Agostinho da Silva
breve retrospectiva bio-bibliográfica.
Renato Epifânio
Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa
Associação Agostinho da Silva
Nascido no Porto, a 13 de Fevereiro de 1906, vai logo, no ano seguinte, viver para
Barca de Alva (Trás-os-Montes), onde passa toda a infância1. Ao Porto regressa para
realizar o Liceu, findo o qual ingressa, em 1924, na Faculdade de Letras2 – primeiro em
Filologia Românica, depois, por desentendimentos com Hernâni Cidade, em Filologia
Clássica3. Durante a Licenciatura, colabora com a Acção Académica, publicação
monárquica portuense, e com A Águia, célebre revista da “Renascença Portuguesa”,
onde, entre outros, se salientaram Teixeira de Pascoaes e Leonardo Coimbra.
Logo após a Licenciatura, concluída em 1928 com a nota de 20 valores, obtém o
Doutoramento, igualmente com o “maior Louvor”, com uma dissertação intitulada
Sentido histórico das civilizações clássicas – sobre esta temática, publica ainda, nos anos
imediatamente seguintes, as obras Breve Ensaio sobre Pérsio e A Religião Grega4.
Entretanto, inicia uma prolongada colaboração com a revista Seara Nova, onde se
1
E aonde ficará para sempre ligado – nas palavras do próprio Agostinho da Silva: “Fiz o curso no
Porto, andei por toda a parte quanto é mundo, mas a minha terra continua a ser Barca de Alva.” [Vida
Conversável, org. de H. Siewierski, Lisboa, Assírio & Alvim, 1994, p. 16].
2
Na primeira Faculdade de Letras do Porto, que existiu durante os anos de 1919 e 1931.
3
Nas palavras do próprio Agostinho da Silva, contudo, a real Licenciatura que ele obteve na
Faculdade Letras do Porto foi uma Licenciatura em “Liberdade” – e, posteriormente, um Doutoramento em
“Raiva” [cf. Dispersos, introd. de Fernando Cristóvão, apres. e org. de Paulo A. E. Borges, Lisboa, ICALP,
1989 (2ª, revista e aumentada), p. 52] –, dado que, ainda nas suas palavras, essa Faculdade era, sobretudo,
“uma escola de liberdade” [cf. ibid., p. 147], reflexo da “largueza de espírito de Leonardo Coimbra” [cf.
ibid., p. 174] – por isso mesmo, porém, “o governo não gostava dela e fechou-a” [cf. ibid., p. 31].
1
salientaram, entre outros, António Sérgio, Raul Proença e Jaime Cortesão, com quem,
aliás, Agostinho da Silva privou, aquando da sua estadia entre 1931 e 1933, enquanto
bolseiro, em Paris (onde frequentou a Sorbonne e o Collège de France), que aí se
encontravam enquanto exilados políticos5.
Regressado a Portugal em 1933, vai para Aveiro onde lecciona no Liceu José
Estevão6 – por, contudo, se ter recusado a assinar uma declaração de não pertença a
sociedades secretas7, é demitido do ensino público, tendo então passado a leccionar no
ensino particular. Entre 1935 e 1936, volta a sair de Portugal. Desta vez, Madrid foi o
destino – aí esteve como bolseiro do Ministério das Relações Exteriores, por convite de
Joaquim de Carvalho, cerca de um ano, tempo durante o qual se debruçou, em particular,
sobre o misticismo. Em 1937, regressa novamente ao nosso país – nesse mesmo ano,
inicia, na Seara Nova, a sua série de Biografias8.
Em 1942, publica o opúsculo O Cristianismo9, que causou uma grande polémica,
tendo-o inclusivamente levado à prisão. Tendo-se tornado insustentável a sua
4
Estas três obras foram recentemente republicadas na colectânea Estudos sobre Cultura Clássica,
org. de Paulo A.E. Borges, Lisboa, Âncora, 2002.
5
Grupo de pessoas às quais, de resto, Agostinho da Silva se manterá ligado, em particular a
António Sérgio, a ponto de o ter reconhecido como “mestre” – isto apesar destas suas considerações:
“…Sérgio não ousou afrontar os problemas filosóficos mais profundos, as questões de dúvida. Preferia
manter-se na certeza.”; “Mesmo como pedagogo, a sua atitude tendia a ser de grande arrogância
intelectual.” [cf. Dispersos, ed. cit., p. 55]. Como, contudo, o próprio Agostinho reconheceu, o seu
discipulato relativamente a Sérgio cumpriu-se, sobretudo, por oposição: “…mas ele [Sérgio] não me
ensinou o racionalismo: ensinou-me antes o irracionalismo, por reacção minha.” [cf. Francisco Palma Dias,
“Agostinho da Silva, Bandeirante do Espírito”, in AA.VV., Agostinho [da Silva], São Paulo, Green Forest
do Brasil Editora, 2000, p. 155].
6
A experiência enquanto professor do ensino secundário não começou, contudo, aí, já que, em
1929, tinha sido professor no Liceu Alexandre Herculano, em 1930, no Liceu Gil Vicente, em 1931, no
Liceu Pedro Nunes, e em 1932, de novo no Liceu Alexandre Herculano.
7
Nas suas próprias palavras, tão sucintas quanto esclarecedoras: “Pensei bem, e embora não
pertencendo a associações secretas e também precisasse de comer, decidi não assinar o papel.” [A Última
Conversa, entrev. de Luís Machado, pref. de Eduardo Lourenço, Lisboa, Notícias, 1995, p. 35].
8
A maior parte delas republicadas em Biografias, org. de Helena M. Briosa e Mota, Lisboa,
Âncora, 2003, 3 vols.
9
Republicado em Textos e Ensaios Filosóficos, org. de Paulo A.E. Borges, Lisboa, Âncora, 1999,
vol. I, pp. 67-80.
2
permanência em Portugal, parte, em 1944, para o Brasil – desse ano e do seguinte datam
as obras Parábola da Mulher de Loth, Conversação com Diotima e Sete Cartas a um
Jovem Filósofo10. Aí inicia uma série de actividades – não só, aliás, no Brasil, como
ainda no Uruguai e na Argentina. Resultado desse seu activismo foi nada menos do que a
criação de quatro Universidades – as Universidades Federais de Paraíba, Santa Catarina,
Brasília e Goiás –, bem como de diversos Cursos e Centros de Estudos – nomeadamente,
imagine-se, o Centro de Estudos luso-brasileiros na Universidade de Sófia, em 1959,
data, aliás, de uma das suas mais conhecidas obras: Um Fernando Pessoa11.
Naturalizado brasileiro desde 195812, torna-se, em 1961, assessor de política
cultural externa de Jânio Quadros, o Presidente da República do Brasil na época,
colaborando igualmente com a Direcção Geral do Ensino Superior do Ministério da
Educação. Nesse mesmo ano, participa ainda na criação de outros Centros de Estudos:
nomeadamente, o de Estudos Goianos na Universidade de Goiás, o de Estudos Ibéricos
na Universidade de Mato Grosso, o de Estudos Europeus na Universidade do Paraná e o
de Estudos Portugueses na Universidade de Brasília, na qual promoveu igualmente o
Centro de Estudos Clássicos. Para divulgar entre nós o Centro Brasileiro de Estudos
Portugueses da Universidade de Brasília, vem a Portugal, chegando inclusivamente a
encontrar-se com Franco Nogueira e Adriano Moreira13.
10
Igualmente republicadas em Textos e Ensaios Filosóficos, vol. I.
Republicada em Ensaios sobre a Cultura e Literatura Portuguesa e Brasileira, org. de Paulo A.E.
Borges, Lisboa, Âncora, 2000, vol. I, pp. 89-117.
12
Facto por si assumido com a maior naturalidade – daí, a título de exemplo, estas suas palavras:
“Porque me naturalizei? Por pensar que a ditadura ia durar para sempre, e como entendi o Brasil e ele a
mim, não vi inconveniente na atitude. Para mim, o Brasil traduzia o alargamento tropical das qualidades e
dos defeitos dos portugueses.” [Dispersos, ed. cit., p. 117].
13
O segundo, aliás, providenciou, desde logo, o envio de uma biblioteca de cerca de oito mil
volumes, tendo vindo igualmente depois a apadrinhar o ingresso de Agostinho da Silva na Academia
Internacional de Cultura Portuguesa – como recordou o próprio Agostinho a este respeito: “…Adriano
Moreira me levou, sem dizer nada, o colar da Academia Internacional de Cultura Portuguesa, por ele
fundada. Foi uma das suas grandes ideias, posta de parte depois da Revolução de 25 de Abril,
11
3
Ainda e sempre de partida, inicia, em 1963, uma digressão pelo Oriente, que o
levará, nomeadamente, a Macau, a Timor e ao Japão – neste último país, funda, aliás,
mais um Centro de Estudos. A Portugal regressa, por fim, em 1969, onde, já na condição
de “aposentado”, virá a assumir diversos cargos: nomeadamente, o de Director do Centro
de Estudos Latino-Americanos do Instituto de Relações Internacionais da Universidade
Técnica de Lisboa e o de Consultor do ICALP (Instituto de Cultura e Língua Portuguesa).
Em 1987, é condecorado com a Grã Cruz da Ordem de Espada. Em 1988, é publicada a
primeira grande colectânea de textos seus (Dispersos, introdução de Fernando Cristóvão,
apresentação e organização de Paulo A.E. Borges, Lisboa, ICALP). Em 1990,
protagonizou as Conversas Vadias, programa televisivo que lhe granjeou uma
significativa popularidade. A 3 de Abril de 1994, num Domingo de Páscoa, falece, não
sem antes ter dado à luz a obra Ir à Índia sem abandonar Portugal. Prova de que a
Verdadeira Viagem se cumpre no interior de nós, de cada um de nós…
absurdamente, pois poderia ter um papel muito interessante no mundo, porque era uma associação de gente
de todos os países, interessada em cultura portuguesa.” [Vida Conversável, ed. cit., p. 158].
4
De Agostinho da Silva
- Sentido histórico das civilizações clássicas (dissertação de Doutoramento apresentada à
Faculdade de Letras da Universidade do Porto), 1929; Estudos sobre Cultura
Clássica, org. de Paulo A.E. Borges, Lisboa, Âncora, 2002, pp. 45-109.
- Breve Ensaio sobre o Pérsio, Lisboa, Ed. de Autor, 1929; Estudos sobre Cultura
Clássica, ed. cit., pp. 17-44.
- A Religião Grega, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1930; Estudos sobre Cultura
Clássica, ed. cit., pp. 111-188.
- Miguel Eyquem, senhor de Montaigne, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1933;
Textos Pedagógicos, org. de Helena M. Briosa e Mota, Lisboa, Âncora, 2000, vol.
I, pp. 39-128.
- Glossas, I, II e III, Lisboa, Seara Nova, 1934; Famalicão, Ed. do Autor, 1945 (ed.
revista e aumentada); Textos e Ensaios Filosóficos, org. de Paulo A.E. Borges,
Lisboa, Âncora, 1999, vol. I, pp. 31-66.
- A Vida de Francisco de Assis, Lisboa, Seara Nova, 1938; Famalicão, Ed. do Autor,
1944; Lisboa, Ulmeiro, 1996; Biografias, org. de Helena M. Briosa e Mota,
Lisboa, Âncora, 2003, vol. I, pp. 25-82.
- A Vida de Moisés, Lisboa, Seara Nova, 1938; Famalicão, Ed. do Autor, 1945 (ed.
revista e aumentada); Lisboa, Ulmeiro, 1997; pp. 7-93; Biografias, ed. cit., vol. I,
pp. 263-304.
- A Vida de Pestalozzi, Lisboa, Seara Nova, 1938; Famalicão, Ed. do Autor, 1943; Textos
Pedagógicos, ed. cit., vol. I, pp. 129-187.
- Vida de Lincoln, Lisboa, Seara Nova, 1938; Famalicão, Ed. do Autor, 1943; Biografias,
ed. cit., vol. I, pp. 205-261.
- O Método Montessori, Lisboa, Inquérito, 1939/ 1991 (3ª); Textos Pedagógicos, ed. cit.,
vol. I, pp. 189-234.
- A Vida de Washington, Lisboa, Inquérito, 1939; Biografias, ed. cit., vol. II, pp. 9-88.
- Sanderson e a escola de Oundle, Lisboa, Inquérito, 1939; Lisboa, Ulmeiro, 1990;
Textos Pedagógicos, ed. cit., vol. I, pp. 249-284.
- As Escolas de Winnetka, Lisboa, Ed. do Autor, 1940; Textos Pedagógicos, ed. cit., vol.
I, pp. 235-248.
- Vida de Robert Owen, Famalicão, Ed. do Autor, 1941; Biografias, ed. cit., vol. II, pp.
89-149.
- O Plano Dalton, Lisboa. Ed. do Autor, 1942; Textos Pedagógicos, ed. cit., vol. I, pp.
285-301.
- O Cristianismo, Famalicão, Ed. do Autor, 1942, Textos e Ensaios Filosóficos, ed. cit.,
vol. I, pp. 67-80.
- Vida de Zola, Famalicão, Ed. do Autor, 1942; Biografias, ed. cit., vol. I, pp. 83-148.
- Vida de Miguel Ângelo, Famalicão, Ed. do Autor, 1942; Lisboa, Ulmeiro, 1989;
Biografias, ed. cit., vol. II, pp. 221-283.
- Vida de Pasteur, Famalicão, Ed. do Autor, 1942; Lisboa, Ulmeiro, 1989; Biografias, ed.
cit., vol. I, pp. 149-204.
5
- Vida de Franklin, Famalicão, Ed. do Autor, 1942; Biografias, ed. cit., vol. II, pp. 151220.
- Doutrina Cristã (folheto), Lisboa, Ed. do Autor, 1943; Textos e Ensaios Filosóficos, ed.
cit., vol. I, pp. 81-82.
- Vida de Lamennais, Famalicão, Ed. do Autor, 1943; Biografias, ed. cit., vol. III, pp. 973.
- Considerações, Famalicão, Ed. do Autor, 1944; Considerações e outros textos, Lisboa,
Assírio & Alvim, 1988, pp. 13-64; Textos e Ensaios Filosóficos, ed. cit., vol. I,
pp. 83-121.
- Vida de Leopardi, Famalicão, Ed. do Autor, 1944; Biografias, ed. cit., vol. III, pp. 75149.
- Vida de Leonardo da Vinci, Famalicão, Ed. do Autor, 1944 (?); Biografias, ed. cit., vol.
III, pp. 151-234.
- Conversação com Diotima, Famalicão, Ed. do Autor, 1944; Textos e Ensaios
Filosóficos, ed. cit., vol. I, pp. 123-170.
- Parábola da Mulher de Loth, seguida de Policlés e de um Apólogo de Pródico de Ceos,
Lisboa, Ed. do Autor; Famalicão, Ulmeiro, 1998; Textos e Ensaios Filosóficos,
ed. cit., vol. I, pp. 171-205.
- Diário de Alcestes, Famalicão, Ed. do Autor, 1945; Lisboa, Ulmeiro, 1990; Textos e
Ensaios Filosóficos, ed. cit., vol. I, pp. 207-230.
- Sete Cartas a um Jovem Filósofo, Famalicão, Ed. do Autor, 1945; Lisboa, Ulmeiro,
1990/ 1997; Textos e Ensaios Filosóficos, ed. cit., vol. I, pp. 231-285.
- Stendhal. Mérimée, Famalicão, Ed. do Autor, 1947; Estudos e Obras Literárias, org. de
Paulo A.E. Borges, Lisboa, Âncora, 2002, pp. 13-72.
- Vida de William Penn, Famalicão Ed. do Autor, 1946; Biografias, ed. cit., vol. III, pp.
235-304.
- Herta. Teresinha. Joan., Lisboa, Portugália, 1953; Lisboa, Cotovia, 1989; Estudos e
Obras Literárias, ed. cit., 73-153.
- Reflexão à margem da literatura portuguesa, Brasília, Ministério da Educação e Cultura
do Brasil, 1957; Guimarães Ed., 1990/ 1996; Ensaios sobre a Cultura e Literatura
Portuguesa e Brasileira, org. de Paulo A.E. Borges, Lisboa, 2000, vol. I, pp. 2587.
- Um Fernando Pessoa, Porto Alegre, Instituto Estadual do Livro, 1959; Lisboa,
Guimarães Ed., 1959/ 1988/ 1996; Ensaios sobre a Cultura e Literatura
Portuguesa e Brasileira, ed. cit., vol. I, pp. 89-117.
- As Aproximações, Lisboa, Guimarães Ed., 1960; Lisboa, Relógio d’Água, 1990; Textos
e Ensaios Filosóficos, ed. cit., vol. II, pp. 17-92.
- Só Ajustamentos, Bahia, Imprensa Oficial da Bahia, 1962; Textos e Ensaios Filosóficos,
ed. cit., vol. II, pp. 93-144.
- Presença de Portugal, Rio de Janeiro, Livros de Portugal, 1962; Ensaios sobre a
Cultura e Literatura Portuguesa e Brasileira, ed. cit., vol. I, pp. 119-139.
- Carta Vária, Lisboa, Relógio d’Água, 1988/ 1990 (3ª).
- Considerações e outros textos, Lisboa, Assírio & Alvim, 1988/ 1989 (2ª)
- Dispersos, introd. de Fernando Cristóvão, apres. e org. de Paulo A. E. Borges, Lisboa,
ICALP, 1988/ 1989 (2ª, revista e aumentada).
6
- Lembranças sul-americanas de Mateus Maria Guadalupe, Lisboa, Cotovia, 1989,
Estudos e Obras Literárias, ed. cit., pp. 183-287.
- Uns Poemas de Agostinho, Lisboa, Ulmeiro, 1989/ 1997 (4ª).
- Educação de Portugal, Lisboa, Ulmeiro, 1989/ 1996 (3ª); Textos Pedagógicos, ed. cit.,
vol. I, pp. 89-151.
- Quadras Inéditas, Lisboa, Ulmeiro, 1990/ 1997 (2ª).
- Do Agostinho em torno de Pessoa, Lisboa, Ulmeiro, 1990/ 1997 (2ª).
- Ir à Índia sem Abandonar Portugal, Lisboa, Assírio & Alvim, 1994.
- Vida Conversável, org. de H. Siewierski, Lisboa, Assírio & Alvim, 1994/ 1998 (2ª).
- Conversas com Agostinho da Silva, entrevista de Victor Mendanha, Lisboa,
Pergaminho, 1994/ 1997 (6ª).
- A Última Conversa, entrevista de Luís Machado, pref. de Eduardo Lourenço, Lisboa,
Notícias, 1995/ 2001 (8ª).
- Namorando o Amanhã, Alhos Vedros, Centro de Animação Cultural de Alhos Vedros,
1996.
- Reflexões, Aforismos e Paradoxos, Brasília, Thesaurus, 1999.
- O Império acabou. E agora?, entrevista de Antónia de Sousa, Lisboa, Notícias, 2000/
2001 (4ª).
- Textos e Ensaios Filosóficos, org. de Paulo A.E. Borges, Lisboa, Âncora/ Círculo de
Leitores, 1999, 2 vols.
- Textos Pedagógicos, org. de Helena M. Briosa e Mota, Lisboa, Âncora/ Círculo de
Leitores, 2000, 2 vols.
- Ensaios sobre a Cultura e Literatura Portuguesa e Brasileira, org. de Paulo A.E.
Borges, Lisboa, Âncora/ Círculo de Leitores, 2000/ 2001, 2 vols.
- Estudos sobre Cultura Clássica, org. de Paulo A.E. Borges, Lisboa, Âncora/ Círculo de
Leitores, 2002.
- Estudos e Obras Literárias, org. de Paulo A.E. Borges, Lisboa, Âncora/ Círculo de
Leitores, 2002.
- Biografias, org. de Helena M. Briosa e Mota, Lisboa, Âncora/ Círculo de Leitores,
2003, 3 vols.
- Textos Vários/ Dispersos, org. de Paulo A.E. Borges, Lisboa, Âncora/ Círculo de
Leitores, 2003.
Sobre Agostinho da Silva.
AA.VV.
- Tradição e Inovação: sua unidade em Agostinho da Silva, Porto, C.A.D.A., 1996-1999.
- Agostinho [da Silva], São Paulo, Green Forest do Brasil Editora, 2000.
- I Ciclo Agostiniano (actas), Faial, Faialentejo, 2003.
- Agostinho da Silva, um pensamento a descobrir, Torres Vedras, Cooperativa de
Comunicação e Cultura/ Associação Agostinho da Silva, 2004.
Agostinho da Silva, Pedro
- “Agostinho da Silva: pressupostos, concepção e acção de uma política externa do Brasil
com relação à África”, in AA.VV., Agostinho [da Silva], São Paulo, Green Forest
do Brasil Editora, 2000, pp. 288-303.
7
- “Agostinho da Silva e o Desenvolvimento da política externa do Brasil em relação à
África”, in AA.VV., I Ciclo Agostiniano (actas), Faial, Faialentejo, 2003, pp. 225240.
Alvim, Ruy Pereira e
- “Agostinho da Silva: um outro modo de pensar o homem português ou a sua
reconstrução necessária”, in AA.VV., Agostinho [da Silva], São Paulo, Green
Forest do Brasil Editora, 2000, pp. 353-356.
Azevedo, Maria da Conceição
- “A Propósito de Educação de Portugal e de Aforismos e Paradoxos: breves
apontamentos sobre a concepção pedagógica de Agostinho da Silva”, in AA.VV.,
Tradição e Inovação: sua unidade em Agostinho da Silva, Porto, C.A.D.A., 19961999, pp. 163-164.
Bastos, João Pereira
- “A Digressão pelo Mundo de um Humanista Irrequieto”, in AA.VV., Agostinho [da
Silva], São Paulo, Green Forest do Brasil Editora, 2000, pp. 201-204.
Belo, Maria Natércia Ramos Duarte
- O pensamento pedagógico segundo Agostinho da Silva (TM), Covilhã, UBI, 2000.
- “Metafísica em Agostinho da Silva”, in AA.VV., I Ciclo Agostiniano (actas), Faial,
Faialentejo, 2003, pp. 203-224.
- “Lusofonia em Agostinho da Silva”, in AA.VV., I Ciclo Agostiniano (actas), Faial,
Faialentejo, 2003, pp. 241-244.
- “Agostinho da Silva: a pedagogia da Razão”, in AA.VV., Agostinho da Silva, um
pensamento a descobrir, Torres Vedras, Cooperativa de Comunicação e Cultura/
Associação Agostinho da Silva, 2004, pp. 29-34.
Blanco, José
- “Agostinho da Silva no Senegal: um relatório (inédito) de uma atitude (também
inédita)”, in AA.VV., Agostinho [da Silva], São Paulo, Green Forest do Brasil
Editora, 2000, pp.
Borges, Paulo A.E.
- “Silva, Agostinho da”, Logos, Enciclopédia Luso-Brasileira de Filosofia, Lisboa/ São
Paulo, Verbo, 1992, vol. IV, pp. 1120-1125.
- “Agostinho da Silva ou a Divina Paradoxia”, Philosophica, Lisboa, nº 4, Novembro de
1994, pp. 149-154; AA.VV., Agostinho [da Silva], São Paulo, Green Forest do
Brasil Editora, 2000, pp. 250-255 (versão ampliada); Paulo A.E. Borges,
Pensamento Atlântico, Lisboa, IN-CM, 2002, pp. 377-384.
- “Para a realização do impossível: pensando a partir de e em homenagem a Agostinho da
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especial de O Comércio do Porto, Porto, 3 de Abril de 1996, p. VII; Paulo A.E.
Borges, Pensamento Atlântico, Lisboa, IN-CM, 2002, pp. 385-390.
- “Critério da Edição” e “Estudo Introdutório”, in Agostinho da Silva, Textos e Ensaios
Filosóficos, org. de Paulo A.E. Borges, Lisboa, Âncora, 1999, vol. I, pp. 7-30.
- “Uma Disponibilidade para o que se não sabe”, in Agostinho da Silva, Textos e Ensaios
Filosóficos, org. de Paulo A.E. Borges, Lisboa, Âncora, 1999, vol. II, pp. 7-13.
- “Portugal e Brasil na Senda do Pentecostes”, in Agostinho da Silva, Ensaios sobre a
Cultura e Literatura Portuguesa e Brasileira, org. de Paulo A.E. Borges, Lisboa,
Âncora, 2000, vol. I, pp. 7-21.
8
- “Em Prol da Paz”, in Agostinho da Silva, Ensaios sobre a Cultura e Literatura
Portuguesa e Brasileira, org. de Paulo A.E. Borges, Lisboa, Âncora, 2001, vol. II,
pp. 7-9.
- “Idade de Ouro, Civilização e Teatro”, in Agostinho da Silva, Estudos sobre Cultura
Clássica, org. de Paulo A.E. Borges, Lisboa, Âncora, 2002, pp. 7-13.
- “A Literatura de Agostinho”, in Agostinho da Silva, Estudos e Obras Literárias, org. de
Paulo A.E. Borges, Lisboa, Âncora, 2002, pp. 7-9.
- “Regressar com Agostinho ao Intemporal Futuro”, in Agostinho da Silva, Textos
Vários/ Dispersos, org. de Paulo A.E. Borges, Lisboa, Âncora, 2003, pp. 9-14.
- “O Espírito Santo em Agostinho da Silva”, in AA.VV., I Ciclo Agostiniano (actas),
Faial, Faialentejo, 2003, pp. 67-92.
- “A poesia pensante e mística de Agostinho da Silva”, in AA.VV., Os Longos Caminhos
do Ser: Homenagem a Manuel Barbosa da Costa Freitas, Lisboa, UCP, 2003, pp.
75-108.
- “Do ‘nada que é tudo’. A poesia pensante e mística de Agostinho da Silva”, in AA.VV.,
Agostinho da Silva, um pensamento a descobrir, Torres Vedras, Cooperativa de
Comunicação e Cultura/ Associação Agostinho da Silva, 2004, pp. 121-156.
Borges, Paulo A.E./ Mota, Helena M. Briosa e
- “As muitas dimensões de Agostinho da Silva”, Aprender ao Longo da Vida, Lisboa, nº
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Bruneti, Almir de Campos
- “Um Agostinho da Silva, uns Fernando Pessoa”, Nova Renascença, Porto, vol. VIII, nºs
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- “Um outro Agostinho da Silva”, in AA.VV., Agostinho [da Silva], São Paulo, Green
Forest do Brasil Editora, 2000, pp. 43-47.
Cabral, Mário
- “A Leitura Sociopolítica do Espírito Santo em Agostinho da Silva: ou a concretização
do Reino”, in AA.VV., I Ciclo Agostiniano (actas), Faial, Faialentejo, 2003, pp.
17-66.
Carmo, Luís
- “Errância e Ascese em Agostinho da Silva”, in AA.VV., Agostinho da Silva, um
pensamento a descobrir, Torres Vedras, Cooperativa de Comunicação e Cultura/
Associação Agostinho da Silva, 2004, pp. 115-120.
César, Constança Marcondes
- “Agostinho da Silva e Joaquim de Fiore”, in AA.VV., Filosofia, Educação e Sociedade,
Campinas, 1989; Constança Marcondes César, O Grupo de São Paulo, Lisboa,
IN-CM, 2000, pp. 169-176.
- “Agostinho da Silva e o Sebastianismo”, in AA.VV., Filosofia, Educação e Sociedade,
Campinas, 1989; Constança Marcondes César, O Grupo de São Paulo, Lisboa,
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