APRESENTAÇÃO E ste volume, em que predominam tabelas, algoritmos e figuras, é destinado à absorção máxima dos assuntos mais exigidos em processos seletivos de Residência Médica com pré-requisito em Clínica Cirúrgica. Resultado de um trabalho que envolve preparadores pedagógicos e a assessoria didática de especialistas em concursos médicos, esse método traz mais de 160 capítulos resumidos. Ou seja, trata-se de uma oportunidade indispensável de preparação para uma vaga na Residência Médica pretendida e, também, de atualização de conhecimentos médicos. O SIC Resumão R3 Clínica Cirúrgica pertence à Coleção SIC Intensivo 2015, que traz mais 9 livros: SIC Provas na Íntegra Brasil, SIC Provas na Íntegra São Paulo/Rio de Janeiro, SIC Questões Comentadas, SIC Resumão, SIC Provas na Íntegra e Questões Comentadas R3 Clínica Médica, SIC Provas na Íntegra e Questões Comentadas R3 Clínica Cirúrgica, SIC Provas na Íntegra e Questões Comentadas R3 Pediatria, SIC Resumão R3 Clínica Médica e SIC Resumão R3 Pediatria. Direção Medcel A medicina evoluiu, sua preparação para residência médica também. ASSESSORIA DIDÁTICA Alexandre Bezerra dos Santos Durval Alex Gomes e Costa Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Especialista em Cirurgia Geral pelo HC-FMUSP e em Cirurgia de Cabeça e Pescoço pelo Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC). Título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP). Título de Doutor pela FMUSP. Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Especialista em Infectologia pelo Hospital Heliópolis. Doutor em Doenças Infecciosas pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Médico infectologista do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Estadual Mário Covas, Santo André. Médico infectologista do Serviço de Moléstias Infecciosas do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo. Ana Cristina Martins Dal Santo Debiasi Graduada pela Faculdade de Medicina de Alfenas. Especialista em Clínica Médica pela Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ) e em Nefrologia pela Real e Benemérita Sociedade de Beneficência Portuguesa de São Paulo. Mestre em Nefrologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Médica do corpo clínico dos Hospitais A. C. Camargo, São Camilo (Pompeia) e São Luiz. Professora da graduação de Medicina da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). André Oliveira Paggiaro Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Especialista em Cirurgia Geral e em Cirurgia Plástica pelo HC-FMUSP, onde é doutorando em Cirurgia Plástica e médico assistente. André Ribeiro Morrone Eduardo Bertolli Graduado pela Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Especialista em Cirurgia Geral pela PUC-SP. Título de especialista em Cirurgia Geral pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC). Especialista em Cirurgia Oncológica pelo Hospital do Câncer A. C. Camargo, onde atua como médico titular do Serviço de Emergência e do Núcleo de Câncer de Pele. Título de especialista em Cancerologia Cirúrgica pela Sociedade Brasileira de Cancerologia. Membro titular do CBC e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO). Instrutor de ATLS® pelo Núcleo da Santa Casa de São Paulo. Elaine Cristina Soares Martins-Moura Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Especialista em Cirurgia Geral pelo HC-FMUSP e pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões e em Cirurgia Pediátrica pelo Instituto da Criança do HC-FMUSP e pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Pediátrica. Ex-preceptor do Serviço de Cirurgia Pediátrica do Instituto da Criança do HC-FMUSP. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da USP. Graduada pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Título de especialista em Cirurgia Pediátrica pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica (CIPE). Doutora em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Cirurgia e Experimentação da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Membro da CIPE e da Associação Paulista de Cirurgia Pediátrica (CIPESP), de cuja diretoria também faz parte. Médica da Disciplina de Cirurgia Pediátrica da UNIFESP. Bruno Eiras Crepadi Ellen de Oliveira Goiano Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (UNISA). Especialista em Ortopedia e Traumatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e em Cirurgia da Mão e Microcirurgia pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), onde também é médico complementando. Médico assistente do Grupo de Mão do Hospital Santa Marcelina e do Hospital Estadual de Vila Nova Cachoeirinha. Bruno Peres Paulucci Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Especialista em Otorrinolaringologia e subespecialista em Cirurgia Plástica facial pelo HC-FMUSP, onde também cursou doutorado e é médico colaborador. Pós-graduado em Medicina Estética e Cirurgia Plástica Facial pelo Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITEP). Membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cervicofacial (ABORL-CCF) e da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica Facial (ABCPF). Daniel Cruz Nogueira Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Especialista em Oftalmologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Fellow em Retina pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Membro do Hospital dos Olhos de Dourados - Dourados - MS. Preceptor de catarata na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Estágio em retina e vítreo na University of California, San Francisco (UCSF - EUA). Graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará (UFPA). Especialista em Ortopedia e Traumatologia pela Associação Beneficente Nossa Senhora do Pari (ABNS Pari - São Paulo). Especialista em Ortopedia Pediátrica pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Título de especialista em Ortopedia e Traumatologia pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e pela Associação Médica Brasileira (AMB). Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica (SBOP). Coordenadora da Residência Médica de Ortopedia e Traumatologia da ABNS Pari. Eric Thuler Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto (FMUSP-RP). Especialista em Otorrinolaringologia pelo HC-FMUSP-RP. Título de especialista pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia (ABORL). Ernesto Reggio Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Especialista em Cirurgia Geral e Urologia e mestre em Urologia pelo HC-FMUSP, onde foi preceptor na Divisão de Clínica Urológica. Professor colaborador da Universidade de Joinville (Univille). Research fellow no Long Island Jewish Hospital, em Nova York. Fabio Del Claro Graduado pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Especialista em Cirurgia Geral e em Cirurgia Plástica pela FMABC, onde é pós-graduado em Microcirurgia, assistente de Cirurgia Plástica e médico responsável pelo Departamento de Microcirurgia da mesma disciplina do Hospital de Ensino de São Bernardo do Campo. Título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Fabrício Martins Valois Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Especialista em Clínica Médica no Conjunto Hospitalar do Mandaqui. Especialista em Pneumologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Doutor em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Professor da disciplina de Semiologia da UFMA. Fernanda Maria Santos Graduada pela Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Especialista em Clínica Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e em Hematologia e Hemoterapia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Fernando Pinho Esteves Graduado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Especialista em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular pela Santa Casa de São Paulo. José Américo Bacchi Hora Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Especialista em Cirurgia Geral e em Cirurgia do Aparelho Digestivo pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), onde foi preceptor da disciplina de Coloproctologia. José Carlos Bedran Graduado em Ciências Médicas pela Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES). Especialista em Cirurgia Geral pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Santos. Especialista em Coloproctologia no Hospital Santa Marcelina, São Paulo. Pós-graduado em Terapia Intensiva pela Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro. Membro adjunto do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD). Médico do Hospital São Paulo na cidade de Araraquara, São Paulo. José Paulo Ladeira Graduado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Especialista em Clínica Médica, em Medicina Intensiva e em Medicina de Urgência pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Médico plantonista das Unidades de Terapia Intensiva do Hospital Sírio-Libanês e do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Leandro Arthur Diehl Graduado em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Especialista em Endocrinologia e mestre em Medicina e Ciências da Saúde pela UEL, onde foi docente de Endocrinologia e responsável pelos ambulatórios de Tireoide e Obesidade do Hospital das Clínicas. Membro da Comissão de Jovens Lideranças da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e membro ativo da Latin-American Thyroid Society (LATS). Lúcia Cláudia Barcellos Kunen Graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Especialista em Gastroenterologia e em Endoscopia pelo Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE-SP). Título de especialista em Gastroenterologia pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG). Título de especialista em Endoscopia pela Sociedade Brasileira de Endoscopia (SOBED). Luciana Ragazzo Graduada pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Especialista em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), onde foi preceptora da disciplina de Cirurgia Vascular. Atualmente, médica assistente do Instituto de Câncer do Estado de São Paulo. Marcelo José Sette Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Passo Fundo (UPF). Especialista em Cirurgia Geral pelo Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo, e em Urologia pelo Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Mestre em Urologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Médico convidado da cadeira de Urologia do Curso de Medicina da Universidade de Joinville (Univille). Research fellow no Long Island Jewish Hospital, em Nova York. Márcia Angellica Delbon Atiê Jorge Graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (UNISA). Título de especialista em Ortopedia e Traumatologia pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Especialista em Ortopedia Pediátrica e em Doenças Neuromusculares pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (SCMSP) e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica (SBOP). Mauro Augusto de Oliveira Graduado pela Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Especialista em Neurocirurgia pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN). Professor das disciplinas de Neurocirurgia e Neurologia da PUC-Campinas. Médico da Casa de Saúde de Campinas. Odival Timm Junior Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Especialista em Urologia pelo Hospital Governador Celso Ramos, em Florianópolis. Mestre em Urologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia e médico colaborador da Faculdade de Medicina da Universidade de Joinville (Univille). Rafael Forti Maschietto Graduado em Medicina pela Universidade São Francisco (USF). Título de especialista em Cirurgia Pediátrica pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Pediátrica. Roberto Gomes Junqueira Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Especialista em Urologia pelo HC-UFPR. Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia e membro efetivo da Sociedade Europeia de Urologia. Mestre e doutor em Urologia pela UFPR. Médico da Uroclínica de Joinville e professor de Urologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Joinville (Univille). Rodrigo Olívio Sabbion Graduado pela Faculdade de Medicina de Catanduva (FAMECA). Especialista em Cirurgia Geral pela FAMECA e em Cirurgia Torácica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Complementação especializada em parede torácica, mediastino e pleura (HC-FMUSP). Médico assistente da FAMECA e cirurgião torácico dos Hospitais Albert Einstein e São Luiz. ÍNDICE Cirurgia Geral 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. Anestesia ................................................ 21 Acesso não invasivo às vias aéreas ......... 25 Acesso cirúrgico às vias aéreas ............... 26 Procedimentos torácicos ........................ 28 Procedimentos abdominais .................... 30 Fios e suturas .......................................... 31 Avaliação pré-operatória ........................ 32 Cuidados pós-operatórios ...................... 35 Cicatrização de feridas ............................ 38 Complicações pós-operatórias ............... 41 Resposta metabólica ao trauma ............. 44 Síndrome compartimental abdominal ..... 46 Hérnias da parede abdominal ................ 49 Hérnias da região inguinocrural ............. 50 Abdome agudo inflamatório................. 52 Abdome agudo perfurativo .................... 55 Abdome agudo obstrutivo ...................... 56 Abdome agudo vascular ......................... 58 Hemorragia digestiva alta não varicosa ......59 Hemorragia digestiva alta varicosa ......... 62 Hemorragia digestiva baixa..................... 64 Princípios de Cirurgia Oncológica ........... 65 Bases da cirurgia videolaparoscópica ..... 66 Gastroenterologia 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. Doença do refluxo gastroesofágico ....... 73 Outras patologias benignas do esôfago .....78 Câncer de esôfago .................................. 82 Dispepsia e H. pylori ............................... 85 Doença péptica ....................................... 87 Tratamento cirúrgico da obesidade mórbida ................................................... 93 Gastrectomias ......................................... 96 Câncer gástrico ....................................... 98 Alterações funcionais dos intestinos .... 102 Doenças inflamatórias intestinais ......... 107 34. 35. 36. 37. 38. 39. 40. 41. 42. 43. 44. 45. 46. 47. 48. 49. Outras patologias benignas dos cólons ....114 Doenças orificiais .................................. 118 Doenças polipoides intestinais ............. 121 Câncer de cólon e reto.......................... 126 Câncer de ânus ..................................... 133 Avaliação da função hepática ............... 136 Cirrose hepática e suas complicações .....139 Hipertensão portal ................................ 142 Tumores e abscessos hepáticos............ 147 Hepatectomias e transplante hepático ....153 Icterícia obstrutiva ................................ 155 Colelitíase e coledocolitíase.................. 157 Colecistite e colangite ........................... 160 Pancreatite aguda ................................. 162 Pancreatite crônica ............................... 166 Tumores pancreáticos ........................... 169 Cirurgia do Trauma 50. Avaliação e atendimento iniciais ao politraumatizado ................................... 177 51. Vias aéreas e ventilação........................ 178 52. Trauma torácico .................................... 180 53. Choque .................................................. 183 54. Trauma abdominal ................................ 185 55. Trauma cranioencefálico ....................... 188 56. Trauma raquimedular e musculoesquelético .............................. 192 57. Trauma pediátrico ................................. 193 58. Queimaduras......................................... 197 59. Lesões cervicais..................................... 201 60. Trauma vascular .................................... 204 Ortopedia 61. 62. 63. 64. Infecção osteoarticular ........................ 209 Ortopedia adulto................................... 211 Doenças do metabolismo ósseo ........... 217 Tumores ósseos e lesões pseudotumorais .................................... 218 65. Fraturas no adulto................................. 220 66. Fraturas em crianças ............................ 231 67. Doenças neuromusculares ................... 235 Urologia 68. 69. 70. 71. 72. 73. 74. 75. 76. 77. 78. 79. 80. 81. Anatomia cirúrgica ................................ 239 Infecção urinária ................................... 240 Pielonefrite aguda................................. 244 Litíase urinária....................................... 246 Urgências urológicas não traumáticas......249 Trauma geniturinário ............................ 251 Doenças císticas do rim ........................ 252 Câncer renal .......................................... 253 Hiperplasia prostática benigna ............. 253 Câncer de próstata ................................ 255 Câncer vesical ....................................... 258 Disfunção erétil ..................................... 259 Câncer de testículo ............................... 260 Urologia Pediátrica................................ 261 Oncologia 82. 83. 84. 85. 86. 87. Sarcomas de partes moles .................... 265 Melanoma ............................................. 266 Câncer de mama ................................... 267 Neoplasia de colo uterino ..................... 269 Câncer de ovário ................................... 271 Câncer de endométrio .......................... 272 Cirurgia de Cabeça e Pescoço 88. 89. 90. 91. 92. 93. 94. 95. 96. 97. Esvaziamentos cervicais ........................ 277 Tumores cervicais.................................. 278 Doenças da glândula tireoide ............... 280 Doenças das paratireoides.................... 282 Traqueostomias e cricotireoidostomias ..283 Abscesso cervical .................................. 284 Tumores de cavidade oral .................... 285 Tumores da faringe ............................... 286 Tumores de laringe .............................. 289 Tumores de cavidade nasal e seios paranasais .................................... 291 98. Doenças de glândulas salivares ........... 293 99. Complicações em Cirurgia de Cabeça e Pescoço.................................. 295 Cirurgia Plástica 100. 101. 102. 103. Cicatrização ......................................... 299 Enxertos de pele ................................. 300 Retalhos .............................................. 300 Trauma de face ................................... 301 Cirurgia Vascular 104. 105. 106. 107. Insuficiência arterial crônica de MMII ...305 Dissecção de aorta.............................. 307 Obstrução arterial aguda de MMII ..... 308 Aneurisma da aorta abdominal infrarrenal ........................................... 311 108. Insuficiência venosa crônica ............... 314 109. Trombose venosa profunda................ 316 Cirurgia Pediátrica 110. 111. 112. 113. Gastrocirurgia Pediátrica .................... 321 Cirurgia Torácica Pediátrica ................ 324 Oncologia Pediátrica ........................... 329 Cirurgia de Cabeça e Pescoço Pediátrica ............................................ 332 114. Cirurgias das regiões inguinal e diafragmática ...................................... 333 Cirurgia Torácica 115. 116. 117. 118. 119. 120. 121. 122. 123. 124. 125. 126. 127. 128. Incisões torácicas ................................ 339 Pneumotórax ...................................... 340 Derrames pleurais .............................. 341 Abscesso pulmonar ............................ 343 Hemoptise .......................................... 344 Trauma torácico .................................. 346 Tumores benignos do pulmão ............ 347 Câncer de pulmão .............................. 348 Carcinoma de pequenas células......... 349 Tumores da pleura .............................. 350 Mediastinite aguda ............................. 351 Síndrome da veia cava ........................ 352 Tumores do mediastino anterior ........ 353 Tumores neurogênicos do mediastino ......................................... 353 129. Miastenia gravis .................................. 354 Otorrinolaringologia 130. Anatomia ............................................ 357 131. Métodos diagnósticos em Otorrinolaringologia ........................... 362 132. Otologia .............................................. 365 133. Faringologia ........................................ 372 134. Laringologia ........................................ 373 135. Rinologia ............................................. 376 136. Faringotonsilites ................................. 380 137. Massas cervicais congênitas ............... 383 138. Roncos e síndrome da apneia do sono (SAHOS) ...................................... 384 Oftalmologia 139. 140. 141. 142. 143. 144. 145. Inflamações oculares .......................... 387 Refração .............................................. 388 Catarata............................................... 389 Glaucoma ............................................ 389 Retina .................................................. 390 Estrabismo .......................................... 392 Traumatismos ..................................... 393 146. Manifestações oculares na AIDS ........ 393 147. Vias ópticas ......................................... 394 Clínica Médica 148. Anatomia e alterações no traumatismo cranioencefálico............ 397 149. Pós-operatório de Cirurgia Cardíaca .. 406 150. Parada cardiorrespiratória .................. 409 151. Hipertensão arterial ........................... 413 152. Distúrbios do equilíbrio acidobásico .. 417 153. Choque................................................ 419 154. Tromboembolia pulmonar ................. 421 155. Doenças da hipófise ........................... 426 156. Doenças das adrenais ......................... 432 157. Hemostasia e trombose ..................... 438 158. Introdução aos distúrbios hidroeletrolíticos ................................ 449 159. Distúrbios do potássio ........................ 449 160. Distúrbios do sódio ............................. 453 161. Distúrbios do cálcio ............................ 456 162. Bacteriemia e sepse............................ 461 163. Principais antimicrobianos ................. 465 CLÍNICA CIRÚRGICA R3 - RESUMÃO CIRURGIA GERAL CIRURGIA GERAL RESUMÃO 1 21 Anestesia 1. Avaliação pré-anestésica Nessa etapa, é importante ter em mente que: - Todo paciente deve ser avaliado no pré-operatório para a estratificação do risco cirúrgico e eventuais compensações clínicas; - Dentre as orientações pré-operatórias, estão o manejo de medicações habituais, preparos especiais e reservas para a cirurgia; - A via aérea é essencial para qualquer procedimento anestésico, e a técnica mais usada de via aérea definitiva é a intubação orotraqueal; - A máscara laríngea e o tubo esofagotraqueal são opções nos casos de via aérea difícil; - Cricotireoidostomia e traqueostomia são vias aéreas definitivas cirúrgicas, com indicações precisas. - Classificação de Mallampati É preciso dimensionar em qual classe de Mallampati o paciente se enquadra. Para tal, relaciona-se o tamanho da língua ao da faringe, classificando-se em 4 classes, numeradas de I a IV. O teste é realizado com o paciente sentado, a cabeça erguida, a boca aberta e a língua o máximo para fora. Há maior correlação entre a maior classe e a dificuldade de exposição da fenda glótica durante a laringoscopia. Classificação Classe I Classe II Classe III Classe IV Visualização Palato mole, pilares, úvula e tonsilas palatinas anterior e posterior visíveis Palato mole, pilares e úvula visíveis Palato mole e base da úvula visíveis Palato mole parcialmente visível Dificuldades --Intubação difícil Intubação difícil 2. Manejo das vias aéreas A - Indicações Intubação orotraqueal Indicações - Oxigenação ou ventilação inadequada; - Perda dos mecanismos protetores da laringe; - Traumatismos sobre as vias aéreas; - Métodos diagnósticos (tomografia, ressonância magnética, endoscopias etc.); - Indicações específicas, como procedimentos cirúrgicos sob anestesia geral, também podem requerer intubação traqueal; - Posição diferente da supina; - Procedimentos cirúrgicos prolongados; - Neurocirurgia, cirurgias oftálmicas ou de cabeça e pescoço. Intubação nasotraqueal Indicações - Cirurgia endaural ou oromandibular; - Incapacidade de abrir a boca (trauma, tumores, espondilite anquilosante); - Intubação prolongada. Contraindicações - Fratura da base do crânio (em especial, de etmoide); - Fratura de nariz, epistaxe, desvio acentuado do septo nasal; - Coagulopatia; - Polipose nasal (contraindicação relativa); - Desvio acentuado do septo nasal. 64 R3 - CLÍNICA CIRÚRGICA Nos casos de insucesso da terapia endoscópica ou de transfusão maciça, deve ser cogitada a cirurgia de urgência. As derivações seletivas (portocava, mesentérico-cava, esplenorrenal distal) ou a desconexão ázigo-portal com esplenectomia são cirurgias de grande porte e estão associadas a prognósticos ruins. Procedimentos de menor porte, como a ligadura transgástrica das varizes ou a transecção esofágica com grampeador circular, também apresentam resultados controversos, principalmente à custa da gravidade de pacientes quando necessitam de cirurgia. Todo indivíduo com um quadro de HDA por varizes de esôfago passa a ter indicação de transplante hepático. Dentre as medidas paliativas enquanto se aguarda um doador, a esclerose endoscópica periódica das varizes, ambulatorialmente, e o uso de betabloqueadores são as mais comuns. Uma medida que pode ser utilizada como ponte, enquanto o paciente aguarda o transplante hepático, é o TIPS (Figura 3), que consiste na colocação, por radiologia intervencionista, de um shunt intra-hepático entre os sistemas porta e cava. Apesar de apresentar resultados superiores aos das cirurgias para o tratamento da hipertensão portal, ainda não está disponível na maioria dos serviços. Figura 3 - TIPS 21 Hemorragia digestiva baixa 1. Etiologia Todo sangramento localizado abaixo do ângulo de Treitz (transição duodenojejunal) é definido como Hemorragia Digestiva Baixa (HDB). As etiologias colorretais são responsáveis por 70 a 80% dos casos, e a doença diverticular dos cólons é a mais comum, especialmente entre os idosos. Outras causas estão listadas na Tabela a seguir: Angiodisplasias Neoplasias Sarcoma de Kaposi no delgado, colite por citomegalovírus ou linfoma Divertículos de Meckel Doenças orificiais Doenças inflamatórias intestinais Ectasias das estruturas vasculares normais do cólon, e não as malformações, aparecem como 2ª causa mais comum de HDB. Podem apresentar o sangramento como 1º sinal da doença em 40 a 60% dos casos. São causas de HDB entre imunossuprimidos. São causas mais comuns de HDB em crianças. Normalmente, são referidas como sangramentos rutilantes, em pequena quantidade. São diagnóstico diferencial. CLÍNICA CIRÚRGICA R3 - RESUMÃO CLÍNICA MÉDICA CLÍNICA MÉDICA RESUMÃO 148 397 Anatomia e alterações no traumatismo cranioencefálico NEUROLOGIA 1. Considerações anatômicas/fisiológicas A - Crânio (base e abóbada) Base do crânio Abóbada (convexidade, calota, calvário) Relaciona-se, possivelmente, a lesões por aceleração e desaceleração, pois é rígida e irregular. É formada pelo osso frontal, temporal e occipital (escamas) e pela porção vertical do esfenoide. A abóbada é mais fina nas regiões temporais, favorecendo a presença de maior número de fraturas. B - Envoltório (capa protetora)/couro cabeludo (pele e tegumento) Couro cabeludo - Composto por epiderme e derme, camada de tecido celular subcutâneo e fáscia superficial, gálea aponeurótica, tendão plano que se estende dentre os 2 corpos do músculo occipitofrontal, camada subaponeurótica e pericrânio ou periósteo; - Tem uma rica irrigação, podendo suas lesões (lacerações ou hematoma subgaleal) levar a sangramentos importantes – em crianças, principalmente. C - Conteúdo - A pressão intracraniana (PIC) tem uma variação fisiológica de 5 a 15mmHg e reflete a relação entre o conteúdo da caixa craniana e o volume do crânio. A alteração do volume de um desses conteúdos pode causar a hipertensão intracraniana (HIC); - A PIC interfere no Fluxo Sanguíneo Cerebral (FSC) por ser um determinante da Pressão de Perfusão Cerebral (PPC = PAM – PIC), em que PAM (Pressão Arterial Média) PAS + (PAD x 2)/3. Os valores normais da PPC são acima de 70mmHg; - A complacência cerebral (intracraniana) demonstra a capacidade do espaço intracraniano de se adaptar a novos aumentos de volume e mecanismos de compensação cerebral. Quando surge o 4º componente (volume do edema cerebral, volume do tumor cerebral, volume da hemorragia cerebral), há aumento da PIC, caso os mecanismos de compensação volumétrica cerebral (saída de sangue venoso e liquor da caixa intracraniana) se esgotem. D - Espaços intracranianos importantes Trata-se do local da zona descolável de Marchand, localizada na escama do osso temporal, que favorece a formação dos hematomas extradurais. Trata-se do espaço onde estão localizadas as veias em ponte que unem a aracnoide à duraEspaço subdural -máter. Lesão nessa área pode levar a acúmulo de sangue responsável pelo aparecimento dos hematomas subdurais. Trata-se do espaço das hemorragias subaracnóideas traumáticas (mais comuns) e não traumáEspaço subaracnóideo ticas (espontâneas); os aneurismas correspondem a 75 a 80%. Funciona como interface que limita e regula a troca de substâncias entre o sangue e o Sistema Barreira hematoencefáNervoso Central (SNC). A quebra da BHE afeta as proteínas das tight junctions e a integridade lica (BHE) da barreira com o aumento da permeabilidade desta em estados patológicos. É feita pela demanda metabólica, inervação simpática e parassimpática, concentração de Autorregulação cerebral substâncias como adenosina, NO, paO2, paCO2 Espaço extra(epi)dural Lesões primárias Lesões secundárias Surgem no momento do trauma. São proporcionais à intensidade do trauma e de difícil manuseio clínico e cirúrgico. Podem ser difusas ou focais. São dinâmicas e evolutivas e devem ser evitadas, identificadas e tratadas precocemente. Estão relacionadas com ruptura vascular, aumento da PIC, isquemia e hipóxia cerebral. 2. Hérnias cerebrais A - Herniação supratentorial - Herniação subfalcina: giro cíngulo sob a foice do cérebro. 402 R3 - CLÍNICA CIRÚRGICA Figura 3 - Imagens de tomografia demonstrando hematoma epidural - O raio x simples do crânio com fratura localizada na região temporal (sulco da artéria meníngea média) ou que cruze os ramos dessa artéria ou seios venosos sugere provável hematoma extra(epi)dural; - A tomografia de crânio é o método de escolha, pois mostra a localização, o volume, o efeito de massa Neuroimagem e outras potenciais lesões intracranianas. Demonstra, em 2/3, imagem extra-axial homogênea hiperdensa em forma de lente biconvexa (lenticular). Área com zonas isodensa ou hipodensa (em 1/3) dentro do hematoma indica sangramento ativo. Presença de ar no hematoma agudo sugere fratura de seios paranasais ou células aéreas da mastoide. - O tratamento é cirúrgico, por meio de craniectomia ou craniotomia (temporal); - A indicação cirúrgica baseia-se nos sinais clínicos e tomográficos (desvio da linha média >10mm); Tratamento - O objetivo é a remoção do coágulo para aliviar a pressão do hematoma sobre o cérebro, reduzir a PIC e ancorar (fixar) a dura-máter junto ao osso, a fim de prevenir um novo sangramento. 8. Hematoma subdural Figura 4 - Imagens de tomografia demonstrando hematoma subdural Hematoma subdural agudo - Lesão localizada entre a lâmina visceral e a aracnoide, espaço virtual, possibilitando um acúmulo de sangue que pode cobrir todo o hemisfério, suficiente para ser considerado lesão expansiva intracraniana produzindo efeito de “massa”, chegando a comprimir o cérebro subjacente; - A mortalidade alta está relacionada a edema cerebral, desvio da linha média pela associação a lesões intraparenquimatosas; - A incidência do tipo com tumefação hemisférica gira em torno de 85%, por conta da semelhança da fisiopatologia de ambas as lesões (aceleração/desaceleração), conferindo a esta pior prognóstico; - Resulta muitas vezes de quedas, violência (agressões) e acidente automobilístico; - Achados neurológicos associados podem incluir: nível de consciência alterado e anisocoria com midríase (não reativa) ipsilateral ao hematoma; precocemente a resposta pupilar pode ser lenta e pode haver, também, hemiparesia contralateral ao hematoma; - Uma série de achados pode estar associada, como reflexos profundos anormais (vivos), afasia (hematoma localizado no hemisfério dominante), comprometimento sensorial cortical e comprometimento uni ou bilateral do VI par; - A versão inter-hemisférica pode ser assintomática ou manifestar-se com dor de cabeça, deterioração do nível de consciência, hemiparesia desproporcionada (comprometendo mais perna do que braço) ou monoparesia (somente a perna) contralateral.