ofluminense.com.br PARTE INTEGRANTE DE O FLUMINENSE, NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE 4 de novembro de 2012 - Número 191 DE VENTO EM POPA NO HOBBY OU EM COMPETIÇÃO, A PAIXÃO PELA VELA editorial À BEIRA MAR EXPEDIENTE o Diretora de multimídia Liliane Souzella, [email protected] o Editora Responsável Sandra Duarte, [email protected] Nesta edição vamos mostrar um pouquinho da história de alguns apaixonados pela vela. E como não poderia deixar de ser, entrevistamos a família Grael, que traz a tradição no esporte. Só que, desta vez, além de Torben e Lars, com a palavra, as esposas, filhos e sobrinhos. O repórter Daniel Alves acompanhou uma regata em Paraty e conta detalhes do fascínio pelo universo dos veleiros clássicos. o Coordenador de Redação José Messias Xavier, [email protected] o Editora O FLU Revista Luciana Jacques, [email protected] o Repórteres Maria Laura Machado, [email protected] Natália Kleinsorgen, [email protected] Pamela Araujo, [email protected] o Estagiárias Ana Mascarenhas, [email protected] Jéssica Alves, [email protected] o Projeto Gráfico Flávia da Silva, [email protected] o Diagramação Bárbara Pinheiro o Capa Julio Silva Luciana Jacques Editora o Colaboradores desta semana Edgar Porto Wanda Günther o Redação Rua Visconde de Itaboraí, 184, Centro, Niterói. CEP 24.035-900. Tel.: (21) 2125-3068 Fax: (21) 2125-3052 [email protected] o Comercial Tel.: (21) 2125-3031, [email protected] Marcio Oliveira o Assinatura Tel.: (21) 2620-3311, [email protected] 4 o Circulação Tel.: (21) 2125-3014, [email protected] O conteúdo editorial de O Flu Revista é resguardado por direitos autorais. Não é permitida a reprodução de matérias editoriais publicadas nesta revista sem autorização de O Flu Revista. Opiniões expressas em matérias assinadas não refletem necessariamente a opinião do jornal. Felipe Cabral Entrevista Divulgação 6 12 14 16 18 22 24 25 26 28 30 34 Gênio do cotidiano Comportamento Incentivos para o teatro Arte Jetlag social Equilibre-se Cuidados especiais com a pele Beleza Foto: colaboração Jéssica Alves De vento em popa Capa Social Por Paulo Freitas O orador Edgar Porto Mão na massa Gastronomia por Romeu Valadares Cheila com C Moda Santo guerreiro Às compras Teen Closet O correto descarte das pilhas e baterias Espaço aberto por Wanda Günther 10 Espelhos Decoração 32 Alimentos “amigos” Terceira idade 3 4 de novembro O 2012 entrevista QUERO SER FAMOSO Pamela Araujo Sucesso na internet desde 2011, a websérie “Quero ser solteira” serviu para projetar novos talentos, entre eles o niteroiense Felipe Cabral, de 26 anos. A convite de Cláudia Sardinha, idealizadora do projeto, além de dividir o roteiro, Felipe dá vida a Leozinho, o amigo gay de Nina, interpretada por Cláudia. A boa repercussão chamou a atenção do Multishow. Nesta entrevista, ele conta como foi a conquista de um horário na grade de programação do canal e como isto lhe abriu portas. VOCÊ SEMPRE QUIS SER ATOR? COMO FOI SUA TRAJETÓRIA PROFISSIONAL ATÉ “QUERO SER SOLTEIRA”? Entrei no Tablado (curso de teatro) em 2005, junto com a faculdade de Jornalismo na PUC. Sempre tive vontade de fazer teatro, mas era uma coisa muito distante da minha família, ninguém nunca tinha sido ator. Passei lá 5 anos, fui chamado para fazer umas peças e comecei a escrever cenas curtas de teatro para inscrever em festivais. Em 2007, fui chamado pra fazer “O Dragão Verde” (texto de Maria Clara Machado), um infantil lá no Tablado, com direção de Cacá Mourthé, diretora geral de lá. Fiquei 2 anos em cartaz com esse espetáculo, onde conheci a Cláudia (Sardinha). No final da temporada, ela me falou sobre a ideia que tinha de contar a história de uma menina que queria ser solteira e perguntou se a gente poderia fazer algo, como uma peça. MAS COMO A IDEIA EVOLUIU PARA A WEBSÉRIE E DEPOIS PARA A SÉRIE DE TV? Em 2010, ela estava terminando a faculdade de Cinema na PUC, quando veio com a proposta de fazer a websérie como projeto de conclusão de curso, e eu topei. Em 2011, a série foi ao ar, a gente criou um site, comprou o domínio “querosersolteira.com”, e passou a veicular todo domingo um episódio pelo youtube. A série ficou ótima, deu uma repercussão muito legal na rede e chegou no Multishow. A Cláudia tinha uma professora, Clélia Bessa, dona 4 4 de novembro O 2012 de produtora, que fez essa ponte com o canal. O piloto foi aprovado no final do ano passado. Gravamos em maio e junho a primeira temporada completa, e a série estreou no dia 5 de outubro, sendo exibida todas as sextas-feiras, às 22h30. SÃO QUANTOS EPISÓDIOS? HÁ PREVISÃO DE UMA SEGUNDA TEMPORADA? São 13 episódios inéditos de meia-hora cada. Eu falo que uma coisa vai puxando a outra e tem sido tudo muito surpreendente. É óbvio que a nossa expectativa é que com o sucesso dessa temporada consigamos uma continuidade. Eu só não digo que está certo porque ainda não assinei o contrato, mas a gente sabe que a série está tendo uma repercussão muito boa dentro do canal e também do público. O retorno que estou tendo é muito bom. ALÉM DE ASSINAR O ROTEIRO COM A CLÁUDIA, VOCÊ INTERPRETA O AMIGO GAY DA NINA (PERSONAGEM DELA). VOCÊS JÁ SENTIRAM UMA RECEPTIVIDADE EM RELAÇÃO AO LEOZINHO? COMO FOI A CONCEPÇÃO DELE? Ela [a Nina] é uma menina que quer ser solteira, quer “pegação”, não quer compromisso com ninguém, e ele [Leozinho] a gente usou como um contraponto: ele quer namorar mais que tudo, quer achar o cara perfeito, o amor da vida dele. Como começou há pouco tempo, a gente ainda está vendo a repercussão. Apesar de ter um tom de comédia muito forte, eu não procurei fazer do Leozinho uma “bicha afetada”. En- tão ele é gay, ponto. Não forçaremos um esteriótipo ou caricatura. Eu não uso dele ser gay para fazer piada, mas para falar das questões dele. Essa é uma bandeira muito levantada pela nossa série. Conseguimos uma abertura muito boa do canal para mostrar o personagem vivendo realmente. Na internet é tudo muito livre, mas na televisão não, roteiro e filmagem precisam ser aprovados, então houve essa preocupação com a censura. Eu e a Cláudia escrevemos também o roteiro bem encaminhado para isso, nós filmamos o beijo gay, a cena ficou ótima e a gente espera que dê uma repercussão boa porque vai ser realmente um beijo gay na televisão brasileira, mesmo que seja num canal pago. Os dois personagens são muito carismáticos e eu tenho certeza de que estão sendo bem recebidos. E VOCÊ TEM NOVOS PROJETOS? Fui convidado para fazer uma peça chamada Baker Street, com direção de André Paes Leme, que estreia dia 1º de dezembro no CCBB. É uma comédia baseada no universo do Sherlock Holmes, na qual Marcio Oliveira A gente sabe que a série está tendo uma repercussão muito boa dentro do canal e também do público. O retorno que estou tendo é muito bom serei o Sherlock Holmes. Também tem um curta que eu fiz com a Julia Stockler, que atuou comigo na peça Norma e foi assistente de direção da série, que é o Gaydar, baseado num roteiro que eu tinha há muitos anos sobre um radar de gays. No primeiro festival que participou, ganhou o prêmio de júri popular. A premiação aconteceu no Rio Festival Gay de Cinema. Foi uma experiência nova, nunca havia dirigido cinema. Agora, todo mundo quer ver, mas não posso liberar porque ainda o estou inscrevendo em outros festivais. Estou com o projeto de filmar, ainda, meu segundo curta no final do ano, chamado Rótulo, que é justamente sobre essa brincadeira de como a gente tem a necessidade de rotular o que as pessoas são. Tem outro projeto que eu faço, do qual me orgulho muito, que é o Festu Rio, Festival de Teatro Universitário do Rio, que terá sua terceira edição em maio do ano que vem. VOCÊ SONHA EM TER UM CONTRATO NA TELEVISÃO ABERTA? Felipe Cabral, o Leozinho, aproveita a repercussão de Quero ser solteira e diz: “Esse é meu objetivo agora” É evidente que eu sonho e desejo estar numa TV aberta, porque eu adorei fazer televisão, ganhei um domínio muito maior de câmera e de set. Porém, mais do que tudo agora, eu desejo que a série tenha uma continuidade, que eu possa dar seguimento, estou louco para fazer uma segunda temporada, não vejo a hora de escrever, de colocar a Nina e o Leozinho em novas situações. Esse é meu objetivo nesse momento. n 5 4 de novembro O 2012 comportamento Evelen Gouvêa MORADORES DE NITERÓI E DE SG APOSTAM PESADO NO UNIVERSO DAS INVENÇÕES CRIADOR E CRIATURA Marcus Antônius e o filho Mathes: inspiração para criar e compartilhar o “Pega Goleiro” Pamela Araujo “Inventor é um homem que olha para o mundo em torno de si e não fica satisfeito com as coisas como elas são. Ele quer melhorar tudo o que vê e aperfeiçoar o mundo. É perseguido por uma ideia, possuído pelo espírito da invenção e não descansa enquanto não materializa seus projetos”. Este pensamento atribuído ao físico escocês Alexander Graham Bell ilustra bem os anseios daqueles que, com criatividade e persistência, se tornam verdadeiros facilitadores da vida cotidiana. Neste domingo, 4 de novembro, é o dia do inventor, e vamos conhecer um pouco mais sobre este universo. O Flu Revista ouviu pessoas de Niterói e São Gonçalo, que a partir de ideias simples ou mirabolantes, surgidas quase sempre num insight, saíram do “e se?” e as concretizaram. Um deles é o advogado Julio César Souza da Silva, de 47 anos. O niteroiense levou há dois anos para o papel um modelo de despertador ideal para quem é casado ou divide o mesmo quarto com outra pessoa. Trata-se do “Despertador Inteligente”, composto por uma base eletrônica, similar aos despertadores convencionais, na qual é inserida a programação de um microponto sem fio a ser instalado 6 4 de novembro O 2012 no ouvido da pessoa. O aparelho é capaz de programar até quatro horários distintos, um para cada pessoa numa residência. Na impossibilidade de carregar o aparelho, no entanto, Julio já aprimorou a ideia. O “Despertador Inteligente” poderá funcionar também por meio de um aplicativo em tablets e smartphones, que emitirá, na hora desejada, um bip alertando o usuário sobre seu compromisso. “Todo inventor é um inquieto por natureza, sempre quer melhorar as coisas, é um louco, visionário. Desde criança sempre tive muitas ideias, mas nunca tive a oportunidade de levá-las adiante. Nesta, porém, eu resolvi investir, vai que dá certo? Posso ficar milionário”, brinca. E o verbo investir, neste caso, é mais que usual, já que dependendo do invento a patente pode chegar a R$ 4 mil. COMPARTILHANDO A IDEIA O mecânico de manutenção Marcus Antônius Vasconcelos Cajueiro, 44, é outro que a partir de uma experiência pessoal, teve uma ideia e a colocou em prática. O morador de São Gonçalo construiu o “Pega Goleiro”, o brinquedo consiste numa minibaliza com rede e um boneco de madeira (pode ser outro material) fixado pela cabeça na parte central e superior do gol, como um pêndulo. A ideia é que ele balance de um lado para o outro a partir de um impulso ou através de um dispositivo eletrônico. “Com isso se cria certa dificuldade para a criança, que deve calcular a hora certa de chutar a bola ao gol, senão o goleiro a defende, o que além de divertir, ajuda a desenvolver a coordenação motora”, observa Marcus Antônius, pai do pequeno Matheus, de 6 anos, a verdadeira inspiração do invento. “Projetei o brinquedo quando ele tinha 4 anos, ao ver a reação dele quis compartilhar com outras pessoas, então busquei ajuda e patenteei o projeto”, afirma Marcus, que também está à procura de parceiros para comercializar sua criação. O inventor tem esperança de que, com a proximidade da Copa do Mundo da FIFA no Brasil, em 2014, algum fabricante de brinquedos infantis se interesse pelo produto, já que interesse do público alvo é o que não falta, segundo ele. Um protótipo está exposto no Museu das Invenções, em Perdizes (SP), e a criançada “se amarra”, conta. Oficial reformado da aeronáutica, advogado membro do Conselho Fiscal da Nathalia Felix Marcio Oliveira No alto, Ivan de Faria exibe, orgulhoso, a “mochila esperta”. Já Julio César Sousa criou o despertador inteligente, ideal para casais Associação Brasileira de Direito Aeroespacial, e executivo aposentado da Infraero, Ivan de Faria Drummond, 82, é hoje um inventor social, como se autointitula. Se aposentadoria para uns é sinônimo de descanso, no caso de Ivan aconteceu o contrário. A diferença é que agora ele se dedica a um dom que surgiu na infância. Aos 8 anos, criou um dispositivo para evitar que o leite derramasse no fogão – o que evitaria boas palmadas da mãe que o delegava a tarefa de cuidar dos irmãos menores. Sua ideia mais reconhecida atualmente, com direito a passagens por diversos programas de televisão, é a “mochila esperta”, um verdadeiro kit de sobrevivência para turistas. O guarda-sol, que também pode ser guarda-chuva, vai preso na mochila. A sacola de PVC 100% à prova d’água funciona como uma boia, há ainda cartão de identificação para caso de perda e um apito para afogamento. Das coisas mais complexas às mais simples, a cabeça inventiva do seu Ivan está sempre a mil por hora, e ele passaria dias contando todos os seus feitos. Assim como os demais inventores, ele bate na tecla da falta de patrocínio, o que o levou a arcar com os custos de fabricação da mo- 8 4 de novembro O 2012 chila, que chegou a ser vendida na internet, mas teve a produção interrompida por falta de verba, motivo de chateação na família. “Esposa, filhos e netos acham que eu já fui longe demais. São mais de dez anos gastando muito dinheiro com patente, matéria-prima e mão de obra. Já foi o fundo de garantia, um carro e a venda de um apartamento por causa desse sonho. Isso sacrifica a família”, revela ele para em seguida concluir: “Mas a maior oposição é sempre dos amigos, parentes e alguns invejosos”, dispara, com bom humor. Julio César, Marcus Antônius e Ivan são filiados à Associação Nacional de Inventores (ANI), embora existam diversas outras associações e clubes de inventores espalhados pelo Brasil. A entidade oferece suporte para que o inventor brasileiro tenha sua ideia protegida legalmente, por meio do registro de patente, e possa colocá-la no mercado. Para isso, atua na divulgação dos projetos, buscando parceiros e estabelecendo a comunicação com empresários. DE OLHO NA NOVA GERAÇÃO Em Niterói, a Escola Técnica Estadual Henrique Lage (ETEHL), no Barreto, vem se firmando como berço de jovens inventores. Alunos do terceiro ano do curso de eletrônica e eletrotécnica da unidade são incentivados a criarem dispositivos ou mecanismos que facilitem a vida das pessoas, e têm conquistado diversos prêmios. Um deles foi o Pince – Prêmio Inovar para Crescer nas Escolas, iniciativa da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), que visa despertar o interesse de jovens na área de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I), no qual a escola sagrou-se campeã em 2010 e 2011. A premiação acontece anualmente no mês de novembro. Os inventos desenvolvidos pelos alunos também são expostos em feiras, como a Expotec, em que participam as principais escolas técnicas do Estado do Rio de Janeiro. Este ano, a feira, realizada em outubro, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, reuniu cinco projetos do curso de eletrônica e um de eletrotécnica. Destes, três – a Carteira Antiperda, o Sistema de transmissão de dados para localização de livros da biblioteca e o Ecobebedouro – seguiram para a Mostratec, feira internacional realizada na cidade de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, que reúne projetos de mais de 20 países. Fotos: Nathalia Felix Estímulo para os jovens inventores de Consumo de Energia, que consiste em um circuito que, acoplado ao medidor de energia da residência, traça metas diárias para o usuário gastar a partir de um valor estipulado por ele para a conta no fim do mês. A todo o momento, o equipamento avisa ao usuário se ele está dentro da meta ou não e, no fim de cada dia, recalcula uma nova meta a partir do que já foi gasto. “Tinha gente perguntando quanto custava, pois queria comprar”, revela Périclis. Todo o gasto para a construção das engenhocas é custeado pelos próprios alunos, salvo raras exceções. “Eles crescem profissionalmente e psicologicamente, já que precisam suportar a pressão causada pelos prazos, aprendizado que os prepara para o mercado de trabalho. O empenho deles é surpreendente e o resultado, gratificante”, diz Altair. n Nathalia Felix O coordenador do curso de eletrônica ETEHL, professor Altair Martins dos Santos, explica que apesar de ser uma atividade extraclasse, a elaboração dos projetos atrai alunos encantados com a possibilidade de inovar, entre eles Gabriel Martins Medeiros, Rodrigo Rodrigues Bizzo e Mateus Pacheco Roza da Cunha, todos com 17 anos. O grupo desenvolveu a carteira antiperda. Antes, porém, o trio pesquisou junto à Polícia Civil e o Detran, dados sobre perda de documentos e emissão de 2ª via que justificassem o projeto. Só então criaram a carteira com um circuito interno que avisa o dono, por meio de transmissão de dados, quando o objeto se distancia. Já a dupla formada pelos alunos Périclis Barbosa de Souza Oliveira e Renan Morais da Veiga, ambos com 18 anos, criou o CPCE - Controlador Programável Acima, Périclis e o controlador programável de energia. O trio formado por Matheus, Rodrigo e Gabriel e a “carteira antiperda”. decoração Divulgação L. Schuback Assessoria Divulgação Cacau Dias Acima, o projeto de Cristiane Adrião, que “ampliou” o apartamento em Santa Rosa. À direita, “a grande sacada”de Cláudia Pimenta e Patrícia Franco, com a integração entre a sala e a varanda ESPELHOS TRAZEM CLARIDADE, LEVEZA E AMPLIAM OS AMBIENTES TUDO EM DOBRO Maria Laura Machado A área de 24 metros quadrados de uma cobertura no bairro Santa Rosa, em Niterói, deveria abrigar salas de estar, jantar e home theater. A arquiteta Cristiane Adrião buscou como solução para a metragem reduzida, a utilização de um grande espelho em frente à mesa de quatro lugares, duplicando o ambiente, atendendo, assim, ao sonho dos proprietários, que desejavam uma casa aconchegante, descontraída e ao mesmo tempo sofisticada. “A decoração segue um conceito contemporâneo, com mistura de elementos rústicos. Optei por encostar a mesa na parede e colocar o espelho na cabeceira. Essa composição não apenas ajudou a circulação, como também valorizou o conjunto todo, dando duplicidade a cada elemento”, explica Cristiane. Na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, espaço não era o problema no apartamento assinado pelas arquitetas Cláudia Pi- 10 4 de novembro O 2012 menta e Patrícia Franco. Com 220 metros quadrados, a “grande sacada” da decoração do imóvel foi a integração entre sala e varanda. As estruturas das portas foram modificadas, abrindo para um único lado, garantindo amplitude à área. A varanda fechada por vidros reforça a sensação de um ambiente social único. Apoiado no chão, atrás do sofá de fibras naturais, as arquitetas lançaram mão de um grande espelho com moldura de madeira de demolição, refletindo a área gourmet localizada no lado oposto da varanda. “O espelho traz beleza por sua grandeza. Apoiado no chão, fica super bonito e faz a ligação entre sala e varanda. Ele também traz brilho e cores mais vivas ao ambiente. A iluminação próxima do espelho cria um jogo de luz e sombra, transformando-o em elemento de destaque”, afirma Patrícia Franco. Divulgação Link Comunicação Com arabesco – R$ 1.137, na Velha Bahia Icaraí (2704-8986) Divulgação L. Schuback Assessoria Divulgação Cacau Dias Espaço ampliado com um espelho em cada cabeceira Quebrando a monotonia Espelho com visual recortado – R$ 3.948,30, na Domme do CasaShopping (3325-0094) Divulgação L. Schuback Assessoria Os espelhos apoiados no chão em cada cabeceira da mesa também foram as opções dos arquitetos Mario Santos, Eliane Amarante e Denise Niemeyer, do escritório Arqmede, para o ambiente criado para a mostra Decora Lider Rio de Janeiro deste ano. A sala multiuso, que reúne funções de jantar, estar e leitura, tem 30 metros quadrados, exala sofisticação e aconchego com o equilíbrio dos estilos rústico e contemporâneo. A madeira é o principal elemento no ambiente, tanto no mobiliário quanto no piso e nas paredes, revestidas com papel de parede amadeirado escuro. Os espelhos quebram a sobriedade da paleta de cores, iluminando o ambiente. “Os espelhos vêm exatamente para quebrar a monotonia da simetria da sala. Eles estão um de frente para o outro, se multiplicando. Como a gente optou por fazer uma sala mais quente, ficou mais fácil de fazer um projeto de iluminação. Os espelhos se transformam em janelas, dão respiros nas paredes e uma sensação de olhar mais além”, explica Santos. n Redondo dourado – R$ 530, em O Galpão (2254-5400) arte GRUPOS DE TEATRO GANHAM VAGA EM EDITAL E LANÇAM PROJETOS NOS PALCOS Ana Carolina Mascarenhas e Natália Kleinsorgen Dois mundos completamente distintos iniciam novos projetos no âmbito das artes cênicas. Se, por um lado, “Bonecos em Cena”, recém-premiado pela Fundação Nacional de Arte (Funarte), trabalha uma vertente artesanal de criatividade e fantasia, por outro, “Caminhos”, da Cia Enviezada, propõe a imersão no universo da cidade como experiência de teatro contemporâneo, em um espetáculo realista. Em comum, eles têm a vontade de entreter e a vitória em um edital público. No ano passado, “Caminhos, uma intervenção urbana” recebeu, pela mesma instituição, o prêmio de Teatro nas Ruas. A seleção, que abraçou os bonecos do produtor teatral e artista plástico Jorge Abreu, um gonçalense que dedicou 19 dos seus 47 anos ao teatro de bonecos, chegou por meio do edital de ocupação do teatro Duse, que faz parte da Casa Funarte Paschoal Carlos Magno, em Santa Teresa. O projeto vai oferecer ao público, de novembro deste ano a março de 2013, formas de manifestações da arte dos bonecos: fantoches, de vara, de manipulação direta e indireta, macro e microbonecos, de corda e reciclados. A cada fim de semana, um espetáculo completamente diferente. Além disso, qualquer pessoa poderá confeccionar seus próprios personagens em oficinas, assistir a palestras e vídeos ilustrativos. “Estou muito feliz, porque é a primeira vez que participo de um edital da Funarte e já fui premiado. Este projeto tem uma magia que mexe com crianças e adultos. Trabalho com bonecos de até seis 12 4 de novembro O 2012 Divulgação Recém-contemplado por um edital da Funarte, o projeto “Bonecos em Cena” garantiu cinco meses de uma nova temporada no Teatro Duse, parte da Casa Funarte Paschoal Carlos Magno, em Santa Teresa IMAGINÁRIO E REALIDADE EM CENA Divulgação Cia Enviezada em “Caminhos”, no Maranhão. O projeto passa por Niterói este mês metros de altura, que envolvem o público mais maduro. Uma vez, uma senhora de 80 anos registrou em nosso livro de visitas o seu agradecimento por ter lembrado de sua infância”, conta Jorge. Estão previstas três exposições: uma com peças próprias (de novembro a dezembro), outra com bonecos reciclados (de janeiro a fevereiro) e, em março, para encerrar a temporada, com os personagens feitos pelos visitantes. Já os interventores da Cia Enviezada, dirigidos por Zé Alex, descrevem as “histórias escondidas” pelas ruelas e esquinas, e chegam ao Centro de Niterói com nova temporada nos próximos dias 7, 8, 9 e 10. O trabalho conta com texto original criado pelo grupo que adota a técnica dos Viewpoints (“pontos de vista”), desenvolvida nos anos 70, que exige gestos e textos adaptáveis, quase que improvisados, calcada no trabalho corporal. A trilha sonora promete ser um dos pontos altos da proposta, quando todos recebem aparelhos de MP3 para serem usados durante a itinerância pela cidade. “Buscamos a criação de outros universos, outras possibilidades dentro dos trajetos diários. Uma experiência estética que propõe expandir as percepções. ‘Caminhos’ é um mergulho no mundo e nas questões do homem de hoje, mas também uma obra de arte aberta que busca ampliar a experiência antropológica para além do seu tempo”, descreve o diretor. n 13 4 de novembro O 2012 equilibre-se Pamela Araujo Sabe aquele cansaço permanente de quem trabalha demais e não dorme direito? Ele ganhou um novo nome: jetlag social. A síndrome, identificada pelo pesquisador Till Roenneberg, da Universidade de Munique, nada mais é do que o descompasso entre os compromissos diários de uma pessoa e o seu relógio biológico, causa sonolência e obesidade. A nomenclatura faz analogia à fadiga provocada por viagens a cidades com o fuso horário diferente. Segundo especialistas, o problema pode afetar tanto homens como mulheres, sendo mais comum, no entanto, nelas, que além do trabalho, se encarregam, na maioria das vezes, dos afazeres domésticos, dos filhos e do marido. Coração disparado, sensação de corpo lento e mente exausta são alguns dos sintomas, mas quadros de angústia e ansiedade também podem ser associados. O advogado Eliano Enzo da Silva, de 43 anos, começa a sentir no corpo o alto nível de estresse causado pelo trabalho. A preocupação com os prazos e uma série de coisas para fazer tornam seu dia a dia agitado e a noite também. “Deito para dormir 1 hora e acordo às 3 horas. O excesso de compromisso me impede de dormir. O médico receitou um fitoterápico para eu tomar antes de dormir, disse que era cedo demais para começar a usar medicamento tarja preta, que afetaria todo meu metabolismo, e tem funcionado”, relata. Eliano conta que além de passar a ter pressão alta, engordou muito com a rotina pesada de trabalho, mas já faz um planejamento para reverter essa situação. “Era magrinho, não tinha barriga, hoje já tenho. Sei que é um pouco por causa da idade, mas também é por causa disso, quem dorme pouco engorda. É difícil diminuir o ritmo de trabalho, mas estou fazendo exames e pretendo entrar na academia para melhorar isso porque dormir é bom demais”, diz ele. De acordo com o neurologista Romário Leite Pontes, membro da Associação Brasileira do Sono (ABS), o relógio biológico do homem respeita um ritmo, o ritmo circadiano, que se repete a cada 24 horas, regulando diversas atividades do corpo, como o controle da temperatura e da pressão arterial, a produção de hormônios, a sensação de fome, a atividade digestiva e 14 4 de novembro O 2012 SÍNDROME APARECE EM QUEM TRABALHA MUITO E DORME POUCO JETLAG SOCIAL Marcio Oliveira Eliano Enzo é advogado e a sua rotina de trabalho já reflete na qualidade do sono e no corpo intestinal, entre outras funções vitais. Ele é controlado ambientalmente, pela luz solar e, internamente, por meio da produção de melatonina (um neuro-hormônio com a função de regular o sono). Segundo Pontes, por questões genéticas, cada pessoa possui um ritmo específico, podendo ser atrasado ou avançado. É o caso extremo de adolescentes e idosos, respectivamente. Os primeiros, “corujões”, tendem a dormir e acordar tarde, os últimos tendem a desenvolver o hábito contrário. A preocupação é quando esse esquema é quebrado por mudanças bruscas na rotina de vida, como as provocadas por exigências profissionais e estresse, que afetam o ciclo sono/vigília e, consequentemente, os demais ciclos biológicos a ele associados, promovendo uma dessincroni- zação entre o relógio interno e os indicadores temporais externos. “Isso acontece com frequência com profissionais que trabalham sobre regime de plantão, como médicos, enfermeiros e bombeiros, ou no período noturno”, explica. A principal consequência é a dificuldade para dormir (insônia), o que além de provocar sonolência excessiva diurna, prejudica a concentração (causa de inúmeros acidentes, incluindo de trânsito); leva à queda do desempenho físico e mental; alteração de humor; ganho de peso e, em casos extremos, à obesidade. “O sono regula a produção de hormônios, como a leptina e grelina, responsáveis pela sensação de saciedade. Assim, ao dormir menos, comprometemos seriamente a regularização do apetite, do metabolismo e da queima de calorias no nosso organismo. Além disso, cria-se um círculo vicioso, já que a obesidade aumenta as chances de o indivíduo desenvolver outros distúrbios do sono, como o ronco e a apneia, que, por sua vez, também causam cansaço, fadiga e até esquecimento. A falta de memória é, muitas das vezes, proveniente de noites maldormidas, já que é durante a fase REM do sono (em que se sonha) que o cérebro processa e armazena todas as informações acumuladas durante o dia”, acrescenta. Segundo Pontes, desrespeitar o ciclo do sono pode aumentar, portanto, o risco de o indivíduo desenvolver certas doenças, como depressão, diabetes, doenças cardiovasculares e até alterações psíquicas. No caso de crianças e adolescentes, pode atrapalhar ainda o crescimento. Quando o problema é o avanço ou o atraso do sono, incompatibilidade que chega até a ser causa de divórcio, existem tratamentos que ajudam a reeducar o organismo. São eles à base de luz ou de melatonina – o último, no entanto, apesar de já ser utilizado em alguns países ainda não possui aprovação da Anvisa para ser usado no Brasil. Em alguns casos é indicado também o uso de benzodiazepínicos (tranquilizantes). Mas o ideal é consultar um especialista em medicina do sono: neurologista, psiquiatra, otorrinolaringologista ou pneumologista, para avaliação da melhor forma de tratamento, que pode envolver, ainda, ajuda psicoterapêutica. n 15 4 de novembro O 2012 beleza ESPECIALISTAS FALAM O QUE PODE SER FEITO PARA EVITAR APARÊNCIA FLÁCIDA DA PELE ANTES DA HORA DE REPENTE, Natália Kleinsorgen Nathalia Felix Dizem que beleza não tem idade. O complicado é convencer quem sente na pele as mudanças que começam a acontecer, geralmente, depois dos 25 anos. Foi a partir dessa idade que a publicitária Sabrina Almeida começou a fazer uso diário de cremes específicos para o dia e para a noite, que estimulam a produção de colágeno e são vendidos como anti-age, na promessa de lutar contra a flacidez que surge, principalmente, em volta dos olhos e na testa, mais especificamente entre as sobrancelhas. “Nunca tive problemas em assumir minha idade, mas é claro que notei alterações na minha pele, principalmente depois dos 30. Meu rosto começou a dar uma escurecida, por mais que eu não seja muito fã de pegar sol. Tem também essas ‘ruguinhas’ que já começam a querer aparecer. Me cuido porque ainda tenho 33 anos, não posso envelhecer tão cedo, né?”, brinca Sabrina que, para evitar o envelhecimento precoce do rosto, também não abre mão do filtro 30 solar, especialmente nos dias em que sai muito do escritório. “Os 30” são famosos principalmente pelo início do decréscimo do ácido hialurônico na pele e, consequentemente, da formação das fibras colágenas. Em compensação, o principal ganho é a redução da produção sebácea, com melhora da acne e dos poros abertos. Coincidentemente, trata-se de um momento importante para a vida da mulher, acredita a dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Mônica Aribi. “Nesta idade, elas encontram-se num estágio altamente produtivo tanto para a vida profissional, como para o aspecto pessoal. Por isso, torna-se importante que ela se sinta bem e com boa autoestima. Para tanto, costumo alertar minhas pacientes quanto às perdas, que podem ser repostas das mais variadas maneiras, dependendo de cada caso”, explica a profissional. A publicitária Sabrina Almeida, de 33 anos, começou a investir no uso diário de cremes para a pele a partir dos 25 Quanto mais cedo tratar, melhor A utilização de complementos nutricionais da dieta, com nutricosmecêuticos à base de licopeno e outras vitaminas, por exemplo, é uma saída proposta por Mônica Aribi. Do ponto de vista tópico, ela menciona cremes com vitamina C, um potente antirradical livre, e o uso de filtros solares com fator de proteção (FPS) superior a 30. O sol é o principal fator pelo envelhecimento da pele. O escurecimento comum à faixa etária, principal queixa de Sabrina, é conhecido por melasma, explica a especialista Márcia Linhares. O uso do protetor não evita apenas essas manchas, mas também o câncer e as rugas. Além disso, é imprescindível optar pelo sabonete adequado para o tipo de pele. “A partir dos 30 anos, seguindo orientação sempre, é possível iniciar tratamentos para flacidez como radiofrequência, que estimula a formação de colágeno, o uso de toxina botulínica tipo A e preenchimento. Na rotina de cuidados, ao optar pelos cremes ‘antirrugas’, o ideal é que sejam derivados de ácido retinóico”, comenta Márcia. De acordo com Mônica, o Laser Genesis, feito a cada 15 dias em um total de quatro sessões, fechando os poros e aumentando a formação de colágeno, é muito indicado. Sobre a toxina botulínica, outro tratamento que evita vincos de forma definitiva com as rugas de expressão, ela avalia ser a melhor opção para tratar pacientes jovens que têm muitos “trejeitos” faciais. As especialistas concordam que quanto mais os cuidados são adiados, mais complexos eles se tornam e os resultados também são comprometidos. Por isso, a dica é começar a se tratar logo ao alcançar os 30 anos. “Quanto mais cedo iniciarmos o tratamento melhor. É sempre tempo de cuidar da pele e cada faixa etária tem suas necessidades e tratamentos específicos”, conclui Márcia. n 17 4 de novembro O 2012 capa ABORDODOS VELEIROS SEJA EM COMPETIÇÕES OU APENAS POR HOBBY, PAIXÃO PELA VELA UNE FAMÍLIAS ATRAVESSANDO GERAÇÕES 18 4 de novembro O 2012 Daniel Alves * Além de todos os benefícios que o esporte traz para a saúde, sempre ouvimos a máxima de que ele também é um ótimo aliado quando o assunto é integração e trabalho em equipe. E com a vela não é diferente. Seja em competições ou apenas por hobby, os apaixonados pelo mar colecionam histórias a bordo de seus veleiros. A tradição vem conquistando, inclusive, novas gerações. Durante a I Regata Internacional de Veleiros Clássicos de Paraty, que acompanhamos no fim do mês passado, tivemos a oportunidade de conhecer um pouco mais desse fascinante universo. Desvendamos diversas narrativas, nos conveses das embarcações, que ajudam a contar a historia náutica brasileira. Na movimentação da Marina Farol, mais do que comandantes e tripulação, encontramos casais, amigos e famílias com um objetivo em comum: desfrutar e compartilhar a paixão pela vela. Um exemplo é Silvana Campello, que foi descobrindo o amor pela vela de forma gradativa. Ela “embarcou” no sonho do marido, George Georgiadis, e confeccionou de forma artesanal, o Dalia, um veleiro com projeto do final do século XIX. Entre outros componentes do estilo de vida dos homens e mulheres do mar, está o inegável culto às tradições, e o Dalia é o reflexo disso. A embarcação de 72 pés e 30 toneladas desfila toda sua beleza por eventos náuticos, mantendo um papel importante, uma vez que a caravela leva a bordo curiosos e faz uma verdadeira viagem no tempo. “Enquanto houver espaço e segurança, sempre deixaremos as pessoas embarcarem com a gente. Vemos nisso uma oportunidade de despertar o interesse pela vela tradicional. Aproveitamos essas oportunidades para fomentar isso e mostrar como é um veleiro verdadeiramente clássico”, comenta Georgiadis. Esse fomento pela história brasileira traz consigo uma grande responsabilidade, não apenas pela fidelidade ao passado, mas também com as pessoas que buscam o resgate dessas informações. Para a capitã Silvana Campello, esse ciclo começa com o amor dos criadores pela embarcação. “A responsabilidade de ser capitã do Dalia é a mesma que você sente quando assume compromisso com as pessoas que você ama. Um barco é uma coisa que faz parte da sua vida e o seu compromisso é de cuidar dele, além de cuidar sempre das pessoas que estão a bordo”, destaca ela. Para honrar o compromisso com a história náutica, Silvana comanda a tripulação como poucos. Entre um vento e outro, não deixa nada passar e toma as decisões pertinentes ao seu posto. “Em regatas, eu tenho uma linha bem light, já que o Dalia é um barco de cruzeiro. Já no dia a dia dos nossos passeios, a linha é mais dura, uma vez que não podemos correr o risco de ninguém se machucar”, diz Silvana. O envolvimento de Silvana com o Dalia vai muito além do que se imagina. Em 1990, a capitã escreveu “O meu veleiro Dalia”, que conta o passo a passo da construção do barco. Com relação à tônica do livro, Silvana revela que colocou no papel suas grandes descobertas: “Inclusive o subtítulo do livro é ‘O olhar feminino sobre construir e velejar um barco clássico no Brasil’. Esse foi um olhar Julio Silva Silvana Campello “embarcou” no sonho do marido e, de forma artesanal, construiu o Dalia, um veleiro com projeto do final do século XIX de descoberta, já que quando conheci o George, esse era o sonho dele e fui me apaixonando pelo barco e pelo projeto. O olhar feminino se expressa por não ser apenas técnicas e, sim, a história de cada peça importante, de cada momento da construção. Esse olhar é o da emoção”, garante ela, revelando que existe o projeto de escrever um novo título sobre a embarcação. “Agora temos mais dois sócios, então espero um dia escrever o ‘Nosso Veleiro Dalia’”, completa. Uma outra parte desta minuta da vela atende pelo nome da família Grael. Sucesso que se estende além das figuras de Lars e Torben. Em Paraty, a timoneira do Lady Lou, era Andrea Grael, esposa de Torben, que guiou o veleiro da família com a experiência de quem conhece os caminhos do mar. Na embarcação, Andrea teve a companhia da fi- 19 4 de novembro O 2012 Fotos: Julio Silva Quando se fala em veleiros clássicos, falamos em tradição. É importante velejar com a esposa, sobrinhos e filhos e passar isso para as próximas gerações Lars Grael lha Martine, mas lembrou que no barco, a família vira um “verdadeiro conjunto para funcionar tudo direitinho”. “Somos uma equipe. Na água vale a hierarquia do barco e todos respeitam”, afirma a matriarca que tem uma longa jornada neste quesito. “Velejava desde pequena e por conta do esporte acabei conhecendo o Torben”, revela Andrea que na juventude chegou a participar de competição. “Quando meus filhos, Marco e Martine, eram pequenos eu velejava a nível competitivo e deixei um pouco de lado a minha vida competitiva para me dedicar a eles. Essa foi uma decisão que eu tomei e foi bom, já que tinha que dar apoio ao Torben também”, completa. Andrea tem todo o reconhecimento do marido, que é só elogios a ela. “A Andrea foi muito importante tanto na minha carreira quanto na educação das crianças. Ela sempre esteve presente, abriu mão de seguir sua própria carreira (hoje ela faz pós-graduação em Veterinária na UFF) para me acompanhar e sempre me deu todo o apoio. Por conta do esporte, mudávamos muito de endereço, moramos fora do país e se não fosse a dedicação dela, o rumo da história poderia ter sido diferente”, reconhece Torben. No entanto, Andrea redescobriu o prazer em velejar na companhia dos filhos. “Para seguir tendo o prazer de velejar, comecei a levar meus filhos comigo e a ensinar a eles a ter prazer também. A gente sempre fazia piquenique nas ilhas”, lembra. Esses pequenos detalhes são um bom exemplo do estilo de vida do velejador, que Andrea Grael, definiu como um modo 20 4 de novembro O 2012 Lars, Sophia e Renata: velejando juntos, cultivando o sentimento de família e transmitindo o legado Andrea, Torben, Martine e Marco: “um verdadeiro conjunto pelas ondas do mar e em terra firme” simples de levar a vida. E outro integrante do clã Grael, Lars vai mais além: “Mais do que reunir a família, o importante é transmitir esse legado para as futuras gerações. Quando se fala em veleiros clássicos, falamos em tradição, em transmissão de legado. Então, da mesma forma que nós recebemos essa bagagem, é importante velejar com a esposa, sobrinhos e filhos, para passar isso para as próximas gerações. É importante ter esse sentimento de família e cultuar isso com todos juntos”, revela. A mulher de Lars, Renata Grael, é outra apaixonada pela vela. Ela também participou da regata em Paraty, ao lado do marido e da filha Sofia. E aproveita para contar um pouquinho da rotina da família quando o destino é uma competição. “Só levamos o necessário”, diz a velejadora que mesmo ao ser questionada sobre a vaidade, manteve a linha e listou apenas três coisas que julga indispensáveis nessas aventuras em família: “Sempre levo protetor, chapéu e um casaco impermeável”, enumera Renata, provando que também traz a marca da vela de forma ampla e irrestrita. Mesmo participando de uma competição em terra firme, a família Grael é só descontração e união. “Em momentos como esse, me permito ficar acordada até um pouco mais tarde, apesar de ter o costume de dormir cedo. Campeonatos desse tipo, reúnem muito mais a família, tendo em vista que em outros momentos nem sempre podemos estar unidos”, destaca Martine Grael. José Guilherme Bastiani e Simone Cainelli a bordo do Aventura Cada uma à sua maneira Nos eventos náuticos, encontramos profissionais de diversas áreas que têm em comum a paixão pela vela. Conhecemos duas mulheres que contribuem, cada uma à sua maneira, para o desenvolvimento do cenário esportivo da vela nacional. Embarcamos no veleiro Aventura, um clássico de 1955, com 38 pés e 12 toneladas, comandado por José Guilherme Bastiani. Descobrimos que a tripulante Simone Cainelli, engenheira química, trabalha, entre outros projetos, com pintura de embarcações. “Trabalhamos com proteção anticorrosiva para a manutenção do casco, que é a matéria prima principal”, enfatiza Simone Cainelli. Já Isabella Nicolas, diretora do documentário “Senhores do Vento”, conta que a ideia surgiu a partir da aventura do Brasil 1, primeiro barco brasileiro a fazer uma volta ao mundo. Agora, ela trabalha no novo projeto, “Mar me quer”, que terá o desafio de contar a história da vela no Brasil. “O ponto de partida é o fato da grande concentração urbana brasileira viver tão perto do mar, mas ter pouca tradição nos esportes náuticos”, conta. n * A equipe viajou a convite da organização do evento. 21 4 de novembro O 2012 social Música A família Melim deu um tempo em seus negócios na cidade para participar do Festival da Música em Canelas, no Rio Grande do Sul. Enquanto o patriarca Luiz Melim se apresenta com o seu coral, a filha e cantora Gabriela Melim encanta plateias com a sua voz doce e talentosa de uma diva do samba. PAULO FREITAS [email protected] Arapuca Usando das normas de trânsito de que não é mais obrigatória a colocação de placas avisando sobre as localizações de pardais de controle de velocidade, a Prefeitura de Niterói instalou um radar perto do trevo da Avenida Central. Muita gente que mora na região ou frequenta as praias está caindo na “arapuca” e sendo multada com perda de pontos na carteira. O piloto de helicóptero Daniel Levy e a estilista Evelyn Câmara Namoradão Ludmila Corrêa nas lentes mágicas de Flávio Saturnino O empresário Paulo Ney Vasconcellos organizou uma agradável e charmosa festa para comemorar o aniversário de sua namorada Paola Levy. Paola, como sempre, distribuiu simpatia com seu sorriso, jeito tranquilo e cativante. Uma noite muito agradável. As irmãs empresárias e estilistas Adriana e Cris Fersil Fatos: o Muita gente de Niterói partiu para Geribá, em Búzios, para participar do churrasco de aniversário de Paulo Mauricio Rocha. Dizem que a festa foi muito boa. o O ator Yan Mesquita aniversariou e recebeu amigos para um jantar em São Francisco. Além do talento, Yan é um guerreiro. 22 4 de novembro O 2012 Médico do ano A Associação Médica Fluminense fez um café da manhã em sua sede de Icaraí para comemorar o dia do médico e, em ato solene, no teatro da casa, entregou o titulo de “Médico do Ano” a Glauco Barbiere, por seus relevantes serviços prestados a pacientes e sua dedicação para formação de novos médicos. A Confraria foi 10 Mais uma vez A Confraria, que é formada por várias personalidades de Niterói, se reuniu em grande estilo. Dessa vez, o anfitrião foi João Lucas, que ofereceu um almoço à moda capixaba, na sua bela casa, em estilo inglês, em Pendotiba. No cardápio, torta capixaba, moqueca de lagosta, moqueca de camarão e moqueca de peixe. O próximo encontro será a tradicional leitoa a pururuca, em dezembro, na casa de Carlos Alberto Correa. 50 anos do Issa Alkamir Issa, paulistano de nascimento e niteroiense de coração, acaba de completar 50 anos. Ele festejou a data ao lado de parentes que vieram em massa da terra da garoa. Só para lembrar, Alkamir é empresário de clínica de saúde, médico, já foi secretário de saúde de Niterói e, atualmente, é uma das figuras mais queridas da cidade. Paola Levy e Paulo Ney Vasconcellos no aniversário dela Na China O niteroiense Diego Correa, que jogou futebol durante um bom tempo por uma universidade americana, está se saindo muito bem trabalhando com eventos esportivos. Ele acompanhou Ronaldo Fenômeno e Michael Phelps em uma série de compromissos promocionais na China e depois ainda deram uma chegadinha até a Inglaterra. Tudo isso com a equipe do Fantástico colada no pé, monitorando e gravando o programa de emagrecimento de Ronaldo. Luciana Rodrigues e José Vicente Almeida Com Roberto Mattos 23 4 de novembro O 2012 artigo COMPORTAMENTO por edgard porto [email protected] O ORADOR Dia da Bandeira, e tal data não poderia passar sem um evento à altura. No salão nobre da Faculdade de Direito de Niterói, espremia-se um número enorme de pessoas, certamente, em quantidade muito maior do que a recomendável. Embora cansativa, a palavra fácil e erudita de grandes oradores prendia a atenção da maioria. Com a cerimônia praticamente a terminar, surge alguém possivelmente fora da programação e, com voz alta, dizia que também queria participar da homenagem. Demorou a esgueirar-se entre tanta gente, alcançando afinal o palco engalanado, desarrumado da cabeça aos pés pelo esforço incontido de se fazer ouvir. Em suas mãos trêmulas havia papéis, certamente, fora de ordem, o que o tornavam mais trêmulo e confuso, deixando a plateia impaciente. O primeiro “vai falar ou não?” vindo do auditório descontrolou-o de vez. Largando os papéis disse suas únicas palavras: “bandeira da minha terra, esta é a minha, a sua, a nossa bandeira”. E caminhando para a bandeira que estava do lado oposto, abraçou-a aos prantos. Retirado com paciência – não queria largar a bandeira – e até mesmo com carinho repetia-se obsessivamente “me emocionei, me emocionei”. Descobriu-se, afinal, que era um aluno do último ano, inteligente e até brilhante em suas exposições orais. Este terá sido um mau dia, espero em sua vitoriosa carreira. Essa ingênua e verdadeira história que o tempo encarregou-se de dimensionar, tornou-a uma longínqua e remota lembrança. Porque a mente retém lembranças, muitas vezes banais e corriqueiras, enquanto outras de maior expressão são apagadas no tempo? Entre outras razões, entendo que a lembrança quando revestida de emoção, toma um colorido mais forte. A pequena história contada, obviamente foi alvo de risos e brincadeiras por dias a fio. Não é raro que ao envelhecer, o homem tenha mais presente em sua memória fatos que tocaram sua sensibilidade, sua emoção em última análise. De modo inverso, outros de maior importância em sua aparência são esquecidos. E quando se fala em emoção é de certa forma irrelevante sua qualidade, se é boa ou má, mas vale principalmente a intensidade que nos toca. Evidentemente que a emoção que aqui se refere é de um cotidiano de normalidade, deixando-se passar bem ao largo as decorrentes de experiências traumáticas. Melhor, portanto, que muitas vezes e ao acaso apareçam histórias que apesar de ingênuas lembrem bons tempos. n Edgard Porto é psiquiatra 24 4 de novembro O 2012 gastronomia MÃO NA MASSA por romeu valadares [email protected] CANJIQUINHA PAPA FINA Não é de se estranhar a atenção que a gastronomia brasileira tem recebido. Ela sempre a mereceu. A diversidade de elementos naturais em nosso País encontra raros exemplos à sua altura, com a Amazônia encabeçando a lista das regiões mais promissoras do mundo. Já temos o D.O.M., de Alex Atala, em quarto lugar na lista dos 50 melhores do mundo da revista Restaurant. A estabilidade econômica veio enquanto os EUA e a Europa mergulharam em suas crises financeiras e os olhares se voltaram para nós. A cultura gastronômica desses países chegou até nós, com seus imigrantes ou suas máquinas publicitárias e, hoje, já fazem parte de nossas vidas, ou alguém se imagina sem pizza? Não vamos deixar de comer polenta, isso não, mas que tal se explorarmos nossa canjiquinha para além dos clássicos mineiros? No excelente restaurante da Roberta Sudbrack, um dos melhores do Rio, provei uma canjiquinha morna e delicada servida com ovas de salmão. Delicioso. Proponho a experiência, já que ovas de salmão são meio difíceis de encontrar por essas bandas. Use uma embalagem de 100 gramas de salmão defumado, suficiente para quatro minientradas. Preparo: Cubra 1 xícara de canjiquinha com água e deixe por uma hora. Escorra e cozinhe com 2 xícaras de caldo de legumes ou frango bem suave, até que esteja macia e o líquido evaporado. Acerte o sal, tempere com pimenta do reino moída na hora e um fio de azeite. Pique o salmão como num tartar, tempere com azeite e raspas de casca de limão siciliano. Num prato fundo, coloque uma colher de sopa de canjiquinha morna e arrume o salmão dividido por quatro em cima. Para finalizar, um galhinho de aneto e um fio de azeite. Divulgação: Romeu Valadares O SONHO COM SUSHI “Jiro Dreams of Sushi” é a história de um homem simples, de uma vida dedicada a uma especialidade. Aos 85 anos, Jiro Ono, por muitos considerado o maior sushiman do mundo, continua trabalhando em seu restaurante de Tóquio. Discretamente localizado numa estação de metrô, é o primeiro do tipo a receber três estrelas Michelin. Sua saga é mostrada em filme, que agora sai em DVD e blue-ray. Mais que um documentário sobre uma cultura gastronômica, o filme faz pensar e emociona. 25 4 de novembro O 2012 moda CHEILA COM C por cheila de paula [email protected] É mágico! Strap, o relógio (Casa & Video)! Está chegando o verão e ele vai bombar, além de ser um lindo presente de final de ano. São várias cores e ele reproduz música, vídeo e imagem, tem cronômetro e a bateria é recarregável. O relógio também conta os passos e as calorias que o dono queimou e ainda tem o modo shake to shuffle, que avança ou volta a música de acordo com om movimento feito com o aparelho. Bem diferente... Loja diferente, com produtos e preços diferenciados, assim é a Philippa! A marca brinca com objetos de casa, decoração e uma coleção de roupas especiais que fazem a diferença! Uma dica é a calça Lether Denim, que custa R$280. (Estrada Francisco da Cruz Nunes, 4.872, salas 202 e 203, Itaipu). Caixinhas customizadas Apesar de o calendário marcar novembro, o clima já é de Natal. É que o grupo de outlets de luxo lançou a campanha “The Charm of Christmas“, em parceria com cinco das principais escolas de design da Europa, de onde saíram os alunos que participarão de um concurso para homenagear o movimento Art Déco e as festas de fim de ano. Cada estudante custumizou caixas de Natal que serão julgadas por um time internacional da área. O brasileiro Marcio Roiter, presidente do Instituto Art Déco do Brasil, é um deles. O vencedor será anunciado no dia 1° de dezembro e ganhará R$23.500. Como você está hoje? O designer de joias Bruno Latini criou um anel bem divertido e totalmente moderno. O anel Multifaces brinca com seu estado de espírito, já que traz 126 combinações de carinhas com olhos, nariz e boca. A peça pode ser encontrada em ouro amarelo e branco. É diversão com estilo! 26 4 de novembro O 2012 Niemeyer como inspiração “Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem”. A famosa frase do visionário arquiteto Oscar Niemeyer serviu como ponto de partida para uma nova linha de tênis da Converse. A coleção é composta por cinco modelos inspirados em grandes obras do brasileiro e desenvolvidos em colaboração com a Fundação Oscar Niemeyer. Os modelos ficaram expostos em um corredor, que teve as paredes especialmente cobertas por desenhos e frases em homenagem ao arquiteto. “Novidadíssima” Para quem acompanha os cliques de street style, o item não é novidade. Durante a temporada de desfiles de alta-costura em Paris, em julho, várias pessoas foram clicadas usando, mas para nós, simples mortais, é “novidadíssima”. Então, anote aí: ear cuff = brinco que envolve a orelha! No Brasil, a marca de acessórios da Lool, já tem vários exemplares, que custam R$ 348. Ótimo para coques e cabelos curtos. Nos cabelos longos, eu não gosto, acho que fica muito caricato. Dicas sobre estampas o Se você tem quadril largo, é melhor evitar as estampas em calças e saias, e deixá-las para a parte de cima do look. Já para tirar a atenção do busto, basta blusa lisa e jogar a estampa na parte inferior o Vestidos e blusas com colos abertos podem, desde que mais arredondados e com pouco decote. o Para dar uma afinada na silhueta e parecer mais magra, aproveite a moda das camisas fluidas com estampas menores. Nos vestidos, marque a cintura e passe longe das estampas grandes na região da barriga. o As magrinhas podem abusar de listras, formas geométricas, vestidos e macaquinhos justos. Maxiestampas e peças largas vão te deixar nadando no look, por isso, prefira as sequinhas acima do joelho e com estampas médias ou pequenas. Os babados ou tules ajudam a criar curvas. 27 4 de novembro O 2012 Divulgação: Ajorio às compras Anel em prata 950 e ródio negro – R$ 320, na Vikx (2117-1132) Divulgação: Ajorio SANT Ana Carolina Mascarenhas Divulgação: Iniciativa Divulgação: Comunicare Miniatura – R$ 50, da LPeople no (www.estilistasindependentes.com.br) Caixa – R$ 79,90, na Papelli (2711-4677) 28 Pingente em ouro branco e amarelo – R$ 2.250, na Dassa Dana (3385-4231) 4 de novembro O 2012 Escultura – R$ 204,90, na Papelli (2711-4677) Divulgação: Mkt Mix Divulgação: Comunicare Relógio – R$ 44,90, no Airu (www.airu.com.br) Divulgação: Estilistas Independentes Divulgação: Airu Pingente com rubis, safiras, esmeraldas e diamantes – R$ 3.330, na Via Torino (2618-3382) Uma seleção de produtos para que os inimigos tendo pés, não lhe alcancem, tendo mãos, não lhe peguem e que todas as amarras se quebrem sem tocar o seu corpo. Salve Jorge! Estátua – R$ 44,90, na Imaginarium do São Gonçalo Shopping (3513-7200) Divulgação: Ajorio Medalha em ouro com brilhantes – R$ 2.260, na Ana Vivacqua (2495-6103) Pingente em ouro 9k – R$ 2.028, 21 Diamonds (www.21diamonds.com.br) Divulgação: 3 na Pauta Divulgação: Misasi Divulgação: Ajorio Escapulário em ouro branco 18k – R$ 2.160, na Ganish (2512-7158) Anel masculino em ouro 18k e ônix – R$ 2.076, na Dayse Joias (2284-0893) Divulgação: Iniciativa GUERREIRO Divulg ação: Plano 1 Pintura em óleo acrílico sobre tela – R$ 5 mil, do artista plástico Mussa (9115-6509) Prancheta – R$ 30, na Ih! Déias (2539-2060) 29 4 de novembro O 2012 closet TEEN URBAN A moda teen está cada dia mais em alta e muitas marcas estão apostando em looks e modelagens mais jovens. O estilo urbano é um dos mais escolhidos entre as jovens. Esse estilo, mais despojado, combina muito com essa fase sem preocupações! 30 4 de novembro O 2012 Look 1 - Regata multi cruz da Zimpy (R$ 99); shorts jeans da My Place (R$ 149,90); tênis vermelho da Sonho dos Pés (R$ 138); anel duplo spykes dourado (R$ 21), brinco spykes dourado (R$ 38), pulseira couro com spykes dourado (R$ 29,00) e pulseira couro com spykes duas voltas (R$ 35), todos da L’eclipse Look 2 - Shorts taxas da Botswana (R$ 239); blusa coelho da Ágatha (R$ 99); tênis verniz (R$ 169) e bolsa laranja (R$ 179), ambos da Zimpy; anel duplo spykes prata da L’eclipse (R$ 21) Camisa xadrez da Zimpy (R$ 89,90); top branco da My Place (R$ 39,90); short spykes da Ágatha (R$ 275); cinto preto craquelê da Sonho dos Pés (R$ 45); brinco caveira (R$ 15) e colar Pac Man (R$ 41), ambos da L’eclipse Regata picolé da Botswana (R$ 69); top verde da My Place (R$ 49,90); short jeans foil da Zero Zen (R$ 159); sapatilha spykes rose da My Place (R$ 198,90); colar cupcake (R$ 25) e brinco spykes (R$ 23) ambos da L’eclipse Look 1 - Blusa silk skate da Botswana (R$ 129); short dark da Zimpy (R$ 109); sneaker metalizado da Ágatha (R$ 349); brinco mini spykes dourado (R$ 18), colar bigode (R$ 41), pulseira spykes preta (R$ 39), pulseira spykes dourada (R$ 29), pulseira bolas e spykes preta (R$ 18), pulseira bolas e spykes branca (R$ 18), todos da L’eclipse. Look 2 - Regata bordado cruz da Zero Zen (R$ 119); short detonado azul da Ágatha (R$ 179), sneakers preto da Botswana (R$ 319); anel de bigode (R$ 39) e colar caveira (R$ 33), ambos da L’eclipse Produtora: Stefanie Bignon (9458-0263); assistentes: Ayllan Schumacher e Mayra Kreva; fotografia: David Arrais (8575-9793); assistente de Iluminação: Dayanne Solari modelos: Giulia Yemi e Mylena Lemos; maquiadora: Tamara Yemi Ágatha: 2714-2497; Botswana: 2711-0345; L’eclipse: 2710-3816; My Place: 2610-1811; Sonho dos Pés: 3602-4459; Zero Zen: 2705-2857; Zimpy: 2610-9363 31 4 de novembro O 2012 terceira idade Fotos: Colaboração Jéssica Alves ALIMENTOS ‘AMIGOS’ A nutricionista Cléds Lenz destaca que quando se trata de alimentação na terceira idade, é preciso levar em conta as carências do idoso e seus limites Jéssica Alves A alimentação tem papel fundamental na saúde, principalmente com o passar da idade. De acordo com a nutricionista Cléds Lenz César, quando o assunto é alimentação na terceira idade é preciso levar em conta as carências nutritivas do idoso e seus limites. Mas há alguns alimentos que são mais indicados, principalmente por fazerem bem para o sangue e para o cérebro, como grãos, frutas e azeite. “Os alimentos que fazem bem para o cérebro e para o sangue são os mais amigos dos idosos, já que seus nurtientes são bem absorvidos pelo corpo. O azeite é bom porque diminui o colesterol ruim e aumenta o bom. A aveia também é um alimento indicado já que auxilia na digestão”, explica. De acordo com Ana Paula Santos, nutricionista do Clube da Dieta, uma das grandes dificuldades para as pessoas da terceira idade é a reeducação alimentar. Ela revela que os alimentos considerados “inimigos” dos idosos são aqueles com altas taxas de açúcar e gordura e os que dificultam o funcionamento do organismo. 32 4 de novembro O 2012 “Os principais inimigos nesta faixa etária são os produtos industrializados, os alimentos ricos em gordura saturada e o açúcar, uma vez que pioram quadros inflamatórios, aumentam o peso, os radicais livres e os danos celulares. Após uma certa idade, temos perda considerável de Lactase, enzima que digere este açúcar, o que ocasiona desconforto gastrointestinal”, orienta a nutricionista. Para Mercedes Castro, de 80 anos, incluir novos alimentos e novos hábitos para as refeições foi um desafio. “A dificuldade que tive foi porque eu só comia três vezes ao dia e hoje tenho que comer mais. Hoje também bebo água mais vezes ao dia mesmo sem sentir sede. E minha alimentação é variada, agora foi incluído o óleo de linhaça na minha salada já que faz bem para o cérebro e os olhos”, conta Mercedes. Para Cléds, o importante é variar para que se adquira o máximo de nutrientes, além de dosar bem as porções dos alimentos, já que nada em exagero faz bem. n LEITE DE SOJA O leite é um grande aliado dos idosos, mas ao mesmo tempo pode trazer alguns riscos. Para subtituí-lo, a nutricionista Cléds Lenz César indica o leite de soja, que também é rico em nutrientes e pode ser usado para vitaminas, acompanhado do café e até com chocolate. Além disso, fazer o leite em casa é mais econômico. Ingredientes o Para um litro de leite, acrescente um litro de água para um copo americano de grão de soja. Preparo: Coloque os grãos de molho de um dia para o outro. No dia seguinte, escorra, lave os grãos e vá colocando no liquidificador, aos poucos, juntando água e batendo. Em seguida, coe em um pano limpo e leve ao fogo para ferver. Deixe em fogo baixo e espere engrossar. Após fazer isso, desligue o fogo e deixe criar uma nata. FESTAS DECORAÇÃO/ CONSTR. MEDICINA E SAÚDE BELEZA E ESTÉTICA MÍSTICOS/ ESOTÉRICO NEGÓCIOS E SERVIÇOS TURISMO AULAS E CURSOS espaço aberto O CORRETO DESCARTE DE PILHAS E BATERIAS Wanda Günther é associada da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP), além de professora e pesquisadora da Faculdade de Saúde Pública/USP Pilhas e baterias possuem, em sua composição, substâncias perigosas à saúde e ao ambiente, principalmente metais pesados que são tóxicos, persistentes e bioacumulativos em organismos vivos. Entre eles destacam-se o mercúrio, cádmio e chumbo. Por essa razão, pilhas e baterias não devem ser descartadas no lixo comum, já que podem acabar em locais inadequados, vindo a contaminar o solo, a água e causando danos à saúde. Com a inserção de mais pessoas na classe C, que passaram a consumir mais eletroeletrônicos, e o surgimento de novos produtos tecnológicos, aumentou muito o uso de equipamentos sem fio, que usam pilhas e baterias como fonte de energia. As baterias recarregáveis, por proporcionarem vida útil mais longa, podem ter menor impacto, porém, ao final de sua vida útil acabam tendo o mesmo destino que as comuns. Os fabricantes de pilhas e baterias (P&B) têm buscado atender às exigências da resolução n° 401/2008 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que estabelece os níveis máximos de alguns metais presentes nestes componentes. Na maioria das P&B, a quantidade de metais danosos foi reduzida. Pilhas AA, por exemplo, já não apresentam nenhum metal prejudicial, mas a maioria ainda contém metais. 34 4 de novembro O 2012 Por esta resolução, fabricantes nacionais e importadores devem elaborar plano de gerenciamento de P&B, indicando o destino ambientalmente correto destes componentes pós-consumo, tendo a responsabilidade pelo tratamento final, que deverá ser adequado e obedecer à legislação. Deverão, ainda, informar aos consumidores sobre como proceder ao descarte adequado das P&B usadas, possibilitando a destinação separadamente dos aparelhos. Pilhas e baterias não devem ser descartadas no lixo comum, já que podem acabar em locais inadequados, vindo a contaminar o solo As lojas que comercializam P&B, assim como a rede de assistência técnica autorizada, devem receber dos usuários as P&B usadas, para repasse aos respectivos fabricantes ou importadores. A Lei 12.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), estabelece os princípios da responsabilida- de compartilhada sobre o gerenciamento dos bens e produtos ao final de sua vida útil. Um dos instrumentos da lei são os sistemas de logística reversa, que deverão ser instituídos, prioritariamente, para seis fluxos de resíduos, entre eles as P&B. A logística reversa é o processo de retorno dos produtos pós-consumo para serem reutilizados, reciclados ou tratados de modo ambientalmente correto. Para definir as regras da logística reversa, o governo federal criou Grupos de Trabalhos Temáticos (GTTs) para alguns produtos. Há um GTT específico para P&B que discute estratégias de implantação da logística reversa e formas de recuperação adequadas para serem adotadas em todo o País. A responsabilidade compartilhada faz com que toda a cadeia envolvida na produção e consumo se responsabilize pela logística reversa, no caso das P&B. O fabricante, importador, distribuidor, comerciante (as revendas) e os consumidores são responsáveis pelo correto descarte das pilhas e baterias usadas, cuidando para que não sejam lançadas no meio ambiente, sem controle. No Brasil, a reciclagem de P&B ainda é realizada por programas de responsabilidade social de algumas instituições, mas num futuro próximo deverá ser mantida por sistemas de gestão, agregando toda a cadeia envolvida nesta questão. n