Untitled Document Siglas: SUS – Sistema Único de Saúde CIT – Comissão Intergestores Tripartite CIB – Comissão Intergestores Bipartite CONASS – Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde CONASEMS – Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde PIB – Produto Interno Bruto UDI – Usuário de Drogas Injetáveis HSH – Homem que faz Sexo com Homem CN-DST/AIDS – Coordenação Nacional de DST e Aids DST – Doenças Sexualmente Transmissíveis BIRD – Banco Interamericano de Reconstrução e Desenvolvimento SAA – Sistema de Ações Administrativas SVD – Sistema de Viagens Domésticas SVI – Sistema de Viagens Internacionais POA – Plano Operativo Anual ONG – Organização Não-Governamental OG – Organização Governamental MS – Ministério da Saúde SIA – Sistema de Informações Ambulatoriais SIH – Sistema de Informações Hospitalares HC – Hospital Convencional HD – Hospital Dia SICLOM – Sistema Informatizado de Controle Logístico de Medicamentos CSLL – Contribuição sobre o Lucro Líquido COFINS – Contribuição para Financiamento da Seguridade Social CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira FUNSALUD – Fundação Mexicana para a Saúde http://www.aids.gov.br/avalia2/home.htm (1 of 2) [28/3/2006 11:14:43] Untitled Document MS – Ministério da Saúde IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada CENEPI – Centro Nacional de Epidemiologia SIM – Sistema de Informações de Mortalidade BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social CNI – Confederação Nacional de Indústrias ABRASPE – Associação Brasileira de Serviços Próprios de Empresas http://www.aids.gov.br/avalia2/home.htm (2 of 2) [28/3/2006 11:14:43] Untitled Document Siglas: SUS – Sistema Único de Saúde CIT – Comissão Intergestores Tripartite CIB – Comissão Intergestores Bipartite CONASS – Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde CONASEMS – Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde PIB – Produto Interno Bruto UDI – Usuário de Drogas Injetáveis HSH – Homem que faz Sexo com Homem CN-DST/AIDS – Coordenação Nacional de DST e Aids DST – Doenças Sexualmente Transmissíveis BIRD – Banco Interamericano de Reconstrução e Desenvolvimento SAA – Sistema de Ações Administrativas SVD – Sistema de Viagens Domésticas SVI – Sistema de Viagens Internacionais POA – Plano Operativo Anual ONG – Organização Não-Governamental OG – Organização Governamental MS – Ministério da Saúde SIA – Sistema de Informações Ambulatoriais SIH – Sistema de Informações Hospitalares HC – Hospital Convencional HD – Hospital Dia SICLOM – Sistema Informatizado de Controle Logístico de Medicamentos http://www.aids.gov.br/avalia2/siglas.htm (1 of 2) [28/3/2006 11:14:44] Untitled Document CSLL – Contribuição sobre o Lucro Líquido COFINS – Contribuição para Financiamento da Seguridade Social CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira FUNSALUD – Fundação Mexicana para a Saúde MS – Ministério da Saúde IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada CENEPI – Centro Nacional de Epidemiologia SIM – Sistema de Informações de Mortalidade BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social CNI – Confederação Nacional de Indústrias ABRASPE – Associação Brasileira de Serviços Próprios de Empresas http://www.aids.gov.br/avalia2/siglas.htm (2 of 2) [28/3/2006 11:14:44] Untitled Document Prefácio O custo da ignorância e do medo da doença pode ser tão alto a ponto de comprometer a evolução e sobrevivência da sociedade. Aproximadamente 20 anos se passaram desde o início da epidemia de aids, e da impressionante manifestação clínica dos primeiros casos da síndrome. Então, ela impunha às maiores consciências científicas, intelectuais e políticas, e ao desenvolvimento das economias, urgente desafio: como afastar a ameaça social da fatalidade, prevenir a infecção pelo HIV e controlar a sua disseminação? O tempo dedicado à sua compreensão trouxe-nos conhecimentos mais aprofundados e convictos. Estudos criteriosos e sistemáticos ajudaram a identificar como o vírus é transmitido, e os comportamentos que nos tornam mais vulneráveis ou sob maiores riscos de contraí-lo. Todas as áreas afetas à questão foram mobilizadas, e hoje, podemos falar com tranqüilidade que cada um de nós e todos podemos nos prevenir ou conviver com o HIV sem prejuízo da nossa dignidade e cidadania, desempenho do nosso trabalho e realização de uma vida feliz. A reconquista e preservação dessas qualidades, certamente, custou-nos – e ainda nos custa – esforços humanos e recursos materiais e financeiros consideráveis. Entretanto, o reconhecido impacto e os resultados positivos das nossas políticas em DST/aids convidam-nos à reflexão e conclusão sobre a pertinência e justa prioridade concedida a esses investimentos. A Saúde Pública, na amplitude, diversidade e importância das suas competências, tem no planejamento e execução do Programa Brasileiro de DST e Aids um modelo de multiplicidade de ações conduzidas com parcimônia e equidade, respeito aos princípios, diretrizes e estratégias que orientam a implementação e fortalecimento de um Sistema Único de Saúde eficiente, para todos os brasileiros. Paulo R. Teixeira Coordenador Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids do Ministério da Saúde http://www.aids.gov.br/avalia2/prefacio.htm (1 of 3) [28/3/2006 11:14:45] Untitled Document http://www.aids.gov.br/avalia2/prefacio.htm (2 of 3) [28/3/2006 11:14:45] Untitled Document http://www.aids.gov.br/avalia2/prefacio.htm (3 of 3) [28/3/2006 11:14:45] Untitled Document Introdução Este estudo representa uma primeira aproximação das contas em aids do Brasil. Nele se procura dimensionar o montante e descrever, com base em registros oficiais de gastos efetivamente realizados, os fluxos dos recursos aplicados pelo Ministério da Saúde na prevenção e tratamento da aids, em 1997 e 1998, e fazer uma primeira estimativa dos dispêndios nacionais para 1998, incluindo despesas de outras fontes. O estudo brasileiro foi realizado sob a responsabilidade da Coordenação Nacional de DST e Aids, e representa um esforço da Iniciativa Regional para a América Latina e Caribe em AIDS (SIDALAC) e da Fundação Mexicana para a Saúde (FUNSALUD), que também apoiou iniciativas similares em outros países da região (México, Uruguai, Honduras e Guatemala). Nas duas primeiras partes, apresenta as características do Sistema de Saúde Brasileiro e a evolução da epidemia no Brasil. Na terceira e quarta seções, descreve aspectos metodológicos e estima o volume de recursos federais aplicados pelo Ministério da Saúde, de forma matricial, com informações sobre fluxos financeiros. Por fim, na quinta e sexta seções, são apresentados dados preliminares de alguns estados e municípios, e uma consolidação do gasto nacional com DST/aids em 1998, incluindo estimativas dos gastos de estados e municípios, bem como da participação de outros órgãos governamentais e do setor privado (empresas e famílias). As matrizes sobre o montante e o fluxo dos gastos federais em 1997 e 1998, e as tabelas auxiliares, constam dos anexos ao final do texto. http://www.aids.gov.br/avalia2/introd.htm [28/3/2006 11:14:45] Untitled Document 1. O Sistema de Saúde Brasileiro O sistema público de serviços de saúde, denominado Sistema Único de Saúde (SUS), é legalmente sustentado pelos princípios de acesso universal, cobertura integral, gratuidade, financiamento público, participação social e descentralização da gestão para estados e municípios. É constituído pelo conjunto de ações e serviços de saúde prestados por órgãos e instituições públicas - federais 1 , estaduais e municipais. A iniciativa privada participa do SUS como prestadora de serviços, mediante contratos. O SUS é responsável por mais de 70% dos serviços médico-hospitalares no País, por intermédio de uma vasta rede de unidades públicas e privadas. Em 1997, o SUS prestou cerca de 11,8 milhões de internações hospitalares (7,6 internações por 100 habitantes) e mais de 320 milhões de consultas (2 consultas por habitante/ano). O setor privado, vinculado ao SUS, tem importante papel na prestação de serviços: responde por 66% das internações e 18% dos serviços ambulatoriais. Em termos financeiros, a rede privada absorveu 59% dos recursos federais destinados a internações e 21% dos recursos destinados à remuneração de serviços ambulatoriais em 1997. A implementação do SUS exige a existência de órgãos de pactuação técnico-política entre as instâncias de governo. Nesse sentido, foram criadas, no âmbito dos estados, as Comissões Intergestores Bipartites (CIB)2 ; e no âmbito federal, a Comissão Intergestores Tripatite (CIT)3 . A participação comunitária e o controle da sociedade (accountability mechanisms) no âmbito federal, nos estados e na quase totalidade dos municípios são asseguradas pelos Conselhos de Saúde, que contam com participação paritária de representantes dos usuários (50%) e do Estado, prestadores de serviços e trabalhadores da saúde (50%). Ademais, de quatro em quatro anos, são realizadas Conferências Nacionais de Saúde, também de composição paritária, precedidas de eventos preparatórios (conferências estaduais e muncipais), no âmbito dos estados e de grande número de municípios. Para atender à diretriz constitucional de descentralização da gestão, a partir de 1993 (NOB 01/93) foram criadas diferentes condições de gestão 4 , que correspondiam a diferentes graus de responsabilização e de prerrogativas para os estados e municípios. Atualmente, conforme determina a NOB 01/96, as municipalidades podem se habilitar a uma das duas condições de gestão do Sistema: (i) plena da atenção básica; e (ii) plena do sistema municipal de saúde. Os estados, por seu turno, também podem se habilitar a duas formas de gestão descentralizada: (i) avançada do sistema estadual; e (ii) plena do sistema estadual. Na condição de gestores da atenção básica, os municípios recebem repasses definidos pelo critério per capita e responsabilizam-se pela gestão de serviços primários de saúde a seus munícipes 5 . Até dezembro de 1999, 4.752 municípios brasileiros (86,3% do total) estavam habilitados nessa forma de gestão e 470 (8,5%) como gestores do http://www.aids.gov.br/avalia2/1.htm (1 of 3) [28/3/2006 11:14:46] Untitled Document sistema municipal. Na condição de gestores plenos do sistema municipal de saúde, os municípios recebem repasses globais, baseados na série histórica de gastos, para gestão da assistência hospitalar e ambulatorial. Hoje, cerca de 50% dos recursos federais destinados ao custeio da assistência ambulatorial e hospitalar já estão sendo repassados para gestão de estados e municípios, e o restante ainda é administrado diretamente pelo Ministério da Saúde. A rede de serviços vinculada ao SUS não é a única forma de acesso da população brasileira aos serviços médico-assistenciais. Sem perder direito ao SUS, muitos brasileiros utilizam-se de serviços privados, contratados por empresas, para seus empregados e dependentes, ou por meio de contratos diretos com empresas médicas ou seguros privados. Esse subsistema, que recebe subsídios diretos ou indiretos do Estado sob a forma de renúncias fiscais e contributivas, teve um faturamento de aproximadamente US$ 16 bilhões em 1996, e atende cerca de 41 milhões de usuários (cerca de 25% da população brasileira)6 . Estima-se, segundo dados de 1995 e 1996, que o gasto total (público e privado) em saúde no Brasil esteja em torno de US$ 50 bilhões, representando quase 7% do PIB, e um per capita superior a US$ 320. O financiamento do SUS, como dito anteriormente, é feito por intermédio de fontes públicas. Em 1995, último ano para o qual se tem informações consolidadas, o Gasto Público total (União, estados e municípios) atingiu a cifra de U$S 21,7 bilhões, o que corresponde a 3,36% do PIB, e um gasto per capita de quase US$ 140. A maior parte do gasto é originário da União (63%). A participação dos estados corresponde a 20,6%, enquanto a dos municípios é de 16,4%7 . As principais fontes do financiamento federal do SUS são contribuições sociais que incidem sobre o lucro líquido (CSLL) e o faturamento (COFINS) de empresas, e sobre a movimentação bancária de pessoas físicas e jurídicas (CPMF). No âmbito dos estados e dos municípios, o financiamento do SUS é originário de impostos gerais. O gasto privado, por sua vez, é composto pelo dispêndio direto das famílias e das despesas patronais com planos e seguros-saúde para empregados e dependentes. Em 1996, somente nas regiões metropolitanas e nas capitais de Brasília e Goiânia, o gasto direto das famílias atingiu o montante de US$ 13 bilhões (1,76% do PIB). Esse valor, expandido para as demais regiões do País, pode alcançar um montante de US$ 22,1 bilhões (2,94% do PIB). O gasto estimado das empresas (modalidade de autogestão), por seu turno, foi estimado em 1996 como sendo de US$ 5,1 bilhões (0,7% do PIB). 1 Inclusive os serviços médico-assistenciais próprios da Previdência Social que, a partir de 1988, passaram à competência administrativa do Ministério da Saúde, dos estados e dos municípios. 2 As CIB tratam de assuntos relacionados à programação e outras decisões de interesse dos estados e do conjunto de seus municípios, e são formadas por representantes das secretarias estaduais e municipais de saúde. http://www.aids.gov.br/avalia2/1.htm (2 of 3) [28/3/2006 11:14:46] Untitled Document 3 A CIT conta com representantes do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (CONASS) e do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS). 4 Incipiente, Parcial e Semiplena 5 Além dos repasses referentes à parte fixa do Piso Assistencial Básico (PAB), estados e municípios podem receber repasses referentes à execução de ações e programas específicos (vigilância sanitária, combate a carências nutricionais, Programa de Saúde da Família etc.). 6 Banco Hoje. Para onde vai o mercado de saúde? , p. 56-58. Julho de 1997. 7 FERNANDES, M. et al. Gasto social das três esferas de governo, 1995, IPEA. In: Texto para discussão 598. Brasília, outubro de 1998. http://www.aids.gov.br/avalia2/1.htm (3 of 3) [28/3/2006 11:14:46] Untitled Document 2. A Epidemiologia da Aids no Brasil O primeiro caso de aids no Brasil foi diagnosticado nos primeiros anos da década de 80. Até 27 de fevereiro de 1999, foram notificados 155.590 casos de aids entre crianças e adultos. O primeiro caso de aids em mulheres foi diagnosticado em 1983. Atualmente, há 36.155 casos do sexo feminino, e o aumento destes caracteriza, hoje, uma das principais tendências da epidemia no País. Em 1983, a razão de casos entre homens e mulheres foi de 17:1. Já para o ano de 1997 registrou-se 2 casos em homens para 1 caso em mulheres 1 . A faixa etária mais atingida pela aids é a de 20 a 44 anos, abrangendo 81% do total de casos. Nos casos de sexo masculino, 82% pertencem a essa faixa etária; já no grupo feminino, 77,8%. Na faixa etária de 13 a 29 anos, isto é, adultos jovens, os percentuais são de 32,6% para os homens, e de 38% para as mulheres. Na distribuição dos casos por categoria de transmissão sexual ocorreu uma diminuição percentual em Homens que Fazem Sexo com Homens (HSH). Para os casos diagnosticados em 1986, 71,3% pertenciam às subcategorias Homossexual e Bissexual, enquanto que, em 1997, este percentual diminuiu para 21,4%. Os casos de transmissão por prática Heterossexual, no ano de 1986, correspondiam a 3% do total de casos, e, em 1997, representavam 31,1%. A categoria de Transmissão Sangüínea tem grande importância quando se analisa a epidemia de aids e sua disseminação pelo País, principalmente por meio da subcategoria de transmissão entre Usuários de Drogas Injetáveis (UDI). Os casos atribuídos a essa forma de transmissão (UDI) correspondiam a 4,8% do total de casos de aids no ano de 1986, 26,4% em 1991, e 17,1% em 1997. A categoria de Transmissão Perinatal vem aumentando a cada ano, perfazendo 3,6% dos casos notificados em 1996. Entre os casos pediátricos, a transmissão perinatal, que correspondia a cerca de 25% dos casos no período 84-87, atinge cerca de 90% dos casos notificados em 1994. Chama a atenção o grande número de casos com Categoria de Transmissão Ignorada (para o ano de 1997, cerca de 30% do total de casos). Esse dado deve-se a falhas na investigação epidemiológica e preenchimento incompleto do prontuário médico, entre outros problemas. O total dos casos de aids distribui-se espacialmente em todos os estados, e em 2.990 municípios dos 5.507 que constituem o País. O avanço da epidemia para o interior ocorreu nos últimos anos. Dentre esses municípios, os três com o maior número de casos são o Município de São Paulo (35.770 casos, ou 23% do total), seguido do Rio de Janeiro (16.289, ou 10,5%); e Porto Alegre (5.619, ou 3,6%). Em relação aos óbitos por aids, 50,3% do total de casos, ou seja, 78.250, já tiveram o seu óbito informado ao sistema de vigilância epidemiológica. Nos últimos anos, houve redução nas taxas de mortalidade por aids. Em 1997, foi registrado o coeficiente de 7,26 por http://www.aids.gov.br/avalia2/2.htm (1 of 3) [28/3/2006 11:14:46] Untitled Document 100 mil habitantes, enquanto que em 1995, esse valor foi de 9,79. Tal variação representa uma redução de 38% nas taxas de mortalidade por aids entre os anos de 1995 e 1997. Estimativas recentes do Ministério da Saúde mostram que 536,9 mil brasileiros entre 15 e 49 anos de idade estariam infectados pelo HIV. Esse número corresponde à média entre o número mínimo (470,6 mil) e o número máximo (603 mil). A maioria dos infectados (67,8%) teria entre 15 e 34 anos, seriam do sexo masculino (66,1%) e habitariam as regiões Sul e Sudeste (67,9%). Resumindo, pode-se dizer que a epidemia de aids apresentou, historicamente, três grandes características ainda hoje presentes no seu perfil: (i) uma fase inicial (até 1986), caracterizada por transmissão principalmente entre HSH e nível de escolaridade alto; (ii) uma segunda fase, caracterizada pelo incremento da transmissão por uso de drogas injetáveis, com conseqüente aumento de incidência sobre grupos de menor faixa etária entre heterossexuais; e (iii) uma terceira fase, na qual se acentua a disseminação entre os heterossexuais, principalmente mulheres, avanço espacial para municípios novos e aumento percentual de pacientes com escolaridade elementar. Para a prevenção e controle dessa epidemia, o Brasil vem desenvolvendo, desde o início da década de 1980, o Programa Nacional de DST e Aids, PN-DST/AIDS. A partir de 1994, suas ações foram reforçadas com a implementação do primeiro Projeto de Controle das DST e Aids, resultante do Acordo de Empréstimo 3659/BR. Assinado pelo Governo Brasileiro junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento – BIRD (Aids-I), esse Acordo representou um valor total de investimentos da ordem de US$ 250 milhões, integralmente gastos até 1998. O segundo Acordo de Empréstimo Nº 4392-BR, também firmado entre a República Federativa do Brasil e o BIRD, foi assinado em 11 de dezembro de 1998, para um período de quatro anos, com aporte de recursos financeiros no valor de US$ 300 milhões de dólares, sendo US$ 165 milhões de empréstimo e US$ 135 milhões como recursos de contrapartida nacional oriundos do Tesouro Nacional, de estados e municípios. O objetivo desse segundo Acordo de Empréstimo é aprimorar e ampliar as ações de prevenção e controle das DST e aids iniciadas no Aids-I, por meio do fortalecimento das instituições governamentais e não-governamentais, promovendo, em consonância com as diretrizes do Sistema Único de Saúde, a descentralização, a institucionalização e a sustentabilidade das ações programáticas em DST e aids. Para tanto, estão sendo repassados, em 1999, recursos para 119 entidades públicas, sendo 27 estados, 89 municípios, incluídas todas as capitais dos estados, e 3 consórcios intermunicipais de saúde, que, no seu conjunto, atendem a mais de 70% da população brasileira, assim como para 150 ONG e outras OG que realizam trabalhos referentes às DST e aids. A Coordenação Nacional de DST e Aids, CN-DST/AIDS do Ministério da Saúde coordena, em âmbito federal, o PN-DST/AIDS, que envolve o Projeto com o BIRD, a aquisição, distribuição e controle dos medicamentos anti-retrovirais para doenças oportunistas, o credenciamento de hospitais para atendimento, e outras atividades não contempladas pelo Acordo de Empréstimo. A CN-DST/AIDS é responsável pelo Projeto de Contas em Aids no Brasil. Dessa forma, http://www.aids.gov.br/avalia2/2.htm (2 of 3) [28/3/2006 11:14:46] Untitled Document muitos dos dados e informações necessárias para este estudo são originários do Projeto e do Programa Nacional. 1 Ministério da Saúde. SPS. CN-DST/AIDS. DATASUS/CENEPI/SIM. AIDS: Boletim Epidemiológico, Ano XII, nº 1, dezembro de 1998 a fevereiro de 1999. http://www.aids.gov.br/avalia2/2.htm (3 of 3) [28/3/2006 11:14:46] Untitled Document 3. Contas Nacionais em Saúde As Contas Nacionais têm como objetivo propiciar uma visão quantitativa da estrutura da economia e subsidiar a formação de políticas nesta área. Constitui-se na classificação e medição das transações específicas da atividade econômica de um país em unidade monetárias. Sua análise visa, em última instância, alcançar melhor eficiência alocativa e distributiva dos recursos. Se, por um lado, o Sistema de Contas Nacionais, agregado para todas as atividades econômicas realizadas pelo Brasil, oferece valiosos indicadores de produto e renda, o mesmo não acontece para vários setores da economia. No Brasil, não existe um Sistema de Contas Nacionais em Saúde, o que dificulta a tomada de decisão que vise assegurar maior eqüidade e eficiência dos gastos em saúde. Com relação ao gasto público, apenas as informações do Governo Federal estão bem sistematizadas. Os dados de estados e municípios são levantados de forma assistemática. Por meio da Pesquisa de Orçamento Familiar, tem-se o gasto das famílias com saúde. Porém, sua periodicidade não permite uma atualização mais freqüente dos dispêndios.1 Informações sobre o segmento de planos e seguros de saúde são precárias; e os dados disponíveis são fornecidos pelas próprios empresas operadoras, não havendo ainda um registro sistemático por parte do Ministério da Saúde. Tudo isso aponta para a necessidade de se analisar os gastos pelo tipo de serviços, os programas desenvolvidos, a população coberta, a distribuição do gasto segundo objetivos, fatores de produção e outras categorias de gasto que se deseje analisar. Para tanto, é necessário ordenar os fluxos financeiros e conhecer suas características de forma sistemática em matrizes contábeis. Essas matrizes, em geral, devem descrever os seguintes fluxos, segundo metodologia desenvolvida pelo FUNSALUD: (i) dos recursos de fontes a fundos (ou agentes financeiros); (ii) de fundos a instituições prestadores; (iii) de instituições a programas; (iv) de instituições a objetos de gastos; e (v) de programa por objeto de gasto. O presente estudo trata, dentre as atividades econômicas, daquelas específicas do setor saúde e, mais particularmente, do gasto e financiamento federal para HIV/aids. Nele, pretende-se estabelecer os fluxos financeiros entre as instituições do setor, a fim de que se possa analisar, avaliar e propor políticas para aids de maneira sistemática. 3.1 Contas em DST e aids 3.1.1 Aspectos metodológicos As estimativas mais acuradas dos gastos com prevenção e tratamento da aids incorporadas nas matrizes contábeis, em um primeiro momento, estão restritas aos gastos custeados pelo Ministério da Saúde, englobando tanto aqueles realizados pelo Programa Nacional de DST e Aids, que conta com o suporte de recursos originários de empréstimo contraído junto ao BIRD, quanto outros dispêndios http://www.aids.gov.br/avalia2/3.htm (1 of 14) [28/3/2006 11:14:48] Untitled Document realizados pelo Ministério da Saúde no custeio de atendimento ambulatorial e hospitalar, distribuição de medicamentos (anti-retrovirais e para infecções oportunistas) e financiamento de exames para triagem de sangue utilizado em transfusões 2 . Foram também realizadas estimativas preliminares dos gastos de estados e municípios, universidades e outros órgãos governamentais, empresas e famílias, com o objetivo de se obter uma primeira aproximação do gasto nacional com DST/aids (Seção 6). Em um segundo momento, procurar-se-á levantar e consolidar estimativas mais precisas dos gastos realizados com recursos próprios e de outras fontes pelas secretarias estaduais e municipais de saúde 3 , organizações não-governamentais, empresas e organismos internacionais 4 , mediante o envio e preenchimento de questionários. Tentativa para se estimar os gastos realizados por meio de planos e seguros de saúde será feita mediante consulta a organismos que congregam essas modalidades privadas de prestação de serviços de saúde. Nos tópicos seguintes, são relatados a metodologia utilizada e o estágio atual de consolidação de dados por fonte de financiamento para DST/aids. a) Gastos federais Os gastos realizados por intermédio do PN-DST/AIDS foram levantados tendo por base as despesas efetivamente realizadas nos anos de 1997 e 1998. Para tanto, foi necessário buscar informações nas seguintes fontes: (i) Sistema de Ações Administrativas (SAA), que registra os pagamentos de ações realizadas diretamente pelo Ministério da Saúde com recursos do Projeto repassados para a administração das agências da ONU (UNDP e UNDCP); (ii) Sistema de Viagens Domésticas (SVD) e Sistema de Viagens Internacionais (SVI), que registram os gastos com pagamento de diárias relativas a viagens domésticas e internacionais, respectivamente; (iii) Sistema Informatizado de Acompanhamento Financeiro (SIAFI) do Governo Federal, que registra, por meio de Ordens Bancárias (OB), os gastos com campanhas nacionais e a compra direta de preservativos; e (iv) Sistema Informatizado de Acompanhamento Físico e Financeiro (SIAFFO), que registra as despesas efetivamente comprovadas referentes às transferências para estados e municípios feitas com base em Planos Operativos Anuais (POA), e as transferências para organizações não-governamentais e organizações governamentais. Esses últimos recursos são administrados pelo UNDP e UNDCP, e têm por base o POA da CN-DST/ AIDS e documentos de projetos. Todas essas transações são registradas em sistemas informatizados que enquadram o gasto por categoria, componente e, em alguns casos, por subcomponente. Na consolidação dos dispêndios por tipo de serviço, http://www.aids.gov.br/avalia2/3.htm (2 of 14) [28/3/2006 11:14:48] Untitled Document foi utilizada a classificação adotada pelo Projeto. Nessa classificação, são utilizados os seguintes agrupamentos (componentes): Prevenção, Assistência, Desenvolvimento Institucional e Vigilância Epidemiológica. (Ver Tabela 1, anexa) Como nem todos os bancos de dados registram despesas por subcomponente, não foi possível fazer uma classificação mais detalhada do gasto por tipo de serviço. Por exemplo, não foi possível distinguir as despesas com atividades preventivas direcionadas para a população em geral e para grupos mais vulneráveis. Na verdade, esse tipo de detalhamento, com os dados existentes só seria viável para os recursos utilizados pelas secretarias estaduais e municipais de saúde que são transferidos com base em planos operativos anuais. Da mesma forma, muitos gastos apropriados como sendo de desenvolvimento institucional nos registros existentes como informação, educação e comunicação (IEC), suprimentos de laboratório, treinamento, equipamento e material permanente poderiam ser mais apropriadamente registrados como despesas de prevenção ou tratamento, caso tivesse sido possível recuperar a sua destinação por subcomponente. Em relação à distribuição do gasto por categoria, o PN-DST/AIDS utiliza uma classificação própria, nem sempre adequada ao dimensionamento do insumo efetivamente utilizado no desenvolvimento da ação/atividade (Tabela 2, anexa). Por exemplo, uma das categorias é Treinamento, mas não há especificação do valor dos diferentes tipos de insumos utilizados. Por outro lado, como nem todas as despesas com prevenção e tratamento da aids são consolidadas pela CN-DST/AIDS, foi necessário recorrer a outras fontes de dados. Esse foi o caso das despesas com hospitalizações, atenção ambulatorial e bancos de sangue. Os gastos com internações em Hospitais Convencionais (HC) e Hospital-Dia (HD) foram levantados junto ao sistema de informações hospitalares do SUS (SIH/SUS) do MS/DATASUS, que registra a freqüência e o valor das internações realizadas nos hospitais públicos e privados credenciados para realizarem internações de pacientes com aids e, conseqüentemente, emitirem a chamada Autorização de Internação Hospitalar para Aids (AIH-Aids)5 . Como no valor das internações registradas para 1997, nesse banco de dados não está incluído o abono de 25% concedido a partir de junho de 1996 – percentual que foi adicionado ao valor total das internações. Em 1998, a correção foi feita até o mês de maio, pois a partir de junho o abono foi incorporado definitivamente aos valores dos procedimentos no Banco de Dados. Saliente-se, entretanto, que estes valores representam os quantitativos desembolsados pelo Governo Federal para pagamento das internações e não o total dos custos incorridos pelos provedores públicos e privados no atendimento. Da mesma forma, para o levantamento dos gastos com atenção ambulatorial, recorreu-se ao Banco de Dados do MS/DATASUS. Nesse banco de dados, por meio do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS), são registrados o número e valor de todos os procedimentos ambulatoriais realizados pelo SUS. Nele, foram identificados os testes para HIV e o procedimento relativo à triagem de sangue nos bancos de sangue. Como essa triagem é feita mediante a http://www.aids.gov.br/avalia2/3.htm (3 of 14) [28/3/2006 11:14:48] Untitled Document aplicação de um conjunto de 13 testes, estimou-se o valor pago para a realização de dois testes para HIV que compõem o conjunto 6 . Esse valor foi estimado em 2/13 avos do valor total do procedimento 736Hemoterapia, IV Módulo, da tabela do SUS. Também nesse caso, os valores foram corrigidos em 25% para incorporar o abono concedido. O gasto com medicamentos foi levantado nos registros do PN-DST/ AIDS. A estimativa realizada baseia-se no valor dos medicamentos entregues, a cada ano, para as secretarias estaduais e municipais de saúde. O Governo Brasileiro disponibiliza medicamentos anti-retrovirais desde 1991 (AZT-cápsulas), sendo que, a partir de 13 de novembro de 1996, a Lei nº 9.313 garante o direito universal de acesso ao tratamento integral necessário com drogas, passando a incluir inibidores de protease e a terapia tripla. Medicamentos anti-retrovirais são adquiridos pelo Ministério da Saúde e colocados à disposição das secretarias estaduais e municipais de saúde. Os medicamentos para as infecções oportunistas foram adquiridos pelo Ministério da Saúde até agosto de 1998, passando, posteriormente, para a responsabilidade de estados e municípios. Os medicamentos para outras doenças sexualmente transmissíveis são quase integralmente custeados pelas secretarias estaduais e municipais de saúde. Atualmente, cerca de 80% dos indivíduos em uso de medicamentos anti-retrovirais (informação referente a 30/05/1999) já estão cadastrados no Sistema Informatizado de Controle Logístico de Medicamentos (SICLOM). Os resultados obtidos nos levantamentos efetuados junto a todas as fontes de informações mencionadas estão consolidados nas Tabelas 3a, 3b e 4a e 4b; e apresentados em detalhe nas tabelas 5a e 5b a 19a e 19b (anexas). Os valores encontrados nas tabelas estão expressos em dólar médio de 1998. Para a transformação de reais em dólares, utilizou-se o seguinte processo: (i) os valores em reais correntes de 1997 foram inicialmente transformados a reais médios de 1998, mediante a multiplicação por 1,03923441, que corresponde à variação dos índices médios de inflação, e divididos pela taxa média de câmbio de 1998 (1,1606); (ii) os valores inicialmente em reais de 1998 foram transformados em dólares mediante a divisão pela taxa média de câmbio de 1998 (1,1606). b) Gastos de secretarias estaduais e municipais de saúde As estimativas mais recentes sobre os gastos em saúde dos estados e municípios 7 referem-se ao ano de 1995. O gasto dos estados foi estimado em R$ 4.491 milhões e o dos municípios em R$ 3.559 milhões, correspondendo a 37% do gasto público total em saúde. Desde então, o IPEA, em conjunto com o IBGE e o MS, vem realizando trabalhos para estimar os gasto em saúde dessas instâncias de governo para anos mais recentes. Os dados são registrados segundo a classificação orçamentária e, portanto, não se apresentam discriminados por enfermidade. Assimsendo, não existem informações sobre os dispêndios por enfermidade para secretarias, impossibilitando a identificação dos gastos com aids. Tendo em vista a ausência de informações específicas, foram enviados questionários para 69 secretarias (27 estaduais e 42 municipais), que são aquelas que, em 1997 e 1998, celebraram convênios com a CN-DST/AIDS do Ministério da Saúde. Do total enviado, foram http://www.aids.gov.br/avalia2/3.htm (4 of 14) [28/3/2006 11:14:48] Untitled Document devolvidos menos de um terço dos questionários e, assim mesmo, alguns preenchidos de forma incompleta, impossibilitando a utilização dos dados. De qualquer forma, na Seção 6 são apresentados os critérios utilizados para estimar o gastos estaduais e municipais, na tentativa de se fazer uma primeira aproximação do gasto público com aids. c) Gastos das Organizações Não-Governamentais (ONG) Os gastos das ONG em aids foram levantados por intermédio de questionários enviados às organizações cadastradas na CN-DST/AIDS. O levantamento foi feito com o auxílio do Disque Saúde/Pergunte Aids do Ministério da Saúde, mas os resultados não estão incorporados neste estudo. Os questionários, além de subsidiar as Contas em Aids, têm também como objetivo a análise das condições de sustentabilidade financeira das ações desenvolvidas por estas instituições 8 . d) Gastos dos organismos internacionais Além do BIRD, que participa mediante empréstimos concedidos ao Governo Brasileiro (MS), diversos outros organismos multilaterais estão envolvidos no combate à aids no Brasil. Para melhor dimensionar esse envolvimento, serão realizadas entrevistas com dirigentes daquelas instituições de atuação mais significativa. e) Gastos de universidades e Organizações Governamentais (OG) Os critérios utilizados para estimar a participação destas instituições estão descritos na Seção 6. f) Gastos de empresas Estima-se que o gasto das empresas com saúde para o ano de 1996 foi de cerca de R$ 5 bilhões. Esse resultado é obtido pelo cruzamento de informações de diversas fontes: declarações de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, dados das associações que congregam serviços assistenciais de saúde próprios de empresas e dos planos de seguro de saúde. Contudo, não existem informações específicas sobre o dispêndio com prevenção e tratamento de aids. Com o intuito de obter uma estimativa do gasto das empresas com aids, serão enviados, no próximo ano, questionários para as maiores empresas cadastradas na CN-DST/AIDS. Os critérios utilizados para uma estimativa preliminar da participação das empresas nas ações de controle e prevenção das DST/ aids estão colocados na Seção 6 deste documento. g) Gastos diretos Os gastos das famílias com saúde é computado a partir da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), e foi da ordem de R$ 9,8 bilhões para o http://www.aids.gov.br/avalia2/3.htm (5 of 14) [28/3/2006 11:14:48] Untitled Document ano de 1996 9 . Os gastos das famílias são apresentados por meio de diversas aberturas por tipo de despesa como, por exemplo, consulta médica, hospitalização, remédios, tratamento odontológico, despesa com seguro e plano de saúde, dentre outros. Contudo, essas categorias não se encontram diretamente relacionadas ao tipo de patologia. Um dos itens importantes dos gastos das famílias deve ser a aquisição de preservativos. Dados indiretos sobre o gasto podem ser obtidos pela evolução do mercado nacional de preservativos. Segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e do Comércio Exterior, o total importado e produzido localmente subiu de 70,4 milhões de unidades em 1993 (5,7 milhões importados e 64,7 produzidos localmente) para 284,7 milhões em 1998 (107,0 milhões de unidades importadas e 177,7 milhões produzidas localmente). Tomando-se o preço médio de 1998, equivalente a US$ 0,44 por unidade, o valor deste mercado estaria em torno de US$ 125 milhões. Vale a pena ressaltar que, nesse ano, o Ministério da Saúde não fez aquisição de preservativos. Na estimativa dos gastos nacionais com aids, em 1998, assumiu-se que o gasto das famílias com prevenção representou 80% do mercado nacional de preservativos, além da utilização de outros critérios para estimar os dispêndios com tratamento (ver Seção 6). h) Gastos do segmento de planos e seguros privados de saúde Outra forma de se estimar o gasto privado em aids é pela consulta às entidades representativas das várias modalidades assistenciais que constituem o segmento de planos e seguros privados de saúde 11 . S abe-se que o segmento não-comercial do mercado de planos e seguros, isto é, as empresas do segmento denominado de Autogestão, especialmente as de grande porte como as estatais, bancos, empresas estaduais de saneamento, abastecimento de água e luz; planos vinculados a entidades profissionais e a sindicatos, não restringem o atendimento aos pacientes HIV-positivos. Os contratos dos planos comerciais com empresas de medicina de grupo, cooperativas médicas e seguradoras contém, via de regra, entre as cláusulas de exclusão, o atendimento a doenças infecto-contagiosas e epidemias. A recente Lei nº 9.665, de 1998, e o restante da legislação sobre a regulamentação dos planos e seguros-saúde vedam a negação de atendimento para pacientes HIV-positivos, a não ser nos casos que possam ser caracterizados como pré-existentes, ou seja, para os clientes que, ao ingressarem no plano, declarem ser portadores ou para os quais se constate que a infecção/doença é prévia à assinatura do contrato. No entanto, esta legislação só é válida para os denominados “novos contratos” ou “novos produtos”, o que implica a possibilidade da vigência das cláusulas de exclusão dos antigos contratos, respeitada a opção dos clientes, por uma cobertura mais abrangente ou pelos planos restritos. Dessa maneira, pode-se dizer que a prática da assistência médica e hospitalar aos pacientes HIV-positivos é usual nos planos de autogestão e não garantida pelos planos comerciais, que congregam a maior parte do contingente de pessoas vinculadas à assistência médica supletiva. Mesmo assim, segundo Lígia Bahia, não seria correto afirmar que o acesso ao atendimento é sempre negado quando intermediado por http://www.aids.gov.br/avalia2/3.htm (6 of 14) [28/3/2006 11:14:48] Untitled Document planos comerciais. Além da possibilidade de contratação de coberturas mais abrangentes, outros mecanismos não-ortodoxos como a mudança do procedimento declarado pelos médicos e hospitais e as pressões das grandes empresas empregadoras, em casos de atendimento para alguns de seus trabalhadores, viabilizam o acesso aos cuidados. Estes mecanismos são mais facilmente acionáveis em decorrência das profundas transformações na evolução e nas formas de tratamento dos casos HIV-positivos. Também nesse caso, são apresentados na Seção 6 os critérios utilizados para estimar os gastos dos planos de autogestão na prevenção e tratamento da aids. 3.1.2 Dimensionamento do volume e descrição dos fluxos de recursos federais (Ministério da Saúde) para prevenção e tratamento das DST/aids a) Fontes de financiamento para agências de financiamento (fundos) Na área federal, os gastos realizados na prevenção e tratamento da aids são originários de duas fontes 1 : (i) recursos do orçamento público federal destinados ao Ministério da Saúde; e (ii) recursos provenientes de empréstimo contraído junto ao BIRD. Em 1997, de um total de US$ 339,6 milhões, US$ 295 milhões (86,8%) foram originários de fontes nacionais e US$ 44,6 milhões (13,2%) de fontes externas. Em 1998, o gasto com recursos federais foi de US$ 435,8 milhões, sendo US$ 394,8 milhões (90,6% do total) em recursos nacionais e R$ 41 milhões (9,4%) originados de empréstimos externos (Gráfico 1). Gráfico 1 Recursos nacionais e externos destinados ao gasto com Aids As agências de financiamento (fundos) do gasto federal com DST/ aids são o Ministério da Saúde e Agências da ONU (UNDP e UNDCP). http://www.aids.gov.br/avalia2/3.htm (7 of 14) [28/3/2006 11:14:48] Untitled Document Dos recursos nacionais, no valor de US$ 295 milhões em 1997, e US$ 394,8 milhões em 1998, uma pequena parcela (cerca de 4,6% – US$ 13,5 milhões – em 1997, e aproximadamente 3,2% – US$ 12,5 milhões – em 1998) é transferida para administração das agências da ONU, sendo o restante administrado pelo próprio Ministério da Saúde. No caso dos recursos externos, no valor de US$ 44,6 milhões em 1997 e US$ 41 milhões em 1998, a maior parte é administrada por essas agências: 62,2% (US$ 27,7 milhões) em 1997; e 49,5% (US$ 20,3 milhões) em 1998. No estudo presente, por terem sido considerados somente os recursos públicos federais, foram definidos como agentes de financiamento (fundos)21 apenas o Ministério da Saúde e as agências da ONU (Matriz 1a e 1b, anexas). As secretarias estaduais e municipais de saúde também atuam como agentes de financiamento, uma vez que recebem recursos dos orçamentos públicos estaduais e municipais para aplicação em saúde. Entretanto, como os recursos dessas fontes ainda não estão incluídos, no caso presente, as secretarias estaduais e municipais atuam como prestadores de serviços (quando executam serviços por suas unidades próprias); ou como uma espécie de agente de financiamento “secundário”, quando compram serviços de outras instituições, principalmente privadas, com recursos que lhes são transferidos pelo Ministério da Saúde. Essa situação é bem caracterizada no caso da assistência hospitalar e ambulatorial de estados e municípios que se encontram habilitados em algum dos estágios de gestão descentralizada 22 . b) Fluxo dos agentes financeiros para prestadores de serviços Os recursos federais aplicados na prevenção e tratamento das DST/ aids estão concentrados em duas agências de financiamento: (i) Ministério da Saúde; e (ii) Agências da ONU (UNDP e UNDCP)23 . A maior parcela de recursos (US$ 298,4 milhões em 1997, e US$ 401,4 milhões em 1998, que correspondem a 87,8% e 92,1% do total, respectivamente) é administrada pelo Ministério da Saúde (Matrizes 2a e 2b, anexas) e o restante pelas Agências da ONU. O fluxo entre as agências de financiamento e prestadores de serviços é mediado de formas distintas a depender do tipo de serviço que está sendo financiado. Assim, dos US$ 298,4 milhões administrados pelo Ministério da Saúde em 1997, US$ 187,6 milhões (62%) são aplicados diretamente pelo próprio Ministério; neste valor estão incluídos, entre outros, os gastos com medicamentos e preservativos que, no seu conjunto, equivalem a 59% do gasto executado diretamente 24 (Gráfico 2). Gráfico 2 Distribuição percentual dos recursos administrados pelo Ministério da Saúde e aplicados em DST/Aids, segundo prestadores de serviços - 1998 http://www.aids.gov.br/avalia2/3.htm (8 of 14) [28/3/2006 11:14:48] Untitled Document Dos recursos que administrou em 1997 (US$ 298,4 milhões), o Ministério repassou US$ 64,5 milhões, isto é, 22% para secretarias estaduais e municipais de saúde e outros órgãos governamentais. Desses, a maior parte, cerca de 70%, corresponde ao reembolso de hospitalizações e de procedimentos ambulatoriais (teste para HIV e triagem de sangue). O restante é transferido por convênio para a execução de ações previstas em planos operativos anuais específicos para as atividades de prevenção e controle das DST/aids. Os repasses para hospitais privados e universitários, US$ 46,3 milhões, que correspondem a 16% do total administrado pelo Ministério da Saúde, são destinados, basicamente, ao reembolso de hospitalizações e atendimento ambulatorial. Em 1997, as agências da ONU administraram US$ 41,2 milhões. Desse total, a maior parte de um montante de US$ 30,8 milhões, 75%, foi utilizada para custear atividades desenvolvidas por intermédio da CN-DST/AIDS. O restante, no valor de US$ 10,4 milhões, correspondente aos restantes 25% do valor administrados por essas agências, foi repassado para organizações não-governamentais (cerca de 50%), estados, municípios e organismos governamentais. Os recursos transferidos pelas agências da ONU às secretarias estaduais e municipais de saúde, organizações governamentais e não-governamentais obedecem a Convênios ou Termos de Cooperação para o atendimento de projetos (Gráfico 3). Gráfico 3 Distribuição percentual dos recursos das Agências da ONU aplicados em DST/Aids e repassados para prestadores de serviços - 1997 Em 1998, o Ministério da Saúde administrou US$ 401,4 milhões. Desse valor, executou diretamente 68% (US$ 271,6 milhões), 20,0% http://www.aids.gov.br/avalia2/3.htm (9 of 14) [28/3/2006 11:14:48] Untitled Document foram repassados para as secretarias estaduais e municipais de saúde e organizações governamentais, 8% para hospitais universitários e 4% para hospitais privados (Gráfico 4). Gráfico 4 Distribuição percentual dos recursos administrados pelo Ministério da Saúde e aplicados em DST/Aids, segundo prestadores de serviços - 1997 A utilização de agências da ONU para financiar atividades desenvolvidas pela CN-DST/AIDS diminuiu, em 1998. Foram aplicados US$ 19,7 milhões, o que representa 57% dos recursos administrados por aquelas agências. Em contrapartida, aumentou a destinação de recursos para órgãos não-governamentais (ONG), secretarias estaduais e municipais de saúde e organizações governamentais (OG), que passou para 43% (US$ 14,6 milhões) (Gráfico 5). Gráfico 5 Distribuição percentual dos recursos das Agências da ONU aplicados em DST/Aids e repassados para prestadores de serviços - 1998 c) Recursos aplicados na prevenção e tratamento da aids por tipo de serviço e prestador Na consolidação dos gastos por tipo de serviço e prestador, adotou-se, conforme dito anteriormente, a classificação utilizada pela CN-DST/ AIDS na execução do primeiro contrato de empréstimo com o BIRD (Aids-I) que adota a seguinte discriminação: prevenção, assistência (tratamento), desenvolvimento institucional e vigilância epidemiológica. http://www.aids.gov.br/avalia2/3.htm (10 of 14) [28/3/2006 11:14:48] Untitled Document Verifica-se que a maior parcela dos gastos é destinada ao tratamento: 73% (US$ 247,7 milhões) em 1997 e 80,8% (US$ 352,3 milhões) em 1998. Os gastos com prevenção representam 13,2% e 9,6% do aplicado, respectivamente, em 1997 e 1998, enquanto os gastos com desenvolvimento institucional correspondem a 12,4% e 9,3 %. Por seu turno, os dispêndios com Vigilância Epidemiológica representaram 1,4% dos gastos em 1997 e apenas 0,3% em 1998. (Gráfico 6 e Matrizes 3a e 3b, anexos) O principal prestador de todos os tipos de serviços é o próprio Ministério da Saúde, que executou 64,3% dos recursos em 1997 e 66,8% em 1998. Os serviços de prevenção incluem, basicamente, gastos com Informação, Educação e Comunicação (IEC), distribuição de preservativos e triagem de sangue para transfusões. Este último tipo de serviço explica o relativamente elevado gasto em prevenção feito serviços - 1998por meio de hospitais privados e hospitais universitários. Já os gastos do Ministério da Saúde com prevenção são originários, em sua maior parte, das despesas com campanhas nacionais de IEC e aquisição de preservativos. Gráfico 6 Distribuição percentual dos recursos na prevenção e tratamento de DST/Aids por tipo de serviços Com relação à assistência (tratamento), a forte participação do Ministério da Saúde como prestador direto é explicada pelo fato de que nele foram contabilizados os gastos com medicamentos, que são bastante significativos. A participação das secretarias estaduais e municipais de saúde, hospitais privados e universitários na prestação de serviços assistenciais corresponde, basicamente, a serviços de hospitalização e de atendimento ambulatorial. d) Financiamento da prevenção e tratamento das DST/aids por categoria de despesa e prestador Para a distribuição dos gastos por categoria de despesa e prestador, também utilizou-se a classificação da CN-DST/AIDS, que nem sempre http://www.aids.gov.br/avalia2/3.htm (11 of 14) [28/3/2006 11:14:48] Untitled Document registra os insumos efetivamente utilizados conforme comentado na seção deste documento que abordou aspectos metodológicos. Mesmo assim, a distribuição encontrada (Matrizes 4a e 4b, anexas) permite alguns comentários. Verifica-se, por exemplo, que o percentual destinado a despesas de capital é bastante baixo (menos de 2%). Entre as despesas de custeio, mais da metade (57% em 1997, e 66,4 % em 1998) foi aplicada na aquisição de insumos básicos (medicamentos, preservativos e suprimentos para laboratório). Outra importante categoria de despesa é a chamada Serviços de Terceiros (27,3% e 23,5% das despesas de custeio em 1997 e 1998, respectivamente), que correspondem a reembolsos feitos a prestadores pela execução de serviços hospitalares e ambulatoriais. e) Distribuição das despesas com DST/aids por tipo de serviço e categoria de despesa As Matrizes 5a e 5b, anexas, construídas com base na distribuição utilizada pela CN-DST/AIDS para registro dos dispêndios segundo categoria e tipo de serviço, deixam evidentes alguns problemas decorrentes da classificação adotada. Diversos gastos consignados sob a rubrica de Desenvolvimento Institucional poderiam, caso tivesse sido possível recuperar informação mais detalhada, ser realocados como gastos de prevenção ou tratamento. Na impossibilidade de recuperar a informação, verifica-se, por exemplo, gastos consideráveis com IEC, suprimento de laboratórios e treinamento alocados como despesas com Desenvolvimento Institucional. Nas despesas com Prevenção, são significativos os gastos com Serviços de Terceiros (mais de 50% dos gastos, nos dois anos), categoria na qual estão registradas as despesas com testes de triagem de sangue realizados pelos serviços do SUS. Nas despesas com tratamento, a maior parcela (70,5% em 1997, e 75,9% em 1998) corresponde a gastos com medicamentos. Os dispêndios com internações e testes para HIV/aids, registrados na categoria Serviços de Terceiros, respondem por 27,6% (1997) e 22,1% (1998) dos gastos com tratamento. 8 Ministério da Saúde. SPS. CN-DST/AIDS. DATASUS/CENEPI/SIM. AIDS: Boletim Epidemiológico, Ano XII, nº 1, dezembro de 1998 a fevereiro de 1999. 9 A penúltima Pesquisa de Orçamentos Familiares foi realizada pelo IBGE em 1986, e a última em 1996; portanto, ocorreu um intervalo de dez anos entre as duas pesquisas. 10 O Programa Nacional de DST e Aids inclui atividades de assistência social a doentes de aids e atividades direcionadas à prevenção e ao controle de outras doenças sexualmente transmissíveis, cujos gastos não puderam ser discriminados. 11 Foram enviados questionários a todas as secretarias estaduais de saúde (27) e às secretarias municipais de saúde (42) que, em 1997 e 1998, possuíamem convênios ou termos de cooperação com a Coordenação Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde. 12 Foram enviados questionários às organizações não-governamentais credenciadas junto à http://www.aids.gov.br/avalia2/3.htm (12 of 14) [28/3/2006 11:14:48] Untitled Document CN-DST/AIDS; e estão sendo enviados questionários às maiores empresas, pelo Comitê Empresarial de Prevenção das DST e Aids e organismos internacionais que participam do Grupo Temático do UNAIDS no Brasil. 13 Estima-se que 90% das internações ocorrem em hospitais credenciados. Em 1998, existiam 355 hospitais credenciados, mas muitos não registram internações, o que indica que está havendo uma certa “seleção” de hospitais na internação de pacientes com HIV/aids. Isso acontece porque há hospitais que se credenciam e não mantêm leitos disponíveis. 14 As despesas com consultas ambulatoriais não foram levantadas, uma vez que o sistema de informações ambulatoriais do SUS não permite a identificação das consultas para portadores de HIV/aids. 15 Op. Cit. 5 (1998). 16 O levantamento foi concluído em fevereiro de 2000, mas não foi possível incluir seus resultados neste estudo. 17 Valor referente às despesas das famílias residentes nas regiões metropolitanas e nas capitais de Brasília e Goiânia, não expandido para o resto do País. 18 Tópico baseado, integralmente, em informação pessoal fornecida por Lígia Bahia (Escola Nacional de Saúde Pública). 19 As empresas de medicina de grupo são representadas pela Associação Brasileira de Medicina de Grupo (ABRAMGE); as cooperativas médicas, pela Confederação das Unimed; as seguradoras, pela Federação Nacional de Seguros (FENASEG). Os planos de autogestão fazem-se representar por duas entidades: o Comitê de Integração das Entidades Fechadas de Assistência à Saúde (CIEFAS), que reúne as empresas do setor público; e a Associação Brasileira de Serviços Assistências Próprios de Empresas (ABRASPE), que congrega as empresas do setor privado. 20 Considerou-se apenas os recursos administrados pelo Ministério da Saúde. Os recursos aplicados em saúde por outros órgãos da administração federal são residuais e se destinam à assistência médica e hospitalar de servidores públicos e seus dependentes, não sendo possível, com os dados existentes, identificar o valor utilizado para prevenção e tratamento da aids. 21 Instituições que concentram, gerenciam e administram recursos e os canalizam para as instituições prestadoras de serviços. 22 Quando habilitados na condição de Gestão Avançada ou Plena (estados) e Plena do SistemaMunicipal e Plena da Atenção Básica (municípios), essas instâncias de governo recebemrepasses federais com volume pré-definido de recursos, e fazem a remuneração dos prestadores. 23 Essas agências administram recursos internos e externos que lhes são repassados pelo Ministério da Saúde. 24 No caso de medicamentos (anti-retrovirais e para infecções oportunistas), como dito anteriormente, o Ministério da Saúde adquire diretamente esses insumos e os distribui para as secretarias estaduais e municipais de saúde. http://www.aids.gov.br/avalia2/3.htm (13 of 14) [28/3/2006 11:14:48] Untitled Document http://www.aids.gov.br/avalia2/3.htm (14 of 14) [28/3/2006 11:14:48] Untitled Document 4. Análise da Alocação dos Dispêndios Federais (Ministério da Saúde) Em 1997, somente por meio do Ministério da Saúde, o Brasil despendeu cerca de US$ 339,6 milhões com prevenção e tratamento da aids. Esse valor representa 2,0% do gasto total do Ministério da Saúde no ano referido e 2,9% das despesas com outros custeios e capital daquele Ministério 25 . As despesas com Assistência (US$ 247,8 milhões) que incluem medicamentos, internações e testes laboratoriais, foram o principal item de gasto, correspondendo a 73% do total aplicado, enquanto as despesas com Prevenção (US$ 44,8 milhões) atingiram a 13,2%. As despesas com Vigilância Epidemiológica (1,4% do total) poderiam, no entanto, ser classificadas como gasto em Prevenção (Tabela I). Em 1998, as despesas atingiram o montante de US$ 435,8 milhões, o que representa um incremento de 28,3% em relação ao ano anterior. O valor despendido em 1998 representou 2,6% do gasto total e 4,25% das despesas com outros custeios e capital do Ministério da Saúde no ano referido.26 As despesas com Assistência, no valor de US$ 352,3 milhões, foram as que tiveram maior participação (80,8%), apresentando um crescimento de 42,2% em relação a 1997. Essa elevação é explicada, basicamente, pelo incremento dos dispêndios com medicamentos e testes para HIV. Os gastos com Prevenção, Desenvolvimento Institucional e Vigilância Epidemiológica, por seu turno, apresentaram redução, tanto nos seus valores absolutos como na sua participação relativa nos dispêndios (Tabela I). Tabela I Gasto do Ministério da Saúde com a prevenção e tratamento do HIV/aids, segundo a destinação dos recursos, 1997 e 1998 (Em milhares médios de 1998 ) a) Gastos com Prevenção Em 1997, mais de 50% das despesas com Prevenção, que corresponderam a 13,2% do gasto total com aids, foram destinadas à http://www.aids.gov.br/avalia2/4.htm (1 of 5) [28/3/2006 11:14:49] Untitled Document prevenção da transmissão transfusional (Tabela 16a, anexa). Ações de IEC e de confecção de material instrucional absorveram, por seu turno, 35,6% das despesas com medidas preventivas (Tabela II). Tabela II Gasto do Ministério da Saúde com atividades preventivas da aids, segundo a destinação dos recursos, 1997 e 1998 (Em US$ milhares médios de 1998) No ano de 1998, verificou-se um pequeno decréscimo no montante de recursos destinados a atividades preventivas ( - 6,5%). A prevenção da transmissão transfusional (bancos de sangue) continuou a ser o principal item de gasto (54,5% dos recursos aplicados em atividades preventivas), seguida pelas ações de IEC e gastos com material instrucional (34,8% do total). A distribuição de preservativos, no entanto, apresentou uma redução de 46,5%. b) Gastos com Assistência (tratamento) Os gastos com Assistência (tratamento) apresentaram um crescimento de 42,1% em 1998, em relação a 1997 (Tabela III). As despesas com medicamentos (anti-retrovirais e para infecções oportunistas) corresponderam a 70,2% do gasto com tratamento em 1997 e, aproximadamente, 76,0 % em 1998; no seu conjunto, apresentaram um crescimento de 53,7% em relação ao ano anterior. Tabela III Gasto do Ministério da Saúde com tratamento da aids, segundo itens de despesa, 1997 e 1998 (Em US$ milhares médios de1998) http://www.aids.gov.br/avalia2/4.htm (2 of 5) [28/3/2006 11:14:49] Untitled Document O segundo item de gasto corresponde aos testes para HIV que atingem a cifra de US$ 48.591 mil em 1997 e US$ 58.383 mil em 1998 (crescimento de 20,2%), representando 19,6% e 16,6% dos gastos com tratamento, respectivamente, nos anos referidos. Essas despesas correspondem ao reembolso feito pelo Ministério da Saúde a prestadores públicos e privados. A maior parte dos testes é realizada pelas secretarias estaduais e hospitais universitários: 56% dos 2.273 mil testes realizados em 1997, e 85,4% em 1998 (Tabelas 17a e 17b, anexas). Os gastos com hospitalização correspondem ao pagamento realizado pelo Ministério da Saúde a prestadores públicos e privados. Em 1997, foram realizadas 34.176 internações, sendo 25.151 (73,6%) em hospitais convencionais e 9.025 (26,4%) em Hospitais-Dia. Também nesse caso, as secretarias estaduais de saúde e os hospitais universitários respondem pela maior parte da oferta. Cerca de 78% das internações foram realizadas por esses prestadores (Tabelas 14a e 15a, anexas). Em 1998, registraram-se 37.146 internações, sendo 24.561 em hospitais convencionais (66%) e 12.825 em Hospitais-Dia (34,5%). Observa-se, conseqüentemente, um decréscimo nas internações em hospitais convencionais e um aumento de 42% nas internações em Hospitais-Dia, o que explica a redução observada nos gastos com hospitalização. (Tabelas 14b e 15b, anexas). c) Gastos com Desenvolvimento Institucional Os gastos com Desenvolvimento Institucional apresentaram um decréscimo de 3,9% em 1998, em relação ao ano de 1997, passando de US$ 42.233 mil para US$ 40.573 mil. Em 1997, os principais itens de gastos corresponderam a treinamentos (26,7%) e pesquisa, e administração (22,9%). Em 1998, a maior parcela (27,4%) foi destinada à aquisição de suprimentos para laboratório, distribuídos entre instituições públicas, para a realização de novos testes laboratoriais incorporados ao Programa. Tabela IV Gasto do Ministério da Saúde com desenvolvimento institucional, http://www.aids.gov.br/avalia2/4.htm (3 of 5) [28/3/2006 11:14:49] Untitled Document segundo destinação dos recursos, 1997 e 1998 ( Em US$ milhares de 1998) d) Gastos com Vigilância Epidemiológica Em 1997, o Ministério da Saúde, por meio da CN-DST/AIDS, despendeu US$ 4.766 mil (1,4% do total em prevenção e tratamento da aids) no reforço às atividades de Vigilância Epidemiológica em “sítios-sentinela”, estudos epidemiológicos e reforço ao sistema de notificações. Os recursos aplicados em Vigilância Epidemiológica destinaram-se, basicamente, à aquisição de suprimentos de laboratório (88,7% do total). Tabela V Gasto do Ministério da Saúde, com prevenção e tratamento da aids, em vigilância epidemiológica, segundo o tipo de despesa, 1997 e 1998 (Em US$ milhares médios de 1998) 25 Em 1997, o gasto total do Ministério da Saúde atingiu a cifra de US$ 16.829,5 milhões. Desse total, US$ 11.652,6 milhões foram destinados a Outros Custeios e Capital, o que exclui as despesas com pessoal e amortização de dívidas. http://www.aids.gov.br/avalia2/4.htm (4 of 5) [28/3/2006 11:14:49] Untitled Document 26 Em 1998, o gasto total do Ministério de Saúde foi de US$ 16.649,8 milhões; e as despesas com Outros Custeios e Capital, que exclui os gastos com pessoal e amortização de dívida, atingiram o montante de US$ 10.246,2 milhões http://www.aids.gov.br/avalia2/4.htm (5 of 5) [28/3/2006 11:14:49] Untitled Document 5. Alguns Dados de Estados e Municípios Como referido anteriormente, os estados e os municípios participam do financiamento do Sistema Único de Saúde, com recursos próprios originários de impostos que arrecadam. Estima-se que mais de 37% dos recursos do SUS sejam provenientes de estados e municípios. No caso específico do financiamento das ações de prevenção e controle da aids, não existem dados sobre o grau de participação. Sem embargo, informações já recebidas de algumas secretarias estaduais e municipais de saúde oferecem um primeiro indicativo. Dados fornecidos pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo informam que aquela Secretaria aplicou na prevenção e tratamento da aids, em 1997, recursos próprios equivalentes a US$ 19,8 milhões (o que equivale a 5,8% do gasto federal total com aids, no mesmo ano). A maior parte dos recursos destinaram-se à aquisição de medicamentos (US$ 9,9 milhões). Outros itens importantes de gastos foram Serviços de Terceiros (US$ 4,9 milhões) e Despesas com Pessoal (US$ 3,6 milhões). Na compra de preservativos, foram gastos US$ 436 mil. Em 1998, o gasto total foi de US$ 15,8 milhões, assim distribuídos: medicamentos, US$ 4,9 milhões; serviços de terceiros, US$ 4,8 milhões; pessoal, US$ 5,4 milhões; e outros itens, US$ 0,7 milhões. São Paulo é a unidade da Federação que apresenta maior número de casos de aids no País. Desde o início da epidemia, foram registrados no Estado 74.075 casos (dados de fevereiro de 1999), o que representa 47,6% do total do Brasil. O SUS, em cada estado, é financiado com recursos federais (aplicações diretas e repasses do Ministério da Saúde), e recursos estaduais e municipais próprios. No caso de São Paulo, os recursos repassados pelo MS para o custeio do SUS não são a principal fonte de financiamento. Em 1995, os recursos federais representaram 40,0% dos gastos do SUS no Estado, os recursos estaduais 29,8%, e os municipais 30,2%27 . Seguramente, no caso do financiamento das ações de prevenção e tratamento da aids, devido à forte participação do Ministério da Saúde, as participações relativas dos recursos estaduais e municipais devem ser menores do que aquelas prevalecentes no financiamento das ações gerais de saúde. Com relação aos municípios, apresenta-se os dados referentes às secretarias municipais de saúde do Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS), por serem municípios que apresentam, depois do Município de São Paulo, os maiores números de casos registrados desde o início a epidemia. O Município do Rio de Janeiro registrou, desde o início da epidemia, 16.289 casos (10,5% do total do País). Os gastos da sua Secretaria Municipal de Saúde com prevenção e tratamento da aids e outras doenças de transmissão sexual, em 1998, foi de US$ 3,8 milhões. A quase totalidade dos recursos foram para aquisição de medicamentos (para infecções oportunistas e outras doenças de transmissão sexual): US$ 3,464 mil. Com a aquisição de preservativos, foram gastos US$ 145 mil e com suprimentos de laboratório e treinamentos, US$ 192 mil. Esses dados, contudo, estão possivelmente subestimados, pois não foram http://www.aids.gov.br/avalia2/5.htm (1 of 2) [28/3/2006 11:14:49] Untitled Document computadas as despesas com pessoal. O Município de Porto Alegre registrou, desde o início da epidemia, 5.619 casos (3,6% do total do País). Os gastos da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre com a prevenção e tratamento da aids e de outras enfermidades de transmissão sexual, em 1998, foi de US$ 1.680 mil. Também nesse caso, a maior parte dos recursos foi aplicada na aquisição de medicamentos (US$ 895,4 mil). As despesas com pessoal foram de US$ 548 mil, com preservativos US$ 163 mil e US$ 73,6 mil com outros itens. 27 FERNANDES, M. A. et al, op. Cit. http://www.aids.gov.br/avalia2/5.htm (2 of 2) [28/3/2006 11:14:49] Untitled Document 6. Estimativas Preliminares do Gasto Nacional com DST/aids em 1998 Nesta seção é feita uma estimativa, ainda que incompleta 28 , do gasto nacional com aids, utilizando-se dos seguintes critérios: (i) Ministério da Saúde: gastos efetivamente realizados em 1998, com base em levantamento nos registros da CN-DST/AIDS/MS e do Datasus/SIH/SAI/MS, para hospitalizações, bancos de sangue e testes/ HIV; (ii) Estados e Municípios: a) gastos estimados como equivalentes a 15% das transferências do Ministério da Saúde (incluindo medicamentos). A distribuição por atividades (IEC, Preservativos, Medicamentos e outras atividades assistenciais) foi feita com base em informações coletadas junto a secretarias estaduais e municipais de saúde; b) para bancos de sangue e testes HIV foi estimada contrapartida de 15% sobre o valor pago pelo Ministério da Saúde por esses serviços; c) hospitalizações – contrapartida estimada em 20% do valor pago pelo Ministério da Saúde. (iii) Universidades e Organizações Governamentais (OG): a) participação estimada em 15% do valor pago pelo Ministério da Saúde para testagem de sangue e teste anti-HIV; b) hospitalizações – participação estimada em 20% do valor pago pelo Ministério da Saúde; (iv) Empresas: a) gastos com prevenção estimados com base no total de empregados (3.122.649) das empresas de médio e grande porte que, segundo os dados da Pesquisa BNDES/CNI/SEBRAE, têm planos de autogestão, e assumindo que 75% (conforme dados da Pesquisa da Associação Brasileira de Serviços Próprios de Empresas - ABRASPE) desenvolvem atividades de prevenção e controle da aids e utilizando o custo de R$ 15,00 por empregado/ano (limite inferior do valor apresentado pelas empresas que participam do Comitê Empresarial Nacional contra a Aids (entre R$ 15,00 a R$ 25,00 por empregado/ano); b) gastos com tratamento: estimado com base no total de beneficiários dos planos de autogestão (8 milhões), assumindo-se que metade (50%) dos beneficiários estariam cobertos e que as empresas financiam 80% dos gastos com tratamento a um custo médio estimado de US$ 8.858,00 (valor apresentado no Comitê Empresarial Nacional); número de pacientes estimado com base na taxa de prevalência média nacional (49,82/100.000); e (v) Famílias: a) gastos com prevenção (preservativos) estimados em 80% do mercado nacional (US$ 125 milhões); b) gastos com tratamento – estimado em 20% do custo total do tratamento dos beneficiários de planos de autogestão, totalizando US$ 3.350 mil, e estimando-se que, adicionalmente, 1% dos pacientes poderiam estar financiando, com recursos próprios, o seu tratamento, em um valor de US$ 7.122,4 mil. O resultado da aplicação desses critérios para a estimação dos gastos nacionais com aids em 1998 é mostrado na Tabela VI. Os gastos totais foram estimados em US$ 634,311 mil. Cerca de 28% desse total (US$ http://www.aids.gov.br/avalia2/6.htm (1 of 4) [28/3/2006 11:14:51] Untitled Document 181,533 mil) foi usado em Prevenção, US$ 431,223 mil (cerca de 66%) foi destinado a atividades curativas (Assistência) e US$ 41,555 mil (6,4%) para atividades de Desenvolvimento Institucional, incluindo o apoio a ações de Vigilância Epidemiológica. Tabela VI Consolidação dos gastos nacionais em aids,valores em milhares de doláres de 1998 O setor público aplicou, aproximadamente, US$ 495 milhões (75,6% do total), incluindo os recursos provenientes do empréstimo do BIRD no valor de US$ 39.670 mil. A participação das fontes privadas, no valor de US$ 159,3 milhões (24,45%) está mais concentrada na Prevenção, como decorrência dos gastos das famílias com a aquisição de preservativos (Tabela VII) Tabela VII Gasto estimado em DST/aids por uso e fonte dos Recursos, Brasil, 1998 (em US$ 1000) http://www.aids.gov.br/avalia2/6.htm (2 of 4) [28/3/2006 11:14:51] Untitled Document No gasto com Prevenção, estimado em US$ 181,533, a maior parte dos recursos são aplicados na aquisição de preservativos (57,6%) e IEC (27,2%), sendo bastante importante a participação das empresas nesta última atividade (Tabela VIII) Tabela VIII Gasto Estimado na Prevenção das DST/Aids por Uso e Fonte dos Recursos, Brasil, 1998 (Em US$ 1000) Nos gastos com tratamento (Assistência), estimou-se que quase 95% dos dispêndios ocorreram por conta de fontes públicas, com grande participação das despesas com medicamentos (Tabela IX). Tabela IX http://www.aids.gov.br/avalia2/6.htm (3 of 4) [28/3/2006 11:14:51] Untitled Document Gasto Estimado no Trat ame nt o das DST/Aids por Tipo de Tratamento e Fonte dos Recursos, Brasil, 1998 (Em US$ 1.000) Estimou-se que, em 1998, os gastos nacionais com aids representaram 0,07% do PIB e um dispêndio per capita de US$ 4,05. Por sua vez, o gasto público com aids representou cerca de 3% do gasto do Ministério da Saúde (Tabela X). Tabela X Gastos com DST/Aids (per capita) e comparado com outros agregados, Brasil, 1998 28 Com relação a recursos externos estão incluídos apenas os recursos do empréstimo do BIRD ao Ministério da Saúde. No caso de recursos aplicados por intermédio de ONG estão incluídos apenas os repassados pelo Ministério da Saúde, contabilizados como gasto público. http://www.aids.gov.br/avalia2/6.htm (4 of 4) [28/3/2006 11:14:51] Untitled Document 7. Comentários Finais Esta primeira aproximação das contas em aids do Brasil tem como principal limitação o fato de fazer uma contabilização mais acurada apenas para os gastos públicos federais administrados pelo Ministério da Saúde. No entanto, em virtude das características gerais da estrutura de financiamento do sistema público de serviços de saúde, onde os recursos originários de fontes administradas pelo Governo Federal são majoritários, acredita-se que a parcela maior dos recursos públicos aplicados na prevenção e tratamento da endemia tenha sido incluída. No Brasil, o setor público tem papel predominante, principalmente no tratamento da aids. Esse fato decorre de alguns fatores determinantes: • Sistema Único de Saúde, o SUS, é de acesso universal e se propõe a prover atendimento integral; • Desde novembro de 1996, o Poder Público, por lei, é obrigado a prover medicação integral aos portadores de HIV e doentes de aids; • Os altos custos de tratamento, associado às baixas taxas de reembolso por parte do SUS, acarretam uma concentração dos tratamentos na rede pública e universitária; e • Até recentemente, o tratamento da aids estava excluído da cobertura da maior parte dos planos privados de pré-pagamento e dos seguros de saúde. No âmbito do Ministério da Saúde constata-se que as despesas com DST/aids vem tendo um crescimento bastante superior ao de seus gastos totais: enquanto o gasto total do Ministério da Saúde apresentou um decréscimo de cerca de 1% em 1998, os gastos com DST/aids apresentaram um crescimento real de 28,3%, representando um comprometimento de 2,0% e 2,6% do gasto total do Ministério da Saúde nos anos de 1997 e 1998, respectivamente. Verifica-se, por outro lado, que os gastos com tratamento são relativamente altos em relação ao total de dispêndios federais com DST/ aids. Isto se explica, basicamente, pelo volume de gastos com medicamentos. Desde 1996, conforme dito anteriormente, uma Lei federal determina que “os portadores de HIV e doentes da aids receberão, gratuitamente, do Sistema Único de Saúde (SUS), toda a medicação necessária a seu tratamento”. Essa política tem determinado que mais de 25% dos gastos do Ministério da Saúde, destinados à aquisição centralizada de medicamentos, venham sendo absorvidos com medicamentos para aids, a partir de 1997. Os gastos nacionais com DST/aids, incluindo estimativas sobre a participação de estados, municípios, universidades, outros órgãos governamentais, empresas e famílias, alcançaram o montante de US$ 634,3 milhões em 1998, equivalente a 0,07% do PIB e um per capita de US$ 4,05. Dessa forma, ainda que em termos de gasto per capita e percentual do PIB, os dispêndios com aids possam parecer pouco significativos, deve-se lembrar que estas despesas, especialmente as de natureza curativa, cobriram um universo inferior a 80 mil pessoas. http://www.aids.gov.br/avalia2/7.htm (1 of 2) [28/3/2006 11:14:51] Untitled Document http://www.aids.gov.br/avalia2/7.htm (2 of 2) [28/3/2006 11:14:51] Untitled Document Anexos 1 Matrizes e Tabelas 1997 Matriz 1a http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo1.htm (1 of 19) [28/3/2006 11:14:53] Untitled Document Matriz 2a Brasil: Recursos federais destinados pelas Agências de Financiamento para Prestadores de Serviços, para o tratamento e prevenção da aids, 1997. (Em US$ médio de 1998) Matriz 3a Brasil: Recursos federais aplicados na prevenção e tratamento da aids, por tipo de serviço e prestador, 1997. (Em US$ médio de 1998) http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo1.htm (2 of 19) [28/3/2006 11:14:53] Untitled Document Matriz 4a Brasil: Recursos federais aplicados na prevenção e tratamento da aids, por categoria de despesa e prestador de serviço, 1997. (Em US$ médio de 1998) http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo1.htm (3 of 19) [28/3/2006 11:14:53] Untitled Document Matriz 5a Brasil: Recursos federais aplicados na prevenção e tratamento da aids, por categoria de gasto e tipo de serviço, 1997.( Em US$ médio de 1998) http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo1.htm (4 of 19) [28/3/2006 11:14:53] Untitled Document Tabela 3a Distribuição do total de recursos despendidos na prevenção e controle das DST/ aids por componente, 1997 Em US$ médio de 1998 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo1.htm (5 of 19) [28/3/2006 11:14:53] Untitled Document Tabela 4a http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo1.htm (6 of 19) [28/3/2006 11:14:53] Untitled Document Distribuição do total de recursos despendidos na prevenção e controle da DST/ aids por categoria de despesa, 1997 Em US$ médio de 1998 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo1.htm (7 of 19) [28/3/2006 11:14:53] Untitled Document Tabela 5a PN/ DST/ AIDS - Despesa realizada diretamente pelo CN/ DST/ AIDS, agências da ONU, por componente e categoria de despesa, 1997 Em US$ médio de 1998 Tabela 6a PN/ DST/ AIDS Despesa realizada diretamente pelo Ministério da Saúde com diárias e ajuda de custos em viagens domésticas e internacionais, através de Agências da ONU, 1997 Em US$ médio de 1998 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo1.htm (8 of 19) [28/3/2006 11:14:53] Untitled Document Tabela 7a PN/ DST/ AIDS - Despesas realizadas diretamente pelo Ministério da Saúde em preservativos, IEC, Treinamento e Adm. do Projeto (consultorias), segundo componente, subcomponente e categoria de despesa, 1997 Em US$ médio de 1998 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo1.htm (9 of 19) [28/3/2006 11:14:53] Untitled Document Tabela 8a PN/ DST/ AIDS - Despesas realizadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde, com recursos repassados pelo Ministério da Saúde, por componente/ subcomponente e categorias de despesa, 1997 Em US$ médio de 1998 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo1.htm (10 of 19) [28/3/2006 11:14:53] Untitled Document Tabela 9a http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo1.htm (11 of 19) [28/3/2006 11:14:53] Untitled Document PN/ DST/ AIDS - Despesas realizadas pelas Secretarias Municipais de Saúde, com recursos repassados pelo Ministério da Saúde, por componente/ subcomponente e categorias de despesa, 1997 Em US$ médio de 1998 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo1.htm (12 of 19) [28/3/2006 11:14:53] Untitled Document Tabela 10a PN/ DST/ AIDS - Despesas realizadas por Organizações Não- Governamentais (ONG) com recursos repassados pelo Ministério da Saúde, agências da ONU, por componente e categoria de despesa, 1997 Em US$ médio de 1998 Tabela 11a - Despesas realizadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde com recursos repassados pelo Ministério da Saúde, agências da ONU, por componente e categoria de despesa, 1997 Em US$ médio de 1998 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo1.htm (13 of 19) [28/3/2006 11:14:53] Untitled Document Tabela 12a PN/ DST/ AIDS - Despesas realizadas pelas Secretarias Municipais de Saúde com recursos repassados pelo Ministério da Saúde, agências da ONU, por componente e categoria de despesa, 1997 Em US$ médio de 1998 Tabela 13a PN/ DST/ AIDS - Despesas realizadas por Organizações governamentais com recursos repassados pelo Ministério da Saúde, de Agências da ONU, por componente e categoria de despesa, 1997 Em US$ médio de 1998 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo1.htm (14 of 19) [28/3/2006 11:14:53] Untitled Document Tabela 14a Freqüência e valor das internações por aids em hospital convencional, pela natureza do prestador, 1997 Em US$ médio de 1998 Tabela 15a http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo1.htm (15 of 19) [28/3/2006 11:14:53] Untitled Document Freqüência e valor das internações por aids em hospital- dia pela natureza do prestador, 1997 Em US$ médio de 1998 Tabela 16a Quantidade aprovada e despesa realizada com testagem do sangue para HIV/ aids, para fins transfusionais, por tipo de prestador, 1997 Em US$ médio de 1998 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo1.htm (16 of 19) [28/3/2006 11:14:53] Untitled Document Tabela 17a Quantidade aprovada e despesa realizada com testes para HIV/ aids por tipo de prestador, 1997 Em US$ médio de 1998 Tabela 18a http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo1.htm (17 of 19) [28/3/2006 11:14:53] Untitled Document PN/ DST/ AIDS - Valor dos medicamentos anti- retrovirais distribuídos para Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, 1997 Em US$ médio de 1998 Tabela 19a PN/ DST/ AIDS - Valor dos medicamentos para infecções oportunistas, distribuídos para Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, 1997 Em US$ médio de 1998 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo1.htm (18 of 19) [28/3/2006 11:14:53] Untitled Document http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo1.htm (19 of 19) [28/3/2006 11:14:53] Untitled Document Anexos 2 Matrizes e Tabelas 1998 Matriz 1b Brasil: Gastos federais com prevenção e tratamento das DST/ aids, segundo fontes de financiamento, 1998 Em US$ médio de 1998 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo2.htm (1 of 21) [28/3/2006 11:14:56] Untitled Document Matriz 2b Brasil: Recursos federais destinados pelas Agências de Financiamento para Prestadores de Serviços, para o tratamento e prevenção da aids, 1998 Em US$ médio de 1998 Matriz 3b Projeto - Recursos aplicados na prevenção e tratamento da aids, por tipo de serviço e prestador, 1998 Em US$ médio de 1998 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo2.htm (2 of 21) [28/3/2006 11:14:56] Untitled Document Matriz 4b Recursos aplicados na prevenção e tratamento da aids, por categoria de despesa e prestador de serviço, 1998 Em US$ médio de 1998 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo2.htm (3 of 21) [28/3/2006 11:14:56] Untitled Document http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo2.htm (4 of 21) [28/3/2006 11:14:56] Untitled Document Matriz 5b Recursos aplicados na prevenção e tratamento da aids, por categoria de gasto e tipo de serviço, 1998 Em US$ médio de 1998 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo2.htm (5 of 21) [28/3/2006 11:14:56] Untitled Document Tabela 3b Distribuição do total de recursos dispendidos na prevenção e controle da DST/ aids por componente, 1998 Em US$ médio de 1998 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo2.htm (6 of 21) [28/3/2006 11:14:56] Untitled Document Tabela 4b Distribuição do total de recursos dispendidos na prevenção e controle das DST/ aids por categoria de despesa e prestador e fonte, 1998 Em US$ médio de 1998 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo2.htm (7 of 21) [28/3/2006 11:14:56] Untitled Document Tabela 5b PN/ DST/ AIDS - Despesa realizada diretamente pela CN/ DST/ AIDS, Agências da ONU, por componente e categoria de despesa, 1998 Em US$ médio de 1998 Tabela 6b PN/ DST/ AIDS - Despesa realizada diretamente pelo Ministério da Saúde com diárias e ajuda de custos em viagens domésticas e internacionais Agências da ONU, 1998 Em US$ médio de 98 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo2.htm (8 of 21) [28/3/2006 11:14:56] Untitled Document Tabela 7b PN/ DST/ AIDS - Despesas realizadas diretamente pelo Ministério da Saúde em IEC, Treinamento e Administração de projeto, segundo componente e categoria de despesa, 1998 Em US$ médio de 1998 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo2.htm (9 of 21) [28/3/2006 11:14:56] Untitled Document Tabela 8b PN/ DST/ AIDS- Despesas realizadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde, com recursos repassados pelo Ministério da Saúde, por componente subcomponente e categorias de despesa, 1998 Em US$ médio 1998 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo2.htm (10 of 21) [28/3/2006 11:14:56] Untitled Document http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo2.htm (11 of 21) [28/3/2006 11:14:56] Untitled Document Tabela 9b PN/ DST/ AIDS - Despesas realizadas pelas Secretarias Municipais de Saúde, com recursos repassados pelo Ministério da Saúde, por componente/ subcomponente e categorias de despesa, 1998 Em US$ médio 98 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo2.htm (12 of 21) [28/3/2006 11:14:56] Untitled Document Tabela 10b PN/ DST/ AIDS - Despesas realizadas por Organizações Não- Governamentais (ONG) com recursos repassados pelo Ministério da Saúde, Agências da ONU, por componente e categoria de despesa, 1998 Em US$ médio de 1998 Tabela 11b PN/ DST/ AIDS - Despesas realizadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde com recursos repassados pelo Ministério da Saúde, de Agências da ONU, por componente e categoria de despesa, 1998 Em US$ médio de 1998 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo2.htm (13 of 21) [28/3/2006 11:14:56] Untitled Document Tabela 12b PN/ DST/ AIDS - Despesas realizadas pelas Secretarias Municipais de Saúde com recursos repassados pelo Ministério da Saúde, de Agências da ONU, por componente e categoria de despesa, 1998 Em US$ médio Tabela 13b PN/ DST/ AIDS - Despesas realizadas por outras instituições Governamentais com recursos repassados pelo Ministério da Saúde, http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo2.htm (14 of 21) [28/3/2006 11:14:56] Untitled Document de agências da ONU, por componente e categoria de despesa, 1998 Em US$ médio Tabela 14b Freqüência e valor das internações por aids em hospital convencional, pela natureza do prestador, 1998 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo2.htm (15 of 21) [28/3/2006 11:14:56] Untitled Document Tabela 15b Freqüência e valor das internações por aids em hospital dia pela natureza do prestador, 1998 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo2.htm (16 of 21) [28/3/2006 11:14:56] Untitled Document Tabela 16b Quantidade aprovada e despesa realizada com testagem do sangue para HIV/ aids, para fins transfusionais, por tipo de prestador, 1998 Em US$ médio de 98 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo2.htm (17 of 21) [28/3/2006 11:14:56] Untitled Document Tabela 17b Quantidade aprovada e despesa realizada com testes para HIV/ aids por tipo de prestador, 1998 Em US$ médio de 98 http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo2.htm (18 of 21) [28/3/2006 11:14:56] Untitled Document Tabela 18b PN/ DST/ AIDS - Valor dos medicamentos anti- retrovirais distribuídos para Secretarias Estaduais e Municipai s de Saúde, 1998 Em US$ médio http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo2.htm (19 of 21) [28/3/2006 11:14:56] Untitled Document http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo2.htm (20 of 21) [28/3/2006 11:14:56] Untitled Document Tabela 19b PN/ DST/ AIDS - Valor dos medicamentos para infecções oportunistas, distribuídos para Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, 1998 Em US$ médio http://www.aids.gov.br/avalia2/anexo2.htm (21 of 21) [28/3/2006 11:14:56] Untitled Document Créditos Edição: Coordenação Nacional de DST/Aids Coordenador: Paulo R. Teixeira Assessoria de Comunicação (ASCOM) Responsável: Eliane Izolan Editor: Dario Noleto Revisora: Ana Paula Magalhães Penha e Nágila Rodrigues Paiva Capa, projeto gráfico e diagramação: Masanori Ohashy Versão para a internet: Direção: Daniel Lavenere Web Design: Rafael Lavenère http://www.aids.gov.br/avalia2/creditos.htm [28/3/2006 11:14:56]