará há muitos anos, dominicano, e Maria de Joel, D. Joelma, cujo marido foi assassinado quando presidia o sindicato dos trabalhadores rurais de Rondon do Pará. E ela, intimorata, segue à frente dessa luta, com seus 4 filhos, e é presidente desse sindicato, também ameaçada. Que essas forças de vida, ao contrário de outras tão polêmicas, possam ser preservadas na nossa República. Sexta-feira 15 12487 Pois bem. Essas duas pessoas do bem estão com a cabeça a prêmio! Elas estiveram recentemente no Rio de Janeiro, onde receberam a Medalha Tiradentes, maior comenda do Estado, por iniciativa do operoso Deputado Estadual Alessandro Molon, meu companheiro do Partido dos Trabalhadores. Frei Henri des Roziers, dominicano, 75 anos, nasceu em Paris. De família católica, que participou da resistência contra o nazismo, formou-se em Letras na Sorbonne e em Direito Comparado na Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Fez doutorado na Universidade de Paris, ordenou-se padre em 1964. Chegou ao Brasil em 1978 e semanas depois já estava em Conceição do Araguaia. Homem franzino, já arqueado pelo pesado fardo que ajuda a carregar, travando um combate implacável contra os “donos de terras” e os “podres poderes” que, ainda nos dias de hoje, no sul do Pará, bem como em outras regiões deste nosso Brasil, perseguem, ameaçam e executam, de maneira torpe, aqueles que “atravessam seu caminho”. Frei Henri é mais um daqueles cidadãos que, junto com as populações mais pobres, se organizam para conquistar um pedaço de terra e nela produzir seu próprio sustento, sua independência. O velho frade e advogado francês vem há 15 anos militando à frente da Comissão Pastoral da Terra – CPT, junto com centenas de outros companheiros sem-terra, sindicalistas, seringueiros e pequenos lavradores, pela regularização de assentamentos e contra a exploração de mão-de-obra escrava. Desde sua chegada ao sul do Pará, em 1991, vem, sistematicamente, sofrendo sérias ameaças de morte. Foi assim em 1994 e em 2000, quando estava para ocorrer um julgamento importante em Belém. Agora, no final de 2004, as intimidações retornaram e, desta vez, de modo mais direto. “ Agora basta! Você incita invasão de terras. Basta! Agora está certo que você vai ser morto. Vamos te matar!”, prenunciava uma voz ao telefone. Mas o frei não se intimidava e dizia que, “por ser estrangeiro, religioso, idoso, advogado e por contar com o apoio e a atenção das autoridades federais, não tinha nenhuma preocupação”. Como “presente de aniversário” Frei Henri recebeu, através de um jornal local, a notícia de que sua “cabeça estava a prêmio” por 100 mil reais. É o preço que vale a vida de um padre com intensa atuação naquela região. Qual será o valor da vida de um sem-terra ou de um sem-teto? Mata-se naquela região da mesma forma que se desmata, tendo na impunidade uma certeza. Arranca-se a vida, assassina-se a natureza. Com a covarde e brutal “eliminação” de irmã Dorothy, em março deste ano, Frei Henri, mesmo a 12488 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS contragosto, está sendo escoltado por 2 policiais militares, cedidos pelo Governo do Estado. Todavia, o frade, na sua crença teimosa, frisa: “mais importante que me proteger é ir atrás da causa mais profunda do problema”. Frei Henri sabe da urgência na implantação da reforma agrária, que não deslancha, seja por causa do contingenciamento impetrado pela equipe econômica, seja pela morosidade dos órgãos incumbidos de executá-la. Ele ressalta que, apesar das promessas do Governo Federal e da paciência dos trabalhadores rurais, durante os 2 últimos anos os conflitos ainda continuam. Nesse embate, que se arrasta sem que se possa vislumbrar solução em curto prazo, o que se pode comprovar é a certeza da impunidade. Pistoleiros e fazendeiros promovem verdadeiras chacinas. Muitas delas só vêm à tona quando existe entre os assassinados alguém que tenha alguma visibilidade. Isso quando os governos e a imprensa local resolvem “interferir e investigar”. Do contrário, as autoridades registram o fato e a matança segue. Quando se consegue a captura e a condenação dos acusados por homicídios, grilagem de terras e outros crimes, cometidos ou encomendados pela “elite” local, o que se constata é descaso, corporativismo e mais impunidade. “Com extrema dificuldade, e todos os obstáculos possíveis, conseguimos algumas condenações exemplares. Mas todos fugiram”, lamenta Frei Henri. O que se sabe por toda aquela região “conflagrada” do sul do Pará é que Bida, o mandante da morte de irmã Dorothy, não é um grande fazendeiro. Ele, como muitos outros pequenos “donos de terra”, são uma espécie de intermediários. Fazem o “trabalho sujo”. Servem como “escudo” para os poderosos. Maria Joel Dias da Costa, a dona Joelma, 42 anos, é Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondon do Pará – STR, no sudeste paraense, 40 mil habitantes, a 532 quilômetros de Belém. Mulher, mãe, viúva e militante ativa, foi casada por 19 anos com José Dutra da Costa, o Dezinho, que foi presidente do STR por duas vezes. Liderança local do Partido dos Trabalhadores, foi assassinado na porta de casa em novembro de 2002. Até hoje o caso não foi resolvido. O próprio Dezinho, antes de morrer, se atracou com o homicida e, nesse intervalo, o amigo Magno veio socorrê-lo e conseguiu prender Wellington Jesus Silva, que confessou o crime. Logo depois Magno Fernandes do Nascimento, a testemunha ocular do crime, seria assassinado. Queima de arquivo? Joelma assumiu a linha de frente no Sindicato 2 anos depois da morte de Dezinho. “Para continuar a luta dele!”, vaticinou. Abril de 2005 Foi Joelma que abriu a porta para Wellington, o assassino. “Parecia mesmo um trabalhador precisado. Ele queria falar urgente com Dezinho sobre um problema da aposentadoria da avó dele, no Sindicato”, relembra saudosa e indignada a sindicalista. Os 2 se encontraram na rua e deu-se a desgraça. Hoje, a mãe de 4 filhos e testemunha da lentidão da Justiça é uma das 35 pessoas na lista dos “marcados para morrer”, segundo a CPT de Marabá. Ela é acompanhada por PMs 24 horas por dia. Como ela, 2 outros diretores do Sindicato, Cordiolino José de Andrade, o Ziu, e Geraldo Soares Fernandes, também estão jurados de morte. Estes, sem proteção policial! Telefonemas anônimos, veículos com vidros escuros rondando sua casa e conversas ouvidas aqui e ali são algumas das formas de intimidação por que passa Joelma. Mais ou menos da mesma forma que acontece com Frei Henri. E ela dispara na mesma direção: “são os crimes do latifúndio, as ameaças freqüentes dos que se dizem donos da terra. Com Dezinho e Ribamar” – Ribamar Francisco dos Santos, morto em 8 de fevereiro de 2005 – “também foi assim”. Pelo fato de estar à frente do Sindicato, enfrentar grileiros, apontar os assassinos de seus companheiros de luta e, principalmente, denunciar o fazendeiro e empresário madeireiro, José Décio Barroso Nunes, o Delsão, mandante da morte de Dezinho, é que Joelma teme por sua vida. Ela e nós todos esperamos providências do Governo Federal, já que, segundo relato dos sindicalistas, os poderes locais constituídos não merecem total confiança. “Vou dizer ao Lula que as providências têm que ser tomadas agora, enquanto estamos vivos, e não depois que matarem a Joelma e outros companheiros! Se as coisas não mudarem, e já, vocês ainda vão voltar aqui para fazer a reportagem sobre a minha morte”. Agradeço a todos a atenção, Sr. Presidente. O SR. WILSON CIGNACHI (PMDB-RS. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, recebi expediente do Secretário da Saúde do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, em que informa ter o Ministério da Saúde acumulado débitos com o Estado por causa de repasses a menor feitos àquela rede estadual de atendimento médico-hospitalar. O Secretário registra que o Estado do Rio Grande do Sul vem sacando recursos do já combalido Tesouro Estadual para tapar o furo mensal nos repasses federais e que esse déficit assume agora proporção insuportável. Segundo Osmar Terra, já são de 6,7 milhões de reais por mês o montante de recursos que o Estado têm de disponibilizar, o que seria obrigação do Governo Federal, para “tapar esse furo” nos repasses do Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS SUS para o Rio Grande. O Secretário da Saúde alerta ainda para o fato de que, se não houver modificação dos valores do teto estadual repassados pelo Ministério da Saúde, já a partir de maio os recursos para a rede pública hospitalar e laboratorial serão menores, com prejuízo da qualidade dos serviços prestados à população gaúcha. Osmar Terra também informa que o Estado do Rio Grande do Sul assumiu a gestão plena da saúde em outubro de 2003, com a promessa de que os valores do repasse seriam reavaliados pelo Ministério, no máximo até março de 2004. É importante salientar que os repasses do Ministério da Saúde são obrigatórios, feitos fundo a fundo, desde quando o Sistema Único de Saúde foi criado, na década de 90, e devem cobrir todo o atendimento médico, hospitalar, ambulatorial e laboratorial em cada Estado brasileiro. Pela relevância do assunto, encaminho anexa, para constar dos Anais da Casa, cópia do expediente enviado no dia 17 de março de 2005 pelo Secretário da Saúde do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, com o levantamento dos repasses feitos pelo Ministério da Saúde à rede de atendimento médico-hospitalar do Estado. O meu Estado do Rio Grande do Sul, que tem o maior PIB per capita em exportação da Nação, tendo à frente o Governador Germano Rigotto, vem buscando a contrapartida da Lei Kandir, que desonerou produtos para exportação. Só em 2003, a compensação de 1,013 bilhão é devida pelo Tesouro Nacional ao meu Estado. Isso vem penalizando a população gaúcha, que espera pelos investimentos em infra-estrutura pública e pela prestação dos serviços próprios do Estado. Agora, depois da ocorrência de uma das maiores secas da história do Rio Grande do Sul, a população sofre a ameaça da precarização dos serviços de saúde por causa de repasses a menor ao SUS Estadual pelo Ministério da Saúde. Manifesto a minha preocupação quanto à gravidade da situação relatada pelo Secretário da Saúde do meu Estado e espero que o Ministro Humberto Costa, com a sua equipe, reavalie os valores dos repasses feitos para a rede de atendimento médico-hospitalar do Rio Grande do Sul. O povo gaúcho não pode ser penalizado naquilo que lhe é essencial: o atendimento à saúde. Muito obrigado. DOCUMENTO A QUE SE REFERE O ORADOR: Sexta-feira 15 12489 Of. Gab. nº 217/05 Porto Alegre, 17 de março de 2005 Exmº Senhor Wilson Cignachi DD. Deputado Federal Brasília – DF Senhor Deputado, O texto anexo é um levantamento feito pela Secretaria Estadual de Saúde dos repasses feitos pelo Ministério da Saúde ao atendimento médico-hospitalar do Rio grande do Sul. Importante frisar que esses repasses são obrigatórios, feitos fundo a fundo, desde o momento em que o SUS foi criado, na década de 90, e devem cobrir todo o atendimento médico, hospitalar, ambulatorial do SUS em cada estado brasileiro. No caso do Rio Grande do Sul já acontecia um déficit nos repasses feitos pelo Ministério da Saúde na gestão anterior, déficit esse que agora se agravou. Desde que o estado assumiu a gestão plena, em outubro de 2003, recebemos a promessa de que os valores do repasse seriam reavaliados, no máximo até março de 2004. Apesar de várias vezes solicitada ao Ministro e à Secretaria responsável do Ministério essa reavaliação não aconteceu e hoje, na prática, estamos tirando recursos do já combalido tesouro estadual para tapar furo mensal dos repasses federais. Este déficit assume agora uma proporção insuportável para os cofres estaduais. Já são R$6.657.610,05 por mês (explicado em detalhe no ofício e planilhas anexas) que o estado tem que disponibilizar, e que seriam obrigação do Governo Federal, para “tapar esse furo” nos repasses do SUS para o Rio Grande. Fizemos esse sacrifício, até agora, retirando recursos de outros programas estaduais, em respeito à extensa e competente rede de prestadores de serviços existentes no Rio Grande na área da saúde. Porém tal situação chegou ao limite da nossa capacidade. Não temos mais condição de continuar cobrindo esse déficit dos recursos federais. Caso não haja uma modificação dos valores do teto estadual, repassado pelo Ministério, nos próximos 30 dias, já a partir de maio os recursos para a rede hospitalar e laboratorial serão menores, o que certamente prejudicará os serviços prestados. Contamos com o vosso apoio e com o apoio de toda a sociedade gaúcha para resolver essa questão de forma satisfatória, junto ao Ministério da Saúde e ao Governo Federal. Atenciosamente, – Osmar Gasparini Terra, Secretário de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul. 12490 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12491 12492 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12493 12494 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12495 12496 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12497 12498 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12499 12500 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12501 12502 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12503 12504 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS A SRA. ALMERINDA DE CARVALHO (PMDBRJ. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, antes de minha atividade parlamentar, sempre estive envolvida com a causa da educação, em especial das crianças carentes nos primeiros anos de vida. Assim, sempre que tenho oportunidade, ocupo esta tribuna para defender e lutar pela melhoria das condições do ensino em todos os níveis. Tive a oportunidade de manifestar-me de forma elogiosa ao Presidente Fernando Henrique Cardoso pela destinação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental – FUNDEF em virtude da necessidade de se criar um fundo que amparasse não só o ensino fundamental, como também o infantil. Consciente da dificuldade do nosso povo e do preço elevado das mensalidades escolares na infância, discute-se no Governo Federal a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica – FUNDEB, visando amparar e cumprir a previsão constitucional da educação como direito de todos e dever do Estado e da família. Em que pese tratar-se de um direito constitucionalmente previsto, as divergências dentro do próprio Governo vêm criando obstáculo para a criação e a efetiva aplicação do fundo. Nesse particular, destaco trecho da matéria veiculada no jornal O Globo do dia 1º de abril de 2005, página 2, sob o título A Briga do Fundeb, que comenta: “A queda-de-braço entre o Ministério da Educação e da Fazenda em torno da criação do FUNDEB está longe de terminar. Em algum momento, terá que ser arbitrada pelo próprio Presidente Lula. Serão necessários R$4 bilhões, nos próximos quatro anos, para capitalizar o fundo destinado a financiar o ensino infantil, a melhora da qualidade no ensino fundamental e a expansão do segundo grau. Sem isso, entende o Ministro Tarso Genro, não haverá salto algum na educação brasileira a médio prazo. Crianças que só chegam à escola aos 7 anos, vencida a idade essencial para a socialização e a introdução ao conhecimento, não irão longe. Menos ainda se a escola básica continuar ruim. E há o gargalo do segundo grau, gerado pela recente expansão do ensino fundamental. Mas tanto dinheiro a área econômica não está disposta a ceder, havendo o compromisso com o superávit elevado, mesmo sem acordo com o FMI”. Diante dessa situação, quero aqui fazer um apelo a S.Exa., o Presidente da República Luiz Inácio Lula Abril de 2005 da Silva, para que adote medidas imediatas no sentido de levar a termo a criação do FUNDEB, pois a educação infantil, em especial daquelas crianças cujos pais não podem pagar uma escola particular, além da previsão constitucional, foi sempre uma preocupação de S.Exa. Muito obrigada. O SR. VANDERLEI ASSIS (PP-SP. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, uma das mais importantes categorias ligadas à saúde em nosso País comemora, neste mês de abril, os 41 anos de criação do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Odontologia. A data será assinalada em solenidade no Rio de Janeiro, durante a qual seis cirurgiões-dentistas receberão a Medalha de Honra ao Mérito Odontológico Nacional. Já tive ensejo de dizer aqui que o indicador mais preciso da exclusão social é a precariedade da saúde bucal da população e que o Brasil não tem motivos para se orgulhar nessa área. É inegável, entretanto, que os 195 mil cirurgiõesdentistas e 50 mil técnicos e auxiliares registrados no País têm realizado um esforço para reverter tal situação, inclusive doando parte de seu tempo para um serviço público da maior expressão, a Semana Nacional de Saúde Bucal. Realizado anualmente em torno de 25 de outubro, quando se comemora o Dia do Cirurgião Dentista, esse evento abrange atividades em todos os Estados e no ano passado foi destacado, nesta Casa, durante sessão solene por mim requerida. Percebe-se, pela Semana de Saúde Bucal e por outras iniciativas relevantes, que o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Odontologia vão além de suas finalidades de supervisão da ética odontológica e defesa profissional, estimulando o trabalho comunitário e preocupando-se efetivamente com o bem-estar dos brasileiros. Por isso registro com júbilo o aniversário de criação dessas entidades, que se deu por meio da Lei nº 4.324, de 14 de abril de 1964. Meus cumprimentos ao Presidente do Conselho Federal, Miguel Álvaro Santiago Nobre, a seus companheiros de diretoria, aos dirigentes dos Conselhos Regionais e a todos os odontólogos brasileiros. Também desejo parabenizar os cirurgiões-dentistas João Baptista Gonçalves, Orlando Limongi, Raphael Baldacci Filho, Roberto Paulo Correia de Araújo, Roberto Schirmer Wilhelm e Sílvio Nascimento Gualberto, que durante a festa de aniversário dos Conselhos, marcada para o dia 15, serão homenageados com medalhas por relevantes serviços prestados no campo da saúde bucal. Certamente, um dos melhores momentos na vida de qualquer profissional é aquele em Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS que recebe o reconhecimento sincero de seus pares, como ocorre agora com esses agraciados. Para concluir, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, manifesto minha expectativa de que a preocupação demonstrada pelos profissionais da Odontologia com a melhora da saúde bucal dos brasileiros se espalhe por toda a sociedade, de tal forma que possamos combater e superar, em poucos anos, esse grande infortúnio nacional. Sr. Presidente, gostaria de aproveitar para dizer que a saúde bucal é o indicador mais preciso de exclusão social do nosso País. Daí a importância que temos que dar aos profissionais da Odontologia. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado Antonio Carlos Mendes Thame. DISCURSO DO SR. DEPUTADO ANTONIO CARLOS MENDES THAME QUE, ENTREGUE À REVISÃO DO ORADOR, SERÁ POSTERIORMENTE PUBLICADO. O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB-SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, quero lembrar que hoje representantes da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas – COBAP esteve com o Ministro da Previdência Social, Romero Jucá, para pedir que o reajuste dos aposentados seja igual ao do salário mínimo. Estiveram também com o Presidente da República em exercício, José Alencar, e com o Presidente desta Casa, Deputado Severino Cavalcanti, para demonstrar sua insatisfação. Aproveito a oportunidade, Sr. Presidente, para pedir a transcrição de uma carta da Fênix – Movimento de Trabalhadores Aposentados e Pensionistas de São Paulo, que reclama que o reajuste para aposentados e pensionistas seja igual ao do salário mínimo, com base em projeto de lei que apresentamos a esta Casa. Obrigado, Sr. Presidente. CARTA A QUE SE REFERE O ORADOR: São Paulo, 13 de abril de 2005 Ao Excelentíssimo Deputado Federal Dr. Arnaldo Faria de Sá Brasília / DF Prezado Senhor: A Fênix – Movimento de Trabalhadores Aposentados e Pensionistas de São Paulo, representando 17.126 associados, tomou conhecimento do Projeto de Lei nº Sexta-feira 15 12505 4.770 de 2005, elaborado por Vossa Excelência, que diz respeito ao reajustamento dos benefícios a partir de maio de 2005, com valor igual ao índice aplicado no Salário Mínimo, ou seja, 15,38%. Entrando em vigor este Projeto, será feita justiça aos aposentados e pensionistas que há muitos anos estão esperando por esse acerto, para que possam ter um padrão de vida melhor, condizente as contribuições que fizeram ao INSS. Com o projeto de vossa Excelência, os aposentados e pensionistas não precisarão entrar nesta triste jogada de empréstimo bancário para pagamento de dívidas, que no final das contas, servirá somente para afundar aqueles que já estão no fundo do poço. Esse empréstimo é mais um engodo. Está na hora de justiça; está na hora de uma avaliação por parte do Governo e de pagar o que devem para nossa categoria, o que está em torno de aproximadamente 50% Parabéns Dr. Arnaldo Faria de Sá por sua iniciativa a favor dos aposentados e pensionistas; nossa Associação sente-se orgulhosa de ter um Deputado Federal por São Paulo, que em momento algum, nos deixou de lado. Sendo o que tínhamos para o momento, agradecemos mais uma vez pela luta firmando-nos. Atenciosamente, – Mercedes Lopes Mendes, Presidente. – Walter Vicentini, Tesoureiro. O SR. ANTONIO CARLOS PANNUNZIO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem, para denunciar um fato gravíssimo que está se sucedendo agora. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. ANTONIO CARLOS PANNUNZIO (PSDBSP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, não apenas recebi informação por telefone sobre o que vou relatar, como também passei em frente ao local, o Ministério da Fazenda, que se encontra totalmente ocupado por uma facção dos chamados trabalhadores sem-teto. Os 5 andares do Ministério estão ocupados. Os trabalhadores controlam a entrada e a saída do prédio e intimaram, já que o Ministro não está em Brasília, o Secretário-Geral do Ministério para que agora, às 14h30min, compareça a uma reunião com eles, na qual irão deliberar que caminho seguir. A nossa geração, mais velha, teve a oportunidade de assistir, na história do Brasil, à baderna, ao desrespeito à lei e à autoridade constituída, o que não levou à lugar nenhum. Chamo a atenção para o fato de que quem está denunciando essa agressão é um Deputado de oposição. Não vi nenhum Deputado da base do Governo ou do Partido dos Trabalhadores 12506 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS preocupados com a situação que ora se desenrola no Ministério da Fazenda. O desrespeito à autoridade constituída jamais levou, na história deste País, à nenhuma solução de controvérsias ou problemas. É preciso que o Presidente da República reaja, de acordo com o que consta na lei, para restabelecer a ordem e o controle em propriedade do Estado e do povo brasileiro. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Deputado Antonio Carlos Pannunzio, a denúncia de V.Exa. é grave. Tenho certeza de que o Governo tomará as providências necessárias para a manutenção da ordem, sobretudo em um órgão como o Ministério da Fazenda. Em qualquer outro órgão tem que haver a preservação da ordem para que o direito de ir e vir, de participação, seja assegurado a todo o povo brasileiro. Esta denúncia é grave, repito, e precisa ser imediatamente, dentro da lei, coibida pelas autoridades constituídas do País. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Jorge Gomes. O SR. JORGE GOMES (PSB-PE. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a população pernambucana está visivelmente preocupada e se sentido incapaz de arcar com o aumento das tarifas da energia elétrica que se aproxima. O comércio e as indústrias já assinalam o repasse dos custos para os seus consumidores e usuários, enquanto as pessoas físicas se sentem ameaçadas com o retorno do apagão, desta feita por conta da impossibilidade financeira de assumir tal despesa. Hoje estava marcada uma audiência pública, no Recife, convocada pela Aneel para definir o tamanho do índice de reajuste aos quais serão ainda acrescentados os impostos. Essa audiência, após seu início, foi suspensa em virtude dos protestos e tumultos generalizados, sobretudo por conta da dificuldade de acesso à palavra, de representantes de comunidades. A situação de Pernambuco é a imagem do alto grau de penalização à qual estão submetidos os pernambucanos, reféns de uma política de privatização perversa do patrimônio do Estado. No caso específico, a Companhia Energética de Pernambuco – Celpe. A desenfreada e mal formulada política de privatização do Governo FHC, prontamente encampada pelo Governador Jarbas Vasconcelos, previa a obrigatoriedade da construção de uma termelétrica cuja energia deveria ser adquirida pela Celpe. O absurdo da questão é o que; quem comprou a Celpe – o grupo espanhol Iberdrola, o mesmo que construiu a termelétrica. O que se configurou, então, foi um grande negócio para os espanhóis que têm um risco zero à custa, é claro, dos consumidores. Vale lembrar que, desde maio Abril de 2005 de 2004, a Celpe compra da Termopernambuco 1 MW/ h a R$137,83 enquanto a Chesf vende a R$60,00. É uma prova inconteste da contradição assumida pelos Governos Fernando Henrique e Jarbas Vasconcelos com o modelo neoliberal que defende o mercado livre com seus riscos inerentes. Não dá para aceitar a constatação de que, em nenhum momento, a Celpe/Termopernambuco, a Aneel e o Governo incluíram na discussão a possibilidade de rever as margens de lucro. Mais uma vez, contraditoriamente, propõem a quebra do contrato que não se coaduna com a lógica de mercado. Essa situação, Sras. Deputadas e Srs. Deputados, deve servir de alerta às futuras contratações via parceria público-privada. Passo a abordar outro assunto, Sr. Presidente. Não é sempre que uma entidade civil atravessa as décadas. E mais raro ainda é atravessá-las no pleno exercício das suas atividades. Este é o caso da Associação Comercial e Industrial de Caruaru – ACIC, que, fundada em 4 de abril de 1920, chega aos 85 anos de vida com a vitalidade própria da juventude. Cumprindo fielmente os seus objetivos estatutários, a ACIC vem unindo os segmentos empresariais de Caruaru na busca do desenvolvimento local e regional, além de preocupar-se com o aprimoramento profissional, não só dos empresários, mas também dos seus empregados. Se Caruaru é hoje uma das mais promissoras cidades do interior do Nordeste, muito se deve à atuação marcante da Acic ao longo de todo esse tempo. Nos últimos anos, em sintonia com as novas exigências colocadas pelo progresso tecnológico gerencial, a ACIC renovou a sua diretoria, hoje composta por jovens empresários com visão do futuro. Nesse sentido, a mudança na estrutura física da entidade, que passou por uma completa reforma, apenas foi um elemento simbólico do dinamismo impresso nas suas ações. Sua portentosa dimensão pode ser avaliada pelo maior volume de serviços aos seus associados, que somam 600 membros, e pela reunião de setores como comércio, indústria, serviços e profissionais liberais. Na oportunidade em que comemora os seus 85 anos, a Acic junta uma festa a outra, ao fazer uma justa homenagem ao empresário Douglas Cintra, concedendo-lhe o título de Sócio Benemérito. Douglas é formado em administração de empresas e pós-graduado pela Universidade de São Paulo; foi Secretário de Desenvolvimento, Produção e Abastecimento de Caruaru, na gestão do Prefeito José Queiroz; foi também Presidente do Núcleo Especial do Jovem Executivo – NEJE, em Caruaru, Vice-Presidente da Acic e Presidente da Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Federação das Associações Comerciais do Estado de Pernambuco – FACEPE, em duas gestões. A entidade aniversariante e o empresário homenageado merecem toda a consideração dos caruaruenses e dos pernambucanos, pela folha de serviços prestados ao desenvolvimento regional e pela capacidade de trabalho que ambos conseguem demonstrar cada dia mais. A eles, estendo as minhas mais sinceras congratulações. Finalmente, Sr. Presidente, o Comitê da Bacia do Ipojuca, que congrega 20 Municípios de Pernambuco e reúne mais de 120 representantes do Poder Público e da sociedade civil, realizou segunda-feira passada, dia 12 de abril, o 1º Encontro dos Prefeitos dos Municípios Integrantes da Bacia. Esse encontro teve como objetivo tratar do desenvolvimento de ações de interesse comum como a cobrança pelo uso da água, projetos e programas para a bacia e o fortalecimento do próprio Comitê. Um fato que quero registrar é a participação expressiva dos Prefeitos naquele Encontro, o que deve, com certeza, fazer da ocasião um marco na trajetória do Comitê pelo compromisso assumido de fortalecer ações integradas para a revitalização da Bacia do Rio Ipojuca. Quero lembrar que, no último 22 de março, Dia Mundial da Água, apresentei nesta tribuna as dificuldades enfrentadas por aquele Comitê para fazer valer a sua voz e as suas justas reivindicações na busca da preservação do rio e do seu entorno. Como convidado do 1º Encontro, fato que muito me gratifica, assumi, durante a reunião, o compromisso de atuar no Ministério do Meio Ambiente e na Secretaria Nacional de Recursos Hídricos no sentido de reativar projetos federais atualmente engavetados e solicitar dos Srs. Deputados e das Sras. Deputadas, o que faço nesta oportunidade, a colaboração e o empenho necessários para fortalecer e reconhecer o trabalho meritório do Comitê pela revitalização do Rio Ipojuca. Sr. Presidente, peço a V.Exa. que autorize a divulgação do meu pronunciamento nos meios de comunicação da Casa. Muito obrigado. O SR. LINCOLN PORTELA (Bloco/PL-MG. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, sou da base do Governo, mas não compartilho da preocupação do Deputado Pannunzio. Não há problema algum, nobre Deputado Pannunzio. O pessoal está lá no Ministério da Agricultura porque se sente em casa. A casa do MST é a minha casa, a sua casa, a empresa, esta Casa. Hoje, eles receberam um fôle- Sexta-feira 15 12507 go tremendo aqui e foram para lá. Amanhã, vão para o Palácio do Planalto, e nada é feito. Minha casa também pode ser invadida pelo MST, porque fazendas, fábricas, empresas, Ministérios e prédios são invadidos e nada acontece. Vamos ficar despreocupados, porque eles estão em casa; o Brasil é a casa deles. Do jeito que a coisa anda, eles podem fazer o que quiserem e da forma que desejarem. Infelizmente, tenho que dizer isso, já que nenhuma providência é tomada. O que está acontecendo é brincadeira. Desculpe-me ironizar, Deputado Antonio Carlos Pannunzio. O Sr. Antonio Carlos Pannunzio – Sr. Deputado, talvez seja porque é o Ministério da Fazenda. (O Sr. Presidente faz soar as campainhas.) O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Os únicos momentos da sessão em que não pode haver apartes é no Pequeno Expediente e nas Comunicações Parlamentares. O SR. LINCOLN PORTELA – Sr. Presidente, obrigado. Obrigado a V.Exa., Deputado Antonio Carlos Pannunzio. Isso é brincadeira. É preciso que providências sejam tomadas. As coisas devem ter limites, não podem ser assim. Precisamos promover uma reforma agrária de maneira séria. O Governo está tentando promover essa reforma agrária de maneira séria, mas providências precisam ser tomadas. Não podemos permitir que essa bagunça continue instalada da maneira como está. Há limite para tudo. Sr. Presidente, continuo muito preocupado com a questão da reforma política. Debates estão acontecendo, graças a Deus, fora desta Casa. Até então, os debates ocorriam apenas no Congresso. Minha preocupação é com o chamado financiamento público de campanhas. Por quê? Porque no financiamento público de campanhas vamos gastar do Erário, aproximadamente, 850 milhões de reais numa eleição. Vejam bem, Sras. e Srs. Deputados, são 850 milhões mais aproximadamente 130 milhões de reais por ano de fundo partidário. Isso, ao fim de 4 anos, se houver apenas uma eleição – o que não acontece, porque não há coincidência de eleições —, vai resultar aproximadamente em 1 bilhão, 400 milhões de reais ou 1 bilhão, 350 milhões de reais a cada eleição. Há limite para isso! De onde virá esse dinheiro? Não pode ser tirado dos cofres públicos sem que haja uma compensação. O Governo não vai simplesmente desembolsar mais 820 milhões de reais, em média, de 2 em 2 anos, porque esse dinheiro não se destina apenas à eleição de Deputados Federais, Senadores, Governadores e Presidentes, mas também à eleição de Vereadores e 12508 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Prefeitos. Então, esses 820 milhões de reais dobram para 1 bilhão, 640 milhões de reais. Esse 1 bilhão, 640 milhões mais os mais de 400 milhões resultam, em média, em 2 bilhões, 100 milhões ou 2 bilhões, 200 milhões de reais. De onde sairá esse dinheiro? E neste momento estamos falando muito sobre carga tributária e impostos pesados no Brasil. Diz-se por aí que o financiamento público de campanha vai moralizar a campanha política brasileira. Isso é brincadeira, é história de carochinha, é dizer que Papai Noel existe. Isso não vai moralizar nunca. Por quê? De acordo com a reforma política, por 3 anos e meio, tanto pessoas físicas quanto jurídicas podem contribuir com os partidos, repito, pessoas físicas e pessoas jurídicas podem contribuir por 3 anos e meio. Só não podem contribuir 6 meses antes, porque esse é o tempo da moralização. Por 6 meses, nem pessoa física nem pessoa jurídica vão poder contribuir com os partidos, a não ser os filiados, que já contribuem. Que falsa moralização! É preciso rever isso. Todas as pesquisas mostram, de maneira clara, contundente e insofismável, que a Nação é contra o financiamento público de campanha. Talvez alguém diga: você está pregando contra si próprio. Estou. Mas como se está propondo o financiamento público de campanha não vai moralizar; o caixa 2, o caixa 3 e o caixa 4 vão continuar da mesma maneira. São 4 anos de contribuição, fundo partidário, mais financiamento público de campanha. Precisamos repensar a questão da reforma política. É necessário que ela aconteça, mas com muito juízo e competência. Passo a abordar outro assunto, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados. Os disparos ocorridos a esmo que deixaram um saldo de 30 mortos no Rio de Janeiro, entre os quais crianças inocentes e donas de casa, mostra-nos com evidência a situação crítica a que chegou a segurança pública no Brasil. Tal barbárie, como já comprovado pelas investigações, foi praticada por policiais militares insatisfeitos com algumas investigações internas, determinadas por superiores. Tamanha brutalidade nos dá as dimensões a que chegou o envolvimento de alguns setores da polícia com o crime. E a reação à ameaça de que possam vir responder por seus atos os faz reagir de forma aterrorizante, deixando a opinião pública brasileira e internacional horrorizada e perplexa. Parece que honrar a farda e cumprir fielmente os preceitos definidos pelas instituições faz parte do passado. O agravamento do quadro da segurança pública brasileira tem causado ao País transtornos e descrédito total nas suas instituições de defesa. Abril de 2005 Muitas tentativas têm sido realizadas na busca de novos caminhos e soluções. Mesmo seriamente envolvidas nessa guerra incansável contra bandos de narcotraficantes e assassinos perversos e organizados, as instituições policiais não têm sido capazes de evitar o contágio de muitos de seus representantes. Trata-se de uma situação inquietante, um verdadeiro atentado terrorista. Vidas não são mais poupadas e qualquer um pode ser o próximo alvo. Sr. Presidente, a segurança pública brasileira está desfalecida e é preciso a realização de uma grande obra para que venha realmente proporcionar segurança. Medidas corajosas, coordenadas e planejadas precisam ser efetivadas. Não bastam apenas recursos financeiros, mas verdadeiras ações de cunho social. Muito obrigado. O SR. NILTON CAPIXABA (PTB-RO. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o Estado de Rondônia, com uma extensão territorial de 238.512 quilômetros quadrados, possui uma malha viária total de 5.668 quilômetros, entre estradas federais e estaduais. As estradas pavimentadas alcançam 1.922 quilômetros e as com revestimento primário somam 3.712 quilômetros. Apesar de a “espinha dorsal” do sistema viário de Rondônia, a BR-364, ser uma estrada federal asfaltada em todo o percurso desde Vilhena a Porto Velho, transformou-se em um perigoso trecho a ser vencido. Com o início do transporte da soja da região produtora do Estado de Mato Grosso (Sapezal) em carretas que transportam até 30 toneladas os danos causados são enormes. É importante destacar que a BR-364 tem uma grande importância no caráter de regionalidade. É ela que permite a chegada de todos os gêneros ao Estado do Acre, desde alimentos, medicamentos, materiais de construção e outros. Permite a interligação (via fluvial) com o Estado do Amazonas até Manaus e dali, via rodoviária, até o Estado de Roraima. Com a intensidade do período chuvoso que começa entre setembro e outubro até os meses de março e abril, é fácil imaginar a destruição que as torrenciais chuvas causaram principalmente nas estradas com revestimento primário, que representam 65% do total, e também no precário asfalto da BR-364. A BR-429, por exemplo, que interliga o Município de Presidente Médici a Costa Marques, tem uma extensão de 346 quilômetros e constitui-se em uma verdadeira armadilha. A BR-429 tem um contrato de conservação com o Governo do Estado de Rondônia. Ela dá conectividade aos Municípios de Presidente Médici–Alvorada do Oeste (53 quilômetros), Alvorada–São Miguel do Guaporé (69 quilômetros), São Miguel–Serin- Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS gueiras (39 quilômetros), Seringueiras–São Francisco (59 quilômetros) e São Francisco–Costa Marques (126 quilômetros). Apenas os 18 quilômetros iniciais, saindo de Presidente Médici, tem o piso asfaltado. Todos os outros trechos são em estrada de piso sem revestimento. É freqüente a falta de condições para o transporte de mercadorias, cargas perecíveis e medicamentos; para o escoamento da produção agrícola e também para o transporte de pessoas. A Rodovia BR-429 é, sem dúvida, a pior coleção de trechos intransponíveis, de sofrimento, de custos e prejuízos. Uma outra estrada, a BR-421, também federal, como a BR-429, promove a interligação de Ariquemes a Monte Negro, com um trecho de 20 quilômetros asfaltados. A penetração Monte Negro–Buritis e seu retorno sem asfalto conduz a Campo Novo de Rondônia, com um trecho asfaltado de 15 quilômetros. De Campo Novo a Jacinópolis e dali até Nova Mamoré, vizinha a Guajará-Mirim, é um verdadeiro “caminho de serviço”, numa extensão total de 390 quilômetros. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, há um mês, o engenheiro Júlio Miranda assumiu, em Rondônia, a chefia da Unidade de Infra-Estrutura Terrestre – UNIT, que é vinculada ao Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes – DNIT, do Ministério dos Transportes. As informações que compõem a minha breve comunicação foram fornecidas pelo Sr. Alexandre Figueiras, da UNIT, que alertou que dada a recente posse do engenheiro Júlio Miranda, ele ainda não está em condições de adiantar quais serão as suas propostas e prioridades para promover uma rápida melhoria da malha viária de meu Estado. Solicito um empenho especial do Exmo. Sr. Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, no sentido de que autorize a liberação dos recursos para as obras de construção e recuperação da malha federal em Rondônia no início do período de estiagem, para possibilitar a execução dos trabalhos. O Ministro Alfredo Nascimento, como um homem da Amazônia, bem sabe que o ano de trabalho rodoviário na região tem apenas 6 meses, o período da estiagem. Aproveito a oportunidade para expressar meus votos de uma feliz e bem-sucedida administração da UNIT, agora comandada pelo engenheiro Júlio Miranda; que a unidade venha a favorecer os produtores rurais, os comerciantes e a sociedade de Rondônia. Muito obrigado. O SR. PASTOR FRANKEMBERGEN (PTB-RR. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, foi com imensa alegria que, no dia 1º de abril, participei de um evento ímpar ocorrido em Boa Vista, a Capital de meu Estado, Roraima. Sexta-feira 15 12509 O evento, um workshop realizado pela nossa filial da ELETRONORTE, financiado e incentivado pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, enfocou o tema Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação com o intuito de fomentar projetos de pesquisa no norte do País. Há muito a ELETRONORTE vem promovendo ações as mais dignas, realmente merecedoras de nosso aplauso e reconhecimento. Com a realização desse workshop, essa empresa nos provou, mais uma vez, a capacidade em interagir sociedade, Estados e instituições na busca de um bem comum: o desenvolvimento regional. O programa de pesquisa pretende incentivar instituições de ensino e centros de pesquisa para que desenvolvam e invistam em projetos de pesquisa que visam melhorar a capacidade produtiva, a alocação de energia, a operação e manutenção do sistema elétrico, além de apresentar soluções e melhorias para equipamentos, produtos e serviços e discutir inovações tecnológicas. Desenvolvendo projetos as instituições poderão participar do 5º Ciclo do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento – P&D, do Ministério de Minas e Energia. A Eletronorte já possui 2 programas que são de suma importância para o desenvolvimento da Região Norte: Programa Eletronorte de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação – PEPD e o Programa Eletronorte de Propriedade Intelectual – PEPI que procura disseminar a cultura da propriedade intelectual, pouco difundida no Brasil. O PEPD, vale ressaltar, investe na pesquisa e no desenvolvimento tecnológico na região amazônica; otimiza os investimentos dos recursos existentes no mercado; fomenta as parcerias e, principalmente, preza pelo compartilhamento de conhecimentos entre os Estados da região amazônica. Por essas ações e pela dedicação da Eletronorte, o Ciclo de Programa de Pesquisa já vem colhendo bons frutos na região amazônica. Para citar apenas um bom exemplo do sucesso desse empreendimento, lembro a parceria criada entre os Estados do Pará, Amazonas e Acre para a produção do biodiesel de óleo de buriti em larga escala, que irá, a princípio, abastecer a frota de ônibus do Acre. Logo que foi implementado, poucos foram os Estados e as instituições da Amazônia que participaram do ciclo e apresentaram projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica. Entretanto, o ciclo foi sendo difundido e, no ano passado, houve um aumento considerável de projetos entregues pelas instituições de ensino e pesquisa dos Estados amazônicos. 12510 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS A estimativa para este ano é que haja um aumento de mais 25% nesse número. Tudo isso graças ao trabalho sistemático de apoio da ELETRONORTE, que procura disseminar as etapas e os propósitos do ciclo e auxiliar na formatação de projetos. Essa é uma realidade atual e, sem dúvida nenhuma, novos talentos serão reconhecidos e novos projetos serão aprovados e executados, com vistas a garantir o desenvolvimento tecnológico da Região Norte e do Brasil. A Eletronorte abraçou, como mais uma de suas missões, divulgar esse Ciclo de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, pois luta e acredita no progresso científico e tecnológico da Região Norte. Para o atual ciclo estão sendo disponibilizados R$35 milhões para pesquisa, o que significa que vários projetos poderão ser executados se aprovados pela Aneel. Sempre preocupada com o bem-estar da população da Região Norte, a ELETRONORTE estabeleceu uma nova regra para beneficiar os Estados da Amazônia: todos os projetos aprovados que não forem de autoria de instituições da região deverão ser desenvolvidos em parceria com as instituições locais. Deixo registrado palavras de reconhecimento a um órgão que, efetivamente, contribui para o engrandecimento de toda a região amazônica, em especial para o engrandecimento da sociedade roraimense; a um órgão verdadeiramente útil à comunidade e que se preocupa em aperfeiçoar-se e melhorar a qualidade e a eficiência dos serviços que presta aos seus clientes. Excelente a iniciativa de promover esse workshop, que, sem dúvida, muito beneficiará a região. Parabéns à Eletronorte. Parabéns também ao Ministério de Minas e Energia e à Aneel, pela maravilhosa iniciativa do Ciclo de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação. Era o que tinha a dizer. Obrigado. O SR. EDUARDO SCIARRA (PFL – PR. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, registro, com alegria, que no último dia 8 de abril, em Foz do Iguaçu, foi criada a Confederação Brasileira dos Convention & Visitors Bureaux, formada pelas entidades representadas pela Federação Brasileira de Convention & Visitors Bureau, além das Federações dos Estados de Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná. Gostaria, Sr. Presidente, de manifestar-me a respeito do que foi dito pelo nobre Deputado Antonio Carlos Pannunzio sobre a afronta às leis que tem sido praticada em nosso País pelo movimento dos semterra, com seguidas manifestações de desrespeito à legislação e ao Estado de Direito. Abril de 2005 A invasão do Ministério da Fazenda, como foi relatado pelo Deputado Pannunzio, é apenas um dos muito casos em que o MST está envolvido. Hoje pela manhã tivemos uma sessão solene em homenagem à reforma agrária, com a presença de membros do MST. Aliás, acho que eles aproveitaram a mobilização na nossa Casa para promoverem essa invasão. Já que o tema é este, registro, mais uma vez e com muita preocupação, a ação do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do Incra com relação aos sem-terra. Foi feito um edital pela Superintendência Regional do Incra no Paraná, meu Estado, para a aquisição de lonas pretas. Sabemos que muitas das cestas básicas são adquiridas com recursos do Governo Federal, que são repassados para as ONGs. Algumas dessas organizações já estão com seus sigilos bancários quebrados pela CPMI da Terra no Congresso Nacional, pois muitos desses recursos são utilizados para a aquisição de cestas básicas que vão para os acampamentos. Temos o dever de nos preocupar com a aplicação dos recursos públicos, pois a aquisição de lonas pretas pode ter a mesma finalidade: atender a pessoas que vivem em acampamentos à margem da lei. Aliás, o MST é um movimento que vive à margem da lei, não tem personalidade jurídica. Tenho de reconhecer que tanto este Governo quanto o anterior têm sido condescendentes com o movimento dos sem-terra. Precisamos dar um basta nesta situação, até porque, no Brasil, a experiência de assentamento tem mostrado que existe verdadeira indústria por trás disso e o MST tem utilizado recursos públicos para promover a desordem no País. Tivemos oportunidade de receber, esta semana, em Brasília, os Deputados Estaduais do Paraná – Delegado Bradock e Élio Rusch, respectivamente Relator e Presidente da CPI da Reforma Agrária na Assembléia Legislativa do Estado do Paraná –, que vieram entregar o relatório final da CPI a autoridades, Ministros, Presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, e expor aquilo que concluíram dos trabalhos, durante os quais os assuntos foram discutidos com grande profundidade. E, com certeza, no caso do Paraná, chegaram à conclusão de que não havia terras improdutivas para se fazer reforma agrária. Além disso, há necessidade de se emancipar aqueles já assentados, desligando-os do movimento, porque eles são utilizados como massa de manobra em novas invasões. Se os assentados pudessem ser emancipados por meio de um título das terras, não seriam obrigados a passar de invasão em invasão e engrossar esse movimento que, muitas vezes, utiliza-se dessas pessoas para continuar o processo de invasão de terras no País. Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Chegou-se também à conclusão de que é necessária a figura do arrendatário de terras , para evitar o que tenho presenciado com muita freqüência no Paraná e que ocorre também no País inteiro: muitos assentados, sem vocação para trabalhar com a terra, acabam deixando sua terra, vendendo seus direitos e partindo para outra atividade. Enfim, está na hora de dar um basta a esta bagunça que é o MST, que não tem personalidade jurídica e se esconde por detrás de um movimento social. Sabemos o que esse movimento tem feito ao País, como é o caso da invasão hoje no Ministério da Fazenda. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. JOÃO GRANDÃO (PT – MS. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, antes de abordar o tema do meu pronunciamento, quero lembrar ao Deputado que me antecedeu que, no Paraná, a Polícia prendeu pessoas envolvidas com milícias armadas e que tratavam trabalhadores como bandidos. Ao falar do MST e dos movimentos ligados à terra, deveria S.Exa. lembrar-se de que, no Paraná, foram presas pessoas que cometeram vários ilícitos. Sr. Presidente, Sras. Deputadas e Srs. Deputados, é com tristeza que ocupo a tribuna desta Casa para falar sobre fato lamentável. Milhões de brasileiros assistiram ontem a uma das mais graves agressões contra o cidadão: a agressão racista, prática que a legislação brasileira tipifica como crime. Na condição de integrante do Núcleo dos Parlamentares Negros, Sr. Presidente, não poderia me furtar a falar sobre o episódio. É comum em disputas esportivas em que existe o contato físico os atletas reagirem, algumas vezes, até de forma exacerbada, mas nada justifica atitudes racistas como aquela a que, pasmos, assistimos. Ontem, como forma de provocação, o jogador argentino Leandro Desábato deu mostras de como não se deve agir, principalmente no âmbito esportivo, onde se espera que a disputa fique apenas no campo esportivo, jamais extrapolando para campo ideológico ou de racismo. Ele agrediu não só seu adversário, mas toda a comunidade negra brasileira. A reação do jogador brasileiro Grafite, que acabou sendo alijado da partida, é plenamente justificável, embora não seja a mais correta. Mas quem de nós ficaria impassível diante de uma agressão moral? Senhoras e senhores, também quero ressaltar a atitude da autoridade policial no cumprimento da lei: deteve o atleta argentino e o encaminhou à delegacia policial, onde foi registrado o crime e onde ficou detido o agressor. Leandro Desábato foi incurso no § 3º do art. 140 do Código Penal (injúria qualificada), cuja pena é Sexta-feira 15 12511 de um a três anos de detenção, com possibilidade de pagamento de fiança. Quero parabenizar o atleta Grafite por ter mantido a acusação, não aceitando que atitudes como a do jogador argentino se perpetuem, e à Justiça brasileira, que cumpriu à risca o seu papel. Peço a V.Exa., Sr. Presidente, que determine a divulgação deste pronunciamento nos órgãos de comunicação da Casa. Muito obrigado. O SR. RAFAEL GUERRA (PSDB-MG. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, na qualidade de Presidente da Frente Parlamentar da Saúde, venho à tribuna, mais uma vez, preocupado com as questões relativas à saúde do Brasil. Antes, no entanto, quero me associar às preocupações do Deputado Antonio Carlos Pannunzio e de outros oradores que me antecederam com a desordem e o desrespeito à lei, o que não pode ser aceito. Nós, Deputados de Oposição, queremos que o Governo faça cumprir a lei e mostre a que veio a sua autoridade e o seu papel no País. Tenho procurado sempre manter o equilíbrio e, inclusive, contribuir com o Governo para que a saúde do nosso País melhore. Ainda nesta semana, a Frente Parlamentar da Saúde esteve com o Procurador-Geral da República, Dr. Claudio Fonteles, para solicitar-lhe que recomende ao Governo, mais uma vez, como fez em 2003, que cumpra a Constituição, porque estamos, novamente, vendo enorme prejuízo para o setor da saúde. No ano passado, recebemos notificação do Tribunal de Contas da União, que aprovou as contas de 2003 com uma ressalva à saúde, informando ao Governo que faltavam 949 milhões de reais. Até hoje o Governo não se manifestou. Neste ano, para o Orçamento de 2005, pelo próprio cálculo feito na proposta orçamentária, foi subestimada a avaliação do PIB e ficaram faltando mais 442 milhões. Ainda temos Restos a Pagar de 1 bilhão e 900 milhões de reais. E agora chegou ao Congresso projeto de lei que remaneja 1 bilhão e 200 milhões de reais da saúde para o Bolsa-Família. Ora, a perda chega a quase 4 bilhões e 900 milhões de reais. Pedimos ao Sr. Procurador e ao Tribunal de Contas que se manifestem. Vamos trabalhar na Comissão de Orçamento e em todos os setores para que a saúde não tenha esse prejuízo. Em outra demonstração de que estamos contribuindo com o País e fazendo oposição responsável, pelo bem do Brasil, foi a satisfação de ver o primeiro projeto – sobre consórcios públicos – de um Deputado de oposição ser sancionado pelo Presidente Lula. 12512 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Trata-se de uma proposta de reforma de Estado para agilizar a administração pública em todos os níveis: União, Estados e Municípios. É uma proposta que independe de governo e de partido e que vai, sem dúvida nenhuma, contribuir para aumentar a eficiência da administração pública. Mas, infelizmente, também temos que às vezes denunciar atitudes incorretas sobretudo no nosso setor da saúde. Durante o período em que o Ministro da Saúde esteve em várias listas como um dos candidatos a ser demitido ou substituído, nada fizemos para defendê-lo nem para ajudar na sua demissão. Não cabe à Frente Parlamentar da Saúde esse papel. Não cabe a um Deputado de oposição como eu forçar nomeações ou demissões. Tivemos o máximo de equilíbrio. Assistimos à intervenção no Rio de Janeiro. Não me manifestei por se tratar, no meu modo de ver, de questão que tem vários envolvimentos políticos. O partido do Ministro, do Governador, do Prefeito e do Secretário Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, que é o meu, estava envolvido nesse processo. A Frente Parlamentar evitou se posicionar, mas vários fatos que vêm ocorrendo não vão solucionar o problema do Estado. Sr. Presidente, trago um documento que reputo da maior importância, que é uma nota oficial do Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Portanto, um órgão apartidário, que tem Secretários de Saúde dos Estados de todos os partidos. Passo a ler nota oficial do Conass sobre a intervenção no Rio de Janeiro: “Os Secretários Estaduais de Saúde, reunidos em Assembléia Geral do Conselho Nacional de Secretários de Saúde – CONASS – decidiram tornar pública sua opinião diante dos desdobramentos da crise na saúde no Município do Rio de Janeiro. Em primeiro lugar, consideram que o mais importante é garantir um atendimento melhor para toda a população carioca. Apesar de respeitarem a decisão, manifestam sua preocupação com a publicação do decreto presidencial desabilitando o município da condição de ‘Gestão Plena do Sistema Municipal’, antes de serem esgotadas as possibilidades previstas nos ritos definidos em instrumentos normativos do Sistema Único de Saúde – SUS. Expressam sua preocupação quanto ao risco de que as medidas tomadas no Município do Rio de Janeiro passem a idéia de que o Ministério da Saúde e o SUS possuem recursos ilimitados para resolver esta emergência, enquanto faltam para suprir as necessidades mínimas da atenção à saúde da população nos demais municípios e nos estados. Abril de 2005 Tal solução pode criar a falsa impressão de que centralizar decisões é melhor que descentralizar, quando sabemos que os avanços mais importantes da saúde pública do Brasil foram conquistados pela descentralização e a negociação entre os gestores municipais, estaduais e federal. Finalmente o Conass reafirma sua posição de perseguir o fortalecimento das instâncias intergestoras de pactuação e construção de consensos, bem como as de controle social”. Essa nota representa uma opinião apartidária, expressa a preocupação – que endosso – de que essa intervenção no Rio de Janeiro passe a impressão demagógica à população de que se está resolvendo o problema. Não podemos aceitar, por exemplo, que se queira dizer à população que hospitais de campanha, de lona vão solucionar os entraves da saúde brasileira. É preciso que o Sr. Ministro da Saúde esteja do nosso lado na busca de recursos para a saúde e não tomando medidas emergenciais que, na verdade, não vão solucionar os problemas. O SR. LUIZ CARREIRA (PFL-BA. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, mesmo antes de chegar ao Congresso Nacional, a proposta que estabelece regras para a gestão de florestas públicas, objeto do PL nº 4.776, de 2005, vem gerando uma enorme polêmica. Elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente para enfrentar o velho problema da exploração madeireira predatória na Amazônia, concentrada em áreas públicas, suscita dúvidas a respeito da capacidade de controle do Governo. Criado pelo Governo FHC, o Plano Nacional de Florestas – PNF previa a exploração econômica de 25 milhões de hectares de florestas públicas na Amazônia pelo setor privado e comunidades locais por meio de concessões. Porém, não saiu do papel. Entretanto, em maio do ano passado, foi anunciado, ao que parece por um dirigente do PNF, que a primeira experiência de concessão florestal seria divulgada em poucas semanas. Como causou indignação da sociedade civil, já que a proposta do Governo anterior não havia sido suficientemente discutida e dava ênfase às empresas madeireiras, colocando as populações locais em desvantagem, o Ministério do Meio Ambiente respondeu que seria formada, em outubro passado, uma comissão coordenadora do PNF com ampla participação do setor público, setor produtivo e sociedade civil para revisar o plano, assim como o projeto de lei do Governo anterior, sobre o assunto, seria aperfeiçoado. Na mesma época, o Ministério Público questionou planos de manejo autorizados no Pará, que respondem Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS por 40% da produção madeireira da Amazônia, com documentação duvidosa ou insuficiente a respeito da posse da terra explorada. Como resposta, o Ibama reforçou as ações de fiscalização na região, o que gerou diversas manifestações contrárias de madeireiros da região, como o fechamento de estradas e cárcere privado de funcionários do Ibama, do Exército e da Policia Federal em Medicilândia, no Pará. Como desdobramento, o Governo anunciou a elaboração do projeto de lei sobre gestão e concessão de uso de florestas públicas, uma tentativa de garantir a soberania do Estado em relação a esse velho e conhecido problema. Inicialmente, a idéia era regular as concessões para permitir exploração nas florestas nacionais por empresas privadas – categoria de Unidade de Conservação (UC) que tem como objetivo justamente o uso múltiplo dos recursos naturais –, federais, estaduais e municipais. A proposta foi ampliada e atualmente trata não apenas das nacionais, mas de todas as florestas localizadas em áreas públicas, com exceção, obviamente, das UCs de proteção integral, reservas extrativistas, reservas de desenvolvimento sustentável, terras indígenas e áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade brasileira, entre as quais as destinadas para a criação de UCs. O projeto de lei, assim, se insere no âmbito do Pacote Verde, conjunto de propostas encaminhadas pelo Executivo no início do ano legislativo com o objetivo de reformar o atual Código Florestal Brasileiro, em vigor desde 1965. O ponto mais polêmico do PL é a definição de critérios para a gestão sustentável de florestas públicas, que também modifica a estrutura do IBAMA, ao criar o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal. Na verdade, o PL nº 4.776, de 2005, prevê, agora, a concessão de até 13 milhões de hectares de florestas, nos próximos 10 anos, para empresas brasileiras de grande porte, assentamentos da reforma agrária ou manejadores comunitários. A exploração deverá ser feita de forma sustentável por meio da criação de reservas extrativistas, projetos de assentamento florestal ou de projeto de desenvolvimento sustentável. Assim, se por um lado o Governo ampliou a perspectiva de concessão para outras áreas públicas florestais que não apenas as Flonas, por outro estabeleceu como princípio o “respeito aos direitos das comunidades locais, em especial às culturas tradicionais, ao acesso e aos benefícios derivados do uso e da conservação das florestas públicas”. De acordo com o projeto, antes de definir as áreas que serão colocadas em licitação para concessão, o Governo precisa identificar quais são as ocupadas Sexta-feira 15 12513 ou utilizadas por comunidades locais e destiná-las à criação de UCs de uso sustentável, como as reservas extrativistas ou de desenvolvimento sustentável, ou à concessão de uso por meio de projetos de assentamentos florestais ou de desenvolvimento sustentável e agroextrativistas, que podem ser exploradas por até 60 anos. Além disso, o PL prevê também a possibilidade de o Poder Público reconhecer as posses de populações tradicionais em extensão limitada a 300 hectares por família, impedindo, portanto, as concessões dessas áreas. No entanto, não fica claro se o reconhecimento da posse será individual ou, como foi recomendado pelas ONGs e pelos movimentos sociais consultados, coletivo. Se por um lado muitos pesquisadores e ambientalistas acham que a concessão de áreas para o manejo florestal é uma alternativa importante para desenvolver algumas regiões da Amazônia de forma sustentável, freando tanto a exploração predatória quanto a grilagem de terras, por outro, a capacidade de controle do Estado sobre essas áreas é motivo de desconfiança. Infelizmente, os últimos governos demonstraram que o Estado não foi eficiente em garantir algo muito mais simples: as reservas legais, parte de uma propriedade rural que deve obrigatoriamente ser destinada à conservação dos recursos naturais, previstas no Código Florestal. E o atual não tem demonstrado eficácia na implementação do Plano de Combate ao Desmatamento na Amazônia, lançado em março de 2004. Nenhum relatório oficial sobre o andamento do plano foi lançado até o momento, e os boatos, infelizmente, são de que o desmatamento entre março de 2004 e 2005 na região foi tão alto quanto o ano anterior. O próprio Governo reconhece que uma premissa básica para o sucesso da iniciativa é a fiscalização da exploração ilegal de madeira, uma vez que a existência de madeira ilegal no mercado desestabiliza os preços e inviabiliza a exploração sustentável. Sem o controle público, a concorrência com aqueles que trabalham com madeira oriunda de desmatamento ilegal é desleal. A concorrência desleal também se estende às madeireiras que trabalham com desmatamento “legalizado”, derivado dos 20% que podem ser objeto de corte raso em propriedades privadas da Amazônia e que, portanto, têm um custo muito mais baixo de extração. Em suma, Sr. Presidente, acreditamos que, ainda que mereça muitos ajustes, pois só eu já apresentei 19 emendas, o PL 4.776, de 2005, é factível e viável. Para alguns, a “privatização” da floresta já existe à margem da lei, com o avanço da grilagem sobre as terras públicas, e a perspectiva de se estabelecer uma legislação 12514 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS que se contraponha aos estímulos já existentes para a conversão florestal, que aprimore o monitoramento e o ordenamento fundiário e institua uma política coerente, um marco regulatório, para o fomento às atividades sustentáveis, como o uso múltiplo das florestas e a exploração do turismo pelo setor florestal sempre é positivo e benéfico ao País. Muito obrigado. O SR. EDINHO BEZ (PMDB-SC. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, matéria divulgada hoje pela Radiobrás relata o aumento do índice para o cálculo de terras improdutivas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. As novas fórmulas foram apresentadas no dia 13 de abril de 2005. Para serem colocadas em prática, contudo, precisam ainda da aprovação do Ministério da Agricultura. De acordo com os novos cálculos, os agricultores e pecuaristas precisarão produzir mais. Foram atualizados os dados, defasados há mais de 30 anos, desde 1975. A atualização dos índices é uma das ações propostas pelo Plano Nacional de Reforma Agrária, apresentado em 2003. Os estudos que resultaram nessa proposta foram feitos em 2004. Na pecuária, pela forma atual, o Brasil é dividido em 5 Zonas de Pecuária –ZP, de acordo com o índice de produtividade das terras. No novo modelo seriam 8 zonas. Atualmente, as ZPs mais fracas precisam ter 0,13 animais por hectare para serem consideradas produtivas. Cada 450 quilos correspondem a uma cabeça. As ZPs mais fortes, hoje, precisam atingir 1,20 no Grau de Eficiência da Produção –GEP, equação utilizada para o cálculo. Se o novo modelo for aprovado, as mais fracas terão que apresentar 0,29 animais e as mais produtivas 1,32. Já na agricultura, os números variam para cada alimento. Hoje são exigidas 120 toneladas de abacaxi por hectare, por exemplo, para uma terra ser considerada produtiva. Na nova fórmula, serão 230 toneladas. O algodão, por exemplo, passa de 0,20 para 0,43 toneladas. Houve a garantia de que essas mudanças não vão prejudicar os produtores. Independentemente da mudança na fórmula de cálculo, os produtores do Sul do País também não serão prejudicados. As vistorias realizadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA levarão em conta a seca na região. Para pecuaristas, o cálculo de produtividade será feito pela média de 5 anos, de 1999 a 2003, e as perdas causadas pela estiagem não serão calculadas. Na agricultura, devem ser feitos cálculos dos últimos 12 ou 24 meses. Abril de 2005 Tendo em vista a importância da matéria é que trago essa discussão para esta Casa, objetivando levá-la ao conhecimento de todos os Parlamentares, dando assim oportunidade a todos de debatermos melhor este assunto. Era o que tinha a dizer. O SR. MAURO BENEVIDES (PMDB-CE. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, faleceu recentemente em nosso Estado o Vice-Prefeito de Aracoiaba, Antonio Joaquim de Oliveira Neto, que exercia uma liderança política das mais prestigiosas que lhe permitia desfrutar do respeito e reconhecimento dos seus conterrâneos. Nos Municípios adjacentes, como os do Maciço de Baturité, bem assim Ocara, Redenção, Acarape e Barreira, sua atuação o projetava como um líder de virtudes incomparáveis, entre as quais se inseria sua identificação com os mais legítimos interesses de sua região. Na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em sua terra natal, a Missa de 7º Dia, celebrada no último dia 9, valeu como testemunho de saudade de uma das figuras que mais granjearam a estima e admiração dos que privavam de sua convivência. Em campanhas majoritária memoráveis S.Exa. não esteve indiferente, colaborando, independentemente de siglas partidárias, para que o meu nome obtivesse maior transe entre todos os segmentos sociais. Por isso, sinto-me no dever de registrar o infausto acontecimento, levando à família de Antonio Joaquim nossa manifestação de pesar, que se estende ao povo daquela cidade. O nome do extinto será sempre lembrado pelos que nele viam um líder de atributos excepcionais, entre os quais a lealdade e o desejo de servir aos seus semelhantes. É a homenagem que presto ao grande líder político de Aracoiaba, Dr. Antonio Joaquim. O SR. ÁTILA LINS (PPS – AM. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ocupo hoje esta tribuna para manifestar meu total apoio à proposta em discussão em Manaus de se promover a interiorização da Zona Franca, já que sou autor de projeto de lei neste sentido que tramita nesta Casa. Procura-se um meio, um caminho para direcionar parte do faturamento e dos lucros de empresas do Pólo Industrial para ser investido no interior do Amazonas. Seria um grande estímulo para desenvolver a economia dos seus Municípios. Uma legislação neste sentido, de iniciativa do então Governador José Lindoso, já vigorou na década de 70 mas foi revogada posteriormente. Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Perdeu-se, com a revogação da legislação, uma grande oportunidade de as cidades amazonenses serem beneficiadas com as ações de interiorização da Zona Franca. O Pólo Industrial de Manaus (PIM) faturou, no ano passado, 13 bilhões de dólares. Nada mais justo do que parte – mínimo que fosse – desse volume espetacular de recursos pudesse ter sido gerado no interior, o que teria contribuído para estancar o crescente processo migratório para Manaus e, ao mesmo tempo, evitado o esvaziamento do interior. O modelo da Zona Franca de Manaus existe há 38 anos. São inquestionáveis os seus efeitos positivos para a economia do Brasil, principalmente a descentralização que provocou no segmento industrial de alta tecnologia e especialização da mão-de-obra. Chegou o momento de repensar a Zona Franca de Manaus no sentido de que seu crescimento seja estendido também para regiões interioranas do Estado, tão carentes, tão necessitadas de investimentos. Dentro desta filosofia, apresentei, em 2001, o Projeto de Lei nº 5.466, que tem por objetivo a criação de distritos industriais em uma faixa de até 100 quilômetros, a partir das fronteiras de Manaus. Com o projeto, são criadas condições para que se interiorize os bons resultados obtidos na Capital amazonense. Uma das cidades beneficiadas será a de Manacapuru, que fica à margem do Rio Solimões e possui cerca de 80 mil habitantes. As atividades econômicas locais incluem a agricultura, a pecuária, a pesca, o extrativismo e a indústria, com ênfase nos setores madeireiro e têxtil. O surgimento de novos pólos industriais vinculados à Zona Franca de Manaus permitirá o desenvolvimento da atividade industrial de forma ordenada e controlada, ao mesmo tempo em que vai contribuir para aliviar a aglomeração populacional que hoje sobrecarrega a malha urbana de Manaus, deteriorando as condições de vida de parte de sua população. Só assim, para melhorar a qualidade de vida das populações do interior amazonense, é que nos propusemos a criar vários distritos que vão gerar empregos e a conseqüente elevação da renda. Era o que tinha a dizer. Muito obrigado. O SR. MAURO PASSOS (PT – SC. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, quero fazer uma observação sobre o que disseram os 2 Parlamentares que me antecederam. O primeiro Deputado referiu-se a um certo desconforto em relação ao fato ocorrido no Ministério da Fazenda, mas tentando imputar ao Governo essa situação. Sexta-feira 15 12515 S.Exa. deve ter-se esquecido de que a própria fazenda do Sr. Fernando Henrique Cardoso, quando Presidente, foi invadida por esse movimento. Fica essa constatação. A Oposição não tem o que dizer e vem à tribuna confundir. A segunda observação é sobre a caótica situação da saúde no Rio de Janeiro, fato reconhecido por todos. Quatorze mil pessoas aguardam um procedimento de cirurgia simples. Não houve intervenção, um ato fora de propósito, mas uma atenção à população do Rio de Janeiro, que estava totalmente descuidada em relação à saúde. Por último, não gostaria de deixar passar despercebida as declarações do Presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti, à imprensa sobre o emprego de seus familiares no serviço público, sob a alegação de que são filhos de família bem constituída, merecem, de nossa parte, a mais profunda indignação. Infelizmente S.Exa. não se encontra aqui. Além de ter sido infeliz, imprópria e preconceituosa, a manifestação do Presidente fica ainda mais ofensiva quando se justifica afirmando que “os defensores do fim do nepotismo são fracassados que não souberam criar seus filhos”. Temos de fazer uma reflexão sobre o que disse S.Exa. De certa maneira, todos nós, que constituímos nossa família, de uma forma ou de outra, fomos atingidos por essas declarações. Ontem, por exemplo, a CCJC desta Casa, por unanimidade, pôs fim ao nepotismo. Será que todos os Parlamentares que compõem a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e que tomaram essa decisão são fracassados como pai de família, que não conseguiram dar aos seus filhos as condições que o Presidente Severino Cavalcanti deu para poder indicar os seus? Portanto, fica registrada a minha reflexão. Acho muito sério o que foi dito, porque atinge a família dos Parlamentares e a de milhões de brasileiros que não tiveram condições de colocar seus filhos na universidade, muito menos indicá-los para qualquer cargo público. O Presidente da Câmara extrapola seus limites ao querer defender o indefensável. Ofende, com a sua visão atrasada e patrimonialista do Estado, a grande parte de seus colegas Deputados e a imensa maioria das famílias brasileiras que nunca aceitaram este mal: o nepotismo. A Câmara dos Deputados é instituição da República que deve ser referência de valores democráticos para a sociedade. Deve zelar por procedimentos que mereçam a confiança dos cidadãos. 12516 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O Brasil tem hoje uma Constituição e uma legislação que regem o serviço público. A sociedade não tolera mais o nepotismo, a malversação dos recursos públicos e muito menos o deboche no trato da gestão pública. O SR. GUSTAVO FRUET – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. GUSTAVO FRUET (PSDB-PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, também sou a favor da reflexão e da crítica a respeito do corte no Fundo Nacional de Segurança Pública. Além do impacto em âmbito nacional, mais uma vez reitero a preocupação com o Estado do Paraná. Em 2002 o Estado recebeu da União em torno de 24 milhões; em 2003, o recurso caiu para 6,8 milhões; em 2004, caiu para 4,3 milhões; e em 2005, quando havia promessa de 10 milhões, com o corte anunciado, talvez não chegue a 3,5 milhões. Trata-se de descaso com a segurança e com o Paraná. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Com a palavra o nobre Deputado B. Sá. O SR. B. SÁ (PPS-PI. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a imprensa de um modo geral traz hoje, em amplo espaço, matéria sobre a qual gostaria de tecer rápidos comentários. São dados do IBGE informando que, entre 1999 e 2002, houve crescimento de pouco mais de 18% do número de funcionários públicos nos Municípios brasileiros. Em números absolutos, nesses 4 anos, isso equivale a um pouco mais de 640 mil funcionários públicos. Os motivos para que isso tenha acontecido são os mais diversos, desde o crescimento do número de Municípios – o que aconteceu de fato em muitos pontos do País – até as questões ligadas diretamente à Lei de Responsabilidade Fiscal, à necessidade de contratar funcionários e não poder ultrapassar os limites da lei ou até mesmo à dificuldade que aqui, ali e acolá esse ou aquele Município tenha com relação à formatação e à realização de concurso público. Entretanto, a pesquisa chama a atenção para um dado também muito importante a destacar. Esse crescimento de número de funcionários públicos aconteceu com muito mais intensidade nos pequenos Municípios País afora, aqueles que não têm mais do que 5 mil habitantes. A pesquisa do IBGE chegou a apontar que, se não fosse o emprego público oferecido pela Prefeitura, muitas pessoas estariam passando fome em muitos desses Municípios pequenos, porque estes vivem, única e exclusivamente, dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios. Abril de 2005 E ainda acrescento que o que estimula e aquece um pouco a economia são os recursos pagos mensalmente por meio do INSS aos aposentados e pensionistas da União. É preciso observar um dado fundamental, o que me tem levado a ocupar por muitas vezes a tribuna desta Casa: se a partir desses pequenos Municípios não forem feitos um diagnóstico socioeconômico e um levantamento de potenciais naturais e humanos, além de um trabalho desenvolvido em comum acordo entre a sociedade e a administração municipal, para que haja cada vez mais estímulo à produção e a partir daí o aumento da renda e conseqüentemente do emprego, esta situação ficará cada vez mais grave. Tal situação acarretará o abandono da população do interior, não só do campo, mas das cidades de pequena dimensão, que não têm como abrigar as pessoas que almejam um espaço no mercado de trabalho, em direção às cidades maiores, já angustiadas com seus graves problemas sociais. Muito obrigado. O SR. GILMAR MACHADO (PT-MG. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ocupo a tribuna para comentar um fato que eu imaginava que nós não iríamos viver neste País. Ontem, assisti ao jogo do São Paulo com o Quilmes, da Argentina, e fui surpreendido por um ato de racismo praticado por um jogador argentino, que corretamente está preso, porque no Brasil, a partir da Lei nº 7.716/89, a Lei Caó, crime de racismo é inafiançável. Esse jogador está preso em São Paulo. Tão logo terminou o jogo, um delegado já estava lá, dando-lhe voz de prisão. Não só como militante do Movimento Negro, não só como negro, não posso aceitar essas ações e esses gestos de racismo praticados por algumas pessoas que se consideram superiores a outras. Sr. Presidente, eu sou Relator do Estatuto do Desporto, em tramitação nesta Casa. Nele introduzi o art. 181, que determina que o time em que o jogador cometer um crime de racismo – como esse – perderá o mando de jogo durante, no mínimo, 6 meses. Essa é uma forma de demonstrar que não vamos aceitar em nosso País o que hoje vemos na Europa, inclusive para que não se repitam cenas lamentáveis como tivemos no início do século passado, com o nazismo e o fascismo. Não podemos tolerar, em hipótese nenhuma, essas manifestações racistas que, lamentavelmente, ainda acontecem no Brasil. Os argentinos não têm culpa de ter um atleta que comete esse tipo de crime, mas esse jogador está preso, responderá a processo e vai entender que no Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Brasil há normas e leis nas quais todas as pessoas são tratadas da mesma forma. Sr. Presidente, para demonstrar que o racismo continua ainda impregnado nas pessoas, cito artigo do jornalista Demétrio Magnoli publicado no jornal Folha de S.Paulo e que se refere a classificação racial. Algumas pessoas ainda não conseguem entender que nós vivemos outra fase no Brasil. Continuam desqualificando o trabalho que hoje se faz neste País para que possamos garantir, de fato, tratamento igual. Ele começa com uma brincadeira, mas que é uma espécie de verdade, porque agora o Ministério está fazendo a classificação, como em todo lugar. Diz que a filha de 9 anos seria amarelinha. Uma desqualificação com os orientais, que são tidos como raça amarela. E conclui dizendo que a menina dele é branca e que ele não quer esse tipo de classificação. Não quer porque continua impregnado de racismo. Infelizmente, ainda temos uma elite e alguns jornalistas que continuam defendendo o preconceito contra a comunidade negra. Nós continuaremos repudiando as atitudes e os artigos dessas pessoas que não entenderam que neste País não vamos aceitar a discriminação, pois queremos igual tratamento para todas as pessoas. Muito obrigado. O SR. ADÃO PRETTO (PT – RS. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, através dos últimos acontecimentos, comprovou-se o que já vinha sendo denunciado amplamente: a utilização de milícias armadas pelos fazendeiros e latifundiários contra os movimentos sociais, em especial o MST. Inúmeros trabalhadores rurais sem terra foram assassinados ao longo dos anos na luta contra o latifúndio e pela reforma agrária no Brasil. No entanto, os mandantes e assassinos continuam impunes. Somente no Estado do Paraná, de 1998 a 2004, foram 7 trabalhadores rurais assassinados por ação dessas milícias. Finalmente, em ação da Polícia Federal, no dia 5 de abril deste ano, foram presos alguns dos que sempre atuaram contra os trabalhadores ao invés de protegêlos. O tenente-coronel da PM Waldir Copetti Neves e mais 4 oficiais da PM reformados, além de outras pessoas envolvidas em crimes no Estado do Paraná. Nas casas dos acusados foram apreendidas 16 armas de fogo, inclusive armamento de uso restrito, 5 escopetas calibre 12, 2 carabinas e munição fabricada fora do País. Nunca houve nenhuma investigação, apesar das denúncias contra a UDR pela contratação de pistoleiros, pois, além das armas apreendidas, a PF encon- Sexta-feira 15 12517 trou recibos de cotas mensais pagas por fazendeiros ao grupo de Neves, com valores de R$700 e R$800, denúncia de contrabando de armas e assassinatos de trabalhadores sem terra. O Paraná ficou conhecido mundialmente pela violência contra os trabalhadores do campo. Confirma-se que no Brasil inteiro existe a formação de consórcios entre os fazendeiros com o intuito de impedir as ocupações de terra, assassinar trabalhadores rurais e impedir a vistoria de terras pelos órgãos governamentais competentes, para que a não se realize a reforma agrária. A CPMI da Terra estará na próxima segundafeira, 18 de abril, no Paraná, para ouvir o depoimento de algumas pessoas, dando continuidade ao trabalho já realizado em outros Estado do Brasil, pois é necessário responder a algumas perguntas que ficam para a sociedade a respeito desses crimes. Por exemplo: quem é responsável pela articulação dessas ações? Quem compra e fornece as armas para executar os crimes? Quem intermedeia a contratação dos pistoleiros? De onde vem o dinheiro utilizado para isso? Para concluir, o que a sociedade brasileira espera é que se dê continuidade às investigações, que ocorra a punição dos criminosos e que se faça a reforma agraria, para o progresso do Brasil. Solicito a V.Exa., Sr. Presidente, que autorize a divulgação do meu pronunciamento em A Voz do Brasil. Muito obrigado. A SRA. ZELINDA NOVAES (PFL – BA. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, foi divulgado no site da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência Social – ANFIP e publicado por alguns dos grandes órgãos da imprensa escrita, o relatório Análise da Seguridade Social 2004, produzido por aquela cinqüentenária e respeitável entidade. O documento, elaborado neste mês, confirma algumas revelações trazidas ao conhecimento da sociedade quando do episódio da reforma previdenciária. A primeira é que apesar de existir realmente um déficit previdenciário, este tem sido oficialmente muito mal divulgado. Primeiro no que diz respeito aos valores. A conta apresentada em 2004 seria menor 6,9 bilhões de reais se fosse considerada a parcela correspondente da receita da CPMF vinculada ao custeio da Previdência Social. A segunda é o crescimento da arrecadação desde o ano 2000, só caindo a trajetória de evolução do superávit em 2003 – ano da reforma previdenciária e primeiro ano de gestão do Governo Lula. 12518 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS A terceira revelação é sobre os dados da Previdência, incluindo ao Regime Geral de Previdência Social a previdência dos servidores públicos federais e dos militares, lembrando que os servidores públicos foram considerados os grandes “vilões da previdência”. Quanto a esse ponto o relatório da ANFIP mostra que, mesmo somando-se a suposta “gastança” dos servidores públicos aposentados, o balanço previdenciário obteve um superávit de 14,5 bilhões de reais. O documento ainda nos mostra que há uma grande diferença entre o que é arrecadado e o que é gasto com previdência no meio rural, mas justifica – e nós concordamos – tanto do ponto de vista social como do ponto de vista financeiro, afinal, há recursos para isso, que na verdade não seria um simples gasto, mas um relevante investimento para essa classe da sociedade. A mais grave revelação constante no documento é de que “os repasses constitucionais das fontes exclusivas de recursos que deveriam ser alocados nos programas fins de saúde, previdência e assistência social, são, na execução, realocados para cobertura de gastos fiscais e obtenção de superávit primário”. Ainda segundo o documento “somente no período de 2000 a 2004 foram utilizados recursos da Seguridade Social da ordem de R$165 bilhões para contribuir no superávit primário da União”. Outro fato grave que não sabemos afirmar se decorre dessa preferência fiscal foi divulgado pelo jornal Correio Braziliense do dia 11 de abril de 2005 em matéria que mostra o aumento de 18 para 31 dias no tempo médio de espera para obtenção da aposentadoria no atual Governo em relação ao anterior. Já são quase 600 mil pedidos de benefícios represados. Ora, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, o Governo Federal vem agindo com dureza sobre a área social para que as metas dos superávits sejam alcançadas. E aí quem perde? Perdem a saúde, a assistência social e a previdência. E não é só questão de competência para administrar parcos recursos que está em tela, como quer o Governo ao propor intervenções e devassas. Está a falta de vontade política com o enfermo, com o pobre, com os aposentados e com os idosos desta Nação. Isso graças a uma execução orçamentária que contraria o conceito constitucional de seguridade social. Peço, pois, ao Governo que, ao se preocupar com a economia e divulgar, com altos gastos publicitários, que os indicadores econômicos vão bem, não se deixe enlevar pelas cifras e mostre mais sensibilidade e dedicação ao povo sofrido que o elegeu, respeitando as regras e dedicando-se mais à área social. Muito obrigada. Abril de 2005 O SR. LUIZ COUTO (PT-PB. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, passo a ler denúncia de um fato ocorrido no Estado do Ceará: “No dia 6 de abril do corrente ano, por volta das 23:00 horas, na Rua 7 de Setembro. A Senhora Thâmara, Senhor Iagny e seu filho de 4 (quatro) anos de idade (J.P.S.) estavam saindo da residência da mãe do Sr. Iagny quando foram surpreendidos pelo Vereador Ubelardo Santos juntamente com um indivíduo de nome Cristiano, no qual ambos dentro do automóvel Fiat Uno sacaram armas de fogo disparando em direção às pessoas supracitadas, mas não conseguiram atingi-los por circunstâncias alheias às suas vontades. (...) No dia seguinte ao fato, as vítimas se dirigiram até a Delegacia Regional de Brejo Santo para noticiarem o crime, requerendo por parte da Autoridade Policial providências urgentes. A Sra. Thâmara, e sua genitora, a Sra. Neide Alves de Morais, o menor impúbere (J.P.S.), filho da Sra. Thâmara, estavam em frente ao comércio do Sr. Iagny, quando por volta das 11:30 da manhã do dia 8 de abril, sexta-feira, o ex-Prefeito de Milagres-CE, Hellosman Sampaio de Lacerda inconformado com a atitude do Sr. Iagny e a Sra. Thâmara de procurarem a Delegacia de Polícia Civil, movido por fúria, parou seu veículo em frente ao comércio de gás onde estavam as pessoas supracitadas e sacou uma pistola direcionando-a a todos que ali estavam no intuito de ameaçá-las de morte caso quisessem afrontá-lo ou a seu Vereador Ubelardo. Logo após as ameaças ele saiu dirigindo o seu veículo como se fosse em direção a sua residência, contudo fez o retorno e novamente passou em frente ao comércio, desta vez apontando a arma, mas não parou, fatos que foram presenciados por todos que estavam naquele local. Tal ato ameaçador praticado por Hellosman Sampaio de Lacerda fez com que as famílias das vítimas se preocupassem, por tais motivos, vítimas e testemunhas se dirigiram na mesma tarde da sexta-feira até a Delegacia Regional de Brejo Santo para noticiarem os fatos e, acima de tudo, pedir medidas legais concretas, devido todos estarem correndo risco de vida. (...)” Sr. Presidente, vou encaminhar esta denúncia ao Ministério da Justiça, à Secretaria Especial de Direitos Humanos, ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana e à Comissão de Direitos Humanos da Casa, solicitando providências. Não é possível que esse ex-Prefeito continue ameaçando a população. Solicito a transcrição nos Anais da Casa do inteiro teor da denúncia. DOCUMENTO A QUE SE REFERE O ORADOR: Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12519 12520 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. CORONEL ALVES (Bloco/PL – AP. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, uso mais uma vez este espaço para cobrar do Governo Federal que encaminhe à Câmara dos Deputados propostas concretas para resolver a situação dos servidores dos ex-Territórios Federais do Amapá, Rondônia, Roraima e Acre e do Distrito Federal. Não aceitamos mais ser ludibriados. Há mais de 2 anos esperamos uma resposta. Militares, professores, médicos, agentes administrativos, agrônomos, engenheiros florestais etc., todos servidores públicos, civis e militares, aguardam, ávida e impacientemente, que seja encaminhada a esta Casa ao menos uma proposta, que pode ser, por exemplo, salarial. Nos últimos anos, o funcionalismo público vem recebendo 1% de reajuste salarial por ano. O índice de correção previsto para este ano é ainda menor, de 0,1%. Os funcionários dos ex-Territórios estão até achando graça, porque para eles não há sequer previsão de reajuste, nem de 0,1%. Assim não dá! A conduta do Presidente Lula, do Deputado Paulo Bernardo e do Ministro Antonio Palocci está me levando a acreditar que esses senhores não querem cumprir a Constituição. Nossa Carta diz que esses servidores são grupos em extinção, mas parece que o Governo Federal quer é exterminá-los, e isso é crime, Sr. Presidente. Fica registrado nosso repúdio veemente ao tratamento que o Governo Federal vem dando a essas pessoas. O SR. WALDEMIR MOKA (PMDB – MS. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho externar, em nome do PMDB, nossa preocupação com o anúncio do Ministro Miguel Rossetto, alardeado em grande estilo por representantes do núcleo agrário do PT, pelo Senador Eduardo Suplicy e pelo grande líder do MST João Pedro Stédile, de que este ano se discutirá o aumento do índice de produtividade. Essa declaração me deixa preocupado, Sr. Presidente. Não bastou a polêmica em torno da Medida Provisória nº 232, de 2004. Parece que os problemas não acabam. Os produtos agrícolas estão sem preço, o custo da produção está altíssimo, o sul do País está sofrendo um longo período de estiagem e o Governo ainda quer discutir índice de produtividade? Nos últimos 5 anos, nossa produção agrícola saltou de 70 mil toneladas para 130 mil toneladas. Não está havendo problema de produtividade, e sim um problema orçamentário. Não há recursos para a reforma agrária, mas para que criar instabilidade no campo? Será possível que não vão tratar a questão com bom senso? É uma crise em cima da outra! Quando con- Abril de 2005 seguimos resolver um problema, o Governo logo nos arranja outro. Isso não vai acabar? Se o Governo quer discutir produtividade, deveria consultar sua base de sustentação. O PMDB não foi consultado – não sei quanto aos outros partidos aliados. O problema é polêmico e deveria ser tratado conjuntamente. Sr. Presidente, fica, portanto, registrado o meu protesto. O Governo enfrentará aqui uma grande resistência, porque vamos defender aquele que produz, o responsável pelo superávit da balança comercial deste País. Era o que eu tinha a dizer. O SR. DARCÍSIO PERONDI (PMDB – RS. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, hoje se realizou em Brasília uma mobilização de mais de 3 mil aposentados, do Brasil inteiro, promovida pela Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas. Inicialmente houve certa dificuldade para que o Ministro Romero Jucá recebesse os 17 líderes que representavam os 3 mil manifestantes, mas por fim conseguiu-se resolvê-la. Acompanhei a reunião junto com os Deputados Arnaldo Faria de Sá e Henrique Fontana. Os aposentados querem receber 15,4% de reajuste, mesmo índice concedido ao salário mínimo, e reivindicam também a correção da defasagem dos últimos 15 anos, que soma quase 48%. Sr. Presidente, durante a mobilização, um aposentado até chorou, porque se aposentou com 6 salários mínimos e está recebendo 1 salário mínimo e meio. Tive oportunidade de ir lá, em nome do PMDB, para dizer que nosso partido apóia os aposentados do Brasil. Deputado Waldemir Moka, o PMDB, que não foi consultado também sobre essa questão, repudia a Medida Provisória nº 242, que aumenta a carência para o auxílio-doença. Coitado do empregado que demorou 2 ou 3 anos para conseguir o emprego e pegar uma hepatite, quebrar uma perna ou for vítima de outro problema que não seja considerado acidente de trabalho. Ele não terá direito ao auxílio-doença se não tiver cumprido a carência de 12 meses. Sr. Presidente, legitimado pela Convenção Nacional, o PMDB rejeita a Medida Provisória nº 242. Reforço o que disse o Deputado Waldemir Moka: Presidente Lula, não brinque com a população. Presidente Lula, não brinque com os produtores agrícolas, que elevaram nossa produção para 130 milhões de grãos, que é o que segura a economia brasileira. Muito obrigado. O SR. JÚLIO CESAR – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. JÚLIO CESAR (PFL-PI. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, registro fato lamentável que ocorreu ontem no Município de Barras, no Estado do Piauí, com um dos melhores advogados da cidade. O advogado foi até a delegacia de polícia com procuração à mão para defender uma pessoa, e o delegado de polícia era uma pessoa desqualificada: um sargento. Enquanto na polícia do Piauí há vários bacharéis de Direito investidos por concurso, na cidade de Barras, quinto maior Município do interior do Estado, ainda existe um delegado de polícia que é terceiro-sargento, praticando arbitrariedades contra um advogado de renome. O advogado foi algemado e preso, criando a maior instabilidade política no Município. Esse delegado, com certeza, está a serviço de alguém. Sr. Presidente, vamos comunicar o fato ao Ministro da Justiça e ao Governador do Estado, porque não podemos aceitar mais este tipo de comportamento, que é um delegado de polícia investido de função judiciária prender um advogado que, no exercício de sua profissão, foi defender um constituinte que estava com problemas na delegacia. Faço, portanto, esse registro e informo que vou encaminhar ao Ministro da Justiça representação contra o ato de arbitrariedade desse delegado desqualificado, que está a serviço da Secretaria de Segurança do Piauí e de grupos políticos ligados ao Prefeito daquele Município. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – A Presidência pede a cooperação dos Srs. Deputados para darmos início ao Grande Expediente e à Ordem do Dia. O Relator da MP nº 227 vai pedir prazo regimental para dar seu parecer, visto que recebeu há pouco tempo essa MP para relatar. Trata-se de emendas do Senado que precisam ser examinadas do ponto de vista de sua constitucionalidade, de sua juridicidade e de seu mérito. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado Antonio Carlos Pannunzio. O SR. ANTONIO CARLOS PANNUNZIO (PSDBSP. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, até em resposta ao apelo de V.Exa., quero informar que as oposições estão aqui para votar. Quem não vem votar é a base do Governo. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, decorridos talvez 2 meses da minha última fala a respeito Sexta-feira 15 12521 do assunto, volto a falar com muita tristeza da falta de medicamentos contra a Aids. Em São Paulo, a Secretaria de Estado da Saúde teve de racionar a distribuição do Tenofovir, remédio usado pelos portadores do HIV. E ele está faltando simplesmente porque o Governo Federal não pagou os laboratórios. Os portadores do HIV, além da apreensão com a doença e da permanente preocupação com manutenção da vida – e V.Exa., Sr. Presidente, que é médico, conhece essa angústia –, têm agora uma angústia adicional, já que estão recebendo apenas a metade da quantidade de remédio que deveriam receber. Até quando vamos ter de carregar essa incompetência, ainda mais se sabendo que foi encontrado nos almoxarifados do Ministério da Saúde remédio contra a AIDS com prazo vencido? Isso é um descalabro total. Mais uma vez, Sr. Presidente, a incompetência mata. O SR. ILDEU ARAÚJO (PP-SP. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, no exercício do meu corrente mandato, tenho, sempre que possível, visitado os Municípios que compõem o Estado de São Paulo, que orgulhosamente represento nesta magna Casa de Leis. Com muita satisfação, estive presente no ultimo dia 4 de abril no Município de Caçapava, localizado no Vale do Paraíba paulista, convidado pelo Exmo. Prefeito Municipal Carlos Antônio Vilela. Em retribuição ao carinho que me foi destinado por todos os servidores dessa frondosa cidade paulista, conhecida como Cidade Simpatia, venho à tribuna registrar data muito importante para os caçapavenses e para todos nós, cidadãos paulistas: hoje a histórica cidade de Caçapava completa 150 anos de elevação a vila. Falarei um pouco da história desse grande Município paulista como forma de reverenciar a memória dos seus fundadores. A fundação de 2 núcleos populacionais, distantes cerca de 5 quilômetros um do outro, deu origem ao Município de Caçapava. O primeiro núcleo foi fundado em 1705, no lugar onde hoje se encontra localizada a Caçapava-Velha, por Jorge Dias Velho e sua esposa, Sebastiana de Unhate, que ergueram uma capela majestosa nas terras de sua fazenda, e que existe até hoje, com o nome de Nossa Senhora da Ajuda de Caçapava. O povoado que se formou ao redor foi elevado a freguesia em 18 de março de 1813, com o nome de Nossa Senhora da Ajuda, pertencente ao Município de Taubaté. A freguesia foi passagem forçada das bandeiras que se dirigiam às Minas Gerais e, conse- 12522 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS qüentemente, das tropas que retornavam. Segundo o historiador Benedito Alípio Bastos, foi a cellula mater da organização social, política e religiosa daquela parte do território paulista. De Caçapava partiam inúmeros sertanistas para Minas Gerais e Goiás em busca de novas terras. Nesse tempo, escrevia-se Cassapaba, Caassapaba e Cassapava, e somente em 1865 foi definida a grafia atual. O segundo núcleo surgiu em conseqüência de inúmeras lutas políticas que obrigaram a população a transferir-se para a fazenda do coronel João Dias da Cruz Guimarães, onde desde 1842 já existia uma capela em louvor a São João Batista, iniciando-se ali o novo núcleo. Progrediu tão rápido, que em pouco tempo seus fundadores conseguiram obter a transferência da sede da freguesia e do distrito de Caçapava para o novo povoado, passando a Capela de São João Batista a ser a matriz da Paróquia de Nossa Senhora da Ajuda. Os fatores de desenvolvimento do novo núcleo populacional foram de ordem econômica e de ordem geográfica, por estar localizado nas proximidades do Rio Paraíba. Em 3 de maio de 1850, o nome foi alterado para Nossa Senhora da Ajuda de Caçapava e passou a vila em 14 de abril de 1855. Somente 20 anos mais tarde, em 8 de abril de 1875, recebeu os foros de cidade. Nessa época, Caçapava encontrava-se no apogeu da fase áurea do café. O declínio da economia cafeeira fez a cidade passar por um período de estagnação econômica. A recuperação ocorreu já neste século, com o cultivo do arroz e a introdução da pecuária de leite, mas esteve mais acelerada na década de 70 com a expansão das atividades industriais. Caçapava significa em tupi–guarani clareira ou picada na mata: caa, “mato”, açapaba, “clareira”, “picada”. Nos últimos anos, porém, Caçapava sofreu duros golpes relativamente à gestão pública municipal. Os gestores públicos que por ali passaram deixaram um histórico desprezível no trato da coisa pública. Brilhantemente, nas eleições do ultimo dia 3 de outubro, a população caçapavense resolveu dar um basta no descaso com o dinheiro público e elegeu o Prefeito Carlos Antônio Vilela, notável quadro do PFL do Estado de São Paulo. Pelas melhorias introduzidas pelo Poder Público já no inicio de sua gestão, o Prefeito Vilela, que hoje aqui está, promete uma administração zelosa e ordeira, que resultará em melhores índices de qualidade de vida ao povo de Caçapava. Aproveito a oportunidade para registrar também a competência, seriedade e simpatia da Sra. Maria Verônica Risério Mattos, que, no exercício do cargo de Abril de 2005 Chefe de Gabinete da Prefeitura Municipal de Caçapava, vem contribuindo em muito para o desenvolvimento do Município e para obtenção de melhores índices de qualidade de vida para o povo caçapavense. Neste momento, enfoco igualmente o compromisso da gestão Carlos Vilela com a cultura. Tive a oportunidade de abrir a primeira Mostra de Cinema Brasileiro em Caçapava, evento que levou mais de 10 mil pessoas em seus 10 dias de programação a prestigiar o cinema brasileiro, orgulho para nossa cultura. A programação cultural do Município vem surpreendendo não só os caçapavenses, mas a todos da região, devido ao ecletismo das atividades propostas e a sintonia perfeita entre a Secretaria de Cultura, Esportes e Lazer e os anseios do povo de Caçapava. Mais uma vez coloco-me, na condição de Deputado representante do Estado de São Paulo nesta Casa de Leis, à disposição do Prefeito Carlos Vilela e do povo caçapavense para juntos elevarmos o Município de Caçapava ao patamar esperado por todos. Parabéns, Caçapava! Era o que tinha a dizer, Sr. Presidente. O SR. JAIR DE OLIVEIRA (PMDB-ES. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, tramita no Supremo Tribunal Federal uma ação declaratória de inconstitucionalidade contra a redução do número de Vereadores feita por meio de decisão do Tribunal Superior Eleitoral que já está valendo desde as eleições passadas. Iniciou-se uma mobilização de todos os Vereadores suplentes eleitos, que formaram comissões para reivindicar junto ao Presidente do STF, Ministro Nelson Jobim, o parecer favorável à essa ação impetrada por alguns partidos. Segundo avaliação das partes interessadas, a resolução do TSE fere a Constituição em 3 artigos: o art. 2º, que estabelece o princípio da harmonia e independência dos Poderes; o art. 16º, que define prazo para eficácia de lei que altere o processo eleitoral, no caso, 1 ano após a publicação da nova lei (na decisão de redução do número dos Vereadores, o prazo foi de apenas 6 meses antes das eleições); e o art. 29, caput e inciso IV, que define a autonomia dos Municípios que serão regidos por Lei Orgânica e determina o número de Vereadores proporcional à sua população. A decisão do TSE vai de encontro à Constituição de forma muito clara. Por isso, ocupo esta tribuna em defesa destes mais de 8 mil Vereadores, que, a bem da verdade, tiveram seus mandatos cassados, considerando que foram eleitos por um processo legítimo de voto popular. Segundo o Movimento em Defesa da Constituição e pela Volta do Número Legal de Vereadores – MO- Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS DEVE, não procede o argumento de que a redução do número de vagas nas Câmaras Municipais seria apenas para economizar recursos, já que não houve cortes nas despesas. Esse Movimento de Vereadores conta com o apoio de diversos Parlamentares desta Casa. No entanto, é preciso que nós, como representantes dos Municípios brasileiros nesta Casa de leis, façamos valer os princípios constitucionais fazendo gestão junto ao Ministro Jobim para que acolha essa ação de inconstitucionalidade, legitimando, assim, o mandato desses Vereadores de todo o Brasil. Gostaria de abordar outro assunto, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados. A crise no sistema de saúde pública do Rio de Janeiro causou e continua causando perplexidade na população brasileira. Todavia, o quadro de calamidade, intensamente propalado pela mídia, infelizmente não é exclusivo daquele Município. A maioria dos Municípios brasileiros padece dos mesmos problemas. Há falta de insumos hospitalares e medicamentos, os equipamentos médicos usados para tratamento e diagnóstico são obsoletos e vivem quebrados, os poucos profissionais que se dedicam à saúde pública desenvolvem suas funções desmotivados em face das precárias condições de trabalho. Vale lembrar, ainda, as sérias deficiências nos atendimentos de urgências e emergências médicas. Por ser uma nação de dimensões continentais, existem acentuadas diferenças entre as regiões do Brasil, inclusive no que tange à saúde pública. Além dos citados problemas, nosso País convive com um quadro de desigualdade, entre as diferentes regiões do Brasil, na distribuição dos recursos vinculados à saúde, como profissionais de saúde – médicos, enfermeiros, auxiliares e especialistas —, hospitais, centros de saúde, laboratórios, entre outros. Esses recursos estão mais concentrados nas Regiões Sul e Sudeste, ficando o Norte e o Nordeste em situação desfavorável. Tal desigualdade nos permite prever a possibilidade de a saúde pública estar em situação mais grave em outros Municípios, quando comparados ao Rio de Janeiro. Se neste Município, que possui diversos hospitais, muitos profissionais e maior disponibilidade de recursos, a situação está caótica, podemos concluir que em locais em que tais recursos sejam mais escassos ainda a crise deve estar bem mais calamitosa. Nobres pares, nesse contexto de caos e desigualdades, torna-se necessário o desenvolvimento de uma política pública mais ostensiva para a saúde que viabilize um conjunto de instrumentos de gestão no âmbito de programas e ações, objetivando atacar diretamente as deficiências detectadas e evitar procedimentos interventivos. Sexta-feira 15 12523 Cumpre ressaltar que o Estado mereceu da Constituição da República o dever de cuidar da saúde de seu povo. Um dos fundamentos sobre o qual se assenta a República Federativa do Brasil é a dignidade da pessoa humana, insculpida no inciso III do art. 1º da Carta Magna, que também estabeleceu a promoção do bem de todos como um dos seus objetivos primordiais (art. 3º, IV). Ambos possuem, como consectário lógico, o adequado cuidado com a saúde da população, pois sem saúde não há dignidade da pessoa humana nem o bem de todos. Assim, o País precisa desenvolver políticas que permitam o cumprimento desse nobre dever constitucional e a garantia de acesso universal e igualitário às ações e serviços de saúde. Ademais, a atuação do Estado deve focalizar as camadas sociais mais excluídas, mais desprotegidas, no sentido de minorar tais diferenças e desigualdades. Nesse sentido, Sras. e Srs. Deputados, merece destaque especial a fiscalização da aplicação dos recursos destinados ao Sistema Único de Saúde – SUS. A União transfere grande volume de dinheiro para Estados e Municípios para a execução dos programas de saúde. O gestor federal desse sistema, o Ministério da Saúde, tem a obrigação de aferir a regularidade de sua aplicação. Quanto maior a atuação fiscalizadora, de cunho eminentemente técnico, maiores as chances de se detectarem desvios. Uma fiscalização atuante, além de revelar irregularidades, tem a propriedade de inibir eventuais desvios pelos ordenadores de despesas, já que haverá maiores probabilidades de que o dano seja descoberto. Assim, a fiscalização deve se fazer mais presente, mais rotineira, mediante verificações in loco, de forma a evitar que medidas drásticas, como a intervenção nos sistemas de saúde, tenham que ser adotadas. Se a presença da fiscalização federal fosse mais presente, talvez a situação da saúde no Rio de Janeiro não tivesse chegado ao caos atualmente vivenciado. Diante dessas considerações, impende salientar que o desenvolvimento de novas políticas de saúde voltadas para atacar as deficiências e as desigualdades e o incremento dos procedimentos fiscalizatórios são elementos indispensáveis para a melhoria do Sistema Único de Saúde – SUS. O SR. COSTA FERREIRA (PSC-MA. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, vimos a esta tribuna abordar tema que consideramos crucial para sociedade brasileira. Trata-se da recorrente elevação das taxas de juros no País por parte das autoridades monetárias, sob o argumento do combate à inflação futura. 12524 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS É desnecessário comentar, Sr. Presidente, que o sacrifício em termos de crescimento econômico e de investimentos sociais e em infra-estrutura são uma realidade por demais conhecida da população. A necessidade de se manter elevados superávits primários, bem como as elevadas taxas reais de juros decorrentes de uma política monetária excessivamente austera se traduzem em virtual desativação dos investimentos públicos e em paralisia da economia nacional. Não pretendemos ser incoerentes com o que sempre defendemos e que consideramos uma grande conquista da sociedade brasileira: a luta cerrada e incansável contra o vírus da inflação. Não esquecemos os males que a postura leniente com o déficit público, a irresponsabilidade fiscal e a indisciplina monetária, que marcaram décadas de nossa história econômica, causaram à Nação. Queremos crer que sejam elas sombras de um passado sem volta, para o bem de toda a sociedade brasileira, em particular dos mais desassistidos. Por esta razão, Srs. Deputados, sabemos reconhecer o esforço que vem sendo feito pela atual equipe econômica para superar a instabilidade que se instalou na economia brasileira. De fato, a adoção de um receituário ortodoxo tem servido, entre outras coisas, para sinalizar o enquadramento do Governo nas regras bem aceitas pelo mercado, procedimento este, enfatize-se, muito bem sucedido. Entretanto, há que se reconhecer, igualmente, que estamos aprisionados a um modelo de política econômica que restringe nosso potencial de crescimento. Ainda que se possa aceitar que a ação do Banco Central busque, de fato, o controle inflacionário, parece-nos que tais procedimentos decorrem fundamentalmente de uma clara inação da atual administração no sentido de fazer uso de outros instrumentos de política econômica. Não mais podemos nos dar ao luxo de perder outra década de crescimento pela nossa insegurança de identificar os caminhos corretos a seguir. Urge que adotemos postura mais objetiva no sentido de reverter esse quadro dramático. Não podemos nos deixar enganar pela recuperação vivenciada no último ano, uma vez que a economia mundial cresceu mais do que nas últimas 3 décadas e nosso crescimento se mostrou inferior à média mundial. Já se notam sinais de reversão, ou ao menos de suavização, dessa tendência, o que aponta para a necessidade de ações objetivas do Governo no sentido de atenuar os efeitos negativos do recrudescimento das restrições monetárias. Abril de 2005 As restrições de crédito se espalham entre consumidores, pequenos negócios e médias empresas, comprometendo suas atuações e prejudicando a expansão do emprego formal. Zelar pelo crescimento econômico é tarefa do Governo. O momento internacional favorável deve ser utilizado para dar consecução às reformas estruturais e à implementação das políticas ativas em prol do crescimento e da redução de nossas ineficiências microeconômicas, de forma a criar um ambiente favorável ao investimento produtivo. Permanecer no círculo vicioso decorrente da lógica monetária sempre nos levará a surtos de crescimento que esbarram na rigidez da capacidade instalada de produção nacional. O crescimento continuado exige novos investimentos, mas a ineficiência de nosso mercado de crédito eleva os custos desse processo, pressionando preços e levando a nova reação das autoridades monetárias na direção de juros maiores, que refreiam o potencial de crescimento da economia. Sair dessa armadilha exige ganhos de produtividade e de eficiência que só virão a partir da eliminação de gargalos estruturais, tarefa que deve ser promovida pelo Governo e não pelo COPOM. Muito obrigado. O SR. ADÃO PRETTO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. ADÃO PRETTO (PT-RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, quero tranqüilizar os Deputados Waldemir Moka e Darcísio Perondi, que se manifestaram sobre o índice de produtividade agrícola no Brasil. Disseram S.Exas. que defendem o agricultor que produz, que trabalha, que não se deve brincar com essa gente. Afirmo que o produtor não será atingido, mas sim aquele que tem a terra e não trabalha nela. Sr. Presidente, o agronegócio brasileiro exalta que nossa agricultura se modernizou. No entanto, o índice de produtividade que temos ainda é dos anos 70. Aqui, a propriedade que tem um boi em cada 4 hectares de terra é considerada produtiva. Se ela produz 15 sacos de milho por hectare, também é considerada produtiva. Entretanto, já existem regiões no País em que se produzem mais de 100 sacos de milho por hectare. Portanto, não é possível considerar produtiva uma terra que produz apenas 15 sacos de milho por hectare. Quero tranqüilizá-los, dizendo que o produtor não será atingido. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Com a palavra o Sr. Deputado Nelson Bornier. Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. NELSON BORNIER (PMDB-RJ. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, os índices de inflação calculados no final do ano passado confirmam o dramático empobrecimento da população brasileira. Sem correção salarial, o povo assiste, impotente, ao emagrecimento de sua renda e fica perplexo diante do panorama. Sem dúvida, a situação só está boa para os banqueiros e para os donos de empresas privatizadas, que aumentam suas tarifas muito acima da inflação. Mas para quem vive de salário, as perspectivas são desesperadoras. Diante deste estado de coisas, Sr. Presidente, temos um dado que de muito nos preocupa. Segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito – SPC, o índice de inadimplência apresentou alta de 5,2% no último mês de março, em relação ao mesmo período do ano passado. Só no Distrito Federal, no mês de março, foram mais de 139 mil os nomes incluídos no SPC. Essas dívidas são reflexo do mês de dezembro de 2004, no período do Natal e das férias, mas só agora estão sendo incluídas no SPC. Ora, Sr. Presidente, quando se tem queda de renda, aumento do desemprego e estagnação da economia, a população é condenada a empobrecimento contra o qual nada pode fazer. Quando só os bens supérfluos se tornam mais caros, ainda é possível reduzir seu consumo sem maiores conseqüências; mas se parcela crescente da renda é destinada a coisas básicas, acaba faltando recursos para itens essenciais. É curioso o fato de que o aumento dos juros é anunciado pelo Governo como grande vitória, pois, com isso, estaria sendo evitada a tão indesejável queda da economia do País. Ora, Sr. Presidente, o aumento dos juros não é conseqüência, mas, sim, causa da inflação. Se o Governo deseja evitá-la, então deve impedir o reajuste abusivo das tarifas e controlar os preços dos monopólios que dominam amplos setores do mercado nacional. Em vez disso, porém, o Governo permite reajustes de preços e desestimula a correção dos salários, em nome de uma suposta eficiência do mercado. Se essa eficiência existe, trabalha para engordar os lucros do sistema financeiro e para aumentar a concentração da riqueza nacional. Mas os aumentos não param, Sr. Presidente. Cito um exemplo clássico: em 1996, 15% do orçamento familiar tinha como destino o pagamento de contas de água, luz e transporte. Hoje são necessários 41,5% desse mesmo orçamento para pagar tais serviços. Esta é nossa triste verdade. Só quem não vive de salário consegue evitar a inadimplência. Os homens do Sexta-feira 15 12525 Governo devem abrir os olhos para o óbvio e pular da fantasia para o realismo, como o momento exige. Dito isso, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, com satisfação registro a instalação de fábrica do grupo francês Michelin, um dos maiores do mundo no setor de pneus, no Rio de Janeiro. O Brasil venceu a disputa desse investimento entre outros 3 países concorrentes – Canadá, México e Tailândia. A Michelin construirá aqui uma nova fábrica para produzir grandes pneus, de 200 a 1.440 quilos, usados por tratores e caminhões que transportam até 100 toneladas. Trata-se de investimento da ordem de 200 milhões de dólares, e começará a produzir no segundo semestre de 2007. Uma vez implantada a fábrica, Sr. Presidente, sairá do papel um grande projeto que impulsionará o nosso mercado de trabalho. A operacionalidade da fábrica terá como ponto alto a geração de 450 empregos diretos e 2.220 indiretos. Sem dúvida alguma, esse é um grande passo para o desenvolvimento da economia do Rio de Janeiro, em cujo meio proliferará a formação de mãode-obra especializada. Ninguém pode deixar de reconhecer que essa iniciativa erradicará problemas muito comuns nas comunidades do Brasil no contexto geral: o despreparo, sobretudo dos jovens, e a falta de conhecimento para ingresso no mercado de trabalho. Em boa hora e com muita luta, chega esse projeto altamente meritório pelo alto significado social de que se reveste: resgatar a cidadania de quem aparece no cômputo geral da população carioca apenas para efeito estatístico. Esta fábrica vem preencher uma lacuna há muito reclamada pela população, principalmente agora, com os constantes aumentos dos índices de desemprego. Desta tribuna, apóio a implantação da fábrica, até porque oriundo que sou do Rio de Janeiro, sei o quanto isso vai representar para a melhoria das condições de vida do povo da região. Ao fazer este registro, Sr. Presidente, desejo me congratular com o povo carioca, que verá, dentro em breve, concretizado um sonho alimentado há bastante tempo. Era o que tinha a dizer. Durante o discurso do Sr. Nelson Bornier, o Sr. Inocêncio Oliveira, 1º Secretário, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Rogério Teófilo, § 2º do art. 18 do Regimento Interno. O SR. PRESIDENTE (Rogério Teófilo) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado Inocêncio Oliveira. 12526 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. INOCÊNCIO OLIVEIRA (PMDB-PE. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, recente reportagem do jornal Diário de Pernambuco, assinada pelo jornalista Tarcísio Ferraz, mostra que o ensino superior em Pernambuco, público e privado, deixa de ser privilégio da Capital do Estado, Recife, para expandir-se pelo interior, reduzindo a migração dos estudantes. O anúncio da implantação de novas unidades das Universidades Federal e Federal Rural de Pernambuco e da Universidade Estadual em Caruaru e Garanhuns, além da chegada da Universidade Federal do Vale do São Francisco criam novos estímulos nos meios universitários. Espera-se que, até o fim do ano, cerca de 900 vagas sejam abertas aos estudantes. Isso decorre de forte pressão da demanda pelos cursos universitários. Estatísticas da Secretaria de Educação estadual indicam que 98.026 estudantes terminaram o ensino médio em Pernambuco em 2003, enquanto as vagas nas 3 Universidades públicas centralizadas no Recife não atingiram 8.500. Os campi avançados das universidades estão assim distribuídos: A Universidade Federal do Vale do São Francisco atuará em Juazeiro, Bahia e São Raimundo Nonato, no Piauí – esta universidade foi inaugurada em fins de 2004, com 11 cursos e 530 alunos; Pelo menos 200 vagas serão criadas nos campi da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Serão cursos de Agronomia, Zootecnia, Veterinária e Normal Superior (antigo magistério). A intenção é que as aulas comecem no início de 2006; O campus avançado da UFPE vai oferecer, inicialmente, 500 vagas nos cursos de Pedagogia, Desenho Industrial, Engenharia Civil, Economia e Administração. Como sabem V.Exas., em 2001, apresentei os Projetos de Lei nºs 5.646 e 5.647, que criam a Universidade Federal do Sertão e a Universidade Federal do Agreste, em Pernambuco – a primeira com sede em Arcoverde e campi avançados em Serra Talhada, Afogados da Ingazeira, São José do Egito, Salgueiro, Ouricuri e Araripina; a segunda, com sede em Caruaru e campi avançados em Belo Jardim, Pesqueira, Bezerros e Garanhuns. Creio que este é o momento de trazer ao plenário os referidos projetos, que já demoram nas Comissões, e associá-los aos novos programas do Ministério da Educação e do Governo do Estado antes descritos. Essas iniciativas devem se inserir numa estratégia de ensino universitário público no Brasil que passe a privilegiar os núcleos populacionais e cidades-pólos do interior do País, em lugar de concentrar investimentos Abril de 2005 e pessoal docente nas Capitais e nas megalópoles. A interiorização da universidade é uma dessas utopias concretas, que, como político, venho defendendo, na busca de um horizonte mobilizador para o futuro da educação no País. Seriam essas universidades “sociologicamente orientadas”, como disse Gilberto Freyre ao prefaciar o livro do ex-Reitor da Universidade Nacional de Brasília José Carlos Azevedo, intitulado Missão da Universidade e Outros Ensaios (Rio de Janeiro, Artenova, 1978). Essa universidade teve início com Anísio Teixeira, o grande educador brasileiro nascido na Bahia e, mais tarde, o concurso de Darci Ribeiro e de Agostinho da Silva. Para esse novo tipo de universidade, que dá ênfase à valorização das regiões e dos seus recursos naturais, é que se deveria orientar as duas universidades cuja criação estou propondo nesta Casa: a Universidade do Agreste e a Universidade do Sertão, com cursos de Agronomia, Veterinária, Biologia, Medicina, História (Social e Política do Brasil), Engenharia Hidráulica, Antropologia Cultural e Sociologia Rural, além de disciplinas orientadas para a valorização da água, métodos e práticas de convívio com as secas, estudo das pragas e doenças tropicais, climatologia e hidrologia. Nessas áreas de conhecimento humano estamos a necessitar de mais profissionais competentes, gente dedicada que tenha origem no meio rural, que conheça as populações e as suas necessidades, profissionais com aquilo que Camões chamava de “o saber de experiência feito”. E os profissionais a serem treinados por outros mais experientes e práticos terão de ser recrutados no interior, não nos meios urbanos ou no asfalto das grandes cidades. Nos anos 70, o então Reitor José Carlos Azevedo chamava a atenção para a burocratização das universidades brasileiras, que não conseguiam arregimentar, senão pouquíssimos profissionais de boa qualificação. A universidade é núcleo formador e continuador de cultura e não apenas – como bem lembrava José Carlos Azevedo, naquele ensaio admirável – “um simples amontoado de professores, alunos, prédios e equipamentos”, uma “fábrica de diplomas” ou uma “central de títulos acadêmicos” para garantia de um emprego público. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. FRANCISCO DORNELLES (PP-RJ. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, fundada em 1834, a Associação Comercial do Rio de Janeiro recebeu essa denominação em dezembro de 1867, tendo sido reconhecida pelo Governo Federal como órgão técnico e consultivo em 1940. Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Durante toda a sua existência, a Associação Comercial do Rio de Janeiro esteve presente em todos os importantes acontecimentos da vida brasileira: a defesa do livre comércio alfandegário na velha república; a oposição à lei de sindicalização do 1º Governo Vargas; a 1ª Conferência Nacional das Classes Produtoras em 1945, conhecida como Conferência de Teresópolis, que se posicionou contra a intervenção do Estado na economia; o manifesto Mensagem ao Povo Brasileiro, lançado em março de 1964, na defesa da constituição do País; o posicionamento contra o intervencionismo exagerado do Plano Cruzado em 1986; a participação no processo de redemocratização do País em 1985. Esses são alguns marcos da atuação da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Homens de tradição e competência – como João Daudt d’oliveira; Carlos Brandão; Ruy Gomes de Almeida; João Velloso; Ruy Barreto; Amauri Temporal; Paulo Protásio; Humberto Motta; Artur Sendas; Marcílio Marques Moreira – honraram a presidência da instituição. Com o apoio de grande números de beneméritos, o empresário Olavo Monteiro de Carvalho teve sua candidatura apresentada à presidência da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Olavo Monteiro de Carvalho é um dos empresários mais respeitados do Rio de Janeiro e do País, Presidente do Grupo Monteiro Aranha, Membro do Conselho de Administração de várias empresas, entre as quais menciono a Klabin e a Ultrapar. Reúne ele todas as condições para desenvolver um importante trabalho à frente da Associação Comercial. O Grupo Monteiro Aranha, do qual Olavo é presidente, teve participação ativa no desenvolvimento econômico do país. O seu primeiro investimento industrial aconteceu em 1917, quando adquiriu uma pequena firma de vasilhames de vidro e a transformou em uma moderna indústria de fabricação mecanizada de garrafas, origem da Companhia Industrial de São Paulo e Rio – CISPER, que hoje participa de 45% do mercado nacional, sendo produtora líder de embalagens de vidro, que atendem, principalmente, aos mercados de bebidas e alimentos. Sua fábrica em São Paulo é a maior da América Latina. Em 1953, impulsionou a indústria automobilística nacional, trazendo para o Brasil a gigante Volkswagen. Em 1992, o Grupo trouxe a Peugeot para o Brasil. A Montadora instalou sua fábrica em Porto Real, confirmando a tradição de Monteiro Aranha de manter a prioridade dos seus investimentos no Estado do Rio de Janeiro. Sexta-feira 15 12527 Associou-se a Águas de Portugal em 1998 para a participação conjunta no controle da Prolagos, empresa responsável pelos serviços de água e esgoto em cinco Municípios da região dos Lagos. Na área social, desejo mencionar a atuação de Olavo Monteiro de Carvalho através do Instituto Marquês de Salamanca, que atua no Rio de Janeiro e na cidade de Três Rios. Olavo Monteiro de Carvalho presidiu a Seção Brasileira do Conselho Empresarial Brasil-Argentina, foi Presidente da Associação de Membros da Legião de Honra, do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos, do Grupo Empresarial Brasil-Japão. Como Deputado Federal pelo Estado do Rio de Janeiro, desejo congratular-me com os beneméritos da Associação Comercial que apresentaram a candidatura de Olavo Monteiro de Carvalho para a presidência da Entidade. Estou certo de que reúne ele todas as condições para presidir com sucesso a Associação Comercial do Rio de Janeiro. Aproveito a oportunidade, Sr. Presidente, para abordar outro assunto. Miriam Leitão é uma das jornalistas de economia mais competentes da imprensa brasileira. Alia ao seu profundo conhecimento dos assuntos econômicos uma capacidade de síntese e de exposição que faz que cada artigo seu seja uma aula que consegue, em aproximadamente 100 linhas, abordar, com o maior rigor técnico e em linguagem acessível a todos, temas extremamente complexos. No dia 5 de abril último, Miriam Leitão publicou no jornal O Globo o artigo No Olho do Furacão, cuja cópia peço a transcrição nos Anais da Câmara. Nele, analisou a atuação do Banco Central nos dias que seguiram a mudança da política cambial em 1999, quando algumas instituições financeiras tomaram decisões na área cambial acreditando na política até então desenvolvida pelo Governo. Miriam Leitão afirma, com razão, que os então dirigentes do Banco Central estavam e estão convencidos de que havia risco de uma crise sistêmica. Achavam também que caso dois bancos não honrassem seus contratos na BM&F, ela não teria como cobrir o prejuízo e isso poderia levar a uma onda de quebras de diversas instituições. A onda de quebras das instituições financeiras não ocorreu, mas os dirigentes do Banco Central que conseguiram evitá-la foram recentemente punidos por uma juíza ilustre, mas que mostrou não ter uma visão abrangente dos problemas de natureza financeira e das funções de um Banco Central. Desejo, neste momento, apresentar minha solidariedade aos então dirigentes do Banco Central, 12528 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS principalmente ao Ilustre economista Demosthenes Madureira de Pinho Neto, cuja competência, dignidade e honrabilidade desejo ressaltar. Estou certo de que o Tribunal Federal do Rio de Janeiro vai examinar o caso com o cuidado que o caracteriza e que faz dele um Tribunal respeitado e de grande credibilidade. Tomo também a liberdade de sugerir aos ex-dirigentes do Banco Central que não deixem de utilizar, no recurso que vão impetrar, o artigo da Ilustre jornalista Miriam Leitão, que, com 100 linhas, poderá promover a mudança de uma decisão judicial que contém 5.000 páginas. Muito obrigado. ARTIGO A QUE SE REFERE O ORADOR: NO OLHO DO FURACÃO Miriam Leitão No dia 13 de janeiro de 1999, o Brasil mudou a política cambial. Era um momento de profunda tensão e incerteza. Tailândia, Coréia, Rússta haviam quebrado uma após a outra quando mudaram a política cambial. O governo achou que podia sair devagar e tentou a banda diagonal endógena, experimento que durou 48 horas. Foram terríveis aquelas 48 horas. Neste ambiente de nervosismo que dois bancos, Marka e Fonte Cindam, foram apanhados no contrapé. Tinham apostado que o câmbio não mudaria e ele mudou. Ao Fonte Cindam, o Banco Central vendeu dólares futuros no teto da banda, o que e rigorosamente o que um BC faz no regime de banda. Na banda cambial, o Banco Central se compromete a vender quando a cotação bate no teto e a comprar quando está no piso. Se ele quiser vender acima disso, ou se recusar a vender no teto, está anunciando que a banda não existe mais. O Banco Central, em vez de vender as reservas, vendeu câmbio futuro. Ao Fonte Cindam, o BC vendeu exatamente no teto da banda R$ 1,32. Ao Marka, vendeu um pouco mais baixo. Olhando com olhos do que se passou depois, pode-se dizer que o Banco Central fez um péssimo negócio, porque no dia 15 de janeiro não foi possível mais segurar a cotação. E o câmbio flutuou. Mas, no momento da operação, os responsáveis pelo Banco acreditavam que seria possível manter a cotação. O que foi o prejuízo do Banco Central? Foi o que aconteceu depois, porque, na flutuação, o dólar disparou. Mas, naquele momento, o governo estava tentando manter a banda diagonal. Mesmo assim, é preciso entender um detalhe da operação. Abril de 2005 – Fala-se desse prejuízo como se houvesse num balanço apenas o lado do passivo. O Banco Central vendeu câmbio futuro se comprometendo a pagar a diferença de cotação, mas ficou com as reservas. No dia da operação, as reservas tinham se valorizado na mesma dimensão da perda. Portanto, no caso do Fonte Cindam, não houve prejuízo – diz o ex-ministro Mailson da Nóbrega. No caso do Marka, foi um pouco diferente, porque a venda do câmbio foi no meio da banda. Precisamente a R$1.285. Este era o ponto que zerava o patrimônio do banco e não deixava haver inadimplência na BM&F. A condição para fazer a operação foi que o banqueiro Salvatore Cacciola sairia do mercado e o banco deixaria de existir. Em vários momentos de tensão e de especulação, um Banco Central toma decisões para evitar o que ele supõe ser o risco maior. Em 2002, por exemplo, havia muita especulação no mercado sobre o que seria o governo Lula. O BC vendeu título corrigido pelo dólar para tranqüilizar quem temia que o novo governo pudesse, por exemplo, centralizar o câmbio, que era uma antiga proposta do PT. Num primeiro momento, foi um mau negócio porque o dólar continuou subindo e bateu quase em R$ 4,00. Atravessada a incerteza, a cotação voltou ao normal. No caso da crise de 99, que alternativã tinha o Banco Central? Os ex-dirigentes do BC estão convencidos até hoje de que havia o risco de crise sistêmica. Acham que, se os dois bancos não honrassem seus contratos na BM&F, ela não teria como cobrir o prejuízo e isso poderia levar a uma onda de quebras de diversas instituições. Vários ex-dirigentes do Banco Central daquele e de outros governos testemunharam que havia, sim, risco de que se desencadeasse uma onda de quebras de bancos e corretoras. A juíza que está cuidando do caso admite que talvez houvesse esse risco. Diz, sobre Francisco Lopes, que “muito embora sua atuação em relação ao Banco Marka pudesse iniciatmente ser justificada para a evitação de risco sistêmico, a forma imoral de intervenção bem demonstra sua concepção distorcida das relações entre o Estado e a iniciativa privada”. E deu a todos penas perto do teto. O decorrer do processo poderá ajudar a Justiça a conhecer melhor todos os pontos e separar o que e atuação normal de um Banco Central em momento de crise e o que é irregularidade. Por enquanto, as coisas parecem misturadas. No caso de Luiz Antonio Gonçalves, do Banco Fonte Cindam, por exemplo, a juíza cita o seguinte: “Quanto às circunstâncias e conseqüências do crime, considero merecedora de especial reprovabitidade a irresponsabilidade de continuar apostando Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS alto na BM&F no delicadíssimo contexto de 99, mesmo quando os indicadores apcitavam para o perigo dessas apostas.” E disse que ele merecia a pena porque estava agindo assim por “cobiça sem limite”. No contexto, o que o Fonte Cindam estava fazendo era apostar que o governo estava certo e que conseguiria manter o câmbio sem alteração. A maioria apostava contra o governo. A maioria ganhou; os dois bancos perderam. As autoridades todas da República sustentavam que o câmbio não mudaria, davam declarações garantindo que a política seria mantida, o FMI tinha dado um empréstimo garantindo que não haveria mudança na política cambial. E, até a decisão de mudar o câmbio, o que o BC tem que fazer é manter a política, usando os instrumentos de que dispõe, como o de venda de garantias cambiais. Foi um erro de avaliação achar que o governo manteria sua posição, mas não uma “irresponsabilidade merecedora de especial reprovabitidade”. O ideal será que, ao longo do processo, entendase exatamente o que houve de errado e de absolutamente normal naquela operação. Uma pessoa sobre a qual realmente pairam dúvidas razoáveis, por uma série de irregularidades detectadas depois, fugiu do país. As outras aqui permanecem. Durante o discurso do Sr. Francisco Dornelles, o Sr. Rogério Teófilo, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Inocêncio Oliveira, 1º Secretário. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Com a palavra o Sr. Deputado José Santana de Vasconcellos. O SR. JOSÉ SANTANA DE VASCONCELLOS (Bloco/PL-MG. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, diziam os antigos romanos, com a sabedoria que nos legaram e que até hoje perdura: “in medio stat virtus” – ou seja, a virtude está no meio. A máxima parece-nos especialmente atual quando os chamados “ambientalistas” se opõem, por princípio e sem ressalvas, a projetos de desenvolvimento sustentado sob o pretexto de que, em qualquer circunstância, esses programas vão prejudicar o equilíbrio ecológico. O fato é que, ao invés de radicalizar, esses defensores do meio ambiente deveriam buscar a conciliação dos interesses legítimos para que o bem-estar material dos cidadãos não fosse afetado por preocupações ecológicas excessivas e muitas vezes infundadas. Na verdade, o Movimento Verde freqüentemente adquire em nosso País uma conotação quase fascista, sobretudo quando se fala em projetos de desenvolvi- Sexta-feira 15 12529 mento para a região amazônica. Organizações estrangeiras tais como o Green Peace e o World Wildlife Fund – WWF movimentam-se ativamente contra a ocupação racional do território, alegando que a Amazônia é o pulmão do mundo e que deve permanecer intocada. Ora, sabemos que existe uma boa dose de superficialidade e mesmo farisaísmo nessa tese. Em primeiro lugar, está cientificamente provado que as riquezas da região podem ser racionalmente exploradas, sem prejuízo para o equilíbrio ambiental. Seria exatamente o caso de colocar em prática a teoria de que “in medio stat virtus”, com a demarcação descontinuada das terras, alternando reservas ecológicas com áreas para a exploração agropecuária e mineral. Em segundo lugar, registre-se que o capital predominantemente norte-americano que financia essas organizações adota aquele ditado: “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”; em sua própria terra, no território do Alaska – que, mal comparando, é uma espécie de Amazônia boreal –, os Estados Unidos desenvolvem projetos de desenvolvimento como, por exemplo, a exploração petrolífera, preservando a natureza com a criação de parques nacionais e santuários ecológicos. Infelizmente, a atuação “ecoxiita” dessas entidades não se concentra só na Amazônia, alvo principal e objetivo inconfesso de um projeto de internacionalização. Infiltram-se elas por todo o Brasil, e, por incrível que pareça, contam, por ação ou por omissão, com o aval de determinados setores do Poder Público. Configura-se da parte de alguns órgãos governamentais uma mistura de ideologia com burocracia que acaba por afetar também outros projetos sem conotação ambiental. Por outro lado, a omissão oficial faz-se patente na falta de controle sobre a mineração e na questão da biopirataria; basta lembrarmos os casos de roubo de plantas cujo nome depois é patenteado no estrangeiro, tal como o cupuaçu, hoje objeto de disputa jurídica internacional. Fatos como esse nos levam a pensar e a refletir sobre até que ponto tais movimentos ecoxiitas não constituem uma ferramenta útil para interesses externos escusos, um exército disfarçado sob graciosa bandeira para vilipendiar nossas riquezas e manter-nos no status quo de País subdesenvolvido. Queremos registrar nos Anais da Casa que as exigências exageradas bloqueiam bons projetos empresariais e emperram o crescimento do País. É esse o motivo que nos traz hoje à tribuna. Não faz muito tempo, uma revista de circulação nacional ocupou-se detalhadamente da matéria. Dela extraímos alguns exemplos de extremismo ecológico que nos permitimos aqui citar, juntamente com outras ocorrências que chegam ao nosso conhecimento: 12530 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS “As obras da Barragem de Estreito, no Rio Tocantins, a cargo da Construtora Camargo Corrêa, com projeto finalizado desde 2001, até hoje nem sequer começaram devido a uma verdadeira comédia de equívocos. Com investimentos previstos da ordem de R$3,6 bilhões e geração de 30 mil empregos, entre diretos e indiretos, a Empresa até agora nada pôde fazer, mas já despendeu cerca de R$15 milhões com estudos de impacto ambiental e gastos preliminares. O que ocorre é que o Ibama detectou, na área a ser inundada, a existência de duas lagoas – daquelas que se formam na cheia mas secam no estio – e embargou a concessão de licença para a obra. Esclarecido o fato de que as lagoas constituem um ecossistema temporário (a flora e a fauna desaparecem na estiagem), a licença deveria ter saído em 2003. Mas vieram as eleições presidenciais, tudo parou, e o processo foi reiniciado com o novo Governo, com a visita de novos técnicos do Ibama. Acontece que a visita foi feita na época da cheia, e os técnicos argüíram o mesmo problema para não conceder a licença. É, realmente, um tipo de surrealismo administrativo que custa caríssimo ao País. Outros projetos hidroelétricos encontram-se na mesma situação em diferentes Estados brasileiros, sob ameaça de futuro apagão, bastando apenas que o Brasil volte a crescer a níveis de 5%. Existem hoje no País 31 projetos em andamento, dos quais nada menos que 17 têm pendências com o IBAMA. Por exemplo, o projeto da Barragem de Belo Monte, no Pará, aguarda há 9 anos a concessão de licença ambiental para ser implementado. Analisemos, também, a questão da duplicação da Rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo a Curitiba. O traçado da estrada chegou a ser modificado nada menos que 11 vezes, para atender a exigências ambientais. Ainda assim, a obra está parada porque – considerando um trajeto que já havia sido descartado – ajuizou-se embargo por parte do Ministério Público. A Via Expressa Sul, em Florianópolis – em fase de conclusão e faltando para tal apenas uma extensão de 400 metros – foi paralisada porque estaria ameaçando a sobrevivência de um molusco chamado “berbigão”. Deve, ser, seguramente, o molusco mais valioso da face da Terra...! Outro exemplo curioso é o do terminal de soja construído pela multinacional Cargill no Porto de Santarém, Pará. A obra só foi construída com base em liminar concedida pela Justiça, já que as autoridades faziam contra ela fogo cerrado, sob o argumento de que seria pretensamente construída sobre um sítio arqueológico indígena. Depois dessa, a Cargill – durante solenidade em que recebeu o título de “Empresa Abril de 2005 do Ano” – anunciou a suspensão temporária de seus investimentos na região. A produção brasileira de soja – orgulho da agricultura nacional e alvo da inveja de produtores estrangeiros – também é vítima dos desmandos ecológicos. Não faz muito, o Grupo Amaggi teve sustado um empréstimo do Banco Mundial, no valor de US$30 milhões, para desenvolver projeto de soja na região amazônica. Por trás da sustação, está o “capítulo amazônico” da organização internacional “Amigos da Terra”. Caso significativo é o da usina de gás natural no Amazonas. A obra tem contra si a férrea oposição de cerca de 30 organizações não-governamentais, bem como do Ministério Público. No entanto, são investimentos da ordem de R$500 milhões, destinados a suprir uma das maiores “criticidades” do Brasil, que é o setor energético. Sabedor do impasse, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou o local da reserva de gás, e deu sinal verde para começar a obra. Sabe-se, no entanto, que grupos contrários já se mobilizam para embargar os trabalhos. Esperamos, sinceramente, que não seja necessária nova visita do Presidente para desamarrar o nó. Para a construção de gasodutos nas Regiões Sudeste e Nordeste – com investimentos de R$30 bilhões e geração de 40 mil empregos – a Petrobras aguarda, há dois anos, a manifestação do IBAMA. O órgão alega que as obras vão atingir parques nacionais e regiões habitadas, mas se esquece de que, nas áreas, já existem outros gasodutos, e o que se cogita é de uma duplicação. Enquanto isso, a Petrobras gasta, por mês, cerca de US$1 milhão para armazenagem dos canos já comprados para a construção. Nem São Paulo, o carro-chefe da Federação, escapa do fundamentalismo ecológico: as obras de recuperação da calha do Rio Tietê estão paradas, porquanto o Ministério Público entrou com embargo, alegando que a Lagoa de Carapicuíba estaria sendo contaminada com a descarga de areia proveniente do desassoreamento. Por mais absurdo que pareça, o Ministério Público apoiou-se em laudo emitido por organização que – ficou constatado – nem sequer existe! A campanha que algumas ONGs fazem hoje em Estados como Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia contra o plantio de eucalipto, menos por desconhecimento técnico e mais por preconceito, também é significativa: tais movimentos dispõem de financiamentos externos, em grande parte, e contam inclusive com a participação de elementos dos governos de outros países, os quais, coincidentemente, são produtores industriais afetados com a maior competitividade do produto brasileiro no mercado internacional. Assim agindo, essas ONGs nos prestam um péssimo servi- Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ço, ao prejudicar a produção nacional de ferro-gusa, ferro-liga, papel, celulose e aglomerado. E, no entanto, a área com florestas plantadas, no Brasil, não chega a 1% do território brasileiro”. São esses, Sr. Presidente e Srs. Deputados, alguns exemplos que escolhemos aleatoriamente para demonstrar nossa tese. Entretanto, a burocracia e a visão comprometida estendem-se a outros setores, como, por exemplo, ao BNDES, cuja direção, aliás, vinha sendo grandemente questionada pelos critérios que adotava; enquanto o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende e convida o capital estrangeiro a investir no Brasil, o BNDES o tratava com menosprezo. Caso típico é o da empresa paulista Air Safety, fabricante de máscaras respiratórias, que tentou repetidamente obter do Banco um financiamento para expansão e o empréstimo foi reiteradamente negado. A empresa acabou por instalar fábrica nos Estados Unidos, onde o Governo americano financiou o projeto desde o nascedouro, em condições extremamente atraentes. Assim é que a Air Safety lá paga juros de 5% ao ano, com prazo de 30 anos, e deu como garantia a própria construção financiada. Se fosse no Brasil, pagaria juros de 16% anuais, com prazo de 5 anos, e deveria oferecer como garantia um patrimônio equivalente a 5 vezes o valor do crédito. Por tudo isso, confirma-se aquilo que já afirmou um analista de negócios: o Brasil é um país que oferece muitas oportunidades, mas estrangula o empreendedor. Outro setor que recentemente foi alvo de declarações preconceituosas foi o da siderurgia. Felizmente, o Governo posicionou-se contrariamente ao rumo tomado por burocratas. Aliás, a burocracia, em seu sentido amplo e nocivo, é um dos maiores desafios com que nos defrontamos no Brasil de hoje. O chamado “burocrassauro” incrustado no Governo e mesmo em setores civis, ou a “fera burocrática”, como dizem alguns, atingiu tais dimensões e tal influência que se transformou num dos principais obstáculos ao desenvolvimento socioeconômico. Recente estudo do Banco Mundial, comparando 145 países, só colocou em posição pior do que a do Brasil o modestíssimo Chade, nação africana situada ao sul do Sahara. No mais, dizem os técnicos da entidade, é difícil encontrar um ambiente de negócios pior do que o brasileiro, devido à burocracia. Com efeito, chegou-se à conclusão de que nosso País, entre outros aspectos, possui uma das legislações trabalhistas mais rígidas que existe. O custo para uma empresa demitir um funcionário é o quarto mais elevado do mundo, equivalente a aproximadamente 41 salários. Somos os piores ao calcular o tempo ne- Sexta-feira 15 12531 cessário para encerrar um negócio que não deu certo. A Justiça brasileira – não é novidade – é famosa pela lentidão, e uma simples disputa comercial leva por volta de 600 dias para ser dirimida, enquanto na Holanda são necessários apenas 48 dias. Registrar uma propriedade envolve 14 etapas burocráticas. Recuperar dinheiro emprestado e não pago é quase impossível, pois os direitos dos credores, entre nós, são dos mais desprotegidos; de fato, em caso de falência de uma empresa, o credor recebe geralmente menos de 1% do dinheiro devido, contra 90% na Finlândia. Levamos 152 dias para abrir um novo negócio, contra apenas 2 dias na Austrália. Para encerrar uma empresa, levamos em média 10 anos, enquanto na Irlanda leva-se somente meio ano. Enfim, é uma série de tristes exemplos que nos colocam em lamentável posição quando falamos na competitividade dos negócios. Entretanto, o “burocrassauro” não é imbatível, e países como a Colômbia e a Eslováquia já conseguiram derrotá-lo. Aqui mesmo, dentro do Brasil, há exemplos positivos disso: em Salvador leva-se apenas 37 dias para registrar uma empresa, contra 152 dias em São Paulo. E se vencêssemos essa batalha em âmbito nacional, conseguiríamos liquidar com uma das pragas da economia brasileira, que é a informalidade. A economia informal realmente representa um dos maiores entraves ao nosso desenvolvimento, e os empreendedores informais alegam que a burocracia é uma das principais razões para a sua existência. As empresas de pequeno porte têm poucos recursos e não conseguem cumprir todos os requisitos legais. Voltando à legislação trabalhista, por exemplo, a lei exige que se mantenha um prontuário atualizado de cada trabalhador, organizado em pastas acessíveis à fiscalização. Cadastros de cargos e salários, em cada exercício fiscal, têm que ser apresentados a 3 diferentes órgãos do Governo em 3 ocasiões distintas. A empresa – e isso até parece brincadeira – tem de acompanhar inclusive o programa de vacinação dos filhos de seus empregados. Se trabalha com prestação de serviços, tem que recolher o ISS na cidade em que está prestando o serviço, e não na cidade em que é estabelecida. Com isso, teoricamente, tem de estar familiarizada com a legislação tributária de cerca de 5 mil Municípios brasileiros! Outro aspecto brutal da burocracia é a constante alteração das regras. Em matéria tributária, somente no ano passado ocorreram cerca de 40 mil alterações nos procedimentos legais. Como acompanhar tudo isso é impossível para os pequenos empresários, não interessa a eles crescer e sair da informalidade. Ainda há um outro fator que representa um desestímulo à saída dessas empresas da informalidade, 12532 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS qual seja, a ausência de uma política pública de financiamento com vistas ao fomento do setor produtivo. A existência dessa política traria um forte incentivo à formalização, que seria necessária para se pleitearem tais recursos. Quanto aos grandes, da economia formal, esses ficam marcando passo, porque competem com aqueles que não pagam impostos, e ainda sofrem com a inexistência dessa política pública de financiamento. O custo do dinheiro no Brasil hoje só incentiva a especulação, cuja característica, conhecida de todos nós, é a volatilidade do capital empregado, diferentemente dos investimentos na produção, seja no agronegócio, seja no setor industrial. A política de juros elevados vem trazendo como efeito a diminuição cada vez maior do acesso ao crédito. Não faz muito, tivemos um exemplo dos malefícios da burocracia com o caso do portentoso Grupo Algar, de Uberlândia. O Grupo decidiu aderir ao Programa Primeiro Emprego, e o então Ministro do Trabalho chegou a assinar a carteira de um dos 900 novos funcionários que seriam admitidos. Só que, quando saíram as regras do programa, o Grupo Algar desistiu de continuar apoiando-o, já que os incentivos fiscais não compensariam a burocracia. Afinal, como disse um executivo do Algar, o Grupo já mantém 40 advogados e mais cerca de 200 funcionários administrativos apenas para lidar com a burocracia. A CLT, lembrou o executivo, tem mais de 800 páginas, sendo que há mais de 1.400 dispositivos sobre segurança, higiene e medicina do trabalho. Com tudo isso, como seria possível, no Programa Primeiro Emprego, controlar ainda a freqüência escolar dos novos empregados e comprovar rotatividade inferior à média da região? Seria, como se diz vulgarmente, procurar sarna para se coçar. Outro exemplo digno de nota é o do grupo argentino Bunge, com grandes investimentos no Brasil no terreno da agroindústria. Há 2 anos o Bunge resolveu investir US$9 milhões na reforma de silos no Porto do Recife, mas esbarrou na burocracia. Na Administração do Porto e na Municipalidade recifense, argüíram a possibilidade de os silos serem parte do patrimônio histórico, e o assunto estendeu-se às esferas estaduais e federais, num jogo de empurra-empurra. Resultado: o Bunge desistiu da empreitada, da mesma forma como está quase desistindo de empreendimento semelhante em São Francisco do Sul, em Santa Catarina. Ali, onde pretende investir US$30 milhões, o Bunge esbarra na exigência de uma licitação cujo edital já se espera há 4 anos! No fundo, o problema burocrático diz respeito ao papel do Estado na economia. Como pretender que o Estado penetre em tudo e tudo controle, se não con- Abril de 2005 segue desincumbir-se de funções muito mais nobres, como fazer cumprir a lei? É pacífico entre os economistas o entendimento de que o sucesso econômico depende da manutenção da lei. Particularmente, os direitos de propriedade claramente definidos representam estímulo ao investimento econômico. Não é por outra razão que alguns economistas chegam a sugerir que os países em desenvolvimento distribuam títulos de propriedade aos cidadãos pobres para que eles se incorporem ao sistema econômico. Voltemos à questão ecológica, que se antepõe ao desenvolvimento econômico. Em termos globais, estima-se que o bloqueio fomentado pelo Movimento Verde esteja impedindo no País cerca de 50 bilhões em novos investimentos e a criação de 400 mil novos postos de trabalho. O Brasil tem um dos mais baixos índices de concessão de licenças ambientais no mundo, e só no ano passado esse número reduziu-se em 25%. O tempo médio para se conseguir uma licença entre nós é de 2 anos, havendo casos em que tais situações perduram por mais tempo ainda. Enquanto isso, nos Estados Unidos – país dos mais rigorosos em termos de exigências ecológicas – leva-se cerca de 1 ano, e em países como a Holanda e a Argentina o prazo médio é de 6 meses. Além do prazo, temos taxas e emolumentos cada vez maiores. A recém-editada Lei de Compensação Ambiental não somente constitui um exemplo de burocracia como acarreta um aumento de 0,5% a 0,6% no custo de um projeto. Além disso, vale citar a forma pouco técnica de atuação dos órgãos ambientais, que se norteiam pelo seguinte princípio: primeiro barrar para depois analisar. Só que da análise muitas vezes resultam decisões preconceituosas e desprovidas de embasamento científico. Consta que o Palácio do Planalto já acordou para a gravidade do problema, mas consta também que há no Governo duas correntes que se digladiam em torno da questão. De um lado estão os desenvolvimentistas equilibrados, com o Ministério da Fazenda à frente; do outro, determinados setores do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério Público, os quais simplesmente confundem a proteção da natureza com a proibição de usufruir racionalmente dela. Em outras palavras, identificam a defesa do meio ambiente – uma causa justa – com o fundamentalismo ecológico impregnado de ideologia radical. A verdade é que nossa legislação ambiental tem maior rigidez que as das principais potências do mundo, e a isso se junta a burocracia e a ineficiência dos nossos órgãos ambientais, com as honrosas exceções de alguns funcionários. É uma situação incompatível com o nosso PIB de país em desenvolvimento, que Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS necessita desesperadamente buscar o desenvolvimento sustentável. Bom exemplo está no ordenamento legal que disciplina as atividades do IBAMA: o órgão foi implantado para defender o meio ambiente no ano de 1989; 8 anos depois passou também a conceder licenças ambientais. Acontece que são duas tarefas distintas e às vezes opostas. Para bem fazer seu trabalho, o IBAMA deveria buscar o consenso entre os defensores da natureza e os empreendedores; na prática, porém, com mais freqüência pende para o lado dos ecologistas. Para complicar, o atual Governo colocou representantes de organizações não governamentais em postos-chave dos Ministérios. É evidente que está comprometida, nesses funcionários, aquela isenção indispensável à boa administração. O Conama é outro órgão do Governo Federal criado para dar apoio ao Executivo e ao Legislativo na proposta de resoluções e normas, mas hoje atua independente e soberanamente, acima do Congresso. São 108 Conselheiros, sendo que apenas 8 representam o setor produtivo. Desnecessário dizer que as normas e resoluções do Conama precisam passar pelo crivo do Congresso Nacional, o que não vem acontecendo. Postura similar é a de muitos representantes do Ministério Público. A entidade conta hoje com 120 procuradores federais atuando na área ambiental, e sua Câmara de Proteção ao Meio Ambiente analisa por ano cerca de mil processos. Vale a pena, para dar uma idéia de como muitos trabalham, citar o caso do projeto do Rio Tietê, já referido, no qual os procuradores fundamentaram seu embargo em um laudo falso. É a prática de atirar primeiro e perguntar depois, tendo sempre o empreendedor como vilão preconcebido. Poderão pensar aqueles que nos ouvem que somos contrários à proteção da natureza e à bandeira dos ecologistas. Nada disso. Reconhecemos que o Movimento Verde já registrou grandes feitos para a melhor utilização dos nossos recursos naturais. Um bom exemplo disso é o controle adotado por alguns países para manter a qualidade do ar, para não jogar lixo radioativo nos mares, para não fabricar brinquedos com aditivos tóxicos. No Brasil, especificamente, temos 2 bons exemplos dessa atuação: para a duplicação da Rodovia dos Imigrantes desmatou-se uma extensão equivalente a apenas 1/4 do trecho inicial, enquanto será preservada uma reserva florestal igual à do terreno desmatado; o mesmo critério é adotado pelas indústrias de celulose, que para cada árvore derrubada plantam uma nova árvore. À ação preventiva do Movimento soma-se a saneadora, como quando agiu eficientemente para reparar o prejuízo ambiental causado por derramamento de óleo no Alaska. Mas, repetimos sempre, a virtude está no meio, e a natureza está aí a Sexta-feira 15 12533 serviço do homem, não para ser colocada na vitrine e admirada de longe pela humanidade carente. Quanto ao Ministério Público, seria no mínimo leviano desmerecer o importantíssimo trabalho que desenvolvem, mas recomendaríamos a alguns de seus membros que adotassem uma visão mais ampla ao analisar os processos. Deveriam ter sempre em mente o fato de que a proteção da natureza pode e deve conviver com sua exploração racional, e o processo do desenvolvimento socioeconômico não pode parar. Como bem disse o ilustre jurista Miguel Reale, o Poder Público deve entender que a salvaguarda do meio ambiente não pode prevalecer sobre o valor da pessoa humana. Não se preserva o meio ambiente com a miséria. Enquanto isso, países como a China e a Índia cresceram à razão de 7% a 8%. No terreno dos investimentos, só na Hidrelétrica das Três Gargantas a China está investindo R$30 bilhões, um megaprojeto que provocará o reassentamento de 3 milhões de pessoas. Já aqui, os investimentos na indústria de base caíram pela metade em 2003, passando de US$14 bilhões para US$6,6 bilhões. No dizer do insuspeito Jornal do Brasil, ao comentar nossa queda no Índice de Desenvolvimento Humano – IDH, o Brasil parou. Pois, acrescentamos nós, uma das razões dessa inércia é a dificuldade que têm os grandes projetos para superar as resistências ecológicas. Convenhamos, Sr. Presidente e Srs. Deputados, que não nos podemos dar ao luxo de estagnar, prejudicando 170 milhões de brasileiros para satisfazer teorias e interesses pouco transparentes! Voltando ao jurista Miguel Reale, vamos transcrever aqui um trecho de um ensaio de sua autoria que sintetiza magistralmente o que estamos dizendo: “Continua-se idealizando o meio ambiente como se fosse sempre uma fonte perene de benesses, na qual o homem estaria passivamente inserido, quando, na realidade, muitas vezes é ele que, como agente criador de civilização e de melhores qualidades de vida, vê-se na contingência de interferir no que é natural e espontâneo para estancar seus efeitos nocivos”. Sr. Presidente e Srs. Deputados, aqui pedimos licença para, juntos, refletirmos, tendo como referencial nossa Carta Magna. Temos os princípios constitucionais que, como todos sabem, são marcos que os cidadãos brasileiros escolheram para orientar os rumos da Pátria. Algo de muito bonito nesses princípios é o fato de que eles não apontam necessariamente para o mesmo norte, para um rumo que oriente todas as situações; ao contrário, os vetores nem sempre se alinham, caracterizando um aparente conflito dos princípios constitucionais. Mas é cediça a maneira de 12534 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS se resolver tais conflitos aparentes. Ensinam-nos os grandes constitucionalistas que se chega à solução mediante a comparação das duas alternativas e a verificação de uma e outra no caso concreto, até se concluir qual delas deve prevalecer. Ora, se não existe hierarquia entre princípios constitucionais, então como se dá essa comparação? A principal função do Estado é propiciar o bemestar social, o bem-estar do homem. Assim é em todo o mundo civilizado, e assim é no Brasil. O Título I da Constituição Federal tem conteúdo e alcance muito ricos, ao tratar dos princípios fundamentais desta Nação. O Parlamentar que ora ocupa esta tribuna teve a honra de se inserir entre os legisladores constituintes originários, e naquela ocasião fizemos incluir no art. 1º os princípios fundamentais – repetimos: princípios fundamentais – que a Carta Magna elege para o nosso País, princípios esses que tudo têm a ver com a matéria que estamos discutindo. A soberania nacional, objeto do inciso I do art. 1º, vem sendo a todo momento violada com a atuação dos grupos estrangeiros na Amazônia, como tivemos oportunidade de citar anteriormente. A cidadania e a dignidade da pessoa humana, consagradas nos incisos II e III do mesmo artigo, são conceitos que, para serem postos em prática, dependem também do que está definido no inciso IV, ou seja, dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. Ainda inseridos no Título I, entre os objetivos fundamentais da República, estabelecemos no art. 3º, em particular no inciso II, a garantia do desenvolvimento nacional, e no inciso III do mesmo artigo a erradicação da pobreza e da marginalização e a redução das desigualdades sociais e regionais. Portanto, na análise de qualquer conflito aparente de princípios constitucionais, não há dúvida de que prevalecerão aqueles que, no caso concreto, melhor contribuírem para o alcance desses fundamentos e desses objetivos. Não há dúvida de que a tutela do meio ambiente também é de natureza constitucional. Entretanto, nos exemplos citados e na realidade nacional que hoje vigora, tal princípio vem sendo aplicado de forma errônea e exagerada. A tutela do meio ambiente definida na Carta Magna tem como principal personagem o homem, o de hoje e o das futuras gerações. É paradoxal, portanto, que o molusco berbigão valha mais do que uma criança com fome, na medida em que o molusco impede o investimento que geraria aquela cadeia de riquezas capaz de alimentar a criança. E aqui no Brasil, infelizmente, temos milhares de crianças com fome, fome de alimento, fome de saúde, fome de educação, fome de dignidade. É o uso às avessas de Abril de 2005 um princípio constitucional que visa o bem-estar do homem, para prejudicar esse mesmo homem. Faz-se mister ser mais coerente, e há que se interpretar sistematicamente nosso ordenamento jurídico, sobretudo nossos princípios fundamentais. A Constituição da República, em seu art. 225, consagra o princípio de que o homem é o agente por excelência das transformações introduzidas no meio ambiente, para alcançar formas de vida ecologicamente equilibradas. Será, portanto, inconstitucional essa ação extremada e extremista que pretende transformar o cidadão em agente passivo da natureza, dela não usufruindo e abdicando de seu direito à dignidade material. É preciso entender que o desenvolvimento sustentado é uma combinação, uma cumulação de diversos comandos constitucionais, que vão desde a livre atividade econômica, a proteção do meio ambiente, o cumprimento da função social da propriedade e muitos outros, tudo com o objetivo primordial de acatar os princípios fundamentais citados. Não há sentido em manter um Estado no qual o homem não venha em primeiro lugar. E nosso povo clama por emprego, por desenvolvimento, por pão na mesa, por inserção, por dignidade. É passada a hora de nos darmos conta dos excessos contrários, corrigindo-os; não abandonando as políticas tutelares do meio ambiente, mas equilibrando-as dentro da legalidade, e sempre em benefício do homem. Nossos votos são de que se conscientizem disso o Ibama, o Ministério Público, o Ministério do Meio Ambiente e todas essas ONGs que hoje pensam o contrário. Não podemos, porém, deixar de ter em vista nossa responsabilidade como representantes do povo brasileiro no Congresso Nacional. A função precípua desta Casa é ser a caixa de ressonância da sociedade, e por isso considero ser o nosso papel debater essas questões, conhecendo a fundo as opiniões de todos os setores envolvidos. Assim sendo, pretendo sugerir à Comissão de Minas e Energia que promova uma grande reunião para ouvir em audiência pública técnicos do Governo, ambientalistas e empresários, sobre os seguintes temas: a verdade sobre o prejuízo ao meio ambiente causado por projetos; o fato de que muitos projetos são bons para o País e causam um impacto ambiental limitado; a necessidade de mecanismos ágeis para analisar os prós e os contras de um projeto e propiciar uma rápida decisão; o excesso de preciosismo na legislação ambiental; a incapacidade dos órgãos ambientais de trabalhar na velocidade e no ritmo dos negócios do Século XXI. Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Acredito que esse passo, ainda que incipiente, haverá de pavimentar o caminho no rumo do entendimento e do efetivo combate contra tantos fatores que ainda impedem o desenvolvimento pleno de nossa Nação. Muito obrigado! O SR. TAKAYAMA (PMDB-PR. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, para os especialistas, diferentes tipos de câncer podem aparecer no organismo humano por diversos motivos, tanto internos quanto externos. Os primeiros estão diretamente relacionados às questões hereditárias apresentadas pela genética, as pessoas nascem com predisposição cancerígena. Os segundos são de causas ambientais, principalmente, pelos seguintes fatores: tabagismo, hábitos alimentares, alcoolismo, práticas sexuais, uso de medicamentos, fatores ocupacionais e radiação solar. É de suma importância prevenir e diagnosticar o mais cedo possível os casos de câncer, pois 30% deles podem ser evitados, principalmente os que mais matam, como o de pulmão, pele e estômago, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Para prevenir-se do câncer de pulmão deve-se ficar longe do tabaco; para o de pele, deve-se evitar a exposição excessiva às radiações solares, e, para o de estômago é necessário ter uma alimentação saudável, com frutas, legumes, verduras, pão integral e cereais. É lamentável assinalar que o Brasil registrará neste ano 229 mil novos casos entre homens e 237 mil entre as mulheres; ao todo, serão 466 mil pessoas diagnosticadas com algum tipo de câncer. Segundo o Instituto Nacional do Câncer – INCA, o câncer de pele será o top da listagem com 113 mil casos, seguido dos tumores de mama feminina (49 mil), próstata (46 mil), cólon e reto (26 mil), pulmão (26 mil), estômago (23 mil), colo do útero (21 mil) e outros (162 mil). Às vezes as pessoas ficam preocupadas diante da escolha: se tomar sol, terá possibilidade de ter câncer de pele; se não tomar sol, tende a ter osteoporose. Na verdade, são necessários apenas 15 minutos de sol bem cedo, 3 vezes por semana para a síntese da vitamina D, a incorporação de cálcio aos ossos e ao seu fortalecimento. Além disso, essa vitamina pode ser obtida por via oral, com ingestão de alimentos como peixes, frutos do mar e algumas frutas. Embora existam inúmeros tratamentos do câncer exitosos – cirurgia, radioterapia, quimioterapia, transplante de medula óssea etc. —, a melhor opção ainda continua sendo a atenção e prioridade à prevenção. Enumero algumas regras básicas que recolhi ao longo dos últimos meses em diálogos freqüentes com médicos do Paraná: parar de fumar, adotar dieta Sexta-feira 15 12535 alimentar pobre em alimentos gordurosos, limitar o consumo de bebidas destiladas, inserir exercícios físicos à rotina diária, evitar exposição prolongada ao sol e usar filtro solar. Tanto para os homens quanto para as mulheres, é imprescindível a consulta a um especialista habilitado pelo menos uma vez por ano para exames preventivos. Abordo o assunto, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, porque a data de 8 de abril foi reconhecida como Dia Mundial do Câncer. Ressalto a importância dos Governos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 5.563 Municípios brasileiros trabalharem de forma conjunta, perfeitamente integrados, ora disponibilizado informações úteis para a prevenção de doenças cancerosas, ora adotando medidas de controle e de combate sistemático a todos os tipos de câncer. Apresento à consideração das autoridades públicas algumas sugestões para resguardar a saúde dos brasileiros, principalmente para evitar a presença maléfica das neoplasias: 1 – Implantar um projeto anticâncer, por meio de palestras nas escolas públicas e particulares; 2 – Incentivar o auto-exame tanto dos homens quanto das mulheres; 3 – Estimular, por intermédio da mídia, campanhas de combate aos diversos tipos de câncer; 4 – Estimular as pessoas a irem regularmente a consultórios médicos e a clínicas odontológicas; 5 – Difundir os benefícios de uma alimentação rica em vitaminas, sais minerais, proteínas e sem alimentos gordurosos; 6 – Criar ambientes desportivos nos Municípios para prática regular de exercícios físicos, e 7 – Aumentar o número de mamógrafos na rede pública de saúde. Para concluir, Sr. Presidente, solicito a V.Exa. seja este pronunciamento divulgado pelos órgãos de comunicação desta Casa Legislativa. Muito obrigado. O SR. NELSON MARQUEZELLI (PTB-SP. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ao assumir esta tribuna, quero enaltecer o excepcional trabalho desenvolvido pelo Estado de São Paulo no tocante ao seu parque industrial e a sua estupenda participação na pauta das exportações do País. Os números demonstram a capacidade e a pujança dos paulistas, que atingiram R$32,5 bilhões, batendo um recorde histórico, nos embarques efetuados ao exterior, com um aumento de 38,6%. No mesmo período, o total das exportações brasileiras atingiu US$100 bilhões, com um crescimento de 33,8%, in- 12536 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ferior ao crescimento das vendas paulistas, um terço das vendas brasileiras ao mercado externo. O Estado de São Paulo aumentou em 41,4% as suas exportações, comparando-se os dados de fevereiro de 2004 aos de fevereiro de 2005, com um dado adicional importante: cerca de 80% das exportações paulistas são de produtos manufaturados, principalmente aviões, da nossa Embraer, máquinas e equipamentos e produtos alimentícios industrializados. As exportações do agronegócio paulista aumentaram 29,3% no primeiro mês de 2005, em relação ao mesmo período do ano passado. O Instituto de Economia Agrícola – IEA, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, constatou que os embarques do agronegócio em janeiro deste ano somaram US$750 milhões e, como as importações atingiram US$290 milhões (acréscimo de 3,6%), o saldo foi de US$460 bilhões, o que representou crescimento de cerca de 53% sobre o primeiro mês de 2004. De acordo com o IEA, se comparados o comércio exterior do agronegócio paulista com o do agronegócio brasileiro, as exportações de São Paulo representaram 27,5%, cerca de 3,9 pontos percentuais a mais do que em mesmo período de 2004. As exportações do agronegócio brasileiro cresceram 11% em relação ao primeiro mês de 2004, atingindo US$2,73 bilhões (36,7% do total). Já as importações do setor subiram 2,6%, somando US$780 milhões (14,8% do total). O superávit do agronegócio nacional foi de US$1,95 bilhão, 14,7% superior ao de janeiro do ano anterior. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior acaba de divulgar o quadro comparativo de exportações em 2004, e mais uma vez São Paulo mostrou a sua capacidade, tendo exportado US$31,039 bilhões, com um aumento de 34,5% em relação ao ano anterior. No mesmo período, importou US$27,094 bilhões, com um saldo de US$3,945 bilhões na balança comercial. Na comparação, o Brasil exportou US$96,475 bilhões, com um aumento de 32%. Essa é a grande contribuição de São Paulo ao Brasil. Teríamos melhores números se a carga tributária não prejudicasse tanto os nossos empresários, que amargam custos altíssimos de logística, aliados a dificuldades na estrutura portuária brasileira. Temos a obrigação de reverter esse quadro, e já formalizamos a criação na Câmara dos Deputados, com o apoio da Comissão de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, de um grupo de trabalho para radiografar os gargalos no transporte marítimo brasileiro e apresentar soluções para reduzir o Custo Brasil. Vamos trabalhar com o apoio dos empresários paulistas, do Dr. Paulo Skaf – Presidente da FIESP; do Dr. Fábio Meireles – Presidente da FAESP; do Sr. Abril de 2005 Márcio Lopes de Freitas – Presidente da OCB, que estão realizando uma verdadeira revolução nos rumos da indústria e do agronegócio paulista, além dos setores como a indústria de cerâmica de revestimento, jóias e gemas e empresas portuárias. O Brasil tem muito que crescer, e São Paulo será a máquina desse crescimento, que trará empregos e rendas para o País. Muito obrigado. O SR. LUIZ BITTENCOURT (PMDB-GO. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, mais uma vez volto a falar sobre o nosso cerrado, agora para fazer referência especial ao Fórum de Ciência e Tecnologia, promovido em Goiânia pela Sociedade de Ciência e Tecnologia. Anunciou-se nesse encontro que o Estado de Goiás pretende criar, em breve, a Fundação de Apoio à Pesquisa, com dotação orçamentária própria e repasses mensais de verbas, e cuja finalidade principal é a de se dedicar a pesquisas sobre temas importantes para a região, sobretudo aqueles relacionados ao bioma do cerrado. Recentemente, nesta tribuna, tive a oportunidade de falar sobre o assunto, reportando-me especificamente a estudo do ambientalista Washington Novaes, que muito se tem ocupado de programas relativos ao meio ambiente. Agora, esse mesmo defensor de nossa ecologia renova sua denúncia sobre a situação crítica do cerrado, já ameaçado de extinção, segundo o relatório da Conservação Internacional, dado a lume há poucos meses. E afirma que restam pouco mais de 20% da vegetação do bioma, considerados todos os fragmentos, e menos de 5% se considerados apenas os que têm mais de 2 mil hectares contínuos, capazes de permitir a preservação de todas as cadeias da biodiversidade, na avaliação da Embrapa Monitoramento por Satélites. O ambientalista Washington Novaes louva a iniciativa da criação da Fundação de Apoio à Pesquisa, reivindicação antiga da comunidade científica de Goiás, e diz esperar que ela siga os passos semelhantes da paulista, fundada há quase meio século e de longe a mais bem estruturada do País. Conforme sua exposição, os recursos e as pesquisas que permitam conservar, conhecer e explorar de forma sustentável a rica biodiversidade do cerrado – um terço da brasileira e cerca de 5% da planetária – são caminhos seguros para o amanhã, seja na área de medicamentos, seja na de novos alimentos, seja na de novos materiais e de energias renováveis, como as da biomassa. Na palestra que fez para os participantes do Fórum de Ciência e Tecnologia do Cerrado, o ambientalista Washington Novaes afirmou que algumas poucas espécies da Amazônia têm mostrado a importância Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS econômica, social e científica da biodiversidade. Citou, particularmente, a pupunha, que já responde por 10% do mercado brasileiro de palmito, o guaraná, o açaí e o cupuaçu. Mas disse que nossa participação na criação de patentes é insignificante, como têm demonstrado os relatórios da Organização Mundial de Propriedade Intelectual. Cerca de 75% dos medicamentos comerciais realizados no mundo hoje, algumas centenas de bilhões de dólares anuais, provêm dessa biodiversidade. Entretanto, em 2003, fomos responsáveis por apenas 0,2% das patentes registradas. Os Estados Unidos registraram 41 mil; a Alemanha, 13,9 mil; a China, 1,2 mil; a Índia, 611; a África do Sul, 376; e Cingapura, 313. Das patentes brasileiras, apenas 7 foram fruto de pesquisas em universidades. Propõe o ambientalista a abertura de caminhos que levem também à ampliação das áreas de conservação do cerrado nos fragmentos maiores que existem em Goiás, principalmente no Vale do Araguaia, no nordeste, no extremo sudoeste e nas imediações do Parque das Emas, ao lado de algumas – Pirenópolis, Caldas Novas, Serra Dourada, Parque Altamiro Moura Pacheco, em Goiânia, entre outras – que permitirão pesquisar e conhecer a biodiversidade do cerrado goiano. Espera-se, assim, que a Fundação de Apoio à Pesquisa, que deverá ser criada pelo Governo do Estado muito brevemente, venha popularizar essa temática e aproximá-la da sociedade, conscientizandoa da necessidade de cada vez mais proteger o nosso cerrado, que caminha para a extinção. Era o que tinha a dizer. Muito obrigado. O SR. LUIZ SÉRGIO (PT – RJ. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, volto a ocupar esta tribuna para defender o Programa Nuclear Brasileiro. E o faço de peito aberto, convicto de que estou defendendo o melhor para o meu País. A questão que nos é posta não pode ser analisada meramente através da frieza simplificada dos números imediatos. Construir a Usina Nuclear Angra III é uma decisão estratégica importante a médio e longo prazos e tem como objetivo principal a continuidade e o desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro. Estamos colocando em jogo nossa posição no cenário mundial dentro de algumas décadas, e estejamos certos, Sr. Presidente, de que nenhuma nação que tenha abdicado de desenvolver a tecnologia nuclear será capaz de alcançar o pleno desenvolvimento num futuro próximo. Não sou eu quem o diz, Sr. Presidente. Qualquer especialista, qualquer cientista responsável sabe que a decadência dos combustíveis fósseis e as limitações naturais das fontes hidroelétricas levarão, na- Sexta-feira 15 12537 turalmente, ao fortalecimento da matriz nuclear que tem se mostrado eficiente e segura ao longo dos anos. Que fique claro que estamos falando apenas e tão somente do uso pacífico da tecnologia nuclear. Queremos dominar a tecnologia da vida. A nós, brasileiros, pacíficos por natureza, não nos interessa a tecnologia da morte. Angra III é fundamental para o desenvolvimento do Brasil. O País precisa acordar para decisões urgentes como esta que podem influenciar de forma decisiva o nosso futuro. Passo a abordar outro assunto, Sr. Presidente. Fiquei surpreso ao ver as notícias que mostram a posição contrária do Governo argentino à legítima ambição do Brasil de ocupar um lugar permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. Essa história de rivalidade entre povos irmãos não faz o menor sentido. Quando muito deve ser alvo de sadias brincadeiras envolvendo amenidades como futebol ou música popular. No campo político era de se esperar união como a que vem sendo defendida e trabalhada entre o Governo do Brasil e da Venezuela, por exemplo. Nós queremos um continente forte. Esta é a nossa única saída. Divididos, somos fracos demais para fazer frente às necessidades e, principalmente, aos desafios do comércio global. Fico triste com a posição manifestada ontem pelo Vice-Ministro das Relações Exteriores da Argentina. O Brasil tem trabalhado pela integração sul-americana, e o fato de o nosso continente ter um representante no Conselho de Segurança é positivo para todos, ou pelo menos assim deveria ser encarado. São estas as minhas palavras, Sr. Presidente. Muito obrigado. O SR. SANDES JÚNIOR (PP – GO. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, embora seguramente este não seja um assunto de interesse do Governo, que tem usado sua força para protelar esse debate, venho a esta tribuna defender a urgente aprovação do projeto que disciplina a edição das medidas provisórias. Não há dúvidas, Sr. Presidente, de que as MPs são verdadeiras camisas de força na relação do Congresso Nacional com o Executivo. Esta Casa não pode continuar sendo alvo da sanha do Governo por esse uso indiscriminado. Além de prejudicar sensivelmente o debate interno, as MPs travam a votação da pauta de projetos. E o travamento da pauta é extremamente prejudicial para uma Casa onde os grandes temas nacionais devem ser discutidos. Esta Casa começa a analisar o relatório do ilustre Deputado Sigmaringa Seixas. O nobre Parlamentar sugere um prazo de 45 dias para a tramitação das MPs 12538 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS na Câmara, dividido da seguinte maneira: 10 dias para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania decidir se a medida é urgente e relevante; 20 dias para uma Comissão Temática votar a proposta, e mais 15 dias para o Plenário aprovar ou rejeitar a medida. Só depois desse prazo a MP passaria a trancar a pauta. Trata-se de uma discussão, eu diria, preliminar, porque esta Casa precisa discutir o assunto com a maior profundidade possível. O nobre Deputado sugere ainda que o prazo comece a contar do zero assim que a MP chegar ao Senado, o que acabaria com a reclamação dos Senadores de que não têm tempo para discutir as medidas antes de elas trancarem a pauta. Admite, ainda, a possibilidade de alternância na tramitação das MPs entre a Câmara e o Senado, mas a urgência e a relevância da medida só seriam julgadas em uma das Casas. Ou seja, se mantivermos o critério atual, de que a medida provisória tem sua tramitação iniciada na Câmara e em seguida vai ao Senado, o juízo de admissibilidade seria apenas da CCJ da Câmara. Se for aprovado o critério da alternância, seria da Comissão de Constituição e Justiça da Casa em que ela iniciasse sua tramitação, explica. Agora, Sr. Presidente, está claro que é preciso fixar um limite para o número de MPs em tramitação, ao mesmo tempo, de modo a não sufocar o Poder Legislativo com esse tipo de medida que, a meu ver, só deveria ser usada em casos excepcionais. Sr. Presidente, agradeço a atenção a mim dispensada. A SRA. GORETE PEREIRA (PMDB – CE. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero abordar hoje um dos grandes problemas que pode afligir uma família: o desaparecimento de crianças e adolescentes. Em muitos casos, o sumiço pode ser resolvido rapidamente, mas em outros podem-se levar anos de busca, espera e angústia. No Ceará, dados da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente – DCECA revelam que, nos últimos 2 anos, ocorreram 151 casos de desaparecimento de crianças e adolescentes. Em 2005, foram registrados 3 casos. É preciso alertar para a inexatidão desses números, que podem ser maiores, pois não se tem conhecimento de trabalho de unificação das ocorrências realizadas em todo o Estado. Na quase totalidade, as famílias conseguem reencontrar as crianças em curto espaço de tempo. Geralmente, os motivos do sumiço de um adolescente estão relacionados à dificuldade de subsistência, a conflitos familiares, a maus-tratos e a abuso sexual. No caso de meninas, aponta-se também a fuga para acompanhar o namorado. Já no caso de crianças, o Abril de 2005 desaparecimento pode ser motivado por seqüestros, raptos ou conflito de guarda entre pais separados. Em 2002, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos criou a Rede Nacional de Identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidos, órgão que tem a missão de prevenir o desaparecimento e colaborar no reencontro dos desaparecidos. De acordo com números da Rede, 40 mil crianças e adolescentes desaparecem anualmente no País. Desse total, 90% retornam aos lares por vontade própria ou pelo sucesso do trabalho das autoridades de investigação. Os 10% restantes são considerados “muito graves”. No Brasil, existem hoje 3 mil casos não solucionados, número elevado, que nos causa apreensão. Para facilitar o trabalho da Rede na localização de crianças e adolescentes desaparecidos, gostaria de acrescentar que o órgão está empenhado na implementação de medidas como o envelhecimento digital de imagens, além de estudar a implantação de um banco nacional de DNA. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a situação é preocupante. É preciso alertar a família para que, tão logo perceba a ausência da criança, comunique-a imediatamente à polícia, ao SOS Criança e à Delegacia de Proteção ao Menor e ao Adolescente. Não há necessidade de prazo de 24 horas para o registro da ocorrência, e a rapidez nessa providência contribui para facilitar a busca e a localização, evitando-se que a criança seja conduzida a local mais distante. Neste momento, também devemos salientar a questão do tráfico internacional, pois sabemos que muitas crianças desaparecem para serem vendidas, tanto para adoção como para comercialização de órgãos. Segundo reportagem do jornal O Povo, de 6 de março de 2005, uma criança na Europa pode custar 25 mil dólares. No Ceará, famílias de menor poder aquisitivo e de pouco acesso à informação têm vivido o drama dos desaparecimentos. Ainda de acordo com a matéria do jornal, em Pacajus, Município distante 49 quilômetros de Fortaleza, desapareceu, em 14 de novembro de 2004, a menina Francinara Ferreira da Costa, de 11 anos. A criança trabalhava com a irmã numa barraca de bijuterias no mercado de Pacajus. Foi à barraca da mãe, dona Rita, pedir dinheiro para lanchar e depois disso não foi mais vista. A família não perde as esperanças e investe os poucos recursos para averiguar pistas que levem ao paradeiro de Nara. Esse é apenas um caso que me serve de exemplo por ser no meu Estado, o Ceará, mas que reflete o desespero das famílias brasileiras que vivem esse problema, principalmente aquelas menos assistidas e sem poder de mobilização. Sirvo-me dele para di- Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12539 zer que se torna indispensável uma ação rigorosa do Poder Público, pois a sociedade anseia por medidas enérgicas para o combate, investigação e punição de crimes que envolvam o tráfico e o desaparecimento de crianças. Ao manifestar às famílias vítimas desse sofrimento meu apoio e irrestrita solidariedade, quero finalizar reconhecendo a contribuição e o trabalho humanitário de grupos sociais e entidades não-governamentais que se organizam para que essas famílias possam reencontrar suas crianças. Muito obrigada. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Passa-se ao Nada mais oportuno, portanto, do que acelerar a discussão e a votação de minha iniciativa, que voltou a tramitar, desde o ano passado, dentro das mesmas concepções originalmente sugeridas ao exame do Congresso Nacional. Mesmo a latere do Projeto Ronaldo Caiado, bem que o intento de se estabelecerem prévias poderia vir a constituir item compulsório dos debates aqui inseridos, com as quais se poria fim às disputas internas, que desgastam a legenda e os eventuais concorrentes. Em 2001, o projeto aludido, de número 4.115, foi amplamente justificado, como se infere do texto abaixo transcrito: V – GRANDE EXPEDIENTE Já se cogita, entre algumas agremiações partidárias, da realização de prévias eleitorais, objetivando promover a indicação, à respectiva Convenção Nacional, do candidato que deverá disputar o voto popular para a Presidência da República, no pleito de outubro de 2002. A iniciativa valoriza, significativamente, a manifestação das bases de cada facção, dando-lhes, assim, expressiva e justa participação no processo de escolha daquele que, pelo período de quatro anos, pretende dirigir os destinos do País. Com a finalidade de tornar obrigatória esta salutar providência, de conotação eminentemente democrática, é imprescindível que lei específica disponha sobre tal exigência, em caráter formal e compulsório, como forma de vitalizar o correto funcionamento de nossas estruturas partidárias. É indiscutível que o lineamento consubstanciado no projeto reflete um sentimento latente que há predominado entre a militância de numerosas legendas, transferindo-se das cúpulas para as bases tão relevante deliberação. Sobre o assunto, o professor Dalmo de Abreu Dallari afirma, lapidarmente em artigo publicado na Folha de S. Paulo: ‘O partido que optar pela realização de prévias partidárias ganhará o respeito do eleitorado brasileiro e certamente seu candidato terá grande possibilidade de receber o apoio de eleitores e de entidades que detestam as imposições das cúpulas políticas e anseiam por transparência e autenticidade na vida pública’. Sendo assim, confio em que a presente proposição haverá de merecer indiscrepante acolhida por parte de todas as bancadas com assento no Congresso Nacional, bem como repercutirá favoravelmente junto à opinião pública brasileira. Sr. Presidente, a renovação deste assunto, de importância vital para a democratização na escolha dos O SR. MAURO BENEVIDES – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. MAURO BENEVIDES (PMDB-CE. Pela ordem. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, na sessão legislativa passada, submeti à apreciação desta Casa projeto de lei que estabelece a obrigatoriedade de realização de prévias eleitorais para a escolha de candidatos a Presidente da República, Governador de Estado e Prefeito Municipal, numa forma de democratizar o processo de seleção dos que aspiram postular os aludidos cargos. Há poucos dias, em declarações à imprensa, o Senador Eduardo Suplicy, referindo-se especificamente à questão relacionada a São Paulo, defende tal sistemática, considerando-a necessária para identificar a tendência preferencial de seus correligionários na próxima disputa para o Palácio Bandeirante. Segundo há sido noticiado, além do Senador, pretendem concorrer à sucessão de Geraldo Alckmin, na legenda do Partido dos Trabalhadores, a ex-Prefeita Marta Suplicy, o Senador Aloizio Mercadante e o Deputado João Paulo Cunha, num contexto de confronto interno, que seria resolvido mediante manifestação dos que se acham filiados à agremiação do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mencione-se, por oportuno, que a proposição de minha lavra foi relatada, na época, pelo então Deputado José Roberto Batochio, que a considerou perfeitamente constitucional, em consonância com a legislação partidária em pleno vigor entre nós. Como a temática da reformulação de nossa sistemática eleitoral e partidária não prosperou naquela ocasião, agora o impasse político em São Paulo aponta, inexoravelmente, para aquela alternativa, que abrangeria as demais siglas existentes em nosso País. Justificação 12540 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS candidatos majoritários de cada facção, decorreu de entrevista do Senador Eduardo Suplicy, que se inclui, juntamente com a ex-Prefeita Marta, o Senador Mercadante e o Deputado João Paulo, como pretendente à sucessão de Alckmin à frente da maior unidade federada do País. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao primeiro orador inscrito, nobre Deputado Humberto Michiles. S.Exa. dispõe de 25 minutos na tribuna. O SR. HUMBERTO MICHILES (Bloco/PL-AM. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Deputado Inocêncio Oliveira; companheiros Srs. Deputados e Sras. Deputadas, inicio este pronunciamento relatando uma trágica história de violência ocorrida em Manaus. Contarei esse episódio não para expressar minha dor e angústia pessoal, mas porque, por meio dele, será possível retratar o caos vivido em nossa capital na área de segurança. Veremos a deficiência da polícia, a falta de recursos científicos e tecnológicos primordiais, o desperdício de recursos do Estado e o nível de crueldade que o ser humano pode atingir, sobretudo quando tem a certeza da impunidade. José Maria Braule Pinto, na juventude um dos mais destacados desportistas do Estado do Amazonas, hoje com cinqüenta e poucos anos, profissional liberal, casado com Aldizangela Martins de Lima, com quem tem uma filha de 4 anos, vive um drama. Sua esposa e filha, ao final da tarde, saíam de shopping em Manaus quando foram rendidas por um bandido armado com revólver que lhe pediu dinheiro. Informado pela vítima de que dispunha de apenas cento e poucos reais, obrigou-as a retornar ao shopping, onde realizou várias compras. A câmera interna registrou a cena do bandido desfilando de mãos dadas com a criança. Terminadas as compras, já no início da noite, após circularem pela cidade, o bandido, que dirigia o carro da vítima, pára em um bairro de classe média alta e friamente pergunta-lhe se ela queria morrer. Mesmo depois de Aldizangela suplicar pela própria vida, ele retruca dizendo que ela iria morrer assim mesmo e dispara um tiro à queima roupa que lhe atinge a cabeça. A criança começa a chorar e a gritar, e o bandido dispara um segundo tiro, também à queima roupa, que atinge a nuca da menina. Mesmo gravemente ferida, Aldizangela conseguiu ligar o carro e, deslocando-se lentamente pela contramão, chamou a atenção de 2 médicos cirurgiões que coincidentemente passavam pelo local e imediatamente lhes prestaram socorro. A crueldade e a luta de mãe e filha pela vida chocaram a todos em Manaus. Abril de 2005 Vou ler agora algumas manchetes que retratam o caos da segurança pública em meu Estado. Jornal A Crítica: Polícias só resolvem crimes na base do olhômetro; Polícia do Estado está na Idade da Pedra. Vou ler pequeno trecho da matéria: “De acordo com promotores e juízes que atuam nas Varas Criminais e no Júri Popular, há muito tempo que os inquéritos estão chegando à Justiça apenas munidos de provas testemunhais ou, no máximo, com laudo de exame de necropsia, que não são suficientes para provar se uma pessoa é culpada ou inocente”. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, foi preso um cidadão que já se confirmou não ser o assassino, e agora surge investigação paralela – de um Deputado Estadual, autorizado pelo Governador – que aponta ex-presidiário já assassinado e enterrado sem ter tido sua verdadeira identidade esclarecida. Outra manchete: Polícia lança operação para reduzir criminalidade. Está estampada no jornal uma foto com cavalo, viatura, helicóptero, e há o anúncio de uma data em que a polícia vai realizar megaoperação. É preciso ser não um bandido, mas uma besta para ser apanhado numa operação dessas, anunciada em manchete de jornal, com data e local para acontecer. Outros jornais: Barreiras para pegar matadores. São manchetes que demonstram ações pirotécnicas, mas de pouco resultado efetivo. Ouço, com prazer, o nobre Deputado Costa Ferreira. O Sr. Costa Ferreira – Nobre Deputado Humberto Michiles, parabenizo V.Exa. pelo tema que traz a este Plenário, inclusive para servir de subsídio a um debate mais aprofundado no que concerne ao combate à violência, que está grassando cada vez mais em todos os recantos do nosso País. V.Exa., em boa hora, aborda este assunto que preocupa toda a Casa. A violência e a intranqüilidade que assolam os lares brasileiros têm de ter um basta. A sociedade precisa ter conhecimento e envolver-se nessa causa, e o Poder Público precisa tomar as necessárias e adequadas medidas para acabar com a violência, que se amplia com o narcotráfico e a prostituição infantil. Parabenizo V.Exa. pelo trabalho e pela preocupação que demonstra com a violência em nosso País. Muito obrigado. O SR. HUMBERTO MICHILES – Ouço, com prazer, o Deputado Alberto Fraga. O Sr. Alberto Fraga – Deputado Humberto Michiles, parabenizo V.Exa. por abordar assunto salutar, polêmico. Percebe-se que para a polícia falta metodologia científica e de trabalho. Mas veja V.Exa. como ela pode fazer. Criaram o melhor instrumento dos últimos Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS tempos para combater a criminalidade no Brasil, o Fundo Nacional de Segurança Pública, que custou na faixa de 1 bilhão, 1,5 bilhão de reais. Hoje, o Governo Lula mantém esse fundo contingenciado e, quando consegue executá-lo, utiliza apenas 20% da previsão orçamentária. Por isso, as polícias vivem nesse estado de penúria, de miséria. V.Exa. faz uma afirmação com a qual todos nós concordamos: a polícia precisa de equipamentos. Além do mais, ela – isto é vergonhoso, e o Governo Lula deveria tomar vergonha, dar um jeito nisso – elucida apenas 2,8% dos crimes praticados no Brasil. A Polícia Judiciária, ou seja, a Polícia Civil, esclarece apenas 2,8% de todos os crimes que acontecem no País. Precisa fechar as portas para fazer alguma coisa que preste. Parabenizo V.Exa. pela coragem e pelo grande teor do discurso. Espero que esta Casa acorde para o problema da segurança pública. Muito obrigado. O SR. HUMBERTO MICHILES – Deputado Alberto Fraga, agradeço a V.Exa., Parlamentar da área, o aparte. Os dados apresentados por V.Exa. são estarrecedores e falam por si mesmos. Por isso, a Casa tem que se posicionar. Hoje, o Jornal da Câmara informa que o Presidente Severino Cavalcanti definiu a segurança pública como prioridade. Mas é preciso que também haja gerenciamento, que não se desperdicem recursos em ações que têm efeito pirotécnico e nenhuma eficácia. Vou dar um exemplo. Há algum tempo, no Estado do Amazonas, instalou-se um sistema de acompanhamento de viaturas via satélite. Pela foto, a sede do sistema parece até uma sala da Nasa. Nesse sistema, que era importado, foram gastos quase 20 milhões de reais. Sabem como ele está atualmente? Desativado. Falta recursos, mas não é a causa principal do problema. Talvez a causa principal seja a falta de uma definição mais adequada sobre gestão, prioridades e investimentos. Quanto à polícia, não dá mais trabalhar na base do olhômetro. Tem que haver investimento em recursos humanos e tecnológicos. Ouço, com prazer, o nobre Deputado Mauro Benevides. O Sr. Mauro Benevides – Deputado Humberto Michiles, o pronunciamento de V.Exa. na tarde de hoje marca presença firme e determinada na abordagem de uma temática marcadamente palpitante, que certamente inspirou Severino Cavalcanti quando, ontem, investido da autoridade da cadeira presidencial desta Casa, fez candente pronunciamento à Nação sobre o combate à violência. Portanto, o pronunciamento de V.Exa. oferece um lastro, com um fato concreto, da absoluta justeza com que se posicionou o Presidente da Sexta-feira 15 12541 Casa quando praticamente conclamou as autoridades e o povo brasileiro para uma grande cruzada contra a violência no País. O SR. HUMBERTO MICHILES – Nobre Deputado, agradeço a V.Exa. o aparte. Ouço, com prazer, o nobre Deputado Neucimar Fraga. O Sr. Neucimar Fraga – Nobre Deputado Humberto Michiles, queremos parabenizá-lo por tocar em assunto que, com certeza, tem chamado a atenção da sociedade brasileira, que já não suporta mais conviver com índices tão grandes de violência. Quando é cobrada uma ação do comandante da polícia, ele diz que a causa do problema é a falta de políticas públicas e sociais das Prefeituras e dos Governos de Estado; quando cobramos das Prefeituras, o Prefeito diz que estão investindo no social, mas que falta policiamento ostensivo para que se faça uma segurança preventiva; quando cobramos dos comandantes e delegados que fazem as prisões, eles dizem que têm feito trabalhos de investigação, que estão prendendo, mas que a Justiça é frouxa; quando cobramos do Judiciário, ele diz que o Código Penal tem que ser mudado, mas que não é o Judiciário que faz as leis, mas Legislativo, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal; quando o assunto chega à Casa, muitos dizem que é difícil fazer as votações necessárias, porque, no momento das votações, aparecem as comissões de direitos humanos, os lobbies de advogados e de policiais, tentando deixar brechas nas leis para facilitar suas defesas. Jogamos a culpa no Poder Executivo. O Executivo, por sua vez, diz que é um problema antigo e que não tem como resolver dentro de 4 anos. Com isso, passa-se o tempo e continuamos convivendo com alto índice de violência, as famílias sofrendo, perdendo seus entes queridos, seus filhos. Portanto, parabenizo V.Exa., Deputado Federal pelo Estado do Amazonas, e também o Estado do Amazonas, por conduzir a esta Casa um Deputado com compromisso como o que V.Exa. tem, não só com o Estado do Amazonas, mas também com todo o povo brasileiro. Parabéns pelo pronunciamento. O SR. HUMBERTO MICHILES – Nobre Deputado, V.Exa. é do Espírito Santo e tem uma atuação destacada nesta Casa, sobretudo nessa área. Meus agradecimentos. Vou dar seqüência ao meu pronunciamento, Sr. Presidente, Srs. Deputados, relatando apenas esse episódio. Poderia relatar outros tantos crimes, assassinatos bárbaros, brutais, em que não foi dada a menor satisfação à sociedade. Lembro de um assassinato ocorrido em meu Município de Maués, em que uma pessoa foi espancada, na frente da delegacia, até a morte, e até hoje não se deu uma satisfação à opi- 12542 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS nião pública. Trata-se de um verdadeiro desrespeito à cidadania. Prossigo. A prisão do suposto assassino foi feita apenas com base no depoimento de testemunhas e no possível reconhecimento feito pela vítima, dopada e em estado grave. Não haviam sido coletadas as impressões digitais, nem feito o exame residual de pólvora das mãos do suposto assassino. Segundo os investigadores da polícia, não há sequer fita plástica para preservar o local do crime. Não há recursos científicos e tecnológicos para saber se o sangue encontrado numa faca é de animal ou de ser humano. Para completar esse quadro caótico, ainda são comuns denúncias de que nas delegacias policiais se recorre ao método de prender para investigar, ao invés de investigar para prender, como bem lembrou hoje o Promotor Cândido Honório. Essa lista poderia estender-se ainda mais. Não há laudos de exames periciais e de fotografias dos locais dos crimes. Não se realizam exames de balística, de impressões digitais dos suspeitos ou acusados e laudos residuográficos. Essas são provas essenciais em qualquer investigação, capazes de identificar e colocar criminosos na cadeia. Esse inacreditável despreparo gera números estarrecedores. Noventa por cento dos inquéritos policiais chegam às varas criminais sem elementos suficientes para se iniciar o processo. De cada 10 crimes, apenas 1 é punido. Esses dados revelam de forma clara e dramática o grau da impunidade. E pior, pela falta de recursos técnicos, é possível que muitos inocentes estejam pagando injustamente por crimes que nunca cometeram. E o que tem sido feito? Para transmitir à população a impressão de que ações têm sido desenvolvidas, a opção tem sido por ações espetaculares, pirotécnicas, como, por exemplo, desfile de viaturas, aluguel de helicóptero, exposição de equipamentos no sambódromo da cidade. Já disse que se gastaram quase 20 milhões para implantar um sistema de rastreamento das viaturas policiais que hoje está desativado. Não culpo o atual Governo por tê-lo desativado. Não estou convencido da sua importância, da necessidade de implantá-lo. Enquanto isso, necessidades básicas, mínimas, essenciais para uma segurança decente são negligenciadas. O que é preciso ser feito? Tomo as palavras do ilustre Promotor de Justiça Dr. Valber Luís do Nascimento: “Não basta comprar armas, viaturas, construir novas delegacias. É preciso investir na polícia científica”. Segundo ele, não há polícia científica no Estado do Amazonas. Os institutos de criminalística e o Instituto Médico Legal só têm o prédio e funcionários, não cumprem seus objetivos, ou seja, não produzem provas Abril de 2005 científicas para colaborar com as investigações. “Como polícia científica não aparece, não dá mídia, não há interesse em equipá-la”, conclui o promotor. Vejamos o que diz ainda o Juiz Aristóteles Lima Touri: “Sem as provas científicas no processo, o promotor não tem como denunciar o réu”. Nesses casos, o Ministério Público devolve o inquérito para a delegacia realizar novas diligências. O delegado fica à espera de que fatos novos ocorram para dar prosseguimento às investigações. Com o passar do tempo, o Ministério Público acaba pedindo o arquivamento. O que passa a acontecer é o que disse a Deputada Juíza Denise Frossard, nome de respeito nessa área, que se deparou com muitos assassinatos sem assassinos. Na hora em que é pedido o arquivamento, temos um assassinato sem assassino. Essa prática gera impunidade. Por isso, a violência aumenta a cada ano. É preciso ressaltar que as polícias do Amazonas dispõem de recurso humano qualificado e competente. Posso citar o Diretor-Geral da Polícia Civil, Dr. Frederico Mendes. O Estado dispõe também de recursos financeiros para promover uma transformação, porque a receita estadual tem crescido todo ano. Falta vontade e locação eficiente dos recursos. Deputado Átila Lins, na semana passada, conversei com 3 tenentes-coronéis da ativa da Polícia Militar. Perguntei como estava a corporação. A resposta foi que faltava até papel para as necessidades básicas. Ouço, com prazer, o nobre Deputado Átila Lins. O Sr. Átila Lins – Ilustre Deputado Humberto Michiles, Deputado do Amazonas, seu colega, reconheço que V.Exa. traz a esta Casa a indignação do povo de Manaus e do povo amazonense com esse fato ocorrido na semana passada. Aliás, é indignação da sociedade organizada e dos seus dirigentes, do Governador Eduardo Braga, que, em medida de certa dureza, substituiu o Comandante da Polícia Militar depois desse seqüestro relâmpago, pois observou que a corporação não estava dando a devida atenção ao fato, sem paralelo no Estado, tal o grau de seriedade com que S.Exa. encara a questão de segurança pública. V.Exa. há de convir que o Governador melhorou bastante a segurança pública do Amazonas. O problema é que essa questão foge dos umbrais do Estado por se tratar de crise nacional. Se fizer rápida retrospectiva, verá que a violência urbana atinge o Brasil de ponta a ponta. E o Governo Federal nem assim se sensibilizou. Tanto que este ano 50% do Fundo Nacional de Segurança Pública estão contingenciados, deixando o Governo sem condições de ajudar os Estados a melhorar esse serviço prestado à população até mesmo para comprar os equipamentos, que V.Exa. reclama com muita propriedade, de alta tecnologia, para dotar Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS a policia de um sistema capaz de atuar não apenas pelo olhômetro, mas com tecnologia ampla. É preciso apoio do Governo Federal. Mas o Governo Estadual, volto a reafirmar, tem dado atenção especial, mesmo a despeito de entender que o problema da segurança pública não é apenas do Amazonas, mas nacional. Realmente, o Governador Eduardo Braga e sua equipe têm feito o melhor de seus esforços. Solidarizo-me com V.Exa., pois traz a esta Casa tema que merece reflexão de todos nós e apoio para que os órgãos encarregados tenham os meios necessários para combater a criminalidade e a violência. Com isso ajudaremos a sociedade, que está completamente desprotegida. Parabenizo V.Exa. pela preocupação, ao trazer tema palpitante e polêmico para o debate. O SR. HUMBERTO MICHILES – Deputado Átila Lins, agradeço a V.Exa. o aparte. Antes de ouvir o Deputado Marcos de Jesus, enfatizo que o pronunciamento que faço não é contra o Governador Eduardo Braga. Aliás, não é contra A ou B, é a favor de uma polícia qualificada, que tenha condições para realizar com eficácia seu trabalho, a fim de inibir a certeza da impunidade. Tenho certeza, Deputado Átila Lins, de que os recursos disponíveis, que talvez não sejam muitos, podem e devem ser mais bem aplicados, em ações que têm menor visibilidade, mas maior resultado. Que tratemos isso não como questão partidária. Ontem, foi a esposa de um cidadão de família conhecida, como V.Exa. sabe, Braule Pinto. Amanhã, pode ser a minha, a sua esposa, a esposa de qualquer um de nós. Como disse o parente de uma vítima no Rio de Janeiro, citado aqui no pronunciamento da Deputado Juíza Denise Frossard: ser vítima da violência no Rio de Janeiro é questão de tempo. Temos que trabalhar para resolver a situação antes que a violência chegue a um nível ainda pior e se torne irreversível. Ouço, por concessão da Mesa, o nobre Deputado Marcos de Jesus. O Sr. Marcos de Jesus – Deputado Humberto Michiles, parabenizo V.Exa. pelo brilhante pronunciamento. Manifesto de público minha admiração pela brilhante atuação que tem na Casa. V.Exa. não tem só lutado pela segurança pública do Estado e do Brasil, mas tem trabalhado para levar recursos para que a segurança, a educação e a saúde estejam em patamar elevado no Amazonas. Parabenizo V.Exa. por isso. Tenho certeza de que a Polícia do Amazonas, se tivesse condições favoráveis, faria o melhor. No meu Estado, policiais militares e civis têm doado a própria vida para que nós, sociedade civil, continuemos com vida. Mais uma vez, reitero sua brilhante atuação. Parabéns por ter tocado em tema tão importante, que aflige tanto os Sexta-feira 15 12543 brasileiros. O Amazonas e o Brasil estão de parabéns por terem nesta Casa um Deputado que atua não só em favor da área de segurança, mas das de saúde, de educação, de transportes – aliás, nossas estradas não estão boas. Parabéns, nobre Deputado Humberto Michiles, pelo seu pronunciamento. O SR. HUMBERTO MICHILES – Agradeço as palavras generosas ao nobre Deputado Marcos de Jesus. Na verdade, o assunto que ia trazer a esta tribuna não era este. Trouxe-o apenas pela situação, que se agravou muito em Manaus. Sr. Presidente, disse o Promotor Francisco Cruz, de quem tomo emprestado as palavras: “O gigante fosso que se formou entre o aparelhamento do Estado e a criminalidade é o verdadeiro motor do desenfreado crescimento da violência urbana. A cada dez crimes cometidos, apenas um recebe punição. Nada mais preocupante. A grande verdade, não nos iludamos, é que enquanto não houver maciço investimento do Estado em recursos tecnológicos, envolvimento das ciências afins, qualificação e reciclagem dos agentes públicos responsáveis pela prevenção e repressão do crime, a violência, especialmente a urbana, ainda enlutará milhares de lares em Manaus” – e outras cidades do Amazonas. “O que inibe a criminalidade é a certeza da punição. E como punir o malfeitor se a investigação criminal é conduzida de forma absolutamente artesanal e amadora onde a intuição se sobrepõe ao conhecimento científico? Alguma coisa está faltando, e as autoridades da área de segurança precisam nos dizer o que é e, sobretudo, solucionar o problema”. O jovem Governador Eduardo Braga, que foi, pela sua inteligência, depositário das esperanças do povo amazonense, precisa chamar para si a responsabilidade e oferecer segurança e tranqüilidade à população, liderando ações para dotar a polícia de condições e meios para bem cumprir sua missão. Que chame o Legislativo, que integre o Judiciário, que busque a colaboração imprescindível do Ministério Público, que constitua um grupo com o objetivo de planejar e implementar, sob sua supervisão, um plano capaz de diminuir a números civilizados os crimes impunes que afrontam a população do Amazonas. O Governo tem obrigação de dar uma resposta à população, não espasmódica e episódica, para acalmar momentaneamente a indignação de uma sociedade assustada com esse nível de violência, mas que transmita a todos que no Amazonas se constrói uma polícia competente, capaz, qualificada e com recursos tecnológicos e científicos necessários para garantir o retorno da tranqüilidade à população. 12544 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Como bem divulga o editorial intitulado A Agonia da Cidade, do jornal Diário do Amazonas, “além do desejo de ver os responsáveis por tamanha violência punidos, os habitantes de Manaus querem de volta a certeza de que podem ir e vir; querem de volta o direito de andar pela cidade, de sair para o trabalho, ao passeio, as compras e saber que não estão sozinhos, que há um sistema eficaz zelando por eles. A cidade, diante do drama de muitos e da explosão da violência, está doente. O tratamento exige uma outra receita”. Sr. Presidente, gostaria de ler mais uma manchete que comoveu a cidade: Viva, Laura, Viva. A menina ferida com um tiro em seqüestro relâmpago acorda chamando pela mãe. Laurinha acordou ontem de manhã demonstrando incrível poder de recuperação. De acordo com o último boletim médico, divulgado pelo Hospital João Lúcio, onde a menina está internada, ela mantém respiração espontânea e se alimenta por via oral. Laura responde com gestos aos comandos da equipe médica em virtude da sua dificuldade para falar. Sr. Presidente, essa criança, após levar um tiro na nuca à queima roupa, recuperou-se. Que a sua força, que a força da sua mãe, que a sua garra, a sua luta pela vida nos sirva de exemplo no combate à violência. Com a graça de Deus e com o esforço de todos, tenho absoluta convicção de que nós, cidadãos amazonenses, também sairemos vitoriosos em nossa luta pela vida. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Rogério Teófilo) – Agradeço ao nobre Deputado Humberto Michiles. Aproveito para comunicar a presença em plenário do Prefeito de Prados, Minas Gerais, Gustavo Gastão, ao lado do seu correligionário Deputado Reginaldo Lopes. Durante o discurso do Sr. Humberto Michiles, o Sr. Inocêncio Oliveira, 1º Secretário, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Rogério Teófilo, § 2º do art. 18 do Regimento Interno. O SR. PRESIDENTE (Rogério Teófilo) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Marcelo Ortiz, para uma Comunicação de Liderança, pelo PV. O SR. MARCELO ORTIZ (PV-SP. Como Líder. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, pela primeira vez ocupo a tribuna para lamentar fatos ocorridos nesta Casa e que não coadunam com quem não os merece. Ontem, pouco antes de terminar a sessão, houve uma votação simbólica. Terminado o processo – que não satisfez o Líder Deputado Rodrigo Maia —, S.Exa. Abril de 2005 solicitou que ficasse consignado que a base havia votado contra. Embora presente na ocasião, Sr. Presidente, não me foi possível fazer uma observação, porque não houve tempo, mas faço-a agora. Antes de o Deputado Rodrigo Maia acusar a base e dizer que ela não queria continuar os trabalhos, S.Exa. deveria ter pedido – como lhe faculta o Regimento – verificação de votação. Se assim fizesse, saberia quem era a favor ou contra a prorrogação da sessão de ontem. O meu partido, o Partido Verde, que pertence à base, queria a prorrogação dos trabalhos. E era interessante que isso tivesse acontecido, porque teríamos tido a oportunidade de eliminar obstáculos da pauta. Logo no início desta sessão, ouvi o Deputado Antonio Carlos Pannunzio – por quem tenho grande respeito – dizer que hoje não haveria votação, porque a base não está presente. Sou Deputado do Partido Verde, que faz parte da base, e manifesto-me neste instante para dizer a S.Exa. que não haverá continuidade dos trabalhos porque o Relator da MP nº 227 vai pedir prazo para a apresentação do seu parecer. Nesta Casa, há certos fatos que temos de trazer a público para que a verdade seja conhecida. Participamos da reunião de Líderes e nela ficamos sabendo o que ocorrerá ou não durante a sessão. Fica registrado o meu protesto pelo posicionamento desses 2 Deputados. Antes de qualquer tipo de manifestação, deveriam ter verificado, por exemplo, que ontem, na qualidade de Líder do Partido Verde, não levantei a mão para opor-me à continuidade dos trabalhos. Sr. Presidente, muito obrigado pela oportunidade. O SR. LINCOLN PORTELA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Rogério Teófilo) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. LINCOLN PORTELA (Bloco/PL-MG. Pela ordem. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, hoje, venho à tribuna desta Casa falar dos nossos irmãos africanos, e infelizmente as notícias não são boas. Relatório elaborado por especialistas do Programa das Nações Unidas contra a AIDS prevê que cerca de 90 milhões de africanos podem ser infectados com o vírus HIV até 2025, caso não sejam implementadas novas e urgentes medidas. Atualmente, estima-se que 25 milhões de africanos estejam infectados com o vírus da AIDS. Caso não recebam tratamento terapêu- Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS tico adequado, número bem significativo de pessoas pode desenvolver a doença. A região africana é a mais afetada pela doença, desde seu surgimento há 20 anos. Com a evolução da epidemia, os países da região podem ficar cada vez mais marginalizados do processo de globalização e registrar queda de investimentos e de ajuda exterior. O continente espera poder aplicar medidas mais rigorosas, apesar dos recursos limitados, evitando assim 24 milhões de novos casos nos próximos 20 A diretoria do Programa considera os resultados hipotéticos, mas adverte que milhões de novas infecções podem ser evitadas se a África e o resto do mundo decidirem abordar a crise como algo excepcional que detém um poder devastador para sociedades e economias inteiras. Alerta também para o fato de que existe um abismo entre a necessidade e a disponibilidade de recursos para a luta contra a Aids. Em 2003, o total destinado aos países em desenvolvimento para esse objetivo chegou a US$4,7 bilhões, metade do que seria necessário para realizar um combate adequado da epidemia. O texto entende que não somente dinheiro é fator essencial para a melhoria dos resultados da situação atual, mas também a utilização desses recursos com eficiência e o financiamento de outros objetivos em favor do próprio desenvolvimento. Sr. Presidente, a ONU conclui que há cerca de 40 milhões de pessoas infectadas com o vírus da AIDS em todo o mundo, das quais a maior parte se concentra nas regiões mais pobres da África. E esses doentes sentem falta de atendimentos mais eficazes. Espero que o mundo inteiro se volte novamente para essa questão. Logo quando surgiu, a AIDS foi falada, discutida e considerada por todo o planeta como um mal sem volta. Hoje, parece adormecida, parece que as guerras estão superando as questões humanitárias e sociais. Investir em pesados armamentos não protege nossas nações. O HIV é transparente, não tem cor nem barreiras. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Rogério Teófilo) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Antenor Naspolini. O SR. ANTENOR NASPOLINI (PSDB-CE. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, saúdo todos os que estão sintonizados com a TV Câmara, neste momento, especialmente os Estados do Ceará e Santa Catarina. Sr. Presidente, tendo dedicado toda a minha vida profissional à causa da educação, com ênfase na educação básica, sinto-me honrado pela oportunidade de assomar à tribuna para conclamar os nobres colegas a se engajarem em um compromisso que, de Sexta-feira 15 12545 algum tempo, vem-se firmando no seio da sociedade brasileira e que neste momento precisa do concurso imprescindível de todas as Sras. e os Srs. Deputados que, com o melhor senso do dever, animam e qualificam os trabalhos desta Casa. Refiro-me à preciosa oportunidade de nos alinharmos ao lado de milhares de homens e mulheres de boa vontade, de visão ampla, que trabalham na construção do primeiro pacto para a refundação do Brasil: o pacto pelo nosso futuro, que é o que podemos fazer pelos nossos filhos; o pacto pelas crianças brasileiras, pelo seu direito à vida e à oportunidade do pleno desenvolvimento de suas potencialidades; pela sua saúde e pelo desabrochar de suas inteligências; pelo seu direito de crescer como cidadãos conscientes de seus deveres, respeitadores dos direitos alheios, amigos da paz. A este pacto não faltam os argumentos capazes de nos unir e de nos mover. O investimento que faz uma sociedade no pleno desenvolvimento de suas crianças é imperativo e antes de tudo em respeito aos seus direitos de cidadania. Mas é também, fator de enriquecimento material e de melhoria da produtividade, política presente e futura de redistribuição de renda e vacina de efeito gradativo, mas de comprovada eficácia, contra as diferenças sociais, culturais, étnicas e religiosas. Diferenças estas que, somente num ambiente de aprendizagem, de igualdade e de solidariedade, transformam-se de cordões de isolamento em laços de amizade e de crescimento mútuo. O aprendizado do respeito e do tolerância é a base para a formação de indivíduos defensores da ordem democrática e zelosos da coisa pública. E não digo isso apenas porque tais argumentos sejam convenientes às minhas convicções pessoais, fortemente comprometidas com a justiça social e o Estado Democrático de Direito. Falo com base nas fartas evidências que as investigações realizadas no domínio das neurociências nos vêm proporcionando nas últimas décadas. Já em 1972, o psicólogo Fitzhugh Dodson publicava, na França, o livro Tout se joue avant six ans, que numa tradução livre poderíamos intitular Tudo se decide antes dos 6 anos. Naquela década, dava-se ênfase aos aspectos de crescimento físico do cérebro e se afirmava que aos 6 anos de idade o cérebro de uma criança já tinha aproximadamente 80% do peso que teria como adulto. Tais constatações contribuíram para gerar a segunda mais forte onda de expansão do atendimento pré-escolar no mundo, tendo a primeira se verificado no período imediatamente posterior à 2ª Guerra Mundial, para atender os órfãos do conflito. 12546 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Hoje sabemos ainda mais; entendemos que o cérebro de uma criança não é uma lousa em branco à espera de que se escreva nela uma história de vida, nem um circuito eletrônico planejado e controlado pela genética implacável. A peculiaridade do cérebro humano reside não apenas em suas dimensões e em sua complexidade, mas também nas propriedades que o tornam extraordinariamente interativo com experiências. Cada toque, cada movimento, cada emoção traduzem-se em atividades elétricas e químicas que estimulam o impulso genético, influenciando de maneira quase imperceptível a formação do cérebro de uma criança. Interações positivas com outros seres humanos são tão importantes para o desenvolvimento das conexões cerebrais quanto ter alimentos para comer, sons para ouvir e luz para enxergar. Embora nunca seja tarde para intervir em favor da qualidade de vida de uma criança, quanto mais cedo essas intervenções ocorrerem, mais significativos serão os efeitos sobre seu desenvolvimento e seu aprendizado. O desenvolvimento infantil pode ser intensificado por meio de programas adequados, oportunos e de qualidade, que ofereçam experiências positivas para as crianças e apoio para os pais. A maior parte do desenvolvimento do cérebro acontece antes que a criança atinja os 3 anos de idade. Geralmente, sem que os adultos sequer percebam o que está acontecendo, as células cerebrais de um bebê recém-nascido proliferam e os padrões de uma vida inteira são estabelecidos. Em um curto período de 36 meses, crianças desenvolvem suas habilidades de pensar e falar, aprender e raciocinar, e lançam os alicerces para seus valores e comportamentos sociais quando adultos. Uma vez que esses primeiros anos são um período de mudanças tão grandes e exercem uma influência tão duradoura, os direitos da criança devem ser garantidos desde seus primeiros momentos de vida. Nenhuma iniciativa que vise a favorecer o desenvolvimento humano pode esperar, passivamente, que se passem os anos da infância para se tomar medidas de proteção aos direitos da criança. Precisamos, inteligentemente, aproveitar o período mais oportuno para intervir na vida de uma criança – a fase desde o nascimento até os 6 anos de idade, com atenção especial para os 3 primeiros anos de vida. Nós que tivemos a felicidade de criar filhos garantindo-lhes saúde, nutrição, estimulação e afeto, elementos fundamentais para a sobrevivência e o desenvolvimento das crianças, certamente podemos nos Abril de 2005 recordar de nossas próprias experiências e confirmar a verdade do que estou afirmando. As mudanças necessárias para a transformação da sociedade, no que diz respeito ao tratamento dado às suas crianças, são de cunho eminentemente cultural. A cultura dá uma dimensão maior ao ser humano: contribui para agregar valores, estabelecer modo de vida e formas de expressão. É através da interação com os processos educativos, particularmente com a educação pública, que se viabiliza a construção da cidadania. Em palestra proferida recentemente aqui em Brasília, o poeta Affonso Romano de Sant’Anna referiuse à cultura como “aquilo que está inscrito no DNA de uma comunidade”, entendendo que não existe nada que esteja fora da cultura. Ela abarca tudo, configurando assim o próprio ambiente no qual a educação acontece. É neste ambiente, onde educação e cultura se mesclam e se confundem, que é preciso investir de maneira intensa e permanente. Assim é que reitero: os primeiros anos da infância devem merecer – e com a máxima prioridade – atenção dos Governos responsáveis no momento em que tomam decisões sobre leis, políticas, programas e recursos financeiros. Com muita alegria, concedo um aparte ao Deputado Ivan Ranzolin. O Sr. Ivan Ranzolin – Deputado Antenor Naspolini, lembrando o período em que V.Exa. trabalhou em Santa Catarina, num olhar retrospectivo, me vem à memória os grandes projetos que V.Exa. lançou naquele Estado, quando a esposa de Esperidião Amin, Ângela Amin, era Presidenta da Ladesc e eu tive o privilégio de ser Secretário do Desenvolvimento Social. V.Exa. idealizou um projeto, reconhecido pelo Unicef como um dos mais importantes do Brasil, em que as crianças de 0 a 6 anos eram atendidas em creche domiciliar. Era um projeto maravilhoso, que tinha a participação do Estado e das comunidades. Havia também o projeto dos Cebens, que atendia crianças de 7 a 14 anos. Depois, no Governo Esperidião Amin, em seu primeiro mandato, houve os centros comunitários. Quero dizer a V.Exa. que Santa Catarina lhe deve muito. O que V.Exa. fala em seu pronunciamento é o que executou em nosso Estado. Por isso, quando V.Exa. foi para o Estado do Ceará, eu disse para alguns Deputados: o Ceará vai ganhar muito com a presença do Deputado Antenor Naspolini, pelo que ele representa e pela cabeça privilegiada que tem para trabalhar nesse campo. Venho cumprimentá-lo e dizer-lhe que Santa Catarina está com saudades de V.Exa. O SR. ANTENOR NASPOLINI – Obrigado, Deputado. Agradeço-lhe as referências elogiosas. V.Exa. Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS também foi participante do Pró-Criança, em Santa Catarina. Foi em função da avaliação desse programa pelo Unicef que fui ao Ceará. Digo “fui ao Ceará”, porque, na ocasião, o contrato com o Unicef era por 2 anos. Depois, permaneci 6 anos no Unicef, e 7 como Secretário de Educação do Governo Tasso Jereissati. Muito obrigado pela referência, nobre Deputado. Se tudo se decide antes dos 6 anos, que decisões tomaremos em defesa das crianças brasileiras, do seu e do nosso futuro? Se lançarmos olhar para a situação do atendimento da criança brasileira, constataremos o quanto ainda há por fazer. A taxa de mortalidade infantil brasileira é a terceira mais alta da América do Sul. No tocante ao atendimento à educação infantil, conforme relatório do IBGE para 2002, há apenas 11,7% das crianças de 0 a 3 anos, e 67% de 4 a 6 anos, atendidas em creches e pré-escolas. Registre-se que o Plano Nacional de Educação, de janeiro de 2001, propõe que ampliemos a oferta de creche para 30% da população de 0 a 3 anos até 2005 e para 50% até 2010. Com relação à população de 0 a 6 anos, a proposta é de elevação da oferta para 50% até 2005 e 80% até 2010. A média de atendimento de 0 a 6 anos, ainda baixa, é de 36,5%. Ressalte-se, porém, Sr. Presidente, que este atendimento é de apenas 26,8% entre os mais pobres e de 52,4%, o dobro, entre os mais rico da população. Portanto, as crianças mais pobres são as que têm menos acesso à educação infantil. E, quando têm acesso, freqüentam precisamente as creches pobres, muitas delas mantidas pelo trabalho voluntário de mães e agentes comunitários; outras tantas mais parecem depósitos do que instituições de educação de crianças. Estas crianças são vítimas dos 5 aspectos que compõem o conceito multidimensional da pobreza: pobreza de renda, alta mortalidade infantil, falta de acesso à água potável, falta de serviços de saneamento básico, falta de acesso à educação e má qualidade do ensino. Aqui, portanto, já se pode perceber os traços de uma desigualdade social que, se não for corrigida neste que é o momento certo, apenas aumentará com o passar do tempo. Da mesma forma, cumpre mencionar que já são minoria aqueles países que definem os 7 anos como idade inicial de escolarização obrigatória. Os países industrializados, na sua quase totalidade, iniciam sua escolarização obrigatória aos 6 ou 5 anos. Na América Latina, nossos vizinhos do MERCOSUL já se encontram bastante adiantados neste aspecto. No Chile, a escolarização é obrigatória a partir dos Sexta-feira 15 12547 6 anos, na Argentina e Uruguai, a partir dos 5 anos. No Paraguai, onde já é de 6, se caminha para ampliar a obrigatoriedade para os 5 anos. Precisamos decidir, e rápido, o futuro da infância brasileira, pelo bem do Brasil e das nossas crianças. Toda a comunidade educacional brasileira – professores, gestores, militantes sociais, pais e entidades profissionais – espera para breve o envio a esta Casa, pelo Poder Executivo, de proposta de emenda à Constituição que cria o Fundeb – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica. A exemplo do que aconteceu quando da criação do Fundef, há 8 anos, são imensas as nossas expectativas. O Fundef, numa escala muito superior a qualquer mecanismo anterior, gerou na educação pública brasileira eqüidade e transparência; garantiu a universalização da oferta de ensino fundamental; acelerou o processo de habilitação dos professores leigos, e, num primeiro momento, elevou significativamente seus rendimentos médios. Concedo um aparte ao nobre Deputado Zé Geraldo. O Sr. Zé Geraldo – Deputado Antenor Naspolini, o FUNDEB pode revolucionar a educação brasileira. Acredito que tivemos um avanço com o Fundef, mas infelizmente, pelo Brasil afora, muitas Prefeituras ainda não aplicam corretamente os recursos. Ainda há muito desvio no País. Mas temos de considerar que os recursos não são suficientes para alcançar o que V.Exa. deseja, até porque o Fundef não contempla o ensino infantil. O Fundeb, sim, contemplará desde o ensino infantil até o ensino médio. Portanto, acredito que esta Casa está na expectativa de uma proposta realmente revolucionária para o ensino básico brasileiro, que é a proposta do Fundeb. Com certeza, aumentaremos os recursos para a educação e poderemos contemplar o ensino infantil neste País. O SR. ANTENOR NASPOLINI – Obrigado pelo aparte, Deputado Zé Geraldo. A seguir vou entrar nesse aspecto que V.Exa. lembrou. Ouço, com prazer, o nobre Deputado Rogério Teófilo. O Sr. Rogério Teófilo – Deputado Antenor Naspolini, este Deputado, na época em que era Secretário de Educação em Alagoas, inspirou-se muito no trabalho sério e digno que V.Exa. realizou no Ceará. V.Exa. traz à Câmara dos Deputados e à Comissão de Educação e Cultura a contribuição do seu conhecimento científico e educacional. Quero parabenizá-lo pelo excelente pronunciamento, que, tenho certeza, terá repercussão não apenas nesta Casa, mas na imprensa nacional. Muito obrigado. 12548 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. ANTENOR NASPOLINI – Muito obrigado, Deputado, o que estou abordando aqui é fruto do aprendizado que tivemos coletivamente na nossa experiência como Secretários de Educação, V.Exa. do Estado de Alagoas e eu do Estado Ceará. É natural que desejemos o Fundeb, esperando que o mesmo estenda ao ensino médio e à educação infantil os efeitos benéficos verificados com a criação do Fundef para o ensino fundamental. É preciso contudo estar atentos para que não se frustrem nossas esperanças. A menos que a União se mostre efetivamente comprometida com seu dever legal de exercer ação supletiva, colaborando com Estados e Municípios no financiamento da educação básica, corre-se o risco de ver o Fundeb tornar-se palco de um conflito federativo entre Estados e Municípios, em detrimento destes últimos e de sua imensa tarefa de prover atendimento para a faixa de 0 a 6 anos. Precisamos garantir uma proposta de Fundeb capaz de solucionar a até aqui incontornável dificuldade que enfrentam os Estados no financiamento da universalização do ensino médio, e aquela ainda maior que impede os Municípios brasileiros, com sua minguada participação na partilha das receitas tributárias do País, de prover às crianças e às famílias brasileiras a oferta de educação infantil na qualidade e quantidade de que essas necessitam. Para garantir a viabilidade de todas as políticas públicas necessárias ao desenvolvimento da infância brasileira, precisamos ir além do Fundeb. Necessitamos de um fundo que agregue ao Fundeb, em cada Município – para o bem da infância brasileira – recursos, os quais podem e devem ser aportados pelos Ministérios da Saúde, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Cultura, das Comunicações, das Cidades e também por cada um dos órgãos correlatos a esses Ministérios, existentes em âmbito estadual e municipal. Mais do que um fundo, precisamos, como mencionei antes, de um pacto pela criança brasileira. Um pacto que integre fóruns de decisão, recursos financeiros, estratégias de articulação de parcerias e de circulação de informações, esclarecimento, sensibilização e mobilização de toda a sociedade brasileira no propósito de oferecer às nossas crianças a oportunidade de serem protagonistas de um Brasil mais rico, mais bonito e mais justo. Nessa perspectiva, merece destaque especial a iniciativa de mobilização do Pacto Nacional – Um Mundo para a Criança e o Adolescente do Semi-Árido, através do qual se expande para todo o semi-árido brasileiro a experiência exitosa do Ceará, intitulada Selo Unicef – Município Aprovado, que reconhece os esforços dos Abril de 2005 Municípios em garantir às crianças os seus direitos. O Pacto Nacional e o Selo Unicef – Município Aprovado foram recentemente lançados em Petrolina e Juazeiro, com o compromisso dos Governos Federal e Estaduais de integrar recursos, programas e estratégias para alcançar resultados e metas concretas nos próximos 2 anos nos Municípios do semi-árido. Nesse pacto proposto, não podemos descuidar da fundamental importância que tem a família que, nas suas variadas formas, é a primeira e mais importante instituição responsável pela educação e pelo cuidado das crianças pequenas. Mediante ações cotidianas de afeto, de formação de hábitos, de valores e pelas atitudes éticas e morais, ela influencia profundamente no presente e no futuro dos seus filhos. Com relação à educação e ao cuidado com as crianças pequenas, tudo o que se inventou no mundo para substituir a família foi mais caro e menos eficiente. Também é de domínio universal que a mãe exerce papel fundamental. O desempenho escolar das crianças está diretamente relacionado com o nível escolar da mãe. A mortalidade infantil decresce na medida em que a mãe ascende na pirâmide educacional. A renda auferida pela mãe se converte mais em benefício da criança do que a renda auferida pelo pai. No entanto, a figura paterna não pode ser apenas a de um visitante ocasional, sem compromisso com a proteção e educação das crianças. O afeto precisa ser o elo que une a família, banindo a violência que muitas vezes predomina na relação entre pais e filhos. Bater numa criança é covardia, seja qual for o motivo. O peso da mão do adulto que bate na criança é inversamente proporcional a sua capacidade de reflexão e diálogo. É importante educar pela paz; educar pela violência significa educar para a violência. Ouço, com prazer, o nobre Deputado Coriolano Sales. O Sr. Coriolano Sales – Nobre Deputado Antenor Naspolini, todos nós estamos acompanhando o belíssimo pronunciamento que V.Exa. está fazendo em defesa da educação das crianças do nosso País. Certamente, essa deveria ser a primeira obrigação não apenas dos Governos, mas da sociedade. Sem dúvida alguma, esse é um passivo social que precisa ser resgatado, para que o Brasil possa alçar-se à condição de grande Nação. Somos o 5º maior País do mundo em território, em população e uma potência econômica atualmente ocupando o 12º lugar. Mas se não investirmos em educação, se não se tivermos consciência de que o investimento em educação, sobretudo das crianças, dos adolescentes e dos jovens, é um investimento e não uma despesa, o País não chegará à condição de grande Nação. Enquanto não se cortar o nó da corda, que reproduz o Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS atraso e a ignorância, este País realmente não dará o salto de qualidade que V.Exa. expõe em seu discurso. Por isso, parabenizo-o pelo belíssimos pronunciamento. Parabéns, Deputado Antenor Naspolini! O SR. ANTENOR NASPOLINI – Deputado Coriolano Sales, agradeço a V.Exa. o aparte. Embora historicamente, e em todas as culturas, a família sempre tenha sabido como educar seus filhos, é preciso considerar que, especialmente em ambientes de extrema pobreza, constata-se a perda de identidade da família e, conseqüentemente, é muito baixo o nível de informação existente sobre o mundo das crianças. É preciso resgatar e/ou desenvolver competências familiares na atenção à criança, entendidas como os conhecimentos, as práticas e as habilidades das famílias que facilitam e promovem a sobrevivência, o desenvolvimento, a proteção e a participação das crianças. E o Poder Público precisa garantir as condições básicas para a família poder exercer suas competências. Os Municípios são as unidades mais capilares da administração pública e, como tal, estão mais perto da população. É no Município que as crianças moram, vivem, têm endereço e são reconhecidas. É o Município o ente público que, pela sua própria natureza, deve reunir as condições de ajudar as famílias a ajudarem suas crianças. Ou seja, o Município precisa desenvolver algumas competências, atividades e/ou serviços que tornem concretos os direitos das crianças e que garantam às famílias condições necessárias para o pleno exercício de suas competências em relação a seus filhos. O Município é um aliado importante na democratização das informações sobre o que acontece na vida das crianças nos primeiros anos de vida. É também um aliado estratégico para oferecer os serviços básicos de saúde, educação e proteção das crianças e para garantir às famílias o acesso e uso dos serviços públicos. Mas precisa ser, evidentemente, apoiado com recursos financeiros para cumprir essa missão. Finalizo, pois, minhas considerações conclamando os nobres colegas a prestarem o máximo de atenção à proposta de Fundeb, que deveremos votar, cuidando para que, finalmente, sejam atendidas as necessidades de financiamento, junto aos Municípios, de uma verdadeira política nacional de educação infantil; e, junto aos Estados, a garantia financeira para a universalização do ensino médio, qualificando a educação básica em todas as suas etapas e modalidades. Peço o apoio de V.Exas. para desencadearmos ações em favor do Pacto pelas Crianças Brasileiras, apoiando a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, para que tenha atuação efetiva em todos os Estados e Municípios. Peço as assinaturas de V.Exas. para apresentação de proposta de Sexta-feira 15 12549 emenda constitucional que torne obrigatória a oferta de educação pelo Poder Público para as crianças de 6 anos de idade a partir de 2006, ampliando a duração do ensino fundamental de 8 para 9 anos a todas as crianças brasileiras. Muito obrigado, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados. Durante o discurso do Sr. Antenor Naspolini, o Sr. Rogério Teófilo, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Inocêncio Oliveira, 1º Secretário. O SR. DR. ROSINHA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. DR. ROSINHA (PT-PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, amanhã, às 14h, na Câmara Municipal de Londrina, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados vai se reunir com o Conselho Estadual de Direitos Humanos do Paraná, ocasião em que estará em pauta a violência contra a criança e o adolescente. Segundo dados da Polícia Civil referentes ao ano de 2004, houve 24 homicídios de crianças e adolescentes no Município de Londrina. Em 2005, ainda de acordo com as Polícias Militar e Civil, 14 crianças e adolescentes foram vítimas de homicídio. Ora, estamos na metade do mês de abril e se já 14 crianças e adolescentes foram assassinados, não são alentadoras as perspectivas. Em razão disso, a Comissão de Direitos Humanos promoverá esse debate sobre a violência no Município e também no Estado, uma vez que observamos em educandários do Paraná – educandários que correspondem à Febem – a ocorrência de homicídios de crianças e adolescentes. Portanto, chamo a atenção da sociedade para o fato de que a violência não está só nas grandes Capitais, mas também em cidades como Londrina, onde muitas crianças e adolescentes foram assassinados em 2004 e muitas mais deverão sê-lo em 2005. É o registro que faço, Sr. Presidente. O Sr. Inocêncio Oliveira, 1º Secretário, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. José Thomaz Nonô, 1º Vice-Presidente. O SR. PRESIDENTE (José Thomaz Nonô) – Apresentação de proposições. Os Senhores Deputados que tenham proposições a apresentar queiram fazê-lo. 12550 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12551 12552 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12553 12554 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 VI – ORDEM DO DIA PRESENTES OS SEGUINTES SRS. DEPUTADOS: RORAIMA Alceste Almeida PMDB Dr. Rodolfo Pereira PDT Pastor Frankembergen PTB Suely Campos PP Total de Roraima 4 AMAPÁ Coronel Alves PL PL/PSL Gervásio Oliveira PMDB Janete Capiberibe PSB Total de Amapá 3 PARÁ Babá S.Part. Zé Geraldo PT Total de Pará 2 CEARÁ Antenor Naspolini PSDB Ariosto Holanda PSDB Bismarck Maia PSDB Gonzaga Mota PSDB Gorete Pereira PMDB José Linhares PP José Pimentel PT Léo Alcântara PSDB Mauro Benevides PMDB Moroni Torgan PFL Pastor Pedro Ribeiro PMDB Total de Ceará 11 PIAUÍ B. Sá PPS Júlio Cesar PFL Moraes Souza PMDB Mussa Demes PFL Total de Piauí 4 RIO GRANDE DO NORTE AMAZONAS Átila Lins PPS Humberto Michiles PL PL/PSL Pauderney Avelino PFL Total de Amazonas 3 RONDÔNIA Agnaldo Muniz PP Hamilton Casara PL PL/PSL Nilton Capixaba PTB Total de Rondônia 3 ACRE João Correia PMDB João Tota PL PL/PSL Total de Acre 2 TOCANTINS Ana Alencar PSDB Darci Coelho PP Eduardo Gomes PSDB Osvaldo Reis PMDB Pastor Amarildo PMDB Total de Tocantins 5 MARANHÃO Clóvis Fecury PFL Costa Ferreira PSC Gastão Vieira PMDB Pedro Fernandes PTB Wagner Lago PP Total de Maranhão 5 Fátima Bezerra PT Iberê Ferreira PTB Nélio Dias PP Total de Rio Grande do Norte 3 PARAÍBA Luiz Couto PT Wilson Santiago PMDB Total de Paraíba 2 PERNAMBUCO André de Paula PFL Carlos Eduardo Cadoca PMDB Gonzaga Patriota PSB Inocêncio Oliveira PMDB Jorge Gomes PSB Marcos de Jesus PL PL/PSL Pastor Francisco Olímpio PSB Total de Pernambuco 7 ALAGOAS José Thomaz Nonô PFL Jurandir Boia PDT Olavo Calheiros PMDB Rogério Teófilo PPS Total de Alagoas 4 SERGIPE Bosco Costa PSDB Ivan Paixão PPS João Fontes PDT Jorge Alberto PMDB José Carlos Machado PFL Total de Sergipe 5 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS BAHIA Antonio Carlos Magalhães Neto PFL Colbert Martins PPS Coriolano Sales PFL Guilherme Menezes PT João Almeida PSDB Jonival Lucas Junior PTB José Carlos Aleluia PFL Jutahy Junior PSDB Luiz Carreira PFL Milton Barbosa PFL Walter Pinheiro PT Zelinda Novaes PFL Total de Bahia 12 MINAS GERAIS Ademir Camilo PL PL/PSL Ana Guerra PT Aracely de Paula PL PL/PSL César Medeiros PT Cleuber Carneiro PTB Custódio Mattos PSDB Edmar Moreira PL PL/PSL Eduardo Barbosa PSDB Eliseu Resende PFL Gilmar Machado PT Ibrahim Abi-Ackel PP Isaías Silvestre PSB Ivo José PT João Magalhães PMDB João Paulo Gomes da Silva PL PL/PSL José Militão PTB José Santana de Vasconcellos PL PL/PSL Júlio Delgado PPS Lincoln Portela PL PL/PSL Márcio Reinaldo Moreira PP Mário Heringer PDT Mauro Lopes PMDB Osmânio Pereira PTB Paulo Delgado PT Rafael Guerra PSDB Reginaldo Lopes PT Roberto Brant PFL Romel Anizio PP Romeu Queiroz PTB Saraiva Felipe PMDB Sérgio Miranda PCdoB Virgílio Guimarães PT Total de Minas Gerais 32 ESPÍRITO SANTO Jair de Oliveira PMDB Marcelino Fraga PMDB Sexta-feira 15 Neucimar Fraga PL PL/PSL Nilton Baiano PP Total de Espírito Santo 4 RIO DE JANEIRO Aldir Cabral PFL Alexandre Cardoso PSB Almerinda de Carvalho PMDB Almir Moura S.Part. Antonio Carlos Biscaia PT Carlos Nader PL PL/PSL Chico Alencar PT Dr. Heleno PMDB Edson Ezequiel PMDB Eduardo Cunha PMDB Eduardo Paes PSDB Elaine Costa PTB Fernando Gabeira PV Francisco Dornelles PP Jair Bolsonaro PFL Jorge Bittar PT José Divino PMDB Julio Lopes PP Laura Carneiro PFL Leonardo Picciani PMDB Luiz Sérgio PT Miro Teixeira PT Nelson Bornier PMDB Renato Cozzolino S.Part. Simão Sessim PP Vieira Reis PMDB Total de Rio de Janeiro 26 SÃO PAULO Alberto Goldman PSDB Angela Guadagnin PT Antonio Carlos Mendes Thame PSDB Antonio Carlos Pannunzio PSDB Arnaldo Faria de Sá PTB Ary Kara PTB Carlos Sampaio PSDB Celso Russomanno PP Cláudio Magrão PPS Corauci Sobrinho PFL Durval Orlato PT Edna Macedo PTB Elimar Máximo Damasceno PRONA Enéas PRONA Gilberto Nascimento PMDB Ildeu Araujo PP João Batista PFL João Paulo Cunha PT Luciano Zica PT 12555 12556 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Luiz Antonio Fleury PTB Luiz Carlos Santos PFL Luiz Eduardo Greenhalgh PT Luiza Erundina PSB Marcelo Ortiz PV Milton Monti PL PL/PSL Nelson Marquezelli PTB Ricardo Izar PTB Rubinelli PT Salvador Zimbaldi PTB Valdemar Costa Neto PL PL/PSL Vanderlei Assis PP Walter Barelli PSDB Xico Graziano PSDB Zarattini PT Total de São Paulo 34 MATO GROSSO Celcita Pinheiro PFL Thaís Barbosa PMDB Welinton Fagundes PL PL/PSL Total de Mato Grosso 3 DISTRITO FEDERAL Alberto Fraga S.Part. Jorge Pinheiro PL PL/PSL José Roberto Arruda PFL Tatico PL PL/PSL Total de Distrito Federal 4 GOIÁS Capitão Wayne PSDB Carlos Alberto Leréia PSDB João Campos PSDB Luiz Bittencourt PMDB Pedro Chaves PMDB Ronaldo Caiado PFL Sandes Júnior PP Sergio Caiado PP Total de Goiás 8 MATO GROSSO DO SUL Antonio Cruz PTB Geraldo Resende PPS João Grandão PT Nelson Trad PMDB Vander Loubet PT Waldemir Moka PMDB Total de Mato Grosso do Sul 6 PARANÁ Affonso Camargo PSDB Assis Miguel do Couto PT Cezar Silvestri PPS Abril de 2005 Chico da Princesa PL PL/PSL Dr. Rosinha PT Dra. Clair PT Eduardo Sciarra PFL Giacobo PL PL/PSL Gustavo Fruet PSDB Hermes Parcianello PMDB Oliveira Filho PL PL/PSL Osmar Serraglio PMDB Takayama PMDB Vitorassi PT Total de Paraná 14 SANTA CATARINA Carlito Merss PT Edinho Bez PMDB Edison Andrino PMDB Fernando Coruja PPS Ivan Ranzolin PP Leodegar Tiscoski PP Luci Choinacki PT Mauro Passos PT Paulo Afonso PMDB Paulo Bauer PFL Vignatti PT Zonta PP Total de Santa Catarina 12 RIO GRANDE DO SUL Adão Pretto PT Alceu Collares PDT Darcísio Perondi PMDB Enio Bacci PDT Henrique Fontana PT Luis Carlos Heinze PP Marco Maia PT Mendes Ribeiro Filho PMDB Osvaldo Biolchi PMDB Paulo Pimenta PT Tarcísio Zimmermann PT Total de Rio Grande do Sul 11 O SR. PRESIDENTE (José Thomaz Nonô) – A lista de presença registra o comparecimento de 229 Senhoras Deputadas e Senhores Deputados. O SR. PRESIDENTE (José Thomaz Nonô) – Passa-se à apreciação da matéria que está sobre a mesa e da constante da Ordem do Dia. Item 1. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 227-B, DE 2004 (Do Poder Executivo) Discussão, em turno único, das Emendas do Senado Federal ao Projeto de Lei de Conversão nº 2, de 2005 (Medida Provisória nº 227-A, de 2004), que dispõe sobre o Registro Especial, na Secretaria da Receita Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Federal do Ministério da Fazenda, de produtor ou importador de biodiesel e sobre a incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS sobre as receitas decorrentes da venda desse produto, altera a Lei nº 10.451, de 10 de maio de 2002, e dá outras providências. Pendente de parecer. PRAZO NA COMISSÃO MISTA: 20-12-04 PRAZO NA CÂMARA: 18-2-05 SOBRESTA A PAUTA EM: 8-3-05 (46º DIA) O SR. PRESIDENTE (José Thomaz Nonô) – Concedo a palavra, para oferecer parecer às emendas do Senado Federal ao Projeto de Lei de Conversão nº 2, de 2005, ao Sr. Deputado Ivan Ranzolin. O SR. IVAN RANZOLIN (PP-SC. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, a Medida Provisória nº 227, muito debatida nesta Casa há poucos dias – e aprovada com base em parecer de nossa autoria –, foi enviada ao Senado Federal, onde recebeu 8 emendas. A matéria retornou à Casa, e, hoje, por volta das 11h, recebi o processo. Após estudo preliminar, cheguei à conclusão de que não poderia emitir parecer e apresentá-lo à deliberação da Casa. Pedindo vênia a V.Exa., com base no art. 6º, § 2º, da Resolução nº 1-CN, de 2002, requeiro o prazo de uma sessão para emitir parecer. Anteriormente, Sr. Presidente, houve grande discussão na sessão em que pedimos prazo. Na ocasião, na Casa estavam cerca de 3 mil Prefeitos aguardando a votação da PEC da reforma tributária. Até hoje, porém, não conseguimos votar o pleito dos Srs. Prefeitos, isto é, o aumento de 1% nos recursos do Fundo de Participação dos Municípios. Apesar de o número de Deputados presentes na Casa ser reduzido e tendo, mesmo assim, V.Exa. aberto a Ordem do Dia, requeiro o prazo de uma sessão, para que, na próxima terça-feira, possa proferir o parecer. Obrigado. O SR. PRESIDENTE (José Thomaz Nonô) – Deputado Ivan Ranzolin, a Casa tem conhecimento do cuidado que V.Exa. dedica ao exame das matérias. O pedido de V.Exa. é absolutamente regimental e a Presidência o acolhe. Com absoluta certeza, teremos sessão deliberativa na próxima terça-feira para apreciação de matérias constantes da pauta, ocasião em que V.Exa. poderá expender seu abalizado parecer. Gostaria ainda de dizer que a questão a que V.Exa. alude, a da reforma tributária, no que diz respeito ao aumento de 1% do Fundo de Participação dos Municípios, de interesse dos Prefeitos, tenho certeza Sexta-feira 15 12557 de que o Presidente Severino Cavalcanti se comprometeu – e também toda a Mesa – a colocar a matéria em votação tão logo consigamos desobstruir a pauta, o que até agora, pelo acúmulo reiterado de medidas provisórias, não foi possível. O SR. PRESIDENTE (José Thomaz Nonô) – Encerrada a Ordem do Dia. O SR. JOÃO PAULO CUNHA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (José Thomaz Nonô) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. JOÃO PAULO CUNHA (PT-SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, não vi nenhuma manifestação esta tarde no plenário a respeito do assunto, mas gostaria, com a permissão de V.Exa., de expressar minha opinião – opinião que, acredito, seja a da maioria desta Casa. O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, encontra-se hoje em território africano. E, ao visitar um dos países do seu roteiro, pediu perdão ao povo africano pelos séculos em que vigorou a escravidão em nosso País. E também pediu perdão por atos de racismo que recorrentemente sucedem no Brasil. Trago à tona a atitude do Presidente Lula para lembrar fato ocorrido ontem à noite no Estádio do Morumbi, que deveria ser palco de mais um jogo de futebol, esporte que atrai e apaixona milhões de pessoas em todo o mundo. O jogo transcorria normalmente – o time do São Paulo ganhava – quando um jogador argentino agrediu verbalmente, porém de forma reincidente, o jogador brasileiro Grafite, que é negro. O jogador brasileiro, então, movido por um sentimento de indignação, revidou fisicamente a agressão do jogador argentino, o que não se justifica, e foi expulso. Em seguida, o jogador brasileiro teve a coragem de procurar a Polícia e denunciar que, mais uma vez, havia sido vítima de racismo; que o jogador argentino o teria chamado de negro, de macaco, tendo ainda lhe mandado enfiar uma banana... – o delegado recusouse a dizer o local. Sr. Presidente, sob a luz da legislação brasileira, esse comportamento constitui crime. Assim que o fato foi denunciado, o Delegado foi ao Estádio do Morumbi e prendeu o jogador argentino. Peço a V.Exa., Sr. Presidente, e aos Deputados desta Casa que, primeiro, manifestem apoio à Polícia paulista, porque o que ela fez foi cumprir a lei – e a lei deve ser observada por todos os que estão no território brasileiro; segundo, expressem solidariedade ao jogador Grafite, que teve a coragem de denunciar tal fato; terceiro, comuniquem ao Itamaraty nosso entendimento de que aquele Ministério não deve considerar o caso 12558 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS como uma crise diplomática, mas como desrespeito às leis vigentes em nosso País. Todos estamos acompanhando, em vários países pelo mundo afora – Espanha, Portugal, Alemanha –, jogadores brasileiros serem vítimas de atos de racismo. Temos de fazer uma grande aliança contra o racismo, no Brasil e no mundo. E a Câmara dos Deputados, do meu ponto de vista, não pode ficar fora desse movimento. Com a oportunidade que V.Exa. me proporciona, Sr. Presidente, deixo registradas a correção da Polícia paulista, a coragem do jogador e, acima de tudo, a disposição do nosso Pais, por meio do seu corpo diplomático, de não considerar o episódio como uma crise diplomática, longe disso, mas pedir respeito à legislação brasileira. O jogador argentino deve pagar de forma exemplar pela prática do crime de racismo. Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (José Thomaz Nonô) – Deputado João Paulo Cunha, a Mesa Diretora, por este Presidente, associa-se às manifestações de V.Exa. Evidentemente, o jogador argentino do Quilmes, em território brasileiro, está sujeito às leis nacionais, e por isso foi preso. A Casa solidariza-se com o jogador Grafite por ter prestado queixa, e com a Polícia paulista, por ter cumprido seu dever. Mas nossa solidariedade maior é com o cumprimento da lei. Sociedade democrática, o Brasil nada mais faz do que exigir o cumprimento da lei. E isso ocorreu ontem, em toda a plenitude. Quanto ao Itamaraty, evidentemente a questão não traz em si nenhuma crise, além da habitual e latente rivalidade estritamente futebolística entre Brasil e Argentina. Penso que o Ministério das Relações Exteriores tratará a matéria como um incidente policial. Nada mais do que isso. De qualquer forma, a Presidência parabeniza V.Exa. pelo registro de um fato que eu classificaria não de lamentável, mas de exemplar. Com absoluta certeza, à vista da dimensão que os eventos esportivos têm hoje, a notícia correrá o mundo e, sem sombra de dúvida, será um fato positivo na coerção de atos de racismo. É o entendimento que a Mesa tem a respeito do oportuno pronunciamento de V.Exa. O SR. PRESIDENTE (José Thomaz Nonô) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Alberto Goldman, para uma Comunicação de Liderança, pelo PSDB. O SR. ALBERTO GOLDMAN (PSDB-SP. Como Líder. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, também queremos aproveitar este momento para nos solidarizar com o Deputado João Abril de 2005 Paulo Cunha pelo pronunciamento de repúdio à ação de um cidadão argentino que veio ao Brasil para uma atividade esportiva e que, infelizmente, provocou esse problema. Para nós, brasileiros, atos de racismo são inaceitáveis, porque temos plena compreensão da igualdade racial de todo e qualquer cidadão deste País e de todo e qualquer ser humano. Dito isto, Sr. Presidente, nosso pronunciamento de hoje é exatamente sobre a viagem do Presidente Lula aos países africanos: Camarões, Nigéria, Gana, Guiné-Bissau e Senegal. Temos de confessar a V.Exa., Sr. Presidente, que não compreendemos a razão dessa viagem. Aliás, não apenas nós não a compreendemos. O Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sr. Luiz Fernando Furlan, deixou a comitiva presidencial e foi cumprir outra agenda, certamente mais proveitosa para o País, imagina-se. Aliás, S.Exa. se declarou decepcionado com o baixo número de empresários que integram a delegação presidencial, classificando as negociações de blablablá. Sr. Presidente, não é aceitável que, em 4 dias, o Presidente passe por 5 países para dizer – imaginem! – que para alguém fazer uma colheita é preciso uma ação anterior, ou seja, é preciso arar, adubar a terra e semear. Certamente não é desta forma que vamos colher resultados no plano das relações econômicas. Inclusive, não fica absolutamente claro – ou, se fica claro, o resultado é nulo – as relações comerciais do Brasil com a Nigéria. Apesar de a previsão do nosso déficit comercial com aquele país ser de 5 bilhões de reais em 2005, não temos conhecimento de que nenhum acordo tenha sido assinado, de que nenhuma relação de troca tenha sido estabelecida. Para que a viagem, então? Ainda agora, nos telejornais, vimos o Presidente Lula, ao lado do Presidente de Senegal, em carro aberto, passar pelas avenidas da Capital senegalesa acenando para o povo. A cena me fez lembrar que assisti, nos meus tempos de garoto, a Getúlio Vargas fazer o mesmo em nosso País. Trata-se de velho populismo que não serve para resolver problema algum. Não queremos líderes desse tipo no País, mas líderes que, a cada momento, conduzam negociações sérias que tragam benefícios para o País e para a humanidade. Não podemos imaginar o que o Presidente Lula foi, de fato, fazer naquele país. Com graves problema de crescimento econômico, temos de trabalhar intensamente, porque, apesar das afirmações dos Ministros deste Governo e do próprio Presidente Lula, que canta em prosa e verso o nosso desenvolvimento econômico, o Brasil – segundo estudos que o FMI acaba de Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS divulgar – deve ter, no ano de 2005, um crescimento de 3,7% do PIB, enquanto os países da África, conforme também revela esse estudo, terão um crescimento médio de 5% e a própria economia mundial deverá crescer acima de 4%. Nós estamos abaixo do crescimento médio do mundo, abaixo do crescimento médio dos países emergentes, abaixo do crescimento médio dos países subdesenvolvidos! Não há nenhuma razão, portanto, para cantar vitória. Não há nenhuma razão para grandes entusiasmos. Não há nenhuma razão para o Ministro José Dirceu gabar-se de que o Brasil está crescendo muito em razão da competência do PT no poder. A competência do PT no poder é tão grande que acabei de ler a notícia de que o Governo mandou para o Congresso Nacional a MP nº 242 – mais uma medida provisória –, que estabelece restrições ao auxílio-doença, como forma resolver o problema do brutal déficit da Previdência e de combater fraudes na concessão desse benefício. Na realidade, essa MP é uma agressão ao trabalhador brasileiro. É uma indignidade o Presidente da República assinar medida provisória dessa natureza! Em debate hoje na reunião da Mesa Diretora, sob a presidência do Deputado Severino Cavalcanti, próceres do PT diziam que o Presidente Lula nem deve conhecer todas as MPs que assinava. E isso porque os Ministros se acostumaram, na hora em que têm um problema qualquer, a levar uma MP para o Presidente assinar, sem considerar as limitações constitucionais. O Presidente Lula precisa pôr os pés no chão, literalmente, Sr. Presidente! Ele está voando demais. Quando digo voando demais não é voando somente no seu avião. Ele está voando porque desligado da realidade brasileira. Esse homem que nasceu em berço humilde, foi líder sindical e político e, em sua luta para se eleger Presidente da República, criou uma enorme esperança no povo brasileiro, esse homem, sem dúvida nenhuma, como diriam as pessoas simples, é uma desilusão. Deixa o governo do País a cargo de seus Ministros, um mais incompetente que o outro. Muito obrigado, Sr. Presidente. Durante o discurso do Sr. Alberto Goldman, o Sr. José Thomaz Nonô, 1º Vice-Presidente, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Inocêncio Oliveira, 1º Secretário. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Acompanhando nosso 1º Vice-Presidente, o Deputado José Sexta-feira 15 12559 Thomaz Nonô, quero congratular-me com o ilustre Deputado João Paulo Cunha, ex-Presidente desta Casa, por ter trazido ao debate tema tão importante. Aproveito para fazer um adendo à declaração do ilustre Deputado José Thomaz Nonô. Solicito à Casa que, por intermédio de seu Presidente, envie ofício ao Ministério das Relações Exteriores manifestando nosso apoio incondicional à campanha contra o racismo no Brasil e transmita à Diretoria do São Paulo Futebol Clube nossa total solidariedade ao jogador Grafite, parabenizando-o pela decisão. Que fatos dessa natureza sejam uma constante no País. Quem comete atos de racismo deve sempre ser denunciado. Temos leis para coibir esses abusos, que não podem prevalecer no Brasil. O SR. TARCISIO ZIMMERMANN – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. TARCISIO ZIMMERMANN (PT-RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, também me congratulo com o Deputado João Paulo Cunha. O episódio ocorrido ontem no final daquela partida de futebol vai estimular o debate contra o racismo no Brasil. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero, neste pronunciamento, fazer um alerta a todas as organizações sindicais, a todos os militantes dos direitos trabalhistas, para a necessidade de mobilização permanente em defesa dos direitos dos trabalhadores ameaçados por projetos que tramitam nesta Casa. Quero alertar, particularmente, para a ameaça representada pelo PL nº 4.330, de 2004, de autoria de Parlamentar desta Casa, que tramita em regime de urgência e que repete, de forma ainda mais lesiva, parte do PL nº 4.302, de que falaremos adiante. A defesa dos direitos trabalhistas e sociais da classe trabalhadora e a recusa às políticas de desmonte de direitos praticada ao longo dos Governos Collor e FHC constituem parte importante dos compromissos do Governo Lula. Ao longo dos 2 primeiros anos do Governo Lula contabilizamos dados muito positivos no campo dos direitos trabalhistas. Podemos afirmar em alto e bom som que nenhuma medida de flexibilização ou de restrição aos direitos trabalhistas foi aprovada nesse período. Ao contrário, 2 projetos de grande prejuízo à classe trabalhadora enviados a esta Casa ao longo do Governo do PSDB, PFL e Fernando Henrique Cardoso, e que já se encontravam em estágio avançado de tramitação, foram retirados através de mensagens encaminhadas pelo Presidente Lula. 12560 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Uma dessas propostas lesivas à classe era o Projeto de Lei nº 5.483, de 2001, que alterava o art. 618 da CLT estabelecendo que cláusulas ou dispositivos trabalhistas negociados poderiam se sobrepor ao estabelecido em lei. Todos sabemos que o acesso às conquistas trabalhistas inscritas na Constituição está regulado e materializado na legislação infraconstitucional. É, por exemplo, o caso do direito às férias. A Constituição assegura o direito, mas não diz que estas devam ser de, no mínimo, 30 dias. Isso está estabelecido na CLT. Portanto, esse projeto poderia ensejar uma redução brutal nesse e em tantos outros direitos através de acordos coletivos, uma vez que, nas condições de desemprego do nosso País, o trabalhador sempre está em situação de fragilidade para negociar. O PL 5.483 já havia sido aprovado pela Câmara e tramitava no Senado, onde foi arquivado a partir da mensagem do Presidente Lula. É menos uma ameaça contra os trabalhadores, que, graças ao Governo Lula, têm garantidos os direitos previstos em lei. Outro projeto lesivo aos trabalhadores é o PL nº 4.302/98, que ampliava em muito as possibilidades de utilização do contrato temporário e dos serviços de terceiros pelas empresas. Ora, o contrato de trabalho é um dos fundamentos do direito do trabalho. Flexibilizá-lo, tornando-o menos efetivo através da utilização indiscriminada do contrato por tempo determinado ou da terceirização é, com certeza, uma estratégia para enfraquecer o trabalhador na sua relação com as empresas. O trabalhador temporário já sabe que não permanecerá na empresa; já sobre o trabalhador terceirizado pesa a permanente insegurança quanto a essa continuidade. Essa condição desorganiza a relação dos trabalhadores com seu sindicato, já que são “transitórios”; enfraquece sua capacidade de luta, já que sabem que o direito conquistado poderá ser perdido a qualquer momento pela perda do emprego; e, acima de tudo, enfraquece os vínculos de solidariedade entre os trabalhadores, fundamentais para que, unidos, possam lutar por novas conquistas. O Presidente Lula, sensível aos prejuízos que esse projeto causaria à classe trabalhadora, enviou, em 19 de agosto de 2003, a Mensagem nº 389, requerendo ao Congresso Nacional a retirada da matéria. Infelizmente, até esta data esse requerimento não foi votado. Assim, o PL nº 4.302/98 – parte do lixo antitrabalhista e anti-sindical de FHC – continua a pesar como uma espada sobre os direitos dos trabalhadores. Desgraçadamente, esse projeto já foi votado e aprovado tanto na Câmara quanto no Senado e está tramitando novamente nesta Casa, porque o Senado o modificou, tornando-o ainda mas prejudicial aos trabalhadores. Abril de 2005 Eliminamos parte das ameaças, repito, graças à vontade política do Governo Lula. No entanto, quero alertar para o risco que representa o PL nº 4.330, de 2004, que, destaco, tramita nesta Casa em regime de urgência, podendo ser votado pelo Plenário a qualquer momento, sem qualquer discussão prévia nas Comissões. Esse projeto, conforme análise feita pela Assessoria da bancada do PT, “aproveita a parte do PL 4.302 que trata da prestação de serviços a terceiros, excluindo os dispositivos que tratavam do trabalho temporário. O PL define empresa prestadora de serviços como aquela que presta serviços determinados e específicos para a empresa contratante (art. 2º). A prestadora é responsável pela contratação, remuneração e direção do trabalho de seus empregados, podendo até mesmo subcontratar outras empresas para realizar os serviços contratados (art. 2º, § 1º): ou seja, o Projeto prevê até mesmo a possibilidade da quarteirização, aviltando assim ainda mais os trabalhadores que efetivamente prestarão os serviços”. O projeto assegura ainda uma série de “proteções” às empresas tomadoras da mão-de-obra, assegurando que “não se configura vínculo empregatício entre” a empresa contratante e os trabalhadores ou sócios das empresas prestadores de serviços, seja qualquer que seja o seu ramo (§ 2º do art. 2º). Assim, a se a empresa prestadora simplesmente “desaparecer ou sumir do mapa”, como tem ocorrido até aqui na Câmara dos Deputados, os trabalhadores ficam totalmente desamparados e sem qualquer possibilidade de cobrar imediatamente seus direitos da empresa para a qual efetivamente prestavam serviços. Aliás, o projeto parece querer estimular essa situação, quando reduz o capital social das empresas prestadoras de serviços para 10 a 100 mil reais, dependendo do número de trabalhadores contratados. Mais adiante, o projeto garante que, se aprovado, poderemos ter empresas sem nenhum trabalhador próprio, ao permitir a terceirização e, até mesmo, a quarteirização da atividade-fim da empresa. Isso está expresso no § 2º do art. 4º, quando diz que o objeto da contratação poderá ser amplo, versando sobre “atividades inerentes, acessórias ou complementares à atividade econômica da contratante”. Para finalizar as “maldades” contra os trabalhadores, o projeto, em seu art. 17, § 2º, garante anistia das “penalidades não compatíveis com esta lei, impostas com base na legislação anterior”. É a forma de legalizar as ilegalidades, de premiar os fraudadores e de mais uma vez provar, agora na forma da lei, que neste país o crime, quando praticado por poderosos, não Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS apenas deixa de ser punido, como ocorre hoje, mas poderá até deixar de ser crime. O mais dramático é que iniciativas como essa, que agridem os direitos dos trabalhadores e o avanço civilizatório do nosso País, são revestidas de discursos enganadores e apresentadas como medidas “modernizadoras” voltadas à criação de oportunidades. Os sucessivos fracassos de países como a Argentina, que adotaram por inteiro o receituário neoliberal, parecem ser insuficientes para provar a falácia dessas propostas que não produzem oportunidades e sim mais miséria, dor e desalento. Temos, no Governo Lula, uma trajetória positiva de luta contra o desmonte de direitos, e estaremos atentos denunciando as ameaças contra os trabalhadores que constróem as riquezas e o progresso do nosso País. Obrigado a todos pela atenção. O SR. ROGÉRIO TEÓFILO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. ROGÉRIO TEÓFILO (PPS-AL. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a Cuba de Fidel Castro criou avanços incontestáveis em algumas áreas. Talvez a principal esteja representada no campo da medicina. Assim, os cursos de medicina em Cuba figuram entre os mais respeitados e reconhecidos em todo o mundo. Não só isso: dada a formação humanista, solidária e voltada primordialmente para regiões socialmente mais desassistidas, os médicos cubanos estão, em geral, bastante preparados para lidar com a realidade social existente no Brasil. Por outro lado, o número de formados no Brasil, como é sabido, está bastante aquém do necessário para o atendimento eficiente de toda a população brasileira. Ainda assim, o Estado brasileiro insiste em barrar o exercício dos formados em Cuba por enquadrá-los como ilegais. Esses são preparados, em sua maioria, para trabalhar como médicos de família e em programas como o Projeto Rondon. Em outras palavras, é a população mais pobre do Brasil a maior beneficiada pelos trabalhos regulares desses profissionais. Pode parecer, aos olhos do Governo cubano, que mantém essas universidades de excelência, que o Brasil desdenha e não precisa desses serviços, aliás, preciosos. O sistema atual de validação de diplomas de médicos estrangeiros, e os de Cuba, em particular, prevê que os formados se submetam a uma prova aplicada por universidades federais credenciadas. Na prática, Sexta-feira 15 12561 na maior parte das vezes, são obrigados a refazer diversas disciplinas do curso de medicina para que, enfim, sejam aptos a exercer a profissão no Brasil. De outro modo, isso significa, na realidade, a feitura de novo curso, tornando praticamente nulos os estudos efetuados nas universidades cubanas. Nessa linha, a Justiça do Tocantins decidiu proibir o trabalho de 96 médicos cubanos no Estado, conforme noticiado no telejornal das 13h. É uma decisão, no mínimo, absurda. Afinal, esses médicos participavam do programa Saúde na Família. A questão foi suscitada pelo Conselho Regional de Medicina, sendo que o juiz federal Marcelo Albernaz, em sua decisão, chegou a comparar o trabalho dos médicos cubanos ao de “curandeiros” e “piratas”, sem capacidade técnica, portanto. O assunto, como não poderia deixar de ser, criou perigosa crise diplomática com o Governo cubano. Tanto que Havana enviou avião especialmente para levar de volta à terra natal os médicos que atendiam a famílias pobres em 42 cidades do Estado do Tocantins. Eles não são curandeiros, mas profissionais altamente qualificados e primordiais para o atendimento ao público daquele Estado e de todo o Brasil. Esperamos que essa decisão judicial não prejudique as relações historicamente cordiais, amistosas e bastante caras com Cuba. Além disso, nossos cidadãos, tenho certeza, desejam que esses médicos exerçam suas atividades para o bem da saúde pública no Brasil. Sr. Presidente, já tínhamos solicitado audiência pública na Comissão de Educação desta Casa para ouvir o Secretário de Ensino Superior do MEC, Dr. Nelson Maculan, o Presidente do Conselho Nacional de Educação e o Secretário-Executivo do Ministério da Educação sobre a revalidação dos diplomas de mais de 500 brasileiros formados em Cuba. O que acontecerá agora, se a Justiça diz que os médicos cubanos não estão habilitados a trabalhar no Brasil? O momento é de reflexão. O Ministério da Educação precisa intervir nesse processo, porque estamos diante de um hiato jurídico. Os médicos cubanos não estão ocupando vagas que deveriam ser de brasileiros. Como ficará a situação dos 570 brasileiros que se formaram em Cuba e estão trabalhando no Brasil? Já conversamos com o Presidente da Comissão de Educação, o Deputado Paulo Delgado. Em breve convocaremos reunião para discutir esse caso, inclusive a decisão do Presidente de Cuba de buscar os 96 médicos demitidos. É importante que o Congresso fique atento para impedir que o fato prejudique os 570 12562 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS brasileiros formados em Cuba. Mais do que nunca é preciso nos posicionarmos a respeito. Era o que tinha a dizer, Sr. Presidente. Muito obrigado. O SR. NELSON PROENÇA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. NELSON PROENÇA (PPS-RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, uso este microfone para elogiar um programa que está sendo implementado pela direção da Câmara dos Deputados. Imagino que todos os Parlamentares tenham se deparado com um problema de acúmulo de e-mails em suas caixas postais. O acesso do cidadão e da cidadã ao seu Deputado e ao Parlamento está prejudicado pela limitação física dos meios de informática da Casa. Para resolver a deficiência, a direção da Câmara dos Deputados implantou no último dia 21 de março o Programa Fale com o Deputado, ampliando a base de dados da Câmara, para que os e-mails a nós endereçados não sejam mais rejeitados e as caixas postais dos Deputados tenham maior capacidade de armazenamento. Um grupo-tarefa de funcionários da Casa percorre os gabinetes desde o dia 11 de abril para explicar o funcionamento do novo sistema. Destaco com satisfação que nesse grupo há muitos voluntários, entre eles pessoas da Taquigrafia, que estão orientando os Parlamentares no uso da nova ferramenta. Neste mundo novo da eletrônica, da Internet, das telecomunicações de massa, a porta de acesso dos cidadãos e das cidadãs ao Parlamento é o site da Casa, portanto, aumentar a disponibilidade dos nossos meios eletrônicos significa facilitar essa comunicação. Parabéns à direção da Câmara dos Deputados por atender prontamente à aspiração dos cidadãos e das cidadãs e assim também facilitar a vida dos Parlamentares. Muito obrigado. O Sr. Inocêncio Oliveira, 1º Secretário, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Jorge Alberto, 2º Suplente de Secretário. O SR. JOÃO MAGNO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. JOÃO MAGNO (PT-MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, quero anunciar a importante decisão tomada hoje pelos Presidentes da Abril de 2005 Câmara dos Deputados, Deputado Severino Cavalcanti, e do Senado, Senador Renan Calheiros, no sentido de agilizar a realização de sessão do Congresso Nacional para proceder à leitura de requerimento determinando a constituição de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para apurar crimes cometidos contra brasileiros que migram para o exterior, como também para averiguar a questão da transferência de dinheiro dessas pessoas para nosso País. Só em 2004, Sr. Presidente, foi enviado montante de 5,8 bilhões de dólares, segundo dados do Banco Central do Brasil. Essa CPMI deve ser instalada imediatamente, uma vez que está havendo matança de brasileiros na fronteira do México com os Estados Unidos. Na semana passada, enterramos 2 pessoas de minha região, o Vale do Aço. Portanto, registro essa decisão do Congresso Nacional. Somente este Parlamento tem força, como ocorreu no ano passado, para repatriar mil pessoas de uma só vez negociando diretamente com o Departamento de Estado americano, em função de ser assunto intrigante para aquele governo e, evidentemente, para a população brasileira. Muito obrigado. O SR. JOSÉ CARLOS ALELUIA – Sr. Presidente, peço a palavra para uma Comunicação de Liderança, pela Minoria. O SR. PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Antes de conceder a palavra ao Deputado José Carlos Aleluia para falar pela Liderança da Minoria, quero combinar com o Plenário o seguinte: finda a Ordem do Dia, deveríamos passar para as Comunicações Parlamentares. O Presidente Inocêncio Oliveira concedeu a palavra a alguns Deputados para breves comunicações e deixou assegurada a palavra aos Deputados Colbert Martins, Luiz Couto e Jurandir Boia. Concederei a palavra ao Deputado José Carlos Aleluia para falar como Líder da Minoria. Em seguida, darei a palavra aos 3 Parlamentares inscritos para breves comunicações e passarei às Comunicações Parlamentares. O SR. PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Concedo a palavra ao nobre Deputado José Carlos Aleluia, para uma Comunicação de Liderança, pela Minoria. S.Exa. dispõe de 7 minutos. O SR. JOSÉ CARLOS ALELUIA (PFL-BA. Como Líder. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, sou Líder da Minoria, mas hoje estou na tribuna para falar sobretudo para a Maioria. Espero que ela preste atenção ao que vou dizer. Sou daqueles que entendem que o atual Governo tem problemas com as contas públicas. As contas Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS da Previdência estão fora de controle porque o Governo indicou mal as pessoas que a estão gerindo. Por isso, não consegue impedir as fraudes nem manter a arrecadação. O Governo tem problema com suas contas porque não consegue administrar corretamente seus programas sociais e não tem controle sequer sobre a reforma agrária. Hoje, um aliado de primeira hora do Presidente Lula comandou a invasão do Ministério da Fazenda. Portanto, não há Governo, não há autoridade. O Governo está com as contas fora de controle porque perdeu o controle do tamanho da máquina pública. Portanto, precisa trabalhar no sentido de ajustar as contas públicas. Mas não pode, nem deve fazer isso através de malvadeza contra o pobre trabalhador do Regime Geral da Previdência. No que se refere à edição da MP 242, Deputados do PT, do PPS, do PMDB, do PL, prestem atenção no que estão para votar a pedido do Presidente Lula, e que afeta conquistas caras ao trabalhador. S.Exa. não se incomoda em fazê-lo. Aliás, alguns companheiros do PT dizem que não leu o texto. Até acredito nisso, pois não é razoável admitir que um homem eleito com os votos do povo ataque os benefícios mais gratos ao trabalhador, como o auxílio-doença, o salário-maternidade e a aposentadoria por invalidez. O que faz essa medida provisória? Quero dar um exemplo para facilitar o entendimento. Vamos supor que o Sr. Manoel da Silva, contribuinte da Previdência Social, tinha salário de 1.500 reais em 1998. Com as dificuldades enfrentadas inclusive neste Governo, o salário foi tendo redução progressiva e hoje é de 600 reais. O Sr. Manoel da Silva, como qualquer cidadão, pode ser acometido de uma doença e ter necessidade de buscar o auxílio-doença ou, se Deus não for tão generoso, até o auxílio-invalidez. Esse cidadão, pelas regras vigentes, teria direito a receber auxílio de 1.775 reais. Na mudança proposta pelo Presidente Lula para aprovação do PT, esses 1.775 reais ficarão reduzidos a algo entre 1.150 e os pobres 600 reais que ele recebe agora. Sr. Presidente, isso vai atingir o trabalhador no pior momento da sua vida. Vou mandar cópias da Medida Provisória nº 242 para os gabinetes dos integrantes da Maioria porque, na eleição, S.Exas. usaram e abusaram da idéia de que alguns Deputados retiraram direitos dos trabalhadores. Nada retira mais direitos do trabalhador que essa medida provisória. Ela é pior que a MP 232, que o atingia de maneira mais suave. A MP é profundamente perver- Sexta-feira 15 12563 sa. Ela não só massacra o trabalhador, mas também desampara a grávida desempregada. Sr. Presidente, o Governo parte do pressuposto de que o trabalhador é sempre um fraudador. Ele sabe que está havendo é perícia indevida, mal remunerada, a imperícia feita por terceiros. Há fraude, sim. No entanto, não é o trabalhador que a comete. Ela é praticada por quem faz a perícia, por quem administra mal a Previdência. Nós, da Oposição, tínhamos a relatoria dessa MP. Espero que seja mantida. Ela seria relatada pelo Deputado Pauderney Avelino, do PFL, que certamente daria parecer contrário. Entretanto, tomei conhecimento de que o Líder do PP, partido da base do Governo, pediu ao Presidente Severino Cavalcanti a troca do Relator por outro capaz de dar parecer favorável à matéria. Soube também que o PP, ao receber a batata quente, já a passou para as mãos do PT. Sr. Presidente, essa será a próxima derrota de Lula. Os Deputados não votarão essa medida provisória. Não há santo que os faça aprová-la. Os Deputados do PP não a aprovarão porque terão de enfrentar o povo nas ruas. Os do PMDB e do PP, porque não têm coragem de massacrar o trabalhador, como quer Lula. Até acredito que o Presidente da República não tenha lido o teor da matéria, o que é pior. O Presidente da República, como todo homem público, tem de saber o que assina. Não pode dizer que assinou porque o Ministro pediu. O Ministro foi nomeado por S.Exa. Sr. Presidente, o povo brasileiro não elegeu o Ministro. O povo brasileiro elegeu Lula, hoje o grande malvado contra os velhinhos, os trabalhadores doentes e as mulheres grávidas desempregadas. Vou fornecer a V.Exa. uma cópia dessa MP. Terei o cuidado de enviar cópias para todos os Deputados da Maioria, porque a Oposição já é contra a medida. O SR. PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Vai-se passar ao horário de VII – COMUNICAÇÕES PARLAMENTARES Tem a palavra o Sr. Deputado Márcio Reinaldo Moreira, pelo PP. S.Exa. dispõe de até 10 minutos. O SR. MÁRCIO REINALDO MOREIRA (PP-MG. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, faço alusão a documento a que há exatamente um ano, no dia 14 de abril de 2004, demos entrada no Ministério das Relações Exteriores, endereçado ao Sr. Ministro Celso Luiz Nunes Amorim, com 68 assinaturas de Srs. Deputados. Esse documento é referente à reivindicação de ingresso de Taiwan na Organização Mundial de Saúde na condição de país observador e, assim, participar da 57ª Assembléia 12564 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Mundial de Saúde, que aconteceu em maio daquele ano, na Suíça. Na época, Taiwan justificava as razões para tal aspiração: sistema universal de seguro e saúde pública dos mais modernos do mundo, alto nível de expectativa de vida, erradicação de doenças infecciosas. E, naturalmente, queria ter o reconhecimento desse direito concreto para os 23 milhões de taiwaneses, universo maior que a população de três quartos dos países membros da OMS tomados de per si. Despachamos com o Sr. Secretário-Executivo do Ministério das Relações Exteriores. Para nossa surpresa, observamos que o Itamaraty se mostrava um pouco temeroso em apoiar ou endossar essa pretensão, talvez pelas pressões que a China Continental lhe impunha ao reivindicar a ilha como sua. Passado exatamente um ano, recebemos carta do Escritório Econômico e Cultural de Taipei no Brasil, solicitando a mesma coisa e dizendo, ao final, que nos últimos anos nosso País tem se posicionado contra a inclusão de Taiwan como observador na Organização Mundial de Saúde. E solicita nossa simpatia para influenciar o Governo brasileiro no sentido de apoiar esse pleito, para que aquele país possa participar da Assembléia Mundial de Saúde em maio próximo, ou que, pelo menos, não se oponha à proposta, assumindo posição neutra. Excluir Taiwan da OMS, por qualquer motivo, é um ato de apartheid e profissionalmente injustificável. Sr. Presidente, na condição de Parlamentar e de mineiro, que muito respeita o relacionamento Brasil–Taiwan, principalmente porque o Estado de Minas Gerais recebe muitos empreendimentos daquele país, solidarizo-me com essa reivindicação e manifesto meu inconformismo com essa posição covarde do Itamaraty. Registro o fato nos Anais da Casa e solicito aos colegas que tomem consciência do problema, uma vez que nada menos que 68 Parlamentares assinaram essa manifestação. Do mesmo modo, peço ao Presidente Severino Cavalcanti, que se declarou um amigo daquele povo em duas reuniões de que participamos com S.Exa., que também tome conhecimento da situação. Aproveito para solicitar ao Itamaraty mais independência e soberania, até para prever que talvez um país como a China, que hoje parece muito positivo para o Brasil, brevemente seja nosso grande concorrente. Taiwan tem mostrado e provado, principalmente no sul de Minas Gerais, com indústrias de chips e outras de alto nível, que está investindo nessa área e chegando ao Brasil para somar. Abril de 2005 Sr. Presidente, faço também, nesta oportunidade, relatório da viagem que fiz, no período de 17 a 25 de março de 2005, acompanhando professores e dirigentes de universidades públicas, em intercâmbio cultural com Portugal. Solicitei à Presidência da Casa minha liberação, conforme determina o Regimento, e fui oficialmente comunicado pelo Presidente Severino Cavalcanti de que viajaríamos sem ônus para a Câmara, em missão oficial, representando a Casa. Destaco o avançado movimento entre as universidades de Portugal e as de Montes Claros, em Minas Gerais, acreditando que estamos evoluindo positivamente nesse campo. Recebemos tratamento muito especial da família portuguesa. E são vários os alunos brasileiros que estudam naquele país, com muito bom tratamento, o que pudemos presenciar. Passo, portanto à leitura do relatório que dá conta da confiança que o Presidente Severino Cavalcanti em nós depositou: “RELATÓRIO DE VIAGEM Período: 17/03/05 a 25/03/05 Local: Trás-os-Montes e Alto Douro – Utad, Portugal. Estivemos em Portugal no período acima citado, a convite das Faculdades Unidas do Norte de Minas (FUNORTE) e da Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro-UTAD, uma distinção do Magnífico Reitor da UTAD, Prof. Armando Mascarenhas Ferreira, e do Prof. Rui Muniz da Funorte, Montes Claros. Tínhamos uma expectativa de conhecer uma Universidade com cerca de 19 anos de fundação, a sua evolução num período próspero de investimentos em todos os setores de infra-estrutura em Portugal e o desenvolvimento da educação aliado à ciência e tecnologia ou investigação. Ademais, quais as perspectivas de parcerias com este segmento buscando melhor qualificar o jovem brasileiro. Confesso que as minhas sensações foram as melhores possíveis: 1º) Por já encontrar instalado em protocolo na área de educação física e desportos com aquela universidade transmontana, onde cerca de 20 jovens brasileiros (alunos e professores, com os quais nos reunimos) estavam bem instalados, com boa presença naquele contexto e bem integrados na vida da cidade de Vila Real, que conta com cerca de 50.000 habitantes; 2º) Por tratar-se de uma cidade antiga, mas que se moderniza a cada dia e tem sua economia e vida em torno da Utad, que conta com aproximadamente Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS 37 licenciaturas e 40 Cursos de Mestrado, Pós-Graduação e Doutoramento. As instalações físicas do Município se renovam, modernizam-se e, acima de tudo, se inserem no mais desenvolvido cenário possível, em antigo Convento se transformou num moderníssimo e bem equipado Conservatório de Música. A Utad começa a integrar várias faculdades espalhadas na cidade num moderno campus universitário. A qualidade de vida na região, que se integra à do Douro (local da produção de erva que dá origem ao Vinho do Porto) é das melhores do país. 3º) Nas reuniões estabelecidas com os diretores de Departamento da Utad com o Reitor da Funorte, Rui Muniz, a Profa. Raquel Muniz, o Prof. Leonardo Andrade e a minha pessoa, ficou ajustado a evolução de estudos para a celebração de mais protocolos entre a Universidade portuguesa Utad e a Funorte, de Montes claros, nas áreas de Ciências Humanas, como Economia, Gestão e Turismo. Quero frisar a fidalguia e o tratamento especial que recebemos de todo o corpo docente daquela Universidade na pessoa do Reitor, Prof. Armando Mascarenhas Ferreira, e sua família e do Prof. Miguel Videira, Diretor do Departamento de Ensino de Educação Física e Desporto, e família. Perspectivas e Similitudes com o Brasil. A Universidade da UTAD nasceu na década de 80, após a Reforma do Ensino Veiga Simão, iniciada na década de 70, quando se criou no continente português as condições para alterar o programa de insuficiência do ensino superior português que não alcançava mais do que nos escassos 10% de freqüência dos jovens colocados no escalão dos 18 a 24 anos, quando os países europeus se colocavam nos 35%, 40%. O Prof. Amando, no seu pronunciamento, ressaltou: ‘A Utad, ninguém dúvida, é hoje uma das chaves imprescindíveis para abrir as portas do futuro de Trás-os-Montes e Alto Douro, um dos cadinhos em que fermentam as condições de desenvolvimento próspero, justo e solidário de uma das comunidades portuguesas mais desprotegidas e um dos poucos garrotes com que se pode travar a hemorragia demográfica que tem lançado o interior de Portugal numa lenta agonia, pondo em causa a nossa coesão como Estado e como Nação’. Quanta similaridade com as condições do Interior do nosso Brasil e muito especialmente com o Interior de Minas Gerais! Considerando que o setor público universitário brasileiro não atende às condições prementes da nossa sociedade, principalmente do interior, é importante que entidades privadas como a FUNORTE possam se Sexta-feira 15 12565 desenvolver e buscar alternativas para a justa e solidária do povo brasileiro! Após a visita à Vila Real e à cidade de Chaves, no Vale Douro, nós nos dirigimos à Universidade de Coimbra, iniciada em 1290, onde fomos recebidos pela Diretora do Centro de Educação Física e Desportos, daí partindo para uma visita a toda a universidade. O Brasil mantém longos e valorosos Termos de Protocolo com esta universidade que, igualmente à Utad, busca modernizar-se. Em Lisboa, fomos recebidos pela direção da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, também pública, totalmente nova ou modernizada, na área do diagnóstico e da terapêutica em todos os serviços de saúde. Trata-se, sem dúvida, de uma escola que muito poderá se somar aos desafios que a saúde do nosso Brasil enfrenta, da mesma forma que o Brasil também poderá lhes apoiar em áreas onde a nossa evolução tecnológica é inquestionável”. Era o que tinha a dizer, Sr. Presidente. O SR. VICENTINHO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. VICENTINHO (PT-SP. Pela ordem. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, gostaria de tecer algumas considerações sobre o projeto Aventuras Brasileiras, que vem somar-se ao Projeto de Lei nº 1.821, de 2003, de minha autoria, que dispõe sobre a veiculação obrigatória nas emissoras de televisão, de desenhos animados produzidos nacionalmente e outras providências. Trata-se de um projeto de largo alcance social e cultural, dado que seu principal objetivo é transformar o conhecimento sobre nosso País, de um modo inédito, em história animada e didática, em que os fatos e os personagens, nessa narrativa, são mostrados em sua essência, livres de preconceitos e deturpações, fortalecendo o traço do desenho brasileiro além de dar um rosto a nossa animação. Além da carga educativa que o projeto contém: são 4 módulos com 26 filmes cada, contando a história do Brasil, desenvolvendo temas, como os descobrimentos, as conquistas, as colonizações e as independências, estaremos criando e formando equipes de desenhistas, animadores, diretores de arte, cenaristas, coloristas, enfim, uma gama de artistas e técnicos que terão a oportunidade de se manter ativos em nosso mercado de trabalho, sem que necessitem partir e buscar alternativas no exterior. Sendo um projeto infanto-juvenil, o projeto será capaz de formar uma nova mentalidade em nossas 12566 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS crianças, com relação ao seu País e à formação de nossa sociedade. Está previsto para ser exibido na Secretaria de Educação a Distância, beneficiando, anualmente, 30 milhões de crianças somente nas escolas públicas. Aventuras Brasileiras vem para ocupar nas telas um espaço hoje assoberbado de programas de produções estrangeiras, deixando muito a desejar sobre nossa história. O conceito de cultura, aqui utilizado no sentido antropológico, abrange todas as criações humanas, inclusive as próprias formas de organização política e social. Assim, os filmes possibilitarão aos alunos perceber nos contextos de época toda uma gama de relações que se estabeleciam e que caracterizavam determinados momentos de nossa história, o que os auxiliará no entendimento do processo de formação, organização e transformação da vida em sociedade. O SR. PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Colbert Martins, pelo PPS. O SR. COLBERT MARTINS (PPS-BA. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, trago à tribuna reportagem da BBC do Brasil, com o título: OMS manda destruir vírus mortal enviado por engano ao Brasil. A Organização Mundial da Saúde enviou a mais de 3.700 laboratórios de 18 países, inclusive o nosso, orientação para destruir amostras de um vírus causador de gripe mortal que lhes foram enviadas por engano por uma instituição americana. É impressionante esse engano, que já começou no Iraque, quando distribuiu material para bioterrorismo. Trata-se do vírus que causou a gripe asiática e que matou 4 milhões de pessoas em 1957 e que desapareceu por volta de 1968. A Organização Mundial da Saúde informou que as amostras contaminadas foram enviadas para alguns laboratórios no Brasil, que já foram notificados para que sejam destruídas. A Organização Mundial da Saúde também afirmou ter enviado uma carta ao Ministério da Saúde, pedindo para acompanhar a destruição das amostras. Sr. Presidente, estamos preocupados. Estou fazendo um requerimento ao Ministro Humberto Costa para ter uma idéia do que aconteceu, que laboratórios receberam esse tipo de amostra e que ações foram tomadas. Esse risco é extremamente grande. Não se trata de bioterrorismo, como foi dito no passado, quando cartas contaminadas foram enviadas para os Estados Unidos, dando a impressão de que se tratava de bioterrorismo praticado por Bin Laden. Na realidade, Abril de 2005 enganos como esse podem estar comprometendo a saúde da humanidade. As amostras fazem parte de kits usados em testes distribuídos por uma empresa americana da iniciativa privada a pedido do Colégio Americano de Patologistas, que auxilia laboratórios a realizar experiências nessa área. No dia 8 de abril, o Governo americano pediu ao órgão que escrevesse aos laboratórios que receberam essas amostras e que os orientasse a destruí-las – a maioria desses órgãos se encontram nos Estados Unidos. Por medo de que o vírus – cujo nome técnico, atenção senhores, H2N2, não quer dizer nada, mas pode matar muitos – pudesse ser usado em um ataque terrorista de armas biológicas, as cartas foram enviadas antes que esse erro viesse a público. Segundo a OMS, é pequeno o risco de alguns funcionários desses laboratórios serem infectados pelo vírus. Mas se isso acontecer, sua disseminação pode ser muito rápida. Espero que, a essa altura, já tenha sido destruído. É preciso que o Ministério nos informe quem recebeu essas amostras, qual a quantidade e a forma utilizada para a destruição dessa arma mortal. Se o vírus escapar, pode facilmente ocorrer uma epidemia, informou o especialista em gripe da OMS, Sr. Klaus Stohr. Sr. Presidente, reitero ao Ministro Humberto Costa a necessidade de sabermos como esse material chega ao Brasil. Certamente, por meio de empresas particulares, porque se trata de testes. Esses testes precisam ter controle público, uma vez que são amostras com potencial de provocar uma epidemia. Nossa preocupação é porque, no passado, em 1957, já aconteceu uma forte gripe, a chamada Gripe Asiática, que causou a morte de mais de 4 milhões de pessoas. De qualquer maneira, nosso cuidado é maior até porque são experiências realizadas por empresas privadas, e não podemos admitir erros desse tipo. Não há erro desse tipo. O que há, no mínimo, é falta de responsabilidade, tanto de quem recebeu, quanto de quem enviou. É importante também que o Itamaraty procure informações, nos Estados Unidos, das empresas que estão trabalhando com esse tipo de vírus, ou com outros, porque elas podem estar, neste momento, enviando-os para experiências em nosso País. Queremos ter conhecimento de como isso acontece. Essa informação não pode vir por uma simples cartinha e, muito menos, somente por intermédio da Organização Mundial de Saúde, quando a responsabilidade é dos laboratórios americanos, que devem Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ter muito mais cuidado com situações desse tipo, que, espero, não se repitam. Existem várias experiências em andamento no mundo, algumas delas comportam riscos, que têm de ser controlados, calculados e limitados. Por isso esperamos que o Ministro Humberto Costa nos informe como aconteceu, como elas foram destruídas e que medidas vamos tomar para que não se repitam no Brasil. Todas as iniciativas privadas são respeitáveis, menos quando ultrapassam limites da responsabilidade, como esse que dou conhecimento à Casa neste momento. Sr. Presidente, agradeço a atenção a V.Exa. e a todos que nos acompanham neste momento. O SR. PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Agradeço ao Deputado Colbert Martins o alerta e ressalto a importância de seu pronunciamento na tarde de hoje. Sugiro a V.Exa. que dê entrada ao requerimento na Comissão de Seguridade Social e Família, para que tenhamos oportunidade de saber do Ministério da Saúde, por meio do Ministro Humberto Costa, que providências foram adotadas para proteger a população brasileira da possibilidade de uma epidemia como a gripe asiática. Parabenizo V.Exa. pelo pronunciamento. O SR. MANATO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. MANATO (PDT-ES. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, todos sabem que os investimentos em infra-estrutura sempre foram contabilizados como despesas, definição da qual discordo, uma vez que essa conta deveria constar no rol dos investimentos. Nossa malha rodoviária e nossos portos estão subutilizados, pois o processo de sucateamento já dura anos, o que prejudica diretamente nosso crescimento econômico, desde a geração de empregos até a arrecadação de tributos para os cofres públicos. Não é preciso ser nenhum técnico ou especialista para saber do que falo. Basta enfrentar as perigosíssimas estradas brasileiras para termos a certeza de que não há como trafegar de forma segura, cumprindo prazos de entrega de mercadorias, devido ao crítico estado em que se encontra nossa malha rodoviária. Contudo, no último acerto do Governo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), ficou aprovado novo mecanismo pelo qual o Brasil terá autonomia para investir até US$1 bilhão por ano em infra-estrutura até 2007, sem que esse dispêndio contribua para reduzir o superávit das contas públicas. Sexta-feira 15 12567 Em outras palavras, Sr. Presidente, o novo mecanismo proporciona um relaxamento orçamentário para o Governo Federal, permitindo investimentos adicionais nesse montante. Já em 2005, 92% dessa folga orçamentária será destinada para o Ministério dos Transportes. A lista em que constam os projetos a serem incluídos no novo mecanismo prevê verbas adicionais de R$2,53 bilhões para nossas rodovias. Desse total, R$874 milhões serão usados exclusivamente para restauração de estradas. É inadmissível Sr. Presidente, que um país que sonha com o desenvolvimento não tenha condições sequer de fazer com que suas mercadorias circulem de forma segura pelas estradas, bem como no caso dos portos, onde a quantidade de contêineres descarregados por dia é ínfima se comparada à de países bem menores que o Brasil, mas que conseguem, com investimentos e organização, otimizar seus resultados. Com a aprovação no Congresso Nacional do sistema de Parcerias Público-Privadas, penso que ficará mais viável a captação de investimentos diretos para a infra-estrutura brasileira, pois diferentemente do sistema de concessões ou privatizações, as PPPs proporcionarão a ação conjunta do Governo com a iniciativa privada. Fico contente em ver que a mentalidade dos nossos governantes está mudando, bem como a real necessidade de investir cada vez mais no nosso País e nas nossas potencialidades, como é o caso das nossas estradas e portos, que servem de entrada para os produtos externos, que acarretarão empregos e receitas. Sr. Presidente, solicito a divulgação deste pronunciamento pelos meios de comunicação da Casa. Era o que tinha a dizer. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado Carlos Abicalil, pelo PT. O SR. CARLOS ABICALIL (PT-MT. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, quero mencionar duas atividades da Casa, particularmente da Comissão de Educação e Cultura, referentes a tema abordado hoje no Grande Expediente pelo Deputado Antenor Naspolini. Trata-se da ampliação da garantia do direito à educação fundamental para 9 anos. Haverá obrigatoriedade de matrícula e garantia por parte do Estado brasileiro do acesso das crianças de 6 anos de idade numa etapa a ser adicionada ao atual Ensino Fundamental, de 8 anos. Isso significa que 70% das crianças com 6 anos de idade que ainda não estão matriculadas 12568 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS na rede de ensino fundamental terão prosseguimento dos seus estudos no Ensino Fundamental. A proposta que o Deputado Antenor Naspolini, ex-Secretário de Educação Básica do Ceará, apresenta já faz parte do programa de governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. S.Exa., que tem grande experiência de gestor de educação no Estado do Ceará e na Capital, Fortaleza, ao longo de mais de 13 anos de militância e, anteriormente, no Estado de Santa Catarina, sugere a validação da proposta encabeçada pela Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, por intermédio do Secretário Francisco das Chagas Fernandes e do Ministro Tarso Genro. Consolida-se na bancada de oposição da Câmara dos Deputados a idéia de dar tratamento diferente ao tema, de modo a nos confrontarmos de maneira séria, para fazer cumprir uma lei votada na Casa, em dezembro do ano de 2000. Refiro-me ao Plano Nacional de Educação, cuja segunda meta do item Educação Básica é exatamente a expansão do ensino fundamental para 9 anos de duração. Corresponde a esse esforço outra iniciativa do Governo Lula que faz parte do programa apresentado à população brasileira no ano de 2002. Trata-se da instituição do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica com aporte adicional de recursos da ordem de 4,5 bilhões de reais do Governo Federal, transferíveis aos Estados e Municípios, para dar suporte exatamente a duas ausências sentidas no modelo de financiamento instituído, em 1998, pelo FUNDEF. São essas ausências a exclusão da educação infantil e do ensino médio, áreas que enfrentam demandas absolutamente imprescindíveis e forte compressão dos orçamentos dos Estados e Municípios. Portanto, o apelo feito pelo Deputado Antenor Naspolini tem, da nossa parte, não apenas absoluta solidariedade, como, com certeza, a ação do Governo visando a perspectivas de superação. Por isso, caro Presidente, não consigo entender as manifestações feitas neste plenário por alguns Líderes da Oposição, que se dizem decepcionados e se desiludidos com o Presidente Lula. Quero dizer que essa desilusão é própria de quem evidentemente apostava em outro Governo e que o Presidente Lula não teria condição de implementar as políticas com as quais se comprometeu diante do povo brasileiro. A mim, portanto, não surpreende que a Liderança da Oposição mencione sua desilusão. Talvez estivesse iludida com a perspectiva de que o atual Governo terminasse em abril de 2003, tamanho atoleiro herdou da administração passada. Posturas como aquelas, que apontam posições concretas sobre programas governamentais e estra- Abril de 2005 tégias de cidadania para a população, como acabou de mencionar um Deputado da Oposição, contribuem para que a Casa seja conduzida a uma decisão responsável, em nome do povo brasileiro, absolutamente solidária e respeitosa nas diferenças, que são legítimas no nosso trabalho. Visitar a África significa reconquistar importante espaço comercial que a ditadura militar teve e que perdemos ao longo dos últimos 20 anos. E essa reconquista não se dá apenas pela relação comercial, mas pela relação humana, pelo pedido de perdão, como fez corajosamente ontem o Presidente Lula. S.Exa. pediu perdão pela exploração de negros africanos que para cá vieram escravizados e que ainda hoje têm seus descendentes apartados das condições de cidadania plena no Estado brasileiro. A propósito, associo-me à solidariedade manifestada neste plenário ao jogador Grafite, ofendido ontem em pleno campo de futebol. Essa aproximação com países africanos é importante, assim como a relação com os países de língua portuguesa que estão do outro lado do Atlântico – e não necessariamente no Hemisfério Norte. Igualmente importante é a consolidação da reunião de cúpula da América do Sul e da África, para discussão das relações Sul/Sul, com vistas a enfrentar concorrência na qual o Norte desenvolvido efetivamente tem sempre, histórica e secularmente, levado vantagens. Dito isso, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, aproveito o tempo restante para fazer referência a dados da evolução econômica de 2004. Esses dados dizem respeito a repartição de renda, ampliação do emprego, recuperação de salários e desconcentração do desenvolvimento, e efetivamente podem ter desiludido alguns setores da sociedade brasileira, mas encontram grande lastro não apenas no plano de Governo, mas na aspiração da maioria do nosso povo. A taxa de investimentos no País em 2004 alcançou 19,6% do PIB, o melhor resultado desde 1998. A poupança interna chegou a 23% do PIB, o maior índice desde 1991. Os resultados, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística na quinta-feira passada, 31 de março, refletem o cenário favorável da economia brasileira e a perspectiva de crescimento para os próximos anos, já antecipada por analistas. Também no ano passado, a capacidade de financiamento do Brasil chegou a R$35,6 bilhões, contra R$11,2 bilhões em 2003, por causa dos excelentes resultados das exportações. Essa diferença permitiu o pagamento de 35% das dívidas do Governo e do setor privado. Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Em 2004, houve grande capacidade de financiamento, e o País a gerou fundamentalmente em função do ajuste externo, com o saldo de bens e serviços. Também no ano passado, o PIB alcançou R$1,8 trilhão, quase R$200 bilhões a mais do que em 2003, o melhor resultado desde 1994, quando teve início o Plano Real. A renda per capita ficou em R$9.743,00, o que significa um aumento real de 3,7% em relação ao ano anterior. O Brasil melhorou no ranking mundial das maiores economias entre 2003 e 2004, passando da 15ª para a 12ª posição, de acordo com levantamento da consultoria GRC Visão. À frente do Brasil estão Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, China, Espanha, Canadá, México e Austrália. Em 2003, o Brasil aparecia atrás de todos esses países e também da Índia, Coréia do Sul e Holanda. Por isso, Sr. Presidente, faço questão de elogiar a política econômica do Governo Lula e destacar o fato de que tais dados sinalizam que o Brasil está alcançando o crescimento sustentável, com aumento da capacidade produtiva e, portanto, da possibilidade de aumentar a oferta de bens de serviço e oportunidades de emprego no País. Era o que tinha a dizer. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. ANDRÉ LUIZ – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. ANDRÉ LUIZ (Sem Partido-RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, meu pronunciamento é de repúdio à carta emitida pelo Deputado Ricardo Izar, atual Presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados. Não tive direito ao instituto da ampla defesa do contraditório, pois no dia seguinte à denúncia dos fatos pela revista Veja sofri grande acidente e fiquei até 23 de dezembro internado no Hospital Santa Lúcia, acompanhado de médicos da Casa. Os integrantes da Comissão de Ética queriam que uma ambulância me trouxesse até aqui para depor. É o seguinte: “Cabem os esclarecimentos seguintes quanto à nota recentemente divulgada à imprensa pelo Exmo. Deputado Ricardo Izar, Presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados: consta nos autos do referido processo farta documentação, inclusive com atestados abonados por médicos da Câmara dos Deputados, que justificam a ausência às notificações, não podendo ser classificadas como ‘sucessivas esquivas do Deputado André Luiz’. Con- Sexta-feira 15 12569 forme foi informado nos autos, o Deputado André Luiz, após as publicações da revista Veja, sofreu acidente automobilístico em São Paulo, eis que o assédio da imprensa o impedia de dirigir-se ao aeroporto para viajar e cumprir seus compromissos. O diagnóstico, em decorrência do acidente, acusou ‘fratura linear alinhada na porção escamosa do osso temporal esquerdo’, conforme consta na tomografia computadorizada do crânio, afetando-lhe a memória, razão pela qual necessitou de tempo para a sua recuperação, objetivando preparar a sua defesa. Além do mais, nos momentos oportunizados a defesa técnica respondeu todas as notificações em defesa do Deputado, cujos requerimentos foram indeferidos, conforme ocorreu com o pedido de acareação entre o Deputado André Luiz e o Deputado Calazans, que, embora fundamentado, foi negado pelo Relator do processo. Da decisão, a defesa técnica impetrou mandado de segurança, que ainda tramita no Supremo Tribunal Federal, tombado sob o nº 25.280, que se encontra com vistas ao Procurador-Geral da República desde 12/04/2005. Portanto, não foi improcedente este recurso, conforme consta na nota à imprensa, eis que pendente de julgamento. Ocorre que havia divergências sobre pontos essenciais da causa, mas o Conselho optou pelo indeferimento das acareações, em franco desrespeito ao princípio da ampla defesa do contraditório. As acareações serviriam para confrontar os depoimentos, principalmente quando se alegou que as testemunhas Alexandre Chaves e Jairo Martins estiveram gravando conversas na casa do Deputado André Luiz no dia 16 de setembro de 2004 e em seu gabinete gravando no dia 6 de outubro de 2004, fatos esses negados pelo Deputado André Luiz, que se encontrava viajando no dia 16 de setembro e no plenário no dia 6 de outubro. Seria de fundamental importância, eis que, segundo consta na gravação, havia o crime de extorsão. O Deputado André Luiz repudia, como tem repudiado, as denúncias publicadas pela revista Veja, eis que não expressaram a verdade, bem como serviram tão-somente para imputar-lhe o crime de corrupção passiva, numa tentativa sórdida de macular o nome do Parlamentar, que pautou a sua vida no trabalho sério e honrado em prol do seu Estado e dos cidadãos que lhe confiaram os votos que o conduziram para a Câmara Federal, sufragado nas urnas, nas eleições proporcionais de 2002, com mais de 91.000 (noventa e um mil) votos. Trata-se de denúncia leviana a fim de desestabilizar a sua atuação no cenário político, induzindo a opinião pública, julgando-o sem o devido processo 12570 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS legal, condenando-o por atos que jamais teve a coragem de praticar. O que se põe em discussão é a credibilidade que a revista Veja depositou no contraventor Carlos Cachoeira, que forneceu as informações gravadas através de meio digital (que podem ser facilmente alteradas), tendo como conseqüência a publicação imediata para causar um sensacionalismo no meio político. Ocorre que tal publicação feriu de morte a honra do Deputado André Luiz, que precisa ter o seu nome sem mácula, eis que necessita do voto dos eleitores para dar continuidade ao trabalho sério que desenvolve na Casa de Leis. Não bastasse a revista Veja ter publicado as notícias caluniosas, houve a repercussão em outros meios de comunicação, que estenderam as notícias para todo o País. Jornais das principais Capitais republicaram as notícias, a televisão, através de programas de altas audiências, apresentados em horários nobres, tais como Jornal Nacional, Jornal do Sbt, Fantástico etc. O noticiário das rádios AM e FM também repetiram a reportagem da revista Veja, tudo isto com o intuito de provocar um escândalo nas Casas Legislativas da Capital Federal e no Legislativo do Estado do Rio de Janeiro. Houve, sim, o ânimo em provocar um escândalo em nível nacional. Porém, as pessoas de bom senso, os Parlamentares, os eleitores, enfim, o povo em geral, não permitiram que tal fato ocorresse, porque todos sabem que não se pode prejulgar, julgar ou condenar sem a devida apuração, que é obrigatória, através do devido processo legal, assegurado ao representado o direito da ampla defesa e do contraditório. No caso em tela, houve uma antecipada e sumária condenação da opinião pública, que irá prejudicar o Deputado André Luiz nas próximas eleições, expondo-o à execração pública, ao linchamento político. No ano passado, o contraventor Carlos Cachoeira, que tem envolvimento com Waldomiro Diniz, ousou atingir a imagem do Chefe da Casa Civil, quase provocando a instauração de uma CPI na Câmara Federal para apurar favorecimento a políticos em época de eleição. Através de uma manobra política, a CPI não foi à frente, e como havia envolvimento com a Loterj (Estado do Rio de Janeiro), a Assembléia do Estado do Rio de Janeiro aprovou o requerimento de instauração da CPI. Logo, Carlos Cachoeira não é pessoa idônea que possa associar-se a uma revista de grande circulação para fornecer informações por meio duvidoso e clandestino, que acarretaram notícias inverídicas. Um contraventor não pode insurgir-se contra um Parlamentar eleito pela vontade do povo, na tentativa de descredenciar um mandato legítimo, seja de qualquer membro desta Casa. E se houver outra tentativa Abril de 2005 de pessoa inidônea em atingir um parlamentar? Quem será o próximo? A liberdade de expressão não dispensa o controle ético do conteúdo da matéria, por estar em jogo não a mera transmissão de fatos ou idéias, mas a formação de opiniões em grande escala, que decorre do absoluto poder das empresas de comunicação de massa. O espaço da comunicação é um espaço público destinado à defesa das liberdades individuais e como tal deve ser partilhado, orientado e controlado de forma democrática. Entende o Deputado André Luiz que a matéria veiculada pela revista Veja não foi simplesmente informação de interesse público. Mesmo que não tivesse a intenção de atingir quem quer que seja, da maneira como colocada, obviamente atingiu não só o homem público, como a própria instituição que este representa – o Congresso Nacional –, causando-lhe danos, em face da repercussão que essas notícias surtem no meio funcional, doméstico e pessoal, além do público em geral, eis que se trata de um Parlamentar eleito com votos do povo do Estado do Rio de Janeiro. A ousadia sem fim de Carlos Cachoeira, associado à revista Veja, teve a pretensão de envolver o alto escalão da República, na medida em que, em reportagem, citou o nome de Rogério Buratti, ex-secretário do ex-Prefeito Antonio Palocci, atual Ministro da Fazenda, acusado de pedir propina a uma multinacional para intermediar um contrato com a Caixa Econômica Federal. Sendo certo que o ex-secretário chegou a ser convocado para depor na CPI instaurada na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, mas não apareceu e nenhuma providência foi tomada a fim de conduzi-lo. Ocorre que todos os atos inquisitivos unilaterais praticados pela referida Comissão de Sindicância e pelo Conselho de Ética estavam eivados de vícios e em desacordo com as normas que possibilitam a ampla defesa e o contraditório, eis que o Deputado não foi ouvido, apenas instado a manifestar-se sobre a reportagem, a perícia foi realizada com os quesitos apresentados somente pela Comissão de Sindicância, ausentes os quesitos do sindicado e sem assistente técnico, houve a oitiva da testemunha, Deputado Federal Carlos Rodrigues, o ex-bispo Rodrigues, nos autos de sindicância, sem a devida intimação do advogado do Deputado, sendo nulos de pleno direito os atos praticados pela Comissão de Sindicância desde a sua instalação. Acrescente-se ainda que, após a entrega do laudo (chamado de consulta por telefone pelo próprio perito), posteriormente contratado pela Comissão de Sindicância, o Deputado André Luiz não foi intimado Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS para manifestar-se, sendo certo que a Comissão concluiu os seus trabalhos e remeteu com injustificada urgência os autos, com o relatório, à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, pugnando pela cassação do mandato do Deputado André Luiz, conforme amplamente divulgado pela imprensa. A Constituição Federal, no art. 5º, LV, assegura aos acusados e aos litigantes em geral, em processo judicial ou administrativo, o direito à ampla defesa e ao contraditório, com todos os recursos a ela inerentes. Apesar da clareza do texto constitucional e da sua auto-aplicabilidade, norma de eficácia plena, alguns administradores ainda insistem em não lhe dar cumprimento. Na sindicância acusatória, ao negar-se o direito do sindicado de acompanhar o processo e exercer a ampla defesa e o contraditório, a autoridade administrativa violou os direitos e as garantias previstas na Constituição Federal. A adoção desse procedimento autoriza o acusado a buscar a proteção jurisdicional, em atendimento ao disciplinado no art. 5º, inciso XXXV, do texto constitucional. Portanto, evidenciada a manobra articulada por um contraventor associado a uma revista sensacionalista, que encomendou um laudo, pelo telefone, ao perito Ricardo Molina (conforme o próprio afirmou nos autos do processo) para punir o Deputado André Luiz. Houve a tramitação sumária de um processo, a fim de tentar dar uma justificativa à sociedade, com a inobservância dos princípios básicos do devido processo legal. Quantos processos tramitam no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar que não tiveram a mesma velocidade em sua tramitação? É só a imprensa verificar. Era o que se tinha a esclarecer”. O SR. JURANDIR BOIA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. JURANDIR BOIA (PDT-AL. Pela ordem. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ocupo a tribuna em defesa dos nossos servidores públicos. Essa classe trabalhista é uma das grandes molas propulsoras da sociedade e muito tem sofrido com o descaso das autoridades. Atualmente, temos no País cerca de 1,9 milhão de servidores públicos, submetidos, há vários anos, à falta de sensibilidade do Governo e à não-valorização de suas carreiras. De acordo com informações do Ministério do Planejamento, no ano passado o Governo gastou 89,4 bilhões de reais com a folha de pagamento do funcionalismo público. A média mensal das despesas Sexta-feira 15 12571 governamentais com os servidores públicos é de 7,4 bilhões – número muito inferior ao superávit acumulado nos primeiros meses deste ano, que já ultrapassa a casa dos 15 bilhões de reais. Além disso, as perdas salariais dos servidores públicos brasileiros, de 1995 até os dias de hoje, já somam 144%, segundo dados do Dieese. Cálculos daquele departamento revelam ainda que a inflação acumulada de janeiro de 1995 até dezembro de 2004 alcança 155,89%. O Sindicato dos Servidores Públicos dos Distrito Federal – SINDSEP-DF aponta que devemos partir desse número, descontando os reajustes obtidos pela categoria no período, para chegarmos ao índice de recomposição das perdas salariais. Segundo o Sindsep, a política de reajustes diferenciados – os chamados planos de carreira –, na grande maioria dos casos, apresenta algum tipo de distorção. Assim, trata-se não de planos de carreira, mas de remendos, que acabam por conceder “gratificações de desempenho” que dependem da chefia. E, para um servidor ganhar o maior percentual possível dessa gratificação, outro tem de receber menos. Isso sem falar na quebra da paridade entre ativos e aposentados e pensionistas. Dessa forma, muitas vezes, somente essas gratificações significaram algum ganho. Mas, se esses aumentos forem bem analisados, perceberemos que se trata de acréscimo frágil. Ele não é levado para a aposentadoria e a qualquer momento pode ser retirado. A diferenciação ocorre não apenas entre um e outro setor do serviço público. Até dentro da mesma carreira verifica-se que, na maior parte dos casos, os níveis finais, justamente onde está o maior número de servidores, foram mais arrochados que os iniciais. Na condição de servidor público aposentado e de Parlamentar eleito para defender os interesses da população brasileira, solicito ao Governo que dê atenção especial àquela categoria, que presta grandes serviços ao nosso País. Não é possível, depois de tantas perdas daquele segmento, que se fale em um reajuste irrisório de 0,1%. O Governo precisa repensar suas contas e encontrar uma fonte de recursos adequada para valorizar esses trabalhadores que mantêm a máquina em funcionamento. Temos de pensar que, com a classe dos servidores públicos fortalecida e motivada, poderemos contar com serviços de mais qualidade e, conseqüentemente, com um setor público mais eficiente e menos suscetível à corrupção. Quem vai ganhar com isso não serão apenas os servidores, mas toda a sociedade brasileira. Era o que tinha a dizer. 12572 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. VIEIRA REIS – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. VIEIRA REIS (PMDB-RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, antes de abordar o assunto que me traz à tribuna, desejo congratular-me com o ex-Presidente João Paulo Cunha pelo discurso que fez, de elogio à atitude do jogador Grafite: procurou a polícia para registrar queixa contra a discriminação racial por ele sofrida. Imediatamente a polícia entrou em ação e prendeu em flagrante o agressor. O fato faz-nos acreditar mais na lei. Ele serve para mostrar à população brasileira que a lei não está esquecida e deve ser observada. Também já houve muitos casos de brasileiros que agrediram discriminatoriamente seus patrícios. Dessa vez o ato foi praticado por um argentino. Pode haver a suspeita de que a lei tenha sido cumprida devido a suposta existência de rivalidade entre os 2 países, em relação ao futebol. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, com muito pesar no coração, presto solidariedade ao meu amigo Alair Corrêa, ex-Prefeito de Cabo Frio, pela morte de seu filho. Solidarizo-me também com seus familiares. Na manhã de quarta-feira, dia 6 de abril, a vida de Márcio Corrêa foi ceifada de forma violenta na Rodovia RJ-140, que liga São Pedro da Aldeia a Cabo Frio – a cidade já foi considerada a mais limpa do Brasil, com suas inúmeras praias e áreas turísticas. O Deputado Estadual, do PSB do Rio de Janeiro, chocou-se frontalmente com um caminhão. No ano de 2003, o Deputado foi autor de indicação legislativa solicitando ao Executivo obras nessa mesma rodovia. Em sua justificativa, lembrava o alto índice de acidentes no local. O Deputado Márcio Corrêa era médico, tinha 38 anos e estava em seu primeiro mandato. Iniciou sua carreira política aos 31 anos. Na época, foi o Vereador mais votado do Município. Reeleito em 2001, no ano seguinte foi eleito para a Alerj, com 44.121 votos. Pouco antes de assumir o mandato, porém, sofreu um acidente de carro na Estrada do Guriri, que liga Cabo Frio a Búzios. Passou por várias cirurgias e ainda não estava completamente recuperado. Acredito que todos os cabo-frienses estejam enlutados. Nós perdemos um grande companheiro. Registro, portanto – apesar do atraso, devido a compromissos –, minhas condolências à família do ex-Prefeito Alair Corrêa. Passo a abordar outro assunto. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, cobro do Chefe de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Abril de 2005 Delegado Álvaro Lins, e do titular da Delegacia de Homicídios, Dr. Carlos Henrique Machado, muita cautela nas investigações que estão sendo feitas na Baixada Fluminense. Apesar da cobrança, por parte de toda a população brasileira, de esclarecimento e punição dos verdadeiros culpados da chacina ocorrida na Baixada Fluminense, não se deve ter pressa para encontrar os culpados e dar uma resposta rápida à sociedade. Se não houver respaldo técnico com qualidade pericial, o Ministério Público não conseguirá a condenação dos réus. Temos como exemplo a chacina de Vigário Geral, em 1993, em que as autoridades correram contra o tempo para encontrar os culpados e se esqueceram de detalhes importantes da investigação. Na época, os projéteis só foram retirados dos corpos na exumação, 3 anos depois do massacre. Sr. Presidente, sou autor de duas proposições, que considero da maior importância e que atendem ao clamor de justiça da população brasileira: o Projeto de Lei nº 4.795, de 2005, que dispõe sobre os procedimentos para preservação do local do crime em ocorrências criminais com vítimas fatais envolvendo policiais civis e militares; e o Projeto de Lei nº 4.793, de 2005, que altera a Lei nº 9.807, de 1999, e estabelece normas para a organização e a manutenção de programas especiais de proteção a vítimas e a testemunhas ameaçadas; institui o Programa Federal de Assistência a Vítimas e a Testemunhas Ameaçadas; e dispõe sobre a proteção de acusados ou condenados que tenham, voluntariamente, prestado efetiva colaboração à investigação policial e ao processo criminal. Sr. Presidente, a necessidade da aprovação desses projetos de lei deve-se ao fato de que as histórias de chacinas, torturas, assassinatos por encomenda, mutilações, ameaças e perseguições a vítimas – na sua maioria, jovens pobres, políticos, sindicalistas, militantes dos movimentos defensores dos direitos humanos e trabalhadores rurais – são fruto da omissão, conivência e prevaricação das instituições oficiais, porque quem sabe não denuncia, com medo de represálias. Não é de hoje que o tema “grupos de extermínio” chama a atenção de órgãos internacionais. No ano passado, a relatora especial da ONU para casos de execuções sumárias visitou o Brasil e produziu um texto em que se diz espantada com a quantidade de informações sobre violações de direitos humanos perpetradas por forças de segurança, em particular a Polícia Militar. Temos, sim, Sr. Presidente, de cuidar dessas testemunhas da Baixada Fluminense e preservá-las. Elas estão sendo ameaçadas de morte e intimidadas, Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS por meio de recados transmitidos pelo telefone e pessoalmente. Essas mesmas testemunhas que viram o crime afirmam que os assassinos são policiais. Por isso, não querem ser protegidas pela polícia e procuram ajuda da Fundação para a Infância e Adolescência. Os moradores do bairro estão apavorados, com medo dos policiais do batalhão da área. As crianças não querem nem ir à escola, com medo de tiroteio. À noite, as ruas estão desertas. Temos de fiscalizar cada passo tomado nas investigações desse crime que chocou o País e, mais uma vez, repercutiu no mundo. Precisamos também agilizar a aprovação de projetos que tramitam nesta Casa, para vê-los transformados em leis, com o objetivo de defender todos os que se sentem reféns dessa violência desenfreada. Sr. Presidente, peço que este pronunciamento seja divulgado no programa A Voz do Brasil e no Jornal da Câmara. O SR. ARNON BEZERRA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. ARNON BEZERRA (PTB-CE. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ocupo a tribuna para cumprimentar o jovem Prefeito no Município de Iguatu, Estado do Ceará, Dr. Agenor Neto, por ter criado a Defensoria Pública Municipal. Quando Deputado Estadual, S.Exa. levantou a bandeira da justiça para todos e anunciou sua vontade de levar à população mais carente o direito à defensoria pública. Agora, na condição de Prefeito, o Dr. Agenor Neto desenvolve grande trabalho nas áreas de educação, saúde, enfim, em todo o serviço público. Portanto, com a instalação da Defensoria Pública Municipal, o Dr. Agenor Neto torna realidade a bandeira que levantou na Assembléia Legislativa como Deputado Estadual. Parabéns ao povo do Município cearense de Iguatu. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. ZÉ GERALDO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. ZÉ GERALDO (PT-PA. Pela ordem. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, no mês passado, neste plenário, denunciei a crescente violência que se estabelece na cidade de Jacundá, no sudeste do Pará. Sexta-feira 15 12573 Naquela época alertei as autoridades para o alto índice de homicídios, assaltos, seqüestros, roubos e atos de violência contra crianças e adolescentes, numa cidade relativamente pequena, com cerca de 50 mil habitantes. Disse que, das 233 mortes registradas no Município, no ano passado, 30 foram por homicídios. No mesmo caminho, a Câmara de Vereadores de Jacundá realizou, na manhã desta quinta-feira, dia 14 de abril, sessão especial para discutir a questão da segurança pública no Município, em face do alto índice de violência motivada pela luta pela posse da terra. Cerca de 400 pessoas, além de autoridades municipais e Parlamentares Estaduais, participaram da sessão especial realizada na Loja Maçônica Acácia de Jacundá, na Avenida JK, nº 197, no centro da cidade. Agora há pouco recebi de participantes da reunião uma nova denúncia – dessa vez, sobre as ameaças de morte sofridas pela Vereadora Maria de Jesus, do PT, que já foi Vice-Prefeita de Jacundá, por seu trabalho em prol da reforma agrária. Maria de Jesus propôs a realização da sessão especial. “Tudo isso está acontecendo e não há providências das autoridades estaduais; o que vemos é a comunidade entristecida e os familiares enlutados, chorando seus mortos e pedindo justiça”, lamentou. Ela pediu providências para que “o esquadrão da morte não continue instalado em Jacundá”. O Governo Federal enviou o Exército para o local, este ano, e liberou um total de 12 milhões de reais para a área de segurança pública no Pará, no ano passado. Mas as respostas dadas pelo Governo Estadual não têm sido satisfatórias até agora. Assiste a tudo como se o problema fosse de outro Estado e não do Pará. Uma pessoa que prefere ficar anônima, por medo também de ameaças, alertou a Vereadora Maria de Jesus para uma conversa que ouviu de um fazendeiro que estaria “empreitando” a morte dela por 15 mil reais. O motivo da ameaça seria que um grupo de trabalhadores rurais sem terra pretendia invadir a propriedade do fazendeiro, muito embora ela afirme que não tem nenhuma relação com o caso. A SRA. GORETE PEREIRA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Tem V.Exa. a palavra. A SRA. GORETE PEREIRA (PMDB-CE. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) – Sr. Presidente, Sras e Srs. Deputados, há vários dias, no Ceará, está havendo a paralisação de servidores públicos pela complementação salarial discutida pelos Ministérios da Saúde e do Planejamento. Alguns Parlamentares representam esses funcionários. Essa luta é antiga. A 12574 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ação foi ganha na Justiça, e talvez o pagamento seja consumado totalmente. Sr. Presidente, apresento à Mesa projeto de lei que altera o prazo estabelecido na Medida Provisória nº 2.217-3, de 2001, que modifica a lei que rege os salários dos funcionários da CBTU, no Ceará. Eles só têm garantia de salário até 31 de dezembro de 2005, ou então com a primeira e a segunda etapa do Metrofor. Com a falta de recursos, a continuidade das obras do metrô fica prejudicada. Os funcionários estão entrando em pânico, porque, quando chegar o mês de dezembro, vão passar a receber pelo Estado. Então, apresentamos projeto de lei que altera por mais 5 anos a data limite, para que a CBTU continue a fazer o pagamento dessas pessoas. Por fim, Sr. Presidente, registro nosso repúdio às Medidas Provisórias nº 245 e 246, que vão chegar a esta Casa. Estivemos, pela manhã, com o Presidente da República em exercício, juntamente com representantes da Rede Ferroviária Federal, e manifestamos nosso repúdio a elas. Esperamos contar com a sensibilidade dos nossos pares para que ocorra com essas MPs o mesmo que ocorreu com a Medida Provisória nº 232 – ou seja, que sejam retiradas, porque trazem enormes prejuízos para a Rede Ferroviária, para os aposentados e para mais de 140 mil pessoas. O Governo não ouviu os representantes da Rede Ferroviária que tentam negociar as alterações. O Vice-Presidente da República demonstrou sensibilidade em relação à nossa causa. Muito obrigada. O SR. JOÃO MENDES DE JESUS – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. JOÃO MENDES DE JESUS (Bloco/PSLRJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ontem, a Câmara de Vereadores do Município do Rio de Janeiro aprovou projeto de lei que proíbe a dupla cobrança de pedágio ao longo da Linha Amarela. Os autores do projeto são as Vereadoras Verônica Costa e Lucinha, juntamente com o Prof. Uoston, ex-Vereador. Quero juntar-me às Vereadoras do Rio de Janeiro, Verônica Costa e Lucinha. Nós, na Câmara Federal, estamos dando nossa contribuição para que esse projeto seja aprovado. Atualmente o cidadão carioca paga o pedágio duas vezes. Os motoristas pagam pedágio nos 2 sentidos da via pública. Por isso, sentem-se ludibriados pela empresa concessionária e também pelo Poder Público. Abril de 2005 O projeto dos Vereadores segue agora para a aprovação ou o veto do Prefeito Cesar Maia. Espero que nosso Executivo Municipal aprove o projeto de lei, porque a população carioca não agüenta mais pagar tantos impostos, taxas e pedágios. É importante dizer que o projeto desses Vereadores prima pela cidadania e resgata o direito de ir e vir dos cidadãos cariocas. Parabenizo as Vereadoras Verônica Costa e Lucinha e solicito ao Prefeito César Maia que sancione esse projeto para que se transforme em lei, pois será muito bom para o povo do Rio de Janeiro. Muito obrigado. O Sr. Jorge Alberto, 2º Suplente de Secretário, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Zé Geraldo, § 2º do art. 18 do Regimento Interno. O SR. JORGE ALBERTO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Zé Geraldo) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. JORGE ALBERTO (PMDB-SE. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, a preocupação que trago no início da noite de hoje diz respeito à possibilidade de o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o próprio Governo do Presidente Lula proporem um aumento de 128% do índice de produtividade das terras do Nordeste. Isso preocupa-me bastante. Quero deixar registrada aqui essa preocupação, e dirijo-me ao Ministro Miguel Rossetto: quem possui um hectare de terra na região do semi-árido nordestino sabe o que significa isso; o Ministro precisa possuir terras ali para que daqui a 2 anos possa avaliar concretamente o significado de uma proposta de aumento do índice de produtividade nessa região. Essa proposta preocupa-me, repito, porque causará ainda maior instabilidade no campo. Se lá já existe uma grande instabilidade, uma ação desse tipo fará com que ela aumente ainda mais, sobretudo na Região Nordeste. Portanto, como Deputado da base de sustentação do Governo, trago minha preocupação, manifestando minha posição contrária a essa atitude, e defenderei no partido que isso seja discutido com muito cuidado com as autoridades representativas dos vários setores e sobretudo com os integrantes da base governista. Enfim, registro minha preocupação como político que representa nesta Casa a Região Nordeste, sobretudo o povo sergipano. Uma atitude dessas precisa ser mais discutida. Não pode ser tomada sem que sejam ouvidos aqueles que fazem parte da base de sustentação. Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS É a manifestação que eu tinha a fazer na tarde de hoje. O SR. PRESIDENTE (Zé Geraldo) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Fernando Ferro, pelo PT. O SR. FERNANDO FERRO (PT – PE. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, demais senhoras e senhores participantes desta sessão, quero trazer minha preocupação com a política em curso de reajuste tarifário do setor elétrico. O consumidor brasileiro precisa saber que os aumentos que estão vindo por aí terão sérias conseqüências sobre seu poder aquisitivo e a economia brasileira. A Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL autoriza reajustes e revisões tarifárias a partir de contratos e da lei vigente. Empresas como a do meu Estado, a Celpe, ligada ao grupo espanhol Iberdrola, comunicam, em anúncios de página inteira de jornal, que o principal responsável pela tarifa seria a carga tributária, o que não é verdade. Os tributos compõem parte da tarifa. Atualmente, na área de distribuição, vivemos sob um sistema elétrico 80% privatizado. Essa área privatizada foi constituída a partir de uma série de acordos e contratos, que levaram a que empresas distribuidoras também se constituíssem como empresas geradoras. Essas empresas geradoras do próprio grupo poderiam, por esses contratos, vender sua energia para elas próprias revenderem. É o chamado self-dealing, a autocontratação. Em Pernambuco, estamos vivendo a seguinte situação: a empresa Celpe tem uma empresa térmica, a Termopernambuco S.A., que produz energia elétrica a partir de combustível fóssil, de diesel, o que eleva a tarifa para quase 3 vezes a cobrada pela energia produzida pela Chesf em hidrelétricas. Essa composição de custos de tarifas, em que a empresa tem, por contrato, a opção de vender para ela mesma uma energia que custa 3 vezes mais e repassá-la para o consumidor é que provoca a explosão tarifária. A mesma prática está presente em vários locais do País, conseqüência da política de privatização e dos contratos feitos à época do chamado Programa Prioritário de Termoelétrica. Essa é mais uma das heranças que a população brasileira recebeu da política de privatização do setor elétrico, do tempo do apagão e da proposta que introduziu as termelétricas no nosso sistema elétrico com essas regras. No caso de Pernambuco, o aumento previsto das tarifas correspondia a cerca de 50%. Com a intervenção da ANEEL, a tarifa média subirá 34%: para o consumidor residencial, 30%; para o consumidor industrial, 42%. Se não houvesse essa autocontratação, a tari- Sexta-feira 15 12575 fa de energia seria cerca de 12% menos. E isso está sendo feito em vários Estados. A política de autocontratação está provocando essa distorção, que considero um ataque. Não quero dizer um roubo, porque se trata de contrato firmado no Governo passado, mas as empresas estão se aproveitando da situação. Para esclarecer todos esses fatos, convocamos uma audiência pública na Comissão de Minas e Energia. Queremos que a população brasileira participe desse processo e que haja transparência, para que se sabia o quanto os impostos pesam na tarifa e o quanto essas manobras contratuais e contábeis, de endividamento das empresas e de remessa de lucro para as suas matrizes, repercutem no preço do serviço por elas prestado. Sr. Presidente, com o objetivo de esclarecer e de desmistificar essa ação, temos de promover essa audiência pública, que permitirá que o consumidor, em última análise, saiba que está sendo lesado em seus direitos e que vai arcar com a principal parte desse aumento tarifário. Trata-se de leis e de contratos que nós, infelizmente, não podemos romper, caso contrário, as empresas poderiam recorrer à Justiça – e cobertas de razão. É uma imposição moral a rediscussão desse problema apresentado ao consumidor de energia elétrica no Brasil. Não podemos aceitar que isso aconteça. A propósito, registro que ontem houve uma audiência pública no meu Estado, com a participação da população, que cobrou explicações sobre o que está acontecendo. Com a legislação que aprovamos no Governo Lula, não mais será permitido esse tipo de autocontratação, que aumenta excessivamente as tarifas. Por meio da Medida Provisória nº 144, que transformamos na Lei nº 10.484 – Lei de Reestruturação do Setor Elétrico –, vamos impedir novamente esses aumentos tarifários. Temos de tentar estabelecer uma negociação, para, de alguma maneira, repor o poder aquisitivo da população brasileira e impedir esse verdadeiro assalto – eu diria – que está acontecendo com o consumidor de energia elétrica do País. E isso, repito, não acontece apenas em Pernambuco. Chamo a atenção dos demais Parlamentares para o fato de que eles serão convidados por seus Estados para ajudar a coibir essa prática das empresas de energia elétrica, que, de alguma maneira, estão jogando nas costas do consumidor esse aumento tarifário, que pode e deve ser repactuado por meio de um compromisso social. 12576 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS É claro que temos de considerar que as empresas têm gastos e custos e que precisam reajustar as tarifas para remunerar financeiramente seus trabalhadores e prestar o seu serviço. O que não pode é o consumidor arcar com essa carga tarifária, uma das mais altas do mundo. Muito obrigado, Sr. Presidente. O Sr. Zé Geraldo, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Jorge Alberto, 2º Suplente de Secretário. O SR. PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Concedo a palavra, pela ordem, ao nobre Deputado Zé Geraldo. O SR. ZÉ GERALDO (PT-PA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o Governador do Estado do Pará, Simão Jatene, do PSDB, talvez por dispor de meio de comunicação favorável a suas ações, já que possui bom investimento no setor, tem dito que o Pará leva muito prejuízo nas exportações e que os recursos federais não têm chegado ao Estado. Na verdade, este ano, o Pará recebeu, só do Fundo de Exportação, 93 milhões de reais e, da CIDE, 23 milhões. Portanto, uma quantia significativa, que ultrapassa 100 milhões de reais. O mais interessante é que os recursos enviados pelo Governo Federal, seja do convênio para a segurança pública, seja para a educação, dificilmente aparecem na propaganda oficial. Quero dizer ao povo paraense que o Governo Lula já destinou ao Estado quase 200 milhões oriundos do Fundo de Exportação, da CIDE, do convênio com a segurança pública e com a saúde. Infelizmente, em vários Municípios, a Polícia Militar não tem sequer um carro para trabalhar. Quando tem, é velho e não garante o trabalho dos policiais. Faço esse registro porque não é justo que o Governo Federal contribua com o Governo do Estado e não seja sequer citado nos meios de comunicação. Às vezes, a obra é toda do Governo Federal, mas na placa só se vê o Governo do Estado. Na condição de Deputado Federal, que tem lutado para que os recursos cheguem ao nosso Estado, estou fazendo levantamento para mostrar ao povo paraense quantos milhões já foram repassados ao Governo Estadual para melhorar a segurança pública, o que, contudo, não ocorreu. O setor vive o caos, assim como a saúde pública no interior é uma calamidade pública. Por isso, faço esse registro. Muito obrigado. O SR. LUIZ COUTO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. Abril de 2005 O SR. PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. LUIZ COUTO (PT-PB. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, registro mais uma ação da Polícia Federal: desbaratou uma quadrilha de cafetinas e cafetões que aliciavam mulheres da Região Centro-Oeste e, claro, do País, para levá-las a Portugal e à Espanha. Foi a chamada Operação Castanhola. A Polícia Federal conseguiu desbaratar a quadrilha, prender sua chefe e identificar os demais segmentos, graças a uma ação articulada com a Interpol e as polícias de Portugal e da Espanha, com o objetivo de desvencilhar a outra ponta da quadrilha, que se encontra na Europa. As mulheres viajam para Portugal e depois para a Espanha, onde são exploradas como escravas, porque os proprietários das boates retêm seus passaportes. Além disso, uma empresa de turismo, que também foi fechada pela Polícia Federal, superfaturava as passagens das mulheres que iam à Europa com a promessa de que seriam bem tratadas, conseguiriam emprego e, inclusive, trabalhariam como modelo. Mas, chegando naquele país, elas eram transformadas em escravas. Outro dado que chama a atenção é que a quadrilha também exportava homens para a prática da prostituição na Europa. Parabenizo a Polícia Federal por mais essa ação. Este Poder tem de contribuir para que a nossa Polícia Federal disponha de condições salariais, de logística e continue desenvolvendo excelente trabalho, no sentido de desbaratar quadrilhas de sonegação, de corrupção, de crime organizado, de tráfico de drogas e de armas, de exploração sexual de mulheres, crianças e adolescentes. Fico contente ao ver a Polícia Federal trabalhando efetivamente no combate ao crime, a fim de eliminar quadrilhas que agem para transformar mulheres e homens em escravos para exploração sexual. A Polícia Federal engrandece o Brasil. O Governo Federal tem de olhar sempre, com muita dedicação, para ela, a fim de que possa continuar trabalhando no combate à sonegação, às fraudes, ao crime organizado. Parabéns, Polícia Federal, pelo trabalho que vem realizando! É assim que se combate o crime organizado. Tenho certeza de que haverá muitas outras ações, tais como a que vimos: a Polícia Federal prendeu um argentino que tem vinculações com crimes de sonegação e fraude no INSS. Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Tudo isso é sinal de que Polícia Federal está procurando transformar o Brasil num país diferente, levando para a cadeia os responsáveis pelo crime organizado. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Raul Jungmann, pelo PPS. O SR. RAUL JUNGMANN (PPS-PE. Sem revisão do orador.) – Ilustre Presidente Jorge Alberto, é um prazer falar uma vez mais nesta Casa sob a presidência de V.Exa. Sras. e Srs. Deputados, há pouco eu conversava com os competentes assessores da Mesa Diretora, os quais aproveito para saudar de público, reconhecendo a competência e o compromisso que essas senhoras e esses senhores têm com esta Casa. Comentávamos o fato de que neste instante a sede do Ministério da Fazenda está sendo invadida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Esse fato obviamente será notícia em todos os jornais e telejornais nacionais e internacionais. Não posso deixar de dizer que já vivi idêntica situação, e disse, na época, que aquilo transcendia todo e qualquer limite de uma justa, correta e democrática luta dos movimentos sociais em prol da reforma agrária. O poder do Ministro Antonio Palocci é, como era o meu à época, derivado do poder delegado por todos os brasileiros ao Presidente da República, que por sua vez o delega ao Ministro. Então, não podemos concordar em momento algum que se desrespeite, que se fira, que se atente contra um poder popular e democrático. Minha posição à época é a mesma de hoje: protesto veementemente contra o desrespeito que se demonstra hoje à sede do Ministério da Fazenda. Não é com uma atitude como essa que vamos levar adiante o Programa Nacional de Reforma Agrária. Se a causa é justa, os métodos são sem sombra de dúvida incorretos. Nenhuma causa, por mais justa que seja, em favor dos pobres e dos excluídos, dos sem-terra, pode justificar o desafio maior, o desrespeito maior de ferir a lei, a autonomia de um órgão, o respeito à instituição e à figura do Ministro – que, em última instância, é alcançada por um fato como esse. Portanto, deixo registrado meu repúdio como exMinistro do Governo Fernando Henrique, como membro da Oposição, como alguém que até sofreu muitas vezes ataques partidários, tanto no atual Governo quanto no anterior – mas isso não muda convicções, não nos move do nosso propósito, Sr. Presidente. É inaceitável, anti-republicana, antidemocrática essa Sexta-feira 15 12577 ação, e por esse rumo não caminhamos; efetivamente, só damos marcha a ré. Passo agora a falar sobre o tema que me traz à tribuna. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, temos hoje a realidade da transposição de águas do Rio São Francisco, e, nesse processo, meu Estado de Pernambuco é doador e receptor. Embora eu seja favorável à transposição de águas do Rio São Francisco, hoje venho falar de uma região do sertão pernambucano, uma entre tantas do nosso Nordeste: a região do Pajeú, mais especificamente da cidade de Custódia, no interior do meu Estado. A obra de transposição deverá atravessar esse Município, cujo problema de abastecimento d’água é gravíssimo. Existe ali também um projeto de cultura irrigada que hoje se encontra abandonado. Nessa área, 200 hectares de terra, 52 lotes e 800 empregos estão direta ou indiretamente relacionados a esse perímetro irrigado, que se encontra desativado porque o açude do DNOCS, que deveria abastecer a cidade e ao mesmo tempo possibilitar exatamente o funcionamento desse projeto, não tem capacidade para tanto. Então, o que me traz hoje à tribuna é exatamente o propósito de solicitar ao Ministro da Integração Regional e ao atual Governo que providenciem a passagem de um ramal dentro do Município, partindo do local em que vai ocorrer a transposição, que dista apenas 4 quilômetros da ponta sudeste desse perímetro irrigado, para que seja possível o acesso à água, e, conseqüentemente, para que se gerem empregos e se resolva a baixo custo não só o problema de abastecimento, mas também o da produção de alimentos no Sertão do Pajeú. Concluo, Sr. Presidente, desde já agradecendo a V.Exa. a generosidade de estender o meu tempo, comunicando que amanhã, sexta-feira, teremos no Sertão do Pajeú um grande encontro com técnicos do Governo do Estado e do Ministério, com a participação de Vereadores, do Dr. Gilberto e de muitas outras autoridades. Quero desde já hipotecar minha total solidariedade ao povo daquela região e dizer que não apenas estarei aqui, neste plenário, lutando para que o perímetro irrigado de Custódia possa voltar a produzir, como também estarei na Esplanada dos Ministérios, ao lado do Governo do meu Estado, trabalhando para que aquele sonho do povo de Custódia se torne realidade. Mais uma vez, reitero que é uma honra falar sob a sua Presidência. Agradeço-lhe a atenção e generosidade. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Agradeço ao Deputado Raul Jungmann as palavras. V.Exa., que 12578 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS foi Ministro do Desenvolvimento Agrário no Governo anterior, engrandece os trabalhos desta Casa com a experiência e o conhecimento de causa que tem. O SR. ISAÍAS SILVESTRE – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. ISAÍAS SILVESTRE (PSB-MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, demais presentes, é com indignação que venho a esta tribuna falar sobre fato ocorrido no Estado de Tocantins, citado pela mídia esta tarde. Há cerca de 8 anos, o Governo estadual firmou um acordo de cooperação com o Governo de Cuba para trazer profissionais da área médica a fim de suprirem a carência de profissionais brasileiros, que na época, segundo informações divulgadas pela Rede Globo, não estavam interessados em trabalhar no interior do Brasil, no Projeto Saúde da Família. Está prevista para a madrugada de amanhã a partida de 96 médicos cubanos, que retornarão ao seu país de origem em um avião enviado por Fidel Castro especialmente para esse fim. A sentença foi dada pelo Juiz Federal Marcelo Albernaz, que em sua sentença comparou o trabalho dos médicos cubanos com curandeirismo. Ora, a capacidade técnica desses profissionais deveria ter sido avaliada quando de sua vinda ao Brasil e não agora, 8 anos depois! Não podemos aceitar essa decisão, porque o Brasil é carente de médicos e temos em Cuba mais de quinhentos brasileiros estudando porque aqui não tiveram oportunidade. O que vamos fazer com nossos brasileiros que estão em Cuba? Vamos trazê-los de volta, assim como fará Fidel Castro com os cubanos? A situação é muito delicada, representa desafeição a um país que faz parte da nossa América Latina. Este é, sem sombra de dúvidas, um incidente diplomático sério, que tende a denegrir a imagem de nosso País no cenário internacional, especialmente no que tange às nossas relações com Cuba. É importante lembrar que estudantes brasileiros, sem possibilidades financeiras para arcar com seus estudos no Brasil, estão em Cuba estudando medicina. Um país elogiado e reconhecido por possuir médicos de ótima capacidade técnica, ainda que sem acesso a tecnologias de ponta. Aproveito a oportunidade, Sr. Presidente, para tratar de outro assunto. Abril de 2005 Ontem, no Estádio do Morumbi, em São Paulo, um jogador argentino, por falta de educação e elegância, pregou o incentivo ao racismo. Corroboro as palavras já ditas pelo Deputado João Paulo Cunha, bem como as sugestões já encaminhadas. Srs. Parlamentares, causa-nos repugnância a atitude desse jogador de futebol, que protagonizou uma cena de incentivo ao racismo num país onde há lei tal prática. Fatos como esses devem ser banidos de vez de todos os setores da sociedade. Quero aqui me solidarizar não só com o jogador que foi vítima do ato praticado pelo atleta argentino, como também com todas aquelas pessoas que sofreram ou sofrem este tipo de discriminação. Sou contra todo tipo de discriminação. Aproveito a oportunidade para parabenizar o Ministro Agnelo Queiroz pelo incentivo para acabar com a ociosidade das crianças, jovens e adolescentes em áreas de abandono, com a promoção do Programa Segundo Tempo. S.Exa. tem se empenhado na inclusão social através do esporte. O Programa Segundo Tempo, criado em parceria com escolas, fundações e associações, dá oportunidade aos meninos e adolescentes que não tiveram a oportunidade de freqüentar uma escola em tempo integral de se integrarem socialmente. Sessenta por cento da população do País tem origem africana. Ontem foi dada uma lição, em São Paulo, aos nossos jovens e crianças que assistiram à falta de educação praticada: a prisão do jogador argentino. Trabalhamos em várias outras frentes para banir de vez do nosso País todos os tipos de discriminação. Queremos parabenizar as Polícias Militar e Civil de São Paulo que, com eficácia, evitaram que o fato tivesse uma conotação de desrespeito ao nosso País. Não podemos aceitar que esse fato fique impune, passe despercebido. A Justiça deverá agir com todo o rigor, como o fez a Polícia Militar. Registro minha indignação e a do PSB contra esse ato de racismo, para que essa forma de discriminar não seja praticada nas escolas, tampouco em qualquer segmento da sociedade. Não podemos aceitar que venha um estrangeiro, sem educação, sem informação, sem conhecimento das origens do nosso País, praticar ação tão nefasta no nosso meio. Registro aqui o meu protesto. Muito obrigado. O SR. PAULO LIMA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. PRESIDENTE (Jorge Alberto) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. PAULO LIMA (PMDB-SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, parabenizo o Prefeito de Borá, a menor cidade do Estado de São Paulo e do Brasil, com 818 habitantes. Nelson Celestino Teixeira, o conhecido Nelsão, Prefeito de Borá, está implantando na cidade uma usina do Grupo Ibéria. Um total de 1.700 trabalhadores para lá estão sendo levados. Será triplicado o número de habitantes daquele Município. O Prefeito é um homem trabalhador, humilde, competente, sério no trato da coisa pública, principalmente com os moradores. É uma pessoa muito querida, tanto que está no quarto mandato de Prefeito. S.Exa. é um exemplo de Prefeito que se dedica, que quer o progresso e o desenvolvimento, com justiça social para o seu Município. Isso só é possível com trabalho, diálogo, buscando empresas que querem descentralizar suas indústrias, seus comércios. Vários comerciantes de São Paulo e de alguns Municípios estão se transferindo para a cidade de Borá, próxima a Presidente Prudente, minha cidade, no oeste paulista. Parabenizo, mais uma vez, o Prefeito Nelson Celestino Teixeira e também os diretores da Usina Ibéria, tendo à frente o empresário Marcelo Accioli Toledo, jovem de 42 anos que divide a administração dessa usina com os primos Gustavo e Antônio Toledo. Coloco-me à disposição do Município e das empresas. Dessa forma, estaremos contribuindo para a geração de emprego e renda na região, fatores importantes para a qualidade de vida da sua população. Está prevista, para este ano, a moagem de 650 toneladas de cana para a produção de álcool e de açúcar, com capacidade total de 1,4 milhão de toneladas, que será alcançada no quarto ano de trabalho da usina. Sr. Presidente, Deputado Severino Cavalcanti, Deputado Benjamim, nosso companheiro da Paraíba, Deputado Roberto Rodrigues, essa é uma demonstração de que temos de seguir exemplos como o do Prefeito de Borá, Nelson Celestino Teixeira, o Nelsão, para desenvolver o nosso País. Parabéns à cidade de Borá! Parabéns, Prefeito! Muito obrigado. Durante o discurso do Sr. Paulo Lima, o Sr. Jorge Alberto, 2º Suplente de Secretário, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Severino Cavalcanti, Presidente. O SR. FRANCISCO RODRIGUES – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. Sexta-feira 15 12579 O SR. PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. FRANCISCO RODRIGUES (PFL-RR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, na democracia é necessário que tenhamos, acima de tudo, compromisso. Estamos acompanhando, de forma clara e silenciosa, as manifestações que têm sido praticadas nesta Casa em atitudes extremamente admiráveis porque demonstram o poder do Parlamento brasileiro. Mais que isso: consolidam a posição da Câmara dos Deputados no cenário nacional como instituição que merece respeito de toda a nossa sociedade. Isso, obviamente, tem fortalecido a posição desta Casa. V.Exa., nobre Presidente Severino Cavalcanti, tem assumido posições claras – muitas vezes até incompreendidas –, com muita coragem, no sentido de defender os interesses da Câmara dos Deputados, razão maior de todos nós e, por que não dizer, da sociedade brasileira, que todos aqui representamos. V.Exa. tem dito que as posições que assume são em defesa deste Parlamento, razão pela qual é admirado por seus pares. As notícias veiculadas na imprensa acerca das medidas provisórias têm demonstrado o compromisso de V.Exa. e o acerto das ações, até mesmo quando retrocede nas posições defendidas, independente de qualquer compromisso assumido anteriormente, para que não haja nenhuma ruptura, nenhum choque com os partidos, tanto os da base do Governo quanto os da oposição. Eu, Deputado do PFL, da Oposição, compreendo que o compromisso que V.Exa. tinha assumido tenha hoje ficado visível, claro, apesar de não ser Relator da medida provisória o nobre Deputado Pauderney Avelino, porque V.Exa. não tinha detalhadamente – dentro do compromisso e da ocupação das relatorias – a informação precisa e devida de que caberia ao Partido Progressista a relatoria dessa importante medida provisória. V.Exa. demonstra que tem cumprido e muitas vezes retrocedido, de forma que temos de aplaudir, porque isso encoraja as atitudes praticadas por todos os Parlamentares. Sr. Presidente, Deputado Severino Cavalcanti, elogio V.Exa. pela firmeza e, acima de tudo, pela humildade. Ao retroceder de uma posição, assume de público, neste plenário, aquilo que na verdade V.Exa. tem como máxima, como balizamento da sua vida pública: o compromisso. Parabéns a V.Exa! O SR. BENJAMIN MARANHÃO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – Tem V.Exa. a palavra. 12580 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. BENJAMIN MARANHÃO (PMDB-PB. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho hoje à tribuna manifestar a minha inquietação no que diz respeito à situação da assistência pública à saúde no Brasil, mais especificamente no meu Estado da Paraíba. A população paraibana vive momento muito difícil. Esta semana foi marcada por atos lastimáveis e de grandes conseqüências devido à incompetência e à inoperância do gestor estadual de saúde em relação ao funcionamento dos hospitais estaduais, notadamente no Município de Patos. O serviço de hemodiálise foi totalmente suspenso, depois de mais de 4 meses de atraso no pagamento a profissionais e fornecedores. Também foi fechada, pelo Conselho Regional de Medicina, a UTI do Hospital Regional de Guarabira, o que causou prejuízos à população de mais de 100 mil habitantes daquele Município e de seu entorno. Essa triste realidade se repete, Sr. Presidente, nos Hospitais Regionais de Monteiro, Patos, Cajazeiras, enfim, em todos os núcleos de saúde do nosso Estado. Situação também lamentável vive o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, que diminuiu o número de atendimentos prestados à população. Não bastasse isso, registra queda na qualidade dos serviços hospitalares desde que o atual Governo se instalou. Estamos muito preocupados, Sr. Presidente. Hoje mesmo recebi ligação telefônica do Prefeito de Sousa, que estava a ponto de pedir a intervenção federal no hospital da cidade. Apesar de ter gestão plena em saúde, o Município não comanda a unidade hospitalar, que pertence ao Governo do Estado. A situação está totalmente insustentável e não pode perdurar. O Governo Federal tomou medidas duras em relação ao Rio de Janeiro; promoveu a intervenção nos hospitais da cidade para que a população voltasse a ser plenamente atendida. Ocorre que as deficiências do setor público de saúde não se restringem àquele Estado. A Paraíba, que não tem os mesmos recursos financeiros que o Rio de Janeiro tem, também precisa da fiscalização, pelo Governo Federal, da aplicação dos vultosos recursos repassados ao Estado mês a mês. Verificamse problemas na prestação de assistência médica e hospitalar e no fornecimento de medicamentos excepcionais ou de uso contínuo, que faltam constantemente, pondo em risco a saúde de quem sofre de doenças gravíssimas como a hepatite C e o Mal de Alzheimer ou é transplantado renal, por exemplo. Esses pacientes não têm recebido a devida atenção da Secretaria de Saúde do Governo do Estado da Paraíba. Cobramos do Ministro Humberto Costa fiscalização mais efetiva da destinação dos recursos repassados ao Es- Abril de 2005 tado. Esse é o clamor da população paraibana. Os nossos Prefeitos também estão engajados nessa luta, lamentando que hospitais regionais e centros de diagnóstico sofram com tamanho abandono e degradação. A maior vítima desse descaso é a população carente do Estado. Espero que o Sr. Ministro da Saúde nos ouça. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – Sras. e Srs. Deputados, esta Presidência gostaria de prestar um esclarecimento ao Plenário a respeito da Medida Provisória nº 242, de 2005, que prevê mudanças nas regras de concessão de auxílio-doença pelo INSS. Inicialmente, havia sido designado o Deputado Pauderney Avelino para relatar a matéria em plenário, mas, ao fazer um balanço das relatorias já concedidas, verificamos que a vez seria do PP. Num acordo de Líderes, o Líder do PP, Deputado José Janene, cedeu a relatoria ao PT. Expus o problema ao Líder do PFL e ao próprio Deputado Pauderney Avelino, que compreenderam a situação e colaboraram com a Presidência. O Presidente agradece pela compreensão ao Sr. Líder do PFL e ao Deputado Pauderney Avelino e ressalta que atitudes dessa natureza é que engrandecem o Parlamento. A Presidência já havia feito a comunicação ao nobre Deputado Rodrigo Maia, que compreendeu a situação e não hesitou em falar com o Deputado Pauderney Avelino. A matéria é vencida. O SR. SERGIO CAIADO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. SERGIO CAIADO (PP-GO. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, recebi hoje em meu gabinete uma comissão de suplentes de Vereador de todo o Brasil, que peregrinam hoje pela Capital da República. A comissão esteve também com o Presidente do Senado, Renan Calheiros, a quem apresentou um pleito dos mais justos. Ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou emenda à Constituição, que estabeleceu, de forma equânime e justa, o número de Vereadores nos Municípios brasileiros. Mas a matéria foi substancialmente alterada no Senado, e ficou deformada a intenção da Câmara e distorcida a realidade brasileira. É um descalabro, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, que um Município de 150 mil habitantes como Planaltina de Goiás, vizinho da Capital da República, tenha apenas 9 Vereadores, mesmo número de Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS edis de Água Fria, outro Município goiano, mas com população de apenas 3 mil habitantes. A mesma desproporção se repete por este Brasil afora: populações de cidades grandes têm o mesmo número de representantes na Câmara Legislativa que populações de cidades pequenas, já quase desaparecidas em número de habitantes. Se Deus quiser, semana que vem o grande Presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Severino Cavalcanti, concederá audiência aos representantes de suplentes de Vereador, que aqui virão em grande número. O Presidente Severino Cavalcanti tem recebido diversas entidades da sociedade. Já é quase um desafogo visitar o Presidente da Câmara dos Deputados e poder transmitir-lhe os diversos pleitos da população brasileira, para que S.Exa. submeta ao Plenário da Casa a votação de matérias que contemplem as maiorias e as minorias. Este Parlamento tem vivido dias extraordinários. A população do Brasil reconhece que o Presidente Severino Cavalcanti dá a todos os segmentos da sociedade a oportunidade de serem ouvidos e aqui manifestar seus anseios. Sr. Presidente, os suplentes de Vereador virão a Brasília acompanhar o julgamento de sua ação no Supremo Tribunal Federal. Aproveito para pedir àquelas cabeças magníficas que dêem prioridade a essa demanda, reivindicação das mais justas. Nós, Deputados, que somos representantes da sociedade, estamos ao lado dos Vereadores de todo o País, dos Vereadores que estão sendo substituídos nas suas cidades por assessores. É bom dizer que o duodécimo não mudou. Ele permanece o mesmo. A despesa é a mesma. O que mudou foi a representatividade política, que foi retirada dos Vereadores e passada aos assessores, que não foram eleitos pelo povo. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, estamos preocupados com a situação geopolítica deste País e com a questão do Parlamento, que tem sido fortalecido com a Presidência do nosso querido Deputado Severino Cavalcanti. Este Parlamento, que hoje se estende a todo o País pela ação dos Deputados e dos Vereadores em todos os Municípios, tem que ser respeitado. Temos que legislar, e o Poder Judiciário tem que contemplar a lei, dando condições aos Vereadores e aos suplentes de Vereadores, que só no Estado de Goiás somam 208. Eles devem ser ungidos como representantes do povo para que possam fazer jus aos votos recebidos, para que o País possa estar plenamente representado nas Câmaras Municipais. Sexta-feira 15 12581 Faço, portanto, aos Ministros do Supremo Tribunal Federal apelo para que julguem logo o justo pleito dos Vereadores. Muito obrigado. O SR. FRANCISCO RODRIGUES – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. FRANCISCO RODRIGUES (PFL-RR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, dentro do critério de escolha dos Relatores para as medidas provisórias, vimos solicitar a V.Exa., apesar de entendermos que há necessidade de passar pela Comissão Mista de Orçamento, nossa indicação para relatar a Medida Provisória nº 244, que trata da abertura de crédito extraordinário no valor de 20 milhões e 327 mil reais para o Ministério da Defesa. Bem sabe V.Exa. da necessidade daquele Ministério de obter maior aporte de recursos para atender à demanda dos projetos das 3 Forças: Exército, Marinha e Aeronáutica. Logicamente, por sermos membro também da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional e compreendendo a necessidade dessa demanda reprimida no Ministério da Defesa, V.Exa. haverá de, com a concordância por parte do Presidente da Comissão Mista de Orçamento, conceder-nos essa relatoria. Sr. Presidente, acabamos de ouvir a decisão de V.Exa. sobre a relatoria da Medida Provisória nº 242, que prevê mudanças nas regras de concessão de auxílio-doença pelo INSS. É uma matéria polêmica. No entanto, entendemos que os acordos têm que ser cumpridos. Houve a designação de um Deputado do PP para relatar a Medida Provisória nº 242. O Partido Popular cedeu essa relatoria por uma questão de conveniência ou de acordo político. Esta é a Casa dos acordos. V.Exa. retrocedeu na indicação do membro do meu partido, o Deputado Pauderney Avelino, com a concordância do Líder com a sugestão apresentada por V.Exa. Diríamos que esta Casa tem que ser uma janela sem vidro, tem que ser clara, embora muitas vezes seja até incompreendida. No entanto, aqui se respira o oxigênio da democracia. Sr. Presidente, mais uma vez queremos dizer que V.Exa. fez um esclarecimento muito oportuno para todos os membros desta Casa e principalmente para aqueles que não a conhecem tão bem, aqueles que assistem à TV Câmara. A grande imprensa conhece os acordos e acertos feitos nesta Casa. V.Exa., de uma forma muito legítima e responsável, fez esse registro, que aplaudimos. Muito obrigado. 12582 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – Deputado Francisco Rodrigues, sua solicitação é para relatar medida provisória sobre crédito extraordinário em favor do Ministério da Defesa. Essa solicitação tem que vir da Comissão que V.Exa., com tanta dignidade, representa, que é a Comissão Mista de Orçamento. Se dependesse do Deputado Severino Cavalcanti, a indicação seria imediata. Abril de 2005 Raul Jungmann PPS Roberto Magalhães PFL Severino Cavalcanti PP Total de Pernambuco 5 ALAGOAS Helenildo Ribeiro PSDB Total de Alagoas 1 BAHIA VIII – ENCERRAMENTO O SR. PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a sessão. O SR. PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) COMPARECEM MAIS OS SRS.: RORAIMA Francisco Rodrigues PFL Luciano Castro PL PL/PSL Maria Helena PPS Total de Roraima 3 AMAPÁ Badu Picanço PL PL/PSL Eduardo Seabra PTB Hélio Esteves PT Total de Amapá 3 PARÁ Josué Bengtson PTB Nicias Ribeiro PSDB Vic Pires Franco PFL Total de Pará 3 MARANHÃO Pedro Novais PMDB Sebastião Madeira PSDB Total de Maranhão 2 CEARÁ Arnon Bezerra PTB Total de Ceará 1 PIAUÍ Marcelo Castro PMDB Total de Piauí 1 PARAÍBA Benjamin Maranhão PMDB Domiciano Cabral PSDB Total de Paraíba 2 João Carlos Bacelar PFL Zezéu Ribeiro PT Total de Bahia 2 MINAS GERAIS Carlos Melles PFL Carlos Mota PL PL/PSL Geraldo Thadeu PPS João Magno PT Total de Minas Gerais 4 ESPÍRITO SANTO Iriny Lopes PT Manato PDT Total de Espírito Santo 2 RIO DE JANEIRO André Costa PT André Luiz S.Part. Jandira Feghali PCdoB João Mendes de Jesus PSL PL/PSL Total de Rio de Janeiro 4 SÃO PAULO Arlindo Chinaglia PT Jovino Cândido PV Paulo Lima PMDB Vicentinho PT Total de São Paulo 4 MATO GROSSO Carlos Abicalil PT Total de Mato Grosso 1 DISTRITO FEDERAL Osório Adriano PFL Wasny de Roure PT Total de Distrito Federal 2 GOIÁS Vilmar Rocha PFL Total de Goiás 1 PERNAMBUCO Fernando Ferro PT José Múcio Monteiro PTB PARANÁ Selma Schons PT Total de Paraná 1 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS RIO GRANDE DO SUL Augusto Nardes PP Francisco Appio PP Maria do Rosário PT Nelson Proença PPS Pastor Reinaldo PTB Wilson Cignachi PMDB Total de Rio Grande do Sul 6 DEIXAM DE COMPARECER OS SRS.: RORAIMA Sexta-feira 15 Nilson Mourão PT Perpétua Almeida PCdoB Ronivon Santiago PP Zico Bronzeado PT Total de Acre 6 TOCANTINS Homero Barreto PTB Kátia Abreu PFL Ronaldo Dimas PSDB Total de Tocantins 3 MARANHÃO Almir Sá PL PL/PSL Total de Roraima 1 AMAPÁ Davi Alcolumbre PFL Dr. Benedito Dias PP Total de Amapá 2 PARÁ Anivaldo Vale PSDB Ann Pontes PMDB Asdrubal Bentes PMDB Jader Barbalho PMDB José Priante PMDB Nilson Pinto PSDB Paulo Rocha PT Raimundo Santos PL PL/PSL Wladimir Costa PMDB Zé Lima PP Zenaldo Coutinho PSDB Zequinha Marinho PSC Total de Pará 12 AMAZONAS Carlos Souza PP Francisco Garcia PP Lupércio Ramos PMDB Silas Câmara PTB Vanessa Grazziotin PCdoB Total de Amazonas 5 RONDÔNIA Anselmo PT Eduardo Valverde PT Marinha Raupp PMDB Miguel de Souza PL PL/PSL Natan Donadon PMDB Total de Rondônia 5 ACRE Henrique Afonso PT Júnior Betão PL PL/PSL Antonio Joaquim PTB César Bandeira PFL Dr. Ribamar Alves PSB João Castelo PSDB Luciano Leitoa PSB Neiva Moreira PDT Nice Lobão PFL Paulo Marinho PL PL/PSL Remi Trinta PL PL/PSL Sarney Filho PV Terezinha Fernandes PT Total de Maranhão 11 CEARÁ Almeida de Jesus PL PL/PSL André Figueiredo PDT Aníbal Gomes PMDB Antonio Cambraia PSDB Inácio Arruda PCdoB João Alfredo PT Manoel Salviano PSDB Marcelo Teixeira PMDB Vicente Arruda PSDB Zé Gerardo PMDB Total de Ceará 10 PIAUÍ Átila Lira PSDB Ciro Nogueira PP Nazareno Fonteles PT Paes Landim PTB Simplício Mário PT Total de Piauí 5 RIO GRANDE DO NORTE Álvaro Dias PDT Betinho Rosado PFL Henrique Eduardo Alves PMDB Ney Lopes PFL Sandra Rosado PMDB Total de Rio Grande do Norte 5 12583 12584 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PARAÍBA Carlos Dunga PTB Enivaldo Ribeiro PP Inaldo Leitão PL PL/PSL Lúcia Braga PMDB Marcondes Gadelha PTB Philemon Rodrigues PTB Ricardo Rique PL PL/PSL Wellington Roberto PL PL/PSL Total de Paraíba 8 PERNAMBUCO Armando Monteiro PTB Joaquim Francisco PTB José Chaves PTB José Mendonça Bezerra PFL Luiz Piauhylino PDT Maurício Rands PT Miguel Arraes PSB Osvaldo Coelho PFL Paulo Rubem Santiago PT Pedro Corrêa PP Renildo Calheiros PCdoB Ricardo Fiuza PP Roberto Freire PPS Total de Pernambuco 13 ALAGOAS Benedito de Lira PP Givaldo Carimbão PSB João Caldas PL PL/PSL João Lyra PTB Total de Alagoas 4 SERGIPE Cleonâncio Fonseca PP Heleno Silva PL PL/PSL Jackson Barreto PTB Total de Sergipe 3 BAHIA Alice Portugal PCdoB Aroldo Cedraz PFL Claudio Cajado PFL Daniel Almeida PCdoB Edson Duarte PV Fábio Souto PFL Félix Mendonça PFL Fernando de Fabinho PFL Geddel Vieira Lima PMDB Gerson Gabrielli PFL Jairo Carneiro PFL João Leão PL PL/PSL José Carlos Araújo PFL José Rocha PFL Josias Gomes PT Luiz Alberto PT Luiz Bassuma PT Marcelo Guimarães Filho PFL Mário Negromonte PP Nelson Pellegrino PT Paulo Magalhães PFL Pedro Irujo PL PL/PSL Reginaldo Germano PP Robério Nunes PFL Severiano Alves PDT Total de Bahia 25 MINAS GERAIS Bonifácio de Andrada PSDB Cabo Júlio PMDB Carlos Willian PMDB Dr. Francisco Gonçalves PTB Fernando Diniz PMDB Jaime Martins PL PL/PSL Lael Varella PFL Leonardo Mattos PV Leonardo Monteiro PT Marcello Siqueira PMDB Maria do Carmo Lara PT Mário Assad Júnior PL PL/PSL Narcio Rodrigues PSDB Odair Cunha PT Silas Brasileiro PMDB Vadinho Baião PT Vittorio Medioli PSDB Total de Minas Gerais 17 ESPÍRITO SANTO Feu Rosa PP Marcus Vicente PTB Renato Casagrande PSB Rose de Freitas PMDB Total de Espírito Santo 4 RIO DE JANEIRO Alexandre Santos PMDB Bernardo Ariston PMDB Carlos Rodrigues PL PL/PSL Carlos Santana PT Deley PMDB Fernando Lopes PMDB Itamar Serpa PSDB Josias Quintal PMDB Juíza Denise Frossard PPS Moreira Franco PMDB Paulo Baltazar PSB Paulo Feijó PSDB Abril de 2005 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Reinaldo Betão PL PL/PSL Roberto Jefferson PTB Rodrigo Maia PFL Sandro Matos PTB Total de Rio de Janeiro 16 SÃO PAULO Amauri Gasques PL PL/PSL Delfim Netto PP Devanir Ribeiro PT Dimas Ramalho PPS Edinho Montemor PL PL/PSL Iara Bernardi PT Ivan Valente PT Jamil Murad PCdoB Jefferson Campos PMDB João Herrmann Neto PDT José Eduardo Cardozo PT José Mentor PT Julio Semeghini PSDB Lobbe Neto PSDB Marcelo Barbieri PMDB Marcos Abramo PFL Mariângela Duarte PT Medeiros PL PL/PSL Michel Temer PMDB Neuton Lima PTB Orlando Fantazzini PT Paulo Kobayashi PSDB Professor Irapuan Teixeira PP Professor Luizinho PT Roberto Gouveia PT Robson Tuma PFL Silvio Torres PSDB Telma de Souza PT Vadão Gomes PP Vicente Cascione PTB Wanderval Santos PL PL/PSL Zulaiê Cobra PSDB Total de São Paulo 32 MATO GROSSO Pedro Henry PP Ricarte de Freitas PTB Teté Bezerra PMDB Thelma de Oliveira PSDB Total de Mato Grosso 4 DISTRITO FEDERAL Maninha PT Sigmaringa Seixas PT Total de Distrito Federal 2 Sexta-feira 15 GOIÁS Barbosa Neto PSB Enio Tatico PL PL/PSL Jovair Arantes PTB Leandro Vilela PMDB Neyde Aparecida PT Pedro Canedo PP Rubens Otoni PT Sandro Mabel PL PL/PSL Total de Goiás 8 MATO GROSSO DO SUL Antônio Carlos Biffi PT Murilo Zauith PFL Total de Mato Grosso do Sul 2 PARANÁ Abelardo Lupion PFL Airton Roveda PTB Alex Canziani PTB André Zacharow PSB Colombo PT Dilceu Sperafico PP Iris Simões PTB José Borba PMDB José Janene PP Luiz Carlos Hauly PSDB Max Rosenmann PMDB Moacir Micheletto PMDB Nelson Meurer PP Odílio Balbinotti PMDB Ricardo Barros PP Total de Paraná 15 SANTA CATARINA Adelor Vieira PMDB Gervásio Silva PFL João Pizzolatti PP Jorge Boeira PT Total de Santa Catarina 4 RIO GRANDE DO SUL Beto Albuquerque PSB Cezar Schirmer PMDB Eliseu Padilha PMDB Érico Ribeiro PP Francisco Turra PP Júlio Redecker PSDB Kelly Moraes PTB Luciana Genro S.Part. Milton Cardias PTB 12585 12586 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Onyx Lorenzoni PFL Orlando Desconsi PT Paulo Gouvêa PL PL/PSL Pompeo de Mattos PDT Yeda Crusius PSDB Total de Rio Grande do Sul 14 O SR. PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – Encerro a sessão, convocando outra, para amanhã, sexta-feira, dia 15, às 9h. AVISOS PROPOSIÇÃO EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS OU RECURSOS EMENDAS 1. PROJETOS COM URGÊNCIA (Art. 64, § 1º da Constituição Federal) PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DE EMENDAS: 5 Sessões (Ato da Mesa nº 177, de 1989) PROJETO DE LEI Nº 4.776/05 (PODER EXECUTIVO) – Dispõe sobre a gestão de florestas públicas para produção sustentável, institui, na estrutura do Ministério do Meio Ambiente, o Serviço Florestal Brasileiro – SFB, cria o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal – FNDF , e dá outras providências. SOBRESTA A PAUTA EM: 30-5-05 (46º dia) DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-4-05 RECURSOS 1. CONTRA APRECIAÇÃO CONCLUSIVA DE COMISSÃO – ART. 24, II, DO RI INTERPOSIÇÃO DE RECURSO: ART. 58, § 3º, combinado com ART. 132, § 2º, DO RI PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DE RECURSO: ART. 58, § 1º, DO RI 1.1 COM PARECERES FAVORÁVEIS PROJETOS DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 132-A/2003 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a permissão outorgada à Rádio Diário de Petropólis Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Petropólis, Estado do Rio de Janeiro. ÚLTIMA SESSÃO: 15-4-05 Abril de 2005 Nº 1.436-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Educacional de Frei Miguelino a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Frei Miguelino, Estado de Pernambuco. ÚLTIMA SESSÃO: 15-4-05 Nº 1.437-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Beneficiente Bom Samaritano a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Angelândia, Estado de Minas Gerais. ÚLTIMA SESSÃO: 15-4-05 Nº 1.484-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária Cultural Capimense a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de São Domingos do Capim, Estado do Pará. ÚLTIMA SESSÃO: 15-4-05 Nº 1.487-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária de Radiodifusão Vale do Ipanema FM de Águas Belas-PE a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Águas Belas, Estado de Pernambuco. ÚLTIMA SESSÃO: 15-4-05 Nº 1.489-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Rádio FM Nevasca Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de São Joaquim, Estado de Santa Catarina. ÚLTIMA SESSÃO: 15-4-05 Nº 1.490-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação de Radiodifusão e Jornalismo Comunitário Popular de Samambaia a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Samambaia, no Distrito Federal. ÚLTIMA SESSÃO: 15-4-05 Nº 1.493-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária de Comunicação e Cultura Pirangiense a executar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Pirangi, Estado de São Paulo. ÚLTIMA SESSÃO: 15-4-05 Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Nº 1.497-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação de Comunicação Comunitária Vida Nova a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Porto Ferreira, Estado de São Paulo. ÚLTIMA SESSÃO: 15-4-05 Nº 1.500-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação de Radiodifusão Comunitária de Taiúva – ARCT a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Taiúva, Estado de São Paulo. ÚLTIMA SESSÃO: 15-4-05 Nº 1.503-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Fundação Cultural Romeu Marsico, para executar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, com fins exclusivamente educativos, na cidade de Taquaritinga, Estado de São Paulo. ÚLTIMA SESSÃO: 15-4-05 Nº 1.083-A/2003 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a concessão outorgada à Rádio Jornal do Brasil Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em onda média, na cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 18-4-05 Nº 1.383-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a concessão outorgada à Rádio República de Morro Agudo Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em onda média, na cidade de Morro Agudo, Estado de São Paulo. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 18-4-05 Nº 1.385-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária de Comunicação de Cajobi a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Cajobi, Estado de São Paulo. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 18-4-05 Nº 1.386-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária Cultural de Monte Aprazível a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão Sexta-feira 15 12587 comunitária na cidade de Monte Aprazível, Estado de São Paulo. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 18-4-05 Nº 1.495-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a permissão outorgada à Rádio Estereosom de Limeira Ltda., para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Limeira, Estado de São Paulo. DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-4-05 Nº 1.505-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação da Rádio Comunitária – ARC a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Imaculada, Estado da Paraíba. DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-4-05 Nº 1.508-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária de Comunicação de Rio Maria a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Rio Maria, Estado do Pará. DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-4-05 Nº 1.514-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Rádio Comunitária de Manari a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Manari, Estado de Pernambuco. DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-4-05 Nº 1.519-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária de Radiodifusão de Alagoa Grande a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Alagoa Grande, Estado da Paraíba. DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-4-05 Nº 1.520-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Rádio Comunitária Campeche a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Florianópolis, Estado de Santa Catarina. 12588 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-4-05 Nº 1.521-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Rádio Imbituba Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Imbituba, Estado de Santa Catarina. DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-4-05 Nº 1.526-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a permissão outorgada à Rádio Pontal FM Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Pontal, Estado de São Paulo. DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-4-05 Nº 1.531-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária Farol do Saber a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Restinga Seca, Estado do Rio Grande do Sul. DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-4-05 Nº 1.534-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Cultural e Esportiva de Manoel Vitorino a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Manoel Vitorino, Estado da Bahia. DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-4-05 Nº 1.541-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária Rádio e Televisão Dom Bonifácio a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de São José do Rio Pardo, Estado São Paulo. DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-4-05 Nº 1.543-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação de Movimento Cultural Pró-Cidadão de Buique a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito Abril de 2005 de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Buique, Estado de Pernambuco. DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-4-05 Nº 1.544-A/2004 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação dos Moradores de Nova Rosalândia – TO – (AMNR) a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Nova Rosalândia, Estado do Tocantins. DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-4-05 PROJETOS DE LEI Nº 5.239-B/2001 (LUIZ CARLOS HAULY) – Altera o art. 25 da Lei nº 8313, de 23 de dezembro de 1991, que “Restabelece princípios da Lei nº 7505, de 2 de julho de 1986, institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura – PRONAC e dá outras providências”, estabelecendo obrigações aos projetos culturais relacionados com a produção cinematográfica e as artes cênicas. ÚLTIMA SESSÃO: 15-4-05 Nº 2.354-C/2000 (PODER EXECUTIVO) – Exclui uma fração da área da Reserva Extrativista do Rio Ouro Preto, localizada nos municípios de Guajará-Mirim e Vila Nova Mamoré, no Estado de Rondônia. DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-4-05 Nº 392-C/2003 (MURILO ZAUITH) – Denomina “Rodovia Alfeo Almeida Velozo” o trecho da rodovia BR-376 entre o entroncamento com a rodovia BR-163 e a cidade de Fátima do Sul, Estado do Mato Grosso do Sul. DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-4-05 Nº 1.438-B/2003 (WILSON SANTOS) – Altera a redação do inciso VI do art. 3º da Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-4-05 Nº 1.512/2003 (CARLOS SAMPAIO) – Acrescenta o artigo 258-A à Lei nº 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente) Apensado ao PL 969/03. Ver item 1.2. DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-4-05 Nº 2.485-B/2003 (ÁTILA LIRA) – Dá nova redação ao art.12 do Decreto-Lei no 9.295, de 27 de maio de 1946, que “cria o Conselho Federal de Contabilidade, Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS define as atribuições do Contador e do Técnico em Contabilidade, e dá outras providências.” DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-4-05 Nº 2.674-B/2003 (ÁTILA LIRA) – Altera o art. 1º do Decreto-Lei n.º 1.040, de 21 de outubro de 1969, que “dispõe sobre os Conselhos Federal e Regionais de Contabilidade, regula a eleição de seus membros, e dá outras providências.” DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-4-05 Nº 4.183-D/2004 (PODER EXECUTIVO) – Dispõe sobre a transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná em Universidade Tecnológica Federal do Paraná, e dá outras providências. DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-4-05 1.2 COM PARECERES, QUANTO AO MÉRITO, CONTRÁRIOS (Art. 133) PROJETO DE LEI Nº 969-A/2003 (CARLOS NADER) – “Modifica dispositivos da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, e dá outras providências”. Tendo como apensado o PL 1.512/03. Ver item 1.1. DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-4-05 2. CONTRA PARECER TERMINATIVO DE COMISSÃO – ART 54, DO RI (SUJEITAS A DELIBERAÇÃO DO PLENÁRIO EM APRECIAÇÃO PRELIMINAR, NOS TERMOS DO ART. 144, DO RI) PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DE RECURSO: ART. 58, § 1º, DO RI INTERPOSIÇÃO DE RECURSO: ART 58, § 3º, combinado com ART. 132, § 2º, DO RI 2.2 PELA INADEQUAÇÃO FINANCEIRA E/OU ORÇAMENTÁRIA PROJETO DE LEI Nº 3.799/2004 (CELSO RUSSOMANNO) – Acrescenta inciso ao art. 1° da Lei nº 10.179, de 6 de fevereiro de 2001. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 18-4-05 4. DEVOLVIDO AO AUTOR, nos termos do artigo 137, § 1º, do RI. Prazo para apresentação de recurso artigo 137, § 2º (05 sessões), as seguintes proposições: Sexta-feira 15 12589 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.582/2005 (ALEXANDRE SANTOS) – Convoca plebiscito no Estado do Rio de Janeiro sobre a subdivisão entre o antigo Estado da Guanabara e o Estado do Rio de Janeiro. DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 20-4-05 ORADORES SORTEADOS PARA O GRANDE EXPEDIENTE DO MÊS DE ABRIL DE 2005 Dia 15, 6ª-feira 10:00 WASNY DE ROURE (PT – DF) 10:25 ANA GUERRA (PT – MG) 11:15 NEUTON LIMA (PTB – SP) 11:40 LUIZ ALBERTO (PT – BA) 12:05 JOVINO CÂNDIDO (PV – SP) 12:30 MARCOS DE JESUS (PL – PE) 12:55 NELSON MARQUEZELLI (PTB – SP) 13:20 PASTOR AMARILDO (PMDB – TO) Dia 18, 2ª-feira 15:00 FRANCISCO TURRA (PP – RS) 15:25 CARLITO MERSS (PT – SC) 15:50 CABO JÚLIO (PMDB – MG) 16:15 ALBERTO GOLDMAN (PSDB – SP) 16:40 HUMBERTO MICHILES (PL – AM) 17:05 MAURÍCIO RANDS (PT – PE) 17:30 JANDIRA FEGHALI (PCdoB – RJ) 17:55 JÚLIO CESAR (PFL – PI) 18:20 NILSON PINTO (PSDB – PA) Dia 19, 3ª-feira 15:00 JOÃO GRANDÃO (PT – MS) 15:25 NICIAS RIBEIRO (PSDB – PA) Dia 20, 4ª-feira 15:00 MANATO (PDT – ES) 15:25 OSMÂNIO PEREIRA (PTB – MG) Dia 22, 6ª-feira 10:00 EDUARDO VALVERDE (PT – RO) 10:25 JOÃO CALDAS (PL – AL) 10:50 MARCUS VICENTE (PTB – ES) 11:15 MARCELO GUIMARÃES FILHO (PFL – BA) 11:40 ZÉ GERALDO (PT – PA) 12:05 FERNANDO DE FABINHO (PFL – BA) 12:30 AGNALDO MUNIZ (PP – RO) 12:55 JOÃO ALFREDO (PT – CE) 13:20 IRINY LOPES (PT – ES) Dia 25, 2ª-feira 15:00 JOÃO BATISTA (PFL – SP) 15:25 ANTONIO JOAQUIM (PTB – MA) 12590 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS 15:50 VICENTE CASCIONE (PTB – SP) 16:15 ZONTA (PP – SC) 16:40 RAFAEL GUERRA (PSDB – MG) 17:05 JOSÉ MENTOR (PT – SP) 17:30 MURILO ZAUITH (PFL – MS) 17:55 THAÍS BARBOSA (PMDB – MT) 18:20 SIMÃO SESSIM (PP – RJ) Dia 26, 3ª-feira 15:00 JOÃO LEÃO (PL – BA) 15:25 GILBERTO NASCIMENTO (PMDB – SP) Dia 27, 4ª-feira 15:00 JOÃO ALMEIDA (PSDB – BA) 15:25 ADELOR VIEIRA (PMDB – SC) Dia 28, 5ª-feira 15:00 MENDES RIBEIRO FILHO (PMDB – RS) 15:25 RUBENS OTONI (PT – GO) Dia 29, 6ª-feira 10:00 TELMA DE SOUZA (PT – SP) 10:25 CORIOLANO SALES (PFL – BA) 10:50 SIMPLÍCIO MÁRIO (PT – PI) 11:15 ALMEIDA DE JESUS (PL – CE) 11:40 LEONARDO MONTEIRO (PT – MG) 12:05 ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (PFL – BA) 12:30 PEDRO CANEDO (PP – GO) 12:55 JAIME MARTINS (PL – MG) 13:20 OLAVO CALHEIROS (PMDB – AL) ORDEM DO DIA DAS COMISSÕES I – COMISSÕES PERMANENTES COMISSÃO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA, ABASTECIMENTO E DESENVOLVIMENTO RURAL AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 20-04-05 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO Abril de 2005 PROJETO DE LEI Nº 3.399/04 – do Sr. Zarattini – que “”Fixa o valor da Taxa de Juros de Longo Prazo – TJLP – como limite para os encargos financeiros incidentes nas operações de financiamento celebrada sob o amparo de fontes e programas previstos pela Política Nacional de Crédito Rural””. RELATOR: Deputado ZONTA. COMISSÃO DA AMAZÔNIA, INTEGRAÇÃO NACIONAL E DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-04-05 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 3.434/04 – do Sr. Eduardo Paes – que “autoriza o Poder Executivo a criar através do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, um Programa de Investimentos Setoriais no Rio de Janeiro – RECUPERA – RIO, para dar apoio financeiro às empresas dos Setores de Tecnologia, inclusive Telecomunicação, Informática, Biotecnologia, Pesquisa & Desenvolvimento e para o Mercado Financeiro, inclusive de negociação de Certificados de Carbono, sediadas no Estado do Rio de Janeiro”. RELATORA: Deputada PERPÉTUA ALMEIDA. COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 18-04-05 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 2.801/03 – do Sr. Carlos Nader – que “estabelece que as Instituições de ensino superior públicas e privadas possam ser autorizadas a executar serviço de radiodifusão comunitária”. RELATORA: Deputada MARIÂNGELA DUARTE. Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 20-04-05 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) A – Da Análise da Constitucionalidade, Juridicidade e Mérito: PROJETO DE LEI Nº 4.912/05 – do Sr. Lobbe Neto – que “altera o inciso V do art. 54 e acrescenta o § 2º ao art. 65, da Lei n° 10.406, de 10 de janeiro de 2002, que “Institui o Código Civil””. RELATOR: Deputado RICARDO FIUZA. B – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 2.668/00 – do Senado Federal – Gerson Camata – (PLS 339/1999) – que “denomina o trecho da BR-262, entre o Bairro de Jardim América e o trevo da Ceasa, no Município de Cariacica, Estado do Espírito Santo, como “Avenida Mário Gurgel””. RELATORA: Deputada IRINY LOPES. PROJETO DE LEI Nº 4.015/01 – do Poder Executivo – (MSC 29/2001) – que “concede pensão especial aos herdeiros de Frei Tito de Alencar Lima”. RELATOR: Deputado NELSON PELLEGRINO. PROJETO DE LEI Nº 4.370/01 – do Sr. Ronaldo Vasconcellos – que “cria a obrigatoriedade de prestação de garantia pelos revendedores de veículos”. RELATOR: Deputado VIC PIRES FRANCO. PROJETO DE LEI Nº 5.139/01 – do Sr. Osmar Serraglio – que “altera os artigos 12 e 21 da Lei nº 8.429, de 02 de junho de 1992 – Lei de Improbidade Administrativa”. RELATOR: Deputado NELSON TRAD. PROJETO DE LEI Nº 5.221/01 – dos Srs. Paulo Rocha e Professor Luizinho – que “altera o § 1º do art. 48 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996”. RELATOR: Deputado WAGNER LAGO. PROJETO DE LEI Nº 7.331/02 – do Sr. Cabo Júlio – que “dispõe sobre o acesso dos estabelecimentos bancários às contas correntes para a retirada de valores”. (Apensado: PL 2267/2003) RELATOR: Deputado JOSÉ PIMENTEL. Sexta-feira 15 12591 PROJETO DE LEI Nº 832/03 – do Sr. Sandes Júnior – que “acrescenta dispositivo à Lei nº 7.998, de 11 de janeiro de 1990, para assegurar que parcela dos recursos alocados em ações de qualificação profissional, no âmbito do Programa do Seguro – Desemprego, seja destinada à população afro – descendente”. RELATOR: Deputado PAULO MAGALHÃES. PROJETO DE LEI Nº 1.263/03 – do Sr. Leonardo Monteiro – que “acrescenta alínea ao § 3º do art. 18 da Lei nº 8.313, de 23 de dezembro de 1991, alterado pela Lei nº 9.874, de 23 de novembro de 1999”. RELATOR: Deputado JUTAHY JUNIOR. PROJETO DE LEI Nº 2.390/03 – do Sr. Celso Russomanno – que “altera a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que “dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências””. (Apensado: PL 4003/2004) RELATOR: Deputado REGINALDO GERMANO. PROJETO DE LEI Nº 3.258/04 – da Sra. Perpétua Almeida – que “altera o inciso III do art. 15 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993”. RELATOR: Deputado JOSÉ EDUARDO CARDOZO. PROJETO DE LEI Nº 3.455/04 – do Sr. Inaldo Leitão – que “denomina “ Fórum Desembargador Walter Sarmento de Sá “ o Fórum da Justiça Federal de Sousa, Estado da Paraíba”. RELATOR: Deputado ZENALDO COUTINHO. PROJETO DE LEI Nº 3.782/04 – da Sra. Dra. Clair – que “altera a Lei nº 5.859, de 11 de dezembro de 1972, a fim de conceder estabilidade à gestante, tornar obrigatória a inclusão do doméstico no regime do FGTS e a concessão do benefício do seguro-desemprego, e dá outras providências”. (Apensado: PL 3871/2004) RELATOR: Deputado PROFESSOR LUIZINHO. PROJETO DE LEI Nº 3.859/04 – do Poder Executivo – (MSC 345/2004) – que “dispõe sobre a transformação da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas – Centro Universitário Federal – EFOA / CEUFE em Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL- MG e dá outras providências”. RELATOR: Deputado ODAIR CUNHA. PROJETO DE LEI Nº 3.883/04 – do Sr. Celso Russomanno – que “acrescenta inciso ao art. 473 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, para permitir a ausência do trabalhador ao serviço, sem prejuízo do salário, na hipótese de participação em reunião de organismo internacional ao qual o Brasil seja filiado”. RELATOR: Deputado MAURÍCIO RANDS. 12592 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO A – Da Análise da Constitucionalidade, Juridicidade e Mérito: PROJETO DE LEI Nº 2.802/03 – do Sr. Carlos Nader – que “adiciona-se dispositivo à Lei n.º 5.869 de 1973”. RELATOR: Deputado LUIZ COUTO. DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 15-04-05 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) A – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 761/03 – do Sr. Roberto Pessoa – que “dá nova redação ao art. 2º da Lei nº 9.954, de 06 de janeiro de 2000”. RELATOR: Deputado VICENTE ARRUDA. COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS A PARTIR DE SEGUNDA-FEIRA (DIA 18/04/2005) Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 4.373/01 – do Sr. Félix Mendonça – que “faculta aos consumidores ou usuários de serviços públicos instalarem medidores para aferir o quantitativo gasto na utilização dos referidos serviços”. (Apensado: PL 867/2003) RELATOR: Deputado CELSO RUSSOMANNO. PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 18-04-05 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 3.173/04 – do Sr. Chico Alencar – que “acrescenta o art. 7º-B à Lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, dispondo sobre a expedição de certidão de adimplência pelas empresas Abril de 2005 concessionárias de serviços públicos, e dá outras providências”. RELATORA: Deputada YEDA CRUSIUS. PROJETO DE LEI Nº 4.678/04 – do Sr. Celso Russomanno – que “altera o art. 51 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 – Código de Defesa do Consumidor, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado MAX ROSENMANN. PROJETO DE LEI Nº 4.867/05 – do Sr. Carlos Nader – (PL 4454/1998) – que “”Dispõe sobre a obrigatoriedade dos órgãos de defesa do consumidor dar publicidade, anualmente, ao cadastro dos fornecedores e prestadores de serviços cujas atuações sejam, comprovadamente, lesivas aos consumidores.”” RELATOR: Deputado NEUTON LIMA. PROJETO DE LEI Nº 4.890/05 – do Sr. Carlos Mota – que “dispõe sobre o controle metrológico ao qual estão submetidos todos instrumentos, equipamentos e sistemas, utilizados pelas empresas prestadoras de serviço pertencentes ao sistema nacional de telefonia, abrangendo toda a técnica de transmissão na prestação de serviço junto ao consumidor, incluindo as áreas de telefonia fixa (comercial, residencial e público), e móvel (celular), e que sejam empregados como aplicativo de transação comercial junto à sociedade”. RELATOR: Deputado LUIZ ANTONIO FLEURY. PROJETO DE LEI Nº 4.906/05 – do Sr. Jefferson Campos – que “obriga os fornecedores de produtos acondicionados em embalagens não-biodegradáveis a informarem a natureza das mesmas”. RELATORA: Deputada ANA GUERRA. DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 15-04-05 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 1.547/91 – VICTOR FACCIONI – que “acrescenta ao Código de Defesa do Consumidor, dispositivo relativo à prescrição de débito”. (Apensados: PL 370/1999, PL 584/1999, PL 664/1999 (Apensado: PL 6719/2002), PL 2551/2000, PL 2760/2000, PL 2986/1997, PL 3056/2000, PL 3216/1997, PL 3240/2000, PL 3241/2000, PL 3443/1997, PL 3646/1997, PL 3919/1997, PL 4401/1998, PL 4457/1998, PL 4892/1999, PL 7004/2002, PL 7245/2002, PL 1363/2003, PL 2008/2003, Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12593 PL 2291/2003, PL 2435/2003 (Apensado: PL 3591/2004), PL 2731/2003, PL 3048/2004 e PL 4866/2005) RELATOR: Deputado CELSO RUSSOMANNO. COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 20-04-05 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 3.456/04 – do Sr. Giacobo – que “acrescenta parágrafos ao artigo 18 da Lei nº 6.729, de 1º de dezembro de 1979, com a redação que lhe deu a Lei nº 8.132, de 1990, que “Dispõe sobre a concessão comercial entre produtores e distribuidores de veículos automotores de via terrestre””. RELATOR: Deputado OSÓRIO ADRIANO. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 18-04-05 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 2.490/03 – do Sr. Carlos Alberto Rosado – que “dispõe sobre a transformação da Escola Superior de Agricultura de Mossoró em Universidade Federal do Vale do Apodi e dá outras providências”. (Apensado: PL 4819/2005) RELATORA: Deputada FÁTIMA BEZERRA. DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 15-04-05 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 1.200/03 – do Sr. Ivan Valente – que “altera os artigos 9º e 45 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996”. RELATOR: Deputado ROGÉRIO TEÓFILO. AVISOS DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 15-04-05 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO A – Da Análise da Adequação Financeira e Orçamentária e do Mérito: PROJETO DE LEI Nº 7.512/03 – do Poder Executivo – (MSC 1201/2002) – que “prorroga a vigência da Lei nº 8.989, de 24 de fevereiro de 1995, que dispõe sobre isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na aquisição de automóveis para utilização no transporte autônomo de passageiros, bem como por pessoas portadoras de deficiência física e aos destinados ao transporte escolar”. RELATOR: Deputado LUIZ CARLOS HAULY. PROJETO DE LEI Nº 3.779/04 – do Sr. Tarcisio Zimmermann – que “dispõe sobre a gratuidade na apresentação da Declaração Anual de Isento”. RELATOR: Deputado LUIZ CARLOS HAULY. COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS A PARTIR DE SEGUNDA-FEIRA (DIA 18/04/2005) Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 4.500/04 – do Sr. Carlos Nader – que “”Dispõe sobre o Programa de Conscientização sobre “Consumo Sustentável” e dá outras providências.”” RELATOR: Deputado OLIVEIRA FILHO. PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-04-05 12594 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 3.960/04 – dos Srs. Enéas e Elimar Máximo Damasceno – que “dispõe sobre a substituição, em todo o Território Nacional, de combustíveis derivados de petróleo por outros produzidos a partir da biomassa, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado LEONARDO MONTEIRO. PROJETO DE LEI Nº 4.076/04 – do Sr. Lobbe Neto – que “proíbe o uso de chumbo e seus derivados em materiais de pesca”. RELATOR: Deputado SANDRO MATOS. PROJETO DE LEI Nº 4.961/05 – do Sr. Antonio Carlos Mendes Thame – que “altera dispositivos da Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996”. RELATOR: Deputado JORGE PINHEIRO. PROJETO DE LEI Nº 4.984/05 – do Sr. Luiz Carreira – que “altera o art. 3º da Lei nº 10.200, de 14 de fevereiro de 2001, que “acresce e altera dispositivos da Lei nº 8.929, de 22 de agosto de 1994, que institui a Cédula de Produto Rural, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado PAULO MARINHO. COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA Abril de 2005 RELATOR: Deputado ANDRÉ DE PAULA. PROJETO DE LEI Nº 4.710/04 – do Sr. Carlos Melles – que “dispõe sobre o comércio exterior brasileiro”. RELATOR: Deputado ANTONIO CARLOS PANNUNZIO. PROJETO DE LEI Nº 4.745/05 – do Poder Executivo – (MSC 23/2005) – que “dispõe sobre o ensino na Aeronáutica e dá outras providências”. RELATOR: Deputado ANDRÉ ZACHAROW. PROJETO DE LEI Nº 4.746/05 – do Poder Executivo – (MSC 22/2005) – que “institui o Registro Temporário Brasileiro para embarcações de pesca estrangeiras arrendadas ou afretadas, a casco nu, por empresas, armadores de pesca ou cooperativas de pesca brasileiras, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado ITAMAR SERPA. COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-04-05 AVISOS Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) PROJETO DE LEI Nº 3.678/04 – do Sr. Carlos Nader – que “Dispõe sobre a exibição obrigatória, em salas de cinema, de filmes de curta duração que alertem e orientem sobre os problemas decorrentes do consumo de drogas.” RELATOR: Deputado JOÃO CAMPOS. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 19-04-05 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 4.556/01 – do Sr. Antonio Cambraia – que “cria tarifa especial de energia elétrica para aplicação em atividades de irrigação exercidas por pequenos produtores rurais”. RELATOR: Deputado PAULO FEIJÓ. COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS A PARTIR DE SEGUNDA-FEIRA (DIA 18/04/2005) Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 283/03 – da Sra. Laura Carneiro – que “dispõe sobre caso de concessão de visto permanente a estrangeiro residente no Brasil”. PROJETO DE LEI Nº 4.970/05 – do Sr. Takayama – que “Dispõe sobre o registro das ações dos órgãos policiais no controle de manifestações coletivas.” RELATOR: Deputado CABO JÚLIO. COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS A PARTIR DE SEGUNDA-FEIRA (DIA 18/04/2005) Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº 1.761/03 – do Sr. Coronel Alves – que “estabelece a obrigatoriedade das farmácias, drogarias e congêneres a venderem comprimidos e pílulas por unidade e dá outras providências”. (Apensados: PL 2073/2003, PL 2728/2003, PL 2935/2004 e PL 3323/2004) RELATORA: Deputada JANDIRA FEGHALI. PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-04-05 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 2.977/04 – do Sr. Eduardo Cunha – que “cria a obrigatoriedade de realização de exames médicos trimestrais para os atletas brasileiros a fim de verificar a saúde, e cria a Comissão Esportiva de Prevenção e Assistência de Acidentes Desportivos – CEPAAD”. (Apensados: PL 2995/2004 e PL 2996/2004) RELATOR: Deputado AMAURI GASQUES. COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS A PARTIR DE SEGUNDA-FEIRA (DIA 18/04/2005) Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 4.599/04 – do Sr. Lobbe Neto – que “dispõe sobre a criação da Faculdade de Medicina de São Carlos, na Região Central de São Paulo”. RELATOR: Deputado CARLOS ALBERTO LERÉIA. PROJETO DE LEI Nº 4.692/04 – TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL – (OF 7630/2004) – que “extingue e cria cargos e funções nos quadros de pessoal do Tribunal Superior Eleitoral e dos Tribunais Regionais Eleitorais”. RELATOR: Deputado MARCELO GUIMARÃES FILHO. PROJETO DE LEI Nº 4.730/04 – do Poder Executivo – (MSC 871/2004) – que “dá nova redação aos arts. 830 e 895 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943”. RELATOR: Deputado VICENTINHO. Sexta-feira 15 12595 PROJETO DE LEI Nº 4.731/04 – do Poder Executivo – (MSC 873/2004) – que “dá nova redação aos arts. 880 e 884 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e revoga o seu art. 882”. RELATOR: Deputado VICENTINHO. PROJETO DE LEI Nº 4.732/04 – do Poder Executivo – que “dá nova redação ao art. 896 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943”. RELATOR: Deputado VICENTINHO. PROJETO DE LEI Nº 4.733/04 – do Poder Executivo – (MSC 874/2004) – que “dá nova redação ao art. 894 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e à alínea “b” do inciso III do art. 3º da Lei nº 7.701, de 21 de dezembro de 1988”. RELATOR: Deputado VICENTINHO. PROJETO DE LEI Nº 4.735/04 – do Poder Executivo – (MSC 876/2004) – que “dá nova redação ao art. 836 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943”. RELATOR: Deputado VICENTINHO. PROJETO DE LEI Nº 4.920/05 – do Sr. Alberto Fraga – que “altera a Lei nº 8.025, de 12 de abril de 1990, que “dispõe sobre a alienação de bens imóveis residenciais de propriedade da União, e dos vinculados ou incorporados ao FRHB, situados no Distrito Federal””. RELATOR: Deputado MARCELO BARBIERI. Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 1.921/03 – do Sr. Wilson Santos – que “altera o § 1º do art. 843 da Consolidação das Leis do Trabalho para facultar a substituição do empregador na audiência de julgamento apenas por empregado”. RELATOR: Deputado JOVAIR ARANTES. PROJETO DE LEI Nº 4.331/04 – do Sr. Sandro Mabel – que “acrescenta dispositivo à Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, a fim de coibir a troca de favores entre testemunhas que sejam parte em outro processo com causa de pedir e parte idênticas”. RELATOR: Deputado JOVAIR ARANTES. PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 22-04-05 12596 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 4.653/94 – do Sr. Paulo Paim – que “dispõe sobre a jornada de trabalho de 40 horas semanais” (Apensados: PL 610/1999, PL 948/1999 (Apensado: PL 5244/2001), PL 1115/1995 (Apensados: PL 2985/1997 e PL 7460/2002), PL 1242/1999, PL 1644/1999, PL 2409/2000 (Apensados: PL 5436/2001 e PL 1567/2003), PL 2658/2000 (Apensado: PL 6340/2002), PL 2719/1997 (Apensado: PL 3129/1997), PL 2767/2000 (Apensados: PL 5007/2001 e PL 6938/2002), PL 3128/2000, PL 3244/1997, PL 3249/1997, PL 3260/2000, PL 3510/2000, PL 3641/2000, PL 3812/2000, PL 3948/1997, PL 7477/2002, PL 2334/1996 (Apensado: PL 3783/2004), PL 2183/2003 e PL 342/2003) RELATOR: Deputado VICENTINHO. PROJETO DE LEI Nº 4.022/04 – do Senado Federal – Maguito Vilela – (PLS 493/2003) – que “autoriza o Poder Executivo a criar a Universidade Federal do Sudoeste Goiano (UFSOG), por desmembramento do Campus Avançado da Universidade Federal de Goiás (UFG) em Jataí, e dá outras providências”. (Apensados: PL 2611/2003 e PL 4663/2004) RELATOR: Deputado CARLOS ALBERTO LERÉIA. DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 15-04-05 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 4.436/04 – do Senado Federal – Casildo Maldaner – (PLS 203/2002) – que “acrescenta § 2º ao art. 3º da Lei nº 9.601, de 21 de janeiro de 1998, que dispõe sobre o contrato de trabalho por prazo determinado, para duplicar os limites estabelecidos nos incisos I a III do art. 3º, desde que o acréscimo decorra de contratação, para o primeiro emprego, de jovens entre 18 (dezoito) e 25 (vinte e cinco) anos de idade”. RELATOR: Deputado TARCÍSIO ZIMMERMANN. PROJETO DE LEI Nº 4.593/04 – do Sr. Vicentinho – que “institui isenção da Contribuição para o PIS/PASEP para as entidades sindicais de trabalhadores e remite créditos tributários da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS”. RELATOR: Deputado TARCÍSIO ZIMMERMANN. PROJETO DE LEI Nº 4.747/05 – do Senado Federal – José Sarney – (PLS 347/2003) – que “regulamenta Abril de 2005 o exercício da Arquitetura e do Urbanismo, autoriza a criação dos órgãos de fiscalização profissional e fixa as respectivas atribuições”. RELATORA: Deputada DRA. CLAIR. PROJETO DE LEI Nº 4.788/05 – do Sr. Milton Cardias – que “acresce e revoga dispositivos da Lei nº 10.748, de 22 de outubro de 2003 e altera dispositivo da Lei nº 9.608, de 18 de fevereiro de 1998, para estimular a contratação de jovens no Programa Nacional do Primeiro Emprego”. RELATOR: Deputado TARCÍSIO ZIMMERMANN. PROJETO DE LEI Nº 4.957/05 – do Poder Executivo – (MSC 967/2004) – que “dispõe sobre a criação do Plano Especial de Cargos do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes – DNIT e dá outras providências”. RELATOR: Deputado SANDRO MABEL. Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 2.451/03 – do Sr. Rogério Silva – que “dispõe sobre propriedade, orientação intelectual e gerenciamento da produção audiovisual brasileira e dá outras providências”. (Apensado: PL 2808/2003) RELATORA: Deputada VANESSA GRAZZIOTIN. PROJETO DE LEI Nº 3.839/04 – do Sr. Júlio Redecker – que “altera o inciso “I” do art. 2° e o caput do art. 3º da Lei nº 7.998, de 11 de janeiro de 1990, para permitir a percepção de seguro-desemprego pelos funcionários de empresas que vierem a ser fechadas, por ordem judicial, em razão de adulteração, imitação ou falsificação”. RELATORA: Deputada VANESSA GRAZZIOTIN. COMISSÃO DE VIAÇÃO E TRANSPORTES AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 20-04-05 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº 3.848/04 – do Sr. Marcelino Fraga – que “acrescenta inciso ao art. 105 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro, de forma a tornar obrigatória a proteção frontal inferior em caminhões, nos termos que especifica”. RELATOR: Deputado HUMBERTO MICHILES. II – COMISSÕES TEMPORÁRIAS COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 002-A, DE 2003, QUE “ACRESCENTA ARTIGOS 90 E 91 AO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS, POSSIBILITANDO QUE OS SERVIDORES PÚBLICOS REQUISITADOS OPTEM PELA ALTERAÇÃO DE SUA LOTAÇÃO FUNCIONAL DO ÓRGÃO CEDENTE PARA O ÓRGÃO CESSIONÁRIO”. AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (10 SESSÕES) DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 28-04-05 Proposta de Emenda à Constituição (Art. 202, §3º) PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 2/03 – do Sr. Gonzaga Patriota – que “acrescenta artigos 90 e 91 ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, possibilitando que os servidores públicos requisitados optem pela alteração de sua lotação funcional do órgão cedente para o órgão cessionário”. RELATOR: Deputado PHILEMON RODRIGUES. III – COORDENAÇÃO DE COMISSÕES PERMANENTES ENCAMINHAMENTO DE MATÉRIA ÀS COMISSÕES EM 14/04/2005: Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania: RECURSO Nº 168/2005 Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público: PROJETO DE LEI Nº 5.030/2005 (Encerra-se a sessão às 19 horas e 5 minutos.) Sexta-feira 15 12597 PARECERES PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.417-A, DE 2004 (Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) TVR Nº 276/2004 MSC Nº 517/2004 Aprova o ato que autoriza a Associação Cultural e Comunitária de Querência do Norte – ACCQN a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Querência do Norte, Estado do Paraná; tendo parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa (relator: Dep. Carlos Mota). Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54, RICD). Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva (Parecer nº 09/90 – CCJR). Publicação do Parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania I – Relatório Trata-se de Projeto de Decreto Legislativo, de autoria da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprova o ato a que se refere a Portaria no 576, de 05 de novembro de 2003, que autoriza a Associação Cultural e Comunitária de Querência do Norte – ACCQN a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Querência do Norte, Estado do Paraná. De competência conclusiva das comissões, o ato normativo, emanado do Poder Executivo, foi apreciado, primeiramente, no mérito, pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprovou parecer favorável, apresentando o Projeto de Decreto Legislativo em epígrafe. É o relatório. II – Voto do Relator Conforme determina o Regimento Interno da Câmara dos Deputados (art. 32, IV, a), cumpre que esta Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania se pronuncie acerca da constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa da proposição em análise. A proposição atende aos requisitos constitucionais formais relativos à competência legislativa da União e 12598 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.465-A, DE 2004 (Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) TVR Nº 278/2004 MSC Nº 518/2004 às atribuições do Congresso Nacional, nos termos do art. 223 da nossa Lei Maior. A matéria é de competência exclusiva do Congresso Nacional, sendo o Projeto de Decreto Legislativo o instrumento adequado, conforme preceitua o art. 109 do Regimento Interno. Obedecidos os requisitos constitucionais formais, podemos constatar que o projeto em exame não contraria preceitos ou princípios da Constituição em vigor, nada havendo, pois, a objetar no tocante à sua constitucionalidade material. A técnica legislativa e a redação empregadas parecem adequadas, conformando-se perfeitamente às normas estabelecidas pela Lei Complementar no 95, de 1998, alterada pela Lei Complementar no 107, de 2001. Isto posto, nada mais havendo que possa obstar sua tramitação nesta Casa, nosso voto é no sentido da constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo no 1.417, de 2004. Sala da Comissão, 14 de dezembro de 2005. – Deputado Carlos Mota, Relator Publicação do Parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania III – Parecer da Comissão I – Relatório A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 1.417/2004, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Carlos Mota. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Antonio Carlos Biscaia – Presidente, José Mentor e Roberto Magalhães – Vice-Presidentes, Ademir Camilo, Alceu Collares, Antonio Carlos Magalhães Neto, Antonio Cruz, Carlos Mota, Cezar Schirmer, Darci Coelho, Edmar Moreira, Gonzaga Patriota, Inaldo Leitão, Jamil Murad, João Almeida, José Divino, José Eduardo Cardozo, José Roberto Arruda, Juíza Denise Frossard, Jutahy Junior, Luiz Carlos Santos, Luiz Eduardo Greenhalgh, Luiz Piauhylino, Marcelo Ortiz, Mendes Ribeiro Filho, Nelson Pellegrino, Nelson Trad, Odair Cunha, Osmar Serraglio, Paulo Afonso, Paulo Magalhães, Reginaldo Germano, Robson Tuma, Rubinelli, Sérgio Miranda, Sigmaringa Seixas, Vic Pires Franco, Vicente Arruda, Zulaiê Cobra, André de Paula, Ann Pontes, Antônio Carlos Biffi, Badu Picanço, Coriolano Sales, Custódio Mattos, Enio Tatico, Fernando Coruja, Gilmar Machado, José Pimentel, Júlio Delgado, Léo Alcântara, Mauro Benevides e Neucimar Fraga. Sala da Comissão, 5 de abril de 2005. – Deputado Antonio Carlos Biscaia, Presidente. Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária Pratense de Radiodifusão a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Prata, Estado de Minas Gerais; tendo parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa (relator: Dep. Rubens Otoni). Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54, RICD) Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva (Parecer nº 09/90 – CCJR) Trata-se de Projeto de Decreto Legislativo, de autoria da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprova o ato a que se refere a Portaria no 433, de 28 de agosto de 2003, que autoriza a Associação Comunitária Pratense de Radiodifusão a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Prata, Estado de Minas Gerais. De competência conclusiva das comissões, o ato normativo, emanado do Poder Executivo, foi apreciado, primeiramente, no mérito, pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprovou parecer favorável, apresentando o Projeto de Decreto Legislativo em epígrafe. É o relatório. II – Voto do Relator Conforme determina o Regimento Interno da Câmara dos Deputados (art. 32, IV, a), cumpre que esta Comissão de Constituição e Justiça e de Redação se pronuncie acerca da constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa da proposição em análise. A proposição atende aos requisitos constitucionais formais relativos à competência legislativa da União e às atribuições do Congresso Nacional, nos termos do art. 223 da nossa Lei Maior. A matéria é de competência exclusiva do Congresso Nacional, sendo o Projeto de Decreto Legis- Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 15 12599 anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Janiópolis, Estado do Paraná; tendo parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa (relator: Dep. Luiz Eduardo Greenhalgh). Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54, RICD) Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva (Parecer nº 09/90 – CCJR) lativo o instrumento adequado, conforme preceitua o art. 109 do Regimento Interno. A técnica legislativa e a redação empregadas parecem adequadas, conformando-se perfeitamente às normas estabelecidas pela Lei Complementar no 95, de 1998, alterada pela Lei Complementar no 107, de 2001. Isto posto, nada mais havendo que possa obstar sua tramitação nesta Casa, nosso voto é no sentido da constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo no 1.465, de 2004. Sala da Comissão, 16 de março de 2005. – Rubens Otoni Deputado Federal – PT/GO, Relator Publicação do Parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania III – Parecer da Comissão I – Relatório A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 1.465/2004, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Rubens Otoni. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Antonio Carlos Biscaia – Presidente, José Mentor e Roberto Magalhães – Vice-Presidentes, Ademir Camilo, Antonio Carlos Magalhães Neto, Antonio Cruz, Carlos Mota, Carlos Rodrigues, Cezar Schirmer, Darci Coelho, Edmar Moreira, Gonzaga Patriota, Inaldo Leitão, Jamil Murad, João Almeida, José Divino, José Eduardo Cardozo, José Roberto Arruda, Juíza Denise Frossard, Jutahy Junior, Luiz Carlos Santos, Luiz Eduardo Greenhalgh, Luiz Piauhylino, Marcelo Ortiz, Maurício Rands, Mendes Ribeiro Filho, Nelson Pellegrino, Nelson Trad, Odair Cunha, Osmar Serraglio, Paes Landim, Paulo Afonso, Paulo Magalhães, Reginaldo Germano, Robson Tuma, Rubinelli, Sérgio Miranda, Sigmaringa Seixas, Vic Pires Franco, Vicente Arruda, Vilmar Rocha, Zulaiê Cobra, André de Paula, Ann Pontes, Badu Picanço, Custódio Mattos, Fernando Coruja, Gilmar Machado, José Pimentel, Júlio Delgado, Léo Alcântara, Mauro Benevides e Neucimar Fraga. Sala da Comissão, 5 de abril de 2005. – Deputado Antonio Carlos Biscaia, Presidente Trata-se de Projeto de Decreto Legislativo, de autoria da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprova o ato a que se refere a Portaria no 496, de 22 de setembro de 2003, que autoriza a Associação de Convivência Artística e Cultural de Janiópolis a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Janiópolis, Estado do Paraná. De competência conclusiva das comissões, o ato normativo, emanado do Poder Executivo, foi apreciado, primeiramente, no mérito, pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprovou parecer favorável, apresentando o Projeto de Decreto Legislativo em epígrafe. É o relatório. PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.482-A, DE 2004 (Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) TVR Nº 292/2004 MSC Nº 523/2003 Aprova o ato que autoriza a Associação de Convivência Artística e Cultural de Janiópolis a executar, pelo prazo de dez II – Voto do Relator Conforme determina o Regimento Interno da Câmara dos Deputados (art. 32, IV, a), cumpre que esta Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania se pronuncie acerca da constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa da proposição em análise. A proposição atende aos requisitos constitucionais formais relativos à competência legislativa da União e às atribuições do Congresso Nacional, nos termos do art. 223 da nossa Lei Maior. A matéria é de competência exclusiva do Congresso Nacional, sendo o Projeto de Decreto Legislativo o instrumento adequado, conforme preceitua o art. 109 do Regimento Interno. Obedecidos os requisitos constitucionais formais, podemos constatar que o projeto em exame não contraria preceitos ou princípios da Constituição em vigor, nada havendo, pois, a objetar no tocante à sua constitucionalidade material. 12600 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS A técnica legislativa e a redação empregadas parecem adequadas, conformando-se perfeitamente às normas estabelecidas pela Lei Complementar no 95, de 1998, alterada pela Lei Complementar no 107, de 2001. Isto posto, nada mais havendo que possa obstar sua tramitação nesta Casa, nosso voto é no sentido da constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo no 1.482, de 2004. Sala da Comissão, 31 de marçco de 2005. – Deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, Relator III – Parecer da Comissão A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 1.482/2004, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Luiz Eduardo Greenhalgh. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Antonio Carlos Biscaia – Presidente, José Mentor e Roberto Magalhães – Vice-Presidentes, Ademir Camilo, Antonio Carlos Magalhães Neto, Antonio Cruz, Carlos Mota, Carlos Rodrigues, Cezar Schirmer, Darci Coelho, Edmar Moreira, Gonzaga Patriota, Inaldo Leitão, Jamil Murad, João Almeida, José Divino, José Eduardo Cardozo, José Roberto Arruda, Juíza Denise Frossard, Jutahy Junior, Luiz Carlos Santos, Luiz Eduardo Greenhalgh, Luiz Piauhylino, Marcelo Ortiz, Maurício Rands, Mendes Ribeiro Filho, Nelson Pellegrino, Nelson Trad, Odair Cunha, Osmar Serraglio, Paes Landim, Paulo Afonso, Paulo Magalhães, Reginaldo Germano, Robson Tuma, Rubinelli, Sérgio Miranda, Sigmaringa Seixas, Vic Pires Franco, Vicente Arruda, Vilmar Rocha, Zulaiê Cobra, André de Paula, Ann Pontes, Badu Picanço, Custódio Mattos, Fernando Coruja, Gilmar Machado, José Pimentel, Júlio Delgado, Léo Alcântara, Mauro Benevides e Neucimar Fraga. Sala da Comissão, 5 de abril de 2005. – Deputado Antonio Carlos Biscaia, Presidente PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.488-A, DE 2004 (Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) TVR Nº 305/2004 MSC Nº 556/2004 Aprova o ato que outorga permissão à Portugal Telecomunicações Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Rio Negrinho, Estado de Santa Catarina; tendo Abril de 2005 parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa (relator: Dep. José Roberto Arruda). Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54, RICD). Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva (Parecer nº 09/90 – CCJR). Publicação do Parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania I – Relatório Trata-se de Projeto de Decreto Legislativo, de autoria da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprova o ato a que se refere a Portaria no 270, de 12 de junho de 2003, que outorga permissão à Portugal Telecomunicações Ltda. para explorar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Rio Negrinho, Estado de Santa Catarina. De competência conclusiva das comissões, o ato normativo, emanado do Poder Executivo, foi apreciado, primeiramente, no mérito, pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprovou parecer favorável, apresentando o Projeto de Decreto Legislativo em epígrafe. É o relatório. II – Voto do Relator Conforme determina o Regimento Interno da Câmara dos Deputados (art. 32, IV, a), cumpre que esta Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania se pronuncie acerca da constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa da proposição em análise. A proposição atende aos requisitos constitucionais formais relativos à competência legislativa da União e às atribuições do Congresso Nacional, nos termos do art. 223 da nossa Lei Maior. A matéria é de competência exclusiva do Congresso Nacional, sendo o Projeto de Decreto Legislativo o instrumento adequado, conforme preceitua o art. 109 do Regimento Interno. Obedecidos os requisitos constitucionais formais, podemos constatar que o projeto em exame não contraria preceitos ou princípios da Constituição em vigor, nada havendo, pois, a objetar no tocante à sua constitucionalidade material. A técnica legislativa e a redação empregadas parecem adequadas, conformando-se perfeitamente às normas estabelecidas pela Lei Complementar no 95, de 1998, alterada pela Lei Complementar no 107, de 2001. Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Isto posto, nada mais havendo que possa obstar sua tramitação nesta Casa, nosso voto é no sentido da constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo no 1.488, de 2004. Sala da Comissão, 30 de março de 2005. – Deputado José Roberto Arruda, Relator. III – Parecer da Comissão A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 1.488/2004, nos termos do Parecer do Relator, Deputado José Roberto Arruda. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Antonio Carlos Biscaia – Presidente, José Mentor e Roberto Magalhães – Vice-Presidentes, Ademir Camilo, Antonio Carlos Magalhães Neto, Antonio Cruz, Carlos Mota, Carlos Rodrigues, Cezar Schirmer, Darci Coelho, Edmar Moreira, Gonzaga Patriota, Inaldo Leitão, Jamil Murad, João Almeida, José Divino, José Eduardo Cardozo, José Roberto Arruda, Juíza Denise Frossard, Jutahy Junior, Luiz Carlos Santos, Luiz Eduardo Greenhalgh, Luiz Piauhylino, Marcelo Ortiz, Maurício Rands, Mendes Ribeiro Filho, Nelson Pellegrino, Nelson Trad, Odair Cunha, Osmar Serraglio, Paes Landim, Paulo Afonso, Paulo Magalhães, Reginaldo Germano, Robson Tuma, Rubinelli, Sérgio Miranda, Sigmaringa Seixas, Vic Pires Franco, Vicente Arruda, Vilmar Rocha, Zulaiê Cobra, André de Paula, Ann Pontes, Badu Picanço, Custódio Mattos, Fernando Coruja, Gilmar Machado, José Pimentel, Júlio Delgado, Léo Alcântara, Mauro Benevides e Neucimar Fraga. Sala da Comissão, 5 de abril de 2005. – Deputado Antonio Carlos Biscaia, Presidente. PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.496-A, DE 2004 (Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) TVR Nº 46/2003 MSC Nº 681/2003 Aprova o ato que autoriza a Movimento Jovem de Assistência Social de São Miguel Arcanjo a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de São Miguel Arcanjo, Estado de São Paulo; tendo parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa (Relator: Dep. Alceu Collares) Sexta-feira 15 12601 Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (art. 54, RICD) Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva (Parecer 09/90 – CCJR) Publicação do Parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA I – Relatório Trata-se de Projeto de Decreto Legislativo, de autoria da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprova o ato a que se refere a Portaria nº 214, de 12 de junho de 2003, que autoriza a Movimento Jovem Social de São de São Miguel Arcanjo a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de São Miguel Arcanjo, Estado de São Paulo. De competência conclusiva das comissões, o ato normativo, emanado do Poder Executivo, foi apreciado, primeiramente, no mérito, pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprovou parecer favorável, apresentando o Projeto de Decreto Legislativo em epígrafe. É o relatório. II – Voto do Relator Conforme determina o Regimento Interno da Câmara dos Deputados (art. 32, IV, a), cumpre que esta Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania se pronuncie acerca da constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa da proposição em análise. A proposição atende aos requisitos constitucionais formais relativos à competência legislativa da União e às atribuições do Congresso Nacional, nos termos do art. 223 da nossa Lei Maior. A matéria é de competência exclusiva do Congresso Nacional, sendo o Projeto de Decreto Legislativo o instrumento adequado, conforme preceitua o art. 109 do Regimento Interno. Obedecidos os requisitos constitucionais formais, podemos constatar que o projeto em exame não contraria preceitos ou princípios da Constituição em vigor, nada havendo, pois, a objetar no tocante à sua constitucionalidade material. A técnica legislativa e a redação empregadas parecem adequadas, conformando-se perfeitamente às normas estabelecidas pela Lei Complementar nº 95, de 1998, alterada pela Lei Complementar nº 107, de 2001. Isto posto, nada mais havendo que possa obstar sua tramitação nesta Casa, nosso voto é o sentido da 12602 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva (Parecer nº 9/90 – CCJR). constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 1.496, de 2004. Sala da Comissão, 29 de março de – Deputado Alceu Collares, Relator. Publicação do Parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania III – Parecer da Comissão I – Relatório A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 1.496/2004, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Alceu Collares. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Antonio Carlos Biscaia – Presidente, José Mentor e Roberto Magalhães – Vice-Presidentes, Ademir Camilo, Antonio Carlos Magalhães Neto, Antonio Cruz, Carlos Mota, Carlos Rodrigues, Cezar Schirmer, Darci Coelho, Edmar Moreira, Gonzaga Patriota, Inaldo Leitão, Jamil Murad, João Almeida, José Divino, José Eduardo Cardozo, José Roberto Arruda, Juíza Denise Frossard, Jutahy Junior, Luiz Carlos Santos, Luiz Eduardo Greenhalgh, Luiz Piauhylino, Marcelo Ortiz, Maurício Rands, Mendes Ribeiro Filho, Nelson Pellegrino, Nelson Trad, Odair Cunha, Osmar Serraglio, Paes Landim, Paulo Afonso, Paulo Magalhães, Reginaldo Germano, Robson Tuma, Rubinelli, Sérgio Miranda, Sigmaringa Seixas, Vic Pires Franco, Vicente Arruda, Vilmar Rocha, Zulaiê Cobra, André de Paula, Ann Pontes, Badu Picanço, Custódio Mattos, Fernando Coruja, Gilmar Machado, José Pimentel, Júlio Delgado, Léo Alcântara, Mauro Benevides e Neucimar Fraga. Sala da Comissão, 5 de abril de 2005. – Deputado Antonio Carlos Biscaia, Presidente. Trata-se de Projeto de Decreto Legislativo, de autoria da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprova o ato a que se refere a Portaria nº 436, de 28 de agosto de 2003, que autoriza a Associação Rádio Comunitária Atividade de Juquiá a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Juquiá, Estado de São Paulo. De competência conclusiva das comissões, o ato normativo, emanado do Poder Executivo, foi apreciado, primeiramente, no mérito, pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprovou parecer favorável, apresentando o Projeto de Decreto Legislativo em epígrafe. É o relatório. PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.502-A, DE 2004 (Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) TVR Nº 171/2004 MSC Nº 58/2004 Aprova o ato que autoriza a Associação Rádio Comunitária Atividade de Juquiá a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Juquiá, Estado de São Paulo; tendo parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa ( relator: Dep Carlos Mota) Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (art. 54, RICD). II – Voto do Relator Conforme determina o Regimento Interno da Câmara dos Deputados (art. 32, IV, a), cumpre que esta Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania se pronuncie acerca da constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa da proposição em análise. A proposição atende aos requisitos constitucionais formais relativos à competência legislativa da União e às atribuições do Congresso Nacional, nos termos do art. 223 da nossa Lei Maior. A matéria é de competência exclusiva do Congresso Nacional, sendo o Projeto de Decreto Legislativo o instrumento adequado, conforme preceitua o art. 109 do Regimento Interno. Obedecidos os requisitos constitucionais formais, podemos constatar que o projeto em exame não contraria preceitos ou princípios da Constituição em vigor, nada havendo, pois, a objetar no tocante à sua constitucionalidade material. A técnica legislativa e a redação empregadas parecem adequadas, conformando-se perfeitamente às normas estabelecidas pela Lei Complementar nº 95, de 1998, alterada pela Lei Complementar nº 107, de 2001. Isto posto, nada mais havendo que possa obstar sua tramitação nesta Casa, nosso voto é no sentido da constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 1.502 de 2004. Sala da Comissão, – Deputado Carlos Mota, Relator. Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS III – Parecer da Comissão A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 1.502/2004, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Carlos Mota. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Antonio Carlos Biscaia – Presidente, José Mentor e Roberto Magalhães – Vice-Presidentes, Ademir Camilo, Antonio Carlos Magalhães Neto, Antonio Cruz, Carlos Mota, Carlos Rodrigues, Cezar Schirmer, Darci Coelho, Edmar Moreira, Gonzaga Patriota, Inaldo Leitão, Jamil Murad, João Almeida, José Divino, José Eduardo Cardozo, José Roberto Arruda, Juíza Denise Frossard, Jutahy Junior, Luiz Carlos Santos, Luiz Eduardo Greenhalgh, Luiz Piauhylino, Marcelo Ortiz, Mauricio Rands, Mendes Ribeiro Filho, Nelson Pellegrino, Nelson Trad, Odair Cunha, Osmar Serraglio, Paes Landim, Paulo Afonso, Paulo Magalhães, Reginaldo Germano, Robson Tuma, Rubinelli, Sérgio Miranda, Sigmaringa Seixas, Vic Pires Franco, Vicente Arruda, Vilmar Rocha, Zulaiê Cobra, André de Paula, Ann Pontes, Badu Picanço, Custódio Mattos, Fernando Coruja, Gilmar Machado, José Pimentel, Júlio Delgado, Léo Alcântara, Mauro Benevides e Neucimar Fraga. Sala da Comissão, 5 de abril de 2005. – Deputado Antonio Carlos Biscaia, Presidente. PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.504-A, DE 2004 (Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) TVR Nº 188/2004 MSC Nº 74/2004 Aprova o ato que autoriza a Associação Rádio Comunitária de Parapuã a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Parapuã, Estado de São Paulo; tendo parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa (relator: Paes Landim) Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (art. 54, RICD) Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva (Parecer nº 9/90 – CCJR) Publicação do Parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania Sexta-feira 15 12603 COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA I – Relatório Trata-se de Projeto de Decreto Legislativo, de autoria da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprova o ato a que se refere a Portaria nº 584, de 5 de novembro de 2003, que autoriza a Associação Rádio Comunitária de Parapuã a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Parapuã, Estado de São Paulo. De competência conclusiva das Comissões, o ato normativo, emanado do Poder Executivo, foi apreciado, primeiramente, no mérito, pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprovou parecer favorável, apresentando o Projeto de Decreto Legislativo em epígrafe. É o relatório. II – Voto do Relator Conforme determina o Regimento Interno da Câmara dos Deputados (art. 32, IV, a), cabe a esta Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania pronunciar-se acerca da constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do projeto em análise. A proposição em exame atende aos requisitos constitucionais formais, relativos à competência legislativa da União e às atribuições do Congresso Nacional, nos termos do art. 223 da nossa Lei Maior. A matéria é de competência exclusiva do Congresso Nacional, sendo o Projeto de Decreto Legislativo o instrumento adequado, para disciplinar a matéria, conforme preceitua o art. 109 do Regimento Interno. Obedecidos os requisitos constitucionais formais constatamos que o projeto em tela não contraria princípios ou regras da Constituição em vigor, nada havendo, pois, a objetar no tocante à sua constitucionalidade material. A técnica legislativa e a redação empregadas parecem adequadas, conformando-se perfeitamente às normas estabelecidas pela Lei Complementar nº 95, de 1998, alterada pela Lei Complementar nº 107, de 2001. Isto posto, nada mais havendo que possa obstar sua regular tramitação nesta Casa, nosso voto é pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 1.504, de 2004. Sala da Comissão, 28 de março de 2005. – Deputado Paes Landin, Relator 12604 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS III – Parecer da Comissão A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 1.504/2004, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Paes Landim. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Antonio Carlos Biscaia – Presidente, José Mentor e Roberto Magalhães – Vice-Presidentes, Ademir Camilo, Antonio Carlos Magalhães Neto, Antonio Cruz, Carlos Mota, Carlos Rodrigues, Cezar Schirmer, Darci Coelho, Edmar Moreira, Gonzaga Patriota, Inaldo Leitão, Jamil Murad, João Almeida, José Divino, José Eduardo Cardozo, José Roberto Arruda, Juíza Denise Frossard, Jutahy Junior, Luiz Carlos Santos, Luiz Eduardo Greenhalgh, Luiz Piauhylino, Marcelo Ortiz, Maurício Rands, Mendes Ribeiro Filho, Nelson Pellegrino, Nelson Trad, Odair Cunha, Osmar Serraglio, Paes Landim, Paulo Afonso, Paulo Magalhães, Reginaldo Germano, Robson Tuma, Rubinelli, Sérgio Miranda, Sigmaringa Seixas, Vic Pires Franco, Vicente Arruda, Vilmar Rocha, Zulaiê Cobra, André de Paula, Ann Pontes, Badu Picanço, Custódio Mattos, Fernando Coruja, Gilmar Machado, José Pimentel, Júlio Delgado, Léo Alcântara, Mauro Benevides e Neucimar Fraga. Sala da Comissão, 5 de abril de 2005. – Deputado Antonio Carlos Biscaia, Presidente PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.511-A, DE 2004 (Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) TVR Nº 314/2004 MSC Nº 562/2004 Aprova o ato que outorga concessão à Bonito Comunicação Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em onda média na cidade Bonito, Estado Mato Grosso do Sul; tendo parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa (Relator: Zulaiê Cobra) Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (art. 54, RICD) Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva (Parecer nº 09/90 – CCJR) Publicação do Parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania Abril de 2005 COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA I – Relatório Trata-se de Projeto de Decreto Legislativo, de autoria da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprova o ato constante do Decreto de 25 de novembro de 2003, que outorga concessão à Bonito Comunicação Ltda., para explorar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em onda média na cidade de Bonito Estado de Mato Grosso do Sul. De competência conclusiva das comissões, o ato normativo, emanado do Poder Executivo, foi apreciado, primeiramente, no mérito, pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprovou parecer favorável apresentando o Projeto de Decreto Legislativo em epigrafe. É o relatório. II – Voto da Relatora Conforme determina o Regimento Interno da Câmara dos Deputados (art. 32. IV a), cumpre que esta Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania se pronuncie acerca da constitucionalidade juridicidade e técnica legislativa da proposição em análise. A proposição atende aos requisitos constitucionais formais relativos à competência legislativa da União e às atribuições do Congresso Nacional, nos termos do art. 223 da nossa Lei Maior. A matéria é de competência exclusiva do Congresso Nacional, sendo o Projeto de Decreto Legislativo o instrumento adequado, conforme preceitua o art. 109 do Regimento Interno. Obedecidos os requisitos constitucionais formais, podemos constatar que o projeto em exame não contraria preceitos ou princípios da Constituição em vigor nada havendo pois a objetar no tocante à sua constitucionalidade material. A técnica legislativa e a redação empregadas parecem adequadas, conformando-se perfeitamente às normas estabelecidas pela Lei Complementar nº 95, de 1998, alterada pela Lei Complementar nº 107, de 2001. Isto posto nada mais havendo que possa obstar sua tramitação nesta Casa, nosso voto é no sentido da constitucionalidade. juridicidade e boa técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 1.511, de 2004. Sala da Comissão, 30 de abril de 2005. – Deputada Zulaiê Cobra, Relatora Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS III – Parecer da Comissão A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 1.511/2004, nos termos do Parecer da Relatora, Deputada Zulaiê Cobra. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Antonio Carlos Biscaia – Presidente, José Mentor e Roberto Magalhães – Vice-Presidentes, Ademir Camilo, Antonio Carlos Magalhães Neto, Antonio Cruz, Carlos Mota, Carlos Rodrigues, Cezar Schirmer, Darci Coelho, Edmar Moreira, Gonzaga Patriota, Inaldo Leitão, Jamil Murad, João Almeida, José Divino, José Eduardo Cardozo, José Roberto Arruda, Juíza Denise Frossard, Jutahy Junior, Luiz Carlos Santos, Luiz Eduardo Greenhalgh, Luiz Piauhylino, Marcelo Ortiz, Maurício Rands, Mendes Ribeiro Filho, Nelson Pellegrino, Nelson Trad, Odair Cunha, Osmar Serraglio, Paes Landim, Paulo Afonso, Paulo Magalhães, Reginaldo Germano, Robson Tuma, Rubinelli, Sérgio Miranda, Sigmaringa Seixas, Vic Pires Franco, Vicente Arruda, Vilmar Rocha, Zulaiê Cobra, André de Paula, Ann Pontes, Badu Picanço, Custódio Mattos, Fernando Coruja, Gilmar Machado, José Pimentel, Júlio Delgado, Léo Alcântara, Mauro Benevides e Neucimar Fraga. Sala da Comissão, 5 de abril de 2005. – Deputado Antonio Carlos Biscaia, Presidente. PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.518-A, DE 2004 (Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) TVR Nº 328/2004 MSC Nº 567/2004 Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária de Arapuá a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Três Lagoas, Estado do Mato Grosso do Sul; tendo parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela constitucionalidade e juridicidade e técnica legislativa (relator Vic Pires Franco) Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça E de Cidadania (Art. 54, RICD) Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva (Parecer 09/90 – CCJR) Sexta-feira 15 12605 Publicação do Parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA I – Relatório Trata-se de Projeto de Decreto Legislativo, de autoria da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprova o ato a que se refere a Portaria nº 660, de 09 de dezembro de 2003, que autoriza a Associação Comunitária de Arapuá a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Três Lagoas, Estado de Mato Grosso do Sul. De competência conclusiva das comissões, o ato normativo, emanado do Poder Executivo, foi apreciado, primeiramente, no mérito, pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprovou parecer favorável, apresentando o Projeto de Decreto Legislativo em epígrafe. É o relatório. II – Voto do Relator Conforme determina o Regimento Interno da Câmara dos Deputados (art. 32,IV, a), cumpre que esta Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania se pronuncie acerca da constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa da proposição em análise. A proposição atende aos requisitos constitucionais formais relativos à competência legislativa da União e às atribuições do Congresso Nacional, nos termos do art. 223 da nossa Lei Maior. A matéria é de competência exclusiva do Congresso Nacional, sendo o Projeto de Decreto Legislativo o instrumento adequado, conforme preceitua o art. 109 do Regimento Interno. Obedecidos os requisitos constitucionais formais, podemos constatar que o projeto em exame não contraria preceitos ou princípios da Constituição em vigor, nada havendo, pois, a objetar no tocante à sua constitucionalidade material. A técnica legislativa e a redação empregadas parecem adequadas, conformando-se perfeitamente às normas estabelecidas pela Lei Complementar nº 95, de 1998, alterada pela Lei Complementar nº 107, de 2001. Isto posto, nada mais havendo que possa obstar sua tramitação nesta Casa, nosso voto é no sentido da constitucionalidade, juridicidade e boa técnica le- 12606 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 gislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 1.518, de 2004. Sala da Comissão, 31 de março de 2005. – Deputado Vic Pires Franco,Relator. Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54, RICD) Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva (Parecer 09/90 – CCJR) III – Parecer da Comissão Publicação do Parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 1.518/2004, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Vic Pires Franco. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Antonio Carlos Biscaia – Presidente, José Mentor e Roberto Magalhães – Vice-Presidentes, Ademir Camilo, Antonio Carlos Magalhães Neto, Antonio Cruz, Carlos Mota, Carlos Rodrigues, Cezar Schirmer, Darci Coelho, Edmar Moreira, Gonzaga Patriota, Inaldo Leitão, Jamil Murad, João Almeida, José Divino, José Eduardo Cardozo, José Roberto Arruda, Juíza Denise Frossard, Jutahy Junior, Luiz Carlos Santos, Luiz Eduardo Greenhalgh, Luiz Piauhylino, Marcelo Ortíz, Maurício Rands, Mendes Ribeiro Filho, Nelson Pellegrino, Nelson Trad, Odair Cunha, Osmar Serraglio, Paes Landim, Paulo Afonso, Paulo Magalhães, Reginaldo Germano, Robson Tuma, Rubinelli, Sérgio Miranda, Sigmaringa Seixas, Vic Pires Franco, Vicente Arruda, Vilmar Rocha, Zulaiê Cobra, André de Paula, Ann Pontes, Badu Picanço, Custódio Mattos, Fernando Coruja, Gilmar Machado, José Pimentel, Júlio Delgado, Léo Alcântara, Mauro Benevides e Neucimar Fraga. Sala da Comissão, 5 de abril de 2005. – Deputado Antônio Carlos Biscaia, Presidente. PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.522-A, DE 2004 (Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) TVR Nº 348/2004 MSC Nº 743/2004 Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária Novo Milênio a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Irecê, Estado da Bahia; tendo parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa (relator: Dep. Jamil Murad). I – Relatório Trata-se de Projeto de Decreto Legislativo, de autoria da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprova o ato a que se refere a Portaria no 747, de 19 de dezembro de 2003, que autoriza a Associação Comunitária Novo Milênio a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Irecê, Estado da Bahia. De competência conclusiva das comissões, o ato normativo, emanado do Poder Executivo, foi apreciado, primeiramente, no mérito, pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprovou parecer favorável, apresentando o Projeto de Decreto Legislativo em epígrafe. É o relatório. II – Voto do Relator Conforme determina o Regimento Interno da Câmara dos Deputados (art. 32, IV, a), cumpre que esta Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania se pronuncie acerca da constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa da proposição em análise. A proposição atende aos requisitos constitucionais formais relativos à competência legislativa da União e às atribuições do Congresso Nacional, nos termos do art. 223 da nossa Lei Maior. A matéria é de competência exclusiva do Congresso Nacional, sendo o Projeto de Decreto Legislativo o instrumento adequado, conforme preceitua o art. 109 do Regimento Interno. Obedecidos os requisitos constitucionais formais, podemos constatar que o projeto em exame não contraria preceitos ou princípios da Constituição em vigor, nada havendo, pois, a objetar no tocante à sua constitucionalidade material. A técnica legislativa e a redação empregadas parecem adequadas, conformando-se perfeitamente às normas estabelecidas pela Lei Complementar no 95, de 1998, alterada pela Lei Complementar no 107, de 2001. Isto posto, nada mais havendo que possa obstar sua tramitação nesta Casa, nosso voto é no sentido Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS da constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo no 1.522, de 2004. Sala da Comissão, 28 de março de 2005. – Deputado Jamil Murad, Relator. III – Parecer da Comissão A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 1.522/2004, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Jamil Murad. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Antonio Carlos Biscaia – Presidente, José Mentor e Roberto Magalhães – Vice-Presidentes, Ademir Camilo, Antonio Carlos Magalhães Neto, Antonio Cruz, Carlos Mota, Carlos Rodrigues, Cezar Schirmer, Darci Coelho, Edmar Moreira, Gonzaga Patriota, Inaldo Leitão, Jamil Murad, João Almeida, José Divino, José Eduardo Cardozo, José Roberto Arruda, Juíza Denise Frossard, Jutahy Junior, Luiz Carlos Santos, Luiz Eduardo Greenhalgh, Luiz Piauhylino, Marcelo Ortiz, Maurício Rands, Mendes Ribeiro Filho, Nelson Pellegrino, Nelson Trad, Odair Cunha, Osmar Serraglio, Paes Landim, Paulo Afonso, Paulo Magalhães, Reginaldo Germano, Robson Tuma, Rubinelli, Sérgio Miranda, Sigmaringa Seixas, Vic Pires Franco, Vicente Arruda, Vilmar Rocha, Zulaiê Cobra, André de Paula, Ann Pontes, Badu Picanço, Custódio Mattos, Fernando Coruja, Gilmar Machado, José Pimentel, Júlio Delgado, Léo Alcântara, Mauro Benevides e Neucimar Fraga. Sala da Comissão, 5 de abril de 2005. – Deputado Antonio Carlos Biscaia, Presidente. PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.542-A, DE 2004 (Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) TVR Nº 347/2004 MSC Nº 743/2004 Aprova o ato que autoriza a ACCI – Associação Comunitária e Cultural Ibititaense a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Ibititá, Estado da Bahia; tendo parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela constitucionalidade, juridicidade Sexta-feira 15 12607 e técnica legislativa (relator: Dep. José Roberto Arruda). Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54, RICD) Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva (Parecer nº 09/90 – CCJR) Publicação do Parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania I – Relatório Trata-se de Projeto de Decreto Legislativo, de autoria da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprova o ato a que se refere a Portaria no 716, de 15 de dezembro de 2003, que autoriza a ACCI – Associação Comunitária Cultural Ibititaense a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Ibititá, Estado da Bahia. De competência conclusiva das comissões, o ato normativo, emanado do Poder Executivo, foi apreciado, primeiramente, no mérito, pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprovou parecer favorável, apresentando o Projeto de Decreto Legislativo em epígrafe. É o relatório. II – Voto do Relator Conforme determina o Regimento Interno da Câmara dos Deputados (art. 32, IV, a), cumpre que esta Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania se pronuncie acerca da constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa da proposição em análise. A proposição atende aos requisitos constitucionais formais relativos à competência legislativa da União e às atribuições do Congresso Nacional, nos termos do art. 223 da nossa Lei Maior. A matéria é de competência exclusiva do Congresso Nacional, sendo o Projeto de Decreto Legislativo o instrumento adequado, conforme preceitua o art. 109 do Regimento Interno. Obedecidos os requisitos constitucionais formais, podemos constatar que o projeto em exame não contraria preceitos ou princípios da Constituição em vigor, nada havendo, pois, a objetar no tocante à sua constitucionalidade material. A técnica legislativa e a redação empregadas parecem adequadas, conformando-se perfeitamente às normas estabelecidas pela Lei Complementar no 95, de 1998, alterada pela Lei Complementar no 107, de 2001. 12608 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Isto posto, nada mais havendo que possa obstar sua tramitação nesta Casa, nosso voto é no sentido da constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo no 1.542, de 2004. Sala da Comissão, 30 de março de 2005. – Deputado José Roberto Arruda, Relator. III – Parecer da Comissão A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 1.542/2004, nos termos do Parecer do Relator, Deputado José Roberto Arruda. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Antonio Carlos Biscaia – Presidente, José Mentor e Roberto Magalhães – Vice-Presidentes, Ademir Camilo, Antonio Carlos Magalhães Neto, Antonio Cruz, Carlos Mota, Carlos Rodrigues, Cezar Schirmer, Darci Coelho, Edmar Moreira, Gonzaga Patriota, Inaldo Leitão, Jamil Murad, João Almeida, José Divino, José Eduardo Cardozo, José Roberto Arruda, Juíza Denise Frossard, Jutahy Junior, Luiz Carlos Santos, Luiz Eduardo Greenhalgh, Luiz Piauhylino, Marcelo Ortiz, Maurício Rands, Mendes Ribeiro Filho, Nelson Pellegrino, Nelson Trad, Odair Cunha, Osmar Serraglio, Paes Landim, Paulo Afonso, Paulo Magalhães, Reginaldo Germano, Robson Tuma, Rubinelli, Sérgio Miranda, Sigmaringa Seixas, Vic Pires Franco, Vicente Arruda, Vilmar Rocha, Zulaiê Cobra, André de Paula, Ann Pontes, Badu Picanço, Custódio Mattos, Fernando Coruja, Gilmar Machado, José Pimentel, Júlio Delgado, Léo Alcântara, Mauro Benevides e Neucimar Fraga. Sala da Comissão, 5 de abril de 2005. – Deputado Antonio Carlos Biscaia, Presidente. SEÇÃO II ATOS DO PRESIDENTE O PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 1º, item I, alínea “a”, do Ato da Mesa n.º 205, de 28 de junho de 1990, resolve: TORNAR SEM EFEITO o Ato de 22 de março de 2005, publicado no Diário da Câmara dos Deputados do dia 23 subsequente, que nomeou FULVIO ALEXANDER FERREIRA CAVALCANTI para exercer, na Coordenação de Registro Funcional, do Departamento de Pessoal, o cargo em comissão de Assistente Téc- Abril de 2005 nico de Gabinete Adjunto D, CNE-15, do Quadro de Pessoal da Câmara dos Deputados. TORNAR SEM EFEITO o Ato de 14 de março de 2005, publicado no Diário da Câmara dos Deputados do dia 15 subsequente, que nomeou MANOEL GOMES ESTEVES para exercer, na Coordenação de Registro Funcional, do Departamento de Pessoal, o cargo em comissão de Assistente Técnico de Gabinete Adjunto D, CNE-15, do Quadro de Pessoal da Câmara dos Deputados. O PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 1º, item I, alínea “a”, do Ato da Mesa n.º 205, de 28 de junho de 1990, resolve: EXONERAR, de acordo com o artigo 35, inciso I, da Lei n.º 8.112, de 11 de dezembro de 1990, GLAYDSON MONTARGIL AZEVEDO, ponto n.º 117.067, do cargo em comissão de Assistente Técnico de Gabinete, CNE-09, do Quadro de Pessoal da Câmara dos Deputados, que exerce na Coordenação de Registro Funcional, do Departamento de Pessoal. EXONERAR, de acordo com o artigo 35, inciso I, da Lei n.º 8.112, de 11 de dezembro de 1990, GUILHERME CAETANO BRIGAGÃO, ponto n.º 114.621, do cargo em comissão de Assistente Técnico de Gabinete, CNE-09, do Quadro de Pessoal da Câmara dos Deputados, que exerce no Gabinete do Presidente. EXONERAR, de acordo com o artigo 35, inciso I, da Lei n.º 8.112, de 11 de dezembro de 1990, HERILENE ANDRADE DE OLIVEIRA RICARDO, ponto n.º 116.279, do cargo em comissão de Assistente Técnico de Gabinete Adjunto C, CNE-13, do Quadro de Pessoal da Câmara dos Deputados, que exerce na Secretaria-Geral da Mesa. EXONERAR, de acordo com o artigo 35, inciso I, da Lei n.º 8.112, de 11 de dezembro de 1990, IVETE JUREMA ESTEVES LACERDA, ponto n.º 116.031, do cargo em comissão de Assessor Técnico Adjunto D, CNE-14, do Quadro de Pessoal da Câmara dos Deputados, que exerce na Coordenação de Registro Funcional, do Departamento de Pessoal. EXONERAR, de acordo com o artigo 35, inciso I, da Lei n.º 8.112, de 11 de dezembro de 1990, MARIA APARECIDA JORGE, ponto n.º 116.125, do cargo em comissão de Assessor Técnico Adjunto D, CNE-14, do Quadro de Pessoal da Câmara dos Deputados, que exerce na Comissão de Desenvolvimento Urbano, da Coordenação de Comissões Permanentes, do Departamento de Comissões. Abril de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS EXONERAR, de acordo com o artigo 35, inciso I, da Lei n.º 8.112, de 11 de dezembro de 1990, PEDRO CORRADI DA SILVA, ponto n.º 117.064, do cargo em comissão de Assistente Técnico de Gabinete, CNE-09, do Quadro de Pessoal da Câmara dos Deputados, que exerce na Coordenação de Registro Funcional, do Departamento de Pessoal. EXONERAR, de acordo com o artigo 35, inciso I, da Lei n.º 8.112, de 11 de dezembro de 1990, SIDNEI DA ROCHA LEMES, ponto n.º 116.042, do cargo em comissão de Assistente Técnico de Gabinete, CNE-09, do Quadro de Pessoal da Câmara dos Deputados, que exerce na Diretoria-Geral. EXONERAR, de acordo com o artigo 35, inciso I, da Lei n.º 8.112, de 11 de dezembro de 1990, VALERIA REBELO DE MELO, ponto n.º 114.058, do cargo em comissão de Assistente Técnico de Gabinete, CNE09, do Quadro de Pessoal da Câmara dos Deputados, que exerce na Coordenação de Registro Funcional, do Departamento de Pessoal. O PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 1º, item I, alínea “a”, do Ato da Mesa n.º 205, de 28 de junho de 1990, e o artigo 6º da Lei n.º 8.112, de 11 de dezembro de 1990, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 9º, inciso II, da Lei n.º 8.112, de 1990, AFONSO VALTER PARENTE PINTO para exercer, na Coordenação de Registro Funcional, do Departamento de Pessoal, o cargo em comissão de Assistente Técnico de Gabinete Adjunto D, CNE-15, do Quadro de Pessoal da Câmara dos Deputados, criado pelo artigo 2º do Ato da Mesa nº 58, de 4 de abril de 1997, combinado com o parágrafo único do artigo 5º do Ato da Mesa nº 27, de 20 de agosto de 2003. NOMEAR, na forma do artigo 9º, inciso II, da Lei n.º 8.112, de 1990, ANANIAS JOSÉ SANTOS NETO para exercer, na Secretaria-Geral da Mesa, o cargo em comissão de Assistente Técnico de Gabinete Adjunto C, CNE-13, do Quadro de Pessoal da Câmara dos Deputados, transformado pelo artigo 3º do Ato da Mesa nº 15, de 26 de maio de 1987, combinado com o artigo 1º da Resolução nº 4, de 13 de junho de 1991, e com o artigo 3º do Ato da Mesa nº 47, de 7 de outubro de 1992. NOMEAR, na forma do artigo 9º, inciso II, da Lei n.º 8.112, de 1990, DANIELA SABRINA BRITO SILVA para exercer, na Diretoria-Geral, o cargo em comissão de Assistente Técnico de Gabinete Adjunto B, CNE11, do Quadro de Pessoal da Câmara dos Deputados, Sexta-feira 15 12609 transformado pelo artigo 1º do Ato da Mesa nº 10, de 28 de abril de 1991, combinado com o artigo 3º do Ato da Mesa nº 47, de 7 de outubro de 1992, e com o artigo 1º do Ato da Mesa nº 1, de 24 de fevereiro de 1999. NOMEAR, na forma do artigo 9º, inciso II, da Lei n.º 8.112, de 1990, FLAVIA ROBERTA ROSALEN para exercer, na Diretoria-Geral, o cargo em comissão de Assistente Técnico de Gabinete Adjunto B, CNE-11, do Quadro de Pessoal da Câmara dos Deputados, transformado pelo artigo 1º do Ato da Mesa nº 10, de 28 de abril de 1991, combinado com o artigo 3º do Ato da Mesa nº 47, de 7 de outubro de 1992, e com o artigo 1º do Ato da Mesa nº 1, de 24 de fevereiro de 1999. NOMEAR, na forma do artigo 9º, inciso II, da Lei n.º 8.112, de 1990, IVETE JUREMA ESTEVES LACERDA para exercer, no Gabinete do Presidente, o cargo em comissão de Assessor Técnico Adjunto B, CNE-10, do Quadro de Pessoal da Câmara dos Deputados, de acordo com o quantitativo de cargos fixado pelo Ato da Mesa nº 9, de 1º de abril de 2003. NOMEAR, na forma do artigo 9º, inciso II, da Lei n.º 8.112, de 1990, JULIA RIBEIRO GONÇALVES para exercer, na Coordenação de Registro Funcional, do Departamento de Pessoal, o cargo em comissão de Assistente Técnico de Gabinete, CNE-09, do Quadro de Pessoal da Câmara dos Deputados, criado pelo artigo 1º do Ato da Mesa nº 70, de 7 de junho de 2001, combinado com o parágrafo único do artigo 5º do Ato da Mesa nº 27, de 20 de agosto de 2003. NOMEAR, na forma do artigo 9º, inciso II, da Lei n.º 8.112, de 1990, MARIA ROZEVÂNIA DE MOURA FRANÇA LIMA para exercer, na Coordenação de Registro Funcional, do Departamento de Pessoal, o cargo em comissão de Assistente Técnico de Gabinete Adjunto D, CNE-15, do Quadro de Pessoal da Câmara dos Deputados, remanejado pelo Ato da Mesa nº 52, de 7 de fevereiro de 2001, e pelo parágrafo único do artigo 5º do Ato da Mesa nº 27, de 20 de agosto de 2003. NOMEAR, na forma do artigo 9º, inciso II, da Lei n.º 8.112, de 1990, MARINÊS SANTANA DE ANDRADE para exercer, na Coordenação de Registro Funcional, do Departamento de Pessoal, o cargo em comissão de Assessor Técnico Adjunto D, CNE-14, do Quadro de Pessoal da Câmara dos Deputados, criado pelo artigo 1º do Ato da Mesa nº 76, de 7 de junho de 2001, combinado com o parágrafo único do artigo 5º do Ato da Mesa nº 27, de 20 de agosto de 2003. Câmara dos Deputados, 14 de abril de 2005. – Deputado Severino Cavalcanti, Presidente. 12610 Sexta-feira 15 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Abril de 2005 MESA DIRETORA Presidente: SEVERINO CAVALCANTI - PP - PE 1º Vice-Presidente: JOSÉ THOMAZ NONÔ - PFL - AL 2º Vice-Presidente: CIRO NOGUEIRA - PP - PI 1º Secretário: INOCÊNCIO OLIVEIRA - PMDB - PE 2º Secretário: NILTON CAPIXABA - PTB - RO 3º Secretário: EDUARDO GOMES - PSDB - TO 4º Secretário: JOÃO CALDAS - PL - AL 1º Suplente de Secretário: GIVALDO CARIMBÃO - PSB - AL 2º Suplente de Secretário: JORGE ALBERTO - PMDB - SE 3º Suplente de Secretário: GERALDO RESENDE - PPS - MS 4º Suplente de Secretário: MÁRIO HERINGER - PDT - MG Nélio Dias, Professor Irapuan Teixeira, Reginaldo Germano, Julio Lopes, João Pizzolatti e Simão Sessim. Bloco PL, PSL Líder: SANDRO MABEL Vice-Líderes: Miguel de Souza (1º Vice), Carlos Rodrigues, Lincoln Portela, Almir Sá, Amauri Gasques, Aracely de Paula, Heleno Silva, Inaldo Leitão, João Paulo Gomes da Silva, Neucimar Fraga, Paulo Marinho e Welinton Fagundes. PTB Líder: JOSÉ MÚCIO MONTEIRO Vice-Líderes: Ricarte de Freitas (1º Vice), Arnaldo Faria de Sá, Nelson Marquezelli, Eduardo Seabra, Josué Bengtson, Ricardo Izar, Pastor Reinaldo, Marcondes Gadelha, Iris Simões, Paes Landim, Jackson Barreto e Elaine Costa. PPS Líder: DIMAS RAMALHO Vice-Líderes: Rogério Teófilo, Raul Jungmann, Fernando Coruja, Geraldo Thadeu e B. Sá. LÍDERES E VICE-LÍDERES PSB Líder: RENATO CASAGRANDE PT Líder: PAULO ROCHA Vice-Líderes: Dr. Ribamar Alves, Isaías Silvestre, Barbosa Neto e Jorge Gomes. Vice-Líderes: Colombo, Fernando Ferro, Henrique Fontana, Iara Bernardi, João Alfredo, João Grandão, Jorge Bittar, José Eduardo Cardozo, Luciano Zica, Luiz Alberto, Luiz Eduardo Greenhalgh, Luiz Sérgio, Maninha, Miro Teixeira, Neyde Aparecida, Odair Cunha, Telma de Souza, Terezinha Fernandes, Vicentinho, Vignatti, Walter Pinheiro, Zezéu Ribeiro e Zico Bronzeado. PMDB Líder: JOSÉ BORBA Vice-Líderes: Mendes Ribeiro Filho, Sandra Rosado, Benjamin Maranhão, Asdrubal Bentes, Adelor Vieira, Carlos Eduardo Cadoca, Leandro Vilela, Osmar Serraglio, Mauro Benevides, Wilson Santiago, Zé Gerardo, Rose de Freitas, Max Rosenmann, Marcelino Fraga, Pedro Novais, José Divino, Wladimir Costa, Moreira Franco, Waldemir Moka, Eliseu Padilha, Eduardo Cunha, Paulo Afonso e Jorge Alberto. PFL Líder: RODRIGO MAIA Vice-Líderes: Roberto Brant (1º Vice), Murilo Zauith, Kátia Abreu, José Roberto Arruda, Luiz Carlos Santos, José Rocha, Antonio Carlos Magalhães Neto, Onyx Lorenzoni, Abelardo Lupion, Paulo Bauer, Pauderney Avelino, Nice Lobão, José Carlos Machado, Moroni Torgan, Corauci Sobrinho, José Carlos Araújo e Júlio Cesar. PSDB Líder: ALBERTO GOLDMAN Vice-Líderes: Eduardo Paes (1º Vice), Jutahy Junior, Yeda Crusius, Ronaldo Dimas, Lobbe Neto, Carlos Alberto Leréia, Antonio Carlos Mendes Thame, João Almeida, Antonio Carlos Pannunzio, Eduardo Barbosa, Nilson Pinto, Vicente Arruda e Zulaiê Cobra. PP Líder: JOSÉ JANENE Vice-Líderes: Mário Negromonte (1º Vice), José Linhares, Francisco Dornelles, Romel Anizio, Ivan Ranzolin, Francisco Appio, Ricardo Fiuza, PDT Líder: SEVERIANO ALVES Vice-Líderes: Álvaro Dias (1º Vice), Manato, Pompeo de Mattos e João Fontes. PCdoB Líder: RENILDO CALHEIROS Vice-Líderes: Jamil Murad, Perpétua Almeida e Inácio Arruda. PV Líder: MARCELO ORTIZ Vice-Líderes: Leonardo Mattos e Edson Duarte. Parágrafo 4º, Artigo 9º do RICD PRONA Repr.: ENÉAS PSC Repr.: Liderança do Governo Líder: ARLINDO CHINAGLIA Vice-Líderes: Beto Albuquerque, Sigmaringa Seixas, Vicente Cascione e Renildo Calheiros. Liderança da Minoria Líder: JOSÉ CARLOS ALELUIA DEPUTADOS EM EXERCÍCIO Roraima Alceste Almeida - PMDB Almir Sá - PL Dr. Rodolfo Pereira - PDT Francisco Rodrigues - PFL Luciano Castro - PL Maria Helena - PPS Pastor Frankembergen - PTB Suely Campos - PP Amapá Badu Picanço - PL Coronel Alves - PL Davi Alcolumbre - PFL Dr. Benedito Dias - PP Eduardo Seabra - PTB Gervásio Oliveira - PMDB Hélio Esteves - PT Janete Capiberibe - PSB Pará Anivaldo Vale - PSDB Ann Pontes - PMDB Asdrubal Bentes - PMDB Babá - S.PART. Jader Barbalho - PMDB José Priante - PMDB Josué Bengtson - PTB Nicias Ribeiro - PSDB Nilson Pinto - PSDB Paulo Rocha - PT Raimundo Santos - PL Vic Pires Franco - PFL Wladimir Costa - PMDB Zé Geraldo - PT Zé Lima - PP Zenaldo Coutinho - PSDB Zequinha Marinho - PSC Amazonas Átila Lins - PPS Carlos Souza - PP Francisco Garcia - PP Humberto Michiles - PL Lupércio Ramos - PMDB Pauderney Avelino - PFL Silas Câmara - PTB Vanessa Grazziotin - PCdoB Rondônia Agnaldo Muniz - PP Anselmo - PT Eduardo Valverde - PT Hamilton Casara - PL Marinha Raupp - PMDB Miguel de Souza - PL Natan Donadon - PMDB Nilton Capixaba - PTB Acre Henrique Afonso - PT João Correia - PMDB João Tota - PL Júnior Betão - PL Nilson Mourão - PT Perpétua Almeida - PCdoB Ronivon Santiago - PP Zico Bronzeado - PT Tocantins Ana Alencar - PSDB Darci Coelho - PP Eduardo Gomes - PSDB Homero Barreto - PTB Kátia Abreu - PFL Osvaldo Reis - PMDB Pastor Amarildo - PMDB Ronaldo Dimas - PSDB Maranhão Antonio Joaquim - PTB César Bandeira - PFL Clóvis Fecury - PFL Costa Ferreira - PSC Dr. Ribamar Alves - PSB Gastão Vieira - PMDB João Castelo - PSDB Luciano Leitoa - PSB Neiva Moreira - PDT Nice Lobão - PFL Paulo Marinho - PL Pedro Fernandes - PTB Pedro Novais - PMDB Remi Trinta - PL Sarney Filho - PV Sebastião Madeira - PSDB Terezinha Fernandes - PT Wagner Lago - PP Ceará Almeida de Jesus - PL André Figueiredo - PDT Aníbal Gomes - PMDB Antenor Naspolini - PSDB Antonio Cambraia - PSDB Ariosto Holanda - PSDB Arnon Bezerra - PTB Bismarck Maia - PSDB Gonzaga Mota - PSDB Gorete Pereira - PMDB Inácio Arruda - PCdoB João Alfredo - PT José Linhares - PP José Pimentel - PT Léo Alcântara - PSDB Manoel Salviano - PSDB Marcelo Teixeira - PMDB Mauro Benevides - PMDB Moroni Torgan - PFL Pastor Pedro Ribeiro - PMDB Vicente Arruda - PSDB Zé Gerardo - PMDB Piauí Átila Lira - PSDB B. Sá - PPS Ciro Nogueira - PP Júlio Cesar - PFL Marcelo Castro - PMDB Moraes Souza - PMDB Mussa Demes - PFL Nazareno Fonteles - PT Paes Landim - PTB Simplício Mário - PT Rio Grande do Norte Álvaro Dias - PDT Betinho Rosado - PFL Fátima Bezerra - PT Henrique Eduardo Alves - PMDB Iberê Ferreira - PTB Nélio Dias - PP Ney Lopes - PFL Sandra Rosado - PMDB Paraíba Benjamin Maranhão - PMDB Carlos Dunga - PTB Domiciano Cabral - PSDB Enivaldo Ribeiro - PP Inaldo Leitão - PL Lúcia Braga - PMDB Luiz Couto - PT Marcondes Gadelha - PTB Philemon Rodrigues - PTB Ricardo Rique - PL Wellington Roberto - PL Wilson Santiago - PMDB Pernambuco André de Paula - PFL Armando Monteiro - PTB Carlos Eduardo Cadoca - PMDB Fernando Ferro - PT Gonzaga Patriota - PSB Inocêncio Oliveira - PMDB Joaquim Francisco - PTB Jorge Gomes - PSB José Chaves - PTB José Mendonça Bezerra - PFL José Múcio Monteiro - PTB Luiz Piauhylino - PDT Marcos de Jesus - PL Maurício Rands - PT Miguel Arraes - PSB Osvaldo Coelho - PFL Pastor Francisco Olímpio - PSB Paulo Rubem Santiago - PT Pedro Corrêa - PP Raul Jungmann - PPS Renildo Calheiros - PCdoB Ricardo Fiuza - PP Roberto Freire - PPS Roberto Magalhães - PFL Severino Cavalcanti - PP Alagoas Benedito de Lira - PP Givaldo Carimbão - PSB Helenildo Ribeiro - PSDB João Caldas - PL João Lyra - PTB José Thomaz Nonô - PFL Jurandir Boia - PDT Olavo Calheiros - PMDB Rogério Teófilo - PPS Sergipe Bosco Costa - PSDB Cleonâncio Fonseca - PP Heleno Silva - PL Ivan Paixão - PPS Jackson Barreto - PTB João Fontes - PDT Jorge Alberto - PMDB José Carlos Machado - PFL Bahia Alice Portugal - PCdoB Antonio Carlos Magalhães Neto - PFL Aroldo Cedraz - PFL Claudio Cajado - PFL Colbert Martins - PPS Coriolano Sales - PFL Daniel Almeida - PCdoB Edson Duarte - PV Fábio Souto - PFL Félix Mendonça - PFL Fernando de Fabinho - PFL Geddel Vieira Lima - PMDB Gerson Gabrielli - PFL Guilherme Menezes - PT Jairo Carneiro - PFL João Almeida - PSDB João Carlos Bacelar - PFL João Leão - PL Jonival Lucas Junior - PTB José Carlos Aleluia - PFL José Carlos Araújo - PFL José Rocha - PFL Josias Gomes - PT Jutahy Junior - PSDB Luiz Alberto - PT Luiz Bassuma - PT Luiz Carreira - PFL Marcelo Guimarães Filho - PFL Mário Negromonte - PP Milton Barbosa - PFL Nelson Pellegrino - PT Paulo Magalhães - PFL Pedro Irujo - PL Reginaldo Germano - PP Robério Nunes - PFL Severiano Alves - PDT Walter Pinheiro - PT Zelinda Novaes - PFL Zezéu Ribeiro - PT Minas Gerais Ademir Camilo - PL Ana Guerra - PT Aracely de Paula - PL Bonifácio de Andrada - PSDB Cabo Júlio - PMDB Carlos Melles - PFL Carlos Mota - PL Carlos Willian - PMDB César Medeiros - PT Cleuber Carneiro - PTB Custódio Mattos - PSDB Dr. Francisco Gonçalves - PTB Edmar Moreira - PL Eduardo Barbosa - PSDB Eliseu Resende - PFL Fernando Diniz - PMDB Geraldo Thadeu - PPS Gilmar Machado - PT Ibrahim Abi-ackel - PP Isaías Silvestre - PSB Ivo José - PT Jaime Martins - PL João Magalhães - PMDB João Magno - PT João Paulo Gomes da Silva - PL José Militão - PTB José Santana de Vasconcellos - PL Júlio Delgado - PPS Lael Varella - PFL Leonardo Mattos - PV Leonardo Monteiro - PT Lincoln Portela - PL Marcello Siqueira - PMDB Márcio Reinaldo Moreira - PP Maria do Carmo Lara - PT Mário Assad Júnior - PL Mário Heringer - PDT Mauro Lopes - PMDB Narcio Rodrigues - PSDB Odair Cunha - PT Osmânio Pereira - PTB Paulo Delgado - PT Rafael Guerra - PSDB Reginaldo Lopes - PT Roberto Brant - PFL Romel Anizio - PP Romeu Queiroz - PTB Saraiva Felipe - PMDB Sérgio Miranda - PCdoB Silas Brasileiro - PMDB Vadinho Baião - PT Virgílio Guimarães - PT Vittorio Medioli - PSDB Espírito Santo Feu Rosa - PP Iriny Lopes - PT Jair de Oliveira - PMDB Manato - PDT Marcelino Fraga - PMDB Marcus Vicente - PTB Neucimar Fraga - PL Nilton Baiano - PP Renato Casagrande - PSB Rose de Freitas - PMDB Rio de Janeiro Aldir Cabral - PFL Alexandre Cardoso - PSB Alexandre Santos - PMDB Almerinda de Carvalho - PMDB Almir Moura - S.PART. André Costa - PT André Luiz - S.PART. Antonio Carlos Biscaia - PT Bernardo Ariston - PMDB Carlos Nader - PL Carlos Rodrigues - PL Carlos Santana - PT Chico Alencar - PT Deley - PMDB Dr. Heleno - PMDB Edson Ezequiel - PMDB Eduardo Cunha - PMDB Eduardo Paes - PSDB Elaine Costa - PTB Fernando Gabeira - PV Fernando Lopes - PMDB Francisco Dornelles - PP Itamar Serpa - PSDB Jair Bolsonaro - PFL Jandira Feghali - PCdoB João Mendes de Jesus - PSL Jorge Bittar - PT José Divino - PMDB Josias Quintal - PMDB Juíza Denise Frossard - PPS Julio Lopes - PP Laura Carneiro - PFL Leonardo Picciani - PMDB Luiz Sérgio - PT Miro Teixeira - PT Moreira Franco - PMDB Nelson Bornier - PMDB Paulo Baltazar - PSB Paulo Feijó - PSDB Reinaldo Betão - PL Renato Cozzolino - S.PART. Roberto Jefferson - PTB Rodrigo Maia - PFL Sandro Matos - PTB Simão Sessim - PP Vieira Reis - PMDB São Paulo Alberto Goldman - PSDB Amauri Gasques - PL Angela Guadagnin - PT Antonio Carlos Mendes Thame - PSDB Antonio Carlos Pannunzio - PSDB Arlindo Chinaglia - PT Arnaldo Faria de Sá - PTB Ary Kara - PTB Carlos Sampaio - PSDB Celso Russomanno - PP Cláudio Magrão - PPS Corauci Sobrinho - PFL Delfim Netto - PP Devanir Ribeiro - PT Dimas Ramalho - PPS Durval Orlato - PT Edinho Montemor - PL Edna Macedo - PTB Elimar Máximo Damasceno - PRONA Enéas - PRONA Gilberto Nascimento - PMDB Iara Bernardi - PT Ildeu Araujo - PP Ivan Valente - PT Jamil Murad - PCdoB Jefferson Campos - PMDB João Batista - PFL João Herrmann Neto - PDT João Paulo Cunha - PT José Eduardo Cardozo - PT José Mentor - PT Jovino Cândido - PV Julio Semeghini - PSDB Lobbe Neto - PSDB Luciano Zica - PT Luiz Antonio Fleury - PTB Luiz Carlos Santos - PFL Luiz Eduardo Greenhalgh - PT Luiza Erundina - PSB Marcelo Barbieri - PMDB Marcelo Ortiz - PV Marcos Abramo - PFL Mariângela Duarte - PT Medeiros - PL Michel Temer - PMDB Milton Monti - PL Nelson Marquezelli - PTB Neuton Lima - PTB Orlando Fantazzini - PT Paulo Kobayashi - PSDB Paulo Lima - PMDB Professor Irapuan Teixeira - PP Professor Luizinho - PT Ricardo Izar - PTB Roberto Gouveia - PT Robson Tuma - PFL Rubinelli - PT Salvador Zimbaldi - PTB Silvio Torres - PSDB Telma de Souza - PT Vadão Gomes - PP Valdemar Costa Neto - PL Vanderlei Assis - PP Vicente Cascione - PTB Vicentinho - PT Walter Barelli - PSDB Wanderval Santos - PL Xico Graziano - PSDB Zarattini - PT Zulaiê Cobra - PSDB Mato Grosso Carlos Abicalil - PT Celcita Pinheiro - PFL Pedro Henry - PP Ricarte de Freitas - PTB Teté Bezerra - PMDB Thaís Barbosa - PMDB Thelma de Oliveira - PSDB Welinton Fagundes - PL Distrito Federal Alberto Fraga - S.PART. Jorge Pinheiro - PL José Roberto Arruda - PFL Maninha - PT Osório Adriano - PFL Sigmaringa Seixas - PT Tatico - PL Wasny de Roure - PT Goiás Barbosa Neto - PSB Capitão Wayne - PSDB Carlos Alberto Leréia - PSDB Enio Tatico - PL João Campos - PSDB Jovair Arantes - PTB Leandro Vilela - PMDB Luiz Bittencourt - PMDB Neyde Aparecida - PT Pedro Canedo - PP Pedro Chaves - PMDB Ronaldo Caiado - PFL Rubens Otoni - PT Sandes Júnior - PP Sandro Mabel - PL Sérgio Caiado - PP Vilmar Rocha - PFL Mato Grosso do Sul Antônio Carlos Biffi - PT Antonio Cruz - PTB Geraldo Resende - PPS João Grandão - PT Murilo Zauith - PFL Nelson Trad - PMDB Vander Loubet - PT Waldemir Moka - PMDB Paraná Abelardo Lupion - PFL Affonso Camargo - PSDB Airton Roveda - PTB Alex Canziani - PTB André Zacharow - PSB Assis Miguel do Couto - PT Cezar Silvestri - PPS Chico da Princesa - PL Colombo - PT Dilceu Sperafico - PP Dr. Rosinha - PT Dra. Clair - PT Eduardo Sciarra - PFL Giacobo - PL Gustavo Fruet - PSDB Hermes Parcianello - PMDB Iris Simões - PTB José Borba - PMDB José Janene - PP Luiz Carlos Hauly - PSDB Max Rosenmann - PMDB Moacir Micheletto - PMDB Nelson Meurer - PP Odílio Balbinotti - PMDB Oliveira Filho - PL Osmar Serraglio - PMDB Ricardo Barros - PP Selma Schons - PT Takayama - PMDB Vitorassi - PT Santa Catarina Adelor Vieira - PMDB Carlito Merss - PT Edinho Bez - PMDB Edison Andrino - PMDB Fernando Coruja - PPS Gervásio Silva - PFL Ivan Ranzolin - PP João Pizzolatti - PP Jorge Boeira - PT Leodegar Tiscoski - PP Luci Choinacki - PT Mauro Passos - PT Paulo Afonso - PMDB Paulo Bauer - PFL Vignatti - PT Zonta - PP Rio Grande do Sul Adão Pretto - PT Alceu Collares - PDT Augusto Nardes - PP Beto Albuquerque - PSB Cezar Schirmer - PMDB Darcísio Perondi - PMDB Eliseu Padilha - PMDB Enio Bacci - PDT Érico Ribeiro - PP Francisco Appio - PP Francisco Turra - PP Henrique Fontana - PT Júlio Redecker - PSDB Kelly Moraes - PTB Luciana Genro - S.PART. Luis Carlos Heinze - PP Marco Maia - PT Maria do Rosário - PT Mendes Ribeiro Filho - PMDB Milton Cardias - PTB Nelson Proença - PPS Onyx Lorenzoni - PFL Orlando Desconsi - PT Osvaldo Biolchi - PMDB Pastor Reinaldo - PTB Paulo Gouvêa - PL Paulo Pimenta - PT Pompeo de Mattos - PDT Tarcísio Zimmermann - PT Wilson Cignachi - PMDB Yeda Crusius - PSDB COMISSÕES PERMANENTES S.PART. (Dep. do PP ocupa a vaga) COMISSÃO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA, ABASTECIMENTO E DESENVOLVIMENTO RURAL Presidente: Ronaldo Caiado (PFL) 1º Vice-Presidente: Luis Carlos Heinze (PP) 2º Vice-Presidente: Francisco Turra (PP) 3º Vice-Presidente: Assis Miguel do Couto (PT) Titulares Suplentes PT Adão Pretto Guilherme Menezes Anselmo Luci Choinacki Assis Miguel do Couto Odair Cunha João Grandão Reginaldo Lopes Josias Gomes Vadinho Baião Orlando Desconsi Vignatti Vander Loubet Zé Geraldo PMDB Gervásio Oliveira Mauro Lopes Leandro Vilela Osvaldo Reis Moacir Micheletto Pedro Chaves Odílio Balbinotti Rose de Freitas Silas Brasileiro Wilson Cignachi Waldemir Moka 2 vagas Zé Gerardo Bloco PFL, PRONA Abelardo Lupion Betinho Rosado Carlos Melles Eduardo Sciarra Enéas Félix Mendonça vaga do PV Francisco Rodrigues João Carlos Bacelar Kátia Abreu Lael Varella vaga do PC do B Osvaldo Coelho Ronaldo Caiado PSDB Antonio Carlos Mendes Anivaldo Vale Thame Xico Graziano Carlos Alberto Leréia (Dep. do PL ocupa a vaga) Júlio Redecker (Dep. do PP ocupa a vaga) 1 vaga PP vaga do PL Augusto Nardes Cleonâncio Fonseca vaga do PL Dilceu Sperafico Benedito de Lira Francisco Turra Érico Ribeiro vaga do PSB Luis Carlos Heinze Ivan Ranzolin vaga do S.PART. Nélio Dias Nelson Meurer vaga do PSDB Zé Lima Sérgio Caiado Zonta PTB Carlos Dunga Airton Roveda Iberê Ferreira Dr. Francisco Gonçalves João Lyra Josué Bengtson (Dep. do S.PART. ocupa a Nelson Marquezelli vaga) PL vaga do PSDB João Tota Almir Sá Heleno Silva Tatico Welinton Fagundes (Dep. do PP ocupa a vaga) (Dep. do PP ocupa a vaga) PPS Cezar Silvestri Geraldo Thadeu PSB Luciano Leitoa (Dep. do PP ocupa a vaga) PDT Dr. Rodolfo Pereira Pompeo de Mattos PC do B (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa 1 vaga a vaga) PV (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa Edson Duarte a vaga) Alberto Fraga vaga do PTB 1 vaga Secretário(a): Moizes Lobo da Cunha Local: Anexo II, Térreo, Ala C, sala 36 Telefones: 216-6403/6404/6406 FAX: 216-6415 COMISSÃO DA AMAZÔNIA, INTEGRAÇÃO NACIONAL E DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL Presidente: Maria Helena (PPS) 1º Vice-Presidente: Átila Lins (PPS) 2º Vice-Presidente: Júnior Betão (PL) 3º Vice-Presidente: Severiano Alves (PDT) Titulares Suplentes PT Carlos Abicalil Anselmo Henrique Afonso Nilson Mourão Zé Geraldo 2 vagas Zico Bronzeado PMDB Ann Pontes Asdrubal Bentes Lupércio Ramos Gervásio Oliveira Natan Donadon Marcelo Castro Bloco PFL, PRONA Davi Alcolumbre Marcos Abramo (Dep. do PCdoB ocupa a vaga) 1 vaga PSDB (Dep. do PPS ocupa a vaga) Anivaldo Vale 1 vaga Zenaldo Coutinho PP Agnaldo Muniz Suely Campos Carlos Souza 1 vaga PTB Roberto Jefferson 2 vagas (Dep. do PSC ocupa a vaga) PL Júnior Betão Coronel Alves Miguel de Souza Raimundo Santos PPS vaga do PSDB 1 vaga Átila Lins Maria Helena PSB (Dep. do PCdoB ocupa a Janete Capiberibe vaga) PDT Severiano Alves Dr. Rodolfo Pereira PCdoB vaga do Bloco PFL, PRONA vaga do PSB Vanessa Grazziotin Perpétua Almeida PSC vaga do PTB Zequinha Marinho Secretário(a): Cristiano Ferri Soares de Faria Local: Anexo II - Sala T- 59 Telefones: 216-6432 FAX: 216-6440 COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA Presidente: Jader Barbalho (PMDB) 1º Vice-Presidente: Pedro Chaves (PMDB) 2º Vice-Presidente: Eduardo Sciarra (PFL) 3º Vice-Presidente: Silas Câmara (PTB) Titulares Suplentes PT Durval Orlato Angela Guadagnin Jorge Bittar César Medeiros Mariângela Duarte Fernando Ferro Miro Teixeira Henrique Afonso Walter Pinheiro Vicentinho (Dep. do PL ocupa a vaga) Wasny de Roure 1 vaga Zarattini PMDB Adelor Vieira Gilberto Nascimento Hermes Parcianello Jader Barbalho Marcelo Barbieri Pedro Chaves Takayama Gastão Vieira Henrique Eduardo Alves Luiz Bittencourt Marinha Raupp Pastor Pedro Ribeiro Wladimir Costa 1 vaga Bloco PFL, PRONA Corauci Sobrinho Aldir Cabral Eduardo Sciarra César Bandeira João Batista Davi Alcolumbre vaga do PTB José Carlos Araújo José Mendonça Bezerra José Rocha Robson Tuma Júlio Cesar PSDB Ariosto Holanda João Campos Gustavo Fruet João Castelo Julio Semeghini Lobbe Neto Narcio Rodrigues Manoel Salviano PP Pedro Canedo Enivaldo Ribeiro Ricardo Barros Leodegar Tiscoski Sandes Júnior Romel Anizio Vanderlei Assis (Dep. do PTB ocupa a vaga) PTB Iris Simões Antonio Cruz Silas Câmara Antonio Joaquim (Dep. do PL ocupa a vaga) Arnon Bezerra (Dep. do Bloco PFL, PRONA Pastor Reinaldo ocupa a vaga) vaga do PP Salvador Zimbaldi PL vaga do PT Amauri Gasques Badu Picanço vaga do PTB Carlos Rodrigues Carlos Nader Pedro Irujo Inaldo Leitão José Santana de Vasconcellos Raimundo Santos vaga do PSL Wanderval Santos PPS Nelson Proença Raul Jungmann PSB vaga do PC do B André Zacharow Jorge Gomes Luiza Erundina PDT Jurandir Boia Luiz Piauhylino PC do B (Dep. do PSB ocupa a vaga) Inácio Arruda PV Jovino Cândido Leonardo Mattos PSL João Mendes de Jesus (Dep. do PL ocupa a vaga) Secretário(a): Myriam Gonçalves Teixeira de Oliveira Local: Anexo II, Térreo, Ala A, sala 49 Telefones: 216-6452 A 6458 FAX: 216-6465 COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA Presidente: Antonio Carlos Biscaia (PT) 1º Vice-Presidente: José Mentor (PT) 2º Vice-Presidente: Wilson Santiago (PMDB) 3º Vice-Presidente: Roberto Magalhães (PFL) Titulares Suplentes PT Antonio Carlos Biscaia Antônio Carlos Biffi João Paulo Cunha Arlindo Chinaglia José Eduardo Cardozo Colombo José Mentor Dr. Rosinha Luiz Eduardo Greenhalgh Iara Bernardi Maurício Rands Nelson Pellegrino Odair Cunha Professor Luizinho Rubinelli Sigmaringa Seixas Iriny Lopes José Pimentel Luciano Zica Luiz Couto Miro Teixeira Rubens Otoni PMDB Cezar Schirmer Jefferson Campos José Borba José Divino Mendes Ribeiro Filho Michel Temer Nelson Trad Osmar Serraglio Paulo Afonso Sandra Rosado Wilson Santiago Ann Pontes Leonardo Picciani Mauro Benevides (Dep. do PPS ocupa a vaga) 7 vagas Bloco PFL, PRONA Antonio Carlos Magalhães Neto André de Paula José Roberto Arruda Coriolano Sales Luiz Carlos Santos Enéas Ney Lopes Jair Bolsonaro Paulo Magalhães Laura Carneiro Roberto Magalhães Moroni Torgan vaga do PTB Mussa Demes Robson Tuma Vic Pires Franco Onyx Lorenzoni Vilmar Rocha PSDB Bosco Costa Antonio Carlos Pannunzio João Almeida Átila Lira Jutahy Junior Bonifácio de Andrada Vicente Arruda Custódio Mattos Zenaldo Coutinho Helenildo Ribeiro Zulaiê Cobra Léo Alcântara PP Benedito de Lira Agnaldo Muniz Darci Coelho Celso Russomanno Ibrahim Abi-ackel Professor Irapuan Teixeira Ivan Ranzolin Ricardo Barros Reginaldo Germano Sandes Júnior Ricardo Fiuza Sérgio Caiado vaga do PTB Wagner Lago PTB Antonio Cruz Ary Kara Edna Macedo Cleuber Carneiro Paes Landim Luiz Antonio Fleury Vicente Cascione (Dep. do PL ocupa a vaga) (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa (Dep. do PL ocupa a vaga) a vaga) (Dep. do PP ocupa a vaga) 1 vaga PL Ademir Camilo Almeida de Jesus vaga do PTB Carlos Mota Badu Picanço Carlos Rodrigues Enio Tatico Edmar Moreira Jaime Martins vaga do PTB Inaldo Leitão Neucimar Fraga Pedro Irujo (Dep. do PSL ocupa a vaga) PPS Juíza Denise Frossard Colbert Martins Roberto Freire Fernando Coruja vaga do PMDB Júlio Delgado PSB Gonzaga Patriota Alexandre Cardoso (Dep. do PC do B ocupa a vaga) Isaías Silvestre PDT Alceu Collares João Fontes Luiz Piauhylino Pompeo de Mattos PC do B vaga do PSB Jamil Murad Sérgio Miranda Alice Portugal PV Marcelo Ortiz Sarney Filho PSL João Mendes de Jesus vaga do PL Secretário(a): Rejane Salete Marques Local: Anexo II,Térreo, Ala , sala 21 Telefones: 216-6494 FAX: 216-6499 COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR Presidente: Luiz Antonio Fleury (PTB) 1º Vice-Presidente: Eduardo Seabra (PTB) 2º Vice-Presidente: Paulo Kobayashi (PSDB) 3º Vice-Presidente: Titulares Suplentes PT Ana Guerra Luiz Bassuma Selma Schons Maria do Carmo Lara Simplício Mário Rubinelli (Dep. do PMDB ocupa a vaga) 1 vaga PMDB Luiz Bittencourt José Divino Paulo Lima Leandro Vilela vaga do PT Max Rosenmann Wladimir Costa (Dep. S.PART. ocupa a vaga) Bloco PFL, PRONA vaga do PL vaga do PPS Fernando de Fabinho José Carlos Araújo Marcelo Guimarães Filho Kátia Abreu (Dep. do PTB ocupa a vaga) Zelinda Novaes 1 vaga (Dep. do PTB ocupa a vaga) PSDB Carlos Sampaio Yeda Crusius Paulo Kobayashi 1 vaga PP Celso Russomanno Julio Lopes Pedro Corrêa Ricardo Fiuza PTB vaga do PDT Eduardo Seabra Alex Canziani vaga do Bloco PFL, Jonival Lucas Junior Neuton Lima PRONA Luiz Antonio Fleury Ricardo Izar Sandro Matos vaga do Bloco PFL, PRONA PL Almeida de Jesus (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa a vaga) Marcos de Jesus Remi Trinta PPS (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa a vaga) 1 vaga PSB Givaldo Carimbão Paulo Baltazar PDT 1 vaga (Dep. do PTB ocupa a vaga) S.PART. vaga do PMDB Renato Cozzolino Secretário(a): Lilian de Cássia Albuquerque Santos Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala C, sala 152 Telefones: 216-6920 A 6922 FAX: 216-6925 COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO Presidente: Romeu Queiroz (PTB) 1º Vice-Presidente: Ildeu Araujo (PP) 2º Vice-Presidente: Reginaldo Lopes (PT) 3º Vice-Presidente: Fernando de Fabinho (PFL) Titulares Suplentes PT Jorge Boeira Reginaldo Lopes Rubens Otoni Jorge Bittar Josias Gomes (Dep. do PL ocupa a vaga) PMDB Bernardo Ariston Lupércio Ramos Carlos Eduardo Cadoca Wilson Cignachi Edson Ezequiel 1 vaga Bloco PFL, PRONA Fernando de Fabinho Murilo Zauith vaga do PV Gerson Gabrielli Osório Adriano (Dep. do PDT ocupa a vaga) PSDB Júlio Redecker Gonzaga Mota vaga do PV Yeda Crusius Léo Alcântara Ronaldo Dimas PP vaga do PL Ildeu Araujo Augusto Nardes Sérgio Caiado Delfim Netto vaga do S.PART. Dr. Benedito Dias Nélio Dias PTB Joaquim Francisco Armando Monteiro Romeu Queiroz Nelson Marquezelli PL vaga do PT Reinaldo Betão Giacobo (Dep. do PP ocupa a vaga) PV (Dep. do PSDB ocupa a (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa a vaga) vaga) S.PART. Luciana Genro (Dep. do PP ocupa a vaga) PDT vaga do Bloco PFL, PRONA André Figueiredo Secretário(a): Aparecida de Moura Andrade Local: Anexo II, Térreo, Ala A, sala T33 Telefones: 216-6601 A 6609 FAX: 216-6610 COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO URBANO Presidente: Julio Lopes (PP) 1º Vice-Presidente: Fábio Souto (PFL) 2º Vice-Presidente: Colbert Martins (PPS) 3º Vice-Presidente: Jaime Martins (PL) Titulares Suplentes PT João Magno Roberto Gouveia Maria do Carmo Lara Terezinha Fernandes Zezéu Ribeiro Vitorassi PMDB Alexandre Santos Zé Gerardo Marinha Raupp 2 vagas (Dep. do PCdoB ocupa a vaga) Bloco PFL, PRONA Elimar Máximo Damasceno Milton Barbosa Fábio Souto Nice Lobão PSDB Ana Alencar Domiciano Cabral Custódio Mattos Gustavo Fruet PP Augusto Nardes Darci Coelho Julio Lopes Mário Negromonte PTB Jackson Barreto José Chaves Pedro Fernandes Pastor Frankembergen vaga do PL Silas Câmara PL Jaime Martins Chico da Princesa Paulo Gouvêa (Dep. do PTB ocupa a vaga) PPS Colbert Martins 1 vaga PSB Barbosa Neto 1 vaga PCdoB vaga do PMDB Inácio Arruda Secretário(a): James Lewis Gorman Júnior Local: Anexo II, Pavimento Superior, Ala C, Sala 188 Telefones: 216-6551/ 6554 FAX: 216-6560 COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E MINORIAS Presidente: Iriny Lopes (PT) 1º Vice-Presidente: Luiz Couto (PT) 2º Vice-Presidente: Pompeo de Mattos (PDT) 3º Vice-Presidente: Titulares Suplentes PT Chico Alencar Adão Pretto vaga do Bloco PFL, PRONA Iriny Lopes Ana Guerra vaga do PTB Luci Choinacki João Alfredo vaga do PSDB Luiz Alberto Luiz Eduardo Greenhalgh vaga do PMDB Maria do Rosário Luiz Couto vaga do PL Orlando Fantazzini PMDB (Dep. do PT ocupa a vaga) Alceste Almeida 2 vagas 2 vagas Bloco PFL, PRONA (Dep. do PDT ocupa a vaga) Jairo Carneiro 2 vagas (Dep. do PT ocupa a vaga) 1 vaga PSDB Sebastião Madeira Eduardo Barbosa (Dep. do PT ocupa a vaga) João Almeida PP (Dep. do PDT ocupa a vaga) José Linhares 1 vaga Nilton Baiano PTB Pastor Reinaldo (Dep. do PPS ocupa a vaga) (Dep. S.PART. ocupa a vaga) (Dep. do PT ocupa a vaga) PL (Dep. do PT ocupa a vaga) Paulo Gouvêa PPS vaga do PTB 1 vaga Geraldo Thadeu Roberto Freire PV Leonardo Mattos Jovino Cândido PDT vaga do PP Mário Heringer vaga do Bloco PFL, PRONA Pompeo de Mattos S.PART. vaga do PTB Alberto Fraga Secretário(a): Márcio Marques de Araújo Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala A, sala 185 Telefones: 216-6575 FAX: 216-6580 COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA Presidente: Paulo Delgado (PT) 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: Celcita Pinheiro (PFL) 3º Vice-Presidente: João Correia (PMDB) Titulares Suplentes PT Antônio Carlos Biffi Carlos Abicalil Iara Bernardi Chico Alencar vaga do PL Ivan Valente Fátima Bezerra Maria do Rosário Gilmar Machado Neyde Aparecida Luiz Alberto Paulo Delgado Walter Pinheiro Paulo Rubem Santiago PMDB Gastão Vieira Dr. Heleno João Correia Jefferson Campos João Matos (Licenciado) Luiz Bittencourt Osvaldo Biolchi Osmar Serraglio Pastor Pedro Ribeiro Paulo Lima (Dep. do PPS ocupa a vaga) 1 vaga Bloco PFL, PRONA Celcita Pinheiro José Roberto Arruda César Bandeira Osvaldo Coelho vaga do PP Paulo Magalhães Clóvis Fecury Marcos Abramo Roberto Magalhães vaga do PTB Murilo Zauith Nice Lobão vaga do PL Onyx Lorenzoni PSDB vaga do PL Itamar Serpa Antenor Naspolini Átila Lira Rafael Guerra vaga do PP Thelma de Oliveira Bonifácio de Andrada Lobbe Neto Nilson Pinto PP Professor Irapuan Teixeira José Linhares (Dep. do PSDB ocupa a vaga) Márcio Reinaldo Moreira (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa Zé Lima a vaga) PTB Neuton Lima Elaine Costa Ricardo Izar Jonival Lucas Junior (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa Kelly Moraes a vaga) PL (Dep. do PSDB ocupa a vaga) Humberto Michiles (Dep. do PT ocupa a vaga) Medeiros (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa Milton Monti a vaga) PPS (Dep. do PC do B ocupa a vaga do PSB Geraldo Resende vaga) vaga do PMDB Ivan Paixão Rogério Teófilo PSB (Dep. do PPS ocupa a vaga) Luciano Leitoa PDT Álvaro Dias Severiano Alves PC do B vaga do PPS 1 vaga Alice Portugal 1 vaga Secretário(a): Anamélia Lima Rocha Fernandes Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala C, sala 170 Telefones: 216-6622/6625/6627/6628 FAX: 216-6635 COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO Presidente: Geddel Vieira Lima (PMDB) 1º Vice-Presidente: Eduardo Cunha (PMDB) 2º Vice-Presidente: Luiz Carlos Hauly (PSDB) 3º Vice-Presidente: Carlito Merss (PT) Titulares Suplentes PT Carlito Merss Henrique Fontana José Pimentel João Paulo Cunha Nazareno Fonteles Jorge Boeira Vignatti Paulo Rubem Santiago Virgílio Guimarães Tarcísio Zimmermann Wasny de Roure 1 vaga PMDB Eduardo Cunha Carlos Willian Geddel Vieira Lima Eliseu Padilha João Magalhães Michel Temer vaga do PTB José Priante Marcelino Fraga Max Rosenmann Moreira Franco vaga do PC do B Pedro Novais Bloco PFL, PRONA vaga do PL Coriolano Sales Félix Mendonça José Carlos Machado Luiz Carreira vaga do PL Mussa Demes Osório Adriano vaga do PDT Pauderney Avelino vaga do PP Roberto Brant PSDB Gonzaga Mota Luiz Carlos Hauly Silvio Torres Yeda Crusius PP Delfim Netto vaga do PL Enivaldo Ribeiro Francisco Dornelles (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa a vaga) PTB Armando Monteiro José Militão (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PL (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa a vaga) (Dep. do PP ocupa a vaga) Nelson Bornier Odílio Balbinotti 1 vaga (Dep. do PP ocupa a vaga) 1 vaga PSDB Eduardo Paes Manoel Salviano João Almeida Luiz Carlos Hauly PP Francisco Garcia Eliseu Resende João Batista José Carlos Araújo Júlio Cesar Ronivon Santiago vaga do Bloco PFL, PRONA Luis Carlos Heinze (Dep. do PL ocupa a vaga) Simão Sessim PTB Elaine Costa Iris Simões (Dep. do PMDB ocupa a vaga) (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PL Antonio Cambraia Custódio Mattos Julio Semeghini Walter Barelli vaga do PP (Dep. do PMDB ocupa a vaga) 1 vaga Carlos Nader Paulo Marinho Wellington Roberto PPS 1 vaga B. Sá PSB Benedito de Lira Carlos Souza vaga do PL Feu Rosa Zonta 3 vagas Ademir Camilo (Dep. do PP ocupa a vaga) (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa a 1 vaga vaga) PPS Fernando Coruja Nelson Proença PSB 1 vaga Beto Albuquerque PDT (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa a André Figueiredo vaga) PC do B (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Sérgio Miranda Secretário(a): Maria Linda Magalhães Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala C, sala 136 Telefones: 216-6654/6655/6652 FAX: 216-6660 COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E CONTROLE Presidente: Alexandre Cardoso (PSB) 1º Vice-Presidente: Pastor Francisco Olímpio (PSB) 2º Vice-Presidente: Francisco Garcia (PP) 3º Vice-Presidente: Titulares Suplentes PT Colombo Eduardo Valverde Vitorassi José Mentor 2 vagas Sigmaringa Seixas Virgílio Guimarães PMDB vaga do PTB Almerinda de Carvalho Aníbal Gomes vaga do PL vaga do PTB João Correia Asdrubal Bentes Fernando Lopes João Magalhães Mauro Benevides 1 vaga Olavo Calheiros Bloco PFL, PRONA Aldir Cabral José Carlos Machado Paulo Bauer Ney Lopes Alexandre Cardoso vaga do PDT Pastor Francisco Olímpio PDT (Dep. do PSB ocupa a vaga) vaga do PDT Barbosa Neto Paulo Baltazar (Dep. do PSB ocupa a vaga) Secretário(a): Edilson Saraiva Alencar Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala A, sala 161 Telefones: 216-6671 A 6675 FAX: 216-6676 COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA Presidente: Fátima Bezerra (PT) 1º Vice-Presidente: Leonardo Monteiro (PT) 2º Vice-Presidente: Selma Schons (PT) 3º Vice-Presidente: Luiza Erundina (PSB) Titulares Suplentes PT Fátima Bezerra Ana Guerra Leonardo Monteiro João Alfredo Selma Schons Vadinho Baião PMDB Almerinda de Carvalho Olavo Calheiros Wilson Santiago 2 vagas 1 vaga Bloco PFL, PRONA André de Paula Laura Carneiro Vilmar Rocha 1 vaga PSDB Ana Alencar 2 vagas Antenor Naspolini PP Enivaldo Ribeiro 2 vagas 1 vaga PTB Pastor Reinaldo 2 vagas 1 vaga PL Jaime Martins 2 vagas João Leão PPS 1 vaga 1 vaga PSB Luiza Erundina 1 vaga Secretário(a): Ruy dos Santos Siqueira Local: Anexo II, Pavimento Superior, Ala A, salas 121/122 Telefones: 216-6692 / 6693 FAX: 216-6700 COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Presidente: Luciano Castro (PL) 1º Vice-Presidente: Jorge Pinheiro (PL) 2º Vice-Presidente: Paulo Baltazar (PSB) 3º Vice-Presidente: Kelly Moraes (PTB) Titulares PT César Medeiros João Alfredo Leonardo Monteiro Luciano Zica PMDB Carlos Willian Fernando Diniz Moreira Franco Bloco PFL, PRONA vaga do PC do B Suplentes Dra. Clair Luiz Sérgio Mauro Passos Selma Schons Max Rosenmann Teté Bezerra (Dep. S.PART. ocupa a (Dep. do PV ocupa a vaga) vaga) Bloco PFL, PRONA (Dep. do PV ocupa a vaga) Gervásio Silva (Dep. do PL ocupa a vaga) Luiz Carreira PSDB Antonio Carlos Mendes Thame Affonso Camargo vaga do PL (Dep. do PV ocupa a vaga) Vicente Arruda Xico Graziano PP (Dep. do PSB ocupa a (Dep. S.PART. ocupa a vaga) vaga) (Dep. do PTB ocupa a (Dep. do PL ocupa a vaga) vaga) PTB Kelly Moraes Joaquim Francisco Sandro Matos Paes Landim vaga do PP Vicente Cascione PL Jorge Pinheiro Welinton Fagundes (Dep. do PSDB ocupa a Luciano Castro vaga) vaga do Bloco PFL, PRONA Oliveira Filho vaga do PP Paulo Marinho PPS (Dep. do PSB ocupa a vaga) Cezar Silvestri PSB vaga do PPS vaga do PP Janete Capiberibe Paulo Baltazar PV vaga do Bloco PFL, PRONA Edson Duarte vaga do PSDB Fernando Gabeira vaga do PMDB Sarney Filho S.PART. vaga do PP vaga do PMDB Babá Renato Cozzolino Secretário(a): Aurenilton Araruna de Almeida Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala C, sala 150 Telefones: 216-6521 A 6526 FAX: 216-6535 COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA Presidente: Nicias Ribeiro (PSDB) 1º Vice-Presidente: Paulo Feijó (PSDB) 2º Vice-Presidente: Rose de Freitas (PMDB) 3º Vice-Presidente: Nelson Meurer (PP) Titulares Suplentes PT Eduardo Valverde André Costa Fernando Ferro Hélio Esteves Luiz Bassuma Ivo José Luiz Sérgio João Magno Mauro Passos Vander Loubet PMDB Dr. Heleno Alexandre Santos vaga do PL Marcello Siqueira Deley Pastor Amarildo Edinho Bez Rose de Freitas Josias Quintal 1 vaga Marinha Raupp Aroldo Cedraz Gerson Gabrielli Luiz Carlos Santos Pauderney Avelino Betinho Rosado Gervásio Silva José Carlos Aleluia Robério Nunes (Dep. do PTB ocupa a vaga) PSDB Helenildo Ribeiro Nicias Ribeiro Paulo Feijó Capitão Wayne João Almeida Ronaldo Dimas PP vaga do PTB João Pizzolatti Nelson Meurer vaga do PDT Romel Anizio 1 vaga Dilceu Sperafico Francisco Appio Reginaldo Germano vaga do PTB Simão Sessim Vadão Gomes PTB vaga do Bloco PFL, PRONA Edna Macedo (Dep. do PP ocupa a vaga) (Dep. do PP ocupa a vaga) Airton Roveda Marcus Vicente Osmânio Pereira Salvador Zimbaldi PL Aracely de Paula José Santana de Vasconcellos Tatico Edinho Montemor Maurício Rabelo (Licenciado) (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PPS B. Sá 1 vaga PSB Renato Casagrande 1 vaga PDT (Dep. do PP ocupa a vaga) PC do B (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa a vaga) Secretário(a): Damaci Pires de Miranda Local: Anexo II, Térreo, Ala C, sala 56 Telefones: 216-6711 / 6713 FAX: 216-6720 Jurandir Boia 1 vaga COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL Presidente: Aroldo Cedraz (PFL) 1º Vice-Presidente: Jairo Carneiro (PFL) 2º Vice-Presidente: Nilson Mourão (PT) 3º Vice-Presidente: João Castelo (PSDB) Titulares Suplentes PT André Costa Ivan Valente Maninha José Eduardo Cardozo Nilson Mourão Orlando Fantazzini Terezinha Fernandes Paulo Delgado Zarattini Zico Bronzeado PMDB Edison Andrino Marcelino Fraga Vieira Reis Paulo Afonso (Dep. do PDT ocupa a vaga) (Dep. do PV ocupa a vaga) (Dep. do PL ocupa a vaga) 2 vagas 1 vaga Bloco PFL, PRONA André de Paula Antonio Carlos Magalhães Neto Aroldo Cedraz Carlos Melles Francisco Rodrigues Jair Bolsonaro vaga do PTB Jairo Carneiro Paulo Bauer vaga do PTB Robério Nunes Vilmar Rocha PSDB Antonio Carlos Pannunzio Antonio Carlos Mendes Thame Itamar Serpa João Castelo Luiz Carlos Hauly Zulaiê Cobra PDT Enio Bacci vaga do PSB PP Feu Rosa Vadão Gomes (Dep. do PL ocupa a vaga) PCdoB Francisco Dornelles Francisco Turra Ronivon Santiago PTB Arnon Bezerra Jackson Barreto (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa Marcondes Gadelha a vaga) (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa Pastor Frankembergen a vaga) PL Hamilton Casara Almir Sá João Paulo Gomes da Silva Júnior Betão Lincoln Portela Miguel de Souza vaga do PP Marcos de Jesus vaga do PMDB Medeiros PPS Júlio Delgado Rogério Teófilo PSB André Zacharow Luiza Erundina PDT vaga do PMDB Manato João Herrmann Neto Neiva Moreira PC do B Renildo Calheiros Perpétua Almeida PV vaga do PMDB Fernando Gabeira Secretário(a): Fernando Luiz Cunha Rocha Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala A, sala 125 Telefones: 216-6739 / 6738 / 6737 FAX: 216-6745 COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO Presidente: Enio Bacci (PDT) 1º Vice-Presidente: João Campos (PSDB) 2º Vice-Presidente: Alberto Fraga (S.PART.) 3º Vice-Presidente: Carlos Sampaio (PSDB) Titulares Suplentes PT Paulo Pimenta Antonio Carlos Biscaia Paulo Rubem Santiago Luiz Couto (Dep. do PSDB ocupa a vaga) Nelson Pellegrino PMDB Cabo Júlio (Dep. do PL ocupa a vaga) Gilberto Nascimento 2 vagas Josias Quintal Bloco PFL, PRONA Jair Bolsonaro Laura Carneiro Moroni Torgan Vic Pires Franco PSDB vaga do PT Bosco Costa Capitão Wayne Carlos Sampaio Zulaiê Cobra João Campos PP Reginaldo Germano Ricardo Barros 1 vaga (Dep. S.PART. ocupa a vaga) PTB Luiz Antonio Fleury Pastor Reinaldo (Dep. S.PART. ocupa a vaga) (Dep. do PCdoB ocupa a vaga) PL vaga do PMDB Coronel Alves Almir Sá Wanderval Santos Edmar Moreira Neucimar Fraga PPS Raul Jungmann Juíza Denise Frossard PSB (Dep. do PDT ocupa a vaga) Givaldo Carimbão Perpétua Almeida vaga do PTB S.PART. vaga do PTB Alberto Fraga Luciana Genro Secretário(a): Kátia da Consolação dos Santos Viana Local: Anexo II, Pavimento Superior - Sala 166-C Telefones: 216-6761 / 6762 FAX: 216-6770 vaga do PP COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA Presidente: Dr. Benedito Dias (PP) 1º Vice-Presidente: Arnaldo Faria de Sá (PTB) 2º Vice-Presidente: Guilherme Menezes (PT) 3º Vice-Presidente: Almerinda de Carvalho (PMDB) Titulares Suplentes PT Angela Guadagnin Assis Miguel do Couto Arlindo Chinaglia Durval Orlato Dr. Rosinha Maninha vaga do PL Guilherme Menezes Nazareno Fonteles Henrique Fontana Selma Schons Roberto Gouveia Telma de Souza (Dep. do Bloco PFL, PRONA ocupa a vaga) PMDB Almerinda de Carvalho Lúcia Braga Benjamin Maranhão Sandra Rosado Darcísio Perondi Waldemir Moka Jorge Alberto (Dep. do PTB ocupa a vaga) Saraiva Felipe 2 vagas Teté Bezerra vaga do PV Thaís Barbosa Bloco PFL, PRONA Laura Carneiro Celcita Pinheiro Milton Barbosa Elimar Máximo Damasceno Zelinda Novaes José Mendonça Bezerra vaga do PT (Dep. do PP ocupa a vaga) Roberto Brant (Dep. do PPS ocupa a vaga) PSDB Eduardo Barbosa Ana Alencar Rafael Guerra Eduardo Paes Thelma de Oliveira Walter Barelli PP Dr. Benedito Dias Pedro Canedo José Linhares Vanderlei Assis vaga do Bloco PFL, PRONA 1 vaga Nilton Baiano Suely Campos PTB vaga do PMDB Antonio Joaquim Homero Barreto Arnaldo Faria de Sá Marcondes Gadelha Dr. Francisco Gonçalves Milton Cardias Osmânio Pereira PL Amauri Gasques Carlos Mota Remi Trinta Jorge Pinheiro 1 vaga (Dep. do PT ocupa a vaga) PPS vaga do Bloco PFL, PRONA Geraldo Thadeu Geraldo Resende Ivan Paixão PSB Dr. Ribamar Alves Jorge Gomes PDT Manato Mário Heringer PC do B Jandira Feghali Jamil Murad PV (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Marcelo Ortiz Secretário(a): Gardene Aguiar Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala A, sala 145 Telefones: 216-6787 / 6781 A 6786 FAX: 216-6790 COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO Presidente: Henrique Eduardo Alves (PMDB) 1º Vice-Presidente: Osvaldo Reis (PMDB) 2º Vice-Presidente: Enio Tatico (PL) 3º Vice-Presidente: Marco Maia (PT) Titulares Suplentes PT Dra. Clair Carlos Santana Marco Maia Leonardo Monteiro Paulo Pimenta Maurício Rands Tarcísio Zimmermann Neyde Aparecida Vicentinho Professor Luizinho PMDB Henrique Eduardo Alves Ann Pontes Leonardo Picciani Benjamin Maranhão Lúcia Braga Luiz Bittencourt Moraes Souza Marcelo Barbieri Osvaldo Reis 1 vaga Bloco PFL, PRONA (Dep. do PCdoB ocupa a vaga) Laura Carneiro (Dep. do PCdoB ocupa a vaga) Marcelo Guimarães Filho 1 vaga (Dep. do PTB ocupa a vaga) PSDB Carlos Alberto Leréia Eduardo Barbosa Walter Barelli Narcio Rodrigues 1 vaga 1 vaga PP Érico Ribeiro Pedro Corrêa Pedro Henry 1 vaga PTB Jovair Arantes Arnaldo Faria de Sá vaga do Bloco PFL, PRONA Milton Cardias Homero Barreto Ricarte de Freitas PL Enio Tatico Sandro Mabel Ricardo Rique 1 vaga PPS Cláudio Magrão Júlio Delgado PSB Isaías Silvestre Pastor Francisco Olímpio PDT João Fontes Alceu Collares PCdoB vaga do Bloco PFL, PRONA Daniel Almeida vaga do Bloco PFL, Vanessa Grazziotin PRONA Secretário(a): Anamélia Ribeiro Correia de Araújo Local: Anexo II, Sala T 50 Telefones: 216-6805 / 6806 / 6807 FAX: 216-6815 COMISSÃO DE TURISMO E DESPORTO Presidente: Antonio Cambraia (PSDB) 1º Vice-Presidente: André Figueiredo (PDT) 2º Vice-Presidente: Marcelo Teixeira (PMDB) 3º Vice-Presidente: Márcio Reinaldo Moreira (PP) Titulares Suplentes PT Gilmar Machado Mariângela Duarte Ivo José Orlando Desconsi Vadinho Baião Simplício Mário PMDB vaga do PPS Alceste Almeida Edison Andrino Deley Luiz Bittencourt Marcelo Teixeira Moraes Souza (Dep. do PTB ocupa a vaga) Bloco PFL, PRONA Claudio Cajado Fábio Souto (Dep. do PTB ocupa a vaga) José Rocha vaga do Marcelo Guimarães Filho PDT PSDB Alberto Goldman Antonio Cambraia vaga do PPS Bismarck Maia Jutahy Junior Silvio Torres PP Márcio Reinaldo Moreira (Dep. do PTB ocupa a vaga) Ildeu Araujo Pedro Henry PTB vaga do PP José Militão Alex Canziani vaga do PL Jovair Arantes Cleuber Carneiro vaga do PL José Chaves Marcus Vicente vaga do PMDB Josué Bengtson Philemon Rodrigues vaga do Bloco PFL, PRONA Ricarte de Freitas PL Edinho Montemor Hamilton Casara (Dep. do PTB ocupa a vaga) (Dep. do PTB ocupa a vaga) PPS (Dep. do PSDB ocupa a vaga) (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PSB (Dep. do PCdoB ocupa a vaga) Dr. Ribamar Alves PDT (Dep. do Bloco PFL, PRONA André Figueiredo ocupa a vaga) PCdoB vaga do PSB Alice Portugal Secretário(a): Elizabeth Paes dos Santos Local: Anexo II, Ala A , Sala 5,Térreo Telefones: 216-6831 / 6832 / 6833 COMISSÃO DE VIAÇÃO E TRANSPORTES Presidente: Mário Assad Júnior (PL) 1º Vice-Presidente: Humberto Michiles (PL) 2º Vice-Presidente: Homero Barreto (PTB) 3º Vice-Presidente: Nelson Bornier (PMDB) Titulares Suplentes PT Carlos Santana Carlito Merss Devanir Ribeiro Marco Maia Hélio Esteves Paulo Pimenta Telma de Souza Zezéu Ribeiro (Dep. do PL ocupa a vaga) 1 vaga PMDB Edinho Bez Marcello Siqueira Eliseu Padilha Marcelo Teixeira vaga do PDT 3 vagas Gorete Pereira Jair de Oliveira vaga do PPS Marcelo Castro Mauro Lopes Nelson Bornier Bloco PFL, PRONA Eliseu Resende Claudio Cajado Lael Varella 3 vagas (Dep. do PL ocupa a vaga) (Dep. do PL ocupa a vaga) PSDB Affonso Camargo Nicias Ribeiro Domiciano Cabral Paulo Feijó Vittorio Medioli Silvio Torres PP Francisco Appio (Dep. do PL ocupa a vaga) Leodegar Tiscoski (Dep. do PL ocupa a vaga) Mário Negromonte 1 vaga PTB Ary Kara Carlos Dunga Homero Barreto Philemon Rodrigues Pedro Fernandes Romeu Queiroz Alexandre Cardoso Luiza Erundina PPS PL Chico da Princesa Giacobo Humberto Michiles vaga do Bloco PFL, PRONA vaga do PT Mário Assad Júnior vaga do Bloco PFL, PRONA Milton Monti Wellington Roberto Janete Capiberibe Renato Casagrande Aracely de Paula João Leão João Paulo Gomes da Silva Nelson Proença Severiano Alves vaga do PP vaga do PP Oliveira Filho Reinaldo Betão PPS (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Átila Lins PSB Beto Albuquerque Gonzaga Patriota PDT (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Jurandir Boia PC do B 1 vaga Jandira Feghali Secretário(a): Ruy Omar Prudencio da Silva Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala A, sala 175 Telefones: 216-6853 A 6856 FAX: 216-6860 COMISSÕES TEMPORÁRIAS COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A "ACOMPANHAR AS NEGOCIAÇÕES DA ÁREA DE LIVRE COMÉRCIO DAS AMÉRICAS". Presidente: 1º Vice-Presidente: Edson Ezequiel (PMDB) 2º Vice-Presidente: Alberto Goldman (PSDB) 3º Vice-Presidente: Francisco Garcia (PP) Relator: Maninha (PT) Titulares Suplentes PT José Pimentel Dra. Clair Maninha Henrique Fontana Paulo Delgado Ivan Valente Rubens Otoni Luci Choinacki Tarcísio Zimmermann Paulo Pimenta 1 vaga 1 vaga PFL Fábio Souto Robério Nunes Marcos Abramo (Dep. do PTB ocupa a vaga) Ney Lopes 3 vagas Pauderney Avelino Ronaldo Caiado PMDB Cezar Schirmer Bernardo Ariston Edson Ezequiel Moacir Micheletto Max Rosenmann 2 vagas Silas Brasileiro PSDB Alberto Goldman Aloysio Nunes Ferreira (Licenciado) Antonio Carlos Mendes Luiz Carlos Hauly Thame Antonio Carlos Pannunzio Nilson Pinto Yeda Crusius 1 vaga PP Feu Rosa Francisco Dornelles Francisco Garcia Leodegar Tiscoski Francisco Turra Vadão Gomes PTB Jackson Barreto Arnaldo Faria de Sá Roberto Jefferson Arnon Bezerra vaga do PFL Paes Landim PL João Paulo Gomes da Silva Humberto Michiles 1 vaga Paulo Marinho PSB 1 vaga PDT Manato PC do B Jamil Murad Inácio Arruda PRONA 1 vaga Elimar Máximo Damasceno Secretário(a): Mário Dráusio Oliveira de A. Coutinho Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6203 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROPOR DIRETRIZES E NORMAS LEGAIS RELATIVAS AO TRATAMENTO A SER DADO AOS ARQUIVOS GOVERNAMENTAIS DADOS COMO CONFIDENCIAIS, RESERVADOS E/OU SECRETOS, BEM COMO PROMOVER A CONSOLIDAÇÃO DAS NORMAS E LEGISLAÇÃO EXISTENTES SOBRE O MESMO ASSUNTO. Presidente: Mário Heringer (PDT) 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Relator: Luiz Eduardo Greenhalgh (PT) Titulares Suplentes PT Luiz Eduardo Greenhalgh PMDB Mauro Benevides PFL Vilmar Rocha PL Lincoln Portela PTB Vicente Cascione PDT Mário Heringer Secretário(a): Heloisa Pedrosa Diniz Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6201/6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A EFETUAR ESTUDO DE PROJETOS E AÇÕES COM VISTAS À TRANSPOSIÇÃO E À INTEGRAÇÃO DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS PARA A REGIÃO DO SEMI-ÁRIDO. Presidente: José Carlos Machado (PFL) 1º Vice-Presidente: Luiz Carreira (PFL) 2º Vice-Presidente: Henrique Eduardo Alves (PMDB) 3º Vice-Presidente: Relator: Marcondes Gadelha (PTB) Titulares Suplentes PT Fátima Bezerra Zezéu Ribeiro Fernando Ferro 5 vagas José Pimentel Josias Gomes Luiz Couto Nazareno Fonteles PFL Fernando de Fabinho (Dep. do PDT ocupa a vaga) José Carlos Machado (Dep. do PTB ocupa a vaga) José Rocha 3 vagas Luiz Carreira Osvaldo Coelho PMDB Benjamin Maranhão Aníbal Gomes Henrique Eduardo Alves Sandra Rosado Jorge Alberto Marcelo Castro 2 vagas PSDB Antonio Carlos Mendes Thame Átila Lira Helenildo Ribeiro Manoel Salviano PP Benedito de Lira Cleonâncio Fonseca Enivaldo Ribeiro PTB Jackson Barreto Marcondes Gadelha Bosco Costa Eduardo Barbosa Gonzaga Mota João Castelo Mário Negromonte Nélio Dias 1 vaga Carlos Dunga vaga do PFL Paes Landim 1 vaga PL Almeida de Jesus Heleno Silva 2 vagas PSB Gonzaga Patriota Pastor Francisco Olímpio Isaías Silvestre vaga do PDT Luciano Leitoa 1 vaga PPS B. Sá 1 vaga PDT Severiano Alves vaga do PFL João Fontes (Dep. do PSB ocupa a vaga) PC do B Daniel Almeida 1 vaga PV Edson Duarte Sarney Filho Secretário(a): José Maria Aguiar de Castro Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6209/6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À MENSAGEM N º 183, DE 2004, DO PODER EXECUTIVO, QUE "SUBMETE À CONSIDERAÇÃO DO CONGRESSO NACIONAL O TEXTO DA CONVENÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS CONTRA A CORRUPÇÃO". Presidente: Antonio Carlos Pannunzio (PSDB) 1º Vice-Presidente: Zulaiê Cobra (PSDB) 2º Vice-Presidente: Moroni Torgan (PFL) 3º Vice-Presidente: Relator: Paulo Rubem Santiago (PT) Titulares Suplentes PT Antonio Carlos Biscaia 6 vagas Orlando Fantazzini Paulo Delgado Paulo Pimenta Paulo Rubem Santiago Selma Schons PMDB Ann Pontes 5 vagas vaga do PSC Cabo Júlio Edison Andrino Eliseu Padilha Marcelino Fraga Vieira Reis Bloco PFL, PRONA José Carlos Aleluia 4 vagas Moroni Torgan Onyx Lorenzoni Roberto Brant PP Feu Rosa Professor Irapuan Teixeira Ivan Ranzolin 2 vagas 1 vaga PSDB Antonio Carlos Pannunzio Zulaiê Cobra (Dep. do PPS ocupa a vaga) Bonifácio de Andrada Carlos Sampaio João Campos PTB Jackson Barreto Marcondes Gadelha Milton Cardias Pastor Frankembergen 2 vagas Bloco PL, PSL João Paulo Gomes da Silva Wanderval Santos (Dep. S.PART. ocupa a vaga) PPS vaga do PSDB Átila Lins Juíza Denise Frossard (Dep. do PDT ocupa a vaga) PSB Isaías Silvestre 1 vaga PDT vaga do PPS Severiano Alves João Herrmann Neto 1 vaga PC do B Perpétua Almeida 1 vaga PSC (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Costa Ferreira PV Leonardo Mattos Edson Duarte S.PART. vaga do Bloco PL, PSL Almir Moura Secretário(a): Eveline de Carvalho Alminta Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6211/6232 FAX: 216-6225 Coronel Alves Edmar Moreira Lincoln Portela COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 002-A, DE 2003, QUE "ACRESCENTA ARTIGOS 90 E 91 AO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS, POSSIBILITANDO QUE OS SERVIDORES PÚBLICOS REQUISITADOS OPTEM PELA ALTERAÇÃO DE SUA LOTAÇÃO FUNCIONAL DO ÓRGÃO CEDENTE PARA O ÓRGÃO CESSIONÁRIO". Presidente: Reinaldo Betão (PL) 1º Vice-Presidente: Júnior Betão (PL) 2º Vice-Presidente: Laura Carneiro (PFL) 3º Vice-Presidente: Relator: Philemon Rodrigues (PTB) Titulares Suplentes PT Wasny de Roure Iara Bernardi Zé Geraldo João Alfredo 4 vagas 4 vagas PMDB vaga do PSC vaga do PPS Lupércio Ramos Cabo Júlio Marcelo Castro 5 vagas Mauro Benevides Osvaldo Reis Sandra Rosado Wilson Santiago Bloco PFL, PRONA Gervásio Silva 4 vagas Laura Carneiro Milton Barbosa Vilmar Rocha PP Érico Ribeiro Leodegar Tiscoski Mário Negromonte Vadão Gomes Pedro Corrêa 1 vaga PSDB Carlos Alberto Leréia Itamar Serpa Nicias Ribeiro João Campos Zenaldo Coutinho 1 vaga PTB Jovair Arantes Nelson Marquezelli Philemon Rodrigues Vicente Cascione (Dep. do PFL ocupa a vaga) 3 vagas Arnaldo Faria de Sá Luiz Antonio Fleury PL vaga do PFL João Paulo Gomes da Silva Lincoln Portela Carlos Nader Oliveira Filho 1 vaga Bloco PL, PSL Júnior Betão Reinaldo Betão 1 vaga Almeida de Jesus Luciano Castro Medeiros PPS (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PSB Gonzaga Patriota Luciano Leitoa PDT Pompeo de Mattos Alceu Collares PC do B Sérgio Miranda 1 vaga PSC (Dep. do PMDB ocupa a vaga) (Dep. S.PART. ocupa a vaga) PV Marcelo Ortiz 1 vaga S.PART. vaga do PSC Renato Cozzolino Secretário(a): Ana Lúcia Ribeiro Marques Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6214/6232 FAX: 216-6225 Geraldo Thadeu COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, Nº 3-A, DE 1999, QUE "ALTERA OS ARTS. 27, 28, 29, 44 E 82 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, E INTRODUZ DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS, DE FORMA A FAZER COINCIDIR OS MANDATOS ELETIVOS QUE MENCIONA E ATRIBUIR-LHES NOVO PERÍODO DE DURAÇÃO" E APENSADAS. Presidente: Affonso Camargo (PSDB) 1º Vice-Presidente: Vicente Arruda (PSDB) 2º Vice-Presidente: Rubens Otoni (PT) 3º Vice-Presidente: Eliseu Padilha (PMDB) Relator: Eduardo Sciarra (PFL) Titulares Suplentes PT Chico Alencar Luiz Couto José Eduardo Cardozo Maria do Carmo Lara Paulo Delgado 4 vagas Paulo Rocha Rubens Otoni Rubinelli PFL vaga do PDT André de Paula Davi Alcolumbre Eduardo Sciarra Fernando de Fabinho Jairo Carneiro Rodrigo Maia Mendonça Prado (Licenciado) Ronaldo Caiado Nice Lobão (Dep. do PL ocupa a vaga) vaga do PTB 1 vaga Roberto Magalhães PMDB Cezar Schirmer Marcelo Castro Eliseu Padilha 3 vagas Henrique Eduardo Alves Jefferson Campos PSDB Affonso Camargo Antonio Carlos Pannunzio Aloysio Nunes Ferreira (Licenciado) Bonifácio de Andrada Rafael Guerra Bosco Costa Vicente Arruda Zenaldo Coutinho PP Enivaldo Ribeiro Leodegar Tiscoski Pedro Corrêa Mário Negromonte Romel Anizio 1 vaga PTB PSB Pastor Francisco Olímpio 1 vaga 2 vagas PPS Raul Jungmann Colbert Martins PDT Manato (Dep. do PFL ocupa a vaga) PC do B Renildo Calheiros 1 vaga PV Jovino Cândido Secretário(a): Ana Lucia R. Marques Local: Anexo II Pavimento Superior s/170-A Telefones: 261-6214/6232 FAX: 216-6225 Marcelo Ortiz COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 54-A, DE 1999, QUE "ACRESCENTA ARTIGO AO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS" (DISPONDO QUE O PESSOAL EM EXERCÍCIO QUE NÃO TENHA SIDO ADMITIDO POR CONCURSO PÚBLICO, ESTÁVEL OU NÃO, PASSA A INTEGRAR QUADRO TEMPORÁRIO EM EXTINÇÃO À MEDIDA QUE VAGAREM OS CARGOS OU EMPREGOS RESPECTIVOS). Presidente: Laura Carneiro (PFL) 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Eduardo Barbosa (PSDB) Relator: Átila Lira (PSDB) Titulares Suplentes PT Carlos Abicalil 6 vagas Fátima Bezerra Jorge Boeira Odair Cunha Tarcísio Zimmermann 1 vaga PFL João Carlos Bacelar Antonio Carlos Magalhães Neto Laura Carneiro José Roberto Arruda Ney Lopes 3 vagas (Dep. do PP ocupa a vaga) 1 vaga PMDB Jefferson Campos Adelor Vieira Jorge Alberto 3 vagas Leonardo Picciani 1 vaga PSDB Átila Lira Ariosto Holanda Eduardo Barbosa Zenaldo Coutinho Helenildo Ribeiro 2 vagas (Dep. do PL ocupa a vaga) PP vaga do PPS Nilton Baiano Agnaldo Muniz Feu Rosa Zé Lima Nélio Dias 1 vaga Sandes Júnior vaga do PFL Vanderlei Assis PTB Eduardo Seabra Philemon Rodrigues 1 vaga 1 vaga PL Hamilton Casara Luciano Castro Paulo Marinho vaga do PSDB Medeiros Welinton Fagundes PSB Marcelo Ortiz Barbosa Neto PDT (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Dr. Rodolfo Pereira PC do B Jamil Murad 1 vaga PSC (Dep. do PP ocupa a vaga) Zequinha Marinho PV (Dep. do PP ocupa a vaga) 1 vaga Secretário(a): Maria Terezinha Donati Local: Anexo II,Pavimento Superior, Sala 170-B Telefones: 216.6215 FAX: 216.6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 58-A, DE 2003, QUE "DISPÕE SOBRE A CONVALIDAÇÃO DE ALIENAÇÕES DE TERRAS PROCEDIDAS PELOS ESTADOS NA FAIXA DE FRONTEIRA". Presidente: João Grandão (PT) 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: Eduardo Sciarra (PFL) 3º Vice-Presidente: Relator: Luis Carlos Heinze (PP) Titulares Suplentes PT Eduardo Valverde Hélio Esteves João Grandão Zico Bronzeado José Eduardo Cardozo 4 vagas Nilson Mourão Vignatti 1 vaga PMDB Alceste Almeida Darcísio Perondi vaga do PDT João Matos (Licenciado) Gervásio Oliveira vaga do PPS Osmar Serraglio Lupércio Ramos Teté Bezerra Moacir Micheletto Waldemir Moka Nelson Trad 1 vaga 1 vaga Bloco PFL, PRONA Eduardo Sciarra Ronaldo Caiado Francisco Rodrigues 3 vagas Murilo Zauith Onyx Lorenzoni PP vaga do PV Ivan Ranzolin Cleonâncio Fonseca vaga do PSB José Janene Luis Carlos Heinze Mário Negromonte 1 vaga Pedro Henry Ronivon Santiago vaga do PSC Zonta PSDB Antonio Carlos Mendes Thame Helenildo Ribeiro Júlio Redecker Manoel Salviano Thelma de Oliveira Nicias Ribeiro PTB Nelson Marquezelli Iris Simões Ricarte de Freitas Silas Câmara 1 vaga 1 vaga Bloco PL, PSL Carlos Mota Edmar Moreira 2 vagas João Paulo Gomes da Silva 1 vaga PPS 1 vaga (Dep. do PMDB ocupa a vaga) COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A APRECIAR E PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 92-A, DE 1995, QUE "DÁ NOVA REDAÇÃO AO ART. 101 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", DETERMINANDO QUE OS MEMBROS DO STF SERÃO ESCOLHIDOS DENTRE OS MEMBROS DOS TRIBUNAIS SUPERIORES QUE INTEGREM A CARREIRA DA MAGISTRATURA, MENORES DE SESSENTA E CINCO ANOS DE IDADE, INDICADOS EM LISTA TRÍPLICE PELO PRÓPRIO TRIBUNAL, COM NOMEAÇÃO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA E APROVAÇÃO DO SENADO FEDERAL. Presidente: Antonio Carlos Biscaia (PT) 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Relator: José Divino (PMDB) Titulares Suplentes PT Antonio Carlos Biscaia Iriny Lopes Eduardo Valverde 5 vagas João Alfredo José Eduardo Cardozo Maurício Rands Paulo Delgado PFL Antonio Carlos Magalhães Coriolano Sales Neto José Roberto Arruda (Dep. do PTB ocupa a vaga) Luiz Carlos Santos 3 vagas Marcelo Guimarães Filho (Dep. do PP ocupa a vaga) PMDB vaga do PSB Ann Pontes Carlos Willian José Divino Osmar Serraglio Marcelino Fraga 2 vagas Nelson Trad 1 vaga PSDB Carlos Sampaio Bonifácio de Andrada Nicias Ribeiro Helenildo Ribeiro Vicente Arruda Zenaldo Coutinho (Dep. do PPS ocupa a vaga) 1 vaga PP Cleonâncio Fonseca Ivan Ranzolin vaga do PFL 2 vagas Darci Coelho Dilceu Sperafico Ricardo Fiuza vaga do PDT Wagner Lago PTB Luiz Antonio Fleury Antonio Cruz vaga do PFL Vicente Cascione Paes Landim 1 vaga PL José Santana de Edmar Moreira Vasconcellos PSB Gonzaga Patriota Pastor Francisco Olímpio 2 vagas PPS (Dep. do PP ocupa a vaga) Geraldo Thadeu PDT Alceu Collares Pompeo de Mattos PC do B Alice Portugal 1 vaga PV Jovino Cândido Secretário(a): Carla Rodrigues de M. Tavares Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6207 / 6232 FAX: 216-6225 (Dep. do PP ocupa a vaga) Mário Assad Júnior Raimundo Santos PSB (Dep. do PMDB ocupa a vaga) 2 vagas 1 vaga PPS Cezar Silvestri Dimas Ramalho vaga do PSDB Juíza Denise Frossard PDT (Dep. do PP ocupa a vaga) Severiano Alves PC do B Jamil Murad 1 vaga PV Sarney Filho Marcelo Ortiz Secretário(a): Walbia Vânia de Farias Lora Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6205 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 101-A, DE 2003, QUE "DÁ NOVA REDAÇÃO AO § 4º DO ART. 57 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL" (AUTORIZANDO A REELEIÇÃO DOS MEMBROS DAS MESAS DIRETORAS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS E DO SENADO FEDERAL). Presidente: Arlindo Chinaglia (PT) 1º Vice-Presidente: Vic Pires Franco (PFL) 2º Vice-Presidente: Jader Barbalho (PMDB) 3º Vice-Presidente: Luiz Sérgio (PT) Relator: Paes Landim (PTB) Titulares Suplentes PT Arlindo Chinaglia Devanir Ribeiro José Pimentel Fernando Ferro Luiz Sérgio Neyde Aparecida Professor Luizinho Nilson Mourão Rubens Otoni Paulo Rocha Zarattini 1 vaga PMDB Fernando Diniz Almerinda de Carvalho Gastão Vieira Aníbal Gomes Jader Barbalho Pastor Pedro Ribeiro José Borba Wilson Santiago Nelson Trad Zé Gerardo vaga do PTB Pastor Amarildo Bloco PFL, PRONA Laura Carneiro Ney Lopes Moroni Torgan Rodrigo Maia Robério Nunes 2 vagas Vic Pires Franco PP Benedito de Lira Feu Rosa Leodegar Tiscoski Romel Anizio Professor Irapuan Teixeira 1 vaga PSDB Aloysio Nunes Ferreira (Licenciado) Bismarck Maia Jutahy Junior Bosco Costa Luiz Carlos Hauly Carlos Alberto Leréia PTB José Múcio Monteiro Iris Simões Paes Landim Jovair Arantes (Dep. do PMDB ocupa a vaga) 1 vaga Bloco PL, PSL Luciano Castro Medeiros Sandro Mabel Paulo Marinho Valdemar Costa Neto 1 vaga PPS (Dep. do PDT ocupa a vaga) Átila Lins PSB Jorge Gomes 1 vaga PDT Álvaro Dias vaga do PPS João Herrmann Neto Mário Heringer PC do B Daniel Almeida Jamil Murad PV Sarney Filho Jovino Cândido Secretário(a): Carla Rodrigues de M. Tavares Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6207/6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 115-A, DE 1995, DO SR. GERVÁSIO OLIVEIRA, QUE "MODIFICA O PARÁGRAFO 4º DO ART. 225 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, INCLUINDO O CERRADO NA RELAÇÃO DOS BIOMAS CONSIDERADOS PATRIMÔNIO NACIONAL". Presidente: Ricarte de Freitas (PTB) 1º Vice-Presidente: Celcita Pinheiro (PFL) 2º Vice-Presidente: Luiz Bittencourt (PMDB) 3º Vice-Presidente: Relator: Neyde Aparecida (PT) Titulares Suplentes PT Antônio Carlos Biffi Zezéu Ribeiro João Grandão 5 vagas Maninha Neyde Aparecida Rubens Otoni Wasny de Roure PFL Celcita Pinheiro Eliseu Resende José Roberto Arruda Lael Varella Vilmar Rocha Ronaldo Caiado 2 vagas 2 vagas PMDB Aníbal Gomes 4 vagas Fernando Diniz Luiz Bittencourt Moacir Micheletto PSDB Carlos Alberto Leréia Átila Lira Professora Raquel Teixeira João Campos (Licenciado) Ronaldo Dimas (Dep. do PL ocupa a vaga) Thelma de Oliveira 1 vaga PP Pedro Canedo Carlos Souza Romel Anizio Sérgio Caiado Zé Lima 1 vaga PTB Ricarte de Freitas 2 vagas Sandro Matos PL vaga do PSDB Jaime Martins Hamilton Casara vaga do PPS Maurício Rabelo (Licenciado) Júnior Betão Raimundo Santos 1 vaga PSB Janete Capiberibe 2 vagas 1 vaga PPS Raul Jungmann (Dep. do PL ocupa a vaga) PDT Dr. Rodolfo Pereira Enio Bacci PC do B Daniel Almeida 1 vaga PRONA Elimar Máximo 1 vaga Damasceno Secretário(a): José Maria Aguiar de Castro Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6209/6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 199-A, DE 2003, QUE "ALTERA A REDAÇÃO DA ALÍNEA "B" E ACRESCENTA ALÍNEA "C" AO INCISO XXIII DO ART. 21, E ALTERA A REDAÇÃO DO INCISO V DO ART. 177 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, PARA EXCLUIR DO MONOPÓLIO DA UNIÃO A PRODUÇÃO, COMERCIALIZAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE RADIOISÓTOPOS DE MEIA-VIDA CURTA, PARA USOS MÉDICOS, AGRÍCOLAS E INDUSTRIAIS". Presidente: 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Titulares Suplentes PT Angela Guadagnin Assis Miguel do Couto João Grandão César Medeiros José Eduardo Cardozo Zarattini Luciano Zica 3 vagas Mauro Passos Walter Pinheiro PMDB vaga do PSC Almerinda de Carvalho Cabo Júlio Darcísio Perondi 5 vagas vaga do PP Dr. Heleno Jefferson Campos Jorge Alberto Nelson Trad Bloco PFL, PRONA José Rocha 4 vagas Kátia Abreu Laura Carneiro Ronaldo Caiado PP Nelson Meurer Reginaldo Germano Simão Sessim Vanderlei Assis (Dep. do PMDB ocupa a vaga) 1 vaga PSDB Ariosto Holanda Carlos Alberto Leréia Nilson Pinto Julio Semeghini Walter Feldman (Licenciado) Narcio Rodrigues PTB Iris Simões 3 vagas Romeu Queiroz Salvador Zimbaldi Bloco PL, PSL Luciano Castro Almir Sá Mário Assad Júnior Carlos Nader Remi Trinta 1 vaga PPS Dimas Ramalho 1 vaga PSB Isaías Silvestre Pastor Francisco Olímpio PDT Mário Heringer 1 vaga PC do B Jamil Murad 1 vaga PSC Costa Ferreira (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PV Edson Duarte Sarney Filho Secretário(a): COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 228-A, DE 2004, QUE "ALTERA O SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". Presidente: Mussa Demes (PFL) 1º Vice-Presidente: Gerson Gabrielli (PFL) 2º Vice-Presidente: Pedro Novais (PMDB) 3º Vice-Presidente: Luiz Carlos Hauly (PSDB) Relator: Virgílio Guimarães (PT) Titulares Suplentes PT Carlito Merss Devanir Ribeiro Jorge Bittar José Pimentel José Mentor Nilson Mourão Paulo Bernardo (Licenciado) Paulo Delgado Virgílio Guimarães Paulo Pimenta Walter Pinheiro Paulo Rubem Santiago Zezéu Ribeiro Wasny de Roure PFL Antonio Carlos Magalhães Neto Abelardo Lupion Gerson Gabrielli Eduardo Sciarra José Roberto Arruda Eliseu Resende Mussa Demes José Carlos Machado Pauderney Avelino Luiz Carreira Vic Pires Franco Paulo Bauer PMDB Eduardo Cunha Ann Pontes Henrique Eduardo Alves Benjamin Maranhão vaga do PPS José Priante Lupércio Ramos Osmar Serraglio Wilson Santiago Pedro Chaves (Dep. S.PART. ocupa a vaga) Pedro Novais PSDB Antonio Cambraia Anivaldo Vale Julio Semeghini Antonio Carlos Mendes Thame Luiz Carlos Hauly Gonzaga Mota Walter Feldman (Licenciado) Ronaldo Dimas Zenaldo Coutinho Yeda Crusius PP Delfim Netto Enivaldo Ribeiro Francisco Dornelles Feu Rosa Romel Anizio Professor Irapuan Teixeira PTB Armando Monteiro Jackson Barreto José Militão Pedro Fernandes Philemon Rodrigues Vicente Cascione PL Miguel de Souza Carlos Rodrigues Raimundo Santos Humberto Michiles Sandro Mabel Jaime Martins PSB Beto Albuquerque Barbosa Neto Renato Casagrande Gonzaga Patriota PPS (Dep. do PMDB ocupa a vaga) (Dep. do PDT ocupa a vaga) PDT Manato Dr. Rodolfo Pereira vaga do PPS João Herrmann Neto PC do B Sérgio Miranda Daniel Almeida PRONA Enéas Elimar Máximo Damasceno S.PART. vaga do PMDB André Luiz Secretário(a): Angélica Fialho Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6218 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 272-A, DE 2000, QUE "DÁ NOVA REDAÇÃO À ALÍNEA "C" DO INCISO I DO ART. 12 DA CONSTITUIÇÃO E ACRESCENTA ARTIGO AO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS, ASSEGURANDO O REGISTRO NOS CONSULADOS DE BRASILEIROS NASCIDOS NO ESTRANGEIRO". Presidente: 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Titulares Suplentes PT Leonardo Monteiro André Costa Maninha 5 vagas Nilson Mourão Orlando Fantazzini Paulo Delgado Zarattini vaga do PMDB Zé Geraldo PMDB vaga do PSC Fernando Lopes Carlos Willian João Correia 5 vagas Vieira Reis Wilson Santiago (Dep. do PT ocupa a vaga) Bloco PFL, PRONA Francisco Rodrigues 4 vagas João Carlos Bacelar Murilo Zauith Vilmar Rocha PP Feu Rosa Dilceu Sperafico Ivan Ranzolin Francisco Dornelles 1 vaga Professor Irapuan Teixeira PSDB Bosco Costa Antonio Carlos Pannunzio Helenildo Ribeiro Luiz Carlos Hauly João Castelo Manoel Salviano PTB Arnon Bezerra 3 vagas Jackson Barreto 1 vaga Bloco PL, PSL Almeida de Jesus Edmar Moreira Carlos Mota Jaime Martins João Paulo Gomes da Silva 1 vaga PPS (Dep. do PDT ocupa a vaga) Átila Lins PSB Alexandre Cardoso 1 vaga PDT vaga do PPS Mário Heringer João Herrmann Neto Severiano Alves PC do B Jamil Murad 1 vaga PSC Zequinha Marinho (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PV 1 vaga 1 vaga Secretário(a): COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 347-A, DE 1996, QUE "DÁ NOVA REDAÇÃO AO PARÁGRAFO 2º DO ARTIGO 57 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL" (INCLUINDO O DISPOSITIVO QUE PROÍBE A INTERRUPÇÃO DA SESSÃO LEGISLATIVA SEM APROVAÇÃO DO ORÇAMENTO ANUAL). Presidente: Orlando Desconsi (PT) 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Relator: Isaías Silvestre (PSB) Titulares Suplentes PT Antonio Carlos Biscaia Chico Alencar Gilmar Machado Orlando Desconsi Selma Schons Walter Pinheiro Mauro Passos 5 vagas PFL Corauci Sobrinho Dr. Pinotti (Licenciado) Milton Barbosa Vilmar Rocha 1 vaga Laura Carneiro Marcelo Guimarães Filho 3 vagas PMDB Almerinda de Carvalho Edson Ezequiel Nelson Bornier Pedro Chaves Alceste Almeida João Correia vaga do PPS Lupércio Ramos 2 vagas PSDB Alberto Goldman Nicias Ribeiro Ronaldo Dimas Átila Lira Helenildo Ribeiro Paulo Kobayashi Professora Raquel Teixeira (Licenciado) 1 vaga PP Cleonâncio Fonseca Márcio Reinaldo Moreira Roberto Balestra (Licenciado) 3 vagas PTB 2 vagas Milton Cardias Pastor Reinaldo PL Carlos Rodrigues Wellington Roberto Heleno Silva João Paulo Gomes da Silva PSB vaga do PDT 2 vagas André Zacharow Isaías Silvestre Pastor Francisco Olímpio 1 vaga PPS (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PDT (Dep. do PSB ocupa a vaga) Mário Heringer PC do B Jamil Murad Daniel Almeida PRONA Elimar Máximo Damasceno Secretário(a): Leila Machado C. de Freitas Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6212 / 6232 FAX: 216-6225 1 vaga COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 349-A, DE 2001, DO SR. LUIZ ANTONIO FLEURY, QUE "ALTERA A REDAÇÃO DOS ARTS. 52, 53, 55 E 66 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL PARA ABOLIR O VOTO SECRETO NAS DECISÕES DA CÂMARA DOS DEPUTADOS E DO SENADO FEDERAL". Presidente: Juíza Denise Frossard (PPS) 1º Vice-Presidente: Ney Lopes (PFL) 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Relator: José Eduardo Cardozo (PT) Titulares Suplentes PT Chico Alencar 6 vagas José Eduardo Cardozo Nilson Mourão Orlando Desconsi Rubens Otoni Sigmaringa Seixas PMDB Cezar Schirmer Eliseu Padilha Paulo Afonso 2 vagas 5 vagas Bloco PFL, PRONA José Roberto Arruda Luiz Carlos Santos Ney Lopes Ronaldo Caiado Eduardo Sciarra Onyx Lorenzoni 2 vagas PP Francisco Turra Romel Anizio 1 vaga Enivaldo Ribeiro Márcio Reinaldo Moreira 1 vaga PSDB Bosco Costa Zenaldo Coutinho (Dep. do PPS ocupa a vaga) Antonio Carlos Pannunzio Átila Lira Bonifácio de Andrada PTB Luiz Antonio Fleury 2 vagas Jovair Arantes 2 vagas Bloco PL, PSL Almir Sá João Leão Carlos Rodrigues Mário Assad Júnior João Paulo Gomes da Silva Oliveira Filho PPS vaga do PSDB Dimas Ramalho Juíza Denise Frossard 1 vaga PSB Alexandre Cardoso Renato Casagrande PDT 1 vaga Enio Bacci PC do B Renildo Calheiros Jamil Murad PSC Costa Ferreira 1 vaga PV Marcelo Ortiz Sarney Filho Secretário(a): Mário Dráusio de O. Coutinho Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6203/6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 431-A, DE 2001, QUE "ACRESCENTA PARÁGRAFOS PRIMEIRO E SEGUNDO AO ARTIGO 204 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", DESTINANDO 5% DOS RECURSOS DO ORÇAMENTO DA UNIÃO FEDERAL, ESTADOS, DF E MUNICÍPIOS PARA CUSTEIO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL. Presidente: Jamil Murad (PCdoB) 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Relator: Mário Heringer (PDT) Titulares Suplentes PT Angela Guadagnin 6 vagas Jorge Boeira Maria do Rosário Selma Schons Tarcísio Zimmermann Telma de Souza PFL André de Paula 5 vagas Fábio Souto Jairo Carneiro Laura Carneiro Mendonça Prado (Licenciado) PMDB Cezar Schirmer João Correia vaga do PSB Osvaldo Reis Gilberto Nascimento Marcelo Castro Sandra Rosado Max Rosenmann 1 vaga Paulo Afonso PSDB Antonio Cambraia Carlos Alberto Leréia Eduardo Barbosa Rafael Guerra Thelma de Oliveira Walter Feldman (Licenciado) Yeda Crusius (Dep. do PPS ocupa a vaga) PP Benedito de Lira Zonta José Linhares 2 vagas Suely Campos PTB Kelly Moraes Arnaldo Faria de Sá Marcondes Gadelha 1 vaga PL Almeida de Jesus Marcos de Jesus Oliveira Filho Wanderval Santos PSB vaga do PDT Luiza Erundina André Zacharow (Dep. do PMDB ocupa a vaga) 2 vagas PPS 1 vaga Geraldo Resende vaga do PSDB Juíza Denise Frossard PDT Mário Heringer (Dep. do PSB ocupa a vaga) PC do B Jamil Murad Alice Portugal PRONA Elimar Máximo Damasceno 1 vaga Secretário(a): Angélica Maria L. F. Aguiar Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6218 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 438-A, DE 2001, QUE "DÁ NOVA REDAÇÃO AO ART. 243 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL" (ESTABELECENDO A PENA DE PERDIMENTO DA GLEBA ONDE FOR CONSTADA A EXPLORAÇÃO DE TRABALHO ESCRAVO; REVERTENDO A ÁREA AO ASSENTAMENTO DOS COLONOS QUE JÁ TRABALHAVAM NA RESPECTIVA GLEBA). Presidente: Isaías Silvestre (PSB) 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: Bernardo Ariston (PMDB) 3º Vice-Presidente: Anivaldo Vale (PSDB) Relator: Tarcísio Zimmermann (PT) Titulares Suplentes PT Antonio Carlos Biscaia Chico Alencar Dra. Clair Eduardo Valverde vaga do PSB Leonardo Monteiro João Grandão Neyde Aparecida Jorge Boeira Paulo Rocha Orlando Fantazzini Tarcísio Zimmermann Zé Geraldo 1 vaga PFL Francisco Rodrigues Abelardo Lupion Kátia Abreu Fernando de Fabinho Marcos Abramo José Carlos Araújo Ronaldo Caiado Milton Barbosa 1 vaga (Dep. do PSC ocupa a vaga) PMDB vaga do PL Almerinda de Carvalho Pastor Amarildo Asdrubal Bentes Bernardo Ariston Teté Bezerra Sandra Rosado 3 vagas PSDB Aloysio Nunes Ferreira (Licenciado) Anivaldo Vale Eduardo Barbosa Helenildo Ribeiro PP Wagner Lago Zé Lima 1 vaga PTB Homero Barreto Josué Bengtson Bosco Costa João Almeida Júlio Redecker Léo Alcântara Cleonâncio Fonseca Enivaldo Ribeiro Ivan Ranzolin Luciano Castro (Dep. do PMDB ocupa a vaga) 1 vaga PP Cleonâncio Fonseca Márcio Reinaldo Moreira Mário Negromonte 3 vagas PTB Jackson Barreto Marcondes Gadelha Jonival Lucas Junior 1 vaga Heleno Silva Jaime Martins João Leão 1 vaga PSB Givaldo Carimbão Gonzaga Patriota 2 vagas PPS Raul Jungmann PSB Isaías Silvestre Luiza Erundina Antonio Cambraia Narcio Rodrigues Vicente Arruda Walter Feldman (Licenciado) PL Pastor Reinaldo (Dep. S.PART. ocupa a vaga) PL Medeiros PSDB Gonzaga Mota Helenildo Ribeiro João Almeida 1 vaga Colbert Martins PDT (Dep. do PT ocupa a vaga) 1 vaga PPS Mário Heringer Severiano Alves PC do B Daniel Almeida Colbert Martins Geraldo Resende PDT 1 vaga Dr. Rodolfo Pereira PC do B Daniel Almeida Jamil Murad PV Marcelo Ortiz 1 vaga PRONA 1 vaga Secretário(a): Angélica Maria L. Fialho Aguiar Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6218/6232 FAX: 216-6225 1 vaga 1 vaga PSC Zequinha Marinho vaga do PFL Alberto Fraga vaga do PTB S.PART. Secretário(a): Eveline de Carvalho Alminta Local: Anexo II, Pavimento Superior s/ 170-A Telefones: 216.6211 FAX: 216.6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PEC 524-A, DE 2002, QUE "ACRESCENTA ARTIGO AO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS, A FIM DE INSTITUIR O FUNDO PARA A REVITALIZAÇÃO HIDROAMBIENTAL E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA BACIA DO RIO SÃO FRANCISCO". Presidente: Fernando de Fabinho (PFL) 1º Vice-Presidente: Luiz Carreira (PFL) 2º Vice-Presidente: Daniel Almeida (PCdoB) 3º Vice-Presidente: Jackson Barreto (PTB) Relator: Fernando Ferro (PT) Titulares Suplentes PT Fernando Ferro Josias Gomes José Pimentel 5 vagas Luiz Bassuma Virgílio Guimarães Walter Pinheiro Zezéu Ribeiro PFL Fernando de Fabinho José Carlos Araújo José Carlos Machado Júlio Cesar José Rocha 3 vagas Luiz Carreira Osvaldo Coelho PMDB Jorge Alberto 4 vagas Mauro Lopes Olavo Calheiros Wilson Santiago COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 534-A, DE 2002, QUE "ALTERA O ART. 144 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, PARA DISPOR SOBRE AS COMPETÊNCIAS DA GUARDA MUNICIPAL E CRIAÇÃO DA GUARDA NACIONAL". Presidente: Iara Bernardi (PT) 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Relator: Arnaldo Faria de Sá (PTB) Titulares Suplentes PT Antonio Carlos Biscaia Durval Orlato Devanir Ribeiro José Mentor Eduardo Valverde Odair Cunha Iara Bernardi Patrus Ananias (Licenciado) Mariângela Duarte 2 vagas Paulo Rubem Santiago PFL César Bandeira Abelardo Lupion Coriolano Sales José Carlos Araújo Dr. Pinotti (Licenciado) 3 vagas Félix Mendonça Paulo Magalhães PMDB Benjamin Maranhão Edison Andrino Cezar Schirmer Osmar Serraglio Gilberto Nascimento Silas Brasileiro Mauro Lopes 1 vaga PSDB João Campos Bosco Costa Zenaldo Coutinho Helenildo Ribeiro Zulaiê Cobra Vicente Arruda (Dep. do PPS ocupa a vaga) 1 vaga PP Francisco Garcia Érico Ribeiro Nelson Meurer Julio Lopes 1 vaga Leodegar Tiscoski PTB Arnaldo Faria de Sá (Dep. S.PART. ocupa a vaga) Ricardo Izar Romeu Queiroz Chico da Princesa PSB vaga do PDT PL Coronel Alves Edmar Moreira Oliveira Filho Humberto Michiles Maurício Rabelo (Licenciado) PSB Givaldo Carimbão Gonzaga Patriota 2 vagas PPS Geraldo Resende vaga do PSDB Juíza Denise Frossard Dimas Ramalho PDT Pompeo de Mattos Mário Heringer PC do B Perpétua Almeida 1 vaga PV Jovino Cândido Leonardo Mattos André Zacharow Pastor Francisco Olímpio (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PPS Geraldo Thadeu PDT (Dep. do PSB ocupa a vaga) PC do B Jamil Murad PV Leonardo Mattos Secretário(a): Leila Machado Campos de Freitas Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6212 / 6232 FAX: 216-6225 2 vagas Cezar Silvestri Mário Heringer 1 vaga Sarney Filho S.PART. vaga do PTB Alberto Fraga Secretário(a): Heloísa Pedrosa Diniz Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6201 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A APRECIAR E PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 544-A, DE 2002, QUE "CRIA OS TRIBUNAIS REGIONAIS FEDERAIS DA 6ª, 7ª, 8ª E 9ª REGIÕES". Presidente: Luiz Carlos Hauly (PSDB) 1º Vice-Presidente: Custódio Mattos (PSDB) 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Relator: Eduardo Sciarra (PFL) Titulares Suplentes PT Dra. Clair Orlando Fantazzini Eduardo Valverde 5 vagas Gilmar Machado Guilherme Menezes Iriny Lopes João Magno PFL Coriolano Sales Murilo Zauith Eduardo Sciarra (Dep. do PP ocupa a vaga) Fábio Souto 3 vagas Fernando de Fabinho 1 vaga PMDB vaga do PSB 4 vagas Carlos Willian Mauro Lopes vaga do PSDB Rose de Freitas Wilson Santiago Zé Gerardo (Dep. do PSDB ocupa a vaga) PSDB Custódio Mattos Affonso Camargo vaga do PMDB Narcio Rodrigues Gustavo Fruet João Almeida Sebastião Madeira Luiz Carlos Hauly 1 vaga (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PP vaga do PFL Dilceu Sperafico Darci Coelho Herculano Anghinetti (Licenciado) Mário Negromonte 1 vaga 2 vagas PTB Iris Simões 2 vagas José Militão PL Mário Assad Júnior Carlos Mota COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 1399, DE 2003, QUE "DISPÕE SOBRE O ESTATUTO DA MULHER E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". Presidente: Sandra Rosado (PMDB) 1º Vice-Presidente: Marinha Raupp (PMDB) 2º Vice-Presidente: Celcita Pinheiro (PFL) 3º Vice-Presidente: Relator: Dr. Francisco Gonçalves (PTB) Titulares Suplentes PT Iara Bernardi Iriny Lopes Luci Choinacki Maninha Maria do Rosário 4 vagas Mariângela Duarte Selma Schons Telma de Souza PFL (Dep. S.PART. ocupa a Celcita Pinheiro vaga) Kátia Abreu 4 vagas Laura Carneiro Nice Lobão Zelinda Novaes PMDB Almerinda de Carvalho Benjamin Maranhão Ann Pontes Lúcia Braga Marinha Raupp Teté Bezerra Sandra Rosado 1 vaga PSDB Professora Raquel Teixeira Eduardo Barbosa (Licenciado) Thelma de Oliveira Ronaldo Dimas Yeda Crusius Sebastião Madeira (Dep. do PPS ocupa a vaga) Zulaiê Cobra PP Benedito de Lira Celso Russomanno Cleonâncio Fonseca 2 vagas Suely Campos PTB Dr. Francisco Gonçalves Kelly Moraes Elaine Costa 1 vaga PL Maurício Rabelo (Licenciado) Carlos Mota Oliveira Filho Marcos de Jesus PSB Janete Capiberibe 2 vagas Luiza Erundina PPS vaga do PSDB Geraldo Thadeu Juíza Denise Frossard Maria Helena PDT Alceu Collares Álvaro Dias PC do B Alice Portugal Jandira Feghali PV Fernando Gabeira Leonardo Mattos S.PART. Renato Cozzolino Secretário(a): Fernando Maia Leão Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6205/6232 FAX: 216-6225 vaga do PFL COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A APRECIAR E PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 146, DE 2003, QUE "REGULAMENTA O ART. 37 INCISO XXI DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, INSTITUI PRINCÍPIOS E NORMAS PARA LICITAÇÕES E CONTRATOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". Presidente: 1º Vice-Presidente: Enio Tatico (PL) 2º Vice-Presidente: Eliseu Padilha (PMDB) 3º Vice-Presidente: Abelardo Lupion (PFL) Relator: Sérgio Miranda (PCdoB) Titulares Suplentes PT João Grandão 6 vagas José Pimentel Paulo Bernardo (Licenciado) Paulo Rubem Santiago Vander Loubet 1 vaga PMDB vaga do PSC 5 vagas Carlos Willian Eliseu Padilha Marcelino Fraga Max Rosenmann Nelson Trad Zé Gerardo Bloco PFL, PRONA Abelardo Lupion Eduardo Sciarra Corauci Sobrinho Pauderney Avelino Mussa Demes Paulo Bauer 1 vaga 1 vaga PP Pedro Corrêa 3 vagas Ricardo Barros Zonta PSDB João Almeida Julio Semeghini Léo Alcântara Luiz Carlos Hauly Walter Feldman Paulo Kobayashi (Licenciado) PTB Elaine Costa Dr. Francisco Gonçalves (Dep. do Bloco PL, PSL ocupa a José Chaves vaga) 1 vaga 1 vaga Bloco PL, PSL vaga do PTB Edmar Moreira Enio Tatico José Santana de Vasconcellos João Leão Miguel de Souza 1 vaga Milton Monti PPS Átila Lins Geraldo Thadeu PSB Gonzaga Patriota 1 vaga PDT Mário Heringer 1 vaga PC do B Sérgio Miranda Vanessa Grazziotin PSC (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Zequinha Marinho PV Marcelo Ortiz Edson Duarte Secretário(a): Carla Medeiros Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6207/6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 1756, DE 2003, QUE "DISPÕE SOBRE A LEI NACIONAL DA ADOÇÃO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". Presidente: Maria do Rosário (PT) 1º Vice-Presidente: Zelinda Novaes (PFL) 2º Vice-Presidente: Severiano Alves (PDT) 3º Vice-Presidente: Kelly Moraes (PTB) Relator: Teté Bezerra (PMDB) Titulares Suplentes PT Angela Guadagnin Luiz Couto Fernando Ferro Neyde Aparecida Maria do Rosário Terezinha Fernandes Rubens Otoni 3 vagas Selma Schons Telma de Souza PFL Corauci Sobrinho Celcita Pinheiro Laura Carneiro Kátia Abreu Paulo Bauer Nice Lobão Zelinda Novaes 2 vagas (Dep. do PP ocupa a vaga) PMDB João Matos (Licenciado) Ann Pontes vaga do PV Marcelo Castro Deley Paulo Afonso Marinha Raupp Teté Bezerra 2 vagas PSDB Professora Raquel Teixeira Eduardo Barbosa (Licenciado) Helenildo Ribeiro Yeda Crusius Júlio Redecker 2 vagas Thelma de Oliveira PP vaga do PFL 3 vagas Darci Coelho Francisco Garcia José Linhares 1 vaga PTB Kelly Moraes Jonival Lucas Junior 1 vaga 1 vaga PL Marcos de Jesus Almeida de Jesus 1 vaga Lincoln Portela PSB Luiza Erundina 2 vagas 1 vaga PPS 1 vaga 1 vaga PDT Severiano Alves Enio Bacci PC do B Perpétua Almeida Jamil Murad PV Marcelo Ortiz (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Secretário(a): Fernando Maia Leão Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6205/6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 2377, DE 2003, QUE "DISPÕE SOBRE LINHAS DE CRÉDITO FEDERAIS DIRECIONADAS ÀS ATIVIDADES TURÍSTICAS QUE MENCIONA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". Presidente: 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Titulares Suplentes PT André Costa César Medeiros João Grandão 5 vagas José Pimentel Maninha Mariângela Duarte Rubens Otoni PMDB Alceste Almeida 5 vagas Carlos Eduardo Cadoca João Matos (Licenciado) Pedro Chaves 1 vaga Bloco PFL, PRONA Fábio Souto 4 vagas Marcelo Guimarães Filho Ney Lopes 1 vaga PP Dr. Benedito Dias Francisco Garcia João Pizzolatti 2 vagas 1 vaga PSDB Bismarck Maia Eduardo Paes Carlos Alberto Leréia Luiz Carlos Hauly Domiciano Cabral Professora Raquel Teixeira (Licenciado) PTB Alex Canziani Arnon Bezerra 2 vagas 2 vagas Bloco PL, PSL Chico da Princesa João Tota João Mendes de Jesus 2 vagas Reinaldo Betão PPS Geraldo Thadeu Nelson Proença PSB Isaías Silvestre Barbosa Neto PDT Severiano Alves Álvaro Dias PC do B Perpétua Almeida 1 vaga PSC Costa Ferreira 1 vaga PV 1 vaga 1 vaga Secretário(a): Carla Rodrigues de M. Tavares COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 3.337, DE 2004, QUE "DISPÕE SOBRE A GESTÃO, A ORGANIZAÇÃO E O CONTROLE SOCIAL DAS AGÊNCIAS REGULADORAS, ACRESCE E ALTERA DISPOSITIVOS DAS LEIS Nº 9.472, DE 16 DE JULHO DE 1997, Nº 9.478, DE 6 DE AGOSTO DE 1997, Nº 9.782, DE 26 DE JANEIRO DE 1999, Nº 9.961, DE 28 DE JANEIRO DE 2000, Nº 9.984, DE 17 DE JULHO DE 2000, Nº 9.986, DE 18 DE JULHO DE 2000, E Nº 10.233, DE 5 DE JUNHO DE 2001, DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 2.228-1, DE 6 DE SETEMBRO DE 2001, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". Presidente: Henrique Fontana (PT) 1º Vice-Presidente: Eliseu Resende (PFL) 2º Vice-Presidente: Ricardo Barros (PP) 3º Vice-Presidente: Relator: Leonardo Picciani (PMDB) Titulares Suplentes PT Fernando Ferro Devanir Ribeiro Henrique Fontana Eduardo Valverde Luciano Zica José Pimentel Mauro Passos Telma de Souza Paulo Bernardo (Licenciado) Zezéu Ribeiro Terezinha Fernandes 1 vaga PMDB Eliseu Padilha Almerinda de Carvalho vaga do PSC Leonardo Picciani Cabo Júlio Mauro Lopes Darcísio Perondi vaga do PV Moreira Franco Deley Osmar Serraglio Eduardo Cunha Gilberto Nascimento José Priante Bloco PFL, PRONA Eduardo Sciarra Aroldo Cedraz Eliseu Resende José Carlos Araújo José Roberto Arruda Rodrigo Maia Vilmar Rocha 1 vaga PP Dr. Benedito Dias Leodegar Tiscoski Francisco Appio Vadão Gomes Ricardo Barros 1 vaga PSDB Alberto Goldman Julio Semeghini Antonio Carlos Mendes Ronaldo Cezar Coelho Thame (Licenciado) 1 vaga Ronaldo Dimas PTB Iris Simões Jovair Arantes Jackson Barreto Luiz Antonio Fleury Jonival Lucas Junior Nelson Marquezelli Bloco PL, PSL José Santana de Medeiros Vasconcellos Luciano Castro Paulo Marinho Mário Assad Júnior 1 vaga PPS Fernando Coruja Roberto Freire PSB Renato Casagrande 1 vaga PDT 1 vaga Severiano Alves PC do B Sérgio Miranda Inácio Arruda PSC (Dep. S.PART. ocupa a vaga) (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PV Sarney Filho (Dep. do PMDB ocupa a vaga) S.PART. vaga do PSC Renato Cozzolino Secretário(a): Leila Machado Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6212 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PL Nº 3638, DE 2000, QUE "INSTITUI O ESTATUTO DO PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". Presidente: Leonardo Mattos (PV) 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Relator: Celso Russomanno (PP) Titulares Suplentes PT Angela Guadagnin Vadinho Baião Antônio Carlos Biffi 5 vagas Assis Miguel do Couto Luci Choinacki Maria do Rosário Neyde Aparecida PMDB vaga do PV Almerinda de Carvalho Deley Marinha Raupp 5 vagas Osvaldo Biolchi vaga do PSC Pastor Amarildo Rose de Freitas 1 vaga Bloco PFL, PRONA Laura Carneiro 4 vagas Milton Barbosa Zelinda Novaes 1 vaga PP Celso Russomanno José Linhares Ildeu Araujo Suely Campos Julio Lopes 1 vaga PSDB Eduardo Barbosa Rafael Guerra Professora Raquel Teixeira Walter Feldman (Licenciado) (Licenciado) Thelma de Oliveira (Dep. do PPS ocupa a vaga) PTB Arnaldo Faria de Sá Luiz Antonio Fleury Pastor Reinaldo Marcus Vicente Ricardo Izar 1 vaga Bloco PL, PSL Lincoln Portela Coronel Alves Maurício Rabelo (Licenciado) Marcos de Jesus Paulo Gouvêa 1 vaga PPS vaga do PSDB 1 vaga Juíza Denise Frossard 1 vaga PSB Luciano Leitoa 1 vaga PDT Severiano Alves Enio Bacci PC do B Daniel Almeida 1 vaga PSC (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Costa Ferreira PV (Dep. do PMDB ocupa a Leonardo Mattos vaga) Secretário(a): Mário Dráusio Coutinho Local: Anexo II - Pavimento Superior s/ 170-A Telefones: 216.6203 FAX: 216.6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 3884, DE 2004, QUE "INSTITUI NORMAS GERAIS DE CONTRATOS PARA A CONSTITUIÇÃO DE CONSÓRCIOS PÚBLICOS, BEM COMO DE CONTRATOS DE PROGRAMA PARA A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS POR MEIO DE GESTÃO ASSOCIADA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". Presidente: 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Titulares Suplentes PT Angela Guadagnin Antonio Carlos Biscaia Carlos Abicalil Maria do Carmo Lara Neyde Aparecida Zezéu Ribeiro Orlando Desconsi Reginaldo Lopes 4 vagas PMDB vaga do PV vaga do PSC Carlos Willian Deley Eliseu Padilha 5 vagas vaga do PDT Gervásio Oliveira João Magalhães Max Rosenmann vaga do PSC Pastor Amarildo Paulo Afonso Zé Gerardo Bloco PFL, PRONA Fábio Souto 4 vagas Fernando de Fabinho José Carlos Aleluia José Rocha PP 3 vagas 3 vagas PSDB Aloysio Nunes Ferreira (Licenciado) Alberto Goldman Antonio Carlos Pannunzio Gonzaga Mota Bismarck Maia Yeda Crusius PTB Eduardo Seabra Jackson Barreto (Dep. do Bloco PL, PSL ocupa a 2 vagas vaga) 1 vaga Bloco PL, PSL Almeida de Jesus 3 vagas Almir Sá vaga do PTB Enio Tatico (Dep. S.PART. ocupa a vaga) PPS Geraldo Thadeu 1 vaga PSB Alexandre Cardoso Luciano Leitoa PDT (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Mário Heringer PC do B Perpétua Almeida 1 vaga PSC (Dep. do PMDB ocupa a (Dep. do PMDB ocupa a vaga) vaga) PV (Dep. do PMDB ocupa a vaga) 1 vaga S.PART. vaga do Bloco PL, PSL Almir Moura Secretário(a): COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 4776, DE 2005, DO PODER EXECUTIVO, QUE "DISPÕE SOBRE A GESTÃO DE FLORESTAS PÚBLICAS PARA PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL, INSTITUI, NA ESTRUTURA DO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, O SERVIÇO FLORESTAL BRASILEIRO - SFB, CRIA O FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO FLORESTAL - FNDF , E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". Presidente: Miguel de Souza (PL) 1º Vice-Presidente: César Medeiros (PT) 2º Vice-Presidente: Luiz Carreira (PFL) 3º Vice-Presidente: José Militão (PTB) Relator: Beto Albuquerque (PSB) Titulares Suplentes vaga do PV PT César Medeiros Henrique Afonso João Alfredo João Grandão Luciano Zica Zé Geraldo Zezéu Ribeiro 5 vagas PMDB Ann Pontes Asdrubal Bentes Lupércio Ramos Marcelino Fraga Natan Donadon Gervásio Oliveira Luiz Bittencourt Moacir Micheletto 2 vagas Bloco PFL, PRONA Davi Alcolumbre Gervásio Silva Kátia Abreu Luiz Carreira Eduardo Sciarra 3 vagas PSDB Antonio Carlos Mendes Thame Ronaldo Dimas Xico Graziano PP Carlos Souza Francisco Appio Pedro Henry Nelson Meurer Zé Lima 1 vaga PTB José Militão Dr. Francisco Gonçalves Paes Landim Jovair Arantes Pastor Frankembergen Pastor Reinaldo PL Hamilton Casara Almir Sá Júnior Betão Jaime Martins Miguel de Souza Welinton Fagundes PPS Cezar Silvestri Átila Lins PSB Beto Albuquerque Janete Capiberibe PDT Dr. Rodolfo Pereira Severiano Alves PC do B Perpétua Almeida Vanessa Grazziotin PV Sarney Filho Fernando Gabeira Secretário(a): Fátima Moreira Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6204/6232 FAX: 216-6225 Anivaldo Vale Nilson Pinto Zenaldo Coutinho COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A OFERECER PARECER ÀS EMENDAS DE PLENÁRIO RECEBIDAS PELO PROJETO DE LEI Nº 4874, DE 2001, QUE "INSTITUI O ESTATUTO DO DESPORTO". Presidente: Deley (PMDB) 1º Vice-Presidente: Marcelo Guimarães Filho (PFL) 2º Vice-Presidente: Bismarck Maia (PSDB) 3º Vice-Presidente: Relator: Gilmar Machado (PT) Titulares Suplentes PT César Medeiros Antônio Carlos Biffi Dr. Rosinha 5 vagas Gilmar Machado João Grandão Jorge Bittar Mariângela Duarte PMDB Aníbal Gomes Nelson Bornier vaga do PSC Tadeu Filippelli (Licenciado) Carlos Willian Darcísio Perondi 3 vagas Deley Gastão Vieira Pedro Chaves Wilson Santiago Bloco PFL, PRONA José Roberto Arruda Claudio Cajado José Rocha Corauci Sobrinho vaga do PDT Marcelo Guimarães Filho Davi Alcolumbre Ronaldo Caiado Onyx Lorenzoni Rodrigo Maia PP Ivan Ranzolin Pedro Corrêa Julio Lopes 2 vagas Ronivon Santiago PSDB Bismarck Maia Lobbe Neto Léo Alcântara Nilson Pinto Professora Raquel Teixeira Silvio Torres (Licenciado) PTB José Militão Josué Bengtson Jovair Arantes Sandro Matos Marcus Vicente 1 vaga Bloco PL, PSL Carlos Rodrigues João Mendes de Jesus vaga do PPS João Tota Júnior Betão Paulo Marinho Maurício Rabelo (Licenciado) Reinaldo Betão PPS (Dep. do Bloco PL, PSL ocupa Cláudio Magrão a vaga) PSB Dr. Ribamar Alves Luciano Leitoa PDT (Dep. do Bloco PFL, PRONA Pompeo de Mattos ocupa a vaga) PC do B Daniel Almeida 1 vaga PSC (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Costa Ferreira PV (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Leonardo Mattos Secretário(a): Eveline de Carvalho Alminta Local: Anexo II - Pavimento Superior s/ 170-A Telefones: 216.6211 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 5403, DE 2001, QUE "DISPÕE SOBRE O ACESSO A INFORMAÇÕES DA INTERNET, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". Presidente: Gastão Vieira (PMDB) 1º Vice-Presidente: Reginaldo Germano (PP) 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Titulares Suplentes PT Fernando Ferro 6 vagas Jorge Bittar Luiz Eduardo Greenhalgh Walter Pinheiro 2 vagas PMDB Gastão Vieira 5 vagas Luiz Bittencourt Marcelo Barbieri Wilson Cignachi Wilson Santiago Bloco PFL, PRONA João Batista 4 vagas José Carlos Aleluia Laura Carneiro Marcos Abramo Sérgio Caiado Sandes Júnior PSDB PP Augusto Nardes Celso Russomanno Reginaldo Germano Ricardo Barros 2 vagas PSDB Carlos Alberto Leréia Julio Semeghini Nilson Pinto Ariosto Holanda Domiciano Cabral Narcio Rodrigues PTB Alex Canziani Pastor Frankembergen Philemon Rodrigues Edna Macedo Ricarte de Freitas 1 vaga Bloco PL, PSL Marcos de Jesus Paulo Gouvêa Paulo Marinho Carlos Rodrigues Lincoln Portela Reinaldo Betão Carlos Alberto Leréia João Campos Professora Raquel Teixeira (Licenciado) 1 vaga PTB Jovair Arantes Ricarte de Freitas (Dep. do Bloco PL, PSL ocupa a vaga) Bloco PL, PSL vaga do PTB Enio Tatico Jorge Pinheiro Lincoln Portela Sandro Mabel 1 vaga vaga do PV 3 vagas Luciano Castro Maurício Rabelo (Licenciado) Miguel de Souza PPS PPS Nelson Proença Raul Jungmann Geraldo Resende Júlio Delgado PSB PSB Luciano Leitoa Ronaldo Dimas Vittorio Medioli (Dep. do PDT ocupa a vaga) Barbosa Neto André Figueiredo 1 vaga PDT PDT João Fontes vaga do PSB Jurandir Boia 1 vaga PSC Costa Ferreira 1 vaga PV Edson Duarte Secretário(a): Leila Machado C. de Freitas Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6212/6232 FAX: 216-6225 Mário Heringer PC do B Perpétua Almeida PC do B Perpétua Almeida Severiano Alves 1 vaga COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 184, DE 2004, QUE "INSTITUI, NA FORMA DO ART. 43 DA CONSTITUIÇÃO, A SUPERINTENDÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO CENTRO-OESTE - SUDECO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". Presidente: Carlos Abicalil (PT) 1º Vice-Presidente: Ronaldo Caiado (PFL) 2º Vice-Presidente: Professora Raquel Teixeira (PSDB) 3º Vice-Presidente: Relator: Sandro Mabel (PL) Titulares Suplentes PT Antônio Carlos Biffi Maninha Carlos Abicalil Sigmaringa Seixas João Grandão 4 vagas Neyde Aparecida Rubens Otoni Wasny de Roure PMDB Luiz Bittencourt Leandro Vilela Nelson Trad 4 vagas vaga do PSC Pastor Amarildo Pedro Chaves Teté Bezerra Waldemir Moka Bloco PFL, PRONA Celcita Pinheiro José Roberto Arruda Murilo Zauith Vilmar Rocha Ronaldo Caiado 2 vagas 1 vaga PP Darci Coelho Pedro Canedo Leonardo Vilela (Licenciado) Pedro Henry 1 vaga PSC (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Zequinha Marinho PV (Dep. do Bloco PL, PSL ocupa a 1 vaga vaga) Secretário(a): Valdivino Tolentino Filho Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6206/6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 210, DE 2004, QUE "INSTITUI REGIME TRIBUTÁRIO, PREVIDENCIÁRIO E TRABALHISTA ESPECIAL À MICROEMPRESA COM RECEITA BRUTA ANUAL DE ATÉ R$ 36.000,00 (TRINTA E SEIS MIL REAIS), E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". Presidente: Carlos Melles (PFL) 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Relator: Luiz Carlos Hauly (PSDB) Titulares Suplentes PT Carlito Merss Jorge Boeira José Pimentel 5 vagas Nazareno Fonteles Reginaldo Lopes Selma Schons Vignatti PMDB vaga do PP Carlos Eduardo Cadoca Alexandre Santos Eliseu Padilha 5 vagas vaga do PPS Lupércio Ramos Max Rosenmann Wilson Santiago Zé Gerardo Bloco PFL, PRONA Carlos Melles Gervásio Silva Eduardo Sciarra José Roberto Arruda Gerson Gabrielli 2 vagas Marcelo Guimarães Filho PP Augusto Nardes Benedito de Lira Francisco Dornelles Feu Rosa Pedro Corrêa Eduardo Paes Luiz Carlos Hauly Ronaldo Dimas Armando Monteiro Arnaldo Faria de Sá José Militão (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PSDB Júlio Redecker Vittorio Medioli Yeda Crusius PTB Joaquim Francisco 2 vagas PPS (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PSB Renato Casagrande PDT Enio Bacci PC do B Vanessa Grazziotin PSC Costa Ferreira PV Jovino Cândido Secretário(a): Maria Terezinha Dontati Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6215/6232 FAX: 216-6225 Armando Monteiro 1 vaga 2 vagas PL Jaime Martins 1 vaga Sandro Mabel 1 vaga PSB Eduardo Campos (Licenciado) Isaías Silvestre Bloco PL, PSL Ademir Camilo Giacobo Miguel de Souza Zé Lima PTB Carlos Nader Enio Tatico Heleno Silva Maurício Quintella Lessa (Licenciado) 1 vaga PPS B. Sá B. Sá 1 vaga PDT Álvaro Dias Jorge Gomes (Dep. do PP ocupa a vaga) PC do B Renildo Calheiros Álvaro Dias 1 vaga 1 vaga Inácio Arruda PRONA Elimar Máximo Damasceno Secretário(a): Eveline de Carvalho Alminta Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6211 / 6232 FAX: 216-6225 1 vaga 1 vaga COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 76, DE 2003, QUE "INSTITUI, NA FORMA DO ART. 43 DA CONSTITUIÇÃO, A SUPERINTENDÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE - SUDENE, ESTABELECE A SUA COMPOSIÇÃO, NATUREZA JURÍDICA, OBJETIVOS, ÁREA DE COMPETÊNCIA E INSTRUMENTOS DE AÇÃO". Presidente: Marcelino Fraga (PMDB) 1º Vice-Presidente: José Pimentel (PT) 2º Vice-Presidente: Fábio Souto (PFL) 3º Vice-Presidente: Relator: Zezéu Ribeiro (PT) Titulares Suplentes PT Fátima Bezerra João Alfredo José Pimentel Josias Gomes Leonardo Monteiro Luiz Alberto Luiz Couto Maurício Rands Paulo Rubem Santiago Terezinha Fernandes Zezéu Ribeiro 1 vaga PFL André de Paula José Carlos Araújo César Bandeira 4 vagas Fábio Souto Luiz Carreira 1 vaga PMDB Jorge Alberto Carlos Eduardo Cadoca Marcelino Fraga Mauro Lopes Mauro Benevides Moraes Souza Sandra Rosado Zé Gerardo PSDB Antonio Cambraia Átila Lira Bosco Costa Gonzaga Mota Helenildo Ribeiro João Castelo João Almeida 1 vaga PP Benedito de Lira Enivaldo Ribeiro Cleonâncio Fonseca Márcio Reinaldo Moreira vaga do PDT Ricardo Fiuza Wagner Lago COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 91, DE 2003, QUE "INSTITUI, NA FORMA DO ART. 43 DA CONSTITUIÇÃO, A SUPERINTENDÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO DA AMAZÔNIA - SUDAM, ESTABELECE A SUA COMPOSIÇÃO, NATUREZA JURÍDICA, OBJETIVOS, ÁREA DE COMPETÊNCIA E INSTRUMENTOS DE AÇÃO". Presidente: Átila Lins (PPS) 1º Vice-Presidente: Marinha Raupp (PMDB) 2º Vice-Presidente: Vic Pires Franco (PFL) 3º Vice-Presidente: Hamilton Casara (PL) Relator: Paulo Rocha (PT) Titulares Suplentes PT Anselmo Eduardo Valverde Carlos Abicalil Nilson Mourão Hélio Esteves Zé Geraldo Henrique Afonso Zico Bronzeado Paulo Rocha 2 vagas Terezinha Fernandes PFL Kátia Abreu Clóvis Fecury vaga do PDT Pauderney Avelino Davi Alcolumbre Vic Pires Franco Francisco Rodrigues (Dep. do PP ocupa a vaga) 3 vagas 1 vaga PMDB Alceste Almeida Ann Pontes vaga do PV Asdrubal Bentes Deley Marinha Raupp Wladimir Costa Osvaldo Reis 2 vagas PSDB Nicias Ribeiro Anivaldo Vale Nilson Pinto João Castelo (Dep. do PL ocupa a vaga) Zenaldo Coutinho 1 vaga 1 vaga PP vaga do PFL Zé Lima Darci Coelho Francisco Garcia 2 vagas Ronivon Santiago Suely Campos PTB Pastor Frankembergen Josué Bengtson Silas Câmara 1 vaga PL vaga do PSDB vaga do PSB Hamilton Casara Humberto Michiles Raimundo Santos Coronel Alves Luciano Castro Maurício Rabelo (Licenciado) PSB Dr. Ribamar Alves Janete Capiberibe PL Carlos Mota Chico da Princesa Medeiros (Dep. do PL ocupa a vaga) 1 vaga PPS Átila Lins 1 vaga PSB Paulo Baltazar 1 vaga (Dep. do PFL ocupa a vaga) 1 vaga Geraldo Thadeu PDT PC do B Perpétua Almeida (Dep. do PT ocupa a vaga) (Dep. do PT ocupa a vaga) PPS PDT Dr. Rodolfo Pereira Humberto Michiles Maurício Rabelo (Licenciado) vaga do PFL Paulo Marinho Wellington Roberto Vanessa Grazziotin Alceu Collares Sarney Filho (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Secretário(a): Maria Terezinha Donati Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6215 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A EFETUAR ESTUDO EM RELAÇÃO ÀS MATÉRIAS EM TRAMITAÇÃO NA CASA, CUJO TEMA ABRANJA A REFORMA PREVIDENCIÁRIA. Presidente: Roberto Brant (PFL) 1º Vice-Presidente: Onyx Lorenzoni (PFL) 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Relator: José Pimentel (PT) Titulares Suplentes PT Arlindo Chinaglia Adão Pretto Dr. Rosinha Assis Miguel do Couto Eduardo Valverde Durval Orlato Henrique Fontana Guilherme Menezes vaga do PSB Ivan Valente Maninha vaga do PSB José Pimentel Mariângela Duarte Nilson Mourão Roberto Gouveia (Dep. S.PART. ocupa a vaga) 1 vaga PFL vaga do PTB vaga do PTB Jair Bolsonaro Félix Mendonça Gervásio Silva Luiz Carreira Murilo Zauith Vic Pires Franco Onyx Lorenzoni Vilmar Rocha Roberto Brant (Dep. do PTB ocupa a vaga) Robson Tuma (Dep. do PL ocupa a vaga) (Dep. do PP ocupa a vaga) (Dep. do PP ocupa a vaga) PMDB Adelor Vieira Osvaldo Biolchi vaga do PSDB 4 vagas Alexandre Santos Darcísio Perondi Jorge Alberto Mendes Ribeiro Filho (Dep. S.PART. ocupa a vaga) PSDB Alberto Goldman Anivaldo Vale Custódio Mattos Bismarck Maia Eduardo Barbosa João Campos Yeda Crusius (Dep. do PP ocupa a vaga) (Dep. do PMDB ocupa a vaga) 1 vaga PP vaga do PFL vaga do PSDB Feu Rosa Darci Coelho José Linhares Ivan Ranzolin vaga do PFL 2 vagas Reginaldo Germano Ronivon Santiago 1 vaga PTB vaga do PFL Arnaldo Faria de Sá Marcondes Gadelha Dr. Francisco Gonçalves Ricardo Izar (Dep. do PFL ocupa a vaga) Vicente Cascione (Dep. do PFL ocupa a vaga) (Dep. do PSL ocupa a vaga) PC do B PV Jandira Feghali Alice Portugal PRONA Enéas 1 vaga PSL vaga do PDT João Mendes de Jesus S.PART. vaga do PMDB vaga do PT Luciana Genro Alberto Fraga Secretário(a): Maria Terezinha Donati Local: Anexo II, Pavimento Superior, sala 170-A Telefones: 216-6215 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A EFETUAR ESTUDO EM RELAÇÃO ÀS MATÉRIAS EM TRAMITAÇÃO NA CASA, CUJO TEMA ABRANJA A REFORMA DO JUDICIÁRIO. Presidente: José Eduardo Cardozo (PT) 1º Vice-Presidente: João Alfredo (PT) 2º Vice-Presidente: Nelson Trad (PMDB) 3º Vice-Presidente: João Campos (PSDB) Titulares Suplentes PT Antonio Carlos Biscaia Iriny Lopes Dra. Clair Mariângela Duarte João Alfredo 5 vagas José Eduardo Cardozo José Mentor Maurício Rands Rubinelli PFL vaga do PTB Coriolano Sales Jair Bolsonaro Jairo Carneiro José Mendonça Bezerra Luiz Carlos Santos Robério Nunes Mendonça Prado (Licenciado) Vilmar Rocha (Dep. do PP ocupa a vaga) (Dep. do PL ocupa a vaga) (Dep. do PTB ocupa a vaga) 2 vagas PMDB Bernardo Ariston Osmar Serraglio vaga do PSB Paulo Lima Carlos Willian Marcelino Fraga 3 vagas Nelson Trad Wilson Santiago 1 vaga PSDB Aloysio Nunes Ferreira Bonifácio de Andrada (Licenciado) João Campos Bosco Costa Vicente Arruda Nicias Ribeiro (Dep. do PPS ocupa a vaga) Zenaldo Coutinho 1 vaga Zulaiê Cobra PP vaga do PFL Celso Russomanno Darci Coelho Feu Rosa Nélio Dias Roberto Balestra Ibrahim Abi-ackel (Licenciado) Ricardo Fiuza vaga do PDT Wagner Lago PTB Luiz Antonio Fleury vaga do PFL Paes Landim Vicente Cascione 1 vaga Arnaldo Faria de Sá (Dep. do PFL ocupa a vaga) 1 vaga PL Carlos Mota Inaldo Leitão José Santana de Vasconcellos João Paulo Gomes da Silva vaga do PFL Paulo Marinho Raimundo Santos Wellington Roberto PSB Renato Casagrande 2 vagas (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PPS Dimas Ramalho Fernando Coruja vaga do PSDB Juíza Denise Frossard PDT (Dep. do PP ocupa a vaga) Pompeo de Mattos PC do B Perpétua Almeida 1 vaga PRONA 1 vaga 1 vaga Secretário(a): Heloisa Pedrosa Diniz Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6201 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A EFETUAR ESTUDO EM RELAÇÃO ÀS MATÉRIAS EM TRAMITAÇÃO NA CASA, CUJO TEMA ABRANJA A REFORMA POLÍTICA. Presidente: Alexandre Cardoso (PSB) 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Relator: Ronaldo Caiado (PFL) Titulares Suplentes PT Chico Alencar César Medeiros Devanir Ribeiro Colombo Fernando Ferro João Alfredo José Eduardo Cardozo Luiz Sérgio Luiz Couto Maria do Carmo Lara (Dep. do PDT ocupa a Paulo Delgado vaga) Rubens Otoni 1 vaga PFL Antonio Carlos Magalhães André de Paula Neto Luiz Carlos Santos Eduardo Sciarra Marcos Abramo José Rocha vaga do PTB Marcelo Guimarães Filho Roberto Magalhães Ronaldo Caiado Paulo Bauer Vic Pires Franco Zelinda Novaes (Dep. do PTB ocupa a vaga) PMDB Cezar Schirmer Almerinda de Carvalho José Divino Jorge Alberto Marcelino Fraga Leandro Vilela Osmar Serraglio Mauro Benevides Osvaldo Biolchi Vieira Reis PSDB Affonso Camargo Carlos Alberto Leréia Aloysio Nunes Ferreira (Licenciado) Nicias Ribeiro Bonifácio de Andrada Thelma de Oliveira João Almeida Vicente Arruda Professora Raquel Teixeira 1 vaga (Licenciado) PP vaga do PPS Francisco Dornelles Agnaldo Muniz Leodegar Tiscoski Nélio Dias Mário Negromonte Ricardo Barros Nilton Baiano PTB Jackson Barreto vaga do PFL Paes Landim Philemon Rodrigues (Dep. do PFL ocupa a vaga) Edna Macedo José Múcio Monteiro Neuton Lima PL Carlos Rodrigues João Paulo Gomes da Silva Lincoln Portela Almeida de Jesus Mário Assad Júnior Oliveira Filho PSB Alexandre Cardoso Luiza Erundina 2 vagas PPS (Dep. do PP ocupa a vaga) Átila Lins PDT vaga do PT Severiano Alves João Fontes Mário Heringer PC do B Renildo Calheiros Inácio Arruda PV Jovino Cândido Secretário(a): Ana Lúcia Ribeiro Marques Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6214 / 6232 FAX: 216-6225 Marcelo Ortiz COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A EFETUAR ESTUDO EM RELAÇÃO ÀS MATÉRIAS EM TRAMITAÇÃO NA CASA, CUJO TEMA ABRANJA A REFORMA TRABALHISTA. Presidente: Vicentinho (PT) 1º Vice-Presidente: Maurício Rands (PT) 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Relator: José Chaves (PTB) Titulares Suplentes PT Carlos Santana Antônio Carlos Biffi Dra. Clair Antonio Carlos Biscaia Luiz Alberto Henrique Afonso Maurício Rands Josias Gomes Orlando Desconsi Neyde Aparecida Paulo Rocha Tarcísio Zimmermann Vicentinho (Dep. S.PART. ocupa a vaga) PFL Coriolano Sales Celcita Pinheiro João Batista Gerson Gabrielli Paulo Bauer Onyx Lorenzoni Robson Tuma (Dep. do PTB ocupa a vaga) Vilmar Rocha 2 vagas (Dep. do PL ocupa a vaga) PMDB Leonardo Picciani Jefferson Campos Marcelo Teixeira Leandro Vilela Wladimir Costa Pastor Pedro Ribeiro (Dep. do PTB ocupa a vaga) Takayama (Dep. do PPS ocupa a vaga) 1 vaga PSDB Antonio Carlos Pannunzio Ariosto Holanda Carlos Alberto Leréia Átila Lira Eduardo Paes Carlos Sampaio Ronaldo Dimas 2 vagas Zenaldo Coutinho PP Francisco Dornelles Leonardo Vilela (Licenciado) Nelson Meurer Luis Carlos Heinze Roberto Balestra (Licenciado) Vadão Gomes PTB Iris Simões Homero Barreto vaga do PFL Joaquim Francisco Paes Landim vaga do PMDB José Chaves José Múcio Monteiro Philemon Rodrigues 1 vaga PL Miguel de Souza vaga do PFL Paulo Marinho Sandro Mabel (Dep. S.PART. ocupa a vaga) Heleno Silva Milton Monti Raimundo Santos José Militão Nelson Marquezelli 1 vaga Pedro Fernandes (Dep. do PL ocupa a vaga) (Dep. do PSC ocupa a vaga) PL vaga do PTB Edmar Moreira João Leão Sandro Mabel Enio Tatico Jaime Martins João Paulo Gomes da Silva Reinaldo Betão PSB vaga do PDT Dr. Ribamar Alves Isaías Silvestre Luciano Leitoa 2 vagas PPS Cláudio Magrão vaga do PMDB Maria Helena Raul Jungmann PDT Pompeo de Mattos (Dep. do PSB ocupa a vaga) PC do B Daniel Almeida Jamil Murad PRONA 1 vaga 1 vaga S.PART. vaga do PL vaga do PT Babá Almir Moura Secretário(a): Valdivino Tolentino Filho Local: Anexo II, Pavimento Superior, sala 170-A Telefones: 216-6206 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A EFETUAR ESTUDO EM RELAÇÃO ÀS MATÉRIAS EM TRAMITAÇÃO NA CASA, CUJO TEMA ABRANJA O SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL. Presidente: Mussa Demes (PFL) 1º Vice-Presidente: Gerson Gabrielli (PFL) 2º Vice-Presidente: Carlos Eduardo Cadoca (PMDB) 3º Vice-Presidente: Luiz Carlos Hauly (PSDB) Relator: Virgílio Guimarães (PT) Titulares Suplentes PT Carlito Merss Paulo Pimenta Jorge Bittar Reginaldo Lopes José Mentor Telma de Souza Paulo Bernardo (Licenciado) Vignatti Paulo Rubem Santiago Wasny de Roure Virgílio Guimarães (Dep. do PV ocupa a vaga) Walter Pinheiro 1 vaga PFL Gerson Gabrielli Aroldo Cedraz José Carlos Machado Eduardo Sciarra José Roberto Arruda Eliseu Resende Mussa Demes Gervásio Silva Pauderney Avelino Júlio Cesar (Dep. do PSDB ocupa a vaga) Vic Pires Franco PMDB Carlos Eduardo Cadoca Ann Pontes Luiz Bittencourt Jorge Alberto vaga do PPS Paulo Afonso Lupércio Ramos Marcelo Teixeira Pedro Chaves Max Rosenmann 1 vaga (Dep. do PTB ocupa a vaga) PSDB Antonio Cambraia Anivaldo Vale vaga do PFL Antonio Carlos Mendes Thame Eduardo Paes Julio Semeghini Gonzaga Mota Luiz Carlos Hauly Yeda Crusius Narcio Rodrigues (Dep. do PTB ocupa a vaga) Walter Feldman (Licenciado) PP Delfim Netto Augusto Nardes Francisco Dornelles Márcio Reinaldo Moreira Romel Anizio 1 vaga PTB vaga do PMDB vaga do PSDB Arnon Bezerra Armando Monteiro PSB vaga do PDT André Zacharow Beto Albuquerque Renato Casagrande Pastor Francisco Olímpio 1 vaga PPS (Dep. do PMDB ocupa a vaga) (Dep. do PDT ocupa a vaga) PDT vaga do PPS (Dep. do PSB ocupa a vaga) João Herrmann Neto 1 vaga PC do B Sérgio Miranda Vanessa Grazziotin PV vaga do PT Edson Duarte Fernando Gabeira Leonardo Mattos PSC vaga do PTB Zequinha Marinho Secretário(a): Angélica Maria Landim Fialho de Aguiar Local: Anexo II, Pavimento Superior, sala 170-A Telefones: 216-6218 / 6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A OUVIR OS DIVERSOS POSICIONAMENTOS A RESPEITO DO TEMA E PROPOR MEDIDAS VISANDO A REFORMA UNIVERSITÁRIA. Presidente: 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Titulares Suplentes PT 6 vagas 6 vagas PMDB Gastão Vieira Osmar Serraglio João Matos (Licenciado) 4 vagas Marinha Raupp Osvaldo Biolchi 1 vaga Bloco PFL, PRONA César Bandeira 4 vagas Clóvis Fecury Corauci Sobrinho Murilo Zauith PP Feu Rosa Márcio Reinaldo Moreira Professor Irapuan Teixeira Ronivon Santiago Simão Sessim Suely Campos Vanderlei Assis Wagner Lago PSDB Átila Lira Bonifácio de Andrada Nilson Pinto Lobbe Neto Professora Raquel Teixeira Rafael Guerra (Licenciado) PTB Eduardo Seabra Alex Canziani Jonival Lucas Junior Elaine Costa (Dep. S.PART. ocupa a vaga) Paes Landim Bloco PL, PSL Carlos Mota Pedro Irujo Milton Monti (Dep. S.PART. ocupa a vaga) Paulo Marinho 1 vaga PPS Rogério Teófilo Fernando Coruja 1 vaga PSB Luciano Leitoa 1 vaga PDT Severiano Alves 1 vaga Coronel Alves Miguel de Souza Jamil Murad Maria Helena Costa Ferreira 1 vaga PV Marcelo Ortiz S.PART. vaga do PTB Alberto Fraga Secretário(a): - 1 vaga PSB PSC Sarney Filho Hamilton Casara 1 vaga PPS PC do B Alice Portugal 1 vaga Bloco PL, PSL Almir Moura vaga do Bloco PL, PSL COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A APRECIAR AS SOLICITAÇÕES DE ACESSO A INFORMAÇÕES SIGILOSAS PRODUZIDAS OU RECEBIDAS PELA CÂMARA DOS DEPUTADOS NO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES PARLAMENTARES E ADMINISTRATIVAS, ASSIM COMO SOBRE O CANCELAMENTO OU REDUÇÃO DE PRAZOS DE SIGILO E OUTRAS ATRIBUIÇÕES PREVISTAS NA RESOLUÇÃO N º 29, DE 1993. Presidente: 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Titulares Suplentes PT Antonio Carlos Biscaia PMDB Mendes Ribeiro Filho PFL Moroni Torgan Secretário(a): Tarcísio Local: CEDI Telefones: 216-5615 / 5625 COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO DESTINADA A "INVESTIGAR O TRÁFICO DE ANIMAIS E PLANTAS SILVESTRES BRASILEIROS, A EXPLORAÇÃO E COMÉRCIO ILEGAL DE MADEIRA E A BIOPIRATARIA NO PAÍS". Presidente: Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB) 1º Vice-Presidente: Moacir Micheletto (PMDB) 2º Vice-Presidente: Josué Bengtson (PTB) 3º Vice-Presidente: Perpétua Almeida (PCdoB) Relator: Sarney Filho (PV) Titulares Suplentes PT Dr. Rosinha João Alfredo Henrique Afonso 3 vagas Leonardo Monteiro Nilson Mourão PMDB vaga do PDT 3 vagas Gervásio Oliveira Leandro Vilela Luiz Bittencourt Moacir Micheletto Bloco PFL, PRONA João Carlos Bacelar 3 vagas Robson Tuma 1 vaga PP Benedito de Lira Roberto Balestra (Licenciado) Francisco Garcia 1 vaga PSDB Antonio Carlos Mendes Thame Nicias Ribeiro Nilson Pinto Thelma de Oliveira PTB Josué Bengtson Pastor Reinaldo Janete Capiberibe 1 vaga PDT (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Dr. Rodolfo Pereira PC do B Perpétua Almeida Vanessa Grazziotin PV Sarney Filho Edson Duarte Secretário(a): Saulo Augusto Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 151-B Telefones: 216-6276/6252 FAX: 216-6285 COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO DESTINADA A "INVESTIGAR A AÇÃO CRIMINOSA DAS MILÍCIAS PRIVADAS E DOS GRUPOS DE EXTERMÍNIO EM TODA A REGIÃO NORDESTE". Presidente: Bosco Costa (PSDB) 1º Vice-Presidente: Vicente Arruda (PSDB) 2º Vice-Presidente: Luiz Alberto (PT) 3º Vice-Presidente: Geraldo Thadeu (PPS) Relator: Luiz Couto (PT) Titulares Suplentes PT Fernando Ferro Guilherme Menezes João Alfredo José Pimentel Luiz Alberto Maurício Rands Luiz Couto Nelson Pellegrino PFL vaga do PDT José Carlos Araújo Davi Alcolumbre vaga do PRONA José Carlos Machado Fernando de Fabinho Marcelo Guimarães Filho Rodrigo Maia 1 vaga 1 vaga PMDB Josias Quintal Pastor Pedro Ribeiro Marcelo Castro Sandra Rosado Mauro Lopes 1 vaga PSDB Bosco Costa Carlos Sampaio Helenildo Ribeiro João Campos Vicente Arruda 1 vaga PP Enivaldo Ribeiro Márcio Reinaldo Moreira Mário Negromonte Nélio Dias PTB Jonival Lucas Junior Arnaldo Faria de Sá Romeu Queiroz Osmânio Pereira PL Marcos de Jesus Almeida de Jesus 1 vaga Edmar Moreira PSB Dr. Ribamar Alves 1 vaga PPS Geraldo Thadeu Colbert Martins PDT 1 vaga (Dep. do PFL ocupa a vaga) PC do B Daniel Almeida 1 vaga PRONA (Dep. do PFL ocupa a vaga) Elimar Máximo Damasceno Secretário(a): Francisco de Assis Diniz Local: Anexo II, Sala 151-B Telefones: 216-6213 / 6252 FAX: 216-6285 Nelson Trad COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO DESTINADA A INVESTIGAR O PROCESSO DE PRIVATIZAÇÃO DAS EMPRESAS DO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO E O PAPEL NELE DESEMPENHADO PELO BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES. Presidente: 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: 3º Vice-Presidente: Titulares Suplentes PT Eduardo Valverde Adão Pretto Fernando Ferro Wasny de Roure Jorge Boeira 2 vagas Mauro Passos PMDB José Priante Josias Quintal Marcello Siqueira 2 vagas vaga do PSC Pastor Amarildo Wladimir Costa Bloco PFL, PRONA Gervásio Silva Corauci Sobrinho José Carlos Araújo José Carlos Aleluia Luiz Carlos Santos Pauderney Avelino PP João Pizzolatti Ricardo Barros Mário Negromonte Vadão Gomes PSDB João Almeida Antonio Cambraia Silvio Torres Rafael Guerra PTB Osmânio Pereira Arnaldo Faria de Sá Salvador Zimbaldi Marcus Vicente Bloco PL, PSL Giacobo Jaime Martins Inaldo Leitão Luciano Castro PPS B. Sá Colbert Martins PSB Dr. Ribamar Alves (Dep. do PDT ocupa a vaga) PDT Luiz Piauhylino Álvaro Dias vaga do PSB Jurandir Boia PC do B Sérgio Miranda Vanessa Grazziotin PSC (Dep. do PMDB ocupa a vaga) (Dep. S.PART. ocupa a vaga) S.PART. vaga do PSC Renato Cozzolino Secretário(a): COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO DESTINADA A INVESTIGAR AS ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS DO TRÁFICO DE ARMAS. Presidente: Moroni Torgan (PFL) 1º Vice-Presidente: Laura Carneiro (PFL) 2º Vice-Presidente: Josias Quintal (PMDB) 3º Vice-Presidente: Neucimar Fraga (PL) Relator: Paulo Pimenta (PT) Titulares Suplentes PT Luiz Couto Antonio Carlos Biscaia Odair Cunha Iriny Lopes Paulo Pimenta José Eduardo Cardozo Rubinelli Zico Bronzeado PMDB Gervásio Oliveira Cabo Júlio Josias Quintal Gilberto Nascimento Mauro Lopes 2 vagas Bloco PFL, PRONA Laura Carneiro Moroni Torgan Robson Tuma Eduardo Sciarra Onyx Lorenzoni 1 vaga PSDB Carlos Sampaio João Campos Bosco Costa Capitão Wayne vaga do PTB Zulaiê Cobra PP Nilton Baiano Reginaldo Germano Francisco Appio Mário Negromonte PTB Arnaldo Faria de Sá (Dep. S.PART. ocupa a vaga) Luiz Antonio Fleury (Dep. do PSDB ocupa a vaga) PL Coronel Alves Neucimar Fraga Carlos Mota Medeiros PPS Juíza Denise Frossard Colbert Martins PSB Paulo Baltazar Gonzaga Patriota PDT Pompeo de Mattos Enio Bacci PC do B Perpétua Almeida 1 vaga PV Edson Duarte Jovino Cândido S.PART. vaga do PTB Alberto Fraga Secretário(a): Manoel Alvim Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 151-B Telefones: 216-6210/6252 FAX: 216-6285 REQUER A INSTALAÇÃO DE COMISSÃO EXTERNA DESTINADA A ACOMPANHAR E TOMAR MEDIDAS CABÍVEIS NAS DENÚNCIAS DE DESVIO DE VERBAS FEDERAIS RELATIVAS À SAÚDE NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Titulares Suplentes PT Chico Alencar PMDB José Divino PFL Laura Carneiro PSB Alexandre Cardoso PC do B Jandira Feghali Secretário(a): COMISSÃO EXTERNA DESTINADA A ACOMPANHAR AS INVESTIGAÇÕES DO ASSASSINATO DOS AUDITORES FISCAIS E DO MOTORISTA DO MINISTÉRIO DO TRABALHO, NA REGIÃO NOROESTE DE MINAS GERAIS, NA CIDADE DE UNAÍ. Coordenador: Luiz Eduardo Greenhalgh (PT) Relator: Carlos Mota (PL) Titulares Suplentes PT Eduardo Valverde Luiz Eduardo Greenhalgh Virgílio Guimarães PFL José Roberto Arruda PSDB Eduardo Barbosa PL Carlos Mota PTB Arnaldo Faria de Sá PPS Colbert Martins PCdoB Sérgio Miranda Secretário(a): Maria de Fátima Moreira Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6204/6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO EXTERNA DESTINADA A ACOMPANHAR AS INVESTIGAÇÕES SOBRE SUCESSIVOS ATAQUES, SEGUIDOS DE MORTE, PRATICADOS CONTRA MORADORES DE RUA NA CIDADE DE SÃO PAULO. Coordenador: Orlando Fantazzini (PT) Titulares Suplentes PT Luiz Eduardo Greenhalgh Orlando Fantazzini PMDB Gilberto Nascimento Jefferson Campos Bloco PFL, PRONA Dr. Pinotti (Licenciado) PP Celso Russomanno PSDB Zulaiê Cobra PTB Arnaldo Faria de Sá Bloco PL, PSL Wanderval Santos PPS Geraldo Thadeu PSB Luiza Erundina Secretário(a): COMISSÃO EXTERNA DESTINADA A VERIFICAR, "IN LOCO", AS CAUSAS DO INCÊNDIO E BUSCAR CONHECIMENTO PARA QUE AS POLÍTICAS PÚBLICAS FEDERAIS POSSAM DESENVOLVER O ESTADO DE RORAIMA. Titulares Suplentes PT Josias Gomes Paulo Rocha Professor Luizinho Zico Bronzeado PMDB Alceste Almeida PFL Francisco Rodrigues PTB Pastor Frankembergen PP Suely Campos PDT Dr. Rodolfo Pereira PC do B Vanessa Grazziotin Secretário(a): COMISSÃO EXTERNA DESTINADA A REALIZAR VISITAS ÀS INSTALAÇÕES DE ENRIQUECIMENTO DE URÂNIO LOCALIZADAS EM RESENDE - RJ, EM CAITITÉ - BA EM OUTROS MUNICÍPIOS, E ELABORAR RELATÓRIO DESCRITIVO, CONTENDO ANÁLISE E AVALIAÇÃO CIRCUNSTANCIAL DOS PROCESSOS E PRECEDIMENTOS OBSERVADOS NO PROJETO NUCLEAR BRASILEIRO. Titulares Suplentes PT Maninha Zarattini PMDB Moreira Franco PFL Carlos Melles Jair Bolsonaro Murilo Zauith Robério Nunes PSDB Antonio Carlos Pannunzio PP Feu Rosa Ivan Ranzolin PL Marcos de Jesus PDT João Herrmann Neto PV Edson Duarte Fernando Gabeira Secretário(a): COMISSÃO EXTERNA DESTINADA A ACOMPANHAR OS TRABALHOS RELACIONADOS À CHACINA OCORRIDA NA BAIXADA FLUMINENSE, INCLUSIVE A APURAÇÃO QUE VEM SENDO FEITA PELOS ÓRGÃOS POLICIAIS. Presidente: Nelson Bornier (PMDB) Titulares Suplentes PT André Costa Antonio Carlos Biscaia PMDB vaga do PP Almerinda de Carvalho Nelson Bornier Bloco PFL, PRONA Aldir Cabral PSDB 1 vaga PP (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PTB Roberto Jefferson PL Reinaldo Betão Secretário(a): COMISSÃO EXTERNA DESTINADA A VISITAR A BAHIA E AVERIGUAR AS RAZÕES DO CONFLITO ENTRE OS MÉDICOS BAIANOS E OS PLANOS DE SAÚDE. Titulares Suplentes PT Angela Guadagnin Guilherme Menezes Nelson Pellegrino PMDB Geddel Vieira Lima Jorge Alberto Bloco PFL, PRONA José Rocha 1 vaga PP Nilton Baiano Vanderlei Assis PSDB João Almeida PTB Jonival Lucas Junior Bloco PL, PSL Amauri Gasques PPS Colbert Martins PSB Jorge Gomes PC do B Alice Portugal Secretário(a): COMISSÃO EXTERNA DESTINADA A AVERIGUAR A SITUAÇÃO DE CONFLITO EXISTENTE ENTRE OS MORADORES E O IBAMA, NO ENTORNO DO PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU, NO ESTADO DO PARANÁ. Titulares Suplentes PT Assis Miguel do Couto PMDB Osmar Serraglio PFL Eduardo Sciarra PSDB Luiz Carlos Hauly PP Nelson Meurer PTB Alex Canziani PV Fernando Gabeira Secretário(a): COMISSÃO EXTERNA DESTINADA A ACOMPANHAR AS INVESTIGAÇÕES SOBRE O ENVENENAMENTO DE ANIMAIS OCORRIDO NA FUNDAÇÃO ZOOLÓGICO DE SÃO PAULO. Coordenador: Marcelo Ortiz (PV) Titulares Suplentes PT Devanir Ribeiro Roberto Gouveia PMDB Ann Pontes (Dep. do PV ocupa a vaga) Bloco PFL, PRONA Robson Tuma (Dep. do PV ocupa a vaga) PP Ildeu Araujo Professor Irapuan Teixeira PSDB Antonio Carlos Mendes Thame PTB Arnaldo Faria de Sá Bloco PL, PSL Amauri Gasques PPS Geraldo Thadeu PSB 1 vaga PV vaga do PMDB Edson Duarte Marcelo Ortiz vaga do Bloco PFL, PRONA Sarney Filho Secretário(a): José Maria Aguiar de Castro Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6209/6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO EXTERNA, COM ÔNUS PARA A CÂMARA DOS DEPUTADOS, DESTINADA A AVERIGUAR, "IN LOCO", A MORTE DE CRIANÇAS INDÍGENAS POR DESNUTRIÇÃO NO MATO GROSSO E NO MATO GROSSO DO SUL. Coordenador: Geraldo Resende (PPS) Titulares Suplentes PT João Grandão PMDB Teté Bezerra Thaís Barbosa PSDB Thelma de Oliveira PPS Geraldo Resende PCdoB Perpétua Almeida PV Fernando Gabeira Secretário(a): Ana Clara Fonseca Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6235/6232 FAX: 215-6225 COMISSÃO EXTERNA DESTINADA A ACOMPANHAR AS INVESTIGAÇÕES SOBRE OS CONFRONTOS ENTRE OS GARIMPEIROS E ÍNDIOS CINTA-LARGA PELA EXPLORAÇÃO ILEGAL DO GARIMPO DE DIAMANTES NA RESERVA ROOSEVELT, SITUADA NO SUL DE RONDÔNIA. Coordenador: Alberto Fraga (S.PART.) Relator: Luis Carlos Heinze (PP) Titulares Suplentes PT Carlos Abicalil Eduardo Valverde PP Agnaldo Muniz Luis Carlos Heinze PL Miguel de Souza PTB Nilton Capixaba PCdoB Perpétua Almeida PV Edson Duarte S.PART. Alberto Fraga Secretário(a): Eveline de Carvalho Alminta Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6211/6232 FAX: 216-6225 COMISSÃO EXTERNA DESTINADA A VISITAR AS UNIDADES PRISIONAIS DO SISTEMA PENITENCIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E DESENVOLVER DIÁLOGO COM AS AUTORIDADES DO ESTADO PERTINENTES À ÁREA, COM VISTAS A BUSCAR SOLUÇÃO PARA A GRAVE CRISE DO SETOR. Coordenador: Mário Heringer (PDT) Titulares Suplentes PT Antonio Carlos Biscaia Chico Alencar PMDB Gilberto Nascimento Josias Quintal Bloco PFL, PRONA Laura Carneiro PP Reginaldo Germano PSDB (Dep. do PPS ocupa a vaga) Bloco PL, PSL Wanderval Santos (Dep. S.PART. ocupa a vaga) PPS Geraldo Thadeu vaga do PSDB Juíza Denise Frossard PSB Alexandre Cardoso PDT Mário Heringer S.PART. vaga do Bloco PL, PSL Almir Moura Secretário(a): COMISSÃO EXTERNA COM A FINALIDADE DE AVERIGUAR AS CAUSAS E A EXTENSÃO DOS DANOS CAUSADOS AO MEIO AMBIENTE PELO VAZAMENTO DE UMA BARRAGEM DE REJEITOS DA INDÚSTRIA CATAGUASES DE PAPEL LTDA., ATINGINDO MUNICÍPIOS DOS ESTADOS DE MINAS GERAIS E DO RIO DE JANEIRO. Coordenador: César Medeiros (PT) Relator: Renato Cozzolino (S.PART.) Titulares Suplentes PT César Medeiros Leonardo Monteiro PMDB Deley Luiz Bittencourt Nelson Bornier PP Julio Lopes PTB Sandro Matos PV Edson Duarte Fernando Gabeira Jovino Cândido Leonardo Mattos Marcelo Ortiz Sarney Filho S.PART. Renato Cozzolino Secretário(a): . GRUPO DE TRABALHO DESTINADO A EFETUAR ESTUDO EM RELAÇÃO AOS PROJETOS EM TRAMITAÇÃO REFERENTES AO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E À REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL E OFERECER INDICATIVO À CASA SOBRE A MATÉRIA. Presidente: Osmar Serraglio (PMDB) Relator: Vicente Cascione (PTB) Titulares Suplentes PT Durval Orlato Jorge Boeira Maria do Rosário Terezinha Fernandes PFL Laura Carneiro Zelinda Novaes (Dep. do PP ocupa a vaga) PMDB Ann Pontes Osmar Serraglio Rose de Freitas PSDB Aloysio Nunes Ferreira (Licenciado) Eduardo Barbosa Thelma de Oliveira PP vaga do PFL Darci Coelho Ivan Ranzolin Ricardo Fiuza PTB Luiz Antonio Fleury Vicente Cascione PL Carlos Mota PSB Luiza Erundina PPS Rogério Teófilo PDT Severiano Alves Secretário(a): Saulo Augusto Pereira Local: Anexo II, Pavimento Superior, Sala 170-A Telefones: 216-6276/6232 FAX: 216-6225 GRUPO DE TRABALHO DESTINADO A, NO PRAZO DE 20 DIAS, EXAMINAR E OFERECER UM INDICATIVO AO PLENÁRIO REFERENTE AO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 383, DE 2003, QUE "SUSTA O DECRETO N° 3.860, DE 9 DE JULHO DE 2001, QUE DISPÕE SOBRE A ORGANIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR, A AVALIAÇÃO DE CURSOS E INSTITUIÇÕES, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS", INCLUINDO O RECADASTRAMENTO DAS UNIVERSIDADES. Titulares Suplentes PT Iara Bernardi PMDB Gastão Vieira PFL Paulo Magalhães PSDB Aloysio Nunes Ferreira (Licenciado) Professora Raquel Teixeira (Licenciado) Secretário(a): - EDIÇÃO DE HOJE: 256 PÁGINAS