A10
CORREIO POPULAR
CIDADES
Campinas, sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Tempo
MÁXIMA
30˚
MÍNIMA
19˚
NO ESTADO
PRÓXIMOS DIAS
HOJE EM CAMPINAS
O dia será marcado
por sol forte,
aumento de
nebulosidade e
pancadas de chuva a
partir da tarde.
SÁBADO
19˚
29˚
DOMINGO SEGUNDA
20˚
30˚
19˚
31˚
LUAS
Cidade
mín máx
Cidade
mín máx
Cidade
mín máx
Araçatuba
24 26
Jundiaí
20 30
São Carlos
22 32
Araraquara
22 33
Piracicaba
21 31
S.José do Rio Preto 24 28
Bauru
24 27
PresidentePrudente
22 32
S.José dos Campos 21 29
Botucatu
23 25
Ribeirão Preto
24 32
Sorocaba
20 28
Santos
23 29
Ubatuba
21 28
Campos do Jordão 14 23
CULTURA ||| APOIO
Biblioteca Adir Gigliotti
corre o risco de fechar
Associação tem que deixar a casa sede até o dia 31 de março
Érica Dezonne/Especial para a AAN
cursos e ações sociais. Se for
preciso tirar do bolso para
manter um espaço como esse aberto, com certeza farei
a minha parte. A comunidade não pode perder isso.”
Fábio Trindade
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
[email protected]
Campinas pode perder um dos
seus centros culturais. A Associação Centro Auxiliar de Pesquisas Culturais (Cenapec) Biblioteca Adir Gigliotti, que é
aberta à comunidade, vai ter
que deixar o galpão onde está
instalada, no bairro Taquaral,
até 31 de março. O motivo é a
venda do terreno locado pelo
centro para a construção de
um empreendimento imobiliá-
Prefeitura
Local tem 55 mil
livros e oferece vários
cursos gratuitos
Luciana Gigliotti, filha do fundador da biblioteca: busca de apoio
rio. A associação chegou a encontrar um novo espaço capaz
de abrigar o acervo de mais de
55 mil livros e as outras atividades oferecidas, mas como o
centro cultural é mantido exclusivamente pela iniciativa privada, e o custo de manutenção
do novo prédio deve ser quase
o dobro do atual, a mudança
pode inviabilizar a continuidade do projeto.
A associação cultural sem
fins lucrativos existe há 10
anos e é qualificada pelo Ministério da Justiça do Brasil como
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip)
e reconhecida como de utilidade pública e Ponto de Cultura
pela Prefeitura de Campinas.
Apesar de já ter vencido prêmios importantes, como o Escola Viva, do Ministério da Cultura, o centro depende agora
da solidariedade da população
para permanecer aberto.
O valor mensal gasto pela família Gigliotti, mantenedora
da biblioteca, para o funcionamento do prédio é de R$ 7 mil,
mas para conseguir dar continuidade e alugar o novo prédio, a Cenapec precisou lançar
um convênio de cooperação
para a manutenção operacional. “Hoje não consigo informar se em abril ainda teremos
a biblioteca. Por isso, abrimos
a adesão de sócios mantenedores para doações mensais capazes de garantir valores suficientes para as despesas. Durante
sete anos meu pai desembolsou da aposentadoria cada centavo para ter a biblioteca aberta, mas depois que ele morreu
e minha mãe passou a receber
metade do que ele ganhava,
não temos mais condições de
segurar o local. A família se juntou por três anos para continuar o sonho dele, mas com o
aumento dos valores, não será
mais viável”, disse a filha de
Adir Gigliotti, Luciana.
Entre as atividades oferecidas pela Cenapec estão empréstimos de livros, jornais, revistas, DVD’s, fitas de VHS e
discos, que já totalizaram mais
de 47 mil operações. Também
são oferecidos cursos de capacitação visando maximizar conhecimentos, técnicas e conceitos para a melhora da produção, da educação e do desenvolvimento pessoal. O local ainda recebe encontros mensais,
como chá e poesia, café filosófi-
falecimentos
Para contato: [email protected]
MISSAS E FUNERAIS
I I Orlanda Sampietri Pinton - Faleceu
em Campinas aos 80 anos. Viúva de Arlindo Pinton. Deixa os seguintes filhos:
Neusa, Maria Odila, Celso e Edson. Seu
sepultamento deu-se no dia 03/02/2011
às 10h30min no Cemitério Municipal de
Sousa em Campinas/SP. (Associada do
Grupo Serra Campinas)
I I Silas Pinto de Oliveira - Faleceu em
Campinas aos 72 anos. Casado com Geni Bellotto de Oliveira. Deixa os seguintes filhos: Sidney, Eliezer. Seu sepultamento deu-se no dia 03/02/2011 ás
10h30min no Cemitério da Saudade em
Campinas/SP. (Associado do Grupo Serra
Campinas)
I I Egidio Bueno - Faleceu em Campinas aos 81 anos. Casado com Maria de
Lourdes Silveira Bueno. Deixa as filhas:
Aparecida e Magda. Seu sepultamento
deu-se no dia 03/02/2011 ás 14h30min
no Cemitério Parque das Aléias em Campinas/SP. (Associado do Grupo Serra Campinas)
I I Amaury Martins - Faleceu em Campinas aos 73 anos. Filho de Altemiro Luiz
Martins e Magdalena Davanzo. Deixa os
seguintes filhos: Marcelo e Maury. Seu
sepultamento deu-se no dia 03/02/2011
ás 15h00min no Cemitério da Saudade
em Campinas/SP. (Associado do Grupo
Serra Campinas)
I I Isidro Jose da Silva - Faleceu em
Campinas aos 87 anos. Casado com Enedina Maria da Silva. Deixa os seguintes filhos: Cleidimar, Aparecida, Maria Fátima, Iracy e Delvite. Seu sepultamento
deu-se no dia 03/02/2011 ás 16h00min
no Cemitério Parque Nsa Sra da Conceição em Campinas/SP. (Associado do Grupo Serra Campinas)
I I Amauri Antonio de Moraes - Faleceu
em Campinas aos 68 anos. Casado com
Sonia Maria Silva Morais. Deixa os seguintes filhos: Rogério, Luciane e Daniela. Seu sepultamento deu-se no dia
03/02/2011 ás 16h15min no Cemitério
da Saudade em Sumaré/SP. (Associado
do Grupo Serra Campinas)
I I Roberto Pereira Vasconcelos - Faleceu em Campinas aos 72 anos. Casado
com Leonor Pettirossi Vasconcelos. Deixa os seguintes filhos: Rita de Cássia,
Claudia, Lucimara e Daniela. Seu sepultamento deu-se no dia 03/02/2011 ás
15h30min no Cemitério Parque das
Aléias em Campinas/SP. (Associado do
Grupo Serra Campinas)
co e clube do livro, realiza palestras sobre qualidade de vida
e cursos de inglês, francês, espanhol e italiano.
A associação também firmou, a preços populares, parcerias para oferecer cursos de
latim, dialética da língua portuguesa, desenho, Kung Fu e dança de salão. A cada 10 inscritos
uma pessoa carente ganha participação gratuita. “Nós ainda
desenvolvemos um convênio
com a Central de Penas Alternativas para reabilitação de infratores”, explicou Luciana.
Apoio
A colombiana Lucila Martínez, consultora em desenvolvimento sustentável da Unesco
e Unicef e ex-diretora do Centro Regional para o Desenvolvimento do Livro e da Leitura na
América Latina e Caribe, foi a
primeira a aderir ao convênio.
Ela conta que conheceu o projeto há apenas duas semanas,
mas disse que a iniciativa engloba tudo que uma comunidade precisa de uma biblioteca.
“Não basta ter livros, é preciso
ser um centro cultural, um espaço de encontro da população com informação, palestras,
A Cenapec informou que
procurou a Prefeitura de
Campinas para tentar algum
tipo de convênio e passar a
utilizar um prédio público,
mas de acordo com Luciana, a biblioteca não teria
tempo hábil para esperar pela ajuda. “Tivemos reuniões
com a Secretaria de Cultura
no ano passado, eles nos receberam, entenderam a importância, mas efetivamente
nada foi feito.”
A secretária de Cultura, Renata Sunega, disse que não
existe nenhum pedido oficial
da associação para qualquer
tipo de convênio, mesmo
que seja para receber parte
do acervo do centro cultural
nos espaços já existentes da
Prefeitura. Mesmo assim, Renata informou que nesse momento a Secretaria de Cultura não tem nenhum espaço
para disponibilizar, e por conta do contingenciamento orçamentário, não existe possibilidade de se pensar em convênio que envolva repasse de
verba.
SERVIÇO
Para fazer parte do convênio
da Cenapec/Biblioteca Adir
Gigliotti basta comparecer à
Rua São Salvador, 301, no
Taquaral. O telefone para
contato é (19) 3294-7801.
Conta para doações: Banco do
Brasil, Agência 6937-X - C/C
1.957-7
NESTA DATA
Em 2004, morria Hilda de Almeida Prado
Hilst, poetisa, escritora e dramaturga,
escreveu por quase 50 anos e ganhou os
mais importantes prêmios literários do
Brasil. Assuntos controversos, como o
lesbianismo, a homossexualidade e a
pedofilia, foram temas abordados pela
autora em suas obras.
I I Mirtes Maya Maruyama Ikuno - Faleceu em Campinas aos 51 anos. Casada
com Luiz Antonio Ikuno. Deixa os seguintes filhos: Maelly e Jefferson. Seu sepultamento deu-se no dia 03/02/2011 ás
16h30min no Cemitério Parque das Acácias em Campinas/SP. (Associada do Grupo Serra Campinas)
I I Gilda Sacco Damião - Faleceu em
Campinas aos 83 anos. Viúva de Ernesto
Damião. Deixa a filha: Maria Cristina.
Seu sepultamento deu-se no dia
03/02/2011 ás 16h30min no Cemitério da Saudade em Campinas/SP. (Associado do Grupo Serra Campinas)
I I Mario Ammendola - Faleceu em
Campinas aos 75 anos. Casado com
Maria Pia Antonellis Belmonte Ammendola. Deixa os seguintes filhos: Vitorio,
Maria Madalena e Paschoal. Seu sepultamento será hoje dia 04/02/2011 ás
09h00min no Cemitério Parque das
Acácias em Campinas/SP. (Associado
do Grupo Serra Campinas)
Crescente
11/2
Nova
2/2
SOL
FUSOS
Nascente
6h49
Poente
19h55
França +4
EUA -2 a -7
Inglaterra +3
Espanha +4
Itália +4
China +11
Alemanha +4
Japão +12
Minguante
24/2
Cheia
18/2
célia siqueira farjallat
A arte de ser feliz
Se alguém soubesse a receita
para ser feliz, assim como sabe fazer um bolo é provável
que não a ensinasse a ninguém, mas fizesse dela um alto negócio, à moda do que fazem nossos caros políticos,
capazes de venderem tudo
desde a alma (alma deles,
que aliás vale pouco) até os
bens nacionais, as cachoeiras, rios, minas e empresas
nacionais.
Apesar disso arrisco-me a
dar um palpite sobre uma arte, hoje em falta, e muito procurada: a de ser feliz. Nos
tempos antigos, aventureiros,
andaram em busca da fonte
da felicidade e da juventude,
pois acreditavam, ingenuamente, que existisse. Hoje,
analistas faturam horrores
em cima da mesma busca, enquanto cronistas rabiscam
seus escritos e poetas costuram seus versos também buscando esta felicidade.
Devo escrever sobre algo,
em que poucas pessoas acreditam, realmente tão vago e
imponderável, que me põe arrepios.
Começo por uma enquete.
Ando pelas ruas, e pergunto a
um senhor austero, todo de
preto, muito velho: “Desculpe-me, o senhor é feliz ? Estou fazendo matéria sobre felicidade...” Ele me olhou, des-
confiado: “Como posso ser feliz? Ando com os bolsos vazios... Sou aposentado.” Ele ia
continuar desfiando seus males, quando agradeci, e me
mandei, em tempo.
Num banco do Jardim Carlos Gomes, um casalzinho arrulhava seus amores. O rapaz
um gato. Era jovem, alto, magro. Ela, morena, feiosa, de
óculos. Olharam-me, assustados. “Vocês são felizes? Está
brincando, dona. Não vê como sou feia, míope. Meu namorado é charmoso, e as outras meninas morrem de amores por ele... Sem ele, como
posso ser feliz na vida?’’ E você, rapaz, é feliz? “De jeito nenhum. Queria subir na vida ,
fazer a carreira política, ganhar fama...Por enquanto,
não sou feliz,” respondeu.
Alguns garotos no Largo
do Pará, brincavam rindo.
Cheguei bem pertinho deles,
e o que parecia mais esperto,
respondeu por todos: “Sim,
somos felizes. Brincamos
aqui o dia inteiro. Não precisamos de mais nada !’’
Foi quando percebi que felicidade mesmo só na infância, quando não se entende
nada ou quase nada da vida.
II Célia Siqueira Farjalatt, cronista do
Correio, escreve nesta página às segundas,
quintas e sextas
pasquale cipro neto
Se você pôr ou puser?
O caro leitor certamente já ouviu algo como “Se ele depor”,
“Se o Corinthians propor”,
“Se o árbitro não impor respeito” etc. Bem, parece claro
que vamos tratar da família
do verbo “pôr”.
Nos exemplos vistos no parágrafo anterior e no título
desta coluna, o tempo verbal
empregado é o futuro do subjuntivo. Como vimos na última coluna, em que tratamos
da família do verbo “ter”, o futuro do subjuntivo é o tempo
verbal que... Bem, como a
“audiência” às vezes é rotativa, talvez seja conveniente relembrar que o subjuntivo é o
modo da dúvida, da hipótese,
da possibilidade etc. São do
futuro do subjuntivo formas
verbais como as que se veem
em “Se eu trouxer o livro amanhã...”, “Se ela disser o que sabe...”, “Quando eles vierem
aqui...”, “Quem obtiver o primeiro prêmio...” etc.
E de onde vem mesmo o
futuro do subjuntivo? Não
custa (re)lembrar que esse
tempo é derivado do pretérito perfeito do indicativo, tem-
po em que estão flexionadas
formas como “eu fui”, “ela
fez”, “nós dissemos”, “eles puseram” etc. O caminho mais
curto para a formação da primeira pessoa do singular do
futuro do subjuntivo começa
na terceira pessoa do plural
do pretérito perfeito do indicativo, da qual se eliminam
as duas últimas letras, que
sempre são “am”. Vamos lá:
de “fizeram” (eles fizeram),
chega-se a “fizer” (se/quando
eu fizer, se/quando tu fizeres,
se/quando ele fizer, se/quando nós fizermos...”).
E como é mesmo a terceira pessoal do plural do pretérito perfeito do verbo “pôr”?
Vamos lá: “Ontem eles puseram a carta no correio”. Qual
é mesmo o processo? Eliminam-se as duas últimas letras
(“am”) de “puseram” e se chega a “puser” (se/quando eu
puser, se/quando tu puseres,
se/quando ele puser, se/
quando nós pusermos.
IIPasquale Cipro Neto é escritor e professor
de português
cena urbana
Este espaço é aberto também à participação do leitor. Se você registrou uma cena curiosa ou
flagrante urbano pode enviar para o e-mail [email protected], indicando local e seus dados
completos, e texto sobre a imagem, caso tenha sugestão. A publicação será feita também em blog
do portal www.cosmo.com.br e estará sujeita à avaliação da redação.
Vaulber Pellegrini/Foto do Leitor
homenagem
ROSALINA MARCELINO
Aos 65 anos
Sabia perdoar e
ser amiga
Rosalina Marcelino morreu no
dia 30, após complicações em
decorrência de pneumonia e
bronquite crônica. Nascida em
São José do Rio Preto, Tia
Rosa, como era chamada,
mudou-se para Campinas aos
8 anos, ao lado dos pais e
irmãos. Nos anos 70 foi morar
em São Paulo, onde ficou até
2000. De volta a Campinas,
costumava dizer que viveria
aqui até os últimos dias de sua
vida. Descrita pelos familiares
como alegre e extrovertida,
será lembrada como uma
grande companheira e amiga.
Como nunca se casou e não
teve filhos, era muito dedicada
aos sobrinhos, que a
consideravam uma segunda
mãe. Rosa deixará como lição o
exemplo de mulher forte e
batalhadora, dona de uma
grande capacidade de perdoar
e de não guardar rancor. Era fã
de samba, adorava sair para
dançar e de cantar os sucessos
de Roberto Carlos e do grupo
Revelação. A missa de sétimo
dia será realizada amanhã, às
19h, na Igreja Santa Luzia
I I MEU LAR Homem não se fez de rogado. Sem lugar para ficar,
tirou o cobertor da mala e deitou ali mesmo, no banco da praça.
errata
I I Diferentemente do publicado na página A6 da edição
de ontem, o presidente da Comissão de Defesa dos Direitos
Humanos e Cidadania é o vereador Artur Orsi (PSDB).
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Biblioteca Adir Gigliotti corre o risco de fechar