Sumário
1 EMBRAPA DESENVOLVE SISTEMA INFORMATIZADO DE GESTÃO
AMBIENTAL PARA AQUICULTURA
2
NOTA DO COMITÊ BRASIL SOBRE O CÓDIGO FLORESTAL
3
CRESCIMENTO
DO
LIXO
ELETRÔNICO
POPULAÇÃO E O MEIO AMBIENTE
AMEAÇA
A
SAÚDE
DA
Embrapa desenvolve sistema informatizado de gestão ambiental para
aqüicultura
Fonte: http://www.cnpma.embrapa.br/nova/mostra2.php3?id=900 ( acessada em 03/05/2012)
Pesquisadores do projeto Manejo e Gestão Ambiental da Aquicultura, componente do Projeto em Rede
Aquabrasil da Embrapa, desenvolveram um sistema informatizado de gestão ambiental da aquicultura –
Aquisys.
O sistema informatizado Aquisys foi elaborado no âmbito do Projeto Manejo e
Gestão Ambiental da aquicultura, liderado por Julio Queiroz da Embrapa Meio
Ambiente (Jaguariúna, SP). A pesquisadora responsável pelo plano de ação onde o
Aquisys foi desenvolvido, Maria Conceição Pessoa, da Embrapa Meio Ambiente
explica que o acesso ao sistema será on-line via web e permitirá que produtores
possam utilizá-lo para avaliar se as práticas conduzidas em suas propriedades estão
alinhadas
às
orientações
de
Boas
Práticas
de
Manejo
da
Aquicultura.
O
desenvolvimento do sistema contou com a participação dos pesquisadores Maria
Conceição Peres Young Pessoa, Julio Ferraz de Queiroz, Marcos Eliseu Losekann e
Mariana Silveira Moura e Silva e das estagiárias Ana Flávia Rodrigues Seixas e
Daniela Aparecida Bosso da Embrapa Meio Ambiente, assim como com a
colaboração do pesquisador Luis Inoue da Embrapa Amazônia Ocidental e do
analista Carlos Pazianotto da Embrapa Meio Ambiente.
O Aquisys é um sistema informatizado desenvolvido para ser acessado via WEB visando auxiliar a gestão
ambiental da aquicultura em apoio às boas práticas de manejo - com foco inicial no cultivo de tilápia. O
sistema reuniu em um único local diversas informações e estimativas importantes para o produtor, antes
dispersas ou em linguagem difícil de entendimento. Assim, o sistema considera três temas principais
“Boas práticas de manejo da aquicultura na propriedade”; “Leis, órgãos e serviços relacionados à
aquicultura” e“Apoio à gestão ambiental da aquicultura”, onde cada um oferece diversos módulos para
obtenção de diagnósticos, estimativas, informação ou organização de informação que apoie politicas
publicas para o setor.
Aquisys leva em conta as principais demandas de piscicultores, identificadas nos levantamentos
realizados em solicitações de informações técnicas formuladas em dias de campo do projeto componente
citado e de questionamentos direcionados ao serviço de apoio ao contribuinte da Embrapa Meio
Ambiente, após essas ações.
A partir dos temas priorizados foram selecionadas práticas passíveis de serem realizadas pelo produtor
na propriedade, as quais foram apresentadas no sistema pelas opções ou módulos disponibilizados por
tema. Assim, por exemplo, o tema boas praticas de manejo para tilápia apresenta nove módulos
inseridos nos subtemas avaliações expeditas de uso das BPM´s, indicadores de qualidade de água,
indicadores de manejo e produção do cultivo, e avaliação da lucratividade da produção do cultivo. O
sistema também disponibiliza um
Banco de Dados especifico para organizar e recupera as informações
coletadas em levantamos realizados junto aos produtores considerando 95 questões da matriz sistêmica
(questionário produzido no âmbito do projeto em que o Aquisys foi desenvolvido), possibilitando
recuperar essas informações por estado, data ou armazená-las em arquivo externo para, apos
tratamento dos dados, identificar problemas para então contribuir à proposição de políticas públicas para
o setor.
O Aquisys foi desenvolvido para uso do produtor rural, pois requer informações que o próprio produtor
está acostumado a usualmente acompanhar na propriedade. Entretanto o uso da tecnologia requer um
conhecimento mínimo do uso de ferramentas computacionais e de acesso a internet pelo produtor.
Assim, caso o produtor ainda sofra essa carência, o programa poderá ser acessado por cooperativas que
favoreçam a sua utilização, bem como a inclusão digital desses produtores para que tenham o acesso a
ferramentas gratuitas, como o Aquisys.
O produtor terá acesso ao calculo automático de estimativas de biometria, quantidade de ração a ser
fornecida em função do peso do peixe e da temperatura , quantidade de fertilizantes químicos a serem
aplicados no viveiro, indicadores de doenças a partir de aspectos físicos e comportamentais dos peixes
observados nos viveiros, avaliações da qualidade da água por kits colorimétricos ou medidores
eletrônicos, avaliações da qualidade da água por populações macro invertebradas bentônicas , vários
indicadores que contribuem à avaliação da lucratividade da produção. Também terão acesso à
informação sobre órgãos importantes para a piscicultura nacional, entre outros.
“O Aquisys está em fase de validação de acesso externo via rede internet e, por essa razão, ainda não foi
disponibilizado aos usuários externos sem login e senha de acessos”, diz Pessoa. A previsão de liberação
de acesso ao público externo é até agosto deste ano.
Para a pesquisadora Emiko Kawakami Resende, da Embrapa e líder do Aquabrasil, o Aquisys será um
instrumento muito importante para a gestão da piscicultura ao nível dos produtores. Muitas informações
e principalmente a avaliação das boas práticas de manejo poderão ser avaliadas pelos próprios
produtores.
Luis Inoue da Embrapa Amazônia Ocidental, colaborador no desenvolvimento do sistema, diz que “essa
iniciativa é uma poderosa ferramenta para a aquicultura nacional, visto que um dos aspectos em maior
discussão na atividade atualmente no pais é a questão ambiental de nossos cultivos. Muitas vezes os
técnicos da aquicultura até fazem o monitoramento das principais variáveis físicas e químicas da
qualidade da água e dos sedimentos dos cultivos, mas a interpretação destes resultados de maneira
integrada ficam a desejar. “A ideia do Aquisys neste sentido é fundamental, pois é possível obter quase
que de maneira instantânea com os dados ambientais básicos o diagnostico da qualidade ambiental de
um cultivo, no aspecto da adoção das Boas Praticas de Manejo”, diz Inoue.
“Atualmente a Global Aquaculture Alliance (http://www.gaalliance.org) fornece a certificação ambiental
das BPM´s para as principais industrias da aquicultura como salmão, catfish, pangasius e camarão
marinho. O atendimento as normas de certificação industrial são rigorosas. Mas uma ferramenta simples
e útil como o Aquisys que auxiliem no dia a dia dos envolvidos na aquicultura, principalmente no Brasil,
era desconhecida até agora com o seu lançamento”, acrescentou Inoue.
Outro projeto, liderado pelo pesquisador Marcos Losekann da Embrapa Meio Ambiente, já foi submetido à
apreciação da Embrapa para aprofundar a validação da ferramenta a públicos diversos e para assegurar
o uso correto do sistema junto aos produtores de tilápia e outros cultivos, que não estejam familiarizados
ao uso de ferramentas computacionais.
Nota do Comitê Brasil sobre o Código Florestal
Fonte:
http://d3nehc6yl9qzo4.cloudfront.net/downloads/nota_codigo_florestal_26abril12.pdf
(acessada em 02/05/2012)
O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável
manifesta sua profunda indignação com a aprovação do projeto de Código Florestal pela
Câmara dos Deputados em 25 de abril. A aprovação do relatório do deputado Paulo Piau
representa o maior retrocesso na legislação ambiental na história do País.
Se o texto aprovado pelo Senado já significava anistia aos desmatamentos ilegais e
incentivos a novos desmatamentos, os deputados conseguiram o que parecia impossível:
torná-lo ainda pior. O texto revisado pela Câmara dos Deputados, além de ferir os princípios
constitucionais da isonomia, da função social da propriedade e da proibição de retrocessos em
matéria de direitos fundamentais, fere frontalmente o interesse nacional
Usando hipocritamente o discurso de defesa dos pequenos proprietários, os deputados
derrubaram as poucas melhorias que o Senado efetuou e aprovaram um texto que apresenta
incentivos reais a novos desmatamentos, inclusive em nascentes e outras áreas de produção de
água, ocupações em manguezais (apicuns), e permite benefícios econômicos mesmo para
quem continuar a desmatar ilegalmente
Considerando a inconstitucionalidade do projeto e a contrariedade ao interesse
nacional, que trazem perversos impactos na vida de todos brasileiros, confiamos e apoiamos o
compromisso da presidenta Dilma de não aceitar anistia a crimes ambientais, redução de área
de preservação permanente e incentivos aos desmatamentos, o que só ocorrerá com o Veto
Total ao projeto aprovado na Câmara.
Brasília, 26 de abril de 2012
Crescimento do lixo eletrônico ameaça a saúde da população e o Meio
ambiente
Fonte: http://www.guiadigital.info/index.php?not=1&pesq_not=1&mostra=12988
(atualizada e acessada em 02/05/2012)
O resíduo desse tipo de materiais contém substâncias perigosas, que podem impactar o
meio ambiente e ameaçar a saúde da população. A estimativa é que cada brasileiro descarta
cerca de 0,50 quilo de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos por ano.
O superintendente de Resíduos Sólidos da secretaria, Jorge Pinheiro, disse à Agência
Brasil que em razão das substâncias perigosas contidas nesse tipo de aparelhos, é necessário
organizar uma logística reversa no estado que acompanhe as discussões dos acordos setoriais,
previstos na Lei 12.305/10, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Caberá ao
grupo de trabalho técnico, constituído em Brasília, definir o acordo setorial, que dará as
diretrizes para implementação da logística reversa dos eletroeletrônicos, disse.
Pinheiro avaliou que às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre
Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, programada para junho próximo, no Rio de Janeiro,
a adequação dos empreendimentos à nova lei de resíduos sólidos será de vital importância.
Segundo ele, para que isso possa ocorrer de forma equilibrada e em conformidade legal, as
novas práticas entre fornecedores e clientes precisarão ser adequadas, visando ao
compartilhamento de responsabilidades.
Atualmente, existem ações pontuais de fabricantes que coletam os resíduos de seus
equipamentos, por exemplo, e empresas ou organizações não governamentais (ONGs) que
coletam ou recebem equipamentos eletroeletrônicos, dando a destinação final”, declarou.
É o caso, de acordo com Pinheiro, da Fábrica Verde, projeto da SEA, que recebe doações de
computadores e periféricos para reutilização, capacitando jovens do Complexo do Alemão, na
Penha, bairro da zona norte da cidade, para a atividade de manutenção e montagem de
computadores.
Os novos aparelhos montados são destinados a entidades sem fins lucrativos e órgãos
públicos instalados nas comunidades, declarou o superintendente. Ele ressaltou que novas
empresas de remanufatura de resíduos eletroeletrônicos estão entre os negócios promissores
para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
O superintendente observou, por outro lado, que os equipamentos descartados têm valor
econômico, pois contém materiais valiosos e raros. O seu descarte correto é importante
porque muitos elementos apresentam elevado teor de toxicidade, e também pelo fato de que,
de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o mundo
produz entre 20 a 50 milhões de toneladas métricas de lixo tecnológico todos os anos.
Na fabricação de computadores e celulares, por exemplo, são usados vários metais, entre
os quais ouro, prata, gálio, índio, chumbo, cádmio e mercúrio. Alguns, como o cádmio, são
agentes cancerígenos. Outros, como o chumbo, prejudicam o cérebro e o sistema nervoso,
lembrou Pinheiro.
Nas duas campanhas de esclarecimento e conscientização dos consumidores para o descarte
correto do lixo eletrônico, promovidas pela secretaria, foram coletadas quase 12 toneladas de
resíduos eletroeletrônicos, “sem contar os computadores que são reaproveitados na Fábrica
Verde,no Complexo do Alemão”.
Pinheiro ressaltou que a cadeia de reciclagem ainda não se acha estruturada para o fluxo
desses resíduos e reforçou a necessidade de participação do setor produtivo para a viabilidade
da logística reversa.
Segundo o superintendente da SEA, mesmo antes das definições dos acordos setoriais
previstos no decreto de regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a secretaria
já vem trabalhando a questão de valorização dos resíduos dentro do Plano Estadual de Gestão
Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), que está em elaboração.
Em relação aos cuidados que a população deve ter em relação a esses materiais, o
superintendente recomendou que devem procurar empresas de reciclagem que comprem
resíduos eletroeletrônicos e tenham como garantir a destinação correta desses materiais. Outra
alternativa, disse, “é guardar em casa até a montagem de uma logística reversa ou entrar em
contato com o fabricante do produto e saber se ele tem uma solução”.
Os consumidores devem procurar empresas de reciclagem que comprem resíduos
eletroeletrônicos e tenham como garantir a destinação correta desses materiais.
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