III SEMINÁRIO POLÍTICAS SOCIAIS E CIDADANIA AUTOR DO TRABALHO: Denise Silva de Barros Juventude e Cidadania: Refletindo sobre o acesso aos direitos a Educação e ao Trabalho RESUMO: O presente texto tem como objetivo discutir a acesso a direitos como educação e trabalho pela juventude nos dias de hoje. Estes que são direitos tão negligenciados para este grupo social, mas que também são pressupostos importantes para a promoção da cidadania e fundamentais para garantir condições de uma vida digna. Para isso, iremos refletir sobre as condições de acesso a esses direitos atualmente, destacando o papel e as questões que perpassam a Educação Profissional em nosso país. Palavras-chave: Juventude, Cidadania, Educação e Trabalho. Introdução De acordo com Documento Base da I Conferência Estadual de Políticas Públicas de Juventude do Rio de Janeiro (2008), até a década de 1990 a juventude não era percebida como um segmento específico pelas ações governamentais, só ganhando visibilidade cerca de 10 anos atrás. Mas isso se dá de forma negativa, pois surgem projetos voltados para jovens em situação de risco social, com mecanismos que priorizam o controle e prevenção. Desta maneira, os direitos dos jovens ainda não são garantidos de forma plena. A criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em julho de 1990, inaugura um novo olhar sobre as crianças e adolescentes brasileiros, que passam a ter prioridade absoluta no que tange aos seus direitos como cidadãos. Em relação ao grupo juvenil, somente no final da década de 1990, se tem em vista a idéia de “protagonismo juvenil”, onde está previsto que o jovem passe a intervir no seu contexto social em questões ligadas ao bem comum, passando com isso a ser visto como sujeito de direitos. Surge assim, a idéia de emancipação e participação dos jovens em assuntos que lhe dizem respeito. Mas se faz necessário pensar de que forma as políticas públicas estão sendo destinadas ao segmento juvenil e se estão conseguindo atingir de maneira que garantam o acesso aos direitos pela juventude. Em relação a juventude a conquista dos direitos ainda está caminhando. Avançamos, mas ainda existe um longo caminho até um acesso qualificado. As políticas voltadas para este grupo se apresentam bastante tímidas. A educação e o trabalho estão dentre os direitos onde o acesso é precarizado. Desta forma, podemos pensar que esse acesso precarizado é um entrave para a expansão e consolidação da cidadania dos jovens, com o reconhecimento dos seus direitos e condições dignas de vida. Assim, a pretensão deste texto é refletir a respeito do acesso aos direitos a educação e ao trabalho, por parte do grupo juvenil. Pensando estes direitos como garantidores do status de cidadão para os jovens. Juventude e os direitos a Educação e ao Trabalho Em relação à juventude, a questão dos direitos e o seu reconhecimento têm passado por transformações, possibilitando que os jovens, atualmente, comecem a ser vistos como alvo de políticas sociais. Isto porque ao longo do tempo e em diferentes sociedades foram utilizadas diversas visões conceituais de juventude. Segundo Regina Novaes e Christina Vital (2005) as definições de juventude dependem de aspectos culturais e regras construídas em determinadas sociedades. Atualmente utiliza-se o termo “Juventudes”, com o objetivo de abarcar a diversidade de perfis que caracteriza o segmento juvenil. Como afirmam Ribeiro, Lanes e Carrano (2006): (...) a noção de „juventudes‟ é um complexo processo sócioeconômico-cultural que se expressa simultaneamente em diversidades e desigualdades, objetivas e subjetivas. Dessa forma, ao tratarmos da juventude, devemos ter em mente a dupla dimensão dessa categoria que expressa simultaneamente um momento do ciclo de vida e determinadas contingências de inserção dos sujeitos na estrutura social. (p. 77) Porém, desde a Antiguidade até o início da Idade Moderna a juventude representava as classes mais favorecidas, assim o termo referia-se aos filhos da nobreza, dos senhores feudais e da burguesia. A partir do período do Estado Moderno, com a criação do serviço militar obrigatório, a juventude passou a ter um caráter particularmente masculino. Afinal, durante um longo período, a escola, assim como o serviço militar, foi freqüentada apenas pelos homens, o que indica que a condição juvenil no período moderno foi primeiramente experimentada por eles e só depois pelas mulheres, a exemplo do que parece ter ocorrido na Idade Antiga e Média. (Corti & Souza, 2005, p. 18 apud Vale & Salles, 2008) Atualmente a definição de juventude passa por mudanças sendo apresentada como uma fase transitória, como um período de preparação para as responsabilidades da vida adulta. Segundo Bernardo Kliksberg (2005), esta idéia de fase transitória seria uma justificativa para a inexistência de políticas específicas. Os movimentos sociais na década de 1980 tiveram um importante papel no que tange a construção e aprofundamento da democracia no Brasil. Com a Constituição Federal de 1988, são consolidados os direitos do cidadão. E assim, segundo Paoli e Telles (2000), entramos nos anos 90 com uma democracia consolidada, com reconhecimento formal de direitos sociais, garantias civis e prerrogativas cidadãs. Além disso, temos presente uma redefinição da noção de cidadania, a nova cidadania. Esta de acordo com Dagnino (2004) nasce com os movimentos sociais na década de 1980 e “(...) inclui construções culturais, como as subjacentes ao autoritarismo social como alvos políticos fundamentais da democratização” (p. 103). Esta nova concepção apresenta três elementos: Um primeiro elemento constitutivo dessa concepção de cidadania se refere à noção mesma de direitos. A nova cidadania assume uma redefinição da idéia de direitos cujo ponto de partida é a concepção de um direito a ter direitos. (...) Ela inclui a invenção/criação de novos direitos, que surgem de lutas específicas e de suas práticas concretas. (Dagnino, 2004, p. 104) 2 Mas apesar do reconhecimento dos direitos, ainda convivemos com violências e violações (Paoli e Telles, 2000). E no que concerne à Juventude, dentre os direitos mais negligenciados está a educação e o trabalho. E como afirma Ciavatta (2009), a cidadania está intrinsecamente relacionada a estes dois direitos. Em relação à educação se visualiza, principalmente em relação aos jovens mais pobres, um acesso desqualificado. As escolas presentes na maioria dos bairros pobres são de baixa qualidade. Vários fatores contribuem para isso, dentre eles podemos destacar a questão da violência que permeia o cotidiano desses locais, interferindo diretamente na dinâmica escolar. A educação apesar de ser entendida como uma dimensão da vida social acaba não contemplando esta população, se tornando um dos fatores que dificultam a inserção no mercado de trabalho. Segundo Krauskopf (2005), a educação teria como uma das funções atualmente, ensinar o jovem a “aprender a mudar”, devido, principalmente, às mutações do mercado de trabalho e a exigência cada vez maior por qualificação. Segundo Almeida (2000): A escola, além de guardar uma relação direta com a esfera da cultura também cumpre certas funções econômicas no processo de qualificação e desqualificação da classe trabalhadora, ainda que estas funções não sejam imediatas. Por isso mesmo devemos ter claro que a própria crise e falência da escola pública cumpre uma função política importante, conquanto auxilia no processo de demarcação dos lugares sociais dos grupos menos favorecidos com um ensino de baixo nível e com um acesso restrito aos meios necessários de elaboração da sua própria cultura, de sua própria visão de mundo. (P. 65 e 66) Na América Latina, na década de 1960, a massificação do acesso à escola teve uma conseqüência devastadora no que diz respeito a qualidade do trabalho escolar. Especificamente no Brasil, esta questão está relacionada com a evasão de parcela significativa da classe média da escola pública (Paiva e Burgos, 2009). De acordo com Telles (2009): Desde o século passado a educação vem sendo apresentada como a principal arma para sanar as mazelas sociais da sociedade brasileira: desde o combate ao autoritarismo, pela constituição de uma sociedade democrática; passando pelo combate à pobreza e às desigualdades sociais, assegurando a igualdade de oportunidades; até a formação do “capital humano” capaz de promover o desenvolvimento sustentável do País. (...) A função da escola só vem aumentando desde sua criação. Se inicialmente tinha como tarefa principal aquela formação dos cidadãos para a nova ordem política, ela também terá, em seguida, a função de assegurar que o “destino social dos indivíduos deixe de ser definido pelo nascimento”, isto é, que o resultado do processo educativo pressuponha que as crianças e os adolescentes sejam avaliados sob as mesmas condições, criando a igualdade de oportunidades. (p. 133) Vale acrescentar que no Brasil em 1945 a preocupação girava em torno da construção de escolas, bem como do aumento do número de vagas e a alfabetização de jovens e adultos. Já em 1990, há uma preocupação com os conteúdos e suas funcionalidades, sendo isto resultado do processo de reestruturação produtiva e suas conseqüências para o mercado de trabalho (Telles, 2009). 3 Hoje a escola passa por um processo de descrédito. Houve muita preocupação com a democratização do acesso, mas não com a democratização da qualidade (Telles, 2009). No que tange à questão do trabalho, as mudanças provenientes do sistema capitalista, a partir da adoção das políticas neoliberais não têm privilegiado em nada as classes mais pobres. Pelo contrário, o que percebemos é um agravamento da questão social. Diante destas transformações decorrentes da automação e de outras ações tecnológicas, das mudanças nas relações de trabalho, da flexibilização, da desregulamentação, da precarização e da não menos importante desproletarização, a pergunta que se faz é se hoje o trabalho como um direito é garantido a todos os segmentos populacionais. De acordo com Kameyama (2004), o trabalho foi na modernidade capitalista “a via de acesso à cidadania, quer pela conquista de direitos específicos do coletivo dos trabalhadores como o direito ao trabalho e os direitos econômicos e sociais”. (p. 12) Ainda segundo esta autora no período industrial o trabalho era o principal elemento organizador das relações sociais e era através dele que os indivíduos adquiriam existência e identidade social a partir da profissão que exerciam. Já para Marx, o trabalho é o estruturador da sociabilidade humana, pois com o trabalho o homem pobre sai da condição passiva para a condição de mediador, transformando a natureza e a si mesmo. Mas esta condição de proteção proporcionada pelo trabalho começa a se desestruturar com o desemprego e a erosão dos direitos conquistados pelos trabalhadores. Assim a perda do emprego tem como conseqüência a perda da proteção social e o retrocesso da cidadania (Kameyama, 2004). Alia-se a isto a adoção das políticas neoliberais que além de proporcionar um encolhimento do Estado, no que tange aos direitos sociais, reduzem o significado anterior de cidadania, suscitada pelos movimentos sociais. E em seu lugar estabelece a conexão entre cidadania e mercado. Assim apenas são considerados cidadãos aqueles que podem consumir. Os direitos trabalhistas estão sendo eliminados em nome da livre negociação entre patrões e empregados, da “flexibilidade” do trabalho, etc., e os direitos sociais garantidos pela Constituição Brasileira desde os anos quarenta eliminados sob a lógica de que eles constituem obstáculos ao livre funcionamento do mercado, restringindo assim o desenvolvimento e a modernização. (Dagnino, 2004, p. 106) A juventude se constitui a população mais atingida por essas mudanças. Essa é uma questão que atinge a juventude como um todo, mas na população mais pobre ela se torna mais perversa. Segundo Kliksberg (2005) a questão do desemprego apresenta diferenças entre os jovens ricos e pobres. Entre os mais ricos, o desemprego está relacionado à necessidade de prolongar os anos de estudo, de forma a adquirir uma melhor qualificação e preparar-se para o mercado de trabalho. E está qualificação se estende até uma idade em que o jovem já é considerado apto para o trabalho. Em relação aos jovens pobres, existe uma maior necessidade de trabalhar cada vez mais cedo. Mas muitas vezes, pela falta de experiência ou qualificação não conseguem acessar o mercado de trabalho. Uma reclamação recorrente é quanto a incoerência do mercado, que cobra a tão falada „prática profissional‟ daqueles (as) que estão justamente demandando a sua primeira oportunidade de emprego, evidenciando a insuficiência das políticas de 4 incorporação dos (as) jovens ao mercado de trabalho, tanto por parte do Governo quanto das empresas. (IBASE, 2005, p. 31) Assim, os jovens acabam buscando estratégias para a garantia de sua sobrevivência, dentre elas, podemos citar a inserção no mercado informal, que expõe o jovem a uma situação de vulnerabilidade, já que trabalham sem possuir direitos trabalhistas. Os Programas de Educação Profissional: uma alternativa? O jovem pobre não encontra possibilidades de inserção no mercado de trabalho por conta da sua baixa escolaridade, como também das mudanças no mercado de trabalho. Em contrapartida, os programas de qualificação profissional existentes não estão conseguindo atingir de maneira integral a esta população juvenil. Isto por não existir uma interlocução e um trabalho conjunto entre a área da educação e os programas de qualificação profissional, pois segundo Favero, Rummert e Vargas (1999), “(...) é impossível uma Educação Profissional de qualidade sem uma sólida educação geral, que efetivamente crie as bases para o raciocínio e a abstração.” (P. 43) Falar da articulação entre educação e trabalho, no que tange a formação profissional voltada para a juventude se constitui um desafio. Percebemos que no Brasil não há uma reflexão sobre como é encaminhada esta articulação. Assim, mantém-se a separação entre educação e formação profissional, que é expressão da divisão entre trabalho intelectual e trabalho manual. Podemos perceber que a educação e o trabalho caminham juntos, por se constituírem aspectos essenciais da vida humana. E principalmente como elementos constituintes da educação profissional. E a ruptura destas duas categorias, leva a uma desqualificação deste processo. Mas como pensar esta articulação em um contexto tão precarizado? De acordo com Nogueira (1990), que realiza um estudo sobre a visão de Marx e Engel sobre a educação e formação: “(...) quando Marx ou Engels falam de „coordenação dos estudos com o trabalho produtivo‟, estão empregando esta expressão em seu sentido geral, a saber, no sentido de um trabalho que resulta na fabricação de valores de uso.” (p. 90) Para eles, a participação dos estudantes no trabalho social útil, consistia em um terreno privilegiado de aquisição de conhecimentos. Assim para Marx e Engels apud Nogueira (1990): No seio desse processo de construção de um indivíduo cujas capacidades são múltiplas, à educação caberia um importante papel. Ela deveria dispensar aos educandos uma formação politécnica que favorecesse a sua rotatividade entre os diversos postos de trabalho, o que a termo contribuiria para a abolição do fenômeno da especialização. A finalidade do processo educativo seria, portanto, a formação de um indivíduo completo, capaz de fazer face a diferentes situações de trabalho. E o meio indicado para realizá-lo gira em torno da aprendizagem do saber-fazer ligado aos diversos ramos e etapas do processo produtivo. (P. 122) Podemos perceber que a educação e o trabalho caminham juntos, por se constituírem aspectos essenciais da vida humana. E principalmente como elementos constituintes da educação profissional. E a ruptura destas duas categorias, leva a uma 5 desqualificação deste processo. Mas como pensar esta articulação em um contexto tão precarizado? No Brasil, com a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2002), renovamse as esperanças com relação a mudanças na sociedade, como também na educação. Em relação à educação profissional, ocorreu uma regulamentação a partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (lei nº 9394/96), mas como foi apropriada pelos segmentos conservadores, resultou em uma não democratização e qualidade. Visto que a política de educação profissional ainda é executada a partir de programas focais. Como exemplo, temos o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (PROJOVEM). No contexto brasileiro, onde a educação básica vem longamente se deteriorando e, por tradição, a formação técnico-profissional tem sido decidida no campo técnico-empresarial, o mercado, a denominação “educação profissional” guarda uma certa ambiguidade, porque toma a parte pelo todo. O conceito de educação envolve a universalidade da cultura necessária à reprodução social, onde inclui-se o universo do trabalho. Mas o trabalho, a formação profissional, o mercado não esgotam o universo de conhecimentos necessários à vida humana, A educação básica, de qualidade, reivindicada pelos trabalhadores vai além dos limites instrumentais, mesmo intelectuais, para a produção. A humanização, a leitura política da realidade não podem estar subsumidas na idéia de preparação para o trabalho ou para o desenvolvimento tecnológico. (Franco, 1998, p. 204) A partir do exposto, a pergunta que se faz é: como estes programas estão funcionando em relação àqueles jovens mais pobres? De acordo com o que foi mencionado até aqui, temos presente que a educação profissional em nosso país não prioriza a articulação entre educação e trabalho, e acaba atendendo predominantemente os interesses do capital, deixando de lado as necessidades da classe trabalhadora. É o que podemos ver a partir da criação de programas focais. Estes programas apresentam um caráter imediatista e que não primam pela qualidade. Isso nos leva a pensar que este caráter acaba por influenciar também as escolhas dos jovens em relação a educação que pretendem ter. Acaba ocorrendo uma responsabilização do jovem pela sua formação, quando na realidade a estes não são oferecidas condições e políticas para uma educação de qualidade. Essa situação nos faz pensar como se encontra o reconhecimento da cidadania deste grupo social. Continuamos a reproduzir a dita cidadania passiva – “aquela que é outorgada pelo Estado, com a idéia moral de tutela e favor” (Benevides, ANO, p. 150) – ou vislumbramos a tomada de posição a favor de uma cidadania ativa – “ aquela que institui o cidadão como portador de direitos e deveres, mas essencialmente criador de direitos para abrir espaços de participação e possibilitar a emergência de novos sujeitos políticos.” (Benevides, 1998, p. 150). É um ponto importante para refletir sobre a implementação não só de programas de educação profissional como o PROJOVEM, como também em relação a implementação das políticas públicas em nosso país. 6 Considerações finais No decorrer do continuam passando a relação a juventude e o nossa sociedade. Este demandas. texto, podemos perceber as transformações que passaram e discussão sobre os direitos e a cidadania em nosso país. Em reconhecimento dos seus direitos vem ganhando visibilidade em pode ser um momento propício para o atendimento de suas Mas ao mesmo tempo, podemos perceber que o acesso aos direitos como educação e trabalho ainda se mostra difícil. Estes são direitos fundamentais para este grupo e que terão rebatimento no seu futuro, mas as políticas são tímidas e não garantem um acesso qualificado. Além disso, em relação a Educação profissional não temos uma priorização da articulação entre educação e trabalho. Nesse sentido a pergunta que fica é: Como podemos pensar em uma cidadania plena com direitos tão negligenciados? Bibliografia ALMEIDA, Ney Luiz Teixeira de. Educação Pública e Serviço Social. In: Revista Serviço Social e Sociedade. Nº 63. São Paulo: Cortez, 2000. ANTUNES, Ricardo. Adeus ao trabalho? Ensaio sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. São Paulo: Cortez, 2007. BENEVIDES, Maria Victoria. Democracia de iguais, mas diferentes. In: BORBA, Ângela Faria & GODINHO, T. (Orgs.). Mulher e política – Gênero e feminismo no Partido dos Trabalhadores. Ed. Fundação Perseu Abramo, 1998. CIAVATTA, Maria. Mediações históricas de trabalho e educação: gênese e disputas na formação dos trabalhadores. Rio de Janeiro: Lamparina, CNPq, Faperj, 2009. DAGNINO, Evelina. Sociedade civil, participação e cidadania: De que estamos falando? In: MATO, Daniel (coord.). Políticas de ciudadania y sociedad civil em tiempos de globalizacíon. 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