ANAIS DO XVII ENCONTRO REGIONAL DA ABRAPSO MINAS TRABALHOS COMPLETOS ISSN 1981- 4321 O Psicólogo na Política Pública de Prevenção à Criminalidade: Diálogo sobre questões ético-políticas e a dimensão relacional Luana Carola dos Santos 1 Rubens Ferreira do Nascimento 2 I. “Cá entre nós” - uma introdução: “Penso que nós, psicólogos sociais (mas... ainda saberemos quem somos nós?), temos procurado inventar/conceber coisa outra: a dimensão social desse tal subjetivo. Em termos mais precisos, aliás, temos tentado imanentizar o que fora separado. Algo sabemos da "dor e delícia" dessa utopia ativamente exercida, seja como estudiosos, profissionais ou militantes. Também temos buscado, por sinal, imanentizar essas funções ditas "especializadas". (Rodrigues, 2003) “Cá entre nós”, vamos conversar? Este texto pretende estabelecer um diálogo com psicólogos (as), psicólogos (as) sociais e demais interessados (as) na discussão sobre o trabalho social no âmbito de políticas públicas localizadas geograficamente no contexto de comunidades populares. Convidamos o (a) leitor (a) para refletir e conversar conosco, sobre suas práticas ou outras de profissionais afins com atribuições características das funções de mediação de conflitos e mediação comunitária. 1 2 Acadêmica do 10° período de Psicologia da PUC São Gabriel Professor de Psicologia Social e Psicologia Social Comunitária - PUC Minas São Gabriel 1 Nesta primeira secção, “Cá entre nós” pretendemos promover uma primeira aproximação e compartilhar com os (as) leitores (as) o contexto do trabalho que focalizamos, visando introduzir as questões a serem discutidas. Acreditamos que, na condição de psicólogos e/ou trabalhadores de políticas públicas, há pontos que nos aproximam mesmo se estivermos inseridos em cenários distintos de trabalho. Toda prática psicológica está atravessada por problemas políticos diversos. A questão se intensifica e ganha especificidade quando analisamos tal prática no contexto de políticas públicas comunitárias Para subsidiar nossas reflexões recorreremos às contribuições da psicologia comunitária, esta expressão de psicologia social crítica desenvolvida na América Latina. Assim, organizamos o texto em três secções básicas orientadas pelos termos: “Cá”, “Entre” e “Nós”. Na seção que se segue, o “Entre”, é um termo ao qual recorremos para falar do trabalho do mediador, do Programa Mediação de Conflitos e de contribuições da Psicologia Social Comunitária para o Programa e para os profissionais a ele vinculados. Na terceira secção deste artigo, o termo em destaque é o “Nós”. Após um exercício de aproximação pela identificação, pela apresentação do nosso olhar sobre PMC e o trabalho do mediador, refletimos sobre questões éticas e políticas, (orientadas pelo conceito de relação) que perpassam o trabalho do (a) psicólogo (a) e/ou mediador (a). II. “Entre”: Programa Mediação de Conflitos e Psicologia Social Comunitária É sobre este “entre” que pretendemos falar aqui, já que os “Mediadores” estão “entre” duas partes, o Estado e a comunidade e, entre demandas individuais e coletivas, e transitam por esferas micro e macro 2 Queremos destacar que “entre”, segundo Bueno (1982), “significa no meio de”, “no intervalo de”, “dentro de”, “posição intermédia” e também “interferir”. Relações comunitárias geram/expressam o clima local onde o Programa Mediação de Conflitos está inserido. Podemos dizer que o trabalho dos mediadores ocorrem no contexto de relações comunitárias (que não são independentes, por sua vez se relacionam com o contexto sócio-histórico e político mais amplo) e são atravessados por relações políticas (contexto sócio-histórico e contexto de uma política pública). Observando alguns conceitos chaves, orientadores dos pressupostos metodológicos que sustentam o PMC como, por exemplo, autonomia, emancipação, empoderamento, responsabilização, relação, dentre outros, identificamos termos coincidentes que são também norteadores da Psicologia Social Comunitária. Trazer a comunidade para a cena, pensar e refletir sobre formas de resolução de conflitos individuais e coletivos juntamente com os (as) protagonistas dos mesmos é um dos objetivos centrais do Programa Mediação de Conflitos e também da Psicologia Social Comunitária que propõe que traz a seguinte proposta: partir de demandas construídas pela e/ou com a comunidade. Podemos dizer que esta Psicologia se implica com o “entre”, já que pretende romper com as dicotomias presentes na compreensão do humano. Silva e Luna (2004) afirmam que a Psicologia Social Comunitária está “entre” o determinismo biológico e o determinismo social, localiza-se na interseção da história pessoal com a história da sociedade. Norbert Elias (apud Arendt, 2004) critica a idéia da dicotomização entre sociedade e sujeito, como se a primeira estivesse “lá fora” e o segundo estivesse “por dentro”. Este sociólogo crítico procura evitar a dicotomia entre sociedade e indivíduo, buscando compreender o laço, o “entre”. Para ele, a sociedade enlaçaria os sujeitos. 3 Dialeticamente, a sociedade seria complementar ao sujeito assim como o sujeito complementaria a sociedade. Todavia, segundo Arendt (2004), ao pensar em “um dentro” e “um fora” Elias, de certa forma, mantém a dicotomia entre sociedade e sujeito. Conforme propõe Arendt (2004), devemos renunciar à purificação metodológica3 e sermos capazes de pensar aquilo que está misturado, aquilo que é híbrido, transformando assim, a Psicologia em um campo de saber “mestiço”, que combine o que é distinto. Neste sentido, temos procurado neste artigo, “misturar” a PSC com o PMC e também o eixo Mediação Atendimento com o Eixo Mediação Comunitária. Fazemos isto visando, principalmente, identificar pontos de encontro e contribuições específicas de cada um dos saberes (PSC e PMC) para a Política Pública de Prevenção à Criminalidade. Outro importante ponto de encontro entre o Programa Mediação de Conflitos e a Psicologia Social Comunitária é que ambos se apresentam como novos paradigmas. Poderíamos dizer que o que marca a Mediação de Conflitos como um novo paradigma de resolução de conflitos e a Psicologia Social Comunitária como uma nova alternativa de compreender os fenômenos psíquicos e sociais é a dimensão da “relação”. Entendemos relação “como algo que não pode ser sem o outro” (Guareschi, 2003, p. 22). Estar em relação é se implicar consigo mesmo (a) e com o outro e respeitar seus direitos. Para pensar esse outro que se apresenta diante de nós nos remeteremos aqui à noção de “analética” proposta pelo filósofo argentino Enrique Dussel (1986). Trata-se de uma lógica que se distingue da lógica da identidade, em que o outro é objeto 3 Este termo é empregado por Arendt (2004), para dizer que devemos nos abdicar das clássicas dicotomias, como, por exemplo, sujeito x social, teoria x prática, objetivo x subjetivo, dentre outras. 4 do meu pensar e do meu fazer. Distingue-se também da lógica da dialética, onde o outro é “diferente” e dialoga comigo, mas está ainda sob o meu controle. Nas relações, sob a lógica analética, o outro não é outro “no mesmo”, mas é outro “diante do mesmo”. O outro não é também somente “di-ferente” (etimologicamente, aquele que é arrastado para fora com força), mas é “dis-tinto” (que significa tingir, pintar), é outro em si-mesmo e tem direito de ser diante de mim (Dussel apud Guareschi, 2002). Assim, mais um ponto de aproximação entre o Programa Mediação de Conflitos e a Psicologia Social Comunitária é a ética das relações. Relações norteiam as práticas do (a) mediador (a), visto que este (a) busca compreender o outro que se apresenta diante dele não como diferente, mas como um sujeito que é na relação com os outros, um sujeito que tem direitos. O mediador não se preocupa em “buscar a verdade”, o “certo” ou o “errado” quanto à questão apresentada pelas partes envolvidas na demanda. Procura, de outra forma, compreender “as verdades” de cada uma das partes, e gerar um espaço de conversa, de diálogo e de relações face-a-face para que os “mediandos” construam juntos, soluções para seus conflitos. A Psicologia Social da qual estamos falando, tem seu desenvolvimento na América Latina e se propõe também ao acompanhamento e facilitação de processos grupais, construção de relações face a face, relações de sujeitos para sujeitos, sem a preocupação em buscar “a verdade”, uma vez que adota perspectivas que contemplam verdades como provisórias e localizadas, produtos de consensos entre pares e comunidades de sentido. Neste ponto, adota contribuições do construcionismo social (Montero, 2004). 5 O propósito da Psicologia Social Comunitária é que os agentes externos, por exemplo, os mediadores, pensem, planejem, façam e avaliem junto com a comunidade e demais atores sociais envolvidos com a demanda. Deste modo, objetivos comuns, participação e relação são fundamentais. Esperamos ter tornado inteligível que, sob nossa visão, o conceito de relação diz da pessoa, contempla o “entre”, expressa o laço social, sendo referência para a caracterização tanto do Programa Mediação de Conflitos quanto da Psicologia Social Comunitária. Ele se coloca também como termo importante na aproximação entre ambos os saberes/fazeres. 2.2 O Programa Mediação de Conflitos e seus Eixos Metodológicos O Programa Mediação de Conflitos é estruturado em quatro eixos de atuação, os quais são: Mediação Atendimento; Mediação Comunitária; Projetos Temáticos e Projetos Institucionais. O eixo Mediação Atendimento tem como objetivo auxiliar o (a) atendido (a) na resolução de seus conflitos e gerar um espaço de diálogo entre os envolvidos na demanda apresentada. Neste eixo de atuação há duas formas de ações específicas: a orientação e a mediação propriamente dita. As duas ações consistem na escuta e compreensão da demanda trazida pelos atores sociais que procuram o Programa. Todavia, na orientação, a partir do acolhimento feito à questão apresentada, os mediadores, que são geralmente profissionais de psicologia e do direito, podem fazer uma orientação jurídica e/ou psicológica como, por exemplo, o encaminhamento da(s) pessoa(s) para os serviços da rede (Centro de Referência, Assistência Social da comunidade, Defensoria Pública, Centro de Defesa da Cidadania, dentre outros). Já o procedimento de mediação ocorre quando as partes envolvidas no conflito, após conhecerem a metodologia da Mediação, 6 concordam com o procedimento e, no contexto de um clima construído, de diálogo entre as partes, buscam acordar formas pacíficas de resolução dos conflitos. Vale ressaltar que os conflitos que geralmente se apresentam estão associados a temáticas como: pensão de alimentos, conflitos intrafamiliares, de vizinhança, dentre outros. O segundo eixo de atuação é a Mediação Comunitária, que está diretamente envolvido com questões coletivas. Enquanto a mediação atendimento foca suas ações em demandas individuais, a mediação comunitária atua nas demandas coletivas. A organização comunitária se faz por meio do Diagnóstico Organizacional Comunitário, - que consiste no mapeamento e identificação de grupos sociais, lideranças comunitárias e fomento de trabalho em redes sociais. A Mediação Comunitária trabalha com quatro ações: Casos coletivos, Coletivização de Demandas, Projetos Temáticos e Projetos Institucionais. Os Casos Coletivos consistem no trabalho do PMC com demandas coletivas apresentadas por grupo de moradores, associações, redes. O segundo é a coletivização de demandas. Por exemplo, muitos moradores da comunidade X têm problemas com contas de energia emitidas pela CEMIG. A mediação comunitária monta um projeto de Coletivização de Demandas visando reunir tais pessoas para esclarecerem dúvidas, promover reflexões e diálogos com a companhia de energia e a participação do Programa Mediação de Conflitos. Ou seja, a partir de uma leitura de demandas que chegam com grande recorrência no eixo Mediação Atendimento, a equipe de mediadores constrói um projeto para trabalhar com tais questões. A terceira ação são os Projetos Temáticos. Envolve questões relacionadas tanto à Mediação Atendimento quanto à Mediação Comunitária. Exemplo: uma comunidade em que a violência de gênero e doméstica aparece com freqüência nos atendimentos. 7 Pode-se identificar tais problemas como demanda, elaborar um projeto com o tema: “violência doméstica e de gênero” e trabalhá-lo com a comunidade. A quarta ação, que são os Projetos Institucionais, está relacionada à elaboração de projetos associados a questões mais estruturais que envolvem a comunidade, como por exemplo, o acesso a serviços, geração de renda, dentre outros. 2.3 A Psicologia Social Comunitária Segundo Montero (2004), a maioria dos autores define a Psicologia Social Comunitária como aquela que trabalha com a comunidade e é realizada junto com a comunidade. Esta autora realça em seus escritos o caráter ativo das pessoas que fazem parte da comunidade e a participação dessas nos projetos, programas e atividades relacionados aos interesses comunitários. A Psicologia Social Comunitária traz uma nova proposta de Psicologia Social: “Analisar de forma crítica as práticas psicológicas e sua relação com o contexto social, sempre atenta às circunstâncias que deveria trabalhar” (Mayorga, 2007, p.63). A Psicologia Social Comunitária latino-americana se orienta pela premissa de que os problemas sociais são causados por uma estrutura social desigual em que a maioria da população é excluída e privada de seus direitos. Preocupada com a realidade e contextos dos países da América Latina, a psicologia crítica que foi se estabelecendo neste continente trouxe para o cerne de seus estudos, temáticas como: autonomia, empoderamento, políticas, direitos humanos, diversidades, mobilização social, dentre outros. Desdobramentos dessas iniciativas, influenciados pelas ações desenvolvidas, os estudos e pesquisas feitos, elaborações e reelaborações metodológicas e as interações com práticas e saberes afins levaram a revisões e reinvenções da PSC. Perspectivas contemporâneas localizam o conceito de comunidade contemplando a dialética entre o individual e o social. Citamos como exemplo as 8 definições de Sawaia, (1998, p.50); “... o elemento que lhe dá vida e movimento é a dialética da individualidade e da coletividade”. Além disto, também se problematizou a tendência inoperante de autonomização da PSC em relação à psicologia social (Alvaro e Garrido, 2006) como também certa ausência ou minimização da dimensão política no chamado “comunitarismo” (Prado, 2002). Contribuições para a retomada do político e da necessária dependência da psicologia social comunitária em relação a outros saberes se apresentam com força, por exemplo, nos resgates críticos das contribuições de autores fundamentais para a disciplina tais como Paulo Freire (Mayorga, 2007) e Ignacio Martin-Baró (Guzzo e Lacerda , 2009). Tais apontamentos críticos, dentre outros, contribuíram para que os (as) psicólogos (as) se pensassem e pensassem sua realidade de trabalho (reflexividade), fazendo-o também junto com as comunidades. III. “NÓS”: Psicólogos (as) e Mediadores (as) em comunidades populares Falamos antes sobre o “entre”, pensando sobre os pontos de encontro entre o Programa Mediação de Conflitos e a Psicologia Social Comunitária. Convidamos agora os leitores para nos permitir estar “entre” vocês, com vocês, dialogando, refletindo, tal como numa “conversa ao pé do fogo”. Assim propomos que nos coloquemos todos numa mesma condição (legitimamente ou por identificação): a posição de mediadores, permitindo-nos assim nos identificarmos como “nós”. Que nós, psicólogos, mediadores, leitores (as) possamos agora pensar nas práticas no Núcleo de Prevenção à Criminalidade. O trabalho do mediador, se identificado com a Psicologia Social Comunitária e Política, deve se orientar por valores distintos da lógica neoliberal e capitalista tais 9 como o individualismo, o lucro, o imediatismo, o hedonismo, dentre outros. Além disto, vislumbrará à luz das propostas de uma Psicologia Social da Libertação defendida por Ignacio Martin-Baró: a) Um novo horizonte (Martin-Baró, 1997): A Psicologia sempre teve clareza sobre a necessidade de libertação pessoal, isto é, a exigência de que as pessoas adquiram controle sobre sua própria existência e sejam capazes de orientar sua vida para aqueles objetivos que se proponham como valiosos sem que mecanismos inconscientes ou experiências conscientes lhes impeçam a conquista de suas metas existenciais e de sua felicidade pessoal. Todavia, a Psicologia em geral não tem sido muito clara sobre a íntima relação sobre a desalienação pessoal e a desalienação social, entre controle individual e poder coletivo, entre a libertação de cada pessoa e a libertação de todo um povo, mais ainda, com freqüência, a Psicologia tem contribuído para obscurecer a relação entre a alienação pessoal e a opressão social, como se a patologia das pessoas fosse algo alheio à história e à sociedade ou como se o sentido dos transtornos comportamentais se esgotasse no plano individual. b) Uma nova perspectiva (Martin-Baró, 2010): A nova perspectiva tem de ser a partir de baixo, das próprias maiorias populares oprimidas. Já nos perguntamos seriamente sobre como são vistos os processos psicossociais da vertente do dominado, aos invés de enxergá-los da vertente do dominador? Tentamos delinear a psicologia educativa do ponto de vista do analfabeto? A Psicologia do trabalho a partir do desempregado? A Psicologia clínica a partir do marginalizado? 10 Como se vê a saúde mental a partir do colono da fazenda, a maturidade pessoal a partir do habitante de um barraco, a motivação a partir de uma senhora do mercado? Observem que se diz “a partir” do analfabeto, do desempregado, do colono, da senhora e não “para” eles. Não se trata de pensarmos por eles, de lhes transmitir nossos esquemas ou de resolver os seus problemas, mas trata-se de pensarmos e teorizarmos com eles e a partir deles... c) E uma nova práxis (Martin-Baró , 2010): O problema de uma nova práxis coloca a questão do poder e, portanto, da politização da Psicologia. Esse é um tema, para muitos, escabroso, mas nem por isso menos importante. Certamente, assumir uma perspectiva, envolver-se em uma práxis popular, é tomar partido. Pressupõe-se que ao tomar partido se abdica da objetividade científica, confundindo-se, dessa forma, a parcialidade com a objetividade. O fato de que um conhecimento seja parcial não quer dizer que seja subjetivo; a parcialidade pode ser consequência de certos interesses, mais ou menos conscientes, mas pode ser também resultado de uma opção ética... Por isso concordo com Fals Borda (1985) que defende que o conhecimento prático adquirido mediante a pesquisa participativa deve se encaminhar para a conquista de um poder popular, um poder que permita aos povos tornarem-se protagonistas de sua própria história e realizar as mudanças que tornem as sociedades latino-americanas mais justas e mais humanas. Podemos dizer assim, que para ser mediador é preciso ter fé... e desconfiar. Acreditar que relações dialogais são possíveis... mas nem sempre suficientes. Entendemos que contribuir para transformação social, meta da Psicologia Social 11 Comunitária em meio a um cenário de exclusão e desigualdade social, é convidar as pessoas a se perceberem na situação/relação. É se implicarem: localizando-se, admitindo suas contradições, seus conflitos, responsabilizando-se em relação a si e aos outros e ao mundo, posicionando-se, à luz de Paulo Freire, com “conscienciação/conscientização” (Guareschi, 2003), Como “ser no mundo e ser com o mundo”. (Mayorga, 2007). Referências Alvaro, Jose L. E Garrido, Alicia. (2006) O Desenvolvimento da psicologia social na América Latina in Alvaro, J. L. E Garrido, Psicologia Social: perspectivas psicológicas e sociológicas. São Paulo: Mc Graw Hill. Arendt, Ronald João Jacques. (2004). Investigação em torno do objeto da Psicologia. In: Mancebo, Deise E Jacó-Vilela, Ana Maria. Psicologia Social: Abordagens sóciohistóricas e desafios contemporâneos (Orgs). Rio de Janeiro: Universidade do estado do Rio de Janeiro. Bueno, Francisco S.(1982). Dicionário Escolar da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura/ Fundação Nacional do Material Escolar; Dussel, Enrique.(1986). 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