UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE CURSO DE FISIOTERAPIA Marília Gaspar Garcia Natália Silva da Silva PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DE UM SERVIÇO DE REABILITAÇÃO FÍSICA (PRIMEIRO NÍVEL DE REFERÊNCIA INTERMUNICIPAL) NO MUNICÍPIO DE BENEVIDES – PARÁ. Belém – Pará 2007 1 UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE CURSO DE FISIOTERAPIA MARILIA GASPAR GARCIA NATÁLIA SILVA DA SILVA PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DE UM SERVIÇO DE REABILITAÇÃO FÍSICA (PRIMEIRO NÍVEL DE REFERÊNCIA INTERMUNICIPAL) NO MUNICÍPIO DE BENEVIDES – PARÁ Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Fisioterapia para obtenção do grau em Fisioterapia, orientado pelo Prof. Ft. Said Kalume Kalif. Belém – Pará Dezembro – 2007 2 UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE CURSO DE FISIOTERAPIA Marilia Gaspar Garcia Natália Silva da Silva PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DE UM SERVIÇO DE REABILITAÇÃO FÍSICA (PRIMEIRO NÍVEL DE REFERÊNCIA INTERMUNICIPAL) NO MUNICÍPIO DE BENEVIDES – PARÁ Data: _____/_____/_____ Conceito: ________________ Banca Examinadora: _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ 3 DEDICATÓRIA Ao nosso orientador e co-orientadora, e a todas as pessoas que nos ajudaram, direta ou indiretamente, para a conclusão deste trabalho. Marília Gaspar Garcia e Natália Silva da Silva 4 AGRADECIMENTOS Aos meus pais que me apoiaram incondicionalmente em cada decisão durante a minha formação e me ajudaram nas indecisões; Aos meus irmãos, Mariana e Marcelo, pela paciência nos momentos de estresse e pelo apoio; As minhas amigas inseparáveis de faculdade e futuras amigas de profissão, Natália (minha dupla), Daniele e Andressa, pois sem elas, com certeza, essa caminhada teria sido muito mais difícil; As minhas amigas de escola, Kate, Terena, Jeniffer, Verena, Luana, Kátia e Nina, por estarem sempre do meu lado me ajudando, amadurecendo junto comigo, mesmo não estudando mais juntas; Ao Neto, pelo apoio, companheirismo, por acreditar que eu seria capaz e por fazer parte dessa fase tão importante na minha vida. Agradeço a todos que fizeram parte do meu processo de formação direta ou indiretamente. Muito Obrigada. Marília Gaspar Garcia Ao meu pai querido, Pedro Melo, que mesmo morando longe de mim por causa do trabalho, sempre me deu todo o apoio. À minha mãe linda, Nazaré, que agüentou todos os meus estresses, e que não foram poucos, que se empolgou comigo a cada novo conhecimento. Ao meu irmão paciente que só ele, Pedrinho, que apesar de todas as nossas diferenças sempre se mostrou do meu lado, me respeitando e me admirando. Aos meus familiares, que se mostraram tão orgulhosos em ter uma futura fisioterapeuta na família. Às minhas melhores amigas de faculdade, Marilia (minha dupla!), Daniele e Andressa que sempre tiveram paciência comigo, que passaram momentos inesquecíveis e que me fizeram uma pessoa muito melhor. Aos professores e funcionários da Unama que tiveram parcelas altíssimas para a concretização da minha formação. Aos pacientes, que confiaram em mim, que acreditaram que eu era capaz de ajudá-los e que ao final de cada sessão me agradeciam com um sorriso maravilhoso. 5 Enfim, agradeço à todos que me ajudaram nesses quatro anos e que me fizeram amadurecer e ver a vida de uma outra forma. Muito Obrigada! Natália Silva da Silva Ao professor Said Kalume, nosso orientador, que além da enorme paciência nos mostrou a importância da fisioterapia na área de Saúde Pública; À Ana Julia, nossa co-orientadora, pela ajuda nos momentos de desespero e chamadas de atenção quando necessário. E, aos que participaram direta ou indiretamente desta pesquisa, pois sem eles nada disso seria possível. Marília Gaspar Garcia e Natália Silva da Silva 6 EPÍGRAFE “Um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.” Gabriel Garcia Marquez 7 RESUMO Este estudo tem por objetivo analisar a assistência de saúde na área de reabilitação física no Município de Benevides – PA para com isso propor a Implantação de um Serviço de Reabilitação Física (Primeiro Nível de Referência Intermunicipal). Benevides, como um dos muitos municípios do país, ainda não possui um serviço próprio para este tipo de atendimento, o que gera grande demanda reprimida e insatisfação da população devido dificuldades de acesso aos municípios vizinhos. Para o município, a possibilidade de possuir esta especialidade junto ao SUS, facilitaria um maior investimento dos setores federal e estadual, proporcionando maior desenvolvimento da saúde local. De acordo com os resultados encontrados, grande parte da população conhece a Fisioterapia, mas não tem acesso por falta de vagas. Logo, a implantação do serviço além de gerar melhor assistência à comunidade do município, permitiria a contratação de profissionais da saúde e áreas afins. Palavras-chaves: Reabilitação Física. Sistema Único de Saúde. Benevides. 8 ABSTRACT This study aims to examine the assistance of health in the area of physical rehabilitation in the municipality of Benevides-PA order to propose the implementation of a Department of Physical Rehabilitation (First Level Reference Intermunicipal). Benevides, as one of many municipalities in the country, do not have a service fit for this type of service, which generates great demand repressed and dissatisfaction because of the population problems of access to neighboring municipalities. For the council, the possibility of having this expertise with the SUS, facilitate greater investment of federal and state sectors, providing further development of local health. According to the results, most of the population knows the Groceries but do not have access due to lack of vacancies. Therefore, the deployment of the service in addition to generating better assistance to the community of the municipality, would allow the recruitment of health professionals and related areas. Keys Words: Physical Rehabilitation. Single Health System Benevides. 9 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 01: Qualidade do Atendimento a Saúde no Município 31 Gráfico 02: Recebimento de Assistência Domiciliar à Saúde 32 Gráfico 03: Profissionais que Visitam Domiciliarmente 32 Gráfico 04: Freqüência com que Procura a Unidade de Saúde 33 Gráfico 05: O Motivo da Procura à Unidade de Saúde 34 Gráfico 06: Conhecimento da Fisioterapia 35 Gráfico 07: Já fez ou Conhece quem já Fez Fisioterapia 36 Gráfico 08: Referências Encaminhadas á Fisioterapia Mês a Mês 36 Gráfico 09: Total de Referências Encaminhadas à Fisioterapia 37 Gráfico 10: Total de Demandas em Fisioterapia 39 Gráfico 11: Existência de Impossibilidade Física na Família 40 Gráfico 12: Tipo de Incapacidade Física 41 Gráfico 13: Procurou Atendimento em Outro Município 42 10 LISTA DE QUADROS Quadro 01: Características etárias e econômicas da amostra 30 Quadro 02: Comparação entre os encaminhamentos à Marituba e à Belém, para 38 Fisioterapia Quadro 03: Comparação Entre os Tipos de Demanda 39 11 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 13 2 REFERENCIAL TEÓRICO 15 2.1 BENEVIDES NO CONTEXTO DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM 15 2.2 BENEVIDES ENQUANTO MUNICÍPIO 16 2.3 HISTÓRIA DA SAÚDE NO BRASIL 17 2.4 HISTÓRIA DA SAÚDE NO MUNICÍPIO DE BENEVIDES 20 2.5 PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS EM BENEVIDES 23 2.6 IMPORTÂNCIA DA IMPLANTAÇÃO DE UM SERVIÇO DE REABILITAÇÃO 24 NO MUNICÍPIO DE BENEVIDES 2.7 PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DE UM SERVIÇO DE REABILITAÇÃO 25 FÍSICA (PRIMEIRO NÍVEL INTERMUNICIPAL) NO MUNICÍPIO DE BENEVIDES 3 MATERIAIS E MÉTODOS 28 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 30 5 CONCLUSÃO 44 6 REFERÊNCIAS IBLIOGRÁFICAS 45 7 – ANEXOS 47 ANEXO 01: Portaria n.º 818/GM 48 8 – APÊNDICES 57 APÊNDICE 01: Programas de Saúde implantados em Benevides-PA. 58 APÊNDICE 02: Termo de Aprovação do Orientador da Pesquisa 59 APÊNDICE 03: Termo de Aprovação do CEP 60 APÊNDICE 04: Autorização da Secretaria de Saúde do Município de Benevides 61 12 APÊNDICE 05: Autorização do Centro de Reabilitação Física de Marituba 62 APÊNDICE 06: Termo de Consentimento Livre e Esclarecido 63 APÊNDICE 07: Questionário I 65 APÊNDICE 08: Questionário II 67 APÊNDICE 09: Questionário III 68 APÊNDICE 10: Questionário IV 69 APÊNDICE 11: Questionário V 70 APÊNDICE 12: Valores dos equipamentos 71 13 1 INTRODUÇÃO De acordo com o Censo IBGE 2000, o Brasil possui 169.590.693 habitantes, 5.507 municípios, sendo que 88,58% destes possuem população na faixa de 2.000 a 50.000 habitantes. As regiões metropolitanas concentram 40,04% da população e os 15 municípios mais populosos do país concentram 21,36% da população. Segundo a OMS, cerca de 600 milhões de pessoas, ou seja, 10% da população mundial são deficientes físicas, onde 80% dessas pessoas vive em países pobres ou em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. Deste número, apenas 1% a 2% tem acesso a serviços de readaptação. E foram assinalas disparidades entre países ricos e pobres e entre zonas urbanas e rurais. (IBGE, 2000) O Pará é o segundo maior estado do país com uma extensão de 1.247.689,515 km² e está situado no centro da região Norte. A capital é Belém estendendo sua região metropolitana até os municípios de Ananindeua, Marituba, Benevides e Santa Bárbara. (IBGE, 2007) Segundo o último censo do IBGE (2007), o município de Benevides está situado na região metropolitana de Belém, ocupando uma área de aproximadamente 188 Km², possuindo uma população de aproximadamente 47.320 habitantes. No que diz respeito à saúde, o município oferece 2 (duas) unidades básicas de saúde, 11 (onze) unidades com o programa saúde da família, 5 (cinco) postos de saúde bucal e 2 (dois) laboratórios de análises clínicas. Vários programas de saúde preconizados pelo 14 ministério da saúde são ofertados à população, entretanto, não há um serviço próprio do município de reabilitação física. (SECRETARIA EXECUTIVA DE SAÚDE PÚBLICA, 2007) Esta proposta foi baseada na Portaria n.º818/GM, de 05 de junho de 2001 do Ministério da Saúde e em dados do município como perfil epidemiológico, número de habitantes, unidades de saúde existentes, demanda existente, demanda reprimida e crescimento populacional. Tem por objetivos analisar a assistência à saúde do portador de deficiência física temporária e/ou permanente do município; facilitar o acesso dos pacientes ao serviço de reabilitação no Município; discutir sobre o custo-benefício ao Município a partir da implantação do serviço; justificar a contratação de profissionais qualificados tanto da área da saúde quanto de áreas afins; comparar a proposta de implantação do serviço em Benevides ao já existente no Município de Marituba. 15 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 BENEVIDES NO CONTEXTO DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM A região metropolitana de Belém foi institucionalizada pelo governo federal em 1973 contendo duas cidades: Belém e Ananindeua, e permaneceu assim até meados de 1995 quando foi acrescido das cidades de Benevides, Marituba e Santa Bárbara. Estas duas últimas foram consideradas cidades após serem desmembradas de Benevides em 1996 e 1991, respectivamente. (OBSERVATÓRIO DAS METRÓPOLIS, 2007) Segundo o censo 2000 do IBGE, na região metropolitana de Belém cerca de 31,91% da população tem uma renda per capita de até meio salário mínimo, já 24,39% possui uma renda entre meio e 1 salário mínimo, de 1 a 3 salários, correspondem 28,53% e acima de 3, 15,17% . No município de Benevides, assim como no resto da região metropolitana, a maioria da população tem uma renda per capita de até meio salário mínimo, correspondendo a mais de 46% da população. Já os que possuem entre meio e 1 salário mínimo englobam 27%, de 1 a 3, 20% e acima de 3 salários mínimos apenas 5,35% da população. (OBSERVATÓRIO DAS METRÓPOLIS, 2007) Quanto a situação de ocupação (rural ou urbana), a região metropolitana difere bastante entre seus 5 municípios. A área onde já foi conurbada, Belém e Ananindeua, possui quase 100% da população urbana, porém na medida em que se afasta no sentido de Santa 16 Bárbara do Pará, esse número vai diminuindo, tendo em Marituba 87,2% da população urbana, Benevides com 58,8% e Santa Bárbara com apenas 32%. (OBSERVATÓRIO DAS METRÓPOLIS, 2007) Comparando os Censos demográficos de 70, 80, 91 e 2000, pode-se perceber que houve um avanço no processo de urbanização dentro da região metropolitana. Porém nas cidades de Marituba, Benevides e Santa Bárbara os espaços rurais vem sendo tomados por assentamentos urbanos informais como loteamentos clandestinos e invasões. (OBSERVATÓRIO DAS METRÓPOLIS, 2007) A população de Benevides diminuiu cerca de 60% no período de 1991 a 1996 devido, principalmente, a desintegração dos municípios de Marituba e Santa Bárbara, porém apesar dessa aparente diminuição, Benevides apresentou no ultimo Censo um crescimento populacional efetivo de 25%. (OBSERVATÓRIO DAS METRÓPOLIS, 2007) A densidade demográfica de Benevides é bem inferior quando comparada a de Belém devido ao seu caráter rural acentuado, apresentando apenas 22 habitantes por Km², enquanto que a capital possui 2056 habitantes por Km². (OBSERVATÓRIO DAS METRÓPOLIS, 2007) 2.2 BENEVIDES ENQUANTO MUNICÍPIO Benevides surgiu como uma colônia agrícola de escravos fugitivos, reconhecida como povoado em 10 de junho de 1878. O então povoado foi elevado à categoria de Vila pela Lei nº 17 646 de 6 de junho de 1899 quando foi contemplado como uma das estações da Estrada de Ferro de Bragança. (CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS MUNICÍPIOS, 2004) Com a criação do Município de Ananindeua, em 30 de dezembro de 1943, Benevides passou a ser considerada um Distrito. E, somente em 29 de dezembro de 1961, foi reconhecido como Município. (CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS MUNICÍPIOS, 2004) O município está localizado à 23 Km da cidade de Belém com sua sede localizada à margem direita da Rodovia BR – 316. Tem como limites ao Norte, Belém pela Ilha de Mosqueiro; à Leste, Santa Izabel do Pará e Santo Antônio do Tauá; a Oeste, Ananideua; e ao Sul, os municípios do Acará e Bujaru. (CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS MUNICÍPIOS, 2004) O nome “Benevides” foi dado para homenagear o então Presidente da Província do Pará, Francisco Maria Corrêa de Sá Benevides. (CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS MUNICÍPIOS, 2004) 2.3 HISTÓRIA DA SAÚDE NO BRASIL A saúde no país, por muitos anos foi centralizada sendo administrada pelo Ministério da Saúde e pelos antigos Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAP’s). Porém a partir dos anos 60, iniciou-se uma forte tendência à expansão do sistema de saúde em relação à população brasileira e os IAP's foram unificados no chamado Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), onde estavam cobertos todos os trabalhadores com carteira de 18 trabalho assinada, além dos autônomos que desejassem contribuir para a previdência social. (MARINHO e col., 2001; MÉDICI, 2007) No entanto, os segmentos populacionais não-contribuintes, como a população rural e indigente, estava crescendo bastante e também precisava estar coberta pelo governo, uma vez que este sistema desdenhava a atenção básica e as estratégias preventivas e promotoras de saúde. Foi então que em 1988, a constituição instituiu o Sistema Único de Saúde (SUS) que passou a ter como meta a cobertura universal de toda a população brasileira nos moldes dos tradicionais sistemas de proteção social existentes nos países europeus. (MÉDICI, 2007) Com isso, o Brasil começou a ter um modelo de atenção à saúde que não concentrasse as atividades no nível hospitalar terciário gerido pelo governo federal, mas que estimulasse a hierarquização de todos os níveis de atenção tendo gestão municipal. (MÉDICI, 2007) Em seus primeiros anos de vigência, o SUS não apresentou resultados satisfatórios. Por este motivo, o sistema recebeu reformas, implantadas progressivamente pelo Ministério da Saúde, onde apontam cada vez mais para a descentralização com aumento da autonomia dos Estados e Municípios na montagem de estruturas de prestação de serviços de saúde adequadas a cada realidade. (MÉDICI, 2007) Entre estas reformas, o SUS disponibiliza programas que melhor assistem a população como o programa saúde da família (PSF), hoje chamado de estratégia saúde da família (ESF). A idéia desta estratégia é dinamizar o SUS, operacionalizando e reorientando o modelo assistencial por meio de equipes multiprofissionais que atuam com ações de promoção da 19 saúde, prevenção, recuperação e reabilitação de doenças e agravos além da manutenção da saúde da comunidade. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004) Iniciado em 1994, a Estratégia Saúde da Família (ESF) apresentou um crescimento significativo nos últimos anos, sendo considerado uma tática estruturante dos sistemas municipais de saúde. Para tal, busca maior racionalidade na utilização dos demais níveis assistenciais, produzindo resultados positivos nos principais indicadores de saúde das populações assistidas pelas equipes de saúde da família. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004) As equipes são compostas de 1 (um) médico de família, 1 (um) enfermeiro, 1 (um) auxiliar de enfermagem e 6 (seis) agentes comunitários de saúde. Isso pode variar quando o pólo é ampliado, contando com 1 (um) dentista, 1 (um) auxiliar de consultório dentário e 1 (um) técnico em higiene dental. Estes profissionais têm papel importante uma vez que possibilitam a comunicação e a troca de experiências com a população. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004) Cada equipe é responsável por abranger cerca de 3 (três) a 4,5 mil (quatro mil e quinhentas) pessoas ou 1000 (mil) famílias. Sua atuação ocorre geralmente nos pólos de ESF apesar de também poder assistir a população nas unidades básicas de saúde (UBS), nas residências ou em mobilizações dentro da comunidade. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004) Em muitos municípios do país, onde certos serviços não são ofertados à população, como por exemplo, serviços de reabilitação e exames complementares, existe a Programação Pactuada e Integrada da Assistência em saúde (PPI) que consiste em um processo instituído no Sistema Único de Saúde - SUS, que juntamente com o planejamento municipal, define e 20 quantifica as ações de saúde para população residente no município, garantindo assim, acesso aos serviços à nível intermunicipal. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007) Este programa tem por objetivos definir os limites financeiros destinados à assistência da população para realização de procedimentos em municípios que possuem determinado serviço, assim como ceder vagas para as referências recebidas de municípios vizinhos, no intuito de organizar a rede de serviços prestados. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007) No Brasil, cerca de 24,5 milhões de pessoas, ou seja, 14,5% da população possuem algum tipo de deficiência. 9,54% da população declarou ter grande dificuldade em caminhar; 2,3% disseram ser incapazes de realizar tarefas diárias, sendo que 5,32% dos brasileiros não têm um membro ou parte dele, e 0,44% têm tetraplegia, paraplegia ou hemiplegia (paralisia total ou parcial de um dos lados do corpo) (REDE SACI, 2006) No Pará, de um total de 6.192.307 de habitantes, cerca de 52.623 são portadores de deficiências físicas. (IBGE, 2000) 2.4 HISTÓRIA DA SAÚDE NO MUNICÍPIO DE BENEVIDES Assim como os demais municípios brasileiros, Benevides também recebeu o SUS. Atualmente o município oferece vários programas de saúde (APÊNDICE 01) distribuídos nos 11 pólos de estratégia saúde da família (ESF), 2 unidades básicas de saúde (UBS) e 1 hospital geral particular conveniado ao SUS. (SECRETARIA EXECUTIVA DE SAÚDE PÚBLICA, 2007) 21 Dentre os pólos de ESF, apenas 1 (um) é ampliado, ou seja, disponibiliza dentista, técnico de higiene bucal e auxiliar de consultório dentário. O serviço prestado à população é básico, contento a maioria dos programas preconizados pelo ministério da saúde. (SECRETARIA EXECUTIVA DE SAÚDE PÚBLICA, 2007) O principal meio de integração com a população é a visita mensal do agente comunitário de saúde. Na prática, estes agentes cadastram as famílias, identificando o histórico de saúde de seus integrantes e apontando a existência de enfermidades, como tuberculose, hanseníase, malária, hipertensão, diabetes, desnutrição, entre outras. Também controlam a medicação dos doentes crônicos, orientam sobre dengue, leptospirose, higiene básica e outros cuidados com a saúde. (SECRETARIA EXECUTIVA DE SAÚDE PÚBLICA, 2007) Quando necessárias, as consultas são marcadas pelo próprio agente, que, muitas vezes, acompanha a pessoa até o pólo de ESF. Em situações especiais, como idosos em situação de abandono, pessoas com dificuldade motora e acamados, o agente solicita a visita domiciliar de médicos, enfermeiros e/ou auxiliares. (SECRETARIA EXECUTIVA DE SAÚDE PÚBLICA, 2007) Existe uma agenda semanal em cada posto de ESF que engloba orientações para planejamento familiar, palestras educativas e/ou preventivas, além de atendimentos com demanda espontânea. (SECRETARIA EXECUTIVA DE SAÚDE PÚBLICA, 2007) No caso do ESF não atender às necessidades deste paciente, este é encaminhado à uma das unidades básicas de saúde do município. Uma está localizada no centro de Benevides e 22 outra, em Benfica. Ambas possuem serviços como consultas em clínica médica, pediatria e ginecologia, além de coleta para exames laboratoriais e realização de procedimentos simples como curativos e aplicação de injetáveis. (SECRETARIA EXECUTIVA DE SAÚDE PÚBLICA, 2007) A unidade de Benfica é diferenciada, pois atende urgência e emergência além da atenção básica, e encontra-se em grande desenvolvimento após uma reforma ocorrida recentemente. Está sendo instalado um equipamento para realização de raio-x e um espaço para o atendimento de psicologia e assistência social. Possui duas ambulâncias, uma usada para urgência e emergência e outra para o transporte de pacientes com dificuldades de locomoção. (SECRETARIA EXECUTIVA DE SAÚDE PÚBLICA, 2007) O único hospital do município é privado, possuindo apenas convênio com o SUS. Entretanto, apesar de ser um hospital geral, atende os mesmos procedimentos que as unidades de saúde, pois ainda está em implantação. Ainda não possui sua estrutura física terminada assim como um corpo técnico especializado suficiente. (SECRETARIA EXECUTIVA DE SAÚDE PÚBLICA, 2007) Como o município não disponibiliza serviços mais específicos à população como exames complementares, fisioterapia e consultas com especialistas, é necessário fazer parcerias com os municípios vizinhos que possuem tais serviços, as chamadas pactuações. (DEPARTAMENTO DE REGULAÇÃO, AVALIAÇÃO E CONTROLE, 2007) No caso do atendimento fisioterapêutico, atualmente o município possui 32 (trinta e duas) vagas pactuadas, sendo 2 (duas) destas com o município de Marituba e as 30 (trinta) 23 restantes com Belém. Porém, a pactuação com Belém não é regular uma vez que em determinados meses, o número de vagas é inferior à pactuação, por motivos internos. (DEPARTAMENTO DE REGULAÇÃO, AVALIAÇÃO E CONTROLE, 2007) Segundo o departamento de regulação, avaliação e controle de Benevides (2007), as vagas pactudas para atendimento de fisioterapia são insuficientes para a demanda existente, entretanto não há possibilidade de aumentar este número pelo fato de os municípios prestadores do serviço não possuírem estrutura para aumentar o atendimento. (SECRETARIA EXECUTIVA DE SAÚDE PÚBLICA, 2007) Para o ano de 2007, o município, através do Programa de Pactuação e Integração (PPI), programou um total de 6390 procedimentos fisioterapêuticos, sendo 756 em ações de média complexidade I (correspondentes à alterações sensitivas e reeducação ventilatória), com um custo de R$1.625,40 e, 5634 em ações de média complexidade II (demais atendimentos), com um custo de 13.190,49, totalizando R$14.815,88. (SECRETARIA EXECUTIVA DE SAÚDE PÚBLICA, 2007) No caso deste valor ser insuficiente, o município faz “transferências” de verba entre serviços, ou seja, utiliza o dinheiro que foi programado para outra especialidade mas que não está sendo usado para cobrir a necessidade de um que esteja sendo muito utilizado. Entretanto, se não houver possibilidade de esta transferência ocorrer, o serviço é cessado até o ano seguinte, quando o novo planejamento libera a verba. (SECRETARIA EXECUTIVA DE SAÚDE PÚBLICA, 2007) 2.5 PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS EM BENEVIDES 24 De acordo com dados da Secretaria de Assistência Social (2007) do município, cerca de 500 pessoas portadoras de algum tipo de necessidades especiais estão cadastradas na secretaria, entretanto este número é bastante inferior quando comparado ao total registrado pelo último censo do IBGE no município, aproximadamente 6000 (seis mil) pessoas. Este de tipo de cadastramento, ainda segundo a secretaria de assistência social (2007), começou há dois anos e foi iniciada a partir da parceria entre as secretarias de saúde, educação e assistência social no próprio município, assim como os agentes de saúde que realizam visita domiciliar mensalmente. (SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, 2007) Entretanto, com o passar do tempo, esta parceria foi se desgastando e os agentes deixaram de fazer a coleta de dados, dificultando muito o cadastramento da população. Atualmente, o cadastramento é feito apenas mediante comparecimento do próprio portador de necessidade especial ou responsável no departamento de assistência ao portador de necessidade especial do município. (SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, 2007) 2.6 IMPORTÂNCIA DA IMPLANTAÇÃO DE UM SERVIÇO DE REABILITAÇÃO NO MUNICÍPIO DE BENEVIDES No que diz respeito à reabilitação, ainda existem poucos centros destinados ao serviço. A implantação de um serviço de reabilitação física de abrangência municipal poderia propiciar uma melhora no sistema de saúde do município e, quando integrado a um programa de prevenção, o modelo possibilitaria os planejamentos estratégicos municipais na área de saúde, além de melhorar a qualidade dos atendimentos fisioterapêuticos. (IBGE, 2000) 25 Barros (2003) afirma que o fisioterapeuta é considerado um profissional da área de saúde de nível superior, pleno e independente, podendo atuar isoladamente ou em equipe multidisciplinar. É ele quem cuida da saúde funcional da população, logo, trabalha com ênfase no movimento e na função, prevenindo, tratando e recuperando disfunções e doenças adquiridas pelo paciente. Logo, o fisioterapeuta enquanto agente de saúde não deve atuar apenas com objetivo de cura ou reabilitação de doenças, mas, principalmente, pela promoção e a manutenção da saúde. Com isso, este profissional é capaz de trazer melhorias de ordem social, econômica e política à população, uma vez que promover e manter a saúde implica em assegurar moradia, emprego, alimentação e lazer às pessoas. (ALMEIDA e col., 2005) Utilizando da importância desse profissional no atendimento ambulatorial e as necessidades que a população local apresenta, propõe-se a implantação de um serviço de reabilitação física nas unidades de saúde do Município no intuito de viabilizar uma política de assistência e reabilitação da pessoa com deficiência física permanente ou temporária. 2.7 PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DE UM SERVIÇO DE REABILITAÇÃO FÍSICA (PRIMEIRO NÍVEL INTERMUNICIPAL) NO MUNICÍPIO DE BENEVIDES O serviço seria ofertado como um programa de atenção à saúde, localizado em uma das unidades básicas de saúde do município, provavelmente a UBS-Benfica por apresentar áreas ainda desocupadas, espaços para atendimento coletivo e por ser uma unidade que em breve inaugurará uma sala para realização de exames de raio-x. Vale ressaltar que o projeto 26 visa aproveitar espaços físicos já existentes nas unidades, no intuito de diminuir custos para o município. Os atendimentos seriam realizados a partir de laudos médicos com diagnóstico clínico, exames complementares e encaminhamento à fisioterapia, trazidos pelo próprio paciente no momento da marcação da avaliação fisioterapêutica. Estes laudos devem ser emitidos pelos médicos especialistas cadastrados no município de Benevides. Inicialmente, os atendimentos serão nas áreas de traumato-ortopedia e estimulação do desenvolvimento neuropsicomotor, variando entre atendimentos individuais e/ou coletivos, dependendo da necessidade, de acordo com a portaria n° 818. Assim como foi visto no município de Marituba, os pacientes terão direito a 10 (dez) sessões com duração média de 45 (quarenta e cinco) minutos, sendo reavaliados e, se for necessário, reencaminhados ao médico para confirmar se há necessidade de continuar o tratamento. Os paciente que possuírem 3 (três) faltas consecutivas sem justificativa, serão excluídos do programa, liberando a vaga para outro paciente. Um ponto importante é a necessidade de uma parceria do serviço ao ESF, uma vez que a população atendida pelo SUS será o público-alvo do serviço. Logo, um maior número de pessoas poderá receber o atendimento dentro do município em que residem, a partir da identificação das necessidades pelo agente de saúde, que encaminha o paciente ao pólo do ESF, este o encaminha para a UBS, que solicita a consulta com o especialista, que o encaminha para a fisioterapia. 27 Para a implantação do serviço, o município teria que investir um valor inicial de R$.11.655,75 (APÊNDICE 12), a fim de adquirir os equipamentos mínimos necessários de acordo com a portaria n° 818. Este investimento poderia ser em parceria com o ministério da saúde ou instituições particulares assim como o ocorrido no município de Marituba. 28 3 MATERIAIS E MÉTODOS A pesquisa está baseada na Portaria n° 818/GM, de 05 de junho de 2001 do Ministério da Saúde e na coleta de dados do Município de Benevides, no intuito de fazer uma proposta para a Implantação de um Serviço de Reabilitação à nível municipal. O presente estudo é do tipo retrospectivo e descritivo com caráter quali-quantitativo e analítico. A pesquisa se desenvolveu no período de Junho à Novembro de 2007 na Secretaria de Saúde, na Secretaria de Assistência Social, nas Unidades Básicas de Saúde e nos pólos de Programa Saúde da Família do Município de Benevides - PA além do Centro de Reabilitação Física do Município de Marituba - PA. A pesquisa foi iniciada a partir do aceite do orientador (APÊNDICE 02) e do Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade da Amazônia (APÊNDICE 03) no dia 5 de Agosto de 2007, além da autorização prévia da Secretaria de Saúde do Município de Benevides (APÊNDICE 04) e do Centro de Reabilitação Física do Município de Marituba (APÊNDICE 05). Respeitando a resolução n° 196/96, todos os participantes da pesquisa assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (APÊNDICE 06) para o respaldo dos pesquisadores. Foram entrevistados os usuários do SUS, os responsáveis pelas unidades básicas de saúde e pelos Pólos de estratégia saúde da família, e as autoridades das Secretarias de Saúde e 29 de Assistência Social do Município de Benevides, além da responsável pelo Centro de Reabilitação Física do Município de Marituba. Para a fundamentação teórica, a pesquisa utilizou bibliotecas virtuais (LILACS E SCIELLO), sites do ministério da saúde, IBGE e DATASUS, coleta de material das Secretarias de Saúde e Assistência Social de Benevides, entrevistas à população usuária do serviço público de saúde do município, além de dados do Centro de Reabilitação Física de Marituba. Os dados da pesquisa foram coletados a partir de entrevistas às autoridades das Secretarias de Saúde e Assistência Social, visitas e entrevistas aos responsáveis pelas unidades básicas de saúde e PSF’s, e entrevistas com a população usuária da saúde pública do município de Benevides (APÊNDICE 7,8,9 e 10, respectivamente), além de visita e entrevista à responsável pelo Serviço de Reabilitação Física do Município de Marituba (APÊNDICE 11). Todos os questionários utilizados na pesquisa foram do tipo aberto/fechado sendo baseados na Portaria n.º 818/GM, de 05 de junho de 2001 do Ministério da Saúde (ANEXO 01), que norteia a implantação de uma Rede de Reabilitação Física Estadual. Os dados encontrados pela pesquisa foram tratados a partir de uma análise percentual descritiva para caracterização da amostra e do teste de Qui quadrado para comparar as diferenças, adotando um valor de alfa menor ou igual à 0,05 do pacote estatístico BioEstat 4.0 (Ayres, 2005). Os resultados foram apresentados em forma de gráficos e quadros. Apenas serviram como relevância estatística os questionários realizados com a população, sendo os demais, utilizados para fundamentação teórica. 30 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO Quadro 1 - Características etárias e econômicas da amostra. Tamanho Mínimo Máximo Amplitude Média D. Padrão Idade 77 15.00 77.00 62.00 39.03 16.40 Salário 77 1.00 2.00 1.00 1.19 0.40 Variável A análise do quadro 1 permite observar que a média etária dos 77 sujeitos entrevistados no estudo foi de 39.03 ± 16.40 anos de idade e uma média salarial de 1.19 ± 0.40 salários mínimos mensais. Em ambas as variáveis indicadas, se percebe um elevado desvio padrão, evidenciando uma heterogeneidade acentuada da amostra. Essa heterogeneidade justifica-se pelo acaso em que os sujeitos foram escolhidos, uma vez que as entrevistas aconteceram com qualquer pessoa que estivesse presente nas unidades básicas de saúde no período da pesquisa, necessitando apenas ser capaz de opinar a respeito do serviço de saúde do município. A faixa salarial é correspondente ao achado no censo do IBGE de 2000, que apontou 46% da população com renda até meio salário mínimo e 27% entre meio e um salário mínimo. 31 8% 22% 30% Excelente Bom Regular Ruim 40% Gráfico 1 - Qualidade do Atendimento a Saúde no Município. No gráfico 1 percebe-se o nível de satisfação dos sujeitos da amostra com a qualidade do atendimento oferecido nas unidades de saúde do município. Nele se verifica que a grande maioria considera o atendimento regular e somente 8% da amostra considera este atendimento excelente. Tal indicação permite concluir que há bastante o que melhorar no atendimento para satisfazer as necessidades e expectativas da população do município. Como a própria Secretaria de Saúde de Benevides aponta, o município disponibiliza apenas o atendimento básico à saúde, sendo as outras especialidades e exames complementares realizados em municípios vizinhos através do sistema de pactuação. Como a cota mensal das pactuações não é suficiente para a demanda existente, ocorre a formação de uma fila de espera para os procedimentos, diminuindo muito a qualidade do serviço. Isso gera insatisfação da população em relação à assistência de saúde do município, pois, além de esperar vaga, necessitam se deslocar para municípios vizinhos. 32 25% Sim Não 75% Gráfico 2 - Recebimento de Assistência Domiciliar à Saúde. O gráfico 2 demonstra que 75% da amostra recebe assistência domiciliar à saúde. Como se pode constatar através do gráfico 3, esse atendimento é feito, na sua sensível maioria, pelo agente de saúde do município, com 95% dos casos de atendimento. 2% 3% Ag Saúde Médico Enfermeiro 95% Gráfico 3 - Profissionais que Visitam Domiciliarmente. No que diz respeito à assistência domiciliar, a população encontra-se muito bem assistida uma vez que 11 (onze) pólos de ESF são destinados ao atendimento principalmente da população mais afastada. 33 De acordo com a responsável pelos ESF’s, Benevides é um município que possui muitos vilarejos afastados do centro e por este motivo foi necessário implantar pólos de estratégia saúde da família, facilitando o acesso à saúde para essas famílias e também, possibilitando uma melhor abordagem sobre a saúde do município para investimentos da própria secretaria de saúde. Os resultados apontam que o médico ou enfermeiro fizeram cerca de 3% destas visitas, o que se significa um único caso, pois o paciente havia sofrido um acidente vascular encefálico (AVE) estando impossibilitado de se locomover ao pólo, por isso recebeu assistência médica em domicílio. 5% 24% 29% Diária Mensal Bimensal Trimensal Quadrimensal Semestral 27% 8% 4% 3% Anual Gráfico 4 - Freqüência com que Procura a Unidade de Saúde. O gráfico 4 indica que a procura pela unidade, na maioria dos casos, ocorre uma vez por mês, seguido do atendimento uma vez a cada semestre e pelo atendimento uma vez por ano, com 29, 27 e 24% respectivamente. Segundo os responsáveis pelas unidades básicas de saúde, há uma variação muito grande em relação à procura pela unidade, isso se dá devido vários aspectos, entre eles: realização de curativos ou algum tipo de medicação específica (tratamentos alérgicos, na 34 maioria). Já as procuras mensais se referem aos pacientes integrantes do grupo de acompanhamento de hipertensão arterial e diabetes. E por último, a procura anual, às consultas de rotina para ginecologia, pediatria e clínica médica. No gráfico 5 observa-se que as causas que levam os sujeitos a procurarem a unidade de saúde do município, têm no tratamento o seu principal motivo, com 50% dos casos estudados, e a urgência como segundo principal motivo, com 29% dos casos. 21% 29% Prevenção Tratamento Urgência 50% Gráfico 5 - O Motivo da Procura à Unidade de Saúde. Um ponto positivo que se constatou neste gráfico foi a grande procura por prevenção. Isto pode ser justificado pelo intenso trabalho dos pólos de ESF e unidades de saúde em incentivar este tipo de atendimento, visto que existe uma agenda semanal de assistência em cada um destes pólos. No ESF, por exemplo, como citou a responsável pelo mesmo, existe um dia determinado em que a população recebe orientações sobre planejamento familiar, outro que ocorre palestras educativas e/ou preventivas, e em outro, há atendimento que visa a saúde da mulher, possibilitando à população um maior acesso à saúde primária. 35 39% Sim Não 61% Gráfico 6 - Conhecimento da Fisioterapia. Como se pode constatar analisando o gráfico 6, a maioria dos sujeitos da amostra tem conhecimento sobre a fisioterapia, o que certamente, é um fator que pode auxiliá-los na sua exigência e no seu tratamento. Este resultado foi recebido com surpresa uma vez que a população não tem grande acesso à este tipo de atendimento. Entretanto, como foi verificado pelo departamento de regulação, avaliação e controle de Benevides, muitos pacientes possuem encaminhamento para especialistas como ortopedistas e neurologistas e ao serem consultados são informados sobre a existência desta especialidade. Porém, por existirem poucas vagas, a grande maioria não é encaminhada à fisioterapia. O gráfico 7 indica que 62% dos sujeitos investigados nunca fez uso de algum procedimento fisioterapêutico ou não conhece alguém que o tenha feito, o que demonstra a ausência do fisioterapeuta junto à população do município. 36 38% Sim Não 62% Gráfico 7 - Já fez ou Conhece quem já Fez Fisioterapia. Como pode ser confirmado pela Secretaria de Saúde de Benevides, não existe tal especialidade no município, tendo este apenas 32 vagas pactuadas com Belém e Marituba, que não são suficientes para atender a demanda existente. Vale ressaltar que a disponibilidade dessas vagas não é regular, pois em alguns meses, o número de vagas ofertadas é inferior ao da pactuação no município de Belém, como pode ser observado no gráfico a seguir. Marituba ro Outu b sto mbro Sete Ago Julh o Junh o Maio Abri l Belém Març o Feve reiro 30 25 20 15 10 5 0 Gráfico 8 - Referências Encaminhadas á Fisioterapia Mês a Mês. 37 O gráfico 8 indica o número de encaminhamentos à fisioterapia para Marituba e Belém, a cada mês do ano de 2007, considerando o período de fevereiro a outubro. Este período é explicado porque a informatização do departamento de regulação, avaliação e controle de Benevides, responsável por realizar esses encaminhamentos, só ocorreu em Fevereiro deste ano, logo, os dados disponíveis só foram citados a partir deste período. Nele pode se verificar que a grande maioria dos encaminhamentos, a partir de abril, foram feitos para Belém, com o ápice nos meses de abril e setembro, permitindo 30 encaminhamentos, enquanto que o número para Marituba é constante ao longo do ano, com apenas dois encaminhamentos a cada mês. Este gráfico comprova a irregularidade com que em Belém oferta suas vagas para o município em relação à fisioterapia, pois o número de encaminhamentos nem sempre corresponde ao número de vagas determinadas pela pactuação. Isto faz com que aumente ainda mais a demanda reprimida de Benevides para esse serviço. 200 150 154 Marituba 100 50 18 To ta l 0 Gráfico 9 - Total de Referências Encaminhadas à Fisioterapia. Belém 38 No gráfico 9 pode-se constatar o total de encaminhamentos feitos à fisioterapia no período da pesquisa. É possível verificar que são apenas 18 os encaminhamentos à Marituba, enquanto que à Belém, o número aumenta acentuadamente para 154 casos. Tal fenômeno evidencia uma diferença estatisticamente significativa no número de casos para Belém, comparado com o número de casos para Marituba, o que se pode confirmar através da análise do quadro 2, que indica através do valor de p esta significância estatística. Quadro 2 - Comparação entre os encaminhamentos à Marituba e à Belém, para Fisioterapia. X2 p 107.54 < 0.01 Essa diferença estatisticamente significante, diz respeito ao número de vagas disponibilizadas por cada município pactuado para atender a demanda de fisioterapia do município de Benevides, conforme dados do departamento de regulação, avaliação e controle do município. Belém, por ser a capital do Estado e um pólo de referência dentro da região metropolitana na área da saúde, acaba por disponibilizar um número maior de vagas, uma vez que apresenta uma melhor estruturação física e maior número de profissionais. Marituba, por sua vez, oferta apenas duas vagas mensalmente por possuir um centro de reabilitação menor, e é capaz de atender as vagas pré-determinas todos os meses. 39 200 150 172 100 Recebidas 138 Encaminhadas Reprimidas 50 10 To ta l 0 Gráfico 10 - Total de Demandas em Fisioterapia. O gráfico 10 indica a demanda total para fisioterapia no período da pesquisa no município de Benevides. Como se pode observar ocorreram 172 encaminhamentos à fisioterapia com 138 recebimentos de pacientes, sendo 10 casos a demanda reprimida. O fenômeno verificado anteriormente pode ser comparado estatisticamente como se observa no quadro 3 e percebido que há uma diferença estatisticamente significativa através dos valores de p encontrados, entre o número de encaminhamentos e o número de recebimentos, entre o número de encaminhamentos e de demanda reprimida e entre o número de recebimentos e de demanda reprimida. Quadro 3 - Comparação Entre os Tipos de Demanda. X2 p 3.73 0.05 Recebidas X Reprimidas 110.70 < 0.01 Encaminhadas X Reprimidas 144.20 < 0.01 Demanda Recebida X Encaminhadas Em média, o paciente que faz requerimento para o atendimento em fisioterapia aguarda 3 meses para ter uma vaga disponível. Ou seja, este paciente é referenciado em um 40 mês como demanda recebida, mas só é dado como demanda encaminhada cerca de 3 meses depois. Então, como a informatização do setor responsável por este repasse ocorreu apenas em Fevereiro deste ano, há uma divergência na quantidade de recebimentos em relação aos encaminhamentos, porque a demanda recebida em Dezembro de 2006 e Janeiro de 2007 não foram referenciados como demanda recebida, pois não havia a informatização. Entretanto, os encaminhamentos desses pacientes foram documentados a partir de fevereiro, aumentando o número de demanda encaminhada nos meses seguintes. Isso acaba por mascarar a verdadeira demanda reprimida existente no município, já que existem muitas pessoas que necessitam do serviço de reabilitação e que ainda não são assistidos pelo município, como exemplo, os portadores de necessidades especiais que precisam de acompanhamento fisioterapêutico, mas não o fazem por dificuldades de acesso devido a distância dos centros de reabilitação disponíveis, custo elevado com deslocamento e pequeno número de vagas ofertadas pelo município. 30% Sim Bom 70% Gráfico 11 - Existência de Impossibilidade Física na Família. 41 70% da amostra investigada indicou a existência de membros na família com algum tipo de incapacidade física, conforme indicado no gráfico 11. Como se pode constatar observando o gráfico 12, o principal tipo de impossibilidade apontada pelos sujeitos da amostra foi em nível de coluna vertebral, com vinte casos indicados. 25 20 20 15 2 1 1 1 2 2 1 1 1 1 1 Bursite LER P. Facial 2 Ombro 2 TCE 3 Joelho 1 PC 3 Artrite 1 Rup. Ten dão 2 Artrose 4 1 Paraplég ico 2 Hérnia 5 Reumatis mo 10 F. Planta r At. DNPM AVE Hansenia se Amputaç ão Fratura Coluna Deambula ção Parkinso n 0 Gráfico 12 - Tipo de Incapacidade Física. Segundo dados da Secretaria de Assistência Social, existe no município de Benevides cerca de 6 mil pessoas com algum tipo de deficiência, entre elas a física. Isto mostra o elevado número de deficientes residentes no município e que na maioria das vezes não recebem nenhum tipo de assistência para reabilitação, devido às poucas vagas ofertadas, ao alto custo para o paciente com o transporte, dificuldades de locomoção e até mesmo pelo desconhecimento deste tipo de serviço. Como mostra o gráfico 13, 82% dos sujeitos investigados mostraram que já procuraram, por algum motivo, atendimento à saúde em algum outro município do estado. Estes atendimentos são de vários tipos, desde consultas com especialistas até realização de exames complementares como ultra-sonografia e raio-x. 42 18% Sim Não 82% Gráfico 13 - Procurou Atendimento em Outro Município. Isto é justificado pelo fato do município apresentar apenas atendimento básico à saúde, não possuindo médicos especialistas nem estrutura funcional para realizar exames complementares. Com relação a fisioterapia, foi percebido, no decorrer da pesquisa, que o paciente que necessita deslocar-se até o município vizinho, gasta pelo menos uma passagem de ônibus para ir e outra para voltar, sendo este número aumentado caso este paciente necessite de acompanhante. Contando que são realizadas 15 (quinze) sessões por mês, este paciente gasta no mínimo R$ 45,00 só com transporte. Este gasto, geralmente, é o principal responsável pelo grande número de desistências do tratamento, já que segundo o Observatório das Metrópoles e dados da pesquisa, a maioria da população possui uma renda entre meio e 1 salário mínimo. Como foi citado pela Secretaria Executiva de Saúde Pública do município, os gastos planejados para 2007 foram calculados para um total de R$14.815,88 com 6390 procedimentos fisioterapêuticos inclusos. 43 Entretanto, se calcularmos que cada atendimento envolve, em média, três procedimentos e cada procedimento tem um custo de R$2,36, cada sessão terá um custo de R$7,08 por paciente. Como cada paciente tem direito a 15 sessões mensais, isto leva a um custo total de R$ 106,20 por paciente a cada mês. Este valor, se multiplicado pelo número de vagas (32) disponíveis para atendimento da população, daria R$3.398,40 por mês. Logo, para atender pelo menos a quantidade de pacientes a que se compromete, o município deveria gastar R$40.780,80 por ano, com atendimentos fisioterapêuticos. Esta grande diferença de valores pode ser justificada pelo fato das vagas pactuadas não serem disponibilizadas regularmente assim como, na maioria das vezes, há uma impossibilidade do paciente completar as quinze sessões mensais a que tem direito. 44 5 CONCLUSÃO Com esta pesquisa, foi possível analisar a assistência de saúde no município de Benevides, a partir de dados coletados na própria secretaria de saúde e entrevistas com a população. Pode-se perceber que se tratando de reabilitação física, o município apresenta grande dificuldade para atender a demanda existente uma vez que depende de vagas pactuadas com outros municípios (Belém e Marituba). Por este motivo, muitas pessoas que necessitam deste serviço acabam não sendo assistidas. O município apresenta atualmente uma diferença absurdamente maior entre o valor que é destinado à fisioterapia e o valor que deveria ser, colocando em questão o fato do município não ser capaz de manter um mínimo de atendimento à população no que se refere à reabilitação. Por este motivo, chama-se a atenção para a implantação de um serviço próprio, no intuito de aumentar o repasse de recursos tanto do governo federal quanto estadual para o município assim como facilitar o acesso da população ao serviço. Esta implantação originaria além de empregos para profissionais da saúde e áreas afins, a possibilidade de melhorar a assistência à população, facilitando o acesso e aumento o número de atendimentos fisioterapêuticos. Com isso, o município ao invés de gastar com este serviço, faria investimentos para o desenvolvimento próprio, gerando maior satisfação da população e maior arrecadação dos recursos financeiros para o município. 45 6 REFERÊNCIAS IBLIOGRÁFICAS ALMEIDA, Aline Barreto; OLIVEIRA, Ana Maria Braga; RIBEIRO, Kátia Suely Queiroz Silva. A fisioterapia na atenção básica a partir de uma experiência de educação popular. V Colóquio Internacional Paulo Freire, 2005: Recife. Disponível em: www.paulofreire.org.br/pdf/comunicacoes_orais. [capturado em 23 mai 2007]. BARROS, Fabio Batalha Monteiro de. Autonomia Profissional do Fisioterapeuta ao longo da história. Revista FisioBrasil, Brasil, n. 59, p.20-31, 2003. BOTTI, Lúcia Paola; DALLA, Marcello Dala Bernardina. Manual prático para elaboração de projetos para unidades de saúde. Disponível em: www.saude.es.gov.br/download/manual_pratico_para_elaboracao_projetos_ubs.pdf [capturado em 22 mai 2007]. 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O Ministro de Estado da Saúde, no uso de suas atribuições legais, Considerando a necessidade de organizar a assistência à pessoa portadora de deficiência física em serviços hierarquizados e regionalizados e com base nos princípios da universalidade e integralidade das ações de saúde; Considerando o disposto na Norma Operacional da Assistência à Saúde – NOAS-SUS 01/2001, aprovada pela Portaria GM/MS N° 95, de 26 de janeiro de 2001; Considerando a necessidade de garantir às pessoas portadoras de deficiência física assistência nos vários níveis de complexidade, por intermédio de equipe multiprofissional e multidisciplinar, utilizando-se de métodos e técnicas terapêuticas específicas; Considerando a necessidade de subsidiar tecnicamente a implantação de serviços especializados, buscando a reabilitação clínico-funcional da pessoa portadora de deficiência física e contribuindo, decisivamente, para a melhoria das suas condições de vida, sua integração social e ampliação das suas potencialidades laborais e independência nas atividades da vida diária; Considerando a necessidade de estabelecer mecanismos de avaliação, supervisão, acompanhamento e controle da assistência prestada à pessoa portadora de deficiência física; Considerando que a assistência à pessoa portadora de deficiência física exige uma estrutura especializada e hierarquizada de alta, média e baixa complexidade, com área física adequada, profissionais habilitados e suporte de serviços auxiliares de diagnóstico e terapia; Considerando a necessidade de estabelecer critérios para a concessão de Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de Locomoção nos diversos níveis de gestão; Considerando que o pleno atendimento à pessoa portadora de deficiência física depende da qualificação dos processos de reabilitação funcional e da prescrição, fornecimento e adequação de Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de Locomoção, resolve: Art. 1º Criar, na forma do disposto nesta Portaria, mecanismos para a organização e implantação de Redes Estaduais de Assistência à Pessoa Portadora de Deficiência Física. Art. 2º Determinar às Secretarias Estaduais de Saúde e do Distrito Federal a organização de suas respectivas Redes Estaduais de Assistência à Pessoa Portadora de Deficiência Física, conforme as diretrizes contidas na Portaria GM/MS N° 95, de 26 de janeiro de 2001, que aprova a Norma Operacional da Assistência à Saúde – NOAS-SUS 01/2001 e as Normas para Cadastramento constantes do Anexo I desta Portaria. § 1° As Redes Estaduais de Assistência à Pessoa Portadora de Deficiência Física, de que trata este Artigo, serão integradas por: 49 a- Serviços de Reabilitação Física – Primeiro Nível de Referência Intermunicipal; b- Serviços de Reabilitação Física – Nível Intermediário; c- Serviços de Referência em Medicina Física e Reabilitação; d- Leitos de Reabilitação em Hospital geral ou Especializado; § 2º Constitui um Serviço de Reabilitação Física - Primeiro Nível de Referência Intermunicipal a unidade ambulatorial, devidamente cadastrada no Sistema de Informações Ambulatoriais do Sistema Único de Saúde - SIA/SUS, que disponha de instalações físicas apropriadas, equipamentos básicos para reabilitação e recursos humanos com especialização, formação e/ou capacitação na área de reabilitação, para o atendimento a pacientes com deficiências físicas que requerem cuidados de reabilitação, prevenção de deficiências secundárias e orientação familiar. Os Serviços de Reabilitação – Primeiro Nível de Referência Intermunicipal, devidamente articulados com as equipes de Saúde da Família, devem estar subordinados tecnicamente a um Serviço de Reabilitação Física – Nível Intermediário ou, excepcionalmente, a um Serviço de Referência em Medicina Física e Reabilitação, que irá constituir-se em sua referência e contra-referência dentro da rede estadual ou regional de assistência à pessoa portadora de deficiência física. Inclui a prescrição, avaliação, adequação, treinamento, acompanhamento e dispensação de Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de Locomoção; § 3º Constitui um Serviço de Reabilitação Física – Nível Intermediário a unidade ambulatorial, devidamente cadastrada no Sistema de Informações Ambulatoriais do Sistema Único de Saúde - SIA/SUS, que disponha de serviços especializados para avaliação e tratamento de pessoas portadoras de deficiência física. Caracteriza-se como serviço de média complexidade, com instalações físicas adequadas, equipamentos e equipe multiprofissional para o desenvolvimento de um conjunto de atividades individuais e/ou em grupo, acompanhamento médico e funcional e orientação familiar. Inclui a prescrição, avaliação, adequação, treinamento, acompanhamento e dispensação de Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de Locomoção; § 4º Constitui um Serviço de Referência em Medicina Física e Reabilitação a unidade ambulatorial, devidamente cadastrada no Sistema de Informações Ambulatoriais do Sistema Único de Saúde - SIA/SUS, que disponha de serviços especializados para o diagnóstico, avaliação e tratamento de pessoas portadoras de deficiências físicas (motoras e sensoriais). Caracteriza-se como serviço de maior nível de complexidade, com instalações físicas adequadas, equipamentos e equipe multiprofissional e multidisciplinar especializada, para o atendimento de pacientes que demandem cuidados intensivos de reabilitação física (motora e sensório motora), constituindo-se na referência de alta complexidade da rede estadual ou regional de assistência à pessoa portadora de deficiência física. Inclui a prescrição, avaliação, adequação, treinamento, acompanhamento e dispensação de Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de Locomoção; § 5º Constitui um Leito de Reabilitação em Hospital Geral ou Especializado aquele destinado ao atendimento integral à pessoa portadora de deficiência física, quando, por indicação médica o regime de internação hospitalar for o mais adequado ao paciente. O Hospital Geral ou Especializado deve ser cadastrado no Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde - SIH/SUS e possuir condições técnicas, instalações físicas, 50 equipamentos e recursos humanos especializados para a realização dos procedimentos clínicos, cirúrgicos e diagnósticos, necessários para potencializar as ações de reabilitação; Art. 3º Estabelecer, como critérios a serem utilizados pelas Secretarias Estaduais de Saúde dos estados e do Distrito Federal na definição dos quantitativos de serviços que integrarão as Redes Estaduais de Assistência à Pessoa Portadora de Deficiência Física, os abaixo relacionados: a - população; b - necessidade de cobertura assistencial; c - nível de complexidade dos serviços; d - distribuição geográfica dos serviços. § 1º Os Serviços de Reabilitação Física - Primeiro Nível de Referência Intermunicipal terão os seus quantitativos máximos estabelecidos no Plano Diretor de Regionalização de cada Estado e do Distrito Federal, de acordo com a NOAS-SUS 01/2001, sendo recomendada a instalação de, pelo menos, um serviço para cada módulo assistencial; § 2º Os Serviços de Referência em Medicina Física e Reabilitação e os Serviços de Reabilitação Física - Nível Intermediário devem observar os quantitativos máximos, definidos por Unidade da Federação, conforme o Anexo II desta Portaria; § 3º Os Leitos de Reabilitação em Hospital Geral e Especializado devem ser dimensionados e cadastrados de forma a atender às necessidades estaduais e regionais de cobertura populacional e de referência da Rede Estadual de Assistência à Pessoa Portadora de Deficiência Física. Pode participar todo Hospital cadastrado no SIH/SUS, desde que reúna as condições para o atendimento ao paciente que necessite de procedimentos de reabilitação, devidamente organizado de forma a garantir a referência dos pacientes que necessitam de reabilitação em regime de internação hospitalar; § 4º A distribuição geográfica, nos estados, municípios e no Distrito Federal, dos Serviços de Reabilitação Física – Primeiro Nível de Referência Intermunicipal, dos Serviços de Reabilitação Física – Nível Intermediário, dos Serviços de Referência em Medicina Física e Reabilitação e dos Leitos de Reabilitação em Hospital Geral ou Especializado, deverá obedecer às necessidades epidemiológicas e de cobertura populacional de cada Unidade da Federação. Art. 4º Determinar que as Secretarias de Saúde dos estados e do Distrito Federal, ao constituírem as suas Redes de Assistência à Pessoa Portadora de Deficiência Física, estabeleçam os fluxos e mecanismos de referência e contra-referência. Art. 5º Determinar que as Secretarias de Saúde dos estados, municípios e do Distrito Federal elaborem e encaminhem à Secretaria de Assistência à Saúde/SAS, para aprovação, o Manual Operativo para Dispensação de Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de Locomoção, aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite, de acordo com o Roteiro constante do Anexo V desta Portaria. 51 Art. 6º Aprovar, na forma do Anexo I desta Portaria, as Normas para Cadastramento dos Serviços de Reabilitação Física - Primeiro Nível de Referência Intermunicipal, dos Serviços de Reabilitação Física – Nível Intermediário, dos Serviços de Referência em Medicina Física e Reabilitação e dos Leitos de Reabilitação em Hospital Geral ou Especializado. § 1° Estados que, eventualmente, não disponham de, pelo menos, 01 (um) serviço em condições de cumprir as Normas para Cadastramento de Serviço de Referência em Medicina Física e Reabilitação poderão solicitar, em caráter transitório, o cadastramento de 01 (um) Serviço de Reabilitação Física – Nível Intermediário, que passará a constituir a referência estadual de alta complexidade, até a plena habilitação de seus serviços; § 2º O Serviço de Reabilitação Física – Nível Intermediário, de que trata o § 1° deste Artigo, deverá cumprir, no mínimo, as Normas para Cadastramento de Serviço de Reabilitação Física – Nível Intermediário, definidas no Anexo I desta Portaria. Art. 7º Estabelecer que as solicitações para cadastramento dos Serviços de Reabilitação Física - Primeiro Nível de Referência Intermunicipal, dos Serviços de Reabilitação Física – Nível Intermediário, dos Serviços de Referência em Medicina Física e Reabilitação e dos Leitos de Reabilitação em Hospital Geral ou Especializado, sejam encaminhadas à Secretaria de Assistência à Saúde - SAS/MS, em um único processo contendo a totalidade dos Serviços que integrarão a Rede Estadual e a definição dos fluxos de referência e contra-referência. Parágrafo único. As solicitações de que trata este Artigo deverão ser acompanhadas de relatório contendo as justificativas técnicas e necessidades assistenciais, dentro da lógica de constituição de Redes Estaduais de Assistência à Pessoa Portadora de Deficiência Física. Art. 8º Estabelecer que, para o cadastramento dos Serviços de Reabilitação Física – Primeiro Nível de Referência Intermunicipal, dos Serviços de Reabilitação Física - Nível Intermediário, dos Serviços de Referência em Medicina Física e Reabilitação e dos Leitos de Reabilitação em Hospital Geral ou Especializado, sejam obedecidos os critérios definidos no Artigo 3º e seus parágrafos e nas Normas para Cadastramento contidas no Anexo I desta Portaria. Art. 9º Definir que a operacionalização e o financiamento dos Serviços de Referência em Medicina Física e Reabilitação e dos Serviços de Reabilitação Física – Nível Intermediário serão regulamentados pela Secretaria de Assistência à Saúde/SAS. Parágrafo único. A operacionalização dos Serviços de Reabilitação Física – Primeiro Nível de Referência Intermunicipal estão descritas na NOAS – SUS 01/2001 e o seu financiamento contido no valor per capita a ser definido pelo Ministério da Saúde para custeio desse nível de assistência. Art. 10 Determinar a obrigatoriedade de vistoria e avaliação anual, a ser realizada pelos gestores estaduais e municipais, de acordo com o seu nível de gestão, dos Serviços de Reabilitação Física - Nível Intermediário, dos Serviços de Referência em Medicina Física e Reabilitação e dos Leitos de Reabilitação em Hospital Geral ou Especializado, cadastrados nos Sistema de Informações Ambulatoriais – SIA/SUS e Sistema de Informações Hospitalares - SIH/SUS. 52 Art. 11 Determinar a obrigatoriedade do preenchimento do Relatório de Avaliação, Acompanhamento e Alta, conforme Anexo III desta Portaria, inclusive para o fornecimento de Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de Locomoção, pelos Serviços de Reabilitação Física – Primeiro Nível de Referência Intermunicipal, pelos Serviços de Reabilitação Física – Nível Intermediário, pelos Serviços de Referência em Medicina Física e Reabilitação e pelos Hospitais Gerais e Especializados com Leitos de Reabilitação. § 1º Os objetivos deste Relatório são a avaliação e o acompanhamento da assistência prestada no País às pessoas portadoras de deficiência física, a identificação dessas deficiências, suas causas, incapacidades e restrições funcionais, permitindo ao Ministério da Saúde, aos estados e municípios e ao Distrito Federal o aprimoramento da assistência prestada e o estabelecimento de políticas de prevenção de deficiências e incapacidades na população em geral; § 2º O Relatório será preenchido pelo Responsável Técnico do serviço, de acordo com as instruções contidas no Anexo IV desta Portaria, sendo que o primeiro Relatório envolverá os procedimentos realizados entre a data do cadastramento e o dia 31 de dezembro de 2.001 e os subsequentes, aqueles referentes ao período de 01 de janeiro a 31 de dezembro de cada ano; § 3º O Relatório será preenchido em 02 (duas) vias. A primeira via deverá ser encaminhada, anualmente, até o dia 30 de janeiro do ano subseqüente, à Secretaria de Saúde do estado ou do Distrito Federal e a segunda via arquivada no serviço que prestou os atendimentos; § 4º As Secretarias de Saúde dos estados e do Distrito Federal deverão compatibilizar os relatórios encaminhados pelos serviços que compõem a Rede Estadual de Assistência à Pessoa Portadora de Deficiência Física e encaminhar uma cópia à Assessoria Técnica/ASTEC/SAS/MS; § 5º Os formulários para preenchimento dos Relatórios serão impressos e distribuídos pelas Secretarias Estaduais de Saúde dos estados e do Distrito Federal; § 6º O não encaminhamento dos Relatórios implicará no descadastramento dos Serviços e dos Leitos de Reabilitação em Hospital Geral e Especializado. Art. 12 Determinar às Secretarias de Saúde dos estados e do Distrito Federal que adotem as providências necessárias ao cumprimento das normas contidas nesta Portaria. Art. 13 Determinar que a Secretaria de Assistência à Saúde adote as medidas necessárias à implementação do disposto nesta Portaria. Art. 14 Essa Portaria entra em vigor na data de sua publicação. JOSÉ SERRA 53 ANEXO I - NORMAS PARA CADASTRAMENTO DOS SERVIÇOS DE REABILITAÇÃO FÍSICA - PRIMEIRO NÍVEL DE REFERÊNCIA INTERMUNICIPAL 1 - SERVIÇO DE REABILITAÇÃO FÍSICA - PRIMEIRO NÍVEL DE REFERÊNCIA INTERMUNICIPAL Os Serviços de Reabilitação Física - Primeiro Nível de Referência Intermunicipal são unidades ambulatoriais destinadas a prestar atendimento a pacientes portadores de deficiências motoras, encaminhados por outros serviços de saúde, acompanhados de laudo médico com diagnóstico da deficiência apresentada, prescrição e tempo previsto de tratamento. Os Serviços de Reabilitação Física - Primeiro Nível de Referência Intermunicipal, devidamente cadastrados no Sistema de Informações Ambulatoriais - SIA/SUS, devem estar articulados com as equipes de Saúde da Família, constituindo-se em sua primeira referência para atenção aos pacientes portadores de deficiência física, e subordinados tecnicamente a um Serviço de Reabilitação Física – Nível Intermediário ou, excepcionalmente, a um Serviço de Referência em Medicina Física e Reabilitação, devendo integrar-se a uma rede regionalizada e hierarquizada de assistência ao paciente portador de deficiência física, de acordo com as normas e princípios definidos pela NOAS-SUS 01/2001, desenvolvendo as seguintes atividades: a) Atendimento individual (consulta médica, procedimentos terapêuticos de reabilitação e atendimento de Serviço Social); b) Atendimento em grupo (atividades educativas em saúde, grupo de orientação, modalidades terapêuticas de reabilitação e atividades de vida diária); c) Prevenção de seqüelas, incapacidades e deficiências secundárias; d) Estimulação do desenvolvimento neuropsicomotor; e) Visita domiciliar; f) Orientação familiar; g) Preparação para alta, convívio social e familiar; h) Orientação técnica às equipes de Saúde da Família. 1.1 - Recursos Humanos Os Serviços de Reabilitação Física - Primeiro Nível de Referência Intermunicipal poderão funcionar em ambulatório, policlínica ou hospital, ou estar a eles vinculados, e funcionar com equipe mínima composta de: 54 a) Médico (não necessariamente exclusivo do serviço, porém, vinculado ao serviço de reabilitação); b) Fisioterapeuta ou profissional de nível superior com formação, especialização ou capacitação na área de reabilitação física; c) Assistente Social (não necessariamente exclusivo do serviço, porém, vinculado ao serviço de reabilitação); d) Profissionais de nível médio e/ou técnico necessários ao desenvolvimento das ações de reabilitação. Para o atendimento a cada grupo de 80 pacientes/dia, são necessários: 01 (um) Médico, próprio ou vinculado ao serviço de reabilitação, 01 (um) Fisioterapeuta ou profissional de nível superior com capacitação em reabilitação e profissionais de nível técnico ou médio necessários ao desenvolvimento das ações de reabilitação. As equipes técnicas deste nível de atendimento devem oferecer, quando do encaminhamento dos pacientes às equipes de Saúde da Família, orientações técnicas sobre a continuidade do processo de reabilitação, visando qualificar a assistência ao paciente portador de deficiência física, tornando-se sua referência especializada. 1.2- Serviços Auxiliares de Diagnóstico e Terapia Os Serviços de Reabilitação Física – Primeiro Nível de Referência Intermunicipal deverão garantir o acesso aos Serviços Auxiliares de Diagnóstico e Terapia estabelecidos para a Atenção Básica Ampliada e definidos pela NOAS-SUS 01/2001, compreendendo: a) Patologia Clínica; b) Radiologia; c) Ultra-sonografia. 1.3 - Instalações Físicas Os Serviços de Reabilitação Física - Primeiro Nível de Referência Intermunicipal deverão dispor da seguinte estrutura física: a) Acesso geral por rampa e/ou elevador com medidas compatíveis para giro de cadeiras de rodas, piso antiderrapante, corrimão em corredores, escadas e rampas, largura de corredores e portas, banheiro adaptado e demais normas definidas pela ABNT – 1990; b) Sala para avaliação e atendimento individual, com área de 7,5 m2; c) Área para desenvolvimento de atividades de cinesioterapia com área de 2,4 m2 /paciente, com área mínima de 20 m2; d) Box para termo e eletroterapia com área de 2,4 m2, para cada box; e) Sanitários adaptados ao uso de PPD; f) Piso e paredes de material claro, resistente, impermeável e lavável; 55 g)Áreas de apoio isoladas da área de assistência: Recepção e sala de espera de acompanhantes; Depósito de material de limpeza; Área para guarda de materiais/equipamentos; Área para arquivo e registro de pacientes. 56 4 - Equipamentos Os Serviços de Reabilitação Física - Primeiro Nível de Referência Intermunicipal deverão dispor dos seguintes equipamentos: Divã estofado com cabeceira regulável com medidas 1,90X 0,65X0,75 Escada de Ferro de 2 degraus Colchonete de espuma com medidas 1,90 X 0,89 X 0,05 Escada de canto com rampa e corrimão Espelho com rodízio Muleta canadense adulto regulável Muleta axilar adulto regulável Andador adulto e infantil com rodízios Andador adulto e infantil fixo Bengala de madeira Bengala de inox/alumínio Bengala de 4 pontos Fita métrica comum Cronômetro Pulseira de peso Cadeira de rodas adulto e infantil Goniômetro Espelho fixo 1,30 X 1,50 Pares de Halteres de 01 Kg Pares de Halteres de 02 Kg Maca para remoção Stand in table infantil e adulto Ondas Curtas Ultra-som Tábua de equilíbrio retangular Eletroestimulador com corrente Galvânica-Farádica Banho de Parafina Barra Paralela dupla de 3 metros Rolo Bobath de 20 cm Rolo tipo feijão 40 cm Jogos Pedagógicos 57 8 – APÊNDICES 58 APÊNDICE 01 Programas de Saúde preconizados pelo ministério da saúde implantados no município de Benevides-PA. PROGRAMAS DE SAÚDE PÚBLICA IMPLANTADOS Programa de Assistência ao Pré-Natal Programa de Saúde Mental Programa de Planejamento Familiar Programa de Atenção à Saúde Bucal Programa contra o Câncer Uterino/Mama Programa de Assistência Farmacêutica Programa de Atenção à Saúde da Criança Programa de Assistência à Saúde da Mulher Programa de Imunização Programa de Controle ao Tabagismo Teste do Pezinho Programa de DST/AIDS Programa de Controle das DDA/TRO Programa de Controle da Tuberculose Programa de Controle das IRAS Programa de Controle da Hanseníase Programa de Combate às Carências Nutricionais Programa de Controle da Malária Programa Saúde da Família Programa de Controle da Dengue Programa de Agentes Comunitários de Saúde Programa de Controle da Influenza Programa de Zoonoses Vigilância Sanitária Programa de Controle ao Diabetes Vigilância Epidemiológica Programa de Hipertensão Arterial 59 APÊNDICE 02 TERMO DE APROVAÇÃO DO ORIENTADOR DA PESQUISA UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA - UNAMA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE CURSO DE FISIOTERAPIA DECLARAÇÃO Eu, Said Kalume Kalif, aceito orientar o trabalho, que terá como foco principal a Fisioterapia Comunitária com o tema “Proposta de Implantação de um Serviço de Reabilitação Física (Primeiro Nível de Referência Intermunicipal) no Município de Benevides – PA” de autoria de Marília Gaspar Garcia e Natália Silva da Silva, declarando ter total conhecimento das normas de realização de trabalhos científicos vigentes, segundo o manual de orientação de trabalhos científicos do Curso de Fisioterapia da UNAMA 2007 estando ciente da necessidade de minha participação na banca examinadora por ocasião da defesa do trabalho. Belém-Pará, 15 de janeiro de 2007. ______________________________ _____________________________ Assinatura Carimbo e Rubrica Said Kalume Kalif Said Kalume Kalif 60 APÊNDICE 03 UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA COMITÊ DE ÉTICA EM: PESQUISA (CEP) CERTIFICADO Certificamos que o Protocolo NO 59381/07 referente ao Projeto de Pesquisa intitulado "PROPOSTA DE IMPlANTAÇÃO DE UM SERVIÇO DE RABILITAÇÃO FÍSICA (PRIMEIRO NÍVEL DE REFERÊNCIA INTERMUNICIPAL) NO MUNICÍPIO DE BENEVIDE5-PARÁa desenvolYido por Marilia Gaspar Gardae Natália Silva da Silva, sob a orientação do Pesquisador Said Ka~ume Kalif, está de acordo com os principios éticos adotados peia Comissão Nadonal de Ética em Pesquisa (CONEP) em cumprimento à Reso!ução CNS NO 196/96 referente à pesquisa envolvendo seres humanos, tendo sido aprovado peSo Gomitê de Ética em Pesquisa da Universidade da Amazônia (CEP - UNAMA), em 27/11/2007. Este certificado expira em 27/11/2008. Belém(Pa), 28 de novembro de .2007 CERTIFICATE We certify that toe worik descfibed in the manusaipt intiUed -PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DE UM SERVIÇO DE RABILITAÇÁO FÍSICA (PRIMEIRO NÍVEL DE REFERÊNCIA INTERMUNIClPAL) NO MUNICÍPIO DE BENEVIDE5PARÁ'" developed by Maritia Gaspar Garoa e Natália Silvada Silv.af( under ooordination of the r:esearoher Said Kalume Kalif is In agreement with the ethicaB principies adopted bV National Ethics Coondl (CONEP) for regulation of CNS Resolution !H.o 196/96 about Guidelines and Morms Regulating Researd1 Invohiing Human Beings, and wasapproved by Amazon University Ethics Committee for Research(CEP - UNAMA) 00 11/27/2007, ProtocoJ N"O 59381/07 hiscertificate expires 0'11 11/.27/2008. Belém (PA), November 28, 2007. Universidade da Amazônia Núcleo de Estudos e Pesquisas em Qualidade de Vida e Meio Ambiente Comitê de Ética em Pesquisa – CEP “Campus” Alcindo Cacela – Av. Alcindo Cacela, 287 – Belém-PA – 66060-902 – Fone: (91) 4009-3000/4009-3120/4009-3284 http: //www.unama.br [email protected] 61 APÊNDICE 04 AUTORIZAÇÃO DA SECRETARIA DE SAÚDE DO MUNICIPIO DE BENEVIDES/PA. Eu, Arturo Miguel Lages Gonçalves, Secretário Municipal de Saúde, autorizo a utilização de dados da Secretaria de Saúde do Município de Benevides para a realização da pesquisa de Conclusão de Curso das acadêmicas do 4º ano do curso de fisioterapia da UNAMA Marília Gaspar Garcia e Natália Silva da Silva cuja pesquisa é intitulada como “Proposta de Implantação de um Serviço de Reabilitação Física (Primeiro Nível de Referência Intermunicipal) no Município de Benevides – PA”. No período de Julho à Novembro de 2007, nos turnos matutino e vespertino. Belém _____/______/ 2007. ___________________________________________ Arturo Miguel Lages Gonçalves (Secretário Municipal de Saúde de Benevides) 62 APÊNDICE 05 AUTORIZAÇÃO DO CENTRO DE REABILITAÇÃO FÍSICA DO MUNICIPIO DE MARITUBA/PA. Eu, Ana Carolina Lima Pinheiro, Secretária Municipal de Assistência Social, autorizo a utilização de dados da Secretaria de Assistência Social do Município de Benevides para a realização da pesquisa de Conclusão de Curso das acadêmicas do 4º ano do curso de fisioterapia da UNAMA Marília Gaspar Garcia e Natália Silva da Silva cuja pesquisa é intitulada como “Proposta de Implantação de um Serviço de Reabilitação Física (Primeiro Nível de Referência Intermunicipal) no Município de Benevides – PA”. No período de Julho à Novembro de 2007, nos turnos matutino e vespertino. Belém _____/______/ 2007. _________________________________________________ Ana Carolina Lima Pinheiro (Responsável pelo Centro de Reabilitação Física de Marituba) 63 APÊNDICE 06 TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO ESTUDO: PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DE UM SERVIÇO DE REABILITAÇÃO FÍSICA (PRIMEIRO NÍVEL DE REFERÊNCIA INTERMUNICIPAL) NO MUNICÍPIO DE BENEVIDES – PA. Você está sendo convidado (a) a participar do projeto de pesquisa acima citado. O documento abaixo contém todas as informações necessárias sobre a pesquisa que estamos fazendo. Sua colaboração neste estudo será de muita importância para nós, mas se desistir a qualquer momento, isso não causará nenhum prejuízo a você. Eu,.............................................................................................................................,residente e domiciliado na............................................................................................................., portador da cédula de identidade (RG) ...................................., e inscrito no CPF/MF ................................, nascido(a) em _____ / _____ /_______ , abaixo assinado (a), concordo de livre e espontânea vontade em participar como voluntário (a) do estudo “Proposta de implantação de um serviço de reabilitação física (primeiro nível de referência intermunicipal) no Município de Benevides – PA”. Declaro que obtive todas as informações necessárias, bem como todos os eventuais esclarecimentos quanto às dúvidas por mim apresentadas. Estou ciente que: A participação neste projeto não tem objetivo de me submeter a um tratamento, bem como não me acarretará qualquer ônus pecuniário com relação aos procedimentos efetuados com o estudo; I) Tenho a liberdade de desistir ou de interromper a colaboração neste estudo no momento em que desejar, sem necessidade de qualquer explicação; 64 II) A desistência não causará nenhum prejuízo à minha saúde ou bem estar físico; III) Os dados obtidos durante este ensaio serão mantidos em sigilo, mas concordo que sejam divulgados em publicações científicas, desde que meus dados pessoais não sejam mencionados; IV) Caso eu desejar, poderei pessoalmente tomar conhecimento dos resultados, ao final desta pesquisa. ( ) Desejo conhecer os resultados desta pesquisa. ( ) Não desejo conhecer os resultados desta pesquisa. Belém, ______ de ____________de 2007. ................................................................................................... Assinatura do voluntário Testemunha 1 : _______________________________________________ Nome / RG / Telefone Testemunha 2: __________________________________________________ Nome / RG / Telefone MARÍLIA GASPAR GARCIA, ACADÊMICA DO 4° ANO. NATÁLIA SILVA DA SILVA, ACADÊMICA DO 4° ANO. SAID KALUME KALIF, ORIENTADOR. Responsáveis pela pesquisa. Telefone para contato: (91) 3223-1051. 65 APÊNDICE 07 QUESTIONÁRIO I – Secretaria de Saúde de Benevides. 1. Qual o número de habitantes do município atualmente? 2. Quais as estimativas de crescimento populacional do município? 3. Qual o PIB do município? 4. Qual o recurso empregado na saúde anualmente? 5. Quantas unidades de saúde básica o município apresenta atualmente? 6. Existem instituições particulares conveniadas ao SUS? ( ) sim ( ) não Quantas? _________________ 7. São desenvolvidos programas nas unidades de saúde do município? ( ) sim ( ) não Quais são?________________ 8. Quais as principais patologias de internação hospitalar? 9. O município disponibiliza pólos de programa saúde da família (PSF) para a população? ( ) sim ( )não Quantos são? ______________ 10. Quantos profissionais estão envolvidos no PSF? ( ) médico ( ) enfermeiro ( ) auxiliar de enfermagem ( ) odontólogo ( ) agentes comunitários ( ) Outros 11. Quantos profissionais da área da saúde estão cadastrados no município? Especifique as especialidades. 12. Há conhecimento sobre o número de pessoas portadoras de deficiências que residem no município? ( ) sim ( ) não 13. Qual a demanda de pacientes existente no município? 14. Qual a demanda reprimida de pacientes do município? 15. Para onde são encaminhados os pacientes que não são atendidos no próprio município? ( ) Belém ( ) Marituba ( ) Outras localidades 16. Há a disponibilidade de transporte ou de qualquer outro auxílio para o paciente atendido fora do município? ( ) sim ( ) não 17. Quanto o município gasta com este auxílio? Qual o auxílio? ________________ 66 18. Existe uma demanda de pacientes vindos de outros municípios? ( ) sim ( ) não Quais municípios? ____________________ 19. Os pacientes que necessitam de Fisioterapia são encaminhados para onde? 20. Há o conhecimento, por parte da secretaria, sobre a importância da implantação de um serviço de reabilitação física para o município? ( ) sim ( ) não 21. Na sua opinião, a existência de um serviço de reabilitação física no município, melhoraria a assistência à saúde? ( ) sim ( ) não 22. Já houve a intenção de se implantar um serviço dessa categoria no município? ( ) sim ( ) não 67 APÊNDICE 08 QUESTIONÁRIO II – Secretaria de Assistência Social de Benevides. 1. Nome: 2. Cargo: 3. Existe alguma parceria entre as Secretarias Municipais para o melhor atendimento de pessoas portadoras de necessidades especiais? ( ) sim ( ) não 4. Quantos portadores de necessidades especiais estão cadastrados atualmente no município? 5. Como é feito este cadastramento? 6. Há quanto tempo este cadastramento acontece? ( ) 1 ano ( ) 2 anos ( ) 3 anos ( ) + de 3 anos 7. O que já se conseguiu de benefício para essas pessoas? ( ) atendimento prioritário ) vagas para emprego ( ( ) transporte em caso de doença ) passe-livre ( ( ) outros 8. Há alguma orientação ao portador de necessidades especiais que necessita receber benefício? ( ) sim ( ) não Qual?___________________________ 9. Quantas pessoas recebem este benefício atualmente? 68 APÊNDICE 09 QUESTIONÁRIO III – aos responsáveis de ESF e UBS. 1. Nome: 2. Cargo: 3. Unidade: 4. Qual a demanda/dia de pacientes nesta unidade? 5. Quais as principais patologias que a unidade recebe? 6. Quais e quantos profissionais da área da saúde fazem parte da unidade? ( ) médicos ( ) enfermeiros ( ( ) fisioterapeutas ( ) terapeutas ocupacionais ( ( ) psicólogos ( ) outros profissionais ) téc.enfermagem ) odontólogo 7. Existe parceria da unidade com o Programa Saúde da Família (PSF)? ( ) sim ( ) não 8. Quais os programas disponíveis nessa unidade? ( ) hipertensão ( ) diabetes ( ) saúde da mulher ( ) imunizações ( ) farmácia popular ( ) controle ao câncer ( ) controle à hanseníase ( ) outros 9. Nesta unidade são atendidos vítimas de acidentes (automobilísticos, domésticos, arma de fogo, etc)? ( ) sim ( ) não Quais os principais?_____________ 10. Há o conhecimento sobre a importância da Fisioterapia na assistência à saúde? ( ) sim ( ) não 11. Há uma demanda de pacientes que necessita de reabilitação física? ( ) sim ( ) não 12. Existe algum espaço nesta unidade que poderia ser destinado ao serviço de reabilitação física? ( ) sim ( ) não 69 APÊNDICE 10 QUESTIONÁRIO IV – aos usuários do SUS. 1. Nome: 2. Idade: 3. Ocupação: 4. Na sua opinião, como é o atendimento à saúde no seu município? ( )Excelente ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim 5. Você recebe assistência de saúde em sua casa? ( ) sim ( ) não 6. Quais profissionais lhe visitam? 7. Com que freqüência você procura a unidade de saúde? 8. Qual o motivo desta procura? ( ) Prevenção ( ) Tratamento ( ) Urgência 9. Você conhece a Fisioterapia? ( ) sim ( ) não 10. Você ou alguém conhecido já fez Fisioterapia? ( ) sim ( ) não 11. Existe alguém na sua família com incapacidade física? ( ) sim ( ) não Qual?______________________________ 12. Você já precisou procurar atendimento em outro município por falta deste serviço em seu município? ( ) sim ( ) não 70 APÊNDICE 11 QUESTIONÁRIO V – á responsável pelo Centro de Reabilitação de Marituba. 10. Nome: 11. Cargo: 12. Fundação do Centro: 13. Quantos fisioterapeutas fazem parte do Centro? 14. Quantos e quais os demais profissionais envolvidos no atendimento do centro? 15. Quantos pacientes são avaliados por dia? 16. Quantos pacientes são atendidos por dia? 17. Em média, quantos procedimentos são realizados por paciente? 18. Qual a duração de cada sessão? 19. Com quais municípios o Centro de reabilitação física de Marituba tem pactuação? Como é feito o encaminhamento do paciente até o centro de reabilitação física? 71 APÊNDICE 12 Valores dos equipamentos básicos para o Serviço de Reabilitação Física (primeiro nível de referência intermunicipal): EQUIPAMENTO VALOR (R$) Divã estofado com cabeceira regulável 252,00* Escada de Ferro de 2 degraus 56,00* Colchonete de espuma 80,00* Escada de canto com rampa e corrimão 649,00* Espelho com rodízio 368,00* Par de muletas canadenses adulto regulável 113,00* Par de muletas axilares adulto regulável 83,00* Andador adulto com rodízios 165,60** Andador infantil com rodízios 142,20** Andador adulto fixo 103,00** Andador infantil fixo 88,20** Bengala de madeira 18,00** Bengala de inox/alumínio 34,20** Bengala de 4 pontos 50,40** Fita métrica comum 2,05*** Cronômetro 35,00*** Pulseira de peso 27,00** Cadeira de rodas adulto 241,00** Cadeira de rodas infantil 220,00** Goniômetro 9,00** Espelho fixo 1,30 X 1,50 165,00****** Pares de Halteres de 1 Kg 6,00* Pares de Halteres de 2 Kg 12,00* Maca para remoção 213,00***** Stand in table adulto 729,00*** Stand in table infantil 617,00*** 72 Ondas Curtas Ultra-som 2.948,00* 750,00* Tábua de equilíbrio retangular Eletroestimulador com corrente GalvânicaFarádica Banho de Parafina 45,00**** Barra Paralela dupla de 3 metros 981,00** 1.449,00* 635,00** Rolo Bobath de 20 cm 47,00* Rolo tipo feijão 40 cm 173,00***** Jogos Pedagógicos 150,00*** TOTAL 11.655,75 * Fisiobras: disponível em www.fisiobras.com.br ** Fernandes: disponível em www.fernandesfisio.com.br ***Lojas Americanas: disponível em www.lojasamericanas.com.br **** Fisiocorpo: disponível em www.fisiocorpo.com.br *****Fisiomed: disponível em www.fisiomedbrasil.com.br ******Vidrart’s: disponível em Rua Humaitá, 1471, Pedreira, Belém-Pa.