O verdadeiro sentido do Natal O Natal é a festa mais importante da Cristandade. Não há outra que seja tão alegre, tão musicada, tão iluminada, tão cheia de encanto e magia. Nessa época, as pessoas tornam-‐se mais religiosas, mais dóceis, mais generosas, mais cristãs… Entretanto, nem todos param para pensar no verdadeiro sentido do Natal. Na Bíblia, o Natal tem um sentido profundamente espiritual. Anuncia e celebra o nascimento de Jesus Cristo, o Salvador. O Velho Testamento fala deste evento profeticamente; o Novo Testamento proclama o seu cumprimento. A vinda de Jesus ao mundo, para salvar os pecadores e reconciliá-‐los com Deus, é o tema central da Bíblia, e é a expressão maior do amor de Deus por nós. O nascimento de Jesus profetizado. Logo em seguida à entrada do pecado no mundo, Deus prometeu a Adão e Eva que um “descendente da mulher” esmagaria a cabeça da “serpente”, ou seja, de Satanás (Gn 3.15; Gl 4.4). Todos os profetas do Velho Testamento viram este “Descendente” com os olhos da fé e apontaram para ele como sendo o “Messias”, o Ungido, aquele que cumpriria a promessa gloriosa de Deus. Veja, por exemplo, Is 9.2,6 : “O povo que andava em trevas, viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte resplandeceu-‐lhes a luz… Porque um menino nos nasceu… e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” E também Is 40.1-‐10 “Consolai, consolai o meu povo, diz o Senhor… Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor… Todo vale será aterrado, e nivelados todos os montes e outeiros; o que é tortuoso será retificado, e os lugares escabrosos, aplanados. A glória do Senhor se manifestará…” Is 53, a mais conhecida e clara de todas as passagens concernentes à vinda e obra do Messias, fala dele como “homem de dores e que sabe o que é padecer…”, que “tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si…”, que “foi traspassado pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” E acrescenta: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas… mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos…” Ele daria a sua alma como “oferta pelo pecado” e “justificaria a muitos”. Passaram-‐se muitos séculos. Israel sofreu duras experiências. Desenvolveu-‐se a “esperança messiânica”. Todos os crentes do Velho Testamento esperaram o Messias e Salvador. Antes de nascer em Belém, Jesus nasceu em seus corações. O cumprimento das profecias. João Batista apareceu nos desertos da Judéia citando o profeta Isaías: “… voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor”, e dizendo: “Eu sou a voz… Endireitai o caminho do Senhor” (Lc 3; Jo 1). Então, um dia, anjos apareceram e anunciaram o nascimento iminente do Messias. Disseram a Maria: “Eis que conceberás e darás à luz um filho a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo…” (Lc 1.31-‐32). E a José: “Ela (Maria) dará à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mt 1.21). Quando o menino Jesus nasceu, um anjo disse a alguns pastores que cuidavam de seus rebanhos nas campinas de Belém: “Eis aqui vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor”. E uma multidão da milícia celestial apareceu louvando a Deus e dizendo: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lc 2.10-‐14). Neste Natal, imagine o casal Maria e José naquele estábulo, o menino Jesus na manjedoura, os pastores no campo… Ouça este louvor angelical! E celebre o Natal lembrado deste seu sentido bíblico. O Natal lembra que Deus cumpriu suas promessas! É para celebrar o nascimento de Jesus, o Messias, o Cristo, o Filho de Deus, o Salvador do Mundo! E esta é a expressão maior do amor de Deus. Os que acreditamos nas histórias do Natal e cremos que Jesus é o nosso único e suficiente Salvador celebramos o Natal: a) Dando glória a Deus, como os anjos o fizeram, e lhe agradecendo porque ele “amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). b) Renovando a nossa confiança em Jesus como nosso Salvador e Senhor, de modo que haja permanente segurança espiritual em nosso coração, tanto no que diz respeito à nossa salvação eterna, como no que se refere à direção de Cristo em nossa vida. c) Dispondo-‐nos a proclamar a boa nova de grande alegria aos que ainda não a conhecem ou não crêem nela. O anjo disse: “…trago boa nova de grande alegria… para todo o povo”. Pr. Éber Lenz César ([email protected])