FACULDADES INTEGRADASIPIRANGA CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA LIZZ TREACY MORAES ESTUMANO LUZIENE DOS SANTOS SILVA NATALINA DO SOCORRO GOMES SAMPAIO VIOLÊNCIA NA ESCOLA: BULLYING UM PROBLEMA QUE INTERFERE NA APRENDIZAGEM BELÉM 2013 LIZZ TREACY MORAES ESTUMANO LUZIENE DOS SANTOS SILVA NATALINA DO SOCORRO GOMES SAMPAIO VIOLÊNCIA NA ESCOLA: BULLYING UM PROBLEMA QUE INTERFERE NA APRENDIZAGEM Trabalho de conclusão de curso apresentado as Faculdades Integradas Ipiranga como requisito avaliativo da disciplina: orientação do TCC. Orientadora: Prof.ª Giovana Cristina Pantoja de Souza BELÉM 2013 LIZZ TREACY MORAES ESTUMANO LUZIENE DOS SANTOS SILVA NATALINA DO SOCORRO GOMES SAMPAIO VIOLÊNCIA NA ESCOLA: BULLYING UM PROBLEMA QUE INTERFERE NA APRENDIZAGEM Trabalho de conclusão de curso apresentado as Faculdades Integradas Ipiranga para a obtenção do título de pedagogo. Banca examinadora ____________________________________________________ Avaliadora: Profa. Giovana Cristina Pantoja de Souza ____________________________________________________ Examinador (a) ____________________________________________________ Examinador (a) DEDICATÓRIAS Dedico esse trabalho a Deus, por tudo que me proporciona na vida, a minha família e meus amigos. Luziene dos Santos Silva Dedico esse trabalho a Deus, por tudo que me proporciona na vida, a minha família e especialmente minha filha Brenda Laysa e meus amigos. Lizz Treacy Moraes Estumano Dedico esse trabalho a minha família e amigos que foram muito importantes na realização desta conquista! Obrigada meu DEUS por essa vitória! Natalina do Socorro Gomes Sampaio. AGRADECIMENTOS Agradeço a DEUS, aos meus pais Domingos Moraes e Rosinete Pimentel que sempre acreditaram e acreditam em mim, como pessoa e profissional aos meus irmãos Domingos Brehme (in memória) e Domingos Wallyd, a minha filha Brenda Laysa e meu marido Ítalo Silva por terem sido tão compreensivos e pacientes durante este período de intensa dedicação e estudo. Lizz Treacy Estumano Moraes Agradeço em primeiro lugar a Deus que me iluminou durante a realização desta pesquisa. Agradeço também a meus pais, Luiz Carlos nascimento da silva e principalmente a minha mãe Maria helena batista dos santos, a meus filhos Walsilene silva da costa e Waldenisom silva da costa. Aos meus irmãos Paulo César dos Santos Silva, Lucilene dos Santos Silva e Leiceane dos Santos Silva e a meu marido e companheiro Waldenis José Mendonça da Costa e a todos aos meus amigos que carinhosamente me deram forças e coragem, me apoiando nos momentos de dificuldades. E não deixando de agradecermos de forma grata e grandiosa Nossa Professora e orientadora Maria Élen Mariana Maia Lisboa Luziene dos Santos Silva Agradeço a DEUS, a minha família, meus pais Pedro Faro Sampaio (in memoriam) e Raimunda Gomes Sampaio por essa conquista e em especial minha irmã Nadilza Sampaio e meu amigo Maradei Borges dos Santos pelo apoio e incentivo nos momentos de dificuldades, meu irmão Ronald Valentim Sampaio e meus sobrinhos em especial Pedro Lucas Sampaio, minha prima Renata Castro, meus amigos Mauro Santiago e Kleber Barsotelli por ficarem ao meu lado para a realização desse sonho. Natalina do Socorro Gomes Sampaio. “Sem sonhos, a vida não tem brilho. Sem metas, os sonhos não têm alicerces. Sem prioridade, os sonhos não se tornam reais. Sonhe, trace metas, estabeleça prioridade e corra riscos para executar seus sonhos. Melhor é errar por tentar do que errar por se omitir! Não tenhas medo dos tropeços da jornada. Não podemos esquecer que nós, ainda que incompleto, fomos o maior aventureiro da história.” Augusto Cury RESUMO A presente pesquisa tem como objetivo geral compreender o fenômeno bullying e suas consequências para o processo de aprendizagem, bem como Conhecer de que maneira o bullying interfere no processo de ensino e aprendizagem; Identificar as manifestações do bullying no contexto escolar e verificar as estratégias adotadas pela escola para promover a cultura de paz. Para tanto, realizou-se uma pesquisa do tipo bibliográfica, com uso de fontes secundárias, abrangendo toda a bibliografia já tornada pública em relação ao tema estudado. A investigação teve como Lócus de pesquisa livro, artigos acadêmicos e pesquisas virtuais. Verificou-se a partir da investigação que a violação desses princípios em que o ser humano é desrespeitado ocasionado constrangimento, o bullying estar inserido nesse contexto, o autor do bullying não machuca só a vitima escolhida seja verbalmente em que as palavras fazem mal a vitima trazendo emoções diversas, dor e sofrimento ou fisicamente com empurrões, socos e pontapés. Contudo, na educação é preciso que se fortaleça os princípios de educação e dos sentimentos. Quando são apresentadas questões relativas ao bullying, é importante questionar: Qual princípio foi desrespeitado, que sentimentos estão sendo compartilhando. Conclui-se, afirmando que o desconhecimento desta temática por parte dos profissionais da educação e pais de educandos é um dos principais obstáculos para sua superação o que exige apesar da ampla discussão sobre este tipo de violência, necessita-se ainda mais de discussões e trabalhos que conscientize sobre a sua inegável relevância, pois se assim não acontecer à sociedade continuará desconhecendo as graves consequências desta violência. Para tanto, se acredita que ampliar os debates sobre o bullying é uma forma de elaboração de estratégias para minimizar este problema de forma efetiva. Palavras chaves: O Bullying escolar. A família e o bullying. Papel social da escolar. Formação. ABSTRACT This research aims to understand the general phenomenon bullying and its consequences for the learning process, as well as know how bullying affects the process of teaching and learning; Identify the manifestations of bullying in the school and check the strategies adopted by school to promote the culture of peace. Therefore, we carried out a survey of the literature type, using secondary sources, covering all the literature already published on the topic studied. The investigation was Locus research book, scholarly articles and research virtual. It was found from the investigation that the violation of these principles that the human being is disrespected caused embarrassment, bullying be inserted in this context, the author of bullying not only hurts the victim chosen verbally when words do harm to victim bringing various emotions, pain and suffering or physically shoving, punching and kicking .. However, in education it is necessary to strengthen the principles of education and feelings. When questions are presented relating to bullying, it is important to ask: What principle was breached, what feelings are being shared. We conclude by stating that the ignorance of this subject by education professionals and parents of students is a major obstacle to overcoming which requires despite the extensive discussion of this kind of violence, it requires further discussion and work aware that on its undeniable importance, because if it does not happen to society continue ignoring the serious consequences of this violence. Therefore, it is believed that the larger debates about bullying is a form of strategizing to minimize this problem effectively. Keywords: Bullying at school. Family and bullying.Social role of the school. Training. 9 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO......................................................................................................... 10 2. OBJETIVOS............................................................................................................. 12 2.1. OBJETIVO GERAL............................................................................................... 12 2.2. OBJETIVOS ESPECIFICOS.................................................................................. 12 3. REFERENCIAL TEÓRICO................................................................................... 13 3.1. O BULLYING NA ESCOLA................................................................................. 13 3.2. RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO AMBIENTE ESCOLAR............................. 18 3.3. O COMBATE À VIOLÊNCIA.............................................................................. 24 4. METODOLOGIA.................................................................................................... 29 4.1. METODOS E PROCEDIMENTOS....................................................................... 29 5. RESULTADOS E DISCUSSÃO............................................................................. 32 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................. 40 REFERÊNCIAS........................................................................................................... 44 10 INTRODUÇÃO O que nos levou a realizar esta pesquisa sobre como o bullying interfere no processo de ensino e aprendizagem, foi o surgimento de atos de violência dentro do ambiente escolar, porém sempre que é levantadas pesquisas sobre o bullying, os relatos sempre são direcionados aos agressores, por isso sentimos a necessidade de falar e buscar dados sobre as vitimas. Já que os atos de bullying acontecem de maneira crescente dentro das escolas, buscamos através de nossa pesquisa verificar como se dá o desempenho escolar das vitimas e se realmente isso colabora para um baixo rendimento desses alunos. O objetivo dessa pesquisa é compreender o fenômeno bullying e suas consequências para o processo de aprendizagem. Entendemos que o fenômeno Bullying na escola é algo que necessita ser debatido no contexto escolar com a finalidade de esclarecer a comunidade e, em particular as crianças sobre as consequências do mesmo para o processo de aprendizagem e para o comportamento humano, além dos conflitos que isso ocasiona, pois na maioria das vezes essas crianças se envolvem nesse tipo de violência, de forma ingênua, sem nem entender o significado dessa atitude. Vítima típica refere-se ao indivíduo que sofre repetidas vezes a agressão e não resolve a situação por não conseguir se impor. Podemos dizer que o alvo se vê, em muitos casos, da maneira como é julgado pelo autor do bullying, fazendo com que ele tenha ainda mais dificuldade em reagir às agressões. A vítima típica tem como principais características, pouca sociabilidade, timidez, geralmente é retraída, possui baixa estima e poucos amigos. Essas vítimas são escolhidas pelos agressores, por apresentarem aspectos físicos diferenciados dos padrões impostos pelos grupos de amigos, geralmente não possuem aptidão aos esportes ou lutas, tendo dificuldade de se adequar em grupos de amigos (conhecido popularmente como “panelinhas” que ocasionam na escolha de possíveis investidas de seus agressores). Para tanto se elencou os seguintes objetivos específicos: Conhecer de que maneira o bullying interfere no processo de ensino e aprendizagem; Identificar as manifestações do bullying no contexto escolar; Verificar as estratégias adotadas pela escola para promover a cultura de paz. Para da consistência científica fundamentamos a nossa pesquisa de acordo com as ideias de autores como: Chalita (2008), Fante (2005), Silva (2010), Pereira (2009). 11 A metodologia utilizada foi qualitativa e desenvolvida a partir de levantamentos bibliográficos. O trabalho está organizado em três (3) Eixos. O primeiro Eixo apresenta discussão sobre como a escola pode trabalhar essa questão e as consequências que esses ataques podem acarretar nos agressores, vítimas e testemunhas; O segundo eixo apresenta discussão sobre em que contexto abordar esse assunto e sobre as dificuldades de aprendizagem que as vítimas do bullying apresentam em sua vida escolar; O terceiro eixo debate como essas crianças lidam com o assunto Bullying e como esse tipo de violência é compreendida. Deste modo, acredita-se que a escola como um espaço democrático e tendo como função social formar o cidadão, a mesma precisa se posicionar a respeito dessa questão junto ao corpo escolar, pais e responsáveis. Portanto, a escola precisa capacitar seus profissionais com a finalidade de identificar, levantar o diagnostico, propor intervenção e o encaminhamento adequado para os casos de bullying ocorridos em suas dependências. Nesse sentido, percebe-se a relevância de realizar este estudo bem como de inserir esse debate no cotidiano escolar com vistas a contemplar ações no projeto político pedagógico que promovam uma cultura de paz, haja vista que a violência gera a violência e a agressividade pode ser uma resposta do educando a várias questões que o incomodam, tais como: timidez, medo, cólera, etc.; dado que o homem é, sobretudo um reflexo do ambiente em que passou sua infância; este lhe imprimiu sua marca para toda a vida.. E por fim as considerações finais em que explicitamos a conclusão do estudo e referências. 12 2. OBJETIVOS 2.1 OBJETIVO GERAL Compreender o fenômeno bullying e suas consequências para o processo de aprendizagem 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Discutir de que maneira o bullying interfere no processo de ensino e aprendizagem; Identificar as manifestações do bullying no contexto escolar; Verificar as estratégias adotadas pela escola para promover a cultura de paz. 13 3. REFERENCIAL TEÓRICO 3.1 O BULLYING NA ESCOLA A palavra Bullying trousse consigo várias discussões importantíssimas sobre a violência que se sofre no meio escolar. Ela, portanto segundo Souza e Almeida (2011, p. 182), surge “para denominar uma questão antiga que durante muito tempo não foi vista como algo preocupante, até que, por volta dos anos 1970 surgiu na Suécia um grande interesse de toda a sociedade pelos problemas entre agressores e vítimas nas escolas.”. Por sua vez, esta denominação vem recebendo bastante destaque na atualidade, muitos estudiosos vem colocando a disposição da sociedade pesquisas sobre o avanço da discussão sobre o Bullying, como Ferreira (2011, p. 10) que propõe a definição da palavra afirmando que: O bullying tem duas componentes-chave: ações nefastas repetidas e desequilíbrio de poder. Envolve a repetição de ataques físicos, verbais, ou psicológicos, ou intimidações diretamente dirigidas a uma vítima que não se consegue defender adequadamente devido ao tamanho ou à força, ou porque a vítima se encontra em inferioridade numérica, ou porque é psicologicamente menos resistente. As características e o significado da palavra em estudo referem-se às agressões das mais variadas formas sofridas no meio escolar, contribuindo para quem as sofre grandes problemas de saúde sejam físicas ou psicológicas. Vale lembrar que esta discussão passou a ser levada a sério a partir da grande repercussão da mídia. No Brasil casos que marcaram a história de violências advindas de agressões no meio escolar, foram o ponta pé inicial para estas discussões que eram discutidas, porém, não valorizadas para debates no meio escolar. Sobre a afirmativa acima Souza e Almeida (2011, p. 182) propõe, A preocupação com a questão se estendeu pelo mundo e outros casos de suicídio e homicídio entre alunos e ex-alunos no meio escolar começaram a ser noticiados. No Brasil, casos como o de Taiuva (SP, 2003), Remando (BA, 2004) e, mais recentemente Realengo (RJ, 2011), tem gerado muita comoção alertando para a gravidade das consequências que o bullying pode causar. É importante lembrar que nem todas as consequências do bullying resultam em tragédias, como as citadas acima, no entanto, as agressões sempre causam sofrimento, interferindo drasticamente nos processos de aprendizagem e socialização, podendo deixar graves sequelas emocionais. Com a propagação da gravidade das características desta violência, ao meio escolar, passou-se exigir mais cuidados e atenção quanto aos que sofrem e aos que praticam tal violência. As discussões devem ser direcionadas a todos, sempre colocando ao alunado e aos 14 que formam a escola, as graves consequências deste tipo de violência, tanto para quem a sofre quanto a quem a pratica. Por sua vez, estas características podem ser observadas para Olweus (1993 apud SOUZA e ALMEIDA 2011, p. 184) que: Define duas maneiras nas quais o bullying pode ocorrer: o bullying direto e o bullying indireto. O direto envolve ataques de um estudante contra outro, incluindo palavras, gestos, expressões faciais e contato físico. O indireto implica a exclusão da vítima de seu grupo de pares fazendo com que tenha problemas para fazer novos amigos em sua sala de aula. Porém ele lembra que há uma clara associação entre as duas maneiras, pois os alunos que sofrem bullying direto geralmente são isolados e rejeitados entre seus pares. Estas características consideradas e levadas para discussões entre todos os que compõem a escola, contribui para o entendimento das graves consequências deste tipo de violência, que não somente a vitima torna-se agredida, mas também quem comete a agressão. Desta forma, as principais consequências para quem sofre o bullying escolar, são de acordo com Silva (2010 apud SOUZA e ALMEIDA 2011, p.186), As mais variadas possíveis e dependem muito de cada indivíduo, da sua estrutura, de suas vivências, da predisposição genética, da forma e da intensidade das agressões. No entanto, o bullying causa sofrimento a todas as vítimas, em maior ou menor proporção. Muitas delas levarão marcas profundas provenientes das agressões para a vida adulta, e necessitarão de apoio psicológico e/ou psiquiátrico para superá-las. E ainda, estas consequências poderão gerar outros agressores, que agredidos tornam-se seres cheios de sentimentos negativos, esquecendo-se do papel social que a escola poderia ter passando a tê-la como um meio para suas vinganças, do mal que foi sofrido em outros espaços escolares ou até mesmo na própria escola. E ainda, Silva (2010 apud SOUZA e ALMEIDA 2011, p.186), Menciona também problemas psicossomáticos, transtorno de pânico, depressão, anorexia e bulimia, fobia escolar, fobia social, ansiedade generalizada, além de poder agravar problemas preexistentes, devido à continuidade da exposição às situações estressoras a que a vítima é submetida. Esta autora alerta que nos casos mais graves, podem ser observados quadros de esquizofrenia, homicídio e suicídio. É importante salientar, que nem sempre os que sofrem a agressão são percebidos, muitos escondem por medo ou não sentem segurança no educador para partilhar tais angustias sofridas na escola, o que contribuem para as constantes ameaçam de quem as praticam, uma vez que nada foi feito para impedi a agressão. Outro ponto importante a ser abordado é a falta de preparo do educador ao lidar com esta violência, que apesar da ampla divulgação, muitas ainda não sabem ou não conseguiram 15 levar tal discussão para o meio escolar, o que acaba mascarando muitas ações características de bullying. Desta forma, a escola precisa está atenta às novas formas de violência que são característicos de bullying, uma vez que os agressores muitas vezes, estão presentes em seus cotidianos. Sobre as novas formas de bullying Silva (2010, p.8) ressalta que. Uma das formas mais agressivas de bullying, que ganha cada vez mais espaços sem fronteiras é o cyberbullying ou bullying virtual. Os ataques ocorrem por meio de ferramentas tecnológicas como celulares, filmadoras, máquinas fotográficas, internet e seus recursos (e-mails, sites de relacionamentos, vídeos). Além de a propagação das difamações ser praticamente instantânea o efeito multiplicador do sofrimento das vítimas é imensurável. O cyberbullying extrapola, em muito, os muros das escolas e expõe a vítima ao escárnio público. Os praticantes desse modo de perversidade também se valem do anonimato e, sem nenhum constrangimento, atingem a vítima da forma mais vil possível. Traumas e consequências advindos do bullying virtual são dramáticos. Contudo, o acesso aos meios tecnológicos, com proposto acima pela autora, tornaramse ferramentas também para propagar agressões, que por sua vez, causam serias problemas para vida de quem é agredido. Ficando ainda mais difícil, para os que formam pedagogicamente a escola acompanhar seus alunados. Muitas escolas acabam tendo entre seus membros vitimas desta violência, não conseguindo atingi-la socialmente por não compreender que se tornaram vitimas de violência escolar. 3.1.1 Motivações diferenciadas do bullying na escola Muito se tentou explicar o que levar a uma criança ou a um jovem a comete violência contra seus colegas de escola, e discussões sempre apontam que, geralmente o agressor escolhe vítimas com aparências frágeis ou que o incomode por alguma característica que possui, e ele não. Para Silva (2010, p.9) o que levam os jovens a serem agressores são: 1. Muitos se comportam assim por uma nítida falta de limites em seus processos educacionais no contexto familiar. 2. Outros carecem de um modelo de educação que seja capaz de associar a autor realização com atitudes socialmente produtivas e solidárias. Tais agressores procuram nas ações egoístas e maldosas um meio de adquirir poder e status, e reproduzem os modelos domésticos na sociedade. 3. Existem ainda aqueles que vivenciam dificuldades momentâneas, como a separação traumática dos pais, ausência de recursos financeiros, doenças na família etc. A violência praticada por esses jovens é um fato novo em seu modo de agir e, portanto, circunstancial. 4. E, por fim, nos deparamos com a minoria dos opressores, porém a mais perversa. Trata-se de crianças ou adolescentes que apresentam a transgressão 16 como base estrutural de suas personalidades. Falta-lhes o sentimento essencial para o exercício do altruísmo: a empatia. A autora classifica claramente quatro características importantíssimas a serem compreendidas pelos responsáveis do processo educacional, pois uma vez, conhecedor destas, fica mais facial preveni-las para que não se propague. Mas uma vez, é importante salientar que o papel social da escola também está em combater males como estes, e as discussões baseadas em fatos do cotidiano contribuem para que os jovens se caracterizem como vitimas ou não de bullying, podendo a partir de este diálogo aderirem há ações mais humanas contra esta violência. Desta forma, uma escola portadora de ações que levem ao conhecimento de todos os seus componentes as características e por seguinte as consequências para quem sofre esta violência, estará contribuindo para formação social de seus membros. É necessário, que as escolas façam uma avaliação para prevenir o bullying, motivando os próprios jovens a participarem da discussão a favor da não violência. Para que isto aconteça, a escola precisa está preparada, ou seja, formar todos os seus responsáveis pedagógicos para combater tais ações de bullying, pois uma vez, conhecedores dos pontos negativos das características deste tipo de violência, a escola estará apta à forma pessoas mais conscientes do quanto a pratica desta pode ser prejudicial tanto para quem sofre quanto para quem a prática. 3.1.2 A escola e a lei contra o bullying A grande repercussão do bullying exigiu a criação de leis que a coibisse, pois até pouco tempo, não havia uma lei específica que se trata deste tipo de violência no Brasil, contudo, em maio do ano de 2012 o Deputado Cristiano Araújo e Agaciel Maia conseguiu sancionar a LEI Nº 4.837, que dispõe sobre a instituição da política de conscientização, prevenção e combate ao bullying nos estabelecimentos da rede pública e privada de ensino do Distrito Federal e dá outras providências. Segundo QUEIROZ (2012 124° e 53º) propõe nos artigos 1° e 2° que: Art. 1º Fica instituída a política de conscientização, prevenção e combate ao bullying nos estabelecimentos de ensino das redes pública e privada do Distrito Federal. Art. 2º Para os efeitos desta Lei considera-se bullying a violência física ou psicológica, praticada intencionalmente e de maneira continuada, de índole cruel e de cunho intimidador e vexatório, por um ou mais alunos, contra um ou mais 17 colegas em situação de fragilidade, com o objetivo deliberado de agredir, intimidar, humilhar, causar sofrimento e dano físico ou moral à vítima. A lei traz em seus artigos uma análise dos efeitos desta violência quando não prevenida, portanto ela é de caráter motivacional para conscientização a não violência escolar, sendo de responsabilidades tanto das escolas públicas, quanto privadas informar seu alunado dos efeitos desta violência, o motivando-os as praticas sociais humanizadas contra o bullying. Portanto, a lei propõe ainda no artigo 6º QUEIROZ (2012.124° e 53º) que: No âmbito da política de conscientização, prevenção e combate ao bullying na rede escolar pública e privada do Distrito Federal, instituída por esta Lei, fica o Poder Público obrigado a desenvolver as seguintes ações, com o objetivo principal de reduzir a prática da violência nos estabelecimentos de ensino e promover a melhora do desempenho escolar: I – tornar público o debate sobre as principais causas e consequências decorrentes da prática do bullying nos estabelecimentos de ensino; II – realizar pesquisas a fim de identificar os fatores que estimulam e fomentam a prática do bullying nas escolas com vistas à implementação de ações preventivas e repressivas a tal prática; III – capacitar os profissionais da educação pública para a identificação do bullying, possibilitando a imediata adoção de medidas administrativas, pedagógicas e disciplinares de desestímulo e combate a tal comportamento; IV – exigir dos estabelecimentos privados de ensino a realização de programas de prevenção ao bullying; V – atender e orientar os envolvidos, seus pais e responsáveis legais, a fim de conscientizá-los sobre as consequências danosas do bullying, além de esclarecêlos sobre as sanções administrativas e disciplinares; Este artigo, afirma o que antes se discutia sem que nenhuma instituição de ensino assumisse este compromisso, a partir desta lei, passa-se a ser obrigatório o debate da temática no contexto escolar, tendo ainda por dever as instituições capacitar seus profissionais motivando-os a pesquisa e a criação de programas de prevenção a esta violência. Mediante ao exposto nota-se que as grandes discussões e preocupações de estudiosos das consequências desta violência para o meio escolar, conseguiram a aprovação da lei que acima foi abordado, uma vez que praticas de bullying são cada vez mais comuns nos ambientes educacionais brasileiros, esta lei veio garantir uma discussão mais seria em que, todos os que fazem parte do contexto escolar deverão está inseridos, contribuindo cada vez mais, para ações contra as questões relacionadas à violência. Desta forma, a LEI Nº 4.837 fez-se necessária mediante ao cenário em que se vive hoje nas escolas, muitos acabam esquecendo-se que existem seres humanos ao seu redor e que precisam ser respeitados e aceitos do modo que são, uma vez que esta lei é de caráter informativo e não punitiva, pois valoriza a conscientização através do dialogo e práticas sociais que contribuam a não violência. 18 3.2. RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO AMBIENTE ESCOLAR Para Chalita (2008) a supervalorização do conhecimento tornou as relações interpessoais, inalteráveis e padronizadas, ou seja, padrões que não consta no conteúdo programático ou não atende os requisitos de modelo decidido pelo grupo. Assim, as disciplinas compartimentalizadas fragmentam o saber, que perde o sabor, o sentido e o significado. O padrão em que as salas de aulas estão padronizadas, em um modelo tradicionalista em que se verifica a organização do espaço físico enfileira as crianças e desfavorece o diálogo e a troca de ideias. O professor e o detentor do conhecimento, em que só ele fala e os discentes são só ouvintes, desrespeitando o senso crítico e a curiosidade dos alunos impedindo qualquer possibilidade de interação entre professor e aluno em sala de aula, esse modelo dificilmente o docente conseguirá manter os alunos atento. Essa questão é tratada por Chalita (2008 p.196) quando explana que: Cabe à escola avaliar suas necessidades e possibilidades para a construção de um projeto que alcance todos os alunos: vitimas agressores e espectadores da violência. Seja por meio de aulas especificas, seja por meios de temas transversais nas diferentes disciplinas, em ações multidisciplinares ou campanhas e propostas que alcancem e incluam toda a comunidade educativa: pais, professores, funcionários, vizinhos e voluntários da escola. Devem-se estabelecer vínculos com a comunidade para uso de seus recursos. Trata-se de um verdadeiro mutirão. Trabalhar a diferença, por meio de socialização em que o professor deva ter uma relação de aproximação intensa com o discente, e transparecer para ele uma amizade pura, independentemente, da condição professor e aluno. Deva haver uma reciprocidade entre ambos, no que concerne a opiniões diferentes, dentro da linha de aprendizados e de conhecimentos diferentes. Segundo Neto (2004), a escola é de grande significância para as crianças e as que não gostam dela tem a maior probabilidade de apresentar desempenho insatisfatório, por estes motivos é que a aceitação por parte dos companheiros é fundamental para um bom desempenho escolar. A escola é o lugar não só de recepção dos alunos mais é também o lugar em que habita todos os tipos de diferenças sejam físicas, intelectuais, culturais e sociais. Trabalhar essas diferenças no espaço escolar e tomar a responsabilidade de trabalhar em grupo com todo corpo docente a buscar mecanismo para evitar a proliferação do bullying. A começar 19 com os professores a respeitarem em sala de aula o ritmo de aprendizado de cada aluno, em que não abrirá oportunidade para os bullies. E dever dos pais o diálogo com seus filhos a fim de ter uma aproximação maior no que diz respeito à comunicação com os filhos Silva (2010 p.62) comenta: Quando os pais não conseguem delimitar de forma clara as fronteiras entre o que se pode e, o que não se pode fazer, eles se tornam incapazes de exercer uma ação educativa eficaz. Os pais podem até, de forma momentânea, obter um clima domestico mais calmo e livre de conflitos diários. No entanto, isso impede o amadurecimento de seus filhos dentro dos processos evolutivos inerentes ao ser humano, o que desfavorece laços relacionais estruturados no verdadeiro diálogo, na responsabilização e na futura independência afetiva e financeira da família. A interação entre pais e filhos se faz necessário, os pais se tornarem presentes na relação social de seus filhos em que construam uma relação de dialogo mútuo o dialogo entre ambas tende a colaborar para um equilíbrio no desempenho escolar de seus filhos. O diálogo é o elemento humanizador que aproxima as pessoas e faz com que aprendem umas com as outras, esclarece as diferenças, aprendem a compreender e serem compreendidas, respeitar as opiniões alheias, esclarece qualquer situação desagradáveis, onde ajuda a construir um ambiente agradável. Na educação é preciso que se fortaleça os princípios de educação e dos sentimentos. Quando são apresentadas questões relativas ao bullying, é importante questionar: Qual princípio foi desrespeitado, que sentimentos estão sendo compartilhado. A violação desses princípios em que o ser humano é desrespeitado ocasionado constrangimento, o bullying estar inserido nesse contexto, o autor do bullying não machuca só a vitima escolhida seja verbalmente em que as palavras fazem mal a vitima trazendo emoções diversas, dor e sofrimento ou fisicamente com empurrões, socos e pontapés que prejudicam também quem presencia o episódio, sem poder fazer nada para não ser tornarem a próxima vitima dos bullies. Para Chalita (2008 p.197) A escola e um espaço rico de possibilidades, de descobertas diárias da arte de ensinar e de aprender, de conviver, de viver em harmonia. As relações professor/aluno e aluno /aluno são um verdadeiro laboratório para a vida, pois estão repletas de dilemas, de conflitos de escolhas que permeiam exercitar, resgatar, revisitar e rever os princípios, os objetivos, os valores que nos mantêm unidos. A ação começa por poucos e vai contagiando muitos, até que atinja todos. Uma forma de ser trabalhar essa questão são gestos gentis nas relações humanas que pode ser exercitado no cotidiano escolar, qualquer espaço e lugar de conhecimento e de 20 educação sobre a convivência seja em casa, na comunidade e na escola em que e possível aprender as relações de respeito, educação e atenção. Verifica-se uma sensação de falta de gentileza para as coisas mais simples do cotidiano como um simples obrigado (a), por favor, com licença, sou seu amigo, Na atualidade está prevalecendo uma sensação de afastamento das pessoas e ausência do contato vivo e fraterno entre as pessoas para se construir a paz entre os seres humanos, falta cautela com as boas e as mais simples atitudes físicas e verbais com o outro como, por exemplo, o aprendizado de escutar o outro, do olhar nos olhos, um abraço, um aperto de mãos do sentir ao outra como pessoa humana. Ser gentil é voltar-se para si mesmo e ter a noção que é naturalmente necessário um convívio harmonioso com o próximo, em que a gentileza é o bem estar coletivo, é algo que precisa estar sempre inserido no cotidiano dos alunos. Para ser desenvolvido este aprendizado e colocar em pratica é fundamental que seja repensado o cotidiano, corrigindo suas ações a fim de ser tornarem pessoas mais fraternas em que o convívio com o outro seja mais harmonioso. Com essa proposta será evitados a violência, brincadeiras de mau gosto com o próximo, palavras que ofendam, desunião e a solidão. Colocando em pratica as atitudes simples de cortesia. Os pais cobram da escola o ensinamento sobre valores, educação responsabilidade como se a escola fosse à única responsável pela educação dos discentes e a escola responsabiliza os pais, a sociedade exige que a escola ensine valores de solidariedade, compreensão e respeito ao próximo que ela mesma ignora e cria proibições a certos tipos de preconceito como homofobismo, o preconceito racial etc. A escola tem dificuldade em compreender as mudanças sociais e familiares e incorporar e reunir as novas tarefas que tem sido delegada. Embora isso não seja um processo atual, entretanto a escola precisa ser pensada como um atalho entre família e sociedade, porém tanto a família quanto a sociedade voltam seus olhares exigentes sobre ela (escola). O ambiente escolar é para sociedade uma ampliação da família, porém e possível desenvolverem alunos consciente de seus direitos e deveres. Desde modo encontrar formas a favorecer um ambiente escolar agradável e favorável a todos e um grande desafio para escola. 21 Devem ser trabalhada dentro do projeto político pedagógico ás vitimas, agressores e espectadores da violência. Seja por meio de aulas especificas, peças teatrais, vídeos, documentários, depoimentos de vitimas que já sofreram com essa ação, socializações ou temas transversais nas diferentes disciplinas em ações multidisciplinares ou propostas que alcancem e inclua toda comunidade educativa, pais, professores funcionários, vizinhos e voluntario da escola. Para Chalita (2008.p, 200) Outra questão a ser considerada e o desejo de todos (pais e professores) de que a dinâmica escolar favoreça a edificação de um ambiente seguro e saudável, não admitindo que crianças e jovens sofram violências que lhes tragam danos físicos e/ou psicológicos, impedindo-os de desenvolver seu potencial intelectual e social. Também não e admissível que, mesmo quando não sofram ameaças, sejam obrigados a testemunhar tais fatos e a se calar para não serem os próximos a sofrer agressões ou o que seria ainda mais desastroso, começam a adotar comportamento igualmente agressivo. Quando professores, funcionários, pais e a sociedade se unem, geram modelos de cooperação e solidariedade para crianças e jovens. A escola precisa ser agradável, pois essa sensação diminui a possibilidade de ações agressivas. É preciso construir coletivamente uma ação que fortaleça o conceito de respeito e fraternidade entre os integrantes do processo educativo. A sociedade precisa ser envolvida por um projeto que deva focar o fortalecimento das relações e não o fim da violência. A violência não tem espaço próprio ela só ocupa os ambientes que amizade não ocupou. A escola é um espaço recheado de culturas, gostos raças diferentes e de possibilidades, de descobertas diárias da arte de ensinar e de aprender, de conviver, de viver em harmonia, e esse lugar tão especial guarda uma missão também especial: fazer todos os funcionários do ambiente escolar, discente, família e sociedades a se satisfazer com princípios de justiça e integridade de caráter. Chalita (2008 p.208) ressalta: Todo é qualquer tipo de menosprezo deve ser evitado e combatido com rigor. Ser rigoroso não e ser violento. As formas de coibir as agressões devem ser tão variadas e criativas quanto às próprias agressões. O professor precisa combater com conhecimento e repertorio, utilizando estratégias pedagógicas e culturais que permeiam fazer de um conflito uma possibilidade para avançar nos conhecimentos sobre a compreensão da vida e do mundo. Um depende do outro (escola, família e sociedade) e essa é a trama que faz um espaço escola algo extraordinário e que pode torná-lo fascinante para os alunos, onde possa organizar esse ambiente com a valorização da diversidade interagindo o respeito ao próximo, o envolvimento dos pais na dinâmica escolar de maneira lúdica e prazerosa, a participação do 22 aluno em atividades esportivas, convivendo com as diferenças e a compreensão de que, para haver um vencedor, não e preciso ter um perdedor, para haver um dirigente, não é necessário que haja vitimas, desfrutar da participação dos alunos em projetos sociais e de melhorias nas escolas e no entorno. Trabalhar regras de convivência dentro da escola, onde não será tolerado bullying nas dependências da escola em que todos os alunos devem ser comprometer a não praticá-lo e comunicar a direção sempre que presenciarem ou forem vitimas de um fato dessa natureza, promover debates sobre o assunto, mostrando que aquilo que pensam ser uma simples brincadeira pode trazer algumas consequências a vitima como mágoa, constrangimento, a vitima evita frequentar a escola, sentir-se isolada. Essa questão deve ser bem trabalhado tanto em sala, como no entorno do ambiente escolar, levando também essas discussões na família e sociedade para a conscientização de um problema sério que merece atenção e respeito a certos tipos de brincadeiras que estão camufladas e que contém episódios de bullying. O uso de alguns recursos utilizados pelos professores como peças teatrais sobre bullying, em que os alunos são os próprios autores, fazer o assunto se tornar interessante usufruindo de vídeos que conste documentários de vitimas que sofreram bullying, todo cuidado e cautela do professor são bem vindos, um deslize do professor para algum aluno pode tornar alvo para ação dos bullies. Chalita (2008 p.220) quando explana a questão das diferenças: O primeiro aprendizado sobre civilidade é o de que vivemos numa sociedade constituída por pessoas diferentes entre si e que apesar disso, gozam dos mesmos direitos e deveres e que essas diferenças devem ser consideradas sinônimos de diversidade, não de desigualdade; que a vida não se resume exclusivamente á nossa pessoa e aos nossos caprichos, e que a sobrevivência da humanidade depende da convivência harmoniosa, cordial e respeitosa com outras pessoas. Sendo assim e correto dizer que a família e o papel fundamental na composição social e cultural de qualquer pessoa, haja vista que todos fazem parte desta corporação que é a família, destacando parceria entre família e escolas ambos caminham juntas cada qual com seus valores e objetivos específicos em relação à educação do cidadão. Família, escola e sociedade precisam de um fortalecimento para tornar esse vinculo de paz. Cabe ao governo ampliar projetos que fortaleça a união entre família, escola e sociedade através de projetos políticos em que são inseridos a perspectiva de vida, de crianças dos adolescentes e dos adultos, promovendo a cultura e as diferenças, em que a escola possa 23 manter um vinculo através desses projetos com a comunidade garantido suas características educativas. Sendo assim a violência não terá vez, o lazer fortalece laços de amizade com as pessoas e as políticas públicas favorecem parcerias entre comunidade, escola e família contribuindo para o enfraquecimento da violência conscientizando a comunidade a gozar dos espaços que serão atribuídos com responsabilidade. 24 3.3 O COMBATE À VIOLÊNCIA Para Pereira (2009) é preciso combater esse tipo de violência e proteger as crianças e jovens, propiciando um ambiente saudável para crescerem e se desenvolverem. Para isso não existe uma receita única, mas várias que deram certo como exemplo Estratégia de currículo: utilização de vídeo para serem discutidos na sala de aula, dramatizações da própria literatura infanto-juvenil (a depender da séria) discussão do tema transversalmente nas demais disciplinas, entre outras mudanças em nível curricular. O problema reside no fato de que cada escola é “um mundo” de diversidades. Para isso, o primeiro passo é investigar a existência, a frequência, quem são os envolvidos e os locais onde o fenômeno acontece. Depois de conhecer a situação da escola, buscar a melhor maneira de intervir nesse problema. As escolas precisam capacitar seus profissionais para a identificação, o diagnostico e o encaminhamento adequado de todos os casos ocorridos em suas dependências. As escolas têm o dever de conduzir o tema a uma discussão ampla que mobilize toda a sua comunidade (e seu entorno), para que as estratégias preventivas e imediatas sejam traçadas e executadas com o claro propósito de enfrentar a situação. Para tanto, é preciso também contar com a colaboração de consultores externos, especializados no tema habituados a lidar com a questão como psicólogos e pedagogos com o intuito de ajudá-los, pois a escola e a família são fundamentais para superação desse trauma. E isso acarreta resultados insatisfatórios para a sua vida acadêmica com reprovações, baixas notas e ate mesmo o abandono da escola. Para Pereira (2009, p. 57). A escola e os pais devem juntos, procurar sempre minimizar a violência em seu interior. Deve, também, nesse caso, e principalmente a família, conhecer com quem as crianças e jovens convivem fora do lar, e devem conhecer os meios de comunicação que eles utilizam. Estes podem ser, além de uma grande fonte de aprendizagem, também uma fonte de perdição. Hoje em dia, com a propagação do consumismo e do ideal de beleza, os jovens se sentem propensos a adquirir tudo o que veem. Nota-se que os comportamentos das vítimas no ambiente escolar podem ser identificados tanto na sala de aula quanto no recreio, são crianças ou adolescentes retraídos e isolados, demonstram serem tristes e deprimidos e que não possuem muitos colegas. Geralmente ficam perto de algum adulto com objetivo de alguém o protegê-lo, tem como 25 problemática expor a sua opinião ou fazer perguntas para o docente perante a turma. Mostrase desinteressados com as atividades escolares, como por exemplo, jogos, gincanas e tarefas escolares, pois estes são sempre os últimos a serem escolhidos causando o sentimento de exclusão. Segundo Pereira (2009, p. 57). O bullying tem a principal característica de ser uma manifestação desigual de poder, na qual a vítima não consegue se defender com facilidade, nem tampouco buscar ajuda, porque em alguns casos ou ela tem medo de represálias ou, ás vezes, o adulto não dá a devida atenção para o problema relatado pela criança, deixando-a exposta ainda mais ao agressor. A Vítima sofre repetidas vezes a agressão e não resolve a situação por não conseguir se impor. Podemos dizer que o alvo se vê, em muitos casos, da maneira como é julgado pelo autor do bullying, fazendo com que ele tenha ainda mais dificuldade em reagir às agressões. A vítima típica tem como principais características, pouca sociabilidade, timidez, geralmente é retraída, possui baixa estima e poucos amigos. Essas são escolhidas pelos agressores, por apresentarem aspectos físicos diferenciados dos padrões impostos pelos grupos de amigos, geralmente não possuem aptidão aos esportes ou lutas, tendo dificuldade de se adequar em grupos de amigos (conhecido popularmente como “panelinhas” que ocasionam na escolha de possíveis investidas de seus agressores). Segundo Teixeira (2009), “A incapacidade de se defender das agressões e a negação em solicitar ajuda por medo dos agressores, ou por acreditar na manutenção do problema”. Por outro lado à vítima responde a essas ofensivas com choro, podendo ocasionar consequências trágicas para o alvo tanto emocional, psicológico e cognitivo, perdendo-se o interesse em ir à escola, outra característica comumente observada é que eles apresentam um rendimento acadêmico não satisfatório. É preciso que a escola busque as formas mais adequadas de prevenir, de controlar ou de extinguir as condutas agressivas e violentas dando oportunidades para se trabalhar valores, regras, reconhecer diferentes pontos de vista e buscar soluções mais justas e respeitosas para todos. Crianças e adolescentes são pessoas que estão em fase de desenvolvimento e para que alcancem a maturidade significativa precisa encontrar um ambiente escolar equilibrado, sereno, que propicie condições saudáveis de maturação, o que inclui estímulos positivos, equilíbrio, boa relação com a comunidade escolar, vínculo afetivo, diálogo. 26 É necessário que as instituições de ensino se preocupem com as consequências que o bullying ocasiona e um dos pontos relevante e preocupante é o índice de reprovação ou baixo desempenho escolar prejudicial ao desenvolvimento cognitivo das crianças e adolescentes que sofrem bullying. Uma questão que precisa ser vista com um olhar especial cabendo à escola e a família buscar soluções para que esse problema seja resolvido. Para Pereira (2009, p. 57). O ideal de família seria aquela em que predominasse o amor, o carinho, a afeição e o respeito. Mas nem sempre isso acontece. Nesses casos, muitas crianças e jovens se desvirtuam e passam a reproduzir o que aprendem com os seus familiares. Seja reproduzindo a violência sofrida em casa, seja reproduzindo formas de uma educação deturpada, em que se combate a violência com violência. Por isso é muito importante à parceria da escola com os pais, uma vez que a família é impulsionadora, através da educação que transmite para os filhos, das atitudes agressivas dos mesmos, quer seja porque são criados em um ambiente super protetor, com muita ou pouca regra ou em um ambiente autoritário, fazendo com que os filhos agressores, sejam considerados como vítimas também, pois apenas estariam refletindo em outras crianças as situações vivenciadas em seus lares. Para isso a escola deve propiciar aos alunos um ambiente seguro, sadio e saudável, onde todos os envolvidos - agressores, vítimas e espectadores - na prática do bullying sofrem diante dessa situação. Por um lado, o agressor pode se valer dessa atitude agressiva para descontar no outro o que está vivendo em casa ou até mesmo por não ter a atenção e carinho que gostaria de receber dos seus genitores. Segundo Pereira (2009, p.13) A violência vem ocupando um espaço privilegiado em nosso meio, através da televisão, da internet, do cinema; estes têm propiciado um maior acesso a esses eventos, o que poderia ser uma explicação para tal visibilidade. Observa-se que a escola, ao invés de ser vista como um local de aprendizagem e das primeiras interações com o outro, tem sido palco para desenrolá-lo da violência, gerando, muitas vezes, graves consequências no âmbito emocional, psíquico e comportamental das crianças. Pode-se dizer ainda que, a não superação dos traumas obtidos em decorrência dos atos de violência podem gerar diversos resultados, tais como, baixa estima, dificuldades de relacionamento e auto expressão, déficit de concentração e de aprendizagem e reprovação. Diante dessa situação, podemos visualizar que todos sofrem, entretanto de formas diferentes, sem que a escola ou a família lhe deem o apoio necessário. Percebe-se que há um 27 descaso em relação às agressões que tem ocorrido no ambiente escolar e, isso pode criar, no futuro, indivíduos, inseguros, apáticos, sem poder de decisão. Pereira (2009. p.62) Diz: As vítimas podem vir a ter suas vidas infelizes, destruídas, vivendo sempre sob a sombra do medo, com perda de autoconfiança e confiança nos outros; falta de autoestima e autoconceito negativo e depreciativo; falta de concentração; morte (muitas vezes por suicídio ou vítima de homicídio); dificuldades de ajustamento na adolescência e vida adulta, nomeadamente problemas nas relações íntimas. Existem casos em que o alvo de bullying sofre com as agressões por muito tempo e ninguém desconfia tanto no ambiente escolar ou em casa. Isso acarreta na criança trauma psicológica, pois as vítimas não se sentem seguros para desabafar seus sentimentos de angustia, desta forma acabam se isolando da sociedade por medo de novos ataques. As consequências para as vítimas podem ser tanto físicas, psicológicas, emocionais, cognitivas. Na maioria das vezes o individuo reclama de dores de cabeça, tonturas, perda de apetite, insônia existem casos que levam a doenças psicossomáticas. Esse comportamento só é observado quando o individuo já está em grau grave que tem como principais fatores: a presença de alto grau de estresse, pois sofre com o medo, apresentam quadros de ansiedade, medo, depressão, fobia a escola, baixa estima e baixo rendimento escolar. Para Pereira (2009, p.45) Por vítima passiva ou típica, os autores entendem que é aquela criança que serve de marionete para o agressor. Elas não reagem ás provocações e sofrem repetidamente as consequências dos comportamentos agressivos. Geralmente são crianças superprotegida em casa. Estas são caracterizadas pelo medo e falta de confiança em si mesma. Em grau mais elevado essas consequências podem ser graves, pois tentando fugir da situação de humilhação os alvos acabam preferindo o isolamento ou o suicídio como uma forma de terminar com o bullying. ”Sendo o bullying um problema tão complexo e que deixa tantas sequelas nos envolvidos, cabe aos responsáveis pela educação das crianças estarem atento ás suas manifestações e contribuírem para a redução”. (PEREIRA, 2009, p. 67) É necessário que essas pessoas tenham intervenção de um grupo especializado de psicólogos e pedagogos com o intuito de ajudá-los, pois a escola e a família são fundamentais para superação desse trauma. E isso acarreta resultados insatisfatórios para a sua vida acadêmica com reprovações, baixas notas e ate mesmo a evasão escolar. Para Pereira (2009, p.57) 28 A escola e os pais devem junto, procurar sempre minimizar a violência em seu interior. Deve, também, nesse caso, e principalmente a família, conhecer com quem as crianças e jovens convivem fora do lar, e devem conhecer os meios de comunicação que eles utilizam. Estes podem ser, além de uma grande fonte de aprendizagem, também uma fonte de perdição. Hoje em dia, com a propagação do consumismo e do ideal de beleza, os jovens se sentem propensos a adquirir tudo o que veem. Os praticantes do bullying conhecidos também como agressores ou bullies referem-se às pessoas de ambos os sexos e têm como característica ser popular no ambiente escolar se sentem superiores aos demais mantendo as suas vítimas em constantes violências e procurando como alvo de sua insulta, agressões e difamam pessoas consideradas mais fracos que ele, inferiores ao seu ponto de vista. O bullying é um tipo de problema que se apresenta de forma diferente em cada situação. Sua prevenção entre estudantes constitui-se em uma medida capaz de possibilitar o pleno desenvolvimento de crianças e adolescentes, habilitando-os a uma convivência social sadia e segura. Para Pereira (2009, p.20) Também os castigos corporais severos e maus-tratos físicos infligidos pelos pais costumam ser prenúncio de delitos violentos pelos filhos. Aqui também podemos acrescentar a negligência dos pais em relação aos filhos como fator relevante para a manifestação da violência entre os jovens. Para que haja maior interação entre professores, pais e alunos, o que reduz a possibilidade de ocorrência do bullying, propõe-se com uma intervenção na escola, uma efetiva prevenção deste tipo de violência, implantando-se uma política anti-bullying, onde todos contribuam para que este problema seja cada vez mais discutido pelo grande público. Portanto é necessária a cooperação de toda a sociedade, sobretudo: pais, alunos, professores, funcionários, enfim, todos que estão diretamente ligados com o contexto escolar para que o problema seja efetivamente controlado. Para Pereira (2009, p.81) Enfatizamos, ainda, a importância da formação dos professores para que estes saibam lidar com a violência escolar. É preciso que as instituições formadoras de professores e coordenadores tenham em mente a importância da formação prática dos novos profissionais, para que estes, ao saírem das universidades, tenham instrumentos para conhecer e lidar com a violência que vem se disseminando na escola. Assim, para que a escola seja vista como um ambiente em que a violência ocorra em pequenas proporções deve-se ensinar as crianças a lidarem com suas emoções, para que assim propaguem comportamentos anti-violentos, ou seja, propagadores da paz. 29 4. METODOLOGIA 4.1 METODOS E PROCEDIMENTOS A pesquisa terá uma abordagem qualitativa que para Eva Maria Lakatos (2005) É uma pesquisa indutiva, isto é, o pesquisador desenvolve conceitos, ideias e entendimentos a partir de padrões encontrados nos dados, ao invés de coletar dados para comprovar teorias, hipóteses e modelos pré-concebidos. O processo e seu significado são os focos principais de abordagem. A pesquisa bibliográfica, ou de fontes secundárias, abrange toda a bibliografia já tornada pública em relação ao tema estudado. Sua finalidade é colocar o pesquisador em contato direto com o que foi escrito, dito ou filmado sobre determinado assunto, inclusive conferencias seguidas de debates que tenham sido transcrito por alguma forma, quer publicadas, quer gravadas alguma forma. A pesquisa bibliográfica consiste na seleção de obras que se revelem importante a fins em relação ao que se quer conhecer. Professores e pesquisadores podem, obviamente, oferecer sugestões valiosas sobre fontes a serem consultadas, no entanto, é nas bibliotecas especializadas que se dispõe, geralmente, das fontes mais relevantes a que se deve recorrer. Para Cervo (2007 p.60). A pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referencias teóricas publicado em artigos, livros, dissertações e teses. Pode ser realizada independentemente ou como parte da pesquisa descritiva ou experimental. Em ambos aos casos, busca-se reconhecer e analisar as contribuições culturais ou cientificas do passado sobre determinado assunto, tema ou problema. A pesquisa tem como objetivo conhecer e analisar o desempenho escolar das vítimas de bullying, se às agressões sofridas pelo mesmo, reflete em seu aprendizado. Quando tratamos de bullying logo esperamos os prejuízos no processo de aprendizagem, dos alvos perdendo o interesse pelo estudo e não tendo motivação para frequentar as aulas. Esta temática traz a tona uma discussão que apesar da ampla propagação, para o cotidiano escolar, ela é nova, trazendo consigo uma série de questões como a falta de habilidade dos educadores em detectar certas características referentes ao bullying presente no meio escolar. Sobre o assunto Silva (2010, p. 10) ressalta que: A pesquisa é importante, pois: a ação das escolas perante o assunto ainda está em fase embrionária. A maioria absoluta não está preparada para identificar e enfrentar a violência entre seus alunos ou entre os alunos e o corpo acadêmico. Essa situação se deve a muito desconhecimento, muita omissão, muito comodismo e uma dose considerável de negação da existência do fenômeno. 30 A pesquisa bibliográfica consiste na seleção de obras que se revelem importante a fins em relação ao que se quer conhecer. Professores e pesquisadores podem, obviamente, oferecer sugestões valiosas sobre fontes a serem consultadas, no entanto, é nas bibliotecas especializadas que se dispõe, geralmente, das fontes mais relevantes a que se deve recorrer. Para Cervo (2007, p.60). A pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referencias teóricas publicado em artigos, livros, dissertações e teses. Pode ser realizada independentemente ou como parte da pesquisa descritiva ou experimental. Em ambos aos casos, busca-se reconhecer e analisar as contribuições culturais ou cientificas do passado sobre determinado assunto, tema ou problema. A pesquisa de caráter exploratório não requer a elaboração de hipóteses a serem testadas no trabalho, restringindo-se a definir objetivo de buscar mais informações sobre o assunto de estudo. Tais estudos têm por objetivo familiarizar-se com o fenômeno ou obter uma nova percepção sobre o assunto e descobrir novas ideias. Segundo Cervo (2007 p. 63) A pesquisa exploratória realiza descrições precisas da situação e quer descobrir as relações existentes entre seus elementos componentes. Esse tipo de pesquisa requer planejamento bastante flexível para possibilitar a consideração dos mais diversos aspectos de um problema ou de uma situação. Recomenda-se a pesquisa exploratória quando há pouco conhecimento sobre o problema estudado. Para começar a virar esse jogo. As escolas precisam, inicialmente, reconhecer a existência do bullying (em suas diversas formas) e tomar consciência dos prejuízos que ele pode trazer para o desenvolvimento sócio educacional e para a estruturação da personalidade de seus estudantes. Bullying é um fato é não dá mais para botar panos quentes nas evidências. Respeitar a vida e a diversidade, rejeitar a violência, ouvir o outro para compreendê-lo, preservar o planeta, redescobrir a solidariedade, buscar equilíbrio nas relações de gênero e étnicas, fortalecer a democracia e os direitos humanos. Tudo isso faz parte da Cultura de Paz e Convivência. Logo precisamos que essa cultura seja disseminada para que possamos vê-la acontecer de fato. O bullying é considerado um dos atuais geradores de problemas de aprendizagem o que causa sérios embargos ao processo de aprendizagem para os envolvidos no fenômeno, principalmente para as vítimas, que passam a ser consideradas, objeto de desprezo pelo autor do bullying. Os estragos emocionais, sociais e psicológicos graves gerados têm forças suficientes para impedir que o sujeito tenha um envolvimento saudável e propício com o objeto de conhecimento, comprometendo assim o interesse em realizar as atividades escolares, não prestando atenção nas explicações, buscando motivo para não frequentar as 31 aulas. Por outro lado, os maus tratos, uma vez reproduzidos, tendem a provocar problemas de comportamento, dificuldades nas relações interpessoais, baixo rendimento escolar e uma das consequências preocupantes que isso pode acarretar é a evasão escolar, pois o aluno não sente prazer em ir para escola. É interessante ressaltar que os prejuízos sobre o processo de aprendizagem não está limitado apenas às vítimas, pelo contrário todos o que estão envolvidos com o fenômeno, como os agressores e as testemunhas na maioria dos casos perdem o interesse pelo estudo e não se sentem motivados a frequentar as aulas. Podendo apresentar danos não só no desenvolvimento acadêmico, mas também o emocional e social, afetando a construção da personalidade do individuo. A escola utiliza método tradicional para avaliar o rendimento do aluno através de notas, testes de conhecimentos e no cumprimento de tarefas escolares. Tendo em sua essência a função de ensinar e avaliar com o objetivo de classificar e selecionar os discentes sem levar em consideração o que está ocorrendo para que aluno apresente baixo rendimento. Segundo Silva (2010, p. 173): “A luta anti-bullying deve ser iniciada desde muito cedo já nos primeiros anos de escolarização.”. A prevenção e intervenção no âmbito educacional é papel da escola, para que isso ocorra se faz necessário que a escola tenha iniciativa para combate o bullying, mas para isso aconteça é imprescindível o apoio dos professores, funcionário, direção e comunidade escolar. 32 5. RESULTADOS E DISCUSSÃO EIXO. 1 COMO A ESCOLA PODE TRABALHAR ESSA QUESTÃO. O bullying carrega em si uma série de consequências negativas, gerando muitos conflitos para os que são afetados pelo fenômeno, principalmente quando não há intervenções contra estas causas. O processo de ensino aprendizagem acaba sendo rompida pela falta de vontade de ir à escola e outras características negativas sofridas por quem sofre bullying e quem presencia este processo, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo. Muitas vezes o alunado, que testemunham as situações negativas do Bullying, quando percebem que o comportamento agressivo não trás nenhuma consequência ao praticante. Vale ressaltar que, muitas vezes o que potencializa definitivamente uma pessoa a se tornar alvo de bullying é a sua fragilidade emocional ligada à diferença de padrão, ou seja, estar fora do padrão exige um fortalecimento dos recursos emocionais para enfrentar as reações dos colegas e, muitas vezes, o indivíduo acaba se abatendo, o que gera um empobrecimento de sua autoestima e o impede de procurar ajuda ou reagir. Com isso, a insociabilidade e a passividade aumentam fazendo despencar o rendimento escolar. Muitas vezes os agredidos são pessoas que se destacam por alguma característica que demonstre fragilidade diante do agressor, ou mesmo um fenômeno que receba destaque positivo, como alunos extremamente estudiosos. De acordo com Fante (2005) as consequências desta violência afeta não somente a vida escola e seu processo de ensino aprendizagem, mas especialmente a vítima, que pode continuar a sofrer seus efeitos negativos muito além do período escolar. Pode trazer prejuízos em suas relações de trabalho, em sua futura constituição familiar entre outros que acarretará prejuízos para a sua saúde física e mental. Desta forma, como afirma o autor acima, este tipo de violência traz serias consequências, desde sua origem até as futuras ações que o individuo venha a executar futuramente. Portanto, as consequências causadas por este fenômeno poderá ou não ocorrer, dependendo das características individuais de cada vítima, bem como o meio social e, sobretudo, com a sua família, contudo a não superação do trauma, poderá desencadear processos prejudiciais sérios, principalmente psíquico, uma vez que a experiência 33 traumatizante orientará inconscientemente o seu comportamento, mais para evitar novos traumas do que para buscar sua auto superação. Isso afetará o seu comportamento. Tais consequências também podem contribuir para não desenvolvimento dos pensamentos e da inteligência dos agredidos, além de despertar sentimentos negativos do agredido pelo agressor. O que muitas vezes causam sérios problemas de relações pessoais e interpessoais. Contribuindo para a queda do rendimento escolar, o complexo, a insegurança e muitos outros sentimentos e comportamentos negativos. Portanto, Silva (2006) propõe que “o bullying é um problema sério que pode levar desde o suicídio, homicídio e dificuldades de aprendizado por parte da vítima.” Muitas vezes quem é agredido sofre calada, tem dificuldades de relacionamento, sentindo-se inferior diante dos outros, provoca fobia social, psicoses, depressão e principalmente baixo rendimento escolar. Para tanto, as consequências do fenômeno bullying no processo de aprendizagem, podem ser evitadas quando discutidas e refletidas no ambiente escolar de forma dinâmica com os alunos, para que possam compreender e amadurecer de forma consciente respeitando as diferenças sociais. Uma pesquisa da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) revela que 41,6% das vítimas nunca procuraram ajuda ou falaram sobre o problema, nem mesmo com os colegas. As vítimas chegam a concordar com a agressão, de acordo com Luciene Tognetta, doutora em Psicologia Escolar e pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O discurso deles segue no seguinte sentido: "Se sou gorda, por que vou dizer o contrário?”. Como ressaltado acima, as consequências deste tipo de violência são extremamente prejudiciais para quem é agredido, pois causa baixa estima, além de contribuir para o não desenvolvimento escolar e social. Pois como revelado na pesquisa ainda é grande o número de crianças e adolescentes que não procuram ajuda quando sofre o bullying. Muitas vezes isolando-se, havendo perda de interesse pelas questões relativas aos estudos, o qual pode desencadear uma situação de fracasso escolar, assim como o aparecimento de transtornos fóbicos de difícil resolução. As consequências também recaem para quem pra*tica este tipo de violência, pois, correm o risco de serem pessoas extremamente agressivas, e causadoras de males terríveis, tanto no meio escolar quando fora dele. 34 Geralmente quem é vitima de bullying apresentam características, como tristeza, depressão ou de aflição, além de falta de vontade de ir à escola e assistir as aulas, muitas vezes por medo. Interferindo no seu processo de ensino aprendizagem. Mediante a tudo que foi exposto, vale ressaltar que o dialogo constante no meio escolar sobre este male, que leve os envolvidos a uma reflexão dos malefícios que o bullying causa para quem a prática e para quem e vitima é um dos meios mais eficazes para combater esta triste realidade. EIXO. 2 EM QUE CONTEXTO ABORDAR ESSE ASSUNTO. A discussão sobre as interferências do bullying no processo de ensino aprendizagem faz-se urgente, principalmente entre adolescentes e jovens em fase de descoberta do eu, de sua identidade adulta. São muitas as consequências desta violência tão presente nos dias de hoje. Dentre as principais interferências no processo de ensino aprendizagem, destaca-se a desorientação psicológica, em que o individuo acaba retendo-se em seu eu em busca de uma resposta negativa, ou seja, de vingança, esquecendo-se de coisas importantes como o de aprendiz, portanto, as consequências do bullying podem ser totalmente desastrosas, isso porque além da violência praticada os danos sofridos pelos agredidos são incalculáveis, proporcionando complexos por toda a vida do agredido, principalmente quando se trata de crianças que ainda não possui discernimento para reagir a determinadas situações é ainda mais sério. Sobre a afirmativa Fante (2005), diz que também é preciso considerar que na sociedade atual esta violência não é apenas uma maneira de os agressores se destacarem frente ao restante da sociedade, pois os protagonistas deste tipo de violência dentro da escola são vítimas de um sistema social excludente e a violência para eles se torna uma alternativa de sobrevivência, pois em meio à tamanha exclusão social o jovem rende-se ao caminho “mais fácil” que encontra diante de sua realidade, que é partir para o mundo do crime. Geralmente neste tipo de violência destacam-se entre os mais excluídos da sociedade, em ambiente educacionais com poucos recursos tanto de pessoas, quanto materiais. As consequências são tão prejudiciais para quem vive a agressão, quanto para quem prática, pois o praticante acaba adotando as características violentas também para sua vida adulta. 35 Além de problemas psicológicos este tipo de violência contribui para distúrbios sérios de aprendizagem, falta de motivação para convivência social entre outros, além de ser um ato que causa dor, angústia, realizado dentro de uma relação de desigualdade. Contudo, o bullying pode ser evitado e suas consequências superadas, quando detectadas a tempo e levadas a sério. Muitas cidadanias poderão ser salvas e preservadas quando este tipo de violência são discutidos e tratados como caso de saúde. Portanto, os profissionais da educação precisam está atentos às características desta violência e principalmente preparados para lidar com ela de forma segura, contribuindo para diminuição do bullying, hoje tão propagado pelas mídias. Outro modo de interferência no processo de ensino e aprendizagem do bullying é a falta de acompanhamento familiar, muitas vezes ocorrem que o agredido e o agressor são pessoas vindas de famílias completamente desestruturadas. Principalmente o agressor que acaba refletindo no meio escolar as agressões vivenciadas em casa. Tratando seus colegas de classe como meros seres sem sentimentos, humilhando-os, e sempre tentando fazer com suas ações passem ser admiradas por outros que muitas vezes os seguem achando seus exemplos de violência “bons” para ser seguido. Geralmente quem sofre e prática este tipo de violência, e não recebe acompanhamento em tempo certo, acaba influenciando a violência muitos a seu redor sendo um ciclo vicioso, que acaba sendo disseminado em vários ambiente destes autores em todas as fases de sua vida. Assistem-se constantemente em noticiários de televisão casos de jovens que matam outros jovens e que se suicidam após este ato. Este jovem causador de tal violência foi vitima de bullying na infância e que não conseguiu superar a violência sofrida, vigando-se de forma cruel de pessoas que muitas vezes não foram os responsáveis de tão grande trauma sofrido na infância. É necessário compreender o bullying como algo que não surgiu nos dias atuais, e sim, como processo antigo que a escola sempre carregou entre seus membros e que muitas vezes não soube lindar com tal situação, contribuindo para formação de pessoas egoístas e extremamente violentas. Hoje esta discussão se fez aberta e tão polemica englobando não somente o alunado, e sim, também todos envolvidos no ambiente escolar, como pais, professores entre outros. 36 As necessidades de combater este male que causa sérios problemas em relação ao ensino e aprendizagem é tarefa não somente da escola, mas da família e todos os que participam da formação social e familiar de crianças, adolescentes, jovens e também adultos. As interferências desta violência no processo de ensino aprendizagem podem ser evitados quando os ambientes educacionais passarem a reconhecer o bullying e tomar consciência dos prejuízos que ele pode trazer para o desenvolvimento sócio educacional e para a estruturação da personalidade de estudantes, pois para que isto ocorra é necessário capacitar seus profissionais para que possam identificar, e realizar possíveis intervenções. Para tanto, constantes diálogos sobre as características desta violência, que se tornou preocupação, não somente para educadores, mas também para os profissionais da saúde, poderia solucionar as tão graves consequências do bullying tão presente no cotidiano de muitos educandos e a escola passaria a ser agente eficaz de prevenção a estes ataques, e interferências no cotidiano do aprendiz. EIXO. 3 COMO ESSAS CRIANÇAS LIDAM COM O ASSUNTO BULLYING. A violência é compreendida a partir de suas condições concretas de existências, quando ocupa lugar nas condições sociais, pois a violência está desde a história da humanidade permeando todas as relações sociais e tem acompanhado o homem desde os primórdios até os dias atuais, ganhando, dimensões alarmantes. No ambiente escolar a violência estar se agravando e se tornando uma verdadeira patologia e se manifesta através de mecanismos sociais, psicológicos e físicos, dificultando ainda mais as condições de ensino e prejudicando o processo de aprendizagem. A escola que deveria ser um lugar de respeito e um porto seguro, a situação de violência no seu espaço prejudica a sua identidade, seu papel que é o da socialização do saber respeitando todas as diversidades culturais, sociais e econômicas das pessoas que ali estão incluídos. O fenômeno bullying vem invadido as escolas não distinguem escolas públicas e nem particulares, classe rica ou pobre. Ele esta presente em todo mundo, entre crianças e jovens até culturas diferentes. Segundo Chalita (2008) no que se refere à violência escolar verifica-se, muitas manifestações entre as quais são apelidos, provocações ofensas desrespeito com o material 37 alheio, ameaças dirigidas aos professores e agressões físicas propriamente entre alunos e às vezes mais raro, de aluno contra professor com xingamento, chutes etc.. Esse transtorno vem trazendo dificuldade para o ambiente de convivência da escola e diante dessa situação que preocupa não só a educação, mas a sociedade como um todo. No ambiente escolar a diversos tipos de apresentação de violência, afetando professores, outras aos funcionários e na sua maioria aos alunos em diversas idades. Todos desejam que o local escolar seja um ambiente agradável, protegidos, acolhedor e quepossa se desenvolver de forma sadia, social e intelectualmente é o que todos almejam, mas não condiz com a realidade escolar. Muitas crianças, jovens e até adulto dentro da instituição escolar já foram vitimas ou presenciaram brincadeiras de mau gosto com atitudes ofensivas, comentários maldosos, agressões físicas ou psicológicas, modificando a vida escolar do educando em um verdadeiro problema para o processo de ensino aprendizagem. O perfil familiar desses personagens também tem muito a dizer sobre o seu comportamento, crianças e adolescentes estão cada vez mais se afastando de uma boa conduta e de um convívio familiar de respeito ao próximo, de amizade e outras questões éticas que envolvem valores que estão desaparecendo, o afeto e escasso e os pais muita vezes não acompanham os filhos deixando- os agir sem orientação e muitas vezes pela falta de uma boa estrutura familiar, oferecendo como modelo um comportamento agressivo ou explosivo, a falta de limite nas crianças e adolescente está fazendo que o índice de violência nas escolas aumente desde aquele pequeno conflito verbal entre pessoas ou grupos até brigas violentas por motivos banais, esses motivos fúteis dão inicio ao fenômeno bullying com o agressor, vítima e a plateia, muitas vezes estão presentes esses três elementos da formação do bullying. . Para que o agressor possa agir, ele necessita de uma cobaia e em geral elege alguém que demonstre atribuições de fragilidade, em que não se restringe somente ao físico da pessoa, mas podem ser aqueles que se apresentam diferente no comportamento, o modo de se vestir, a falta de competência em algum esporte, o padrão de beleza, o sotaque, a deficiência física, usam óculos, estão acima ou abaixo do peso podem ser aquele colega considerado “esquisito” geralmente as pessoas que sofrem com essas ofensas, são tímidas de pouca conversa inseguras, retraída com medo de falar sobre o assunto e ter alguma consequência pior como algum tipo de represaria, essas vitimas sofrem caladas onde buscam cada vez mais 38 o isolamento, apelidos ofensivos modificam a alma de quem os carregam pela vida afora, o que fica difícil a amenização do problema. Outra forma de provocar sofrimento e o bullying indireto em que os meios de comunicação como celular e internet, pois divulgam, com rapidez comentários cruéis e maliciosos sobre as pessoas através de mensagens de texto pelo celular, e até criam paginas falsas sobre a vitima fazendo grafitagem depreciativa. Essa crueldade virtual é conhecida como cyberbullying. Usando essa forma de bullying o agressor se esconde no anonimato e tortura a vida de outros colegas. As vitimas do bullying sofrem consequências internas começando pausadamente a se manifestar apresentando apatia, Triste, aflição com frequente falta a escola, pois o aluno não sente mais prazer em frequentá-la. E até mesmo depreciação pela vida, essas consequências vai agravando com baixo rendimento, tendo dificuldade na aprendizagem, repetência, a perda em almejar um futuro melhor os objetivos profissionais. Todos esses sentimentos de inferioridade podem leva até o extremo de tirar a sua própria vida. As testemunhas representam a maioria dos alunos da escola, que assisti o episódio da violência não fazem nada para impedir, por medo de represaria, mas sofrem as suas consequências, por presenciarem constantemente as situações de sofrimento vivenciado pelas vítimas, e aprendem a ser omissos, e para se defender usam técnicas como risadas, fingindo se divertir dos sofrimentos alheios, só para não ser a próxima vitima. A prevenção começa pela busca do conhecimento em relação ao fenômeno e precisa que as escolas reconheçam a existência do bullying e, sobretudo, esteja consciente de seus prejuízos para a personalidade e o desenvolvimento sócio educacional dos alunos. A escola precisa aprimorar os educadores para a observação, para que eles possam identificar diagnosticar e saber intervir nas situações do bullying ou até mesmo aos encaminhamentos corretos, levando o tema à socialização com toda a comunidade escolar e buscar estratégias que sejam capazes de fazer frente ao mesmo. Uma ideia a ser adotada e que os professores promovam debates sobre bullying nas salas de aula e no pátio da escola em que todos participem fazendo com que o assunto seja bastante divulgado e assimilado pelos alunos. Fazer os alunos pesquisarem sobre o assunto abordado para poder ter mais consciência pelo assunto, para que todos possam pensar sobre o bullying e como acham que se deve lidar com esse assunto. 39 A família e o primeiro grupo social com qual a criança têm contato. Desta forma, e ali, que ela constrói seus primeiros saberes e experiências. Esta vivencia serão levadas para a escola e serão aplicadas neste novo grupo social. Os pais devem acompanhar sempre os seus filhos e mostrar para eles caminhos que vão fazer com que eles cresçam sem interferir na sua aprendizagem. Sendo que hoje em dia há necessidade de a escola está em perfeita sintonia com a família e juntas farão um bom desenvolvimento para a aprendizagem dos seus filhos. Por tanto a escola não deve viver sem a família e nem a família deve viver sem a escola, por que, uma depende da outra na tentativa de alcançar um maior objetivo, qual seja, o melhor futuro destas crianças. O compromisso em educar tanto a escola como a família precisa ser afetuoso seja em qualquer ambiente e a escola surge na sociedade como uma necessidade social, como um processo formal de transmissão de saber e de conhecimento racionalista e estruturado para educar o individuo cuidar de maneira eficaz para amenizar a violência e imprescindível que estabeleça uma relação entre escola e família e essa importância da família e escola têm como objetivo compreender como as interferências dos pais na aprendizagem das crianças influência no desempenho escolar dos filhos, pois as relações entre escola e família tem se constituído um ponto importante no controle da violência escolar. 40 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS A realização desta pesquisa contribuiu para maior clareza do conceito de bullying na escola, além de fornecer informações minuciosas sobre as características deste tipo de violência que há muito aterroriza o meio escolar. Constatou-se algo comum entre os teóricos analisados, que o bullying contribui para propagação de uma série de consequências negativas para quem as sofrem e para que as pratiquem, ou seja, tornam-se pessoas com dificuldades de aprendizagem, adultos complexados e vingativos. Além de ser um tipo de violência muitas vezes não percebido pelos responsáveis pedagógicos do meio escolar, o que contribui com sua propagação causando sérios problemas. O que acontece é a não compreensão dos educadores das características do bullying, o que os impossibilita de preveni-la e de transformar a escola em um local mais seguro, tornando o seu ambiente mais saudável e amistoso. É responsabilidade e objetivo de todos os envolvidos no processo educacional transformar a escola em um lugar mais seguro e agradável, onde todos possam viver com humanidade e respeito multo, para tanto, para que isto seja possível, é importante que nela seja garantido o respeito às diferenças. Desta forma, é necessário forma educadores conhecedores das características deste tipo de violência, capacitando-os também para prevenção deste mal, em que, muitas vezes é tratada como mera brincadeira entre crianças, adolescente e jovem, porém que podem transformar-se em grandes tragédias como as que foram citadas no decorrer do desenvolvimento desta pesquisa. A preocupação foi tamanha a respeito do bullying que os preocupados em manter o bem estarem no meio escolar transformaram suas preocupações em lei em que define bullying como violência física ou psicológica intencional e continuada "com o objetivo de agredir, intimidar, humilhar, causar sofrimento e dano físico ou moral à vítima”. Comportamentos que se enquadram nesse quadro são muitos, e vai desde agressão física à manipulação de um colega, indução ao preconceito, e isolamento do aluno. Desta forma, a presente pesquisa foi de extrema importância não só para futuros estudos acadêmicos, mas também para que ainda mais pesquisas sobre este fenômeno que 41 tanto aterroriza o meio escolar, passam surgir e servir de alerta e contribuir para discussões que minimize tantos casos de bullying no meio escolar. A presente pesquisa apontou também, para a necessidade de políticas públicas, que garantam formação de qualidade para os profissionais da educação, para que eles possam contribuir para a não propagação do bullying nos seus ambientes de trabalho. É necessário também, dar além de suporte técnico, suporte material, pois nota-se que os casos mais frequentes de bullying mais graves, aconteceram em escolas, no qual a presença dessas políticas públicas são escassas. Acredita-se que as discussões continuam tanto para educadores, quanto para com os educandos, contribuirão para formação de pessoas mais conscientes e socialmente capazes de enfrentar qualquer característica que envolva o bullying, prevenindo então, esta violência. Para tanta, vale destacar que, a construção de uma sociedade melhor depende de vários fatores, que não são somente dos educadores e seus educandos, mas também de toda a sociedade e principalmente dos gestores nacionais da educação. Conclui-se, afirmando que o desconhecimento desta temática por parte dos profissionais da educação e pais de educandos é um dos principais obstáculos para sua superação o que exige apesar da ampla discussão sobre este tipo de violência, necessita-se ainda mais de discussões e trabalhos que conscientize sobre a sua inegável relevância, pois se assim não acontecer à sociedade continuará desconhecendo as graves consequências desta violência. Para tanto, se acredita que ampliar os debates sobre o bullying é uma forma de elaboração de estratégias para minimizar este problema de forma efetiva. 42 REFERÊNCIAS BRASÍLIA, 124º da República e 53º de. LEI Nº 4.837, DE 22 DE MAIO DE 2012. SOBRE O BULLYING. Disponível em: https://docs.google.com/document/d/1-kv- gIpF5nQ7GwEXKFEzJCgbX4ZQ4vAaYHe0fSjVfWU/edit?pli=1. Acesso em 21 de abril de 2013. CERVO, Amado L.; BERVIAN, Pedro A. Roberto Da Silva. Metodologia científica. . ed. São Paulo: Pearson prendice Hall 2007. CHALITA, G. Pedagogia da Amizade Bullying O Sofrimento das Vitimas e dos Agressores. São Paulo. Editora Gente, 2008. FANTE, C. Fenômeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. 2. ed. Campinas, São Paulo: Verus Editora, 2005. FERNANDES, L. A.; GOMES, J. M. M. Relatórios de pesquisa nas Ciências Sociais... ConTexto, Porto Alegre, v. 3, n. 4, 1º semestre 2003. 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