IMPLICAÇÕES DE UMA ESCUTA DE SILÊNCIOS: A DESRAZÃO NO TRABALHO MUSICOTERÁPICO* Mariana Cardoso Puchivailo Orientadora: Mt Ms Sheila Volpi PALAVRAS CHAVE: psiquiatria, loucura, psicose, exclusão, criação. Este é um trabalho teórico que nasceu a partir de inquietações advindas do estágio de 4º ano de Musicoterapia numa Unidade de Internamento em Saúde Mental de Curitiba. Diante desta vivência percebemos a dificuldade dos „considerados loucos‟ serem escutados. Quando se rotula uma pessoa como louca, ela já não é mais considerada em sua integridade e alteridade, é destacada sobretudo sua „doença‟. Porém percebemos que aqueles indivíduos internados tinham algo importante a dizer. A partir dessa convivência, muito mudou em minha vida, algumas (pré)concepções se dissolveram, e até mesmo comecei a compor (nunca havia composto música alguma). Refletimos então, sobre as implicações deste contato com a 'loucura'. É preciso escutar o que estes indivíduos têm para dizer, para gritar, o que eles têm para tocar e cantar. Começamos a nos perguntar que tipos de mudanças individuais e sociais poderiam advir desse contato, tanto daqueles que entram em contato com a loucura como os próprios indivíduos ditos „loucos‟. A partir disto, alguns questionamentos surgiram: como o 'louco' é visto pela sociedade ou mais, será que realmente há um contato da sociedade com estes sujeitos? Ou nos „relacionamos‟ muito mais com a 'imagem do louco‟ do que propriamente com a pessoa? Como a Musicoterapia e principalmente a clínica musicoterápica pode ser re-pensada a partir das discussões feitas por Pelbart (1989, 1993)? Temos como objetivo proporcionar uma reflexão sobre o trabalho da Musicoterapia, pensando num caminho entre a clínica e o social. Um lugar em que seja possível conceber a loucura sem romantizá-la, e nem tampouco enclausurá-la por meio da razão. É importante ressaltar que em momento algum se pretende desconsiderar o sofrimento psíquico. Não se trata de „usar‟ o indivíduo considerado „louco‟, mas de refletir sobre as rupturas1 que o campo da loucura pode proporcionar. Repensar * Apresentado no Encontro de Musicoterapia do Rio de Janeiro, VIII Encontro Nacional de Pesquisa em Musicoterapia e VIII Jornada Científica do Rio de Janeiro. 1 Aqui pensamos a ruptura além de um simples rompimento, interrupção, ou uma quebra de algumas clausuras de nossa sociedade. E principalmente repensar algumas clausuras da própria Musicoterapia. A loucura nem sempre foi vista como uma doença. Ela passou a ser vista assim a partir do século XVIII, juntamente com o surgimento da Psiquiatria. (PELBART, 1989). Durante a Antigüidade Grega havia um misto de proximidade e distância ante o „louco‟. Proximidade, pois este não era o excluído, a loucura “habitava a vizinhança do homem e de seu discurso, permitindo um trânsito ritual que não desqualifica seu portador nem sua palavra” (idem, p.54). E, ao mesmo tempo, uma distância que não poderia ser mediada, ela estava sempre intimamente ligada ao sagrado, e por isso não poderia ser controlada; a loucura seria exterior ao sujeito. (ibidem, idem). Segundo Pelbart (1989), com Hegel a loucura foi trazida para dentro do sujeito humano. O século XIX tornou a loucura submissa à razão, assim razão e loucura se „comunicavam‟, porém ela se tornou interior a razão e foi vista a partir dela, criando uma distância enorme entre o homem comum e o 'louco' (idem). A psiquiatria desenvolve-se a partir de uma medida de contenção da ordem social; nasceu com a função de excluir e punir todos aqueles que estavam fora da ordem social dominante (MUÑOZ; PESSOA; OLIVEIRA, 2007). Pelbart (1993) coloca a Modernidade como o momento no qual o estranho foi capturado, domesticado. Afirma que “Enquanto a cidade trancafiava os desarrazoados, o pensamento racional trancafiava a Desrazão.” (p.142) e ainda “Libertar o pensamento dessa racionalidade carcerária é uma tarefa tão urgente quanto liberar nossas sociedades dos manicômios.” (idem, p.142). A existência da loucura, segundo Blanchot (apud PELBART, 1989), responde à exigência histórica de enclausurar o Fora. A loucura seria a clausura desse Fora numa personagem exilada. O conceito de Fora é tratado neste trabalho, como equivalente a Desrazão devido a uma antítese natural dos dias de hoje que se coloca entre a Desrazão e a Razão, que pode minimizar e confundir o próprio conceito de Desrazão e suas possibilidades de manifestação. Essa utilização do conceito de Fora como Desrazão tornou-se possível devido à aproximação que Pelbart faz destes dois conceitos (1989, 1993). Segundo Pelbart (1989) uma Relação com o Fora pode se dar através de uma turbulência, que coloca o indivíduo em contato com o Acaso, a Ruína, a Força e o Desconhecido. Existem várias „modalidades de funcionamento‟ da Relação com o Fora, porém aqui apresentaremos somente uma dessas possibilidade. Através da arte é acordo. Aqui a ruptura é vista como um ato intempestivo, algo contra-tempo, que escapa a história, um inatual, que inventa novas possibilidades e não apenas vai contras as possibilidades já existentes. possível se ter uma experiência de Relação com o Fora; essa „modalidade de funcionamento‟ é chamada de Caos-Germe (idem). A tarefa da arte, para Pelbart (ibidem, idem), não seria a de inventar formas ou decompor elementos, e sim a de mostrar os efeitos das forças diversas sobre um mesmo corpo desfigurado. Desfigurado, pois segundo o autor, deixa de ser figurativo, de representar um objeto, para que possa liberar uma Figura (que é o conjunto simultâneo de formas, que demonstra a captação de uma força). Van Gogh, por exemplo, teria demonstrado a força do girassol. A tarefa da pintura seria então, segundo Pelbart (1989), a de tornar visíveis as forças invisíveis, e da música de tornar sonoras as forças insonoras, como o tempo ou a cor. O corpo visível mostra as forças invisíveis através das marcas que elas deixam nele, e assim potencializa essas forças. Essa desfiguração provoca uma catástrofe, um caos. Para Pelbart (idem) é um caos que pode gerar uma ordem e um ritmo, por isso ele é o Caos-Germe. A desfiguração em Van Gogh se dava através do conjunto de hachuras, retas e curvas que elevavam e rebaixavam o solo, torciam as árvores, faziam palpitar o céu (ibidem, idem). Geralmente antes mesmo de se começar a compor uma música já existem nos dedos do pianista escassas perspectivas harmônicas; sobre a pauta, clichês, figuras já pré-determinadas; na tela do pintor já existem imagens, probabilidades. Bacon (apud, PELBART, 1989) coloca que o artista deve limpar sua tela, antes de começar a criar, deve lutar contra as figuras, libertá-las, dando uma chance ao improvável. Talvez essas também sejam tarefas do musicoterapeuta, desconstruir antes de construir, dissolver concepções para oportunizar a manifestação da alteridade do indivíduo, e das milhares de possibilidades que podem ser apresentadas através da música. Apesar de ser catástrofe, o Caos-Germe, não deve produzir catástrofe; segundo Bacon (apud, PELBART, 1989), é preciso controlá-lo, confiná-lo a uma região da tela, evitar que ele possa proliferar, impedindo que o caos aborte suas possibilidades. Deleuze (apud, idem) coloca que deve haver uma utilização temperada desse CaosGerme. Talvez o trabalho terapêutico seja de temperar essa relação com o Fora, dar espaço a ele, porém, sem permitir que ele destrua a sí próprio. O Fora é essa pluralidade de forças, segundo Pelbart (1989). Ele coloca que o Fora não é apenas o exterior dessa força, mas é também através dele que a força se define. Ele não é o espaço entre as forças, mas é a distância entre as forças, é o espaço causado pela diferença de um entre-forças. Por isso Pelbart coloca o Fora como a Diferença. Essa turbulência já mencionada não está presente somente nas artes, mas também na experiência cotidiana, na linguagem, no pensamento, e na loucura. A loucura para Pelbart é “uma viagem para o Fora” (1989, p.138), uma ruptura da subjetividade do indivíduo que o leva a uma exposição total ao Fora. A partir deste momento de ruptura, não existe mais um limite entre dentro e fora, não há mais interioridade, unidade, identidade, história, ou continuidade. Não há aqui um culto à loucura, mas a preocupação em mostrar como esse colapso engendra uma nova interação entre o dentro e o fora. “A loucura é atirada ao Fora de modo catastrófico, e a arte de modo sublime (no sentido kantiano)” 2 (PELBART, 1989, p.166). Ao mesmo tempo que a loucura é a exposição total ao Fora, é também excluída, cercada numa “reclusão, num tipo social, numa doença” (idem, p.169). Ao ser excluída é incluída num modelo, num território de isolamento e cristalização, que não permite novas possibilidades, nem dá chance a novos modos de vida. Porém, Pelbart (1989, p. 172) se pergunta: “como é possível uma relação com o Fora sem que dela advenha a loucura?”. Ele coloca que a loucura não seria o único modo de exposição ao Fora, apesar de ser a principal nos dias de hoje. O Pensamento do Fora começa a ganhar espaço e a partir disso, a serem modificadas as modalidades de relação com o Fora. Assim poderíamos ter, não somente a liberação do „louco‟, que já se apresenta em andamento através da Reforma Psiquiátrica, mas também a liberação da Desrazão (PELBART, 1989). “Apenas uma relação com o Fora permite expor-se ao que constitui o oxigênio do pensamento” (grifo meu) (PELBART, 1989, p.183), já que a total exposição, a ele, leva a loucura. Assim a relação com o Fora, ou uma utilização temperada do CaosGerme, seria vital ao pensamento, à vida (idem). Acreditamos que essa relação com o Fora, com a Desrazão, é vital também à Musicoterapia. Já que através desta relação pode se permitir uma aceitação da alteridade, da diferença, e da Desrazão, que acaba encontrando poucos espaços para estar. Potencializar as forças insonoras, permitindo com que elas se façam sonoras, independente de como soarem aos ouvidos dos „musicalmente educados‟. Dar chance ao inesperado, ao improvável, ao novo. Na prática clínica há uma aplicação pragmática freqüentemente utilizada das produções artísticas. O objetivo dessas práticas é a re-socialização, a adaptação 2 O sublime para Kant é uma emoção provocada por algo de incomensurável força e grandeza, como o assombro de se ouvir um forte trovão seguido por um raio. Está relacionado a elementos da natureza, pois a natureza seria maior e mais forte que o homem, ele não a dominaria. (PASTORE, 1998) dentro do sistema social produtivo. Muitas vezes essa terapêutica acaba se tornando um ocupacionismo (MUÑOZ; PESSOA; OLIVEIRA, 2007). O enfoque que foi escolhido para a produção deste trabalho se opõe a esta prática. A produção musical é vista aqui como uma possível mola potencializadora de subjetividades desses indivíduos que se encontram marginalizados. Pois, segundo Millecco (1998), é tarefa da Musicoterapia favorecer a emergência de Territórios de Singularização. O que caracteriza esse Território, segundo o autor, é “a possibilidade de transitar em diferentes campos da cultura, construindo um senso estético e crítico, aberto a diversas formas de expressão musical” (idem, p.34). Muitas vezes essa produção irá transgredir idéias instituídas, o que pode favorecer tanto os sujeitos como a sociedade de um modo geral. “Por não se admitir a exclusão, corre-se o risco de não se admitir a diferença. Esta não pode ser negada, é necessário reconhecê-la e conviver com ela sem ter que excluir, conforme a grande aspiração da reforma psiquiátrica” (GONÇALVES; SENA, 2001, p.49). A Reforma Psiquiátrica fala da necessidade de uma integração social do indivíduo portador de transtorno mental. A desinstitucionalização se caracteriza pela devolução à comunidade da responsabilidade sobre os doentes mentais (idem). Porém, deve se buscar principalmente um 'outro lugar social' à loucura, que acolha suas subjetividades, que permita a valorização psicossocial do sujeito. Como discursado anteriormente, a música, através do Caos-Germe, pode ser uma forma de escuta dessa Desrazão. Porém, para que se permita o caos, que é indispensável para que se germine o novo, é imprescindível que o musicoterapeuta esteja pronto para isso. É preciso que se repensem diversas (pré)concepções que nos ata a nossa forma de atuação, e que nos caracteriza como musicoterapeutas. É necessário que se desmanchem certas dualidades de bem/mal, verdade/erro, saúde/doença, certo/errado, dentre tantas outras. Para que se acolha a Desrazão é preciso que se abra mão das totalizações e principalmente da Razão. E que se „esgote o ser‟, que nos percamos enquanto finitos, para nos encontrarmos no infinito enquanto ser. Parece ser uma tarefa difícil? Pois ela é! Porém é uma tarefa necessária para que se possa estar com os „ditos loucos‟, estar realmente, escutar genuinamente, e aprender com aqueles que experienciam o Fora. É sugerido aqui, trazer essa voz para a sociedade, para que ela escute aquele que já não é mais escutado. Podendo assim contribuir para a modificação dos estigmas existente sobre aqueles considerados „loucos‟ e sua música (PEREIRA, 2002), além de potencializar a libertação de nossas próprias clausuras. O trabalho transgressor realizado pela psiquiatra Nise da Silveira no Museu do Inconsciente (Rio de Janeiro) e suas repercussões sociais já foram tratados por diversos autores (FRAYSE-PEREIRA, 2008; PASSETTI, 2002; MELLO, s/d; BEZERRA, s/d). Pretendemos aqui utilizar o trabalho de Nise da Silveira como modelo transgressor que possibilitou através das artes plásticas um espaço para a Desrazão, permitiu manter acessa a chama criativa desses artistas. “Falar do Museu é falar na arte-loucura e suas implicações estéticas e sociais. Transformação da realidade externa e interna” (FRAYZE-PEREIRA, 2008, s/p). Nise da Silveira não entendia o „louco‟ como doente mental, não permitiu que a vida daqueles que ela zelava pudessem ser apreendidas pela Psiquiatria ou pelos críticos de arte. Para Passetti (2002) ela não apresenta como objetivos dos trabalhos artísticos realizados, a integração ou aceitabilidade do indivíduo que a produz, mas busca nessa arte a desestabilidade à razão e as instituições do são, do normal, e do “boçal” (idem, p.4). Nise da Silveira pôde produzir em meio à normatização dos manicômios um pequeno território livre, A Casa das Palmeiras é um lugar de “arte e arteiros, é um não-lugar que evita internações” (idem, p.2). A função do terapeuta no Museu é, segundo Frayse-Pereira (2003, s/p), a de “guardião atento à vitalidade da criação”. “Ao serem reconhecidos publicamente como artistas, os loucos são apanhados pela rede da cultura e trazidos para dentro de sua órbita, ainda que excêntrica.” (FRAYSE-PEREIRA, 2003, s/p). Essa apropriação não diluiria o caráter transgressor, subversivo da obra? (idem). Não seria esse reconhecimento uma forma de homogeneização ou de inclusão normatizante, que aceita somente consumidores, produtores e pagadores de impostos? Não podemos esquecer que há um prazer nessa prática, com “implicações poéticas de grande intensidade emocional e cognitiva” (FRAYSE-PEREIRA, 2003, s/p), que acaba por constituir talvez, uma ameaça para o equilíbrio das instituições disciplinares, que se focam na “anestesia da sensibilidade e a paralisia do pensamento, a docilização do corpo e o castigo do espírito” (idem). Será então, que uma clínica convencional, aonde o delírio só é reconhecido como sintoma, e por isso deve ser eliminado, permitiria uma Relação com o Fora? Existem diversos trabalhos sobre Psiquiatria e Saúde Mental na Musicoterapia (BENENZON, 1985; COSTA, 1989; SILVA, MORAES, 2007), contudo há pouca discussão sobre a importância de se resgatar a dimensão desarrazoada da loucura e adentrar em seu campo, sem que nele se perca. Raquel Siqueira Silva com os Mágicos do Som (SILVA, 2007; SILVA; MORAES 2007), traz essa discussão através de Pelbart e Deleuze & Guattari. A partir do grupo Mágicos do Som foi possível, segundo Silva, prover um espaço onde poderiam produzir algo diferente do tratamento usual, uma possibilidade de diferir, de produzir um “som louco” (idem, p.142), uma loucura Desarrazoada e alegre. Um não-lugar, lugar limiar, lugar mestiço, que permitia inventar a própria Musicoterapia, escutando a Desrazão, valorizando as heterogeneidades. Permitindo assim, transgressões que possibilitaram uma luta contra o enclausuramento da Desrazão, contra a uniformidade, contra a formatação. A Musicoterapia ao escutar a Desrazão, e ao propiciar espaço para esta, dentro e fora do setting, pode se tornar uma ponte facilitadora das relações com o Fora, possibilitando mudanças importantes na sociedade em que vivemos. Silva coloca: “Conceber a pertinência da Desrazão se constitui numa necessidade ao lidar com a loucura” (SILVA; MORAES, 2007, p.145). Cantar a diferença, [...] brincar com a diferença, desejar a diferença, [...] esta foi a ciranda na construção do grupo musical Mágicos do Som. [...] Que estes e outros modos de trabalhar possam ser utilizados em outras articulações, outros agenciamentos, outros encontros de multiplicidades substantivadas que somos nós. A propulsão Mágicos do Som ainda reverbera. O pulso ainda pulsa (SILVA; MORAES, 2007, p.147). REFERÊNCIAS BENENZON, R. O. Manual de Musicoterapia. Rio de Janeiro: Enelivros, 1985. BEZERRA, Elvia. Nise da Silveira: um retrato. Museu Imagens do Inconsciente.Textos Completos. Disponível em: <http://www.museuimagensdoinconsciente.org.br>. Acesso em: 20 abr 2008. COSTA, Clarice Moura. O despertar para o outro: Musicoterapia. São Paulo: Sumus, 1989. FRAYZE-PEREIRA, J. Nise da Silveira: imagens do Inconsciente entre psicologia, arte e política. Estudos avançados. Disponível em: <http://www.scielo.br>. Acesso em: 20 abr. 2008. MELLO, Luiz Carlos. Flores do Abismo. Museu Imagens do Inconsciente.Textos Completos. Disponível em: <http://www.museuimagensdoinconsciente.org.br>. Acesso em: 20 abr 2008. MUÑOZ, AH; PESSOA, APS; OLIVEIRA, VS. O inconsciente, a criação artística e uma experiência de arte-educação com psiquiatrizados em salvador. Revista Ohun, 3: 136-152, set. 2007. PASSETTI, E. Nise da Silveira, uma vida como obra de arte. Museu Imagens do Inconsciente. Textos Completos. Disponível em:<http://www.museuimagensdoinconsciente.org.br>.Acesso em: 20 abr 2008. PASTORE, Cláudia. O Sublime Tecnológico. In: ENCONTRO COMPOS, 7., 1998, São Paulo. Anais eletrônicos. Rio Grande do Sul: UNISINOS. s/p. PELBART, Peter Pau. Da Clausura do Fora ao Fora da Clausura: Loucura e desrazão. São Paulo: Brasilience, 1989. _________________. A nau do tempo-rei: 7 ensaios sobre o tempo da loucura. Rio de Janeiro: Imago, 1993. PEREIRA, ME. Psicologia social dos estereótipos.N.º1.São Paulo:Editora Pedagódica e Universitária LTDA, 2002. SILVA, Raquel Siqueira. Cartografias de uma experimentação musical: entre a Musicoterapia e o grupo Mágicos do Som. 2007. 127 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, 2007. SILVA, Raquel Siqueira; MORAES, M. Musicoterapia e saúde mental: relato e uma experimentação rizomática. Revista Psico, N.º 2, maio/ago, 2007, 139-147.