Agricultura de Baixa Emissão de Carbono:
A evolução de um novo paradigma
REL ATÓ RIO CO M PLET O
este estudo está disponível no www.observatorioabc.com.br
Ficha Técnica
Projeto:
Observatório ABC
Apoio:
CLUA – Aliança pelo Clima e Uso da Terra
Organização Responsável:
Fundação Getulio Vargas
Centro de Agronegócio da Escola de Economia de São
Paulo
Coordenador do GVagro:
Roberto Rodrigues
Coordenação do projeto:
Angelo Costa Gurgel
Cecilia Fagan Costa
Felippe Serigati
Equipe técnica do projeto:
Fernanda Casagrande Rocha
Guarany Ipê do Sol Osório
Mario Monzoni
Sérvio Tulio Prado Junior
Coordenador do Estudo:
Eduardo Delgado Assad
Equipe técnica do Estudo:
Eduardo de Morais Pavão
Maria Leonor R.C. Lopes Assad
Susian Christian Martins
SUMÁRIO
1. Agricultura de Baixa Emissão de Carbono: a construção de um paradigma ......... 1
1.1 O despertar: da Eco-92 à Política Nacional de Mudanças Climáticas .................. 1
1.2 Compromissos na COP-15 ...................................................................................... 4
2 Plano ABC: invertendo o sinal de carbono da agropecuária brasileira................... 9
2.1 Fundamentos estratégicos ....................................................................................... 9
2.2 Fundamentos técnicos ........................................................................................... 12
2.3 Ações transversais ................................................................................................. 29
3 Da teoria à prática: evolução do Programa ABC (2010-2012) ............................... 50
3.1 Implantação, operação, contratos e execução financeira no ano de 2010 ........... 52
3.2 Operação, contratos e execução financeira no ano de 2011 ................................. 52
3.3 Operação, contratos e execução financeira no ano de 2012 ................................. 53
3.4 BNDES e Banco do Brasil: diferenças de execução ............................................. 57
4 O Plano operativo do Programa ABC ..................................................................... 59
4.1 Comitês, comitês gestores e atores principais ...................................................... 59
4.2 Sinergia com as políticas climáticas estaduais ..................................................... 62
4.3 Parcerias com o setor privado .............................................................................. 64
5 Sugestões para o monitoramento do Plano ABC .................................................... 70
5.1 Monitoramento das pastagens .............................................................................. 72
5.2 Monitoramento dos sistemas ILPF e ILP ............................................................. 74
5.3 Monitoramento do plantio direto ......................................................................... 77
5.4 Monitoramento da fixação biológica de nitrogênio.............................................. 77
5.5 Monitoramento das florestas plantadas ............................................................... 77
5.6 Monitoramento do tratamento de dejetos animais .............................................. 78
6 Rumo a 2020: como acelerar o ABC para cumprir as metas de Copenhague ....... 79
6.1 A obrigatoriedade das análises de solo e de carbono no solo ............................... 79
6.2 A recuperação de pastagens .................................................................................. 81
ii
6.3 Municípios prioritários para capacitação ............................................................ 86
7
Efetividade do Plano ABC .................................................................................... 91
7.1 O ABC e as particularidades regionais ............................................................... 91
7.2. Operadores financeiros do Programa ABC ........................................................ 93
7.3 O papel da Embrapa ............................................................................................ 94
7.4 Plano ABC e a agricultura de base familiar ........................................................ 95
7.5 Esforço para capacitação de agricultores e de agentes rurais ............................ 97
7.6 E o que pensam os produtores rurais? ................................................................ 98
7.7 Plano ABC: agricultura sustentável para garantir o futuro........................... 100
8 Sugestões e conclusões finais .................................................................................. 101
9 Bibliografia Consultada ......................................................................................... 105
10 Anexos .................................................................................................................. 111
iii
ÍNDICE DE TABELAS
Tabela 1.01. Proposta brasileira de mitigação de emissões de GEE. (Casa Civil da
Presidência da República, Brasília, 2009 e Notificação do Brasil à UNFCCC,
Acordo de Copenhague)................................................................................................ 5
Tabela 2.01. Emissões anuais de CO2 eq. por GPV (ganho de peso vivo) até abate
em quatro cenários de manejo (resultados obtidos em experimentos da Embrapa
Agrobiologia)............................................................................................................... 12
Tabela 2.02. Parâmetros utilizados para o cálculo da redução das emissões nas
propostas referentes à Recuperação de Pastagens Degradadas e ILP. ..................... 15
Tabela 2.03 Resumo das emissões em pastagens com e sem recuperação na
proposta referente à Recuperação de Pastagens Degradadas. .................................. 16
Tabela 2.04. Estoques de Carbono (t C ha-1) no solo em pastagem degradada,
pastagem manejada e vegetação nativa em diferentes localidades no Brasil (0-30
cm). .............................................................................................................................. 17
Tabela 2.05. Estoques de Carbono (t C ha-1) no solo em Sistema Plantio
Convencional (SPC), Sistema Plantio Direto (SPD) e vegetação nativa em
diferentes localidades no Brasil (adaptado para a profundidade de 0-30 cm).......... 20
Tabela 2.06. Redução das emissões (em milhões de t CO2 eq. ha-1 ano-1) na
proposta referente à adoção do Sistema Plantio Direto (SPD) em 8 milhões de
hectares. ....................................................................................................................... 21
Tabela 2.07 Aspectos relacionados ao processo de fixação do nitrogênio
atmosférico por via industrial e biológica. ................................................................. 25
Tabela 2.08 Parâmetros utilizados para o cálculo da redução das emissões (em
milhões de t CO2 eq. -1 ano-1) na proposta referente à adoção da tecnologia de
Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) em 5,5 milhões de hectares de soja. ............ 26
Tabela 2.09 Parâmetros utilizados para o cálculo da redução das emissões (em
milhões de t CO2 eq. ano-1) na proposta referente à ampliação do uso de
tecnologias para tratamento de 4,4 milhões de m3 de dejetos de animais para
geração de energia e produção de composto orgânico. .............................................. 29
Tabela 2.10 Cursos presenciais na área de Ciências Agrárias em funcionamento no
Brasil. Fonte: eMEC, consultado em 05/02/2013. ...................................................... 34
Tabela 2.11. Distribuição estadual das instituições de ensino, pesquisa, extensão,
sindicatos e cooperativas no Brasil. ............................................................................ 36
Tabela 2.12 Área total de pasto sujo e pasto com solo exposto e número de
municípios e suas respectivas áreas totais nos estados pertencentes ao TerraClass. 48
Tabela 3.01 Distribuição dos projetos e recursos alocados para o Programa ABC
no ano safra 2012/2013 até novembro de 2012........................................................... 53
iv
Tabela 3.02 Volume de desembolso no plano ABC por região até 23/01/2013
(Fonte: MAPA)............................................................................................................ 55
Tabela 3.03 Comparação entre a execução das aplicações feitas no Programa ABC
pelo BNDES e pelo Banco do Brasil até 23/01/2013. .................................................. 57
Tabela 4.01. Relação das principais empresas produtoras e importadoras de
inoculantes no Brasil. .................................................................................................. 66
Tabela 6.01 Categorias de municípios, que possuam escritórios ou bases de
capacitação instalada. ................................................................................................. 88
Tabela 6.02 Distribuição das categorias de municípios por Unidade da Federação. 88
v
ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 1.01 Projeção para as emissões de gases do efeito estufa (GEE) com o
cumprimento dos compromissos assumidos em Copenhague, não comprometendo
o crescimento brasileiro (Adaptado de MCT, 2010). ................................................... 6
Figura 2.01 Esquema representativo da degradação de pastagem (Foto: Embrapa
CNPGL)....................................................................................................................... 14
Figura 2.02 Dinâmica da matéria orgânica do solo na camada de 0-20 cm em dois
sistemas de cultivo em experimento de longa duração (Souza, 1997). ...................... 18
Figura 2.03. Área de plantio direto no Brasil – evolução entre 1972 e 2012 (Fonte:
FEBRAPDP). .............................................................................................................. 22
Figura 2.04. Área total sob SPD em diversos países. Até 2008, o Brasil era o
terceiro país do mundo em área plantada com SPD (Fonte: Derpsch e Friedrich,
2009). ........................................................................................................................... 23
Figura 2.05 Bactérias do gênero Rhizobium ou Azorhizobium em simbiose com a
planta, vivendo nos seus nódulos radiculares (Foto: Marisa Piccolo). ...................... 24
Figura 2.06 Vendas de inoculantes das empresas filiadas à ANPII (Fonte:
http://www.anpii.org.br/?estatistica/2/). .................................................................... 27
Figura 2.07 Distribuição espacial de unidades de ensino de superior em Ciências
Agrárias no Brasil. ...................................................................................................... 34
Figura 2.08 Distribuição de cursos de Ciências Agrárias por região no Brasil. ....... 35
Figura 2.09. Número de cursos de graduação em Agronomia por estado no Brasil. 35
Figura 2.10 Localização das cooperativas com atividades relacionadas à produção
de grãos, carne e leite em todo território nacional. Fonte: OCB. .............................. 38
Figura 2.011 Localização dos sindicatos rurais com atividades em todo território
nacional. Fonte: CNA. ................................................................................................ 39
Figura 2.12 Localização, por estado dos escritórios de assistência técnica e extensão
rural no Brasil (Fonte: ASBRAER http://www.asbraer.org.br/nossasassociadas). . 40
Figura 2.13 Evolução da taxa de desmatamento na Amazônia entre 1988-2012. ..... 41
Figura 2.14 Tipologias de uso do solo e municípios-alvo para implementação das
ações do Eixo Fomento às Atividades Sustentáveis (Fonte: PPCDAm, 2012). ......... 42
Figura 2.15 Áreas antropizadas e remanescentes no bioma Cerrado. Segundo o
IBAMA – PROBIO, 47,95% da área de Cerrado estão antropizados (Fonte: Sano
et al., 2008). ................................................................................................................. 46
vi
Figura 2.16 Identificação dos municípios com pastagens degradadas segundo os
resultados
do
Projeto
TerraClass.
Adaptado
de
TerraClass/INPE
http://www.inpe.br/cra/projetos_pesquisas/terraclass.php ....................................... 48
Figura 3.01 Porcentual e valor médio dos recursos aplicados por região (Fonte:
MAPA, 23/01/2013). .................................................................................................... 56
Figura 4.01 Estratégia de implementação do Plano ABC (Fonte: MAPA). .............. 60
Figura 4.02. Estados da Federação com atuação dos Grupos Gestores Estaduais
(GGE) (Fonte: MAPA). .............................................................................................. 61
Figura 4.03 Fluxograma proposto pelo MAPA para as ações de capacitação dos
diversos atores, em nível federal, estadual e municipal. ............................................ 62
Figura 4.04 Estados que possuem política estadual de mudança do clima com
alguma sinergia com o Plano ABC e estados que têm política de mudança do clima
com pequena ou nenhuma aderência ao Plano ABC. ................................................ 64
Figura 4.05 Distribuição espacial dos produtores de sementes de forrageiras no
Brasil, registrados no RENASEM-MAPA e associados da UNIPASTO................... 66
Figura 4.06 Distribuição espacial dos fabricantes de biodigestores no Brasil. ......... 69
Figura 5.01 Imagens da série temporal do sensor Modis disponibilizadas pelo
Laboratório de Agricultura e Floresta do INPE. Nesta curva, aparece a mudança
de uso do solo em 2004, quando o produtor migrou de cultura anual (picos
maiores) para pastagem, que possui curva mais suavizada. ..................................... 73
Figura 5.02 Procedimento para a coleta de amostras indeformadas. ....................... 76
Figura 6.01 Distribuição espacial dos laboratórios de análise de solos no Brasil,
segundo informação dos provedores IAC, ROLAS, PROFERT, CELA e PAQLF. 80
Figura 6.02 Distribuição espacial dos pastos degradados no Brasil, com taxas de
lotação variando de 0,1 a 0,6 UA/ha/ano. ................................................................... 82
Figura 6.03 Distribuição espacial da possível atuação das universidades na
capacitação do Plano ABC, num raio de 100 km e num raio de 200 km. ................. 87
Figura 6.04 Distribuição espacial dos municípios que possuem de três a seis bases
de apoio para multiplicação do Plano ABC conforme indicado na tabela 6.01. ....... 90
vii
RELAÇÃO DE SIGLAS
ABRAF – Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas
ANPII – Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes
ASBRAER – Associação Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural
Ater – Assistência Técnica e Extensão Rural
CAR – Cadastro Ambiental Rural
CELA-PR – Comissão Estadual de Laboratórios de Análise Agronômica
CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
CNPGC – Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Corte
CNPGL – Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Leite
CRA/INPE – Centro Regional da Amazônia INPE
Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Embrater – Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural
FBN – Fixação Biológica de Nitrogênio
GEE – Gás do efeito estufa
GTP – Global Temperature Potential
GWP – Global Worming Potential
IAC – Instituto Agronômico de Campinas
ILP – Integração Lavoura-Pecuária
ILPF – Integração Lavoura-Pecuária-Floresta
INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
IPCC – International Panel on Climate Change (Painel Intergovernamental sobre
Mudança Climática, no português)
MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário
MMA – Ministério do Meio Ambiente
NAMAs – Nationally Appropriate Mitigation Actions (Ações de Mitigação
Nacionalmente Apropriadas, no português)
OCB – Organização das Cooperativas Brasileiras
Oepa – Organização Estadual de Pesquisa Agropecuária
PAQLF – Programa de Análise de Qualidade de Laboratórios de Fertilidade
PD – Plantio direto
PNMC – Política Nacional de Mudanças do Clima
viii
PRODES – Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite
PROFERT-MG – Programa Interlaboratorial de Controle de Qualidade de Análise de
Solo de Minas Gerais
ROLAS – Rede Oficial dos Laboratórios de Análise de Solo e de Tecido Vegetal dos
Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina
SAF – Sistema Agroflorestal
SPD – Sistema de Plantio Direto
UNFCCC – United Nations Framework Convention on Climate Change (Convenção
das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – CNUMC , no português)
UNIPASTO – Associação de Empresas e Produtores de Sementes de Forrageiras
URT – Unidade de Referência Tecnológica
ix
RESUMO
O Plano ABC, de fomento à adoção de boas práticas agrícolas para reduzir as
emissões de gases do efeito estufa da agricultura, faz do Brasil um dos principais
protagonistas na discussão mundial sobre o combate às mudanças do clima. Seus
resultados, porém, ainda são tímidos, pois é preciso vencer barreiras burocráticas,
ampliar a capacitação de técnicos, orientar empresas de planejamento na elaboração de
projetos, adaptar regras de crédito e, principalmente, ampliar a participação do setor
privado na execução do programa.
Este estudo procura identificar os principais entraves encontrados após três anos
de recursos investidos nas ações preconizadas pelo plano e pelo programa que lhe dá
forma prática e apresentar um diagnóstico com o qual se procura oferecer soluções de
curto e médio prazo para aumentar a eficiência do plano. Para tanto, é preciso conhecer
o histórico do ABC, sua base técnico-científica, suas propostas, avaliar sua eficiência
nos últimos três anos e apresentar possíveis soluções.
x
1. Agricultura de Baixa Emissão de Carbono: a construção de um paradigma
1.1 O despertar: da Eco-92 à Política Nacional de Mudanças Climáticas
A assinatura da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do
Clima, durante a Cúpula da Terra no Rio de Janeiro, em 1992 (Eco-92), trouxe o debate
sobre o aquecimento global e desenvolvimento sustentável dos corredores da Academia
para a agenda dos governos no mundo inteiro.
Primeiro país a firmar o documento, por ser a sede da conferência, o Brasil
adotou, a partir de 1994, uma série de decisões de governo destinadas a dar forma
prática às decisões políticas tomadas pela convenção e por outros acordos produzidos no
Rio, em especial a Agenda 21, uma carta de intenções que visava romper o padrão
tradicional de desenvolvimento sujo. A Presidência da República, por meio do Decreto
nº 1160, de 21 de junho de 1994, constituiu a CIDES (Comissão Interministerial de
Desenvolvimento Sustentável), com objetivo de propor estratégias, políticas e
instrumentos nacionais referentes à Agenda 21, além de definir critérios e prioridades
nacionais para obtenção de recursos para execução das ações propostas pelo documento.
As políticas propostas diziam respeito às negociações internacionais sobre
desenvolvimento sustentável, estabeleciam que o MCT (Ministério da Ciência e
Tecnologia, hoje MCTI) ficaria encarregado de coordenar as ações em mudança do
clima e que o MMA (Ministério do Meio Ambiente) seria responsável pelas ações
atinentes à Convenção da Diversidade Biológica, também firmada em 1992.
Em 1997, os países-membros da Convenção do Clima assinaram o Protocolo de
Kyoto, que, pela primeira vez, estabelecia metas numéricas de redução de gases do
efeito estufa, obrigando as nações desenvolvidas a adotá-las entre 2008 e 2012. Os
países em desenvolvimento ficaram livres de obrigações de mitigação, uma vez que
pouco ou nada haviam contribuído para o aquecimento da Terra até aquele momento.
Ao contrário: estavam entre as maiores vítimas da mudança climática produzida pela
industrialização dos ricos. As vulnerabilidades do Brasil vinham sendo discutidas pela
comunidade científica desde 1988, quando a Organização Meteorológica Mundial e o
Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente criaram o IPCC (Painel
Intergovernamental sobre Mudança Climática). Naquele mesmo ano, a Universidade de
São Paulo promoveu um workshop de abrangência nacional sobre o tema, que ensejou
as primeiras pesquisas brasileiras em mudança climática.
1
Quase dois anos após Kyoto, em 7 de julho de 1999, um decreto presidencial
instituiu a CIMGC (Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima), com a
finalidade de articular as ações de governo decorrentes da convenção. Nesta comissão,
estão presentes onze ministérios.
Para cumprir seus compromissos no âmbito da Convenção do Clima, o País
precisou engajar-se mais ativamente e oficialmente nas discussões mundiais entre
nações que iniciavam os seus inventários de gases do efeito estufa. O Ministério da
Ciência e Tecnologia criou a Coordenação Geral de Mudanças Globais do Clima, que
atua nos assuntos referentes aos projetos de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento
Limpo), como inventário nacional de gases do efeito estufa, definição de políticas de
mitigação e adaptação, estimativas anuais de emissão de GEE e outras contribuições da
Ciência com o apoio do PROBIO.
No ano de 2007, o IPCC lançou seu Quarto Relatório de Avaliação da Ciência
do Clima, que concluiu que o aquecimento da Terra é “inequívoco” e “muito
provavelmente” agravado por atividades humanas. Naquele ano, antecipando um
encontro da Convenção do Clima em Bali, Indonésia, que lançaria as bases do acordo
substituto do Protocolo de Kyoto, o Ministério do Meio Ambiente criou a Secretaria de
Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental. Ela é responsável pela definição de
estratégias e proposição de políticas referentes à mitigação e adaptação às mudanças do
clima e pela coordenação do Grupo Executivo (GEX) do CIM (Comitê Interministerial
sobre Mudança do Clima – este liderado pela Casa Civil da Presidência da República),
encarregado da elaboração do Plano Nacional sobre Mudança do Clima, publicado em
2008. O plano marcou uma reviravolta na política climática brasileira, pois, pela
primeira vez, o País assumia uma meta numérica doméstica, ainda que voluntária, de
redução de gases do efeito estufa: comprometia-se a reduzir em 80% o desmatamento
na Amazônia em relação a uma linha de base fixada a partir da média de anos
anteriores.
Em 2009, a Convenção do Clima reunir-se-ia em Copenhague, Dinamarca, para
produzir o que se esperava ser um novo regime global de combate aos gases-estufa a
partir do plano de ação definido em Bali. Com base no Plano Nacional de Mudança do
Clima e amparado na redução do desmatamento (e das emissões) na Amazônia
verificada desde 2005, o País deu mais um salto: definiu um conjunto de metas de
redução de GEE para vários setores da economia, a ser ofertadas à comunidade
internacional como medida voluntária do Brasil, cujo resultado esperado seria a redução
2
de emissões entre 36,1% e 38,9% em relação ao que seria emitido em 2020 se nada
fosse feito. No mesmo ano, o País sancionou a Política Nacional de Mudança do Clima,
que transforma em lei as metas brasileiras, e o Fundo Nacional de Mudança do Clima
(Fundo Clima), que destina uma fatia da participação especial do petróleo para ações de
adaptação e mitigação.
Foi também em 2009, no contexto das metas da política nacional, que se
desenhou o que viria a ser o Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano
ABC). O setor agropecuário, responsável por cerca de 30% das emissões do Brasil,
havia ficado de fora das ações de mitigação previstas no Plano Nacional. Mas, já havia,
em 2008, discussões avançadas sobre o tema na Academia. Naquele ano, após o
lançamento do estudo “A Nova Geografia da Produção Agrícola”, financiado pela
Embaixada Britânica e executado pela Embrapa e pela Universidade Estadual de
Campinas, ficou claro que, se mantida a política de inação referente ao aquecimento
global, já no ano de 2020, o Brasil poderia perder aproximadamente R$ 7 bilhões,
considerando somente o aumento de temperatura de 1o C. Os impactos maiores seriam
sentidos nas culturas de soja, milho e café, e havia, portanto, a necessidade de se criar
um plano que tivesse como foco, em um primeiro momento, a redução das emissões de
gases do efeito estufa na agricultura.
Ao mesmo tempo, outros estudos foram sendo feitos e, juntamente com os
resultados do inventário nacional dos GEE feito pelo MCT, foi possível começar a
quantificar a possível redução das emissões e quais deveriam ser as tecnologias que, se
financiadas, promoveriam esta redução. A ideia era mostrar que, num curto espaço de
tempo, a agricultura brasileira poderia deixar de ser altamente emissora de gases-estufa
para se tornar um setor muito eficiente na sua mitigação.
O Plano Nacional de Mudança do Clima é, na realidade, o resultado da
construção das ações que começaram em 1988. Em toda essa trajetória, por vários
momentos, avanços do conhecimento científico permitiram ou promoveram o avanço da
política ambiental nacional. Os avanços obtidos na execução do inventário nacional de
gases do efeito estufa deixam clara essa sinergia entre ciência e política. Uma
quantidade importante de cientistas participou do processo de elaboração do inventário
e, num intervalo de tempo muito curto (próximo de cinco anos), foram gerados os
fatores de emissão de diversos setores da nossa economia e adotados nos cálculos do
inventário.
3
No ano de 2013, será feita a primeira revisão do plano, com forte participação da
sociedade, por meio do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, cujo presidente é o
Presidente da República e o secretário-executivo, um membro da comunidade científica.
Atualmente, para a execução da política nacional, o Brasil dispõe de cerca de R$
5 bilhões anuais. Este montante está distribuído entre os recursos captados no Fundo
Amazônia (R$ 1,3 bilhão em doações internacionais), a verba do petróleo alocada no
Fundo Clima (R$ 500 milhões) e o programa ABC (R$ 3,4 bilhões). A execução
financeira desse recurso, porém, ainda é baixa.
1.2 Compromissos na COP-15
O Brasil, como país em desenvolvimento, não foi obrigado a fixar metas de
redução de emissões de gases do efeito estufa pelo Protocolo de Kyoto. Entretanto,
apresentou na COP-15, a conferência do clima de Copenhague, um conjunto de ações
voluntárias (NAMAS – Nationally Appropriate Mitigation Actions, ou Ações de
Mitigação Nacionalmente Apropriadas, em português) para reduzir suas emissões até
2020. O chamado desvio de trajetória, de 36,1% a 38,9%, permitiria ao País deixar de
emitir cerca de 1,2 bilhão de toneladas de CO21 equivalente (t CO2eq). As NAMAS do
Brasil foram assim definidas:
• Redução em 80% da taxa de desmatamento na Amazônia e em 40% no
Cerrado em relação a uma linha de base predefinida, implicando em redução
de emissões da ordem de 669 milhões de t CO2 eq.;
• Adoção, na agricultura, da recuperação de pastagens atualmente degradadas,
promoção da integração lavoura-pecuária, ampliação do plantio direto na
palha e da Fixação Biológica de Nitrogênio, ações que implicariam em corte
de emissões entre 133 e 166 milhões t CO2 eq.;
• Ampliação da eficiência energética, do uso de bicombustíveis, da oferta de
hidrelétricas e fontes alternativas (biomassa, eólica, pequenas centrais
hidrelétricas) e o uso na siderurgia de carvão de florestas plantadas,
totalizando uma redução em emissões variáveis entre 174 e 217 milhões t
CO2 eq.
1
Por definição, 1kg de CO2 vale 0,2727 kg de carbono equivalente, já que considera apenas a massa das
moléculas de carbono em um quilo de dióxido de carbono. 1 kg de C é igual a 3,666 Kg CO2 eq.
4
Posteriormente, nos compromissos que envolvem o componente agropecuário,
adicionaram-se as estratégias de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e os
sistemas agroflorestais (SAFs), bem como a produção de florestas plantadas e o
processo de tratamento de dejetos animais.
Tabela 1.01. Proposta brasileira de mitigação de emissões de GEE. (Casa Civil da
Presidência da República, Brasília, 2009 e Notificação do Brasil à UNFCCC,
Acordo de Copenhague).
Ações de mitigação
Uso da Terra
Desmatamento na Amazônia (80%)
Desmatamento no Cerrado (40%)
Agropecuária
Recuperação de pastos
ILP, ILPF, SAF
Plantio direto
Fixação Biológica de Nitrogênio
Energia
Eficiência energética
Uso de biocombustíveis
Expansão de energia por hidrelétrica
Fontes alternativas
Siderurgia
Total
2020
Tendencial
1.084
627
901
92
2.704
Amplitude da redução 2020
mi t CO2 eq.
669
564
104
133
83
18
16
16
166
12
48
79
26
8
976
669
564
104
166
104
22
20
20
207
15
60
99
33
10
1052
Proporção de redução
(%)
24,7
20,9
3,9
4,9
3,1
0,7
0,6
0,6
6,1
0,4
1,8
2,9
1,0
0,3
36,1
24,7
20,9
3,9
6,1
3,8
0,8
0,7
0,7
7,7
0,6
2,2
3,7
1,2
0,4
38,9
No caso dos biocombustíveis, a proposta é de que, até 2020, haja uma redução
de 48 milhões a 60 milhões de toneladas de CO2 equivalente pela substituição de
combustíveis fósseis por biocombustíveis. Nesse caso, e considerando que o setor
sucroalcooleiro saia da estagnação em que se encontra, para atingir a meta, será
necessário um crescimento de 500 mil hectares por ano de área cultivada com cana-deaçúcar até o ano de 2020. Trata-se de uma meta razoável, uma vez que, na região
Centro-Sul, maior produtora de etanol no País, existem disponíveis para expansão 13
milhões de hectares, de acordo com o zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar. A
Figura 1.01 mostra as projeções, com e sem mitigação, em 2020. Em todos os setores,
considerou-se um crescimento do PIB de no máximo 6% ao ano. Ressalte-se que as
condições atuais (2011 e 2012) de PIB muito baixo, em torno de 1% a 1,5% ao ano, não
favorecem o alcance das metas no setor agropecuário e no de biocombustíveis, porque,
em situação de estagnação econômica, seria mantido o mesmo patamar das emissões de
2010, sem ações de mitigação que envolvem investimentos. Um crescimento de 4% a
6% do PIB associado à mitigação permitiria mais facilmente atingir as metas, uma vez
que os investimentos seriam vinculados a tecnologias de mitigação. Com crescimento
5
econômico baixo, corta-se os investimentos e fica-se como está, sem cumprimento das
metas.
O exemplo do setor sucroalcooleiro é didático nesse sentido. Os compromissos
assumidos em Copenhague indicam que, por meio dos biocombustíveis, pretende-se
reduzir as emissões em 60 milhões de toneladas de CO2 eq. até o ano de 2020. O setor
está estagnado desde a crise de 2008, com uma oferta interna de 550 milhões de
toneladas de cana-de-açúcar. Se a produtividade da cana crescer das atuais 70 t/ha
médias e chegar a 90 t/ha, ou seja, se houver ganho tecnológico, com baixo
investimento em expansão de área plantada, a oferta pode chegar a 750 milhões de
toneladas de cana-de-açúcar em 2020. Considerando o potencial de mitigação do etanol
com relação à gasolina, isso significa que, mantido esse cenário, atinge-se somente algo
entre 18% e 20% da meta de Copenhague para os biocombustíveis. Já, no caso inverso,
havendo ganho tecnológico e expansão de área plantada, é possível chegar a mais de 1,2
bilhão de toneladas de cana e a meta pode até ser superada, tanto na geração de
biocombustíveis, quanto no componente de geração de bioeletricidade. Não está sendo
considerado, nesses cálculos, o aumento do estoque de carbono no solos quando da
substituição de pastos e áreas degradadas pela cana-de-açúcar, como previsto no
zoneamento agroecológico.
Figura 1.01 Projeção para as emissões de gases do efeito estufa (GEE) com o
cumprimento dos compromissos assumidos em Copenhague, não comprometendo
o crescimento brasileiro (Adaptado de MCT, 2010).
A situação atual das ações de mitigação brasileiras que já possuem
monitoramento é que, no caso do desmatamento da Amazônia, em 2012, já se cumpriu
6
84% da meta estabelecida. No caso do Cerrado, entre junho de 2009 e julho de 2010, a
taxa de desmatamento diminuiu 16%. Se comparados aos índices de 2002
(disponibilizados na base PROBIO do MMA), a queda da taxa de desmatamento do
Cerrado em 2010 foi de 40% (MMA, 2011). Não existem dados oficiais da taxa de
desmatamento até o ano de 2012, uma vez que não foram desenvolvidos os sistemas de
monitoramento anual com cobertura completa do bioma Cerrado e de monitoramento
em tempo quase real, como é feito pelo INPE na Amazônia. Esse sistema de
monitoramento deverá ser implantado no decorrer do ano de 2013 no Cerrado pelo
MMA. Uma vez implantado, produzirá dados e informações que permitirão agilizar e
atualizar o sistema de controle e fiscalização. Neste momento, será possível, então,
avaliar as metas para o desmatamento do Cerrado.
O plano setorial da agricultura, conhecido como Plano ABC, está no seu terceiro
ano, com R$ 3,4 bilhões destinados a práticas agrícolas que promovam a redução de
emissões. As ações de redução de GEE a partir do uso de biocombustíveis ficaram no
Plano Decenal de Energia (PDE – 2020).
Apesar de o Plano ABCter sido concluído apenas em 2011, no contexto da
Política Nacional de Mudança do Clima, o País já apresentava, antes disso, ações
concretas no sentido de financiar a redução das emissões de GEE na atividade agrícola.
Tais medidas foram implementadas por meio do Programa ABC, sob responsabilidade
do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). O programa foi
incluído no Plano Agrícola e Pecuário 2010-2011, para financiar os agricultores que
adotassem práticas adequadas, tecnologias e sistemas produtivos eficientes que
contribuíssem para a mitigação dos GEE. Sua forma de atuação é regionalizada,
oferecendo a oportunidade de estados e municípios aderirem.
Nesse ponto, é preciso esclarecer a diferença entre o plano e o programa. O
Plano ABC é um conjunto de propostas de tecnologias limpas que, quando da sua
adoção, permitirão reduzir ou evitar as emissões de gases do efeito estufa, com metas
bem definidas e estabelecidas em Copenhague. Ele foi criado oficialmente pelo decreto
7.390, de 9 de dezembro de 2010. Acompanha o plano, além das proposições
tecnológicas fundamentadas em estudos científicos, um componente operativo, que
procura buscar as soluções para o seu principal entrave, que é o treinamento dos
principais atores, ou seja, setor financeiro, extensionistas e produtores. O Programa
ABC é um conjunto de ações e normas de financiamento que segue as indicações de
financiamento sugeridas no plano, mas que, por questões operacionais, agregou vários
7
outros programas que existiam no Ministério da Agricultura. Isso acabou levando à
incorporação, no programa, de alguns itens que não necessariamente reduzem as
emissões ou que, em certos casos, são até mesmo emissores de gases do efeito estufa
(veja quadro na pág. XX). Essas ambiguidades podem ser – e algumas já estão sendo –
corrigidas. A comparação detalhada entre o plano e o programa e suas consequências
será feita no Estudo 2 do Observatório ABC.
8
2 Plano ABC: invertendo o sinal de carbono da agropecuária brasileira
2.1 Fundamentos estratégicos
2.1.1 O papel da Ciência
O Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas Visando
à Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura, nome
oficial do Plano ABC, tem o objetivo de garantir o aperfeiçoamento contínuo e
sustentado das práticas de manejo que reduzam a emissão dos gases do efeito estufa.
Este plano surgiu a partir dos resultados dos inventários de gases do efeito estufa
feitos em 1996 e 2006 pelo MCT, que evidenciaram que uma parcela importante das
emissões brasileiras vinha das atividades agropecuárias. Nos inventários, são
computadas emissões de diversos setores da agricultura, notadamente a emissão de
metano (CH4) pela fermentação entérica dos bovinos e pelo cultivo de arroz irrigado; a
emissão de diversos gases pela queima da cana; a emissão de óxido nitroso (N2O) e
dióxido de carbono (CO2) pelos solos agrícolas a partir da aplicação de fertilizantes
sintéticos e de resíduos agrícolas etc. Estava bem sinalizado que, segundo os métodos
de inventário determinados pelo IPCC (2006), as emissões da agricultura brasileira
eram significativas. A partir daí, independentemente do método utilizado para
inventariar as emissões, tornou-se necessário aumentar o conhecimento sobre o balanço
de gases na agricultura em diversos sistemas de produção, incluindo o sistema pecuário
e os sistemas de produção integrados. Tal necessidade tinha dois objetivos: aumentar a
independência do País em relação aos índices de emissão determinados preliminarmente
pelo IPCC (o chamado “nível 1”); e incluir nos próximos inventários o estado da arte da
pesquisa agropecuária brasileira, que possuía informações acumuladas havia mais de
vinte e cinco anos e que não estavam sendo levadas em consideração no balanço final
dos GEE.
Como exemplo, no cálculo de emissões do rebanho bovino, somente era
determinada a emissão por fermentação entérica. Há, aqui, sem dúvida, uma forte
emissão de metano. Entretanto, em sistemas de produção de pastos que adotam boas
práticas agrícolas, quando se inclui no cálculo a quantidade de carbono que é retida nos
solos, constata-se que esse sistema neutraliza, em termos de CO2 equivalente, a emissão
do metano do gado. Há, portanto, um balanço positivo. Por outro lado, nos pastos
degradados, o balanço de GEE é negativo.
9
No caso da cana, era computada somente a queimada, forte emissora de CO2 e
outros gases. Entretanto, o etanol emite um décimo do que emite a gasolina. Esse
cálculo não entrava no balanço da agricultura. Vários exemplos como estes foram
detectados, e tanto o setor público, quanto o setor privado entenderam que, com
pequenos ajustes nos sistemas de produção já conhecidos, a agricultura brasileira
poderia responder com eficiência pela mitigação de GEE no Brasil num curto espaço de
tempo. Seriam necessários dois caminhos: primeiro, definir os fatores de emissão da
agricultura tropical; e, em seguida, buscar nas boas práticas agrícolas maior eficiência
na produção e no balanço final de GEE. Os principais alvos seriam a redução do
desmatamento para a ocupação pela pecuária, principalmente na Amazônia; a
recuperação de pastos degradados no País inteiro; a adoção do plantio direto; e a
Fixação Biológica de Nitrogênio. A escolha destes quatro alvos estava baseada em três
aspectos: escala do empreendimento, importância econômica e alta eficiência na
redução de emissões de gases do efeito estufa, notadamente metano, dióxido de carbono
e óxido nitroso. Adotando essas práticas, num horizonte de dez anos, a agricultura
brasileira poderia deixar de ser altamente emissora de GEE para se tornar eficiente na
sua mitigação.
2.1.2 O papel das políticas públicas
Para tanto, seria necessário reduzir a pressão de expansão da pecuária na
Amazônia, aumentar sua eficiência em outras regiões do Brasil e criar condições de
financiamento de sistemas de produção, e não somente de itens de produção. Esse é o
grande avanço que se pretende com o Plano ABC: incorporar nas atividades da
agricultura o sistema de produção e o financiamento do sistema de produção. Havia, em
2009, total condição técnica e científica para propor essas ações para o governo federal.
O contexto político também era o ideal, já que o governo do então presidente Luiz
Inácio Lula da Silva via a conferência de Copenhague, em dezembro daquele ano, como
uma oportunidade de ampliar a projeção internacional do Brasil. A comunidade
científica brasileira e o Ministério do Meio Ambiente souberam aproveitar esse contexto
e convencer a Presidência da República a apresentar tais ações como NAMAS na
cúpula sobre o clima.
Dessa maneira, o Plano ABC procurou, na sua concepção original, incentivar
arranjos produtivos favoráveis que assegurassem a redução de emissões de gases do
10
efeito estufa, elevando simultaneamente a renda dos produtores, sobretudo com a
expansão das seguintes práticas: (i) recuperação de pastagens degradadas; (ii) sistemas
de integração lavoura-pecuária-floresta; (iii) sistema de plantio direto na palha; (iv)
substituição de fertilizantes nitrogenados pela Fixação Biológica do Nitrogênio na
produção de leguminosas (como, por exemplo, a soja e o feijão), além de outras
espécies (como cana-de-açúcar, e milho, feijão) em desenvolvimento pela pesquisa; (v)
plantio de florestas, além do incentivo a estudos sobre a adaptação de plantas, no Brasil,
aos novos cenários de aquecimento do planeta, com sustentabilidade na produção de
alimentos nos próximos dez anos e o estímulo ao uso de tecnologias para geração de
energia e compostagem a partir do tratamento dos dejetos animais.
O processo de construção do plano foi um dos mais participativos dentre os
planos setoriais da Política Nacional sobre Mudança do Clima. Após divulgar os
compromissos assumidos em Copenhague, o MAPA e o MDA (Ministério do
Desenvolvimento Agrário) iniciaram a formação de um grupo de discussão, sendo aos
poucos incluídas instituições públicas, privadas e do terceiro setor. No total, foram mais
de trinta instituições e aproximadamente cem pessoas participando. O processo de
discussão pareceu lento no início, mas foi o que deu toda a robustez ao plano, incluindo
a percepção da sociedade brasileira com relação ao papel da agricultura na mitigação
dos gases do efeito estufa. A lentidão do processo decisório foi o que atrasou a
publicação do plano, entregue oficialmente ao MMA em maio de 2011. Porém, as
propostas gerais do Plano ABC, apresentadas em Copenhague, começaram a vigorar a
partir da sua publicação no Diário Oficial da União, por meio de decreto 7.390, de 9 de
dezembro de 2010.
Entre as ações já adotadas, destaca-se a criação, pelo Ministério da Agricultura,
do Programa ABC (Programa de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) e sua
inclusão no Plano Agrícola e Pecuário 2010-2011, para financiar os agricultores que
adotem práticas adequadas, tecnologias e sistemas produtivos eficientes que contribuam
para a mitigação dos gases do efeito estufa. O valor disponibilizado naquele ano-safra
foi de R$ 2 bilhões. Já, no ano de 2011-2012, chegou-se a R$ 3,15 bilhões e, em 20122013, a R$ 3,4 bilhões.
11
2.2 Fundamentos técnicos
Como dito anteriormente, havia, em 2009, total condição técnica e científica
para propor o Plano ABC. Porém, como o conhecimento científico, na sua maioria,
estava restrito aos meios acadêmicos e a projetos-piloto (exceto para a Fixação
Biológica de Nitrogênio, amplamente adotada no plantio da soja, e o plantio direto),
torna-se necessário descrever minimamente as suas bases científicas e tecnológicas.
2.2.1 Recuperação de Pastagens
A degradação de pastagens é o processo progressivo de perda de vigor, de
produtividade e de capacidade de recuperação natural das pastagens para sustentar os
níveis de produção e qualidade exigidos pelos animais, assim como para superar os
efeitos nocivos de pragas, doenças e invasoras. Esse processo é resultado de manejo
inadequado, culminando com a deterioração dos recursos naturais. Com o avanço do
processo de degradação, verifica-se a perda de cobertura vegetal e a redução no teor de
matéria orgânica do solo, o que causa a emissão de CO2 para atmosfera (Tabela 2.01).
Com a recuperação das pastagens, inverte-se o processo e o solo passa a acumular
carbono.
Tabela 2.01. Emissões anuais de CO2 eq. por GPV (ganho de peso vivo) até abate
em quatro cenários de manejo (resultados obtidos em experimentos da Embrapa
Agrobiologia).
12
Sistema
Pastagem
Ganho de
peso
(g/cab/dia)
Emissão de CO2 eq. /kg GPV
Emissão de Emissão de Emissão de Emissão
N 2O
CO2
CH4
total GEE
(kg)
(g)
(g)
(g)
1 - Degradada – Brachiaria
decumbens
137
26.880
4.086
1.355
32,3
2 - Bom manejo sem N – B.
decumbens
191
13.714
2.675
847
17,2
3 - Consórcio – B. decumbens
e Stylosanthes guianensis
364
7.226
1.921
684
9,8
4 - Com 150 kg de N –
Panicum maximum
904
2.036
470
698
3,2
Na tabela 2.01. é possível verificar que, com a recuperação da pastagem, reduzse em pelo menos 60% a emissão de CO2 no sistema de produção. Tal fato abre
caminhos importantes para reduzir barreiras não tarifárias e buscar a certificação
ambiental da carne brasileira.
A estratégia proposta para recuperação e manutenção da produtividade das
pastagens contribui para mitigar a emissão dos GEE, resultando em aumento
significativo na produção de biomassa. Isso, por sua vez, permite um aumento da
capacidade de suporte2 dessas pastagens dos atuais 0,4 para 1 ou mais unidade animal
por hectare (UA/ha)3, reduzindo a pressão pela conversão de novas áreas em pastagens.
Por outro lado, a reposição de nutrientes na pastagem assegura uma dieta de melhor
qualidade para o gado, reduzindo o tempo de abate e, consequentemente, a emissão de
gás metano (CH4) por meio de fermentação entérica (Kurihara et al., 1999).
A recuperação da pastagem proporciona ao sistema um maior estoque de
carbono quando comparado a um pasto degradado, uma vez que o sistema radicular das
forrageiras, naquela condição, é mais abundante, e o acúmulo de matéria orgânica no
solo diminui as perdas de CO2 para a atmosfera, conforme ilustrado na figura 2.01.
2
Capacidade de suporte: função da disponibilidade de forragem (MS, ou matéria seca) no pasto e do
consumo de MS pelos animais.
3
Unidade Animal (UA) / ha: medida usada para padronizar o peso dos animais de um rebanho e que
corresponde a um animal de 450 kg em 1 hectare.
13
Figura 2.01 Esquema representativo da degradação de pastagem (Foto: Embrapa
CNPGL).
Para o cálculo do balanço de GEE em recuperação de pastagens degradadas,
foram utilizados os seguintes parâmetros (Tabela 2.02):
• Emissões de N2O de fertilizantes aplicados no solo agrícola, onde um valor
médio de 100 kg de N produz emissões equivalentes a 645,5 kg CO2 eq. ha-1
(IPCC, 2006);
• Considerando a taxa de ocupação de 1 UA ha-1 ano-1, os bovinos de corte
emitem anualmente o equivalente a 410 kg CO2 eq. ha-1 ano-1 (excretas
bovinas) (IPCC, 2006); e,
• Os bovinos emitem de 50 a 55 kg de CH4 ano-1 cabeça-1. Utilizando 21 como
GWP (Global Warming Potential, ou potencial de aquecimento)4 do metano,
isso representa de 1.000 kg a 1.155 kg CO2 eq. cabeça-1 ano-1 (Lima et al,
2001)5. Com base nos fatores de emissão do IPCC (2006), Nível 1, o total de
N excretado por 1 UA é estimado em 162 g N dia-1, sendo que as emissões
4
GWP é uma medida de como uma determinada quantidade de gás do efeito estufa (GEE) contribui para
o aquecimento global. Também é comumente identificado apenas pela sigla GWP ou GWF, em
referência aos nomes em inglês. O GWP é uma medida relativa, que compara o gás em questão com a
mesma quantidade de dióxido de carbono (cujo potencial é definido como 1). O potencial de aquecimento
global é calculado sobre um intervalo de tempo específico e este valor deve ser declarado para a
comparação.
5
Existe, no âmbito do IPCC, uma discussão científica sobre se se deve considerar o GWP (que dá uma
relação metano CO2 de 21) ou o GTP (Global Temperature Potential, ou potencial de temperatura global,
no qual a relação metano-CO2 cai para 5, devido ao menor tempo de residência do metano na atmosfera).
Provavelmente, a posição do IPCC quanto a estes itens será definida no AR5, o Quinto Relatório de
Avaliação do painel, com lançamento previsto para 2014.
14
diretas de N2O de excretas (fezes e urina) bovinas equivalem a 2% do total
de N presente nas excretas. As emissões indiretas são calculadas para cada kg
de N na forma de excreta depositada no solo, onde 20% são volatilizados e
30% lixiviados; dos 20% volatilizados, 1% é emitido como N2O, e, dos 30%
lixiviados, 0,75% é emitido como N2O. Assim, com 1 UA ha-1, são
produzidos 59,13 kg N ha-1 ano-1 na forma de excretas. Deste total, 50%, ou
29,6 kg N ha-1, ficam no solo, e o restante é volatilizado ou lixiviado. De
forma direta, é emitido 0,59 kg N-N2O, ou 0,93 kg N2O ha-1 ano-1.
Indiretamente, é emitido 0,25 kg N-N2O, ou 0,39 kg N2O ha-1 ano-1.
Tabela 2.02. Parâmetros utilizados para o cálculo da redução das emissões nas
propostas referentes à Recuperação de Pastagens Degradadas e ILP.
Parâmetro
Taxa de lotação ILP e de pastagens recuperadas
Taxa de lotação em pastagem de baixa produtividade
Emissão por unidade animal (UA)
Variação do estoque de C no solo (ILP e recuperação)
Variação do estoque de C no solo (pastagem de baixa produtividade)
Unidades animais (UA) por cabeça
Área para a recuperação de pastagens
Área de ILP
Adubação nitrogenada na ILP
Adubação nitrogenada em pastagens recuperadas
-1
Fator de emissão do N aplicado (kg CO2 eq. kg N
Período
)
Unidade
-1
UA ha
-1
UA ha
-1
-1
kg CO2 eq. UA ano
-1
-1
kg CO2 eq. ha ano
-1
-1
kg CO2 eq. ha ano
-1
UA cabeça
milhões de ha
milhões de ha
-1
-1
kg N ha ano
-1
-1
kg N ha ano
-1
kg CO2 eq. kg N
Anos
Valor
1
0,4
1866
3791
-4752
0,75
15
4
100
100
6,45
10
Em resumo, para bovinos de corte, 1 UA ha-1 emite anualmente 1,32 kg N2O ha1
, ou o equivalente a 410,5 kg CO2 eq. ha-1 ano-1, na forma de N2O. Experimentos de
campo feitos pela Embrapa Agrobiologia indicam que, no caso específico das excretas
bovinas, o fator de emissão do N2O em área tropical é de 0,6% a 0,7%, e não 2%, como
indicado no Nível 1 (“tier 1”) do IPCC. Esses trabalhos estão sendo avaliados para
publicação.
Considerando tais parâmetros para o cálculo de redução de emissões, tem-se que
um pasto degradado possui capacidade de suporte média de 0,4 UA ha-1 ano-1. Nesse
caso, são emitidos pelos animais 1.866 kg CO2 eq. ano-1. Para efeito de cálculo, são
consideradas duas situações: a região de interface Cerrado-Amazônia (Cerrado 1) e a
região do Cerrado padrão (Cerrado 2). Essas informações mais detalhadas podem ser
obtidas nos trabalhos de Carvalho et al. (2010) e Salton (2005), corroborados por
diversos trabalhos científicos com experimentos de longa duração, feitos na Embrapa,
Oepas e universidades (Alves et al., 2006; Lima et al., 2001; Souza et al., 1997). A
15
redução de carbono nos solos, interpretada aqui como variação do estoque de carbono
ou carbono emitido na forma de CO2 equivalente, será (estimativa média):
• Cerrado 1 = entre 5 t e 6 t CO2 eq. ha-1 ano-1;
• Cerrado 2 = entre 3 t e 4 t CO2 eq. ha-1 ano-1;
• Valor médio = 4 t CO2 eq. ha-1 ano-1.
Por sua vez, a variação do estoque de carbono no solo (com adoção de ILP e de
Recuperação de Pastagens Degradadas) é positiva, em torno de 3,5 t CO2 eq. ha-1 ano-1.
Com a recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas, tem-se,
portanto, uma redução de emissões superior a 100 milhões de t CO2 eq. até 2020,
definida originalmente por ocasião da estruturação do plano ABC (Tabela 2.03).
Tabela 2.03 Resumo das emissões em pastagens com e sem recuperação na
proposta referente à Recuperação de Pastagens Degradadas.
Ano
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Área Implantada
(milhões de ha)
1,5
3,0
4,5
6,0
7,5
9,0
10,5
12,0
13,5
15,0
Emissões
-1
(milhares de t CO2 eq. ano
sem recuperação
com recuperação
104.479,1
72.314,4
104.479,1
62.145,3
104.479,1
51.976,2
104.479,1
41.807,1
104.479,1
31.638,0
104.479,1
21.468,9
104.479,1
11.299,8
104.479,1
1.130,7
104.479,1
-9.038,4
104.479,1
-19.207,5
)
redução
10.169,1
20.338,2
30.507,3
40.676,4
50.845,5
61.014,6
71.183,7
81.352,8
91.521,9
101.691,0
Em trabalhos de levantamento de estoque de carbono no solo em diferentes
localidades do Brasil (Tabela 2.04), observa-se a diferença entre o estoque de carbono
num pasto degradado e num pasto bem manejado.
A resposta do aumento do estoque de carbono numa pastagem é lenta.
Considerando que, num intervalo de dez anos, seria possível atingir o valor médio da
diferença entre o estoque de carbono em pastos degradados e o estoque de carbono em
pastos bem manejados, é possível evitar as emissões em aproximadamente 340 milhões
de t CO2 equivalente. É importante salientar que existem, no Brasil, em torno de 60
milhões de hectares de pastos degradados. Assim, o potencial de mitigação é quatro
vezes maior, uma vez que, no Plano ABC, é contemplada a recuperação de apenas 15
milhões de hectares degradados até o ano de 2020. Esse é um cálculo de ordem global.
16
O estoque médio a ser alcançado pode aumentar ou diminuir dependendo do bioma
onde se encontra o pasto.
Tabela 2.04. Estoques de Carbono (t C ha-1) no solo em pastagem degradada,
pastagem manejada e vegetação nativa em diferentes localidades no Brasil (0-30
cm).
Local
Vegetação Nativa Pastagem degradada Pastagem manejada
BA
DF
GO
MS
GO
MT
Média
55,1
60,8
51,2
54,0
81,9
74,1
62,5
56,1
63,4
41,1
53,5
71,1
54,3
56,5
65,4
69,6
45,5
58,6
74,2
62,8
62,6
Referência
Costa et al., 2009
Marchão et al., 2009
Freitas et al., 2000
Salton et al., 2005
Freitas et al., 2000
Carvalho et al., 2010
2.2.2 Integração Lavoura-Pecuária–Floresta (ILPF) e Lavoura-Pecuária (ILP)6
Os sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), Integração LavouraPecuária-Floresta (ILPF) e os sistemas Agroflorestais (SAFs) são estratégias de
produção sustentáveis que integram na mesma área atividades agrícolas, pecuárias e
florestais, em cultivo consorciado, em sucessão ou rotacionados. Buscam efeitos
sinérgicos entre os componentes do agroecossistema. Essas estratégias contemplam
quatro modalidades de sistemas, assim caracterizados: Integração Lavoura-Pecuária ou
ILP (agropastoril), Integração Lavoura-Pecuária-Floresta ou ILPF (agrossilvopastoril),
Integração Pecuária-Floresta (silvopastoril) e integração Lavoura-Floresta.
O alto teor de matéria orgânica (MO) na superfície do solo é um dos principais
benefícios do sistema integrado, uma vez que isso melhora as condições físicas,
químicas e biológicas do solo. Por outro lado, a adoção de um sistema de monocultura
por alguns anos ocasiona ao sistema a perda de MO constante e, consequentemente,
compromete a qualidade do solo. Nesse sentido, Sousa et al. (1997) e Corsi et al. (2001)
estudaram os teores de MO em diferentes sistemas de cultivo – monocultura, integração
lavoura-pecuária, pastagem – e observaram níveis inferiores no sistema de monocultura
(Figura 2.02).
6
O Brasil possui vasta experiência em sistemas iLP e iLPF. São mais de 30 anos de pesquisa e centenas
de publicações científicas que asseguram o sucesso deste sistema. Hoje existem mais de 150 unidades de
referência em iLP e iLPF que demonstram a efetividade desse sistema de produção. Ver anexo 1.
17
Figura 2.02 Dinâmica da matéria orgânica do solo na camada de 0-20 cm em dois
sistemas de cultivo em experimento de longa duração (Souza, 1997).
A adoção de sistemas de ILP (sistema agropastoril) promove fixação de carbono
no solo pelo grande aporte de resíduos vegetais que produz. A adoção da ILP em 4
milhões de hectares corresponde a uma redução de emissões de 18 milhões a 28 milhões
de t CO2 eq. ou mais. Nesse caso, haveria, adicionalmente, o benefício do poupa-terra,
ou seja, considerando a taxa de lotação de 0,4 UA ha-1 nos pastos degradados e
elevando-se esta taxa para 1 UA ha-1, a diferença será de 0,6 UA ha-1. Com a adoção da
ILP e da recuperação de pastagens, tem-se o adicional de 0,6 UA ha-1 x 19 milhões de
ha, o que seria 11,4 milhões de novas UA no sistema, ou equivalente a 15,2 milhões de
cabeças de gado. Se for mantida a mesma capacidade de suporte nos pastos degradados,
para atingir 11,4 milhões de novas UA, seria necessário desmatar mais 28,5 milhões de
hectares. Este número equivale a setenta e uma vezes a atual taxa de desmatamento
anual da Amazônia.
Os sistemas integrados mais complexos, como ILP, ILPF e SAFs, podem gerar
valores de redução de emissão ainda maiores devido à fixação adicional de carbono na
biomassa florestal e no solo. Com a adoção do sistema ILP, considerando valores
médios de 1,5 t C/ha em dez anos – menos do que o indicado nos trabalhos de Alves et
al. (2008) –, em 2020, atingem-se 21 milhões de t CO2 eq. Somando-se as emissões
evitadas pela recuperação de pastagens à ILP, atingem-se 361 milhões de t CO2 eq., ou
seja, um pouco mais do que o dobro da meta de 133 milhões a 166 milhões de toneladas
de CO2
18
equivalente considerada em Copenhague. Para o balanço final, é necessário
descontar as emissões por fermentação entérica dos bovinos (de cerca de 230 milhões
de t CO2 eq.).
2.2.3 Plantio direto na palha
A perda de carbono orgânico por ação antropogênica deve-se à erosão dos solos
e à oxidação provocada pelo desmatamento e queima da vegetação natural e pela
oxidação microbiana estimulada pelo preparo do solo agrícola. Essas operações de
revolvimento do solo com discos e hastes promovem aeração do solo e aumento da
atividade microbiana aeróbica, que utiliza o carbono orgânico do solo como substrato de
crescimento, reduzindo os teores de matéria orgânica (MO) do solo, além de promover
exposição e erosão deste. Dessa forma, dependendo do sistema de manejo do solo
adotado, a MO pode ser fonte ou sorvedouro de CO2 atmosférico.
O sistema de plantio direto (SPD) consiste num complexo de processos
tecnológicos destinados à exploração de sistemas agrícolas produtivos, compreendendo
a mobilização de solo apenas na linha ou cova de semeadura, a manutenção permanente
da cobertura do solo, a diversificação de espécies e a minimização ou supressão do
intervalo de tempo entre a colheita de uma safra e a semeadura da seguinte.
Este sistema contribui para a conservação do solo e da água, o aumento da
eficiência da adubação e da Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN), o incremento do
conteúdo de matéria orgânica do solo, o aumento na relação custo-benefício, a redução
do consumo de energia fóssil e do uso de agrotóxicos. Além disso, a adoção do SPD
contribui para o aumento da resiliência do solo e resulta na redução da emissão dos
gases do efeito estufa, mediante redução da degradação da MO e do uso de
combustíveis fósseis, já que o plantio direto demanda menor uso de maquinário. A
técnica também permite reduzir o uso de adubo, devido à melhoria que provoca na
qualidade do solo.
A tecnologia do plantio direto é bem difundida e utilizada em grande parte das
áreas atualmente cultivadas, especialmente com soja, milho e trigo, nas regiões do Rio
Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e parte de São Paulo e Mato Grosso do Sul. No
entanto, as regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste aumentam a cada ano a
porcentagem de áreas sob SPD.
19
Propõe-se o aprimoramento da técnica utilizada nessas regiões, ou o “SPD de
qualidade”, que é o plantio direto que tem a capacidade de potencializar todos os
benefícios do sistema. Uma boa referência sobre a definição de SPD de qualidade está
disponível no site do Instituto Agronômico do Paraná7. O SPD de qualidade é baseado
na rotação de culturas e na cobertura permanente do solo, visando a aumentar a retenção
de MO, bem como sua disseminação para outras regiões, em especial o Centro-Oeste, e
para outras culturas, como o algodão.
A principal questão que se coloca sobre o plantio direto diz respeito à sua
qualidade, pois, dependendo da palhada, o acúmulo de carbono não chegará aos 500
kg/ha/ano, valor adotado para calcular as emissões evitadas por esse sistema no Plano
ABC. Mesmo assim, diversos trabalhos na literatura comprovam a eficiência do SPD
em comparação ao SPC (Sistema de Plantio Convencional) em acumular carbono no
solo (Tabela 2.05).
Com um SPD de qualidade, observa-se que, em algumas situações, o acúmulo
de carbono no solo pode, até mesmo, ser maior do que o estoque de carbono da
vegetação nativa (d’Andréa et al., 2004), demonstrando o seu grande potencial em
estocar carbono. Isso porque os sistemas de manejo menos perturbados apresentaram
uma tendência em armazenar mais carbono orgânico no solo. Nos exemplos
apresentados na tabela 2.05, a diferença entre a média do estoque de carbono no sistema
convencional e a média do SPD é de 10,2 t C/ha ou, simplificando, 1 t C/ha ano. Para os
cálculos das projeções do plano ABC, utilizou-se 0,5 t C/ha/ano.
Tabela 2.05. Estoques de Carbono (t C ha-1) no solo em Sistema Plantio
Convencional (SPC), Sistema Plantio Direto (SPD) e vegetação nativa em
diferentes localidades no Brasil (adaptado para a profundidade de 0-30 cm).
7
Local
Vegetação Nativa
SPC
SPD
Referência
GO
SC
GO
DF
MG
PR
RS
RS
Média
45,8
128,3
60,5
-
44,0
82,1
46.5
55,0
46.8
40,6
68,1
51.1
54.4
51,6
98,2
60,0
70.0
57,5
49.6
78.1
62,2
66,0
d’Andréa et al., 2004
Bayer et al., 2002
Siqueira Neto, 2006
Oliveira et al., 2004
Leite et al., 2004
Castro-Filho et al., 1998
Sisti et al., 2004
Lovato et al., 2004
http://www.iapar.br/arquivos/File/zip_pdf/Direto%20na%20Qualidade%20Boletim2.pdf
20
Existem, atualmente, 25 milhões de hectares (FBRPDP, 2012 disponível em
http://www.febrapdp.org.br/ ) nos quais se adota o SPD no Brasil. Considerando-se que
a meta é atingir 33 milhões de hectares em plantio direto (“de qualidade”) até 2020, a
proposta é de incorporar ao sistema produtivo mais 8 milhões de hectares. Assim,
somente com o incentivo para a adoção do sistema em 8 milhões de hectares adicionais
(800 mil hectares ano-1), seriam mais 14,64 milhões de t CO2 eq. retirados da atmosfera
e retidos na MO. Os resultados das estimativas de redução de emissões pela adoção do
SPD são apresentados na Tabela 2.06.
A evolução natural deste sistema no Brasil e todas as suas consequências
positivas têm mostrado que essa meta será de fácil alcance. Nas Figuras 2.03 e 2.04, é
possível verificar a evolução da área cultivada com SPD no mundo e no Brasil, sendo
que, já na safra de 2011, atingiu-se 31 milhões de hectares no Brasil.
Tabela 2.06. Redução das emissões (em milhões de t CO2 eq. ha-1 ano-1) na
proposta referente à adoção do Sistema Plantio Direto (SPD) em 8 milhões de
hectares.
Ano
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Área Implantada
(milhões de ha)
0,8
1,6
2,4
3,2
4,0
4,8
5,6
6,4
7,2
8,0
Emissões
(milhares de t CO2 eq. ano-1)
Emissões sem SPD
Redução
18.696
1.464
17.232
2.928
15.766
4.392
14.304
5.856
12.840
7.320
11.376
8.784
9.912
10.248
8.448
11.712
6.984
13.176
5.520
14.640
21
Safra 11/12;
31.811.000 ha
35000000
30000000
Hectares
25000000
20000000
15000000
10000000
5000000
72
/7
3
74
/7
5
76
/7
7
78
/7
9
80
/8
1
82
/8
3
84
/8
5
86
/8
7
88
/8
9
90
/9
1
92
/9
3
94
/9
5
96
/9
7
98
/9
9
00
/0
1
02
/0
3
04
/0
5
07
/0
8
0
Ano Safra
Figura 2.03. Área de plantio direto no Brasil – evolução entre 1972 e 2012 (Fonte:
FEBRAPDP).
22
25.000.000
20.000.000
15.000.000
10.000.000
5.000.000
0
EUA
Argentina
Brasil
Austrália
Canadá
Paraguai
China
Casaquistão
Bolivia
Uruguai
Espanha
África do Sul
Venezuela
França
Finlândia
Chile
Nova Zelândia
Colômbia
Ucrânia
Outros (Estimativa)
Área sob SPD (ha) em 2007/2008
30.000.000
País
Figura 2.04. Área total sob SPD em diversos países. Até 2008, o Brasil era o
terceiro país do mundo em área plantada com SPD (Fonte: Derpsch e Friedrich,
2009).
Os produtores praticam, em sua maioria, um sistema de plantio direto parcial e
caminham para o SPD com qualidade. Os fundamentos do SPD com qualidade
pressupõem (Medeiros e Calegari, 2007):
• Revolvimento mínimo do solo;
• Manutenção do solo permanentemente coberto por palha e culturas;
• Planejamento da propriedade com culturas para renda e uso de plantas de
cobertura que podem também oferecer rendimentos em curto prazo.
O tempo necessário para os produtores atingirem o SPD com qualidade depende
de vários fatores: exercitar um planejamento mínimo de três anos para a implantação de
sequência de culturas nas glebas da propriedade; dispor de assistência técnica por um
período suficiente, no qual seria realizada a conversão do SPD parcial para o SPD com
qualidade; adotar um novo enfoque de análise dos resultados da propriedade, baseado
no potencial econômico da rotação e não somente na contribuição das culturas
isoladamente (Medeiros & Calegari, 2007).
23
Sá et al. (2004) ressaltaram a importância do tempo de adoção do PD para que as
alterações, tais como acúmulo de matéria orgânica, agregação do solo e ciclagem de
nutrientes, se processem.
2.2.4 FBN (Fixação Biológica de Nitrogênio)
A Fixação Biológica de Nitrogênio é o processo pelo qual o gás N2 atmosférico
é capturado por microrganismos e convertido em compostos nitrogenados disponíveis
às plantas. O ar constitui um suprimento abundante de N2 (gás que compõe 79% da
atmosfera). Porém, na forma gasosa, o nitrogênio não está diretamente disponível para
as plantas. A captura do elemento é realizada por bactérias do gênero Rhizobium ou
Azorhizobium, que vivem em simbiose com a planta, habitando seus nódulos
radiculares (Figura 2.05) e, em certos casos, também seus colmos.
A FBN pode ser chamada de “fábrica biológica”, com capacidade para suprir as
necessidades de nitrogênio da planta, substituindo total ou parcialmente a adubação
nitrogenada.
Figura 2.05 Bactérias do gênero Rhizobium ou Azorhizobium em simbiose com a
planta, vivendo nos seus nódulos radiculares (Foto: Marisa Piccolo).
O sucesso da soja no Brasil está relacionado ao processo de fixação biológica,
capaz de fornecer todo o nitrogênio necessário à planta, mesmo para variedades de alto
rendimento. A tecnologia, hoje, é adotada em todas as áreas cultivadas com a soja no
Brasil, cerca de 24 milhões de hectares, e sua utilização resulta em uma economia anual
24
com fertilizantes nitrogenados em torno de US$ 7 bilhões. Outro exemplo importante da
utilização da tecnologia é nas lavouras de feijão. A inoculação com bactérias
selecionadas por pesquisadores tem resultado em rendimentos com o dobro da média
nacional, o que pode gerar uma economia anual de US$ 500 milhões. A tecnologia
também está sendo desenvolvida para gramíneas como o milho, o trigo e o arroz e está
em fase de testes com a cana-de-açúcar e a braquiária (cartilha Embrapa-FBN,
disponível em http://www.agrosustentavel.com.br/).
A FBN tem papel relevante na redução da emissão de gases do efeito estufa
relacionados à fabricação e ao uso de adubos químicos (Tabela 2.07). Ela também
facilita o sequestro de carbono em situações específicas. Estudos indicam que a fixação
de 90 milhões de toneladas de nitrogênio equivale ao sequestro de quase 1 bilhão de
toneladas de carbono por ano (cartilha Embrapa–FBN).
Tabela 2.07 Aspectos relacionados ao processo de fixação do nitrogênio
atmosférico por via industrial e biológica.
Fixação Industrial
Fertilizantes
Fixação Biológica de Nitrogênio
FBN
Segundo processo biológico mais
Nutriente mais caro, utiliza energia fóssil
importante do Planeta depois da
para produção e distribuição, contribuindo
fotossíntese. Não é poluente, utiliza energia
para a emissão de GEE.
solar, recicla CO2.
Mecanismo responsável por 65% do N2
Têm baixo aproveitamento agronômico e
são poluentes de solo, água e atmosfera.
incorporado aos seres vivos do Planeta.
Representam de 5% a 20% do custo da
produção agrícola.
Consome em torno de 2,5% da energia da
fotossíntese do Planeta.
Representam apenas 2% da absorção total A vida no planeta acabaria em trinta anos
de nitrogênio pelas plantas.
se a FBN parasse.
Fonte: Franco e Balieiro (1999).
Nas etapas de produção e transporte de adubos nitrogenados, as emissões de
gases do efeito estufa decorrentes do consumo de energia fóssil representam entre 40%
e 50% das emissões totais pelo uso de fertilizantes nas lavouras. Em média, o uso de 1
kg de fertilizante nitrogenado emite o equivalente a 10 kg de CO2 (cartilha EmbrapaFBN).
Em 1950, a produção nacional de N foi de 700 toneladas, correspondente a
apenas 7,1% da demanda interna do nutriente. Neste mesmo período, foram importados
13,4 mil toneladas de N. Em 1986, a produção nacional de N foi de 712 mil toneladas,
correspondendo a 82,9% da demanda interna; também foram importados 275 mil
25
toneladas de N. Em 2008, a produção de 686 mil toneladas de N abasteceu apenas 27%
da demanda interna; naquele mesmo ano, a importação de N foi de 1,9 milhão de
toneladas.
O nitrogênio é um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura, chegando a
101 milhões de toneladas consumidos em 2008 no mundo. O Brasil consumiu, naquele
ano, 2,5 milhões de toneladas de N, correspondendo a 2,5% do consumo mundial. O
nitrogênio aplicado como fertilizante, esterco, biossólido e outras fontes nem sempre é
usado de forma eficiente nas culturas. O excedente de nitrogênio é particularmente
suscetível a emissões de N2O. A eficiência média de utilização do nitrogênio na
agricultura brasileira está em torno de 60%, com um déficit de, aproximadamente, 800
mil toneladas de nitrogênio por ano, mesmo se considerando todo o nitrogênio da soja e
feijão proveniente da fixação biológica (Yamada e Lopes, 1999). Assim, o aumento da
eficiência no uso do nitrogênio pode reduzir emissões de N2O e, indiretamente, reduzir
emissões de GEE na fabricação de fertilizantes com nitrogênio. Ao reduzir perdas por
volatilização e lixiviação8, a maior eficiência no uso do nitrogênio pode reduzir também
as emissões de N2O em outros pontos.
Por tudo isso, a Fixação Biológica de Nitrogênio é uma das tecnologias agrícolas
contempladas pelo Plano ABC. Entre as metas do Programa ABC, está a de incrementar
a FBN na produção de 5,5 milhões de hectares e reduzir a emissão de 10 milhões de
toneladas de CO2 equivalente até 2020 (cartilha Embrapa-FBN).
Considerando que a área plantada de soja no Brasil é de 22,7 milhões de
hectares e que a meta para redução de GEE seria de incorporar essa tecnologia em mais
5,5 milhões de hectares, a redução da adubação nitrogenada viria, principalmente, do
aumento da área com soja e da expansão da FBN para cana-de-açúcar e milho. O
presente compromisso corresponde à redução do uso de fertilizantes nitrogenados e,
consequentemente, da emissão de N2O (Tabela 2.08).
Tabela 2.08 Parâmetros utilizados para o cálculo da redução das emissões (em
milhões de t CO2 eq. -1 ano-1) na proposta referente à adoção da tecnologia de
Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) em 5,5 milhões de hectares de soja.
8
Volatilização – passagem de uma substância do estado sólido ou líquido para o estado gasoso; a
volatilização do nitrogênio (N) é a perda de nitrogênio para a atmosfera na forma de gases como o gás de
nitrogênio (N2), a amônia (NH3), o óxido nitroso (N2O) e o óxido nítrico (NO).
Lixiviação – perda de cátions, como o cálcio (Ca2+), o magnésio (Mg2+), o potássio (K+), e de ânions,
como o nitrato (NO3-), que, por serem solúveis em água, podem ser transportados de camadas
superficiais do solo para camadas profundas ou para o nível freático do solo.
26
Ano
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Área Implantada
(milhões de ha)
Investimento em
Investimento em
Investimento em
Investimento em
Investimento em
1,1
2,2
3,3
4,4
5,5
pesquisa
pesquisa
pesquisa
pesquisa
pesquisa
Emissões
-1
-1
(milhões de t CO2 eq. ha ano )
Emissões sem inoculação Redução de emissões
18
2
16
4
14
6
12
8
10
10
Segundo a Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes
(ANPII), as vendas de inoculantes (como são chamadas as linhagens de bactérias
fixadoras de uso comercial) tiveram um forte decréscimo após o ano de 2004 e estão em
recuperação. O gráfico abaixo ilustra essa situação até o ano de 2011 (Figura 2.06).
Figura 2.06 Vendas de inoculantes das empresas filiadas à ANPII (Fonte:
http://www.anpii.org.br/?estatistica/2/).
O fato é que é necessário estimular a aplicação de inoculantes no Brasil, pois
essa é a melhor maneira de reduzir a adubação nitrogenada, forte emissora de N2O. Para
a ampliação da utilização dos inoculantes, é necessário, ainda, importante investimento
em pesquisa, o que foi previsto nos cinco primeiros anos dessa ação. Entretanto, se não
27
houver um investimento em pesquisa e tecnologia da ordem de R$ 50 milhões/ano, a
meta não será alcançada, e o setor de produtores de inoculantes terá dificuldade de
atender o mercado.
2.2.5 Florestas plantadas
A produção de florestas plantadas nas propriedades rurais contempla diversos
objetivos, dentre os quais se pode destacar: implementar uma fonte de renda de longo
prazo para o produtor; aumentar a oferta de madeira para fins industriais (celulose e
papel, móveis e painéis de madeira), energéticos (carvão vegetal e lenha), construção
civil e outros usos; reduzir a pressão sobre as matas nativas; capturar CO2 da atmosfera,
reduzindo os efeitos do aquecimento global.
O compromisso de reflorestamento com espécies dos gêneros de Pinus e
Eucalyptus no Brasil, nos próximos dez anos, é de 3 milhões de hectares. Considerando
esta meta, ao final de dez anos, a contribuição do setor será de reduzir,
aproximadamente, entre 8 milhões e 10 milhões de t CO2 eq.
No Plano ABC, no seu primeiro momento, o que se pretende é reflorestar com
Pinus e Eucalyptus. Em associação ao plano setorial de siderurgia, também previsto no
decreto 7.390/2010, pretende-se, até o ano de 2020, atingir 5 milhões de hectares em
florestas plantadas. Segundo o anuário estatístico da ABRAF 2012, o Brasil possui,
hoje, 6,5 milhões de hectares de florestas plantadas, sendo 74,8% com Eucalyptus e
25,2% com Pinus. A meta do Plano ABC é de ampliar em quase 50% esta área até
2020.
2.2.6 Tratamento de dejetos animais
A correta destinação dos dejetos e efluentes originados da criação de animais
tem-se constituído um importante condicionante da regularidade ambiental das
propriedades rurais. O tratamento adequado destes efluentes e dejetos representa o
equacionamento de um problema ambiental, além de possibilitar um aumento na renda
dos agricultores, seja pelos compostos orgânicos produzidos, seja pela geração de
energia por meio do uso do biogás.
Os processos de biodigestão e compostagem já são conhecidos e proporcionam a
redução de custos de produção, por evitar o consumo de energia e insumos químicos e
28
diminuir os riscos para o ambiente, bem como reduzir a emissão de gases do efeito
estufa.
Propõe-se disponibilizar a agricultores, cooperativas e associações que
trabalham na cadeia da suinocultura, bovinocultura e avicultura os investimentos e a
infraestrutura adequados e necessários para a adoção de tecnologias de tratamento de
dejetos animais, viabilizando a redução da emissão de gases do efeito estufa, bem como
a geração de renda.
Os cálculos para a estimativa de redução estão apoiados no documento
“Relatório de Referência – Emissões de Metano por Fermentação Entérica e Manejo de
Dejetos de Animais”, elaborado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT),
respaldado pela Embrapa. O Plano ABC tem como meta o manejo de 4,39 milhões de
m3 de dejetos de animais, o que levaria a uma redução de emissões de
aproximadamente 6,9 milhões de t CO2 eq. ao longo de dez anos (Tabela 2.09).
Tabela 2.09 Parâmetros utilizados para o cálculo da redução das emissões (em
milhões de t CO2 eq. ano-1) na proposta referente à ampliação do uso de
tecnologias para tratamento de 4,4 milhões de m3 de dejetos de animais para
geração de energia e produção de composto orgânico.
Ano
Número de
estabelecimentos
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
2.245
2.245
2.245
2.245
2.245
2.245
2.245
2.245
2.245
2.245
m3 de dejetos
ano-1
4.396.728
8.793.456
13.190.184
17.586.912
21.983.640
26.380.368
30.777.096
35.173.824
39.570.552
43.967.280
m3 de biogás
ano-1
81.779.141
163.558.282
245.337.422
327.116.563
408.895.704
490.674.845
572.453.986
654.233.126
736.012.267
817.791.408
m3 de CH4
Redução em t CO2
ano-1
49.067.484
98.134.969
147.202.453
196.269.938
245.337.422
294.404.907
343.472.391
392.539.876
441.607.360
490.674.845
eq. ano-1
690.380
1.380.759
2.071.139
2.761.518
3.451.898
4.142.277
4.832.657
5.523.036
6.213.416
6.903.795
2.3 Ações transversais
2.3.1 Ações previstas
Além dos seis subprogramas do Plano ABC visando à consolidação de uma
economia de baixa emissão de carbono na agricultura anteriormente descritos, estão
previstas outras ações, denominadas ações transversais, com o objetivo de contribuir
29
para a consecução dos compromissos assumidos pelo Brasil (Brasil, 2012; Embaixada
Britânica, Brasília, 2011). São elas:
• Sensibilização de Difusão do Programa ABC (conjunto de normas que define
o que, comoe por quem será financiado) junto aos estados e municípios;
• Regularização ambiental das propriedades rurais, identificando dificuldades e
propondo estratégias para sua superação, por meio de planos estaduais;
• Regularização fundiária, com intensificação das ações do programa Terra
Legal, nos imóveis na Amazônia Legal;
• Promoção de ações junto à ANPII (Associação Nacional dos Produtores e
Importadores de Inoculantes) visando à garantia de fornecimento desses
insumos para a ação de Fixação Biológica de Nitrogênio;
• Promoção de ações junto à Associação de Plantio Direto com o objetivo de
dar ampla divulgação à ação de ampliação da área de plantio direto na palha;
• Articulação com as indústrias fornecedoras de insumos agropecuários,
máquinas, equipamentos e com o setor financeiro, visando à adoção das
medidas que se fizerem necessárias para a disponibilização de insumos
agropecuários, máquinas, equipamentos e recursos financeiros que apoiam as
ações estratégicas deste plano;
• Ampliação da assistência técnica e da extensão rural;
• Articulação das cooperativas no programa;
• Criação da coordenação nacional do Plano ABC, sob responsabilidade da
Comissão Executiva do Plano ABC;
• Acompanhamento da implementação das ações específicas do Plano ABC
sob responsabilidade do MAPA;
As ações estratégicas serão aquelas relacionadas à assistência técnica,
capacitação e informação:
• Implementação de várias estratégias de transferência de tecnologia, incluindo
formação de capacitores, capacitação de técnicos e produtores, estímulo à
formação de redes de técnicos, elaboração de planos técnicos e assistência
técnica aos produtores, além da realização de dias de campo, palestras,
seminários, workshops, implantação de URTs (Unidades de Referência
Tecnológica);
30
• Produção de material de divulgação e campanhas, inclusive televisivas (TV
Banco do Brasil) para mostrar os benefícios econômicos e ambientais das
ações previstas nos subprogramas;
• Realização de chamadas públicas para contratação de serviços de Ater
(Assistência Técnica e Extensão Rural) para a elaboração e implementação de
projetos para agricultores familiares e assentados da Reforma Agrária; e
• Realização de campanhas dirigidas visando a estimular a implementação de
ILPF e SAFs em corredores ecológicos e para recomposição nas áreas de
Reserva Legal e de Proteção Permanente (APP) nas pequenas propriedades.
Pretende-se, também, implementar ações voltadas a oferecer incentivos
econômicos e financiamento aos produtores para implementar as atividades do plano.
Algumas sugestões a este propósito:
• A cada ano-safra, deverão ser avaliados e dimensionados os recursos
disponíveis, de forma a garantir a oferta de financiamento em condições
adequadas nas diversas linhas.
• Serão adotadas também medidas com o objetivo de ampliar o acesso a essas
linhas de financiamento mediante capacitação de técnicos das instituições
financeiras, adequação dos sistemas de análise de viabilidade financeira dos
projetos e criação de mecanismos de incentivo à contratação de
financiamentos para as finalidades do plano e para a regularização ambiental
dos imóveis rurais.
• É preciso fazer gestões perante os agentes financeiros para garantir
efetividade no acesso dos produtores rurais, agricultores familiares e
assentados da Reforma Agrária às linhas de financiamento para implantação
das tecnologias previstas no Plano ABC.
• Também são necessárias gestões junto aos responsáveis pelos fundos não
reembolsáveis, visando a apoiar a implementação das ações de mitigação e
adaptação.
• Há que se estudar o desenvolvimento de novos incentivos econômicos para
apoiar as ações de mitigação, aumento da resiliência e adaptação, bem como
geração de renda e melhoria da qualidade de vida.
31
• Também faz-se mister propor a adequação ou criação de mecanismos de
incentivo fiscal para a redução dos custos de logística e transporte de
insumos, considerando o balanço final de emissões de GEE.
Em termos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, constata-se que, apesar
das tecnologias disponíveis para as ações previstas, será necessário o fomento
continuado, ao longo do período do plano, para as ações de pesquisa, desenvolvimento e
inovação, visando a avanços nos arranjos tecnológicos previstos no plano. Entre essas
ações, merecem destaque:
• Pesquisa e desenvolvimento de inoculantes para FBN em novas culturas;
genética das espécies florestais; adequação de máquinas e implementos,
alternativas ao uso de herbicidas e indicadores de qualidade em SPD, da
ordem de R$ 50 milhões por ano;
• Estímulo e subsídio à reforma dos currículos e da formação de profissionais
dos níveis técnico e superior, visando à qualificação em mudanças climáticas
e ao uso sustentável dos recursos naturais;
• Elaboração de estudos regionais sobre a sustentabilidade ambiental e
rentabilidade econômica e financeira das tecnologias, em especial
ILP/ILPF/SAFs e SPD;
• Elaboração de zoneamento das pastagens para identificar áreas prioritárias
para a implantação das atividades do plano;
• Mapeamento das aptidões regionais para implantação e adequação de
ILP/ILPF/SAFs, com identificação e criação de banco de dados sobre
experiências regionais;
• Fortalecimento e/ou ampliação das redes de monitoramento de longo prazo; e
• Necessidade de aprimoramento e/ou desenvolvimento dos fatores de emissão
e indicadores técnicos/científicos de contribuição climática.
Outras ações previstas nos subprogramas contemplam:
• Incentivo a mecanismos de certificação, em especial à pecuária sustentável;
• Identificação de barreiras e oportunidades de mercado para a comercialização
dos produtos oriundos de ILP/ILPF/SAFs, como base para novas ações
visando à melhoria do acesso aos mercados, à redução de custos de
escoamento e à agregação de valor aos produtos;
32
• Montagem de um grupo de análise estratégica das novas exigências de
mercado e da economia verde, visando a ultrapassar as barreiras comerciais e
ao aproveitamento de novas oportunidades em decorrência da tropicalização
da agricultura em nível global;
• Elaboração de estudos técnicos microrregionais para identificar alternativas
de acesso aos insumos, considerando o balanço final de emissões de GEE;
• Disponibilização de insumos básicos e inoculantes para agricultores
familiares e de assentados da Reforma Agrária; e
• Fomento à implantação, apoio e reativação de viveiros florestais e redes de
coletas de sementes de espécies nativas e exóticas.
2.3.2 O papel do ensino
Verifica-se que o processo de construção de novos conhecimentos, tecnologias e
práticas sustentáveis para a agricultura brasileira exige um arcabouço educativo e
educacional atualizado, que responda aos cenários atuais e futuros no tocante à
sustentabilidade econômica e socioambiental, que deve ser incorporada pelos
professores, estudantes, extensionistas rurais e agricultores.
Considerando que o Plano ABC exigirá pessoas formadas, capacitadas e
habilitadas, hoje e no futuro, para que haja um “terreno fértil” em termos de
compreensão, construção de novos conhecimentos, capacitação e multiplicação de
tecnologias para o produtor, torna-se imprescindível integrar o Ministério da Educação
no processo de construção e implementação deste programa. Tal integração visa, ainda,
ao desenvolvimento de políticas e ações conceituais e curriculares não somente para as
universidades, mas também para as escolas agrotécnicas, incorporando, dessa forma,
princípios, conceitos, tecnologias e práticas sustentáveis, tais como integração lavourapecuária-floresta, plantio direto, uso de inoculantes para aumentar a fixação de
nitrogênio nas lavouras, produção integrada, produção orgânica e outras práticas
inovadoras e criativas que promovam a construção de uma agricultura nacional cada vez
mais sustentável e que venham gerar um balanço de carbono crescentemente positivo,
com mais fixação e menos emissão.
Nesse sentido, para a consecução do Plano ABC, o Brasil pode contar com 486
cursos de graduação presenciais na área de Ciências Agrárias, distribuídos conforme a
33
Tabela 2.10 e a Figura 2.07. Além destes, existem também dezoito cursos de tecnólogo
em Agroecologia, com duração de três anos.
Tabela 2.10 Cursos presenciais na área de Ciências Agrárias em funcionamento no
Brasil. Fonte: eMEC, consultado em 05/02/2013.
Nome
Agroecologia
Agronomia
Engenharia agrícola
Engenharia agronômica
Engenharia florestal
Zootecnia
Total
No. de cursos
22
236
27
32
60
109
486
Figura 2.07 Distribuição espacial de unidades de ensino de superior em Ciências
Agrárias no Brasil.
34
Dos 273 cursos de Ciências Agrárias, 58% são oferecidos por instituições
públicas (105 federais, 45 estaduais e 8 municipais) e 42% por instituições privadas. Há
grande concentração nas regiões Sudeste e Sul, que abrigam 57% dos cursos (Figura
2.08). O número de cursos varia de 1, nos estados do Sergipe e do Rio Grande do Norte,
a 43, no estado de Minas Gerais (Figura 2.09).
Figura 2.08 Distribuição de cursos de Ciências Agrárias por região no Brasil.
Figura 2.09. Número de cursos de graduação em Agronomia por estado no Brasil.
Um aspecto a destacar é que, de acordo com dados do Ministério da Educação
(MEC), cinquenta e quatro cursos não possuem autorização de funcionamento e 46%
dos cursos não possuem reconhecimento, condição necessária para validação do
diploma. Embora este aspecto não impeça o oferecimento de cursos de extensão para
capacitação em agricultura ABC, políticas de estímulo à oferta destes cursos podem
35
incluir mecanismos que incentivem também a estruturação da graduação em Agronomia
em várias regiões do País.
A participação das universidades (veja lista completa das unidades de ensino no
Anexo 7) no esforço de transferência de tecnologia das técnicas relacionadas à
Agricultura ABC é de fundamental importância para o sucesso do programa. Para
execução das ações transversais, é fundamental contar, como já discutido, com a
participação das instituições de ensino, pesquisa e extensão rural, mas também com o
apoio de sindicatos, cooperativas e empresas privadas. Na tabela 2.11, é possível
verificar como estão distribuídos os quantitativos de diversos atores.
É importante salientar que, apesar do grande esforço que a Embrapa tem feito
para a efetiva disseminação do Plano ABC, a empresa não possui a quantidade de
pesquisadores necessária para atuar nas ações transversais com a intensidade que a
consecução do plano exige. Das quarenta e seis unidades de pesquisa da Embrapa,
somente vinte e cinco têm atuação direta com pelo menos um dos subprogramas do
Plano ABC. A situação, tampouco, é ideal nos estados: nem todos eles possuem
organizações
de
pesquisa
agropecuária,
as
Oepas
(http://www.embrapa.br/a_embrapa/snpa/oepas). Sem forte sinergia e alta capilaridade,
a execução das ações transversais, que estão diretamente relacionadas ao plano
operativo do Plano ABC, não será completada. Dessa maneira, haverá dificuldades na
disseminação dos subprogramas, estando a eficiência destes limitada a alguns estados
brasileiros.
Tabela 2.11. Distribuição estadual das instituições de ensino, pesquisa, extensão,
sindicatos e cooperativas no Brasil.
36
UF
Escritórios
Ater
Sindicatos
rurais
Cooperativas
agropecuárias
Univ./Faculdades de
Agronomia
AC
AL
AM
AP
BA
CE
DF
ES
GO
MA
MG
MS
MT
PA
PB
PE
PI
PR
RJ
RN
RO
RR
RS
SC
SE
SP
TO
Total
1
2
64
2
150
71
16
83
244
19
773
73
127
142
15
197
79
403
72
161
75
1
496
289
40
617
17
4229
7
16
10
9
106
58
1
53
120
42
381
67
67
79
43
28
18
182
47
22
19
8
137
96
16
236
35
1903
8
13
6
1
23
13
4
8
65
21
165
29
33
46
47
0
22
57
36
14
15
11
103
37
4
126
10
917
2
2
4
2
14
2
3
5
17
5
43
8
20
9
5
7
6
28
2
1
6
5
21
16
1
34
5
273
Total geral
Embrapa
1
1
1
1
2
2
1
1
1
1
2
2
1
1
3
1
1
2
25
7347
Oepas: http://www.embrapa.br/a_embrapa/snpa/oepas
Embrapa: http://www.embrapa.br
Universidades: emec.mec.gov.br
Emater: http://www.asbraer.org.br/nossasassociadas
Cooperativas:
http://www.mfrural.com.br/lista_rural_lista.aspx?cat=7&mnop=Cooperativas,
Sindicatos – Fonte: CNA
Com informações fornecidas pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária
do Brasil) e pela OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), foi possível verificar
não só a quantidade de sindicatos e cooperativas, mas também como estes estão
distribuídos no território nacional. Essa informação torna-se importante por permitir que
37
se tenha uma visão clara da possibilidade de capilaridade do programa, que,
obrigatoriamente, precisa contar com o apoio da CNA e da OCB. Nas figuras 2.10 e
2.11, é possível verificar como as cooperativas e sindicatos estão distribuídos no Brasil.
O importante é que, no cenário nacional, é possível contar com mais de 7.000 atores,
componentes de uma complexa rede de transferência de tecnologia, que deve ser melhor
utilizada. Isso ainda sem contar a participação direta das empresas e do terceiro setor.
Figura 2.10 Localização das cooperativas com atividades relacionadas à produção
de grãos, carne e leite em todo território nacional. Fonte: OCB.
38
Figura 2.011 Localização dos sindicatos rurais com atividades em todo território
nacional. Fonte: CNA.
Apesar do fechamento da Embrater (Empresa Brasileira de Assistência Técnica
e Extensão Rural) em 1990 e do pequeno apoio que a assistência técnica e a extensão
rural receberam nos últimos vinte anos, a estrutura sobreviveu. É possível que, com o
fortalecimento do Plano ABC e por sua importância estratégica em termos nacionais e
internacionais, a ASBRAER (Associação Brasileira de Assistência Técnica e Extensão
Rural) encontre nas ações de transferência de tecnologia do plano ABC uma importante
base de apoio. Dessa maneira, nas ações do plano operativo, que será discutido no
capítulo 4, é fundamental poder contar com essa estrutura existente e grande
39
capilaridade. A distribuição espacial dos escritórios de assistência técnica e extensão
rural no Brasil é ilustrada na figura 2.12.
Figura 2.12 Localização, por estado dos escritórios de assistência técnica e extensão
rural no Brasil (Fonte: ASBRAER http://www.asbraer.org.br/nossasassociadas).
2.3.3 O ABC e os planos setoriais (PPCDAm, PPCerrado e Plano Siderurgia)
Além da transversalidade identificada dentro das ações dos programas que
compõem o Plano ABC, outro elemento relevante a ser considerado diz respeito à
necessidade de interação do Plano ABC com os demais planos setoriais e planos de
ação previstos na PNMC, sobretudo visando à redução efetiva dos custos de
40
implementação das políticas públicas e, também, para evitar a dupla contabilização da
redução das emissões de GEE.
O Plano ABC é composto de ações que contribuirão, de forma direta e indireta,
com a meta de redução do desmatamento nos biomas Amazônia e Cerrado. Isso devido
às ações destinadas à recuperação de pastagens degradadas; à adoção dos sistemas
deILPF e SAFs, entre outras, que possibilitam a diminuição da pressão por
desmatamento de novas áreas. As políticas públicas que abordam estas metas são o
Plano de Ação para a Prevenção e o Controle do Desmatamento na Amazônia Legal
(PPCDAm) e o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento e das
Queimadas no Cerrado (PPCerrado). Dados preliminares do PRODES – o sistema que
informa a taxa oficial de desmatamento anual na Amazônia – indicam que o total
derrubado em 2012, 4.656 km2, está apenas 16% acima da meta de 3.907 km2, proposta
pelo Brasil no Acordo de Copenhague. A Figura 2.13 mostra a evolução da série
histórica do PRODES.
Figura 2.13 Evolução da taxa de desmatamento na Amazônia entre 1988-2012.
As principais ações transversais do Plano ABC estão em concordância com as
ações para coibir o desmatamento ilegal na Amazônia. Demandas por produtos que
implicam a conversão de florestas na Amazônia, a ocupação desordenada de suas terras
e, especialmente, a incipiência das alternativas econômicas sustentáveis são fatores que
colaboram para o incremento da taxa. As iniciativas de ordenamento territorial
(zoneamento ecológico-econômico, destinação de florestas públicas, criação e
implementação de unidades de conservação, homologação de terras indígenas e
41
regularização fundiária e ambiental) serão fundamentais para alterar o padrão de
relacionamento entre apropriação de áreas e produção. Adicionalmente, o componente
de fomento a iniciativas produtivas sustentáveis do PPCDAm na sua terceira fase
(2012-2015) é reforçado com outras ações que fortaleçam a economia baseada na
valorização da floresta (gestão de florestas públicas, aumento da produção de madeira
proveniente de áreas legalizadas e sob manejo florestal, recuperação de áreas
degradadas, apoio ao extrativismo e inovações tecnológicas, recuperação de pastagens,
implantação de sistemas agroflorestais), ações estas que possuem forte aderência ao
Plano ABC.
As ações do Programa ABC no âmbito do PPCDAm serão focadas nos
municípios-alvo do eixo de Fomento, segundo as tipologias de uso do solo levantadas
(Figura 2.14), ou seja, naqueles municípios que já possuem atividades agropecuárias
consolidadas e carecem de políticas públicas para incrementar a sua sustentabilidade.
Figura 2.14 Tipologias de uso do solo e municípios-alvo para implementação das
ações do Eixo Fomento às Atividades Sustentáveis (Fonte: PPCDAm, 2012).
42
Posteriormente à definição das tipologias de uso do solo prioritárias para a
proposição de ações, as atividades foram agrupadas em seis categorias e/ou tipos de
atividades: Arranjos Produtivos Locais (APLs); Assistência Técnica, Extensão Rural e
Florestal (Ater) e Difusão de Inovação Tecnológica; Fomento à Produção Sustentável;
Mecanismos de Apoio à Comercialização e Mecanismos de Financiamento; além de
Atividades Complementares.
Adicionalmente, o Plano ABC beneficiar-se-á do Sistema de Cadastro
Ambiental Rural, que possibilitará a integração de dados do Cadastro Ambiental Rural
(CAR) de todos os entes federativos. O sistema encontra-se em fase de testes e
homologação e, conforme o art. 21 do Decreto nº 7.830/2012, ato da ministra de Estado
do Meio Ambiente, estabelecerá a data a partir da qual o CAR será considerado
implantado para os fins do disposto no referido Decreto. O Cadastro Ambiental Rural
está previsto legalmente com a edição da Lei nº 12.651/2012 (que revogou o Código
Florestal, lei nº 4.771/1965) e surge da necessidade da regularização ambiental do
imóvel rural, mediante o estabelecimento da Reserva Legal e da Area de Preservação
Permanente ou da recuperação de ambas.
A realização de projetos de CAR em municípios prioritários constitui uma das
condições necessárias para que as medidas restritivas do Decreto n° 6.321/2007 (que
listou os municípios com taxas mais altas de desmatamento e tornou seus proprietários
passíveis de corte de crédito) não mais incidam sobre o município. Por essa razão, o
PPCDAm espera ampliar as iniciativas de CAR em curso, apoiando diretamente alguns
municípios prioritários, além de fortalecer e aprimorar a implementação do Programa
Mais Ambiente e os sistemas de controle de atividades florestais desenvolvidos pelo
Ibama, como o Licenciamento de Atividades Florestais – LAF.
A melhor coordenação e integração dos instrumentos de monitoramento e de
comando e controle devem contribuir para a redução do desmate e da exploração ilegal
de madeira. Além disso, é preciso ampliar o acesso ao crédito rural sustentável, de
maneira a fortalecer o processo de verticalização da produção e aumentar sua
produtividade e sustentabilidade ambiental, a exemplo do que se busca com o Plano
ABC, cujas atividades se encontram incorporadas no Plano Operativo do PPCDAm.
O ABC tem também ampla complementariedade e integração com o PPCerrado,
uma vez que esse bioma é o principal palco da expansão agropecuária no Brasil. O
PPCerrado engloba tanto o compromisso nacional voluntário de redução das emissões
provenientes do desmatamento do Cerrado, quanto outras ações, descritas no Plano
43
Operativo do PPCerrado, que terão suas emissões computadas dentro dos esforços dos
planos setoriais de agricultura e siderurgia. Isso tem o objetivo de evitar dupla contagem
na redução de emissões.
Também existe uma grande sinergia do Plano ABC com o Plano de
Investimento do Brasil para o Programa de Investimento Florestal no Bioma Cerrado
(FIP-Cerrado), criado no âmbito dos Fundos de Investimento Climático (CIF) do Banco
Mundial. O FIP é uma ação que promove o uso sustentável das terras e a melhoria da
gestão florestal no bioma Cerrado, contribuindo para a redução da pressão sobre as
florestas remanescentes, a diminuição das emissões de GEE e o aumento do sequestro
de CO2. Tem investimento de US$ 32 milhões em financiamento de projetos e
coordenação do Ministério do Meio Ambiente.
Uma das áreas temáticas do FIP diz respeito à gestão e manejo de áreas já
antropizadas, compreendidas em dois projetos que possuem grande sinergia: (i)
regularização ambiental de imóveis rurais (CAR), também com forte peso na terceira
fase do PPCDAm, que visa a apoiar a implantação de sistema de regularização
ambiental baseado no CAR nos onze Estados do bioma Cerrado; e (ii) produção
sustentável em áreas convertidas (ABC), que visa à potencialização das ações iniciais
do Plano ABC para que os produtores rurais adotem melhores práticas e sistemas de
produção em áreas já antropizadas ou em processo de degradação. Esses projetos serão
implementados de forma colaborativa, uma vez que a regularização ambiental é prérequisito para a participação no Plano ABC, e o registro no CAR permite ao produtor
receber apoio para a recuperação de APP e RL.
Os objetivos específicos e as respectivas ações do FIP são:
• Divulgar o Plano ABC e sensibilizar e capacitar produtores – executar
campanhas, cursos, eventos técnicos de divulgação sobre o Plano ABC, seu
funcionamento, requerimentos (inclusive os relativos ao cadastramento
ambiental do imóvel rural) e procedimentos, formas de acesso ao crédito, às
tecnologias e modelos de negócio com o propósito de ampliar o número de
produtores interessados no Plano ABC e sensibilizados para adotar as
tecnologias promovidas. Os públicos-alvo desta ação são: agentes
financeiros, associações de produtores rurais e prestadores de serviço técnico
rural.
• Apoiar provedores de serviços e insumos – capacitar profissionais, técnicos e
outros agentes das cadeias produtivas nas tecnologias de interesse do Plano
44
ABC e nos aspectos operativos do plano, assim como na regularização
ambiental das propriedades rurais e adesão ao CAR (Cadastro Ambiental
Rural); apoiar o estabelecimento de uma massa crítica necessária à
alavancagem do processo de adoção das tecnologias apoiadas, bem como
promover os negócios agropecuário e florestal sustentáveis; apoiar e fomentar
o estabelecimento de viveiros de produção de mudas, tanto exóticas, quanto
nativas, visando a implantar sistemas agroflorestais, de recomposição de
Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal; estabelecer Unidades
de Referência Tecnológica para o desenvolvimento do setor agropecuário e
florestal; e capacitar profissionais e técnicos. Poderá envolver também o
aprimoramento das tecnologias recomendadas e a realização de estudos que
aprimorem a operação e a eficiência econômica e financeira do plano do
ponto de vista social e do produtor.
• Ampliar o acesso ao crédito – aperfeiçoar ou estabelecer mecanismos,
protocolos, procedimentos e instrumentos apropriados de apoio ao produtor
para obtenção de financiamento e aos agentes e profissionais do sistema
bancário para ofertar o crédito, ampliando assim a adoção das tecnologias
sustentáveis de produção; capacitar os agentes e profissionais no Plano ABC
e os instrumentos mencionados.
A contribuição do projeto para um efeito transformador deriva de ações de
mitigação e de adaptação à mudança do clima para a consolidação de uma economia de
baixa emissão de carbono na agropecuária, melhorando a eficiência no uso de recursos
naturais, aumentando a resiliência de sistemas produtivos e de comunidades rurais, com
forte impacto na redução do desmatamento. A contribuição do projeto também deriva
das sinergias que serão geradas entre o Plano ABC e o Programa Mais Ambiente,
mediante o qual se gerará as condições para que os proprietários de terras possam ter
acesso a apoios técnicos e financeiros do Plano ABC e de outras fontes para fazer o uso
da terra mais sustentável e protegendo o ambiente.
A dinâmica de ocupação do Cerrado pode ser visualizada na Figura 2.15, que
evidencia a concentração das ações antrópicas na parte sul do bioma. Nesta área, objeto
de ocupação em décadas anteriores, devem ser priorizadas ações de recuperação de
áreas degradadas e áreas subutilizadas.
Apesar da importância da agropecuária no Cerrado para o crescimento
econômico nacional, esta pode ser alvo de críticas caso não esteja associada à adoção de
45
práticas e de sistemas de produção sustentáveis. O esforço atual das políticas é conciliar
a conservação ambiental e o desenvolvimento econômico. Esse é o desafio no qual se
equilibra toda a estratégia adotada pelo PPCerrado e, também, pelo Plano ABC.
Figura 2.15 Áreas antropizadas e remanescentes no bioma Cerrado. Segundo o
IBAMA – PROBIO, 47,95% da área de Cerrado estão antropizados (Fonte: Sano
et al., 2008).
O Plano Setorial de Redução de Emissões da Siderurgia também possui ações
sinérgicas com o Plano ABC, uma vez que objetiva promover um conjunto de ações que
induzam a transição da situação atual para o cenário de baixa emissão. O plano tem dois
pilares fundamentais: expansão do estoque de florestas plantadas e melhoria da
eficiência e da qualidade ambiental do processo de carbonização.
Para atingir essa meta, é necessário criar um estoque florestal adicional de cerca
de 2 milhões de hectares até 2020 para suprimento da indústria siderúrgica e aumentar a
eficiência do processo de carbonização da madeira como base da estratégia para
aprimorar a sustentabilidade ambiental, econômica e social da produção de carvão
vegetal.
46
2.3.4 Interação do Plano ABC com projeto TerraClass na região Amazônica
Uma importante interface do Plano ABC com ações estabelecidas pelo Governo
diz respeito ao Projeto TerraClass9, uma vez que este projeto pode servir de base para
nortear as áreas, regiões e/ou municípios prioritários para a aplicação dos esforços do
Plano ABC e dos recursos financeiros do Programa ABC, principalmente para a
recuperação de pastagens degradadas e implantação de sistemas ILP e ILPF na
Amazônia.
O TerraClass, que surgiu a partir do PRODES, teve como objetivo realizar a
qualificação, a partir de imagens de satélite, das áreas já desflorestadas da Amazônia
Legal. A nova leitura resultou na elaboração de um mapa digital que descreve a situação
do uso do solo e da cobertura vegetal no ano de 2008. Para a execução do projeto, foram
mobilizadas as equipes do Centro Regional da Amazônia (CRA/INPE), situado em
Belém-PA, da Embrapa Amazônia Oriental, também em Belém-PA, e da Embrapa
Informática Agropecuária, em Campinas-SP (TerraClass, 2011).
Os dados do PRODES para a Amazônia Legal apresentaram 3.214.300,37 km²
de cobertura de floresta (79,4%); 707.752,35 km² de desflorestamento acumulado até o
ano de 2007 (17,5%); 11.458,64 km² em extensão de desflorestamento para o ano de
2008 (0,3%); 114.938,01 km² de hidrografia (2,8%); e 953.262,50 km² de áreas
denominadas como não floresta.
A contribuição do TerraClass para o Plano ABC é, dentre as diversas classes de
ocupação do solo mapeadas, a quantificação de duas classes temáticas:
• Pasto sujo: areas de pastagem em processo produtivo com predomínio da
vegetação herbácea e cobertura de espécies de gramíneas entre 50% e 80%,
associadas à presença de vegetação arbustiva esparsa com cobertura entre
20% e 50%;
• Pasto com solo exposto: áreas que, após o corte raso da floresta e o
desenvolvimento de alguma atividade agropastoril, apresentam uma cobertura
de pelo menos 50% de solo exposto.
Os resultados oriundos da quantificação destas classes mapeadas pelo
TerraClass são apresentados na figura 2.16. A descrição mais detalhada da quantidade
de área de pasto com solo exposto e pasto sujo em cada estado do TerraClass está na
Tabela 2.12.
9
http://www.inpe.br/cra/projetos_pesquisas/terraclass.php
47
Figura 2.16 Identificação dos municípios com pastagens degradadas segundo os
resultados
do
Projeto
TerraClass.
Adaptado
de
TerraClass/INPE
http://www.inpe.br/cra/projetos_pesquisas/terraclass.php
Tabela 2.12 Área total de pasto sujo e pasto com solo exposto e número de
municípios e suas respectivas áreas totais nos estados pertencentes ao TerraClass.
Estado
Área de pasto
sujo (m²)
Área de pasto com
solo exposto (m²)
Número de
municípios
Área total dos
municípios (km²)
MT
PA
RO
RR
TO
2.524,7
22.662,3
6.854,4
920,7
4.611,5
161,0
243,9
1,8
0,0
3,7
25
143
52
15
139
139.327,1
1.247.794,6
237.580,9
224.296,2
271.848,6
Utilizando os resultados do Projeto TerraClass como uma ferramenta para
nortear as áreas, estados e/ou municípios prioritários para a aplicação dos esforços do
Plano ABC e dos recursos financeiros do Programa ABC, observa-se que a região da
Amazônia Legal possui um grande potencial para a recuperação de pastagens e
implantação de sistemas ILP e ILPF, uma vez que, aproximadamente, 10% das classes
temáticas mapeadas pelo TerraClass são classificadas como pasto com solo exposto e
pasto sujo (aproximadamente 37.573 km2). Observa-se, também, que as maiores áreas
48
de pasto com solo exposto e pasto sujo encontram-se nos estados do Mato Grosso e
Pará, sendo nestas áreas que se deve ampliar o esforço de implantação do Plano ABC.
Estudos desenvolvidos pelo Imazon (Barreto, P., & Silva, D. 2013, por exemplo)
indicam também quais são os municípios com maiores áreas subutilizadas na pecuária
na região Amazônica10. Importantes avanços são observados no diagnóstico de ações
que devem ser implantadas na região para desenvolver a economia sem desmatar. Além
de propor o estabelecimento de regras ambientais e fundiárias mais estáveis e eficazes, a
partir do diagnóstico feito, não diferente do resto do País, é sugerido ampliar as
pesquisas, a extensão e a educação, controlar o desmatamento e focar em municípios
campeões de desperdício. São ações que permeiam toda a concepção do Plano ABC.
10
Os dez principais, pela ordem: São Félix do Xingu (PA), Aripuanã (MT), Juara (MT), Santa Maria das
Barreiras (PA), Porto Velho (RO), Novo Progresso (PA), Açailândia (MA), Pontes e Lacerda (MT),
Altamira (PA) e Conceição do Araguaia (PA) (in BARRETO, P., & SILVA, D. 2013. Como desenvolver
a economia rural sem desmatar a Amazônia? Belém: Imazon.)
49
3 Da teoria à prática: evolução do Programa ABC (2010-2012)
O Programa ABC está relacionado com as linhas de financiamento do Plano
ABC e incorpora outras atividades. O Programa para Redução da Emissão de Gases de
Efeito Estufa na Agricultura, nome oficial do Programa ABC, subordina-se às seguintes
condições específicas (Resolução Bacen 3.979, art. 1º), descritas no Plano Agrícola e
Pecuário 2012/2013 do MAPA:
I. Reduzir as emissões de gases do efeito estufa oriundas das atividades agropecuárias;
II. Reduzir o desmatamento;
III. Adequar as propriedades rurais à legislação ambiental;
IV. Ampliar a área de florestas cultivadas;
V. Estimular a recuperação de áreas degradadas (neste item, existe um conflito, pois
nem sempre a recuperação de áreas degradadas implica utilizar técnicas que evitem a
emissão de CO2).
Beneficiários: produtores rurais e suas cooperativas de produção, inclusive para repasse
aos seus associados.
Finalidades do crédito:
I. Recuperação de pastagens degradadas – ABC Recuperação;
II. Implantação e melhoramento de sistemas orgânicos de produção agropecuária – ABC
Orgânico11;
III. Implantação e melhoramento de sistemas de plantio direto na palha – ABC Plantio
Direto;
IV. Implantação e melhoramento de sistemas de integração lavoura-pecuária, pecuáriafloresta ou lavoura-pecuária-floresta e de sistemas agroflorestais (SAFs) – ABC
Integração;
V. Implantação, manutenção e melhoramento do manejo de florestas comerciais,
inclusive aquelas destinadas ao uso industrial ou à produção de carvão vegetal – ABC
Florestas;
VI. Adequação ou regularização das propriedades rurais frente à legislação ambiental,
inclusive recuperação da Reserva Legal e de Áreas de Preservação Permanente;
recuperação de áreas degradadas e implantação e melhoramento de planos de manejo
florestal sustentável – ABC Ambiental;
11
Não existem estudos conclusivos a respeito das emissões de GEE em sistemas orgânicos de produção
agrícola.
50
VII. Tratamento de dejetos e resíduos oriundos da produção animal para a geração de
energia e compostagem – ABC Tratamento de Dejetos;
VIII. Implantação, melhoramento e manutenção de florestas de dendezeiro,
prioritariamente em áreas produtivas degradadas – ABC Dendê;
IX. Estímulo ao uso da fixação biológica do nitrogênio – ABC Fixação Biológica de
Nitrogênio.
Limite de crédito: R$ 1 milhão por beneficiário, por ano-safra, independentemente de
outros créditos concedidos ao amparo de recursos controlados do crédito rural.
Encargos financeiros: taxa efetiva de juros de 5,0% a.a.
Prazos de reembolso:
I. Até cinco anos, com até vinte e quatro meses de carência, quando o crédito for
destinado à implantação de viveiros de mudas florestais;
II. Até oito anos, com até trinta e seis meses de carência, quando se tratar de
investimentos destinados à adequação ao sistema de agricultura orgânica e à
recuperação de pastagens e de sistemas produtivos de integração lavoura-pecuária,
lavoura-floresta, pecuária-floresta ou lavoura-pecuária-floresta, podendo ser estendido a
até doze anos quando o componente florestal estiver presente;
III. Até doze anos, com carência de até oito anos, não podendo ultrapassar seis meses da
data do primeiro corte, quando se tratar de projetos para implantação e manutenção de
florestas comerciais e para produção de carvão vegetal, podendo o prazo ser estendido
para até quinze anos, a critério da instituição financeira e quando a espécie florestal
assim o justificar, podendo também a carência ser estendida ao pagamento dos juros,
desde que previsto no projeto;
IV. Até quinze anos, com carência de até doze meses, quando se tratar de projetos para
recomposição e manutenção de Áreas de Preservação Permanente ou de Reserva Legal;
V. Até doze anos, com carência de até seis anos, quando se tratar de projetos para
implantação e manutenção de florestas de dendezeiro;
VI. Até dez anos, com até vinte e quatro meses de carência, para os demais projetos não
enquadráveis nas possibilidades anteriores.
Não se pretendeu neste estudo detalhar completamente o Programa ABC e suas
linhas de financiamento, mas sim mostrar que este é o instrumento utilizado pelos
bancos para atingir as metas propostas em Copenhague, financiando as ações do Plano
ABC.
51
3.1 Implantação, operação, contratos e execução financeira no ano de 2010
As principais medidas adotadas por ocasião da implantação do Programa
(naquele ano, o Plano ABC ainda não estava finalizado) no ano de 2010 foram:
• Criação do Plano para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão
de Carbono na Agricultura pelo Decreto nº 7.390/2010.
• Criação de uma linha de crédito agrícola (Programa ABC) para
financiamento de tecnologias sustentáveis, com oferta de R$ 2 bilhões com
5,5% de juros ao ano, sendo que apenas 20% (418,5 milhões) foram
utilizados no ano safra 2010/2011 (até dezembro de 2010, a execução foi
zero; entre janeiro e setembro de 2011, foi de 418,5 milhões).
• Todo o recurso financeiro para o Programa ABC ficou alocado no BNDES,
dificultando o seu repasse aos produtores menores.
• Também foi organizado um Seminário Nacional sobre o Plano ABC.
3.2 Operação, contratos e execução financeira no ano de 2011
No ano safra 2011/2012, a linha de crédito agrícola para o Programa ABC foi de
R$ 3,15 bilhões, com juros de 5,5% ao ano, sendo que 48% dos recursos foram
utilizados (R$ 1,5 bilhão), significando um aumento de 262% em relação ao ano-safra
2010/2011. Parte dos recursos para o programa foi repassada pelo BNDES ao Banco do
Brasil (R$ 1,2 bilhão) e alguns bancos públicos e privados (R$ 300 milhões),
alavancando o uso dos recursos.
Naquele ano-safra, foram implantados 5.038 projetos, sendo que 2.022 foram na
região Sudeste, 870 na região Centro-Oeste e 233 na região Norte. Também foram
incorporados os Programas PRODUSA e o PROPFLORA ao Programa ABC. Outras
ações ocorridas no biênio foram:
• Realização de uma campanha publicitária em 2011, com veiculação na TV
em rede nacional – seis vídeos sobre as tecnologias do Plano ABC.
• Organização de Grupos Gestores Estaduais do Plano ABC em dezoito estados
(DF, ES, GO, MT, MS, MG, PR, RS, SC, SP, MA, TO, BA, PB, PI, PA, RR,
RO), responsáveis pela construção do Plano ABC estadual.
• Realização de onze seminários de sensibilização do Plano ABC, nos estados
de BA, GO, DF, MT, MS, MG, PR, RS e TO, entre 2011 e 2012.
52
• Realização de seis oficinas de trabalho para a construção do Plano ABC nos
estados de GO, MT, PR, DF, RS e TO.
• Em maio de 2011, o GEX aprovou o Plano ABC, porém este não foi
publicado naquele ano. Portanto, o programa continuou dissociado do plano.
3.3 Operação, contratos e execução financeira no ano de 2012
No ano-safra 2012/2013, a linha de crédito agrícola para o Programa ABC foi de
R$ 3,4 bilhões, com juros de 5% ao ano, sendo que, até novembro de 2012, já foi
utilizado 1,2 bilhão em projetos de ABC.
A distribuição dos contratos e recursos alocados para o Programa ABC até
novembro de 2012 por projeto pode ser observada na Tabela 3.01.
Tabela 3.01 Distribuição dos projetos e recursos alocados para o Programa ABC
no ano safra 2012/2013 até novembro de 2012.
Projetos
Recuperação
Florestas
Plantio direto
ILPF
Tratamento de dejetos
ABC orgânico
ABC ambiental
FCO Natureza
Total
Número de
contratos
2686
257
220
119
21
4
6
214
3527
Recurso alocado % em relação ao
(R$)
total
935.224.267,77
56.638.908,49
88.631.562,59
50.522.687,55
9.730.282,93
1.693.261,76
886.539,70
72.819.945,60
1.216.147.456,39
77
4,6
7,3
4,1
0,8
0,15
0,1
6
-
Fonte: Banco do Brasil – novembro 2012
Na tabela 3.02, é possível identificar o desembolso total até janeiro de 2013 por
número de contratos efetuados por região e por estado. A SAE (Secretaria de Assuntos
Estratégicos) da Presidência da República vem, desde 2011, coligindo importantes
informações sobre os contratos efetuados, por região, por tema, por operador financeiro.
São informações atualizadas rotineiramente, que fornecem uma importante visão
espaço-temporal da execução do programa. A regiões Norte e Nordeste foram as que
tiveram o menor número de contratos de financiamento, apesar de o plano ter forte
aderência às ações do PPCDAm e o bioma Caatinga ser um dos que apresentam maior
vulnerabilidade ambiental. Seria de esperar, dadas as condições de ampliação da
53
agricultura e da pecuária, que a região Centro-Oeste, praticamente toda ela inserida no
bioma Cerrado, fosse aquela que buscasse o maior número de projetos e tivesse a maior
aplicação dos financiamentos. Isso pelo motivo indicado acima e também porque foram
efetuadas seis oficinas de trabalho para divulgação do programa, atendendo os estados
de MS, MT e GO. O Centro-Oeste, porém, foi apenas a terceira região em termos de
contratos e aplicação dos recursos. Por outro lado, a região foi a que teve a maior média
de recursos aplicados por contrato, conforme apresentado na Figura 3.01. Isso deveu-se,
provavelmente, ao peso dos recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO),
incorporado ao ABC por meio da linha FCO Natureza, que permite financiamento de
até R$ 8 milhões por projeto e com juros mais atrativos do que os do Programa ABC.
54
Tabela 3.02 Volume de desembolso no plano ABC por região até 23/01/2013
(Fonte: MAPA).
Região
Centro-Oeste
Distrito Federal
Goiás
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Nordeste
Bahia
Maranhão
Piauí
Alagoas
Pernambuco
Sergipe
Norte
Acre
Amapá
Amazonas
Pará
Rondônia
Tocantins
Roraima
Sudeste
Espírito Santo
Minas Gerais
Rio de Janeiro
São Paulo
Sul
Paraná
Rio Grande do Sul
Santa Catarina
Total
Desembolso
(em R$ mil)
Número de
contratos
Desembolso
(%)
Contratos
(%)
383.134,9
7.741,1
147.646,8
107.468,3
120.278,6
87.966,6
70.357,7
11.964,4
5.355,6
-46,1
242,8
69.023,2
6.181,2
599,5
200,3
8.113,5
12.307,0
40.204,4
1.417,2
784.288,3
17.798,0
281.564,5
7.639,3
477.286,5
392.598,8
184.598,6
179.280,4
28.769,4
1.717.011,3
732
22
305
180
225
205
139
45
17
-1
3
176
16
1
1
18
39
99
2
2.100
41
882
25
1.152
1.350
655
560
135
4.563
22,3
0,5
8,6
6,3
7,0
5,1
4,1
0,7
0,3
---4,0
0,4
--0,5
0,7
2,3
0,1
45,7
1,0
16,4
0,4
27,8
22,9
10,7
10,4
1,7
100
16,0
0,5
6,7
3,9
4,9
4,5
3,0
1,0
0,4
--1,0
3,9
0,4
--0,4
0,9
2,2
-46,0
0,9
19,3
0,5
25,2
29,6
14,4
12,3
3,0
100
55
Porcentual de Recursos Aplicados
pelo Plano ABC por Região
Valor Médio de Contratos Estabelecidos
pelo Plano ABC por Região, em R1.000,00.
4% 5%
N
22%
46%
R$ 523
R$291
NE
R$373
CO
S
R$429
23%
SE
R$392
Figura 3.01 Porcentual e valor médio dos recursos aplicados por região (Fonte:
MAPA, 23/01/2013).
O Ministério da Agricultura vem organizando palestras, seminários, simpósios,
dias de campo em principalmente quatro estados (MT, MS, GO e TO). Os alvos
principais são o nivelamento de instrutores e multiplicadores em três tecnologias do
Plano ABC: recuperação de pastagens, ILPF e plantio direto. Ainda não foram
contemplados a fixação biológica de nitrogênio, o reflorestamento e o tratamento de
dejetos animais.
Segundo o MAPA, em 2012, o DF e os estados de GO, MT, PA, PR, RS e TO
concluíram os seus planos para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de
Carbono (ABC Estadual). Além disso, foram organizados, entre 2011 e 2012, em vinte
e cinco estados, os Grupos Gestores Estaduais do Plano ABC. Ainda de acordo com o
ministério, foram treinadas 6.170 pessoas, entre produtores e técnicos.
A questão é identificar se o resultado desse treinamento é traduzido nos
objetivos do plano e se atende, principalmente, na ação de recuperação de pastagens
degradadas, os estados e municípios que melhor se enquadram nessa categoria de
financiamento. Pelos resultados dos financiamentos concedidos até então, a região
Sudeste foi a que obteve o maior volume de recursos no programa, sendo que os
maiores problemas encontram-se nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Para
procurar focar melhor a aplicação destes recursos, é indicada, no capítulo 6, uma relação
de municípios prioritários para adoção do programa ABC, de maneira a torná-lo mais
eficiente no seu objetivo final, que é a redução das emissões de GEE na agricultura.
56
3.4 BNDES e Banco do Brasil: diferenças de execução
Finalmente, na Tabela 3.03, é possível verificar a eficiência da aplicação dos
recursos comparando-se o total executado pelo Banco do Brasil e o executado pelo
BNDES. Fica clara a necessidade de adequar as operações do BNDES às demandas do
Programa ABC. Desde o início do programa, o BNDES vem apresentando baixa taxa de
execução financeira. Do total de projetos contratados para execução do Plano ABC até
janeiro de 2013, 86% foram feitos pelo Banco do Brasil e 14%, pelo BNDES.
É preciso avaliar a baixa taxa de contratação feita pelo BNDES e como os
recursos alocados naquele banco podem ter melhor taxa de execução. Num primeiro
momento, em função dos pequenos valores contratados por projeto, se comparados aos
valores dos projetos comumente contratados pelo BNDES, o custo operacional para o
banco deve ser muito alto, além de ele ter pequena capilaridade para atender cada
município do Brasil. Uma análise mais aprofundada destes fatos deve ser uma das
prioridades e atividades de curto prazo para melhoria da efetividade do Plano ABC.
Tabela 3.03 Comparação entre a execução das aplicações feitas no Programa ABC
pelo BNDES e pelo Banco do Brasil até 23/01/2013.
57
Região geográfica
Centro-Oeste
Distrito Federal
Goiás
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Nordeste
Bahia
Maranhão
Piauí
Alagoas
Pernambuco
Sergipe
Norte
Acre
Amapá
Amazonas
Pará
Rondônia
Tocantins
Roraima
Sudeste
Espírito Santo
Minas Gerais
Rio de Janeiro
São Paulo
Sul
Paraná
Rio Grande do Sul
Santa Catarina
Total
ABC
BNDES
39.584,2
0,0
2.985,6
3.826,6
32.772,0
7.043,7
3.293,7
750,0
3.000,0
0,0
0,0
0,0
1.178,3
0,0
0,0
200,3
522,0
456,0
0,0
0,0
54.688,6
1.173,8
31.438,5
6,7
22.069,6
59.697,9
16.498,1
37.507,2
5.692,7
162.192,8
No de
contratos
99
0
8
8
83
18
8
1
9
0
0
0
4
0
0
1
2
1
0
0
256
12
188
1
55
219
70
125
24
596
ABC
Banco do Brasil
343.550,7
7.741,1
144.661,3
103.641,7
87.506,6
80.922,9
67.064,0
11.214,4
2.355,6
0,0
46,1
242,8
67.844,9
6.181,2
599,5
0,0
7.591,5
11.851,0
40.204,4
1.417,2
729.599,8
16.624,2
250.126,0
7.632,6
455.217,0
332.900,3
168.050,5
141.773,2
23.076,1
1.554.818,6
No de
contratos
633
22
297
172
142
187
131
44
8
0
1
3
172
16
1
0
16
38
99
2
1.844
29
694
24
1.097
1.131
585
435
111
3.967
Total de
desembolsos
Total do n°
de contratos
383.134,9
7.741,1
147.646,8
107.468,3
120.278,6
87.966,6
70.357,7
11.964,4
5.355,6
0,0
46,1
242,8
69.023,2
6.181,2
599,5
200,3
8.113,5
12.307,0
40.204,4
1.417,2
784.288,3
17.798,0
281.564,5
7.639,3
477.286,5
392.598,3
184.548,6
179.280,4
28.769,4
1.717.011,3
732
22
305
180
225
205
139
45
17
0
1
3
176
16
1
1
18
39
99
2
2.100
41
882
25
1.152
1.350
655
560
135
4.563
58
4 O Plano operativo do Programa ABC
O plano operativo do Programa ABC está baseado nas orientações da Política
Nacional sobre Mudança do Clima e nas diretrizes do Plano ABC. Basicamente, ele é
composto de uma série de ações que permitiram criar as estruturas para implementar,
difundir e monitorar todas as ações descritas até o momento. O primeiro passo foi a
criação dos comitês, comitês gestores e a identificação dos principais atores.
4.1 Comitês, comitês gestores e atores principais
O plano operativo prevê a adoção das medidas necessárias à consecução dos
objetivos da PNMC, promovendo o envolvimento das entidades e dos meios existentes,
buscando otimizar o aproveitamento da capacidade instalada e integrando os programas
já em execução, de modo a evitar duplicidade de esforços e desperdício de recursos.
Busca, ainda, priorizar os programas do MAPA e do MDA e procura sinergia com os
programas do MMA nas iniciativas de fomento e desenvolvimento científico e
tecnológico.
O plano operativo deve ser entendido como um instrumento de integração das
ações do governo (federal, estadual e municipal), do setor produtivo e da sociedade civil
para a redução das emissões de GEE provenientes de atividades agropecuárias. Para sua
efetivação, será estabelecido um arranjo institucional que envolva as representações das
diversas entidades envolvidas (Figura 4.01). A participação da sociedade civil e,
principalmente, do setor privado é imprescindível e reafirma o caráter democrático na
concepção e implantação dos programas previstos.
59
Figura 4.01 Estratégia de implementação do Plano ABC (Fonte: MAPA).
A estrutura de governança do Plano ABC é dividida em três níveis:
• Nacional estratégico;
• Nacional tático; e
• Estadual operacional.
No âmbito do nacional estratégico, o Plano ABC utiliza as instâncias do Comitê
Interministerial de Mudança Global do Clima (CIM) e do seu Grupo Executivo (GEX),
Por meio de instrumento normativo pertinente (dos ministérios) e no âmbito
nacional tático, foi criada a Comissão Executiva Nacional do Plano ABC, vinculada ao
CIM/GEX, com a finalidade de monitorar e acompanhar periodicamente a
implementação do plano, além de propor medidas para superar eventuais dificuldades
nesse processo. Esta comissão será coordenada pelo MAPA e pelo MDA, com a
participação de representantes da Casa Civil, dos Ministérios da Fazenda (MF) e do
Meio Ambiente (MMA), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e
do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC).
As ações e resultados do plano serão reportados ao CIM e ao GEX por meio da
Comissão Executiva Nacional do Plano ABC, instâncias responsáveis também pela
coordenação, implementação, acompanhamento e avaliação do Plano e da PNMC.
Na esfera estadual operacional, existem os já citados Grupos Gestores Estaduais,
incumbidos de promover a coordenação e articulação do Plano ABC nos estados. Cada
grupo é coordenado pelo representante da Secretaria de Agricultura do estado, com a
participação do MAPA, MDA, Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Embrapa,
60
Oepas, bancos oficias (Banco do Brasil, Banco da Amazônia e/ou Banco do Nordeste) e
com a integração de representantes da sociedade civil (setor produtivo, trabalhadores,
universidades, institutos de pesquisa, cooperativas, Federação de Agricultura, ONGs
etc). Os Grupos Gestores Estaduais já foram criados em todos os estados da Federação,
como pode ser verificado na Figura 4.02.
Figura 4.02. Estados da Federação com atuação dos Grupos Gestores Estaduais
(GGE) (Fonte: MAPA).
Com essa estrutura montada, o MAPA propôs um fluxograma para melhor
explicitar a mais importante ação do Plano ABC, que é a capacitação. Na figura 4.03,
são apresentadas de forma resumida as ações de capacitação do plano nos níveis
nacional, estadual e municipal.
61
Figura 4.03 Fluxograma proposto pelo MAPA para as ações de capacitação dos
diversos atores, em nível federal, estadual e municipal.
Nas ações de capacitação, o MAPA pretende contar com o apoio do SENAR e
do Instituto CNA. A proposição dessa ação visa atender onze estados do bioma Cerrado
(Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Maranhão, Bahia, Piauí, Minas
Gerais, São Paulo, Paraná e o Distrito Federal) num período de três anos, dentro de seis
processos tecnológicos do Plano ABC: recuperação de pastagens degradadas; integração
lavoura-pecuária-floresta; sistema de plantio direto; fixação biológica de nitrogênio;
florestas plantadas; e tratamento de dejetos animais.
A ideia inicial é realizar capacitações para os instrutores dessas áreas
específicas, que, posteriormente, vão capacitar os produtores rurais. A iniciativa
pretende sensibilizar o produtor para que ele invista na sua propriedade com linhas de
crédito especiais, de forma a ter retorno econômico mantendo o ambiente preservado.
4.2 Sinergia com as políticas climáticas estaduais
Nesse ponto, aparece uma inconsistência. Os estados, por meio das secretarias
de Meio Ambiente, têm as suas próprias políticas de mudança do clima. Esperava-se
que, entre o Plano ABC e as políticas estaduais, houvesse uma grande sinergia. Se isso
62
não for feito, na maioria dos estados brasileiros, o comitê gestor estadual do Programa
ABC já nasce enfraquecido, espremido entre dois atores fundamentais e em frequente
oposição, a agricultura e o meio ambiente. O que se verifica é que, dos vinte e sete
estados brasileiros, vinte e cinco têm políticas de mudança do clima. Dos vinte e cinco,
somente seis têm alguma aderência ao Plano ABC (Figura 4.04). Atualmente, os estados
do Amazonas, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins apresentam,
nas suas políticas estaduais de mudança do clima, algum tipo de sinergia. Esta é
refletida nas ações de promoção de boas práticas ambientais para a agropecuária; de
incentivo ao pagamento por serviços ambientais com base no desempenho ambiental,
por meio de redução de taxa de juros dos empréstimos para produtores; a consolidação
de uma economia de baixo consumo de carbono na agropecuária; estratégias de
mitigação e adaptação no setor agropecuário; inventários de emissões para o setor
agropecuário; promoção de benefícios econômicos aos produtores agropecuários e
florestais que adotem medidas de prevenção, precaução, restauração ambiental e/ou
medidas para a estabilização da concentração de GEE. No Anexo 3, é feita uma
apresentação dos principais pontos nas leis de cada um dos seis estados que promovem
essa sinergia entre a política estadual de mudança do clima e o ABC.
No Anexo 3, encontra-se um resumo das políticas públicas estaduais
relacionadas à mudança climática.
63
Figura 4.04 Estados que possuem política estadual de mudança do clima com
alguma sinergia com o Plano ABC e estados que têm política de mudança do clima
com pequena ou nenhuma aderência ao Plano ABC.
4.3 Parcerias com o setor privado
A consolidação de parcerias público-privadas é fundamental para potencializar
as ações do plano e replicá-las nas esferas estadual e municipal. É possível torná-las
mais eficientes por meio da divulgação e/ou da adoção de práticas sustentáveis, com
papel fundamental na disseminação do ABC, mas, principalmente, identificando os
principais parceiros que devem atuar em cada município. É preciso classificar estes
64
municípios por categorias que indiquem onde será necessário maior ou menor esforço
de formação e multiplicação em função da existência de Emater/Ater, cooperativas,
sindicatos, empresas privadas, ONGs, universidades, Oepas, Embrapa. Com essa
definição de categorias, é possível melhorar o foco nas regiões para concentrar o esforço
de treinamento e multiplicação.
Para cada ação do Plano ABC, é possível identificar a presença do setor privado,
seja no fornecimento de insumos, seja participando diretamente da difusão de
tecnologia.
Nas ações referentes à recuperação de pastagens e integração lavoura-pecuária,
existem diversas associações e empresas que podem garantir amplamente o mercado de
sementes para recuperação. Destacam-se, nesse mercado, a UNIPASTO, composta por
uma associação de empresas e produtores de sementes de forrageiras, atuando em quase
todo o território nacional, totalizando trinta associados, com alta capacidade de
transferência de tecnologia.
Na mesma direção, existem, registradas no Registro Nacional de Sementes e
Mudas (RENASEM) do MAPA, empresas produtoras de sementes de forrageiras, com
principal foco em Brachiaria e Panicum. Atuam em todo o Brasil e asseguram a
demanda necessária de sementes para a ação referente à recuperação de pastagens e
integração lavoura-pecuária. A Figura 4.05 ilustra a distribuição espacial das empresas
registradas no RENASEM e das associadas da UNIPASTO. Fica evidente a forte
concentração do mercado de sementes de forrageiras nas regiões Centro-Oeste e
Sudeste. Nestas regiões, o esforço para implantação das ações de recuperação de
pastagens e de ILP e ILPF deverão, necessariamente, contar com o apoio das empresas
privadas e com a estrutura já existente. Nas outras regiões, principalmente na
Amazônia, é preciso verificar se essas empresas podem atender as demandas que irão
surgir em razão do crescimento das ações do Plano ABC. É evidente a carência de base
comercial para crescimento do ABC, no que diz respeito à recuperação de pastagens,
tanto na Amazônia, quanto na região Nordeste.
65
Figura 4.05 Distribuição espacial dos produtores de sementes de forrageiras no
Brasil, registrados no RENASEM-MAPA e associados da UNIPASTO.
Na ação referente ao plantio direto, os agricultores que aderiram ao sistema
criaram a Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha, contando, hoje, com setenta e
três associadas (Anexo 4), entre elas empresas de extensão rural, universidades, clube
dos amigos da terra, empresas privadas, ONGs com vasto conhecimento em plantio
direto na palha. A federação e seus associados são, sem dúvida, os principais atores para
colaborar na implantação da ação do plano referente ao plantio direto.
Na ação referente à fixação biológica de nitrogênio, a Associação Nacional de
Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII) conta, hoje, com oito associadas, que
têm uma rede de distribuição que segue o mapa da produção da soja. Como se pode
observar na Tabela 4.01, esses seriam os principais atores dessa ação do Plano ABC.
Tabela 4.01. Relação das principais empresas produtoras e importadoras de
inoculantes no Brasil.
66
Empresas
BASF Agrícola
BioAgro
BioSoja
MicroQuímica
Novozymes
Rizobacter do Brasil
Stoller do Brasil
Total Biotecnologia
Localização
São Paulo-SP, Guaratinguetá-SP, Santo
Antônio de Posse-SP, Ponta Grossa-PR
Santa Maria-RS
São Joaquim da Barra-SP
Campinas-SP
Araucária-PR
Londrina-PR
Cosmópolis-SP
Curitiba-PR
Fonte: ANPII
O conhecimento mais profundo do mercado de inoculantes poderá ter um papel
fundamental no monitoramento dessa ação. Só será possível estabelecer as bases do
monitoramento da FBN com a participação do setor privado. No Brasil, cerca de 95%
do mercado de inoculantes estão destinados à cultura da soja. No caso do feijão-caupi,
há inoculantes disponíveis no mercado, sendo necessário disseminar seu uso entre os
produtores, em especial na região Nordeste. Para outras culturas, o uso de FBN está em
fase de desenvolvimento tecnológico e de mercado. Há potencial, assim, para
desenvolver e/ou adaptar novos inoculantes, abrindo novas perspectivas de mercado e
antecipando demandas reprimidas no setor produtivo e empresarial para cana-de-açúcar,
milho, arroz, trigo, sorgo, feijão comum, amendoim e forrageiras, que, conforme dados
do IBGE (Censo Agropecuário, 2006), representam cerca de 50% da área plantada no
País.
Na ação referente ao reflorestamento, é preciso buscar maior parceria com o
setor privado, para melhorar a efetivação do programa. Praticamente, não houve
crescimento na área plantada com florestas no ano de 2011. Segundo a ABRAF,
“As principais razões para a estagnação do crescimento da área de plantios
florestais em 2011 foram:
• As restrições impostas pelo governo brasileiro para a compra de terras por
grupos nacionais que possuam composição majoritária de capital
estrangeiro;
• a reduzida atividade econômica nos países da União Europeia e nos Estados
Unidos, países importadores de produtos florestais ou da cadeia de base
florestal plantada;
67
• a redução da competitividade no mercado internacional dos produtos da
cadeia produtiva brasileira de base florestal; e
• a excessiva burocratização e os longos prazos requeridos pelos órgãos
ambientais nos processos de licenciamento ambiental de novos projetos
florestais e industriais no país”.
Ademais, outro fator que diminuiu o nível de atratividade para investimentos em
florestas plantadas foi a limitação imposta pela infraestrutura deficiente do País, em vias
de acesso, rodovias, ferrovias e portos, o que acarreta custos adicionais ao transporte da
madeira para as fábricas e para o escoamento dos produtos.
Mesmo assim, os programas PROPFLORA (Programa de Plantio Comercial e
Recuperação de Florestas) e o PRODUSA12 (Programa de Estímulo a Produção
Agropecuária Sustentável) foram incorporados e consolidados no Programa ABC.
Na ação referente à utilização de dejetos animais, o principal ator do setor
privado é o fabricante de biodigestores. O Brasil não possui uma rede razoável de
fabricantes que possa atender todo o País. Há poucas empresas, e elas estão
concentradas nas regiões Sul e Sudeste (Figura 4.06). Seria interessante incentivar o
crescimento do setor. Não será uma tarefa simples atingir as metas dessa ação com a
rede de fabricantes que existe hoje. A relação completa dos fabricantes de biodigestores
está no Anexo 5.
12
O PRODUSA foi um programa criado em 2009 e tinha como objetivo a recuperação de áreas degradas
a partir de práticas agrossilviculturais. Nas suas linhas de financiamento, havia ILPF e reflorestamento
que estão no Programa ABC. Os juros eram maiores. Em 2010, ele foi incorporado ao Programa ABC.
68
Figura 4.06 Distribuição espacial dos fabricantes de biodigestores no Brasil.
69
5 Sugestões para o monitoramento do Plano ABC
Para a efetivação do monitoramento das ações do Plano ABC, algumas
premissas devem ser estabelecidas:
• É necessário ter a referência geográfica do projeto financiado (latitude e
longitude), porque, de acordo com a localização do empreendimento, a taxa
de acúmulo de carbono apresentará fortes diferenças por bioma e, em
segundo lugar, essa é a maneira de verificar se a expansão do programa está
compatível com as regiões identificadas como prioritárias.
• É necessário ter a análise química do solo no qual está implantado o
empreendimento
financiado.
O
aumento
da
matéria
seca
e,
consequentemente, o acúmulo de carbono está diretamente relacionado com a
oferta de nutrientes para as plantas. Essa necessidade nutricional só é
conhecida após a análise do solo.
• No caso das pastagens, da ILPF e do plantio direto, é necessário conhecer o
estoque de carbono no solo no início do empreendimento e repetir a análise
de carbono no solo a cada cinco anos. O conhecimento do estoque de carbono
é a base da agricultura de baixa emissão de carbono. É a única maneira que
existe para monitorar e acompanhar a evolução das ações para o
cumprimento das metas. Para fazer ABC, é preciso quantificar o carbono em
tempos diferentes.
• No caso das pastagens, da ILPF e do plantio direto, também é necessário
conhecer a área financiada, para pode estimar as emissões evitadas.
Para a efetivação de um sistema de monitoramento compatível com a
importância do Programa ABC, a Embrapa, com o Fundo Clima, sugeriu a criação de
um Laboratório Virtual Multi-institucional de Mudanças Climáticas, que permita
monitorar o programa segundo as bases científicas existentes hoje e a demanda
operacional. A proposta desse laboratório é:
• Ter uma coordenação conjunta entre o MMA e o MAPA, na qual o primeiro
atuaria como responsável pelo acompanhamento e cumprimento do Decreto
7.390/2010 e o segundo executaria o plano.
• Deverá ser composto por um colegiado com a participação da Embrapa,
universidades, Banco do Brasil, OCB, CNA, MDA, CONTAG e ONGs, que
irão discutir, avaliar, definir e propor as metodologias de acompanhamento
70
das emissões de GEE definidas no plano. Caberá ao Banco do Brasil repassar
regularmente
ao
colegiado
informações
sobre
o
andamento
dos
financiamentos, indicando quantos são e em quais categorias se inserem, para
que, utilizando imagens de satélite, seja possível acompanhar a evolução do
programa em escala nacional.
• Deverá ser criada uma linha de base para determinação do estoque de
carbono nos solos, principalmente para as ações de recuperação de pastagens,
integração lavoura-pecuária e plantio direto.
• No caso da fixação biológica de nitrogênio, o colegiado irá definir as
prioridades de investimento em pesquisa, para que, até 2015, existam mais
opções de inoculantes visando à
substituição da adubação nitrogenada,
conforme estabelecido no Plano ABC.
• O laboratório estará vinculado diretamente à Diretoria Executiva da Embrapa,
e o seu funcionamento será garantido pela cessão parcial de pesquisadores da
Embrapa, que formarão seu corpo técnico, distribuído pelos diversos centros
de pesquisa da empresa. Será também formado por pessoal do MAPA, por
bolsistas contratados com apoio do MCTI e estagiários contratados via
descentralização orçamentária a ser definida com o Ministério da Agricultura.
Caberá à Embrapa Meio Ambiente fornecer o suporte administrativo para o
adequado funcionamento do laboratório.
• As ações de caráter metodológico (levantamentos, medições, análises de
solos, etc.) serão custeadas pelo MAPA, também via descentralização
orçamentária (o custo dessas ações deve ser avaliado anualmente).
• Não serão de responsabilidade deste laboratório as ações de treinamento, mas
sim a definição e implementação de metodologias, que serão posteriormente
transferidas aos agentes multiplicadores pelos responsáveis pelas ações de
transferência de tecnologia.
• Todas as alterações e redefinições das ações do laboratório deverão se feitas
pelo colegiado e aprovadas pelos Ministérios da Agricultura e do Meio
Ambiente, após encaminhamento da Diretoria Executiva da Embrapa.
Espera-se que, com essa estrutura, sejam mais transparentes os resultados do
monitoramento das emissões de GEE na agricultura.
O formato de funcionamento do laboratório está em análise no MAPA.
71
5.1 Monitoramento das pastagens
5.1.1 Identificação de áreas prioritárias
Para o sucesso do programa ABC, é imprescindível a identificação das áreas
prioritárias para a aplicação dos recursos destinados à recuperação de pastagens
degradadas no País. Dessa forma, uma das sugestões para determinar tais áreas é o uso
do índice “taxa de lotação”, discutido no item 2.2.1, expresso em unidade animal por
hectare.
5.1.2 Metodologia
O monitoramento da redução de emissões de GEE em áreas sob recuperação de
pastagens degradadas pode ser feito com base em imagens de satélite, complementadas
pelo levantamento e pela determinação do estoque de carbono nos solos em regiões
preestabelecidas. A partir disso, é possível estimar a redução de emissões decorrente da
recuperação da área de pastagens degradadas. Assim que disponíveis, as imagens e os
resultados de estoques de carbono no solo serão recebidos e processados no Laboratório
Virtual Multi-institucional de Mudanças Climáticas e Agricultura, sediado na Embrapa
Meio Ambiente, em Jaguariúna (SP).
As etapas do monitoramento para recuperação de pastagens degradadas são
descritas mais detalhadamente abaixo:
• A escolha das áreas amostradas é feita por meio de imagens de satélite com
resolução espacial mínima de 20 m, após o fornecimento, por parte dos
agentes financeiros, das coordenadas do empreendimento. Com as imagens, é
possível identificar com exatidão as áreas de pastagem ao longo de todo o
território nacional, bem como o estágio de desenvolvimento dos pastos.
• As coletas de solo para determinação do estoque de carbono serão realizadas
nos seguintes períodos: T0 – marco zero; T5 – no quinto ano do
monitoramento (2015); e T10 – no décimo ano do monitoramento (2020), a,
no mínimo, 30 cm de profundidade, conforme recomendação do IPCC
(IPCC, 1996). Estas coletas de solo são realizadas de acordo com as
características de cada empreendimento rural e em topossequência.
72
• Para complementar o processo de monitoramento de recuperação de
pastagens degradadas, também será determinada a NPP, ou produtividade
primária líquida (net primary production, em inglês), em cada ponto de
coleta, a partir do EVI, ou índice de vegetação melhorado (Enhanced
Vegetation Index ), obtido por meio das séries temporais do sensor Modis e
disponibilizado pelo Laboratório de Agricultura e Floresta do INPE
(www.dsr.inpe.br/laf/series.html) (Figura 5.01). Para o período T0, a
estimativa da NPP já está disponível.
Esses índices de vegetação, associados a um sistema de informação geográfica,
possibilitam ações de monitoramento ambiental, pois existe uma relação entre o EVI e a
NPP, que, por sua vez, tem forte relação com o estoque de carbono nos solos. Estas
relações estão sendo aferidas para posterior utilização no monitoramento de emissões
em pastagens.
Figura 5.01 Imagens da série temporal do sensor Modis disponibilizadas pelo
Laboratório de Agricultura e Floresta do INPE. Nesta curva, aparece a mudança
de uso do solo em 2004, quando o produtor migrou de cultura anual (picos
maiores) para pastagem, que possui curva mais suavizada.
73
5.2 Monitoramento dos sistemas ILPF e ILP
O monitoramento da redução de emissões de GEE em áreas convertidas para
ILP, ILPF e SAFs será feito com base em imagens de satélite, complementadas por
levantamento e determinação do estoque de carbono nos solos em regiões
preestabelecidas. A partir disso, será estimada a redução de emissões decorrente da
conversão de áreas agrícolas ou pastagens degradadas em ILP, ILPF e SAFs. Assim que
disponíveis, as imagens e resultados de estoques de carbono no solo são processados
no Laboratório Virtual Multi-institucional de Mudanças Climáticas e Agricultura..
As etapas do monitoramento para ILP, ILPF e SAFs são descritas mais
detalhadamente abaixo:
• A escolha das áreas amostradas será feita por meio de imagens de satélite
com resolução espacial mínima de 20 m. Com as imagens, será possível
identificar com exatidão, por meio de coordenadas geográficas, as áreas de
ILP, ILPF e SAFs ao longo de todo o território nacional. Também serão
monitoradas as URTs com sistemas de ILP, ILPF e SAFs em todo o País
(Anexo 1).
• As coletas de solo para determinação do estoque de carbono são realizadas
nos seguintes períodos: T0 – marco zero; T5 – no quinto ano do
monitoramento (2015); e T10 – no décimo ano do monitoramento (2020), nas
profundidades de 0-5 cm, 5-10 cm, 10-20 cm e 20-30 cm. Estas coletas de
solo são realizadas de acordo com as características de cada empreendimento
rural e/ou sua topossequência, com o uso de um anel de aço inox com volume
conhecido (a chamada amostra indeformada) (Figura 5.02).
Para o sucesso do monitoramento do programa ABC, é preciso que a rede de
laboratórios de solos no Brasil (Anexo 8) seja, em sua maior parte, munida com
equipamentos para determinação de carbono no solo por via seca. A determinação,
nesse caso, envolve equipamentos que operam por meio da oxidação térmica
(combustão) em fornos cujas temperaturas variam de 925°C a 1200°C. A utilização da
técnica de combustão permite detectar todas as formas de carbono, até as mais
recalcitrantes, como a que está no carvão; por isso, é considerada o melhor método de
determinação de carbono total.
Recomenda-se, para isso, criar uma linha de financiamento para a compra desse
tipo de equipamento em toda a rede de laboratórios de solo no País. Enquanto isso não
74
ocorre, as análises de carbono no solo estão sendo feitas pelo método de via úmida.
Entretanto, este método só determina o carbono que está em estruturas orgânicas e não o
carbono presente em substâncias inorgânicas, a exemplo dos carbonatos e bicarbonatos
(HCO3-, CO3=). Apesar de menos preciso, este método permite a quantificação de pelo
menos 95% do carbono no solo e é adequado para acompanhar a evolução do estoque
de carbono no solo ao longo do tempo de medição, entre o primeiro e o quinto e entre o
primeiro e o décimo ano.
75
Figura 5.02 Procedimento para a coleta de amostras indeformadas.
Para complementar o processo de monitoramento de áreas com ILP, ILPF e
SAFs, também serão determinadas as produtividades primárias líquidas (NPP) em cada
76
ponto de coleta, a partir do EVI obtido por meio das séries temporais (2000-2009) do
sensor Modis.
5.3 Monitoramento do plantio direto
O monitoramento da redução de emissões de GEE em áreas de plantio
convencional convertidas para áreas com sistema plantio direto (SPD) será feito com
base no indicador área em plantio direto, divulgado, principalmente, pelo MAPA e pela
Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha (FEBRAPDP). Também serão
utilizadas imagens de satélite com resolução mínima de 20 m, complementadas por
levantamento e determinação do estoque de carbono nos solos em regiões
preestabelecidas. A partir disso, será estimada a redução de emissões decorrente da
conversão de áreas agrícolas com manejo convencional em áreas com SPD. Assim que
disponíveis, os indicadores de área plantada, as imagens de satélite e os resultados de
estoques de carbono no solo serão recebidos e processados no Laboratório Virtual
Multi-institucional de Mudanças Climáticas e Agricultura.
5.4 Monitoramento da fixação biológica de nitrogênio
O monitoramento da redução das emissões de GEE devido à substituição da
adubação nitrogenada pela FBN será feito com base em indicadores de venda de
inoculantes, fornecidos principalmente pelo setor privado.
Hoje, no Brasil, existe a Associação Nacional dos Produtores e Importadores de
Inoculantes (ANPII), que reúne oito empresas responsáveis por 70% dos inoculantes
comercializados no País, sendo elas: BASF, BioAgro, BioSoja, MicroQuímica,
Novozymes, Rizobacter do Brasil, Stoller, Total Biotecnologia.
Também poderão ser empregadas no monitoramento informações oriundas do
crédito rural, do IBGE e do MAPA.
5.5 Monitoramento das florestas plantadas
O monitoramento da dinâmica da área com florestas plantadas no País será feito,
principalmente, com a utilização de dados dos anuários estatísticos da Associação
Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (http://www.abraflor.org.br) e
77
informações de seus associados, além de informações anuais da Câmara Setorial de
Florestas do Ministério da Agricultura.
Também serão utilizadas imagens de satélites georreferenciadas com resolução
mínima de 20 m.
Diante dos indicadores citados, será possível estimar o estoque de carbono no
solo e na biomassa vegetal dessas áreas. São, aqui, utilizados os fatores de emissão
determinados por projetos de pesquisa nas instituições de pesquisa e universidades.
5.6 Monitoramento do tratamento de dejetos animais
Esse monitoramento deverá ser feito, principalmente, por meio dos contratos
bancários para a instalação de biodigestores e sua capacidade instalada, bem como via
registros de geração de biogás e da quantidade de composto orgânico gerado pelo
processo de compostagem.
78
6 Rumo a 2020: como acelerar o ABC para cumprir as metas de Copenhague
6.1 A obrigatoriedade das análises de solo e de carbono no solo
Como visto anteriormente, a eficiente implantação do Plano ABC exigirá
pessoas formadas, capacitadas e habilitadas, hoje e no futuro. Portanto, a multiplicação
de pessoas habilitadas a transferir a tecnologia ABC é a prioridade máxima. É preciso
incentivar o treinamento para as pessoas nos estados onde o Plano ABC melhor se
aplica e onde a capacidade de multiplicação é maior e, aos poucos, atingir os municípios
mais deficientes em infraestrutura. Sugerimos estabelecer prioridades e indicar áreas e
municípios que, em pouco tempo, possam estar habilitados a implantar as diretrizes da
agricultura de baixa emissão de carbono.
Um entrave importante a essa disseminação está na baixa capacidade nacional
de fazer análises de solo e de determinar o carbono total. Essas análises são
fundamentais para verificar se está mesmo havendo redução de emissões de GEE na
recuperação de pastagens, na ILP, na ILPF e no plantio. O Brasil possui, hoje, cinco
provedores nos ensaios de proficiência em análise de solos, que são:
• PROFERT-MG: coordenado pela Universidade Federal de Minas Gerais;
• CELA-PR: coordenado pela Universidade Federal do Paraná;
• ROLAS: coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa do Trigo no Rio
Grande do Sul – Embrapa;
• IAC: Coordenado pelo Instituto Agronômico de Campinas;
• PAQLF: coordenado oelo Centro Nacional de Pesquisa de Solos da Embrapa.
Ao todo, o País possui 311 laboratórios de análise de solos, que incluem
universidades, institutos de pesquisa e setor privado. A Figura 6.01 ilustra a distribuição
espacial destes laboratórios no Brasil. Percebe-se a falta de estrutura laboratorial na
região Norte – onde, segundo o TerraClass, existem pelo menos 60 milhões de hectares
de pastos e áreas em recuperação que podem ser incorporados ao Programa ABC – e na
região Centro-Oeste – onde está a maior concentração de fornecedores de sementes de
forrageiras no Brasil. Além disso, estão preparados para fazer as análises de carbono
total somente os institutos de pesquisa e as universidades, que estão no limite da sua
capacidade operacional. Assim, sugerimos que linhas de investimento específicas sejam
abertas para modernizar os laboratórios da rede privada, incluindo a aquisição de
equipamentos para determinação de carbono por via seca. Ao mesmo tempo, é preciso
79
incentivar a criação de empresas de análise de solos, a partir dos programas de inovação
tecnológica do MCTI, nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. É importante que
isso seja feito, pois, vinculando essas ações ao Plano ABC, haverá certamente consumo
mais racional de adubos minerais e organominerais no Brasil, reduzindo assim a
emissão de GEE. Ao mesmo tempo, a utilização correta das recomendações de
adubação é a certeza de que haverá, com o tempo, o aumento do carbono orgânico no
solo e o aumento da produção de alimentos.
Figura 6.01 Distribuição espacial dos laboratórios de análise de solos no Brasil,
segundo informação dos provedores IAC, ROLAS, PROFERT, CELA e PAQLF.
80
6.2 A recuperação de pastagens
Segundo informações do censo agropecuário (IBGE, 2006), existem, no Brasil,
aproximadamente 58 milhões de hectares com baixa taxa de lotação (menos de 0,6
UA/ha/ano) (Figura 6.02). A ideia do Plano ABC, já discutida anteriormente, é elevar
esta taxa para 1 UA/ha/ano, trazendo benefícios para a produção de carne no Brasil,
redução da pressão de expansão da pecuária na Amazônia e redução de emissão de
GEE, com os pastos melhorados.
É preciso, portanto, após os dois primeiros anos de atuação do Plano ABC,
definir melhor os locais onde a taxa de lotação é baixa. Esse índice, por enquanto, foi
adaptado para permitir uma análise em todo território nacional. Segundo essas
informações, existem 1.115 municípios com taxa de lotação inferior a 0,6 UA/ha/ano.
Com o valor mínimo determinado no Plano ABC, de 0,4 UA/ha, existem 535
municípios. Estes devem ser prioritariamente os alvos para formação de multiplicadores
e aplicação dos créditos destinados à recuperação de pastagens.
Na Amazônia, existem 112 municípios com taxa de lotação menor ou igual a 0,4
UA/ha/ano, totalizando 14,5 milhões de hectares de pastos considerados degradados. No
total, estima-se haver, no Brasil, 31 milhões de hectares de pastos com até 0,4
UA/ha/ano e 58 milhões de hectares com até 0,6 UA/ha/ano.
81
Figura 6.02 Distribuição espacial dos pastos degradados no Brasil, com taxas de
lotação variando de 0,1 a 0,6 UA/ha/ano (Atualizado em Maio de 2013).
A figura 6.02 indica as áreas com pastagens degradadas em todo o Brasil. As
fontes dessas informações foram o Censo Agropecuário (IBGE, 2006) e a base PROBIO
do MMA.
Percebe-se que os estados prioritários devem ser MG, BA, MT, MS, GO, PA,
MA e PI. No Anexo 2, estão listados os municípios que devem receber prioridade na
implantação do subprograma de recuperação de pastos degradados, por terem taxas de
lotação variando de 0,1 a 0,6 UA/ha/ano.
6.2.1 O ABC atingirá as metas?
Nesse ponto, é preciso verificar se o esforço feito até o momento permite atingir
as metas estabelecidas em Copenhague, de redução nas emissões nacionais de 1,2 bilhão
de t CO2 eq., cabendo à agricultura entre 133 e 166 milhões de t CO2 eq. Para tanto, e
considerando que 80% dos financiamentos até então ficaram concentrados em
recuperação de pastagens e integração lavoura-pecuária (o número reduzido de
82
contratos nos outros itens não permite traçar cenários), os cenários ficaram limitados a
estes dois subprogramas, que, juntos, devem responder por 101 a 126 milhões de t CO2
eq. de reduções. O público-alvo considerado é o universo de 5 milhões de propriedades
agrícolas, com pelo menos 1,8 milhão de agricultores familiares. A execução atual, de
menos de 6.000 projetos/ano, ainda deixa a desejar. Considerando os grandes números
do IBGE, são 54 milhões de hectares com taxa de lotação menor do que 0,6 UA/ano,
considerados aqui como pastagens degradadas. Existem, segundo o censo de 2006, 281
mil propriedades no Brasil com pastagens plantadas degradadas, ou seja, em média, 192
ha por propriedade, dados os 54 milhões de ha com baixa taxa de lotação.
Considerando que a meta do Plano ABC é recuperar 15 milhões de hectares de pastos
degradados, de maneira linear, isso corresponderia a 78 mil pecuaristas com uma área
média a ser recuperada de 192 hectares por proprietário.
Para verificar a possibilidade de atingir as metas, foram estabelecidos três
cenários, a saber:
• O primeiro grande cenário considera a execução, até 2018, de 20%
(pessimista), 50% (mediano) e 80% (otimista) do total dos 78 mil contratos
estimados necessários para o programa, somente no que diz respeito à
recuperação de pastagens e ILP;
• O segundo grande cenário considera um aumento de 20% (pessimista), 50%
(mediano) e 80% (otimista) dos contratos em relação ao que já foi executado
até o ano de 2012/2013 em recuperação de pastagens e ILP (cerca de 2.800
contratos), mantidos os fatores de emissão do IPCC, que estão
superestimados para as condições tropicais;
• O terceiro grande cenário considera um aumento de 20% (pessimista), 50%
(mediano) e 80% (otimista) dos contratos executados até o ano de 2012/2013
em recuperação de pastagens e ILP (cerca de 2.800 contratos), mantidos os
fatores de emissão do IPCC para fermentação entérica, porém com redução
das emissões das excretas bovinas, adotando as medições atualizadas e
comprovadas pela Embrapa até o ano de 2012.
Os resultados são os que se seguem:
83
Cenário1
Hipóteses estabelecidas em
função da necessidade total
de contratos
Emissões
entéricas em t
CO2 eq.
Emissões
evitadas em t
CO2 eq.
Saldo
t CO2 eq.
% de atingimento das
metas de rec. de
pastagens e ILPF
*Hipótese 1: baixa adesão ao
programa, com 20% de
contratos até o ano 2018
5.558.043
65.894.400
60.305.357
De 48% a 60%
**Hipótese 2: média adesão ao
programa, com 50% de
contratos até o ano 2018
13.972.608
164.736.000
150.763.392
De 120% a 149%
***Hipótese 3: alta adesão ao
programa, com 80% de
contratos até o ano 2018
22.356.173
263.577.600
241.221.427
De 191% a 239%
*Execução de 2.560 contratos/ano
**Execução de 7.800 contratos/ano
***Execução de 12.488 contratos/ano
Cenário 2
Hipóteses estabelecidas em
função da necessidade total
de contratos
Emissões
entéricas em t
CO2 eq.
Emissões
evitadas em t
CO2 eq.
Saldo
t CO2 eq.
% de atingimento das
metas de rec. de
pastagens e ILPF
*Hipótese 1: aumento de 20%
no número de contratos atuais
até o ano 2018
6.018.969
70.963.200
64.944.230
De 52% a 64%
**Hipótese 2: aumento de 50%
no número de contratos atuais
até o ano 2018
7.523.712
88.704.000
81.180.288
De 64% a 80%
***Hipótese 3: aumento de
80% no número de contratos
atuais até o ano 2018
9.028.454
106.444.800
97.416.346
De 77% a 96%
*Execução de 3.360 contratos/ano
**Execução de 4.200 contratos/ano
***Execução de 5.040 contratos/ano
84
Cenário 3 (fermentação entérica 1,6 t CO2 eq. UA ano-1)
Hipóteses estabelecidas em
função da necessidade total
de contratos
Emissões
entéricas em t
CO2 eq.
Emissões
evitadas em t
CO2 eq.
Saldo
t CO2 eq.
% de atingimento das
metas de rec. de
pastagens e ILPF
*Hipótese 1: aumento de 20%
no número de contratos atuais
até o ano 2018
5.160.960
70.963.200
65.802.240
De 52% a 65%
**Hipótese 2: aumento de 50%
no número de contratos atuais
até o ano 2018
6.451.200
88.704.000
82.252.800
De 65% a 81%
***Hipótese : aumento de 80%
no número de contratos atuais
até o ano 2018
7.741.440
106.444.800
98.703.360
De 78% a 98%
*Execução de 3.360 contratos/ano
**Execução de 4.200 contratos/ano
***Execução de 5.040 contratos/ano
Vale ressaltar algumas condições e premissas sobre estes cenários:
• Considera-se como horizonte para a realização dos contratos o período de
cinco anos a partir de 2013, tempo mínimo para resposta do solo ao aumento
do estoque de carbono;
• Considera-se que as emissões de fermentação entérica por UA/ano, segundo
o estabelecido pelo IPCC (nível 1) e estudos da Embrapa, são de 1,86 t CO2
eq./ano;
• Considera-se que as emissões de fermentação entérica por UA/ano, segundo
o estabelecido pelo IPCC (nível 1) e com novos fatores de emissão a partir de
estudos da Embrapa, são de 1,60 t CO2 eq./ano;
• O número ideal de contratos em recuperação de pastagens até 2020, com base
nos dados do censo do IBGE 2006 sobre a área e número de propriedades
com pastagens degradas, seria de 78.000 no horizonte de cinco anos, com
área média por contrato de 192 hectares;
• O número atual de contratos incluindo ILP (Fonte: BB, 11/2012) é de 2.800;
• O aumento médio do estoque de carbono no solo é de 22 t CO2 eq.;
• A meta estabelecida em Copenhague para redução de emissões em
recuperação de pastagens + ILP (NAMAS), no seu limite superior, é de 126
Milhões t CO2 eq.;
85
• A meta estabelecida em Copenhague para a redução de emissões em
recuperação de pastagens + ILP (NAMAS), no seu limite inferior, é
de101Milhões t CO2 eq.
Portanto, havendo o esforço em ampliar os contratos em busca da condição
ideal, ou seja, de 78 mil contratos até 2018, a meta é superada já na hipótese mediana,
com 50% dos contratos executados. Mantida a situação atual (2.800 contratos), para o
segundo e terceiro grandes cenários, as metas não serão atingidas, mesmo considerando
as hipóteses mais otimistas.
Isso significa que um grande esforço de capilarização do programa deve ser
feito, assim como a priorização dos alvos, buscando a maior eficiência da aplicação dos
recursos investidos no programa ABC.
6.3 Municípios prioritários para capacitação
O ponto de estrangulamento não só do Plano ABC, mas da agricultura brasileira,
tem sido, nos últimos vinte anos, a transferência de tecnologia. Esse fato é conhecido, e
um grande empenho em vários setores tem sido feito para encurtar o caminho entre as
tecnologias geradas e a assimilação destas pelo produtor rural. Com o ABC, não é
diferente. Sua proposta é baseada numa mudança fundamental de financiamento da
produção. O Programa ABC está calçado no financiamento de sistemas de produção e
não de itens, como faz o crédito rural tradicional. Esse é um grande passo para sair do
financiamento das lavouras de monocultura e partir para o sistema de produção
integrada. No caso da pecuária, é preciso deixar de financiar somente a aquisição de
matrizes para financiar o sistema. Essa é a garantia de uma produção agropecuária com
baixa emissão de carbono nos doze meses do ano.
Nesse ponto é que entram os multiplicadores, fundamentais para atingir as
metas dos cenários 2 e 3. Uma avaliação da possibilidade de participação das
universidades, porém, indica algumas limitações à geração destes multiplicadores. Por
exemplo, na Figura 6.03, é ilustrada a possibilidade de atendimento da demanda para
treinamento do Plano ABC com a participação das universidades existentes num raio de
100 km e de 200 km. Verifica-se que ainda há espaços que não são atingidos, ou seja,
mesmo se tratando de 273 universidades, ainda existem lacunas.
86
Figura 6.03 Distribuição espacial da possível atuação das universidades na
capacitação do Plano ABC, num raio de 100 km e num raio de 200 km.
Considerando que o estado da Bahia é um dos que têm maior demanda para
recuperação de pastos degradados, haverá dificuldade de participação das universidades
ali. O mesmo pode-se dizer do Mato Grosso e do Pará, que possuem milhões de
hectares de pastos degradados. Por outro lado, no Centro-Sul, a possibilidade de
capacitação em ILP e ILPF nos estados do Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo,
Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com a ajuda das universidades e o
treinamento de multiplicadores, é factível. No Nordeste, os estados de Pernambuco,
Paraíba, Alagoas e Sergipe possuem estrutura suficiente para multiplicação das técnicas
preconizadas no Plano ABC, incluindo também reflorestamento, FBN e aproveitamento
de dejetos animais.
Considerando as universidades, ASBRAER, CNA (via sindicatos), OCB (via
cooperativas de carne, leite e grãos) e Embrapa, é possível contar com 7.347 bases de
apoio. A estes atores, somam-se outros do setor privado, como FEBRAPDP, ANPII,
ABRAF, fabricantes de biodigestores e produtores de sementes de forrageiras, que,
juntos, somam 147 empresas e associadas, e 708 produtores de sementes, distribuídos
em 227 municípios.
87
Não considerando por enquanto o terceiro setor, para agilizar e identificar os
municípios, onde haverá, no curto prazo, maior condição para ampliar a participação
dos multiplicadores das tecnologias do Plano ABC, optou-se por definir categorias de
municípios, que possuam escritórios ou bases de capacitação instalada. Foram
definidasonze categorias, a saber (Tabela 6.01 e 6.02):
Tabela 6.01 Categorias de municípios, que possuam escritórios ou bases de
capacitação instalada.
Categorias
Ater
sindicato
cooperativa
univ./faculdade de Agronomia
Embrapa
Ater e sindicato
Ater e cooperativa
sindicato e cooperativa
Ater, sindicato e eooperativa
Número de
municípios
Categoria 1
Categoria 2
Categoria 3
Categoria 4
Categoria 5
Categoria 6
Categoria 7
Categoria 8
Categoria 9
Municípios com
Municípios com
Municípios com
Municípios com
Municípios com
Municípios com
Municípios com
Municípios com
Municípios com
4.142
1.903
705**
230 *
25
1.656
608
517
482
Categoria 10
Municípios com Ater, sindicato, cooperativa,
univ./faculdade de Agronomia
112
Categoria 11
Municípios com Ater, sindicato, cooperativa,
univ./faculdade de Agronomia, Embrapa
12
* Em alguns municípios, existem mais de uma universidade com cursos em Ciências
Agrárias. Por isso, a quantidade é menor do que o total do País.
** Consideradas somente as cooperativas com atuação na produção de carne, leite e
grãos
Tabela 6.02 Distribuição das categorias de municípios por Unidade da Federação.
88
UF
AC
AL
AM
AP
BA
CE
DF
ES
GO
MA
MG
MS
MT
PA
PB
PE
PI
PR
RJ
RN
RO
RR
RS
SC
SE
SP
TO
Total
Ater
1
1
61
1
149
71
1
76
237
19
773
71
124
141
15
185
79
398
71
158
52
1
496
289
39
617
16
4142
Sindicato
7
16
10
9
106
58
1
53
120
42
381
67
67
79
43
28
18
182
47
22
19
8
137
96
16
236
35
1903
Cooperativa
6
11
5
1
13
11
1
8
46
19
133
20
19
35
39
0
18
40
30
13
14
6
82
26
4
96
9
705
Faculdade
2
2
4
1
12
2
1
5
14
5
36
5
16
8
5
7
6
19
2
1
5
3
19
15
1
30
4
230
Embrapa
1
0
0
0
0
0
1
0
1
0
2
3
1
1
0
1
1
2
2
0
1
1
3
1
1
2
0
25
Cat 6
1
1
10
1
60
41
1
52
116
13
359
63
64
78
11
28
10
182
46
21
19
1
137
93
15
221
12
1656
Cat 7
1
1
5
1
10
8
1
8
44
5
130
19
19
33
10
0
11
40
30
12
14
1
82
24
4
90
5
608
Cat 8
3
5
3
1
7
8
1
7
42
9
120
19
14
24
13
0
5
37
23
5
9
2
52
19
2
80
7
517
Cat 9
1
1
3
1
7
7
1
7
40
4
117
19
14
23
7
0
5
37
23
4
9
1
52
17
2
76
4
482
Cat 10
1
0
1
1
4
1
1
0
11
2
20
4
8
4
1
0
2
12
1
0
4
1
10
6
0
16
1
112
Cat 11
1
0
0
0
0
0
1
0
0
0
1
2
0
0
0
0
1
1
0
0
1
1
2
1
0
0
0
12
No total, são 273 instituições de ensino superior, porém é possível que haja mais
de uma instituição por município. Também são 705 cooperativas com atuação no setor
de carne, leite e grãos, mas é possível encontrar mais de uma cooperativa por município.
Na figura 6.04, verifica-se a distribuição espacial dos municípios pertencentes às
três ultimas categorias – os mais aptos a gerar multiplicadores. Entende-se que, nesse
caso, o esforço para implementação da ABC será menor, uma vez que será possível
contar, no mínimo, com três atores de importância.
89
Figura 6.04 Distribuição espacial dos municípios que possuem de três a seis bases
de apoio para multiplicação do Plano ABC conforme indicado na tabela 6.01.
Caberia, agora, ao comitê gestor nacional decidir quais das onze categorias de
municípios apoiar no curto prazo. Atuando no nível do Estado, a percepção da
importância do plano ficaria comprometida, uma vez que tanto para o crédito agrícola,
quanto para o entendimento do plano para execução dos projetos e dos
empreendimentos, a decisão é feita na esfera municipal.
90
7
Efetividade do Plano ABC
Neste capítulo, a efetividade do Plano ABC, desde a fase preparatória para a
COP-15, em 2009, até a sua implantação, em 2010, e sua primeira avaliação, em 2012, é
analisada a partir da percepção de atores diretamente envolvidos com agricultura no
Brasil. Cabe salientar que, quando falamos de agricultura no Brasil, estamos referindonos a diferentes padrões em termos econômicos e sociais, bem como a diferentes
sistemas, que refletem especificidades regionais.
Entre dezembro de 2012 e janeiro de 2013, foram entrevistados membros do
Governo, do setor privado, do setor financeiro, de Organizações Não Governamentais e
de associações de produtores rurais. Essas informações permitiram traçar um quadro
geral, que não se propõe a ser completo, mas sim a contribuir para a definição de
estratégias para aprimorar o Plano ABC no Brasil.
7.1 O ABC e as particularidades regionais
Dados do Departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento apontam uma tendência de crescimento da demanda no Plano
ABC por recursos de financiamento de investimento, indicando que o programa, pouco
a pouco, vem se tornando conhecido pelos produtores rurais. Entre julho e dezembro de
2012, houve um aumento de 523% em relação ao mesmo período de 2011. Nos últimos
seis meses do ano passado, foram feitos mais de 4,5 mil contratos, num total de R$ 1,7
bilhão. Embora o crescimento pareça espetacular, este número de contratos ainda é
muito pequeno diante do universo de propriedades que podem beneficiar-se dos créditos
disponibilizados pelo Programa ABC.
Essas contratações ainda refletem grandes diferenças quanto ao total de recursos
aplicados por região. Mas, quando se compara o valor médio dos recursos, essas
diferenças são menores, conforme já apontado no capítulo 3.
Quase metade dos financiamentos, em volume de recursos, foi feita na região
Sudeste, destacando-se São Paulo, com R$ 477,2 milhões, e Minas Gerais, com R$
281,5 milhões, os dois maiores estados em financiamento pelo ABC. O total de
empréstimos obtidos por produtores do Sul foi semelhante ao do Centro-Oeste, mas as
regiões Norte e Nordeste responderam por menos de 10% do volume total de
empréstimos de julho a dezembro de 2012. Esses dados confirmam a apreciação de
91
André Sanches, engenheiro agrônomo do Instituto CNA, segundo quem as demandas de
crédito pelo Plano ABC têm sido maiores nas regiões onde o plantio direto na palha
ocupa as maiores áreas.
Outro aspecto a destacar é que o valor médio dos contratos é bem mais elevado
no Centro-Oeste do que no Sul. Rogério Coco Rubin, da Associação de Produtores de
Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT), comenta que, naquele estado, os custos de
produção são altos e isso tem sido um dos fatores limitantes no acesso aos créditos
disponibilizados no Plano ABC.
Paulo Barreto, engenheiro florestal e pesquisador do Imazon (Instituto do
Homem e Meio Ambiente da Amazônia), considera que, na região Norte, e, em
particular, no Pará, onde atua há vários anos, os agricultores que entendem a
importância de práticas agrícolas de baixo carbono e que querem avançar no sentido de
uma agricultura sustentável ainda são poucos. De um modo geral, há um
desconhecimento de práticas sustentáveis de agricultura e pecuária, bem como dos
mecanismos de crédito do Plano ABC. Um aspecto interessante apontado por Barreto é
que, no Plano ABC estadual do Pará, elaborado em 2012, uma das grandes metas
apontadas é recuperar pastagens. Com efeito, o Plano ABC para o estado do Pará
propõe-se a recuperar 100 mil hectares no período de 2012 a 2015 e 500 mil hectares no
período de 2016 a 2020. No entanto, no mesmo documento, o diagnóstico feito indica,
entre as causas da degradação de pastagens, a baixa viabilidade econômica da
recuperação direta de pastagens e o alto custo operacional de insumos e máquinas para
implantação e manutenção de pastagens. Isso evidencia que é necessário um trabalho
muito grande de conscientização sobre a importância da adoção de práticas de
agricultura sustentável na região.
Por outro lado, no Plano ABC estadual do Mato Grosso, estabelecido em 2011, a
recuperação de pastagens também constitui uma meta importante: propõe-se recuperar
500 mil hectares de pastagens no período de 2012 a 2015 e 1,5 milhão de hectares no
período de 2016 a 2020. Andréa Azevedo, bióloga e pesquisadora do IPAM (Instituto
de Pesquisa Ambiental da Amazônia), considera que existe, em princípio, uma grande
disposição para adoção de estratégias sustentáveis. Entretanto, no caso do Mato Grosso,
confunde-se o Plano ABC com o Programa ABC. Afinal, o Plano tem um escopo muito
mais amplo do que o Programa, e ainda não foi possível, no estado, identificar uma
articulação política mais efetiva do MAPA com a Secretaria de Desenvolvimento Rural
e Agricultura Familiar (SEDRAF), que é o órgão que está coordenando as ações do
92
Plano no estado, no sentido de repassar recursos para a gestão. Segundo Azevedo, quem
tem desempenhado um importante papel de articulação no Mato Grosso é a Embrapa
Agrossilvopastoril, em Sinop. Em que pese a importância da Embrapa, o fato de ser esta
instituição a grande articuladora no Mato Grosso revela que ainda há muito o que se
fazer no sentido de sensibilizar agricultores mato-grossenses. Afinal, neste importante
estado agrícola, são os produtores que, por meio de créditos disponibilizados a juros
baixos, poderão efetivamente transformar sistemas de produção convencionais e
contribuir para a minimização das emissões de gases do efeito estufa.
7.2. Operadores financeiros do Programa ABC
Os principais operadores financeiros do Programa ABC são o Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Brasil, que utiliza
recursos próprios provenientes da poupança rural e recursos repassados pelo BNDES.
Este, por sua vez, também pode repassar recursos para bancos privados e para outros
bancos públicos. Conforme apontado no capítulo 3 deste relatório, desde sua
implantação, o volume de crédito disponibilizado pelo Plano ABC vem crescendo ano a
ano, tendo passado de R$ 2 bilhões, em 2010, quando de sua implantação, para R$ 3,4
bilhões, na safra 2012/2013. As contratações na safra 2010/2011 representaram pouco
mais de 20% dos recursos disponibilizados, saltando para 40% dos recursos liberados já
na safra 2011/2012. Esse crescimento tende a se repetir na safra 2012/2013, pois, até
novembro de 2012, foram alocados mais de 35% dos recursos liberados.
Álvaro Rojo Santamaria Filho, assessor da Diretoria de Agronegócios (Dirag)
do Banco do Brasil, pondera que, na sua implantação, em 2010, o Programa ABC tinha
um grande obstáculo, que era o desconhecimento por parte de produtores e técnicos.
Estes ou não sabiam da existência do programa, ou tinham dificuldades para entender o
que podia ser financiado, visto que o ABC financia finalidades, e não itens, como já foi
dito. Esse foco no sistema de produção exige que o produtor tenha, igualmente, uma
visão sistêmica do negócio agrícola. Entretanto, tal visão ainda está distante de
produtores e extensionistas.
Na safra 2011/2012, o Banco do Brasil definiu o Programa ABC como uma das
grandes prioridades da carteira rural e adotou várias ações, internas e externas, para
incrementar o volume aplicado em ABC. Dentre as ações internas, Santamaria aponta
que foram estabelecidas metas de aplicação para as agências em função de sua
93
potencialidade. Para tanto, foram realizadas reuniões internas de divulgação e
sensibilização sobre o programa e sua importância para o banco e seus clientes. Estas
reuniões envolveram tanto o pessoal das agências, quanto o corpo técnico de
engenheiros agrônomos, veterinários e engenheiros florestais.
Paralelamente, as agências receberam apoio para criar página específica na
intranet sobre o Programa ABC, contendo legislação, informações técnicas, perguntas e
respostas, modelo de projeto técnico e outras informações relevantes sobre o programa;
para identificar o potencial de negócios de praças e estados, com a disponibilização da
informação na intranet; e para realizar audioconferências semanais com todas as
superintendências estaduais, visando a acompanhar e avaliar o andamento de operações
no âmbito do Programa ABC.
As ações do Banco do Brasil também envolvem a capacitação de técnicos de
empresas que prestam assistência técnica a clientes produtores rurais, conforme assinala
Santamaria. Ele acrescenta que, neste momento, o Banco do Brasil está participando,
juntamente com a CNA, de cursos de capacitação na elaboração de projetos técnicos do
Programa ABC, que têm como objetivo ampliar a rede de técnicos capacitados na
elaboração de projetos dentro das especificações do programa.
Embora essas ações possam ser consideradas importantes para sensibilizar
técnicos e divulgar os mecanismos do Plano ABC, elas ainda são limitadas. Isso porque,
conforme já apontado, o volume de contratos ainda é muito pequeno diante do volume
de propriedades que deveriam ser atingidas e, portanto, de contratos que poderiam ser
estabelecidos.
7.3 O papel da Embrapa
Para o Ministério da Agricultura, o Plano ABC é um instrumento de integração
das ações dos governos (federal, estadual e municipal), do setor produtivo e da
sociedade civil para a redução das emissões agropecuárias de GEE. Na sua efetivação,
está sendo estabelecido um arranjo institucional que envolve representações de diversas
entidades visando à governança do Plano ABC. A Embrapa atua nos três níveis dessa
estrutura de governança: nacional estratégico, nacional tático e estadual operacional.
Luiz Adriano Maia Cordeiro, engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa
Cerrados, é o representante da Embrapa no comitê gestor do Plano ABC. Ele aponta
muitas ações envolvendo as diferentes unidades da empresa, dentre as quais destacam-
94
se: participação no Grupo de Trabalho (GT) que elaborou o Plano Setorial da
Agricultura, entre março de 2010 e maio de 2011; realização de seminários de
sensibilização sobre o Plano ABC e de reuniões de nivelamento com profissionais de
assistência técnica e de agentes financeiros; realização de workshop sobre fixação
biológica de nitrogênio (FBN), para definir ações de pesquisa e desenvolvimento e de
transferência de tecnologia que deverão contribuir para cumprimento dos compromissos
assumidos na COP-15; realização de oficinas para elaboração de planos de ação
estaduais do Plano ABC e planejamento de cursos de capacitação de técnicos
multiplicadores nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins;
elaboração e impressão de material didático e de divulgação referente às tecnologias
componentes do Plano ABC; realização de eventos de transferência de tecnologia em
diferentes estados e de reunião de nivelamento de instrutores para cursos de capacitação
de multiplicadores; participação em palestras, reuniões e eventos para divulgação do
Plano ABC; planejamento de ações do Plano ABC em parceria com órgãos
governamentais e não governamentais, como CNA, a Embaixada britânica, a
Organização das Cooperativas Brasileiras, o Banco do Brasil, a Federação Brasileira de
Plantio Direto na Palha (FEBRAPDP), Itaipu Binacional, entre outros; elaboração da
cartilha sobre o Plano e o Programa ABC e de diversos cursos de capacitação em alguns
estados, em parceria com a CNA e a Embaixada britânica.
7.4 Plano ABC e a agricultura de base familiar
Na última década, a agricultura familiar tem sido a maior responsável pela
garantia da segurança alimentar do País, fornecendo produtos de consumo no mercado
interno. Assim, na discussão de políticas públicas para agricultura, é fundamental
considerar a agricultura familiar, e isso não seria diferente com relação ao Plano ABC.
Entretanto, um dos aspectos apontados por vários interlocutores foi que o Plano ABC
não é competitivo para o agricultor familiar. Para Andréa Azevedo, os juros do ABC
são altos para agricultores que possuem propriedades de até 4 módulos fiscais (área
definida como limite máximo da pequena propriedade no País). Além disso, eles ainda
precisam enfrentar muitas dificuldades para elaborar os projetos e acabam por recorrer a
prestadores de serviço, que cobram até 5% do valor do empréstimo, o que representa um
custo adicional para agricultores já descapitalizados.
95
Marco Pavarino, assessor do Gabinete do Ministro do MDA, participou da fase
preparatória do Programa ABC e aponta que a ideia, desde o início, era não polarizar
agricultura familiar versus agricultura não familiar. Pavarino afirma que a ideia era
estimular a agricultura com base em boas práticas agrícolas, as quais são, em geral,
sequestradoras de carbono. No caso da agricultura familiar, muitas das práticas mais
adotadas são de baixa emissão de carbono, pois baseiam-se em sistemas agroecológicos,
no uso de adubo verde e de adubos orgânicos, em plantio direto na palha sem
mecanização intensiva, em rotação de culturas e na manutenção de plantas de cobertura
no inverno. Pavarino destaca que, desde a concepção do Programa ABC, havia uma
tendência a estimular que agricultores considerados não familiares adotassem práticas
que já vinham sendo estimuladas na agricultura familiar, por meio do Programa
Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Para tanto, era necessário
que as linhas de crédito convergissem, ou seja, que os juros no Plano ABC fossem
próximos dos juros do Pronaf – que são os menores do sistema financeiro brasileiro,
chegando a 1% ao ano para algumas linhas de crédito. Para o pequeno agricultor, o
Plano ABC não é atrativo.
Isso não significa que a agricultura de base familiar não esteja contribuindo com
os esforços para diminuir as emissões de gases do efeito estufa. No Sul do Brasil, por
exemplo, onde se concentra a produção de soja e a suinocultura em sistemas familiares,
existem inúmeras ações que visam a estimular a fixação biológica do nitrogênio e o
tratamento de dejetos animais, respectivamente. Um exemplo é o projeto do
Condomínio de Agroenergia para Agricultura Familiar da Microbacia do Rio Ajuricaba
(Condomínio Ajuricaba), desenvolvido pela Itaipu Binacional desde agosto de 2009, em
parceria com o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (EmaterPR), a Companhia Paranaense de Energia (Copel), a Prefeitura Municipal de Marechal
Cândido Rondon, a Embrapa, o Movimento Nacional dos Pequenos Agricultores
(MPA), o Instituto de Tecnologia Aplicada e Inovação (ITAI) e a Fundação Parque
Tecnológico Itaipu (FPTI). Este projeto visa à instalação de trinta e quatro biodigestores
e 22 km de gasodutos ligados a uma microcentral termelétrica para a produção de
energia, além de biofertilizantes.
João Luiz Guadagnin, diretor do Departamento de Financiamento e Proteção da
Produção no MDA, afirma que, para a agricultura familiar, o grande desafio,
atualmente, é a capacitação de técnicos e agricultores para adoção de práticas
sustentáveis que gerem renda. Mas, Guadagnin destaca que é necessário também que se
96
faça um acompanhamento do que está acontecendo na agricultura brasileira, tanto a
familiar, quanto a não familiar. Segundo ele, temos muitos instrumentos de fomento, e o
Plano ABC é mais um deles. Trata-se de uma iniciativa importante, mas é necessário
que haja acompanhamento do que vem sendo feito. Guadagnin salienta que é preciso
avaliar os resultados. Com efeito, estamos sendo eficientes nos estímulos à produção,
mas pouco eficientes no monitoramento dos efeitos produzidos pelos investimentos.
Portanto, as ações de monitoramento e acompanhamento do Plano ABC podem
constituir uma mudança de paradigma na aplicação dos recursos públicos. Para acessar
o crédito. é preciso cumprir determinações legais quanto à preservação e conservação
ambiental e apontar que os resultados na mudança de sistemas de manejo estão sendo
efetivos no sentido de diminuir as emissões de gases do efeito estufa.
7.5 Esforço para capacitação de agricultores e de agentes rurais
A capacitação de agricultores e técnicos para a agricultura de baixa emissão de
carbono tem sido feita pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) e pela
CNA, com apoio da Embrapa, do Ministério da Agricultura e da Embaixada britânica,
informa André Sanches, da CNA. Segundo ele, a aceitação tem sido bastante positiva, e
a CNA tem procurado ser a ponte com os agricultores, sejam eles grandes ou pequenos,
familiares ou não familiares. Segundo Sanches, para os agricultores, há uma diferença
entre uma política pública ser encampada pela CNA, ser levada pelo MAPA ou pelo
Banco do Brasil. Percebe-se que a CNA tem procurado assumir um papel de incentivo
às tecnologias sustentáveis, muitas das quais já são usadas, embora precisem ser mais
difundidas. Mas, os produtores que mais precisam desse incentivo, de capacitação para
utilização de práticas sustentáveis de agricultura e de apoio da CNA são justamente
aqueles que têm menos acesso à tecnologia.
Desde 2011, a CNA mantém uma parceria com a Embaixada britânica, o MAPA
e a Embrapa, por meio do Projeto ABC-Capacitação, informa Camila Sande,
coordenadora do projeto. Dentro deste projeto, foram realizados estudos para
diagnosticar os entraves do Programa ABC. Sande explica que, no início, havia recurso
disponível no Plano ABC, mas o produtor não o acessava. No estudo, diagnosticou-se
que havia um amplo desconhecimento do ABC, além de falta de assistência técnica para
auxiliar na elaboração e no acompanhamento dos projetos. Com essas informações em
97
mãos, a CNA construiu o Guia de Financiamento da Agricultura de Baixo Carbono.
Este guia já está em sua 3ª edição.
No ano de 2012, com apoio da CNA, foram realizadas quatro capacitações, em
Brasília, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre. Essa iniciativa parece ter contribuído
para aumentar o número de contratações de projetos ABC.
Neste segundo ano, a CNA lançou um estudo de viabilidade econômica da
agricultura de baixo carbono, que mostrou algumas técnicas em cada linha do ABC, seu
retorno financeiro, seus custos e sua viabilidade. Outro produto do Projeto ABCCapacitação é uma cartilha para o elaborador de projetos, que está sendo utilizada nas
capacitações que estão ocorrendo por todo o Brasil, nas capitais, e que servirão para
aprimorar a técnica na elaboração do projeto e facilitar o acesso do produtor ao crédito.
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) informou, em fevereiro
de 2013, que um Grupo de Trabalho formado por técnicos do SENAR, do Instituto
CNA, do MAPA e da Embrapa irá apresentar ao Banco Mundial um projeto que
financiará as capacitações do Plano ABC. Este projeto atenderá os onze estados do
bioma Cerrado num período de três anos, dentro de seis processos tecnológicos do
Plano ABC (recuperação de pastagens degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta,
sistema de plantio direto, fixação biológica de nitrogênio, florestas plantadas e
tratamento de dejetos animais). A ideia inicial é realizar capacitações para os instrutores
dessas áreas, que, posteriormente, vão capacitar os produtores rurais.
Apesar dessas diferentes ações, a capacitação de técnicos e de agricultores ainda
é limitada diante do tamanho da tarefa. Mais do que um plano de financiamento para a
agricultura, o grande desafio é mudar o modelo de agricultura ainda predominante no
País. E essa mudança, certamente, é lenta e difícil, pois não depende apenas do
agricultor. Depende também de um conjunto de políticas que precisam ser
suficientemente articuladas para garantir segurança ao agricultor no planejamento, na
produção e no escoamento da produção.
7.6 E o que pensam os produtores rurais?
A grande diversidade de perfis de agricultores no Brasil dificulta um
levantamento em curto prazo. Mas, a partir de impressões colhidas em alguns
segmentos produtivos, constatou-se que o desconhecimento sobre o Plano ABC é mais
98
comum entre instituições de planejamento e de desenvolvimento do que nas instituições
produtivas.
Consulta feita à Fundação ABC Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário,
com sede em Castro (PR), revelou que, atualmente, não existe nenhuma ação voltada
para agricultura de baixa emissão de carbono. Também na Articulação no Semiárido
Brasileiro (ASA Brasil), rede presente em mais de mil municípios do NE, pelos quais
atua na gestão e no desenvolvimento de políticas de convivência com a região
semiárida, não existe nenhuma atividade vinculada ao Plano ABC, seja de capacitação,
seja de estímulo à adoção de linhas de crédito. Também para a Associação para
Pesquisas Agrícolas (APPA), instituição ligada à Associação Brasileira dos Produtores
de Milho (ABRAMILHO) e que reúne treze agricultores na região de Patos de Minas
(MG) que desenvolvem ensaios com variedades de milho, o Plano ABC é
desconhecido.
Por outro lado, no setor produtivo, o desconhecimento não é assim tão grande.
Segundo Cláudio Luiz de Jesus, presidente da Associação dos Produtores de Milho do
Rio Grande do Sul (APROMILHO-RS), no início do plano, a adesão foi pequena. Mas,
aos poucos, cresce, na região, o interesse pelo Plano ABC, considerado de grande
importância. Por outro lado, no Mato Grosso e entre produtores de soja, a adesão ainda
é baixa, apesar de terem ocorrido algumas contratações logo no lançamento da linha de
crédito do ABC. Quem afirma é Rogério Coco Rubin, da Aprosoja-MT, engenheiro
agrônomo e produtor em Diamantino (MT). Segundo ele, essa baixa adesão está
relacionada a características do estado, onde a agricultura é relativamente recente e onde
muitos produtores têm dificuldades para atender todas as exigências ambientais do
plano. Rubin acrescenta que, por vezes, estes agricultores também se encontram
endividados com instituições financeiras e, portanto, impedidos de acessar novas linhas
de crédito.
Outro problema que Rubin aponta diz respeito à forma como o Banco do Brasil
trabalha quando capta um cliente novo, estabelecendo limite de crédito de acordo com o
risco do banco. Por esse sistema, produtores hoje adimplentes, mas com histórico de
endividamento, têm dificuldade de acesso ao crédito ou têm limites de crédito baixos
face ao montante de investimentos necessários. Os poucos que conseguem superar as
barreiras acabam por optar por outras fontes de financiamento, afirma Rubin, em
particular, fundos constitucionais, como o Fundo Constitucional do Centro-Oeste
(FCO). Este, para financiamentos de até R$ 8 milhões, apresenta juros mais favoráveis
99
que os do ABC. Para Rubin, o Plano ABC é uma ideia fantástica, pois estimula o
agricultor a produzir com menos impacto. Mas, ele aponta como falha o fato de o Plano
ABC não contemplar a irrigação e diz que muitas das dificuldades decorrem do fato de
que “quem faz lei no Brasil não normatiza a lei, e é na normatização que acontecem os
problemas”.
7.7 Plano ABC: agricultura sustentável para garantir o futuro
Mesmo com inúmeras dificuldades, o Plano ABC está sendo implantado e já tem
um plano de metas estabelecido em acordo com a sociedade e regido por instrumentos
formais como leis e decretos. Quem afirma é Luiz Adriano Cordeiro, da Embrapa. A
missão do plano não é simples de se concretizar, em virtude dos diversos aspectos
socioeconômicos e culturais do produtor rural brasileiro e, também, devido à conjuntura
macroeconômica e de infraestrutura que marca a realidade do Brasil.
Os compromissos assumidos em Copenhague, em 2009, podem ser considerados
perfeitamente factíveis de atingir. Porém, isso vai requerer maior envolvimento estatal e
privado. Os compromissos em si não representam a maior preocupação; é a mudança
comportamental do setor produtivo o objetivo maior.
O Brasil está antecipando-se em assumir compromissos no rumo de uma
produção econômica de baixa emissão de carbono, em um cenário mundial de
competição que poderá exigir dos países produtores de alimentos maior preocupação
ambiental e maior responsabilidade social. Esse fato pode dar ao Brasil o papel de
protagonista e liderança no tema de agricultura sustentável, o que poderá traduzir-se em
maiores ganhos de mercado.
100
8 Sugestões e conclusões finais
Os principais entraves para agilizar a implementação do Plano ABC são:
• Falta estrutura econômica, gerencial e financeira para que o produtor rural
possa adotar sistemas sustentáveis de produção;
• Falta assistência técnica pública e privada capacitada, atualizada e disponível
para prestação de serviços ao produtor rural com alta capilaridade (nível
municipal);
• Há dificuldades para acesso ao crédito rural por muitas exigências normativas
pelo setor bancário, como no caso do Programa ABC;
• Há pouco conhecimento e baixa divulgação do Plano e do Programa ABC;
• Não há priorização e comprometimento suficientes de governos estaduais
para implantação do Plano ABC nos estados, o que se reflete na pequena
aderência das políticas estaduais de mudança do clima ao Plano ABC;
• Existem linhas de crédito mais vantajosas, particularmente para agricultores
de base familiar e de regiões com fundos constitucionais específicos;
• Falta estrutura, principalmente no setor privado, para fazer análises de solos,
principalmente na medição do carbono total. É necessário criar linhas de
crédito especiais para aquisição de equipamentos que permitam fazer estas
análises com o detalhamento que o plano exige;
• Falta aderência maior entre os agentes financeiros e os responsáveis pelo
monitoramento do Plano ABC.
Diante desses fatores, o presente estudo pode delinear algumas sugestões de
ações em direção ao aprimoramento do Plano e do Programa. Sugere-se que ações mais
efetivas com relação à ILP e ILPF sejam concentradas nas regiões Centro-Oeste, Sul e
Sudeste, cuja capacidade instalada de multiplicação permite a disseminação da
tecnologia no curto prazo. Havendo sucesso nessa estratégia, é importante pensar na
estratégia a ser adotada na região Nordeste.
No esforço de disseminação e aplicação das tecnologias preconizadas no Plano
ABC, é importante considerar fortemente as ONGs como importantes atores,
considerando sua participação em diversos programas de desenvolvimento sustentável
no Brasil. O aumento da eficiência do Programa ABC na Amazônia dependerá da
relação entre o setor público e o terceiro setor na região.
101
Com relação ao setor financeiro, a eficiência do Banco do Brasil na aplicação
dos recursos é crescente, apesar das críticas existentes quanto ao excesso de regras para
empréstimo. Ao mesmo tempo, é preciso analisar melhor os motivos da baixa execução
financeira do programa por parte do BNDES, principal operador do programa.
Diante dessas considerações, como ações de curto prazo, sugere-se:
• Fortalecer a capacitação dos agentes financeiros, principalmente quanto ao
entendimento das ações do Programa ABC e as bases do Plano ABC;
• Aproveitar o conhecimento adquirido nos estudos do INPE/TerraClass,
Imazon, SAE e os municípios indicados neste relatório e estabelecer uma lista
daqueles prioritários para o esforço de treinamento e financiamento;
• Avaliar as causas da baixa eficiência na execução dos recursos do Programa
ABC e procurar indicar soluções de curtíssimo prazo, para ser adotadas ainda
no ano agrícola 2013/2014;
• Buscar minimizar as diferenças existentes entre as ações preconizadas no
Plano ABC e as adotadas no Programa ABC;
• Equalizar os juros do Programa ABC com aqueles dos fundos constitucionais
para não ser competitivos e, sim, complementares;
• Verificar a possibilidade de utilizar as categorias de municípios, por base
técnica instalada, de maneira
estaduais e municipais
a auxiliar os comitês gestores nacionais,
na implantação do Programa ABC. Sugere-se,
inicialmente, atuar junto aos municípios de categorias 9, 10 e 11, que poderão
assimilar mais rapidamente as técnicas preconizadas pelo Plano ABC;
• Contar com a imensa massa de possíveis colaboradores do setor privado que
têm forte aderência com as técnicas preconizadas pelo ABC. Seriam eles:
FEBRAPDP, ANPII, produtores de sementes de forrageiras, ABRAF,
fabricantes de biodigestores, com um total de 1.454 associações e empresas
que ainda não participam diretamente da difusão do Plano ABC e cujos
negócios estão diretamente vinculados a ele;
• Sugere-se que o foco da implementação do Plano ABC sejam os 535
municípios com baixa taxa de lotação de pastagens, 112 deles na Amazônia.
Dessa forma, aproveita-se o efeito poupa-terra, equivalente a setenta e uma
vezes a taxa atual de desmatamento na Amazônia, cumprindo-se assim o
objetivo inicial do plano, que é também reduzir a pressão de desmatamento
102
na região amazônica e aumentar a eficiência da pecuária nesta e em outras
regiões do Brasil.
• Procurar adotar como pontos focais de disseminação tecnológica
as
universidades que possuem cursos em Ciências Agrárias. Essa ação, junto à
Embrapa e às Oepas, poderá multiplicar dez vezes mais a capacidade de
formação de pessoal;
• Fortalecer o Laboratório Multi-insitucional para o monitoramento do
Programa ABC. Serão monitorados os resultados de ordem técnica para
verificar se as metas de Copenhague estão sendo cumpridas.
Como ações de médio prazo, sugere-se:
• Ampliar fortemente as parcerias público-privadas nas ações de disseminação
de tecnologias para o programa ABC. Instituições como ABRAF, FBRAPD,
ANPII, UNIPASTO e outras, em razão do seus core businesses, têm grande
interesse em participar dessas ações de disseminação.
• Incentivar a pesquisa e desenvolvimento de inoculantes para FBN em novas
culturas; genética das espécies florestais; adequação de máquinas e
implementos, alternativas ao uso de herbicidas e indicadores de qualidade em
SPD.
• Elaborar estudos regionais sobre a sustentabilidade ambiental e rentabilidade
econômica e financeira das tecnologias, em especial ILP/ILPF/SAFs e SPD.
• Elaborar zoneamento das pastagens e espécies florestais para identificar áreas
prioritárias para a implantação das atividades do plano.
• Fortalecer e/ou ampliar as redes de monitoramento de longo prazo.
• Sugerir a revisão das políticas estaduais de mudanças do clima em que não há
aderência clara ao Plano ABC.
• Ampliar a participação das ONGs no esforço de disseminação do programa
ABC, principalmente na Amazônia e no Nordeste.
O principal alerta feito é de que, com a avaliação de pelo menos três cenários,
mantida a capacidade de execução atual do programa ABC, as metas de Copenhague
dificilmente serão atingidas, apesar do enorme potencial em aumentar o estoque de
carbono nos solos. A maior capilaridade, a redução da burocracia e a disseminação das
tecnologias são as condições para o atingimento das metas e o cumprimento do
estabelecido pelo Decreto 7.390/2010.
103
Finalmente, o grande ganho da implantação do Plano ABC é da mudança de
paradigma. Passa-se, então, a pensar em sistemas de produção e não em itens de
produção, como é feito normalmente pelo crédito agrícola. A monocultura passa a
integrar o sistema, permitindo assim a produção contínua e com assimilação de carbono
com grande eficiência, o que só é possível de ser feito continuamente em ambientes
tropicais. O Plano ABC é uma das maiores ações governamentais do mundo em
carbonização da agricultura e prova, com sua base tecnológica e científica, que a
agricultura e a pecuária são os dois setores da economia que, em um curto espaço de
tempo, podem contribuir em grande escala para redução das emissões de GEE.
104
9 Bibliografia Consultada
ABRAF. Anuário Estatístico da ABRAF 2012 - Ano Base 2011. 2012, 145p.
Disponível em: http://www.abraflor.org.br/estatisticas/ABRAF12/ABRAF12-BR.pdf
ALVES, B. J. R.; URQUIAGA, S.; AITA, C.; BODDEY, R. M.; JANTALIA, C. P.;
CAMARGO, F. A. O. (Editores) Manejo de sistemas agrícolas: impacto e sequestro
de C nas emissões de gases de efeito estufa. Porto Alegre: Genesis, 216 p., 2006.
ALVES, B.J.R.; URQUIAGA, S.; JANTALIA, C.P. & BODDEY, R.M. Dinâmica do
carbono em solos sob pastagem. In: SANTOS, G.A.; SILVA, L.S.; CANELLAS, L.P.;
CAMARGO. F.A.O. (eds). Fundamentos da matéria orgânica do solo: Ecossistemas
tropicais e subtropicais. 2.ed. Porto Alegre: Metrópole, 2008, p. 561-569.
AMADO, T. J. C. O Sistema Plantio Direto na Palha de Qualidade e os Serviços
Ambientais.
2013.
9p.
Acesso
em:
10/01/2013.
Disponível
em:
http://www.agrisus.org.br/arquivos/AGRISUS_Telmo.pdf
ASSAD, E. D.; H. S. PINTO, S. C. MARTINS, J. D. GROPPO, P. R. SALGADO, B.
EVANGELISTA, E.VASCONCELLOS, E. E. SANO, E. PAVÃO, R. LUNA, P. B.
CAMARGO, L. A. MARTINELLI. Changes in soil carbon stocks in Brazil due to land
use: paired site comparisons and a regional pasture soils survey. Biogeosciences. 2013.
no prelo.
BARRETO, P., & SILVA, D. Como desenvolver a economia rural sem desmatar a
Amazônia? Belém: Imazon, 2013. Disponível em:
http://www.imazon.org.br/publicacoes/livros/como-desenvolver-a-economia-rural-semdesmatar-a-amazonia-1
BAYER C.; DICK, D.P.; RIBEIRO, G.M.; SCHEUERMANN, K.K.. Carbon stocks in
organic matter fractions as affected by land use and soil management, with emphasis on
no-tillage effect. Ciência Rural, Santa Maria, v.32, n.3, p. 401-406, 2002.
105
BRASIL, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Plano setorial de
mitigação e de adaptação às mudanças climáticas para a consolidação de uma
economia de baixa emissão de carbono na agricultura: Plano ABC (Agricultura de
Baixa emissão de carbono). Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,
Ministério do Desenvolvimento Agrário, Coordenação da Casa Civil da Presidência da
República. – Brasília; MAPA/ACS, 2012. 172 p.
CARVALHO, J.L.N.; RAUCCI, G.S.; CERRI, C. E. P.; BERNOUX, M.; FEIGL, B.J.;
FLA´ VIO JESUS WRUCK, F.J.; CERRI, C.C. Impact of pasture, agriculture and croplivestock systems on soil C stocks in Brazil. Soil and Tillage Research, v.110, , p.175–
186, 2010.
CASTRO-FILHO, C., MUZILLI, O., PODANOSCHI, A.L., Estabilidade dos agregados
e sua relação com o teor de carbono orgânico num Latossolo Roxo distrófico, em
função de sistemas de plantio, rotação de culturas e métodos de preparo das amostras.
Rev. Bras. Ci. Solo v. 22, p. 527–538, 1998.
CORSI, M.; MARTHA JR, G. B.; BALSALOBRE, M. A. A.; PENATI, M. A.;
PAGOTTO, D.; SANTOS, P. M. e BARIONI, L. G. 2001. Tendências e Perspectivas
da Produção de Bovinos Sob Pastejo. In: Simpósio Sobre Manejo de Pastagens.
FEALQ. pp: 3-69. Piracicaba.
COSTA, O.V.; CANTARUTTI, R.B.; FONTES, L.E.F.; COSTA, L.M. DA; NACIF,
P.G.S.; FARIA, J.C. Estoque de carbono do solo sob pastagem em área de tabuleiro
costeiro no sul da Bahia. R. Bras. Ci. Solo, v. 33, p.1137-1145, 2009.
D’ANDRÉA, A.F.; NAVES SILVA, M.L.; CURI, N.; GUILHERME, L.R.G. Estoque
de carbono e nitrogênio e formas de nitrogênio mineral em um solo submetido a
diferentes sistemas de manejo. Pesq. Agropec. Bras., Brasília, v.39, n.2, p. 179-186,
fev. 2004.
DERPSCH R, FRIEDRICH T. Global overview of conservation agriculture
adoption. In: IV World Congress on Conservation Agriculture: Proceedings: Lead
106
Papers; 2009 Feb; New Delhi, India. New Delhi: Indian Council of Agricultural
Research: ICAR, p. 429-438.
EMBAIXADA
BRITÂNICA
–
BRASÍLIA.
Semeando
Sustentabilidade.
Colaboração Brasil-Reino Unido sobre Agricultura de Baixo Carbono. 45 p.
Brasília-DF. 2011.
FORUM CLIMA. O Desafio da Harmonização das Políticas Públicas de Mudanças
Climáticas. 2012. 44p.
FRANCO, A. A.; BALIEIRO, F. C. Fixação biológica de nitrogênio: uma alternativa
aos fertilizantes nitrogenados. In: SIQUEIRA, J. O.; MOREIRA, F. M. S.; LOPES, A.
S.; GUILHERME, L. R. G.; FAQUIN, V.; FURTINI NETO, A. E.; CARVALHO, J. G.
(Ed.). Inter-relações fertilidade, biologia do solo e nutrição de plantas. Lavras:
SBCS-UFLA, 1999, p. 577-596.
FREITAS, P.L. de; BLANCANEAUX, P.; GAVINELLI, E.; LARRÉ-LARROUY, M.;
FELLER, C. Nível e natureza do estoque orgânico de Latossolos sob diferentes sistemas
de uso e manejo. Pesq. agropec. bras., Brasília, v.35, n.1, p.157-170, jan 2000.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Agropecuário 2006:
Brasil, grande regiões e unidades da federação. 777 p.
IPCC – International Panel on Climate Change. Guidelines for National .Greenhouse
Inventories: Reference Manual, 1996.
IPCC, 2006. Guidelines for National Greenhouse Gas Inventories – Volume 5: Waste.
National Greenhouse Gas Inventories Programme, Edited by Eggleston, H.S., Buendia
L., Miwa K., Ngara T., Tanabe K. Published by IGES, Japan.
KURIHARA, M.; MAGNER, T.; HUNTER, R.A.; McCRABB, G.J. Methane
production and energy partition of cattle in the tropics. British Journal of Nutrition,
1999, v. 81, p. 227-234.
107
LEITE, L.F.C., MENDONC¸A, E.S., MACHADO, P.L.O.A., FERNANDES-FILHO,
E.I., NEVES, J.C.L. Simulating trends in soil organic carbon of an Acrisol under no-till
and disc-plow systems using the Century model. Geoderma v. 120, p. 183–195, 2004.
LIMA, M.A.; BOEIRA, R.C.; CASTRO, V.L.S.S.; LIGO, M.A.; CABRAL, O.M.R.;
VIEIRA, R.F.; LUIZ, A.J.B. Estimativa das emissões de gases de efeito estufa
provenientes de atividades agrícolas no Brasil. In: LIMA, M.A.; CABRAL, O.M.R.;
MIGUEZ, J.D.G. (Ed.). Mudanças climáticas globais e a agropecuária brasileira.
Jaguariúna: Embrapa Meio Ambiente, 2001, p. 169-189.
LOVATO, T., MIELNICZUK, J., BAYER, C., VEZZANI, F. Adição de carbono e
nitrogênio e sua relação com os estoques no solo e com o rendimento do milho em
sistemas de manejo. Rev. Bras. Ci. Solo v. 28, p. 175–187, 2004.
MARCHÃO, R.L.; BECQUER, T.; BRUNET, D.; BALBINO, L.C.; VILELA, L.;
BROSSARD, M. Carbon and nitrogen stocks in a Brazilian clayey Oxisol: 13-year
effects of integrated crop–livestock management systems. Soil & Tillage Research, v.
103, p. 442–450, 2009.
MCT – Ministério da Ciência e Tecnologia. Inventário Brasileiro das Emissões e
Remoções Antrópicas de Gases de Efeito Estufa. 2010.
MEDEIROS, G. B.; CALEGARI, A. Sistema Plantio Direto com qualidade: a
importância do uso de plantas de cobertura num planejamento cultural estratégico.
Revista Plantio Direto, edição 102, novembro/dezembro de 2007.
MMA – Ministério do Meio Ambiente. Monitoramento do desmatamento nos
biomas brasileiros por satélite acordo de cooperação técnica MMA/IBAMA
monitoramento do bioma Cerrado 2009-2010 Brasília, 2011, 65p.
MMA – Ministério do Meio Ambiente - Relatório Gerencial de Acompanhamento do
PPCerrado Período: 2010 a 2011. Brasília, 2012, 81p.
108
MMA. Plano Nacional sobre Mudança do Clima. Brasil / Comitê Interministerial
sobre Mudança do Clima. (2008). Decreto nº 6.263, de 21 de novembro de 2007.
Brasília: Ministério do Meio Ambiente [MMA].
OLIVEIRA, G.C., DIAS-JUNIOR, M.S., RESCK, D.V.S., CURI, N. Caracterização
química e físico-hídrica de um Latossolo vermelho após vinte anos de manejo e cultivo
do solo. Rev. Bras. Ci. Solo. v. 28, p. 327–336, 2004.
PAP – Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013. Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento. Secretaria de Política Agrícola. Brasília-DF. 2012.
PPCDAM – PLANO DE AÇÃO PARA PREVENÇÃO E CONTROLE DO
DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA LEGAL. 3ª Fase (2012-2015): Pelo uso
sustentável e conservação da floresta, Presidência da República - Casa Civil, Brasília,
2012.
SÁ, J.C.M.; CERRI, C.C.; PICCOLO, M.C.; FEIGL,B.E.; BUCKNER, J.FORNARI,
A.; SÁ, M.F.M.; SEGUY, L.; BOUZINAC, S.; VENZKE-FILHO, S.P.; PAULLETI, V.
& NETO, M.S. O plantio direto como base do sistema de produção visando o sequestro
de carbono. Revista Plantio Direto, v. 84, p.45-61, 2004.
SALTON, J.C. Matéria orgânica e agregação do solo na rotação lavoura-pastagem em
ambiente tropical. Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2005.
158p. (Tese de Doutorado)
SANO, E. E.;ROSA, R.; BRITO J. L.; FERREIRA, L. G. Mapeamento semidetalhado
(escala de 1:250.000) da cobertura vegetal antrópica do bioma Cerrado. Pesquisa
Agropecuária Brasileira, v. 43, n. 1, p. 153-156, 2008.
SIQUEIRA NETO, M. Estoque de Carbono e Nitrogênio do solo com diferentes
usos no Cerrado em Rio Verde (GO). Tese doutorado – Centro de Energia Nuclear na
Agricultura, 2006, 159p.
109
SISTI, C.P.J., SANTOS, H.P., KOHHANN, R., ALVES, B.J.R., URQUIAGA, S.,
BODDEY, R.M. Change in carbon and nitrogen stocks in soil under 13 years of
conventional and zero tillage in southern Brazil. Soil Till. Res. v. 76, p. 39-58, 2004.
SOUZA, D. M. G.; VILELA, L.; REIN, T. A. e LOBATO, E. 1997. Eficiência da
Adubação Fosfatada em Dois Sistemas de Cultivo em Latossolo de Cerrado. In:
Congresso Brasileiro de Ciência do Solo. 26. Rio de Janeiro.
TERRACLASS. Dados Municipais do Levantamento de informações de uso e
cobertura da terra na Amazônia. TerraClass 2008, 2011. 27p.
YAMADA, T.; LOPES, A.S. Balanço de nutrientes na agricultura brasileira. In:
SIQUEIRA, J.O.; MOREIRA, F.M.S.; LOPES, A S.; GUILHERME, L.R.G.; FAQUIN,
V.; FURTINI NETO, A.E.; CARVALHO, J.G. (Ed.). Soil fertility, soil biology, and
plant nutrition interrelationships. Lavras: SBCS/UFLA/ DCS, 1999. p. 143-161.
110
10 Anexos
10.1 Anexo 1
Distribuição espacial das unidades de referencia tecnológica em Integração
Lavoura pecuária no Brasil
Fonte: Embrapa
111
10.2 Anexo 2
Relação dos Municípios do Brasil com taxa de lotação variando de 0,01 à 0,6
UA/ha/ano Adaptado do censo IBGE 2006
Taxa de lotação
0 – 0,1
Área de pasto: 780.579 ha
UF
AM
AM
AM
AM
AM
AM
AM
AM
AM
AM
AM
AM
AM
BA
BA
BA
BA
MG
MG
MT
MT
MT
PA
PA
PA
PA
PA
PA
PA
PB
PI
Municipio
Atalaia do Norte
São Gabriel da
Cachoeira
Barcelos
Lábrea
Santa Isabel do Rio
Negro
Beruri
Borba
Anamã
Tapauá
Jutaí
Itamarati
Maués
Manicoré
Macururé
Glória
Chorrochó
Lençóis
Raposos
Itacambira
Feliz Natal
Ipiranga do Norte
Vera
Curralinho
Cametá
Anajás
Breves
Jacareacanga
Abaetetuba
Bagre
Serra Branca
Dom Inocêncio
Área de
Pastagem
734
Taxa de
Lotação
0,00
24.081
240
121.650
0,01
0,02
0,02
912
6.223
11.500
318
916
3.565
944
1.611
88.177
101.571
18.202
28.222
16.297
19
75.595
54.956
25.809
79.909
19
295
97
43
10.447
3.148
86
17.462
33.542
0,03
0,04
0,05
0,06
0,06
0,07
0,08
0,09
0,10
0,06
0,06
0,08
0,09
0,06
0,09
0,08
0,08
0,09
0,01
0,02
0,05
0,05
0,07
0,07
0,10
0,10
0,04
112
PR
PR
PR
RS
RS
SC
SE
SP
SP
SP
Piraquara
Guaratuba
Paiçandu
Sapucaia do Sul
Cachoeirinha
Herval D'Oeste
Neópolis
Santana de Parnaíba
Embu-Guaçu
São Bernardo do
Campo
21
252
7.036
2.316
1.496
8.430
24.033
6.644
1.860
0,03
0,08
0,08
0,05
0,10
0,01
0,10
0,00
0,00
1.902
0,00
Área de
Pastagem
16.043
1.087
150
6.089
6.721
178.866
7.802
9.916
93.690
15.449
13.132
6.235
121.146
22.511
4.193
28.215
5.077
117.916
64.978
43.199
13.853
46.455
60.219
1.140
41.840
8.410
42
12.985
Taxa de
Lotação
0,16
0,12
0,17
0,11
0,15
0,13
0,13
0,14
0,14
0,15
0,16
0,16
0,13
0,11
0,12
0,14
0,14
0,16
0,16
0,11
0,11
0,12
0,13
0,13
0,13
0,16
0,12
0,13
0,1 – 0,2
Área de pasto: 1.660.086 ha
UF
Municipio
AL
Ouro Branco
AM
Presidente Figueiredo
AM São Sebastião do Uatumã
AP
Macapá
AP
Itaubal
BA
Curaçá
BA
Igrapiúna
BA
Ponto Novo
BA
São Gabriel
BA
Rodelas
BA
Itaeté
BA
Cairu
MA Centro Novo do Maranhão
MG
São João do Paraíso
MG São Domingos das Dores
MG
Bom Jardim de Minas
MG
Divisa Alegre
MG
Grão Mogol
MG
Araçuaí
MT
Itanhangá
PA
Portel
PA
Cachoeira do Piriá
PA Nova Esperança do Piriá
PA
Melgaço
PA
Viseu
PA
Moju
PB
Damião
PB
São João do Tigre
113
PB
PB
PE
PE
PE
PI
RN
RN
RS
SE
SP
TO
TO
Barra de São Miguel
Congo
Belo Jardim
Saloá
Lagoa Grande
Assunção do Piauí
Encanto
Paraú
Três Cachoeiras
Telha
Arujá
Aliança do Tocantins
São Bento do Tocantins
6.833
11.009
29.595
18.381
36.422
45.161
367
364
10.991
3.876
2.814
55.694
9.478
0,15
0,16
0,13
0,13
0,15
0,12
0,12
0,15
0,16
0,12
0,11
0,16
0,17
Área de
Pastagem
37.547
4.706
41.838
13.860
5.854
25.276
38.019
2.592
1.585
1.452
3.580
12.836
78.865
30.630
59.710
47.413
16.865
12.613
60.884
5.908
17.048
328.715
186.840
54.404
80.193
7.604
Taxa de
Lotação
0,27
0,29
0,26
0,21
0,22
0,25
0,28
0,28
0,30
0,23
0,28
0,29
0,21
0,22
0,23
0,23
0,23
0,24
0,24
0,25
0,26
0,26
0,26
0,27
0,28
0,28
0,2 – 0,3
Área de pasto: 4.591.399 ha
UF
Municipio
AC
Rodrigues Alves
AC Marechal Thaumaturgo
AL
Canapi
AM
Careiro
AM
Manaus
AM
Novo Aripuanã
AM
Humaitá
AM
Iranduba
AM Nova Olinda do Norte
AP
Calçoene
AP
Ferreira Gomes
AP
Cutias
BA
Mirante
BA
Irajuba
BA
Souto Soares
BA
Sento Sé
BA
Ibicoara
BA
Sítio do Quinto
BA
Morpará
BA
Bonito
BA
Nova Itarana
BA
Juazeiro
BA
Campo Formoso
BA
Barra da Estiva
BA
Potiraguá
BA
Una
114
BA
Itaguaçu da Bahia
BA
Abaíra
BA
Camamu
BA
Fátima
BA
Ibirapitanga
BA
Itaquara
BA
Teofilândia
BA
Nova Redenção
BA
América Dourada
CE
Groaíras
CE
Iracema
CE
Tamboril
CE
Icó
CE
Catunda
CE
Milhã
MA
Benedito Leite
MA
Lima Campos
MG Senhora de Oliveira
MG
Botumirim
MG
São João Del Rei
MG
Nova Belém
MG
Caeté
MG
Morro do Pilar
MG
Guaraciama
MG
Cajuri
MG
Joaquim Felício
MG
Coronel Fabriciano
MG
Itinga
MG
Rio Espera
MG
Salinas
MG Ponto dos Volantes
MG
Confins
MG
Carmésia
MG Presidente Bernardes
MG
Andrelândia
MG
Dores de Campos
MG
Mamonas
MG São Miguel do Anta
MG Desterro de Entre Rios
MG
Canaã
MG
Rio Acima
MG Itambé do Mato Dentro
MG
Porto Firme
MG
Piranga
MG
Cipotânea
222.886
13.865
6.299
23.563
6.295
26.408
19.387
33.802
74.089
3.797
1.492
30.944
57.673
11.855
42.020
21.980
199
8.770
35.809
117.181
4.816
112
29.191
29.078
7.477
59.869
6.676
95.549
11.205
29.473
54.493
4.198
17.090
15.041
87.310
8.748
26.209
13.308
31.824
15.071
3.188
23.498
21.353
31.079
8.777
0,28
0,29
0,29
0,29
0,30
0,30
0,30
0,30
0,30
0,24
0,26
0,28
0,29
0,30
0,30
0,22
0,23
0,21
0,21
0,22
0,22
0,22
0,23
0,23
0,23
0,23
0,23
0,23
0,25
0,25
0,25
0,25
0,25
0,25
0,25
0,26
0,26
0,26
0,27
0,27
0,27
0,27
0,27
0,27
0,28
115
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MT
MT
MT
MT
MT
MT
PA
PA
PA
PA
PA
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PE
PI
PI
PI
PI
PI
Medeiros
Liberdade
Pingo-D'Água
Madre de Deus de
Minas
Araponga
Antônio Dias
Itabira
Catas Altas
Bom Jesus do Galho
Santa Bárbara
Bela Vista de Minas
Nova Ubiratã
Santa Carmem
Itiquira
Nova Maringá
Cláudia
Sinop
Belterra
Acará
Garrafão do Norte
Santarém
Porto de Moz
Santa Teresinha
Picuí
Santa Luzia
Nova Palmeira
Cabaceiras
Lagoa
São Mamede
Taperoá
Coxixola
Marizópolis
Olivedos
Camalaú
Gurjão
Seridó
São Bentinho
Boa Vista
Betânia
Buriti dos Montes
Castelo do Piauí
Fartura do Piauí
Uruçuí
Ribeiro Gonçalves
87.098
30.662
5.682
0,28
0,28
0,28
41.212
17.672
39.591
89.321
4.749
52.322
15.792
6.376
65.717
45.365
534.520
127.718
97.744
10.139
42.315
3.920
17.506
65.456
24.899
659
16.947
14.024
7.276
5.466
2.229
2.828
29.174
4.260
3.600
19.068
19.556
2.687
10.746
8.711
7.872
28.958
52.363
53.938
3.893
119
173
0,29
0,29
0,30
0,30
0,30
0,30
0,30
0,30
0,22
0,22
0,26
0,26
0,28
0,29
0,22
0,26
0,30
0,30
0,30
0,21
0,21
0,22
0,22
0,23
0,24
0,25
0,26
0,27
0,27
0,28
0,28
0,28
0,30
0,30
0,30
0,24
0,21
0,23
0,23
0,24
0,25
116
PI
PI
PR
PR
RJ
RJ
RJ
RN
RN
RN
RN
RN
RS
SC
SE
SP
SP
SP
SP
TO
TO
TO
São José do Peixe
Alto Longá
Fênix
Contenda
Petrópolis
Trajano de Morais
Nova Friburgo
Felipe Guerra
Carnaúba dos Dantas
Serra Negra do Norte
Caiçara do Rio do
Vento
Santana do Seridó
Dom Pedro de
Alcântara
Indaial
Poço Redondo
Hortolândia
Campo Limpo Paulista
Mairinque
São Sebastião
Caseara
Rio Sono
Palmeiras do Tocantins
19.609
720
10.337
1.949
15.413
33.303
10.023
10.153
4.416
8.710
0,26
0,28
0,21
0,25
0,26
0,28
0,30
0,24
0,26
0,27
6.432
7.220
0,29
0,29
4.455
306
61.914
1.089
1.346
7.720
228
44.682
1
51.269
0,21
0,29
0,29
0,23
0,25
0,28
0,30
0,22
0,24
0,30
0,3 – 0,4
Área de pasto: 6.501.900 ha
UF
AC
AL
AM
AM
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
Municipio
Porto Walter
Igaci
Manacapuru
Pauini
Canavieiras
Malhada de Pedras
Ibiquera
Aporá
Itiúba
Rafael Jambeiro
Andaraí
Nilo Peçanha
Caetanos
Filadélfia
Correntina
Dário Meira
Caldeirão Grande
Área de
Pastagem
793
31.584
1.553
2.235
56.577
45.549
76.858
41.635
39.444
7.350
86.252
9.068
80.418
18.311
57.508
11.171
54
Taxa de
Lotação
0,33
0,40
0,32
0,37
0,31
0,31
0,32
0,33
0,34
0,34
0,34
0,35
0,35
0,36
0,36
0,37
0,38
117
BA
BA
BA
BA
BA
CE
CE
CE
CE
CE
CE
CE
CE
GO
GO
MA
MA
MA
MA
MA
MA
MA
MA
MA
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
Santa Inês
Andorinha
Wagner
Arataca
Jacaraci
Jaguaruana
Santa Quitéria
Hidrolândia
Independência
Araripe
Apuiarés
Pentecoste
Saboeiro
Gameleira de Goiás
Aragarças
Balsas
Palmeirândia
Pedro do Rosário
Barão de Grajaú
Governador Nunes Freire
São José de Ribamar
Sambaíba
Junco do Maranhão
Maranhãozinho
Lamim
Guaraciaba
Piedade do Rio Grande
Entre Folhas
Santa Cruz de Salinas
Itaobim
Divinésia
Lima Duarte
Serranópolis de Minas
Olhos-D'Água
Carrancas
Ritápolis
Bocaina de Minas
Caetanópolis
Água Comprida
Santana da Vargem
Ouro Preto
Teixeiras
Brás Pires
Cachoeira Dourada
Sardoá
30.212
1.872
29.873
379
15.201
20.974
42.628
5.161
31.734
103.733
12.647
27.912
31.097
59.538
67.560
1.496
3.228
40.419
29.616
90.318
235
45.088
36.752
73.254
5.012
25.739
27.312
8.206
36.009
46.920
10.318
66.477
29.975
31.320
60.419
26.250
22.046
15.543
38.902
11.213
32.389
13.502
12.136
3.670
9.145
0,39
0,39
0,39
0,40
0,40
0,33
0,34
0,35
0,36
0,37
0,37
0,38
0,40
0,32
0,39
0,32
0,35
0,36
0,36
0,37
0,38
0,38
0,40
0,40
0,31
0,31
0,31
0,31
0,31
0,31
0,31
0,31
0,31
0,32
0,32
0,32
0,32
0,32
0,32
0,32
0,33
0,33
0,33
0,33
0,33
118
MG
Mar de Espanha
MG
Resende Costa
MG
Rubelita
MG
Jeceaba
MG
Vermelho Novo
MG
Tapiraí
MG
Itamarandiba
MG
Joanésia
MG
Luminárias
MG
Nova Lima
MG
Mercês
MG São Sebastião do Maranhão
MG
Ilicínea
MG
São João da Lagoa
MG
Paula Cândido
MG
Ervália
MG
Chiador
MG
Casa Grande
MG
Serranos
MG
Ipaba
MG
Coração de Jesus
MG
Piedade dos Gerais
MG
Pedra do Anta
MG
Cachoeira da Prata
MG
Lagoa Dourada
MG
Coromandel
MG
Augusto de Lima
MG
Munhoz
Conceição da Barra de
MG
Minas
MG
Coronel Xavier Chaves
MG
Santa Rita de Ibitipoca
MG
Caputira
MG
Aiuruoca
MG
Espinosa
MG Conceição do Mato Dentro
MG
Rio Preto
MG
Comercinho
MG
Santana do Deserto
MG São Sebastião do Rio Preto
MG
Guapé
MG
Nova Era
MG
São Brás do Suaçuí
MG
Olaria
MG
Bonfim
28.287
42.752
8.620
17.320
7.688
40.293
12.663
17.171
36.371
3.744
26.142
29.988
34.988
80.195
20.357
23.068
21.671
12.162
19.141
7.106
188.515
20.607
14.469
6.125
32.093
287.584
74.651
4.575
0,34
0,34
0,34
0,34
0,34
0,34
0,34
0,34
0,34
0,34
0,34
0,34
0,34
0,35
0,35
0,35
0,35
0,35
0,35
0,36
0,36
0,36
0,36
0,36
0,37
0,37
0,37
0,37
20.351
10.144
19.160
9.354
52.003
102.035
36.754
21.281
45.778
9.814
10.917
78.384
23.196
9.308
13.060
23.591
0,37
0,37
0,37
0,37
0,38
0,38
0,38
0,38
0,38
0,38
0,38
0,38
0,39
0,39
0,39
0,39
119
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MS
MT
MT
MT
MT
PA
PA
PA
PA
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PE
PE
PE
PE
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PR
Dores do Turvo
Prados
São José da Barra
Pimenta
Santa Rita de Jacutinga
Piau
Claraval
Jequitinhonha
São Geraldo
Diogo de Vasconcelos
Viçosa
Piraúba
Santo Antônio do
Aventureiro
Santa Maria do Salto
Delta
Figueirão
Querência
Mirassol D'Oeste
União do Sul
São Félix do Araguaia
Aveiro
Baião
Tracuateua
Ulianópolis
Pocinhos
Sumé
Barra de Santa Rosa
Belém do Brejo do Cruz
Junco do Seridó
Brejo do Cruz
Soledade
Juru
Verdejante
Serrita
Taquaritinga do Norte
Petrolina
Francinópolis
Curral Novo do Piauí
Marcolândia
Paes Landim
Capitão Gervásio Oliveira
Novo Oriente do Piauí
Fronteiras
Florestópolis
17.374
18.150
26.944
37.473
25.696
11.480
21.073
164.006
16.680
12.166
22.440
12.392
0,39
0,39
0,39
0,40
0,40
0,40
0,40
0,40
0,40
0,40
0,40
0,40
16.632
33.937
8.177
423.581
347.982
79.720
53.759
433.495
81.493
74
965
128.139
26.645
28.857
30.014
9.962
3.687
4.471
12.691
16.252
15.330
74.046
9.842
64.106
14.528
47.513
14.813
13.213
12.358
17.271
39.833
11.209
0,40
0,40
0,40
0,38
0,38
0,38
0,39
0,40
0,31
0,34
0,34
0,36
0,31
0,31
0,33
0,36
0,38
0,39
0,40
0,40
0,34
0,35
0,37
0,40
0,31
0,34
0,34
0,38
0,38
0,39
0,39
0,34
120
PR
PR
RJ
RN
RN
RN
RN
RN
RN
RN
RN
RN
RN
RN
RN
RN
RN
RN
RS
SC
SC
SP
TO
TO
TO
Itaguajé
Astorga
São José do Vale do Rio
Preto
Pedra Grande
Pendências
Augusto Severo
Jardim do Seridó
Afonso Bezerra
Pedro Avelino
São Bento do Norte
Lajes
Angicos
Taipu
Santana do Matos
Governador Dix-Sept
Rosado
Janduís
Parelhas
Jucurutu
Campo Bom
Timbó
Blumenau
Gália
Bandeirantes do Tocantins
Abreulândia
Talismã
16.230
17.380
0,34
0,40
6.380
7.241
13.022
9.657
9.208
30.686
40.546
15.659
21.692
15.689
30.225
23.778
0,35
0,31
0,32
0,32
0,32
0,32
0,33
0,33
0,34
0,35
0,35
0,36
12.321
10.077
9.398
9.199
1.992
134
230
23.515
107.669
5.427
100.811
0,37
0,37
0,38
0,39
0,39
0,31
0,38
0,37
0,34
0,34
0,35
Área de
Pastagem
4.301
1.573
31.323
69.571
71.676
15.283
26.244
3.486
33.309
1.073
1.857
34
36.265
Taxa de
Lotação
0,42
0,44
0,44
0,48
0,49
0,45
0,44
0,46
0,46
0,48
0,48
0,50
0,41
0,4 – 0,5
Área de pasto: 8.988.377 ha
UF
AC
AC
AC
AC
AC
AL
AM
AM
AM
AM
AP
AP
BA
Municipio
Jordão
Santa Rosa do Purus
Mâncio Lima
Cruzeiro do Sul
Feijó
Pariconha
Eirunepé
Ipixuna
Itacoatiara
Barreirinha
Pedra Branca do Amaparí
Mazagão
Canudos
121
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
CE
CE
CE
CE
CE
CE
CE
CE
CE
GO
GO
GO
MA
MA
MA
MG
MG
Iaçu
Lajedo do Tabocal
Aracatu
Jussiape
Tanhaçu
Casa Nova
Macaúbas
Uauá
Sobradinho
Boa Vista do Tupim
Santa Luzia
Jequié
Sítio do Mato
Tucano
Iramaia
Itaberaba
Ubaíra
Boa Nova
Itacaré
Maraú
Manoel Vitorino
Ubatã
Wenceslau Guimarães
Jaguaquara
Canápolis
Marcionílio Souza
São Domingos
Jaborandi
Potiretama
Irauçuba
Carnaubal
Aiuaba
Tauá
Itapagé
Arneiroz
Itapiúna
Ararendá
Palmelo
Abadiânia
Serranópolis
Nova Olinda do Maranhão
Amapá do Maranhão
Ribamar Fiquene
Pratinha
Alvinópolis
95.869
34.507
125.584
9.255
106.773
124.421
154.440
86.371
39.657
183.465
15.378
62.549
60.458
135.943
51.478
134.973
63.200
6.822
3.939
6.805
110.473
4.993
42.967
77.092
29.075
74.037
973
125.305
5.887
53.051
11.696
75.944
130.780
775
14.487
25.540
16.056
5.894
104.420
491.002
104.026
22.699
31.592
51.970
38.443
0,41
0,41
0,42
0,42
0,42
0,42
0,42
0,43
0,43
0,45
0,45
0,45
0,45
0,45
0,45
0,46
0,46
0,46
0,46
0,46
0,46
0,47
0,47
0,48
0,49
0,49
0,50
0,50
0,42
0,42
0,45
0,46
0,46
0,47
0,49
0,49
0,50
0,41
0,42
0,44
0,42
0,43
0,46
0,41
0,41
122
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
Seritinga
Padre Paraíso
Senhora do Porto
São Thomé das Letras
Acaiaca
Ibiraci
Alpinópolis
Japaraíba
Carvalhos
Nova Resende
Pequeri
Mata Verde
Patrocínio
São Tiago
Buenópolis
São Vicente de Minas
Itutinga
Bugre
Senador Firmino
Divisópolis
Engenheiro Navarro
Francisco Dumont
Maravilhas
Capela Nova
Perdigão
Guidoval
Mariana
Urucânia
Minduri
Caraí
Goianá
Tabuleiro
Campo do Meio
Água Boa
Córrego Fundo
Itamogi
Medina
Alto Rio Doce
Conquista
Ibertioga
Candeias
Santos Dumont
Pedro Teixeira
Piumhi
Bocaiúva
10.848
18.358
26.983
29.763
8.016
58.493
20.347
15.212
22.036
24.081
7.251
17.808
272.378
44.950
63.011
32.520
28.329
13.624
13.559
31.003
63.155
54.491
23.032
5.444
24.237
14.874
31.554
10.722
15.132
37.217
11.027
17.870
7.065
60.356
10.546
23.638
84.144
30.363
55.893
28.584
27.016
37.978
7.812
90.250
150.973
0,41
0,41
0,41
0,41
0,41
0,41
0,41
0,41
0,41
0,41
0,41
0,41
0,42
0,42
0,42
0,42
0,42
0,42
0,42
0,42
0,42
0,43
0,43
0,43
0,43
0,43
0,43
0,43
0,43
0,43
0,43
0,43
0,43
0,43
0,44
0,44
0,44
0,44
0,44
0,45
0,45
0,45
0,45
0,45
0,45
123
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
Jacuí
Santana de Cataguases
Ubaporanga
Doresópolis
Vargem Bonita
Astolfo Dutra
Itumirim
Barra Longa
Passabém
Bicas
Malacacheta
Carmo do Rio Claro
Belo Vale
Passa-Vinte
Fortaleza de Minas
Carandaí
Barbacena
Perdizes
Santana do Paraíso
Senador Amaral
Rochedo de Minas
Onça de Pitangui
Albertina
Oliveira Fortes
Oratórios
Carvalhópolis
Baependi
Moeda
Cruzília
Santa Bárbara do Tugúrio
Corinto
Serra do Salitre
Gonzaga
Lagoa da Prata
Santo Antônio do Monte
Tumiritinga
Conceição do Pará
Bambuí
Ferros
Jampruca
Ingaí
Argirita
Itapecerica
Congonhas
Visconde do Rio Branco
19.044
14.931
10.119
15.311
32.146
13.652
18.024
30.495
8.575
12.311
3.649
44.096
24.182
9.937
1.120
26.768
46.328
209.120
11.849
6.211
6.798
1.219
1.577
6.029
7.382
6.540
63.124
9.621
43.736
9.807
130.963
100.351
9.754
42.696
47.807
47.115
24.954
145.555
55.174
50.732
24.586
11.901
3.018
9.998
23.509
0,45
0,45
0,45
0,45
0,46
0,46
0,46
0,46
0,47
0,47
0,47
0,47
0,47
0,47
0,47
0,47
0,48
0,48
0,48
0,48
0,48
0,48
0,48
0,49
0,49
0,49
0,49
0,49
0,49
0,49
0,49
0,49
0,49
0,49
0,49
0,49
0,49
0,49
0,50
0,50
0,50
0,50
0,50
0,50
0,50
124
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MS
MT
MT
MT
MT
MT
PA
PA
PA
PA
PA
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PE
PE
PE
PE
PE
PE
PE
Franciscópolis
Douradoquara
Claro dos PoçõEs
Santa Efigênia de Minas
Itaú de Minas
São Francisco de Paula
Santa Bárbara do Monte
Verde
Rio Negro
Campo Novo do Parecis
Sorriso
Nossa Senhora do
Livramento
Porto dos Gaúchos
Ribeirãozinho
Capitão Poço
Juruti
Ipixuna do Pará
Dom Eliseu
Breu Branco
São José do Bonfim
Prata
Santo André
São José de Espinharas
Catingueira
Aguiar
Condado
Catolé do Rocha
Juazeirinho
Pombal
Algodão de Jandaíra
Salgadinho
Vieirópolis
São José do Brejo do Cruz
Cuité
São José do Sabugi
Cajazeirinhas
Imaculada
Jataúba
Parnamirim
Santa Filomena
Custódia
Floresta
Ipubi
Carnaubeira da Penha
52.192
28.056
68.070
8.795
1.733
9.733
0,50
0,50
0,50
0,50
0,50
0,50
22.243
172.404
83.793
31.500
0,50
0,43
0,41
0,41
89.938
25.742
52.265
25.576
46.114
20.824
42.894
22.123
98
6.770
11.838
6.810
12.176
5.305
15.414
113
15.146
32.762
3.869
8.377
6.827
5.681
24.239
14.671
3.901
21.163
35.458
68.090
18.343
57.412
25.445
50.059
16.910
0,46
0,47
0,50
0,41
0,41
0,43
0,44
0,50
0,41
0,41
0,41
0,42
0,43
0,44
0,45
0,45
0,45
0,45
0,45
0,47
0,47
0,47
0,47
0,48
0,48
0,49
0,41
0,42
0,42
0,43
0,44
0,46
0,46
125
PE
Dormentes
PE
Panelas
PE
Santa Maria da Boa Vista
PE
Iati
PE
Santa Cruz
PI
Lagoa do Barro do Piauí
PI
Vera Mendes
PI
São João do Piauí
PI
Domingos Mourão
PI
Acauã
PI
Caridade do Piauí
PI
Paulistana
PI
Colônia do Piauí
PI
Dirceu Arcoverde
PI
São Félix do Piauí
PI
Cajazeiras do Piauí
PI
Valença do Piauí
PI
São Miguel do Tapuio
PI
Santa Cruz do Piauí
PI
São Francisco do Piauí
PR
São José dos Pinhais
PR
Nova Londrina
PR
Miraselva
PR
Curitiba
RJ
Maricá
RJ Engenheiro Paulo de Frontin
RJ
Teresópolis
RJ
Resende
RJ
Paty do Alferes
RJ
Bom Jardim
RJ
Tanguá
RN
Porto do Mangue
RN
Jandaíra
RN
Currais Novos
RN
Fernando Pedroza
RN
Bento Fernandes
RN
Ipanguaçu
RN
Pedra Preta
RN
Açu
RN
Caicó
RN
Messias Targino
RS
Riozinho
SC
Guabiruba
SC
Ilhota
SC
Rio do Sul
83.039
18.001
42.771
47.967
29.114
29.105
4.298
28.955
30.068
62.903
26.257
103.489
19.090
3.203
4.424
23.304
26.061
70.951
13.326
49.317
4.507
23.156
6.524
496
520
3.196
11.952
62.094
22.485
23.310
1.604
2.885
22.339
1.113
6.210
13.223
25.422
8.093
45.032
33.888
4.055
5.489
4
53
647
0,47
0,47
0,48
0,49
0,50
0,41
0,42
0,42
0,43
0,44
0,44
0,44
0,46
0,46
0,47
0,47
0,48
0,49
0,49
0,50
0,42
0,44
0,48
0,49
0,42
0,44
0,44
0,46
0,46
0,47
0,49
0,42
0,44
0,44
0,45
0,47
0,49
0,49
0,49
0,50
0,50
0,41
0,46
0,46
0,49
126
SE
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
TO
TO
TO
Santa Rosa de Lima
Jarinu
Redenção da Serra
Arapeí
Monteiro Lobato
Canas
Florínia
Borebi
Serra Azul
Lagoa da Confusão
Wanderlândia
São Sebastião do Tocantins
4.084
5.421
10.904
9.547
9.237
3.544
5.621
1.876
30
17.710
24.472
10.302
0,48
0,41
0,42
0,46
0,47
0,48
0,49
0,49
0,50
0,41
0,43
0,44
Área de
Pastagem
65.626
21.466
23.427
42.935
53.146
39.084
12.909
49.596
34.702
31.726
68.987
8.966
61.416
14.824
66.462
101.836
17.674
1.226
116.306
187.832
135.108
2.254
50.974
240.883
15
40.979
339
Taxa de
Lotação
0,53
0,55
0,59
0,58
0,51
0,51
0,51
0,51
0,51
0,51
0,51
0,52
0,52
0,52
0,52
0,52
0,52
0,53
0,54
0,54
0,54
0,55
0,55
0,56
0,56
0,57
0,57
0,5 – 0,6
Área de pasto: 10.223.809 ha
UF
AL
AL
AL
AM
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
Municipio
Penedo
Senador Rui Palmeira
Água Branca
Autazes
Caturama
Dom Basílio
Mulungu do Morro
Pintadas
Ipupiara
Bom Jesus da Serra
Cansanção
Aramari
Ituaçu
Planaltino
Jussara
Malhada
Lafaiete Coutinho
Licínio de Almeida
Boquira
Monte Santo
Cocos
Ubaitaba
Umburanas
Oliveira dos Brejinhos
Itajuípe
Nordestina
Mundo Novo
127
BA
Morro do Chapéu
BA
Itiruçu
BA
Jeremoabo
BA
Adustina
CE
Beberibe
CE
Miraíma
CE
Caririaçu
CE
Alto Santo
CE
Tejuçuoca
CE
Cariré
CE
Guaraciaba do Norte
CE
Granjeiro
CE
Jaguaribe
GO
Baliza
GO
Corumbá de Goiás
GO
Cachoeira de Goiás
GO
Cocalzinho de Goiás
MA
Luís Domingues
MA
Alto Alegre do Pindaré
MA
Turilândia
MA
Loreto
MA São Francisco do Maranhão
MA
Penalva
MG
Jacinto
MG
Oliveira
MG
Pedra Azul
MG
São Tomás de Aquino
MG
Nacip Raydan
MG
Bias Fortes
MG
Formiga
MG
São Félix de Minas
MG
Queluzito
MG
Braúnas
MG
Coimbra
MG
Senhora dos Remédios
MG
Simão Pereira
MG São Gonçalo do Rio Abaixo
MG
Antônio Carlos
MG
Dores de Guanhães
MG
Monte Carmelo
MG
Frei Lagonegro
MG
Arcos
MG
Senador Cortes
MG
Monte Santo de Minas
MG
Guarará
106.894
25.256
69.461
9.679
62.532
8.730
13.274
48.999
20.512
13.969
36.424
2.669
19.599
113.735
106.194
41.582
125.881
1.116
106.407
26.499
50.889
37.880
2.533
116.701
63.261
86.973
27.253
17.310
15.268
84.308
15.259
9.849
17.737
9.846
15.000
8.423
20.790
25.509
23.211
97.302
10.058
34.151
7.818
50.001
7.707
0,57
0,59
0,59
0,60
0,51
0,51
0,52
0,52
0,55
0,58
0,58
0,60
0,60
0,52
0,53
0,55
0,58
0,51
0,53
0,54
0,57
0,57
0,60
0,51
0,51
0,51
0,51
0,51
0,51
0,51
0,51
0,51
0,51
0,51
0,51
0,52
0,52
0,52
0,52
0,52
0,52
0,52
0,52
0,52
0,52
128
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
Mesquita
Maripá de Minas
Guarani
Santa Maria de Itabira
Cristais
Leandro Ferreira
Itamarati de Minas
Rio Piracicaba
São Sebastião do Paraíso
Ponte Nova
Itatiaiuçu
Dom Cavati
Dom Joaquim
Raul Soares
Galiléia
Pitangui
Botelhos
Pirapetinga
Carmo da Cachoeira
Capetinga
Crucilândia
Muzambinho
Papagaios
Aguanil
São João Evangelista
Abadia dos Dourados
Taiobeiras
Amparo do Serra
Vargem Alegre
São João Nepomuceno
Naque
São Pedro da União
Nazareno
Ubá
Guiricema
Peçanha
Guimarânia
Jaguaraçu
Córrego Novo
Divino das Laranjeiras
Entre Rios de Minas
Virginópolis
São Geraldo do Baixio
Nova Serrana
São Bento Abade
15.270
6.319
21.972
35.203
51.358
31.472
8.158
28.375
80.548
35.921
14.739
5.928
20.375
65.071
67.526
34.900
22.233
18.041
33.307
27.794
13.770
31.298
55.262
7.233
38.234
87.856
36
12.383
10.761
31.594
10.671
18.571
18.902
34.926
27.687
59.785
37.071
10.440
16.763
32.515
30.195
23.931
26.958
28.318
5.692
0,52
0,52
0,52
0,53
0,53
0,53
0,53
0,53
0,53
0,53
0,53
0,53
0,53
0,54
0,54
0,54
0,54
0,54
0,54
0,54
0,54
0,54
0,54
0,54
0,54
0,54
0,54
0,55
0,55
0,55
0,55
0,55
0,55
0,55
0,55
0,55
0,55
0,55
0,55
0,55
0,55
0,55
0,55
0,56
0,56
129
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
Itanhomi
Divinolândia de Minas
Bom Jesus da Penha
Iapu
Campanário
Laranjal
Jequeri
São Pedro do Suaçuí
Mato Verde
Cantagalo
Novo Oriente de Minas
Belo Oriente
Delfinópolis
Araguari
Além Paraíba
Tiradentes
Marliéria
Iguatama
São Roque de Minas
Juruaia
Abre Campo
Fortuna de Minas
Ibitiúra de Minas
Chácara
Grupiara
Coroaci
Descoberto
Santana dos Montes
Santana do Jacaré
Inimutaba
Três Pontas
São Domingos do Prata
Monte Alegre de Minas
Monte Formoso
Volta Grande
Montes Claros
Campestre
Ouro Branco
Passa Tempo
Recreio
Pompéu
Toledo
Nepomuceno
Paulistas
Sericita
46.702
8.031
10.612
28.685
39.921
17.229
42.615
24.574
24.674
11.594
22.078
16.337
42.333
133.992
36.338
4.835
16.441
62.790
90.956
16.168
33.412
19.690
3.289
12.952
14.324
31.450
16.300
10.828
11
32.567
37.727
62.138
194.785
14.914
16.305
260.813
39.437
6.843
31.329
16.126
160.507
4.031
30.437
13.000
7.129
0,56
0,56
0,56
0,56
0,56
0,56
0,56
0,56
0,56
0,56
0,56
0,57
0,57
0,57
0,57
0,57
0,57
0,57
0,57
0,57
0,57
0,57
0,57
0,57
0,57
0,57
0,57
0,58
0,58
0,58
0,58
0,58
0,58
0,58
0,58
0,58
0,58
0,58
0,58
0,59
0,59
0,59
0,59
0,59
0,59
130
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MS
MS
MS
MS
MS
MT
MT
MT
MT
MT
MT
MT
PA
PA
PA
PA
PA
PA
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
Virgolândia
São José do Jacuri
Campanha
Leopoldina
Desterro do Melo
Moema
Rio Novo
Bandeira
Palma
Santo Antônio do Amparo
Conselheiro Pena
Campos Gerais
Joaíma
Dona Eusébia
Sonora
Porto Murtinho
Rio Brilhante
Bodoquena
Itaporã
Várzea Grande
Bom Jesus do Araguaia
Colniza
Tapurah
Marcelândia
Denise
São Pedro da Cipa
Placas
Paragominas
Faro
Trairão
São João do Araguaia
Tomé-Açu
Livramento
Uiraúna
Monte Horebe
São João do Cariri
Ouro Velho
Patos
Boqueirão
São João do Rio do Peixe
Coremas
Carrapateira
Monteiro
Vista Serrana
Areia de Baraúnas
21.700
23.860
24.720
75.631
8.993
20.258
16.969
35.154
23.770
20.850
95.756
32.992
102.448
4.296
178.583
572.125
221.589
167.504
19.593
21.551
147.477
20.153
31.367
34.845
100.307
23.786
147.611
301.656
539
72.981
42.429
1.501
12.246
14.843
5.992
6.430
7.307
2.014
17.496
28.545
13.907
938
48.057
2.868
179
0,59
0,59
0,59
0,59
0,59
0,60
0,60
0,60
0,60
0,60
0,60
0,60
0,60
0,60
0,51
0,52
0,56
0,59
0,60
0,51
0,51
0,52
0,54
0,57
0,58
0,59
0,51
0,53
0,55
0,56
0,57
0,59
0,51
0,52
0,53
0,54
0,54
0,55
0,55
0,55
0,56
0,58
0,58
0,59
0,59
131
PB
PB
PE
PE
PE
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PR
PR
RJ
RJ
RJ
RJ
RJ
RJ
RJ
RJ
RJ
RJ
RJ
RN
RN
RN
RN
RN
RN
RN
RN
RS
RS
RS
SC
SC
Várzea
Paulista
Afrânio
Moreilândia
São José do Belmonte
Campo Maior
Geminiano
Tanque do Piauí
Nazaré do Piauí
Queimada Nova
São Pedro do Piauí
Capitão de Campos
São Francisco de Assis do
Piauí
Elesbão Veloso
Regeneração
Aroeiras do Itaim
São Gonçalo do Piauí
Massapê do Piauí
Barra do Jacaré
Corbélia
Três Rios
Areal
Rio das Flores
Silva Jardim
Paraíba do Sul
Itatiaia
Cardoso Moreira
Sapucaia
Seropédica
Barra Mansa
Sumidouro
Riacho da Cruz
Grossos
Jardim de Piranhas
São Tomé
Taboleiro Grande
Carnaubais
Timbaúba dos Batistas
Equador
Imbé
Sentinela do Sul
Morrinhos do Sul
São Joaquim
Guaramirim
5.819
15.190
47.214
36.587
73.123
6.668
17.097
5.135
38.802
63.926
773
12.162
0,60
0,60
0,54
0,55
0,58
0,52
0,52
0,53
0,53
0,53
0,54
0,54
32.210
56.086
39.422
10.014
3.760
17.854
1.831
10.275
24.914
6.332
34.566
40.030
37.785
7.563
41.272
36.509
14.336
42.823
19.354
3.704
2.471
15.489
23.416
2.825
20.007
10.141
3.128
276
23.175
8.356
1.131
204
0,55
0,56
0,58
0,58
0,59
0,60
0,53
0,58
0,52
0,52
0,54
0,55
0,55
0,56
0,58
0,59
0,59
0,59
0,60
0,52
0,52
0,53
0,54
0,56
0,56
0,58
0,60
0,52
0,57
0,58
0,51
0,53
132
SE
SE
SE
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
TO
TO
Poço Verde
Gararu
Porto da Folha
Piracaia
Salesópolis
Jundiaí
Bananal
Pirassununga
Tapiraí
Ibiúna
Biritiba-Mirim
São Bento do Sapucaí
Couto de Magalhães
Jaú do Tocantins
37.819
2.448
32.473
9.149
6.351
6.727
19.260
928
3.449
16.290
3.531
6.948
14.343
8.764
0,57
0,57
0,59
0,52
0,53
0,55
0,56
0,59
0,59
0,59
0,59
0,60
0,52
0,53
0,6 – 0,7
Área de pasto: 19.578.175 ha
UF
AL
AL
AL
AL
AL
AL
AM
AM
AM
AM
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
Municipio
Maravilha
Girau do Ponciano
Poço das Trincheiras
Dois Riachos
Carneiros
Traipu
Envira
Silves
Boa Vista do Ramos
Apuí
Piraí do Norte
Mairi
Novo Triunfo
Sátiro Dias
Urandi
Euclides da Cunha
Utinga
Caraíbas
Maetinga
Botuporã
Presidente Tancredo Neves
Crisópolis
Teolândia
Feira da Mata
Quijingue
Área de
Pastagem
17.828
30.762
22.932
12.307
9.957
10.860
9.786
618
3.308
97.772
8.099
48.934
16.706
39.104
68.617
56.373
32.187
71.466
21.079
44.509
34.414
49.114
20.437
19.641
33.764
Taxa de
Lotação
0,62
0,64
0,69
0,70
0,70
0,70
0,62
0,65
0,68
0,69
0,61
0,61
0,61
0,61
0,61
0,62
0,62
0,62
0,62
0,63
0,63
0,65
0,65
0,65
0,65
133
BA
Sebastião Laranjeiras
BA
Biritinga
BA
Bom Jesus da Lapa
BA
Antônio Gonçalves
BA
Iraquara
BA
Maracás
BA
Mortugaba
BA
Contendas do Sincorá
BA
Matina
BA
Ipirá
BA
Nova Soure
BA
Tanque Novo
BA Governador Lomanto Júnior
BA
Cotegipe
BA
Brejolândia
BA
Palmas de Monte Alto
BA
Lagoa Real
BA Livramento de Nossa Senhora
BA
Rio do Pires
BA
Cordeiros
BA
Brumado
BA
Cândido Sales
BA
Ruy Barbosa
BA
Barra do Choça
BA
Planalto
BA
Jaguarari
BA
Várzea da Roça
BA
Jitaúna
BA
Gandu
BA
Heliópolis
CE
Croatá
CE
Nova Russas
CE
Ipaporanga
CE
Crato
CE
Tabuleiro do Norte
CE
Varjota
CE
Umirim
CE
Salitre
CE
Jucás
CE
Canindé
CE
Solonópole
DF
Brasília
GO São Miguel do Passa Quatro
GO
Jataí
GO
Alexânia
159.350
4.463
127.144
6.474
66.255
147.356
5.135
14.938
52.468
17.421
63.688
58.056
39
86.782
85.416
208.623
57.929
139.532
45.559
5.550
144.298
47.009
39.212
48.088
30.217
83.471
32.698
14.307
7.172
22.355
34.259
37.473
17.943
35.993
33.108
1.453
4.740
56.163
13.208
46.464
55.843
142.781
47.282
467.572
72.191
0,66
0,66
0,66
0,66
0,67
0,67
0,67
0,67
0,67
0,68
0,69
0,69
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,61
0,63
0,64
0,66
0,66
0,66
0,69
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,66
0,66
0,66
134
GO
GO
GO
GO
GO
GO
GO
GO
GO
MA
MA
MA
MA
MA
MA
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
Davinópolis
Ouvidor
Silvânia
Aporé
Mineiros
Ivolândia
Novo Planalto
Pirenópolis
Vila Boa
Viana
Tasso Fragoso
Godofredo Viana
Centro do Guilherme
Satubinha
Capinzal do Norte
Itabirinha de Mantena
São José da Safira
Rio Pomba
Capinópolis
Florestal
Paraopeba
Guanhães
Aracitaba
Santa Maria do Suaçuí
Belmiro Braga
Ataléia
Jequitaí
Mantena
Salto da Divisa
São José do Divino
Silveirânia
Iraí de Minas
Capitão Andrade
Conceição da Aparecida
Patis
Bom Jesus do Amparo
Pescador
Cuparaque
Bom Despacho
Paiva
Miraí
Cláudio
Cataguases
Juiz de Fora
Machado
37.094
38.324
149.402
289.124
411.189
120.777
123.012
170.545
46.208
8.212
59.383
1
82.311
15.766
24.138
18.473
13.288
19.322
34.926
7.365
51.327
63.526
8.662
42.277
21.254
170.473
63.021
55.721
83.334
31.942
10.736
19.752
25.984
26.735
27.531
15.147
31.336
20.874
120.903
3.423
27.349
47.317
40.479
90.686
30.978
0,67
0,67
0,67
0,69
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,62
0,67
0,68
0,70
0,70
0,70
0,61
0,61
0,61
0,61
0,61
0,61
0,61
0,62
0,62
0,62
0,62
0,62
0,62
0,62
0,62
0,62
0,62
0,63
0,63
0,63
0,63
0,63
0,64
0,64
0,64
0,64
0,64
0,64
0,64
0,64
135
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
Betim
Boa Esperança
Itaverava
Pequi
Riacho dos Machados
Periquito
Poço Fundo
Pains
Cristiano Otoni
Felisburgo
Caratinga
Brasilândia de Minas
Campo Belo
Fronteira
Dionísio
Cachoeira de Pajeú
Rio Doce
Rio Manso
Matipó
Itambacuri
Buritizeiro
São Sebastião da Bela Vista
Francisco Sá
São José da Lapa
Rubim
Tocantins
Rodeiro
Três CoraçõEs
Prudente de Morais
Capitão Enéas
Canápolis
Ibiaí
Uberaba
Santo Antônio do Jacinto
Piedade de Ponte Nova
Mirabela
Nova Módica
Frei Gaspar
Prata
Dom Silvério
Cabo Verde
Alagoa
Pedra Bonita
Coqueiral
Brumadinho
2.807
27.496
10.094
10.983
17.715
12.629
34.367
41.796
9.756
39.079
39.574
99.995
3.955
12.490
19.671
26.880
8.850
12.367
14.251
123.485
171.723
9.987
218.340
4.198
87.969
14.253
6.812
61.089
12.559
97.047
10.240
53.276
340.806
47.281
7.187
27.682
36.957
50.391
475.897
15.459
27.789
11.132
2.600
12.127
23.168
0,64
0,64
0,64
0,65
0,65
0,65
0,65
0,65
0,65
0,65
0,65
0,65
0,66
0,66
0,66
0,66
0,66
0,66
0,66
0,66
0,66
0,66
0,66
0,67
0,67
0,67
0,67
0,67
0,67
0,68
0,68
0,68
0,68
0,68
0,68
0,68
0,68
0,68
0,68
0,68
0,68
0,68
0,69
0,69
0,69
136
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MS
MS
MS
MS
MS
Goiabeira
Matias Cardoso
Araújos
Jordânia
São Pedro dos Ferros
Veríssimo
Santa Juliana
Patos de Minas
Ibiá
Ouro Fino
São João Batista do Glória
Inconfidentes
João Pinheiro
Alterosa
Capitólio
Cachoeira de Minas
Varginha
Caxambu
Igaratinga
Curvelo
Itabirito
Vespasiano
Alfredo Vasconcelos
Ewbank da Câmara
Catas Altas da Noruega
Glaucilândia
Coronel Pacheco
Janaúba
Santa Cruz do Escalvado
São Sebastião da Vargem
Alegre
Santo Antônio do Grama
Estrela Dalva
Sobrália
Tarumirim
São Sebastião do Anta
Poté
Teófilo Otoni
Mendes Pimentel
Rio do Prado
Corumbá
Corguinho
Coxim
Jaraguari
Aquidauana
10.989
63.673
24.553
48.985
25.113
98.107
27.936
242.999
165.035
17.523
29.734
7.077
341.353
26.136
26.798
8.684
26.350
8.846
15.639
167.129
8.853
4.505
5.475
5.916
2.515
14.549
9.790
156.254
22.616
0,69
0,69
0,69
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
4.691
10.471
11.062
17.722
46.395
1.856
36.235
232.837
28.414
32.546
332.073
190.037
438.113
291.131
417.725
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,61
0,63
0,65
0,67
0,68
137
MS
MS
MS
MT
MT
MT
MT
MT
MT
MT
MT
MT
MT
PA
PA
PA
PA
PA
PA
PA
PA
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PB
PE
PE
PE
PE
PE
Miranda
Rio Verde de Mato Grosso
Água Clara
Gaúcha do Norte
Tesouro
Nova Olímpia
Alto Araguaia
Barra do Bugres
Curvelândia
Poconé
Tabaporã
Itaúba
Luciára
Itaituba
Altamira
Rurópolis
Santana do Araguaia
Itupiranga
Goianésia do Pará
Rondon do Pará
Santa Luzia do Pará
Riacho dos Cavalos
Santana de Mangueira
Malta
Serra Grande
Zabelê
Pedra Lavrada
Parari
São Domingos do Cariri
Bom Jesus
Triunfo
Ibiara
Manaíra
Boa Ventura
São José de Princesa
São Francisco
São Bento
Cacimba de Areia
Tenório
Cubati
Arcoverde
Salgueiro
Ingazeira
Paranatama
Terra Nova
266.183
491.845
992.486
178.183
119.169
45.722
215.754
211.315
43.317
175.531
12.027
12.030
63.374
351.988
81.098
173.035
427.820
137.218
190.011
214.316
1.288
888
10.003
4.878
1.618
6.528
13.432
5.456
3.850
2.105
15.656
9.603
13.000
3.876
7.344
2.670
9.581
845
2.185
8.045
21.010
41.859
12.341
16.670
6.994
0,70
0,70
0,70
0,66
0,66
0,66
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,64
0,64
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,61
0,62
0,62
0,63
0,65
0,65
0,66
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,63
0,63
0,68
0,70
0,70
138
PE
PE
PE
PE
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PI
PR
PR
PR
PR
PR
PR
PR
PR
RJ
RJ
RJ
RJ
RJ
RJ
RJ
RJ
RJ
RN
RN
Mirandiba
Manari
Tuparetama
Itapetim
Padre Marcos
Novo Santo Antônio
Francisco Macedo
Alagoinha do Piauí
Caldeirão Grande do Piauí
São Raimundo Nonato
Campinas do Piauí
Jatobá do Piauí
Várzea Grande
Floriano
Patos do Piauí
Santa Cruz dos Milagres
Santo Inácio do Piauí
Socorro do Piauí
São João da Fronteira
SimõEs
Jerumenha
Amarante
Jardim do Mulato
Arraial
Simplício Mendes
Barra D'Alcântara
Rio Branco do Ivaí
São Pedro do Ivaí
Nova Fátima
Novo Itacolomi
Rio Negro
Santa Terezinha de Itaipu
Flórida
Balsa Nova
Comendador Levy Gasparian
Quatis
Pinheiral
Duas Barras
Valença
Barra do Piraí
Paracambi
Rio Bonito
São Fidélis
Olho-D'Água do Borges
Patu
22.892
26.392
6.346
15.829
14.872
7.490
4.026
25.797
27.391
31.662
30.164
32.848
14.275
64.569
29.872
14.962
13.871
10.793
30.820
60.607
5.993
37.943
5.765
27.914
41.336
6.865
30.399
12.666
3.885
6.311
886
263
5.590
466
5.944
24.567
5.237
20.021
95.357
34.042
5.965
14.195
89.840
11.672
7.536
0,70
0,70
0,70
0,70
0,61
0,61
0,61
0,61
0,62
0,63
0,63
0,63
0,64
0,65
0,66
0,67
0,67
0,67
0,68
0,69
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,61
0,61
0,64
0,64
0,67
0,70
0,70
0,70
0,61
0,63
0,65
0,67
0,68
0,70
0,70
0,70
0,70
0,61
0,62
139
RN
RN
RN
RN
RN
RN
RN
RN
RN
RN
RN
RN
RO
RR
RS
RS
RS
RS
RS
RS
SC
SC
SC
SC
SC
SC
SC
SE
SE
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
São Rafael
Luís Gomes
Apodi
Portalegre
Jardim de Angicos
São Fernando
Parazinho
São Vicente
Severiano Melo
Sítio Novo
Riachuelo
Cerro Corá
Vilhena
São Luiz
Guaíba
Caibaté
Tavares
Cidreira
Dom Feliciano
Sertão Santana
Rio dos Cedros
Bom Jardim da Serra
Santo Amaro da Imperatriz
Alfredo Wagner
Calmon
Urupema
Salete
Santana do São Francisco
Feira Nova
Elias Fausto
Silveiras
Roseira
Barra Bonita
Divinolândia
Botucatu
Nazaré Paulista
Lagoinha
Pedregulho
Natividade da Serra
Patrocínio Paulista
Cunha
Capão Bonito
Nova Campina
Saltinho
Analândia
27.068
2.786
61.862
8.250
7.737
8.243
16.082
8.398
7.603
86
17.327
12.734
70.677
102
18.152
23.724
21.709
5.444
58.328
18.866
1.321
1.771
101
727
181
304
2.229
3.979
272
329
21.194
2.493
2.771
3.704
107.207
6.200
9.669
56.942
19.161
32.927
62.446
9.501
5.731
4.925
27.820
0,63
0,63
0,63
0,63
0,65
0,66
0,67
0,67
0,67
0,68
0,69
0,70
0,70
0,64
0,66
0,67
0,68
0,69
0,69
0,70
0,64
0,65
0,66
0,67
0,70
0,70
0,70
0,69
0,70
0,61
0,61
0,62
0,63
0,65
0,66
0,66
0,67
0,68
0,69
0,69
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
140
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
TO
TO
TO
TO
TO
TO
TO
TO
TO
Rifaina
Cabreúva
Caconde
Lindóia
Guaratinguetá
Cruzeiro
Lavrinhas
Queluz
Aparecida do Rio Negro
Divinópolis do Tocantins
Sítio Novo do Tocantins
Darcinópolis
Pium
Nova Rosalândia
Marianópolis do Tocantins
Brasilândia do Tocantins
Aguiarnópolis
15.532
7.002
25.770
1.961
14.985
14.768
9.547
10.435
22.838
47.727
26.490
4.152
238.899
22.018
136.292
1.151
22.913
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,70
0,62
0,62
0,65
0,66
0,67
0,70
0,70
0,70
0,70
Total área de pasto: 52.324.325 ha
Taxa de lotação
0,0 – 0,1
0,1 – 0,2
0,2 – 0,3
0,3 – 0,4
0,4 – 0,5
0,5 – 0,6
Total
Área total (ha)
4.978.822
6.917.941
8.630.102
10.591.227
12.880.421
14.622.487
58.621.000
141
10.3 Anexo 3
Resumo das iniciativas estaduais, no âmbito das políticas públicas, relacionadas às
questões das mudanças climáticas (Fonte: Fórum Clima, 2012).
ACRE – Não possui legislação específica sobre política de mudanças climáticas.
Dispões apenas da Lei n0 2.308 de 22/10/2010 – Sistema Estadual de Incentivos a
Serviços Ambientais (Sisa) e Programa de Incentivos por Serviços Ambientais (ISA
Carbono). Diante da ausência de uma política específica para as mudanças climáticas, o
estado do Acre não é atingido pelo Decreto de 9 de dezembro de 2010.
AMAPÁ – Apenas Projeto de Lei da Política Estadual de Mudanças Climáticas do
Amapá.
Governança: Comissão Estadual sobre Mudança do Clima; Fórum Amapaense de
Mudanças Climáticas; Conselho Estadual do Meio Ambiente; Instituto do Meio
Ambiente e de Ordenamento Territorial do Estado do Amapá (Imap); Comitês de
difusão de tecnologias mitigadoras do aquecimento global; Órgãos setoriais; Fóruns
municipais de mudanças climáticas; Órgãos seccionais; Órgãos locais.
AMAZONAS – Lei n0 3.135 de 05/06/2007: Política Estadual sobre Mudanças
Climáticas, Conservação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas.
Fórum de Mudanças Climáticas: Decreto nº 28.390, de 17/02/2009.
Destaque: Prevê a promoção de incentivos para boas práticas ambientais para a
agropecuária, entre outros, incentivando-se o pagamento de serviços ambientais com
base no desempenho ambiental, por meio de redução de taxa de juros dos empréstimos
para produtores (Decreto nº 26.581, Art. 3º, inciso X).
Governança: Fórum Amazonense de Mudanças Climáticas e Centro Estadual de
Educação sobre Mudanças Climáticas.
BAHIA - Lei nº 12.050, de 07/01/2011: Política sobre Mudança do Clima do Estado da
Bahia e Fórum de Mudanças Climáticas: Decreto nº 9.519, de 18/08/2005.
Governança: Secretaria Estadual do Meio Ambiente; Superintendência de Políticas para
Sustentabilidade; Instituto de Gestão das Águas e Clima; Fórum Brasileiro de Mudança
do Clima; Fórum Baiano de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade;
142
Coordenação Estadual de Defesa Civil; Centro de Meteorologia do Estado da Bahia;
Conselho Estadual de Saúde; Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental do
Estado da Bahia; Conselho Estadual do Meio Ambiente; Conselho Estadual de Recursos
Hídricos; e Comissão Técnica Estadual do Programa de Gerenciamento Costeiro.
ESPÍRITO SANTO - Lei nº 9.531, de 16/10/2010: Política Estadual de Mudanças
Climáticas e Fórum de Mudanças Climáticas: Decreto nº 1.833-R, de 19/04/2007.
Governança: Secretaria de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Seama).
GOIÁS - Lei nº 16.497, de 10/02/2009: Política Estadual sobre Mudanças Climáticas.
Governança: não definida
MATO GROSSO – Projeto de Lei: Política de Mudanças Climáticas do Estado de Mato
Grosso e Fórum de Mudanças Climáticas: Lei nº 9.111, de 15/04/2009.
Governança: Secretaria do Estado de Meio Ambiente.
MINAS GERAIS – Projeto de Lei: Política de Mudança do Clima do Estado de Minas
Gerais e Fórum de Mudanças Climáticas: Decreto nº 44.042, de 09/06/2005.
Governança: Comissão Estadual Intersecretarial de Mudança do Clima.
PARÁ – Projeto de Lei: Política Estadual de Mudanças Climáticas do Pará e Fórum de
Mudanças Climáticas: Decreto nº 1.900, de 22/10/2009.
Governança: Comissão Estadual sobre Mudança do Clima; Fórum Paraense de
Mudanças Climáticas; Conselho Estadual do Meio Ambiente; Comitês de Difusão de
Tecnologias Mitigadoras do Aquecimento Global.
PARAÍBA - Lei nº 9.336, de 31/01/2011: Política Estadual de Mudanças Climáticas.
Destaque: Há um enfoque setorial na legislação visando à consolidação de uma
economia de baixo consumo de carbono na agropecuária.
Governança: Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos; Conselho
Estadual do Meio Ambiente; Superintendência de Administração do Meio Ambiente
(Sudema); Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa).
143
PARANÁ – Projeto de Lei: Política Estadual sobre Mudança do Clima e Fórum de
Mudanças Climáticas: Lei nº 16.019, de 19/12/2008.
Governança: Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema), sob a
coordenação da Coordenadoria de Mudanças Climáticas e do Conselho Estadual de
Mudanças Climáticas.
PERNAMBUCO - Lei nº 14.090, de 17/06/2010: Política Estadual de Enfrentamento às
Mudanças Climáticas de Pernambuco e Fórum de Mudanças Climáticas: Decreto nº
33.015, de 16/02/2009.
Destaque: A lei prevê estratégias de mitigação e adaptação no setor agropecuário.
Governança: Sistema Estadual de Enfrentamento às Mudanças Climáticas será
integrado pelos seguintes órgãos e entidades: Conselho Estadual do Meio Ambiente;
Comitê Estadual de Enfrentamento das Mudanças Climáticas; Fórum Estadual de
Mudanças Climáticas; Comitês de Difusão de Tecnologias Mitigadoras do Aquecimento
Global; órgãos setoriais; Fóruns Municipais de Enfrentamento às Mudanças Climáticas;
e órgãos locais.
RIO DE JANEIRO - Lei nº 5.690, de 14/04/2010: Política estadual sobre mudança
global do clima e desenvolvimento sustentável e Fórum de Mudanças Climáticas:
Decreto nº 40.780, de 23/05/2007.
Destaque: A lei prevê estratégias de mitigação e adaptação no setor agropecuário.
Governança: Fórum Rio de Mudanças Climáticas; Instituto Estadual do Ambiente.
RIO GRANDE DO SUL - Lei nº 13.594, de 30/12/2010: Política Gaúcha sobre
Mudanças Climáticas e Fórum de Mudanças Climáticas: Decreto nº 45.098, de
15/06/2007.
Governança: Comissão Intersetorial de Órgãos e Secretarias de Estado; Fórum Gaúcho
de Mudanças Climáticas; Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas e
Prevenção de Desastres Naturais (Rede Clima Sul); Conselho Estadual do Meio
Ambiente; Comissão Estadual de Atividades de Meteorologia, Climatologia e
Hidrologia; Secretaria Executiva da Política Gaúcha sobre Mudanças Climáticas.
144
SANTA CATARINA - Lei nº 14.829, de 11/08/2009: Política Estadual sobre Mudanças
Climáticas e Desenvolvimento Sustentável de Santa Catarina e Fórum de Mudanças
Climáticas: Decreto nº 2.208, de 17/03/2009.
Governança: Biodiversidade; Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação de
Santa Catarina; Sistema Estadual de Unidades de Conservação; e Inventário Florístico
Florestal de Santa Catarina.
SÃO PAULO - Lei nº 13.798, de 9/11/2009: Política Estadual de Mudanças Climáticas
e Fórum de Mudanças Climáticas: Decreto nº 49.369, de 11/02/2005.
Destaque: inventário quinquenal de emissões para o setor agropecuário.
Governança: Conselho Estadual de Mudanças Climáticas; Secretaria do Maio
Ambiente.
TOCANTINS - Lei nº 1.917, de 17/04/2008: Política Estadual sobre Mudanças
Climáticas, Conservação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Tocantins e
Fórum de Mudanças Climáticas: Decreto nº 3.007, de 18/04/2007.
Destaques: contribuir voluntariamente para estabilizar a concentração GEE no setor
agrícola; prevê a promoção de benefícios econômicos aos produtores agropecuários e
florestais que adotem medidas de prevenção, precaução, restauração ambiental e/ou
medidas para a estabilização da concentração de GEE, em especial as resultantes da
redução das emissões por desmatamento.
Governança: Secretarias da Ciência e Tecnologia, de Recursos Hídricos e Meio
Ambiente, do Planejamento e de Indústria e Comércio, da Procuradoria-Geral do
Estado.
Sinergia das Políticas Estaduais de Mudança do Clima com o Plano ABC
Amazonas
Lei nº 3.135, de 5 de junho de 2007.
Art. 1.° Fica instituída a Política Estadual sobre Mudanças Climáticas, Conservação
Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, com vistas à implementação,
145
no território estadual, das ações e contribuições, dos objetivos, das diretrizes e dos
programas previstos nesta lei.
§ 1.° Para os fins do disposto neste artigo, serão considerados:
V - a decisão do Governo do Estado do Amazonas em contribuir voluntariamente para a
estabilização da concentração de gases de efeito estufa nos setores florestal, energético,
industrial, de transporte, saneamento básico, construção, mineração, pesqueiro, agrícola
ou agroindustrial, dentre outros;
Decreto no 26.581 de 25 de abril de 2007
Art. 3.o O Governo do Estado do Amazonas desenvolverá as seguintes ações, com
referência ao tema das mudanças climáticas:
X - promoção de incentivos para boas práticas ambientais para a agropecuária, entre
outros, incentivando-se o pagamento de serviços ambientais com base no desempenho
ambiental, por meio de redução da taxa de juros dos empréstimos para produtores;
XI - concessão de bônus para extensionistas rurais, com base no desempenho ambiental
para produtores;
Paraíba
Lei no 9.336, de 31 de janeiro de 2011.
Art. 5o São objetivos regionais da Política Estadual de Mudanças Climáticas - PEMC:
XIV - estabelecer programas de manejo florestal para reposição de lenha consumida,
visando a um sistema de exploração sustentável de estoque madeireiro;
Art. 11. Ao Poder Público, incumbirá, juntamente com a sociedade civil:
146
V - fomentar e articular ações em âmbito municipal, oferecendo assistência técnica em
tópicos como transporte sustentável, uso do solo, recuperação florestal, conservação de
energia, gerenciamento de resíduos e mitigação de emissões de metano.
Art. 12. Os princípios, objetivos, diretrizes e instrumentos das políticas públicas e
programas governamentais deverão compatibilizar-se com os princípios, objetivos,
diretrizes e instrumentos desta Política Estadual sobre Mudança do Clima.
Parágrafo único. Decreto do Poder Executivo estabelecerá, em consonância com a
Política Estadual sobre Mudança do Clima, os Planos setoriais de mitigação e de
adaptação às mudanças climáticas, visando à consolidação de uma economia de baixo
consumo de carbono, na geração e distribuição de energia elétrica, no transporte público
urbano e nos sistemas modais de transporte interestadual de cargas e passageiros, na
indústria de transformação e na de bens de consumo duráveis, nas indústrias químicas
fina e de base, na indústria de papel e celulose, na mineração, na indústria da construção
civil, nos serviços de saúde e na agropecuária, com vistas em atender metas gradativas
de redução de emissões antrópicas quantificáveis e verificáveis, considerando as
especificidades de cada setor, inclusive por meio do Mecanismo de Desenvolvimento
Limpo - MDL e das Ações de Mitigação Nacionalmente Apropriadas - NAMAs.
Pernambuco
Lei no 14.090, de 17 de junho de 2010
Art. 3o A Política Estadual de Enfrentamento as Mudança do Clima visará aos
seguintes objetivos específicos:
XIV - promover padrões sustentáveis para atividades agropecuárias à luz das
considerações sobre a mudança do clima;
Art. 10. Constituem estratégias de redução de emissões a serem implementadas pelo
setor agropecuário:
147
I - adotar critérios e boas práticas no setor agropecuário sob o ponto de vista das
mudanças climáticas;
II - adotar técnicas de convivência com a seca, que minimizem os riscos e aumente a
renda na produção agrícola do semi-árido;
III - promover pesquisas e produzir informações sobre as emissões de gases de efeito
estufa em todas as regiões, adotando-se as ações previstas no Plano Estadual de
Mudanças Climáticas para a redução de emissões;
IV - adotar políticas e execução de medidas para minimizar o uso de fertilizantes
nitrogenados para reduzir emissões de gases de efeito estufa;
V - pesquisar alternativas de dietas animais para buscar a redução de emissões de
metano; VI - minimizar emissões decorrentes de dejetos animais;
VII - promover campanhas para conscientização de produtores e trabalhadores do setor
agropecuário sobre a relação entre a produção agropecuária e as mudanças climáticas,
bem como a respeito da necessidade de adoção de modelos de agropecuária
sustentáveis;
VIII - promover pesquisas e estabelecer incentivos e desincentivos econômicos no setor
agropecuário tendo em vista os objetivos do equilíbrio climático;
IX - promover projetos agropecuários demonstrativos para permitir melhor
entendimento do ciclo de carbono em atividades agropecuárias;
X - promover e implantar medidas para contenção e eliminação gradual do uso do fogo
em atividades agropecuárias;
XI - fomentar as práticas da permacultura, agricultura orgânica, agroecológica e
agrossilviculturais associada à conservação de mata nativa;
148
XII - promover a restauração e/ou recuperação de áreas naturais, em consonância com
os objetivos das Convenções sobre Mudança do Clima, da Biodiversidade e do Combate
à Desertificação;
XIII - promover e adotar sistemas de produção de espécies nativas de cada região,
naturalmente adaptadas as características ambientais regionais;
XIV - diagnosticar os impactos do setor agropecuário tendo em vista as mudanças
climáticas;
XV - adotar sistemas de produção adaptados a cada região;
XVI - promover a substituição do uso da lenha originárias de desmatamento, por uso de
outras fontes de energia ou mesmo por reflorestamento para atender à agricultura de
subsistência na região semi- árida, tendo em vista as mudanças climáticas e a garantia
da produção de alimento;
XVII - fortalecer as ações de pesquisas agropecuárias ambientalmente sustentáveis e
assistência técnica e extensão rural;
XVIII - adotar medidas e ações para reduzir emissões de gases de efeito estufa
decorrentes do uso do solo.
Art. 11. Constituem estratégias de redução de emissões a serem implementadas na
conservação da biodiversidade e das florestas:
I - promover pesquisas e educação para demonstração do papel das florestas plantadas e
áreas naturais no ciclo do carbono e como serão afetadas pelas mudanças climáticas;
II - desenvolver e promover sistemas agroflorestais baseados em espécies nativas, de
forma a gerar benefícios sociais e ambientais;
III - promover a certificação de produtos florestais, incentivando o consumo sustentável
de produtos originários de florestas;
149
XVI - promover as florestas energéticas;
XVII - adotar o princípio da restauração com alta diversidade de espécies nativas em
projetos de reflorestamento;
Rio de Janeiro
Lei no 5690, de 14 de abril de 2010
Art. 3º São objetivos da Política Estadual sobre Mudança do Clima:
Parágrafo único. Os objetivos da Política Estadual sobre Mudança do Clima deverão
estar em consonância com os do desenvolvimento sustentável, sendo competência do
Estado integrar suas políticas públicas, dentre as quais as de transporte, energia, saúde,
saneamento, indústria, agricultura e atividades florestais, econômicas e fiscais visando
atingir os objetivos dessa Lei.
Art. 6º Os planos, programas, políticas, metas e ações vinculadas a atividades emissoras
de gases de efeito estufa, sejam elas de âmbito governamental ou empresarial, deverão
incorporar em suas estratégias, medidas e ações que favoreçam a economia de baixo
carbono, observando as seguintes diretrizes setoriais:
VI - agricultura e pecuária - melhorar as práticas de cultivo para reduzir emissões de
N2O e outros gases, bem como promover a ampliação de culturas energéticas,
especialmente em áreas degradadas, o controle de queimadas e a recuperação do metano
resultante da degradação de matéria orgânica de resíduos agrícolas e da criação de
animais, e reduzir a pressão dessas atividades sobre florestas e outros ecossistemas
naturais, prevenir a erosão e incêndios florestais;
São Paulo
Lei no 13.798 de 9 de novembro de 2009
Art 6o - São diretrizes da PEMC:
150
III - promover e cooperar para o desenvolvimento, aplicação, difusão e
transferência de tecnologias, práticas e processos que controlem, reduzam ou
previnam as emissões antrópicas de gases de efeito estufa não controlados pelo
Protocolo de Montreal em todos os setores pertinentes, inclusive nos setores de
energia, transportes, indústria, agropecuária, silvicultura e administração de
resíduos;
Art 7o - A Comunicação Estadual será realizada com periodicidade quinquenal, em
conformidade com os métodos aprovados pelo Painel Intergovernamental sobre
Mudanças Climáticas, contendo o seguinte:
I - inventário de emissões, discriminado por fontes de emissão e absorção por
sumidouros de gases de efeito estufa, observada, preferencialmente, a seguinte
estrutura de apresentação:
d) um capítulo sobre “Agropecuária”, composto pelos setores “Fermentação
entérica”, “Tratamento de dejetos”, “Cultivo de arroz”, “Solos agrícolas”,
“Queimadas proibidas”, “Queima de resíduos agrícolas” e “Outros”;
Art 10 - O disciplinamento do uso do solo urbano e rural, dentre outros resultados,
buscará:
IV - ordenar a agricultura e as atividades extrativas, adaptar a produção a novos
padrões de clima e disponibilidade hídrica, diversificar a produção para garantir o
suprimento, conter a desertificação, utilizar áreas degradadas sem comprometer
ecossistemas naturais, controlar queimadas e incêndios, prevenir a formação de
erosões, proteger nascentes e fragmentos florestais, recompondo corredores de
biodiversidade;
Art 12 - Para os fins do artigo 11 deverão ser consideradas, dentre outras, as iniciativas
nas áreas de:
151
VII - agricultura e atividades extrativas, adaptando a produção a novos padrões de
clima e disponibilidade hídrica, reduzindo emissões de gases de efeito estufa por
meio da racionalização do uso do solo rural e dos recursos naturais, favorecendo a
bioenergia sustentável, diversificando a produção, utilizando as áreas degradadas
sem comprometer os cerrados e outros ecossistemas naturais, controlando
queimadas e incêndios, prevenindo a formação de erosões, protegendo nascentes e
fragmentos florestais, recompondo corredores de biodiversidade;
VIII - pecuária, reduzindo a emissão de metano pela fermentação entérica em
animais e a pressão dessas atividades sobre florestas e outros ecossistemas
naturais;
Tocantins
Lei no 1.917, de 17 de abril de 2008.
Art.1o. É instituída a Política Estadual sobre Mudanças Climáticas, Conservação
Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Tocantins, com vistas à implementação,
no território do Estado, das ações e contribuições, dos objetivos, das diretrizes e dos
programas previstos nesta Lei.
Parágrafo único. Para os fins do disposto nesta Lei, é necessário considerar:
V - a decisão do Estado do Tocantins em contribuir voluntariamente para
estabilizar a concentração de gases de efeito estufa nos setores florestal,
energético, industrial, de transporte, saneamento básico, construção, mineração,
pesqueiro, agrícola ou agroindustrial, dentre outros;
Art. 5o. Para a implementação da Política Estadual de que trata esta Lei, é necessária a
realização das seguintes ações:
III - instituir o Programa Estadual de Monitoramento Ambiental, com a finalidade
de monitorar e inventariar, periódica e sistematicamente, os estoques de carbono,
as emissões e reduções dos setores produtivos, a mudança no uso da terra, energia,
152
agricultura e pecuária, da cobertura florestal, da biodiversidade das florestas
públicas e das Unidades de Conservação estadual, para fins de natureza científica,
gestão sustentável das florestas, sustentabilidade das suas comunidades e futuros
mercados de redução de emissões líquidas de gases de efeito estufa e de redução
de emissões de desmatamento, sempre que possível com base nos relatórios do
Painel Intergovernamental sobre Mudança no Clima – IPCC, sob a gestão das
Secretarias do Planejamento e da Ciência e Tecnologia;
Art. 10. É o Poder Executivo autorizado a conceder, na forma e condições que
estabelecer:
I - diferimento, redução da base de cálculo, isenção, crédito outorgado e outros
incentivos fiscais relativos ao Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de
Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e
Intermunicipal e de Comunicação – ICMS, nas seguintes operações:
a) com biodigestores que contribuam para a redução da emissão de gases
de efeito estufa;
153
10.4 Anexo 4
Relação dos associados da Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha
Associação Brasileira de Mecanização Agrícola - Abrame - SP - Associação
Brasileira para a Pesquisa da Potassa e do Fosfato - POTAFOS- SP - Associaçao de
Plantio Direto do Vale do Paranapanema - APDVP - SP - Associação do Sudoeste
Paulista de Irrigantes e Plantio na Palha - ASPIPP - SP - Associação dos
Engenheiros Agrônomos de Campos Novos - SC - Associaçao dos Arrozeiros de
Alegrete - Associaçao dos Arrozeiros de Uruguaiana - RS - Associaçao de Plantio
Direto do Cerrado - DF - Associaçao de Produtores para Desenvolvimento de
Tecnologia de Mauá da Serra - PR - BUNGE Fertilizantes S/A - SP - CATI - Clube
Amigos da Terra de Braga - RS - Clube Amigos da Terra de Cruz Alta - RS - Clube
Amigos da Terra de Fortaleza dos Valos - RS - Clube Amigos da Terra de
Horizontina - RS - Clube Amigos da Terra de Ibirubá - RS - Clube Amigos da Terra
de Ijuí - RS - Clube Amigos da Terra de Jataí - GO - Clube Amigos da Terra de Jóia
- RS - Clube Amigos da Terra de Júlio de Castilho - RS - Clube Amigos da Terra de
Nao Me Toque - RS - Clube Amigos da Terra de Palmeira das Missoes- RS - Clube
Amigos da Terra de Panambi/Condor - RS - Clube Amigos da Terra de Passo Fundo
- RS - Clube Amigos da Terra de Pinhal Grande - RS - Clube Amigos da Terra de
Rio Verde - GO - Clube Amigos da Terra de Tapejara - RS - Clube Amigos da Terra
de Tapera - RS - Clube Amigos da Terra de Tupancireta - RS - Clube Amigos da
Terra de Uberaba - MG - Clube Amigos da Terra de Unaí - MG - Clube de Plantio
Direto do Oeste Baiano - Luís Eduardo Magalhaes - BA - Companhia de Promoçao
Agrícola - DF - Condomínio Amigos da Terra de Ajuricaba - RS - Cooperativa
Agropecuária Tres Fronteiras Ltda COTREFAL - PR - Cooperativa de Produçao
Agrop. do Extremo Norte do Brasil - RR - Cooperativa dos Agricultores de Plantio
Direto Ltda - COOPLANTIO - RS - Cooperativa Regional Tritícola Sarandi Ltda COTRISAL - RS - Cooperativa Regional Tritícola Serrana Ltda - COTRIJUI - RS Cooperativa Tritícola de Erechim Ltda - COTREL - Erechim - RS - Cooperativa
Tritícola Mista Auto Jacui Ltda - COTRIJAL - RS - Coordenadoria de Assistencia
Técnica Integral - CATI - SAA - SP - Cotricruz - RS - Dow AgroSciences -Sao
Paulo - SP - EMATER - PR - EMATER - RS - Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária - EMBRAPA - DF - Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensao
154
Rural de Santa Catarina.-.SC - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" ESALQ - SP - Faculdade de Agronomia "Manoel Carlos Gonçalves" - SP Faculdade de Ciencias e Tecnologia de Unaí - Unaí - MG - Fundaçao ABC - Castro
- PR - Fundaçao AGRISUS - Agricultura Sustentável - Sao Paulo - SP - Fundaçao
de Apoio a Pesquisa Agropecuária de Chapadao - Fundaçao Chapadao - MS Fundaçao de Apoio a Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso - MT - Fundaçao de
Apoio a Pesquisa do Corredor de Exportaçao Norte - MA - Fundaçao MS - MS Fundaçao Universidade de Cruz Alta - RS - Fundacep / Fecotrigo - RS - Grupo para
Intercâmbio de Agrotecnologia - GIATEC - MS - Grupo de Plantio na Palha de
Dourados - MS - Instituto Agronômico de Campinas - IAC - SP - Instituto
Agronômico do Paraná -IAPAR - PR - JL Associados - DF John Deere S/A - RS Marchesan Implementos Agrícolas "TATU" S/A -SP - Ministério da Agricultura e
da Pecuária - DF - Monsanto do Brasil Ltda. - SP - Revista Plantio Direto - RS Syngenta - Proteçao de Cultivos Ltda. - SP - Sociedade Rural dos Campos Gerais Sociedade Rural do Paraná - Sociedade Rural de Palmeiras - Universidade Estadual
de Campinas - SP - Universidade Estadual de Londrina - PR - Universidade
Estadual de Ponta Grossa - PR - Universidade Federal de Viçosa – MG
155
10.5 Anexo 5
Empresas de biodigestores no Brasil
Empresa
Vpg Consultoria & Projetos
Age Tecnologias
Bio Brasil Biodigestores
Ecomerit
ER-BR Bioenergia
Ferthumus
Fox Caldeiraria Industrial
Oxys
Probiótika
Roma Geossintéticos
Endereço
Rua Coronel Vidal Ramos, 1 - Blumenau / SC - CEP: 89.010-330
Tel: (47) 3041-8005 / E-mail: [email protected]
Site: www.vpg.arq.br
Rua Heriberto Hülse, 3100 - São José / SC - CEP: 88.113-000
Tel: (48) 3346-3005 E-mail: [email protected]
Site: www.agetec.com.br
Rua Nelson Maneta, 1005 - Itumbi / SP - CEP: 01.451-001
Tel: (15) 9757-8937 / E-mail: [email protected]
Saan Qd. 01 Lt., 900 - Brasília / DF - CEP: 70.632-100
Tel: (61) 3201-4824 / E-mail: [email protected]
Site: www.ecomerit.com.br
Rua José da Silva, 136 - Londrina / PR - CEP: 86.042-280
Tel: (43) 3377-0100 / E-mail: [email protected]
Site: www.erbr.com.br
Rua Veneza, 534 - Praia de Mauá - Magé / RJ - CEP: 25.930-000
Tel: (21) 2631-8839 / E-mail: [email protected]
Av. Augusto Francischinelli, 1260 - Itu / SP - CEP: 13.311-610
Tel: (11) 4013-0815 / E-mail: [email protected]
Site: www.foxcaldeiraria.com.br
Rua Sanito Rocha, 207 - Curitiba / PR - CEP: 80.050-380
Tel: (41) 3013-6022 / E-mail: [email protected]
Site: www.oxysambiental.com.br
Rua Manoel Alves Basílio, 18 - Belo Horizonte / MG - CEP: 32.042-540
Tel: (31) 3043-8670 / E-mail: [email protected]
Site: www.probiotika.com.br
Rua Prof. Elza Orsi Avalone, 230 - Tatuí / SP - CEP: 18.276-760
Tel: (15) 3251-1969 / E-mail: [email protected]
Site: www.roma.ind.br
o
Sab - Soluções Ambientais do Brasil
Sansuy
Tecnobio
Terra Bioenergia
Tratágua
Praça Carlos Chagas, 49 - 1 Andar - Belo Horizonte / MG CEP: 30.170-020
Tel: (31) 3349-4500 / E-mail: [email protected]
Site: www.sabdobrasil.com.br
Rod. Régis Bittencourt, Km 280 - Embu / SP - CEP: 06.830-900
Tel: (11) 2139-2600 / E-mail: [email protected]
Site: www.sansuy.com.br
Quinta Av., 960 - Balneário Camboriú / SC - CEP: 88.337-300
Tel: (47) 3268-6263 / E-mail: [email protected]
Site: www.tecnobio.com.br
Av.brasil, 591 - Sl. 02 - Campo Verde / MT - CEP: 78.840-000
Tel: (66) 9995-8618 / E-mail: [email protected]
Site: www.pudells.com.br
Av. Fernando Arens, 929 - Jundiaí / SP - CEP: 13.202-571
Tel: (11) 4526-2524 / E-mail: [email protected]
Site: www.tratagua.com.br
156
10.6 Anexo 6
Relação dos técnicos Entrevistados
Nome
Função/Instituição
Álvaro Rojo Santamaria Filho
Diretoria de Agronegócios (DIRAG) do Banco do Brasil,
Brasília (DF)
André Sanches
Instituto CNA, da Confederação Nacional da Agricultura,
Brasília (DF)
Andrea Azevedo
Ipam – Brasília (DF)
Camila Sande
Coordenação do Projeto ABC – Capacitação da
Confederação Nacional da Agricultura, Brasília (DF)
Claudio Luiz de Jesus
Apromilho – Ijuí (RS)
Fernando Augusto
APPA – Patos de Minas (MG)
João Luiz Guadagnin
MDA – Brasília (DF)
Luiz Adriano Maia Cordeiro
Embrapa Cerrados (DF)
Marcelo Coco Rubin
Associação de Produtores de Soja do Mato Grosso
(Aprosoja – MT), Diamantino (MT)
Marcelo José
ASA
Marco Pavarino
MDA – Brasília (DF)
Marion
Fundação ABC – Castro (PR)
Paulo Barreto
Imazon – Belém (PA)
157
10.7 Anexo 7
Relação dos cursos de Ciências Agrárias no Brasil
(continua)
Nome
Tipo
Município
UF
Endereço
Telefone
Site
Email
Nome do curso
Universidade Federal do Acre Campus Cruzeiro do Sul
Federal
Cruzeiro do Sul
AC
Gleba Formoso, lt. 245 - Cruzeiro do
Sul - AC
(68) 3311-2500
www.ufac.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2007
sem reconhecimento
Universidade Federal do Acre Campus principal
Federal
Rio Branco
AC
Rod. BR 364, km 4, 6637 - Rio
Branco - AC
(68) 3901-2500
www.ufac.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1982
1990
Universidade Federal de Alagoas Campus Ararapiraca
Federal
Arapiraca
AL
Av. Manoel Severino Barbosa, s/n Arapiraca - AL
(82) 34821833/1800
www.ufal.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2005
2011
Universidade Federal de Alagoas Campus A. C. Simões - Unid. Delza
Gitaí
Federal
Rio Largo
AL
Rod. BR 101, km 85 - Rio Largo - AL
(82) 3261-1351
www.ufal.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1974
1979
Universidade Federal do Amazonas Federal
Campus de Bejamin Constant
Benjamin
Constant
AM
Estr. 1º de Maio, s/n - Benjamin
Constant - AM
(97) 3415-5677
www.ufam.edu.br
[email protected]. Licenciat. em Ciências
br
Agrárias e do Ambiente
2003
sem reconhecimento
Universidade Federal do Amazonas Federal
Campus Universitário de Humaitá
Humaitá
AM
R. 29 de Agosto, 786 - Humaitá - AM
(97) 3373-1180
www.ufam.edu.br
[email protected].
br
Bacharelado em
Agronomia
2005
2011
Universidade Federal do Amazonas Federal
Campus Universitário de Itacoatiara
Itacoatiara
AM
Rua Nossa Senhora do Rosário
3863 - Campus Universitário,
Itacoatiara, AM
www.ufam.edu.br
[email protected].
br
Bacharelado em
Agronomia
2012
sem registro
Universidade Federal do Amazonas Federal
Campus Universitário de Manaus
Manaus
AM
Av. Rodrigo Otávio 6200 - Campus
Universitário, , Manaus, AM
www.ufam.edu.br
[email protected].
br
Bacharelado em
Agronomia
1976
1982
Instituto Macapaense de Ensino
Superior - Campus principal
Privada
Macapá
AP
Av. Jovino Dinoá, 2081 - Macapá AP
(96) 3223-4244
www.immes.com.br [email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2005
sem reconhecimento
Universidade do Estado do Amapá Estadual
Campus principal
Macapá
AP
Av. Pres. Getúlio Vargas, 650 Macapá - AP
(96) 2101-0506
www.ueap.ap.gov.br [email protected]
Licenciat. em Ciências
Agrárias
sem registro
sem reconhecimento
Faculdade São Francisco de
Barreiras - Campus principal
Barreiras
BA
Rod. BR 135, km 1, 2341 - Barreiras BA
Bacharelado em
Agronomia
2004
2009
Privada
(77) 36138800/8801
www.fasb.edu.br
[email protected]
.br
Autorização 1o. Reconhecimento
158
(continua)
Nome
Tipo
Município
UF
Universidade do Estado da Bahia Campus IX
Estadual
Barreiras
BA
Universidade do Estado da Bahia Campus IX
Estadual
Barreiras
Faculdade do Nordeste da Bahia
Privada
Universidade Federal do Recôncavo
da Bahia - Centro de Ciências
Agrárias, Ambientais e Biológicas
Telefone
Site
Email
Nome do curso
Rod. BR 242, km 4, Loteamento
Flamengo - Barreiras - BA
(77) 3611-6401
www.uneb.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2007
2011
BA
Rod. BR 242, km 4, Loteamento
Flamengo - Barreiras - BA
(77) 3611-6401
www.uneb.br
[email protected]
Engenharia
Agronômica
1998
não reconhecido
Coronel João de
Sá
BA
Rua Dr. Carvalho de Sá s/n
(75) 3286-2268
www.faneb.com.b
Bacharelado em
Agronomia
2011
sem reconhecimento
Federal
Cruz das Almas
BA
R. Rui Barbosa, 710 - Cruz das
Almas - BA
(75) 3621-2350
www.ufrb.edu.br
Bacharelado em
Agronomia
1910
1934
Universidade do Estado da Bahia Campus IX
Estadual
Euclides da
Cunha
BA
Rua Enock Canário de Araujo s/n
www.uneb.br
Engenharia
Agronômica
sem registro
sem registro
Universidade Estadual de Feira de
Santana
Estadual Feira de Santana
BA
Km 03 Br 116 s/n Campus
Universitário
www.uefs.br
Bacharelado em
Agronomia
2012
sem reconhecimento
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia Baiano Campus Guanambi
Federal
Guanambi
BA
Distrito Ceraíma, Caixa Postal 9 Guanambi - BA
(77) 3493-2100
www.ifbaiano.edu.br
[email protected].
br
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Universidade Estadual de Santa
Cruz - Campus principal
Estadual
Ilhéus
BA
Rod. Ilhéus-Itabuna, km 16 - Ilhéus BA
(73) 3680-5200
www.uesc.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1994
sem registro
Universidade do Estado da Bahia Campus III
Estadual
Juazeiro
BA
Av. Dr. Chastinet Guimarães, s/n Juazeiro - BA
(74) 36117743/7248/7362
www.uneb.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1965
1970
Luís Eduardo
Magalhães
BA
R. Pará, 2280, Caixa Postal 1280 Luís Eduardo Magalhães - BA
(77) 3628-9900
www.faahf.edu.br
secretariaacademica@f
aahf.edu.br
Bacharelado em
Agronomia
2006
2011
Engenharia
Agronômica
2012
sem registro
Faculdade Arnaldo Horácio Ferreira Privada
Campus principal
Endereço
[email protected]
http://faculdadedoml
uiz.edu.br/
Autorização 1o. Reconhecimento
Faculdade Dom Luis de Orleans e
Bragança
Privada
Ribeira do
Pombal
BA
Br-110- Km 07 Ribeira do Pombal s/n
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia Baiano Campus Senhor do Bonfim
Federal
Senhor do
Bonfim
BA
Estr. de Igara, km 4 - Senhor do
Bonfim - BA
(74) 3541-3676
www.ifbaiano.edu.br
[email protected].
br
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Universidade Estadual do Sudoeste
da Bahia - Campus Vitória da
Conquista
Estadual
Vitória da
Conquista
BA
Estr. do Bem Querer, km 4 - Vitória
da Conquista - BA
(77) 3424-8600
www.uesb.br
[email protected]
r
Bacharelado em
Agronomia
1985
1993
159
(continua)
Nome
Tipo
Município
UF
Endereço
Telefone
Site
Email
Nome do curso
Autorização 1o. Reconhecimento
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Ceará Campus Limoeiro do Norte
Federal
Limoeiro do
Norte
CE
R. Estevam Remígio, 1145 - Limoeiro
do Norte - CE
(88) 3447-6400
www.ifce.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Universidade da Integração
Internacional da Lusofonia AfroBrasileira - Campus principal
Federal
Redenção
CE
Av. da Abolição, s/n - Redenção - CE
(85) 3332-1568
www.unilab.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Faculdades Integradas Promove de
Brasília
Privada
Águas Claras
DF
QS 5 - Rua 300 - Lote 01 Blocos I e
II
Bacharelado em
Agronomia
2011
sem reconhecimento
Universidade de Brasília
Federal
Distrito Federal
DF
Campus Universitário Prof. Darcy
Ribeiro - Brasília - DF
(61) 3107-3300
www.unb.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1962
1970
Upis-Faculdades Integradas Campus II Lagoa Bonita
Privada
Planaltina
DF
Rod. BR 020, km 12, DF 335, km 4,8 Planaltina - DF
(61) 3445-6767
www.upis.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1999
2006
Universidade Federal do Espírito
Santo - Campus de Alegre
Federal
Alegre
ES
Alto Universitário, s/n, Caixa Postal
16 - Alegre - ES
(28) 3552-8955
www.ufes.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1971
1978
Faculdade Espírito Santense
Privada
Cariacica
ES
Rua São Jorge, 9
(27) 2122-0700
www.unicape.faesa.
br
Bacharelado em
Agronomia
2001
2007
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Espírito
Santo - Campus Itapina
Federal
Colatina
ES
Rod. BR 259, km 70 - Colatina - ES
(27) 3723-1226
www.ifes.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Espírito
Santo - Campus Santa Teresa
Federal
Santa Teresa
ES
Rod. ES 080, km 21 - Santa Teresa ES
(27) 3259-7878
www.ifes.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Universidade Federal do Espírito
Santo - Centro Universitário Norte
do Espírito Santo
Federal
São Mateus
ES
Rod. BR 101 Norte, km 60 - São
Mateus - ES
(27) 3312-1511
www.ufes.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2005
sem reconhecimento
Centro Universitário de Anápolis
Privada
Anápolis
GO
Av. Universitária, km 3,5 - Anápolis GO
(62) 3310-6600
www.unievangelica.e vestibular@unievangeli
du.br
ca.edu.br
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Faculdade Mteropolina de Anápolis
Privada
Anápolis
GO
Avenida Fernando Costa 49
www.faculdadefama.
edu.br
Bacharelado em
Agronomia
2011
2011
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia Goiano Campus Ceres
Federal
Ceres
GO
Rod. GO 154, km 03, Caixa Postal 51
- Ceres - GO
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
www.faculdadeprom
ove.br
(62) 3307-7100
www.ifgoiano.edu.br
[email protected].
br
160
(continua)
Nome
Tipo
Município
UF
Endereço
Faculdade Evangélica de Goianésia
Privada
Goianésia
GO
Av. Brasil, 1000 - Goianésia - GO
Centro Universitário de Goiás
Privada
Goiânia
GO
Av. João Candido de Oliveira, 115 Goiânia - GO
Universidade Federal de Goiás Campus Samambaia
Federal
Goiânia
GO
Rod. Goiânia-Nerópolis, km 12 Goiânia - GO
Faculdade de Filosofia e Ciências
Humanas de Goiatuba - Campus
principal
Municipal
Goiatuba
GO
Universidade Estadual de Goiás Unidade de Ipameri
Estadual
Ipameri
Instituto Luterano de Ensino
Superior de Itumbiara - Campus
principal
Privada
Universidade Federal de Goiás Campus Jataí
Telefone
Site
Email
Nome do curso
Autorização 1o. Reconhecimento
(62) 33536260/4280
www.evangelicagoia contato@evangelicagoi
nesia.edu.br
anesia.com.br
Bacharelado em
Agronomia
2010
sem reconhecimento
(62) 3246-1400
www.anhanguera.ed anhanguera@anhangue
u.br
ra.edu.br
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
(62) 35211000/1001
www.ufg.br
[email protected]
r
Bacharelado em
Agronomia
1967
1980
Rod. GO 320, km 1, s/n - Goiatuba GO
(64) 3495-1560
www.fafich.org.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2006
sem reconhecimento
GO
Rod. GO 330, km 241, s/n - Ipameri GO
(64) 34911556/5219
www.ueg.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2000
2005
Itumbiara
GO
Av. Beira Rio, 1001 - Itumbiara - GO
(64) 3433-6500
www.ulbra.br/itumbia
ra
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1985
1990
Federal
Jataí
GO
R. Riachuelo, 1530, Caixa Postal 3 Jataí - GO
64) 36320000/3093
www.ufg.br
[email protected]
r
Bacharelado em
Agronomia
1996
2003
Municipal
Mineiros
GO
R. 22, s/n - Mineiros - GO
(64) 3672-5100
www.fimes.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1993
1998
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia Goiano Campus Morrinhos
Federal
Morrinhos
GO
Rod. BR 153, km 633, Caixa Postal
92 - Morrinhos - GO
(64) 3413-2112
www.ifgoiano.edu.br
[email protected].
br
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Universidade Estadual de Goiás Unidade de Palmeiras de Goiás
Estadual
Palmeiras de
Goiás
GO
R. São João, s/n - Palmeiras de
Goiás - GO
(64) 3571-1198
www.ueg.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2005
2012
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia Goiano Campus Rio Verde
Federal
Rio Verde
GO
Rod. Sul Goiana, km 1, Caixa Postal
66 - Rio Verde - GO
(64) 36205600/5602
www.ifgoiano.edu.br
[email protected].
br
Bacharelado em
Agronomia
2006
2008
Municipal
Rio Verde
GO
Campus Universitário, Faz. Fontes do
Saber - Rio Verde - GO
(64) 3620-2200
www.fesurv.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1980
1986
Privada
São Luís de
Montes Belos
GO
Av. Hermógenes Coelho, 340 - São
Luís de Montes Belos - GO
(64) 3671-2814
www.fmb.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2009
sem reconhecimento
Faculdades Integradas de Mineiros
Universidade de Rio Verde
Faculdade Montes Belos - Campus
principal
161
(continua)
Nome
Tipo
Município
UF
Telefone
Site
Email
Nome do curso
Autorização 1o. Reconhecimento
Federal
Urutaí
GO
Rod. Geraldo Silva Nascimento, km
2,5 - Urutaí - GO
(64) 3465-1900
www.ifgoiano.edu.br
[email protected].
br
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Universidade Estadual do Maranhão
Estadual
- Centro de Balsas
Balsas
MA
Pça. Joca Rego, s/n - Balsas - MA
(99) 3541-3363
www.uema.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2003
2007
Universidade Federal do Maranhão Federal
Campus Chapadinha
Chapadinha
MA
Rod. BR 222, km 4, s/n - Chapadinha
- MA
(98) 3471-1201
www.ufma.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2005
2007
Codó
MA
Rua Planalto S/N - Codó - MA
(99) 3669-3000
www.ifma.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Universidade Estadual do Maranhão
Estadual
- Centro de Imperatriz
Imperatriz
MA
R. Godofredo Viana, 1300 Imperatriz - MA
(99) 35252785/2761
www.uema.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1994
2000
Universidade Estadual do Maranhão
Estadual
- Campus de São Luís
São Luís
MA
Cidade Universitária Paulo VI, s/n,
Caixa Postal 9 - São Luís - MA
(98) 3245-5461
www.uema.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1970
1974
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia Goiano Campus Urutaí
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Maranhão Campus de Codó
Federal
Endereço
Universidade José do Rosário
Vellano - Campus de Alfenas
Privada
Alfenas
MG
Rod. MG 179, km 0 - Alfenas - MG
(35) 3299-3000
www.unifenas.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1988
1993
Centro Universitário do Planalto de
Araxá - Campus principal
Privada
Araxá
MG
Av. Ministro Olavo Drummond, 5 Araxá - MG
(34) 3669-2000
www.uniaraxa.edu.br
[email protected]
.br
Bacharelado em
Agronomia
2007
sem reconhecimento
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia de Minas
Gerais - Campus Bambuí
Federal
Bambuí
MG
Faz. Varginha, km 5, Caixa Postal 5 Bambuí - MG
(37) 3431-4900
www.ifmg.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2007
2011
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Sudeste de
Minas Gerais - Campus Barbacena
Federal
Barbacena
MG
R. Mons. José Augusto, 204 Barbacena - MG
(32) 3693-8600
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Faculdade de Estudos Superiores
de Minas Gerais
Privada
Belo Horizonte
MG
R. Cláudio Manoel, 1162 - Belo
Horizonte - MG
(31) 4009-0900
Bacharelado em
Agronomia
2001
2005
Faculdade Presidente Antônio
Carlos de Bom Despacho - Campus
principal
Privada
Bom Despacho
MG
Rod. BR 262, km 480 - Bom
Despacho - MG
(37) 3521-9551
Bacharelado em
Agronomia
2004
sem reconhecimento
Faculdade Cidade de Coromandel
Privada
Coromandel
MG
Avenida Adolfo Timóteo da Silva 433
Engenharia
Agronômica
2012
sem reconhecimento
www.ifsudestemg.ed [email protected]
u.br
u.br
www.fead.br
[email protected]
www.unipacbomdes diretoriaronldo@unipac
pacho.com.br
bomdespacho.com.br
www.fcc.edu.br/
162
(continua)
Nome
Tipo
Município
UF
Universidade Federal dos Vales do
Jequitinhonha e Mucuri - Campus
JK
Federal
Diamantina
MG
Universidade Federal de Viçosa Campus Florestal
Federal
Florestal
Universidade Vale do Rio Doce Campus Antônio Rodrigues Coelho
Privada
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Sul de
Minas Gerais - Campus principal
Endereço
Telefone
Site
Email
Nome do curso
Rod. MGT 367, km 583, 5000 Diamantina - MG
(38) 3532-1200
www.ufvjm.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2000
2003
MG
Rodovia LMG 818, km 06 - Florestal,
MG
(31) 3536-2266
www.ufv.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2011
sem reconhecimento
Governador
Valadares
MG
R. Israel Pinheiro, 2000 - Governador
Valadares - MG
(33) 3279-5500
www.univale.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1995
2008
Federal
Inconfidentes
MG
Pça. Tiradentes, 416 - Inconfidentes MG
(35) 3464-1200
www.ifsuldeminas.e vestibular@ifsuldeminas
du.br
.edu.br
Engenharia
Agronômica
sem registro
sem registro
Instituto Superior de Ensino e
Pesquisa de Ituiutaba
Privada
Ituiutaba
MG
R. Ver. Geraldo Moisés da Silva, s/n,
Caixa Postal 131 - Ituiutaba - MG
(34) 3271-9900
http://www.ituiutaba. [email protected]
uemg.br
m
Bacharelado em
Agronomia
1984
sem reconhecimento
Universidade Estadual de Montes
Claros - Campus de Janaúba
Estadual
Janaúba
MG
Av. Reinaldo Viana, 2630 - Janaúba MG
(38) 38212756/1378
www.unimontes.br
faleconosco@unimonte
s.br
Bacharelado em
Agronomia
1994
2002
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Norte de
Minas Gerais - Campus Januária
Federal
Januária
MG
Faz. São Geraldo, km 6, s/n Januária - MG
(38) 3621-1100
www.ifnmg.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2007
sem reconhecimento
Universidade Federal de Lavras
Federal
Lavras
MG
Campus Universitário, Caixa Postal
3037 - Lavras - MG
(35) 3829-1122
www.ufla.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1964
1970
Centro Superior de Ensino e
Pesquisa de Machado - Campus
principal
Privada
Machado
MG
Av. Dr. Athayde Pereira de Souza,
730 - Machado - MG
(35) 3295-9501
www.fem.com.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Sul de
Minas Gerais - Campus Machado
Federal
Machado
MG
Rod. Machado-Paraguaçu, km 3 Machado - MG
(35) 3295-9700
www.ifsuldeminas.e vestibular@ifsuldeminas
du.br
.edu.br
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Faculdade Vértice
Privada
Matipó
MG
R. Bernardo Torres, 180 - Matipó MG
(31) 3873-2199
www.faculdadevertic direcao@faculdadeverti
e.com.br
ce.com.br
Bacharelado em
Agronomia
2008
sem reconhecimento
Faculdade de Ciências Humanas e
Sociais - Campus principal
Privada
Monte Carmelo
MG
Av. Brasil Oeste, s/n - Monte Carmelo
- MG
(34) 3842-5272
www.fucamp.edu.br [email protected]
Engenharia
Agronômica
2009
sem reconhecimento
Universidade Federal de Uberlândia
- Campus de Monte Carmelo
Federal
Monte Carmelo
MG
R. Goiás, 2000 - Monte Carmelo MG
(34) 3239-4921
Bacharelado em
Agronomia
2011
sem reconhecimento
www.ufu.br
[email protected]
Autorização 1o. Reconhecimento
163
(continua)
Nome
Tipo
Município
UF
Universidade Federal de Minas
Gerais - Campus de Montes Claros
Federal
Montes Claros
MG
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Sul de
Minas Gerais - Campus
Muzambinho
Federal
Muzambinho
Faculdade do Noroeste de Minas
Privada
Fundação de Ensino Superior de
Passos - Campus principal
Telefone
Site
Email
Nome do curso
Avenida Universitária 1000 - Montes
Claros - MG
(38) 3215-1650
www.ufmg.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1998
2004
MG
Rod. Muzambinho, km 35, s/n, Caixa
Postal 2 - Muzambinho - MG
(35) 3571-5050
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Paracatu
MG
Rodovia MG 188, km 167.
Fazendinha. Caixa Postal. s/n
Bacharelado em
Agronomia
2008
sem reconhecimento
Privada
Passos
MG
Av. Juca Stockler, 1130 - Passos MG
(35) 3529-6000
www.fespmg.edu.br
[email protected].
br
Bacharelado em
Agronomia
2000
2005
Centro Universitário de Patos de
Minas - Campus principal
Privada
Patos de Minas
MG
R. Major Gote, 808 - Patos de Minas MG
(34) 3823-0300
www.unipam.edu.br [email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2000
2009
Centro Universitário do Cerrado
Patrocínio - Campus principal
Privada
Patrocínio
MG
Av. Líria Terezinha Lassi Capuano,
466 - Patrocínio - MG
(34) 3839-3737
www.unicerp.edu.br [email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2005
sem reconhecimento
Instituto Superior de Ciências
Agrárias - Unidade de Pitangui
Privada
Pitangui
MG
Faz. Experimental de Pitangui, Caixa
Postal 43 - Pitangui - MG
(37) 3271-4004
www.funedi.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
1991
Universidade Federal de Viçosa Campus de Rio Parnaíba
Federal
Rio Parnaíba
MG
Rod. BR 354, km 310 - Rio
Paranaíba - MG
(34) 3855-9000
www.ufv.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2006
sem reconhecimento
Universidade Federal de Viçosa Campus Rio Parnaíba
Federal
Rio Parnaíba
MG
Rodovia BR 354 - Km 310 s/n Campus Universitário, Rio Parnaíba,
MG
(34) 3855-9300
www.ufv.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2006
2011
Federal
Rio Pomba
MG
Av. Dr. José Sebastião da Paixão, s/n
- Rio Pomba - MG
(32) 3571-5700
Bacharelado em
Agroecologia
2008
2011
Federal
São João
Evangelista
MG
Av. 1º de Junho, 1043 - São João
Evangelista - MG
(33) 3412-2900
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Universidade Federal de São João
D'El Rei
Federal
Sete Lagoas
MG
Rodovia MG 424 Km 47
Engenharia
Agronômica
2008
sem reconhecimento
Faculdade Presidente Antônio
Carlos de Teófilo Otoni - Campus
principal
Privada
Teófilo Otoni
MG
R. Eng. Celso Murta, 600 - Teófilo
Otoni - MG
Bacharelado em
Agronomia
2004
sem reconhecimento
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Sudeste de
Minas - Campus Rio Pomba
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia de Minas
Gerais - Campus São João
Evangelista
Endereço
www.ifsuldeminas.e vestibular@ifsuldeminas
du.br
.edu.br
www.finom.edu.br
www.ifsudestemg.ed [email protected]
u.br
u.br
www.ifmg.edu.br
[email protected]
www.ufsj.edu.br
(33) 3523-6170
www.unipac.br
secretariaunipacto@gm
ail.com
Autorização 1o. Reconhecimento
164
(continua)
Nome
Tipo
Município
UF
Universidade Vale do Rio Verde Campus de Três Corações
Privada
Três Corações
MG
Faculdades Associadas de Uberaba
Privada
Uberaba
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Triângulo
Mineiro - Campus Uberaba
Federal
Centro Universitário do Triângulo
Endereço
Telefone
Site
Email
Nome do curso
Av. Castelo Branco, 82 - Três
Corações - MG
(35) 3239-1274
www.unincor.br
[email protected]
.br
Bacharelado em
Agronomia
2000
2006
MG
Av. do Tutuna, 720 - Uberaba - MG
(34) 3318-4188
www.fazu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1989
1997
Uberaba
MG
R. João Batista Ribeiro, 4000 Uberaba - MG
(34) 3319-6000
www.iftm.edu.br
[email protected]
Engenharia
Agronômica
sem registro
sem registro
Privada
Uberlândia
MG
Av. Nicomedes Alves dos Santos
4545
Engenharia
Agronômica
sem registro
sem registro
Faculdade Presidente Antônio
Carlos de Uberlândia - Campus
principal
Privada
Uberlândia
MG
R. Barão de Camargos, 695 Uberlândia - MG
(34) 3291-2100
Bacharelado em
Agronomia
2004
2009
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Triângulo
Mineiro - Campus Uberlândia
Federal
Uberlândia
MG
Rodovia Municipal Joaquim Ferreira
s/n - Fazenda Sobradinho, Caixa
Postal 592 - Uberlândia - MG
(34) 3233-8800
Engenharia
Agronômica
sem registro
sem registro
Universidade Federal de Uberlândia
- Campus de Uberlândia
Federal
Uberlândia
MG
Av. Pará, 1720 - Uberlândia, MG
Bacharelado em
Agronomia
1984
1989
Faculdade de Ciências e Tecnologia
de Unaí - Campus principal
Privada
Unaí
MG
Rua Eduardo Rodrigues Barbosa,
180 - Unaí - MG
(38) 3676-6222
www.factu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2000
2003
Centro Universitário do Sul de
Minas - Campus I
Privada
Varginha
MG
Av. Cel. José Alves, 256 - Varginha MG
(35) 3219-5000
www.unis.edu.br
[email protected]
Engenharia
Agronômica
2010
sem reconhecimento
Universidade Federal de Viçosa Campus principal
Federal
Viçosa
MG
Av. Peter Henry Rolfs, s/n - Viçosa MG
(31) 38992154/2137
www.ufv.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1922
1976
Universidade Federal de Mato
Grosso do Sul - Campus de
Chapadão do Sul
Federal
Chapadão do
Sul
MS
Rod. MS 306, km 105, Entrada da
Faz. Campo Bom - Chapadão do Sul MS
(67) 35623215/2703
www.ufms.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2006
2012
Universidade Estadual de Mato
Grosso do Sul - Unidade de
Aquidauana
Estadual
Aquidauana
MS
Rod. Aquidauana-UEMS, km 12 Aquidauana - MS
(67) 3904-2931
www.uems.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1999
2005
Universidade Anhanguera /
UNIDERP
Privada
Campo Grande
MS
Av. Alexandre Herculano, 1400 Campo Grande - MS
(67) 3318-3000
www.uniderp.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1993
1999
Universidade Católica Dom Bosco Campus principal
Privada
Campo Grande
MS
Av. Tamandaré, 6000 - Campo
Grande - MS
(67) 3312-3800
www.ucdb.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1999
2003
http://unitri.edu.br/
www.unipacuberland secretaria@unipacuberl
ia.com.br
andia.com.br
www.iftm.edu.br
[email protected]
www.ufu.br
Autorização 1o. Reconhecimento
165
(continua)
Nome
Tipo
Município
UF
Universidade Estadual de Mato
Grosso do Sul - Unidade de
Cassilândia
Estadual
Cassilândia
MS
Centro Universitário da Grande
Dourados - Campus principal
Privada
Dourados
Faculdade Anhanguera de
Dourados
Privada
Universidade Federal da Grande
Dourados - Unidade II
Endereço
Telefone
Site
Email
Nome do curso
Rod. MS 306, km 6,4 - Cassilândia MS
(67) 3596-2021
www.uems.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1999
2005
MS
R. Balbina de Matos, 2121 Dourados - MS
(67) 3411-4141
www.unigran.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2006
2011
Dourados
MS
R. Manoel Santiago, 1155 Dourados - MS
(67) 3416-8100
www.vestibulares.br
diretoria.dourados@uni
anhanguera.edu.br
Bacharelado em
Agronomia
2000
2004
Federal
Dourados
MS
Rod. Dourados-Itahum, km 12, Caixa
Postal 533 - Dourados - MS
(67) 3410-2490
www.ufgd.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1977
1984
Universidade do Estado de Mato
Grosso - Campus Alta Floresta
Estadual
Alta Floresta
MT
Rod. MT 208, km 146, Caixa Postal
324 - Alta Floresta - MT
(66) 3521-2041
www.unemat.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2001
2004
Faculdades Unidas do Vale do
Araguaia
Privada
Barra do Garças
MT
Rua Moreira Cabral 1000
Bacharelado em
Agronomia
2011
sem reconhecimento
Universidade Federal de Mato
Grosso - Campus do
Araguaia/Barra do Garças
Federal
Barra do Garças
MT
Av. Gov. Jaime Campos, 6390 Barra do Garças - MT
(65) 3405-5317
www.ufmt.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2008
sem reconhecimento
Universidade do Estado de Mato
Grosso - Campus Jane Vanini
Estadual
Cáceres
MT
Av. São João, s/n - Cáceres - MT
(65) 3221-0500
www.unemat.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2001
2005
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia de Mato
Grosso - Parecis
Federal
Campo Novo do
Parecis
MT
Rod. MT 235, km 12 - Campo Novo
do Parecis - MT
(65) 3314-3558
www.ifmt.edu.br
assessoria.reitoria@ifmt
.edu.br
Bacharelado em
Agronomia
2008
sem reconhecimento
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia de Mato
Grosso - Campus Campo Verde
Federal
Campo Verde
MT
Av. Isidoro Luiz Gentilin 585
Loteamento Belvedere
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia de Mato
Grosso - Campus Confresa
Federal
Confresa
MT
Av. Vilmar Fernandes, 300 - Confresa
- MT
(65) 9608-5202
www.ifmt.edu.br
assessoria.reitoria@ifmt
.edu.br
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Universidade de Cuiabá
Privada
Cuiabá
MT
Av. Beira Rio, 3100 - Cuiabá - MT
(65) 3363-1000
www.unic.com.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2004
2008
Universidade Federal de Mato
Grosso - Campus principal
Federal
Cuiabá
MT
Av. Fernando Corrêa da Costa, 2367 Cuiabá - MT
(65) 3615-8000
www.ufmt.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1974
1980
www.univar.edu.br
www.ifmt.edu.br
Autorização 1o. Reconhecimento
166
(continua)
Nome
Tipo
Município
UF
Endereço
Telefone
Site
Email
Nome do curso
União do Ensino Superior de Nova
Mutum - Campus principal
Municipal
Nova Mutum
MT
Av. das Arapongas, 1384N - Nova
Mutum - MT
Universidade do Estado de Mato
Grosso - Campus Nova Xavantina
Estadual
Nova Xavantina
MT
Faculdade de Ciências Agrárias e
Exatas de Primavera do Leste
Privada
Primavera do
Leste
(65) 33082010/1851
www.uninova.edu.br
[email protected]
r
Bacharelado em
Agronomia
2007
2011
Rod. BR 158, km 148 (antiga FAB),
Caixa Postal 8 - Nova Xavantina - MT
(66) 3438-2389
www.unemat.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2005
sem reconhecimento
MT
Avenida Guterrez, 241 - Primavera
do Leste - MT
(66)3498 4605
Bacharelado em
Agronomia
2004
2008
Universidade de Cuiabá - Unidade
Primavera do Leste
Privada
Primavera do
Leste
MT
Avenida Beira Rio 3100 - Primavera
do Leste - MT
(66) 3498-4605
Universidade Federal de Mato
Grosso - Campus de Primavera do
Leste
Federal
Primavera do
Leste
MT
Avenida Santo Antônio, 1220 Primavera do Leste - MT
Faculdade Anhanguera de
Rondonópolis
Privada
Rondonópolis
MT
Av. Ari Coelho, 829 - Rondonópolis MT
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia de Mato
Grosso - São Vicente
Federal
Santo Antônio do
Leverger
MT
Universidade Federal de Mato
Grosso - Campus de Sinop
Federal
Sinop
Faculdade Centro Mato-Grossense
- Campus principal
Privada
Sorriso
www.unicen.edu.br/p
[email protected]
rimavera
Autorização 1o. Reconhecimento
www.unic.com.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2004
1971
www.ufmt.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2003
sem reconhecimento
(66) 3411-7600
www.vestibulares.br
dca.rondonopolis@unia
nhanguera.edu.br
Bacharelado em
Agronomia
2001
2006
Rod. BR 364, km 329, Vila de São
Vicente - Santo Antônio do Leverger MT
(65) 3341-2100
www.ifmt.edu.br
assessoria.reitoria@ifmt
.edu.br
Bacharelado em
Agronomia
2007
2011
MT
Av. Alexandre Ferronato, 1200 Sinop - MT
(66) 3531-1663
www.ufmt.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2007
sem reconhecimento
MT
R. Rui Barbosa, 380 - Sorriso - MT
(66) 3544-0649
www.facem.com.br
secretariafacem@face
m.com.br
Bacharelado em
Agronomia
2007
2012
Universidade do Estado de Mato
Estadual Tangará da Serra
Grosso - Campus Tangará da Serra
MT
Rod. MT 358, km 7, Caixa Postal 287
- Tangará da Serra - MT
(65) 3311-4900
www.unemat.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1998
sem registro
Centro Universitário de Várzea
Grande - Campus principal
Privada
Várzea Grande
MT
Av. D. Orlando Chaves, 2655 Várzea Grande - MT
(65) 3688-6000
www.univag.edu.br
proreitoriaacademica@
univag.com.br
Bacharelado em
Agronomia
1999
2004
Universidade Federal do Pará Campus Altamira
Federal
Altamira
PA
Rua Coronel José Porfírio 2515
Campus Universitario de Altamira
www.ufpa.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2000
2006
Universidade Federal Rural da
Amazônia - Campus Ufra-Belém
Federal
Belém
PA
Av. PresidenteTancredo Neves, 2501
- Belém - PA
www.ufra.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1945
1972
(91) 3274-3493
167
(continua)
Nome
Tipo
Município
UF
Universidade Federal Rural da
Amazônia - Unidade de Capitão
Poço
Federal
Capitão Poço
PA
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Pará Campus Castanhal
Federal
Castanhal
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Pará Campus Conceição do Araguaia
Federal
Universidade Federal do Pará Campus Marabá
Endereço
Telefone
Site
Email
Nome do curso
Rod. PA-124, km 0 - Capitão Poço PA
(91) 34681230/4368-1238
www.ufra.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2008
2012
PA
Rod. BR 316, km 61, s/n - Castanhal PA
(91) 3412-1604
www.ifpa.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Conceição do
Araguaia
PA
Av. Araguaia, s/n - Conceição do
Araguaia - PA
(94) 8147-1043
www.ifpa.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Federal
Marabá
PA
Folha 31, qd. 7, lt. Especial, s/n Marabá - PA
(94) 2101-7100
www.ufpa.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2000
2005
Universidade Federal Rural da
Amazônia - Unidade de
Paragominas
Federal
Paragominas
PA
Rod. PA- 256, km 06, s/n Paragominas - PA
(91) 37297058/3739-0594
www.ufra.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2008
sem reconhecimento
Centro Universitário Luterano de
Santarém - Campus principal
Privada
Santarém
PA
Av. Sérgio Henn, 1787 - Santarém PA
(93) 3524-1055
www.ceuls.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2007
2012
Universidade Federal do Oeste do
Pará - Campus Tapajos
Federal
Santarém
PA
Av. Vera Paz, sn - Santarém - PA
(93) 2101-4921
www.ufopa.edu.br
diretoriaensino.ufopa@
gmail.com
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Universidade Federal da Paraíba Campus II
Federal
Areia
PB
CCA-UFPB - Areia - PB
(83) 3362-2300
www.ufpb.br
[email protected].
br
Bacharelado em
Agronomia
1936
1943
Universidade Federal da Paraíba Campus III
Federal
Bananeiras
PB
CFT-UFPB - Bananeiras - PB
(83) 3367-1200
[email protected]
pb.br
www.ufpb.br
Bacharelado em
Agroecologia
sem registro
sem registro
Universidade Estadual da Paraíba Campus IV
Estadual Catolé do Rocha
PB
Sítio Cajueiro, s/n - Catolé do Rocha PB
(83) 3441-1366
www.uepb.edu.br
[email protected]
Licenciatura em
Ciências Agrícolas
2003
sem registro
Universidade Estadual da Paraíba Campus II
Estadual
Lagoa Seca
PB
Sítio Imbaúba, s/n - Lagoa Seca - PB
(83) 3366-1297
www.uepb.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agroecologia
2007
sem reconhecimento
Universidade Federal de Campina
Grande - Campus Pombal
Federal
Pombal
PB
Rua Cel. João Leite 517 - Pombal PB
(83) 34313686/2211
www.ufcg.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2006
2011
Faculdade de Ciências Agrárias de
Araripina - Campus principal
Municipal
Araripina
PE
Avenida Florentino Alves Batista s/n
Campus Universitário - Araripina - PE
Bacharelado em
Agronomia
1986
1992
(87) 3873-0440
www.portalaeda.com
[email protected]
.br/
Autorização 1o. Reconhecimento
168
(continua)
Nome
Tipo
Município
UF
Universidade Federal Rural de
Pernambuco - Unid. Acadêmica de
Garanhuns
Federal
Garanhuns
PE
Faculdade de Ciências Agrárias de
Araripina - Campus Ouricuri
Municipal
Ouricuri
Universidade Federal do Vale do
São Francisco-PE - Campus
Ciências Agrárias
Federal
Universidade Federal Rural de
Pernambuco - Campus principal
Endereço
Telefone
Site
Email
Nome do curso
Av. Bom Pastor, s/n - Garanhuns PE
(87) 3761-0882
www.ufrpe.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2005
2009
PE
Caminho da Estr. do Açude do
Tamboril - Ouricuri - PE
(87) 38731001/3874-1346
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Petrolina
PE
Rod. BR 407, km 12, lt. 543 Petrolina - PE
(87) 3986-3801
www.univasf.edu.br
[email protected]
Engenharia
Agronômica
2008
sem reconhecimento
Federal
Recife
PE
R. D. Manoel de Medeiros, s/n Recife - PE
(81) 3320-6044
www.ufrpe.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1938
1945
Universidade Federal Rural de
Pernambuco - Unid. Acadêmica de
Serra Talhada
Federal
Serra Talhada
PE
Faz. Saco, s/n - Serra Talhada - PE
(87) 3831-1927
www.ufrpe.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2007
2011
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia de
Pernambuco
Federal
Vitória de Santo
Antão
PE
Propriedade Terra Preta, s/n - Vitória
de Santo Antão -PE
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Universidade Federal do Piauí Campus Min. Petrônio Portella
Federal
Teresina
PI
Campus da Ininga, s/n - Teresina - PI
(86) 3215-5512
www.ufpi.br
[email protected]
Engenharia
Agronômica
1976
1993
Universidade Federal do Piauí Campus Profa. Cinobelina Elvas
Federal
Bom Jesus
PI
Planalto Horizonte - Bom Jesus - PI
(89) 3562-2067
www.ufpi.br
[email protected]
Engenharia
Agronômica
2006
sem reconhecimento
Universidade Estadual do Piauí Campus Corrente
Estadual
Corrente
PI
Rua 15 de Novembro 254 - Corrente PI
(89) 3573-1234
www.uespi.br
[email protected]
m
Engenharia
Agronômica
1993
1998
Universidade Estadual do Piauí Campus Parnaíba
Estadual
Parnaíba
PI
Av. N. Sra. de Fátima, s/n - Parnaíba PI
(86) 3221-1800
www.uespi.br
[email protected]
m
Engenharia
Agronômica
2001
não reconhecido
Universidade Estadual do Piauí Campus Picos
Estadual
Picos
PI
Avenida Brasil, s/n - Picos - PI
(89) 3422-4315
www.uespi.br
[email protected]
m
Engenharia
Agronômica
2001
não reconhecido
Universidade Estadual do Piauí Campus Uruçuí
Estadual
Uruçuí
PI
R. Bertolino Filho, 495 - Uruçuí - PI
(89) 3544-4429
www.uespi.br
[email protected]
m
Engenharia
Agronômica
2001
2011
Universidade Federal da Fronteira
Sul-PR - Campus Laranjeiras do Sul
Federal
Laranjeiras do
Sul
PR
Av. Oscar Pereira Guedes, 1 Laranjeiras do Sul - PR
(49) 3322-6253
www.uffs.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2012
sem reconhecimento
www.portalaeda.com
[email protected]
.br/
www.cefetpe.br
Autorização 1o. Reconhecimento
169
(continua)
Nome
Tipo
Município
UF
Endereço
Telefone
Site
Email
Nome do curso
Autorização 1o. Reconhecimento
Universidade Estadual do Norte do
Paraná - Campus Luiz Meneghel
Estadual
Bandeirantes
PR
Rod. BR 369, km 54 - Bandeirantes PR
(43) 3542-8000
www.uenp.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Faculdade Integrada de Campo
Mourão - Campus Integrado
Privada
Campo Mourão
PR
Rod. BR 158, km 207 - Campo
Mourão - PR
(44) 3518-2500
Bacharelado em
Agronomia
1999
2003
Faculdade Assis Gurgacz
Privada
Cascavel
PR
Av. das Torres, 500 - Cascavel - PR
(45) 3321-3900
www.fag.edu.br
Bacharelado em
Agronomia
2003
sem reconhecimento
Faculdade Dinâmica
Privada
Cascavel
PR
Rua Santa Catarina 1.395
(45) 3222-6900
não encontrado
Bacharelado em
Agronomia
2011
sem reconhecimento
Universidade Federal do Paraná
Federal
Curitiba
PR
Rua dos Funcionários, 1540 Curitiba, PR
www.ufpr.br
Bacharelado em
Agronomia
1941
1950
Faculdade Educacional de Dois
Vizinhos
Privada
Dois Vizinhos
PR
Av. Pres. Kennedy, 2601 - Dois
Vizinhos - PR
Universidade Tecnológica Federal
do Paraná - Campus Dois Vizinhos
Federal
Dois Vizinhos
PR
Estrada para Boa Esperança, Km 04
s/n
União Dinâmica de Faculdades
Cataratas
Privada
Foz do Iguaçu
PR
R. Castelo Branco, 349 - Foz do
Iguaçu - PR
(45) 3523-6900
Faculdade Campo Real - Campus
principal
Privada
Guarapuava
PR
Rua Comendador Norberto 1299 Guarapuava - PR
(42) 3621-5200
Universidade Estadual do CentroOeste - Campus Cedeteg
Estadual
Guarapuava
PR
R. Simeão Camargo Varela de Sá, 3 Guarapuava - PR
(42) 3629-8100
www.unicentro.br
Centro Universitário Filadélfia
Privada
Londrina
PR
R. Itararé, 10 - Londrina - PR
(43) 3375-7474
Universidade Estadual de Londrina
Estadual
Londrina
PR
Rod. Celso Garcia Cid, PR 445, km
380, Caixa Postal 6001 - Londrina PR
Universidade Norte do Paraná Campus Londrina
Privada
Londrina
PR
Av. Paris, 675 - Londrina - PR
www.grupointegrado vestibular@grupointegr
.br
ado.br
[email protected]
www.unisep.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2009
sem reconhecimento
www.utfpr.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2011
sem reconhecimento
www.udc.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2007
sem reconhecimento
Engenharia
Agronômica
2009
sem reconhecimento
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1998
2004
www.unifil.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2008
2012
(43) 3371-4000
www.uel.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1977
1981
(43) 3371-7700
www.unopar.br
centraldeatendimento@
unopar.br
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
(46) 3581-5000
www.camporeal.edu. secretaria@camporeal.
br
edu.br
170
(continua)
Nome
Tipo
Município
UF
Universidade Estadual do Oeste do
Paraná - Campus de Mal. Cândido
Rondon
Estadual
Marechal
Cândido Rondon
PR
Centro Universitário de Maringá
Privada
Maringá
Faculdade Ingá
Privada
Universidade Estadual de Maringá Campus Maringá
Endereço
Telefone
Site
Email
Nome do curso
R. Pernambuco, 1777 - Marechal
Cândido Rondon - PR
(45) 3284-7878
www.unioeste.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1994
1999
PR
Av. Guedner, 1610 - Maringá - PR
(44) 3027-6360
www.cesumar.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2006
2011
Maringá
PR
Av. Colombo, 9727, Rod. BR 376, km
130 - Maringá - PR
(44) 3033-5009
Bacharelado em
Agronomia
2010
sem reconhecimento
Estadual
Maringá
PR
Av. Colombo, 5790 - Maringá - PR
(44) 3011-4040
www.uem.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1977
1983
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Paraná Campus Palmas
Federal
Palmas
PR
Av. Bento Munhoz da Rocha, s/n, PR
280 (Trevo da Codapar) - Palmas PR
(46) 3263-8150
www.ifpr.edu.br
[email protected]
Engenharia
Agronômica
2008
sem reconhecimento
Universidade Federal do Paraná
Federal
Palotina
PR
Rua Poineiro, 2153 - Palotina, PR
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Universidade Tecnológica Federal
do Paraná - Campus Pato Branco
Federal
Pato Branco
PR
Via do Conhecimento, km 1 - Pato
Branco - PR
(46) 3220-2511
www.utfpr.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1992
2000
Faculdades Integradas dos Campos
Gerais - Unid. Faz. Escola
Privada
Ponta Grossa
PR
Rod. BR 376, km 503 - Ponta Grossa
- PR
(42) 3219-8000
www.cescage.edu.br
[email protected].
br
Bacharelado em
Agronomia
2002
2011
Pontifícia Universidade Católica do
Paraná - Campus São José dos
Pinhais
Privada
São José dos
Pinhais
PR
Rod. BR 376, km 14 - São José dos
Pinhais - PR
(41) 3299-4300
www.pucpr.br
pucpr.institucional@puc
pr.br
Bacharelado em
Agronomia
1994
2002
Pontifícia Universidade Católica do
Paraná - Campus Toledo
Privada
Toledo
PR
Av. da União, 500 - Toledo - PR
(45) 3277-8600
www.pucpr.br
pucpr.institucional@puc
pr.br
Bacharelado em
Agronomia
2004
2011
Universidade Estadual de Maringá Campus Umuarama
Estadual
Umuarama
PR
Rod. PR 489, 1400, saída para
Xambrê - Umuarama - PR
(44) 3621-9400
www.uem.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2002
2008
Universidade Paranaense - Campus
Umuarama
Privada
Umuarama
PR
Pça. Mascarenhas de Moraes, 4282 Umuarama - PR
(44) 3621-2828
www.unipar.br
[email protected]
Engenharia
Agronômica
sem registro
sem registro
Faculdades Integradas do Vale do
Iguaçu - Campus principal
Privada
União da Vitória
PR
R. Pe. Saporiti, 717 - União da Vitória
- PR
(42) 3522-6192
www.uniguacu.edu.b
r
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2005
sem reconhecimento
www.faculdadeinga. faculdadeinga@faculda
com.br
deinga.com.br
www.ufpr.br
Autorização 1o. Reconhecimento
171
(continua)
Nome
Tipo
Município
UF
Universidade Estadual de Ponta
Grossa - Campus de Uvaranas
Estadual
Uvaranas
PR
Universidade Estadual do Norte
Fluminense Darcy Ribeiro - Campus
principal
Federal
Campos de
Goytacazes
Universidade Federal Rural do Rio
de Janeiro - Campus principal
Federal
Universidade Federal Rural do SemiFederal
Árido - Campus principal
Endereço
Telefone
Site
Email
Nome do curso
Autorização 1o. Reconhecimento
Av. Gal. Carlos Cavalcanti, 4748 Ponta Grossa - PR
(42) 3220-3000
www.uepg.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1982
1991
RJ
Av. Alberto Lamego, 2000 - Campos
dos Goytacazes - RJ
(22) 2739-7167
www.uenf.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1993
2006
Seropédica
RJ
Rod. BR 465, km 7 - Seropédica - RJ
(21) 2682-1080
www.ufrrj.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1910
2006
Mossoró
RN
Rod. BR 110, km 47 - Mossoró - R
(84) 3315-1777
www.ufersa.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1967
1902
www.ifro.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
www.ulbra.br/jiparan
[email protected]
a/
Bacharelado em
Agronomia
1995
2011
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia de Rondônia Campus principal
Federal
Colorado do
Oeste
RO
Rod. 399, km 5, Caixa Postal 51 Colorado do Oeste - RO
(69) 3341-7800
Centro Universitário Luterano de JiParaná - Campus principal
Privada
Ji-Paraná
RO
Av. Engenheiro Manfredo Barata
Almeida da Fonseca, 762 - Ji-Paraná RO
(69) 3416-3100
Faculdades Integradas Aparício
Carvalho - Campus principal
Privada
Porto Velho
RO
R. das Araras, 241 - Porto Velho RO
(69) 3217-8900
www.fimca.com.br
[email protected]
r
Bacharelado em
Agronomia
2007
sem registro
União das Escolas Superiores de
Rondônia
Privada
Porto Velho
RO
Av. Mamoré, 1520 - Porto Velho - RO
(69) 3733-5000
www.uniron.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2005
2011
Universidade Federal de Rondônia Campus Rolim de Moura
Federal
Rolim de Moura
RO
Av. Norte Sul, 7300 - Rolim de Moura
- RO
(69) 3442-1128
www.unir.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2001
2004
Faculdade da Amazônia-RO
Privada
Vilhena
RO
R. 743, 2043 - Vilhena - RO
(69) 3322-5114
www.fama-ro.com.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2004
2010
Alto Alegre
RR
R. João XXIII, 311 - Alto Alegre - RR
(95) 2121-0917
www.uerr.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
(95) 2121-5700
www.fares.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2005
2012
Bacharelado em
Agronomia
2006
sem reconhecimento
Universidade Estadual de Roraima Estadual
Campus Alto Alegre
Faculdade Roraimense de Ensino
Superior - Campus principal
Privada
Boa Vista
RR
Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 300 Boa Vista - RR
Universidade Estadual de Roraima
Estadual
Boa Vista
RR
Avenida Sete de Setembro 231 - Boa
Vista, RR
www.uerr.edu.br
172
(continua)
Nome
Tipo
Município
UF
Universidade Estadual de Roraima Estadual
Campus Principal
Boa Vista
RR
Universidade Estadual de Roraima Estadual
Campus Rorainópolis
Rorainópolis
Endereço
Telefone
Site
Email
Nome do curso
Autorização 1o. Reconhecimento
R. 7 de Setembro, 231 - Boa Vista RR
(95) 2121-0917
www.uerr.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2006
2011
RR
Av. Sen. Hélio Campos, s/n Rorainópolis - RR
(95) 2121-0917
www.uerr.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Faculdade Ideau
Privada
Getúlio Vargas
RS
R. Jacob Gremmelmaier, 215 Getúlio Vargas - RS
(54) 3341-4660
www.ideau.com.br
[email protected]
r
Bacharelado em
Agronomia
2008
2011
Universidade da Região da
Campanha
Privada
Bagé
RS
Av. Tupy Silveira, 2099 - Bagé - RS
(53) 3242-8244
www.urcamp.tche.br
[email protected]
r
Bacharelado em
Agronomia
1969
1974
Universidade Luterana do Brasil Ulbra Canoas
Privada
Canoas
RS
Av. Farroupilha, 8001 - Canoas - RS
(51) 3477-4000
www.ulbra.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2005
2011
Universidade Federal de Pelotas Campus Capão do Leão
Federal
Capão do Leão
RS
Campus Universitário, s/n - Capão do
Leão - RS
(53) 3275-7190
www.ufpel.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1883
1900
Universidade de Caxias do Sul Unid. Administrativa
Privada
Caxias do Sul
RS
R. Francisco Getúlio Vargas, 1130 Caxias do Sul - RS
(54) 3218-2100
www.ucs.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2005
sem reconhecimento
Universidade Federal da Fronteira
Sul-RS - Campus Cerro Largo
Federal
Cerro Largo
RS
R. Mj. Antônio Cardoso, 590 - Cerro
Largo - RS
(55) 3359-3433
www.uffs.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2012
sem reconhecimento
Universidade de Cruz Alta
Privada
Cruz Alta
RS
Rod. Jacob Della Méa, s/n, Caixa
Postal 858 - Cruz Alta - RS
(55) 3321-1500
www.unicruz.edu.br
[email protected].
br
Bacharelado em
Agronomia
1988
1992
Universidade Federal da Fronteira
Sul-RS - Campus de Erechim
Federal
Erechim
RS
Av. D. João Hoffmann, 313 - Erechim
- RS
(54) 3522-6613
www.uffs.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2012
sem reconhecimento
Universidade Regional Integrada do
Alto Uruguai e das Missões Campus Erechim
Federal
Erechim
RS
Av. 7 de Setembro, 1621 - Erechim RS
(54) 3520-9000
www.reitoria.uri.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2007
2011
Universidade Federal de Santa
Maria - Campus Frederico
Westphalen
Federal
Frederico
Westphalen
RS
Linha 7 de Setembro, s/n, Rod. BR
386, km 40 - Frederico Westphalen RS
(55) 3744-8966
www.ufsm.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2006
2011
Faculdade de Getúlio Vargas
Privada
Getúlio Vargas
RS
Rua Jacob Gremmelmaier, 215 Centro
(54) 3341.6600
Bacharelado em
Agronomia
2011
sem reconhecimento
www.ideau.com.br/g [email protected].
etulio/
br
173
(continua)
Nome
Tipo
Município
UF
Universidade Regional do Noroeste
do Estado do Rio Grande do Sul Campus Ijuí
Privada
Ijuí
RS
Universidade Federal do Pampa Campus Itaqui
Federal
Itaqui
Universidade de Passo Fundo
Privada
Universidade Federal do Rio
Grande do Sul - Campus do Vale
Endereço
Telefone
Site
Email
Nome do curso
R. do Comércio, 3000 - Ijuí - RS
(55) 3332-0200
www.unijui.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1988
1997
RS
R. Luiz Joaquim de Sá Brito, s/n Itaqui - RS
(55) 3433-1669
Bacharelado em
Agronomia
2006
2011
Passo Fundo
RS
Rod. BR 285, km 171 - Passo Fundo RS
(54) 3316-8100
www.upf.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1961
1975
Federal
Porto Alegre
RS
Av. Bento Gonçalves, 9500 - Porto
Alegre - RS
(51) 3308-7000
www.ufrgs.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1900
1941
Universidade Federal de Santa
Maria - Campus principal
Federal
Santa Maria
RS
Av. Roraima, 1000, Cidade
Universitária - Santa Maria - RS
(55) 3220-8000
www.ufsm.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1961
1976
Universidade Estadual do Rio
Grande do Sul
Estadual
Santana do
Livramento
RS
Rua Rivadávea Correa, 825 Santana do Livramento - RS
Bacharelado em
Agronomia
2012
sem reconhecimento
Universidade Regional Integrada do
Alto Uruguai e das Missões Campus Santiago
Federal
Santiago
RS
Av. Batista Bonotto Sobrinho, s/n Santiago - RS
(55) 3251-3151
www.reitoria.uri.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2007
sem reconhecimento
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Rio Grande
do Sul - Campus Sertão
Federal
Sertão
RS
Rod. RS 135, km 25 - Sertão - RS
(54) 3345-8000
www.ifrs.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Faculdade Três de Maio
Privada
Três de Maio
RS
Av. Sta. Rosa, 2405 - Três de Maio RS
(55) 3535-1011
www.setrem.com.br
[email protected]
.br
Bacharelado em
Agronomia
2009
sem reconhecimento
Universidade de Caxias do Sul Campus de Vacaria
Privada
Vacaria
RS
Av. Dr. Francisco Cândido Maria
Bampi, 2800 - Vacaria - RS
(54) 3232-6683
www.ucs.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2005
2011
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia Catarinense Campus Araquari
Federal
Araquari
SC
BR 280, km 27, Caixa Postal 21 Araquari - SC
(47) 3803-7200
www.ifc.edu.br
[email protected]
Licenciatura em
Ciências Agrícolas
sem registro
1976
Universidade Alto Vale do Rio do
Peixe - Campus Caçador
Privada
Caçador
SC
R. Victor Baptista Adami, 800 Caçador - SC
(49) 3561-6200
www.uniarp.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Universidade do Oeste de Santa
Catarina - Campus Aproximado de
Campos Novos
Privada
Campos Novos
SC
R. Benjamin Colla, 289 - Campos
Novos - SC
(49) 3541-6300
www.unoesc.edu.br
[email protected].
br
Bacharelado em
Agronomia
2006
sem reconhecimento
www.unipampa.edu. [email protected]
br
.br
www.uergs.edu.br/
Autorização 1o. Reconhecimento
174
(continua)
Nome
Tipo
Município
UF
Endereço
Telefone
Site
Universidade Comunitária da
Região de Chapecó - Campus
principal
Privada
Chapecó
SC
Av. Senador Attílio Fontana, 591-E Chapecó - SC
(49) 3321-8000
Universidade Federal da Fronteira
Sul-SC - Campus principal
Federal
Chapecó
SC
Acesso Canários da Terra, s/n Chapecó - SC
(49) 3322-3969
www.uffs.edu.br
Faculdade Concórdia
Privada
Concórdia
SC
R. Anita Garibaldi, 3185, Contorno
Norte - Concórdia - SC
(49) 3444-5006
Universidade Federal de Santa
Catarina - Campus Reitor João
David Ferreira Lima
Federal
Florianópolis
SC
Campus Universitário - Florianópolis SC
Faculdade de Itapiranga
Privada
Itapiranga
SC
Universidade do Estado de Santa
Catarina - Campus III
Estadual
Lages
Universidade do Oeste de Santa
Catarina - Campus de Maravilha
Privada
Centro Universitário Barriga Verde Campus Museu ao Ar Livre
Email
Autorização 1o. Reconhecimento
Bacharelado em
Agronomia
1992
1997
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2012
sem reconhecimento
www.facc.com.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2010
sem reconhecimento
(48) 3721-9000
www.ufsc.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1975
1980
R. Carlos Kummer, 100 - Itapiranga SC
(49) 3678-8700
www.seifai.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2004
2011
SC
Av. Luiz de Camões, 2090 - Lages SC
(49) 2101-9100
www.udesc.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1979
1987
Maravilha
SC
Rua Orlando Valério Zawadski 710
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Privada
Orleans
SC
R. Pe. João Leonir Dall‘Alba, s/n Orleans - SC
(48) 3466-0192
www.unibave.net
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia Catarinense Campus Rio do Sul
Federal
Rio do Sul
SC
Estr. do Redentor, 5665, Caixa Postal
441 - Rio do Sul - SC
(47) 3531-3700
www.ifc.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia Catarinense Campus Santa Rosa do Sul
Federal
Santa Rosa do
Sul
SC
R. das Rosas, s/n - Santa Rosa do
Sul - SC
(48) 3534-8000
www.ifc.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Universidade do Oeste de Santa
Catarina - Unid. de São José do
Cedro
Privada
São José do
Cedro
SC
Linha Esquina Derrubada - São José
do Cedro - SC
(49) 3643-6000
www.unoesc.edu.br
[email protected].
br
Bacharelado em
Agronomia
2004
2010
Municipal
Tubarão
SC
Av. José Acácio Moreira, 787 Tubarão - SC
(48) 3621-3000
www.unisul.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1991
1997
Privada
Xanxerê
SC
R. Dirceu Giordani, 696 - Xanxerê SC
(49) 3441-7000
www.unoesc.edu.br
[email protected].
br
Bacharelado em
Agronomia
2004
2009
Universidade do Sul de Santa
Catarina - Campus de Tubarão
Universidade do Oeste de Santa
Catarina - Campus de Xanxerê
www.unochapeco.ed dialogue@unochapeco.
u.br
edu.br
Nome do curso
http://www.unoesc.e
du.br
175
(continua)
Nome
Tipo
Município
UF
Endereço
Telefone
Site
Email
Nome do curso
Universidade Federal de Sergipe Cidade Universitária Prof. José
Aloísio de Campos
Federal
São Cristóvão
SE
Av. Mal. Rondon, s/n - São Cristóvão SE
(79) 2105-6600
www.ufs.br
[email protected]
Engenharia
Agronômica
1991
2000
Instituto Taquaratinquense de
Ensino Superior Dr. Aristides de
Carvalho Schlobach
Privada
Taquaritinga
SP
Pça. Dr. Horácio Ramalho, 159/187 Taquaritinga - SP
(16) 3253-8200
www.ites.com.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2003
2011
Faculdades Adamantinenses
Integradas
Privada
Adamantina
SP
Rua Nove de Julho, 730 - Centro,
Adamantina - SP
(018) 3502-7010
www.fai.com.br
Bacharelado em
Agronomia
2006
2011
Faculdades Integradas Stella Maris
de Andradina
Privada
Andradina
SP
Rua Amazonas 571 - Andradina, SP
www.fea.br
Bacharelado em
Agronomia
2012
sem reconhecimento
Centro Universitário de Araraquara Unidade IV
Privada
Araraquara
SP
Av. Maria Antonia Camargo Oliveira
170 - Araraquara - SP
(16) 3301-7100
www.uniara.com.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Universidade Federal de São Carlos
- Campus Araras
Federal
Araras
SP
Rodovia Anhanguera, km 174 Araras - SP
(19) 3543-2600
www.ufscar.br
[email protected]
Bacharelado em
Agroecologia
2008
2012
Universidade Federal de São Carlos
- Campus Araras
Federal
Araras
SP
Rodovia Anhanguera, km 174 Araras - SP
(19) 3543-2600
www.ufscar.br
[email protected]
Engenharia
Agronômica
1993
2006
Faculdade Eduvale de Avaré
Privada
Avaré
SP
Av. Pref. Misael Euphrásio Leal, 347 Avaré - SP
(14) 3733-8585
Bacharelado em
Agronomia
2012
sem reconhecimento
Centro Universitário da Fundação
Educacional de Barretos - Campus
principal
Privada
Barretos
SP
Av. Prof. Roberto Frade Monte, 389 Barretos - SP
(16) 3321-6411
www.unifeb.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2007
sem reconhecimento
Faculdades Integradas de Bauru
Privada
Bauru
SP
R. José Santiago, qd. 16, s/n - Bauru SP
(14) 2109-6200
www.fibbauru.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2009
sem reconhecimento
Universidade Sagrado Coração Campus principal
Privada
Bauru
SP
R. Irmã Arminda, 10-50 - Bauru - SP
(14) 2107-7000
www.usc.br
[email protected]
Engenharia
Agronômica
sem registro
sem registro
Centro Universitário UNIFAFIBE
Privada
Bebedouro
SP
Rua Professor Orlando França de
Carvalho 325
Engenharia
Agronômica
sem registro
sem registro
Universidade Estadual Paulista Campus de Botucatu
Estadual
Botucatu
SP
R. José Barbosa de Barros, 1780 Botucatu - SP
Bacharelado em
Agronomia
1964
1964
www.eduvaleavare.c comunicacao@eduvale
om.br
avare.com.br
http://fafibe.br/
(14) 3811-7100
www.unesp.br
unesp.imprensa@reitori
a.unesp.br
Autorização 1o. Reconhecimento
176
(continua)
Nome
Tipo
Município
UF
Universidade Camilo Castelo
Branco - Campus Descalvado
Privada
Descalvado
SP
Centro Regional Universitário de
Espírito Santo do Pinhal - Campus
principal
Privada
Espírito Santo do
Pinhal
Universidade Camilo Castelo
Branco - Campus Fernandópolis
Privada
Faculdade de Agronomia e
Engenharia Florestal de Garça
Telefone
Site
Email
Nome do curso
R. Hilário da Silva Passos, 950 Descalvado - SP
(18) 3593-8500
www.unicastelo.br
inscricoes.sp@unicastel
o.br
Bacharelado em
Agronomia
2002
2007
SP
Av. Hélio Vergueiro Leite, s/n Espírito Santo do Pinhal - SP
(18) 3651-9600
Engenharia
Agronômica
1968
1983
Fernandópolis
SP
Estr. Projetada F-1, s/n Fernandópolis - SP
(16) 3465-4200
www.unicastelo.br
inscricoes.sp@unicastel
o.br
Bacharelado em
Agronomia
1994
2001
Privada
Garça
SP
Rua das Flores, 740 - Garça - SP
(14) 3407-8000
www.faef.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1989
1995
Universidade Estadual Paulista Campus de Ilha Solteira
Estadual
Ilha Solteira
SP
Av. Brasil, 56 - Ilha Solteira - SP
(18) 3743-1000
www.unesp.br
unesp.imprensa@reitori
a.unesp.br
Bacharelado em
Agronomia
1981
1988
Faculdade de Ciências Sociais e
Agrárias de Itapeva - Campus
principal
Privada
Itapeva
SP
Rod. Francisco Alves Negrão, SP
258, km 285 - Itapeva - SP
(15) 3526-8888
www.fait.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2006
sem reconhecimento
Ituverava
SP
Rod. Jerônimo Nunes Macedo, km 1 Ituverava - SP
(16) 3729-9060
www.feituverava.co
m.br/fafram
[email protected]
m.br
Bacharelado em
Agronomia
1986
1993
www.unesp.br
unesp.imprensa@reitori
a.unesp.br
Bacharelado em
Agronomia
1966
1968
www.faculdadepaulis contato@faculdadepauli
ta.edu.br
sta.edu.br
Bacharelado em
Agronomia
2011
sem reconhecimento
Faculdade Doutor Francisco Maeda Privada
Campus principal
Endereço
www.unipinhal.edu.b [email protected]
r
u.br
Autorização 1o. Reconhecimento
Universidade Estadual Paulista Campus de Jaboticabal
Estadual
Jaboticabal
SP
Via de Acesso Prof. Paulo Donato
Castellane, s/n - Jaboticabal - SP
(16) 3209-2600
Faculdade de Tecnologia Paulista
Privada
Lupércio
SP
Estrada João Kemp Filho 030 Lupércio - SP
(14) 3474-1226
Universidade de Marília - Campus
principal
Privada
Marília
SP
Av. Higyno Muzzi Filho, 1001 - Marília
- SP
(14) 2105-4000
www.unimar.com.br
[email protected]
Engenharia
Agronômica
1988
1999
Faculdades Integradas de Ourinhos
Privada
Ourinhos
SP
Rod. BR 153, km 339,5 - Ourinhos SP
(14) 3302-6400
www.fio.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2005
2009
Escola Superior de Agronomia de
Paraguaçu Paulista - Campus
principal
Privada
Paraguaçu
Paulista
SP
R. Pref. Jayme Monteiro, 791 Paraguaçu Paulista - SP
(18) 3361-9492
www.funge.com.br
[email protected]
r
Bacharelado em
Agronomia
1973
1979
Universidade de São Paulo Campus Luiz de Queiroz
Estadual
Piracicaba
SP
Av. Pádua Dias, 11 - Piracicaba - SP
(18) 3429-4100
www.usp.br
[email protected]
Engenharia
Agronômica
1900
1972
177
(continua)
Nome
Tipo
Município
UF
Universidade do Oeste Paulista Campus II
Privada
Presidente
Prudente
SP
Universidade Estadual Paulista Campus de Registro
Estadual
Registro
Centro Universitário Moura Lacerda Privada
Campus Ribeirão Preto
Universidade de Ribeirão Preto
Endereço
Telefone
Site
Email
Nome do curso
Rod. Raposo Tavares, km 572 Presidente Prudente - SP
(18) 3229-2000
www.unoeste.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1987
2003
SP
R. Nelson Brihi Badur, 430 - Registro SP
(13) 3828-2900
www.unesp.br
unesp.imprensa@reitori
a.unesp.br
Bacharelado em
Agronomia
2003
sem reconhecimento
Ribeirão Preto
SP
Av. Dr. Oscar de Moura Lacerda,
1520 - Ribeirão Preto - SP
(16) 2101-1010
www.mouralacerda. informacoes@mouralac
edu.br
erda.edu.br
Bacharelado em
Agronomia
1997
2003
Privada
Ribeirão Preto
SP
Av. Costábile Romano, 2201 Ribeirão Preto - SP
(16) 3603-7000
www.unaerp.br
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Centro Universitário de Rio Preto
Privada
São José do Rio
Preto
SP
Rua Yvette Gabriel Atique 45 - São
José do Rio Preto - SP
(17) 3211-3000
www.unirp.edu.br/
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Centro Universitário do Norte
Paulista - Campus principal
Privada
São José do Rio
Preto
SP
R. Ipiranga, 3460 - São José do Rio
Preto - SP
(16) 3203-2500
www.unorp.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Faculdade Cantareira
Privada
São Paulo
SP
R. Marcos Arruda, 729 - São Paulo SP
(11) 2790-5900
www.cantareira.br
www.cantareira.br
Bacharelado em
Agronomia
1998
2001
Faculdade Santa Bárbara
Privada
Tatuí
SP
R. XI de Agosto, 2900 - Tatuí - SP
(15) 3259-4024
www.faesb.com.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
2008
sem reconhecimento
Universidade de Taubaté
Municipal
Taubaté
SP
R. 4 de Março, 432 - Taubaté - SP
(12) 3625-4100
www.unitau.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
1978
1984
Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Tocantins Campus Araguatins
Federal
Araguatins
TO
Povoado Santa Tereza, km 5 Araguatins - TO
(63) 34741179/1315
www.ifto.edu.br
[email protected]
Bacharelado em
Agronomia
sem registro
sem registro
Faculdade Guaraí
Privada
Guaraí
TO
Av. JK, 2541 - Guaraí - TO
Bacharelado em
Agronomia
2004
sem reconhecimento
Universidade Federal do Tocantins
Federal
Gurupi
TO
Rua Badejós Lote 7 Chacará 69/72
Bacharelado em
Agronomia
1993
1997
Faculdade Católica do Tocantins
Privada
Palmas
TO
Rod. TO 050, km 8, lt. 7 - Palmas TO
Bacharelado em
Agronomia
2006
2011
(63) 3464-1289
[email protected]
www.faculdadeguara [email protected]
i.edu.br
du.br
www.uft.edu.br
(63) 3219-9600
www.catolicato.edu.br
[email protected]
Autorização 1o. Reconhecimento
178
(conclusão)
Nome
Fundação Universidade do
Tocantins - Campus principal
Tipo
Município
UF
Endereço
Telefone
Site
Email
Nome do curso
Estadual
Palmas
TO
108 Sul, al. 11, lt. 3, caixa postal 173 Palmas - TO
(63) 3218-2998
www.unitins.br
[email protected]
r
Engenharia
Agronômica
Autorização 1o. Reconhecimento
sem registro
sem registro
179
180
10.8 Anexo 8
Relação de Provedores de Ensaios de Proficiência em Análise de Solos no Brasil
PROFERT MG
Programa interlaboratorial de controle de qualidade de análise de solo
Luis Arnaldo Fernandes: [email protected]/ [email protected]
Universidade Federal de Minas Gerais
Núcleo de Ciências Agrárias, Setor de Fitotecnia
Avenida Osmani Barbosa, JK
39404-006 - Montes Claros, MG - Brasil - Caixa-Postal: 135
Telefone: (38) 2151650 Fax: (38) 2151784
[email protected]
CELA-PR
Luis César Cassol: [email protected]
Comissão Estadual de Laboratórios de Análise Agronômica
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Via do Conhecimento
85501-970 - Pato Branco, PR - Brasil - Caixa-Postal: 571
Telefone: (46) 32202542 Fax: (46) 32202539
ROLAS
Rede Oficial dos Laboratórios de Análise de Solo e de Tecido Vegetal do Rio
Grande do Sul e Santa Catarina
Sirio Wiethölter: [email protected]
Rede Oficial de Laboratórios de Análise de Solo e Tecido Vegetal
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Centro Nacional de Pesquisa de Trigo
Laboratório de Solos
Rodovia BR-285, KM-294
Subúrbio
99001-970 - Passo Fundo, RS – Brasil
Caixa-Postal: 451
Telefone: (54) 33165897/3316-5800 Fax: (54) 33165801
IAC
Laboratórios da Rede do Instituto Agronômico de Campinas
Heitor Cantarella: [email protected]
Mônica Ferreira de Abreu: [email protected]
Ensaio de Proficiência IAC para Laboratórios de Análise de Solos
Instituto Agronômico
Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Solos e Recursos Ambientais
Caixa Postal 28
13001-970 Campinas, SP
Fone: (19) 2137-0750
PAQLF
Marcelo Saldanha: [email protected]
Programa de Análise de Qualidade de Laboratórios de Fertilidade
181
Embrapa Solos
Rua Jardim Botânico 1024
Bairro Jardim Botânico
Rio de Janeiro, RJ
22460-000
Telefone: 21 2179-4596
182
11 Informações Adicionais - Vídeos e bibliografia complementar
Sites – Plantio Direto na Palha
1 - Sistema de plantio direto Agroecológico (Embrapa Amazônia Oriental)
http://www.youtube.com/watch?v=tRC_nq84N-4
Este vídeo mostra o passo-a-passo do Sistema de Plantio Direto Agroecológico
direcionado ao pequeno produtor rural. O método recupera áreas degradadas e contribui
para aumentar a produtividade da produção familiar com baixos custos de implantação. O
sistema combina o plantio de culturas alimentares tradicionais da agricultura familiar da
Amazônia, especialmente a mandioca, com o plantio de espécies leguminosas, que
servem como cobertura no solo na prática do plantio direto. Uma alternativa para a
produção sustentável na Amazônia, ganhando o agricultor e o meio ambiente.
2 - Dia de Campo na TV - Plantio direto agroecológico
http://www.youtube.com/watch?v=FMjhUVy02yM
De tanto conhecer na prática profissional as vantagens agronômicas das espécies
leguminosas, que crescem rápido e produzem biomassa abundantemente, o pesquisador
Otávio Lopes, da Embrapa Amazônia Oriental, desenvolveu um sistema de plantio direto
sobre a palhada dessas plantas, capaz de proteger e recuperar o solo, ao mesmo tempo
que pode garantir melhor qualidade de vida às populações que vivem do trabalho com a
terra, aumentando a renda familiar e a produtividade das culturas, diminuindo custos com
mão-de-obra e insumos. O sistema proposto é o Plantio Direto Agroecológico para a
Agricultura Familiar sobre a palhada de leguminosas como o ingá e Acacia mangium,
com rotação de culturas de subsistência.
3 - Sistema de Plantio Direto (SPD)
http://www.youtube.com/watch?v=OgAWkOooWEo
Compara o plantio convencional com o plantio direto, bem como destaca os benefícios do
sistema plantio direto, principalmente na melhoria e conservação do solo.
183
4 - Livro online da Embrapa Trigo
Sistemas de produção para cereais de inverno sob plantio direto no sul do Brasil
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/875710
5 - Publicação técnica da Embrapa Agropecuária Oeste.
Considerações sobre o plantio direto no sul de Mato Grosso.
Trabalho apresentado na reunião sobre plantio direto, Londrina, PR, 1977
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/229292
6 - Artigo de divulgação na mídia - Embrapa Agropecuária Oeste
Plantio direto: solo coberto, invasoras ausentes
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/937515
7 - Programa de rádio - Prosa Rural
Técnicas para implantação do sistema de plantio direto
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/575014
8 - Programa de rádio - Prosa Rural
Benefícios do plantio direto na Região Amazônica
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/885138
9 - Programa de rádio - Prosa Rural
Plantio direto: controle da degradação do solo e de gases do efeito estufa
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/902712
10 - Comunicado Técnico - Embrapa Arroz e Feijão
Profundidade de amostragem do solo sob plantio direto para avaliação de características
químicas
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/210484
184
11 - Artigo de divulgação na mídia - Embrapa Tabuleiros Costeiros
Embrapa recomenda o sistema de plantio direto
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/880301
12 - Artigo de divulgação na mídia - Embrapa Milho e Sorgo
No plantio direto o milho é o melhor
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/482986
13 - Programa de rádio - Prosa Rural
Plantio direto com preservação ambiental na pequena propriedade
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/905550
Sites Fixação Biológica de Nitrogênio
1 - Programa ABC - Fixação biológica do nitrogênio
http://www.youtube.com/watch?v=9PMJW7JHWCc
A fixação biológica de nitrogênio é uma das técnicas de produção sustentável do
Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), criado em 2010 pelo governo federal. O
Programa ABC dá incentivos e recursos para os produtores rurais adotarem práticas
sustentáveis, que ajudem a reduzir a emissão dos gases de efeito estufa.
A técnica busca desenvolver micro-organismos/bactérias para captar o nitrogênio
existente no ar e transformá-lo em matéria orgânica para as culturas. Isso permite a
redução
do
custo
de
produção
e
melhora
a
fertilidade
do
solo.
O governo quer incrementar o método na produção de 5,5 milhões de hectares e reduzir a
emissão de 10 milhões de toneladas de CO2 equivalentes.
2 - Publicação técnica - Embrapa Agropecuária Oeste
Soja dispensa nitrogênio
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/232332
3 - Circular Técnica - Embrapa Soja
185
A inoculação da soja
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/459832
4 - Documento - Embrapa Soja
Inoculação com Azospirillum brasilense: inovação em rendimento a baixo custo.
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/879471
5 - Fixação Biológica do Nitrogênio FBN
A ANPII, visando difundir o uso de inoculantes para aumentar a produtividade das
lavouras de leguminosas, disponibiliza um curso sobre Fixação Biológica do Nitrogênio,
em power point, de fácil download.
http://www.anpii.org.br/?cursos/8/
6 - Dia de campo na TV - Inoculante nas lavouras - maior produção com menor
custo
http://www.youtube.com/watch?v=7si1wXLZZCM&list=UUtP56j8IZ9GXMmENJcmx7
-Q&index=17
O nitrogênio é o principal elemento utilizado pelas plantas e o mais caro. A única
alternativa para a absorção deste elemento de forma gratuita é a utilização de bactérias
que se associam com diversas plantas. Pesquisadores da Embrapa estudam a ação dessas
bactérias,
através
do
uso
de
inoculantes
há
várias
décadas.
Inoculante é todo material contendo microorganismos e que atua favoravelmente no
desenvolvimento das plantas. O inoculante é um produto natural, que não causa prejuízo
para o meio ambiente, além disso, o uso deste produto aumenta a produtividade da
lavoura, reduz o uso de fertilizantes nitrogenados, melhora a qualidade do solo e garante
uma economia para o agricultor.
Sites – Recuperação de Pastagens
1 - Programa de rádio - Prosa Rural
Novas alternativas de capim para recuperação de pastagens na Amazônia
186
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/896832
2 - Programa de rádio - Prosa Rural
Causas da degradação e custo de recuperação de pastagens
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/926055
3 - Programa de rádio - Prosa Rural
Causas da degradação e custo de recuperação de pastagens
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/939513
4 - Folder - Embrapa Pecuária Sul
Recuperação e melhoramento de pastagens
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/942705
5 – Folder - Embrapa Rondônia
Folder explicativo sobre o processo de recuperação de áreas degradadas, antes utilizadas
para pastagem ou para este uso.
Pastagens degradadas: causas, efeitos e estratégias de reabilitação
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/710802
6 – Documento - Embrapa Amazônia Oriental
Recuperação e melhoramento de pastagens cultivadas em área de floresta amazônica
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/382267
7 - Documento - Embrapa Arroz e Feijão
Sistema Barreirão: recuperação/renovação de pastagens degradadas em consórcio com
culturas anuais.
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/203428
8 - Documento - Embrapa Arroz e Feijão
Renovação de pastagens de Cerrado com arroz: I. Sistema Barreirão
187
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/192394
9 - Circular Técnica - Embrapa Pecuária Sudeste
Recuperação de pastagens degradadas para sistemas intensivos de produção de bovinos.
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/42610
10 – Documento – Embrapa Agrobiologia
Caracterização de degradação de pastagens e avaliação de técnicas de recuperação
usando-se leguminosas forrageiras.
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/624283
11 - Documento - Embrapa Arroz e Feijão
Programa de recuperação de pastagens degradadas no cerrado brasileiro: sistema
agropastoril auto-sustentável.
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/203248
12 - Dia de Campo na TV - Capins para recuperação de pastagem da Amazônia
http://www.youtube.com/watch?v=r8FQdPz05LE&list=UUtP56j8IZ9GXMmENJcmx7Q&index=48
Reportagem veiculada no programa Dia de Campo na TV. A Amazônia possui mais de
60 milhões de hectares de pastagens e calcula-se que metade esteja degradada ou em
processo de degradação. O uso de forrageiras pouco adaptadas ao clima e ao solo vem
sendo um dos maiores responsáveis pela degradação de pastagens na região amazônica.
A Embrapa, em parceria com instituições de pesquisa do país, está desenvolvendo
estudos para conter o avanço desse prejuízo ambiental, como pesquisas com novas
espécies de capins que garantam a longevidade das pastagens e a qualidade alimentar do
rebanho local.
Sites – Integração lavoura pecuária floresta
1 - Documento - Embrapa Gado de Corte
188
Integração lavoura-pecuária-floresta - Identificação e implantação de forrageiras na
integração lavoura-pecuária.
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/925030
2 - Dia de Campo na TV - Integração lavoura-pecuária-floresta
http://www.youtube.com/watch?v=OsQiMNUAcYY&list=UUtP56j8IZ9GXMmENJcmx
7-Q&index=12
A iLPF é uma estratégia que busca a produção sustentável integrando atividades
agrícolas, pecuárias e florestais na mesma área, em cultivo consorciado, em sucessão ou
rotacionado. O sistema busca efeitos sinérgicos entre seus componentes, contemplando a
adequação ambiental, a valorização dos seres humanos e a viabilidade econômica. Com
diferentes arranjos, os sistemas iLPF surgem como alternativa para recuperar pastagens a
um custo relativamente baixo, amortizado pelo retorno financeiro das fases agrícolas,
proporcionando maior giro financeiro à propriedade rural e vendas escalonadas. A
pastagem recuperada suporta maiores cargas animais por hectare, devido à boa qualidade
da forrageira resultante do melhor manejo da área.
3 - Dia de Campo na TV - Integração Lavoura-Pecuária com Consórcio MilhoBraquiária
http://www.youtube.com/watch?v=DsWhBnbU8zw&list=UUtP56j8IZ9GXMmENJcmx7
-Q&index=26
Atualmente é possível produzir três safras agrícolas por ano. Esse processo, entretanto, só
é possível com o ajuste de sistemas produtivos manejados em Sistema Plantio Direto.
Exemplo disso é a integração lavoura-pecuária, que associa produção de grãos com
produção animal em uma mesma área, gerando renda e promovendo preservação
ambiental. E entre as opções do sistema está o consócio milho-braquiária, viável
economicamente e adaptado ao sistema produtivo da agropecuária na região Sul do
Brasil.
4 - Embrapa - Consórcio Milho-Braquiária
189
http://www.youtube.com/watch?v=BNOQ3FzLS30&list=UUtP56j8IZ9GXMmENJcmx7
-Q&index=32
Tecnologia que evita a degradação do solo, sem impedir o cultivo sucessivo de soja e
milho - sistema de produção consórcio milho-braquiária, tecnologia aprimorada pela
Embrapa, que conserva a umidade do solo, evita a erosão e aumenta a produtividade. Na
região Centro-Oeste do Brasil, e em parte dos estados do Paraná e São Paulo, onde a
produção se baseia na sucessão soja-milho safrinha, as duas culturas são beneficiadas
pela pastagem consorciada ao milho. Essa tecnologia é adequada também para o sistema
de Integração Lavoura-Pecuária (iLP), isso porque o agricultor se beneficia com a
cobertura e melhoria das condições físicas e químicas do solo, e o pecuarista pode dispor
de
alimento
de
qualidade
para
os
animais
no
período
de
entressafra.
No vídeo, explica-se o passo a passo de como implantar a tecnologia.
5 - Dia de campo na TV - Integração lavoura pecuária floresta no Bioma Pampa
http://www.youtube.com/watch?v=4P9zQ85Gs8w&list=UUtP56j8IZ9GXMmENJcmx7Q&index=40
Na Região Sul a produção agrícola está concentrada em soja e milho no verão e alguns
cultivos
de
inverno,
voltados
principalmente
para
cereais
e
pastagens./
A ociosidade de terras no inverno chega a 80 por cento, com áreas que permanecem em
pousio ou com cobertura vegetal sem renda de grãos. A proposta do projeto na região é
oportunizar, para o produtor de grãos, uma renda a mais com a produção de leite a pasto
no inverno.
Sites – Tratamento de dejetos animais
1 - Documento – Embrapa Milho e Sorgo
Compostagem de dejetos líquidos de suínos
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/489733
2 - Instrução técnica para o suinocultor - Embrapa Suínos e Aves
Sugestões para o manejo, tratamento e utilização de dejetos suínos.
190
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/436818
3 – Folder explicativo – Embrapa Suínos e Aves
Uso de biodigestores para tratamento de resíduos animais.
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/444153
4 – Documento - Embrapa Suínos e Aves
Geração e utilização de biogás em unidades de produção de suínos.
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/856124
5 – Infoteca Embrapa sobre dejetos animais – neste site encontram-se diversos
trabalhos técnicos sobre o tema.
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/simplesearch?query=tratamento+de+dejetos+animais&sort_by=0&order=DESC&rpp=10&etal
=0&start=30
6 - Material didático (apresentação Power point) sobre as vantagens do biogás
Condomínio de agroenergia para agricultura familiar Sanga Ajuricaba
http://www.adetec.org.br/Administracao/Eventos/itaipu.pdf
7 - Site da empresa Vulcan especializada na construção de biodigestores
Biodigestores
http://www.vulcan.com.br/produtos/agronegocio/biodigestores.html
8 – Site da empresa Biolatina Energias Renováveis – A empresa domina todo o
processo de geração de biogás, desde a concepção do projeto do biodigestor até sua
efetiva entrada em operação, bem como a manutenção e assistência técnica.
BIODIGESTOR Geração de Biogás
http://www.biolatina.net.br/biodigestor.html
191
192
www.observatorioabc.com.br
Download

- Amazon S3