III MOSTRA ABENFAR DE INTEGRAÇÃO ENSINO E SERVIÇO
7 a 9 de outubro de 2011
Belo Horizonte, MG
Dando continuidade às atividades de comemoração do centenário da
Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais, a
Associação Brasileira de Ensino Farmacêutico – ABENFAR realiza no período
de 7 a 9 de outubro de 2011, na cidade de Belo Horizonte, a quarta edição do
Fórum Nacional do Ensino Farmacêutico, com o tema central: “Formar para
Transformar”.
Como uma das atividades do Fórum, acontece a III Mostra ABENFAR de
integração ensino e serviço.
A seguir estão listados os resumos selecionados, organizados de acordo
com a ordem de encaminhamento para a comissão responsável.
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SUMÁRIO
1. INTEGRAÇÃO ENSINO/ SERVIÇO:
ESTUDANTES DE FARMÁCIA
VIVÊNCIAS
NA PRECEPTORIA DE
Almeida, Francisca Maria De; Cruz, América De Lourdes Nogueira Da
Diniz, Gerlania Martins; Miranda, Michelle Silva; Pereira, Ione Cristina Paiva;
Soares De Britto, Maria Helena Seabra ......................................................10
2. RODA FARMACÊUTICA: UM ESPAÇO PARA CONSTRUÇÃO DE
HABILIDADES COM A INTEGRAÇÃO DO CONHECIMENTO TEÓRICO E
PRÁTICO PARA UM MELHOR ATENDIMENTO FARMACÊUTICO
Ayres, Lorena Rocha; Chrysostomo, Tais Nader;
Garcia-Andrade, Regina Célia.................................................................... 13
3. PROJETO DE EDUCAÇAO POPULAR EM SAUDE E MEDICAMENTOS EM
BAIRROS DA CIDADE SÃO LUÍS, MARANHÃO
Ribeiro, Alane Andrelino; Souza, Joyce Helen Lavra; Silva, Rômulo Vieira;
Maranhão, Marina Cristine Silva; Barbosa, Déllio Willians Silva;
Reis, Leila Beltrão...................................................................................... 14
4. AVALIAÇÃO DAS
GRADUAÇÃO
EM
BRASILEIRAS
MATRIZES CURRICULARES DOS CURSOS DE
FARMÁCIA
DAS
UNIVERSIDADES
FEDERAIS
Oliveira-Sá, D. A. B.; Silva, W. B. ................................................................ 16
5. VIVÊNCIAS NA DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS NO ÂMBITO DO
COMPONENTE ESPECIALIZADO DA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA
Feitosa, Georgia Fernanda Dos Santos; Moraes, Diogo Nascimento; Oliveira
Castro, Abigail Trindade; Rabelo, Mariana Gracinda Almeida Dos Santos;
Silva, Tiara Vitalino Da; Soares De Britto, Maria Helena Seabra
................................................................................................................... 18
6. EDUCAÇÃO E ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA – RELAÇÃO NECESSÁRIA
Costa, Luiz Henrique; Braga, Maria Helena ...............................................21
7. ESTUDO DOS PROBLEMAS AMBIENTAIS NO CURSO DE FARMÁCIA DA
UFMG
Magalhães, Sérgia Maria Starling ...............................................................23
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8. O PERFIL DA FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS NA ÁREA DE SAÚDE NA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ (UFPI). UM ESTUDO SOBRE ENSINO NA
SAÚDE: O CASO DO CURSO DE FARMÁCIA
Soares, Leonardo Ferreira; Brito, Cleiton Alves; Nascimento, Douglas Da
Cruz; Santos, Rodolfo Ritchelle Lima ......................................................... 24
9. USO RACIONAL DE PLANTAS MEDICINAIS NA COMUNIDADE ASSISTIDA
PELA CRECHE ESCOLA DO APRISCO
Thé, Patrícia Maria Pontes; Moreira-Silva, Luzia Izabel Mesquita; Arrais,
Paulo Sérgio Dourado; Day, Sophia Cândido; Dantas, Mariana Nogueira;
Capristano, Allana Bezerra ........................................................................ 25
10. PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E APOIO À
CONHECIMENTO DOS FARMACÊUTICOS
AMAMENTAÇÃO:
NÍVEL
DE
Medeiros, Joana De Oliveira; Moreira-Silva, Luzia Izabel Mesquita; Thé,
Patrícia Maria; Vieria, Maria Marly Lopes; Giacomini, Sâmia Graciele Maia
Oliveira; Arrais, Paulo Sergio Dourado ...................................................... 27
11. ALIMENTOS
FARMÁCIA
FUNCIONAIS
E
NUTRACÊUTICOS
NO
CURRICULO
DE
Thé, Patrícia Maria Pontes; Moreira-Silva, Luzia Izabel Mesquita; Arrais,
Paulo Sérgio Dourado .............................................................................. 29
12. O CENTRO DE INFORMAÇÃO SOBRE MEDICAMENTO E A FORMAÇÃO DE
FARMACÊUTICOS PARA O USO CORRETO DE MEDICAMENTOS: RELATO DE
UMA EXPERIÊNCIA DO CENTRO DE ESTUDOS DO MEDICAMENTO
Perini, Edson; Junqueira, Daniela Rezende Garcia; Pádua, Cristiane
Aparecida Menezes, Moraes, Alba Valéria Souto Mello; Cândido, Raissa
Carolina Fonseca; Anício, Vivian Thaise Da Silveira; Cruz, Luana Faria;
Alves, William Pereira ............................................................................... 31
13. ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA À CRECHE DO APRISCO: USO RACIONAL DE
ANTIBIÓTICOS
Thé, Patrícia Maria Pontes; Moreira-Silva, Luzia Izabel Mesquita; Arrais,
Paulo Sérgio Dourado; Leal, Luzia Kalyne Almeida Moreira; Day, Sophia
Cândido; Dantas, Mariana Nogueira ......................................................... 33
14. PRÁTICAS INTEGRATIVAS DE ATENÇÃO À SAÚDE: A EXPERIÊNCIA DO PETSAÚDE/FARMÁCIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Arrais, Paulo Sérgio Dourado; Alves, Renata De Sousa; Araújo, Maria
Fátima Maciel ........................................................................................... 35
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15. INTERATIVIDADE ALUNO-PROFESSOR ATRAVÉS DE FÓRUNS VIRTUAIS DE
DISCUSSÃO
Moreira-Silva, Luzia Izabel Mesquita; Thé, Patrícia Maria Pontes; Monteiro,
Mayara Morais; Régis, Jônatas José Santos; Arrais, Paulo Sergio Dourado
.................................................................................................................. 37
16. AVALIAÇÃO DA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA (NÍVEL CENTRAL) NO
MUNICÍPIO DE NITERÓI –RJ
Cordeiro Bc, Araújo Rl, Figueiredo T R ...................................................... 39
17. UTILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR IDOSOS HIPERTENSOS NO BAIRRO
BARRETO – NITERÓI/RJ
Cordeiro Bc, Alvarez M, Cardoso D, Castro P, Piccoli N, Prudente I, Silva T, Alho H,
Altoé A, Carvalho A, Francisco Ap, Gil F, Machado I, Possas S, Santos C, Santos J,
Silva K, Vargas P, Vieira G A ................................................................................ 41
18. VIVENCIANDO A ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA - ESTÁGIO EM FARMÁCIA
COMUNITÁRIA I/UFF
Cordeiro BC, Castilho SR, Miranda ES ....................................................... 43
19. RELATO DE EXPERIÊNCIAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE
Oliveira, Glacileide Fonsêca Uribe De; Santos, Pryscilla Gabrielle Lima Dos ;
Silva, Tiara Vitalino Da ;Valentim, Erisángela; Veloso, Marília Borgneth ;
Soares De Britto, Maria Helena Seabra................................................... 45
20. FITOTERAPIA
EXTENSÃO
NA
SOCIEDADE
CONTEMPORÂNEA
–
PROJETO
DE
Guedes, Alessandro; Loss, Gabriel Schneider; Klems, Ana Caroline; Damo,
Nevoni Goretti. ........................................................................................... 48
21. ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NA COMUNIDADE: ATIVIDADES
EDUCAÇÃO EM SAÚDE VOLTADAS PARA ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO
DE
Thé, Patrícia Maria Pontes, Moreira-Silva, Luzia Izabel Mesquita, Arrais,
Paulo Sérgio Dourado, Leal, Luzia Kalyne Almeida Moreira, Capristano,
Allana Bezerra, Oliveira, Maria De Fátima ................................................ 50
22. O USO DE MAPAS CONCEITUAIS E PORTFÓLIOS COMO FERRAMENTAS
MUDANÇAS NO ENSINO DA FARMÁCIA
Perini, Edson; Junqueira, Daniela Rezende Garcia ................................... 52
23. AVALIAÇÃO DO SERVIÇO DE FARMÁCIA DAS UNIDADES DE SAÚDE
Costa, Karla Calvette; Damo, Nevoni Goretti; Helena, Ernani Tiaraju De
Santa; Sampaio Junior, Wilson .................................................................. 54
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24. CAMPANHA 5 DE MAIO - PELO USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS: A
EXPERIÊNCIA DOS ESTUDANTES DA UFMG
Mattos, Leonardo Vidal; Alecrim, Denyr Jeferson Dutra; Dilly, Daniel Amado;
Siqueira, Amanda Lana De; Silveira, Micheline Rosa; Machado, Renes De
Resende..................................................................................................... 56
25. INFLUÊNCIAS DO PROGRAMA INTERNATO RURAL DE FARMÁCIA NA
FORMAÇÃO DOS ESTUDANTES.
Pereira, Antonio Basílio, Siqueira, Amanda Lana De; Sousa, Samuel
Rodrigues Almeida .................................................................................... 58
26. PROGRAMA
DE
IMPLANTAÇÃO
DA
PADRONIZADA EM REDES DE FARMÁCIAS
ATENÇÃO
FARMACÊUTICA
Ribeiro, Alane Andrelino; Barros, Clemilson Da Silva; Reis, Leila Beltrão... 59
27. AS INFLUÊNCIAS DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE FARMÁCIA NO ENSINO
FARMACÊUTICO
Bonfim, Antonio Joaquim; Izidoro; Jans Bastos; Mattos, Leonardo Vidal;
Perini, Edson; Siqueira, Amanda Lana De; Tobaruela, Eric De Castro. ..... 61
28. SIMULAÇÃO DE ATENDIMENTO FARMACÊUTICO: A EXPERIÊNCIA DA
UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA
Trauthman, Silvana Cristina; Alano, Graziela Modolon; França, Tainã
Formentin; Vieira, Ana Cristina; Galato, Dayani ......................................... 63
29. EDUCAÇÃO EM SAÚDE: INSTRUMENTALIZAÇÃO PARA A FORMAÇÃO EM
ATENÇÃO FARMACÊUTICA
Andrade, Betina; Raeder, Denise Hoffmann; Kothe, Jeffersan; Bresolin, José
Roberto; Maia, Laís Orlof; Surdi, Marla; Gesser, Marluci; Bernardo, Noemia
Liege; Tessele, Priscila Batista; Giachini-Kessler, Rúbia Mara................ 65
30. O ENSINO FARMACÊUTICO NA BAHIA: AVALIAÇÃO DAS MATRIZES
CURRICULARES DOS CURSOS DE FARMÁCIA, 2011
Federico, Marilia Pinto; Pontes, Angela; Borges, Eustáquio Linhares; Dias,
Eduardo Jorge Cavalcantii ........................................................................ 67
31. ATIVIDADES DE INTEGRAÇÃO CURRICULAR - FARSUS NA SALA DE
ESPERA
Miranda, Maria Spínola; Ferreira, Junia R. D.; Pontes, Angela; Pereira, Neila
De Paula; Carinhanha, Roseane; Costa, Taise D.; Verena, Ana; Alencar,
Letícia; Ferreira, Gutemberg L. ................................................................ 69
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32. ANÁLISE DA IMPORTÂNCIA DA VIVENCIA EM UBS: EDUCAÇÃO EM SAÚDE
CONTINUADA
Silva, Milena Cristina Martins Da; Bastos, Mírian Letícia Carmo; Campos,
Daniel Marques; Cardoso, Erica De Tássia Carvalho; Luz, Diandra Araujo
Da; Pinheiro, Alana Miranda; Pontes, Anna Carolina Avelar De Araújo;
Santos, Camila Costa Dos; Sarmento, Rosana Moura; Silva, Adalgiza
Deniele Véras; Silva, João Victor Da Silva E; Silva, Livaldo Costa E; Silva,
Mallone Lopes Da;
Dolabela, Maria Fâni.................................................................................. 71
33. COMPORTAMENTO EVOLUTIVO DOS PRINCIPAIS INDICADORES DO CURSO
DE FARMÁCIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ: AMPLIAR PARA
CONSOLIDAR
Soares, Leonardo Ferreira; Medeiros, Maria Das Graças Freire; Brito,
Cleiton Alves; Santos, Rodolfo Ritchelle Lima .......................................... 73
34. O TRABALHO DO FARMACÊUTICO NA ATENÇÃO BÁSICA: UMA ANÁLISE
EXPLORATÓRIA DA PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO E DA ORIENTAÇÃO
PRODUÇÃO PROFISSIONAL
Sousa, Iedda Carolina; Ribeiro, Camila Simões; Scherer, Magda Duarte Dos
Anjos; Barberato, Luana; Oliveira, Andréia ................................................ 75
35. ESTRUTURAÇÃO DA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NAS UNIDADES DE
SAÚDE DE UM MUNICÍPIO DE SANTA CATARINA
Rodrigues, Diego Trajano; Maciel, Caroline Vieira; Lora, Juliana; Becker,
Indianara Reynaud Toreti.......................................................................... 77
36. FITOTERAPIA RACIONAL: ASPECTOS ETNOBOTÂNICOS, TAXONÔMICOS,
AGROECOLÓGICOS E TERAPÊUTICOS
Rossato, A.E.; Citadini-Zanette, V.; Santos, R.R.; Borges, M.S.; Cardoso,
P.S.; Amboni, A.P.; Destro, B.; Lora, J.; Amaral, P.A. ............................. 79
37. FARMÁCIA SOLIDÁRIA UNESC COMO CENÁRIO PARA INTEGRAÇÃO
ENSINO-SERVIÇO.
Matias, Dyeison Bernardo, Bresola, Joziane, Uggioni, Elaine Castagnetti
Borges, Lora, Juliana, Rossato, Angela Erna, Becker, Indianara Reynaud
Toreti ....................................................................................................... 82
38. LEVANTAMENTO DAS INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS E DA PRÁTICA DE
POLIFARMÁCIA EM PACIENTES HIPERTENSOS E DIABÉTICOS DO PSF/CAIC
DO BAIRRO IMACULADA EM VARGINHA-MG
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SILVA, Wilson Bernardes da; SILVA, Rosilaine C. da; SILVA, Leila da
................................................................................................................... 84
39. EXPERIÊNCIAS, VIVÊNCIAS E IMPACTO NA FORMAÇÃO DE UM ESTUDANTE
DE FARMÁCIA PARTICIPANTE DO PET-SAÚDE/ SAÚDE DA FAMÍLIA
Pagnussat, Lidiane Riva; Luza, Katia; Dal'maso, Margareth Adelina Buaes;
Reali, Luiza; Cervi, Mariza C.; Barelli, Cristiane ......................................... 86
40. APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA EM ADULTOS: O QUE MOBILIZA A
APREENSÃO DE CONHECIMENTOS?
Barelli, Cristiane; Scherer, Jose Ivo; Rosa Filho, Luiz Artur; Bruning,
Guilherme E.; Gonçalves, Carla B.C.; Cervi, Mariza C............................... 88
41. EXPERIÊNCIAS VIVENCIADAS PELOS ALUNOS DO CURSO DE FARMÁCIA
NO ATENDIMENTO A POPULAÇÃO NA FARMÁCIA CENTRAL DO MUNICÍPIO
DE PASSO FUNDO, RS.
Hahn, Siomara Regina ............................................................................... 90
42. VISITA DOMICILIAR INTERPROFISSIONAL COMO PRÁTICA FARMACÊUTICA
NA ATENÇÃO PRIMÁRIA SAÚDE
Barelli, Cristiane; Freitas, Alessandra R.; Pagnussat, Lidiane R.; Scherer;
Jose Ivo; Gonçalves, Carla B.C.; Cervi, Mariza C. ......................................92
43. O PREPARO DO GRADUANDO EM FARMÁCIA-BIOQUÍMICA DA
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO PARA ATUAR EM SITUAÇÕES
EMERGENCIAIS: UMA ANÁLISE CURRICULAR.
Castellar, Leonardo Dos Santos; Strasser, Marc.; Bacchi, Elfriede Marianne. ......94
44. CONTRIBUIÇÕES DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM ATENÇÃO
FARMACÊUTICA NA INTEGRAÇÃO ENSINO-SERVIÇO-COMUNIDADE
Martins, Cristiane Vasconcelos Parente; Belarmino, Lívia Romão; Arruda,
Régila Aguiar De; Almeida, Marilia Viana Albuquerque De; Silva, Sue Ellen
Galdino ..................................................................................................... 97
45. AVALIAÇÃO DA EXPERIÊNCIA DE ESTUDANTES DE FARMÁCIA NO
COMPONENTE CURRICULAR DE FARMACOLOGIA COM A UTILIZAÇÃO DA
METODOLOGIA DE APRENDIZAGEM BASEADA EM TAREFAS
Morais, Danyelle Cristine Marini De.......................................................... 99
46. ENSINO BASEADO NA COMUNIDADE:
ACOMPANHAMENTO DE IDOSOS
INTEGRANDO
SABERES
NO
Monte, Francisca Sueli; Micalli, Idivaldo Antonio; Araujo, Dina Maria; Ferrari,
Marcio; Lemos, Telma Maria Araujo Moura; Rezende, Adriana Augusto ..101
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47. EXPERIÊNCIA DE INTEGRAÇÃO ENSINO-SERVIÇO
FARMACÊUTICA NO ESTADO DO PARANÁ
NA
ASSISTÊNCIA
Grochocki, Mônica Cavichiolo; Correr, Cassyano; Pontarolli, Deise; Lamb,
Lore; Otuki, Michel; Pontarolo, Roberto ....................................................102
48. EXPERIÊNCIAS PEDAGÓGICAS INOVADORAS: DESENVOLVIMENTO DE UM
MODELO DE PRÁTICA CLÍNICA NA PERSPECTIVA INTERDICIPLINAR
DURANTE A FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DE MEDICINA E FARMÁCIA
Willrich, Ilton Oscar; Bresolin, José Roberto; Bernardo, Noemia Liege;
Moritz, Rogério Paulo; Drichel, Rosaura Rodrigues; Silva, Viviane
Faria......................................................................................................... 104
49. A ATUAÇÃO DO RESIDENTE
MULTIPROFISSIONAL DE SAÚDE
FARMACÊUTICO
EM
UMA
EQUIPE
Rodrigues Dos Santos, Marília; Oliveira Santos, Daniel; Petroli Frutuoso,
Maria Fernanda; Fegadolli, Claudia; Matos Souza, Juliana; Taipina Pedro
Feitosa, Fabrício ........................................................................................106
50. RESIDÊNCIA EM ANÁLISES CLÍNICAS NO HU-UFJF: UM CONCEITO
DIFERENCIADO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATU SENSU
Pinto, Alexandre Freire; Braga, Maria Helena; Matos, Renê Gonçalves;
Oliveira, Murilo Gomes; Neves-Dos-Santos, Sandra ................................108
51. O PROCESSO DE INSERÇÃO DE UMA EQUIPE DE RESIDÊNCIA
MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE NO HOSPITAL DE REFERÊNCIA NA
BAIXADA SANTISTA
Heise, Maíra; Rodrigues Dos Santos, Marília; Silva Marinho, Cléria; Ramos,
Ana Maria; Carrasco, Ana Virginia. ........................................................ 110
52. FARMACIA ESCOLA DA UFSC NA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE: UNIDADE
DE REFERÊNCIA DO COMPONENTE ESPECIALIZADO DA ASSISTÊNCIA
FARMACEUTICA EM FLORIANÓPOLIS
Foopa, Aa; Matsuda, Ky; Cardoso, Makg; Rover, Mrm; Wagner. Ms; Pereira,
Al; Souza, Ln;. Farias, Mr; Leite, Sn; Campos, C..................................... 111
53. QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES COM DOENÇA DE CHAGAS
ATENDIDOS NO SERVIÇO DE ATENÇÃO FARMACÊUTICA EM FORTALEZA–
CE.
Souza-Júnior, Alcidésio Sales, Thé, Patrícia Maria Pontes, Fonteles, Marta
Maria De França, Arrais, Paulo Sérgio Dourado, Oliveira, Maria De Fátima
................................................................................................................ 114
54. O PLANO OPERATIVO COMO INSTRUMENTO DO PLANEJAMENTO
ESTRATÉGICO SITUACIONAL NO CURSO DE GESTÃO DA ASSISTÊNCIA
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FARMACÊUTICA-ESPECIALIZAÇÃO
DIDÁTICO-PEDAGÓGICA
A
DISTÂNCIA:
A
EXPERIÊNCIA
Soares, Luciano; Dielh, Eliana; Farias, Mareni; Leite, Silvana N.; Campese,
Marcelo; Manzini, Fernanda; Borba Jr., Gelso; Pupo, Guilherme; Bagatini,
Fabiola. ......................................................................................................116
55. CAPACITAÇÃO DE FARMACÊUTICOS QUE ATUAM NA ASSISTÊNCIA
FARMACÊUTICA NO ESTADO DO PARANÁ
Grochocki, Mônica Cavichiolo; Neto, José Dos Passos ............................117
56. INSERÇÃO DE ALUNO DE FARMÁCIA EM EQUIPE DE ESTRATÉGIA DE
SAÚDE DA FAMÍLIA, RIBEIRÃO PRETO, SP, BRASIL
Cesila, Cibele Aparecida; Baldoni, André; Santos, Vânia Dos .................119
57. PERCEPÇÃO DOS ALUNOS DA DISCIPLINA DE ESTÁGIO EM FARMÁCIA I
SOBRE O CURSO DE INTRODUÇÃO À PRÁTICA FARMACÊUTICA CLÍNICA
Rodrigues Neto, Edilson Martins; Firmino, Paulo Yuri Milen; Oliveira, Bruna
Esmeraldo; Firmino, Paulo Andrey Milen; Reis, Henry Pablo Lopes Campos;
Silva, Luzia Izabel Mesquita Moreira Da; Fonteles, Marta Maria De França;
Ponciano, Ângela Maria De Sousa; Romero, Nirla Rodrigues
...................................................................................................................121
58. ASSITÊNCIA FARMACÊUTICA NA ATENÇÃO BÁSICA: EXPERIÊNCIA NA
INSERÇÃO DO ACADÊMICO DE FARMÁCIA
Rodrigues Neto, Edilson Martins; Nocrato, Miriam Nunes; Soares, Milena
Marques; Fonteles, Marta Maria De França; Romero, Nirla Rodrigues; Arrais,
Paulo Sergio Dourado................................................................................122
59. MARKETING PROFISSIONAL E PROMOÇÃO DA SAÚDE: RESULTADOS DE
UM PROJETO FARMACÊUTICO DE RESPONSABILIDADE SOCIAL
Rodrigues Neto, Edilson Martins; Magalhães, Thiago Cesar Pinto; Oliveira,
Yara Santiago; Nobre, Nayara Jany Cavalcante; Magalhães, Lavinia Salete
De Melo Maia; Ferreira, Maria Augusta Drago. .........................................123
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INTEGRAÇÃO ENSINO/ SERVIÇO: VIVÊNCIAS NA PRECEPTORIA DE
ESTUDANTES DE FARMÁCIA
Educação em Farmácia; Assistência Farmacêutica; Atenção Farmacêutica.
ALMEIDA, FRANCISCA MARIA DE; CRUZ, AMÉRICA DE LOURDES NOGUEIRA DA
DINIZ, GERLANIA MARTINS; MIRANDA, MICHELLE SILVA; PEREIRA, IONE
CRISTINA PAIVA; SOARES DE BRITTO, MARIA HELENA SEABRA
A Constituição Brasileira de 1988 refere que cabe ao Sistema Único de Saúde (SUS)
ordenar a formação de recursos humanos nessa área, mas esta tarefa é ainda um
grande desafio, dadas as características das instituições de ensino e o seu significativo
distanciamento do sistema público de saúde. Ainda são restritos os espaços conjuntos
entre as instituições formadoras e as unidades de saúde, dificultando o confronto entre
as formas de “saber” e “fazer” conforme a realidade requer. Nessa interação, há o risco
de se considerar a universidade como referência do saber legítimo, diminuindo o
significado dos serviços de saúde como espaços de aprendizagem e produtores de
conhecimento. Por outro lado, a prática nos serviços não deve ser entendida como um
espaço apenas de verificação de idéias, mas também de construção de novas teorias.
A atividade de integração ensino e serviço, ora desenvolvida sob forma de Estágio
Supervisionado na Extensão, insere estudantes do Curso de Graduação em Farmácia,
nos serviços de distribuição/dispensação de medicamentos da rede pública do SUS,
nos três níveis de Atenção à Saúde. Com a duração de 20 semanas, esta atividade foi
igualmente dividida em duas etapas. A primeira, para visita aos serviços da Atenção
Básica; e a segunda, para os da Média e Alta Complexidades. Nas primeiras quatro
semanas das duas etapas, os Farmacêuticos dos serviços, previamente identificados
como Preceptores, depois de pactuarem com a coordenação do projeto, recebiam os
estudantes, em grupos de no máximo dois, em duas visitas semanais, para
acompanhamento de suas práticas diárias. Depois dessas visitas, os estudantes
elaboravam narrativas sobre o que observavam das práticas profissionais e as
encaminhavam através de e-mail, para um grupo na internet, do qual todos os
participantes do projeto tinham livre acesso. Semanalmente aconteciam encontros na
escola, para os quais todos os participantes também eram convidados. Nesses
encontros semanais, cada grupo de estudantes, escolhia uma narrativa para ler para o
restante. A partir dessas narrativas eram identificados os problemas, os quais
norteariam a aprendizagem daquela semana. Na quinta semana, das duas etapas, os
preceptores pactuavam a mudança de sua prática, caso essa necessidade fosse
identificada pelo grupo. Nas quatro semanas subseqüentes, a nova prática da
preceptoria era acompanhada. Quando não foi identificada a necessidade de mudança,
a mesma prática era seguida. Na última semana, das duas etapas, foram feitas
avaliações do processo, tanto através de perguntas e respostas, como do índice de
satisfação dos participantes. A participação dos estudantes foi obrigatória, mas os
Preceptores tiveram livre escolha. Percebemos que o trabalho articulado entre os
profissionais do SUS e a instituição formadora, constituiu-se numa proposta de
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transformação dos serviços, bem como dos processos formativos, visto que os
estudantes tiveram oportunidade de aprender através da identificação de problemas e
da busca de soluções para eles. A valorização do conhecimento que é cotidianamente
produzido nas unidades de saúde, articulando-o com o que é criado na universidade,
foi um passo fundamental para a melhoria da formação de profissionais do SUS.
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Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde. – 3. ed. – Brasília, DF. 2009.
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de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento de Assistência
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MARIN, N.; LUIZA, V. L.; CASTRO, C. G. S. O. ; SANTOS, S. M.(ORG.). Assistência
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RODA FARMACÊUTICA: UM ESPAÇO PARA CONSTRUÇÃO DE
HABILIDADES COM A INTEGRAÇÃO DO CONHECIMENTO TEÓRICO E
PRÁTICO PARA UM MELHOR ATENDIMENTO FARMACÊUTICO
Roda farmacêutica; tratamento medicamentoso; orientação ao paciente.
AYRES, LORENA ROCHA; CHRYSOSTOMO, TAIS NADER;
GARCIA-ANDRADE, REGINA CÉLIA
No Brasil, bem como em vários outros países, a atuação do farmacêutico vem, ao
longo dos anos, sofrendo várias transformações que culminaram com uma valorização
do atendimento personalizado ao paciente de acordo com a sua necessidade
farmacoterapêutica. Diante disso, muito tem sido discutido e investido em uma
educação farmacêutica mais voltada para a assistência, porém, apesar dos esforços
realizados, os profissionais ainda saem despreparados para o mercado de trabalho.
Percebe-se, então, a necessidade de se criar novos espaços, que permitam a
construção de habilidades, com intuito de trazer para a prática os conhecimentos
técnicos adquiridos em relação ao tratamento e ao cuidado, que durante a graduação
são construídos de forma fragmentada, não permitindo a visualização do processo
como um todo. Tendo em vista este cenário, o presente trabalho tem como objetivo
propor a implantação de um espaço para discussão aberto a todos os estudantes do
curso de graduação da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto
FCFRP-USP, intitulado “Roda Farmacêutica”, em que serão discutidos temas
relacionados ao tratamento medicamentoso e a orientação do paciente para melhor
preparar esses acadêmicos para atuarem como profissionais que possam atender às
necessidades de saúde da população, através do cuidado e de atendimento
individualizado. Serão realizadas 20 reuniões de 1 hora cada, no decorrer de um ano,
onde serão discutidos temas relacionados a 20 medicamentos diferentes agrupados
por classes, os quais estão inseridos na lista de medicamentos do Sistema Único de
Saúde (SUS). A discussão será centrada na fisiopatologia de algumas doenças (mais
prevalentes) e nos medicamentos usados para tratá-las, bem como a adequada
utilização destes e as orientações importantes que devem ser feitas ao paciente. A
cada reunião terá um profissional convidado que atua no serviço farmacêutico da rede
pública de saúde de Ribeirão Preto, SP que trará suas experiências para a roda,
enriquecendo assim as discussões. Para as atividades da Roda Farmacêutica, está
sendo elaborado um material com o conteúdo de cada reunião, com a finalidade de ser
utilizado como guia e nortear as discussões. Espera-se que com esse trabalho os
estudantes possam se aproximar mais da realidade e saiam da universidade, para
seus estágios ou empregos, mais bem preparados e capazes de resolverem os
problemas relacionados à terapia medicamentosa com mais segurança e eficiência.
Apoio financeiro: CNPq.
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13
PROJETO DE EDUCAÇAO POPULAR EM SAUDE E MEDICAMENTOS EM
BAIRROS DA CIDADE SÃO LUÍS, MARANHÃO
Educação em saúde; Política de saúde; Uso de medicamentos.
RIBEIRO, ALANE ANDRELINO; SOUZA, JOYCE HELEN LAVRA; SILVA, RÔMULO
VIEIRA; MARANHÃO, MARINA CRISTINE SILVA; BARBOSA, DÉLLIO WILLIANS
SILVA; REIS, LEILA BELTRÃO
Educação popular em saúde envolve processos que contribuem para a mudança de
atitudes e conduta das comunidades, facilitando o acesso ao saber e ao conhecimento
em saúde, levando sempre em conta as necessidades, demandas e reivindicações
desta população. Considerando que o farmacêutico é um profissional da saúde e pela
saúde, através principalmente do conhecimento sobre medicamentos, é seu dever
orientar e educar a população quanto ao uso racional dos medicamentos e sua relação
no processo saúde-doença. Desta forma, o objetivo do presente projeto foi mobilizar,
capacitar e multiplicar informações sobre as políticas de acesso e o uso do
medicamento para reforçar o potencial popular; bem como contribuir para a
consolidação dos princípios e diretrizes do SUS através da vivência prática e aplicação
de conhecimento científico dos estudantes de Graduação em Farmácia. O projeto
ocorreu na área contemplada pelo PSF do Centro de Saúde Djalma Marques, que
inclui os Bairros Parque Vitória, Ipem Turu e dois Assentamentos, no Município de São
Luis/MA. O projeto foi desenvolvido em quatro etapas, a saber: 1. Identificação das
condições de vida e trabalho, Identificação de grupos de risco e condições de acesso
ao medicamento; 2. Capacitação dos estudantes de farmácia sobre educação popular
em diferentes eixos temáticos (Doenças Tropicais, Saúde da Mulher,
Diabetes/Hipertensão, Antibióticos e Antiinflamatórios, Plantas Medicinais e
Preparações de Fitoterápicos Populares); 3. Capacitação dos agentes de saúde, pelos
estudantes; 4. Participação interativa estudantes-agentes-comunidade, em forma de
campanha. Durante o projeto foram capacitados 150 estudantes de farmácia, 18
agentes de saúde e líderes comunitários, além da comunidade assistida pela
campanha, onde foram promovidos conceitos e princípios em comunicação, educação
e informação em saúde através da interação participativa entre educando, educador e
contexto. Este tipo de ação tem proporcionado, aos participantes, mas principalmente
aos discentes, a organização e entendimento do processo saúde-doença e da
importância da educação continuada; bem como a oportunidade real e irrevogável da
percepção do valor pessoal na atuação em Saúde. Diante da experiência satisfatória
na capacitação dos agentes de saúde, houve o interesse de outros Programas de
Saúde da Família em capacitar também seus agentes pelo projeto, entendendo a
importância destas informações na atenção a saúde.
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14
BIBLIOGRAFIA
Caderno de educação popular e saude / Ministerio da Saúde. BRASIL.Conferência
Nacional de Saúde, VII. Anais. Brasília: MS, 1980.
FERREIRA, N. R. F.; MOTTA,V. F. M. As políticas de saúde,os movimentos sociais e a
construção
do
sistema
único
de
saúde.
Disponível
em:<http://www.ufmt.br/revista/arquivo/rev10/as_politicas_de_s.html>acesso
em
21/04/11.
ISSN Nº 1984-3828
15
AVALIAÇÃO DAS MATRIZES CURRICULARES DOS CURSOS DE
GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS
BRASILEIRAS
Educação em Farmácia; Escolas de Farmácia; Política de Educação Superior.
OLIVEIRA-SÁ, D. A. B.; SILVA, W. B.
A necessidade de formação de qualificada para o Sistema Único de Saúde (SUS)
levou os cursos de graduação em saúde a uma revisão do direcionamento de sua
formação curricular. Nos cursos de graduação em Farmácia a mudança ocorreu depois
de 2002, quando as Diretrizes Curriculares Nacionais para as Graduações (DCNs)
foram publicadas pelo Conselho Nacional de Educação. No entanto o processo de
mudança de um currículo mais tecnicista para uma formação generalista parece
permeada por diversos problemas, que vão desde a falta de qualificação pedagógica
docente até a dificuldade de adequar as novas diretrizes à diversidades de áreas da
formação Farmacêutica. Avaliar as matrizes curriculares dos cursos de Graduação em
Farmácia das Universidades Federais brasileiras, descrevendo: a quantidade de
cursos em Universidades Federais por região: a carga horária média: total, de aulas
práticas, de estágio e de matérias complementares; a divisão da carga horária por área
do conhecimento. Estudo descritivo observacional que utiliza como abordagem a
pesquisa documental (Minayo, 2000). O universo da pesquisa foi constituído pelos
Cursos de Graduação em Farmácia das Instituições Federais de Ensino Superior
(IFES) brasileiras. Deste universo foi estabelecido o objeto da pesquisa: as matrizes
curriculares dos projetos pedagógicos dos cursos de Farmácia das IFES brasileiras;
para constituição da amostragem documental. Os dados extraídos das matrizes
curriculares foram categorizados em relação à carga-horária; carga-horária/ciclo de
formação (básico e profissionalizante) e por área de conhecimento; carga-horária de
estágio obrigatório; carga-horária total; carga-horária de aulas práticas; carga-horária
de práticas; carga-horária complementar; número de períodos. Foram avaliadas as
matrizes curriculares de 33 IFES, sendo 3 da região Norte, 4 da Centro-Oeste, 5 da
região Sul, 10 região Sudeste e 11 região Nordeste. A carga horária total média dos
cursos é de 4.863 horas, as aulas práticas tem a média de 1.488,2 horas, a de estágio
foi de 888,7 horas e a dos créditos complementares de 306,0 horas. As seguintes
áreas do conhecimento foram categorizadas: Alimentos, Análises Clínicas e
Toxicológicas, Tecnologia de Medicamentos, Farmácia Social e Clínica, Ciências
Biológicas e Ciências Exatas, estas representam respectivamente 3%, 9,7%, 16%,
10%, 17,3% e 13,4% da carga-horária avaliada.
BIBLIOGRAFIA
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Parecer CNE/CES 1.300/2001. Diretrizes
Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Farmácia e Odontologia. Diário
Oficial da União, Brasília, s. 1, p. 25, 7 de dez., 2001.
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16
MINAYO, M. C. de S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 7.
ed.São Paulo: Hucitec, 2000. 269p.
SILVERMAN, D. Interpretação de dados qualitativos: métodos, entrevistas, textos e
interpretações. Porto Alegre; ArtMed, 2009. 376p.
SILVA, W. B. A emergência da Atenção Farmacêutica: um olhar epistemológico e
contribuições para o seu ensino. Florianópolis, SC, 2009. Programa de Pós-graduação
em Educação Científica e Tecnológica (PPGECT), Universidade Federal de Santa
Catarina. Tese (Doutorado em Educação Científica e Tecnológica).
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17
VIVÊNCIAS NA DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS NO ÂMBITO DO
COMPONENTE ESPECIALIZADO DA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA
Educação em Farmácia; Assistência Farmacêutica; Atenção à Saúde.
FEITOSA, GEORGIA FERNANDA DOS SANTOS; MORAES, DIOGO NASCIMENTO;
OLIVEIRA CASTRO, ABIGAIL TRINDADE; RABELO, MARIANA GRACINDA ALMEIDA
DOS SANTOS; SILVA, TIARA VITALINO DA; SOARES DE BRITTO, MARIA HELENA
SEABRA
Para facilitar o acesso aos medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS), a Política
de Medicamentos no Brasil está regulamentada e hierarquicamente distribuída entre os
três níveis de Atenção à Saúde. Na Atenção Secundária e Terciária, sob
responsabilidade dos Estados e da União, temos o Componente Especializado da
Assistência Farmacêutica (CEAF), para o tratamento de patologias raras, com alta
morbidade, como doenças genéticas, por exemplo, quando o custo do tratamento é
elevado, quer pelo valor unitário do medicamento, quer pela duração do seu uso. Estes
últimos, quase sempre, são produzidos fora do país e requerem ainda, gastos de
importação. Portanto, para garantir que o acesso ao CEAF seja universal, torna-se
imprescindível que seu uso seja norteado por protocolos clínicos e diretrizes
terapêuticas, que estabeleçam critérios diagnósticos e acompanhamento dos
resultados pelo profissional Farmacêutico, único profissional habilitado para realizar
sua dispensação. Serviços Farmacêuticos de dispensação de medicamentos da Média
e Alta Complexidade, que incluíram a Farmácia Estadual de Medicamentos
Especializados, a Central de Abastecimento Farmacêutico do Estado e a Farmácia
Universitária. A inserção de estudantes do Curso de Farmácia de diferentes períodos,
agrupados em duplas, nos serviços de dispensação do CEAF deu-se durante 10
semanas, por meio de duas visitas em cada uma. Em cada semana todos os
participantes do projeto eram convidados para uma reunião do grande grupo, sendo
obrigatória a presença dos estudantes. O Farmacêutico desses serviços, denominado
Preceptor, foi previamente identificado pela participação em projetos que envolviam a
academia e o serviço. Essa atividade complementar, sob a forma de estágio, consistia
no acompanhamento da prática do Preceptor pelo estudante e posterior relato do que
fora observado na rotina, em forma de narrativas individuais, publicadas no grupo
virtual, com acesso irrestrito a todos. Na reunião semanal, cada dupla de estudantes
escolhia uma de suas narrativa para ser socializada com todos. Desse modo parecia
que todos os estudantes haviam passado por todos os serviços. Dessas narrativas
foram identificados os problemas que a seguir transformaram-se em questões de
aprendizagem, cujas respostas foram buscadas ativamente no referencial bibliográfico
disponibilizado no grupo virtual. Na metade do processo os preceptores foram
consultados para saber se concordavam em inserir na sua prática algumas soluções
para os problemas identificados; caso concordassem os estudantes seguiriam
acompanhando sua prática modificada; caso negativo, os estudantes continuariam
acompanhando sua prática como no começo. No final a avaliação do processo foi
ISSN Nº 1984-3828
18
realizada por Grupo Focal. O aprendizado foi significativo, pois as narrativas
propiciavam a problematização de uma situação e a consequente busca ativa de uma
resposta à questão de aprendizagem que foi gerada, permitindo que o estudante
vivenciasse uma situação real de dispensação do CEAF, evidenciando a necessidade
do desenvolvimento das competências necessárias para o bom desempenho
profissional. O “estágio” promoveu a integração dos estudantes com profissionais do
serviço, favorecendo a troca de conhecimentos científicos e de experiências pessoais.
Essa vivência, por não ser contemplada na atual grade curricular, possibilitou o
aprendizado da Política Nacional de Medicamentos, possibilitando o preenchimento de
lacunas antes existentes na formação acadêmica desse grupo.
BIBLIOGRAFIA
ALBUQUERQUE, VERÔNICA SANTOS; GOMES, ANDRÉIA PATRÍCIA; REZENDE,
CARLOS HENRIQUE ALVES DE; SAMPAIO, MARCELO XAVIER; DIAS, ORLENE
VELOSO e LUGARINHO, REGINA MARIA. A Integração Ensino-serviço no Contexto
dos Processos de Mudança na Formação Superior dos Profissionais da Saúde.
REVISTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO MÉDICA, 32 (3): 356–362; 2008.
BRASIL. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Assistência de Média e Alta
Complexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários de Saúde. – Brasília, DF.
CONASS, 2007. 248 p.
BRASIL. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Para entender a gestão do SUS.
Coleção Progestores. Brasília: CONASS, 2007.
BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde.
Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Nota Técnica conjunta: qualificação da
assistência farmacêutica. Brasília-DF, 2008.
BRASIL. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. O Sistema único de Saúde e a
qualificação do acesso. CONASS. Brasília: CONASS, 2009.
BRASIL. Ministério da Saúde. O SUS de A a Z : garantindo saúde nos municípios.
Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde. – 3. ed. – Brasília, DF. 2009.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, tecnologia e Insumos
Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos.
Diretrizes para estruturação de farmácias no âmbito do SUS. Brasília, DF. 2009.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 2.981 de 26 de novembro de 2009.
Regulamenta e aprova, no âmbito do Sistema Único de Saúde, o Componente
Especializado da Assistência Farmacêutica, contendo as alterações nos artigos 3, 15,
16 e 63 e os Anexos I, II, III, IV e V, dispostas na Portaria GM/MS 3.439, de 11 de
novembro de 2010.
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19
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Protocolos Clínicos e
Diretrizes Terapêuticas. Vol. I. 2ª ed. Brasília, DF. 2010.
KORNIS, G. E. M., BRAGA, M. H., ZAIRE, C. E. F. Os marcos legais das Políticas de
Medicamentos no Brasil Contemporâneo (1990-2006). Rev. APS, v. 11, n. 1, p. 85-99,
jan./mar. 2008.
MARCOLINO, T. Q e MIZUKAMI, M. G. N. Narrativas, processos reflexivos e prática
profissional: apontamentos para pesquisa e formação. Interface - Comunicação Saúde
Educação, v12, n26, p.541-7, 2008.
VIEIRA, FABIOLA SULPINO. Possibilidades de contribuição do farmacêutico para
a promoção da saúde. Ciência & Saúde Coletiva, 12(1):213-220, 2007.
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20
EDUCAÇÃO E ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA – RELAÇÃO NECESSÁRIA
Assistência Farmacêutica, Educação, Farmácia.
COSTA, LUIZ HENRIQUE; BRAGA, MARIA HELENA
A realização do I Fórum Nacional de Educação Farmacêutica: “O Farmacêutico que o
Brasil Necessita” nos dia 13 e 14 de dezembro de 2007 representa a construção de um
espaço democrático e autônomo de debate da política de formação dos profissionais
farmacêuticos no país. Representou também a retomada de forma organizada do tema
educação farmacêutica em um novo contexto presente no país e em particular o da
construção da política pública de saúde e de assistência farmacêutica. Construções
importantes foram realizadas a partir do processo recente de redemocratização do país
com a realização de inúmeras conferências temáticas que elaboraram propostas
inovadoras para o Sistema Único de Saúde. A realização da I Conferência Nacional de
Medicamentos e Assistência Farmacêutica em 2003 foi um marco no sentido da
construção da Política Nacional de Medicamentos e Assistência Farmacêutica (AF),
quando buscou o apoio da sociedade para a garantia do acesso e uso racional de
medicamentos em consonância com os princípios do Sistema Único de Saúde. Estes
são espaços do processo do controle social sobre a politica de saúde, que se seguiu
da aprovação pelo Conselho Nacional de Saúde da Política Nacional de Assistência
Farmacêutica como parte integrante da Política Nacional de Saúde (Resolução nº 338
de 6 de maio de 2004). Com o fortalecimento desta agenda a discussão da formação
de profissionais de saúde ressurge com força, e a Associação Brasileira de Ensino
Farmacêutico (ABENFAR) alinhou-se a este debate, inclusive surge deste, e tem
defendido a reorientação da educação farmacêutica voltada à garantia e efetivação dos
princípios da universalidade, integralidade, equidade e descentralização nos serviços
de saúde. Neste sentido, as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) de 2002, dos
Cursos de Farmácia indicaram a necessidade de mudança na formação profissional,
buscando aproximar-se dos avanços do SUS e da politica de AF. Formar, portanto,
profissionais aptos à gestão dos serviços e execução das atividades de assistência à
saúde, formação esta, desde o seu início integrada aos serviços de saúde. Por sua vez
esta formação demanda a plena realização da política nacional de assistência
farmacêutica no SUS, com a organização dos serviços farmacêuticos integrados em
Redes Assistências a Saúde (RAS). As novas DCNs impõe a necessidade da
avaliação crítica e permanente da educação farmacêutica, uma vez que os serviços
públicos de saúde demandam cada vez mais por profissionais farmacêuticos. O SUS
constituiu-se em um grande campo de trabalho deste profissional, que precisa se
recriar e aproximar-se da população. Para avançar, portanto, é necessário ter presente
a estreita relação entre a formação dos profissionais de saúde e os serviços de saúde
que vem sendo oferecida a população, e a continuidade deste movimento de
transformação e fortalecimento do SUS, dos Serviços Farmacêuticos e da Educação
Farmacêutica no Brasil.
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21
BIBLIOGRAFIA:
ABENFAR – Associação Brasileira de Ensino Farmacêutico; Departamento de
Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde. I Fórum de Educação Farmacêutica:
O Farmacêutico de que o Brasil necessita Relatório, Brasília, 2007.
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Resolução CNE/CES 2, de 19 de fevereiro
de 2002 que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em
Farmácia. Disponível em: portal. mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/Farm.pdf. Acesso em:
agosto, 2009.
LEITE, SN; NASCIMENTO JR, JM; COSTA, LH; BARBANO, DB. I Fórum Brasileiro de
Educação Farmacêutica: O farmacêutico que o Brasil precisa. Interface. V. 12, n. 25, p.
461-462, 2008.l
MATTOS, R.A. Integralidade, Trabalho, Saúde e Formação Profissional: Algumas
reflexões críticas feitas com base na defesa de alguns valores. In: Estado, Sociedade e
Formação Profissional em Saúde – Contradições e desafios em 20 anos de SUS.
MATTA, G.A; LIMA, J.C.F. Editora Fiocruz. 2008.
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22
ESTUDO DOS PROBLEMAS AMBIENTAIS NO CURSO DE FARMÁCIA DA
UFMG
Meio ambiente, Currículo, Impacto Ambiental
MAGALHÃES, SÉRGIA MARIA STARLING
A discussão das questões ambientais integra as diretrizes curriculares dos cursos de
farmácia. Reconhecendo a importância do tema, o Departamento de Farmácia social
incluiu no currículo de graduação em farmácia da UFMG a disciplina obrigatória
Epidemiologia e meio ambiente. Os problemas ambientais decorrentes das atividades
produtivas permeiam todas as profissões e contribuem para a formação de
profissionais comprometidos com a sustentabilidade e a redução dos impactos
ambientais nas suas áreas específicas de atuação. Particularmente na Farmácia, há
uma grande diversidade de atividades potencialmente geradoras de impactos
ambientais de natureza química e biológica, e o conhecimento do impacto das
intervenções e conseqüências sobre a saúde humana é uma discussão fundamental.
Pela reduzida carga horária dedicada ao assunto a discussão tem se limitado a
apresentação das conseqüências sobre a saúde humana das transformações ocorridas
ao longo do tempo sobre os compartimentos ambientais: solo, água e ar. Enfatiza-se a
correlação entre a degradação ambiental e a ocorrência de contaminações humanas e
epidemias. O ensino ainda tem se restringido às aulas teóricas, porém trabalhos de
campo em setores específicos, voltados para a observação dos impactos ambientais
do setor farmacêutico seriam fundamentais para aprimorar a formação no que
concerne particularmente ao tratamento de resíduos sólidos e dos efluentes líquidos e
gasosos. Possivelmente, por se tratar de uma discussão recente e pelo distanciamento
histórico do currículo de farmácia de tais questões, observam-se dificuldades entre
alunos e professores no reconhecimento dessa discussão no âmbito da farmácia e no
espaço curricular que deve ser a ela dirigido. Esse conteúdo reforça a criação de
massa crítica para a avaliação de impactos e adoção de medidas mitigadoras.
Considerando-se a importância dessa temática enfatiza-se a necessidade de ampliar a
discussão dentro dos currículos de graduação em farmácia, reforçando-se a
responsabilidade social no cuidado ao meio ambiente.
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23
O PERFIL DA FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS NA ÁREA DE SAÚDE NA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ (UFPI). UM ESTUDO SOBRE ENSINO NA
SAÚDE: O CASO DO CURSO DE FARMÁCIA
Educação Farmacêutica; currículo; reforma curricular.
SOARES, LEONARDO FERREIRA; BRITO, CLEITON ALVES; NASCIMENTO,
DOUGLAS DA CRUZ; SANTOS, RODOLFO RITCHELLE LIMA.
Na abordagem clássica da formação em saúde, o ensino é tecnicista e preocupado
com a sofisticação dos procedimentos e do conhecimento dos equipamentos auxiliares
do diagnóstico, tratamento e cuidado, planejado segundo o referencial técnico/científico
acumulado pelos docentes em suas respectivas áreas de especialidade ou dedicação
profissional. Tal perspectiva adota sistemas de avaliação cognitiva por acumulação de
informação técnico-científica padronizada, a qual favorece a especialização precoce, e
perpetua os modelos tradicionais de prática em saúde (CECCIM & FEUERWERKER,
2004b). Movimentos e organizações sociais em conjunto com as instituições do setor
saúde no Brasil vêm cada vez mais reivindicando a necessidade de as escolas de
saúde repensarem suas metas e objetivos, como também reformularem seus
currículos. A formação para o setor passou a ser objeto para a gestão do ensino, tendo
sido marcada pela reflexão crítica e formulação de recomendações políticas dos
gestores e conselheiros de saúde. Esta importante mobilização foi fundamental para
que a definição das novas diretrizes curriculares nacionais correspondesse às
necessidades reconhecidas como relevantes ao SUS e à população (CECCIM E
FEUERWERKER, 2004b). Analise do perfil da formação dos profissionais
Farmacêuticos da UFPI voltados para as necessidades do Sistema Único de Saúde
(SUS). Após análise do Projeto Político Pedagógico do curso de Farmácia da UFPI,
fez-se um levantamento das disciplinas que apresentavam na sua ementa intersecção
com temas que remetessem a questões ligadas a Saúde Pública. Após análise
qualitativa do projeto político pedagógico do curso observou-se que em apenas 8 das
52 disciplinas obrigatórias elencadas na grade curricular abordavam temas relevantes
ao SUS. Das 23 disciplinas optativas, apenas 3 faziam alusão a temas relevantes em
saúde pública. Tais resultados demonstram os entraves curriculares à formação dos
espírito critico e reflexivo necessários para a sua atuação no SUS, o que implica em
uma urgente reavaliação na perspectiva da construção de um currículo que desperte o
aluno para uma formação menos biologicista e conteudista e mais humanizada na
perspectiva do SUS. No entanto, numa perspectiva generalista, há iniciativas
individuais de docentes tanto da área do medicamento quanto do diagnóstico que
apontam para a construção do perfil do profissional voltado para as demandas do SUS,
priorizando o aprendizado crítico e reflexivo, mesmo que não haja referencia a
considerações sobre Saúde Pública nas ementas de suas disciplinas, com isto deve-se
envidar esforços para uma premente reavaliação do projeto político pedagógico do
curso.
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USO RACIONAL DE PLANTAS MEDICINAIS NA COMUNIDADE ASSISTIDA
PELA CRECHE ESCOLA DO APRISCO
Plantas medicinais; educação em saúde; fitoterápicos.
THÉ, PATRÍCIA MARIA PONTES; MOREIRA-SILVA, LUZIA IZABEL MESQUITA;
ARRAIS, PAULO SÉRGIO DOURADO; DAY, SOPHIA CÂNDIDO; DANTAS, MARIANA
NOGUEIRA; CAPRISTANO, ALLANA BEZERRA
O uso crescente de plantas medicinais e fitoterápicos e a idéia de que são isentos de
efeitos tóxicos têm favorecido o uso irracional desses produtos, muitas vezes ainda
associados a outros medicamentos (Andreatini, 2000). Este problema foi vivenciado
pelos integrantes do projeto de extensão Assistência Farmacêutica à Creche Escola do
Aprisco, vinculado ao Curso de Farmácia da Universidade Federal do Ceará. Entre os
professores/funcionários da creche é comum o uso de plantas medicinais, algumas
cultivadas na própria escola, para o tratamento de diversos sintomas/enfermidades. A
Creche-Escola do Aprisco, vinculada à Prefeitura Municipal de Fortaleza, acolhe, a
cada ano letivo, cerca de 90 crianças na faixa etária de dois a cinco anos. Em virtude
da carência geral de recursos e da necessidade de uma atenção primária à saúde,
esta comunidade foi escolhida para o desenvolvimento destas ações de extensão.
Neste cenário, estudantes do curso de Farmácia desenvolvem a prática da Assistência
Farmacêutica. De acordo com a Organização Mundial de Saúde a Assistência
Farmacêutica têm por objetivo, alcançar resultados terapêuticos definidos na saúde e
na qualidade de vida do paciente, através das atitudes, conhecimentos, valores éticos
e funções na prestação da farmacoterapia (OPAS, 1993). Diante desta realidade os
integrantes do projeto desenvolveram atividades com a finalidade de esclarecer as
principais dúvidas apresentadas pela comunidade e alertar para os perigos
relacionados ao uso indiscriminado das plantas medicinais. Foram distribuídos folders
e proferidas palestras sobre o uso racional de plantas medicinais enfatizando cuidados
relacionados à procedência das plantas, ao modo de preparo das diferentes
formulações caseiras, cuidados com o armazenamento e higiene e reações adversas.
Atendendo a solicitação dos professores/funcionários foi dada ênfase às propriedades
medicinais do maracujá (Passiflora edulis), goiabeira (Psidium guajava), capim-santo
(Cymbopogon citratus), eucalipto (Eucalyptus globulus) e hortelã (Mentha piperita). A
avaliação do grau de conhecimento dos professores/ funcionários da creche Aprisco
revelou o interesse pelo uso das plantas medicinais, ao mesmo tempo em que se
verificou o desconhecimento sobre a possibilidade de efeitos adversos e dúvidas
relacionadas à forma de preparo de chás, infusões, macerações entre outras.
Observou-se uma fitoterapia informal, não racional e também associada ao uso de
medicamentos, o que pode levar à ocorrência de interações medicamentosas. O uso
de plantas medicinais pela comunidade se deve a inúmeros fatores, incluindo fácil
acessibilidade, baixo custo e a idéia que esses produtos são mais seguros que as
drogas convencionais. A forma como as plantas medicinais vem sendo utilizadas
ISSN Nº 1984-3828
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apresenta um risco potencial significativo à saúde dos usuários. Há necessidade de um
acompanhamento e esclarecimento mais pontual sobre o assunto para melhor
aproveitamento dos benefícios proporcionados pela fitoterapia. Neste contexto as
ações de extensão desenvolvidas nos cursos de farmácia são importantes para dar
suporte à comunidade e promover o uso racional das plantas medicinais.
BIBLIOGRAFIA
Andreatini, R. Uso de fitoterápicos em psiquiatria. Rev Bras Psiquiatr. v. 22, n.3,
p.104-5, 2000.
ORGANIZACIÓN PANAMERICANA DE SALUD (OPS). El papel del farmaceutico en el
sistema de atención de salud. Informe de la Reunión de la OMS, Tokio, Japón, 1993.
Disponível em: <http://www.ops.org.bo/textocompleto/ime9848.pdf>. Acesso em: 19 jun
2011.
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26
PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E APOIO À AMAMENTAÇÃO: NÍVEL DE
CONHECIMENTO DOS FARMACÊUTICOS
Aleitamento materno, farmacêuticos, serviços comunitários de farmácia, farmácias.
MEDEIROS, JOANA DE OLIVEIRA; MOREIRA-SILVA, LUZIA IZABEL MESQUITA;
THÉ, PATRÍCIA MARIA; VIERIA, MARIA MARLY LOPES; GIACOMINI, SÂMIA
GRACIELE MAIA OLIVEIRA; ARRAIS, PAULO SERGIO DOURADO
O farmacêutico, como profissional da saúde tem papel importante nas ações de
promoção, proteção e apoio à amamentação, mas para isto é necessário que ele
possua habilidades e competência para prestar uma orientação correta. O presente
estudo buscou avaliar os conhecimentos dos farmacêuticos que atuam nas farmácias
comerciais de Fortaleza-CE sobre aleitamento materno. Foi utilizado um questionário
que abordou o perfil social dos profissionais, conhecimentos gerais sobre aleitamento
materno e sobre a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e
Crianças de 1ª Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCAL) (BRASIL, 2006).
Participaram do estudo 67 farmacêuticos que atuam em farmácias comunitárias no
município de Fortaleza, selecionados por amostragem probabilística estratificada. Os
dados foram analisados nos programas Epi Info v. 3.5.1 e SigmaPlot v. 10.0 sendo
realizada comparação entre as variáveis, com o valor de significância considerado para
as análises comparativas de p<0,05. Um percentual de 72% (n=48) dos entrevistados
era do sexo feminino; 35,8% (n=24) estão formados há mais de 10 anos; 49,3% (n=33)
trabalham em farmácia comercial há menos de 5 anos e 52,2% (n=35) exercem
atividade profissional em outro estabelecimento. Os entrevistados reconhecem a
importância da amamentação para a saúde do bebê e da mãe. O conhecimento dos
farmacêuticos sobre o aleitamento materno foi avaliado como regular para 71,7 %
(n=48) dos entrevistados, sendo insuficiente para 17,9% (n=12) e bom para apenas
10,4% (n= 07) dos entrevistados. Os assuntos que apresentaram menor percentual de
acertos foram existência de alimentos lactogogos (38,8%, n=26), dieta da mãe e sabor
do leite (16,7%), conservação do leite materno sob refrigeração (43,8%, n=28) e
congelamento (39,7%, n=25), manejo do ingurgitamento mamário (40,3%, n=27),
amamentação cruzada (37,9%, n=25), freqüência das mamadas (46,3%, n=31),
problemas ocasionados pela introdução precoce de leite de vaca na dieta do bebê
(32,8%, n=21) e possibilidade de oferta de apenas um seio a cada mamada (15,2%,
n=10). Os farmacêuticos entrevistados não tiveram desempenho uniforme em relação
ao percentual de acertos, uma vez que foi detectada diferença estatisticamente
significativa nas associações entre os conhecimentos em aleitamento materno e o
tempo de graduado. Os farmacêuticos formados há mais de 10 anos apresentaram pior
desempenho na avaliação quando comparados aqueles com menor tempo de
graduação. O maior percentual de acerto entre os profissionais graduados mais
recentemente provavelmente está relacionado com o estabelecimento das novas
diretrizes curriculares que levaram a reformulação nos projetos políticos pedagógicos
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dos cursos de Farmácia. Ficou evidenciada a necessidade de implementação de ações
para a capacitação/atualização dos farmacêuticos sobre aleitamento materno. Sugerese que estas ações integrem iniciativas das entidades de classe e associações da
categoria, com a efetiva participação das instituições de ensino superior em Farmácia.
BIBLIOGRAFIA
BRASIL. Lei 11265 de 04 de janeiro de 2006. Regulamenta a comercialização de
alimentos para lactentes e crianças de primeira infância e também a produtos de
puericultura correlatos. Brasília: Diário Oficial Rep. Fed. Brasil; 04 jan. 2006. Seção 1,
p.1-3.
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28
ALIMENTOS FUNCIONAIS E NUTRACÊUTICOS NO CURRICULO DE
FARMÁCIA
Alimentos funcionais; nutracêuticos; legislação
THÉ, PATRÍCIA MARIA PONTES; MOREIRA-SILVA, LUZIA IZABEL MESQUITA;
ARRAIS, PAULO SÉRGIO DOURADO;
Há muito tempo se reconhece a estreita relação entre a nutrição adequada e saúde.
Atualmente existe um acentuado empenho mundial em melhorar a alimentação e
reduzir os gastos com saúde por meio da prevenção de doenças crônicas, da melhoria
da qualidade e da expectativa de vida ativa. Um maior interesse das pessoas por
assuntos relacionados a alimentos saudáveis tem levado a utilização frequente de
termos como alimentos funcionais e nutracêuticos. Os alimentos funcionais se
caracterizam por oferecer vários benefícios à saúde, além do valor nutritivo, podendo
desempenhar um papel potencialmente benéfico na redução do risco de doenças
crônico-degenerativas (TAIPINA, et al., 2002). O setor de alimentos funcionais registra
grande crescimento, tanto aqui no Brasil como no cenário mundial. A legislação
brasileira não define alimento funcional, mas define alegação de propriedade funcional
e alegação de propriedade de saúde e estabelece as diretrizes para sua utilização,
bem como as condições de registro para os alimentos com alegação de propriedade
funcional e, ou, de saúde (BRASIL, 1999a). Já o termo nutracêutico não é reconhecido
pela ANVISA. De acordo com HUNGENHOLTZ & SMID (2002) o termo nutracêutico
abrange uma ampla variedade de alimentos e componentes alimentícios com apelos
médico ou de saúde. Sua ação varia do suprimento de minerais e vitaminas essenciais
até a proteção contra várias doenças infecciosas. Entretanto, apesar deste termo não
ser oficial, o que se percebe é a sua ampla utilização, por profissionais da saúde,
muitas vezes de forma equivocada. Na disciplina de Bromatologia, ofertada para os
alunos do oitavo semestre do Curso de Farmácia da Universidade Federal do Ceará,
aborda-se um tópico sobre alimentos funcionais. Antes de se expor o assunto, faz-se
uma sondagem do nível de conhecimento dos alunos sobre o tema. Em seguida são
prestados esclarecimentos sobre as terminologias, enfatizando-se os aspectos da
legislação brasileira sobre os alimentos funcionais, Resoluções18 e 19 de 1999 da
ANVISA, e chamando-se a atenção para o fato do termo nutracêutico não ser
reconhecido oficialmente. Percebe-se que a grande maioria dos alunos nunca ouviu
falar em alimentos funcionais, já o termo nutracêutico é mais utilizado. Os alunos não
apresentam muito conhecimento sobre o assunto. Verifica-se a necessidade de
esclarecer as diferenças entre as terminologias e, principalmente, chamar a atenção
dos futuros profissionais para o fato de que não existe, aqui no Brasil, um
reconhecimento oficial dos nutracêuticos, em relação à terminologia, eficácia,
segurança e qualidade. É importante que este assunto seja abordado nos currículos
dos cursos de farmácia com mais ênfase. Os profissionais farmacêuticos precisam
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estar devidamente capacitados e informados sobre este assunto, tanto do ponto de
vista legal quanto científico.
BIBLIOGRAFIA
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução n.
18, de 30 de abril de 1999. Aprova o Regulamento Técnico que Estabelece as
Diretrizes Básicas para Análise e Comprovação de Propriedades Funcionais e ou de
Saúde Alegadas em Rotulagem de Alimentos. Brasília, 1999a.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução n.
19, de 30 de abril de 1999. Aprova o Regulamento Técnico de Procedimentos para
Registro de Alimento com Alegação de Propriedades Funcionais e ou de Saúde em
sua Rotulagem. Brasília, 1999b.
HUNGENHOLTZ, J.; SMID, E. J. Nutraceutical production with food-grade
microorganisms. Current Opinion in Biotechnology. v. 13, p. 497-507, 2002.
TAIPINA, M. S.; FONTS, M. A. S.; COHEN, V. H. Alimentos funcionais – nutracêuticos.
Higiene Alimentar. v. 16, n. 100, p 28-29, 2002.
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30
O CENTRO DE INFORMAÇÃO SOBRE MEDICAMENTO E A FORMAÇÃO DE
FARMACÊUTICOS PARA O USO CORRETO DE MEDICAMENTOS: RELATO
DE UMA EXPERIÊNCIA DO CENTRO DE ESTUDOS DO MEDICAMENTO
Educação em Farmácia, Uso de medicamentos, Serviços de informação sobre
medicamentos
PERINI, EDSON; JUNQUEIRA, DANIELA REZENDE GARCIA; PÁDUA, CRISTIANE
APARECIDA MENEZES, MORAES, ALBA VALÉRIA SOUTO MELLO; CÂNDIDO,
RAISSA CAROLINA FONSECA; ANÍCIO, VIVIAN THAISE DA SILVEIRA; CRUZ,
LUANA FARIA; ALVES, WILLIAM PEREIRA
A superação dos problemas que o consumo de medicamentos trouxe para as
sociedades modernas está vinculada ao uso das informações. Essa superação passa
por transformações na formação dos profissionais de saúde, em especial dos
farmacêuticos. Relatar a experiência em curso no Centro de Estudos do Medicamento
(Cemed/UFMG) dirigida à diferenciação de alunos da graduação em suas habilidades
de identificação, compreensão e veiculação de informações científicas seguras visando
à promoção do uso correto de medicamentos. Identificação de fontes seguras de
informações sobre medicamentos: os alunos acompanham uma relação de sites
associados a boletins de farmacovigilância ou temas afins, além de realizarem busca
livre em outras fontes de informações (ex.: Medscape, e-Farmaco, e-Summary).
Elaboração de textos informativos: as informações são utilizadas na edição do “Boletim
Atrás da Estante”, mural exposto na Faculdade de Farmácia e veiculado na internet.
Treinamento e formação teórica: os alunos desenvolvem atividades na forma de estudo
tutelado, fortalecendo a formação em epidemiologia e busca estruturada de
informações em saúde; produção de material didático; identificação de temas de
interesse para elaboração de projetos de revisão sistemática ou análise de mercado
para publicação em revistas especializadas. Todas as atividades são objeto de
discussão em reuniões semanais ordinárias. Quatro números do volume 7 (junho a
setembro) do “Boletim Atrás da Estante” foram editados em 2011. Sua exposição física
ainda se restringe à Faculdade de Farmácia, mas sua expansão para outros ambientes
está em andamento. Na internet está disponível, por enquanto, em duas redes sociais
(Facebook e eBAH). Os alunos mantêm rotina semanal de revisão das fontes e
iniciaram as atividades do estudo tutelado em epidemiologia por meio de leitura dirigida
e seminários seguidos de discussão. A formação para a busca estruturada de
informações encontra-se em andamento e a produção de material para uso didático
ainda não foi iniciada. A identificação de temas de interesse para elaboração de
projetos de revisão sistemática ou análise de mercado aguarda aprovação de recursos
em projeto encaminhado a fonte de fomento. Os alunos elaboram textos simples e
didáticos após seleção e análise de conteúdo, importância e atualidade da literatura. A
atividade gera o desafio da leitura, interpretação e elaboração do conteúdo informativo
sobre o consumo seguro e racional de medicamentos, diferenciando a formação na
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capacidade de identificação de temas, leitura crítica e escrita para divulgação, porém
com sustentação científica. Reuniões semanais de editoria tem permitido o exercício
do trabalho em equipe, da argumentação e da liderança. O estudo tutelado e a
formação sobre busca estruturada irá fortalecer a formação em conhecimentos que
sustentam a atividade, e desenvolver a habilidade da argumentação e apresentações
pública, permitindo a produção de revisões e análises críticas sobre o mercado de
medicamentos no Brasil, além da possível geração de artigos.
BIBLIOGRAFIA
International Society of Drug Bulletins and World Health Organization.
WHO/PSM/PAR/2005.1. Starting or Strengthening a Drug Bulletin. A Practical
Manual. 2005. Geneva: WHO, 2005, 149 p.
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32
ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA À CRECHE DO APRISCO: USO RACIONAL
DE ANTIBIÓTICOS
Assistência farmacêutica; educação em saúde; antibióticos
THÉ, PATRÍCIA MARIA PONTES; MOREIRA-SILVA, LUZIA IZABEL MESQUITA;
ARRAIS, PAULO SÉRGIO DOURADO; LEAL, LUZIA KALYNE ALMEIDA MOREIRA;
DAY, SOPHIA CÂNDIDO; DANTAS, MARIANA NOGUEIRA
A automedicação é definida como o uso de medicamentos sem prescrição médica,
onde o próprio paciente decide qual fármaco utilizar, incluindo nessa designação
genérica a prescrição ou indicação de medicamentos por pessoas não habilitadas,
como amigos, familiares e mesmo balconistas de farmácia (KOVACS & BRITO, 2006).
O uso de medicamentos sem prescrição médica, principalmente, antimicrobianos, é
uma prática frequente, principalmente na população de baixa renda, devido à
dificuldade de atendimento médico. Com isto ocorrem resultados indesejáveis, como o
aumento da resistência bacteriana aos antibióticos (LIMA &RODRIGUES, 2008). O
objetivo deste trabalho foi prestar esclarecimento sobre o uso racional de antibióticos a
população assistida pela Creche Escola do Aprisco (funcionários/professores e pais/
responsáveis). Este assunto foi sugerido após discussão com os professores da creche
que relataram os diversos problemas que enfrentam com os pais das crianças
relacionados à automedicação, principalmente quanto ao uso de antibióticos. A
Creche-Escola do Aprisco, vinculada à Prefeitura Municipal de Fortaleza, acolhe, a
cada ano letivo, cerca de 90 crianças na faixa etária de dois a cinco anos. Em virtude
da carência geral de recursos e da necessidade de uma atenção primária à saúde,
esta comunidade foi escolhida para o desenvolvimento do projeto de extensão
Assistência Farmacêutica à Creche Escola do Aprisco, vinculado ao Curso de
Farmácia da Universidade Federal do Ceará. As atividades desenvolvidas pelo projeto
são de caráter abrangente, situando como objetivos a organização de ações e serviços
relacionados à educação em saúde, em suas diversas dimensões, enfatizando a
interação com a comunidade, através das ações desenvolvidas. As atividades
realizadas são direcionadas aos professores/funcionários, pais/responsáveis e as
crianças. Os temas abordados são determinados após discussão com os
professores/funcionários da creche. Em processo conjunto, os integrantes do projeto
selecionaram materiais de apoio, materiais ilustrativos, entre outros, para serem
utilizados como suporte do trabalho. O assunto foi apresentado tendo-se o cuidado em
utilizar linguagem clara e compreensível de forma a incentivar a participação do público
alvo. Dúvidas sobre o correto armazenamento e administração de medicamentos,
diferença entre antiinflamatórios e antibióticos e efeitos adversos de medicamentos
foram esclarecidas. Enfatizou a Resolução da ANVISA – RDC Nº 20, de 05 de maio de
2011, que estabelece que a dispensação de medicamentos a base de antimicrobianos
somente poderá ser efetuada mediante receita de controle especial. Foram relatados
ISSN Nº 1984-3828
33
os problemas vivenciados pela população, relacionados, principalmente, a demora no
atendimento médico, devido à superlotação nos postos de saúde. O encontro
proporcionou a integração da comunidade com os universitários, com troca de
experiências, atingindo a proposta do trabalho. Verificou-se grande carência de
informações da população sobre questões aparentemente simples, relacionadas aos
medicamentos, um problema a ser enfrentado pelos futuros profissionais
farmacêuticos.
BIBLIOGRAFIA
KOVACS, F.T; BRITO M. F. M. Percepção da doença e automedicação em pacientes
com escabiose. An Bras Dermatol. 2006;81(4):335-40.
LIMA, A. A. A. RODRIGUES, R. V. Automedicação - O uso indiscriminado de
medicamentos pela população de Porto Velho. [on line] Disponível
em:http://www.unir.br/html/pesquisa/Pibic_XIV/pibic2006 [Capturado em:
25.Abr.2008]
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Resolução - RDC nº
20, de 05 de maio de 2011. Dispõe sobre o controle de medicamentos à base de
substâncias classificadas como antimicrobianos, de uso sob prescrição médica,
isoladas ou em associação e dá outras providências. Disponível em:
<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2011/res0020_05_05_2011.html>Ac
esso em: 07 set. 2011.
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34
PRÁTICAS INTEGRATIVAS DE ATENÇÃO À SAÚDE: A EXPERIÊNCIA DO
PET-SAÚDE/FARMÁCIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Pet-Saúde; integração ensino-serviço; Farmácia.
ARRAIS, PAULO SÉRGIO DOURADO; ALVES, RENATA DE SOUSA; ARAÚJO,
MARIA FÁTIMA MACIEL
A Universidade Federal do Ceará (UFC) com seus cursos de graduação na área da
saúde a muito vem inserindo na rede de saúde pública do país profissionais de saúde,
contribuindo para o fortalecimento das ações no nível da atenção primária em saúde.
Com a aprovação de seu projeto no Programa de Educação pelo Trabalho para a
Saúde (Pet-Saúde) une esforços com a Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza
para assegurar uma formação profissional com compromisso social e contribuindo para
a consolidação do SUS. O presente trabalho tem por objetivo relatar a experiência do
curso de Farmácia nas atividades do PET-Saúde/UFC no período de março de 2009 a
agosto de 2011. O Pet-Saúde/UFC tem por objetivo fortalecer a formação profissional
em nível de graduação de alunos da área da saúde na Estratégia Saúde da Família,
visando viabilizar a integração ensino-serviço entre os cursos da área da saúde da
UFC e a rede de atenção básica da Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza.
Envolve os cursos de Farmácia, Medicina, Odontologia, Enfermagem, Educação
Física, Psicologia e Fisioterapia. As áreas de atuação de tutores, preceptores e
bolsistas estão localizadas, principalmente, em três Secretarias Regionais (I, III e a V)
do Município de Fortaleza. No total participam 28 Centros de Saúde da Família (CSF).
Para o desenvolvimento das ações dos eixos norteadores foram formadas doze
“Árvores multidisciplinares”, cada uma com um tutor, cinco preceptores (profissionais
de saúde da atenção básica e equipes NASF e Saúde Bucal) e trinta alunos. Ao curso
de Farmácia foi destinado duas tutorias, e conta com a participação de sete
farmacêuticos preceptores e 60 alunos da farmácia. A proposta envolve a tríade de
formação acadêmica ensino, pesquisa e extensão e suas atividades desenvolvidas em
três grandes eixos: promoção da saúde, atenção à saúde integral e gestão em saúde.
As atividades de promoção e gestão da saúde foram consideradas comuns para todos
os cursos. As atividades tiveram a interdisciplinaridade como enfoque principal, onde
preponderaram atividades focadas nos cuidados à saúde da criança e adolescente, da
mulher e do idoso. Entre os fatores motivadores destacam-se: a vivência com os
profissionais da saúde, a aproximação com a comunidade e sua realidade, o
desenvolvimento de atividades multidisciplinares, a realização de pesquisas de campo,
oportunidade para o desenvolvimento de habilidades de comunicação, a participação e
troca de experiências nas rodas de gestão do CSF e de conversa multidisciplinar e de
categoria, organizada pelos tutores, e a oferta e participação dos atores do PET-Saúde
em Cursos e Oficinas do Pró-Saúde. Entre as dificuldades destacam-se: dificuldade de
conciliar os horários das atividades entre os alunos em um dia da semana; dificuldade
de conciliar os dias do PET-SAÚDE com a faculdade; a falta de infra-estrutura do CSF;
ISSN Nº 1984-3828
35
violência na comunidade/tráfico de drogas que dificulta visitas a comunidade e aos
domicílios. O Pet-Saúde vem provocando as mudanças necessárias na formação da
graduação em saúde, especialmente na Farmácia, fato este percebido como
satisfatório pelos integrantes do programa.
ISSN Nº 1984-3828
36
INTERATIVIDADE ALUNO-PROFESSOR ATRAVÉS DE FÓRUNS VIRTUAIS
DE DISCUSSÃO
Práticas pedagógicas, Métodos de ensino,Tecnologia educacional
MOREIRA-SILVA, LUZIA IZABEL MESQUITA; THÉ, PATRÍCIA MARIA PONTES;
MONTEIRO, MAYARA MORAIS; RÉGIS, JÔNATAS JOSÉ SANTOS; ARRAIS, PAULO
SERGIO DOURADO
A qualidade do processo de ensino-aprendizagem não está ligada somente às
tecnologias em si, mas aos métodos para sua utilização como forma de dinamizar os
processos educativos. A Universidade deve estar aberta à inovação educacional tanto
nos conteúdos como também no plano das metodologias. Com o aparecimento das
novas mídias, a divulgação dos conhecimentos e o fácil acesso às informações
passaram a fazer parte das características da educação moderna. A Internet tem um
papel expressivo nesse processo, uma vez que está crescendo rapidamente no mundo
(Lobo Neto, 2000). As disciplinas do setor de Bromatologia do Curso de Farmácia da
Universidade Federal do Ceará utilizam como ferramenta de apoio o SOLAR (Sistema
Online de Aprendizagem) desde o ano de 2009. O SOLAR é um ambiente virtual de
aprendizagem desenvolvido pelo Instituto UFC Virtual, da Universidade Federal do
Ceará. Ele é orientado ao professor e ao aluno, possibilitando a publicação de cursos e
a interação com os mesmos. A disponibilização do material didático das disciplinas no
ambiente “SOLAR” proporciona aos alunos acesso a documentos relacionados ao
conteúdo abordado em sala de aula e também a listas de exercício dinâmicas e links
para sites relacionados. Para aumentar a interatividade entre discentes e docentes das
disciplinas deste setor e facilitar o processo de aprendizagem, foram realizados fóruns
virtuais de discussão sobre diferentes temas no ambiente “SOLAR”. Os Fóruns virtuais
ficaram abertos por um período superior a 3 semanas. Os assuntos já apresentados
em sala de aula foram utilizados nas discussões. Os alunos foram orientados a postar
opiniões, artigos e outros materiais pertinentes ao assunto explorado. Para a disciplina
de Bromatologia I foram realizados dois fóruns, observando-se cinco postagens no
primeiro e setenta e oito postagens no segundo. Vale ressaltar que para a participação
no primeiro fórum não foi atribuída nota enquanto que para o segundo, atendendo-se a
critérios previamente estabelecidos, a cada aluno participante poderia ser atribuído até
um ponto na nota da terceira avaliação progressiva. Para esta turma de quarenta e
nove alunos foi observada uma média de 11,59 acessos/aluno durante o semestre
letivo de 2011-1. Na disciplina de Bromatologia II, com um total de 53 alunos, foi
realizado apenas um fórum. Foi observada uma média de 12,64 acessos/aluno e
quinze postagens, às quais não foram atribuídas notas. Considerando-se o número de
acessos ao SOLAR e a participação nos fóruns, podemos concluir que a interação
professor-aluno através desta ferramenta ainda precisa ser estimulada. É importante
que este recurso continue a disposição dos discentes, bem como a exploração e
ISSN Nº 1984-3828
37
utilização de outras ferramentas que o Ambiente SOLAR disponibiliza, de forma que o
potencial facilitador do processo de aprendizagem seja plenamente alcançado.
BIBLIOGRAFIA
LOBO NETO, F. J. da S. Educação à distância: regulamentação, condições de êxito e
perspectivas. [on-line], 2000. http://www.intelecto.net
ISSN Nº 1984-3828
38
AVALIAÇÃO DA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA (NÍVEL CENTRAL) NO
MUNICÍPIO DE NITERÓI –RJ
Ensino na Assistência Farmacêutica. Avaliação, Assistência Farmacêutica, SUS
CORDEIRO BC, ARAÚJO RL, FIGUEIREDO TR
Ainda que se reconheça o papel dos determinantes sociais para o equacionamento dos
problemas de saúde no Brasil, não se pode esquecer que o medicamento é
considerado uma das tecnologias mais resolutivas do setor sanitário. Deste modo, a
Assistência Farmacêutica (AF), organizada primeiramente em nível municipal, deve
facilitar o acesso aos medicamentos considerados essenciais. Diagnosticar como se dá
esta organização é importante ferramenta para a efetiva melhora da saúde. O objetivo
deste trabalho é a realização de uma avaliação da Assistência Farmacêutica, no nível
central, em Niterói. O método empregado foi a avaliação normativa, conforme proposto
por Donabedian (1984) quanto à estrutura, processo e resultado. Foram analisados
dados da Coordenação de Assistência Farmacêutica e Central de Abastecimento
Farmacêutico (CAF), que no Município de Niterói configuram um único órgão
denominado Coordenação de Farmácia (COFAR). O instrumento escolhido foi
proposto por Cosendey (2000), com indicadores validados relacionados às diversas
etapas constantes da Assistência Farmacêutica. Entre os diversos indicadores
pesquisados quanto à estrutura, observou-se que a Assistência Farmacêutica está
formalmente inserida no organograma da Fundação Municipal de Saúde de Niterói,
apesar de ter uma Comissão de Farmácia e Terapêutica desativada e uma Relação
Municipal de Medicamentos Essenciais (REMUME) desatualizada desde 2007, e que a
Central de Abastecimento Farmacêutico apresenta graves problemas, em especial
quanto ao cuidado com a temperatura dos medicamentos armazenados. Alguns dos
indicadores relacionados ao processo demonstraram que, dos 134 medicamentos
constantes da REMUME, 10,4% não constavam da Relação Nacional de
Medicamentos Essenciais (RENAME) 2006, que deu origem à REMUME. Se
comparada com a RENAME 2010, este percentual sobe para 30,6%. 36,4% dos
medicamentos estavam em falta quando da contagem do estoque e 20,1% deles
apresentavam valores incompatíveis quando comparada a contagem física com os
dados do sistema informatizado de estoque. Em relação às Boas Práticas de
Estocagem (BPE), 95,2% dos medicamentos seguiam 66,6% das BPE, enquanto 4,8%
seguiam apenas 33,4% das BPE. Não foram analisados indicadores de resultado para
a COFAR. Com base nos dados obtidos, conclui-se que a AF em Niterói não cumpre
uma série de prioridades estabelecidas pelos trabalhos publicados nesta área.
Observa-se que os vieses encontrados não parecem estar relacionados com a
capacitação dos profissionais, mas com dificuldades como a falta de estrutura física da
CAF para cumprimento das BPE e com a demora dos procedimentos necessários para
a compra de materiais e serviços que melhorem e adequem o ambiente da COFAR.
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39
BIBLIOGRAFIA
DONABEDIAN A. La calidad de la atención médica: definición y métodos de
evaluación. México: S.A. LPMM; 1984. 2. COSENDEY MAE. Análise da implantação
do programa Farmácia Básica: um estudo multicêntrico em cinco estados do
Brasil. Rio de Janeiro: Tese de Doutorado em Ciências, Fundação Oswaldo
Cruz/ENSP; 2000. Disponível em: http://teses.cict.fiocruz.br/pdf/cosendeymaed.pdf
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40
UTILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR IDOSOS HIPERTENSOS NO
BAIRRO BARRETO – NITERÓI/RJ
Atenção Primária à Saúde, Assistência Farmacêutica, SUS
CORDEIRO BC, ALVAREZ M, CARDOSO D, CASTRO P, PICCOLI N, PRUDENTE I,
SILVA T, ALHO H, ALTOÉ A, CARVALHO A, FRANCISCO AP, GIL F, MACHADO I,
POSSAS S, SANTOS C, SANTOS J, SILVA K, VARGAS P, VIEIRA G
A Universidade Federal Fluminense (UFF), em parceria com a Fundação Municipal de
Saúde de Niterói, foi uma das Universidades contempladas nos Editais do Pró-Saúde
e, depois, do Pet-Saúde. A partir da divulgação do resultado, diversas reuniões foram
estabelecidas para discutir a melhor forma de integrar os cursos de Educação Física,
Enfermagem, Farmácia, Medicina, Nutrição e Odontologia, evitando-se práticas que
reproduzissem a hegemonia de qualquer profissão sobre outras. Foi escolhida a zona
Norte de Niterói como campo para o desenvolvimento das atividades do Pet-Saúde.
Em especial, este relato trata do grupo Barreto I, responsável pelas atividades
realizadas na Unidade de Saúde (UBS) João Vizela e também no Programa Médico de
Família (PMF) Leopoldina. A opção metodológica feita pela UFF, de ter número igual
de alunos de cada curso nas equipes, assim como o fato de, entre os preceptores, não
haver profissionais de alguns dos cursos participantes do Pet, inicialmente trouxe
alguns estranhamentos. Desta maneira, optou-se por um rodízio entre os alunos e
preceptores, com todos os alunos trabalhando nos dois locais (Unidade João Vizela e
PMF Leopoldina) e com todos os preceptores. Neste ínterim, discutiu-se o perfil
populacional e epidemiológico do bairro, chegando-se à conclusão de realizar uma
pesquisa em que pudessem ser visualizadas as necessidades e o acesso aos serviços
de saúde dos idosos hipertensos no bairro Barreto. Apesar da coleta de dados ainda
não estar concluída, resultados preliminares demonstram que 70% dos medicamentos
utilizados pelos idosos hipertensos do bairro são classificados, pela classificação ATC,
como medicamentos que atuam no sistema cardiovascular (C), 12% no trato alimentar
e metabolismo (A) e 6% no sistema nervoso central (N). Cerca de 64% deles somente
retiram os medicamentos na UBS ou PMF, 16% compram em farmácias e 17% tanto
compram nas farmácias como retiram na rede seus medicamentos, sendo que
aproximadamente 23% desses medicamentos não fazia parte de nenhuma relação de
medicamentos disponibilizados pela FMS/Niterói. Em torno de 38% dos idosos que
usavam medicamentos relataram ter problemas com a adesão à terapia
medicamentosa. Tendo em vista não apenas os resultados apresentados, mas também
o processo utilizado, pode-se dizer que o grupo Pet Barreto I está conseguindo realizar
seus objetivos, tanto na integração estudantes/preceptores/rede pública como na
confecção conjunta de uma pesquisa orientada pelo serviço. E os resultados
apresentados orientam o setor público a tomar decisões capazes de minimizar os
problemas relacionados com a utilização dos medicamentos pela população estudada.
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41
BIBLIOGRAFIA
ABRAHAO, Ana Lúcia et al . A pesquisa como dispositivo para o exercício no PETSaúde UFF/FMS Niterói. Rev. bras. educ. med., Rio de Janeiro, v. 35, n. 3,
Sept. 2011.
Available
from
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-550220110003000
19&Ing=en&nrm=iso.
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42
VIVENCIANDO A ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA - ESTÁGIO EM
FARMÁCIA COMUNITÁRIA I/UFF
Ensino na Assistência Farmacêutica. Educação em Farmácia, Assistência
Farmacêutica, SUS
CORDEIRO BC, CASTILHO SR, MIRANDA ES
Dentro das expectativas que a formação generalista apresenta, a Faculdade de
Farmácia da Universidade Federal Fluminense (UFF) criou, em seu novo currículo, a
disciplina de Estágio Supervisionado em Farmácia Comunitária I, que pela primeira
vez, em sua história centenária, levava os alunos a conhecer a atenção básica em
saúde in loco. Tal estágio representava oportunidade única de integração ensinoserviço, ainda que devesse ser realizado de forma observacional, em função de sua
localização nos períodos iniciais do curso. Considerando compromissos assumidos
com o Pró-Saúde e após acordo com a Fundação Municipal de Saúde (FMS) de
Niterói, ficou acertado que o Estágio aconteceria na Coordenação de Farmácia
(COFAR) do município, na Unidade Básica de Saúde (UBS) João Vizela e Programa
Médico de Família (PMF) Leopoldina e Maruí Grande, todas localizadas no Bairro
Barreto, zona norte de Niterói, e uma das mais carentes do município. Vale ressaltar
ainda que Niterói mantém, até hoje, seu programa inovador de saúde (PMF), uma das
fontes inspiradoras do Programa de Saúde da Família no Brasil. Tentando dar uma
ideia da abrangência da Assistência Farmacêutica (AF), os alunos realizam um terço
do estágio na COFAR, realizando atividades relacionadas com a logística do ciclo da
AF no nível central do município. Na UBS, acompanham atividades específicas da
farmácia, como a programação, armazenamento e dispensação, junto ao farmacêutico,
e também acompanham atividades realizadas por outros profissionais de saúde. Nos
PMF, os alunos acompanham consultas dos médicos de família e visitas domiciliares,
passando a entender como funciona o sistema referência/contra-refererência no
município, além das próprias farmácias localizadas nos módulos. Apesar de a
disciplina ainda estar se estruturando e sofrer com o número cada vez maior de alunos,
foi realizada uma avaliação preliminar que apresentou alguns resultados capazes de
orientar os trabalhos. Assim, perguntados se os objetivos do estágio foram alcançados,
85,7% dos alunos acreditavam que sim. Quando solicitados que se auto avaliassem,
em uma escala de 1 a 10, os alunos deram para si mesmos a nota 9,0. Em relação aos
setores onde realizavam os estágios, as notas respectivamente foram 8,8 para a
COFAR, 8,7 para a UBS e 6,7 para os PMF. Em face destes resultados, procurou-se
incrementar as atividades realizadas, em especial nos PMF, com o deslocamento de
um monitor que passou por treinamento para acompanhar os alunos em tempo
integral. Há muito ainda a ser feito, em função do ineditismo do Estágio para a
Faculdade de Farmácia e para a FMS/Niterói. Muitas das atividades programadas
esbarram, algumas vezes, na impossibilidade de execução em função da rotina diária
preexistente nos serviços. Entretanto, pode-se pressupor que os objetivos inicialmente
traçados foram alcançados e o fato dos alunos estarem em contato com a realidade do
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Sistema Único de Saúde, o mais precocemente possível, sem dúvida os tornará mais
capacitados a se entenderem como futuros profissionais compromissados com o
mercado de trabalho.
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RELATO DE EXPERIÊNCIAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE
Educação em Farmácia. Assistência Farmacêutica. Atenção Primária em Saúde.
OLIVEIRA, GLACILEIDE FONSÊCA URIBE DE; SANTOS, PRYSCILLA GABRIELLE
LIMA DOS ; SILVA, TIARA VITALINO DA ;VALENTIM, ERISÁNGELA; VELOSO,
MARÍLIA BORGNETH ; SOARES DE BRITTO, MARIA HELENA SEABRA
O desconhecimento das políticas de Assistência Farmacêutica e de Medicamentos
vem contribuindo para a falta de qualificação no planejamento, controle,
armazenamento e dispensação dos medicamentos da Atenção Primária em Saúde
(APS), dificultando o acesso dos usuários. Os espaços físicos das farmácias não são
adequados, os medicamentos não são acondicionados devidamente, a Vigilância
Sanitária não desempenha o seu papel de fiscalização a contento, parece não haver
planejamento na entrega de medicamentos pela esfera de governo responsável, os
psicotrópicos não são dispensados de acordo com a legislação específica e o
receituário, quando existe, não é preenchido corretamente. Por outro lado, ainda está
deficiente a formação acadêmica do Farmacêutico na área dos medicamentos, com
ênfase para o Sistema Único de Saúde (SUS). Serviços Farmacêuticos da rede
municipal do SUS: Centro de Atenção Psicossocial I (CAPS I), Assistência
Farmacêutica da Secretaria de Saúde, Ambulatório de Saúde Mental e Central
Estadual de Abastecimento Farmacêutico (Medicamentos Estratégicos), selecionados
pela aptidão de acolhimento diário dos estudantes em horários pré-estabelecidos.
Inicialmente, durante quatro semanas, os estudantes, agrupados de dois em dois,
dirigiram-se duas vezes por semana para os serviços, a fim de acompanharem as
práticas dos preceptores Farmacêuticos, descrevendo os fatos ocorridos no seu
cotidiano, identificando os problemas e pontuando as dificuldades encontradas,
construindo assim suas narrativas individuais, que eram disponibilizadas no grupo
virtual. Semanalmente havia reunião presencial de todos, ocasião em que cada grupo
de estudantes escolhia uma das narrativas, ou faziam um resumo de algumas, ou de
todas elas e as socializavam no grande grupo. Deste modo, todos os estudantes se
sentiam como se tivessem freqüentado todos os serviços. Também nessa ocasião, em
vista dos problemas apresentados, eram identificadas as questões de aprendizagem,
as quais eram solucionadas através da busca ativa no referencial bibliográfico indicado
pela coordenação do projeto. Na quinta semana, as soluções para os problemas
identificados, foram apresentadas para a preceptoria e as mudanças, quando aceitas
foram pactuadas. Nas quatro semanas seguintes, a prática dos preceptores, tanto
aqueles que aceitaram as pactuações, como os que não aceitaram, foram mais uma
vez acompanhadas, gerando narrativas, que por sua vez foram socializadas no grande
grupo e quando foram identificados novos problemas, mais questões de aprendizagem
foram geradas e através da busca ativa, foram respondidas. Na décima semana, houve
uma avaliação dos conhecimentos adquiridos. O relato do acompanhamento da prática
diária de um serviço farmacêutico na APS, em forma de narrativa, foi bastante
favorável para a identificação de problemas e elaboração de questões de
aprendizagem, que foram solucionadas através da busca ativa no referencial
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bibliográfico fornecido. Esta forma de aprendizado contribuiu também para a melhoria
da prática dos serviços, visto que dois dentre os quatro preceptores, acataram as
mudanças propostas e mudaram sua prática profissional. A metodologia utilizada,
baseada na problematização, tendo como sujeito o próprio estudante, facilitou o
aprendizado necessário para influenciar também a prática profissional em serviços
Farmacêuticos da Atenção Primária em Saúde.
BIBLIOGRAFIA
BRASIL. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Para entender a gestão do
SUS. Coleção Progestores. Brasília: CONASS, 2007.
BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde.
Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Nota Técnica conjunta: qualificação da
assistência farmacêutica. Brasília-DF, 2008.
BRASIL. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. O Sistema único de Saúde e a
qualificação do acesso. CONASS. Brasília: CONASS, 2009.
BRASIL. Ministério da Saúde. O SUS de A a Z : garantindo saúde nos municípios.
Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde. – 3. ed. – Brasília, DF. 2009.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, tecnologia e Insumos
Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos.
Diretrizes para estruturação de farmácias no âmbito do SUS. Brasília, DF. 2009.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos
Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos.
Relação Nacional de Medicamentos Essenciais: RENAME. 7. ed.
Brasília:
Ministério da Saúde, 2010.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 2.981 de 26 de novembro de 2009.
Regulamenta e aprova, no âmbito do Sistema Único de Saúde, o Componente
Especializado da Assistência Farmacêutica como parte da Política Nacional de
Assistência Farmacêutica, integrante do Bloco de Financiamento da Assistência
Farmacêutica. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, 1º de dezembro de
2009.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n° 4217 de 28 de dezembro de 2010 Aprova as
normas de financiamento e execução do Componente Básico da Assistência
Farmacêutica. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Brasília, 29 de
dezembro de 2010.
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46
KORNIS, G. E. M., BRAGA, M. H., ZAIRE, C. E. F. Os marcos legais das Políticas
de Medicamentos no Brasil Contemporâneo (1990-2006). Rev. APS, v. 11, n. 1, p.
85-99, jan./mar. 2008.
MARCOLINO, T. Q e MIZUKAMI, M. G. N. Narrativas, processos reflexivos e
prática profissional: apontamentos para pesquisa e formação. Interface Comunicação Saúde Educação, v12, n26, p.541-7, 2008.
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FITOTERAPIA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA – PROJETO DE
EXTENSÃO
Práticas integrativas de atenção à saúde; Fitoterapia; Plantas Medicinais; Extensão.
GUEDES, ALESSANDRO; LOSS, GABRIEL SCHNEIDER; KLEMS, ANA CAROLINE;
DAMO, NEVONI GORETTI.
O exercício da fitoterapia é uma prática sociocultural, que vem sendo aceita e utilizada
no mundo todo. Considerando que as questões como maior participação do paciente
em relação a escolha e obtenção do seu tratamento “auto cuidado”, tradição e cultura,
pode ser um auxiliar na adesão a terapêutica e são fatores que influenciam a
utilização da fitoterapia. As políticas públicas têm oferecido consistência e segurança
ao cenário regulatório de medicamentos fitoterápicos no Brasil, gerando confiança
tanto aos usuários e profissionais envolvidos no uso destes produtos, porém pouco tem
avançado nos estudos ou fiscalização das questões relativas as drogas vegetais ou
produtos de uso popular. Nossos trabalhos indicam que esta terapia tem ampla
aceitação e procura pelos idosos sendo o grupo etário que mais utiliza estes produtos,
estando em plena expansão e sendo utilizada como uma opção consciente, onde
questões como alto custo, falta de acesso aos medicamentos e ao Sistema de Saúde
não são determinantes para sua utilização. Dentre os problemas do uso de plantas
medicinais e fitoterápicos destaca-se a falta de participação dos profissionais de saúde
nesta prática. Estudo realizado com os médicos do ESF da SEMUS de Blumenau-SC
mostrou a maior dificuldade relatada pelos profissionais estava na falta de informação
científica, e este fato, implica muitas vezes apenas na observação do uso, sem
qualquer intervenção do médico quanto às interações, reações adversas entre outros
fatores. Estas dificuldades estão associadas também a grande dificuldade de
compreensão das pesquisas com produtos fitoterápicos, que ocorrem com diferentes
espécies, produtos e extratos, apresentando muitas vezes resultados contraditórios.
Sendo recomendada a busca de informação por produtos específicos. Onde é comum
que os profissionais de saúde não avaliem o uso de plantas medicinais pelos seus
pacientes e estes não relatem o uso desta forma de tratamento, sendo este
desencontro um prejuízo a saúde do paciente, que utiliza medicamentos contínuos,
onde a introdução de novos princípios ativos, sejam fitoterápicos ou não, podem alterar
a eficácia de um tratamento levando muitas vezes a internações ou troca do esquema
terapêutico por desconhecimento da introdução deste novo produto. Neste sentido,
independente do profissional utilizar ou não a fitoterapia como uma opção terapêutica é
essencial que seja criado um espaço para que ocorra a troca de informações entre
médico e paciente. A falta deste espaço e dificuldades destes profissionais em buscar
informações específicas bem como uma formação muitas vezes superficial nesta área
deixa uma lacuna sobre uso da fitoterapia na sociedade contemporânea. O projeto
PROFISC tem sido um instrumento para auxiliar os profissionais de saúde
principalmente o os médicos a ampliar a criar esse espaço discussão sobre a
fitoterapia e orientar o paciente e seus familiares ou cuidadores, quanto aos riscos ou
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benefícios desta prática, levando a diminuição dos riscos e ao aproveitamento desta
crescente área. Através de ações coletivas com palestras e oficinas em grupos de
idosos, Associação de diabéticos e palestras em grupos de apoio a pacientes
hipertensos e diabéticos, bem como avaliações individuais com pacientes e
encaminhamento das observações aos profissionais do ESF quando necessário.
BIBLIOGRAFIA
GUEDES, A.; LEMOS, S. C.; VIEIRA, M.; PINHEIRO, R. M. O uso da fitoterapia pelos médicos
do programa saúde da família de Blumenau-SC In: 12 Farmapolis, Florianópolis. Livro de
resumos, 2004.
CASTELLAIN, R. C. L. Uso de plantas medicinais por um grupo de idosos atendidos no "Centro
de Convivência para a Terceira Idade" em Blumenau /SC. 2006.57 f, il. Trabalho de conclusão
de curso - Universidade Regional de Blumenau, Curso de Farmácia, Blumenau, 2006
OHLWEILER, I. D. Avaliação da utilização de plantas medicinais por diabéticos. 2007.93 f, il.
Trabalho de Conclusão de Curso - (Graduação em Farmácia),Centro de Ciências da Saúde,
Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, 2007.
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ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NA COMUNIDADE: ATIVIDADES DE
EDUCAÇÃO EM SAÚDE VOLTADAS PARA ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO
Assistência farmacêutica; educação em saúde; hábitos alimentares
THÉ, PATRÍCIA MARIA PONTES, MOREIRA-SILVA, LUZIA IZABEL MESQUITA,
ARRAIS, PAULO SÉRGIO DOURADO, LEAL, LUZIA KALYNE ALMEIDA MOREIRA,
CAPRISTANO, ALLANA BEZERRA, OLIVEIRA, MARIA DE FÁTIMA
Com o aumento da obesidade no Brasil e das doenças a ela associadas, é necessário
combinar orientações para a redução das deficiências nutricionais e prevenção das
doenças crônicas não transmissíveis (SICHIERI et al, 2000). Uma alimentação sadia e
rica em nutrientes, pode ser alcançada com alimentos normalmente desprezados
(HARDISON et al., 2001). Reduzir o desperdício de alimentos, criar hábitos alimentares
saudáveis e adequados, amenizar os prejuízos e promover a melhoria da qualidade de
vida das pessoas, é fundamental (EVANGELISTA, 2001). O Projeto de Extensão
Assistência Farmacêutica à Creche Escola do Aprisco vinculado ao curso de Farmácia
da Universidade Federal do Ceará promove ações fundamentadas na educação em
saúde que almejam suprir as necessidades da comunidade assistida pela creche
(funcionários/professores, pais/ responsáveis e as crianças), visando à melhoria da
qualidade de vida. As atividades executadas visam buscar alternativas e apresentar
soluções para problemas e aspirações da comunidade, gerando benefícios coletivos
tanto para os integrantes acadêmicos como para o grupo assistido. Através de
reuniões com a participação dos professores, bolsistas do projeto e funcionários da
creche são definidos os temas a serem abordados. Verificou-se a importância de se
enfatizar ações relacionadas à educação nutricional, ressaltando a melhoria da
qualidade de vida, prevenção da obesidade e doenças crônico-degenerativas. As
ações desenvolvidas foram voltadas para a alimentação e nutrição incluindo
alimentação saudável, higiene e manipulação de alimentos, aproveitamento integral de
alimentos e receitas não convencionais. Foram promovidas palestras, distribuídos
folders e divulgadas preparações alimentares não convencionais, elaboradas com
casca de abacaxi e banana com degustação e distribuição de receitas. Após os
encontros foram realizadas avaliações, através de questionários, para se verificar o
grau de satisfação da comunidade e nível de entendimento das informações
transmitidas. A interação com a comunidade, com impacto sobre questões prioritárias
de educação em saúde, é de relevância social. As ações contribuem para a divulgação
da profissão farmacêutica e da Universidade junto à sociedade. Durante as
reuniões/palestras o público interage bastante com perguntas, relatos de experiências
e sugestões. Através desta interação percebeu-se a falta de informação da população
sobre alimentação e nutrição. Foi observada alta aceitabilidade das receitas não
convencionais. Esta troca de experiências é importante para a formação dos alunos
participantes do projeto e capacitação dos professores. As atividades permitem a
aplicação dos conhecimentos obtidos no Curso de Farmácia e, constituem uma
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ferramenta valiosa de ampliação dos vínculos da Universidade com a população. O
intercâmbio de experiências, entre a comunidade e os universitários desenvolve nos
dois segmentos o sentimento de cooperação e de aprendizagem mútua. A participação
ativa e o interesse do público levam a equipe a considerar que os objetivos dos
trabalhos foram atingidos. Ações voltadas para a educação em saúde, englobando
alimentação saudável e a melhoria na qualidade de vida, são fundamentais, uma vez
que contribuem para o manejo adequado dos alimentos e escolhas mais saudáveis.
BIBLIOGRAFIA
EVANGELISTA, José. Tecnologia de alimentos. 2. ed. Rio de Janeiro/São Paulo:
Atheneu, 2001.
HARDISON, A. et al. Mineral composition of the banana (Musa acuminata) from the
island of Tenerife. Food Chemistry, v. 73, p. 153-161, 2001.
SICHIERI, R.; COITINHO, D. C.; MONTEIRO, J. B.; COUTINHO, W. F.
Recomendações de Alimentação e Nutrição Saudável para a População Brasileira.
Arq. Bras. Endocrinol. Metab., v. 44, n. 3, p. 227-232, 2000.
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O USO DE MAPAS CONCEITUAIS E PORTFÓLIOS COMO FERRAMENTAS
MUDANÇAS NO ENSINO DA FARMÁCIA
Educação em Farmácia, Aprendizagem, Ensino
PERINI, EDSON; JUNQUEIRA, DANIELA REZENDE GARCIA
A atividade farmacêutica, e por consequência o ensino na área, caracterizou-se por
sua forte dimensão tecnicista nas últimas décadas. Nesse âmbito, o paciente tornou-se
mais “uma abstração, uma mera estatística”. Mudanças de paradigma, seja na
organização do setor saúde, seja na participação do farmacêutico na atenção ao
paciente, demandam mudanças radicais nas posturas de ensino-aprendizagem,
buscando melhor compreensão da realidade filosófica e social da profissão. Relatar a
experiência do uso das técnicas do mapa conceitual e do portfólio no ensino para o
primeiro período do curso de farmácia da UFMG e no planejamento de um curso de
aperfeiçoamento para farmacêuticos do SUS. A técnica do mapa conceitual vem sendo
aplicada aos alunos de primeiro período desde 2005. Até o momento foi usada em três
diferentes atividades: detecção dos conceitos previamente existentes sobre o trabalho
farmacêutico; leitura, interpretação e reelaboração de textos; avaliação. O portfólio, por
sua vez, tem sido introduzido como uma política de mudanças de posturas no ensino
na UFMG, assumido como instrumento de organização, avaliação e humanização.
Para o planejamento de um curso direcionado a profissionais, essa técnica foi usada
em 2005 num processo coletivo de criatividade (brainstorm) para as definições de
escopo, áreas, conceitos e interconexões na elaboração de um programa em gestão
da assistência farmacêutica no SUS. A aplicação do mapa conceitual na detecção dos
conceitos já existentes nos alunos que ingressam na faculdade foi realizada em quatro
semestres seguidos, e demonstrou que os mesmos trazem para a universidade uma
gama razoável de conceitos para a compreensão do trabalho farmacêutico, porém
apresentam grande dificuldade de expressar uma compreensão mais orgânica de seus
significados e interconexões. Como característica observou-se que o conceito
„paciente‟ raramente aparece, ou aparece de forma isolada do contexto de atuação do
farmacêutico. Como instrumento de leitura, interpretação e avaliação, tem sido
aplicado nos últimos três anos promovendo melhor estruturação dos debates em sala e
da produção de textos. No planejamento de curso o mapa conceitual permitiu a
identificação, articulação e organização dos principais conceitos e áreas a serem
trabalhadas, permitindo o desenho de um curso no qual um professor convidado tinha
a possibilidade de entender claramente sua inserção e qual a expectativa em relação a
sua participação. O portfólio, cuja utilização iniciou-se em 2011, aponta para melhora
na aproximação professor-aluno e uma humanização da relação do aluno com o curso.
Ainda que produto de avaliação restrita ao julgamento subjetivo dos autores, as duas
técnicas apresentam grande potencial para transformação de práticas didáticas e de
mudanças na postura docente, exigindo de professores e alunos participação mais
ativa no aprendizado e na interação entre eles.
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BIBLIOGRAFIA
Santos, MRC. Profissão farmacêutica no Brasil: história, ideologia e ensino. Ribeirão
Preto: Holos, 1999. 156p.
Freitas, EL.; Ramalho de Oliveira, D.; Perini, E. Atenção farmacêutica – teoria e prática:
um diálogo possível? Acta Farm. Bonaerense v.25, n.3, p.447-453, 2006.
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53
AVALIAÇÃO DO SERVIÇO DE FARMÁCIA DAS UNIDADES DE SAÚDE
Assistência Farmacêutica; Avaliação; Organização
COSTA, KARLA CALVETTE; DAMO, NEVONI GORETTI; HELENA, ERNANI TIARAJU
DE SANTA; SAMPAIO JUNIOR, WILSON
A temática, acesso e uso racional de medicamentos (URM) tem mobilizado setores da
sociedade civil, Instituições de Ensino e profissionais de saúde, gerando discussões
acerca da necessidade de qualificação da gestão da Assistência Farmacêutica nos
serviços de saúde. No estudo “Melhoria da qualidade da Assistência Farmacêutica na
Atenção Básica do SUS, Blumenau, SC”, (OPASi/ GCEM-FURB) objetivou-se
identificar os principais problemas presentes no processo de trabalho da assistência
farmacêutica na atenção básica. O estudo teve como cenário o município de
Blumenau, SC, empregando metodologia qualitativa e quantitativa, a partir da
observação direta baseada em roteiro estruturado elaborado por profissionais do
serviço e pelos membros do GCEM-FURB. A observação direta possibilita ao
pesquisador um contato com a realidade e o roteiro estruturado confere objetividade a
esta observação. A versão final do instrumento com 11 páginas foi aplicado por
profissional farmacêutica com formação em auditoria. O roteiro foi dividido em
Aspectos Estruturais Construtivos; Recursos Humanos; Aspectos Legais;
Equipamentos e Acessórios; Condições e Procedimentos de Recebimento,
Armazenamento e Controle de Estoque; Condições e Procedimentos de Dispensação
e Fracionamento; e Procedimentos operacionais Padrão. O instrumento foi
desenvolvido a partir do manual de Indicadores de Avaliação da Assistência
Farmacêutica no Brasil, Diretrizes para estruturação de farmácia no âmbito do SUS e
RDC nº 44 (BRASIL, 2009; BRASIL, 2009a) e adaptado para melhor se aplicarem a
realidade local. Os dados foram coletados por observação direta e registrados no
roteiro de avaliação, sendo um roteiro para cada unidade de saúde visitada. As
inconformidades encontradas foram fotografadas. A amostra foi constituída de três
Ambulatórios Gerais com farmácia e onze unidades que possuíam equipe ESF com
espaço de dispensação e/ou estoque de medicamentos. Após o levantamento dos
dados foi organizado uma oficina com os gestores e profissionais farmacêuticos da
Secretaria de Saúde do Município, OPAS, Grupo GCEM. Nesta oficina, foram
apresentados os resultados das observações, cujo objetivo foi aprofundar o estudo
sobre os principais problemas presentes no processo de trabalho e na organização da
assistência farmacêutica na atenção básica. A partir da discussão da oficina levantouse a necessidade de capacitar os profissionais que atuam na organização e entrega”
dos medicamentos, em especial os farmacêuticos. Nesse sentido, foi organizado
cursos com as seguintes temáticas: A prática da atenção farmacêutica (30h);
Prescrição de medicamentos das doenças mais prevalentes na atenção básica (30h);
Habilidades comunicacionais e afetivas no manejo de pessoas que usam
medicamentos (15h); Armazenamento e registro de medicamentos na atenção básica Organização dos espaços (15h); e Dificuldades e problemas no uso de medicamentos
(30h). A segunda etapa com o objetivo de avançar para o exercício da prática da
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Atenção Farmacêutica foi desenvolvido com três profissionais farmacêuticos que
participaram de todos os cursos, de Seguimento farmacoterapêutico com usuários
portadores de Diabetes.
BIBLIOGRAFIA
BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes para estruturação de farmácias no âmbito
do Sistema Único de Saúde. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2009.
_____. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Dispõe sobre Boas Práticas
farmacêuticas para o controle sanitário do funcionamento, da dispensação e da
comercialização de produtos e da prestação de serviços farmacêuticos em
farmácias e drogarias e dá outras providências. RDC Nº44, de 17 de agosto de
2009a.
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CAMPANHA 5 DE MAIO - PELO USO RACIONAL DE
MEDICAMENTOS: A EXPERIÊNCIA DOS ESTUDANTES DA UFMG
Educação em Farmácia. Estudantes de Farmácia, Farmácia
MATTOS, LEONARDO VIDAL; ALECRIM, DENYR JEFERSON DUTRA; DILLY,
DANIEL AMADO; SIQUEIRA, AMANDA LANA DE; SILVEIRA, MICHELINE ROSA;
MACHADO, RENES DE RESENDE.
O Uso Racional de Medicamentos (URM) é definido pela Organização Mundial de
Saúde (OMS) como a situação onde o paciente recebe a medicação adequada às suas
necessidades clínicas, nas doses correspondentes às suas necessidades individuais,
durante um período de tempo adequado e ao menor custo possível para ele e para a
comunidade. Porém, estima-se que cerca de 50% dos medicamentos são prescritos,
dispensados ou vendidos de forma inadequada. Considerando esse panorama e o
farmacêutico como um dos principais atores desse processo, a Executiva Nacional dos
Estudantes de Farmácia (ENEFAR) promove anualmente a Campanha 5 de Maio Pelo Uso Racional de Medicamentos, por meio de diversos centros e diretórios
acadêmicos de cursos de Farmácia por todo o país. Esse trabalho tem como objetivo
descrever a experiência do Diretório Acadêmico da Faculdade de Farmácia da
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) na Campanha Pelo Uso Racional de
Medicamentos realizada em Belo Horizonte no mês de maio de 2011. Os objetivos
centrais da campanha foram promover o contato do estudante com a população,
orientá-la quanto ao uso correto de medicamentos, mobilizar os estudantes para uma
ação conjunta, formá-los quanto ao tema e reforçar a importância do farmacêutico para
a sociedade. A organização da campanha se deu em três etapas. A primeira consistiu
na divulgação desta entre os estudantes da Faculdade de Farmácia da UFMG, por
meio de visitas a todas as salas, fixação de painéis na faculdade e de redes sociais. A
segunda foi a realização de um encontro de orientação aos estudantes, em que os 58
presentes debateram a respeito do URM, dos problemas que impedem que este
ocorra, dos responsáveis pela situação atual e de possíveis soluções. Estes foram
orientados sobre como proceder na campanha e como abordar o público. A terceira e
última etapa foi a realização da campanha. No dia 26 de maio, 45 estudantes foram até
a Praça Sete, no centro da cidade levando cartazes e panfletos informativos. Durante
cerca de 3 horas a população foi abordada, recebendo orientações quanto ao uso
correto de medicamentos. Ao fim do dia, os estudantes responderam a um questionário
de avaliação da campanha, contendo 9 perguntas com respostas objetivas.
Aproximadamente 92% avaliaram a campanha como boa ou excelente e a
consideraram muito importante. Os estudantes de Farmácia da UFMG se mostraram
dispostos a participar de mais iniciativas voltadas ao público e consideraram o tema
muito importante, salientando a necessidade de maior ênfase sobre o tema durante a
graduação. O encontro de orientação mostrou que outras metodologias de ensino,
baseadas na troca bilateral de conhecimento e experiências entre estudantes e
docentes deveriam ser mais exploradas de maneira a tornar o ensino farmacêutico
mais dinâmico e efetivo, facilitando a formação de um profissional qualificado, humano,
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critico e reflexivo. A campanha atingiu seus objetivos principais, levando um número
importante de estudantes ao contato direto com a população, orientando-a quanto ao
URM e levando o conhecimento da universidade para sociedade.
EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE FARMÁCIA, EXECUTIVA
REGIONAL SUL DOS ESTUDANTES DE FARMÁCIA. Cartilha de Formação para a
Campanha 5 de Maio – Pelo Uso Racional de Medicamentos. Disponível em:
http://enefar.files.wordpress.com/2008/04/cartilha-5-de-maio.pdf. Acessado em: 16 de
set. 2011.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. The rational use of drugs: report of the conference
of experts. Nairobi 1985 Nov 25-29. Geneva: WHO; 1987.
AQUINO, D. A. Por que o uso racional de medicamentos deve ser uma
prioridade? Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 13, p. 733-736, 2008.
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INFLUÊNCIAS DO PROGRAMA INTERNATO RURAL DE FARMÁCIA NA
FORMAÇÃO DOS ESTUDANTES.
Internato não médico, assistência farmacêutica, SUS.
PEREIRA, ANTONIO BASÍLIO, SIQUEIRA, AMANDA LANA DE; SOUSA,
SAMUEL RODRIGUES ALMEIDA E
Na Constituição Federal de 1988 está estabelecido que todos os cidadãos possuem
direito ao acesso integral a saúde, sendo dever do Estado garantir seu cumprimento.
Para tanto, foi criado o Sistema Único de Saúde (SUS), muito bem sucedida entre as
reformas teóricas de âmbito social, de forma universal e igualitária. O SUS, de maneira
descentralizada, transferiu a atenção primária à saúde, incluindo a assistência
farmacêutica, para os municípios. Nesse contexto de assistência farmacêutica no SUS
está inserido o Programa Internato Rural de Farmácia (PIRF) da Faculdade de
Farmácia da UFMG, sendo uma oportunidade teórico-prática de ensino. O PIRF
consiste de um treinamento por meio do qual os alunos são preparados para que
possam atuar em municípios, organizando a Assistência Farmacêutica no SUS e,
consequentemente, o atendimento com dignidade à população. O programa possibilita
ao estudante adquirir conhecimentos teóricos sobre a legislação farmacêutica,
dispensação, atenção farmacêutica, farmacologia, patologia e outras áreas
relacionadas. Além disso, é uma importante oportunidade de contato do estudante com
a população, possibilitando-lhe colocar em prática os conhecimentos adquiridos
durante o Curso de Farmácia e os treinamentos recebidos. O crescimento pessoal e
profissional do estudante participante do programa é um diferencial na formação
acadêmica. É importante ressaltar que, de acordo com a Resolução nº 2 do Conselho
Nacional de Educação (CNE) da Câmara de Educação Superior (CES) de 19 de
fevereiro de 2002, por meio da instituição das novas Diretrizes Curriculares Nacionais
do Curso de Graduação em Farmácia, tem-se como meta a formação de um
profissional farmacêutico generalista e com perfil mais crítico e humanista, o que
condiz com os objetivos pretendidos com o PIRF. Diante disso, é notória a grande
influência do PIRF na formação de profissionais farmacêuticos melhor preparados para
atuar na atenção à população, como profissionais de saúde. Assim, há necessidade de
concentrar esforços para manter e melhorar o PIRF na Faculdade de Farmácia da
UFMG e, também, incentivar a expansão desse tipo de programa para outras
instituições de ensino farmacêutico, a fim de se formar novos profissionais mais
completos para as politicas de saúde pública em vigor e para as que podem ser
criadas.
BIBLIOGRAFIA
PEREIRA, A. B.. Apostila para treinamento dos alunos que pretendem realizar
atividades programadas para o internato rural de Farmácia. Belo Horizonte: Faculdade
de Farmácia – UFMG.
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PROGRAMA DE IMPLANTAÇÃO DA ATENÇÃO FARMACÊUTICA
PADRONIZADA EM REDES DE FARMÁCIAS
Garantia da Qualidade dos cuidados de Saúde; Serviços de Saúde Comunitária;
Farmacêuticos.
RIBEIRO, ALANE ANDRELINO; BARROS, CLEMILSON DA SILVA; REIS, LEILA
BELTRÃO.
A prática do segmento farmacoterapêutico como novo serviço ainda requer um
compromisso maior e continuo do profissional farmacêutico, com os resultados do
tratamento do paciente e outros elementos. Assim, incentivar a implementação das
boas práticas farmacêuticas regulamentadas, é um importante instrumento no direito
do profissional farmacêutico de exercer o papel que lhe cabe na sociedade.
Desenvolver programa de gestão de cuidados ao paciente na garantia da qualidade
dos serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias de São Luís. Aproximar o
farmacêutico do paciente, contribuindo em seu desempenho como profissional de
saúde e tornando as farmácias verdadeiros estabelecimentos de saúde; Promover a
intervenção do farmacêutico na terapia farmacológica do paciente, em colaboração
com outros profissionais da saúde e a conseqüente adesão; Fornecer subsídios ao
profissional farmacêutico, para que ele realize os serviços farmacêuticos de
seguimento não farmacológico. Estabelecimento de parceria com entidades (ANVISA,
CRF, SINFARMA), estruturação de cronograma de execução e planejamento.
Divulgação através de mala direta (cartas convites aos farmacêuticos). Definições da
reunião de apresentação e dos treinamentos periódicos com os farmacêuticos das
farmácias participantes, através de educação continuada. Elaboração de protocolos
clínicos de seguimento junto à equipe multidisciplinar, elaboração de termos de
consentimentos, cartilhas, manuais, folders padronizados para a materialização dos
serviços de formação implementados. Registros da documentação sobre as atividades
da capacitação realizadas, carga horária e conteúdo ministrados através de programa
estatísticos. Iniciar a implantação com projeto piloto para grupo de risco único,
desenvolver sistema de registro de dados e de controle histórico, contínuo e pró-ativo.
A implantação do projeto promoverá conhecimento sobre os princípios de boas
práticas farmacêuticas em farmácias e drogarias, difundirá o uso racional de
medicamentos, importância da farmacovigilância e a atenção primaria a saúde nas
farmácias e drogarias, contribuirá para a redução de casos de intoxicações e de outros
problemas relacionados ao medicamento. Desta forma, a importância do projeto está
em direcionar a educação continuada para os profissionais farmacêuticos, inseridos
nas farmácias comerciais e drogarias de São Luís-MA. A fim de motivá-los á exercer a
atenção farmacêutica e dispensação plena, prática tão discutida e com importantes
avanços, corroborando para percepção da farmácia comercial como estabelecimento
de saúde, beneficiando desta forma usuários, farmacêuticos e gestores de farmácia e
acima de tudo salvaguardando a saúde.
ISSN Nº 1984-3828
59
BIBLIOGRAFIA
SIMOES BARBOSA,Regina H. A „teoria da práxis‟: retomando o referencial marxista
para o enfrentamento do capitalismo no campo da saúde.Revista Trab. Educ. Saúde,
Rio de Janeiro, v. 8 n. 1, p. 9-26,mar./jun.2010
PERETTA, M.; CICCIA, G. Reingeniería de la Práctica Farmacéutica. Buenos Aires:
Editorial Médica Panamericana, 1998. 226p
CIPOLLE,R.J.;STRAND,L.M,;MORLEY,P.C. El ejercicio de la atención farmacêutica.
Madrid:McGraw-Hill/Interamericana,2000.652p
ISSN Nº 1984-3828
60
AS INFLUÊNCIAS DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE FARMÁCIA NO
ENSINO FARMACÊUTICO
Currículo; educação em Farmácia; estudantes de Farmácia.
BONFIM, ANTONIO JOAQUIM; IZIDORO; JANS BASTOS; MATTOS, LEONARDO
VIDAL; PERINI, EDSON; SIQUEIRA, AMANDA LANA DE; TOBARUELA, ERIC DE
CASTRO.
Os primeiros cursos de nível superior em Farmácia no Brasil surgiram em 1832, no Rio
de Janeiro e Salvador, e, em 1837, em Ouro Preto, com a primeira instituição
independente de ensino de Farmácia. A partir daí, o processo de criação dos cursos de
Farmácia no País foi se desenvolvendo paulatinamente até 1991 quando existiam 49
cursos, sendo observado aumento acelerado a partir de 1997, chegando ao número de
237 em 2004, representando um crescimento de 238,57% e atingindo em 2008, 306
cursos, desproporcionalidade observada em relação a outros países e ao atual sistema
de formação em pós-graduação. O presente trabalho tem como objetivo principal
analisar a participação do Movimento Estudantil de Farmácia (MEF) nas mudanças no
ensino farmacêutico ao longo da história do curso de Farmácia em todo o país. Para
isso, foi realizada uma revisão de literatura, em busca de documentos e textos
relacionados ao assunto. O crescimento do número de cursos de graduação, as
mudanças na profissão farmacêutica e a necessidade da adequação curricular às
necessidades da profissão e da sociedade incentivaram o surgimento e fortalecimento
de um movimento de estudantes engajados e em busca de melhorias no ensino
farmacêutico. Após a plenária final do X Encontro Nacional de Estudantes de Farmácia
(ENEF), realizado em Presidente Prudente, São Paulo, em 1986, foi criado o Seminário
Nacional sobre o Currículo de Farmácia (SNCF) e, paralelamente aos SNCF, foi criado,
em 1993, o Encontro Nacional de Reforma Curricular (ENRF). Na plenária final do VII
SNCF e IV ENRC, em 1995, foi encaminhado ao Ministério da Educação/ Conselho
Nacional de Educação (CNE) um documento com as deliberações tomadas em todos
os encontros e fóruns realizados pelos estudantes, a “Proposta de reformulação do
ensino de Farmácia do Brasil”, publicada pela Executiva Nacional dos Estudantes de
Farmácia (ENEFAR), em conjunto com a Federação Nacional dos Farmacêuticos
(FENAFAR), a qual embasou a criação do atual currículo. A participação do MEF nas
reformulações do ensino farmacêutico é constante e de grande importância, o assunto
da reformulação curricular, por exemplo, é recorrente e foi tema do XXXIV ENEF, em
Fortaleza, Ceará, em julho de 2011, com o objetivo da avaliação de como evolui a
implantação do currículo generalista ao longo das Instituições de Ensino Superior (IES)
pelo Brasil, que surgiu de acordo com a Resolução Nº 2, de 19 de fevereiro de 2002,
do Conselho Nacional de Educação da Câmara de Educação Superior, onde foram
instituídas as novas Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em
Farmácia, com o objetivo de formar profissionais farmacêuticos generalistas, mais
humanistas e com senso crítico, de forma que trabalhem a serviço da comunidade e
tenham como foco o paciente. Nesse contexto, cabe aos estudantes acompanhar o
ISSN Nº 1984-3828
61
processo de reformulação e adaptação do currículo, nas reivindicações de suas
unidades, de forma a garantir que as mudanças sejam feitas sem prejudicar e excluir
as necessidades da sociedade sob as quais a construção do currículo foi pautada,
monitorando a qualidade do ensino e didática docente, além da sugestão de
alternativas.
BIBLIOGRAFIA
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos
Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. O
ensino e as pesquisas da atenção farmacêutica no âmbito do SUS / Ministério da
Saúde, Brasília: Ministério da Saúde, 2007. 107 p.: il. – (Série B. Textos Básicos de
Saúde)
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos
Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. O
ensino e as pesquisas da atenção farmacêutica no âmbito do SUS / Ministério da
Saúde, Brasília: Ministério da Saúde, 2007. 107 p.: il. – (Série B. Textos Básicos de
Saúde)
ENEFAR, O que é ENEFAR? Coordenação Nacional, Gestão 2010-2011 “Integrar,
Crescer
e
Mudar
–
Rafael
Schuab”.
2010.
Disponível
em:
<http://enefar.wordpress.com/documentos/>
FENAFAR/ENEFAR. Proposta de Reformulação do Ensino de Farmácia no Brasil,
São Paulo, Eikongraphic‟s, 1996.
SPADA, Celso; et al. In: BRASIL. Ministério da Educação. A trajetória dos cursos de
graduação na área da saúde – Farmácia. 2004. Brasília. Disponível em: <
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/169a200_graduacao.pdf >
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62
SIMULAÇÃO DE ATENDIMENTO FARMACÊUTICO: A EXPERIÊNCIA DA
UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA
Educação em farmácia. Simulação. Assistência farmacêutica
TRAUTHMAN, SILVANA CRISTINA; ALANO, GRAZIELA MODOLON; FRANÇA,
TAINÃ FORMENTIN; VIEIRA, ANA CRISTINA; GALATO, DAYANI
A avaliação in loco de práticas clínicas é considerada como a mais fidedigna no
processo educativo, embora problemas relacionados às habilidades, atitudes e
conhecimentos somente se consegue identificar quando o futuro profissional de saúde
está diante de um paciente real. Desta forma no curso de Farmácia foi desenvolvida a
avaliação por simulação de atendimento, também denominado Exame Clínico Objetivo
Estruturado, buscando um enfoque problematizador que contribua para a o
desenvolvimento competências clínicas pelo aluno. Apresentar a experiência do curso
de Farmácia da Universidade do Sul de Santa Catarina no processo de ensinoaprendizagem por meio da simulação de atendimento farmacêutico. Este trabalho
possui duas secções, a primeira refere-se a um relato de experiência com abordagem
qualitativa da experiência do processo de simulações de atendimento farmacêutico
realizado no período de 2005 e 2009 e a descrição das partes do instrumento (ficha de
avaliação). E a segunda, quantitativa apresentada adotando-se estatística descritiva,
refere-se aos resultados da aplicação dessas fichas na avaliação das simulações
realizadas por formandos do referido curso. Este processo de avaliação é constituído
por três etapas: a) preparação do cenário e dos casos; b) simulação; e c) avaliação.
Toda a simulação de atendimento se inicia no repasse das informações que
caracterizam minimamente o problema do paciente, outros dados devem ser
investigadas pelo acadêmico, a atividade que segue é filmada, o que permite a análise
da comunicação. Ao final da simulação é realizado o processo de avaliação, que se
inicia com a leitura do caso, a análise do vídeo e a aplicação da ficha de avaliação
desenvolvida. Esta ficha é dividida em cinco partes: definição do problema, indicação
farmacêutica, informações e orientações ao paciente, estilo de comunicação e
resolução do problema. Foram avaliadas 291 fichas de avaliação de simulações de
atendimento farmacêutico. A quantificação do desempenho em de cada quesito
estabelecido na ficha de avaliação tem adotado como critério o valor mínimo igual a
zero e máximo dez. A nota obtida nos atendimentos variou de 0,4 a 10,0 com mediana
de 7,3 e média de 7,0 (±2,02) o que representa 70,0% de rendimento. Foram
encontradas diversas limitações nos atendimentos simulados, das quais se destacam a
falta de informações acerca do tratamento (65,1%), o estilo inadequado de
comunicação (21,9%), a falha na identificação da necessidade do paciente (7,7%), e a
seleção irracional do(s) medicamento(s) no atendimento por automedicação (5,3%). A
simulação experimentada na Universidade possibilitou aos acadêmicos a oportunidade
de aprimorar as suas habilidades e atitudes na prestação do atendimento farmacêutico,
além de aprofundar os conhecimentos a respeito das situações aplicadas. Os
resultados apresentados mostram a necessidade de reorientação curricular, para que
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63
sejam ofertadas condições de melhorar as habilidades de comunicação e de
conhecimento de medicamentos e problemas de saúde voltada à orientação adequada
aos pacientes.
BIBLIOGRAFIA
FERNANDEZ, J.L.T.; FRANCO, B.P. Examen de ingenios para las ciências: Edipalaci
frente a ECOE. Aten. Primaria, v.35, n.5, p.273, 2005.
GALATO, D.; ALANO, G.M.; FRANÇA, T.F.; VIEIRA, A.C. Exame clínico objetivo
estruturado (ECOE): uma experiência de ensino por meio de simulação do atendimento
farmacêutico. Interface – Comunic., Saude, Educ. v. 15, p. 309-320, 2010.
GALATO, D.; ALANO, G.M.; TRAUTHMAN, S.C.; FRANÇA, T.F. Pharmacy practice
simulations: performance of senior pharmacy students at a University in southern
Brazil. Pharmacy Practice. v.9, n.3, p.136-140, 2011.
GONZÁLEZ, M.P. et al. Evaluación de la competencia clínica de tutores de residentes
de medicina familiar y comunitaria. Aten. Primaria, v.34, n.2, p.68-74, 2004.
NEWBLE, D.I. Assessment of clinical competence. BJA, v.84, n.4, p.432-433, 2000.
RUTTER, P.M.; HUNT, A. The development of a managed learning environment using
WedCT to faciliate 4 th year M. Pharm undergraduates ability to counsel patients en
preparation for OSCEs. Pharm. Educ., v.3, n.1, p.63-66, 2003.
WEISS, B.D. Are we competent to assess competence? Fam. Med., v.36, n.3, p.214216, 2004.
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64
EDUCAÇÃO EM SAÚDE: INSTRUMENTALIZAÇÃO PARA A FORMAÇÃO
EM ATENÇÃO FARMACÊUTICA
Atenção Farmacêutica; Promoção em saúde; Educação em saúde.
ANDRADE, BETINA; RAEDER, DENISE HOFFMANN; KOTHE, JEFFERSAN;
BRESOLIN, JOSÉ ROBERTO; MAIA, LAÍS ORLOF; SURDI, MARLA; GESSER,
MARLUCI; BERNARDO, NOEMIA LIEGE; TESSELE, PRISCILA BATISTA; GIACHINIKESSLER, RÚBIA MARA
A atenção farmacêutica orienta-se para o acompanhamento e educação do paciente,
avaliação dos seus fatores de risco, bem como a prevenção e promoção da saúde,
juntamente com a vigilância das doenças. No Brasil, a Organização Pan-Americana da
Saúde (OPAS) produziu o documento “Proposta de Concenso Brasileiro de Atenção
Farmacêutica” que defende a prática da atenção farmacêutica orientada para a
educação em saúde, orientação farmacêutica, dispensação, atendimento e
acompanhamento farmacêutico, registro sistemático das atividades, mensuração e
avaliação dos resultados. Lembrando que educação em saúde são combinações de
experiências de aprendizagem delineadas em facilitar com que a pessoa alcance um
efeito intencional sobre a própria saúde, e difere-se de promoção em saúde pelo fato
de ter a plena compreensão e aceitação dos objetivos nas ações desenvolvidas e
recomendadas. Com o objetivo de alcançar um novo modelo de formação, com
profissionais capacitados para esta atuação integrada e uma intervenção
multidisciplinar, docentes dos cursos de farmácia e fisioterapia, farmacêutica
orientadora de estágio, acadêmicos de farmácia e fisioterapia da Universidade do Vale
do Itajaí (UNIVALI) desenvolveram uma oficina de educação em saúde integrada para
um grupo de pessoas acima de 50 anos com diagnóstico de cardiopatias. As oficinas
são realizadas na Clínica de Fisioterapia da UNIVALI com periodicidade semanal,
todas as quintas-feiras. São realizadas mini palestras com duração de trinta minutos,
onde são abordados temas variados sobre medicamentos. Estes encontros,
denominados pelos pacientes como “conversa” possuem a finalidade de promover o
interesse destes para a importância de aderência ao tratamento prescrito pelo médico,
bem como a orientação farmacoterapêutica. A partir dos encontros surgiu a
necessidade da intervenção clínica, por meio da reconciliação dos medicamentos, este
atendimento ocorre após os encontros. São atendidos dois pacientes por semana,
durante a entrevista o objetivo é avaliar os resultados dos medicamentos como a
necessidade a efetividade e a segurança. O maior problema encontrado está
relacionado com a adesão, uma vez que os pacientes demonstraram desconhecer o
benefício dos medicamentos prescritos na sua saúde.Pode-se perceber a partir destas
intervenções a veemência com que questionamentos e preocupações surgem, fazendo
com que os novos profissionais farmacêuticos possam ser inseridos em um programa
multidisciplinar de saúde, com aceitação e solicitação, especialmente dos próprios
pacientes e de outros profissionais. Deste modo, o farmacêutico desempenha suas
funções perante a sociedade, corresponsabilizando-se pelo bem estar do paciente e
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65
trabalhando para que este não tenha sua qualidade de vida comprometida por um
problema evitável, decorrente de uma terapia farmacológica, sendo o medicamento um
meio ou instrumento para se alcançar um resultado, seja este paliativo, curativo ou
preventivo.
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66
O ENSINO FARMACÊUTICO NA BAHIA: AVALIAÇÃO DAS MATRIZES
CURRICULARES DOS CURSOS DE FARMÁCIA, 2011
Educação em farmácia; avaliação, fidelidade a diretrizes.
FEDERICO, MARILIA PINTO; PONTES, ANGELA; BORGES, EUSTÁQUIO
LINHARES; DIAS, EDUARDO JORGE CAVALCANTII
O ensino farmacêutico vem passando por mudanças, desde a aprovação das
Diretrizes Curriculares Nacionais- DCN (BRASIL, 2002), que definem farmacêutico
como profissional com formação generalista, humanista, crítica, reflexiva com
competências e habilidades para atuar nas áreas das ciências farmacêuticas. As DCN,
publicadas em 2002, foram aprovadas em 2001 e, portanto, estão completando dez
anos de existência, porém ainda tem-se discutido e buscado estratégias para sua
adequação. Na Bahia, o ensino farmacêutico é centenário e até a última década havia
apenas uma instituição de ensino superior para graduar esses profissionais, porém
este cenário mudou e, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira – INEP (BRASIL, s/d) e do Ministério da Educação
(BRASIL, s/d), existem 15 (quinze) Cursos de Farmácia sendo ofertados no Estado.
Este estudo objetivou mapear e analisar a situação atual do ensino farmacêutico
baiano, e colocação dos egressos no mercado. Trata-se de estudo descritivo, onde
foram consultados sites oficiais sobre educação; as matrizes curriculares e os registros
do CRF-BA sobre os egressos, em abril de 2011. Foram estudados Cursos de
Farmácia autorizados pelo Ministério da Educação e analisadas as variáveis: natureza
jurídica e localização da IES, ano de implantação da DCN, carga horária total, trabalho
de conclusão de curso (TCC), atividade complementar, estágio e colocação dos
egressos no mercado de trabalho.Os dados foram processados através da utilização
do Microsoft Office Excel e os resultados apresentados em tabelas e gráficos. Somente
11 IES enviaram a respectiva matriz curricular. Das IES analisadas observou-se que
54,5% (6) eram privadas, enquanto que, as públicas representaram 45,5% (5). Notouse que 54,5% (6) das IES estão no interior do Estado e 45,5% (5) estão na capital. O
Parecer nº 210/04 do Conselho Nacional de Educação (BRASIL, 2004) recomendou
implantação das DCN até 2006, porém os dados obtidos neste estudo mostraram que
27,3% (3) das IES não cumpriram esta exigência. Sobre a carga horária total foi
observado que 100,0% (11) das IES ofertam o curso com 4000h ou mais, atendendo,
portanto, ao que está determinado na Resolução CNE/CES nº 04/09 (BRASIL, 2009),
resultado bem mais favorável ao encontrado por Federico e Santos Junior (2007) onde
83,0% dos cursos analisados estavam abaixo dessa faixa.Todas as IES estudadas
apresentaram o TCC como disciplina; 45,5% (5) apresentaram atividades
complementares com carga horária de 200 horas ou mais e, em 18,2% (2) a carga
horária para estágio curricular foi inferior a 800 horas.Os egressos estão distribuídos,
predominantemente em Farmácias e Drogarias e Laboratórios Clínicos. Existe a
necessidade de ampliação do estudo para as IES cuja matriz curricular não foi
avaliada, o que foi uma limitação na pesquisa.Percebeu-se neste trabalho que algumas
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67
situações desfavoráveis detectadas em estudos anteriores, ainda persistem e outras,
melhoraram. Tal fato pode indicar que a implantação das DCN se fez de modo lento e
gradativo, e ainda não foi concluído, motivando, portanto, a realização de mais estudos
sobre o tema e ratificando a importância do MEC exigir, nos processos de
reconhecimento dos cursos, o cumprimento das DCN.
BIBLIOGRAFIA
BRASIL. Ministério da Educação. Resolução CNE/CES nº 02 de 19 de fevereiro de
2002. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Farmácia.
Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Brasília-DF: Diário
Oficial
da
União,
4
mar
2002.
Seção
1,
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BRASIL. Ministério da Educação. Parecer Homologa nº 210 de 08 de julho de 2004.
Aprecia a Indicação CNE/CES 1/2004, referente à adequação técnica e revisão dos
Pareceres e/ou Resoluções das Diretrizes Curriculares Nacionais do Cursos de
Graduação em Farmácia.Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação
Superior. Brasília-DF: Diário Oficial da União, 24 set 2004.
BRASIL. Ministério da Educação. Resolução CNE/CES nº 04 de 6 de abril de 2009.
Dispõe sobre carga horária mínima e procedimentos relativos à integralização e
duração dos cursos de graduação em Biomedicina, Ciências Biológicas, Educação
Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição e Terapia
Ocupacional, bacharelados, na modalidade presencial.Conselho Nacional de
Educação. Câmara de Educação Superior. Brasília-DF: Diário Oficial da União, 07
abr 2009. Seção 1, p.27
BRASIL.
MINISTÉRIO
DA
EDUCAÇÃO.
e-MEC.
http://emec.mec.gov.br/. Acesso em: 01 de mar de 2011.
Disponível
em:
BRASIL.
MINISTÉRIO
DA
EDUCAÇÃO.
SINAES.
http://sinaes.inep.gov.br/sinaes/. Acesso em: 01 de mar de 2011.
Disponível
em:
FEDERICO, M. P.; SANTOS JUNIOR, W. S. D. . Perfil dos cursos de Farmácia do
Estado da Bahia. CRF-BA em Revista, v. 2, p. 16-20, 2007
ISSN Nº 1984-3828
68
ATIVIDADES DE INTEGRAÇÃO CURRICULAR - FARSUS NA SALA DE
ESPERA
Praticas integrativas; Prevenção; Formação farmacêutica.
MIRANDA, MARIA SPÍNOLA; FERREIRA, JUNIA R. D.; PONTES, ANGELA;
PEREIRA, NEILA DE PAULA; CARINHANHA, ROSEANE; COSTA, TAISE D.;
VERENA, ANA; ALENCAR, LETÍCIA; FERREIRA, GUTEMBERG L.
Na inovação curricular, nem sempre temos a fórmula exata para abordar novos
conhecimentos e inserir novas metodologias fazendo com que corpo docente, discente
e técnico possa absorvê-las e adequá-las à nova realidade. Por este pressuposto, há
necessidade de inspirar mudanças e adoção de novos comportamentos. Precisa-se ir
ao encontro de novos caminhos que possam entusiasmar os estudantes e docentes e
para isso cada um deve ser aprendiz. Neste contexto, este projeto tem por finalidade
contribuir para integrar, de maneira plena, estudantes da Faculdade de Farmácia da
UFBA (FAR/UFBA), especialmente dos programas PERMANECER e PRÓ-SAÚDE,
Laboratório de Análises Clínicas (LACTIFAR/SUS) e comunidade SUS que freqüenta a
faculdade de Farmácia, proporcionando condições satisfatórias, salutares e prazerosas
ao ambiente universitário. Através da elaboração de oficinas que integram a teoria à
prática, diversos temas foram abordados com os usuários SUS na sala de espera, a
saber: Situação da qualidade do serviço SUS na FAR/UFBA e o que fazer para
melhorar (abordagem com a comunidade); Água: você tem sede de que?; Filtro solar,
quem usa?; Dengue, leptospirose – prevenção; Câncer de colo de útero – prevenção;
Anemias – prevenção, etc. Os resultados parciais dessa atividade têm sido positivos
tanto para docentes e discentes quanto para os usuários do serviço do SUS. Como
sugestões e críticas para melhoria do serviço, foram apontadas pela comunidade:
melhoria no acesso para portadores de necessidades especiais; melhor sinalização;
disponibilização de cafezinho; aumento do número de atendentes durante a triagem;
menor prazo para entrega dos exames. Esses pontos já estão sendo contemplados na
reforma física da Unidade, que está em curso. Em relação aos temas apresentados,
houve boa aceitação do público, com grande envolvimento e entusiasmo na
participação. Verificou-se, nessa atividade, a importância do serviço do SUS prestado
pela Faculdade de Farmácia, onde todos os segmentos consideraram os mesmos
como de qualidade superior aos demais serviços disponíveis, especialmente em
relação à variedade de exames disponibilizados.
BIBLIOGRAFIA
BRASIL, Ministério da Saúde - Saúde no Brasil: contribuições para agenda de
prioridades de pesquisa, 306p.
Conferencia Nacional de Saúde - Brasil falando como quer ser tratado, 2003,189p.
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DEMO, P. Complexidade e Aprendizagem: a Dinâmica não Linear do Conhecimento,
2002, 200p.
DEMO, Pesquisa Participante: Saber Pensar e Intervir Junto. 2004, 139p.
LUZ, A.M.C Gestão educacional e qualidade social da educação.UFBA, 2007,120p
ISSN Nº 1984-3828
70
ANÁLISE DA IMPORTÂNCIA DA VIVENCIA EM UBS: EDUCAÇÃO EM
SAÚDE CONTINUADA
PET- Farmácia, Atenção Primária à Saúde e Educação em Saúde
SILVA, MILENA CRISTINA MARTINS DA; BASTOS, MÍRIAN LETÍCIA CARMO;
CAMPOS, DANIEL MARQUES; CARDOSO, ERICA DE TÁSSIA CARVALHO; LUZ,
DIANDRA ARAUJO DA; PINHEIRO, ALANA MIRANDA; PONTES, ANNA CAROLINA
AVELAR DE ARAÚJO; SANTOS, CAMILA COSTA DOS; SARMENTO, ROSANA
MOURA; SILVA, ADALGIZA DENIELE VÉRAS; SILVA, JOÃO VICTOR DA SILVA E;
SILVA, LIVALDO COSTA E; SILVA, MALLONE LOPES DA; DOLABELA, MARIA FÂNI.
Os serviços de saúde no Brasil foram organizados em níveis de complexidade e a
atenção primária (baixa complexidade) é a porta de entrada do Sistema Único de
Saúde (SUS). O PET- FARMÁCIA/UFPA realiza atividades educativas na atenção
primária, abordando temas relacionados aos programas presentes na Unidade Básica
de Saúde (UBS). Preocupados com a importância da atividade para a população,
também são aplicados questionários para verificar a eficácia da educação em saúde
desenvolvida pelo grupo na UBS. Avaliar quantitativamente o grau de informação do
usuário, antes e após a atividade de educação em saúde realizada pelo grupo PETFARMÁCIA/UFPA na UBS de um bairro de Belém. Analisar o grau prévio de
conhecimento dos usuários que participaram da atividade educativa. Pesquisar a
aquisição de conhecimento após a realização da atividade . Antes e depois do
desenvolvimento das atividades pelo grupo PET- FARMÁCIA/UFPA, desempenhadas
por meio de palestras, rodas de conversas e entregas de folders foram aplicados
formulários com perguntas a respeito do grau de conhecimento dos usuários sobre o
tema, o contato com o assunto e sua importância, entre outras perguntas que
admitiram as seguintes alternativas como resposta: muito; pouco; razoável e nenhum
conhecimento, importância ou informação. Os formulários foram analisados
calculando-se a porcentagem de cada resposta antes e depois das atividades e então
comparou-se os resultados. Nos formulários observou-se mediante porcentagem dos
indivíduos entrevistados que antes das atividades desenvolvidas pelo PETFARMÁCIA/UFPA 13,5% consideravam entender muito sobre o assunto e 56%
entendia pouco. 35% admitiram ter muito contato e 32% consideravam ter pouco
contato com o tema. 30% das pessoas afirmaram receber pouca informação de
profissionais de saúde como médicos, enfermeiros, entre outros e 52% afirmaram
nunca terem recebido informações a respeito dos temas. 58% consideraram muito
importantes trabalhos e campanhas que esclareçam sobre os temas. Depois das
atividades 30% dos participantes consideraram entender muito sobre o assunto e 33%
pouco. 63% admitiram ter muito contato com o tema e 22% pouco contato. 8,4%
afirmou receber pouca informação de profissionais da saúde sobre o tema e 59%
nunca recebeu informação alguma. 88% dos entrevistados considerou muito
importante trabalhos que esclareçam os temas. Desta forma a quantidade de
ISSN Nº 1984-3828
71
participantes que entendia muito sobre os assuntos aumentou consideravelmente com
o desenvolvimento das atividades, o que é muito importante pois o número de
entrevistados que admitiram ter muito contato com o tema aumentou de 35% para
63%. O numero de pessoas que considerou receber pouca informação sobre os temas
diminuiu, porém a quantidade de indivíduos que nunca receberam informação alguma
por parte de profissionais de saúde se manteve praticamente o mesmo. Por fim
observou-se que a quantidade de participantes que consideraram muito importantes
trabalhos que informem sobre os temas aumentou significativamente demonstrando a
importância e eficácia do desenvolvimento dessas atividades de educação em saúde
para a população. Com análise dos formulários foi comprovada a importância das
atividades de educação em saúde desenvolvidas pelo grupo PET- FARMÁCIA/UFPA
para a comunidade atendida.
BIBLIOGRAFIA
Governo Federal, Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. Disponível
em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm. Acesso
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LEGISLAÇÃO
DO
SUS.
Disponível
http://www.aids.gov.br/incentivo/manual/legislacao_sus.pdf>.
28/05/2011.
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Acesso
<
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Ministério da Saúde, ATENÇÃO BÁSICA E A SAÚDE DA FAMILIA. Disponível em:
<http://dab.saude.gov.br/atencaobasica.php>. Acesso em: 28/05/2011
ISSN Nº 1984-3828
72
COMPORTAMENTO EVOLUTIVO DOS PRINCIPAIS INDICADORES DO
CURSO DE FARMÁCIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ: AMPLIAR
PARA CONSOLIDAR
Currículo, diretrizes curriculares.
SOARES, LEONARDO FERREIRA; MEDEIROS, MARIA DAS GRAÇAS FREIRE;
BRITO, CLEITON ALVES; SANTOS, RODOLFO RITCHELLE LIMA.
O curso de Farmácia da UFPI tem 19 anos, este período está dividido em processo de
criação, reconhecimento e adequações. A implantação do currículo generalista
apresentou no seu decorrer uma fase de transição até a consolidação atual. O
presente estudo objetiva apresentar, em números, a fase de transição até a
implantação do currículo generalista. Foi realizada uma avaliação da evolução dos
principiais indicadores do curso de farmácia do CCS/UFPI. Demonstra através de
gráficos o número de estudantes ingressantes, matriculados, diferença entre prováveis
concluintes e concluintes e a taxa de sucesso da graduação (TSG) no curso de
farmácia, entre os anos de 2000 e 2009. Tabelas relacionam os concludentes na
duração padrão do curso (DPC = 4 anos) com o cancelamento de matrícula e o tempo
médio para a integralização do curso no intervalo de 1992 a 2003, por período de
ingresso. Observou-se que o número de estudantes que ingressaram no curso de
Farmácia da UFPI via Vestibular/PSIU nos anos de 2000 a 2006 se manteve
praticamente constante (35 vagas/ano). A partir do ano de 2007 esse número subiu
para 50 vagas/ano. Entretanto, a quantidade de alunos que ingressaram via
transferências foi pequena, sendo que a partir de 2006 esse valor chegou a zero. Os
ingressos via PCS (Portadores de Curso Superior) foram modestos, apenas 11 em
2000 e zero nos anos seguintes. Com relação às matriculas, levou-se em consideração
só o alunos com matricula curricular e não somente o vínculo institucional. Considerouse unicamente o segundo semestre de cada ano, quando todos os alunos novos já
terão ingressado. O número de matriculados foi crescente de 2007 a 2009, período em
que a quantidade de vagas ofertadas também foi maior. O curso de Farmácia forma,
em média, 25 alunos por aluno. Percebe-se que os concludentes nos anos de 2005 e
2006 foram 34 e 35, respectivamente, com uma queda abrupta nos dois anos
seguintes, período de transição do currículo velho para o currículo generalista.
Segundo o ministério da educação a taxa de sucesso da graduação é um indicador
bastante utilizado nas estatísticas de desempenho dos cursos de graduação. Pois,
indica a proporção dos alunos que entram e saem de um determinado curso. A TSG é
calculada dividindo-se o número de concludentes de um determinado período, pelo
número de ingressantes de um período X (DPC) anos atrás. No caso do curso de
Farmácia seria de 5 anos ou 10 períodos antes. A TSG ideal é 1,0 (um). No período de
2006 a 2009 a TSG de Farmácia caiu de 0,81 para 0,60, passando por valores
baixíssimos nos anos de 2007 e 2008. O período de transição de currículos afetou
alguns indicadores, porém a implantação do currículo generalista vem apresentando
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73
índices satisfatórios no que pese a este interstício entre implantação e conclusão das
primeiras turmas de generalistas.
BIBLIOGRAFIA
Projeto Político Pedagógico do Curso de Farmácia da Universidade Federal do
Piauí.Teresina-PI. 88p. 2006.
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74
O TRABALHO DO FARMACÊUTICO NA ATENÇÃO BÁSICA: UMA ANÁLISE
EXPLORATÓRIA DA PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO E DA ORIENTAÇÃO
PRODUÇÃO PROFISSIONAL
Atenção básica, atenção farmacêutica, assistência farmacêutica.
SOUSA, IEDDA CAROLINA; RIBEIRO, CAMILA SIMÕES; SCHERER, MAGDA
DUARTE DOS ANJOS; BARBERATO, LUANA; OLIVEIRA, ANDRÉIA DE
A estratégia de fortalecimento da atenção básica de saúde no Brasil inclui a ampliação
das equipes multiprofissionais, com competência para atuar na complexidade do
processo saúde-doença, e neste contexto insere-se o farmacêutico. A profissão
farmacêutica, ao longo de sua história, mudou. De elaborador de medicamentos, o
farmacêutico se transformou também em vendedor de medicamentos e hoje constrói
uma nova área de atuação, a “Atenção Farmacêutica”, evidenciando a busca pela
aproximação do profissional com o paciente e pela inovação no processo de trabalho.
O presente estudo tem como objetivo conhecer e analisar a produção científica atual e
os principais documentos sobre a prática do farmacêutico na atenção básica, bem
como a normatização orientadora, as demandas e estratégias para a prática nessa
área, apontadas pela categoria profissional. Estudo exploratório descritivo de revisão
da literatura e análise documental sobre as práticas do farmacêutico na atenção
básica. Coleta de dados no período de agosto 2010 a abril 2011. A análise dos dados
foi realizada a partir da freqüência com que os temas apareciam e foram estabelecidas
categorias-chave buscando estruturar um corpo coerente de informações. A revisão da
literatura evidencia que a produção científica na temática concentra-se na discussão da
Assistência Farmacêutica como integrante da AB, do uso racional de medicamentos,
da inserção do farmacêutico no trabalho em equipe, das necessidades de formação
para AB, do uso de novas tecnologias e da necessidade de vínculo com comunidade e
com os usuários. Evidencia ainda que a atuação efetiva do farmacêutico é barrada por
entraves como: condições precárias de infra-estrutura das farmácias, dificuldades de
interação farmacêutico-usuário, predomínio significativo do modelo médico-curativo
nos serviços de saúde. Quanto à análise das normas, apenas os documentos
relacionados aos Núcleos de Apoio à Saúde da Família e à Política Nacional de
Atenção Básica trouxeram elementos sobre a prática farmacêutica na atenção básica.
Os congressos da área têm mostrado uma tendência que reflete uma preocupação
com a inserção efetiva do farmacêutico como profissional de saúde e para uma prática
voltada para o cuidado. Existe pouca produção na temática, que evidencia uma
inserção profissional ainda incipiente, atuação do farmacêutico isolada da equipe e um
risco de culpabilização do profissional pela falta dessa integração. Algumas conquistas
legais potencializam a atuação do farmacêutico na AB, dentre elas, a definição legal e
adoção da Assistência Farmacêutica e das Políticas de Medicamentos pelo SUS, bem
como a PNAB e a criação do NASF. Entretanto, a construção de novas diretrizes que
complementem as existentes e a sistematização do conhecimento produzido na prática
faz-se necessários para nortear a atuação na atenção básica. O estudo evidenciou a
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75
necessidade que a categoria tem em desenvolver muito mais o campo do que o núcleo
de competência e responsabilidade profissional, ao mesmo tempo que de fortalecer a
sua autonomia na prática profissional na AB.
BIBLIOGRAFIA
ARAÚJO, A. L. A. et al. Perfil da assistência farmacêutica na atenção primária do
Sistema Único de Saúde. Ciência & Saúde Coletiva, 13(Sup):611-617, 2008 Disponível
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ARAÚJO, A.L.A.; FREITAS, O. Concepções do profissional farmacêutico sobre a
assistência farmacêutica na unidade básica de saúde: dificuldades e elementos para a
mudança. Rev. Bras. Ciên. Farm., v.42, n.1, p.137-46, 2006. Disponível em: ,
http://www.scielo.br/pdf/rbcf/v44n4/v44n4a06.pdf Acesso em: 14/01/2011
ARAÚJO, A.L.A.; UETA, J.M.; FREITAS, O. Assistência Farmacêutica como um
modelo tecnológico em atenção primária à saúde. Rev. Ciênc. Farm. Básica Apl., v.26,
n.p.87-92, 2005. Dísponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbcf/v44n4/v44n4a06.pdf
Acesso em: 25/02/2011
BRASIL. Ministério da Saúde. Cadernos de atenção básica: Diretrizes do NASF.
Brasília. 2009.
OLIVEIRA, A.B.; OYAKAWA, C.N.; MIGUEL, M.D.; ZANIN, S.M.W.; MONTRUCCHIO,
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PEREIRA, L.R.L.; & FREITAS, O. A evolução da Atenção Farmacêutica e a
perspectiva para o Brasil. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas. vol. 44, n. 4,
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Acesso em:28/11/2010
RICIERI, M.C. et al. O Farmacêutico no Contexto da Estratégia em Saúde da Família.
Que Realidade é Essa? Visão Acadêmica, Vol. 7, No 2. 2006.
VIEIRA,F.S. Possibilidades de contribuição do farmacêutico para a promoção da
saúde.Ciência & Saúde Coletiva, 12(1):213-220, 2007.
ISSN Nº 1984-3828
76
ESTRUTURAÇÃO DA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NAS UNIDADES DE
SAÚDE DE UM MUNICÍPIO DE SANTA CATARINA
Assistência Farmacêutica, Farmácias, Atenção Primária à Saúde.
RODRIGUES, DIEGO TRAJANO; MACIEL, CAROLINE VIEIRA; LORA, JULIANA;
BECKER, INDIANARA REYNAUD TORETI.
Investir na estruturação e na organização dos serviços de assistência farmacêutica
significa qualificar a aplicação dos recursos financeiros, na medida em que um serviço
organizado pode reduzir perdas, evitar o uso irracional de medicamentos, reduzir os
erros de medicação, etc. Deste modo, não é possível a estruturação da Assistência
Farmacêutica básica sem que as Unidades de Saúde disponham de farmácias com
infra-estrutura física, recursos humanos e materiais que permitam a integração dos
serviços. Com intuito de orientar gestores, farmacêuticos e profissionais de saúde do
sistema público de saúde na estruturação dos serviços farmacêuticos o Ministério da
Saúde publica as Diretrizes para Estruturação de Farmácias no Âmbito do SUS.
(BRASIL, 2009). Avaliar se as unidades de saúde da família de um município de Santa
Catarina estão estruturadas para o desenvolvimento dos serviços de Assistência
Farmacêutica, segundo diretrizes apontadas pelo Ministério da Saúde. Foram incluídas
na amostra todas as farmácias das unidades de saúde da família existentes no
município (n=28). As dimensões avaliadas foram (BRASIL, 2009): a) Documentos e
Procedimentos para Regularização da Farmácia; b) Serviços Farmacêuticos – Técnico
Gerenciais (programação, solicitação/requisição, recebimento, estocagem, controle de
estoque); c) Serviços Farmacêuticos – Técnico Assistenciais (dispensação) e d) Área
Física. A técnica de coleta de dados utilizada foi observação in loco e entrevista com
os enfermeiros responsáveis pelas unidades. As visitas foram realizadas sem aviso ou
comunicado prévio, entre os meses de agosto e setembro de 2010. Os dados foram
registrados em formulário estruturado antecipadamente elaborado. De acordo com os
preceitos éticos vigentes, este projeto de pesquisa foi avaliado e aprovado pelo Comitê
de Ética em Pesquisa – UNESC. No que diz respeito às condições ambientais de
estocagem necessárias para a garantia da qualidade dos medicamentos, 96% (n=27)
das unidades de saúde não realizam controle de temperatura e umidade, 11% (n=3)
possuem medicamentos expostos à luz solar, 75% (n=21) das unidades não possuem
prateleiras em número suficientes. Em todas as unidades não há controle de estoque
eficiente e a dispensação é realizada por enfermeiros e/ou técnicos de enfermagem.
Em 79% (n=22) das unidades a área física não é exclusiva para a dispensação de
medicamentos. Os espaços físicos destinados ao armazenamento e dispensação de
medicamentos são reduzidos além de não contarem, muitas vezes, com requisitos
essenciais para preservar a qualidade do medicamento. A ausência do profissional
habilitado, a ausência de controle de estoque e a falta de padronização das atividades
de Assistência Farmacêutica em âmbito municipal é um dos fatores que tem dificultado
a atividade de programação com consequente comprometimento do acesso ao
medicamento e a garantia de seu uso racional. As farmácias disponibilizadas nas
unidades de saúde do município em análise não atendem, em muitos aspectos, as
ISSN Nº 1984-3828
77
diretrizes do Ministério da Saúde. A qualificação das atividades de Assistência
Farmacêutica requer qualificação dos profissionais envolvidos no desenvolvimento das
atividades, maior inserção de profissionais farmacêuticos na execução e
gerenciamento dessas atividades, disponibilidade de informações sobre medicamentos
e urgente readequação do espaço físico.
BIBLIOGRAFIA
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de
Atenção Básica. Política Nacional de Medicamentos (1999). 6ª Reimpressão. 40p. Ïl
- (Série C. Projetos, Programas e Relatórios, n.25). Brasília: Ministério da Saúde, 2002.
BRASIL. Conselho Nacional de Saúde. Resolução n. 338, de 06 de maio de 2004.
Aprova a Política Nacional de Assistência Farmacêutica. Diário Oficial da União,
Poder Executivo, Seção 1 n. 96, 20 de maio de 2004. Brasília: Ministério da Saúde,
2004.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos
Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos.
Diretrizes para estruturação de farmácias no âmbito do Sistema Único de Saúde /
Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos,
Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. – Brasília:
Ministério da Saúde, 2009. 44 p.
Financiamento: Programa Institucional
(PIBIC/UNESC). Edital n°05/2010.
ISSN Nº 1984-3828
de
Bolsas
de
Iniciação
Científica
78
FITOTERAPIA RACIONAL: ASPECTOS ETNOBOTÂNICOS,
TAXONÔMICOS, AGROECOLÓGICOS E TERAPÊUTICOS
Fitoterapia. Plantas Medicinais. Etnobotânica.
ROSSATO, A.E.; CITADINI-ZANETTE, V.; SANTOS, R.R.; BORGES, M.S.;
CARDOSO, P.S.; AMBONI, A.P.; DESTRO, B.; LORA, J.; AMARAL, P.A.
A Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC) visando compartilhar
conhecimentos entre a Comunidade e a Universidade sobre as plantas medicinais e
sua utilização racional, mantém parceria desde o ano de 2000 com a Pastoral da
Saúde da Diocese de Criciúma (SC), Regional Sul IV. Por tratar-se de atividade com
caráter multidisciplinar, interligando profissionais e saberes de diversas áreas do
conhecimento, entre elas as da saúde e ambiental, as plantas são estudadas e
avaliadas quanto aos aspectos etnobotânicos, taxonômicos, agroecológicos,
terapêuticos e sócio-econômicos. Compartilhar experiências e saberes sobre as
plantas medicinais entre a Comunidade e a Universidade, com o intuito de resgatar o
conhecimento popular, promover o uso racional da fitoterapia por meio de encontros
com agentes da Pastoral da Saúde da Diocese de Criciúma (SC), Regional Sul IV e do
incentivo à pesquisa científica de cunho acadêmico, além da formação de profissionais
nesta área de interesse. Este projeto inicialmente capacita os acadêmicos
bolsistas/voluntários, posteriormente realizam pesquisas em bibliografias e sites
científicos sobre as plantas medicinais. Paralelamente ocorrem encontros mensais,
denominado “Compartilhando Saberes sobre Plantas Medicinais”, com as agentes da
Pastoral da Saúde interessadas em compartilhar experiências sobre taxonomia, cultivo
e uso terapêutico das plantas medicinais. No ano de 2010 foram realizados 8
encontros e estudadas 8 plantas medicinais nos seus aspectos etnobotânicos,
taxonômicos, agroecológicos e terapêuticos, sendo elas: Croton celtidifolius (Sangue
de dragão), Equisetum hyemale (Cavalinha), Mentha piperita (Menta, hortelã), Hibiscus
acetosella (Vinagreira), Physalis pubescens L. (Balãozinho, fisalis), Cordia currasivica/
Cordia verbanacea ou Varrania verbanacea (Erva-baleeira, balieira.cordia, balieiracambará), Eugenia uniflora L. (Pitanga, pitangueira), Xylopia brasiliensens (Pindaíba,
pindaúva), cujas informações foram apresentadas nos encontros mensais
“Compartilhando Saberes sobre Plantas Medicinais” e posteriormente compilados em
uma Apostila. Também realizou-se em 2010 um encontro prático, no qual todo grupo
visitou o horto-florestal da UNESC. Além disso, o grupo participou em 2010 da VI
Jornada Catarinense de Plantas Medicinais em Florianópolis, onde foi apresentada a
dinâmica do projeto nas modalidades de pôster e comunicação oral e também foi
ministrado um curso sobre Plantas Medicinais da Região Sul, participamos da 1º
Semana de Ciência e Tecnologia da UNESC, na modalidade de pôster. Foi
desenvolvido junto ao projeto três TCC, um Projeto de Iniciação Científica (PIC 170),
um PIBIC, também teve a publicação de um artigo e a publicação de dois Boletins
Informativos e atualmente aguarda-se a resposta para publicação de um livro realizado
juntamente ao projeto. As interações e as conexões entre os conhecimentos científicos
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79
e populares têm apresentado expressiva relevância acadêmico/social, por possibilitar a
melhoria da compreensão interdisciplinar sobre a taxonomia, cultivo e a utilização das
plantas medicinais. O compartilhamento de informações, resultante deste projeto, se
multiplica na comunidade de Criciúma e região por meio da prática e do convívio
comunitário das agentes da Pastoral da Saúde que participam dos encontros mensais.
Estas repassam as informações às demais agentes integradas à Pastoral da Saúde.
Na Universidade o conhecimento gerado durante os encontros se materializa por meio
da participação dos professores, acadêmico-bolsistas e voluntários, projetos de
pesquisa e trabalhos acadêmicos.
BIBLIOGRAFIA
BRASIL.Ministério da Saúde. ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Instrução Normativa no 5, de 31 de março de 2010. Determina a publicação da "Lista
de referências bibliográficas para avaliação de segurança e eficácia de fitoterápicos".
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos.
Decreto Presidencial Nº. 5.813, de 22 de junho de 2006. Brasília, DF. Ministério da
Saúde. 2006.
BRASIL. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Plantas Medicinais e
Fitoterápicos. Brasília, DF. Ministério da Saúde, 2009.
DI STASI, Luiz Cláudio. Plantas Medicinais: arte e ciência. Um guia de estudo
interdisciplinar. São Paulo: Ed. NESP, 1996. 230 p.
ELISABETSKY, Elaine. Etnofarmacologia. Cienc.Cult [online]. 2003, v.55, n.3, pp.3536. YUNES, Rosendo Augusto; CALIXTO, João Batista. Plantas medicinais sob a
ótica da química medicinal. Moderna. Chapecó, SC: UNOESC, 2001. 523 p.
LORENZI, Harri; MATOS, F. J. de Abreu. Plantas medicinais no Brasil: nativas e
exóticas. São Paulo: Instituto Plantarum, 2002. 512 p.
OLIVEIRA Célida Juliana de; ARAÚJO Thelma Leite de. Plantas medicinais: usos e
crenças de idosos portadores de hipertensão arterial. Revista Eletrônica de
Enfermagem. v. 09, n. 01, p. 93 – 105, 2007.
ROSSATO, Angela Erna; KRÜGER, Anderson Zilli. As políticas de saúde para o uso de
plantas medicinais e fitoterápicos na rede pública brasileira. Revista Pesquisa e
Extensão em Saúde, Criciúma, SC, v.2, n.1, p.45-58, 2005.
SCHULZ, Volker; HÄNSEL, Rudolf; TYLER, Varro E. Fitoterapia racional: um guia de
fitoterapia para as ciências da saúde. São Paulo: Manole, 2002. 386 p.
ISSN Nº 1984-3828
80
VANACLOCHA, Bernat Vanaclocha; FOLCARÀ, Salvador Cañigueral. Fitoterapia:
vademécum de prescripción. 4. ed. Barcelona: Masson, 2003. 1091 p.
Fonte Financiadora: O presente projeto está sendo realizado junto a PROPEX e às
Diretorias de Extensão da UNASAU e UNAHCE – UNESC, com recursos financeiros
da própria Instituição, que o elevou a partir de 2008 a Projeto Institucional.
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81
FARMÁCIA SOLIDÁRIA UNESC COMO CENÁRIO PARA INTEGRAÇÃO
ENSINO-SERVIÇO.
Relações Comunidade-Instituição, Medicamentos, Assistência Farmacêutica.
MATIAS, DYEISON BERNARDO, BRESOLA, JOZIANE, UGGIONI, ELAINE
CASTAGNETTI BORGES, LORA, JULIANA, ROSSATO, ANGELA ERNA, BECKER,
INDIANARA REYNAUD TORETI
No Brasil, existem milhões de pessoas que não têm acesso aos medicamentos. Em
contrapartida existem situações como a dispensação de medicamentos em quantidade
além da necessária para o tratamento, as amostras grátis distribuídas como forma de
propaganda, e o gerenciamento inadequado de medicamentos geram sobra de
medicamentos. Com a preocupação de otimizar sobras de medicamentos, visando o
uso racional e o descarte correto dos mesmos, foi criada a Farmácia Solidária UNESC,
em agosto de 2006, junto às Clínicas Integradas de Saúde da UNESC. Trata-se de um
projeto de extensão, que conta com a participação ativa de acadêmicos do curso de
farmácia e voluntários, além de parcerias com Cruz Vermelha Brasileira (filial Criciúma)
e Secretaria do Sistema de Saúde de Criciúma. Pretende-se através deste, demonstrar
os resultados obtidos pelo projeto no ano de 2010. Os medicamentos são obtidos por
meio de doações da comunidade, médicos, indústrias farmacêuticas e distribuidoras de
medicamentos. Além disso, campanhas de arrecadação realizadas periodicamente
com apoio dos acadêmicos do Curso de Farmácia da UNESC e voluntários contribuem
para a manutenção dos estoques da farmácia. Todos os medicamentos doados são
aceitos, sob quaisquer condições de qualidade e/ou quantidade. O material recebido
em doação passa por uma avaliação técnica e, posteriormente, é disponibilizado
mediante apresentação de prescrição médica. Os medicamentos arrecadados são
cadastrados em um sistema informatizado, com seu preço de custo. Além das
atividades de arrecadação e distribuição gratuita de medicamentos o projeto realiza
atividades de educação em saúde para a promoção do uso racional de medicamentos,
através de palestras, divulgação em mídia eletrônica, rádio, tv, etc. No ano de 2010,
foram realizados 26.778 atendimentos na Farmácia Solidária, sendo que 40,3%
(n=10.786) destes foram contemplados com medicamentos. O valor de medicamentos
doados aos pacientes totalizou R$ 866.184,08. Além dos pontos fixos de coleta, foram
realizadas 06 campanhas para arrecadação de medicamentos, envolvendo 14.924
participantes e R$1.007.143,57 em medicamentos arrecadados. Foram segregados e
descartados 882,45kg de medicamentos impróprios para consumo. O projeto contou
com a participação direta de 122 acadêmicos no desenvolvimento de suas atividades,
além de voluntários. As atividades de divulgação, capacitação e educação em saúde
totalizaram 32 h/a, beneficiando diretamente 2.850 pessoas, entre profissionais de
saúde da rede municipal de criciúma e usuários de medicamentos. Durante o ano o
projeto conseguiu 24 inserções na mídia. Dois materiais técnicos foram elaborados,
sendo estes dois flyers, um sobre o funcionamento da farmácia e outro sobre
armazenamento domiciliar de medicamentos. Ambos foram confeccionados com
captação de recursos externos e distribuídos à população durante as atividades de
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divulgação do projeto. Através de suas atividades, a Farmácia Solidária UNESC evita a
utilização irracional de medicamentos estocados em domicílio, diminuindo o risco de
intoxicações medicamentosas, bem como desperdícios; contribui para o tratamento e
restabelecimento da saúde através do acesso gratuito aos medicamentos e garante um
descarte adequado para os medicamentos com prazo de validade vencido ou em más
condições para consumo.
BIBLIOGRAFIA
MARIN, N.; Assistência farmacêutica para gerentes municipais; Rio de Janeiro:
OPAS/OMS, 2003.
OLIVEIRA, M.A., BERMUDEZ, J.A.Z., OSORIO-DE-CASTRO, C. G. S. Assistência
Farmacêutica e Acesso a medicamentos. Rio de Janeiro, Editora Fiocruz; 2007. 112
p.
SCHENKEL, E. P.; FERNANDÉS, L. C.; MENGUE, S. S.; Como são armazenados os
medicamentos nos domicílios?; Acta farmacéutica bonaerense - vol. 24 n° 2: 266 70; 2005.
SCHENKEL, E. P.; MENGUE, S. S.; PETROVICK, P. R.; Cuidados com os
medicamentos. 4. ed. Porto Alegre: UFRGS; Florianópolis:UFSC, 2004, p.33,37.
VIEIRA, F. S.; Possibilidades de contribuição do farmacêutico para a promoção da
saúde; Ciência & Saúde Coletiva, 12 (1):213-220, 2007.
ISSN Nº 1984-3828
83
LEVANTAMENTO DAS INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS E DA PRÁTICA
DE POLIFARMÁCIA EM PACIENTES HIPERTENSOS E DIABÉTICOS DO
PSF/CAIC DO BAIRRO IMACULADA EM VARGINHA-MG
Polimedicação, Uso de Medicamentos, Interações de Medicamentos
SILVA, Wilson Bernardes da; SILVA, Rosilaine C. da; SILVA, Leila da.
O uso racional de medicamento é prática importante para a população em geral
e em especial para grupos específicos, no caso dos hipertensos e diabéticos,
devido à presença freqüente de múltiplas patologias, requerendo terapias
diferentes, as quais podem resultar no uso concomitante de vários
medicamentos, denominado polifarmácia. A polifarmácia é caracterizada pela
ingestão de 5 ou mais medicamentos, e esta associada ao aumento do risco e
da gravidade das RAM (Reação adversa ao medicamento), podendo causar
toxicidade cumulativa, ocasionar erros de medicação, reduzir a adesão ao
tratamento, elevar a morbimortalidade, e também aumentar as chances de
ocorrer as interações medicamentosas. O presente estudo foi realizado a fim de
levantar junto à população hipertensa e diabética do PSF/CAIC do Bairro
Imaculada em Varginha–MG, informações para evidenciar a prática de
polifarmácia e a ocorrência de possíveis interações medicamentosas. Realizouse uma pesquisa descritiva, do mês de maio a agosto de 2011, na população
que frequenta a unidade básica de saúde, do PSF/CAIC no Bairro Imaculada
em Varginha/MG, autorizado pelo CEP da UNIFENAS sob nº 78/2011, onde
foram pesquisadas 122 pessoas portadoras de Hipertensão e/ou Diabetes, para
verificação da prática de polifarmácia e de possíveis interações
medicamentosas. A análise das interações medicamentosas foi feita através da
base de dados Drugs.com, pareando-se todos os medicamentos existentes na
prescrição e, obtendo-se uma lista com as interações medicamentosas
encontradas, classificando-as como: Maiores, Moderadas e Leves. O estudo
levantou a prática de polifarmácia e potenciais interações medicamentosas, de
122 pacientes, com idade entre 22 a 91 anos (média= 56 anos), do PSF/CAIC
Imaculada, sendo 34% dos pacientes do sexo Masculino e 66% do sexo
Feminino. Do total de pacientes 45% utilizam mais de 5 medicamentos, o
número de medicamentos tomados por dia foi de no mínimo 1 e no máximo 20.
O elevado número de medicamentos por paciente apresentou num total de 301
interações, sendo 154 interações diferentes. Dos pacientes pesquisados, 73%
apresentaram pelo menos uma potencial interação. Elas se apresentaram da
seguinte forma: 10% Interações Maiores, 86% Interações Moderadas e 4%
Interações Leves. Com o estudo podemos verificar que (45%) dos pacientes
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84
prática a polifarmácia. Evidenciou-se um elevado número de interações
medicamentosas (301), onde 73% dos pacientes apresentam pelo menos uma
interação potencial na medicação tomada. Dos pacientes que apresentam
interações, 86% são interações que pode resultar em exacerbação das
condições clínicas do paciente e/ou requererem a troca da terapia, havendo a
necessidade do estabelecimento de estratégias racionalizadoras, que permitam
o uso consciente e seguro dos medicamentos.
BIBLIOGRAFIA
Alberti, K.; Zimmet, P.; Shaw, J. Diabet Med 2006, 23, 469-80.
Sociedade Brasileira de Hipertensão. Arq Bras Cardiol. 2005, 84, 1-2.
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85
EXPERIÊNCIAS, VIVÊNCIAS E IMPACTO NA FORMAÇÃO DE UM
ESTUDANTE DE FARMÁCIA PARTICIPANTE DO PET-SAÚDE/ SAÚDE DA
FAMÍLIA
Farmácia, Saúde da Família, PET-Saúde.
PAGNUSSAT, LIDIANE RIVA; LUZA, KATIA; DAL'MASO, MARGARETH ADELINA
BUAES; REALI, LUIZA; CERVI, MARIZA C.; BARELLI, CRISTIANE .
O Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) constitui-se em
uma das atuais políticas indutoras dos Ministérios da Saúde e da Educação proposta
para modificar a formação dos profissionais de saúde, atendendo as necessidades do
país. O objetivo deste resumo é relatar a contribuição das experiências e vivências
proporcionadas pelo PET-Saúde/Saúde da Família (SF) no processo de formação de
uma acadêmica de Farmácia da Universidade de Passo Fundo, no período de 20092011. As experiências/vivências do PET-Saúde promovem: participação no processo
de trabalho da equipe de saúde da família; aproximação com a comunidade;
incorporação de práticas pedagógicas e treinamento de habilidades; desenvolvimento
de pesquisa científica; e o processo de educação permanente. Estas atividades
possuem caráter interdisciplinar e multiprofissional permitindo o contato com
profissionais e estudantes de vários cursos, o que raramente ocorre na graduação.
Também proporciona contato com os usuários dos serviços, levando a troca de
experiências e mútua aprendizagem, compreendendo que o saber acadêmico e
popular deve caminhar junto para efetiva promoção da saúde/prevenção de doenças, o
que visto em uma perspectiva ampliada, na lógica da integralidade do cuidado e no
contexto em que as pessoas vivem e adoecem, permite a prática do vinculo e do
acolhimento, algo que nem sempre o balcão da farmácia permite. Neste contexto, o
desenvolvimento curricular se aproxima do mundo do trabalho diminuindo a distancia
que existe entre a academia/serviços/comunidade. Acompanhar a rotina do serviço
melhora a compreensão do funcionamento de uma unidade de saúde e das funções
desenvolvidas pelos profissionais, além de permitir a reflexão crítica sobre o futuro
local de trabalho, com visão integral do processo saúde-doença e práticas mais
humanizadas. Essa contribuição na formação é ainda maior para o profissional
farmacêutico já que este não está diretamente inserido na Atenção Primaria a Saúde
(APS). O PET-Saúde representa uma oportunidade para os egressos entenderem a
importância e atribuições profissionais quando estiverem atuando na rede, pois a
saúde coletiva sendo uma disciplina obrigatória, ainda não atrai o interesse dos alunos.
E no PET o processo de aprendizagem fica mais dinâmico que as aulas tradicionais,
valorizando demandas reais e promovendo oportunidades ao estudante de exercitar o
comprometimento e de treinar habilidades de tomada de decisões, comunicação,
liderança e educação permanente. Os “PETianos” são desafiados a buscar
informações sobre vários temas e estimulados ao desenvolvimento de pesquisas
aplicadas a APS, propondo e executando ações para modificar uma situação de risco e
melhorar a qualidade de vida da comunidade, valorizando o conhecimento apreendido
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86
e do farmacêutico, fortalecendo sua identidade profissional na equipe de saúde, nem
sempre vivenciados no curso de graduação. O PET-Saúde/SF de Passo Fundo/RS ao
longo destes três anos contribuiu significativamente na formação da estudante de
farmácia que deverá ingressar no mercado de trabalho mais qualificada e com
conhecimentos mais próximos da realidade da APS, com uma visão diferenciada sobre
o processo saúde-doença e a prática assistencial à saúde individual e coletiva.
BIBLIOGRAFIA
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. SCTIE/DAF. I Fórum Nacional de Educação
Farmacêutica: o farmacêutico de que o Brasil necessita – relatório final. Brasília:
Editora do Ministério da Saúde, 2008. 68p.
VINHOLES, E. R.; ALANO, G. M.; GALATO, D. A percepção da comunidade sobre a
atuação do Serviço de Atenção Farmacêutica em ações de educação em saúde
relacionadas à promoção do uso racional de medicamentos. Saude soc, 18(2): 293303, 2009.
ISSN Nº 1984-3828
87
APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA EM ADULTOS: O QUE MOBILIZA A
APREENSÃO DE CONHECIMENTOS?
Aprendizagem significativa; educação farmacêutica; educação permanente.
BARELLI, CRISTIANE; SCHERER, JOSE IVO; ROSA FILHO, LUIZ ARTUR;
BRUNING, GUILHERME E.; GONÇALVES, CARLA B.C.; CERVI, MARIZA C.
O desafio de tornar a aprendizagem significativa, tendo a interação social como
pressuposto, integra o cotidiano das experiências formativas. O processo de aprender
implica em mais que divulgação de conhecimentos. Deve contribuir para a formação
profissional, mudança de atitudes e de condutas. Os profissionais de saúde precisam
superar estes desafios e os cursos devem estimular o desenvolvimento de
competências e habilidades capazes de promover a educação para a saúde. A partir
das diretrizes curriculares nacionais, aprovadas em 2002, o curso de graduação em
farmácia almeja uma formação generalista, humanista, crítica e reflexiva. O egresso
deverá atuar em todos os níveis de atenção, com base no rigor científico e intelectual.
Contudo, nas praticas pedagógicas ainda predominam modelos ultrapassados,
centralizados no professor, pela transmissão do conhecimento. Pouco eficaz e muito
distante da realidade que os profissionais irão encontrar no mundo do trabalho. O
objetivo deste trabalho é relatar a experiência da oficina de aprendizagem de adultos
realizada com acadêmicos de Farmácia que cursam a disciplina de Educação em
Saúde. Esta tem como objetivo promover vivências em diferentes estratégias e
técnicas pedagógicas instrumentalizando os futuros profissionais nas ações de
promoção de saúde e prevenção de doenças, mediadas por práticas interativas que
contemplem os princípios de aprendizagem dos adultos, conforme as diretrizes do
SUS, atendendo também as políticas relativas à assistência farmacêutica. Esta oficina
é realizada nos primeiros encontros, para sensibilizar os estudantes e identificar quais
os elementos que mais mobilizam a aprendizagem, a partir do relato de experiências e
vivencias pessoais. Foi utilizada a técnica de Phillips 66 adaptada, em vários ciclos: 1º
cada participante faz um relato por escrito de uma situação de aprendizagem pessoal
marcante, descrevendo-a de forma detalhada; em seguida, em duplas, as experiências
são compartilhadas; no 3ºmomento os ouvintes relatam em pequenos grupos o que
ouviram; em rodadas sucessivas procura-se listar quais os elementos identificados nos
relatos capazes de mobilizar as aprendizagens dos participantes. Dos 23 estudantes
os elementos mobilizadores de aprendizagem mais recorrentes foram: medo, desejo
de superação, necessidade de conhecer os limites e autosuficiência. A persistência e a
dedicação foram apontadas como necessárias para aprendizagem significativa, assim
como o apoio de amigos e familiares. Os desafios listados para farmaceuticos na
pratica profissional foram: saber ouvir, respeitar as diferenças e lidar com o
conhecimento prévio das pessoas. Ao serem questionados sobre como foi ouvir o
colega contando a sua experiência destacou-se o desconforto e a necessidade de uma
postura empática. Todas estas reflexões foram associadas ao cotidiano dos serviços
de saúde e nas relações farmacêutico-usuários e farmacêuticos-equipe de saúde.
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88
Repensar sobre o que mobiliza o aprendizado traz avanços a medida que problematiza
as praticas atuais e estimula o desenvolvimento e a busca de tecnologias leves mais
efetivas no cuidado em saúde. Não obstante, impõe aos docentes que “revisitem” suas
praticas. Exige das instituições que estabeleçam diretrizes de formação docente
capazes de atender as demandas de formação profissional compatíveis com o cuidado
em saúde mais efetivo, qualificado, integral e humanizado.
BIBLIOGRAFIA
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na
Saúde. Departamento de Gestão da Educação em Saúde. Política Nacional de
Educação Permanente em Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. 64 p.
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Câmara de Educação Superior. Resolução
CNE/CES 2, de 19 de fevereiro de 2002. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais do
Curso de Graduação em Farmácia.
POZO, J.I. Aprendizes e mestres: a nova cultura da aprendizagem. Porto Alegre:
Artmed, 2002.
ISSN Nº 1984-3828
89
EXPERIÊNCIAS VIVENCIADAS PELOS ALUNOS DO CURSO DE
FARMÁCIA NO ATENDIMENTO A POPULAÇÃO NA FARMÁCIA CENTRAL
DO MUNICÍPIO DE PASSO FUNDO, RS.
Saúde Pública, Atenção Farmacêutica, Usuários
*HAHN, SIOMARA REGINA
A farmácia central do município de Passo Fundo, RS, possui farmacêuticos nas
atividades de gestão do serviço, porém, não contempla ainda a prática da atenção
farmacêutica, necessária para a adequada promoção do uso racional de
medicamentos.São atendidos em média 800 usuários que buscam medicamentos
constantes da lista de medicamentos essenciais do município, além de outros
conseguidos por ordem judicial.A infraestrutura da farmácia foi melhorada nos últimos
meses, ficando em local mais acessível a população e com maior comodidade.Porém,
em relação as orientações necessárias para a adequada compreensão quanto ao uso
dos medicamentos, essas encontram barreiras para serem implementadas, pois
somente dois farmacêuticos atuam diretamente nessa unidade e estão com as função
de gestão priorizadas pela demanda.Por outro lado, os alunos do oitavo nível do curso
de farmácia da Universidade de Passo Fundo, precisavam de um local onde pudessem
exercitar a prática da atenção farmacêutica, para assim aproximar os conhecimentos
adquiridos na academia com as necessidades do serviço.Desta forma, em agosto de
2011, na disciplina de fundamentos da prática farmacêutica, orientados por um
professor, iniciaram o atendimento nesse local.Na logística de entrega de
medicamentos pela farmácia central, os usuários, são chamados por sistema de senha
para que sejam entregues seus medicamentos por um funcionário do local.Nesse
momento, os funcionários foram orientados a informar os usuários que havia um grupo
de alunos que poderiam orientá-los a melhor forma de utilizar seus medicamentos e
poderiam esclarecer dúvidas quanto ao uso dos mesmos.Para isso, forma adotadas
práticas como a utilização de etiquetas coloridas para identificação dos medicamentos,
figuras ilustrativas ( adaptado do modelo de pictogramas 1), formas de conservação,
explicações verbais e escritas quanto ao uso adequado dos medicamentos.
Aproximadamente 20 usuários foram atendidos pelos alunos entre os meses de agosto
e setembro. Em relação ao encaminhamento para o atendimento pelos alunos,foram
encontradas dificuldades, pois os funcionários da farmácia, lembravam pouco de
encaminhar os mesmos para atendimento(talvez por não ser rotina no serviço), houve
barreira por parte dos usuários que quando abordados, referiam já saber como utilizar
os medicamentos, quer por informações recebidas do prescritor, ou pelo uso a longo
prazo dos mesmos.Isso pode ser observado na maioria dos atendimentos, onde os
usuários, tinham como maior preocupação a aquisição dos medicamentos e não
informações adequadas sobre o seu uso. Porém, os que aceitavam ser atendidos
pelos alunos, demonstravam ansiar por esclarecimentos quanto a interações, melhor
horário para uso, e muitos relatavam depois de questionados, a utilização de outros
medicamentos quer oriundos de prescrições de outros médicos ou por automedicação.
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90
Analisando esta atividade em relação à inserção dos alunos no serviço, consideramos
que a prática de orientação sobre o uso adequado de medicamentos ainda é incipiente
na realidade da farmácia central, e a implantação da atenção farmacêutica no serviço
público fundamentada em legislação nacional 2, pode contribuir de forma positiva para
a promoção do uso racional de medicamentos pela população atendida nessa
unidade,além de aprimorar o conhecimento dos alunos.
BIBLIOGRAFIA
DOWSE,R;EHLERS,M. Pictograms in pharmacy. International Journal of Pharmacy
Practice,v.6.P.109-118,1998.
BRASIL. Ministério da Saúde.Agência Nacional de Vigilância Sanitária.Resolução RDC
nº 44,de 17 de agosto de 2009.Dispõe sobre as Boas Práticas Farmacêuticas para o
controle sanitário do funcionamento,da dispensação e da comercialização de produtos
e da prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias e dá outras
providências.Diário Oficial da União, Brasília, 18 de ago.2009.
ISSN Nº 1984-3828
91
VISITA DOMICILIAR INTERPROFISSIONAL COMO PRÁTICA
FARMACÊUTICA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA SAÚDE
Visita domiciliar; prática farmacêutica; uso correto de medicamentos.
BARELLI, CRISTIANE; FREITAS, ALESSANDRA R.; PAGNUSSAT, LIDIANE R.;
SCHERER; JOSE IVO; GONÇALVES, CARLA B.C.; CERVI, MARIZA C.
A atuação do farmacêutico na atenção primária à saúde(APS) geralmente se restringe
a dispensação nas farmácias básicas municipais. Desde a instituição do Núcleo de
apoio à saúde da família (NASF) em 2008, poucos municípios brasileiros incorporaram
este modelo. O desconhecimento sobre as atribuições do farmacêutico na APS é geral
e abrange usuários, equipes de saúde e o próprio profissional. O medicamento é um
dos fatores que influenciam no estabelecimento e manutenção da saúde, tornando-se
necessário que a população esteja orientada sobre como proceder em relação ao seu
uso, assegurando efetividade e segurança. Nosso objetivo foi relatar a experiência com
intervenções educativas promovidas junto à comunidade adscrita de uma equipe de
saúde da família (ESF) sobre uso correto de medicamentos, mediadas pelo grupo
PET-Saúde/Saúde da Família, através de visitas domiciliares. Trata-se de um estudo
descritivo, realizado na ESF Lava Pés, que abrange 6.000 habitantes/ 1200 famílias. O
tema uso correto de medicamentos foi priorizado pela equipe. As visitas domiciliares
foram agendadas pela enfermeira. No período de maio-junho de 2011 os pacientes
foram visitados e todos os registros realizados preservaram o anonimato, a
confidencialidade e a não maleficência dos pacientes. As fragilidades, potências e
desafios das ações desenvolvidas junto a comunidade adstrita, bem como as possíveis
interferências destas ações no cotidiano da ESF e no processo formativo do estudante
de Farmácia foram avaliados pela reflexão entre os participantes do projeto. As visitas
domiciliares ocorreram em 8 domicílios. Dos pacientes abordados, todos utilizavam
medicamentos de uso crônico, sendo 3 homens e 5 mulheres. No geral os fármacos
empregados eram indicados para o tratamento de hipertensão arterial e diabetes.
Quando questionados sobre medicamentos de uso crônico, os pacientes não tinham
dúvidas em relação à posologia (horários e modo de tomar). Especificamente sobre o
estoque domiciliar foi verificado em uma casa três embalagens de medicamentos
vencidos e outra com dosagem diferente da prescrita. A paciente informou que
entregaram errado na farmácia, e foi imediatamente orientada a retornar ao serviço
para substituição, inclusive descartando corretamente os medicamentos vencidos.
Ribeiro e Heineck (2010) realizaram um estudo em 285 domicílios em Ibiá-MG e
verificaram uma média de 8,4 medicamentos/domicílio; em 93,5% das famílias
entrevistadas havia pelo menos um medicamento estocado, sendo os mais freqüentes:
analgésicos, diuréticos, antibacterianos, anti-inflamatórios e antiácidos. No domicilio os
usuários se sentem mais a vontade para esclarecer duvidas, permitindo maior vinculo
com o farmacêutico. O trabalho interdisciplinar e multiprofissional oportunizado pelo
PET-Saúde/ Saúde da Família favorece as ações de orientação sobre uso correto dos
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92
medicamentos e adesão aos tratamentos crônicos durante a visita domiciliar. Esta
experiência destaca a atuação do farmacêutico na equipe de saúde e seu papel na
promoção do uso racional de medicamentos. Para isso é necessário mais que o
conhecimento técnico-cientifico; requer habilidades para problematizar as experiências
dos usuários no ato de ensinar, empoderando-o e tornando-o ativo nesse processo. A
atuação do farmacêutico nas visitas domiciliares oportuniza uma possibilidade de ação,
interagindo com a comunidade e com outros profissionais da saúde, e legitimando seu
espaço de atuação na APS.
BIBLIOGRAFIA
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de
Atenção Básica. Diretrizes do NASF- Núcleo de apoio à saúde da família (versão
preliminar). Brasília: Ministério da Saúde, 2009. 160 p.
ORGANIZACIÓN MUNDIAL DA LA SALUD. Promoción del uso racional de
medicamentos: componentes centrales. Genebra: OMS, 2002. Disponível em:
<http://www.who.int/medicinedocs/collect/edmweb/pdf/s4874s/s4874s.pdf>.
Acesso
em: 15 nov. 2007.
RIBEIRO, M.A.; HEINECK, I. Estoque domiciliar de medicamentos na comunidade
ibiaense acompanhada pelo Programa Saúde da Família, em Ibiá-MG, Brasil. Saude
soc. [online]. 2010, vol.19, n.3, pp. 653-663.
VINHOLES, E.R.; ALANO, G.M.; GALATO, D. A percepção da comunidade sobre a
atuação do serviço de atenção farmacêutica em ações de educação em saúde
relacionadas à promoção do uso racional de medicamentos. Saúde Soc., 18(2): 293303, 2009.
ISSN Nº 1984-3828
93
O PREPARO DO GRADUANDO EM FARMÁCIA-BIOQUÍMICA DA
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO PARA ATUAR EM SITUAÇÕES
EMERGENCIAIS: UMA ANÁLISE CURRICULAR.
Situações emergenciais; análise curricular; saúde pública.
CASTELLAR, LEONARDO DOS SANTOS; STRASSER, MARC.;
BACCHI, ELFRIEDE MARIANNE.
Segundo a International Federation of the Red Cross, somente na última década
(2000-2009), houveram 7.184 desastres noticiados, que juntos afetaram mais de 2,5
bilhões de pessoas, totalizando mais de 1 milhão de mortos, sendo mais de 90% em
países de baixo ou médio desenvolvimento humano. Contudo, apesar da possibilidade
de atuação do profissional farmacêutico em situações emergenciais, como consta no
Código de Ética farmacêutica, no Brasil, há pouco conhecimento quanto à
possibilidade de atuar nessa área, devido à deficiência na abordagem a esse tópico
durante a graduação do profissional. Nessas situações, a prática farmacêutica
compreende a expansão da atuação do farmacêutico em assistência e atenção
farmacêutica voltada para a área de saúde pública, como preconizado pela Federação
Internacional dos Farmacêuticos, atuando principalmente na área de atenção primária.
Em consequência, se torna essencial a elucidação do papel do farmacêutico para o
estabelecimento de suas funções em tais situações, possibilitando o direcionamento na
formação educacional e a capacitação técnica, facilitando resposta de máxima eficácia
em um eventual evento dessas proporções. O estudo visa elucidar o contato do aluno
de graduação do curso de Farmácia-Bioquímica da Faculdade de Ciências
Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP) com o conteúdo
correspondente à prática farmacêutica em situações emergenciais, a partir da análise
curricular do curso. Foi realizada a análise da grade curricular do curso de graduação
em Farmácia-Bioquímica da FCF-USP, por meio de análise documental, ao analisar-se
a carga horária e as ementas das disciplinas que estão relacionadas aos conteúdos
curriculares das ciências humanas e sociais e às ciências farmacêuticas
(correspondentes à saúde pública e à atenção e assistência farmacêutica), obtidas na
base de dados online JúpiterWeb. Durante a análise, excluiu-se as disciplinas da área
das ciências farmacêuticas que não demandam a interação com o paciente
(irrelevantes do ponto de vista da atividade durante as situações emergenciais). Foi
analisada somente a grade das disciplinas obrigatórias. Foram obtidas 6 disciplinas
que atendiam aos requisitos estabelecidos, constando de carga horária de 30 horas
cada uma delas. Contudo, a abordagem do tema não é evidente em nenhuma das
ementas e a única dessas disciplinas que apresenta correlação com as situações
emergenciais, sendo ela apenas indireta, é a de Primeiros Socorros. Apesar desses
eventos serem recorrentes em países em desenvolvimento, como o Brasil, as
disciplinas da área de saúde pública (Epidemiologia e Farmacoepidemiologia) não
apresentam a dimensão epidemiológica de tais situações. Ademais, não consta na
ementa das disciplinas da área das ciências sociais o possível impacto da atuação do
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94
farmacêutico na prevenção e na reconstrução após essas situações. O papel da
universidade é preparar o profissional de forma que atenda da melhor forma possível
os príncipios éticos da profissão e a necessidade da população, o que não está sendo
cumprido em relação ao preparo do profissional farmacêutico para responder às
situações emergenciais. Por conseguinte, o desconhecimento quanto à prática do
profissional nessa área decorre da ausência da abordagem do tema durante a
graduação, atrelado à baixa carga horária de disciplinas da área de saúde pública.
BIBLIOGRAFIA
INTERNATIONAL FEDERATION OF THE RED CROSS. World Disasters Report
2010: Focus on Urban Risk. Genebra: Suíça, 2010.
NEMIRE R.E. et al. Public health matters: the role of the pharmacist and the
academy. Currents in Pharmacy Teaching and Learning 2. 2010;2–11.
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hospital settings. Genebra: Suíça, 1996.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Declaration of Alma
Conference on Primary Health Care. Alma-Ata: USSR, 1978.
Ata.
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WORLD HEALTH ORGANIZATION. The role of the pharmacist in the health care
system: The Tokyo declaration. Tóquio: Japão, 1993.
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HOLANDA, FÉDÉRATION INTERNATIONALE PHARMACEUTIQUE, The role of the
pharmacist in crisis management: including manmade and natural disasters and
pandemics. Brasil, 2006.
BRASIL, FACULDADE DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS DA UNIVERSIDADE DE
SÃO PAULO, Projeto político pedagógico do curso de Farmácia-Bioquímica da
Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo. Disponível
em
http://www.fcf.usp.br/Ensino/Graduacao/PROJETO%20PEDAGÓGICO%20DO%20CU
RSO%20DE%20FARMÁCIA-BIOQUÍMICA.pdf, acesso em 10/08/2011.
BRASIL, UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, Júpiterweb.
http://sistemas.usp.br/jupiterweb/, acesso em 10/08/2011.
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Disponível
em
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CASTELLAR, L. S. A atuação do farmacêutico em situações emergenciais. São
Paulo, 2011. [Trabalho de Conclusão de Curso, Faculdade de Ciências Farmacêuticas
da Universidade de São Paulo].
BRASIL, MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, Resolução CNE/CES 1.300/2001, Brasília,
06/11/2001.
ISSN Nº 1984-3828
96
CONTRIBUIÇÕES DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM ATENÇÃO
FARMACÊUTICA NA INTEGRAÇÃO ENSINO-SERVIÇO-COMUNIDADE
MARTINS, CRISTIANE VASCONCELOS PARENTE; BELARMINO, LÍVIA ROMÃO;
ARRUDA, RÉGILA AGUIAR DE; ALMEIDA, MARILIA VIANA ALBUQUERQUE DE;
SILVA, SUE ELLEN GALDINO.
O PRÓ-SAÚDE tem como características principais a abordagem integral do processo
saúde-doença, multidisciplinaridade, ênfase para a atenção básica e diversificação dos
cenários de prática. Nesse contexto uma das estratégias adotadas no curso de
Farmácia da Universidade de Fortaleza-UNIFOR, consistiu na inclusão de estudantes
de Farmácia em Unidades de Saúde da Família (USF). A possibilidade de trabalhar a
Atenção Farmacêutica (ATENFAR) através do estágio curricular supervisionado em
ATENFAR em uma USF emergiu como uma oportunidade de implementação das
novas diretrizes curriculares do ensino farmacêutico no tocante a prerrogativa de
promover o contato do aluno a realidade dos serviços, principalmente no âmbito do
Sistema Único de Saúde (SUS) nos diferentes níveis de atenção. A detecção,
prevenção e resolução dos problemas relacionados aos medicamentos (PRMs)
exprimem o pilar fundamental da ATENFAR e demanda que os procedimentos se
realizem de forma ininterrupta, sistematizada e documentada. Identificar os problemas
relacionados a farmacoterapia, propor medidas de intervenção farmacêutica a partir
dos PRMs detectados em um grupo de pacientes diabéticos e hipertensos atendidos
em uma USF. Pacientes voluntários de ambos os sexos foram convidados a participar
do programa de ATENFAR. O seguimento farmacoterapêutico possibilitou registrar,
acompanhar e avaliar os resultados da farmacoterapia de forma transparente e simples
além de prover intervalo de tempo necessário para o estudo das informações e
compartilhar com a equipe multidisciplinar estratégias adequadas. Os pacientes foram
entrevistados pelos discentes sob a supervisão do professor de estagio e as
informações foram registradas. Os resultados foram analisados em sessões clinicas
com estudantes e professor para identificar, prevenir e resolver PRMs assim como
analisar o estilo de vida de cada paciente que poderiam influenciar na terapêutica
medicamentosa. Participaram do programa 50 pacientes. Destes 45,4% eram do
gênero feminino. A prevalência de pacientes com PRM foi de 75,1%. Foram detectados
49 PRMs, com uma média de 1,46 PRM/paciente. Os PRMs mais freqüentes foram os
de necessidade (23,3%); efetividade (33,1%) e segurança do medicamento (24,2%).
As principais classes de medicamentos envolvidos foram anti-hipertensivos (56,1%),
hipoglicemiantes (35,2%) e antiinflamatórios (19,1%). Todas as intervenções incidiram
na aceitação e na efetividade do tratamento. O farmacêutico em conjunto com a equipe
multidisciplinar fornece ao paciente um plano de atuação com aconselhamentos e
sugestões sobre aspectos relacionados à saúde, farmacoterapia e monitoramento
desta visando assegurar a efetividade da terapia proposta. A participação dos alunos
do curso de farmácia no PRÓ-SAÚDE permitiu uma intervenção oportuna em conjunto
com a equipe multidisciplinar ajudando na promoção da adesão ao tratamento, no uso
ISSN Nº 1984-3828
97
racional de medicamentos e na prevenção do surgimento de complicações
relacionadas aos medicamentos.
BIBLIOGRAFIA
ABENFAR. Associação Brasileira de Ensino Farmacêutico. I Fórum Nacional de
Educação Farmacêutica, intitulado “O Farmacêutico que o Brasil necessita”, Brasília, DF
13
e
14
de
dezembro
de
2007.
Disponível
em:
http://www.fnepas.org.br/pdf/relatorio_forum_nacional_educacao.pdf. Acesso em: 16 de
junho de 2011.
VAN MIL, J. W.; SCHULZ, M.; TROMP, T.F. Pharmaceutical care, European
developments in concepts, implementation, teaching, and research: a review. Pharm
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Sci.
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Disponível
em:
http://apps.who.int/medicinedocs/documents/s14094s/s14094s.pdf. Acesso em 10 de
agosto de 2011.
ISSN Nº 1984-3828
98
AVALIAÇÃO DA EXPERIÊNCIA DE ESTUDANTES DE FARMÁCIA NO
COMPONENTE CURRICULAR DE FARMACOLOGIA COM A UTILIZAÇÃO
DA METODOLOGIA DE APRENDIZAGEM BASEADA EM TAREFAS
Estratégia de Ensino; Aprendizado; Farmacologia.
MORAIS, DANYELLE CRISTINE MARINI DE
A publicação das Diretrizes para Cursos de Farmácia (Resolução CNE/CES 02 de
fevereiro de 2002) foi um avanço para a profissão farmacêutica, referente aos aspectos
de integração das diversas áreas de atuação do profissional farmacêutico. Contudo é
um desafio para as Instituições de Ensino Superior que necessitam transpor algumas
barreiras, entre elas, promover a interdisciplinaridade, a mudança do perfil docente,
bem como a implantação de estratégias de ensino centrada no estudante, o qual deixa
o papel de receptor passivo e assume o de agente e principal responsável pela sua
aprendizagem. Entre as várias metodologias utilizadas atualmente nos cursos
superiores a estratégia da Aprendizagem Baseada em Equipes (ABE) ou do inglês
Team Based Learning (TBL) surgiu na educação superior nos últimos anos como um
método capaz de intensificar a aprendizagem ativa autodirigida e o pensamento crítico,
que valoriza o aprender a aprender. O TBL é uma metodologia de ensino
problematizadora que visa o ensino simultâneo de equipes na mesma sala de aula,
com base em discussões de situações problemas, bem como estimula a curiosidade
do aluno a partir da compreensão do objeto de estudo, e não da sua memorização ou
transferência de conhecimentos. Pesquisas mostram que esse ambiente de
aprendizagem, em pequenos grupos, quando comparado com a modalidade tradicional
de aprendizagem competitiva e individualista, traz benefícios que inclui um maior
sentimento de realização nos estudantes, além da utilização e aprendizagem de
raciocínio aprofundado e pensamento crítico. O objetivo do presente trabalho foi
implantar a técnica de Aprendizagem Baseada em Tarefas na disciplina de
Farmacologia do Curso de Farmácia das Faculdades Integradas Maria Imaculada de
Mogi Guaçu. A metodologia do trabalho baseou-se na organização do material didático
disponibilizado aos discentes, bem como na elaboração de questões do TBL aplicadas
ao final de cada tema. Os 33 alunos participaram de forma voluntária de um
questionamento referente a metodologia. A metodologia TBL objetiva estimular o
discente ao estudo, bem como aumentar sua compreensão sobre assunto. Quase a
totalidade dos alunos 94% (31), considera que o TBL facilitou o processo de
aprendizagem do conteúdo programático. Em relação aos motivos que promoveram
esta facilitação 45% (15) acreditam que isso ocorre devido às discussões em sala
auxiliando a assimilação do conteúdo e 42% (14) afirmam que o TBL estimula o
estudo, sendo necessário dedicar mais tempo a disciplina. Os alunos avaliaram de
igual proporção 42 % (14) o método TBL como proveitoso, eficaz e promotor de
interação, em contrapartida discordam que o estudo não é inovador com a implantação
deste método. Os discentes compararam o método TBL em relação ao modelo
tradicional de estudo, 64% (21) acham que esse método incentiva a comunicação e
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argumentação, 48% (16), acreditam que essa metodologia promove mais o rendimento
do conteúdo programático do componente curricular, 39% (13) acham que o TBL
proporciona maior interação entre os estudantes. Portanto sugere-se que o ensino
farmacêutico deva utilizar metodologias que estimulam o aprendizado, sendo o método
TBL eficaz no desenvolvimento de habilidades e competências, bem como pode ser
utilizado em outros componentes curriculares.
BIBLIOGRAFIA
BERMOND, M.D., et. Al. Modelo referencial de Ensino para uma Formação
Farmacêutica com Qualidade. Brasília: conselho Federal de Farmácia, 2008.
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de
Educação Superior. Resolução CNE/CES nº 2, de 19 de Fevereiro De 2002. Brasília,
DF, 2002. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES022002.pdf>.
Acesso em: 10 de Nov. de 2010.
POLIMENO, N.C. Doze conselhos para tornar efetiva a estratégia da aprendizagem
baseada em equipes (Team Based Learning). Medical Teacher. v. 32, n. 2, 2010, p.
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SCHMIDT, H.G. Problem-based learning: rationale and description. Med Educ. v. 17,
p.11-6, 1983
ISSN Nº 1984-3828
100
ENSINO BASEADO NA COMUNIDADE: INTEGRANDO SABERES NO
ACOMPANHAMENTO DE IDOSOS
Educação Baseada em Competências; Assistência a Idosos; Educação em Farmácia.
MONTE, FRANCISCA SUELI; MICALLI, IDIVALDO ANTONIO; ARAUJO, DINA
MARIA; FERRARI, MARCIO; LEMOS, TELMA MARIA ARAUJO MOURA; REZENDE,
ADRIANA AUGUSTO
A formação do profissional farmacêutico com o perfil estabelecido nas Diretrizes
Curriculares Nacionais e no Projeto Pedagógico do Curso de Farmácia da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) exige cenários de prática que
contemplem os aspectos humanísticos e permitam a sua integração aos demais
profissionais de saúde. A busca por este cenário nos conduziu a uma Instituição de
Longa Permanência de Idosos (ILPI) mantida por uma associação beneficente que
acolhe atualmente 40 idosas. Entre as assistidas pela ILPI são muito frequentes
doenças como hipertensão, diabetes, Doença de Parkinson, Alzheimer e deficiências
nutricionais, o que resulta na ampla utilização de medicamentos neste grupo. Todavia,
a instituição não conta com atividades de assistência farmacêutica. Com o objetivo de
promover ações de assistência farmacêutica e promoção de saúde na ILPI, alunos e
professores do Curso de Farmácia da UFRN organizaram uma ação integrada de
ensino-extensão, na qual foram avaliadas as necessidades relacionadas a
medicamentos e outras necessidades de saúde. A partir de um diagnóstico situacional
os estudantes de Farmácia, orientados por professores de Farmacologia, Assistência
Farmacêutica, Farmacotécnica, Cosméticos e Bioquímica Clínica, elaboram um plano
de ação e executam semanalmente as atividades delineadas. Os problemas
detectados na fase de diagnóstico situacional são discutidos com a equipe de
profissionais da ILPI (médico, nutricionista, enfermeira, fisioterapeuta) antes da
execução de qualquer ação. Entre as atividades já realizadas podem ser citadas como
exemplos: avaliação laboratorial do estado de saúde das idosas (exames de
bioquímica), desenvolvimento e preparação de suplementos vitamínicos e de
formulações hidratantes, melhoria do acesso aos medicamentos, avaliação da
farmacoterapia, gerenciamento dos medicamentos e capacitação de cuidadores para o
preparo e administração dos mesmos. A ação integrada desenvolvida na ILPI
possibilita a interdisciplinaridade e a multidisciplinaridade, além de propiciar o exercício
da cidadania. Entretanto, alguns desafios ainda precisam ser superados, como por
exemplo, a subvalorização dos saberes humanísticos, em detrimento dos saberes
tecnológicos, e a resistência a metodologias de ensino problematizadoras.
BIBLIOGRAFIA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE. Curso de Farmácia.
Projeto Político Pedagógico. Natal: UFRN, 2002.
ISSN Nº 1984-3828
101
EXPERIÊNCIA DE INTEGRAÇÃO ENSINO-SERVIÇO NA ASSISTÊNCIA
FARMACÊUTICA NO ESTADO DO PARANÁ
Integração ensino-serviço, assistência farmacêutica, avaliação de tecnologia em
saúde.
GROCHOCKI, MÔNICA CAVICHIOLO; CORRER, CASSYANO; PONTAROLLI,
DEISE; LAMB, LORE; OTUKI, MICHEL; PONTAROLO, ROBERTO.
Um dos grandes desafios dos gestores públicos é a ampliação do acesso da
população a medicamentos de qualidade e efetividade comprovada, em quantidade
adequada e ao menor custo possível. As decisões quanto à alocação dos recursos
disponíveis para essa disponibilização deve ser fundamentada em evidências
científicas, de modo que se encontrem soluções socialmente aceitáveis para conciliar
as demandas ilimitadas à capacidade financeira limitada do Sistema Único de Saúde
(SUS). A incorporação de tecnologias implica na necessidade de questionar se a
melhora nos resultados obtidos é significativa diante do custo agregado à nova
terapêutica; o gestor público necessita de dados que subsidiem a tomada de decisão
sobre a disponibilização da tecnologia à população. Em outubro de 2007 o CNPq
publicou edital de projetos na área de avaliação de tecnologia em saúde; um grupo de
trabalho foi constituído com a participação do Grupo de Pesquisas em Práticas
Farmacêuticas do Departamento de Farmácia do Setor de Ciências da Saúde da
Universidade Federal do Paraná e o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar),
unidade da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná responsável pela assistência
farmacêutica no âmbito do estado. A primeira pesquisa desenvolvida, “Avaliação
econômica das anticitocinas adalimumabe, etanercepte e infliximabe no tratamento da
artrite reumatoide no estado do Paraná”, foi tema de mestrado de dois alunos do
programa de pós-graduação em Ciências Farmacêuticas, gerando cinco artigos em
periódicos, 6 painéis em congressos, um capítulo de livro internacional (a ser
publicado) e um capítulo no livro do Departamento de Ciência e Tecnologia da
Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde
(DECIT/MS), contendo o resumo da referida pesquisa. Com a estratégia consolidada,
outros temas passaram a ser contemplados. No inverno de 2009, a ocorrência de
elevado número de casos de influenza A(H1N1) na população, resultou em expressivo
número de pacientes tratados com o medicamento fosfato de oseltamivir,
disponibilizado pelo Ministério da Saúde. Os estudos sobre a efetividade deste
tratamento conduzidos no ano de 2010 foram tema de mestrado, com publicação de
três painéis em congresso, dois resumos expandidos em anais de congresso, dois
artigos, quatro artigos submetidos e uma premiação (menção honrosa). Outros temas
de importância para a saúde pública estão sendo contemplados, com doutorado em
andamento sobre a efetividade do tratamento com análogos de insulina
disponibilizados a pacientes com diabetes mellitus tipo I, com dois artigos submetidos
(um já aceito) e dois painéis em congresso. O grupo também conduz pesquisa
ISSN Nº 1984-3828
102
(doutorado) sobre a efetividade dos antivirais no tratamento da Hepatite B, com
publicação de dois artigos e quatro resumos em congressos. Além de proporcionar o
compartilhamento de ideias e experiências, a produção de evidência em saúde e
subsídios para a tomada de decisão do gestor, contribui para aperfeiçoar as atividades
desenvolvidas pelos profissionais em serviço e a formação acadêmica com
conhecimento acerca do SUS, em especial da assistência farmacêutica. A integração
entre os membros do grupo tem beneficiado ambas as partes, com o fortalecimento do
grupo de pesquisa e proposição de novas condutas para os serviços farmacêuticos
executados no estado.
BIBLIOGRAFIA
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos
Estratégicos. Departamento de Ciência e Tecnologia. Avaliação de tecnologias em
saúde: seleção de estudos apoiados pelo Decit. Brasília: Ministério da Saúde, 2011.
116 p.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 3.916 de 10 de novembro de 1998. Aprova a
Política Nacional de Medicamentos. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília,
DF, 10 nov. 1998.
ISSN Nº 1984-3828
103
EXPERIÊNCIAS PEDAGÓGICAS INOVADORAS: DESENVOLVIMENTO DE
UM MODELO DE PRÁTICA CLÍNICA NA PERSPECTIVA INTERDICIPLINAR
DURANTE A FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DE MEDICINA E FARMÁCIA
Medicina Familiar e Comunitária; Atenção Farmacêutica; Interdisciplinaridade
WILLRICH, ILTON OSCAR; BRESOLIN, JOSÉ ROBERTO; BERNARDO, NOEMIA
LIEGE; MORITZ, ROGÉRIO PAULO; DRICHEL, ROSAURA RODRIGUES; SILVA,
VIVIANE FARIA.
Em 2005, O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da
Educação na Saúde (SGTES) e o Ministério da Educação, por intermédio da Secretaria
de Educação Superior (SESu) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (INEP), lançou o Programa Nacional de Reorientação da
Formação Profissional em Saúde (Pró-Saúde). O Pró-Saúde visa incentivar a
transformação do processo de formação, geração de conhecimento e prestação de
serviços à população para abordagem integral do processo saúde-doença. Tem como
eixo central a integração ensino-serviço, com a conseqüente inserção dos estudantes
no cenário real de práticas que é a Rede SUS, com ênfase na atenção básica, desde o
início de sua formação. Espera-se formar cidadãos profissionais críticos e reflexivos,
com conhecimentos, habilidades e atitudes que estejam aptos a atuarem em um
sistema de saúde qualificado e integrado. Com o intuito de alcançar este novo modelo
de formação se propôs a desenvolver um atendimento ampliado no ambulatório de
Medicina Familiar e Comunitária que funciona junto à unidade de Saúde da Família e
Comunitária da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) integrando os alunos dos
cursos de medicina e de farmácia. A formação ampliada tem como objetivo determinar
o processo de trabalho, o reconhecimento das competências, habilidades, o foco de
intervenção e a interface entre os profissionais. O processo formativo ocorre com os
acadêmicos do internato médico do nono período na disciplina de Medicina da Família
e Comunitária e com os alunos de Farmácia do oitavo período que estão realizando o
Estágio Integrado. O desenvolvimento das atividades ocorre em dois encontros
semanais. Num encontro é realizada a apresentação e discussão de um artigo com
relevância clínica e a apresentação de um seminário sobre evidências clínicas de
medicamentos mais utilizados na prática do ambulatório de Medicina Familiar e
Comunitária. O outro encontro acontece durante o atendimento dos pacientes, onde
um aluno de medicina e um de farmácia avaliam o paciente com uma abordagem
integral, posteriormente dá-se a discussão clínica com os professores de ambos os
curso. Os profissionais se colocam em simbiose para a busca de uma abordagem
integral do processo saúde-doença e da promoção de saúde através de uma prática
clinica integrativa, o que permite uma avaliação da evolução clínica do paciente
relacionando com a adesão ao tratamento, surgimento ou prevenção de reações
adversas, interações medicamentosas, outras alternativas terapêuticas como a
modificação do estilo de vida, abordagem familiar, fitoterapia, acupuntura, entre outras.
Este modelo de intervenção possibilita vislumbrar o desenvolvimento da
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104
interdisciplinaridade, aquele que se propõe na construção de práticas em saúde em
que todos os profissionais de saúde devem reconhecer o seu papel e o do outro, para
construir uma prática interativa alinhada à uma perspectiva e num cenário colaborativo
amplo que se propõe a desenvolver um modelo de prática profissional comprometido
com a realidade e as demandas da sociedade brasileira.
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105
A ATUAÇÃO DO RESIDENTE FARMACÊUTICO EM UMA EQUIPE
MULTIPROFISSIONAL DE SAÚDE
Atenção farmacêutica, Níveis de Atenção à Saúde, Educação Profissional em Saúde
Pública.
RODRIGUES DOS SANTOS, MARÍLIA; OLIVEIRA SANTOS, DANIEL; PETROLI
FRUTUOSO, MARIA FERNANDA; FEGADOLLI, CLAUDIA; MATOS SOUZA,
JULIANA; TAIPINA PEDRO FEITOSA, FABRÍCIO.
A proposta dos Programas de Residência Multiprofissional em Saúde, instituída por
meio de portaria envolvendo os Ministérios da Educação e Saúde, vem ao encontro da
necessidade de remodelar a formação de profissionais da saúde para que estes se
tornem aptos a trabalhar em um desenho de atuação compartilhada, comum e
específica. Assim, pretende responder adequadamente às diferentes demandas
advindas da pluralidade e diversidade de contextos vivenciados por cada
indivíduo/família/comunidade em seu território e que caracterizam o processo saúdeadoecimento-cuidado. A atuação do farmacêutico em equipes multiprofissionais
fortalece o papel deste profissional na área da saúde e, num contexto mais recente,
propicia um olhar mais ampliado sobre as potencialidades da sua atuação, transferindo
o foco central do medicamento para atenção ao paciente, permitindo a consolidação de
seu papel social. O Programa de Residência Multiprofissional Integrada de Atenção à
Saúde da Universidade Federal de São Paulo, campus Baixada Santista, tem como
área de concentração a SAÚDE COLETIVA, apresentando como eixo transversal a
“Atenção à saúde do indivíduo, família e sua rede social” e sete eixos perpendiculares,
referentes às áreas profissionais de Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Nutrição,
Psicologia, Serviço social e Terapia ocupacional. Os cenários nos quais os residentes
estão inseridos contemplam a área hospitalar e a atenção básica de saúde, nas
seguintes linhas de cuidado: saúde do adulto e idoso; saúde da mulher e do recémnascido; saúde da criança e do adolescente; saúde mental. Desenvolvimento: Em
ambos os cenários as atividades foram pautadas em ações compartilhadas, visando à
compreensão de cada núcleo profissional e à detecção das potencialidades da equipe
na perspectiva do cuidado específico e comum em busca da construção de um saber
compartilhado, pautado na clinica ampliada e humanização do cuidado. Estas ações se
deram por meio de atendimentos conjuntos, aproximação da família para o cuidado,
grupos educativos envolvendo pacientes e familiares, integração com a equipe dos
serviços e construção de projetos terapêuticos singulares. A atuação do residente
farmacêutico nestes cenários foi pautada na promoção do uso racional dos
medicamentos, visando à promoção e recuperação da saúde e à prevenção de
agravos. Este contexto permitiu a sensibilização dos profissionais dos serviços e
usuários quanto à importância das ações educativas em saúde e às possibilidades do
trabalho em equipe multiprofissional. A atuação dos residentes farmacêuticos em seu
campo de atuação específico compreendeu ações voltadas ao usuário de
medicamentos, o que se deu, principalmente, por meio do trabalho em grupo e
ISSN Nº 1984-3828
106
atendimentos compartilhados. Cabe ressaltar também a crescente aproximação e
reflexão junto aos prescritores quanto à farmacoterapia dos pacientes. A atuação
multiprofissional permite o exercício de olhar para o processo saúde-adoecimentocuidado considerando as condições e histórias de vida da população e sua rede social,
minimizando a fragmentação da assistência à saúde. Para o farmacêutico, esta
experiência é promissora para o envolvimento do profissional em um cuidado integral
com enfoque no individuo e seu contexto distanciando-se da tradicional e arraigada
atuação pautada na medicalização para contexto atual que engloba a promoção de
saúde e prevenção de doenças.
BIBLIOGRAFIA
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na
Saúde. Departamento de Gestão da Educação na Saúde. Residência Multiprofissional
de Saúde: experiências, avanços e desafios. Brasília: Ministéro da Saúde, 2006.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO. Programa de Residência Integrada
Multiprofissional em Atenção à Saúde: atenção à saúde do indivíduo, família e sua
rede social. Santos, p.58, 2010.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção a Saúde. Núcleo Técnico da
Política Nacional de Humanização. Clinica ampliada, equipe de referencia e projeto
terapêutico singular. 2ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2007.
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107
RESIDÊNCIA EM ANÁLISES CLÍNICAS NO HU-UFJF
UM CONCEITO DIFERENCIADO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATU SENSU
Educação Farmacêutica e Pós Graduação Residência; Farmácia; Educação em Saúde
PINTO, ALEXANDRE FREIRE; BRAGA, MARIA HELENA; MATOS, RENÊ
GONÇALVES; OLIVEIRA, MURILO GOMES; NEVES-DOS-SANTOS, SANDRA
Ao final da década de 1970, com a expansão da Residência Médica no Brasil, a UFJF,
por meio da equipe dirigente do Hospital Escola, implanta a Residência Médica.
Influenciados por esta experiência foi elaborado projeto propondo a inserção da
Residência em Análises Clínicas (RAC). O processo para criação tramitou em diversos
órgãos da UFJF, durante os anos de 1977-1978, e foi aprovado ao final deste último
ano. Em dezembro de 1978 é, então, realizada a primeira seleção e, em janeiro de
1979, teve início o funcionamento da RAC no Hospital Escola da Faculdade de
Medicina, atual Hospital Universitário (HU) da UFJF. Pioneira desta área no Brasil, a
RAC do HU-UFJF tem funcionado até a presente data, consubstanciando o
aprimoramento das Ciências Farmacêuticas no campo das Análises Clínicas. O
Laboratório Central é o instrumento de análises clínicas que realiza os procedimentos
demandados nas diversas clínicas e ambulatórios do HU-UFJF. A RAC encontra-se
intimamente integrada neste hospital, bem como às outras equipes de Residência
Médica e demais Residências criadas a partir do ano de 1998 - Enfermagem, Serviço
Social, Psicologia, Saúde da Família, Odontologia Buco-Maxilo-Facial, Farmácia e,
mais recentemente, Residência Multiprofissional. O residente é selecionado por
concurso público, a cada final de ano, podendo candidatar-se farmacêuticos formados.
As atividades do pós graduando são desenvolvidas sob orientação tutorial permanente,
articulando teoria e prática, em jornada de trabalho equivalente aos demais programas
de residência. Assim, desenvolvem competências e habilidades não só nas áreas
técnicas específicas, mas, principalmente, nas habilidades cognitivas de tomada de
decisão, segurança, capacidade de convivência inter e transdisciplinar nas diferentes
áreas de atuação. Após trinta anos de funcionamento ininterrupto, 91 alunos de pósgraduação estiveram no Laboratório Central até o ano de 2010, sendo que quatro
destes não concluíram. Foram 39 homens e 52 mulheres. O serviço em laboratório
clínico absorveu o maior número de residentes, representando aproximadamente 43%
do total, sendo 24 profissionais em laboratórios particulares e 15 em laboratórios
públicos. O ensino de graduação absorveu 16 residentes, dividindo-se igualmente em
faculdades particulares e universidades públicas. O serviço militar absorveu um total de
13 egressos. Não foi possível identificar o local de trabalho de 9 concluintes. Atividades
de pesquisa, a farmácia privada e a farmácia pública absorveram três profissionais
cada. E o Serviço Federal apenas um pós graduando. Essa experiência de Residência
pode ser considerada exitosa, pois beneficiou o curso de Farmácia, por meio da
interação do pós graduando com os alunos de graduação e, também, os demais
cursos da área da saúde que tem como um dos espaços de ensino e aprendizagem o
HU-UFJF. Este ambiente tem contribuído de forma diferenciada no desenvolvimento de
trabalhos de pesquisa intimamente vinculados à docência e à assistência, numa
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108
relação integrada, uma vez que a produção do conhecimento científico deverá estar
voltada para a resolução de problemas colocados pela realidade da saúde. Hoje, esta
forma de educação continuada, além de incorporada por diferentes universidades,
constitui uma das políticas para fortalecimento do SUS, articulada entre os Ministérios
da Educação e da Saúde.
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O PROCESSO DE INSERÇÃO DE UMA EQUIPE DE RESIDÊNCIA
MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE NO HOSPITAL DE REFERÊNCIA NA
BAIXADA SANTISTA
Assistência hospitalar, Educação Profissional em Saúde Pública, Planejamento em
saúde.
HEISE, MAÍRA; RODRIGUES DOS SANTOS, MARÍLIA; SILVA MARINHO, CLÉRIA;
RAMOS, ANA MARIA; CARRASCO, ANA VIRGINIA.
O processo de consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), criado em 1988, traz o
desafio da transferência de um modelo técnico-assistencial médico e hospitalocêntrico
para um modelo que valoriza a integralidade, coordenação e humanização do cuidado.
Neste contexto, surge a necessidade de remodelar a formação de profissionais aptos a
trabalhar em um desenho de atuações compartilhadas, comuns e específicas, capazes
de responder adequadamente as diferentes necessidades advindas da pluralidade e
diversidade de contextos vivenciados pelos indivíduos e população em seu território.
Cenário: O serviço de alta complexidade, por meio do Hospital Irmandade Santa Casa
de Misericórdia de Santos – São Paulo. As atividades iniciais da equipe (constituída
por dois grupos, cada um composto pelas as áreas de serviço social, enfermagem,
farmácia, fisioterapia, nutrição, psicologia e terapia ocupacional) foram pautadas em
ações comuns: quanto ao cenário, houve a contextualização do histórico da instituição,
um dos hospitais mais antigos do Brasil, e apropriação dos serviços oferecidos, visto
que é referência na baixada santista. No que tange o trabalho em equipe, pretendeuse, compreender cada área profissional que compõe o Programa de Residência, com
intuito de vislumbrar as potencialidades das atuações específicas e de núcleo comum.
Num segundo momento, por se tratar de um Programa em processo de construção
com propostas inovadoras, optou-se pelo planejamento das atividades, através da
elaboração de ferramentas e estratégias de ações, de modo que viabilizassem o
trabalho em equipe, promovendo atuações compartilhadas e a construção conjunta das
práticas. A saúde do adulto-idoso e materno-infantil foram as linhas de cuidados eleitas
como alvos iniciais para atuação da equipe, por virem ao encontro das prioridades
definidas pelo Pacto da Saúde e por estarem alocadas em unidades que dispõem de
estrutura física e de recursos humanos que favorecem tais ações. Construção e
consolidação de práticas pautadas na clinica ampliada durante a permanência da
equipe na unidade, propiciou a sensibilização dos profissionais do serviço, quanto as
práticas interdisciplinares permitindo a construção conjunta de projetos terapêuticos
singulares. Vale ressaltar ainda que a interlocução entre saberes e práticas
potencializou as ações, contemplando, desde atendimentos compartilhados no leito até
atividades em grupo, buscando a integralidade do cuidado no período da internação. A
experiência relatada evidenciou a possibilidade da transferência de práticas médicocentradas para uma atuação multiprofissional e humanizada do cuidado num cenário
de alta complexidade, contemplando trabalho com grupos, alta compartilhada, projeto
terapêutico singular estendido a família. Permitiu, ainda, uma forma de pensar a
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110
formação quanto a atuação multiprofissional, propiciando uma visão holística sobre as
condições de vida da população, suas histórias, suas redes sociais e sua saúde. Desta
forma, pode-se minimizar a fragmentação do indivíduo na assistência a saúde e as
tensões entre comum e específico que permeiam o trabalho multiprofissional em busca
da integralidade do cuidado.
BIBLIOGRAFIA
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal,
1988.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde: O desafio de construir
e implementar políticas de saúde – Relatório de Gestão 2000. Brasília, p. 173-8.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na
Saúde. Departamento de Gestão da Educação na Saúde. Residência Multiprofissional
de Saúde: experiências, avanços e desafios. Brasília, 2006.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM nº 699, de 30 de março de 2006.
MACHADO, FAS et. al. Integralidade, formação de saúde, educação em saúde e as
propostas do SUS – uma revisão conceitual. Rev. Cienc. Saúde Col.; 12(2): 335-342,
2007.
Regulamenta as diretrizes operacionais dos pactos pela vida e de gestão. Brasília,
2006c. Disponível em: <http://dtr2001.saude.gov.br/sas/PORTARIAS/Port2006/
GM/GM-699.htm>. Acesso em: 10 set. 2011.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO. Programa de Residência Integrada
Multiprofissional em Atenção à Saúde: atenção à saúde do indivíduo, família e sua
rede social. Santos, 2010.
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111
FARMACIA ESCOLA DA UFSC NA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE:
UNIDADE DE REFERÊNCIA DO COMPONENTE ESPECIALIZADO DA
ASSISTÊNCIA FARMACEUTICA EM FLORIANÓPOLIS
Farmácia Escola, Assistência Farmacêutica.
FOOPA, AA; MATSUDA, KY; CARDOSO, MAKG; ROVER, MRM; WAGNER. MS;
PEREIRA, AL; SOUZA, LN;. FARIAS, MR; LEITE, SN; CAMPOS, C.
No município de Florianópolis, a solicitação e dispensação de medicamentos do
CEAF ocorrem exclusivamente na Farmácia Escola, um convênio entre a
Prefeitura Municipal de Florianópolis e a Universidade Federal de Santa Catarina,
firmado em MARÇO DE 2008. A solicitação de medicamentos é realizada na
Farmácia Escola UFSC /PMF, e os documentos trazidos pelo usuário ou
responsável, são encaminhados para a DIAF (Diretoria da Assistência
Farmacêutica Estadual) que é a responsável pela operacionalização do CEAF em
Santa Catarina, onde são avaliados e autorizados. A Farmácia Escola é o Centro de
Custo do município de Florianópolis, onde além da solicitação ocorre a
dispensação e o acompanhamento mensal dos usuários, sendo que atualmente
são 143 medicamentos padronizados pelo Componente Especializado da Assistência
Farmacêutica. A Farmácia Escola UFSC /PMF, encontra-se localizada Campus
Universitário, tem uma área construída de 339, 36 m2, conta com área de
acolhimento do usuário; área de atendimento com guichês individuais, onde é
possível
manter um vinculo com
o usuário/ cuidador; apresenta sistemas
informatizados (SISMEDEX e INFOSAÚDE); e conta com salas onde são
realizados procedimentos administrativos. Os recursos humanos disponíveis
compreendem 3 docentes do Centro de ciências da Saúde - UFSC, 3
farmacêuticos da Prefeitura Municipal de Florianópolis; 4 farmacêuticos da
Universidade Federal de Santa Catarina; 3 técnicos administrativos e 1 técnico de
enfermagem, além de 17 bolsistas, estudantes do curso de graduação em farmácia
da UFSC. A Farmácia Escola realiza cerca de 300 atendimentos por dia com
horário agendado com antecedência ou através de senha, sendo que grande parte
deste total corresponde a usuários do CEAF, porém também dispensa
mendicamentos do Componente Básico (133) e alguns do Componente
Estratégico (5), mais especificamente do Programa Tabagismo. Dados de abril de
2011 mostram que a Farmácia Escola UFSC/ PMF atende cerca de 4.329 usuários
no CEAF, considerando que grande parte destes retira o medicamento mensalmente.
Já a Farmácia Básica, atende em média 3.000 usuários por mês. Estes dados
levam a um número de 7.538 atendimentos por mês. A Farmácia Escola UFSC/
PMF tem se mostrado um espaço fértil para o desenvolvimento de atividades de
ensino-aprendizagem, pesquisa, assistência, facilitando a aproximação das mesmas
em torno de eixos comuns de discussão: assistência farmacêutica e o uso
racional de medicamentos no contexto do SUS. As ações têm promovido uma
melhora notável na qualificação dos estudantes na lógica do Sistema Único de Saúde
ISSN Nº 1984-3828
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(SUS) e do Uso Racional de Medicamentos (URM) e isso tem refletido na
satisfação dos usuários em relação ao atendimento, visto que busca-se
implementar conceitos como humanização, com a prática do acolhimento,
assistência farmacêutica e promoção do acesso a medicamentos através do
agendamentos de horários para organizar a demanda, e com isto melhorar a qualidade
do serviço.
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113
QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES COM DOENÇA DE CHAGAS
ATENDIDOS NO SERVIÇO DE ATENÇÃO FARMACÊUTICA EM
FORTALEZA–CE
Doença de Chagas; Atenção Farmacêutica, Benzonidazol; Qualidade de vida.
SOUZA-JÚNIOR, ALCIDÉSIO SALES, THÉ, PATRÍCIA MARIA PONTES, FONTELES,
MARTA MARIA DE FRANÇA, ARRAIS, PAULO SÉRGIO DOURADO, OLIVEIRA,
MARIA DE FÁTIMA
O tratamento etiológico da Doença de Chagas (causada pelo Trypanosoma cruzi)
conta apenas com o benzonidazol (BZ), que pode produzir toxicidade
(hipersensibilidade, aplasia medular, etc.) e tem eficácia parcial. Há poucos estudos
que analisam qualidade de vida relacionada à saúde em pacientes com doença de
Chagas e o tratamento com BZ. O objetivo do presente estudo é mensurar a qualidade
de vida relacionada à saúde (QVRS) dos pacientes chagásicos tratados com BZ em
Fortaleza – CE. Estudo observacional de seguimento, 19 pacientes com doença de
Chagas com prescrição de BZ foram acompanhados no período de novembro de 2006
a outubro de 2007. Os PRM foram classificados por juízes utilizando-se o Segundo
Consenso de Granada (2002). As reações adversas foram classificadas pelo Centro de
Farmacovigilância do Ceará (CEFACE), utilizando o questionário proposto por Ciconelli
et al (1997) para avaliar a qualidade de vida QV dos pacientes antes e após
seguimento. Além disso, os testes de Mcnemar e Wilcoxon foram feitas para análise
inerencial, considerando o nível de significância de p<0,05. A maioria dos pacientes
era homem (58%), possuía escolaridade até o ensino fundamental (57,9%) e
encontrava-se na forma indeterminada da doença de Chagas (74). Cerca de 42
dos pacientes fizeram uso de dois ou três medicamentos durante o tratamento com BZ,
havendo média de consumo de 1,3 medicamento por paciente, sendo os antihipertensivos e diuréticos os mais usados em concomitância com o BZ (22%). Em
relação à adesão ao BZ, 47,4% não foram aderentes ao BZ. O tratamento foi
descontinuado em 36,8% dos pacientes, a maioria devido à presença de RAM
(Coeficiente de Correlação = 0,415, p-valor bicaudal = 0,047). Nas três etapas de
avaliação detectou-se um total de 148 PRM. Destes 41,9% estavam relacionadas à
necessidade, 33,1% à efetividade e 25% à segurança. Não foi detectada alteração da
QVRS após o seguimento. Entretanto, mostrou-se que os PRM afetaram a QVRS
(Teste de Wilcoxon: Z=-3,724, p<0,05). Não houve diferença entre QVRS antes e
depois, no entanto houve piora da QVRS em relação aos PRM.
BIBLIOGRAFIA
DIAS, J.C.P. Doença de Chagas. Ambiente, participação e Estado. Cad Saúde
Pública, v. 17, Supl, p. 165-169, 2001.
ISSN Nº 1984-3828
114
PASCHOAL, S. M. P. Qualidade de vida do idoso: elaboração de um instrumento que
valoriza sua opinião. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Medicina, Universidade de
São Paulo, São Paulo, 2000.
ISSN Nº 1984-3828
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O PLANO OPERATIVO COMO INSTRUMENTO DO PLANEJAMENTO
ESTRATÉGICO SITUACIONAL NO CURSO DE GESTÃO DA ASSISTÊNCIA
FARMACÊUTICA-ESPECIALIZAÇÃO A DISTÂNCIA: A EXPERIÊNCIA
DIDÁTICO-PEDAGÓGICA
Planejamento, educação a distância, assistência farmacêutica
SOARES, LUCIANO; DIELH, ELIANA; FARIAS, MARENI; LEITE, SILVANA N.;
CAMPESE, MARCELO; MANZINI, FERNANDA; BORBA JR., GELSO; PUPO,
GUILHERME; BAGATINI; FABIOLA.
A Rede Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde/UNA-SUS, uma iniciativa do
Ministério da Saúde, constitui uma estratégia para viabilizar a formação e capacitação
dos trabalhadores da saúde. O Curso de Gestão da Assistência Farmacêutica –
Especialização a distância da Universidade Federal de Santa Catarina tem como meta
a formação de dois mil farmacêuticos atuantes na gestão pública da assistência
farmacêutica em todo o Brasil. A gestão é um processo técnico que demanda
capacidade analítica na tomada de decisões. No planejamento decide-se com
antecedência o que fazer para alterar condições insatisfatórias no presente. O objetivo
desse trabalho foi relatar o exercício e expressão do conteúdo de gestão por meio do
desenvolvimento do Plano Operativo/PO como instrumento do Planejamento
Estratégico Situacional (PES). O exercício sistemático do planejamento potencializa o
alcance dos objetivos por reduzir as incertezas envolvidas no processo decisório. A
partir da reflexão sobre a necessidade de aumentar a capacidade de governar, os
estudantes agem sobre o seu local de atuação, levando em conta o território no qual se
localizam, com vistas a considerar o contexto político, institucional e da realidade local
como um todo. Os momentos do PES (explicativo, normativo, estratégico e táticooperacional) foram adaptados como etapas didáticas no processo de construção do
PO por cada estudante. Nesse exercício, pretende-se que o estudante desenvolva
autonomia e habilidades de liderança, articulação política, comunicação e
planejamento participativo, no sentido de uma gestão mais democrática e inclusiva. Ao
interagir com atores relevantes no sistema de saúde de seu território para a construção
coletiva do PO, o farmacêutico fortalece alianças para consecução das ações
planejadas e para uma atuação mais significativa na gestão da assistência
farmacêutica. No momento explicativo empregou-se o diagrama de causas e efeitos de
Ishikawa para consolidar a explicação do problema, que foi priorizado em uma oficina
organizada e conduzida pelo estudante. Um instrumento didático foi exclusivamente
criado no ambiente virtual de aprendizagem para apoiar essa construção durante o
Curso. A avaliação do PO enfoca o processo e o movimento realizado pelo estudante
no sentido de identificar, convocar e conduzir os atores relevantes em seu contexto na
construção coletiva do planejamento para a gestão da assistência farmacêutica.
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CAPACITAÇÃO DE FARMACÊUTICOS QUE ATUAM NA ASSISTÊNCIA
FARMACÊUTICA NO ESTADO DO PARANÁ
Integração ensino-serviço, assistência farmacêutica, pós-graduação.
GROCHOCKI, MÔNICA CAVICHIOLO; NETO, JOSÉ DOS PASSOS.
O crescimento do volume de recursos aplicados na área da assistência farmacêutica
implica na necessidade de qualificação dos serviços ofertados. Como estratégia para a
capacitação dos profissionais envolvidos, em abril de 2008 o Ministério da Saúde
convidou Instituições de Ensino Superior e Escolas de Saúde Pública a ofertar cursos
de pós-graduação latu senso em Gestão da Assistência Farmacêutica. O objetivo era
fomentar a qualificação da gestão e das ações de assistência farmacêutica no setor
público, nos estados e municípios brasileiros, com vagas destinadas a profissionais
concursados e contratados do quadro efetivo dos níveis estadual e municipal. A Escola
de Saúde Pública da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná foi contemplada pelo
edital, e o curso iniciado em março de 2009. O processo de seleção de alunos foi
realizado em duas etapas, sendo a primeira de caráter eliminatório, composta de
análise curricular, com observância de critérios de formação acadêmica, inserção no
Sistema Único de Saúde e experiência profissional; uma segunda etapa, de caráter
classificatório, composta de redação de memorial com descrição da trajetória
acadêmica e profissional, justificativa para fazer o curso e expectativa de como o curso
pode contribuir para a melhora da gestão da assistência farmacêutica e entrevista com
ênfase no comprometimento profissional com o setor público, com a conclusão do
curso e a capacidade de implementar ideias e conhecimento sobre a temática da
assistência farmacêutica. Os trinta e nove alunos selecionados desenvolvem atividades
na gestão da assistência farmacêutica no âmbito estadual e municipal, em Centrais de
Abastecimento Farmacêutico, em farmácias de Unidades Básicas de Saúde, centro de
saúde, serviço de urgência e emergência, hospitais estadual e municipal. A seleção
dos professores foi pautada em critérios que incluíam, além do domínio do tema sob
sua responsabilidade, a disposição de empregar metodologias de ensino que gerem
um ambiente de reflexão, discussão e compartilhamento de ideias e experiências entre
alunos e professores. Compõem a equipe docente professores de universidades
federais e estaduais, particulares e ainda profissionais do Sistema Único de Saúde. A
definição dos temas de trabalho de conclusão de curso solicita que o especializando
reflita sobre sua prática profissional e tome uma decisão sobre que tema pretende
interferir, contribuindo na mudança da sua realidade de trabalho, tornando mais atrativo
o tema a ser desenvolvido. A oportunidade de encontros regulares em sala de aula, em
ambiente que propicia a discussão e compartilhamento de ideias entre alunos e
professores, contribui para a formação que se pretende: crítico-reflexiva, com indivíduo
capaz de trabalhar em equipe, de desenvolver habilidades e competências de forma a
melhorar sua prática profissional. A formação de um ambiente propício à aproximação
da academia e do serviço é uma forma de qualificar os profissionais que atuam no
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Sistema Único de Saúde, promovendo alterações no desenvolvimento das atividades
dos profissionais e um enriquecimento dos acadêmicos, que passam a conhecer a
realidade de trabalho, podendo contribuir também na formação dos alunos de
graduação.
BIBLIOGRAFIA
DELORS, J. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez, 1998.
BRASIL. Conselho Nacional de Saúde. Resolução n.° 338 de 6 de maio de 2004.
Aprova a Política Nacional de Assistência Farmacêutica. Diário Oficial da União, seção
1, no, 96, quinta-feira, 20 de maio de 2004.
BRASIL. Ministério da Saúde. Ofício Circular nº 11/2008/Departamento de Assistência
Farmacêutica/Secretaria de Ciência Tecnologia e Insumos Estratégicos/Ministério da
Saúde. Convida Instituições de Ensino Superior/Escolas de Saúde Pública a
apresentar propostas de Curso de Pós-graduação (Latu senso) em Gestão da
Assistência Farmacêutica.
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INSERÇÃO DE ALUNO DE FARMÁCIA EM EQUIPE DE ESTRATÉGIA DE
SAÚDE DA FAMÍLIA, RIBEIRÃO PRETO, SP, BRASIL
Estratégia de Saúde da Família; Ensino, Assistência Farmacêutica
CESILA, CIBELE APARECIDA; BALDONI, ANDRÉ; SANTOS, VÂNIA dos
O farmacêutico não compõe a equipe obrigatória da Estratégia de Saúde da Família
(ESF) mas pode atuar junto ao Núcleo de Apoio a Saúde da Familia (NASF). Ribeirão
Preto, considerado um polo de saúde regional da região Nordeste, do Estado de São
Paulo é dividido em 5 regiões distritais de saúde, sendo a Distrital Oeste o local de
atuação da Universidade de São Paulo (USP) por meio meio de convênio com a
Secretaria Municipal de Saúde. Apesar da sua importância econômica e no contexto da
saúde do Estado, não houve ainda, no municipio, a criação do NASF. Dessa forma
para as atividades de graduação, pesquisa e extensão, junto a Atenção Básica a
Saúde (ABS), os docentes da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto
(FCFRP/USP), que trabalham com as áreas de Saúde Pública e/ou Assistência
Farmacêutica, tem desenvolvido suas atividades junto as ESFs já constituidas. Permitir
aos alunos de Farmácia um contato mais próximo com a ABS e ao mesmo tempo
incorporar na equipe da ESF o conceito da importância do profissional farmacêutico. O
trabalho foi desenvolvido junto a um núcleo de Saúde da Família do Distrito Oeste, que
também é componente do PET-Saúde da Família. As atividades se iniciaram com o
ingresso na Unidade de um farmacêutico, pós-graduando, vinculado a FCFRP por
meio do programa Educador em Saúde, da Pró-Reitoria de Graduação da USP. Após 8
meses da presença deste profissional foi incorporada ao processo uma aluna bolsista
do programa Aprender com Cultura e Extensão da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura
da USP. A principal atividade realizada foi o acompanhamento das atividades dos
Agentes Comunitários de Saúdes (ACS) e as consequentes ações da equipe do
núcleo. No início procurou-se compreender a dinâmica de trabalho da equipe,
permitindo desta forma que a inserção tanto do farmacêutico, quanto da aluna se
desse de forma natural nas ações diárias da Unidade, não estando, portanto, somente,
vinculadas as ações voltadas ao medicamento. Priorizou-se o acompanhamento das
visitas domiciliares, a participação nas reuniões de equipe e a educação continuada
dos ACS. Posteriormente, as ações passaram a ser mais destinadas ao uso correto do
medicamento, estando atualmente em andamento as atividades vinculadas a este
propósito. Foi perceptível a importância da inclusão do farmacêutico nas discussões
dos casos clínicos com consequente inserção definitiva da área de farmácia junto ao
trabalho da equipe do núcleo. Há recorrentes solicitações da equipe para a fixação, na
Unidade, de um farmacêutico e a introdução de novos alunos. Esta inserção permitiu
um maior acesso da FCFRP na ABS, com a incorporação deste cenário de prática no
conteúdo de duas disciplinas da graduação. A atividade desenvolvida foi positiva para
o tratamento terapêutico dos pacientes, ressaltando a importância da inserção do
farmacêutico na ESF, com reflexos positivos na grade curricular do Curso e na
formação dos alunos.
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BIBLIOGRAFIA
ARAÚJO, A.L.A, FREITAS, O. Concepções do profissional farmacêutico sobre a
assistência farmacêutica na unidade básica de saúde: dificuldades e elementos para a
mudança. Rev Bras Cienc Farm (São Paulo), v. 42, n.1, p.137-46, 2006.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 648/GM de 28 de março de 2006. Aprova a
Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas
para a organização da Atenção Básica para o Programa Saúde da Família (PSF) e o
Programa Agentes Comunitários de Saúde (PACS), 2006.
PEPE, V.L.E.; OSÓRIO-DE-CASTRO, C.G.S. A interação entre prescritores,
dispensadores e pacientes: informação compartilhada como possível beneficio
terapêutico. Cad Saúde Públ, v.16, n.3, p.815-822, 2000.
Financiamento: Bolsa do Programa Educador em Saúde/USP e Aprender com Cultura
e Extensão/USP
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PERCEPÇÃO DOS ALUNOS DA DISCIPLINA DE ESTÁGIO EM FARMÁCIA I
SOBRE O CURSO DE INTRODUÇÃO À PRÁTICA FARMACÊUTICA CLÍNICA
Atenção Farmacêutica, Educação em Saúde, Farmácia Clínica
RODRIGUES NETO, EDILSON MARTINS; FIRMINO, PAULO YURI MILEN;
OLIVEIRA, BRUNA ESMERALDO; FIRMINO, PAULO ANDREY MILEN; REIS, HENRY
PABLO LOPES CAMPOS; SILVA, LUZIA IZABEL MESQUITA MOREIRA DA;
FONTELES, MARTA MARIA DE FRANÇA; PONCIANO, ÂNGELA MARIA DE SOUSA;
ROMERO, NIRLA RODRIGUES
GRUPO: CENTRO DE ESTUDOS EM ATENÇÃO FARMACÊUTICA
UFC)
(CEATENF/
A Atenção Farmacêutica é uma prática centrada no paciente que tem como objetivo
primário prevenir e resolver problemas relacionados ao uso de medicamentos,
maximizando a farmacoterapêutica e reduzindo, aos menores níveis possíveis, os
riscos, por meio de educação e intervenções farmacêuticas. O curso de Introdução à
Prática Farmacêutica Clínica pode despertar nos acadêmicos o interesse por essas
atividades clínicas e assistenciais. Objetivos: Avaliar a percepção dos alunos
matriculados na disciplina de Estágio em Farmácia I (Drogaria, Farmácia Pública e
Magistral), na Universidade Federal do Ceará, sobre o curso acima citado. Métodos:
Para tanto, foi aplicado um questionário aos 22 alunos matriculados na disciplina, no
semestre 2011.2 O inquérito era composto por 05 blocos de perguntas (avaliação dos
facilitadores, conteúdo e métodos, ambiente e organização, auto-avaliação do
participante e, atendimento das expectativas), totalizando 17 questões. Foram
atribuídos escores, variando de 1 a 4, referindo-se à classificação insuficiente, regular,
bom e excelente. Resultados: As médias encontradas para cada bloco de perguntas
foram: análise dos facilitadores (3,70), conteúdo e métodos (3,57), ambiente e
organização (3,57), auto-avaliação do participante (3,68) e atendimento das
expectativas (3,66). Conclusão: O curso foi avaliado positivamente pelos acadêmicos,
o que revela uma boa estruturação e aceitação por parte dos participantes, além de ser
verificada a importância do tema na vivência profissional dos futuros farmacêuticos
com relação à execução de funções assistenciais e clínicas ao paciente/usuário em
diferentes locais de atenção á saúde.
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ASSITÊNCIA FARMACÊUTICA NA ATENÇÃO BÁSICA: EXPERIÊNCIA NA
INSERÇÃO DO ACADÊMICO DE FARMÁCIA
Assistência Farmacêutica, Atenção Básica e Educação em Saúde
RODRIGUES NETO, EDILSON MARTINS; NOCRATO, MIRIAM NUNES; SOARES,
MILENA MARQUES; FONTELES, MARTA MARIA DE FRANÇA; ROMERO, NIRLA
RODRIGUES; ARRAIS, PAULO SERGIO DOURADO
A atenção básica é caracterizada por ações que englobam a promoção e proteção da
saúde, prevenção de agravos, tratamento e manutenção da saúde. Fortaleza está
dividida em sete Secretárias Executivas Regionais (SER), com uma Farmácia Pólo em
cada, que conta com Assistência Farmacêutica (AF) integral e estrutura física
adequada para dispor de medicamentos padronizados. No Centro de Saúde da Família
Roberto da Silva Bruno (CSF-RBS), existe farmácia pólo da SER IV onde estão
alocados dois farmacêuticos (um responsável pela logística da AF e, outro, inserido no
programa Núcleo de Apoio à Saúde da Família) e um acadêmico de Farmácia.
Descrever as atividades realizadas pelo acadêmico de farmácia juntamente com os
farmacêuticos no CSF-RBS. O estudo observacional e descritivo foi realizado no ano
de 2010 e até o mês de agosto de 2011 e envolveu toda a equipe multiprofissional da
unidade de saúde. Foram ministradas aulas de atualização terapêutica para os
profissionais prescritores e transcritores, focando a farmacologia clínica, visando
maximizar a farmacoterapêutica e divulgar as inovações medicamentosas pactuadas,
que muitas vezes não eram prescritas por desconhecimento. Nesse contexto, foram
realizadas, também, diversas intervenções farmacêuticas junto aos profissionais
competentes, oferecendo alternativas, sugestões terapêuticas e posológicas. Houve
uma demanda por parte dos Agentes Comunitários de Saúde que levou a um curso
sobre medicamentos dos programas de hipertensão e diabetes, com ênfase na
utilização, armazenamento e informações básicas gerais para serem repassadas a
população. Somadas a essas realizações também foram escritos trabalhos
acadêmicos que tinham por objetivo avaliar o consumo de medicamentos, o que
auxiliou nas ações de AF. Diante do exposto, percebeu-se que atuação do
farmacêutico na atenção básica, tendo o auxilio de um acadêmico que tende a inserir
novas atividades ao serviço por meio do vínculo com a massa crítica da academia,
parece ser benéfica e deve ser estimulada como forma de dinamizar e atualizar os
profissionais da instituição. Pretende-se dar continuidade a essas ações só que com
melhor documentação e registro para facilitar o processo de avaliação das ações e
feedback.
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MARKETING PROFISSIONAL E PROMOÇÃO DA SAÚDE: RESULTADOS
DE UM PROJETO FARMACÊUTICO DE RESPONSABILIDADE SOCIAL
Projeto Farmacêutico, Responsabilidade Social, Marketing Profissional
RODRIGUES NETO, EDILSON MARTINS; MAGALHÃES, THIAGO CESAR PINTO;
OLIVEIRA, YARA SANTIAGO; NOBRE, NAYARA JANY CAVALCANTE;
MAGALHÃES, LAVINIA SALETE DE MELO MAIA; FERREIRA, MARIA AUGUSTA
DRAGO.
O Projeto Farmacêutico Gestor Social (PFGS) é formado por acadêmicos dos cursos
de Farmácia da Universidade Federal do Ceará, da Universidade de Fortaleza e por
profissionais farmacêuticos, tendo como objetivos Gerar no acadêmico habilidades de
gestão e responsabilidade social, as quais são pouco desenvolvidas durante a
graduação e necessárias para ser um profissional atuante em qualquer âmbito, tendo
ainda como foco a divulgação da profissão farmacêutica. O PFGS realiza atividades
educativas, de prevenção e promoção à saúde, além de bem-estar. Para tanto conta
com o auxilio de outros profissionais e parcerias com entidades, públicas e privadas.
Entre elas o Conselho Regional de Farmácia (CRF), Sindicato dos Farmacêuticos,
Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Estadual de Saúde e farmácias privadas.
Seus principais focos são a Semana da Saúde, Farmácia Vai à Praça e Farmacêutico
sem Fronteiras. Este último acontece em outros municípios e consiste em prestação de
serviços farmacêuticos à população das zonas urbana e rural, que geralmente não tem
acesso. São realizados treinamentos periódicos, por profissionais da área ou afins,
visando desenvolver habilidades profissionais que serão fundamentais na sua vida
profissional. Os membros do PFGS são responsáveis pelo planejamento e execução
dos eventos, desde a prospecção de parcerias, execução e análise. Descrever as
atividades e eventos realizados por esse projeto. Trata-se de um estudo descritivoobservacional e de base documental. Em 06 anos de existência de projeto foram
realizadas cinco edições da Semana da Saúde, 2 Farmácia vai a praça, 5
Farmacêuticos sem fronteiras, participação na organização de 2 Corridas do
Farmacêutico, 1 Curso de Atualização em Farmacologia juntamente com o CRF-CE e
eventos em outros municípios como Sobral, Camocim, Crateús e Cascavel, além da
participação na organização de movimentos de classe como a greve dos farmacêuticos
ocorrida em agosto de 2011 em Fortaleza, que além de reivindicar direitos laborais
divulgava a importância do profissional farmacêutico para a população. Durante a
existência do PFGS muitas pessoas foram assistidas por serviços ligados à atividade
farmacêutica, o que levou ao conhecimento das atividades desse profissional de saúde
imprescindível para funcionamento do sistema de saúde, e de outras áreas, além de
terem educação em saúde, prevenção e profilaxia, o que confirma a carência de
informação de saúde e dificuldade no acesso aos serviços por parte da população.
Farmacêuticos, ex-participantes levaram adiante em sua vida profissional as
habilidades desenvolvidas quanto à solução de problemas e o constante envolvimento
na responsabilidade social e divulgação da profissão.
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IV FÓRUM DE EDUCAÇÃO FARMACÊUTICA
III MOSTRA DE EXPERIÊNCIAS DE INTEGRAÇÃO ENSINO E SERVIÇO
BELO HORIZONTE – MG, 8 DE OUTUBRO DE 2011
COMISSÃO ORGANIZADORA DO CD:
Cristiane Barelli
Ester Massae Okamoto Dalla Costa
Maria Helena Seabra Soares de Britto
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Caderno de Resumos da III Mostra ABENFAR