CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Relatório Actividades e Contas - Ano 2013
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
GUIMARÃES
RELATÓRIO DE ATIVIDADES E CONTAS 2013
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CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Relatório Actividades e Contas - Ano 2013
I – Preâmbulo
Conforme vem sendo habitual, anualmente a Direcção da Casa do Povo de Fermentões,
apresenta – junto com as Contas – aquelas que foram as actividades dinamizadas pela Instituição.
Este Relatório de Actividades que é referente ao ano de 2013, traduz-se, assim, num relato sucinto
de todas as que foram as actividades da Instituição no decorrer do ano, pois seria difícil e fastidioso
traduzir, em pormenor, tudo o que foi realizado nas valências sociais, desportivas e culturais. Essa
análise de pormenor é já realizada nos Relatórios dos Planos Anuais de Actividades e nos Planos
Semanais de cada uma das valências.
Já a análise das Contas se faz em duas partes, quer através da interpretação das Demonstrações
Financeiras e Anexos, quer do Relatório de Gestão, documentos que, como se sabe, referem e
analisam a evolução económica e financeira da instituição.
Há semelhança do que se verificou no ano anterior e apesar de todos os esforços e novas medidas
assumidas, a crise económica e financeira que o país ainda atravessa e que agravou a situação de
muitas famílias nos últimos anos, muito em particular no último ano - devido aos cortes que se
verificaram nos seus orçamentos familiares -, afectaram, naturalmente e como era expectável, a
Instituição.
Ainda em 2013, a Casa do Povo realizou Assembleia-Geral Eleitoral para eleger os Corpos Sociais
para o próximo triénio, sendo que os novos Corpos Sociais eleitos tomaram posse já no início do
ano de 2014.
Seguimos então, com a apresentação daquelas que foram as grandes actividades desenvolvidas ao
longo do ano de 2013.
II – Relatório de Actividades respeitante ao ano de 2013
Ao nível da concretização dos Objectivos Estratégicos do Mandato
1. O processo de reorganização interna a que a Direcção anterior se propôs foi concluído
durante o ano de 2013, tendo em conta as directrizes da Segurança Social e as exigências
actuais que lhes colocaram novos desafios.
2. Foram, também de acordo com o desejado, criadas novas actividades, de forma a
corresponder melhor aos novos desafios e às novas necessidades da Comunidade.
3. Ainda assim, algumas alterações funcionais e actividades efectivamente realizadas, não
estavam previstas no Plano de Actividades para este ano, mas surgiram como novas
oportunidades que se decidiu aproveitar. Tivemos assim:
a) A organização e implementação de um Centro de Estudos;
b) A reorganização do CATL – Centro de Actividades de Tempos Livres, de forma a se
coordenar com o Centro de Estudos;
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c) A organização de um Centro de Educação e Aprendizagem ao Longo da Vida
d) Foram requalificação os espaços existentes, dotando-os de meios que os tornaram mais
adequados;
e) Reforçou-se, sempre que possível e necessário, a Parceria estabelecida com a Junta de
Freguesia, e com o Agrupamento de Escolas Fernando Távora;
f)Reforçaram-se as Parcerias com outras Entidades com as quais a Casa do Povo mantém
cooperação;
g) Prosseguiu-se a reorganização da participação da Casa do Povo nas diversas Entidades da
Área da Economia Social, no sentido de obter, melhores resultados;
h) Lançaram-se diversas iniciativas, na perspectiva da prestação de novos serviços à
Comunidade, bem como na perspectiva da angariação de novas receitas que possam
contribuir para ajudar a suportar as despesas de funcionamento da Instituição;
i) Estabeleceram-se novas Parcerias, em áreas relevantes para a Instituição e a Comunidade,
nomeadamente no domínio da Cooperação para o Desenvolvimento;
j) Modernizou-se os Serviços por forma a corresponder melhor aos objectivos para que foram
criados e, também, na perspectiva da redução de custos;
Ao nível do bom funcionamento dos Serviços existentes
A Direcção assegurou os meios necessários para que as diversas Valências pudessem garantir o seu
normal funcionamento, mas tendo sempre em conta a ideia de melhorar e garantir um serviço com
cada vez maior qualidade, mais inovador e adequado às necessidades dos clientes.
É por este motivo, que todos os anos procedemos à Avaliação de Desempenho dos nossos
colaboradores, no sentido de perceber a sua evolução profissional e que delineamos Projectos
Educativos que, nos dias que correm, façam sentido à nossa comunidade.
Com o final do ano lectivo 2012/2013 foi concluído o Projecto Educativo em vigor desde 2010/2011
e iniciado um novo projecto que será desenvolvido nos próximos três anos lectivos.
O Projecto Educativo que vigorou no último triénio e que esteve na base de uma grande parte das
actividades desenvolvidas, versava sobre um tema bastante interessante e que era manifestamente
uma necessidade do público-alvo: “Saúde e Bem-estar”. Este tema ramificou-se em três subtemas,
sendo que em 2013 se deu destaque à “Segurança”.
O Projecto Educativo iniciado em Setembro do mesmo ano subordina-se ao tema “Cidadania:
Saber ser, saber estar, saber fazer”, sendo que se deu enfoque no ano lectivo que iniciou em 2013
ao subtema “Educação para o desenvolvimento”, de onde começaram a ser retratadas a educação
para o empreendedorismo, a educação do consumidor e a educação financeira;
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Foi neste contexto e sob a coordenação da Presidência da Direcção e orientação das respectivas
Vice-Presidências, que se promoveram actividades no domínio de cada uma das Áreas de
Intervenção:
Administração, Gestão Financeira e Patrimonial
Com a articulação entre o Vice- Presidente da área e o Tesoureiro realizou-se o seguinte:
1. Conclusão da Reorganização funcional dos serviços da Secretaria-Geral, Contabilidade e
da Gestão Patrimonial propostos pela anterior Direcção;
2. Procedeu-se à aquisição de um novo equipamento informático para melhor e maior
funcionalidade dos Serviços Administrativos;
3. Dinamizou-se uma campanha de angariação de novos associados;
4. Dinamizou-se uma campanha para restabelecer sócios que se haviam afastado da
Instituição, dando-lhes oportunidade - através do “perdão de quotas” – de
regularizarem e actualizarem a sua situação;
5. Desencadearam-se todas as medidas necessárias à actualização e renumeração do
ficheiro de sócios, actualização esta que só não se verificou no ano de 2013 – como era
objectivo – por cautela, mas que se encontra pronta a ser realizada a qualquer
momento;
6. Requalificou-se o antigo café Bar Pavilhão, hoje “O Largo Café” na perspectiva de,
através de uma visão mais empresarial, angariar novos clientes, mas, também, com o
objectivo de manter os sócios/clientes que já o frequentavam;
7. Dinamizou-se o sector respeitante aos Jogos da Santa Casa, facto inerente ao ponto
anterior, nomeadamente pela afectação por um espaço próprio e mais adequado ao
seu bom funcionamento operacional;
8. Concluiu-se todos os processos necessários que levaram à aprovação da Candidatura à
ON2- no âmbito da eficiência energética -, que foi entretanto aprovada e que permitirá
a colocação de painéis solares e fotovoltaicos. Este investimento permitirá uma
poupança muito significativa em termos de energia (luz e gás) para a Instituição;
9. Uma gestão financeira consentânea com a situação de crise em que o País está a viver
e melhor adequada ao bom funcionamento e operacionalidade das diversas valências
da instituição.
10. Iniciaram-se negociações - através de programas adequados à nossa realidade
económica e sector de actividade -, com vista ao financiamento adequado ao bom
desempenho financeiro da instituição.
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Promoção do Desenvolvimento Económico e da Cooperação
Deu-se seguimento às acções consideradas necessárias à Promoção do Desenvolvimento
Económico e Social, e da Cooperação, na Área de Intervenção da Vice-Presidência respectiva, que
integra os seguintes Sectores:
GAAS - Gabinete de Atendimento e Acompanhamento Social
O protocolo celebrado com os Serviços da Segurança Social foi revisto durante o ano de
2013, sendo que o Gabinete de Atendimento e Acompanhamento Social que dava, até aí,
apoio às Freguesias de Fermentões, Penselo e Silvares, passou a contemplar o apoio às
Freguesias de Fermentões e Azurém. Esta alteração foi protocolada em 2013, no entanto só
verá efeitos em 2014.
Assim, este Gabinete, assegurou a organização e o funcionamento dos seguintes Sectores:
1. Coordenação e Gestão dos processos relacionados com o RSI – Rendimento Social
de Inserção, e serviços correlacionados de acordo com o estabelecido no Protocolo
assinado com a Segurança Social, e em parceria com Entidades Locais;
2. Coordenação e Gestão da Equipa para a Promoção do Desenvolvimento Económico
e Social, e da Cooperação. A esta equipa foi confiada a missão de encontrar
oportunidades de elaboração de candidaturas visando encontrar novas fontes de
financiamento a despesas para a Instituição, nomeadamente no que diz respeito a
esta em particular, mas sempre com um trabalho coordenado com as restantes
áreas da Instituição.
Este Gabinete desenvolveu diversas iniciativas de promoção da inclusão social e
cultural das pessoas abrangidas, das quais destacamos: a actividade no âmbito da
“CEC 2012”, mas que só foi desenvolvida em 2013 – organização do teatro TERRA,
de que falaremos mais à frente; Projecto “Para uma cidadania activa II” que visa
promover nas gerações mais novas (crianças e jovens) o exercício de uma
cidadania responsável, solidária e participativa numa lógica de prevenção da
reprodução de situações de pobreza e exclusão social, apoiar os pais na
definição de projectos de vida, promovendo o empowerment e o
desenvolvimento de competências de cidadania e promover o trabalho em
rede e o intercâmbio de conhecimentos e experiências ao nível interconcelhio; Realização de um Intercâmbio que permitiu que alguns jovens
acompanhados por este gabinete convivessem com jovens de outros 3 países,
Espanha, Roménia e França, num acampamento de jovens, em Sant Quirze
de Besora, (Barcelona, Espanha); Salientamos ainda, a actividade do Grupo de
Teatro Fórum F21, criado neste gabinete em anos anteriores, mas que mantém
ainda hoje a sua actividade; A exposição de fotografias “Imagens à Margem,
resultante do projecto de fotografia participativa, em conjunto com a
Amnistia internacional e a Plataforma de Acção Fotográfica - iniciada e
realizada em anos anteriores viu ainda frutos em 2013, com a exposição de
fotografias em Vizela e em Lisboa.
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Rede Social Comunidade Solidária
A Casa do Povo de Fermentões tem vindo a manter a sua participação na Rede Social
Comunidade Solidária que integra as Freguesias de Azurém, Penselo, Fermentões,
Creixomil e Silvares, onde, ao lado de outras Entidades participa, também, o GAAS Gabinete de Atendimento e Acompanhamento Social.
CPCJ - Comissão de Protecção de Crianças e Jovens
Continuaram a ser desenvolvidos esforços para reforçar a participação da Instituição na
CPCJ de Guimarães. Tal não foi possível no ano de 2013, mas estes esforços trouxerem
novidades para o ano de 2014.
Entidades de que a Casa do Povo é Membro Associado
Enquanto membro de algumas Entidades, esta Instituição tem sabido manter a sua
colaboração, contribuindo, com o que pode, para a concretização dos objectivos para os
quais foram criadas:
1. Aliança Artesanal, Cooperativa de Interesse Público de Responsabilidade Limitada, que
já teve a sua Sede, em Fermentões, nas instalações da Casa do Povo e que,
actualmente, tem a sua Sede em Vila Verde;
2. A Oficina – Centro de Artes e Mesteres Tradicionais de Guimarães, Cooperativa de
Interesse Pública de Responsabilidade Limitada ,com Sede na Cidade de Guimarães;
3. NAVE – Serviços de Apoio à Gestão Empresarial, com Sede na Rua Arqueólogo Mário
Cardoso, Fermentões, cooperativa de responsabilidade limitada;
4. HISAQUAL – Consultores para a Higiene, Saúde e Segurança no Trabalho, Ambiente e
qualidade, cooperativa de responsabilidade limitada, com Sede na Cidade de
Guimarães;
5. TEMPO LIVRE – Centro Comunitário de Desporto e Tempos Livres, Cooperativa de
Interesse Público de Responsabilidade Limitada, com Sede na Cidade de Guimarães;
6. FARRAMUNDANES, Cooperativa Editorial e Desenvolvimento Integrado de Fermentões,
Cooperativa de Interesse Público de Responsabilidade Limitada, com sede na Freguesia
de Fermentões;
7. Associação de Andebol de Braga;
8. Federação do Folclore Português;
9. Federação de Andebol de Portugal;
10. União Distrital das IPSS Braga;
11. CNIS – Confederação Nacional das Instituições Particulares de Solidariedade
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12. EAPN Portugal – Rede Europeia Anti-Pobreza, organização sem fins lucrativos, fundada
em 1990, em Bruxelas.
Parcerias Locais, Regionais e Internacionais
Mantiveram-se os Acordos de Cooperação estabelecidos, nomeadamente com:
a) Junta de Freguesia de Fermentões;
b) Câmara Municipal de Guimarães;
c) Centro Distrital de Braga do ISS – Instituto da Segurança Social;
d) Fundação INATEL;
e) Instituto da Juventude;
f) Agência Nacional Juventude em Acção;
g) Agrupamento de Escolas Fernando Távora;
h) Cooperativa Farramundanes, nomeadamente, através do Jornal “Voz de Fermentões”
i) Grupos de Escuteiros da Freguesia AEP e CNE;
j) CETEC – Centro de Estudos de Técnicos Oficiais de Contas de Guimarães;
k) Clube Português de Recife.
Promoção da Saúde à Comunidade
Era pretensão da Direcção concretizar em 2013 a instalação de um Serviço de Promoção da
Saúde à Comunidade, em articulação com as actuais Valências Sociais.
Os serviços Médicos e de Osteopatia são uma realidade e, entretanto, conseguiu-se, ainda,
durante alguns meses, assegurar os serviços de fisioterapia e enfermagem.
Área da Cultura e Área da Organização e Promoção de Eventos
Optamos por falar nestas áreas em conjunto, porque as duas se coordenam e se completam.
Em 2013, a Casa do Povo de Fermentões decidiu apostar na profissionalização destas áreas,
que assumem uma dimensão cada vez maior na vida da Instituição. Para isso destacou um
Director Técnico específico para o efeito.
Neste âmbito, evidenciamos o desenvolvimento das actividades que explanamos de seguida:
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Museu de Agricultura de Fermentões
O Museu organizou diversas Exposições Temáticas, sendo de salientar a da comemoração
do Dia Internacional dos Museus, sob o lema “Memória + Criatividade = mudança social"
Participou activamente na programação da Festa do Agricultor 2013 e na Feira Afonsina.
No ano de 2013 é com orgulho que se manteve o elevado número de visitantes deste
museu.
Recebeu, para exposição pública, em depósito de confiança, as diversas distinções
honorificas do nosso conterrâneo Padre José Maria Cardoso, nomeadamente, a de “Oficial
da Ordem de Mérito” que lhe foi atribuída pelo Senhor Presidente da República em 10 de
Junho de 2012;
Grupo Folclórico de Fermentões
A actividade do Grupo Folclórico da Casa do Povo de Fermentões nos últimos anos, tem
sido intensa, tanto dentro como fora de portas
Em 2013 este grupo visitou os Açores, onde foram muito bem recebidos e retribuíram com
diversas actuações de grande sucesso.
O já habitual Festival de Folclore, realizado anualmente e integrado na Festa do Agricultor
de 2013, manteve o nível de qualidade elevado a que já nos habituou.
Para além disso e pelo prestigio alcançado, foi convidado a abrilhantar as festividades de
diversas localidades do País.
Constitui-se, por isso, como o verdadeiro “Porta Estandarte” da nossa comunidade.
Teatro F21
O Grupo F21 apresentou a peça de teatro do oprimido intitulada “CARTA”. Este é um teatro
fórum, cuja discussão pretende envolver o público na apresentação de soluções para os
problemas apresentados, sendo o público parte integrante dessa solução, na lógica de se
tornarem “espectatores”.
Às músicas compostas pelo próprio Grupo F21 para esta peça, juntaram-se as músicas da
primeira peça anteriormente desenvolvida, dando-se origem ao concerto “F21 faz parte”,
apresentado igualmente em diversas iniciativas.
O grupo actuou, no que podemos considerar uma mini-digressão, em Vizela, no 36º
aniversário da Casa do Povo de Fermentões, na Fábrica ASA (Guimarães), em Paredes, em
Taíde (Póvoa do Lanhoso) e em Lisboa.
Café “O Largo”
O Café “O Largo” depois da sua remodelação, tem mantido a sua dinâmica cultural,
desenvolvendo actividades importantes que visam aproximar a comunidade da Instituição.
Destacamos a actividade desenvolvida em conjunto com a valência de pré-escolar o
Mercado da Pequenada - em que pequenos empreendedores da sala dos 5 anos venderam
os seus produtos no nosso café - e o afamado Campeonato de Sueca, aquela que é já uma
tradição que se quis manter no ano de 2013.
Festa do Agricultor de Fermentões e Teatro Comunitário TERRA
Em 2013 mais uma grandiosa Festa do Agricultor foi organizada, fazendo jus à sua tradição.
Mas neste ano, uma nova actividade se juntou a esta festa tornando-a mais especial.
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Relatório Actividades e Contas - Ano 2013
No âmbito do Projecto Constelações da Área Tempos Cruzados - Programa Associativo,
integrado na Guimarães CEC 2012, em conjunto com a Associação PELE - Espaço de
Contacto Social e Cultural, a Casa do Povo de Fermentões viu aprovado um projecto a ser
integrado na Festa do Agricultor 2012, que por razões a nós alheias, teve que ser adiado
para 2013.
Este foi um espectáculo único que muito orgulhou a nossa Freguesia, a sua história,
tradições, os seus usos e costumes e aproximou diferentes gerações da comunidade –
jovens, adultos, idosos – através das vivências artísticas.
Um elenco de 80 pessoas encheu a arena preparada no Campo de Lemos e surpreendeu o
público com um espectáculo único, minuciosamente preparado quer em termos de
performance quer em termos musicais, de luz e de cenografia, iniciando com o respirar da
terra, que se prepara para acordar ao som do grito “a raiar”, o mesmo que inicia e termina
o espectáculo. O ciclo da vida e das estações do ano que metaforicamente simbolizam a
comunhão da vida com a terra, da qual provém o sustento e à qual a vida se entrega. Um
público estimado em cerca de 800 pessoas não ficou indiferente às emoções que surgiam
na arena, sendo a opinião extremamente positiva pelo extraordinário momento que lhes
foi proporcionado.
Ficou demonstrada a força de uma comunidade que, embora já habituada a desenvolver
projectos de cariz cultural e social, se surpreendeu a si própria e cujos impactos foram
evidentes a vários níveis: na cooperação entre as entidades da comunidade, na mobilização
de recursos humanos na prestação de ajuda ao longo da montagem do cenário e na
angariação de materiais, na cedência de materiais de luz e som por entidade local e por
entidades de outra cidade, no sentimento de pertença a uma comunidade e na importância
de se afirmar com dignidade neste projecto comum a todos.
O “Terra” voltou aos palcos ainda em2013, integrado no festival MEXE_II Encontro de arte
e comunidade.
Sobre o espectáculo - que se pode considerar épico para o nosso meio, tal a dimensão da
sua produção e o impacto na população -, escreveu um ilustre cidadão de Fermentões
aquilo que, em nosso entender, melhor define o sentimento das nossas gentes nesta justa
homenagem:
“Procuro as palavras e desencontro-as no turbilhão das sensações indizíveis das noites
únicas. Uma hora passada continuo imerso numa prodigiosa viagem ao tempo da minha
infância. Quando no tempo não havia passado. Quando no espaço cabiam todas as
viagens sonhadas para lá dos limites desta aldeia onde me cresci.
Uma hora passada continuo perdido numa espécie de dislexia mental que me desorganiza
este puzzle de memórias. Quero dizer o quanto apreciei o espectáculo e só me chegam os
lugares comuns do que é vulgar.
Contudo, o momento foi único. Na beleza do que é simples. Na verdade do que não se
esconde no artificialismo das grandes produções. Na recordação de um passado que
poderá ser futuro. Na comunhão das crianças do infantário com os seniores do centro de
dia. Na partilha dos que a sociedade nomeia de triunfadores, com os que frequentemente
são carimbados com o selo da exclusão. Na beleza dos gestos e das vozes dos que
habitavam o palco. Na recepção dos que se pensavam espectadores.
E, no entanto, todos fomos parte de um mesmo projecto comum. Chamaram-lhe Terra. De
onde viemos e para onde vamos.
Ficou-me a imagem final das crianças que afagam e embalam os velhos que irão
adormecer. Nessa inversão de tempos. Quebrando as barreiras entre o passado e o futuro.
Fazendo da Terra o presente.
Procuro as palavras onde quero dizer o quanto estive feliz nessa hora de Terra. Reduzome ao pó da palavra única: OBRIGADO!”
António Magalhães
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Relatório Actividades e Contas - Ano 2013
Aniversário da Casa do Povo
A Casa do Povo de Fermentões chamou a si a comunidade para em conjunto
comemorarem o seu aniversário, assistindo a um café-concerto memorável, em que
participarem diferentes jovens grupos, num espectáculo que juntou música e dança. Do
programa das comemorações constaram, também, um conjunto de acções oficiais, das
quais se destacam:
•
Foi distinguido o Dr. António Magalhães, ilustre Presidente da Câmara Municipal
de Guimarães, como “Sócio Honorário” da nossa Instituição, decisão ratificada por
unanimidade e aclamação em sessão extraordinária da Assembleia Geral realizada
em 15 de Janeiro de 2013;
• Pelas inúmeras e inatas qualidades pessoais e sacerdotais, pela dimensão humana
colocada ao serviço das comunidades em geral, foi distinguido, com o “Galardão
Farramundanes de Honra”, o nosso concidadão Padre José Maria Cardoso,
actualmente em missão sacerdotal junto da comunidade portuguesa da Missão de
Santa Cruz, em Monreal – Canadá;
•
Procedeu-se à inauguração oficial do novo “Centro de Dia e de Convívio da Casa
do Povo de Fermentões” – obra edificada ao abrigo do Programa PARES II -,
cerimónia que teve lugar no dia 03 de Fevereiro de 2013, contou com a presença
de várias personalidades, tendo sido presidida pelo Senhor Presidente da Câmara
Municipal de Guimarães, Dr. António Magalhães.
Festividades de Roldes
Em parceria com a Cooperativa Farramundanes, participamos nas festividades de Roldes,
agora num espaço requalificado e à altura dos pergaminhos da nossa Freguesia.
Iniciativa “Vamos ao Largo”
Foram promovidas diversas iniciativas com o objectivo de aproximar a Instituição da
Comunidade, bem como de angariação de fundos para apoiar as diversas actividades dos
diferentes sectores da Casa do Povo de Fermentões, iniciativas que chamamos “Vamos ao
Largo”. Neste âmbito foram programadas algumas actividades, as quais destacamos o dia
da Mãe e a festa de Natal.
O Dia da Mãe foi comemorado com uma mega aula de Zumba e outra de relaxamento,
inseridas num contexto de Arraial Minhoto. A adesão das mães, filhos, famílias inteiras
traduziu-se numa moldura humana assinalável e num dia passado de forma muito especial.
A Festa de Natal traduziu-se numa semana cheia de surpresas e actividades, dinamizada em
conjunto com todas as valências, que fez as delícias dos nossos utentes/clientes e se abriu à
Freguesia. Foi uma iniciativa muito aplaudida por pais e pela comunidade.
Também neste espaço de cultura, produzimos a iniciativa “Feira Multicultural”, que contou
com a participação de emigrantes de diversos países.
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CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Relatório Actividades e Contas - Ano 2013
Sobre este espaço, de tantas e tantas memórias, que agora rebaptizamos, escreveu um
ilustre cidadão de Fermentões, aquilo que, do nosso ponto de vista, melhor exprime o
sentimento de todos os que tiveram a felicidade de o fruir, no fundo um espaço de
construção se sonhos e de futuro(s):
“ Trago memórias de um largo que reunia,
Depois das lidas do sol, uns aprendizes de homens.
Ali ficávamos, a tentar moldar vidas na argila incerta das palavras.
E ouvíamos como quem se procura
E eramos felizes como quem se encontra…
A vida ainda tinha vagares
A noite nunca tinha pressa.
A manhã chegou com estradas e sentidos
Cada um tomou o seu. Todos partimos.
Mas nunca deixamos o Largo!”
José d’Almansor
Outras actividades culturais
Esta Instituição acolheu actividades geridas de forma autónoma, mas que consideramos
importantes oferecer à comunidade:
a)
b)
c)
d)
Escola de Concertinas
Oficina de Olaria
Escola de “Bordados de Guimarães”
Escola de Danças de Salão
Inovação, Imagem e Comunicação
À medida das suas possibilidades, para corresponder às necessidades sentidas e garantir uma
melhor qualidade dos serviços que prestamos aos nossos utentes, a Inovação tem sido uma
constante na Casa do Povo de Fermentões.
Embora não tenha sido possível editar o “Anuário” da Instituição nem a Desmaterialização do
Museu de Agricultura que asseguraria a sua visita virtual, porque os recursos materiais e
humanos não o permitiram, outras actividades que estavam planeadas foram concretizadas,
nomeadamente:
a) Está produzido, e será entregue muito brevemente, o novo cartão de associado, com
uma imagem mais consentânea com a nova dinâmica da nossa instituição e com uma
funcionalidade que será, com toda a certeza, uma inovação;
b) Por outro lado, melhoramos imenso o grafismo da promoção dos nossos eventos,
estando hoje ao nível do que melhor se faz nesta área de comunicação;
c) A comunicação com os associados e utentes tem vindo a melhorar paulatinamente,
quer via SMS quer via e-mail ou ainda através do nosso sítio na internet.
www.cpfermentoes.com
O “site” da Instituição foi remodelado e é hoje uma realidade, sendo actualizado
frequentemente e dispondo conteúdos que facilitam a aproximação da Instituição aos
associados e à comunidade em geral.
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Relatório Actividades e Contas - Ano 2013
Redes Sociais
A promoção da Instituição nas Redes Sociais mais significativas, bem como das suas
actividades, tem sido uma constante, com actualização quase imediata.
Desporto
Não foi possível, ainda, como se desejava, iniciar a elaboração de um Programa de Animação e
Desenvolvimento Desportivo, na nossa Comunidade.
Essa é uma iniciativa que se pretende concretizar, através de uma candidatura a apresentar
junto da Comissão Europeia para que possam ser aproveitadas, também, em tempo oportuno,
oportunidades de cooperação com outras Entidades Nacionais e Internacionais.
Na verdade, um projecto dessa natureza, se vier a ser aprovado, para além das iniciativas
inerentes ao mesmo, permitiria, por outro lado, facilitar o reforço da Equipa Técnica da área
desportiva, e, para além da gestão e manutenção das valências existentes, nos diferentes
domínios de intervenção desportiva, poderemos vir a ter novas formas de participação
desportiva.
É, também, neste contexto, que, com a cooperação de outras áreas de intervenção da
Instituição, nomeadamente o GAAS e o CATL, se poderão criar condições objectivas que
possibilitem a organização de um Programa de Férias Escolares, para poder corresponder a
preocupações dos Pais.
Para além disso:
Mantiveram-se os Sectores Desportivos existentes, com a programação que é devida pelas
responsabilidades e compromissos existentes nas seguintes modalidades:
a) Pesca Desportiva
b) Andebol (formação e sénior)
c) Voleibol (só formação)
Além das Actividades promovidas pela própria Instituição, há outras modalidades que aqui
foram incubadas, sempre na perspectiva de poder oferecer alternativas aliciantes à nossa
comunidade:
a)
b)
c)
d)
Escola de Patinagem Artística
Zumba
Fitness
Kickboxing
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Assuntos Sociais, Educação e Aprendizagem ao Longo da Vida
Com respeito pela legislação, pelas normas da Segurança Social, pela ISO9001 (Norma para
a Gestão da Qualidade), e pelo Projecto Educativo delineado pela Direcção, a Casa do Povo
manteve em actividade plena as suas valências sociais. Estas, com Certificado de Gestão da
Qualidade desde 2010, viram, em meados do ano de 2013, ser renovado esse certificado,
após uma Auditoria Externa exaustiva a todo o sistema.
Como já foi dito mais acima, o desejo de melhoria contínua e de inovação está sempre
presente no dia-a-dia das actividades desenvolvidas. Por esse mesmo motivo, é-nos sempre
importante auscultar as expectativas, necessidades e opiniões dos nossos utentes/clientes,
e é isso que fazemos todos os dias quando conversamos com eles e de forma mais formal,
uma vez no ano, com a distribuição de questionários de avaliação da satisfação em cada
uma destas valências. Não é oportuno aqui, fazer uma análise exaustiva de todas as
actividades realizadas no dia-a-dia destas valências, porque elas foram analisadas nos
relatórios dos planos anuais de animação sociocultural de cada uma, sendo dados a
conhecer aos seus clientes e responsáveis através da análise individual da evolução de cada
cliente que frequenta a Instituição.
Ainda assim, destacamos as actividades maiores, pela sua interacção com a comunidade
e/ou pela importância de comemoração de datas mais significativas nas nossas valências
Sociais de Creche, Pré-escolar, Centro de Actividades de Tempos Livres (CATL), Centro de
Dia, Centro de Convívio e Serviço de Apoio Domiciliário (SAD):
• Cantar dos Reis;
• Comemoração do Dia de S. Valentim, com a elaboração de lembranças alusivas ao
tema;
• Carnaval: esta festa é comemorada com um desfile, conforme as faixas etárias: pela
Instituição, pela Freguesia e em conjunto com o Agrupamento de Escolas Fernando
Távora. Os meninos do pré-escolar participaram ainda, no desfile da Câmara
Municipal, na cidade – todos vestidos de Bola de Futebol para prestigiar
Guimarães, Capital Europeia do Desporto e os idosos também participaram em
desfile próprio organizado por este mesmo organismo público.
• Festa do Dia do Pai: adequando a cada faixa etária, os mais novos assistiram a um
filmes, simulando o ambiente de cinema, enquanto os mais velhos participaram
num pedipaper e lanche ajantarado;
• Dia da Árvore: em que alguns meninos realizaram pequenas plantações e se
observaram, no exterior, as mudanças sazonais;
• Dia Mundial da Poesia: os mais pequenos leram poesias para os idosos do Centro
de Dia
• Dia da Água;
• Dia das Madrinhas;
• Meninos hoje à Espectáculo – espectáculo organizado pela Câmara Municipal de
Guimarães e que juntou diferentes Instituições para realizar e assistir ao
espectáculo protagonizado pelas crianças. Na assistência estiveram presentes,
também, os idosos;
• Dia da Liberdade/25 de Abril
• Palestras de agentes da PSP aos mais pequenos, inseridas no Dia Europeu da
Segurança Rodoviária e aos mais idosos, param prevenção de burlas e roubos
• Dia Mundial da Dança: as crianças da creche e pré-escolar dançaram diversas
coreografias que apresentaram aos idosos do Centro de Dia;
• Festa do Dia da Mãe, em conjunto com todas as valências e de que falamos acima
na promoção de eventos
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CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Relatório Actividades e Contas - Ano 2013
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Dia da Família, em que cada menino elaborou a sua árvore genealógica
Dia Mundial da Criança, em que as crianças tiveram visitas de palhaços e o préescolar participou em mais uma festa organizada pela Câmara Municipal
Santos Populares: com almoço tradicional na comemoração do S. João para todos e
onde os utentes desfilaram com arcos ao som de música tradicional
Dia dos Avós
Miniférias, programadas para os finalistas do CATL experienciarem novas
actividades inseridas em turismo de habitação
Festa Final de Ano lectivo das valências sociais: participaram todas as valências,
desde os bebés (2 anos) aos idosos, num espectáculo de partilha com os familiares
dos utentes/clientes o trabalho realizado ao longo do ano lectivo
Recepções ao Novo ano lectivo – no primeiro dia as crianças foram recebidas pelas
colaboradoras que encarnaram diferentes personagens infantis e expuseram-se
fotografias dos meninos em férias, com a família
Passeios a Fátima e ao S. Bentinho, bem como a participação em colónias de férias
por parte dos mais idosos
Dia da Alimentação
Exposição de trabalhos elaborados no Centro de Dia, no Guimarães Shopping
Dia das Bruxas: com festa e desfile que de uma ou outra forma envolveu todas as
valências
Dia Mundial da Poupança, em que todas as crianças fizeram os seus mealheiros e
foram incentivadas a poupar
Dia de S. Martinho – numa festa a que também se juntou a Escola do Motelo e em
que se recriou no largo da Casa do Povo, através da decoração, o ambiente
adequado
Festa do Pinheiro – em parceria com a Escola de Caneiros, houve desfile com toque
de bombos
Festa de Natal e Lanche/Ceia de Natal: O Natal foi comemorado, como já vimos
durante uma semana, e inclui a tradicional Ceia para Idosos e meninos do CATL 3º
ciclo, e lanche para os mais pequenos
É ainda, de referir que foi mantida a colaboração entre a Casa do Povo de Fermentões e a
PSICOAVE, para garantir apoio psicológico e terapia da fala aos nossos Utentes. Este serviço
extra, mas muito importante para garantir o desenvolvimento integral de algumas crianças,
decorreu com normalidade.
Ainda relativamente a estas valências, um dos objectivos da Direcção, que terminou o
mandato em 2013, era conseguir uma melhor articulação com o Agrupamento de Escolas
Fernando Távora, nomeadamente com a escola EB1 do Motelo. Na realidade, em 2013
presenciámos uma evolução muito positiva neste relacionamento, nomeadamente entre os
sectores do pré-escolar e do CATL com o 1º ciclo, garantindo-se, assim, uma maior
focalização naquelas que são as necessidades e interesses das crianças.
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CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Relatório Actividades e Contas - Ano 2013
III – Conclusão
O ano de 2013 foi um ano que fechou um ciclo - sendo que se realizaram eleições, num processo
que, do nosso ponto de vista, foi a todos os títulos exemplar e nos deve orgulhar a todos - e em que
uma Direcção encerrou funções.
Foi um ano particularmente difícil em que se viu agravada a conjectura económica e social do meio
em que nos inserimos.
Foi, ainda assim, um ano que nos encheu de orgulho pois foi riquíssimo no desenvolvimento das
actividades e no atingir daquelas que são as finalidades desta Instituição.
Do pouco conseguimos fazer muito! E isso enche-nos de orgulho!
2013 encerrou um clico, mas apesar de algumas rupturas que se mostram necessárias em face dos
novos tempos e novos desafios, é, também, um ano de continuidade, porque é nesse sentido que
pretendemos prosseguir o nosso caminho:
Fazer cada vez mais e melhor em prol dos nossos sócios, utentes/clientes e comunidade
em geral, honrando, desse modo, os nossos objectivos Estatutários.
Fermentões, 10 de Abril de 2014.
A DIRECÇÃO
O Presidente
(José da Silva Fernandes)
O Vice-Presidente para a Gestão Financeira e Patrimonial
(Jerónimo Alberto Cardoso Marques)
O Vice-Presidente para a Organização Administrativa, Inovação e Comunicação e para a Área da
Educação, Assuntos Sociais e Saúde
(Marco Rui dos Reis Amorim)
O Vice-Presidente para a Cooperação e Relações Institucionais
(João Manuel Almeida Madureira Batista)
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CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Relatório Actividades e Contas - Ano 2013
O Vice-Presidente para a Gestão Económica e Contencioso
(Joaquim Gonçalves Ribeiro)
O Vice-Presidente para Intervenção Cultural
(Elsa Manuela Martins Ribeiro)
O Vice-Presidente para a área Recreativa, Organização e a Promoção de Eventos
(Salvador Castro Silva)
O Vice-Presidente para o Desporto
(Armando Freitas da Silva)
O Tesoureiro
(Augusto Laurindo de Castro Amorim)
O Secretário
(Bernardino da Silva Lemos)
Certificação da aprovação pelos Órgãos competentes da Casa do Povo
Aprovado em reunião de Direcção realizada em 10/04/2014
O Presidente
Aprovado em sessão da Assembleia-Geral realizada em ____/_____/2014
A Mesa da Assembleia-Geral
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CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Relatório de Gestão 2013
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
GUIMARÃES
RELATÓRIO DE GESTÃO 2013
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CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Relatório de Gestão 2013
1 - Introdução
A CASA DO POVO DE FERMENTÕES, com sede social no Largo da Casa do Povo, freguesia de
Fermentões, do concelho de Guimarães, tem como actividade principal Outras actividades de
apoio social sem alojamento, n.e..
O presente relatório de gestão expressa de forma apropriada a situação financeira e os
resultados da actividade exercida no período económico findo em 31 de Dezembro de 2013.
É elaborado nos termos da legislação em vigor e contem uma exposição fiel e clara da
evolução da actividade, do desempenho e da posição da instituição, procedendo a uma análise
equilibrada e global da evolução dos rendimentos e gastos, dos resultados e da sua posição
financeira, em conformidade com a dimensão e complexidade da sua actividade, bem como
uma descrição dos principais riscos e incertezas com que a mesma se defronta.
2 - Enquadramento Económico
De acordo com a generalidade dos analistas, registou-se um crescimento económico
moderado em 2013, ligeiramente abaixo das projecções previamente efectuadas. Um dos
principais motivos prende-se com o facto das políticas adoptadas pelas maiores economias
não terem ainda reestabelecido a confiança dos mercados, especialmente na zona euro. Este
clima de incerteza é reforçado pela falta de aprofundamento de compromissos políticoeconómicos entre os países da União Europeia (UE), pela incerteza do regresso aos mercados
dos países intervencionados e pela desaceleração das economias americana e da generalidade
das economias emergentes.
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CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Relatório de Gestão 2013
2.1. A Nível Internacional e Europeu
De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a actividade económica a nível
mundial terá registado em 2013 um crescimento positivo de cerca de 3%, sendo que o Produto
Interno Bruto (PIB) das designadas economias desenvolvidas apresenta uma tendência
inferior, situando-se na ordem dos 1,3%, contra os 4,7% das economias emergentes.
O enquadramento económico dos últimos anos tem como consequência uma crise mundial de
emprego, pelo menos no que diz respeito aos países ocidentais. De acordo com os dados do
Eurostat, a taxa de desemprego da união europeia situou-se nos 10,8% em Dezembro de 2013,
embora ligeiramente superior na zona euro (12,0%), sendo que nos EUA este valor caiu para
6,7% (face aos 7,9% de 2012).
Como consequência dos excessivos défices públicos dos últimos anos, a dívida pública nas
designadas economias desenvolvidas continua a atingir níveis que não eram tão elevados
desde a Segunda Guerra Mundial. Os dados mais recentes apontam para rácios de dívida
pública (em % do PIB), nos EUA de 103,8% (101,6% em 2012), 92,7% na UE (90% em 2012) e
86,8% na zona euro (84,9% em 2012).
A fraca recuperação da economia mundial não permitiu uma melhora nos mercados de
trabalho, com o desemprego global em 2013 a chegar quase 202 milhões, conforme dados da
Organização Internacional do Trabalho. Nos EUA a taxa de desemprego cifrou-se nos 6,7%, o
que significou uma redução de mais de 1% face a 2012. Já na Zona Euro em 2013, as taxas de
desemprego mantiveram-se ao mesmo nível das de 2012, tendo-se fixando em 12%
(Dezembro de 2013). As menores taxas de desemprego são observadas na Áustria, 4,9%, e na
Alemanha, 5,0%, sendo as maiores na Grécia, 28%, e em Espanha, 25,8%. É importante realçar
que uma das principais descidas deste indicador verificou-se em Portugal, país no qual a taxa
de desemprego desceu de 17,4% no final de 2012 para 15,3% em Dezembro de 2013.
2.2 A nível Nacional
Do ponto de vista económico e social, o desempenho de Portugal revela um comportamento
preocupante, ainda assim promissor pela leitura que é possível obter dos últimos dados das
instituições europeias e portuguesas.
Apesar de muito ténues, as melhorias da condição macroeconómica portuguesa fazem sentirse nomeadamente na ligeira redução da taxa de desemprego, no crescimento positivo do PIB
3
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Relatório de Gestão 2013
durante 3 trimestres consecutivos, e na descida das taxas de juro (e consequentemente dos
níveis de risco das obrigações do tesouro) a que a República Portuguesa se consegue financiar
externamente.
Contudo, continua a verificar-se a tendência de contracção da procura interna, tanto pública
como privada, ainda que com tendência menos acentuada do que em 2012. Apesar do
crescimento significativo das exportações, segundo dados do Banco de Portugal, o mesmo não
é suficiente para compensar a forte contracção da procura interna, num quadro
desalavancagem do sector privado e de consolidação orçamental.
O quadro da crise da dívida soberana, na área do euro, e tendo em consideração os
desequilíbrios macroeconómicos acumulados ao longo dos últimos anos, forçou o governo
português a recorrer em 2011 ao Fundo Monetário Internacional para acesso a financiamento
externo. Este pedido deu lugar à formalização de um Programa de Assistência Económica e
Financeira (PAEF), que tem levado à adopção, por parte do Governo, de um conjunto de
medidas para ajustamento dos desequilíbrios macroeconómicos e de carácter estrutural. Estas
medidas têm tido um efeito negativo na economia real, no emprego, bem como na qualidade
de vida das populações, reduzindo significativamente o rendimento disponível, originando na
cena pública alguns momentos de agitação social.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a economia portuguesa
registou em 2013 uma contracção de 1,4% no PIB, representando uma melhoria face a 2012,
ano em que se observou um decréscimo de 3%. Contudo, apesar do decréscimo verificado, no
4.º trimestre de 2013, o PIB registou, em volume, um aumento de 1,7% em termos homólogos,
após uma redução de 0,9% no trimestre anterior, reflectindo principalmente a recuperação da
procura interna, que apresentou um contributo positivo para a variação homóloga do PIB de
0,1% (contributo negativo de 1,5% no 3.º trimestre). Segundo dados do INE, o contributo da
procura externa líquida aumentou para 1,5% (0,6% no 3.º trimestre), devido sobretudo à
aceleração das Exportações de Bens e Serviços em volume. Comparativamente com o
trimestre anterior, o PIB aumentou 0,6% em termos reais (0,3% no 3.º trimestre).
No que diz respeito à evolução do emprego, a taxa de desemprego em Portugal atingiu, em
Dezembro de 2013, os 15,3%, representando uma descida de 1,6% face ao período homólogo
de 2012, sendo actualmente a quinta mais elevada da UE, bem como da zona euro. Um dos
aspectos mais preocupantes no que respeita ao mercado de trabalho é o desemprego jovem e,
em particular, de jovens qualificados. No início de Janeiro de 2014 a taxa de desemprego
jovem da europa a 28 era de 23,4% e da zona euro 24,0%.
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CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Relatório de Gestão 2013
As Importações de Bens e Serviços aumentaram 2,8%, em volume, no ano de 2013, o que
compara com uma redução de 6,6% no ano anterior. Esta evolução reflectiu principalmente o
crescimento das importações de bens em 3,2%, após a redução de 6,4% observada em 2012.
As importações de serviços também recuperaram, passando de uma variação negativa em
2012 (-7,7%) para um aumento de 0,4%.
Em termos orçamentais, o défice do Estado para 2013 fixou-se aproximadamente nos 4,7% do
PIB. O tecto acordado com a Troika, após ter sido revisto em 2013, era de 5,5% do PIB.
De acordo com informações provisórias da Direcção Geral do Orçamento, a receita fiscal subiu
cerca de 13,1%, face a 2012. A receita de IRS cresceu 35,5% (em virtude do aumento
generalizado das taxas e da reintrodução da sobretaxa). Na mesma linha o IRC cresceu 18,8%.
A despesa do Estado subiu aproximadamente 4%, mesmo perante uma significativa redução
da massa salarial na função pública.
3 - Análise da Actividade e da Posição Financeira da Instituição
No período de 2013 os resultados espelham o aumento de dificuldades ao nível de
desempenho económico – como, aliás, já se perspectivava em sede de Orçamento -, com
especial enfoque no resultado líquido negativo que se registou, pelo terceiro ano consecutivo,
consideravelmente superior ao que se havia registado em 2012. Tal resulta, em grande parte,
dos efeitos colaterais do desempenho micro e macroeconómico da economia portuguesa que
continua a produzir elevados reflexos no universo de actuação da nossa instituição.
Ainda assim - fruto do conjunto de medidas que temos vindo a tomar e que só produzirão um
verdadeiro efeito em 2014 -, no período de 2013 registou-se um ligeiro crescimento da
actividade directa desenvolvida pela instituição, tal como resulta do volume de negócios em
Prestações de Serviços que atingiu um valor de 365.972,42 €, representando uma variação de
6,58% relativamente ao ano anterior.
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CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Relatório de Gestão 2013
A evolução dos rendimentos bem como a respectiva estrutura são apresentadas nos gráficos
seguintes:
Tal como resulta da leitura do gráfico acima, fruto da actividade específica da instituição que
se situa na economia do Terceiro Sector, a componente de subsidiação adquire ainda um peso
muito significativo na estrutura de rendimentos, correspondendo a 62% do total. Fruto de
vários factores, alguns dos quais já evidenciados neste Relatório, a relação estrutural dos
6
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Relatório de Gestão 2013
nossos rendimentos tem vindo a ser alterada, como é possível constatar pelo crescimento das
nossas receitas directas, fruto do trabalho de empresarialização de parte da nossa actividade,
aliás como decorre do processo que, dentro do possível, temos vindo a empreender.
Relativamente aos gastos incorridos no período económico ora findo, apresenta-se de seguida
a sua estrutura, bem como o peso relativo de cada uma das naturezas no total dos gastos da
entidade:
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CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Relatório de Gestão 2013
No que diz respeito ao pessoal, o quadro seguinte apesenta a evolução dos gastos com o
pessoal, bem como o respectivo nº de efectivos, sendo que se verifica um aumento do número
médio de pessoas ao serviço que se justifica pela tomada de exploração directa do Bar “O
Largo”.
RUBRICAS
PERIODOS
2013
2012
2011
Gastos com Pessoal
736.966,82
775.419,17
738.903,85
Nº Médio de Pessoas
55,00
52,00
49,00
Gasto Médio por Pessoa
13.399,40
14.911,91
15.079,67
Na sequência do exposto, do ponto de vista económico, a instituição apresentou,
comparativamente ao ano anterior os seguintes valores de EBITDA e de Resultado Líquido.
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CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Relatório de Gestão 2013
Em resultado da sua actividade, a posição financeira da instituição apresenta, também
comparativamente com o ano anterior, a seguinte evolução ao nível dos principais indicadores
de autonomia financeira e endividamento:
De uma forma detalhada, pode-se avaliar a posição financeira da instituição através da análise
dos seguintes itens de balanço:
ESTRUTURA DO BALANÇO
RUBRICAS
2013
2012
Activo não corrente
2.115.555,69
91 %
2.152.516,32
93 %
Activo corrente
218.598,41
9%
160.548,62
7%
Total activo
2.334.154,10
RUBRICAS
2.313.064,94
2013
2012
Capital Próprio
1.544.227,29
66 %
1.607.302,20
69 %
Passivo não corrente
234.193,72
10 %
209.534,41
9%
Passivo corrente
555.733,09
24 %
496.228,33
21 %
Total Capital Próprio e Passivo
2.334.154,10
2.313.064,94
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CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Relatório de Gestão 2013
4 - Proposta de Aplicação dos Resultados
A CASA DO POVO DE FERMENTÕES no período económico findo em terça-feira, 31 de
Dezembro de 2013 obteve um resultado líquido negativo de 63.074,91€, pelo que a Direcção
propões a sua aplicação de acordo com o quadro seguinte:
APLICAÇÃO DOS RESULTADOS
ANO
Resultados
Transitados
2013
(63.074,91€)
5 - Expectativas Futuras
5.1. Cenário macroeconómico
As projecções para a economia portuguesa apresentadas pelo Banco de Portugal apontam
para que em 2014 se inicie uma ligeira recuperação da economia. As mais recentes projecções
para a economia portuguesa apontam para uma recuperação moderada da actividade
económica no período 2014-2015, após uma contracção acumulada de cerca de 6% no período
2011-2013, no contexto do processo de correcção dos desequilíbrios macroeconómicos
acumulados ao longo das últimas décadas.
A projecção da actividade económica para o período 2014-2015 realizada pelo Banco de
Portugal tem subjacente uma forte retracção da procura interna, acompanhada de uma
redução substancial do rendimento. A contracção da actividade económica é suavizada pela
evolução relativamente favorável das exportações. O consumo privado deverá crescer 0,6% no
último trimestre de 2013 (-0,9% no 3º trimestre), sendo fundamentalmente este o factor que
alavancou o crescimento da procura interna. Espera-se que o crescimento real do PIB se
aproxime dos 1,2% em 2014, 1,5% em 2015 e 1,8% em 2016. O Banco de Portugal no seu
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CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Relatório de Gestão 2013
Boletim de Inverno (de 2013) corrobora a projecção de que a partir do final de 2013, e ao
longo do horizonte de projecção restante (2014 e 2015), a economia deverá registar taxas de
variação homólogas do PIB positivas.
No que concerne à inflação, Portugal deverá manter o crescimento dos preços dos bens e
serviços próximo de 1 ponto percentual em 2014.
Por outro lado, as atuais condições restritivas de acesso ao crédito irão manter-se, na
sequência da prossecução do processo de desalavancagem do sector bancário.
Relativamente ao mercado de trabalho, é prevista uma ténue estabilização deste indicador,
contudo é difícil indagar um número minimamente convergente visto que os indicadores de
diferentes instituições apresentam valores por vezes bastante díspares (no Orçamento do
Estado para 2014 o Governo antevia uma taxa de desemprego de 17,7% para 2014, enquanto
que a Comissão Europeia e a OCDE apontam os valores de 16,8% e 16,1%, respectivamente).
As políticas de apoio à criação de emprego apenas terão sucesso se os entraves ao
investimento forem retirados. A reforma do IRC é também apontada como um factor
potenciador da atractividade económica do país ao investimento nacional e internacional, bem
como à manutenção da viabilidade económica e financeira de muitas empresas do nosso
tecido empresarial.
Estas condições são indispensáveis ao sucesso do processo de ajustamento económico e
financeiro e à construção de um paradigma económico que promova o crescimento de forma
sustentável em Portugal, mantendo um consenso institucional e de coesão social satisfatórios
para todos os agentes económicos.
A instabilidade dos mercados ainda se mantém devido à proximidade do fim do programa de
ajuda externa, estando ainda por definir, com a clarividência necessária, quais os mecanismos
europeus de ajuda à saída portuguesa do Programa de Assistência Económica e Financeira e
em que condições as praças financeiras estarão dispostas a apoiar Portugal no período
imediatamente posterior à saída da Troika.
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CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Relatório de Gestão 2013
5.2 Evolução previsível da instituição
Perante o cenário macroeconómico apresentado, que aponta já para uma ligeira melhoria da
situação da economia nacional, tendo ainda em consideração o conjunto de medidas que
estamos a levar à prática, prevê-se que a Casa do Povo recupere o bom desempenho
económico que, durante anos, foi também uma das suas imagens de marca, isto apesar de
serem, ainda, bem evidentes as dificuldades da população que serve, nomeadamente pelo
impacto do desemprego.
Apesar disso esta é uma instituição com uma dinâmica muita própria e fortemente
empenhada numa visão de futuro.
Por isso, aproveitando a janela de oportunidade do Programa de Investimento ON2, temos
candidatura aprovada e com um grau de comparticipação de 70% a fundo perdido, vamos
investir na instalação de um “Sistema Solar Térmico e Fotovoltaico”, bem como, face à
degradação das nossas instalações administrativas e do Pavilhão Gimnodesportivo,
contemplará, também, obras de correcção, num investimento total que rondará os 260.000€.
Este investimento, tão útil quanto necessário - para além da atractividade de novas valências
potenciadoras de fontes de receita importantes -, permitirá, sobretudo, a redução dos gastos
energéticos e reduzirá os gastos de manutenção. Por outro lado, de acordo com o que
prometemos na apresentação do Plano e Orçamento para 2014, estamos já a tomar algumas
medidas (e a aprofundar outras) que reputamos de necessárias, à estabilização económica e
financeira da instituição.
Ainda assim, na medida do possível e tanto quanto os nossos limitados recursos o permitam,
continuaremos fortemente empenhados na “suavização” do impacto dos efeitos do
ajustamento macroeconómico da economia portuguesa na população que servimos, de acordo
com os princípios consagrados nos Estatutos da instituição.
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CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Relatório de Gestão 2013
6 - Outras Informações
A CASA DO POVO DE FERMENTÕES não dispõe de quaisquer sucursais.
Após o termo do exercício não ocorreram factos relevantes que afectem a situação económica
e financeira expressa pelas Demonstrações Financeiras no termo do período económico de
2013.
Não foram realizados negócios entre a instituição e os seus dirigentes, nem lhes foram
concedidos quaisquer empréstimos.
A Casa do Povo não está exposta a riscos financeiros que possam provocar efeitos
materialmente relevantes na sua posição financeira e na continuidade das suas actividades. As
decisões tomadas pelo órgão de gestão assentaram em regras de prudência, pelo que se
entende que as obrigações assumidas não são geradoras de riscos que não possam ser
regularmente suportados pela instituição.
Contudo, continua pendente de resolução, com a empresa responsável pela construção do
novo Centro de Dia ao abrigo do programa PARES, um contencioso jurídico que corre os seus
termos no Tribunal de Vila Nova de Gaia. Com efeito, por não ter sido concluída a obra nas
condições contratualizadas e se tornarem infrutíferas as diligências junto da referida entidade
com vista à conclusão e reparação dos evidentes defeitos detectados, procedemos ao
accionamento da garantia bancária, tendo esta nossa acção motivado a demanda judicial por
parte da construtora.
Não existem dívidas em mora perante o sector público estatal.
Também não existem dívidas em mora perante a segurança social. Para as situações de
pagamentos fora de prazo foram negociados os respectivos planos de pagamentos que estão a
ser escrupulosamente cumpridos.
No final de 2013, o número de sócios inscritos era de 773, tendo entrado no decorrer do ano
59 sócios, entre novos e readmissões.
13
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Relatório de Gestão 2013
7 - Considerações Finais
Expressamos os nossos agradecimentos a todos os que manifestaram confiança e preferência,
em particular aos Clientes/Utentes e Fornecedores, porque a eles se deve muito do
reconhecimento da valia das nossas actividades, bem como a razão de ser da nossa
intervenção social.
Aos nossos Colaboradores deixamos uma mensagem de apreço pelo seu elevado
profissionalismo e empenho, pois têm sido elementos fundamentais para o prestígio e
sustentabilidade da CASA DO POVO DE FERMENTÕES.
Apresenta-se, de seguida as demonstrações financeiras relativas ao período findo, que
compreendem o Balanço, a Demonstração dos Resultados por naturezas, a Demonstração de
Alterações do Capital Próprio, a Demonstração dos Fluxos de Caixa e o Anexo às
Demonstrações Financeiras.
Fermentões, 10 de Abril de 2014
A DIRECÇÃO
O Presidente
(José da Silva Fernandes)
O Vice-Presidente para a Gestão Financeira e Patrimonial
(Jerónimo Alberto Cardoso Marques)
O Vice-Presidente para a Organização Administrativa, Inovação e Comunicação e para a Área da Educação,
Assuntos Sociais e Saúde
(Marco Rui dos Reis Amorim)
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Relatório de Gestão 2013
O Vice-Presidente para a Cooperação e Relações Institucionais
(João Manuel Almeida Madureira Batista)
O Vice-Presidente para a Gestão Económica e Contencioso
(Joaquim Gonçalves Ribeiro)
O Vice-Presidente para Intervenção Cultural
(Elsa Manuela Martins Ribeiro)
O Vice-Presidente para a área Recreativa, Organização e a Promoção de Eventos
(Salvador Castro Silva)
O Vice-Presidente para o Desporto
(Armando Freitas da Silva)
O Tesoureiro
(Augusto Laurindo de Castro Amorim)
O Secretário
(Bernardino da Silva Lemos)
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Relatório de Gestão 2013
Certificação da aprovação pelos Órgãos competentes da Casa do Povo
Aprovado em reunião de Direcção realizada em 10/04/2014
O Presidente
Aprovado em sessão da Assembleia-Geral realizada em ____/_____/2014
A Mesa da Assembleia-Geral
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Balanço - (modelo para ESNL) em
31/12/2013
(montantes em euros)
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
DATAS
RUBRICAS
NOTAS
2013
2012
2,113,214.68
2,150,416.57
2,099.75
2,099.75
ATIVO
Ativo não corrente
Ativos fixos tangíveis
4
Investimentos Financeiros
Outros ativos financeiros
241.26
2,115,555.69
2,152,516.32
Ativo corrente
Inventários
6
2,457.28
3,568.81
Clientes
10
71,924.41
68,061.90
2,971.13
2,503.48
98,420.61
69,388.77
42,824.98
17,025.66
218,598.41
160,548.62
2,334,154.10
2,313,064.94
23,974.14
23,974.14
(29,669.42)
(23,621.26)
1,612,997.48
1,612,997.48
(63,074.91)
(6,048.16)
1,544,227.29
1,607,302.20
Estado e outros entes públicos
Outras contas a receber
10
Caixa e depósitos bancários
Total do ativo
FUNDOS PATRIMONIAIS E PASSIVO
Fundos patrimoniais
12
Fundos
10
Resultados transitados
Excedentes de revalorização
4
Resultado líquido do período
Total do fundo de capital
Passivo
Passivo não corrente
Financiamentos obtidos
5;10
115,000.00
159,737.55
Outras contas a pagar
10
119,193.72
49,796.86
234,193.72
209,534.41
Passivo corrente
Fornecedores
10
104,855.79
56,414.19
Estado e outros entes públicos
9
34,836.70
33,380.57
5;10
71,631.81
74,382.00
165,697.43
154,762.08
178,711.36
177,289.49
Financiamentos obtidos
Diferimentos
Outras contas a pagar
10;11
555,733.09
496,228.33
Total do passivo
789,926.81
705,762.74
Total dos fundos patrimoniais e do passivo
2,334,154.10
2,313,064.94
Administração / Gerência
Técnico Oficial de Contas Nº 20298
____________________
______________________
Demonstração dos Resultados por Naturezas (modelo para ESNL) do período de 2013
(montantes em euros)
RENDIMENTOS E GASTOS
NOTAS
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
PERÍODOS
2013
2012
Vendas e serviços prestados
7
365,972.42
Subsídios, doações e legados à exploração
8
684,486.33
692,078.08
Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas
6
(136,694.20)
(122,072.44)
(204,607.21)
(193,192.19)
Fornecimentos e serviços externos
343,366.09
Gastos com o pessoal
11
(736,966.82)
(775,419.17)
Outros rendimentos e ganhos
7
57,561.37
135,942.68
(15,565.22)
(7,226.75)
14,186.67
73,476.30
(65,796.21)
(66,505.91)
(51,609.54)
6,970.39
(11,465.37)
(13,018.55)
Resultado antes de impostos
(63,074.91)
(6,048.16)
Resultado líquido do período
(63,074.91)
(6,048.16)
Outros gastos e perdas
Resultado antes de depreciações,gastos de financiamento e impostos
Gastos/reversões de depreciação e de amortização
4
Resultado operacional (antes de gastos de financiamento e impostos)
Juros e gastos similares suportados
5
Administração / Gerência
Técnico Oficial de Contas Nº 20298
____________________
______________________
Demonstração dos Fluxos de Caixa (modelo para ESNL) do periodo findo em
31/12/2013
(montantes em euros)
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
PERÍODO
RUBRICAS
NOTAS
2013
2012
Fluxos de caixa das atividades operacionais - método direto
Recebimentos de clientes
352,624.24
338,911.01
Pagamentos a fornecedores
291,904.96
309,076.16
660,679.25
708,738.51
(599,959.97)
(678,903.66)
714,810.82
698,767.11
114,850.85
19,863.45
39,100.76
3,508.31
Pagamentos ao pessoal
11
Caixa gerada pelas operações
Outros recebimentos/pagamentos
Fluxos de caixa das atividades operacionais (1)
Fluxos de caixa das atividades de investimento
Pagamentos respeitantes a:
Ativos fixos tangíveis
4
Investimentos financeiros
241.26
Recebimentos provenientes de:
Subsídios ao investimento
Fluxos de caixa das atividades de investimento (2)
12,352.91
46,386.69
(26,989.11)
42,878.38
Fluxos de caixa das atividades de financiamento
Recebimentos provenientes de:
Pagamentos respeitantes a:
Financiamentos obtidos
5
47,487.74
61,208.92
Juros e gastos similares
5
14,574.68
16,670.47
(62,062.42)
(77,879.39)
Variação de caixa e seus equivalentes (1+2+3)
25,799.32
(15,137.56)
Caixa e seus equivalentes no início do período
17,025.66
32,163.22
Caixa e seus equivalentes no fim do período
42,824.98
17,025.66
Fluxos de caixa das atividades de financiamento (3)
Administração / Gerência
Técnico Oficial de Contas Nº 20298
____________________
______________________
ANEXO
ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
ANO : 2013
ANEXO DO ANO DE 2013
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
ÍNDICE
11.1
2-
Identificação da entidade
Dados de identificação
Referencial contabilístico de preparação das demonstrações financeiras
2.1
Referencial contabilístico utilizado
2.2
Disposições do SNC que, em casos excecionais, tenham sido derrogadas e dos respetivos efeitos nas demonstrações financeiras
3-
Principais políticas contabilísticas
3.1
Bases de mensuração usadas na preparação das demonstrações financeiras
3.2
Principais pressupostos relativos ao futuro (envolvendo risco significativo de provocar ajustamento material nas quantias
escrituradas de ativos e passivos durante o ano financeiro seguinte)
4-
Ativos fixos tangíveis
4.1
Divulgações sobre ativos fixos tangíveis, conforme quadro seguinte:
4.2
Outras divulgações
5-
Custos de empréstimos obtidos
5.1
Política contabilística adoptada nos custos dos empréstimos obtidos
5.2
Política contabilística adoptada nos custos dos empréstimos obtidos capitalizados no período e respetiva taxa, bem como os
reconhecidos em gastos:
5.3
Outras divulgações
6-
Inventários
6.1
Políticas contabilísticas adoptadas na mensuração dos inventários e fórmula de custeio usada
6.2
Apuramento do custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas e outras informações sobre estas naturezas de inventários
, conforme quadro seguinte:
7-
Rédito
7.1
Políticas contabilísticas adoptadas para o reconhecimento do rédito incluindo os métodos adoptados para determinar a fase de
acabamento de transações que envolvem a prestação de serviços
7.2
Quantia de cada categoria significativa de rédito reconhecida durante o período, conforme quadro seguinte:
8-
Subsídios do Governo e apoios do Governo
8.1
Política contabilística adoptada para os subsídios do Governo, incluindo os métodos de apresentação adoptados nas
demonstrações financeiras
8.2
Natureza e extensão dos subsídios do Governo reconhecidos nas demonstrações financeiras e indicação de outras formas de
apoio do Governo de que diretamente se beneficiou:
9-
Impostos e contribuições
9.1
Divulgação dos seguintes principais componentes de gasto de imposto sobre o rendimento:
9.2
Divulgações relacionadas com outros impostos e contribuições
10 -
Instrumentos financeiros
10.1
Discriminação das dívidas de cobrança duvidosa:
10.2
Categorias (naturezas) de ativos e passivos financeiros, perdas por imparidade, rendimentos e gastos associados, conforme
quadro seguinte:
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ANEXO DO ANO DE 2013
11 -
Benefícios dos empregados
11.1
Pessoal ao serviço da empresa e horas trabalhadas
11.2
Benefícios dos empregados e encargos da entidade
11.3
Outras divulgações
12 -
Divulgações exigidas por diplomas legais
12.1
Informação por atividade económica
12.2
Informação por mercado geográfico
12.3
Decomposição e movimento dos fundos patrimoniais
12.4
Outras divulgações exigidas por diplomas legais
13 -
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Outras informações
13.1
Discriminação dos fornecimentos e serviços externos
13.2
Outras divulgações consideradas relevantes para melhor compreensão da posição financeira e dos resultados
14 -
Apenas para IES - Fluxos de caixa
14.1
Desagregação dos valores inscritos na rubrica de caixa e em depósitos bancários:
14.2
Comentário da gerência sobre a quantia dos saldos significativos de caixa e seus equivalentes que não estão disponíveis para uso
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ANEXO DO ANO DE 2013
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Notas às Demonstrações Financeiras
Pag. 4 de 21
ANEXO DO ANO DE 2013
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
1 - Identificação da entidade
1.1.
Dados de identificação
Designação da entidade: CASA DO POVO DE FERMENTÕES
NIPC: 500939470
Sede social: LARGO DA CASA DO POVO FERMENTÕES, freguesia de Fermentões, concelho de Guimarães
Endereço eletrónico: [email protected]
Página da internet: www.cpfermentoes.com
Natureza da atividade: CAE:88990 Outras actividades de apoio social sem alojamento, n.e.
Toda a informação de caracter financeiro está expressa em euros.
Breve memória descritiva da Casa do Povo de Fermentões
A Casa do Povo de Fermentões é uma pessoa colectiva de utilidade pública de base associativa
que se localiza na freguesia de Fermentões, concelho de Guimarães. A sua criação por Alvará do
Senhor Secretário de Estado da Segurança Social, assinado em 29 de janeiro de 1977, resultou
da vontade de alguns cidadãos comuns, que desejavam promover o desenvolvimento local da
Freguesia, tendo por base toda uma história de actividades anteriormente desenvolvidas pelo
Grupo de Teatro Gil Vicente, pelo Centro Católico de Cultura e pelo Centro Cultural e Recreativo
de Fermentões. Esta instituição possui instalações próprias e é composta pelos seguintes
equipamentos: pavilhão gimnodesportiva, salão nobre, serviços administrativos, bar social, olaria,
CATL, Centro de Dia, Centro de Convívio, Serviço de Apoio Domiciliário, Creche, Pré-escolar,
Gabinete de Atendimento e Acompanhamento Social e Museu da Agricultura.
·
A Casa do Povo de Fermentões é reconhecida como Instituição Particular de
Solidariedade Social (IPSS) em 2001.
2 - Referencial contabilístico de preparação das demonstrações financeiras
2.1.
Referencial contabilístico utilizado
As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com todas as normas que integram o Sistema de
Normalização Contabilística (SNC), as quais contemplam as Bases para a Apresentação de Demonstrações Financeiras,
os Modelos de Demonstrações Financeiras, o Código de Contas e as Normas Contabilísticas de Relato Financeiro
(NCRF). Mais especificamente foram utilizadas as Entidades do Sector Não Lucrativo (ESNL).
Na preparação das demonstrações financeiras tomou-se como base os seguintes pressupostos:
- Pressuposto da continuidade
As demonstrações financeiras foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações e a partir dos livros e
registos contabilísticos da entidade, os quais são mantidos de acordo com os princípios contabilísticos geralmente
aceites em Portugal.
- Regime da periodização económica (acréscimo)
A Entidade reconhece os rendimentos e ganhos à medida que são gerados, independentemente do momento do seu
recebimento ou pagamento. As quantias de rendimentos atribuíveis ao período e ainda não recebidos ou liquidados são
reconhecidas em “Devedores por acréscimos de rendimento”; por sua vez, as quantias de gastos atribuíveis ao período
e ainda não pagos ou liquidados são reconhecidas “Credores por acréscimos de gastos”.
- Materialidade e agregação
As linhas de itens que não sejam materialmente relevantes são agregadas a outros itens das demonstrações financeiras.
A Entidade não definiu qualquer critério de materialidade para efeito de apresentação das demonstrações financeiras.
- Compensação
Os ativos e os passivos, os rendimentos e os gastos foram relatados separadamente nos respetivos itens de balanço e
da demonstração dos resultados, pelo que nenhum ativo foi compensado por qualquer passivo nem nenhum gasto por
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ANEXO DO ANO DE 2013
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
qualquer rendimento, ambos vice-versa.
- Comparabilidade
As políticas contabilísticas e os critérios de mensuração adoptados a terça-feira, 31 de Dezembro de 2013 são
comparáveis com os utilizados na preparação das demonstrações financeiras em 31/12/2012.
2.2.
Disposições do SNC que, em casos excecionais, tenham sido derrogadas e dos respetivos efeitos nas
demonstrações financeiras
Não foi derrogada qualquer disposição das NCRF-ESNL.
3 - Principais políticas contabilísticas
3.1.
Bases de mensuração usadas na preparação das demonstrações financeiras
As principais bases de reconhecimento e mensuração utilizadas foram as seguintes:
- Eventos subsequentes
Os eventos após a data do balanço que proporcionem informação adicional sobre condições que existiam nessa data
são refletidos nas demonstrações financeiras. Caso existam eventos materialmente relevantes após a data do balanço,
são divulgados no anexo às demonstrações financeiras.
- Moeda de apresentação
As demonstrações financeiras estão apresentadas em euro, constituindo esta a funcional e de apresentação. Neste
sentido, os saldos em aberto e as transações em moeda estrangeira foram transpostas para a moeda funcional
utilizando as taxas de câmbio em vigor à data de fecho para os saldos em aberto e à data da transação para as
operações realizadas.
Os ganhos ou perdas de natureza cambial daqui decorrentes são reconhecidos na demonstração dos resultados no item
de “Juros e rendimentos similares obtidos” se favoráveis ou “Juros e gastos similares suportados” se desfavoráveis,
quando relacionados com financiamentos obtidos/concedidos ou em “Outros rendimentos e ganhos” se favoráveis e
“Outros gastos ou perdas” se desfavoráveis, para todos os outros saldos e transações.
- Ativos fixos tangíveis
Os ativos fixos tangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das depreciações e das perdas por
imparidade acumuladas.
As depreciações são calculadas, após o início de utilização dos bens, pelo método da linha reta em conformidade com o
período de vida útil estimado para cada classe de ativos. Não foram apuradas depreciações por componentes.
As despesas com reparação e manutenção destes ativos são consideradas como gasto no período em que ocorrem. As
beneficiações relativamente às quais se estima que gerem benefícios económicos adicionais futuros são capitalizadas no
item de ativos fixos tangíveis.
Os ativos fixos tangíveis em curso representam bens ainda em fase de construção/instalação, são integrados no item de
“ativos fixos tangíveis” e mensurados ao custo de aquisição. Estes bens não forem depreciados enquanto tal, por não se
encontrarem em estado de uso.
As mais ou menos valias resultantes da venda ou abate de ativos fixos tangíveis são determinadas pela diferença entre
o preço de venda e o valor líquido contabilístico que estiver reconhecido na data de alienação do ativo, sendo registadas
na demonstração dos resultados no itens “Outros rendimentos e ganhos” ou “Outros gastos e perdas”, consoante se
trate de mais ou menos valias, respetivamente.
- Ativos intangíveis
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ANEXO DO ANO DE 2013
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
À semelhança dos ativos fixos tangíveis, os ativos intangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido
das amortizações e das perdas por imparidade acumuladas. Observa-se o disposto na respetiva NCRF, na medida em
que só são reconhecidos se for provável que deles advenham benefícios económicos futuros, sejam controláveis e se
possa medir razoavelmente o seu valor.
Os gastos com investigação são reconhecidas na demonstração dos resultados quando incorridas. Os gastos de
desenvolvimento são capitalizadas, quando se demonstre capacidade para completar o seu desenvolvimento e iniciar a
sua comercialização ou uso e para as quais seja provável que o ativo criado venha a gerar benefícios económicos
futuros. Quando não se cumprirem estes requisitos, são registadas como gasto do período em que são incorridos.
As amortizações de ativos intangíveis com vidas úteis definidas são calculadas, após o início de utilização, pelo método
da linha reta em conformidade com o respetivo período de vida útil estimado, ou de acordo com os períodos de vigência
dos contratos que os estabelecem.
Nos casos de ativos intangíveis, sem vida útil definida, não são calculadas amortizações, sendo o seu valor objeto de
testes de imparidade numa base anual.
- Investimentos financeiros
Os investimentos financeiros em subsidiárias e empresas associadas consideradas estas últimas como aquelas onde
exerce alguma influência sobre as políticas e decisões financeiras e operacionais (participações compreendidas entre
20% a 50% do capital de da participada - influência significativa), são registados pelo método do custo.
De acordo com este método, as participações financeiras são inicialmente registadas pelo seu custo de aquisição, sendo
subsequentemente ajustadas por perdas por imparidade. Os dividendos recebidos e as coberturas de prejuízos
efetuadas são registadas diretamente em rendimentos e gastos, respetivamente.
Quando a proporção da Empresa nos prejuízos acumulados da empresa associada ou participadas excede o valor pelo
qual o investimento se encontra registado, o investimento é reportado por valor nulo enquanto o capital próprio da
empresa associada não for positivo, excepto quando a Empresa tenha assumido compromissos para com a empresa
associada ou participada, registando nesses casos uma provisão no item do passivo ‘Provisões’ para fazer face a essas
obrigações.
- Inventários
As mercadorias, matérias-primas subsidiárias e de consumo encontram-se valorizadas ao custo de aquisição, o qual é
inferior ao valor de realização, pelo que não se encontra registada qualquer perda por imparidade por depreciação de
inventários.
- Clientes e outros valores a receber
As contas de “Clientes” e “Outros valores a receber” estão reconhecidas pelo seu valor nominal diminuído de eventuais
perdas por imparidade, registadas na conta de “Perdas por imparidade acumuladas”, por forma a que as mesmas
reflitam a sua quantia recuperável.
- Caixa e depósitos bancários
Este item inclui caixa, depósitos à ordem e outros depósitos bancários. Os descobertos bancários são incluídos na
rubrica “Financiamentos obtidos”, expresso no “passivo corrente”. Os saldos em moeda estrangeira foram convertidos
com base na taxa de câmbio à data de fecho.
- Provisões
A Entidade analisa com regularidade os eventos passados em situação de risco e que venham a gerar obrigações
futuras. Embora com a subjetividade inerente à determinação da probabilidade e montante de recursos necessários
para cumprimento destas obrigações futuras, a gerência procura sustentar as suas expetativa de perdas num ambiente
de prudência.
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ANEXO DO ANO DE 2013
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
- Fornecedores e outras contas a pagar
As contas a pagar a fornecedores e outros credores, que não vencem juros, são registadas pelo seu valor nominal, que
é substancialmente equivalente ao seu justo valor.
- Financiamentos bancários
Os empréstimos são registados no passivo pelo valor nominal recebido líquido de comissões com a emissão desses
empréstimos. Os encargos financeiros apurados de com base na taxa de juro efetiva são registados na demonstração
dos resultados em observância do regime da periodização económica.
Os empréstimos são classificados como passivos correntes, a não ser que a Empresa tenha o direito incondicional para
diferir a liquidação do passivo por mais de 12 meses após a data de relato, caso em que serão incluídos em passivos
não correntes pelas quantias que se vencem para além deste prazo.
- Locações
Os contratos de locação são classificados ou como locações financeiras se através deles forem transferidos
substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse do ativo sob locação ou, caso contrário, como locações
operacionais.
Os ativos tangíveis adquiridos mediante contratos de locação financeira, bem como as correspondentes
responsabilidades, são contabilizados de acordo com o ponto 9 - Locações das Entidades do Sector Não Lucrativo,
reconhecendo o ativo fixo tangível, as depreciações acumuladas correspondentes, conforme definido nas políticas
anteriormente referidas para esta tipo de ativo, e as dívidas pendentes de liquidação, de acordo com o plano financeiro
do contrato. Adicionalmente, os juros incluídos no valor das rendas e as depreciações do ativo fixo tangível são
reconhecidos como gasto na demonstração dos resultados do exercício a que respeitam.
Nas locações consideradas como operacionais, as rendas devidas são reconhecidas como gasto na demonstração dos
resultados durante o período do contrato de locação e de acordo com as obrigações a este inerentes.
- Rédito e regime do acréscimo
O rédito compreende o justo valor da contraprestação recebida ou a receber pela prestação de serviços decorrentes da
atividade normal da Empresa. O rédito é reconhecido líquido do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), abatimentos
e descontos.
Observou-se o disposto no ponto 10 - Rédito das Entidades do Sector Não Lucrativo, dado que o rédito só foi
reconhecido por ter sido razoavelmente mensurável, é provável que se obtenham benefícios económicos futuros e todas
as contingências relativas a uma venda tenham sido substancialmente resolvidas.
Os rendimentos dos serviços prestados são reconhecidos na data da prestação dos serviços ou se periódicos, no fim do
período a que dizem respeito.
Os juros recebidos são reconhecidos atendendo ao regime da periodização económica, tendo em consideração o
montante em dívida e a taxa efetiva durante o período até à maturidade. Os dividendos são reconhecidos na rubrica
“Outros ganhos e perdas líquidos” quando existe o direito de os receber.
- Subsídios
Os subsídios do governo são reconhecidos ao seu justo valor, quando existe uma garantia suficiente de que o subsídio
venha a ser recebido e de que a Entidade cumpre com todos os requisitos para o receber.
Os subsídios atribuídos a fundo perdido para o financiamento ativos fixos tangíveis e intangíveis, estão incluídos no item
de “Outras variações nos capitais próprios”. são transferidos numa base sistemática para resultados à medida em que
decorrer o respetivo período de depreciação ou amortização.
Os subsídios à exploração destinam-se à cobertura de gastos, incorridos e registados no período, pelo que são
reconhecidos em resultados à medida que os gastos são incorridos, independentemente do momento de recebimento
do subsídio.
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ANEXO DO ANO DE 2013
3.2.
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Principais pressupostos relativos ao futuro (envolvendo risco significativo de provocar ajustamento
material nas quantias escrituradas de ativos e passivos durante o ano financeiro seguinte)
As demonstrações financeiras foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos
livros e registos contabilísticos da entidade.
As perspetivas existentes para o futuro e para a continuidade das operações baseiam-se no conhecimento e
acontecimentos passados. Não se prevê, num horizonte temporal de curto/médio prazo qualquer alteração,
legislativa ou relacionada com a atividade exercida, que possa pôr em causa a validade dos pressupostos
atuais e portanto não é expectável que se verifiquem ajustamentos materialmente relevantes nas quantias
escrituradas dos ativos e passivos no próximo período de relato.
4 - Ativos fixos tangíveis
4.1.
Divulgações sobre ativos fixos tangíveis, conforme quadro seguinte:
a) Os critérios de mensuração usados para determinar a quantia escriturada bruta
Os ativos fixos tangíveis são inicialmente registados ao custo de aquisição, o qual inclui o custo de compra e
quaisquer outros custos diretamente atribuíveis para os colocar na localização e condição necessária para
funcionarem da forma pretendida.
b) Os métodos de depreciação usados;
As depreciações são calculadas, após o momento em que o bem se encontra em condições de ser
utilizado, de acordo com o modelo da linha reta (quotas constantes), em conformidade com o período de
vida útil estimado para cada grupo de bens.
Os bens do património histórico, artístico e cultural não são depreciados
c) A existência e quantias de restrições de titularidade de ativos fixos tangíveis que sejam dados como
garantia de passivos;
Os prédios propriedade da Casa do Povo encontram-se hipotecados como garantia de um financiamento
bancário - BPG - Banco Português de Gestão, S.A., no montante de 200.000,00 euros, correspondentes aos
artigos matriciais n.ºs 1453, 1454 e 1455, sendo em 31/12/2013 a dívida de capital no montante de
92.806,03 euros.
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ANEXO DO ANO DE 2013
Descrição
Valor bruto no início
Terrenos e
recursos
naturais
320,400.00
Depreciações acumuladas
Saldo no início do periodo
320,400.00
Variações do período
Edificios e
outras
construções
Equipamento
básico
Equipamento
de transporte
Equipamento
administrativo
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Equipamentos
biológicos
Outros AFT
AFT em curso
Adiantamento
s AFT
3,799.16
TOTAL
1,980,713.09
122,038.78
117,959.42
99,043.74
35,635.54
204,472.44
88,412.32
110,326.92
92,329.56
33,631.92
2,679,589.73
1,776,240.65
33,626.46
7,632.50
6,714.18
2,003.62
3,799.16
2,150,416.57
(26,031.35)
(517.96)
(7,632.50)
201.41
(1,656.17)
(1,565.32)
(37,201.89)
46,098.47
8,109.71
7,632.50
2,299.36
1,656.17
65,796.21
46,098.47
8,109.71
7,632.50
2,299.36
1,656.17
65,796.21
529,173.16
Total de aumentos
Total diminuições
Depreciações do período
Outras transferências
Saldo no fim do período
Valor bruto no fim do período
20,067.12
7,591.75
2,500.77
(1,565.32)
28,594.32
320,400.00
1,750,209.30
33,108.50
6,915.59
347.45
2,233.84
2,113,214.68
320,400.00
2,000,780.21
129,311.53
117,959.42
101,077.11
35,635.54
2,233.84
2,707,397.65
250,570.91
96,203.03
117,959.42
94,161.52
35,288.09
Equipamento
de transporte
Equipamento
administrativo
Depreciações acumuladas no
fim do período
594,182.97
Quadro comparativo:
Descrição
Valor bruto no início
Terrenos e
recursos
naturais
320,400.00
Depreciações acumuladas
Saldo no início do periodo
320,400.00
Edificios e
outras
construções
Equipamento
básico
Equipamentos
biológicos
Outros AFT
Adiantamento
s AFT
TOTAL
1,980,713.09
125,491.39
140,870.68
95,130.87
31,054.94
2,693,660.97
159,131.23
83,290.04
125,605.68
89,636.28
27,915.28
485,578.51
1,821,581.86
42,201.35
15,265.00
5,494.59
3,139.66
(45,341.21)
(8,574.89)
(7,632.50)
1,219.59
(1,136.04)
41,873.75
9,228.75
7,632.50
6,160.74
1,610.17
Depreciações do período
41,873.75
9,228.75
7,632.50
Outras transferências
(3,467.46)
653.86
320,400.00
1,776,240.65
33,626.46
320,400.00
1,980,713.09
122,038.78
204,472.44
88,412.32
110,326.92
Variações do período
AFT em curso
2,208,082.46
3,799.16
(57,665.89)
Total de aumentos
Total diminuições
Saldo no fim do período
Valor bruto no fim do período
Depreciações acumuladas no
fim do período
4.2.
6,160.74
1,610.17
7,380.33
474.13
3,799.16
8,840.02
7,632.50
6,714.18
2,003.62
3,799.16
2,150,416.57
117,959.42
99,043.74
35,635.54
3,799.16
2,679,589.73
92,329.56
33,631.92
Outras divulgações
c) As vidas úteis ou as taxas de depreciação usadas;
As vidas úteis estimadas dos principais ativos fixos tangíveis são as seguintes:
Descrição
Anos
Terrenos
-
Edificios Outras construções
25 a 30
Equipamento basico
12 a 15
Outros Activos
4a6
66,505.91
Pag. 10 de 21
66,505.91
529,173.16
ANEXO DO ANO DE 2013
Base
Mensuração
Descrição
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Método
Depreciação
Vida Útil
Taxa
Depreciação
Terrenos e recursos naturais
Edificios e outras construções
modelo custo
linha recta
2,00 - 5,00
Equipamento básico
modelo custo
linha recta
2,00 - 12,50
Equipamento de transporte
modelo custo
linha recta
12,50 - 25,00
Equipamento administrativo
modelo custo
linha recta
5,00 - 33,00
linha recta
5,00 - 10,00
Equipamentos biológicos
n.a
Outros ativos fixos tangíveis
modelo custo
5 - Custos de empréstimos obtidos
5.1.
Política contabilística adoptada nos custos dos empréstimos obtidos
a) A política contabilística adotada nos custos dos empréstimos obtidos
O custo dos empréstimos obtidos são reconhecidos como gasto do período em que são incorridos
5.2.
Política contabilística adoptada nos custos dos empréstimos obtidos capitalizados no período e respetiva
taxa, bem como os reconhecidos em gastos:
Valor
contratual do
empréstimo
Descrição
Empréstimos genéricos
Instituções de crédito e
sociedades financeiras
Empréstimos específicos
Valor
Corrente
Empréstimo
Valor Não
Corrente
Empréstimo
Total custos
anuais
emp.obt.
Juros
suportados
anuais
emp.obt.
Dispêndios
com ativo
Taxa
capitalização
utilizada
Custos
emp.
capitalizados
Custos
emp.em
gastos
56,631.81
115,000.00
11,465.37
11,465.37
56,631.81
115,000.00
11,465.37
11,465.37
115,000.00
11,465.37
11,465.37
15,000.00
Outros financiadores
15,000.00
Total dos Empréstimos
71,631.81
Quadro comparativo:
Valor
contratual do
empréstimo
Descrição
Valor
Corrente
Empréstimo
Valor Não
Corrente
Empréstimo
Total custos
anuais
emp.obt.
Juros
suportados
anuais
emp.obt.
Dispêndios
com ativo
Taxa
capitalização
utilizada
Custos
emp.
capitalizados
Empréstimos genéricos
Empréstimos específicos
Total dos Empréstimos
5.3.
Outras divulgações
Descrição
Valor Período
V. Período Anterior
Juros e rendimentos similares obtidos
Juros e gastos similares suportados
11,465.37
13,018.55
Juros de financiamentos suportados
11,465.37
13,018.55
Outros juros de financiamentos obtidos
11,465.37
13,018.55
6 - Inventários
6.1.
Políticas contabilísticas adoptadas na mensuração dos inventários e fórmula de custeio usada
Pag. 11 de 21
Custos
emp.em
gastos
ANEXO DO ANO DE 2013
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
a) As políticas contabilísticas adotadas na mensuração dos inventários, incluindo a fórmula de custeio usada
Os inventários são mensurados ao custo ou, se inferior, pelo valor realizável líquido.
O custo dos inventários inclui todos os custos de compra, custos de conversão e outros custos incorridos para colocar
os inventários no seu local e na sua condição atuais.
Os custos de compra de inventários incluem o preço de compra, os direitos de importação e outros impostos (que não
sejam os subsequentemente recuperáveis das entidades fiscais pela entidade) e custos de transporte, manuseamento e
outros custos diretamente atribuíveis à aquisição de bens acabados, de materiais e de serviços. Descontos comerciais,
abatimentos e outros itens semelhantes deduzem-se na determinação dos custos de compra.
Como fórmula de custeio dos inventários a entidade adota o custo médio ponderado, pelo que o custo de cada item é
determinado a partir da média ponderada do custo de itens semelhantes comprados ou produzidos durante o período.
6.2.
Apuramento do custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas e outras informações sobre estas
naturezas de inventários, conforme quadro seguinte:
Descrição
Mercadorias
Mat. Primas e
Subsid.
Total Período
Mercadorias
Per. Anterior
Mat. Prim. e
Sub. Per.
Anterior
Total Per.
Anterior
APURAMENTO DO CUSTO
DAS MERC. VENDIDAS E
MAT. CONSUMIDAS
Inventários iniciais
Compras
3,568.81
3,568.81
1,939.41
1,939.41
135,582.67
135,582.67
123,701.84
123,701.84
2,457.28
2,457.28
3,568.81
3,568.81
136,694.20
136,694.20
122,072.44
122,072.44
Reclassificação e regularização
de inventários
Inventários finais
Custo das mercadorias
vendidas e matérias
consumidas
OUTRAS INFORMAÇÕES
7 - Rédito
7.1.
Políticas contabilísticas adoptadas para o reconhecimento do rédito incluindo os métodos adoptados para
determinar a fase de acabamento de transações que envolvem a prestação de serviços
a) As políticas contabilísticas adotadas para o reconhecimento do rédito incluindo os métodos
adotados para determinar a fase de acabamento de transações que envolvam a prestação de
serviços
O rédito é mensurado pelo justo valor da contraprestação recebida ou a receber.
O rédito das prestações de serviços que se iniciam e terminam no mesmo período de relato é reconhecido
na data da conclusão do serviço.
O reconhecimento do rédito das prestações de serviço depende da mensuração com fiabilidade do desfecho
da transação, o qual se considera verificado nas seguintes condições, cumulativas:
• a quantia do rédito possa ser fiavelmente mensurada;
• seja provável que os benefícios económicos fluam para a entidade;
• a fase de acabamento possa ser fiavelmente mensurada.
O rédito de juros é reconhecido utilizando o método do juro efetivo, desde que seja provável que benefícios
económicos fluam para a empresa e o seu montante possa ser mensurado com fiabilidade.
7.2.
Quantia de cada categoria significativa de rédito reconhecida durante o período, conforme quadro
seguinte:
Pag. 12 de 21
ANEXO DO ANO DE 2013
Descrição
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Valor Período
Prestação de serviços
Total
V. Período Anterior
365,972.42
343,366.09
365,972.42
343,366.09
8 - Subsídios do Governo e apoios do Governo
8.1.
Política contabilística adoptada para os subsídios do Governo, incluindo os métodos de apresentação
adoptados nas demonstrações financeiras
a) A política contabilística adotada para os subsídios do Governo, incluindo os métodos de apresentação
adotados nas demonstrações financeiras
Os subsídios do Governo não reembolsáveis relacionados com ativos fixos tangíveis e intangíveis são inicialmente
reconhecidos em Diferimentos - Rendimentos a Reconhecer(282). Subsequentemente, relativamente aos subsídios
relacionados com ativos depreciáveis, são imputados numa base sistemática como rendimentos durante os períodos
necessários para balanceá-los com os gastos relacionados que se pretende que eles compensem.
Os subsídios relacionados com rendimentos imputam-se ao rendimento do período, salvo se se destinarem a financiar
deficits de exploração de exercícios futuros, caso em que se imputam aos referidos exercícios. Estes subsídios são
apresentados separadamente como "Subsídios à exploração" na demonstração dos resultados.
8.2.
Natureza e extensão dos subsídios do Governo reconhecidos nas demonstrações financeiras e indicação
de outras formas de apoio do Governo de que diretamente se beneficiou:
Fontes dos Subsídios:
Centro Regional Segurança Social 644.030,22
Câmara Municipal de Guimarães
34.183,35
Junta de freguesia de Fermentões
1.000,00
I.E.F.P. - Medidas emprego
5.272,76
Descrição
Do Estado Valor Total
Do Estado Valor
Imputado
Período
Subsídios ao investimento
Para ativos fixos tangíveis
Para ativos intangíveis
Para outras naturezas de ativos
Subsídios à exploração
684,486.33
684,486.33
684,486.33
684,486.33
Valor dos reembolsos efetuados no
período
De subsídos ao investimento
De subsídos à exploração
Total
Quadro comparativo:
Pag. 13 de 21
Outras Ent.Valor Total
Outras Ent.Valor
Imputado
Período
ANEXO DO ANO DE 2013
Descrição
Do Estado Valor
Imputado
Período
Do Estado Valor Total
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Outras Ent.Valor Total
Outras Ent.Valor
Imputado
Período
Subsídios ao investimento
Para ativos fixos tangíveis
Para ativos intangíveis
Para outras naturezas de ativos
Subsídios à exploração
692,078.08
692,078.08
692,078.08
692,078.08
Valor dos reembolsos efetuados no
período
De subsídos ao investimento
De subsídos à exploração
Total
9 - Impostos e contribuições
9.1.
Divulgação dos seguintes principais componentes de gasto de imposto sobre o rendimento:
Descrição
Valor Período
Resultado antes de impostos do período
V. Período Anterior
(63,074.91)
(6,132.76)
Imposto corrente
Imposto diferido
Imposto sobre o rendimento do período
Tributações autónomas
Taxa efetiva de imposto
9.2.
Divulgações relacionadas com outros impostos e contribuições
Descrição
Saldo Devedor
Saldo Credor
Saldo Devedor
Período
Anterior
Saldo Credor
Período
Anterior
Imposto sobre o rendimento
Retenção de impostos sobre rendimentos
Imposto sobre o valor acrescentado (IVA)
8,191.10
2,971.13
2,503.48
Contribuições para a Segurança Social
129,394.72
Outras tributações
Total
1,039.77
56,243.78
44.60
2,971.13
137,630.42
10 - Instrumentos financeiros
10.1.
5,893.88
Discriminação das dívidas de cobrança duvidosa:
Pag. 14 de 21
2,503.48
63,177.43
ANEXO DO ANO DE 2013
Descrição
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Valor Período
Relativos a processos de insolvência e
recuperação
Reclamadas judicialmente
Em mora:
10,928.90
Há mais de seis meses e até doze meses
10,928.90
Há mais de doze meses e até dezoito meses
Há mais de dezoito e até vinte e quatro meses
Há mais de vinte e quatro meses
Total
10.2.
10,928.90
Categorias (naturezas) de ativos e passivos financeiros, perdas por imparidade, rendimentos e gastos
associados, conforme quadro seguinte:
Os ativos e os passivos financeiros são mensurados:
a) ao custo, deduzido de qualquer perda por imparidade <?xml:namespace prefix = o ns =
"urn:schemas-microsoft-com:office:office" />
Descrição
Mensurados
ao justo valor
Mensurados
ao custo
amortizado
Ativos financeiros:
Mensurados
ao custo
170,345.02
Clientes e utentes
71,924.41
Outras contas a receber
98,420.61
Passivos financeiros:
299,967.15
Fornecedores
104,855.79
Financiamentos obtidos
186,631.81
Outras contas a pagar
195,111.36
Ganhos e perdas líquidos:
(12,594.90)
De ativos financeiros
(9,485.67)
De passivos financeiros
(3,109.23)
Rendimentos e gastos de juros:
(11,465.37)
De passivos financeiros
(11,465.37)
Quadro comparativo:
Pag. 15 de 21
Imparidade
acumulada
Reconhecimen
to Inicial
ANEXO DO ANO DE 2013
Descrição
Mensurados
ao justo valor
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Mensurados
ao custo
amortizado
Mensurados
ao custo
Ativos financeiros:
Imparidade
acumulada
Reconhecimen
to Inicial
137,450.67
Clientes
68,061.90
Outras contas a receber
69,388.77
Passivos financeiros:
517,620.09
Fornecedores
56,414.19
Financiamentos obtidos
234,119.55
Outras contas a pagar
227,086.35
Ganhos e perdas líquidos:
27,691.75
De ativos financeiros
29,059.15
De passivos financeiros
(1,367.40)
Rendimentos e gastos de juros:
(13,018.55)
De passivos financeiros
(13,018.55)
11 - Benefícios dos empregados
11.1.
Pessoal ao serviço da empresa e horas trabalhadas
Descrição
Pessoas ao serviço da empresa
Pessoas remuneradas
Nº Médio de
Pessoas
Nº de Horas
Trabalhadas
Nº Médio de
Pessoas Per.
Anterior
55.00
50.00
55.00
50.00
Nº de Horas
Trabalhadas
Per. Anterior
Pessoas não remuneradas
Pessoas ao serviço da empresa por tipo
horário
50.00
Pessoas a tempo completo
50.00
(das quais pessoas remuneradas)
50.00
Pessoas na tempo parcial
(das quais pessoas remuneradas)
Pessoas ao serviço da empresa por sexo
Masculino
Feminino
Pessoas ao serviço da empresa afetas a
I&D
Prestadores de serviços
Pessos colocadas por agências de
trabalho temporário
11.2.
Benefícios dos empregados e encargos da entidade
Descrição
11.3.
Valor Período
V. Período Anterior
Gastos com o pessoal
736,966.82
775,419.17
Remunerações do pessoal
609,632.34
583,761.09
Encargos sobre as remunerações
118,736.69
115,934.14
Seguros de acidentes no trabalho e doenças
profissionais
4,148.70
6,184.04
Outros gastos com o pessoal
4,449.09
69,539.90
Outras divulgações
Pag. 16 de 21
ANEXO DO ANO DE 2013
Informação sobre as remunerações dos órgãos diretivos:
Não foram assumidos quaisquer valores relativos à Direcção da Casa do Povo.
12 - Divulgações exigidas por diplomas legais
12.1.
Informação por atividade económica
Descrição
Atividade CAE
1
Total
Vendas
Prestações de serviços
365,972.42
365,972.42
Compras
135,582.67
135,582.67
Fornecimentos e serviços
externos
204,607.21
204,607.21
Custo das mercadorias
vendidas e matérias
consumidas
136,694.20
136,694.20
136,694.20
136,694.20
Matérias primas, subsidiárias e
de consumo
Número médio de pessoas
ao serviço
55.00
55.00
736,966.82
736,966.82
Remunerações
609,632.34
609,632.34
Outros gastos
127,334.48
127,334.48
2,113,214.68
2,113,214.68
Gastos com o pessoal
Ativos fixos tangíveis
Valor líquido final
Propriedades de
investimento
Quadro comparativo:
Descrição
Atividade CAE
1
Total
Vendas
Prestações de serviços
343,366.09
343,366.09
Compras
123,701.84
123,701.84
Fornecimentos e serviços
externos
193,192.19
193,192.19
Custo das mercadorias
vendidas e matérias
consumidas
122,072.44
122,072.44
122,072.44
122,072.44
Matérias primas, subsidiárias e
de consumo
Número médio de pessoas
ao serviço
50.00
50.00
775,419.17
775,419.17
Remunerações
583,761.09
583,761.09
Outros gastos
191,658.08
191,658.08
2,150,416.57
2,150,416.57
Gastos com o pessoal
Ativos fixos tangíveis
Valor líquido final
Propriedades de
investimento
12.2.
Informação por mercado geográfico
Pag. 17 de 21
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
ANEXO DO ANO DE 2013
Descrição
Mercado
Interno
Comunitário
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Extracomunitário
Total
Vendas
Prestações de serviços
365,972.42
365,972.42
Compras
135,582.67
135,582.67
Fornecimentos e serviços externos
204,607.21
204,607.21
Rendimentos suplementares:
35,843.52
35,843.52
Serviços sociais
18,467.34
18,467.34
1,452.00
1,452.00
15,924.18
15,924.18
Aluguer de equipamento
Outros rendimentos suplementares
Quadro comparativo:
Descrição
Mercado
Interno
Comunitário
Extracomunitário
Total
Vendas
12.3.
Prestações de serviços
343,366.09
343,366.09
Compras
123,701.84
123,701.84
Fornecimentos e serviços externos
193,192.19
193,192.19
Rendimentos suplementares:
47,178.64
47,178.64
Serviços sociais
18,078.66
18,078.66
Aluguer de equipamento
14,852.25
14,852.25
Outros rendimentos suplementares
14,247.73
14,247.73
Decomposição e movimento dos fundos patrimoniais
Descrição
Capital
Saldo inicial
Débitos
Créditos
23,974.14
Resultados transitados
Excedentes de revalorização de ativos
fixos tangíveis
Reavaliações decorrentes de diplomas legais
Total
Saldo Final
23,974.14
(23,621.26)
(6,048.16)
1,612,997.48
(29,669.42)
1,612,997.48
1,612,997.48
1,612,997.48
1,613,350.36
(6,048.16)
1,607,302.20
Quadro comparativo:
Descrição
Capital
23,974.14
Resultados transitados
11,706.21
Excedentes de revalorização de ativos
fixos tangíveis
Reavaliações decorrentes de diplomas legais
Total
12.4.
Saldo inicial
Débitos
Créditos
Saldo Final
23,974.14
(35,327.47)
(23,621.26)
1,612,997.48
1,612,997.48
1,612,997.48
1,612,997.48
1,648,677.83
(35,327.47)
Outras divulgações exigidas por diplomas legais
- Impostos em mora
Pag. 18 de 21
1,613,350.36
ANEXO DO ANO DE 2013
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
A Casa do Povo apresenta a sua situação regularizada perante as Finanças, tendo liquidado as
suas obrigações fiscais nos prazos legalmente estipulados.
- Contribuições em mora à Segurança Social
A Casa do Povo apresenta a sua situação regularizada perante a Segurança Social, tendo liquidado
as suas obrigações contributivas. Existem 8 acordos de regularização de dívidas que estão a ser
integralmente cumpridos.
- Acontecimentos após a data de Balanço
Não são conhecidos à data quaisquer eventos subsequentes, com impacto significativo nas demonstrações Financeiras
de 31 de dezembro de 2013.
Após o encerramento do periodo e até à elaboração do presente anexo, não se registaram outros factos suscetiveis de
modificar a situação relevada nas contas.
- Data de autorização para emissão das demonstrações Financeiras
As demonstrações financeiras para o período findo em 31 de Dezembro de 2013 foram aprovadas pela Direcção da Casa
do Povo e autorizadas para emissão em 10 de Abril de 2014.
13 - Outras informações
13.1.
Discriminação dos fornecimentos e serviços externos
Pag. 19 de 21
ANEXO DO ANO DE 2013
Descrição
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Valor Período
Subcontratos
V. Período Anterior
7,926.00
Serviços especializados
37,067.14
32,381.19
5,070.32
4,026.91
485.36
1,505.52
Vigilância e segurança
4,931.04
6,064.00
Honorários
8,866.25
5,869.50
13,429.89
12,468.52
Trabalhos especializados
Publicidade e propaganda
Conservação e reparação
Outros
Materiais
4,284.28
2,446.74
11,517.37
10,333.95
2,033.78
921.71
Ferramentas e utensílios de desgaste rápido
Livros e documentação técnica
144.28
Material de escritório
Artigos para oferta
Outros
4,266.46
3,341.90
507.25
1,114.33
4,565.60
4,956.01
58,362.92
60,231.40
Eletricidade
32,197.43
29,246.75
Combustíveis
18,007.23
22,748.94
8,158.26
8,232.42
24,069.49
17,571.26
Deslocações e estadas
10,920.25
17,571.26
Outros
13,149.24
Energia e fluidos
Água
Outros
3.29
Deslocações, estadas e transportes
Serviços diversos
65,664.29
72,674.39
Rendas e alugueres
6,310.00
2,980.00
13,590.45
12,492.72
5,019.93
4,906.60
Comunicação
Seguros
Contencioso e notariado
15.00
Despesas de representação
6,772.40
Limpeza, higiene e conforto
10,615.37
11,429.65
Outros serviços
30,113.54
34,093.02
204,607.21
193,192.19
Total
13.2.
Outras divulgações consideradas relevantes para melhor compreensão da posição financeira e dos
resultados
14 - Apenas para IES - Fluxos de caixa
14.1.
Desagregação dos valores inscritos na rubrica de caixa e em depósitos bancários:
Descrição
Caixa
Depósitos à ordem
Saldo inicial
Débitos
Créditos
Saldo Final
6,532.39
550.28
7,082.67
10,493.27
25,294.04
45.00
35,742.31
17,025.66
25,844.32
45.00
42,824.98
Outros depósitos bancários
Total
Quadro comparativo:
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ANEXO DO ANO DE 2013
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
Quadro comparativo:
Descrição
Caixa
Depósitos à ordem
Saldo inicial
Débitos
Créditos
Saldo Final
2,066.31
(4,466.08)
6,532.39
30,096.91
19,603.64
10,493.27
32,163.22
15,137.56
17,025.66
Outros depósitos bancários
Total
14.2.
Comentário da gerência sobre a quantia dos saldos significativos de caixa e seus equivalentes que não
estão disponíveis para uso
Todas as quantias evidenciadas em caixa e equivalentes estão disponíveis para uso.
Pag. 21 de 21
CASA DO POVO DE FERMENTÕES
CENTRO CULTURAL E RE
RECREATIVO
INSTITUIÇÃO PARTICULAR DE SOLIDARIEDADE SOCIAL
4800-180 GUIMARÃES
N/C 500939470
Parecer do Conselho Fiscal sobre o Relatório de Actividades, Relatório de
Gestão e Demonstrações Financeiras, da Casa do Povo de Fermentões,
relativas ao Exercício de 2013
Senhores Associados;
Nos termos da alínea c) do artº 43º dos Estatutos em vigor, e do mandato que
nos foi conferido pela Assembleia Geral, vem o Conselho Fiscal apresentar o
relatório e parecer sobre o Relatório de Actividades, Relatório de Gestão e
Demonstrações Financeiras, da Casa do Povo de Fermentões, relativas ao
Exercício económico de 2013.
O presente documento teve por base a análise:
do Balanço em 31 de Dezembro de 2013 (que evidência um total do Activo de
€ 2.334.154,10; Fundo de Capital de € 1.544.227,29, já deduzido do
Resultado Liquido negativo de € 63.074,91); Passivo Total de € 789.926,81.
da Demonstração dos Resultados por Naturezas, que evidência um EBITDA
positivo num montante de € 14.186,67, para um Resultado Líquido negativo depois de Gastos de Depreciação e Amortização e de Juros e Gastos Similares
– montante de € 63.074,91, bem como do Relatórios de Actividades e Relatório
de Gestão emitidos pela Direcção.
Responsabilidades:
Nos termos da alínea e) do Artigo 36º dos Estatutos, é da competência da
Direcção a elaboração do Relatório de Actividades, Relatório de Contas e
respectivas demonstrações financeiras que apresentem de forma verdadeira e
apropriada a posição financeira da Casa do Povo, o resultado das suas
operações, bem como a adopção de políticas e critérios contabilísticos
adequados, e submetê-las à apreciação do Conselho Fiscal e à aprovação da
Assembleia Geral.
A nossa responsabilidade encontra-se consagrada na alínea c) do Artigo 43º
dos Estatutos e consiste no parecer sobre o Relatório e as Contas do exercício
e, de um modo geral, na fiscalização da sua actividade económica e
administrativa.
Âmbito:
O Conselho Fiscal acompanhou, no exercício das suas funções, a actividade
da Casa do Povo com a periodicidade e a extensão que considerou adequadas
e verificou a sua regularidade, nomeadamente a conformidade dos livros e
registos contabilísticos
Parecer:
Após análise das demonstrações financeiras e, considerando que:
a) Os documentos de prestação de contas e a contabilidade apresentam de
forma verdadeira e apropriada a situação patrimonial;
b) Os Relatórios de Actividades e de Gestão da Direcção descrevem de
forma detalhada e pormenorizada a evolução da gestão social de todas
as valências sociais, culturais, recreativas e desportivas;
c) Constatamos e verificamos um aumento, ainda que ligeiro, do passivo,
bem como um resultado económico negativo, e, pela análise ao activo
circulante, constata-se que a instituição tem os meios e está preparada
para responder às responsabilidades assumidas.
Assim, o Conselho Fiscal é do seguinte parecer para o exercício de 2013:
a) Que as Demonstrações Financeiras do Exercício do ano 2013 mereçam
plena aprovação dos Ilustres Associados;
b) Que, de igual modo, o Relatório de Actividades e o Relatório de Gestão
do ano 2013 mereçam plena aprovação, bem como a proposta de
aplicação de resultados consagrada no documento
Fermentões, 10 de Abril de 2014
O Conselho Fiscal,
O Presidente
(Luís Filipe Ferreira Mora)
1º Secretário
(Hugo Miguel Pacheco Faria)
2º Secretário
(Fernando Manuel Ribeiro)
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relatório de atividades e contas 2013