Comunicação
ENCONTROS NOS PÁTIOS DO RECIFE
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ALBUQUERQUE, Paulina M.S.
2
ALBUQUERQUE, Paulo C. A.
ALBUQUERQUE , Walkiria D. 3
4
ALMEIDA, Evandro B.
5
ALMEIDA, Rita de Cássia Q.
6
JESUS, George José
7
LINS, Márcia C. M
8
LOPES, Ione
9
OLIVEIRA, Gilson
10
SILVA, Nathália R
11
TENÓRIO, Paulo J.A.
12
ZUMBA, Fábio
Palavras-chave: Formação de Professores, Arte/Educação
Partindo de reflexões coletivas sobre a formação do professor e os desafios
da Arte/Educação contemporânea, este trabalho surge em formato de memórias
como resgate de anotações realizadas durante os encontros com educadores
populares, professores do ensino formal, mediadores culturais e alunos do curso de
Pedagogia e de Artes Plásticas, criando uma boa localização para se pesquisar,
fundamentar, praticar e politizar a Arte/Educação nos pátios da cidade do Recife. O
professor Fernando Azevedo adota um formato de grupo de estudos provocados por
textos de autores brasileiros e norte-americanos: Ana Mae Barbosa, Ivone Mendes
Richter, Brent&Marjorie Wilson, Ana Amália Barbosa, Jacqueline Chanda, Arthur
Efland, Analice Dutra Pillar e também um texto de sua autoria.
“O fio condutor que liga estes textos é o da história, o da história da
Arte/Educação com todos os seus desafios para que se democratize
a Arte e sua história, por meio de um processo de educação crítica.
Processo que toma como base a concepção de educação
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estudante de Pedagogia, assistente de laboratório
graduando de Pedagogia/DECISÃO e professor estagiário da Prefeitura da Cidade do Recife
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graduanda de Pedagogia/DECISÃO
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arte/educador, educador social, est. de Psicologia/ ESUDA, redutor de danos – Sec. Saúde de Olinda, rede
pernambucana de redução de danos na articulação AIDS/PE
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professora da rede municipal, estudante de Pedagogia/DECISÃO
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graduando de Pedagogia/DECISÃO e professor estagiário da Prefeitura da Cidade do Recife
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coordenadora do Instituto Cultural Ladjane Bandeira
8
arte/educador
9
arte/educador
10
graduanda de Pedagogia/DECISÃO
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mediador cultural do Instituto Cultural Ladjane Bandeira
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editor de imagens, desenhista, e futuro contador de estórias para crianças.
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problematizadora de Paulo Freire contra a idéia de hierarquização de
saberes e disciplinas, ainda tão fortemente difundida na educação
escolar. É a busca para se reconstruir a autonomia e a alteridade de
pessoas que estimam a liberdade e que acreditam em Educação.”
(AZEVEDO, 2007)
Fernando indica que “a busca é ultrapassar a idéia de educação bancária
(burguesa), que se limita ao ensino mecânico do ler, escrever e contar. Ampliando o
papel da educação, o que queremos é uma escola que eduque para a liberdade de
olhar,
tocar,
fazer/refazer,
pensar/repensar
o
mundo,
interpretar
e
atuar
dialogicamente, solidariamente para que se produza leituras de mundo mais amplas,
complexas e humanizadoras”.
Clarice Lispector tem uma frase enfatizando que “é do buscar e não do achar
que nasce o que eu não sabia ...”. Estamos nessa busca de novas possibilidades de
leitura e releitura na Arte/Educação, e de um novo olhar que possibilite uma
construção ou a redescoberta de uma prática educativa prazerosa e aguçadora do
pensar e dos diversos sentidos, que leve o aluno a desenvolver um pensamento
crítico.
DUAS
PROPOSTAS,
OUTRO
OLHAR:
APROXIMAÇÕES
COM
A
ARTE/EDUCAÇÃO
CONTEMPORÂNEA
QUEIROZ, Rita de Cássia
ALBUQUERQUE, Paulina M. S
“Há uma relação entre a alegria necessária à atividade educativa e a
esperança. A esperança de que o professor e alunos juntos podemos
aprender, ensinar, inquietar-nos, produzir e juntos, igualmente,
resistir aos obstáculos a nossa alegria.” (FREIRE, 1996)
Pensamos Arte/Educação como um instrumento de resgate da humanização
no espaço escolar.
Não por ser politicamente correto, mas porque foi sentido,
refletido no trabalho como o de Nise da Silveira, que quebrou paradigmas na
medicina psiquiátrica e levou arte como terapia ocupacional; o trabalho de D.
Noêmia Varela, o qual tivemos o privilégio de conhecer quando fomos à Escolinha
de Arte do Recife e presenciamos crianças, jovens e adultos, numa convivência
prazerosa, com todas as suas potencialidades e limitações (comuns a todos nós)
sendo aflorados e respeitados.
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Segundo Arthur Efland (2005), no contexto de perceber a arte como
construção da realidade, o propósito da Arte/Educação é contribuir para o
entendimento dos panoramas social e cultural habilitados pelo indivíduo. As crianças
do amanhã precisam das artes para possibilitar sua compreensão e comunicação
com os termos de sua sociedade, para que elas possam ter um futuro nessa
sociedade.
Para Ivone Richter, trabalhar com a estética do cotidiano no ensino das artes
visuais, supõe ampliar o conceito de arte, de um sentido mais restrito e excludente
para um sentido mais amplo de experiência estética. Ainda destaca:
“Uma educação multicultural deve ser baseada num enfoque
antropológico para que o ensino das artes visuais seja condizente
com os valores estéticos trazidos pelas(os) alunas(os).”(RICHTER
2003, p. 25)
Percebemos que é preciso haver diálogo entre culturas. Assim como para nos
alfabetizarmos na língua escrita, precisamos ter acesso a diversas linguagens,
gêneros textuais, nas artes visuais também precisamos ter acesso a apreciações e
informações que nos possibilite ser bons leitores e a partir da nossa experiência
cotidiana, fazer uma leitura crítica de mundo.
Lembramos o nosso professor Fernando Antônio Azevedo quando afirma que
um olhar apreciador não se ganha de presente; que o seu jeito de olhar foi
construído em uma aprendizagem de desconstrução de esteriótipos. Nesses nossos
encontros também refletimos sobre o papel do arte/educador, onde fica evidente o
compromisso e a responsabilidade com a formação, a disponibilidade de aprender e
o cuidado que devemos ter em reconhecer nos outros suas potencialidades para
uma educação emancipatória. Ana Amália enfatiza que é necessário que se dê
oportunidade aos nossos alunos de conhecer arte, de ver arte até para que possam
um dia, optar entre um programa ou outro de TV com mais critério. Porque arte não
é apenas um objeto estético, arte serve para ensinar muitas coisas e a mais obvia é
que serve para ensinar a ver o mundo com mais acuidade e, também, a ver a nós
mesmos.
LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA
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Na oportunidade de reunir professores de diferentes regiões geográficas e
intelectuais, estudamos e praticamos a Arte/Educação cuidando de outros olhares,
acrescentando novas miras, misturando tempos, idéias e soluções artísticas. Entre
educadores populares, professores do ensino formal, mediadores culturais e alunos
do curso de pedagogia e de artes plásticas, essa é uma boa localização para se
pesquisar, fundamentar, praticar e politizar a Arte/Educação. Nestes momentos,
compartilhamos
experiências
e
dúvidas,
questionamos
nossas
práticas,
desconstruímos castelos, desconstruímos “favelas”, encontramos pessoas que se
abrigam na esperança de viver mais feliz e faz de suas vidas um eterno perambular.
Na poética de Varella e Fernando* encontramos as gentes expressivas e inteligentes
do nosso interior. E descobrimos a não gratuidade do olhar apreciador, a força
cultural de um povo, e suas carências agravadas pela falta de formação continuada
para professores/diretores das escolas interioranas, onde facilmente se vê o despejo
de projetos mirabolantes que não faz nenhum sentido para os meninos e meninas
de lá. Nascem em algum lugar da capital e vão para as salas do sertão numa clara
imposição de cima para baixo.
LOCALIZAÇÃO ESTÉTICA
Ajudar a libertar esculturas em meio a tantos entulhos e lixos, e redescobrir o
belo contemporâneo requer muita humanidade e coerência. Descobrir que
monoculturas não são naturais, ao contrário, são mecânicas, agressivas, poluentes,
por isso as pragas, as plantas fracas, os herbicidas, a intoxicação, a medicação, e o
consumo sem fim, para um planeta que tem fim (e não vai se demorar se ficarmos
parados). As pequenas plantações, familiares e orgânicas, vivem em negociação e
compartilhando riquezas com os demais seres viventes, elaborando diálogos com a
própria existência, solucionando questões e descobrindo que não precisa fórmulas
prontas porque cada caso é um caso. A diversidade cultural é necessária para
fortalecer a vida de cada uma das expressões – sendo arte e/ou sendo seres.
Conhecer o outro e conhecer a si mesmo.
O QUE REALMENTE FAZ PARTE DA ARTE?
TENÓRIO, Paulo Jacinto A
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Meio de transmissão de ideologias ou desejos particulares. Satisfação do
artista que a faz ou do “expectador” que simplesmente gosta de ver ? Ingrediente de
uma vontade estimulada por uma realidade que nem sempre é descoberta no
primeiro encontro, mas que desperta um interesse, um encanto, um espanto
comprovando a sua existência. A possibilidade de vivenciá-la pode acontecer de
várias formas e o desdobramento dessa experiência processa-se dentro de cada
um, conforme suas percepções, seus momentos de vida e a carga cultural que traz
em si; favorecendo a construção do ser humano e sua formação enquanto cidadão.
Vivência esta oferecida pela Arte/Educação na qualidade de elemento que
intermedeia a relação homem-arte, garantindo-lhe assim, uma oportunidade de autoconhecimento e o contato com um mundo de possibilidades que realmente fazem
parte da sua própria vida, do seu lugar, (NA) DA ARTE.
DIALÉTICA DA ARTE/EDUCAÇÃO PARA SAIR DO SUBSOLO
JESUS, George José
ALBUQUERQUE, Paulo César A
Qual a influência da estética nesse memorial? Qual a visão que eu ganhei
gratuitamente nesses encontros? É possível relacioná-la a educação? Buscamos na
estética, para esse memorando toda multi/inter culturalidade relacionando:
conhecimento, crenças, arte, leis, tecnologia, costumes, parentescos, religião,
magia, e muitas outras. Tudo isso dialeticamente nos debates semanais. Na
segunda questão levantada consideramos que ver é atribuir significados. Os
encontros nos serviram como fonte de esclarecimento a partir do confronto entre o
nosso pensar e as referências teóricas e práticas apresentadas, contribuindo para
um ensino responsável e compromissado com a pedagogia crítica nessa complexa
área denominada Arte/Educação. Na última questão levantada compreendemos que
não faz sentido desprezar ou menosprezar a dimensão estética do cotidiano. Devido
a isso, a capacidade de desconstruir estereótipos , de se colocar na história do
outro, procurando compreender seu contexto, são atitudes imprescindíveis para que
possamos, assim, empreender no sistema educacional uma maior humanização na
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construção do conhecimento e do respeito as diversas manifestações estéticas e
artísticas.
INQUIETAÇÕES SOBRE A ARTE
LYRA, Márcia C. M. L.
Quando fomos convidados a nos localizar individualmente durante nossos
encontros no CEFAV-PE sobre as questões da Arte/Educação, vimos-nos em meio a
discussões e a apreciação de produções artísticas de alunos trazidas por alguns
colegas professores. Neste artigo, como ponto de apoio para minha compreensão
da arte, falo a partir de uma perspectiva interpretativa e subjetiva que encontrei
quando de meu contato com uma visão filosófica do acervo de uma artista
pernambucana e também na memória que produzi no ouvido atento às falas
registradas durante nossos encontros com os colegas arte/educadores. Se
entendemos a Arte como algo que nos revela e que nos explica a nós mesmos,
como aos desenhos dos alunos do prof. Luis, pelos quais extraiam pelo olhar
relações prévias com seus autores, questionamos então: onde começavam eles, os
alunos-pintores, e onde estes entravam nestes mundos enquanto criadores de suas
criaturas ?
MEMÓRIAS VESPERTINAS DOS SÁBADOS NO CEFAV DO PÁTIO DE SÃO PEDRO.
ZUMBA, Fábio
Participar de um encontro de debate e às vezes discussões sobre
arte/educação foi além de gratificante, revelador, principalmente para um editor de
imagens e desenhista. Este encontro me propiciou acompanhar visões de um mundo
diferente que apenas ligeiramente sabia existir. Foi fantástico ainda saber que a arte
na educação está sendo pensada, re-pensada, e sua visão ampliada. Sempre foi
difícil para mim suportar nos tempos do ensino fundamental, as enfadonhas aulas de
Educação Artística, em que só se fazia tentar desenhar sobre datas comemorativas
e outras milongas sem conteúdo (e olhe que sempre gostei de desenhar). Saber das
inúmeras possibilidades de ensino/aprendizagem que a arte/educação permite,
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saber da existência de pessoas dispostas a trabalhar de forma efetiva esse
gigantesco universo, me alenta para uma nova perspectiva de mundo.
MEMÓRIAS
LOPES, Ione
O desafio foi enfrentado. Assim, abro meu estudo fazendo uma reflexão das
aulas, dos textos lidos das referências, é interessante lembrar que a Arte/Educação
aponta vários caminhos e contextos, entre eles a desmistificação do processo de
cópia. A arte precisa ser articulada com a escola; não só como um fazer, mas
principalmente como uma forma de pensar, em e sobre arte. Nossa visão é limitada,
vemos o que compreendemos, então quando passamos a educar o nosso olhar a
aguçar nossa curiosidade o trabalho de reflexão vai sendo construído, e diante
dessa construção começa a existir comunicação, investigação e questionamentos.
Em um texto de Ana Mae Barbosa, ela relembra o que Fanon diria “a arte capacita
um homem ou uma mulher a não ser um estranho em seu meio ambiente, nem
estrangeiro no seu próprio país. Ela supera o estado de despersonalização,
inserindo o indivíduo no lugar ao qual pertence, reforçando e ampliando seus
lugares no mundo”.
NOVA CONCEPÇÃO DE ARTE E EDUCAÇÃO
ALMEIDA, Evandro
OLIVEIRA, Gilson G.M
O papel da Arte na educação escolar está relacionado aos aspectos artísticos
e estéticos do conhecimento. Expressar a maneira de ver o mundo através da arte
dando forma e colorido a que, até então, se encontrava na imaginação e na
percepção, é uma das funções do ensino da arte. Os arte/educadores devem
propiciar aos estudantes, oportunidades para estudar imagens e objetos das
tradições populares que antigamente eram ignorados. O estudo da arte deve tornarse mais igualitário. Favorecendo uma pluralidade de estilos e leituras interpretativas
para que os alunos reconheçam diferentes representações da realidade. O estudo
deve dar destaque a crítica dando possibilidade aos alunos para levantar questões
pertinentes, questões político-estético-culturais. Para entendermos a diversidade
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cultural é preciso saber o significado de uma complexa rede de termos. Alguns falam
em multiculturalismo, outros em pluriculturalidade, para a arte/educadora Ana Mae
Barbosa, o termo mais apropriado seria a interculturalidade, pois significa a interação
entre as diferentes culturas. Vivenciar e debater em grupo de estudo durante três
meses, a temática Arte/Educação, foi para nós um desafio dentro de um novo olhar
e uma nova responsabilidade com a sociedade. Nesses meses, pudemos ver as
possibilidades da arte/educação são amplas e não algo fechado e determinado pela
leitura e escrita. Pudemos sentir e observar que tudo depende de uma nova visão e
um novo olhar.
FIOS E DESAFIOS NA CONSTRUÇÃO DE SABERES
ALBUQUERQUE , Walkiria D.
SILVA, Nathália R.
Estamos passando por um processo de autoconstrução de conhecimentos,
através da Arte/Educação. Começamos a observar que aparece uma nova
pedagogia que poderíamos chamar de pedagogia do imaginário, iniciando-se uma
mudança na estrutura de ensino. Através desta, desenvolve-se a sensibilidade como
provocadora e libertadora de novos sentidos, do olhar e ver, levando o aluno a uma
formação estética e humanizadora. Pois, as concepções atuais de ensino e
aprendizagem da Arte/Educação norteiam o aluno para a compreensão da
complexidade do mundo, concebendo assim, um sujeito que deve aprender através
da arte, a compreender por meios dos elementos visuais e táteis, a sociedade e a si
mesmo.
Analice Dutra Pilar em um dos seus textos diz que “o ensino da arte, dentro
de uma visão contemporânea, busca possibilitar atitudes interessantes e
compreensíveis à criança, por estarem adequadas ao seu processo de aquisição da
leitura. O que se busca é muito mais entendermos processos de leitura, do que
indicar o que fazer com as crianças em sala de aula”. Ela salienta que é só quando
se possibilita a ampliação do olhar que se favorece o ato de leitura e de reflexão.
Essa busca por uma nova construção ou “interpretação” de novos saberes, contribui,
nesses encontros, para momentos de reflexão e discussão sobre as novas práticas
educativas, como poderia ser a sua utilização e do hábito dos professores de olhar
sem ver e ver só o que é significativo para ele. Contudo, para estruturar essa teia de
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autoconstrução deve-se procurar compreender a complexidade da prática educativa.
Neste contexto, não é objetivo da Arte/Educação, fazer uma cópia fiel da arte ou
reproduzir as mesmas técnicas que o artista utilizou e sim procurar facilitar a
aprendizagem com atividades que proporcionem e fortaleçam o potencial de cada
ser, revelando sua originalidade, estimulando sua expressão e respeitando
iniciativas diferenciadas que dão espaço a preferências, gostos, tendências e
habilidades individuais. Para isto o professor precisa construir múltiplas estratégias
para acompanhar o caminho que o aluno faz, descobrindo quais as suas
dificuldades e necessidades e orientá-lo alterando os rumos, se preciso.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
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de Presente. In: Ass. Nac. dos Pesquisadores em Artes Plásticas. (Org.). Anais do X
Encontro Nacional dos Pesquisadores em Artes Plásticas - ANPAP. São Paulo: ,
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BARBOSA, Ana Amália Tavares Bastos. Releitura, citação, apropriação ou o
quê?. In: BARBOSA, Ana Mae. Arte/Educação Contemporânea: consonâncias
internacionais. 1 ed. São Paulo. Cortês. 2005. p. 143 – 149.
BARBOSA, Ana Mae. Pesquisas em Arte-Educação: recorte sociopolítico.
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EFLAND, Arthur. Cultura, Sociedade, Arte e Educação em um Mundo PósModerno. A compreensão e o prazer da arte. Anais. São Paulo, SESC-Vila Mariana,
2º.
Encontro,
1998.
9
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática
educativa. 34 ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996. (coleção leitura)
Museu da Língua Portuguesa. Revista Nova Escola. Ano XXI. No. 192. Maio 2006.
p. 16.
RICHTER,
Ivone
Mendes.
Multiculturalidade:
uma
policromia
dinâmica.
Elementos para uma composição policrômica. In: _____. Interculturalidade e Estética
do Cotidiano no Ensino das Artes Visuais. Campinas, SP: Mercado das Letras, 2003.
10
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