JORNAL BRASILEIRO
DE OFTALMOLOGIA
Nº 163 - MAI-JUN - 2014
NOTICIÁRIO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE OFTALMOLOGIA
RECONHECIDA DE UTILIDADE PÚBLICA PELA LEI Nº 936 DE 15/09/1959
Sol, mar e
imersão na
oftalmologia
D
urante o XVIII Congresso Internacional,
oftalmologistas de todo o país e do exterior
desfrutam da hospitalidade carioca, aliando às
atividades científicas, um programa social típico
da cidade, com muita alegria e humor.
23 a 26 de julho de 2014 - Windsor Barra Hotel - Rio de Janeiro - RJ
Dias 23, 24, 25 e 26 de julho
Dificuldades não devem
prejudicar trabalho do médico,
afirma Marcus Safady
Mais de 170 horas de atividades científicas abrangendo
praticamente todos os temas da especialidade. E ainda:
Fórum de Residentes, II Encontro Nacional
de Ligas Acadêmicas de Oftalmologia,
Cursos da SBAO e muito mais...
Para o presidente da SBO, apesar das recentes
mudanças na legislação federal confirmar o descaso
do Governo com a situação real da saúde no Brasil,
os médicos, mas do que nunca, devem buscar exercer seu trabalho da melhor maneira possível. Às
críticas de que tudo é intriga da “elite branca”, os
médicos devem responder com competência profissional, ética e dedicação ao paciente, “ocupando
um espaço que governo nenhum pode tirar de nós”.
EDITORIAL PÁGINA 2
Dia 24 de julho - Quinta-feira
18:45 - Cerimônia Oficial de Abertura do
XVIII Congresso Internacional
Entrega do 42º Prêmio Varilux
Homenagem ao “Médico Oftalmologista”
Homenagem “Personalidades SBO 2014”
Após a Cerimônia Oficial de Abertura, Coquetel
de Botequim e Happy Hour “SBO Você É Show 3”
Breve história da fundação
do Hospital São Geraldo, da
Universidade Federal de Minas
Nassim Calixto é o autor do depoimento sobre a
fundação do Hospital São
Geraldo, publicado na seção Tempo e Memória.
Professor emérito da
UFMG, onde, ingressou
como estudante em 1947,
prefere o título de Profes- Prof. Nassim Calixto, entrou
sor de Clínica Médica para a Faculdade de
Medicina da UFMG em 1947
Oftalmológica da Faculdade de Medicina da UFMG, onde continua a presPÁGINAS 8 E 9
tar trabalho voluntário.
Dia 25 de julho - Sexta-feira
19:00 - Coquetel
20:00 - Stand-up comedy
“Lente de Aumento” - Leandro Hassum
Leandro
Hassum
na stand-up
comedy
“Lente de
Aumento”
Homenagem ao “Médico Oftalmologista”
Homenagem “Personalidades SBO 2014”
PÁGINA 3
JBO - Jornal Brasileiro de Oftalmologia
2
“Visão Social” atende 172, entre crianças, jovens
e adultos, na Escola de Música e Cidadania
Parceria da Unimed-Rio com o Lions Club e Agência do Bem, com apoio da
Essilor e Ótica Teles, sob a coordenação de Sérgio Fernandes, ex-presidente da
SBO, a ação “Visão Social” realizou uma campanha na Escola de Música e Cidadania, unidade Cidade de Deus (RJ), com o objetivo de detectar problemas de visão.
Foram atendidas 172 pessoas, entre crianças, jovens e adultos.
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Marcus Safady*
Tudo é intriga
da “elite branca”
Fotos divulgação
Ladeando o banner institucional do Instituto Ver
e Viver, Sérgio Fernandes e Marcos Reis, técnico
que preparou parte dos óculos distribuídos
Ricardo Reis, cooperado da Unimed, realiza exame
de fundo de olho em um dos adultos examinados
na ação, que se estendeu por três dias
Instituto Ver e Viver implementa
parcerias com Lions Clubs
Além das parcerias com as prefeituras de inúmeras cidades, o Instituto Ver e
Viver está implementado as parcerias com a ONG Lions Clubs, presente em mais
de 500 cidades no Brasil e comunidades, realizando campanhas de acuidade
visual com o objetivo de fornecer óculos a preços acessíveis para quem nunca
pode ter essas facilidades. Recentemente, o Instituto promoveu uma campanha
na comunidade do Pereirão, na Rua Pereira da Silva, em Laranjeiras.
PÁGINA 7
Todos conhecemos o momento conturbado por que passa a
saúde em nosso país. O poder público, através de suas decisões,
tenta banalizar o atendimento
médico, assumindo que profissionais, com uma formação desconhecida e não coomprovada pelos
órgãos de fiscalização da medicina, possam cuidar de nossa população.
Se isto fosse verdade, por que
então o governo, de forma autoritária e ditatorial, precisou mudar a legislação federal e dar ao
Ministério da Saúde o poder legal para autorizar o trabalho médico no país, passando por cima
de todas nossas entidades e desrespeitando toda uma história de
seriedade e compromisso com a
saúde pública construida por
elas.
O que se conclui é que os profissionais chamados de “médicos”
pelo Governo Federal não teriam
condições técnicas de serem aprovados no programa Revalida.
Muitas foram as tentativas de
dialogar com o Governo e mostrar que esse não seria o caminho
correto para melhoria da assistência médica no Brasil.
Tudo em vão. Hoje vemos o
programa “Mais Médicos” como
a principal bandeira politica das
autoridades federais e entendemos
melhor a estratégia do Governo.
Criou-se uma situação onde, a
princípio, o problema estaria resolvido com a chegada de milhares de “médicos”, dando a impressão que tudo iria melhorar.
Em marketing, essa estratégia
denomina-se “cortina de fumaça”. As aparências confundem os
observadores e, quando a fumaça
se dissipar, a situação será exatamente a mesma. Mas aí, as eleições já terão passado.
Nenhum destaque se dá aos
inúmeros relatórios que mostram as calamitosas condições
de saúde em nosso país. Tudo é
intriga da “elite branca”, como
a Presidente Dilma Rousseff
chamou os que a vaiaram na
abertura da Copa do Mundo e,
provavelmente, considera, sem
trocadilho, as críticas dos médicos brasileiros ao programa
implantado de forma totalmente antidemocrática e claramente de cunho eleitoreiro.
No entanto, apesar dos pesares e, talvez por causa deles, mais
do que nunca nosso papel,como
médicos comprometidos com a
saúde da população brasileira, é
continuar , cada vez mais, a exercer nosso trabalho da melhor
maneira possivel. Com competência profissional, ética e dedicação ao paciente, ocupando um
espaço que governo nenhum pode
tirar de nós.
*Presidente da SBO
PÁGINA
PÁGINA
Confira ............................................
2
Lançamento do livro
Editorial ..........................................
2
“Toxoplasmose & Toxoplasma” .......
6
XVIII Congresso Internacional
Ações Sociais -Instituto Ver e Viver
7
da Sociedade Brasileira
“Visão Social” na Escola de
de Oftalmologia ..............................
3
Fique De Olho Questões tributárias .......................
4
Fique De Olho Seguros para oftalmologistas .........
6
Música e Cidadania ........................
7
Tempo e Memória ...........................
8-9
Conta-Gotas ...................................
13
Filiadas À SBO ..............................
14
Congresso de Prevenção da Cegueira.
14
3
Maio - Junho - 2014
Na cerimônia de abertura, as homenagens especiais
Cinco médicos e um engenheiro mecânico de formação serão homenageados dia 24 de julho
C
om o Hino Nacional executado pelo
carioca João Daltro, especializado em violino, viola e música de
câmara, que durante
mais de 20 anos ocupou
o cargo de lº violinista spalla da Orquestra Sinfônica
Brasileira, terá início a cerimônia de abertura do XVIII
Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, dia 24 de julho, às 18h45m, no Windsor
Barra Hotel, sede de todas as atividades do evento.
-O ponto alto da cerimônia serão as homenagens
ao “Médico Oftalmologista” e às “Personalidades SBO
2014”, além da entrega do tradicional Prêmio Varilux,
já na sua 42ª edição, destaca o presidente Marcus
Safady, que aposta também na happy hour posterior,
com direito ao “”SBO Você É Show 3" e o Coquetel
de Botequim, para atrair todas as “tribos” da Oftalmologia.
-Nas homenagens buscamos o equilíbrio, dosando a contribuição que cada um vem dando à nossa
especialidade, tanto na área acadêmica e científica
quanto na defesa dos interesses dos oftalmologistas
que, como os demais médicos, enfrentam um período conturbado, agravado pelas recentes medidas
governamentais.
Como “Médico Oftalmologista” homenagearemos
Ana Luisa Hofling de Lima, presidente da Associação
Pan-Americana de Oftalmologia, professora titular de
Oftalmologia da Escola Paulista de Medicina (Unifesp),
especialista em córnea, doenças externas e infecções
oculares; Roberto Abdalla Moura, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo, vice-presidente
da SBO (MG) no biênio 2011-2012, ex-professor adjunto de Oftalmologia da Baylor College of Medicine,
Houston, Texas; e Osvaldo Travassos de Medeiros, vicepresidente da SBO (PB) no biênio 2011-2012, professor titular de Oftalmologia da Universidade Federal da Paraíba, especialista em refração.
Na categoria “Personalidades SBO 2014”, o primeiro homenageado será Mário Heringer, médico
ortopedista, formado pela Universidade Federal de Juiz
de Fora, eleito deputado federal por Minas em 2002,
representou Minas Gerais durante três mandatos consecutivos (no Congresso Nacional dedicou-se
prioritariamente na melhoria da saúde, educação, agricultura e segurança).
O segundo, o cardiologista Alosio Tibiriça
Miranda, formado pela UFRJ, vice-presidente do
Conselho Federal de Medicina, na atual gestão coordenador do Departamento de Processo-Consulta,
HOMENAGEM “MÉDICO OFTALMOLOGISTA”
Fotos de arquivo SBO
■ Ana Luisa Hofling de Lima, presidente
da Associação Pan-Americana de Oftalmologia, professora titular de Oftalmologia da Escola Paulista de Medicina
(Unifesp)
■ Roberto Abdalla Moura, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Retina e
Vítreo e ex-vice-presidente (MG) da
Sociedade Brasileira de Oftalmologia,
gestão 2011-2012
■ Osvaldo Travassos de Medeiros, professor titular de Oftalmologia da Universidade Federal da Paraíba, ex-vice-presidente (PB) da Sociedade Brasileira de
Oftalmologia, gestão 2011-2012
HOMENAGEM “PERSONALIDADES SBO 2014”
Divulgação
Divulgação
■ Mário Heringer, médico ortopedista,
deputado federal por Minas Gerais, eleito pela primeira vez em 2002, com forte atuação nas áreas de saúde e educação
■ Aloisio Tibiriça Miranda, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio
de Janeiro
além das Comissões Pró-SUS e de Saúde Complementar (COMSU).
João Fernandes (João de Almeida Fernandes Filho),
é o terceiro homenageado “Personalidades SBO 2014”.
Com formação em Engenharia Mecânica, especialização em Engenharia de Produção e Economia, João
Fernandes atua na área médica desde 2000 (Central de
■ João Fernandes, engenheiro por formação, atua na área médica desde
2000,através da Cooeso e FeCooeso representa a SBO e o CBO nas reuniões de
Saúde Suplementar
Convênios) e depois na Cooeso e FeCooeso. Representa a SBO e o CBO em todas as reuniões que tratam de
Saúde Suplementar.
Programação Social e Programa Científico
completos no site www.congressosbo.com.br e no
Programa Final
4
JBO - Jornal Brasileiro de Oftalmologia
NÚMERO 6
Questões tributárias, contábeis e fiscais na área de Saúde
Atual legislação beneficia advogados e prejudica médicos
Advogados já podem ser enquadrados no Super Simples, médicos ainda aguardam definição
As únicas atividades médicas inclusas
no simples nacional, são laboratórios de
análises clínicas ou de patologia clínica,
serviços de tomografia, diagnósticos médicos por imagem, registros gráficos e
métodos óticos, bem como ressonância
magnética e serviços de próteses.
Estas atividades médicas são tributadas na forma do anexo V da LC nº 128/
2008, que só é interessante quando tem
um fator r=salário (folha pagamento +
encargos sociais) acima de 40%. Se for
menor, estas atividades médicas para um
faturamento de 15 mil reais mensal, terão uma alíquota de 17,5% sobre a emissão das notas fiscais de serviços.
No dia 08/05/2014, a OAB aprovou
no Senado e na Câmara, projeto de lei do
Super Simples, passando a incluir a advocacia entre as categorias simplificadas
para as micro e pequenas empresas (até
3,6 milhões de reais anual) e agora irá para
a sanção presidencial.
Para esta atividade de advocacia, a
OAB conseguiu incluir no anexo IV, diferentemente do anexo V para atividade
RECORTE E GUARDE
médica, sendo devida uma alíquota
de 4,5% para o
mesmo faturamento de 15 mil
reais
mensal.
Anexo IV não leva
em consideração o
fator “r”.
Porque esta diferença de tratamento tributário
entre estas duas
profissões regulamentadas?
A OAB defende a causa dos advogados informando que há milhares de advogados, principalmente em início de carreira, que se encontram em situação de
arrecadação de menor porte, e necessitam
de um olhar mais igualitário. A Ordem
dos Advogados do Brasil colocou todo o
seu peso institucional em favor desses valorosos colegas, que são os mais necessitados, observou o presidente da Ordem
dos Advogados do Brasil, Marcus Vinicius
Furtado Coelho.
A OAB acredita
que os benefícios da
mudança de tabela
de tributação serão
percebidas na rotina dos advogados,
determinantes para
817 mil advogados
brasileiros. Hoje
são 40 mil sociedades de advogados e
esperamos que com
esta tributação, que
aumente para 100 mil.
Observamos que para os médicos tudo
é muito difícil por falta de
representatividade, senão vejamos.
Para os advogados, a tributação federal no anexo IV para faturamento até 180
mil reais anual, será de 4,5%, já incluso o
ISS e a CPP – Contribuição Previdenciária
Patronal.
Para os médicos, a tributação federal
no anexo V para faturamento até 180 mil
reais anual, será de 17,5% + 2% de ISS,
estando incluso a CPP.
A OAB informa que para esta aprovação do texto tem 99% de acordo entre a
Câmara, Senado e Governo.
O texto aprovado terá a inclusão, na
tabela de tributação acima, anexo V, atividades médicas como medicina, enfermagem, odontologia, psicologia, terapia
ocupacional, fonoaudiologia, nutrição,
vacinação, fisioterapia.
Quando estiver em vigor a partir de
janeiro/2015, os médicos deverão ver junto ao seu contador o melhor planejamento tributário para sua empresa.
Toda atenção dos médicos do município do Rio de Janeiro deve estar voltada
para a regulamentação da lei 5.739 de 16/
05/2014, que trata dentre outros assuntos, da anistia total e parcial de auto de
infração e da normatização dos critérios
objetivos para a sociedade uniprofissional.
Se desejar obter maiores informações a respeito, contatar o Grupo Asse.
Vitor Marinho
Diretor do Grupo Asse
[email protected]
Maio-Junho - 2013
5
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JBO - Jornal Brasileiro de Oftalmologia
Fiocruz lança
na Academia livro
sobre toxoplasmose
Seguros para oftalmologistas
Seguro de vida, uma forma de manter
o padrão de vida de seus familiares
O seguro de vida deve ser visto como
um gesto de carinho e amor aos nossos
familiares.
A experiência mostra, segundo o
mercado segurador, explica Walton
McComb Bizantino, da Segna
Consultoria em Seguros, que a partir do
momento em que as pessoas se
conscientizam da importância de proteger seus filhos e cônjuges elas adquirem
um seguro.
É fato que o seguro de vida não substitui ninguém. Mas a questão básica do
seguro é prestar uma proteção financeira no caso de uma perda, ou no caso de
algum acontecimento que possa abalar
a família. O seguro de vida, mais do
que proteger financeiramente, permite
que em horas de abalos ou tristezas, a
família seja poupada de mais desconfortos e preocupações.
Cada pessoa tem suas necessidades e
sonhos. Por isso precisamos contratar um
seguro adequado, garantindo que mesmo que não estejamos mais aqui por alguma fatalidade, tudo aquilo que planejamos se realize.
Embora a vida não seja um bem
que possa se medir o valor, como acontece com um automóvel, imóvel ou
equipamento, a contratação de um seguro de vida, normalmente passa por
uma avaliação, sobre qual o montante
de recursos necessários para garantir a
realização dos projetos idealizados pelo
segurado.
Pergunte: Quais as minhas necessidades hoje? Quem depende de mim
financeiramente? Qual o montante necessário para manter o padrão de vida
da família pelo menos nos próximos
cinco anos.
Por tais razões, não é surpresa quando nos deparamos com histórias como:
“a de um bem sucedido empresário que
pelo simples fato de seu pai, já falecido, ter contratado um bom seguro vida
proporcionou a sua mãe recursos suficientes à manutenção do nível educacional que seu pai em vida proporcionava a ela e seus irmãos”. A atenção de
seu pai a este detalhe fez toda a diferença na vida de seus filhos e esposa; e
mais, fez diferença na vida dos netos
que, vivendo em uma família
estruturada financeiramente, estarão
bem preparados para viver neste mundo tão competitivo.
O investimento do segurado é compensado pela tranquilidade de que o infortúnio não mudará seus planos; é para
os beneficiários, uma demonstração a
mais de quão importantes são para o segurado; para a sociedade, a manutenção
de famílias estruturadas financeiramente, e para o corretor de seguros, a certeza do dever cumprido.
O seguro de vida não deve ser atrelado à morte, mas sim, a uma forma de
manter o padrão de vida dos seus familiares, como uma preocupação que o segurado teve de não deixar sua família
desamparada financeiramente.
Walton McComb Bizantino
E-mail: [email protected]
(21) 3045-3966 / (21) 9966-13159
Organizado
por Wanderley
de Souza e Rubens Belfort Jr.,
com a colaboração de 25 renomados especialistas, a Editora
Fiocruz lançou
Toxoplasmose &
To x o p l a s m a
gondii” no dia 10 de julho, em cerimônia na Academia Nacional de Medicina, no Rio de Janeiro. O lançamento foi
precedido do Simpósio “Toxoplasma e
Toxoplasmos, coordenado pelos acadêmicos Rubens Belfort Jr. e Wanderley
de Souza.
Estruturada em 16 capítulos, a coletânea cobre praticamente todos os campos do conhecimento sobre o agente
etiológico e a doença, apresentando novos aspectos, particularmente em relação à bioquímica, à interação entre o
parasita e a célula hospedeira e à resposta imunológica à infecção.
A obra conta com a participação de
dois dos maiores especialistas mundiais
no assunto, Jeffrey L. Jones e Jitender
P. Dubey,que fizeram a mais ampla revisão sobre o tema, de acordo com o acadêmico José Rodrigues Coura, chefe do
Laboratório de Doenças Parasitárias do
Instituto Oswaldo Cruz.
7
Maio - Junho - 2014
Instituto Ver e Viver (IVV): a visão para todos
Através de parcerias, IVV leva correção visual para a população
Fotos divulgação
2.5 bilhões de pessoas no mundo ainda não tiveram acesso à correção visual é
o que estima o Vision Impact Institute,
organização dedicada a estudar os impactos socioeconômicos dos problemas relacionados à visão. Como líder no segmento de lentes corretivas o grupo Essilor lançou mundialmente o projeto 2.5 NVG
(2.5 New Vision Generation) que tem por
missão criar novos modelos de negócios
sociais que levem acesso a essa população. O programa disponibiliza um produto exclusivo com lentes para óculos em
policarbonato e resistentes à quebra, précortadas e com formatos simétricos, que
se encaixam facilmente em armações específicas, possibilitando assim a entrega
dos óculos logo após a consulta com o oftalmologista. No Brasil quem operacionaliza esse projeto é o Instituto Ver e
Viver (IVV), que já promove há um ano
campanhas com a missão de levar uma
melhor qualidade de vida através da visão à população brasileira que nunca visitou um oftalmologista.
“São estudantes, idosos, motoristas e
trabalhadores ou seja brasileiros que atuam em diferentes setores da nossa sociedade. Só conseguimos atingir todo esse
público formando parcerias diversificadas
que tenham entrada em cada uma dessas
esferas” diz Diana Paes, da área de expansão do projeto. Uma dessas parcerias
é com a ONG Lions Clubs, que está presente em mais de 500 cidades do Brasil
realizando campanhas de cuidados com a
visão. “A entrega dos óculos na hora valoriza a campanha, a pessoa não precisa
retornar, pois já tem sua necessidade atendida ali mesmo na ação”, elogia Pedro
Aurélio Gonçalves, ex-presidente de Conselho do Lions.
Em fevereiro, em parceria com a prefeitura de Mangaratiba (RJ, foram atendidas mais de 900 pessoas na praça central da cidade, a repercussão foi tão positiva que rendeu ao Instituto convites de
cidades vizinhas. O IVV também já formou parcerias com várias associações de
moradores que disponibilizam espaço,
fazem a comunicação da campanha e juntos promoveram atendimento nas comunidades do Borel, Pereirão, Cantagalo,
Pavão-Pavãozinho e Cruzada São Sebastião no Rio de Janeiro: “Estamos abertos
a promover mais campanhas como essa,
muitos dos moradores nunca haviam feito um exame”, ressalta Luis Bezerra, presidente da Associação de Moradores do
Cantagalo.
Outro modelo de campanha é com a
iniciativa privada, estudos do Vision
Impact Institute mostram que a correção
visual pode aumentar em 20% a produtividade de um trabalhador. A Carbografite,
empresa de equipamentos de proteção,
mobilizou seu chão de fábrica em uma campanha de visão e se surpreendeu com o resultado: “O mais interessante é que 70%
de todos os colaboradores, que passaram a
ser usuários, desconheciam essa necessidade”, disse em carta de agradecimento enviada pelo seu Departamento de RH ao
Instituo Ver e Viver.
Se cada parceiro atinge uma parte da
sociedade, a parceria médica atende a todas. Para cada campanha, o IVV vem contando com médicos e jovens residentes
que ajudam a mudar para melhor a vida
de muita gent., “ È uma ótima oportunidade para o residente estar em contato
íntimo com a realidade do nosso país” diz
Gabriel Sena, residente do Hospital Federal de Bonsucesso.
A partir da esquerda, Rodrigo Silva, Diana Paes (jaleco branco), Sandra Abreu, Kelly Martins
agachada, Eneida Ribas, Alexander Rossi, Marcos Reis e Paulo Silva em campanha na Comunidade
do Pereirão, na Rua Pereira da Silva, em Laranjeiras, Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro (RJ)
Pedro Aurélio Goçalves, ex-presidente do conselho do
Lions Club e um dos moradores da comunidade do Pereirão
já com seus óculos
Gabriel Sena, residente do Hospital
Federal d Bonsucesso, colaborador
das campanhas do IVV
“Visão Social”, na Escola de Música e Cidadania, na Cidade de Deus (RJ)
Fotos divulgação
Intitulada “Visão Social”, a UnimedRio em parceria com o Lions Club e a
Agência do Bem, promoveram uma campanha na Escola de Música e Cidadania,
unidade Cidade de Deus (RJ), uma das
instituições apoiadas pela cooperativa.
Idealizada pelo médico oftalmologista
cooperado, Sérgio Fernandes, ex-presidente da Sociedade Brasileira, a iniciativa teve por objetivo tratar os participantes da Escola que apresentam problemas
de visão.
Sérgio Fernandes explicou que esse
tipo de campanha reveste-se de especial
importância porque diminui falhas na
aprendizagem, uma vez que contribui
para diagnosticar problemas de refração,
evitando a evasão escolar. Todas as crianças diagnosticadas com dificuldades visuais receberam os óculos gratuitamente, destacou, informando que os pais e irmãos também foram contemplados.
-Um total de 172 pessoas foram atendidas em três dias- 46 adultos e 34 crianças tiveram indicação para exame. Os
médicos cooperados atenderam em consultório improvisado, montado na própria
Escola de Música e Cidadania, informou
Sérgio Fernandes, que ressaltou o fato do
programa ter alcançado maiores propor-
Na entrada da Escola de Música e Cidadania (EMC), Sérgio
Fernandes, ex-presidente da SBO, cooperado da Unimed-RJ,
idealizador da ação “Visão Social”
ções com a abertura para a comunidade.
A triagem foi feita previamente por
voluntários do Lions Club e, além de Sérgio Fernandes, o atendimento foi realizado pelos médicos cooperados Roberto
Mitrau, Ricardo Reis, Carlos Fernando
Ferreira, ex-presidente da SBO, Marcus
Safady e Gilberto dos Passos, presidente
e tesoureiro da Sociedade no biênio 20132014.
O Instituto Ver e Viver montou um
estande onde era possível adquirir ócu-
Numa das salas da Escola de Música e Cidadania, unidade Cidade de Deus, crianças
jovens e adultos aguardam o atendimento oftalmológico realizado por cinco médicos
oftalmologistas no próprio local
los para longe ou para perto, logo após a
receita ser prescrita. Sob a coordenação
do técnico Marcos Reis, todas as medições foram feitas na hora e os óculos
montados no próprio local. Para os casos mais específicos, como os das lentes
progressivas (multifocais ou bifocais), as
medidas foram encaminhadas para a sede
da Essilor.
Os modelos infantis, de diversos formatos e cores, que podiam ser escolhidos
na hora pelas crianças, foram doados pela
Ótica Teles. As outras armações, para
adultos, foram doadas também pela empresa, ou compradas pela Unimed-Rio.
Algumas foram adquiridas por Sérgio
Fernandes.
Além dos médicos oftalmologistas, do
pessoal de apoio, a iniciativa teve a participação de Lilian Lima, representante da
Essilor, Diana Paes, do Instituto Ver e
Viver, e de Mariana Lima e Tiago Padilha,
respectivamente analista e estagiário de
sustentabilidade.
JBO - Jornal Brasileiro de Oftalmologia
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SBO
Tempo e Memória
João Diniz
Breve história da fundação do Hospital São Geraldo
Um marco na história da medicina brasileira, o Hospital São Geraldo, primeira instituição hospitalar da então Faculdade de Medicina de
Bello Horizonte, foi fundado em 1920. Às vésperas do seu 90º aniversário, em 2009, prof. Nassim Calixto escreveu “História do Hospital São
Geraldo (Departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia”, uma
“opinião pessoal de quem viveu e ainda vive como voluntário no Hospital São Geraldo”, como fez questão de destacar.
O texto que publicamos abaixo, especialmente preparado para Tempo
e Memória, é um breve resumo desse original, que integra o livro do
centenário da Faculdade de Medicina da UFMG, fundada em 1911.
Professor emérito da UFMG, com mais de 60 anos de vivência no
Hospital São Geraldo, Nassim Calixto é uma referência nacional em
glaucoma, subespecialidade que abraçou convidado pelo prof. Hilton
Rocha, em 1953.
Fotos arquivo UFMG
Nossa história tem marcos expressivos que antecederam a fundação do Hospital São Geraldo.
I – 04/03/1911 – Fundação da Faculdade de Medicina de Belo Horizonte (12
fundadores acrescidos de Aurélio Pires*
o varão mais importante de sua criação).
Entre os fundadores estava Honorato
Alves, responsável pelas Clinicas
Oftalmológica e Otorrinolaringológica.
II – Em 1915 - A diretoria da Faculdade pressentindo a falta de professores
das duas áreas (parece que Honorato Alves
nunca exerceu efetivamente as duas especialidades) abriu dois concursos (para as
duas áreas), sendo que para a Clinica
Oftalmológica o concurso foi para Professor substituto (com direito a sucessão).
III –Em janeiro de 1916- Dr. Renato
Brancante Machado (candidato único) conquistou a cátedra de Otorrinolaringologia
em 24/01/1916, empossado em 09/07/
1916. Instalou seu serviço em “Cômodo da
policlínica da Santa Casa que lhe fora cedido por força do contrato em vigor”.
IV- Em 27, 28 e 29/01/16 realizaramse as provas para Professor Substituto de
Clinica Oftalmológica sendo aprovados
os 3 candidatos:
Dr. Linneu Silva, Professor substituto classificado em primeiro lugar.
Livre docentes, os Drs. Edilberto Campos e Joaquim Santa Cecília classificados
Primeiro concurso para
catedrático da clínica
oftalmológica foi
realizado em 1916.
Linneu Silva,
professor substituto,
foi classificado em
primeiro lugar
em 2º e 3º lugares, respectivamente. O
professor Linneu foi empossado em 16/
07/1916.
(*) Há uma feliz coincidência entre o número
do Colégio Apostólico (12) do Novo Testamento
acrescido de São Paulo, apóstolo dos gentios e os 12
fundadores também acrescidos da figura ímpar de
Aurélio Pires, paladino da criação de uma Faculdade de Medicina em Minas Gerais (desde 1896
ainda na antiga capital do Estado).
Onde instalar a Clinica Oftalmológica?
Na Santa Casa impossível pela existência de serviço similar e dirigido por Santa
Cecília (desde 1914) rival de Linneu Sil-
Prof. Renato B. Machado, empossado na cátedra
de Otorrinolaringologia em 9 de julho de 1916. O
concurso foi em 24 de janeiro de 1916
va. Seguem-se alguns trechos da aula inaugural de Linneu Silva em 1920
“Isolada num vão subterrâneo do edifício da Faculdade de Medicina vivia apartada do restante da assistência hospitalar do ensino médico, a clínica de olhos mais completando a organização dos programas exigidos que podendo satisfazer
aos fins de seu futuro funcionamento –
não melhor em sua eficácia que uma
prótese de porcelana mantida fora do corpo e que só figurasse no vazio da órbita
para os fins de composição estética em dia
de festa e ainda assim sob os óculos
enfumaçados de compassiva benevolência – tão mal feita era ela”.
Renato Machado trabalhou até meados de 1918 quando, em agosto desse ano
ele se junta a Borges da Costa e outros
médicos para integrar a missão médica
brasileira que se uniu aos aliados na Primeira Grande Guerra (1914-1918). Regressando em março de 1919 Renato
Machado se une à Linneu Silva na luta
ingente para obter local apropriado para
as duas clinicas de vez que ao regressar
da Europa seu serviço foi manipulado por
outros médicos da Santa Casa.
Em 1919 vagara um prédio próximo
à Faculdade de Medicina onde o governo
do estado mantinha um anexo da Diretoria de Higiene dirigida então pelo prof.
Samuel Libânio.
Pouco antes o presidente Arthur
Bernardes recebia um pedido dramático
de Linneu para instalar sua clinica
oftalmológica em condições mais dignas.
O presidente prometeu estudar o assunto com muito empenho.
Os quatro anos em que Linneu Silva
Prof. Linneu Silva,classificado em primeiro lugar
na prova para professor substituto de Oftalmologia
também realizada em janeiro de 1916
Trabalho do prof. Linneu no concurso para a
cátedra de professor substituto de Oftalmologia
da Faculdade de Medicina de Bello Horizonte
viveu no porão do edifício da Faculdade
de Medicina, onde funcionava exclusivamente um Ambulatório de Clínica
Oftalmológica, quase lhe alquebraram a
coragem de lutar. Mas a boa estrela de
Linneu Silva ganhou a batalha.
O Presidente do Estado e o seu Secretário do Interior, Affonso Penna Jr., fo-
No início,
com dificuldade para
instalar a clínica
oftalmológica, Linneu
Silva fez um apelo
dramático ao
Presidente
Arthur Bernardes
Na Santa Casa impossível pela existência de
serviço similar e dirigido por Santa Cecília
(desde 1914) rival de Linneu Silva. Seguem-se
alguns excertos da aula inaugural de Linneu Silva
em 1920
ram sensíveis ao pedido do professor da
Clínica Oftalmológica.
“Olhos fitos na meta almejada – que
brilhava muito longe, ouvidos surdos aos
clamores dos eunuchos de acção, e sólidas perneiras contra os dentes aguçados
das ameaças traiçoeiras e dia a dia
approximavamos mais o nosso fim”.
“E m b a r a ç o s accidentaes adestravam-nos, os passos principiantes, tropeços
propositaes estimulavam-nos, sobremodo,
o espírito de luta, perfídias (que as houve
e bem feitas) era o tempero humorístico
ao amargor das dificuldades de toda hora.”
Reformado o prédio da Diretoria de
9
Maio - Junho - 2014
Conclusão da página anterior
Enfermaria de
mulheres do
Hospital São
Geraldo, antes
de ser
transformados
em clínica
exclusivamente
dedicada à
oftalmologia
Em 1920, depois
de funcionar em
instalações
improvisadas,
Hospital São
Geraldo passa a
funcionar no
reformado prédio
da Diretoria de
Higiene
Higiene, pelos esforços conjugados do
Governo do Estado, da Escola de Medicina, e graças a donativos e subscrições de
professores da própria Escola, de médicos e pessoas da sociedade.
Pela lista parcial de donativos transcrita no anexo da página 8, pode-se bem
aquilatar a luta ingente que desenvolveram os dois professores, inicialmente, no
sentido de obter o local apropriado para
a instalação das duas clínicas e, depois,
os esforços despendidos na captação de
verbas e doações para adquirir os equipamentos adequados.
E Linneu Silva prossegue: “A encorajar-nos, tínhamos o exemplo, confortador
sobre todos, de Cícero Ferreira na creação
dessa obra admirável de fé, sacrifício e tenacidade – a Faculdade de Medicina de
Bello Horizonte, e a palavra serena de amizade e animação de Affonso Penna Junior
esclarecido secretario do Interior e digno
collaborador da obra patriótica do actual
Presidente de Minas Gerais, que em
contingencias amargas de realisação de
nossa idea valera - nos como bemfazerjas
injecções de óleo camphorado – que de
eminente collapso levantavam o enfermo.”
O Hospital São Geraldo foi solenemente inaugurado no dia 04 de Julho de
1920, sendo orador na solenidade o Professor Aurélio Pires. O Diretor da Faculdade de Medicina Professor Cícero
Ferreira não compareceu à solenidade por
estar enfermo, vindo a falecer pouco tempo depois ( 14 de Agosto de 1920 ). É a
nota triste da inauguração do Hospital.
Assim, se fundou a primeira instituição hospitalar da Faculdade de Medicina
de Belo Horizonte, orgulho de todos
aqueles que lá mourejam na esperança de
manter a tradição, serviço à comunidade,
extensão e pesquisa nas áreas de atuação,
sem desmerecer o amor ao trabalho, mantêm-se na busca do progresso, de serviço
ao próximo, da formação de novos especialistas, ideais que sangraram a vocação
altruística de seus fundadores.
Por que Hospital São Geraldo?
A rigor não sabemos exatamente a razão do nome, mas pelas informações orais
transmitidas através de pessoas da época
parece que São Geraldo era o “Santo”
muito falado ao tempo da inauguração.
Referências:
1. PIRES, AURÉLIO – Faculdade de Medicina de Bello Horizonte (Subsídios e documentos para a história da fundação da
mesma). Belo Horizonte. Imprensa Oficial. 1927
2. CAMPOS, MÁRIO MENDES –
Cinqüentenário da Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais.
1911-1961. Notas – Informações – Comentários. Belo Horizonte – Minas Gerais – Brasil. 1961.
3. Universidade Federal de Minas Gerais.
Faculdade de Medicina. Departamento de
Oftalmologia. Cinqüentenário do Hospital São Geraldo. Belo Horizonte. 1970.
(Apesar de não aparecer o seu nome, este
opúsculo foi escrito pelo Prof. Hilton
Rocha)
4.ROCHA, H. – Sexagésimo aniversário
da Faculdade de Medicina da UFMG
(1911-1971). Notas – Informações – Comentários.
5. CORRÊA, E.J. e GUSMÃO, S.N.S. – 85
anos da Faculdade de Medicina da
UFMG.
Nassim Calixto
Professor de Clínica Oftalmológica
da Faculdade de Medicina da
Universidade Federal de Minas Gerais
Março - Abril - 2014
15
13
Maio - Junho - 2014
Fotos divulgação
Vital Paulino, coordenador há 20 anos do
Simpósio Internacional de Glaucoma da
Unicamp, na abertura da edição de 2014
Francisco Lima, de Goiânia, que preside a
Sociedade Brasileira de Glaucoma, desde julho
do ano passado
Remo Susanna Jr., professor titular da USP,
elogiou a iniciativa da Unicamp para difundir os
conhecimentos sobre o glaucoma
Realizado de 2 em 2 anos, Simpósio Internacional de Glaucoma
da Unicamp reúne mais de 500 no Hotel Maksoud Plaza em SP
Nos dias 23 e 24 de maio passado,
no Hotel Maksoud Plaza em São Paulo,
foi realizada a edição comemorativa de
20 anos do Simpósio Internacional de
Glaucoma da Unicamp, coordenado por
Vital Paulino e pelos membros da comissão organizadora constituída por José
Paulo Vasconcelos, Rui Schimiti, Emyr
Arcier, Rodrigo Avelino, Vanessa Vidotti
e Fernanda Cremasco.
Com a participação de mais de 500
especialistas, o evento contou com a
presença de praticamente todos os professores de glaucoma do Brasil, além
de especialistas de diversos estados do
país e também representantes interna-
cionais, como os professores da
Dalhousie University do Canadá,
Balwantray Chauhan e Marcelo
Nicolela, brasileiro que há´16 anos
vive em Halifax.
Ao término do X Simpósio Internacional, que teve ainda a participação de
Francisco Lima, novo presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma, e Remo
Susanna Jr., professor titular da USP,
Vital Paulino afirmou que se sentia honrado em organizar um simpósio durante 20 anos e ter sempre auditórios
lotados, destacando também o fato de o
simpósio ter se tornado uma referência
em glaucoma.
No estande da SBO,
divulgação do XVIII
Congresso Internacional
Palestra alerta
para importância
da prevenção
Para alertar sobre os riscos do
glaucoma e a importância da visita
regular ao oftalmologista com o objetivo de evitar inclusive outras doenças oculares, Renata Rezende, do
staff do Hospital São Vicente de Paulo (RJ), fez a palestra gratuita
“Olhos: o que devemos saber ?”, no
dia 22 de maio, quando também deu
informações sobre vários tipos de
tratamento.
Aberto à comunidade, que pode
esclarecer suas dúvidas, Renata
Rezende falou sobre os principais
problemas que acometem os olhos,
tais como conjuntivite, catarata, além
de glaucoma e outras doenças oculares, aproveitando para desmistificar
informações disseminadas sem critério pela internet, entre as quais de que
a pressão intraocular elevada sempre
causa dor.
Divulgação
Durante o Simpósio, no estande da SBO,
onde foi feita a divulgação do XVIII Congresso
Internacional, secretário executivo Marcelo
Diniz recepciona congressistas Roberto Pinto
(PB) e Rômulo Pereira (RR)
Renata Rezende durante sua palestra
“Olhos: o que devemos saber?” no Hospital
São Vicente de Paulo, na Usina (RJ)
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14
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Biênio 2013-2014
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1º Secretário
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2º Secretário
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SBCPO comemora 40 anos com evento
em Búzios (RJ) e lançamento de livro
Fotos divulgação
Eduardo Soares com o diploma de Membro
Honorário, tendo a sua esquerda Hélcio Bessa
e Ana Rosa Pimentel, ex-presidentes da SBCPO,
e Guilherme Herzog Neto
A Sociedade Brasileira de Cirurgia
Plástica Ocular, que comemorou 40 anos
de fundação em maio passado, homenageou seu sócio fundador, Eduardo Soares, durante o XXI Congresso Internacional de Oculoplástica, realizado em
Búzios, no Estado do Rio de Janeiro,
ocasião em que foi lançado o livro, “A
Cirurgia Plástica Ocular no Brasil:
1974-2014-Marcos Da Sua História”.
A edição bilíngue, português-inglês, conta a história da plástica ocular desde os primórdios, ainda em
2250 a.C: o Código de Hammurabi
traz a primeira referência à cirurgia
plástica ocular. Os primeiros relatos
documentados de procedimentos
reconstrutivos em cirurgia plástica
geral e ocular datam de 600 a.C, obra
do médico indiano Suhruta.
No livro, Eduardo Soares escreve sobre os pioneiros,ainda no século XIX,
como J.F. Dieffenbach, considerado o pai
da cirurgia plástica geral. Mas foi na
Segunda Guerra Mundial, quando a ci-
Palestra de Eduardo Soares sobre História da
Cirurgia Plástica Ocular no Brasil, baseada no
livro que lançou durante o XXI Congresso,
distribuído gratuitamente para os congressistas
Capa do livro sobre os 40 anos da cirurgia
plástica ocular no Brasil, que faz referência à
sessão científica realizada na SBO em 1974,
origem da atual SBCPO
rurgia plástica foi reconhecida como uma
subespecialidade da oftalmologia, que
começou o ensino e a formação de cirurgiões, escreve o autor, que destaca a importância do escocês John Clark
Mustardé, palestrante de um curso pro-
Grupo de ex-presidentes da SBCPO, a partir da
esquerda, Suzana Matayoshi, Euripedes Mota
Moura (com diploma de Sócio Honorário) e
Raquel Rocha Almeida Dantas
movido pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia.
Durante esse curso, foi fundado o
Centro de Estudos de Plástica Ocular.
John Clark Mustardé esteve presente na
fundação do Centro de Estudos de Plástica Ocular (Cepo), núcleo original da
SBCPO, em 27 de novembro de 1974,
quando lhe foi dado o título de presidente de honra.
Presidida por Guilherme Herzog
Neto, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular homenageou também os demais ex-presidentes com uma
medalha e diploma de Membro Honorário, durante o XXI Congresso, que
reuniu mais de 300 oculoplásticos de
15 a 17 de maio passado.
- Foi o maior congresso da
subespecialidade até hoje em nosso país,
o que demonstra o aumento substancial
do interesse em cirurgia plástica ocular,
comemorou Guilherme Herzog Neto,
que não esperava mais do que 200 participantes.
No Recife, cidade conhecida por suas tradições culturais,
o próximo Congresso de Prevenção da Cegueira
Recife, capital de Pernambuco, quarta maior em área urbana brasileira, com
uma população de 3,7 milhões de habitantes, considerado o segundo pólo médico do país e o primeiro da região Norte-Nordeste, sedia o próximo Congresso
de Prevenção da Cegueira.
Os presidentes do evento, Afonso
Medeiros e Liana Ventura, prometem que os
participantes terão não só oportunidades científicas especiais, como também momentos inesquecíveis de convivência social,
marcada pela hospitalidade pernambucana.
Além da programação científica, estão
previstos mais de 600 palestrantes nacionais e 31 internacionais, Liana Ventura
destaca, dentre as novidades culturais, dois
concursos: um de fotografia, com o tema
“Um dia na vida do oftalmologista” e outro
“Casos e prosas curiosas em Oftalmologia”.
Liana Ventura destaca ainda a localização do congresso, no Centro de Convenções
de Pernambuco, que se encontra “estrategicamente” localizado entre Olinda e Recife,
duas cidades ricas em tradições e cultura.
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