COPI EXEMPLAR GRATUITO 108 Ocupação Nº Renato Carrera, do Teatro de Extremos ANO X Guia de teatro Em Cartaz | Jornal do Teatro | Ocupação Copi | Aquela Cia. de Teatro | Elza & Fred | Pulsões | Foi você quem pediu para eu contar a minha história | Beija-me como nos livros | Peças Infantis | Depois do Teatro Glória Menezes | junho | 2015 Trabalhar, estudar, batalhar bastidores Glória Menezes: 50 anos de carreira Se eu pudesse dar um conselho aos jovens que estão começando agora a carreira de ator, diria para eles se matricularem em uma escola de arte dramática. Nela, o ator vai desenvolver a sensibilidade, conhecer melhor as pessoas. Eu diria para um jovem que está começando: estude, estude, estude. Talento, muita gente tem. É preciso vocação – que é o que faz a gente enfrentar e superar as dificuldades. E ignorância não ajuda em nada, tem de ter conhecimento. Quanto mais trabalhar, estudar, batalhar, melhor será para sempre. Foi o que aconteceu comigo. Depois que entrei para a Escola de Arte Dramática (EAD), em São Paulo, minha vida mudou. Passei a entender melhor as pessoas, minha cabeça também mudou. Estudar os personagens que vou representar é uma fonte de cultura e de conhecimento, que me faz entender muitas coisas do mundo e ao meu redor. Meus personagens andam sempre ao meu lado no entendimento do mundo. Não os incorporo na minha vida pessoal, mas eles caminham junto de mim. Estou completando 50 anos de carreira e nunca planejei nada, espero que as coisas aconteçam. Acho que nunca sabemos o que vem pela frente. O frio na barriga, a emoção de entrar no palco é o que me impulsiona! Precisamos agora estimular nossos autores a escrever mais sobre nós mesmos. Não que eu desdenhe de musicais e textos estrangeiros, que hoje dominam o teatro brasileiro. Acho que isso é um ciclo, são fases que temos de passar. Mas é tão bom trabalhar nossas histórias! 8 em 1 Procura-se casa O escritor Geraldinho Carneiro escreveu uma versão de Rei Lear, de Shakespeare, especialmente para Juca de Oliveira. O ator interpreta os oito personagens da trama. É a primeira vez que Rei Lear é encenado como espetáculo solo. A peça está em cartaz em São Paulo e deve voltar ao Rio no segundo semestre. Elias Andreato assina a direção. Karen Acioly, criadora e diretora do Centro de Referência Cultura Infância, procura espaço para abrigar seu núcleo de documentação e exposições, além de um local para o trabalho da equipe, após o fechamento do Teatro do Jockey, sede do Centro há 11 anos. Karen quer também expandir a experiência para as zonas norte, centro e oeste da cidade. Aplauso é uma publicação mensal da Editora Sociedade Cultural Itaipava. Redação, administração, publicidade e correspondência: Rua General Luís Mendes de Morais, 50, Santo Cristo. Telefone: (21) 98283-0000. E-mail: [email protected]. Diretora executiva: Ivonette Albuquerque. Colaboradores: Ester Lima, Sandra Fernandes e Claudia Esquerdo (reportagens), Walkyria Garotti (projeto gráfico e edição de arte). Jornalista responsável: Catarina Arimatéia - Mtb.: 14135. Certificado de Registro de Direito Autoral nº155.441. Impressão: 3.000 exemplares. Impressão: Grafitto. Capa: Caíque Cunha/Divulgação. Patrocinadores Realização Por que eu faço teatro “Eu faço teatro porque, muito jovem, tive experiências como espectadora que me abriram o mundo. A força da troca entre o que está em cena e invade a plateia – entrando pela mente, pelo sistema nervoso, pela corrente sanguínea – é uma transformação. Eu faço teatro porque acho possível mudar o mundo tocando as pessoas – cada uma delas, sentada ali, de olhos voltados para aquele pequeno recorte espacial que, na verdade, é uma ruptura do tempo, uma passagem interdimensional. Eu faço teatro porque Tchekhov escreveu, em A Gaivota, que “o importante não é a glória, nem o brilho ou a realização dos sonhos. E sim saber sofrer, saber carregar a cruz e ter fé. Eu tenho fé, e não sinto tanta dor. E quando penso em minha profissão, já não tenho medo da vida.” Eu faço teatro para dar sentido à vida e para aproveitar a morte – de cada minuto, cada dia. Pelas minhas próprias tempestades e pelos ímpetos que se espalham pelas ruas. Eu faço teatro porque há muito que fazer quando se faz teatro – mesmo sendo inútil pragmaticamente, em meios às engrenagens e às urgências das sociedades. Não é pela serventia – apenas pelas possibilidades imaginárias.” FOTO: DIVULGAÇÃO jornal do teatro www.aplauso.art.br Claudia Raia está a mil por hora ensaiando Raia 30 Anos, em comemoração às suas três décadas de carreira. O musical, com direção de José Possi Neto, deverá estrear em julho, no Theatro Net, em São Paulo. O texto é de Miguel Falabella. Uma exposição com 30 figurinos de seus trabalhos ao longo dos anos e um livro de ensaios complementam a celebração. Daniela Pereira de Carvalho | junho | 2015 Raia em festa Por meio da plataforma Catarse de financiamento coletivo, Luisa Thiré atingiu a meta de R$ 16 mil para a montagem de Cinderela. O texto, adaptado por José Wilker, foi encenado pela primeira vez em 1994. Luiza, que fez parte do elenco naquela montagem, agora assina a direção. A peça deve estrear em julho, no Teatro Ipanema. A produção é da República Amor de Chocolate. palavra de dramaturga Catarse 1 o ã ç a p u c O O homossexual ou a dificuldade de se expressar Para o diretor do espetáculo, Fabiano de Freitas, encenar o autor argentino na comemoração dos 10 anos do Teatro de Extremos é mais do que pertinente, já que a questão de gênero é tema recorrente da companhia, que vem há algum tempo investindo nas questões da homoafetividade. A peça conta a história de Irina e Madre, exiladas na Sibéria por terem cometido o crime de mudança de sexo. Cercadas de perigo, passam também por situações inu- ESC as S aço ta peç p s E n o ese apr cina d o fi e o aturg aul m R e dra ntino mont a e arg rda D o Tab COPI sitadas: Irina está grávida e não sabe quem é o pai, logo depois ela perde a perna e a língua. “Copi faz uma metáfora muito bonita com a história da língua cortada, com a própria voz que se cala, com a cidade e suas normas que vão oprimindo”, diz ele. No palco, estão Higor Campagnaro, Leonardo Corajo, Maurício Lima e Renato Carrera, além de uma atriz convidada para cada dia de apresentação e a participação de Fabiano de Freitas. francês, já que viveu exilado em Paris por motivos políticos. Chegou a criar tiras semanais para o jornal francês Nouvelle Observateur, entre eles os quadrinhos da Mulher Sentada, que o projetou em diversos países. Também colaborou com o jornal Charlie Hebdo. Só foi reconhecido em seu país depois da suspensão da censura com o fim dos regimes militares. A Geladeira ito em seu país, Argentina, o dramaturgo, caricaturista e romancista Raul Taborda Damonte (1939/1987), o Copi, foi o autor escolhido para comemorar os 10 anos da companhia carioca Teatro de Extremos. As peças O homossexual ou a dificuldade de se expressar, inédita no Brasil, e A Geladeira, além da mesa redonda Copi – Um traço político e a oficina O ator-travesti – Experimentos sobre o universo de Copi compõem a “Ocupação Copi”, que se estenderá até 5 de julho, no Espaço SESC. Pouco conhecido no Brasil, Copi morreu de AIDS em 1987, aos 48 anos, em Paris, deixando uma extensa lista de trabalhos. Escreveu mais de uma dezena de peças, e em todas elas a temática recorrente é a mudança de sexo, a transexualidade, o travestismo, o hermafroditismo, a heterossexualidade e a pedofilia, temas abordados de maneira direta, sem sutilezas. Gostava de ser chamado de ator-travesti, e a maioria de seus textos foi escrito em FOTOS: CAÍQUE CUNHA/DIVULGAÇÃO M O surpreendente também se faz presente em A Geladeira, com o ator Márcio Vito. A ação se passa no apartamento de L., no dia de seu aniversário de 50 anos. Ele (ou ela), que mora com a “mordoma” Goliarda, de repente se depara com uma geladeira no meio da sala, um presente de sua mãe. A partir daí situações inesperadas começam a acontecer: L. é estuprado(a) pelo marido de sua governanta, um amigo invade o apartamento e o faz beber éter, a mãe pede dinheiro para pagar um gigolô, um rato aparece... O diretor de A Geladeira, Thomas Quillardet, foi quem introduziu Copi no Brasil, em 2007. Para ele, esse texto específico é um grande poema sobre a solidão do ser humano, seja homem, mulher ou transgênero. Dupla comemoração A primeira é fruto de uma pesquisa para a peça anterior do grupo, Edypop, que levou ao palco o mito de Édipo com uma interpretação pop. As duas peças atuais comemoram uma década de vida da Aquela Cia. de Teatro. Para muitos especialistas, a lenda de Laio e Crísipo teria sido a primeira a abordar o homossexualismo na mitologia grega, contando a história de Laio, pai de Édipo, e de sua relação com o jovem Crísipo e com Jocasta. “Ésquilo e Sófocles escreveram essa história, mas essas tragédias se perderam, não chegaram aos nossos tempos. O que fiz foi só uma apropriação, e com ela podemos puxar para um debate contemporâneo, num momento em que a sociedade vive um enfrentamento das questões do direito civil e da família”, conta Pedro Kosovski. Assim como em todos os trabalhos de Aquela Companhia, a música marca presença. João Paulo e Felipe Storino, que compuseram as cinco músicas do espetáculo, estão no palco ao lado dos três atores: Erom Cordeiro , Ravel Andrade e Carolina Ferman. “É como se a música levasse a dramaturgia, falando de certo sentimento e acentuando o lirismo”, diz Pedro. Caranguejo Overdrive A história gira em torno da vida de Cosme, catador de caranguejo que mora na zona do Mangue, no Rio. Ele vai para a Guerra do Paraguai, mas após ter uma crise de loucura em meio ao campo de batalha, ganha baixa do Exército brasileiro e volta para casa. Só que ele não reconhece mais a região, que passou por grandes mudanças arquitetônicas. Até consegue um emprego na obra de revitalização do canal do Mangue, mas não se acostuma com a nova vida. Morre e vira comida de caranguejo. Quem narra a história é o próprio caranguejo. Segundo o dramaturgo Pedro Kosovski, a peça reúne dois espaços em tempos diferentes: o mangue do Rio no meio do século 19, que passou por uma grande obra sanitária, e o mangue beat de Chico Science. As músicas do compositor pernambucano estão presentes e também inspiraram outras composições, assinadas por Felipe Storino. O cenário é composto por uma grande caixa com materiais de argila e areia. No elenco, estão: Carol Virguez, Eduardo Speroni, Matheus Correia, Fellipe Marques e Alex Nader. Pedro Kosovski toca violão e guitarra. FOTO: ELISA MENDES/DIVULGAÇÃO Laio e Crísipo Aquela Cia. de Teatro celebra seus 10 anos com apresentações no Espaço SESC. A partir do dia 25 de junho, o mezanino recebe as peças Laio e Crísipo e Caranguejo Overdrive, ambas com dramaturgia de Pedro Kosovski. Foi você quem pediu para eu contar a minha história Fernanda Vasconcellos, Bianca Castanho, Karla Tenório e Talita Castro interpretam quatro meninas de nove anos que gostam de inventar histórias com perspectivas do mundo adulto, mas com as referências que têm da escola, da televisão, de casa. Elas brincam em um lugar com trepa-trepa e balanço, que tanto pode ser um parque quanto um pátio de escola, um hospital Quatro meninas brincam de inventar histórias nada inocentes, em que bullying e preconceito dão o tom FOTO: BETO ROMA/DIVULGAÇÃO O diretor Guilherme Piva é um curioso da mente humana. Gosta de ler sobre neurociência, faz análise há muitos anos. Para ele, o cérebro é muito importante e merece ser estudado. E é justamente nesse aspecto que Neuf Petites Filles, da francesa Sandrine Roche, o instiga. “O texto fala de crueldade, de infâncias interrompidas por afeto ou por morte, por abuso ou por bullying, e aí, então, o que ocorre é que você pula etapas. E isso vai refletir na sua vida. Para Sandrine, tão importante quanto a educação em um país, seria a análise. Fico imaginando pessoas com vida precária e que não têm acesso a isso. Às vezes, a criança vai estudar e a cabeça não consegue se concentrar, porque está passando por coisas terríveis em casa. Para mim, a educação e a análise estão em paralelo”, diz ele. Maldade infantil Com produção de Paolla Oliveira, Mariana Nogueira e Beta Leporage, a peça Foi você quem pediu para eu contar a minha história está em cartaz no teatro Leblon. O texto de Sandrine Roche foi adaptado por Thereza Falcão. psiquiátrico ou outro lugar qualquer. E é por meio de brincadeiras e histórias que falam de preconceitos e de diferenças sociais e raciais. Durante os 60 minutos da peça, nada é escamoteado, tudo é falado. A maldade infantil caminha um pouco por aí, segundo Guilherme Piva. “Sabrine Roche fala de crianças que têm infância interrompida. Na verdade, elas fazem bullying uma com a outra: uma é rica, outra é pobre. Há quem faça bullying com a gorda, tem a moderna que fica falando de histórias de mulher com mulher. Mas elas não são isso. A gorda não é gorda, a rica não é rica. A maldade infantil é assim: basta você não ser só do padrão para que ela apareça, ou então também pode surgir para atingir alguém. Inventa-se alguma coisa e todas aderem. A criança é mais imediata no desejo dela”. Identificação A personagem da atriz Fernanda Vasconcellos, por exemplo, discrimina quem é pobre. “Ela acha que tem uma condição financeira melhor do que as outras, então tem nojo de quem é pobre, de quem é gordo. É uma criança que acha que é descartável tudo o que não se encaixa em determinados padrões. É horrível”, desabafa, comentando que as outras personagens não são melhores. “Elas são iguais, cada uma delas maltratada de um jeito pela vida. É uma peça que trata às claras a crueldade, o preconceito e as diferenças, tudo pela visão das crianças”. A direção de Guilherme Piva, segundo Fernanda, acentua um pouco a tragédia. “O Piva quis que prevalecesse, talvez, o mais engraçado, para não ficar tão pesado. O público se identifica”. E a identificação do público é um dos motivos de alegria para o diretor. Para ele, como nunca há uma resposta certa, a narração não é linear. Uma criança interfere na história da outra, por exemplo. E o publico pode fazer um paralelo de identificação conforme sua própria vida, seus próprios sentimentos. “Essa é a parte que me deixa feliz”, arremata Piva. Com direção de Elias Andreato, os atores Umberto Magnani e Ana Rosa vivem uma história de amor e de superação F red é introspectivo, hipocondríaco, o típico “velho chato”. Elza, expansiva e bem humorada, descobre que tem uma doença terminal. Os médicos lhe dão apenas mais dois anos de vida, mas ela não se entrega e pretende vivê-los intensamente. Ambos se conhecem quando Fred se muda para o mesmo prédio de Elza, logo depois de ficar viúvo. Ao contrário do que se espera, é ela quem faz Fred se renovar e retomar a vontade de viver. Em cartaz no Teatro Maison de France a partir do dia 25 de junho, com Elias Andreato na direção e Ana Rosa e Umberto Magnani como protagonistas, Elza & Fred é a versão para os palcos do filme argentino do mesmo nome. Marcos Carnevale é o autor do filme e também da versão para teatro dessa história que já se tornou clássica, mostrando um casal de idosos que descobre o amor. Melhor idade O diretor Elias Andreato, que aconselha a todos “viver um amor caduco”, explica que quis fazer um espetáculo ágil, com vens. Na peça, eu e o Umberto somos dois idosos que mostram como a vida pode ser sempre vivida plenamente.” Na versão original, o casal tinha em torno de 80 anos cada um. Mas como Ana Rosa e Umberto são mais jovens, o diretor diminuiu a idade para 70 anos. Apesar de estar há pouco tempo no grupo, Ana Rosa se sente totalmente integrada com o elenco: são nove atores em cena. “Eles estavam habituados com a Suely Franco, mas são muito generosos comigo. É uma turma maravilhosa, e o meu papel é delicioso”, diz ela. Reencontro Ana Rosa, que aos 15 dias de vida chegou a participar de uma cena no palco do circo de seu avô no interior de São Paulo, vê semelhanças entre a personagem que interpreta e a sua própria vida. “Com a diferença de que Elza tem uma doença terminal, eu, com 73 anos, também conto com uma vida intensa. Vivo do teatro, atuo, produzo. Sou uma Elza”, afirma. Atriz querida e respeitada do público de teatro e das telinhas, com trajetória que se confunde com a própria história da televisão brasileira, Ana Rosa reencontra, com Elza & Fred, um antigo companheiro de TV: ela trabalhou com Umberto Magnani na TV Tupi, onde ambos começaram a carreira, e também na TV Globo, embora nessa última não tenham contracenado. fotos: joão caldas/divulgação Elza & Fred cenografia leve, “sem ter de montar e desmontar casas a toda hora”. Para Ana Rosa, que na temporada carioca substitui Suely Franco no papel de Elza, o espetáculo mostra que pode, sim, existir amor na “melhor idade”. De acordo com ela, “existem jovens de idade com cabeça de pessoas de idade, e pessoas de idade com cabeça de jo- O musical revive os melhores momentos da carreira do cantor. Texto de Fatima Valença e direção de Roberto Bomtempo. Com Marcelo Nogueira, Stela Maria Rodrigues, Fabricio Negri e Mona Vilardo. Teatro Clara Nunes. Rua Marques de São Vicente, 52. Tel. 2274-9696. Terça e quarta, 21h. R$ 50. 80 min. Até dia 24 de junho. em cartaz A VISITA DA VELHA SENHORA A história gira em torno da última apresentação de uma famosa atriz, que vai abandonar o teatro para viver com um milionário suíço. Texto de Peter Quilter, com direção de Bibi Ferreira. No elenco, Beth Faria, Giuseppe Oristanio, Bemvindo Sequeira e elenco. Teatro do Leblon. Rua Conde de Bernadotte, 26. Tel.: 2529-7700. Quinta a sábado, 21h. Domingo, 20h. R$ 100. 80 min. Claire Zahanasian engravida de seu namorado aos 17anos e é expulsa de sua cidade. Torna-se prostituta, mas se casa com um arquimilionário que a deixa como única herdeira. Então ela volta à sua cidade natal em busca de justiça. De Friedrich Dürrenmatt. Tradução de Mario da Silva. Direção e adaptação de Sílvia Monte. No elenco, Maria Adélia, Marcos Ácher, Rogério Freitas. Centro Cultural do Poder Judiciário, Antigo Palácio da Justiça, Sala Multiuso. Rua Dom Manuel, 29, Centro. Tel.: 31333366. Segunda a quarta, 19h. Entrada franca, senhas meia hora antes do espetáculo. 120 min., com intervalo. A GELADEIRA Texto de Copi sobre um homem que ganha uma geladeira de presenta da mãe. Uma fábula sobre a solidão. A tradução é de Maria Clara Ferrer. Thomas Quillardet assina a direção. Com Márcio Vito. Espaço SESC. Rua Domingos Ferreira, 160. Tel.: 2547-0156. Quinta a sábado, 19h. Domingo, 18h. Ingressos R$ 20 (inteira); R$ 5 (associados do SESC) e R$ 10 (jovens de até 21e maiores de 60 anos, estudantes e classe artística) As traições de dois casais contemporâneos alternam-se com cenas famosas de Tristão e Isolda, Romeu e Julieta, Don Juan e Werther. Direção e dramaturgia de Ivan Sugahara. Com Ângela Câmara, Claudia Mele, José Karini e Julio Adrião. CCBB. Rua Primeiro de Março, 66. Tel.: 3808-2020. Quarta a domingo, 19h. R$ 10. 90 min. BORDERLINE Monólogo com Bruce Brandão baseado em conto de Junior Dalberto, abordando bipolaridade, loucura e lucidez. Espaço Tom Jobim. Rua Jardim Botânico, 1008. Tel.: 2274-7012. Quinta a sábado, 21h. Domingo, 20h. R$ 40. 60 min. ACABOU O PÓ Duas donas de casa do subúrbio que, em meio à fofoca básica do dia a dia, encontram tempo para os afazeres domésticos. Com Alexandre Lino e Leo Campos. Teatro SESI. Avenida Graça Aranha, 1, Centro. Tel.: 2563-4168. Quinta a sábado, 19h30. R$ 30. 60 minutos. #BRONCADEQUÊ? Quatro amigos inseparáveis conhecem Guilherme, portador da Síndrome de Down, em uma passeata pela “Liberdade Down”, convocada através da internet por um anônimo. Texto de Rogério Blat e Ernesto Piccolo. Com Lorena CARANGUEJO OVERDRIVE Texto de Pedro Kosovski. Direção de Marco André Nunes. Com Carol Virguez, Eduardo Speroni, Matheus Correia, Fellipe Marques, Alex Nader. Espaço SESC. Rua Domingos Ferreira, 160. Tel.: 2547-0156. Terça e quarta, 21h. Sábado, 17h. R$ 20 (inteira), R$ 5 (associados do Sesc) e R$ 10 (jovens de até 21 anos, maiores de 60 anos, estudantes e classe artística). 60 min. COMO A GENTE GOSTA Expulsa de sua cidade, moça muda de identidade e põe à prova o amor de seu namorado, por quem é apaixonada. Texto de Willian Shakespeare, direção de Vinicius Coimbra. Com Pedro Paulo Rangel, Camila Amado e elenco. Teatro dos Quatro. Rua Marquês de São Vicente, 52. Tel.: 2274-9895. Quinta a sábado, 21h30h. Domingo, 20h. R$ 80. 80 min. DEU BRANCO Raphael Ghanem, Vitor Lamoglia e Lucas Salles fazem jogos de improviso e interagem com a plateia. Texto e direção do Grupo Deu Branco. Teatro das Artes. Rua Marquês de São Vicente, 52. Tel.: 2540-6004. Terças, 21h. R$ 40. 65 min. peças, horários, teatros e preços peças, horários, teatros e preços BEIJA-ME COMO NOS LIVROS A ATRIZ Comparato, Renato Goes e elenco. Teatro das Artes. Shopping da Gávea. Rua Marquês de São Vicente, 52. Tel.: 2540-6004. Sexta e sábado, 19h. Domingo, 18h. R$ 60 em cartaz AGNALDO RAYOL – A ALMA DO BRASIL Betty Faria e Bemvindo Sequeira em A Atriz, em cartaz no Teatro do Leblon em cartaz Proprietária de um teatro decadente precisa dividir o espaço e as dívidas e decide colocar um anúncio para um reality show teatral. Do grupo As Marias da Graça, o primeiro de mulheres palhaças do Brasil. Com Karla Concá e Vera Ribeiro. Centro Cultural da Justiça Federal. Avenida Rio Branco, 241. Tel.: 3261-2550. Sexta a domingo, 19h. R$ 30. 50 min. ELEFANTE Stand-up comedy com Fernando Ceylão. Direção do próprio ator. Teatro Cândido Mendes. Rua Joana Angélica, 63. Tel.: 2523-3663. Terça a domingo, 21h. R$ 50. 60 min Adaptação do premiado filme hispano-argentino Elsa y Fred, sobre um casal que redescobre o amor na terceira idade. Texto de Marcos Carnevale e Marcela Guerty. Direção de Elias Andreato. Com Ana Rosa e Umberto Magnani. Teatro Maison de France. Avenida Presidente Antônio Carlos, 58. Tel.: 25442533. Quinta a sábado, 20h. Domingo, 19h. R$ 70 (quinta e sexta) e R$ 80 (sábado e domingo). 80 min. ENFIM, NÓS Casal passa o Dia dos Namorados trancado no banheiro. Texto de Bruno Mazzeo e Claudio Torres Gonzaga. Com Maria Clara Gueiros e Ricardo Tozzi. Teatro Clara Nunes. Rua Marques de São Vicente, 52. Tel. 2274-9696. ENSINA-ME A VIVER Adaptação do filme de mesmo nome. Uma história de amor entre uma idosa e um adolescente. Texto de Collin Higgins. Direção e adaptação de João Falcão. Com Gloria Menezes, Arlindo Lopes e elenco. Teatro Net Rio. Rua Siqueira Campos, 143. Tel.: 2147-8060. Quinta, 17h. Sexta e sábado, 21h. Domingo, 20h. R$ 50, R$100 e R$ 150. 110 min. ESTAMOS INDO EMBORA A ação do homem sobre o clima no planeta. Texto e direção de Luiz Felipe Reis. Com Julia Lund e Marcio Machado. Espaço SESC (mezanino). Rua Domingos Ferreira, 160. Tel.: 2548-1088. Quinta a sábado, 21h. Domingo, 20h. R$ 20. 80 min. EU E ELA Mulher sozinha em seu apartamento encontra uma barata e entra em pânico. Texto de Guilherme Fiuza. Com Claudia Mauro, Stella Brajterman e André Dale. Teatro Vannucci. Rua Marquês de São Vicente, 52. Tel.: 2274-7246. Quinta a sábado, 21h. Domingo, 20h30. R$ 70 (quinta e sexta) e R$ 80 (sábado e domingo). 60 min. FAMÍLIA LYONS Num quarto de hospital, em que o pai está internado com câncer, família discute seus problemas. Texto de Nick Silver e direção de Marcos Caruso. No elenco, Rogério Fróes, Suzana Faini, Emilio Orciollo Netto, Zulma Mercadante. Teatro Glaucio Gill. Praça Cardeal Arcoverde, s/nº. Tel.: 2332-7904. Sábado a segunda, 20h. R$ 30. 90 min FOI VOCÊ QUEM PEDIU PARA EU CONTAR A MINHA HISTÓRIA Quatro meninas brincam de inventar histórias, à primeira vista inocentes, mas ao mesmo tempo cruéis, bem humoradas e lúcidas. O texto é de Sandrine Roche, com adaptação de Thereza Falcão. Direção de Guilherme Piva. Com Fernanda Vasconcellos, Bianca Castanho, Karla Tenório e Talita Castro. Teatro Leblon. Rua Conde Bernadotte,Tel.: 2529-7700. Quarta e quinta, 21h. R$ 60. 70 min. FRIDA Y DIEGO A história de paixão e de cumplicidade entre Frida Kahlo e Diego Rivera. Texto de Maria Adelaide Amaral. A direção é de Eduardo Figueiredo. Com Leona Cavalli e José Rubens Chachá. Teatro Fashion Mall. Estrada da Gávea, 899. Tel.: 2422-9800. Sexta e sábado, 21h30. Domingo, 20h. R$80 (sexta), R$ 100 (sábado) e R$ 90 (domingo). HAMLET OU MORTE Um padre dá a confissão a quatro condenados à morte e cada um deles conta a sua história. Textos de William Shakespeare, com direção e adaptação de Adriana Maia. Produção do grupo Os Trágicos. Teatro Poeirinha. Rua São João Batista, 104. Tel.: 2537-8053. Quinta a sábado, 21h. Domingo, 19h. R$ 50. 80 min JOÃO CABRAL Poemas de João Cabral de Melo Neto. Direção de Renato Farias. Com a Cia. de Teatro Íntimo: Caetano O’Maihlan, Gaby Haviaras, Rafael Sieg e Raphael Vianna. Espaço SESC. Rua Domingos Ferreira, 160. Tel.: 2547-0156. Sexta e sábado, 19h. Domingo, 18h. R$20. 60 min. LAIO E CRÍSIPO Texto de Pedro Kosovski com direção de Marcos André Nunes. No elenco, Erom Cordeiro, Ravel Andrade e Carolina Ferman. Espaço SESC (mezanino). Rua Domingos Ferreira, 160. Tel.: 2547-0156. Quinta a sábado, 21hs. Domingos, 20h. R$ 20 (inteira), R$ 5 (associados do SESC) e R$ 10 (jovens de até 21 anos, maiores de 60 anos, estudantes e classe artística). 80 min. MADAME BOVARY A trágica história de Emma Bovary, baseada na obra do escritor francês Gustave Flaubert. Direção e dramaturgia de Bruno Lara Resende. Com Raquel Iantas, Alcemar Vieira, Joelson Medeiros, Lourival Prudêncio e Vilma Mello. Teatro dos Quatro, Rua Marques de São Vicente, 52. Tel.2274-9895. Terça e quarta às 20hs. R$ 40. 110 min. peças, horários, teatros e preços peças, horários, teatros e preços ELZA & FRED Sexta e sábado, 21h. Domingo, 20h. R$ 80. 70 min. em cartaz DUAS PALHAÇAS em cartaz O OLHO AZUL DA FALECIDA Prometida por seu pai a São Djalminha, ainda virgem aos 50 anos, Maria do Caritó faz promessas a Santo Antonio para burlar a promessa do pai e conseguir um marido. Texto de Newton Moreno. Direção de João Fonseca. Com Lilia Cabral, Eduardo Reyes, Fernando Neves. Imperator. Rua Dias da Cruz, 170. Tel.: 2597-3897. Sexta e sábado, 21h. Domingo, 19h30. R$ 20 e R$ 10 (balcão, todos os dias), R$ 30 e R$ 15 (plateia, sexta) e R$ 40 e R$ 20 (plateia, sábado e domingo) Várias histórias se cruzam: a de um homem de luto, de um serial killer e de um ladrão. Texto de Joe Orton, com direção de Sidnei Cruz. No elenco, Tuca Andrada, Glaucia Rodrigues, Rafael Canedo. Teatro Maison de France. Avenida Antônio Carlos, 58. Tel.: 2544-2533. Quinta a sábado, 19h30. Domingo, 18h30. R$ 60 (quinta e sexta) e R$ 70 (sábado e domingo). 100 min. Até dia 21 de junho. Enquanto esperam em uma sala de aeroporto seus voos atrasados, mulheres conversam sobre a menopausa. Texto de Rodrigo Nogueira. João Fonseca assina a direção. Com Rosi Campos, Pia Manfroni e Rose Abdallah. Teatro das Artes. Rua Marquês de São Vicente, 52. Tel.2540-6004. Sexta e sábado, 21h30. Domingo, 20h. R$ 80 (sexta) e R$ 90 (sábado e domingo). 60 min. O HOMOSSEXUAL E A DIFICULDADE DE SE EXPRESSAR Texto de Copi. Tradução de Giovana Soar. Direção: Fabiano de Freitas. Com Higor Campagnaro, Lenardo Corajo, Mauricio Lima, Renato Carrera e Fabiano de Freitas. Espaço SESC (Arena). Rua Domingos Ferreira, 160. Tel.: 2547-0156. Quinta a sábado, às 20h30. Domingo, 19h. R$ 20 (inteira), R$ 5 (associados do SESC) e R$ 10 (jovens até 21 anos, maiores de 60 anos, estudantes e classe artística). 70 min Peça inspirada no filme Denise está chamando, sobre amigos que nunca se encontram, mas estão sempre conectados. Texto e direção de Leonardo Netto. Com Adassa Martins, Ana Abott, Beatriz Bertu. Espaço Sergio Porto. Rua Humaitá, 163. Tel.: 2535-3846. Quinta a domingo, 20h. R$ 40. 80 min. POR DENTRO DA MÚSICA As histórias que inspiraram grandes compositores da música popular a criar suas canções. Concepção de Maria Ceiça, Ilka Villardo, Nivia Helen e Osmar Milito. Com Maria Ceiça, Ilka Villardo e Osmar Milito. Teatro Tom Jobim. Rua Jardim Botânico, 1008. Tel.: 2274-7012. Sexta e sábado, 21h. Domingo, 20h. R$ 40. PULANDO A CERCA Um casal de amantes é surpreendido dentro de casa por uma dupla de assaltantes, que exige a presença do marido. Texto de Mauricio Silveira, direção de Bemvindo Sequeira. Com Bernardo Thiré. Direção de Marcos Caruso. Teatro do Leblon. Rua Conde de Bernadote, 26. Tel.: 2529-7700. Sexta e sábado, 21h. Domingo, 20h. R$ 80 (sexta) e R$ 90 (sábado e domingo). 70 min PULSÕES SEXO NEUTRO Uma bailarina e um maestro se encontram num lugar indeterminado e se unem através da música. Texto: Dib Carneiro. Direção: Kika Freire. Com Fernanda de Freitas e Cadu Favero. Teatro Poeira. Rua São João Batista, 104. Tel.: 2537-8053. Quinta a sábado, 21h. Domingo, 19h. 60 min. Os desafios de um personagem diante de uma experiência radical de mudança de gênero. Texto e Direção de João Cícero Bezerra. Com Cristina Flores e Marcelo Olinto. CCBB. Rua Primeiro de Março, 66. Tel.: 3808-2000. Quarta a domingo, 19h30. R$ 10.70 min. RAUL FORA DA LEI. A HISTÓRIA DE RAUL SEIXAS UM MILHÃO DE ANOS EM UMA HORA Com Roberto Bomtempo e banda M-743. Direção musical de Igor Eça. Teatro Rival Petrobras. Rua Álvaro Alvim, 33/37. Tel.: 2240-4469. Dias 19 e 20 de junho, 19h30. R$ 80, R$ 70 e R$ 55 (Promoção para os 100 primeiros pagantes) RÉPÉTITION Comédia que fala de amor, desejo, ciúme, fantasia, amizade, arte. Texto de Flávio de Souza. Direção de Walter Lima Jr. Com Alex Nader, Tatianna Trintex e Paulinho Serra. Teatro Fashion Mall. Estrada da Gávea, 899. Tel.: 2422-9800. Sexta e sábado, 21h30. Domingo, 20h. R$ 60 (sexta) e R$ 80 (sábado e domingo). 50 min. SELFIE As relações distorcidas entre as pessoas e o que elas buscam com exposições da imagem. Com Mateus Solano e Miguel Um passeio pela história em 15 quadros, desde o homem da caverna. Texto de Colin Quin, adaptação de Marcelo Adnet. Direção de Claudio Torres Gonzaga. Teatro do Leblon. Rua Conde de Bernadotte, 26. Tel.: 2529-7700. Quinta a sábado, 21h. Domingo, 20h. R$ 50 (quinta), R$60 (sexta) e R$ 70 (sábado e domingo). 60 min. YENTL EM CONCERTO Baseado na história de uma jovem que se faz passar por homem para ser aceita em uma instituição judaica masculina. O filme, adaptação do livro homônimo, se tornou célebre no mundo todo, com Barbra Streisand no papel principal. Com Alessandra Maestrini. Midrash Centro Cultural. Rua General Venâncio Flores, 184, Leblon. Tel.: 22391800. Quintas, 21h. R$ 60. 70 min. peças, horários, teatros e preços peças, horários, teatros e preços MENOPAUSA PARA OS QUE ESTÃO EM CASA Mesquita e Amanda Parisi. Teatro Vannucci. Shopping da Gávea, Rua Marquês de São Vicente, 52. Tel.: 2274-7246. Terça e Quarta, 21h. R$ 60 em cartaz MARIA DO CARITÓ o espectador assistiu, gostou e indica A direção de Marcos Caruso é perfeita e o tema do espetáculo muito atual, pois fala das relações familiares, do afeto, do carinho, do amor que nos faz refletir. As interpretações também são fabulosas. Quem gosta de bom teatro, não pode perder.” Gilda Matoso, jornalista “O romance de Flaubert é um clássico e, por isso, atemporal. Quando foi lançado mudou a forma de escrever livros. A peça é totalmente fiel à obra. A direção, elegantíssima. E os atores muito talentosos. Adorei ter visto e recomendo!” Kika Kalache, atriz Rubaiyat Nós, cariocas, não precisamos mais ficar com inveja dos paulistanos. Temos um Rubaiyat só nosso e com uma vista de matar: cavalinhos do Jockey Club correndo na pista e o Cristo Redentor só abençoando... Inicie os trabalhos com o couvert, nem pense em dispensar. O pão de queijo é especial e há uma foccacia de comer rezando! As carnes são todas espetaculares. Para quem curte carne com osso, o baby beef é maravilhoso, além de todos os outros cortes tradicionais da casa. O acompanhamento com batatas suflê não decepciona, pelo contrário... A carta de vinhos, por sua vez, é ótima. A casa tem uma adega de vidro superbonita e um bar bem aconchegante. Caso não queira pedir carne, os peixes são uma excelente opção, expostos num balcão de gelo e muito frescos. E é dali que saem as vieiras do também ótimo carpaccio. Foi você quem pediu para eu contar a minha história “A direção de Guilherme Piva e a adaptação de Thereza Falcão são muito inteligentes. O espetáculo é emocionante, cruel e divertido. As atrizes (Fernanda Vasconcellos, Bianca Castanho, Karla Tenório e Talita Castro) estão superafinadas, recomendo muito.” Silvia Machete, cantora Endereço: Rua Jardim Botânico, 971, Jockey Club. Tel.: 3204-9999 o programa continua | por Claudia Esquerdo Família Lyons Madame Bovary FOTOS: DIVULGAÇÃO não perca “O espetáculo tem recursos de corte que dão a impressão de estarmos assistindo a um filme. Profundidades e possibilidades que criam um teatro 3D, sem obrigar o espectador a colocar óculos para ter a nitidez da cena.” Gilberto Gawronski, ator e diretor depois do teatro... Répétition H á 12 anos, a diretora Kika Freire saiu do cinema indignada com o final do filme que acabara de assistir: o assassino havia sido perdoado e o louco, condenado. Pouco tempo depois, por meio de um amigo, conheceu o trabalho da Dra. Nise da Silveira, psiquiatra, e a partir daí começou a pensar em Pulsões, em cartaz no teatro Poeira, com texto de Dib Carneiro e Fernanda Freitas e Cadu Fávero no elenco. Ao se aprofundar no trabalho clínico, Kika se deparou com uma questão que a incomodava muito: o preconceito com a psicopatia. Por isso, ao imaginar a história de Pulsões, pensou em um lugar belo, que nada tivesse a ver com a imagem que as pessoas possuem de um hospital FOTOS: VICTOR HUGO CECATTO/DIVULGAÇÃO Pulsões Um maestro e uma bailarina alternam momentos de amor e de loucura no palco do Teatro Poeira psiquiátrico – um lugar branco, fétido, horroroso. Para o cenário, alugou quadros do Museu do Inconsciente, todos lindos, “que qualquer pessoa gostaria de ter em casa”, diz ela. Sendo dançarina, Kika imaginou uma bailarina e um músico como representação artística. “Poderia ser um artista plástico e um escritor, por exemplo, mas usei esses dois recursos porque eram mais próximos de mim, portanto mais fácil para desenvolver a peça”. Amor e loucura Pulsões conta a história de uma bailarina (Fernanda Freitas) e de um maestro (Cadu Fávero) que estão em um lugar indefinido, alternando momentos de amor e de loucura, e sabem que apenas a música e a dança podem salvá-los. Segundo Kika, a peça fala de um universo bastante denso. “Não é uma comédia, mas como é um espaço lúdico, tem um lado belo. A bailarina é uma psicopata, e o músico vai mostrando a sua psicopatia aos poucos. Deixo algumas coisas abertas, para a pessoa concluir dentro dela o que é melhor”. A música é um personagem do espetáculo. João Bittencourt ao piano e Maria Clara Valle com seu violoncelo ajudam, ao vivo, a contar o enredo, interpretando Villa-Lobos, cantigas populares e composições próprias. Museu do Inconsciente Para tentar explicar melhor o que queria passar com sua história, Kika levou os atores e a equipe de criação ao Museu do Inconsciente, da Dra. Nise da Silveira, e não se arrependeu. “É modificador. Cada vez que íamos, o ensaio ficava muito melhor, mais denso. É muito bom ver pessoas vivendo naquelas condições e fazendo coisas lindas. Foi muito produtiva a vivência no Museu”. O ator Cadu Fávero vive sua segunda experiência com o tema psicose. Em 2007, participou do filme Sem Controle. “Trabalhar com a psicose é muito intenso, mas é bonito ver a loucura de maneira diferente, com amor e não com distanciamento”. Para a atriz Fernanda de Freitas, que pratica dança clássica desde os oito anos de idade, interpretar justamente uma bailarina facilita muito a interpretação. “O texto chegou a mim através da Kika, com quem danço há muitos anos, e o fato de dialogar com meu parceiro de cena através da dança me ajuda muito”. Beija-me como nos livros A companhia Os Dezequilibrados encerra sua Trilogia do Amor, iniciada no ano passado com Amores e Fala comigo como a chuva e me deixa ouvir romântico. “Começa com o amor cortês, no século 12, já com muitas características do amor romântico, que vai sendo construído a partir dali. Cada um desses mitos, desses momentos históricos que a gente procura retratar, vai trazendo um elemento novo, até se conformar com esse modelo”. Beija-me como nos livros, com dramaturgia também de Ivan Sugahara, já se apresentou no IV Cena Brasil Internacional. A partir de 26 de junho, entra em temporada no CCBB. O elenco conta com Júlio Adrião, Cláudia Mele, os integrantes da companhia Ângela Câmara e José Karini. Bromelô FOTO: DIVULGAÇÃO P ara escrever Beija-me como nos livros, que completa a trilogia sobre o amor que a companhia Os Dezequilibrados se propôs a fazer, o grupo pesquisou quatro momentos históricos da humanidade, selecionou seus mitos amorosos e os comparou aos casais contemporâneos. Tristão e Isolda representam o período medieval inglês. Romeu e Julieta, o renascimento italiano. Dom Juan, o iluminismo francês. E Werther, o romantismo alemão. Para o diretor Ivan Suhagara, os quatro momentos amorosos estão ligados à construção de um modelo, que é o amor Para falar de amor, Ivan criou uma linguagem especial, o Bromelô, e usou muito do gestual do cinema mudo e da dança. Bromelô não é reconhecível, como o português ou o inglês. “É uma língua que a gente inventou para o espetáculo, no sentido de tentar construir uma linguagem do amor entendida por todos, que é universal, mas ao mesmo tempo não é, já que as pessoas até hoje não se entendem”, diz Suhagara. O espetáculo tem um ato de uma hora e meia, construído em um cenário clean, que faz referência aos conceitos dos livros. Os figurinos mostram todas as épocas pesquisadas. Como não existe a palavra para se comunicar, a comunicação se dá por meio do figurino, da música e da própria sonoridade da palavra e do corpo. A trilha sonora caminha também por todos os períodos. “Os mitos inspiraram óperas, balés. A música atravessa várias épocas”, conta o diretor. “O amor é um tema que nos interessa muito. Eu mesmo vivi, no ano passado, uma crise amorosa pessoal, então estava em um momento fértil”, diz Ivan. E lembra uma frase do dramaturgo Domingos de Oliveira, que o agrada muito: “Dizem que um dos maiores sofrimentos do homem é não poder dar todo o amor que tem. Daí vem, talvez, a arte. No espetáculo, procuramos falar justamente de como os mitos amorosos interferem na nossa maneira de amar. Pensamos que é uma coisa natural, nata. Mas é uma construção histórica, cultural”. Amor em três etapas A companhia Os Dezequilibrados criou a trilogia sobre o amor para comemorar seus 18 anos de vida, completados em 2014. A primeira peça foi Amores, de Domingos de Oliveira, que estreou em março do ano passado. Em junho do mesmo ano, foi apresentada uma versão itinerante de Fala comigo como a chuva e me deixa ouvir, de Tennessee Williams. Ambas as montagens obtiveram sucesso de público e de crítica. Com patrocínio de três anos da Petrobras para pesquisa e criação de um espetáculo inédito, a companhia encerra a trilogia com Beija-me como nos livros. Teatro infantil Os Saltimbancos Selecionamos três peças que irão divertir crianças e adultos. Para colocar na agenda já! Teatro Vannucci – Shopping da Gávea. Rua Marquês de São Vicente, 52. Tel.: 2274-7246. Sextas, 18h30. R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia). Com versão e adaptação de Chico Buarque, Os Saltimbancos é outro clássico da dramaturgia infantil que encanta gerações. E assim como Alice, também está em clima de comemoração: a história de quatro animais – jumento, galinha, gata e cachorro – que se se encontram numa estrada, fugidos de seus patrões, e resolvem formar uma banda musical está completando 23 anos de palcos. A direção é de Maria Lúcia Priolli, que também atua. No elenco, Claudio Gardin, Rodrigo Pitanga, André Rayol Jorge e Julie Duarte. A Cigarra e a Formiga Teatro Bradesco. Avenida das Américas, 3900, Barra da Tijuca. Informações sobre dias e horários pelo tel.: 3431-0100. De R$ 50 a R$ 150 São 30 atores, 180 figurinos, cinco cenários, bonecos gigantes, 32 músicas especialmente compostas para o espetáculo, levitações, ilusionismo, recursos 4D, telões de led e cenários virtuais. Tudo para comemorar os 150 anos de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol, em cartaz no Teatro Bradesco Rio, com direção de Billy Bond. A Alice menina é interpretada por Catherine Sansone, de 10 anos. A Alice adulta é vivida por Karina Mathias, de 27 anos. A clássica história da garota que cai em uma toca de coelho que a conduz ao País das Maravilhas conta ainda com personagens inesquecíveis, como a Rainha de Copas, o Gato de Cheschire e o Chapeleiro Maluco. Obrigatório para crianças e adultos! FOTOS: DIVULGAÇÃO Alice no País das Maravilhas – O Musical Adaptação da fábula de La Fontaine. Nessa versão, cigarra e formiga são amigas e trabalhadoras. Dona Formiguita continua armazenando alimentos para o inverno, enquanto Cigarrita ensaia e se preocupa com seus espetáculos. Aí entra em cena o empresário Guga Gafanhoto, que faz falsas promessas para a cigarrinha, oferecendo um show em Paris. Uma história de amizade e solidariedade, além de abordar assuntos como reciclagem e preservação do meio ambiente. No elenco, Nady Oliveira e Reinaldo Patrício. Leandro Mariz assina a direção. Teatro Clara Nunes – Shopping da Gávea. Rua Marquês de São Vicente, 52. Tel.: 22747246. Sábado e domingo, 17h. R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia). FOTO: NIL CANINÉ/DIVULGAÇÃO cena aberta Andréa Beltrão em Jacinta, comédia musical dirigida por Aderbal Freire-Filho, em 2012. FORMAÇÕES GRATUITAS PARA JOVENS ENTRE 17 E 29 ANOS SETOR DA INDÚSTRIA PETRÓLEO E GÁS Curso de serralheria, solda e alpinismo industrial SETOR DE SERVIÇOS DE SEGURANÇA Curso de instalador de sistema eletrônico de segurança SETOR DE LOGÍSTICA Curso de auxiliar operacional, conferente, assistente de qualidade e operador de empilhadeira SETOR ARTÍSTICO Curso de teatro, circo, dança, música e artes plásticas Garanta sua vaga no mercado de trabalho! Aulas de 2ª a 5ª (manhã, tarde e noite) Auxílio transporte e Alimentação GALPÃO APLAUSO Rua General Luis Mendes de Moraes, 50 Santo Cristo (Próx. a Rodoviária Novo Rio) Mais Informações: 2233-6648 A energia da Light também está no / ghtclient /li ght h e es @l ght @li gh cliient e es en Anddroid. A Li Ligh ghtt ap apos osta ta em tecnologiaa e vo vocêê gan anha h mais rapidez,, efi ficiên ênci cia e praticidade.. 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