S EÇ Ã O
ANA IS
ESPE CIAL
D O
S E P IE S C
Apresentação
o Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) é um centro de
referência no ensino na área de saúde com a implementação de currículos inovadores. Estes currículos foram
impulsionados e implementados graças à ousadia dos docentes envolvidos nos cinco cursos vinculados ao CCS,
e a conquista a partir de 1992 de recursos financeiros por meio do Projeto PROUNI – Uma Nova Iniciativa na
Educação dos Profissionais de Saúde: União com a Comunidade.
Desde então a direção de centro e os coordenadores de curso têm trabalhado para que a produção científica
do CCS/UEL, em nível de graduação e pós-graduação, seja estimulada e divulgada á comunidade interna e
externa da UEL.
Assim, como parte destas conquistas e esforços, publicamos a seguir o resumo dos trabalhos apresentados
no II Congresso Científico do CCS/UEL e o Simpósio de Experiências e Pesquisas Integradas de Ensino, Serviço
e Comunidade (V SEPIESC) realizados nos dias 23 e 24 de novembro de 2005. Este evento foi coordenado e
organizado pelos coordenadores dos cursos de enfermagem, farmácia, odontologia, medicina e fisioterapia e
pela direção de Centro, tendo como secretária executiva a servidora Marilza Sakata.
Estes resumos incluem trabalhos científicos produzidos por discentes, docentes e profissionais; nos cursos
de graduação, trabalhos de conclusão de curso, projetos de ensino, pesquisa e extensão, iniciação científica e
da pós-graduação lato e strito sensu.
Entre os trabalhos publicados, temos os resumos referentes à disciplina Práticas Interdisciplinares de
Interação Ensino, Serviço e Comunidade 1 e 2 (PIN1 e PIN2) que ocorrem como uma atividade comum para
discentes das 1ª e 2ª séries dos cursos de enfermagem e medicina. Estas disciplinas buscam juntamente com o
serviço imergir os alunos na organização comunitária e nos serviços de atenção primária, visando estimular a
reflexão sobre esta realidade.
Vale destacar que graças ao apoio da comissão editorial da Revista Olho Mágico e ao Colegiado de Medicina,
coordenado pelo professor Marcio José de Almeida, foi possível esta publicação.
Esperamos que ela possa enriquecer sua leitura!!!!
Profa. Mara Solange Gomes Dellaroza
Membro da Comissão organizadora do SEPIESC
58 • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO
A NA IS
PIN 1
• A NÃO ADESÃO AO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
DA HIPERTENSÃO ARTERIAL
• ADESÃO AO TRATAMENTO DE DIABETES NA UBS
APARECIDA VINES, BRUNO DANIEL CADAMURO MAROSTICA,
DOUGLAS LIMA MOURO, EDILSON AUGUSTO ALVES DE
AMORIM PEREIRA, GABRIELLA SCHURMANN LEITE, JOÃO
PAULO MANASSÉS BERNARDI MONTEIRO, KARINA MITIE
KUNIYOCHI, LEONEL ALVES DO NASCIMENTO, LÍLIAN DE
OLIVEIRA TAYLOR, MIGUEL FRANCISCO JÚLIO NETO, NAIARA
BARROS POLITA, RAPHAEL MACHADO DE SA FERREIRA,
VINICIUS FERNANDES DE SOUSA; [email protected]
IARA LUISA MASTINE ; ALINE INOCENTI; ANA MARIA EMRICH;
CAMILA NAITO; CHAFIC ESPER KALLAS FILHO; ÉRICA DAS
NEVES PALOTTA; GUILHERME OGAWA; JULIANE HENRIQUES
CAVALHEIRO; KARLY GARCIA DELAMUTA; LUIS ROBERTO
MARÇOLA; MARCELO JOSÉ TOZZI CAVINA; PAULA RAQUEL DO
VALE PASCOAL RODRIGUES; SAMMYR ELIAS ABRÃO; TAI-LI
MARRERO; ELISABETE DE FÁTIMA PÓLO DE ALMEIDA NUNES;
Trabalho foi realizado no módulo PIN-1/GIM 10 dos primeiros anos de
Enfermagem e Medicina da Universidade Estadual de Londrina no
ano de 2005 na Unidade Básica de Saúde da Vila Casoni.
A nossa convivência com os usuários da Unidade Básica de Saúde (UBS)
da Vila Casoni, onde há prevalência de idosos hipertensos, mostrou que
embora a maioria fosse contemplada com atendimento domiciliar e
individualizado, muitos não aderem completamente ao tratamento
exigido. Justifica-se portanto, uma ação com esses usuários, no intuito de
descobrir as causas dessa não adesão, para que posteriormente se tenham
informações a fim de intervir de maneira eficiente nesse problema. Após
negociação com a equipe da UBS, objetivamos em nossa pesquisa
descobrir quais hipertensos não aderem ao tratamento medicamentoso
ou não, e o porquê da não adesão. O método utilizado foi a aplicação de
formulário a um grupo de hipertensos das áreas de atuação das equipes
de saúde da família, escolhidos aleatoriamente nos prontuários da UBS.
Observamos: nome, endereço, medicamentos anti-hipertensivos
receitados na última consulta, bem como orientações em relação à dieta e
a exercícios físicos. Fomos a campo para aplicar o formulário e
posteriormente confrontamos as informações coletadas frente às
registradas no prontuário. São 716 hipertensos cadastrados na UBS. Entre
as 91 pessoas visitadas, 67 (73,7%) foram encontradas e entrevistadas; 28
(42,8%) eram homens e 39 (57,2%) mulheres na faixa etária de 40-90 anos.
Os principais medicamentos utilizados eram: Nifedipina, Atenolol, Enalol,
Hidroclorotiazida, Captopril e outros. Quanto à prescrição de remédios,
39 hipertensos (58,2%) seguiam-na corretamente, enquanto 28 (41,8%)
inferiram dificuldades em tomar os medicamentos. Entre os hipertensos
entrevistados, 27 (40,3%) afirmaram realizar exercícios físicos
regularmente, enquanto 40 (59,7%) não fazem nenhum tipo de atividade.
Seguem a dieta hipossódica 48 (71,7%) dos entrevistados e participam das
reuniões do grupo de hipertensos 32 pessoas (47,8%). Constatamos que
apesar de saberem da importância da medicação, do exercício físico e da
dieta, a maioria dos hipertensos não tem consciência de que são doentes
crônicos, que precisarão de tratamento pelo resto da vida, e que a
hipertensão pode causar outros problemas. Muitos deles realizam
tratamento medicamentoso intermitente, medicando-se somente nos
momentos em que apresentam crises hipertensivas. Portanto, o grupo
entende que potencializar as ações educativas, é imprescindível no
sentido de conscientizar essa população quanto à gravidade e a
cronicidade da doença.
ITAPOÃ
[email protected]
Trabalho realizado no módulo PIN/M-1 dos alunos do primeiro ano de
Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina do
Gim 4.
As atividades do Grupo interdisciplinar e multipofissional 4 (GIM 4)
foram realizadas na unidade básica de saúde Itapoã. Foi realizado
passeio ambiental para a identificação dos bairros que compõe a área de
abrangência daquela unidade, conhecer a realidade local e levantar os
problemas de saúde que acometem a população que reside e utiliza os
serviços de saúde daquela região. Posteriormente, após encontros,
reuniões com lideranças do bairro e equipe de saúde da unidade básica,
foram discutidos os problemas de saúde daquela área, e analisou-se que
um problema local importante era a falta de adesão ao tratamento do
diabetes mellitus pelos pacientes daquela região. Objetivos: Avaliar a
adesão ao tratamento do diabetes e realizar atividades educativas sobre
a importância da adesão ao tratamento. Metodologia: No primeiro
momento, foi realizado levantamento nas fichas de aprazamento de
todos os pacientes diabéticos cadastrados nas três áreas das equipes de
saúde da família. Após esse levantamento, foram realizadas visitas
domiciliares e entrevistas a 60 pacientes, utilizando-se de um roteiro
pré-definido. Num segundo momento, realizou-se uma tarde festiva
com atividades educativas aos pacientes portadores de diabetes da
região. Resultados: Observou-se que pacientes dizem conhecer como é
o tratamento do diabetes, no entanto, muitos ou não acreditam que
estejam realmente doentes, já que a diabetes é assintomática em alguns
casos, ou não a consideram uma doença perigosa, não aderindo
totalmente ao tratamento, principalmente no que se refere à
alimentação e exercícios físicos. Alguns acreditam estarem seguindo
corretamente as orientações médicas só por utilizarem o medicamento
diariamente. Considerações finais: A adesão ao tratamento
medicamentoso é satisfatória, porém cuidado com os pés, alimentação
e prática de exercícios são pontos bastante deficientes na manutenção
da saúde do paciente. Além disso, a comunidade quase não possui
informações claras e concisas sobre a doença. Portanto faz-se necessário
um trabalho mais inclusivo para a conscientização da população.
OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 59
ANAIS
• AS INTERAÇÕES INTER-PESSOAIS ESTABELECIDAS
ATRAVÉS DE AÇÕES DE SAÚDE
• EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA CRIANÇAS DO PRÉ À 4ª
SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL
ANDRESSA FELICIANO GROSSI, DANIEL HILÁRIO LONGHI,
FERNANDA DUARTE CONTE, FERNANDA TSUHA MASSAOKA,
FLAVIANE MELLO LAZARINI, GUSTAVO DE OLIVEIRA GANNE,
KISA DRIELLA CAVALIERE, LEONARDO STELATTI GARCIA,
MARCOS ALFREDO DE ANDRADE PIRES, MARIANA ANGELA
ROSSANEIS, RENATA YUMI SAITO, TANIA SAYURI TAKAO, THAISA
MARA DE MELO;
[email protected]
ÂNGELA BARBOSA LIMA, BELIZE KEIKO ARAI, DANIELA DIAS
NEGRÃO, DANILO DONIZETE DE FARIA, FRANCESCA VERONA,
FRANCIELLE CHIAVELLI CHIARATTI, ISABELA DE SOUZA
COLOMBO, JAQUELINE MARIA DE OLIVEIRA LIMA, LIBNAH LEAL,
MICHELE DE O. PROENÇA, RAFAELA DE LEMOS LEPRE,
VERÔNICA BEATRIZ RIBEIRO, VITÓRIA REIS DA SILVA, KIYOMI
NAKANISHI YAMADA; [email protected];
[email protected]
INSTRUTORA: GINA AYUMI KOBAYASHI KOYASHIKI
Trabalho realizado no módulo PIN - 1 dos primeiros anos de Medicina
e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. Gim 9 – UBS
Cabo Frio
Trabalho realizado no módulo PIN/M-1 primeiros anos de Enfermagem
e Medicina da Universidade Estadual de Londrina.
A prática em saúde tem se tornado cada vez mais impessoal e distante,
com o estabelecimento de poucos vínculos. Esse fato incentivou a busca
por maior humanização dos serviços de saúde, visando o
restabelecimento do paciente. O objetivo remete, ainda, ao trabalho
multiprofissional, que tem o respeito e a tolerância como características
fundamentais para alcançar um objetivo comum. Com essa visão, o tema
objetiva elucidar o acadêmico com relação à humanização, visando tornálos aptos a melhorar suas habilidades de comunicação e interação, sejam
elas interprofissionais ou profissional-paciente. Para tanto, foram
concretizadas algumas atividades e ações de saúde a fim de criar a
oportunidade para compreender essas relações e de aprender a
transmitir/colher informações da população. Foram realizadas
observações de consultas médicas, em duplas, como primeira
experiência, objetivando a análise do relacionamento profissionalpaciente. Também foram realizadas, ao longo do ano, visitas domiciliares
através das quais cada dupla de alunos acompanhou uma família na
tentativa de estabelecer vínculo, esclarecer dúvidas e informar, famílias
estas que foram selecionadas buscando desenvolver o tema Saúde da
Mulher. Esse contato foi muito importante, tanto para compreensão das
relações quanto para apoio às famílias, já que ficou evidente que as visitas
serviram não somente como instrumento de informação, mas também
como forma de oferecer a atenção que muitas pessoas idosas necessitam.
Paralelamente a esse trabalho, foram apresentadas palestras no Colégio
Estadual Nilo Peçanha, onde, mais uma vez divididos em duplas, os alunos
ministraram palestras a classes de 5ª, 6ª e 7ª séries sobre “Sexualidade,
DST e Contraceptivos/Gravidez na Adolescência”. Dentro dessa atividade,
foi incluída também uma dinâmica que envolvia os alunos na tarefa de
“cuidar” de ovos decorados. Pôde-se observar que os alunos se
mostraram bastante receptivos, o que foi uma surpresa para o grupo,
assimilando bem o conteúdo transmitido. Também foi importante a
experiência da elaboração das palestras, já que estas foram adaptadas a
diversas faixas etárias, visando atingir alunos de 10 a 15 anos. Diante disso,
verifica-se a importância das relações interpessoais e da adaptação da
comunicação na obtenção de resultados positivos em diversas situações
do cotidiano.
O trabalho foi desenvolvido na UBS Cabo Frio, localizada na região oeste
de Londrina. Essa UBS conta com 3 equipes do Programa Saúde da
Família com 2603 famílias cadastradas. A população assistida na sua área
de abrangência apresenta-se muito heterogênea em relação aos níveis
socioeconômicos, pertencem a diferentes faixas etárias, idosos, adultos
e crianças e as patologias mais freqüentes são as doenças crônico
degenerativas como hipertensão e diabetes. Durante uma discussão
junto à equipe da UBS constatou-se a necessidade da realização de
trabalhos direcionados às crianças da comunidade. Os objetivos foram
desenvolver ações de educação em saúde com crianças do ensino préescolar até a 4ª série da Escola Municipal Odésio Franciscon, localizada na
área de abrangência da UBS, visando conscientização inclusive dos pais e
da comunidade. Após autorização da Secretaria Municipal de Educação foi
agendado uma reunião com a direção da Escola para planejamento das
atividades. Foram realizados 4 encontros abordando os seguintes temas:
acidentes domésticos, pediculose, lavagem de mãos e parasitoses. As
estratégias de ensino - aprendizagem utilizados foram: dramatização,
demonstrações de técnicas, atividades práticas e visita ao laboratório de
parasitologia da UEL. Para avaliar a efetividade das ações desenvolvidas,
foram consideradas as opiniões dos professores, por meio de
questionário auto aplicado e das crianças, por meio de desenhos, cartazes
e conversas informais. As atividades desenvolvidas abriram espaços para
realização de outros projetos no futuro, integrando UBS-PIN 1 Comunidade. Constatou-se também a formação de um importante
vínculo dos alunos do GIM 9 com as crianças, familiares, professores e
direção da escola, tornando as ações extremamente proveitosas e
gratificantes para todos.
• EDUCAÇÃO SANITÁRIA BÁSICA INFANTIL
ADELINE A. Q. BUSS, ADRAS CHIACHIA GALVÃO, DANIEL
KIYOHITO AKAMINE, EDSON KENJI, TAKAKI JUNIOR,ELIANA DA
S. QUINTINO, GIULIANA ANGELI PIERI, JOSÉ EDUARDO COLLA
DA SILVA, JULIANA LETÍCIA G. C. GOMES, LUCAS ULIANI LIMA,
LUCÉLIA MITIKO SAKATA, PAULO HENRIQUE VERRI, ROBSON C.
ZANDOMENIGHI,VINÍCIUS L. E. DE FARIA, LILIAN BRUNELLI
PACCOLA; [email protected]
Trabalho realizado no PIN/M-1 dos primeiros anos de medicina e
enfermagem da Universidade Estadual de Londrina.
60 • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO
ANAIS
A partir de dados coletados na unidade básica de saúde do Jardim
Alvorada, responsável pelo atendimento de aproximadamente vinte mil
pessoas na cidade de Londrina (PR), concluímos que seria de grande
importância o trabalho com crianças do ensino fundamental e préescola, no sentido de conscientizá-las dos cuidados com a educação
sanitária. Devido aos inúmeros problemas de saúde relacionados à falta
de práticas básicas de higiene, concluiu-se que os melhores resultados
seriam obtidos a partir de um trabalho realizado com crianças no início
da aprendizagem escolar. Assim, foi traçado como objetivo principal
reduzir a exposição das crianças a agentes potencialmente patogênicos
e esclarecê-las a respeito da constante interação entre homem e outros
organismos, que nem sempre levam a doença. Além disso, através das
crianças buscou-se estender os conhecimentos até suas respectivas
famílias. No período de vinte e um de setembro a vinte e seis de outubro
realizamos apresentações na forma de palestras interativas no Colégio
Estadual Gabriel Martins (primeira e segunda série) e na Escola
Municipal Melvin Jones (pré-escola e primeira série). Optou-se por
dividir o assunto em três vertentes: higiene bucal, palestras sobre
verminoses corriqueiras e técnicas de lavagem de mãos. A primeira delas
contou com a participação de um profissional de área para explicação
do modo correto de uso do fio dental. Houve ainda a apresentação de
uma peça teatral encenada pelos alunos do grupo. Na segunda,
apresentou-se às crianças, de forma acessível, as principais verminoses
com dados baseados na prevalência da área. Para tanto foram utilizados
transparências e cartazes com imagens didáticas. Por último,
apresentou-se uma técnica simples e eficiente de lavagem de mãos. Foi
utilizado tinta guache para que os pontos não alcançados pelo suposto
“sabão” fossem identificados. Além disso, utilizou-se meio de cultura
para a visualização de colônias de bactérias a partir da semeadura direta
das mãos das crianças. Ao final, após discussões com professores das
escolas e com alunos do grupo em geral, concluiu-se que o trabalho
realizado foi de grande importância para a comunidade e para a equipe
multiprofissional.
• GRAVIDEZ
FERNANDO COUSO CORREA, CINTHIA DA SILVA LIMA, ÂNGELA
EMI MATSUBARA, THALITA CRISTIANE SILVA DE OLIVEIRA,
NATÁLIA CRISTINA MARTINS DA SILVA, MARIANA SALLES
ROCHA, PHERLA CRISTINA FRAGOSO CHANDELIER, JOICE DE
SOUZA JARDIM, LEONARDO VARGAS DA SILVA, ANDREA
MOREIRA DA SILVA, BRUNO MATIAS, INGRID RIBEIRO DO
NASCIMENTO, THADEU JAIRO GUERRA SILVA, ANA PAULA
PASSARELI, AIRTON JOSÉ PETRIS E VERA LUCIA R. DE
CARVALHO BUENO; [email protected]
Adolescência” tendo em vista o alto índice de adolescentes grávidas,
mas, ao conversarmos com a Equipe de Saúde da UBS, percebemos que
as grávidas, cadastradas no programa de atendimento às mesmas,
também necessitavam de certa orientação sobre puerpério e
puericultura.
Desenvolvemos o trabalho em duas etapas: um grupo ficou responsável
por orientar as grávidas e o outro grupo por orientar os adolescentes. O
grupo responsável pelas grávidas, com a ajuda dos Agentes
Comunitários de Saúde (ACS’s), convidou as puérperas da área de
abrangência da UBS para um encontro onde, através de apresentações
de slides, ensinaram sobre atitudes do puerpério e puericultura com o
objetivo de educação em saúde. O outro grupo, também com o auxílio
de ACS’s, localizou as escolas da área de abrangência da UBS que atende
o público adolescente e se subdividiu para conversar com os alunos
sobre as relações sexuais na adolescência, métodos anticoncepcionais e
doenças sexualmente transmissíveis com o objetivo de conscientizar os
adolescentes e reduzir o número de gravidez entre eles.
Realizamos as atividades programadas com êxito. As grávidas que
acompanharam a palestra puderam entender melhor as fases de
desenvolvimento de seus bebês e como estimulá-los após o nascimento.
Já os adolescentes, após as palestras, puderam tirar suas dúvidas a
respeito dos métodos contraceptivos. O grupo ficou satisfeito por
trabalhar de forma dinâmica com a comunidade visando o bem-estar da
mesma e por ampliar seu conhecimento acerca da gravidez.
• PRÁTICAS INTERDISCIPLINARES E INTERAÇÃO
ENSINO-SERVIÇO-COMUNIDADE NA UNIDADE
BÁSICA DE SAÚDE AQUILES STENGHEL
• HIPERDIA
PROGRAMA
NACIONAL
DE
HIPERTENSOS E DIABÉTICOS
CADASTRO
DOS
ADRIANA FERREIRA OLIVEIRA, ALAN CARLOS CANDIDO,
ALEXANDRE SANS DA CUNHA, BARBARA CAMPOS DE OLIVEIRA,
CARLOS EDUARDO BOBROFF DA ROCHA, ELLEN TREVELIN,
GLÁUCIA FERREIRA WEDY, KAREN CRISTINA HIRANO,
OSWALDO NOGUEIRA DA SILVA FILHO, JULIANA ACCETE
ZACARDI, LUCIANA REGINA TILLVITZ, RICARDO IMAIZUMI
PEREIRA, ROSANA DE CARVALHO, VIVIEN DE PAULA*, MARIA
DO CARMO LOURENÇO HADDAD; **
[email protected]
•Nomes em ordem alfabética, ** Orientadora
Trabalho realizado no módulo 3PIN101/3PIN001 dos primeiros anos
de Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina.
Trabalho realizado no módulo 3PIN101 / 3PIN001 da primeira série
dos cursos Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de
Londrina.
O trabalho que nós, alunos do primeiro ano de Medicina e Enfermagem,
participantes do PIN na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Piza,
Londrina, desenvolvemos foi estruturado tendo como base a
necessidade de se discutir melhor com a comunidade o tema
“Gravidez”. Chegamos a essa conclusão após discussões entre o grupo
e algumas conversas com a equipe de Saúde da referida UBS. Ao nos
reunirmos, mostramos muito interesse em trabalhar o tema “Sexo na
INTRODUÇÃO: O Programa Nacional de Cadastro dos Hipertensos e
Diabéticos (HIPERDIA) visa direcionar atenção para o Diabetes Mellitus
(DM) e para a Hipertensão Arterial (HA). O objetivo do HIPERDIA é
acompanhar os casos e possibilitar o conhecimento dessas
enfermidades aos Órgãos Públicos. Este tema foi selecionado devido ao
impacto desses agravos na sociedade brasileira e, também, pelas
necessidades da Unidade Básica de Saúde (UBS) Aquiles Stenghel.
OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 61
ANAIS
OBJETIVO: O objetivo deste trabalho é descrever a experiência
vivenciada pelos acadêmicos de Medicina e Enfermagem da UEL.
Atuando em equipe interdisciplinar para desenvolver o Projeto
HIPERDIA, buscou-se um atendimento humanizado em que foram
aplicados os conceitos do primeiro semestre do PIN: acolhimento,
vínculo, humanização e cidadania. Além disso, o trabalho tinha como
meta o cadastro de 150 pacientes no período de cinco semanas sem,
contudo, prejudicar a qualidade do atendimento.
METODOLOGIA: Os pacientes da região da UBS foram convocados
pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) para comparecerem às
quartas-feiras no período vespertino. O atendimento foi realizado por
quatorze alunos auxiliados pela coordenadora e por alguns funcionários
da Unidade. Durante o atendimento relizou-se anamnese, seguida de
mensuração de pressão, altura, peso e circunferência abdominal, bem
como, esclarecimentos sobre o modo de ação dos medicamentos
prescritos pelo médico e orientações.
RESULTADOS: As expectativas do trabalho foram alcançadas com grande
êxito, visto que os alunos tiveram os primeiros contatos com a
comunidade e com as práticas no atendimento básico de saúde.
Entretanto, do planejamento inicial de 150 pacientes somente 130 foram
fiéis à convocação. Outro ponto prejudicado foi o cadastro incompleto
de diabéticos, devido à impossibilidade da Unidade fornecer o
aparelho (glicosômetro) e as fitas de medição (Accu-Chek) para o
projeto, além de ocorrerem tentativas frustradas para obter apoio
financeiro de empresas privadas.
CONCLUSÕES: A realização deste trabalho trouxe muitas experiências
favoráveis aos componentes da equipe, por conta da troca de
informações e conhecimentos. Cada aluno pode, dentro de seus
limites, aprofundar e fixar os conceitos, habilidades aprendidos durante
sua formação acadêmica.
OBJETIVOS: Realizar visitas a serviços da rede de cuidados em saúde
para reconhecer dispositivos capazes de apoiar o usuário do sistema em
suas necessidades em saúde; participar, em parceria com a equipe da
UBS e coordenação do Programa de Redução de Danos de Londrina, da
elaboração de roteiro de entrevista ao usuário de psicofármaco; realizar
busca ativa de usuários de psicofármacos, no território da UBS Marabá,
norteados por roteiro estruturado; iniciar levantamento de dispositivos
sociais no território da UBS e fora dele que possam oferecer apoio aos
usuários de psicofármacos; desenvolver ação educativa com usuários de
psicofármacos.
METODOLOGIA: O trabalho desenvolvido começou com a elaboração
do diagnóstico de temas e problemas do território. Por meio de
pesquisa desenvolvida junto à comunidade e equipe de saúde da UBS,
além de análise de indicadores epidemiológicos e manuseio de
prontuários, o tema negociado com a equipe foi “Redução de Danos
com ênfase em psicofármacos”. Os objetivos propostos foram
alcançados por meio de busca ativa de usuários em visitas domiciliares,
visitas a serviços da rede, reuniões com equipe da UBS e realização da
Oficina “Encontro da Saúde”.
RESULTADOS: Foi elaborado roteiro de entrevista focado nos usuários
de psicofármacos, realizada abordagem individual e coletiva
compartilhando informações sobre fitoterapia, oportunizada a vivência
dos estudantes na realidade do usuário e das instituições da rede de
cuidados, bem como assimilação de conhecimentos sobre redução de
danos.
CONCLUSÃO: O trabalho sensibilizou o usuário de psicofármacos
acerca do uso de formas adjuvantes ao tratamento medicamentoso:
atividades de lazer e esporte, fitoterapia, hábitos de alimentação,
participação em terapias de grupo, entre outras. Além de oportunizar a
participação ativa do estudante na elaboração do projeto piloto de
Redução de Danos em Londrina.
• PROJETO DE REDUÇÃO DE DANOS COM ÊNFASE EM
PSICOFÁRMACOS UBS MARABÁ
• QUALIDADE DE VIDA NA GRAVIDEZ
ALINE OLIVEIRA LIMA, ANAÍSA COUTINHO DE SOUZA,
CAROLINA ZAVAREZ CAVALCANTI, DANIEL GONÇALVES DE
OLIVEIRA, ELLEN MARA DOS SANTOS, FABIANE GORNI
BORSATO, FERNANDA ROQUE MARTINS, GUSTAVO BONILHA
LISBOA, LUCAS MIRA GON, MAIARA TOMELERI DE SOUZA,
MARCELO KAMIMOTO ECKMANN HELENE, MELISSA RUBBO
DURANTE, PAULO HENRIQUE KINOSHITA CÂNDIDO, SUELLEN
GONÇALVES, TÂNIA CRISTINA FREITAS BARBOSA;
[email protected]
ANDRÉIA KAORI SASAKI, CIRLENE TEIXEIRA DA SILVA, DANIELA
AKEMI HASSUMI, FELIPE BATALINI FREITAS SILVA, GIOVANA
BUENO CRISPIM, JAQUELINE APARECIDA DE OLIVEIRA,
LETÍCIA VENTURIM DE AQUILA, LIZANDRA MARQUES DE
CARVALHO, MARÍLIA MILOGRANA ZANETI, MARINA
MILOGRANA ZANETI, MAYRA MOREIRA SORRILHA, PRISCILA
MAINARDES, THAIS YUKA TAKAHASHI, VIVIANE DALTO,
SIMONE WOLFF, JOÃO JOSÉ BATISTA DE CAMPOS;
[email protected]
Trabalho realizado no módulo PIN1/GIM5 da primeira série do curso
de Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina
INTRODUÇÃO: A redução de danos é uma estratégia de saúde pública
que promove medidas mais seguras do uso de substâncias capazes de
alterar o estado de consciência, identificando relações de uso que
possam levar a perda de controle e de responsabilidade sobre o
consumo da droga, sendo ela legalizada ou não.
62 • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO
Trabalho realizado no módulo PIN – 1 das primeiras séries dos cursos
de Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina.
Introdução: As atividades desenvolvidas pelo GIM 08 foram realizadas na
área de abrangência da Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Ricardo,
localizada na Rua Rosa Branca, 246, zona leste da cidade de Londrina.
Devido à incompatibilidade entre alto número de gestantes na área e a
baixa procura pelo exame de pré – natal, o tema escolhido foi
“Qualidade de vida na gravidez”. Objetivos: abordar as mudanças
fisiológicas, psicológicas e sociais durante a gravidez com vista à saúde e
ANAIS
bem - estar da mãe, do bebê e da família, com o compromisso de
orientar e atentar para o cuidado, além de reforçar a importância do
exame pré-natal, promovendo saúde e qualidade de vida. Metodologia:
Após triagem de prontuários, visitas domiciliares e consultas aos agentes
comunitários de saúde, foi estabelecido e divulgado um calendário para
um ciclo de encontros a serem realizados em uma instituição municipal
da área (o Clube das Mães Unidas). As atividades englobaram palestras,
vídeos educativos, oficinas e dinâmicas de grupo e os temas
contemplados em cada encontro foram: Desenvolvimento Gestacional e
Relações Familiares, Aleitamento Materno e Puericultura, Nutrição e
Qualidade de Vida na Gravidez . Resultados: houve boa interação entre
os estudantes e o grupo participante devido ao cuidado com a
linguagem utilizada, visando ao bom entendimento e esclarecimento
das dúvidas e a escolha da seqüência dos temas trabalhados, inspirandolhes assim confiança, atenção e interesse, permitindo que elas
assimilassem nossa proposta de trabalho. Além disso, as atividades
proporcionaram ao grupo uma amostra do trabalho multiprofissional,
havendo interação entre medicina, enfermagem e ciências sociais.
• VIVER MAIS E MELHOR
JULIANA DA SILVA SOUZA, BRUNA LUÍZA DUTRA DE MELLO,
SABRINA DE CARVALHO, DANIELE CRISTINA KLEBIS, LUÍS
GUSTAVO CRIPPA DE ALMEIDA, ELIANE RIDÃO, ALEXANDRE
TAURA, LUCIANA YUKARI EMORI CARLOS JÚNIOR TOSHIYUKI
KARIGYO, KÁTIA CRISTINA SANTOS VIANA, FABIANA SAYURI
TANJI NISHITANI, SÍLVIA MAKIKO SATO GUILHERME GUERRA
PATREZZE, PÂMELA FERNANDA ALVES BARBOSA, E, CLÁUDIA
KAUAN MENESES (MONITORA), MARITA DE FÁTIMA LEMOS E
SERGIO TISKI (INSTRUTORES); [email protected]
Trabalho realizado no módulo PIN/M-1 dos primeiros anos de
Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina .
Diante do notável aumento da expectativa de vida da população e
especialmente na UBS Jardim Bandeirantes, onde o trabalho foi
realizado e possui uma população idosa de mais de dez por cento,
decidiu-se por ações que favorecessem uma vida melhor para os idosos.
O objetivo foi proporcionar maior e melhor entendimento de práticas
saudáveis de vida e conhecimento de direitos para um público que
preponderasse idosos. Dividiu-se os alunos em cinco grupos que
ficaram responsáveis, cada um por uma apresentação, cada aluno se
informou e fez busca de literatura a respeito do seu tema. Foram
realizadas seis reuniões semanais em um grupo de hipertensos já
formado na UBS, todas as quartas-feiras no período das 15 horas até as
17:30 horas. O método usado para que o objetivo do grupo fosse
alcançado foi o de palestras informativas, sobre variados temas e que
abrangessem várias áreas como nutrição, exercícios físicos,
aposentadoria e estatuto do idoso, cuidados domésticos e bem estar
psicológico. Além de palestras foram apresentados teatros que
auxiliassem de uma forma mais dinâmica a fixação do conteúdo.
Auxiliaram professoras da UNOPAR com uma palestra sobre
aposentadoria e participação de ACS (agentes comunitários de saúde)
para seções de alongamento. Os resultados foram uma maior percepção
por parte de todos os idosos que uma vida saudável não se restringe
apenas à alimentação e tomar os medicamentos no horário correto,
apesar disto ser de extrema importância, porém estar bem consigo
mesmo, ser informado sobre diversos assuntos e ter alguma atividade
independente de ser física ou não, faz com que o processo do
envelhecimento seja mais agradável. Perceberam que envelhecer não é
estar a margem do mundo e sim estar inserido nele de uma forma
diferente. Conclui-se portanto acerca desse trabalho que houve um
grande aprendizado não só por parte do público como também por
parte de todos os alunos. Houve relatos das senhoras envolvidas que
começaram a se ver de forma mais ativa, capazes de serem mais
determinantes da sua vida. Também as senhoras que não eram idosas
mas que participavam do grupo houve grande aprendizado em como
conviver com o envelhecimento.
• ADESÃO E EFETIVIDADE DA VACINAÇÃO CONTRA A
INFLUENZA E MEDIDAS PREVENTIVAS EM IDOSOS DO
JARDIM BANDEIRANTES, LONDRINA - PR
LÍGIA ELAYNE LOPES ANANIAS, DOUGLAS JOSIMO SILVA
RIBEIRO, ALINE DI CARLA LAITANO, JANAÍNA RIBEIRO DIAS,
PRISCILA HITOMI NAGATA MAEKAWA, MAÍSA FLÁVIA MORAES
NORCIA, BRUNA PAZINI SANVEZZO, GISELE MAGNABOSCO,
TEREZA CALHEIROS OLIVEIRA, AMANDA ANGÉLICA PERES
MINIKOWSKI, PRISCILA YUKIE AQUINAGA, EDICARLOS
CHANAN, FERNANDO CESAR, GIMENES BARBOSA SANTOS,
RAFAEL WILLIAM DE SOUZA, DOUGLAS LUCIANO LOPES GALLO;
[email protected]
Trabalho realizado no módulo PIN – 2 / GIM - 3 dos segundos anos de
Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina.
A prevenção é reconhecidamente de suma importância para a
manutenção da saúde e do bem estar da população. Contudo, a
prevenção de doenças respiratórias agudas em idosos por meio da
vacinação contra o vírus da influenza, gera muitas controvérsias tanto no
meio científico quanto entre a população envolvida. O objetivo foi
analisar a ocorrência gripe e de medidas preventivas, entre elas a vacina
anti-influenza, em idosos de Londrina nos anos de 2004 e de 2005. Foi
realizado um estudo de delineamento transversal por meio de
entrevistas domiciliares com 137 idosos do Jd. Bandeirantes em
Londrina-PR, nascidos até o ano de 1944 e que estavam cadastrados no
Sistema de Informações da Atenção Básica (SIAB), nos meses de agosto
e setembro de 2005. Os resultados mostraram a ocorrência de 45
(44,1%) casos de gripe no ano de 2004 e 52 (51,0%) casos no ano de
2005. A intensidade leve foi a mais encontrada entre os casos de gripe
relatados - 25 (55,5%) em 2004 e 23 (44,2%) em 2005. Encontrou-se uma
adesão à vacina contra a gripe em aproximadamente 70% da população
entrevistada. Além da vacina, também foram relatadas outras medidas
preventivas contra a gripe. A ocorrência de gripe foi maior entre a
população vacinada, 35 (48,6%) episódios em 2004 e 41 (56,2%)
episódios em 2005, em relação à não vacinada, 10 (33,3%) casos em
2004 e 11 (37,9%) casos em 2005. Pode-se observar um discreto
aumento no número de casos de gripe do ano de 2004 para 2005. Não
se conseguiu encontrar uma relação entre a vacina contra gripe e a
prevenção de tal doença, mas concluiu-se que a vacina está mais
relacionada com a diminuição das complicações decorrentes desta
doença. Isso pode ter ocorrido porque o diagnóstico de gripe ou não
gripe não foi dado por um médico na grande maioria dos casos, ficando
a cargo do próprio entrevistado.
OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 63
A NA IS
PIN 2
• AVALIAÇÃO DA COBERTURA VACINAL E DA EFICÁCIA
DA VACINAÇÃO ANTIINFLUENZA EM IDOSOS DA ÁREA
DA UBS CLAIR PAVAN EM LONDRINA, PARANÁ.
• COBERTURA VACINAL CONTRA GRIPE EM IDOSOS E
FATORES ASSOCIADOS – LONDRINA, UBS AQUILES
STENGHEL.
ALECSANDRO MOREIRA, ANDREY MACIEL DE OLIVEIRA,
CLÁUDIO CAETANO DE FARIA JÚNIOR, FLÁVIA CARDOSO
NARDO, GISLAINE PINN GIL, HUGO MARCOS CONTE SILVA,
JÉSSICA PINI PEREIRA, KAMILLA DIÓRIO DIAS, LAURA ZACURA,
MARIANA ATHANIEL SILVA, MARIANA LOURENÇO HADDAD,
PRISCILA BARILE MARCHI CÂNDIDO, SIDNEY HIDEKI
MATSUOKA, VANESSA GOMES WRUCK, DANIELA SOUZA DE
CARVALHO GOMES E MÁRCIA HIROMI SAKAI;
[email protected]
ADEMILSON ROGÉRIO FERREIRA, GERALDO JUNIOR
GUILHERME, MAÍRA OTAVIANO FURLAN, JAMILE ZIRONDI
SARDI, LEONARDO E. ALBUQUERQUE, PEDRO DE FREITAS
SKAFF ZAIDAN, FERNANDA BOCATTI VIEIRA, VANESSA YUKITA,
TATIANA BENEVENUTO DE OLIVEIRA, ALCEBÍADES ALVES DE
LIZ, BRUNA MORAIS PEREIRA, PAULA CRISTINA F. FERREIRA,
THIAGO KASIKAWA DE OLIVEIRA, DARLI ANTONIO SOARES E
MICHELE PATRÍCIA AMADEU; [email protected]
Trabalho realizado no módulo PIN/M 2 pelos alunos dos segundos
anos de Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de
Londrina.
Trabalho realizado no módulo PIN/M-2 dos segundos anos de
Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina, ano
letivo 2005.
A melhoria das condições de saúde, com novos tratamentos e melhor
controle das doenças transmissíveis culminou com um aumento na
expectativa de vida, e, conseqüentemente, o envelhecimento da população.
Este processo traz consigo a necessidade da atenção à saúde em aumentar
seu foco sobre a população idosa, principalmente devido a sua maior
susceptibilidade às doenças. Entre as doenças epidemiologicamente
importantes está a gripe. A gripe é um dos problemas respiratórios que mais
atinge a população idosa. Devido a este fato, o SUS vêm disponibilizando a
vacina antiinfluenza desde 1999. O presente estudo tem como objetivo
analisar a ocorrência de doenças respiratórias, caracterizar os episódios de
gripe e avaliar a eficácia da vacinação na população idosa da área de
abrangência da UBS Clair Pavan em 2004 e 2005. Foi realizado um estudo
epidemiológico de caráter individuado, observacional, transversal entre
idosos de 60 anos ou mais, moradores da área de abrangência da UBS Clair
Pavan, Londrina, Paraná. As entrevistas foram feitas através de formulários
preenchidos durante o período de agosto a setembro de 2005. Amostragem
construída a partir do SIAB com sorteio de micro-áreas e intervalo
sistemático de um em cada dois indivíduos, num total de 140 pessoas. As
variáveis estudadas tiveram como fator a vacinação contra a influenza e
como desfecho a ocorrência de gripe. Os dados foram trabalhados através
do programa Epi-Info 2003. A pesquisa obteve aprovação do Comitê de
Ética e Pesquisa da UEL e os entrevistados assinaram o termo de
consentimento livre e esclarecido. Os resultados obtidos mostraram que
em 2004, o número de episódios de gripe foi semelhante tanto no grupo
de vacinados quanto no de não vacinados. Entretanto, em 2005 observouse uma redução de acamados entre os que foram vacinados. Quanto à
cobertura vacinal, a escolaridade, pontuação da ABEP e sexo não foram
fatores que alteraram a adesão. Procurando justificar a não redução de
gripe nos idosos vacinados recorre-se à idéia de que as pessoas que aderem
à vacinação são mais suscetíveis à infecção por influenza. Além disso, há
dificuldades em diferenciar gripe de outras infecções ou alergias e também
por se tratar de questionamento retrospectivo.
A gripe é uma doença respiratória aguda, transmitida pelo agente viral
Ortomyxovirus e é caracterizada por febre, mialgia, tosse seca e cefaléia.
Sua incidência é elevada em todo o mundo e tem extrema importância na
população idosa, devido a suas complicações. A vacinação é a alternativa
mais recomendada para o combate da doença e é utilizada pelo governo
brasileiro, desde 1999, para imunização de pessoas com 60 anos ou mais.
Não se conhecem dados a respeito da cobertura específica da área de
abrangência Aquiles Stenghel de Londrina, tampouco os motivos de
vacinação e não-vacinação, dados essenciais para que haja educação em
saúde visando à ampliação da cobertura vacinal. O presente trabalho
objetiva identificar a porcentagem da população idosa que aderiu à
vacinação nos anos de 2004 e 2005 nesta localidade, elucidar os motivos da
não-vacinação deste ano, bem como levantar a freqüência de gripe e sua
intensidade, de acordo com a vacinação ou não, e sua distribuição segundo
gênero e condição socioeconômica. Trata-se de um estudo individuado,
observacional, transversal e de base populacional, no qual idosos
sorteados dentro da área de abrangência receberam a visita dos alunos
participantes do projeto e foram entrevistados segundo um formulário
que abordava dados socioeconômicos e relatos de gripe. O bservou-se
uma cobertura vacinal semelhante nos anos de 2004 e 2005 (média de
71,4%), próxima à média de londrina no ano de 2005. A adesão à vacinação
não sofreu influência de gênero, classe social ou escolaridade. Não houve
uma associação significativa entre referência a episódios de gripe bem
como à necessidade de atendimento médico e vacinação ou nãovacinação; porém, referência a episódio de “gripe forte” e a complicações
foram consideravelmente maiores entre os idosos não vacinados. como
principais motivos de adesão à vacinação, os entrevistados citaram a vacina
como sendo um fator de proteção, as propagandas na televisão e a
orientação pela Equipe de Saúde da Família. Assim, a estratégia para
aumentar a cobertura vacinal deve focar-se no trabalho de orientação da
Equipe de Saúde da Família, principalmente dos ACS.
64 • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO
ANAIS
• COBERTURA DA VACINAÇÃO CONTRA A GRIPE EM
IDOSOS E FATORES ASSOCIADOS À ADESÃO E À NÃO
ADESÃO, VILA CASONI, LONDRINA - PR, 2005
ALINE CRISTINA VIEIRA WALGER, DAIANE CRISTINA BONI,
GABRIELA BERCHIOL VIEIRA, IGOR SCHINCARIOL PEROZIN,
KAYNA TROMBINI SCHIDMIT, LUCAS DA FONSECA BORGHI,
MARÍLIA FURLANETO FERNANDES, MICHELE CORRÊA LEITE
ORTIZ, NATÁLIA FERREIRA SZCZERBACKI, SAMIRA MICHEL
GARCIA, SARA LAURIANO RODRIGUES, SILVIA EMI SUKOMINE,
TAINARA MURILLO MOLIN, THAÍS BERNAL MARTINS;
ORIENTADORES: ARTHUR E. MESAS, REGINA MELCHIOR,
ROSSANA BADUY; [email protected]
Trabalho realizado no módulo PIN/M-2 dos segundos anos de
Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina
Devido ao processo de senescência e a fatores externos, a população
idosa é mais exposta às doenças respiratórias e suas complicações. O
presente estudo teve por objetivo analisar a cobertura vacinal e a
efetividade da vacina anti-influenza em idosos da área de abrangência da
Unidade Básica de Saúde da Vila Casoni, no município de Londrina, nos
anos de 2004 e 2005. O estudo do tipo inquérito feito pelos estudantes
do estágio PIN 2-UEL, através de formulários, levantou dados pessoais,
sócio-econômicos e comportamentais, relacionando-os aos episódios
de gripe. Foi verificado o aumento considerável da cobertura vacinal na
campanha de 2005 em relação ao ano anterior de 74,8% para 85,6%,
ultrapassando a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde que é de
70%. A este fato, pode-se atribuir ao amplo processo de conscientização
realizado pelo Ministério da Saúde e orientações promovidas pela
Equipe de Saúde da Família da unidade local o aumento da adesão.
Entretanto, aproximadamente 14% da amostra ainda resiste à vacinação,
o que comprova a importância de tal programa de conscientização. A
população estudada não apresentou características suficientes para
demais conclusões em relação às medidas preventivas e às doenças
respiratórias.
• COBERTURA DA VACINA CONTRA INFLUENZA EM
IDOSOS DA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DA UBS MARABÁ
NO MUNICÍPIO DE LONDRINA –PR
ALINE CRISTINA E SILVA PAES, ANA ELISA BUSELATTO, BRUNA
BAJO MUNHOZ, CAUANA GONÇALVES LOPES, ELISA BEAQTRIZ
SIMIONI, ISABELLA RITA DO AMARAL SARAGIOTTO, JHONATAN
CAETANO LIBERATO, JOSÉ RICARDO KRAMM, MARCELA
CORREA BARBOSA, MARCUS VINICIUS JACOMINI, POLLYANA
BORTHOLAZZI GOUVEA, PRISCILA RIBAS MACHADO, RAFAEL
OGASAWARA FERREIRA, THIAGO PEREIRA RODRIGUES,
CAMILLA ALEXSANDRA SCHNECK E MARIA ANGÉLICA MOTTA
DA SILVA ESSER; [email protected]
Trabalho realizado no Módulo PIN-2 dos segundos anos dos cursos de
Enfermagem e Medicina da Universidade Estadual de Londrina
A gripe é uma infecção respiratória, causada pelo vírus influenza;
altamente contagiosa pode levar a complicações. Nas últimas décadas
foi desenvolvida a vacina contra o vírus da influenza. No Brasil a
vacinação contra gripe é priorizada para idosos e imunodeprimidos, em
forma de campanha anual no início do inverno. Esta pesquisa teve como
objetivo estudar a cobertura da vacina em idosos na área de abrangência
da UBS Marabá, na cidade de Londrina, a fim de verificar sua eficácia. Foi
realizado um estudo individuado, observacional, transversal e de base
populacional Teve como amostra 138 idosos acima de 60 anos,
constituída a partir de sorteio de micro-áreas. Os dados foram coletados
por meio de instrumento próprio e as entrevistas foram realizadas no
domicílio pelos estudantes do Módulo PIN-2 do segundo ano dos
Cursos de Enfermagem e Medicina da Universidade Estadual de
Londrina. Posteriormente os dados foram tabulados com auxílio do
programa Epi-info 2003. Os resultados mostraram cobertura de 64,4%;
ocorrência de gripe em 59,6% entre os vacinados e 64,9% entre os não
vacinados. Os motivos relatados pelos idosos para a vacinação foram
crença que a vacina protege contra a gripe (61,0%); orientação da
equipe de saúde (26,0%); os motivos relatados para a não vacinação
foram 21% - não protege contra a gripe, 16.2% - não gosta da vacina e
13,5% relataram que a vacina causa doença. Foi verificado baixa
cobertura da vacina nesta população e pouco esclarecimento da
população quanto a importância, propósito e eficácia da vacina.
• EFETIVIDADE DA VACINAÇÃO ANTI-INFLUENZA EM
IDOSOS NA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DA UBS ITAPOÃ,
LONDRINA, PARANÁ
ANA CAROLINA STUTZ, CARLA MAYRA ALEXANDRIA ZOCCO,
EDUARDO FREITAS HATANAKA, GILMAR TAKANO, HUGO
ANDRÉ SANO, JOÃO MARCELO CALDEIRA FABIANO, LUANA
CRISTINE DOS SANTOS, MARCELO SOUZA MONTEIRO
FERNANDES, MAYKON DIEGO MELO, PRISCILA APARECIDA
BATISTA, RAFAEL AZEVEDO CUNHA, ROGÉRIO ISSAMU TAKEDA,
THALITA HAYASHI SERENI, VERUSKA GUIMARÃES DE
MENDONÇA, HELEN CRISTINA LAZZARIN, LUIZ CORDONI
JÚNIOR; [email protected]
Trabalho realizado no módulo PIN/M-2 dos segundos anos de
Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina
A importância epidemiológica da gripe em idosos decorre
principalmente da suas complicações, entre as quais a pneumonia. O
conhecimento da realidade relativa às doenças respiratórias agudas e de
suas medidas profiláticas em populações específicas é da maior
importância para analisar a utilização, a cobertura e o impacto dos
serviços como forma de melhorar a qualidade da atenção à saúde. O
objetivo do estudo foi analisar a cobertura vacinal e sua efetividade em
idosos da área de abrangência da UBS Itapoã em 2004 e 2005 no
município de Londrina, Paraná. Para isto, foi realizado um estudo
transversal de base populacional com idosos de 60 anos ou mais. Os
dados foram obtidos por meio de entrevistas com 108 pessoas realizadas
pelos discentes de enfermagem e medicina, da Universidade Estadual
de Londrina no módulo de Práticas Multidisciplinares e
Multiprofissionais, e posteriormente analisados com o auxílio do
programa Epi-Info 2003. Ao se verificar a cobertura da vacinação contra
a gripe em idosos observou-se um declínio no biênio 2004-2005,
passando de 73,1% para 67,6%. Com relação ao impacto da vacinação
OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 65
ANAIS
não se verificou diferença estatisticamente significativa entre a
ocorrência de episódios gripais nas populações de vacinados e não
vacinados. Desta forma, levando-se em conta a importância
epidemiológica sugere-se a execução de novos estudos visando
esclarecer as dúvidas relativas à efetividade da imunização contra
influenza.
ANTÔNIO AUGUSTINHAK, MARCELA MARIA BIROLIM, MARIA
FERNANDA CAMARGO, RAQUEL APARECIDA ABRA, RENATA
ABE, SIMONE MACEDO DE FREITAS, TIAGO MORENO IKEDA,
BÁRBARA TURINI; [email protected]
• COBERTURA E EFETIVIDADE DA VACINA ANTIINFLUENZA EM IDOSOS DA VILA RICARDO NOS ANOS
DE 2004 E 2005, LONDRINA -PR.
As doenças respiratórias, principalmente as causadas pelo vírus da
influenza e suas complicações, constituem importante causa de
internação e morte, particularmente em idosos. Atualmente, a medida
de maior eficácia na prevenção da gripe é a vacinação. No Brasil, a vacina
antiinfluenza está disponibilizada para maiores de 60 anos de idade em
campanhas de âmbito nacional desde 1999. Frente a isso, surgiu a
necessidade da realização de pesquisa envolvendo idosos do bairro Vila
Nova de Londrina-PR para melhor conhecimento da realidade local,
impacto e cobertura da campanha de vacinação. O estudo foi realizado
com 117 idosos através de questionário, onde foram verificadas classe
social, escolaridade, adesão às campanhas de vacinação de 2004 e 2005
e outras medidas de prevenção, além da incidência de gripe durante
esses anos. Verificou-se que houve um aumento nos casos de gripe no
ano de 2005 paralelamente a uma redução na cobertura vacinal nesse
mesmo ano em relação a 2004. Quanto aos episódios de gripe na
população vacinada, observou-se que em 2004 houve uma redução
nessas ocorrências quando comparadas aos não vacinados. Já em 2005,
o número de casos de gripe foi maior entre os vacinados, apesar dessas
diferenças não terem sido estatisticamente significantes. Embora outros
trabalhos tenham concluído que a vacinação anti-influenza seja efetiva
na prevenção da gripe, não foi possível chegar ao mesmo desfecho. No
entanto, as poucas internações referidas e o baixo número de
diagnósticos de pneumonia, indicam pouca gravidade dos episódios
relatados, e eventualmente podem ser interpretados como sinais de
proteção pela vacina.
ANA PAULA GUIMARÃES DOS SANTOS, ROSANA SANTANA DE
SOUZA, EVELYNE RIBEIRO NUNES, LUANA ALMEIDA BOTTER,
KÁTIA JUREMA CORREIA MENEZES, ANDERSON DE MELLO
FERNANDES, CASSIANO JOSÉ XAVIER GIL, HUGO BIZETTO
ZAMPA, JULIANA APARECIDA MACRI, KARINE MARIA ÁLVARES,
MARIA RAQUEL JUNQUEIRA DA COSTA FERREIRA, MARIANA
FARIA GONÇALVES, SÉRIDON LANNA DE MIRANDA, VIVIANE
MAYUMI ENDO, SELMA MAFFEI DE ANDRADE1, DANIELA
WOSIACK DA SILVA2; [email protected]
Trabalho realizado no módulo PIN/M-2 dos segundos anos de
Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina.
As doenças respiratórias constituem-se importante causa de morbimortalidade em idosos. A vacina anti-influenza revela-se como forma de
prevenção da gripe. O estudo objetiva verificar a cobertura vacinal e sua
efetividade nessa faixa etária na UBS Vila Ricardo, em Londrina, no
Paraná. A pesquisa constitui-se em um estudo transversal, individuado e
observacional. Os dados foram obtidos por meio de entrevistas
domiciliares realizadas pelos alunos de Enfermagem e Medicina do PIN
2 da UEL. Entrevistaram-se idosos nascidos em 1944 e anos anteriores
no período de 11 de agosto a 22 de setembro de 2005. Os dados foram
digitados e tabulados por meio do programa EPI-INFO 2003, e as tabelas
feitas no Microsoft Office Excel 2000. Dos 140 selecionados, foram
entrevistados 127 idosos (9,3% de perdas), dentre eles 61,41%
mulheres e 38,58% homens com idade variando de 61 a 92 anos. A
cobertura vacinal foi de 74,8% e 70,1% nos anos de 2004 e 2005,
respectivamente. Quanto às complicações relacionadas ao episódio
gripal, os resultados mostraram-se semelhantes em ambos os anos e
entre os vacinados e não-vacinados. Dos que referiram gripe em 2004,
62,3% relataram apresentar alguma doença prévia. E em 2005, esse
número foi de 64,6%. Observou-se uma redução na cobertura vacinal no
período estudado. A ocorrência de episódios gripais entre os idosos
entrevistados pode estar relacionada com outras doenças e agravos de
saúde.
• VACINAÇÃO ANTIGRIPAL VERSUS INCIDÊNCIA DE
GRIPE EM IDOSOS RESIDENTES NO BAIRRO VILA NOVA,
LONDRINA-PR
ANA PAULA IBANEZ CELESTINO, CARLA MARCHINI DIAS DA
SILVA, DANIEL MORETTI CHAVES, DRIELLY ALESSANDRA
MARIN, GABRIEL LIBANORI FERREIRA, JACKELINE MARTINS
LEÔNCIO, JOÃO HENRIQUE RIBEIRO HENKLAIN, JOSLEI
66 • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO
Trabalho realizado no módulo PIN-2 dos segundos anos de Medicina
e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina.
• VACINAÇÃO CONTRA INFLUENZA EM IDOSOS:
COBERTURA, EFETIVIDADE E MOTIVOS PARA ADESÃO
CAROLINE FERREIRA DOS ANJOS (1), MARGARETH CRISTINA
DE ALMEIDA GOMES (2), JEFFERSON MARCIO RODRIGUES (2),
JULIANA BENSI (1), ANA RÚBIA ALVES DE SOUZA SANTOS (2),
ELINA OKAMURA (2), GRAZIELI LOPES MATTA (1), HENRIQUE
MITSU MATSUDA (1), JULIANA PALMEIRA GONÇALVES (1),
MARIA LÍVIA MARIOTTINI DE LIMA (1), RENAN MAXIMILIAN
LOVATO (1), ROBERTA VICENTE BONFIM (2), STEPHANIE
MARGARETH BARBARA BIANCA CARDOSO (2), VICTOR
ANGELO BRUNO RIBEIRO (1), FERNANDA BERSANETI
BARBIERI (MESTRANDA EM SAÚDE COLETIVA – UEL), YARA
GERBER LIMA BASTOS (INSTRUTORA DO PIN/M-2);
[email protected]
1- acadêmico/a do segundo ano de Medicina – UEL
2 – acadêmico/a do segundo ano de Enfermagem – UEL
Trabalho realizado no módulo PIN/M-2 dos segundos anos de
Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina
ANAIS
A gripe é uma doença viral aguda do trato respiratório, caracterizada por
mal estar, dores musculares e febre. A morbi-mortalidade decorrente da
doença é representativa em idosos, daí a importância da ampla
cobertura vacinal nessa população. Os objetivos foram verificar a
cobertura vacinal contra influenza em 2004 e 2005, os motivos da não
vacinação e vacinação em 2005, sua efetividade, a ocorrência de doenças
respiratórias agudas como fatores de risco e suas medidas preventivas.
A metodologia foi o estudo individuado, observacional, transversal, de
base populacioanal, segundo amostra dos registros do Sistema de
Informação de Atenção Básica (SIAB). Amostra aleatória até atingir total
de 140 pessoas, entrevistas domiciliares, dados tabulados e processados
com programas Epi-INFO 2003 e Microsoft Excel. Houve adesão dos
idosos aos programas governamentais de vacinação, sendo o motivo
principal a proteção contra a gripe. A faixa etária de maior adesão
compreendeu idosos de até 74 anos, já que havia maior número
absoluto de idosos da amostra nessa faixa. Dos vacinados, 70%
apresentaram gripe, possivelmente porque os dados se basearam em
auto-relatos, comprometendo sua fidedignidade. Confirmou-se também
o efeito protetor da vacina, pois a ausência da doença, dentre os
vacinados, foi duas vezes maior que nos não vacinados. Quanto aos
motivos da não vacinação, destaca-se a crença de que a vacina causa a
doença (24%) e de que ela não é eficaz (16%). Constatou-se grande
adesão dos idosos ao Programa Nacional de Imunização contra
Influenza e também a eficácia da vacina, sendo esta apontada como
principal motivo da adesão. Doenças respiratórias prévias e tabagismo
não influenciaram no aparecimento da gripe.
adesão à vacinação é maior na população com condições
socioeconômicas menos favoráveis, e que 41,3% dos que não tomam
vacina acreditam que ela ou causa doença ou não protege, faz-se
necessário esclarecer que possíveis reações à vacina não são graves
quanto verdadeiros episódios gripais. Por outro lado, a participação da
equipe de saúde na adesão à vacinação foi responsável por 31% da
adesão, demonstrando a importância de campanhas informativas. O
estudo ainda revelou uma maior incidência de episódios gripais
referidos entre tabagistas.
• VACINAÇÃO CONTRA INFLUENZA EM IDOSOS, NA
ÁREA DE ABRANGÊNCIA
LONDRINA-PR, 2005.
DA
UBS
ALVORADA,
ADEMIL FRANCO GÓES, ADRIELLE KARINE PESCE GUERRA
BORGES, ARIANE ALMEIDA SANTA MARIA, DANIELLE
ALESSANDRA KAMEO, DANIELLY KARLA BOTH PALERMO,
GABRIELA MACHADO ESAIAS, IVO ALBERTO NÓBREGA SILVA,
LARISSA DOMINGAS GRISPAN E SILVA, LUDMILA MORGADO
SANTOS, NATÁLIA SERRA LOVATO, NIVALDO MORETTI JR.,
PEDRO AUGUSTO ANTUNES HONDA, SÍLVIA REGINA MATTIAS,
STEPHANY MIORANDO ROMMEL, FABIANA BURDINI
MARGONATO, MARLI T. OLIVEIRA VANNUCHI;
[email protected]
Trabalho realizado no módulo PIN/M-2 dos segundos anos de
Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina.
O Governo brasileiro adotou a política de vacinar todos os idosos contra
Influenza, já que tal vacina é o melhor meio de reduzir a mortalidade e
complicações respiratórias relacionadas a episódios gripais. Portanto, os
acadêmicos do Segundo Ano dos cursos de Enfermagem e Medicina da
UEL realizaram um estudo transversal na área de abrangência da
Unidade Básica de Saúde Alvorada, Londrina-PR, em 2005, com a
finalidade de avaliar as características dessa vacinação na população
idosa. Tal pesquisa foi feita através de questionários aplicados a uma
amostra populacional. Os resultados demonstraram que a cobertura
vacinal da microárea em estudo é de 67%, ainda um pouco abaixo dos
70% preconizados pelo Ministério da Saúde. Tendo em vista que a baixa
OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 67
A NA IS
Trabalhos de Conclusão de Curso da Enfermagem
Final Papers in Nursing Education
• O COMPORTAMENTO DAS MULHERES NA PREVENÇÃO
• AVALIAÇÃO DA PERCEPÇÃO E VIVÊNCIA DOS
DO CÂNCER DE MAMA
PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DIANTE DA DOR NOS
RECÉM NASCIDOS EM UMA UTI NEONATAL DE UM
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
ANIELLE FERREIRA CARDOSO, MARIA ELISA WOTZASEK
CESTARI; [email protected]
O objetivo deste estudo foi identificar quais são os comportamentos das
mulheres referente à prevenção do câncer de mama e seus
conhecimentos acerca da doença. Foram entrevistadas 11 mulheres
usuárias da unidade básica de saúde (UBS) do jardim são Paulo Cambé,
entre 18 e 65 anos e escolhidas aleatoriamente desde que fizessem parte
do programa de prevenção do câncer. Das mulheres entrevistadas todas
demonstram ter noção do que é o câncer de mama e a prevenção
secundária. Porém apenas duas mulheres citaram mais de um fator de
risco. A estratégia mais utilizada como prevenção foi o auto-exame das
mamas. A fonte de informação mais citada foi o médico. Em relação às
atividades de prevenção realizadas pela UBS, nem todas foram
reconhecidas pelas usuárias. Assim, concluímos que as mulheres têm
conhecimento da magnitude do problema para quem desenvolve o CM e
suas repercussões físicas e psicológicas, porém elas não têm o
discernimento de que a prevenção de tal doença é a detecção precoce e
não utilizam a totalidade das ações disponíveis na UBS, provavelmente
por dificuldade de acesso e falta de informação. Portanto, faz-se
necessário a implantação de um protocolo para que todas as mulheres
tenham a garantia de acesso as informações.
• O PERFIL DAS CRIANÇAS ATENDIDAS NUM PRONTOSOCORRO
PEDIÁTRICO
DE
UM
HOSPITAL
UNIVERSITÁRIO PODE SUBSIDIAR A ANÁLISE DA
ASSISTÊNCIA À SAÚDE INFANTIL?
DAIANE CRISTINA CRUZ, EDILAINE GIOVANINI ROSSETTO
[email protected]
Este estudo tem como objetivo caracterizar o perfil das crianças atendidas
no Pronto-Socorro Pediátrico (PSP) de um Hospital Universitário em
Londrina, no ano de 2004. Foi efetuada uma análise dos 8848
atendimentos ocorridos em 2004 por meio de arquivos do Serviço de
Arquivos e Prontuários Médicos do Hospital. A faixa etária que mais
procurou pelo serviço foi de 1 a 4 anos com 28% de freqüência, que
juntamente com os menores de um ano somam 68% do total de
atendimentos. De acordo com o sexo, os meninos representaram 54%
contra 46% do sexo feminino. Em nossa casuística as doenças do aparelho
respiratório apareceram como o primeiro diagnóstico dos atendimentos
(46%), seguido de três diagnósticos: doenças infecciosas e parasitárias,
doenças do aparelho digestório e fatores que influenciam o contato com
os serviços de saúde, igualmente prevalentes 12,5%. Do total de
atendimentos, 70% foram ao PSP por procura direta sem
encaminhamento prévio, e entre os que tinham encaminhamento, o
pronto atendimento foi o serviço que mais freqüentemente encaminhou.
Apesar de ser um hospital terciário, a maioria dos atendimentos realizados
deveriam ser de resolutividade da atenção primária e a alta demanda
espontânea sugerem a necessidade de uma reorganização dos serviços de
saúde para o aprimoramento da assistência à saúde infantil.
68• Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO
TAIS DE OLIVEIRA STECHI, EDILAINE GIOVANINI ROSSETTO
[email protected]
Esta pesquisa teve como objetivo conhecer a percepção e vivência dos
profissionais de enfermagem do nível técnico de uma UTI Neonatal
diante da dor no neonato. Trata-se de um estudo descritivo exploratório,
realizado entre julho e outubro de 2005. Os avaliados foram
profissionais de enfermagem da UTI neonatal de um Hospital
Universitário. A coleta foi realizada mediante aplicação de um
questionário. Observou-se que 64% dos funcionários tinham mais que
40 anos de idade e mais de 64% dos profissionais trabalhavam na área há
mais de seis anos e somente 8% trabalhavam há menos de dois anos. Os
resultados evidenciaram que todos os profissionais acreditavam que o
recém-nascido sente dor e apontaram a expressão facial como maneira
de perceber a presença de dor. O choro e a agitação/irritabilidade foram
citados igualmente, por 60% dos entrevistados. A respeito das medidas
não farmacológicas para o tratamento e prevenção da dor que os
funcionários conheciam, a medida que mais apareceu foi o aconchego
(64%), seguida pela sucção não nutritiva (44%). Ao estudar as que eles
usavam destaca-se a solução glicosada (40%). O motivo mais apontado
como importância de prevenção e tratamento foram os relacionados
com questões de humanização (64%) e 36% das respostas à questão
biológica. Apesar dos profissionais de enfermagem saberem que os
neonatos são capazes de sentir dor e que é necessário tratar essa dor,
ainda há uma incoerência entre os conhecimentos e a aplicação prática.
• CONHECIMENTO E COMPORTAMENTO: A DISTÂNCIA
DO SABER PARA O FAZER NA VIDA SEXUAL DOS
ADOLESCENTES
RENATA ANDRADE TEIXEIRA, ELMA MATHIAS DESSUNTI
[email protected]
A adolescência é uma fase de novas descobertas, principalmente sobre
a própria sexualidade. Existem muitos riscos aos quais o adolescente
está exposto e precisa saber como se prevenir. Observamos que muitas
vezes nem sempre o conhecimento que o adolescente possui para se
prevenir ele coloca em prática. Temos por objetivo então, avaliar o
conhecimento e a conduta sexual dos adolescentes do primeiro ano do
ensino médio de uma escola pública de Londrina, relacionado a
DST/Aids e contracepção. Os dados deste estudo foram extraídos de
uma pesquisa desenvolvida entre 2001 e 2004, sobre educação sexual
para adolescentes de uma escola estadual do município de Londrina.
Trata-se de uma pesquisa transversal, não controlada e descritiva. Dos
ANAIS
194 alunos , 19,5% referem ter vida sexual ativa, sendo a maioria do sexo
masculino (68,4%). A idade da iniciação da atividade sexual para as
meninas concentrou-se entre 14-15 anos, para os meninos permaneceu
entre 13- 14 anos. Destes adolescentes, 84,8% referem usar a camisinha
como método para prevenir DST/ Aids e 76,4% a usam para prevenir
gravidez, porém, 36,8% referem possuir vida sexual ativa e fazer uso da
camisinha em algumas relações. Ao mesmo tempo, observou-se que
ainda permanecem dúvidas com relação a transmissão de DST/Aids,
sendo que as fontes de informações mais citadas foram revista, em
ambos os sexos, sendo que a escola foi citadas por apenas 31,4% dos
alunos. A análise possibilitou identificar a diferença que permeia o
conhecimento e a prática sobre DST/ Aids e contracepção e assim
afirmar a importância da educação sexual.
• ADOLESCENTES DO ENSINO FUNDAMENTAL:
CONHECIMENTO SOBRE SEXUALIDADE, GRAVIDEZ,
DST E AIDS
ELISANA ÁGATHA IAKMIU CAMARGO, ROSÂNGELA APARECIDA
PIMENTA FERRARI; [email protected];
[email protected]
A adolescência abrange a pré-adolescência (faixa-etária de 10 a 14 anos)
e a adolescência propriamente dita (dos 15 aos 19 anos). Nesta fase
ocorrem as transformações biológicas e psicosociais tornando mais
evidente a vivência da sexualidade na sociedade, que muitas vezes
manifesta-se através de práticas sexuais inseguras, podendo se tornar
um problema devido a falta de informação, de comunicação entre os
familiares, tabus ou mesmo pelo fato de ter medo de assumí-la. Frente a
esta realidade a presente pesquisa teve como objetivo analisar o
conhecimento dos adolescentes sobre sexo, sexualidade, gênero,
gravidez, métodos contraceptivos, DST e aids. Trata-se de uma pesquisa
descritiva transversal, não controlada, com 117 adolescentes das 8ªs
séries de uma escola estadual de ensino fundamental e médio da região
Sul do município de Londrina-PR. A faixa etária concentrou-se entre 1416 anos, onde 38,7% eram meninos e 61,3% eram meninas. Um total de
24,5% dos meninos e 4,4% das meninas já iniciaram-se sexualmente.
Sobre o período que a garota pode engravidar, 51,1% e 27,8%, de
garotos e garotas respectivamente, não sabiam. Um maior número de
meninos (36,7%) conhecia a respeito da localização do clitóris em
comparação com as meninas (22,1%). A maioria dos estudantes (43,6%)
citaram a aids como DST que mais conhecem. A respeito dos métodos
contraceptivos, 46,9% dos meninos e 57,4% das meninas conhecem o
condom e a camisinha. Grande parte dos adolescentes (42,7%)
considera importante casar com alguém virgem e concordam com o fato
da menina andar com camisinha na bolsa (92,3%). Conclui-se que há
necessidade de reflexão e discussão das formas utilizadas para abordar
o tema sexualidade com os adolescentes na escola com o intuito de
viabilizar maior conhecimento sobre as questões referentes ao corpo,
sexualidade, métodos de prevenção, gravidez, DST e Aids para que
possam vivenciar sua sexualidade com segurança.
• ANÁLISE DO ACOLHIMENTO EM UMA UNIDADE DE
SAÚDE DA FAMÍLIA.
ELISÂNGELA PINAFO; JOSIANE VÍVIAN CAMARGO DE LIMA,
SONIA REGINA NERY, ROSSANA STAEVIE BADUY, ELIZABETE DE
FATIMA POLO DE ALMEIDA NUNES, BRÍGIDA GIMENEZ
CARVALHO; [email protected];
[email protected]
Este trabalho tem por objetivo analisar o acolhimento em uma Unidade
de Saúde da Família considerando o acolhimento como postura que
envolve a escuta, atitude profissional-usuário e a relação intra-equipe;
como técnica, acesso e organização do trabalho, além de analisarmos as
concepções dos auxiliares de enfermagem sobre o acolhimento
ofertado na unidade estudada e a percepção dos usuários de como são
acolhidos neste serviço de saúde. Utilizou-se uma abordagem
qualitativa, sendo um subprojeto da pesquisa denominada
“REORGANIZAÇÃO DAS PRÁTICAS SANITÁRIAS NO SISTEMA
MUNICIPAL DE SAÚDE: A ESTRATÉGIA DA SAÚDE DA FAMÍLIA – UM
RETRATO DO PROCESSO”. Observou-se que a unidade estudada
propõe várias ações de organização do serviço, porém nem todas as
atividades garantem o acesso adequado aos usuários. O acolhimento
enquanto postura é realizado por parte dos profissionais e da equipe de
saúde, a escuta e a atitude profissional-usuário são eixos de destaque do
acolhimento ofertado pelos auxiliares de enfermagem desta unidade. A
relação intra-equipe acontece de forma efetiva somente nas equipes do
PSF. Os auxiliares de enfermagem possuem postura de escuta e
comprometimento com as ações de saúde de sua responsabilidade,
porém sua concepção ainda é curativo/biologicista, ressaltaram que o
aumento da demanda, traz sofrimento no trabalho. As percepções dos
usuários ainda são de valorização das atividades relacionadas a cura e
centrado nas atividades do profissional médico e lutam por assistência
em todos os tipos de tecnologia em saúde.
• ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A UM PACIENTE COM
HEPATOPATIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
ELAINE HARUMI. SUMIYA, MARIA CRISTINA FERREIRA FONTES
[email protected]
Este estudo teve como objetivo, por meio de um estudo de caso, relatar
a assistência de enfermagem a um paciente hepatopata, baseado na
revisão de literatura. Os dados foram coletados através de entrevista e
análise do prontuário. A partir disso, foram realizadas a revisão
bibliográfica acerca da anatomia e fisiologia do fígado, exame físico e
exames diagnósticos. Além disso, fez-se necessário realizar um estudo
sobre o Schistosoma mansoni, responsável etiologicamente pela fibrose
que provavelmente evoluiu para cirrose do referido paciente. Devido a
essas complicações, principalmente quando elas advêm de uma
hepatopatia crônica e o paciente encontra-se internado, o cuidado de
enfermagem torna-se fundamental na assistência às necessidades
humanas básicas através do processo de enfermagem, que segundo
Horta (1979, p. 35) é a dinâmica das ações sistematizadas e interrelacionadas, visando à assistência ao ser humano. Dessa maneira, o
processo de enfermagem incorpora as competências do raciocínio
crítico geral e específico, de maneira a focalizar as necessidades próprias
de determinado cliente, constituindo uma conduta sistemática
empregada pelos enfermeiros para examinar criticamente e analisar os
OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 69
ANAIS
dados obtidos, identificar a resposta do cliente a um problema de
levantado, idealizar os resultados esperados, empreender a ação
adequada e, em seguida avaliar sua efetividade (Potter e Perry, 2004)
Baseada nesse processo, a Sistematização da Assistência de Enfermagem
(SAE) é um instrumento de trabalho para o enfermeiro e exprime a
organização dessa assistência, em suas 5 etapas, e que refletem o
paciente visto integralmente proporcionando o entendimento e
manutenção das necessidades humanas básicas afetadas. Assim, foi
possível o alcance dos objetivos propostos e dessa maneira desenvolver
o raciocínio clínico, tão importante na aplicação da SAE pelo
enfermeiro. Concluímos que estudo possibilitou a elaboração dos
cuidados de enfermagem fundamentados bem como sua aplicação, com
o propósito de melhorar a qualidade de vida do cliente, prevenir
complicações decorrentes da patologia e proporcionar o mais
importante, que é o cuidado individualizado.
• ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM
CHOQUE SÉPTICO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
– ADULTO: ESTUDO DE CASO
MARISA DIAS VON ATZINGEN, MARIA CRISTINA FERREIRA
FONTES; [email protected]
Estuda a evolução clínica de um paciente com diagnóstico de choque
séptico internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e sistematiza a
assistência de enfermagem ao mesmo. Choque séptico é uma grave
forma de choque provocada pela presença de toxinas bacterianas
(principalmente), e toxinas de vírus ou fungos na circulação sistêmica.
Caracteriza-se pela incapacidade do sistema circulatório em manter uma
oferta adequada de oxigênio e nutrientes para preencher as
necessidades metabólicas dos tecidos (baixa resistência vascular
periférica). A sepse grave e sua evolução para choque séptico têm sido
a causa mais freqüente de óbito nas Unidades de Terapia Intensiva do
Brasil. Sendo assim, na tentativa de diminuir a morbi-mortalidade da
referida patologia, e melhorar a assistência a este paciente, é essencial a
aplicação efetiva da sistematização da assistência de enfermagem (SAE),
que constitui um meio para o enfermeiro aplicar seus conhecimentos
técnico-científicos, caracterizando sua prática profissional. Neste estudo
objetivou-se sistematizar a assistência de enfermagem a um paciente
com choque séptico em uma UTI de um hospital escola. Para tanto,
utilizou-se um estudo de caso, realizado por meio da por análise de
prontuário, a partir da seleção aleatória de um paciente internado.
Concluiu-se que para a realização adequada da SAE ao paciente com
choque séptico, faz-se necessário o conhecimento crítico e científico
sobre a referida patologia, assim como o raciocínio clínico, para que
ambos possam amparar reflexões e discussão entre a equipe
multiprofissional, na tentativa de melhorar a qualidade da assistência.
• ATUAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NO CUIDADO
A MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA ABRIGADAS NA
CASA CANTO DE DÁLIA EM LONDRINA-PR
MARIA ELISA WOTZASEK CESTARI; VÂNIA BONFIM DOS
SANTOS; [email protected]
A Violência contra mulher é considerada um problema de âmbito
mundial, afetando a mulher independente de sua raça, etnia e origem
social. Estudos mostram que a violência afeta a saúde da mulher tanto
70• Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO
física, sexual e psicologicamente e essa questão é reconhecida por
organismos internacionais na área da saúde, como OMS. Em casos que
a mulher corre risco de vida elas são acolhidas e protegidas em Casas
Abrigo. Neste serviço elas recebem assistência por uma equipe
interdisciplinar. Cada profissional exerce um papel importante para
recuperação desta mulher. O objetivo deste estudo foi analisar o papel
da enfermagem na assistência a mulheres que estão abrigadas na casa
Canto de Dália. Este foi um estudo descritivo com uma abordagem
qualitativa. As entrevistadas foram auxiliares de enfermagem e
enfermeira. Os resultados mostraram que as principais atuações
desempenhados pela enfermagem na casa é de orientação, prevenção,
apoio emocional, verificar SSVV, acompanhar nas consultas fora da casa,
realização de palestras com temas voltados para saúde da mulher,
consultas e supervisão de enfermagem, sendo estas duas últimas ações
atividades exclusivas da enfermeira. Percebe-se que há uma grande
valorização do trabalho prestado por essas profissionais dentro da casa,
entretanto algumas integrantes da equipe sentem-se deslocadas como
profissionais de saúde. As principais dificuldades foram falta de recursos
materiais, interferência de outra funcionária nas orientações de
enfermagem, falta de vigia, falta de sigilo das UBS e no serviço
ambulatorial, cobrança das usuárias, falta de planejamento das ações. As
entrevistadas apontaram a falta de informação sobre a questão da
violência nos cursos de formação profissional. Assim, propomos a
inclusão desta temática nos cursos técnico e de graduação em
enfermagem.
• AVALIAÇÃO DO ATENDIMENTO AOS IDOSOS EM UMA
UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE NO MUNICÍPIO DE
LONDRINA
MIRIAN TERUMI SHIBATA; MARA SOLANGE
DELLAROZA; [email protected]
GOMES
O aumento do número de idosos tem estimulado o debate sobre sua
qualidade de vida. Essa mudança no perfil da população implica em
uma maior utilização dos Serviços de Saúde, exigindo maior custo,
envolvendo altas tecnologias e cuidados adequados. Diante das queixas
apresentadas e suas conseqüências na qualidade de vida da população
idosa, é importante que se conheça o perfil da clientela e sua demanda
dos atendimentos, para tornar-se possível uma adequação e melhoria da
assistência ao idoso.
OBJETIVO: Descrever o perfil e identificar as comorbidades de idosos e
as condutas implementadas em uma UBS frente a esta demanda.
MÉTODOS: Dos 650 idosos residentes na área de abrangência de uma
UBS, através de amostragem foram selecionados162 a participarem do
estudo. Foram coletados dados por fonte secundária de indivíduos com
mais de 60 anos cadastrados nesta Unidade. O estudo baseou-se em
informações registradas no intervalo de um ano.
RESULTADOS: A maior parte da população (74,13%) foi composta de
jovens idosos. O tempo médio de acompanhamento neste Serviço foi
de 10,3 anos. A patologia crônica mais prevalente foi a hipertensão
arterial (82,90%), seguido de afecções músculo-esqueléticas, doenças
cardíacas, diabetes e outros. O tipo de especialista de maior demanda foi
o cardiologista, com 18 encaminhamentos. O anti-hipertensivo foi o
ANAIS
medicamento mais utilizado. Dos prontuários analisados 40,03%
apresentavam algum tipo de terapia não-farmacológica. A média de
consultas médicas foi de 3,45 por idoso/ano. Mais da metade da
população estudada (50,5%) apresentou queixas ósteo-musculares,
sendo a lombalgia a mais freqüente.
CONCLUSÕES: Os dados mostram que os idosos, em sua maioria,
possuem de 60 a 74 anos, são hipertensos, utilizam vários
medicamentos prescritos. Diante do aumento da população idosa, fazse necessário que as entidades governamentais se sensibilizem, visando
práticas sociais voltadas à promoção da Saúde do idoso.
•
CARACTERIZAÇÃO
DOS
RECÉM-NASCIDOS
PREMATUROS DE BAIXO PESO ATENDIDOS NA UBS
ORLANDO CESTARI
REJANE GALDINO KITSU*, SARAH NANCY DEGAU HEGETO DE
SOUZA**; [email protected]
*Discente de enfermagem UEL; **Docente orientadora;
INTRODUÇÃO: O avanço tecnológico e científico ocorrido no século XX
proporcionou maiores taxas de sobrevida dos recém-nascidos cada vez
mais imaturos e de menores pesos de nascimento (LEONE, 2004). Apesar
de todo o avanço ocorrido, algumas complicações da prematuridade
extrema ainda permanecem como desafios a serem superados, evitando
seqüelas e até mesmo óbito desses recém-nascidos. Devido a grande
ocorrência de nascimentos de nascidos vivos prematuros e/ou baixo
peso ao nascer, superior a qualquer outro bairro em Londrina, surgiu a
necessidade de analisar se esses recém-nascidos e a família tem recebido
um acompanhamento diferenciado devido ao risco aumentado que
possuem de adoecer e morrer. Objetivos: o presente estudo teve como
objetivos, caracterizar o RN prematuro de baixo peso da área de
abrangência da UBS União da Vitória, Londrina/ PR, nascido no ano de
2003 e 2004, e, caracterizar o atendimento deste bebê realizado pela
equipe multiprofissional da Unidade Básica de Saúde. Metodologia: A
pesquisa foi realizada na UBS União Vitória, Londrina/PR, através de
dados de prontuários e entrevista com as mães dos recém-nascidos que
atenderam os seguintes critérios: prematuridade, peso abaixo de 2.700g,
nascido no ano de 2003 e 2004. Resultados: dentre as 20 crianças que
fizeram parte do estudo, todas nasceram em ambiente hospitalar, com
peso variando entre 890g a 2.760g. Destes, 50% foram classificados como
prematuros moderado s(IG entre 31 a 36 semanas), e, 90% nasceram
com peso adequado para a idade gestacional. Quanto à amamentação,
35% não tiveram amamentação materna exclusiva, e 25% foi
amamentado exclusivo somente até os três meses, sendo introduzido
alimentos. Até os 18 meses, as crianças apresentaram 112 consultas com
o médico pediatra, e, 125 consultas com o médico plantonista com os
seguintes diagnósticos: IVAS, TQB, GECA, OMA e outros.
CONCLUSÃO: apesar de todo acompanhamento da equipe de saúde da
UBS Orlando Cestari, no bairro União da Vitória, esses prematuros ainda
estão adoecendo com freqüência, precisando analisar uma melhor
forma de prevenção, e uma conduta diferenciada a esses recémnascidos de baixo peso, reforçando a importância do aleitamento
materno e do acompanhamento nas puericulturas.
• COMPORTAMENTOS DE RISCO E FREQÜÊNCIA DE
ACIDENTES MOTOCICLÍSTICOS ENTRE FUNCIONÁRIOS
DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
LEILA MELO BARTHOLDY DE FIGUEIREDO, SELMA MAFFEI DE
ANDRADE, DANIELA WOSIACK DA SILVA E DARLI ANTONIO
SOARES; [email protected]
Com o objetivo de conhecer os comportamentos de risco no trânsito e
a freqüência de acidentes de motocicleta entre funcionários de um
hospital universitário de Londrina (PR), foi realizado um estudo
transversal, utilizando um questionário auto-respondido e anônimo,
aplicado a funcionários do Hospital Universitário Regional do Norte do
Paraná (HURNP) que utilizam moto para transporte ao trabalho. A
casuística compôs-se de 74 motociclistas, na faixa etária de 26 a 56 anos,
predominantemente do sexo masculino (69%) e com nível médio de
escolaridade. Os homens relataram maior freqüência de atitudes
inseguras no trânsito, principalmente no que se refere à ingestão de
bebidas alcoólicas antes de dirigir e à “costura” no trânsito (p<0,05),
além de terem recebido mais multas (p<0,01). Porém, as mulheres
declararam mais freqüentemente dirigir antes de possuir habilitação
legal. Notou-se, embora sem significância estatística, que os usuários de
moto com relato de história prévia de acidentes admitiram mais
freqüentemente atitudes arriscadas na via pública em comparação aos
condutores de moto que declararam que não se acidentaram. Embora o
trabalho tenha identificado que os motociclistas se expõem a muitos
comportamentos transgressores e inseguros, é importante identificar a
natureza de tais atitudes para que assim seja possível uma mudança de
comportamento dos condutores de moto. Faz-se necessária a
implementação de um efetivo programa de educação no trânsito que
torne a direção de motocicleta mais segura em Londrina.
•
EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA PACIENTES
HIPERTENSOS E DIABÉTICOS NA ESTRATÉGIA SAÚDE
DA FAMÍLIA – FACILIDADES E DIFICULDADES
PATRÍCIA BASSO SQUARÇA, ELIZABETE DE FÁTIMA PÓLO
NUNES; [email protected]
O estudo realizado analisou as ações de educação em saúde
direcionadas aos hipertensos e diabéticos, realizadas pelas equipes
saúde da família da unidade de saúde da família (USF) do Jardim Itapoã,
Londrina.O Ministério da Saúde, considera a educação em saúde como
disciplina de ação, e o trabalho deve ser dirigido para atuar sobre o
conhecimento das pessoas, para que desenvolvam juízo critico e
capacidade de intervenção sobre suas vidas e sobre o ambiente com o
qual interagem (BRASIL, 2005). O nível primário de atenção é um dos
ambientes mais propícios para se abordar a educação em saúde junto
aos hipertensos e diabéticos, porque é possível trabalhar essas
patologias nos estágios iniciais. Desse modo a educação em saúde pode
informar a população e conseqüentemente, melhorar hábitos de vida,
diminuir fatores de risco e prevenir complicações.
A pesquisa utilizou o método qualitativo, de caráter exploratório. A
coleta de dados foi efetuada através de três grupos focais, compostos
por hipertensos e/ ou diabéticos participantes dos grupos de caminhada
promovidos pela USF. A observação foi um outro recurso adotado.
OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 71
ANAIS
Participaram dos grupos, vinte pessoas, destas, nove são hipertensos,
nove hipertensos e diabéticos e dois diabéticos.
Foi constatado que a atuação da USF Itapoã na educação em saúde aos
pacientes hipertensos e diabéticos tem trazido bons resultados, pois
informa seus usuários, contribui para a adesão ao tratamento, a melhora
dos hábitos e a diminuição de complicações. Os participantes dos
grupos demonstraram grande receptividade para as ações educativas.
No entanto, foram identificadas algumas questões problemáticas como
o modelo médico curativo que continua predominando na unidade
interferindo o processo de trabalho e diminui a disponibilidade da
equipe de saúde para atuar na educação em saúde. Além disso, não há
na unidade uma sistematização de como promover ações de educação
em saúde. As oportunidades de atuação junto aos usuários são muitas
vezes pouco aproveitadas e empregadas de um modo que diminui a
absorção pelo usuário ao que é exposto.
Concluiu-se que os profissionais envolvidos necessitam de um maior
apoio dos órgãos responsáveis para que possam conhecer melhor as
formas de atuação para educação e saúde. Tanto profissionais quanto
população e governo devem estar envolvidos, de forma integrada para a
construção de um sistema de saúde mais efetivo que faz parte de um
processo gradual e demorado. Trabalhar a educação em saúde é um dos
caminhos frente a essa mudança.
• IDENTIFICAÇÃO DAS NECESSIDADES
BIOPSICOSSOCIAIS E ESPIRITUAIS DE FAMILIARES DE
PACIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA DE URGÊNCIA
DAYANNA SAEKO MARTINS, EDITE M. KIKUCHI
E-MAIL:[email protected]
• INFORMAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE PREVENÇÃO
DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO
BRUNA FELIX FERNANDES SOUZA, ALEXANDRINA APARECIDA
MACIEL; [email protected]
Este é um estudo transversal, descritivo e quantitativo realizado em uma
Unidade Básica de Saúde do município de Londrina-Pr. Teve por
objetivo analisar o conhecimento e práticas de algumas mulheres em
relação ao câncer de colo de útero como subsídios para a
implementação de ações efetivas para este grupo. Os dados foram
coletados através de um questionário com questões abertas e fechadas
de acordo com os objetivos da pesquisa. A amostra foi de 200 mulheres
entrevistadas na qual a idade prevalente foi de 40 anos ou mais. Os
dados obtidos mostraram que 76% conhecem como único método de
prevenção do câncer de colo de útero o exame de Papanicolau, e 22,5%
desconhecem qualquer forma de prevenção para esse tipo de câncer.
Dado relevante também foi que 154 mulheres desconhecem os fatores
de risco para o câncer, logo o desconhecimento sobre a doença leva à
déficit de comportamento preventivo. Os principais motivos para a não
realização do exame de Papanicolau foram: 44% desconhecimento
sobre o câncer de colo de útero, 32% medo ou vergonha,16%
dificuldade de marcar consulta, 4% medo do resultado e 12% citaram
outros motivos. As principais fontes de informação referidas foram:
médicos, televisão e enfermeira, ressaltando que apenas 71% referiram
receber orientações sobre o câncer de colo de útero na consulta de
ginecologia . Os resultados do estudo mostraram a necessidade dos
profissionais de saúde em fornecer maiores informações à população
feminina a fim de ampliar o conhecimento dessas mulheres sobre a
prevenção do câncer de colo de útero.
Aluna da 4ª série do curso de graduação em enfermagem da UEL.
Professora do Departamento de Enfermagem da UEL.
Este estudo, de caráter exploratório descritivo, com abordagem
qualitativa teve como objetivo principal identificar as necessidades
biopsicossociais e espirituais de familiares de pacientes submetidos à
cirurgia de urgência num hospital escola na região norte do Paraná.
Foram realizadas entrevistas com familiares que encontravam-se na sala
de espera da Unidade de Centro Cirúrgico, cujos pacientes estavam
sendo submetidos à cirurgia de urgência. Os dados revelaram que, na
maioria das vezes, há falta de informações sobre o período
perioperatório, não havendo, principalmente, a comunicação entre os
profissionais que atuam no Centro Cirúrgico (médicos, enfermeiros,
técnicos e auxiliares de enfermagem). O discurso dos familiares também
revela uma grande confiança na equipe cirúrgica e demonstra as
expectativas otimistas em relação ao procedimento cirúrgico,
tratamento e reabilitação do paciente. Expressam, ainda, a busca
espiritual e religiosa como forma de enfrentamento da situação
vivenciada. Espera-se que os dados obtidos possam contribuir para a
reflexão do desempenho da equipe de saúde frente às necessidades dos
familiares de pacientes submetidos à cirurgia de urgência.
72• Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO
• MAMÃE, CHEGUEI! E AGORA? O SIGNIFICADO DO
CUIDADO MATERNO DOMICILIAR AO RECÉM-NASCIDO
DE MUITO BAIXO PESO
LÍGIA CORRÊA JUNG BARBOSA, SARAH NANCY DEGGAU
HEGETO DE SOUZA , MARA LÚCIA GARANHANI;
[email protected]
Na atualidade, com a sofisticação dos recursos tecnológicos, já é possível
que recém-nascidos cada vez mais prematuros e de baixo peso
sobrevivam. Porém, as condições de vida precárias de grande parcela da
população brasileira, somadas à falta de acesso a um acompanhamento
obstétrico pré-natal, fazem aumentar o número de bebês que nascem
em condições de risco.
A presente pesquisa teve como objetivo desvelar como a experiência
cuidar de um recém nascido prematuro de muito baixo peso é
vivenciada pelas mães na prática domiciliar e esboçar, a partir desse
desvelamento, um caminho que auxilie a assistência adequada pelos
profissionais de saúde.
Para compreender a vivência das mães, optou-se pela vertente
metodológica da fenomenologia, segundo a modalidade da estrutura do
fenômeno situado. Como forma de desvelar o fenômeno, perguntou-se
a cinco mães: “Para você como está sendo cuidar do seu filho em casa?”
Os discursos emitidos por essas mães evidenciaram treze diferentes
ANAIS
temas: a espera do nascimento; a internação na UTI neonatal; a
preocupação com a proximidade e o momento da alta; os primeiros dias
em casa; amamentação versus prematuridade; vivenciando medos; o
apoio externo nos primeiros dias; vencendo as primeiras dificuldades e
ganhando mais confiança; complicações e agravos de saúde do bebê;
crescimento e desenvolvimento da criança; adquirindo autonomia no
cuidado; a abordagem da equipe de saúde; o sentimento de felicidade e
gratidão.
• MORTALIDADE MATERNA NO ESTADO DO PARANÁ NO
TRIÊNIO 2001-2003: UMA ANÁLISE TEMPORAL
GRAZIELA CRISTINA BUZUTTI 1, MARINA BASTOS2 THELMA
MALAGUTTI SODRÉ 3, CAMILLA ALEXSANDRA SCHNECK4;
[email protected]
1. Discente de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina.
2. Discente de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina.
3. Enfermeira obstétrica. Mestre em enfermagem em Saúde da Mulher.
Professora assistente do departamento de enfermagem da
Universidade Estadual de Londrina.
4. Enfermeira obstétrica. Mestre em enfermagem em Saúde da Mulher.
Professora de enfermagem do CCBS da Universidade Norte do Paraná.
INTRODUÇÃO: A mortalidade materna é um indicador sensível das
condições de vida da população e da qualidade da assistência ao prénatal e parto. Objetivo: O objetivo deste estudo foi estudar a
mortalidade no Estado do Paraná (PR) entre 2001 e 2003. Metodologia:
Os dados dos 295 casos foram coletados dos estudos de caso do Comitê
Estadual de Prevenção da Mortalidade Materna. Resultados: foi realizada
análise descritiva e os resultados mostraram idade média de 28,1 anos
(dp-7,3); 77,3% com idade entre 20 a 39 anos; 61,2% casadas; 62,9% com
menos de oito anos de escolaridade; 63,5% com ocupação não
remunerada; 24,6% negras e pardas; 23,7% residentes na zona rural.
Quanto às variáveis obstétricas: 50,8% com três ou mais gestações;
90,1% realizaram pré-natal 53,9% iniciaram no primeiro trimestre, 45,9%
realizaram entre quatro e sete consultas; 47,1% tiveram cesariana e
30,5% parto vaginal. Ocorreram 66,4% (205) óbitos obstétricos diretos;
as causas mais comuns foram síndromes hipertensivas 28,3%, síndromes
hemorrágicas 25,4%, infecção puerperal 10,7%.
CONCLUSÕES: Estes dados apontam a necessidade de se integrar os
diferentes níveis de assistência já que os óbitos obstétricos diretos são
em sua maioria evitáveis.
• O SUPORTE FAMILIAR NA RECUPERAÇÃO DO IDOSO
COM OCORRÊNCIA DE FRATURA DE MEMBROS
INFERIORES.
JANAINA AMANCIO TRISTÃO E MARA SOLANGE GOMES
DELLAROZA; [email protected]
A importância do conhecimento da relação idoso-família se dá pelo fato
de que as famílias são parte integrante da intervenção em saúde em
todas as fases da doença, em todos os contextos de assistência. O
objetivo principal deste trabalho foi caracterizar o apoio familiar ao
idoso vítima de fratura de fêmur a partir de uma visão do cuidador e do
idoso. Utilizando um estudo transversal quantitativo, os dados foram
coletados através de entrevista direcionada ao idoso e cuidador e a
análise das respectivas respostas. Apesar de uma perda de 57%, foi
possível identificar a relação de carinho mantida entre o cuidador e o ser
cuidado, bem como uma característica marcante do idoso quanto à sua
aceitação em relação à situação vivenciada. Identificou-se que 53%
destes idosos apresentam depressão com necessidade de intervenção e
a relação da depressão com a dependência física atual. A totalidade
destes idosos tem boas expectativas quanto à recuperação. Em relação
ao cuidador, a família demonstrou-se o ator social principal na dinâmica
dos cuidado. A cuidadora principal é representada por mulheres em
100% das entrevistas, filhas em 64%, sendo a maioria delas (43%)
responsável principal pelos cuidados assim residindo no mesmo
domicílio. Quanto aos sentimentos experimentados pelos cuidadores
36% não expressaram sentimentos negativos, e sim satisfação em poder
estar oferecendo o cuidado. Para uma avaliação mais fidedigna da
relação idoso-família há que se viabilizar estudos longitudinais
envolvendo maior número de idosos no período de reabilitação.
• O TRABALHO DE ENFERMAGEM EM UNIDADE DE
TERAPIA INTENSIVA: O SIGNIFICADO
TÉCNICOS/AUXILIARES DE ENFERMAGEM
PARA
ISABELLE COMEGNO GOTELIPE 1, MARA LÚCIA GARANHANI 2
[email protected]
1. Discente de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina.
2. Enfermeira. Doutora em enfermagem. Professora adjunta do
departamento de enfermagem da Universidade Estadual de
Londrina.
No Brasil, as primeiras Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) foram
implantadas na década de 1970. A partir desta data a assistência de
enfermagem nesta unidade disseminou-se e tem buscado aperfeiçoarse. A presente pesquisa teve como objetivo desvelar os significados
atribuídos pelos técnicos /auxiliares de enfermagem da UTI ao
vivenciarem o processo de trabalho nesta unidade. Espera-se contribuir
auxiliando a enfermeira a entender as necessidades destes
trabalhadores, adequando assim, as condições de trabalho possíveis.
Para compreender esta vivência optou-se pela vertente metodológica da
pesquisa qualitativa, segundo a modalidade da estrutura do fenômeno
situado. Como forma de desvelar o fenômeno, perguntou-se a quatro
trabalhadores de enfermagem: “Para você o que significa ser trabalhador
de enfermagem na UTI?” Os discursos emitidos por esses trabalhadores
evidenciaram onze categorias: O cuidado ao ser humano como
finalidade do trabalho de enfermagem na UTI; Reconhecendo a
responsabilidade e o compromisso nas ações de cuidado; Destacando a
relação empática como um meio do cuidar; Vivenciando o desgaste no
cotidiano da UTI; Trabalhando em equipe; Trabalhar na UTI revela-se
como uma experiência que traz sentimentos ambíguos; Vivenciando a
realidade da perda do paciente; A vivência do cotidiano na UTI faz com
que o trabalhador se perceba e se volte para sua condição humana;
Criando uma identidade com a UTI; Reconhecendo a UTI como um
espaço de aprendizado; Vivenciando o sentimento de gratificação em
OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 73
ANAIS
ser trabalhador de enfermagem da UTI. As proposições obtidas
permitiram vislumbrar a configuração do fenômeno estudado: ser
trabalhador de enfermagem na UTI. A partir desta compreensão abremse novas possibilidades do enfermeiro trabalhar de maneira mais
próxima destes trabalhadores e da sua realidade. Os resultados deste
estudo permitem também que toda a equipe de saúde da UTI possa
refletir sobre o seu processo de trabalho e o cuidado realizado com o
paciente, assim como, as repercussões pessoais que este processo
acarreta. Vivenciando situações cotidianas na UTI emergem diferentes
sentimentos, muitas vezes até paradoxais, porém ressalta-se o
reconhecimento do aprendizado, com identificação e sentimento de
gratificação em trabalhar em UTI.
• PERFIL DAS DOADORAS DE LEITE DO BANCO DE
LEITE HUMANO DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE
LONDRINA-PR
JDANIELLE TALITA DOS SANTOS, MARLI T. OLIVEIRA VANNUCHI,
MÁRCIA M. B. DE OLIVEIRA; [email protected]
Os Bancos de Leite Humano (BLH) tem como função atender bebês
impossibilitados de serem amamentados por suas mães, e também
atende mães que necessitem de assistência e orientações relativas ao
aleitamento materno. As doadoras de leite humano, são parte
importante do funcionamento de um BLH. Esta pesquisa tem como
objetivo conhecer o perfil sócio-econômico das doadoras de leite do
Banco de Leite Humano do Hospital Universitário (BLH/ HU) de
Londrina-PR. É um estudo transversal onde foram coletados dados por
meio de um formulário aplicado às doadoras externas do BLH/ HU de
Londrina, no período de junho a agosto de 2005. Constatou-se que das
91 doadoras entrevistadas, 28,6% possui idade entre 24 e 28 anos, sendo
que 11,0% são adolescentes e a maioria (76,9%) vive com companheiro.
Com relação à escolaridade, 41,8% possuem segundo grau completo ou
superior incompleto e 29,7% têm grau de instrução superior completo.
No que se refere ao perfil sócio-econômico, 33,0% enquadram-se na
classe C, cuja renda mensal familiar média é de 927 reais, seguida pela
classe B2, com renda média de 1669 reais. A maioria (56,0%) são
mulheres com um único filho e 37,4% das doadoras receberam
informações sobre doação de leite e sobre os serviços do BLH/ HU de
Londrina por meio dos profissionais dos serviços de saúde. As doadoras
do BLH/HU de Londrina possuem escolaridade média a superior e
pertencem à classe média. De acordo com a literatura, os resultados
mostram que quanto maior a escolaridade das mães, mais informações
elas absorvem através das orientações e das campanhas nacionais e
locais que são realizadas sobre aleitamento materno. O conhecimento
do perfil das doadoras permitirá direcionar as informações sobre doação
de leite em nível local e regional, otimizando o trabalho realizado pelo
Banco de Leite Humano do HU/Londrina.
74• Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO
• PRÁTICAS PROFISSIONAIS NA ATENÇÃO BÁSICA:
ANÁLISE DO TRABALHO DESENVOLVIDO PELAS
EQUIPES DE COMBATE AO DENGUE E EQUIPES DE
SAÚDE DA FAMÍLIA
GENIVALDA MOTA DE SENA; CÉLIA REGINA RODRIGUES GIL;
[email protected]; [email protected]
A dengue é uma arbovirose que acomete a humanidade, tanto no Brasil
quanto em muitos países da América Latina e do mundo. A doença
ocorre e se dissemina principalmente nos países tropicais e
subdesenvolvidos, onde o meio ambiente favorece sua proliferação.
Este trabalho analisou as práticas profissionais desenvolvidas pelas
equipes de combate ao Dengue e equipes de Saúde da Família na região
sul do Município de Londrina, com 99.379 habitantes. Os dados foram
coletados através de entrevistas semi-estruradas aos coordenadores de
Combate ao Dengue e de Unidades de Saúde e enfermeiras das equipes
de Saúde da Família e questionários fechados aos Agentes Comunitários
de Saúde e Agentes de Combate ao Dengue, mostrando que é preciso
intensificar o trabalho conjunto, pois os resultados apontaram que o
trabalho no território é desarticulado, fragmentado. Recomenda-se que
a Secretaria de Saúde utilize estratégias que possam mudar a realidade
encontrada, otimizando recursos e potencializando ações.
• O CUIDADO DO CUIDADOR: UM RELATO DE
EXPERIÊNCIA NO HOSPITAL ZONA SUL DE LONDRINAPR
MARIANA NEVES FARIA, MARLI TEREZINHA OLIVEIRA
VANNUCHI; [email protected]
Relacionamentos interpessoais podem ser trabalhados de muitas
formas, sendo uma delas o trabalho em grupo através de lideres, visto
que podem ser considerados exemplos para a equipe. O
desenvolvimento pessoal e profissional do Enfermeiro deve ter como
estratégia a implantação de atividades para o fortalecimento das
relações interpessoais no trabalho e programas específicos de
promoção e prevenção da saúde física e mental dos profissionais,
através do seu auto cuidado e do cuidado com o grupo. Assim este
estudo teve por objetivo relatar a experiência, no campo de Internato,
como observadora das atividades em grupo realizadas com os
Enfermeiros do Hospital Zona Sul de Londrina, buscando desenvolver
estratégias para um bom relacionamento, objeto fundamental no
processo de trabalho em saúde. Para tal, foram realizadas observações,
sem qualquer interferência nas atividades. As anotações durante o
decorrer do processo em grupo, serviram como base para a realização
do trabalho, buscando sempre referências bibliográficas em literaturas
específicas da área. Ficou entendido que a categoria dos Enfermeiros é
muito forte e capaz de buscar melhorias que são de sua governabilidade,
ou então de requerê-las juntamente aos órgãos responsáveis.
Percebemos ao longo do processo uma motivação cada vez maior e
empenho por parte dos integrantes no seu auto cuidado e cuidado com
o grupo, mostrando que esta é uma maneira de estimular grupos a
refletiram sobre suas relações no trabalho. Faz-se necessário aprender
que quem cuida adequadamente de si, encontra condições para cuidar
e relacionar-se com o outro de forma mais reflexiva e empática, ou seja,
que o cuidador precisa primeiramente ser cuidado para que ele possa
cuidar bem de seus pacientes e da sua equipe.
A NA IS
Trabalhos de Conclusão do Curso de Fisioterapia
Final Papers in Physiotherapy Education
•
ASPECTOS DOS ACIDENTES DE TRÂNSITO
ENCAMINHADOS AO PRONTO SOCORRO DO HURNPR
2004
PRINCIPAL
LESÃO
NEUROLÓGICA
EM
RESULTANTE
ADRIANO POLICAN CIENA, SARAH BEATRIZ COCEIRO
MEIRELLES FÉLIX; [email protected]
A intensidade da violência no trânsito brasileiro é crescente. A
consciência da dimensão deste problema gerou atitudes como a
reformulação do Código Brasileiro de Trânsito e campanhas de
conscientização, promovidos e divulgados pela mídia e seminários
relacionados com o trânsito. Na sua trajetória, os acidentes de trânsito
podem acarretar lesões neurológicas leves a graves que deixarão
seqüelas por toda a vida. O trauma gerado por um acidente de trânsito
leva a alterações psicológicas, físicas e sociais, desde motricidade,
sensibilidade, comportamento, convívio e sua contribuição à sociedade.
O objetivo deste estudo foi caracterizar os acidentes de trânsito e as
principais lesões neurológicas dos indivíduos atendidos no pronto
socorro do HURNPr em 2004, apresentando suas divisões conforme as
ocorrências: tipo de veículo, sexo e lesões neurológicas resultantes.
Trata-se de um estudo retrospectivo e transversal. A coleta dos dados foi
realizada com análise de prontuários fornecidos pelo do SAMEESTATÍSTICA do HURNPr. Os critérios de inclusão foram indivíduos de
ambos os sexos e faixa etária entre 0 a 80 anos, atendidos no pronto
socorro em 2004, vítimas de acidente de trânsito. Nas bases de dados do
SAME, constam 914 ocorrências de acidentes de trânsito neste período.
Comparando com as principais lesões neurológicas, as classificadas
como traumatismo crânio encefálico (TCE) preponderaram entre as
mais graves encontradas. Somaram 527 atendimentos, sendo 167 do
sexo feminino e 360 do sexo masculino. Acidentes motocicleta e
bicicleta correspondem a 499 ocorrências, somando um total de 54,8%
dos casos. Com relação às características, no que concerne à lesão, a
vulnerabilidade de motociclistas e ciclistas em casos de acidentes é
maior do que os demais meios de transporte, visto que estes absorvem
em sua superfície corpórea toda energia gerada no impacto, colidindo
com objetos, gerando lesões das mais variadas e tendo o TCE sua
conseqüência freqüente. As lesões no crânio podem resultar em
incapacidades temporárias ou permanentes nas vítimas que sobrevivem
ao acidente de trânsito. Este estudo demonstrou dados epidemiológicos
em acordo com a literatura.
• EFICÁCIA DE UM PROGRAMA DE EXERCÍCIOS
CINESIOTERAPÊUTICOS EM MULHERES JOVENS COM
DOR ANTERIOR DE JOELHO, POR MEIO DA ANÁLISE DA
DOR E ÂNGULO Q
DANIELA HAYASHI, DANIELLE MAGOSSO MILANI, CLAUDIA YUMI
KAWAMOTO, TATIANE CARINA FARDIN, CRISTIANE YUMI
YONAMINE, LARISSA LASKOVSK, CHRISTIANE DE SOUZA
GUERINO MACEDO; [email protected]
A dor anterior de joelho, caracterizada como disfunção fêmoro-patelar,
esta associada a alterações biomecânicas, comum em 20% da população
com idade entre 15 e 35 anos, principalmente adolescentes e jovens
adultos do gênero feminino. É insidiosa com progressão lenta,
tipicamente ativa, induzida e agravada por forças compressivas. A
etiologia ainda é desconhecida, porém observam-se fatores
predisponentes, como desequilíbrios musculares (fraqueza e
encurtamentos), ângulo Q aumentado (maior que 14), alteração pélvica
em anteroversão ou retrovesão, alteração do apoio plantar, excesso de
peso, frouxidão ligamentar, alteração anatômica, sinovite prolongada e
outros. Objetivo: Avaliar a eficácia de um programa de exercícios
cinesioterapêuticos em mulheres jovens com disfunção fêmoro-patelar.
Métodos: Selecionou-se, por conveniência, 16 mulheres sedentárias,
com idade entre 20 e 25 anos, com dor anterior de joelho maior que 3,
segundo a escala visual análoga (EVA). Amostra composta de 16 joelhos
dolorosos, sem tratamento associado, foi aleatorizada em grupos
controle e tratamento, sendo este último submetido a um protocolo
cinesioterapêutico de cinco semanas. Avaliou-se o ângulo Q em
ortostatismo e decúbito dorsal com goniômetro, intensidade da dor
pela EVA pré e pós tratamento de ambos os grupos. Resultados: A
comparação entre os resultados do grupo tratamento e controle, após o
protocolo de tratamento fisioterápico, apresentou diferença significativa
para a análise do ângulo Q em ortostatismo (com carga) apresentou
p=0,69, em decúbito dorsal (sem carga) p=0,96 e a análise da dor
p=0,04. Discussão: Observa-se que as duas formas de avaliação do
ângulo Q apresentaram uma média de valores maior que 14º. Apesar de
não ser estatisticamente significativa, é importante ressaltar a
discrepância dos valores medidos em carga e sem carga. Sugere-se que
a falta significância estatística pode ser em função do tamanho da
amostra (erro tipo II). A melhora da dor pode estar relacionada a
liberação das fáscias do compartimento acometido, com melhora das
proproedades mecânicas e fisiológicas dos tecidos. Conclusão: O
protocolo de exercícios proposto foi efetivo na melhora da dor quando
analisados os dados iniciais e finais do grupo tratamento, porém não
para melhora da funcionalidade do mecanismo extensor.
• EFICÁCIA DO TRATAMENTO FISIOTERÁPICO NA
SÍNDROME DO IMPACTO
ALESSANDRA CAMARGO GONZI, EDUARDO VIDOTTI;
[email protected]
INTRODUÇÃO: A reabilitação de um paciente com síndrome do
impacto não deve ser uma mera repetição de técnicas padronizadas e
generalistas, mas, deve-se buscar conhecimento científico dos
mecanismos envolvidos. Este estudo deverá contribuir para o aumento
do conhecimento técnico-científico do fisioterapeuta e proporcionar
uma melhor qualidade de atendimento ao paciente com síndrome do
impacto. Objetivo: O presente estudo foi realizado com objetivo de
OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 75
ANAIS
avaliar a eficácia da fisioterapia no tratamento da síndrome do impacto
do ombro. Metodologia: Foi realizada uma revisão bibliográfica de livros
e periódicos. Nenhum limite foi imposto ao ano das publicações e a
pesquisa foi realizada no período de 2003 a 2004. Foram considerados
41 artigos contendo tratamento conservador e cirúrgico da síndrome do
impacto nos diferentes estágios, sendo a maioria ensaios clínicos. Vários
tratamentos foram avaliados, entre eles: a eletroterapia, crioterapia,
exercícios, mobilização, acupuntura e massagem. Resultados: Em
relação ao tratamento conservador, uma evidência limitada atualmente
disponível, sugere que exercícios, mobilização e terapia manual são
eficazes e exercícios associados a terapia manual mostram-se ainda mais
eficazes. A massagem é eficaz e a acupuntura tem evidência equívoca.
Existem poucos trabalhos sob a eficácia da eletroterapia e nos avaliados,
o ondas curtas pulsátil e o laser são indicados, enquanto que o ultra-som
na maioria dos estudos não mostra nenhum benefício. No pósoperatório a maioria dos trabalhos considera o tratamento fisioterápico
importante para obter um bom resultado. Nesta fase os resultados do
tratamento dependem da técnica cirúrgica utilizada, da qualidade do
ventre muscular e do tempo de lesão. O uso do TENS, crioterapia e
mobilizações são eficazes.Conclusões: Os trabalhos existentes sob a
eficácia da fisioterapia na síndrome do impacto ainda deixam a desejar
devido à baixa qualidade metodológica, pequenos tamanhos de
amostras e a falta geral de um seguimento a longo prazo. Entretanto, é
possível observar nestes trabalhos que a fisioterapia tem resultados
satisfatórios, por isso novos estudos devem ser realizados nesta área.
• FISIOTERAPIA E EDUCAÇÃO FÍSICA: PLANEJAMENTO
COLABORATIVO DE ATIVIDADES FÍSICAS ADAPTADAS
PARA ALUNOS COM MIELOMENINGOCELE
CARLOS TOSHIO KONO, RENATO AUGUSTO BANJA, ÂNGELA
MARIA SIRENA ALPINO; [email protected]
A inclusão é um tema muito discutido nos dias atuais. Após décadas de
segregação e exclusão dos alunos com necessidades especiais do ensino
regular, o assunto retornou às pautas de conversações da sociedade e
dos políticos. A inclusão desses alunos pressupõe a conscientização da
sociedade e escola, o planejamento e adaptação de programas e ações
educativas que possam atender às necessidades educacionais de todas
as crianças. Esse estudo teve por objetivo verificar os efeitos de uma
proposta de orientação aos professores de educação física e de
adaptação de atividades físicas e lúdicas para alunos com
mielomeningocele (MMC) inseridos no ensino público regular. A MMC
é uma malformação congênita que resulta em fechamento incompleto
do canal vertebral, podendo ocorrer protrusão e displasia da medula e
suas membranas. Tal condição patológica freqüentemente afeta a
mobilidade e funcionalidade das crianças. Esse estudo contou com a
participação de três alunos usuários de cadeiras de rodas, com
diagnóstico de MMC, cursando a 2º ou 3º séries do ensino fundamental
em escolas municipais de Londrina e com seus respectivos professores
de educação física. Foram investigados os conhecimentos dos
professores sobre a MMC; a existência de dificuldades na sua interação
ou lida com os alunos participantes; as atividades e jogos desenvolvidos
com essas crianças e o interesse e satisfação desses alunos em participar
das aulas de educação física. Para as entrevistas utilizou-se dois
instrumentos, um aplicado aos alunos e outro aos professores
76• Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO
participantes. A intervenção consistiu em seminários e discussões com
os professores participantes a fim de esclarecer questões relativas à
MMC e orientá-los quanto aos cuidados e riscos. Foi elaborado um
manual simplificado contendo informações e sugestões de
atividades/jogos e brincadeiras. A finalização do trabalho culminará com
um encontro, no qual os três professores participantes receberão uma
cópia do manual, trocarão idéias, discutirão as sugestões elaboradas
pelos autores e responderão ao instrumento previamente aplicado a fim
de avaliarem a intervenção realizada. A colaboração entre professores do
ensino regular e profissionais especializados é chamada de consultoria
colaborativa e consiste em uma estratégia para o atendimento da
diversidade na escola, revelando-se uma tendência atual da educação
especial.
• FREQÜÊNCIA DE LESÕES DA MUSCULATURA
ISQUIOTIBIAL, ANTES E APÓS UM PROGRAMA DE
ALONGAMENTO, EM PRATICANTES DE ATLETISMO
BIANCA KURAOKA, BIBIANA GOBO SILVA, GISELE CRISTINA
LARINI, CHRISTIANE DE SOUZA GUERINO MACEDO;
[email protected]
A flexibilidade pode ser definida como qualidade física responsável pela
execução voluntária de um movimento de amplitude angular máxima,
por uma articulação ou conjunto de articulações, dentro dos limites
morfológicos. É também um elemento importante no desenvolvimento
atlético e auxilia na prevenção de lesões. A musculatura isquiotibial é de
extrema importância para a prática do atletismo e segundo diversos
estudos é também a mais acometida por lesão através da prática deste
esporte. O objetivo deste estudo foi verificar a incidência de lesões na
musculatura isquiotibial antes e após um programa de alongamento.
Foram avaliados 20 atletas praticantes de atletismo das modalidades de
corrida de velocidade, fundo e marcha atlética que responderam um
questionário especifico sobre lesões nos isquiotibiais, além de serem
avaliados por uma análise fotográfica de encurtamento desta
musculatura. As fotos foram analisadas no programa Corel Draw, em que
foi determinado o ângulo entre uma linha horizontal e outra ligando o
trocânter maior do fêmur ao maléolo lateral da fíbula. Após isso, os
atletas foram submetidos a 20 sessões de alongamento dos isquiotibiais,
sendo estas realizadas 2 vezes por semana durante 10 semanas. Ao
término das sessões os atletas foram reavaliados. O ângulo médio inicial
foi de 82,9° sendo que o menor ângulo encontrado foi de 66° e o maior
de 102°. Dentre os atletas avaliados foram encontrados 22 lesões nos
isquiotibiais. Após o programa de alongamento o ângulo médio passou
a ser de 95°, variando entre 76° e 123°. O número de lesões encontrado
foi de 11, havendo uma redução de 50%. O ganho de flexibilidade e a
diminuição de lesões nos isquiotibiais, comparado com os dados inicias
deve-se ao fato de que a flexibilidade possa desempenhar um papel
importante na prevenção de problemas como distensões, estiramento
ou lesões de overtraining.
Trabalho realizado pelas alunas do quarto ano de Fisioterapia da
Universidade Estadual de Londrina com a Equipe de Atletismo
Sercomtel-Londrina
ANAIS
• IMPORTÂNCIA DO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR
EM ACIDENTES DE TRÂNSITO
ADRIANO POLICAN CIENA, SARAH BEATRIZ COCEIRO
MEIRELLES FÉLIX; [email protected]
Trabalho de Conclusão do Curso de Fisioterapia da Universidade
Estadual de Londrina.
A realidade nacional permite perceber que existem diferentes modelos
de atendimentos às emergências nos acidentes de trânsito,
essencialmente determinados pelo perfil qualitativo e quantitativo da
população a ser assistida. O cuidado a vítimas de trauma começa antes
mesmo da chegada ao hospital e consiste em identificar rapidamente as
situações que coloquem a vida humana em risco e que demandem
atenção imediata pela equipe de socorro. O atendimento pré-hospitalar
(com suas modalidades de suporte básico e avançado de vida) é uma
forte medida no combate ao agravamento e ao surgimento de novas
lesões ou seqüelas para as vítimas de acidentes de trânsito. No estado do
Paraná, especialmente na cidade de Londrina, os casos de acidentes de
trânsito são amparados por uma ampla estrutura. Através do Serviço
Integrado de Atendimento ao Trauma e as Emergências (SIATE), os
indivíduos são socorridos e devidamente encaminhados a serviços
especializados e qualificados para dar seguimentos aos procedimentos
de cuidado. O objetivo deste estudo foi demonstrar a importância do
atendimento pré-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito através
de revisão de literatura. Dados estatísticos dos arquivos do banco de
dados do SIATE de Londrina, no ano de 2004, constam um total de 3.725
ocorrências
atendidas,
sendo
29,13%
envolvendo
automóvel/motocicleta e 63,18 % com a presença do motociclista e
outros fatores. Isto traz a informação de que traumas envolvendo
motociclistas ocorrem em maior número nesta cidade. A atenção pela
equipe multiprofissional no hospital é essencial para dar continuidade
aos próximos procedimentos cabíveis em cada caso. O paciente que for
atendido pronta e adequadamente obterá maior chance de sobrevida,
diminuição dos riscos de invalidez, sendo menos oneroso para o
sistema de saúde, pois permanecerá pouco tempo no hospital e
portando menos seqüelas decorrentes do trauma, o que significa menos
aposentadorias pelo sistema de saúde e retorno precoce às atividades
que fazia antes do acidente.
A influência negativa das LER/DORT na qualidade de vida em indivíduos
com esta disfunção é evidenciada por muitos autores.
OBJETIVO: Promover a saúde e avaliar a influência da GL na qualidade
de vida dos funcionários do Centro Cirúrgico do Hospital Universitário
Regional do Norte do Paraná – HURNPr. Metodologia: Foi realizado um
estudo longitudinal, no período de seis meses, quatro vezes por semana
com duração de 20 minutos por sessão de GL, ministradas por
estagiárias do curso de fisioterapia da Universidade Estadual de
Londrina. A avaliação inicial e final da amostra constou do
preenchimento do questionário SF-36 para avaliação da qualidade de
vida. Foram incluídos os funcionários do Centro Cirúrgico que
desejavam participar e assinaram o termo de consentimento; e
excluídos os funcionários de outros setores e aqueles com disfunções
que os impossibilitavam de executar as atividades propostas. A análise
estatística utilizou o teste de Shapiro Wilk e o teste t de student para
amostras pareadas. O nível de significância estatística foi estipulado em
5% (p<0,05).
RESULTADOS: Participaram do programa de GL 36 indivíduos, 4 do
gênero masculino e 32 do gênero feminino, a idade média foi de 40,96
anos. A análise estatística evidenciou diferença significativa (p<0,05)
para os parâmetros: dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos
emocionais e saúde mental.
CONCLUSÃO: A ginástica laboral apresentou efeitos significativos na
diminuição da intensidade e quantidade de queixas de dor, na melhora
do estado geral de saúde, na melhora da vitalidade e na melhora do
índice dos aspectos emocionais e saúde mental. Estes resultados
comprovam os efeitos benéficos do programa de GL desenvolvido e a
necessidade de propostas como essa para otimização da qualidade de
vida e prevenção de LER e DORT nos trabalhadores.
• INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NA DISFUNÇÃO
CRANIOMANDIBULAR E POSTURA: ESTUDO DE CASO
PAULA CAVALCANTI ENDO, ALESSANDRA MARIE FERRACINI,
FERNANDA KOYAMA, GIOVANA SIMÕES DE MORAIS, GISSA
NASSU, ANA CLAUDIA VIOLINO DA CUNHA, CELITA SALMASO
TRELHA; [email protected]
• INFLUÊNCIA DA GINÁSTICA LABORAL NA QUALIDADE
DE VIDA EM FUNCIONÁRIOS DO CENTRO CIRÚRGICO
DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO REGIONAL NORTE DO
PARANÁ – HURNPR
CHRISTIANE DE S. GUERINO MACEDO, CLÁUDIA YUMI
KAWAMOTO, TATIANE CARINA FARDIN, DANIELA HAYASHI,
DANIELLE MAGOSSO MILANI; [email protected]
INTRODUÇÃO: A ginástica laboral (GL) é definida como um conjunto de
exercícios realizados no próprio local de trabalho, durante a jornada, a
fim de cuidar da integridade física, psicológica e social do funcionário.
Visa a promoção da saúde e qualidade de vida dos trabalhadores, além
da redução do absenteísmo e na prevenção das lesões por esforços
repetitivos/doenças ocupacionais relacionadas ao trabalho (LER/DORT).
Trabalho de Conclusão de Curso da Fisioterapia/ Universidade
Estadual de Londrina
INTRODUÇÃO: A articulação temporomandibular é uma estrutura
altamente especializada do complexo craniomandibular e está sujeita a
comprometimentos de origem neurológica, ortopédica e músculoesquelética, originando as desordens craniomandibulares (DCM). Esta
articulação está diretamente relacionada com a região cervical e
escapular. Desta forma, alterações posturais da coluna cervical podem
acarretar distúrbios na ATM e vice-versa. As desordens
craniomandibulares apresentam sintomatologia de difícil diagnóstico e
tratamento. Os principais sintomas da DCM são dor na articulação
temporomandibular ou na face, limitação ou desvios nos movimentos
mandibulares, dor à função ou à palpação e cefaléia.
OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 77
ANAIS
OBJETIVO: avaliar e tratar indivíduo com diagnóstico de DCM através de
recursos de terapia manual e cinesioterapia.
sessões, foram reaplicados os questionários e realizada a coleta dos
dados.
METODOLOGIA: para atingir o objetivo proposto foi realizado um
estudo de caso. O atendimento foi realizado no Ambulatório de
Fisioterapia do Hospital Universitário. A paciente foi submetida a duas
avaliações, sendo a primeira antes do início do programa de tratamento
e a segunda ao final do tratamento. Na avaliação foram mensuradas a
intensidade da dor, amplitude de movimento e desvios da ATM, força
muscular e alterações posturais. O programa de tratamento
fisioterapêutico consistiu de um protocolo de oito sessões, realizadas
duas vezes por semana, baseado em terapia manual, cinesioterapia,
posicionamento e alongamento postural global.
RESULTADO: Foi feita análise descritiva e analítica segundo o teste tstudent e foi observado que em 87,5% dos aspectos avaliados houve
melhora considerável após o tratamento. Verificou-se o impacto da
cervicalgia no estado físico , emocional e pessoal dos pacientes.
RESULTADOS: observou-se aumento da amplitude de movimento da
articulação temporomandibular após o tratamento: abertura de 4,0 para
4,5 cm; lateralização à direita de 0,9 para 1,2 cm; lateralização à
esquerda de 0,9 para 1,0 cm e protrusão de 0,7 para 0,9cm; avaliados
com a paciente em decúbito dorsal. A paciente referiu eliminação da dor
durante os movimentos e não apresentou mais o desvio durante a
abertura. Em relação à postura observou-se melhora, principalmente, da
protrusão da cabeça e do ombro.
CONCLUSÕES: verificou-se que o tratamento foi eficaz e pode atuar
significativamente no controle da sintomatologia favorecendo uma
melhor qualidade de vida da referida paciente.
• OS EFEITOS DA FISIOTERAPIA MANUAL NAS
DISFUNÇÕES CERVICAIS NÃO TRAUMÁTICAS: ESTUDO
DA QUALIDADE DE VIDA
MARIÂNGELA PORTELLO , CINTIA FERNANDA HENSCHEL,
CLÁUDIA MARTINS SIQUEIRA; [email protected]
INTRODUÇÃO: A Organização Mundial de Saúde (OMS) define
qualidade de vida como a "percepção do indivíduo de sua posição na
vida no contexto da cultura e sistemas de valores nos quais ele vive e em
relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações". Vivese hoje a era da qualidade total , globalização, competitividade, levando
o organismo humano a um quadro chamado distúrbio psicossomático.
Essa expressão compreende as inter-relações entre os processos
mentais, somáticos e emocionais. A doença humana é vista como
distúrbio envolvendo o soma (corpo) e psique (mente).
OBJETIVO: O presente trabalho teve como objetivo pesquisar a
qualidade de vida em pacientes com disfunção cervical de origem não
traumática submetidos a protocolo de tratamento de fisioterapia manual
por meio da aplicação do questionário de qualidade de vida (SF-36).
METODOLOGIA: Foram avaliados dez indivíduos , adultos de ambos os
sexos e idade entre 20 e 60 anos na Clínica de Fisioterapia Presfisio na
cidade de Pedrinhas Paulista - SP no período de janeiro/2004 a maio de
2005. Após serem informados da confidencialidade dos dados e
assinado o termo de consentimento livre e esclarecido, os mesmos
preencheram o questionário SF-36 e foram submetidos a dez sessões de
fisioterapia manual, segundo protocolo programado. Após as dez
78• Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO
CONCLUSÃO: Conclui-se que a fisioterapia manual contribuiu para
aliviar sintomas, levando a melhora na qualidade de vida desses
indivíduos.
Trabalho realizado a título de conclusão do curso de pós- graduação
em Fisioterapia Ortopédica e Traumatológica, pela Universidade
Norte do Paraná (Unopar).
A NA IS
Estágios em Práticas Interdisciplinares
Trainee programmes in interdisciplinary practices
• A HUMANIZAÇÃO DO
PROFISSIONAL DA SAÚDE
FARMACÊUTICO,
UM
ANA MARIA VENDRAMINI 1, CHIARA CRISTINA BORTOLASCI 1,
FELIPE ASSAN REMONDI1, GABRIELA AMARAL BUQUI 1, HUGO
YUJI MIMURA1, JOÃO CARLOS DE OLIVEIRA V, PAULA GODENY1,
RAQUEL LEONARDI 1, VIRGINIA BARBOZA REIS DE OLIVEIRAV,
DALVA TOMOE MIYAGUI 2 , EIKO ITANO 3; [email protected]
1-Acadêmicos de Farmácia – CCS/UEL
2-Docente Dpto.BBTEC – CCE/UEL.
3-Docente Dpto.PAT – CCB/UEL
Trabalho realizado no estágio EPIN do primeiro ano de Farmácia da
Universidade Estadual de Londrina
O estágio foi realizado na UBS Aquiles Stenghel, localizada na região
Norte de Londrina (Cinco conjuntos). A UBS abrange uma população de
14.000 habitantes, 75% cadastrados. A população apresenta baixa renda
e problemas relacionados, como a existência de favelas e um
assentamento, locais com condições sanitárias baixa. Os problemas de
saúde mais freqüentes são: Diabetes (2,18%) e hipertensão (12,22%)
observado geralmente em idosos. Utilizando sistemas digitais de
controle de cadastros da população, medicamentos dispensados e
vacinas aliado à funcionalidade do espaço físico a UBS é bem organizada
e trabalha de maneira eficiente com profissionais integrados. Na questão
de medicamentos, a UBS possui uma farmácia e um almoxarifado,
ambos satisfazendo as normas de armazenamento. Através do PSF
(Programa de Saúde da Família) e dos programas desenvolvidos, entre
eles, Hipertensos, Diabéticos a unidade vem obtendo êxito no
tratamento da comunidade, apesar encontrar restrições nas questões
sócio-culturais, por exemplo, gravidez na adolescência e parasitoses. Foi
constatada a necessidade do farmacêutico, sua importância dentro da
UBS e do PSF, atuando principalmente na orientação em relação ao uso
correto. Em visitas nas escolas públicas, foi concluído que poderia ser
feito um trabalho de conscientização junto a uma escola. Foi escolhida
a Escola Municipal Salim Aboriham, por atender os alunos do
assentamento, população mais carente e o tema de higiene Básica
visando a criação de hábitos para a manutenção da saúde e,
indiretamente, atingir as famílias e a comunidade. O tema será
abordado através de palestras interativas e complementadas com
atividades que levem a integração do aluno e fixação do aprendizado na
forma de se lavar as mãos e escovar os dentes. Serão distribuídos kits
com pasta e escova, doados pelo Odontólogo Robson Ferraz.
• ANÁLISE DO PERFIL DA INSERÇÃO DO
FARMACÊUTICO NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE NO
MUNICÍPIO DE LONDRINA, PARANÁ.
ANA CAROLINA VEIGA MARTINS, ANTONIO MARTINS DE
ALMEIDA JUNIOR, BRUNO DANIEL ALVES DO AMARAL,
DOMINGOS JULIÃO NETO, FRANCIELLE ALMEIDA CORDEIRO,
GUILHERME CHRISTIANI SABINO, MARIA LUIZA JULIANO DINIZ
BRITO, PRISCILLA ESTEVES FRANCO, ROBERTO BORTOLAZO
JUNIOR, THAYSE CANATO, VERA LUCIA C. ABBONDANZA;
FRANCISCO JOSÉ DE ABREU OLIVEIRA; [email protected]
Trabalho realizado no Estágio em Práticas Interdisciplinares (EPIN)
pelos alunos do primeiro ano do curso de Farmácia da Universidade
Estadual de Londrina.
O Estágio em Práticas Interdisciplinares (EPIN) das Habilidades
Farmacêuticas I nos Serviços de Saúde está possibilitando aos
acadêmicos do primeiro ano do curso de Farmácia da Universidade
Estadual de Londrina, o conhecimento e a vivência do cotidiano dos
serviços de saúde no Sistema Único de Saúde (SUS), como está
proposto nas Diretrizes Curriculares Nacionais, colocando em prática a
interação Ensino-Serviço-Comunidade. O objetivo do presente trabalho
foi motivado pelo interesse dos acadêmicos do curso de Farmácia na
inserção do farmacêutico na Unidade Básica de Saúde da Vila Casoni do
Município de Londrina (PR). Para tanto, delineou-se um estudo
qualitativo sob a forma de entrevistas semi-estruturadas que envolveu
até o momento, 36 profissionais da equipe de trabalho da Unidade
Básica de Saúde e 70 pacientes atendidos da área de abrangência desta
unidade. Os resultados revelaram a princípio que 77,8% dos
profissionais da UBS são do sexo feminino com a idade variando entre
22 a 40 anos (44,4%) e acima de 41 anos (50%). Dos pacientes
entrevistados, 72,9% são do sexo feminino com idade variando entre 21
a 40 anos (35,7%) e 41 a 60 anos (32,9%). Contudo, 91,7% dos
profissionais entrevistados acharam importante ter um farmacêutico na
UBS e 63,9% no Programa de Saúde Familiar, sendo que 77,8%
reconhecem o papel do farmacêutico. Para 95,6% dos pacientes
entrevistados gostariam de ter no posto de saúde um profissional
farmacêutico, porém 30% não sabem o papel do farmacêutico, 42,7% só
o reconhece como orientador de como usar o medicamento e 15,7%
como vendedor de medicamentos. Os pacientes e profissionais (UBS)
reconhecem como necessidades de saúde, ter a presença do
Farmacêutico na UBS, bem como a responsabilidade do controle do
recebimento, dispensação e orientação sobre o uso correto do
medicamento. Não se pretende com este estudo esgotar o assunto, mas
sim apontar caminhos que possam contribuir para a consolidação da
inserção do farmacêutico na Unidade Básica de Saúde, principalmente
através de estímulos para que os novos trabalhos sejam feitos sobre este
tema.
OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 79
ANAIS
• CAMPANHA DE PREVENÇÃO DA TUBERCULOSE:
EXPERIÊNCIA DE ATUAÇÃO DE ACADÊMICOS DE
FARMÁCIA JUNTO À COMUNIDADE E A UMA UNIDADE
BÁSICA DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE LONDRINA.
ANA CAROLINA POLANO VIVIAN, ANDRÉ LUIZ GUISELLI
GALLINA, DIOGO CÉSAR CARRARO, FRANCIELI DE MORAIS
MAGALHÃES, GIDEÃO SILVA RIBEIRO1, LILIAN AGAPITO,
PRISCILA A. C. DA COSTA, RENNE RODRIGUES, THAIS
MARCELLE BOSÍSIO, WELDER F. AMARAL CALLERA, MARLENE
MARIA FREGONEZI NERY, SUELY RODRIGUES CABELEIRA
ANDRADE , EUNICE HOKAMA; [email protected]
Trabalho realizado como uma das atividades do EPIN – Estágio em
Práticas Interdisciplinares – Habilidades I – da 1ª Série do Curso de
Farmácia
Tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium
tuberculosis, também denominado de Bacilo de Koch. De acordo com a
Organização Mundial de Saúde (OMS), a tuberculose é a doença que
causa maior número de mortes evitáveis em adultos no mundo, por isso
foi declarada como emergência mundial. No Brasil estima-se que
ocorram 129.000 casos de tuberculose por ano, dos quais são
notificados cerca de 90.000. O Ministério da Saúde (MS) define a
tuberculose como prioridade entre as políticas governamentais de
saúde, estabelecendo como meta diagnosticar pelo menos 90% dos
casos esperados e curar pelo menos 85% dos casos diagnosticados.
Dentre as várias estratégias para estender o Plano Nacional de Controle
da Tuberculose a todos os municípios brasileiros, estão a expansão e
consolidação do Programa Saúde da Família do MS, com a participação
dos Agentes Comunitários Saúde. Com o objetivo de propiciar aos
acadêmicos do primeiro ano do Curso de Farmácia uma aproximação
com as atividades cotidianas de uma Unidade Básica de Saúde, os
mesmo participaram com os Agentes Comunitários da Unidade Básica
do Jardim Bandeirantes, de coleta de informações acerca da patologia,
numa campanha de busca de casos de tuberculose em três micro – áreas
de abrangência da UBS. O levantamento propiciou a identificação de
pacientes suspeitos, a visita dos profissionais da UBS aos suspeitos, com
o conseqüente diagnóstico e tratamento precoces. A identificação
precoce possibilita não apenas benefícios aos pacientes, mas também
proteção aos indivíduos sadios. Além dos aspectos sanitários, ressalta-se
a importância da vivência do cotidiano de uma Unidade Básica de
Saúde, para o aprendizado prático por parte dos acadêmicos.
• CONHECENDO A POPULAÇÃO ATENDIDA NA
UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DO JARDIM DO SOL
FERNANDA DANIELA SERRALVO, ALESSANDRA YURI TSURUDA,
ANA PAULA KALLAUR, CRISTIANE AKEMI MIZUMA, GABRIELA
BORDINI FREGONEZI, IGOR FERNANDO ESCANFELLI DA SILVA,
POLIANA CAMILA MARINELLO, REBECA MARQUES DOS
SANTOS, SAYONARA RANGEL OLIVEIRA, WALLERI CHRISTINI
TORELLI, HISSAE SATO E FABIANA GUILLEN MOREIRA
GASPARIN; [email protected]
Trabalho realizado no EPIN pelos alunos do primeiro ano de
Farmácia da Universidade Estadual de Londrina.
80• Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO
Diante da nova proposta do SUS, na qual se busca a humanização do
atendimento ao paciente, o farmacêutico tenta buscar seu espaço e
desempenhar suas funções e habilidades. No entanto, antes disso, é
preciso conhecer o paciente e o meio no qual ele vive, para assim, num
contexto maior, entender seus problemas de saúde. O objetivo deste
trabalho foi conhecer a população atendida pela unidade básica de
saúde (UBS) do Jardim do Sol através dos medicamentos por ela
consumidos, e também, principais doenças crônicas, hábitos de vida,
condição sócio-econômica, presença de doenças infecciosas, satisfação
pelos serviços e atendimentos da UBS. Esta investigação foi realizada
através de questionário contendo perguntas objetivas. Os dados foram
coletados durante visitas domiciliares e também na sala de espera da
unidade. Noventa e oito pessoas foram entrevistadas durante os meses
de setembro e outubro de 2005. Pelas entrevistas foi constatado que as
mulheres procuram mais atendimento do que os homens; 16,3%
moram com mais de 5 pessoas e 23,4% relataram que nenhuma pessoa
da casa trabalha. Quanto aos medicamentos, foi encontrado que 59,1%
possuem em casa analgésicos e antitérmicos e 50% apresentam antihipertensivos. A principal doença crônica relatada foi hipertensão
arterial. A maioria dos entrevistados conseguem seus medicamentos na
UBS e estão contentes com os serviços prestados pelos funcionários da
unidade. Porém, 50% sentem a necessidade de um funcionário que
oriente sobre os medicamentos. Uma grande porcentagem (79,5%)
relatou que não realiza auto-medicação, no entanto, 53% dizem tomar
chá medicinal. De posse destes resultados, podemos concluir que o
perfil do usuário da unidade é de um paciente que requer atenção
farmacêutica, pois é portador de doença crônica e por isso requer
tratamento com medicamentos de uso contínuo, que geralmente estão
associados a outros medicamentos. Sendo assim, torna-se
imprescindível a existência de um profissional qualificado na UBS para
orientar os usuários e funcionários. Além disso, podemos concluir
também que esta população precisa de informações sobre os perigos
dos chás medicinais que podem ser erroneamente indicados.
• ANÁLISE DO PERFIL DA POPULAÇÃO HIPERTENSA
ATENDIDA NO POSTO DE SAÚDE DO PARQUE
ALVORADA E NAS FARMÁCIAS DA REGIÃO
AMANDA S. SOARES; ANDRÉ D. BACCHI; DANIELLE CARDOSO;
FERNANDA R. MORENO; GABRIELA U. ATHANÁZIO; JULIANA G.
TOLENTINO; POLYANA M. DE MELO; RENATA M. MARTINEZ;
SUELLEN R. DOS SANTOS; WALTER M. SUZUKI; ITAGIBA G.
MORETTI; RENATA K. T. KOBAYASHI; [email protected]
Trabalho realizado no módulo EPIN do primeiro ano de Farmácia da
Universidade Estadual de Londrina.
A hipertensão arterial sistêmica representa um grave problema de saúde
pública, por ser uma doença crônica degenerativa, capaz de afetar
silenciosamente todo organismo; com alta prevalência na população
adulta com mais de 40 anos. Pode ser controlada com ou sem
medicamentos, e prevenida através de alimentação saudável e prática de
exercícios físicos. Sendo assim nosso trabalho teve como objetivo avaliar
o perfil da população adulta, que utiliza os serviços oferecidos pelo
Posto de Saúde do Parque Alvorada e pelas farmácias da região, quanto
aos cuidados com a hipertensão, cultivo de hábitos adequados à saúde,
ANAIS
bem como a adesão ao tratamento e o controle da hipertensão pelo
paciente. Assim, a pesquisa foi realizada em 2 etapas. Na primeira, foram
entrevistados 98 indivíduos acima de 40 anos, sendo 52% do Posto de
Saúde do Parque Alvorada e 48% das farmácias da área de abrangência
do Posto. Do total, 57% eram hipertensos, e a maioria deles aferiam a
pressão ao menos 1 vez por mês. Quanto à prática de hábitos saudáveis
visando controlar a doença, mais de 70% dos hipertensos não fumavam,
ingeriam pouco ou nenhum álcool, sal e gordura. 66,6% dos pacientes
hipertensos entrevistados na farmácia e 32% dos entrevistados no posto
praticavam exercícios regularmente. 36,6% e 40% dos pacientes
hipertensos entrevistados na farmácia e no posto respectivamente
estavam acima do peso, e 16% dos hipertensos entrevistados no posto
eram obesos. A maioria dos entrevistados fazia o controle da doença
através de medicamentos, sendo estes medicamentos adquiridos
geralmente no posto de saúde. Na segunda etapa, foram entrevistados
88 pacientes hipertensos nos mesmos locais da etapa anterior. 20% dos
pacientes apresentaram complicações decorrentes da doença e todos,
de alguma forma, melhoraram seus hábitos de saúde. Com base nesses
dados, pudemos concluir que, tanto os hipertensos entrevistados no
posto de saúde quanto os entrevistados nas farmácias aderiam ao
tratamento e cultivavam hábitos saudáveis em maior ou menor grau,
porém possuíam poucas informações a respeito dos efeitos colaterais e
interações medicamentosas dos medicamentos utilizados para o
controle da doença e uma parcela considerável dos pacientes
desconhecia a real função do farmacêutico.
pessoas entrevistadas nunca receberam orientação quanto ao descarte
de medicamentos; 57,5% jogam o medicamento no lixo comum quando
não são mais usados e 7,5% já sofreram conseqüências prejudiciais à
saúde causada pelo descarte incorreto de medicamentos. Enquanto
todos procuram uma solução para o descarte do lixo hospitalar,
queremos salientar que o descarte de materiais potencialmente
infectantes ou perigosos (materiais contaminados com agentes
biológicos, produtos químicos, pérfuro cortantes e medicamentos)
originados no ambiente domiciliar também devem ser considerados.
• RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE
ÉRIKA AKEMI TSUJIGUCHI, ANA LAURA MANTUANI IVAN, CARLA
FABIANA SOUZA GUAZELLI, CARLOS EDUARDO ALVES DE
SOUZA, FULVIO ANDRÉ SUSSUMU ABE, HÉLIO PEREIRA DA
CRUZ JÚNIOR, MIRIAM SAYURI NAGASHIMA HOHMANN,
PRISCILLA ITO, ROSIANE BATISTA MASTELARI, VANESSA
SCHWETER CERATTI, FLAVELI ALMEIDA, SANDRA REGINA
QUINTAL CARVALHO; [email protected]
Trabalho realizado no EPIN do primeiro ano de Farmácia da
Universidade Estadual de Londrina.
A Resolução 306/2004 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) e a resolução 358/2005 do Conselho Nacional do Meio
Ambiente (CONAMA) estabelecem que todos os estabelecimentos de
assistência à saúde tenham planos de gerenciamento de resíduos com
tratamento e disposição final adequados. Com isso espera-se impedir o
lançamento de resíduos perigosos em lixões a céu aberto colocando em
risco a população e o meio ambiente. Porém o destino de lixo
contaminado oriundo de ambiente domiciliar ainda permanece sem
normatização. O presente estudo avaliou as condições de descarte de
resíduos da Unidade Básica de Saúde W. K. Kellogg do Jardim Itapoã,
Londrina, PR e constatou que, devido às condições físicas da UBS, o
descarte de lixo contaminado é realizado de forma seletiva, porém o
acondicionamento e o local de descarte final ainda não apresentam as
condições consideradas ideais segundo as resoluções acima citadas. Um
levantamento feito, através de um questionário com 40 pacientes
atendidos na referida UBS, analisou o destino final das sobras de
medicamentos utilizados pela comunidade e revelou que: 87,5% das
OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 81
A NA IS
Projeto Extensão
Extension Project
• A ENFERMAGEM NOS CENTROS DE EDUCAÇÃO
INFANTIL: A ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO ESCOLAR
NUMA PROPOSTA PROBLEMATIZADORA.
ALINE DI CARLA LAITANO, ANA PAULA GUIMARÃES DOS
SANTOS, CAUANA GONÇALVES LOPES, SIMONE MACEDO DE
FREITAS, VANESSA YUKITA, ORIENTADOR: ROSÂNGELA
APARECIDA PIMENTA FERRARI;
[email protected]
Relato de experiência da atividade desenvolvida no projeto de
extensão do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de
Londrina.
As causas externas se tornaram um problema de saúde pública ao longo
das últimas décadas. Segundo o Ministério da Saúde, no ano de 2001
cerca de 40.000 crianças e adolescentes sofreram lesões associadas a
traumas no trânsito. Frente a esta realidade o presente trabalho faz o
relato de experiência sobre o desenvolvimento da atividade educativa
sobre noções de segurança no trânsito para crianças pré-escolares. A
ação educativa foi realizada com crianças de 3 a 6 anos de idade de um
Centro de Educação Infantil–CEI da região leste de Londrina–PR, local
em que se desenvolve as atividades do projeto de extensão “A
enfermagem nos centros de educação infantil: a atenção integral à saúde
do escolar numa proposta problematizadora”. A atividade foi realizada
com 50 crianças que estão no pré I, pré II e pré III. Para desenvolver a
ação educativa as acadêmicas integraram-na com os profissionais da
Companhia Metropolitana de Tráfego Urbano (CMTU) do município.
Após o desenvolvimento da ação educativa, realizou-se a atividade
pedagógica, para o registro das informações aprendidas pelas crianças
sobre o tema, em forma de desenho livre, onde a maioria construiu
através da escrita/desenho as formas de utilizar o trafego urbano com
segurança. Pode-se constatar a importância da integração entre as
diferentes áreas para a educação no trânsito, como forma de prevenção
de acidentes, pois ao realizar o feedback sobre as medidas de segurança
no trânsito com as crianças a partir do desenho livre a grande maioria o
fez corretamente. Além disto, pode-se observar que as atividades do
enfermeiro dentro das CEIs, ultrapassam os espaços das instituições de
saúde e vai além das execuções clínicas.
• A PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS DE ODONTOLOGIA
NAS ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE REALIZADA
NOS CENTROS DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE INFANTIL
BEATRIZ B. SCARPELLI, CÁSSIA C. D. GARBELINI, FARLI A.C.
BOER, LEILA M. C. P. PINTO, LUIZA NAKAMA, MARÍLIA F.
PUNHAGUI, ROSANI A.A.R. SOUZA, WANDA T. G. FROSSARD,
ALAN L. L. SOUZA; [email protected]
Trabalho realizado no Projeto de Pesquisa: Centro de Educação Infantil
da UEL: Atendimento Odontológico Precoce em Coletivos Restritos
82 • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO
O curso de Odontologia, em fase de reestruturação por necessidade de
adaptação às diretrizes curriculares, visa uma melhor adequação do
profissional frente às novas demandas de saúde da população. A
parceria de Centros de Educação Infantil com docentes e alunos do
curso de graduação oportuniza a mudança dos cenários de ensinoaprendizado proporcionando uma vivência de educação permanente
em saúde, com enfoque numa nova relação entre professor-alunoserviço-comunidade. O objetivo deste trabalho foi avaliar crianças dos
CEI da UEL para desenvolver nos alunos da graduação do curso de
Odontologia a capacidade de operacionalizar soluções dos problemas
encontrados através do processo de educação permanente em saúde. O
trabalho foi desenvolvido no Centro odontológico Universitário e nos
dois CEI da UEL. Participaram deste estudo 60 alunos do quarto ano e
docentes da Disciplina de Odontopediatria. Foram avaliados 249
crianças, na faixa etária de 6 meses a 6 anos de idade. Os dados
coletados foram registrados em ficha clínica e analisados
quantitativamente utilizando o program EPI-INFO versão3.2.2 e
qualitativamente segundo MINAYO (1996). Após ao conhecimento da
realidade e análise dos dados, os alunos buscaram informação através de
levantamento bibliográfico, orientaram os educadores dos CEI,
realizaram e ensinaram técnicas de escovação nas crianças e
desenvolveram trabalhos educativos com a finalidade de motivar as
crianças a promover e manter a saúde bucal. Conclui-se que de acordo
com a situação bucal das crianças dos CEI, os alunos do curso de
Odontologia foram capazes de desenvolver métodos educativos
adequados para a promoção de saúde bucal desta comunidade.
• CONHECIMENTOS DOS EDUCADORES DE UMA
ESCOLA DE EDUCAÇÃO
FUNDAMENTAL
SOBRE
PARASITÁRIAS.
INFANTIL E ENSINO
DOENÇAS
INFECTO-
ANA PAULA GUIMARÃES DOS SANTOS, ANDERSON DE MELLO
FERNANDES, EVELYNE RIBEIRO NUNES, GISLAINE PINN GIL,
PRISCILA RIBAS MACHADO, RENATA ABE, ROSANA SANTANA
DE SOUZA, ROSÂNGELA APARECIDA PIMENTA FERRARI, SILVIA
REGINA MATTIAS; [email protected]
Trabalho realizado em projeto de extensão pelos acadêmicos do 2º
ano de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina .
INTRODUÇÃO: A instalação de doenças infecto-parasitárias em crianças
interfere em seu desenvolvimento normal, e traz prejuízos nutricionais,
comprometendo o desenvolvimento físico e cognitivo. Os infantes
apresentam maior risco de adquirir tais doenças, tendo em vista a
proximidade uns com os outros na maior parte do dia. Portanto, se faz
necessário que os educadores tenham conhecimento sobre sinais,
sintomas, prevenção e controle.
ANAIS
OBJETIVO: Identificar o conhecimento dos educadores de um Centro
de Educação Infantil (CEI) e Ensino Fundamental sobre doenças infectoparasitárias.
METODOLOGIA: Trata-se de um estudo realizado em um CEI como
atividade referente ao projeto de extensão “A Enfermagem nos Centros
de Educação Infantil: atenção integral à saúde do escolar numa proposta
problematizadora”. A população de estudo constitui-se de educadores
que atuavam na educação infantil e ensino fundamental que
trabalhavam no período vespertino. Foi realizada uma pesquisa
quantitativa descritiva, na qual os educadores responderam a um
questionário auto-aplicado contendo questões objetivas de múltipla
escolha e abertas, sobre doenças infecto-contagiosas e parasitárias.
Resultados: Dos 15 educadores, 11 participaram da pesquisa, de ambos
os sexos, com idade entre 25 e 45 anos. Quanto às doenças parasitárias:
100% dos educadores responderam incorretamente sobre medidas
profiláticas para Ancylostoma duodenale (Amarelão), Taenia sp
(Teníase) e Schistosoma mansoni (Esquistossomose); 55% preencheram
de forma incorreta a frase que continha informações sobre o ciclo
biológico do Ascaris lumbricoides (Ascaridíase), e 100% sobre o ciclo do
Ancylostoma duodenale (Amarelão). Quanto às doenças infectocontagiosas: 100% não sabiam sobre as medidas de controle para
sarampo, varicela e poliomielite, 46% desconheciam as medidas de
tratamento da água. Quanto às doenças mais freqüentes na comunidade
escolar, referidas pelos educadores, foi predominante a pediculose do
couro cabeludo, seguida pela gripe, estomatite, diarréia, catapora e
conjuntivite.
CONCLUSÃO: Foram identificadas deficiências no conhecimento dos
educadores sobre os sinais das principais doenças infecto-parasitárias.
Tais resultados nos levam à reflexão de que se faz necessária a presença
de profissionais da área de saúde nos CEI, tanto no atendimento direto
à criança, quanto na capacitação dos educadores, sobre as principais
causas de morbidade nas diferentes faixas etárias.
• EDUCAÇÃO EM SAÚDE EM CEI
JANICE DA CONCEIÇÃO BOGADO, JACKELINE LOURENÇO
ARISTIDES, ÉRIKA SANAE SAITO, LEILA SANAE KATO, MÁRCIA
AKEMI YAMADA, SUELEN DA SILVA LOURENÇO, CHRISTINE
BACCARAT DE GODOY MARTINS E ROSÂNGELA APARECIDA
PIMENTA FERRARI; [email protected]
Trabalho de iniciação científica realizado sob orientação de docentes
do curso de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina em
projeto de extensão .
Vários nomes e abordagens surgiram para a prática educacional das
crianças de zero a seis anos ao longo dos tempos. O termo Centro de
Educação Infantil (CEI) com um sentido mais amplo de atenção à
criança, está em processo de construção, sendo assim, destacamos o
papel da enfermagem, que embora não seja membro integrante da
equipe do CEI na realidade brasileira, pode desempenhar importante
passo nesta mudança. Nosso objetivo foi o de promover, através da
educação em saúde para os professores, assistência mais integral às
crianças. Temas como maus tratos à criança, nutrição infantil e higiene
dos alimentos foram abordados. Em estudo descritivo do projeto,
relatamos a experiência da problematização na implementação de
orientações aos educadores de um CEI, da cidade de Londrina, através
da distribuição de materiais informativos e esclarecimento de dúvidas.
As atividades foram desenvolvidas por graduandos do curso de
enfermagem vinculados a um projeto de extensão. Os resultados serão
alcançados à medida em que as ações educativas forem implementadas
no CEI, o que requer a adesão dos educadores, que também relatam a
falta de treinamentos de educação em saúde para o crescimento
profissional, e conseqüente melhoria no atendimento à criança.
• HIGIENE CORPORAL E LAVAGEM DAS MÃOS PARA
CRIANÇAS PRÉ-ESCOLARES: RELATO DE EXPERIÊNCIA.
ALINE DI CARLA LAITANO , ANA PAULA GUIMARÃES DOS
SANTOS, CAUANA GONÇALVES LOPES, SIMONE MACEDO DE
FREITAS1, WANESSA YUKITA, ROSÂNGELA APARECIDA PIMENTA
FERRARI
[email protected]
Resultado da atividade de educação em saúde de um projeto de
extensão.
As infecções parasitárias da pele, muito comuns na infância, é devido a
muitos fatores, principalmente a uma higiene inadequada, somando-se
com a facilidade de disseminação em lugares aglomerados. São
exemplos mais comuns: o piolho (Pediculus humanos corporis) e sarna
(Sarcoptis scabei hominis). Outro cuidado a ser tomado em relação a
higiene é a lavagem das mãos, ato preventivo contra o
enteroparasitismo. Frente à esta realidade o presente trabalho tem
como objetivo fazer o relato de experiência da ação educativa para
crianças de 3 a 6 anos de idade sobre higiene corporal e lavagem das
mãos. A ação educativa é parte das atividades desenvolvidas no projeto
de extensão “A Enfermagem nos Centros de Educação Infantil: Atenção
integral à saúde do escolar numa proposta problematizadora” num
Centro de Educação Infantil – CEI da região Leste de Londrina-PR. O CEI
possui 150 crianças, das quais 50 são pré-escolares (3 a 6 anos de idade)
em período integral. A ação educativa partiu do princípio lúdico
educativo com fantoches e história infantil sobre noções de higiene
corporal. Em seguida, realizou-se a dinâmica de lavagem das mãos com
tinta guache. Posterior a estas atividades, as crianças visualizaram uma
lâmina da bactéria E. coli num microscópio eletrônico, cuja via de
transmissão é oro-fecal, salientando assim a relevância da lavagem
correta das mãos a qual impede a continuidade deste ciclo e suas
respectivas doenças. Ao fim da tarde, com o apoio musical infantil
relacionado ao tema, as crianças demonstraram como deveriam realizar
a correta higiene corporal e lavagem das mãos. Pode-se observar que a
utilização do método lúdico pedagógico para promover noções de
higiene proporcionou total envolvimento e participação das crianças
com significativo. Verificou-se também a factibilidade da
intersetorialidade setor saúde e setor educação, ambos visando a
atenção à saúde da criança institucionalizada.
OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 83
ANAIS
• PROPAI-DF - PROGRAMA DE PROMOÇÃO E APOIO A
INCLUSÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA: UM
PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
RENATO AUGUSTO BANJA, CARLOS TOSHIO KONO, DANIELA
HAYASHI, DANIELLE MAGOSSO MILANI, CLAUDIA YUMI
KAWAMOTO, FERNANDA CID ROSOLEM, FLAVIA DE FREITAS
PENA, LARISSA LASKOVSKI, ADELMO NAKAYAMA, CAMILA
BONOMO, RENATA FERRARI, ARIELE BORTOLIN BORGES,
ÂNGELA MARIA SIRENA ALPINO, ELIANE DA SILVA MEWES
GAETAN;
[email protected], [email protected]
Projeto de Extensão Universitária: Curso de Fisioterapia da
Universidade Estadual de Londrina/UEL.
INTRODUÇÃO: Por várias décadas as discussões sobre as necessidades
das pessoas com deficiência permaneceram confinadas aos familiares e
a um círculo restrito de profissionais da educação especial e reabilitação.
A última década trouxe a discussão para o cenário da educação geral,
envolvendo os educadores em debates sobre acesso e oportunidades de
pessoas com deficiência e busca de qualificação para atender à
diversidade dos alunos (Omote, 2004). O PROPAI-DF é desenvolvido
por professores e acadêmicos do curso de fisioterapia da UEL em
parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Londrina.
OBJETIVOS: favorecer a participação dos alunos com deficiência física
no ensino regular; contribuir para a capacitação específica dos
professores participantes e formação do profissional fisioterapeuta na
Educação Especial.
METODOLOGIA: Os participantes são alunos com deficiência física
inseridos nas escolas municipais de Londrina e seus professores. Foi
aplicado um instrumento para avaliar a acessibilidade do ambiente físico
escolar (barreiras universais, mobília e materiais) e outro orientado a
aspectos individuais dos alunos (diagnóstico, grau de
comprometimento, necessidade de apoio), a fim de identificar a
necessidade e existência de adaptações que favoreçam sua participação.
Casos com comprometimento motor moderado/grave foram
submetidos à avaliação funcional. As necessidades levantadas nortearam
a indicação de adaptação do mobiliário, espaço físico e recursos
adaptados necessários à mobilidade e participação desses alunos na
escola. A equipe do projeto ministrou palestras aos professores
participantes sobre as mais freqüentes condições determinantes de
deficiência física, o comprometimento funcional, cuidados e
implicações educacionais relacionadas. Resultados: Foram avaliadas 34
escolas e 52 alunos, destes, 48% apresentavam paralisia cerebral, 9.6%
mielomeningocele,
9.6%
doença
neuromuscular,
5,8%
malformação/amputação de membros e 3,7% artrogripose. A carência
de recursos humanos e a falta de adaptação da mobília e espaço físico
foi condição freqüente no contexto estudado.
DISCUSSÃO: Apesar de a escola inclusiva requerer condições especiais
de recursos humanos, pedagógicos e de acessibilidade, foi notório a
necessidade de ações e recursos que apoiem o processo educacional
desses alunos. Neste contexto, tanto a adaptação do mobiliário e
espaços físicos, quanto a capacitação específica dos professores
consistem em importante contribuição do fisioterapeuta para a inclusão
de alunos com deficiência física.
84 • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO
• SAÚDE E EDUCAÇÃO PARA AS CRIANÇAS DE UM CEI
JACKELINE LOURENÇO ARISTIDES, JANICE DA CONCEIÇÃO
BOGADO, KÁTIA APARECIDA DE OLIVEIRA, LEILA SANAE KATO,
NAYARA DE FÁTIMA MAZINI FERRARI, SUELEN DA SILVA
LOURENÇO, CHRISTINE BACCARAT DE GODOY MARTINS E
ROSÂNGELA
APARECIDA
PIMENTA
FERRARI;
[email protected]
Trabalho de iniciação científica realizado sob orientação de docentes
do curso de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina em
projeto de extensão.
Vários nomes e abordagens surgiram para a prática educacional das
crianças de zero a seis anos ao longo dos tempos. O termo Centro de
Educação Infantil (CEI) com um sentido mais amplo de atenção à
criança, está em processo de construção, sendo assim, destacamos o
papel da enfermagem, que embora não seja membro integrante da
equipe do CEI na realidade brasileira, pode desempenhar importante
passo nesta mudança. Nosso objetivo foi o de relatar nossa experiência
na realização de atividades lúdicas voltadas a estas crianças na
abordagem de temas como higiene oral, bucal, corporal e prevenção de
acidentes. Em estudo descritivo do projeto foi referida a experiência da
problematização na implementação de orientações de um CEI da cidade
de Londrina. As atividades foram desenvolvidas por graduandos do
curso de enfermagem vinculados a um projeto de extensão. “As
educações educativas não devem constituir um programa à parte mas,
ao contrário, serem incluídas nas atividades e brincadeiras realizadas
com as crianças. Sendo que estes conhecimentos transmitidos e estas
atividades devem ser adaptados aos recursos do meio. Como pedir à
criança para lavar-se com regularidade se a torneira de água estiver
situada a centenas de metros de sua casa?”(SCHMITZ et al, 1989).
A NA IS
Projeto Ensino
Teaching Project
• SAÚDE E EDUCAÇÃO PARA AS CRIANÇAS DE UM CEI
JACKELINE LOURENÇO ARISTIDES, JANICE DA CONCEIÇÃO
BOGADO, KÁTIA APARECIDA DE OLIVEIRA, LEILA SANAE KATO,
NAYARA DE FÁTIMA MAZINI FERRARI, SUELEN DA SILVA
LOURENÇO, CHRISTINE BACCARAT DE GODOY MARTINS E
ROSÂNGELA APARECIDA PIMENTA FERRARI, FERNANDES DE
ALMEIDA DANTAS DEVITO, [email protected]
Trabalho de iniciação científica realizado sob orientação de docentes
do curso de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina em
projeto de extensão .
Vários nomes e abordagens surgiram para a prática educacional das
crianças de zero a seis anos ao longo dos tempos. O termo Centro de
Educação Infantil (CEI) com um sentido mais amplo de atenção à
criança, está em processo de construção, sendo assim, destacamos o
papel da enfermagem, que embora não seja membro integrante da
equipe do CEI na realidade brasileira, pode desempenhar importante
passo nesta mudança. Nosso objetivo foi o de relatar nossa experiência
na realização de atividades lúdicas voltadas a estas crianças na
abordagem de temas como higiene oral, bucal, corporal e prevenção de
acidentes. Em estudo descritivo do projeto foi referida a experiência da
problematização na implementação de orientações de um CEI da cidade
de Londrina. As atividades foram desenvolvidas por graduandos do
curso de enfermagem vinculados a um projeto de extensão. “As
educações educativas não devem constituir um programa à parte mas,
ao contrário, serem incluídas nas atividades e brincadeiras realizadas
com as crianças. Sendo que estes conhecimentos transmitidos e estas
atividades devem ser adaptados aos recursos do meio. Como pedir à
criança para lavar-se com regularidade se a torneira de água estiver
situada a centenas de metros de sua casa?”(SCHMITZ et al, 1989).
• TRATAMENTO FISIOTERÁPICO NAS
DECORRENTES DA PRÁTICA DO ATLETISMO
LESÕES
BIBIANA GOBO SILVA, BIANCA KURAOKA, GISELE CRISTINA
LARINI, CHRISTIANE DE SOUZA GUERINO MACEDO;
[email protected]
Trabalho realizado pelas alunas do quarto ano de fisioterapia da
Universidade Estadual de Londrina com a equipe de atletismo
Sercomtel Londrina
O atletismo abrange uma ampla variedade de eventos e diversas
características biomecânicas que propiciam o surgimento de lesões
comuns e, algumas vezes, especificas de cada modalidade. As lesões
músculo-esqueléticas acompanham a vida dos atletas, limitando o
rendimento esportivo provisório ou definitivamente. O objetivo deste
estudo foi analisar e quantificar as lesões mais comuns decorrentes da
prática do atletismo e apontar os recursos fisioterápicos mais utilizados
na reabilitação. Foram analisados 22 prontuários de praticantes de
atletismo de diversas modalidades e de ambos os sexos, com idade
média de 16,7 anos, que participavam de competições em nível
estadual. Os prontuários eram referentes a atendimentos realizados no
HURPR no ano de 2005 e continham avaliação, diagnóstico e condutas.
O número total de lesões foi de 23, sendo que 19 ocorreram nos
membros inferiores e 4 na região lombar. As regiões mais acometidas
foram a coxa (39,1%) seguido por região lombar (17,4%). As lesões
musculares foram as mais freqüentes, sendo que a musculatura
isquiotibial foi a mais acometida. Os recursos fisioterápicos mais
utilizados foram a cinesioterapia (100%), eletroterapia (78,3%) e terapia
manual (52,2%). Os riscos assumidos pelos atletas os tornam
vulneráveis a lesões, que muitas vezes apresentam caráter de
cronicidade. Evidencia-se assim a importância da fisioterapia para o
tratamento das lesões e para o retorno precoce ao esporte.
• LESÕES MÚSCULO-ESQUELÉTICAS EM ATLETAS DE
BEISEBOL
SOLANGE ÉRIKA FUKAMI, VALQUÍRIA DA COSTA NUNES,
FERNANDO CÉSAR HIDEKI KONDO, CARLOS MINORU OMURA,
PRISCILLA CELESTINO DONOLA, ANA LUIZA DORÇA DE LIMA,
CELITA SALMASO TRELHA; [email protected]
Trabalho Realizado na disciplina de Fisioterapia Preventiva em Saúde
Pública – Curso de Fisioterapia/UEL
O Beisebol é um esporte completo, que exige força, reflexos,
coodernação e velocidade e os atletas estão suscetíveis a lesões
músculo-esquelético. Este trabalho teve como objetivo verificar a
freqüência de lesões músculo-esquelético em atletas de beisebol. Para
atingir o objetivo proposto foi realizado um estudo descritivo.
Participaram 16 atletas, do sexo masculino com idade 13 e 14 anos
(média de 13,38), pertencentes ao time da Associação Cultural Esportiva
de Londrina. Para a coleta de dados foi aplicado um questionário
abordando aspectos referentes à atividade esportiva e presença de lesão
músculo-esquelético. Os atletas também foram submetidos ao teste de
flexibilidade (sentar e alcançar) e Escala Visual Análoga. Do total de
atletas, verificou-se que 7 (43,75%) referiram apresentar algum tipo de
lesão, principalmente nas regiões de ombros e cotovelos. Os atletas que
mais apresentaram lesões foram os arremessadores (57,1%). Quatorze
(87,5%) atletas referiram apresentar dor durante e pós-jogos e/ou
treinos, principalmente em cotovelo 4 (28,57) e ombro 2 (14,29),
apresentando média de 3,93 (+ 2,05) na escala visual análoga. Em
relação ao teste de flexibilidade de ísquio tibial, verificou-se que 7
(43,75%) atletas apresentaram índice regular e 5 (31,25%) índice ruim.
Os resultados encontrados mostram a necessidade de implantação de
estratégias para amenizar e prevenir lesões e melhorar o desempenho
da prática esportiva.
OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 85
A NA IS
Projeto Pesquisa
Research Project
• A FORÇA MUSCULAR DO ASSOALHO PÉLVICO EM
MULHERES NAS DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS
ELIANE CRISTINA HILBERATH MOREIRA, CARINA VIVAN,
FLAVIA ALVES LENTE, JANAINA DUARTE, LAIRA LOPES RAMOS,
ROBERTA ROMANIOLO DE MATTOS;
[email protected]
A importância do papel dos músculos do assoalho pélvico na
manutenção da continência urinária e fecal, bem como na atividade
sexual tem salientado a necessidade de maiores informações sobre suas
propriedades contráteis. O objetivo deste trabalho é o de avaliar a força
muscular de pressão do assoalho pélvico de mulheres saudáveis entre
20 e 70 anos, devido à necessidade de uma normatização sobre a força
muscular do assoalho pélvico em mulheres saudáveis que foram
divididas em faixas etárias, nulíparas e/ou multíparas. As mulheres são
avaliadas por um questionário clínico, avaliação subjetiva visual,
palpação bidigital e pelo perineômetro, aparelho que mede, em cm
H2O, a força de pressão do períneo, realizado no Ambulatório de
Fisioterapia Aplicada à Ginecologia e Obstetrícia do HU/UEL. Foram
avaliadas 62 mulheres entre 20 a 30 anos, com resultados de
perineometria para pico máximo, média de sustentação e duração da
contração muscular respectivamente 41,3cm H2O, 30,2 cm H2O e 11,5
segundos; 22 mulheres entre 31 a 40 anos com 40,6 cm H2O de pico
máximo, 30,0 cm H2O de média de sustentação e 11,6 segundos de
duração da contração muscular; 17 mulheres entre 41 a 50 anos com
39,0 cm H2O de pico máximo, 28,3 cm H2O de média de sustentação e
11,3 segundos de duração da contração muscular; 16 mulheres entre 51
a 60 anos, com 33,6 cm H2O de pico máximo, 24,5 cm H2O de média de
sustentação e 11,5 segundos de duração da contração muscular; e 7
mulheres entre 61 a 70 anos com 25,1 cm H2O de pico máximo, 15,2 cm
H2O de média de sustentação e 9,8 segundos de duração da contração
muscular. Os outros valores serão apresentados em percentagem de
cada grupo em gráficos e tabelas. Estamos coletando mais voluntárias
para que, ao final deste estudo, se possa estabelecer um parâmetro de
normalidade possibilitando desta maneira uma intervenção
fisioterapêutica com o objetivo de prevenção e tratamento de
intercorrências que possa afetar o trato genitourinário.
• A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO E APLICABILIDADE
DAS ESCALAS DE EQUILÍBRIO PARA OS PACIENTES COM
DOENÇA DE PARKINSON: REVISÃO SISTEMÁTICA DA
LITERATURA
MARIA AUGUSTA BAPTISTÃO PESSAN, ALINE DIAS BRANDÃO,
SUHAILA MAHMOUD SMAILI SANTOS;
[email protected]
INTRODUÇÃO: A Doença de Parkinson (DP), tem como tríade
característica o tremor, a rigidez e a bradicinesia. É definida como uma
doença idiopática, degenerativa primária da substância negra compacta,
insidiosa, com conseqüente alteração na produção na dopamina. Além
da tríade característica, as reações de retificação, equilíbrio e proteção,
os movimentos rotacionais e o controle postural estão prejudicados
podendo culminar na inabilidade funcional. Considerando esses fatos,
além da terapêutica medicamentosa, a intervenção fisioterapêutica
torna-se imprescindível no processo de reabilitação do paciente,
objetivando a reeducação motora, o estímulo às reações automáticas
básicas, às atividades funcionais, atividades de vida diária (AVDs) e
qualidade de vida do paciente.
OBJETIVOS: Verificar a importância da avaliação de equilíbrio para
pacientes com DP, estudar as diversas escalas que têm sido utilizadas e
mensurar o impacto nas AVDs e nas habilidades de equilíbrio no
paciente com DP.
METODOLOGIA: Foi realizada revisão de literatura em bases de dados
eletrônica, como: Medline, Lilacs, Scielo, Cochrane e livros
especializados. Os descritores foram Equilíbrio, Doença de Parkinson e
Reabilitação. Foram selecionados 11 periódicos, analisados quanto à
reabilitação e equilíbrio de pacientes com DP, bem como a aplicabilidade
das escalas.
RESULTADOS: não há concordância de qual o melhor instrumento para
avaliar as disfunções presentes na DP, especialmente o déficit de
equilíbrio. Alguns dos métodos utilizados são: UPDRS (Unified
Parkinson´s Disease Rating Scale), S&E ADL Scale (Modified Schwab
and England Capacity for Daily Living), Hoehm and Yahr (Modified
Hoehn and Yahr Sataging Scale), SIP-68 (Sickness Impact Profile) e BBS
(Berg Balance Scale). A escala de Berg (BBS) tem se destacado por
identificar e avaliar as alterações de equilíbrio, propiciando intervenção
mais específica e eficaz neste paciente.
CONCLUSÕES: Manter ou melhorar as habilidades funcionais, prevenir
as complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente são pontos
fundamentais no processo de reabilitação. Para tanto, as escalas e os
testes representam importante papel no registro das reais deficiências
do paciente e servem como parâmetro para a análise da eficácia do
programa de reabilitação traçado para o paciente, auxiliando na escolha
de melhores condutas na abordagem específica do mesmo.
86 • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO
ANAIS
• VÍTIMAS FATAIS DE ACIDENTES DE TRÂNSITO EM
MARÍLIA (SP)
FLÁVIO HENRIQUE MUZZI SANT' ANA, FLÁVIA LOPES GABANI,
SELMA MAFFEI DE ANDRADE, LUIZ ANTÔNIO DE ARAUJO
SANT´ANA; [email protected]
Acidentes de trânsito são, atualmente, grave problema de saúde pública,
acarretando grande ônus ao Estado, à sociedade e às famílias das
vítimas. Visando avaliar a magnitude desse evento em Marília (SP), este
estudo teve como objetivo determinar as características das vítimas
fatais de acidentes de trânsito e as circunstâncias desses acidentes. A
coleta de dados realizou-se no Instituto Médico Legal (IML) do
município com a identificação das vítimas que tiveram óbito no local do
acidente ou em até 4 horas após esse, sendo o período considerado de
01 de Janeiro de 2002 a 31 de dezembro de 2004. Dados referentes ao
contexto dos acidentes foram colhidos no plantão policial e nos distritos
policiais. Os casos analisados pela pesquisa corresponderam a 43,2% do
total de vítimas fatais de acidentes de trânsito ocorridos na região de
Marília nesse período, sendo 75,5% homens, 72,0% brancos, 68,4%
adultos entre 20 e 59 anos e 74,4% marilienses. Esses acidentes foram
mais freqüentes em vias de grande fluxo como avenidas e rodovias
(78,0%), no período noturno (45,3%) entre 18h00min e 23h59min e no
final de semana (47,7%). Os acidentes de trânsito têm como vítimas
fatais, em sua maioria, homens em faixa etária economicamente ativa,
ocorrendo sobremaneira nos finais de semana e à noite. Os resultados
apresentados podem colaborar com a implementação de políticas
públicas visando à diminuição de mortes em acidentes de trânsito que,
em grande parte, seguem um padrão de ocorrência com local, horário,
dias da semana e características das vítimas semelhantes.
Apoio: CNPq (Processo 112.631/2004-5)
• AS MÃES DO JARDIM SANTO AMARO DE CAMBÉ-PR
ESTÃO AMAMENTANDO?
TALITA MARIA BENGOZI*; MÁRCIA M. BENEVENUTO DE
OLIVEIRA **; JOSÉ CARLOS DALMAS ***
* Acadêmica do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de
Londrina (UEL)
** Docente do Departamento de Enfermagem da UEL e Coordenadora
do Banco de Leite Humano do Hospital Universitário de Londrina
***Docente do Departamento de Matemática Aplicada e Esttística da
UEL
O leite humano é totalmente adequado às necessidades nutricionais do
lactente. Sua composição química modifica com o tempo, de modo a se
adaptar às características fisiológicas e nutricionais da criança. No Brasil,
mesmo com as diversas campanhas de incentivo ao aleitamento
materno, a amamentação na sua forma exclusiva ainda é pouco
praticada. Esta pesquisa foi realizada para verificar o índice de
aleitamento materno exclusivo nos primeiros quatro meses de vida das
crianças nascidas na área de abrangência da Unidade Básica de Saúde do
jardim Santo Amaro no município de Cambé – PR. Também teve como
objetivo identificar a existência de anotações de enfermagem sobre
aleitamento materno nos prontuários das mães visitadas. Os dados
foram coletados dos prontuários das mães, além de entrevistas
realizadas com essas mães quando seus filhos completaram quatro
meses de idade, por meio de visita domiciliar. A população foi
constituída por 46 mães que participaram da pesquisa após assinarem o
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Esta pesquisa foi aprovada
pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de
Londrina. Apenas 13% das crianças estavam em aleitamento materno
exclusivo no quarto mês de vida e o índice de aleitamento materno
predominante na mesma época foi de 21,7%. Observou-se que 47,8%
das crianças pesquisadas estavam em aleitamento materno no quarto
mês de vida, sendo que 17,4% estavam recebendo exclusivamente leite
artificial. Verificou-se que 63% das crianças receberam outro tipo de
leite, além do materno, até o quarto mês de idade. Dos prontuários
analisados, 58% não tinham anotações referentes ao aleitamento
materno. Esta pesquisa mostra a necessidade de reavaliar e reorientar as
ações de promoção e apoio ao aleitamento materno pelos profissionais
de saúde nos serviços de saúde do município, aumentando assim o
número de crianças beneficiadas pelo leite materno.
• BAIXO PESO AO NASCER E ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL
EM LONDRINA (PR)
FLÁVIA LOPES GABANI, FLÁVIO HENRIQUE MUZZI SANT' ANA,
SELMA MAFFEI DE ANDRADE; [email protected]
INTRODUÇÃO: O baixo peso ao nascer é considerado, atualmente, um
grave problema de saúde pública e uma adequada assistência pré-natal
uma estratégia visando a sua redução.
OBJETIVOS: Este estudo objetiva analisar essa assistência e sua relação
com o baixo peso ao nascer entre mulheres residentes em diferentes
regiões do município de Londrina (PR).
MATERIAIS E MÉTODOS: Os dados foram coletados durante o ano de
2003 por meio de formulário previamente testado, de consultas aos
cartões e aos prontuários das gestantes e de pesquisa no Sistema de
Informação de Nascidos Vivos (SINASC) e no Sistema de Informação
sobre Mortalidade (SIM).
RESULTADOS: Observou-se que a freqüência de baixo peso ao nascer foi
de 8,6%, semelhante à taxa encontrada no município no ano de 2002. A
idade materna inferior a 20 anos, o menor número de consultas prénatais (até seis consultas), o não planejamento da gravidez, o fumo e os
problemas (intercorrências clínicas) na gestação foram algumas das
variáveis encontradas que se associaram ao baixo peso ao nascer.
CONCLUSÕES: A melhora da qualidade na assistência prestada às
gestantes associada à busca ativa das faltosas, assim como um
atendimento multiprofissional integral e individualizado devem ser
implantados com o intuito de diminuir essa estatística, haja vista sua alta
correlação com a mortalidade infantil.
Apoio: CNPq (Processo 112.631/2004-5)
OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 87
ANAIS
• CONCENTRAÇÃO DE PROTEÍNA, ÁCIDO SIÁLICO
LIVRE E TOTAL NA SALIVA DE LACTENTES
ANDRÉIA FURTADO, CÁSSIA CILENE DEZAN, LUIZ REYNALDO
DE FIGUEIREDO WALTER, DOUGLAS DE SOUZA, JOSÉ
NICOLAU, WANDA TEREZINHA GARBELINI FROSSARD;
[email protected]
Monografia do curso de especialização em Odontopediatria da
Universidade Estadual de Londrina.
O ácido siálico é um componente estrutural importante das
glicoproteínas ricas em mucinas e tem papel essencial na aglutinação de
bactérias, formação de biofilme e placa bacteriana. O objetivo é
conhecer a influência da dieta sobre a concentração salivar de proteínas
e ácido siálico em lactentes. Para isto foram selecionadas 69 crianças, de
5 a 8 meses de idade, ambos os sexos, pacientes do Núcleo de
Odontologia/UEL. As crianças foram divididas, conforme o tipo de leite
que consumiam, em 2 grupos: Grupo A – 27 crianças que consumiam
leite somente de origem materna; Grupo B – 42 crianças que
consumiam leite de origem materna e artificial, ou que consumiam
somente leite de origem artificial. As amostras salivares foram coletadas
das 9:00 às 11:00hs, sendo as concentrações de proteínas e ácido siálico
determinadas, respectivamente, através do método de Lowry et al.
(1951) e de Warren (1959). Na análise estatística empregou-se o teste “t”
de Student e o teste ¯2 (correção de Yates) em nível de significância de
5%. As crianças do grupo A apresentaram concentrações de ácido siálico
livre e total significativamente maior que as do grupo B, sendo a
concentração do último até 3 vezes maior. A concentração de proteínas
foi maior no grupo B. Foi detectada associação estatisticamente
significante entre o tipo de leite consumido e as concentrações salivares
de proteína, ácido siálico livre e total. Os resultados obtidos sugerem
que as glicoproteínas salivares de crianças que recebem leite de origem
materna apresentam maiores quantidades de ácido siálico, o que
poderia influenciar sua capacidade de aglutinação bacteriana.
• DETERMINAÇÃO DO TEMPO DE ESTOCAGEM DA
MISTURA (PÓ) QUE COMPÕEM A PASTA CTZ
ÉLTON SCHMITT DE ALMEIDA, KARINA TOMOE AJIMURA, ANA
PAULA PUCCI WAKI*,
REGINA LÚCIA DOS SANTOS, FARLI APARECIDA CARRILHO
BOER; [email protected]
Monografia do curso de especialização em Odontopediatria da
Universidade Estadual de Londrina.
O CTZ é uma pasta antibiótica que tem sido utilizada, na
Odontopediatria desde que surgiu em 1960 com Capiello, nas
necessidades curativas. No entanto, não há muitas pesquisas publicadas
que possam esclarecer a sua utilização. O objetivo desta pesquisa é
determinar in vitro o intervalo de tempo adequado para a estocagem da
mistura (pó) que compõem o CTZ (Cloranfenicol, Tetraciclina, Óxido de
Zinco e Eugenol) e seus componentes, distribuídos em 6 grupos de
medicamentos, contra os microrganismos padrões: Staphylococcus
aureus (INCQS 00039), Enterococcus faecalis (ATCC 23212), Escherichia
88• Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO
coli (INCQS 00032), Bacillus subtilis (CT) INCQS 000349 (ATCC 9372),
Lactobacillus casei (CT) INCQS 0006-ATCC 7469 e Streptococcus mutans
INCQS 0054-CCT 3440(ATCC 25175). Para o teste foram selecionados os
microrganismos padrões: Streptococcus mutans, Staphylococcus
aureus, Enterococcus faecalis, Escherichia coli e Bacillus subtilis. Foi
estocado a mistura (pó) nos intervalos de 0 (controle),15, 30, 45, 60, 75
e 90 dias. O método utilizado foi o teste de difusão em ágar com a pasta
CTZ em seus diversos intervalos de estocagem. Houve um decréscimo
da atividade antimicrobiana da pasta CTZ em virtude do seu tempo de
estocagem, contudo os microrganismos padrões continuaram sensíveis
a ela mesmo após o intervalo de 3 meses.
• ESTRATÉGIAS DE FISIOTERAPIA COM ENFOQUE NA
PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA DOR NO OMBRO DE
PACIENTES HEMIPLÉGICOS
MÁRCIA REGINA GARANHANI, ALINE DIAS BRANDÃO, LARISSA
LASKOVSKI; [email protected]
INTRODUÇÃO: O Acidente Vascular Encefálico (AVE), é a causa líder de
incapacidade em adultos. As conseqüências funcionais dos déficits
primários neurológicos geralmente predispõem os indivíduos a
limitações para as atividades de vida diária (AVDs). O inicio da
hemiplegia pode afetar adversamente a mecânica normal do ombro
através da perda do controle motor, desenvolvimento de padrões
anormais de movimento, alterações secundárias ao tecido mole
subjacente e subluxação da articulação glenoumeral. O quadro
caracteriza-se por dor e perda progressiva da amplitude de movimento
do ombro, devido aos mecanismos de desalinhamento do ombro,
movimentação incorreta, imobilidade, manuseio e posicionamento
inadequado do braço acometido, bem como por mudanças mecânicas
resultantes da paralisia, flutuações do tônus muscular e imobilidade
prolongada levando ao mau alinhamento do ombro. A fisioterapia e o
manuseio cuidadoso e precoce de pacientes que tiveram AVE para
preservar a mobilidade e função do ombro são importantes para o
sucesso da reabilitação.
OBJETIVOS: Demonstrar as estratégias da fisioterapia para a prevenção
e tratamento da dor no ombro de pacientes hemiplégicos por AVE.
MÉTODO: Foi realizada uma revisão de literatura em bases de dados
eletrônica, como: Medline, Lilacs, Scielo, Cochrane e também em livros.
Os descritores utilizados foram dor no ombro, fisioterapia e hemiplegia.
Foram selecionados periódicos de revisão, estudo de casos e ensaios
clínicos, todos analisados quanto à prevenção e tratamento da dor no
ombro hemiplégico.
RESULTADOS: Os procedimentos encontrados foram com enfoque no
posicionamento do paciente, reeducação motora de tronco superior e
membro superior, e os alongamentos. O posicionamento do membro
superior é considerado rotineiramente como foco inicial no tratamento
da dor no ombro do hemiplégico e, os alongamentos têm por objetivo
prevenir as mudanças no comprimento de tecidos moles no complexo
do ombro.
ANAIS
CONCLUSÃO: A fisioterapia é indicada com objetivo de prevenção e
tratamento. As estratégias utilizadas são: posicionamento, reeducação
motora de tronco e membros superiores e alongamentos. Porém, são
necessários estudos que determinem a melhor e mais eficaz estratégia.
• FATORES DE INDICAÇÃO DO TRATAMENTO
ODONTOLÓGICO SOB ANESTESIA GERAL EM
INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR PÚBLICA
INTRODUÇÃO: O envelhecimento da população é um fenômeno
mundial e com conseqüente predomínio de doenças degenerativas,
geralmente relacionadas a dor crônica e de difícil controle. A dor no
idoso assume grande importância devido à expressiva prevalência,
aliada a freqüentes complicações, levando a dependência funcional e
maior gasto com serviços de saúde.
OBJETIVO: O presente estudo teve como objetivo verificar a freqüência
de dor em idosos moradores do Conjunto Cabo Frio, região norte da
cidade de Londrina.
LUCIANA LIRA MENEGHEL, WANDA TEREZINHA GARBELINI
FROSSARD, CÁSSIA CILENE DEZAN GARBELINI, FARLI
APARECIDA CARRILHO BOER, MARÍLIA FRANCO PUNHAGUI
[email protected]
METODOLOGIA: Foram entrevistadas, em seus domicílios, 69 pessoas
com idade acima de 60 anos. Para a coleta de dados foi utilizado um
roteiro com questões demográficas e relacionadas a dor. Para o
tratamento estatístico dos dados foi utilizado o programa Epi Info 6.04b.
Monografia (Especialização em Odontopediatria), Universidade
Estadual de Londrina, 2005.
RESULTADOS: A amostra constituiu-se por 39 (56,50%) pessoas do sexo
feminino e 30 (43,50%) do sexo masculino, com idade variando de 60 a
94 anos, média de 69,97 + 8,16 anos. Do total de idosos, 58 (84,10%)
referiram apresentar dor. As regiões anatômicas de predomínio das
dores foram principalmente em: membros inferiores 34 (49,30%),
membros superiores 24 (34,80%), coluna lombar 16 (23,20%) e tórax
posterior 13 (18,80%). Trinta e oito (55,10%) idosos referiram fazer uso
de medicamentos em decorrência das dores e 50 (72,50%) afirmaram
apresentar a dor há mais de seis meses.
A utilização da anestesia geral em odontologia é um dos meios que se
dispõe para realizar alguns tratamentos, principalmente em crianças,
quando as técnicas de manejo do comportamento e contenção física e
química falharem. O objetivo deste trabalho é analisar os fatores de
indicação e verificar os procedimentos realizados durante tratamentos
odontológicos sob anestesia geral realizados durante o período de 1974
a 2004. Foram coletados e analisados os dados de 519 prontuários de
pacientes atendidos no Hospital Universitário Regional Norte do Paraná.
Entre os pacientes estudados, 39,11% (203) eram do gênero feminino e
60,89% (316) do masculino. Os pacientes foram classificados como
portadores (Grupo A) ou não-portadores (Grupo B) de necessidades
especiais, 251 e 268 pacientes, respectivamente. Os fatores de indicação
mais freqüentes no Grupo A foram lesões cariosas generalizadas
(63,75%) e residente em local distante (27,88%), enquanto no Grupo B
foram lesões cariosas generalizadas (38,81%) e pouca idade (35,83%).
Os principais procedimentos realizados nas 3 décadas analisadas foram
extrações, seguidas pelas restaurações de amálgama, coroas de aço e
pulpotomias, confirmando o caráter mais radical dessa modalidade de
atendimento. Apesar da melhoria das condições de saúde bucal
observada nas últimas décadas, a cárie generalizada ainda é o principal
fator de indicação para o tratamento odontológico sob anestesia geral
em pacientes portadores ou não de necessidades especiais.
Palavras-chave: Serviço Hospitalar; Anestesia Geral; Odontopediatria.
• FREQÜÊNCIA DE DOR EM IDOSOS MORADORES DO
CONCLUSÕES: Esse levantamento mostra elevado predomínio de dor
em idosos na amostra estudada e a necessidade da implantação de
estratégias de controle de dor que possam ser implementadas ao maior
número de idosos através dos serviços de saúde.
• PERFIL DE CRIANÇAS COM MIELOMENINGOCELE
ALINE DIAS BRANDÃO, DIRCE SHIZUKO FUJISAWA, JEFFERSON
ROSA CARDOSO; [email protected]
INTRODUÇÃO: A mielomeningocele é caracterizada por uma falha no
fechamento do tubo neural, o que acarreta em falta de proteção da
medula espinhal. As manifestações clínicas são os distúrbios sensitivos,
motores e ortopédicos (malformações ósseas), que podem estar
associadas. Além disso, a criança com mielomeningocele pode
apresentar várias complicações.
OBJETIVO: Traçar o perfil de crianças com mielomeningocele atendidas
em um projeto de extensão universitária.
CONJUNTO CABO FRIO, CIDADE DE LONDRINA/PR
MARA SOLANGE GOMES DELLAROZA, CELITA SALMASO
TRELHA, KIYOMI NAKANISHI YAMADA, MARCOS CABRERA,
TIEMI MATSUO, ARTHUR EUMANN MESAS, CARLOS CÉSAR
BENES GAETAN, DANILO PANAZZOLO, GISELE MAGNABOSCO,
GISLAINE PINN GIL, JULIANA APARECIDA MACRI, NATÁLIA
SERRA LOVATO, PRISCILA APARECIDA BATISTA, RAQUEL DE
SOUZA; [email protected]
Trabalho realizado no Projeto de Pesquisa Caracterização da Dor
Crônica e da Analgesia em Idosos em Atenção Básica de Saúde
(Programa PIBIC CNPq/ Fundação Araucária/UEL)
MÉTODO: Foi realizado um estudo retrospectivo, sendo a coleta de
dados baseada nas informações obtidas nos prontuários das crianças
atendidas no projeto de extensão “Grupo de atendimento
multidisciplinar a crianças portadoras de bexiga neurogênica”, no
período de Agosto a Outubro de 2005. Critério de inclusão: crianças
com diagnóstico de mielomeningocele. Os dados são apresentados na
forma de freqüência absoluta e relativa.
RESULTADOS: Dos 39 prontuários analisados, 18 crianças eram do
gênero masculino e 21 do feminino, destas, 97,4% eram procedentes da
zona urbana. A maior parte das crianças apresentou comprometimento
lombo-sacral (46,1%), seguido pelo segmento torácico(23%) e lombar
alto (17,9%), sendo que cinco (12,8%) ainda não tinham o diagnóstico
OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 89
ANAIS
definido. Seis crianças (15,3%) tiveram fratura em membros inferiores,
sendo que a maioria apresentava comprometimento torácico. Dentre as
complicações, as mais freqüentes foram: incontinência urinária (64,7%),
hidrocefalia (61,7%), escaras (8,8%) medula presa (32,3%) e luxação de
quadril (8,8%). Além disso, apenas uma das crianças (2,5%) não realizou
algum tipo de intervenção cirúrgica.
CONCLUSÃO: Como descrito na literatura, houve maior incidência da
mielomeningocele no segmento lombo-sacral (46,1%) e as
complicações de maior incidência foram: incontinência urinária e
hidrocefalia. Em virtude dessas complicações, verifica-se que a equipe
multidisciplinar é de fundamental importância no acompanhamento
destas crianças, para que possam desenvolver o máximo do seu
potencial, e assim tenham melhor qualidade de vida.
• PREVENÇÃO DE HÁBITOS PREJUDICIAIS À SAÚDE
BUCAL DE CRIANÇAS
COMPARAÇÃO
ENTRE
EDUCATIVAS.
DA BEBÊ CLÍNICA/UEL:
DUAS
INTERVENÇÕES
MARISA FRANÇA FERRAZ DE ALMEIDA, BEATRIZ BRANDÃO
SCARPELLI (ORIENTADORA); [email protected].
Trabalho realizado no Núcleo de Odontologia para Bebês para
obtenção do título de Especialização em Odontopediatria.
Os problemas que os hábitos inadequados causam na saúde bucal de
crianças de pequena idade são geralmente prevenidos quando os pais
ou responsáveis recebem informações adequadas nos primeiros meses
de vida da criança e são motivados a usarem seu conhecimento para
manter a saúde de seus filhos e evitar que as doenças ocorram. O
objetivo deste estudo foi comparar duas diferentes intervenções
educativas para a prevenção de hábitos prejudiciais entre crianças de 6
a 36 meses de idade que participaram do Programa EducativoPreventivo da Bebê-Clínica/UEL. Foram escolhidos aleatoriamente 75
pais que inscreveram seus filhos no referido Programa. Estes pais foram
divididos em dois grupos. No grupo I, 38 pais participaram de uma
reunião e no grupo II, 37 pais assistiram a uma palestra. Antes da
atividade educativa os pais responderam a um questionário composto
de duas partes. A primeira parte continha os dados de identificação da
criança e da família, e a segunda parte constava de 18 questões
referentes aos assuntos tratados na reunião e na palestra. A data da
primeira consulta da criança foi agendada para uma data que variou de
30 a 120 dias após este primeiro encontro. Na ocasião da primeira
consulta, os pais responderam novamente o questionário. Após a analise
dos questionários concluiu-se que independente do processo
educativo, obteve-se uma melhora no padrão de respostas, sendo este,
o primeiro passo para uma futura mudança de comportamento, visando
à manutenção da saúde bucal das crianças participantes do programa.
90• Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO
• SEQÜELADOS DE ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO
NO SID DE LONDRINA (PR)
FLÁVIA LOPES GABANI, FLÁVIO HENRIQUE MUZZI SANT' ANA,
JACKELINE LOURENÇO ARISTIDES, JAQUELINE FRANCISCATTI,
LÍGIA FERNANDES A. D. DEVITO, INÊS GIMENES RODRIGUES;
[email protected]
Trabalho realizado por discentes de Enfermagem e Medicina da
Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 2005.
É cada vez maior a incidência de Acidente Vascular Encefálico (AVE) na
nossa sociedade, chegando atingir noventa mil brasileiros no ano de
2002. Hoje, vê-se uma esperança para os pacientes seqüelados por AVE
no que tange ao atendimento integral, humanizado e individualizado
por meio do Sistema de Internação Domiciliar (SID). Este estudo
objetivou conhecer o perfil dos pacientes vítimas de AVE cadastrados no
SID de Londrina (PR) nos anos de 2000 a 2001. Obtiveram-se os dados
na sede do SID por meio de visitas semanais para coleta das informações
nas fichas de cadastro e nos prontuários dos pacientes, utilizando-se
instrumento pré-testado. Dos pacientes atendidos por esse serviço com
a citada patologia, 51,2% são do sexo feminino, sendo a esmagadora
maioria idosa. Também, 60% possuem renda mensal de até três salários
mínimos com grande dependência desse serviço para tratamento,
muitas vezes paliativo, de suas outras patologias ou das seqüelas do AVE.
Dessa forma, é vultosa a importância desse tipo de assistência para esses
pacientes dependentes de acompanhamento terapêutico e paliativo que
demandam grande gasto financeiro e dedicação familiar para
manutenção de qualidade de vida digna e merecida.
A NA IS
ANAIS
Outros
Other
• A EXPERIÊNCIA DO CURSO DE MEDICINA DA UEL
COM A COMUNIDADE INDÍGENA
TEREZA MARIA SANDIS SALOMÃO*, PEDRO HUMBERTO PERIN
LEITE, EDUARDO FREITAS HATANAKA, JANAINA RIBEIRO DIAS,
LORENA RUSSI GARCIA, LUCAS MEDA CAETANO PARAÍSO,
MARCELO SOUZA MONTEIRO FERNANDES, NATALLY MARQUES
SANTIAGO, TIAGO MORENO IKEDA, VICTOR ÂNGELO BRUNO
RIBEIRO, MARIA JOSÉ SALLES DE FARIA, ANTONIO CARLOS
ZORATO; *[email protected]
O governo do Paraná criou a Lei 13134-19/04/2001, onde as IEES/PR são
obrigadas a reservar 15 vagas para índios das comunidades indígenas
paranaenses, com processos de seleção e admissão diferenciados. Em
Londrina, no curso de Medicina/UEL, já recebemos 3 alunos nessa
condição. Percebemos em 2 ingressantes, uma grande dificuldade de
acompanhar as atividades do curso, resultante principalmente da
distorção do processo de seleção, uma vez que esta dificuldade é
decorrente da má formação dos candidatos em conteúdos básicos, pois
já estão aculturados. Isto vem acarretando grande sofrimento pessoal
com seus maus desempenhos, apesar dos esforços individuais. Nota-se
uma grande desigualdade de condições entre eles e seus colegas,
egressos das melhores escolas particulares (não só do Paraná) e
selecionados em um vestibular dos mais concorridos. Frente a essa
situação, a Comissão de Apoio Psicopedagógica do Curso de
Medicina/UEL vem atuando em dois niveis, (1) no sentido de acolher e
promover uma integração do aluno com a turma, diagnosticar as
deficiências e dificuldades no processo de adaptação à vida acadêmica e
sugerir propostas de enfrentamento; e (2) gestionar junto à
administração superior/UEL uma política e mecanismos que propiciem
uma integração menos traumática. Neste sentido, várias ações têm sido
implantadas, tais como: apoio psicológico; apadrinhamento do aluno
indígena pelos colegas de turma; criação do programa institucional de
formação intercultural, onde o aluno recebe reforço nos conteúdos
básicos necessários (biologia, química e português). Todas as condições
estão sendo oferecidas a estes alunos para a sua integração e adaptação
no curso.
O grupo interdisciplinar e multiprofissional (CADD), vinculado ao
colegiado do curso de Medicina/UEL, oferece apoio ao discente e
docente em suas dificuldades psicopedagógicas no currículo integrado.
Esse grupo organizou seu fluxo de atendimento orientando alunos em
suas necessidades acadêmicas e ou emocionais, e apoiandoassessorando docentes no enfrentamento de dificuldades no trabalho
com alunos com algum tipo de problema. Desde a implantação desse
atendimento em 2002, têm-se identificado as seguintes queixas pelos
discentes: dificuldades de relacionamento interpessoal, ansiedade
generalizada, ansiedade para falar nos grupos tutoriais, dificuldade em
adaptar-se ao método e em organizar-se para estudar, problemas
familiares, tristeza excessiva, depressão, transtorno obsessivo
compulsivo, estresse e uso/abuso de drogas. A nossa experiência
demonstra que a melhor forma de atuação é através de um préatendimento em até 4 sessões, denominado “Pronto Atendimento”,
com os seguintes objetivos: identificação do problema/queixa, análise
dos determinantes da condição atual, identificação dos recursos
disponíveis no enfrentamento ou minimização do seu problema, alívio
dos sintomas que o afligem, tomada de decisão quanto às ações a serem
implementadas pelo aluno e pela instituição e só então, quando
necessário, a pedido, o encaminhamento para o processo psicoterápico.
Esse procedimento, tem se mostrado efetivo quanto à agilização do
atendimento ao aluno, sendo muitas vezes suficiente na resolução ou
enfrentamento do problema, propiciando a ele a oportunidade de lidar
com a sua dificuldade prontamente. Conclui-se que intervenções curtas
e no momento da percepção da demanda são suficientes e impedem a
potencialização dos problemas identificadas, prevenindo desajustes
futuros e reduzindo custos.
Apoio: PROMED/Londrina
• ATUAÇÃO DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM EM UM
CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL: RELATO DE
EXPERIÊNCIA
JÉSSICA PRICILA ZANON, KAREN GOMES, LUCIANA RAQUEL
SILVESTRE, SIMONI BATISTELA, SUELLEN KARINA DE OLIVEIRA,
VERIDIANE PIRES GABAS, SARAH NANCY D. HEGETO DE
SOUZA( ORIENTADORA); [email protected]
• APOIO PSICOPEDAGÓGICO: AÇÕES DE CARÁTER
PREVENTIVO DO GRUPO INTERDISCIPLINAR E
MULTIPROFISSIONAL DO CURSO DE MEDICINA/UEL
(CADD)
Trabalho realizado no Módulo Saúde da Criança do terceiro ano do
curso de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina (relato
de experiência)
MARCIA HIROMI SAKAI*, VERA LÚCIA MENEZES SILVA, ADRIANO
TORRES ANTONUCCI, EDUARDO CINAGAWA, ADEMIL FRANCO
GÓES, ADEMILSON ROGÉRIO FERREIRA, ALINE CRISTINA E SILVA
PAES, ANA CAROLINA KOTINDA, CAROLINE FERREIRA DOS
ANJOS, CELSO WILLIAN HUTYN, DANIELLY K. B. PALERMO, MARIA
JOSÉ DE FARIA, ANTONIO CARLOS ZORATO; *[email protected]
As creches ou CEI (Centro de Educação Infantil) surgiram nos países
norte americanos e europeus durante o século XIX e no Brasil no início
do século XX, acompanhando a crescente urbanização, a estruturação
do capitalismo e industrialização que trouxeram consigo uma mudança
de valores, a redefinição do papel das mulheres e sua inserção no
mercado de trabalho. No Brasil, atualmente, as CEIs assumem os
OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 91
ANAIS
cuidados relativos à maternagem, porém com caráter pedagógico e
presta assistência global às crianças, propiciando um bem estar
biopsicossocial, acompanhando e auxiliando no crescimento e
desenvolvimento infantil. Considerando-se que o crescimento e
desenvolvimento saudável estão relacionados à qualidade dos cuidados
cotidianos prestados aos infantes, faz-se necessária a presença do
profissional enfermeiro nestes locais, realizando atividades de
promoção à saúde, ensinando o cuidado e auto cuidado, contribuindo
para o controle de agravos à saúde individual e coletiva,
complementando a ação dos educadores. O presente trabalho tem
como objetivo relatar uma experiência curricular, vivenciada no Módulo
Saúde da Criança, do terceiro ano do Curso de Enfermagem da
Universidade Estadual de Londrina onde foi realizado uma análise
antropométrica (peso e estatura) em 120 crianças de 2 a 6 anos de uma
CEI, localizada na Região Sul de Londrina. A partir da avaliação das
medidas na curva de crescimento, foram detectadas 19 alterações no
crescimento, correspondendo a, aproximadamente, 16% dos infantes,
sendo 12 crianças com sobrepeso, 5 crianças com risco para baixo peso
e 2 crianças com baixo peso. Perante o resultado encontrado, realizamos
ação educativa com as crianças sobre a importância de uma alimentação
saudável, confeccionamos cartilha com receitas nutritivas e dicas
alimentares para as mães das crianças e enviamos orientação por escrito
para as mães das crianças com alterações, através da coordenadora
pedagógica da instituição. Através desta atividade pode-se observar que
a presença do enfermeiro nessas instituições é de grande importância e
ainda, que há muitas outras ações que, com a atuação deste profissional,
proporcionariam melhor acompanhamento da saúde das crianças.
• ATUAÇÃO DOS ESPECIALIZANDOS EM SAÚDE
COLETIVA COMO MONITORES DO PIN1
FERNANDA DE FREITAS MENDONÇA, VERA LÚCIA RIBEIRO DE
CARVALHO BUENO, IARA LUISA MASTINE, CLÁUDIA KAUAN
MENESES, GINA AYUMI KOBAYASHI KOYASHIKI;
[email protected]
Trabalho realizado durante a atuação dos alunos de especialização
em Saúde Coletiva como monitores do PIN1 no ano letivo de 2005.
O módulo PIN 1 é uma atividade presente na primeira série dos cursos
de graduação em Enfermagem e Medicina. Nela os alunos vivenciam a
realidade do trabalho realizado em uma unidade básica de saúde da
família(UBS) e com isso têm a oportunidade de visualizarem os reais
problemas de saúde da população, bem como, interagirem com
profissionais de saúde da rede de serviços. No ano letivo de 2005
ocorreram algumas inovações nas atividades do módulo, dentre elas, a
introdução de estudantes de especialização em Saúde Coletiva como
monitores. Portanto, o objetivo desse trabalho é relatar as percepções
dos especializandos ao atuarem como monitores do PIN1, através das
atividades vivenciadas pelas monitoras em UBSs do município de
Londrina-Pr. Este estudo foi realizado com cinco monitoras no período
de setembro a outubro de 2005. Segundo as participantes do estudo, a
atuação no PIN1 oportunizou a realização de diversas atividades e
obtenção de novos conhecimentos, como: o trabalho em equipe, o
reconhecimento da área de abrangência da UBS, o processo de trabalho
da unidade e a supervisão dos alunos da graduação. Diante dessa
92 • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO
experiência, os monitores concluíram que o PIN1 contribui
maciçamente para a formação de profissionais de saúde articulados com
a proposta do SUS e que é valida a continuação dessa proposta, de
inserção dos estudantes de especialização em Saúde Coletiva no PIN1,
pois, de acordo com as monitoras, a atuação contribuiu
significativamente para um melhor desempenho acadêmico no
desenvolvimento e compreensão das atividades teóricas do curso de
especialização.
• INFECÇÃO HOSPITALAR NA UTI NEONATAL EM UM
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
FERNANDO SALOMÃO DA SILVA1, FERNANDA NOVAES
MORENO1, SUELLEN KARINA DE OLIVEIRA2, ALEX MOREIRA4,
RENATA APARECIDA BELEI3; [email protected]
1 – Discentes da graduação de Enfermagem UEL
2 – Discente da graduação de Medicina da UEL
3 – Enfermeira da CCIH
Trabalho realizado durante período de estágio na Comissão de
Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do Hospital Universitário
Regional do Norte do Paraná (HURNP)
INTRODUÇÃO: Os Staphylococcus spp têm sido causa importante de
infecções graves no período neonatal. Em anos mais recentes, os
Staphylococcus spp emergiram como agentes patogênicos de
importância clínica, especialmente nos recém-nascidos (RNs). Os RNs
têm suas reservas de granulócitos e sua atividade quimiotáxica
diminuídas, prejudicando o combate aos microorganismos, resultando
na fragilidade de seus mecanismos de defesa, agravado também pelas
complicações próprias da prematuridade, do baixo peso e da
necessidade de procedimentos invasivos para suporte vital.
Considerando que os dados epidemiológicos revelam que estes
microorganismos são os mais freqüentes entre os isolados de
colonização e infecção, é importante mensurar o problema e encontrar
meios de controle.
OBJETIVOS: Descrever a freqüência de infecção hospitalar (IH) e seu
sítio mais comum, bem como os microorganismos prevalentes, o tempo
entre a admissão do neonato na UTI (unidade de terapia intensiva)
neonatal e o diagnóstico da infecção.
MATERIAL E MÉTODOS: Realizada uma análise retrospectiva das fichas
de notificação procedentes do banco de dados da Comissão de Controle
de Infecção Hospitalar (CCIH) de uma instituição hospitalar pública do
Paraná, durante o período de 01/01/2004 à 31/06/2005.
RESULTADOS: Dentre os 286 pacientes internados no período do
estudo, 90 (31,46%) apresentaram algum tipo de IH, totalizando 111
notificações. Entre os 90 RNs infectados ocorreram 46 (69,33%)
notificações que foram causadas por Staphylococcus spp, sendo que o
Staphylococcus epidermidis se mostrou como o principal agente
infeccioso, totalizando 38,70% dos casos. Constatou-se que o material
coletado mais usado para cultura microbiológica foi sangue (56,89%),
seguido de ponta de cateter (13,79%), secreção traqueal (8,62%),
secreção ocular (5,17%) e outros (15,50%). A mortalidade entre os RNs
foi de 13 casos (14,44%).
ANAIS
CONCLUSÃO: Após análise do material coletado foi possível concluir
que os dados encontrados na instituição estudada são condizentes com
a literatura e o Staphylococcus spp se evidenciou como principal agente
causador dos processos infecciosos do recém-nascido. Considerando
que identificação de espécies do gênero Staphylococcus spp constituí
um marcador útil de infecção, visto que o Staphylococcus epidermidis o
agente etiológico mais freqüentemente associado aos processos
infecciosos nesta população, estudos semelhantes devem ser
incentivados para melhor diagnóstico e intervenção deste problema.
• RELAÇÃO ENTRE A AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA DO
RECÉM NASCIDO A TERMO E PREMATURO
DE
DUBOWITZ
E
O
DESENVOLVIMENTO
NEUROPSICOMOTOR DE RNPT NASCIDOS NO HURNP
FERNANDA OLIVEIRA RABELO, KÁTIA CRISTINA ÁLVARES
KRELING; [email protected]
Trabalho científico realizado sob estágio supervisionado no setor de
pediatria durante o quarto ano de fisioterapia na Universidade
Estadual de Londrina
A assistência perinatal elevou a taxa de sobrevida dos recém nascidos
pré-termo (RNPT), este fato, porém, tem sido acompanhado por um
aumento na incidência de incapacidades do neurodesenvolvimento.
Portanto vê-se a grande importância da avaliação neurológica neonatal e
o acompanhamento do desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM)
possibilitando monitoramento e intervenção adequada.
Este estudo teve como finalidade relacionar os resultados da avaliação
neurológica do recém nascido a termo e prematuro de Dubowitz em
RNPT e o DNPM no primeiro ano de vida.
Foram selecionados 10 recém nascidos com idade gestacional < 32
semanas ou menores de 1500g que estiveram internados na UCI do
HUNRP e que posteriormente foram encaminhados para
acompanhamento fisioterapêutico. As respostas das avaliações
neonatais foram classificadas em neurologicamente anormais, caso
apresentassem 2 ou mais sinais anormais ou hipotonia cervical e de
tronco e normais, caso apresentassem no máximo 1 sinal anormal e
tônus adequado. Os resultados foram relacionados com as avaliações do
DNPM dos recém nascidos no primeiro ano de vida, dividindo-os em
compatíveis ou incompatíveis (alteração de tônus e atraso no DNPM)
com a idade corrigida.
Dos 10 recém nascidos avaliados, 50% foram classificados com respostas
anormais pela avaliação neurológica de Dubowitz e 50% normais.
Das avaliações classificadas como anormais, 60% receberam orientações
e 40% necessitaram de intervenção fisioterapêutica por se manterem
incompatíveis com a idade corrigida durante o primeiro ano de vida.
Das avaliações classificadas como normais, 60% mantiveram-se
compatíveis com a idade corrigida no primeiro ano de vida , 20%
receberam orientações e 20% necessitaram de intervenção por se
manterem incompatíveis com a idade corrigida.
Apesar do pequeno número da amostra verificou-se relação entre os
resultados da avaliação neurológica de Dubowitz e o DNPM no primeiro
ano de vida.
Com isso nota-se a importância da aplicação da avaliação e o posterior
acompanhamento do DNPM dos RNPT.
• RELATO DE CASO: SEPSE NO PÓS-OPERATÓRIO
GILSELENA KERBAUY LOPES, FERNANDO SALOMÃO DA SILVA;
[email protected]
Trabalho realizado no módulo “Saúde do Adulto II” do 3° ano de
Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina - UEL
I.C., 70 anos, proveniente de Miraselva, viúva. Histórico de neoplasia de
ceco, megaesôfago, megacólon chagásico e pós-operatório tardio de
colectomia. Chegou ao Pronto Socorro do HU dia 20 de março de 2005
com queixas de dor abdominal, vômitos constantes, perda de peso, 8Kg
em 5 meses, quadro de anorexia e dificuldade de evacuação há oito dias.
Encaminhada para internação na mesma data. Durante internação
diagnosticado litíase biliar, massa em válvula ileocecal e ceco, além de
concentração sérica de albumina de 1,5 g/dl (3,4 a 5,0). No dia 30 de
março de 2005 foi realizada cirurgia de hemicolectomia direita com
anastomose de alças e colecistectomia. Nos primeiros cinco dias de pósoperatório a paciente evoluiu consciente, comunicativa, com quadros
de náuseas, vômitos, diarréia, queda na concentração de hemoglobina e
albumina. A conduta consistiu de transfusão de duas unidades de
concentrado de hemácias no dia 03/06, dieta hiperprotéica,
antieméticos e antianêmicos. A partir do sexto dia do PO a paciente
iniciou quadro de retenção de fezes, flatos e urina. Ao exame físico
apresentou palidez cutânea, mucosas descoradas (1+/4+), taquipnéia.
Abdômen tenso, globoso, com ruídos hidroaréreos presentes e
timpânico em hipocôndrio, flanco e inguinal direito. Variação de pressão
arterial de 100/60 para 120/80 mmHg e pulso de 68 para 112 bpm.
Orientado jejum e introduzida sonda nasogástrica no dia 06 de março
para drenagem gástrica, apresentando no primeiro dia 900 ml de
secreção gástrica de aspecto esverdeado. No dia 08/06 a paciente
apresentou piora do estado geral com taquipnéia, hipotensão (100/35
mmHg), taquicardia (127 bpm), diurese de 300 ml, e queixas de dor
abdominal. Realizado USG de abdômen total, com laudo de derrame
pleural e coleção de líquido em abdômen direito, conduta de exerese
para retirada de coleção, coloração marrom e odor fétido. Após
procedimento encaminhada ao Centro Cirúrgico para cirurgia de
emergência. Hipótese diagnóstica de deiscência da anastomose,
peritonite aguda e sepse. Admitida na sala de operação as 12:15 hs,
hipotensa, com sudorese, nebulização contínua, pressão arterial
(140/35mmHg), pulso (127bpm), saturação de oxigênio (95).
Apresentou parada cardíaca com subsequente início de manobras para
reanimação sem sucesso. Óbito às 13:05 hs.
OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 93
ANAIS
• RELATO DE CASO SOBRE INFECÇÃO PUERPERAL
• RESPONSABILIDADE E PREVENÇÃO DE PROBLEMAS
NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS
FERNANDA NOVAES MORENO, FLÁVIA LOPES GABANI,
FERNANDO SALOMÃO DA SILVA, SUELLEN KARINA DE OLIVEIRA
[email protected]
MARCELO RUELA DE OLIVEIRA, LEANDRA FAGAN RODRIGUES;
[email protected]
Trabalho realizado no módulo “Saúde do Adulto II” do 3° ano de
Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina - UEL
Trabalho realizado durante a prática profissional em uma UTI de um
hospital de grande porte da cidade de Londrina
J.G.G.,19 anos, amasiada, católica, do lar, procedente de Ibiporã (PR),
onde mora com marido e filha recém-nascida, foi internada para
realização de cesárea. Recebeu alta e após 4 dias em casa (7o PO de
cesárea) desenvolveu sinais sistêmicos de infecção. Foi encaminhada
novamente ao Hospital de origem e submetida à Laparotomia
Exploradora (L.E.), sendo, então, transferida ao Hospital Universitário
para cirurgia de urgência com vaga reservada. Após ser encontrado e
drenado abscesso intra cavitário e realizado uma peritoneostomia, foi
admitida na UTI do Hospital (27/03/2005). De acordo com anotações de
Enfermagem, encontrava-se consciente, comunicativa, queixando-se de
dor, com cateter de O2, edema em MMII e MMSS, intracath em jugular
direita, sonda vesical de demora com fluxo regular, sonda nasogástrica
aberta com drenagem esverdeada e drenos tubulares bilaterais em
flancos direito e esquerdo. No dia 28/03/2005 foi levada à Unidade
Feminina, onde conforme anotações, manteve-se afebril,
hemodinamicamente estável, em ventilação espontânea, sonda
nasogástrica drenando conteúdo gástrico (550 ml/ 24hs), sonda vesical
de demora com bom fluxo urinário, drenos tubulares bilaterais com 10
ml de drenagem em cada, ainda com acesso venoso por intracath,
cateter de O2 e edema em MMII. Foi nessa unidade que J.G.G.
desenvolveu deiscência abdominal no local da incisão onde foi feita a
L.E. No dia 03/04/2005, em Centro Cirúrgico, houve colocação de Tela de
Marlex após drenagem de cavidade abdominal. Em 05/04/2005 foram
retiradas as sondas nasogástrica e vesical de demora. Dia 14/04/2005
inseriram dreno tubular entre baço, pâncreas e estômago, onde se
encontrava conteúdo purulento e com odor fétido, e feito lavagem
exaustiva da cavidade. Também foi diagnosticado derrame pleural em
base de pulmão esquerdo, provavelmente proveniente do abscesso
intracavitário. Passado um mês e meio, por distúrbios hidroeletrolíticos,
desenvolveu arritmia cardíaca grave. Por causa dos vômitos constantes,
foi de extrema importância a introdução de uma sonda nasoenteral para
alimentação. Após controle dos problemas, J.G.G. recebeu alta em
21/05/2005.
A enfermagem possui seu próprio conhecimento científico e técnico,
constituído de um conjunto de práticas sociais, éticas e políticas que se
adquire pelo ensino, pesquisa e assistência. Frente aos diversos
problemas relacionados à administração de medicamentos, destacam-se
dois que se relacionam de forma direta ao volume de diluição e
velocidade de administração de cada medicamento: o surgimento de
flebites e hipervolemia. Este estudo pretende contribuir com o
desenvolvimento da prática profissional, por meio da revisão de
literatura quanto à identificação das causas relacionadas ao
desenvolvimento de flebite e hipervolemia, bem como sua evolução,
colaborando assim na prevenção da sua ocorrência. Para se alcançar o
objetivo proposto, realizou-se levantamento bibliográfico nas bases
MEDLINE e LILLACS, através da internet e levantamento bibliográfico
manual em livros textos e artigos na área específica. Na presença de
quadro hemodinâmico alterado, com suposto desenvolvimento de
excesso de volume intravascular, a contenção de líquidos passa a ser de
fundamental importância. O soro de manutenção do acesso vascular ou
soro de reposição passa a ser infundido em 24 horas, as diluições são
feitas em baixo volume, sendo também controladas a ingesta oral e
infusão enteral. A prevenção para com a ocorrência de flebite é
fundamental e implica em: permanência máxima de 24 horas para o
soro aberto e instalado, a concentração do medicamento administrado
e a sua natureza estão diretamente relacionados ao desenvolvimento do
processo, portanto, a concentração pode ser controlada pela velocidade
de infusão e isto é valido para os pacientes nefropatas e cardiopatas, os
quais não suportam um volume de líquido muito grande. Sendo assim,
faz-se a diluição em baixo volume e administra-se lentamente, fazendo
com que o paciente receba o medicamento sem sobrecarga cardíaca e
renal. A realização deste trabalho foi de grande importância no
entendimento das circunstâncias e acontecimentos que levam ao
desenvolvimento de hipervolemia e flebite. Sendo assim, devemos
sustentar que a prática da administração de medicamentos está
associada á análise do quadro clínico do paciente, cabendo está tarefa a
quem administra o medicamento e também ao próprio enfermeiro.
94 • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO
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