I Congresso Internacional de Pesquisa em Letras no Contexto Latino-Americano e X Seminário Nacional de Literatura, História e Memória 21 a 23 de Setembro de 2011 UNIOESTE – Cascavel/PR Experiências de supervisão de pesquisa de programas de iniciação à docência SILVA, Maria de Fátima Moura da (Instituto de Educação de Goiás) RODRIGUES, Maria Aparecida (Orientadora - PUC de Goiás) RESUMO: A proposta desta Comunicação é demonstrar como supervisora de pesquisa, as experiências com alunos universitários de projeto iniciação à docência, na escola pública, ensino médio. Entre os objetivos realizados e em andamento podemos citar: instituir experiências que promovam a relação permanente dos graduandos com a realidade escolar do ensino médio; proporcionar condições para que os alunos bolsistas sejam capazes de articular ensino-pesquisaextensão; desenvolver a cultura do trabalho interdisciplinar na escola básica como forma de diálogo, de troca de experiências e de cooperação e desenvolver a postura acadêmica e docente investigativa, tanto para os bolsistas quanto para os demais envolvidos no programa dentro da escola. Dentre as ações já realizadas e analisadas os graduandos tem observado e relatado a situação crítica do ensino de língua materna e de língua nos aspectos relativos à escrita e à leitura e ainda são capazes de avaliar de perto a realidade escolar do ensino médio, bem como perceber a importância da docência e do estudo da linguagem como princípio integrador de conhecimento. Como supervisora do projeto, percebe-se que o graduando vem crescendo gradativamente como pesquisador e consegue desenvolver e criar um olhar crítico sobre essa realidade da docência no ensino médio. PALAVRAS-CHAVE: Docência; Supervisão; Pesquisa; Ensino Médio. ABSTRACT: The proposal of this communication is to demonstrate as research supervisor, the experiences with university pupils of project initiation to the teaching in the public school, average education. Between the carried through objectives in the progress we can cite: to institute to experiences that promote the relation permanent pf the undergraduate with the pertaining to school reality of average education; to provide conditions so that the pupils scholarship holders are capable to articulate teacher-research extension; to develop the culture of the work to interdisciplinary in the basic school as form of dialogue, exchange of experiences and cooperation and to develop academic posture frog and teaching investigative, as much of the scholarship holders how much for excessively involved in the program inside of the school. Amongst the actions already carried through and analyzed the undergraduate it has observed and told to the critical situation of the education of language maternal language in the relative aspects to the writing and the reading and still they are capable to evaluate of close the pertaining to school reality average education, as well as perceiving he importance of the undergraduate and it to it study of the language as principle knowledge integrator. As supervisor of the project, one perceives that graduating comes gradual growing as researcher and obtains to develop and to create a critical look on this reality of the undergraduate in average education. KEYWORDS: Undergraduate; Supervision; Research; Average education. 1. INTRODUÇÃO ISSN 2175-943X I Congresso Internacional de Pesquisa em Letras no Contexto Latino-Americano e X Seminário Nacional de Literatura, História e Memória 21 a 23 de Setembro de 2011 UNIOESTE – Cascavel/PR Tendo como base um dos principais objetivos deste projeto Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID, que é aproximar o licenciado em Letras o contexto da escola pública no ensino médio básico, levando a conhecer e vivenciar essa realidade, a fim de que ele perceba a importância do profissional em Letras, como agente capaz de promover a melhoria do ensino na língua materna e suas literaturas, bem como fazer um movimento transformador das relações entre professor-aluno no espaço escolar, com base em um processo interlocutivo que garanta a interface entre as diferentes formas de saberes e os diferentes meios sociais, garantindo, com isso, um ensino inclusivo, promotor dos direitos do cidadãos e entre outros desenvolver a postura acadêmica e docente investigativa, tanto para os programa dentro da escola, bolsistas quanto para os supervisores e demais envolvidos no isso define que o subprojeto como pesquisa curricular é uma atividade privilegiada pelo o diálogo crítico com a realidade, favorecendo a articulação entre ensino-pesquisa-extensão. É nessa perspectiva que como supervisora tenho trabalhado. Nosso trabalho, para que o de acordo com as propostas gerais da PUC, visa a criar um espaço licenciado pluralidade de contextos interaja com os ambientes de ensino, experimentando uma educacionais nos quais ensino/aprendizagem no curso de letras acontece ou possa vir acontecer. A pretendida interação deverá ser buscada através da pesquisa (investigação), da imersão etnográfica participante, da reflexão e da intervenção pedagógica na escola pública. A pesquisa é o caminho metodológico para a formação do docente. Com base nas experiências, a atitude investigativa reflexiva desestrutura os préconceitos e, segundo Pimenta e Lima, partir do Banco contrapõe-se “às orientações da políticas geradas a Mundial, que reduzem a formação a mero treinamento de habilidades e competências”(p.41). Um trabalho então supervisionado aponta caminhos mais flexíveis, diversificados e plurais para as atividades desenvolvidas. Entre a normatização reguladora e a pesquisa que aponta caminhos mais condizentes na educação com a realidade de ensino e aprendizagem nas rede de ensino nas escolas públicas. Seguimos, então, buscando táticas que nos apontem resultados transformadores. Acreditamos que o desenvolvimento da pesquisa possa expandir no pesquisador um profissional mais competente e mais consciente da realidade nesse trabalho de ensino/aprendizagem, que possa manter mais próximo de todo contexto escolar. ISSN 2175-943X I Congresso Internacional de Pesquisa em Letras no Contexto Latino-Americano e X Seminário Nacional de Literatura, História e Memória 21 a 23 de Setembro de 2011 UNIOESTE – Cascavel/PR 2. ATIVIDADES PREVISTAS E DESENVOLVIDAS 2.1 O subprojeto teve início em agosto/2010, sobre a orientação e coordenação da professora Maria Aparecida Rodrigues, quem fez um projeto inovador de socialização da proposta com a equipe pedagógica das escolas participantes, em seguida fez um seleção dos estudantes bolsistas e do Supervisor. 2.2 Uma das primeiras ações realizada como Supervisora junto aos bolsistas, foi o diagnóstico/caracterização do espaço escolar, no caso, no Instituto de Educação de Goiás-IEG. Os alunos bolsistas entraram em contato com a instituição para conhecer o espaço escolar no qual as atividades seriam desenvolvidas, identificando aspectos como estrutura física (no de salas de aula, alunos e professores por turma, recursos didáticos disponíveis, projeto político pedagógico da instituição); problemas e necessidades no processo de ensino/aprendizagem de Língua Portuguesa; conhecimento do plano curricular de Língua Portuguesa e as Literaturas correspondentes proposto para o ano escolar em foco. A finalidade desse diagnóstico, é para que o graduando perceba o resultado que a instituição está produzindo para a sociedade.A sobrevivência, o crescimento, a organização,a melhoria, a distribuição de recursos só tem sentido quando se referem e estão submetidos à finalidade mais ampla da instituição. O que o diagnóstico busca detectar é até que ponto a instituição está contribuindo para resultados sociais previamente estabelecidos, observando até que ponto nossa prática está vivenciando aquilo que estabelece em nosso referencial. Nessa primeira ação, os docentes escolheram o horário e o professor regente para acompanhar, observar e fazer suas respectivas análises e depois elaborar relatórios, permitindo que os mesmos explorassem diferentes contextos educacionais. Como Supervisora, tive que contar com a colaboração “mais flexível” por parte do professor da disciplina nas salas de aulas e um maior investimento em socialização das experiências, compartilhamento reflexivo, discussão e elaboração de planos de intervenção e acompanhamento sistematizado por meio de relatos de experiências dos mesmos. Essa participação e toda convivência na sala de aula, junto aos alunos de ensino médio, a todo momento trouxeram situações e desafios para os graduandos, levando-os a repensarem em uma nova maneira de como se entendem e constroem sua “ambiência pedagógica.” Tomamos esse termo de Belintane que nos ISSN 2175-943X I Congresso Internacional de Pesquisa em Letras no Contexto Latino-Americano e X Seminário Nacional de Literatura, História e Memória 21 a 23 de Setembro de 2011 UNIOESTE – Cascavel/PR Propõe [...] uma aproximação consistente entre projetos de formação contínua e uso de redes informacionais no campo da educação. Sugere o conceito de “ambiência de formação contínua” como forma de garantir um espaço de mobilização em torno da idéia de formação de serviço, para que os projetos tenham como ponto de partida as próprias demandas da comunidade. A partir dessa articulação, vislumbra novas possibilidades de conjugação de projetos de formação contínua, de pesquisa acadêmica e de autorias em rede, ressaltando a importância de uma gestão contextualizada de conhecimentos em rede, explícita e democrática o suficiente para permitir que a escola ou rede ou rede escolar seja um locus privilegiado de pesquisa, de ação pedagógica e de autorias descentralizadas. (BELINTANE, 2002). 2.3 O segundo passo como supervisora, foi trabalhar com a segunda ação do projeto que é: criar, por meio desta pesquisa-intervenção, recursos de comunicação entre professor e aluno em sala de aula e no espaço escolar, com vistas à aquisição e ao domínio do conhecimento; e desenvolver recursos que garantam a interlocução do professor com os alunos a respeito dos conteúdos que se espera ensinar, visando ao estímulo ao ato de aprender com prazer, Dentro do contexto geral escolar, a sala de aula é um espaço importante onde as intenções são postas em ação. Onde o previsto, o pensado, elaborado vira encontro, e a qualidade do encontro dependerá de como a escola se organiza, como ela concebe os processos de ensino e de aprendizagem. É ali que professor e aluno se encontram e constroem conhecimento nas concepções que estão postas e refletidas em todas as ações da escola. Esse contato é importante para que o docente perceba como a escola se organiza enquanto organismo vivo e as formas como as relações vão sendo estabelecidas no seu interior, o que possibilita maneiras eficazes de trabalhar a construção de conhecimento. Há lugares onde habitam os pensamentos? Se houver...serão lugares em nosso corpo entenda de muitas relações. Penso nas relações que tecem fios entre as pessoas, objetos e símbolos; relações de sentidos.Sim. Através de nossos corpos compreendedores a gente vai se ver, possuído pelas palavras, pelos objetos e símbolos. Lugares. A gente precisa deles, cercando os nossos encontros.Começo o meu fio-da-meada por um lugar: a sala de aula. Ela ocupa, em nossa tradição escolar, o lugar onde desenvolve a escolaridade. Freqüentando um série de salas de aula é que o educando pode ser considerado: - escolarizado. Sala de aula tem um sinônimo de instrução. Será que a sala de aula, é um dos lugares onde habita o pensamento? Se for...quero procura pelas relações que nela acontecem. Procurar pelos sentidos, esses tecelões que relacionam pessoas, objetos e símbolos. (TAVEIRA, 1996, p. 51). ISSN 2175-943X I Congresso Internacional de Pesquisa em Letras no Contexto Latino-Americano e X Seminário Nacional de Literatura, História e Memória 21 a 23 de Setembro de 2011 UNIOESTE – Cascavel/PR Sendo assim o bolsista observará tudo, mas a principal observação a ser feita e relatar para o supervisor, será a maneira como as relações ali são estabelecidas entre alunos, alunos e professores; elas devem ser observadas, pois elas dizem muito sobre esse processo. Outro ponto a que eles devem estar atentos diz respeito a como os professores trabalham os conteúdos. “[...] Durante a aula a professora apresenta total controle sobre a turma, com respeito, a disciplina dos alunos em sala de aula, seu ensino foi expositivo, com pedagogias construtivistas,[...]”, diz a aluna Karinne da Cunha em um dos seus relatos. Esse convivo do bolsista em sala de aula é muito bom porque além de adquirir experiências pode perceber essa realidade do ensino na rede pública no ensino médio. Madalena Freire (1996), no seu texto Espaço e Vida, refletindo a cerca da sala de aula, vai tecendo e definindo esse lugar como fruto da relação pedagógica. Fala de um espaço que vai colorindo a partir das experiências que são ali estabelecidas. Das procuras e dos encontros de educador e educando, dos achados que irão dar vida e conferir beleza ao lugar. Compreendo a sala de aula como um espaço. Nesse espaço em relação com o Ser-Humano-Criança acontecem algumas atividades de trabalho pedagógico; são rotinas, como também são frutos de procuras e de experiências. São, também descobertas através destas atividades. Educador e educando vão conferindo seus alcances, seus achados. A partir do relacionamento desses dois é que o espaço vai sendo colorido e povoado. Comentar sobre as expressões humanas do espaço é uma forma de contar um pouco da experiência que comigo vive e e atua, apaixonadamente. O espaço é retrato da relação pedagógica. Nele é que o nosso conviver vai sendo registrado, marcando nossas descobertas, nosso crescimento, nossas dúvidas. O espaço é retrato da relação pedagógica porque registra, concretamente, através de sua arrumação (do móveis...) e organização (dos materiais...) a nossa maneira de viver essa relação. (FREIRE, 1996, p.96). Concordo plenamente com a autora, posso perceber isso como professora e agora percebo como supervisora nos relatos escritos por nossos graduandos, essa observação está bem clara em todos os relatórios feitos pelos os mesmos. Veja: „[...] A aula foi muito interessante, pois a professora trabalhou o livro dentro da realidade dos alunos.” diz Glaura, pesquisadora do projeto PIBID, em um dos seus relatos. Olhar para a escola, fazer uma imersão nesse espaço, atentando para suas sutilezas, é pensar num projeto de escola e de educação que ali está instalado. 2.4 Dando seqüência as atividades previstas no subprojeto, como supervisora junto com os docentes, tivemos a elaboração de metodologia de ensino, que é promover por meio da leitura e produção de gêneros discursivos com base na abordagem interdisciplinar, o ISSN 2175-943X I Congresso Internacional de Pesquisa em Letras no Contexto Latino-Americano e X Seminário Nacional de Literatura, História e Memória 21 a 23 de Setembro de 2011 UNIOESTE – Cascavel/PR reconhecimento dos papéis dialógicos exercidos pelo o professor-aluno-conhecimento. Por que é importante o bolsista trabalhar essa temática? Porque vemos muitas escolas (e professores) preocupados com a forma de “transmitir melhor os conhecimentos”, em como “adequar-se aos novos tempos”, como incorporar tecnologia a fim de tratar de conteúdos que sejam “úteis para os alunos.” Ou seja, essas escolas estão preocupadas apenas com a primeira das duas questões que são importantes: estão preocupadas com o conhecimento e nem sempre com sua construção. Paulo Freire mostra isso claramente na passagem que segue. Se observarmos o ciclo do conhecimento, podemos perceber dois momentos, e não mais de dois momentos que se relacionam dialeticamente. O primeiro momento do ciclo, ou um dos momentos do ciclo, é o momento da produção, da produção de um conhecimento novo, algo de novo. O outro momento é aquele em que o conhecimento produzido é conhecido ou percebido. [...] O que acontece geralmente, é que dicotomizamos estes dois momentos, isolamos um do outro. Consequentemente, reduzimos o ato de conhecer o conhecimento existente a uma mera transferência do conhecimento existente. E o professor se torna exatamente o especialista em transferir conhecimento. Então ele perde algumas das qualidades necessárias, indispensáveis, requeridas na produção conhecimento, assim como no conhecer o conhecimento existente. Algumas dessas qualidades são por exemplo, a ação, a reflexão crítica, a curiosidade, o questionamento exigente, a inquietação, a incerteza – todas estas virtudes são indispensáveis ao sujeito cognoscente.(FREIRE & SHOR, 1986). Na grande parte das escolas a ideia de que o conhecimento só se constitui se for construído pelo sujeito cognoscente não chega nem se quer a ser discutida. Ali apenas trata-se de escolher qual metodologia será utilizada na transmissão dos conteúdos e quais serão os conteúdos a serem repassados aos alunos. Mesmo isso pode ser um “avanço” para algumas escolas que apenas seguem os livros didáticos sem se aventurar tratar do que não esteja nesses “manuais.” É aí que entra a importância dos pesquisadores do PIBID, porque na sala de aula acompanhando os professores nas escolas públicas ensino médio, podem perceber essa “deficiência” e em cima disso trabalhar metodologias para melhor esse ensino, criando novas técnicas para que possam passar esse conhecimento, mas de uma forma inovadora, e agora em setembro e outubro, eles estarão, exatamente mostrando isso, que podemos transmitir esses saberes e tendo em mente esses dois momentos que nos fala Paulo Freire no texto acima. Na grande parte das escolas a ideia de que o conhecimento só se constitui se for construído pelo sujeito cognoscente não chega nem se quer a ser discutida. Ali apenas trata-se de escolher qual metodologia será utilizada na transmissão dos conteúdos e quais serão os ISSN 2175-943X I Congresso Internacional de Pesquisa em Letras no Contexto Latino-Americano e X Seminário Nacional de Literatura, História e Memória 21 a 23 de Setembro de 2011 UNIOESTE – Cascavel/PR conteúdos a serem repassados aos alunos. Mesmo isso pode ser um “avanço” para algumas escolas que apenas seguem os livros didáticos sem se aventurar tratar do que não esteja nesses “manuais.” É aí que entra a importância dos pesquisadores do PIBID, porque na sala de aula acompanhando os professores nas escolas públicas ensino médio, podem perceber essa “deficiência” e em cima disso trabalhar metodologias para melhorar esse ensino, criando novas técnicas para que possam passar esse conhecimento, mas de uma forma inovadora, e agora em setembro e outubro, eles estarão, exatamente mostrando isso, que podemos transmitir esses saberes e tendo em mente esses dois momentos que nos fala Paulo Freire no texto acima. 2.5 E para finalizar esta atividade como pesquisador e supervisora trabalhamos a proposta de instituir experiências que promovam a relação permanente dos graduandos com a realidade escolar de educação básica, especialmente do ensino médio e ainda proporcionar condições para que a formação dos alunos bolsista os torrnem capazes de articular ensinopesquisa-extensão, bem como desenvolver a cultura do trabalho interdisciplinar na escola básica como forma de diálogo, troca de experiência e cooperação. Com isso o aluno bolsista terá que atuar junto com os professores, não só de letras, mas também os de outras áreas do conhecimento, para criar condições de comunicação que instituam diálogo entre as disciplinas, o mais importante é que o(a) professor(a) esteja disposto a receber o graduando na sala de aula e que desejem desenvolver um trabalho interdisciplinar com a Língua Portuguesa, sempre lembrando que estão indo à escola é para ver o cotidiano dela, como todos os protagonistas atuam nesse campo de trabalho, como cada um, no seu ofício, contribui para formar o todo da escola; como se procede ao Ensinar e o Aprender, que, em última instância, é esse seu objetivo, e esse aprendizado envolve todos que fazem da escola ser o que é. Madalena Freire (1996) mostra que, dentro de uma concepção educacional em que se vive não deve ser vista como uma mera transmissão de conhecimento. Dentro de uma outra concepção de educação, o professor instrumentaliza a busca do conhecimento própria a seus alunos; essa relação professor-aluno instrumentaliza algumas situações (ou atividades) significativas, carregadas de interesse e curiosidade em conhecer-aprender. Esse educador é uma figura relevante, pois, no processo instrumentalizador de aprender-conhecer, ele interage todo tempo nessa construção do processo de conhecimento. Ensinado ao mesmo tempo em que aprende e aprendendo ao mesmo tempo em que ensina. Tais atividades, tais conquistas vão tomando formas e cores que deverão povoar o espaço vivido pelo o educador e suas crianças. E dentro dessa concepção,, tudo é construção, tudo é processo, e também, tudo é produto, tudo é conteúdo. (FREIRE, 1996, pp. 96 e 97). ISSN 2175-943X I Congresso Internacional de Pesquisa em Letras no Contexto Latino-Americano e X Seminário Nacional de Literatura, História e Memória 21 a 23 de Setembro de 2011 UNIOESTE – Cascavel/PR Com todas essas observações e informações, é que os pesquisadores do projeto PIBID, vão construindo suas idéias e vão escrevendo seus relatórios, que alimentarão a construção de propostas de ações pedagógicas indicando possibilidades para a implementação ou a melhoria do ensino do curso de letras dentro do contexto almejado pela a universidade, no caso, PUC. 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS Essas experiências, o desenvolvimento da pesquisa em forma de projeto, colabora para a construção do professor-investigativo, que faz de sua prática seu objeto de revê a forma unilateral de construção de conhecimentos no exercício docente. Acreditamos na importância de diversificar a imersão do nosso pesquisador em situações plurais de contextos educativos. Conhecer o contexto significa mergulhar nessas especificidades e, com base nessas e em parceira, propor o que fazer em termos de educação para o curso de letras. Essas mudanças na concepção e estruturação de pesquisa trazem muitas indagações e dúvidas, pois se distanciam de procedimentos já conhecidos e assimilados tanto pelos universitários quanto pelos supervisores, coordenadores e professores das escolas envolvidas no processo da investigação. No entanto, essa dificuldade não pode ser empecilho para que avancemos e experimentemos formas alternativas de realizar essa importante etapa de formação docente de forma mais conectada com as questões da atualidade, com os conflitos do campo, com as questões da sociedade contemporânea e realizar enfretamentos de problemas trazidos pela violência, tecnologia, mídia, diferenças raciais, religiosas, de preferências sexuais, etc. Então esse trabalho de supervisora desenvolvido junto com a coordenadora do subprojeto PIBID e os pesquisadores, visa compartilhar essas experiências vividas por todos envolvidos no projeto, pois a história de cada um de escola, de educação, poderá sinalizar questões importantes para refletirmos as formas como foi-se dando essa sua escolarização. Ainda, poderá sinalizar referenciais que nos encaminham para outras trilhas nessa jornada formativa que estamos construindo, nessa formação de licenciatura no curso de letras. O que queremos e propomos com esse projeto, é que não nos conformemos com aquilo que já foi realizado, mas, sim, que tenhamos clareza do revelado para podermos não ISSN 2175-943X I Congresso Internacional de Pesquisa em Letras no Contexto Latino-Americano e X Seminário Nacional de Literatura, História e Memória 21 a 23 de Setembro de 2011 UNIOESTE – Cascavel/PR repetir o que já foi feito. Devemos ousar, no sentido de ir além, de poder construir outros projetos com nossos alunos e que eles saibam e sejam capazes de decifrar seus enigmas e se encontrem com desenhos de escolas mais condizentes com seus tempos com eles mesmos. É nossa, é de cada um de vocês esta responsabilidade, esse compromisso. Conhecer a nós mesmos para pensar em formas de atuação possibilita promover outros caminhos construtivos para nossos graduandos. REFERÊNCIAS: BELINTANE, Claudemir. Por uma ambiência de formação contínua de professores. Cadernos de pesquisa. n. 117 São Paulo Nov.2002. PIMENTA, Selma Garrido e LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e Docência. São Paulo: Cortez, 2008. –(Coleção docência em formação. Série sabedores pedagógicos). TAVEIRA, Adriano Salmar Nogueira. A sala de aula- O lugar da vida? In: Sala de Aula: Que espaço é esse? Regis de Morais (Org.) Campinas, Papirus, 1996. FREIRE, Madalena e COSTA, Eliana A. Pires da. Dois Olhares ao Espaço-Ação na Préescola. In: MORAIS, Regis. Sala de Aula: Que espaço é esse? (ORG.) Campinas: Papirus, 1996. FREIRE, Paulo e SHOR, Ira. Medo e ousadia. Rio de Janeiro. Paz e Terra, 1986. ISSN 2175-943X