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PARTE INTEGRANTE DE O FLUMINENSE, NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE
4 de novembro de 2012 - Número 191
DE VENTO EM POPA
NO HOBBY OU EM COMPETIÇÃO, A PAIXÃO PELA VELA
editorial
À BEIRA MAR
EXPEDIENTE
o Diretora de multimídia
Liliane Souzella, [email protected]
o Editora Responsável
Sandra Duarte, [email protected]
Nesta edição vamos mostrar um pouquinho da história de alguns apaixonados
pela vela. E como não poderia deixar de
ser, entrevistamos a família Grael, que
traz a tradição no esporte. Só que, desta
vez, além de Torben e Lars, com a palavra,
as esposas, filhos e sobrinhos. O repórter
Daniel Alves acompanhou uma regata em
Paraty e conta detalhes do fascínio pelo
universo dos veleiros clássicos.
o Coordenador de Redação
José Messias Xavier, [email protected]
o Editora O FLU Revista
Luciana Jacques, [email protected]
o Repórteres
Maria Laura Machado, [email protected]
Natália Kleinsorgen, [email protected]
Pamela Araujo, [email protected]
o Estagiárias
Ana Mascarenhas, [email protected]
Jéssica Alves, [email protected]
o Projeto Gráfico
Flávia da Silva, [email protected]
o Diagramação
Bárbara Pinheiro
o Capa
Julio Silva
Luciana Jacques
Editora
o Colaboradores desta semana
Edgar Porto
Wanda Günther
o Redação
Rua Visconde de Itaboraí, 184, Centro, Niterói.
CEP 24.035-900. Tel.: (21) 2125-3068 Fax: (21) 2125-3052
[email protected]
o Comercial
Tel.: (21) 2125-3031, [email protected]
Marcio Oliveira
o Assinatura
Tel.: (21) 2620-3311, [email protected]
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o Circulação
Tel.: (21) 2125-3014, [email protected]
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Felipe Cabral
Entrevista
Divulgação
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Gênio do cotidiano
Comportamento
Incentivos para o teatro
Arte
Jetlag social
Equilibre-se
Cuidados especiais com a pele
Beleza
Foto: colaboração Jéssica Alves
De vento em popa
Capa
Social
Por Paulo Freitas
O orador
Edgar Porto
Mão na massa
Gastronomia por Romeu Valadares
Cheila com C
Moda
Santo guerreiro
Às compras
Teen
Closet
O correto descarte das pilhas e baterias
Espaço aberto por Wanda Günther
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Espelhos
Decoração
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Alimentos “amigos”
Terceira idade
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entrevista
QUERO SER
FAMOSO
Pamela Araujo
Sucesso na internet desde 2011, a websérie “Quero ser solteira” serviu para projetar
novos talentos, entre eles o niteroiense Felipe Cabral, de 26 anos. A convite de
Cláudia Sardinha, idealizadora do projeto, além de dividir o roteiro, Felipe dá vida
a Leozinho, o amigo gay de Nina, interpretada por Cláudia. A boa repercussão
chamou a atenção do Multishow. Nesta entrevista, ele conta como foi a conquista
de um horário na grade de programação do canal e como isto lhe abriu portas.
VOCÊ SEMPRE QUIS SER ATOR? COMO FOI
SUA TRAJETÓRIA PROFISSIONAL ATÉ “QUERO SER SOLTEIRA”?
Entrei no Tablado (curso de teatro) em
2005, junto com a faculdade de Jornalismo na PUC. Sempre tive vontade de fazer
teatro, mas era uma coisa muito distante
da minha família, ninguém nunca tinha
sido ator. Passei lá 5 anos, fui chamado
para fazer umas peças e comecei a escrever cenas curtas de teatro para inscrever
em festivais. Em 2007, fui chamado pra
fazer “O Dragão Verde” (texto de Maria
Clara Machado), um infantil lá no Tablado, com direção de Cacá Mourthé, diretora geral de lá. Fiquei 2 anos em cartaz
com esse espetáculo, onde conheci a
Cláudia (Sardinha). No final da temporada, ela me falou sobre a ideia que tinha
de contar a história de uma menina que
queria ser solteira e perguntou se a gente
poderia fazer algo, como uma peça.
MAS COMO A IDEIA EVOLUIU PARA A WEBSÉRIE E DEPOIS PARA A SÉRIE DE TV?
Em 2010, ela estava terminando a faculdade de Cinema na PUC, quando veio com
a proposta de fazer a websérie como projeto de conclusão de curso, e eu topei. Em
2011, a série foi ao ar, a gente criou um
site, comprou o domínio “querosersolteira.com”, e passou a veicular todo domingo um episódio pelo youtube. A série ficou
ótima, deu uma repercussão muito legal
na rede e chegou no Multishow. A Cláudia
tinha uma professora, Clélia Bessa, dona
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4 de novembro O 2012
de produtora, que fez essa ponte com o
canal. O piloto foi aprovado no final do
ano passado. Gravamos em maio e junho
a primeira temporada completa, e a série
estreou no dia 5 de outubro, sendo exibida
todas as sextas-feiras, às 22h30.
SÃO QUANTOS EPISÓDIOS? HÁ PREVISÃO
DE UMA SEGUNDA TEMPORADA?
São 13 episódios inéditos de meia-hora
cada. Eu falo que uma coisa vai puxando
a outra e tem sido tudo muito surpreendente. É óbvio que a nossa expectativa é
que com o sucesso dessa temporada consigamos uma continuidade. Eu só não digo
que está certo porque ainda não assinei o
contrato, mas a gente sabe que a série está
tendo uma repercussão muito boa dentro
do canal e também do público. O retorno
que estou tendo é muito bom.
ALÉM DE ASSINAR O ROTEIRO COM A CLÁUDIA, VOCÊ INTERPRETA O AMIGO GAY DA
NINA (PERSONAGEM DELA). VOCÊS JÁ SENTIRAM UMA RECEPTIVIDADE EM RELAÇÃO AO
LEOZINHO? COMO FOI A CONCEPÇÃO DELE?
Ela [a Nina] é uma menina que quer ser
solteira, quer “pegação”, não quer compromisso com ninguém, e ele [Leozinho] a
gente usou como um contraponto: ele quer
namorar mais que tudo, quer achar o cara
perfeito, o amor da vida dele. Como começou há pouco tempo, a gente ainda está
vendo a repercussão. Apesar de ter um tom
de comédia muito forte, eu não procurei fazer do Leozinho uma “bicha afetada”. En-
tão ele é gay, ponto.
Não forçaremos um
esteriótipo ou caricatura. Eu não uso
dele ser gay para
fazer piada, mas para
falar das questões dele.
Essa é uma bandeira muito
levantada pela nossa série.
Conseguimos uma abertura
muito boa do canal para mostrar o personagem vivendo realmente. Na internet é tudo muito
livre, mas na televisão não, roteiro e filmagem precisam ser
aprovados, então houve essa
preocupação com a censura. Eu e a Cláudia escrevemos
também o roteiro bem encaminhado para isso, nós filmamos
o beijo gay, a cena ficou ótima
e a gente espera que dê uma
repercussão boa porque vai ser
realmente um beijo gay na televisão brasileira, mesmo que seja
num canal pago. Os dois personagens são muito carismáticos
e eu tenho certeza de que estão
sendo bem recebidos.
E VOCÊ TEM NOVOS PROJETOS?
Fui convidado para fazer uma peça chamada Baker Street, com direção de André
Paes Leme, que estreia dia 1º de dezembro no CCBB. É uma comédia baseada
no universo do Sherlock Holmes, na qual
Marcio Oliveira
A gente sabe que a série
está tendo uma repercussão
muito boa dentro do canal
e também do público.
O retorno que estou
tendo é muito bom
serei o Sherlock Holmes. Também tem um
curta que eu fiz com a Julia Stockler, que
atuou comigo na peça Norma e foi assistente de direção da série, que é o Gaydar,
baseado num roteiro que eu tinha há
muitos anos sobre um radar de gays. No
primeiro festival que participou, ganhou
o prêmio de júri popular. A premiação
aconteceu no Rio Festival Gay de Cinema.
Foi uma experiência nova, nunca havia
dirigido cinema. Agora, todo mundo quer
ver, mas não posso liberar porque ainda o
estou inscrevendo em outros festivais. Estou com o projeto de filmar, ainda, meu
segundo curta no final do ano, chamado
Rótulo, que é justamente sobre essa brincadeira de como a gente tem a necessidade de rotular o que as pessoas são. Tem
outro projeto que eu faço, do qual me orgulho muito, que é o Festu Rio, Festival de
Teatro Universitário do Rio, que terá sua
terceira edição em maio do ano que vem.
VOCÊ SONHA EM TER UM CONTRATO NA
TELEVISÃO ABERTA?
Felipe Cabral,
o Leozinho,
aproveita a
repercussão de
Quero ser solteira
e diz: “Esse é meu
objetivo agora”
É evidente que eu sonho e desejo estar
numa TV aberta, porque eu adorei fazer televisão, ganhei um domínio muito
maior de câmera e de set. Porém, mais
do que tudo agora, eu desejo que a série
tenha uma continuidade, que eu possa
dar seguimento, estou louco para fazer
uma segunda temporada, não vejo a
hora de escrever, de colocar a Nina e
o Leozinho em novas situações. Esse é
meu objetivo nesse momento. n
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comportamento
Evelen Gouvêa
MORADORES DE
NITERÓI E DE
SG APOSTAM
PESADO NO
UNIVERSO DAS
INVENÇÕES
CRIADOR
E CRIATURA
Marcus Antônius
e o filho Mathes:
inspiração para criar
e compartilhar o
“Pega Goleiro”
Pamela Araujo
“Inventor é um homem que olha
para o mundo em torno de si e não fica
satisfeito com as coisas como elas são.
Ele quer melhorar tudo o que vê e aperfeiçoar o mundo. É perseguido por uma
ideia, possuído pelo espírito da invenção
e não descansa enquanto não materializa
seus projetos”. Este pensamento atribuído
ao físico escocês Alexander Graham Bell
ilustra bem os anseios daqueles que, com
criatividade e persistência, se tornam verdadeiros facilitadores da vida cotidiana.
Neste domingo, 4 de novembro, é o dia
do inventor, e vamos conhecer um pouco
mais sobre este universo. O Flu Revista ouviu pessoas de Niterói e São Gonçalo, que
a partir de ideias simples ou mirabolantes,
surgidas quase sempre num insight, saíram
do “e se?” e as concretizaram.
Um deles é o advogado Julio César
Souza da Silva, de 47 anos. O niteroiense levou há dois anos para o papel um
modelo de despertador ideal para quem
é casado ou divide o mesmo quarto com
outra pessoa. Trata-se do “Despertador
Inteligente”, composto por uma base eletrônica, similar aos despertadores convencionais, na qual é inserida a programação
de um microponto sem fio a ser instalado
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no ouvido da pessoa. O aparelho é capaz
de programar até quatro horários distintos,
um para cada pessoa numa residência.
Na impossibilidade de carregar o
aparelho, no entanto, Julio já aprimorou a
ideia. O “Despertador Inteligente” poderá
funcionar também por meio de um aplicativo em tablets e smartphones, que emitirá,
na hora desejada, um bip alertando o usuário sobre seu compromisso.
“Todo inventor é um inquieto por natureza, sempre quer melhorar as coisas, é
um louco, visionário. Desde criança sempre tive muitas ideias, mas nunca tive a
oportunidade de levá-las adiante. Nesta,
porém, eu resolvi investir, vai que dá certo? Posso ficar milionário”, brinca.
E o verbo investir, neste caso, é mais
que usual, já que dependendo do invento
a patente pode chegar a R$ 4 mil.
COMPARTILHANDO A IDEIA
O mecânico de manutenção Marcus Antônius Vasconcelos Cajueiro, 44,
é outro que a partir de uma experiência pessoal, teve uma ideia e a colocou
em prática. O morador de São Gonçalo
construiu o “Pega Goleiro”, o brinquedo
consiste numa minibaliza com rede e um
boneco de madeira (pode ser outro material) fixado pela cabeça na parte central
e superior do gol, como um pêndulo. A
ideia é que ele balance de um lado para
o outro a partir de um impulso ou através
de um dispositivo eletrônico.
“Com isso se cria certa dificuldade
para a criança, que deve calcular a hora
certa de chutar a bola ao gol, senão o goleiro a defende, o que além de divertir, ajuda a desenvolver a coordenação motora”,
observa Marcus Antônius, pai do pequeno
Matheus, de 6 anos, a verdadeira inspiração
do invento. “Projetei o brinquedo quando
ele tinha 4 anos, ao ver a reação dele quis
compartilhar com outras pessoas, então
busquei ajuda e patenteei o projeto”, afirma
Marcus, que também está à procura de parceiros para comercializar sua criação.
O inventor tem esperança de que, com
a proximidade da Copa do Mundo da FIFA
no Brasil, em 2014, algum fabricante de brinquedos infantis se interesse pelo produto, já
que interesse do público alvo é o que não
falta, segundo ele. Um protótipo está exposto no Museu das Invenções, em Perdizes
(SP), e a criançada “se amarra”, conta.
Oficial reformado da aeronáutica,
advogado membro do Conselho Fiscal da
Nathalia Felix
Marcio Oliveira
No alto, Ivan de Faria exibe, orgulhoso, a
“mochila esperta”. Já Julio César Sousa criou o
despertador inteligente, ideal para casais
Associação Brasileira de Direito Aeroespacial, e executivo aposentado da Infraero,
Ivan de Faria Drummond, 82, é hoje um inventor social, como se autointitula. Se aposentadoria para uns é sinônimo de descanso, no caso de Ivan aconteceu o contrário.
A diferença é que agora ele se dedica a um
dom que surgiu na infância. Aos 8 anos,
criou um dispositivo para evitar que o leite
derramasse no fogão – o que evitaria boas
palmadas da mãe que o delegava a tarefa
de cuidar dos irmãos menores.
Sua ideia mais reconhecida atualmente, com direito a passagens por diversos programas de televisão, é a “mochila
esperta”, um verdadeiro kit de sobrevivência para turistas. O guarda-sol, que também pode ser guarda-chuva, vai preso na
mochila. A sacola de PVC 100% à prova
d’água funciona como uma boia, há ainda
cartão de identificação para caso de perda
e um apito para afogamento.
Das coisas mais complexas às mais
simples, a cabeça inventiva do seu Ivan
está sempre a mil por hora, e ele passaria
dias contando todos os seus feitos. Assim
como os demais inventores, ele bate na
tecla da falta de patrocínio, o que o levou
a arcar com os custos de fabricação da mo-
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chila, que chegou a ser vendida na internet,
mas teve a produção interrompida por falta
de verba, motivo de chateação na família.
“Esposa, filhos e netos acham que
eu já fui longe demais. São mais de dez
anos gastando muito dinheiro com patente, matéria-prima e mão de obra. Já foi o
fundo de garantia, um carro e a venda de
um apartamento por causa desse sonho.
Isso sacrifica a família”, revela ele para em
seguida concluir: “Mas a maior oposição é
sempre dos amigos, parentes e alguns invejosos”, dispara, com bom humor.
Julio César, Marcus Antônius e Ivan
são filiados à Associação Nacional de Inventores (ANI), embora existam diversas
outras associações e clubes de inventores
espalhados pelo Brasil. A entidade oferece
suporte para que o inventor brasileiro tenha
sua ideia protegida legalmente, por meio
do registro de patente, e possa colocá-la no
mercado. Para isso, atua na divulgação dos
projetos, buscando parceiros e estabelecendo a comunicação com empresários.
DE OLHO NA NOVA GERAÇÃO
Em Niterói, a Escola Técnica Estadual Henrique Lage (ETEHL), no Barreto,
vem se firmando como berço de jovens
inventores. Alunos do terceiro ano do
curso de eletrônica e eletrotécnica da
unidade são incentivados a criarem dispositivos ou mecanismos que facilitem
a vida das pessoas, e têm conquistado
diversos prêmios. Um deles foi o Pince –
Prêmio Inovar para Crescer nas Escolas,
iniciativa da Associação Comercial do
Rio de Janeiro (ACRJ), que visa despertar
o interesse de jovens na área de Ciência,
Tecnologia e Inovação (C,T&I), no qual
a escola sagrou-se campeã em 2010 e
2011. A premiação acontece anualmente
no mês de novembro.
Os inventos desenvolvidos pelos alunos também são expostos em feiras, como
a Expotec, em que participam as principais
escolas técnicas do Estado do Rio de Janeiro. Este ano, a feira, realizada em outubro,
durante a Semana Nacional de Ciência e
Tecnologia, reuniu cinco projetos do curso
de eletrônica e um de eletrotécnica. Destes, três – a Carteira Antiperda, o Sistema
de transmissão de dados para localização
de livros da biblioteca e o Ecobebedouro
– seguiram para a Mostratec, feira internacional realizada na cidade de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, que reúne
projetos de mais de 20 países.
Fotos: Nathalia Felix
Estímulo para os jovens inventores
de Consumo de Energia, que consiste em
um circuito que, acoplado ao medidor de
energia da residência, traça metas diárias
para o usuário gastar a partir de um valor
estipulado por ele para a conta no fim do
mês. A todo o momento, o equipamento
avisa ao usuário se ele está dentro da meta
ou não e, no fim de cada dia, recalcula
uma nova meta a partir do que já foi gasto.
“Tinha gente perguntando quanto custava, pois queria comprar”, revela Périclis.
Todo o gasto para a construção das
engenhocas é custeado pelos próprios alunos, salvo raras exceções.
“Eles crescem profissionalmente e psicologicamente, já que precisam suportar a
pressão causada pelos prazos, aprendizado
que os prepara para o mercado de trabalho.
O empenho deles é surpreendente e o resultado, gratificante”, diz Altair. n
Nathalia Felix
O coordenador do curso de eletrônica
ETEHL, professor Altair Martins dos Santos,
explica que apesar de ser uma atividade
extraclasse, a elaboração dos projetos atrai
alunos encantados com a possibilidade de
inovar, entre eles Gabriel Martins Medeiros,
Rodrigo Rodrigues Bizzo e Mateus Pacheco
Roza da Cunha, todos com 17 anos. O grupo desenvolveu a carteira antiperda.
Antes, porém, o trio pesquisou junto
à Polícia Civil e o Detran, dados sobre perda de documentos e emissão de 2ª via que
justificassem o projeto. Só então criaram a
carteira com um circuito interno que avisa
o dono, por meio de transmissão de dados,
quando o objeto se distancia.
Já a dupla formada pelos alunos Périclis Barbosa de Souza Oliveira e Renan
Morais da Veiga, ambos com 18 anos,
criou o CPCE - Controlador Programável
Acima, Périclis e o controlador programável
de energia. O trio formado por Matheus,
Rodrigo e Gabriel e a “carteira antiperda”.
decoração
Divulgação L. Schuback Assessoria
Divulgação Cacau Dias
Acima, o projeto de Cristiane Adrião, que “ampliou” o apartamento
em Santa Rosa. À direita, “a grande sacada”de Cláudia Pimenta e
Patrícia Franco, com a integração entre a sala e a varanda
ESPELHOS TRAZEM
CLARIDADE, LEVEZA E
AMPLIAM OS AMBIENTES
TUDO EM
DOBRO
Maria Laura Machado
A área de 24 metros quadrados de uma cobertura no bairro
Santa Rosa, em Niterói, deveria abrigar salas de estar, jantar e
home theater. A arquiteta Cristiane Adrião buscou como solução
para a metragem reduzida, a utilização de um grande espelho em
frente à mesa de quatro lugares, duplicando o ambiente, atendendo, assim, ao sonho dos proprietários, que desejavam uma casa
aconchegante, descontraída e ao mesmo tempo sofisticada.
“A decoração segue um conceito contemporâneo, com
mistura de elementos rústicos. Optei por encostar a mesa na
parede e colocar o espelho na cabeceira. Essa composição não
apenas ajudou a circulação, como também valorizou o conjunto
todo, dando duplicidade a cada elemento”, explica Cristiane.
Na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, espaço não era o
problema no apartamento assinado pelas arquitetas Cláudia Pi-
10
4 de novembro O 2012
menta e Patrícia Franco. Com 220 metros quadrados, a “grande
sacada” da decoração do imóvel foi a integração entre sala e
varanda. As estruturas das portas foram modificadas, abrindo
para um único lado, garantindo amplitude à área. A varanda
fechada por vidros reforça a sensação de um ambiente social
único. Apoiado no chão, atrás do sofá de fibras naturais, as arquitetas lançaram mão de um grande espelho com moldura de
madeira de demolição, refletindo a área gourmet localizada no
lado oposto da varanda.
“O espelho traz beleza por sua grandeza. Apoiado no
chão, fica super bonito e faz a ligação entre sala e varanda. Ele
também traz brilho e cores mais vivas ao ambiente. A iluminação próxima do espelho cria um jogo de luz e sombra, transformando-o em elemento de destaque”, afirma Patrícia Franco.
Divulgação Link Comunicação
Com arabesco
– R$ 1.137,
na Velha Bahia
Icaraí (2704-8986)
Divulgação L. Schuback Assessoria
Divulgação Cacau Dias
Espaço ampliado com um
espelho em cada cabeceira
Quebrando a monotonia
Espelho com visual
recortado –
R$ 3.948,30, na Domme
do CasaShopping
(3325-0094)
Divulgação L. Schuback Assessoria
Os espelhos apoiados no chão em cada cabeceira da
mesa também foram as opções dos arquitetos Mario Santos,
Eliane Amarante e Denise Niemeyer, do escritório Arqmede,
para o ambiente criado para a mostra Decora Lider Rio de Janeiro deste ano. A sala multiuso, que reúne funções de jantar,
estar e leitura, tem 30 metros quadrados, exala sofisticação e
aconchego com o equilíbrio dos estilos rústico e contemporâneo. A madeira é o principal elemento no ambiente, tanto no
mobiliário quanto no piso e nas paredes, revestidas com papel
de parede amadeirado escuro. Os espelhos quebram a sobriedade da paleta de cores, iluminando o ambiente.
“Os espelhos vêm exatamente para quebrar a monotonia
da simetria da sala. Eles estão um de frente para o outro, se
multiplicando. Como a gente optou por fazer uma sala mais
quente, ficou mais fácil de fazer um projeto de iluminação. Os
espelhos se transformam em janelas, dão respiros nas paredes
e uma sensação de olhar mais além”, explica Santos. n
Redondo dourado
– R$ 530, em O Galpão
(2254-5400)
arte
GRUPOS DE
TEATRO GANHAM
VAGA EM EDITAL
E LANÇAM
PROJETOS
NOS PALCOS
Ana Carolina Mascarenhas
e Natália Kleinsorgen
Dois mundos completamente distintos iniciam novos projetos no âmbito das
artes cênicas. Se, por um lado, “Bonecos
em Cena”, recém-premiado pela Fundação Nacional de Arte (Funarte), trabalha
uma vertente artesanal de criatividade e
fantasia, por outro, “Caminhos”, da Cia
Enviezada, propõe a imersão no universo da cidade como experiência
de teatro contemporâneo, em um
espetáculo realista. Em comum, eles
têm a vontade de entreter e a vitória em um edital público. No ano
passado, “Caminhos, uma intervenção urbana” recebeu, pela
mesma instituição, o prêmio
de Teatro nas Ruas.
A seleção, que abraçou os
bonecos do produtor teatral e artista plástico Jorge Abreu, um gonçalense que dedicou 19 dos seus 47 anos
ao teatro de bonecos, chegou por meio do
edital de ocupação do teatro Duse, que
faz parte da Casa Funarte Paschoal Carlos
Magno, em Santa Teresa.
O projeto vai oferecer ao público,
de novembro deste ano a março de 2013,
formas de manifestações da arte dos bonecos: fantoches, de vara, de manipulação direta e indireta, macro e microbonecos, de corda e reciclados. A cada fim de
semana, um espetáculo completamente
diferente. Além disso, qualquer pessoa
poderá confeccionar seus próprios personagens em oficinas, assistir a palestras e
vídeos ilustrativos.
“Estou muito feliz, porque é a primeira vez que participo de um edital da
Funarte e já fui premiado. Este projeto
tem uma magia que mexe com crianças e
adultos. Trabalho com bonecos de até seis
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Divulgação
Recém-contemplado
por um edital da
Funarte, o projeto
“Bonecos em Cena”
garantiu cinco
meses de uma nova
temporada no Teatro
Duse, parte da Casa
Funarte Paschoal
Carlos Magno, em
Santa Teresa
IMAGINÁRIO E
REALIDADE
EM CENA
Divulgação
Cia Enviezada em “Caminhos”, no Maranhão.
O projeto passa por Niterói este mês
metros de altura, que envolvem o público
mais maduro. Uma vez, uma senhora de
80 anos registrou em nosso livro de visitas
o seu agradecimento por ter lembrado de
sua infância”, conta Jorge.
Estão previstas três exposições: uma
com peças próprias (de novembro a dezembro), outra com bonecos reciclados
(de janeiro a fevereiro) e, em março, para
encerrar a temporada, com os personagens feitos pelos visitantes.
Já os interventores da Cia Enviezada,
dirigidos por Zé Alex, descrevem as “histórias escondidas” pelas ruelas e esquinas,
e chegam ao Centro de Niterói com nova
temporada nos próximos dias 7, 8, 9 e 10.
O trabalho conta com texto original criado pelo grupo que adota a técnica dos
Viewpoints (“pontos de vista”), desenvolvida nos anos 70, que exige gestos e textos
adaptáveis, quase que improvisados, calcada no trabalho corporal. A trilha sonora
promete ser um dos pontos altos da proposta, quando todos recebem aparelhos
de MP3 para serem usados durante a itinerância pela cidade.
“Buscamos a criação de outros universos, outras possibilidades dentro dos
trajetos diários. Uma experiência estética
que propõe expandir as percepções. ‘Caminhos’ é um mergulho no mundo e nas
questões do homem de hoje, mas também
uma obra de arte aberta que busca ampliar
a experiência antropológica para além do
seu tempo”, descreve o diretor. n
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equilibre-se
Pamela Araujo
Sabe aquele cansaço permanente de
quem trabalha demais e não dorme direito?
Ele ganhou um novo nome: jetlag social. A
síndrome, identificada pelo pesquisador Till
Roenneberg, da Universidade de Munique,
nada mais é do que o descompasso entre
os compromissos diários de uma pessoa e
o seu relógio biológico, causa sonolência e
obesidade. A nomenclatura faz analogia à
fadiga provocada por viagens a cidades com
o fuso horário diferente. Segundo especialistas, o problema pode afetar tanto homens
como mulheres, sendo mais comum, no entanto, nelas, que além do trabalho, se encarregam, na maioria das vezes, dos afazeres
domésticos, dos filhos e do marido.
Coração disparado, sensação de corpo lento e mente exausta são alguns dos
sintomas, mas quadros de angústia e ansiedade também podem ser associados.
O advogado Eliano Enzo da Silva, de 43
anos, começa a sentir no corpo o alto nível de estresse causado pelo trabalho. A
preocupação com os prazos e uma série
de coisas para fazer tornam seu dia a dia
agitado e a noite também.
“Deito para dormir 1 hora e acordo às
3 horas. O excesso de compromisso me impede de dormir. O médico receitou um fitoterápico para eu tomar antes de dormir, disse
que era cedo demais para começar a usar
medicamento tarja preta, que afetaria todo
meu metabolismo, e tem funcionado”, relata.
Eliano conta que além de passar a ter
pressão alta, engordou muito com a rotina
pesada de trabalho, mas já faz um planejamento para reverter essa situação.
“Era magrinho, não tinha barriga,
hoje já tenho. Sei que é um pouco por
causa da idade, mas também é por causa
disso, quem dorme pouco engorda. É difícil diminuir o ritmo de trabalho, mas estou
fazendo exames e pretendo entrar na academia para melhorar isso porque dormir é
bom demais”, diz ele.
De acordo com o neurologista Romário Leite Pontes, membro da Associação
Brasileira do Sono (ABS), o relógio biológico do homem respeita um ritmo, o ritmo
circadiano, que se repete a cada 24 horas,
regulando diversas atividades do corpo,
como o controle da temperatura e da pressão arterial, a produção de hormônios, a
sensação de fome, a atividade digestiva e
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SÍNDROME APARECE EM
QUEM TRABALHA MUITO
E DORME POUCO
JETLAG
SOCIAL
Marcio Oliveira
Eliano Enzo é advogado e a sua rotina de trabalho já reflete na qualidade do sono e no corpo
intestinal, entre outras funções vitais. Ele é
controlado ambientalmente, pela luz solar
e, internamente, por meio da produção de
melatonina (um neuro-hormônio com a
função de regular o sono).
Segundo Pontes, por questões genéticas, cada pessoa possui um ritmo específico, podendo ser atrasado ou avançado. É o caso extremo de adolescentes
e idosos, respectivamente. Os primeiros,
“corujões”, tendem a dormir e acordar
tarde, os últimos tendem a desenvolver
o hábito contrário.
A preocupação é quando esse esquema é quebrado por mudanças bruscas na
rotina de vida, como as provocadas por
exigências profissionais e estresse, que
afetam o ciclo sono/vigília e, consequentemente, os demais ciclos biológicos a ele
associados, promovendo uma dessincroni-
zação entre o relógio interno e os indicadores temporais externos.
“Isso acontece com frequência com
profissionais que trabalham sobre regime de
plantão, como médicos, enfermeiros e bombeiros, ou no período noturno”, explica.
A principal consequência é a dificuldade para dormir (insônia), o que além de
provocar sonolência excessiva diurna, prejudica a concentração (causa de inúmeros acidentes, incluindo de trânsito); leva
à queda do desempenho físico e mental;
alteração de humor; ganho de peso e, em
casos extremos, à obesidade.
“O sono regula a produção de hormônios, como a leptina e grelina, responsáveis
pela sensação de saciedade. Assim, ao dormir menos, comprometemos seriamente a
regularização do apetite, do metabolismo e
da queima de calorias no nosso organismo.
Além disso, cria-se um círculo vicioso, já
que a obesidade aumenta as chances de o
indivíduo desenvolver outros distúrbios do
sono, como o ronco e a apneia, que, por
sua vez, também causam cansaço, fadiga
e até esquecimento. A falta de memória
é, muitas das vezes, proveniente de noites
maldormidas, já que é durante a fase REM
do sono (em que se sonha) que o cérebro
processa e armazena todas as informações
acumuladas durante o dia”, acrescenta.
Segundo Pontes, desrespeitar o ciclo
do sono pode aumentar, portanto, o risco
de o indivíduo desenvolver certas doenças, como depressão, diabetes, doenças
cardiovasculares e até alterações psíquicas. No caso de crianças e adolescentes,
pode atrapalhar ainda o crescimento.
Quando o problema é o avanço ou
o atraso do sono, incompatibilidade que
chega até a ser causa de divórcio, existem
tratamentos que ajudam a reeducar o organismo. São eles à base de luz ou de melatonina – o último, no entanto, apesar de
já ser utilizado em alguns países ainda não
possui aprovação da Anvisa para ser usado no Brasil. Em alguns casos é indicado
também o uso de benzodiazepínicos (tranquilizantes). Mas o ideal é consultar um especialista em medicina do sono: neurologista, psiquiatra, otorrinolaringologista ou
pneumologista, para avaliação da melhor
forma de tratamento, que pode envolver,
ainda, ajuda psicoterapêutica. n
15
4 de novembro O 2012
beleza
ESPECIALISTAS FALAM O QUE PODE
SER FEITO PARA EVITAR APARÊNCIA
FLÁCIDA DA PELE ANTES DA HORA
DE REPENTE,
Natália Kleinsorgen
Nathalia Felix
Dizem que beleza não tem idade. O
complicado é convencer quem sente na
pele as mudanças que começam a acontecer, geralmente, depois dos 25 anos. Foi a
partir dessa idade que a publicitária Sabrina
Almeida começou a fazer uso diário de cremes específicos para o dia e para a noite,
que estimulam a produção de colágeno e
são vendidos como anti-age, na promessa
de lutar contra a flacidez que surge, principalmente, em volta dos olhos e na testa,
mais especificamente entre as sobrancelhas.
“Nunca tive problemas em assumir
minha idade, mas é claro que notei alterações na minha pele, principalmente
depois dos 30. Meu rosto começou a dar
uma escurecida, por mais que eu não seja
muito fã de pegar sol. Tem também essas ‘ruguinhas’ que já começam a querer
aparecer. Me cuido porque ainda tenho
33 anos, não posso envelhecer tão cedo,
né?”, brinca Sabrina que, para evitar o
envelhecimento precoce do rosto,
também não abre mão do filtro
30
solar, especialmente nos dias em que sai
muito do escritório.
“Os 30” são famosos principalmente
pelo início do decréscimo do ácido hialurônico na pele e, consequentemente, da
formação das fibras colágenas. Em compensação, o principal ganho é a redução
da produção sebácea, com melhora da
acne e dos poros abertos. Coincidentemente, trata-se de um momento importante para a vida da mulher, acredita a
dermatologista e membro da Sociedade
Brasileira de Dermatologia, Mônica Aribi.
“Nesta idade, elas encontram-se
num estágio altamente produtivo tanto
para a vida profissional, como para o
aspecto pessoal. Por isso, torna-se importante que ela se sinta bem e com
boa autoestima. Para tanto, costumo
alertar minhas pacientes quanto às
perdas, que podem ser repostas das
mais variadas maneiras, dependendo de cada caso”, explica a profissional.
A publicitária
Sabrina
Almeida,
de 33 anos,
começou a
investir no
uso diário de
cremes para
a pele a partir
dos 25
Quanto mais cedo
tratar, melhor
A utilização de complementos
nutricionais da dieta, com nutricosmecêuticos à base de licopeno e outras
vitaminas, por exemplo, é uma saída
proposta por Mônica Aribi. Do ponto
de vista tópico, ela menciona cremes
com vitamina C, um potente antirradical livre, e o uso de filtros solares com
fator de proteção (FPS) superior a 30.
O sol é o principal fator pelo
envelhecimento da pele. O escurecimento comum à faixa etária, principal queixa de Sabrina, é conhecido
por melasma, explica a especialista
Márcia Linhares. O uso do protetor
não evita apenas essas manchas, mas
também o câncer e as rugas. Além
disso, é imprescindível optar pelo sabonete adequado para o tipo de pele.
“A partir dos 30 anos, seguindo
orientação sempre, é possível iniciar
tratamentos para flacidez como radiofrequência, que estimula a formação
de colágeno, o uso de toxina botulínica
tipo A e preenchimento. Na rotina de
cuidados, ao optar pelos cremes ‘antirrugas’, o ideal é que sejam derivados de
ácido retinóico”, comenta Márcia.
De acordo com Mônica, o Laser
Genesis, feito a cada 15 dias em um total de quatro sessões, fechando os poros e aumentando a formação de colágeno, é muito indicado. Sobre a toxina
botulínica, outro tratamento que evita
vincos de forma definitiva com as rugas
de expressão, ela avalia ser a melhor
opção para tratar pacientes jovens que
têm muitos “trejeitos” faciais.
As especialistas concordam que
quanto mais os cuidados são adiados,
mais complexos eles se tornam e os resultados também são comprometidos.
Por isso, a dica é começar a se tratar
logo ao alcançar os 30 anos. “Quanto mais cedo iniciarmos o
tratamento melhor. É sempre tempo de
cuidar da pele e cada faixa etária tem
suas necessidades e tratamentos específicos”, conclui Márcia. n
17
4 de novembro O 2012
capa
ABORDODOS
VELEIROS
SEJA EM
COMPETIÇÕES
OU APENAS
POR HOBBY,
PAIXÃO PELA
VELA UNE
FAMÍLIAS
ATRAVESSANDO
GERAÇÕES
18
4 de novembro O 2012
Daniel Alves *
Além de todos os benefícios que o
esporte traz para a saúde, sempre ouvimos
a máxima de que ele também é um ótimo aliado quando o assunto é integração
e trabalho em equipe. E com a vela não é
diferente. Seja em competições ou apenas
por hobby, os apaixonados pelo mar colecionam histórias a bordo de seus veleiros.
A tradição vem conquistando, inclusive,
novas gerações. Durante a I Regata Internacional de Veleiros Clássicos de Paraty,
que acompanhamos no fim do mês passado, tivemos a oportunidade de conhecer
um pouco mais desse fascinante universo.
Desvendamos diversas narrativas, nos
conveses das embarcações, que ajudam a
contar a historia náutica brasileira. Na movimentação da Marina Farol, mais do que
comandantes e tripulação, encontramos casais, amigos e famílias com um objetivo em
comum: desfrutar e compartilhar a paixão
pela vela. Um exemplo é Silvana Campello,
que foi descobrindo o amor pela vela de
forma gradativa. Ela “embarcou” no sonho
do marido, George Georgiadis, e confeccionou de forma artesanal, o Dalia, um veleiro com projeto do final do século XIX.
Entre outros componentes do estilo de
vida dos homens e mulheres do mar, está o
inegável culto às tradições, e o Dalia é o reflexo disso. A embarcação de 72 pés e 30
toneladas desfila toda sua beleza por eventos
náuticos, mantendo um papel importante,
uma vez que a caravela leva a bordo curiosos e faz uma verdadeira viagem no tempo.
“Enquanto houver espaço e segurança, sempre deixaremos as pessoas embarcarem com a gente. Vemos nisso uma
oportunidade de despertar o interesse pela
vela tradicional. Aproveitamos essas oportunidades para fomentar isso e mostrar
como é um veleiro verdadeiramente clássico”, comenta Georgiadis.
Esse fomento pela história brasileira
traz consigo uma grande responsabilidade, não apenas pela fidelidade ao passado,
mas também com as pessoas que buscam
o resgate dessas informações. Para a capitã
Silvana Campello, esse ciclo começa com
o amor dos criadores pela embarcação.
“A responsabilidade de ser capitã do
Dalia é a mesma que você sente quando
assume compromisso com as pessoas que
você ama. Um barco é uma coisa que faz
parte da sua vida e o seu compromisso é
de cuidar dele, além de cuidar sempre das
pessoas que estão a bordo”, destaca ela.
Para honrar o compromisso com a
história náutica, Silvana comanda a tripulação como poucos. Entre um vento e outro,
não deixa nada passar e toma as decisões
pertinentes ao seu posto.
“Em regatas, eu tenho uma linha bem
light, já que o Dalia é um barco de cruzeiro. Já no dia a dia dos nossos passeios, a
linha é mais dura, uma vez que não podemos correr o risco de ninguém se machucar”, diz Silvana.
O envolvimento de Silvana com o
Dalia vai muito além do que se imagina.
Em 1990, a capitã escreveu “O meu veleiro Dalia”, que conta o passo a passo da
construção do barco. Com relação à tônica do livro, Silvana revela que colocou no
papel suas grandes descobertas:
“Inclusive o subtítulo do livro é ‘O
olhar feminino sobre construir e velejar um
barco clássico no Brasil’. Esse foi um olhar
Julio Silva
Silvana Campello
“embarcou” no
sonho do marido e,
de forma artesanal,
construiu o Dalia,
um veleiro com
projeto do final do
século XIX
de descoberta, já que quando
conheci o George, esse era
o sonho dele e fui me apaixonando pelo barco e pelo
projeto. O olhar feminino se
expressa por não ser apenas
técnicas e, sim, a história de
cada peça importante, de
cada momento da construção. Esse olhar é o da
emoção”, garante ela,
revelando que existe
o projeto de escrever
um novo título sobre
a embarcação. “Agora temos mais dois
sócios, então espero
um dia escrever o
‘Nosso Veleiro Dalia’”, completa.
Uma outra parte desta
minuta da vela
atende pelo nome
da família Grael. Sucesso que se estende além
das figuras de Lars e Torben.
Em Paraty, a timoneira do
Lady Lou, era Andrea Grael,
esposa de Torben, que guiou
o veleiro da família com a
experiência de quem conhece os caminhos do mar.
Na embarcação,
Andrea
teve a
companhia da fi-
19
4 de novembro O 2012
Fotos: Julio Silva
Quando se fala em veleiros
clássicos, falamos em
tradição. É importante velejar
com a esposa, sobrinhos e
filhos e passar isso para as
próximas gerações
Lars Grael
lha Martine, mas lembrou que no barco, a
família vira um “verdadeiro conjunto para
funcionar tudo direitinho”.
“Somos uma equipe. Na água vale
a hierarquia do barco e todos respeitam”,
afirma a matriarca que tem uma longa jornada neste quesito.
“Velejava desde pequena e por conta
do esporte acabei conhecendo o Torben”,
revela Andrea que na juventude chegou a
participar de competição. “Quando meus
filhos, Marco e Martine, eram pequenos
eu velejava a nível competitivo e deixei um
pouco de lado a minha vida competitiva
para me dedicar a eles. Essa foi uma decisão
que eu tomei e foi bom, já que tinha que dar
apoio ao Torben também”, completa.
Andrea tem todo o reconhecimento
do marido, que é só elogios a ela.
“A Andrea foi muito importante tanto
na minha carreira quanto na educação das
crianças. Ela sempre esteve presente, abriu
mão de seguir sua própria carreira (hoje ela
faz pós-graduação em Veterinária na UFF)
para me acompanhar e sempre me deu
todo o apoio. Por conta do esporte, mudávamos muito de endereço, moramos fora
do país e se não fosse a dedicação dela, o
rumo da história poderia ter sido diferente”, reconhece Torben.
No entanto, Andrea redescobriu o
prazer em velejar na companhia dos filhos.
“Para seguir tendo o prazer de velejar,
comecei a levar meus filhos comigo e a ensinar a eles a ter prazer também. A gente
sempre fazia piquenique nas ilhas”, lembra.
Esses pequenos detalhes são um bom
exemplo do estilo de vida do velejador,
que Andrea Grael, definiu como um modo
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4 de novembro O 2012
Lars, Sophia e Renata: velejando juntos, cultivando o sentimento de família e transmitindo o legado
Andrea, Torben, Martine e Marco: “um verdadeiro conjunto pelas ondas do mar e em terra firme”
simples de levar a vida. E outro integrante
do clã Grael, Lars vai mais além:
“Mais do que reunir a família, o importante é transmitir esse legado para as futuras
gerações. Quando se fala em veleiros clássicos, falamos em tradição, em transmissão
de legado. Então, da mesma forma que nós
recebemos essa bagagem, é importante velejar com a esposa, sobrinhos e filhos, para
passar isso para as próximas gerações. É
importante ter esse sentimento de família e
cultuar isso com todos juntos”, revela.
A mulher de Lars, Renata Grael, é
outra apaixonada pela vela. Ela também
participou da regata em Paraty, ao lado do
marido e da filha Sofia. E aproveita para
contar um pouquinho da rotina da família
quando o destino é uma competição.
“Só levamos o necessário”, diz a velejadora que mesmo ao ser questionada sobre a
vaidade, manteve a linha e listou apenas três
coisas que julga indispensáveis nessas aventuras em família: “Sempre levo protetor, chapéu e um casaco impermeável”, enumera
Renata, provando que também traz a marca
da vela de forma ampla e irrestrita.
Mesmo participando de uma competição em terra firme, a família Grael é só
descontração e união.
“Em momentos como esse, me permito ficar acordada até um pouco mais
tarde, apesar de ter o costume de dormir
cedo. Campeonatos desse tipo, reúnem
muito mais a família, tendo em vista que
em outros momentos nem sempre podemos estar unidos”, destaca Martine Grael.
José Guilherme Bastiani e Simone
Cainelli a bordo do Aventura
Cada uma à
sua maneira
Nos eventos náuticos, encontramos profissionais de diversas
áreas que têm em comum a paixão
pela vela. Conhecemos duas mulheres que contribuem, cada uma à sua
maneira, para o desenvolvimento do
cenário esportivo da vela nacional.
Embarcamos no veleiro Aventura,
um clássico de 1955, com 38 pés e 12
toneladas, comandado por José Guilherme Bastiani. Descobrimos que a
tripulante Simone Cainelli, engenheira química, trabalha, entre outros projetos, com pintura de embarcações.
“Trabalhamos com proteção
anticorrosiva para a manutenção do
casco, que é a matéria prima principal”, enfatiza Simone Cainelli.
Já Isabella Nicolas, diretora do
documentário “Senhores do Vento”,
conta que a ideia surgiu a partir da
aventura do Brasil 1, primeiro barco
brasileiro a fazer uma volta ao mundo. Agora, ela trabalha no novo projeto, “Mar me quer”, que terá o desafio
de contar a história da vela no Brasil.
“O ponto de partida é o fato da
grande concentração urbana brasileira viver tão perto do mar, mas ter
pouca tradição nos esportes náuticos”, conta. n
* A equipe viajou a convite da organização do evento.
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4 de novembro O 2012
social
Música
A família Melim deu um tempo
em seus negócios na cidade para
participar do Festival da Música em Canelas, no Rio Grande
do Sul. Enquanto o patriarca
Luiz Melim se apresenta
com o seu coral, a filha
e cantora Gabriela Melim encanta plateias
com a sua voz doce
e talentosa de uma
diva do samba.
PAULO FREITAS
[email protected]
Arapuca
Usando das normas de trânsito de que
não é mais obrigatória
a colocação de placas
avisando sobre as localizações de pardais
de controle de velocidade, a Prefeitura
de Niterói instalou um
radar perto do trevo da
Avenida Central. Muita
gente que mora na região
ou frequenta as praias está
caindo na “arapuca” e sendo multada com perda de
pontos na carteira.
O piloto de
helicóptero
Daniel Levy
e a estilista
Evelyn
Câmara
Namoradão
Ludmila
Corrêa
nas lentes
mágicas
de Flávio
Saturnino
O empresário Paulo Ney
Vasconcellos organizou uma
agradável e charmosa festa
para comemorar o aniversário
de sua namorada Paola Levy.
Paola, como sempre, distribuiu
simpatia com seu sorriso, jeito
tranquilo e cativante. Uma noite
muito agradável.
As irmãs
empresárias
e estilistas
Adriana e
Cris Fersil
Fatos:
o Muita gente de Niterói partiu para Geribá, em Búzios,
para participar do churrasco de aniversário de Paulo
Mauricio Rocha. Dizem que a festa foi muito boa.
o O ator Yan Mesquita aniversariou e recebeu amigos
para um jantar em São Francisco. Além do talento, Yan
é um guerreiro.
22
4 de novembro O 2012
Médico do ano
A Associação Médica Fluminense fez um café da manhã em sua
sede de Icaraí para comemorar o dia do médico e, em ato solene,
no teatro da casa, entregou o titulo de “Médico do Ano” a Glauco
Barbiere, por seus relevantes serviços prestados a pacientes e sua
dedicação para formação de novos médicos.
A Confraria foi 10
Mais uma vez A Confraria, que é formada por várias personalidades de Niterói, se reuniu em grande estilo. Dessa vez, o anfitrião
foi João Lucas, que ofereceu um almoço à moda capixaba, na
sua bela casa, em estilo inglês, em Pendotiba. No cardápio, torta
capixaba, moqueca de lagosta, moqueca de camarão e moqueca
de peixe. O próximo encontro será a tradicional leitoa a pururuca, em dezembro, na casa de Carlos Alberto Correa.
50 anos do Issa
Alkamir Issa, paulistano de nascimento e niteroiense de coração,
acaba de completar 50 anos. Ele festejou a data ao lado de parentes que vieram em massa da terra da garoa. Só para lembrar,
Alkamir é empresário de clínica de saúde, médico, já foi secretário de saúde de Niterói e, atualmente, é uma das figuras mais
queridas da cidade.
Paola Levy e Paulo Ney Vasconcellos no aniversário dela
Na China
O niteroiense Diego Correa, que jogou futebol durante um bom
tempo por uma universidade americana, está se saindo muito
bem trabalhando com eventos esportivos. Ele acompanhou Ronaldo Fenômeno e Michael Phelps em uma série de compromissos promocionais na China e depois ainda deram uma chegadinha até a Inglaterra. Tudo isso com a equipe do Fantástico
colada no pé, monitorando e gravando o programa de emagrecimento de Ronaldo.
Luciana
Rodrigues
e José
Vicente
Almeida
Com Roberto Mattos
23
4 de novembro O 2012
artigo
COMPORTAMENTO
por edgard porto
[email protected]
O ORADOR
Dia da Bandeira, e tal data
não poderia passar sem um
evento à altura. No salão nobre da Faculdade de Direito
de Niterói, espremia-se um
número enorme de pessoas, certamente, em quantidade
muito maior do que a recomendável.
Embora cansativa, a palavra fácil e
erudita de grandes oradores prendia a
atenção da maioria.
Com a cerimônia praticamente a terminar, surge alguém possivelmente fora
da programação e, com voz alta, dizia
que também queria participar da homenagem. Demorou a esgueirar-se entre
tanta gente, alcançando afinal o palco
engalanado, desarrumado da cabeça aos
pés pelo esforço incontido de se fazer ouvir. Em suas mãos trêmulas havia papéis,
certamente, fora de ordem, o que o tornavam mais trêmulo e confuso, deixando a
plateia impaciente.
O primeiro “vai falar ou não?” vindo
do auditório descontrolou-o de vez. Largando os papéis disse suas únicas palavras: “bandeira da minha terra, esta
é a minha, a sua, a nossa bandeira”.
E caminhando para a bandeira que
estava do lado oposto, abraçou-a aos
prantos. Retirado com paciência – não
queria largar a bandeira – e até mesmo
com carinho repetia-se obsessivamente
“me emocionei, me emocionei”.
Descobriu-se, afinal, que era um
aluno do último ano, inteligente e até
brilhante em suas exposições orais. Este
terá sido um mau dia, espero em sua vitoriosa carreira. Essa ingênua e verdadeira história que o tempo encarregou-se de
dimensionar, tornou-a uma longínqua e
remota lembrança.
Porque a mente retém lembranças,
muitas vezes banais e corriqueiras, enquanto outras de maior expressão são
apagadas no tempo? Entre outras razões, entendo que a lembrança quando
revestida de emoção, toma um colorido
mais forte. A pequena história contada,
obviamente foi alvo de risos e brincadeiras por dias a fio.
Não é raro que ao envelhecer, o homem tenha mais presente em sua memória fatos que tocaram sua sensibilidade,
sua emoção em última análise. De modo
inverso, outros de maior importância em
sua aparência são esquecidos. E quando
se fala em emoção é de certa forma irrelevante sua qualidade, se é boa ou má,
mas vale principalmente a intensidade
que nos toca.
Evidentemente que a emoção que
aqui se refere é de um cotidiano de normalidade, deixando-se passar bem ao largo as decorrentes de experiências traumáticas. Melhor, portanto, que muitas vezes
e ao acaso apareçam histórias que apesar
de ingênuas lembrem bons tempos. n
Edgard Porto é psiquiatra
24
4 de novembro O 2012
gastronomia
MÃO NA MASSA
por romeu valadares
[email protected]
CANJIQUINHA
PAPA FINA
Não é de se estranhar a atenção que
a gastronomia brasileira tem recebido. Ela
sempre a mereceu. A diversidade de elementos naturais em nosso País encontra
raros exemplos à sua altura, com a Amazônia encabeçando a lista das regiões
mais promissoras do mundo. Já temos o
D.O.M., de Alex Atala, em quarto lugar na
lista dos 50 melhores do mundo da revista
Restaurant. A estabilidade econômica veio
enquanto os EUA e a Europa mergulharam
em suas crises financeiras e os olhares se
voltaram para nós.
A cultura gastronômica desses países
chegou até nós, com seus imigrantes ou
suas máquinas publicitárias e, hoje, já fazem parte de nossas vidas, ou alguém se
imagina sem pizza? Não vamos deixar de
comer polenta, isso não, mas que tal se explorarmos nossa canjiquinha para além dos
clássicos mineiros?
No excelente restaurante da Roberta Sudbrack, um dos melhores do Rio, provei uma
canjiquinha morna e delicada servida com
ovas de salmão. Delicioso. Proponho a experiência, já que ovas de salmão são meio difíceis de encontrar por essas bandas. Use uma
embalagem de 100 gramas de salmão defumado, suficiente para quatro minientradas.
Preparo:
Cubra 1 xícara de canjiquinha com água e deixe por
uma hora. Escorra e cozinhe com 2 xícaras de caldo de
legumes ou frango bem suave, até que esteja macia e o
líquido evaporado. Acerte o sal, tempere com pimenta
do reino moída na hora e um fio de azeite. Pique o
salmão como num tartar, tempere com azeite e raspas
de casca de limão siciliano. Num prato fundo, coloque
uma colher de sopa de canjiquinha morna e arrume o
salmão dividido por quatro em cima. Para finalizar, um
galhinho de aneto e um fio de azeite.
Divulgação: Romeu Valadares
O SONHO
COM SUSHI
“Jiro Dreams of Sushi” é a história de um homem simples, de uma vida
dedicada a uma especialidade. Aos 85
anos, Jiro Ono, por muitos considerado
o maior sushiman do mundo, continua
trabalhando em seu restaurante de Tóquio. Discretamente localizado numa
estação de metrô, é o primeiro do tipo
a receber três estrelas Michelin. Sua
saga é mostrada em filme, que agora sai
em DVD e blue-ray. Mais que um documentário sobre uma cultura gastronômica, o filme faz pensar e emociona.
25
4 de novembro O 2012
moda
CHEILA COM C
por cheila de paula
[email protected]
É mágico!
Strap, o relógio (Casa & Video)! Está chegando o verão
e ele vai bombar, além de
ser um lindo presente de
final de ano. São várias
cores e ele reproduz música, vídeo e imagem,
tem cronômetro e a bateria é recarregável. O
relógio também conta
os passos e as calorias
que o dono queimou e
ainda tem o modo shake
to shuffle, que avança ou
volta a música de acordo
com om movimento feito
com o aparelho.
Bem diferente...
Loja diferente, com produtos e preços diferenciados, assim é a Philippa! A
marca brinca com objetos de casa, decoração e uma coleção de roupas especiais
que fazem a diferença! Uma dica é a calça Lether Denim, que custa R$280. (Estrada Francisco da Cruz Nunes, 4.872, salas
202 e 203, Itaipu).
Caixinhas customizadas
Apesar de o calendário marcar novembro, o clima já é de Natal. É que o grupo de outlets de luxo lançou a campanha
“The Charm of Christmas“, em
parceria com cinco das
principais escolas de design da Europa, de onde
saíram os alunos que participarão de um concurso
para homenagear o movimento Art Déco e as festas
de fim de ano. Cada estudante
custumizou caixas de Natal que serão julgadas por um time internacional
da área. O brasileiro Marcio Roiter, presidente do Instituto Art Déco do Brasil, é um
deles. O vencedor será anunciado no dia
1° de dezembro e ganhará R$23.500.
Como você está hoje?
O designer de joias Bruno Latini criou um anel bem divertido
e totalmente moderno. O anel
Multifaces brinca com seu estado de espírito, já que traz
126 combinações de carinhas
com olhos, nariz e boca. A
peça pode ser encontrada em
ouro amarelo e branco. É diversão com estilo!
26
4 de novembro O 2012
Niemeyer como
inspiração
“Não é o ângulo
reto que me atrai,
nem a linha reta,
dura,
inflexível,
criada pelo homem”. A famosa
frase do visionário arquiteto Oscar
Niemeyer serviu como
ponto de partida para uma
nova linha de tênis da Converse.
A coleção é composta por
cinco modelos inspirados
em grandes obras do brasileiro e desenvolvidos em colaboração com a Fundação
Oscar Niemeyer. Os modelos ficaram expostos em um
corredor, que teve as paredes
especialmente cobertas por desenhos e
frases em homenagem ao arquiteto.
“Novidadíssima”
Para quem acompanha os cliques de
street style, o item não é novidade. Durante a temporada de desfiles de alta-costura
em Paris, em julho, várias pessoas foram
clicadas usando, mas para nós, simples
mortais, é “novidadíssima”. Então, anote
aí: ear cuff = brinco que envolve a orelha!
No Brasil, a marca de acessórios da Lool,
já tem vários exemplares, que custam R$
348. Ótimo para coques e cabelos curtos.
Nos cabelos longos, eu não gosto, acho
que fica muito caricato.
Dicas sobre estampas
o Se você tem quadril largo, é
melhor evitar as estampas em calças
e saias, e deixá-las para a parte de
cima do look. Já para tirar a atenção
do busto, basta blusa lisa e jogar a estampa na parte inferior
o Vestidos e blusas com colos
abertos podem, desde que mais arredondados e com pouco decote.
o Para dar uma afinada na silhueta e parecer mais magra, aproveite a
moda das camisas fluidas com estampas menores. Nos vestidos, marque
a cintura e passe longe das estampas
grandes na região da barriga.
o As magrinhas podem abusar
de listras, formas geométricas, vestidos
e macaquinhos justos. Maxiestampas
e peças largas vão te deixar nadando
no look, por isso, prefira as sequinhas
acima do joelho e com estampas médias ou pequenas. Os babados ou tules ajudam a criar curvas.
27
4 de novembro O 2012
Divulgação: Ajorio
às compras
Anel em prata 950 e
ródio negro – R$ 320,
na Vikx (2117-1132)
Divulgação: Ajorio
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Ana Carolina Mascarenhas
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Miniatura – R$ 50, da LPeople no
(www.estilistasindependentes.com.br)
Caixa – R$ 79,90,
na Papelli (2711-4677)
28
Pingente em ouro branco e amarelo –
R$ 2.250, na Dassa Dana (3385-4231)
4 de novembro O 2012
Escultura – R$ 204,90,
na Papelli (2711-4677)
Divulgação: Mkt Mix
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Relógio – R$ 44,90, no Airu (www.airu.com.br)
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Pingente com rubis, safiras,
esmeraldas e diamantes – R$ 3.330,
na Via Torino (2618-3382)
Uma seleção de produtos para que os inimigos tendo pés, não
lhe alcancem, tendo mãos, não lhe peguem e que todas as
amarras se quebrem sem tocar o seu corpo. Salve Jorge!
Estátua – R$ 44,90, na Imaginarium
do São Gonçalo Shopping (3513-7200)
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– R$ 2.076, na Dayse Joias (2284-0893)
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Plano
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do artista plástico Mussa (9115-6509)
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29
4 de novembro O 2012
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TEEN
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A moda teen está cada
dia mais em alta e muitas
marcas estão apostando em
looks e modelagens mais
jovens. O estilo urbano é
um dos mais escolhidos
entre as jovens. Esse estilo,
mais despojado, combina
muito com essa fase sem
preocupações!
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Look 1 - Regata multi cruz da
Zimpy (R$ 99); shorts jeans da My
Place (R$ 149,90); tênis vermelho
da Sonho dos Pés (R$ 138);
anel duplo spykes dourado (R$
21), brinco spykes dourado (R$
38), pulseira couro com spykes
dourado (R$ 29,00) e pulseira
couro com spykes duas voltas
(R$ 35), todos da L’eclipse
Look 2 - Shorts taxas da Botswana
(R$ 239); blusa coelho da Ágatha
(R$ 99); tênis verniz (R$ 169)
e bolsa laranja (R$ 179),
ambos da Zimpy; anel duplo
spykes prata da L’eclipse (R$ 21)
Camisa xadrez da Zimpy
(R$ 89,90); top branco da
My Place (R$ 39,90);
short spykes da Ágatha
(R$ 275); cinto preto craquelê
da Sonho dos Pés (R$ 45);
brinco caveira (R$ 15) e
colar Pac Man (R$ 41),
ambos da L’eclipse
Regata picolé da Botswana
(R$ 69); top verde da
My Place (R$ 49,90);
short jeans foil da Zero Zen
(R$ 159); sapatilha spykes
rose da My Place (R$ 198,90);
colar cupcake (R$ 25) e
brinco spykes (R$ 23)
ambos da L’eclipse
Look 1 - Blusa silk skate da Botswana (R$ 129); short dark da Zimpy (R$ 109);
sneaker metalizado da Ágatha (R$ 349); brinco mini spykes dourado (R$ 18),
colar bigode (R$ 41), pulseira spykes preta (R$ 39), pulseira spykes dourada (R$ 29),
pulseira bolas e spykes preta (R$ 18), pulseira bolas e spykes branca (R$ 18), todos da L’eclipse.
Look 2 - Regata bordado cruz da Zero Zen (R$ 119); short detonado azul da Ágatha (R$ 179),
sneakers preto da Botswana (R$ 319); anel de bigode (R$ 39) e
colar caveira (R$ 33), ambos da L’eclipse
Produtora: Stefanie Bignon (9458-0263); assistentes: Ayllan Schumacher e Mayra Kreva;
fotografia: David Arrais (8575-9793); assistente de Iluminação: Dayanne Solari
modelos: Giulia Yemi e Mylena Lemos; maquiadora: Tamara Yemi
Ágatha: 2714-2497; Botswana: 2711-0345; L’eclipse: 2710-3816; My Place: 2610-1811;
Sonho dos Pés: 3602-4459; Zero Zen: 2705-2857; Zimpy: 2610-9363
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terceira idade
Fotos: Colaboração Jéssica Alves
ALIMENTOS
‘AMIGOS’
A nutricionista Cléds
Lenz destaca que
quando se trata de
alimentação na
terceira idade, é
preciso levar em
conta as carências do
idoso e seus limites
Jéssica Alves
A alimentação tem papel fundamental na saúde, principalmente com o passar
da idade. De acordo com a nutricionista
Cléds Lenz César, quando o assunto é alimentação na terceira idade é preciso levar
em conta as carências nutritivas do idoso e
seus limites. Mas há alguns alimentos que
são mais indicados, principalmente por fazerem bem para o sangue e para o cérebro, como grãos, frutas e azeite.
“Os alimentos que fazem bem para o
cérebro e para o sangue são os mais amigos
dos idosos, já que seus nurtientes são bem
absorvidos pelo corpo. O azeite é bom porque diminui o colesterol ruim e aumenta o
bom. A aveia também é um alimento indicado já que auxilia na digestão”, explica.
De acordo com Ana Paula Santos, nutricionista do Clube da Dieta, uma das grandes dificuldades para as pessoas da terceira
idade é a reeducação alimentar. Ela revela
que os alimentos considerados “inimigos”
dos idosos são aqueles com altas taxas de
açúcar e gordura e os que dificultam o funcionamento do organismo.
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“Os principais inimigos nesta faixa
etária são os produtos industrializados,
os alimentos ricos em gordura saturada
e o açúcar, uma vez que pioram quadros
inflamatórios, aumentam o peso, os radicais livres e os danos celulares. Após uma
certa idade, temos perda considerável de
Lactase, enzima que digere este açúcar, o
que ocasiona desconforto gastrointestinal”,
orienta a nutricionista.
Para Mercedes Castro, de 80 anos, incluir novos alimentos e novos hábitos para
as refeições foi um desafio.
“A dificuldade que tive foi porque eu
só comia três vezes ao dia e hoje tenho
que comer mais. Hoje também bebo água
mais vezes ao dia mesmo sem sentir sede.
E minha alimentação é variada, agora foi
incluído o óleo de linhaça na minha salada já que faz bem para o cérebro e os
olhos”, conta Mercedes.
Para Cléds, o importante é variar para
que se adquira o máximo de nutrientes,
além de dosar bem as porções dos alimentos, já que nada em exagero faz bem. n
LEITE
DE SOJA
O leite é um grande aliado dos
idosos, mas ao mesmo tempo pode
trazer alguns riscos. Para subtituí-lo, a
nutricionista Cléds Lenz César indica o
leite de soja, que também é rico em nutrientes e pode ser usado para vitaminas, acompanhado do café e até com
chocolate. Além disso, fazer o leite em
casa é mais econômico.
Ingredientes
o Para um litro de leite, acrescente um litro de água
para um copo americano de grão de soja.
Preparo:
Coloque os grãos de molho de um dia para
o outro. No dia seguinte, escorra, lave os
grãos e vá colocando no liquidificador,
aos poucos, juntando água e batendo. Em
seguida, coe em um pano limpo e leve ao
fogo para ferver. Deixe em fogo baixo e
espere engrossar. Após fazer isso, desligue o
fogo e deixe criar uma nata.
FESTAS
DECORAÇÃO/ CONSTR.
MEDICINA E SAÚDE
BELEZA E ESTÉTICA
MÍSTICOS/ ESOTÉRICO
NEGÓCIOS E SERVIÇOS
TURISMO
AULAS E CURSOS
espaço aberto
O CORRETO
DESCARTE DE
PILHAS E BATERIAS
Wanda Günther é associada da
Associação Brasileira de Resíduos Sólidos
e Limpeza Pública (ABLP), além de professora e pesquisadora da Faculdade de
Saúde Pública/USP
Pilhas e baterias possuem, em sua
composição, substâncias perigosas à
saúde e ao ambiente, principalmente
metais pesados que são tóxicos, persistentes e bioacumulativos em organismos
vivos. Entre eles destacam-se o mercúrio,
cádmio e chumbo. Por essa razão, pilhas
e baterias não devem ser descartadas no
lixo comum, já que podem acabar em locais inadequados, vindo a contaminar o
solo, a água e causando danos à saúde.
Com a inserção de mais pessoas na
classe C, que passaram a consumir mais
eletroeletrônicos, e o surgimento de novos produtos tecnológicos, aumentou
muito o uso de equipamentos sem fio,
que usam pilhas e baterias como fonte
de energia. As baterias recarregáveis, por
proporcionarem vida útil mais longa, podem ter menor impacto, porém, ao final
de sua vida útil acabam tendo o mesmo
destino que as comuns.
Os fabricantes de pilhas e baterias
(P&B) têm buscado atender às exigências
da resolução n° 401/2008 do Conselho
Nacional do Meio Ambiente (Conama),
que estabelece os níveis máximos de alguns metais presentes nestes componentes. Na maioria das P&B, a quantidade de
metais danosos foi reduzida. Pilhas AA,
por exemplo, já não apresentam nenhum
metal prejudicial, mas a maioria ainda
contém metais.
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Por esta resolução, fabricantes nacionais e importadores devem elaborar
plano de gerenciamento de P&B, indicando o destino ambientalmente correto destes componentes pós-consumo,
tendo a responsabilidade pelo tratamento final, que deverá ser adequado e
obedecer à legislação. Deverão, ainda,
informar aos consumidores sobre como
proceder ao descarte adequado das P&B
usadas, possibilitando a destinação separadamente dos aparelhos.
Pilhas e baterias não
devem ser descartadas
no lixo comum, já que
podem acabar em locais
inadequados, vindo a
contaminar o solo
As lojas que comercializam P&B,
assim como a rede de assistência técnica
autorizada, devem receber dos usuários
as P&B usadas, para repasse aos respectivos fabricantes ou importadores.
A Lei 12.305, que instituiu a Política
Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), estabelece os princípios da responsabilida-
de compartilhada sobre o gerenciamento
dos bens e produtos ao final de sua vida
útil. Um dos instrumentos da lei são os
sistemas de logística reversa, que deverão
ser instituídos, prioritariamente, para seis
fluxos de resíduos, entre eles as P&B.
A logística reversa é o processo de
retorno dos produtos pós-consumo para
serem reutilizados, reciclados ou tratados
de modo ambientalmente correto. Para
definir as regras da logística reversa, o governo federal criou Grupos de Trabalhos
Temáticos (GTTs) para alguns produtos. Há
um GTT específico para P&B que discute
estratégias de implantação da logística reversa e formas de recuperação adequadas
para serem adotadas em todo o País.
A responsabilidade compartilhada
faz com que toda a cadeia envolvida na
produção e consumo se responsabilize
pela logística reversa, no caso das P&B.
O fabricante, importador, distribuidor,
comerciante (as revendas) e os consumidores são responsáveis pelo correto
descarte das pilhas e baterias usadas,
cuidando para que não sejam lançadas
no meio ambiente, sem controle. No Brasil, a reciclagem de P&B ainda é realizada por programas de responsabilidade social de algumas instituições,
mas num futuro próximo deverá ser mantida por sistemas de gestão, agregando
toda a cadeia envolvida nesta questão. n
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