0 UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE ARIANA DE MELO TOSTA AVALIAÇÃO PULMONAR EM INDIVÍDUOS COM DIABETES MELLITUS TIPO 2 SUBMETIDOS À CIRURGIA METABÓLICA UBERABA (MG) 2013 1 ARIANA DE MELO TOSTA AVALIAÇÃO PULMONAR EM INDIVÍDUOS COM DIABETES MELLITUS TIPO 2 SUBMETIDOS À CIRURGIA METABÓLICA Dissertação apresentada ao Curso de Pós-graduação em Ciências da Saúde, área de concentração “Patologia Geral”, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, como requisito parcial para a obtenção do Título de Mestre em Ciências da Saúde. Orientador: Prof. Dr. Alex Augusto da Silva Co-orientador: Prof. Dr. Eduardo Crema UBERABA (MG) 2013 2 Dados Internacionais de Catalogação – CIP Brasil Catalogação na fonte T716a Tosta, Ariana de Melo Avaliação pulmonar em indivíduos com diabetes mellitus tipo 2 submetidos à cirurgia metabólica / Ariana de Melo Tosta.-- 2013 100f.: fig.:tab. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) -- Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba, MG, 2013. Orientador: Prof. Dr. Alex Augusto da Silva 1. Diabetes. 2. Fisioterapia. 3. Síndrome metabólica . 4. Pulmões. I. Silva, Alex Augusto da. II. Universidade Federal do Triângulo Mineiro. III. Título. CDU 616.379-008.64 3 ARIANA DE MELO TOSTA AVALIAÇÃO PULMONAR EM INDIVÍDUOS COM DIABETES MELLITUS TIPO 2 SUBMETIDOS À CIRURGIA METABÓLICA Dissertação apresentada ao Curso de Pós-graduação em Ciências da Saúde, área de concentração “Patologia Geral”, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, como requisito parcial para a obtenção do Título de Mestre em Ciências da Saúde. BANCA EXAMINADORA Aprovada em ___ de ____________________ de 2013. _______________________________________ Orientador: Prof. Dr. Alex Augusto da Silva. Universidade Federal do Triângulo Mineiro _______________________________________ Dra. Márcia Souza Volpe Universidade Federal do Triângulo Mineiro _______________________________________ Dr. José Francisco de Mattos Farah Universidade Federal de São Paulo 4 Dedico ao mestre maior Deus, que em todos os momentos está presente em minha vida. Aos meus Pais, sem eles nada teria sentido. À minha amada mãe Antonia, pelo seu amor incondicional, dedicação e poder de suas orações. Ao meu eterno pai Artur, pelo seu exemplo de honestidade, pai absoluto e luta incansável pela educação dos filhos. Aos meus queridos irmãos Rodrigo, Janaína e Gustavo, e, aos cunhados Olegário e Rita, sempre me incentivando e contribuindo de uma forma ou de outra, tanto nos momentos bons, quanto nos momentos difíceis da minha vida. Ao meu afilhado Enzo, Anjo que veio acalentar, trazer alegria, harmonia e paz para nosso lar. Ao namorado Valter Daniel pelo amor, compreensão e apoio. À inestimável Zuleika minha eterna gratidão. À Elida por ser a conselheira de todas as horas, pela luta incansável para conquistar o espaço como profissionais fisioterapeutas em nossa Instituição e pelo incentivo à pesquisa. Aos Mestres Dr. Alex e Dr. Eduardo Crema pela arte do Saber, pelo estímulo à pesquisa e carreira acadêmica. 5 AGRADECIMENTOS Em especial. Primeiramente, aos pacientes participantes da pesquisa, pela coragem e confiança que depositaram em toda a equipe, e pela contribuição com o progresso da pesquisa científica. Aos companheiros de mestrado Tharsus, Lucimara e Fernanda que desde o começo compartilharam todas as etapas de estudo, ansiedades, dúvidas... e, sempre ajudando um ao outro. Aos colegas e companheiros de jornada Rodrigo, Veridiana, Danielle e Ana Claudia, minha sincera gratidão pela compreensão que tiveram em todo o momento. Às amigas, Janaina, Izabella e Priscila sem vocês o que seria de mim nos momentos de angústia, ansiedade e desânimo. A todos os professores da Pós-graduação, os quais eu tive a honra de conhecê-los e oportunidade ímpar de compartilhar e desfrutar de seus conhecimentos e sabedoria, em especial Profa. Renata Margarida Etchebehere. Aos funcionários da UFTM Júlio César Machado Borges e Sandro Rogério dos Santos, obrigada pela gentileza e presteza nos momentos em que os solicitei. À Mestre Taciana Freitas Agrelli, à Profa. Dra. Marilita Falangola Accioly, ao Prof. Juverson Alves Terra Júnior e à fisioterapeuta Mestre Marisa; agradeço por compartilharem seus conhecimentos relacionados à pesquisa, no enriquecimento no decorrer do desenvolvimento do meu projeto. Ao Guilherme Azevedo Terra pela imensa colaboração no trabalho estatístico. Aos familiares e amigos agradeço pelo apoio e reconhecimento do meu esforço para conquistar tudo àquilo que almejo. Enfim... Agradeço a todos que contribuíram para a concretização deste sonho. 6 Mais Uma Vez “Mas é claro que o sol vai voltar amanhã. Mais uma vez, eu sei. Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã. Espera que o sol já vem. Tem gente que está do mesmo lado que você. Mas deveria estar do lado de lá. Tem gente que machuca os outros. Tem gente que não sabe amar. Tem gente enganando a gente. Veja a nossa vida como está. Mas eu sei que um dia a gente aprende. Se você quiser alguém em quem confiar. Confie em si mesmo. Quem acredita sempre alcança! Mas é claro que o sol vai voltar amanhã. Mais uma vez, eu sei. Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã. Espera que o sol já vem. Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena. Acreditar no sonho que se tem. Ou que seus planos nunca vão dar certo. Ou que você nunca vai ser alguém. Tem gente que machuca os outros. Tem gente que não sabe amar. Mas eu sei que um dia a gente aprende. Se você quiser alguém em quem confiar. Confie em si mesmo. Quem acredita sempre alcança! Quem acredita sempre alcança! Quem acredita sempre alcança! Quem acredita sempre alcança! Quem acredita sempre alcança!” (Renato Russo) 7 RESUMO TOSTA, Ariana de Melo. Avaliação pulmonar em indivíduos com diabetes Mellitus tipo 2, submetidos à cirurgia metabólica. 2013. 100f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) – Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba (MG), 2013. Introdução: O diabetes mellitus (DM) é um distúrbio metabólico caracterizado pela hiperglicemia. Suas complicações estão frequentemente associadas à síndrome metabólica e com índice de massa corporal (IMC). Estudos recentes observaram que indivíduos portadores de diabetes mellitus tipo 2 (DM2) apresentam diminuição da função pulmonar quando comparados aos indivíduos não diabéticos. O diabetes mellitus tipo 2 causa anormalidades funcionais no sistema pulmonar, tais como: redução na complacência elástica, nos volumes pulmonares e na capacidade de difusão. A cirurgia metabólica é considerada um tratamento radical, porém tem mostrado ser efetiva no controle dessa doença. Objetivo: Avaliar a função pulmonar de 17 indivíduos com DM2 submetidos à cirurgia metabólica. Utilizou-se a manovacuometria, Peak Flow e espirometria, no pré-operatório, pós-operatório imediato (PO1) e pós-operatório tardio (PO2). Casuística e Métodos: Foi realizado estudo prospectivo pela disciplina da Cirurgia do Aparelho Digestivo (CAD) na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) em 17 indivíduos de 30 a 65 anos, portadores de diabetes mellitus tipo 2 e IMC entre 23 a 35 quilogramas por metro quadrado (Kg/m2) que foram submetidos à cirurgia metabólica experimental por via laparoscópica, com interposição de segmento ileal de 100 cm entre o duodeno e o jejuno e exclusão do duodeno e jejuno proximal do trânsito intestinal sem ressecção gástrica. A estatística do estudo realizou análise descritiva. Utilizou o teste não paramétrico de Wilcoxon-Mann-Whitney com correção de Bonferroni para múltiplas comparações. Resultado: Observaram-se menores valores obtidos no préoperatório comparados aos valores previstos em todas as variáveis exceto no valor da PFE e PIMAX, além disso, o Peak Flow apresentou significante diminuição do pré para PO1, PIMAX e PEMAX aumentaram do PRÉ para PO2, porém sem significância estatística. Já os valores espirométricos aumentaram seus valores comparados ao pré-operatório obtido exceto VEF1 e CVF. Conclusão: A perda ponderal e o controle glicêmico podem interferir de forma positiva na força muscular respiratória nos indivíduos portadores de DM-2 submetidos à cirurgia metabólica sem ressecção gástrica, porém não apresenta a mesma resposta na função 8 pulmonar desses indivíduos. Palavras-chave: Diabetes Melittus. Fisioterapia. Pulmão. 9 ABSTRACT TOSTA, Ariana de Melo. Grading lung in individuals with Diabetes Mellitus type 2, metabolic undergoing surgery. 2013. 100f. Dissertation (Master of Science in Health) - Federal University of Triangulo Mineiro, Uberaba (MG), 2013. Introduction: Diabetes mellitus (DM) is a metabolic disorder characterized by hyperglycemia. Its complications are frequently associated with the metabolic syndrome and with a body mass index. Recent studies have observed that individuals with type 2 diabetes mellitus (DM2) have reduced pulmonary function when compared with individuals without diabetes. Type 2 diabetes mellitus cause functional abnormalities in pulmonary system, such as: reduction in elastic complacency, in lung volumes and diffusion capacity. The metabolic surgery is considered a radical treatment, but has been shown to be effective in controlling this disease. Objective: To evaluate the pulmonary function of 17 subjects with DM2 undergoing surgery metabolic. Used the manometer, peak flow and spirometry in preop, post-immediate operative (PO1) and late (PO2). Patients and Methods: A prospective study the discipline of Digestive Tract Surgery (CAD) at the Federal University of Triangulo Mineiro (UFTM) in 17 individuals from 30 to 65 years with diabetes mellitus type 2 and body mass index (BMI) between 23 and 35 kilograms per meter squared (Kg/m2) who were undergoing surgery via laparoscopic experimental metabolic, with interposition segment ileal of 100 cm between the duodenum and jejunum and exclusion of the duodenum and jejunum proximal transit without intestinal gastric resection. A statistical study conducted descriptive analysis. We used the nonparametric Wilcoxon-Mann-Whitney test with Bonferroni correction for multiple comparison. Results: We observed lower values obtained in the preoperative compared to predicted values for all variables except the value of PFE and MIP, in addition, the Peak Flow presented significant for lowering the pre PO1, MIP and MEP increased from PRE to PO2, but without statistical significance. Ja values increased spirometric values compared to pre-operative obtained except FEV1 and FVC. Conclusion: Weight loss and control glycemic can interfere positively in respiratory muscle strength in individuals DM2 underwent metabolic surgery without gastric resection, however not presentes same response in the lung function of these individuals. Key words: Diabetes mellitus. Physiotherapy. Lung. 10 RESUMEN TOSTA, Ariana de Melo. Evaluación pulmonar en personas con diabetes Mellitus tipo 2, se sometieron a la cirugía metabólica. 2013. 100f. Disertación (Maestría em Ciencias de la Salud) - Universidad Federal de Triangulo Mineiro, Uberaba (MG), 2013. Introducción: Lo diabetes mellitus (DM) es uma enfermidad metabólica caracterizada por la hirglucemia.Sus complicaciones se asocian frecuentemente com el síndrome metabólico y el índice de masa corporal(IMC).Estudios recientes han encontrado que lós indivíduos com la diabetes mellitus tipo 2(DM2) Haber disminucíon de la funcíon pulmonar en comparacíon com lós indivíduos no diabéticos. Lo diabetes mellitus (DM) provoca anomalías funcionales en el sistema pulmonar, como la reducción de la complacencia elastica, volúmenes pulmonares y capacidad de difusión. La cirugía metabólica se considera un tratamiento radical, sin embargo, ha demostrado ser eficaz en el control de esta enfermedad. Objetivo: Evaluar la función pulmonar de 17 pacientes con diabetes mellitus tipo 2 (DM2) sometidos a cirugía metabólica. Utilizado el manómetro, el flujo máximo y la espirometría en el pre-operatorio, post-operatorio inmediato (PO1) y tardía (PO2). Casuística y métodos: Estudio prospectivo de la disciplina de la cirugía del tracto digestivo (CAD) de la Universidad Federal de Triangulo Mineiro (UFTM) en 17 individuos de 30 a 65 años, con diabetes mellitus tipo 2 y el IMC entre 23 y 35 kilogramos por metro cuadrado (Kg/m2) que se sometieron a cirugía laparoscópica experimental metabólica con interposición ileal segmento de 100 cm entre el duodeno y el yeyuno y la exclusión del duodeno y el yeyuno proximal tránsito intestinal sin resección gástrica. Un estudio estadístico llevado a cabo un análisis descriptivo. Se utilizó la prueba no paramétrica de Wilcoxon-Mann-Whitney con corrección de Bonferroni para comparaciones múltiples. Resultados: Se observaron menores valores obtenidos en el pre-operatorio en comparación con los valores predichos para todas las variables, excepto el valor de PFE y MIP, por otra parte, el pico de flujo mostraron una disminución significativa de la pre a PO1, MIP y MEP aumentó de PRE a PO2 , pero sin significación estadística. Valores espirométricos Ja aumentado en comparación con los valores pre-operatoria obtenida, excepto FEV1 y FVC. Conclusión: La pérdida de peso y el control glucémico puede interferir positivamente en la fuerza de los músculos respiratorios en las personas con DM2 se sometieron a la cirugía metabólica sin resección gástrica, sin embargo no 11 presenta la misma respuesta en la función pulmonar de estos individuos. Palabras clave: Diabetes mellitus. La fisioterapia. Pulmón. 12 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 Gráfico 2 Gráfico 3 Gráfico 4 Gráfico 5 Gráfico 6 Gráfico 7 Gráfico 8 Gráfico 9 Mediana amostral dos valores previsto e obtido da variável Peak Flow no PRE, PO1 e no PO2........................................... 56 Mediana amostral dos valores previsto e obtido da variável PIMAX no PRE, PO1 e no PO2................................................ 57 Mediana amostral dos valores previsto e obtido da variável PEMAX no PRE, PO1 e no PO2............................................... 58 Mediana amostral dos valores previsto e obtido da variável VEF1 no PRE, PO1 e no PO2.................................................. 60 Mediana amostral dos valores previsto e obtido da variável CVF no PRE, PO1 e no PO2.................................................... 61 Mediana amostral dos valores previsto e obtido da variável PFE no PRE, PO1 e no PO2.................................................... 62 Mediana amostral dos valores previsto e obtido da variável VEF1/CVF no PRE, PO1 e no PO2.......................................... 63 Mediana amostral dos valores previsto e obtido da variável glicemia no PRE, PO1 e no PO2.............................................. 65 Mediana amostral dos valores previsto e obtido da variável IMC no PRE, PO1 no PO2........................................................ 66 13 LISTA DE TABELAS Tabela 1 População brasileira de acordo com a faixa etária................. 22 Tabela 2 Valores previstos para Peak Flow em homens no Brasil................ 47 Tabela 3 Valores previstos para Peak Flow em mulheres no Brasil.............. 48 Tabela 4 Estatística Descritiva (Peak Flow)............................................. 55 Tabela 5 Estatística Descritiva (PIMAX)................................................. 56 Tabela 6 Estatística Descritiva (PEMAX)............................................... 57 Tabela 7 Estatística Descritiva (VEF1)..................................................... 59 Tabela 8 Estatística Descritiva (CVF)...................................................... 60 Tabela 9 Estatística Descritiva (PFE)....................................................... 61 Tabela 10 Estatística Descritiva (VEF1/CVF)............................................ 63 Tabela 11 Estatística Descritiva (Glicemia Jejum)..................................... 64 Tabela 12 Estatística Descritiva (IMC)....................................................... 66 14 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas ADA – American Diabetes Association ASA – Sociedade Americana de Anestesiologia CAD – Cirurgia do Aparelho Digestivo CEP - Comitê de Ética em Pesquisa cm – Centímetro cmH2O – Centímetros de Água CPAP – Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas CPT – Capacidade Pulmonar Total CRF – Capacidade Residual Funcional CV – Capacidade Vital CVF – Capacidade Vital Final DAC – Doença Arterial Coronariana DJB – Derivação Duodeno Jejunal DM – Diabetes Mellitus DM1 - Diabetes Mellitus tipo 1 DM2 - Diabetes Mellitus tipo 2 DMR – Disfunção da musculatura respiratória DSSCC – Conferência de Consensos Sobre Cirurgia Summit de Diabetes EASD – Associação Europeia para o Estudo do Diabetes EP – Embolia Pulmonar GBP – Cirurgia Bypass Gástrico GDM – Diabetes Mellitus Gestacional GIP – Glicose Polipeptídios Insulonotrópico GLP1 – Glucagon like Peptide-1 GK - Gato-Kakizaki GPx – Glutationa Peroxidase HbA1C – Hemoglobina glicada A1c IC – Insuficiência Cardíaca IMC – Índice de Massa Corporal Kg/m2 – Quilograma por Metro Quadrado l/min - Litros por Minuto mg/dl – Miligrama por Decilitro 15 ml - Mililitro ml/ano – Mililitro por ano mm – Milímetro NEG – Glicosilação Não Enzimática NO – Óxido Nítrico OMS – Organização Mundial da Saúde PaCO2 – Pressão parcial de Gás Carbônico PaO2 – Pressão Parcial de Oxigênio PCR – Proteína C Reativa PEMAX – Pressão Expiratória Máxima PFE – Pico de Fluxo Expiratório pH – potência de Hidrogênio PIMAX – Pressão Inspiratória Máxima PO1 – Pós-operatório Imediato PO2 – Pós-operatório Tardio PRE – Pré-operatório PRM – Pressão Respiratória Máxima RM – Revascularização do Miocárdio RYGB – Bypass Gástrico em Y de Roux SAOS – Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono SatO2 – Saturação de Oxigênio SOD – Superóxido Dismutase TB – Tuberculose Pulmonar TMR – Treinamento Muscular Respiratório TTGO – Teste de Tolerância à Glicose Oral TVP – Trombose Venosa Profunda UFTM – Universidade Federal do Triangulo Mineiro VC – Volume Corrente VEF1 – Volume Expiratório forçado no primeiro segundo VNI – Ventilação Não Invasiva VR – Volume Residual VRE – Volume de Reserva Expiratória VRI – Volume de Reserva Inspiratória 16 SUMÁRIO 1 1.1 1.1.2 1.2 1.2.1 1.2.2 1.2.3 1.2.4 1.2.5 1.2.6 1.2.7 1.2.7.1 1.2.7.2 1.2.7.2.1 1.2.7.2.2 1.2.7.2.3 1.3 1.4 1.5 1.5.1 2 3 4 4.1 4.2 5 5.1 5.1.1 5.1.2 5.1.3 5.2 5.2.1 5.2.2 5.2.2.1 5.2.2.2 5.2.2.3 6 INTRODUÇÃO........................................................................ DIABETES MELLITUS............................................................ Classificação.......................................................................... DIABETES MELLITUS TIPO 2................................................ Complicações........................................................................ Manifestações clínicas......................................................... Diagnóstico............................................................................ Fatores de risco.................................................................... Epidemiologia........................................................................ Fisiopatologia do diabetes mellitus tipo 2.......................... Tratamento do diabetes mellitus tipo 2............................... Tratamento conservador......................................................... Cirurgia metabólica.................................................................. Mecanismos prováveis para o controle da glicemia.......... Neoglicogênese intestinal.................................................... Alterações no mecanismo de transporte da glicose......... ANORMALIDADES FUNCIONAIS NO SISTEMA PULMONAR........................................................................... COMPLICAÇÕES PULMONARES NO PÓSOPERATÓRIO......................................................................... INTERVENÇÕES FISIOTERAPÊUTICAS.............................. Fisioterapia respiratória....................................................... JUSTIFICATIVA...................................................................... HIPÓTESE.............................................................................. OBJETIVOS............................................................................ OBJETIVO GERAL.................................................................. OBJETIVOS ESPECÍFICOS................................................... CASUÍSTICA E MÉTODOS.................................................... CASUÍSTICA........................................................................... Amostra.................................................................................. Critérios de inclusão............................................................. Critérios de exclusão............................................................ MÉTODOS.............................................................................. Ficha de avaliação fisioterapêutica..................................... Variáveis do estudo............................................................... Peak Flow................................................................................ Manovacuômetro..................................................................... Espirometria............................................................................ ANÁLISE ESTATÍSTICA......................................................... 18 18 18 19 20 20 20 21 21 23 24 24 25 28 29 29 29 33 36 36 41 42 43 43 43 44 44 44 44 44 45 45 45 45 48 51 53 17 7 7.1 7.2 7.2.1 7.2.1.1 7.2.1.2 7.2.1.2.1 7.2.1.2.2 7.2.1.3 7.2.1.3.1 7.2.1.3.2 7.2.1.3.3 7.2.1.3.4 7.2.2 7.2.2.1 7.2.3 7.2.3.1 8 9 RESULTADOS........................................................................ ANÁLISE QUALITATIVA.......................................................... ANÁLISE QUANTITATIVA....................................................... Variáveis respiratórias......................................................... Peak Flow................................................................................ Manovacuômetro..................................................................... Pressão inspiratória máxima (PIMAX)................................. Pressão expiratória máxima (PEMAX)................................ Espirometria............................................................................ Volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1)..................................................................................... Capacidade vital forçada (CVF).......................................... Pico de fluxo expiratório (PFE)........................................... Relação VEF1/CVF................................................................. Parâmetro bioquímico........................................................... Perda glicêmica....................................................................... Perda ponderal...................................................................... Índice de massa corporal (IMC).............................................. DISCUSSÃO........................................................................... CONCLUSÃO......................................................................... REFERÊNCIAS....................................................................... APÊNDICES............................................................................ APÊNDICE A FICHA DE AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA.............................................................. APÊNDICE B - VARIÁVEIS PULMONARES NO PRÉOPERATÓRIO, PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO E PÓSOPERATÓRIO TARDIO 1........................................................ APÊNDICE C - VARIÁVEIS PULMONARES NO PRÉOPERATÓRIO, PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO E PÓSOPERATÓRIO TARDIO 2........................................................ APÊNDICE D - VARIÁVEIS PULMONARES NO PRÉOPERATÓRIO, PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO E PÓSOPERATÓRIO TARDIO 3........................................................ APÊNDICE E - VARIÁVEIS PULMONARES NO PRÉOPERATÓRIO, PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO E PÓSOPERATÓRIO TARDIO 4........................................................ ANEXOS................................................................................. ANEXO A - PARECER CONSUBSTANCIADO – CEP........... ANEXO B - TERMO DE ESCLARECIMENTO........................ ANEXO C - TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE.............. 54 54 54 54 55 56 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 65 67 72 73 89 89 94 95 96 97 98 98 99 100 18 1 INTRODUÇÃO 1.1 DIABETES MELLITUS Diabetes mellitus (DM) não é uma única doença, mas um grupo heterogêneo de distúrbios metabólicos que apresentam em comum à hiperglicemia, e essa é decorrente de efeitos na ação da insulina, secreção de insulina ou ambas (SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2009). 1.1.2 Classificação A classificação etiológica do diabetes mellitus segundo American Diabetes Association (ADA) (2012) está no quadro 1. Quadro 1 - Classificação etiológica do diabetes. I. Diabetes mellitus Tipo 1 (destruição célula β, geralmente levando a deficiência absoluta de insulina) A. imune mediada B. idiopática II. Diabetes mellitus Tipo 2 (pode variar entre resistência à insulina, predominantemente com deficiência relativa de insulina a um defeito secretor predominantemente com resistência à insulina) III. Outros tipos específicos Defeitos genéticos da A. função das células b 1. Cromossomo 12, HNF-1a (MODY3) 2. Cromossomo 7, glucoquinase (MODY2) 3. Cromossomo 20, HNF-4a (MODY1) 4. Cromossomo 13, promotor de insulina factor-1 (IPF-1; MODY4) 5. Cromossomo 17, HNF-1b (MODY5) 6. Cromossomo 2, NeuroD1 (MODY6) 7. DNA mitocondrial 8. Outros Efeitos genéticos B. na ação da insulina 1. Tipo A resistência à insulina 2. Leprechaunismo 3. Síndrome Rabson Mendenhall 4. Diabetes Lipoatrófica 5. Outros Doenças C. do pâncreas exócrino 1. Pancreatite 2. Trauma / pancreatectomia 3. Neoplasia 4. A fibrose cística 5. Hemocromatose 6. Pancreopatia fibrocalculosa 7. Outros Endocrinopatias D. 1. Acromegalia 19 2. A síndrome de Cushing 3. Glucagonoma 4. Feocromocitoma 5. Hipertireoidismo 6. Somatostatinoma 7. Aldosteronoma 8. Outros E. Droga ou substância química induzida 1. Vacor 2. Pentamidina 3. O ácido nicotínico 4. Glicocorticoides 5. Hormônio da tireoide 6. Diazóxido 7. B-adrenérgicos 8. Tiazidas 9. Dilantin 10. G-Interferon 11. Outros Infecções F. 1. Rubéola congênita 2. Citomegalovírus 3. Outros G. formas incomuns de imunomedia da diabetes 1. "Stiff-man" síndrome 2. Anti-anticorpos do receptor de insulina 3. Outros H. Outras síndromes genéticas algumas vezes associadas com o diabetes. 1. A síndrome de Down 2. A síndrome de Klinefelter 3. A síndrome de Turner 4. A síndrome de Wolfram 5. Ataxia de Friedreich 6. Coreia de Huntington 7. Laurence-Moon-Biedl 8. A distrofia miotônica 9. Porfiria 10. Prader-Willi 11. Outros IV. Diabetes mellitus gestacional Fonte: American Diabetes Association (2012). 1.2 DIABETES MELLITUS TIPO 2 (DM2) Pacientes com DM2 apresentam insensibilidade à insulina endógena, o que leva ao fenômeno de resistência insulínica, e ao longo dos anos desenvolvem declínio da função das células β do pâncreas (GARDNER; GREENSPAN, 2006). O DM2 geralmente acomete indivíduos de meia idade ou idade avançada, sedentários, hipertensos, tabagistas, obesos e com colesterol alto (CARVALHO et al., 2007; ARAÚJO; BRITTO; CRUZ 2000). Vários processos patogênicos estão envolvidos no desenvolvimento do diabetes. A base das anormalidades do metabolismo das gorduras, carboidratos e 20 proteínas no diabetes é a ação deficiente da insulina nos tecidos-alvo. A deficiência na ação da insulina resulta da secreção inadequada de insulina e/ou respostas teciduais diminuídas à insulina em um ou mais pontos no complexo trajeto da ação hormonal (AMERICAN DIABETES ASSOCIATION, 2012). 1.2.1 Complicações A maioria dos pacientes com DM2 são obesos, e a própria obesidade provoca algum grau de resistência à insulina. Pacientes diabéticos não obesos tem uma maior porcentagem de gordura corporal distribuída predominantemente na região abdominal. Cetoacidose raramente ocorre espontaneamente neste tipo de diabetes; quando visto, normalmente é decorrente da associação com o estresse de outra doença, como infecção (AMERICAN DIABETES ASSOCIATION, 2012). Nos indivíduos diabéticos existe também um aumento da incidência de doença cardiovascular aterosclerótica, arterial periférica e doença cerebrovascular. Hipertensão e anormalidades do metabolismo das lipoproteínas também foram frequentemente encontradas (AMERICAN DIABETES ASSOCIATION, 2012). 1.2.2 Manifestações clínicas As principais manifestações clínicas, decorrentes do aumento da glicemia, são: poliuria, nictúria, polidpsia, polifagia, fadiga, fraqueza, tonturas, dentre outras. Caso não haja o controle dos índices glicêmicos, além dos sinais e sintomas citados, o paciente pode evoluir para cetoacidose diabética e coma hiperosmolar (BRASIL, 2001). 1.2.3 Diagnóstico O diabetes frequentemente não é diagnosticado por muitos anos pois, a hiperglicemia desenvolve-se gradualmente, em fases anteriores e muitas vezes não é suficientemente grave para que o paciente perceba qualquer um dos sintomas clássicos do diabetes (AMERICAN DIABETES ASSOCIATION, 2012). 21 Quadro 2 - Critérios diagnóstico do diabetes mellitus. Valores Glicemia após jejum de 8h Normal ≤ 99 mg/dl Prédiabetes* 100-125 mg/dl Diabetes ≥ 126 mg/dl Glicemia aleatória Teste Tolerância a Glicose Oral (2 h após 75g) – (TTGO) A1C ≤ 139 mg/dl ≤ 5,6% 140-199 mg/dl 5,7–6,4% ≥ 200 mg/dl ≥ 6,5% > 200 mg/dl a Qualquer momento Com apresentação de sintomas de hiperglicemia Diabetes Gestacional * Pessoas com risco aumentado de ter diabetes. Fonte: American Diabetes Association (2010). 1.2.4 Fatores de risco Pacientes diabéticos possuem um risco aumentado para desenvolver complicações macrovasculares e microvasculares. A resistência à insulina pode melhorar com redução do peso e/ ou tratamento farmacológicos da hiperglicemia, mas raramente volta para níveis normais. O risco de desenvolver essa forma de diabetes aumenta com a idade, obesidade e falta de atividade física, e pode ocorrer mais frequentemente em mulheres com história prévia de diabetes mellitus gestacional (GDM) e em indivíduos com hipertensão ou dislipidemia, e sua frequência varia em diferentes subgrupos étnicos/raciais, e apresenta também bases genéticas mais fortes que o diabetes mellitus tipo 1 (DM1) (AMERICAN DIABETES ASSOCIATION, 2012). 1.2.5 Epidemiologia Diabetes é uma doença crônica com aproximadamente 171 milhões de indivíduos em todo o mundo (WILD et al., 2004). Os números da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimaram que, em todo o globo, 987 mil mortes aconteceriam no ano de 2002, e devido ao diabetes ocorreram 1,7% da mortalidade geral (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2003). Os dados publicados utilizaram outro modelo de relação entre incidência, 22 prevalência e mortalidade específica da doença, e, indicou que o excesso de mortalidade global atribuível ao diabetes no ano de 2000 foi estimado em 2,9 milhões de mortes, o que equivalente a 5,2% da mortalidade geral, sendo 2-3% nos países pobres e mais de 8% em países desenvolvidos, tais como os Estados Unidos e Canadá (ROGLIC et al., 2005). Em 2011 cerca de 366 milhões de pessoas tinham diabetes, ou seja, 8,3% da população do mundo. Em torno de 80% dessas pessoas vivem em países em desenvolvimento. Em 2030, estimou-se um aumento para mais de 552 milhões9,9% da população adulta. Dados preocupantes, pois o diabetes melittus tipo 2 aumentou entre os jovens, bem como em pessoas idosas em todo o mundo (INTERNATIONAL WORKING GROUP ON THE DIABETIC FOOT, 2011). A tabela 1 mostra a população brasileira de acordo com a faixa etária. Tabela 1 - População brasileira de acordo com a faixa etária. Brasil, 2010. Faixa Etária Habitantes 0-29 anos 97.272.772 30-69 anos 84.242.360 70-100 > 9.240.667 Total 190.755.799 Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2010). O cálculo do número de diabéticos estimado seria: População de 0-29 anos X 0.001 = 97.272 portadores de diabetes População de 30-69 anos X 0.12 = 10.109.083 portadores de diabetes População > 70 anos X 0.2 = 1.848.472 portadores de diabetes Estimativa do total de portadores de diabetes no Brasil – 12.054.827 A maioria das pessoas com diabetes vive nas regiões economicamente menos desenvolvidas do mundo. Inclusive na África, a região com a menor prevalência, cerca de 280 mil mortes foram atribuídas ao diabetes em 2011. Enquanto mais de 80% das pessoas com diabetes vivem em países de baixa e média renda, apenas 20% dos gastos com saúde globais sobre diabetes são gastos nestes países, isso reflete as enormes disparidades (INTERNATIONAL WORKING GROUP ON THE DIABETIC FOOT, 2011). 23 1.2.6 Fisiopatologia do diabetes mellitus tipo 2 O primeiro evento na fisiopatologia do DM2 é a resistência à insulina, devido ao excesso de alimentação e a inatividade em indivíduos geneticamente predispostos. Com o aumento da demanda de insulina, a ilhota do pâncreas é obrigada a aumentar a sua atividade secretora. Nos estágios iniciais esta adaptação é bem sucedida na maioria dos indivíduos. Ao longo do tempo, em alguns indivíduos, esta adaptação não pode ser preservada, pois há uma falha de capacidade da célula β secretora (KAHN, 1998). Importante notar que a dinâmica da doença é largamente dirigida pelas alterações na massa de células β funcional, enquanto a resistência à insulina permanece praticamente inalterada, enquanto o peso do corpo for estável. Assim, o aparecimento do diabetes e o aumento progressivo da exigência de medicação antidiabética são em grande parte ditadas pela diminuição da secreção de insulina (RHODES, 2005). Os mecanismos que levam a hipótese para explicar essa disfunção na ilhota e também a resistência à insulina são: estresse oxidativo, estresse do retículo endoplasmático, deposição de amiloide no pâncreas e de lipídios, fígado e pâncreas, lipotoxicidade e glicotoxicidade. Tudo pode ser causado por super nutrição (HARDING; RON, 2002; HULL et al., 2004; PRENTKI; NOLAN, 2006; ROBERTSON, 2004; WEIR; BONNER-WEIR, 2004). Curiosamente, cada uma dessas tensões celulares desencadeia uma resposta inflamatória, ou são exacerbadas pela inflamação (DONATH et al., 2003; 2008; EHSES et al., 2009; HOTAMISLIGIL; ERBAY, 2008; MASTERS et al., 2010). Aspectos moleculares da microangiopatia inflamatória do diabético e estresse oxidativo causado pela hiperglicemia crônica desempenham papéis importantes no desenvolvimento de complicações crônicas do diabetes. Hiperglicemia sustentada induz alterações metabólicas em todos os tecidos do corpo. No endotélio vascular a glicação não enzimática de proteínas conduz a auto-oxidação da glicose para a produção de espécies de oxigênio reativo ânions superóxido (O 2) oxidativo (estresse) (GIUGLIANO; CERIELLO; PAOLISSO, 1996). 24 1.2.7 Tratamento do diabetes mellitus tipo 2 1.2.7.1 Tratamento conservador Teoricamente, o tratamento do DM2 é muito simples. Os pacientes precisam diminuir seu peso corporal, aumentar a prática de atividades físicas, aderir a uma dieta saudável e, em alguns casos, precisam de medicamentos específicos. O desafio é programar essas mudanças no estilo de vida e no comportamento dos pacientes diariamente. Houve evidências de que a abordagem terapêutica individual foi eficaz e bem sucedida (TSAPAS; MATTHEWS, 2008; SHAH et al., 2010). As estratégias terapêuticas do DM2 são guiadas pela hemoglobina glicada A1c (HbA1c), uma vez que essa reflete os valores da glicose no sangue durante um longo período de tempo e uma vez que o aparecimento do diabetes micro e macrovasculares são conhecidos por serem ligados a certos valores limiares de HbA1c (INTENSIVE..., 1998). A ADA e a Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD) recomendam o tratamento alvo individualizado. Assim, pode ser observado no quadro 3. Quadro 3 - Individualização das metas de controle no DM2 segundo ADA e EASD. Fonte: Eliaschewitz ([201-]). 25 Um foco especial foi dado ao aumento da atividade física, pois o exercício melhorou a disponibilidade de glicose por meio do consumo de calorias e aumentou a sensibilidade à insulina (ELLINGSGAARD et al., 2011). A terapia integrada para pacientes com DM2 possui características muito importantes, dentre elas: controle dos níveis de glicose, manejo agressivo dos fatores de risco cardiovasculares, anti-hipertensivos, terapia de redução de lipídios, bem como o tratamento antiplaquetário e abstinência do tabaco (INZUCCHI et al., 2012). 1.2.7.2 Cirurgia metabólica Pories et al. (1995) realizaram estudo que explorou o campo da cirurgia bariátrica ou metabólica e colocou todas as abordagens de tratamento de diabéticos em segundo plano e questionaram uma grande dúvida: São os cirurgiões melhores que os diabetologistas? Houve melhoria na homeostase da glicose logo após a cirurgia bariátrica e, na maioria dos casos, antes de ocorrer perda significativa de peso (PORIES et al.,1995; SCHAUER et al., 2003; POURNARAS; LE ROUX, 2009). Um estudo que comparou a perda de peso convencional, com a perda de peso por causa dos procedimentos de cirurgia bariátrica. Esse demonstrou que, apesar da mesma quantidade de perda de peso obtida, a melhora no metabolismo de glicose foi maior nos pacientes operados quando comparados aos indivíduos não operados. Por isso, foi proposto que outros mecanismos de natureza multifatorial incluindo alterações na secreção de incretina e microbiota, pudessem ser responsáveis pela eficácia satisfatória na resolução do diabetes após a cirurgia (LAFERRÈRE et al. 2008). A cirurgia, assim como outras formas de tratamento, foi interpretada como terapêutica complementar e não como terapia exclusiva. Não se deve esquecer que algumas drogas e, até a insulina, são muito úteis na obtenção do controle do DM2, principalmente na fase inicial do pós-operatório (COHEN; TORRES; SCHIAVON, 2010). A cirurgia de interposição ileal associada à gastrectomia vertical e desvio duodeno-jejunal utilizando a técnica laparoscópica em pacientes com DM2 com índice de massa corporal (IMC) menor que 35 quilogramas por metro quadrado 26 (Kg/m2) foi desenvolvida em um estudo que observou que o controle glicêmico foi alcançado em 86,9% dos pacientes e a média de controle de peso foi de 22% dos pacientes (DE PAULA, 2007). A característica principal dessas técnicas é a exposição precoce de nutrientes ao íleo, o que permite um aumento de Glucagon like peptide-1(GLP1), hormônio que estimula a produção de insulina, e consequentemente corrige a primeira fase da secreção insulínica. Acredita-se que a exclusão do trânsito duodeno-jejunal de nutrientes seja o responsável por inibir a secreção que desencadeia a resistência insulínica no DM2, hipótese chamada de Foregut (NEVE et al., 1993; PATRITI et al., 2004; ROGLIC et al., 2005; SMITH; EDWARDS; GOODMAN, 1996). Segundo a hipótese Hindgut existe apresentação precoce de nutrientes ao íleo que antecipa a produção de hormônios como GLP1, o que melhora a ação insulínica, por estimular a secreção de insulina e exerce efeitos proliferativos e antiapoptóticos nas células β pancreáticas (DE MARINIS et al., 1999; DRUCKER, 2003; MASON, 1999; RUBINO et al., 2006). É provável que ambas, a exclusão duodenal (hipótese Foregut) e a exposição rápida do íleo distal aos nutrientes não digeridos (hipótese Hindgut) sejam possíveis mecanismos que podem contribuir para o aumento de níveis de incretina após cirurgia bypass gástrico (GBP), mas essa ainda não foi estudada em seres humanos (PATRITI et al., 2005; RUBINO et al., 2006; STRADER et al., 2005). A glicose polipeptídeo insulinotrópico dependente (GIP) e o GLP1 são incretinas responsáveis pela liberação em torno de 50% da secreção de insulina pós prandial, além disso, são secretadas das células K do duodeno e das células L do íleo (EBERT; CREUTZFELDT, 1987; HOLST; ORSKOV, 2001; NAUCK et al., 1986; PREITNER et al., 2004; THEODORAKIS et al., 2006; VILSBOLL et al., 2003; KREYMANN et al., 1987). Pories et al. (1992) definiram a resolução clínica do DM2, como a independência de todas as medicações antidiabéticas, e ocorre em 48% dos pacientes submetidos à banda gástrica ajustável, 84% após bypass gástrico em Y de Roux (RYGB) e 98% após derivação bíliopancreática (BUCHWALD et al., 2004). O efeito antidiabético da cirurgia bariátrica perdura por longos períodos, tendo em vista que grandes séries de RYGB demonstram o controle glicêmico e níveis normais de HbA1c após 14 anos de seguimento. 27 Em um estudo de revisão de 621 trabalhos publicados no idioma inglês de 1990 a 2006, inclui 135 mil pacientes, houve resolução de 83,7% do DM2 após RYGB (BUCHWALD et al. 2009). Pesquisadores forneceram evidências de que esses resultados puderam ser obtidos na população não obesa também. Vários estudos em humanos mostraram controle notável do diabetes em pacientes com IMC inferior a 35 Kg/m2 (LEE et al., 2008). Em outro estudo 89,5% dos pacientes diabéticos com IMC inferior a 35 Kg/m2 tiveram os níveis de glicose normalizados após um ano do bypass gástrico. Também encontraram o nível médio de HbA1c reduzida de 7,3% no pré-operatório para 5,6% em um ano do pós-operatório (LEE et al., 2008). A cirurgia não só resolveu ou melhorou o DM2, mas também teve um efeito benéfico sobre as comorbidades da síndrome metabólica presentes em pacientes diabéticos, como a dislipidemia, a hipertensão arterial, entre outros (SJÖSTRÖM et al., 1999). Não houve dúvida de que os resultados descritos nessas experiências clínicas representam uma importante mudança no paradigma atual no tratamento de pacientes com DM2. Na verdade, o IMC não foi em si uma ferramenta ideal para avaliar com precisão o risco/benefício em pacientes com diabetes (LE ROUX et al., 2006). Até agora, a cirurgia para o tratamento do DM2 supôs que pode ser eficaz em doentes que apresentaram ambas as coisas, a obesidade e o diabetes. No entanto, os relatos apontam que a resolução do DM2 ocorre antes da perda de peso, e, surge a questão de que, se isso ocorre, nos pacientes com peso normal poderia resolver o diabetes também com a cirurgia? (GARCIA-CABALLERO et al., 2010). A cirurgia metabólica, semelhante à bariátrica, utilizada no tratamento de pacientes diabéticos foi vista na Conferência de Consensos Sobre Cirurgia Summit de Diabetes (DSSCC). As recomendações dessa reunião reconheceram a legitimidade do bypass gástrico para tratamento de pacientes com diabetes mal controlado e IMC superior a 30 Kg/m2 e apontaram para a necessidade de ensaios clínicos para esclarecer o papel exato da cirurgia no peso normal e no sobrepeso (25-29 Kg/m2) em pacientes com diabetes (RUBINO et al., 2010). Um grupo constituído de 13 pacientes com DM2, peso normal (IMC <30 Kg/m2), submetidos ao bypass gástrico de abril de 2010 a fevereiro de 2011 e com, 28 pelo menos, seis meses de acompanhamento, apresentaram como resultado melhora precoce nos níveis de glicose e HbA1c. Desses, 77% dos pacientes diabéticos tornaram-se normoglicêmicos, 46% deles imediatamente após a cirurgia. A melhor resposta seria condicionada pelo tempo de evolução do DM2. Da mesma forma as comorbidades, experimentaram uma especialmente melhora imediata hiperlipidemia após bypass e gástrico hipertensão, (GARCIA- CABALLERO et al. 2012). Um estudo com ratos Gato-Kakizaki (GK) mostraram que o aumento da secreção de GLP1 pode melhorar a tolerância à glicose após derivação duodeno jejunal (DJB), sendo invertidos pela administração de um antagonista do receptor de GLP1. Esse estudo forneceu evidências diretas de que a melhoria da tolerância à glicose após uma GBP em parte é pela maior ação do GLP1 (KINDEL et al. 2009). Em um estudo prospectivo, com um grupo cirúrgico sendo avaliado no préoperatório e após um mês da GBP, e um grupo de dieta que foi estudado antes e depois de uma dieta apresentou perda de peso equivalente (LAFERRÈRE, 2009). Os pacientes nos grupos da dieta e da GBP perderam a mesma quantidade de peso (cerca de 10 quilos). Houve uma redução significativa e semelhante da glicemia de jejum e insulina em jejum após dieta e depois da GBP. No entanto, a recuperação da fase precoce da secreção de insulina em resposta à glicose por via oral e o aumento dos níveis de incretina e seus efeitos foram observados apenas após a GBP, e não depois da dieta (LAFERRÈRE, 2009). Estudos clínicos de vários tipos de cirurgias de bypass e/ou de transposição ileal em seres humanos com IMC menor que 35 Kg/m2 sugeriram que o diabetes pode ser melhorado sem perda de peso (COHEN et al., 2007). 1.2.7.2.1 Mecanismos prováveis para o controle da glicemia Independente do entendimento da explicação molecular é muito importante entender qual parte da nova anatomia originada do rearranjo pós RYGB ou derivação bíliopancreática é essencial para o efeito sobre o diabetes (DEITEL, 2009). Após uma grande refeição, quando os nutrientes atingem a porção distal do intestino, o GLP1, hormônio secretado por suas células enteroendócrinas L, é produzido e provoca um aumento na secreção de insulina, além de atraso no 29 esvaziamento gástrico e saciedade central (SANTORO et al., 2003). Em 2009, observou-se que as incretinas (hormônios intestinais que estimulam a secreção de insulina pós-prandial) foram secretadas na corrente sanguínea devido à chegada de nutrientes sendo elevadas no intestino delgado distal (LAMOUNIER et al., 2007; CARVALHO et al., 2009). O GLP1 estimula o aumento da secreção de insulina pós-prandial pelas células β e atrasa o esvaziamento do estômago (JENKINS et al., 2002; RAMOS et al. 2008). Além disso, GLP1 e peptídeo YY foram associados à melhoria do diabetes nas operações que excluem o intestino proximal (VALVERDE et al., 2005; LAMOUNIER et al., 2007; MASON, 2008). 1.2.7.2.2 Neoglicogênese intestinal A neoglicogênese intestinal aumenta após o procedimento de exclusão duodenal, mas não após a banda gástrica. Evidencia que o rearranjo da anatomia do intestino proximal leva a um efeito benéfico na ingestão alimentar e na homeostase da glicose e envolve a neoglicogênese intestinal, independente dos níveis de GLP1 ou alteração no peso. Diante disso, aventaram a possibilidade de um importante caminho de sensores hepatoportais (TROY et al., 2008). 1.2.7.2.3 Alterações no mecanismo de transporte da glicose Em um trabalho experimental que a exclusão duodenal reduziu significantemente a estrutura celular intestinal e o transporte de glicose, com diminuição da capacidade absortiva após a reconstrução em Y de Roux. Seus achados abriram outra fronteira na explicação da ação antidiabética após a exclusão da passagem de alimentos pelo intestino proximal (STEARNS et al. 2009). 1.3 ANORMALIDADES FUNCIONAIS NO SISTEMA PULMONAR Em alguns estudos observou-se que indivíduos portadores de DM2 apresentaram uma diminuição da função pulmonar comparado aos indivíduos não diabéticos (BRASSARD et al., 2006; LITONJUA et al., 2005; LAWLOR; EBRAHIM; SMITH, 2004; MCKEEVER et al., 2005). 30 O diabetes mellitus causa anormalidades funcionais no sistema pulmonar, tais como: redução na complacência elástica, nos volumes pulmonares e na capacidade de difusão (DAVIS et al. 2000; WALTER et al. 2003). Estudo transversal mostrou que o DM, tanto do tipo I, quanto do tipo II, pode comprometer as provas de função pulmonar em adultos (DAVIS et al., 2000; LANGE et al., 2002). Um dos fatores responsáveis pelas alterações pulmonares pode ser o estresse oxidativo. O mecanismo responsável pelo desenvolvimento foi a hiperglicemia que ativa a via dos polióis, a qual elevou a produção de sorbitol. Esse aumento ocasiona um estresse celular que leva à diminuição das defesas antioxidantes intracelular. Ainda pode ocasionar um aumento na concentração dos produtos da glicosilação avançada, o que altera assim a função celular. Não obstante, a hiperglicemia pode ainda ativar fatores de transcrição nuclear e desencadear um aumento na expressão de mediadores inflamatórios. A combinação desses mecanismos altera a produção de oxidantes, e causa o estresse celular e o consequente dano estrutural (CALLES-ESCANDON; CIPOLLA, 2001). O pulmão não é considerado um órgão alvo no diabetes Mellitus, porém existem muitos trabalhos que mostram o contrário. Muitos estudos demonstraram um espessamento epitelial alveolar pulmonar e lâmina basal capilar e uma redução da elasticidade. Outros mostraram que essas alterações histopatológicas evoluíram com anormalidades funcionais, tais como: redução dos volumes pulmonares, capacidade de difusão pulmonar e complacência (MARVISI et al. 1996). A patogênese está envolvida na glicosilação não enzimática (NEG) de proteínas do tecido, induz uma alteração no tecido conjuntivo. Em pacientes com neuropatia autonômica diabética existe um som basal anormal das vias aéreas por causa de uma alteração em percursos vagais por apresentarem reatividade brônquica reduzida e broncodilatação (MARVISI et al., 1996). Os doentes diabéticos tem uma probabilidade aumentada para adquirir infecções, em especial tuberculose pulmonar (TB) e doenças causadas por fungos (coccidioidomicose, aspergilose e mucormicose). A ocorrência da tuberculose foi quatro vezes maior em pacientes diabéticos, que afeta os lobos inferiores, e tornouse uma doença mais agressiva e mal controlada (MARVISI et al., 1996). Um estudo experimental avaliou o aumento do estresse oxidativo e possíveis danos na estrutura pulmonar provocados pelo DM, desse modo foi desenvolvido o 31 modelo experimental de DM induzido por estreptozotocina em ratos. Foram realizadas técnicas histológicas para determinar as alterações na estrutura pulmonar, medidas bioquímicas para avaliar a lesão oxidativa e medidas gasométricas sanguíneas para avaliar as alterações existentes na troca gasosa (FORGIARINI et al. 2009). Na análise gasométrica, observaram um aumento na pressão parcial de gás carbônico (PaCO2) no grupo diabético quando comparado ao controle, e uma redução da pressão parcial de oxigênio (PaO2). A saturação de oxigênio (SatO2) não apresentou diferença entre os grupos. Quanto à histologia, evidenciou a presença de macrófagos intravasculares no grupo diabético, o que sugere a presença do processo inflamatório. Observaram ainda, um aumento na matriz extracelular, expressa com a presença de fibrose, assim como um aumento na espessura da membrana alveolocapilar. Além disso, constataram um aumento do estresse oxidativo pulmonar dos ratos diabéticos em relação ao grupo controle, assim como uma redução na atividade da enzima antioxidante superóxido dismutase (SOD) (FORGIARINI et al., 2009). Estudo experimental que utilizou como modelo coelhos com DM induzida por aloxano. Quando foram analisados os valores gasométricos, observaram-se alterações nas trocas gasosas nos animais diabéticos, expressas pela diminuição da PaO2 e do aumento da PaCO2. Esses achados foram descritos como uma alteração frequentemente encontrada em pacientes diabéticos, os quais apresentaram uma diminuição na capacidade de difusão. Essa diminuição pode estar correlacionada com o controle glicêmico e com o tempo de doença. Um dos fatores responsáveis por essa alteração pode ser o aumento da espessura da membrana basal (GUMIENICZEK et al., 2002). No estudo em biópsias pulmonares de 171 pacientes constatou que indivíduos com DM apresentaram aumento na membrana basal similar aos pacientes asmáticos. Esse aumento foi maior do que em indivíduos com câncer e fibrose pulmonar, bem como em doentes com TB e sarcoidose. Quando foi analisada a histologia do tecido pulmonar, evidenciou-se aumento da barreira alveolocapilar (WATANABE et al., 1997). Essas alterações também foram observadas em outro estudo que incluiu modificações estruturais no pulmão de hamsters diabéticos. A disfunção pulmonar pode ser explicada pelo aumento na síntese de colágeno e elastina e pela 32 diminuição dos mesmos, sendo que o conteúdo de fosfolipídios e de fosfatidilcolina estão diminuídos em toda superfície alveolar. Nota-se ainda no tecido pulmonar de animais diabéticos a ocorrência de alterações na morfologia dos pneumócitos tipo II (HSIA; RASKIN, 2005). A inflamação crônica associada às alterações diabéticas provocou perturbações no leito vascular em vários órgãos, inclusive os pulmões. A intensidade dos processos inflamatórios foi reflexa dos níveis elevados de marcadores bioquímicos de inflamação, como a Proteína C reativa (PCR) e o fibrinogênio (COPPOLA et al., 2006; DANDONA, 2008). Em numerosos estudos uma correlação foi encontrada entre o aumento dos níveis de PCR, fibrinogênio e do desenvolvimento de complicações microangiopáticas em pacientes que sofrem de DM1 ou DM2 (KUZIEMSKI; SPECJALSKI; JASSEM, 2011). Outro aspecto importante de complicações em longo prazo do diabetes foi o envolvimento do sistema nervoso autônomo, sistema presente em quase todos os órgãos, inclusive os pulmões. Foi demonstrado que a disfunção do sistema colinérgico e a denervação adrenérgica são partes significativas do quadro clínico da neuropatia diabética. Mudanças patológicas nos músculos respiratórios, junto aos danos nas cartilagens e mau funcionamento do sistema vegetativo, deterioraram a função pulmonar em pacientes diabéticos (PITOCCO et al., 2008). Pesquisas em animais com diabetes, bem como em humanos diabéticos que demonstraram alterações bioquímicas em nível pulmonar, tais como: supressão da anilina p-hidroxilase, redução da atividade da Glutationa peroxidase (GPx), desenvolvimento de óxido nítrico (NO) dependente da disfunção endotelial, distúrbios microssomais, aumento de sulfato de heparan ao nível da membrana basal vascular e aumento dos níveis de glicação avançada, ou seja, o produto final e do desarranjo da produção de muco brônquico por amilina (NICOLAIE; ZAVOIANU; NUTA, 2003). Características histopatológicas de microangiopatia pulmonar, particularmente retinopatia, nefropatia e neuropatia, são complicações bem conhecidas do diabetes. Menos conhecido, mas ainda significativo, é a influência do metabolismo anormal de glicose no funcionamento do sistema respiratório (microangiopatia pulmonar). Geralmente bases de dados acessíveis careceram de estudos sobre a influência do diabetes nos pulmões (DALQUEN, 1999). 33 1.4 COMPLICAÇÕES PULMONARES NO PÓS-OPERATÓRIO Todos os pacientes submetidos ao ato anestésico-cirúrgico foram sujeitos às intercorrências respiratórias secundárias e às alterações fisiológicas impostas pelo procedimento (FARESIN; MEDEIROS, 2001). A incidência de eventos respiratórios pós-cirurgia é de difícil determinação por falta de consenso do que representa morbidade pulmonar pós-operatória. Estimouse que ela variasse de 6% a 76%, e além das complicações consideradas, também depende da condição pré-operatória do enfermo e do tipo de procedimento (ABOUSSOUAN; STOLLERR, 1999). A complicação mais comum é a atelectasia, seguida de pneumonia; e pode ocorrer falência respiratória e morte. Tanto a anestesia, especialmente a geral, como o ato cirúrgico em si podem provocar efeitos deletérios na função pulmonar que, geralmente, são bem tolerados pelo paciente hígido. Por outro lado, esses efeitos podem ser extremamente graves na vigência de pneumopatia associada. Dentre os comprometimentos da fisiologia pulmonar por causa da anestesia estão: formação de atelectasias, redução da capacidade residual funcional (CRF), alteração da ventilação-perfusão e prejuízo da função mucociliar. No momento da anestesia o diafragma desloca-se cefalicamente, em decúbito supino ou prono, o que promove rápido surgimento de atelectasias nas porções dependentes do pulmão (SYKES; BOWE, 1993). Dessa forma, a CRF pode ser reduzida em até 20%, 500 mililitros (ml). Esse efeito é secundário ao relaxamento da parede torácica, e resulta em diminuição do diâmetro transverso do gradil costal. Como consequência da redução da CRF, pacientes com aumento do volume de fechamento ou de oclusão (obesos, fumantes e idosos) podem aumentá-la ainda mais, antecipando o fechamento das vias aéreas, o que teoricamente, comprometeria as trocas gasosas e ventilação-perfusão e pode ocorrer devido à inibição do reflexo vasoconstritor pulmonar pela hipoxemia e ser agravado pelo aumento da mistura venosa de áreas atelectasiadas. Há evidências de que fármacos venosos e vasodilatadores preservam esse reflexo, sendo que os anestésicos inalatórios o atenuam ou até mesmo chegam a aboli-lo. A função mucociliar permanece diminuída de 2 a 6 dias após anestesia geral (PIZOV et al., 1992). Além disso, vários autores observaram redução do volume corrente (VC), do 34 volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1), da capacidade vital (CV), da CRF e da PaO2, aumento da frequência respiratória e quanto mais próxima a incisão cirúrgica do diafragma mais alterações pulmonares ocorrem. Dessa forma, os maiores impactos, em ordem decrescente, são provenientes de cirurgias de abdome superior, torácicas, abdome inferior e extremidades. Essas mudanças atingem seu pico em 24 a 48 horas após a cirurgia e permanecem reduzidas de 1 a 2 semanas. Esse declínio da função pulmonar é determinado principalmente pela disfunção diafragmática (CRAIG, 1981; DUREUIL; CANTINEAU; DESMONTS, 1987; VAN DE LEUR et al., 2003). As pessoas com síndrome metabólica tem risco maior para a doença arterial coronariana (DAC), hipercoagulabilidade síndrome e da disfunção apneia pulmonar. obstrutiva Para do sono (SAOS), anestesistas a síndrome metabólica aumenta a complexidade e os riscos da ação anestésica e pode complicar as condições pré, intra e pós-operatórias do paciente. Os cuidados perioperatórios nos portadores da síndrome metabólica incluem indicações para exames pré-operatórios, uso de aspirina, β-bloqueadores, estatinas, heparina e inibidores da enzima conversora de angiotensina, estratégias anestésicas, incluindo anestesia local, e no pós-operatório, com a ventilação com pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) por máscara também chamada de ventilação não invasiva (VNI), a prevenção de embolia pulmonar (EP) e indicações para monitorização respiratória avançada (TUNG, 2010). A obesidade por si só não pode aumentar sempre a morbidade e mortalidade perioperatória. Em contraste, a síndrome metabólica claramente aumenta o risco de efeitos adversos perioperatórios (MULLEN; MOORMAN; DAVENPORT, 2009). Evidências foram sugeridas de que baixos níveis de glicose no perioperatório podem correlacionar com melhores resultados pós-cirúrgicos (FURNARY et al., 2003). A SAOS está associada à obesidade, mas também entre os elementos hipertensos, hiperglicemia e dislipidêmicos da síndrome metabólica (KONO et al., 2007). A síndrome metabólica predispôs a síndrome da apneia do sono, aumentou os níveis de citocinas pró-inflamatórias, como a interleucina 6 e fator de necrose tumoral α que pode induzir a sonolência (VGONTZAS; BIXLER; CHROUSOS, 2005). A apneia do sono claramente complica o manuseio anestésico. Além de 35 aumentar a incidência de hipertensão e DAC, os portadores são mais suscetíveis à obstrução das vias aéreas e depressão do drive respiratório (GROSS et al., 2006). A avaliação pré-operatória é dirigida para a determinação da gravidade da doença de base (para auxiliar o pós-operatório) e para o diagnóstico de algumas condições que podem ser tratadas (edema pulmonar, asma, bronquite, pneumonia). Testes de função pulmonar são suscetíveis a melhorar consideravelmente o perioperatório de pacientes com síndrome metabólica (LEE et al., 2009). Para minimizar as complicações relacionadas ao procedimento cirúrgico, fezse necessário uma abordagem precoce nos pacientes que realizaram cirurgias abdominais. A cirurgia metabólica por via laparoscópica foi tida como um procedimento cirúrgico que traria menor incidência de complicações pulmonares, menor intensidade à dor, menor comprometimento ventilatório e retorno precoce às atividades da vida diária (COHEN et al., 2006). Por outro lado, a criação do pneumoperitônio realizado com a insuflação de dióxido de carbono na cavidade abdominal durante o procedimento cirúrgico laparoscópico, altera a posição do diafragma o que pode resultar em complicações como atelectasia, hipoxemia, arritmias, hipercapnia, acidose e embolia gasosa (SOPER; BRUNT; KERBL 1994). Pacientes, com síndrome metabólica submetidos à revascularização do miocárdio (RM) apresentaram um maior risco para comorbidades e, além disso, baixa expectativa de vida (YILMAZ et al., 2006). Estudo realizado em pacientes não diabéticos submetidos à RM encontrou um aumento de 2,5 vezes na mortalidade em pacientes com critérios para síndrome metabólica (ECHAHIDI et al., 2007). No maior estudo retrospectivo realizado pelo Colégio Americano de Cirurgiões em 310.208 pacientes, observou-se um aumento duas vezes maior na mortalidade e sete vezes maior de complicações como a insuficiência renal aguda em pacientes com a tríade obesidade, hipertensão e diabetes comparando aqueles sem sinais da síndrome metabólica (KAJIMOTO; KASAI; MIYAUCHI, 2008; GLANCE et al., 2010). Esse tipo de paciente apresenta risco para a doença pulmonar por predisporem a doença pulmonar restritiva por causa da obesidade grave; hipertensão pulmonar, devido à SAOS; trombose venosa profunda (TVP) recorrente, ou ambos; e edema pulmonar por insuficiência cardíaca (IC). Quando anestesiado, o paciente com síndrome metabólica foi mais propenso às atelectasias, e reduz ainda 36 mais a complacência pulmonar e a oxigenação. Essas alterações aumentam o risco de complicações pós-operatórias (LEE et al., 2009). As complicações respiratórias acompanham as alterações motoras. Isso porque os procedimentos cirúrgicos provocam danos teciduais que induzem uma sintomatologia dolorosa, sendo apontada como influência negativa na evolução pós-operatória de cirurgias abdominais, sobretudo, aquelas na porção superior do abdome, mesmo para pacientes submetidos à medicação analgésica. O quadro doloroso gera desconforto e dificulta a mobilidade no leito, o que predispõe o surgimento de alterações morfológicas de músculos e tecidos conjuntivos. Tais alterações podem ocasionar contratura, diminuição do trofismo, força muscular, assim como úlceras por pressão (SAKUMA, c2008; TONELLA; ARAÚJO; SILVA, 2006). A avaliação da musculatura respiratória não é procedimento de rotina em cirurgia abdominal de grande porte em alguns serviços. Entretanto, a fraqueza da musculatura ventilatória e a disfunção diafragmática podem estar relacionadas com as complicações pulmonares pós-operatórias, pois reduzem as funções respiratórias e a capacidade de expectoração (NOMORI; KOBAYASHI, 1994; WEINER et al., 1998). 1.5 INTERVENÇÕES FISIOTERAPÊUTICAS 1.5.1 Fisioterapia Respiratória Alguns fatores que predispõem às complicações respiratórias no pósoperatório podem ser minimizados por adequada avaliação e manejo pré-operatório, incluindo o uso frequentemente de fisioterapia utilizada na respiratória. prevenção e A fisioterapia tratamento de respiratória é complicações pós-operatórias tais como: retenção de secreção, atelectasias e pneumonia. A duração e frequência da fisioterapia respiratória para pacientes cirúrgicos são variadas, dependendo das necessidades individuais, preferência terapêutica e prática institucional (CUELLO; MASCIANTONIO; CUELLO 1988; STILLER; MUNDAY, 1992). A fisioterapia é iniciada no pré-operatório de forma a avaliar e orientar os pacientes. No período pós-operatório o tratamento consiste basicamente em 37 exercícios ventilatórios e estímulo de tosse (HESS, 2001; SCIAKY; FROWNFELTER; DEAN, 2004). Disfunções da musculatura respiratória (DMR) ocorrem após cirurgia abdominal com redução das pressões respiratórias máximas, induzidas por irritação, inflamação ou trauma próximo ao diafragma, alteração biomecânica local, inibição do reflexo de tosse e dor na ferida operatória. Com isso, complicações pulmonares ocorrem e aumentam a morbidade e a permanência hospitalar (VASSILAKOPOULOS et al., 2000). A avaliação pulmonar pré-operatória é parte integrante do preparo de muitos pacientes submetidos à cirurgia, com o objetivo de identificar aqueles com risco aumentado de morbidade e mortalidade no pós-operatório. A identificação dos fatores de risco no pré-operatório permite o melhor cuidado no período perioperatório e pós-operatório, e minimiza o risco de complicações fatais (FORD et al., 1993; PEREIRA et al., 1999; TRAYNER; CELLI, 2001; VYAS; MILNER; HOPKIN, 1983). A pressão respiratória máxima (PRM) é um recurso muito utilizado para avaliar e monitorizar a função pulmonar. A partir dela pode-se determinar a gravidade, as consequências e o progresso de diversas disfunções pulmonares neuromusculares (FIORE JÚNIOR et al., 2004; POLKEY; MOXHAM, 2001). A avaliação da PRM consiste na medida da pressão inspiratória máxima (PIMAX) e pressão expiratória máxima (PEMAX), que o indivíduo gera na boca (FIORE JÚNIOR et al., 2004; NEDER et al., 1999; ZANCHET; VIEGAS; LIMA, 2005). Dos vários procedimentos utilizados pela fisioterapia respiratória, encontra-se o treinamento muscular respiratório (TMR), cujo objetivo é aumentar a força e/ou endurance (resistência) dos músculos respiratórios (AGRELLI, 2008). Após intervenção abdominal a musculatura respiratória frequentemente está prejudicada, especialmente após cirurgias abertas (SILVA; GUEDES; RIBEIRO, 2003). Por esse motivo, é necessário o fortalecimento dos músculos respiratórios para a melhora da função pulmonar e para a facilitação na desobstrução das vias aéreas, por intermédio da tosse efetiva (GARCIA; COSTA, 2002; NOMORI; KOBAYASHI, 1994; SILVA; GUEDES; RIBEIRO, 2003). Um dos mecanismos básicos envolvidos nas alterações respiratórias é a falta de insuflação pulmonar adequada, que decorre de um padrão respiratório monótono e superficial, associada à restrição prolongada no leito e disfunção diafragmática 38 temporária (FORD et al., 1993). A depuração mucociliar também está comprometida no pós-operatório, e contribui para a diminuição da eficácia da tosse e aumento dos riscos associados à retenção de secreções (FORBES; HORRIGAN, 1977). Existe redução da CRF, dos volumes de reserva inspiratório (VRI) e volume de reserva expiratória (VRE) e da CV, ocorre ainda diminuição dos fluxos expiratórios, provavelmente em função da redução da atividade diafragmática (FORD et al.,1993). Todas essas complicações respiratórias podem ser minimizadas ou evitadas com a utilização de um protocolo de atendimento de fisioterapia respiratória, visto que a atelectasia pulmonar é considerada a causa principal das complicações. Essa afirmação embasa-se na observação de que a complacência pulmonar e a PaO 2 retornam aos seus valores normais após insuflações profundas do pulmão (BENDIXEN; HEDLEY-WHYTE; LAVER, 1963). Vários métodos foram estudados, tais como: respiração com pressão positiva intermitente, exercícios com respiração profunda, inspirometria de incentivo e fisioterapia torácica convencional; porém uma metanálise confirmou que todos os protocolos e métodos estudados foram igualmente eficazes na redução da frequência das complicações pulmonares após cirurgia abdominal do andar superior (THOMAS; MCINTOSH, 1994). A utilização de rotina da fisioterapia respiratória não se justifica, uma vez que poucos ensaios clínicos mostraram sua eficácia em caráter profilático (PASQUINA et al. 2006). Entretanto, no pós-operatório de cirurgia abdominal, qualquer técnica de expansão pulmonar foi superior a não profilaxia (LAWRENCE et al., 2006). O preparo pulmonar realizado no pré-operatório pode contribuir para a diminuição também do tempo de internação. Dessa forma, espera-se redução dos custos hospitalares e melhores condições psicossociais para os pacientes (AGRELLI, 2008). Pacientes com SAOS grave, dispneia posicional, baixa saturação de oxigênio basal, dispneia em repouso, tem alta probabilidade de insuficiência respiratória no pós-operatório. Nesses pacientes, a radiografia de tórax pré-operatória fornece uma linha de base para avaliações pós-operatórias de volume pulmonar, edema pulmonar e tamanho do coração. Radiografia de tórax pré-operatório também pode facilitar o 39 diagnóstico de pneumonia ou insuficiência cardíaca congestiva, sendo ambas as condições potencialmente tratáveis. Da mesma forma, gasometria arterial facilita o diagnóstico de alterações pulmonares no pós-operatório em pacientes com maior risco para insuficiência respiratória. Em casos de apneia do sono grave ou insuficiência cardíaca congestiva, uma hipercapnia crônica de repouso está presente e é provável que o bicarbonato sérico esteja elevado. Em tais pacientes a ventilação intra e pós-operatória atinge uma potência de hidrogênio (pH) normal, em vez de uma PaCO2 normal (TUNG, 2010). O diagnóstico pré-operatório minimiza a gravidade das doenças pulmonares associadas à síndrome metabólica tais como: diagnóstico de SAOS antes da cirurgia que permite o início do tratamento com CPAP e também a cessação tabágica pré-operatória pode reduzir o risco pré-operatório (LINDSTRÖM et al., 2008). Quando a suspeita de EP recorrente for elevada, os estudos venosos são realizados para identificar TVP e os pacientes podem ser anticoagulados ou filtro de veia cava pode ser colocado para reduzir o risco de EP perioperatório. Treinamento muscular inspiratório e tratamento pré-operatório de edema pulmonar e infecção pulmonar também reduz o risco de complicações pulmonares perioperatórias (GANDHI et al., 2009). Estratégias intraoperatórias para o manejo das vias aéreas e ventilação em pacientes com síndrome metabólica são descritos. Estratégias para reduzir atelectasia perioperatória (manobras de recrutamento, pressão expiratória final positiva, posicionamento Trendelenberg reversa, extubação na posição semissentado e CPAP pós-operatório) são geralmente úteis, embora os níveis específicos de pressão expiratória final positiva e duração do CPAP pós-operatório não sejam determinados. Da mesma forma, o valor de estratégias regionais do manejo da dor não seja claro (LIU; WU, 2007; NELIGAN, 2010). No momento intraoperatório foca-se no aumento do risco de atelectasia perioperatório, no potencial para minimizar hipercapnia, nos outros transtornos de impulso respiratório e no aumento da probabilidade de uma via aérea difícil. Após a operação, o uso CPAP e técnicas de manejo da dor (em pacientes de alto risco) podem ser úteis (PELOSI; GREGORETTI, 2010). Diante das possíveis complicações cirúrgicas, a solicitação de testes de função pulmonar, torna-se rotina na investigação das possíveis alterações pulmonares, pois esses testes reduzem o risco de complicações e morbimortalidade 40 quando realizados no pré-operatório, e auxiliam no diagnóstico e tratamento dos pacientes com doenças pulmonares (HAYHURST, 1993; WEST, 1996). O atendimento fisioterapêutico pode trazer benefícios, tanto no quadro pulmonar como musculoesquelético, após qualquer cirurgia abdominal. Portanto, essa assistência consiste em um atendimento global, e visa manter o trofismo, a força muscular, a amplitude de movimentos, a permeabilidade e a ventilação pulmonar, evitando assim complicações. Assim, a fisioterapia pode melhorar a função pulmonar e diminuir a incidência de complicações pós-operatórias (GUERRA, DE CONTI; DEPIERE, 2005; MACIEL et al., 2005). 41 2 JUSTIFICATIVA A cirurgia metabólica é um procedimento cirúrgico recente e com poucos estudos que mostram as alterações que possam advir desse método. Baseado nisso, e tendo em vista que todos os indivíduos que são submetidos a qualquer cirurgia abdominal podem apresentar riscos de complicações pulmonares faz-se necessário averiguar se os indivíduos portadores de DM2 possuem maior propensão às alterações pulmonares no pré-operatório (PRE), pós-operatório imediato (PO1) e pós-operatório tardio (PO2). 42 3 HIPÓTESE O indivíduo portador de DM2 submetido à cirurgia metabólica pode apresentar parâmetros diminuídos na avaliação pulmonar pré-operatória, comparado aos valores previstos e PO1, comparado aos valores pré-operatórios obtidos. Em contrapartida, pode melhorar seus parâmetros pulmonares no PO2, de forma que haja melhora do metabolismo glicêmico e IMC, comparado aos valores préoperatórios obtidos. 43 4 OBJETIVOS 4.1 OBJETIVO GERAL Avaliar a função pulmonar no PRE, PO1 e PO2 em indivíduos com DM2 que foram submetidos à cirurgia metabólica sem ressecção gástrica. 4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS a) Avaliar a permeabilidade das vias aéreas pelo pico de fluxo expiratório (PFE) gerado no Peak Flow; b) Avaliar a força muscular respiratória, obtendo valores de PIMAX e PEMAX, mensuradas pelo manovacuômetro; c) Verificar valores de capacidade vital forçada (CVF), VEF1, PFE e relação VEF1/CVF provenientes da avaliação espirométrica. 44 5 CASUÍSTICA E MÉTODOS 5.1 CASUÍSTICA 5.1.1 Amostra Trata-se de um estudo prospectivo realizado na disciplina de cirurgia do aparelho digestivo (CAD) da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) a partir de um estudo experimental, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) na reunião do dia 22/02/2007, parecer número do protocolo 1045, o qual realizou cirurgia metabólica por via laparoscópica em 20 indivíduos de 30 a 65 anos, portadores de DM2 e IMC entre 23 a 35 Kg/m2, que faziam acompanhamento prévio pelo ambulatório de endocrinologia da Universidade. A técnica utilizada foi de interposição do segmento ileal de 100 cm (centímetro) entre o duodeno e o jejuno e exclusão do duodeno e jejuno proximal do trânsito intestinal sem ressecção gástrica para tratamento do DM2. Dentre eles, 17 indivíduos participaram deste estudo que foi aprovado pelo CEP da Instituição na reunião do dia 27/03/2009, parecer número do protocolo 1264 (ANEXO A) e Termo de Esclarecimento (ANEXO B). A estrutura descritiva deste trabalho apoia-se nas normas pertinentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). 5.1.2 Critérios de inclusão Os participantes inclusos foram todos portadores de DM2 com IMC entre 23 e 35 Kg/m2, submetidos à cirurgia metabólica e com capacidade de realizar de forma eficaz os testes e medidas realizadas durante a avaliação pulmonar. 5.1.3 Critérios de exclusão Foram excluídos do projeto os indivíduos portadores de cardiopatia grave, risco cirúrgico elevado de acordo com a Sociedade Americana de Anestesiologia – (ASA) (ASA III e IV) (1963). e ter adquirido DM2 há mais de 10 anos. Além disso, aqueles que recusaram o termo de consentimento (ANEXO C), indivíduos 45 portadores de doenças respiratórias graves, aqueles com incapacidade de realizar os testes e medidas e inassiduidade ao acompanhamento e reavaliações. Além daqueles pacientes com DM1 e outros distúrbios endócrinos. 5.2 MÉTODOS 5.2.1 Ficha de avaliação fisioterapêutica Foi utilizada uma ficha de avaliação com dados pessoais, histórico clínico, exame físico, teste de força muscular respiratória, teste de função pulmonar, espirometria, exames complementares, avaliação nutricional e complicações pulmonares (APÊNDICE A). 5.2.2 Variáveis do estudo Todos os pacientes foram avaliados no PRE, PO1(entre o terceiro e quinto dia) PO2(dois anos pós-cirúrgico) durante dois anos após a realização da cirurgia metabólica. No período de internação pré-operatória cada indivíduo foi avaliado e submetido ao tratamento fisioterapêutico individualizado para o preparo cirúrgico. Já no pós-operatório foram acompanhados com o tratamento fisioterapêutico inicialmente preventivo e individualizado até receberem a alta hospitalar. No âmbito ambulatorial os pacientes eram apenas orientados sobre a importância da prática de atividade física, porém nenhum paciente apresentava o seu hábito diário. E ao longo dos dois anos pós-cirúrgico foi realizada apenas as avaliações pulmonares. Além disso, a maioria dos participantes apresentou histórico de tabagismo em algum momento de sua vida, porém apenas três dos fumantes e um dos não fumantes foi detectado alteração nos resultados espirométricos. 5.2.2.1 Peak Flow A monitorização do PFE geralmente é feita por meio de um medidor portátil para avaliar periodicamente a capacidade de pico de fluxo do indivíduo. PFE é frequentemente usado para monitorizar pacientes asmáticos e sua resposta ao tratamento (PEREIRA; NEDER, 2002). 46 PFE é o fluxo máximo alcançado durante uma expiração realizada com força máxima e inicia de um nível máximo de insuflação pulmonar (BRITTO; BRANT; PEREIRA, 2009). Em indivíduos saudáveis, ele é determinado pelo volume pulmonar, pelas propriedades elásticas do pulmão e pela força de coordenação da musculatura expiratória. Das situações patológicas que podem interferir no PFE, a mais comum é a desordem na estrutura ou função das vias aéreas intratorácicas, que promove aumento da resistência do fluxo aéreo dentro delas. Ele pode também estar diminuído por obstrução das vias aéreas extratorácicas, por condições que limitam a expansão pulmonar ou afetam a função dos músculos expiratórios ou por condições que afetam a integridade do sistema neural (BRITTO; BRANT; PEREIRA, 2009). A medida do PFE tem grande valor na identificação do progresso da limitação ao fluxo aéreo, e avalia sua severidade, variação e resposta ao tratamento (BRITTO; BRANT; PEREIRA, 2009). O PFE foi obtido com a utilização do Peak Flow da marca Vitalograph Peak Flow Meter de 50 a 800 l/min (litros por minuto) (PEREIRA; NEDER, 2002). Pode ser visto na figura 1 o aparelho Peak Flow utilizado na avaliação. Figura 1 - Bocal e Peak Flow. Fonte: Acervo da autora (2012) As medidas foram obtidas com o paciente em posição sentada. O examinador solicitou ao mesmo que realizasse uma inspiração máxima, e em seguida, uma expiração forçada máxima, curta e explosiva através da peça bocal acoplada ao 47 medidor de pico de fluxo (PEREIRA; NEDER, 2002). Foram realizadas três medidas e considerou o maior valor, desde que a diferença entre elas não ultrapasse 20 l/min para que o teste seja considerado aceitável (QUANJER et al., 1997; PEREIRA; NEDER, 2002; HOLCROFT et al., 2003; ENRIGHT; SHERRILL; LEBOWITZ, 1995). No entanto, se entre os dois maiores valores houver diferença maior do que 40 l/min, outras duas manobras devem ser realizadas (QUANJER et al., 1997; HOLCROFT et al., 2003) (APÊNDICE B). Os valores previstos de referência foram os descritos por Leiner et al. (1963) como mostra nas tabelas 2 e 3. Tabela 2 - Valores previstos para Peak Flow em homens no Brasil. Brasil, 1963. Fonte: Leiner et al. (1963) 48 Tabela 3 - Valores previstos para Peak Flow em mulheres no Brasil. Brasil, 1963. Fonte: Leiner et al. (1963) 5.2.2.2 Manovacuômetro Os testes de função pulmonar são utilizados para determinar a gravidade, as consequências funcionais e o progresso de diversas disfunções pulmonares e neuromusculares (FIORE JÚNIOR et al., 2004). A PIMAX e a PEMAX são frequentemente mensuradas e indicam indiretamente a força dos músculos respiratórios. É um teste simples e rápido onde os valores altos excluem fraqueza clinicamente significante da musculatura respiratória (STEIER et al., 2007). A PIMAX é o índice de força dos músculos inspiratórios (diafragma e intercostais externos), enquanto a PEMAX mede a força dos músculos expiratórios (abdominais e intercostais internos) (RIBEIRO, 2007). E para avaliar essas pressões respiratórias máximas, tem sido empregado o método da avaliação pressórica pela manovacuometria (COSTA, 1999; CUELLO, 1980; PAULA, 1982). A manovacuometria é um método verdadeiramente útil para a avaliação das pressões musculares respiratórias, ressalta-se que as mensurações da PIMAX tem maior relevância clínica pelo fato dos músculos inspiratórios suportarem maiores cargas de trabalho ventilatório. As mensurações da PEMAX são úteis para a 49 diferenciação entre uma fraqueza neuromuscular de músculos abdominais e uma fraqueza específica do diafragma ou de outros músculos inspiratórios (AGUIAR et al., 2009; GIUSTINA; MONTEMEZZO, 2003). As PIMAX e PEMAX foram obtidas com a utilização de um manovacuômetro da marca Comercial Médica, calibrados em centímetros de água (cmH2O), com limite operacional de –120 a +120 cmH2O, escalas com variação de 4 em 4 cmH2O, equipados com um adaptador de bocais contendo um orifício com aproximadamente 2 milímetros (mm) de diâmetro, a fim de prevenir a contração indesejada dos músculos da parede da boca, o que evita dessa forma a interferência nos resultados referentes à FMR (CAMELO JÚNIOR; TERRA; MANÇO, 1985; SOBUSH; DUNNING, 1984) (APÊNDICE C). Pode-se observar o aparelho manovacuômetro na figura 2. Figura 2 - Manovacuômetro. Fonte: Acervo da autora (2012). Além disso, foram realizados os testes com o paciente na posição sentada e de maneira confortável sem inclinação do tronco com a utilização de um clipe nasal e bocal plástico rígido (diâmetro 0,7 cm, comprimento de 15 cm e orifício de 2 mm na extremidade proximal ao paciente). O indivíduo foi orientado para que segurasse firmemente o bocal entre os lábios. Primeiramente, duas manobras para aprendizado foram realizadas. A avaliação foi considerada completa quando o mesmo realizou três medidas aceitáveis e, dentre essas, um número mínimo de duas reprodutíveis (SOUZA, 2002). O último valor encontrado não pode ser superior aos demais. Foram consideradas aceitáveis manobras sem vazamentos de ar e com sustentação da 50 pressão por pelo menos um segundo, e reprodutíveis as medidas com variação igual ou inferior a 10% do maior valor (NEDER et al.,1999; SOUZA, 2002). A PIMAX foi determinada a partir da CRF, enquanto a PEMAX a partir da capacidade pulmonar total (CPT). Durante as manobras, após o período de familiarização, os indivíduos receberam estímulos verbais padronizados pelo avaliador e repetiu cada manobra de PIMAX e PEMAX no mínimo três vezes e no máximo de cinco vezes. O intervalo entre as manobras foi de 15 segundos (HAUTMANN et al., 2000). Os pacientes foram orientados da seguinte forma: para testar PIMAX foi solicitado uma expiração completa quanto possível até o volume residual (VR), nesse momento o examinador ocluiu o orifício de 2 mm e solicitou a inspiração tão forte quanto o individuo conseguir até a capacidade pulmonar total. Após no máximo de 2 segundos de força sustentada encerra-se a manobra (BLACK; HYATT, 1969; SOUZA, 2002; LARSON; KIM,1987; NEDER et al., 1999). As manobras para testar a PEMAX são semelhantes àquelas para medir a PIMAX, porém o paciente primeiramente foi orientado a realizar uma inspiração tão completa quanto possível até a CPT, nesse momento o examinador manteve o orifício aberto, a fim de prevenir a contração indesejada dos músculos da parede da boca, e solicitou expiração máxima em nível de VR com sustentação de no máximo 2 segundos (BLACK; HYATT, 1969; LARSON; KIM,1987; NEDER et al.,1999). Para a validação dos testes, foram consideradas apenas as medidas nas quais os voluntários conseguiram manter o valor no manovacuômetro durante no mínimo 1 segundo (RINGQVIST, 1966). O maior valor das manobras foi utilizado na análise estatística. As avaliações foram feitas pelo mesmo examinador em todas as etapas. Neste estudo, os valores de PIMAX e PEMAX encontrados foram comparados com os valores preditos pelas equações de (NEDER et al., 1999) descritas abaixo: PIMAX Mulheres: y= 110,4 - 0,49 (idade); erro-padrão da estimativa = 9,1. Homens: y= 155,3 - 0,80 (idade); erro-padrão da estimativa = 17,3. PEMAX Mulheres: y= 115,6 - 0,61 (idade); erro-padrão da estimativa = 11,2. Homens: y= 165,3 - 0,81 (idade); erro-padrão da estimativa = 15,6. 51 Para cada parâmetro o limiar inferior e superior da normalidade foi obtido subtraindo-se ou somando, respectivamente, do valor predito pela equação, o produto (1,645 x erro-padrão da estimativa) (SOUZA, 2002). PIMAX e PEMAX fisiologicamente constituem o teste mais adequado para a determinação da força muscular respiratória. Medida inspiratória pulmonar é um indicador da capacidade de ventilação e para o desenvolvimento de insuficiência respiratória e está indicada para a avaliação do grau de anormalidade e monitorização do enfraquecimento dos músculos inspiratórios individualmente no progresso dos pacientes (MAGNANI; CATANEO, 2007). 5.2.2.3 Espirometria A espirometria obedeceu às recomendações das Diretrizes para Testes de Função Pulmonar de 2002 e foi realizada por um técnico especializado em espirometria, e foi utilizado o espirômetro computadorizado Masterscreen PFT JAEGER. Foi obtida CVF, o PFE, VEF1 e a relação VEF1/CVF (APÊNDICE D). A espirometria permite medir o volume de ar inspirado e expirado e os fluxos respiratórios, sendo especialmente útil à análise dos dados derivados da manobra expiratória forçada. A CPT é a quantidade de ar nos pulmões após uma inspiração máxima. A quantidade de ar que permanece nos pulmões após a exalação máxima é o VR. A CPT e o VR não podem ser medidos por espirometria. O volume eliminado em manobra expiratória forçada desde a CPT até o VR é a CVF. A CV pode também ser medida lentamente, durante expiração partindo da CPT ou durante a inspiração, a partir do VR (RUPPEL, 1994). O VEF1 é a quantidade de ar eliminada no primeiro segundo da manobra expiratória forçada. É a medida de função pulmonar mais útil clinicamente. Os resultados espirométricos devem ser expressos em gráficos de volume-tempo e fluxo-volume. É essencial que um registro gráfico acompanhe os valores numéricos obtidos no teste (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA, 2002). A curva fluxo-volume mostra que o fluxo é máximo logo no início da expiração, próximo à CPT, e há redução dos fluxos à medida que o volume pulmonar se aproxima do VR. Os fluxos no início da expiração, próximos ao PFE, representam a porção esforço dependente da curva, porque podem ser aumentados com maior 52 esforço por parte do paciente. Os fluxos após a expiração dos primeiros 30% da CVF são máximos após um esforço expiratório modesto e representa a chamada porção relativamente esforço independente da curva (FRY; HYATT, 1960). A CVF é o teste de função pulmonar mais importante, pois em um dado indivíduo durante a expiração existe um limite para o fluxo máximo que pode ser atingido em qualquer volume pulmonar. Um esforço inicial submáximo será claramente demonstrado na curva fluxo volume, mas será bem menos evidente na curva volume tempo. Já a detecção de um fluxo constante próximo ou igual à 0 no final da curva expiratória forçada será facilmente perceptível na curva de volumetempo e será menos evidente na curva fluxo volume. Provém daí a importância da avaliação da curva fluxo-volume, para verificar a colaboração do paciente no início da manobra expiratória, e da curva volume tempo para análise dos critérios do final do teste. Uma vez treinado, o paciente pode reproduzir razoavelmente o esforço máximo expiratório inicial (MEAD, 1980). Como resultado, a faixa normal para esses fluxos é bem maior do que as medidas esforços dependentes, como o VEF1 e o PFE. Essa desvantagem dos fluxos médios e terminais são parcialmente compensados pela sua grande alteração na doença, faz com que possam ser anormais isoladamente nas fases iniciais de distúrbios obstrutivos (BECKLAKE; PERMUTT, 1979; FERRIS, 1978). Na relação VEF1 e capacidade vital forçada (VEF1/CVF) o indivíduo realizou a manobra expiratória completa e a CVF e o VEF1 foram obtidos. A razão derivada da equação VEF1% = VEF1/CVF x 100 é calculada. Os valores relatados para VEF1 e CVF não foram necessariamente retirados de uma mesma manobra. Quando a CV for maior do que a CVF ela pode ser utilizada no denominador. Muitos sistemas computadorizados não calculam relações de valores obtidos em diferentes manobras (PEREIRA, 1996) (APÊNDICE E). O PFE e o VEF1 são medidas muito úteis de função pulmonar. O VEF1 tem maior reprodutibilidade porque é mais esforço-independente, porém a dependência do esforço torna a medida do PFE um bom indicador da colaboração na fase inicial da expiração (KROWKA et al.,1987). 53 6 ANÁLISE ESTATÍSTICA Foi feita uma análise descritiva de todas as variáveis, sendo determinados: n válido, média, mediana, valores mínimo e máximo, variância e desvio padrão. Os resultados foram analisados pelos programas Statistica 10 e GraphPad Prism 6. Todas as variáveis foram submetidas ao teste de normalidade de Kolmogorov-Smirnov, porém nenhuma das variáveis quantitativas apresentou distribuição normal. Portanto, para a análise da mesma utilizou-se o teste não paramétrico de Wilcoxon-Mann-Whitney com correção de Bonferroni para múltiplas comparações. Para variáveis com três tempos de medida PRE, PO1 e PO2 foram considerados significantes os valores de p<0,017. Quanto às variáveis qualitativas, utilizou-se o teste exato de Fisher para sua análise. O tempo pré-operatório está identificado como PRE, o pós-operatório imediato como PO1(medidas dos pacientes variaram em um intervalo entre 3 e 7 dias) e o pós-operatório tardio como PO2(dois anos). 54 7 RESULTADOS 7.1 ANÁLISE QUALITATIVA Quanto as variáveis qualitativas, utilizou-se o teste exato de Fisher para sua análise. Dos 17 pacientes que participaram da pesquisa 12 foram fumantes, três apresentaram alteração espirométrica e nove não apresentaram alteração espirométrica. Os outros cinco participantes não foram fumantes, e um deles apresentou alteração espirométrica e quatro não apresentaram alteração espirométrica. Para a análise pode-se utilizar o valor do Qui-quadrado somente, como todos os valores de p são maiores que 0,05 infere-se que nesta amostra não houve associação entre tabagismo e alteração espirométrica (p=0,8247). 7.2 ANÁLISE QUANTITATIVA A análise dos dados quantitativos aplicou-se o teste de normalidade de Kolmogorov-Smirnov nenhuma variável apresenta distribuição normal, portanto, na análise das mesmas utilizou-se o teste não paramétrico de Wilcoxon-Mann-Whitney com correção de Bonferroni para múltiplas comparações. 7.2.1 Variáveis respiratórias No pré-operatório realizou-se PEAK-FLOW em 15 pacientes sendo que o valor obtido foi menor que o valor previsto em 13 (86,6%) pacientes e apenas dois (13,3%) apresentou valores maiores que o previsto. A manovacuometria foi realizada em 14 pacientes sendo que 10 pacientes (71,42%) apresentaram PIMAX obtido maior que a PIMAX prevista, e quatro pacientes (28,57%) apresentaram PIMAX obtido menor que a PIMAX prevista. Quanto a PEMAX 12 pacientes (80%) apresentaram valores menores que o previsto e três (20%) valores maiores que o previsto. No PO1 o PEAK-FLOW diminuiu em 10 (90,90%) e manteve igual em um paciente (9,09%). A PIMAX manteve seu valor em seis (50%) pacientes, aumentou em dois (16,6%), e diminuiu em quatro (33,3%). A PEMAX diminuiu em 11 (91,66%) 55 pacientes e aumentou em um paciente (8,33%). Todos os valores do PO1 foram comparados aos valores do PRE obtidos. No PO2 observou-se que 10 (66,6%) pacientes apresentaram um aumento no valor obtido do PEAK-FLOW no PO2, e cinco (33,3%) pacientes apresentaram diminuição dos valores obtidos quando comparados aos valores PRE. A PIMAX aumentou e/ou manteve-se estável em todos os 15 (100%) pacientes avaliados. A PEMAX no PO2 apresentou queda em cinco (33,3%) pacientes, quatro (26,33%) pacientes mantiveram-se estáveis e seis (40%) apresentaram aumento nos valores de PEMAX quando comparada ao valor PRE. 7.2.1.1 Peak Flow Os valores obtidos pelo PEAK-FLOW no PRE e no PO1 e PO2 se comparam. Além disso, comparou o valor previsto do exame para cada paciente com o valor obtido no PRE. Houve uma diferença significativa entre os valores obtidos no exame PRE 350 (170-760) e os valores previstos para cada paciente 436 (380-577) com p= 0,017. Houve ainda, uma diferença significativa entre os valores obtidos no PRE 350 (170760) e no PO1 254 (150-530) com p= 0,005. Os valores obtidos no PO2 375 (270560) não mostraram qualquer diferença estatisticamente significante com o PRE, com p= 0,61 (TABELA 4 e GRÁFICO 1). Tabela 4 - Estatística Descritiva (Peak Flow). Uberaba, 2011-2012. N Válido Média Mediana Mínimo Máximo Desvio-Padrão Pré - Peak Flow Obtido 15 388,66 *350 170 760 148,46 Pós 1 - Peak Flow Obtido 13 282,61 *254 150 530 125,76 Pós 2 - Peak Flow Obtido 16 388,12 375 270 560 87,04 Pré - Peak Flow Previsto 15 468,26 436 380 577 72,97 *Valores de p significativos quando p<0,017. Unidade de medida do Peak Flow são l/min. Fonte: Dados obtidos pela autora (2011-2012). 56 Gráfico 1 - Mediana amostral dos valores previsto e obtido da variável Peak Flow no PRE, PO1 e no PO2. *Valores de p significativos quando p<0,017. Fonte: Dados obtidos pela autora (2011-2012) por meio do teste não paramétrico de Wilcoxon-Mann-Whitney com correção de Bonferroni para múltiplas comparações (p= 0,017 e p= 0,005). 7.2.1.2 Manovacuômetro 7.2.1.2.1 Pressão inspiratória máxima (PIMAX) A PIMAX obtida no período PRE foi de 100(28–120), não houve diferença significativa quando comparada com o valor previsto 87,86(81,49 -130,5) p=0,55, e com os valores obtidos no PO1 120(14–120) e no PO2 120(32–120) p=0,398 (TABELA 5 e GRÁFICO 2). Tabela 5 - Estatística Descritiva (PIMAX). Uberaba, 2011-2012. N Válido Média Mediana Mínimo Máximo Desvio-Padrão Pré - Pressão Inspiratória Máx. 15 99,26 100 28 120 26,74 Pós 1 - Pressão Inspiratória Máx. 14 99,57 120 14 120 33,89 Pós 2 - Pressão Inspiratória Máx. 17 105,41 120 32 120 29,28 PIMAX Previsto. 17 96,31 87,86 81,49 130,5 15,62 Fonte: Dados obtidos pela autora (2011-2012). Unidade de medida da PIMAX são cmH2O. 57 Gráfico 2 - Mediana amostral dos valores previsto e obtido da variável PIMAX no PRE, PO1 e no PO2. Fonte: Dados obtidos pela autora (2011-2012) por meio do teste não paramétrico de Wilcoxon-MannWhitney com correção de Bonferroni para múltiplas comparações. 7.2.1.2.2 Pressão expiratória máxima (PEMAX) A PEMAX obtida no período PRE foi de 76 (60–120), e foi significativamente menor quando comparada com o valor previsto 87,54 (79,61- 140,19) com p=0,001. Quando analisados os valores no PO1 percebeu-se uma queda significante dos valores obtidos 50 (28–108) em comparação com os valores PRE com p=0,001. No PO2 observou-se um aumento nos valores da PEMAX 88 (40-120), embora quando comparada com os valores PRE não tenha apresentado significância estatística com p=0,35 (TABELA 6 e GRÁFICO 3). Tabela 6 - Estatística Descritiva (PEMAX). Uberaba, 2011-2012. N Válido Média Mediana Mínimo Máximo Desvio-Padrão Pré - Pressão Expiratória Máx. 15 86,93 *76 60 120 21,45 Pós 1 - Pressão Expiratória Máx. 14 57,42 *50 28 108 24,03 Pós 2 - Pressão Expiratória Máx. 17 92 88 40 120 26,26 PEMAX Previsto. 17 99,63 87,54 79,61 140,19 20,73 Fonte: Dados obtidos pela autora (2011-2012). Unidade de medida da PEMAX são cmH2O. 58 Gráfico 3 - Mediana amostral dos valores previsto e obtido da variável PEMAX no PRE, PO1 e no PO2. *Valores de p significativos quando p< 0,017. Fonte: Dados obtidos pela autora (2011-2012) por meio do teste não paramétrico de Wilcoxon-Mann-Whitney com correção de Bonferroni para múltiplas comparações (p=0,001). 7.2.1.3 Espirometria No pré-operatório observou-se na espirometria que os valores de VEF1 obtidos foram menores que os previstos em sete (58,33%) pacientes, sendo que em cinco (33,33%) pacientes foram maiores que os previstos, o valor previsto e obtido de VEF1 foi idêntico em somente um (8,33%) paciente. Ainda no PRE os valores de CVF obtidos foram menores que os previstos em sete (58,33%) pacientes, e maiores que o previsto em cinco (41,66%) pacientes. Já os valores de PFE obtidos foram maiores que os previstos em 11 (91,66%) pacientes, e mostrou seu valor diminuído comparado ao valor previsto em apenas um (8,33%) paciente. Por fim, os valores obtidos para a relação VEF1/CVF apresentaram-se menores que os previstos em 12 (100%) pacientes. Dentre os valores espirométricos, os valores de VEF1 obtidos no PO1 apresentaram diminuição em todos (10) os pacientes avaliados quando comparados aos valores PRE. Ainda no PO1, os valores obtidos de CVF apresentaram-se diminuídos em quatro (66,6%) pacientes, aumentado (16,6%) e estável também em 59 um (16,6%) paciente quando comparados aos valores PRE. Os valores obtidos de PFE apresentaram diminuição em quatro (57,14%) pacientes e aumentou em três (42,85%) pacientes, quando se comparado aos valores obtidos no período PRE. A relação VEF/CVF, ainda no PO1, apresentou diminuição dos valores em dois (33,3%) pacientes e aumento em quatro (66,6%) pacientes quando comparados aos valores obtidos no período PRE. No PO2 (2 anos) os valores obtidos de VEF1 quando comparados aos valores PRE apresentaram diminuição em oito (72,72%) pacientes e aumento em três (27,27%) pacientes. Os valores obtidos de CVF nesse mesmo tempo apresentaram aumento em três (27,27%) pacientes e diminuição em oito (72,72%) pacientes quando comparados com o período PRE. Os valores obtidos de PFE em seis (54,54%) pacientes diminuíram quando comparados aos valores obtidos no PRE, e aumentaram em cinco (45,45%) pacientes. A relação VEF/CVF apresentou um aumento em relação aos valores PRE em seis (54,54%) pacientes e diminuição em cinco (45,45%) pacientes. 7.2.1.3.1 Volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) Houve uma diferença não significante estatisticamente entre os valores de VEF1 previsto 2,81 (2,07 – 3,81) e os valores obtidos no PRE 2,52 (1,76–3,64) com p=0,04. Também se observou uma queda não significativa dos valores de VEF1 no PO1 2,06 (1,45–3,12) quando comparados aos valores PRE, p=0,04. No PO2 os valores de VEF1 voltaram a aumentar 2,42 (1,96–3,22) aproximou-se dos valores previamente obtidos no PRE, porém sem qualquer significância estatística com p=0,16 (TABELA 7 e GRÁFICO 4). Tabela 7 - Estatística Descritiva (VEF1). Uberaba, 2011-2012. N Válido Média Mediana Mínimo Máximo Desvio-Padrão Pré - VEF1 12 2,58 2,52 1,76 3,64 0,49 Pós 1 - VEF1 7 2,19 2,06 1,45 3,12 0,51 Pós 2 - VEF1 14 2,52 2,42 1,96 3,22 0,44 VEF1 Previsto 16 2,92 2,81 2,07 3,81 0,64 Fonte: Dados obtidos pela autora (2011-2012). 60 Gráfico 4 - Mediana amostral dos valores previsto e obtido da variável VEF1 no PRE, PO1 e no PO2. Fonte: Dados obtidos pela autora (2011-2012) por meio do teste não paramétrico de Wilcoxon-MannWhitney com correção de Bonferroni para múltiplas comparações. 7.2.1.3.2 Capacidade vital forçada (CVF) Quanto aos valores de CVF observou-se uma diferença entre os valores previstos 3,48 (2,52–4,79) e os valores obtidos no PRE 3,38 (2,16–4,99), porém sem significância estatística com p=0,12. Houve uma queda dos valores de CVF no PO1 2,63 (1,88–4,42) com p= 0,06. No PO2 os valores de CVF 3,04 (2,36–4,4) voltaram a aumentar, e, se aproximaram dos valores obtidos no PRE, porém sem significância estatística com p=0,2 (TABELA 8 e GRÁFICO 5). Tabela 8 - Estatística Descritiva (CVF). Uberaba, 2011-2012. N Válido Média Mediana Mínimo Máximo Desvio-Padrão Pré - CVF 12 3,36 3,38 2,16 4,99 0,76 Pós 1 - CVF 7 2,84 2,63 1,88 4,42 0,78 Pós 2 - CVF 14 3,27 3,04 2,36 4,4 0,66 CVF Previsto 16 3,61 3,48 2,52 4,79 0,82 Fonte: Dados obtidos pela autora (2011-2012). 61 Gráfico 5 - Mediana amostral dos valores previsto e obtido da variável CVF no PRE, PO1 e no PO2. Fonte: Dados obtidos pela autora (2011-2012) por meio do teste não paramétrico de Wilcoxon-MannWhitney com correção de Bonferroni para múltiplas comparações. 7.2.1.3.3 Pico de fluxo expiratório (PFE) Observou-se uma diferença significante entre os valores previstos 6,14 (5,16– 8,71) e os valores obtidos no PRE 7,86(5,29–14,01) nos valores de PFE, p=0,003. Houve uma queda dos valores de PFE no PO1 7,17 (4,26–10,53) com p= 0,22. No PO2 os valores de PFE foram 8,62 (5,69–13,06) e voltaram a aumentar, superando na maioria dos pacientes os valores obtidos no PRE, porém sem significância estatística com p=0,87 (TABELA 9 e GRÁFICO 6). Tabela 9 - Estatística Descritiva (PFE). Uberaba, 2011-2012. N Válido Média Mediana Mínimo Máximo Desvio-Padrão Pré - PFE 12 8,45 *7,86 5,29 14,01 2,52 Pós 1 - PFE 7 7,14 7,17 4,26 10,53 2,13 Pós 2 - PFE 14 8,94 8,62 5,69 13,06 2,40 PFE Previsto 16 6,74 6,14 5,16 8,71 1,37 Fonte: Dados obtidos pela autora (2011-2012). 62 Gráfico 6 - Mediana amostral dos valores previsto e obtido da variável PFE no PRE, PO1 e no PO2. *Valores de p significativos quando p< 0,017. Fonte: Dados obtidos pela autora (2011-2012) por meio do teste não paramétrico de Wilcoxon-Mann-Whitney com correção de Bonferroni para múltiplas comparações (p=0,003). 7.2.1.3.4 Relação VEF1/CVF Quanto aos valores da relação VEF1/CVF observou-se uma diferença significante entre os valores previstos 80,84 (77,15–83,49) e os valores obtidos no PRE 67,76 (54,75–81,69), p=0,002. Houve um aumento dos valores de VEF1/CVF no PO1 73,22 (68,51–84,31), porém sem significância estatística, p= 0,22. No PO2 valores de VEF1/CVF 69,66 (52,07–86,86) apresentaram uma queda quando comparados aos valores obtidos no PO1, esses valores se aproximaram dos obtidos no PRE, porém sem significância estatística quando comparados com estes, p=0,38 (TABELA 10 e GRÁFICO 7). 63 Tabela 10 - Estatística Descritiva (VEF1/CVF). Uberaba, 2011-2012. N Válido Média Mediana Mínimo Máximo Desvio-Padrão Pré – VEF1/CVF 12 67,55 *67,76 54,75 81,69 9,13 Pós 1 – VEF1/CVF 7 75,49 73,22 68,51 84,31 6,01 Pós 2 – VEF1/CVF 14 69,96 69,66 52,07 86,86 9,33 VEF1/CVF Previsto 16 80,47 80,84 77,15 83,49 2,09 *Valores de p significativos quando p<0,017. Fonte: Dados obtidos pela autora (2011-2012). Gráfico 7 – Mediana amostral dos valores previsto e obtido da variável VEF1/CVF no PRE, PO1 e no PO2. *Valores de p significativos quando p< 0,017. Fonte: Dados obtidos pela autora (2011-2012) por meio do teste não paramétrico de Wilcoxon-Mann-Whitney com correção de Bonferroni para múltiplas comparações (p=0,002). 7.2.2 Parâmetro bioquímico A glicemia de jejum obtida no PRE variou entre 122-362,5 miligramas por decilitro, sendo o valor de referência (VR) entre 70-110 mg/dl. Em relação ao valor obtido de glicose em jejum no PO1 variou entre 58,3243,6 mg/dl, sendo que em nove (75%) pacientes apresentaram uma diminuição de seu valor quando comparado ao PRE, e, em três (25%) pacientes seu valor apresentou um aumento. 64 No PO2 de dois anos, a glicemia de jejum apresentou variação entre 79,1 268,5 mg/dl, sendo que onze (91,66%) pacientes apresentaram uma diminuição significativa desse parâmetro quando comparando-se aos valores obtidos no PRE, em apenas um (8,34%) paciente observou-se um aumento desse parâmetro. Todos os parâmetros bioquímicos tiveram sua análise em três tempos: PRE, PO1 e PO2 2 anos. 7.2.2.1 Perda glicêmica Houve uma queda não significativa da glicemia de jejum do PRE 228,40 (122,00–362,50) para o PO1 157,05 (58,30 – 245,80) com p=0,04, cuja razão dessa diminuição provavelmente tenha sido o regime de internação hospitalar e dieta aos quais estavam submetidos os pacientes. No PO2 de dois anos constatou-se uma queda importante e significante da glicemia de jejum 129,15 (79,10–268,50) com p=0,007. Portanto, pode-se constatar a evolução do controle glicêmico no pósoperatório desses pacientes (TABELA 11 e GRÁFICO 8). Tabela 11 - Estatística Descritiva (Glicemia Jejum). Uberaba, 2011-2012. N Válido Média Mediana Mínimo Máximo Desvio-Padrão Pré – Glicemia Jejum 13 219,52 228,40 122,00 362,50 70,91 Pós 1 - Glicemia Jejum 16 151,28 157,05 58,30 245,80 51,54 Pós 2 - Glicemia Jejum 16 137,61 *129,15 79,10 268,50 51,72 *Valores de p significativos quando p<0,017. Unidade glicêmica expressa em mg/dl. Fonte: Dados obtidos pela autora (2011-2012). 65 Gráfico 8 – Mediana amostral dos valores previsto e obtido da variável glicemia no PRE, PO1 e no PO2. *Valores de p significativos quando p< 0,017. Fonte: Dados obtidos pela autora (2011-2012) por meio do teste não paramétrico de Wilcoxon-Mann-Whitney com correção de Bonferroni para múltiplas comparações (p=0,007). 7.2.3 Perda ponderal 7.2.3.1 Índice de massa corporal (IMC) No pré-operatório dos 14 (100%) pacientes que se submeteram à antropometria, oito (57%) pacientes estavam na faixa de sobrepeso (30 > IMC > 25), e sete (43%) pacientes estavam na faixa de peso correspondente a obesidade grau I (35 > IMC > 30). No PO2, quando nova avaliação antropométrica foi realizada, constatou-se que apenas dois (15%) pacientes apresentaram mínimo ganho ponderal; nos demais 12 (85%) pacientes ocorreram perda significativa de peso, sendo que quatro (28,5%) pacientes encontraram-se na faixa normal de peso (25 > IMC > 18), oito (57%) pacientes estavam na faixa de sobrepeso (30 > IMC > 25), e apenas dois (14,5%) pacientes estavam na faixa de obesidade grau I (35 > IMC > 30). No PRE os valores de IMC foram de 29,40 (24,24–33,6 Kg/m2), decorridos dois anos, na nova avaliação realizada no PO2 foram obtidos valores 66 significantemente menores 26,68(20,47–33,40), quando comparados ambos os tempos pode-se notar que a redução de peso foi estatisticamente significante, p = 0,006 (TABELA 12 e GRÁFICO 9). Tabela 12 - Estatística Descritiva (IMC). Uberaba, 2011-2012. N Válido Média Mediana Mínimo Máximo Desvio-Padrão Pré – IMC 14 29,72 29,40 24,24 33,60 2,48 Pós 2 - IMC 14 26,95 *26,68 20,47 33,40 3,53 2 Fonte: Dados obtidos pela autora (2011-2012). Unidade de medida do IMC é Kg/m . Gráfico 9 - Mediana amostral dos valores previsto e obtido da variável IMC no PRE, PO1 no PO2. *Valores de p significativos quando p< 0,017. Fonte: Dados obtidos pela autora (2011-2012) por meio do teste não paramétrico de Wilcoxon-Mann-Whitney com correção de Bonferroni para múltiplas comparações (p = 0,006). 67 8 DISCUSSÃO O paciente portador de DM2 submetido à cirurgia metabólica apresenta parâmetros diminuídos na avaliação pulmonar no pré-operatório, comparado aos valores previstos e no PO1 comparado aos valores pré-operatórios obtidos. Em contrapartida, melhora alguns parâmetros pulmonares no PO2 na medida em que haja melhora do metabolismo glicêmico e perda ponderal comparado aos valores pré-operatórios obtidos. A avaliação pré-operatória das variáveis Peak Flow e PEMAX apresentaram valores pré-operatórios respectivamente], obtidos [350 (170-760) l/min; 76 (60–120)cmH2O, menores que o previsto[436 (380-577) l/min; 87,54 (79,61- 140,19) cmH2O] e esses podem estar correlacionados, pois, para a obtenção dos valores do Peak Flow há necessidade da utilização da musculatura expiratória e essa por sua vez apresentou-se comprometida no grupo de indivíduos diabéticos. Não se pode dizer o mesmo em relação à musculatura inspiratória, pois não apresentou um comprometimento evidente como o da musculatura expiratória. Além disso, quando comparado seus valores do PRE obtido [350 (170760)l/min; 76 (60–120)cmH2O] com o PO1[254 (150-530)l/min; 50 (28–108) cmH2O], notou-se queda significativa de seus valores, isso pode ser explicado pelo próprio ato cirúrgico uma vez que para a realização desses testes é necessária à utilização da musculatura expiratória (músculos abdominais, peitoral maior, transverso do tórax e diafragma) que está viamente comprometida e também por causa da dor na região cirúrgica. A manipulação da cavidade abdominal nas cirurgias laparoscópicas leva à diminuição dos volumes e capacidades pulmonares que podem resultar em complicações pulmonares como a hipoxemia e atelectasia. Essas alterações no sistema respiratório são máximas geralmente nas primeiras 48 horas após a cirurgia quando então se inicia aumento gradativo dos volumes pulmonares e capacidades pulmonares, e ao redor da segunda semana a maioria deles encontra-se normal (o padrão ventilatório volta a ser como no pré-operatório depois de 7 a 10 dias do pósoperatório). Estudos em cães mostraram que a anestesia ou a dor não são as principais responsáveis pelas alterações acima citadas. Talvez a melhor explicação seja uma disfunção do diafragma, que teria origem na manipulação de vísceras abdominais, que determinam a inibição reflexa do nervo frênico, com consequente 68 paresia diafragmática. Essa paresia associada ao pneumoperitônio pode levar a atelectasia nas bases pulmonares, e resulta num colapso da ventilação alveolar nas áreas dependentes (em contato com o leito) do pulmão, com alteração ventilaçãoperfusão ou shunt pulmonar, e consequente hipoxemia (CHIAVEGATO et al., 2000). Fatores como a irritação local, dor, inflamação ou trauma são capazes de induzir a disfunção diafragmática. Sabe-se que a paresia diafragmática é o principal determinante da alteração dos volumes e capacidades pulmonares (GIOVANETTI; BOUERI; BRAGA, 2004). Com relação à PIMAX, este estudo apresentou resultados contraditórios aos encontrados na literatura, os valores obtidos no período pré-operatório foram de 100 (28- 120) cmH2O, não havendo diferença significativa quando comparada com os valores previstos [87,86 (81,49-130,5) cmH2O] com p=0,55, e com os valores obtidos no PO1 [120 (14-120) cmH2O] e no PO2 [120 (32-120) cmH2O] com p=0,398. Em um estudo que envolveu 21 obesos candidatos à cirurgia de gastroplastia utilizou a técnica a Capella e analisou a força muscular respiratória no pósoperatório em relação ao valor do pré-operatório, e, houve queda da PIMAX de 51%, 26% e 14% no primeiro, terceiro e quinto dias de pós-operatório (p<0,001, p<0,001, p=0,028) (PAISANI; CHIAVEGATO, FARESIN, 2005). Já a PEMAX apresentou resultados semelhantes à literatura, com uma queda de seus valores no PO1[50 (28–108) cmH2O] em relação ao valor do PRE obtido [76 (60–120) cmH2O]. Além disso, houve uma melhora da PIMAX e PEMAX entre o PRE obtido [100 (28- 120) cmH2O; 76 (60–120)cmH2O] e o PO2 [120 (32-120) cmH2O; 88(40-120)], embora não significante, que pode estar relacionado com a perda ponderal e controle glicêmico. Em relação à alteração estrutural da musculatura esquelética respiratória nos diabéticos, estudos sugeriram que o seu aparecimento pode estar associado com resistência à insulina (SUN et al., 2008; LAZARUS; SPARROW; WEISS, 1997), glicosilação não enzimática do tecido conjuntivo (SCHNAPF et al., 1984; RAMIREZ et al., 1991), defeitos na estimulação da produção de surfactante pulmonar (FERNÁNDEZ-REAL et al., 2008) e a presença de um estado de inflamação crônica de baixo grau (SIN; MAN, 2003). A diminuição da força muscular em indivíduos diabéticos pode levar a diminuição da função pulmonar. Em uma análise de coorte mostrou-se que a 69 diminuição da força no músculo esquelético foi associada ao estado de resistência à insulina. A diminuição da força muscular foi detectada antes do reconhecimento do diagnóstico de resistência à insulina (LAZARUS; SPARROW; WEISS, 1997). As alterações estruturais pulmonares podem estar associadas à atrofia muscular, deposição lipídica aumentada e diminuição mitocondrial, assim como a transformação da fibra muscular tem sido descritos em pacientes diabéticos do tipo 2 (SUN et al., 2008). A espirometria é um teste de função pulmonar amplamente utilizado (PFT), ideal para descrever os efeitos da obstrução ou restrição sobre a função pulmonar. É uma poderosa ferramenta de diagnóstico que desempenha um papel significativo no diagnóstico precoce de danos nos pulmões e das suas estruturas associadas (MEO, 2010). A função pulmonar pode fornecer medidas úteis da progressão da microangiopatia sistêmica em pacientes diabéticos (HSIA, 2002). Os conceitos básicos de fisiologia normal pulmonar que estão envolvidos no teste de função pulmonar (espirometria) incluem mecânica (volume corrente pulmonar), inter-relação ventilação-perfusão, difusão e trocas gasosas, bem como a força muscular respiratória (GILDEA; MCCARTHY, 2010). Em um estudo com 283 indivíduos, dos quais 144 eram diabéticos e 139 não diabéticos, quanto à avaliação espirométrica observaram que somente a CVF e VEF1 mostraram diferenças entre os grupos, porque ambas as variáveis foram significativamente menores nos pacientes com DM. O restante das variáveis espirométricas não apresentou diferença significativa entre os grupos. Além disso, a intensidade da queda da função pulmonar com o avanço da idade foi semelhante entre os indivíduos diabéticos e não diabéticos, sendo os declives semelhantes em ambos os grupos (ORTIZ-AGUIRRE et al., 2006). Parâmetros espirométricos analisados no presente estudo, aumentaram seus valores se comparado ao PRE obtido com o PO2 exceto VEF1 e CVF. O fato de que hipoteticamente esses valores melhorariam no PO2 não ocorreu significativamente, pois possivelmente pode ser devido à perda ponderal e ao controle glicêmico não interferir na alteração da função pulmonar já instalada. Porém esse controle pode permitir a não progressão dessa disfunção estrutural do pulmão. Em condições normais, indivíduos saudáveis não fumantes após 35 anos de idade, o declínio da função pulmonar esperado VEF1 é 25-30 ml/ano. No entanto, o 70 taxa média de declínio da função pulmonar em pacientes diabéticos, como medido pelo volume expiratório forçado em 1s VEF1, é de 71 ml/ano. Relatou-se que CVF e VEF1 são reduzidos em indivíduos diabéticos, em comparação com os indivíduos controle (MEO, 2010). Vários estudos em pacientes com DM2 tem mostrado associações entre controle glicêmico e função pulmonar. Esses estudos sugeriram que, como muitos outros tecidos, o pulmão é um alvo para diabéticos com doença microvascular (DAVIS et al., 2004; YEH et al., 2008). O mais significativo comprometimento da função pulmonar é encontrado entre os pacientes diabéticos tratados com insulina. Esses resultados indicaram que o declínio da função pulmonar na doença diabética progride ao longo do tempo, com alguma evidência e que as alterações da função pulmonar aparecem em estágios precoces da doença, antes mesmo que seja aparente clinicamente. (MCKEEVER et al. 2005). O controle de peso é a chave para uma gestão bem sucedida no DM2. Perda de peso obtida por meio de intervenções do estilo de vida tem demonstrado ser eficaz na prevenção e tratamento do DM2 (WILLIAMSON et al., 2000; KNOWLER et al., 2002; TUOMILEHTO et al., 2001; NORRIS et al., 2004). No entanto, o tratamento convencional, tais como: modificação do estilo e farmacoterapia produziram pequenas melhorias no peso (NORRIS et al., 2004; KHAN et al., 2000; ZIMMET; SHAW; ALBERTI, 2003; WING et al., 1987). Em contraste, a cirurgia bariátrica tem sido proposta para fornecer eficazmente perda de peso durável (SJÖSTRÖM et al., 2007). As causas mais comuns para o fracasso da remissão do diabetes após a cirurgia bariátrica são: perda de peso inadequada ou recuperação do peso, DM2 mal controlado ou agressivo de longa data, menor IMC pré-operatório, e diabetes autoimune latente em adultos (LADA) (DEITEL, 2011). O bypass gástrico não apenas induz a uma perda de peso de forma significativa e duradoura, mas também produz a melhoria ou resolução do DM2 e das comorbidades associadas (GARCIA-CABALLERO et al., 2012). Em contraste, diversos estudos mostram que a resolução do DM2 após essa técnica cirúrgica ocorre antes da perda de peso, e indica o envolvimento de outros fatores, dentre eles a homeostase da glicose. O bypass normaliza a hiperglicemia, melhora os níveis de HbA1c e possivelmente reduz a mortalidade do DM. A maioria 71 dos pacientes recupera níveis normais de glicose no sangue e HbA1c após a cirurgia, e muito antes de apresentarem uma perda significativa de peso. Isto sugere que o controle do DM2 é provavelmente mediado por alterações nas secreções de hormônios do trato gastrointestinal e ou outro mecanismo independente da perda de peso (GARCIA-CABALLERO et al., 2012). Vários estudos demonstraram que a realização de fisioterapia pré-operatório é mais eficaz na redução de complicações respiratórias nos pacientes com risco maior ou moderado do que naqueles cujo risco foi baixo (ARCÊNCIO et al., 2008). O objetivo da fisioterapia no pré-operatório é melhorar a capacidade respiratória e função pulmonar, e capacitar o doente para o procedimento cirúrgico e prevenir complicações pós-operatórias, como infecções, atelectasias e outras (PASQUINA et al., 2006). A detecção da disfunção pulmonar pelo fisioterapeuta pode auxiliar na estratificação do risco cirúrgico do paciente (BELLINETTI; THOMSON, 2006). A partir daí pode-se afirmar sobre a importância do acompanhamento multiprofissional no preparo do paciente diabético que é submetido a qualquer cirurgia abdominal, pois devido a sua doença de base ele apresenta alterações prévias pulmonares, tais como: diminuição da força muscular respiratória e funcional tendo assim maior propensão para complicações pós-operatórias. Apesar de ser um estudo limitado devido à amostra relativamente pequena, foi demonstrado que o indivíduo portador de DM2 submetido à cirurgia metabólica sem ressecção gástrica apresentou aumento dos valores das variáveis respiratórias analisadas, se comparar o PRE obtido com o PO2 exceto do VEF1 e CVF. 72 9 CONCLUSÃO Dentre as variáveis estudadas no indivíduo portador de DM2 submetido à cirurgia metabólica sem ressecção gástrica pode-se confirmar que seus valores préoperatórios obtidos são menores que os valores pré-operatórios previstos exceto as variáveis PIMAX e PFE. No PO1 as variáveis diminuem seus valores comparados ao pré-operatório obtido exceto PIMAX e VEF1/CVF. No PO2 em relação aos parâmetros respiratórios suas variáveis aumentam seus valores comparados ao pré-operatório obtido exceto VEF1 e CVF. E em relação aos parâmetros bioquímicos tanto a variável glicêmica quanto o IMC diminuem seus valores de forma significativa comparada ao pré-operatório. A perda ponderal e o controle glicêmico podem interferir de forma positiva na força muscular respiratória nos indivíduos portadores de DM2 submetidos à cirurgia metabólica sem ressecção gástrica, porém não apresenta a mesma resposta na função pulmonar desses indivíduos. É importante dar ênfase no preparo pulmonar, no condicionamento físico e preparo nutricional dos indivíduos portadores de DM2 antes de serem submetidos à cirurgia abdominal de uma forma geral, com intuito de diminuir complicações pulmonares pós-cirúrgico. Pois, já se sabe que esse perfil de paciente previamente apresentam alterações tanto da força muscular respiratória quanto da função pulmonar. Há necessidades de mais estudos nessa área para maior esclarecimento do comprometimento pulmonar no diabético tipo 2 e a possível melhora após tratamento cirúrgico. 73 REFERÊNCIAS ABOUSSOUAN, L. S.; STOLLERR, J. K. Perioperative Pulmonary Care. In: CHERNIAK, N. S.; ALTOSE, M. D.; HOMMA, I. Rehabilitation of Patient with Respiratory Disease. New York: McGrawHill, 1999, p. 561-575. AGRELLI, T. F. Análise da influência do treinamento muscular respiratório ambulatorial no preparo pulmonar pré-operatório em indivíduos com afecções esofágicas. 2008. 75 f. (Mestrado em Patologia) – Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Triangulo Mineiro, Uberaba, 2008. AGUIAR, A. C. S. et al. Análise da atuação fisioterapêutica em relação à força muscular respiratória em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. 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