NATAL ARVENSE 2012 - Um Natal de SER Para O Outro. Emmanuel Levinas, filósofo francês contemporâneo, dizia que a Ética é a Filosofia Primeira, pois é no face a face humano que está todo o sentido da natureza do ser. Para ele, descobrimo-nos na relação com o outro. Ele oferece uma perspectiva de cuidado e de preocupação com o outro: é a felicidade de “ser para”. Em diálogo com Levinas, Bauman, o pensador que nos conduziu durante todo o ano alertando-nos contra o consumismo, diz que aceitar a responsabilidade ética pelo outro é uma questão, difícil, de escolha, afinal, o relacionamento inspirado pelas práticas consumistas promete uma vida fácil, mas, pela mesma razão, torna a felicidade refém do destino. O amor verdadeiro não é uma mercadoria que se pode encontrar em gôndolas de supermercado. Assim, apesar destes tempos de modernidade líquida, em que tudo passa; em que nada mais é perene; em que as relações são frágeis; em que vivemos indiferentemente a muitas pessoas ao nosso redor, preocupados com nossas próprias vidas, aprendemos com Bauman e resgatamos as coisas boas do Natal: o doar-se e não o vender-se; o dar e não o ganhar. Um Natal de ser para o outro, não um Natal de ser com todos os presentes do trenó de Papai Noel. Por isso, nosso projeto Natal Arvense 2012, com base no pensamento de grandes homens como Levinas, Nietzsche e Bauman é o Natal do resgate das coisas que perdem, gradualmente, a importância. Resgatamos músicas de tempos idos, resgatamos materiais para reutilizá-los, resgatamos valores que o Arvense vive há muito tempo: alegria, felicidade, amizade, família, coragem, responsabilidade, cooperação, respeito, simplicidade, amor e honestidade. Portanto, o “feliz Natal” que desejamos a todos é verdadeiro; significa um Natal sem símbolos capitalistas, sem espíritos consumistas. Um Natal-tempo-de-se-olhar-pordentro, no estilo Zaratustra nietzschiniano, que aprendeu que encontramos tudo o de que precisamos em nós mesmos. Depois, voltamo-nos para os demais e compartilhamos esses valores que descobrimos em nosso interior. Não importa se, como Zaratustra, somos como vozes pregando no deserto. Alguém ouvirá; provavelmente, nossas crianças. Aí, já terá valido à pena. JUSTIFICATIVA Este projeto se justifica por significar a celebração e a culminância de tudo o que o Arvense, efetivamente, viveu no ano de 2012: valores, prática verde, conscientização sobre os males do consumismo. No início do ano, elegemos Zygmunt Bauman, o filósofo da modernidade líquida, para nos guiar neste caminho. Bauman, que nos alertou para os perigos da liquidez dos valores, das relações, dos sonhos, das ideologias, abriu-nos novas formas de pensar e de ver o mundo moderno em suas valorações materiais. Terminando o ano dessa rica convivência, cujos frutos colheremos o resto de nossas vidas, é hora de reunirmos todas as aprendizagens alcançadas até aqui e as materializarmos no importante e tradicional evento Arvense: o Natal, que é humanista, que é filosófico, que é de aprendizagens. OBJETIVO GERAL Sistematizar, pela vivência, os pilares que sustentaram o Arvense em 2012: valores, prática verde, conscientização do que é o consumismo frente ao consumo das sociedades de produção. OBJETIVO ESPECÍFICO ü Vivenciar, para aprender, um Natal de valores. ü Compreender a diversidade cultural e de crenças, respeitando diferenças culturais e religiosas. Competências ü Conhecer e valorizar a diversidade natural, sociocultural e religiosa brasileira, posicionando-se diante de seus diferentes aspectos, como meio para construir, progressivamente, a noção de identidade universal. ü Perceber-se parte (integrante, dependente e transformadora) de um todo maior e dinâmico, buscando sua compreensão e interagindo com as outras partes. ü Compreender as relações de convivência para interagir positivamente em diferentes grupos, valendo-se dos valores repudiando a discriminação e a injustiça, elegendo o diálogo como meio de resolver conflitos. ü Conhecer a diversidade do patrimônio etnocultural mundial, tendo atitude de respeito para com pessoas e grupos que a compõem, reconhecendo a diversidade cultural e religiosa como um direito dos povos e dos indivíduos e elemento de fortalecimento da democracia. ü Valorizar as diversas culturas e religiões presentes nas diversas nações. ü Repudiar toda discriminação baseada em diferenças de raça/etnia, classe social, crença religiosa, sexo e outras características individuais ou sociais. ü valorizar o convívio pacífico e criativo dos diferentes componentes da diversidade cultural. ü Trabalhar os diversos valores relacionados ao Natal. ü Conhecer e discutir os conceitos do Natal com e sem base religiosa, ou seja, religiosa e filosoficamente. ü Apresentar o Natal Arvense de ser um para o outro, com base filosófica, elucidando os preceitos contra o consumismo. ü Promover diálogos com base nos conceitos humanistas em que os valores sustentam a essência da celebração do Natal que tem raiz na filosofia e na ética. OS VALORES DO NATAL ARVENSE 2012 1. Alegria – pontos para reflexão sobre alegria: a melhor expressão da alegria é o sorriso; a alegria é estimulada pelos cinco sentidos, porque eles dão prazer à pessoa; alegria é dar alegria. Por ser contagiante, a alegria melhora a qualidade de vida do ser humano. 2. Felicidade - Pontos para reflexão sobre felicidade: quando eu tenho amor e paz internamente, a felicidade simplesmente surge; dê felicidade e receba felicidade; quando há um sentimento de esperança, há felicidade; felicidade naturalmente surge com ações puras e altruístas; quando minhas palavras “dão flores em vez de espinhos”, eu crio um mundo mais feliz; felicidade inspira felicidade. 3. Amizade - Pontos para reflexão sobre amizade: amizade envolve conhecimento mútuo e afeição; um bom amigo é aquele que é leal em todos os momentos; pais e filhos, irmãos, familiares, cônjuges, todos podem ser amigos. Existe amizade mesmo entre pessoas de interesses diferentes; quando amigos brigam, entra em cena a reconciliação e o perdão. 4. Família - Pontos para reflexão sobre família: A família é unida por múltiplos laços capazes de manter os membros moralmente, materialmente e reciprocamente durante uma vida e durante as gerações; é a força positiva para combater momentos tenebrosos da vida. 5. Coragem - Pontos para reflexão sobre coragem: é a habilidade de confrontar o medo, a dor, o perigo, a incerteza ou a intimidação. Uma pessoa corajosa é uma pessoa que, mesmo com medo, faz o que tem a fazer. 6. Responsabilidade - Pontos para reflexão sobre responsabilidade: se nós desejamos paz, nós temos a responsabilidade de ser pacíficos; se nós desejamos um mundo limpo, nós temos a responsabilidade de cuidar da natureza; responsabilidade é fazer a sua parte; responsabilidade é aceitar o que é necessário e executar a tarefa no melhor da sua habilidade; quando se é responsável, há o contentamento de ter feito uma contribuição; com direitos, há responsabilidade; responsabilidade não é apenas algo que nos obriga, mas também algo que nos permite obter o que nós desejamos; cada pessoa pode perceber o seu próprio mundo e procurar pelo equilíbrio entre direitos e responsabilidades. 7. Cooperação - Pontos para reflexão sobre cooperação: cooperação existe quando as pessoas trabalham juntas em direção a uma meta comum; cooperação requer reconhecer o valor do papel de cada um e manter uma atitude positiva; alguém que coopera, cria bons votos e sentimentos puros para outros e para a tarefa; ao cooperar, há uma necessidade de conhecer o que é necessário. Às vezes, uma ideia é necessária. Às vezes, nós precisamos desistir da nossa ideia. Às vezes, nós precisamos conduzir e, às vezes, seguir; cooperação é governada pelo princípio de respeito mútuo; onde há respeito e admiração, há cooperação. 8. Respeito - Pontos para reflexão sobre respeito: o primeiro respeito é o respeito por mim mesmo – saber que eu sou naturalmente valioso; parte do autorrespeito é conhecer as minhas próprias qualidades; respeito é escutar os outros; respeito é saber que os outros são valiosos também; quando nós temos respeito pelo eu, é fácil ter respeito pelos outros; aqueles que derem respeito receberão respeito; parte do respeito por mim mesmo é saber que eu faço diferença. 9. Simplicidade - Pontos para reflexão sobre simplicidade: a simplicidade é natural. Simplicidade é ser natural; a simplicidade é bonita e relaxante; simplicidade é permanecer no presente e não tornar as coisas complicadas; simplicidade é dar paciência, amizade e encorajamento; simplicidade é apreciar as coisas pequenas, mas valiosas da vida. 10. Amor - Pontos para reflexão sobre amor: quando eu sou cheio de amor, a raiva vai embora; amor é o valor que torna os nossos relacionamentos melhores; eu posso ter amor por mim mesmo, amor pela minha família, amor pelos outros, amor pelo mau país, amor por minhas metas e amor pelo mundo – tudo ao mesmo tempo; amor pelos outros significa que eu quero o que é bom para eles; amor significa que eu posso ser cuidadoso e compreensivo; amor é cuidado, amor é partilha e atenção; amor é ser um amigo confiável. 11. Honestidade - Pontos para reflexão sobre honestidade: honestidade é contar a verdade; quando eu sou honesto, eu me sinto limpo por dentro; uma pessoa digna de confiança é honesta e verdadeira; pensamentos, palavras e ações honestos criam harmonia; honestidade é usar bem o que foi nos confiado; há um profundo relacionamento entre honestidade e amizade; quando eu sou honesto, eu posso aprender e ajudar outros a serem doadores. INSTRUMENTOS: CD, xilofone, flauta-doce, violão, teclado, livros sobre valores ESTRATÉGIAS: reflexões, dinâmicas, brincadeiras, leituras de histórias que abordem o tema – Natal e valores -, pesquisa sobre as várias formas do Natal. ELEMENTOS PARA A DISCUSSÃO CRÍTICA DO NATAL: quais as diversas crenças e críticas que guiam a comemoração das várias famílias brasileiras? Como surgiu a relação entre o Natal e o consumismo? Qual a origem da figura comercial do Papai Noel, criação da Coca-Cola? Quais as alternativas para um Natal não consumista? Por que várias famílias carentes de outras cidades e estados vêm para capitais como Brasília, acamparem à beira das pistas, à espera de doações? O que as crianças pensam dos projetos assistencialistas de doação de sopas, de comidas e de brinquedos apenas no Natal? Como faríamos um Natal acontecer sem troca de presentes? E se o comércio parasse no mês do Natal? É este modelo de Natal que queremos deixar para as próximas gerações? Qual a origem e o significado dos símbolos de Natal utilizados em todo o mundo, inclusive no mundo oriental? INTERDISCIPLINARIDADE Matemática Formas geométricas, linhas e retas, semirretas dos símbolos do Natal no mundo Geografia Quais os países que comemoram o Natal? Como são essas comemorações? Quais países NÃO comemoram o Atal? Por quê? Português Nos diversos gêneros: letras das canções; escrita de relatos, de pesquisas; depoimentos, entrevistas, símbolos (leitura de imagens) História Qual a história do Natal nas diversas culturas do mundo e as histórias dos diversos países que comemoram, OU NÃO, o Natal? Filosofia Trabalhar os conceitos dos valores: alegria, felicidade, amizade, família, coragem, responsabilidade, cooperação, respeito, simplicidade, amor e honestidade à luz do pensamento filosófico. Teatro Trabalhar dramatizações, roteiros, apresentação em público, coreografias temáticas (à luz dos valores elencados) Sugestões de atividades em sala com o tema: as atividades serão um dos principais veículos do projeto para sensibilização, a toda a escola, das atitudes que agregam conhecimentos sobre o Natal e tudo que envolve a celebração. O nosso enfoque será imparcial, laico e de cunho social. Promoveremos discussões e reflexões para ampliar as visões e conceitos sobre o Natal e suas atividades. De modo interdisciplinar, todas as disciplinas estarão presentes e farão pesquisas com o propósito de subsidiar novos conceitos e conhecimentos. As sugestões: 1. Questionar o Natal do consumismo, buscando quebrar os modelos já existentes impostos pelo capitalismo. 2. Provocar as crianças na busca de novas formas de falar e de representar o Natal com base filosófica. 3. Usar a sucata para construção de objetos de decoração e jogos em grupo (caixas, garrafas, tampas, CD, fotos, tecido. Histórias que falam de respeito, de carinho, de amizade, de ética. Músicas que falam de sentimentos e de valores). Sugestões de painéis: todas as turmas devem construir painéis com o VALOR da turma. Usar cores do Natal e demais cores para construir enfeites (árvores com balas, frutas, desenhos de sentimentos, de ações solidárias, de histórias de autores que falam de coisas simples, bolas coloridas, estrelas, falas das crianças sobre os encontros das famílias e de coisinhas que eles fazem juntos, pássaros, animais em extinção, brinquedos folclóricos. Títulos dos painéis: o Natal da coragem é....o Natal da familia é assim...o Natal da amizade acontece quando... o Natal da simplicidade faz... no Natal sem consumo, as pessoas trocam....no Natal, as pessoas se reúnem para.... Sugestões de músicas: *Usar as músicas que cantaremos e apresentaremos no musical. Então é Natal, Este ano, quero Paz no meu coração, Amigo, Crianças, Amizade, Alegria, quero ver. As crianças geralmente conhecem as músicas natalinas que se referem ao menino Jesus (Noite Feliz, Bate o sino, O velhinho) o nosso objetivo é buscar músicas que falem sobre os valores. Culminância – Apresentação: Amigo Oculto de carta. Presente, NÃO! As crianças poderão construir um mimo para o colega de sucata. Um MIMO para alguém da família que está distante, uma tio, avó. Fazer pedidos de coisas que o dinheiro não compra: “quero ganhar o carinho da...”, “Gostaria de ser presenteado com um abraço de...” FIGURINO: cada turma terá uma camiseta com a logo do Arvense e do Natal, com o valor escolhido pela turma. Na parte de trás da camiseta, colocaremos o nome de todas as crianças da turma e da equipe de professores e de técnicos do Arvense. Os adereços deverão ser feitos de sucata conforme o animal da turma. O Fundamental comporá o coral; as crianças tocarão alguns instrumentos e cantarão todas as músicas do musical. CENÁRIO: projetar, com datashow, fotos e imagens que representem os valores que cada turma aprendeu. A cada apresentação, projetar uma imagem. Cada professora deverá selecionar fotos de sua turma em situações de aprendizagem e de convivências, de descobertas e de eventos para demonstrar a riqueza de todo o aprendizado e crescimento que o grupo obteve no ano. A base do cenário será toda de árvores feitas de sucata com detalhes nos valores das turmas. SOM: instrumentos: xilofone, flauta-doce, violão, teclado; 6 microfones headset; 2 microfones de palco; 2 microfones sem fio; 2 retornos; 2 caixas para frente. CULMINÂNCIA: apresentação do musical: dia 15/12/2012, com duas réplicas (uma para cada). Horários: 10 horas (1ª apresentação) e 11h30 (2ª apresentação) local: Auditório da Escola de Música de Brasília. MUSICAL: TODAS AS TURMAS - Música: Ser Criança (de Décio (http://www.youtube.com/watch?v=0XuPHmzi_gA). Abertura: Professor Hugo lerá a introdução e apresentará todas as turmas. Marques) ABERTURA: Música: Ser Criança – Décio Marques (coral - professores e alunos) 1 As bailarinas (crianças do AV 1 e 2) dançarão duas músicas. 2 Creche Joaninha – música: Meninos – Sabiá-Laranjeira – Décio Marques. Valor: Família 3 Infantil IA Ararajuba e Infantil IB Ararinhas: música: Ararinha – Carlinhos Brown. Valor: Amor 4 Infantil II A Lobo-vermelho: música: Amizade – Bia Bedran. Valor: Alegria 5 Infantil III A – Tartarugua-verde: música: Felicidade – Marcelo Jeneci. Valor: Felicidade 6 Infantil IV A – Juan Miró: música: Amigo – Turma da Mônica. Valor: Amizade 7 Infantil V A Nina Pandolfo: música: Respeito – Fonte natural Valor: Respeito 8 Todo o fundamental cantando - música: Bom Natal 9 2º ano C e 3º ano C tocando xilofone e flauta-doce: música: Villancico del Burrito Autor: Mazapan Valor: coragem 10 Todos cantam e tocam instrumentos de percussão: música: Esta noite dançarei. Autor: Mazapan Apresentações da tarde ABERTURA: Música: Ser Criança – Décio Marques (coral – professores e alunos) 1 As bailarinas (crianças do AV 1 e 2) dançarão duas músicas 2 Creche Joaninha – música: Meninos – Sabiá-Laranjeira – Décio Marques. Valor: Família. 3 Infantil IC Tigre; Infantil ID Baleia-Azul; Infantil I E Onça-Pintada: música: Ararinha – Carlinhos Brown. Valor: Amor. 4 Infantil II C Panda-Gigante: música: Amizade – Bia Bedran. Valor: Alegria. 5 Infantil III C Leão-branco e Infantil III D Tigre-de-bengala: música: Felicidade – Marcelo Jeneci. Valor: Felicidade. 6 Infantil IV C Pablo Picasso: música: Amigo – turma da Mônica. Valor: Amizade. 7 Infantil V C Portinari: música: Respeito – Fonte Natural. Valor: Respeito. 8 1º ano C Antonio Poteiro e 2º ano A Tarsila do Amaral: música: Bom Natal Autor: Edson Borges. Valor: Cooperação. 9 2º ano A Tarsila do Amaral e C Romero Brito e 3º ano C Luiz Costa: música: Villancico del Burrito. Autor: Mazapan Valor Coragem 2º e 3º Honestidade. 10 4º ano C Athos Bulcão e 5º ano C Ralfe Braga: música: Esta noite dançarei. Autor: Mazapan Valor: Responsabilidade 4º e Simplicidade 5º ano. Materiais: xilofones (12) e flauta-doce yamaha barroca (20) Fundamental: os alunos do 2º ao 5º apenas falam e cantam (coral) – Falas: sobre cada valor que aprenderam. ROTEIRO DO EVENTO 1. Abertura – Fala da direção da escola (texto). 2. Todas as turmas do fundamental entram e fazem a abertura da apresentação com a música: Esta noite dançarei Até o amanhecer Pra cantar e encantar Contente nós estamos.... Ele me manda para cantar Porque tenho que avisar que o Natal já chegou 3. NARRADOR: Hugo fala sobre o Natal no Arvense 2012 O Natal Arvense 2012, retomando a obra de homens que pensaram os valores nas sociedades – Levinas, Nietzsche e Bauman -, celebra o pensamento e as ideias de grandes homens que iluminaram a caminhada humana e deixaram, para nós e para nossas crianças, um legado de valores essenciais à vida em sociedade; essenciais em nosso desenvolvimento como cidadãos. Por isso, neste ano que termina, queremos refletir: quais valores regem nossa vida? Bauman, o filósofo que nos guiou neste ano, fala da liquidez das coisas. Neste nosso tempo, capital não tem a vocação para altruísmo, para solidariedade. Por isso, precisamos refletir: que valores regem nossas vidas? Que desejos comungamos? Qual ideologia está por trás de nossas pequenas e grandes escolhas cotidianas? Com quais leituras e pensamentos nos alimentos diariamente? O que, de fato necessitamos, para viver? Quais princípios estamos deixando às novas gerações? Quanto espaço bens materiais ocupam em nossas mentes, em nossos desejos, em nossas casas, em nossos guarda-roupas? Somo todos apenas indivíduos ou humanos? Quais nossos valores? O presente de Natal que damos às nossas crianças e à nossa comunidade são estes: PENSAMENTO E VALORES. 4. NARRADOR: Hugo apresenta a turma Joaninha, da creche. Valor: família. Texto: as joaninhas, este ano, aprenderam a olhar, a cheirar, a engatinhar, a subir e descer, a comer, a interagir, a andar, a montar e desmontar, a encaixar e empilhar, a falar, aprenderam a gostar dos amigos, a esperar a vez, a bater palminhas, a dançar, a jogar bola e ouvir músicas. Elas descobriram o valor da família. Para nossas Joaninhas, família são pessoas com quem elas criam vínculos afetivos. Elas descobriram também que cada família tem o seu jeito: festeiras, barulhentas, caseiras ou silenciosas. O importante é que vivam valores. Entrada da creche: Continua o Narrador: O Natal no Arvense envolve a família, fundamental para o desenvolvimento de seus bebês. A família também canta, dança, ri e chora junto com as crianças. (enquanto o narrador explica o valor família, os cuidadores, segurando seus bebês, entram e formam rodas. Após o texto, o narrador convida a todos a comemorar essa nova descoberta cantando a música da creche. Música Sabiá-Laranjeira. 5. NARRADOR: Hugo apresenta o Infantil Ararajuba, Ararinhas, Tigre, Muriqui e Infantil E. Valor: Amor Texto: como o ano foi lindo para o infantil I. Assim como as ararajubas, ararinhas, tigres e muriquis, os pequenos descobriram que amar é quando a gente gosta muito de alguém. Este ano, eles aprenderam: a brincar de massinha, a correr, a dividir (só as vezes), a compartilhar, a brincar junto, a subir e descer escadas. Descobriram como é bom ouvir música, brincar no parque fofo e no parque de areia, pintar com tinta, conheceram novas texturas, aprenderam a cuidar das plantas e dos animais, carregar a lancheira.Também fizeram muitas amizades, aprenderam a conviver com as diferenças e passaram a ser mais independentes. Vamos receber, com muito carinho, o Infantil I!! NARRADOR: Hugo apresenta o Infantil II Lobo-vermelho, Panda-Gigante, BaleiaAzul. Valor: Alegria. Texto: Alegria, um sentimento que é puro sorriso. Ser alegre é ser feliz, é ter bom-humor, é rir sempre. Um sentimento tão bonito que expressa exatamente como são as crianças do Infantil II. Além de distribuírem sorrisos elas aprenderam a desenhar com giz de cera, a modelar com massa e argila, a fazer cômodas de areia com água, as cores, as formas e a tirar os sapatos para brincar no parque fofo, a escovar os dentes, a fazer xixi sozinho, a esperar a vez para falar, a resolver os problemas conversando, a expressar suas opiniões e sentimentos. Compartilhar e respeitar o outra também foi uma conquista. Fizeram muitas travessuras com tinta, com almofada, com carrinhos de puxar e leram muitas historias de bichos, aprenderam a importância de cuidar das plantas e dos animais. A separação do lixo foi uma diversão. Brincar junto, então, nem se fala! Vamos agora, cheios de sorrisos nos lábios, no corpo inteiro, receber as crianças do Infantil II!! (Música e coreografia do Infantil II). 6. NARRADOR: Hugo apresenta o Infantil III Tartaruga-Verde, Tigre-de-Bengala, Leão-Branco. Valor: Felicidade. Texto: o poeta Vinícius de Moraes uma vez escreveu: “A felicidade é uma coisa boa, e tão delicada também, tem flores e amores, de todas as cores, tem ninhos de passarinhos, tudo de bom ela tem, e é por ela ser assim tão delicada, que eu trato dela sempre muito bem!” As crianças do Infantil III transbordaram uma felicidade contagiante neste ano e ficaram ainda mais felizes porque aprenderam a contar, a desenhar o corpo e os objetos, a pintar dentro e fora, aprenderam sobre as cores, as formas geométricas; a modelar formas de animais, a colar objetos, a cantar; aprenderam ainda que os meios de transporte são muito importantes, que precisamos utilizar a água com consciência, que separar o lixo é fundamental para a preservação da natureza, que é muito divertido utilizar material reciclado. Aprenderam ainda a compartilhar os brinquedos, a cuidar do amigo, a respeitar a individualidade do colega e o principal: que a felicidade é apenas uma questão de ser, e não de ter. Vamos receber toda essa contagiante felicidade. (Música e coreografia do Infantil III). 7. NARRADOR- Hugo apresenta o Infantil IV Juan Miró e Pablo Picasso. Valor: Amizade Texto: Ahh, como é bom ter amigos! Amigos na família, amigos do prédio, amigos na escola; amigos de perto e amigos de longe. Amigos pra brincar, pra conversar, pra bagunçar. Quem tem um amigo vive muito mais feliz. Este ano, os alunos do Infantil IV, ou melhor, os AMIGOS, do Infantil IV aprenderam a desenhar o corpo humano,flores e borboletas; a contar os números até 100, a escrever o nome próprio e os dos colegas. Trabalharam muito com as vogais. Com o Lego Zoom, descobriram o mundo das cores e das formas geométricas, conheceram grandes inventores, aprenderam a ouvir e a ler histórias de monstros, a pular e a puxar corda, a brincar de pique-esconde. Vamos receber nossos AMIGOS! (Música e coreografia do Infantil IV). 8. NARRADOR- Hugo apresenta o Infantil V Nina Pandolfo e Portinari. Valor: Respeito. Texto: um dos valores mais importantes para o ser humano é o respeito. Ter respeito por alguém é reconhecer sua importância, seus direitos, seu valor. Respeitar é saber, também, obedecer. O Infantil V, este ano, aprendeu direitinho o que é respeito. E aprendeu também a escrever 40 palavras e frases, os conceitos de perto e de longe, de alto e de baixo, de noite e de dia; a desenhar cena completa e bem caprichado, a fazer contas, a contar de 1 a 10. Aprenderam muitas palavras e quais são verbos. Aprenderam a fazer bichos com sucatas, a amarrar o cadarço, a esperar o momento para falar, a respeitar as professoras e colegas. Aprenderam palavras em espanhol e em inglês. Vamos recebê-los, respeitosamente! (Música e coreografia do Infantil V). 9. NARRADOR - Hugo apresenta o 1º. ano Antonio Poteiro Valor: Cooperação. Texto: Cooperação: ação de trabalhar em conjunto, dar assistência, auxílio, socorro! O 1° Ano sabe o que é isso: eles aprenderam, durante o ano, como é bom ajudar o próximo, seja ele quem for, e se tornaram crianças muito melhores. Além disso, eles também aprenderam a construir frases, a copiar do quadro, a expor suas ideias, a juntar e a tirar, a interpretar gráficos e tabelas, a usar o material dourado com muita alegria. Aprenderam a sequência dos números de 0 a 9, a saber que horas o relógio marca. Aprenderam a formular novas hipóteses utilizando o Lego Zoom. Pesquisando e fazendo experiências com o CTC, fizeram grandes descobertas sobre a luz, as cores e as sombras. Vamos recebê-los! 10. NARRADOR - Hugo apresenta o 2º. ano Tarsila do Amaral e Romero Brito. Valor: Coragem. Texto: coragem não é para todo mundo. É para quem quer confrontar o medo, a dor, o perigo, a incerteza ou a intimidação. O corajoso faz o que tem a fazer. O corajoso vai além. Enfrenta os desafios com confiança e não se preocupa com o pior. O corajoso é destemido, intrépido, bravo. Ter coragem é enfrentar os desafios que a vida nos apresenta, é vencer os nossos medos e inseguranças, é superar nossas fraquezas. Ter coragem é amar, incondicionalmente todas as pessoas em suas singularidades. E essa turma teve coragem para enfrentar os desafios diários, conquistar a confiança dos colegas, dos educadores; criaram, questionaram. Foi com essa coragem que aprenderam com o material dourado a trabalhar as quatro operações. Com muita coragem aprenderam, por meio do projeto do CTC, sobre os seres vivos, os fungos as temperaturas. Com o Lego Zoom, trabalharam os meios de transporte e as moradias. Com muita coragem, trabalharam as ações, as qualidades o masculino e o feminino. Vamos receber toda essa impetuosidade! NARRADOR - Hugo apresenta 3° ano Luiz Costa. Valor: Honestidade. Texto: ser honesto é falar a verdade, é confiar, é saber eticamente bem o que lhe foi confiado. A honestidade cria um ambiente de harmonia, e assim é o 3° Ano. Ser honesto resulta sempre em não prejudicar alguma outra pessoa com os mesmos direitos e deveres que os nossos. A consciência do igualitarismo e um bom caráter são princípios da honestidade. Os educandos do 3ºano, entre tantos aprendizados, concluíram que devemos ser honestos em quaisquer situações, principalmente consigo, com outro, com a natureza, pois apenas assim faremos com que todos os dias seja Natal. Aprenderam a ter confiança em si mesmos e no amigo, a escutar e a esperar a vez para falar, a não julgar as pessoas pela aparência. Aprenderam a não pensar apenas em nós mesmos, mas, sim, nas pessoas. Vamos recebê-los! NARRADOR - Hugo apresenta 4° ano. Valor: Responsabilidade. Texto: o responsável responde pelas próprias ações. Suas ações fazem sentido e não causam transtorno ao resto da comunidade. O responsável cumpre seus deveres e obrigações. A responsabilidade é um combustível indispensável para a aprendizagem. Foi trabalhando a responsabilidade que novas descobertas puderam acontecer. Ganharam maturidade e persistência para poder acreditar que podem melhorar sempre. Responsabilidade é irmã da ética e é a força que nos leva a tomar decisões, a moldar o nosso carater. Ser responsável nos dá crédito diante das outras pessoas; é ser dono das próprias decisões. Quantas lições de responsabilidade aprendeu o 4ºAno em 2012! Responsabilidade com os materiais próprios e com os dos colegas, responsabilidade com os deveres de casa e de sala, responsabilidade com o outro, responsabilidade com a natureza e responsabilidade em tornar a sua vida e dos colegas um eterno Natal. Vamos recebê-los! (Fala dos alunos 4° Ano sobre o valor). 11. NARRADOR - Hugo apresenta 5° ano. Ralfe Braga. Valor: Simplicidade Texto: Foi com muita simplicidade que trabalharam durante todo o ano de 2012, buscando aprender em cada uma das atividades desenvolvidas. A cada projeto, uma nova descoberta. As operações matemáticas passaram a ser uma diversão. Com atividades bem simples, aprenderam conteúdos importantes. Em ciências, o projeto CTC trouxe muito conteúdo. Aprenderam a conviver melhor uns com os outros. Aprenderam que a verdadeira amizade é muito importante, que o respeito ao outro é fundamental. Colaborar foi a meta; a diversão em grupo nos fez muito bem; respeitando as diversidades uns dos outros, tornarmo-nos mais tolerantes. Pesquisa sobre os valores Conceito dos valores Amor: o conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos necessários para a sua manutenção e motivação. É tido por muitos como a maior de todas as conquistas do ser. Fala-se do amor das mais diversas formas: amor físico, amor platônico, amor materno, amor à vida. É o tipo de amor que tem relação com o caráter da própria pessoa e a motiva a amar (no sentido de querer bem e agir em prol). As muitas dificuldades que essa diversidade de termos oferece, em conjunto à suposta unidade de significado, ocorrem não só nos idiomas modernos, mas também no grego e no latim. O grego possui várias palavras para amor, cada qual denotando um sentido diferente e específico. No latim, encontramos amor, dilectio, charitas, bem como Eros, quando se refere ao amor personificado numa deidade. Amar também tem o sentido de gostar muito, sendo assim possível amar qualquer ser vivo ou objeto. Sinônimo de amor: afeto, amizade, apego, benevolência, fraternidade, paixão, simpatia e ternura. Simplicidade: Simplicidade é natural. Simplicidade é ser natural, é aprender com a terrra. A simplicidade é bonita, é relaxante, é permanecer no presente e não tornar as coisas complicadas, é apreciar uma mente e um intelecto descomplicados. Ela nos ensina economia – como usar nossos recursos sabiamente, pensando nas gerações futuras. Simplicidade é apreciar as coisas pequenas da vida. Amizade: (do latim amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar, ainda que se diga também que a palavra provém do grego) é uma relação afetiva, a princípio, sem características romântico-sexuais, entre duas pessoas. Em sentido amplo, é um relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade ao ponto do altruísmo. Neste aspecto, pode-se dizer que uma relação entre pais e filhos, entre irmãos, demais familiares, cônjuges ou namorados, pode ser também uma relação de amizade, embora não necessariamente. Muitas vezes, os interesses dos amigos são parecidos e demonstram um senso de cooperação, mas também há pessoas que não necessariamente se interessam pelo mesmo tema, mas gostam de partilhar momentos juntos, pela companhia e amizade do outro, mesmo que a atividade não seja a de sua preferência. A amizade é uma das mais comuns relações interpessoais que a maioria dos seres humanos tem na vida. Em caso de perda da amizade, sugere-se a reconciliação e o perdão. Carl Rogers diz que a amizade é a aceitação de cada um como realmente ele é. As relações de amizade são amplamente retratadas tanto na literatura, como no cinema e na televisão. Como exemplos, podemos citar a turma da Mônica. São todos amigos. Sinônimo de amizade: afeto, amor, apego, benevolência, fraternidade, simpatia e ternura Felicidade: é um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude são transformados em emoções ou sentimentos que vai desde o contentamento até a alegria intensa ou júbilo. A felicidade tem, ainda, o significado de bem-estar espiritual ou paz interior. Existem diferentes abordagens ao estudo da felicidade - pela filosofia, pelas religiões ou pela psicologia. O homem sempre procurou a felicidade. Filósofos e religiosos sempre se dedicaram a definir sua natureza e que tipo de comportamento ou estilo de vida levaria à felicidade plena. A felicidade é o que os antigos gregos chamavam de eudaimonia, um termo ainda usado em ética. Para as emoções associadas à felicidade, os filósofos preferem utilizar a palavra prazer. É difícil definir, rigorosamente, a felicidade e sua medida. Investigadores em psicologia desenvolveram diferentes métodos e instrumentos, a exemplo do Questionário da Felicidade de Oxford para medir o nível de felicidade de um indivíduo. Esses métodos levam em conta fatores físicos e psicológicos, tais como envolvimento religioso ou político, estado civil, paternidade, idade, renda etc. Sinônimo de felicidade: boa sorte, fortuna e ventura Alegria: é expressada por sorrisos, contentamento, em seguida pode ser verbalmente agradecida. O tempo até passa mais rápido do que você imagina, o estímulo da alegria vem através dos cinco sentidos que dão prazer, e logo a alegria. Alegria é um só termo que descreve prazer por outras palavras, mais socialmente aceite. Segundo Alexei Lisounenko, alegria se traduz em aceitação, ou seja, você aceitar quem de fato você é, assim possibilitando até mesmo mudanças em sua vida. Ele frisa que esta aceitação está longe do conformismo, no qual você aceita sua vida de uma forma negativa, sem perspectiva de mudança. Alegria é dar alegria! De forma alegre! Por ser contagiante, a alegria melhora a qualidade de vida do ser humano. A alegria pode ser considerada um sentimento contrario a tristeza, uma vez que a pessoa fica mais sociavel, sente-se mais confiante e determinada. Sinônimo de alegria: agrado, alacridade, bom humor, contentamento, desfastio, entusiasmo, jovialidade, jubilidade, júbilo, ledice, prazer, regozijo e satisfação Família: é unidade básica da sociedade formada por indivíduos com ancestrais em comum ou ligados por laços afetivos. Dentro de uma família existe sempre algum grau de parentesco. Membros de uma família costumam compartilhar do mesmo sobrenome, herdado dos ascendentes diretos. A família é unida por múltiplos laços capazes de manter os membros moralmente, materialmente e reciprocamente durante uma vida e durante as gerações. A família assume uma estrutura característica. Por estrutura entende-se, “uma forma de organização ou disposição de um número de componentes que se inter-relacionam de maneira específica e recorrente” (WHALEY e WONG, 1989; p. 21). Deste modo, a estrutura familiar compõe-se de um conjunto de indivíduos com condições e em posições, socialmente reconhecidas, e com uma interacção regular e recorrente também ela, socialmente aprovada. A família pode então, assumir uma estrutura nuclear ou conjugal, que consiste em duas pessoas adultas (tradicionalmente uma mulher e um homem) e nos seus filhos, biológicos ou adotados, habitando em um ambiente familiar comum. A estrutura nuclear tem uma grande capacidade de adaptação, reformulando a sua constituição, quando necessário. Existem também famílias com uma estrutura de pais únicos ou monoparental, tratando-se de uma variação da estrutura nuclear tradicional devido a fenómenos sociais, como o divórcio, óbito, abandono de lar, ilegitimidade ou adopção de crianças por uma só pessoa. A família ampliada ou extensa (também dita consanguínea) é uma estrutura mais ampla, que consiste na família nuclear, mais os parentes directos ou colaterais, existindo uma extensão das relações entre pais e filhos para avós, pais e netos. O pai, a mãe e os filhos: família numerosa.Todas as pessoas do mesmo sangue, como filhos, irmãos, sobrinhos etc. Grupo de seres ou coisas que apresentam características comuns: família espiritual. Biologia. Unidade de classificação científica. Os animais e as plantas são classificados em sete grupos principais chamados reinos, filos, classes, ordens, famílias, gêneros e espécies. Os membros de uma família têm entre si um parentesco mais chegado que os membros de uma ordem, mas não são tão próximos quanto os membros de um gênero. Os descendentes de um indivíduo, a linhagem, a estirpe. Em família, em casa, entre os seus, na intimidade. Família de palavras, grupo de palavras que procedem de uma raiz comum. Família real, o rei, a rainha, seus filhos e parentes do mesmo sangue. Sinônimo de família: casta, espécie, estirpe, genealogia, linhagem, qualidade e raça Respeito: demonstra um sentimento positivo de estima por uma pessoa ou para uma entidade (como uma nação, uma religião, etc.) e também ações especificas e condutas representativas daquela estima. Respeito também pode ser um sentimento específico de consideração pelas qualidades reais do respeitado. Pode também ser conduzido de acordo com uma moral específica de respeito. Ser rude é considerado uma falta de respeito (desrespeito) enquanto que ações que honram a alguém ou a alguma coisa são consideradas respeito. Morais especificas de respeito são de importância fundamental para muitas culturas. Respeito por tradições e autoridades legitimas são identificadas por Jonathan Haidt como um dos cinco valores morais fundamentais compartilhados para um maior ou menor por sociedades diferentes e indivíduos diferentes. Respeito não deve ser confundido com tolerância porque tolerância não diz necessariamente nenhum sentimento positivo, e não é compatível com desprezo, o contrário de respeito A palavra respeito vem do latim respicere que significa olhar para trás. Isso evoca a idéia de julgar alguma coisa em relação ao que foi feito quando é valoroso ser reconhecido. Além, a noção de respeito implica que pode ser aplicado para uma pessoa que fez algo certo, mas também para qualquer coisa afirmada no passado como uma promessa, a lei, etc. Isto também é porque na maioria dos idiomas é dito que o respeito deve ser merecido. Ação ou efeito de respeitar. Sentimento que leva a tratar alguém ou alguma coisa com grande atenção, profunda deferência, consideração ou reverência: respeito filial. Obediência, acatamento ou submissão: respeito às leis. Maneira pela qual é tratado um assunto, ponto de vista. Que ocasiona alguma coisa, motivo, razão. Sensação de medo, apreensão. Sinônimo de respeito: afeição, apreço, consideração, estima, reverência e saudação Cooperação: no contexto da economia e sociologia é uma relação baseada na colaboração entre indivíduos ou organizações, no sentido de alcançar objetivos comuns, utilizando métodos mais ou menos consensuais. A cooperação opõe-se, de certa forma, à competição. Contudo, o desejo de competir com outros do mesmo grupo no sentido de obter um estatuto mais elevado é, por vezes, considerado como catalisador da ação cooperativa. Da mesma forma, os indivíduos podem organizar-se em grupos que cooperam internamente e, ao mesmo tempo, competem com outros grupos. A cooperação é ainda vista por muitos indivíduos como a forma ideal de gestão das interações humanas, pondo a tônica na obtenção e distribuição de bens e serviços em detrimento da sua confiscação ou usurpação. Para esse fim, coopera-se pela troca ou pela partilha altruística. Sinônimo de cooperação: ajuda, assistência, auxílio e socorro Responsabilidade: é a obrigação a responder pelas próprias ações, e pressupõe que tais atos se apoiam em razões ou motivos. O termo aparece em discussões sobre determinismo e livre-arbítrio, pois muitos defendem que se não há livre arbítrio não pode haver responsabilidade individual, visto que as ações pelas quais o individuo seria responsabilizado não foram praticadas de livre e espontânea vontade. Os motivos das ações de um indivíduo responsável devem fazer sentido e esse deve fazer conhecer suas opiniões sem causar transtorno ao resto da comunidade. Sinônimo de responsabilidade: dever e obrigação. Honestidade: o ato, qualidade, ou condição de ser honesto. Isto pode incluir ser a pessoa ou instituição verdadeira em seus atos e declarações, não propensa a enganar, mentir ou fraudar; sem malícia. Sinônimo de honestidade: decência, decoro, dignidade, honradez, integridade, probidade, pudicícia, retidão, respeitabilidade e seriedade. Coragem: é a habilidade de confrontar o medo, a dor, o perigo, a incerteza ou a intimidação. Uma pessoa corajosa é uma pessoa que, mesmo com medo, faz o que tem a fazer. Pode ser dividida em física e moral. O homem sem temeridade motiva-se a ir mais além. Enfrenta os desafios com confiança e não se preocupa com o pior. O medo pode ser constante, mas o impulso o leva adiante. Coragem é a confiança que o homem tem em momentos de temor ou situações difíceis, é o que o faz viver lutando e enfrentando os problemas e as barreiras que colocam medo, é a força positiva para combater momentos tenebrosos da vida. Força ou energia moral que leva a afrontar os perigos; valor; destemor, ânimo, intrepidez, bravura, denodo: lutar com coragem. Sinônimo de coragem: afoiteza, arrojo, atrevimento, audácia, bravura, denodo, desembaraço, impavidez, intrepidez, ousadia, temeridade e valentia REFERÊNCIAS http://www.dicio.com.br/ http://pt.wikipedia.org/ Programa Vivendo Valores na Educação – Diane Tillmam -Brahma Kumaris