Sumário Executivo
Rio Santa Rosa
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SUMÁRIO EXECUTIVO
Bacia Hidrográfica do Rio Santa Rosa
Mapa da bacia e do recorte espacial escolhido:
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Contextualização:
A microbacia hidrográfica do Igarapé Santa Rosa está localizada no Domínio Biogeográfico
Amazônico, possuindo toda sua extensão territorial no município de Xapuri, localizado na região do
Alto Rio Acre, leste do Estado do Acre.
A Rede Hidrográfica do Estado do Acre faz parte da Rede Hidrográfica do Rio Amazonas (nível 1), da
Região Hidrográfica do Rio Solimões (nível 2) e das Bacias Hidrográficas do Javari, Juruá, Purus e
Madeira (nível 3), todas conformadas por rios de dominialidade da União, sendo que o Igarapé Santa
Rosa, afluente da margem esquerda do Alto Rio Acre, compõe a Unidade de Gestão de Recursos
Hídricos Acre/Iquiri, conforme definição do Plano Estadual de Recursos Hídricos. A bacia do Rio Acre
está também inserida no Bloco de Conservação Acre-Purus, uma região considerada prioritária para
conservação pelo WWF Brasil, denominada Amazon Headwaters.
A região faz parte do chamado “Arco do Desmatamento”, uma área que apresenta os maiores índices
de desflorestamento da Amazônia brasileira, se estendendo do Maranhão, passando pelo sul do Pará,
Tocantins, Norte de Mato Grosso e Rondônia, até chegar ao leste Acreano. O acesso viário é feito pela
rodovia federal BR-317, conhecida como “Estrada do Pacífico”, considerada uma das rodovias mais
estratégicas do país, pois, através dela, o sudoeste da Amazônia está ligado ao Oceano Pacífico,
viabilizando o acesso aos mercados norte-americano e asiático, ávido por produtos como madeira e
carne bovina.
Os investimentos bilionários na região, entre eles a ligação rodoviária com o Pacífico e a construção
das Usinas Hidrelétricas de Santo Antônio e Girau, evidenciam um cenário de profundas
transformações em toda a região sudoeste da Amazônia, incluindo o Vale do Rio Acre.
Por um lado a grande migração de trabalhadores, o avanço da fragmentação florestal e da
susceptibilidade da paisagem ao fogo ameaçando a saúde dos ecossistemas, por outro a ampliação
das oportunidades, com aumento no fluxo de lmercadorias e serviços, ampliação da demanda por
alimentos e possibilidade de acesso a novos mercados para os produtos do agroextrativismo e da
sociobiodiversidade, são componentes de uma realidade complexa e dinâmica que caracteriza a
região.
A Bacia Hidrográfica do Rio Acre concentra 54% do desflorestamento do estado, o que representa
9.340 km2 de florestas convertidas em outros usos da terra.
O desmatamento na região teve forte aceleração durante a década de 70 do século passado, quando
o vale do Acre foi ocupado por pecuaristas vindos do centro-sul do país em busca de terras baratas e
supostamente muito férteis. Porém, estas terras estavam ocupadas por milhares de seringueiros, a
esta altura “órfãos” do Ciclo da Borracha após a decadência do período gumífero causada pela
concorrência com os seringais cultivados na Malásia com sementes contrabandeadas da Amazônia.
O conflito entre fazendeiros e seringueiros deu origem aos “empates”, movimento pacífico de
resistência dos seringueiros contra a derrubada da floresta para criação de gado, liderado pelo
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sindicalista Chico Mendes, então presidente do STR de Xapuri. Este movimento constitui-se em um
dos mais importantes marcos históricos do ambientalismo brasileiro e mundial, culminando com a
implementação da “reforma agrária dos seringueiros”, materializada com a regulamentação e criação
das Reservas Extrativistas na Amazônia brasileira.
Na microbacia do Igarapé Santa Rosa, a presença das fazendas de pecuária é herança deste momento
histórico de ocupação da região e o desmatamento teve como objetivo a implantação de pastagens
para criação de gado.
Caracterização:
Na microbacia hidrográfica do Igarapé Santa Rosa vivem 528 famílias, cerca de 2.100 pessoas. Na
parte alta da microbacia e ao longo do seu curso médio, o igarapé Santa Rosa passa por cinco
propriedades rurais particulares com tamanho variando de 37 a 219 hectares, cuja atividade produtiva
principal é a pecuária extensiva de corte e de leite.
Já no seu terço final, a microbacia possui característica urbana e peri-urbana, passando por três
chácaras e quatro bairros de Xapuri (Cerâmica, Cageacre, Centro e Braga Sobrinho) até desaguar no
Rio Acre próximo ao centro da cidade. A porção urbana ocupa aproximadamente 5% da extensão
territorial da microbacia hidrográfica do igarapé Santa Rosa e abriga 528 lotes residenciais.
A microbacia do Santa Rosa possui extensão territorial de 622,86 hectares e perímetro de 448,43 km.
Da sua nascente até a foz no Rio Acre percorre-se aproximadamente 9 km e seu curso principal é
alimentado por 10 igarapés tributários de primeira ordem.
Atualmente existem 592,39 hectares desflorestados na microbacia do Santa Rosa, o que representa
95,1% da extensão do seu território. Nas Áreas de Preservação Permanente o desflorestamento chega
a 93,5%; ou 78,76 dos seus 84,25 hectares de extensão. Na parte alta da microbacia, as nascentes
encontram-se desprotegidas, cercadas por pastagens degradadas que tornam a paisagem
susceptível a incêndios. O igarapé Santa Rosa e alguns de seus tributários principais tem acesso livre
para os animais beberem água, uma vez que não existem cercas isolando as áreas de pasto das Áreas
de Preservação Permanente. Com isso, existem trechos da vegetação ciliar e dos cursos d'água
bastante degradados pelo intenso pisoteio do gado ao longo do tempo.
O manejo inadequado das pastagens e a ausência de práticas de conservação de solos agravam a
situação do manancial hídrico, causando erosão e assoreamento dos cursos d'água. Nas áreas
desflorestadas, em pouco tempo surgem espécies colonizadoras de rápido crescimento,
especialmente gramíneas de alta eficiência fotossintética, que ocupam as margens e o leito do
igarapé e de seus tributários contribuindo para a fixação dos sedimentos carregados e depositados na
rede de drenagem pela água da chuva, tornando o igarapé mais raso e obstruindo a passagem da
água, consequentemente provocando alterações na vazão e na dinâmica de cheias e vazantes dos
seus cursos d'água. Com isso, existem trechos do igarapé completamente assoreados e tomados por
gramíneas, já não sendo mais possível identificar seu curso original.
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Na porção urbana da microbacia do Igarapé Santa Rosa os principais problemas ambientais são o
despejo de esgoto sem tratamento e lixo doméstico diretamente nos cursos d'água, já que apenas
12,5% das residências tem acesso à rede pública coletora de esgoto e 51,2% despejam os dejetos
diretamente nos corpos d´água, em valas ou no mato a céu aberto. Em relação ao lixo, apesar do
sistema de coleta pública estar presente nos quatro bairros que compõem a porção urbana da
microbacia, muitos moradores utilizam o igarapé e seus tributários como depósito de restos
alimentares e objetos descartados, contribuindo para a proliferação de microrganismos patogênicos
e atraindo ratos e insetos vetores de doenças infecciosas graves, como a dengue.
A pratica de queimar lixo e restos de folhas e galhos nos quintais das casas também foi verificada entre
os moradores da microbacia do Santa Rosa. As queimadas urbanas são um sério problema de saúde
pública no município, pois, além de não resolverem a questão da eliminação do lixo, já que a queima
nunca é completa e os restos ficam espalhados pelos quintais das residências, esta prática provoca
contaminação do solo, da água e da atmosfera, aumentando sobremaneira os casos de infecções
respiratórias, principalmente em crianças e idosos.
Na microbacia do Igarapé Santa Rosa, segundo dados de pesquisa de campo, os principais problemas
de saúde enfrentados pelos moradores são: gripe (80%), diarreia (35,3%) e verminose (34,1%).
Doenças tropicais graves transmitidas por insetos vetores também possuem índices preocupantes na
região do Santa Rosa, principalmente dengue (20%) e malária (12,9%). Em relação à saúde das
crianças, 14% estão com o cartão de vacinação atrasado e existe uma alta incidência de diarreias e
verminoses, provavelmente devido às deficiências de saneamento básico das residências, hábitos de
higiene inadequados da população, falta de tratamento da água destinada ao uso doméstico e
presença de dejetos de pequenos animais criados nos quintais das casas.
Em relação à gestão de recursos hídricos, foi oficializado, em 2008, o Grupo de Trabalho da Bacia
Hidrográfica do Rio Acre pela Câmara Técnica de Gestão de Recursos Hídricos Transfronteiriços do
Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Dois anos mais tarde, em 2010, foi criado o Conselho Gestor
da Microbacia do Igarapé Santa Rosa, composto por representantes do poder público, da Sociedade
Civil e de usuários das águas da microbacia.
Sistemas Produtivos:
Na porção urbana e peri-urbana da microbacia hidrográfica do Igarapé Santa Rosa é praticada
agricultura urbana de pequena escala (hortas caseiras, quintais agroflorestais e criação de pequenos
animais) voltada principalmente para a subsistência das famílias. Na parte alta da microbacia e ao
longo do seu curso médio existem 6 propriedades rurais dedicadas à atividade pecuária, sendo que 2
trabalham com gado leiteiro e 4 com gado de corte. Também são encontradas na microbacia
iniciativas de ovinocultura, equinocultura e piscicultura em pequena escala.
A atividade pecuária é pouco tecnificada e os animais são alimentados exclusivamente a pasto. Boa
parte das áreas destinadas ao cultivo de gramíneas forrageiras do gênero Brachiaria encontram-se
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degradadas. Nos solos é possível verificar sinais avançados de erosão e o Igarapé Santa Rosa e seus
tributários encontram-se assoreados pelo pisoteio dos animais, que utilizam livremente os
mananciais para dessedentação, uma vez que não existem cercas isolando as Áreas de Preservação
Permanente. As pastagens são eventualmente manejadas com uso do fogo, bem como através de
roçagem manual, utilização de roçadeira tratorizada ou herbicida aplicado com pulverizador costal
para eliminação das plantas indesejáveis.
O abate dos animais é realizado em média aos 3 anos de idade e a comercialização é feita pelos
próprios produtores junto a frigoríficos da região. O leite produzido é embalado artesanalmente pelos
próprios proprietários em sacos plásticos e vendidos diretamente para a população do município.
Linhas de atuação:
• DRS pecuária leiteira “Balde Cheio”, em articulação com BB e FBB;
• DRS Pecuária de corte mais sustentável: integração Lavoura-Pecuária-Silvicultura, pastejo
rotacionado, consorciação de culturas forrageiras e utilização de técnicas de conservação de
solos, em parceria com EMBRAPA/AC;
• Restauração Florestal de APP com SAFs, valorizando as espécies frutíferas nativas;
• Limpeza e desobstrução de trechos assoreados e cobertos por gramíneas, em articulação
com Prefeitura Municipal de Xapuri e apoio de diversos atores locais;
• Envolvimento e fortalecimento do Conselho Gestor da microbacia;
• Capacitação e formação de produtores e técnicos: cursos, oficinas e intercâmbios
Perspectiva de articulação com políticas públicas:
• Política de Valorização do Ativo Ambiental Florestal
Criada pelo Governo Estadual, a Política de Valorização do Ativo Ambiental Florestal compreende a
integração de ações, projetos e programas com objetivo de estabelecer um processo de inclusão
social e econômico das comunidades rurais, bem como a garantia do uso sustentável dos recursos
naturais e a gestão adequada do território. A política decorre da necessidade de fomentar o uso
adequado dos recursos naturais baseado em técnicas de produção, recuperação e regularização
ambiental. Outros objetivos dessa política visam contribuir para mitigação e adaptação às mudanças
climáticas e consequente redução de emissões de gases poluentes; o uso adequado dos recursos
naturais; a conservação da sociobiodiversidade; das águas e recursos hídricos; e geração de renda por
meio da produção sustentável, tendo o Zoneamento Ecológico-Econômico como instrumento
norteador.
Os principais programas que compõe esta política em consonância com a estratégia de intervenção
do Água Brasil na microbacia são: i) Florestas Plantadas, ii) Programa de Regularização do Passivo
Ambiental Florestal, iii) Programa de Certificação Ambiental das Propriedades Rurais. Com a
implementação desses programas pretende-se regularizar e legalizar as propriedades rurais do Acre,
bem como inserir a produção familiar em um processo produtivo sustentável de longo prazo através
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do planejamento das unidades produtivas objetivando a regularização do passivo ambiental e
conversão agroecológica dos sistemas produtivos, com eliminação do uso do fogo e implantação de
cultivos perenes e sistemas agroflorestais.
• Sistema de Incentivo aos Serviços Ambientais
O Sistema de Incentivo aos Serviços Ambientais - SISA, atualmente em consulta pública, é outra
política prioritária do governo estadual, cujo objetivo é fomentar a manutenção e a ampliação da
oferta de serviços e produtos ecossistêmicos através do estabelecimento de parcerias para a criação e
execução de subprogramas, planos de ação e projetos de serviços ambientais. O sistema contempla o
Programa de Incentivo a Serviços Ambientais – Carbono (ISA Carbono) que tem por objetivo
promover a redução progressiva, consistente e de longo prazo das emissões de gases de efeito estufa
com vistas ao alcance da meta voluntária estadual de redução de emissões por desmatamento e
degradação florestal (REDD).
• Gestão de Recursos Hídricos
O governo estadual vem investindo esforços na elaboração e pactuação do Plano Estadual de
Recursos Hídricos, processo de construção que conta com apoio do WWF Brasil. No contexto do
plano, uma das prioridades do poder público estadual é o Programa de Conservação e Recuperação
de Nascentes e Matas Ciliares da Bacia do Rio Acre, que foi concebido a partir de um Grupo de
Trabalho instituído pelo Governo do Estado do Acre como forma de reverter o processo de
degradação da bacia, valorizando as iniciativas individuais e coletivas de salvaguarda das florestas, da
biodiversidade, dos recursos hídricos, dos valores culturais das populações tradicionais e da
população em geral que depende de suas águas para o abastecimento público, das atividades
domésticas e de lazer, além das diversas atividades econômicas que dependem direta e indiretamente
do Rio Acre.
O Programa, coordenado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e construído a partir dos
debates e contribuições de instituições públicas, usuários de água e representantes dos municípios
que integram a Bacia do Rio Acre, é composto por quatro Componentes: i) Educação Ambiental,
Formação e Comunicação; ii) Implantação e monitoramento dos projetos de recuperação de APP; iii)
Apoio à Conservação Ambiental (pagamento por serviços ambientais relacionados aos recursos
hídricos); e iv) Gestão do Programa.
No âmbito municipal, as políticas públicas voltadas para a gestão ambiental do Igarapé Santa Rosa
são de responsabilidade da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo de Xapuri – SEMATUR,
membro titular e líder do Comitê Gestor da Microbacia Hidrográfica do Igarapé Santa Rosa,
responsável por estimular e coordenar ações de limpeza e desobstrução na porção urbana da
microbacia, mutirões para plantio de mudas, educação ambiental junto à comunidade local e estimulo
a formação de agentes ambientais multiplicadores.
• Ordenamento Territorial Local
Outra iniciativa de política pública em âmbito municipal com repercussão direta na gestão ambiental
e social da microbacia hidrográfica do Igarapé Santa Rosa é o Ordenamento Territorial Local – OTL. O
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Plano Local de Ordenamento Territorial do município de Xapuri se constitui em um conjunto de
diretrizes, linhas de ação e projetos, integrados em uma agenda de ações com instituições parceiras
voltada para a implementação do ordenamento territorial local, em consonância com as diretrizes do
ZEE do Estado do Acre, de modo a propiciar o desenvolvimento sustentável local.
As ações planejadas no âmbito do Ordenamento Territorial Local têm como objetivos específicos:
estruturar as atividades extrativistas madeireiras e não madeireiras; propiciar apoio institucional e a
mobilização social voltada ao desenvolvimento da infraestrutura produtiva e social; reorganizar e
apoiar o desenvolvimento e consolidação de programa e projetos agropecuários em modelos e
sistemas de produção mais sustentáveis; promover a regularização, o planejamento e a gestão
integrada da agropecuária sustentável; incentivar e promover processos produtivos adequados e
práticas agroflorestais entre as populações ribeirinhas; promover a regularização e ocupação
planejada dos espaços urbanos; e Incentivar o turismo e o ecoturismo no município.
• Programa Territórios da Cidadania – Território Alto Acre e Capixaba
No âmbito dos Programas Públicos Federais, destaca-se na região o Programa Territórios da
Cidadania (PTC), que envolve 22 ministérios e é coordenado pelo Ministério da Casa Civil, sendo que
Xapuri, junto com outros quatro municípios, compõem o Território da Cidadania do Alto Acre e
Capixaba.
Os programas e projetos de desenvolvimento territorial sustentável financiados com recursos do PTC
são debatidos, priorizados e monitorados por um colegiado formado por 51 instituições divididas
entre poder público e sociedade civil organizada.
No período de 2003 a 2010 foram investidos 10,8 milhões de reais nos municípios do território através
do Programa Territórios da Cidadania, dos quais 1,3 milhão em Xapuri, incluindo aquisição de
caminhões e tratores, aquisição de equipamentos para beneficiamento da produção, recuperação de
estradas vicinais e pontes, apoio a agroindustrialização, recuperação de áreas degradadas,
fortalecimento da gestão social do colegiado territorial e formação de agentes de desenvolvimento
territorial.
• Educação, Ciência e Tecnologia
Outra importante iniciativa do Governo Federal no vale do Acre foi a criação do Instituto Federal de
Educação Ciência e Tecnologia, que possui campus em Xapuri e oferta cursos técnicos de nível médio
e cursos de formação superior nas áreas ambiental e produtiva, gerando oportunidades de trabalho
através da formação de jovens para atuarem em prol de uma proposta de desenvolvimento mais
sustentável da região.
Com o início das atividades de campo da Iniciativa Água Brasil, alunos do IFAC de Xapuri
demonstraram interesse em desenvolver trabalhos na microbacia do Santa Rosa. Também houve uma
aproximação com um professor que está desenvolvendo sua tese de mestrado com recuperação de
APPs do igarapé Santa Rosa.
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• Crédito Rural
As políticas de crédito rural também se constituem em importante ferramenta para alavancar o
desenvolvimento na região do vale do Acre, com destaque para o Programa Nacional de
Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF, que somente no ano de 2010 contabilizou 5.185
operações contratadas no Acre com 58,6 milhões de reais financiados para investimento no setor
produtivo.
Outra estratégia de negócios em curso no Acre é o programa “Desenvolvimento Rural Sustentável –
DRS” do Banco do Brasil, cujo objetivo é agregar valor e fortalecer as cadeias produtivas prioritárias da
região. No Acre o BB possui os seguintes DRS: bacia leiteira, mecanização, casas de farinha, artesanato,
látex, castanha da Amazônia, açaí, mandiocultura e reciclagem (Banco do Brasil agência Rio Branco
2010, comunicação pessoal).
Além do DRS, o Banco do Brasil aposta no Programa ABC – Agricultura de Baixa Emissão de Carbono,
para fortalecer sua base de negócios voltada para o fomento da agropecuária em bases mais
sustentáveis.
Perspectiva de articulação com estratégia dos parceiros Água Brasil (BB; FBB e ANA):
Parceiro
Ação
Oportunidade
WWFBrasil
- B oa s p r á t i c a s a g ro p e c u á r i a s e
restauração florestal
Estratégia de conservação no Domínio
Biogeográfico Amazônico
BB
- apoio à implantação de DRS na cadeia
produtiva da pecuária leiteira – “balde
cheio”
- apoio à estruturação de DRS para
recomposição de APP com SAFs
- apoio a estruturação de DRS de SSP e
Integração Lavoura-Pecuária-Silvicultura
Qualificação das linhas de crédito
existentes
FBB
Aplicação e disseminação das tecnologias
sociais: Balde Cheio, recomposição de APP
com SAFs e recomposição de RL com SSPs
Validação das TS, a partir da criação de
indicadores de sustentabilidade
ANA
Aproximação com a agenda local /
estadual de recursos hídricos
Monitoramento de parâmetros
hidrológicos
Análise e mitigação de riscos
Apoio a implementação do Plano Estadual
de Recursos Hídricos
SEMA
Gestão Estadual de Recursos Hídricos
Fortalecimento das políticas públicas
ambientais e produtivas
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Parceiro
Ação
Oportunidade
SEMATU
R
Gestão Municipal de Recursos Hídricos
Fortalecimento das políticas públicas
ambientais e produtivas
IFAC
Restauração Florestal de APPs
Desenvolvimento de pesquisas aplicadas,
apoio ao ensino e qualificação docente
EMBRAP
A/AC
Boas práticas agropecuárias
Desenvolvimento de pesquisas aplicadas,
geração de informação e difusão
tecnológica
Produtos e entregas:
Produtos
Entregas
Diagnóstico socioambiental e mapa de atores sociais da bacia do Jurupari Fev 2012
revisado e validado junto aos parceiros locais
Plano de Trabalho da bacia do jurupari construído e pactuado com
parceiros locais
Fev 2012
Portfólio customizado de boas práticas agropecuárias e restauração
florestal elaborado
Jun 2013
Relatórios dos cursos e intercâmbios elaborados
Jun 2013
Unidades demonstrativas na bacia do Santa Rosa implantadas
Dez 2013
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Próximos passos
Data
Produto
Dez 2012
Assinatura de contrato de prestação de serviços com a empresa
Camada Vegetal para restauração florestal e implantação de 04 UDs
de pecuária sustentável em Xapuri
Revisão e contextualização do diagnóstico socioambiental da bacia
hidrográfica do Rio Jurupari - Comunidade Seringal Veneza Parque
das Ciganas, município de Feijó
Articulação com parceiros e planejamento das intervenções na
bacia do Jurupari
Proteção e reflorestamento de APPs do igarapé Santa Rosa, Xapuri
Implantação das UDs de pecuária sustentável, Xapuri
Intercâmbio em áreas de produtores
Curso de capacitação dos produtores de Xapuri em boas práticas
pecuárias
Curso de capacitação dos produtores e técnicos extensionistas de
Feijó em agroflorestas regidas pela sucessão ecológica
Elaboração de portfólio customizado de boas práticas
agropecuárias e restauração florestal
Jan 2013
Jan 2013
Jan a mar 2013
Jan a nov 2013
Mai 2013
Mai 2013
Abr 2013
Abr a jun 2013
Interlocutores locais:
Nome
Instituição
Função
e-mail
fone
Endereço
Flavio Quental Rodrigues
WWF Brasil
A n a l i s t a d e [email protected]
Conservação
(68) 3244-1705 / R. Senador Eduardo Assmar,
(61) 8289-1133
37; Bairro Seis de Agosto;
CEP: 69901-160; Rio
Branco/AC
Marcos Bachiega
Banco do Brasil
Superintendente [email protected]
no Acre
[email protected]
(68) 3212-6003 / R. Arlindo Porto Leal, 85;
Centro; CEP: 69908-040; Rio
(68) 9205-0597
Branco/AC
José Wilson Ferreira
Banco do Brasil
G e r e n t e d e [email protected]
Mercados no Acre
(68) 3212-6003 / R. Arlindo Porto Leal, 85;
Centro; CEP: 69908-040; Rio
(68) 9201-0176
Branco/AC
G e r e n t e d a [email protected]
Agência Xapuri
(68) 3542-2550 / R. Seis de Agosto, 68; Centro;
CEP: 69930-000; Xapuri/AC
(68) 9282-1245
João Gomes de Castro Neto Banco do Brasil
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Interlocutores locais:
Nome
Instituição
Função
e-mail
fone
Status
Maria Marli Ferreira da Silva S e c r e t a r i a d e
Estado de Meio
Ambiente do
Acre
Coordenadora do [email protected]
Departamento de [email protected]
Recursos Hídricos
e Qualidade
Ambiental
(68) 3224-8786 membro do Grupo de
ramal 211
Trabalho
(68) 9958-3310
Maria Antônia Zabala de S e c r e t a r i a d e
Estado de Meio
Almeida Nobre
Ambiente do
Acre
Chefe da Divisão mariaantonianobre@yaho (68) 3224-8786 membro do Grupo de
d e G e s t ã o d e o.com.br
ramal 211
Trabalho
B a c i a s
(68) 8415-1973
Hidrográficas
Maria Araújo de Aquino
P r e f e i t u r a S e c r e t a r i a [email protected]
Municipal de M u n i c i pa l d e
Xapuri
Meio Ambiente e
Turismo
(68) 9999-8853
membro do Grupo de
Trabalho
Danilo Araújo Souza
P r e f e i t u r a Diretor de Meio danilochapur [email protected] (68) 8421-8951
Municipal de A m b i e n t e d a m
Xapuri
Secretaria de
Meio Ambiente e
Turismo
membro do Grupo de
Trabalho
Julielmo de Aguiar Correa
Instituto Federal
de Educação
C i ê n c i a e
Tecnologia do
Acre – Campus
Avançado de
Xapuri
P r o f e s s o r e [email protected] (68) 3542-2083
representante do r
IFAC no conselho
da microbacia
contatado
Tadário Kamel de Oliveira
EMBRAPA/AC
pesquisador
contatado
[email protected] (68) 3212-3254
(68) 9226-8575
r
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