FACULDADES INTEGRADASIPIRANGA
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
LIZZ TREACY MORAES ESTUMANO
LUZIENE DOS SANTOS SILVA
NATALINA DO SOCORRO GOMES SAMPAIO
VIOLÊNCIA NA ESCOLA: BULLYING UM PROBLEMA QUE
INTERFERE NA APRENDIZAGEM
BELÉM
2013
LIZZ TREACY MORAES ESTUMANO
LUZIENE DOS SANTOS SILVA
NATALINA DO SOCORRO GOMES SAMPAIO
VIOLÊNCIA NA ESCOLA: BULLYING UM PROBLEMA QUE
INTERFERE NA APRENDIZAGEM
Trabalho de conclusão de curso apresentado as
Faculdades Integradas Ipiranga como requisito
avaliativo da disciplina: orientação do TCC.
Orientadora: Prof.ª Giovana Cristina Pantoja de
Souza
BELÉM
2013
LIZZ TREACY MORAES ESTUMANO
LUZIENE DOS SANTOS SILVA
NATALINA DO SOCORRO GOMES SAMPAIO
VIOLÊNCIA NA ESCOLA: BULLYING UM PROBLEMA QUE
INTERFERE NA APRENDIZAGEM
Trabalho de conclusão de curso apresentado as
Faculdades Integradas Ipiranga para a obtenção do título
de pedagogo.
Banca examinadora
____________________________________________________
Avaliadora: Profa. Giovana Cristina Pantoja de Souza
____________________________________________________
Examinador (a)
____________________________________________________
Examinador (a)
DEDICATÓRIAS
Dedico esse trabalho a Deus, por tudo que me proporciona na vida, a minha família e meus
amigos.
Luziene dos Santos Silva
Dedico esse trabalho a Deus, por tudo que me proporciona na vida, a minha família e
especialmente minha filha Brenda Laysa e meus amigos.
Lizz Treacy Moraes Estumano
Dedico esse trabalho a minha família e amigos que foram muito importantes na realização
desta conquista! Obrigada meu DEUS por essa vitória!
Natalina do Socorro Gomes Sampaio.
AGRADECIMENTOS
Agradeço a DEUS, aos meus pais Domingos Moraes e Rosinete Pimentel que sempre
acreditaram e acreditam em mim, como pessoa e profissional aos meus irmãos Domingos
Brehme (in memória) e Domingos Wallyd, a minha filha Brenda Laysa e meu marido Ítalo
Silva por terem sido tão compreensivos e pacientes durante este período de intensa dedicação
e estudo.
Lizz Treacy Estumano Moraes
Agradeço em primeiro lugar a Deus que me iluminou durante a realização desta pesquisa.
Agradeço também a meus pais, Luiz Carlos nascimento da silva e principalmente a minha
mãe Maria helena batista dos santos, a meus filhos Walsilene silva da costa e Waldenisom
silva da costa. Aos meus irmãos Paulo César dos Santos Silva, Lucilene dos Santos
Silva e Leiceane dos Santos Silva e a meu marido e companheiro Waldenis José Mendonça da
Costa e a todos aos meus amigos que carinhosamente me deram forças e coragem, me
apoiando nos momentos de dificuldades. E não deixando de agradecermos de forma grata e
grandiosa Nossa Professora e orientadora Maria Élen Mariana Maia Lisboa
Luziene dos Santos Silva
Agradeço a DEUS, a minha família, meus pais Pedro Faro Sampaio (in memoriam) e
Raimunda Gomes Sampaio por essa conquista e em especial minha irmã Nadilza Sampaio e
meu amigo Maradei Borges dos Santos pelo apoio e incentivo nos momentos de dificuldades,
meu irmão Ronald Valentim Sampaio e meus sobrinhos em especial Pedro Lucas Sampaio,
minha prima Renata Castro, meus amigos Mauro Santiago e Kleber Barsotelli por ficarem ao
meu lado para a realização desse sonho.
Natalina do Socorro Gomes Sampaio.
“Sem sonhos, a vida não tem brilho. Sem metas, os
sonhos não têm alicerces. Sem prioridade, os sonhos
não se tornam reais. Sonhe, trace metas, estabeleça
prioridade e corra riscos para executar seus sonhos.
Melhor é errar por tentar do que errar por se omitir!
Não tenhas medo dos tropeços da jornada. Não
podemos esquecer que nós, ainda que incompleto,
fomos o maior aventureiro da história.”
Augusto Cury
RESUMO
A presente pesquisa tem como objetivo geral compreender o fenômeno bullying e suas
consequências para o processo de aprendizagem, bem como Conhecer de que maneira o
bullying interfere no processo de ensino e aprendizagem; Identificar as manifestações do
bullying no contexto escolar e verificar as estratégias adotadas pela escola para promover a
cultura de paz. Para tanto, realizou-se uma pesquisa do tipo bibliográfica, com uso de fontes
secundárias, abrangendo toda a bibliografia já tornada pública em relação ao tema estudado.
A investigação teve como Lócus de pesquisa livro, artigos acadêmicos e pesquisas virtuais.
Verificou-se a partir da investigação que a violação desses princípios em que o ser humano é
desrespeitado ocasionado constrangimento, o bullying estar inserido nesse contexto, o autor
do bullying não machuca só a vitima escolhida seja verbalmente em que as palavras fazem
mal a vitima trazendo emoções diversas, dor e sofrimento ou fisicamente com empurrões,
socos e pontapés. Contudo, na educação é preciso que se fortaleça os princípios de educação e
dos sentimentos. Quando são apresentadas questões relativas ao bullying, é importante
questionar: Qual princípio foi desrespeitado, que sentimentos estão sendo compartilhando.
Conclui-se, afirmando que o desconhecimento desta temática por parte dos profissionais da
educação e pais de educandos é um dos principais obstáculos para sua superação o que exige
apesar da ampla discussão sobre este tipo de violência, necessita-se ainda mais de discussões
e trabalhos que conscientize sobre a sua inegável relevância, pois se assim não acontecer à
sociedade continuará desconhecendo as graves consequências desta violência. Para tanto, se
acredita que ampliar os debates sobre o bullying é uma forma de elaboração de estratégias
para minimizar este problema de forma efetiva.
Palavras chaves: O Bullying escolar. A família e o bullying. Papel social da escolar.
Formação.
ABSTRACT
This research aims to understand the general phenomenon bullying and its
consequences for the learning process, as well as know how bullying affects the process of
teaching and learning; Identify the manifestations of bullying in the school and check the
strategies adopted by school to promote the culture of peace. Therefore, we carried out a
survey of the literature type, using secondary sources, covering all the literature already
published on the topic studied. The investigation was Locus research book, scholarly articles
and research virtual. It was found from the investigation that the violation of these principles
that the human being is disrespected caused embarrassment, bullying be inserted in this
context, the author of bullying not only hurts the victim chosen verbally when words do harm
to victim bringing various emotions, pain and suffering or physically shoving, punching and
kicking .. However, in education it is necessary to strengthen the principles of education and
feelings. When questions are presented relating to bullying, it is important to ask: What
principle was breached, what feelings are being shared. We conclude by stating that the
ignorance of this subject by education professionals and parents of students is a major
obstacle to overcoming which requires despite the extensive discussion of this kind of
violence, it requires further discussion and work aware that on its undeniable importance,
because if it does not happen to society continue ignoring the serious consequences of this
violence. Therefore, it is believed that the larger debates about bullying is a form of
strategizing to minimize this problem effectively.
Keywords: Bullying at school. Family and bullying.Social role of the school. Training.
9
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO.........................................................................................................
10
2. OBJETIVOS.............................................................................................................
12
2.1. OBJETIVO GERAL...............................................................................................
12
2.2. OBJETIVOS ESPECIFICOS..................................................................................
12
3. REFERENCIAL TEÓRICO...................................................................................
13
3.1. O BULLYING NA ESCOLA.................................................................................
13
3.2. RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO AMBIENTE ESCOLAR.............................
18
3.3. O COMBATE À VIOLÊNCIA..............................................................................
24
4. METODOLOGIA....................................................................................................
29
4.1. METODOS E PROCEDIMENTOS.......................................................................
29
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO.............................................................................
32
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................................................
40
REFERÊNCIAS...........................................................................................................
44
10
INTRODUÇÃO
O que nos levou a realizar esta pesquisa sobre como o bullying interfere no processo
de ensino e aprendizagem, foi o surgimento de atos de violência dentro do ambiente escolar,
porém sempre que é levantadas pesquisas sobre o bullying, os relatos sempre são direcionados
aos agressores, por isso sentimos a necessidade de falar e buscar dados sobre as vitimas. Já
que os atos de bullying acontecem de maneira crescente dentro das escolas, buscamos através
de nossa pesquisa verificar como se dá o desempenho escolar das vitimas e se realmente isso
colabora para um baixo rendimento desses alunos.
O objetivo dessa pesquisa é compreender o fenômeno bullying e suas consequências
para o processo de aprendizagem. Entendemos que o fenômeno Bullying na escola é algo que
necessita ser debatido no contexto escolar com a finalidade de esclarecer a comunidade e, em
particular as crianças sobre as consequências do mesmo para o processo de aprendizagem e
para o comportamento humano, além dos conflitos que isso ocasiona, pois na maioria das
vezes essas crianças se envolvem nesse tipo de violência, de forma ingênua, sem nem
entender o significado dessa atitude.
Vítima típica refere-se ao indivíduo que sofre repetidas vezes a agressão e não resolve
a situação por não conseguir se impor. Podemos dizer que o alvo se vê, em muitos casos, da
maneira como é julgado pelo autor do bullying, fazendo com que ele tenha ainda mais
dificuldade em reagir às agressões. A vítima típica tem como principais características, pouca
sociabilidade, timidez, geralmente é retraída, possui baixa estima e poucos amigos.
Essas vítimas são escolhidas pelos agressores, por apresentarem aspectos físicos
diferenciados dos padrões impostos pelos grupos de amigos, geralmente não possuem aptidão
aos esportes ou lutas, tendo dificuldade de se adequar em grupos de amigos (conhecido
popularmente como “panelinhas” que ocasionam na escolha de possíveis investidas de seus
agressores).
Para tanto se elencou os seguintes objetivos específicos: Conhecer de que maneira o
bullying interfere no processo de ensino e aprendizagem; Identificar as manifestações do
bullying no contexto escolar; Verificar as estratégias adotadas pela escola para promover a
cultura de paz.
Para da consistência científica fundamentamos a nossa pesquisa de acordo com as
ideias de autores como: Chalita (2008), Fante (2005), Silva (2010), Pereira (2009).
11
A metodologia utilizada foi qualitativa e desenvolvida a partir de levantamentos
bibliográficos.
O trabalho está organizado em três (3) Eixos. O primeiro Eixo apresenta discussão
sobre como a escola pode trabalhar essa questão e as consequências que esses ataques podem
acarretar nos agressores, vítimas e testemunhas; O segundo eixo apresenta discussão sobre em
que contexto abordar esse assunto e sobre as dificuldades de aprendizagem que as vítimas do
bullying apresentam em sua vida escolar; O terceiro eixo debate como essas crianças lidam
com o assunto Bullying e como esse tipo de violência é compreendida.
Deste modo, acredita-se que a escola como um espaço democrático e tendo como
função social formar o cidadão, a mesma precisa se posicionar a respeito dessa questão junto
ao corpo escolar, pais e responsáveis. Portanto, a escola precisa capacitar seus profissionais
com a finalidade de identificar, levantar o diagnostico, propor intervenção e o
encaminhamento adequado para os casos de bullying ocorridos em suas dependências.
Nesse sentido, percebe-se a relevância de realizar este estudo bem como de inserir
esse debate no cotidiano escolar com vistas a contemplar ações no projeto político pedagógico
que promovam uma cultura de paz, haja vista que a violência gera a violência e a
agressividade pode ser uma resposta do educando a várias questões que o incomodam, tais
como: timidez, medo, cólera, etc.; dado que o homem é, sobretudo um reflexo do ambiente
em que passou sua infância; este lhe imprimiu sua marca para toda a vida..
E por fim as considerações finais em que explicitamos a conclusão do estudo e
referências.
12
2. OBJETIVOS
2.1 OBJETIVO GERAL
 Compreender o fenômeno bullying e suas consequências para o processo de
aprendizagem
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 Discutir de que maneira o bullying interfere no processo de ensino e aprendizagem;
 Identificar as manifestações do bullying no contexto escolar;
 Verificar as estratégias adotadas pela escola para promover a cultura de paz.
13
3. REFERENCIAL TEÓRICO
3.1 O BULLYING NA ESCOLA
A palavra Bullying trousse consigo várias discussões importantíssimas sobre a
violência que se sofre no meio escolar. Ela, portanto segundo Souza e Almeida (2011, p. 182),
surge “para denominar uma questão antiga que durante muito tempo não foi vista como algo
preocupante, até que, por volta dos anos 1970 surgiu na Suécia um grande interesse de toda a
sociedade pelos problemas entre agressores e vítimas nas escolas.”.
Por sua vez, esta denominação vem recebendo bastante destaque na atualidade, muitos
estudiosos vem colocando a disposição da sociedade pesquisas sobre o avanço da discussão
sobre o Bullying, como Ferreira (2011, p. 10) que propõe a definição da palavra afirmando
que:
O bullying tem duas componentes-chave: ações nefastas repetidas e desequilíbrio de
poder. Envolve a repetição de ataques físicos, verbais, ou psicológicos, ou
intimidações diretamente dirigidas a uma vítima que não se consegue defender
adequadamente devido ao tamanho ou à força, ou porque a vítima se encontra em
inferioridade numérica, ou porque é psicologicamente menos resistente.
As características e o significado da palavra em estudo referem-se às agressões das
mais variadas formas sofridas no meio escolar, contribuindo para quem as sofre grandes
problemas de saúde sejam físicas ou psicológicas.
Vale lembrar que esta discussão passou a ser levada a sério a partir da grande
repercussão da mídia. No Brasil casos que marcaram a história de violências advindas de
agressões no meio escolar, foram o ponta pé inicial para estas discussões que eram discutidas,
porém, não valorizadas para debates no meio escolar.
Sobre a afirmativa acima Souza e Almeida (2011, p. 182) propõe,
A preocupação com a questão se estendeu pelo mundo e outros casos de suicídio e
homicídio entre alunos e ex-alunos no meio escolar começaram a ser noticiados. No
Brasil, casos como o de Taiuva (SP, 2003), Remando (BA, 2004) e, mais
recentemente Realengo (RJ, 2011), tem gerado muita comoção alertando para a
gravidade das consequências que o bullying pode causar. É importante lembrar que
nem todas as consequências do bullying resultam em tragédias, como as citadas
acima, no entanto, as agressões sempre causam sofrimento, interferindo
drasticamente nos processos de aprendizagem e socialização, podendo deixar graves
sequelas emocionais.
Com a propagação da gravidade das características desta violência, ao meio escolar,
passou-se exigir mais cuidados e atenção quanto aos que sofrem e aos que praticam tal
violência. As discussões devem ser direcionadas a todos, sempre colocando ao alunado e aos
14
que formam a escola, as graves consequências deste tipo de violência, tanto para quem a sofre
quanto a quem a pratica.
Por sua vez, estas características podem ser observadas para Olweus (1993 apud
SOUZA e ALMEIDA 2011, p. 184) que:
Define duas maneiras nas quais o bullying pode ocorrer: o bullying direto e o
bullying indireto. O direto envolve ataques de um estudante contra outro, incluindo
palavras, gestos, expressões faciais e contato físico. O indireto implica a exclusão da
vítima de seu grupo de pares fazendo com que tenha problemas para fazer novos
amigos em sua sala de aula. Porém ele lembra que há uma clara associação entre as
duas maneiras, pois os alunos que sofrem bullying direto geralmente são isolados e
rejeitados entre seus pares.
Estas características consideradas e levadas para discussões entre todos os que
compõem a escola, contribui para o entendimento das graves consequências deste tipo de
violência, que não somente a vitima torna-se agredida, mas também quem comete a agressão.
Desta forma, as principais consequências para quem sofre o bullying escolar, são de
acordo com Silva (2010 apud SOUZA e ALMEIDA 2011, p.186),
As mais variadas possíveis e dependem muito de cada indivíduo, da sua estrutura, de
suas vivências, da predisposição genética, da forma e da intensidade das agressões.
No entanto, o bullying causa sofrimento a todas as vítimas, em maior ou menor
proporção. Muitas delas levarão marcas profundas provenientes das agressões para a
vida adulta, e necessitarão de apoio psicológico e/ou psiquiátrico para superá-las.
E ainda, estas consequências poderão gerar outros agressores, que agredidos tornam-se
seres cheios de sentimentos negativos, esquecendo-se do papel social que a escola poderia ter
passando a tê-la como um meio para suas vinganças, do mal que foi sofrido em outros espaços
escolares ou até mesmo na própria escola.
E ainda, Silva (2010 apud SOUZA e ALMEIDA 2011, p.186),
Menciona também problemas psicossomáticos, transtorno de pânico, depressão,
anorexia e bulimia, fobia escolar, fobia social, ansiedade generalizada, além de
poder agravar problemas preexistentes, devido à continuidade da exposição às
situações estressoras a que a vítima é submetida. Esta autora alerta que nos casos
mais graves, podem ser observados quadros de esquizofrenia, homicídio e suicídio.
É importante salientar, que nem sempre os que sofrem a agressão são percebidos,
muitos escondem por medo ou não sentem segurança no educador para partilhar tais angustias
sofridas na escola, o que contribuem para as constantes ameaçam de quem as praticam, uma
vez que nada foi feito para impedi a agressão.
Outro ponto importante a ser abordado é a falta de preparo do educador ao lidar com
esta violência, que apesar da ampla divulgação, muitas ainda não sabem ou não conseguiram
15
levar tal discussão para o meio escolar, o que acaba mascarando muitas ações características
de bullying.
Desta forma, a escola precisa está atenta às novas formas de violência que são
característicos de bullying, uma vez que os agressores muitas vezes, estão presentes em seus
cotidianos.
Sobre as novas formas de bullying Silva (2010, p.8) ressalta que.
Uma das formas mais agressivas de bullying, que ganha cada vez mais espaços sem
fronteiras é o cyberbullying ou bullying virtual. Os ataques ocorrem por meio de
ferramentas tecnológicas como celulares, filmadoras, máquinas fotográficas, internet
e seus recursos (e-mails, sites de relacionamentos, vídeos). Além de a propagação
das difamações ser praticamente instantânea o efeito multiplicador do sofrimento
das vítimas é imensurável. O cyberbullying extrapola, em muito, os muros das
escolas e expõe a vítima ao escárnio público. Os praticantes desse modo de
perversidade também se valem do anonimato e, sem nenhum constrangimento,
atingem a vítima da forma mais vil possível. Traumas e consequências advindos do
bullying virtual são dramáticos.
Contudo, o acesso aos meios tecnológicos, com proposto acima pela autora, tornaramse ferramentas também para propagar agressões, que por sua vez, causam serias problemas
para vida de quem é agredido. Ficando ainda mais difícil, para os que formam
pedagogicamente a escola acompanhar seus alunados. Muitas escolas acabam tendo entre seus
membros vitimas desta violência, não conseguindo atingi-la socialmente por não compreender
que se tornaram vitimas de violência escolar.
3.1.1 Motivações diferenciadas do bullying na escola
Muito se tentou explicar o que levar a uma criança ou a um jovem a comete violência
contra seus colegas de escola, e discussões sempre apontam que, geralmente o agressor
escolhe vítimas com aparências frágeis ou que o incomode por alguma característica que
possui, e ele não.
Para Silva (2010, p.9) o que levam os jovens a serem agressores são:
1. Muitos se comportam assim por uma nítida falta de limites em seus processos
educacionais no contexto familiar. 2. Outros carecem de um modelo de educação
que seja capaz de associar a autor realização com atitudes socialmente produtivas e
solidárias. Tais agressores procuram nas ações egoístas e maldosas um meio de
adquirir poder e status, e reproduzem os modelos domésticos na sociedade. 3.
Existem ainda aqueles que vivenciam dificuldades momentâneas, como a separação
traumática dos pais, ausência de recursos financeiros, doenças na família etc. A
violência praticada por esses jovens é um fato novo em seu modo de agir e, portanto,
circunstancial. 4. E, por fim, nos deparamos com a minoria dos opressores, porém a
mais perversa. Trata-se de crianças ou adolescentes que apresentam a transgressão
16
como base estrutural de suas personalidades. Falta-lhes o sentimento essencial para
o exercício do altruísmo: a empatia.
A autora classifica claramente quatro características importantíssimas a serem
compreendidas pelos responsáveis do processo educacional, pois uma vez, conhecedor destas,
fica mais facial preveni-las para que não se propague.
Mas uma vez, é importante salientar que o papel social da escola também está em
combater males como estes, e as discussões baseadas em fatos do cotidiano contribuem para
que os jovens se caracterizem como vitimas ou não de bullying, podendo a partir de este
diálogo aderirem há ações mais humanas contra esta violência.
Desta forma, uma escola portadora de ações que levem ao conhecimento de todos os
seus componentes as características e por seguinte as consequências para quem sofre esta
violência, estará contribuindo para formação social de seus membros.
É necessário, que as escolas façam uma avaliação para prevenir o bullying, motivando
os próprios jovens a participarem da discussão a favor da não violência.
Para que isto aconteça, a escola precisa está preparada, ou seja, formar todos os seus
responsáveis pedagógicos para combater tais ações de bullying, pois uma vez, conhecedores
dos pontos negativos das características deste tipo de violência, a escola estará apta à forma
pessoas mais conscientes do quanto a pratica desta pode ser prejudicial tanto para quem sofre
quanto para quem a prática.
3.1.2 A escola e a lei contra o bullying
A grande repercussão do bullying exigiu a criação de leis que a coibisse, pois até
pouco tempo, não havia uma lei específica que se trata deste tipo de violência no Brasil,
contudo, em maio do ano de 2012 o Deputado Cristiano Araújo e Agaciel Maia conseguiu
sancionar a LEI Nº 4.837, que dispõe sobre a instituição da política de conscientização,
prevenção e combate ao bullying nos estabelecimentos da rede pública e privada de ensino do
Distrito Federal e dá outras providências.
Segundo QUEIROZ (2012 124° e 53º) propõe nos artigos 1° e 2°
que:
Art. 1º Fica instituída a política de conscientização, prevenção e combate ao
bullying nos estabelecimentos de ensino das redes pública e privada do Distrito
Federal. Art. 2º Para os efeitos desta Lei considera-se bullying a violência física ou
psicológica, praticada intencionalmente e de maneira continuada, de índole cruel e
de cunho intimidador e vexatório, por um ou mais alunos, contra um ou mais
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colegas em situação de fragilidade, com o objetivo deliberado de agredir, intimidar,
humilhar, causar sofrimento e dano físico ou moral à vítima.
A lei traz em seus artigos uma análise dos efeitos desta violência quando não
prevenida, portanto ela é de caráter motivacional para conscientização a não violência escolar,
sendo de responsabilidades tanto das escolas públicas, quanto privadas informar seu alunado
dos efeitos desta violência, o motivando-os as praticas sociais humanizadas contra o bullying.
Portanto, a lei propõe ainda no artigo 6º QUEIROZ (2012.124° e 53º)
que:
No âmbito da política de conscientização, prevenção e combate ao bullying na rede
escolar pública e privada do Distrito Federal, instituída por esta Lei, fica o Poder
Público obrigado a desenvolver as seguintes ações, com o objetivo principal de
reduzir a prática da violência nos estabelecimentos de ensino e promover a melhora
do desempenho escolar: I – tornar público o debate sobre as principais causas
e consequências decorrentes da prática do bullying nos estabelecimentos
de ensino; II – realizar pesquisas a fim de identificar os fatores que
estimulam e fomentam a prática do bullying nas escolas com vistas à
implementação de ações preventivas e repressivas a tal prática;
III – capacitar os profissionais da educação pública para a identificação do bullying,
possibilitando a imediata adoção de medidas administrativas, pedagógicas e
disciplinares de desestímulo e combate a tal comportamento; IV – exigir dos
estabelecimentos privados de ensino a realização de programas de prevenção ao
bullying; V – atender e orientar os envolvidos, seus pais e responsáveis legais, a fim
de conscientizá-los sobre as consequências danosas do bullying, além de esclarecêlos sobre as sanções administrativas e disciplinares;
Este artigo, afirma o que antes se discutia sem que nenhuma instituição de ensino
assumisse este compromisso, a partir desta lei, passa-se a ser obrigatório o debate da temática
no contexto escolar, tendo ainda por dever as instituições capacitar seus profissionais
motivando-os a pesquisa e a criação de programas de prevenção a esta violência.
Mediante ao exposto nota-se que as grandes discussões e preocupações de estudiosos
das consequências desta violência para o meio escolar, conseguiram a aprovação da lei que
acima foi abordado, uma vez que praticas de bullying são cada vez mais comuns nos
ambientes educacionais brasileiros, esta lei veio garantir uma discussão mais seria em que,
todos os que fazem parte do contexto escolar deverão está inseridos, contribuindo cada vez
mais, para ações contra as questões relacionadas à violência.
Desta forma, a LEI Nº 4.837 fez-se necessária mediante ao cenário em que se vive
hoje nas escolas, muitos acabam esquecendo-se que existem seres humanos ao seu redor e que
precisam ser respeitados e aceitos do modo que são, uma vez que esta lei é de caráter
informativo e não punitiva, pois valoriza a conscientização através do dialogo e práticas
sociais que contribuam a não violência.
18
3.2. RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO AMBIENTE ESCOLAR
Para Chalita (2008) a supervalorização do conhecimento tornou as relações
interpessoais, inalteráveis e padronizadas, ou seja, padrões que não consta no conteúdo
programático ou não atende os requisitos de modelo decidido pelo grupo. Assim, as
disciplinas compartimentalizadas fragmentam o saber, que perde o sabor, o sentido e o
significado. O padrão em que as salas de aulas estão padronizadas, em um modelo
tradicionalista em que se verifica a organização do espaço físico enfileira as crianças e
desfavorece o diálogo e a troca de ideias. O professor e o detentor do conhecimento, em que
só ele fala e os discentes são só ouvintes, desrespeitando o senso crítico e a curiosidade dos
alunos impedindo qualquer possibilidade de interação entre professor e aluno em sala de aula,
esse modelo dificilmente o docente conseguirá manter os alunos atento.
Essa questão é tratada por Chalita (2008 p.196) quando explana que:
Cabe à escola avaliar suas necessidades e possibilidades para a construção de um
projeto que alcance todos os alunos: vitimas agressores e espectadores da
violência. Seja por meio de aulas especificas, seja por meios de temas transversais
nas diferentes disciplinas, em ações multidisciplinares ou campanhas e propostas
que alcancem e incluam toda a comunidade educativa: pais, professores,
funcionários, vizinhos e voluntários da escola. Devem-se estabelecer vínculos com
a comunidade para uso de seus recursos. Trata-se de um verdadeiro mutirão.
Trabalhar a diferença, por meio de socialização em que o professor deva ter uma
relação de aproximação intensa com o discente, e transparecer para ele uma amizade pura,
independentemente, da condição professor e aluno. Deva haver uma reciprocidade entre
ambos, no que concerne a opiniões diferentes, dentro da linha de aprendizados e de
conhecimentos diferentes.
Segundo Neto (2004), a escola é de grande significância para as crianças e as que não
gostam dela tem a maior probabilidade de apresentar desempenho insatisfatório, por estes
motivos é que a aceitação por parte dos companheiros é fundamental para um bom
desempenho escolar.
A escola é o lugar não só de recepção dos alunos mais é também o lugar em que
habita todos os tipos de diferenças sejam físicas, intelectuais, culturais e sociais. Trabalhar
essas diferenças no espaço escolar e tomar a responsabilidade de trabalhar em grupo com
todo corpo docente a buscar mecanismo para evitar a proliferação do bullying. A começar
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com os professores a respeitarem em sala de aula o ritmo de aprendizado de cada aluno, em
que não abrirá oportunidade para os bullies.
E dever dos pais o diálogo com seus filhos a fim de ter uma aproximação maior no que
diz respeito à comunicação com os filhos Silva (2010 p.62) comenta:
Quando os pais não conseguem delimitar de forma clara as fronteiras entre o que se pode
e, o que não se pode fazer, eles se tornam incapazes de exercer uma ação educativa eficaz.
Os pais podem até, de forma momentânea, obter um clima domestico mais calmo e livre
de conflitos diários. No entanto, isso impede o amadurecimento de seus filhos dentro dos
processos evolutivos inerentes ao ser humano, o que desfavorece laços relacionais
estruturados no verdadeiro diálogo, na responsabilização e na futura independência
afetiva e financeira da família.
A interação entre pais e filhos se faz necessário, os pais se tornarem presentes na
relação social de seus filhos em que construam uma relação de dialogo mútuo o dialogo
entre ambas tende a colaborar para um equilíbrio no desempenho escolar de seus filhos.
O diálogo é o elemento humanizador que aproxima as pessoas e faz com que
aprendem umas com as outras, esclarece as diferenças, aprendem a compreender e serem
compreendidas, respeitar as opiniões alheias, esclarece qualquer situação desagradáveis, onde
ajuda a construir um ambiente agradável.
Na educação é preciso que se fortaleça os princípios de educação e dos sentimentos.
Quando são apresentadas questões relativas ao bullying, é importante questionar: Qual
princípio foi desrespeitado, que sentimentos estão sendo compartilhado.
A violação desses princípios em que o ser humano é desrespeitado ocasionado
constrangimento, o bullying estar inserido nesse contexto, o autor do bullying não machuca só
a vitima escolhida seja verbalmente em que as palavras fazem mal a vitima trazendo emoções
diversas, dor e sofrimento ou fisicamente com empurrões, socos e pontapés que prejudicam
também quem presencia o episódio, sem poder fazer nada para não ser tornarem a próxima
vitima dos bullies. Para Chalita (2008 p.197)
A escola e um espaço rico de possibilidades, de descobertas diárias da arte de
ensinar e de aprender, de conviver, de viver em harmonia. As relações
professor/aluno e aluno /aluno são um verdadeiro laboratório para a vida, pois
estão repletas de dilemas, de conflitos de escolhas que permeiam exercitar,
resgatar, revisitar e rever os princípios, os objetivos, os valores que nos mantêm
unidos. A ação começa por poucos e vai contagiando muitos, até que atinja todos.
Uma forma de ser trabalhar essa questão são gestos gentis nas relações humanas que
pode ser exercitado no cotidiano escolar, qualquer espaço e lugar de conhecimento e de
20
educação sobre a convivência seja em casa, na comunidade e na escola em que e possível
aprender as relações de respeito, educação e atenção.
Verifica-se uma sensação de falta de gentileza para as coisas mais simples do
cotidiano como um simples obrigado (a), por favor, com licença, sou seu amigo,
Na atualidade está prevalecendo uma sensação de afastamento das pessoas e ausência
do contato vivo e fraterno entre as pessoas para se construir a paz entre os seres humanos,
falta cautela com as boas e as mais simples atitudes físicas e verbais com o outro como, por
exemplo, o aprendizado de escutar o outro, do olhar nos olhos, um abraço, um aperto de mãos
do sentir ao outra como pessoa humana.
Ser gentil é voltar-se para si mesmo e ter a noção que é naturalmente necessário um
convívio harmonioso com o próximo, em que a gentileza é o bem estar coletivo, é algo que
precisa estar sempre inserido no cotidiano dos alunos.
Para ser desenvolvido este aprendizado e colocar em pratica é fundamental que seja
repensado o cotidiano, corrigindo suas ações a fim de ser tornarem pessoas mais fraternas em
que o convívio com o outro seja mais harmonioso.
Com essa proposta será evitados a violência, brincadeiras de mau gosto com o
próximo, palavras que ofendam, desunião e a solidão. Colocando em pratica as atitudes
simples de cortesia.
Os pais cobram da escola o ensinamento sobre valores, educação responsabilidade
como se a escola fosse à única responsável pela educação dos discentes e a escola
responsabiliza os pais, a sociedade exige que a escola ensine valores de solidariedade,
compreensão e respeito ao próximo que ela mesma ignora e cria proibições a certos tipos de
preconceito como homofobismo, o preconceito racial etc.
A escola tem dificuldade em compreender as mudanças sociais e familiares e
incorporar e reunir as novas tarefas que tem sido delegada. Embora isso não seja um processo
atual, entretanto a escola precisa ser pensada como um atalho entre família e sociedade,
porém tanto a família quanto a sociedade voltam seus olhares exigentes sobre ela (escola). O
ambiente escolar é para sociedade uma ampliação da família, porém e possível desenvolverem
alunos consciente de seus direitos e deveres.
Desde modo encontrar formas a favorecer um ambiente escolar agradável e favorável
a todos e um grande desafio para escola.
21
Devem ser trabalhada dentro do projeto político pedagógico ás vitimas, agressores e
espectadores da violência. Seja por meio de aulas especificas, peças teatrais, vídeos,
documentários, depoimentos de vitimas que já sofreram com essa ação, socializações ou
temas transversais nas diferentes disciplinas em ações multidisciplinares ou propostas que
alcancem e inclua toda comunidade educativa, pais, professores funcionários, vizinhos e
voluntario da escola. Para Chalita (2008.p, 200)
Outra questão a ser considerada e o desejo de todos (pais e professores) de que a
dinâmica escolar favoreça a edificação de um ambiente seguro e saudável, não
admitindo que crianças e jovens sofram violências que lhes tragam danos físicos
e/ou psicológicos, impedindo-os de desenvolver seu potencial intelectual e social.
Também não e admissível que, mesmo quando não sofram ameaças, sejam
obrigados a testemunhar tais fatos e a se calar para não serem os próximos a sofrer
agressões ou o que seria ainda mais desastroso, começam a adotar comportamento
igualmente agressivo.
Quando professores, funcionários, pais e a sociedade se unem, geram modelos de
cooperação e solidariedade para crianças e jovens. A escola precisa ser agradável, pois essa
sensação diminui a possibilidade de ações agressivas.
É preciso construir coletivamente uma ação que fortaleça o conceito de respeito e
fraternidade entre os integrantes do processo educativo. A sociedade precisa ser envolvida por
um projeto que deva focar o fortalecimento das relações e não o fim da violência. A violência
não tem espaço próprio ela só ocupa os ambientes que amizade não ocupou.
A escola é um espaço recheado de culturas, gostos raças diferentes e de possibilidades,
de descobertas diárias da arte de ensinar e de aprender, de conviver, de viver em harmonia, e
esse lugar tão especial guarda uma missão também especial: fazer todos os funcionários do
ambiente escolar, discente, família e sociedades a se satisfazer com princípios de justiça e
integridade de caráter. Chalita (2008 p.208) ressalta:
Todo é qualquer tipo de menosprezo deve ser evitado e combatido com rigor. Ser
rigoroso não e ser violento. As formas de coibir as agressões devem ser tão
variadas e criativas quanto às próprias agressões. O professor precisa combater
com conhecimento e repertorio, utilizando estratégias pedagógicas e culturais que
permeiam fazer de um conflito uma possibilidade para avançar nos conhecimentos
sobre a compreensão da vida e do mundo.
Um depende do outro (escola, família e sociedade) e essa é a trama que faz um espaço
escola algo extraordinário e que pode torná-lo fascinante para os alunos, onde possa organizar
esse ambiente com a valorização da diversidade interagindo o respeito ao próximo, o
envolvimento dos pais na dinâmica escolar de maneira lúdica e prazerosa, a participação do
22
aluno em atividades esportivas, convivendo com as diferenças e a compreensão de que, para
haver um vencedor, não e preciso ter um perdedor, para haver um dirigente, não é necessário
que haja vitimas, desfrutar da participação dos alunos em projetos sociais e de melhorias nas
escolas e no entorno.
Trabalhar regras de convivência dentro da escola, onde não será tolerado bullying nas
dependências da escola em que todos os alunos devem ser comprometer a não praticá-lo e
comunicar a direção sempre que presenciarem ou forem vitimas de um fato dessa natureza,
promover debates sobre o assunto, mostrando que aquilo que pensam ser uma simples
brincadeira pode trazer algumas consequências a vitima como mágoa, constrangimento, a
vitima evita frequentar a escola, sentir-se isolada. Essa questão deve ser bem trabalhado tanto
em sala, como no entorno do ambiente escolar, levando também essas discussões na família e
sociedade para a conscientização de um problema sério que merece atenção e respeito a certos
tipos de brincadeiras que estão camufladas e que contém episódios de bullying.
O uso de alguns recursos utilizados pelos professores como peças teatrais sobre
bullying, em que os alunos são os próprios autores, fazer o assunto se tornar interessante
usufruindo de vídeos que conste documentários de vitimas que sofreram bullying, todo
cuidado e cautela do professor são bem vindos, um deslize do professor para algum aluno
pode tornar alvo para ação dos bullies.
Chalita (2008 p.220) quando explana a questão das diferenças:
O primeiro aprendizado sobre civilidade é o de que vivemos numa sociedade
constituída por pessoas diferentes entre si e que apesar disso, gozam dos mesmos
direitos e deveres e que essas diferenças devem ser consideradas sinônimos de
diversidade, não de desigualdade; que a vida não se resume exclusivamente á
nossa pessoa e aos nossos caprichos, e que a sobrevivência da humanidade
depende da convivência harmoniosa, cordial e respeitosa com outras pessoas.
Sendo assim e correto dizer que a família e o papel fundamental na composição social
e cultural de qualquer pessoa, haja vista que todos fazem parte desta corporação que é a
família, destacando parceria entre família e escolas ambos caminham juntas cada qual com
seus valores e objetivos específicos em relação à educação do cidadão.
Família, escola e sociedade precisam de um fortalecimento para tornar esse vinculo de
paz. Cabe ao governo ampliar projetos que fortaleça a união entre família, escola e sociedade
através de projetos políticos em que são inseridos a perspectiva de vida, de crianças dos
adolescentes e dos adultos, promovendo a cultura e as diferenças, em que a escola possa
23
manter um vinculo através desses projetos com a comunidade garantido suas características
educativas.
Sendo assim a violência não terá vez, o lazer fortalece laços de amizade com as
pessoas e as políticas públicas favorecem parcerias entre comunidade, escola e família
contribuindo para o enfraquecimento da violência conscientizando a comunidade a gozar dos
espaços que serão atribuídos com responsabilidade.
24
3.3 O COMBATE À VIOLÊNCIA
Para Pereira (2009) é preciso combater esse tipo de violência e proteger as crianças e
jovens, propiciando um ambiente saudável para crescerem e se desenvolverem. Para isso não
existe uma receita única, mas várias que deram certo como exemplo Estratégia de currículo:
utilização de vídeo para serem discutidos na sala de aula, dramatizações da própria literatura
infanto-juvenil (a depender da séria) discussão do tema transversalmente nas demais
disciplinas, entre outras mudanças em nível curricular.
O problema reside no fato de que cada escola é “um mundo” de diversidades. Para
isso, o primeiro passo é investigar a existência, a frequência, quem são os envolvidos e os
locais onde o fenômeno acontece. Depois de conhecer a situação da escola, buscar a melhor
maneira de intervir nesse problema. As escolas precisam capacitar seus profissionais para a
identificação, o diagnostico e o encaminhamento adequado de todos os casos ocorridos em
suas dependências.
As escolas têm o dever de conduzir o tema a uma discussão ampla que mobilize toda a
sua comunidade (e seu entorno), para que as estratégias preventivas e imediatas sejam
traçadas e executadas com o claro propósito de enfrentar a situação. Para tanto, é preciso
também contar com a colaboração de consultores externos, especializados no tema habituados
a lidar com a questão como psicólogos e pedagogos com o intuito de ajudá-los, pois a escola e
a família são fundamentais para superação desse trauma. E isso acarreta resultados
insatisfatórios para a sua vida acadêmica com reprovações, baixas notas e ate mesmo o
abandono da escola.
Para Pereira (2009, p. 57).
A escola e os pais devem juntos, procurar sempre minimizar a violência em seu
interior. Deve, também, nesse caso, e principalmente a família, conhecer com quem
as crianças e jovens convivem fora do lar, e devem conhecer os meios de
comunicação que eles utilizam. Estes podem ser, além de uma grande fonte de
aprendizagem, também uma fonte de perdição. Hoje em dia, com a propagação do
consumismo e do ideal de beleza, os jovens se sentem propensos a adquirir tudo o
que veem.
Nota-se que os comportamentos das vítimas no ambiente escolar podem ser
identificados tanto na sala de aula quanto no recreio, são crianças ou adolescentes retraídos e
isolados, demonstram serem tristes e deprimidos e que não possuem muitos colegas.
Geralmente ficam perto de algum adulto com objetivo de alguém o protegê-lo, tem como
25
problemática expor a sua opinião ou fazer perguntas para o docente perante a turma. Mostrase desinteressados com as atividades escolares, como por exemplo, jogos, gincanas e tarefas
escolares, pois estes são sempre os últimos a serem escolhidos causando o sentimento de
exclusão.
Segundo Pereira (2009, p. 57).
O bullying tem a principal característica de ser uma manifestação desigual de poder,
na qual a vítima não consegue se defender com facilidade, nem tampouco buscar
ajuda, porque em alguns casos ou ela tem medo de represálias ou, ás vezes, o adulto
não dá a devida atenção para o problema relatado pela criança, deixando-a exposta
ainda mais ao agressor.
A Vítima sofre repetidas vezes a agressão e não resolve a situação por não conseguir
se impor. Podemos dizer que o alvo se vê, em muitos casos, da maneira como é julgado pelo
autor do bullying, fazendo com que ele tenha ainda mais dificuldade em reagir às agressões. A
vítima típica tem como principais características, pouca sociabilidade, timidez, geralmente é
retraída, possui baixa estima e poucos amigos.
Essas são escolhidas pelos agressores, por apresentarem aspectos físicos diferenciados
dos padrões impostos pelos grupos de amigos, geralmente não possuem aptidão aos esportes
ou lutas, tendo dificuldade de se adequar em grupos de amigos (conhecido popularmente
como “panelinhas” que ocasionam na escolha de possíveis investidas de seus agressores).
Segundo Teixeira (2009), “A incapacidade de se defender das agressões e a negação
em solicitar ajuda por medo dos agressores, ou por acreditar na manutenção do problema”.
Por outro lado à vítima responde a essas ofensivas com choro, podendo ocasionar
consequências trágicas para o alvo tanto emocional, psicológico e cognitivo, perdendo-se o
interesse em ir à escola, outra característica comumente observada é que eles apresentam um
rendimento acadêmico não satisfatório.
É preciso que a escola busque as formas mais adequadas de prevenir, de controlar ou
de extinguir as condutas agressivas e violentas dando oportunidades para se trabalhar valores,
regras, reconhecer diferentes pontos de vista e buscar soluções mais justas e respeitosas para
todos.
Crianças e adolescentes são pessoas que estão em fase de desenvolvimento e para que
alcancem a maturidade significativa precisa encontrar um ambiente escolar equilibrado,
sereno, que propicie condições saudáveis de maturação, o que inclui estímulos positivos,
equilíbrio, boa relação com a comunidade escolar, vínculo afetivo, diálogo.
26
É necessário que as instituições de ensino se preocupem com as consequências que o
bullying ocasiona e um dos pontos relevante e preocupante é o índice de reprovação ou baixo
desempenho escolar prejudicial ao desenvolvimento cognitivo das crianças e adolescentes que
sofrem bullying. Uma questão que precisa ser vista com um olhar especial cabendo à escola e
a família buscar soluções para que esse problema seja resolvido. Para Pereira (2009, p. 57).
O ideal de família seria aquela em que predominasse o amor, o carinho, a afeição e o
respeito. Mas nem sempre isso acontece. Nesses casos, muitas crianças e jovens se
desvirtuam e passam a reproduzir o que aprendem com os seus familiares. Seja
reproduzindo a violência sofrida em casa, seja reproduzindo formas de uma
educação deturpada, em que se combate a violência com violência.
Por isso é muito importante à parceria da escola com os pais, uma vez que a família é
impulsionadora, através da educação que transmite para os filhos, das atitudes agressivas dos
mesmos, quer seja porque são criados em um ambiente super protetor, com muita ou pouca
regra ou em um ambiente autoritário, fazendo com que os filhos agressores, sejam
considerados como vítimas também, pois apenas estariam refletindo em outras crianças as
situações vivenciadas em seus lares.
Para isso a escola deve propiciar aos alunos um ambiente seguro, sadio e saudável,
onde todos os envolvidos - agressores, vítimas e espectadores - na prática do bullying sofrem
diante dessa situação. Por um lado, o agressor pode se valer dessa atitude agressiva para
descontar no outro o que está vivendo em casa ou até mesmo por não ter a atenção e carinho
que gostaria de receber dos seus genitores. Segundo Pereira (2009, p.13)
A violência vem ocupando um espaço privilegiado em nosso meio, através da
televisão, da internet, do cinema; estes têm propiciado um maior acesso a esses
eventos, o que poderia ser uma explicação para tal visibilidade.
Observa-se que a escola, ao invés de ser vista como um local de aprendizagem e das
primeiras interações com o outro, tem sido palco para desenrolá-lo da violência, gerando,
muitas vezes, graves consequências no âmbito emocional, psíquico e comportamental das
crianças. Pode-se dizer ainda que, a não superação dos traumas obtidos em decorrência dos
atos de violência podem gerar diversos resultados, tais como, baixa estima, dificuldades de
relacionamento e auto expressão, déficit de concentração e de aprendizagem e reprovação.
Diante dessa situação, podemos visualizar que todos sofrem, entretanto de formas
diferentes, sem que a escola ou a família lhe deem o apoio necessário. Percebe-se que há um
27
descaso em relação às agressões que tem ocorrido no ambiente escolar e, isso pode criar, no
futuro, indivíduos, inseguros, apáticos, sem poder de decisão. Pereira (2009. p.62) Diz:
As vítimas podem vir a ter suas vidas infelizes, destruídas, vivendo sempre sob a
sombra do medo, com perda de autoconfiança e confiança nos outros; falta de
autoestima e autoconceito negativo e depreciativo; falta de concentração; morte
(muitas vezes por suicídio ou vítima de homicídio); dificuldades de ajustamento na
adolescência e vida adulta, nomeadamente problemas nas relações íntimas.
Existem casos em que o alvo de bullying sofre com as agressões por muito tempo e
ninguém desconfia tanto no ambiente escolar ou em casa. Isso acarreta na criança trauma
psicológica, pois as vítimas não se sentem seguros para desabafar seus sentimentos de
angustia, desta forma acabam se isolando da sociedade por medo de novos ataques.
As consequências para as vítimas podem ser tanto físicas, psicológicas, emocionais,
cognitivas. Na maioria das vezes o individuo reclama de dores de cabeça, tonturas, perda de
apetite, insônia existem casos que levam a doenças psicossomáticas. Esse comportamento só é
observado quando o individuo já está em grau grave que tem como principais fatores: a
presença de alto grau de estresse, pois sofre com o medo, apresentam quadros de ansiedade,
medo, depressão, fobia a escola, baixa estima e baixo rendimento escolar. Para Pereira (2009,
p.45)
Por vítima passiva ou típica, os autores entendem que é aquela criança que serve de
marionete para o agressor. Elas não reagem ás provocações e sofrem repetidamente
as consequências dos comportamentos agressivos. Geralmente são crianças
superprotegida em casa. Estas são caracterizadas pelo medo e falta de confiança em
si mesma.
Em grau mais elevado essas consequências podem ser graves, pois tentando fugir da
situação de humilhação os alvos acabam preferindo o isolamento ou o suicídio como uma
forma de terminar com o bullying. ”Sendo o bullying um problema tão complexo e que deixa
tantas sequelas nos envolvidos, cabe aos responsáveis pela educação das crianças estarem
atento ás suas manifestações e contribuírem para a redução”. (PEREIRA, 2009, p. 67)
É necessário que essas pessoas tenham intervenção de um grupo especializado de
psicólogos e pedagogos com o intuito de ajudá-los, pois a escola e a família são fundamentais
para superação desse trauma. E isso acarreta resultados insatisfatórios para a sua vida
acadêmica com reprovações, baixas notas e ate mesmo a evasão escolar. Para Pereira (2009,
p.57)
28
A escola e os pais devem junto, procurar sempre minimizar a violência em seu
interior. Deve, também, nesse caso, e principalmente a família, conhecer com quem
as crianças e jovens convivem fora do lar, e devem conhecer os meios de
comunicação que eles utilizam. Estes podem ser, além de uma grande fonte de
aprendizagem, também uma fonte de perdição. Hoje em dia, com a propagação do
consumismo e do ideal de beleza, os jovens se sentem propensos a adquirir tudo o
que veem.
Os praticantes do bullying conhecidos também como agressores ou bullies referem-se
às pessoas de ambos os sexos e têm como característica ser popular no ambiente escolar se
sentem superiores aos demais mantendo as suas vítimas em constantes violências e
procurando como alvo de sua insulta, agressões e difamam pessoas consideradas mais fracos
que ele, inferiores ao seu ponto de vista.
O bullying é um tipo de problema que se apresenta de forma diferente em cada
situação. Sua prevenção entre estudantes constitui-se em uma medida capaz de possibilitar o
pleno desenvolvimento de crianças e adolescentes, habilitando-os a uma convivência social
sadia e segura. Para Pereira (2009, p.20)
Também os castigos corporais severos e maus-tratos físicos infligidos pelos pais
costumam ser prenúncio de delitos violentos pelos filhos. Aqui também podemos
acrescentar a negligência dos pais em relação aos filhos como fator relevante para a
manifestação da violência entre os jovens.
Para que haja maior interação entre professores, pais e alunos, o que reduz a
possibilidade de ocorrência do bullying, propõe-se com uma intervenção na escola, uma
efetiva prevenção deste tipo de violência, implantando-se uma política anti-bullying, onde
todos contribuam para que este problema seja cada vez mais discutido pelo grande público.
Portanto é necessária a cooperação de toda a sociedade, sobretudo: pais, alunos, professores,
funcionários, enfim, todos que estão diretamente ligados com o contexto escolar para que o
problema seja efetivamente controlado. Para Pereira (2009, p.81)
Enfatizamos, ainda, a importância da formação dos professores para que estes
saibam lidar com a violência escolar. É preciso que as instituições formadoras de
professores e coordenadores tenham em mente a importância da formação prática
dos novos profissionais, para que estes, ao saírem das universidades, tenham
instrumentos para conhecer e lidar com a violência que vem se disseminando na
escola.
Assim, para que a escola seja vista como um ambiente em que a violência ocorra em
pequenas proporções deve-se ensinar as crianças a lidarem com suas emoções, para que assim
propaguem comportamentos anti-violentos, ou seja, propagadores da paz.
29
4. METODOLOGIA
4.1 METODOS E PROCEDIMENTOS
A pesquisa terá uma abordagem qualitativa que para Eva Maria Lakatos (2005) É uma
pesquisa indutiva, isto é, o pesquisador desenvolve conceitos, ideias e entendimentos a partir
de padrões encontrados nos dados, ao invés de coletar dados para comprovar teorias,
hipóteses e modelos pré-concebidos. O processo e seu significado são os focos principais de
abordagem.
A pesquisa bibliográfica, ou de fontes secundárias, abrange toda a bibliografia já
tornada pública em relação ao tema estudado. Sua finalidade é colocar o pesquisador em
contato direto com o que foi escrito, dito ou filmado sobre determinado assunto, inclusive
conferencias seguidas de debates que tenham sido transcrito por alguma forma, quer
publicadas, quer gravadas alguma forma.
A pesquisa bibliográfica consiste na seleção de obras que se revelem importante a
fins em relação ao que se quer conhecer. Professores e pesquisadores podem, obviamente,
oferecer sugestões valiosas sobre fontes a serem consultadas, no entanto, é nas bibliotecas
especializadas que se dispõe, geralmente, das fontes mais relevantes a que se deve recorrer.
Para Cervo (2007 p.60).
A pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referencias
teóricas publicado em artigos, livros, dissertações e teses. Pode ser realizada
independentemente ou como parte da pesquisa descritiva ou experimental. Em
ambos aos casos, busca-se reconhecer e analisar as contribuições culturais ou
cientificas do passado sobre determinado assunto, tema ou problema.
A pesquisa tem como objetivo conhecer e analisar o desempenho escolar das vítimas
de bullying, se às agressões sofridas pelo mesmo, reflete em seu aprendizado. Quando
tratamos de bullying logo esperamos os prejuízos no processo de aprendizagem, dos alvos
perdendo o interesse pelo estudo e não tendo motivação para frequentar as aulas.
Esta temática traz a tona uma discussão que apesar da ampla propagação, para o
cotidiano escolar, ela é nova, trazendo consigo uma série de questões como a falta de
habilidade dos educadores em detectar certas características referentes ao bullying presente no
meio escolar. Sobre o assunto Silva (2010, p. 10) ressalta que:
A pesquisa é importante, pois: a ação das escolas perante o assunto ainda está em
fase embrionária. A maioria absoluta não está preparada para identificar e enfrentar
a violência entre seus alunos ou entre os alunos e o corpo acadêmico. Essa situação
se deve a muito desconhecimento, muita omissão, muito comodismo e uma dose
considerável de negação da existência do fenômeno.
30
A pesquisa bibliográfica consiste na seleção de obras que se revelem importante a fins
em relação ao que se quer conhecer. Professores e pesquisadores podem, obviamente, oferecer
sugestões valiosas sobre fontes a serem consultadas, no entanto, é nas bibliotecas
especializadas que se dispõe, geralmente, das fontes mais relevantes a que se deve recorrer.
Para Cervo (2007, p.60).
A pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referencias
teóricas publicado em artigos, livros, dissertações e teses. Pode ser realizada
independentemente ou como parte da pesquisa descritiva ou experimental. Em
ambos aos casos, busca-se reconhecer e analisar as contribuições culturais ou
cientificas do passado sobre determinado assunto, tema ou problema.
A pesquisa de caráter exploratório não requer a elaboração de hipóteses a serem
testadas no trabalho, restringindo-se a definir objetivo de buscar mais informações sobre o
assunto de estudo. Tais estudos têm por objetivo familiarizar-se com o fenômeno ou obter
uma nova percepção sobre o assunto e descobrir novas ideias. Segundo Cervo (2007 p. 63)
A pesquisa exploratória realiza descrições precisas da situação e quer descobrir as
relações existentes entre seus elementos componentes. Esse tipo de pesquisa requer
planejamento bastante flexível para possibilitar a consideração dos mais diversos
aspectos de um problema ou de uma situação. Recomenda-se a pesquisa exploratória
quando há pouco conhecimento sobre o problema estudado.
Para começar a virar esse jogo. As escolas precisam, inicialmente, reconhecer a
existência do bullying (em suas diversas formas) e tomar consciência dos prejuízos que ele
pode trazer para o desenvolvimento sócio educacional e para a estruturação da personalidade
de seus estudantes. Bullying é um fato é não dá mais para botar panos quentes nas evidências.
Respeitar a vida e a diversidade, rejeitar a violência, ouvir o outro para compreendê-lo,
preservar o planeta, redescobrir a solidariedade, buscar equilíbrio nas relações de gênero e
étnicas, fortalecer a democracia e os direitos humanos. Tudo isso faz parte da Cultura de Paz e
Convivência. Logo precisamos que essa cultura seja disseminada para que possamos vê-la
acontecer de fato.
O bullying é considerado um dos atuais geradores de problemas de aprendizagem o
que causa sérios embargos ao processo de aprendizagem para os envolvidos no fenômeno,
principalmente para as vítimas, que passam a ser consideradas, objeto de desprezo pelo autor
do bullying.
Os estragos emocionais, sociais e psicológicos graves gerados têm forças
suficientes para impedir que o sujeito tenha um envolvimento saudável e propício com o
objeto de conhecimento, comprometendo assim o interesse em realizar as atividades
escolares, não prestando atenção nas explicações, buscando motivo para não frequentar as
31
aulas. Por outro lado, os maus tratos, uma vez reproduzidos, tendem a provocar problemas de
comportamento, dificuldades nas relações interpessoais, baixo rendimento escolar e uma das
consequências preocupantes que isso pode acarretar é a evasão escolar, pois o aluno não sente
prazer em ir para escola.
É interessante ressaltar que os prejuízos sobre o processo de aprendizagem não está
limitado apenas às vítimas, pelo contrário todos o que estão envolvidos com o fenômeno,
como os agressores e as testemunhas na maioria dos casos perdem o interesse pelo estudo e
não se sentem motivados a frequentar as aulas.
Podendo apresentar danos não só no desenvolvimento acadêmico, mas também o
emocional e social, afetando a construção da personalidade do individuo.
A escola utiliza método tradicional para avaliar o rendimento do aluno através de
notas, testes de conhecimentos e no cumprimento de tarefas escolares. Tendo em sua essência
a função de ensinar e avaliar com o objetivo de classificar e selecionar os discentes sem levar
em consideração o que está ocorrendo para que aluno apresente baixo rendimento.
Segundo Silva (2010, p. 173): “A luta anti-bullying deve ser iniciada desde muito cedo
já nos primeiros anos de escolarização.”.
A prevenção e intervenção no âmbito educacional é papel da escola, para que isso
ocorra se faz necessário que a escola tenha iniciativa para combate o bullying, mas para isso
aconteça é imprescindível o apoio dos professores, funcionário, direção e comunidade escolar.
32
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO
EIXO. 1 COMO A ESCOLA PODE TRABALHAR ESSA QUESTÃO.
O bullying carrega em si uma série de consequências negativas, gerando muitos
conflitos para os que são afetados pelo fenômeno, principalmente quando não há intervenções
contra estas causas.
O processo de ensino aprendizagem acaba sendo rompida pela falta de vontade de ir à
escola e outras características negativas sofridas por quem sofre bullying e quem presencia
este processo, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo.
Muitas vezes o alunado, que testemunham as situações negativas do Bullying, quando
percebem que o comportamento agressivo não trás nenhuma consequência ao praticante.
Vale ressaltar que, muitas vezes o que potencializa definitivamente uma pessoa a se
tornar alvo de bullying é a sua fragilidade emocional ligada à diferença de padrão, ou seja,
estar fora do padrão exige um fortalecimento dos recursos emocionais para enfrentar as
reações dos colegas e, muitas vezes, o indivíduo acaba se abatendo, o que gera um
empobrecimento de sua autoestima e o impede de procurar ajuda ou reagir. Com isso, a
insociabilidade e a passividade aumentam fazendo despencar o rendimento escolar.
Muitas vezes os agredidos são pessoas que se destacam por alguma característica que
demonstre fragilidade diante do agressor, ou mesmo um fenômeno que receba destaque
positivo, como alunos extremamente estudiosos.
De acordo com Fante (2005) as consequências desta violência afeta não somente a
vida escola e seu processo de ensino aprendizagem, mas especialmente a vítima, que pode
continuar a sofrer seus efeitos negativos muito além do período escolar. Pode trazer prejuízos
em suas relações de trabalho, em sua futura constituição familiar entre outros que acarretará
prejuízos para a sua saúde física e mental.
Desta forma, como afirma o autor acima, este tipo de violência traz serias
consequências, desde sua origem até as futuras ações que o individuo venha a executar
futuramente. Portanto, as consequências causadas por este fenômeno poderá ou não ocorrer,
dependendo das características individuais de cada vítima, bem como o meio social e,
sobretudo, com a sua família, contudo a não superação do trauma, poderá desencadear
processos prejudiciais sérios, principalmente psíquico, uma vez que a experiência
33
traumatizante orientará inconscientemente o seu comportamento, mais para evitar novos
traumas do que para buscar sua auto superação. Isso afetará o seu comportamento.
Tais consequências também podem contribuir para não desenvolvimento dos
pensamentos e da inteligência dos agredidos, além de despertar sentimentos negativos do
agredido pelo agressor. O que muitas vezes causam sérios problemas de relações pessoais e
interpessoais. Contribuindo para a queda do rendimento escolar, o complexo, a insegurança e
muitos outros sentimentos e comportamentos negativos.
Portanto, Silva (2006) propõe que “o bullying é um problema sério que pode levar
desde o suicídio, homicídio e dificuldades de aprendizado por parte da vítima.” Muitas vezes
quem é agredido sofre calada, tem dificuldades de relacionamento, sentindo-se inferior diante
dos outros, provoca fobia social, psicoses, depressão e principalmente baixo rendimento
escolar.
Para tanto, as consequências do fenômeno bullying no processo de aprendizagem,
podem ser evitadas quando discutidas e refletidas no ambiente escolar de forma dinâmica com
os alunos, para que possam compreender e amadurecer de forma consciente respeitando as
diferenças sociais.
Uma pesquisa da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e
Adolescência (Abrapia) revela que 41,6% das vítimas nunca procuraram ajuda ou falaram
sobre o problema, nem mesmo com os colegas. As vítimas chegam a concordar com a
agressão, de acordo com Luciene Tognetta, doutora em Psicologia Escolar e pesquisadora da
Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O discurso deles
segue no seguinte sentido: "Se sou gorda, por que vou dizer o contrário?”.
Como ressaltado acima, as consequências deste tipo de violência são extremamente
prejudiciais para quem é agredido, pois causa baixa estima, além de contribuir para o não
desenvolvimento escolar e social. Pois como revelado na pesquisa ainda é grande o número de
crianças e adolescentes que não procuram ajuda quando sofre o bullying. Muitas vezes
isolando-se, havendo perda de interesse pelas questões relativas aos estudos, o qual pode
desencadear uma situação de fracasso escolar, assim como o aparecimento de transtornos
fóbicos de difícil resolução.
As consequências também recaem para quem pra*tica este tipo de violência, pois,
correm o risco de serem pessoas extremamente agressivas, e causadoras de males terríveis,
tanto no meio escolar quando fora dele.
34
Geralmente quem é vitima de bullying apresentam características, como tristeza,
depressão ou de aflição, além de falta de vontade de ir à escola e assistir as aulas, muitas
vezes por medo. Interferindo no seu processo de ensino aprendizagem.
Mediante a tudo que foi exposto, vale ressaltar que o dialogo constante no meio
escolar sobre este male, que leve os envolvidos a uma reflexão dos malefícios que o bullying
causa para quem a prática e para quem e vitima é um dos meios mais eficazes para combater
esta triste realidade.
EIXO. 2 EM QUE CONTEXTO ABORDAR ESSE ASSUNTO.
A discussão sobre as interferências do bullying no processo de ensino aprendizagem
faz-se urgente, principalmente entre adolescentes e jovens em fase de descoberta do eu, de sua
identidade adulta. São muitas as consequências desta violência tão presente nos dias de hoje.
Dentre as principais interferências no processo de ensino aprendizagem, destaca-se a
desorientação psicológica, em que o individuo acaba retendo-se em seu eu em busca de uma
resposta negativa, ou seja, de vingança, esquecendo-se de coisas importantes como o de
aprendiz, portanto, as consequências do bullying podem ser totalmente desastrosas, isso
porque além da violência praticada os danos sofridos pelos agredidos são incalculáveis,
proporcionando complexos por toda a vida do agredido, principalmente quando se trata de
crianças que ainda não possui discernimento para reagir a determinadas situações é ainda mais
sério.
Sobre a afirmativa Fante (2005), diz que também é preciso considerar que na
sociedade atual esta violência não é apenas uma maneira de os agressores se destacarem
frente ao restante da sociedade, pois os protagonistas deste tipo de violência dentro da escola
são vítimas de um sistema social excludente e a violência para eles se torna uma alternativa de
sobrevivência, pois em meio à tamanha exclusão social o jovem rende-se ao caminho “mais
fácil” que encontra diante de sua realidade, que é partir para o mundo do crime.
Geralmente neste tipo de violência destacam-se entre os mais excluídos da sociedade,
em ambiente educacionais com poucos recursos tanto de pessoas, quanto materiais. As
consequências são tão prejudiciais para quem vive a agressão, quanto para quem prática, pois
o praticante acaba adotando as características violentas também para sua vida adulta.
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Além de problemas psicológicos este tipo de violência contribui para distúrbios sérios
de aprendizagem, falta de motivação para convivência social entre outros, além de ser um ato
que causa dor, angústia, realizado dentro de uma relação de desigualdade.
Contudo, o bullying pode ser evitado e suas consequências superadas, quando
detectadas a tempo e levadas a sério. Muitas cidadanias poderão ser salvas e preservadas
quando este tipo de violência são discutidos e tratados como caso de saúde. Portanto, os
profissionais da educação precisam está atentos às características desta violência e
principalmente preparados para lidar com ela de forma segura, contribuindo para diminuição
do bullying, hoje tão propagado pelas mídias.
Outro modo de interferência no processo de ensino e aprendizagem do bullying é a
falta de acompanhamento familiar, muitas vezes ocorrem que o agredido e o agressor são
pessoas vindas de famílias completamente desestruturadas. Principalmente o agressor que
acaba refletindo no meio escolar as agressões vivenciadas em casa. Tratando seus colegas de
classe como meros seres sem sentimentos, humilhando-os, e sempre tentando fazer com suas
ações passem ser admiradas por outros que muitas vezes os seguem achando seus exemplos
de violência “bons” para ser seguido.
Geralmente quem sofre e prática este tipo de violência, e não recebe acompanhamento
em tempo certo, acaba influenciando a violência muitos a seu redor sendo um ciclo vicioso,
que acaba sendo disseminado em vários ambiente destes autores em todas as fases de sua
vida.
Assistem-se constantemente em noticiários de televisão casos de jovens que matam
outros jovens e que se suicidam após este ato. Este jovem causador de tal violência foi vitima
de bullying na infância e que não conseguiu superar a violência sofrida, vigando-se de forma
cruel de pessoas que muitas vezes não foram os responsáveis de tão grande trauma sofrido na
infância.
É necessário compreender o bullying como algo que não surgiu nos dias atuais, e sim,
como processo antigo que a escola sempre carregou entre seus membros e que muitas vezes
não soube lindar com tal situação, contribuindo para formação de pessoas egoístas e
extremamente violentas. Hoje esta discussão se fez aberta e tão polemica englobando não
somente o alunado, e sim, também todos envolvidos no ambiente escolar, como pais,
professores entre outros.
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As necessidades de combater este male que causa sérios problemas em relação ao
ensino e aprendizagem é tarefa não somente da escola, mas da família e todos os que
participam da formação social e familiar de crianças, adolescentes, jovens e também adultos.
As interferências desta violência no processo de ensino aprendizagem podem ser
evitados quando os ambientes educacionais passarem a reconhecer o bullying e tomar
consciência dos prejuízos que ele pode trazer para o desenvolvimento sócio educacional e
para a estruturação da personalidade de estudantes, pois para que isto ocorra é necessário
capacitar seus profissionais para que possam identificar, e realizar possíveis intervenções.
Para tanto, constantes diálogos sobre as características desta violência, que se tornou
preocupação, não somente para educadores, mas também para os profissionais da saúde,
poderia solucionar as tão graves consequências do bullying tão presente no cotidiano de
muitos educandos e a escola passaria a ser agente eficaz de prevenção a estes ataques, e
interferências no cotidiano do aprendiz.
EIXO. 3 COMO ESSAS CRIANÇAS LIDAM COM O ASSUNTO BULLYING.
A violência é compreendida a partir de suas condições concretas de existências,
quando ocupa lugar nas condições sociais, pois a violência está desde a história da
humanidade permeando todas as relações sociais e tem acompanhado o homem desde os
primórdios até os dias atuais, ganhando, dimensões alarmantes. No ambiente escolar a
violência estar se agravando e se tornando uma verdadeira patologia e se manifesta através de
mecanismos sociais, psicológicos e físicos, dificultando ainda mais as condições de ensino e
prejudicando o processo de aprendizagem.
A escola que deveria ser um lugar de respeito e um porto seguro, a situação de
violência no seu espaço prejudica a sua identidade, seu papel que é o da socialização do saber
respeitando todas as diversidades culturais, sociais e econômicas das pessoas que ali estão
incluídos.
O fenômeno bullying vem invadido as escolas não distinguem escolas públicas e nem
particulares, classe rica ou pobre. Ele esta presente em todo mundo, entre crianças e jovens
até culturas diferentes.
Segundo Chalita (2008) no que se refere à violência escolar verifica-se, muitas
manifestações entre as quais são apelidos, provocações ofensas desrespeito com o material
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alheio, ameaças dirigidas aos professores e agressões físicas propriamente entre alunos e às
vezes mais raro, de aluno contra professor com xingamento, chutes etc..
Esse transtorno vem trazendo dificuldade para o ambiente de convivência da escola e
diante dessa situação que preocupa não só a educação, mas a sociedade como um todo.
No ambiente escolar a diversos tipos de apresentação de violência, afetando
professores, outras aos funcionários e na sua maioria aos alunos em diversas idades.
Todos desejam que o local escolar seja um ambiente agradável, protegidos, acolhedor
e quepossa se desenvolver de forma sadia, social e intelectualmente é o que todos almejam,
mas não condiz com a realidade escolar.
Muitas crianças, jovens e até adulto dentro da instituição escolar já foram vitimas ou
presenciaram brincadeiras de mau gosto com atitudes ofensivas, comentários maldosos,
agressões físicas ou psicológicas, modificando a vida escolar do educando em um verdadeiro
problema para o processo de ensino aprendizagem.
O perfil familiar desses personagens também tem muito a dizer sobre o seu
comportamento, crianças e adolescentes estão cada vez mais se afastando de uma boa conduta
e de um convívio familiar de respeito ao próximo, de amizade e outras questões éticas que
envolvem valores que estão desaparecendo, o afeto e escasso e os pais muita vezes não
acompanham os filhos deixando- os agir sem orientação e muitas vezes pela falta de uma boa
estrutura familiar, oferecendo como modelo um comportamento agressivo ou explosivo, a
falta de limite nas crianças e adolescente está fazendo que o índice de violência nas escolas
aumente desde aquele pequeno conflito verbal entre pessoas ou grupos até brigas violentas
por motivos banais, esses motivos fúteis dão inicio ao fenômeno bullying com o agressor,
vítima e a plateia, muitas vezes estão presentes esses três elementos da formação do bullying.
.
Para que o agressor possa agir, ele necessita de uma cobaia e em geral elege alguém
que demonstre atribuições de fragilidade, em que não se restringe somente ao físico da
pessoa, mas podem ser aqueles que se apresentam diferente no comportamento, o modo de se
vestir, a falta de competência em algum esporte, o padrão de beleza, o sotaque, a deficiência
física, usam óculos, estão acima ou abaixo do peso podem ser aquele colega considerado
“esquisito” geralmente as pessoas que sofrem com essas ofensas, são tímidas de pouca
conversa inseguras, retraída com medo de falar sobre o assunto e ter alguma consequência
pior como algum tipo de represaria, essas vitimas sofrem caladas onde buscam cada vez mais
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o isolamento, apelidos ofensivos modificam a alma de quem os carregam pela vida afora, o
que fica difícil a amenização do problema.
Outra forma de provocar sofrimento e o bullying indireto em que os meios de
comunicação como celular e internet, pois divulgam, com rapidez comentários cruéis e
maliciosos sobre as pessoas através de mensagens de texto pelo celular, e até criam paginas
falsas sobre a vitima fazendo grafitagem depreciativa. Essa crueldade virtual é conhecida
como cyberbullying. Usando essa forma de bullying o agressor se esconde no anonimato e
tortura a vida de outros colegas.
As vitimas do bullying sofrem consequências internas começando pausadamente a se
manifestar apresentando apatia, Triste, aflição com frequente falta a escola, pois o aluno não
sente mais prazer em frequentá-la. E até mesmo depreciação pela vida, essas consequências
vai agravando com baixo rendimento, tendo dificuldade na aprendizagem, repetência, a perda
em almejar um futuro melhor os objetivos profissionais.
Todos esses sentimentos de inferioridade podem leva até o extremo de tirar a sua
própria vida.
As testemunhas representam a maioria dos alunos da escola, que assisti o episódio da
violência não fazem nada para impedir, por medo de represaria, mas sofrem as suas
consequências, por presenciarem constantemente as situações de sofrimento vivenciado pelas
vítimas, e aprendem a ser omissos, e para se defender usam técnicas como risadas, fingindo se
divertir dos sofrimentos alheios, só para não ser a próxima vitima.
A prevenção começa pela busca do conhecimento em relação ao fenômeno e precisa
que as escolas reconheçam a existência do bullying e, sobretudo, esteja consciente de seus
prejuízos para a personalidade e o desenvolvimento sócio educacional dos alunos.
A escola precisa aprimorar os educadores para a observação, para que eles possam
identificar diagnosticar e saber intervir nas situações do bullying ou até mesmo aos
encaminhamentos corretos, levando o tema à socialização com toda a comunidade escolar e
buscar estratégias que sejam capazes de fazer frente ao mesmo. Uma ideia a ser adotada e que
os professores promovam debates sobre bullying nas salas de aula e no pátio da escola em que
todos participem fazendo com que o assunto seja bastante divulgado e assimilado pelos
alunos. Fazer os alunos pesquisarem sobre o assunto abordado para poder ter mais
consciência pelo assunto, para que todos possam pensar sobre o bullying e como acham que
se deve lidar com esse assunto.
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A família e o primeiro grupo social com qual a criança têm contato. Desta forma, e ali,
que ela constrói seus primeiros saberes e experiências. Esta vivencia serão levadas para a
escola e serão aplicadas neste novo grupo social.
Os pais devem acompanhar sempre os seus filhos e mostrar para eles caminhos que
vão fazer com que eles cresçam sem interferir na sua aprendizagem. Sendo que hoje em dia há
necessidade de a escola está em perfeita sintonia com a família e juntas farão um bom
desenvolvimento para a aprendizagem dos seus filhos. Por tanto a escola não deve viver sem a
família e nem a família deve viver sem a escola, por que, uma depende da outra na tentativa
de alcançar um maior objetivo, qual seja, o melhor futuro destas crianças.
O compromisso em educar tanto a escola como a família precisa ser afetuoso seja em
qualquer ambiente e a escola surge na sociedade como uma necessidade social, como um
processo formal de transmissão de saber e de conhecimento racionalista e estruturado para
educar o individuo cuidar de maneira eficaz para amenizar a violência e imprescindível que
estabeleça uma relação entre escola e família e essa importância da família e escola têm como
objetivo compreender como as interferências dos pais na aprendizagem das crianças
influência no desempenho escolar dos filhos, pois as relações entre escola e família tem se
constituído um ponto importante no controle da violência escolar.
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6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A realização desta pesquisa contribuiu para maior clareza do conceito de bullying na
escola, além de fornecer informações minuciosas sobre as características deste tipo de
violência que há muito aterroriza o meio escolar.
Constatou-se algo comum entre os teóricos analisados, que o bullying contribui para
propagação de uma série de consequências negativas para quem as sofrem e para que as
pratiquem, ou seja, tornam-se pessoas com dificuldades de aprendizagem, adultos
complexados e vingativos.
Além de ser um tipo de violência muitas vezes não percebido pelos responsáveis
pedagógicos do meio escolar, o que contribui com sua propagação causando sérios
problemas. O que acontece é a não compreensão dos educadores das características do
bullying, o que os impossibilita de preveni-la e de transformar a escola em um local mais
seguro, tornando o seu ambiente mais saudável e amistoso.
É responsabilidade e objetivo de todos os envolvidos no processo educacional
transformar a escola em um lugar mais seguro e agradável, onde todos possam viver com
humanidade e respeito multo, para tanto, para que isto seja possível, é importante que nela
seja garantido o respeito às diferenças.
Desta forma, é necessário forma educadores conhecedores das características deste
tipo de violência, capacitando-os também para prevenção deste mal, em que, muitas vezes é
tratada como mera brincadeira entre crianças, adolescente e jovem, porém que podem
transformar-se em grandes tragédias como as que foram citadas no decorrer do
desenvolvimento desta pesquisa.
A preocupação foi tamanha a respeito do bullying que os preocupados em manter o
bem estarem no meio escolar transformaram suas preocupações em lei em que define
bullying como violência física ou psicológica intencional e continuada "com o objetivo de
agredir, intimidar, humilhar, causar sofrimento e dano físico ou moral à vítima”.
Comportamentos que se enquadram nesse quadro são muitos, e vai desde agressão física à
manipulação de um colega, indução ao preconceito, e isolamento do aluno.
Desta forma, a presente pesquisa foi de extrema importância não só para futuros
estudos acadêmicos, mas também para que ainda mais pesquisas sobre este fenômeno que
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tanto aterroriza o meio escolar, passam surgir e servir de alerta e contribuir para discussões
que minimize tantos casos de bullying no meio escolar.
A presente pesquisa apontou também, para a necessidade de políticas públicas, que
garantam formação de qualidade para os profissionais da educação, para que eles possam
contribuir para a não propagação do bullying nos seus ambientes de trabalho. É necessário
também, dar além de suporte técnico, suporte material, pois nota-se que os casos mais
frequentes de bullying mais graves, aconteceram em escolas, no qual a presença dessas
políticas públicas são escassas.
Acredita-se que as discussões continuam tanto para educadores, quanto para com os
educandos, contribuirão para formação de pessoas mais conscientes e socialmente capazes de
enfrentar qualquer característica que envolva o bullying, prevenindo então, esta violência.
Para tanta, vale destacar que, a construção de uma sociedade melhor depende de vários
fatores, que não são somente dos educadores e seus educandos, mas também de toda a
sociedade e principalmente dos gestores nacionais da educação.
Conclui-se, afirmando que o desconhecimento desta temática por parte dos
profissionais da educação e pais de educandos é um dos principais obstáculos para sua
superação o que exige apesar da ampla discussão sobre este tipo de violência, necessita-se
ainda mais de discussões e trabalhos que conscientize sobre a sua inegável relevância, pois se
assim não acontecer à sociedade continuará desconhecendo as graves consequências desta
violência. Para tanto, se acredita que ampliar os debates sobre o bullying é uma forma de
elaboração de estratégias para minimizar este problema de forma efetiva.
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