JB NEWS Rede Catarinense de Comunicação da Maçonaria Universal www.radiosintonia33 – [email protected] Informativo Nr. 1.171 Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Loja Templários da Nova Era nr. 91 Quintas-feiras às 20h00 - Templo: Obreiros da Paz - Canasvieiras Editoria: IrJeronimo Borges – JP-2307-MT/SC São Paulo (SP) – sábado, 16 de novembro de 2013. O Informativo de hoje foi editado em São Paulo SP Índice: Bloco 1 - Almanaque Bloco 2 - Opinião: Ir Barbosa Nunes – “O Rádio em Goiás e minhas lembranças” Bloco 3 - Ir Mario López Rico - “Origens Cristãs da Maçonaria” ( tradução Ir. Aquilino R. Leal) Bloco 4 – IrRui Bandeira – Loja Azul Bloco 5 – IrRizzardo Da Camino – Iniciação Maçônica Bloco 6 – IrPedro Juk – Perguntas e Respostas – ( do IrPaulo Costa – Hierarquia e Giro) Bloco 7 – Destaques JB – (Hoje com os versos poéticos do Ir. Adilson Zotovici) Pesquisas e artigos desta edição: Arquivo próprio - Internet – Colaboradores – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias e www.google.com.br Os artigos constantes desta edição não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. Hoje, 16 de novembro de 2013, 320º dia do calendário gregoriano. Faltam 45 para acabar o ano. Dia do Policial Federal; Dia do Mar (Portugal); Dia Internacional da Tolerância. Se não deseja receber mais este informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, por favor, comunique-nos 1 - almanaque Eventos Históricos Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas. 1532 - Francisco Pizarro captura o imperador inca Atahualpa. 1676 - Elevação da Diocese de São Salvador da Bahia à categoria de arquidiocese e da Prelazia de São Sebastião do Rio de Janeiro à categoria de diocese, pelo Papa Inocêncio XI. 1889 - Proclamação da República: Pedro II é informado de que não é mais imperador. À tarde, tropas cercam a Quinta da Boa Vista para negociar as condições de retirada da família real do país. 1907 - Oklahoma torna-se o 46º estado norte-americano. 1908 - Inicia-se o Culto de Umbanda, o médium Zélio Fernandino de Moraes incorpora o Caboclo das 7 Encruzilhadas. 1937 - O grão-duque Jorge Donatus de Hesse-Darmstadt morre num acidente de avião em Oostende, na Bélgica, juntamente com a sua esposa, a princesa Cecília da Grécia e Dinamarca (irmã do príncipe Filipe, duque de Edimburgo), dois dos seus três filhos e a mãe. 1940 - Os nazistas fecham acesso ao Gueto de Varsóvia, construindo um muro ao redor. 1945 - Fundação da UNESCO. 1955 - É realizada a primeira edição da Feira do Livro de Porto Alegre. 1972 - Realizada Convenção sobre a Protecção do Património Cultural e Natural (v. Património Mundial). 1980 - O filósofo francês Louis Althusser estrangula sua esposa, num surto psicótico. 2003 - É inaugurado o Estádio do Dragão, casa do Futebol Clube do Porto. 2004 - É adotada a Bandeira de Saint Eustatius. feriados e eventos cíclicos Brasil Dia do Policial Federal Dia Contra o Tabaco Dia da Tradição Oral Dia Nacional dos Ostomizados Dia Nacional de Combate ao racismo Dia do Eletricitário Internacional Dia Internacional da Tolerância Portugal Dia Nacional do Mar (Portugal) Síria Dia da Pátria na Síria Mitologia grega Dia de Hécate, deusa da noite e senhora das bruxas Santos do dia - Católicos Elpídio Santa Gertrudes de Helfta Margarida da Escócia Rufino fatos maçônicos do dia (Fontes: “O Livro dos Dias” do Ir João Guilherme - 17ª edição e arquivo pessoal) 1823 1871 Partem exilados para a França José Bonifácio, seus irmãos e partidários, desterrados até o fim do reinado de D. Pedro I Fundação do Grande Capítulo dos Maçons do Real Arco de West Virginia, USA. Rádio Sintonia 33 e JB News. Música, Cultura e Informação 24 horas/dia, o ano inteiro. Rede Catarinense de Comunicação da Maçonaria Universal. Acesse www.radiosintonia33.com.br 2 - Opinião - Ir Barbosa Nunes " O Rádio em Goiás e minhas lembranças ) INFORMATIVO BARBOSA NUNES Artigo 145 do Ir Barbosa Nunes* - Grão-Mestre Geral Adjunto do GOB O RÁDIO EM GOIAS E MINHAS LEMBRANÇAS Como disse no meu último artigo, o rádio que vivi durante 25 anos como profissional em várias atividades, sedimentou em mim a importância e a responsabilidade de ser um instrumento em favor da sociedade, compreendendo que através do microfone o radialista deve transmitir acontecimentos sempre amparado na verdade. Sou muito honrado por ter retemperado minha vida em ambiente dinâmico, que exige hora certa e impossibilita adiamento. Aos comunicadores do meu tempo, aos quais me referirei na conclusão deste artigo, a minha honra em ter com eles convivido. Aos de hoje, mais capacitados pela formação profissional e condições técnicas, o meu reconhecimento por serem as vozes do povo nas suas dificuldades perante o mundo de hoje, especialmente nas cidades maiores, pela insegurança, falta de assistência na saúde, locomoção constrangedora pelo transporte coletivo e outros abalos provocados nesta sociedade muito imoral, corrupta e cultivadora do materialismo. Feito este introito, busquei informações e dados em Edmilson Marques, na sua pesquisa intitulada "A História do Rádio em Goiás", jornalista Hélio Rocha no livro "Radio Brasil Central - 60 anos no Ar" - Editora Kelps, artigo de Eurico Barbosa publicado neste Diário da Manhã, em 17 de janeiro de 2011 - "A rádio Brasil Central nos anos 50" e também em Ubirajara Galli, autor do livro "Jerônimo Rodrigues da Silva - Jerominho" - Coleção Vitae, acrescentando minha caminhada radiofônica de 1960 e minhas lembranças. Iniciei pela Rádio Jornal de Inhumas e chegando à cidade grande para continuar estudos, aportei na Radio Brasil Central de Goiânia e na Televisão Anhanguera. Relata Edmilson Marques, que Waldir de Castro Quinta, Eli Brasiliense, Francisco Pimenta Neto, José Godoy Garcia e José Luiz Bittencourt foram os cinco primeiros redatores de notícias em Goiás. Eram transmitidas diariamente ao Departamento de Imprensa e Propaganda – DIP, no Rio de Janeiro, sob controle do governo. Por volta de 1940, um destes redatores, Francisco Pimenta Neto, foi ao então Prefeito de Goiânia, Venerando de Freitas Borges e o incentivou a desenvolver trabalho para fundar em nossa capital uma emissora de rádio, pois naquela época, existiam apenas os sistemas de alto falantes, também identificados como amplificadoras, algumas marcadas na história como a de Goiânia, na Praça Joaquim Lúcio "Amplificadora Marisa", fundada por Emygdio Sasse, a de Anápolis, "Amplificadora Cultura de Anápolis" e a de Ipameri, “Amplificadora da Casa de Modas Esmeraldas”. O Jornal “O Popular”, edição de 19 de janeiro de 1941, publicou a seguinte notícia, "Em sua última viagem à São Paulo, o Prefeito Venerando de Freitas, que é presidente da "Voz do Oeste", teve ocasião de tratar da construção de aparelhos necessários à montagem da transmissora desta capital, verificando já estarem bem adiantados os serviços de montagem." No dia 05 de julho de 1942 foi fundada a primeira rádio de Goiás, "Rádio Clube de Goiânia", concessão autorizada por Getúlio Vargas, tendo a frente Francisco Braga Sobrinho e Gerson de Castro Costa, chegando como a maior atração da década. Venerando de Freitas Borges foi o primeiro presidente da Rádio Clube de Goiânia, que há poucos anos passou a ter o nome de Rádio K, hoje Radio 730. Em 1945 é fundada a segunda emissora, Rádio Carajá de Anápolis, e logo após em 1946 a Rádio Xavantes, de Ipameri. Exatamente no dia 03 de março de 1950, foi inaugurada a Rádio Brasil Central. Conforme relatado no livro do Jornalista Hélio Rocha, surgia compromissada com grandes causas, a primeira delas, campanha pela mudança da capital do país, do Rio para o Planalto Goiano. Jerônimo Coimbra Bueno foi o criador da RBC. Foi governador, senador, junto com o seu irmão Abelardo, dirigiram a empresa que executou as obras da construção de Goiânia. Sempre foi dedicado com paixão à causa da mudança da capital federal, colocando a nova emissora a serviço desse objetivo. Eurico Barbosa no seu artigo, relembra seus tempos de RBC, que ele viveu como funcionário e relata nomes de comunicadores e técnicos de rádio, como Jeováh Baylão, Heli Mesquita, Norma de Alencar, Sílvio Medeiros, Dalva de Oliveira, Luiz Carlos Pimenta, Jorge Abrão, Waldir de Castro Quinta, Antônio Porto, Luiz Rotolli, Irorê Gomes, Antônio Moraes, Ivone Marques, Taufic Sebba, Selem Domingues, Moraes César e Juscene Fleury. Dados das suas lembranças da RBC nos anos 50, extraídos do mesmo livro de Hélio Rocha. Em 1961, como estudante na cidade de Inhumas, submeti a um concurso para locutor quando da fundação da Rádio Jornal de Inhumas, liderada por dois profissionais gabaritados e de alto nível. Manoel Basílio já radialista de nome em Goiânia e Lúsio de Freitas competentíssimo e experiente técnico. Os dois fundaram a emissora em Inhumas e foram importantes em minha vida. Lúsio de Freitas já falecido, Manoel Basílio hoje nos Estados Unidos, voltado exclusivamente para a missão que lá realiza com dedicação total a função religiosa de diácono. Para continuar estudos, vim para Goiânia, fui admitido na Rádio Brasil Central em 21 de fevereiro de 1962. Um dos primeiros a me acolher e com quem fiz amizade duradoura foi Jerônimo Rodrigues da Silva - Jerominho, que junto com Iris Mendes apresentou o mais duradouro e no ar até hoje, do jornal falado, "O mundo em sua casa". Numa conversa agradável na sua Rádio Mil, hoje “Jerominho” é empresário na comunicação. Relembramos fatos diversos e dele recebi autografado o livro que narra a sua história, "Jerônimo Rodrigues da Silva - Jerominho", contada pelo escritor Ubirajara Galli. Deixo aqui minhas eternas saudades de colegas que estão neste mundo e outros que já partiram. Lembro do "Escrete de Ouro" comandado por Antônio Porto. Dele fiz parte com Ledes Gonçalves, Aloísio Martins, Draulas Vaz, Osvaldo Mesquita, Rodrigues Paz, Nickerson Filho e outros que recordo com saudades. Outro período de grande audiência do "Escrete de Ouro" foi quando comandado por Jairo Rodrigues. Uma equipe que me honra ter participado dela, integrada por José Carlos Rangel, Jair Cardoso, Evandro Gomes, Luciano Rangel, Caetano Begueli, Carlos Alberto Safady, Amir Sabag, Clomar Vieira, Ezer de Melo, Luiz César do Amaral Muniz – “Leleco”, Ademar Camelo Costa e Jurandir Santos. Hoje o "Escrete de Ouro" continua em atividade de grande audiência, comandado por Jurandir Santos. Não me esqueço do programa, "Não perca a esportiva", do início e dos primeiros testes da loteria esportiva, quando falávamos de todos os locais com jogos programados em cada teste para orientar e sugerir colunas a serem marcadas, em todos os domingos, do meio dia às duas da tarde. Até hoje, de vez em quando, alguém em encontra e diz: "Barbosa, não perca a esportiva". Lembro-me de Conrado de Oliveira, Jacir Silva, Arthur Rezende, Mestre Cuiabano, Antônio Humberto, Oscar Dias, Sérgio Sampaio, Antônio Correia, Hildeu Andrada, Naves Paiva, Chico Paes, Gonçalves Lima, Gonçalves Filho, Aranha Araújo, Cleusa Jaques, Solange Maria, João Bênio, Didi Costa, Castro Filho, Jesus Brasileiro de Moraes, José Pereira, Pedro Félix, Manoel da Técnica, Antônio Gregório, Farid Nahas, Jackson Abrão, Antônio Ramalho, Melrinho e Belguinha, Barrinha, Sérgio Rubens, Veloso, José Divino, Magda Santos, Hamilton Carneiro, Francisco Koslowsky, Jota Júnior, Amélio Alves, Sílvio José, Darcísio de Souza, Rubens Fleury, Euler de Barros Abreu, Claudino Silveira, Irondes de Moraes, Goyaz Olinto Brandão e Nizário Elias. Agradeço ao escritor Hélio Rocha, Eurico Barbosa e Edmilson Marques por terem me permitido buscar suas pesquisas e apresentá-las neste espaço. A Jerônimo Rodrigues, "Jerominho", meu agradecimento pela boa conversa e usando Ubirajara Galli, no livro que conta a sua vida concluo: "Falar do Jerominho é falar do mestre de cerimônias, é falar da história do rádio e da televisão em Goiás, é falar de um grande amigo que recebeu de Deus o dom da palavra”. São lembranças que guardo com muito carinho e com muita saudade. Muito me alegro e honrado fico em reencontrar colegas radialistas e ainda ouvindo muitos que se encontram em atividade. Deixei o rádio no dia a dia, para ser advogado, professor e delegado da polícia judiciária de Goiás. Hoje aposentado e dedicado exclusivamente à maçonaria, onde me encontro pela confiança dos maçons de Goiás e do Brasil, exercendo o Grão-Mestrado Geral Adjunto do Grande Oriente do Brasil, sediado em Brasília, que tem como Grão-Mestre Geral o maçom Marcos José da Silva. Mas este rádio permanecerá sempre em meu coração. Barbosa Nunes, advogado, ex-radialista, membro da AGI, delegado de polícia aposentado, professor e maçom do Grande Oriente do Brasil - contato: [email protected] 3 – origens cristãs da maçonaria Ir Mario López Rico ORIGENS CRISTÃS DA MAÇONARIA1 Irmão Mario López Rico* La Coruña – Espanha (Tradução Ir Aquilino R. Leal) No ano 1717 nasce oficialmente a Maçonaria especulativa. Podemos afirmar que nasce a Maçonaria tal como a conhecemos hoje em dia. A partir desse ano a Maçonaria evoluiu trilhando inúmeras vertentes, chegando ao ponto da existência de maçonarias praticamente ateias até outras totalmente evangélicas (crentes) e, inclusive, claramente cristãs. Está fora do escopo deste trabalho debater os motivos pelos quais foram criadas tais vertentes e até que ponto elas podem ser boas ou malfazejas. Ao contrário, tentarei mostrar que durante o período operativo da Maçonaria, isto é, antes de 1717, a origem ou fonte de onde mais bebeu a Maçonaria foi a cristã. Uma vez que não existem documentos suficientemente antigos chegados de determinados anos, torna-se necessário usar os indícios. O Manuscrito de Halliwell O Manuscrito de Halliwell ou Poema Régius 2 provavelmente foi escrito entre os anos 1427 e 1445. Em tal manuscrito são abordados diferentes assuntos 1 Fonte: http://historiamasonica.blogspot.com.es/2011/03/origenes-cristianos-de-lamasoneria.html, publicado em espanhol pelo o Irm.’. Mario López Rico – La Coruña - Espanha. Tradução a cargo de Aquilino R. Leal. 2 Para saber mais recomendo ler/baixar (nov. 2013) em http://sdrv.ms/QobWqH, pasta BIBLOS\ARTE REAL, o título O MANUSCRITO DE HALLIWELL, em português, e MANUSCRITO REGIUS em espanhol; no mesmo link, pasta NO TOPO DA COLUNA DO NORTE, está disponível o título MANUSCRITO REGIUS (EM PORTUGUÊS E INGLÊS) também para consulta. (Nota: Aquilino R. Leal) incluindo a lenda dos Quatro Santos Coroados3. Há o destaque de dois personagens: Euclides, o geômetra grego do século III a.C. e o Noé bíblico. A lenda dos Quatro Coroados (Quator Coronati) faz referência aos Santos Patronos dos arquitetos lombardos e toscanos, depois dos maçons construtores da Idade Média e mais tarde da Maçonaria Operativa de Alemanha, França e Inglaterra. A historia é de dois grupos de mártires existindo várias versões ainda que em todas elas se destaque o fato de serem condenados à morte por defender e/ou ratificar suas crenças cristãs. De qualquer modo o manuscrito permite estabelecer a aparição da Maçonaria Opera que se estabeleceu em York em 926 sob o amparo do Príncipe Edwin, irmão ou meio irmão ou sobrinho, do rei Athelstan. Do exposto podemos deduzir que por volta de 900 de nossa era existia uma Maçonaria que absorvia de diversas fontes mas com clara inclinação à doutrina cristã. Os construtores da Idade Média A Maçonaria operativa foi de primordial importância na construção de todas as Catedrais erigidas nessa época da história humana. Os freires necessitavam da sabedoria „construtora‟ dos maçons para erigir os tempos e os maçons necessitavam do poder econômico da igreja para poder viver. De tal relação surgiu, o que é normal, as ideias de uns e dos outros se entrelaçarem e a Maçonaria foi transferindo alguns de seus “secretos” para os frades. Não esqueçamos que muitas igrejas do Cister 4 e o Templo foram construídos por eles mesmos. Por outro lado, as ideias com enforque cristão dos frades foram influenciado os maçons o qual claramente se percebe nas obras por estes realizadas. O templos cristãos, as catedrais, não são meros lugares de reunião. As catedrais estão bem distantes de um simples amontoado de pedras, elas transmitem uma mensagem a quem a saiba perceber. Havendo interesse o leitor pode consultar o link abaixo sobre a Abadia de Cluny que deixa antever o 3 No link http://sdrv.ms/QobWqH estão disponíveis (nov. 2013) sobre esse assunto e afins os seguintes títulos para livremente baixar/ler: LA PRESENCIA DE LOS CUATRO SANTOS CORONADOS EN CATALUÑA Y MALLORCA (em espanhol): pasta BIBLOS\ARTE REAL; QUATUOR CORONATI, A LOJA DE INVESTIGAÇÃO: pasta BIBLOS\ARTE REAL e E 232 - O QUE É QUATUOR CORONATI?: pasta FOLHAS MAÇÔNICAS, POLÊMICAS E EUREKAS\EUREKAS. (Nota: Aquilino R. Leal) 4 Referência à Abadia de Cister, situada ao sul de Dijon na França. (Nota: Aquilino R. Leal) que afirmo (http://iluminando.org/2010/07/08/el-secreto-de-las-catedrales/). O livro sagrado Na Maçonaria anglo-saxônica se utiliza um Livro Sagrado, atualmente pode usar-se a Bíblia, o Corão ou qualquer outro livro considerado como Sagrado pelo maçom que o utilize. Na Maçonaria não anglo-saxônica pode não usar-se ocupando seu lugar a Declaração dos direitos humano ou mesmo a Constituição do país. Fundamentados nesse último fato muitos maçons concluem que a Maçonaria não possui qualquer origem de ordem religiosa. Pois bem, se nos limitarmos ao sucedido devido à transformação de operativos a especulativos em 1717 e os acontecimentos posteriores é certo afirmar que algumas Obediências se encontrariam em tal posição mas, dado que a Maçonaria é muito anterior como já vimos, desde minha ótica, tal argumento é insustentável. A Maçonaria teve uma origem crente e um princípio cristão. Nessa origem influi o fato de ter nascido da Europa onde a religião majoritária (ou única em certas épocas) foi a cristã. Apresentemos uns poucos dados em sequência cronológica: 1663 – No inventário de uma Loja de maçons aceitos figura uma Bíblia. 1685 – O Manuscrito Colne (Inglaterra) menciona em manuscritos anteriores, de forma similar, a existência da Bíblia numa Loja quando do juramento: “... Depois um dos mais antigos toma a Bíblia...”. 1696 – O mais antigo dos catecismo maçônicos, o Manuscrito Chetwode Crawley também menciona o uso da Bíblia ao descrever o juramento. O Manuscrito Chetwode Crawley de 1700 é similar ao Edimburgo5, no qual se pode ler textualmente: “Então, depois de ter prometido guardar o segredo, lhe fazem prestar o juramento como se segue: Por Deus e na certeza de devereis prestar conta a Deus quando vos encontreis despidos ante Ele no grande dia (do juízo), não revelareis nada do que ireis ver ou ouvir hoje, nem por palavras nem por escritos em algum momento, não o traçareis com a ponta de uma espada ou de outro instrumento sobre a neve ou sobre a areia e não falareis exceto com alguém já tenha sido recebido como maçom... Que Deus venha em vossa ajuda!” Ou seja, estão mencionando um juramento ante Deus. Em outros muitos texto usam a palavra Bíblia de forma textual. Não é necessário dizer muito mais! E por aqui me despeço. Sou sabedor de muitos dos leitores, apesar de tudo, 5 Disponível para baixar/ler em http://sdrv.ms/QobWqH, pasta BIBLOS\ARTE REAL, sob o título MANUSCRITO DE EDIMBURGO. (Nota: Aquilino R. Leal) não compartilham minhas ideias; são livres de assim proceder e publicar suas próprias ideias caso o queiram para que, os que os leiam, possam livremente decidir pelo que eles julgam mais correto. Um saúdo a todos. Fontes consultadas Cronologia masónica (Ir Omar Cartes)6 Temas para el aprendiz masón (Ir Omar Cartes)7 Manuscrito de Halliwell *Sobre o Autor Maçonaria Azul O Irmão Mario Lopez Rico, MM, é operário da Loja Renacimiento 54 – La Coruña – España, sob a obediência da Gran Logia de España. Iniciado em 2007 foi elevado ao Grau de Companheiro em 2009, sendo exaltado ao Grau de Mestre em 2010. Em 2012, por desejo eleição dos Irmão de sua Loja, é instalado (VM). Maçonaria filosófica Membro da Loja Capitular Caballeros de la Fraternidad Galaica nº 414, do Supremo Conselho para o Grau 33 de Espanha. É MM da Marca – Loja Lapis Anguli 1918 Companheiro Do Santo Arco de Jerusalém – Loja Fraternidade Universal. No último dia 23 de março foi iniciado na Ordem de Nautas da Arca Real – Loja Mare Cantabricum 1918. 6 Disponível para baixar/ler, em português, no link http://sdrv.ms/QobWqH, (novembro de 2013), pasta BIBLOS\ARTE REAL, em quatro partes, sob o título CRONOLOGIA MAÇÔNICA_PARTE.... Para complementar recomendo do mesmo endereço eletrônico, a leitura do livreto de 65 páginas pdf CRONOLOGIA MAÇÔNICA, do Ir Elvandro de Azevedo Burtiy. (Nota: Aquilino R. Leal) 7 O estudo pode ser complementado consultando o título LOS 33 TEMAS DEL APRENDIZ MASÓN, disponível na pasta NO TOPO DA COLUNA DO NORTE\GRAU I (http://sdrv.ms/QobWqH). (Nota: Aquilino R. Leal) 4 – Loja Azul Ir Rui Bandeira Loja Azul Ir Rui Bandeira Lisboa Por vezes, esquecemo-nos que o que é simples e básico para quem já conhece e está habituado a determinado tema pode não ser assim tão facilmente entendido por quem esteja a iniciar o seu contacto com o assunto. Veio-me este pensamento à tona há alguns dias quando li o texto do José Ruah Música no blogue - uma nova etapa, vi as alterações que efetuou e, sobretudo, assisti a um comentário brincalhão, com água no bico de "futebolês", do simple e à resposta, a sério, do Ruah à "provocação futebolesa" do simples sobre o uso da cor azul para uma das listas de músicas colocadas no blogue pelo Ruah. Este respondeu, muito a sério, repito: As Lojas são Azuis e o REAA é Vermelho. Não pense o meu caro amigo que as cores foram escolhidas por acaso. Os maçons entenderam perfeitamente o alcance da resposta do Ruah. Mas interroguei-me sobre se um profano que deparasse com este comentário o entenderia. E concluí que, embora porventura muitos profanos o entendessem ou pudessem perceber com uma simples busca num motor de busca, certamente haveria alguns que teriam dificuldade em perceber a alusão. Portanto, vamos lá esclarecer, porque o fato de ser básico para uns não significa que o seja pra todos. Em Maçonaria, designam-se por Lojas azuis as Lojas que trabalham nos três graus essenciais da Maçonaria: Aprendiz, Companheiro e Mestre. Porquê azuis? Simplesmente porque, na sua origem, essa foi à cor escolhida pelos maçons que, no século XVIII, criaram, em Inglaterra, a Grande Loja de Londres. Nesse tempo, havia apenas um rito praticado e a cor que o identificava, a cor principalmente usada nos artefatos dos maçons, era o azul. E assim permaneceu, designadamente nos países anglo-saxônicos, que, praticamente em exclusivo, praticam apenas o Rito de York ou suas variantes. A cor deste rito é o azul. Como nos países anglo-saxônicos a tendência é para a prática de um único rito, e sendo a cor associada a esse rito, passou a designar-se por Lojas Azuis as lojas dos três graus essenciais da Maçonaria. Com efeito, outras cores são associadas a outras situações em Maçonaria. Por exemplo, os Grandes Oficiais das Grandes Lojas anglo-saxônicas usam, normalmente, colares e aventais orlados na cor púrpura. Após a implantação da Maçonaria, seguiu-se um período de criação e proliferação de ritos. Cada rito era, pelos que o criavam, associado a uma cor. Das dezenas de ritos que apareceram, como é natural só uns poucos subsistiram. De entre estes, o Rito Escocês Antigo e Aceite, cuja cor é o vermelho. Na Maçonaria anglo-saxônica, os três graus básicos são, quase exclusivamente (existe uma exceção célebre, que adiante referirei) trabalhados no rito de York ou suas variantes, cuja cor, como acima referi, é o azul. Existem, para além dos três graus básicos e essenciais da maçonaria, sistemas de Altos Graus, que prolongam o caminho iniciado nesses três graus básicos. Mas todos os maçons, nos países anglosaxônicos, trabalham na Maçonaria Azul (os três graus básicos, no Rito de York ou suas variantes). Os que o pretendem e a tal são admitidos, podem ainda trabalhar em Altos Graus, seja do Rito de York, seja do Rito Escocês Antigo e Aceite. Nos países anglo-saxônicos (ressalvada a tal exceção...) não se trabalha no Rito Escocês Antigo e Aceite nos três primeiros graus. Só a partir do quarto grau. Na Maçonaria Continental Européia, em África e na América Latina, pelo contrário, as Lojas que trabalham no Rito Escocês Antigo e Aceite utilizam-no desde o primeiro grau. Aqui, o Rito não é exclusivamente um rito de Altos Graus, antes é um sistema coerente, que vai desde a iniciação até ao último dos Graus Filosóficos. Apesar de a cor do rito ser a vermelha, continua-se a designar as Lojas dos três primeiros graus do Rito Escocês Antigo e Aceite como Lojas Azuis, em uniformidade com o estabelecido no resto do mundo maçônico. Conseqüentemente, embora a designação de Loja Azul tivesse originalmente decorrido da cor do rito que no século XVIII se praticava, hoje em dia essa designação aponta as Lojas dos três primeiros graus da Maçonaria, qualquer que seja o rito praticado. Quanto a tal exceção, que é, afinal, uma mera curiosidade. Presentemente, nos EUA, toda a Maçonaria Regular trabalha num único rito, a variante norte-americana do Rito de York, fixada por Preston e Webb (normalmente denominada por Rito PrestonWebb). À exceção de uns irredutíveis gauleses... Não propriamente a aldeia de Astérix, mas algo de parecido. A Louisiana foi originalmente colonizada por franceses e foi território colonial francês. Foi durante esse período que ali foi introduzida a Maçonaria, segundo o rito mais praticado em França, o Rito Escocês Antigo e Aceite. Ulteriormente, a Louisiana foi vendida pela França aos Estados Unidos e passou a Estado integrante dos Estados Unidos da América. Quando ali se organizou, ao estilo continental norte-americano, a Maçonaria, sob a égide da Grande Loja da Louisiana, todas as Lojas a partir daí criadas passaram a utilizar a variante local do Rito de York. Mas as Lojas pré-existentes que manifestaram o desejo de continuar a trabalhar segundo o Rito Escocês Antigo e Aceite, mesmo nos três primeiros graus, foram autorizadas a assim continuar a fazer. Até hoje! Subsiste presentemente cerca de uma dúzia dessas Lojas. Os maçons americanos chamam-lhe "Maçonaria Vermelha" e... São um pólo de curiosidade... 5 - iniciação maçônica Ir Rizzardo Da Camino Ir Rizzardo Da Camino Uma Iniciação sempre traduz uma expectativa porque é um princípio, e todo começo importa em fato novo. Em Maçonaria a Iniciação é a chave, o ponto de partida, precedida, tão somente, pelos atos preparatórios... O vocábulo Iniciação não se apresenta isolado; deva-se entender a palavra sob o aspecto filosófico, portanto ela é compreendida como sendo entrar em iniciação ou seja, ingressar num início. Uma iniciação não é um ato comum e tampouco exclusivo da Maçonaria ou de outra Instituição paralela. A criança é iniciada na escola quando ingressa no complexo (para ela) mundo das letras e dos números, da escrita e da oralidade. A puberdade envolve uma iniciação ao sexo; a maioridade, a iniciação à vista. A evolução normal dos povos civilizados apresenta uma tendência para a simplificação. A iniciação maçônica de hoje difere muito da dos tempos iniciais, como acontece com os processos miciáticos religiosos. O homem atual desenvolveu o poder da síntese, deixando de lado as evoluções desnecessárias. Questiona-se muito a respeito da validade ou não deste comportamento que, atingindo a Igreja, lhe causou certos transtornos. O fator que mantém as tradições e que apresenta a iniciação maçônica como tradição do que era em séculos passados, é o símbolo. A supressão de certos atos, com a justificativa de modernizá-los, de simplificá-los, de adaptá-los às circunstâncias da atualidade, vem ferir a validade do símbolo. A Maçonaria atual, modernizada, não abre mão de certos atos simbólicos porque eles representam de modo compreensível todo um conjunto de mistérios. A revelação não supre o valor do símbolo. O mistério permanece e cada vez mais ele pode ser fortalecido e também ampliado, renovado e recriado. A mística é a grande atração para os maçons. Eles aceitam e mantêm a tradição. Paralelamente à iniciação, o iniciado deixa ou adquire hábitos, jura e promete novas atitudes, novos comportamentos, nova filosofia de vida. Podemos exemplificar com a iniciação do sacerdote da Igreja que faz voto de celibato. Os Templários faziam voto de pobreza. Se fôssemos verificar a respeito das variações iniciáticas entre os povos, religiões, raças e posições geográficas, nos perderíamos em um emaranhado de conceitos, válidos todos eles quando questionados e quando recebida a justificativa. A criação do homem, embora lendária, foi uma iniciação. Juntado o pó com a água, feito o barro, concluída a modelagem, veio o sopro divino e, ainda que surgindo adulto, o primeiro homem símbolo teve um longo aprendizado. A sua posição era cômoda porque nada tinha para deixar atrás ou de lado. Tudo era princípio. Houve, sim, um voto. Apenas um: o de não comer dos frutos da Árvore do Conhecimento. Não temos qualquer preocupação em duvidar desse princípio da criação. Mesmo que tenha sido uma tradição simbólica, início da saga hebraica, ele representa um ponto de partida. Se, antes, já existia o ser humano - os denominados "filhos da terra" desses não temos a história. Iremos nos defrontar com teorias, as mais credenciadas, mas não poderemos sobre essas teorias construir nossa filosofia. A Maçonaria acredita num princípio e aceita a tese hebraica, porque obedece aos Landmarks, que são os 25 princípios básicos de sua doutrina. A importância de estabelecer critérios analíticos em torno desse princípio não é vital. O posicionamento maçônico atual é o de crer e aceitar a existência de um Deus a quem denomina de Grande Arquiteto do Universo e da existência de uma vida após a morte. Portanto, iniciação implica em aceitarmos um novo princípio. com todas as injunções que o compõem, inclusive com abrir mão de tudo o que era antes da iniciação. Esta secção, separando o passado do presente, não é possível ocorrer no plano físico. O iniciado, ao deixar o Templo, ao retornar ao "mundo", esquece a sua nova condição e readquire o comportamento que tinha, isto paulatinamente, porque a "natureza não dá saltos". O mundo então o recebe como ser mais aperfeiçoado. Toda iniciacão se desenvolve no plano mental, espiritual e místico. Muitos tendem a dar à Maçonaria um aspecto religioso e assim, dentro das Lojas, formam-se correntes as mais diversas. O religioso, de forma geral, tende a adaptar a Maçonaria aos seus princípios; assim, sob o ponto de vista espírita, o maçom espírita praticante construirá em sua iniciação um panorama que não conflitue com sua crença. Porém, sem afirmar que a Maçonaria é agnóstica, a religião, embora extremamente necessária, não está incluída na filosofia maçônica. Crer em Deus e numa vida futura não implica em qualquer princípio religioso. A religião fundamenta-se sempre, na fé. A Maçonaria prescinde desta fé. O maçom religioso será, sempre, um maçom compreensivo, embora os seus conhecimentos religiosos possam frear a sua caminhada para o alto. O religioso crê no dualismo: Deus e Diabo. A Maçonaria aceita a Deus como um Princípio, sem a preocupação de perquirir sobre a origem deste Princípio, O homem, é criatura; o Criador é Deus. O homem é eterno; a Eternidade é Deus. Temos, portanto, na iniciação um aspecto curioso: trata-se de uma Iniciação Maçônica e não de uma iniciação religiosa. Uma iniciação escolhida, aceita, experimental, e não uma iniciação imposta. A religião pode ser seleção, mas genericamente é imposta. Nossos pais, por exemplo, nos impõem um nome que devemos suportar até a morte. Paralelamente, nossos pais nos dirigem para uma religião: a religião deles. Na maturidade, o homem pode escolher o seu próprio destino religioso, porém, a influência do lar será a base de tudo. A Maçonaria tem a faculdade de reconduzir o descrente para a sua crença inicial. A Maçonaria aproxima o seu adepto a Deus. Ela o apresenta como uma obra perfeitamente construída, adornada e acabada por um Grande Arquiteto. O mistério se denomina, também, Deus. Para a Maçonaria o Diabo nada é; ela aceita o dualismo como equilíbrio de forças. O Diabo será apenas oposição, descrença, desamor. O homem passa constantemente por iniciações. Nem sempre, são iniciações conscientes. A Iniciação Maçônica, como vimos, é formada por um conjunto de fatores. Inicialmente individual, para posteriormente integrar-se a um grupo. As iniciações inconscientes resultam de uma evolução espiritual; o que se processa no homem, dentro de seu universo, ainda não está muito bem definido, mas existe. E a materialização do "conhece-te a ti mesmo", da revelação do grande mistério da Criação. Homem, quem és? A Maçonaria dá muitas respostas, mas se torna necessário que o candidato passe, efetivamente, por uma Iniciação. A Maçonaria precisa com muita urgência, para sobreviver, de iniciados, e não de elementos que passam por uma iniciação sem que a morte se efetive. Para uma comparação, com a finalidade de que haja compreensão maior, foi necessário para Jesus que morresse para cumprir a sua missão de redimir o homem. Sem uma morte, não haverá iniciação. ... Portanto, em resumo, a Iniciação nada mais é do que a aceitação da morte. Assim, esta morte perde o seu aspecto trágico. Quando o homem se convencer de que a morte é redenção e não castigo, não a temerá; a receberá como Iniciação para uma nova aventura. Todos aqueles que tiverem um amigo maçom e que forem propostos como candidatos ao ingresso na Maçonaria, terão uma oportunidade única e exclusiva. Sempre, contudo, que o candidato busque entender a Iniciação. Nos Estados Unidos, onde a Maçonaria é levada a sério, as Lojas distribuem aos candidatos um manual que serve de orientação. Nós, brasileiros ainda temos tabu quanto ao ingresso na Ordem. O candidato, já adentrando a Câmara das Reflexões, ainda ignora o que seja a iniciação. Esta falha é imperdoável. Cabe ao apresentador, ao padrinho esclarecer seu afilhado acerca do que seja a iniciação maçônica. Obviamente se esse mestre souber realmente da importância deste conhecimento. O homem em núpcias prepara-se para a iniciação do casamento, tendo já passado por um período de noivado. O casamento indubitavelmente, é uma das fases mais importantes tanto para c homem quanto para a mulher. Trata-se de uma iniciação séria que cada vez menos é assim considerada, pois assistimos a desfazimentos de casamento por motivos os mais fúteis possíveis. O importante da iniciação do casamento é que se apresenta contínua. Cada dia que passa surgem problemas que devem ser solucionados, e isto perdura até o fim; não o fim de um casamento mas o da vida. Passado o período de "mel", surgem os filhos e a grande problemática do amadurecimento, o encaminhamento dos filhos para a vida, as questões que.eles geram, as preocupações. Depois, vem os netos, as enfermidades, a velhice. Muitas vezes o casamento se interrompe com a morte da companheira, afastamento permanente que causa traumas. Mesmo havendo separação, prematura ou não, as funções geradas pelo casamento não cessam; em caso de separação judicial, subsiste a manutenção do outro cônjuge, dos filhos menores e desamparados: uma continuidade trágica, perturbadora, que traz, sempre, infelicidade. Assim é o maçom. A sua iniciação não apresenta um ponto estanque; é contínua e permanente, porque a cada dia que passa novas experiências surgem. Até o fim, o fim da vida, o maçom prossegue nos atos misteriosos e místicos da iniciação. O maçom é para sempre, in eterno. Temos a iniciação profissional. No início entusiasta, depois rotineira. Conforme a profissão, ela se apresenta insossa, repetitiva, um castigo, tudo sempre igual: um patrão. uma tarefa, sempre em busca da aposentadoria. Há profissões, porém, que exigem progresso, atividade constante, e que dão grande satisfação; como acontece nas pesquisas científicas. A Maçonaria também possui essa parte: a grande busca, a experiência, o próximo como elemento de trabalho operativo. Essas iniciações são simultâneas: religiosas, espiritualistas, científicas, operacionais, místicas, enfim, um corolário de princípios que não cessa prossegue até o fim da vida, desta vida. Não podemos fixar uma norma a respeito da iniciação; a Maçonaria dispõe de tradição para realizar iniciações formalmente iguais, revestidas de simbolismo escolar. No entanto, nem a Maçonaria, nem as religiões, nem a própria vida, iniciam alguém. A iniciação é mística individual, pois ela se realiza dentro do indivíduo. Se obedece a ritos rígidos, esses são externos, daí que a cerimônia iniciática se reveste de características fixas, enquanto a cerimônia mística envolve a personalidade do iniciando e difere de indivíduo para indivíduo. Com isto, surge a incógnita da possibilidade ou não de encararmos uma iniciação rotulada de atualizada ou moderna. A iniciação, seja qual for, será sempre paralela ao desenvolvimento espiritual do indivíduo. Uma obra clássica não significa antiga, de séculos passados. O clássico pode ser moderno e atual; o que classifica é o lugar que encontra na sociedade. Assim, podemos fixar uma iniciação clássica como a aceita por uma maioria. Sempre, porém, ela será atual no conceito do iniciando e não no conceito do iniciador. A instrução era feita, há cinqüenta anos atrás, de conformidade com os métodos tradicionais; primeiramente, a alfabetização, para depois, ano após ano, num trabalho de paciência beneditina, incutir na mente do aluno o conhecimento previamente programado, numa escala crescente para desenvolver o raciocínio até atingir a universidade, onde a personalidade do mestre passava a plasmar a cultura. Hoje, a televisão se encarrega de tudo. Amanha, quem sabe, a telepatia dará a orientação precisa e correta. Portanto, quando se cogita de entender o que seja uma iniciação, deve-se atentar a todas as suas nuances e facetas, para, depois, colher os resultados. Ë por este motivo que sempre alertamos: o iniciado não é o que passa por uma iniciação, mas o que inicia. O segredo, o grande segredo maçônico é o comportamento do iniciando na Câmara das Reflexões, tão conhecida pelos maçons e de certo modo um assunto esotérico, ainda particular, de vendado de forma muito discreta numa linguagem apropriada compreensão dos maçons, daqueles verdadeiramente iniciados. O candidato, concluída a sindicância e aprovado pelo plenário, sem voto divergente, é chamado. Esta chamada contém muito misticismo. Dissera Jesus ao discípulo: "vem e segue-me". O candidato, nesta altura já avisado de que a sua entrada para a Maçonaria foi aceita, responde a chamada. Ë muito importante ser chamado. Na competição atual, o homem busca alcançar um espaço; ele desbrava caminhos, luta e nem sempre vence. Porém, na Maçonaria, quando menos espera, recebe o chamado, transmitido pelo seu apresentador, seu padrinho. Esse chamado deve ser atendido? O que passa pela mente do candidato? O atender o chamado significa um ato de obediência. A obediência de modo geral, significa submissão, ou seja, uma concordância tácita de que tem disposição para ingressar em uma Instituição que desconhece. O enigma deve ser decifrado e o homem, por ser desafiante, ousado, impetuoso, passa a enfrentar o desconhecido. Ignora o nome dos participantes da Instituição onde anuiu ingressar, ignora a filosofia do grupo, os conceitos, a parte esotérica. Porém, aceita e acompanha o padrinho até o Templo. Atender ao chamamento é o resultado do trabalho de preparação que aludimos acima. Toda Loja, toda jurisdição maçônica trabalhou com muito interesse para atrair o novo irmão que irá beneficiar com a sua personalidade e presença a fraternidade universal. É o retorno, o eco das vibrações enviadas através da mente, da voz, das práticas, do misticismo, do mistério. Se o chamamento for bem equacionado, se as vibrações emanadas tiverem sido bem distribuídas, indubitavelmente atingiram em cheio o candidato e ele não poderá, de modo algum, negar o chamamento. Não será ele quem decide. A congregação é que decidiu recebê-lo. E a fatalidade da preparação a que ninguém escapa, a atração irresistível em busca, inconsciente, da perfeição. Assim, o candidato se entrega totalmente â iniciação. Aqui cesa. a participação individual para dar lugar à participação do grupo. 6 - Perguntas e Respostas Ir Pedro Juk Bloco é produzido pelo Ir. Pedro Juk, às terças, quintas, sábados e domingos. Loja Estrela de Morretes, 3159 - Morretes - PR Hierarquia e o giro O Respeitável Irmão Paulo Costa, sem declinar o nome da Loja, Oriente (Cidade), REAA, Grande Loja, não constando o nome do Estado, apresenta a questão: [email protected] Estamos com uma duvida em nossa Comissão de Ritualística e Liturgia. Pedimos ao Irmão esclarecimentos se for possível. Na circulação da Bolsa de Propostas e informações/ou Bolsa de Solidariedade quando o Irmão estiver fazendo o seu giro, por exemplo: no caso de Bolsa de Solidariedade, entendo que sempre deverá haver a hierarquia do Grau e não do cargo, não sei se estou correto. Vejamos: o Irmão Hospitaleiro, de inicio, faz a formação da estrela de Davi. Apos Irmãos do Oriente, começando pelo lado norte/sul. No ocidente pela ordem, Irmãos Mestres, Companheiros e por ultimo Aprendizes. Duvida. No caso da ausência do Irmão titular do cargo de Segundo Diácono, assume um Companheiro. No giro pode o Irmão Hospitaleiro apresentar a Bolsa para o Irmão Segundo Diácono, na condição de Companheiro e depois na sequencia passar pelo Irmão Tesoureiro, que está na condição de Mestre. Resumindo: o Irmão Companheiro contribuir antes de um Mestre? Deveria neste caso, o Hospitaleiro passar, primeiro pelo Irmão Tesoureiro e depois pelo Irmão Diácono. Neste caso, a hierarquia é do Grau ou do Cargo? CONSIDERAÇÕES: Sem conhecer exatamente o que exara o Ritual da vossa Grande Loja, seguem os apontamentos inerentes ao que tange a verdadeira tradição do Rito Escocês Antigo e Aceito. Na circulação da Bolsa, seja ela de Propostas ou do Tronco, esta obedece primeiro os seis cargos compostos pelas Dignidades da Loja (as Luzes, o Orador e o Secretário) e pelo Cobridor pela sua importância como protagonista responsável pela cobertura dos trabalhos (o sigilo é um Landmark da Ordem). Ato seguido é abordado indistintamente todos os demais Irmãos do Oriente sem qualquer ordem, já que todos os que ali militam são obrigatoriamente Mestres (não existe circulação no Oriente). Geralmente se começa pelo lado esquerdo de quem entra no Oriente pela simples razão de que o seu acesso é feito pela sua banda norte (nordeste) e dele se sai pela sua banda sul (sudeste). Ato seguido indistintamente é abordado os Mestres da Coluna do Sul, os Mestres da Coluna do Norte, os Companheiros, os Aprendizes e por fim, o próprio Oficial circulante auxiliado pelo Cobridor Interno. Observações: a) Rigorosamente são abordados primeiramente os seis cargos anteriormente indicados, todavia essa circulação não tem qualquer relação com a pretensa estrela de seis pontas. A Estrela de David não é emblema do simbolismo escocês, senão a Estrela Flamejante, ou Estrela Hominal de origem Pitagórica e possui apenas cinco pontas. A Estrela de David (Magsen David) é peculiar em alguns trabalhos do Craft (inglês). Ver por exemplo, o Trabalho de Emulação, porém nesse sistema não existe coleta de propostas e óbolo por ato de circulação. b) A ligação topográfica dos seis primeiros pontos não corresponde a uma estrela composta por dois triângulos equiláteros sobrepostos e conhecidos. Poder-se-ia até se fazer um exercício de imaginação para a composição de uma estrela, todavia não aquela arranjada por triângulos compostos por lados perfeitamente iguais (triângulo equilátero – todos os ângulos internos com 60 graus). c) No Oriente não existe circulação. Como regra somente nele se entra pelo lado nordeste a partir da Coluna do Norte. Sua saída é feita pelo lado sudeste em direção da Coluna do Sul. d) Excetuando-se os seis cargos já mencionados, não existe qualquer relação de abordagem para os demais cargos da Loja. Como também todos os demais cargos são ocupados por Mestres, entre estes não existe hierarquia. e) Excetuando-se o próprio Oficial circulante, abordam-se os Mestres, Companheiros e Aprendizes. O último que deposita a proposta ou o óbolo é próprio Mestre de Cerimônias ou o Hospitaleiro, se for o caso. A questão de hierarquia nesse caso é ambígua. f) Como cargos em Loja devem ser irrestritamente ocupados por Mestres, não faz sentido à vossa questão que evoca um Companheiro ocupando cargo. T.F.A. PEDRO JUK – AGO/2013 [email protected] 7 - destaques jb Resenha Geral LOJAS SIMBÓLICAS – SANTA CATARINA CALENDÁRIO DE ordens do dia – EVENTOS – CONVITES Data 16.11.13 Hora Loja Endereço Evento – Ordem do Dia 8º. Congressso Estadual da Ordem DeMolay – Programação abaixo 18.11.13 20:00 Loja Harmonia e Fidelidade 4129 - Itapema-SC (ao lado Sagração do Templo GOB/SC Matriz Sto. Antônio) 19.11.13 20h00 Loja Renascer do Vale 4007 GOB/SC Rua Anibal de Lara Sessão Magna Elevação: Cardoso, 245 Penha Ewerton Fernandez; Jorge Luiz Rodrigues Madeira e Walter Riedel Neto 25.11.13 20h00 Loja Pedreiros da Liberdade nr. 75 Condomínio Palestra com o Dr. Ivan Itacorubí Moritz sobre “A saúde do homem maduro” Hoje serão realizadas as seguintes atividades: 1 - Workshop 1 – 16/11/2013 – 13:30 hs às 14:30 hs: Tema: A atuação dos Conselhos Consultivos nos Capítulos, ministrada pelo palestrante Omar Rogério, Grão Mestre Nacional do Supremo; 2 - Workshop 2 – 16/11/2013 – 13:30 hs às 14:30 hs: Tema: Maçonaria: Algumas considerações para não iniciados, ministrada pelo palestrante Geraldo Morgado, Tio Maçom da Augusta e Respeitável Loja Simbólica Alferes Tiradentes; 3 - Workshop 3 – 16/11/2013 – 13:30 hs às 14:30 hs: Tema: Debate sobre o Ordem Demolay, ministrada pelo palestrante Douglas Rui Aguiar, Grande Mestre Nacional Adjunto do Supremo. 4 - Palestra 4 – 16/11/2013 – 14:30 hs às 15:30 hs: Tema: Motivação, ministrada por Dulce Magalhães. MAÇONARIA DE MONARQUISTAS E REPUBLICANOS (Texto enviado pelo Irmão Geraldo Ribeiro Fonseca, de Barbacena – MG) Finalizando o século XIX, no ano de 1895, Monarquistas e Republicanos instalaram em Barbacena-MG a Loja Maçônica Regeneração Barbacenense . No tempo do fraque, da cartola e dos longos bigodes, homens de todas as posições sociais, movidos pelo livre pensamento, digladiavam-se no campo político: uns defendiam a Monarquia; outros, seguindo a doutrina positivista, arvoravam-se pela República. Em Barbacena, o Padre Mestre Correia de Almeida, considerado o maior poeta satírico de Minas Gerais, sacerdote de iluminada inteligência e Monarquista convicto, em um de seus sonetos, datado de 27 de março de 1984, defende a maçonaria, chamando-a de " humanitária e pura confraria." Para aqueles que não conhecem a história desse Padre e de nossa querida terra, o soneto traz uma mensagem positiva aos maçons, mas só os estudiosos sabemos que o Padre Correia de Almeida era político militante, sacerdote pio e monarquista convicto. Nos versos abaixo, ele não satiriza a maçonaria. Filho de Minas, nascido nas montanhas alterosas, ele prega política e pondera, pois vislumbra na beleza e suntuosidade dos templos maçônicos um abrigo para homens de crença pura. Sua defesa intransigente da Monarquia fica patente e, usando de métrica perfeita, condena a instituição da República, vendo nela um fruto da positiva escola desastrada de Augusto Comte. Para ele, se a Maçonaria admitisse em seus quadros os positivistas, ela era Republicana e ele, Monarquista. Há ou não há maçom positivista? Asseveram que a tal maçonaria Exige que professe alguma crença Quem pretende fazer parte da imensa E mais que humanitária confraria. Sendo assim, já não digo o que diria Daquela instituição o que o vulgo pensa Estribado na incrédula sabença Que não passa de vá sabedoria. E, com efeito, lá sob o seu teto É Deus onipotente um arquiteto, Qual aprovado aluno plenamente. Se é verdade, porém, que dão entrada À positiva escola desastrada, O que se nos afirma se desmente. Padre Correia de Almeida 27 de março de 1894. Do Livro Visão histórica - Loja Maçônica Regeneração Barbacenense 1895/2010- Autor Geraldo Ribeiro da Fonseca.MI. 1 - Documentário em que os autores fundamentam a hipótese de que essas construções teriam sido feitas para um certo propósito específico... http://www.youtube.com/watch?v=Ul54c3BRgcE&list=PLUrRxClfe-hX2mfTbtiBAe3Vys6KnCEL 2 – Oscar & Joshua Han - Schoolboys - Australia's Got Talent 2013 Audition https://www.youtube.com/watch?v=KADpxbkis-U 3 - 'Niet Normaal Dit!' - Holland's Got Talent https://www.youtube.com/watch?v=_NfnSgYqM4M 4 - o filme romântico mais visto (BR PT) – completo e dublado http://www.youtube.com/watch?v=qNSuHdHYTr8 fechando a cortina O Irmão Adilson Zotovici escreve Aos sábados neste espaço. REPÚBLICA Passaram-se, pois, alguns anos Da tão sonhada Independência Desperta a ânsia com veemência De ver valer antigos planos ! Tantos sentimentos ufanos De todo um povo que exigia Fim de imposta soberania E mesmo de jugos tiranos ! Buscando direitos humanos Basta à miséria, impertinência!... Bradaram seres de excelência Com seus sentimentos ufanos ! Regrados nos sacros arcanos Obreiros da maçonaria Findam mortiça monarquia Por ideais Republicanos ! Adilson Zotovici ARLS Chequer Nassif-169