Anais do V Congresso Mineiro de Epidemiologia e Saúde Pública “Atenção Primária a Saúde: Agora Mais do que Nunca” Dias 8, 9, 10 e 11 de Setembro 2010 Belo Horizonte – Minas Gerais ASSOCIAÇÃO MINEIRA DE SAÚDE COLETIVA Congresso Mineiro De Epidemiologia e Saúde Pública- (V COMESP) “Atenção Primária À Saúde: Agora Mais Do Que Nunca” Presidente da Associação Mineira de Saúde Coletiva- AMEP: Maria Aparecida De Oliveira Presidente De Honra Do Congresso: César Augusto de Barros Vieira Coordenadora Geral do V COMESP: Ana Carolina Diniz Oliveira Comissão Científica: Ana Carolina Diniz Oliveira, César Vieira, Gilmar de Assis, Gustavo Werneck, Jorge Faria Lima Júnior, Christiano De Almeida Santa Rosa, Luciano Eloi Santos, Marcelo Gouvea Teixeira, Maria Aparecida de Oliveira. Comissão Organizadora: Ana Carolina Diniz Oliveira, César Vieira, Francisco Cecílio Viana, Cristiane Expedito Batista, Gláucia de Fátima Batista, Grazielle Ferreira da Silva Diniz, Flávia Ferreira da Silva Diniz , Gustavo Azeredo Furquim Werneck, Idael Christiano de Almeida Santa Rosa, Jorge Faria Lima Júnior, Luciana Aparecida Foscolo, Luciano Eloi Santos, Márcia Amorin, Maria Aparecida de Oliveira, Sandra Drumond, Vera Neuman. Comissão de avaliação dos trabalhos científicos - Coordenação: Cristiane Expedito, Jorge Faria Lima Junior e Sandra Drumond Pareceristas: Ana Carolina Diniz Oliveira, Cristiane Expedito , Francisco Cecílio Viana, Gustavo Azeredo Furquim Werneck, Idael Christiano de Almeida Santa Rosa, Jorge Faria Lima Júnior, Luciano Eloi Santos, Márcia Amorin, Maria Aparecida de Oliveira, Sandra Drumond. Material Gráfico: Gabriela Rose dos Santos Comissão de Divulgação: Amanda Medeiros, Ana Carolina Diniz Oliveira, Jorge Faria Lima Júnior, Rede Mineira de Cidadania Tesouraria do Evento: Maria Aparecida de Oliveira *Ressalva*: O conteúdo dos resumos é de inteira responsabilidade dos autores e não foi editado, salvo modificações necessárias para o enquadramento no formato do documento. 2 Introdução O V COMESP – V Congresso Mineiro de Epidemiologia e Saúde Pública – com tema “Atenção Primária Saúde – Agora Mais Do Que Nunca”, teve como eixo norteador o relatório mundial de saúde da Organização Mundial de Saúde (OMS), intitulado “Cuidados de Saúde Primários – Agora Mais Do Que Nunca”, publicado desde o ano de 2008 na perspectiva de delinear diretrizes que viabilizem a adoção da atenção básica como ponto de organização e estruturação da rede assistencial do sistema de saúde, a fim de consolidar os princípios da Universalidade, Integralidade e Equidade, contribuindo de forma significativa e definitiva para o combate de desequilíbrios e desigualdades no âmbito da saúde. Assim como o referido documento o V COMESP teve por objetivo oferecer a todos os interessados a oportunidade de discutirem a formulação de estratégias para fortalecer a política brasileira de Atenção Primária à Saúde, proporcionando debates e reflexões importantes acerca dos desafios do ensino, da prática e da gestão dessa política, no cenário mundial e brasileiro. Fomentando a participação e o controle social, por meio do qual é possível deliberar sobre a Política Nacional de Saúde, destacando a cooperação política e técnica e o debate intersetorial como parte do processo de consolidação da Atenção Primária à Saúde. O V COMESP foi um espaço de amplo debate, possibilitando a troca de experiências exitosas na área da saúde, sendo esta publicação a oportunidade de ultrapassar barreiras físicas para que a discussão por hora iniciada não se finde. Dessa forma, os trabalhos aqui apresentados são frutos da dedicação e do compromisso social de profissionais vinculados à saúde pública, que trazem um pouco de seus relatos, contribuindo para a implementação de ações que visem estabelecer a Atenção Primária à Saúde como uma política resolutiva e norteadora. Fica aqui o convite à leitura, ao debate e à ação! Comissão Organizadora do V COMESP 3 Sumário Apresentações Orais A Distribuição Espacial e Temporal dos Aedes (Aegypti E Albopictus) no Distrito de Martinésia, Uberlândia, Mg João Carlos De Oliveira pág. 29 A Experiência de Implantação do Plano Diretor da Atenção Primária à Saúde em Santa LuziaMG Renata Tarbes Machado pág. 30 A importância das fichas de investigação ambiental associadas ao SIG e ao método das OVITRAMPAS na prevenção do Dengue Vitor Rodrigues DiasI pág. 31 A Inserção da Odontologia no PSF de Divinópolis-MG: A Bucalidade e seus Dilemas na Contemporaneidade Fabiane Da Costa Ribeiro Duarte pág. 32 A Judicialização da Saúde e as Influências Sobre a Assistência Farmacêutica na Atenção Primária Orozimbo Henriques Campos Neto pág. 33 A Promoção da Saúde no Âmbito da Gestão Municipal: A Decisão Político-Institucional como Condição para sua Implementação Kátia Ferreira Costa Campos pág. 34 Acesso aos serviços de saúde de atenção primária nas áreas rural e urbana do município de Jequitinhonha, Minas Gerais Ed Wilson Vieira pág. 35 Adesão a modos saudáveis de vida em Serviço de Atenção Primária à Saúde mediante a situação de saúde Mariana Tâmara Teixeira de Toledo pág. 36 Aspecto do comportamento sexual e percepções sobre HIV/AIDS de indivíduos na faixa etária de 50 a 69 anos no município de Ipatinga, Minas Gerais, 2008 Sílvia Rogéria R.de Bem Felisberto pág. 37 Avaliação da Atenção Básica em Belo Horizonte: utilização, oferta e acessibilidade dos serviços Maria Raquel Gomes Maia Pires pág. 38 Avaliação da Atenção Primária a Pacientes Hipertensos Lidiege Terra Souza e Gomes pág. 39 Avaliação da Hanseníase: Qualificando Vigilância e Assistência Ayla Maria Calixto De Carvalho pág. 40 4 Avaliação dos Registros Contidos nas Declarações de Nascidos Vivos, da Coorte de Crianças Nascidas em 2009, no Município de Gouveia, Minas Gerais, Brasil Daisy de Rezende Figueiredo Fernandes pág. 41 Avaliação Nutricional dos Alunos Matriculados em uma Unidade Municipal de Educação Infantil do Distrito Sanitário Norte de Belo Horizonte, Minas Gerais Nathália Luíza Ferreira pág. 42 Avanços obtidos na Atenção Básica no município de Pirapózinho-São Paulo, com a atuação do Articulador da Atenção Básica Delza Maria Torres Kozuki pág. 43 Biopoder e Saúde da Mulher: Dispositivos de Controle nas Políticas e Práticas de Saúde Letícia Gonçalves pág. 44 Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa: estratégias de implementação na atenção primária à saúde Maria Teresinha de Oliveira Fernandes pág. 45 Campanha de Combate à Retinopatia Diabética do Lions Clube em Parceria com o Distrito Sanitário Pampulha Andréa Monteiro de Castro Graciano pág. 46 Caracterização das Visitas Domiciliares Realizadas pelos Profissionais de Saúde do NASF Aline de Morais Pereira pág. 47 Conhecimento de escolares sobre a dengue no município de João Monlevade-MG Luciana Ramos da Silveira pág. 48 Controle Social no âmbito da saúde: lutas e ações do Mops em Sergipe Rosangela Marques dos Santos pág. 49 Dez Anos de Vacinação do Idoso: A eficácia da vacina Influenza em relação à morbimortalidade por doenças respiratórias e por pneumonia, no município de Pouso Alegre – MG. 2009 Laíse Rochane de Medeiros pág. 50 Doença de Alzheimer: Caracterização de Cuidadores Alcimar Marcelo do Couto pág. 51 Fatores associados ao Consumo de alimentos ricos em Gordura entre Pacientes Atendidos em Serviço de Atenção Primária À Saúde Maria Tereza Gouveia Rodrigues pág. 52 Implantação do Projeto Piloto “Posso Ajudar? Amigos Da Saúde” em 15 Centros De Saúde De Belo Horizonte Ana Pitchon pág. 53 Inovação em Promoção De Saúde - A Realidade de Um Município da Região Metropolitana de Belo Horizonte Paloma Morais Silva pág. 54 5 Interface entre Saúde e Educação: Pensando as práticas de promoção da saúde sexual e reprodutiva na adolescência Maria José Nogueira pág. 55 Internações Sensíveis à Atenção Primária e Sua Relação Com a Organização e Funcionamento Das Estratégias de Saúde da Família em Campo Belo/Mg Dayanna Mary De Castro pág. 56 Intervenção Nutricional Coletiva: Oficinas sobre Alimentação Saudável com Usuários de Serviço de Promoção da Saúde de Belo Horizonte – Minas Gerais Raquel de Deus Mendonça pág. 57 Lian Gong Em 18 Terapias no SUS/BH – Ginástica Terapêutica chinesa oferecida nas Unidades de Saúde como ação relevante na Promoção da Saúde Luzia Toyoko Hanashiro pág. 58 Mapa Inteligente: uma experiência exitosa de territorialização em Santa Luzia-MG Adriana Raimunda Lelis de Oliveira pág. 59 Matriciamento do Núcleo de Apoio à SAÚDE da Família (NASF) e o Perfil de idosos em um distrito sanitário em Belo Horizonte Juliana Moreira Pereira pág. 60 Monitoramento da Continuidade na Assistência ao Pré-Natal Centro de São Geraldo Taciana Malheiros Lima Carvalho pág. 61 Mortalidade Materna no Município de Divinópolis-MG, 1996 a 2005 Helena Ferreira Henriques pág. 62 O acesso a medicamentos pela via judicial em Minas Gerais Marina Amaral de Ávila Machado pág. 63 O estado nutricional e a percepção alimentar dos moradores com seqüelas de hanseníase da Unidade Assistencial Gustavo Capanema da Casa de Saúde Santa Izabel - Betim / MG Ana Claudia Fiche de Campos pág. 64 O Monitoramento do Processo de Trabalho em Saúde Bucal na Rede SUS BH A. Tenório Cavalcante pág. 65 Objetos de Higiene Pessoal em Centros de Educação Infantil (CEI’s) de Formiga-Mg Dayane Meire Nascimento pág. 66 Programa Cuidarte: Radiodifusão na Promoção da Saúde Annette Souza Silva Martins da Costa pág. 67 Programa de Saúde Ambiental: Integração Territorializada entre PSF e Combate de Vetores Demétrio Junqueira Figueiredo pág. 68 Promoção da Saúde: Elementos de Inovação na Transformação do Modelo Assistencial Caroline Gomes de Souza pág. 69 6 Promoção de Práticas Alimentares Saudáveis em Funcionários de Unidade Básica de Saúde de Belo Horizonte - Mg Paula Martins Horta pág. 70 Qualidade de Vida de Pacientes Submetidos à Cirurgia Bariátrica Fobi-Capella no Hospital Santa Casa de Misericordia de BH/2009 Lílian de Almeida Carvalho pág. 71 Relatos de Experiência Programa Academias da Cidade-SUS-BH Rony Carlos Las Casas Rodrigues pág. 72 Tétano acidental no idoso: situação de Minas Gerais Gislene Pace de Souza Santos pág. 73 Uso racional de medicamentos Marilia de Dirceu Pinto Fiuza pág. 74 Vigilância da Morte Materna em Belo Horizonte – Panorama Atual e Desafio para a Rede de Atenção Rodolfo Valamiel Jardim pág. 75 7 Sumário Pôsteres - Eixo: Avaliação da Atenção Primaria No Brasil, Estado e Município A Adesão dos Cirurgiões-Dentistas às Novas Abordagens da Saúde Bucal Adotadas no Programa de Saúde da Família Maria Aparecida de Oliveira pág. 76 A vigilância da violência em Belo Horizonte e sua importância nas Unidades de Atenção Primária à Saúde Lenice Harumi Ishitani pág. 77 Acesso aos serviços de saúde de atenção primária nas áreas rural e urbana do município de Jequitinhonha, Minas Gerais Ed Wilson Vieira pág. 78 Adesão ao Tratamento de Doenças Crônicas: A Experiência de uma Equipe do Programa de Saúde da Família da Região Leste de Belo Horizonte – Minas Gerais. Gisele Rosa Ribeiro pág. 79 Análise da Evolução da Estratégia Saúde Da Família: Impacto Na Saúde Da População De Uberaba/Mg Fabiana Brito Silva pág. 80 Análise da ocorrência de infecções respiratórias agudas em crianças menores de 2 anos adscritas em uma ESF de Diamantina/MG Ribeiro, G.C pág.81 Análise do perfil nutricional de crianças de 0 a 5 anos de uma Estratégia de Saúde da Família: avaliação da série histórica 2003 – 2009 RIBEIRO, G.C pág. 82 Aspectos Relacionados à Assistência e à Adesão à Atenção Pré-Natal na Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher Fernanda Penido Matozinhos pág. 83 Assistência à Saúde Da Mulher: experiência da integralidade em equipe de saúde da família Franciele Maia Marciano pág. 84 Assistência Domiciliar ao Idoso na Atenção Primária: foco no cuidador Juliana Sterci Da Silva pág. 85 Atribuições do Enfermeiro no Programa Saúde da Família: Uma Análise do seu Trabalho Referente às Ações Programáticas de Saúde Camila Mendes dos Passos pág. 86 Avaliação da Atenção às Crianças Menores de Dois Anos nos Serviços Básicos de Saúde de Pouso Alegre - Mg Cristina Sousa Araújo pág. 87 8 Avaliação do Atendimento em Pré-Natal Prestado a Gestantes Adolescentes do Centro de Saúde Vila Cemig, Distrito Barreiro, Bh Caroline Marquesini Boareto pág. 88 Incapacidades Físicas em Hanseníase: análise epidemiológica dos casos diagnosticados na Microrregião de Diamantina/MG entre 2004 e 2008 Ribeiro, G.C. pág. 89 Influência da Capacidade Operacional na Detecção da Hanseníase Município de Virgem da Lapa/Mg Amanda Pereira Nunes Tavares pág. 90 Internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária em adultos, nos triênios de 1999 a 2001 e 2007 a 2009, no município de Belo Horizonte Lenice Harumi Ishitani pág. 91 Mortalidade infantil por causas evitáveis segundo raça/cor em Belo Horizonte – 2000 a 2007 Carolina Cândida Da Cunha pág. 92 O Trabalho do Enfermeiro na Atenção Básica de Belo Horizonte: Uma Análise da Utilização e Oferta das Ações Programáticas Camila Mendes dos Passos pág. 93 Perfil Assistencial e Epidemiológico das Gestantes Cadastradas no Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento, no Município de Diamantina - Minas Gerais Daisy de Rezende Figueiredo Fernandes pág. 94 Perfil Epidemiológico da Dengue no Estado de Minas Gerais Baseado nos Sistemas de Informações em Saúde Juliana Gonçalves Silva de Mattos pág. 95 Relato Situacional da Equipe Donato Severino de Souza Flavia Dos Santos Gameleira pág. 96 Práticas Profissionais em Sáude da Família: Uma Análise do Atendimento à Demanda Espontânea Rosane Costa Faria pág. 97 9 Sumário Pôsteres - Eixo: Economia em Saúde e Alocação de Recursos Controle Do Uso De Anfotericina B Lipossomal No Tratamento Da Leishmaniose Visceral Grave Em Hospital Público De Belo Horizonte Dirce Inês da Silva pág. 98 Fatores que Influenciam os Desfechos Sobrevida do Enxerto e Sobrevida do Paciente em Receptores de Tranplante Renal Tratados com Ciclosporina ou Tacrolimus Juliana de Oliveira Costa pág. 99 Viabilização da Prática Antimicrobiana Oral em Hospital da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais Dirce Inês da Silva pág. 100 10 Sumário Pôsteres - Eixo: Ensino e reflexões em saúde coletiva Associação entre estado nutricional e risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares dos indivíduos cadastrados do HIPERDIA, Ouro Preto –Minas Gerais Bárbara dos Santos Simões pág. 101 Consumo diário de quilocalorias, carboidratos, lipídios, proteínas, fibras e sal dos participantes do HIPERDIA - Ouro Preto, Minas Gerais Bárbara dos Santos Simões pág. 102 Diagnóstico Situacional da ESF Belo Vale, Ribeirão das Neves, 2010:uma experiência com o Método de Estimativa Rápida Raquel Souza Mendes de Oliveira pág. 103 Ensino e Formação: Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) Raquel de Deus Mendonça pág. 104 Nível de atividade física dos indivíduos cadastrados no HIPERDIA, Ouro Preto- Minas Gerais Bárbara dos Santos Simões pág. 105 Programa de Residência de Enfermagem na Atenção Básica/Saúde da Família Nadja Cristiane Lappann Botti pág. 106 Raiva em morcegos frugívoros em Montes Claros, Minas Gerais, Brasil Nídia Francisca de Figueiredo Carneiro pág. 107 Relato de experiência das bolsistas do Programa Especial de Bolsas para Estudantes dos Cursos Noturnos – PRONOTURNO, no curso de Gestão de Serviços de Saúde da Universidade Federal de Minas Gerais Michelle Nepomuceno Souza pág. 108 11 Sumário Pôsteres - Eixo: Equipe Complementar à Estratégia de Saúde da Família Farmácia Distrital unidade de apoio para Estratégia da Saúde da família Solange.T.Lima pág. 109 Padrão de Utilização do Núcleo de Apoio à Saúde da Família – Reabilitação, Distrito Barreiro, Belo Horizonte, MG Indira Simões Martins pág. 110 Prevalência de Doenças E Agravos Não-Transmissíveis entre Praticantes de Lian Gong de Um Centro Cultural Municipal de Belo Horizonte Nathália Luíza Ferreira pág. 111 Satisfação Corporal de Indivíduos com Diabetes Mellitus Atendidos em Serviço de Atenção Primária à Saúde Maria Tereza Gouveia Rodrigues pág. 112 Saúde Mental e Atenção Primária: Grupo Tecendo a Convivência - relato de uma experiência no PSF/Jardim Canadá município de Nova Lima/MG Letícia Mara Pereira de Sousa pág. 113 Uso do conceito de apoio matricial na prática: percepções de uma equipe de matriciamento Santos, EGS. pág. 114 12 Sumário Pôsteres - Eixo: Equipe Multidiciplinar na Estratégia de Saúde da Família A função do psicólogo na Estratégia de Saúde da Família – para-além da saúde mental Lucas Nápoli Dos Santos pág. 115 A Participação da Odontologia no Atendimento a Pacientes Submetidos à Cirurgia Bariátrica – Relato De Caso Luciana Quintão Foscolo Melo pág. 116 A prevalência do modelo biomédico como obstáculo à multidisciplinaridade na Estratégia de Saúde da Família Lucas Nápoli Dos Santos pág. 117 Aconselhamento em Hiv/Aids: Representações dos Profissionais que Atuam na Atenção Primária à Saúde Marina Celly Martins Ribeiro de Souza pág. 118 Atuação Multidisciplinar em um Grupo de Gestantes Desenvolvido em uma Unidade Básica de Saúde do Distrito Sanitário Norte de Belo Horizonte, Minas Gerais Nathália Luíza Ferreira pág. 119 Avaliação do Impacto da Educação Nutricional no Controle do Diabetes em Moradores de Rua Usuários do Centro de Saúde Carlos Chagas de Belo Horizonte Mariana Ribeiro de Almeida Lana pág. 120 Chamada Nutricional em Belo Horizonte: Uma Estratégia dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família-Nasf Kimielle Crsitina Silva pág. 121 Identidade Profissional de Agentes Comunitários de Saúde Annette Souza Silva Martins da Costa pág. 122 Implantação da Fisioterapia no Programa de Saúde da Família no Município de Santa Luzia Carine Borjaile de Oliveira pág. 123 Integralidade norteando a assistência Natália Campos Neves pág. 124 Os desafios da prática do enfermeiro inserido no PSF Roberta Viegas Magalhães pág. 125 Perfil dos Profissionais da Estratégia de Saúde da Família Dentro do Contexto da Atenção Primária à Saúde Dayanna Mary De Castro pág. 126 Projeto de Atuação do Comitê de Prevenção de Óbitos Maternos e Infantis do Distrito Sanitário Pampulha do Município de Belo Horizonte Andréa Monteiro de Castro Graciano pág. 127 13 Sumário Pôsteres - Eixo: Ética e Condições de Trabalho na Atenção Primária A Ecologia e a Bioética no Contexto da Saúde Coletiva Luciano Eloi Santos pág. 128 Análise dos potenciais de desgaste dos profissionais de Enfermagem que atuam na Estratégia de Saúde da Família Kamila Teixeira de Aguiar pág. 129 Bioética e Atuação Orgânica no Sindicalismo na Área da Saúde Edwin Fialho Despinoy pág. 130 Bioética e ensino, reflexão imperativa: A experiência dos cursos de Nutrição e Ciências Biológicas do Centro Universitário UNA Petterson Tonini pág. 131 Ética e Condições de Trabalho: Repensando a Prática Através do Circo Maria Celia Gomes Ventura Oliveira pág. 132 Ética Empresarial no Contexto do MBA Gestão Estratégica de Saúde Luciano Eloi Santos pág. 133 Qualidade de Vida no trabalho e o desempenho da organização Telma Braga Orsini pág. 134 Uma Abordagem Transdisciplinar no Ensino de Bioética Utilizando o Cinema Luciano Eloi Santos pág. 135 14 Sumário Posteres - Eixo: Experiência Mundial em Atenção Primária El Papel de La Enfermera en el Equipo Multidisciplinar de Atención Primaria de Salud Fernández López, Mª Dolores pág. 136 Estudo Comparativo entre duas metodologias para Estudo de Prevalência de Incapacidades: Censo Demográfico Brasileiro (IBGE) x Amostragem Populacional (OPS/OMS). Estudo realizado em sete Cidades de Minas Gerais Geraldo Cunha Cury pág. 137 Habilidades Físicas e Estimulação Cognitiva: Relato de Experiência com grupo do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) Simone Abrantes Cândido pág. 138 O Processo de Formação do Enfermeiro em Saúde Mental para Atenção Primária em Saúde Juliana Sterci da Silva pág. 139 Proyecto Progreso Un modelo participativo de salud Fernández López, Mª Dolores 15 pág. 140 Sumário Pôsteres - Eixo: Experiências de Gestão de Políticas e Programas Inovadores: Qualidade na gestão da Atenção Primária A Implantação da Ouvidoria no PSF Renata Mascarenhas Bernardes pág. 141 A Implantação do Colegiado Gestor no PSF Renata Mascarenhas Bernardes pág. 142 A Percepção dos Gerentes da Atenção Básica a Saúde Sobre o Atraso no Diagnóstico da Tuberculose Monalise Lemos pág. 143 Atenção à Saúde do Trabalhador na Atenção Primária à Saúde: Desafios e Oportunidades Elizabeth Costa Dias pág. 144 Cuidado Farmacêutico: uma estratégia para promover o uso racional de medicamentos e a farmacovigilância no SUS Marina Amaral de Ávila Machado pág. 145 Projeto de Qualificação do Cuidado ao Idoso Frágil – Relato de Experiência e Avaliação da Primeira Etapa Patrícia Guimaraens Ferreira pág. 146 16 Sumário Pôsteres - Eixo: Experiências em Telessaúde e Inovação Tecnológica A Educação à Distância Focada como Ambiente de Promotor de Aprendizagens Construtivistas na Área da Saúde Bucal Coletiva Maria Aparecida de Oliveira pág. 147 Evolução das Redes Odontológicas do Sistema de Saúde da PMMG – Revisitando Aspectos Históricos para Subsidiar Mudanças Futuras Bruce Bracarense Gandra pág. 148 Impacto das Ações de Incentivo à Adesão à Teleconsultoria no Distrito Sanitário Centro Sul Debora Mendonça Caldas Teixeira pág. 149 Telessaúde na Educação Permanente de Profissionais do SUS Juliana da Silva Moreira pág. 150 17 Sumário Pôsteres - Eixo: Judicialização da Saúde e suas Implicações para a Atenção Primária A Multidisciplinaridade como Estratégia de Gestão ante a Judicialização da Saúde: Experiência de Uberaba-Mg Fabiana Brito Silva pág. 151 Judicialização da saúde e suas implicações no SUS Osvaldo Kurschus de Oliveira 18 pág. 152 Sumário Pôsteres - Eixo: Outro A Atuação Do Enfermeiro na Supervisão de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde Alessandra Parreira Acerbi pág. 153 A experiência da Unidade de Saúde Família Virgem dos Pobres na implantação do acolhimento Roberta Maria de Jesus pág. 154 Absenteísmo às Consultas Odontológicas Programadas dos Escolares Adscritos à Equipe de Saúde da Família da Pedra Vermelha: Uma Aproximação Descritiva Alessandra Trindade Machado pág. 155 Acolhimento: Desafios e Potencialidades na Construção do Novo Fazer em Saúde Bárbara Ribeiro Martins pág. 156 Análise dos Procedimentos de Biossegurança da Equipe Odontologica no Atendimento a Pacientes em uma Cidade do Vale do Jequitinhonha, Mg Breno Morais Damião pág. 157 Anos Potencias de Vida Perdidos por Morte, segundo capítulo da CID-10 em residentes da Gerência Regional de Saúde de Barbacena – MG, 2006 Márcio Heitor Stelmo da Silva pág. 158 Cobertura Vacinal de Idosos Acamados e/ou Deficientes em Área adscrita na Estratégia de Saúde da Família Gislene Pace de Souza Santos pág. 159 Comparação da freqüência de Óbitos e Anos Potencias de Vida Perdidos por Morte, segundo capítulo da CID-10 em residentes da Gerência Regional de Saúde de Barbacena – MG, 2006 Márcio Heitor Stelmo da Silva pág. 160 Desafios da Atenção Domiciliar em Saúde: Descompasso entre Oferta e Demanda na Organização dos Serviços Ana Carolina Silva Martins pág. 161 Diagnóstico Situacional – PSF Margarida Soares Grascilene Aparecida de Souza pág. 162 Estudo de tendência da prevalência de cárie dentária em escolares de 12 anos de idade, no período entre 1993 e 2008, no município de Ouro Preto – MG Poliana Elisa da Mata pág. 163 Estudo dos Eventos Adversos Provocados pela Vacina Influenza Pandêmica (H1n1) 2009 em Crianças de um Centro de Saúde de Belo Horizonte, Mg. Gisele Nepomuceno de Andrade pág. 164 Fatores Associados ao Excesso de Peso em Funcionários de Unidade Básica de Saúde de Belo Horizonte – Mg Paula Martins Horta pág. 165 19 Fatores Dificultadores na Implantação da Sistematização da Asistência de Enfermagem (SAE) em uma Unidade de Atendimento Especializado Rafael Gonçalves De Araújo Neto pág. 166 Lesões nos pés em pacientes diabéticos tipo 2 na cidade de Itaúna – MG Erika Augusta Faria Maciel pág. 167 Mortalidade por Malformações Congênitas em Crianças Menores de Um Ano em Belo Horizonte Edna Maria Rezende pág. 168 O portador de sofrimento mental: Trabalhando em conjunto para trabalharmos melhor Juliana da Silva Moreira pág. 169 O relacionamento de dados na qualificação das informações sobre Leishmaniose Visceral em Belo Horizonte Eliane de Freitas Drumond pág. 170 Ocorrência de Malformação Congênita e Anomalia Cromossômica em Nascidos Vivos: Barbacena-MG 2000-2004 Márcio Heitor Stelmo da Silva pág. 171 Perfil epidemiológico dos casos notificados de tétano acidental no Estado de Minas Gerais no período de 2001 a 2006 Gislene Pace de Souza Santos pág. 172 Perfil Nutricional e de Saúde de Funcionários de Unidade Básica de Saúde de Belo Horizonte – Mg Paula Martins Horta pág. 173 Riscos Ocupacionais e Agravos à Saúde do Trabalhador na Prática Odontológica Mônica Maria Fernandes Gonçalves pág. 174 Vigilância Domiciliar à Saúde da Pessoa Idosa no SUS-BH Ana Luiza de Aquino pág. 175 Visita Domiciliar: Estratégia Facilitadora do Cuidado Integral à Saúde Ana Luiza de Aquino pág. 176 20 Sumário Pôsteres - Eixo: Promoção de saúde A Autonomia de Crianças Desenvolvida no Cotidiano de Uma Prática de Promoção da Saúde Caroline Gomes de Souza pág. 177 A Construção do Movimento da Promoção da Saúde no Âmbito Municipal: Avanços e Desafios Ana Renata Moura Rabelo pág. 178 A Definição Político-Institucional da Promoção da Saúde: Do Entendimento do Conceito à Operacionalização de Práticas Ana Renata Moura Rabelo pág. 179 A Influência do Contexto Familiar no Processo de Reabilitação Neuroinfantil: Relato de Experiência Miriam Bastos Ferreira pág. 180 A influência dos obstetras na decisão do tipo de parto: o olhar das gestantes Camila Danielle Ribeiro pág. 181 A Intersetorialidade e Promoção da Saúde em Um Município da Região Metropolitana de Belo Horizonte Kátia Ferreira Costa Campos pág. 182 A Prática de Promoção de Saúde nas Ações Culturais como Inovação em Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte Ana Renata Moura Rabelo pág. 183 A Promoção da Saúde e suas Práticas em um Município da Região Metropolitana de Belo Horizonte no Estado de Minas Gerais Ana Carolina Silva Martins pág. 184 A Promoção da Saúde no Âmbito da Gestão Municipal: A Decisão Político-Institucional como Condição para sua Implementação Kátia Ferreira Costa Campos pág. 185 A Promoção da Saúde: Um Desafio para as Políticas Sociais em Municipios da Região Metropolitana de Belo Horizonte Juliana Braga de Oliveira dos Santos pág. 186 Adesão de Diabéticos as atividades de autocuidado em uma equipe de Saúde da Família de um município de Minas Gerais Alcimar Marcelo do Couto pág. 187 Análise da Rede Social Através do Genograma e sua Influência na Adesão à Terapia Antirretroviral entre Pessoas Vivendo com Hiv/Aids Walquiria Jesusmara dos Santos pág. 188 21 Análise do potencial de evitabilidade dos óbitos fetais e infantis no município de Belo Horizonte Natália Cristina Passos Pereira pág. 189 Análise dos fatores associados a lesões de tecidos moles da boca em idosos de 02 Unidades de Programa Saúde da Família de Governador Valadares, 2007 Ayla Norma Ferreira Matos pág. 190 Aprendizados e Percepções de Escolares Sobre Alimentação Saudável: Importância do Aconselhamento Coletivo Viviane Ferreira Zanirati pág. 191 Aspectos epidemiológicos da dengue no Distrito Sanitário Pampulha de Belo Horizonte – minas gerais Margarita Eizabeth Lafuente Tapia pág. 192 Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente: Importância da Promoção de Alimentação Saudável no Ambiente Escolar Viviane Ferreira Zanirati pág. 193 Atenção Primária: Estratégias e Realidade Alessandra Negreiros Silva pág. 194 Auxiliares e Técnicos de Saúde Bucal – da Condição de “Ocupação” ao Status de “Profissão” da Odontologia Cecília Maria Carvalho Soares de Oliveira pág. 195 Avaliação da capacidade funcional em portadores de Hanseníase Carmen Lúcia Rondon Soares pág. 196 Avaliação da Qualidade de Vida e Equilíbrio em Idosos Condicionados e Sedentários Anne Francielli Fuccik Krelling de Souza pág. 197 Avaliação do Consumo Alimentar e da Ingestão de Nutrientes em Serviços de Atenção Primária à Saúde Mariana Carvalho de Menezes pág. 198 Avaliação do perfil nutricional de idosos e seu risco para a desnutrição Mariana Ribeiro de Almeida Lana pág. 199 Avaliação do processo de organização da demanda espontânea em um Centro de Saúde de Belo Horizonte-MG, Brasil.Ago/2010 Elisangela Nunes Beato pág. 200 Avaliação do risco de quedas: uma proposta de planejamento de ações de promoção de saúde para idosos Santos, EGS. pág. 201 Avaliação dos Fatores de Risco para o Desenvolvimento de Úlcera por Pressão em Pacientes Internados Em CTIs Fernanda Penido Matozinhos pág. 202 22 Caratinga, Saúde Bucal Levada à Sério Zilernice Ramires Guimaraes Brito pág. 203 Compreendendo a Percepção Materna Acerca do Distúrbio Nutricional do Filho Débora Arreguy Silva pág. 204 Compreensão e a Adesão da Primigesta com Relação ao Aleitamento Materno e a Atenção do Enfermeiro no Pré-Natal Marcela Quaresma Soares pág. 205 Concepções Femininas sobre Corpo, Sáude e Doença no Contexto da Atenção Primária: O Caso Ipê Fernanda Magalhães Duarte pág. 206 Concordância entre Diferentes Métodos de Mensuração da Gordura Corporal em Serviço de Atenção Primária à Saúde Mariana Carvalho de Menezes pág. 207 Consumo De Fibras e Constipação Intestinal: Atualização e Considerações Ana Luisa Marcucci Leão pág. 208 Consumo De Micronutrientes e Excesso de Peso: Existe Relação? Ana Luisa Marcucci Leão pág. 209 Controle de Situações Crônicas Realizado pela Equipe de Saúde da Família Utilizando a Estratégia de Grupo Socioeducativo Mara Tadeu dos Santos Pereira pág. 210 Controle do Tabagismo em UBS do Município de Betim - 2010 Vanuza Regina Lommez de Oliveira pág. 211 Desafios no cuidado a pessoa com DM2 para a Equipe de Saúde da Família Érica Silva Figueiredo pág. 212 Diagnóstico das ações de saúde da mulher da região nordeste de Belo Horizonte Ricardo Luiz S. Tenório pág. 213 Disfunção Renal: Ritmo de Filtração Glomerular x Creatinina Plasmática Maria de Lourdes Baêta Zille pág. 214 Diversidade de Recursos Pedagógicos Utilizados pelo Coordenador de Grupos à Estratégia de Saúde da Família Ana Luiza de Aquino pág. 215 Fatores Associados à Ocorrência de Úlcera por Pressão em Pacientes Internados em Centros de Terapia Intensiva de Belo Horizonte Fernanda Penido Matozinhos pág. 216 Grupo de Hidroginástica como Prática de Atividade Física em um Grupo de Pacientes Acompanhados pela Saúde Da Família Franciele Maia Marciano pág. 217 23 Higienização de Mãos Como Prática Educativa em Saúde Edna Maria Rezende pág. 218 Hipertensão Arterial Sistêmica: Prática Educativa para o Estímulo do Auto-Cuidado Thays Aparecida de Andrade pág. 219 Implantação da Atenção Integral à Saúde do Homem em São Pedro do Jequitinhonha-Mg Gelmar Geraldo Gomes pág. 220 Implantação do Programa Saúde na Escola (PSE) em Santa Luzia - MG Renata Tarbes Machado pág. 221 Importância da Integração Serviço e Ensino no Controle das Doenças Crônicas Não Transmissíveis: Relato de uma Experiência Bem Sucedida no Nasf Oeste de Belo Horizonte/Mg Vera Lúcia de Moura Fonseca pág. 222 Incidência de Câncer de pele na zona rural e urbana de Pouso Alegre-MG Talita Malta e Cunha pág. 223 Intervenções lúdicas e qualidade de vida: estudo descritivo entre idosos da região nordeste de Belo Horizonte, Minas Gerais Ricardo Luiz S. Tenório pág. 224 Intervenções Nutricionais em Serviço de Promoção da Saúde de Belo Horizonte - MG Raquel de Deus Mendonça pág. 225 Levantamento de Práticas Educativas em Unidades Básicas de Saúde de Belo Horizonte Isabela Cristiane Marinho de Faria pág. 226 Liang Gong no Centro de Saúde Independência Eda Maria pág. 227 Monitoramento e sistematização da assistência às “crianças que chiam” em um Centro de Saúde de Belo Horizonte Frederico Ferreira Gil pág. 228 O Acompanhamento de Pessoas com Diabetes mellitus tipo 1 pela Equipe de Saúde da Família Érica Silva Figueiredo pág. 229 O Programa Bolsa Família e o Trabalho Interdisciplinar no Centro de Saúde Ventosa Andréa Monteiro de Castro Graciano pág. 230 O Setor Saúde e a Promoção da Saúde: Conexões e Desafios em Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte Juliana Braga de Oliveira dos Santos pág. 231 Participação e práticas grupais na atenção primária Letícia Gonçalves 24 pág. 232 Perfil de hipertensos e/ou diabéticos, usuários do Programa de Saúde da Família (PSF) de Chonim, distrito de Governador Valadares, MG Ayla Norma Ferreira Matos pág. 233 Perfil do Índice de Massa Corporal e Pressão Arterial dos Trabalhadores de um Hospital Público: Estudo Transversal Dirce Inês da Silva pág. 234 Perfil dos Portadores de Diabetes Mellitus Acompanhados por Uma Equipe de Saúde da Familia do Municipio de Bom Despacho – Mg Alcimar Marcelo do Couto pág. 235 Práticas de Cuidados Preventivos do Câncer de Próstata, entre Funcionários de uma Indústria Textil Daisy de Rezende Figueiredo Fernandes pág. 236 Práticas de Promoção da Saúde: A Visão de Gestores da Região Metropolitana de Belo Horizonte Caroline Gomes de Souza pág. 237 Prevalência de Cárie Dentária em Crianças de 12 Anos de Idade, no Período de 1993 a 2009, e sua Relação com as Condições Socioeconômicas no Município de Caratinga-Mg Rosineide Heringer Silva Motta pág. 238 Projeto Vôlei Cidadão – Promovendo saúde através do esporte Wesley Rodrigues Pereira pág. 239 Promoção da Saude: Contribuições do Setor Educação na Construção e Implementação de Novas Práticas Ana Carolina Silva Martins pág. 240 Promoção da Saúde: Elementos de Inovação na Transformação do Modelo Assistencial Caroline Gomes de Souza pág. 241 Promoção da Saúde: Redução da Morbimortalidade em Decorrência ao Uso Abusivo de Alcool e Outras Drogas Juliana Sterci da Silva pág. 242 Promovendo a Saúde em uma Creche Infantil: O Papel de uma Universidade Pública Anézia Moreira Faria Madeira pág. 243 Relato de experiência: Saúde e Educação Juntas Contra a Dengue na Comunidade de Fátima – Ponte Nova – Mg Marcela Quarema Soares pág. 244 Saúde do Homem na Atenção Básica da Rede Municipal de Belo Horizonte-Mg Rafael Gonçalves de Araújo Neto pág. 245 Tema: Avaliação das Ações dos Enfermeiros no Programa Saúde da Família Ricardo Luiz S. Tenório pág. 246 25 Tema: Terapia Comunitária em Belo Horizonte Maria da Penha Pereira pág. 247 Utilização do Modelo Transteórico Associado à Educação Alimentar e Nutricional Vanessa de Oliveira Siqueira pág. 248 26 Sumário Pôsteres - Eixo: Redes de Atenção em Saúde Assistência De Enfermagem Ao Portador De Ferida Gelmar Geraldo Gomes pág. 249 Avaliação do Estágio de Desenvolvimento das Redes de Atenção à Saúde na Visão dos Profissionais da Atenção Primária Fabiana Brito Silva pág. 250 Avaliação do Perfil Nutricional de Pacientes Acolhidos em um Serviço Público de Belo Horizonte Especializado em Transtorno Alimentar Mariana Ribeiro de Almeida Lana pág. 251 Características Clínicas e Laboratoriais de Doentes com Tuberculose em Manaus – Amazonas Monalise Lemos pág. 252 Desafios da Articulação dos Serviços de Atenção Domiciliar na Rede Pública de Saúde Paloma Morais Silva pág. 253 Estimativa Rápida e do Diagnóstico Situacional da Equipe 2 da UBSF Icaivera Claudia Maria Belo Lisboa pág. 254 Estudo comparativo das redes de atenção em saúde mental na Atenção Primária em Saúde do SUS-BH Érica Silva Figueiredo pág. 255 Organização do programa saúde na escola na rede municipal de belo horizonte: Avaliação Anual de Saúde, uma Experiência Em Construção Wesley Barbosa Souza pág. 256 Projeto Borboletas: Metamorfose Terapêutica das Mulheres Alcoolistas Atendidas no CAPSAD de Ouro Preto Letícia Mara Pereira de Sousa pág. 257 Transição do Modelo da Reabilitação no Município de Contagem (Mg): Estratégias de Descentralização Thiago Barbabela de Castro Soares pág. 258 27 Sumário Pôsteres Eixo: Saúde e cidadania Acolhimento: Uma Estratégia de Humanização no Programa de Saúde da Família? Claudia Césari Minelli pág. 259 Caracterização do Perfil Socioeconomico e Demografico dos Usuarios do Restaurante Popular II De Belo Horizonte/Mg Yara Cardoso Silva pág. 260 Compreendendo a Sexualidade de Mulheres da USF Figueirinha do Município de Marília – SP Susiane Sucasas Frison pág. 261 Educação em Saúde: Higienização das Mãos Ester Mendes da Silva pág. 262 Merenda Escolar: Aceitabilidade e Resto-Ingestão em uma Escola Municipal de Belo Horizonte- Minas Gerais Viviane Ferreira Zanirati pág. 263 Mobilização Social para a Prevenção do Câncer Bucal – Uma Experiência Comunitária no Município de Contagem Cintia Andrade Cury pág. 264 Prevalência de infecções por Blastocystis hominis em comunidades da periferia de Belo Horizonte: Implicações clínicas Frederico Ferreira Gil pág. 265 Prevalência de Parasitoses Intestinais em um Laboratório Público na Cidade de Belo Horizonte Frederico Ferreira Gil pág. 266 Primeiros Socorros em Centros de Educação Infantil (CEI’s) de Formiga-Mg Dayane Meire Nascimento pág. 267 Projeto Educação em Saúde e Justiça Social Juliano Teixeira Moraes pág. 268 Qualidade de vida e Aspectos Nutricionais de Usuários de um Serviço de Atenção Primária à Saúde, Belo Horizonte, Minas Gerais Andrezza Helena Cardoso pág. 269 Reciclagem de Resíduo Hospitalar: Realidade Transformadora do Centro de Nefrologia da Santa Casa de Belo Horizonte Thays Aparecida de Andrade pág. 270 Reflexões Sobre o Programa ‘Fome Zero’ Petterson Menezes Tonini pág. 271 Sorrindo na Praça - Uma Experiência Multidisciplinar Junto à Comunidade Maria Aparecida de Oliveira pág. 272 28 Apresentações Orais – RESUMOS A DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL E TEMPORAL DOS AEDES (AEGYPTI E ALBOPICTUS) NO DISTRITO DE MARTINÉSIA, UBERLÂNDIA, MG: CONTRIBUIÇÕES DAS OVITRAMPAS E DA BRIGADA DE AGENTES AMBIENTAIS MIRINS João Carlos De Oliveira Contato: [email protected] [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: Este trabalho representa uma parte do Doutorado em Geografia (IG/UFU), na mobilização comunitária como controle do Aedes aegypti e prevenção da dengue em Martinésia. Martinésia é um Distrito rural, distante 32 km de Uberlândia (MG), possuía, em 2008, 676 pessoas na área urbana, que ocupava 186 domicílios em 22 quarteirões. A mobilização está baseada no CAP (Conhecimentos, Atitudes e Procedimentos), sustentado nos saberes e fazeres com a população sobre a doença (modo de transmissão, quadro clínico e tratamento), sobre o vetor (hábitos e criadouros) e medidas de controle e prevenção da dengue. A dengue é uma importante arbovirose em regiões tropicais e subtropicais, em função das condições ambientais (ºC e mm) e dos comportamentos das pessoas em manter de forma inadequada água parada e criadouros em seus ambientes. Os Aedes - aegypti e albopictus são os principais vetores da dengue. A ovitrampa é uma armadilha, barata e sensível, de plástico preto, que contém água e uma palheta de Eucatex, identificando de forma precoce a presença de ovos dos Aedes, em diferentes períodos sazonais. OBJETIVO: Apresentar as contribuições das ovitrampas e da Brigada de Agentes Ambientais Mirins no mapeamento dos Aedes. METODOLOGIA: Foram instaladas e monitoradas 21 armadilhas, semanalmente em 2009/2010, com o acompanhamento dos Agentes, estudantes da Escola Municipal “Antonino Martins da Silva”, coordenados pelos professores da escola e pelo Laboratório de Geografia Médica e Vigilância Ambiental em Saúde (LAGEM/IG/UFU). RESULTADOS: Os Agentes foram capacitados sobre a importância da comunicação na mobilização comunitária, as técnicas de instalação, monitoramento das ovitrampas e as formas de quantificação das palhetas. Foram realizadas várias parcerias para viabilizar um conjunto de atividades de Educação Ambiental e Vigilância em Saúde. As palhetas eram tabuladas em Lupa estereoscópica, as que continham ovos eram colocadas em copos de plásticos com água, num mosquitário, para eclosão em larvas, pupas e alados, servindo como prática pedagógica, que depois com os estudantes e a comunidade realizaram um conjunto de atividades, ampliando a Educação Ambiental e Vigilância em Saúde. As ovitrampas mapearam a presença dos Aedes em diferentes períodos sazonais, totalizando 3104 ovos, com maior frequência o Aedes albopictus no setor sul, em função das condições ambientais e do comportamento das pessoas. CONCLUSÕES: O CAP dos Agentes representou, em parcerias, formas diferentes de lideranças e de poder saber e fazer a comunicação com as pessoas no cuidado com os ambientes do Distrito, mantendo o Distrito mais limpo para evitar a entrada da doença. Há uma dificuldade pela efetiva sustentabilidade no cuidar dos ambientes, pois alguns moradores, ainda, “acreditam”, que importantes criadouros não estão dentro das casas, por isso é preciso proporcionar novas atitudes e práticas sobre o ato de cuidar do seu ambiente. 29 TÍTULO: A Experiência de Implantação do Plano Diretor da Atenção Primária à Saúde em Santa Luzia-MG Renata Tarbes Machado; Bárbara da Silva Mourthé Matoso Instituição: Prefeitura Municipal de Santa Luzia Contato: [email protected] RESUMO: A atenção primária, em Minas Gerais, vem enfrentando os desafios de aumentar sua resolutividade e tornar-se referência em um sistema integrado e horizontal dos pontos de atenção à saúde. O Plano Diretor da Atenção Primária à Saúde (PDAPS) consiste em uma estratégia do governo estadual para este enfrentamento. Ele caracteriza-se como um esforço conjunto de profissionais, gestores e cidadãos no fortalecimento da atenção primária, através do planejamento, da operacionalização e do monitoramento de ações que visam à melhoria dos indicadores de saúde, à qualidade e à resolubilidade da assistência. Como estratégia educacional para a sua implantação, conta com oficinas, que são realizadas nos municípios e microrregiões e tem como público alvo profissionais que atuam na atenção primária e gestores de saúde. Não consiste em treinamento tradicional, mas, em oficinas constituídas de períodos de concentração e de dispersão. O presente estudo aborda a experiência do município de Santa Luzia no processo de implantação do PDAPS. A pesquisa tem por objetivo refletir sobre os fatores dificultadores e facilitadores deste processo, bem como seus reflexos na atenção primária e no cotidiano dos serviços de saúde. Os dados foram coletados à partir da aplicação de um questionário junto aos profissionais participantes das oficinas, incluindo os facilitadores, e da análise dos instrumentos de avaliação, aplicados ao término de cada oficina. Dentre os resultados encontrados, destaca-se a expectativa por parte dos profissionais de saúde de que os temas abordados nas oficinas sejam, de fato, aplicados ao cotidiano de seu trabalho. Entende-se que o sucesso da implantação do PDAPS depende do planejamento local, da continuidade do processo, do monitoramento permanente, mas, acima de tudo, do envolvimento dos gestores, profissionais da rede municipal de saúde e da comunidade. 30 A IMPORTÂNCIA DAS FICHAS DE INVESTIGAÇÃO AMBIENTAL ASSOCIADAS AO SIG E AO MÉTODO DAS OVITRAMPAS NA PREVENÇÃO DO DENGUE. Vitor Rodrigues Dias, Renata Mascarenhas Bernardes Contato: [email protected] RESUMO: Após a realização de uma pesquisa realizada na Regional Barreiro, para fins acadêmicos, como trabalho de conclusão de curso, foi identificada no decorrer do trabalho, a importância da ficha de investigação ambiental, associada ao uso de OVITRAMPAS e ao SIG (sistema de informações geográficas). As Ovitrampas são armadilhas que consistem em atrair a fêmea do Aedes aegypti com a finalidade de identificar a presença do vetor e a propagação aproximada da quantidade do mesmo, atuando como ferramenta de controle do vetor. O objetivo do presente estudo é levantar a relevância de dados completos das fichas de Investigação Ambiental como fonte de informações espaciais que potencializam a identificação de locais de maior índice de disseminação. Ao entender que a cidade é um organismo vivo ligado através de várias redes (viárias, econômicas, políticas, sanitárias, etc.) deve-se repensar a forma que os casos são identificados como demanda de determinada regional ou município. O relato de experiência aqui descrito tem como pretensão o pensamento que, nem sempre os locais com maiores índices de casos, são realmente os maiores disseminadores da doença. E que os locais que demanda de cuidados primários, são maquiados por dados analisados sem um pré entendimento sobre sua importância social no cotidiano da cidade. 31 A INSERÇÃO DA ODONTOLOGIA NO PSF DE DIVINÓPOLIS-MG: A BUCALIDADE E SEUS DILEMAS NA CONTEMPORANEIDADE AUTORA: FABIANE DA COSTA RIBEIRO DUARTE CO-AUTOR: PROF. Dr. LEANDRO PENA CATÃO INSTITUIÇÃO: Fundação Educacional de Divinópolis - FUNEDI-MG Contato: [email protected] RESUMO: Os dentistas que trabalham no Programa de Saúde da Família (PSF) do município de Divinópolis/MG e suas práticas de atendimento foram objetos de estudo dessa dissertação. Referenciais teóricos sobre representação social e bucalidade foram apreciados e contemplados no intuito de ajudar a compreender porque a Odontologia ainda encontra dificuldades para melhorar significativamente os índices epidemiológicos das doenças que acometem a boca e principalmente quais as barreiras encontradas para o entendimento da boca como uma necessidade social. A pesquisa foi realizada por meio de entrevistas gravadas e semi-estruturadas numa abordagem qualitativa e a organização e análise dos discursos foi tratada segundo a metodologia do Discurso do Sujeito Coletivo. A análise do material empírico permitiu evidenciar que os dentistas entrevistados não receberam nenhuma orientação específica do município de Divinópolis/MG e nem das universidades onde se graduaram para trabalharem nesse novo modelo de assistência que é a proposta do Programa de Saúde da Família. Eles vêm de uma formação muito técnica com pouca ou nenhuma orientação para trabalhar no serviço público e o conceito que possuem da boca vem das representações absorvidas culturalmente ao longo da história, mas sem um olhar politizado, o que reflete numa assistência técnica, curativa com pouca atuação na prevenção de doenças e promoção da saúde e consequentemente sem a valorização da importância da boca como questão social. Diante disso a educação veiculada pela comunicação foi valorizada nesse trabalho como fator de relevância para mudanças na assistência em saúde bucal, pois, os sujeitos informados têm a possibilidade de refletir e buscar o que é realmente importante para sua vida, e consequentemente para a sua saúde bucal. Sendo para isso fundamental a transformação de significados consolidados e a mudança cultural que é mais propicia de acontecer no PSF por ser uma estratégia que visa criação de vínculo, com maiores chances de estabelecer diálogos e, portanto lugar ideal para que aconteça a educação popular. Essas mudanças são de suma importância para o crescimento da profissão, pois a sociedade precisa da boca para várias coisas, mas a Odontologia não pode negligenciar a sua responsabilidade para que a sociedade consiga conquistar seus direitos de ter uma boca saudável, onde a sociedade possa se expressar sem vergonha e exercer realmente sua cidadania. 32 TÍTULO: A JUDICIALIZAÇÃO DA SAÚDE E AS INFLUÊNCIAS SOBRE A ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA AUTOR PRINCIPAL: Orozimbo Henriques Campos Neto CO-AUTORES: Eli Iola Gurgel Andrade, Mariângela Leal Cherchiglia, Francisco de Assis Acurcio, Patrícia de Oliveira, Tiago Lopes Coelho, Aline Vital Pereira, Fernanda Barbosa Vasconcelos, Daniel Resende Faleiros, Carla Araújo de Paula, Cynthia Alves de Sousa da Silva, Lorena Gonçalves Nunes, Maria Victoria Perottino, Carlos Dalton Machado, Felipe Férre INSTITUIÇÃO: Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais/ Grupo de Pesquisa em Economia da Saúde Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A efetivação do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil exigiu a construção de uma rede de saúde ordenada em níveis hierárquicos de tecnologia assistencial, denominados atenção primária, secundária e terciária. Na atenção primária, são realizadas ações que abrangem a promoção, proteção, reabilitação e a manutenção da saúde, além da prevenção, diagnóstico e tratamento de agravos. Tem-se, assim, que parte da atenção primária envolve tratamentos farmacológicos, o que obriga o Estado a garantir assistência farmacêutica integral à população. No entanto, a restrição desse direito leva o cidadão a buscá-lo judicialmente, o que introduz, sem o devido cuidado, outra lógica de atuação (a judicial) na construção das políticas públicas. OBJETIVO: O presente trabalho tem como objetivo o estudo do “fenômeno” da judicialização em saúde na Assistência Farmacêutica, no âmbito da atenção primária. Metodologia: O estudo trabalha com um banco de dados construído a partir das 6315 ações impetradas contra a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, entre 1999-2009, onde foram requeridos 11349 medicamentos, entre os quais, 1512 (13,3%), representando um total de 77 princípios ativos, fazem parte da lista de medicamentos da atenção primária do estado. RESULTADOS: Os medicamentos foram classificados segundo a Anatomical Therapeutic Chemical Classification System (ATC). Grupos anatômicos mais solicitados: sistema cardiovascular (39%), nervoso (23%), e digestivo/metabolismo (14%). Classes terapêuticas: Sistema Renina-Angiotensina (13%), Antiepilepticos (11%), Antiácidos e medicamentos para tratamento da úlcera péptica (10%), Diuréticos (9%), Antitrombóticos (8%). A losartana foi o medicamento mais requerido, seguido de omeprazol, ácido acetilsalicílico, clonazepam e espironolactona. CONCLUSÃO: O trabalho levanta à importância de se discutir as razões que levaram os cidadãos a buscarem o meio judicial, para terem acesso a medicamentos da lista básica da Assistência Farmacêutica. O fato de medicamentos que compõem a lista terem sido “judicializados” pode indicar a falta de conhecimento dos prescritores quanto aos programas e/ou irregularidade no fornecimento desses itens no período da ação. Já medicamentos como omeprazol e losartana que passaram a compor a RENAME somente em 2002 e 2008, respectivamente, a falha na assistência se deve a não incorporação desses itens à lista. 33 A PROMOÇÃO DA SAÚDE NO ÂMBITO DA GESTÃO MUNICIPAL: A DECISÃO POLÍTICOINSTITUCIONAL COMO CONDIÇÃO PARA SUA IMPLEMENTAÇÃO Bárbara Ribeiro Martins Kátia Ferreira Costa Campos Kênia Lara Silva Maria Angélica Salles Dias Elen Gandra Denise Vianna Amador Contato: [email protected] RESUMO: A atenção à saúde no Brasil tem investido em políticas e ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, através da construção de um modelo de atenção à saúde que priorize ações de melhoria da qualidade de vida dos sujeitos e coletivos. Com essa premissa desenvolvemos a pesquisa intitulada Inovação nas Práticas de Promoção da Saúde. A pesquisa tem como objetivo analisar as práticas cotidianas de promoção da saúde identificando os elementos da macro e microestrutura que definem o desenvolvimento das práticas. Trata-se de um estudo descritivo-exploratório de abordagem qualitativa tendo como referencial teórico-metodológico a dialética. O recorte deste trabalho enfoque em um município da região metropolitana com população acima de 500.000 habitantes. Os dados empíricos foram obtidos de entrevistas com gestores das secretarias de saúde, educação, assistência social e cultura para identificação de ações de promoção da saúde desenvolvidas por essas secretarias. Os resultados apontam que a maioria dos gestores apresenta uma compreensão do conceito de promoção da saúde relacionando-o à autonomia dos sujeitos e às necessidades sociais de saúde. Foram enumeradas diversas práticas consideradas exitosas no campo da promoção da saúde, revelando que existe uma decisão político-institucional para a promoção da saúde no âmbito da gestão municipal. Entre as práticas citadas, destacam-se a Academia da Cidade e o Programa Saúde na Escola como propostas estruturadas intersetorialmente e com impacto na melhoria da qualidade de vida dos grupos beneficiários dessas práticas. Destaca-se como investimento do município a conformação de um Grupo de Trabalho de Promoção da Saúde, coordenado pela Secretaria de Saúde e constituído por diferentes atores sociais que se mobilizam para implementar a intersetorialidade na definição política e financiamento das ações de promoção da saúde. Conclui-se que as práticas desenvolvidas no município apresentam potencial para melhoria qualidade de vida da população, na perspectiva das necessidades sociais e de saúde, bem como da autonomia e empoderamento dos sujeitos. Contudo persistem desafios inerentes a intersetorialidade que perpassam a distribuição e garantia de recursos e a necessidade de compartilhar saberes entre os diversos âmbitos da gestão no município. 34 TÍTULO: Acesso aos serviços de saúde de atenção primária nas áreas rural e urbana do município de Jequitinhonha, Minas Gerais. AUTOR PRINCIPAL: Ed Wilson Vieira CO-AUTORES: Isabela Rocha Dutra; Dener Carlos Reis; Indira Simões Martins; Luiza Valgas; Andréa Gazzinelli. Instituição: Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: Introdução: apesar do aumento na cobertura dos serviços de atenção à saúde nos últimos anos no Brasil, ainda persistem desigualdades no acesso, principalmente em áreas rurais distantes. Objetivo: avaliar o acesso aos serviços de serviços de atenção primária nas áreas rural e urbana do município de Jequitinhonha, Minas Gerais. Métodos: a população do estudo foi composta por indivíduos com 18 anos ou mais de idade, sendo uma amostra de 1.235 indivíduos residentes na área urbana e todos os 190 indivíduos do distrito rural do Caju. Utilizou-se para a coleta de dados questionário baseado no utilizado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (2003) sobre acesso aos serviços de saúde. Resultados: os residentes, tanto da região rural quanto da urbana, nos casos de problemas com a própria e saúde procuram, principalmente, as unidades básicas de saúde da área de abrangência da Equipe de Saúde da Família, porém na região rural essa procura foi menor (83,4% vs 93,3%) (p<0,000). A procura por todos os outros tipos de serviços de saúde se mostrou dependente da disponibilidade, sendo que, os serviços hospitalares, farmacêuticos e consultórios particulares são mais procurados na área urbana (p<0,01). Menor proporção de pessoas teve acesso a consulta com profissional de saúde, médico ou enfermeiro, na área rural que na urbana durante os últimos 12 meses anteriores à entrevista (OR 0,32; IC 0,22 – 0,45), mesmo considerando apenas os portadores de doenças crônicas (OR 0,39; IC 0,22 - 0,70) que são os que mais freqüentemente procuram pelos serviços de saúde. Ressalta-se que o número médio de consultas anuais foi mais de duas vezes maior na área urbana. De acordo com a regressão logística observou-se que as mulheres e as pessoas portadoras de doença crônica tiveram significativamente mais acesso a consulta com profissional de saúde nas duas áreas e que o suporte social foi estatisticamente importante apenas na área rural. Não foram encontradas diferenças significantes nas taxas de hospitalização durante o último ano, apesar de ambas terem sido elevadas (11,6% na área rural e 16,0% na urbana). Conclusão: Apesar da alta taxa de hospitalização encontrada poder ser indicativa de deficiência no acesso aos cuidados preventivos nas duas áreas, na área rural essa situação foi mais marcante e pode estar relacionada tanto a fatores geográficos quanto à oferta de atendimentos. Estes resultados certamente auxiliarão os gestores na criação estratégias para o fortalecimento e maior eficiência do sistema municipal de saúde, buscando a consolidação das diretrizes do SUS. Apoio Financeiro: Fapemig, CNPq, Capes. 35 TÍTULO: Adesão a modos saudáveis de vida em Serviço de Atenção Primária à Saúde mediante a situação de saúde AUTOR: Mariana Tâmara Teixeira de Toledo Contato: [email protected] RESUMO: Introdução: Apesar de constituir-se de difícil tarefa para muitos indivíduos, a adesão a modos saudáveis de vida (MSV), incluindo a alimentação saudável e a prática regular de atividade física, é extremamente importante para a prevenção e controle de doenças e agravos não transmissíveis (DANT). Portanto, identificar barreiras para a adesão aos MSV pode ser útil para subsidiar ações de saúde mais efetivas. Objetivos: Identificar as barreiras enfrentadas por usuários de serviço de Atenção Primária à Saúde para aderirem ao aconselhamento sobre prática de atividade física e alimentação saudável e sua associação com a situação de saúde. Métodos: Estudo seccional desenvolvido em Unidade Básica de Saúde do Distrito Sanitário Leste de Belo Horizonte, com usuários >20 anos que aguardavam atendimento eletivo, durante período de 4 meses. Obtiveram-se dados sociodemográficos, aconselhamento sobre MSV realizado pelos profissionais de saúde, percepção de saúde, antropometria e morbidade referida (diabetes, hipertensão arterial – HA - e dislipidemia). Realizou-se análise descritiva e teste Qui-Quadrado. Resultados: A amostra constou de 417 indivíduos, 78,9% mulheres, com mediana de idade de 39 anos (20; 85) e renda per capita de R$250,00 (R$7,00; R$1265,00). Dos entrevistados, 40,8% (n=170) receberam aconselhamento sobre MSV, sendo que apenas 16,7% realizavam todas as orientações propostas. Indivíduos com DANT receberam mais aconselhamento que os demais (p<0,001). Além disso, aqueles com diabetes (p=0,041), HA (p=0,002), e dislipidemias (p<0,001) aderiram mais ao aconselhamento recebido que os indivíduos sem DANT. Não houve associação significativa entre aconselhamento e percepção de saúde e entre variáveis antropométricas. As principais barreiras referidas para adesão ao aconselhamento, tanto para portadores de DANT quanto para indivíduos sem DANT, foram: dificuldade para mudar os hábitos (38,8% e 30,2%), falta de tempo (23,8% e 26,4%), dificuldades financeiras (8,8% e 7,5%), dentre outros (16,3% e 24,5%). Conclusão: O fato de indivíduos com DANT terem sido mais aconselhados e aderirem mais aos MSV que os demais revela a importância da realização de intervenções factíveis na Atenção Primária à Saúde, de forma a motivá-los também para a prevenção dos agravos, e não apenas para o tratamento e cura. No entanto, destaca-se que, para que as intervenções sejam mais efetivas, é preciso considerar as barreiras referidas pelos indivíduos e o contexto em que estão inseridos. 36 ASPECTO DO COMPORTAMENTO SEXUAL E PERCEPÇÕES SOBRE HIV/AIDS DE INDIVÍDUOS NA FAIXA ETÁRIA DE 50 A 69 ANOS NO MUNICÍPIO DE IPATINGA, MINAS GERAIS, 2008. Sílvia Rogéria R.de Bem FELISBERTO1, Regina Coeli Cançado Peixoto PIRES2 1-Mestre em Ciências da Saúde-Unincor ; 2-Professora do Curso de Mestrado em Ciências da Saúde - Unincor Contato: [email protected] RESUMO: A AIDS foi identificada no Brasil na década de 80 em indivíduos pertencentes a determinados grupos como homossexuais, prostitutas, hemofílicos e dependentes químicos. Entretanto, ao longo do tempo as mudanças no perfil da doença têm demonstrado que a AIDS pode acometer qualquer pessoa em uma sociedade, inclusive indivíduos mais velhos, hipótese que era descartada por todos. Porém pesquisas realizadas sobre a sexualidade do brasileiro indicaram que 67% de indivíduos na faixa etária de 50 a 59 anos e 39% acima dos 60anos se dizem sexualmente ativos. O Estado de Minas Gerais observou de 2000 para 2004 um aumento de municípios, como Ipatinga, com casos e incidência de AIDS/HIV em indivíduos mais velhos. Dentro deste contexto procurou-se analisar o comportamento sexual e as percepções sobre a HIV/AIDS de 267 indivíduos na faixa etária de 50 a 69 anos no município de Ipatinga, através de um questionário aplicado em forma de entrevista. Foram realizadas análise descritiva de todas as variáveis e análise de dados multidimensionais de componentes principais. Os resultados demonstraram que 107 (63,0%) indivíduos de 50 a 59 anos e 71 (73,2%) de 60 a 69 anos nunca usavam preservativo nas relações sexuais. E dentre aqueles que se achavam com possibilidade de contrair o vírus HIV foram encontrados 85 (50,0%) indivíduos de 50 a 59 anos e 55 (56,7%) de 60 a 69 anos. Essas analises permitiram concluir que é evidente a necessidade de maiores estudos sobre o comportamento sexual desse segmento da população juntamente com a atuação dos profissionais de saúde e dos órgãos responsáveis pelos programas de prevenção e controle de AIDS/HIV no Brasil, no intuito de proporcionar a implantação de políticas de saúde que conduzam esses indivíduos a se conscientizarem sobre o risco da infecção e transmissão do HIV/AIDS caso não sejam adotadas práticas preventivas. 37 TÍTULO: AVALIAÇÃO DA ATENÇÃO BÁSICA EM BELO HORIZONTE: UTILIZAÇÃO, OFERTA E ACESSIBILIDADE DOS SERVIÇOS AUTOR: Maria Raquel Gomes Maia Pires Contato: [email protected] RESUMO: Neste estudo considera‐se que a utilização dos serviços pelo usuário ocorre de forma semelhante tanto em UBSs completa e parcialmente cobertas pelo PSF, quanto nas UPAs. Há influência do modelo tradicional de atenção centrado na consulta médica e na demanda espontânea. Objetiva-se analisar o desenvolvimento da política de atenção básica à saúde do SUS de Belo Horizonte, com a implantação do PSF; avaliar a atenção básica à saúde, em Belo Horizonte, quanto à articulação com as urgências, utilização, oferta e acessibilidade dos serviços; analisar em que medida a implantação das Equipes de Saúde da Família, em Belo Horizonte, contribuem para a reorganização da atenção básica, no que se refere à oferta, utilização e acessibilidade dos serviços de saúde. Pesquisa avaliativa, abordagem quantitativa e qualitativa, com triangulação de métodos. O delineamento conta com três etapas: na primeira, realizou‐se um survey com 997 usuários de 10 UBSs e 7 Unidades de Pronto‐Atendimento (UPAs). Interrogou‐se se o problema de saúde que as pessoas levam às urgências poderia ser resolvido na atenção básica. Verificaram‐se, comparativamente, os procedimentos utilizados e a racionalidade dos entrevistados na escolha dos serviços; na segunda, formaram‐se 4 grupos focais com 30 profissionais de saúde (16 enfermeiros e 14 médicos), das 10 UBSs, para avaliar a organização do processo de trabalho, à luz dos princípios do PSF e dos resultados do survey; na terceira, verificou‐se a oferta dos serviços de atenção básica. Analisaram‐se as bases de dados secundárias do Sistema Fênix, da Secretaria Municipal de Saúde de BH. Submeteu‐se o estudo à aprovação dos Comitês de ética em pesquisa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – Parecer 053/06 –, e Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSBH) – protocolo 19/2006. Os resultados apontam duplicidade de ações entre UBSs e Urgências, ambas realizando procedimentos de atenção básica; pouca utilização e oferta de ações programáticas nas UBSs, que seguem com predomínio do atendimento à demanda espontânea e centralidade no médico e na doença; distanciamento, da organização do processo de trabalho das ESFs, das práticas de vigilância à saúde; dificuldade em planejar ações, realizar ações programáticas, preventivas e de promoção à saúde. Verificaram‐se, porém, indícios de mudanças, com práticas de educação, calcadas na promoção da saúde, que incluem grupos de unibiótica, qualidade de vida e atividades físicas. 38 AVALIAÇÃO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA A PACIENTES HIPERTENSOS GOMES; Lidiege Terra Souza e1, GRACIANO, Miriam Monteiro de Castro2 1. Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIFENAS. 2. Docente da Faculdade de Cências Médicas da UNIFENAS Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: O HiperDia é um sistema de informação criado para monitoramento de hipertensos e diabéticos. Ele foi implantado no município em estudo no ano de 2009. OBJETIVOS: a) Descrever perfil epidemiológico de hipertensos cadastrados no HiperDia de Alfenas, MG. b) Avaliar o processo de trabalho na Atenção Primária para o controle da HAS. c) Construir índice de satisfação do usuário. METODOLOGIA: Estudo misto. Primeira fase exploratória de 2.134 hipertensos cadastrados no HiperDia. Segunda fase, estudo de inquérito com amostra de 335 pacientes. Análise frequentista e de medida de tendência. RESULTADOS: Do total de pacientes estimados, 74% se encontram cadastrados. Aproximadamente 62% são mulheres; 37% têm diabetes associada; 70% têm entre 40 e 69 anos de idade; 22% é tabagista e 44% sedentário; 33% apresentam alguma seqüela, sendo coronariopatia e doença renal as mais freqüentes; 40% não têm classificação de risco. Com relação ao estudo de inquérito, 67% da amostra passou mais de 3 vezes em consulta médica no último ano; 0,5% saiu da consulta médica com a próxima agendada; 49% nunca participou de grupos de caminhada e 70% nunca participou de grupos de hipertensos; 88% afirma ter facilidade de acesso à medicação e 92% deles considera adequada as orientações de uso; 85% nunca passou por consulta de enfermagem; 86% não recebeu visita do médico e 87% não recebeu visita da enfermagem no último ano; 11% das visitas do ACS é apenas para colher assinatura. Em média, 95% da população realizaram exames de rotina, exceto ECG, realizado em 74%. 27% da população passou por avaliação oftalmológica; 23% odontológica; 18% nutricional; 13% fisioterápica; 4% psicológica; e 3% fonoaudiológica no último ano. 100% das unidades contam com a presença de um odontólogo. Dentre os pacientes avaliados por fonoaudiólogo, 80% possui 60 anos ou mais, o que representa 4,5% da população que deveria passar por esta avaliação. De modo geral, os usuários estão satisfeitos com os serviços prestados (média 8). O item com pior avaliação se refere à resolubilidade, que obteve média 7,7. CONCLUSÃO: Existe boa cobertura de serviços. Entretanto, falhas pontuais, dentre elas de assistência de enfermagem e odontológica, não se justificam. Deficiência na avaliação do risco audiológico de idosos hipertensos deve-se provavelmente ao fato de uma única profissional se responsabilizar por 11 USF. O déficit de ECG será superado, pois novos aparelhos foram adquiridos e médicos passarão por treinamento. 39 AVALIAÇÃO DA HANSENÍASE: QUALIFICANDO VIGILÂNCIA E ASSISTÊNCIA Ayla Maria Calixto de Carvalho Cláudia Glauciene Teixeira Silva Morais Dalila Maria Matias Coelho Kátia Regina Sousa Batista Neile Socorro Alves Bezerra Solange Maria Moura Pimentel Contato: [email protected] RESUMO: Caracterização do problema: A hanseníase é um problema de saúde pública no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, o município de Teresina é considerado hiperendêmico para hanseníase. As ações de controle da hanseníase em Teresina é realizado em Centros de Referência e também pela Estratégia Saúde da Família, são 231 equipes, distribuídas em três Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS), 75 delas na CRS Centro/Norte, que conta ainda com os dois principais Centros de Referência. Em 2009, a Fundação Municipal de Saúde descentralizou o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) para as CRS. Objetivando avaliar o banco de dados da hanseníase na CRS Centro/Norte, referente ao ano da descentralização, realizou-se esta avaliação, que subsidiará as ações de intervenção necessárias para o controle da doença e a melhoria dos registros. Trata-se de uma avaliação, com a população constituída por todos os casos novos de hanseníase com diagnóstico em 2009, residente em Teresina-Pi, a base de dados foi obtida em junho de 2010, consolidada em planilha do Excel segundo a variável idade, sexo, escolaridade, raça/cor, bairro de residência, classificação operacional, forma clínica, modo de detecção, classificação do grau de incapacidade física no diagnóstico e na alta, contatos registrados e examinados, tipo de saída e unidade notificadora. Descrição: Foram notificados 226 casos novos, residentes em Teresina, desde 140 são paucibacilares (PB) e 86 multibacilares (MB). Em menores de 15 foram registrados 21 casos (9,3%), 17 (81%) classificados como PB e 04 (19%) como MB. Em relação ao modo de detecção 51,4% dos casos PB e 57% dos MB foram identificados na demanda espontânea, indicando a passividade dos serviços na busca de casos; na avaliação do grau de incapacidade observou-se que há diferença significativa da avaliação inicial (90%) e a da alta (63%); quanto a avaliação dos contatos observou-se que forma examinados 55,7% dos casos MB e 42% dos casos PB. Lições Aprendidas: A avaliação da hanseníase a partir do banco de dados do Sinan direciona as atividades de vigilância e assistência, com isso fortaleceu a parceria com as equipes da Estratégia Saúde da Família, permitiu rediscutir casos clínicos e qualificar a assistência. Recomendações: Realizar avaliação semestral do banco de dados com o objetivo de monitorar o acompanhamento dos casos antes da alta, promovendo redirecionamentos das ações de vigilância e assistência quando necessário. 40 AVALIAÇÃO DOS REGISTROS CONTIDOS NAS DECLARAÇÕES DE NASCIDOS VIVOS, DA COORTE DE CRIANÇAS NASCIDAS EM 2009, NO MUNICÍPIO DE GOUVEIA, MINAS GERAIS, BRASIL AUTOR PRINCIPAL: FERNANDES, Daisy de Rezende Figueiredo1; GOULART, Eugênio Marcos Andrade2; CÔRTES, Maria da Conceição Juste Werneck 3 1 Doutoranda DINTER UFVJM Programa PG Saude da Criança e do Adolescente 2 Prof. Associado/ Departamento de Pediatria/FM/UFMG 3 Profa. Associada/ Departamento de Medicina Preventiva e Social/FM/UFMG Contato: [email protected] RESUMO: No Brasil, dos Sistemas de Informação em Saúde, destaca-se o Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos – SINASC. Entretanto, como é passível de ocorrer em qualquer sistema de informação, este pode estar comprometido entre outros motivos, por sub-registro e qualidade do preenchimento do seu instrumento de coleta, a Declaração de Nascido Vivo - DN. Análises de dados tem mostrado esta situação em algumas regiões e estados. Assim, tornou-se necessário e importante a realização de um estudo no município de Gouveia – MG, buscando avaliar a cobertura das DN e a ocorrência ou não de falhas no preenchimento. Objetivos: Analisar a taxa de cobertura e a qualidade dos dados registrados nas DN de crianças nascidas e residentes em Gouveia, no ano de 2009. Métodos: Na 1ª etapa, comparou-se o número de partos registrados com o quantitativo de DN expedidas. Para a 2ª etapa, foram visitados os serviços de saúde e realizada a transcrição de dados ou cópias das DN emitidas no ano 2009. Na 3ª etapa as residências das crianças foram visitadas, confirmado o endereço, realizadas entrevistas e solicitados alguns documentos na intenção de comparar os dados registrados e aqueles transcritos ou copiados para as DN. Resultados: Ocorreram 152 partos nas duas únicas maternidades, sendo emitidas 100% das DN. Na análise, foram incluídas 123 (80,9%) DN e excluídas 29 (19,1%) por: óbito materno (0,6%), endereço de outro município (1,2%), óbito infantil (2,5%), mudança do município (3,9%) e mães residentes em outros municípios com endereço de parentes em Gouveia (10,9%). Foram avaliados 19 itens das DN e, somente para tipo de gravidez e sexo não houve erro ou ausência de preenchimento. Em 92 DN (74,8%) os dados estavam incompletos, ausentes ou incorretos. Entre os registros incompletos, verificouse a presença apenas do nome da mãe, entre os ausentes havia 5 itens destacando-se os índices de Apgar no 1º e 5º minutos (3,2%) e entre os incorretos, havia 11 itens como, estado civil e raça/cor (26,8%), seguido do número de consultas pré-natal (19,5%). Nos 22 registros de nascidos mortos em gestações anteriores, somente 3 (13,7) referiam-se a esta situação e os demais, eram abortos. Conclusões: não houve sub-registro das DN, mas a qualidade dos dados ficou comprometida por incompletude, incorreção ou ausência. A utilização destes dados deve ser com cautela, se forem referência para planejamento e (re)organização dos serviços de saúde. 41 AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DOS ALUNOS MATRICULADOS EM UMA UNIDADE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL DO DISTRITO SANITÁRIO NORTE DE BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS FERREIRA, Nathália Luíza; OLIVEIRA, Marcella Amorim Braga de; ANDRADE; Roseli Gomes de. Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] INTRODUÇÃO: O Brasil tem experimentando nos últimos vinte anos uma rápida transição nutricional, a qual inclui a população adulta e infantil. Dessa forma, a avaliação do estado nutricional da população infantil é fundamental para a identificação de desvios nutricionais, possibilitando assim, uma intervenção mais direcionada e eficaz. OBJETIVOS: Avaliar o estado nutricional dos alunos atendidos por uma Unidade Municipal de Educação Infantil (UMEI) do Distrito Sanitário Norte de Belo Horizonte. MÉTODO: Foram aferidas as medidas de peso e estatura, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde. Determinou-se os índices peso/idade (P/I), estatura/idade (E/I) e índice de massa corporal/idade (IMC/I), com classificação segundo os pontos de corte propostos pela Organização Mundial da Saúde para escore-Z. RESULTADOS: Avaliaram-se 208 alunos, com idade entre 8 meses a 5 anos e 10 meses, sendo 54,3% (n=113) do sexo masculino. A faixa etária predominante foi de 5 a 6 anos (38,9%). Verificou-se que 91,3% (n=190) das crianças apresentaram peso adequado e 2,9% (n=6) baixo peso segundo o índice P/I, enquanto que 7,7% apresentaram baixa estatura de acordo com o índice E/I. Já para o índice IMC/I, 68,8% (n=143) e 17,3% (n=36) das crianças apresentam IMC adequado para idade e sobrepeso, respectivamente. A prevalência de excesso de peso (sobrepeso e obesidade) encontrada foi de 26,6%. Ao analisar a distribuição da classificação de P/I por faixa etária, observou-se que 66,7% (n=4) e 50,0% (n=6) das crianças com baixo peso para idade e sobrepeso, respectivamente, encontravam-se entre 5 e 6 anos. Esta etária também concentrou 66,7% dos alunos com baixo IMC para idade, enquanto 70,0% dos alunos com obesidade estavam entre 4 e 5 anos. CONCLUSÃO: A elevada prevalência de desvios nutricionais, sobretudo o excesso de peso, denota a necessidade de desenvolvimento de estratégias alimentares que visem à promoção de um estado nutricional adequado por meio da alimentação saudável e equilibrada. Tendo em vista que crianças permanecem importante parte do dia na UMEI, a escola torna-se ambiente propício para adoção de hábitos saudáveis. 42 TÍTULO: Avanços obtidos na Atenção Básica no município de Pirapózinho-São Paulo, com a atuação do Articulador da Atenção Básica AUTOR PRINCIPAL: DELZA MARIA TORRES KOZUKI; CO-AUTORES: DULCEMARA LÚCIO MARTINS Instituição: SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO E PREFEITURA MUNICIPAL DE PIRAPÓZINHO Contato: [email protected] RESUMO: Os Articuladores da Atenção Básica são profissionais da SES-SP selecionados por critérios técnicos, para auxiliar os gestores municipais nas ações relativas à Atenção Básica, na identificação de problemas, na formulação de estratégias, para a qualificação dos processos de trabalho das Unidades Básicas de Saúde, envolvendo avaliação, monitoramento e desenvolvimento da capacidade de gestão municipal. O município de Pirapózinho, localizado a Oeste do Estado de São Paulo, integrante do Colegiado de Gestão Regional (CGR) da Alta Sorocabana possui população de 25.237 habitantes, IDH 0,783, renda per-capita de 1,94 s.m. e 21% da população com plano de saúde suplementar. Em 2009 apresentava várias dificuldades que impossibilitavam o fortalecimento da Atenção Básica, tais como: cobertura pela Estratégia de Saúde da Família abaixo de 60%; recursos financeiros repassados fundo a fundo tanto pelo governo federal como estadual acumulados nas contas correntes; gestão do fundo municipal de saúde centralizada na contadoria da prefeitura; Unidades Básicas sem mobiliário adequado; recursos humanos desestimulados; dispensação de medicamentos centralizada e pré-natal desorganizado. Com a atuação do Articulador da Atenção Básica empoderando o gestor municipal e as equipes de atenção básica, o município aumentou 20% a cobertura de Estratégia de Saúde da Família; o gestor municipal passou a ser o ordenador das despesas do Fundo Municipal de Saúde; implantou-se dispensário de medicamentos em todas as Unidades Básicas, equipandoas com mobiliário de apoio e infra-estrutura; melhorou-se as condições de trabalho dos profissionais; organizou-se o pré-natal, implantando o teste rápido de gravidez e coleta de papanicolau para todas as gestantes, priorizou-se o atendimento dentário e ultrassonografia para as mesmas, implantou-se o protocolo de risco gestacional, definindo-se a referência para o mesmo, implantou-se a distribuição de cesta básica com frutas e legumes às gestantes carentes, contribuindo assim para aumento da qualidade do pré-natal. Observa-se que a presença constante do Articulador da Atenção Básica nos municípios de pequeno porte com seu trabalho de assessoria, articulação e orientação estimula a avaliação crítica do próprio trabalho; leva a maior adesão, comprometimento e motivação de toda equipe municipal; proporciona mudanças significativas na Atenção Básica fortalecendo a atuação do gestor de município de pequeno porte no seu território e no CGR, sendo recomendado que o Articulador da Atenção Básica aprofunde seu trabalho e seja mantido com as atribuições propostas nos moldes atuais. 43 TÍTULO: BIOPODER E SAÚDE DA MULHER: DISPOSITIVOS DE CONTROLE NAS POLÍTICAS E PRÁTICAS DE SAÚDE AUTOR PRINCIPAL: Letícia Gonçalves CO-AUTORES: Cássia Beatriz Batista. Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Contato: [email protected] RESUMO: O trabalho refere-se a uma pesquisa que parte de discussões acerca da discursividade de Biopoder presente no Sistema Único de Saúde (SUS), em específico no que tange o controle sobre a mulher, abarcando discussões de gênero. O controle sobre a mulher já é ponto de discussão em outros campos e possui vasta articulação no movimento feminista. O que, porém, experiências anteriores e atuais na saúde, via estágios ou pesquisas, nos têm apontado, é para uma insipiência desta temática nas reflexões e propostas para o campo da saúde pública. A pesquisa tem como foco a analise do discurso de Biopoder presente nas políticas e diretrizes voltadas para a saúde da mulher, em específico no que tange discussões de planejamento familiar, ampliando para discussões acerca da maternidade. Trata-se de uma pesquisa de cunho qualitativo, que utiliza da análise documental como principal ferramenta de trabalho. Poder e gênero são tomados como categorias de análise para tais reflexões, demonstrando como tais categorias tangenciam a construção de políticas e a execução de práticas direcionadas a mulher, no SUS. Foram realizadas análises das políticas e diretrizes nacionais voltadas para a saúde da mulher e problematização dos relatos de prática localizados na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os levantamentos apontam para o risco de utilização do discurso de saúde, bem-estar social e qualidade de vida enquanto dispositivos de controle e sujeição da mulher. Embora alguns documentos das políticas de saúde evidenciem de alguma forma a noção de direito e autonomia, o que se verifica nos relatos de práticas são apropriações reduzidas e orientações mais diretivas às mulheres. Nas práticas de saúde voltadas para o planejamento familiar, percebemos prevalecerem o enfoque de intervenção na mulher, mesmo estando presentes discussões de co-responsabilização e importância da participação masculina neste cenário. Conclui-se que é importante atentar para as intervenções e discursos voltados para a mulher na saúde e entender em que medida essas construções oprimem e inibem a produção de autonomia, tanto preconizada no discurso da saúde pública. Consideramos que é preciso avançar nas discussões de gênero no campo da saúde e ampliar os questionamentos acerca de estratégias de sujeição e dominação da mulher. 44 CADERNETA DE SAÚDE DA PESSOA IDOSA: ESTRATÉGIAS DE IMPLEMENTAÇÃO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE AUTOR PRINCIPAL: Maria Teresinha de Oliveira Fernandes CO-AUTORES: Simone Abrantes Cândido Ana Luiza de Aquino Sônia Maria Soares Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA: A Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa (CSPI) é um instrumento, cuja função é propiciar um levantamento periódico de determinadas condições da saúde do idoso e de outros aspectos que possam interferir no bem-estar. DESCRIÇÃO: Trata-se de relato de experiência de uma Unidade Básica de Saúde de Belo Horizonte, com o objetivo de discutir estratégias para implementação da CSPI na atenção primária à saúde. A CSPI tem sido introduzida pela enfermagem, trabalhada sua importância na equipe, com os próprios idosos/famílias/cuidadores. Primeiro foi adotada para idosos acamados, depois nos grupos sócio-educativos para os com 60 anos e mais. LIÇÕES APRENDIDAS: A CSPI funciona como “prontuário para idoso acamado”, onde se registra orientações curtas, Pa, glicemia, vacinas, medicamentos, estado de saúde, agenda da visita domiciliar; propicia acompanhamento periódico em grupo sócio-educativo e/ou individual de determinadas condições de saúde e outros aspectos que possam interferir no bem-estar e ações necessárias a um envelhecimento ativo e saudável; direciona as equipes para a atenção à capacidade funcional; empoderamento, o próprio idoso solicita as anotações na sua “carteirinha”. Proporciona conhecimento de importantes marcadores, agravos em saúde individual/coletivo, transversal/longitudinal; estruturação de ações estratégicas (promoção, prevenção, assistência); estabelecimento de metas individuais/coletivas; acompanhamento e monitoramento das ações e resultados obtidos/esperados; possibilidade de capacitação em DCNT, fatores de risco, de proteção e vigilância; mudança do paradigma com a possibilidade de visão longitudinal da saúde/adoecimento. Necessidade da caderneta espelho na UBS. Observou-se maior tranqüilidade e compreensão de cuidadores em relação à rotina de cuidados permanentes ou não. RECOMENDAÇÕES: Destaca-se na CSPI a atenção integral ao idoso, sendo importante qualificar serviços de saúde para a atenção à pessoa idosa (vulnerabilidade social, diagnóstico precoce de processos demenciais, capacidade funcional, quedas, etc), garantir acesso a instrumentos diagnósticos adequados. Antes do adoecimento orgânico a pessoa idosa apresenta alguns sinais de risco, e o registro na CSPI facilita identificar sinais para que ações possam ser assumidas precocemente, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida individual e a saúde pública mais consciente, eficaz; possibilitando um maior grau de independência e autonomia à população idosa. 45 CAMPANHA DE COMBATE À RETINOPATIA DIABÉTICA DO LIONS CLUBE EM PARCERIA COM O DISTRITO SANITÁRIO PAMPULHA Andréa Monteiro de Castro Graciano; Carlos Granja; Jerônimo Andrade; Beatriz Braun Silvério; Celi Cazadinho Vilela Costa; Cínthia Maria Gomes e Silva; Débora Maria Soares Rodrigues Coelho da Silveira; Eliane Espíndola; Maria Cristina Kapitzky e Maristela do Nascimento Silva. Instituições: Gerência Regional de Saúde da Pampulha da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte e Fundação Internacional Lions Clubes BH Tiradentes e Pampulha. Contato: [email protected] RESUMO: A Retinopatia Diabética é uma doença no olho que pode se desenvolver em homens e mulheres diabéticos, levando à cegueira irreversível, entre muitas outras complicações. Nos casos em que o diabético não controla a quantidade de glicose no sangue, casos de diabetes associados à hipertensão, tempo de diabetes superior a 10 anos, gestação e doenças nos rins, a visão pode estar em perigo. Existe então, a necessidade de fazer o exame de fundo de olho 2 vezes por ano, pois quando os sintomas são detectados a tempo é possível evitar a cegueira. Na Campanha de Combate à Retinopatia Diabética, os diabéticos da área de abrangência de cada Centro de Saúde são convidados a realizar o exame de fundo de olho. Os diabéticos são convidados pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) a participar de um mutirão e são examinados pelos médicos voluntários do Lions, em data e horário previamente definido. Para o exame de Fundo de Olho a Fundação Internacional de Lions disponibiliza o colírio e o Oftalmoscópio. Para o posterior tratamento, custeia a angiografia e a aplicação de Laser em clinicas conveniadas. No Centro de Saúde, realiza-se a glicemia em todos os diabéticos antes do exame médico. Após os exames, o responsável do Lions Clube, envia ao Distrito Sanitário, o consolidado com o número de pessoas examinadas e o número de pessoas com Retinopatia Diabética. A responsabilidade do atendimento destes pacientes com Retinopatia é do Lions Clube. O acompanhamento contínuo dos pacientes diabéticos é responsabilidade do Centro de Saúde. Este trabalho em parceria com os Lions Clube BH Tiradentes e Pampulha, já foi realizado em 1/3 dos Centros de Saúde da Pampulha e foram examinados até o momento 247 diabéticos e diagnosticados 41 casos de Retinopatia. No Centro de Saúde Confisco foram examinados 78 pacientes e detectados 15 casos. No Centro de Saúde Dom Orione foram examinados 82 pacientes e detectados 14 casos e no Centro de Saúde Ouro Preto foram examinados 88 pacientes e detectados 12 casos de Retinopatia. Este trabalho chama atenção para os graves riscos do Diabetes para a saúde e a importância de um controle atento destes pacientes. Está recomendada sua ampliação para todos os Centros de Saúde do Distrito Pampulha, devido a importância desta atenção precoce à saúde (antecipação ao dano) e a boa organização e avaliação deste trabalho. 46 TÍTULO: CARACTERIZAÇÃO DAS VISITAS DOMICILIARES REALIZADAS PELOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE DO NASF AUTOR PRINCIPAL: Aline de Morais Pereira CO-AUTORES: Juliana Moreira Pereira; Sandra Ribeiro da Silva; Simone Abrantes Cândido Instituição: Prefeitura Municipal de Belo Horizonte – Núcleo de Apoio à Saúde da Família. Belo Horizonte/MG Contato: [email protected] RESUMO: A visita domiciliar constitui um importante instrumento da prática de promoção, prevenção e assistência à saúde. É um valioso instrumento de conhecimento da realidade de vida da população e de estabelecimento de vínculo, fundamentando um subsídio para a intervenção no processo de saúde-doença e no planejamento de ações de saúde. Criado em 2008, como equipe de apoio matricial à equipe de Saúde da Família, o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) tem a visita domiciliar como um dos seus principais eixos de trabalho. Pesquisas sobre a atuação do NASF na comunidade, incluindo a visita domiciliar, são pouco exploradas na literatura pesquisada. Objetivo: Caracterizar as visitas domiciliares realizadas pela equipe do NASF de um Distrito Sanitário de Belo Horizonte/MG, por meio da demanda dos usuários via Equipe de Saúde da Família. Métodos: Pesquisa quantitativa realizada por equipe multidisciplinar atuante no Distrito Sanitário Norte de Belo Horizonte/MG. Para a coleta de dados, utilizaram-se informações em prontuários, no período de janeiro a maio de 2010. A análise, por meio de freqüência simples, envolveu as variáveis: gênero, faixa etária, patologia, profissionais envolvidos. Resultados: Do total de 1261 visitas realizadas, 61% foram demandadas por mulheres. Pessoas com 60 anos ou mais representaram 65% das visitas, 19,0% compreendiam entre 40 e 59 anos, 10% entre 20 e 39 anos, 4.0% entre 10 e 19 anos e 2,0% entre 0 a 9 anos. Dentre as visitas, 49,1% apresentaram como principal problema de saúde as patologias neurológicas, 26,0% as endócrino-metabólicas, 20,3% as osteomusculares e 4,6% as cardiovasculares. O fisioterapeuta foi demandado em 29,9% das visitas domiciliares, o terapeuta ocupacional 20,4%, o nutricionista 16,5%, farmacêutico 13,2%, fonoaudiólogo 9,8%, psicólogo 6,6% e assistente social 3,6%. Conclusões: A maior demanda por visitas dos profissionais do NASF advém da população idosa, sendo predominante o sexo feminino e as alterações neurológicas. Apesar dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais proverem maior demanda, os outros profissionais também realizaram número significativo de visitas, o que justifica o aprimoramento do trabalho interdisciplinar com vista à integralidade e às ações de saúde efetivas. Conhecer o perfil do usuário que necessita da atenção domiciliar é importante para se planejar as ações de saúde, bem como contribui para a organização de estratégias voltadas para a maior resolubilidade dos problemas da população assistida. 47 TÍTULO: Conhecimento de escolares sobre a dengue no município de João Monlevade-MG. SILVEIRA, Luciana Ramos¹; PIRES, Regina Coeli Cançado Peixoto²;MARTINS, Jaqueline³ Instituição: 1 Mestre em Ciências da Saúde/UNINCOR/Betim 2,3 Programa de pós-graduação do Mestrado em Ciências da Saúde/UNINCOR Contato: e-mail: [email protected] RESUMO: O objetivo deste estudo foi avaliar o conhecimento sobre a dengue de estudantes do ensino fundamental, de duas escolas de perfis socioeconômicos diferenciados, no município de João Monlevade – MG. Nesse município foi identificado um alto Índice Larval (LI) em período de grande concentração de chuvas, e há busca diária da população por atendimento com sintomas relacionados à dengue, além da observação sobre a falta de percepção cuidadosa quanto aos métodos preventivos nesta localidade. A dengue é considerada um sério problema de saúde pública em todo mundo na atualidade, e ainda a principal doença reemergente nos países tropicais e subtropicais, e a arbovirose mais importante em termos de morbidade e mortalidade que afeta o ser humano. A coleta de dados foi realizada através de um questionário aplicado aos estudantes de 10 a 14 anos. Após cálculo amostral os participantes foram escolhidos por sorteio sem reposição, totalizando 257 alunos de duas escolas (particular e estadual) correlacionando conhecimento sobre a dengue com o perfil socioeconômico, para apresentar estratégias educativas para os profissionais de saúde e educadores. Os resultados demonstraram que os alunos apresentaram bom conhecimento geral sobre as questões relacionadas à dengue, com 203 (79%) respondendo corretamente quanto aos métodos para prevenção e 225 (87,5%) quanto ao modo de transmissão da doença. Os alunos da escola particular, cuja condição social e econômica foi constatada ser mais favorecida em relação aos alunos da escola estadual, apresentaram conhecimento mais adequado sobre as questões gerais relacionadas à dengue, com um número de 27 (24,5%) de acerto ao serem questionados quanto ao modo de transmissão, principal época que ocorre a transmissão e agente causador da doença, em relação ao grupo de alunos da escola estadual que teve 9 (7,6%) de acertos nesses três itens. Houve menos divulgação de informações sobre a dengue no ambiente escolar 140 (54,5%), em relação a outros meios como televisão 233 (90,7%), cartazes 179 (69,6%) e panfletos 176 (68,5%). Torna-se necessária uma discussão mais ampla para aumentar a eficiência da divulgação de questões relacionadas à dengue no ambiente escolar, o qual é um meio transformação do conhecimento para a educação voltada para a saúde pública. 48 TÍTULO: CONTROLE SOCIAL NO ÂMBITO DA SAÚDE: LUTAS E AÇÕES DO MOPS EM SERGIPE. AUTOR: Rosangela Marques dos Santos Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: Surgido em Aracaju na década de 1980 o Mops/SE desde então figura no cenário sócio-político com um trabalho de construção e fortalecimento das ações voltadas para o desenvolvimento de uma política social de saúde pública. A VIII Conferência Nacional de Saúde em 1986 foi exitosa nas propostas que compuseram o texto sobre a saúde da Constituição brasileira promulgada em 1988, o que representou grandes avanços para o conjunto da população, por meio da criação de um Sistema Único de Saúde - SUS e a garantia de mecanismos de participação popular nos espaços das conferências e conselhos de saúde no sentido de assegurar o exercício político do controle social. OBJETIVOS: A pesquisa realizou uma análise das lutas e ações estratégicas desenvolvidas pelo Movimento Popular de Saúde de Sergipe - Mops/SE no período 1989/2008 e, o seu objeto destacou a participação e o controle social com vistas à efetivação dos direitos sociais de saúde. METODOLOGIA: Os referenciais teóricos utilizados para a análise das entrevistas e depoimentos foram de base gramsciana e as categorias privilegiadas no estudo foram movimentos sociais, participação e controle social. A pesquisa qualitativa se deu a partir de pesquisa documental e bibliográfica, enriquecida com as observações empíricas durante a realização dos eventos do movimento e a pesquisa de campo com a realização de entrevistas semi-estruturadas. RESULTADOS: O estudo evidenciou a defesa de um projeto político numa perspectiva ampliada de saúde e a contribuição do Mops/SE na ampliação dos espaços políticos para o exercício da participação e do controle social; as lutas para a construção de processos democráticos de participação e enfrentamento das contradições sociais se dão nos embates entre distintas forças políticas no qual os interesses coletivos nem sempre figuravam como prioridades nas agendas governamentais. CONCLUSÃO: Ficou evidenciado que em determinada conjuntura a depender do nível de correlação de forças que se estabeleceu entre a sociedade civil e o Estado, a prática dos processos democráticos se limitaram aos quadrantes da institucionalidade estatal, contrariando dessa feita, a compreensão do Mops/SE sobre a democratização como um processo contínuo e permanente de ampliação da participação popular nos rumos da sociedade e na redistribuição da riqueza socialmente produzida. 49 DEZ ANOS DE VACINAÇÃO DO IDOSO: A eficácia da vacina Influenza em relação à morbimortalidade por doenças respiratórias e por pneumonia, no município de Pouso Alegre – MG. 2009. MEDEIROS, Laíse Rochane de Monografia – Curso de Enfermagem, Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade do Vale do Sapucaí, Pouso Alegre, 2009. Contato: [email protected] RESUMO: As campanhas anuais de vacinação do idoso foram implantadas no Brasil no ano de 1999 com objetivo de diminuir o número de internações, gastos e óbitos devido a Influenza e a agravos secundários a esta, principalmente a pneumonia. Esse estudo tem como objetivos: avaliar o índice de morbimortalidade por doenças respiratórias e por pneumonia no município de Pouso Alegre no ano de 1998 e 2008, avaliar a eficácia da vacinação contra a influenza mediante o índice de internações e óbitos por doenças respiratórias e por pneumonia no mesmo município após 10 anos do início da campanha de vacinação do idoso e identificar a necessidade de implantação da vacina pneumocócica para a população idosa. Trata-se de uma pesquisa documental, exploratória e descritiva, de abordagem quantitativa, realizada através de levantamento de dados a partir da análise do número de internações e óbitos devido a doenças respiratórias e pneumonia no município de Pouso Alegre ano de 1998 e 2008. A coleta de dados foi realizada através de pesquisa documental no banco de dados do Ministério de Saúde DATASUS. Confirma-se nesse estudo que houve uma redução da morbidade por doenças do aparelho respiratório e por pneumonia do ano de 1998 para o ano de 2008, ou seja, antes e após a implantação da campanha anual de vacinação contra influenza. No entanto, a partir dos resultados obtidos para os mesmos anos analisados acima observa-se um aumento do número de óbitos por doenças respiratórias e por pneumonia. Percebe-se também que a eficácia de proteção específica contra influenza vacina não está comprovada e que necessidade de implantação de outra medida específica como a vacina pneumocócica para idosos acima de 60 anos. 50 TÍTULO: Doença de Alzheimer: Caracterização de Cuidadores. AUTOR PRINCIPAL: Couto, Alcimar Marcelo CO-AUTORES: Cunha, Mércia Heloisa Instituição: Faculdade São Camilo – Belo Horizonte Contato: [email protected] RESUMO: Na medida em que a população mundial está envelhecendo, a demência se configura como um problema de saúde pública, particularmente nos países em desenvolvimento, onde pesquisas nessa área ainda são escassas. Assim, neste estudo, objetiva-se caracterizar o perfil demográfico e socioeconômico dos cuidadores de idosos portadores de doença de Alzheimer atendidos nas Unidades de Saúde da Família de Bom Despacho / MG, bem como avaliar o impacto da doença sobre esses cuidadores. Trata-se de um estudo de caráter quantitativo, descritivo não probabilístico e exploratório realizado com 28 cuidadores de idosos. Os instrumentos de coleta de dados consistiram em um questionário específico para o estudo, na escala Abipeme que avalia o nível socioeconômico e na Burden Interview que avalia a sobrecarga dos cuidadores. Os resultados quanto ao perfil demográfico e socioeconômico dos cuidadores apontaram que a maioria era do sexo feminino, filhas ou esposas, com média de idade de 53,2 ± 13,66 anos, casadas, com oito anos ou menos de estudo e em sua maioria tinham alguma ocupação além da tarefa de cuidar do idoso. Em relação à taxa de sobrecarga produzida pela demanda de cuidados do idoso, os cuidadores apresentaram média de sobrecarga total de 32,3 ± 14,28, com predomínio de sobrecarga moderada e moderada a severa. Acredita-se que esta sobrecarga e a melhoria da qualidade de vida do idoso com doença de Alzheimer e do cuidador poderá ser minimizada através do fortalecimento de políticas públicas eficazes, adoção de estratégias educacionais que viabilizem a formação de profissionais de saúde especializados e implementação de programas de orientação e apoio ao cuidador e ao familiar. 51 TÍTULO: FATORES ASSOCIADOS AO CONSUMO DE ALIMENTOS RICOS EM GORDURA ENTRE PACIENTES ATENDIDOS EM SERVIÇO DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE RODRIGUES, Maria Tereza Gouveia; FERREIRA, Nathália Luíza; LOPES, Aline Cristine Souza. Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: O consumo elevado de gorduras pode culminar no aumento dos níveis séricos de colesterol, sendo associado ao incremento da incidência de doenças cardiovasculares, tornando-se necessário identificar perfis alimentares aterogênicos, visando sua prevenção e controle. OBJETIVOS: Avaliar o consumo de alimentos ricos em gorduras e os fatores associados a este consumo. MÉTODO: Avaliaram-se pacientes > 20 anos em acompanhamento nutricional em Serviço de Atenção Primária à Saúde por meio de dados sociodemográficos, consumo e hábitos alimentares, antropometria (peso, altura, índice de massa corporal, circunferência da cintura-CC) e percentual de gordura corporal (%GC) por somátório de dobras cutâneas. Realizaram-se testes t, Kolmogorov-Smirnov, Qui-quadrado e Mann Whitney (p<0,05). RESULTADOS: Avaliaram-se 105 pacientes, sendo 93,3% mulheres, idade de 52,3 anos (±13,6) e renda per capita de R$ 300,04 (±176,1). Destes, 34,1% apresentavam sobrepeso e 83,1% risco muito elevado de doenças, segundo CC. Enquanto que, 80,2% consumiam leite integral/C, 15,5% nunca removiam a pele do frango, e 35,0% nunca retiravam a gordura da carne. Com relação à forma de preparo, 50,5% preparavam a carne frita, 66,0% couve refogada, 42,7% ovo frito e 21,4% batata frita. Observou-se inadequação do consumo de embutidos, frituras e banha animal (31,3%, 74,7% e 15,0%, respectivamente) e elevado consumo de óleo (22,5 mL/dia; IC95%:0,0;250,0). Observou-se maior prevalência de risco de doenças associadas à obesidade (%GC), entre indivíduos que consumiam leite integral/C (97,0% vs. 82,4% dos que consumiam leite desnatado; p=0,024). Indivíduos que consumiam leite integral/C também apresentaram maior percentual de risco muito elevado de complicações, segundo CC (80,9% vs. 64,7%; p=0,038). Adicionalmente, entre os usuários que preparavam a carne refogada/frita, 96,3% apresentaram risco de doenças (%GC), enquanto que este risco foi menor para aqueles que consumiam carne cozida/assada (83,3%; p=0,031). CONCLUSÃO: Identificou-se elevado consumo de alimentos ricos em lipídeos e modos de preparo inadequados associados à adiposidade total e abdominal. Estratégias alimentares visando à adoção de hábitos alimentares mais saudáveis devem ser, portanto, implementadas. 52 IMPLANTAÇÃO DO PROJETO PILOTO “POSSO AJUDAR? AMIGOS DA SAÚDE” EM 15 CENTROS DE SAÚDE DE BELO HORIZONTE Ana Pitchon; Klébio Ribeiro Silva; Marcela Guimarães Takahashi Soares Co autora: Vanessa Almeida Contato: [email protected] RESUMO: Caracterização do Problema: Esse projeto busca contribuir com a qualificação e humanização do atendimento aos usuários do SUS de Belo Horizonte, de acordo com as diretrizes da Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde, objetivando qualificar o encontro do usuário com o serviço de saúde, otimizar fluxos, minimizar conflitos, criar espaços de interlocução entre demandas administrativas e assistenciais para enfim, alcançar a satisfação dos usuários. Descrição: Na sua implantação foram selecionados 15 Centros de Saúde (CS) e 45 universitários de cursos da área da saúde com perfil de bons comunicadores. Foram alocados 02 atendentes para o período da manhã e 01 para o período da tarde, em cada CS selecionado e apresentado às equipes e aos conselhos locais de saúde. Os gestores locais foram capacitados quanto à inserção e sua supervisão, alem do acompanhamento feito por apoiadores técnicos dos distritos e do nível central da Secretaria Municipal de Saúde. Para avaliação foram definidos alguns critérios: impacto na organização do serviço, na satisfação dos usuários e diminuição de conflitos. Foram aplicados instrumentos de avaliação aos gestores locais, a equipe multiprofissional e aos usuários destes CS. Lições Aprendidas: Na opinião dos gestores locais e das equipes as reflexões provocadas pelo projeto foram importantes catalizadores de mudanças, incentivadas pelos resultados obtidos na organização dos fluxos nas unidades, diminuição de conflitos, melhoria na comunicação e aumento da satisfação dos usuários. Na opinião de 95% dos trabalhadores o projeto contribuiu para tornar a recepção mais humanizada, 87% para colaborar com o trabalho das equipes e 74% dos usuários observaram mudanças na qualidade do atendimento destes CS. Recomendações: A implantação de uma atividade que ressalta a importância das relações humanas, que valoriza a escuta e a demanda, buscando facilitar o caminhar dos usuários no interior dos serviços, trouxe reflexões aos profissionais e gestores locais, no alcance de processos mais resolutivos, ágeis e humanizados, alem da contribuição de mudanças na organização, na relação e satisfação dos usuários com os serviços. Acreditamos que as mudanças são potencializadas se incorporarmos novas práticas capazes de provocar reflexões do processo de trabalho e na forma de considerar as demandas dos usuários, provocando outras iniciativas capazes de melhorar o contato humano entre os trabalhadores e usuários. 53 INOVAÇÃO EM PROMOÇÃO DE SAÚDE - A REALIDADE DE UM MUNICÍPIO DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE. Autores: Paloma Morais Silva1 , Kênia Lara Silva2 , Roseni Rosângela de Sena3 , Alda Martins Gonçalves4 , Juliana Braga de Oliveira dos Santos5 1 Tecnóloga em Radiologia. Acadêmica do 7° período do curso de enfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG. Bolsista de iniciação científica do NUPEPE (PIBIC/CNPq). 2 Doutora em Enfermagem. Professora da Escola de Enfermagem da UFMG. Sub-coordenadora do NUPEPE. 3 Doutora em Enfermagem, Professora Emérita da Escola de Enfermagem da UFMG. Coordenadora do NUPEPE. 4 Doutora em Enfermagem. Professora da Escola de Enfermagem da UFMG. 5 Acadêmica do 3° período de Gestão de serviços de saúde da Escola de Enfermagem da UFMG. Bolsista de iniciação científica do NUPEPE (PIBIC/CNPq). Contato: [email protected] RESUMO: As antigas práticas de saúde, ainda prevalentes, e a organização das instituições nessa área, ancoradas em uma concepção de saúde restrita à dimensão biológica e individual, têm mostrado insuficiente para atender às necessidades e demandas de saúde da população. Diante disso, a realização de ações inovadoras de promoção da saúde articuladas pelas áreas da saúde, assistência social, educação, lazer e cultura é um desafio para todos os municípios. Neste trabalho, parte da pesquisa “Inovação nas Práticas de Promoção da Saúde”, tomou-se como objetivo analisar as práticas cotidianas de promoção da saúde nos municípios da região metropolitana de Belo Horizonte. Utilizou-se da metodologia qualitativa tendo como referencial a dialética. Foram realizadas entrevistas com gestores das secretarias de saúde, educação, assistência social e cultura para identificação de ações de promoção da saúde. Resultados parciais nos revelam que em um dos municípios, cenário desta pesquisa, com população abaixo de 10.000 habitantes, a secretaria de educação mostrou-se com maior nível de planejamento, organização e características inovadoras nas ações de promoção de saúde. Essa secretaria é organizada em departamentos responsáveis pelas áreas de educação, lazer, assistência social, cultura e turismo. Juntos esses departamentos promovem ações, como: atividades regulares de esporte nas escolas e de inclusão social e pedagógica; realização de palestras nas escolas e nas comunidades; saúde bucal e tratamento dentário das crianças; trabalho junto com o Conselho Tutelar para acompanhamento de crianças que têm necessidades especiais; participação no projeto “Segundo Tempo” em parceria com o governo federal; manutenção de biblioteca pública; apoio e subvenção para funcionamento de uma banda de música, aulas de flauta doce, de canto e de capoeira; apoio para a realização de festas folclóricas e de expressão de grupos de dançantes de catopé. Para o gestor da educação, essas atividades têm impactado positivamente a qualidade de vida da população, refletindo no aumento do Índice de Desenvolvimento Humano do município nos últimos anos e diminuindo os índices de prevalência de esquistossomose. Conclui-se que, no município estudado, o esforço, sobretudo da secretaria de educação, articulando, apoiando, promovendo atividades e envolvendo a comunidade, configura-se como um investimento importante para a inovação nas práticas de promoção da saúde. 54 TÍTULO: Interface entre Saúde e Educação: Pensando as práticas de promoção da saúde sexual e reprodutiva na adolescência Autores: Maria José Nogueira, Alberto Mesaque, Samuel Barcelos, Virgínia Torres Schall, Celina Maria Modena. Contato: [email protected] RESUMO: Considerando que a interetorialidade se apresenta como um dos pressupostos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde de Adolescentes e de Jovens e da Politica Nacional de Promoção da Saúde, este estudo teve dois objetivos centrais: 1). identificar as práticas de promoção à saúde, voltadas para o público adolescente, realizadas nos Centros de Saúde( CS) e nas Escolas. 2) Elaborar de forma participativa e implementar uma prática intesetorial no contexto escolar visando a promoção da saúde. O trabalho foi desenvolvido em 04 contextos de pesquisa: 03 compostos por um CS e uma Escola Pública, próximos geograficamente. O quarto contexto foi uma unidade do CRAS( Centro de Referência de Assistência Social). Na primeira etapa 67 adolescentes do 8º ano do ensino fundamental, responderam a um questionário. A seguir elaborou-se, com os atores envolvidos, uma estratégia educativa conforme a metodologia de Oficinas em Dinâmicas de Grupo (Afonso, 2003). Realizou-se 08 encontros semanais com duração média de 01 hora, dentro do calendário escolar e com a participação de educadores e profissionais da saúde. Dos adolescentes entrevistados 57,6% alegaram saber o nome do Centro de Saúde da sua comunidade, no entanto apenas 6% alegaram ter ido ao CS no mês da pesquisa e 11,9% na semana em que responderam ao questionário. A maior parte dos entrevistados (79,1%) foi ao Centro de Saúde no ano da pesquisa, no anterior ou mesmo não se recordava da data, 37% alegou que a escola promove eventos voltados à temática da saúde e 59% alegou que a escola promove eventos voltados à saúde sexual; apenas 10% participou de atividades no CS e 58% nunca conversou com um profissional de saúde sobre assuntos voltados à saúde sexual e reprodutiva.Percebeu-se que nestes espaços, a temática da sexualidade tem se restringido às disciplinas biológicas e trabalhadas de maneira verticalizada, em detrimento de uma abordagem ampla e participativa. A interface entre escolas e unidades de saúde poderá potencilizar as açôes da Estratégia Saúde da Familia e do Programa Saúde na Escola no sentido de viabilizar estratégias voltadas a promoção da saúde. 55 TÍTULO: INTERNAÇÕES SENSÍVEIS À ATENÇÃO PRIMÁRIA E SUA RELAÇÃO COM A ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DAS ESTRATÉGIAS DE SAÚDE DA FAMÍLIA EM CAMPO BELO/MG AUTOR PRINCIPAL: DAYANNA MARY DE CASTRO; CO-AUTORES: NILTON AVELINO DE FARIA JÚNIOR; MAYRA ÍRIS MAIA FERREIRA INSTITUIÇÃO: Universidade José do Rosário Vellano – UNIFENAS Contato: [email protected] RESUMO: Condições Sensíveis à Atenção Primária (CSAP) são um conjunto de problemas de saúde passíveis de atendimento e resolução na Atenção Primária à Saúde (APS). Internações hospitalares por essas causas refletem indiretamente o acesso, capacidade de resolução, qualidade da assistência e efetividade da APS. Nesta perspectiva, este estudo teve por objetivo identificar os índices de internações por CSAP em Campo Belo/MG e os aspectos da organização e funcionamento das Estratégias de Saúde da Família (ESF) do município que contribuem para os valores encontrados. Trata-se de uma pesquisa descritiva de abordagem quali-quantitativa, realizada com base no levantamento das causas e índices de internações por CSAP no município e na análise de um questionário semi-estruturado aplicado aos profissionais da ESF, com vistas a avaliar a organização e funcionamento da atenção primária municipal. As internações por CSAP nos anos de 2007 e 2008 corresponderam, respectivamente, a 31% e 24% do total de internações do SUS no município. A acentuada queda de 29,97% no total de internações sensíveis revela-se como aspecto positivo, visto que a meta anual para sua redução segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SESMG) é de 5%. A análise da organização e funcionamento das ESF identificou pontos positivos que podem estar associados aos índices encontrados, tais como o fácil acesso geográfico da maioria das unidades e as atividades de promoção à saúde executadas pelos profissionais. Entretanto, considerando que mesmo com redução significativa internações evitáveis ocorrem no município, foram também levantados alguns aspectos que dificultam a efetivação dos princípios da APS e que, consequentemente, poderiam estar relacionados com a não resolução de patologias sensíveis à atenção primária. Dentre eles, estão o acesso prejudicado à ESF devido a horários de funcionamento não flexíveis, a não realização da Classificação de Risco pelo Protocolo de Manchester nas unidades e a carência de um sistema de referência e contrareferência entre ESF e unidades de internação. Considerando que os serviços de atenção primária têm um papel fundamental no atendimento às internações por CSAP, sugere-se que o município reforce os investimentos na organização e funcionamento deste nível de atenção. Neste sentido, as avaliações do estudo poderão ser utilizadas como parâmetros para a elaboração de políticas públicas de saúde no município de Campo Belo/MG. Palavras-chaves: Atenção Primária à Saúde; Hospitalizações; Condições Sensíveis à Atenção Primária. 56 TÍTULO: Intervenção Nutricional Coletiva: Oficinas sobre Alimentação Saudável com Usuários de Serviço de Promoção da Saúde de Belo Horizonte – Minas Gerais MENDONÇA, Raquel de Deus; SANTOS, Luana Caroline; LOPES, Aline Cristine Souza Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A alimentação saudável é essencial para prevenção e controle de doenças e agravos não transmissíveis, e o aconselhamento nutricional pode influenciar os indivíduos na percepção dos riscos relacionados à saúde. OBJETIVO: Avaliar a construção de conhecimentos sobre alimentação saudável em usuários de serviço de promoção da saúde de Belo Horizonte-MG. MÉTODO: Estudo de intervenção com usuários ≥20 anos de serviço de promoção da saúde do Sistema Único de Saúde denominado Academia da Cidade, que oferece atividade física e orientação nutricional, localizada no Distrito Sanitário Leste de Belo Horizonte-MG. Avaliaram-se hábitos alimentares e medidas físicas dos indivíduos ao ingressarem no serviço. Realizou-se intervenção nutricional coletiva mensal embasada na publicação do Ministério da Saúde “Dez Passos para uma Alimentação Saudável”, entre agosto e novembro de 2007 e todos os usuários foram convidados a participar das oficinas. A construção do conhecimento foi analisada por aplicação imediata de questionário pré e pós-intervenção nutricional coletiva. RESULTADOS: Dos participantes (n=170), 95,3% eram mulheres, com idade média de 52,8±13,6 anos, 66,5% adultos. A prevalência de excesso de peso foi elevada, acometendo 82,3% dos adultos e 57,9% dos idosos. Quanto à alimentação, verificou-se consumo diário insuficiente de frutas (60,5%), verduras e legumes (56,1%), e leite e derivados (67,3%), bem como consumo excessivo de banha animal (19,3%). Após a intervenção nutricional, adultos, idosos, indivíduos hipertensos e com excesso de peso aumentaram o conhecimento sobre: número correto de refeições diárias; alimentos pertencentes ao grupo dos cereais; principal nutriente do leite/derivados e importância de manter o peso saudável (p<0,001). Todos aumentaram o conhecimento (p<0,001) sobre quantidade diária de água, com exceção dos adultos, e per capita mensal de sal, exceção dos idosos. Já pessoas com excesso de peso adquiriram conhecimento sobre consumo de alimentos com alto teor de açúcar (p<0,001) e porção de frutas (p=0,04). CONCLUSÃO: A intervenção coletiva proporcionou incremento do conhecimento e denotou possibilidade de utilização da publicação proposta pelo Ministério da Saúde para favorecer a adoção da alimentação mais saudável pelos usuários. No entanto, ressalta-se a necessidade de distinções de intervenções de acordo com as idades e presença de morbidades. 57 TÍTULO: LIAN GONG EM 18 TERAPIAS no SUS/BH – Ginástica Terapêutica chinesa oferecida nas Unidades de Saúde como ação relevante na Promoção da Saúde AUTOR PRINCIPAL: Luzia Toyoko Hanashiro Instituição: Gerência de Atenção Primária/Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte Contato: [email protected] RESUMO: O contexto da pós-modernidade propicia, na maioria da população, a pouca vivência e experimentação corporal decorrente da imposição das práticas consumistas reduzindo cada vez mais a destinação do tempo para o auto cuidado. Além disso, a mudança no perfil epidemiológico da população do Brasil e também de Belo Horizonte mostram um aumento gradativo de idosos e, consequentemente a maior incidência de doenças crônicas. Sabe-se que a principal causa de morte, atualmente, é decorrente de doenças do aparelho circulatório e que os hábitos de vida influenciam consideravelmente o surgimento das mesmas. A implantação da ginástica chinesa foi motivada pela necessidade de intervir na promoção da saúde a partir da prática física, buscando o protagonismo dos usuários como cidadãos e consequente redução do sedentarismo. Trata-se de uma prática corporal especialmente desenvolvida para prevenir e tratar dores no corpo. Atua também melhorando o funcionamento dos órgãos internos, estimula a percepção dos sentidos e trabalha as emoções. Norteada pela portaria 687/2006- MS que institui a Política Nacional de Promoção da Saúde, a implantação teve início em 2007 e, atualmente, a ginástica é oferecida em 156 Unidades de Saúde a trabalhadores e usuários de todas as idades. A Ginástica constitui atividade complementar aos grupos operativos de controle e acompanhamento de doenças crônicas, principalmente, Diabetes Mellitus e Hipertensão Arterial, destacando-se como ação transformadora, desenvolvendo inicialmente as habilidades pessoais dos praticantes por meio do conhecimento corporal além da sua percepção no contexto local e com importante característica socializante. Para a atividade do Lian Gong trabalhadores efetivos, lotados nas Unidades passam por uma capacitação com aulas teóricas e práticas onde aprendem a técnica dos exercícios físicos e suas indicações, noções da Medicina Tradicional Chinesa e a interação com os praticantes. Pesquisa realizada em fevereiro e março/2010 com 496 praticantes aponta como resultado a melhora geral da qualidade de vida, com redução das dores, melhoria da qualidade do sono, redução do uso de medicamentos analgésicos, antiinflamatórios e antidepressivos, melhor controle de Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus e redução da procura pelo “Acolhimento” nas Unidades Básicas de Saúde. 58 TÍTULO: Mapa Inteligente: uma experiência exitosa de territorialização em Santa Luzia-MG AUTOR PRINCIPAL: Adriana Raimunda Lelis de Oliveira CO-AUTORES: Priscila Sousa Borba; Renata Tarbes Machado; Bárbara da Silva Mourthé Matoso Instituição: Prefeitura Municipal de Santa Luzia Contato: [email protected] RESUMO: Motivada pelo Plano Diretor da Atenção Primária à Saúde (PDAPS), a Secretaria de Saúde de Santa Luzia tem buscado estimular as equipes de saúde da família a reverem sua territorialização para, então, realizarem seus diagnósticos locais e planejarem suas ações. A partir da delimitação da área de abrangência das equipes, da classificação de risco das famílias residentes nesse território (segundo metodologia de classificação da ESP-MG, 2009) e da observação direta dos agentes comunitários de saúde (ACS) das informações geográficas (residências, ruas, estradas, escolas, igrejas, rios), pode-se confeccionar o mapeamento local, ou seja, a representação da área de atuação da equipe. A forma utilizada para o mapeamento local foi a confecção do mapa inteligente, que é caracterizado pelo dinamismo e pela possibilidade de ser modificado permanentemente. O presente estudo aborda a experiência exitosa da unidade básica de saúde Bom Jesus na confecção do seu mapa inteligente. Esse evidenciou as áreas cobertas e descobertas, as micro-áreas com as suas respectivas particularidades (escolas, igrejas, ruas, praças) correlacionadas com o ACS, as doenças prevalentes, condições de saúde (gestantes) e a classificação da família por grau de risco. O diferencial desse mapa foi que, além de se evidenciar as condições de saúde e as patologias mais prevalentes na comunidade, foi possível relacioná-las ao risco das famílias às quais elas ocorriam. A confecção do mapa foi relevante, uma vez que motivou e envolveu os ACS’s nesse processo e instrumentalizou informações que são importantes no cotidiano do trabalho da ESF. 59 MATRICIAMENTO DO NÚCLEO DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA (NASF) E O PERFIL DE IDOSOS EM UM DISTRITO SANITÁRIO EM BELO HORIZONTE Autor Principal: Juliana Moreira Pereira – Fisioterapeuta. [email protected] Co Autores: Aline de Morais Pereira – Fisioterapeuta. Sandra Ribeiro da Silva – Terapeuta ocupacional. Simone Abrantes Cândido – Terapeuta ocupacional. [email protected] [email protected] [email protected] Instituição: Prefeitura Municipal de Belo Horizonte – Núcleo de Apoio à Saúde da Família. Belo Horizonte/MG. RESUMO: Introdução: A população idosa de Belo Horizonte possui cerca de 205 mil idosos, correspondendo a 9,1% da população. Com o intuito de oferecer retaguarda assistencial às Equipes de Saúde da Família (ESFs), o NASF foi criado para implantação de ações de promoção, prevenção e reabilitação na Atenção Primária à Saúde (APS), a fim de manter e/ou melhorar as condições de saúde da população. Informações sobre as características da população idosa e suas demandas por serviços de saúde são fundamentais para o planejamento da atenção à saúde. Pesquisas sobre a atuação do NASF com idosos são pouco exploradas na literatura. Objetivo: Caracterizar o matriciamento dos profissionais do NASF junto aos usuários idosos atendidos em um Distrito Sanitário em Belo Horizonte/MG. Métodos: Pesquisa quantitativa, realizada com 258 usuários atendidos por equipe multidisciplinar do NASF. Para a coleta de dados, utilizaram-se informações em prontuários de usuários que estavam em atendimento até abril de 2010. A análise, por meio de freqüência simples, envolveu as variáveis: sexo, faixa etária, patologias, visitas domiciliares (VDs), atendimentos no Centro de Saúde (CS), profissionais envolvidos. Resultados: Dos 958 usuários atendidos, 26,9% eram idosos; sendo 34,0% com idade de 80 anos ou mais e 70,7% mulheres. Apresentavam principalmente hirpertensão, diabetes, acidente vascular encefálico, artrose, obesidade, demências. A maioria dos atendimentos aos idosos foram visitas domiciliares (69,6%) e 30,4% foram consultas no CS. Aproximadamente 70,0% dos idosos atendidos no domicílio necessitaram da presença de dois ou mais profissionais do NASF e 35,7% dos atendidos no CS necessitaram de mais de um profissional. Em VDs, os profissionais mais solicitados foram fisioterapeuta (73,6%), terapeuta ocupacional (50,6%) e nutricionista (38,2%). Enquanto os mais requeridos em atendimentos no CS foram nutricionista (50,0%), fisioterapeuta (40,5%), terapeuta ocupacional (14,9%) e farmacêutico (14,9%). Conclusões: A maior parte dos idosos é do sexo feminino. Apesar de alguns profissionais proverem maior demanda, outros também participam do atendimento aos idosos, justificando o trabalho interdisciplinar para ações de saúde efetivas. A relação entre NASF e ESF sugere que a elaboração de projetos terapêuticos comuns favorece a resolutividade e integralidade das ações. Dessa forma, tanto a ESF quanto o apoio matricial são ferramentas indispensáveis para a atenção à saúde integral ao idoso. 60 MONITORAMENTO DA CONTINUIDADE NA ASSISTÊNCIA AO PRÉ-NATAL CENTRO DE SÃO GERALDO Taciana Malheiros Lima Carvalho Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: O presente relato demonstra a realização do diagnóstico local com foco na assistência no pré-natal, a evidenciação de um problema e o plano de ação com a criação de um instrumento de micro gestão, para buscar a solução da causa que mais impacta neste problema. CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA: Sabe-se que a realização do pré-natal tem por objetivo o acompanhamento da mulher, durante o período gestacional e pode assegurar uma gestação saudável e um parto seguro. Diante da importância da assistência do pré- natal na gestação e com objetivo de conhecer a assistência ao pré-natal, nesta Unidade de Saúde, foi realizado um diagnóstico situacional, a partir da observação do processo de trabalho da equipe e análise do banco de dados SIS PRENATAL, nos anos de 2008 e 2009. DESCRIÇÃO DO PROBLEMA: Na análise do SIS PRENATAL, observou-se em 2008, do total de gestantes, que iniciaram o pré- natal, somente 50% destas mulheres concluíram as 6 consultas mínimas de pré- natal, preconizadas pelo protocolo . Em 2009, esta porcentagem reduziu para 40%. Em relação à consulta de puerpério, observou-se que, em 2008, 17% das gestantes realizaram esta consulta e em 2009, somente 11 % realizaram a consulta de pós parto. LIÇÕES APRENDIDAS: Após análise observa- se, descontinuidade das consultas de prénatal para as gestantes captadas, destacando-se a perda da avaliação destas gestantes, ao longo da gestação. Observa-se ainda que a causa que mais impacta no problema é a falta do monitoramento das equipes, em relação ao absenteísmo das mulheres, levando à falha na busca ativa. Uma planilha de monitoramento foi elaborada , apresentada para as equipes e disponibilizada na área de trabalho dos computadores das equipes conectada com o computador da gerência. RECOMENDAÇÕES: Esta experiência demonstra que para intervir em uma realidade local é preciso conhecê-la. Através da planilha de acompanhamento, o gestor local obtém visibilidade do acompanhamento das gestantes do seu território e percebe a motivação e o comprometimento das equipes com a assistência. Com a aplicação desta tecnologias de micro gestão busca-se assegurar padrões clínicos ótimos, aumentar a eficiência, diminuir os riscos para os usuários e para os profissionais, e acima de tudo, prestar serviços efetivos e de melhorar a qualidade da atenção à saúde. 61 Mortalidade Materna no Município de Divinópolis-MG, 1996 a 2005. Helena Ferreira Henriques*, Lenice de Castro Mendes Villela** * Enfermeira - Vigilância Sanitária Municipal da Secretaria Municipal de Saúde de Divinópolis. ** Professora Adjunta do Departamento Materno-Infantil e de Saúde Pública da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Contato: [email protected] RESUMO: A morte materna está associada a fatores de risco biológico e social, sendo assim um excelente indicador de saúde, pois reflete as iniquidades sociais e a desarticulação da assistência prestada à gestante e parturiente. Para conhecer o perfil epidemiológico da mortalidade materna no município de Divinópolis, tornou-se necessário investigar a evolução da mortalidade por meio de um estudo de série histórica de 1996 a 2005. A população referese aos óbitos de mulheres em idade fértil, durante a gravidez, parto e puerpério. Para o cálculo do coeficiente de mortalidade materna utilizou-se a Razão de Mortalidade Materna (RMM). Para a mortalidade materna corrigida utilizou-se o fator de correção 1,35. Os resultados indicaram uma RMM média de 51,2 óbitos maternos por 100.000 nascidos vivos, que representa um aumento de 69,2 após a utilização do fator de ajuste. Observou-se que 86,7% dos óbitos foram por causas diretas e 13,4% por causas indiretas, com uma RMM de 44,4 óbitos e 6,8 óbitos por 100.000 nascidos vivos, respectivamente. Para as causas obstétricas destacam-se os transtornos hipertensivos e complicações do puerpério, com uma RMM de 33,3 e 26,6 óbitos por 100.000 nascidos vivos, respectivamente. No biênio 1998-1999, destacaram-se as complicações do puerpério e no biênio 2004-2005 os problemas ligados ao feto, membrana e placenta. Houve predomínio de óbitos entre 20 a 29 anos (47%), seguidos de 15 a 19 anos (27%), de 30 a 39 anos (20%) e de 40 a 49 anos (7%). Porém, a RMM foi maior na faixa etária de 40 a 49 anos e na faixa de 15 a 19 anos e a seguir na faixa de 20 a 29 anos. Na média, entre 1996 a 2005, o risco de uma adolescente de 15 a 19 anos vir a falecer foi duas vezes maior que na faixa de 20 a 29 anos, no entanto, na faixa de 40 a 49 anos foi quatro vezes maior que a de 20 a 29 anos. Para o estado civil observou-se 67% solteiras, 26,7% casadas e 6,7% separadas judicialmente. O quesito escolaridade e cor não foram preenchidos em 93,3% das declarações de óbito. Quanto ao local de ocorrência dos óbitos, 93,3% hospitalar e 6,7% domiciliares. Os resultados indicaram a magnitude da mortalidade materna, tornando-se imperativo o planejamento e a implementação de medidas de promoção, prevenção e educação para a saúde da mulher. Destaca-se a importância dos comitês de morte materna para investigação e divulgação dos dados, bem como capacitação dos profissionais médicos quanto ao preenchimento das declarações de óbito de mulheres em idade fértil. 62 TÍTULO: O ACESSO A MEDICAMENTOS PELA VIA JUDICIAL EM MINAS GERAIS AUTOR PRINCIPAL: Marina Amaral de Ávila Machado3 CO-AUTORES: Francisco de Assis Acurcio1,2; Cristina Mariano Ruas Brandão2, Daniel Resende Faleiros2,3; Augusto Afonso Guerra Junior3; Eli Iola Gurgel Andrade2; Mariângela Leal Cherchiglia2. Instituição: 1 Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Farmácia. 2 Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Medicina. 3 Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO - Atualmente, observa-se uma proliferação de ações judiciais com demandas de saúde, para acesso a medicamentos e insumos sanitários. Essas demandas encontram legitimidade no arcabouço legal brasileiro, porém, tem causado prejuízos a efetivação das diretrizes da Política Nacional de Medicamentos: garantir a disponibilização de medicamentos efetivos, seguros e de qualidade a população e promover o uso racional de medicamentos. OBJETIVOS - Analisar o efeito da judicialização da saúde em Minas Gerais no âmbito da atenção primária à saúde. MÉTODO - Foi realizado estudo descritivo e transversal de 827 processos judiciais com pedidos de medicamentos referentes ao período de julho de 2005 a junho de 2006. Os medicamentos foram descritos segundo inclusão em programas de assistência farmacêutica da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) e na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME) de 2006. RESULTADOS - Os processos analisados resultaram em 1777 solicitações de medicamentos, sendo os mais frequentes o adalimumabe, etanercepte, insulina glargina, omeprazol, aripiprazol, sinvastatina, clopidogrel e ácido acetilsalicílico. Aproximadamente 20% são considerados medicamentos essenciais e 24,3,% compõem o Programa de Medicamentos de Alto Custo, 10,8% são do componente básico, 3,5% fazem parte dos Programas Estratégicos e 56,7% não pertencem a nenhum programa da SES/MG. Entre os medicamentos para atenção primária à saúde, destacaram-se omeprazol, ácido acetilsalicílico, furosemida, captopril, fluoxetina, clonazepam, varfarina sódica, enalapril, sinvastatina e prednisona. Quase 99% dos pedidos de medicamentos básicos encontravam-se em processos com solicitações de medicamentos não disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente aqueles novos e de alto custo. CONCLUSÃO - Os resultados sugerem que o motivador dessas ações judiciais não são os medicamentos para a atenção primária e sim as novas alternativas para tratamentos não incorporadas pelo SUS. Entretanto, o uso da via judicial para garantir o acesso a medicamentos básicos pode refletir o desconhecimento dos pacientes e prescritores sobre o elenco de medicamentos ofertados no SUS, além de ressaltar falhas existentes nas políticas de saúde e a necessidade de sua adequação para garantir a universalidade, integralidade e equidade no acesso aos serviços de saúde. Esse fenômeno promove a alocação de recursos financeiros para ações não programadas, prejudicando ainda mais a equidade no SUS. 63 TÍTULO: O estado nutricional e a percepção alimentar dos moradores com seqüelas de hanseníase da Unidade Assistencial Gustavo Capanema da Casa de Saúde Santa Izabel - Betim / MG AUTOR PRINCIPAL: CAMPOS, Ana Cláudia Fiche de1 CO-AUTORES: PIRES, Regina Coeli Cançado Peixoto2 Instituição: 1 Mestre em Ciências da Saúde/UNINCOR/Betim e-mail: [email protected] 2 Programa de pós-graduação do Mestrado em Ciências da Saúde/UNINCOR Contato: [email protected] RESUMO: O objetivo deste estudo foi conhecer o estado nutricional e percepção alimentar dos moradores com seqüela de hanseníase da Unidade Assistencial Gustavo Capanema da Casa de Saúde Santa Izabel – Betim/MG. A população avaliada constou de 40 moradores ex hansenianos. Para classificação do estado nutricional utilizou-se o Índice de Massa Corporal (IMC) para adulto segundo OMS, 1995 e 1997 e para avaliação do consumo alimentar (calorias e proteínas) o registro alimentar estimado de dois dias. Para determinar a percepção alimentar foi aplicado um questionário construído especificamente para o estudo, em forma de entrevista, por um único entrevistador. Dos 40 moradores, 15 foram entrevistados porque ofereciam condições para um contato produtivo. Os resultados mostraram que a população apresentou 13 (32,5%) indivíduos do sexo feminino e 27 (67,5%) do sexo masculino com idade média de 73,5 anos. Analisando o IMC observou-se que 3 (7,5%) moradores apresentaram diagnóstico nutricional de magreza grau I; 4 (10%) de magreza grau II; 2 (5%) de magreza grau III; 23 (57,5%) de eutrofia; 6 (15%) de pré obesidade e 2 (5%) moradores com diagnóstico nutricional de obesidade grau I .Com relação a adequação calórica observou-se que a soma dos moradores(25) com adequação calórica acima de 110% e abaixo de 90% foi superior ao número de moradores(15) com adequação calórica de 90 a 110%.O consumo de proteína foi alto com adequação protéica média de 131,2% . Com relação à percepção alimentar observou-se que 4(26,7%) têm a percepção que não alimentam bem; 13(86,7%) responderam que a alimentação é suficiente; 12(80%) responderam serem pessoas bem nutridas; 8(53,3%) gostam da alimentação oferecida na instituição e 4(26,7%) não gostam; 9 (60%) responderam que alimentam exclusivamente das refeições oferecidas pela instituição; 9(60%) dos moradores relataram não gostar de mastigar os alimentos; 6(40%) responderam que gostam de ficar sozinhos durante as refeições, 2(13,3%) que preferem estar junto ao grupo e 7(46,7%) não têm preferência. Os resultados mostraram uma situação preocupante, de risco nutricional, uma vez que mesmo com 23(57,5%) indivíduos sendo classificados como eutróficos, a soma dos não eutróficos foi de 17(42,5%). Observou-se uma ingestão inadequada de calorias e alta de proteínas. A associação entre as percepções merece ser valorizada pela equipe de saúde e responsáveis pela alimentação. Este conhecimento poderia gerar maior aceitação ao alimento oferecido e também colaborar para melhor planejamento de cardápios, que simultaneamente contemplem as preferências alimentares e atendam as necessidades nutricionais. Concluiu-se que há necessidade de maior participação social do morador nas atividades do dia a dia, e na definição de suas escolhas e preferências. Torna-se imprescindível uma assistência voltada para minimizar as marcas, o sofrimento e a rejeição deixada pelo estigma social associado à hanseníase. 64 O MONITORAMENTO DO PROCESSO DE TRABALHO EM SAÚDE BUCAL NA REDE SUS BH AUTOR PRINCIPAL: Carlos A. Tenório Cavalcante CO-AUTORES: Dulce Helena Amaral Gonçalves Eliana Maria de Oliveira Sá Eliane Guimarães Pequeno Nora Nei Reis Pereira Rubens de Menezes Santos Contato: [email protected] RESUMO: A rede SUS BH possui 147 centros de saúde e 236 equipes de saúde bucal cadastradas. Após a implantação do “Protocolo para Atenção Básica em Saúde Bucal” em 2006, alguns avanços no âmbito do município foram encontrados, sobretudo na ampliação do acesso aos serviços. Para consolidar estes avanços, foi planejado o monitoramento do processo de trabalho das equipes de saúde bucal de cada centro de saúde. O objetivo foi discutir a organização local do trabalho (tomando como referência as diretrizes municipais) e assessorar as equipes no enfrentamento dos desafios, com pactuação de novos compromissos de gestão. Foi construído um roteiro de visita organizado em oito blocos temáticos que pretendeu abordar todos os aspectos da atenção. As visitas aos centros de saúde aconteceram entre setembro de 2009 e julho de 2010. Neste encontro entre técnicos (nível central, distrital e local) houve a discussão sobre os principais problemas a serem enfrentados e as propostas de intervenção. Além desta análise qualitativa construída localmente, a cada área temática do roteiro foi atribuída uma nota de 1 a 5 (análise quantitativa). Ao final da reunião houve avaliação e registro de como os trabalhadores se sentiam em relação aquele turno de trabalho. A partir das visitas de monitoramento é possível afirmar que, quando o gerente acompanha o processo de trabalho em saúde bucal, os resultados são diferenciados, a integração da Equipe de Saúde da Família tende a ser maior. O momento da visita permitiu um diagnóstico e valorização do trabalho, uma oportunidade a mais para o gerente se apropriar do processo de trabalho em saúde bucal. A maioria das Equipes de Saúde Bucal está bem informada. Entretanto, nem todos (profissionais e gerentes) conheciam os protocolos da saúde bucal. Ainda que quase todos os CD da rede tenham concluído o curso de especialização em saúde coletiva, a prática da equipe continua muito focada no atendimento individual. As notas atribuídas pelas equipes dos centros de saúde geraram consolidados locais, do distrito e do município. Este material indicou as áreas que necessitam de investimentos prioritários, como também temáticas que se aproximam das diretrizes institucionais. O movimento cumpriu a expectativa de oferecer um maior apoio às equipes locais, demarcando os avanços e desafios a serem enfrentados. Está prevista a continuidade do processo de monitoramento. O material produzido está sendo socializado em diferentes instâncias da gestão e do controle social. 65 OBJETOS DE HIGIENE PESSOAL EM CENTROS DE EDUCAÇÃO INFANTIL (CEI’S) DE FORMIGA-MG DAYANE MEIRE NASCIMENTO; ANDERSON NUNES BARBOSA. Centro Universitário de Formiga – UNIFOR/MG Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO - Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (2005). “Proporcionar à criança oportunidades para que tenha um desenvolvimento adequado é talvez o de mais importante que se pode oferecer à espécie humana”. Crianças entre 0 a 5 anos que são freqüentadoras de CEI’s, recebem alimentação, cuidados com a higiene, atividades recreativas e educadoras em período médio de 9 horas por dia, de 2ª a 6ª feira sob a responsabilidade de educadores. Por estar em contínua evolução e com enorme capacidade de adaptação, logo, bons hábitos devem ser estimulados às crianças, porém, com a ausência de objetos básicos e individuais como a escova de dente, toalha de mão, copo e pente; ou com o manuseio e armazenamento incorreto dos mesmos feitos pelos profissionais dos CEI’s, o desenvolvimento desses hábitos fica prejudicado. OBJETIVOS - Análise das condições dos objetos de higienização utilizados nos CEI’s de Formiga-MG e levantamento do índice de crianças freqüentadoras dos CEI’s que não possuíam esses objetos no ano de 2007. MÉTODOS - Foi realizada uma pesquisa de campo de natureza descritiva com abordagem quanti-qualitativa em 6 CEI’s. RESULTADOS - Das 494 crianças atendidas, 49% delas não possuíam escova de dente e das que possuíam 52% estavam em mal estado de conservação, além de estarem mal armazenadas, algumas estavam expostas a vetores, sem identificação e algumas vezes em contato direto umas com as outras. Quanto à toalha de rosto e de mão 64% não dispunham desse objeto, por isso era feito o uso coletivo de toalhas. 34% das crianças não tinham um copo individual e identificado, sendo então compartilhado entre elas. E por fim o índice de crianças que não possuíam pente ou escova de cabelo próprio foi 88% por isso, na falta do objeto individual, os profissionais faziam o uso de maneira coletiva. CONCLUSÃO - Constatou-se que muitas crianças podiam estar com seu desenvolvimento prejudicado pela ausência dos objetos de higiene, pelo mal estado de conservação ou pelo compartilhamento desses objetos. Evidenciou-se a necessidade dos objetos nos CEI’s juntamente com o preparo dos profissionais quanto à forma armazená-los e utilizá-los na formação de bons hábitos dessas crianças como o da higiene pessoal, que é fundamental para um desenvolvimento sadio e harmonioso. 66 TÍTULO: PROGRAMA CUIDARTE: RADIODIFUSÃO NA PROMOÇÃO DA SAÚDE Annette Souza Silva Martins da Costa; Miguir Terezinha Vieccelli Donoso; Ana Renata Moura Rabelo; Ana Carolina Costa Santos; Alessandra Dias Costa e Silva; Priscila de Faria Pereira; Rose Hellen Cota Bonfim. Instituição: Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: Caracterização do problema: Este projeto é iniciativa de alunas do curso de Enfermagem da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais em parceria com a Rádio UFMG Educativa. Trata-se de um programa de rádio, denominado Cuidarte, que visa intensificar relações transformadoras entre a universidade e a sociedade por meio da educação em saúde. A abrangência desse meio de comunicação justifica o interesse por este trabalho, que tem como objetivos veicular informações sobre temas relacionados à saúde da população, informar sobre prevenção de doenças e elaborar metodologias de interação com o público de forma a incrementar o alcance da comunicação em saúde. Descrição: São produzidos spots educativos com temas referentes à saúde nos ciclos da vida, saúde mental, políticas públicas de saúde, meio ambiente e utilidade pública. A matéria que vai ao ar fundamenta-se em breve revisão de literatura sobre o assunto em pauta, com a supervisão de docentes responsáveis pela revisão final do texto. Como fonte de informação, utilizamos também o calendário do Ministério da Saúde chamando a atenção dos ouvintes para datas especiais. O primeiro programa foi ao ar em setembro de 2009. É apresentado de 2ª a 6ª feira às 14 horas, com duração de dois minutos e meio. Até julho de 2010 foram ao ar 190 programas. Lições aprendidas: O rádio é um dos mais antigos meios de comunicação e um dos mais importantes, por várias razões, dentre elas por proporcionar maior acessibilidade, ser democrático e portátil. Utilizamos a palavra falada e a música, dirigindo-nos aos ouvintes de modo coloquial para sermos entendidos por todos os que nos escutam, já que não há público específico. Sendo assim, procuramos aliar a linguagem do rádio à produção de saúde, configurando espaço de interlocução com o saber do senso comum. Recomendações: As ações de educação em saúde são, a cada dia, mais significativas no cuidado à saúde da população, tornando os profissionais responsáveis pelo que difundem. Responsabilidade que o Projeto Cuidarte assume por se tratar de veiculação de informações por um meio de comunicação de grande alcance. Outro ponto relevante é a interdisciplinaridade. Neste processo de produção, gravação e veiculação do programa dialoga-se com diversas áreas do conhecimento. Esta vivência tem sido importante, uma vez que acena para a compreensão de que ações de promoção de saúde requerem um pensamento interdisciplinar. Palavras-chave: Comunicação e saúde, educação em saúde, promoção de saúde. 67 PROGRAMA DE SAÚDE AMBIENTAL: INTEGRAÇÃO TERRITORIALIZADA ENTRE PSF E COMBATE DE VETORES Demétrio Junqueira Figueiredo, José Richardson Pereira, José Roberto Custódio, Delvaís Faria Reis Bernardes, José Eduardo Mambeli Balieiro, Toshimassa Myake Contato: [email protected] RESUMO: O Programa de Saúde Ambiental (PSA) se constituí na proposta de incorporação de agentes de endemias nas equipes de PSF, visando o aprimoramento da gestão desta parceria entre Vigilância e Atenção no município de Varginha-MG. O objetivo é a construção de um programa de saúde, com ação nos fatores de risco ambiental, fundamentado na estratégia de integração territorial e funcional entre o Programa de Saúde da Família e a Vigilância em Saúde. O PSA pressupõe o trabalho conjunto e exigiu do sistema de saúde, sobre tudo da Vigilância Epidemiológica, a construção de uma rede de parceiros e a inovação de diversos processos de trabalho. A implantação e o funcionamento do PSA se dividiu em cinco processos: Unificação Territorial, Capacitação dos Atores Sociais, Inovações na Logística de Trabalho e Supervisão de Campo, Educação Permanente em Saúde e Gestão do Plano Municipal de Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue. O principal resultado se resume na efetividade de sua execução após 14 meses. Dados preliminares dos casos de dengue confirmados na cidade até Abril de 2010 mostram que a taxa de incidência nas áreas de PSA é de 11.4 casos/100mil hab., enquanto nas áreas não cobertas pelo PSA, a taxa de incidência é de 45 casos/100mil hab. Esta experiência contribui como exemplo prático de implementação das diretrizes da Portaria MS nº1007/2010, na medida em que incorpora na integra a proposta de integração nela referendada 68 PROMOÇÃO DA SAÚDE: ELEMENTOS DE INOVAÇÃO NA TRANSFORMAÇÃO DO MODELO ASSISTENCIAL Caroline Gomes de Souza , Kênia Lara Silva , Roseni Rosângela de Sena , Ana Renata Moura Rabelo ; Kátia Ferreira Costa Campos INSTITUIÇÃO: Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Prática de Enfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG. Contato: [email protected] RESUMO: O estudo toma como objeto práticas de promoção da saúde em seis municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte de Minas Gerais. É parte do trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Prática de Enfermagem – NUPEPE - da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais. Propõe-se a analisar componentes da macro-estrutura que definem as práticas de promoção da saúde. Trata-se de pesquisa descritivo-exploratória de abordagem qualitativa que utilizou como fonte de dados entrevistas com gestores das áreas de saúde, educação, assistência sócia e/ou defesa social, cultura e/ou esporte e lazer nos seis municípios: Belo Horizonte, Contagem, Santa Luzia, Igarapé, Nova Lima e Baldim. Os dados foram tratados pela análise de conteúdo temática. Os resultados indicam a diversificação de práticas no campo promoção da saúde. Apesar da dificuldade para conceituar promoção da saúde os gestores entrevistados revelam no âmbito da sua gestão a existência de práticas que procuram incorporar os princípios da promoção da saúde com articulação intersetorial, concepção ampliada de saúde com enfoque nos determinantes sociais, participação social e desenvolvimento de autonomia e empoderamento dos usuários. A análise das práticas permitiu identificar que a maioria se encontra no campo da inovação com incorporação de conteúdos relacionados à promoção da saúde embora ainda permaneçam desafios para alterar processos e relações que se configurem como reformas e transformação no campo. A inovação nas práticas de promoção da saúde refere-se à incorporação de temáticas que abordam diferentes grupos populacionais para além daqueles tradicionalmente assistidos e beneficiados dos programas na área de saúde; avanços nas relações entre os diferentes setores estudados com propostas que incluem financiamento conjunto de ações nas políticas sociais e na promoção da saúde e, sobretudo, mudanças nos discursos dos participantes do estudo que tendem para uma concepção de promoção da saúde resultado do esforço conjunto do governo e da sociedade civil em transformar os espaços públicos em ambientes saudáveis. Conclui-se que o movimento da promoção da saúde tem propiciado a construção de novas relações sociais nos municípios estudados que valorizam a autonomia dos sujeitos e a co-responsabilização nas práticas intersetoriais. Indica-se a necessidade de ampliar a interface das políticas públicas como fator que potencializa a transformação do modelo assistencial. 69 PROMOÇÃO DE PRÁTICAS ALIMENTARES SAUDÁVEIS EM FUNCIONÁRIOS DE UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DE BELO HORIZONTE - MG Paula Martins Horta, Roseli Gomes de Andrade Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: O aumento dos índices de excesso de peso demanda ações mais efetivas na prevenção e manejo dos distúrbios metabólicos relacionados. Neste sentido, a promoção à saúde deve ser direcionada também aos profissionais de saúde, tendo em vista que além de possuírem o ambiente de trabalho favorável à realização de atividades de cunho educativo, trabalham diretamente com a promoção à saúde. OBJETIVO: Promover práticas alimentares saudáveis em funcionários de Unidade Básica de Saúde (UBS) de Belo Horizonte, MG. MÉTODOS: Estudo de intervenção com funcionários (n=42) de uma UBS do Distrito Sanitário Norte do município, com duração de 8 semanas. A intervenção se pautou em atividades de educação alimentar e nutricional (n=6), organizadas em dias temáticos, com frequência semanal. Foi realizada montagem de murais e stand, entrega de folders e brindes, degustação de alimentos, entre outros. Abordou-se a importância do consumo diário de leite/derivados; ingestão adequada de frutas e aproveitamento integral de alimentos; pirâmide alimentar; prática de atividade física e ingestão de água; rotulagem nutricional e alimentos especiais (light, diet e produtos integrais) e redução do consumo de sal. A intervenção foi avaliada por meio de questionário auto-aplicado, não identificado. RESULTADOS: A intervenção contou com a participação de 30 (71,4%) funcionários, sendo que 21 (70%) dos mesmos responderam ao questionário final. Todas as atividades apresentaram boa aceitação, com nota mediana fornecida pelos próprios funcionários de 10 pontos. Ao final da intervenção, 61,9% da amostra já havia reproduzido alguma das receitas trabalhadas e quando questionados sobre a possibilidade de aplicação dos conhecimentos adquiridos na vida diária (pessoal e profissional), os funcionários referiram média de aplicação de 83%. Destaca-se que todos participantes desejavam continuidade das atividades e ampliação para outros serviços de saúde. CONCLUSÃO: Evidenciou-se na população descrita uma forma diferenciada de promover práticas alimentares saudáveis em ambiente de trabalho, com possibilidade de aplicação na vida pessoal e profissional. Denota-se necessidade de continuidade e ampliação das mesmas, com realização de avaliações futuras acerca dos impactos sobre parâmetros antropométricos e consumo alimentar. 70 QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA BARIÁTRICA FOBI-CAPELLA NO HOSPITAL SANTA CASA DE MISERICORDIA DE BH/2009 Lílian de Almeida Carvalho, Regina Coeli Cançado Peixoto PIRES, Fabiana Almeida de Souza, Ana Paula Escobar Machado Universidade Vale do Rio Verde- UNINCOR Contato: [email protected] RESUMO Este trabalho teve como objetivo discutir aspectos da qualidade de vida de pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico da obesidade mórbida, através da técnica Fobi-Capella, utilizando o método BAROS (Bariatric Analysis and Reporting Outcome System) e analisar as modificações mais importantes que influenciaram na melhora da sua qualidade de vida a partir do sexto mês da cirurgia. A obesidade mórbida tem aumentado significativamente nas últimas décadas e se tornou um importante problema de saúde pública com implicações socioeconômicas. A Cirurgia Bariátrica têm sido indicada como forma de tratamento para o paciente obeso mórbido, nos casos em que tratamentos clínicos realizados anteriormente tenham fracassado, respeitando os critérios para este procedimento. Participaram deste estudo 56 pacientes operados no Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Belo HorizonteMG. A idade média foi de 40,09 anos e 53 (94,6%) eram do sexo feminino. Os resultados para a Qualidade de Vida mostraram que 54 (96,4%) dos indivíduos se encontram em situação melhorada a muito melhorada e, considerando a pontuação final do questionário 9 (16,1%) estão excelentes, 31 (55,4%) muito bons e 13 (23,2%) estão bons. Por ser auto-aplicável, o questionário BAROS reflete a percepção do paciente sobre si mesmo. No que diz respeito à mudança de vida após a cirurgia, 56 (100%) responderam que se sentem muito melhor do que antes, havendo, portanto, satisfação por parte de todos os participantes. Responderam “sentir mais capazes” de participarem de atividades 51 (91,07%) e 46 (82,2%) dos indivíduos relataram que estão se relacionando socialmente “muito mais” do que antes. Estão se sentindo “muito mais capazes de trabalhar” 48(85,7%) e 40 (71,4%) dos entrevistados tiveram mais interesse por sexo do que antes, sendo que 41 (73,2%) dos indivíduos relataram terem suas condições clínicas gerais (comorbidades) melhoradas ou normalizadas. Como a obesidade tem implicações negativas importantes na vida das pessoas, a cirurgia bariátrica participa da melhora da qualidade de vida desses pacientes, na avaliação pelo questionário BAROS. Concluiu-se que antes da cirurgia os pacientes não faziam muitas atividades que hoje fazem, demonstrando que a obesidade pode afetar nas questões emocionais e psíquicas, diminuindo a sua condição de viver plenamente e sentir-se bem para as atividades cotidianas. 71 RELATOS DE EXPERIÊNCIA PROGRAMA ACADEMIAS DA CIDADE-SUS-BH Autores: Rony Carlos Las Casas Rodrigues, Raquel Corrêa Vieira Moreira e Vera Regina Guimarães. Instituição: Secretaria Municipal de Saúde / Gerência de Assistêcia / SUS-BH Contato: [email protected] RESUMO: CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA: Falta de oportunidade e espaço para a prática de atividade física na área de abrangência da residência favorecendo o sedentarismo. DESCRIÇÃO: A política municipal de saúde busca em seus projetos, promover a saúde integral do indivíduo. Neste sentido é de fundamental importância viabilizar à população, locais para esta prática. Assim dentro da proposta da Estratégia Global, foi criado o Programa Academias da Cidade que visa melhorar os modos de vida, com a prática de atividade física ministradas por profissionais habilitados em Educação Física, que tem como princípio a adoção de um processo educativo e cultural que possibilite a mudança de hábitos de vida. Todos os usuários passam por uma avaliação física para a prescrição e o treinamento de exercícios físicos com a carga adequada de forma preventiva, com aulas para a melhora do sistema cardiorrespiratório e o sistema funcional. Ocorrem aulas nos seis dias da semana no turno da manhã e tarde/noite preferencialmente para pessoas acima de 18 anos. Cada academia atende um público de aproximadamente 500 alunos, hoje contamos com 24 academias, sendo quatro funcionando em dois turnos. A proposta é que até 2012 tenhamos 48 academias. LIÇÕES APRENDIDAS: Desde 2006 observamos vários benefícios como apropriação dos usuários sobre a atividade física e dos espaços para a prática, melhora da alimentação e de sua saúde. O número de idosos tem aumentado em 35% a cada ano, assim com o de pessoas com deficiência e com DCNT. Os medicamentos têm reduzido (ansiolíticos, antidepressivos e analgésicos). Nos locais onde as academias são implementadas melhoraram a sociabilização da comunidade com redução da violência local. Redução da freqüência dos usuários às unidades de saúde por motivos evitáveis. Melhora da composição corporal. Redução dos níveis pressóricos. RECOMENDAÇÕES: Temos que aumentar mais o grau de satisfação com a vida, dos usuários e dos profissionais de saúde. Aumentar o número de usuários freqüentes e aderidos ao programa. Aumentar a repercussão das boas práticas na comunidade do entorno. Melhorar o controle dos indicadores para verificar as internações e óbitos por doenças cardiovasculares, diabetes e suas complicações. Construção do empoderamento dos usuários sobre a sua saúde. 72 TÍTULO: Tétano acidental no idoso: situação de Minas Gerais Autores: Gislene Pace de Souza Santos1; Lúcio José Vieira2; Scheila Tompai Marinho1 Instituição: 1- Graduanda de enfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG 2- Professor Doutor da Escola de Enfermagem da UFMG Contato: [email protected] RESUMO: Embora o Brasil tenha avançado para a erradicação das doenças infecto-parasitárias, algumas delas ainda causam um grande impacto em saúde, dentre elas encontra-se o tétano. O tétano é uma doença aguda grave, não contagiosa, resultante da contaminação de uma solução de continuidade da pele ou mucosa pelo bacilo Clostridium tetani. Mundialmente, os idosos vêm constituindo-se o principal grupo de risco para o tétano. Isto porque, devido à redução da resposta imunológica própria do envelhecimento, ao déficit psicomotor, as perdas na capacidade da percepção de espaço e aos baixos índices da cobertura vacinal da vacina dupla adulto, eles tornam-se indivíduos potenciais para o desenvolvimento da doença. Realizou-se uma pesquisa descritiva e exploratória cujo objetivo foi de conhecer o perfil epidemiológico dos 225 casos confirmados de tétano acidental no Estado de Minas Gerais nos anos de 2001 a 2006. Os dados foram obtidos na Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais por meio do Sistema de Informações de Agravos de Notificação. A análise deu-se mediante cálculo das taxas de freqüência, incidência e letalidade. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG. Do total de casos, 37,3% (84) ocorreram na população idosa e a incidência entre eles variou de 0,46 (2006) a 1,07 casos por 100.000 habitantes (2003), sendo a média 0,83 casos/100.000 habitantes. A incidência entre os idosos mostrou-se superior ao registrado nas demais faixas etárias, excetuando-se no ano 2006. O sexo masculino foi o mais atingido em todas as faixas etárias, com uma incidência de 1,07 casos/100.000 habitantes entre os homens acima de 60 anos. O sexo feminino registrou baixos índices de tétano abaixo dos 50 anos, e após os 50 anos verificou-se um aumento expressivo chegando a apresentar uma incidência de 0,63 casos/ 100.000 habitantes nas mulheres acima de 60 anos. A letalidade da doença entre os idosos foi 46,4%, mostrando-se superior a média para o período estudado que é de 36,9%. As ocupações que mais se destacaram na população acima de 60 anos foram aposentados (25,0%) e do lar (15,6%) sendo que, 44,0% dos idosos contraíram o bacilo na própria residência. Constata-se que o idoso é o grupo populacional mais susceptível a adoecer e morrer pelo tétano no Estado, fazendo-se necessária a intensificação das ações de imunoprofilaxia, evitando-se as oportunidades perdidas de vacinação, de modo a obter a prevenção e o controle desse importante agravo em saúde pública. 73 TÍTULO: Uso Racional De Medicamentos AUTOR: Marilia de Dirceu Pinto Fiuza Contato: [email protected] RESUMO: Uso racional de medicamentos requer que os pacientes recebam os medicamentos apropriados para situação clínica, nas doses que satisfaçam as necessidades individuais, por um período adequado, e ao menor custo possível para eles e sua comunidade. Assim, várias dimensões podem ser percebidas com a assistência farmacêutica envolvida na garantia do uso racional de medicamentos. O indivíduo tanto quanto corpo social, coletivo de corpos individuais é alvo privilegiado de intervenção médica e um laboratório vivo do progresso médico farmacêutico. É fundamental sempre ponderar o benefício que o paciente terá e o risco de uso do medicamento. O mercado farmacêutico cresceu muito, de acordo com dados os medicamentos evoluíram de 36,4 bilhões para 44,7 bilhões em 2007. Na administração pública também cresceu de 3,8 bilhões para 4,7 bilhões. Neste contexto, o medicamento é um misto entre bem de consumo e bem social. A Organização Mundial de Saúde afirmou que as reações adversas a medicamentos (RAM) nos EUA estão entre a quarta e a sexta causa de mortalidade. No Brasil os medicamentos causam 30% dos casos de intoxicação humana registrados anualmente pelo SINITOX/CICT/FIOCRUZ/MS. Os medicamentos em casos registrados de intoxicação estão no topo da lista. E aí vem a questão de medicamentos: bem de consumo ou bem social? O fato é que produção, distribuição e consumo obedecem às relações do capital distanciando dos atributos de insumo para a saúde. As indústrias têm seus interesses, investem, gastam seus recursos para produzir o medicamento, querem o retorno e isso é legitimo e existe o interesse do governo para ofertar o tratamento para a sua população de forma sustentável. Há conflito de interesse intrínseco entre os objetivos legítimos dos fabricantes e as necessidades sociais, médicas e econômicas dos países. O SUS garante assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica. A política nacional de medicamentos (1998) determina o uso racional de medicamentos como uma das diretrizes. O Ministério da Saúde em termos orçamentários saiu de um gasto de 555 milhões em 2003 para quase 2 bilhões em 2007. Isso mostra o quanto esses medicamentos têm impacto no orçamento do governo, tanto federal quanto estadual e municipal. Isso constata a necessidade de refletirmos se mais medicamento significa realmente mais saúde. Essa equação afeta a dimensão econômica e financiamento para o acesso ao medicamento. O uso racional abrange uma estrutura complexa: prescrição adequada, logística, programação, gestão e uma política de regulação de mercado. Oferecer mais medicamentos para a população não é oferecer uma assistência farmacêutica de verdade. Tem que pensar em todo o contexto e a racionalidade desse uso. 74 VIGILÂNCIA DA MORTE MATERNA EM BELO HORIZONTE – PANORAMA ATUAL E DESAFIO PARA A REDE DE ATENÇÃO PERILLO, Rosângela Durso¹; LANSKY, Sônia¹; REZENDE, Edna Maria²; MARTINS, Eunice Francisca, PEREIRA, Natália C Passos² ;CORTÊS, Maria C Werneck³; JARDIM, Rodolfo Valamiel³ ¹Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte ²Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais ³Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: Mortes de mulheres devido a complicações ligadas ao ciclo gravídicopuerperal são ainda freqüentes e motivo de preocupação em saúde pública. São mortes precoces, em sua maioria evitáveis, e geram graves repercussões na família e na sociedade. O Comitê Municipal de Prevenção de Óbitos BH-VIDA investiga as mortes maternas desde 1997 com o objetivo de elucidar as circunstâncias dos óbitos e identificar os fatores de risco, para propor medidas de prevenção. OBJETIVO: Descrever a situação da mortalidade materna em Belo Horizonte, entre 2006 a 2009, visando identificar os principais problemas e orientar as ações de saúde. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo, ecológico exploratório, baseado em dados secundários do Comitê. Foram investigados 3.247 óbitos de mulheres de 10 a 49 anos. A análise dos óbitos contempla a entrevista domiciliar pela equipe da atenção primária de saúde, análise de prontuários ambulatoriais e hospitalares e discussão dos casos envolvendo os profissionais da rede de atenção perinatal. RESULTADOS: No período de 2006 a 2009 foram identificados 101 óbitos maternos. Destes, 58 casos (57,4%) foram classificados como obstétricos diretos e indiretos, resultando na razão média de mortalidade materna (RMM) no período de 47,6 /100.000 NV, 2,4 vezes maior que a recomendada pela Organização Mundial da Saúde (< 20/100.000). Os óbitos predominaram em mulheres negras (N= 60, 59,4%) e solteiras (N=64, 63,3%), e grande parte das mulheres tinha menos de 8 anos de estudo (N=36, 35,6%). As principais causas de óbitos foram as síndromes hipertensivas (N=20, 19,8%), hemorragia (N = 10, 9,9%), complicações de aborto (N = 9, 8,9%), e infecção (N=6, 5,9%). Registrou-se pelo menos 3 óbitos devido a cesarianas eletivas sem indicação técnica evidente (1 por hemorragia, 1 por complicação anestésica e 1 por infecção pós-cirúrgica), o que aponta a necessidade de controle de intervenções iatrogênicas. CONCLUSÃO: Apesar de a grande maioria dos óbitos maternos serem evitáveis, a mortalidade materna ainda permanece como um grande desafio. A concentração dos óbitos na população pobre, de raça negra e com baixos índices de escolaridade, demonstra sua relação com as condições socioeconômicas da população. A vigilância dos óbitos evidencia a importância das ações de saúde reprodutiva, além da melhoria nas ações voltadas ao prénatal, puerpério e planejamento familiar, além da atenção ao parto. 75 Pôsteres: Avaliação da Atenção Primaria No Brasil, Estado e Município A ADESÃO DOS CIRURGIÕES-DENTISTAS ÀS NOVAS ABORDAGENS DA SAÚDE BUCAL ADOTADAS NO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA Autor: Maria Aparecida de Oliveira Co-autores: Isabela Porto Ramos Cecília Maria Carvalho Soares de Oliveira Fabiano Freitas Corrêa Liziany David Cardoso Marina Pereira Coelho Contato: [email protected] RESUMO: A expansão das ações de saúde bucal como estratégia do PSF incentiva reflexões sobre como organizar uma prática capaz de resgatar a dívida histórica com os excluídos no cuidado com a saúde bucal. Neste trabalho analisou-se os pontos colocados como principais obstáculos à adesão do cirurgião-dentista ao programa, pois esses configuram-se em entraves para as mudanças do quadro epidemiológico bucal. Foram consultadas bases de dados nacionais da Internet, buscando-se as fontes bibliográficas disponíveis sobre tal temática. Verificou-se que a odontologia tem em mãos apenas uma parcela dos meios e do poder necessários para manter sob controle as questões que estão em sua área de influência. Múltiplas variáveis condicionam a estatística das doenças bucais e a resolubilidade das abordagens odontológicas adotadas no PSF. O desenvolvimento econômico, a ideologia do Estado, o nível educacional da população, assim como os padrões de cultura e da tradição popular fazem parte íntima do processo saúde-doença. As alusões às dificuldades encontradas na inserção dos profissionais no programa trazem à tona a incerteza no trabalho, a difícil fixação nessa atividade nova, as questões salariais, o medo do novo paradigma de atendimento, a proximidade com a real situação vivenciada pela população, ocasionando temor e receio, vocalizados como dificuldade. 76 TÍTULO: A vigilância da violência em Belo Horizonte e sua importância nas Unidades de Atenção Primária à Saúde. AUTOR PRINCIPAL Ishitani LH; CO-AUTORES: Pinheiro IC, Girodo AM Instituição: Gerência de Epidemiologia e Informação – Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte – MG Contato: [email protected] RESUMO: Introdução: Defronta-se, atualmente, com o desafio de desenvolver respostas adequadas aos efeitos crescentes das violências. Este desafio acentua-se em relação à violência sexual e doméstica, onde ainda impera a lei do silêncio, dificultando seu real dimensionamento. As Equipes de Saúde da Família podem atuar preventivamente, considerando sua proximidade com os grupos familiares. É primordial conhecer a magnitude da violência, o perfil das vítimas e dos agressores, os fatores geradores de conflitos e os de promoção de comportamentos protetores. Objetivos: Descrever o perfil das vítimas de violência doméstica e sexual notificados em Belo Horizonte; avaliar a inserção da Vigilância de Violência (VIVA) nas Unidades de Atenção Primária (UAP). Metodologia: Foram selecionadas as notificações de violência doméstica, sexual e/ou outras violências, extraídas do VIVA/MS e SINAN/MS, do período de agosto de 2006, época de implantação da VIVA no município, a julho de 2008. Foram tabulados dados por sexo, faixa etária, fonte de notificação, tipo de violência e local de ocorrência. Resultados: Foram notificados 1357 casos (média de 37,7 casos/mês). As principais fontes notificadoras foram os hospitais de referência para violência sexual (83,2%). As UAP notificaram apenas 102 casos (7,5% - média de 0,23 notificações/ano/UAP). A maioria das vítimas foi do sexo feminino (87,7%), faixa etária de 10 a 39 anos, com predomínio da violência sexual (67,2%). No sexo masculino, houve mais violência física (71,3%), em crianças e adolescentes. Houve poucas notificações de idosos (3,6%). O principal local de ocorrência foram os domicílios. A maioria dos agressores foram pessoas próximas e conhecidas das vítimas (65,59%). Conclusão: Mulheres jovens, crianças e adolescentes foram o grupo de maior vulnerabilidade, entretanto, houve pouca notificação de idosos. O número de casos sugere subnotificação, evidenciando que o diagnóstico e a notificação de violências constituem difícil tarefa. Considerando a proximidade das relações entre agressores e vítimas e o espaço privilegiado das UAP para as práticas de Vigilância em Saúde, a VIVA, a promoção da saúde e cultura de paz, devem ser estimuladas no cotidiano dessas equipes multiprofissionais. 77 TÍTULO: Acesso aos serviços de saúde de atenção primária nas áreas rural e urbana do município de Jequitinhonha, Minas Gerais. AUTOR PRINCIPAL: ED WILSON VIEIRA CO-AUTORES: ISABELA ROCHA DUTRA, DENER CARLOS REIS, INDIRA SIMÕES MARTINS; LUIZA VALGAS, ANDRÉA GAZZINELLI Instituição:ESCOLA DE ENFERMAGEM, UFMG. Contato: [email protected] RESUMO: Introdução: apesar do aumento na cobertura dos serviços de atenção à saúde nos últimos anos no Brasil, ainda persistem desigualdades no acesso, principalmente em áreas rurais distantes. Objetivo: avaliar o acesso aos serviços de serviços de atenção primária nas áreas rural e urbana do município de Jequitinhonha, Minas Gerais. Métodos: a população do estudo foi composta por indivíduos com 18 anos ou mais de idade, sendo uma amostra de 1.235 indivíduos residentes na área urbana e todos os 190 indivíduos do distrito rural do Caju. Utilizou-se para a coleta de dados questionário baseado no utilizado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (2003) sobre acesso aos serviços de saúde. Resultados: os residentes, tanto da região rural quanto da urbana, nos casos de problemas com a própria e saúde procuram, principalmente, as unidades básicas de saúde da área de abrangência da Equipe de Saúde da Família, porém na região rural essa procura foi menor (83,4% vs 93,3%) (p<0,000). A procura por todos os outros tipos de serviços de saúde se mostrou dependente da disponibilidade, sendo que, os serviços hospitalares, farmacêuticos e consultórios particulares são mais procurados na área urbana (p<0,01). Menor proporção de pessoas teve acesso a consulta com profissional de saúde, médico ou enfermeiro, na área rural que na urbana durante os últimos 12 meses anteriores à entrevista (OR 0,32; IC 0,22 – 0,45), mesmo considerando apenas os portadores de doenças crônicas (OR 0,39; IC 0,22 - 0,70) que são os que mais freqüentemente procuram pelos serviços de saúde. Ressalta-se que o número médio de consultas anuais foi mais de duas vezes maior na área urbana. De acordo com a regressão logística observou-se que as mulheres e as pessoas portadoras de doença crônica tiveram significativamente mais acesso a consulta com profissional de saúde nas duas áreas e que o suporte social foi estatisticamente importante apenas na área rural. Não foram encontradas diferenças significantes nas taxas de hospitalização durante o último ano, apesar de ambas terem sido elevadas (11,6% na área rural e 16,0% na urbana). Conclusão: Apesar da alta taxa de hospitalização encontrada poder ser indicativa de deficiência no acesso aos cuidados preventivos nas duas áreas, na área rural essa situação foi mais marcante e pode estar relacionada tanto a fatores geográficos quanto à oferta de atendimentos. Estes resultados certamente auxiliarão os gestores na criação estratégias para o fortalecimento e maior eficiência do sistema municipal de saúde, buscando a consolidação das diretrizes do SUS. 78 ADESÃO AO TRATAMENTO DE DOENÇAS CRÔNICAS: a experiência de uma equipe do programa de saúde da família da região leste de Belo Horizonte – Minas Gerais. Gisele Rosa Ribeiro Contato: [email protected] RESUMO: Esse relato tem por objetivo apresentar a experiência da equipe de PSF 04, Equipe Vermelha, do Centro de Saúde São Geraldo em Belo Horizonte – Minas Gerais. Partindo da concepção de “adesão” como sendo o grau com que o paciente segue o plano terapêutico e identificando a não adesão ao tratamento nos casos de doenças crônicas como uma constante no trabalho dos profissionais de saúde, definimos como prioridade aumentar a aderência dos pacientes portadores de doenças crônicas ao tratamento. Assim, Durante nossas atividades de acolhimento, visita domiciliar, consulta médica, visita do ACS, iniciamos um processo de observação para tentar compreender a causa dessa baixa aderência. Constatamos que mesmo oferecendo o que é preconizado em nossos protocolos ( número adequado de consultas médicas, exames, receitas médicas em dia, acolhimento, visita domiciliar, entre outros.), esses pacientes não apresentavam a melhora esperada pela equipe. Analisando mais atentamente percebemos que na maioria das vezes a prescrição não estava sendo seguida. Dentre os fatores levantados como dificultadores para a adesão está o analfabetismo, casos de idosos abandonados pela família, pacientes portadores de sofrimento mental sem amparo familiar, dentre outros fatores. Contudo, a experiência que tínhamos relacionada à boa aderência ao tratamento no caso da tuberculose permitiu identificar o tratamento supervisionado como fator importante. Desse modo, adotamos ações supervisionadas compostas de tabelas com as divisórias para separar a medicação por dia da semana e horário; receitas e medicamentos controlados pela equipe, uma vez por semana a medicação é separada, situação registrada na tabela. Cada paciente tem duas tabelinhas de forma que o ACS leva uma cheia e traz uma vazia. Foi escolhido na casa ou na vizinhança alguém que supervisione de perto essa tomada de medicação, quando isso não é possível, o ACS passa durante a semana em dias alternados. Observamos, a partir da experiência, que os pacientes submetidos a essa forma de tratamento apresentam melhora significativa e a medida que tal melhora é percebida pela família, seus membros se envolvem no processo e assumem o cuidado. O vínculo desses pacientes e familiares com a equipe ficou maior e eles esboçam respeito pelo nosso trabalho. Esse relato de experiência nos mostra que alguns grupos de pacientes precisam de um acompanhamento mais próximo e diferenciado. Alguns pacientes optaram por continuar conosco, outros continuam por falta de estrutura familiar e muitos estão sob cuidado da família agora. Esse trabalho já é feito há 05 anos pela equipe, mostrando que não traz desgaste aos profissionais executá-lo. 79 ANÁLISE DA EVOLUÇÃO DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: IMPACTO NA SAÚDE DA POPULAÇÃO DE UBERABA/MG. Fabiana Brito Silva Contato: [email protected] RESUMO: Introdução: O sistema único de saúde institui a responsabilidade de Estados e Municípios nas ações de controle e avaliação, é uma maneira a identificar distorções, rever planejamentos e organizações dos serviços de saúde. Deve ser um processo sistemático buscando analisar o impacto de determinadas ações para garantir a qualidade da atenção à saúde. O Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB) é uma ferramenta em potencial para o acompanhamento e para o planejamento local. Objetivo: Analisar dados produzidos pela Estratégia de Saúde da Família (ESF) através do SIAB. Método: Trata-se de um estudo ecológico, retrospectivo, de um município de médio porte, por meio da correlação de indicadores demográficos e indicadores da atenção prestada nas áreas de abrangências das 47 ESF urbanas e rurais através de dados secundários do DATASUS/SIAB entre 2006 e 2009. As categorias são as propostas pelo SIAB. Resultados: Cadastramento Familiar: houve aumento de 18% na cobertura populacional e de agentes comunitários de saúde (ACS). Situação de Saneamento: as condições sanitárias são elevadas e ascendentes (acima de 92%) em todas as variáveis, com 50% de redução de da casas de material aproveitado, entretanto, o tratamento de água no domicílio pelas famílias sofreu redução (9%). Situação de Saúde: a cobertura por plano de saúde aumentou (6%), houve declínio médio de 4% de todos os indicadores de gestantes como acompanhamento, pré-natal e vacinação. Houve aumento dos menores de 4 meses com aleitamento materno exclusivo 4% e nos maiores de 02 anos nas pesagens (9%), porém houve redução de vacinação em dia (1,6%). No âmbito das doenças referidas houve redução de 27% em menores de 14 anos, e de 18% nos maiores de 15 anos, entretanto, os acompanhamentos decaíram. Produção e Marcadores: houve aumento de consultas (7%), atendimentos (21%), exames (64%) e encaminhamento (32%), e redução de internações (29%), marcadores (73%), e óbitos (54%). Conclusão: Percebeu-se que onde há a implantação da ESF, de um modo geral, há melhoria nos indicadores de saúde, mostrando a necessidade ser este o eixo norteador das ações em saúde. Há a necessidade de avaliação contínua dos serviços e das estratégias para que melhorem os indicadores e a qualidade da atenção em saúde. 80 Análise da ocorrência de infecções respiratórias agudas em crianças menores de 2 anos adscritas em uma ESF de Diamantina/MG RIBEIRO, G.C.; SOARES, V.A.R.; PAULA, F.A.; PEREIRA, S.M.F.; RIBEIRO, L.C.C.; MACIEL, L.S. Departamento de Enfermagem da UFVJM/Diamantina PRÓ-SAÚDE I/Enfermagem/UFVJM Contato: [email protected] RESUMO: As infecções respiratórias agudas (IRAS) são classificadas segundo a OMS, em infecções de vias aéreas superiores (IVAS) e infecções do trato respiratório inferior. São responsáveis por 20 a 40% das consultas ambulatoriais pediátricas, representando mundialmente, a principal demanda nos serviços de saúde para esta faixa etária. As taxas de morbimortalidade das afecções respiratórias no Brasil são altas, sendo as IRAs a principal causa de morte entre as crianças de um a quatro anos. Os problemas relacionados às IRAS são muito prevalentes no município de Diamantina/MG, uma vez que suas condições geográficas e climáticas favorecem a ocorrência de tal evento. A cidade possui clima ameno, com 1346 metros de altitude máxima e temperatura anual que gira em torno de 18,0°C. No ano de 2009 houve uma incidência de 168 casos de IRAS em menores de 2 anos no município. Trata-se de um estudo quantitativo descritivo, que objetivou realizar um levantamento epidemiológico da ocorrência das IRAS em menores de 2 anos residentes na área de cobertura da ESF Viver Melhor entre os anos de 2004 e 2008. A área possui uma média anual de 93,6 crianças menores de 2 anos. As informações mais preocupantes se concentram entre os anos de 2005 com 39 casos de IRA (43%); 2006 com proporção de 38% e 2008 com 67 casos e proporção de 76% de menores de 2 anos acometidos. Houve uma redução da ocorrência de IRAS em 2004 e 2007, com média de 15 casos/ano. Os resultados do estudo reforçam a necessidade de ações voltadas para a organização dos serviços de atenção primária à saúde, por meio de atividades de prevenção, monitoramento e educação, a fim reconhecer os sinais de gravidade da doença, reduzir seus índices de morbimortalidade, os gastos com as internações hospitalares evitáveis e o uso indiscriminado de medicamentos de alto custo. 81 Análise do perfil nutricional de crianças de 0 a 5 anos de uma Estratégia de Saúde da Família: avaliação da série histórica 2003 – 2009 RIBEIRO, G.C.; SOARES, V.A.R.; PAULA, F.A.; PEREIRA, S.M.F.; RIBEIRO, L.C.C.; MACIEL, L.S. Departamento de Enfermagem da UFVJM/Diamantina PRÓ-SAÚDE I/Enfermagem/UFVJM Contato: [email protected] RESUMO: A assistência à criança é baseada na promoção da saúde, prevenção, diagnóstico precoce e recuperação dos agravos à saúde, sendo que o acompanhamento programado do crescimento e desenvolvimento contribui para a promoção de uma boa qualidade de vida. A desnutrição nos primeiros anos de vida é um dos maiores problemas de saúde enfrentados por países em desenvolvimento. O presente estudo apresenta uma análise dos dados de estado nutricional de crianças menores de 5 anos, por meio dos registros de uma Estratégia de Saúde da Família (ESF), em Diamantina – MG, entre 2003 e 2009. O estudo teve como referência as curvas de crescimento NCHS (National Center for Healt Statitics), 2000. Os perfis encontrados revelam uma queda considerável nos valores abaixo de P3 (15, 28% para 5,50%), entre P3 e P10 (12,16% para 7,34%) e acima de P97 (3,47% para 1,38%) e aumento entre P10 e P97 (69,09% para 85,78%). Vale ressaltar que entre o período avaliado evidenciou-se oscilações para mais ou para menos em todos os percentis. Os valores médios totais equivalem a 9,9 (Baixo Peso), 7,29 (Risco Nutricional), 80,65 (Eutrófico) e 2,07 (Sobrepeso). Os dados revelam que a queda percentual do déficit de peso versus idade, encontra-se maior que a queda evidenciada entre 1996 e 2006 (5,7% para 1,7%), segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS). Estes resultados reforçam a necessidade de melhorias no perfil nutricional da clientela atendida na referida ESF, potencializando o papel do SISVAN (Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional) na rede de saúde, enquanto ferramenta de apoio, controle e monitoramento do crescimento e desenvolvimento infantil. 82 TÍTULO: ASPECTOS RELACIONADOS À ASSISTÊNCIA E À ADESÃO À ATENÇÃO PRÉ-NATAL NA PESQUISA NACIONAL DE DEMOGRAFIA E SAÚDE DA CRIANÇA E DA MULHER. AUTOR PRINCIPAL: MATOZINHOS, Fernanda Penido CO-AUTORES: MENDES, Larissa Loures; ANDRADE, Clara de Jesus Marques & VELÁSQUEZMELÉNDEZ, Gustavo. Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais. Contato: [email protected] RESUMO: A atenção Pré-Natal humanizada é fundamental para a saúde materna e neonatal e deve incluir ações que integrem todos os níveis da atenção. O objetivo deste trabalho foi avaliar a assistência Pré-Natal, por meio de indicadores de processo que traduzem a qualidade da atenção prestada. A Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS2006) traça um perfil da população feminina em idade fértil. O estudo é de delineamento transversal e a população-alvo constitui-se de todas as mulheres em idade reprodutiva que residem nos domicílios das cinco macrorregiões brasileiras e dos contextos urbano e rural. A coleta de dados incluiu variáveis demográficas, de estilo de vida, hemodinâmicas, antropométricas e bioquímicas. Em relação ao calendário de consultas de Pré-Natal e à solicitação de exames complementares, consideraram-se os parâmetros preconizados pelo Protocolo de Pré-Natal e Puerpério do Ministério da Saúde. Os dados foram analisados por meio do programa STATA versão 9.0 e, com base nos itens acima, foi criado um escore para investigar a adesão à atenção Pré-Natal. O escore variou de 0 a 14 pontos e valores menores indicaram melhor adesão à atenção Pré-Natal. A amostra compreendeu 588 mulheres, a idade variou de 15 a 43 anos e a maioria das participantes tinha cor de pele não branca (68%), residia nas áreas urbanas (78%) e não possuía plano de saúde (80%). Verificou-se que a maior proporção das mulheres realizou a consulta de Pré-Natal (89%) e os exames laboratoriais, foi pesada (97%) e medida (69%) na gravidez, tinha cartão da gestante (92%) e realizou a primeira consulta de Pré-Natal com uma média de 3,34 meses de gravidez. Quanto à imunização antitetânica, a maior proporção de mulheres (55%) não a recebeu, na gravidez. Observou-se, também, que proporção de 8,1% da população do estudo fumava cigarros. No presente estudo, evidenciou-se correlação estatística entre a escolaridade e a adequação da assistência Pré-Natal, contudo a adesão à atenção Pré-Natal não foi influenciada significativamente pela renda. Verificou-se que apenas 10,6% das gestantes receberam assistência Pré-Natal plenamente adequada de acordo com o escore proposto. Dessa forma, é de extrema importância e necessidade a implantação de políticas que visem alterar o perfil aqui descrito e reconheçam a atenção materno-infantil como prioritária. 83 TÍTULO: ASSISTÊNCIA À SAÚDE DA MULHER: experiência da integralidade em equipe de saúde da família FRANCIELE MAIA MARCIANO; CO-AUTORES: JULIANA STERCI DA SILVA; RENATA ALESSANDRA EVANGELISTA; ALEXANDRE DE ASSIS BUENO; JAEL BERNARDES DA SILVA; FLÁVIA MAIA MARCIANO Instituição: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE CUMARI-GO Contato: [email protected] RESUMO: Trata-se de relato de experiência vivenciada pela equipe de saúde da família de um município do interior de Goiás, que segundo dados do SIAB (2010), tem população de 2950 habitantes, sendo 789 mulheres entre 12 e 59 anos. A estratégia saúde da família apresenta o caminho pelo qual temos evoluído em direção a busca de solução alternativa à atenção a saúde da mulher na prevenção do câncer de colo uterino. A meta proposta é esclarecer a mulher sobre a importância da realização do exame Papanicolaou por ser este considerado o mais eficiente a ser aplicado coletivamente em programas de rastreamento deste tipo de câncer corroborado por vários estudos. Este relato utilizou metodologia descritiva e exploratória, realizada no período de 2005 a 2009. O cenário observado atende os princípios do SUS voltada à atenção básica do município, em diversos programas. Na atenção a saúde da mulher foram atendidas em 2005, 179 mulheres por demanda espontânea para realização do exame supracitado, com baixíssimo retorno para obtenção do resultado, ocasionado uma inquietação por parte da equipe em relação a fatores individuais, organizacionais e sociais presentes em diversos estudos. Em 2006 iniciaram-se ações institucionais como elo entre usuária e equipe, continuidade do cuidado prestado, agilidade e privacidade na entrega do resultado esclarecendo informações adicionais sobre retorno e acompanhamento por parte da equipe com intuito de viabilizar o acesso, obter confiança e aceitação das usuárias em consonância com a qualidade e resolutividade proposta pelo programa. Obteve-se como resultado um aumento de atendimento as usuárias nos anos subsequentes, em 2006 foram 239 anuais atingindo 303 no ano de 2009. Percebemos que através de atitudes comprometidas com os princípios do SUS, envolvendo toda a equipe na busca de soluções aos problemas vivenciados no cotidiano da assistência, podem ser obtidos resultados positivos que refletem na saúde integral da mulher impactando na família e sociedade, permitindo o protagonismo da usuária, a troca de experiência e valorização de conhecimento individual, angústias, dúvidas e queixas, promovendo assim uma escuta qualificada. Recomenda-se que ações de valorização do indivíduo sejam ofertadas em todo o âmbito da Atenção Primária à Saúde, configurado como porta de entrada do sistema de saúde e que outros estudos e relatos sejam socializados a fim de que a qualidade da assistência ofertada à população brasileira seja homogênea e de alto nível. 84 TÍTULO: ASSISTÊNCIA DOMICILIAR AO IDOSO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: foco no cuidador AUTOR PRINCIPAL: JULIANA STERCI DA SILVA; CO-AUTORES: IVANIA VERA; ROSELMA LUCCHESE; FRANCIELE MAIA MARCIANO Instituição: Curso de Enfermagem. Universidade Federal de Goiás – UFG Campus Catalão Contato: [email protected] RESUMO: A redução das taxas de mortalidade e o maior acesso aos serviços de saúde são alguns dos fenômenos que garantirão que em 2025 o Brasil seja o sexto país em proporção de idosos no mundo. Se somarmos o acometimento de doenças crônicas não-transmissíveis a esta expectativa de crescimento, certamente haverá um impacto no convívio familiar. Tais transformações deverão influenciar as práticas desenvolvidas pelos enfermeiros da Estratégia Saúde da Família (ESF) no intuito de nortear cuidadores e seus familiares na orientação em saúde para o exercício do cuidado integral, vislumbrado no Programa de Assistência Domiciliar (PAD). Este trabalho é um relato de experiência, envolvendo um enfermeiro da ESF de um município do interior goiano, que cuidou de um idoso em seu domicílio, considerando-o como um ser pró-ativo e inserido no convívio familiar e social. A grande maioria dos atendimentos domiciliares realizados pelo enfermeiro a esta população ocorre por meio de Visita Domiciliária (VD) e por demanda, prática que possibilita a realização da Avaliação Geral Ampliada (AGA) além do diagnóstico situacional e observação do comprometimento das atividades de vida diária (AVD). Portanto, nesta condição, as ações do enfermeiro junto ao idoso ampliam-se a sua família. Sendo assim, esta experiência nos indicou a necessidade em trabalhar com o cuidador, tendo em vista a melhoria dos cuidados prestados ao idoso. As atividades envolveram o acolhimento, educação em saúde, ao cuidado do outro e de si, escuta terapêutica e incentivo ao convívio familiar. Neste sentido obtemos resultados positivos como a redução de hospitalização e custos econômicos e sociais, uma vez que foi observada uma maior preservação das relações familiares; promoção da relação cuidador-idoso, uma vez que o ambiente familiar tornou-se mais acolhedor e as orientações prestadas pelo enfermeiro passaram a modificar o comportamento do cuidador frente às necessidades do idoso. A redução de internações hospitalares solidificou os objetivos sugeridos pelo PAD, reduzindo os riscos de co-morbidades advindos de uma hospitalização. Assim, reconhecemos no profissional enfermeiro um ator importante na atuação da atenção primária, através da ESF, ao qual deve fazer uso das tecnologias em saúde no processo de assistência domiciliar ao idoso, sobretudo as leve-duras e leves, como conhecimentos, habilidades, relações interpessoais, constituindo a integralidade da assistência e a excelência na atenção à saúde do idoso. 85 TÍTULO: ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO NO PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA: UMA ANÁLISE DO SEU TRABALHO REFERENTE ÀS AÇÕES PROGRAMÁTICAS DE SAÚDE PASSOS, Camila Mendes dos; PIRES, Maria Raquel Gomes Maia. Escola de Enfermagem da UFMG – Departamento de Enfermagem Aplicada (ENA) Contato: [email protected] RESUMO: O estudo surgiu de reflexões e inquietações sobre resultados da pesquisa “Avaliação da Atenção Básica à Saúde em Belo Horizonte: utilização, oferta e acessibilidade dos serviços”, financiada pela FAPEMIG-MG, edital PPSUS 005/06, processo 3301/06. Seus resultados evidenciaram que nas UBS onde o PSF foi implantado há pouca utilização das ações programáticas em relação aos outros procedimentos realizados na Atenção Básica. A partir daí, verificou-se a necessidade de avaliar o trabalho do enfermeiro voltado para a organização das ações programáticas instituídas pela Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSABH), pela Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e pelo Ministério da Saúde (MS), em UBS onde o PSF foi implantado. Esses problemas surgidos na assistência, na organização ou na gestão dos serviços de saúde podem ser enfrentados por meio de instrumentos/tecnologias direcionados por diretrizes capazes de exercer marcada influência na construção de um novo modelo assistencial. Teve-se como objetivo identificar e analisar as atribuições do enfermeiro nas ações programáticas previstas em protocolos municipais, estaduais e nacionais utilizados na AB. Trata-se de uma pesquisa descritiva e exploratória. Analisaram-se as áreas de atenção à saúde da mulher, do adulto e da criança. Selecionou-se uma atividade programática por área escolhida. Utilizou-se para coleta de dados protocolos do MS, da SES-MG e da SMSA-BH que sirvam de tecnologia importante de organização dos serviços de Atenção Básica. As análises foram realizadas considerando como dimensão as políticas de saúde, e como categoria propósitos e ações do programa. Percebeu-se que os protocolos em instância federal são mais abrangentes e garantem mais autonomia ao enfermeiro. Verificou-se que há coerência entre os propósitos dos programas e princípios do SUS e incoerência, na maioria das vezes, entre a organização do trabalho e os objetivos do programa. Identificou-se entre as atribuições previstas para o enfermeiro ações de prevenção e promoção à saúde, principalmente. Portanto, conclui-se que o enfermeiro possui atribuições importantes nos programas de saúde, mas que muitas vezes encontram-se destorcidos por uma privação e uma restrição na dinâmica do seu trabalho, principalmente à medida que passamos da esfera macro para a esfera micro. 86 AVALIAÇÃO DA ATENÇÃO ÀS CRIANÇAS MENORES DE DOIS ANOS NOS SERVIÇOS BÁSICOS DE SAÚDE DE POUSO ALEGRE – MG Cristina Sousa Araújo; Bruna Suelen Raymundo Luz; Carolina Meloni Stecca; Marcos Mesquita Filho. Universidade do Vale do Sapucaí Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A atenção primária caracteriza-se por um conjunto de ações individuais e coletivas incluindo promoção e proteção da saúde. O modelo de atenção primária do SUS é o PSF. Existe também a UBS, com ações de vigilância à saúde. OBJETIVO: Avaliar a atenção básica à saúde das crianças de 0 a 2 anos nos serviços de atenção primária de Pouso Alegre, verificando a realização de práticas preventivas, a saúde percebida pelo cuidador e sua satisfação. METODOLOGIA: Estudo transversal, observacional e analítico utilizando-se de um protocolo de dados sócio demográficos e de saúde, de um instrumento de classificação econômica e do questionário PCATOOL infantil versão brasileira. Entrevistaram-se 421 cuidadores de menores de dois anos, usuárias do SUS, em 2009. RESULTADOS: A idade média das crianças era de 13,4 meses (DP=7,3). As crianças eram: 51,9% de homens sendo 77,6% brancos.Tinham em média 1,3 irmãos (DP=1,5) e 86,9% eram usuários do PSF.A renda média foi de R$816,90 (DP=R$610,93). Foram classificados como de classe C 46,0% das crianças e 45,7% como de D ou E; 6,9% foram consideradas de saúde ruim, 17,4% regular e 75,7% boa no dia da entrevista. 80,2% delas não estavam doente. Sulfato ferroso era usado por 37,4%, vitaminas A e D por 35,7%; 89,5% não utilizavam medicações. Dos cuidadores 94,5% eram mulheres, a idade média 29,4 anos (DP=10,6), 70,9% tinha entre 20 e 39 anos. A maioria dos entrevistados (56,4%) cursaram alguma série do ensino fundamental, 42,6% o ensino médio, 0,2% curso superior e 0,7% declarou não ter escolaridade. 74,5% se declararam brancos e 77,6% eram casados ou tinham companheiro.Os cuidadores que predominaram eram mães das crianças (76,9%), seguida de avós (10,3%), pai (5,0%), outros parentes (7,4%) e sem parentesco (0,2%). O Valor Essencial de Atenção Primária em Saúde - APS - foi de 12,99 (DP=2,01) e o Valor Geral de APS foi de 18,01(DP=2,73). Os usuários dos PSF consideraram a prestação de serviços de melhor qualidade do que aqueles das UBS (p=0,02). Os cuidadores masculinos conceituaram os serviços melhor do que os femininos (p=0,02). Os indivíduos das classes C e E foram os que melhor avaliaram a atenção primária (p=0,001). Entretanto os valores dos escores foram baixos. CONCLUSÃO: Os serviços de atenção primária à saúde do município não estão cumprindo a proposta de ações junto à população estudada. O PSF foi melhor qualificado, em relação à orientação familiar e comunitária, quando comparado com a UBS.O cuidador do gênero masculino apresentou maior satisfação com o serviço de APS do que o gênero feminino.As classes econômicas mais baixas apresentam-se mais satisfeitas com os serviços essenciais de APS, em comparaçâo com as classes média e alta. 87 AVALIAÇÃO DO ATENDIMENTO EM PRÉ-NATAL PRESTADO A GESTANTES ADOLESCENTES DO CENTRO DE SAÚDE VILA CEMIG, DISTRITO BARREIRO, BELO HORIZONTE/MG, NO ANO DE 2008 CAROLINE MARQUESINI BOARETO Contato: [email protected] RESUMO: Em Minas Gerais 21,72% do total de gestantes são adolescentes. Em BH esse percentual é de 10%, atingindo 30% nas áreas de risco. A realidade vivenciada pela comunidade do Centro de Saúde Vila Cemig, influenciada pelo tráfico de drogas, pela pobreza, pela baixa escolaridade e pela violência contribui para a desestruturação da vida dos jovens. Trata-se de um estudo descritivo, exploratório, com abordagem quantitativa. Os dados foram coletados mediante relatórios do SISPRENATAL – Sistema de Informação sobre o Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento, além da utilização de registros locais atualizados pelos enfermeiros das equipes e de dados do Diagnostico Situacional realizado durante o Curso de Especialização em Atenção Básica em Saúde da Família (CEABSF) – Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A maior incidência de gravidez ocorreu em maiores de 16 anos, sendo observadas 33 adolescentes, representando 87% dos casos. Não foi identificada nos registros nenhuma gestante com idade inferior a 13 anos. Com relação ao número de consultas de pré-natal realizadas pelas gestantes adolescentes, no Centro de Saúde Vila Cemig, no ano de 2008, observou-se que 29 das 38 adolescentes em estudo realizaram entre 6 e 10 consultas, representando 76%; as demais 9 gestantes (24%) realizaram 5 ou menos consultas. Quanto aos exames realizados durante o pré-natal notou-se haver um subregistro considerável. Referente à situação vacinal das gestantes adolescentes em estudo, contou-se com registros de 34 mulheres (89,5%); constavam como imunizadas 18, porém, como este parâmetro não ficou claro para avaliação, considerou-se o número total de gestantes encaminhadas à vacinação. Observa-se, desta forma, que apesar de ainda serem necessárias reformulações para se conseguir alcançar o acompanhamento ideal de 100% das gestantes em todos os itens, os índices levantados no Centro de Saúde Vila Cemig indicam bons percentuais de assistência, demonstrando que as Equipes de Saúde da Família seguem os parâmetros preconizados pelo Ministério da Saúde de cuidado individualizado e humanizado. 88 Incapacidades Físicas em Hanseníase: análise epidemiológica dos casos diagnosticados na Microrregião de Diamantina/MG entre 2004 e 2008 RIBEIRO, G.C.; LANA, F.C.F. Escola de Enfermagem da UFMG PRÓ-SAÚDE I/ Enfermagem/ UFVJM Contato: [email protected] RESUMO: A Hanseníase é uma doença infecciosa crônica, causada pelo Mycobacterium leprae, bacilo que possui afinidade por células cutâneas e dos nervos periféricos. Representa hoje, um grave problema de saúde pública nos países em desenvolvimento, inclusive no Brasil, que é considerado o segundo país em números absolutos da doença perdendo apenas para a Índia. A cada ano no país, registram-se em média 47000 casos novos de Hanseníase, sendo que 23,3% deles apresentam graus de incapacidade 1 ou 2. Estas incapacidades físicas podem ser responsáveis por seqüelas permanentes no indivíduo que comprometem a sua qualidade de vida, além de causarem danos psíquicos, morais e sociais, reduzindo a auto-estima e contribuindo para a auto-segregação e o preconceito sofridos pelos doentes e seus familiares. O presente estudo é do tipo quantitativo descritivo, realizado na microrregião de Diamantina/MG que é composta por 15 municípios. Teve como objetivo verificar na microrregião a prevalência de casos novos de Hanseníase diagnosticados tardiamente com incapacidades físicas grau 1 ou 2. Os resultados demonstram que em 2004, dos 18 casos diagnosticados, 83,3% apresentavam algum nível de incapacidade física. Apesar de uma redução da taxa de detecção e da proporção de casos novos com incapacidade física em 2005 e 2006, os anos de 2007 e 2008 apresentaram respectivamente, 40 e 50% de diagnósticos com grau 2 de deficiência. Além disso, neste último ano, dois municípios tiveram 100% de detecção de casos novos com o segundo grau de incapacidade física. Esses valores são preocupantes e considerados altos pelos parâmetros da OMS. Dessa forma, espera-se que os resultados deste estudo possam contribuir para um maior conhecimento da Hanseníase na região, principalmente no que tange a ocorrência das incapacidades físicas. Possa também, subsidiar a prevenção e controle da doença por meio de ações de educação em saúde voltadas para o profissional, população em geral e para os portadores a fim de sensibilizar, modificar hábitos e atitudes relacionados à Hanseníase. Palavras-chave: Hanseníase, incapacidades físicas, epidemiologia, educação em saúde. 89 TÍTULO: INFLUÊNCIA DA CAPACIDADE OPERACIONAL NA DETECÇÃO DA HANSENÍASE MUNICÍPIO DE VIRGEM DA LAPA/MG AUTOR PRINCIPAL : Amanda Pereira Nunes Tavares; CO-AUTORES: Karine Gosling; Ana Paula Mendes Carvalho; Evaldo Pinheiro Amaral; Francisco Carlos Félix Lana Instituição: Escola de Enfermagem da UFMG Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A hanseníase é uma doença infecto-contagiosa de evolução lenta que se manifesta, principalmente, por sinais e sintomas dermatoneurológicos. É considerada um problema de saúde pública, onde o Brasil ocupa o segundo lugar em números absolutos da doença no mundo. O Vale do Jequitinhonha, considerado uma das regiões mais pobres do Brasil, detêm alguns dos piores índices econômicos, sociais e de saúde do país, além de elevadas taxas de prevalência e detecção da hanseníase. Em pesquisa feita na microrregião de Araçuaí (Vale do Jequitinhonha), observou-se, especificamente, na cidade de Virgem da Lapa um aumento significativo na detecção de casos dos anos de 2008 e 2009 em relação ao período de 1998 a 2007. Essa mudança epidemiológica poderia sugerir tanto um aumento na transmissão quanto melhoria operacional dos serviços de saúde do município. OBJETIVO: Analisar quantitativa e qualitativamente a influência dos aspectos operacionais na detecção da hanseníase em Virgem da Lapa. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo epidemiológico, do tipo ecológico, realizado no município de Virgem da Lapa/ MG, no período de 1998 a junho de 2009. Foram coletadas informações do banco de dados da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais, fichas de notificação de casos disponibilizadas pelo município e entrevistas com profissionais de saúde. Resultados e Discussão: No período de 1998 a junho de 2009 foram detectados 23 casos, sendo 43,5% deles correspondentes ao período 2008 a junho de 2009. Observaram-se contradições entre a classificação operacional e relação com o número de lesões e grau de incapacidade avaliado, principalmente, nas notificações do período de 1998 a 2007. Isto sugere problemas operacionais, o que não permite concluir que houve expansão da endemia, ao contrario, pode-se observar que no período 2008 a 2009 houve uma melhoria operacional verificada pela qualidade da informação das notificações, treinamento da equipe e contratação de profissional capacitado. CONCLUSÃO: A hanseníase é uma endemia altamente sensível à capacidade operacional dos serviços, sendo sua situação epidemiológica determinada pelo acesso da população às ações de controle na atenção básica. 90 TÍTULO: Internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária em adultos, nos triênios de 1999 a 2001 e 2007 a 2009, no município de Belo Horizonte - MG AUTOR PRINCIPAL Ishitani LH; CO-AUTORES: Girodo AM, Pinheiro IC Instituição: Gerência de Epidemiologia e Informação – Secretaria Muncipal de Saúde de Belo Horizonte - MG Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: O estudo das internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária (CSAP) constitui-se em um indicador de efetividade da atenção primária à saúde e do acesso aos serviços nesse nível de atenção. Evidências demonstram a associação entre serviços básicos de melhor qualidade e resolutividade, e taxas mais baixas de internações por estas condições. OBJETIVO: Analisar as internações por condições sensíveis à atenção primária (CSAP) na faixa etária de 20 a 59 anos, nos triênios 1999 a 2001 e 2007 a 2009, referentes aos períodos pré e pós-implantação da Estratégia de Saúde da Família (ESF), no município de Belo Horizonte. MÉTODO: Foram analisadas as internações de residentes, na faixa etária de 20 a 59, por sexo. As informações foram obtidas do banco de dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH-SUS) e foram calculados, para os dois períodos, os coeficientes de internação hospitalar para as principais CSAP por sexo e suas respectivas variações percentuais. Resultados: As doenças crônicas, transmissíveis e não-transmissíveis, foram responsáveis pela maior parte das internações. Houve redução de aproximadamente 50% das taxas de internações por CSAP, em ambos os sexos. As principais causas que apresentaram maior redução foram asma (78,5%M e 76,2%F) e hipertensão (61,4%M e 69,2%F). No sexo masculino, as internações referentes à saúde mental foram as principais causas nos dois períodos, com taxas aproximadamente 2,7 vezes maiores do que no sexo feminino; Em mulheres, as internações por doença inflamatória dos órgãos pélvicos, que ocupavam a primeira posição no primeiro triênio, apresentaram uma redução de 87,8%, passando para a sétima posição. Entre as doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT), a angina pectoris e a diabetes mellitus foram as causas que apresentaram menor redução. Merece destaque, ainda, a baixa redução da tuberculose no sexo masculino. CONCLUSÃO: Apesar da redução das internações por CSAP, a importância das DCNT, além da baixa redução da diabetes mellitus e da angina pectoris, apontam a necessidade de readequação da assistência e da implementação das ações da vigilância e da promoção à saúde. 91 TÍTULO: Mortalidade infantil por causas evitáveis segundo raça/cor em Belo Horizonte – 2000 a 2007. AUTOR PRINCIPAL: CAROLINA CÂNDIDA DA CUNHA* CO-AUTORES: ELIANE DE FREITAS DRUMOND** Instituição: * ALUNA DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS ** MÉDICA DA SECRETERIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE BELO HORIZONTE Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO A mortalidade infantil (MI) é importante indicador de saúde. Mortes evitáveis são aquelas que poderiam ser prevenidas por ações efetivas dos serviços de saúde. Análises da mortalidade por raça/cor sob enfoque da evitabilidade buscam refletir desigualdades sociais e de acesso aos serviços de saúde. OBJETIVO: Descrever a MI evitável segundo raça/cor, a partir da Lista Brasileira de Evitabilidade (LBE), em residentes em Belo Horizonte (BH) de 2000 a 2007. METODOLOGIA: Estudo descritivo dos óbitos infantis dos residentes em BH por causas evitáveis e raça/ cor de 2000 a 2007. Foram utilizados dados do SIM e do SINASC. Causas das mortes foram classificadas segundo a LBE. As categorias de raça/cor foram: branca, negra (pretos e pardos) e ignorada (ign). Calculou-se a taxa de mortalidade infantil (TMI), TMI Neonatal (TMI N) e TMI Pós-Neonatal (TMIP), a mortalidade infantil proporcional por causa evitável (MPCE) e a mortalidade infantil proporcional por causas mal definidas (CMD). RESULTADOS: Observou-se redução de 31,23% na TMI, 32,6% na TMIN e 28,4% na TMIP no período analisado. De acordo com a característica raça/cor, a redução da TMI foi igual a 22,6% entre os negros e 5% entre os brancos. Os óbitos evitáveis representaram 70,2% do total, sendo esse percentual mais expressivo (73,8%) entre os negros. Entre os óbitos evitáveis, o maior percentual de óbitos ocorreu no subgrupo “atenção ao recém nascido” (48,6%). Na população negra, responderam 52,9% e na branca por 42,8% das mortes. Nesse subgrupo, a principal causa foram os transtornos. respiratórios e cardiovasculares, que também tiveram maior proporção para raça/cor negra (29,8%). Os óbitos por CMD reduziram 23,8% no período. A maior proporção de CMD ocorreu entre negros (4,5%). DISCUSSÃO: As informações geradas por dados secundários possuem limitações. O preenchimento da variável raça/cor na DO e DN ainda apresenta problemas. Análise da MPCE em BH aponta elevado número de óbitos por “atenção ao recém nascido” e “à mulher na gestação”. Foram detectadas desigualdades raciais na MPCE, destacando-se que as crianças negras apresentam os maiores percentuais. Essas desigualdades sofrem influência de aspectos sócio-econômicos e de acesso aos serviços de saúde. 92 TÍTULO: O TRABALHO DO ENFERMEIRO NA ATENÇÃO BÁSICA DE BELO HORIZONTE: UMA ANÁLISE DA UTILIZAÇÃO E OFERTA DAS AÇÕES PROGRAMÁTICAS PASSOS, Camila Mendes dos; PIRES, Maria Raquel Gomes Maia. Escola de Enfermagem da UFMG – Departamento de Enfermagem Aplicada (ENA) Contato: [email protected] RESUMO: O estudo é um subproduto da pesquisa “Avaliação da Atenção Básica à Saúde em Belo Horizonte: utilização, oferta e acessibilidade dos serviços”, financiada pela FAPEMIG-MG, edital PPSUS 005/06, processo 3301/06. Surgiu a partir de reflexões e inquietações sobre resultados da pesquisa supracitada que evidenciaram que nas Unidades Básicas de Saúde onde o Programa de Saúde da Família foi implantado há pouca utilização das ações programáticas. A partir da discussão dos resultados, verificou-se a necessidade de avaliar a prática do enfermeiro na realização de atividades voltadas para as áreas programáticas instituídas pela Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSA-BH), em Unidades Básicas de Saúde onde o PSF foi implantado. Objetivou-se investigar como é o trabalho dos enfermeiros da Atenção Básica de Belo Horizonte quanto às ações programáticas do Programa Saúde da Família. Considera-se que a pouca utilização das ações programáticas nas UBS esteja relacionada a uma oferta reducionista destas atividades. Pressupõe-se que haja um limite no oferecimento das ações de saúde da mulher, saúde da criança e saúde do adulto. Pesquisa descritiva e exploratória realizada em 10 UBS do Município de Belo Horizonte/MG. Foram utilizados dados secundários originados da pesquisa “Avaliação da Atenção Básica à Saúde em Belo Horizonte: utilização, oferta e acessibilidade dos serviços” e do Sistema de Informação da Atenção Básica específico do município de Belo Horizonte, FENIX ou GESTÃO. A análise foi realizada considerando-se processo de trabalho como dimensão e, utilização e oferta como categorias de análise. Os resultados reforçam a pouca utilização e apontam a reduzida oferta de ações programáticas nas UBS para o profissional enfermeiro. Verificou-se que o enfermeiro deixou de realizar ações de programas já considerados estruturados pelas políticas de saúde, programas de saúde da mulher, criança e adolescente, em contrapartida se mostra perdido no universo da demanda espontânea, realizando atendimento e atividades sem utilizar nenhum instrumento de gestão como o planejamento e a programação. 93 PERFIL ASSISTENCIAL E EPIDEMIOLÓGICO DAS GESTANTES CADASTRADAS NO PROGRAMA DE HUMANIZAÇÃO NO PRÉ-NATAL E NASCIMENTO, NO MUNICÍPIO DE DIAMANTINA - MINAS GERAIS. AUTOR PRINCIPAL: Daisy de Rezende Figueiredo Fernandes. Enfermeira e Doutoranda pela UFMG. Profª. Assistente IV da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri/UFVJM. Diamantina-Minas Gerais. Marcus Vinícius Esteves da Silva. Enfermeiro. Prefeitura Municipal de Malacacheta. Malacacheta-Minas Gerais Maria da Penha Rodrigues Firmes. Enfermeira e Doutora pela UFRJ. Profª. Adjunta I da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri/UFVJM. Diamantina-Minas Gerais. Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: Na evolução mundial da atenção à saúde materno-infantil, observamos mudanças positivas e importantes. Um provável fator motivador foram as elevadas taxas de morbi-mortalidade perinatal e materna. O Brasil, em busca de uma inovadora estratégia de ação nesta área, instituiu o Programa Nacional de Humanização no Pré-Natal e Nascimento – PHPN. O ingresso precoce das gestantes neste programa, vislumbra uma maior possibilidade de assistência às mulheres no ciclo gravídico-puerperal. Desta maneira, foi desenvolvido um estudo entre as gestantes no município de Diamantina-MG, buscando caracterizar a assistência pré-natal ofertada. OBJETIVOS: Estabelecer a idade gestacional em que ocorreram as adesões ao PHPN e o perfil epidemiológico das gestantes residentes em Diamantina-MG. Métodos: Estudo transversal, de análise documental retrospectiva. Foram avaliadas as Fichas de Cadastramento das Gestantes – FCG, de mulheres usuárias do Sistema Único de Saúde – SUS em 2008. Inicialmente, os dados foram transcritos para uma planilha elaborada pelos autores, que continha 10 campos. Posteriormente foi criado um banco de dados, para onde foram transcritos e criadas as variáveis de interesse. RESULTADOS: Foram avaliadas 339 FCG. Em relação aos serviços disponibilizados, os mesmos foram de complexidades diferenciadas: Policlínica Regional (38%), Estratégia de Saúde da Família (32%) e Estratégia de Agente Comunitário de Saúde (30%). A maior parcela das gestantes residia na sede do município (65,5%), eram adultas (78,0%) e tinham idade média de 25,12 anos. A média da idade gestacional por ocasião do cadastro ao PHPN foi de 3,21 meses. O total de gestantes cujo cadastro foi realizado precocemente foi de 73,8%. Os profissionais de saúde envolvidos nos cadastros foram os enfermeiros (59,8%), médicos (26,6%) e entre 13,6%, a categoria não foi identificada. CONCLUSÕES: Maior acesso através da atenção primária a despeito da secundária, atendendo aos níveis hierárquicos pressupostos pelo SUS. O enfermeiro foi aquele que mais contribuiu com o cadastro, demonstrando participação ativa no acolhimento. A taxa de 22,0% de adolescentes parece ser preocupante, pois esta condição isolada ou mesmo em conjunto com outras, contribui para a baixa utilização da assistência pré-natal. Apesar da elevada taxa de adesões precoces, permanece a necessidade de intensificação deste processo, a fim de garantir tempo hábil para a implementação das possíveis intervenções de saúde. 94 PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA DENGUE NO ESTADO DE MINAS GERAIS BASEADO NOS SISTEMAS DE INFORMAÇÕES EM SAÚDE. Juliana Gonçalves Silva de Mattos Sybelle de Souza Castro Miranzi Instituição: Independente Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A dengue que possui caráter infeccioso e febril, é causado pelo vírus Flavivirus que é transmitido ao homem pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. O crescimento populacional, a intensa urbanização, as péssimas condições de abastecimento e reservatórios de água e a inadequação da coleta de lixo foram os principais fatores que influenciaram para o reconhecimento da doença no século XX, com o aparecimento da forma hemorrágica da doença. OBJETIVO: Na grande era da informação e do combate à dengue por parte do Ministério da Saúde, objetivou-se descrever seu perfil epidemiológico da doença no estado de Minas Gerais. METODOLOGIA: É um estudo descritivo, retrospectivo, baseados nos Sistemas de Informação em Saúde (SIS) disponíveis pelo Departamento de Informação e Informática do SUS (DATASUS), no período de 2000 a 2007. Os SIS utilizados foram: Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), Sistemas de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB) e o Sistema de Informação Hospitalar (SIH). Quanto à análise de dados utilizou-se a estatística descritiva. RESULTADOS: Observou-se que entre os anos 2001 a 2006 o número de notificações foi maior que 90.000 casos, onde a faixa etária mais acometida foi de 20 a 39 anos, talvez devido à participação desta faixa etária na economia do país. Observou-se, também, que houve um número significativo de registros de Febre Hemorrágica por Dengue (FHD) no ano de 2002, devido a inserção do vírus DEN 3 em todos os estados brasileiros, aumentando o número de casos da doença. Quanto à letalidade, observou-se que no período de 2001 a 2007 houve 507 óbitos por FHD e 121 óbitos por complicações por dengue, dando destaque para o maior número em 2006 e 2007, respectivamente. Foi observado que é necessário algum conhecimento em informática e que a há necessidade de se conhecer as ferramentas disponíveis para ter maior acesso aos SIS. CONCLUSÃO: Conclui-se que o atual cenário da dengue no Brasil impõe grandes desafios no controle da doença no país. Alguns fatores contribuíram para o aumento desses casos, como as condições climáticas devido à queda da temperatura, a vulnerabilidade sócioambiental e a grande concentração da população em áreas urbanas com condições de sobrevivência inadequadas. 95 RELATO SITUACIONAL DA EQUIPE DONATO SEVERINO DE SOUZA REPORT ON THE SITUATION OF TEAM DONATO SEVERINO DE SOUZA FLÁVIA DOS SANTOS GAMELEIRA;JOÃO EDUARDO MORAES PERIARD Instituição:Prefeitura Municipal de Ouro branco Contato: [email protected] RESUMO: Este artigo apresenta o diagnóstico situacional da equipe Donato Severino de Souza do município de Ouro Branco. O objetivo foi de forma sintética expor através de dados coletados e observações feitas, as características das comunidades atendidas pela equipe. Os dados foram conseguidos a partir de bases de dados secundárias como SIAB 2009, coletados pela equipe, entrevistas com informantes-chave e observação ativa. O município possui aproximadamente 35 mil habitantes, com 8 equipes de PSF urbanas e 2 rurais. A equipe Donato Severino de Souza possui aproximadamente 2000 pacientes e cobre a maior área geográfica, com comunidades que distam até 25 km do centro do município e até 40 km entre elas. Não há pavimentação na maioria das estradas. Na época das chuvas, com vias interditadas pelas águas e pela lama, há dificuldade de assistência à algumas comunidades. Com 14 comunidades assistidas, há somente 9 unidades de saúde, 3 de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde. As 6 demais utilizam espaços de antigas escolas. A grande maioria da população depende de ônibus para ir à área urbana. São poucos horários disponíveis, algumas comunidades não têm o serviço. Os moradores costumam pagar caro a quem tem carro valores de R$30,00 a R$50,00 quando precisam de um transporte até a área urbana. As comunidades utilizam fontes de água natural e não tratada. O saneamento básico é precário, com grande prevalência de parasitoses intestinais. A população laborativa vive da lavoura em pequenas propriedades rurais. São em sua maioria trabalhadores informais não assalariados. Duas comunidades têm escolas que só lecionam até o nível fundamental. Quem quer completar o ensino médio tem que estudar na área urbana, o que contribui para a desistência dos estudos. Colpocitologia oncótica e acompanhamento de hipertensos e diabéticos ocorrem nas UBSs, porém puericultura e pré-natal são encaminhados para a policlínica municipal, onde também ocorrem as vacinações, exceto nas campanhas nacionais. Com o trabalho identificamos como principais problemas: falta de saneamento básico contribuindo para grande quantidade de parasitoses intestinais; dificuldade de acesso; falta de transporte e de escolas. 96 TÍTULO: PRÁTICAS PROFISSIONAIS EM SÁUDE DA FAMÍLIA: UMA ANÁLISE DO ATENDIMENTO À DEMANDA ESPONTÂNEA AUTOR PRINCIPAL : FARIA, R. C. ; SARAIVA CAMPOS, E.M. INSTITUIÇÃO: NATES-UFJF Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: Em Juiz de Fora, a ESF é reconhecida no Plano Municipal de Saúde como prioritária para a mudança do modelo assistencial. No entanto, há dificuldade de articular demanda espontânea e programática e implantar protocolos de acolhimento aos usuários. Para compreender essa questão é que está sendo realizado este trabalho que analisa o atendimento prestado aos usuários que buscam de forma espontânea as Unidades Básicas de Saúde da Família (UAPS/SF). METODOLOGIA: Estudo qualitativo realizado em 2 UAPS tendo como sujeitos da pesquisa os profissionais das equipes. A estratégia de investigação adotada é o grupo focal com todos os integrantes das equipes que aceitaram participar. Optou-se por realizar grupos somente com ACS e grupos só de profissionais da equipe interna. Pesquisa documental também tem sido realizada para triangular com a análise dos grupos focais, cujas informações estão sendo transcritas e analisadas pelo LOGOS com posterior definição de categorias analíticas. OBJETIVOS: Identificar a organização da demanda espontânea nas UAPS/SF e os fatores que a influenciam. Analisar a articulação da demanda espontânea e programática, sua influência na organização do serviço, além de buscar compreender saberes que orientam os profissionais que organizam o fluxo de usuários nas UAPS. RESULTADOS: Realização de 2 grupos focais um com ACS e um com profissionais internos possibilitou identificar alguns fatores que interferem na demanda espontânea e programática: equipes incompletas; desarticulação do trabalho da equipe; prejuízo na adscrição dos usuários; diferentes formas de recepção aos usuários como triagem, marcação por ordem de chegada, entrega de senhas, agendamento prévio; o ACS realizando sozinho a triagem; prejuízo nas ações da Estratégia Saúde da Família; divisão do trabalho da equipe entre enfermeiras, atuando predominantemente nas ações programáticas e médicos na demanda espontânea; o ACS como mediador entre a equipe de saúde e usuários; coexistência na mesma UAPS do atendimento da ESF e do modelo tradicional. CONCLUSÃO: O atendimento tanto à demanda espontânea quanto às ações específicas da ESF encontra-se prejudicado o que resulta em problemas na assistência aos usuários e dificuldade em mudar o modelo assistencial na cidade. 97 Pôsteres: Economia em Saúde e Alocação de Recursos TÍTULO: CONTROLE DO USO DE ANFOTERICINA B LIPOSSOMAL NO TRATAMENTO DA LEISHMANIOSE VISCERAL GRAVE EM HOSPITAL PÚBLICO DE BELO HORIZONTE AUTOR PRINCIPAL: SILVA, Dirce I CO-AUTORES: LARA, Sérgio F; FERREIRA, Claúdia A A; DIAS, Letícia V; SILVA, Lílian A. Instituição: Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais – Hospital Eduardo de Menezes Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A leishmaniose visceral continua sendo um problema de saúde pública. Esta patologia foi incluída pela Organização Mundial da Saúde na lista das doenças tropicais negligenciadas orientada para a eliminação até 2015. Com uma taxa de mortalidade global estimada em 59.000 óbitos por ano. O tratamento na forma grave é feito com a anfotericina B lipossomal, um dos medicamentos de alto custo fornecido pelo Ministério da Saúde. Sua utilização no tratamento de leishmaniose visceral é cada vez mais prevalente nos pacientes imunossuprimidos com a Síndrome de Imunodeficiência Humana ( AIDS). OBJETIVOS: Controlar o uso de anfotericina B lipossomal no período de 09/11/2007 a 17/07/2010 no hospital Eduardo de Menezes/FHEMIG pela Unidade de Farmácia Métodos: Levantamento retrospectivo da dispensação diária e registro em planilha de controle da Unidade de Farmácia . RESULTADOS: O controle do consumo de Anfotericina B liposssomal constatou: em 2007 consumo de 181 frascos , em 2008 633 frascos , em 2009 1793 frascos e em 2010 de janeiro a julho consumo de 823 frascos . O consumo total durante o período de 2007 até o momento foi de 3430 frascos e registro de 104 casos (FIG1). Gerando um custos de: R$ 4.102.280,00. Tivemos o relato durante este controle da perda de um frasco que foi preparado com solução fisiológica de cloreto de sódio 0,9% ao invés de solução de glicose 5% de acordo com orientações da bula. CONCLUSÃO: A leishmaniose visceral grave permanece como um dos problemas de saúde pública e com um número de casos crescente no Hospital Eduardo de Menezes. A unidade de Farmácia tem contribuído de forma significativa no controle do tratamento da leishmaniose visceral grave com a anfotericina B lipossomal ,medicamento de alto custo, fornecido pelo Ministério da Saúde, permitindo o cumprimento do protocolo estabelecido e suporte para a equipe multiprofissional. 98 TÍTULO: FATORES QUE INFLUENCIAM OS DESFECHOS SOBREVIDA DO ENXERTO E SOBREVIDA DO PACIENTE EM RECEPTORES DE TRANPLANTE RENAL TRATADOS COM CICLOSPORINA OU TACROLIMUS Juliana de Oliveira Costa (Costa, Oliveira J.); Maria das Graças Braga Ceccato (Ceccato, M.G.B); Francisco de Assis Acúrcio (Acúrcio, F.A.). Instituição: Faculdade de Farmácia / Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: O transplante renal é uma importante opção terapêutica para o paciente com insuficiência renal crônica, tanto do ponto de vista social, clínico ou econômico, além de promover melhor qualidade de vida em comparação à pacientes em diálise e/ou hemodiálise. Vários fatores influenciam o sucesso do transplante renal e podem estar relacionados ao doador, à terapia medicamentosa e ao receptor. METODOLOGIA: Este trabalho apresenta uma revisão sistemática sobre a terapia imunossupressora com esquemas que incluíam Ciclosporina e Tacrolimus para manutenção do enxerto em transplantados renais, buscando subsidiar as discussões a respeito dos protocolos clínicos, com base em evidências científicas na literatura. Foi realizada uma busca de artigos nas bases de dados PubMed, LILACS e Central Cochrane, sem limites de tempo de publicação, que apresentavam resultados de sobrevida do enxerto e do paciente como desfechos primários e dados relacionados às características do transplante como idade do doador, tipo do doador (vivo ou cadáver) e tempo de isquemia. RESULTADOS: Em 19 artigos incluídos e analisados, foram avaliados 4828 transplantados renais. Os dados foram coletados em um formulário padronizado e digitados em um banco de dados desenvolvido para o estudo. Do total, 17 artigos eram ensaios clínicos randomizados (89,4%) e 7 (36,8%) multicêntricos. O ano dos estudos variou de 1991 a 2007 e apenas 2 relataram fontes de financiamento, ambas privadas. A idade dos doadores foi relatada em 9 artigos e variou de 37 a 60 anos com média igual a 44,7 anos. O tempo de isquemia foi relatado em 12 (63,15%) artigos, sendo que em 11 relatou-se o tempo de isquemia fria - média de 17,1 horas. Em relação aos 13 (68,4%) artigos que relataram o tipo de doador, 4 incluíram apenas doadores cadáveres, e 11 incluíram doadores cadáveres e vivos. Destes, 7 discriminaram os doadores vivos em relacionados e não relacionados, dos quais 2 estudos incluíram apenas doadores cadáveres e vivos relacionados. Mesmo em estudos mistos os doadores cadáveres prevaleceram. As sobrevidas do enxerto e do paciente foram relatadas em tempos de corte de acompanhamento pós-transplante distintos, nos meses: 6 (5 artigos), 12 (9 artigos), 18 (1 artigo), 24 (2 artigos), 36 (3 artigos) e 60 (1 artigo) de acompanhamento A sobrevida do enxerto variou de 72 a 100% e a sobrevida do paciente de 83,3 a 100%. Em ambos os casos os valores de sobrevida foram inferiores na medida em que os meses póstransplante avançavam. Os pacientes tratados com Ciclosporina tiveram melhores resultados relacionados à sobrevida do paciente e do enxerto, embora a prevenção de rejeição aguda por Tacrolimus tenha se mostrado mais eficiente. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO: O número de artigos analisados e a variabilidade de resultados descritos utilizando métodos e tempos de seguimento distintos não permitiram estabelecer uma relação entre a idade, tipo de doador e tempo de isquemia e o sucesso do transplante renal, avaliado pelos desfechos sobrevida do paciente e do enxerto. Dentre as terapias medicamentosas os estudos apontaram a superioridade da Ciclosporina frente ao Tacrolimus, embora existissem dados conflitantes. Para avaliar a influência destas variáveis no transplante é necessário investigar um maior número de estudos com tempo de seguimento a longo prazo. 99 TÍTULO: VIABILIZAÇÃO DA PRÁTICA ANTIMICROBIANA ORAL EM HOSPITAL DA FUNDAÇÃO HOSPITALAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS. AUTOR PRINCIPAL: SILVA,Dirce I, CO-AUTORES: FERREIRA, Cláudia; SILVA, Aline; BARROS; Renata; GUIMARÃES, Hairton; AZEVEDO, Maísa; Instituição: Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais – Hospital Galba Velloso . Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A prática da terapia seqüencial antimicrobiana oral (TSA) consiste no uso de antimicrobianos por via endovenosa (EV) nas 48-72 horas iniciais da infecção para, após a obtenção de melhora clínica, efetuar-se a troca desta via pela oral, a ser mantida até o término do tratamento. É uma conduta que vem merecendo destaque na literatura internacional devido à redução dos custos hospitalares. Portanto, é importante conhecer previamente qual a prática de cada hospital, por meio de estudo de pré-intervenção, para saber se é conveniente se implementar esforços no sentido de estimular o uso da VO. OBJETIVOS: O objetivo deste trabalho foi viabilizar o uso da TSA no Hospital Galba Velloso (HGV). MÉTODOS: Estudo prospectivo de intervenção realizado no mês de abril e maio de 2010 no HGV, com 86 leitos ortopédicos, atendendo à clientela acima de 14 anos, na qual foram avaliadas as solicitações de antimicrobianos de cada paciente. Um dos critérios de inclusão foram pacientes com infecções relacionadas a fraturas. Já os critérios de exclusão foram pacientes com distúrbios gastrointestinais, dificuldade de deglutição, neutropênicos. Variáveis dependentes: antimicrobianos (ciprofloxacino, clindamicina, imipenem, levofloxacino e ceftazidima). Variáveis independentes: patologias,sexo,duração do tratamento. RESULTADOS:Foram analisadas solicitações de antimicrobianos de 351 pacientes, onde 42 pacientes apresentaram perfil para aderir a TSA. Sendo que 7(17%) aderiram e 35(83%) poderiam ter aderido a TSA.O custo gerado para o HGV destes 35 pacientes em abril e maio foi de R$ 1.948,00 reais, porém, se tivessem aderido a TSA, o custo seria o equivalente a R$ 694,00 reais, havendo uma economia de R$ 1.254,00 reais (64,0%). CONCLUSÃO: Segundo os resultados apresentados, é viável a implantação da TSA no HGV devido a redução substancial de custos. Porém, a introdução de um programa desse tipo é, por vezes, uma tarefa difícil que depende de esforços colaborativos da farmácia, microbiologista, SCIH, enfermagem, administração do hospital, além da resistência por parte dos médicos. 100 Pôsteres: Ensino e reflexões em saúde coletiva TÍTULO: Associação entre estado nutricional e risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares dos indivíduos cadastrados do HIPERDIA, Ouro Preto –Minas Gerais AUTOR PRINCIPAL: Bárbara dos Santos Simões CO-AUTORES: Hamilton Adriano Vilela Silva, Ana Luiza Gomes Domingos, Rogéria Maura Machado Lisboa, Silvia Nascimento de Freitas Instituição: Universidade Federal de Ouro Preto Contato: [email protected] RESUMO: O diabetes mellitus e a hipertensão arterial associados aumentam o risco de doenças cardiovasculares, que representam a primeira causa de óbito no país e são responsáveis por elevadas taxas de internação hospitalar e incapacitação física. O objetivo desse estudo foi avaliar a associação entre o estado nutricional e o risco de doenças cardiovasculares dos indivíduos cadastrados no HIPERDIA, Ouro Preto-MG. Foram aferidos peso e estatura de 73 indivíduos do grupo cadastrado no HIPERDIA. Para a avaliação do estado nutricional, realizada por meio do IMC, utilizou-se os pontos de corte para adultos, propostos pela OMS (1998) e para idosos os propostos por Lipschitz (1994). A estratificação do risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares foi realizada a partir da classificação do grau de hipertensão arterial e também por meio de outros fatores de risco e doenças associadas, de acordo com a proposta do HIPERDIA. A classificação da estratificação do risco foi avaliada segundo a V Diretriz de Hipertensão Arterial (2006). A análise de associação entre o estado nutricional e o risco cardiovascular indicou que nenhum indivíduo apresentou risco baixo. Pode-se observar também que dentre aqueles indivíduos que apresentavam baixo peso ou eutrofia, 39% apresentou risco médio e 12% risco alto ou muito alto. Para os indivíduos com sobrepeso ou obesidade, 21% apresentaram risco médio e 28% risco alto/muito alto. Não houve diferença estatística entre risco estratificado de doenças cardiovasculares e classificação do estado nutricional segundo o IMC. A principal estratégia para o tratamento da Hipertensão Arterial e Diabetes é o processo de educação que permite mudanças de comportamento e estilo de vida tanto em relação às doenças quanto em relação aos fatores de risco cardiovascular. Assim, é necessário o incentivo e a adoção de programas de prevenção através da participação dos pacientes nos grupos operativos. Recomenda-se que seja oferecido nos postos de saúde assistência multi e interdisciplinar aos pacientes a fim atingir um estado nutricional e níveis pressóricos adequados, como forma de reduzir o risco de doença arterial coronariana. 101 TÍTULO: Consumo diário de quilocalorias, carboidratos, lipídios, proteínas, fibras e sal dos participantes do HIPERDIA - Ouro Preto, Minas Gerais AUTOR PRINCIPAL: Bárbara dos Santos Simões CO-AUTORES: Hamilton Adriano Vilela Silva, Isabela da Costa Fernandes, Rogéria Maura Machado Lisboa, Silvia Nascimento de Freitas Instituição: Universidade Federal de Ouro Preto Contato: [email protected] RESUMO: O consumo de alimentos em uma quantidade equilibrada, proporciona qualidade de vida aos indivíduos. O recordatório de 24 horas é empregado para a avaliação da ingestão de alimentos e nutrientes em estudos epidemiológicos. Assim, é possível estimar a exposição aos fatores dietéticos e investigar as possíveis associações de acordo com objeto de interesse. O objetivo desse estudo foi avaliar a distribuição do consumo diário de quilocalorias, carboidratos, lipídios, proteínas, fibras e sal dos indivíduos cadastrados no HIPERDIA. Aplicouse um recordatório de 24 horas e um questionário sobre o consumo mensal de alguns alimentos. Os dados obtidos foram analisados no programa Statistical Package for the Social Science for Windows (SPSS), versão 15.0, no qual se realizou a análise descritiva de freqüências. Os pontos de corte utilizados foram propostos pela Organização Mundial de Saúde 1990 e para a avaliação da composição nutricional utilizou-se o programa VirtualNutri Plus. Foram obtidos dados de 69 indivíduos. Observou-se que destes, 54% ingeriram a porcentagem adequada de carboidratos, que deve ser de 55% a 70% do Valor Total da Dieta (VTD). Para os lipídios, 64% apresentaram adequação, cuja recomendação é de 15% a 30% do valor total da dieta. Já em relação ao consumo de proteinas, 36% ingeriram a porcentagem adequada, que deve ser de 10% a 15% do VTD. Para as fibras, apenas 3% possuiam adequação, que é de pelo menos 27 g/dia. E por fim, observou-se também que 58% dos indivíduos ingeriram a quantidade de sal recomendada, que deve ser de no máximo 6 g/dia e 42% ultrapassaram o limite. A recomendação da ingestão de um nutriente está relacionada com a prevenção de doenças causadas pela sua deficiência ou excesso. O consumo dos alimentos pode levar à ingestão de certos nutrientes que induzem respostas indesejáveis na pressão arterial e no sistema cardiovascular. Os alimentos “de risco”, ricos em sódio e gorduras saturadas, por exemplo, devem ser evitados, ao passo que os “de proteção”, ricos em fibras, são permitidos. A avaliação da ingestão de nutrientes é essencial para a definição de políticas de saúde como forma de orientar a avaliação dos fatores que podem estar envolvidos na ocorrência de uma determinada enfermidade, seja pela sua falta ou excesso. 102 Diagnóstico Situacional da ESF Belo Vale, Ribeirão das Neves, 2010:uma experiência com o Método de Estimativa Rápida Raquel Souza Mendes de Oliveira Contato: [email protected] RESUMO: A proposta de prover um diagnóstico situacional para uma comunidade viabiliza várias ações efetivas. É neste panorama que o município de Ribeirão das Neves, área de inúmeras deficiências, se torna uma seara importante para escolhas objetivas de atividades. Assim, este trabalho, tem como objetivo adquirir informações que reflitam nossos propósitos e elaborem conhecimentos que subsidiem nossas tomadas de decisões. A metodologia aplicada foi baseada no Método de Estimativa Rápida a partir de dados sobre políticas públicas, serviços sociais e de saúde, infra-estrutura, perfil de doenças, formação da população e as estratégias como entrevistas, observações críticas e registros da ESF. As respostas obtidas a partir deste Método foram quase que, em sua totalidade, negativas para a grande maioria dos aspectos sócio-econômicos e de saúde abordados em entrevistas na comunidade. Porém, quanto a análises dos registros, os protocolos de atendimentos do município são embasados no atual modelo assistencial (SUS), mas o déficit de informações é significativo e compromete as noções gerais. Os serviços sociais são inexpressivos para comunidade e a infra-estrutura, surpreendentemente, é considerada satisfatória por 90% da população. Em relação ao envolvimento e a organização da população, através de entrevista e observações críticas, inferimos que não há uma coesão dentro da própria comunidade. Considerando a opinião dos nossos entrevistados-chaves e a viabilidade das ações, concluímos que o principal problema atribuído a essa comunidade é a intersetorialidade inexistente que limita as atividades conjuntas. Dessa forma, um plano de ação viável foi criado, tendo esta questão como tema central. Portanto, através do Método de Estimativa Rápida foram colhidos dados que guiaram objetivamente a construção do diagnóstico situacional, a concretização do conhecimento e a definição do perfil da comunidade, facilitando o planejamento e a execuções de ações. 103 TÍTULO: Ensino e Formação: Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) AUTOR PRINCIPAL: MENDONÇA, Raquel de Deus¹ CO-AUTORES: FIGUEIRA, Taís Rocha²; LOPES, Aline Cristine Souza¹ Instituição: ¹Universidade Federal de Minas Gerais, ² Secretária Municipal de Saúde de Belo Horizonte Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: O quadro atual de saúde da população demanda que a formação profissional de saúde seja interdisciplinar. OBJETIVO: Estudar as condições de implantação e funcionamento do PET-Saúde da Universidade Federal de Minas Gerais e Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (PETSaúde UFMG/SMSA-BH) como programa de ensino interdisciplinar. METODOLOGIA: Estudo de coorte realizado com tutores, preceptores e acadêmicos do PET-Saúde. Avaliou-se a percepção dos participantes por meio de questionário estruturado e auto-aplicável preenchido no início e final do primeiro ano de implantação do programa. O instrumento constava de questões sobre: caracterização do sujeito, avaliação da metodologia e condições para o desenvolvimento das atividades. Realizou-se análise descritiva e teste de qui quadrado (p<0,05). RESULTADOS: Participaram da linha de base do projeto 194 pessoas e 145 ao final, a maioria mulheres (80,9% vs. 84,1%), com mediana idade de 24 anos. Em relação à metodologia do PET-Saúde, os indivíduos relataram que os objetivos estão sendo atingidos, tanto na avaliação inicial quanto final, com destaque para o desenvolvimento do trabalho interdisciplinar (82,4% vs. 83,4%) e produção acadêmica voltada para as necessidades do SUS (76,6% vs. 79,3%). Dos entrevistados 71,1% relataram que a Unidade Básica de Saúde (UBS) foi lugar propício para a realização das atividades, apesar da estrutura física ser adequada em parte (51,8% vs. 49,7%). As atividades mais desenvolvidas foram participação no trabalho das Equipes Saúde da Família (79,3% vs. 79,4%) e desenvolvimento de pesquisa (73,0% vs. 78,3%), com diferença significativa em relação à divulgação da pesquisa em eventos e periódicos científicos, ao se comparar avaliação inicial e final (35,4% vs. 45,1%;p=0,043). De acordo com os tutores e bolsistas, na avaliação final, a maior dificuldade encontrada para a integração ensino-serviço foi a comunicação (50,0% e 43,7%); para os preceptores a falta de capacitação pedagógica para receber os acadêmicos (39,0%) e para os voluntários a resistência dos profissionais da UBS não participantes do programa (39,1%). Verificou-se que 69,0% de todas as categorias têm interesse em participar do próximo PET-Saúde, com destaque para tutores (100,0%). CONCLUSÃO: O PET-Saúde UFMG/SMSA-BH contribuiu com avanços para o processo de formação de recursos humanos para a área da saúde, principalmente no que se refere à prática da interdisciplinaridade âmbito da Atenção Primária à Saúde. 104 TÍTULO: Nível de atividade física dos indivíduos cadastrados no HIPERDIA, Ouro Preto- Minas Gerais AUTOR PRINCIPAL: Bárbara dos Santos Simões CO-AUTORES: Hamilton Adriano Vilela Silva, Virginia Capistrano Fajardo, Rogéria Maura Machado Lisboa, Silvia Nascimento de Freitas Instituição: Universidade Federal de Ouro Preto Contato: [email protected] RESUMO: O sedentarismo, influenciado pela vida moderna, quando associado com uma alimentação inadequada, tende a levar o indivíduo à obesidade e também a outras complicações crônicas. A prática de atividade física regular associada a uma alimentação adequada, melhora o perfil lipídico de indivíduos em risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e também promove um aumento do turnover da insulina por maior captação hepática e melhor sensibilidade aos receptores periféricos, diminuindo assim a chance de desenvolver diabetes tipo 2. O objetivo desse estudo foi verificar o nível de atividade física dos indivíduos cadastrados no HIPERDIA de uma unidade básica de saúde, de Ouro Preto, MG. Para a avaliação do nível de atividade física foi questionado o tempo semanal e o tipo de atividade física praticada. Os pontos de corte utilizados foram os propostos pela American Heart Association 2007, em que um indivíduo é considerado como praticante de atividade física regular quando realiza atividade física por no mínimo 150 minutos por semana, caso pratique um tempo menor que 150 minutos por semana é considerado praticante de atividade física irregular. Os dados obtidos foram analisados no programa Statistical Package for the Social Science for Windows (SPSS), versão 15.0. Foram questionados 71 indivíduos a respeito da realização de atividade física regular e observou-se que 87% indivíduos não praticam atividade física regularmente, destes, 72% eram do sexo feminino e 28% do masculino. Dos 13% indivíduos que praticam atividade física regular, 88,8% eram do sexo feminino. Em relação ao tipo de atividade física praticada, 73,9% indivíduos relataram fazer caminhada, 13% hidroginástica, 8,7% ginástica e apenas 4,3% fazia musculação. Na unidade básica de saúde investigada, observou-se que poucos indivíduos eram adeptos à prática de atividade física regular. Dessa forma, a sua prática de forma constante deve ser incentivada e orientada por um profissional capacitado, pois, além de melhorar o controle glicêmico, reduzir a pressão arterial, reduzir o risco cardiovascular e contribuir para a redução do peso, também ajuda na melhora da auto-estima desses pacientes, o que muitas vezes facilita a adesão desses ao tratamento proposto pela equipe. 105 TÍTULO: Programa de Residência de Enfermagem na Atenção Básica/Saúde da Família AUTORES: Nadja Cristiane Lappann Botti; Tarcísio Laerte Gontijo Instituição: Universidade Federal de São João Del Rei – UFSJ Contato: [email protected] RESUMO: No Brasil, um ponto crítico resultantes da expansão da Estratégia Saúde da Família é a dificuldade de encontrar profissionais capacitados para esta política pública. Parte da dificuldade é resultante do modelo de ensino hospitalocêntrico, da formação acadêmica que não discute o trabalho em equipe e de projetos pedagógicos que não enfatizam o desenvolvimento de habilidades e competências para atuação na Saúde da Família. Em Minas Gerais verifica-se 13 macrorregiões de saúde segundo o Plano Diretor de Regionalização, sendo Divinópolis a cidade pólo da macrorregião oeste que é constituída por 57 municípios de pequeno e médio porte. A população desta macrorregião apresenta a terceira maior taxa de crescimento do Estado onde atuam 239 equipes de saúde da família representando 7,4% das equipes implantadas no Estado. Entendendo que a macrorregional oeste necessita com urgência avançar na formação de especialistas em campos de atuação estratégicos para o SUS voltados para as práticas assistenciais, especialmente na Atenção Básica à saúde e saúde da família aprovou-se o Programa de Residência de Enfermagem na Atenção Básica/Saúde da Família pela UFSJ/CCO. Este Programa objetiva capacitar profissionais de Enfermagem para atuarem na Atenção Básica, especialmente em Saúde da Família, oferecendo práticas gerenciais e de assistência integral e humanizada voltadas para a resolução dos problemas mais freqüentes na comunidade visando à melhoria da qualidade de vida. O Programa de Residência será realizado na rede de saúde de Divinópolis, que conta com 15 equipes de saúde da família, totalizando uma cobertura de 24,3% de sua população. O Programa conta com atividades de vivência em serviço que compreende todo um conjunto de interações e ações, numa perspectiva educativa e ao mesmo tempo transformadora, que ocorrerá no território de abrangência de uma Unidade de Saúde da Família e com atividades teórico-conceituais que se trata de momentos formais de aprendizagem; ambas as atividades encontram-se voltadas para a investigação e construção de um novo saber/fazer. Assim, o Programa de Residência vai ao encontro da política pública e da sociedade, representando uma contribuição da universidade para a garantia do direito universal e com qualidade à saúde dos cidadãos brasileiros. 106 TÍTULO: Raiva em morcegos frugívoros em Montes Claros, Minas Gerais, Brasil. AUTORES: Nídia Francisca de Figueiredo Carneiro; Letícia Alves Antunes; Vinícius Figueiredo Carneiro; Gustavo Figueiredo Carneiro; Antônio Prates Caldeira. INSTITUIÇÕES: Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES e Centro de Controle de Zoonoses de Montes Claros Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: No Brasil, com o progressivo controle da raiva canina e humana, está mais em evidência a importância da raiva em morcegos. Os morcegos não-hematófagos infectam-se através de diferentes interações com os morcegos hematófagos portadores do vírus rábico, incluindo a disputa de territórios e podem também transmitir acidentalmente a enfermidade através do contato direto à espécie humana e a outros animais. OBJETIVOS: Descrever os dois primeiros casos notificados de raiva em morcegos frugívoros no perímetro urbano de Montes Claros, MG; diagnosticar e tipificar o vírus rábico. Método: Caso 1: No dia 15/01/2008, uma moradora encontrou pela manhã um morcego morto dentro da piscina de sua residência, guardando-o no freezer. O Centro de Controle de Zoonoses-CCZ foi solicitado e o animal foi devidamente embalado e encaminhado para ser submetido a exames laboratoriais de raiva. No local foram encontrados abrigos de alimentação e um abrigo permanente diurno. Caso 2: No dia 02/04/2008, um morador encontrou pela manhã um quiróptero morto na garagem de sua casa, local usado como abrigo de alimentação noturno, e imediatamente solicitou os serviços do CCZ. O animal foi encaminhado conforme descrito no Caso 1. Foram identificados abrigos de alimentação na casa vizinha e nenhum abrigo permanente diurno. RESULTADOS: Os dois exemplares foram identificados como morcegos frugívoros da família Phyllostomidae, espécie Artibeus lituratus. Seus tecidos cerebrais foram positivos quando analisados pelo método imunofluorescência direta-RIFD, amostras cerebrais foram inoculadas em camundongos (prova biológica) e após seus óbitos, foram submetidos a RIFD. Amostras de tecido cerebral dos camundongos, no Instituto Pasteur de São Paulo, foram submetidos à tipificação viral e definidas como pertencentes à variante 3, compatível com as amostras isoladas de morcegos hematófagos (Desmodus rotundus). CONCLUSÃO: Registrar colônias de morcegos não-hematófagos nas áreas urbanas é uma das conseqüências desastrosas das intervenções antrópicas no ecossistema, modificando o comportamento de animais silvestres. Encontrar morcegos em locais não habituais deve ser interpretado como um sinal de alerta, podendo este fato ser considerado como sinal de estado doentio do animal suspeito de raiva. A descrição de morcegos positivos para a raiva implica em situações de risco tanto para humanos como para animais e exige medidas de controle dessas espécies e medidas educativas para a população. 107 TÍTULO: Relato de experiência das bolsistas do Programa Especial de Bolsas para Estudantes dos Cursos Noturnos – PRONOTURNO, no curso de Gestão de Serviços de Saúde da Universidade Federal de Minas Gerais AUTOR PRINCIPAL: MICHELLE NEPOMUCENO SOUZA CO- AUTORES: CAROLINE GOMES DE SOUZA, FERNANDA MARTINS SOBRINHO, YARA CARDOSO SILVA Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA: O Programa Especial de Bolsas para estudantes dos cursos Noturnos de Graduação da Universidade Federal de Minas Gerais – PRONOTURNO, foi implantado no Curso de Gestão de Serviços de Saúde em 2009, com o intuito de possibilitar estudantes, que habitualmente trabalhem e que demonstrem potencial para ter destaque acadêmico, dedicar-se exclusivamente aos estudos. No segundo semestre de 2009, quatro bolsistas foram inseridas no Programa, no intuito de participarem de projetos acadêmicos com abordagem em saúde coletiva. O aluno participante tem a oportunidade de envolver-se em atividades como monitoria, projeto de extensão e pesquisa ligadas a área de atuação do Gestor de Serviços de Saúde. Descrição: Este relato descreve a experiência das bolsistas do PRONOTURNO, nos trabalhos desenvolvidos e sua relação com saúde coletiva, tendo em vista o conceito do termo estudado no curso. O “Estudo de Prevalência Domiciliar de Segurança/Insegurança Alimentar dos Usuários dos Restaurantes Populares de Belo Horizonte – MG” demonstra que apesar dos seus usuários serem de um segmento vulnerável, a sua maioria apresenta Segurança Alimentar, sendo um indicador de saúde coletiva. LIÇÕES APRENDIDAS: Por meio do programa foi possível conhecer a área de saúde coletiva, permitindo as bolsistas desenvolver um censo crítico sobre o assunto na lógica da valorização social e da subjetividade. Recomendações: Recomendamos que haja a inserção de alunos em projetos acadêmicos interdisciplinares, a fim de haja produção de conhecimento na saúde coletiva, onde não há limites precisos ou rígidos entre as diferentes escutas e diferentes modos de olhar, pensar e produzir saúde. 108 Pôsteres: Equipe Complementar à Estratégia de Saúde da Família FARMÁCIA DISTRITAL UNIDADE DE APOIO PARA ESTRATÉGIA DA SAÚDE DA FAMÍLIA Solange.T.Lima;RenataC.R.Macedo;EliseV.A.Guimarães Contato: [email protected] RESUMO: CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA: O município de Contagem, localizado na região metropolitana de Belo Horizonte, possui uma população de 625.393 habitantes. Diagnóstico situacional realizado em 1999, ano de implantação do Saúde da Família, identificou 28 pontos de entrega de medicamentos, localizados em unidades básicas de saúde. Estas “farmácias” possuíam deficiências estruturais e nos processos de trabalho, funcionando sem supervisão farmacêutica. Neste contexto, eram comuns clientelismos, faltas e perdas de medicamentos. DESCRIÇÃO: O projeto de distritalização das farmácias foi incluído no plano municipal de saúde em 1999 e possibilitou a implementação de importantes atividades: aperfeiçoamento da programação de medicamentos, reestruturação da Central de Abastecimento Farmacêutico, estabelecimento da Relação Municipal de Medicamentos e criação de Farmácias Distritais (FD). A expansão do projeto foi possível em virtude da boa aceitação da comunidade e da interação com as equipes de Saúde da Família. Contagem possui atualmente 14 Farmácias, nos sete distritos sanitários, com território adscrito. Dentre os principais objetivos das FD, destacam-se: proporcionar aos usuários atendimento personalizado; orientar quanto ao uso racional de medicamentos por meio de boletins terapêuticos, visitas aos prescritores e participação em grupos operativos; cadastrar e acompanhar pacientes em uso contínuo de medicamentos. LIÇÕES APRENDIDAS: A implantação das FD na atenção primária só foi possível porque a gestão municipal priorizou a AF como uma política pública. Parcerias com Universidades foram fundamentais e possibilitaram desenvolvimento de estudos e educação continuada dos profissionais. A parceria com associações de bairro foi estratégica para garantir a implantação do projeto e sua permanência, inclusive com cessão de espaços físicos para a instalação de Farmácias. As FD apresentam-se como um excelente modelo, funcionando como unidades de apoio à estratégia de Saúde da Família. RECOMENDAÇÕES: Considerando-se 100% de cobertura populacional, recomenda-se a criação de uma Farmácia para cada cinco a sete equipes de Saúde da Família. A elaboração e publicação de manuais, normas e rotinas de funcionamento são instrumentos importantes para nortear a prescrição e dispensação de medicamentos, padronizar condutas e aprimorar a qualidade das prescrições. A criação de unidades farmacêuticas estruturadas consolidam a Farmácia como estabelecimentos de saúde no SUS. 109 TÍTULO: Padrão de utilização do Núcleo de Apoio à Saúde da Família – Reabilitação, Distrito Barreiro, Belo Horizonte, MG. AUTOR PRINCIPAL: INDIRA SIMÕES MARTINS¹ ; CO-AUTORES: WANDERLIN SOARES DOS SANTOS JUNIOR²; GIOVANA SOUZA SILVA¹; DENER CARLOS DOS REIS¹. Instituição: ¹ Escola de Enfermagem, Universidade Federal de Minas Gerais, ²Prefeitura de Belo Horizonte. Contato: [email protected] RESUMO: Trata-se de um estudo descritivo que teve como objetivo identificar o perfil demográfico, epidemiológico e de utilização dos usuários do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), Distrito Sanitário Barreiro, Belo Horizonte, MG. Os resultados mostraram que houve um maior percentual de utilização do NASF entre as mulheres (58,1%) e pessoas com idade acima de 60 anos (38,5%). As principais condições de saúde que demandaram por atendimentos de reabilitação do NASF foram: problemas osteomusculares, neurológicos, endócrinos, metabólicos e nutricionais. Observou-se uma diferença estatisticamente significante de atendimento domiciliar em relação aos atendimentos realizados em consultórios pela equipe do NASF voltado para as mulheres com problemas osteomusculares ou neurológicos e indivíduos com idade acima de 60 anos (p<0,001). Nos atendimentos em consultório identificou-se uma maior taxa de utilização do NASF entre as mulheres com idade entre 20 e 59 anos. Nesse tipo de atendimento, além do predomínio dos problemas osteomusculares e neurológicos, observou-se que os problemas endócrino, metabólico e nutricional foram os principais motivos de encaminhamento das equipes de saúde da família para o NASF-Reabilitação. Apesar da maioria dos usuários terem sido atendidos no consultório, 38,5% foram atendidos através de visitas domiciliares. Destaca-se também, que as crianças do sexo masculino, com alterações de fala e de linguagem, representaram um importante perfil de atendimento pelo profissional de fonoaudiologia. A análise dos atendimentos por categoria profissional mostrou um predomínio de atendimento relacionado à fisioterapia. A avaliação do motivo de alta demonstrou que no período avaliado, 96 usuários (53,6%) haviam recebido alta enquanto os demais 83 (46,4%) ainda permaneciam em tratamento. Evidenciou-se que o NASF-Reabilitação representa uma importante estratégia de universalização e integralização do acesso em nível local, principalmente, para a população idosa e com restrição de locomoção. 110 PREVALÊNCIA DE DOENÇAS E AGRAVOS NÃO-TRANSMISSÍVEIS ENTRE PRATICANTES DE LIAN GONG DE UM CENTRO CULTURAL MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE FERREIRA, Nathália Luíza; OLIVEIRA, Marcella Amorim Braga de; ANDRADE; Roseli Gomes de. Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A prática de Lian Gong é uma estratégia de promoção da saúde por meio da atividade física que vem sendo empregada em Unidades Básicas de Saúde do município de Belo Horizonte com o objetivo de prevenir e o controlar doenças e agravos não transmissíveis (DANT). Neste contexto, é fundamental o conhecimento da prevalência de DANT entre seus praticantes, de modo a direcionar as ações em saúde. OBJETIVOS: Identificar a prevalência de DANT entre os praticantes de Lian Gong de um Centro Cultural Municipal de Belo Horizonte e sua relação com o estado nutricional. MÉTODO: Foram aferidos peso e altura de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde e obteve-se o Índice de Massa Corporal (IMC), o qual foi classificado conforme a Organização Mundial da Saúde para adultos, e de acordo com Lipschitz para idosos. Adicionalmente, a presença de DANT foi obtida por informações sobre morbidade referida. Realizou-se análise descritiva dos dados, testes t, Kolmogorov-Smirnov, Qui-quadrado e Mann Whitney (p<0,05). RESULTADOS: Avaliaram-se 62 usuários, sendo 28 adultos e 34 idosos, 90,3% do sexo feminino, com idade média de 59,0 anos ±11,9. Quanto à avaliação antropométrica, observouse que 54,8% dos participantes apresentaram excesso de peso, apresentando média de IMC de 27,2 kg/m² ±4,1. Em relação à morbidade referida, 63,2% afirmaram apresentar algum tipo de DANT. Dentre estes, 59,7% possuíam hipertensão arterial sistêmica (HAS), enquanto 22,6% e 11,3% apresentavam hipercolesterolemia e diabetes mellitus, respectivamente. Observou-se maior frequência de HAS entre os idosos (67,6% vs. 50,0% entre adultos; p=0,014). Adicionalmente, os indivíduos hipertensos apresentaram média mais elevada de IMC (28,5 kg/m2 ± 4,2 vs. 25,4 kg/m2 ± 3,3; p=0,004). CONCLUSÃO: Tendo em vista a elevada prevalência de doenças e agravos não transmissíveis devem-se promover estratégias de educação em saúde que auxiliem na melhoria da qualidade de vida dos participantes, bem como atuem de maneira preventiva de modo complementar à prática do Lian Gong. Neste contexto, a atuação da equipe de Nutrição pode contribuir de forma relevante para o manejo das DANT no grupo, sobretudo por meio do incentivo à alimentação equilibrada, aliada à prática regular de atividade física. 111 TÍTULO: SATISFAÇÃO CORPORAL DE INDIVÍDUOS COM DIABETES MELLITUS ATENDIDOS EM SERVIÇO DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE RODRIGUES, Maria Tereza Gouveia; FERREIRA, Nathália Luíza; LOPES, Aline Cristine Souza Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A satisfação corporal é uma variável multidimensional composta por representações sobre o tamanho e a aparência do corpo. Por se relacionar com as dimensões sociais e psicológicas do indivíduo pode interferir na adesão ao tratamento de doenças que demandam cuidado contínuo, como o diabetes mellitus. OBJETIVOS: Avaliar a satisfação corporal de indivíduos com diabetes mellitus em acompanhamento nutricional, bem como tentativas prévias de redução ponderal. MÉTODOS: Incluíram-se todos os indivíduos com diabetes mellitus encaminhados para atendimento nutricional individual em Serviço de Atenção Primária à Saúde devido à desestabilização da doença, entre agosto de 2008 e junho de 2010. Utilizou-se anamnese constando dados sociodemográficos, de saúde, auto percepção do peso e da imagem corporal, peso desejado e antropometria (peso, altura, índice de massa corporal – IMC, circunferência da cintura e razão cintura/quadril). Realizou-se análise descritiva e o teste KolmogorovSmirnov. RESULTADOS: Avaliaram-se 22 usuários, sendo 77,3% mulheres (n=17), com média de idade de 59,3 anos ±11,4 e renda per capita mensal de R$329,40 ±180,20. Obteve-se média de peso e de IMC de 75,8 kg±10,8 e 30,2 kg/m²±4,8, respectivamente, sendo que, 84,6% apresentavam excesso de peso, 68,3% hipertensão arterial sistêmica e 45,0% dislipidemias. Com relação à satisfação corporal, 61,0% dos entrevistados se sentiam gordos e desejavam apresentar, em média, menos 8,6 kg±9,4 em relação ao peso atual. Adicionalmente, 75,0% declararam não estarem satisfeitos com a forma corporal, sendo que 55,0% dos usuários tentaram reduzir peso nos seis meses anteriores à entrevista. Destes, 72,7% afirmaram terem sido acompanhados por um profissional de saúde para auxiliar neste processo de emagrecimento. A restrição alimentar foi a estratégia de emagrecimento mais empregada (40,0%), seguida pela combinação do tratamento nutricional e atividade física (30,0%) e uso de medicamentos (10,0%). CONCLUSÃO: Foi elevada a prevalência de insatisfação com a imagem corporal, o que reforça a importância de sua utilização como um dos focos da intervenção nutricional, visando melhoria da qualidade de vida dos indivíduos com diabetes, tendo em vista sua influência no bem estar físico e no comportamento alimentar. 112 SAÚDE MENTAL E ATENÇÃO PRIMÁRIA: GRUPO TECENDO A CONVIVÊNCIA - RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA NO PSF/JARDIM CANADÁ MUNICÍPIO DE NOVA LIMA/MG Letícia Mara Pereira de Sousa Contato: [email protected] RESUMO: O Programa Saúde da Família (PSF) propõe uma visão ampla do conceito de saúde entendido como um bem-estar físico, mental e social, tendo como eixo essencial atividades focadas na promoção da saúde e prevenção de agravos, principalmente por meio da estratégia de grupos. O Grupo Tecendo a Convivência surgiu a partir da reorganização, pelas Referências Técnicas de Saúde Mental (RTSM), de um grupo já existente no PSF, que focalizava suas ações em atividades manuais. Após análise, as RTSM observaram que o grupo encontrava-se esvaziado e que a equipe pouco se apropriava deste instrumento como promotor da saúde. Foram realizadas supervisões com a equipe a fim de que a mesma se instrumentalizasse teoricamente para trabalhar com grupos e se apoderasse dos mesmos. Uma mobilização social se fez necessária e o grupo iniciou suas ações com o Projeto Colcha de Retalhos cujo objetivo era proporcionar uma reflexão e reconstrução da história do bairro e de cada participante. Nesse fazer coletivo, ao mesmo tempo em que houve uma (re)significação e perspectiva do bairro, cada participante (re)significou também a própria vida. Com o engajamento dos usuários, o grupo de convivência deu continuidade com outras propostas, como por exemplo, a confecção de cachecóis de lã, utilizando as próprias mãos como ferramenta. Ao longo da produção foram desenvolvidas habilidades motoras e cognitivas, além de proporcionar interação interpessoal e trocas sociais, uma vez que por sugestão do grupo, após a confecção, foi realizada uma visita à instituição de longa permanência de idosos do município para fazer a doação dos cachecóis produzidos. De uma maneira geral foi observado como ganhos do grupo o fortalecimento de laços sociais; a promoção da auto-estima; a criação de vínculos com o PSF; a melhoria da qualidade de vida; a criação de novos papéis sociais; a circulação social dos participantes. O grupo tem se consolidado como um dispositivo de promoção de saúde, além de um instrumento de prevenção, principalmente relacionado aos agravos da saúde mental: depressões e transtornos de ansiedade. Alguns desafios ainda fazem parte do processo como o real empoderamento da equipe pelo grupo que atualmente está sob a condução da saúde mental; no entanto, os desafios não inviabilizam o trabalho, pois as trocas e discussões com a equipe continuam. 113 USO DO CONCEITO DE APOIO MATRICIAL NA PRÁTICA: PERCEPÇÕES DE UMA EQUIPE DE MATRICIAMENTO Santos, EGS., Medeiros, A., Franco, ACR., Hauck, LM. Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: O apoio matricial é uma importante ferramenta para organização e gestão do trabalho em saúde, possibilitando a construção da clínica ampliada e procurando instituir espaços para comunicação ativa e o compartilhamento de conhecimento entre profissionais de referência e apoiadores. O funcionamento do apoio matricial se estabelece através de reuniões periódicas entre equipe de referência e apoiadores com o objetivo de discutir casos selecionados e capacitações sobre temas específicos. Com base na discussão dos casos, pode-se optar por uma das seguintes formas de atuação: atendimento especializado do apoiador, atendimento compartilhado e troca de conhecimento e orientações entre equipe e apoiador. Independente da forma adotada, vale ressaltar que o caso permanece sob cuidado da equipe de referência. OBJETIVO: discutir as dificuldades da aplicação do conceito de apoio matricial na atenção primária, bem como a apropriação do mesmo pelos profissionais atuantes. METODOLOGIA: foi realizada uma reflexão crítica a partir da revisão bibliográfica acerca do tema e da experiência prática dos autores nas reuniões para matriciamento entre Equipes de Saúde da Família (ESF) e Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) nas regionais Centro-Sul e Noroeste da Prefeitura de Belo Horizonte. RESULTADOS: No cotidiano dos autores, tem-se percebido dificuldades de aplicação dos conceitos trazidos pela teoria. Embora várias equipes sejam receptivas à proposta, e façam uma construção conjunta, baseada em discussões consistentes, por vezes observa-se que os casos não são devidamente selecionados/discutidos durante as reuniões; há supervalorização da modalidade de atendimento especializado do apoiador; a responsabilidade pelo caso não é compartilhada entre equipe de referência e apoio; as orientações ofertadas no matriciamento não são valorizadas/consideradas como intervenção válida; e a coordenação do cuidado é fragmentada e desestruturada. CONCLUSÃO: A não apropriação do conceito de apoio matricial prejudica a aplicabilidade das premissas básicas da atenção primária (coordenação do cuidado, longitudinalidade, entre outros) e restringe o escopo de ação do NASF, bem como dos demais profissionais desse nível de atenção. É necessária a construção de espaços concretos, não apenas de discussão, mas que também se prestem à tarefa de aproximar o conceitual da prática clínica cotidiana. 114 Pôsteres: Equipe Multidiciplinar na Estratégia de Saúde da Família TÍTULO: A FUNÇÃO DO PSICÓLOGO NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA – PARA-ALÉM DA SAÚDE MENTAL Lucas Nápoli dos Santos Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Contato: [email protected] RESUMO: Introdução: Desde a implantação pelo governo federal do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) o psicólogo compõe a equipe multidisciplinar que atua no Programa de Saúde da Família (PSF). Sua função principal tem sido a de atuar na promoção de saúde mental junto a pacientes que apresentam demandas de cuidado psicológico. Nos casos mais graves, tal trabalho serve como porta de entrada para os serviços mais especializados como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Não obstante, os conhecimentos da Psicologia podem ser utilizados não apenas junto a pacientes com problemas de ordem psicológica, mas também no cuidado a usuários que apresentam as chamadas doenças “orgânicas”. Objetivo: Caracterizar as possibilidades de atuação do psicólogo junto a pacientes que apresentam doenças “orgânicas”. Método: Utilizar-se-á reflexão teórico-conceitual com base em pesquisa bibliográfica. Resultados: Uma concepção de homem que não considere corpo e psiquismo como substâncias absolutamente distintas, mas como duas modalidades de expressão do ser humano radicalmente imbricadas, se faz necessária para que o psicólogo possa atuar em setores outros que não o da saúde mental. Com efeito, a partir desse entendimento é possível considerar todas as formas de adoecimento físico como estando intimamente ligadas à história subjetiva do doente. Nesse sentido, o psicólogo pode atuar em conjunto com o médico e os demais profissionais no acompanhamento de pacientes que apresentam doenças orgânicas, fornecendo uma escuta que seja capaz de identificar e analisar a interface entre o padecimento somático e as condições psicológicas do doente. Além disso, a formação de grupos de pacientes com doenças crônicas como diabetes e hipertensão também pode ser um espaço interessante para que os doentes possam expressar conteúdos emocionais decorrentes da doença e que, de algum modo, podem interferir na permanência ou agravamento do quadro patológico. Conclusão: A atuação do psicólogo no PSF não deve ficar restrita ao campo da saúde mental uma vez que se pretende a concretização do princípio da integralidade no atendimento. Com efeito, o descarte da leitura e escuta psicológicas do adoecimento somático sinaliza a persistência de um discurso que privilegia a especialização, não enxergando na doença um fenômeno que afeta o indivíduo em sua totalidade e não apenas no registro biológico. 115 A PARTICIPAÇÃO DA ODONTOLOGIA NO ATENDIMENTO A PACIENTES SUBMETIDOS A CIRURGIA BARIÁTRICA – RELATO DE CASO Autor: Maria Aparecida de Oliveira Co-autores: Sarita Pires Vieira; Luciana Quintão Foscolo Melo ; Cristiane Miranda Carvalho; Regina Coeli Cançado Peixoto Pires ;Maria Carolina Palhares e Cordeiro; Fabiano Freitas Corrêa Contato: [email protected] RESUMO: Desafiada a lidar com quadros emergentes produzidos pelas mudanças contemporâneas no estilo de viver e trabalhar, a Odontologia tem se capacitado técnica e tecnologicamente para oferecer respostas de alta qualidade. Assim, descalcificações dentárias generalizadas, sensibilidade, manchas brancas, incidência de cáries, entre outros sinais e sintomas bucais que seguem a cirurgia de redução de estômago, caracterizam uma nova condição que se interpõe como desafio para a prática odontológica. Neste caso clínico relatase a trajetória do cuidado odontológico dispensado a uma paciente submetida a cirurgia bariátrica por meio da técnica de Capella. O relato focaliza o período posterior à cirurgia, quando várias manifestações bucais foram diagnosticadas na paciente, rompendo o quadro de estabilidade obtido durante quase uma década em que a mesma foi acompanhada no consultório odontológico. A paciente assinou o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, onde formaliza sua concordância com o estudo, inclusive com as tomadas radiográficas e fotográficas. O projeto da pesquisa foi apreciado por Comitê de Ética. Os achados em pacientes com histórico de cirurgia bariátrica, citados pela literatura científica consultada, foram corroborados no presente caso, o que demonstra a necessidade de acompanhamento de novos eventos para elucidar o envolvimento bucal gerado pelas cirurgias bariátricas. 116 TÍTULO: A PREVALÊNCIA DO MODELO BIOMÉDICO COMO OBSTÁCULO À MULTIDISCIPLINARIDADE NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA Lucas Nápoli dos Santos Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: O termo modelo biomédico ou biomedicina tem sido usado na literatura para descrever o tipo de paradigma ou estilo de pensamento vigente tanto na medicina quanto nas demais áreas do cuidado em saúde. Tal modelo é herdeiro da separação cartesiana entre corpo e psiquismo e da visão do primeiro como máquina. Ao conceder privilégio às descobertas das ciências biológicas, trabalha com a equivalência entre sintoma e lesão e uma visão negativa de saúde, como ausência de doença. OBJETIVO: Pretende-se aqui apresentar as conseqüências da prevalência do modelo biomédico no cuidado em saúde, caracterizando-as como obstáculos à concretização de uma visão multidisciplinar no Programa de Saúde da Família (PSF). MÉTODO: Utilizar-se-á reflexão teórico-conceitual com base em pesquisa bibliográfica. Resultados: A adoção do modelo multidisciplinar no PSF visa, entre outras pontos, promover um atendimento à população que seja capaz de contemplar os diferentes aspectos envolvidos nos processos saúde-doença. Todavia, a manutenção de uma visão calcada no modelo biomédico dificulta tal integralidade no atendimento. Ao reduzir o indivíduo a uma máquina/organismo que na doença estaria defeituosa, a biomedicina não lança luz sobre os aspectos sócio-econômicos que caracterizam a condição de vida do sujeito e que podem favorecer sua exposição a fatores de risco. Nesse sentido, o trabalho do assistente social que seria justamente o de analisar tais aspectos pode ser visto como de pouco ou nenhum valor. Tal situação também pode ocorrer com os profissionais de Psicologia. O modelo biomédico não considera os aspectos subjetivos associados à eclosão de uma doença ou advindos dela. Assim, a atuação do psicólogo pode ser tomada como supérflua ou ser substituída pela administração de psicotrópicos quando da presença de problemas “emocionais”. Outra característica marcante do modelo biomédico é a ênfase na doença e não na saúde. Procura-se em primeiro lugar o combate à doença e não a criação de condições que favoreçam a manutenção de uma vida saudável, ou seja, a promoção da saúde. Paradoxalmente, áreas como a Fisioterapia, a Nutrição, a Educação Física que foram recentemente integradas ao PSF e mesmo a Enfermagem trabalham principalmente com prevenção e promoção de saúde. CONCLUSÃO: Com efeito, o trabalho dos profissionais de tais áreas só será considerado em seu real valor se o modelo de cuidado em saúde vigente puder ultrapassar os reducionismos e limitações da biomedicina. 117 TÍTULO: ACONSELHAMENTO EM HIV/AIDS: REPRESENTAÇÕES DOS PROFISSIONAIS QUE ATUAM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE AUTOR PRINCIPAL : Marina Celly Martins Ribeiro de Souza CO-AUTORES: Maria Imaculada de Fátima Freitas Instituição: Escola de Enfermagem - Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: Trata-se de estudo de natureza qualitativa, fundamentado na Teoria das Representações Sociais, que objetivou compreender as representações dos profissionais que atuam na atenção primária sobre o aconselhamento em HIV/aids. Foram entrevistados doze profissionais de saúde que atuavam nos serviços de atenção primária do município de Belo Horizonte. A análise do conteúdo das entrevistas foi realizada pelo método de análise estrutural de narração, evidenciando representações de reconhecimento da importância do aconselhamento em HIV/aids como ferramenta no cuidado, mas praticando-o de forma muito distante do preconizado. Aponta-se ainda, a existência de uma lacuna entre a representação que trazem e como esses profissionais agem em relação à prática do aconselhamento em HIV/aids. Dessa forma, cabe apontar aqui, a necessidade de aumento e melhoria de ações visando a prevenção e controle do HIV/aids, ainda que existam e continuarão a existir aspectos dificultadores para tal na atenção primária. 118 ATUAÇÃO MULTIDISCIPLINAR EM UM GRUPO DE GESTANTES DESENVOLVIDO EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DO DISTRITO SANITÁRIO NORTE DE BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS FERREIRA, Nathália Luíza; OLIVEIRA, Marcella Amorim Braga de; ANDRADE; Roseli Gomes de. Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA: A realização do grupo de gestantes se caracterizou como uma demanda da Unidade Básica de Saúde (UBS), sobretudo em função de tentativas prévias de sua implementação, com baixa adesão e não continuidade do grupo. DESCRIÇÃO: As estagiárias do último período de Nutrição da Universidade Federal de Minas Gerais assumiram o grupo, intensificando sua divulgação por meio de cartazes ilustrados, afixados na sala de espera da UBS, além de convites individuais distribuídos aos Agentes Comunitários de Saúde. O objetivo inicial de discutir práticas alimentares saudáveis durante a gestação e amamentação foi ampliado mediante o interesse de acadêmicos de Odontologia e Enfermagem em se integrarem ao grupo que, configurou-se, então, como um espaço de discussão da saúde da gestante. Realizaram-se três encontros com duração de duas horas. Foram abordados temas como a importância da alimentação saudável e da manutenção do peso adequado na gestação; as práticas alimentares recomendadas em caso de náuseas, vômitos, azia e durante a amamentação. Como proposto pelas gestantes, trabalhou-se Pirâmide Alimentar, safra anual de frutas e receitas saudáveis. Discutiram-se também temas de saúde como: saúde bucal durante a gravidez; consequências do tabagismo, uso de bebidas alcoólicas e produtos químicos para cabelos nessa fase, além das técnicas e dos cuidados durante a amamentação. Em todos os grupos realizou-se avaliação antropométrica, de modo a identificar a necessidade de atendimento individual em caso de desvios nutricionais. O último encontro contou com a participação dos familiares das gestantes, possibilitando uma importante troca de experiências. LIÇÕES APRENDIDAS: A multidisciplinaridade possibilitou ampla discussão, o que garantiu maior dinamismo ao grupo. A boa adesão observada provavelmente se deu em função da divulgação realizada, e posteriormente pela forma em que os temas foram abordados, por meio de materiais educativos e exposições práticas. RECOMENDAÇÕES: Recomenda-se a continuidade do grupo na UBS em questão, bem como sua implementação em outras Unidades, tendo em vista que seu desenvolvimento favoreceu o aprendizado, o esclarecimento de dúvidas e trocas de experiências entre as participantes. 119 TÍTULO: AVALIAÇÃO DO IMPACTO DA EDUCAÇÃO NUTRICIONAL NO CONTROLE DO DIABETES EM MORADORES DE RUA USUÁRIOS DO CENTRO DE SAÚDE CARLOS CHAGAS DE BELO HORIZONTE. AUTOR PRINCIPAL: Mariana Ribeiro de Almeida Lana CO-AUTORES: Rozângela Rosa Lopes; Cláudio Candiani INSTTUIÇÃO: Prefeitura de Belo Horizonte – Centro de Saúde Carlos Chagas Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A Sociedade Brasileira de Diabetes caracteriza o Diabetes Mellitus (DM) como um problema de saúde publica, uma vez que frequentemente esta associada a complicações que comprometem a produtividade, qualidade de vida e sobrevida dos indivíduos, além de envolver altos custos no seu tratamento e das suas complicações. O tratamento nutricional visa diminuir a glicose sanguínea a níveis normais e reduzir os efeitos da doença. No Centro de Saúde Carlos Chagas (CSCC) de Belo Horizonte, se localiza a base de operações da equipe de saúde da família para População em Situação de Rua (ESF-PSR) da cidade. Grande parte da demanda assistida apresenta níveis de transtornos mentais graves que dificulta a articulação de educação alimentar com usuários portadores de DM. OBJETIVOS: Avaliar o impacto da educação nutricional no controle do DM em moradores de rua cadastrados no CSCC. MÉTODOS: Trata-se de um estudo qualitativo, observacional, com uma amostra constituída por 4 adultos moradores de rua de ambos os sexos, portadores de DM, cadastrados no CSCC. As avaliações foram divididas em dois momentos com intervalo de 29 dias. Avaliou-se o estado nutricional, o consumo dietético, o perfil da glicose pós-prandial e foram realizadas ações de educação nutricional. RESULTADOS: Devido às dificuldades encontradas para que os usuários fossem localizados e conduzidos à unidade, 4 compareceram ao primeiro encontro e apenas 2 retornaram no segundo. Dos 4 pacientes avaliados, 3 eram homens e apenas 1 mulher, com média de idade de 56,2 anos. Para os 2 usuários que retornaram, antropometricamente ambos mantiveram o perfil nutricional. Houve melhora no intervalo entre as refeições e na frequência das porções alimentares de carboidrato, carnes, frutas e hortaliças, por pelo menos um dos usuários. Ambos diminuiram em 30 a 35% os níveis de glicose pós-prandial, com relato de redução de sintomas clínicos decorrentes da doença. CONCLUSÃO: Diante das dificuldades impostas pela realidade social e pelo perfil psíquico da população estudada, observou-se que os usuários apresentaram resultados satisfatórios após a ação nutricional educativa. Vale ressaltar a necessidade de uma continuação da intervenção proposta, para verificar com maior clareza o nível de adesão deste pacientes, potencializando assim os benefícios obtidos. 120 TÍTULO: CHAMADA NUTRICIONAL EM BELO HORIZONTE: UMA ESTRATÉGIA DOS NÚCLEOS DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA-NASF AUTOR PRINCIPAL: Kimielle Cristina Silva CO-AUTORES: Camila de Almeida Teixeira, Ísis Eloah Machado, Thais Ferraz Costa, Janete dos Reis Coimbra Instituição: Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A alimentação e nutrição constituem direitos humanos fundamentais e são requisitos básicos para a promoção e a proteção da saúde, possibilitando a afirmação plena do potencial de crescimento e desenvolvimento humano. Considerando que os primeiros anos são fundamentais para a vida futura e saúde dos indivíduos, foi realizada pelo NASF e estudantes de nutrição da UFMG uma Chamada Nutricional (CN) em regionais de Belo Horizonte, conjuntamente com a 2ª Etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite (setembro de 2009). OBJETIVO: Mapear os distúrbios nutricionais da população infantil de 0 a 5 anos de algumas regionais de Belo Horizonte para, assim, subsidiar ações de saúde pública. MÉTODOS: Foram coletados dados de estatura e peso das crianças por acadêmicas de nutrição, profissionais do NASF e Agentes Comunitários de Saúde (ACS) devidamente treinados. As aferições da massa corporal (kg) e da estatura (cm) foram obtidas uma única vez e de acordo com o proposto pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN). Os dados antropométricos foram avaliados pelos índices peso por estatura (P/E), estatura por idade (E/I), peso por idade (P/I) e IMC (Índice de Massa Corporal) por idade (IMC/I), utilizando valores de escore Z calculados com base nas curvas da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 2007 e na classificação do SISVAN de 2008. Os critérios para determinar os agravos foram déficit nos índices acima citados, excesso de peso para a idade e para a estatura, sobrepeso e obesidade. A análise dos resultados foi realizada no programa WHOAnthro 2009 e no SPSS v17. RESULTADOS: Das 3611 crianças avaliadas, 49,5% eram meninos e 50,5% meninas. Verificou-se que a maioria delas estava eutrófica, porém havia uma prevalência significativa de indivíduos com excesso de peso, concomitante a casos de desnutrição. Os lactentes apresentaram maiores agravos nutricionais (baixo IMC/I, elevado P/I e baixa E/I). A análise dos parâmetros antropométricos por regional sugeriu que a Noroeste e Oeste apresentaram mais casos de obesidade e a Nordeste de sobrepeso. Venda Nova demonstrou os índices mais elevados de baixo P/I, baixa E/I e baixo IMC/I. Conclusão: A CN sugeriu a necessidade de uma contínua educação nutricional com crianças de 0 a 5 anos e seus pais, na intenção de promover a saúde, diminuir e prevenir os déficits nutricionais, sobrepeso e obesidade. 121 TÍTULO: IDENTIDADE PROFISSIONAL DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE COSTA, A.S.S.M.; MARCOLINO, C., VIANNA, P.C.M.; AQUINO, A.L; REZENDE, B.M.; GAMA, C.S.; SANTOS, G.P.S. Instituição: Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A regulamentação da profissão de Agente Comunitário de Saúde já se procedeu há algum tempo e o que se observa é que muitas vezes estes profissionais não se sentem integrados à equipe. Observa-se também que a presença desses profissionais na vida da comunidade é atravessada por representações, valores e crenças que interagem na formação de sua a identidade profissional. Essa identidade ainda não se consolidou nas equipes de saúde da família de forma a assegurar seu reconhecimento pela própria equipe, pela comunidade, ou mesmo por si próprio. OBJETIVOS: Identificar a percepção do agente comunitário de saúde acerca de si e de seu trabalho; identificar a percepção de usuários e da equipe de saúde da família acerca do agente comunitário de saúde. MÉTODOS: Trata-se de estudo qualitativo. O cenário foi uma Unidade Básica de Saúde da regional Norte do município de Belo Horizonte. Os sujeitos da pesquisa são agentes comunitários de saúde, usuários adultos e profissionais das três equipes de saúde da família da área de abrangência da Unidade Básica. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semi-estruturadas. RESULTADOS: A análise preliminar das narrativas dos sujeitos da pesquisa revela que esse profissional configura-se como um ator social que articula saberes populares com saberes técnico-científicos. A identidade profissional ganha contornos significativos na medida em que os agentes comunitários se percebem como agentes transformadores de uma realidade social e que têm acesso ao conhecimento, requerendo de uma formação com bases sólidas. O saber dos agentes comunitários de saúde perpassa a configuração de sua identidade profissional. Imbuídos de um senso ético em relação aos costumes, hábitos e intimidade das famílias que visitam, são profissionais expostos à violência, explícita ou velada, o que também lhe confere uma identidade que se desenha no cotidiano de trabalho e de sua própria vida. Vêem-se diante de contradições sociais que fogem do alcance, nas quais não podem interferir diretamente fazendo-os se sentirem impotentes diante das questões difíceis da realidade. CONCLUSÃO: Os resultados parciais apresentados são corroborados por outros estudos sobre o tema. A identidade profissional como um construto histórico, cultural e político, evidencia-se na construção e reconstrução da persona do agente comunitário de saúde. Palavras-chave: Identidade profissional, agente comunitário de saúde. 122 TÍTULO: IMPLANTAÇÃO DA FISIOTERAPIA NO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO MUNICÍPIO DE SANTA LUZIA Carine Borjaile de Oliveira; Lillian Lima Gonzaga Instituição: Prefeitura de Santa Luzia Contato: [email protected] RESUMO: O Programa Saúde da Família (PSF), implantado pelo Ministério da Saúde, atende aos princípios de universalidade, integralidade, eqüidade, descentralização e participação comunitária estabelecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Sendo assim, é considerado uma proposta de reorganização da atenção básica e de reestruturação do modelo de saúde vigente. O papel do profissional de saúde é aliar-se à família no cumprimento de sua missão, fortalecendo-a e proporcionando o apoio necessário ao desempenho de suas responsabilidades. Tal relação de trabalho é baseada na interdisciplinaridade. Com o objetivo de colocar em prática esses princípios, o atendimento no PSF deve ser sempre constituído por uma equipe multiprofissional. A fisioterapia é uma profissão que torna capaz potencializar a resolutividade da atenção básica. A participação do fisioterapeuta de maneira integral no PSF e em programas e ações similares de cuidados primários em saúde é condição fundamental para a concretização das diretrizes de uma assistência à saúde realmente integral, ao contrário do tradicional modelo medicalizado, fragmentado, hospitalocêntrico e baseado na dependência e exclusão social. O presente estudo teve como objetivo relatar a experiência da implantação da fisioterapia no PSF do município de Santa Luzia. Demonstrando a real necessidade, assim como os benefícios da inserção do fisioterapeuta no PSF deste município. O projeto consiste com a implantação de quatro fisioterapeutas em unidades básicas de saúde distintas no município de Santa Luzia. Os fisioterapeutas exercem várias funções, entre elas: visitas domiciliares, atendimentos coletivos, participação de grupos, palestras, mini palestras, atendimento individuais, regulação do fluxo da fisioterapia, etc. Primeiramente, a principal necessidade era conseguir sanar a demanda reprimida. Hoje, a proposta é adequar se aos princípios e ações que norteiam a Portaria do Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF). Com essa integração da fisioterapia no PSF, foi se criados protocolos para a padronização do sistema e do serviço, obtendo assim um melhor resultado e sendo o paciente melhor assistido. O fisioterapeuta é peça fundamental para a conquista e desenvolvimento de uma assistência à saúde da população que se baseia na inclusão social, centrada na comunidade e na participação efetiva desta, na conquista da saúde como instrumento através do qual cidadãos possam realizar suas aspirações e satisfazer suas necessidades, adquirindo a capacidade de mudar seu entorno ou enfrentá-lo. 123 INTEGRALIDADE NORTEANDO A ASSISTÊNCIA NEVES,N.C.; CUNHA, B.C.C.C.; CAIXETA, N.V. ; SANTOS, B.A.S.; OLIVEIRA, S.M.; COSTA,V.F.; PEREIRA,W.R. Prefeitura Municipal de congonhas – Secretaria Municipal de Saúde Contato: [email protected] RESUMO: A partir de agosto de 2008, num contexto em que o Serviço Público Municipal de Saúde deu ênfase as ações de promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde, foram implantadas três equipes de saúde da família. A partir de 2005, o município ampliou a cobertura do programa de saúde da família de 3 Para 11 equipes com cobertura de 100% da população atendida no PSF e PACS (Programa de Agentes Comunitários de Saúde). Em 2006 foi também realizada a descentralização da assistência farmacêutica. A partir de 2007 foram incluídas no programa uma equipe interdisciplinar composta por 4 nutricionista, 2 psicólogos,1 fisioterapeuta e 2 pediatras. Já em 2008 tivemos a inclusão de 1 terapeuta ocupacional e mais um fisioterapeuta. Inseriram-se desde 2006 em todas as equipes os profissionais da saúde bucal, proporcionando a descentralização do atendimento odontológico e ampliando a cobertura que atualmente é de 100%. Foi criado o horário especifico para o trabalhador. Implantou a capacitação dos membros do Conselho Municipal de Saúde e estabeleceu parcerias com as potencialidades locais (escolas, lideres comunitários) visando assistência humanizada de qualidade. OBJETIVO: Ampliar o acesso dos usuários, melhorando assim a qualidade da assistência prestada, através de um redesenho assistencial que utiliza a integralidade com principio dessa organização. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que utiliza como fonte de dados a série histórica de ampliação das unidades de saúde da família, no município, visando integralidade da assistência prestada aos indivíduos, mediante a avaliação dos resultados obtidos através desse redesenho assistencial. RESULTADOS: Na área de fisioterapia e terapia ocupacional as ações realizadas em grupo são atividades físicas e oficina de memória com o objetivo de prevenir as perdas funcionais que ocorrem com envelhecimento. Na psicologia, o atendimento passou a acontecer nos territórios, oferecendo abordagem inicial com participação das equipes da atenção primaria. Foram criadas estratégias de intervenção de assistência do usuário de saúde mental e atendimento a famílias em situação de risco, bem como trabalho de prevenção e promoção a saúde. Com inserção da nutrição no programa, atuando de forma coletiva e individual, e visível a melhora na qualidade de vida na população através da reeducação alimentar, redução de sedentarismo, recuperação do bem estar físico e emocional melhora dos parâmetros bioquímicos e composição corporal. Na saúde bucal, observa-se um declínio dos atendimentos de urgência e ampliação dos eletivos proporcionados pela melhora no acesso ao serviço; conseqüentemente houve redução dos índices CEO (cariados extraídos e obturados em dendês descidos) e CPOD (cariados perdidos e obturados em dentes permanentes) médios obtidos e aumento dos dentes selados e livres de carie. A inclusão dos pediatras nos PSF contribuiu para a diminuição significativa das internações pediátricas sensíveis a atenção primaria. A descentralização da assistência farmacêutica facilitou a adesão do paciente ao tratamento medicamentoso continuado. CONCLUSÃO: A integralidade em busca de melhores resultados e por uma transformação real do modelo assistencial, foi possível visualizar uma mudança no processo de trabalho que proporcionou melhor qualidade na prestação de serviços a população. 124 TÍTULO: OS DESAFIOS DA PRÁTICA DO ENFERMEIRO INSERIDO NO PSF AUTOR PRINCIPAL: Roberta Viegas Magalhães CO-AUTOR: Lúcio José Vieira Instituição:Universidade Federal de Minas Gerais – Nescon Contato: [email protected] RESUMO: Diante da nova realidade provocada pela mudança da prática assistencial exigida pelas novas políticas públicas, com a criação do Sistema Único de Saúde, o enfermeiro surge como um ator social de extrema importância para implantar ações de forma resolutiva e com qualidade. O que é um grande desafio para o profissional, pois o mesmo tem como responsabilidade além da função assistencial, também atuar na reorganização do processo de trabalho. A criação do Programa Saúde da Família propõe uma mudança na construção social da saúde e uma reforma do modelo assistencial vigente, ainda centrado no papel do médico. O estudo teve como objetivo identificar os desafios da prática profissional do enfermeiro inserido no Programa Saúde da Família. Trata-se de uma revisão de literatura que compreende olhares de diversos autores, sobre as atribuições do enfermeiro que atua na Atenção Básica no âmbito do Sistema Único de Saúde. A pesquisa ocorreu em manuais do Ministério da Saúde e por meio dos bancos de dados Medline, Lilacs e BDENF. Vários artigos sobre o assunto foram encontrados, e aqueles que não tiveram contribuição com a pesquisa foram descartados. Teses e dissertações também foram objetos de pesquisa. Os descritores de busca utilizados foram: saúde da família, programa saúde da família, prática profissional, enfermagem prática, enfermagem, enfermeiros e enfermeiras. Concluiu-se que o enfermeiro possui diversas atribuições na Equipe de Saúde da Família e torna-se de extrema importância que o profissional tenha conhecimento correto dessas atribuições, que envolvem os vários níveis da assistência na Atenção Primária. O mesmo já possui um acúmulo de funções estabelecidas legalmente, e se encarregar de realizar várias atividades que não são de sua competência compromete sua prática diária. Pode-se afirmar que o enfermeiro é um importante ator de mudança do modelo assistencial, capaz de modificar o perfil do estabelecimento de saúde, mediante a instauração de novas práticas e de uma dinâmica de trabalho inovadora e comprometida com o projeto de fortalecimento da Estratégia Saúde da Família. Deste modo, o profissional gerencia o processo de trabalho de forma efetiva e promove uma assistência com maior qualidade. 125 TÍTULO: PERFIL DOS PROFISSIONAIS DA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA DENTRO DO CONTEXTO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE AUTOR PRINCIPAL: DAYANNA MARY DE CASTRO CO-AUTORES: NILTON AVELINO DE FARIA JÚNIOR; MAYRA ÍRIS MAIA FERREIRA INSTITUIÇÃO: Universidade José do Rosário Vellano – UNIFENAS Contato: [email protected] RESUMO: A Estratégia de Saúde da Família (ESF) foi implantada em 1994 como estratégia estruturante da organização do nível primário, buscando implementar os princípios e diretrizes da Atenção Primária à Saúde (APS): universalidade, acessibilidade, coordenação do cuidado, longitudinalização, integralidade, responsabilização, humanização, equidade e participação social. Entretanto, para que as mudanças e melhorias propostas realmente ocorram torna-se necessária a presença de profissionais com características pessoais, humanas e interdisciplinares condizentes com a filosofia do SUS. Assim, o presente estudo propôs analisar o perfil dos profissionais da ESF de Campo Belo/MG e sua conformidade com as diretrizes e princípios da APS. Trata-se de um estudo descritivo transversal, de abordagem quantitativa, realizado com base na análise de um questionário aplicado aos profissionais da equipe mínima da ESF. Os dados foram coletados em setembro de 2009 e submetidos à análise do programa Epi Info 3.5.1. Os resultados encontrados revelam que dentre as características dos pesquisados, o curto tempo de serviço na unidade atual (evidência da rotatividade de profissionais), o processo de formação de alguns trabalhadores com enfoque nas especialidades, a existência de outros vínculos empregatícios por parte de certos profissionais e o possível não cumprimento da jornada diária de oito horas, agravados pela ausência de treinamento inicial, são fatores que não estão em conformidade com os princípios da APS, tais como a longitudinalidade, integralidade, acessibilidade e vínculo. Na amostra estudada, essas características foram mais evidentes entre os médicos. Dada a importância da atuação dos profissionais para o desenvolvimento da ESF e construção do SUS, acredita-se que os resultados deste estudo possam ser úteis para a elaboração de diretrizes que guiem o processo de formação dos profissionais da Saúde da Família e ainda sirvam de subsídios para projetos de recrutamento/seleção de pessoal e programas de educação continuada. Palavras-chaves: Estratégia de Saúde da Família; Recursos Humanos em Saúde; Atenção Primária à Saúde. 126 TÍTULO: PROJETO DE ATUAÇÃO DO COMITÊ DE PREVENÇÃO DE ÓBITOS MATERNOS E INFANTIS DO DISTRITO SANITÁRIO PAMPULHA DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Andréa Monteiro de Castro Graciano; Rita Sibele de Souza Esteves; João Alfredo Barbosa Mendes; Soraya Cássia Ferreira Dias; Maria Isabel Barbosa Mendes; Cinthia Maria Gomes Silva e Maristela do Nascimento Silva. Instituição: Gerência Regional de Saúde da Pampulha da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte Contato: [email protected] RESUMO: Este projeto distrital foi elaborado na regional Pampulha, a partir das orientações para o trabalho estabelecidas nas reuniões do comitê materno-infantil do município de Belo Horizonte e vem sendo desenvolvido em conformidade com as diretrizes da atenção primária do município. O objetivo é contribuir para a redução da morbi-mortalidade materna e infantil de residentes do distrito sanitário Pampulha. A análise da mortalidade infantil em Belo Horizonte e no distrito Pampulha demonstra que, esta tem sido decrescente, mas apesar dessa queda importante, os índices ainda podem ser considerados altos, com predomínio da mortalidade neonatal. A Razão de Morte Materna (RMM) apresenta tendência de queda, mas se mantém em níveis elevados inclusive nos hospitais privados. O Movimento BH pelo Parto Normal tem sido intenso, mas a taxa de cesariana municipal e distrital ainda excede o índice recomendado pela OMS, mesmo nos hospitais públicos. Para o enfrentamento destes problemas, planeja-se a adoção e intensificação de medidas de vigilância à saúde, capacitação dos profissionais da equipe local e organização do processo de trabalho. Pretende-se garantir o acesso e qualificar o cuidado à saúde da mulher no planejamento familiar, durante o ciclo gravídico-puerperal e o acompanhamento do recém nascido e da criança. Esse projeto envolve diversos setores da secretaria de saúde, instituições públicas, privadas e participação popular, com uma abordagem descentralizada (regional), unificada (materno e infantil) e intersetorial (fórum ampliado). Muitas dificuldades têm sido encontradas, entre estas, até o momento destaca-se a dificuldade de conciliar e priorizar a agenda dos diversos profissionais envolvidos com este trabalho. Tem-se percebido a necessidade de priorização destas questões, considerando-se que a morbi-mortalidade materna-infantil representa problema de saúde pública de relevância e que a identificação dos óbitos e fatores de evitabilidade permitem potencializar as discussões em torno do tema. Deve-se considerar que os problemas maternos e infantis são peculiares, seqüenciais, interligados e multifatoriais, portanto, prescindem de trabalho em equipe com abordagem local, conjunta e intersetorial. A vigilância da ocorrência destes eventos cabe ao setor saúde e uma mobilização local com abordagem intersetorial pode fortalecer o enfrentamento desse relevante problema de saúde e minimizar as repercussões para as famílias e a sociedade. 127 Pôsteres: Ética e Condições de Trabalho na Atenção Primária TÍTULO: A ECOLOGIA E A BIOÉTICA NO CONTEXTO DA SAÚDE COLETIVA AUTOR: Luciano Eloi Santos CO-AUTORES: Cristina Aparecida Jesus Souza*,Petterson Menezes Tonini, Rebeca dos Santos Duarte Rosa Instituição: Centro Universitário UNA-BH Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A Ecologia Humana é um conceito em construção, aberto várias interpretações e enfoques científicos. O presente trabalho relata a experiência dos alunos do curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário UNA-BH,matriculados na disciplina TIDIRBioética durante o ano de 2009. Foi estabelecido um paralelo entre as ações de saúde coletiva e a ecologia. OBJETIVO: Sensibilizar os alunos para discussão sobre o conceito de Ecologia , considerando o meio ambiente, interno e externo, interdependentes, e determinantes do aparecimento das doenças e da degradação do planeta Terra. MÉTODOS: Através de grupos de discussão e seminários temáticos foram construídos, problematizados os conceitos de permacultura, trangênicos, recuperação de áreas degradadas buscando, pesquisas em animais situar no universo a nossa casa – O planeta Terra. Foi utilizado material informativo de revistas, jornais, publicações especializadas e buscas na rede de informações virtuais de fatos que ocorriam e eram divulgados pela mídia. A exibição de filmes em vídeo e DVD subsidiavam as discussões que culminavam na produção de textos. DISCUSSÃO: Utilizamos as ferramentas da Epidemiologia e da Saúde Coletiva, discussão ética do modelo de desenvolvimento e das matrizes energéticas utilizadas para consolidar conceitos. Apresentamos uma proposta de intervenção educacional nos diversos grupos sociais das coletividades com vistas ao resgate da harmonia homem-natureza. CONCLUSÕES: Concluímos que a disciplina ao utilizar uma metodologia participativa e problematizadora propiciou uma reflexão crítica em relação ao conceito de Ecologia e os rumos da sociedade de avançado estágio de consumo e materialista. O produto final foi consolidado em seminário do TIDIR. 128 TÍTULO: ANÁLISE DOS POTENCIAIS DE DESGASTE DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM QUE ATUAM NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA AUTOR PRINCIPAL: Kamila Teixeira de Aguiar1 CO-AUTORES: Danielle de Araújo Moreira1; Juliana Lobo de Morais1; Natália de Cássia Horta2. Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: A configuração do trabalho na Estratégia Saúde da Família (ESF) tem sido gerador de desgaste nos profissionais de enfermagem. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar o desgaste biopsíquico desencadeado nos profissionais da enfermagem que atuam na Estratégia de Saúde da Família (ESF). Considera-se que o desgaste biopsíquico é um problema social predominante na atualidade. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que teve como cenário quatro Centros de Saúde do Distrito Sanitário Barreiro. Os sujeitos da pesquisa foram enfermeiros e auxiliares de enfermagem pré-definidos por critério de sorteio das áreas de vulnerabilidade. Os resultados parciais indicam que os profissionais da enfermagem que atuam na ESF estão expostos a potenciais de desgaste no local de trabalho. Os principais fatores geradores de desgaste biopsíquico apontados pelos profissionais foram: longa jornada de trabalho, dificuldades de organizar a demanda espontânea, dificuldades no relacionamento interpessoal, a configuração da escala de trabalho pelo absenteísmo ou por dificuldades técnicas e a carência de recursos humanos. Percebe-se também um excesso de atividades, relacionado ao cumprimento de atribuições inespecíficas pela equipe de enfermagem, como elaboração de receita. Ao final da pesquisa espera-se identificar os causadores de desgaste nos trabalhadores de Enfermagem na Estratégia Saúde da Família. Pretende-se ainda, no processo de análise dos dados, relacionar a observação com as entrevistas a fim de retificar os eixos temáticos de análise e além disso propor metodologias que atenuem os potenciais de desgaste nos profissionais de enfermagem na ESF. ¹Acadêmica do curso de Enfermagem da PUC Minas. [email protected]; [email protected]; [email protected]. ²Professora do curso de Enfermagem da PUC Minas. [email protected]; 129 BIOÉTICA E ATUAÇÃO ORGÂNICA NO SINDICALISMO NA ÁREA DA SAÚDE AUTORES : Edwin Fialho Despinoy Luciano Eloi Santos Ivana Fantine Duarte Contato: [email protected] RESUMO: SINDICALISMO DE LUTAS: O processo de crescimento de uma entidade sindical está ligado à seriedade com que são desenvolvidas as ações, as atividades em defesa da categoria a qual ela representa e o bem que ela promove para a sociedade em sua totalidade. O Sindicato dos Odontologistas de Minas Gerais ao convocar profissionais para participarem das lutas em defesa das condições de salário e trabalho no setor privado e público, discutir com o conjunto das categorias profissionais a sistemática defesa de um sistema único de saúde que atenda as necessidades da população tem conseguido promover um avanço qualitativo que vai ao encontro do nosso desejo, de podermos participar na construção de uma sociedade justa e fraterna. DIREITOS HUMANOS E CULTURA: A bioética permeia as atividades desenvolvidas pelo sindicato desde a questão da humanização do atendimento odontológico até o permanente o compromisso moral de pautar a promoção de saúde como pedra angular do processo de trabalho em saúde bucal. Além de atividades tecno-científicas , desenvolvemos atividades culturais como o programa Cinema Comentado ( em parceria com Associação Mineira de Epidemiologia). Exibindo filmes comentados por especialistas, como “Sicko, SOS Saúde”, “Crianças Invisíveis”, “11/09/2001”, “ O Barba Ruiva” e “IF”. Discute-se os sistemas de saúde, a exclusão social da crianças no mundo, os direitos humanos, o relacionamento profissional de saúde- pacientes e dentre os aparelhos ideológicos do estado o sistema educacional. SUS E PARTICIPAÇÃO POPULAR: O SOMGE como entidade sindical deve aglutinar os interesses de diversos segmentos dos trabalhadores e pressionar o Estado a ampliar e melhorar o sistema público de saúde, principalmente em relação á Política Nacional de Saúde Bucal – Brasil Sorridente. Esta trajetória é árdua, não se estrutura em uma ação político sindical única, isolada e, provavelmente, terá de competir, enfrentar e superar posições antagônicas. Como entidade combativa e compromissada com as lutas sociais, o sindicato participa de forma organizada no Conselho Estadual de Saúde e nos conselhos municipais de saúde , pois acreditamos que participação popular garante o avanço e consolidação do SUS. 130 BIOÉTICA E ENSINO, REFLEXÃO IMPERATIVA: A EXPERIÊNCIA DOS CURSOS DE NUTRIÇÃO E CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DO CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA. Petterson Tonini, Luciano Eloi Santos, Bruno Maia, Cristina Aparecida Jesus Souza Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: Este estudo se propõe a realizar uma reflexão sobre as atividades desenvolvidas pela disciplina de Bioética junto aos cursos de graduação de Nutrição, Ciências Biológicas do Campus da Ciências da Saúde realizados pelo Centro Universitário UNA BH/MG, no qual a percepção do aluno é fruto de uma construção coletiva e resultante dos trabalhos e pesquisas relacionados à suas atividades e inserção profissional. OBJETIVO: Promover uma reflexão sobre o ensino de Bioética nos cursos de graduação cursos de graduação de Nutrição, Ciências Biológicas do Centro Universitário UNA BH/MG. METODOLOGIA: Escolhemos o estudo observacional e descritivo para refletirmos os resultados dos trabalhos desenvolvidos com os alunos. RESULTADOS: O Centro Universitário insere em sua grade curricular de todos os cursos de graduação a discipl ina Ética e Bioética.Em Minas Gerais o enfoque centra-se nas questões conceituais e históricas realizando conexões com as experiências vividas pelos alunos.Ao abordar as questões legais onde a bioética se coloca de uma forma muito contundente destacamos os seguintes: o papel dos profissionais de saúde frente aos conflitos cotidianos e a reflexão sobre a legalidade, moralidade e justiça. Durante o curso de Nutrição as questões conflitantesforam desenvolvidas desde a contextualização dos distúrbios nutricionais, até os absurdos impostos pela ditadura do corpo perfeito, acarretando em anorexia e abuso de esteróides anabolizantes, espaço simbólico onde as relações de poder são permeadas pelo mito da tecnologia avançada desaguando no mainstream do núcleo familiar bombardeado pelas mensagens fascistizantes do culto, sem limites, ao corpo. Os alunos também realizaram uma avaliação crítica dos programas institucionais, destacando o Fome Zero. Os alunos construíram um novo olhar sobre o papel da equipe de saúde (relações interprofissionais) e dos laços que se edificam com as famílias envolvidas. Outro enfoque que é realizado é nas pesquisas que envolvem seres animais nas, onde os alunos refletiram a questão do sofrimento animal, situando-se como alunos/sujeitos históricos cuja dignidade e cidadania deve ser respeitada de forma integral. CONCLUSÃO: Percebemos que ao se colocar a disciplina de Bioética nos diversos cursos da UNA estamos promovendo uma sensibilização do nosso corpo discente e também docente, frente ás questões conflitantes as quais nos deparamos em vários momentos de nossa atuação no Setor saúde , sejam elas cotidianas/persistentes ou de fronteira/persistentes, pois estaremos contribuindo para a construção de uma sociedade mais humana e fraterna. 131 ÉTICA E CONDIÇÕES DE TRABALHO: REPENSANDO A PRÁTICA ATRAVÉS DO CIRCO Maria Celia Gomes Ventura Oliveira Contato: [email protected] RESUMO: A Atenção Primária é porta de entrada para promoção, prevenção e assistência a saúde de toda uma população que anseia por atendimento. Assim o profissional de saúde deve estar atento para observar a pessoa integralmente. Diante deste fato vemos profissionais de saúde cada vez mais assoberbados de trabalho e insatisfeitos. São cursos, novos protocolos, surtos e não temos tempo para repensar a prática diária. Como cuidar deste cuidador? Em meio às reuniões para avaliar o processo de trabalho, que por vezes se tornam desabafos, surgiu à idéia de realizar uma oficina de circo para se discutir condições de trabalho, qualidade de atendimento e ética de forma lúdica. As oficinas ocorreram em uma tarde com quatro atividades simultâneas contemplando cinquenta funcionários de três centros de saúde de Belo Horizonte. A versatilidade circense possibilitou proezas com exercícios de cama elásticas, malabares, solo e trapézio facilitando abordar temas como: trabalho em equipe, qualidade de atendimento, confiança e ética. A experiência foi satisfatória, as discussões produtivas com reflexos no cotidiano de trabalho. 132 TÍTULO: ÉTICA EMPRESARIAL NO CONTEXTO DO MBA GESTÃO ESTRATÉGICA DE SAÚDE AUTOR: Luciano Eloi Santos CO-AUTORES: Cynthia M de Filippo; Ricardo V C de Paiva Instituição: Centro Universitário UNA-BH Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: O MBA Gestão Estratégica de Saúde do Centro Universitário UNA-BH tém em seu conteúdo programático como disciplina obrigatória a Ética Empresarial.O objetivo é analisar os conceitos de ética tendo como referência a humanização das práticas empresariais e o papel da ciência, com seus problemas e conflitos permeando a investigação, o planejamento no mundo corporativo. Procura-se desenvolver a capacidade reflexiva e analítica de situações concretas no contexto das práticas empresariais com ênfase nas questões de responsabilidades sociais, resultantes da ação social planejada, traduzida em políticas públicas e privadas eficazes. PROPOSTA DA DISCIPLINA: O aluno ao analisar a hegemonia das corporações e suas repercussões na sociedade e na vida das pessoas revaloriza a ação moral nas empresas e a ética e estratégias competitivas. Empresa-cidadã. Ética nos negócios e traços da cultura brasileira. Ética é uma construção histórico-social que dialoga com existência da história da moral. Uma empresa que se quer estabelecer com um diferencial no mercado deve se pautar pela responsabilidade social.Em seu ambiente de trabalho promover o respeito pelas resoluções da OIT (Organização Internacional de Trabalho), a dignidade humana e os direitos fundamentais dos trabalhadores e colaboradores, amizade e companheirismo dentro da mesma empresa. CONCLUSÃO : Promover o desenvolvimento integral, formação e bem estar. As normas de condutas exigem que funcionários atuem com lealdade e dedicação. Atitudes éticas promovem parcerias empresariais, com clientes, fornecedores, diretores, o respeito contamina seus parceiros. O mundo empresarial deve se conscientizar que a ética empresarial promove seu desenvolvimento e crescimento no campo dos negócios e diante da sociedade. Finalizando poderíamos afirmar que a disciplina se pauta nos imperativos éticos desenvolvidos por Kant:Imperativo Categórico: Age somente, segundo uma máxima tal, que possas querer ao mesmo tempo que se torne lei universal.Imperativo Universal: age como se a máxima de tua ação devesse tornar-se, por tua vontade, lei universal da natureza.Imperativo Prático: age de tal modo que possas usar a humanidade, tanto em tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre como um fim ao mesmo tempo e nunca apenas como um meio. 133 QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO E O DESEMPENHO DA ORGANIZAÇÃO Telma Braga Orsini Contato: [email protected] RESUMO: O Século XXI oferece azos únicos para a promoção da saúde do trabalhador, segundo relatório de pesquisas de May, Lau e Johnson, eles examinaram 146 empresas americanas durante cinco anos e descobriram que as empresas com alta qualidade de vida no trabalho (QVT) tiveram melhores lucros e um crescimento mais forte do que as outras. Nesse aspecto, as empresas com QVT têm tendência a atrair os empregados mais talentosos, melhorando sua competitividade e assegurando sua perenidade. Os autores concluem que a performance financeira só se sustenta a longo prazo se os dirigentes derem condições de boa qualidade de vida no trabalho para os empregados. Gard, Lidstroem e Daliner questionaram 640 profissionais do setor imobiliário e encontraram resultados semelhantes. Levantamos a hipótese de que as pessoas que trabalham num ambiente de qualidade apresentam menos problemas de saúde, são geralmente assíduas no trabalho e engajadas no que fazem. São também encorajadas a assumir responsabilidades no exercício de sua função, a se aperfeiçoar por conta própria para melhor executar seu trabalho e a demonstrar criatividade quando enfrentam situações inusitadas, criando valor em tudo que fazem. Assim, as pesquisas constataram que para evitar o surgimento de sintomas de sofrimento físico e mental, os gestores deveriam enfatizar as seguintes ações ao seu pessoal: dar orientações claras, promover objetivos estimulantes e coerentes com a estratégia da organização, valorizar os resultados alcançados, ajustar a carga de trabalho à capacidade e aos recursos de cada um; dar suporte à equipe. E conseqüentemente, para aumentar o bem-estar psicológico e a performance das pessoas, os gestores deveriam assegurar-se que cada uma tenha prazer em executar seu trabalho, dar à equipe uma margem de manobra suficiente para que organize o trabalho da maneira que julgar mais eficaz, permitir ao seu pessoal exercer julgamento e influência no ambiente, facilitar o desenvolvimento de relações profissionais positivas e significativas e confiar responsabilidades a seu pessoal, facilitando-lhe o desenvolvimento profissional. Alvitramos, neste contexto, avançar em estudos e pesquisas na Atenção Primária e suas conseqüências na saúde do trabalhador e o seu desempenho na organização com ênfase na realidade brasileira para efetivação de políticas públicas exeqüíveis. 134 TÍTULO: UMA ABORDAGEM TRANSDISCIPLINAR NO ENSINO DE BIOÉTICA UTILIZANDO O CINEMA AUTOR: Luciano Eloi Santos CO-AUTORES: Cristina Aparecida Jesus Souza, Rebeca dos Santos Duarte Rosa Instituição: Centro Universitário UMA Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÂO: Este estudo se propõe a realizar uma reflexão sobre as atividades desenvolvidas pela disciplina de Bioética junto aos cursos de graduação de Nutrição, Ciências Biológicas do Campus da Ciências da Saúde realizados pelo Centro Universitário UNA BH/MG, no qual a percepção do aluno é fruto de uma construção coletiva e resultante dos trabalhos e pesquisas relacionados á suas atividades e inserção profissional. OBJETIVO: Promover uma reflexão sobre o ensino de Bioética nos cursos de graduação cursos de graduação de Nutrição, Ciências Biológicas do Centro Universitário UNA BH/MG METODOLOGIA: Escolhemos o estudo observacional e descritivo para refletirmos os resultados dos trabalhos desenvolvidos com os alunos. Após a exibição de cada filme os alunos elaboravam relatórios individuais,depois faziam pesquisas sobre o assunto abordado, finalizando com seminários onde as diversas percepções eram discutidas. RESULTADOS: Os alunos ao se dedicarem aos estudos dos conceitos da Bioética também se sentiram atraídos pela estética cinematográfica e produziram textos científicos e/ou poéticos, cumprindo assim a função de se trabalhar a transdisciplinaridade.Os pontos centrais da discussão conforme o filme foram:Gattaca (1997):Ao enfocar a discriminação e a eugenia, expõe aspectos bioéticos passíveis de discussão.Os meninos do Brasil (1978), desenvolveu-se uma reflexão sobre as atrocidades cometidas pelos nazistas, o tribunal de Nuremberg, cujo código foi o primeiro passo para coibir abusos e sofrimento aos sujeitos das pesquisas.O Jardineiro Fiel (2005) refletiu sobre a industria farmacêutica e suas atividades abusivas envolvendo corrupção e desrespeito aos direitos humanos..E a vida continua...(1993).O filme faz uma reflexão das questões políticas, como a omissão e o silêncio dos governantes e da conduta (anti) ética no desenvolvimento da pesquisa de descobrimento do HIV. CONCLUSÃO: Após várias discussões com os alunos sobre a importância de se estabelecer laços de investigação entre os diversos saberes, e avançarmos no processo pedagógico de forma criativa e prazerosa, concluímos que a transdisciplinaridade, enquanto um olhar transgressor/transcendente ao nosso objeto de estudo, torna-se um instrumento/veículo de desvendamento de novos saberes. 135 Pôsteres: Experiência Mundial em Atenção Primária O PAPEL DA ENFERMEIRA NO EQUIPE MULTIDISCIPLINAR DE SAÚDE DA FAMÍLIA (EL PAPEL DE LA ENFERMERA EN EL EQUIPO MULTIDISCIPLINAR DE ATENCIÓN PRIMARIA DE SALUD) AUTORES: Fernández López, Mª Dolores; Montero de Espinosa Pérez, Pilar; Madueño García, Mª Angeles; Madueño García, Verónica, Macías Méndez, Juan María; Rodríguez Marcos Antonio Jesús Contato: [email protected] RESUMO: O trabalho de enfermagem em APS no Programa Saúde da Extremadura serviço é organizado pela unidade básica de saúde (UBA), que inclui um médico e um enfermeiro, ambos responsáveis por uma população de 1500 habitantes. A enfermeira desenvolve seu trabalho em um espaço físico próprio, chamado Consulta de Enfermagem. O trabalho inclui espaços de educação continuada, protocolos de saúde, demanda espontânea, atividades de participação comunitária para promoção e prevenção da saúde. CONSULTA DE ENFERMAGEM NOS PROGRAMAS DE SAÚDE: Controle e monitoramento de Criança saudável dentro de 4-18 meses e 4-6 anos, acompanhando as imunizações, desenvolvimento físico e psicomotor, educação nutricional, higiene, prevenção de acidentes. Controle e monitoramento de doenças crônicas do Adulto: hipertensão, diabetes, obesidade, dislipidemia. Controles de parâmetro, a imunização de adultos, educação sanitária materiais de apoio, a participação da família e dos registros de atividades Controle e monitoramento das Mulheres: O diagnóstico precoce do câncer ginecológico e de educação em saúde da mama na menopausa, informações sobre métodos contraceptivos e acompanhamento CONTROLE E MONITORAMENTO DO IDOSO: a polifarmácia, a prevenção da queda, o envio de outros profissionais Controle e monitoramento de pacientes em casa: a história da assistência de enfermagem de pacientes e cuidadores, educação em saúde e de apoio à família TÉCNICAS DE ENFERMEIROS NA CONSULTA: Controle e monitoramento das feridas, a limpeza do canal de orelha, análise, audiometria, espirometria, injetáveis, aerossóis, monitorização da pressão arterial, terapia anticoagulante ... SERVIÇOS CENTRALIZADOS: Laboratório Clínico: extração e processamento de amostras biológicas, Electrocardiogramas CIRURGIA DE PEQUENO PORTE: extração de unhas, tratamento de verrugas e outras lesões cutâneas com crioterapia, excisão de quistos CONCLUSÂO: É possível reorientar a atividade da Enfermeira em direção ao enfoque de participação comunitária em saúde como é preconizado pela OMS 136 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE DUAS METODOLOGIAS PARA ESTUDO DE PREVALÊNCIA DE INCAPACIDADES: CENSO DEMOGRÁFICO BRASILEIRO (IBGE) X AMOSTRAGEM POPULACIONAL (OPS/OMS). ESTUDO REALIZADO EM SETE CIDADES DE MINAS GERAIS. AUTOR PRINCIPAL: Geraldo Cunha Cury CO-AUTORES: Gustavo Figueiredo Nunes Rabelo; Flávio Couto e Silva de Oliveira; Samuel Antonio Correa de Lacerda; Adriana Maria Kakehasi; Geraldo Luiz Moreira Guedes; Everton Otávio Flores Ferrão; Marinete Fernandes de Souza Instituição: UFMG, CAADE-MG, MS Contato: [email protected] RESUMO: Este trabalho vincula as atividades de Pesquisa e Extensão do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e foi desenvolvido em parceria com a Coordenadoria de Apoio e Assistência à Pessoa Deficiente (CAADE) da SEDESE do Governo do Estado de Minas Gerais e o Ministério da Saúde do Brasil. A questão central dessa investigação foi avaliar se a metodologia de estudo de prevalência de Incapacidades proposta pelo ´´Manual de Encuestas Domiciliares´´, (OPAS/WHO), produziria resultados comparáveis aos obtidos pelo Censo Populacional brasileiro realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O referido manual propõe o levantamento de dados a partir da obtenção de uma amostragem populacional representativa. Para determinar essa amostra representativa, o referido manual propõe a utilização de métodos estatísticos que garantam, com certa probabilidade de erro conhecida, que esta amostra reproduzirá as características do universo da população em estudo. Os mapas dos setores censitários de sete cidades do Estado de Minas Gerais: Araxá, Coromandel, Diamantina, Itabira, Montes Claros, Teófilo Otoni e Paracatu foram obtidos do banco de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Através de seleção randomizada, alocaram-se esses setores e o número de moradias a serem entrevistadas proporcionalmente ao número de residentes em cada setor. Entrevistadores aplicaram um questionário e levantaram o número e localização de suspeitos de algum tipo das incapacidades pesquisadas. Todos os domicílios que apresentavam suspeitos de alguma incapacidade foram visitados por um médico treinado para a validação da suspeita. Os resultados encontrados mostraram taxas de prevalências maiores do que as apresentadas pelo IBGE no censo de 2000, com taxas que variaram de 2 a 6% nas sete cidades, apenas em Itabira a diferença não foi estatisticamente significante. A metodologia de amostragem populacional para estudos de Prevalência de Incapacidades parece ser adequada em termos de sensibilidade e especificidade, enquanto permitiu reduzir custos e tempo no presente estudo. 137 HABILIDADES FÍSICAS E ESTIMULAÇÃO COGNITIVA: RELATO DE EXPERIÊNCIA COM GRUPO DO NÚCLEO DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA (NASF) AUTOR PRINCIPAL: Simone Abrantes Cândido Terapeuta ocupacional – Prefeitura Municipal de Belo Horizonte – Núcleo de Apoio à Saúde da Família. Belo Horizonte/MG. [email protected] CO-AUTOR: Juliana Moreira Pereira Fisioterapeuta. Prefeitura Municipal de Belo Horizonte – Núcleo de Apoio à Saúde da Família. Belo Horizonte/MG. [email protected] Instituição: Núcleo de Apoio à Saúde da Família – PBH/MG RESUMO: CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA: Em um contexto de importantes desigualdades regionais e sociais, os idosos acumulam seqüelas de doenças crônico-degenerativas e complicações delas decorrentes, podendo desenvolver incapacidades, perder autonomia e qualidade de vida. A organização de grupos como modalidade de atenção coletiva à população tem sido cada vez mais freqüente em serviços de saúde. Dentre os benefícios dessa modalidade de atendimento destacam-se: participação ativa do usuário no processo educativo e o envolvimento entre os participantes, o que promove a autoconfiança e a auto-estima. Experiências de trabalho com grupo de idosos no NASF ainda são pouco exploradas. DESCRIÇÃO: Descrever experiência de trabalho do NASF com grupo de usuários idosos, apresentando alterações funcionais no equilíbrio e dificuldades com a memória no cotidiano. Os grupos foram criados e coordenados por terapeuta ocupacional e fisioterapeuta do NASF, atuante em um Distrito Sanitário de Belo Horizonte/MG. Constou de oito encontros de duas horas em média, realizados em espaços extra-muros das unidades básicas de saúde, que tiveram a participação dos profissionais da equipe do NASF. Priorizou-se a educação, a coresponsabilização em saúde e a inclusão dos integrantes em atividades funcionais que envolvessem a memória e habilidades físicas para o equilíbrio. Os grupos contaram com a participação de 12 idosos, sendo a maioria do sexo feminino. Apresentavam a faixa etária de 61 a 79 anos. LIÇÕES APRENDIDAS: As atividades favoreceram o diálogo, a identificação de limitações, socialização, recursos e adaptações desenvolvidos pelos participantes, além do empoderamento pessoal, o manejo do auto-cuidado e a auto-estima em situações cotidianas que envolviam a atenção, memória e equilíbrio. RECOMENDAÇÕES: A participação ativa dos idosos no grupo reflete da autonomia. Assim, conforme foi sendo manejado, o grupo suscitou uma aproximação com determinantes sociais de saúde, favoreceu o vislumbramento da independência e autonomia no contexto das habilidades físicas e cognitivas. Trabalho com grupos na área da saúde é um instrumento útil para se conhecer demandas dos usuários e trabalhá-las coletivamente. Cabem aos profissionais de saúde, interessados em prevenir e minimizar os efeitos do envelhecimento, criarem estratégias que possibilitem a participação dos idosos em grupos de atividades e assim contribuir para a melhoria da qualidade de vida, independência, autonomia e participação. 138 TÍTULO: O PROCESSO DE FORMAÇÃO DO ENFERMEIRO EM SAÚDE MENTAL PARA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE AUTOR PRINCIPAL: JULIANA STERCI DA SILVA CO-AUTORES : IVANIA VERA; HILTON GIOVANI NEVES; DENIZE BOUTTELET MUNARI; ROSELMA LUCCHESE Instituição: Curso de Enfermagem . Universidade Federal de Goiás – UFG Campus Catalão Contato: [email protected] RESUMO: As mudanças ocorridas no âmbito político-gerencial da saúde constituem avanços e limitações na mobilização de recursos para atender às necessidades de saúde da população, sobretudo no processo de formação do profissional. Assim desafiam às Instituições de Ensino Superior (IES), a gestão em saúde e demais atores a formar e capacitar trabalhadores para a efetivação do Sistema Nacional de Saúde, especificamente a atenção em Saúde Mental (SM) na Estratégia de Saúde da Família (ESF). Neste contexto é necessário a efetivação de prática de reinserção da pessoa que sofre mentalmente ao convívio social e da sensibilização às subjetividades nas relações em saúde. Está é uma pesquisa descritiva-exploratória de abordagem qualitativa, com o objetivo de analisar os saberes que foram desenvolvidos na formação do enfermeiro da ESF para atender SM, em relação ao modo psicossocial. Foi realizada em um município do interior do Estado de Mato Grosso. A coleta de dados com 3 equipes de ESF aconteceu entre abril a junho de 2008, utilizando o roteiro de observação e entrevista semi-estruturada., com aplicação da análise de conteúdo temática. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HU Júlio Muller/UFMT, 451/CEPHUJM/07. A média de idade dos enfermeiros das ESF foi de 31,67 anos, todos possuíam Pós-Graduação em Saúde Pública. Identificamos a categoria temática “Espaços formais de formação do enfermeiro”. Os resultados revelaram que os espaços protocolares de formação representados pelas IES pouco promoveram a formação em SM e, na educação permanente, houve prioridade gerencial sobre ao aprimoramento dos saberes formatados pelos programas de saúde orientados pelo Ministério da Saúde, como gestação, doenças transmissíveis e não transmissíveis, excluindo assuntos no âmbito da SM. O foco na assistência à saúde centrou-se na doença e na medicalização e, a SM foi tratada como uma especialidade que deve ser referenciada a serviços de especialidade. A necessidade de uma educação permanente, principalmente promovida e acompanhada pela gestão e equipes matriciais foi desejada pelas equipes estudadas, diante da desistrumentalização que vivenciam no atendimento de SM na ESF. Apesar da limitada constituição de saberes a sensibilização às manifestações afetivas e psíquicas da população e uma percepção ampliada da condição de saúde foi encontrada nas falas. O exercício da integralidade na ESF implica em mobilização do saber/fazer em SM na atenção a população. 139 PROJETO PROGRESSO UM MODELO PARTICIPATIVO DE SAÚDE (PROYECTO PROGRESO UN MODELO PARTICIPATIVO DE SALUD) AUTORES: Fernández López, Mª Dolores; Maynar Mariño, Ignacio; Nieto Ramírez, Raquel; Maynar Mariño, Mª Angeles; Montero de Espinosa Pérez, Pilar; Madueño García, Mª Angeles; Madueño García, Verónica; Gómez Encinas, Jesús; López Herrero, Beatriz; Batalla Rebollo, Noa Contato: [email protected] RESUMO: JUSTIFICATIVA: O relatório sobre saúde no mundo de 2008, a OMS insiste na necessidade de renovar a APS, agora mais que nunca, pois o lema "Saúde para Todos defendida em Alma Ata, após um período de mais de 30 anos, foi encontrado para ter sido vítima simplificações conceptual dos cuidados de saúde abrangentes confundido com um foco quase que exclusivamente sobre a doença. Andamento do Projeto nasce com uma vocação para implantar o orçamento do modelo de saúde da comunidade, integrando a cooperação de todos os intervenientes na comunidade, que contribui para uma saúde mais racional e sustentável OBJETIVO: Aplicar uma metodologia para abordar os problemas de saúde da comunidade, melhorando a coordenação ea participação da comunidade METODOLOGIA: • Formação em metodologia de trabalho comunitário assistido por Marco Marchioni • Área de coordenação permanente com as partes interessadas da comunidade • A pesquisa participativa para saber a situação da saúde • Métodos de priorização de problemas. • Concepção de programas e protocolos sobre os problemas prioritários • Avaliação dos resultados através de relatórios anuais • Permanente com a comunidade Disclosure Project Progress RESULTADOS: • Redução do tempo de atendimento em enfermagem agenda • Diminui o uso freqüente nas consultas • Actividades de Promoção da Saúde e Prevenção nas horas, não voluntário. • A participação de Aprendizagem para a busca coletiva de soluções • Colaboração intersectorial alianças que geram resultados • Coordenação e parcerias com outros recursos da comunidade para uma maior eficiência • Aumentar o número de membros de grupos de cidadãos • Relatórios anuais de todas as atividades • O Centro de Saúde faz parte da vida dos bairros e enriquecendo • Trabalho gratificante que aumenta a consciência de eficiência • Os grupos de melhoria da auto-estima e profissional REFLEXÕES: Um modelo participativo de saúde, favorece a conversão gradual da demanda por serviços, que visa uma maior autonomia das críticas pessoais e responsabilidade de contribuir para um sistema de saúde sustentável Pôsteres: 140 Experiências de Gestão de Políticas e Programas Inovadores - Qualidade na gestão da Atenção Primária A IMPLANTAÇÃO DA OUVIDORIA NO PSF Renata Mascarenhas Bernardes Contato: [email protected] RESUMO: A ouvidoria é um serviço representativo de demandas do usuário e/ou trabalhador de saúde e um instrumento gerencial na medida em que mapeia problemas, aponta áreas críticas e estabelece a intermediação das relações, promovendo a aproximação das instâncias gerenciais. Devido a tantas pessoas procurarem durante todo o dia a sala da gerencia antes mesmo de passar as suas demandas para a equipe de saúde da família que justificou a implantação da ouvidoria nesta unidade. O objetivo é demonstrar a melhoria do fluxo de atendimento do usuário e melhor resolução de suas demandas em uma unidade de saúde de Belo Horizonte. A implantação teve seu inicio em fevereiro de 2009. Foi realizado reuniões as equipes de saúde da família colocando a importância da responsabilização e vinculação com os usuários da área de abrangência, uma vez que chegava pessoas falando que havia procurado a equipe e a mesma nem o escutou e orientando ir na sala da gerente. Também foi colocado para a comissão local de saúde o fluxo da unidade e como funcionaria a ouvidoria, seus objetivos e o que melhoraria para o usuário. A ouvidoria seria realizada pela auxiliar administrativo com a presença do gerente sempre que possível. O paciente procuraria a ouvidoria com encaminhamentos das equipes e também por livre demanda no caso de demora da consulta especializada. Problema nos setores da unidade seria escutado pelo enfermeiro responsável pelo setor. A ouvidoria funcionaria todos os dias de 11 as 12 horas. Foi percebido nesses 6 meses de ouvidoria que a equipe se responsabilizou mais por seus pacientes, melhorou o fluxo da unidade, a sala de gerente ficou vazia nos outros períodos para realizar as demandas administrativas e foi avaliado na comissão local como muito positivo, pois o usuário tem um espaço para dar sugestões e reclamar quando necessário. Acredito que a ouvidoria é um dos caminhos para a humanização da assistência nos serviços de saúde. 141 A IMPLANTAÇÃO DO COLEGIADO GESTOR NO PSF Renata Mascarenhas Bernardes Contato: [email protected] RESUMO: Na atenção básica o colegiado é composto por representantes das equipes de atenção básica/saúde da família, contemplando trabalhadores dos níveis superior, médio e básico. A co-gestão é um modo de administrar que inclui o pensar e o fazer coletivo, para que não haja excessos por parte dos diferentes corporativismos e também como uma forma de controlar o estado e o governo. É, portanto, uma diretriz ética e política que visa motivar e educar os trabalhadores. O objetivo deste trabalho é implantar o colegiado gestor para permitir um maior processo de democratização nos processos de decisão. Como metodologia, foi realizado uma reunião geral em outubro de 2008, no próprio centro de saúde, onde foi colocado o conceito de colegiado gestor e sua importância para os serviços de saúde. Foi dividido em grupos por categoria profissional para retirada do seu representante no conselho. Após a votação ficou decidido que as reuniões seriam mensais e haverá troca dos representantes de 2 em 2 anos. Como resultados, já se observa a elaboração de projetos para atuar no processo de trabalho da unidade melhorando o atendimento das pessoas. Fica como desafio acolher e encaminhar as demandas dos usuários através da comissão local de saúde e ouvidoria; criar e avaliar os indicadores; criar estratégias para o envolvimento de todos os membros e equipes do serviço. Portanto, os serviços de saúde têm três objetivos principais: a produção de saúde, a realização profissional e pessoal dos trabalhadores e a sua própria reprodução enquanto política democrática e solidária. Na gestão participativa, reconhece-se que não há combinação ideal pré-fixada desses três pontos, mas acredita-se que é no exercício do próprio fazer da cogestão que os contratos e compromissos entre os sujeitos envolvidos com o sistema de saúde vão sendo construídos. 142 TÍTULO: A PERCEPÇÃO DOS GERENTES DA ATENÇÃO BÁSICA A SAÚDE SOBRE O ATRASO NO DIAGNÓSTICO DA TUBERCULOSE. Monalise Lemos1,2,3; Pedro Fredemir Palha1,2; Altair Seabra de Farias1,2; Karen Mendes Jorge de Souza1,2; Cassiara Boeno de Oliveira2; Tereza Cristina Scatena Villa1,2; Rúbia Laine de Paula Andrade1,2 1 - Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP) 2 - Grupo de Estudos Epidemiológico-Operacionais em Tuberculose (GEOTB) 3 - Bolsista CAPES Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A gerência dos serviços da Atenção Básica (AB) ao organizar a produção dos serviços de saúde se torna um instrumento potente para a efetivação de políticas públicas, sendo os gerentes fundamentais para a identificação de atributos que podem levar ao atraso no diagnóstico da tuberculose (TB), doença considerada prioritária pela Política Nacional da AB. Objetivo: Analisar a percepção de gerentes dos serviços da AB sobre o atraso no diagnóstico da TB. MÉTODO: Pesquisa qualitativa, realizada no período de julho a agosto de 2009, em Ribeirão Preto (SP), município prioritário para o controle da TB no Estado de São Paulo, com 563.107 habitantes. Participaram do estudo 17 sujeitos, representando 50% dos gerentes dos cinco distritos sanitários do referido município. Para produção do material empírico foram realizadas entrevistas semi-dirigidas, registradas em gravação digital, norteadas por um roteiro temático. Após transcrição das entrevistas, as informações foram organizadas com recurso do software Atlas.ti versão 6.0. Para interpretação utilizou-se como referencial teóricometodológico da análise de discurso. RESULTADOS: O atraso no diagnóstico da TB é atribuído ao doente, por este demorar a procurar os serviços de saúde; à doença por ser o bacilo difícil de ser encontrado devido ao prejuízo da técnica de coleta do material para baciloscopia; aos serviços de saúde devido à excessiva demanda administrativa do gerente, incipiente treinamento, falta de práticas educativas com a comunidade, ao estigma da TB, vínculo fragilizado dos profissionais com a população, a valorização de métodos de elevada sensibilidade diagnóstica pelos profissionais da AB, ao desinteresse quanto ao controle da TB, a baixa busca de sintomáticos respiratórios, baixa solicitação de baciloscopias e não identificação da TB como doença prioritária na AB. CONCLUSÃO: A não efetivação da Política Nacional da AB com a priorização da TB pode ocasionar o atraso no diagnóstico da doença e conseqüente disseminação para a comunidade, sendo necessário o investimento em capacitação dos profissionais, com um gerenciamento que mostre compromisso sanitário no que tange ao controle da TB bem como da garantia de ações de vigilância em saúde para reduzir vulnerabilidades à saúde do doente de TB sua família e comunidade, assim como recomenda o Pacto de Gestão do Sistema Único de Saúde (SUS). 143 ATENÇÃO À SAÚDE DO TRABALHADOR NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: DESAFIOS E OPORTUNIDADES Elizabeth Costa Dias*; Thais Lacerda e Silva; Jandira Maciel da Silva Contato: [email protected] RESUMO: A atenção à Saúde do Trabalhador no Sistema Único de Saúde (SUS) foi institucionalizado pela prescrição constitucional de 1988 e regulamentada pela Lei Orgânica da Saúde (LOS) em 1990. Desde então, distintas formas de organização institucional e estratégias têm sido adotadas nas três esferas de gestão do SUS, para prover o cuidado à saúde dos trabalhadores. A criação da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST), em 2002 representa etapa importante nesse processo. Tal estratégia considera os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) como responsáveis por oferecer retaguarda técnica e especializada no cuidado à saúde dos trabalhadores. Em 2006, o Pacto pela Saúde reforçou o papel da Atenção Primária à Saúde (APS) enquanto organizadora das redes de atenção do SUS, desencadeando a necessidade de um rearranjo das ações de Saúde do Trabalhador. Esta pesquisa encomendada pela área técnica de ST do Ministério da Saúde à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), busca contribuir para o desenvolvimento de ações de Saúde do Trabalhador na APS, considerando a estratégia da RENAST. Possui como objetivos principais: a) identificar experiências bem sucedidas de desenvolvimento de ações de Saúde do Trabalhador na APS, no país; b) construir um passo a passo para implementação dessas ações, com descrição de fluxos para o desenvolvimento de ações de vigilância a partir dos perigos identificados e de assistência integral focada na nosologia prevalente, envolvendo o CEREST e níveis mais complexos do sistema; e c) elaborar proposta pedagógica e material de apoio para a capacitação das equipes da APS. Entre os resultados obtidos estão: 1. Diretório da produção técnico-científica sobre as ações de ST desenvolvidas na APS no SUS; 2. Documento contendo os aspectos históricos, conceituais e diretrizes para o desenvolvimento de ações de ST na APS; 3. Documento operacional contendo o passo a passo para o desenvolvimento da atenção à ST na APS; 4. Material de apoio à capacitação dos ACS, médicos, enfermeiros e dentistas. O estudo mostra que os profissionais da APS reconhecem e valorizam as ações de Saúde do Trabalhador em suas atividades cotidianas e reivindicam capacitação, suporte técnico e a estruturação da linha de cuidado de modo a garantir a atenção integral aos trabalhadores. *Coordenadora do Projeto / professora do DMPS da UFMG. Apoio: FNS/ Coordenação Geral de Saúde do Trabalhador (CGSAT) do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (DSAST/SVS/MS) 144 CUIDADO FARMACÊUTICO: UMA ESTRATÉGIA PARA PROMOVER O USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS E A FARMACOVIGILÂNCIA NO SUS Marina Amaral de Ávila Machado Contato: [email protected] RESUMO: CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA: As atividades de assistência farmacêutica exigem dos farmacêuticos atitudes e habilidades para a realização de um trabalho efetivo, proporcionando impacto positivo no acesso e qualidade das ações e serviços de saúde coletiva e individual dedicados à população adstrita. Os profissionais que atuam em farmácias da rede de atenção primária enfrentam dificuldades na realização de atividades relacionadas ao cuidado ao paciente e também na interação com outros profissionais de saúde, dedicando-se prioritariamente a atividades de logística. DESCRIÇÃO: Pretendeu-se estabelecer diretrizes para os serviços farmacêuticos de acompanhamento farmacoterapêutico e de farmacovigilância no Sistema Único de Saúde em Minas Gerais com a elaboração do Guia do Cuidado Farmacêutico. Foi estabelecido o fluxo do cuidado ao paciente e foram descritas as principais especificidades de cada ciclo de vida (criança, adolescente, adulto, idoso, gestante) que devem ser observadas pelo farmacêutico no momento da abordagem e do acompanhamento. Ainda, foi elaborado o Prontuário de Registro Farmacêutico e ficha de orientações aos pacientes em acompanhamento e determinaram-se metas e indicadores para avaliação da qualidade do serviço prestado. O Guia do Cuidado Farmacêutico foi divulgado em seminário realizado com a participação de 400 farmacêuticos de Minas Gerais que atuam na atenção primária. LIÇÕES APRENDIDAS: O farmacêutico não tem o hábito de trabalhar diretamente com os pacientes, da forma como outros profissionais fazem. Ele se ocupa de atividades de programação e aquisição de medicamentos e, muitas vezes, realizam simplesmente a entrega do medicamento ao usuário. Porém, para garantir o uso racional de medicamentos o farmacêutico deve atuar na prevenção e promoção de saúde, no aconselhamento sobre a forma de usar os medicamentos de acordo com o resultado que se quer alcançar, com o intuito de reduzir ocorrências de reações adversas a medicamento e aumentar a adesão ao tratamento. O farmacêutico, junto com a equipe de atenção primária, deve se responsabilizar pelo cuidado ao paciente. RECOMENDAÇÕES: As diretrizes para os serviços farmacêuticos de acompanhamento farmacoterapêutico e de farmacovigilância no Estado de Minas Gerais foram estabelecidas, estão sendo implantadas e serão monitoradas. Espera-se que com essa estratégia se possa garantir uma melhor qualidade na prestação de serviços farmacêuticos e promover o uso racional de medicamentos em Minas Gerais. 145 TÍTULO: PROJETO DE QUALIFICAÇÃO DO CUIDADO AO IDOSO FRÁGIL – RELATO DE EXPERIÊNCIA E AVALIAÇÃO DA PRIMEIRA ETAPA AUTOR PRINCIPAL: GUIMARAENS, PF CO-AUTORES: GIACOMIN KC Instituição: Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte/MG Contato: [email protected] RESUMO: O atendimento crescente a uma população envelhecida em condições de vulnerabilidade demanda respostas qualificadas pela rede pública de saúde, principalmente na Atenção Primária. A educação em saúde tem-se estabelecido como uma das respostas efetivas aos problemas identificados no processo de trabalho e possibilita novas práticas de gestão do cuidado e produção da saúde. Experiências exitosas para o enfrentamento desta realidade devem ser compartilhadas como estratégia de construção de um cuidado qualificado ao idoso frágil. Neste sentido, o Projeto de Qualificação do Cuidado ao Idoso Frágil da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte foi aprovado junto ao Ministério da Saúde (convênio nº5422/2005). Este projeto visa qualificar profissionais de diversas categorias profissionais, não médicas, de nível superior e técnico; provenientes dos Centros de Saúde, dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família, do Sistema Único de Assistência Social, do Programa de Atendimento Domiciliar, da Vigilância Sanitária e de instituições de longa permanência na atenção ao idoso frágil para sistematizar o trabalho das equipes de saúde junto aos cuidadores familiares de pessoas idosas frágeis e instituir grupos de apoio a estes cuidadores, no SUS-BH. O presente trabalho descreve a experiência da implantação deste Projeto desde novembro de 2009, e apresenta os resultados da primeira fase, de capacitação dos profissionais de nível superior, com base na análise documental das listas de presença, fichas de matrícula, fichas de avaliação, utilizadas no decorrer das etapas do Projeto. Inscreveram-se 720 alunos dos vários serviços. Destes, 580 participaram efetivamente e 323 candidataram-se para ser multiplicadores junto aos cuidadores familiares de pessoas idosas frágeis. Segundo a avaliação do curso pelos alunos, foram consideradas: a coerência de conteúdo - 58% ótimo, 34% bom e 8% regular; a carga horária - 60% ótimo, 34% bom e 6% regular; a estrutura física - 61% ótimo, 32% bom e 7% regular; os recursos áudio-visuais - 70% ótimo, 26% bom e 4% regular; o material utilizado - 73% ótimo, 26% bom e 1% regular; o relacionamento institucional - 69% ótimo, 29% bom e 2% regular. Como conclusão, o curso teve ótima adesão e avaliação dos alunos, demonstrando a necessidade e importância de melhor preparar os profissionais para a assistência à pessoa idosa frágil na rede pública. Ressalta-se a importância do envolvimento de toda a equipe de saúde na assistência ao idoso frágil, incluindo e aproximando a rede parceira e os familiares, como estratégia de mudança do modelo assistencial. 146 Pôsteres: Experiências em Telessaúde e Inovação Tecnológica A EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA FOCADA COMO AMBIENTE DE PROMOTOR DE APRENDIZAGENS CONSTRUTIVISTAS NA ÁREA DA SAÚDE BUCAL COLETIVA Autor: Maria Aparecida de Oliveira Co-autores: Fabiano Freitas Corrêa; Liziany David Cardoso; Luciana Quintão Foscolo Melo ; Cristiane Miranda Carvalho; Cecília Maria Carvalho Soares de Oliveira; Paula Vitali Miclos; Amanda Érika Aguiar Durães; Flávia de Oliveira Menezes Amaral; Lívia Fulgêncio; Thiago Soares Kanazawa; Marcela de Almeida Ruback; Rachel Ferraz Carmo Vieira; Cintia Andrade Cury; Marina Pereira Coelho; Maria Carolina Palhares e Cordeiro Contato: [email protected] RESUMO: Os ambientes educacionais baseados em utilização de tecnologias informatizadas são capazes de romper os limites do espaço-tempo e as fronteiras sócio-econômicas ao oportunizarem a troca de informações e conhecimentos, independentemente de onde se encontram os sujeitos e do ritmo de aprendizagem. O objetivo desse estudo foi analisar a compatibilidade entre o uso de tecnologias duras (computador, web, softwares) como instrumento potencial para a criação de tecnologias moles (educação construtivista) no segmento odontológico da saúde coletiva. Foram avaliadas experiências de EAD descritas em fontes bibliográficas, cujos processos e/ou resultados pudessem ser categorizados nos seguintes extratos: processo de facilitação/estimulação do conhecimento; processo de cooperação e compartilhamento, processo de criação coletiva e co-realização; processo de recriação autônoma do conhecimento. Segundo a literatura, esses ambientes telemáticos demonstram possibilitar a dinamização das práticas pedagógicas a favor de experiências cooperativas e solidárias na área da saúde bucal coletiva. Elementos da aprendizagem construtivista foram detectados nas experiências selecionadas, ora integrados entre si, ora isolados e mesclados com elementos da educação tradicional. Concluiu-se que o ensino da saúde bucal coletiva, mais que as outras especialidades odontológicas marcadas pelo forte conteúdo de prática clínica e técnica, pode ser mediado pela metodologia de EAD, conforme demonstraram algumas das experiências. 147 EVOLUÇÃO DAS REDES ODONTOLÓGICAS DO SISTEMA DE SAÚDE DA PMMG – REVISITANDO ASPECTOS HISTÓRICOS PARA SUBSIDIAR MUDANÇAS FUTURAS Autor: Bruce Bracarense Gandra Co-autores: Maria Aparecida de Oliveira; Paula Cristina dos Reis Aguiar; Bruce Bracarense Gandra;Vicente de Paulo Lourenço dos Reis; Fabiano Freitas Corrêa; Liziany David Cardoso; Luciana Quintão Foscolo Melo; Cristiane Miranda Carvalho; Cecília Maria Carvalho Soares de Oliveira; Paula Vitali Miclos; Amanda Érika Aguiar Durães; Flávia de Oliveira Menezes Amaral; Lívia Fulgêncio; Thiago Soares Kanazawa; Marcela de Almeida Ruback; Rachel Ferraz Carmo Vieira; Cintia Andrade Cury; Marina Pereira Coelho; Maria Carolina Palhares e Cordeiro Contato: [email protected] RESUMO: Um dos caminhos para a organização de serviços de saúde bucal percorre uma volta ao passado para compreender a evolução da assistência. Nessa pesquisa realizou-se uma abordagem histórica, documental, complementada pelo relato de experiências como trabalhadores do Sistema de Saúde da PMMG (SISAU), visando contextualizar o surgimento e a convivência entre duas redes odontológicas – uma formada por dentistas militares e outra credenciada. O propósito final vislumbra a implementação de uma gestão estratégica capaz de articular os esforços das redes, no sentido da qualidade e eficiência da atenção. O estudo bibliográfico demonstrou que a inexistência de padrões de organização entre redes de atendimento provoca o surgimento de desenhos próprios que acompanham as estruturas e experiências acumuladas pelos serviços de saúde. Detectou-se que a assistência odontológica na PMMG, criada em 1910, antes mesmo dos serviços médicos e de enfermagem, foi um reflexo da organização da saúde pública no Brasil, iniciada pelas Caixas de Aposentadorias e Pensões. Na década de 70, em função dos resultados do 1º levantamento epidemiológico detectou-se uma cobertura de apenas 6,5% dos militares e a necessidade de incorporação de serviços terceirizados. Porém, a articulação desses serviços reproduziu padrões dicotômicos, biologicistas e pouco integrados, repetindo as experiências da saúde pública. 148 IMPACTO DAS AÇÕES DE INCENTIVO À ADESÃO À TELECONSULTORIA NO DISTRITO SANITÁRIO CENTRO SUL (CEM-CSUL) TEIXEIRA, D.M.C.¹; MOULIN ,Z.S.²; TEIXEIRA,D.C.³; MENEZES,F.4 ¹Coordenadora do CEM-CSul,Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, ² Médica da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, Professora da UFMG,³ Acadêmica do 5º. Período da Faculdade de Medicina da UFMG, 4 Médica dermatologista do CEM-CSul Contato: [email protected] RESUMO: Relato da experiência na implantação do BHTelessaúde no Centro de Especialidades Médicas Centro Sul (CEM-Sul). O artigo relata um breve histórico do processo de implantação das teleconsultorias on line e off line, apresenta uma avaliação realizada pelo Distrito Sanitário Centro Sul da evolução das realizadas pelo CEM-CSul de abril 2006 a setembro de 2009 que permitiu conhecer o perfil dos profissinais e as dificuldades encontradas nestes processos. Relaciona as ações de incentivo executadas nas unidades de atenção primária e propõe novas formas de atuação. Conclui que mesmo com o número decrescente das teleconsultorias on line este tipo de atendimento deve ser estimulado, em função de sua importância no apoio matricial ao generalista. As autoras apresentam alguns instrumentos com o objetivo de solucionar os problemas encontrados. Apesar do número decrescente das teleconsultorias on line este tipo de atendimento deve ser estimulado, em função de sua importância no apoio matricial ao generalista. Com todo envolvimento que ocorreu ainda percebe-se que a utilização do sistema é baixa e destacamos algumas razões levantadas: - médico com pouco conhecimento do uso do computador; -falta de prática em montar o equipamento para a realização da teleconsultoria on line; - capacitação ineficaz, ficando duvidas no processo; -rotatividade dos profissionais da atenção primária de saúde; - carga de trabalho excessiva, com limitação de tempo para a solicitação das teleconsultorias. RECOMENDAÇÕES: Atualmente, está sendo proposta uma abordagem ampliada e continuada para a resolução de problemas, onde se utiliza alguns instrumentos já existentes e se acrescenta novos para alcance dos objetivos: • Conhecer as necessidades do profissional da APS; • Ter a garantia da instituição de um espaço reservado na agenda do profissional com este objetivo; • Realizar uma abordagem individual; • Discussão na unidade com todos os profissionais sobre Ética Médica na Telemedicina; • Criar estratégias de motivação individual para o uso, não apenas com treinamento; • Garantir que o profissional compreenda as funções básicas e operacionais do sistema; • Garantir domínio da infra-estrutura; • Completar o passo a passo com perguntas e dúvidas mais freqüentes; • Disponibilizar na unidade uma câmera fotográfica e filmadora; • Implementar algumas mudanças no processo de solicitação do programa, facilitando a inclusão de anexos. • garantir acesso a uma nova forma de solicitação para esclarecimento de duvidas, sem necessidade de se vincular a um usuário; • melhorar a usabilidade do sistema com nova avaliação do programa. 149 TÍTULO: TELESSAÚDE NA EDUCAÇÃO PERMANENTE DE PROFISSIONAIS DO SUS AUTOR PRINCIPAL: MOREIRA JS Instituição: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE BELO HORIZONTE Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO - A criação de uma rede interligando importantes instituições de ensino e serviços de saúde, num processo de trabalho cooperado online, permite implantar uma rede colaborativa agilizando a identificação de problemas, soluções e reduzindo os custos dos processos. OBJETIVOS - Qualificar a atuação dos profissionais de saúde da atenção primária em Belo Horizonte; contribuir para o aumento da resolutividade dos casos atendidos na atenção básica, diminuindo assim o número de encaminhamentos para a referência secundária; favorecer a estruturação de um modelo de atenção primária capaz de ser facilmente replicável e baixos custos. METODOLOGIA - Teleconsultorias realizadas on-line ou off-line; seleção de tópicos importantes para a saúde; desenvolvimento de projetos para a comunicação; material para educação continuada, como vídeos, imagens tridimensionais; produção, filmagem e edição de vídeos educacionais; modelos, painéis interativos, elementos de comunicação visual; elaboração de DVDs com todos os vídeos utilizados para o aprendizado; desenvolvimento de pôsteres para complementarem os materiais em DVD; construção de Websites complementares ao aprendizado. RESULTADOS - PONTOS POSITIVOS: Segunda opinião educacional possibilitando às equipes de saúde da família terem acesso a orientações profissionais especializadas para solução dos problemas de saúde, sem a necessidade de deslocamento para tratamento fora de domicílio; criação de uma central educacional usando teleducação interativa, com materiais elaborados por universidades brasilieras; criação de uma biblioteca virtual de atenção básica, que ajudará os profissionais destas equipes a terem acesso às mais atualizadas informações científicas da área; acesso dos profissionais de saúde da família a recursos audiovisuais de fácil compreensão e geração saúde, para que possam motivar a população a se comprometerem com a melhoria da qualidade de vida da sua comunidade; criação de uma comunidade virtual para o compartilhamento de experiências entre as instituições e os profissionais das diversas regiões do país envolvidos no programa; agilizar a tomada de decisão por meio da integração dos pontos de saúde da família, com as universidades e hospitais universitários de referência; e Incentivar a multiprofissionalidade, com a integração das profissões envolvidas na atenção básica: médicos, odontólogos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde, técnicos e outros. PONTOS NEGATIVOS - Rotinizar a telessaúde no processo de trabalho dos profissionais; dificuldades por parte dos gestores em otimizar a agenda dos profissionais,de modo a incluir a telessaúde dentro de suas rotinas de trabalho. CONCLUSÃO - Se bem implementada , a telessaúde poderá ligar as equipes de saúde da família das diversas regiões do país com os centros universitários de referência, melhorando a qualidade dos serviços prestados em atenção primária, diminuindo o custo de saúde através da qualificação profissional, reduzindo a quantidade de deslocamentos desnecessários de pacientes e aumentando atividades de prevenção de doenças. 150 Pôsteres: Judicialização da Saúde e suas Implicações para a Atenção Primária A MULTIDISCIPLINARIDADE COMO ESTRATÉGIA DE GESTÃO ANTE JUDICIALIZAÇÃO DA SAÚDE: EXPERIÊNCIA DE UBERABA-MG AUTOR: Fabiana Brito Silva Contato: [email protected] RESUMO: A Constituição assegura a saúde como direito de todos e dever do Estado, contudo não é garantia na prática. Assim, muitos recorrem ao Judiciário, onde as decisões visam garantir o cumprimento do direito e o acesso do cidadão à saúde, podendo comprometer o gestor na alocação de recursos. Uberaba, diante de casos concretos, necessitava acolher situações diferenciadas, atendendo quem precisa de atenção não padronizada, o surgimento de novas tecnologias, promovendo medidas para a efetivação constitucional à saúde; cabendo ao Poder Público dispor sobre, visando diminuição de conflitos levados ao Judiciário. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) instituiu em 2009, a Comissão Avaliativa para Concessão de Medicamentos e Procedimentos Excepcionais de média e alta complexidade, constituída por uma equipe multiprofissional composta por médicos, assistente social, farmacêutico, advogado e técnico em contabilidade. Dentre suas atribuições estão à análise e discussões técnicas sobre dispositivos normativos, sua elaboração, promoção e a implantação, e apoio as diversas áreas da SMS; avaliar e elaborar parecer técnico fundamentado nos Processos para Concessão de Medicamentos Excepcionais da SMS, bem como em pedidos e requerimentos administrativos impetrados junto à SMS dando subsídios técnicos para fomentar defesas e perícias judiciais cabendo ao Secretário Municipal de Saúde sancionar as suas ações. Porém, mesmo com a comissão, o gasto da SMS em 2010 com a aquisição de medicamentos para 277 usuários que interpuseram ações judiciais, foi de R$ 1.298 milhão. Nos processos judiciais, na maioria dos casos, ocorre o deferimento por tempo indeterminado, de medicamentos de marcas específicas, sem registro na ANVISA, alguns ainda em fase experimental, além da existência de abusos. Apesar da comissão ter realizando em 2009 832 atendimentos, 24% do orçamento em saúde foi gasto em mandados judiciais. A idéia de que o poder público tem condição de satisfazer todas as necessidades da coletividade ilimitadamente é utópica. É recomendado e imperativo o diálogo para a consolidação de real parceria colaborativa entre executivo e judiciário ao estabelecer fluxos conjuntos e padronização de condutas visando complementaridade, pois nenhum deles detém isoladamente todos os instrumentos necessários para apaziguar o conflito de vontades e ponderar a diversidade da sociedade. 151 JUDICIALIZAÇÃO DA SAÚDE E SUAS IMPLICAÇÕES NO SUS AUTOR: Osvaldo Kurschus de Oliveira Contato: [email protected] RESUMO: Sabendo-se que a saúde é um direito do cidadão e um dever do Estado, garantida por meio da Constituição de 1988, constatamos que milhares de pessoas estão cada vez mais recorrendo à Justiça quando necessitam de um medicamento ou procedimento que não conseguem adquirir no SUS. Para se entender o que seja a Judicialização partimos da premissa que esta expressão passou a ser utilizado para indicar um tipo de fenômeno relacionado a demandas judiciais quer seja individuais, coletivas e/ou difusas, cujo propósito é o de garantir e gerar direitos expressos por meio de leis nacionais incorporando direitos sociais como o que acontece com o direito à saúde, que até a alguns anos atrás não era motivo de discussão no âmbito judicial. De uns tempos para cá, passamos a assistir a chamada judicialização da saúde, cujo inicio, começou a acontecer a cerca de 20 anos em função dos medicamentos antiretrovirais. Foi a partir daí que este hábito se consolidou e se fortaleceu nos cinco últimos anos, tornando-se atualmente grave situação problemática e tema acalorado de discussão. Porém é importante sabermos que este debate sobre judicialização além de ser complexo é bastante polêmico e, em sua essência envolve a eterna dicotomia entre o direito individual e o coletivo. A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro informou em 2009 cerca de mil novos mandados são expedidos mensalmente referentes a pedidos de fornecimento de medicamentos. Em Minas Gerais o fenômeno denominado de judicialização vem dificultando ainda mais a situação das prefeituras mineiras, que, além de serem atualmente responsáveis pela manutenção da atenção básica à saúde, passaram também a assumir os atendimentos de média e alta complexidade. Sendo assim a maioria dos municípios passaram a gastar de 15% entre 2008 a 2009, do orçamento determinados para a saúde, chegando a atingirem o patamar que varia de 22% até 28%, sendo que a emenda à Constituição Federal nº 29 determina que haja a garantia mínima de 15% do orçamento para os municípios como forma de investimento em saúde, cabendo aos estados a cota mínima de 12% o mínimo para os estados como obrigação também de investimento na área de saúde. Infelizmente esta emenda que deveria estar regulamentada desde 2005 não ocorreu, o que facilitou o abrir de brechas a interpretações com relação ao que se poderia ou não ser considerado como investimento em saúde. 152 Pôsteres – Eixo: Outro TÍTULO: A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA SUPERVISÃO DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE Acerbi, Alessandra Parreira1; Horta, Natália de Cássia2 Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: Na Estratégia de Saúde da Família (ESF), o enfermeiro é tido como ator fundamental para a organização do processo de trabalho, uma vez que esse profissional é responsável pela supervisão dos auxiliares de enfermagem da equipe e dos Agentes Comunitário de Saúde. A ausência do exercício da supervisão pode trazer repercussões no que se refere à capacitação da equipe, à qualidade da assistência prestada e até mesmo na motivação desses profissionais para o trabalho. O presente estudo teve como objetivo geral analisar a atuação do profissional enfermeiro na estratégia de saúde da família com foco na supervisão de enfermagem. Estudo qualitativo, em que elegeu-se como cenário os centros de saúde do Distrito Sanitário Barreiro da cidade de Belo Horizonte, os sujeitos foram enfermeiros de dois centros de saúde incluídos na pesquisa até o momento, no qual foi realizado com os enfermeiros, uma entrevista semiestruturada e observação da prática cotidiana de trabalho com notas em diário de campo. Os resultados preliminares apontam que devido as diversas atribuições que o enfermeiro exerce na ESF, a supervisão tem sido pouco privilegiada. Entretanto, os profissionais também justificaram esse fato por colocarem a supervisão em ultimo plano, devido a grande demanda e a necessidade de atender os usuários com agilidade. Das práticas de supervisão de enfermagem, a reunião de equipe revelou-se como momento em que a supervisão tem sido realizada por todos os enfermeiros do estudo. A capacitação da equipe é desempenhada durante as práticas de produção de enfermagem no centro de saúde, em que o enfermeiro implementa a supervisão de enfermagem, uma vez que ele não possui disponibilidade de tempo para realizar apenas a capacitação da equipe isoladamente. Nota-se que para alguns enfermeiros, o fato de não conseguirem realizar a supervisão gera um sentimento de incapacidade determinando uma insatisfação e desmotivação para o trabalho. Portanto, esta pesquisa mostra-se relevante uma vez que expõe as dificuldades dos profissionais em exercer a supervisão na atenção primária trazendo, desta forma, uma reflexão acerca da necessidade da organização do trabalho para incluir, esta prática importante, no seu cotidiano. 1 Graduanda em Enfermagem pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Bolsista do PROBIC – Programa de Iniciação Científica da PUC – Minas. 2 Professora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Doutoranda em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da UFMG. Orientadora do PROBIC. 153 TÍTULO: A experiência da Unidade de Saúde Família Virgem dos Pobres na implantação do acolhimento AUTOR PRINCIPAL: Roberta Maria de Jesus CO-AUTORES: Fernanda Teixeira Vieira; Genilza Souza Santos; Renata Tarbes Machado; Bárbara da Silva Mourthé Matoso Instituição: Prefeitura Municipal de Santa Luzia Contato: [email protected] RESUMO: O presente estudo consiste em um relato de experiência da Unidade de Saúde da Família Virgem dos Pobres, em Santa Luzia-MG, na implantação do sistema de acolhimento aos usuários. Trata-se de um trabalho quantitativo em que foi utilizado o livro de registro da unidade para análise dos dados. A estratégia do acolhimento foi motivada pelo desejo das enfermeiras da unidade em estabelecer critérios de atendimento, melhorar a qualidade do trabalho da equipe e o acesso dos usuários, minimizando problemas como: enfrentamento de filas de madrugada, assaltos durante a espera, venda de fichas de atendimento, atendimento limitado e por ordem de chegada, sem critérios de prioridade. Para implantar o sistema de acolhimento houve o envolvimento de todos os membros das três equipes de saúde da família alocadas na unidade e a participação da comunidade. Nesse processo, ressalta-se a participação ativa dos Agentes Comunitários de Saúde que acolhem os pacientes, acomodando-os e, juntamente com os Técnicos de Enfermagem, os direcionam ao atendimento. Uma vez direcionados, os usuários são atendidos pelas enfermeiras das respectivas equipes, que tomam as condutas necessárias, encaminhando para consulta médica ou de enfermagem, agendando para outros atendimentos ou referenciando os casos agudos para serviço de urgência/emergência, quando necessário. O envolvimento de todas as equipes e as reuniões com a comunidade e seus líderes resultaram na organização do serviço, na melhoria do atendimento e na satisfação dos usuários e dos profissionais, que reconheceram a efetividade do acolhimento na unidade e a importância do mesmo para uma assistência de qualidade e humanizada. 154 TÍTULO: ABSENTEÍSMO ÀS CONSULTAS ODONTOLÓGICAS PROGRAMADAS DOS ESCOLARES ADSCRITOS À EQUIPE DE SAÚDE DA FAMÍLIA DA PEDRA VERMELHA: UMA APROXIMAÇÃO DESCRITIVA AUTOR PRINCIPAL : ALESSANDRA TRINDADE MACHADO Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais Núcleo de Educação em Saúde Coletiva - Nescon Curso de Especialização em Atenção Básica em Saúde da Família – CEABSF Contato: [email protected] RESUMO: O município mineiro de Moeda adotou a Estratégia de Saúde da Família em 2003, contando, atualmente, com duas Equipes de Saúde da Família (ESF) implantadas, cada qual apresentando uma Equipe de Saúde Bucal (ESB). Contrapondo-se ao relativo êxito obtido em termos de melhores indicadores de saúde bucal dos escolares da rede municipal, tem sido observado um elevado índice de faltas às consultas odontológicas agendadas dos mesmos, com seus impactos à saúde e custos ao sistema. O presente estudo, exploratório e, predominantemente descritivo, propõe a descrição do absenteísmo às consultas odontológicas programadas para os escolares do 2º período ao 9º ano do ensino fundamental da rede pública municipal, adscritos à ESF da Pedra Vermelha, com idades variando de 5 a 19 anos, no período compreendido entre abril de 2009 a março de 2010. O objetivo é aferir correlações do comparecimento ou não às consultas agendadas, variável principal, a outras 9 variáveis: mês da consulta agendada; dia da semana do agendamento; sexo do escolar; escola em que estuda; série; microárea em que reside; sua faixa etária; profissional responsável pelo seu atendimento e sua codificação de acordo com o nível de necessidade curativa (N1: escolar que apresenta acima de 6 dentes cariados; N2: de 4 a 5 dentes cariados; N3: até 3 dentes cariados; SN: sem necessidades curativas). A análise estatística foi realizada com o Programa R, a partir do teste não-paramétrico do Qui-Quadrado, com nível de significância de 0.05, e do Modelo Logístico. O teste de Pearson e o envelope de probabilidade comprovaram a adequação global do modelo. Foram encontradas associações significativas (p <0,05) da variável principal com 2 variáveis: codificação do escolar e dia da semana. Os agendamentos relativos a escolares codificados como N3, apresentaram 2 vezes mais não comparecimentos, comparando-se às demais. Os agendamentos às sexta-feiras apresentaram aproximadamente 2 vezes menos absenteísmos, quando comparados aos demais dias da semana. A partir dos resultados foram formuladas hipóteses explicativas visando a construção de um conhecimento útil que, associado a abordagens posteriores, possa subsidiar uma intervenção sobre a realidade. A alta prevalência do absenteísmo, 28.52%, impacta negativamente a abordagem clínica e repercute em baixa eficiência na utilização da capacidade instalada, bem como dos recursos humanos e materiais disponíveis, o que representa um prejuízo institucional e desafio a ser superado. 155 ACOLHIMENTO: DESAFIOS E POTENCIALIDADES NA CONSTRUÇÃO DO NOVO FAZER EM SAÚDE Autores: Bárbara Ribeiro Martins1, Gabriela Freitas Pinheiro², Viviane Gabriela Sevidanes², Viviane Cassimiro Fernandes², Estelina Souto do Nascimento³, Juliana Carvalho Araújo Leite4 Instituição: 1 Enfermeira. Pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Prática de Enfermagem da UFMG. Discente do 4º período do Curso Gestão de Serviços de Saúde da UFMG. 2 Enfermeiras 3 Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora da Escola de Enfermagem da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.Enfermeira. 4 Enfermeira. Mestre em Enfermagem. Professora da Escola de Enfermagem da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Contato: [email protected] RESUMO: O acolhimento pode ser visto como estratégia de ampliação dos princípios do Sistema Único de Saúde, bem como um novo modo de operar os serviços de saúde. Este trabalho tem como objetivos analisar as contribuições do acolhimento no processo de trabalho da equipe de saúde na atenção primária; apontar os entraves e potencialidades na realização do acolhimento e analisar o potencial do acolhimento na construção de um novo fazer em saúde. Trata-se de uma revisão bibliográfica realizada na Biblioteca Virtual em Saúde, sendo analisadas publicações no período de 1998 a 2009. Os resultados evidenciam que o acolhimento pode ser compreendido a partir de três dimensões. A primeira dimensão compreende o acolhimento como uma ação tecno-assistencial para reorganizar os serviços, visando o acesso universal, maior resolutividade e humanização do atendimento. A segunda dimensão aborda o acolhimento como “acolhimento-diálogo”, o que corresponde a um modo de se relacionar com os usuários a partir de qualquer encontro assistencial. Consiste no trabalhador ouvir e discutir com o usuário, na busca de reconhecer suas necessidades de saúde, implicando, quando necessário, em encaminhamentos pela rede assistencial. Outra dimensão de entendimento do acolhimento consiste na postura, no comprometimento pela equipe em receber, escutar e tratar de forma humanizada as necessidades dos usuários. Ressalta-se a importância da incorporação crescente das tecnologias leves no acolhimento. Centrar o acolhimento em tecnologias leves, refere-se à produção do cuidado no seu sentido mais amplo, não determinado pelos conhecimentos profissionais específicos. A reorganização do trabalho nas Unidades Básicas de Saúde se dá principalmente sobre os profissionais não médicos que prestam à assistência, sendo que a equipe multiprofissional passa a ser o centro das atividades. Na implementação do acolhimento identificam-se desafios que precisam ser superados, como o modelo biomédico ainda enraizado na cultura da população, o baixo aproveitamento do potencial para assistência dos demais profissionais, dificuldade do profissional de visualizar a integralidade do sujeito, a demanda excessiva, bem como área física inadequada O estudo permitiu concluir que o acolhimento tem potencial para reorientar o processo de trabalho. Contudo, faz-se necessário um novo olhar dos atores envolvidos, pautado na valorização e incorporação crescente das tecnologias leves, buscando a produção do cuidado e o novo fazer em saúde. 156 ANÁLISE DOS PROCEDIMENTOS DE BIOSSEGURANÇA DA EQUIPE ODONTOLOGICA NO ATENDIMENTO A PACIENTES EM UMA CIDADE DO VALE DO JEQUITINHONHA, MG Autor: Breno Morais Damião Co-autores: Maria da Consolação Lopes Rocha Mônica Maria Fernandes Gonçalves Marina Pereira Coelho Maria Aparecida de Oliveira Contato: [email protected] RESUMO: A equipe odontológica é constituída por trabalhadores que se posicionam ao mesmo tempo como objetos e sujeitos do processo de adoecimento por causas ocupacionais e por agravos relacionados com a biossegurança na prática profissional. Neste estudo foram avaliados os procedimentos de biossegurança adotados por cirurgiões-dentistas e auxiliares em uma cidade periférica do Vale do Jequitinhonha, MG. Por meio de questionário de pesquisa direta e transversal foram identificadas características intrínsecas à formação técnico-científica, aos cuidados pessoais, ao manejo de equipamentos, instrumentos e do ambiente clínico, visando à proteção e biossegurança. Foram detectadas limitações na adequação ao correto controle de infecções tanto nos serviços públicos quanto privados, principalmente, pela falta de programas ou cursos de formação de auxiliares odontológicos na região. Em relação aos cuidados pessoais, ainda persistem problemas com o uso do EPI, principalmente pelas auxiliares. No cuidado com equipamentos e instrumentos, o maior problema encontra-se na baixa adesão ao uso da autoclave, além da grande variação e falhas em relação ao tempo e temperatura utilizados na esterilização pela estufa. Nos cuidados com os resíduos, medidas simples são capazes de corrigir as distorções detectadas no descarte do material pérfuro-cortante, prevenindo acidentes biológicos e preservando a segurança de profissionais, comunidade e ambiente. 157 TÍTULO: ANOS POTENCIAS DE VIDA PERDIDOS POR MORTE, SEGUNDO CAPÍTULO DA CID-10 EM RESIDENTES DA GERÊNCIA REGIONAL DE SAÚDE DE BARBACENA – MG, 2006. Márcio Heitor Stelmo da Silva [email protected] Daria Aparecida de Oliveira Araújo [email protected] INSTITUIÇÕES: Gerências Regionais de Saúde de Barbacena e Manhumirim Contato: [email protected] INTRODUÇÃO: Os Anos Potenciais de Vida Perdida por Morte (APVPM) tem como papel importante relativizar a importância dos óbitos em função da idade em que ocorrem, medindo a quantidade de anos que foram perdidos quando comparados a expectativa de vida de uma pessoa de mesmo sexo e idade numa população de referência. OBJETIVO: Medir os APVPM no conjunto de municípios da GRS Barbacena em 2006 segundo capítulo da 10ª revisão da Classificação Internacional de Doenças. MÉTODO: Utilizando a base de dados de registro de declarações de óbitos de Minas Gerais de 2006, foi aplicada a Tabela de Vida com a expectativa de vida da população japonesa (referência) para 2006 no cálculo do anos de vida perdidos por morte segundo faixa etária do óbito e sexo. Em outro cálculo foi aplicado também uma taxa de desconto de 3% geometricamente progressiva para cada ano subseqüente e distante do primeiro ano de vida perdido. A base de dados modificada em programa estatístico sofreu tabulação em modificação realizada no pacote TABDANTMG que reúne bases de mortalidade, populacional e internação, assim como seus arquivos de apoio para uso tabulador TABWIN. A partir da tabela de óbitos e APVPM com e sem desconto segundo capítulo da CID-10, foram calculados os valores médios e freqüências de APVPM. RESULTADOS E CONCLUSÕES: Em 2006 nos 31 municípios da GRS-Barbacena foram perdidos 80.809 (49.503*) anos potenciais de vida, com média 26,3 (16,1*) APVPM em cada óbito. As maiores quantidades de APVPM se referem aos capítulos: IX-Doenças circulatórias com 20444 (14362*) APVPM; II-Neoplasias com 10140 (6786*), XX-Causas Externas com 10025(5331*) e X-Doenças Respiratórias com 7781 (5148*). As maiores médias de APVPM se referem aos capítulos: XVI.-Afecções perinatais com 81,7 (30*) APVPM; XVII-Malformações congênitas com 80,2 (29,8*); XV- Gravidez parto e puerpério com 63,9 (28,3*) e XX-Causas externas com 43,4 (23,1. As menores médias de APVPM se referiram aos capítulos: XIIDoenças da pele com 12,7(9,8*), IX-Doenças circulatórias com 19,8(13,9*); X.-Doenças respiratórias 20,7(13,7*) e XIV-Doenças geniturinárias 21,9(14,0*) . Nota: * se utilizado o desconto de 3% 158 TÍTULO: COBERTURA VACINAL DE IDOSOS ACAMADOS E/OU DEFICIENTES EM ÁREA ADSCRITA NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA Autores: Gislene Pace de Souza Santos1; Maria Teresinha de Oliveira Fernandes2; Líliam Barbosa Silva3; Ana Luiza de Aquino1; Sônia Maria Soares4 Instituição: 1- Graduanda de enfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG 2- Enfermeira, mestre em saúde 3- Enfermeira, doutoranda da Escola de Enfermagem da UFMG 4- Professora Doutora da Escola de Enfermagem da UFMG Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A imunização específica para o idoso é fato recente na história da Saúde Pública e constitui um avanço na atenção a esta população. Idosos frágeis apresentam algum tipo de debilidade ou condição que lhes afetam o vigor físico e/ou mental. Nesse grupo etário, medidas preventivas e de proteção como a vacinação devem ser priorizadas pelas equipes de saúde da família (ESF) a fim de reduzir a morbi-mortalidade por doenças respiratórias. OBJETIVOS: Avaliar a cobertura vacinal em idosos dependentes acamados e/ou deficientes em área adscrita na Estratégia de Saúde da Família. METODOLOGIA: Estudo descritivo e exploratório junto a 105 idosos acompanhados por uma equipe de Saúde da Família de uma unidade básica de saúde (UBS) de Belo Horizonte/MG. A população total desta UBS é 13.939 residentes e a população com 60 anos ou mais é de 819 do sexo masculino e 1.359 do sexo feminino. O público alvo se encontrava em três locais na comunidade: domicílio, Instituições de Longa Permanência para Idosos (IPLI) e casa Terapêutica. Para a coleta de dados, foi necessária atualização do banco de dados de vacinação de anos anteriores, no período de março a abril de 2010. RESULTADOS: Foram vacinados nos domicílios 68,4% idosos acamados, 8,6% em ILPI, 23,0% em Casa Terapêutica, sendo 25,7% do sexo masculino e 74,3% do sexo feminino. Dessa população vacinada, 28,6% dos idosos tinham até 75 anos; 12,4% tinham entre 75 e 80 anos; 24,8% eram longevos octagenários, 8,6% eram longevos nonagenários e 24,8% corresponderam a dados ignorados. Dentre eles, 24,2% dos idosos tinham diabetes, 12,9% hipertensão, 2,4% doença pulmonar obstrutiva, 2,4% doença renal e 10,5% doenças cardiovasculares. Todos receberam a vacina contra a gripe sazonal e 41,3% receberam a vacina H1N1. CONCLUSÕES: As ações planejadas pelas ESF propiciam uma cobertura que garante maior percentual de idosos vacinados. É importante que os profissionais de saúde realizem estudos que visem avaliar o índice de cobertura vacinal e identificar os motivos que levam os idosos a aderir ou não à vacinação, visto que, preconceitos, inseguranças, desconhecimento sobre a vacina e a não indicação do imunobiológico pelas equipes de saúde, contribuem para a perda de oportunidade vacinal dessa população. Além disso, faz-se necessário manter atualizado os dados no sistema de informação visto que subsidiam as ações dos profissionais de saúde. 159 COMPARAÇÃO DA FREQÜÊNCIA DE ÓBITOS E ANOS POTENCIAS DE VIDA PERDIDOS POR MORTE, SEGUNDO CAPÍTULO DA CID-10 EM RESIDENTES DA GERÊNCIA REGIONAL DE SAÚDE DE BARBACENA – MG, 2006. Márcio Heitor Stelmo da Silva [email protected] Daria Aparecida de Oliveira Araújo [email protected] Servidores das Gerências Regionais de Saúde de Barbacena e Manhumirim Contato: [email protected] INTRODUÇÃO: Os Anos Potenciais de Vida Perdida por Morte (APVPM) tem como papel importante relativizar a importância dos óbitos em função da idade em que ocorrem, medindo a quantidade de anos que foram perdidos quando comparados a expectativa de vida de uma pessoa de mesmo sexo e idade numa população referência. Objetivo: Comparar a proporcionalidade dos APVPM à Mortalidade Proporcional no conjunto de municípios da GRS Barbacena em 2006 segundo capítulo da 10ª revisão da Classificação Internacional de Doenças. MÉTODO: Utilizando a base de dados de registro de declarações de óbitos de Minas Gerais de 2006, foi aplicada a Tabela de Vida da população japonesa em 2006, no cálculo do anos de vida perdidos por morte, segundo faixa etária do óbito e sexo. Em outro cálculo foi aplicada á expectativa de vida uma taxa de desconto de 3% geometricamente progressiva para cada ano subseqüente e distante do primeiro ano potencial de vida perdido. A base de dados modificada em programa estatístico sofreu tabulação em modificação realizada no pacote TABDANTMG que reúne bases de mortalidade, populacional e internação, assim como seus arquivos de apoio para uso tabulador TABWIN. A partir da tabela de óbitos e APVPM com e sem desconto segundo capítulo da CID-10, foram calculados as proporções de APVPM. RESULTADOS E CONCLUSÃO: Em 2006 nos 31 municípios da GRS-Barbacena O capítulo IX-Doenças Circulatórias é a primeira causa de óbito em todas situações, porém se na mortalidade proporcional representava 33,6%, na proporção de APVP diminuiu 8,3 (4,6*). O cap. II-Neoplasias continua como segunda causa, representava 14,2% na mortalidade proporcional mas diminuiu 1,7 (0,5*)% na proporção de APVPM, O capítulo XX-Causas Externas passa da quinta posição (7,5%) para a terceira pelo aumento de 4,9 (3,2*)%. O cap. X-Doenças Respiratórias (12,2%) passa da terceira para quarta posição com diminuição de 2,6 (1,8*)%. Nos 17 capítulos avaliados em 7 houve diminuição da proporção e em 10 aumento, sendo em três o aumento superior a 1,5(0,6*)%. Em quatro capítulos houve diminuição superior a 0,9 (0,4*)%. Nota: * se utilizado o desconto de 3%. 160 DESAFIOS DA ATENÇÃO DOMICILIAR EM SAÚDE: DESCOMPASSO ENTRE OFERTA E DEMANDA NA ORGANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS Ana Carolina Silva Martins ; Kênia Lara Silva ; Roseni Rosângela de Sena ; Geane Miranda Cardoso ; Paloma Morais Silva Discente do 7º período do curso de Enfermagem da UFMG. Bolsista de Iniciação Científica, PIBIC/CNPq Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta da Escola de Enfermagem da UFMG. Sub-coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Prática de Enfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG. Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Emérita da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Prática de Enfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG. Enfermeira. Pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Prática de Enfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG Discente do 7º período do curso de Enfermagem da UFMG. Bolsista de Iniciação Científica, PIBIC/CNPq Contato: [email protected] RESUMO: O trabalho retrata resultados de uma pesquisa que tomou como objeto a organização da Atenção Domiciliar em serviços públicos e privados em Belo Horizonte, Betim e Contagem no Estado de Minas Gerais. Pretendeu-se analisar a relação entre oferta e demanda pelos serviços de atenção domiciliar a partir de cinco operadoras de planos privados e oito instituições públicas de saúde. Trata-se de um estudo descritivo-exploratório de abordagem qualitativa sustentada no referencial da dialética. O método utilizado foi o estudo de casos. O percurso metodológico incluiu identificação e reconhecimento dos serviços de atenção domiciliar nos municípios-cenário, entrevistas com os gestores e/ou coordenadores dos serviços de atenção domiciliar dos serviços identificados e análise de casos de usuários acompanhados pelos serviços de atenção domiciliar. Os dados empíricos foram tratados pela análise de conteúdo. Os achados do estudo permitiram identificar uma tendência de diversificação na oferta das ações ou programas de atenção domiciliar que se organizam para atender a demanda de grupos populacionais específicos com prevalência da população idosa e de outras demandas como programas destinados a pacientes com seqüelas de acidente vascular encefálico, doenças neuromusculares, entre outros agravos incapacitantes. A análise dos dados permitiu evidenciar que os serviços de saúde ofertam programas de atendimento no domicílio a partir de algumas necessidades organizacionais construídas pelo próprio serviço como a desocupação de leitos e a racionalização de custos sendo incipiente, porém em expansão, as propostas com enfoque na promoção da saúde e prevenção das condições crônicas. Os serviços analisados incluem modalidades de gerenciamento de casos em larga escala para atendimento de grupos de pacientes da população idosa com maior risco de adoecimento. Assim, pode-se analisar que a atenção domiciliar é ofertada em serviços com baixa capacidade de inclusão diante do que essa modalidade assistencial poderia representar para a atenção à saúde em condições crônicas, agudas e demandas de reabilitação para a população adulta e adulta-jovem com risco de adoecimento. Conclui-se que há desafios para que a oferta dos serviços de atenção domiciliar responda à demanda emergente de cuidado no domicilio. Visualiza-se que os serviços se organizam numa perspectiva de racionalização econômica de recursos e, assim, não incorporam efetivamente as demandas de saúde na sua agenda. 161 TÍTULO: DIAGNÓSTICO SITUACIONAL – PSF MARGARIDA SOARES AUTOR PRINCIPAL : Enfermeira: Grascilene Aparecida de Souza Instituição: PSF Margarida Soares – Prefeitura Municipal de Morro do Pilar Contato: [email protected] RESUMO: Morro do Pilar é uma pequena cidade do interior de Minas Gerais com aproximadamente 3.760 habitantes. Apresenta 100% de cobertura de PSF com duas UBS. O PSF Margarida Soares urbano atende 672 famílias, 2.260 pessoas e é dividido em 5 micro áreas. A população vive de empregos oferecidos pela prefeitura municipal, do artesanato, de empregos em mineradoras e do trabalho informal. O objetivo é identificar e analisar a realidade e as necessidades da população adscrita, com vista a elaborar e implantar ações para prestar um serviço com melhor qualidade, bem como organizar melhor a agenda de trabalho. O estudo trata-se de uma pesquisa quantitativa sendo utilizado para este fim o método de estimativa rápida que contempla bases de dados nacionais como DATASUS, municipais (SIAB), entrevista e observação ativa. Conforme entrevista realizada com informantes-chave a comunidade apresenta problemas como gravidez na adolescência, DST, falta de lazer, violência doméstica, alcoolismo, drogas, desemprego e segurança pública inadequada. Através da observação ativa percebeu-se que a troca constante de ACS prejudica a confiança da comunidade com o serviço de saúde, presença de famílias que possuem renda muito baixa e que a comunidade necessita de maior informação e atenção psicossocial. Na discussão com a equipe e conforme dados de 2009, notou-se como problema a não adesão ao exame preventivo de câncer de mama e de colo uterino. Segundo MS (2010) é necessário que os serviços de saúde criem estratégias para reduzir a mortalidade e as repercussões tanto físicas, quanto psíquicas e sociais que o câncer de mama, colo de útero e próstata provocam e assim é necessário adotar ações preventivas para impedir o avanço da doença. Preocupando com a saúde masculina o MS está criando estratégias para reduzir a mortalidade e repercussões causadas pelo câncer de próstata. Os problemas identificados foram priorizados através de discussão com a equipe e com os informantes-chave através de votação e os pontos que necessitam ser melhorados, além da adesão a exames preventivos são saneamento básico, melhoria das condições de algumas moradias e da estrutura física do PSF e criar projetos que garantam empregos. Um Diagnóstico Situacional serve como norte para a equipe priorizar necessidades de cada indivíduo dentro do seu contexto, constitui ainda fonte de pesquisa e permite correção de falhas ocorridas, conseguindo assim uma melhoria da qualidade da assistência prestada pela equipe do PSF. 162 TÍTULO: ESTUDO DE TENDÊNCIA DA PREVALÊNCIA DE CÁRIE DENTÁRIA EM ESCOLARES DE 12 ANOS DE IDADE, NO PERÍODO ENTRE 1993 E 2008, NO MUNICÍPIO DE OURO PRETO – MG. AUTOR PRINCIPAL: Poliana Elisa da Mata; Orientadora: Profª Drª Simone Dutra Lucas Instituição: UFMG Contato: [email protected] RESUMO: Objetivos: Avaliar a tendência da cárie em Ouro Preto, na faixa etária de 12 anos, e analisar se a sua prevalência, medida pelo índice CPO-D, é compatível com outras localidades com e sem água fluoretada, já que, o município não possui sistema de fluoretação de água. Material e Métodos: O delineamento do estudo foi transversal a partir de uma série temporal, com base em inquéritos epidemiológicos executados entre os anos de 1993 e 2008. Os dados foram obtidos juntamente ao Departamento de Odontologia do Município e também na Secretaria Estadual de Saúde de MG. Algumas diferenças na metodologia podem ser observadas e elas se baseiam no cálculo da amostra, na seleção dos indivíduos e quanto aos critérios de diagnóstico de cárie dentária. Resultados: Os resultados mostraram que houve uma redução no índice CPO-D de 3,70 em 1993 para 1,27 em 2008 e o percentual de crianças livres de cárie (CPO-D=0) aumentou de 16% para 50,14% nesse mesmo período. Em 2001, o índice CPO-D de Ouro Preto já era menor do que os resultados encontrados para a média nacional (SB Brasil 2003) mesmo em regiões com água fluoretada. Conclusão: Os resultados do presente estudo permitem concluir que houve no período entre 1993 e 2008, para a faixa etária de 12 anos, uma redução na prevalência da cárie em Ouro Preto. A redução do índice CPO-D foi de 65,67% e apesar do município não ser abastecido por água fluoretada, a prevalência de cárie se mostrou muito semelhante e até menor quando comparados com outros locais que utilizam sistema de fluoretação de água. 163 ESTUDO DOS EVENTOS ADVERSOS PROVOCADOS PELA VACINA INFLUENZA PANDÊMICA (H1N1) 2009 EM CRIANÇAS DE UM CENTRO DE SAÚDE DE BELO HORIZONTE, MG. Gisele Nepomuceno de Andrade, Adriano Marçal Pimenta, Débora Arreguy Silva, Elffie de Andrade, Fabrícia Cecília Marques Ribeiro, Anézia Moreira Faria Madeira. Instituição: Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Pública da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. Contato: [email protected] RESUMO: No ano de 2009 um tipo de vírus da influenza A, subtipo A (H1N1), foi responsável por uma pandemia de gripe, com casos confirmados em vários países, inclusive no Brasil. Uma das estratégias adotada pela Organização Mundial da Saúde para enfrentar a pandemia foi a vacinação. No Brasil, um dos grupos que recebeu a vacina foram crianças entre seis meses a dois anos de idade, devido às elevadas taxas de hospitalização. Estudos realizados com a vacina monovalente contra a influenza pandêmica (H1N1) sugerem que a vacina é segura, entretanto, essas informações são pouco consistentes. Portanto, este estudo objetivou analisar a ocorrência de eventos adversos (EA) leves e moderados da vacina monovalente contra influenza pandêmica (H1N1) em crianças entre seis meses a dois anos, após a Estratégia Nacional de Vacinação no ano de 2010, em um Centro de Saúde de Belo Horizonte-MG. Tratase de um estudo de delineamento longitudinal, descritivo e analítico, no qual foram coletadas informações sobre a ocorrência de EA de 156 crianças, por meio de entrevista telefônica com os seus responsáveis, quatro a seis dias após a vacinação. Os dados foram analisados com distribuição de frequencias, intervalos de confiança de 95% e diferenças estatísticas com o teste de qui-quadrado a um nível de significância de 5%. Devido aos critérios de inclusão no estudo entre as 156 crianças, 129 foram acompanhadas na primeira dose e 93, na segunda. Foram notificadas 52 (40,3%) crianças com um ou mais EA na primeira dose e 33 (35,5%) na segunda dose. Os EA sistêmicos foram mais frequentes que os eventos locais, sendo que destes últimos os mais comuns foram vermelhidão no local da aplicação (17,3% na 1ª dose; 15,2% na 2ª dose) e dor (13,5% na 1ª dose; 18,2% na 2ª dose). Relatou-se, ainda, presença de edema e nódulo. Os eventos sistêmicos mais frequentes foram: irritabilidade (61,5% na 1ª dose; 42,4% na 2ª dose), febre (46,2% na 1ª dose; 45,5% na 2ª dose), diarréia (42,3% na 1ª dose; 30,3% na 2ª dose), e, ainda, perda de apetite, náusea e vômito. Queixa alérgica, principalmente respiratória, mostrou-se como fator associado ao surgimento de EA. Conhecer a dimensão dos EA de um imunobiológico, como a frequência e fatores associados, em uma população específica, torna-se importante para garantir a segurança e confiabilidade do programa de imunização, contribuindo com profissionais envolvidos nas atividades de vacinação e na orientação adequada do público a fim de garantir a cobertura vacinal. 164 FATORES ASSOCIADOS AO EXCESSO DE PESO EM FUNCIONÁRIOS DE UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DE BELO HORIZONTE – MG Paula Martins Horta, Roseli Gomes de Andrade Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: O aumento da prevalência de excesso de peso demanda ações mais efetivas na prevenção e manejo dos distúrbios metabólicos, destacando-se as dislipidemias e a síndrome metabólica. Neste sentido, torna-se fundamental a compreensão dos fatores associados à essa condição, por proporcionar a elaboração de estratégias de intervenção específicas e direcionadas. OBJETIVO: Identificar os fatores associados ao excesso de peso em funcionários de Unidade Básica de Saúde (UBS) de Belo Horizonte, MG. MÉTODOS: Estudo transversal com funcionários (n=42) de uma UBS do Distrito Sanitário Norte do município. A variável “excesso de peso” (índice de massa corporal IMC>24,9 kg/m²) foi associada às condições sóciodemográficas, perfil de doenças referido, estilo de vida, consumo alimentar (hábitos alimentares, frequência de consumo de alimentos) e satisfação corporal dos funcionários. Adicionalmente, o IMC foi correlacionado às variáveis quantitativas obtidas, com auxílio do software SPSS, ao nível de significância de 5%. RESULTADOS: Amostra de 31 indivíduos (90,7% do total de funcionários), com idade de 37,2 (11,9) anos. Verificou-se prevalência de constipação intestinal de 29% e de úlcera/gastrite e dislipidemia de 16,1%. Destaca-se frequência de hipertensão arterial sistêmica de 9,7% e 3,2% de diabetes mellitus. O excesso de peso esteve presente em 38,8% da amostra – (18,8% sobrepeso e 20% obesidade). O IMC relacionou-se positivamente à idade (r=0,501; p=0,04) e ao consumo de água (r=0,384; p=0,03) e inversamente à frequência de realização de desjejum (r=-0,350; p=0,05). Os funcionários com excesso de peso possuíam maior escolaridade de ensino fundamental (25%) e superior (41,7%), em relação àqueles que não apresentavam essa condição (0 e 31,3%, respectivamente), p=0,02. Similarmente, os indivíduos com excesso de peso se consideravam pouco gordos (33,3%), gordos (33,3%) e muito gordos (16,7%) em relação aos demais (12,5; 6,3; 0%, respectivamente), p=0,01. CONCLUSÃO: Apontou-se a existência de uma rede complexa de fatores associados ao excesso de peso formada por questões sociodemográficas e hábitos alimentares. As medidas de controle e prevenção dos riscos modificáveis para o grupo estudado se situam, principalmente, na esfera da adoção de modos de vida adequados, em consonância com as características individuais. 165 TÍTULO: FATORES DIFICULTADORES NA IMPLANTAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASISTÊNCIA DE ENFERMAGEM (SAE) EM UMA UNIDADE DE ATENDIMENTO ESPECIALIZADO AUTOR PRINCIPAL: RAFAEL GONÇALVES DE ARAÚJO NETO CO-AUTORES: VINÍCIUS LEANDRO A. SILVA ORIENTADORA: VALÉRIA ALVARENGA MEDEIROS Instituição: UNA: FACULDADE DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é uma atividade prevista para o enfermeiro e a prática está regulamentada pela Lei do Exercício Profissional n° 7498 de 1986. O processo de implantação da SAE tem demonstrado potencialidades e dificuldades, uma vez que faz parte da reorganização das práticas em saúde, surgindo assim a inquietação: quais os fatores que levam o enfermeiro inserido em serviços de atenção especializada a não utilizar a SAE em seu processo de trabalho? Objetivo: Conhecer os fatores determinantes da não utilização da SAE em uma unidade de atendimento especializado da rede municipal de saúde de Belo Horizonte (BH). MÉTODO: Estudo de caso, com abordagem qualitativa, que foi realizado em uma unidade de atendimento especializado da rede municipal de saúde de BH. Constituiu-se por uma amostra de 21 trabalhadores, tendo contado ao final com 18 participantes (2 enfermeiros e 16 funcionários da equipe multidisciplinar). O instrumento de coleta de dados foi um questionário com questões abertas e fechadas, que posteriormente foi analisado fazendo-se uma leitura empírica das respostas e sua respectiva categorização. RESULTADOS: As enfermeiras demonstraram um conhecimento fragmentado das etapas que constituem o processo de implantação da SAE, pois consideram o Processo de Enfermagem com único foco para o desenvolvimento desta ferramenta, excluindo as etapas de ambiência e instrumentalização. A falta de informatização dos dados do setor, a ausência de impressos próprios do serviço de enfermagem, a insuficiência dos recursos humanos, as rotinas não padronizadas e a quantidade reduzida de cursos de atualização, dentre outros, são pontos dificultadores para a prestação da assistência de enfermagem aos clientes e contribuem para a não implantação da SAE. CONCLUSÃO: Os fatores dificultadores para a implantação da SAE refletem diretamente na assistência aos usuários do sistema de saúde. A instituição ainda centra suas atividades no modelo biomédico desatendendo as necessidades multidisciplinares. No entanto, o setor em estudo apresenta potencialidades que possibilitam aos enfermeiros e a equipe multidisciplinar reorganizarem o processo de trabalho. A SAE, além de importante e obrigatória, é essencial para que o enfermeiro possa gerenciar e desenvolver uma assistência de enfermagem organizada, segura, dinâmica e competente. É fundamental a participação dos gestores neste processo para alcançar a qualidade nos serviços de saúde existentes. 166 TÍTULO: LESÕES NOS PÉS EM PACIENTES DIABÉTICOS TIPO 2 NA CIDADE DE ITAÚNA – M.G. AUTOR PRINCIPAL: Érika Augusta Faria Maciel; CO-AUTORES: Silmara Nunes Andrade Instituição: Universidade de Itaúna Contato: [email protected] RESUMO: Trata-se de uma pesquisa descritiva, de delineamento transversal, desenvolvida no ambulatório de endocrinologia da policlínica municipal de Itaúna-M.G. O objetivo do estudo foi avaliar lesões nos pés em pacientes diabéticos tipo 2, assim como identificar o perfil desses pacientes segundo as variáveis sócio-demográficas, estilo de vida, diagnóstico, tratamento, controle da doença e complicações. Os dados foram obtidos no período de julho a dezembro de 2009 através de entrevista e avaliação dos pés, totalizando 300 pacientes. Os resultados mostram que 68,3% dos avaliados possuíam alguma lesão nos pés e 21,3% apresentavam feridas, desses, 59% eram diabéticos há menos de 1 ano, 64% eram mulheres, 73% analfabetos ou tinham até 4 anos de estudo, 25% estavam aposentados, 25% eram etilistas, 70% informaram não realizar atividade física. Além das feridas, 47% do total de pacientes, apresentou alguma alteração nos pés, sendo a umidade a causa mais freqüente (25,3%). A insensibilidade plantar foi percebida em 34,7% dos avaliados. As complicações mais prevalentes foram retinopatia e neuropatia. Desses resultados percebe-se que grande parte dos diabéticos apresenta, precocemente, lesões nos pés e o restante, risco de desenvolvê-las, necessita-se, então de medidas de prevenção como educação em saúde aos acometidos pela doença, incentivo ao autocuidado, exame clínico periódico dos pés, controle da doença e abordagens efetivas de tratamento das lesões. 167 TÍTULO: MORTALIDADE POR MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS EM CRIANÇAS MENORES DE UM ANO EM BELO HORIZONTE AUTOR PRINCIPAL: Rezende, EM1 CO-AUTORES: Martins, EF1; Couto, BRGM2; Caetano, RN³; Macieira, TGR³. Instituição: 1 Profa. Adjunta do Departamento Materno Infantil e Saúde Pública da Escola de Enfermagem, Universidade Federal de Minas Gerais. 2 Prof. do Centro Universitário de Belo Horizonte. 3 Aluna bolsista de Iniciação Científica/CNPq, Escola de Enfermagem, Universidade Federal de Minas Gerais. Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: As malformações congênitas podem ser diagnosticadas em fase precoce e algumas delas tratadas intra-útero. Entre as principais causas estão os fatores hereditários, exposição a medicamentos, álcool, drogas ilícitas, infecções (citomegalovirose, rubéola e toxoplasmose) e radiações. Como as mortes por essas anomalias afetam principalmente as crianças no primeiro ano de vida e são de difícil controle, a prevenção deve iniciar-se no nível primário da atenção à saúde, visando reduzir a morbi-mortalidade fetal e infantil. As medidas de prevenção incluem a adequada ingestão de folatos, evitar uso de álcool, drogas ou medicamentos durante a gravidez e tratar o diabetes. OBJETIVO: Caracterizar e analisar a participação das malformações congênitas na mortalidade de crianças menores de um ano em Belo Horizonte. Material e métodos: Foram utilizados os dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade, referente aos óbitos de crianças menores de um ano, filhos de mães residentes em Belo Horizonte, ocorridos de 2003 a 2007. As variáveis estudadas foram idade, sexo, raça/cor, tipo de gravidez, idade gestacional, tipo de parto, tipo de anomalia segundo a causa básica da morte e idade e escolaridade maternas. A análise foi feita pela comparação das freqüências das variáveis, utilizando-se o teste Qui-quadrado e nível de significância de 5%. RESULTADOS: Foram registrados no período 2.197 óbitos infantis. As mortes por malformações congênitas (437 casos), segunda causa mais freqüente, representaram 20% do total de óbitos e tiveram aumento relativo no período. As principais anomalias registradas como causa básica de morte foram as congênitas do coração (35%), do sistema nervoso(11%) e do aparelho circulatório(6%). Maior percentual de óbitos por malformações, em relação ao total de mortes, ocorreu no período neonatal tardio, na raça/cor branca, em gravidez única e parto cesáreo, em idade gestacional igual ou maior que 37 semanas e em crianças cujas mães tinham idade entre 35 e 48 anos. Observou-se diferença significativa (p < 0,001) para as variáveis idade da mãe, duração da gestação, tipo de parto, peso ao nascer, raça/cor da criança e número de filhos vivos. CONCLUSÃO: o estudo mostrou que três tipos de anomalias representam mais da metade das mortes por essas causas e que ações preventivas iniciadas durante o pré-natal muito poderiam contribuir para reduzir as malformações ou ainda para que intervenções precoces pudessem evitar a evolução dos casos para mortes. 168 TÍTULO: O PORTADOR DE SOFRIMENTO MENTAL: TRABALHANDO EM CONJUNTO PARA TRABALHARMOS MELHOR AUTOR PRINCIPAL: MOREIRA JS Instituição: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE BELO HORIZONTE Contato: [email protected] RESUMO: CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA: Em todos os níveis de assistência, o acolhimento é a dimensão primeira. Bem acolher é um indispensável passo para se acolher de forma correta, humanizada e bem sucedida. Frequentemente os portadores de sofrimento mental são vistos nos serviços de saúde como indivíduos indesejáveis, difíceis de lidar e por vezes perigosos. Não raro, há uma forte tendência de se encaminhá-los a um serviço especializado, antes mesmo de eles serem ouvidos. DESCRIÇÃO: Paciente A.C.L,68 anos,marceneiro aposentado,reside sozinho desde o falecimento de sua esposa há 14 meses.Um dos filhos ,bastante preocupado,veio procurar ajuda no centro de saúde, com relato de que o pai. Antes alegre e extrovertido,vem mudando o comportamento há cerca de 10 meses. Tornou-se arredio, extremamente agressivo, choroso e nos últimos dias vem mostrando forte ideação suicida. Encontra-se em utilização de superdosagem de benzodiazepínicos. LIÇÕES APRENDIDAS: A reabilitação psicossocial do doente mental só será possível se acreditarmos que os “loucos” não têm qualquer dívida com nossa razão científica e tecnológica. No que tange aos portadores de sofrimento mental, muitas vezes estes pacientes não nos pedem auxílio, às vezes até recusam-no. Apesar disto, contrariando o senso comum, eles são particularmente sensíveis ao vínculo, à escuta e ao cuidado aplicado. A relação entre os profissionais de saúde mental e da atenção básica deve ser pautada pelo cuidado compartilhado junto ao portador de transtorno mental. O usuário não pertence a este ou àquele serviço da rede de saúde: Todos nós somos responsáveis. Recomendações: São medidas essenciais para a tomada de decisões: escutar o paciente cuja queixa traduz essencialmente a demanda de ajuda para um problema emocional; acompanhá-lo, procurando pensar com ele as razões desse problema; e buscar formas possíveis de enfrentá-lo. Pode ser entendido como uma forma de reorganizar a atenção em saúde mental na nossa comunidade o fato de apostarmos nas potencialidades de uma relação sinérgica entre a atenção básica e a referência em saúde mental, É imprescindível reforçar o papel de uma ação conjunta entre os atores sociais, respeitando os princípios básicos de reorientação do modelo assistencial, atendendo os preceitos maiores do SUS, PSF e Reforma Psiquiátrica. Cada agente de saúde colabora com o que tem de melhor, afinal o SUS somos todos nós. Então, vamos acolher? 169 O RELACIONAMENTO DE DADOS NA QUALIFICAÇÃO DAS INFORMAÇÕES SOBRE LEISHMANIOSE VISCERAL EM BELO HORIZONTE. Drumond EF*, Lopes HMRO*, Moura AS** *Gerência de Epidemiologia e Informação/Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte. ** Gerência de Assistência à Saúde/Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte. Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A leishmaniose visceral (LV) é um grave problema de saúde pública em Belo Horizonte (BH), aonde vem apresentando maior incidência de casos graves e elevada letalidade. A notificação dos casos, fundamental para o Programa de Controle da LV (PCLV), permite diagnosticar e tratar precocemente, reduzir morbidade e letalidade e diminuir riscos de transmissão da doença mediante controle da população de reservatórios e do agente transmissor. OBJETIVO: Aprimorar as informações de óbitos por LV em BH obtidas a partir do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). METODOLOGIA: As declarações de óbito (DO) com menção de LV entre as causas de morte foram utilizadas como fontes para avaliação das notificações de LV ao SINAN e as fichas de notificação de LV para o SINAN dos pacientes que evoluíram para óbito foram fontes para qualificação das causas de morte no SIM. Realizou-se cruzamento das informações desses documentos. RESULTADOS: Nos anos de 2008 e 2009 ocorreram 81 óbitos em BH (de residentes e não residentes) nos quais a LV era causa básica (n=68) ou associada (n=13). Desses, 61 (75,3%) estavam também notificados no SINAN. Ou seja, havia 20 casos de LV que evoluíram para óbito que não estavam notificados no SINAN. Assim, as informações do SIM possibilitaram um incremento de 32,8% nas notificações de óbito por LV ao SINAN. Por outro lado, entre os 61 casos de LV que evoluíram para óbitos e foram notificados ao SINAN, em 06 casos (9,8%) a LV não constava entre as causas de morte mencionadas no SIM. Permitiu-se dessa maneira, um incremento de 7% nas menções de LV como causa associada de morte em BH. CONCLUSÃO: A metodologia utilizada mostrou-se eficaz e atualmente está incorporada à rotina, pois permitiu a qualificação das informações de óbitos por LV em BH, reduziu a subenumeração de notificações no SINAN e o subregistro da LV entre as causas de morte no município. 170 TÍTULO: OCORRÊNCIA DE MALFORMAÇÃO CONGÊNITA E ANOMALIA CROMOSSÔMICA EM NASCIDOS VIVOS: BARBACENA-MG 2000-2004. AUTORES: Márcio Heitor Stelmo da Silva [email protected] Daria Aparecida de Oliveira Araújo [email protected] INSTITUIÇÕES: Gerências Regionais de Saúde de Barbacena e Manhumirim Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: As malformações congênitas são extremamente variáveis quanto ao tipo e ao mecanismo causal, mas surgem de um transtorno do desenvolvimento durante a vida fetal. Nem todos os defeitos de nascimento são malformações no sentido anatômico, muitas podem ser anomalias bioquímicas que se manifestam ao nascimento ou no período neonatal. O número de padrões reconhecidos de malformações mais que triplicou nos últimos 25 anos. Os efeitos potenciais de várias drogas, agentes químicos e ambientais são melhor apreciados, e também aumentou a identificação de vários defeitos genéticos e não-genéticos, vários destes passíveis de detecção pré-natal. Em 1999, tornou-se possível o relato dessas informações nas Declarações de Nascidos Vivos (DNVs) por meio da introdução do campo de nº 34 "Detectada alguma malformação congênita e/ou anomalia cromossômica?". Diante de resposta positiva, o defeito deve ser descrito e codificado segundo a 10ª revisão da Classificação Internacional de Doenças. OBJETIVO: Analisar a ocorrência de Malformação congênita e Anomalia cromossômica em Nascidos Vivos do Município de Barbacena segundo residência da mãe. Método: A base de dados do SINASC – Sistema de Informações de Nascidos Vivos com as DNVs em 2000 a 2004, digitadas no município de Barbacena foram classificadas segundo o endereço da mãe em cidade e vilas, povoados e zona rural, com auxílio do programa Excel após tabulação, foram calculados: Quiquadrado, Razão de Chance e Risco Relativo no programa EPI6. RESULTADOS: O campo "Detectada alguma malformação congênita e/ou anomalia cromossômica?" teve prenchimento de 98% homogeneamente distribuído em relação à residência da mãe. Nas DNVs preenchidas, Malformação ou anomalia foi detectada em 54 nascidos dentre 6477 da cidade, e 19 nascidos dentre 1292 das demais áreas. O teste quiquadrado com correção de Yates apresentou P = 0,0446. Razão de chance = 1,78 e Risco Relativo = 1,76. CONCLUSÃO: Nascidos de residentes em Vilas, Povoados e Zona Rural tiveram risco 76% maior de apresentarem Malformação Congênita ou Anomalia Cromossômica que os nascidos de residentes na cidade. Há necessidade de outros estudos para avaliação das possíveis causas desse fenômeno. 171 TÍTULO: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS NOTIFICADOS DE TÉTANO ACIDENTAL NO ESTADO DE MINAS GERAIS NO PERÍODO DE 2001 A 2006 Autores: Gislene Pace de Souza Santos1; Lúcio José Vieira2; Scheila Tompai Marinho1 Instituição: 1- Graduanda de enfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG 2- Professor Doutor da Escola de Enfermagem da UFMG Contato: [email protected] RESUMO: Apesar de o Brasil possuir mais de 200 anos de experiência em imunizações, sendo 36 deles conduzidos pelo Programa Nacional de Imunizações, alguns agravos infeciosos imunopreviníveis continuam a gerar impactos importantes, constituindo-se como um grave problema de saúde publica, entre eles, o tétano. O tétano é uma doença infecciosa aguda, grave, não contagiosa resultante da contaminação de uma solução de continuidade da pele ou mucosa pelo bacilo Clostridium tetani. O presente estudo é de uma pesquisa descritiva exploratória, cujo objetivo é descrever e analisar o perfil epidemiológico dos 225 casos de tétano acidental confirmados e notificados à Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais nos anos de 2001 a 2006, obtidos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação. A análise deu-se mediante cálculo das taxas de frequência, incidência e letalidade. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG. Os 255 casos confirmados de tétano acidental originaram-se de 18,1% da base territorial do Estado (154 municípios), sendo a incidência de 0,20 casos/100.000 habitantes e a letalidade de 36,9%. A incidência no sexo masculino foi de 0,30 casos/100.000 habitantes, enquanto no feminino de 0,15 casos/100.000 habitantes. Todas as faixas etárias foram acometidas, no entanto, a que mais se destacou foi o grupo acima de 60 anos (0,83 casos/100.000 hab.). Nas mulheres a incidência mostrou-se inferior nas faixas etárias abaixo dos 49 anos, aproximando-se dos valores encontrados para os homens a partir dos 50 anos. A incidência na área rural (0,31 casos/100.000 hab.) foi superior à encontrada na área urbana (0,15 casos/100.000 hab.). Entre as ocupações predominam os aposentados, do lar, trabalhadores agropecuários e pedreiros. Quanto à história vacinal, apenas 6,3% informaram vacinação antitetânica completa. Constata-se que apesar da comprovada eficiência de sua profilaxia, por meio de uma vacina de baixo custo e acessível à população, o tétano continua a se configurar como um grave problema de saúde pública em Minas Gerais. Isto evidencia a necessidade de ações de prevenção e controle, que incidam sobre a população sem quaisquer distinções, evitando as oportunidades perdidas de vacinação, para que se alcance a almejada erradicação do tétano acidental. 172 PERFIL NUTRICIONAL E DE SAÚDE DE FUNCIONÁRIOS DE UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DE BELO HORIZONTE – MG Paula Martins Horta, Roseli Gomes de Andrade Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A transição nutricional, decorrente do padrão alimentar errôneo e inatividade física, é comum também entre profissionais de saúde. A identificação precoce do estilo de vida não-saudável nesta população é fundamental na elaboração e implementação de atividades de promoção à saúde específicas à um público que trabalha diariamente com esta temática. OBJETIVO: Caracterizar o perfil nutricional e de saúde dos funcionários de Unidade Básica de Saúde (UBS) de Belo Horizonte, MG. Métodos: Estudo transversal com funcionários (n=42) de uma UBS do Distrito Sanitário Norte do município. Avaliaram-se condições sóciodemográficas, perfil de doenças referido, estilo de vida, consumo alimentar (hábitos alimentares e frequência semanal de consumo de alimentos), antropometria (peso e estatura) e satisfação corporal. RESULTADOS: Amostra de 31 indivíduos (90,7% do total de funcionários), com idade de 37,2 (11,9) anos e prevalência de mulheres (74,2%) e auxiliares de enfermagem (29%). O estado civil de maior frequência foi o casado (41,9%), com 45,2% dos funcionários com ensino médio completo. Verificou-se prevalência de constipação intestinal de 29%, seguida de úlcera/gastrite e dislipidemia (16,1%). Destaca-se frequência de hipertensão arterial sistêmica de 9,7% e 3,2% de diabetes mellitus. O tabagismo foi relatado por 9,7% dos funcionários e a prática de atividade física regular por 41,9%. O excesso de peso esteve presente em 38,8% da amostra - 18,8% sobrepeso e 20% obesidade, corroborando insatisfação corporal (45,2%). Destaca-se elevada prevalência de inadequação alimentar, constatando-se 32,3% de mastigação inadequada e do hábito de “beliscar” alimentos, além de mediana de 4,0 (IC 95%: 3,46-4,15) refeições diárias. Os dados de frequência de consumo alimentar apontaram baixa ingestão de leite/derivados e peixes, que não são consumidos todas as semanas por 36,7; 32,3 e 58,1% dos funcionários, respectivamente. Por outro lado, o refrigerante comum e o suco artificial são ingeridos diariamente por 19,3% da amostra, enquanto as frituras são consumidas nesta frequência por 29% dos indivíduos. CONCLUSÃO: Verificou-se elevada prevalência de doenças e agravos nãotransmissíveis e inadequações alimentares na amostra, denotando a necessidade da realização de atividades de promoção à saúde junto aos funcionários da UBS. 173 RISCOS OCUPACIONAIS E AGRAVOS À SAÚDE DO TRABALHADOR NA PRÁTICA ODONTOLÓGICA Autor: Mônica Maria Fernandes Gonçalves Co-autores: Cristiana Leite Carvalho Renato César Ferreira Breno Morais Damião Maria Aparecida de Oliveira Contato: [email protected] RESUMO: O trabalho, como elemento estruturante da sociedade, ocupa um papel fundamental na vida das pessoas, sendo fator nuclear na construção da identidade, bem como na inserção social de um conjunto cada vez maior de homens e mulheres. O cirurgião-dentista, na condição de trabalhador da área de saúde, está sujeito ao processo de adoecimento por causas ocupacionais que têm sua etiologia diretamente relacionada com a prática profissional. Neste estudo, objetivou-se buscar evidências sobre os riscos ocupacionais aos quais estão expostos os cirurgiões-dentistas, focalizando as características intrínsecas à atividade odontológica nos seus aspectos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos, mecânicos e psicossociais. O caminho metodológico foi constituído por revisão bibliográfica, tomando como variáveis a etiologia e etiopatogenia dos fatores de risco, as lesões e acidentes ocupacionais mais comuns ao ambiente odontológico, assim como as características conjunturais e estruturais da profissão capazes de influenciar o adoecimento profissional. Verificou-se serem inúmeros os fatores de risco à saúde envolvidos na prática odontológica e, em decorrência, crescem as estatísticas relativas a doenças e agravos dos profissionais. Associadas aos fatores físicos e biológicos, as condições psicossociais vêm ganhando destaque na literatura, como condicionante potencial dos desgastes dos cirurgiões-dentistas e sua conseqüente exposição ao sofrimento e adoecimento. 174 TÍTULO: VIGILÂNCIA DOMICILIAR À SAÚDE DA PESSOA IDOSA NO SUS-BH Ana Luiza de Aquino Patrícia Aparecida Barbosa Silva Maria Teresinha de Oliveira Fernandes Gislene Pace de Souza Santos Sônia Maria Soares Instituição: Escola de Enfermagem UFMG Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: Com o aumento da população acima de 60 anos e da expectativa de vida, a vigilância domiciliar tem valor imensurável, cujos indicadores alimentam o Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB/MS), além de definir diagnóstico, planejamento e organização da atenção a essa população. OBJETIVO: Avaliar a vigilância domiciliar à saúde do idoso no SUS-BH. Material e MÉTODOS: Análise retrospectiva do formulário “Movimento Diário/Quadrimestral de Visitas do ACS/Família (2F6-N)”, ano de 2009 de idosos acompanhados em uma Unidade Básica de Saúde de Belo Horizonte/MG/BR. Consideraram-se as variáveis: sexo, idade, comorbidades, necessidade de proteção, feridas crônicas e hospitalizações. Para comparação entre as médias das variáveis contínuas, após estratificação, utilizou-se o teste t-student e Análise de Variância com intervalo de confiança de 95% (p<0,05). Resultados: Dos 1719 formulários 2F6-N analisados foram rastreados 409 (23,8%) idosos acima de 60 anos. Desses, 152 (37,2%) homens e 257 (62,8%) mulheres, com idade média de 71,4 ± 9,1 anos. Em relação à distribuição das morbidades, as mais prevalentes foram hipertensão arterial sistêmica (43,0%), diabetes mellitus (11,5%), transtornos psiquiátricos (3,4%), doenças musculoesqueléticas (2,7%), doenças cardiovasculares (1,9%) e câncer (1,5%). Apenas 1 (0,2%), com ferida crônica. No tocante às internações hospitalares, 13 (3,2%) idosos foram internados ao menos uma vez no ano referido, em decorrência, principalmente, por acometimento de doenças musculoesqueléticas e cardiovasculares (46,1%). Considerando o grau de dependência dos idosos em estudo, 8 (1,9%) possuem algum tipo de dependência, sendo 3 (0,7%) acamados. Quanto à prevalência de idosos que necessitam de proteção apenas 6 (1,5%) enquadram em algum tipo de risco social e/ou de saúde. Não houve registro de idosos com deficiência física e uso de sondas/ostomias. Comparando-se as médias entre a idade e diabetes mellitus (p=0,016), grau de dependência (p=0,010) e necessidade de proteção (p=0,010) verificou-se diferença entre as médias dos grupos e uma associação estatisticamente significante. CONCLUSÃO: O instrumento em questão atende à proposta de diagnóstico, planejamento e organização de ações para o cuidado geronto-geriatriáco no domícilio. No entanto, atenção a todos os indicadores reforçam práticas hegemônicas tão debatidas nas políticas públicas de saúde como na Atenção Básica, Pacto pela Vida e Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa. 175 TÍTULO: VISITA DOMICILIAR: ESTRATÉGIA FACILITADORA DO CUIDADO INTEGRAL À SAÚDE Ana Luiza de Aquino Gislene Pace de Souza Santos Camila Sarmento Gama Selma Maria da Fonseca Viegas Instituição: Escola de Enfermagem UFMG Contato: [email protected] RESUMO: A visita domiciliar é uma estratégia de interação potencialmente capaz de contribuir, no âmbito da Atenção Primária, para o atendimento integral e humanizado. Concebida como importante estratégia de cuidado de enfermagem é hoje exigida com maior frequência devido ao envelhecimento populacional e ao aumento da incidência de doenças crônicas não transmissíveis. Objetivou-se relatar experiências de visitas realizadas nos domicílios de idosos e acamados. Trata-se de um relato de experiência acerca de visitas domiciliares, realizadas no período de maio a junho de 2009, em uma área adscrita de uma Unidade Básica de Saúde de Belo Horizonte, Minas Gerais. Nas visitas, as acadêmicas de enfermagem eram acompanhadas por um agente comunitário de saúde e outros profissionais da Equipe de Saúde da Família. As visitas domiciliares possibilitaram detectar fatores sociais e familiares, influenciadores do processo saúde-doença. Foi observada a estrutura familiar e do domicílio, identificados o cuidador e as redes de cuidado dos usuários idosos e acamados; realizadas orientações sobre alimentação adequada, uso correto do medicamento, prevenção de úlceras de pressão. Foi conferido o cartão de vacinas e feita a aferição dos sinais vitais. A escuta foi exercida possibilitando uma conduta que contempla a realidade vivenciada. A visita domiciliar possibilita adentrar na realidade dos usuários, permitindo que as orientações quanto à promoção da saúde e prevenção de agravos sejam realizadas respeitando o contexto social do indivíduo. Para a construção da integralidade do cuidado, faz-se necessário que a atuação dos profissionais não se limite ao modelo biomédico e prescritivo, mas que considere os fatores biopsicossociais e espirituais na promoção, prevenção, cura e reabilitação da saúde. 176 Pôsteres: Promoção de saúde A AUTONOMIA DE CRIANÇAS DESENVOLVIDA NO COTIDIANO DE UMA PRÁTICA DE PROMOÇÃO DA SAÚDE Caroline Gomes de Souza1; Roseni Rosângela de Sena2; Kênia Lara Silva3; Paloma Morais Silva4; Juliana Braga de Oliveira Santos5 Instituição: 1 Discente do 4º período do curso de Gestão de Serviços de Saúde da UFMG 2 Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Emérita da Escola de Enfermagem da UFMG). 3Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta da Escola de Enfermagem da UFMG. 4 Tecnóloga em Radiologia. Discente do 7° período do curso de Enfermagem da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais. 5Discente do 3º período do curso de Gestão de Serviços de Saúde da UFMG. Contato: [email protected] RESUMO: A promoção da saúde deve superar a prática curativista hegemônica, em conteúdo e método, e colocar o usuário na centralidade do cuidado com sua saúde, de forma autônoma e responsável. Nesse sentido, a participação social e a vocalização do usuário tornam-se fundamentais. Com essa premissa realizou-se um estudo que teve como objetivo analisar práticas cotidianas de promoção da saúde. Trata-se de uma pesquisa descritivo-exploratória de abordagem qualitativa fundamentada na dialética. Esse trabalho relata os resultados de uma prática desenvolvida no âmbito da segurança alimentar e nutricional em um município da Região Metropolitana de Belo Horizonte, considerada exitosa. Os dados empíricos foram obtidos de entrevistas com coordenadores da prática. Os resultados indicam que a prática indicada reforça a autonomia de crianças, a partir da centralidade que é dada a elas na opção de se alimentarem do que desejam. A intersetorialidade foi destacada como uma orientação para o desenvolvimento da ação envolvendo atores de unidades de educação infantil, secretarias de Segurança Alimentar, Educação e Saúde. A análise permitiu evidenciar também a prática de promoção da saúde como uma oportunidade de acesso à alimentação saudável e, neste sentido, de melhoria de qualidade de vida e garantia do direito à alimentação. Destacouse na análise o envolvimento dos professores no compartilhamento de saberes e poderes com os alunos das unidades de educação infantil o que se evidenciou na construção de novos hábitos de convivência. Conclui-se que a prática valoriza o “empoderamento” e a responsabilização das pessoas quando permite que as crianças tenham autonomia de escolherem o seu alimento. Essa prática também gera inserção social possibilitando aos alunos uma interação com outros atores que contribuem para um novo modo de vida. 177 A CONSTRUÇÃO DO MOVIMENTO DA PROMOÇÃO DA SAÚDE NO ÂMBITO MUNICIPAL: AVANÇOS E DESAFIOS Autores: Rabelo, Ana Renata Moura1; Rodrigues, Andreza Trevenzoli2; Silva, Kênia Lara 3; Silveira, Marília Rezende4; Seabra, Karla Morais5; Flisch, Tácia Maria Pereira6. Instituição: 1 Discente do curso de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 2 Enfermeira. Pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Prática de Enfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG. 3 Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta da Escola de Enfermagem da UFMG. 4 Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta da Escola de Enfermagem da UFMG. 5 Enfermeira. Pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Prática de Enfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG. 6 Enfermeira, Especialista em Saúde da Família e Planejamento e Gestão Estratégica em Saúde, professora da UNIPAC-Contagem. Contato: [email protected] RESUMO: As formulações sobre a promoção da saúde remetem a concepções teóricoconceituais, políticas e ideológicas de potencial para a configuração de um movimento ascendente de rompimento do modelo tecnoassistencial. O trabalho é parte da pesquisa “Inovação nas práticas de promoção da saúde”, desenvolvida em seis municípios da região metropolitana de Belo Horizonte. Retrata os achados de um dos municípios e tem como objetivo analisar as práticas cotidianas de promoção da saúde neste município. Trata-se de um estudo descritivo-exploratório de abordagem qualitativa, tendo como referencial teóricometodológico a dialética. Os dados empíricos foram obtidos de entrevistas com gestores da área de Desenvolvimento Social, Educação, Esporte e Lazer, Saúde e Segurança Social do município-cenário. Os resultados indicam que este município tem investido em ações intersetoriais como premissa para a promoção da saúde. Os achados revelam ainda que há uma dificuldade conceitual sobre a promoção da saúde no discurso dos entrevistados e que esta não se constitui uma diretriz política no município. Contudo, os entrevistados citam várias práticas e experiências desenvolvidas no âmbito de sua gestão que visam à melhoria de qualidade de vida da população e, como tal, eles as relacionam com a promoção da saúde. Entre as práticas citadas, sobressaem as ações no âmbito da segurança alimentar e nutricional, cuidado com o ambiente, lazer de idosos, incentivo à prática de esporte e atividades culturais para jovens. A iniciativa das Academias da Cidade, por exemplo, foi apontada como uma prática de sucesso no município. Os entrevistados demonstraram ainda, otimismo em relação ao cenário futuro da promoção da saúde no município, embora reconheçam dificuldades. Sobressaiu-se como desafio para a construção das práticas a inexistência de uma linha específica de financiamento para a promoção da saúde e as dificuldades em superar o modelo hegemônico no município marcado por investimentos na atenção hospitalar e de urgência e emergência em detrimento da atenção básica. Pode-se afirmar que o município está na fase de desconstrução do modelo assistencial vigente e que há iniciativas de promoção da saúde sendo disparadas em diferentes setores das políticas públicas. Portanto, a promoção da saúde é um caminho ainda em construção neste município e deve envolver outros setores da sociedade, favorecendo o planejamento de ações, o compartilhamento de decisões e a abordagem interdisciplinar. 178 A DEFINIÇÃO POLÍTICO-INSTITUCIONAL DA PROMOÇÃO DA SAÚDE: DO ENTENDIMENTO DO CONCEITO À OPERACIONALIZAÇÃO DE PRÁTICAS Ana Renata Moura Rabelo Sena, Roseni Rosângela Silva, Kênia Lara Andreza Trevenzoli Rodrigues Juliana Braga de Oliveira Contato: [email protected] RESUMO: A promoção da saúde tem se apresentado como um conjunto conceitual e operacional que marca a mudança do modelo assistencial. Contudo, parece haver uma lacuna quanto a definição conceitual de promoção da saúde entre gestores e trabalhadores de saúde que associam o termo com prevenção de agravos e educação em saúde. Assim, o objetivo do estudo é analisar o arcabouço conceitual e operacional que sustenta o desenvolvimento de práticas de promoção da saúde nas áreas de saúde, educação, cultura e assistência social. Foram cenários do estudo seis municípios da região metropolitana de Belo Horizonte. Nestes municípios procedeu-se a entrevistas com os gestores das quatro áreas que indicaram práticas exitosas de promoção da saúde no âmbito de sua gestão. As práticas indicadas foram analisadas em profundidade permitindo construir uma matriz conceitual e operacional sobre a promoção da saúde. Os resultados revelam que a promoção apresenta-se como um conceito amplo e complexo para os gestores das quatro áreas incluindo-se a saúde. Entre os elementos que marcam a definição conceitual de promoção da saúde destaca-se o enfoque sobre as necessidades sociais, o senso de cidadania e de justiça social. As categorias operacionais de promoção da saúde reveladas pelos gestores são definidas como articulação intersetorial com interação entre órgãos e setores das secretarias investigadas e destas com a sociedade civil; estratégias que possibilitam o acesso da população a bens e serviços públicos tais como atividades de esporte e lazer, cultura, renda e trabalho. Na operacionalização das práticas de promoção da saúde destacou-se a dificuldade de constituição de uma linha específica de financiamento para tal, embora os entrevistados revelem que a promoção da saúde é tomada como diretriz política no âmbito da sua gestão. O nível de institucionalização da promoção da saúde foi revelado através de uma análise do lugar que a proposta ocupa em sua relação com a política de saúde e a organização do sistema de saúde, sinalizando que ações e movimentos de promoção da saúde mais institucionalizadas contam com uma linha específica de financiamento e têm uma coordenação própria para a condução da proposta. Conclui-se que a promoção da saúde tem se constituído como um campo institucional no âmbito da saúde, educação, assistência social e cultura nos municípios cenário. 179 A INFLUÊNCIA DO CONTEXTO FAMILIAR NO PROCESSO DE REABILITAÇÃO NEUROINFANTIL: RELATO DE EXPERIÊNCIA Ferreira, Miriam Bastos¹. Oliveira, Arlinda de Fátima². ¹Fisioterapeuta. Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. ²Psicóloga. Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A abordagem centrada no cuidado da família foi incentivada pela implantação do Programa de Saúde da Família, através da Portaria Nº648/GM de 28 de Março de 2006. De acordo com esse documento, o PSF visa à reorganização da Atenção Básica, de acordo com os princípios de universalidade, equidade e integralidade, a fim de desenvolver atividades focadas no diagnóstico situacional, na família e na comunidade. A família é a instituição social capaz de permitir que as crianças desenvolvam conceitos e práticas voltadas para a sociabilidade, afetividade e o bem-estar geral e portanto, não se pode desconsiderar a influência do contexto familiar no processo de reabilitação infantil. PROBLEMA: A família assume uma postura de superproteção e supervalorização da incapacidade da criança, e há pouco incentivo para a abordagem da familiar no setor Secundário. O conceito de integralidade permite uma reflexão acerca do processo de cuidado que tem sido valorizado no setor Secundário: Será que as práticas voltadas para família, com o objetivo de aprimorar a percepção da doença da criança e valorizar os reais potenciais dessas, poderiam acelerar o processo de reabilitação? Será que a abordagem integral na Atenção Secundária, voltada tanto para o indivíduo quanto para a família, poderia contribuir para uma melhora efetiva da criança? Percebemos que as famílias são orientadas acerca da evolução da criança, dos objetivos a serem alcançados nos diversos setores de atendimento, mas observamos um descaso e pouco compromisso das mães e familiares em executar as atividades propostas. RECOMENDAÇÕES: A intervenção do setor de Psicologia possa ser estendido para os familiares, facilitando o atendimento pelos demais profissionais de reabilitação, a fim de que a evolução possa ser mais palpável. Ainda, acreditamos que a valorização das discussões clínicas dentro da Atenção Secundária e a troca de experiências no âmbito do setor multiprofissional, possam possibilitar um maior aprendizado para os gestores e profissionais de saúde, além de benefícios consideráveis para os pacientes e seus familiares. 180 A INFLUÊNCIA DOS OBSTETRAS NA DECISÃO DO TIPO DE PARTO: O OLHAR DAS GESTANTES. Camila Danielle Ribeiro Heslley Machado Silva Instituição: Centro Universitário de Formiga- UNIFOR-MG Contato: [email protected] INTRODUÇÃO: Esta pesquisa qualitativa, financiada pelo UNIFOR/MG e FAPEMIG, é um recorte de um trabalho longitudinal, que se refere à decisão do tipo de parto no município de Formiga/MG. A cesárea preconiza proteger a vida da mãe e do bebê, mas sem indicação adequada, pode se transformar em risco para ambos. O Brasil enfrenta uma grave epidemia de cesárea e tem dificuldades de reverter esse quadro. Ao pensar soluções, é essencial buscar os fatores que levam ao uso indiscriminado da cesariana e, dentre estes, a literatura pertinente indica uma participação importante do médico na decisão do tipo de parto a ser realizado, algo que esse recorte pretende perceber. OBJETIVO: Perceber e analisar a influência do médico na decisão do tipo de parto através da visão da gestante. METODOLOGIA: Realizou-se acompanhamento com dez gestantes, selecionadas aleatoriamente a partir do Sistema de Cadastro e Informações das Gestantes (SIS - Pré-Natal) do Sistema Único de Saúde (SUS) do município. As gestantes foram esclarecidas e assinaram o termo de livre consentimento. Desenvolveram-se entrevistas orientadas, porém permitiu-se que as gestantes pudessem expressar-se livremente, visando à análise dos seus discursos. As respostas foram transcritas e fez-se uma análise frente à literatura pertinente. Resultados: As falas das gestantes foram variadas, destacando-se o temor e a expectativa em relação ao momento do parto, principalmente relacionados à assistência e aos cuidados que essas poderão receber. As gestantes demonstraram sentir-se pouco informadas sobre a sua situação e sobre as vantagens e desvantagens de cada tipo de parto, principalmente as que frequentavam o serviço de pré-natal através do SUS. Esses temores parecem influenciar inclusive na decisão das gestantes sobre o tipo de parto que será realizado, acreditando que, optando pela cesárea, receberão um serviço de melhor qualidade. Percebeu-se também que essas mulheres depositam grande confiança nos médicos e, quando apresentam possibilidade de decisão quanto ao parto, parecem recorrer, na maioria das vezes, ao saber médico para construir esta decisão. CONCLUSÃO: Uma ação que busque minimizar a epidemia de cesáreas terá que considerar a dificuldade de acesso de informação das gestantes, seu temor em relação ao atendimento público no momento do parto e o papel do médico obstetra no esclarecimento das indicações do tipo de parto a ser realizado. 181 TÍTULO: A INTERSETORIALIDADE E PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNICÍPIO DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE Kátia Ferreira Costa Campos Andreza Trevenzoli Rodrigues Rafaela Chagas Abreu Juliana Braga de Oliveira Kênia Lara Silva INSTITUIÇÃO: Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: A saúde entendida como produção social precisa da participação de todos os sujeitos envolvidos na sua produção sendo de primordial importância na sustentação da estratégia de promoção da saúde o envolvimento dos gestores municipais. Estes estão inseridos nas realidades locais, conhecem as possíveis parcerias e podem traduzir fidedignamente as informações das respectivas localidades. A pesquisa objetivou analisar as ações em relação a política, institucionalização e a gestão de rede dos serviços de promoção da saúde para posterior identificação dos elementos presentes nas práticas indicativas de sucesso. Estudo descritivo com abordagem qualitativa sustentado no referencial da dialética, cujo cenário foi um município da região metropolitana de Belo Horizonte de aproximadamente 31.000 habitantes. Foram realizadas entrevistas com os gestores municipais de saúde, educação, assistência social e cultura. Os dados empíricos foram submetidos a análise de conteúdo. Os resultados revelam que as secretarias realizam ações que promovem a saúde da população, como incentivo a alimentação saudável, prática de atividade física, controle ao tabagismo, preocupação om o uso e consumo de álcool e drogas, valorização e fortalecimento da cultura local com a realização de praticas como o festival de culinária, geração de renda, incentivo ao lazer, práticas destinadas ao desenvolvimento e potencialização de habilidades da juventude, fortalecimento familiar através de maior interação entre educadores, educandos e familiares, dentre outras. Constatou-se ainda, que apesar de os gestores declararem que os projetos e práticas são realizados articuladamente e incentivados pelo prefeito municipal, estes parecem ser desenvolvidos isoladamente, com fragmentação das verbas que os sustentam, além da existência de hierarquias de poder entre os setores. Os gestores entrevistados elegem como práticas indicativas de sucesso, aquelas cujos parâmetros de avaliação são os desejos e satisfação da população. Conclui-se que as ações exitosas são aquelas que contam com maior participação e envolvimento social. Foi revelada a distância entre o discurso dos sujeitos e o nível de institucionalização da promoção da saúde, demonstrando que a intersetorialidade ainda demarca um território de intencionalidades e possibilidades, e que a política nacional de promoção da saúde é timidamente implementada no município e isoladamente praticada pelas secretarias, mostrando uma política que precisa ser pensada intersetorialmente, envolvendo a sociedade civil organizada, instituições públicas e privadas. 182 TÍTULO: A PRÁTICA DE PROMOÇÃO DE SAÚDE NAS AÇÕES CULTURAIS COMO INOVAÇÃO EM MUNICÍPIOS DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE Autores: Rabelo, Ana Renata Moura ; Lima, Karla Morais Seabra Vieira ; Campos, Kátia Ferreira Costa ; Abreu, Rafaela Chagas ; Silva, Kênia Lara 5; Sena, Roseni Rosangela6; Silva, Paloma Morais7. Instituição: 1 Discente do 4° período do curso de enfermagem da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais. 2 Enfermeira, Especialista em Saúde da Família. Pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Prática de Enfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG. 3 Enfermeira. Mestre em Enfermagem. Docente em Enfermagem e Gestão dos Serviços de Saúde. 4 Enfermeira. Pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Prática de Enfermagem da UFMG. 5 Doutora em Enfermagem. Professora da Escola de Enfermagem da UFMG. 6 Doutora em Enfermagem, Professora Emérita da Escola de Enfermagem da UFMG. 7 Tecnóloga em radiologia. Discente do 7º período do Curso de Enfermagem da UFMG. Contato: [email protected] RESUMO: Para a eficácia das práticas consideradas como promotoras de saúde é necessário o desenvolvimento de novas tecnologias de intervenção, ações interdisciplinares e a busca pela integralidade da atenção. Destaca-se como potencial para a promoção da saúde as práticas que consideram a intersetorialidade e se apóiam na decisão política e institucional para dar visibilidade às ações que são desenvolvidas e que materializam os pressupostos da promoção da saúde. O presente estudo é parte da pesquisa intitulada “Inovação nas práticas de Promoção da Saúde” que tomou como objetivo analisar as práticas cotidianas de promoção da saúde em municípios da região metropolitana de Belo Horizonte. Utilizou-se a metodologia qualitativa e os fundamentos teóricos metodológicos da dialética. Foram realizadas entrevistas com gestores das Secretarias de Cultura ou Esporte e Lazer em quatro municípios selecionados, que possuem secretarias específicas para a área cultural. Procedeu-se também a visitas às práticas exitosas no campo da promoção da saúde indicadas pelos gestores da área de cultura em cada município. Os resultados parciais revelaram que apesar da imprecisão conceitual a respeito da promoção de saúde em algumas das secretarias, os gestores indicaram práticas que promovem o bem-estar e a qualidade de vida aos seus participantes. Foram indicados programas de inclusão social pela cultura, festival de culinária, coral, entre outros projetos de manifestação artística nos quais há uma valorização dos saberes e do ser humano. Contudo, os gestores revelaram que as iniciativas apresentam de forma bastante tímida e com intervenções pontuais nos municípios apesar da preocupação dos gestores em manter a sustentabilidade dessas práticas. Em um dos municípios, os gestores destacaram as questões burocráticas como fatores que interferem no desenvolvimento de ações inovadoras bem como as dificuldades no financiamento da promoção da saúde, a ausência de política pública de desenvolvimento da cultura e os desafios para a interlocução com outros setores. Conclui-se que a cultura, nos quatro municípios visitados, está em fase de valorização como campo potencial para a promoção da saúde – no seu conceito ampliado - da população. 183 A PROMOÇÃO DA SAÚDE E SUAS PRÁTICAS EM UM MUNICÍPIO DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE NO ESTADO DE MINAS GERAIS Martins, Ana Carolina Silva Sena, Roseni Rosângela Silva, Kênia Lara Souza, Caroline Gomes Costa, Marcos Antônio Barreto, Fernanda Ourives Contato: [email protected] RESUMO: O conjunto conceitual da promoção da saúde introduz algumas categorias norteadoras da atuação no campo das quais se destacam o “empoderamento” e as formas de poder que se expressam nas relações sociais, a autonomia e a responsabilização dos sujeitos para com as práticas de promoção da saúde. Este trabalho é parte da pesquisa “Inovação nas Práticas de Promoção da Saúde” desenvolvida pelo Núcleo de Estudo e Pesquisa em Ensino e Prática de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais. Tem como objetivo analisar as práticas cotidianas de promoção da saúde em municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte/Minas Gerais. Utilizou-se de estudo descritivo exploratório de abordagem qualitativa e os fundamentos teóricos da dialética. Foram selecionados seis municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte na qual realizaram-se entrevistas com gestores das secretarias de saúde, educação, assistência social e cultura para identificação de ações de promoção da saúde desenvolvidas por essas secretarias. O presente estudo apresenta resultados parciais referentes a um dos municípios, cenário da pesquisa, dentro da faixa populacional de 100.000 a 500.000 habitantes. A análise dos dados nos revelam que a maioria as secretarias desse município desenvolvem práticas de promoção da saúde em seu âmbito. As práticas indicadas foram: um grupo de coral da cidade; Núcleo de Terapias Naturais, projetos na área de saúde mental, um Centro de Referencia Assistência Social, Programa Bolsa Familia, ações de cuidado com a voz voltadas à saúde dos professores. Os resultados indicam ainda os desafios no ambito da gestão no município estudado para construir ações intersetoriais sustentadas na perspectiva do modelo atual de promoção da saúde como construção que se dá no espaço cotidiano da vida humana, buscando entender o ambiente como um território vivo, dinâmico e reflexo de processos econômicos, históricos e culturais. Conclui-se que as diversas práticas refletem o conjunto conceitual de promoção da saúde e os gestores se mobilizam para garantir a sustentabilidade das práticas no âmbito da sua gestão. Entretanto se faz necessário a contrução de saberes teóricos para melhor planejamento das ações . 184 TÍTULO:A PROMOÇÃO DA SAÚDE NO ÂMBITO DA GESTÃO MUNICIPAL: A DECISÃO POLÍTICOINSTITUCIONAL COMO CONDIÇÃO PARA SUA IMPLEMENTAÇÃO Kátia Ferreira Costa Campos Bárbara Ribeiro Martins Kênia Lara Silva Maria Angélica Salles Dias Elen Cristine Gandra Denise Vianna Amador INSTITUIÇÃO: Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: A atenção à saúde no Brasil tem investido em políticas e ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, através da construção de um modelo de atenção à saúde que priorize ações de melhoria da qualidade de vida dos sujeitos e coletivos. Com essa premissa desenvolvemos a pesquisa intitulada Inovação nas Práticas de Promoção da Saúde. A pesquisa tem como objetivo analisar as práticas cotidianas de promoção da saúde identificando os elementos da macro e microestrutura que definem o desenvolvimento das práticas. Trata-se de um estudo descritivo-exploratório de abordagem qualitativa tendo como referencial teórico-metodológico a dialética. O recorte deste trabalho dá enfoque a um município da região metropolitana com população acima de 500.000 habitantes. Os dados empíricos foram obtidos de entrevistas com gestores das secretarias de saúde, educação, assistência social e cultura para identificação de ações de promoção da saúde desenvolvidas por essas secretarias. Os resultados apontam que a maioria dos gestores apresenta uma compreensão do conceito de promoção da saúde relacionando-o à autonomia dos sujeitos e às necessidades sociais de saúde. Foram enumeradas diversas práticas consideradas exitosas no campo da promoção da saúde, revelando que existe uma decisão político-institucional para a promoção da saúde no âmbito da gestão municipal. Entre as práticas citadas, destacam-se a Academia da Cidade e o Programa Saúde na Escola como propostas estruturadas intersetorialmente e com impacto na melhoria da qualidade de vida dos grupos beneficiários dessas práticas. Destaca-se como investimento do município a conformação de um Grupo de Trabalho de Promoção da Saúde, coordenado pela Secretaria de Saúde e constituído por diferentes atores sociais que se mobilizam para implementar a intersetorialidade na definição política e financiamento das ações de promoção da saúde. Conclui-se que as práticas desenvolvidas no município apresentam potencial para melhoria qualidade de vida da população, na perspectiva das necessidades sociais e de saúde, bem como da autonomia e empoderamento dos sujeitos. Contudo persistem desafios inerentes a intersetorialidade que perpassam a distribuição e garantia de recursos e a necessidade de compartilhar saberes entre os diversos âmbitos da gestão no município. 185 A PROMOÇÃO DA SAÚDE: UM DESAFIO PARA AS POLÍTICAS SOCIAIS EM MUNICIPIOS DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE AUTOR PRINCIPAL: Juliana Braga de Oliveira dos Santos CO-AUTORES: Kênia Lara Silva , Roseni Rosângela de Sena , Paloma Morais Silva , Ana Carolina Silva Martins , Caroline Gomes de Souza , Fernanda Ourives Barreto , Tácia Maria Pereira Flisch Instituição: 1 Discente do curso de Gestão de serviços de saúde da UFMG. 2 Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta da Escola de Enfermagem da UFMG. 3 Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Emérita da Escola de Enfermagem da UFMG. 4 Discente do curso de enfermagem. Bolsista do CNPq. 5 Discente do curso de enfermagem. Bolsista CNPq. 6 Discente do curso de Gestão de serviços de saúde. Bolsista do Pronoturno. 7 Enfermeira. Mestranda em Enfermagem 8 Enfermeira, Especialista em Saúde da Família e Planejamento e Gestão Estratégica em Saúde, professora da UNIPAC-Contagem. Contato: [email protected] RESUMO: A promoção da saúde representa uma estratégia promissora para enfrentar os múltiplos problemas de saúde que afetam as populações humanas e seus entornos, procurando analisar os vários componentes da vida social que contribuem para uma vida com qualidade. Com esse pressuposto, realizamos o estudo intitulado Inovações nas Práticas de Promoção da Saúde procurando analisar práticas cotidianas de promoção da saúde desenvolvida no âmbito da saúde, educação, cultura e assistência social em municípios da região metropolitana. Trata-se de um estudo descritivo-exploratório de abordagem qualitativa sustentado na dialética. O recorte desse trabalho enfoque os resultados obtidos das entrevistas com os gestores das áreas de políticas sociais incluindo-se assistência social, ação social e defesa social. Os dados empíricos foram tratados pela análise de conteúdo. Os resultados indicam que as políticas sociais constituem-se um campo de investimento importante para a promoção da saúde nos municípios cenários. Os gestores entrevistados reconhecem os fatores sociais como determinantes para a qualidade de vida da população e, neste sentido, associam a promoção da saúde a diversos projetos desenvolvidos no âmbito da sua gestão. Os gestores entrevistados consideram que os problemas sociais enfrentados nos municípios tais como o tráfico de drogas, o alto índice de desemprego e sub-emprego, a violência e a prostituição infantil são condições que impulsionam ações voltadas a esses grupos específicos em vulnerabilidade. Diante disso, destacam-se como propostas exitosas para a promoção da saúde indicadas pelos gestores no campo das políticas sociais o Programa Bolsa Família, programas de erradicação do trabalho infantil, programas de prevenção da violência e programas na área de segurança alimentar e nutricional. A análise permitiu evidenciar que as propostas se concretizam a partir de linhas de financiamento específicas em geral com investimento da esfera federal. Conclui-se que as práticas indicadas no âmbito das políticas sociais representam potencial inovador em especial por permitirem a compreensão da determinação social da saúde e a intersetorialidade como condição sine qua non para a promoção da saúde. 186 TÍTULO: ADESÃO DE DIABÉTICOS AS ATIVIDADES DE AUTOCUIDADO EM UMA EQUIPE DE SAÚDE DA FAMÍLIA DE UM MUNICÍPIO DE MINAS GERAIS. AUTOR PRINCIPAL: Couto, Alcimar Marcelo CO-AUTOR: Santos, Geralda Fortina Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: Este trabalho tem como tema o diabetes mellitus, que é caracterizado por um tratamento complexo, tornando-se um dos principais problemas de saúde pública no Brasil, sendo que há vários fatores que podem contribuir para a baixa adesão ao tratamento. O estudo descritivo e transversal foi realizado em uma unidade de saúde da família no município de Bom Despacho, Minas Gerais. Os objetivos foram descrever as características que configuram o perfil dos portadores de diabetes mellitus, segundo as variáveis sóciodemográficas e identificar fatores que interferem na adesão do paciente ao autocuidado. A amostra foi constituída por 32 usuários com diabetes mellitus e para coleta dos dados foi utilizado um questionário especifico para o estudo e o Questionário das Atividades de Autocuidado com a Diabetes. Os resultados demonstraram que os usuários portadores de diabetes mellitus eram em sua maioria do sexo feminino, na faixa etária de ≥ 60 anos de idade, com predomínio de 1 a 4 anos de estudo e com renda familiar de 1 a 2 salários mínimos. Os resultados ainda apontaram que com relação às atividades de autocuidado apenas 31,2% dos diabéticos foram categorizados como aderentes. As condições econômicas (60,0%), a falta de motivação (52,0%) e a falta de apoio da família (20,0%) foram os principais motivos alegados para a não-adesão a mudanças na alimentação. Enquanto que contra-indicação/problema de saúde (53,6%), falta de motivação (46,4%) e falta de tempo (7,1%) foram as principais justificativas apontadas para a não realização de atividade física. Os resultados indicam uma baixa adesão às atividades de autocuidado, especialmente à atividade física regular e mudança na alimentação, e sugerem a implantação de estratégias que visem estimular a adesão às medidas de controle do diabetes mellitus. 187 TÍTULO: ANÁLISE DA REDE SOCIAL ATRAVÉS DO GENOGRAMA E SUA INFLUÊNCIA NA ADESÃO À TERAPIA ANTIRRETROVIRAL ENTRE PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS AUTOR PRINCIPAL; Walquiria Jesusmara dos Santos CO-AUTORES: Palmira de Fátima Bonolo; Maria Imaculada de Fátima Freitas Instituição: Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A epidemia de HIV/aids é considerada um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. A disponibilização gratuita de medicamentos antirretrovirais vem melhorando a qualidade de vida de pessoas que vivem com HIV/aids e causando diminuição dos episódios mórbidos e da frequência de internações. Para isso, faz-se necessária uma boa adesão ao tratamento antirretroviral (TARV). A adesão é a principal variável na qual os serviços de saúde podem intervir para melhorar a eficácia da TARV. O foco dessas intervenções deve considerar as possíveis barreiras psicossociais, como as relações estabelecidas com a rede social da pessoa infectada, suas interações com o parceiro, com a família e o suporte social recebido pela pessoa que vive com HIV. O genograma é uma ferramenta de abordagem familiar que demonstra por meio de representação gráfica a dinâmica familiar e a relação entre seus membros. OBJETIVO: Compreender, por meio do genograma, as relações estabelecidas entre pessoas com HIV/aids e sua rede familiar em pessoas aderentes e não aderentes à TARV. METODOLOGIA: Estudo qualitativo realizado com sujeitos maiores de 18 anos em uso de TARV acompanhados pelo Serviço de Assistência Especializada (SAE) Sagrada Família, Belo Horizonte. Aprovado pelos comitês de ética da UFMG e SMSA. Entrevistas semi-estruturadas analisadas por meio da Análise Estrutural da Narração. A taxa de adesão foi estimada pelo registro dos prontuários. Resultados: A análise dos genogramas dos não aderentes revelou uma rede social frágil com presença de algumas relações afetivas, mas com predomínio de conflitos e distanciamentos de pessoas que poderiam prover apoio. O genograma dos aderentes aponta para a existência de uma rede social mais estruturada que a dos não aderentes com presença de suporte familiar para momentos de desânimo e sofrimentos. CONCLUSÕES: A construção do genograma, em conjunto com o paciente, tem permitido a identificação da rede de suporte social existente ou latente, identificando pontos de vulnerabilidade para adesão à TARV e enfocando as particularidades de sua rede social de apoio. Espera-se que o uso destes instrumentos contribua para que o trabalho de registro de dados seja um processo educativo para os profissionais, que melhore a eficiência no atendimento aos pacientes, ao mesmo tempo em que favoreça a resolutividade da equipe. 188 TÍTULO: Análise do potencial de evitabilidade dos óbitos fetais e infantis no município de Belo Horizonte, 2009. AUTOR PRINCIPAL: Natália Cristina Passos Pereira¹ CO-AUTORES: Edna Maria Rezende¹; Eunice Francisca Martins¹; Rodolfo Valamiel Jardim²; Sônia Lansky³ Instituição: ¹Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais ²Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais ³Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: O Comitê de Óbitos BH-Vida investiga, desde 2002, os óbitos infantis e fetais de residentes no município, com o intuito de subsidiar as ações de redução da mortalidade. A utilização de classificação de evitabilidade possibilita identificar os óbitos com maior potencial de prevenção. OBJETIVO: Caracterizar e classificar os óbitos investigados pelo Comitê em relação ao seu potencial de evitabilidade. MÉTODO: Foram analisados 119 óbitos de nascidos com peso acima de 1500 g e sem malformação congênita grave em 2009, correspondendo a 70,4% dos casos investigados pelo Comitê, concluídos até julho de 2010. A investigação é feita por meio de entrevista domiciliar realizada pela equipe de atenção primária de saúde, além de levantamento de dados de prontuário hospitalar e ambulatorial. Para análise de evitabilidade foi utilizada a classificação de Wigglesworth expandida e adaptada para o Brasil (WEB), do Ministério da Saúde. RESULTADOS: Dentre os 119 casos, 71 (59,7%) eram fetais e 48 (40,3%) infantis. Destes, 13 (27,1%) eram neonatais precoces, 7 (14,6%) neonatais tardios e 28 (58,3%) pósneonatais. Segundo a classificação de evitabilidade “WEB” os óbitos fetais foram agrupados como “morte anteparto” (n=50, 70,4%), “morte intraparto” (n=15, 21,1%), “morte por infecções perinatais/materna” (n=5, 7,1%) e “malformação congênita” (n=1, 1,4%). Os óbitos infantis foram classificados como “morte intraparto” (n=11, 22,9%), “pneumonias, diarréias e outras infecções” (n=8, 16,7%), “infecções perinatais/materna” (n=8, 16,7%), sendo 3 sífilis congênita, “outras causas específicas de morte” (n=7, 14,6%), “malformação congênita” (n=6, 12,5%), “causa externa” (n=5, 10,4%), “prematuridade” (n=2, 4,1%) e “morte súbita” (n=1, 2,1%). Os óbitos se concentraram entre a população negra (n= 73, 61,3%) e dentre os óbitos pós-neonatais destaca-se 9 mortes por doença respiratória aguda, 1 por diarréia e 7 por causas perinatais. CONCLUSÃO: A classificação de óbitos evidenciou o seu potencial de evitabilidade e sinalizou os principais momentos que requerem melhorias na assistência. A maioria dos óbitos ocorreu por causas passíveis de prevenção em crianças viáveis, como demonstram os índices ainda importantes de asfixia durante o trabalho de parto, de infecção e de doenças respiratórias agudas. A qualificação da atenção primária de saúde e da rede perinatal integral podem impactar nos índice de mortalidade perinatal e infantil de Belo Horizonte. 189 TÍTULO: ANÁLISE DOS FATORES ASSOCIADOS A LESÕES DE TECIDOS MOLES DA BOCA EM IDOSOS DE 02 UNIDADES DE PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA DE GOVERNADOR VALADARES, 2007. Autores: Ayla Norma Ferreira Matos; Alyne Rodrigues Cordeiro; Érika Bezerra Sírio; Filipe Garcia Soares; Joyce de Matos Lima; Suhellen Guerra Rocha; Victor Padilha Valente. Instituição: Universidade Vale do Rio Doce- UNIVALE Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: O câncer é um importante problema de saúde pública em países desenvolvidos e em desenvolvimento, sendo responsável por mais de seis milhões de óbitos a cada ano. O câncer bucal foi o nono tipo de tumor mais freqüente no Brasil para ambos os sexos. OBJETIVO: Identificar os fatores associados à presença de lesões suspeitas de malignidade na cavidade bucal de idosos. METODOLOGIA: Caracterizou-se como um estudo epidemiológico do tipo transversal e como fonte de informação, foram utilizados instrumentos de coleta de dados adaptados do Projeto SB-BRASIL/2003. A população do estudo envolveu 292 indivíduos na faixa etária de 6574 anos, residentes na área de abrangência dos PSF de Chonim e CAIC de Governador Valadares/MG, que foram encaminhados para os serviços de referência secundária As variáveis consideradas no estudo foram: epidemiológicas e comportamentais. O período de coleta de dados foi de 25/08/2007 a 18/12/2007, sendo processados e analisados no EpiInfo/2002. Resultados: Do universo de 292 usuários examinados, 69 pessoas apresentaram lesões de tecidos moles (23,63%). A localização topográfica mais acometida foi o rebordo alveolar (23,20%) e a lesão prevalente foi a hiperplasia (27,50%). Identificou-se que a maioria dos indivíduos com lesões não fumavam (58%) e não bebiam (84,10%). Quanto à dieta de frutas e verduras, a maioria dos indivíduos não consumia (49,30%) e nem ficavam expostos ao sol durante o trabalho (68,10%). CONCLUSÃO: Há necessidade de realizar ações educativas/preventivas para estimular a adoção de uma dieta mais saudável. Apoio: FAPEMIG/UNIVALE 190 TÍTULO: APRENDIZADOS E PERCEPÇÕES DE ESCOLARES SOBRE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL: IMPORTÂNCIA DO ACONSELHAMENTO COLETIVO AUTOR PRINCIPAL : VIVIANE FERREIRA ZANIRATI CO-AUTORES: Lucila Pires Botelho, Danielle Vasconcelos de Paula, Aline Cristine Souza Lopes, Luana Caroline dos Santos Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: O estado nutricional está diretamente relacionado à alimentação, sendo esta de fundamental importância, sobretudo quando realizada de forma saudável, variada e agradável ao paladar. Neste cenário, sugere-se o desenvolvimento de programas de educação nutricional desde a infância para favorecer a promoção da saúde nos organismos jovens e em fase de desenvolvimento. OBJETIVOS: Avaliar os aprendizados e percepções de escolares, participantes de um grupo operativo voltado para discussões que objetivam a promoção da alimentação saudável. MÉTODOS: Estudo de intervenção com estudantes da pré-escola, 1a, 2a e 3a séries de uma Escola Municipal do Distrito Sanitário Leste de Belo Horizonte, MG. A intervenção apresentou duração de três meses, sendo composta por oficinas de educação alimentar e nutricional abordando os grupos alimentares e utilizando como referencial teórico as técnicas de grupo operativo. Ao final de cada oficina foram realizadas avaliações verbais breves contemplando os temas, sendo a aceitação verificada por meio de escala hedônica adequada à faixa etária. A avaliação da intervenção foi realizada três meses após a finalização das oficinas educativas por meio de uma entrevista semiestruturada, conduzida com aproximadamente 5 alunos por grupo. Nesta, foram contempladas as principais temáticas abordadas na intervenção. As entrevistas foram gravadas e realizou-se análise qualitativa do discurso. Resultados: Participaram da intervenção 48 escolares, com média de idade de 8,5±1,4 anos, sendo 50,0% do sexo feminino. Verificou-se prevalência de 85,8% de satisfação das crianças em relação às oficinas, indicando maior frequência da expressão facial mais feliz. A avaliação após a intervenção demonstrou, por meio das falas, que as oficinas apresentaram impacto positivo para as crianças e que as respostas às atividades corresponderam, em sua maioria, ao esperado (“C: Aprendi a comer direito”; “L: Eu aprendi que não pode comer muito doce, só comer de vez em quando, senão dá cárie e aprendi a comer muita fruta e todos os alimentos. Legumes”; Sugestão de uma criança: “B: Eu queria cozinhar alimentos”). CONCLUSÃO: As ações educativas desenvolvidas propiciaram construção de conhecimentos importantes sobre alimentação e nutrição, motivações, reflexões e troca de saberes pelas crianças. Ademais, atividades futuras podem ser desenvolvidas levando em consideração as sugestões dos participantes, favorecendo a promoção de hábitos alimentares saudáveis. 191 ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DA DENGUE NO DISTRITO SANITÁRIO PAMPULHA DE BELO HORIZONTE – MINAS GERAIS Autor(a): Margarita Elizabeth Lafuente Tapia (Co)Autoras: Maria de Lourdes Baêta Zille, Maria Lúcia Silva Faleiro Contato: [email protected] INTRODUÇÃO: A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. A Organização Mundial da Saúde estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente em mais de 100 países no mundo. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em conseqüência da dengue. Em Minas Gerais, em 2009, foram confirmados 42.880 casos de dengue com 11 mortes. OBJETIVO: Este estudo tem por finalidade avaliar o perfil epidemiológico da dengue por faixa etária, sexo e área de abrangência levando em consideração as notificações dos casos da doença. MÉTODO: O método de análise utilizado no presente estudo baseou-se no levantamento do banco de dados SISVE/SMSA/GERSA/GEREPI-P, de relatórios da Secretaria Municipal de Saúde contendo informações epidemiológicas e informações da expansão da doença, prevalência e distribuição por área de abrangência organizadas em tabelas e gráficos durante o período de 2007 a 2010. RESULTADO : Em 2007 foram confirmados 427 casos positivos, sendo 196 em homens e 231 em mulheres; em 2008 foram confirmados 870 casos positivos, 396 em homens e 474 em mulheres; em 2009 foram confirmados 1031 casos positivos, 491 em homens e 540 em mulheres; até maio/2010 foram confirmados 3603 casos positivos, 1640 em homens e 1963 em mulheres. O nº de casos em mulheres foi em média 16% a mais do que em homens. Há que se considerar que as mulheres permanecem mais tempo em seus lares e que o maior número de focos são domiciliares. O maior nº de casos está na faixa etária de 20 a 29 anos. Há uma distribuição homogênea em todas as áreas de abrangência. CONCLUSÃO: Em 2010, apesar do ano epidemiológico não estar fechado, o nº de casos positivos (53.061) e de mortes (16) já está bem maior que dos outros anos. Para que seja possível uma reversão na situação posta, é importante que seja feita com bastante esmero a prevenção, principalmente na área domiciliar. 192 TÍTULO: ATENÇÃO À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE: IMPORTÂNCIA DA PROMOÇÃO DE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NO AMBIENTE ESCOLAR AUTOR PRINCIPAL : VIVIANE FERREIRA ZANIRATI CO-AUTORES: Carolina Gonçalves Soares, Estefânia Viana Sampaio, Larissa Marinho Duarte, Bárbara Galvão Caldas, Aline Cristine Souza Lopes, Luana Caroline dos Santos Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Contato: [email protected] RESUMO: CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA: O incremento da prevalência de excesso de peso e desordens alimentares verificadas no público infanto-juvenil denota a importância da promoção da saúde neste estágio da vida. Essa pode contemplar ações de educação alimentar e nutricional, que são apontadas pela literatura como ferramentas fundamentais para a adoção de modos saudáveis de vida. Entretanto, existem poucos trabalhos avaliando o real impacto desse tipo de ação no perfil nutricional desse público, sobretudo dentro de políticas ou programas como a Escola Integrada, que favorece o desenvolvimento de ações educativas. DESCRIÇÃO: Trata-se de um projeto de intervenção nutricional, iniciado no corrente ano e com duração estimada de 2 semestres letivos, contemplando aproximadamente 120 crianças e adolescentes, matriculados no Programa Escola Integrada de uma Escola Municipal de Belo Horizonte - MG. O projeto possui 3 fases, sendo: 1. Caracterização do grupo (já realizada); 2. Intervenção nutricional (em andamento); 3. Avaliação da intervenção. Destaca-se que em estudo piloto realizado na referida escola no segundo semestre de 2008, verificou-se elevado percentual de excesso de peso entre os alunos (18,2%) e baixo consumo de queijo, leite e frutas. Para contemplar tal cenário, na intervenção nutricional estão sendo desenvolvidas oficinas de educação alimentar e nutricional com teatros, paródias, dinâmicas e atividades lúdicas e oficinas culinárias com preparação e degustação envolvendo todos os grupos alimentares. Até o momento foram realizadas oficinas sobre os seguintes grupos: Cereais, pães, massas e tubérculos, Frutas e Hortaliças, sendo detectado grande interesse e satisfação dos alunos com as atividades realizadas. Lições aprendidas: Notou-se que esse tipo de atividade é de extrema importância para o público em questão devido ao impacto positivo das oficinas na alimentação dos alunos, verificado até o momento por meio dos relatos de funcionários da escola, de pais dos alunos e deles próprios. Além disso, foi possível aprimorar as habilidades para lidar com crianças e adolescentes e participar ativamente da construção de conhecimentos. RECOMENDAÇÕES: Mesmo que o projeto ainda esteja em andamento, já se observam os benefícios proporcionados por este, sendo recomendado sua ampliação para outras escolas, tendo em vista a importância da promoção de modos de vida saudáveis em estágios iniciais da vida e do ambiente escolar ser propício para a promoção da saúde. 193 TÍTULO: ATENÇÃO PRIMÁRIA: ESTRATÉGIAS E REALIDADE Alessandra Negreiros Silva; Débora Aline Morais; Jeanine Soraia B. Vasconcelos; Leandro Graciano Silva Avelar; Maria de Lourdes Santos Nery Instituição: Universidade Fumec, UNINCOR, Uni-BH Contato: [email protected] RESUMO: A atenção primária é um conjunto integrado de ações básicas em nível individual e coletivo unido a um sistema de promoção e assistência integral à saúde. A promoção da saúde é um dos eixos da atenção primária e suas estratégias buscam as diferenças e suas necessidades, de acordo com a região e a cultura local, defendem a equidade e a criação de mecanismos para a redução de situações vulneráveis. Além disso, buscam a participação popular e o controle social. O trabalho do fisioterapeuta vem conquistando seu espaço em âmbito preventivo com ampliação das possibilidades de um novo modelo de atenção, atuando na promoção, prevenção e recuperação da saúde coletiva. O objetivo desta pesquisa foi investigar na literatura a atuação do fisioterapeuta na atenção primária e conhecer a realidade profissional na atualidade nesta área de trabalho. Os estudos apontaram várias possibilidades de atuação do fisioterapeuta nas Unidades Básicas de Saúde sendo os mais citados: atendimento domiciliar destinado aos pacientes acamados ou restritos ao lar, atividades em grupo direcionadas para gestantes, crianças com problemas respiratórios, idosos, atividades de reeducação postural e atividade física para hipertensos e diabéticos objetivando melhora no condicionamento cardiovascular. Mesmo não fazendo parte da equipe básica do Programa de Saúde da Família, o trabalho do fisioterapeuta vem sendo implantado aos poucos nas UBS de alguns municípios de Estados brasileiros. Apesar de haver predomínio das ações de reabilitação e poucas ações preventivas e educativas para a comunidade, os estudos mostraram que a população adscrita reconhece a importância da atuação do profissional em questão na manutenção e melhoria de suas qualidades de vida. 194 AUXILIARES E TÉCNICOS DE SAÚDE BUCAL – DA CONDIÇÃO DE “OCUPAÇÃO” AO STATUS DE “PROFISSÃO” DA ODONTOLOGIA Autor: Cecília Maria Carvalho Soares de Oliveira Co-autores: Luciano Eloi Santos; Maria Aparecida de Oliveira; Fabiano Freitas Corrêa; Liziany David Cardoso; Luciana Quintão Foscolo Melo; Cristiane Miranda Carvalho; Cecília Maria Carvalho Soares de Oliveira; Paula Vitali Miclos; Amanda Érika Aguiar Durães; Flávia de Oliveira Menezes Amaral; Lívia Fulgêncio; Thiago Soares Kanazawa; Marcela de Almeida Ruback; Rachel Ferraz Carmo Vieira;; Marina Pereira Coelho; Maria Carolina Palhares e Cordeiro; Paula Cristina dos Reis Aguiar; Bruce Gandra Bracarense Contato: [email protected] RESUMO: A identidade profissional do Auxiliar de Saúde Bucal e do Técnico de Saúde Bucal permaneceu comprometida durante a longa história da consolidação dessas profissões no Brasil. Sua regulamentação, que ocorreu somente 2008, representa o resgate social de uma ocupação historicamente relegada e, por isso, prejudicada no que tange à expansão do mercado de trabalho, aos direitos trabalhistas, à inclusão de representantes em comissões regulamentares, ao direito de votar e serem votados nos plenários dos Conselhos Regional e Federal, ao espaço e poder desses profissionais nas decisões e na evolução da profissão. Nesse estudo bibliográfico e documental foram analisados os fatores diversos que impactaram a favor ou contra o desenlace da regulamentação das profissões auxiliares da odontologia, a fim de circunstanciar os passos evolutivos desse percurso e as decorrências sobre a atividade prática. Concluiu-se que a inserção da equipe de saúde bucal no Programa de Saúde da Família teve papel primordial no desenlace da regulamentação dos auxiliares e, portanto, cabe à equipe a partir de então, um esforço de integração dos trabalhadores da saúde bucal, através de uma concepção pedagógica/filosófica que oriente este processo no sentido da reorganização do modelo assistencial, reproduzindo na prática do cuidado, os princípios doutrinários do SUS. 195 TÍTULO: AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL EM PORTADORES DE HANSENÍASE AUTOR PRINCIPAL: Carmen Lúcia Rondon Soares CO-AUTORES: Simone Dal Corso; Carla Malaguti Instituição:Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) e Universidade Nove de Julho (UNINOVE) Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A hanseníase é uma doença infecciosa causada pelo bacilo mycrobacterium leprae, e manifesta-se clinicamente por lesões na pele e dano em nervos periféricos podendo causar deformidades e incapacidade físicas. Adicionalmente, percepção do estigma, a presença de deformidades e o baixo nível sócio-econômico são fatores que contribuem com a deteriorização da capacidade funcional e qualidade de vida dos pacientes com hanseníase. Embora, a política de saúde do Brasil tem apoiado programas para erradicar a doença, prevenir a incapacidade e melhorar a qualidade de vida, ainda se desconhece o impacto da incapacidade física nas atividades funcionais e qualidade de vida destes pacientes. OBJETIVO: Fundamentando-se nestas constatações, o presente estudo tem como objetivo primário testar a validade do teste de Glittre como forma de avaliar a capacidade funcional em pacientes portadores da hanseníase. MATERIAL E MÉTODO: Para isto, foram recrutados 16 pacientes com diagnóstico de hanseníase triados de um centro não privado de atendimento desta especialidade e 11 controles saudáveis pareados por idade e sexo. Ambos os grupos realizaram o teste de capacidade funcional (teste de Glittre) e apenas o grupo de pacientes com hanseníase responderam a escala de avaliação de incapacidades escala SALSA (Screening of Activity Lenitation and Safety a wareness). Resultados: Os pacientes com hanseníase tiveram desempenho mais lento que o grupo controle no teste de Glittre (5,06 ± 0,95 vs 3,76 ± 0,77seg; p=0,001). O escore total da escala SALSA sugeriu moderada limitação no grupo de pacientes com hanseníase (30,87 ± 8,3), enquanto o escore de consciência e risco sugeriu baixa percepção dos riscos envolvidos em certas atividades (2,12±2,87). Relações significantes de moderada magnitude foram encontradas entre o teste de Glittre e todos os domínios da escala SALSA. CONCLUSÃO: O teste de Glittre constitui numa ferramenta válida para avaliação da limitação e incapacidade funcional de pacientes com hanseníase, podendo fornecer, assim, subsídios mais adequados para delinear estratégias terapêuticas para essa população. 196 TÍTULO: AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA E EQUILÍBRIO EM IDOSOS CONDICIONADOS E SEDENTÁRIOS Autoras: Anne Francielli Fuccik Krelling Souza; Isabela da Silva Leonardo. Co-autoras: Salete do Rocio Brandalize; Sandra Mara Meireles Adolph. Instituição: Faculdades Dom Bosco – CURITIBA – PR Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: Inúmeras alterações fisiológicas ocorrem com o processo de envelhecimento, como perda de massa muscular, diminuição do equilíbrio corporal e da massa óssea. Estas alterações podem ocasionar modificações emocionais e sociais, perda de autonomia e independência para as atividades de vida diária (AVD’s), afetando a qualidade de vida e aumentando a incidência de quedas, dependência e fragilidade no idoso. OBJETIVOS: O presente estudo teve como objetivo principal comparar a qualidade de vida e o risco de quedas entre idosos condicionados e idosos sedentários. Métodos: Foram avaliados 60 idosos, divididos em dois grupos, 30 sedentários e 30 condicionados, através da Escala de Equilíbrio de Berg e do questionário de qualidade de vida SF12. RESULTADOS: Foi possível verificar que houve diferença estatisticamente significante entre os resultados avaliados nos dois grupos de sedentários e condicionados com Berg p-valor = 0, 0039. Encontrou-se maior vulnerabilidade de quedas no grupo de idosos sedentários quando comparados aos idosos condicionados, sendo que 30% dos sedentários sofreram quedas e destes, apenas 7% tiveram como consequência a fratura. CONCLUSÃO: Por meio desta pesquisa podemos concluir que idosos condicionados apresentam menor risco de sofrerem quedas quando comparados com os idosos sedentários. 197 TÍTULO: AVALIAÇÃO DO CONSUMO ALIMENTAR E DA INGESTÃO DE NUTRIENTES EM SERVIÇOS DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE AUTOR PRINCIPAL: Mariana Carvalho de Menezes CO-AUTORES: Paula Martins Horta, Luana Caroline dos Santos, Aline Cristine Souza Lopes. Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A avaliação do consumo alimentar apresenta grande relevância na Atenção Primária à Saúde (APS) para aconselhamento nutricional específico. Objetivo: Analisar os métodos de avaliação do consumo alimentar na APS e propor alternativas. MÉTODO: Revisão nas bases de dados SciELO, LILACS e PubMed, adotando publicações dos últimos dez anos (2000/10). RESULTADOS: Identificaram-se como inquéritos aplicáveis à APS, dado à simplicidade e características específicas, o Recordatório de 24 horas (R24), Registro Alimentar e Questionário de Frequência Alimentar (QFA). O R24 apresenta baixo custo, fácil e rápida aplicação, podendo ser utilizado em populações de baixa escolaridade com diferentes faixas etárias. Entretanto, a qualidade das informações obtidas depende da habilidade do indivíduo em recordar sua alimentação e quantificar o tamanho das porções consumidas. O Registro Alimentar, por sua vez, apresenta a vantagem de redução do viés de memória, possibilitando dados mais precisos. Em contrapartida, possui aplicação limitada à indivíduos alfabetizados, cooperativos e motivados, podendo ainda sofrer influência do fato de o entrevistado saber que está sendo avaliado. Já o QFA possibilita identificar padrões alimentares e associar o consumo dietético à ocorrência de morbidades, uma vez que reduz a variação intrapessoal. No entanto, possui desempenho influenciado pela capacidade do indivíduo em relatar o consumo alimentar e pela adequação da lista de alimentos utilizada. Percebe-se, assim, que todos os métodos apresentam limitações, sendo sugeridas alternativas para minimização dos erros. Estas se relacionam aos cuidados metodológicos na aplicação do inquérito e interpretação dos resultados e incluem o treinamento do entrevistador; emprego de elementos facilitadores do relato do consumo alimentar (registros fotográficos, réplicas de alimentos e utensílios); transformação criteriosa das medidas caseiras em peso/volume de alimento; escolha adequada das tabelas de composição de alimentos e; utilização de padrões de referência na avaliação da adequação nutricional. Aponta-se ainda a utilização conjunta do R24 e QFA, além da investigação dos hábitos alimentares, por favorecerem maior fidedignidade das informações. CONCLUSÃO: Apesar da inexistência de método-ouro para avaliação do consumo alimentar na APS, o estudo apontou para realização de entrevista criteriosa, associação do R24 ao QFA e investigação de hábitos alimentares. 198 TÍTULO: AVALIAÇÃO DO PERFIL NUTRICIONAL DE IDOSOS E SEU RISCO PARA A DESNUTRIÇÃO. AUTOR PRINCIPAL Mariana Ribeiro de Almeida Lana CO-AUTORES: Rozângela Rosa Lopes; Luana Carvalho; Érika Gonçalves Silva Santos. INSTTUIÇÃO: Prefeitura de Belo Horizonte – Centro de Saúde Nossa Senhora de Fátima Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: O envelhecimento populacional é uma realidade mundial, consequente ao aumento da expectativa de vida. Os idosos são particularmente propensos a alterações nutricionais devido às modificações próprias da idade, como a ocorrência de doenças crônicas não transmissíveis, dificuldades alimentares, alterações da mobilidade, declínio funcional bem como isolamento social. Essas alterações comprometem a ingestão alimentar e o aproveitamento integral dos nutrientes, podendo, desta forma, levar a desnutrição. Tendo em vista o risco de desnutrição em idosos e suas conseqüências, uma avaliação do seu estado nutricional se faz necessária. Um instrumento válido, de fácil aplicação, rápido e barato é a Miniavaliação Nutricional (MAN), que avalia de forma válida e confiável o risco de desnutrição na população idosa. OBJETIVO: Identificar o perfil nutricional de idosos que procuraram as UBS da regional centro-sul de Belo Horizonte no Dia Nacional de Multivacinação de Idosos. MÉTODOS: Trata-se de um estudo quantitativo, observacional de corte transversal. Foi utilizada amostra de conveniência, constituída de 66 idosos acima de 60 anos, nos quais foram aplicados a MAN. RESULTADOS: Dos 66 idosos avaliados, 55,7 eram do sexo masculino. A média da idade da amostra foi de 72,94 anos ± 8,61 anos. A média do escore total da MAN foi de 20,5 ± 8,1. Segundo a classificação da MAN 60,5% dos idosos e 35,7% das idosas não apresentavam risco de desnutrição; 31,5% dos homens e 53,5% das mulheres apresentaram risco de desnutrição e foram classificados como desnutridos 2,6% dos idosos e 7,1% das idosas. A média do IMC foi de 27,18 Kg/m2 ± 4,34. De acordo da classificação de IMC (Lipschitz, 1994) 50% dos idosos do sexo masculino e 39,3% do sexo feminino apresentaram excesso de peso; 42,1% homens e 50% mulheres estavam eutróficas e 7,9% dos homens e 10,7% das mulheres apresentaram quadro de magreza. CONCLUSÃO: Em consonância com a literatura, nossos dados mostram que a população feminina acima de 60 anos encontram-se em risco elevado de desnutrição. A avaliação antropométrica e a MAN são métodos não-invasivos e de fácil realização, mas ainda não existe um método ideal para se avaliar a composição corporal. Para a determinação do risco nutricional na terceira idade, é necessário uma análise conjunta dos diversos parâmetros disponíveis, visto que a área ainda é de conhecimento novo. 199 AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ORGANIZAÇÃO DA DEMANDA ESPONTÂNEA EM UM CENTRO DE SAÚDE DE BELO HORIZONTE-MG, BRASIL.AGO/2010 BEATO, Elizângela; CHAVES, Kamille Gomes; BARBOSA, Priscila Lopes. Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO:O processo de organização da demanda espontânea tornou-se uma grande desafio para as equipes de saúde da rede de atenção primária caracterizando-se como um dos processos que apontam a qualidade da atenção prestada ao sujeitos no que se refere à resolutividade, escuta qualificada, atenção integral à necessidade do sujeito e humanização da assistência à saúde. Este estudo segue as marcas e prioridades da Politica de Humanização da Saúde, visando redurzir tempo de espera para atendimento, resolutividade, atendimento acolhedor garantia de informação e responsabilização. OBJETIVOS: Analisar o nível de satisfação do usuário com o processo de organização da demanda espontânea. METODOLOGIA: Este trabalho foi realizado no Centro de Saúde Conjunto Paulo VI, região de alto risco da regional Nordeste em Belo Horizonte –MG no período de Junho à Agosto de 2010. Ressalta-se que este centro de saúde é atualmente responsável por aproximadamente 8000 sujeitos cadastrados.Trata-se de uma pesquisa qualiquantitativa, com utilização de um questionário semi estruturado.Não houve identificação do usuário por nome. A participação da pesquisa foi por livre escolha. Para aplicação da mesma, contou-se com a ajuda dos estagiários do projeto Posso Ajudar, pois foram identificados como sujeitos “neutros” diante da equipe de saúde da unidade . RESULTADOS : Durante o período de 60 dias úteis, foram realizados 1100 atendimentos de escuta á demanda espontânea. Neste mesmo período foram entrevistados 106 usuários, totalizando um percentual de quase 10% dos casos atendidos no processo de demanda espontânea. Sobre a questão de satisfação com o fluxo de atendimento apenas 10 entrevistados alegaram conceito negativo, pontuando como justificativa, a falta de todos os medicamentos necessários, a demora no processo de atendimento e a necessidade de mais médicos na unidade. Aproximadamente 03 usuários questionam a indiferença do profissional durante atendimento, o que reforça a idéia de uma atenção mais humanizada, e disponível à escuta em seu sentido mais amplo. E 01 usuário questiona a deficiência de orientação na comunidade, das alterações realizadas no fluxo da unidade de saúde antes de se chegar ao Centro de Saúde. Entre os pacientes que informaram satisfação estão aqueles que, apesar do tempo de espera por atendimento ter sido superior á 1h, acreditam que suas necessidades foram resolvidas no mesmo dia e que por isso o processo de escuta qualificado faz-se importante. A partir destes resultados é possível identificar que os pacientes esperam uma escuta que seja rápida, mas ao mesmo tempo qualificada, resolutiva e humanizada. Tanto o profissional médico, como o modelo médico-centrado ainda são referenciais na cultura dos usuários. Percebe-se também uma vontade latente em se compreender o fluxo da unidade em território e não no centro de saúde, como fator diferencial para organização da demanda espontânea. Assim, as avaliações evidenciaram uma satisfação do usuário com o processo de organização da demanda espontânea, embora sintam uma necessidade maior de contato físico e atenção com suas questões sociais, e mesmo diante da fala de necessidade de mais médicos para agilizar o processo de organização da demanda, o Enfermeiro se estabelece como referência da comunidade no que se refere resolutividade, escuta e acolhida 200 AVALIAÇÃO DO RISCO DE QUEDAS: UMA PROPOSTA DE PLANEJAMENTO DE AÇÕES DE PROMOÇÃO DE SAÚDE PARA IDOSOS Santos, EGS. Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: O envelhecimento populacional é uma realidade mundial, conseqüente ao aumento da expectativa de vida e do número de idosos. De acordo com este dado, esperase que em 2025 o Brasil seja o sexto país em maior número de idosos no mundo. O envelhecimento favorece o aumento do número de doenças crônico-degenerativas, perda da capacidade funcional e aumento do risco de quedas, as quais são consideradas um marcador importante de fragilidade e declínio funcional. Em virtude do impacto das quedas na qualidade de vida dos idosos, uma avaliação específica se torna imperativa no acompanhamento gerontológico. Um teste simples e largamente utilizado na prática clínica para este fim é o “Time and up and Go”. Este é um teste válido e confiável, que avalia de maneira rápida e segura o risco de queda, a partir da mobilidade funcional dos idosos. OBJETIVO: Identificar idosos com risco de quedas da área de abrangência da Unidade Básica de Saúde Jardim Montanhês (UBS-JM). METODOLOGIA: Foi aplicado o teste “Time and up and Go” em 17 idosos que se voluntariaram a participar do estudo e estavam presentes na UBS-JM durante a comemoração da Semana do Idoso de 2009. RESULTADOS: 88,2 % dos idosos eram do sexo feminino; média de idade de 74,8 ± 9,06; tempo médio do teste 13,26 ± 6,68, sendo que 94,1% dos idosos apresentavam risco de queda. CONCLUSÕES: Ações importantes como a conscientização dos idosos a respeito do risco de queda e da importância do gerenciamento do ambiente já foram realizadas durante a referida Semana do Idoso. Entretanto, é necessário um diagnóstico da situação dos idosos da área de abrangência da UBS, utilizando uma amostra mais ampla, a fim de coletar dados representativos, que possam direcionar o planejamento de intervenções que previnam quedas. 201 TÍTULO: AVALIAÇÃO DOS FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DE ÚLCERA POR PRESSÃO EM PACIENTES INTERNADOS EM CTIs. AUTOR PRINCIPAL: MATOZINHOS, Fernanda Penido CO-AUTORES: GOMES, Flávia Sampaio Latini; BASTOS, Marisa Antonini Ribeiro; TEMPONI, Hanrieti Rotelli; VELÁSQUEZ-MELÉNDEZ, Gustavo. Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais. Contato: [email protected] RESUMO: Pacientes acamados apresentam, geralmente, alto risco para desenvolver úlceras por pressão. Dessa forma, representam um grupo prioritário para o estudo deste agravo. Esta identificação é alcançada por meio da utilização de instrumentos de avaliação, como as escalas de risco. O objetivo deste estudo foi analisar os fatores de risco para o desenvolvimento de úlcera por pressão em pacientes internados em CTIs. Trata-se de um estudo seccional analítico. A população foi constituída por pacientes com idade maior ou igual a 18 anos, internados nos 316 leitos distribuídos em 22 CTIs, de 15 hospitais públicos e privados de Belo Horizonte, Minas Gerais. Para a coleta de dados, utilizou-se um formulário com questões referentes às informações da instituição, do paciente e da pontuação na Escala de Risco de Braden, além de medidas preventivas utilizadas. Os dados foram processados e analisados por meio do programa SPSS versão 15.0. Foram calculadas as freqüências de UP para cada subescala e construído o modelo de associação entre os valores da escala de Braden e a ocorrência de UP. A amostra foi composta por 140 pacientes, dos quais 54% eram do sexo masculino, 64% tinham 60 anos ou mais e 65% cor de pele branca. O tempo total médio de internação no CTI foi de 13 dias. Os valores médios dos escores da escala de Braden nos 140 pacientes foi 13,86; 14,13 para pessoas do sexo masculino e 13,56 no sexo feminino; 15,22 para pacientes menores de 60 anos e 13,03 para pacientes com 60 anos ou mais. Observou-se que a partir do 15o dia de internação todos os pacientes internados apresentavam alguma categoria de risco para o desenvolvimento de úlcera por pressão. Identificou-se que os parâmetros de maior risco nas sub-escalas foram: percepção sensorial (completamente limitado), umidade (constantemente e muito úmida), atividade (acamados), mobilidade (completamente imobilizados e muito limitados), nutrição (adequada) e fricção e cisalhamento (problema). Em relação ao modelo de associação entre categorias de escore e a presença de UP, observou-se que pontuações de risco na escala de Braden ajustados pelo tempo de internação foi fator associado ao desenvolvimento de úlcera por pressão. Por meio deste estudo, verificou-se que a utilização da Escala de Braden na prática clínica é instrumento bastante útil de predição para o desenvolvimento de úlcera por pressão ou sua recidiva. 202 TÍTULO: CARATINGA, SAÚDE BUCAL LEVADA À SÉRIO AUTOR PRINCIPAL: Zilernice Ramires Guimarães Brito CO-AUTORES: Rosineide Heringer Silva Motta; Soraia Alves Nogueira Xavier; Marco Antônio Ferraz Junqueira. Instituição: Unec Contato: [email protected] RESUMO: Caratinga situa-se no leste mineiro, com aproximadamente 81.000 habitantes, distribuídos em 1.251.000 Km2 entre a sede e 10 distritos. Até 1992, as ações preventivas de saúde bucal eram realizadas pela Fundação SESP, em algumas escolas do município. As ações curativas eram desenvolvidas por quatro (4) cirurgiões dentistas e duas (2) auxiliares de saúde bucal (ASB). A fluoretação da água de abastecimento público iniciou-se em 1980. Em 1993, para a implantação do programa de saúde bucal vigente, foi realizado o primeiro levantamento epidemiológico de saúde bucal, reportando um índice CPO-D de 6,6 (Dentes cariados, perdidos e obturados), considerado de prevalência muito alta pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Medidas de prevenção, promoção e restabelecimento da saúde foram imediatamente adotadas. Foram contratados 24 cirurgiões dentistas e 42 ASB. As atividades de prevenção e promoção de saúde passaram a ser realizadas em todas as escolas e creches do município, semanalmente. O atendimento nos distritos mais distantes foi facilitado pela aquisição de trailers odontológicos. O heterocontrole do flúor (1996), a odontologia para bebês e a prevenção do câncer bucal passaram a integrar o programa. Em 1995, com o esgotamento do atendimento curativo centrado em escolares, os consultórios das escolas foram desativados. Foi construído o Centro Odontológico Municipal, com 12 consultórios, ampliando o atendimento para outras faixas etárias. O índice de cárie, na idade de 12 anos, foi reduzido de 6,6 em 1993 para 1,77 em 2006. Alcançada a meta, estipulada pela OMS, para a idade de 12 anos (CPO-D ≤ 3 em 2000), a estratégia do programa foi alterada para a conquista de outras metas. Em 2003, três Equipes de Saúde Bucal (ESB) integraram às Estratégias de Saúde da Família (ESF). A partir de 2004 foram realizados, levantamentos epidemiológicos, norteadores das ações nas comunidades cadastradas e os tratamentos curativos passaram a ser desenvolvidos de acordo com o risco levantado. Até o ano de 2006 foram realizados oito levantamentos epidemiológicos. Recomenda-se a continuidade destes, aproximando a pesquisa em saúde das políticas de saúde desenvolvidas pelo município, identificando os subgrupos de risco, em cada distrito sanitário, mapeando as variáveis socioeconômicas marcadoras dos agravos à saúde bucal. O trabalho árduo e a manutenção do programa trouxeram para o município o Prêmio Brasil Sorridente 2008. 203 COMPREENDENDO A PERCEPÇÃO MATERNA ACERCA DO DISTÚRBIO NUTRICIONAL DO FILHO Débora Arreguy Silva, Fabrícia Cecília Marques Ribeiro, Elffie de Andrade, Gisele Nepomuceno de Andrade, Anézia Moreira Faria Madeira. Instituição: Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Pública da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. Contato: [email protected] RESUMO: Os distúrbios nutricionais infantis representam um grande e permanente problema de saúde pública. Diversos fatores têm sido implicados no crescimento destes agravos incluindo aspectos culturais, biológicos, sociais, comportamentais e ambientais. Os pais, especialmente as mães, são constantemente referenciados em estudos sobre estes agravos. Porém, pouco se conhece sobre as experiências destas mulheres que possuem um filho portador destes distúrbios nutricionais. Observamos que o fato das crianças não ganharem peso ou estarem acima do peso esperado, em pesagens consecutivas, causa angústia e preocupação nas mães. Questionamos: como a mãe vivencia o distúrbio nutricional do filho? O que significa para ela pesar o filho e ver que ele não ganhou peso ou que ainda está acima do peso? Sendo assim, este estudo teve por objetivo compreender o significado, para as mães, de ter um filho com distúrbio nutricional. Pesquisa de natureza qualitativa com enfoque fenomenológico realizada em um centro de saúde de Belo Horizonte, MG. Os dados foram coletados por meio de entrevista aberta às mães que frequentam os grupos operativos de crianças de baixo peso e sobrepeso, orientada pela questão: “Conte para nós o que é, para você, ter um filho com problema de peso”. A população foi definida a partir da saturação dos conteúdos das falas dos sujeitos. Sendo assim, participaram do estudo 14 mães. A interpretação dos dados foi feita segundo experiência dos autores, literatura pertinente ao tema e pressupostos da fenomenologia. A análise das entrevistas foi fundamentada em autores que definem como proceder à análise compreensiva dos discursos de uma pesquisa, do ponto de vista da metodologia qualitativa, abordagem fenomenológica, e permitiu a construção das seguintes categorias analíticas: Atenção à alimentação do filho; Comparando o filho com outras crianças; Sentindo-se insegura em cuidar do filho e Apoio do profissional de saúde. Acreditamos que a realização desta pesquisa poderá auxiliar a organização do serviço de acompanhamento de crianças com distúrbios nutricionais, subsidiar uma proposta educativa e contribuir para o atendimento adequado e humanizado enfocando os sentimentos das mães. 204 COMPREENSÃO E ADESÃO DA PRIMIGESTA COM RELAÇÃO AO ALEITAMENTO MATERNO E ATENÇÃO DO ENFERMEIRO NO PRÉ-NATAL AUTOR PRINCIPAL: Marcela Quaresma Soares* CO-AUTORES: Luciane Ferreira de Castro*; Rafaela Magalhães Fernandes**. (*) Secretaria Municipal de Saúde de Ponte Nova (**) Universidade Federal de Viçosa Contato: [email protected] RESUMO: Este trabalho está inserido na linha de pesquisa Saúde da Família e na área predominante Enfermagem em Saúde Pública, tem como objeto de estudo saber o grau de conhecimento das primigestas em relação ao aleitamento materno. Temos por finalidade descobrir o conhecimento das primigestas sobre a importância da amamentação, identificar se as orientações do enfermeiro sobre o assunto foram suficientes, e discutir sua importância no pré-natal no Saúde da Família. Este estudo é de caráter qualitativo, descritivo e exploratório, como instrumento, a entrevista semi-estruturada. Os resultados foram obtidos através da analise de conteúdo. Constatamos que as primigestas não reconheciam a verdadeira importância do aleitamento materno, diziam ser essencial para a saúde de seu filho o que gera um sentimento de cobrança, pois sendo nutriz a detentora do corpo biológico, seria dela a responsabilidade pelo crescimento e desenvolvimento saudável do lactente. 205 TÍTULO: CONCEPÇÕES FEMININAS SOBRE CORPO, SÁUDE E DOENÇA NO CONTEXTO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA: O CASO IPÊ AUTOR PRINCIPAL: Fernanda Magalhães Duarte CO-AUTORES: Rita Cristina de Souza Santos Instituição: Universidade Vale do Rio Doce - UNIVALE Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: Considerando que saúde é muito mais que ausência de doença, tornase necessário um olhar diferenciado e urgente para a expressiva parcela da população, a feminina, que apresenta necessidades de atenção à saúde que vai além da questão da maternidade. OBJETIVO: Conhecer o perfil sócio-econômico das mulheres chefes de família, com idade superior a 16 anos, cadastradas na Estratégia Saúde da Família (ESF) Ipê em Governador Valadares, Minas Gerais. METODOLOGIA: Configura-se como uma pesquisa de caráter exploratório-descritivo através de uma abordagem quantitativa. Como instrumento de coleta de dados foi utilizada a ficha A de julho de 2010, instrumento do Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB). RESULTADOS: Através de levantamento inicial de informações das mulheres acima de 16 anos cadastradas na Ficha A, foram encontradas 824 mulheres. Dessas, 206 (25%) são chefes de família. Para esse trabalho, foi considerado como mulheres chefes de família as que não estão em união e que possuem filhos, ou seja, as monoparentais femininas. Das 206 chefes de família, 6% apresentam renda per capita inferior a ¼ salário mínimo, 41% de ¼ a ½ salário mínimo, 50% de ½ a 1 salário mínimo e 3% superior a 1 salário mínimo. CONCLUSÃO: Espera-se que essa pesquisa proporcione reflexão para as mulheres participantes e demonstre a importância para compreensão do corpo, saúde e doença não apenas vinculados a sua natureza, mas sim que esses entendimentos são inteiramente construídos na e pela cultura, de forma diferente de acordo com os territórios. Ainda, que as ações de saúde pública dirigidas à mulher levem em consideração a realidade local em seu contexto sócio-econômico e cultural. 206 TÍTULO: Concordância entre Diferentes Métodos de Mensuração da Gordura Corporal em Serviço de Atenção Primária à Saúde AUTOR PRINCIPAL: Mariana Carvalho de Menezes CO-AUTORES: Lorena Pires Cunha, Luana Caroline Santos, Ann Kristine Jansen, Aline Cristine Souza Lopes Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: O excesso de gordura corporal está associado ao aumento da morbimortalidade, sendo importante a escolha de métodos de avaliação da composição corporal confiáveis, simples e de fácil aplicabilidade na população. OBJETIVOS: Verificar a concordância entre a composição corporal obtida por dobras cutâneas (DC) e bioimpedância elétrica (BIA), bem como a correlação entre estes métodos e outros parâmetros de avaliação corporal (índice de massa corporal-IMC, circunferência da cintura-CC e razão cintura/quadril-RCQ). MÉTODOS: Estudo transversal com adultos e idosos em acompanhamento nutricional em Unidade Básica de Saúde de Belo Horizonte - MG. Utilizou-se peso, altura, CC, RCQ e composição corporal pelo somatório das DC (triciptal, biciptal, subescapular e supra-ilíaca) e por BIA. A análise estatística incluiu testes Kolmogorov-Smirnov, t de student, Wilcoxon, coeficiente de correlação de Pearson e Spearman, e modelo de Bland-Altman (p < 0,05). RESULTADOS: Dos 85 indivíduos avaliados, 91,8% eram mulheres e a média de idade foi de 51,8±13,0 anos. O percentual de gordura estimado pela DC foi estatisticamente superior as estimativas da BIA (42,8%; 12,6-49,2 vs 40,24±5,23%; p < 0,001). Apesar disso, verificou-se moderada correlação (r = 0,58; p < 0,001) e boa concordância [0,9797 (8,0519; 10,0113)] entre esses métodos. Houve ainda correlação significativa do IMC e a CC com os achados da BIA e das DC (com coeficientes variando de 0,453 a 0,707). A BIA apresentou maiores correlações com os indicadores antropométricos IMC e CC (r = 0,605 e 0,707, respectivamente), em comparação com as DC (r = 0,493 e 0,453). CONCLUSÃO: Os resultados observados sugerem a validade desses parâmetros na Atenção Primária à Saúde, sobretudo dos indicadores do estado nutricional IMC e CC. Estes são métodos exequíveis e que apresentaram boa correlação com a gordura corporal. 207 TÍTULO: CONSUMO DE FIBRAS E CONSTIPAÇÃO INTESTINAL: ATUALIZAÇÃO E CONSIDERAÇÕES AUTOR PRINCIPAL: Ana Luisa Marcucci Leão CO-AUTORES: Caroline de Paula Franco, Clesiane Honorato Machado, Luana Caroline dos Santos Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: As fibras alimentares (FA), substâncias derivadas de vegetais resistentes à ação das enzimas digestivas humanas, vêm despertando amplo interesse de especialistas das áreas de nutrição e saúde em virtude dos seus importantes efeitos fisiológicos. Esses abrangem a redução do risco de algumas doenças (como as coronarianas e certos tipos de câncer) e diminuição dos níveis séricos de colesterol e glicose. OBJETIVOS: Revisar a importância do consumo de fibras e sua relação com a constipação intestinal. MÉTODOS: Foi realizado um estudo de revisão bibliográfica, pautado em publicações dos últimos 10 anos, na base de dado Scielo e em sites de organizações governamentais. Os descritores utilizados foram consumo de fibra alimentar e constipação intestinal. Resultados: A ingestão de fibras recomendada, pelo Institute of Medicine, para adultos, é de 38g para homens e 25g para mulheres, e para indivíduos acima de 50 anos, 30g para homens e 21g para mulheres. No entanto, nota-se baixo consumo deste nutriente por grande parte da população brasileira, cerca de 20g pelas mulheres e 29g pelos homens segundo estudos diversos, tendo em vista a ingestão reduzida de alimentos fontes, tais como frutas, hortaliças, leguminosas e cereais integrais. Dados nacionais recentes destacam que apenas 30,4% da população adulta consome frutas e hortaliças em 5 ou mais dias da semana e 18,9% o fazem nas porções recomendadas (> 5 porções/dia). Esses achados podem se associar à alta ocorrência de constipação intestinal, 2 a 28%, que acomete, principalmente, mulheres e indivíduos com idade superior a 65 anos. A interação das fibras com o funcionamento intestinal deve-se a seu efeito prebiótico no organismo. As fibras solúveis, em contato com a água, formam géis que elevam a viscosidade do conteúdo gastrointestinal, retardando o esvaziamento gástrico e as fibras insolúveis, ao permanecerem praticamente intactas no intestino delgado, aumentam o volume do bolo fecal e a frequência dos movimentos intestinais, facilitando a evacuação. Ressalta que, apesar disso, a constipação intestinal é multifatorial, sendo a dieta pobre em fibras um dos fatores contribuintes. CONCLUSÃO: A ingestão de fibras encontra-se aquém do recomendado e, diante de seus inúmeros benefícios para a saúde, esta deve ser incentivada como uma importante ferramenta nutricional para promover a saúde e a qualidade de vida dos indivíduos. 208 TÍTULO: CONSUMO DE MICRONUTRIENTES E EXCESSO DE PESO: EXISTE RELAÇÃO? AUTOR PRINCIPAL: Ana Luisa Marcucci Leão CO-AUTORES: Luana Caroline dos Santos Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: O incremento da obesidade nas últimas décadas se associa às mudanças ocorridas nos modos de vida da população, abrangendo amplas alterações dietéticas, sobretudo no tocante à ingestão de micronutrientes. OBJETIVO: Investigar o consumo de micronutrientes na população e sua possível implicação no estado nutricional. MÉTODOS: Realizou-se um levantamento bibliográfico contemplando artigos nacionais e internacionais, publicados nos últimos 10 anos, nas bases de dados SciELO, LILACS, Medline, além de sites de organizações governamentais. Foram utilizados como descritores: consumo de micronutrientes, consumo alimentar, excesso de peso e saúde e suas respectivas traduções em inglês. Resultados: A deficiência no consumo de micronutrientes aparece como um problema de saúde global, atingindo cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo. No Brasil, estudo realizado em 150 municípios identificou ampla inadequação no consumo de micronutrientes, tais como vitamina A (50%), vitamina C (80 %) e, vitamina E e D (99%). Evidências apontam associação destas inadequações, bem como dos minerais cálcio e zinco com maior risco de doenças e agravos não transmissíveis, incluindo a obesidade. A insuficiente ingestão de vitamina A parece favorecer o excesso de peso por alteração no metabolismo da tireóide. Já a vitamina C se relaciona à síntese de carnitina e participa na oxidação da gordura, enquanto que a vitamina E possui um papel antioxidante importante na obesidade, tendo em vista ser este considerado um estado de estresse oxidativo crônico. A insuficiência de vitamina D pode estar relacionada ao diabetes mellitus e à obesidade devido à sua relação com a saciedade, redução do gasto energético e aumento nos níveis do paratormônio. Quanto aos minerais, o cálcio pode se relacionar ao controle do peso em virtude de regulação da termogênese e dos processos de lipogênese/lipólise. Já a ingestão de zinco se relaciona com a regulação hormonal, principalmente de insulina e leptina. CONCLUSÃO: A importância da promoção de hábitos alimentares saudáveis por meio de práticas educativas se faz necessária para uma maior conscientização da população sobre alimentação e qualidade de vida. Assim, a associação entre micronutrientes, hábitos de vida saudáveis e melhor qualidade de vida devem ser componentes prioritários nas estratégias de Saúde Pública, a fim de deter o avanço da obesidade e suas complicações em nosso país. 209 CONTROLE DE SITUAÇÕES CRÔNICAS REALIZADO PELA EQUIPE DE SAÚDE DA FAMÍLIA UTILIZANDO A ESTRATÉGIA DE GRUPO SOCIOEDUCATIVO Mara Tadeu dos Santos Pereira; Érica Silva Figueiredo; Maria Teresinha de Oliveira Fernandes; Ana Maria Jardim; Helenilda de Jesus Rezende; Isabela Fernandes Zenóbio de Lima; Kátia Magalhães Angrisano Unidade Básica de Saúde João Pinheiro – Regional Noroeste – Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: Com o aumento da carga mórbida das doenças crônicas não transmissíveis as equipes de saúde da família tem adotado o grupo socioeducativo como estratégia para controle, acompanhamento, prevenção de agravos e promoção de hábitos de vida saudável. OBJETIVO: Caracterizar o grupo socioeducativo e repercussões no controle de situações crônicas na saúde da família. MATERIAL E MÉTODO: Análise descritiva, exploratória de prontuários priorizando pessoas com hipertensão arterial acompanhadas em grupo socioeducativo, no período de junho/2005 a junho/2010 ano por uma equipe de saúde da família de uma unidade básica de saúde da regional noroeste/belo horizonte/mg/br. Optou-se pela amostragem por acessibilidade por ser esse um procedimento que é destituído de qualquer rigor estatístico. Foram considerados critérios de elegibilidade para inclusão no estudo aqueles dados pertencentes a todos os sujeitos, de ambos os sexos integrantes do grupo. Consideraram-se as variáveis: sexo, idade, fatores de risco, níveis pressóricos, IMC. RESULTADOS: dos 79 prontuários disponíveis 70 foram incluídos no estudo e 9 excluídos por falta dos dados completos. Encontrou-se 14 (20%) homens e 56 (80%) mulheres. Quanto à idade a prevalência é de 63% de idosos e 37% de adultos. Para os valores pressóricos utilizou-se a extratificação com os seguintes resultados: - início do grupo - 13 com bom controle pa (<120/80),15 limítrofe, 24 estágio i, 18 estágio ii; - atual 31 com bom controle pa (<120/80),14 limítrofe, 17 estágio i, 4 estágio ii. Quanto aos fatores de risco os mais prevalentes para este grupo foram a idade >65 anos sexo feminino em 42%, a dislipidemia em 22%, seguido da dm2 em 15%. considerou também o IMC encontrando-se até 59 anos obesidade grau ii - 4, obesidade grau i - 8, sobrepeso - 0, normal - 2, desnutrido - 0 e >60 anos excesso - 15 normal - 11 desnutrição - 2. CONCLUSÃO: A tentativa de sistematizar estes dados traz reflexões sobre o processo de trabalho da equipe e envolvimento de todos os seus integrantes na atividade. Aponta que integrando ações de promoção, prevenção, tratamento e vínculo poderá influenciar na melhoria do controle das situações crônicas. 210 TÍTULO: CONTROLE DO TABAGISMO EM UBS DO MUNICÍPIO DE BETIM - 2010. AUTOR PRINCIPAL: Vanuza Regina Lommez De Oliveira* CO-AUTORES: Elisabeth Blanc Hermont**, Maria da Consolação Magalhães Cunha*** *Enfermeira-PUC MINAS Betim; servidora da Prefeitura Municipal de Betim/MG. ** Enfermeira Sanitarista, Referência Técnica do Programa de Controle do Tabagismo da Prefeitura Municipal de Betim/MG. *** Professora - PUC MINAS Betim-Mestre em Epidemiologia pela FM/UFMG. Instituição: Prefeitura Municipal de Betim Contato: [email protected] RESUMO: O tabagismo contribui fortemente para o desenvolvimento de doenças crônicas e responde por quase metade das doenças nos países em desenvolvimento (INCA, 2002). Dentre os desdobramentos decorrentes do uso contínuo do tabaco cita-se o câncer de boca, faringe e laringe, o câncer do esôfago e pulmão, as cardiopatias, a hipertensão arterial, as doenças vasculares e respiratórias, com 200 mil mortes/ano estimadas em decorrência do tabagismo (OMS, 2002). Diante dessa realidade, o Ministério da Saúde, por meio do Instituto Nacional de Câncer (INCA), lançou o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) que foi construído voltado para a prevenção do tabagismo e estímulo à abstenção do fumo. Ambos os enfoques são reforçados por ações legislativas, econômicas e sociais. Além disso, uma das metas do PNCT é implantar o programa nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Sistema Único de Saúde (SUS) (BRASIL, 2001). No Município de Betim, os dados de internações hospitalares em 2006 apontam que, de um total de 19.023 internações, 6.429 poderiam estar relacionados ao uso do tabaco, correspondendo a 33,7% do total (SIH, 2007). A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Betim por meio da Diretoria de Promoção à Saúde, vem estruturando o programa dentro dos pressupostos do SUS, além de articular com diversas secretarias e programas nas ações coletivas e assistenciais. A implantação do projeto iniciou em 2007, sendo realizada em duas etapas: Abordagem do Ambiente Livre de Cigarro e Abordagem Intensiva ao Fumante. O objetivo da primeira etapa foi sensibilizar servidores públicos para o assunto tabagismo. Na segunda etapa, realizada entre 2007 e 2009, os profissionais de saúde foram capacitados na Abordagem Intensiva aos Fumantes e preparados para implantar os grupos nas UBS. Atualmente, são 21 UBS cadastradas e 130 profissionais capacitados no PNCT. No total, foram atendidos 592 usuários, sendo que desses 246 deixaram de fumar (BETIM, 2010). Os dados demonstram a importância do programa no controle do tabagismo e a necessidade de ampliação das ações. 211 TÍTULO: DESAFIOS NO CUIDADO A PESSOA COM DM2 PARA A EQUIPE DE SAÚDE DA FAMÍLIA AUTOR PRINCIPAL: Érica Silva Figueiredo - [email protected] CO-AUTORAS: Patrícia Aparecida Barbosa Silva - [email protected] Maria Teresinha de Oliveira Fernandes - [email protected] Sônia Maria Soares - [email protected] Liliam Barbosa Silva - [email protected] Instituição: Prefeitura de Belo Horizonte RESUMO: O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) desponta como um problema de saúde pública mundial pelo aumento expressivo de sua incidência, prevalência, evolução desfavorável e alto custo. O cuidado no DM2 representa um desafio aos profissionais de saúde, pois o tratamento traz uma série de situações que comprometem os aspectos físico e psicológico do doente, com repercussões pessoais, familiares, sociais e no seu estilo de vida. Este estudo procurou refletir sobre o cuidado à pessoa com DM2 na Saúde da Família. É um relato de experiência, cujos dados foram coletados em fonte secundária a partir do número de consultas médicas e da observação de grupos socioeducativos para DM2 em uma Unidade Básica de Saúde de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, em 2008. Essa população é uma das que mais demandam assistência e cuidado nas Unidades Básicas. Na proposta de contribuir para as pessoas se educarem para a faixa de segurança do diabetes integram-se as consultas médicas e o trabalho com grupos. Os recursos que se tem hoje em uma Unidade Básica não são suficientes para esse controle, como os exames laboratoriais. O que se orienta nas consultas ou grupos torna-se pouco palpável para alguns clientes e o que se discute para o controle efetivo da glicemia só é percebido em longo prazo quando aparecem complicações. Observa-se quão a dificuldade de o cliente compreender e assimilar que os níveis glicêmicos são afetados por exercícios, medicações e alimentação. A automonitorização é recomendada no tratamento da pessoa com diabetes, pois, confirma a eficácia do tratamento, identifica as variações glicêmicas, evidencia os pontos a serem melhorados no tratamento, dando visibilidade à magnitude do problema Quando se discute no grupo sobre a alimentação, percebe-se que isso não é assimilado adequadamente e difícil abstração em algumas culturas. Quanto aos exercícios físicos apropriados, há adesão de alguns às caminhadas. Quanto ao uso de medicamentos, às vezes são prescritos para ajudar a manter a glicemia na faixa de segurança, mas os clientes parecem não ter se apropriado deste saber. Na prática cotidiana da Unidade de Saúde, ainda constitui-se desafio trabalhar no grupo de educação diabetológica o automonitoramento. Percebe-se a necessidade de incorporar na prática assistencial tecnologias leves e leve-duras que poderão sensibilizar e favorecer a pessoa com diabetes manter-se na faixa de segurança, compreendendo a doença, seu controle, melhor nível de bem estar, prazer e autonomia. 212 DIAGNÓSTICO DAS AÇÕES DE SAÚDE DA MULHER DA REGIÃO NORDESTE DE BELO HORIZONTE Ricardo Luiz S. Tenório Contato: [email protected] RESUMO: No Brasil, as ações de saúde da mulher somente alcançaram uma abrangência integral a partir do Programa de Assistência Integral de Saúde da Mulher (PAISM,1984). O novo paradigma da política de saúde da mulher no Brasil, atualmente, inclui ações efetivas na educação, promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento e recuperação. A assistência à mulher, além da clínica ginecológica, pré-natal, parto e puerpério, climatério, planejamento familiar, DST, câncer de colo de útero e de mama, envolve outras necessidades identificadas a partir do perfil populacional das mulheres. Em Belo Horizonte, as mulheres em idade reprodutiva, entre 10 e 49 anos, está em torno de 1 milhão de pessoas Este estudo diagnosticou as ações de saúde da mulher desenvolvidas no distrito sanitário nordeste, a partir do relato dos profissionais das UBS. Trata-se de um estudo descritivo de avaliação das ações de saúde da mulher desenvolvidas nas ESF do distrito sanitário nordeste. Os sujeitos do presente estudo foram os profissionais das ESF médico e/ou enfermeiro (participaram 60 ESF do total de 71 ESF), lotados nos 21 Centros de Saúde do distrito sanitário nordeste. Os dados foram coletados mediante entrevista por 10 acadêmicos da Faculdade Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - Betim, previamente treinados pelo pesquisador. Foi utilizado no presente estudo um questionários com perguntas relacionadas a atenção à saúde da mulher: pré-natal, exame citopatológico, climatério, câncer de mama e planejamento familiar. A proposta surge como uma sequência programada de intervenções na saúde da mulher do DISANE. Diante do exposto, a equipe técnica do distrito vem buscando estratégias para reorganizar o processo de trabalho na saúde da mulher, tentando aproximá-la das diretrizes propostas pelo BH-VIDA: Saúde Integral. Após o diagnóstico das ações de saúde da mulher desenvolvidas nas UBS poderemos proporcionar uma reflexão das ações a serem implementadas e o impacto delas na qualidade de vida da população adscrita. 213 DISFUNÇÃO RENAL: RITMO DE FILTRAÇÃO GLOMERULAR X CREATININA PLASMÁTICA Autor(a): Maria de Lourdes.Baêta Zille (Co) Autoras: Maria Lúcia Silva Faleiro, Margarita Elizabeth Lafuente Tapia Maria das Graças Carvalho Luci Maria Sant'Ana Dusse Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A avaliação da função renal é feita rotineiramente pela determinação da concentração plasmática da creatinina. No entanto, sabe-se que esta não constitui um marcador sensível para detectar perda da função renal. Recentemente foi proposta a avaliação do ritmo de filtração glomerular (RFG) por meio de equações, como a de Cocroft-Gault ou de fórmulas, como a desenvolvida no estudo Modification of Diet in Renal Disease-MDRD [RFG=186,3 x (creatinina plasmática)-1,154 x (idade)-0,203 x 1,21 x 0,742 (Se sexo feminino)]. O valor de referência do RFG é superior 90mL/min/1,73m2. OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi comparar os valores de creatinina plasmática e aqueles fornecidos pela fórmula MDRD simplificada na população atendida nas unidades básicas da SMSA/PBH. MÉTODO : A creatinina sérica foi determinada utilizando o método de Jaffé e o analisador de Química Clínica KONELAB 60i (Wiener Lab). Os valores de referência deste método são 0,40 a 1,30mg/dL. O cálculo da fórmula MDRD simplificada foi feito sem considerar o critério etnia, uma vez que a população brasileira é uma das mais heterogêneas do mundo. RESULTADO: Foram avaliados os resultados de 1500 pacientes (12 a 27/março/2009), sendo 485 homens (32,3%) e 1015 mulheres (67,7%). Destes, 103 homens (21,2%) e 439 mulheres (43,3%) apresentaram creatinina<1,3mg/dL e RFG<90mL/min/1,73m2. Os indivíduos que apresentaram RFG<90 foram reavaliados por faixas de RFG correspondentes às fases de lesão renal proposta pelo National Kidney Disease Education Program (NKDEP). Os resultados foram: RFG entre 60 e 89; 100 homens(20,6%) e 425 mulheres (41,9%); RFG entre 30 e 59, 15 mulheres (1,5%) e RFG entre 15 e 29, 3 homens (0,6%). CONCLUSÃO: Estes resultados revelam que 20,6% dos homens e 41,9% das mulheres com insuficiência renal leve, 1,5% das mulheres com insuficiência renal moderada e 0,6% dos homens com insuficiência renal grave (de acordo com o NKDEP) apresentaram creatinina plasmática dentro da faixa de referência. Estes dados confirmam a baixa sensibilidade da creatinina plasmática para detecção de disfunção renal. 214 DIVERSIDADE DE RECURSOS PEDAGÓGICOS UTILIZADOS PELO COORDENADOR DE GRUPOS À ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA AUTORAS: Ana Luiza de Aquino Maria Teresinha de Oliveira Fernandes Sônia Maria Soares Líliam Barbosa Silva Graziela da Costa Santos Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A organização de grupos como modalidade de atenção coletiva à população tem sido frequente na Estratégia de Saúde Família. Esta atividade exige do coordenador habilidade, teoria, criatividade e comprometimento com o cuidado humano. Sabe-se que muitos coordenadores possuem dificuldade para se apropriarem de recursos pedagógicos criativos, ocorrendo o predomínio de palestras. No entanto. há aqueles que começam a usar recursos criativos que valorizam o diálogo entre os membros do grupo. incentivando sua participação no processo de ensino-aprendizagem. Descrevê-la torna-se. portanto, uma forma de dar visibilidade e difundir soluções que, embora eficazes, muitas vezes ficam ocultas nos esforços aonde acontecem. OBJETIVO: Descrever recursos pedagógicos criativos usados pelos coordenadores de grupos junto à Estratégias de Saúde da Família. METODOLOGIA: Trata-se de recorte da Dissertação de Mestrado (FERNADES, 2007), estudo qualitativo, realizado junto a 19 coordenadores de grupos de pessoas com diabetes e hipertensão na Saúde da Família, distribuídos entre 13 equipes atuantes em um Distrito sanitário de Belo Horizonte, Minas Gerais. A coleta de dados foi realizada entre junho e novembro de 2006, por meio de observação participante e entrevista aberta. Para interpretar os dados, utilizou-se a Análise de Conteúdo de Bardin (1977). RESULTADOS: O teatro emergiu como uma das modalidades que tem respondido às necessidades de interação do grupo. Assim também observou-se que os jogos despertam para o lúdico, promovem momentos de lazer, motivam o diálogo entre os participantes nos temas de difícil abordagem como é o caso das doenças crônicas. Para operacionalizar tais atividades são usados materiais descartáveis, que integram o cotidiano das pessoas, como folhetins de supermercados, jornais, garrafas pet e outros alternativos ao grupo para efetivar o cuidado. CONSIDERAÇÕES: Os dados encontrados reafirmam a ação transformadora para o despertar de um olhar crítico na construção de um saber espelhado na própria realidade do sujeito. Recursos pedagógicos criativos contribuem para a humanização das relações estabelecidas entre profissionais de saúde e usuários. Faz-se necessário que os coordenadores de grupo conheçam e reflitam novas formas de criativas de ensino-aprendizagem, que propiciam um ambiente interativo, favorável à formação de vínculo que estimulam a participação ativa da pessoa no cuidado com a saúde. 215 TÍTULO: FATORES ASSOCIADOS À OCORRÊNCIA DE ÚLCERA POR PRESSÃO EM PACIENTES INTERNADOS EM CENTROS DE TERAPIA INTENSIVA DE BELO HORIZONTE. AUTOR PRINCIPAL: MATOZINHOS, Fernanda Penido CO-AUTORES: GOMES, Flávia Sampaio Latini; BASTOS, Marisa Antonini Ribeiro; TEMPONI, Hanrieti Rotelli; VELÁSQUEZ-MELÉNDEZ, Gustavo. Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: As úlceras por pressão (UP) são, geralmente, definidas como áreas localizadas de necrose celular que ocorrem sobre proeminências ósseas expostas à pressão por um período suficiente de tempo para causar isquemia tecidual. O presente estudo teve como objetivo estimar a ocorrência de úlcera por pressão e seus fatores associados, nos Centros de Terapia Intensiva (CTI) de adultos, em Belo Horizonte. Trata-se de um estudo seccional analítico. A amostra foi constituída por 142 pacientes, com 18 anos ou mais, internados até as 24h do dia anterior à coleta de dados, em 316 leitos distribuídos em 22 CTIs de Belo Horizonte. Para a coleta de dados, utilizou-se um formulário com questões referentes às informações da instituição, do paciente e da pontuação na Escala de Risco de Braden, além de medidas preventivas utilizadas. Os dados foram processados e analisados por meio do programa SPSS versão 15.0. A associação entre variáveis dependentes e presença de úlcera por pressão foi testada por meio do cálculo do odds ratio (OR) e seus intervalos de confiança de 95% (IC 95%), empregando-se a técnica de regressão logística multivariada. A ocorrência de pelo menos uma úlcera por pressão por paciente foi de 35,2% (IC 95% = 27,4-47,7). Das 99 úlceras identificadas, constatou-se que estas foram mais freqüentes nas regiões sacral (36,0%) e calcânea (22,0%). Observou-se que presença de sepses (OR = 6,04; IC 95% = 1,09-33,53), tempo de internação > 10 dias (OR = 7,61; IC 95% = 2,92-19,82) e risco alto e elevado na classificação da escala de Braden (OR = 4,96; IC 95% = 1,50-16,50) foram fatores independentes e significativamente associados à presença de úlcera por pressão. Conclui-se que sepses, tempo de internação e risco alto e elevado na classificação da escala de Braden são fatores potencialmente associados à formação de úlceras em pacientes acamados. Verifica-se que a úlcera por pressão é de difícil tratamento, em geral prolongado e oneroso, o que corrobora a premissa da prevenção. Portanto, diante de pessoas que apresentem riscos para o desenvolvimento de úlceras por pressão, a equipe multiprofissional tem a responsabilidade de implementar medidas preventivas, no intuito de diminuir o impacto desse agravo. 216 TÍTULO: GRUPO DE HIDROGINÁSTICA COMO PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA EM UM GRUPO DE PACIENTES ACOMPANHADOS PELA SAÚDE DA FAMÍLIA Franciele Maia Marciano CO-AUTORES: Juliana Sterci da Silva; Renata Alessandra Evangelista; Alexandre de Assis Bueno; Jael Bernardes da Silva; Flávia Maia Marciano Instituição: Secretaria Municipal de Saúde de Cumari-GO Contato: [email protected] RESUMO: Diversos estudos abordam o envelhecimento populacional e os vários aspectos que envolvem esse grupo. As práticas de prevenção de doenças, promoção da saúde e reabilitação contemplam as políticas públicas e leis que objetivam assegurar os direitos da pessoa idosa, a exemplo a Política Nacional do Idoso e o Estatuto do Idoso. As doenças crônicas não transmissíveis são grandes responsáveis pelo elevado número de incapacidades físico-motoras e mentais e o sedentarismo é um dos fatores de risco preditor de morbidades e uma das formas de saná-lo seria através da realização de atividade física. Neste sentido, este trabalho de cunho descritivo relata a experiência de implantação de programa de hidroginástica para idosos que são atendidos pela Estratégia de Saúde da Família do município de Cumari, Goiás. O projeto surgiu a partir da necessidade vista pela equipe de Saúde da Família (ESF) após a falta de adesão dos idosos ao grupo de caminhada e ao perceber que muitos deles, hipertensos e/ou diabéticos, não realizavam nenhuma atividade física regular, comprometendo o controle de doenças e permitindo a incidência de outras co-morbidades associadas. O projeto foi iniciado em janeiro de 2007, sendo as aulas com duração de 60 minutos, três vezes por semana na piscina do clube municipal. Era constituído, em média, por 25 mulheres sob responsabilidade direta de uma educadora física pertencente à Secretaria do Bem-Estar Social do município. Todas participantes eram acompanhadas pela ESF desde a inserção no grupo, ou mesmo que ocorresse o desligamento do programa. Já nos primeiros meses foram percebidas melhorias dos aspectos físicos, mentais e sociais das idosas que participavam da atividade física, uma vez que se tratava de uma atividade grupal onde promovia socialização, recreação e atividade física, além de ser para a maioria a única maneira de lazer. Entendemos que para a efetivação de programas municipais, onde recursos financeiros próprios são escassos, faz-se importante a articulação intersetorial e interdisciplinar, envolvendo diversos atores responsáveis pela melhoria da qualidade de vida da população. Apesar de vários problemas que afetavam a regularidade do programa, recomenda-se que as ações de promoção de saúde estejam presentes e seja meta de ação das equipes de saúde da família visto que os benefícios, apesar de serem em longo prazo, abarcam aspectos econômicos, físicos, social e psíquico, considerando assim o sujeito em sua integralidade. 217 TÍTULO: HIGIENIZAÇÃO DE MÃOS COMO PRÁTICA EDUCATIVA EM SAÚDE AUTOR PRINCIPAL: Rezende, EM1 CO-AUTORES: Coura, A.L 2; Rosado, V 3; Braz, N.J 3; Clemente, W.T4 Instituição: 1 Profa. Adjunta do Departamento Materno Infantil e Saúde Pública da Escola de Enfermagem, Universidade Federal de Minas Gerais. 2 Aluna Bolsista de Extensão da Escola de Enfermagem da UFMG. 3 Enfermeiras da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do Hospital das Clinicas da UFMG. Belo Horizonte, Minas Gerais. 4 Presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do Hospital das Clínicas da UFMG. Belo Horizonte, Minas Gerais. Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: Estudos têm evidenciado baixa adesão às medidas de prevenção de infecções, tais como, higienização das mãos, uso de equipamentos de proteção individual e limpeza ambiental. Ações educativas para incentivo dessas práticas deve ser prioridade nos serviços de saúde, com envolvimento dos profissionais, pacientes, acompanhantes e visitantes. OBJETIVOS: Descrever as atividades educativas realizadas para sensibilizar uma comunidade hospitalar quanto à importância da higienização das mãos e demais medidas para prevenção e controle de infecções relacionadas à assistência à saúde. METODOLOGIA: As atividades foram desenvolvidas no período de 26 de abril a 20 de julho de 2010, com a participação de acadêmicos da Escola de Enfermagem da UFMG. Utilizouse uma abordagem lúdica par garantir a co-participação da comunidade hospitalar envolvida e uma linguagem adequada a cada público para a melhor compreensão e adoção das medidas preventivas. Jogos, brincadeiras, aplicação de questionários com premiação para respostas corretas, explicações individualizadas, distribuição de cartilhas, apresentação de maquetes de bactérias, banners explicativos sobre transmissão de microrganismos resistentes e H1N1 e outras atividades interativas ocorreram nas unidades de internação e na portaria principal do hospital. Resultados: Foram realizadas 13 atividades nas unidades de internação, envolvendo 30 enfermeiros, 34 técnicos de enfermagem, 6 médicos, 10 funcionários administrativos, 145 pacientes, 130 acompanhantes e vários visitantes. Houve participação e interesse dos pacientes e acompanhantes abordados. No desenvolvimento da técnica de higienização das mãos, profissionais se surpreenderam com a própria falha na execução do procedimento. Pela aplicação dos questionários, observou-se que o número de erros foi maior nas questões sobre infecção hospitalar, sobre o uso correto de máscara N95 e sobre resistência bacteriana aos antimicrobianos. CONCLUSÃO: As ações educativas são preconizadas para promover a adesão às práticas de prevenção e controle das infecções. A sensibilização da comunidade no ambiente de saúde é uma iniciativa que deve ser realizada com freqüência, por gerar impacto positivo e conseguir êxito em práticas eficazes como a higienização das mãos. Acredita-se que essa experiência possa ser adaptada e aplicada com o mesmo sucesso em serviços de saúde de atenção primária, além de instituições de longa permanência, creches e centros infantis. 218 HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA:PRÁTICA EDUCATIVA PARA O ESTÍMULO DO AUTOCUIDADO FERREIRA,Gabriela Rossi*; ANDRADE,Thays Aparecida de* *Acadêmica de Enfermagem da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Contato: [email protected] / [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: O aumento do número de hipertensos trouxe como consequência a necessidade de maior orientação para o autocuidado, a fim de proporcionar ao paciente portador de hipertensão arterial sistêmica melhora significativa da qualidade de vida.Com o intuito de estimular o autocuidado foi realizada uma intervenção acadêmica sobre hipertensão arterial sistêmica e como se cuidar. MATERIAIS E MÉTODOS: Trata-se de um relato de experiência das graduandas do 5º período de Enfermagem da PUC Minas- Unidade Barreiro, no qual foi realizada em maio de 2009, junto aos funcionários da obra do novo prédio da unidade, a intervenção acadêmica em que foram discutidos assuntos pertinentes à hipertensão arterial sistêmica .A intervenção teve como umas das principais propostas explicitar como é se cuidar com baixo custo financeiro, como por exemplo,dispor de uma alimentação saudável , realizar exercícios físicos e principalmente diminuir a ingesta de alimentos ricos em gorduras animais e pobres em valores nutricionais. RESULTADOS: Observamos após análise dos questionários de avaliação da intervenção que, 70% dos participantes sabiam o que é a hipertensão arterial,15% são acometidos pela patologia,80% faz uso de alimentos ricos em gordura,10% são tabagistas,97% consideram que o stress tem forte influencia em suas vidas,68% são sedentários ,32% praticam esportes nos fins de semana e 100% considerou a intervenção de extrema relevância para autoconsciência da importância das mudanças de hábitos para a melhora da qualidade de vida.Enquanto acadêmicas percebemos a importância do processo de educação em saúde, que permite a troca de saberes a fim de formar uma visão crítica dos assuntos abordados , capacitando efetivamente cada sujeito da intervenção, para que este seja autor do processo de promoção à saúde. CONCLUSÃO: A vivência da educação em saúde nos permite formular a ação produzindo mudanças em cada sujeito para que este possa compartilhá-la, sendo também importante para nós enquanto acadêmicas de Enfermagem, uma vez que o conhecimento está em constante construção, o que provoca mudanças em nossa forma de pensar e agir contribuindo assim ricamente para o processo de formação acadêmica 219 TÍTULO: IMPLANTAÇÃO DA ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM EM SÃO PEDRO DO JEQUITINHONHA-MG. AUTOR PRINCIPAL: GOMES, Gelmar Geraldo CO-AUTORES: CAMARGOS, Ana Paula Torres de; GAZZINELLI, Andréa; PENNA, Cláudia Maria de Mattos. Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais. Contato: [email protected] RESUMO: Em 2009 foi criada a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem que visa orientar as ações e serviços de saúde aos homens na faixa etária de 20 a 59 anos, com pelo menos um atendimento ao ano. A política se justifica por diversos fatores: a cada três mortes de pessoas adultas, duas são de homens e eles não acreditam em ações de promoção da saúde e prevenção de doenças. Trata-se de um estudo exploratório-descritivo com o objetivo de identificar o perfil sócio-econômico e epidemiológico para organizar a atenção à saúde para a população masculina com ações e atividades de promoção de saúde e prevenção das doenças. A população alvo foram homens da faixa etária de 20 a 59 anos, moradores de São Pedro do Jequitinhonha, distrito de Jequitinhonha- MG. Para a coleta de dados foi desenvolvido um roteiro de consulta ao homem e no momento de sua aplicação era realizada a consulta de enfermagem individual. Em uma população de 185 homens, 150 foram atendidos, sendo 87 atendimentos realizados na UBS e 63 por visitas domiciliares. Quanto ao tabagismo e etilismo, 103 e 55 usuários negam os hábitos, respectivamente. Com relação à atividade sexual, 131 homens estão com a vida sexual ativa e, desses, 100 afirmam possuir parceira fixa. Quando questionado sobre o uso de preservativo, 73 usuários afirmaram não usar. Destes, 35 parceiras utilizam algum método anticoncepcional ou são salpinjectomizadas e 9 não utilizam nenhum método. Quando questionados sobre disfunção erétil, 136 homens negaram histórico ou queixa atual. Com relação ao exame PSA, 63 homens estão na faixa etária de 40 a 59 anos. Destes, 44 nunca haviam realizado o exame de PSA e 17 usuários com 45 anos ou mais já haviam realizado. Foram solicitados 42 exames de PSA através de consulta médica. As principais queixas e problemas encontrados foram: pressão arterial alterada, hematúria, gotejamento vesical, corrimento, ejaculação prejudicada e dor abdominal. Em 79 homens não houve nenhuma queixa ou problema levantado. As consultas ao homem tiveram grande adesão, mais de 80%, e também houve quantidade significativa de queixas ou problemas levantados o que mostra a efetividade e a necessidade das consultas. Percebemos algumas dificuldades durante o desenvolvimento do projeto, e isso pode ser explicado, principalmente, por ser um programa novo e diferente, algo que a comunidade nunca havia vivenciado. 220 TÍTULO: IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA (PSE) EM SANTA LUZIA - MG AUTOR PRINCIPAL: Renata Tarbes Machado CO-AUTOR: Bárbara da Silva Mourthé Matoso Instituição: Prefeitura Municipal de Santa Luzia Contato: [email protected] RESUMO: Situada na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Santa Luzia possui 231.607 habitantes e tem como principal atividade econômica a industrial. Caracteriza-se por ser uma cidade dormitório, com população carente. Os principais problemas de saúde estão relacionados às condições sócio-econômicas e culturais da população: violência, acidentes de trânsito, uso de drogas e gravidez na adolescência. O PSE vem de encontro às necessidades do município de utilizar a educação como ferramenta para a promoção da saúde e prevenção das doenças e agravos na comunidade. O objetivo é promover a qualidade de vida e reduzir a vulnerabilidade e riscos à saúde através de ações educativas junto aos escolares da rede municipal. O Programa visa à integração e à articulação permanente da educação e da saúde, proporcionando melhoria da qualidade de vida da população, com vistas ao enfrentamento das vulnerabilidades que comprometem o desenvolvimento de crianças e de jovens. A proposta do trabalho é atender alunos das oito escolas municipais, localizadas em regiões distintas, inseridas no programa Mais Educação. As ações em saúde previstas no PSE considerarão atenção, promoção, prevenção e assistência, e serão desenvolvidas articuladamente com a rede de educação básica e em conformidade com os princípios e diretrizes do SUS, compreendendo as seguintes ações: avaliação clínica, nutricional, oftalmológica, odontológica, auditiva e psicossocial, promoção da alimentação saudável, atualização e controle do calendário vacinal, redução da morbimortalidade por acidentes e violências, prevenção e redução do consumo do álcool, prevenção do uso de drogas, promoção da saúde sexual e da saúde reprodutiva, controle do tabagismo e outros fatores de risco de câncer, atividade física e saúde, promoção da cultura da prevenção no âmbito escolar e inclusão das temáticas de educação em saúde no Projeto Político Pedagógico das escolas. Vale destacar que a maior parte dos problemas de saúde citados podem ser evitados e são sensíveis à informação. O que se nota no município, até o momento, são tentativas isoladas do setor saúde e da educação em tentar resolvê-los. Sabe-se que a escolha de se trabalhar a educação para a saúde é um processo de médio a longo prazo, mas, ao mesmo tempo, é a mais efetiva, com o melhor custo-benefício. 221 TÍTULO: IMPORTÂNCIA DA INTEGRAÇÃO SERVIÇO E ENSINO NO CONTROLE DAS DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA BEM SUCEDIDA NO NASF OESTE DE BELO HORIZONTE/MG AUTOR PRINCIPAL: Vera Lúcia de Moura Fonseca CO-AUTORES: Beatriz de Arruda Pereira Galvão, Cristina Maria Santiago, Renata Cabral Danese Instituição: Prefeitura de Belo Horizonte e Centro Universitário UNA Contato: [email protected] RESUMO: CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA: Nas últimas décadas observa-se uma mudança no perfil da população brasileira em decorrência da transição epidemiológica, demográfica e nutricional. Atualmente, as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) se constituem em uma das principais causas de morte e invalidez, possuindo elevado custo social e na saúde. Em Belo Horizonte (BH), 66% dos atendimentos na atenção primária à saúde (APS) tem origem nas doenças crônicas, sendo este um grande fator gerador da re-estruturação da atenção no Sistema Único de Saúde (SUS). Para a prevenção e controle das DCNT é necessário o monitoramento contínuo de seus fatores de risco e proteção a fim de apoiar ações que favoreçam comportamentos e hábitos de vida saudáveis. No âmbito da APS, os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASFs - GM 154/2008) foram criados como apoio matricial visando ampliar a abrangência e escopo das Equipes de Saúde da Família (ESF), desenvolvendo ações de promoção à saúde, prevenção de agravos e reabilitação por meio da assistência ao usuário e educação permanente. O presente trabalho objetiva relatar a parceria entre o NASF Oeste (Polo Vila Leonina, PVL, composto pelas unidades básicas de saúde São Jorge, Vila Leonina e Noraldino de Lima) e o estágio curricular do curso de Nutrição do Centro Universitário UNA no primeiro semestre de 2010. O processo de trabalho do referido estágio acompanhou a dinâmica e os eixos norteadores do NASF, contando com quatro estagiárias para uma nutricionista. DESCRIÇÃO: Trata-se de um relato de experiência obtido por meio do levantamento dos dados registrados nas atas de reuniões e formulários de produção mensal do PVL e relatórios de atividade do estágio no período de fevereiro a junho 2010. Verificou-se através destes aumento significativo do número de usuários portadores de DCNT assistidos (380 apenas pelo NASF, 332 estágio e 712 usuários NASF e estágio juntos) nas diversas atividades realizadas – atendimento individual, visitas domiciliares, grupos operativos e salas de espera. LIÇÕES APRENDIDAS: a integração do estágio junto ao NASF, além de viável, propiciou aumento do vínculo com todo o serviço e garantiu importante suporte para as equipes no monitoramento e controle dos fatores de risco para as doenças crônicas. Recomendações: sugere-se ampliação das parcerias entre os estágios de reabilitação e os NASF’s a fim de contribuir para a construção de perfis profissionais mais condizentes com as demandas do SUS. 222 TÍTULO: INCIDÊNCIA DE CÂNCER DE PELE NA ZONA RURAL E URBANA DE POUSO ALEGRE-MG Joel Veiga Filho; Laura Vilela Figueiredo Barbosa;Leandro Furtado De Simoni; Rogério Mendes Grande; Talita Malta e Cunha Instituição: Universidade do Vale do Sapucaí Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: O câncer de pele é o tipo de câncer mais freqüente, correspondendo a cerca de 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, porém quando detectado precocemente este tipo de câncer apresenta altos percentuais de cura.Câncer de pele é mais comum em indivíduos com mais de 40 anos sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles que apresentam doenças cutâneas prévias. Indivíduos de pele clara, sensível à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias são as principais vitimas do câncer de pele. OBJETIVO: Avaliar a incidência de neoplasias malignas de pele além de lesões prémalignas na comunidade urbana e rural de Pouso Alegre – MG. MÉTODOS: A coleta de dados foi realizada durante campanhas de prevenção de câncer de pele (01, 08 e 09 de novembro de 2008) que foram promovidas pelo Serviço de cirurgia plástica, dermatologia e patologia da Faculdade de Medicina de Pouso Alegre – MG. As campanhas foram realizadas de forma periódica, em diferentes locais (zona rural e Zona urbana). Foi aplicado um questionário por acadêmicos de medicina, sob supervisão de cirurgiões plásticos, dermatologistas e patologistas para obtenção de dados sóciodemográficos e clínicos. Uma avaliação clínica direcionada foi realizada por médicos especialistas no dia e local da campanha. Caso houvesse indicação formal de biópsia excisional ou incisional, o paciente seria orientado para uma avaliação e agendamento do procedimento junto ao serviço de cirurgia plástica e patologia.Resultados: Foram avaliados 391 pacientes em 5 diferentes localidades da zona rural de Pouso Alegre-MG. Destes 391 pacientes, 87 (22%) foram encaminhados para biópsia de lesão suspeita, dos quais 6 (1,53%) tiveram como resultado o carcinoma basocelular, 1 (0,25%) carcinoma espinocelular e 1 (0,25%) melanoma. Outros 786 pacientes da zona urbana da cidade de pouso Alegre-MG foram avaliados. Destes 786, 52(6,6%) foram encaminhados para biópsia de lesão suspeita, dos quais 5(0,63%) tiveram como resultado o carcinoma basocelular. CONCLUSÃO: Conclui-se que a população da zona rural foi mais acometida por lesões malignas de pele, em comparação com a zona urbana. Isso se deve provavelmente a uma exposição maior aos fatores de risco, tais como irradiação solar, uso de agrotóxicos, não utilização de protetores solares entre outros. Observamos também que a população urbana foi acometida pelo câncer de pele, mostrando a importância da conscientização para as medidas preventivas de saúde. 223 TÍTULO: INTERVENÇÕES LÚDICAS E QUALIDADE DE VIDA: ESTUDO DESCRITIVO ENTRE IDOSOS DA REGIÃO NORDESTE DE BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS AUTOR: TENÓRIO, R.L.S. Instituição: Prefeitura de Belo Horizonte Contato: [email protected] RESUMO: A população mundial acima de 60 anos é de aproximadamente 650 milhões de pessoas. Em 2007, o Brasil já contava com 20 milhões de idosos. Este estudo avaliou as mudanças relacionadas à qualidade de vida dos idosos atendidos em unidades básicas de saúde na região nordeste de Belo Horizonte, após intervenções lúdicas. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e comparativo. A amostra foi de conveniência e teve a participação de 98 pessoas, divididas em três Unidades Básicas de Saúde (UBS) da região nordeste de Belo Horizonte, Minas Gerais. Após as intervenções lúdicas, esta amostra reduziu-se para 30 pessoas, considerando apenas aqueles que participaram em todos os encontros. A qualidade de vida dos idosos foi avaliada mediante coleta de dados, em entrevista, utilizando-se os questionários WHOQOL-abreviado e WHOQOL-OLD da Organização Mundial da Saúde, além de um formulário sócio-demográfico e de estado de saúde para identificar o perfil da amostra, definido pelo pesquisador. A coleta de dados foi feita em dois momentos: antes e após as dinâmicas lúdicas, no período de março a junho de 2009. As intervenções aconteceram uma vez por semana, durante quatro semanas. Foram utilizados como dinâmicas de intervenção o teatro/jogos teatrais, colagem, “batata quente”, e mímica. Pelos dados estatísticos, existiu uma tendência à melhora da qualidade de vida, após as dinâmicas lúdicas, nas questões relacionadas à avaliação global de qualidade de vida, do questionário WHOQOL-abreviado. O lúdico pode tornar-se um instrumento mediador para facilitar a interpretação e a compreensão de um determinado fenômeno vivenciado pelo idoso, e proporcionar, a partir disso, uma nova formulação e uma nova proposição de ação sobre a realidade em que vive. Esta nova proposição visa buscar uma melhor qualidade de vida para este idoso. O lúdico produz uma representação do mundo inserida na realidade. 224 TÍTULO: INTERVENÇÕES NUTRICIONAIS EM SERVIÇO DE PROMOÇÃO DA SAÚDE DE BELO HORIZONTE – MG AUTOR PRINCIPAL: MENDONÇA, Raquel de Deus CO-AUTOR: LOPES, Aline Cristine Souza Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: Inadequações no padrão alimentar associado à inatividade física são importantes determinantes do aumento da prevalência da obesidade e demais doenças e agravos não transmissíveis. Ações de promoção da saúde, voltadas para a prática da alimentação saudável e da atividade física devem ser realizadas no âmbito do Sistema Único de Saúde Brasileiro (SUS), a fim de contribuir para a redução do excesso de peso e melhoria da saúde dos indivíduos. A Prefeitura Municipal de Belo Horizonte em iniciativa intersetorial desenvolve o projeto BH+Saudável – Projeto de Promoção de Modos de Vida Saudáveis com diversas secretarias e o Curso de Nutrição da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que visa à melhoria da qualidade de vida de população. Destacam-se no BH+Saudável, as Academias da Cidade, que propiciam prática regular de exercícios físicos e orientação nutricional. Na Academia da Cidade do Distrito Sanitário Leste o atendimento nutricional é realizado por acadêmicos de Nutrição da UFMG treinados. Os atendimentos são baseados em atividades de educação alimentar e nutricional, coletivos (todos os usuários) ou individuais (sobrepesos), sendo os casos mais graves encaminhados para Unidade Básica de Saúde de referência. Nos atendimentos individuais utiliza-se anamneses e diagnóstico nutricional para embasar as orientações nutricionais que podem ser verbais ou escritas. Na intervenção nutricional coletiva utiliza-se grupos com duração de 60 minutos que atendem no máximo 20 usuários. A partir de inscrição prévia e demanda espontânea, os grupos são realizados mensalmente em durante uma semana em horários distintos para garantir o acesso dos usuários. Os temas são selecionados a partir do perfil dos usuários, conhecimentos prévios e dúvidas sobre alimentação. Todas as atividades, em grupo e individual, são embasadas em materiais publicados pelo Ministério da Saúde como Guia Alimentar para a População Brasileira e Caderno de Atenção Básica da Obesidade. Além disto, são ilustradas por materiais educativos e lúdicos, como réplicas, fotos e rótulos de alimentos. Observa-se que a participação nas intervenções nutricionais é efetiva para estimular a adoção de uma alimentação mais saudável e na melhoria no quadro de saúde dos indivíduos. Ressalta-se a importância da associação práticas alimentares saudáveis e exercício físico orientado na promoção de modos saudáveis de vida. Ações, como estas, no âmbito do SUS são vitais por serem capazes de melhorar a qualidade de vida da população. 225 TÍTULO: LEVANTAMENTO DE PRÁTICAS EDUCATIVAS EM UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE DE BELO HORIZONTE AUTOR PRINCIPAL: FARIA, ICM CO-AUTORES: GAZZINELLI, MF. CARNEIRO, ACLL. GODINHO, LK. INSTITUIÇÃO: Escola de Enfermagem - UFMG. Contato: [email protected] RESUMO: Para garantir os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e o objetivo do Programa de Saúde da Família (PSF), foi instituída, em 2006, a Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS), cuja meta é aprimorar o acesso e a qualidade dos serviços prestados no PSF. Para isso, a PNPS deixa bastante clara a urgência e necessidade da instituição de práticas educativas nessa direção, a fim de contribuir para a construção de ações que possibilitem responder às necessidades sociais de saúde. O presente estudo teve como objetivo fazer um levantamento das práticas educativas realizadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Belo Horizonte, analisando e correlacionando ao ideário da Promoção de Saúde os seguintes aspectos: temas abordados, objetivos, freqüência, público alvo, número médio de participantes e profissionais envolvidos. Tratou-se de um estudo quantitativo, em que foi definida uma amostra significativa de UBS a serem estudadas, de tal forma que os resultados encontrados pudessem ser generalizados. Para definirmos quais seriam as UBS que fariam parte da pesquisa, foi feito um sorteio randomizado e de forma proporcional ao total de UBS constante em cada distrito sanitário de Belo Horizonte. No total foram avaliadas 113 práticas educativas realizadas em 20 UBS. Constatou-se que a maior parte das ações educativas analisadas possui caráter preventivista, focando a doença, o que foi demonstrado a partir da análise dos objetivos e temas de maior representatividade das práticas. A freqüência e o número de ações interdisciplinares estão aquém do desejado pelo modelo promocionista. 226 TÍTULO: LIANG GONG NO CENTRO DE SAÚDE INDEPENDÊNCIA AUTOR: Eda Maria Contato: [email protected] RESUMO: O Lian Gong em 18 Terapias são exercícios terapêuticos e preventivos, simples, de fácil aprendizado e execução, acessíveis a todas as idades. É uma técnica chinesa desenvolvida pelo Dr. Zuang Yuan Ming, que visa proporcionar alívio e prevenção de dores no corpo. A terapia tem como objetivo: Diminuir o stress e a ansiedade; Melhorar as dores crônicas; Proporcionar melhoria na qualidade de vida e na convivência social dos praticantes. A prefeitura de Belo Horizonte pensando em melhorar a qualidade de vida das pessoas, iniciou o treinamento dos profissionais da saúde nesta prática. Foi implantado no Centro de Saúde Independência, em janeiro de 2009, o grupo de Lian Gong. A prática é realizada 3 vezes por semana em dias alternados, 2ª, 4ª e 6ª feira, no estacionamento do Centro de Saúde. Atualmente o grupo é composto por 42 participantes, sendo a maioria acima de 40 anos. Durante um ano de trabalho, já se observava relatos de melhora de dores crônicas, elevação da auto estima, diminuição da demanda para atendimento médico e perda de peso de diversos usuários. O Lian Gong atua como porta de entrada e acolhimento para os usuários, interfere positivamente na rotina deste público, busca melhoria física e emocional e ajuda na convivência social. È gratificante ver a evolução dos praticantes e saber que o resultado esta sendo positivo. Ainda precisamos avançar muito para atender as necessidades de todos os usuários que nos procuram. 227 TÍTULO: MONITORAMENTO E SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA ÀS “CRIANÇAS QUE CHIAM” EM UM CENTRO DE SAÚDE DE BELO HORIZONTE. AUTOR PRINCIPAL: Frederico Ferreira Gil CO-AUTORES: Ana Beatriz Ribeiro Silva, Fernanda Gabriela P. Paula, Fernanda Penido Matozinhos, Flaviana Márcia Carvalho Silva, Edna Maria Rezende. Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais. Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: As doenças respiratórias representam importante causa de morbimortalidade em adultos e crianças no mundo. Entre essas doenças, destaca-se a asma, atingindo até 10% da população mundial e 20% da brasileira. OBJETIVO: monitorar e sistematizar o atendimento das crianças inseridas no Programa “Criança que Chia” do Centro de Saúde Cícero Ildefonso (CSCI). MÉTODO: O estudo foi realizado com pacientes portadores de asma, inseridos no Programa “Criança que chia” da Prefeitura de Belo Horizonte, na faixa etária de 0 a 14 anos, atendidas pelas equipes do PSF pertencentes ao CSCI. Após a identificação dos usuários agendou-se uma visita domiciliar para a avaliação das condições ambientais e da adesão ao tratamento. Em seguida, foi realizada consulta de enfermagem para avaliação do estado geral da criança e da técnica de terapêutica inalatória. Os dados foram processados e analisados por meio dos programas estatísticos SPSS 15.0 e STATA 9.0 com intervalo de confiança de 95%. RESULTADOS: A amostra compreendeu 74 indivíduos, sendo 45 meninos (60,8%) e 29 meninas (39,2%). A idade variou de 11 meses a 10 anos. Observou-se que 54,1% dos participantes apresentavam móveis estofados em sua residência e 33,8% dos domicílios apresentavam infiltrações e umidade. A população estudada apresentou, também, altas freqüências de tabagismo domiciliar (42,5%) - inclusive de indivíduos que fumam na presença da criança (53,7%). Crianças que apresentaram asma epsódica somaram 47% e asma moderada, 54%. Cerca de 50% dos participantes faz uso de medicação contínua sendo o corticóide o mais freqüente deles (43,2%). Destaca-se o elevado percentual de asmáticos no histórico familiar das crianças (72,2%), seguido de rinite alérgica (64,8%). O fator alergênico mofo, apresentou associação independente com a presença de crises asmáticas nos últimos 12 meses (RP = 2,00 e p-valor = 0,045), ajustado por idade e sexo. CONCLUSÃO: Para o controle da asma, é imprescindível muito mais do que a utilização correta da prescrição médica com redução do uso indiscriminado dos medicamentos: A educação em saúde por meio das visitas domiciliares, das consultas de enfermagem e da realização de grupos operativos insere-se, neste contexto, como uma estratégia valiosa para reforçar os cuidados necessários para o controle da doença, suscitar a adesão ao tratamento, promover o empoderamento da população sobre a sua própria saúde e fortalecer o vínculo entre a comunidade e os profissionais do cuidado primário. 228 TÍTULO: O ACOMPANHAMENTO DE PESSOAS COM DIABETES MELLITUS TIPO 1 PELA EQUIPE DE SAÚDE DA FAMÍLIA AUTOR PRINCIPAL: Érica Silva Figueiredo - [email protected] CO-AUTORAS: Patrícia Aparecida Barbosa Silva - [email protected] Maria Teresinha de Oliveira Fernandes - [email protected] Sônia Maria Soares - [email protected] Liliam Barbosa Silva - [email protected] Instituição: Prefeitura de Belo Horizonte RESUMO: O tratamento do diabetes tipo 1 (DM 1) exige o uso de medicamentos e instrumentos de custo elevado para o nível sócio-econômico da população. A gratividade de insumos e insulinas de melhor de ação (Glargina, Lispro, Aspart) já é realidade em secretarias de saúde de alguns municípios. Objetiva-se discorrer sobre o cuidado à pessoa com DM1 na Saúde da Família. Trata-se de relato de experiência da situação do cuidado às pessoas com DM1, numa Unidade Básica de Saúde (UBS), Belo Horizonte/MG, Brasil. A amostra foi constituída por 19 clientes com DM1 no período de 2003 a 2008. A faixa etária é de 04 a 45 anos, sendo 10 do sexo masculino e 9 feminino. Estes clientes passaram a receber o glicosímetro, fitas, lancetas e lanceteador para monitorização domiciliar da glicemia capilar e seringas de insulina. Para eficiência da dispensação de insumos criou-se uma planilha com os dados pessoais e os insumos a serem dispensados pela UBS. A tentativa do enfermeiro em organizar o controle glicêmico tem funcionado satisfatoriamente, mas com necessidade constante da busca ativa pelo Agente Comunitário de Saúde ou por telefone. Observou-se que na clientela acompanhada por pais, é a mãe que assume o cuidado e o monitoramento se faz com mais atenção e precisão. A mãe adota para toda a casa hábitos que facilitam o controle, mesmo com toda a dificuldade deste tipo de tratamento. Para os adolescentes há grande investimento das mães nesse cuidado e compreensão da doença e tratamento por parte deles. Inclusive investimento em atividade física como hábito diário. Para o adulto jovem que já se encontra no mercado de trabalho, parece haver uma dificuldade de adesão ao tratamento, percebido pelas pendências de fitas reagentes que não foram procuradas e retiradas por eles e que a busca ativa também não tem resolvido. Para os adultos que já formaram uma família observa-se grande responsabilização pelo tratamento inclusive envolvendo o cônjuge, como parceiro e cuidador. É essencial a aproximação da tríade cliente / família / profissional de saúde para a eficiência e eficácia do acompanhamento das pessoas com DM1. Cabe à instituição pública trazer nos protocolos possibilidades de condutas flexíveis, favorecendo controle satisfatório e busca de bem-estar. Estudo de avaliação dos cuidados dispensados às pessoas diabéticas no nível da Atenção Primária à Saúde, que permita a identificação das necessidades locais e individuais, é um importante subsídio para futuras propostas de intervenções. 229 O PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA E O TRABALHO INTERDISCIPLINAR NO CENTRO DE SAÚDE VENTOSA Andréa Monteiro de Castro Graciano; Ana Maria Rocha Almeida; Daisy de Castro Barra; Ângela Maria de Araújo; Patrícia Sueide de Jesus; Paraílde Dias Machado; Maria Raimunda Francisco Miranda Santos; Ana Angélica Braga; Rita de Cássia Dantas Avelar Domingues e Cynthia Andreia Antão Pires Instituições: Prefeitura Municipal de Belo Horizonte Belo Horizonte e PUC-Minas Contato: [email protected] RESUMO: O número de famílias vinculadas ao Programa Bolsa Família na área de abrangência do Centro de Saúde Ventosa, regional oeste de Belo Horizonte é muito significativo. Este trabalho teve como proposta a priorização da clientela beneficiária do Programa Bolsa Família do Centro de Saúde Ventosa, para a realização de ações integradas entre Equipe de Saúde Bucal ESB e Equipe de Saúde da família - ESF. Trata-se de uma proposta de intervenção que prioriza a atenção para as famílias de maior vulnerabilidade social, sem restrições por faixa etária, com o envolvimento de várias áreas técnicas para melhor atender ao conjunto de necessidades da população. O trabalho foi desenvolvido através da adoção de uma abordagem interdisciplinar das famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família com a criação de um espaço alternativo de promoção à saúde, denominado Grupo Bolsa Família. As famílias são convidadas a participar de eventos organizados e agendados pela ESB em parceria com a ESF onde se disponibilizam orientações e acompanhamento para as pessoas, de modo a apoiá-las na aquisição da autonomia sobre o cuidado em saúde. Nestes encontros há definição prévia das responsabilidades de cada um dos atores da Equipe de Saúde. ESB: exames, orientações e distribuição de Kits de saúde bucal (escova, pasta e fio dental), ESF: medição de peso e altura e distribuição de leite e óleo de acordo com os critérios de desnutrição, além da conferência dos cartões de vacina. As crianças com vacinas em atraso e as pessoas com necessidade de tratamento odontológico são encaminhadas para vacinação e para tratamento odontológico prioritário. O impacto direto deste projeto no serviço local tem sido a organização da demanda para o atendimento odontológico, a atualização das vacinas e o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento (peso e da altura) das crianças do Programa Bolsa Família. O impacto indireto vem sendo a integração entre os serviços e entre o serviço e a comunidade. As dificuldades encontradas foram a demanda espontânea dificultando a realização das ações programadas. Os fatores que contribuíram foram a iniciativa pela saúde bucal da sistematização das ações de promoção de saúde já existentes, mas de formas fragmentadas e a motivação do gerente, da equipe, além da aceitação do projeto pela comunidade. Houve uma preocupação inicial com o registro de todas as atividades do projeto, mas a equipe percebeu a necessidade de aprimorar estes registros para facilitar o monitoramento. 230 O SETOR SAÚDE E A PROMOÇÃO DA SAÚDE: CONEXÕES E DESAFIOS EM MUNICÍPIOS DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE AUTOR PRINCIPAL: Juliana Braga de Oliveira dos Santos CO-AUTORES: Kênia Lara Silva , Roseni Rosângela de Sena , Paloma Morais Silva , Ana Carolina Silva Martins , Caroline Gomes de Souza , Ana Renata Moura Rabelo Instituição: Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Prática de Enfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG. Contato: [email protected] RESUMO: O trabalho apresenta resultados de um estudo que tomou como objeto o potencial das práticas cotidianas da promoção da saúde para a configuração de um novo modelo para o campo baseado nos princípios de intersetorialidade, sustentabilidade, concepção holística voltada para a multicausalidade do processo saúde-doença, participação social e justiça social. Trata-se de estudo descritivo-exploratório de abordagem qualitativa cujo objetivo foi analisar as práticas cotidianas de promoção da saúde desenvolvidas pelas secretarias de saúde de seis nos municípios da região metropolitana de Belo Horizonte. Os municípios do estudo foram definidos por faixa populacional incluindo um município nas faixas de mais de 1 milhão; 500.000 a 1 milhão; 100.000 a 500.000; 50.000 a 100.000, 50.000 a 10.000 e menos de 10.000 habitantes.A coleta de dados foi orientada por roteiro de entrevista semi-estruturado com gestores das secretarias de saúde dos seis municípios. Os resultados revelam que os gestores dos municípios com maior população, possuem obstáculos para implementação das praticas de promoção da saúde como a escassez de recursos financeiros e recursos humanos, porém avaliam o cenário de promoção da saúde como promissor. Já nos municípios com menor população a maior dificuldade se refere à ausência de diretrizes e de definição políticoinstitucional para a promoção da saúde. Nesses municípios visualizou-se que há dificuldade de relacionar o marco teórico conceitual de promoção da saúde com as práticas desenvolvidas. Em todos os municípios foram mencionadas práticas exitosas para a promoção da saúde, dentre as quais se destacam o estimulo à atividade física através de academias públicas, grupos de orientação para redução de peso, ações dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família, Programa Saúde na Escola incentivo às terapias complementares e integrativas tais como Liang Gong, Homeopatia, Acupuntura entre outras. A análise das práticas permite evidenciar seu potencial para melhoria das condições e qualidade de vida do público envolvido. Conclui-se que, apesar dos desafios enfrentados, o setor saúde nos municípios estudados tem investido na promoção da saúde como um campo promissor na mudança do modelo assistencial. Indicase a necessidade de valorizar as práticas existentes e construir estratégias que favoreçam a articulação intersetorial como premissa para a promoção da saúde. 231 TÍTULO: PARTICIPAÇÃO E PRÁTICAS GRUPAIS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA AUTOR PRINCIPAL: Letícia Gonçalves CO-AUTOR: Luciana Kind. Instituição:Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: Apresenta-se uma pesquisa com financiamento PUC Minas/CNPq, que teve como foco investigar concepções de participação utilizadas nas práticas grupais de promoção à saúde, desenvolvidas na atenção primária. A pesquisa foi dividida em dois momentos: um de problematização do conceito de participação no campo da saúde pública e outro referente à análise dessa noção em relatos de práticas grupais na atenção primária. Foi realizada uma análise genealógica do conceito, considerando-se que não há consenso em sua definição ou à sua origem. Como estratégias metodológicas, foram realizadas buscas sistemáticas na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), no acervo de bibliotecas universitárias e em bancos de teses. Os descritores utilizados foram “participação social”, “participação comunitária”, “participação e grupos”, no primeiro momento da pesquisa, e “participação e saúde”, além daqueles que denominam práticas grupais, tais como “grupo de idosos”, “grupo de hipertensos”, “grupo de mulheres”, dentre outros. Os textos analisados na primeira fase da pesquisa revelaram tensões e jogos de forças que produzem adejetivações e polissemia da noção de participação na saúde pública. Percebe-se também uma tentativa de forjar certas continuidades e linearidades desconstruídas em nossas análises dos documentos e textos que constituíram o corpus da pesquisa. Observa-se que a noção de participação perde sua configuração polissêmica a partir da década de 1990, quando “participação social” emerge como definição consensual. Noções correlatas como autonomia e empoderamento, se mantêm nos relatos de práticas grupais. Os textos de relatos de práticas grupais evidenciam a utilização do conceito de participação de forma mais recorrente após o ano 2000 e com um forte vínculo a discussões de práticas menos hierarquizadas. Participação aparece associada a noções de autonomia, empoderamento e estilos de vida, condicionados ao tipo de metodologia escolhida. Há nos relatos a presença de adjetivações para participação, tais como efetiva, episódica, direta, positiva, ampliada, irregular, revelando clara criação de hierarquizações entre tais. Portanto, não há consensos no uso da participação ou noções correlatas em práticas grupais. O termo é utilizado de forma polissêmica, conforme o que se quer defender em cada prática relatada. Assim, participação pode aparecer como direito, conquista, obrigação, permissão, dever, convite, controle, dente outras possibilidades. 232 TÍTULO: PERFIL DE HIPERTENSOS E/OU DIABÉTICOS, USUÁRIOS DO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (PSF) DE CHONIM, DISTRITO DE GOVERNADOR VALADARES, MG Autores: Ayla Norma Ferreira Matos; Patrícia Maria Fonseca Escalda; Polyane de Pinho Quintão Instituição: Universidade Vale do Rio Doce- UNIVALE Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A HAS e o DM são problemas de saúde pública e estão associados a fatores de risco que podem ser comportamentais (tabagismo, alimentação, inatividade física, consumo de álcool) e não modificáveis (sexo, idade), e que são potencializados por fatores socioeconômicos, culturais e ambientais. OBJETIVO: Traçar o perfil dos indivíduos usuários do PSF Chonim, que auto-referiram HAS e DM. MÉTODO: Caracterizou-se como um estudo epidemiológico do tipo transversal e como fonte de informação, foram utilizados dados secundários do projeto Inquérito Epidemiológico do câncer de boca em unidades do PSF de Governador Valadares/MG, 2007. A população do estudo envolveu 515 indivíduos nas faixas etárias de 35-44 anos e 65-74 anos, sendo que destes, 185 auto-referiram HAS e DM. As variáveis incluídas foram sócio demográficas, epidemiológicas, antropométricas, nutricionais, hábitos de vida e IMC. Resultados: A faixa etária de 35 a 44 anos foi a mais prevalente e 59,45% dos indivíduos pertenciam ao sexo feminino. O consumo diário de frutas ou verduras cruas foi relatado por 63,78%, o de tabaco por 24,32%, e de bebidas alcoólicas por 11,35% dos indivíduos. Apenas 5,95% relataram praticar atividade física, 31,35% faziam dieta como forma de controle das doenças crônicas não transmissíveis e 93,51% dos indivíduos não faziam regime. Ao analisar o IMC, observou-se que 59,46 % apresentavam o IMC ≥25 kg/m2. CONCLUSÃO: Há necessidade de uma intervenção mais específica para essa população, visando favorecer a mudança de hábitos de vida ligados à alimentação, nutrição e estado nutricional, evitando assim, o surgimento e a progressão de complicações. Apoio: FAPEMIG/UNIVALE 233 TÍTULO: PERFIL DO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL E PRESSÃO ARTERIAL DOS TRABALHADORES DE UM HOSPITAL PÚBLICO: ESTUDO TRANSVERSAL AUTOR PRINCIPAL: SILVA, Dirce,I CO-AUTORES: FERREIRA, Cláudia A. A; GUIMARÃES, Hairton A. A.; BARROS, Renata F.; SILVA, Aline K; TAVARES, Cíntia R.; GOMES, Natália G.; AZEVEDO, Maisa A. G. Instituição: Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais – Hospital Galba Velloso . Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: Excesso de peso é amplamente reconhecido como um dos problemas mais importantes nos países industrializados. O peso corporal ou índice de massa corporal (IMC) está associado a riscos de desenvolver aterosclerose ou outras desordens metabólicas (OHWAKI,2009). Segundo Gigante (1997) as conseqüências do excesso de peso à saúde têm sido demonstradas em diversos trabalhos. A obesidade é fator de risco para hipertensão arterial, hipercolesterolemia, diabetes mellitus, doenças cardiovasculares e algumas formas de câncer. OBJETIVOS: O objetivo realizar a orientação farmacêutica no Hospital Galba Velloso tendo como temas principais a obesidade, hipertensão e diabetes. MÉTODOS:Tipo de estudo: Descritivo do tipo transversal no Hospital Galba Velloso, FHEMIG, Minas Gerais. População: funcionários do hospital, de outras instituições, pacientes e acompanhantes que estavam no hospital durante a semana de orientação farmacêutica no período de 24 a 28/05/2010 e crianças da creche. Coleta de dados: Cartazes divulgando a semana de Orientação farmacêutica com fundos coloridos e intranet. Distribuição de folhetins coloridos. Para as crianças foi realizado um teatro. Foram coletados dados antropométricos dos participantes. Esses dados constituíram-se das medidas do peso ( kg) e altura (cm) dos mesmos utilizando-se balança modelo 824 branca feita em Taiwan e fita métrica respectivamente. Disco IMC GNRC, 2006. RESULTADOS: Foram atendidos durante a Semana de Orientação Farmacêutica 127 pessoas sendo 77 (60,5%) sexo feminino e 50 (39,5%) masculino. Dos 519 8 funcionários do hospital, 94 receberam orientação farmacêutica (18,11%), destes, 60 femininos (63,95%) e 34 masculinos (36,05%). CONCLUSÃO: A prevalência do sobrepeso e obesidade encontrada nesse estudo e a porcentagem de indivíduos na faixa limítrofe para apresentarem hipertensão (HA) reforçando a necessidade de enfatizar a importância da assistência médica periódica, visto que a HA é uma patologia assintomática e predispõe as enfermidades cardiovasculares. É recomendável avaliar o padrão alimentar oferecido pelo hospital adaptando o cardápio a realidade dos funcionários, bem como, investir em campanhas de educação alimentar, exercícios laborais de forma a promover a saúde dos trabalhadores que é o bem mais precioso da instituição, pois sem a mão-de-obra, a máquina não operará suas atividades. 234 TÍTULO: PERFIL DOS PORTADORES DE DIABETES MELLITUS ACOMPANHADOS POR UMA EQUIPE DE SAÚDE DA FAMILIA DO MUNICIPIO DE BOM DESPACHO – MG. AUTOR PRINCIPAL: Couto, Alcimar Marcelo CO-AUTORES: Santos, Geralda Fortina Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: Atualmente, observa-se um aumento na incidência e prevalência de condições crônicas, como o diabetes mellitus, que é caracterizado por um tratamento complexo. Este é um estudo descritivo e transversal realizado em uma unidade de saúde da família no município de Bom Despacho – MG, em 2010. Os objetivos foram descrever as características que configuram o perfil dos portadores de diabetes mellitus, segundo as variáveis sóciodemográficas e clínicas e investigar o percentual de adesão aos hábitos de vida saudáveis. A amostra foi constituída por 74 usuários com diabetes mellitus e para coleta dos dados foi utilizado um questionário especifico para o estudo. Os resultados demonstraram que os usuários portadores de diabetes mellitus acompanhados pela equipe de Saúde da Família eram em sua maioria do sexo feminino, na faixa etária de ≥ 60 anos de idade, com predomínio de 1 a 4 anos de estudo e com renda familiar de 1 a 2 salários mínimos. Em relação às variáveis clínicas, 96,0% dos usuários possuíam diabetes do tipo 2, com 1 a 10 anos de diagnóstico da doença e a maior parte apresentava hipertensão arterial como comorbidade. O tipo de tratamento mais prescrito aos diabéticos foi o hipoglicemiante oral e houve predomínio em relação ao IMC de sobrepeso e obesidade. No que se refere às variáveis relacionadas ao estilo de vida dos usuários com diabetes mellitus, encontrou-se que a maior parte relatou seguir regularmente a dieta recomendada, não praticava atividade física, não eram tabagistas e negaram o consumo de bebida alcoólica. Os resultados apontam para a necessidade de adoção de algumas medidas de ordem institucional e educativas, que busquem a melhoria do acompanhamento dos usuários portadores de diabetes mellitus e uma maior adesão aos hábitos de vida saudáveis. 235 PRÁTICAS DE CUIDADOS PREVENTIVOS DO CÂNCER DE PRÓSTATA, ENTRE FUNCIONÁRIOS DE UMA INDÚSTRIA TEXTIL. AUTOR PRINICIPAL: Daisy de Rezende Figueiredo Fernandes. Enfermeira e Doutoranda pela UFMG. Profª. Assistente IV da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri/UFVJM. Diamantina-Minas Gerais CO-AUTORES: Flávio Henrique dos Santos. Enfermeiro. Santa Casa de Caridade de Diamantina Maria da Penha Rodrigues Firmes. Enfermeira e Doutora pela UFRJ. Profª. Adjunta I da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri/UFVJM Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: O câncer de próstata se sobressai como um importante problema de saúde pública. Um aumento progressivo na sua incidência tem sido observado, entre vários países do mundo. O Instituto Nacional do Câncer preconiza que para o controle e conseqüente redução das taxas de mortalidade, seja realizada a detecção precoce desta doença. Entre as recomendações está a dosagem do nível sérico do Antígeno Específico da Próstata – PSA e a realização do exame do toque digital retal, por um profissional. OBJETIVOS: Investigar as práticas de cuidados preventivos do câncer de próstata, entre funcionários de uma indústria têxtil no interior de Minas Gerais, buscando identificar os fatores incentivadores, limitadores ou dificultadores para a realização dos mesmos. Métodos: estudo descritivo, com abordagem quantitativa, desenvolvido nas dependências da indústria em questão. Como instrumento para coleta de dados foi utilizado um roteiro de entrevista estruturado, contendo itens relacionados a dados de identificação, socioeconômicos, sobre a localização da glândula prostática, histórico familiar de câncer de próstata e práticas preventivas para a neoplasia prostática. O roteiro foi composto por campos a serem preenchidos ou assinalados pelos pesquisadores. RESULTADOS: Do total de 101 convidados, 84 (83,16%) participaram e as idades variaram de 40 a76 anos, com média de 47,33 anos. A renda familiar per capita apontou que 15,5% dos entrevistados encontravam-se abaixo da linha da miséria e 44,0%, abaixo da linha da pobreza. Em relação à escolaridade, 64,3% tinham no máximo quatro anos de estudo. Em relação à localização da próstata, 59,4% não conseguiram descrever uma possível localização da glândula e entre aqueles que conseguiram, apenas um fez a referência correta. Em relação à história familiar como fator de risco, 8,3% desconhecia esta situação. Em relação às práticas preventivas, 46,4% haviam feito exame de PSA, 2,4% toque digital retal, 3,6% PSA e toque digital retal e 47,6% não havia realizado qualquer exame. Ao serem questionados sobre os motivos de não realizarem os exames, o principal motivo alegado foi a falta de interesse (30,0%). CONCLUSÕES: Os entrevistados demonstraram baixo grau de conhecimento sobre a glândula prostática, sobre o câncer de próstata e a importância das práticas preventivas. A baixa escolaridade, o baixo nível sócio econômico e a dificuldade de acesso aos serviços de saúde, podem ter sido obstáculos para a prática do diagnóstico precoce. 236 PRÁTICAS DE PROMOÇÃO DA SAÚDE: A VISÃO DE GESTORES DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE Caroline Gomes de Souza ; Kênia Lara Silva ; Bárbara Ribeiro Martins ; Juliana Braga de Oliveira dos Santos ; Denise Vianna Amador Instituição: Discente do 4º período do curso de Gestão de Serviços de Saúde da UFMG. Bolsista do Programa PRONOTURNO. 2Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta da Escola de Enfermagem da UFMG. Sub-coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Prática de Enfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG. 3Enfermeira. Pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Prática de Enfermagem da UFMG. Discente do 4º período do curso de Gestão de Serviços de Saúde da UFMG. 4Discente do 3º período do curso de Gestão de serviços de saúde da UFMG. Bolsista de iniciação cintífica do CNP’q. 5Enfermeira. Pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Prática de Enfermagem da UFMG. Contato: [email protected] RESUMO: O tema da promoção da saúde continua fundamental para os formuladores das políticas, para os gestores do Sistema Único de Saúde em todas as esferas e para todos os atores implicados com a construção democrática da saúde no país. Com essa premissa, este trabalho tem como objetivo analisar a visão dos gestores do município da região metropolitana de Belo Horizonte sobre as práticas cotidianas de promoção da saúde. Estudo descritivo exploratório de abordagem qualitativa teve como cenário seis municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, na qual realizaram-se entrevistas com gestores das secretarias de saúde, educação, assistência social e cultura para identificação de ações de promoção da saúde desenvolvidas por estas secretarias. Os resultados nos revelam que a maioria dos gestores não compreendem a promoção da saúde como uma prática intersetorial que valoriza a autonomia do sujeito e que pode ser desenvolvida no âmbito de qualquer gestão. Foi possível analisar no discurso dos gestores uma confusão conceitual sobre promoção da saúde, pois, as práticas indicadas se relacionam com a prevenção de agravos, educação em saúde e promoção da saúde. Os entrevistados quando questionados sobre a avaliação pessoal do cenário futuro do campo de promoção da saúde relatam avaliar de forma positiva e reconhecem o potencial dessas práticas para a melhoria da qualidade de vida da população. Contudo, apresentam como desafios para concretizar a promoção da saúde questões relativas ao financiamento, em especial nas áreas de cultura e assistência social. Conclui-se que os gestores são pessoas-chave para que as práticas sejam desenvolvidas no município, uma vez que tem o papel de viabilizar estas ações através do planejamento, financiamento, implementação e articulação com as esferas de poder e com os diversos setores. Indica-se a necessidade de ampliar a compreensão e valorização dos conceitos e das práticas de promoção da saúde como definição político-institucional no âmbito da gestão da saúde, educação, cultura e assistência social nos municípios-cenários. 237 TÍTULO: PREVALÊNCIA DE CÁRIE DENTÁRIA EM CRIANÇAS DE 12 ANOS DE IDADE, NO PERÍODO DE 1993 A 2009, E SUA RELAÇÃO COM AS CONDIÇÕES SOCIOECONÔMICAS NO MUNICÍPIO DE CARATINGA-MG. Rosineide Heringer Silva Motta; Zilernice Ramires Guimarães Brito; Lamara Laguardia Valente Rocha; Marcus Vinícius Mello Pinto. Instituição: Centro Universitário de Caratinga- UNEC Contato: [email protected] RESUMO: A cárie dentária é uma doença presente em todas as populações, variando a sua prevalência e severidade, aumenta com a idade e pode causar grande impacto na qualidade de vida, interferindo nas atividades diárias. É um problema de saúde pública atingindo de 50% a 99% das pessoas, na maioria das comunidades, apresentando maior gravidade nos grupos socialmente marginalizados. Este estudo avaliou a prevalência de cárie dentária em crianças de 12 anos de idade, no período de 1993 a 2009, e a sua associação com as condições socioeconômicas em Caratinga- MG, onde é desenvolvido um programa de atenção à saúde bucal nas escolas públicas desde 1993. Dois tipos de informações foram reunidos: dados da prevalência de cárie (CPO-D aos 12 anos) dos levantamentos epidemiológicos de saúde bucal realizados pelo departamento odontológico municipal e os dados sobre CPO-D e condições socioeconômicas, coletados pela pesquisadora, nas crianças de 12 anos das escolas públicas e privadas em 2009. Utilizaram-se os critérios da OMS (1991) para o levantamento de 1993 e OMS (1997) para os demais levantamentos. A amostra foi aleatória e estratificada quanto ao gênero e consistiu de 954 crianças. Os exames foram realizados nas escolas à luz natural, sem sonda exploratória. Através da análise do teste de Dunn’s verificou-se uma queda significante (P<0.05) no CPO-D de 4,90 em 1993, prevalência alta, segundo os critérios da OMS, para 2,16 em 2000 e 1,06 em 2008, considerada de prevalência baixa. O CPO-D em 2009 foi 1,00 nas escolas públicas e 0,58 nas escolas privadas, a média total foi de 0,79. Não houve diferença significativa entre o CPO-D, tipo de escola e o gênero. Quanto aos componentes do CPO-D, observou-se uma diminuição no número de dentes cariados, um aumento dos obturados e a ausência de dentes perdidos, no último levantamento. O percentual de crianças livres de cárie (CPO-D=0) aumentou em 44%, indicando uma boa cobertura dos serviços assistenciais. Das variáveis socioeconômicas avaliadas pelo teste Qui-quadrado, só houve associação significativa entre prevalência de cárie e renda. Conclui-se que a fluoretação da água de abastecimento, o uso de dentifrícios fluoretados aliados à implementação do programa educativo e preventivo desenvolvido nas escolas públicas foram capazes de reduzir as desigualdades de saúde bucal influenciadas pelas diferenças socioeconômicas. Portanto essas atividades devem ser mantidas e ampliadas. 238 PROJETO VÔLEI CIDADÃO – PROMOVENDO SAÚDE ATRAVÉS DO ESPORTE Pereira, WR; Neves, NC; Machado, SCJ; Cardoso, S.A Instituição: Prefeitura Municipal de Congonhas – Secretaria Municipal de Saúde – MG Contato: [email protected] RESUMO: A idéia de que a criança e o adolescente, através do esporte, aprende a conviver com vitórias e derrotas, confiança e responsabilidade tem um papel positivo e colabora para o funcionamento da sociedade na qual se inserem. O esporte pode ser considerado uma “válvula de segurança”, pois permite compensar as desigualdades sociais pela esperança de ascensão social, além de romper preconceitos. Desta forma, vale ressaltar que o Projeto Vôlei Cidadão cria um importante espaço para implementar ações e oficinas de promoção a saúde aos jovens do projeto, além de, familiares e amigos. Neste sentido o Projeto tem como objetivo Geral Promover a qualidade de vida e reduzir vulnerabilidade aos riscos à saúde. Foram incluídas no Projeto Vôlei Cidadão, inicialmente, cem crianças e adolescentes entre 10 e 18 anos de idade, de ambos os sexos, moradores dos bairros Alvorada, Pedreira, Novo Rosário, Rosário, Santa Mônica e Tancredo Neves atendidos nas UAPS Alvorada e Ideal, localizados na cidade de Congonhas – MG. Os trabalhos com os alunos são realizados por voluntários nos finais de semana na única quadra poliesportiva da comunidade. Além das atividades de esporte, são feitas ações de promoção de saúde através de oficinas com metodologia participativa pelos profissionais de saúde do PSF (médico, psicólogo, enfermeiro, dentista, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta, nutricionista e assistente social). Também estão envolvidos Np Projeto professores da escola (educador físico e professores), secretaria de esporte e lazer (materiais), secretaria de obras e infraestrutura (cobertura da quadra para maior utilização e rampas de acesso para deficientes físicos), envolvimento da comunidade através dos conselhos locais de saúde e participação de grupos artísticos locais (dança de rua), entidade não governamental (ADECON) ministrando cursos. Os resultados esperados são Redução da evasão escolar; Maior integração e inserção social nas comunidades - Redução do número de crianças envolvidas com drogas; Maior integração entre UAPS e adolescentes da comunidade; Crianças e jovens de outras comunidades integradas sem desigualdades e Utilização plena dos espaços públicos para o desenvolvimento de ações de Promoção da Saúde e atividade física. Temos ainda como perspectiva implementar as ações do Projeto em todas as unidades básicas de saúde do município de Congonhas com o intuito de estimular a prática da atividade física e outras ações de promoção a saúde. 239 PROMOÇÃO DA SAUDE: CONTRIBUIÇÕES DO SETOR EDUCAÇÃO NA CONSTRUÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DE NOVAS PRÁTICAS Ana Carolina Silva Martins 1; Kênia Lara silva 2; Roseni Rosângela de Sena3; Alda Martins Gonçalves4; Bárbara Ribeiro Martins5; Marcos Antônio Costa6 1 Discente do 7º período do curso de Enfermagem da UFMG. Bolsista de Iniciação Científica, PIBIC/CNPq. 2 Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta da Escola de Enfermagem da UFMG. Sub-coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Prática de Enfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG. 3 Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Emérita da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais. Coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Prática de Enfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG. 4 Enfermeira. Doutora em enfermagem Professora Adjunta da Escola de Enfermagem da UFMG. Pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Prática de Enfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG. 5 Enfermeira. Pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Prática de Enfermagem da UFMG. Discente do 4° período do Curso de Gestão de Serviços de SaúdeUFMG. 6 Psicólogo. Pesquisador do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Prática de Enfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG. Contato: [email protected] RESUMO: As ações de promoção da saúde propõem estratégias que visam promover qualidade de vida e reduzir vulnerabilidades e riscos à saúde. Neste trabalho apresenta-se resultados parciais da pesquisa “Inovação nas práticas de promoção da saúde”, desenvolvida em seis municípios da região metropolitana de Belo Horizonte. Tem como objetivo analisar as práticas cotidianas de promoção da saúde realizadas pelas secretarias de educação nestes municípios. Trata-se de um estudo descritivo-exploratório de abordagem qualitativa, tendo como referencial teórico-metodológico a dialética. Os dados empíricos foram obtidos de entrevistas com gestores da área de educação dos municípios-cenários. A análise dos dados revelou que há certa dificuldade, por parte dos gestores, em conceituar promoção da saúde, mas que isso não impede a realização de práticas condizentes com os princípios de promoção da saúde. Dentre as ações destacadas pelos gestores das secretarias de educação incluem práticas relacionadas a atividades de esporte e atletismo nas escolas; criação de um centro de referência em educação inclusiva; palestras em escolas direcionadas a temas de saúde pública, como dengue; ações nas escolas voltadas para a saúde e prevenção de doenças, como a importância da higienização; serviço de nutrição; ações direcionadas para saúde do ambiente; Programa de Saúde na Escola (PSE); Bolsa escola e ações de cuidados com a voz que são práticas voltadas à saúde dos professores. A partir das práticas enumeradas pelos gestores percebemos que as secretarias de educação dos municípios pesquisados promovem ações diversas que impactam desde o contexto socioeconômico, até ações de cuidados à saúde da comunidade estudantil, incluindo os professores. Em análise destas práticas, os gestores pontuam um impacto positivo na qualidade de vida dos estudantes e de suas famílias. Concluise que há nas secretarias de educação desses municípios um forte engajamento dos gestores no que se refere à implementação de práticas de promoção da saúde, sendo este um importante investimento em saúde para os seus munícipes. 240 PROMOÇÃO DA SAÚDE: ELEMENTOS DE INOVAÇÃO NA TRANSFORMAÇÃO DO MODELO ASSISTENCIAL Caroline Gomes de Souza , Kênia Lara Silva , Roseni Rosângela de Sena , Ana Renata Moura Rabelo ; Kátia Ferreira Costa Campos Instituição: Escola de Enfermagem da UFMG Contato: [email protected] RESUMO: O estudo toma como objeto práticas de promoção da saúde em seis municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte de Minas Gerais. É parte do trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Prática de Enfermagem – NUPEPE - da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais. Propõe-se a analisar componentes da macro-estrutura que definem as práticas de promoção da saúde. Trata-se de pesquisa descritivo-exploratória de abordagem qualitativa que utilizou como fonte de dados entrevistas com gestores das áreas de saúde, educação, assistência sócia e/ou defesa social, cultura e/ou esporte e lazer nos seis municípios: Belo Horizonte, Contagem, Santa Luzia, Igarapé, Nova Lima e Baldim. Os dados foram tratados pela análise de conteúdo temática. Os resultados indicam a diversificação de práticas no campo promoção da saúde. Apesar da dificuldade para conceituar promoção da saúde os gestores entrevistados revelam no âmbito da sua gestão a existência de práticas que procuram incorporar os princípios da promoção da saúde com articulação intersetorial, concepção ampliada de saúde com enfoque nos determinantes sociais, participação social e desenvolvimento de autonomia e empoderamento dos usuários. A análise das práticas permitiu identificar que a maioria se encontra no campo da inovação com incorporação de conteúdos relacionados à promoção da saúde embora ainda permaneçam desafios para alterar processos e relações que se configurem como reformas e transformação no campo. A inovação nas práticas de promoção da saúde refere-se à incorporação de temáticas que abordam diferentes grupos populacionais para além daqueles tradicionalmente assistidos e beneficiados dos programas na área de saúde; avanços nas relações entre os diferentes setores estudados com propostas que incluem financiamento conjunto de ações nas políticas sociais e na promoção da saúde e, sobretudo, mudanças nos discursos dos participantes do estudo que tendem para uma concepção de promoção da saúde resultado do esforço conjunto do governo e da sociedade civil em transformar os espaços públicos em ambientes saudáveis. Conclui-se que o movimento da promoção da saúde tem propiciado a construção de novas relações sociais nos municípios estudados que valorizam a autonomia dos sujeitos e a co-responsabilização nas práticas intersetoriais. Indica-se a necessidade de ampliar a interface das políticas públicas como fator que potencializa a transformação do modelo assistencial. 241 PROMOÇÃO DA SAÚDE: REDUÇÃO DA MORBIMORTALIDADE EM DECORRÊNCIA AO USO ABUSIVO DE ALCOOL E OUTRAS DROGAS. SENA, Normalene SILVA, Juliana Sterci da Contato: [email protected] RESUMO: A Promoção da Saúde e cidadania no contexto de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade exige dos profissionais da área e de toda a sociedade uma postura sensível e comprometida com a defesa da vida. A Política Nacional de Promoção da Saúde através de um dos seus eixos propõe iniciativas nos diversos cenários onde se encontra esta população, a elaboração de projetos de intervenção que contribuam para a redução de danos pelo consumo de álcool e outras drogas. Apresentar algumas possibilidades de intervenção de promoção da saúde junto crianças e adolescentes no cenário da rua. Constatamos no cotidiano um grande número de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade nos diversos cenários. Percebemos no contexto das políticas públicas através do departamento geral de Saúde Mental, Álcool e outras drogas alguns investimentos e apoio a projetos que invistam nas reais possibilidades de atuação por meio de projetos de promoção de Saúde junto a estes grupos. Ao estabelecer vínculo com esta população identificamos algumas potencialidades nos diferentes grupos para o trabalho com oficinas lúdicas e atividades educativas de promoção de saúde com temas e técnicas propostos pelos mesmos. Ao nos dirigirmos “in locu” no cenário da rua nos diversos moocos onde se abrigam iniciamos algumas atividades de pintura e desenhos com temas relacionados à própria historia pessoal, aos sonhos e as experiências de frustração e constatamos que no decorrer das atividades e em diferentes momentos muitos dos grupos buscavam uma conversa pessoal para falar de seus sonhos e de uma possível retomada da vida. Como também no decorrer das atividades dificilmente utilizavam as drogas que portavam. Ao realizarmos estas atividades verificamos em muitos momentos o espanto da sociedade e às vezes o olhar indiferente para estas questões. Acreditamos que através da arte, jogos pedagógicos, o trabalho de circo proporciona a possibilidade de resgate da própria vida para alguns jovens que não conheceram outras possibilidades a não ser o da violência, da fome e da droga. É possível pensar em promoção de saúde para estes grupos como uma estratégia de produção de saúde integral, o exercício da cidadania e nossa responsabilidade social. A implementação dos princípios e diretrizes do SUS só serão possíveis se de fato formos capazes de mobilizarmos para fazer a diferença. Sendo assim o principio da equidade junto a estas pessoas proporcionará a dinâmica da inclusão em todos os níveis. 242 PROMOVENDO A SAÚDE EM UMA CRECHE INFANTIL: O PAPEL DE UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA Anézia Moreira Faria Madeira, Débora Arreguy Silva, Fabrícia Cecília Marques Ribeiro, Elffie de Andrade, Gisele Nepomuceno de Andrade. Instituição: Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Pública da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Contato: [email protected] RESUMO: O cuidado infantil em creches abrange o período educacional de crianças entre zero a cinco anos. Essa faixa etária é vulnerável a uma série de agravos de saúde preveníveis. Como a maior parte das atividades infantis, muitas vezes, acontecem nas creches, ambiente propício para eventuais acidentes, transmissão de doenças ou agravo de alguma comorbidade preexistente, foi percebida a necessidade de intervenção em saúde junto às crianças e às cuidadoras, que são as responsáveis pelas crianças nesses locais. Objetivo: desenvolver atividades de promoção da saúde e prevenção de agravos em uma creche, da cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. Metodologia: através de intervenções semestrais, desde 2007, professores e alunos da disciplina “Saúde da Criança e do Adolescente”, bem como alunos bolsistas do curso de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais, realizam avaliação do estado de saúde das oitenta crianças matriculadas na Creche São José, localizada no Distrito Sanitário Nordeste, do município de Belo Horizonte, Minas Gerais. Este avaliação inclui medidas antropométricas, verificação do esquema vacinal, detecção de anemia e demais intercorrências. Os problemas identificados são encaminhados ao centro de saúde de referência. Paralelamente a este trabalho, foram realizadas ações educativas com as crianças e capacitação das cuidadoras, em assuntos de interesse, como febre, vômito, acidentes mais comuns em menores de cinco anos, dentre outros. Esses encontros são realizados de forma participativa, interativa, levando as cuidadoras a refletirem acerca de suas ações com as crianças, e de certa forma transformando sua prática. Conclusão: durante os três anos de trabalho foi possível identificar, das oitenta crianças avaliadas, seis casos de baixopeso, cinco de sobrepeso, oito casos de anemia, além de problemas como infecções de vias aéreas superiores, dermatoses, esquema vacinal atrasado, e atraso no desenvolvimento motor. Conforme avaliação realizada pelas cuidadoras, elas sentem-se mais seguras em cuidar das crianças após as capacitações. Sendo assim, acreditamos cumprir um dos propósitos da universidade pública em realizar atividades na comunidade no sentido de exercer seu compromisso social com a população de uma forma geral, além da oportunidade dos alunos praticarem o conhecimento adquirido no curso. 243 RELATO DE EXPERIÊNCIA: SAÚDE E EDUCAÇÃO JUNTAS CONTRA A DENGUE NA COMUNIDADE DE FÁTIMA – PONTE NOVA – MG AUTOR PRINCIPAL: Marcela Quaresma Soares* CO-AUTORES: Luciane Ferreira de Castro*; Rafaela Magalhães Fernandes**. (*) Secretaria Municipal de Saúde de Ponte Nova (**) Universidade Federal de Viçosa Contato: [email protected] RESUMO: O presente trabalho objetiva relatar a experiência desenvolvida em parceria com a Escola Municipal Nossa Senhora de Fátima e a Equipe Saúde da Família Abdalla Felício, ambos localizados na Comunidade de Fátima – Ponte Nova – MG, no combate a dengue. A equipe de saúde, juntamente com os professores, reuniu separadamente as turmas do 1º período ao 5º ano do ensino fundamental da escola citada, com intuito de formar o conhecimento conjunto sobre a dengue, a fim de instruir, e, principalmente, de conseguir a parceria das crianças para o combate da epidemia que se instituía no bairro no princípio de 2010. Primeiramente foi levantado o conhecimento da turma sobre a patologia, esclarecidos alguns conceitos errôneos sobre a transmissão e a forma de combate, posteriormente, as crianças produziram desenhos, que foram expostos na unidade de saúde e, finalmente, todos foram convidados, a se responsabilizar, junto as suas famílias, no combate a dengue na comunidade e município. Os resultados mostraram que trabalho cumpriu bem o papel educacional, além de causar impacto no número de focos do mosquito Aedes aegypti nos domicílios e consequentemente diminuição dos casos de dengue na referida comunidade. 244 TÍTULO: SAÚDE DO HOMEM NA ATENÇÃO BÁSICA DA REDE MUNICIPAL DE BELO HORIZONTEMG AUTOR PRINCIPAL: Rafael Gonçalves de Araújo Neto ORIENTADORA: Simone Cecília de Melo Instituição: UNA: Faculdade De Ciências Biológicas e da Saúde Contato: [email protected] RESUMO: CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA: Atualmente percebe-se que o homem não tem uma presença efetiva na atenção básica de saúde, o que acarreta em índices de morbimortalidade mais precoces nesta população. O grupo etário em estudo, homens de 25 a 59 anos, focado pela Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, representa 41,3% da população masculina ou 20% do total da população do país, o que corresponde à parcela predominante da força de trabalho, exercendo um forte papel sociocultural e político. No Brasil, o Ministério da Saúde apresenta como uma das prioridades de governo a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, que será desenvolvida em parceria com gestores do Sistema Único de Saúde (SUS), sociedade civil e científica, pesquisadores acadêmicos e agências de cooperação internacional. No sentido de contribuir com o desenvolvimento desta política, realizou-se um levantamento de dados epidemiológicos da população masculina da área de adscrição de uma Equipe de Saúde da Família, visando traçar ações específicas de prevenção e promoção da saúde direcionadas a este público. DESCRIÇÃO: Identificar o perfil sócio-epidemiológico da população masculina, na faixa etária entre 25 a 59 anos, da área de adscrição de uma equipe do Programa Saúde da Família do município de Belo Horizonte, para enumerar ações de promoção, prevenção e educação em saúde direcionada para este público. LIÇÕES APRENDIDAS: Da amostra em estudo, 74% dos homens consomem bebida alcoólica mais de 3 vezes na semana; apenas 26% não consomem. O 73% dos homens entrevistados não tem o hábito de fumar, sendo que 27% fumam regularmente. Somente 15% dos entrevistados disseram ter conhecimento sobre serem hipertensos. Quanto à diabete, 2% dos indivíduos são portadores da doença. Considerando-se que a maioria da população do estudo é composta por jovens, os resultados encontrados condizem com a realidade, uma vez que é mais difícil de detectar hipertensos e diabéticos nesta idade que em homens mais velhos. Em contrapartida, o elevado número de homens que consomem bebida alcoólica nesta faixa etária normalmente é mais significativo, o que futuramente poderá acarretar problemas de adoecimentos. RECOMENDAÇÕES: Faz-se necessário o desenvolvimento de ações com foco na promoção e prevenção em saúde do público masculino, na busca pela conscientização do homem sobre fatores determinantes de saúde, como o combate ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas e a busca por hábitos saudáveis de vida. 245 DIAGNÓSTICO DAS AÇÕES DE ENFERMAGEM DESENVOLVIDO NA REGIONAL NORDESTE DE BELO HORIZONTE Ricardo Luiz S. Tenório Contato: [email protected] RESUMO: O novo paradigma do processo de trabalho em enfermagem está no caráter participativo que não limita o profissional como expectador dos acontecimentos à sua volta. Este processo se caracterizada como um salto de qualidade na relação do enfermeiro com o mundo em que vive, e no seu processo de trabalho, como uma prática política e carregada de valores. Trata-se de um estudo descritivo de avaliação das ações de enfermagem desenvolvidas nas equipes de saúde da família (ESF) do distrito sanitário nordeste (DISANE). Foram entrevistados enfermeiros e auxiliares de enfermagem de 49 ESF do total de 71 ESF que fazem parte do distrito. O estudo foi realizado em todos os 21 Centros de Saúde do distrito sanitário nordeste. Os dados foram coletados mediante entrevista pelo pesquisador. Foi utilizado no presente estudo um questionário com perguntas relacionadas às ações de enfermagem desenvolvidas individual e coletivamente com os usuários e com a ESF, nas UBS, a saber: planejamento participativo, educação continuada, acolhimento, ações coletivas, visita domiciliar, puericultura, imunização, curativo. A proposta surge como uma sequência programada de intervenções nas ações de enfermagem planejadas no DISANE. Diante do exposto, a equipe técnica do distrito vem buscando estratégias para reorganizar o processo de trabalho em enfermagem, tentando aproximá-la das diretrizes propostas pelo BH-VIDA: Saúde Integral. Após o diagnóstico das ações de enfermagem desenvolvidas nas UBS poderemos proporcionar uma reflexão junto à equipe de enfermagem com a formação de grupos de estudos sobre as ações de enfermagem no distrito nordeste. 246 TEMA: TERAPIA COMUNITÁRIA EM BELO HORIZONTE Maria da Penha Pereira Contato: [email protected] RESUMO: A terapia comunitária é um espaço comunitário no qual procura-se partilhar experiência de vida e sabedoria. Cada um torna-se terapeuta de si mesmo, a partir da escuta das histórias de vida que ali são relatadas. Todos se tornam responsáveis pela busca de soluções e superação dos obstáculos que nos deparamos no dia-a-dia. Vivemos hoje um cenário no qual lamentavelmente a desigualdade reina com isso as pessoas largadas a ficam sua própria sorte. A terapia comunitária tem como público alvo pessoas de qualquer classe e crédulo, no entanto ela vem a agregar principalmente nas vidas destas pessoas desprovida de orientação familiar e cultural. Sabe-se que a terapia comunitária não é definida como um processo psicoterapêutico, a mesma é definida como um ato terapêutico de grupo. A prefeitura de Belo Horizonte pensando em melhorar a qualidade de vida das pessoas, iniciou o treinamento dos profissionais da saúde nesta prática. A missão de ser terapeuta comunitária nos causou uma grande expectativa, pois não sabíamos como seria a adesão da comunidade e a repercussão que a terapia causaria ma vida destas pessoas. A terapia Comunitária foi implantada no Centro de Saúde Independência, em setembro de 2009. Os encontros acontecem uma vez por semana, nas quartas-feiras pela manhã, com a média de 12 a 15 participantes por encontro. No início da implantação, foram evidenciados várias dificuldades, como: Falta de apoio do profissional superior que realizou o curso; Falta de divulgação e valorização da roda de terapia pelos profissionais da unidade; Espaço físico da unidade (Várias atividades ao mesmo tempo na sala de reuniões); Com a persistência em continuar o trabalho e a adesão do grupo os avanços forão cada vez mais evidenciados, destacando-se: Valorização do nosso trabalho devido a evolução dos grupos; Muitos casos não foram encaminhados para a saúde mental, pois houve alívio dos sintomas na roda de terapia; Os usuários conseguiram falar dos seus sentimentos e se tornaram mais próximos dos profissionais da equipe; Crescemos com a vivencia das rodas profissionalmente e enquanto pessoas. A desigualdade é lamentavelmente um fato marcante na nossa sociedade. Lidamos com pessoas desprovidas de orientação familiar, e que precisam muitas vezes apenas de um minuto de atenção, um olhar compreensivo para conseguirem falar sobre seus problemas. A perspectiva é que a terapia tenha cada dia mais adeptos, para que a terapia crie raízes sólidas no Centro de Saúde independência. 247 UTILIZAÇÃO DO MODELO TRANSTEÓRICO ASSOCIADO À EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL Siqueira, V.O.; Landim, D.C.B.; Cardoso, C.; Lopes, A.C.L. Contato: [email protected] RESUMO: CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA: Observa-se crescente aumento das doenças e agravos não transmissíveis, sendo a educação alimentar e nutricional (EAN) importante estratégia de promoção da saúde. Entretanto, as intervenções nutricionais desenvolvidas são pouco efetivas, sendo necessário considerar o comportamento alimentar. Nesse sentido, destaca-se o Modelo Transteórico. DESCRIÇÃO: Em Belo Horizonte tem-se as Academias da Cidade, com destaque para a do Distrito Sanitário Leste que oferece atividade física e orientação nutricional. As atividades de nutrição são prioritariamente coletivas e utilizam a EAN. No entanto, dado consumo excessivo de óleos e gorduras viu-se a necessidade de se utilizar o Modelo Transteórico, visando maior efetividade. Para isto, profissionais de Nutrição e Psicologia propuseram um programa com oficinas para dois grupos distintos, de acordo com os estágios de mudança: préação (pré-contemplação, contemplação e decisão) e ação (ação e pré-ação), totalizando 22 encontros com duração de 1 hora e 15 minutos. O grupo de pré-ação, que predomina processos de mudanças cognitivos, focou no aumento de consciência com temas como cidadania e saúde, apoio familiar, custo/benefício de uma alimentação mais saudável e percepção de auto-imagem. Já no grupo de ação, que predomina processos de mudanças comportamentais, pautou-se na ampliação do conceito de saúde, custo/benefício de uma alimentação mais saudável, administração de contingências e percepção dos estímulos gatilhos para recaídas. LIÇÕES APRENDIDAS: O programa utilizado permitiu confrontar os hábitos alimentares com os estágios de mudança de comportamento, evidenciando possíveis motivos de resistência, bem como a importância de intervenções interdisciplinares que considere o sujeito como ser multideterminado. Além disto, foi possível evidenciar a importância da aplicação de tecnologias leves, estruturadas no sujeito, no âmbito da Atenção Primária. RECOMENDAÇÕES: Recomenda-se a realização de intervenções que considerem o comportamento alimentar; o reconhecimento das interferências da rede social, fatores emocionais e circunstâncias vivenciadas no processo de mudança comportamental; e a compreensão do processo de mudança alimentar junto ao usuário, questionando seus benefícios e contextualização na rotina diária. Mas, para isto é necessário instrumentalizar o profissional para o trabalho interdisciplinar, visto que a promoção do saber se faz pelo aprendizado compartilhado. 248 Pôsteres: Redes de Atenção em Saúde TÍTULO: ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PORTADOR DE FERIDA AUTOR PRINCIPAL: Gelmar Geraldo Gomes CO-AUTORES: Lilian Cristina Rezende; Thays Batista da Rocha; Anézia M. F. Madeira Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: O tratamento ao portador de ferida é dinâmico e deve acompanhar a evolução científico-tecnológica. Na Prefeitura de Belo Horizonte foi criada em 1998, uma Comissão de Curativos, que elaborou o Manual de Tratamento de Feridas, publicado em 2002. Com a utilização deste manual pelos profissionais da rede básica perceberam-se algumas lacunas em relação à abordagem ao paciente portador de ferida, à indicação do tratamento para o mesmo e à dificuldade de se organizar e sistematizar a assistência prestada. Diante disso, durante o estágio supervisionado da disciplina Internato Metropolitano da EEUFMG, no Centro de Saúde São Paulo (CSSP), Belo Horizonte/MG, percebeu-se necessidade de se trabalhar com os profissionais de enfermagem na reorganização da sala de curativo. Inicialmente estes assistiram a uma palestra acerca de curativos. Em seguida elaborou-se um guia a partir do conteúdo da palestra e do protocolo de curativo disponibilizado pela SMSA/BH, contendo informações sobre avaliação e tratamento de feridas, indicação, contra indicação e tempo máximo de permanência de cada cobertura. Organizaram-se ainda as pastas de curativos disponibilizadas na unidade. A sistematização da assistência na sala de curativo foi iniciada em maio de 2010. No período do estágio atendemos a quatro usuários com indicação de coberturas para tratamento de úlcera venosa e um com trauma devido a acidente de moto. Estes atendimentos foram realizados conforme protocolo da SMSA/BH e três destes tiveram alta do tratamento com resultado satisfatório. Ao término do estágio estávamos ainda com um usuário em tratamento com boa evolução da ferida. A possibilidade de se reorganizar a assistência na sala de curativo respaldada em um cuidado mais humanizado constitui-se grande desafio para os profissionais do CSSP. Vimos que é possível transformar a lógica biologicista, naquela que consegue assistir o usuário na sua totalidade. Dessa forma, temos que rever nossos conceitos de saúde-doença e (re)pensarmos a maneira como está sendo oferecida a assistência ao portador de ferida; é importante acreditarmos que a mudança é possível. 249 AVALIAÇÃO DO ESTÁGIO DE DESENVOLVIMENTO DAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE NA VISÃO DOS PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA. Fabiana Brito Silva Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A concepção de redes permite a visão integrada constituindo sistemas organizados de serviços de saúde a uma população definida e que se responsabiliza pelos resultados devendo ser coordenada pela Atenção Primária à Saúde (APS). A partir da proposta da proposta de “Tornar Minas o melhor Estado para se viver” o Governo de Minas elaborou o Plano Diretor da APS (PDAPS), com o objetivo de assessorar os municípios na reorganização do sistema municipal de saúde através de oficinas que buscam abranger a situação concreta do processo de trabalho, visando transformar a realidade a partir da ação educacional, tendo com um dos produtos a construção das redes integradas de atenção à saúde, orientando o diagnóstico destas redes afim de dar sentido o planejamento para melhoraria da atenção à saúde. OBJETIVO: Buscou-se avaliar o estágio de desenvolvimento das redes de atenção à saúde (RAS) e a identificação de áreas críticas do desempenho. MÉTODO: Desenvolveu-se este estudo transversal, ecológico, descritivo, de um município de médio porte (296.259 hab.), pólo de macrorregião sanitária, no ano de 2009. Através da avaliação dos eixos População, APS, Pontos de Atenção à Saúde Secundários e Terciários, Sistemas de Apoio, Logísticos, e de Governança da RAS e Modelo de Atenção à Saúde. Por meio de questionário estruturado, com questões avaliadas pela equipe da APS com um valor entre 0 e 3, o escore total interpreta a capacidade de operação das RAS: menos de 134 incapacidade-fragmentado; 134 a 268: básica - incipientes; 268 a 401, razoável avançadas; acima de 401 ótima - integrada. RESULTADOS: Houve predomínio do funcionamento básico ou incipiente (46%), seguido de razoavelmente bom (28%), não existência (25%) e operação de forma ótima (1%). Os eixos com maior escore foram Pontos de Atenção Secundários e Terciários (47%) e Sistemas de Governança (43%) e os com menor escore foram Sistema de Logística (27%), Sistema de Apoio (21%). O estágio de desenvolvimento das RAS do município foi avaliado com capacidade básica para operação, escore total de 181 pontos (36%). CONCLUSÃO: Os resultados apesar de parciais possibilitaram a identificação de áreas críticas para programação do desenvolvimento estratégico em saúde do município e subsidiam a reestruturação do sistema para o funcionamento em redes integradas de saúde. 250 TÍTULO: AVALIAÇÃO DO PERFIL NUTRICIONAL DE PACIENTES ACOLHIDOS EM UM SERVIÇO PÚBLICO DE BELO HORIZONTE ESPECIALIZADO EM TRANSTORNO ALIMENTAR. AUTOR PRINCIPAL: Mariana Ribeiro de Almeida Lana CO-AUTORES: Cristiane de Freitas Cunha; Henrique Oswaldo da Gama Torres; Érika Gonçalves Silva Santos; Luiz Felipe Sarmento Guimarães. Instituição: Hospital das Clínicas – Universidade Federal de Minas Gerais Contanto: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: Os transtornos alimentares, especialmente a anorexia nervosa (AN) e a bulimia nervosa (BN) são considerados hoje doenças psiquiátricas e acometem na maioria dos casos pacientes do sexo feminino. Apesar de estudos estatísticos sobre a prevalência da doença não serem totalmente precisos, as evidências clínicas demonstram um aumento nos números de casos, um aumento da morbi-mortalidade, sendo assim, descrito por alguns autores como um problema de saúde pública. O Núcleo de Investigação em Anorexia e Bulimia (NIAB) do Hospital das Clinicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC - UFMG) é referência em todo o estado e acolhe pacientes que são encaminhados por serviços ou profissionais da área de saúde. Na literatura parece existir um consenso de que os pacientes chegam aos serviços especializados em transtorno alimentar apenas quando seu estado geral já se encontra grave, porém poucas pesquisas foram realizadas no intuito de traçar o perfil clínico e nutricional destes pacientes para que as alterações orgânicas presentes fossem divulgadas, possibilitando assim mensurar o verdadeiro grau de comprometimento à saúde dos mesmos. OBJETIVO: Traçar o perfil nutricional de pacientes que procuram o NIAB-HC/UFMG. MÉTODOS: Estudo transversal, com uso de amostra de conveniência, constituída de 30 pacientes de ambos os sexos. Os pacientes foram avaliados em relação ao seu perfil sóciodemográfico e nutricional. RESULTADOS: Dos 30 pacientes avaliados, 90% eram do sexo feminino com média de idade de 21,6 anos ± 9,2 anos. 43% apresentaram diagnóstico de AN (85% mulheres); 43% de BN (95% mulheres) e 14% com diagnóstico de AN e BN (100% mulheres). Conforme a classificação de IMC, foram encontrados 7% com quadro de magreza classe I, todas mulheres bulímicas. 10% da amostra, apresentava magreza classe II, sendo esta 100% mulheres (67% BN e 37% AN) e 36% dos pacientes em estado de magreza classe III, destes, 82% eram anoréxicos (89% mulheres e 11% homens) e 18% (100% mulheres) apresentavam AN e BN. 30% encontravam-se eutróficos, dos quais 34% AN (67% mulheres), 44% BN (75% mulheres) e 22% AN e BN (100% mulheres). O restante da amostra foi classificada como sobrepeso ou obesa e todas eram mulheres com quadro de BN. CONCLUSÃO: O trabalho é coerente com as descrições da literatura, revelando que a grande maioria dos pacientes acolhidos era do sexo feminino e encontravam-se no quadro mais grave de desnutrição. Portanto, vale ressaltar a necessidade de se estabelecer em serviços de atenção primária a saúde novas estratégias de intervenção, uma vez que esta, realizada precocemente, melhora o prognóstico destas doenças. 251 TÍTULO: CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E LABORATORIAIS DE DOENTES COM TUBERCULOSE EM MANAUS – AMAZONAS Monalise Lemos(1,4); Altair Seabra de Farias(1,2,4); Lúcia Marina Scatena(3,4); Rubia Laine de Paula Andrade(1,4); Tereza Cristina Scatena Villa(1,4); Antonio Ruffino-Netto(4,5); Pedro Fredemir Palha(1,4) (1) Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (USP) (2) Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) (3) Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) (4) Grupo de Estudos Epidemiológico-Operacionais em Tuberculose (GEOTB) (5) Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP) Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: No Brasil, o Amazonas tem se destacado pela alta incidência de Tuberculose (TB). Com grande diversidade étnica e com elevado fluxo migratório, a capital Manaus diagnostica mais de 75% dos casos de TB de todo o estado. OBJETIVO: Analisar as características clínicas e laboratoriais de doentes com TB. Metodologia: Estudo epidemiológico, descritivo, tipo levantamento realizado em Manaus-AM, com os casos de TB notificados no SINAN em 2007. O banco de dados foi coletado em julho de 2009 na Secretaria Municipal de Manaus. A população constituiu de 1952 casos de TB, que foi operacionalizado no software Statistica 8.0, priorizando as variáveis clínicas: forma de TB (pulmonar, extrapulmonar, pulmonar+extrapulmonar), resultado de exame anti-HIV, agravos associados, tipo de entrada (caso novo, recidiva, reingresso após abandono, transferência), tipo de tratamento (supervisionado, auto-administrado). Para análise estatística utilizou-se análise de freqüência. RESULTADOS: Foram analisados 1.952 casos de TB notificados em Manaus, no ano de 2007. Destes, 1.268 (64,96%) obtiveram cura, 229 (11,73%) abandonaram o tratamento, 83 (4,25%) foram a óbito por tuberculose, 45 (2,31%) óbito por outras causas, 253 (12,96%) transferidos, 33 (1,69%) tiveram mudança de diagnóstico, 7 (0,36%) TB multirresistente e 34 (1,69%) estavam sem encerramento. Dentre os casos de TB analisados, a forma clínica predominante foi à pulmonar com 1.505 (77,1%) casos, sendo 990 (50,7%) baciloscopias positivas. Dos doentes com TB extrapulmonar, 195 (43,6%) foram acometidos na pleura, 104 (23,3%) nos gânglios periféricos, 29 (6,5%) nas meninges, sendo os demais 119 (26,6%) acometidos em outros órgãos. Dos sujeitos do estudo, 177 (9,1%) fizeram exame anti-HIV com resultado positivo. Em relação aos agravos associados, 166 (8,5%) tinham Aids, 155 (7,9%) alcoolismo, 88 (4,5%) diabetes, 22 (1,1%) doença mental e 102 (5,2%) tinham outros agravos associados. Além disso, 1671 (85,6%) eram casos novos de TB e 1268 (65,0%) foram curados após completarem o tratamento. Tiveram destaque 83 (4,25%) casos de óbito por tuberculose. No que se refere ao tipo de tratamento, 1711 (87,6%) doentes auto-administraram a medicação e apenas 140 (7,2%) fizeram o tratamento supervisionado. CONCLUSÃO: O elevado número de casos de TB diagnosticados em Manaus decorre pelo fato de possuir maior densidade tecnológica na área de saúde e pela alta concentração populacional na maioria das vezes proveniente do interior e de outras regiões. 252 DESAFIOS DA ARTICULAÇÃO DOS SERVIÇOS DE ATENÇÃO DOMICILIAR NA REDE PÚBLICA DE SAÚDE Autores: Paloma Morais Silva , Kênia Lara Silva , Roseni Rosângela de Sena , Tatiana Silva Tavares , Ana Carolina Silva Martins , Caroline Gomes de Souza Contato: [email protected] RESUMO: A articulação eficaz entre os serviços da rede de saúde é necessária para obter um cuidado integral e contínuo aos usuários, de modo que eles disponham de amplas possibilidades de acesso aos diversos serviços de saúde de acordo com suas necessidades. Este trabalho é parte da pesquisa “Atenção domiciliar: cartografias de gestão e de cuidado”. Procurou-se analisar o lugar da atenção domiciliar (AD) na articulação da rede de serviços de saúde. O estudo foi realizado nos municípios de Belo Horizonte, Betim e Contagem no Estado de Minas Gerais, tendo como cenários sete instituições públicas que possuem atenção domiciliar. Foram realizadas entrevistas com coordenadores dos serviços e estudos de caso de pacientes assistidos no domicilio. Os resultados revelam que a AD, nos cenários do estudo, está predominantemente organizada com foco na desospitalização ou liberação de leitos das unidades de saúde. A admissão nestes serviços ocorre por indicação de profissionais dos serviços de urgência ou hospitais, por busca ativa de pacientes que atendem aos critérios de elegibilidade ou encaminhamento da Equipe de Saúde da Família (ESF). Evidenciou-se dificuldade na articulação dos serviços de AD com a ESF. A relação entre esses serviços é pontual, geralmente apenas no momento da alta, quando o paciente é referenciado para a atenção básica. Apesar dos gestores dos serviços de AD citarem que a ESF é informada na admissão do paciente e que na alta há elaboração de relatório e articulação de uma visita conjunta com a equipe da AD e a ESF, os profissionais afirmam que na prática ocorrem variações de acordo com as necessidades de cada caso, inexistindo um processo sistemático para garantia da continuidade do cuidado. Os problemas para articulação estão relacionados à dificuldade de organizar a agenda de trabalho das equipes, às disputas entre profissionais que atravessam o cotidiano do trabalho em saúde e aos fluxos de referencia e contra-referencia. Os resultados indicam também, que existem obstáculos no estabelecimento de parcerias entre os serviços ocorrendo em alguns casos a transferência de responsabilidades, sem espaço de diálogo entre as equipes. Conclui-se que existem dificuldades para articulação em rede apontando para a necessidade de se criar estratégias de cooperação e responsabilidade compartilhada entre os serviços que levem em consideração as necessidades e demandas dos usuários. 253 ESTIMATIVA RÁPIDA E DO DIAGNÓSTICO SITUACIONAL DA EQUIPE 2 DA UBSF ICAIVERA AUTOR: Claudia Maria Belo Lisboa TUTOR: Ana Carolina Diniz de Oliveira Contato: zenga2751 @ hotmail.com RESUMO: INTRODUÇÃO: A Unidade Básica de Saúde da Família do Bairro Icaivera , possui em torno de 8000 usuários , divididos em 2 Equipes de Saúde da Família: Equipe 1 e Equipe 2. A UBSF Icaivera está aberta á comunidade desde às 7 horas até às 18 horas ininterruptamente. O Conselho local de saúde é atuante e a população tem apreço pela UBSF Icaivera. OBJETIVO: O Diagnóstico Situacional do Bairro Icaivera e da Equipe 2 é fundamental para o processo de planejamento ,para podermos definir quais os problemas teremos que intervir e enfrentar com o planejamento estratégico bem realizado. METODOLOGIA: Os dados foram conseguidos a partir de bases de dados secundárias como o SIAB , entrevistas com os informantes- chaves e pela observação ativa. CONCLUSÃO: Os dados foram levados ao conhecimento do Anexo Icaivera da Prefeitura de Betim 254 TÍTULO: ESTUDO COMPARATIVO DAS REDES DE ATENÇÃO EM SAÚDE MENTAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE DO SUS-BH AUTOR PRINCIPAL: Érica Silva Figueiredo - Médica. Especialista em Medicina da Família e Comunidade pelo Hospital Municipal Odilon Behrens - [email protected] CO-AUTORA: Maria Teresinha de Oliveira Fernandes - Enfermeira, doutoranda da Escola de Enfermagem da UFMG, mestre em enfermagem, especialista Administração da Assistência de Enfermagem e Saúde da Família docente convidada da especialização em Saúde Coletiva/EEUFMG, membro efetivo do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Cuidado e Desenvolvimento Humano (NEPCDH) – [email protected] Instituição: Prefeitura de Belo Horizonte RESUMO: INTRODUÇÃO: O acompanhamento de usuários com transtorno mental na atenção primária do SUS-BH tem se consolidado enquanto redes de atenção envolvendo a saúde da família e equipe de saúde mental. Representa um desafio para os profissionais uma vez que os fatores sócio-culturais e familiares repercutem diretamente em sua estabilidade clínica. OBJETIVO: O objetivo deste estudo é caracterizar o perfil de usuários com transtorno mental em acompanhamento pela ESF e comparar com o estudo realizado com a mesma população em fevereiro de 2007. MATERIAIS E MÉTODOS: O banco de dados utilizado foi o “cadastro dos usuários inscritos - saúde mental” – secretaria municipal de saúde. Foram incluídos todos os usuários acompanhados pelas equipes de 15/07/09 a 15/07/10. Usuários cadastrados sem registro de atendimento no último ano foram excluídos. Resultados: Em 2007 acompanhou-se 109 usuários, 72 mulheres e 37 homens, com idade média de 43 anos. Atualmente são 167 usuários, sendo 125 mulheres e 42 homens. Ao caracterizar o perfil epidemiológico destacouse a prevalência dos transtornos de humor, especialmente os distúrbios depressivos (58 mulheres e 9 homens) e os transtornos de ansiedade (40 mulheres e 10 homens) perfil semelhante ao encontrado no estudo realizado em 2007. Em relação ao tratamento medicamentoso dos pacientes com transtorno de humor depressivo-ansioso destacou-se a utilização dos antidepressivos. No levantamento realizado, encontrou-se 45 usuários de Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS) e 32 usuários de Tricíclicos em monoterapia. 26 fazem uso da associação de antidepressivos com benzodiazepínicos, sendo 17 associações com Tricíclicos e 9 com ISRS. 19 deles fazem uso de Benzodiazepínicos em monoterapia. A Fluoxetina é o ISRS mais prescrito (38 usuários), seguido pela Sertralina com 9 usuários. Dos Tricíclicos, a Amitriptilina é utilizada por 24 pacientes, seguida pela Nortriptilina com 22 pacientes em uso. Em relação aos Benzodiazepínicos, o Clonazepam é o mais prescrito (40 usuários) seguido pelo Diazepam, 13 pacientes em uso. 30 desses usuários se encontram em acompanhamento psicoterápico sendo 20 mulheres e 10 homens. CONCLUSÃO: O perfil epidemiológico dos usuários em acompanhamento hoje não difere do encontrado no estudo realizado em 2007. Destaca-se o aumento no número de usuários em acompanhamento em relação ao estudo anterior que pode refletir o aumento da população com esse tipo de demanda para as ESF e pode-se inferir também que houve melhora da notificação e diagnóstico na área adscrita. 255 TÍTULO: ORGANIZAÇÃO DO PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA NA REDE MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE: AVALIAÇÃO ANUAL DE SAÚDE, UMA EXPERIÊNCIA EM CONSTRUÇÃO AUTOR: Wesley Barbosa Souza CO-AUTORES: Stella Deusa Pegado de Araújo, Maria Cecília Accioly, Paulo Costa, Mírian Cunha Oliveira , Flávia Julião, Soraya Pimenta Daquino, Enère Braga, Vanessa Almeida Instituição: Prefeitura Municipal de Belo Horizonte – Secretaria de Saúde Contato: [email protected] RESUMO: CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA: O Programa Saúde na Escola (PSE), criado através do decreto presidencial nº 6.286, de 05 de dezembro de 2007, visa à integração e articulação permanente das redes de educação e de saúde, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos escolares em todo o Brasil. DESCRIÇÃO: Em Belo Horizonte o PSE iniciou-se em 2008, com a instituição de um Grupo Gestor Intersetorial, composto por integrantes da Secretaria Municipal de Saúde e Educação. Neste mesmo ano foi desenvolvido um projeto piloto que abrangia 09 escolas municipais e 09 unidades de atenção primária à saúde, isto é, 01 escola e 01 unidade de saúde por regional. Em 2009, ampliou-se o programa para 36 escolas e 61 unidades de atenção primária e agora em 2010 abarcaram-se 169 escolas municipais de ensino fundamental diurno e 147 unidades de saúde, abrangendo um total aproximado de 126.000 alunos participantes do programa. Um dos pilares do programa é a avaliação do estado de saúde dos escolares, que tem por objetivo prevenir agravos nutricionais, odontológicos, oftalmológicos, clínicos e psicossociais com enfoque na prevenção de doenças, além do adequado tratamento quando necessário. Esses agravos, se detectados precocemente, poderão impactar na qualidade de saúde desses escolares e consequentemente também no rendimento relativo à sua aprendizagem. A promoção da saúde também é o segundo eixo importante do programa, que visa à divulgação de informações de qualidade e incentivo da adoção de práticas de alimentação saudável e de atividades físicas, educação sexual, cultura da paz e prevenção do uso de álcool e outras drogas. LIÇÕES APRENDIDAS: Referente à avaliação do estado de saúde dos escolares, no decorrer do processo de implantação, após experimentar-se várias modelagens de como desenvolver a ação proposta, levar o escolar para fazer a avaliação, estabeleceu-se quais seriam as atribuições da Educação, da Saúde, o fluxo de atendimento e o roteiro de avaliação a ser seguido pelos profissionais da saúde junto aos escolares. RECOMENDAÇÕES: Com este trabalho verificou-se que as ações intersetoriais não são fáceis de serem equacionadas na prática. Faz-se necessário um diálogo estreito entre as áreas envolvidas, para que as ações possam ser implementadas de forma efetiva, para gerar um ganho à população alvo atendida. A interlocução constante entre os atores envolvidos se mostra de extrema importância para vencer as dificuldades encontradas. 256 PROJETO BORBOLETAS: METAMORFOSE TERAPÊUTICA DAS MULHERES ALCOOLISTAS ATENDIDAS NO CAPSAD DE OURO PRETO Letícia Mara Pereira de Sousa Contato: [email protected] RESUMO: Com este estudo teve-se por objetivo elaborar um projeto para atender as mulheres alcoolistas da área de cobertura do Centro de Atenção Psicossocial para usuários de Álcool e outras Drogas (CAPSad) de Ouro Preto.O alcoolismo feminino está cada vez mais em evidência no Brasil devido ao aumento expressivo de mulheres que estão fazendo uso abusivo de álcool e às conseqüências sociais acarretadas por este problema.Este assunto ainda necessita ser muito discutido e compreendido no campo da saúde pública como uma questão grave e ascendente.Considerando o contexto histórico e as evidências da diferenciação do alcoolismo entre homens e mulheres,fez-se necessário um levantamento dos pontos divergentes e relevantes para a construção deste estudo.O município de Ouro Preto–MG conta com um serviço público para atendimento ao usuário de álcool e outras drogas:o CAPSad.Uma vez inserida nesse serviço e percebendo a importância da atenção específica a essas mulheres,buscou-se uma forma de tornar mais eficazes e resolutivas as ações dentro do CAPSad, por meio de um projeto voltado para esse público.Para desenvolver este projeto foi realizado estudo bibliográfico contemplando:a política do Ministério da Saúde para a atenção aos usuários de álcool e outras drogas,uma discussão sobre o conceito de alcoolismo,especificidades do alcoolismo feminino e sobre as abordagens trabalhadas com mulheres.Foi feita ainda uma contextualização da rede de Saúde Mental do município de Ouro Preto.Dentre estes pontos destacaram-se a distinção do perfil em relação ao sexo e ao gênero entre homens e mulheres alcoolistas.Como resultado do estudo constatou-se a importância de se criar abordagem específica ao público das mulheres que fazem uso de álcool e,conseqüentemente,foi construído o Projeto Borboletas: Metamorfose terapêutica das mulheres alcoolistas atendidas no CAPSad de Ouro Preto.Este projeto vai ao encontro do objetivo de atender a demanda do universo feminino,potencializar a adesão das mulheres alcoolistas ao tratamento no CAPSad e auxiliar na construção do projeto terapêutico do serviço.Ao projeto foram incorporadas ações que abrangem atividades de prevenção, promoção, reabilitação e inserção social. Este trabalho contribuiu para o despertar de um olhar diferenciado às especificidades da população feminina que, por vezes, pode passar despercebido ao olhar dos profission 257 TÍTULO: TRANSIÇÃO DO MODELO DA REABILITAÇÃO NO MUNICÍPIO DE CONTAGEM (MG): ESTRATÉGIAS DE DESCENTRALIZAÇÃO AUTOR PRINCIPAL: Thiago Barbabela de Castro Soares1 CO-AUTORES: Luciana de Souza Braga1, Ana Angélica Murta Aun Pontes1, Maria Aparecida Turci2 1. Referência Técnica em Reabilitação do município de Contagem. 2. Superintendente de Atenção à Saúde do município de Contagem Instituição: FUNDAÇÃO DE ASSISTÊNCIA MÉDICA E URGÊNCIA DE CONTAGEM – FAMUC Contato: [email protected] RESUMO: CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA: Historicamente a atenção em reabilitação era concentrada no ambulatório do Centro de Especialidades do município. Esta situação desfavorecia o acesso do usuário aos atendimentos da equipe multiprofissional em reabilitação. A conseqüência era o alto absenteísmo, alcançando taxas de 36%, e redução da efetividade da assistência. DESCRIÇÃO: A partir de 2008, iniciou-se o processo de descentralização através da inserção de profissionais da reabilitação em dois distritos sanitários de maior vulnerabilidade. Em 2009 a proposta foi ampliada para outros dois distritos, selecionados através de critérios epidemiológicos. Focou-se na proposta de atenção às condições crônicas através da modalidade de atividades coletivas, sem prejuízo aos casos agudos, que eram acolhidos e referenciados para atenção secundária, quando existia a necessidade de uso de tecnologias mais densas, ou acompanhados localmente, quando viável. Este modelo tem sido sustentado até a efetivação dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família que avançam na perspectiva do apoio matricial, educação permanente e qualificação na atenção primária. LIÇÕES APRENDIDAS: Diante do modelo de descentralização apresentado cujas ações preconizavam atendimentos coletivos prioritariamente, acompanhamento individual, visitas domiciliares e referência qualificada para atenção secundária quando necessário, as ações foram iniciadas em três distritos sanitários de maior vulnerabilidade. A descentralização favoreceu o acesso ao cuidado, expresso na redução do absenteísmo às avaliações iniciais de 36% da atenção secundária, para 20% neste novo modelo. Outro dado positivo foi a redução no tempo de espera para a primeira avaliação, que passou da média de 16 meses em 2007 para 6 meses em 2009. A aproximação do serviço ao usuário favoreceu ainda a regulação da demanda reprimida para atenção secundária, uma vez que houve redução de 2500 para 579 usuários aguardando primeira avaliação de 2007 a 2009. Percebeu-se que para otimizar o processo de descentralização foi necessário sensibilizar gestores e profissionais nos encontros colegiados distritais e locais, reforçando as atribuições e co-responsabilizando os atores no processo de atenção ao usuário. RECOMENDAÇÕES: Diante da realidade observada é importante ampliar os conceitos estritos de reabilitação para a lógica da promoção da saúde e prevenção de agravos, fato que consolida o papel dos profissionais na atenção primária. Ao demonstrar possibilidades, resultados e vivências, consolida-se o papel da reabilitação como apoio complementar às unidades de saúde da família e centros de saúde. 258 Pôsteres: Saúde e cidadania ACOLHIMENTO: UMA ESTRATÉGIA DE HUMANIZAÇÃO NO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMíLIA? Luciano Eloi Santos * Claudia Césari Minelli ** * Coordenador do MBA Gestão Estratégica de Saúde do Centro Universitário UNA-BH ** Especialista em Gestão Estratégica de Saúde do Centro Universitário UNA-BH Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: O Ministério da Saúde criou em 1994 o Programa Saúde da Família (PSF), com o objetivo de organização, implementando os princípios fundamentais do SUS, universalização, descentralização, integralidade e participação comunitária. PSF prioriza as ações de proteção, promoção à saúde dos indivíduos e da família, de forma integral. Sobre o acolhimento: Acolher é dar acolhida, admitir, aceitar, dar ouvidos, dar crédito a, agasalhar, receber, atender (FERREIRA,1975). De acordo com o Ministério da Saúde (MS) o acolhimento como ato ou efeito de acolher expressa, em suas várias definições, uma ação de aproximação, um “estar com” e um “estar perto de”, ou seja, uma atitude de inclusão. Nesse sentido o MS afirma o acolhimento como uma das diretrizes de maior relevância ética/estética/política da Política Nacional de Humanização do SUS. ACOLHIMENTO E PSF: O PSF tem estabelecido vínculos e laços de compromisso e de co-responsabilidade entre os profissionais e população. O acolhimento, surge como estratégia facilitadora para reorganização da assistência, com o objetivo de intervir no cotidiano das unidades de saúde, revendo práticas repensando processo trabalho em saúde; garantindo acesso dos usuários, identificando situações de risco e gravidade; propiciando abordagem integral da equipe, respeitando valores culturais dos usuários, atuando com equipe multiprofissional. O PSF está estruturado na lógica da atenção primária, gerando integração clínica e promoção da saúde. Sem acolher e vincular não ocorre responsabilização e tampouco otimização tecnológica, a resolutividade que impacta os processos sociais de produção da saúde e doença. Melhora o acesso dos usuários aos serviços de saúde. Humaniza as relações entre profissionais de saúde e usuários. CONCLUSÃO: A reflexão sobre a humanização dos serviços prestados, mudando a concepção da saúde como um direito de todos. Envolvendo governo, trabalhadores e usuários em um movimento de mudanças necessárias para desenhar um novo fazer em saúde, regatando o espaço de trabalho como lugar dos sujeitos históricos. O acolhimento implantado aponta resolução dos problemas do usuário, mas a atenção dispensada, através da escuta, a valorização das queixas e identificação das necessidades, transformando-as em objeto de ação de saúde. 259 TÍTULO: CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL SOCIOECONOMICO E DEMOGRAFICO DOS USUARIOS DO RESTAURANTE POPULAR II DE BELO HORIZONTE/MG. AUTOR PRINCIPAL: Yara Cardoso Silva CO-AUTORES: Simone Cardoso Lisboa Pereira, Cláudio Santiago Dias Júnior, Mery Natali Silva Abreu, Fernanda Martins Sobrinho. Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: o Programa do Restaurante Popular Brasileiro é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, com intuito de criar uma rede de proteção alimentar em áreas de grande circulação de pessoas que realizam refeições fora de casa. O programa atende segmentos mais vulneráveis, propondo refeições prontas saudáveis e a preços acessíveis. Objetivo: Avaliar o perfil socioeconômico e demográfico dos usuários do Programa do Restaurante Popular (RP). MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal realizado em um RP da cidade de Belo Horizonte - Minas Gerais, Brasil. A coleta de dados socioeconômicos e demográficos ocorreu por meio de um questionário semi-estruturado. Foi utilizado o Critério de Classificação Econômica Brasil para definição das classes socioeconômicas. Os dados foram digitados no programa Epidata e a analise descritiva foi realizada no SPSS. RESULTADOS: Foram avaliados 396 usuários no RP, sendo que desses 62,9% eram do sexo masculino, com idade variando entre 18 e 83 anos e média de 44 anos. A escolaridade mais freqüente foi o nível médio completo (34,3%). A maioria dos entrevistados reside em moradia própria (51,0%) e 55% dos entrevistados foram classificados na classe socioeconômica C, 20,9% na D e 4,5% na classe E. O tipo de rendimento predominante foi o trabalho em tempo integral (47,2%), tendo também alta freqüência de aposentadorias (34,3%). A renda familiar informada média foi de quase R$1400,0 e a renda per capta de R$570,0 aproximadamente. Com relação às principais carências o fator saúde teve maior predominância com 32,3%, e a alimentação teve baixa frequência, 14,4%. CONCLUSÃO: Os resultados indicaram que o perfil socioeconômico dos usuários do RP II é coerente com o principal objetivo do programa, atender grupos vulneráveis economicamente e proporcionar saúde aos seus usuários. 260 TÍTULO: COMPREENDENDO A SEXUALIDADE DE MULHERES DA USF FIGUEIRINHA DO MUNICÍPIO DE MARÍLIA – SP. Autora Principal: Frison, S.S. Susiane Sucasas Frison – Enfermeira Pós graduada em Saúde da Família e Comunidade (Modalidade Residência) pela Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA). Co-Autora: Rosa, R.S.L. Renata Shimizu Locatelli da Rosa – Professora Mestre da Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA). Instituição: Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA) Contato: [email protected] RESUMO: A consciência sobre a sexualidade vem sendo modificada ao longo da história. No Brasil, durante a década de 80 e 90 a saúde, sexualidade e reprodução passaram a ser constituintes dos direitos sociais. Nos anos 90 o Programa de Agentes Comunitários em Saúde – PACS - e o Programa de Saúde da Família – PSF - surgem com o intuito de articular as várias ações assistenciais, visando à universalização do acesso e à garantia da integralidade. A Unidade de Saúde da Família (USF) Figueirinha apresentava, em outubro de 2007, segundo dados do Sistema de Informação da Atenção Básica - SIAB, 2.686 habitantes, sendo 1.267 homens (47%) e 1.419 mulheres (53%). Esta unidade era constituída, predominantemente, por adultos em fase reprodutiva (66,12%), com destaque para o sexo feminino. O objetivo deste trabalho foi estudar a percepção da sexualidade entre essas mulheres, numa perspectiva integral, levando em consideração os seus significados e a importância no contexto de vida. Foram aplicados 249 questionários semi estruturados, abordando-se 30% das mulheres de 10 a 39 anos (faixas etárias de maior concentração – 58,5%) escolhidas aleatoriamente. Este trabalho possibilitou a visualização do significado que o tema representa na vida e no cotidiano das entrevistadas. Percebeu-se que as questões de gênero são marcantes no desempenho dos papéis femininos, que há alienação do corpo, dos sentimentos e dependência do outro para a ocorrência de satisfação e plenitude. Em contra partida, há mulheres que demonstraram interesse em conhecer o seu poder e o potencial, como aproveitá-los na relação, até onde vão os seus direitos, necessidades de prazer e afeto, o que se espera dar e receber do outro e, principalmente, o que é melhor para si. As equipes da Estratégia de Saúde da Família (ESF) como um todo, assim como outras modalidades de equipe, devem estar sensibilizadas e atentas para acolher e perceber eventuais comportamentos e queixas relacionadas a essa temática. A comunicação deve ser uma via de dois sentidos, que permita um olhar holístico, cujo resultado final será uma abordagem integral e construtiva da saúde, dando margem ao início de um trabalho que pode se estender ao coletivo, grande propósito da prevenção, promoção e educação em saúde. 261 TÍTULO: EDUCAÇÃO EM SAÚDE: HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS AUTOR PRINCIPAL: Ester Mendes da Silva CO-AUTOR: Regina Cristina Talim ORIENTADORA: Juliana Tomé Instituição: CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA IZABELA HENDRIX - BH/MG Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO - A educação em saúde ocupa hoje grande espaço nos currículos de saúde, sobretudo nos cursos de enfermagem. Sendo assim torna-se imprescindível o envolvimento da universidade e da comunidade, contribuindo para a melhora das condições de saúde da população. Um dos problemas na área da saúde tem sido a carência da higiene corporal, em especial a das mãos no sentido de prevenção de doenças de grande importância na saúde pública. Lavar as mãos com água e sabão é simples, eficaz e previne o contagio de várias doenças infecto-contagiosas. Conforme o Manual de Higiene e segurança nas escolas ¹ a educação deve ser um fator de promoção e proteção à saúde, bem como estimulo a criação de estratégias para a conquista dos direitos de cidadania. Sendo assim, a escola deve ajudar a capacitar os indivíduos para uma vida mais saudável. JUSTIFICATIVA - Acredita-se que esse trabalho possibilitou a orientação das crianças para que essas possam contribuir para o incentivo a mudanças nos hábitos higiênicos da família, tais como a lavagem das mãos. OBJETIVO - Sensibilizar as crianças de uma creche filantrópica sobre a importância da higienização adequada das mãos. MÉTODO - Trata-se de um relato de experiência acerca de uma vivencia na disciplina RN e puericultura do quinto período do curso de enfermagem de uma instituição privada de Belo Horizonte. O público alvo foi às crianças de 04 e 05 anos de idade matriculadas em uma creche filantrópica perfazendo um total de 23 crianças. A técnica de ensino utilizada foi através de leituras de livros² para que houvesse uma apresentação especifica para o publico alvo segundo meninas precisamos acrescentar uma referencia aqui...pode ser Piaget, pois leitura de livro não é técnica de ensino. A ação educativa ocorreu no período de março a junho de 2010. Foram passadas informações sobre a higiene das mãos. Foi utilizada metodologia de jogos e música para a aprendizagem das crianças. Após os jogos e demonstração da técnica de higienização das mãos as crianças realizaram treinamento de lavagem das mãos. Quanto aos hábitos de higiene das mãos as professoras foram instruídas a estudar as cartilhas durante quinze dias, juntamente com as músicas fornecidas, no intuito, de reforçar e fixar o entendimento e despertar o interesse das crianças para o assunto abordado. RESULTADOS - Foi possível perceber que as crianças conseguiram assimilar as informações sobre a lavagem adequada das mãos. Após período de quinze dias e retorno das acadêmicas à instituição as educadoras relataram êxito na continuidade da educação em saúde. CONSIDERAÇÕES FINAIS - O projeto proporcionou aos acadêmicos a dimensão positiva do aprendizado mútuo, ocasionado por meio das atividades extra classe que envolve a comunidade e a universidade. Foi possível observar junto as crianças a importância da inserção dos jogos e desenhos na aprendizagem da saúde. As músicas infantis relacionado ao tema proposto fazem com que as crianças tenham uma educação através das brincadeiras e da arte e acabam por construir hábitos saudáveis o que acredita-se contribuir com a memorização do aprendizado. 262 TÍTULO: MERENDA ESCOLAR: ACEITABILIDADE E RESTO-INGESTÃO EM UMA ESCOLA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE- MINAS GERAIS AUTOR PRINCIPAL : VIVIANE FERREIRA ZANIRATI CO-AUTORES: Bárbara Galvão Caldas, Aline Cristine Souza Lopes, Luana Caroline dos Santos Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A qualidade e, consequentemente, a maior aceitabilidade e menor índice de resto-ingestão do cardápio escolar dependem da obediência a critérios como hábitos alimentares, características nutricionais, aceitação, custo, horário de distribuição e estrutura das cozinhas das unidades educacionais. OBJETIVOS: Avaliar a aceitabilidade da merenda escolar por estudantes de uma Escola Municipal da Regional Leste de Belo Horizonte-Minas Gerais, assim como verificar o índice resto-ingestão. MÉTODOS: Estudo de corte transversal com avaliação da aceitabilidade da merenda escolar durante seis dias do segundo semestre de 2009. Esta foi conduzida em dois períodos diferentes do intervalo no turno da tarde. Ademais, entrevistou-se aproximadamente 10% dos escolares de cada período de intervalo com intuito de verificar a opinião sobre o cardápio do dia. O índice resto-ingestão foi calculado a partir do peso médio da refeição per capita, o número de estudantes que fizeram a refeição e o peso do resto dos alimentos, sendo que os dois primeiros valores encontrados foram multiplicados para obter o peso da refeição distribuída (resto-ingestão (%) = peso do resto x 100/ peso da refeição distribuída). Assim, foi possível avaliar o desperdício da merenda escolar, sendo considerados percentuais aceitáveis de resto-ingestão, taxas inferiores a 10%. RESULTADOS: Estavam presentes na cantina no momento das avaliações, aproximadamente 70 estudantes no primeiro horário de recreio e 45 no segundo intervalo. Segundo a opinião dos alunos acerca da qualidade do cardápio, demonstrou-se que a maioria a considerava “boa” (52,7%). Em contrapartida, quanto ao índice resto-ingestão, identificou-se que em todos os dias e intervalos de avaliação, os valores foram superiores a 10%, com média de 24,8±7,9%. Destaca-se ainda que em duas avaliações foi encontrado um índice de restoingestão de quase 45%, representando assim o desperdício de praticamente metade da merenda escolar. CONCLUSÃO: O desperdício de alimentos foi elevado, sendo necessário verificar com mais cautela a adequação do cardápio, bem como realizar treinamento para os funcionários da Unidade de Alimentação Escolar quanto à produção e distribuição das refeições. Além disso, recomenda-se a realização de atividades de conscientização dos estudantes, com o intuito de reduzir o desperdício de alimentos e melhorar a aceitabilidade da merenda escolar. 263 MOBILIZAÇÃO SOCIAL PARA A PREVENÇÃO DO CÂNCER BUCAL – UMA EXPERIÊNCIA COMUNITÁRIA NO MUNICÍPIO DE CONTAGEM, MG Autor: Cintia Andrade Cury Co-autores: Maria Aparecida de Oliveira Liziany David Cardoso Cristiane Miranda Carvalho Paula Vitali Miclos Flávia de Oliveira Menezes Amaral Lívia Fulgêncio Marcela de Almeida Ruback Marina Pereira Coelho Roberta de Cássia Carvalho Machado Contato: [email protected] RESUMO: O câncer bucal toma posição dianteira entre as causas de mortalidade e morbidade populacional, embora passível de prevenção e detecção precoce. Com base nessa realidade, apresenta-se uma experiência de mobilização social realizada no Município de Contagem, MG, cujo propósito foi implementar ações de empoderamento e socialização dos conhecimentos e exame clínico de lesões bucais. O planejamento da Ação envolveu reuniões prévias com para sistematizar as atividades, métodos e recursos para a abordagem de 316 pessoas, de 18 a 82 anos de idade, das quais mensurou-se o critério de risco (questionário de Zelmanowicz, 2001), selecionando-se aquelas que deveriam submeter-se ao exame clínico. O projeto foi submetido ao CEP e os participantes assinaram o TCLE. Do universo de 316 pessoas, 89 (28,16%) preencheram os requisitos para o exame clínico odontológico. Dos 89 indivíduos examinados, 46 (14,56%) apresentavam lesões não cancerizáveis, principalmente traumáticas e 19 (6,01%) eram portadoras de lesões com potencial para malignização. Essas últimas foram encaminhadas para os exames especializados no departamento de patologia da UFMG. Ficou confirmado que a Odontologia necessita investir em novos métodos no sentido de estabelecer maior interlocução com a comunidade e transformar os assuntos de prevenção em temas de domínio e interesse da população. 264 TÍTULO: PREVALÊNCIA DE INFECÇÕES POR BLASTOCYSTIS HOMINIS EM COMUNIDADES DA PERIFERIA DE BELO HORIZONTE: IMPLICAÇÕES CLÍNICAS Frederico Ferreira Gil1; Natália Lima Pessoa1; Sarah Luiza de Souza e Costa1; Bruna Pizziolo Coura1; Luiza Marques Lança Gomes1; Joseph Fabiano Guimarães Santos2; Maria Aparecida Gomes1. Instituição: 1Departamento de Parasitologia, ICB-UFMG, 2Hospital Governador Israel Pinheiro, Instituto de Previdência do Estado de Minas Gerias. Contato: [email protected] RESUMO: Blastocystis hominis é um protozoário parasita do intestino humano. Nem sempre a infecção é identificada nos laboratórios e suspeita pelos profissionais de saúde por desconhecimento não só do parasito, mas também de sua fisiopatologia. Infecções por Blastocystis tem sido incriminadas por causarem diarréia, em muitos casos com importante comprometimento hidroeletrolítico e energético-protéico, associados a sintomas dispépticos. Apesar da responsabilidade do parasito na geração destes sintomas ser controversa, sua resolução através do tratamento sugere seu envolvimento. Neste contexto, procuramos determinar a prevalência de Blastocystis em uma comunidade da periferia de Belo Horizonte e associar a infecção à presença de sintomas. Neste sentido, estudamos a comunidade do Bairro Alto Vera Cruz, periferia de Belo Horizonte. Amostras de fezes dos participantes foram processadas para análise microscópica pela técnica de concentração por centrifugação em formol éter. Foi aplicado aos participantes um questionário clínico. Foram coletadas as fezes de um total de 109 pacientes e analisados os resultados com as proporções expressas em percentuais. Para a comparação das proporções foi utilizado o qui quadrado ou o t-student. Das 109 amostras, 72 (66,1%) foram positivas para enteroparasitoses, sendo que 20 delas (18,3%) constituíram o grupo de infecções isoladas por Blastocystis (G1), 27 foram positivas para Blastocystis associado a um ou mais parasitas (G2), e 25 (22,9%) foram infecções por enteroparasitas exceto Blastocystis. Trinta e sete amostras (33,9%) foram negativas para enteroparasitoses (G3). Os pacientes do G1 apresentaram 4,5 sintomas/paciente, dentre esses 40% foram sintomas dispépticos e 10%, diarréia. O G2 apresentou 4,1 sintomas/paciente, sendo 28,2% dispépticos e 4,5%, diarréia. Já G3 apresentou 3,3 sintomas/paciente, sendo que 32,5% tiveram sintomas dispépticos e 5,4% diarréia. Ao se comparar os grupos, os pacientes infectados com o Blastocystis foram significantemente mais sintomáticos, principalmente devido à dispepsia e diarréia (p<0,05). Logo, conclui-se que houve uma importante prevalência do Blastocystis na comunidade estudada, e uma significativa associação desta infecção com os sintomas. 265 TÍTULO: PREVALÊNCIA DE PARASITOSES INTESTINAIS EM UM LABORATÓRIO PÚBLICO NA CIDADE DE BELO HORIZONTE. Frederico Ferreira Gil1; Sabrina Emanuele Freitas1; Haendel Gonçalves Nogueira Oliveira Bussatti1; Taísa Helena Silva Fonseca1; Joseph Fabiano Guimarães Santos2; Maria Aparecida Gomes1. Instituição: 1Departamento de Parasitologia, ICB-UFMG, 2Hospital Governador Israel Pinheiro, Instituto de Previdência do Estado de Minas Gerias. Contato: [email protected] RESUMO: As doenças parasitárias intestinais estão entre aquelas mais negligenciadas nos programas de saúde pública de um modo geral, freqüentemente associadas à pobreza, às condições sanitárias precárias e ao baixo nível socioeconômico e educacional. A real prevalência de muitos parasitas intestinais é incerta, o que pode interferir nas políticas de saúde pública direcionadas à erradicação ou controle das parasitoses. A presença desses parasitas no organismo podem levar a comprometimento orgânico significativo, gerando perda na força de trabalho e até óbito. Este estudo teve como objetivo avaliar a prevalência das enteroparasitoses no Laboratório Central da Regional Sul da Prefeitura de Belo Horizonte, onde há elevada cobertura de saneamento básico. Foram coletados dados dos exames de fezes e demográficos de todos os pacientes atendidos no Laboratório, no período de 02/04/2007 a 30/04/2008. Este laboratório recebe material de 35 unidades de saúde da grande Belo Horizonte. Fez-se uma análise dos dados demográficos e das prevalências dos diversos parasitas. No total foram analisados exames de fezes de 21.024 pacientes, sendo 8,3% em idosos com 65 anos ou mais, 25,1% em crianças com 12 anos ou menos e 66,6% em pacientes adultos entre 12 e 65 anos; 63,9% eram do sexo feminino, com idade média de 32,2 ± 21,8 anos. Os métodos utilizados para análise das fezes foram o exame parasitológico de fezes em 17.615 amostras (83,8%) e o MIF em 3.409 amostras (16,2%). Os exames foram positivos para algum parasita em 5.220 amostras (24,8%). Dos exames positivos, os parasitas mais encontrados foram: Entamoeba coli (49,3%), Giardia lamblia (24,6%), Endolimax nana (18,9%), Ascaris lumbricides (15%), Entamoeba histolytica (8,1%), Iodoamoeba (7,1%), e outros, com menos de 3% cada um. Ao analisar a prevalência por faixa etária, os parasitas mais freqüentes foram: nas crianças a E. coli (11,9%), a G. Lamblia (10,5%), e a Endolimax (3,7%); nos adultos a E. coli (12,5%), a Endolimax (5,1%), e a G. lamblia (4,8%); nos idosos também a E. coli (11,9%), a Endolimax (4,6%) e a G. lamblia (4,0%). As parasitoses intestinais tiveram prevalência elevada, considerando as condições de saneamento básico da área atendida. Possivelmente, fatores associados à educação sanitária dos indivíduos ou a focos de contaminação não controlados sejam os responsáveis pelos achados. Estudos direcionados a um diagnóstico mais preciso são necessários para que condutas eficazes de controle destas parasitoses intestinais sejam adotadas na área estudada. 266 PRIMEIROS SOCORROS EM CENTROS DE EDUCAÇÃO INFANTIL (CEI’S) DE FORMIGA-MG DAYANE MEIRE NASCIMENTO; RICARDO FONSECA CANAN; ANDERSON NUNES BARBOSA. Centro Universitário de Formiga – UNIFOR/MG Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: As situações de emergência podem ocorrer em qualquer lugar e por diversas causas, por isso o atendimento imediato e adequado à vítima é fundamental. Na maioria dos lugares, poucas pessoas conhecem os primeiros socorros e como resultado, vítimas que poderiam ter sido salvas, morrem por falta de assistência (HAFEN; KARREN; FRANDSEN, 2002). Crianças de faixa etária abaixo de 5 anos são as maiores vítimas de acidentes domésticos que constituem importante fator na estrutura de morbi-mortalidade na infância (BRASIL, 2002). Uma das realidades contemporâneas é o aumento do número de crianças em CEI’s. Em possíveis situações de emergência, os educadores devem estar preparados para atuarem assegurando a vida e integridade física das crianças. Mas será que esses profissionais estão capacitados para prestarem primeiros socorros? São atendidas 1314 crianças em 10 CEI’s de Formiga - MG por 83 educadores, sendo 961 na creche (0-3 anos) e 353 na pré-escola (4-6 anos). OBJETIVOS: Análise do perfil dos educadores dos CEI’s de Formiga-MG e da capacitação em primeiros socorros no ano de 2009. MÉTODOS: Pesquisa exploratória com abordagem quanti-qualitativa. Um questionário elaborado e semi-estruturado foi utilizado como instrumento de coleta de dados. RESULTADOS: Participaram 79 educadores, sendo 98,73% do sexo feminino e as faixas etárias de 20-29 (34,17%) e 40-49 anos (35,44%) predominaram. Quanto à escolaridade, 65,83% não possuíam ensino superior e destes, 45,58% não concluíram o Ensino Médio. Diante de possíveis situações como parada cardiorrespiratória (89,87%), obstrução das vias aéreas (78,48%), crise convulsiva (83,54%), hemorragia (50,63), fratura (62,02%) e afogamento (72,15%) dos educadores informaram não se sentiam capacitados para prestarem socorro nestas situações. E 45,56% dos educadores já presenciaram alguma situação de emergência dentro do CEI, desses, 35,29% sentiram-se nervosos e 25,49% inseguros. E 64,55% não passaram por nenhum treinamento em primeiros socorros. CONCLUSÃO: Evidenciou-se que os educadores não estavam devidamente preparados para prestarem socorro nos CEI’s em caso de emergência. É importante a criação de políticas de aprimoramento na formação e atualização desses profissionais, enfatizando a capacitação em primeiros socorros. E também a ampliação do espaço para os profissionais da saúde atuarem juntamente com os da educação na formação de novos cidadãos. 267 TÍTULO: PROJETO EDUCAÇÃO EM SAÚDE E JUSTIÇA SOCIAL AUTOR PRINCIPAL: MORAES, Juliano Teixeira CO-AUTORES: Correa, Flaviane Fonseca; Castro, Maria Nayara Machado de Instituição: FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE DIVINÓPOLIS – UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Contato: [email protected] RESUMO: Trata-se do resultado do trabalho de extensão universitária “Educação em saúde e justiça social” realizado por acadêmicos do Curso de Graduação em Enfermagem da Fundação Educacional de Divinópolis – Universidade do Estado de Minas Gerais. O Projeto é desenvolvido junto a população assistida pela Defensoria Pública da Vara da Família, situada na Avenida Antônio Olímpio de Moraes, número 338, 13º andar, Edifício Marciano, bairro Centro, Divinópolis – MG. As atividades são realizadas em uma sala adjunta à sala de espera da Defensoria, durante seu horário de atendimento ao público. O usuário é convidado a participar da atividade, sendo respeitado a não demanda pelo serviço oferecido. Os atendimentos são realizados de forma voluntária e individual, podendo ser também realizados em grupos, onde são usados materiais didáticos e impressos. Após o atendimento, é dado orientação para que o usuário dê entrada no Serviço Público de Saúde ou outra instituição de apoio, para que o atendimento seja continuado. O objetivo geral é de realizar educação em saúde para os usuários da Defensoria Pública da Vara da Família, a fim de desenvolver ações de prevenção de doenças e promoção da saúde, na busca de minimizar os problemas sociais que envolvem a saúde. Levando em consideração que a Defensoria Pública da Vara da Família é um espaço onde as pessoas buscam direcionamento para os problemas sociais, observou-se a necessidade de desenvolver ações de proteção, promoção e prevenção da saúde, uma vez que os problemas sociais afetam diretamente na saúde não só do individuo, mas de toda família e repercute no desenvolvimento pessoal e econômico, o que influencia na qualidade de vida desse ser. Através dos dados registrados, percebe-se que o Projeto assume importância, no que diz respeito à conscientização e mudança de comportamento do indivíduo, frente a tomada de decisões em relação a sua saúde e da comunidade a qual está inserido. Sendo assim, o projeto é uma estratégia transformadora da realidade, com foco principal para uma melhor qualidade de vida. Além disso, o Projeto visa contribuir para o aprofundamento da temática Educação em Saúde versus Problemas Sociais, com a realização de novas pesquisas, metodologias, e também adequações e intervenções nas políticas públicas, numa perspectiva de atenção integral, intersetorial e igualitária. 268 TÍTULO: QUALIDADE DE VIDA E ASPECTOS NUTRICIONAIS DE USUÁRIOS DE UM SERVIÇO DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE, BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS. AUTOR PRINCIPAL: Andrezza Helena Cardoso CO-AUTORES: Paula Martins Horta, Mariana Nunes Pascoal, Luana Caroline dos Santos, Aline Cristine Souza Lopes. Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais Contato: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: A adoção de modos não saudáveis de vida, incluindo alimentação inadequada e o sedentarismo, têm contribuído para o incremento do risco para doenças e agravos não transmissíveis, bem como tem afetado consideravelmente a qualidade de vida. OBJETIVO: Avaliar a qualidade de vida e aspectos nutricionais de usuários de um Serviço de Atenção Primária à Saúde. MÉTODOS: Estudo transversal com usuários de uma Unidade Básica de Saúde do Distrito Sanitário Barreiro, de Belo Horizonte, Minas Gerais. Foram coletadas por meio de questionário, previamente testado, informações socioeconômicas; de saúde e uso de medicamentos; consumo e hábitos alimentares; satisfação corporal e atividade física. Avaliação antropométrica (peso, altura e circunferências) e de composição corporal (bioimpedância) foi realizada. Adicionalmente, a qualidade de vida foi investigada com o instrumento “WHOQOL-bref”, o qual considera a percepção do indivíduo de como ele está se sentindo nas duas últimas semanas em relação aos aspectos de sua saúde global. RESULTADOS: Participaram do estudo 63 usuários, 92,1% do sexo feminino, com média de idade de 51,8 ± 11,51 anos. Entre os domínios do WHOQOL-bref aquele que obteve o maior escore médio foi o relativo à Relações Sociais (69,44±16,67), seguido pelos domínios Físico (64,34±17,18), Psicológico (60,78±15,72) e Meio ambiente (56,55±12,18). A qualidade de vida foi inversamente relacionada ao índice de massa corporal (r=-0,304; p=0,015), peso (r=-0,254; p=0,045), circunferência de cintura (r=-0,254; p=0,044), ingestão calórica (r=-0,291; p=0,020), percentual de carboidratos na dieta (-0,284; p=0,024) e idade (r=-0,295; p=0,019) e, diretamente relacionada à frequência de consumo de frutas (0,290; p=0,021) e renda (r=0,262; p=0,038). CONCLUSÃO: Os achados apontaram escores medianos dos domínios de qualidade de vida e associação destes com a antropometria e consumo alimentar dos indivíduos. Tais resultados demonstram a necessidade da adoção de um estilo de vida saudável, inclusive para favorecer melhoria no estado nutricional, que poderá contribuir diretamente para incremento da qualidade de vida. 269 RECICLAGEM DE RESÍDUO HOSPITALAR: REALIDADE TRANSFORMADORA DO CENTRO DE NEFROLOGIA DA SANTA CASA DE BELO HORIZONTE *Vieira,Edna Maria Xavier.*Ferreira, Gabriela Rossi.*Andrade,Thays Aparecida de *Acadêmica de Enfermagem da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Contato: [email protected] / [email protected] RESUMO: OBJETIVO: O aumento do número de pacientes em tratamento dialítico trouxe como conseqüência o crescimento de insumos inorgânicos despejados em aterros sanitários. Com o intuito de contribuir para a diminuição do impacto ambiental foi implementada a segregação de resíduos hospitalares para reciclagem no Centro de Nefrologia. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um relato de experiência do Centro de Nefrologia da Santa Casa de Belo Horizonte no qual a equipe de enfermagem iniciou em Junho de 2007 a elaboração do projeto de reciclagem de resíduos hospitalares produzidos pelo serviço. A segregação dos resíduos teve início em Julho de 2007 com a aquisição de recipientes adequados para o armazenamento do mesmo. Os resíduos são segregados em recipientes identificados para as seguintes classes: plástico rígido, plástico flexível e papel. Dentro da classe de plásticos rígidos estão inclusos frascos e bicos do frasco de soro, roletes de equipo, tampas e anéis de galões de solução para hemodiálise. A partir do início do projeto foi realizado um levantamento do peso dos resíduos gerados na clínica e o valor arrecadado com a venda desses resíduos para empresas de reciclagem. RESULTADOS: No período de Julho a Dezembro de 2007 foram segregados e vendidos 15.375, 33 quilos de resíduos. Esses resíduos convertidos em recursos geraram um valor de R$7.971,00 que foram utilizados em benefício dos próprios funcionários da clínica na forma de cestas básicas distribuídas mensalmente. A obtenção desses valores demonstrou o alcance dos benefícios, para o serviço e seus colaboradores, advindos da implementação desse projeto. CONCLUSÕES: O projeto de reciclagem trouxe para o Centro de Nefrologia a vivência da educação ambiental mudando a filosofia do serviço que reduziu em 50% o volume de resíduos enviado ao aterro sanitário da cidade. Mostrou-se também como uma forma alternativa de aquisição de recursos que foram revertidos em prol dos funcionários. Além dos benefícios financeiros identificamos uma melhoria na integração da equipe. 270 TÍTULO: REFLEXÕES SOBRE O PROGRAMA ‘FOME ZERO’ AUTOR: Petterson Menezes Tonini CO-AUTOR: Luciano Eloi Santos Instituição: Centro Universitário UNA-BH Contado: [email protected] RESUMO: INTRODUÇÃO: Em 2003, o governo federal propôs o combater fome no Brasil através do programa Fome Zero. DISCUSSÃO: Os princípios Fome Zero são a transversalidade e intersetorialidade das ações estatais nas três esferas de governo; no desenvolvimento de ações conjuntas entre o Estado e a sociedade; na superação das desigualdades econômicas, sociais, de gênero e raças; na articulação entre orçamentos e gestão e de medidas emergenciais com ações estruturantes e emancipatórias. O Programa Fome Zero priorizou a fome na agenda política do Brasil e mundo, e a participação e a mobilização da sociedade. Políticas sociais são indispensáveis, mas devem ser educativas (hábitos alimentares), organizativas (direitos) e emancipadoras (autonomia), evitando o assistencialismo, gerando renda, empregos e elevar a qualidade de vida. O programa não exige contrapartida dos beneficiários, não trabalha educação, combate a fome, mas não desenvolve o exercício da cidadania, apenas forja formas de defesa da cidadania dos excluídos. Além disso, não coopera para substituir o vício da mendicância e do coitadismo social. Dentro dessa perspectiva, voltada aos incapazes de competir no mercado de trabalho, o programa configura uma política social excludente, inspirada no dever humanitário e solidário e não pelos princípios de cidadania e reconhecimento público de direitos sociais. “No campo da assistência social, esta matriz reforça as figuras do 'pobre beneficiário', do 'desamparado' e do necessitado', com suas demandas atomizadas e uma posição de subordinação e de culpabilização pela sua condição de pobreza." CONCLUSÃO: Segurança alimentar é mais do que acabar com a fome, significa garantir que todas as famílias tenham condição de se alimentar dignamente com regularidade quantidade e qualidades necessárias à manutenção de sua saúde física e mental. Não existe revolução social sem políticas públicas que dêem os subsídios para o desenvolvimento humano. O programa Fome Zero deixa cidadão acomodado, fazendo que o indivíduo não busque o seu sustento através de sua força de trabalho. O direito humano à segurança alimentar e nutricional localiza-se no conjunto dos mínimos sociais, que têm direito todos os cidadãos, como afirma Sposati "propor mínimos sociais é estabelecer o patamar de cobertura de riscos e de garantias que uma sociedade quer garantir a todos seus cidadãos. Trata-se de definir o padrão societário de civilidade. Neste sentido ele é universal e incompatível com a seletividade e o focalismo" 271 SORRINDO NA PRAÇA - UMA EXPERIÊNCIA MULTIDISCIPLINAR JUNTO À COMUNIDADE AUTOR: Maria Aparecida de Oliveira CO-AUTORES: Fabiano Freitas Corrêa; Roberta de Cássia Carvalho Machado; Cristiane Miranda Carvalho; Cecília Maria Carvalho Soares de Oliveira; Paula Vitali Miclos; Amanda Érika Aguiar Durães; Flávia de Oliveira Menezes Amaral; Lívia Fulgêncio;; Rachel Ferraz Carmo Vieira; Cintia Andrade Cury; Marina Pereira Coelho; Maria Carolina Palhares e Cordeiro Contato: [email protected] RESUMO: A ação comunitária “Sorrindo na Praça” buscou sistematizar a atuação de uma equipe de profissionais para trabalhar a saúde bucal infantil com metodologias preventivas e atrativas capazes de sensibilizar os níveis afetivo, cognitivo e comportamental dos participantes, estimulando atitudes e escolhas positivas em relação aos cuidados com a saúde. Participaram do evento 111 crianças que desenvolveram um circuito de atividades lúdicas e higiene bucal supervisionada em escovódromos montados na Praça da Liberdade em Belo Horizonte, MG. O projeto foi apreciado pelo CEP e os pais/responsáveis preencheram o questionário de pesquisa após assinar o TCLE. O grande desafio colocado foi a atuação conjunta com a equipe médica pediatra, a qual abriu oportunidades inestimáveis de interdisciplinaridade, até o momento desconhecidas. As condições socioeconômicas levantadas apontaram para uma população urbanizada moradora das zonas sul e centro. Foram obtidos dados sobre a assiduidade ao atendimento odontológico, papel da escola na formação preventiva, percepção sobre a higiene bucal, hábitos nocivos, histórico de traumatismo bucal, entre outros. A equipe transitou entre as dificuldades de estabelecer a relação mais fecunda desse convívio multiprofissional e o estímulo pela inovação e pela quebra de protocolos e arranjos tradicionais em direção a mudanças positivas no cuidado com a saúde infantil. 272