A MANIPULAÇÃO EXIGIDA EM AMBIENTE DE UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA COMO CONTRIBUTIVA À DOR DO RECÉM-NASCIDO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Sanches, Michelle de Marchi1 Silva, Rafaela Bramatti2 Introdução: Trata-se de um relato de experiência vivenciado durante a assistência de enfermagem prestada a recém-nascidos em uma UTI neonatal (UTIN) de um hospital privado na cidade de Toledo/PR. O recém-nascido (RN) passa por diversas intervenções que causam dor durante o período de hospitalização e muitos profissionais da área da saúde acreditam que esses pacientes sejam incapazes de sentir dor nesta fase da vida.Objetivos: Investigar como a manipulação exigida em ambiente de UTI contribui para a ocorrência da dor no recém-nascido por meio da observação não-participante; correlacionar os resultados da observação efetivada com os dados da literatura, no sentido de refletir sobre formas que minimizem a dor. Material e Métodos: Foi realizada observação não-participante de dois RNs (RN1 e RN2) simultaneamente, ambos casualmente do sexo feminino durante 24 horas, no mês de outubro de 2008, com registro dos dados em instrumento próprio quanto à manipulação e medidas utilizadas para alivio da dor. Resultados: Com relação ao RN1, percebeu-se que este foi manipulado 14 vezes nas 24 horas dentre as quais, 10 vezes, apresentou algum sinal característico de dor ou desconforto e somente em uma delas foi utilizada alguma medida para amenizar a dor: glicose 25% administrada via oral um minuto antes do procedimento de punção arterial. Quanto ao RN2 notamos que dentre as 19 manipulações realizadas, houve desconforto em relação a alguns procedimentos invasivos: punção arterial e aspiração de tubo orotraqueal, porém, não foi utilizado nenhum método para amenizar tais desconfortos. Conforme literatura pode-se utilizar medidas como a estimulação tátil, contato pele a pele, sucção não nutritiva e o uso de soluções adocicadas, bem como alguns métodos farmacológicos como forma de prevenir ou minimizar a dor do RN. Conclusão: Pode-se concluir que é necessário que a equipe reveja os métodos que utiliza para prevenção e controle da dor do bebê internado na UTIN antes e durante a manipulação que é exigida neste ambiente. É de grande importância a implantação de escalas de avaliação da mesma, seguida de um trabalho de educação continuada para a equipe de enfermagem, para que possa adotar medidas de prevenção e controle da dor no RN. 1 – Enfermeira, docente do curso de enfermagem da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE, especialista em Cuidados Intensivos Neonatais. Contato: Colegiado de Enfermagem UNIOESTE - Rua Universitária, 2069, Bairro: Jardim Universitário. Telefone: (45)9112-4779. E-mail: [email protected]. 2 – Enfermeira, docente do curso de Enfermagem da Faculdade Assis Gurgacz – FAG.