S EÇ Ã O ANA IS ESPE CIAL D O S E P IE S C Apresentação o Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) é um centro de referência no ensino na área de saúde com a implementação de currículos inovadores. Estes currículos foram impulsionados e implementados graças à ousadia dos docentes envolvidos nos cinco cursos vinculados ao CCS, e a conquista a partir de 1992 de recursos financeiros por meio do Projeto PROUNI – Uma Nova Iniciativa na Educação dos Profissionais de Saúde: União com a Comunidade. Desde então a direção de centro e os coordenadores de curso têm trabalhado para que a produção científica do CCS/UEL, em nível de graduação e pós-graduação, seja estimulada e divulgada á comunidade interna e externa da UEL. Assim, como parte destas conquistas e esforços, publicamos a seguir o resumo dos trabalhos apresentados no II Congresso Científico do CCS/UEL e o Simpósio de Experiências e Pesquisas Integradas de Ensino, Serviço e Comunidade (V SEPIESC) realizados nos dias 23 e 24 de novembro de 2005. Este evento foi coordenado e organizado pelos coordenadores dos cursos de enfermagem, farmácia, odontologia, medicina e fisioterapia e pela direção de Centro, tendo como secretária executiva a servidora Marilza Sakata. Estes resumos incluem trabalhos científicos produzidos por discentes, docentes e profissionais; nos cursos de graduação, trabalhos de conclusão de curso, projetos de ensino, pesquisa e extensão, iniciação científica e da pós-graduação lato e strito sensu. Entre os trabalhos publicados, temos os resumos referentes à disciplina Práticas Interdisciplinares de Interação Ensino, Serviço e Comunidade 1 e 2 (PIN1 e PIN2) que ocorrem como uma atividade comum para discentes das 1ª e 2ª séries dos cursos de enfermagem e medicina. Estas disciplinas buscam juntamente com o serviço imergir os alunos na organização comunitária e nos serviços de atenção primária, visando estimular a reflexão sobre esta realidade. Vale destacar que graças ao apoio da comissão editorial da Revista Olho Mágico e ao Colegiado de Medicina, coordenado pelo professor Marcio José de Almeida, foi possível esta publicação. Esperamos que ela possa enriquecer sua leitura!!!! Profa. Mara Solange Gomes Dellaroza Membro da Comissão organizadora do SEPIESC 58 • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO A NA IS PIN 1 • A NÃO ADESÃO AO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL • ADESÃO AO TRATAMENTO DE DIABETES NA UBS APARECIDA VINES, BRUNO DANIEL CADAMURO MAROSTICA, DOUGLAS LIMA MOURO, EDILSON AUGUSTO ALVES DE AMORIM PEREIRA, GABRIELLA SCHURMANN LEITE, JOÃO PAULO MANASSÉS BERNARDI MONTEIRO, KARINA MITIE KUNIYOCHI, LEONEL ALVES DO NASCIMENTO, LÍLIAN DE OLIVEIRA TAYLOR, MIGUEL FRANCISCO JÚLIO NETO, NAIARA BARROS POLITA, RAPHAEL MACHADO DE SA FERREIRA, VINICIUS FERNANDES DE SOUSA; [email protected] IARA LUISA MASTINE ; ALINE INOCENTI; ANA MARIA EMRICH; CAMILA NAITO; CHAFIC ESPER KALLAS FILHO; ÉRICA DAS NEVES PALOTTA; GUILHERME OGAWA; JULIANE HENRIQUES CAVALHEIRO; KARLY GARCIA DELAMUTA; LUIS ROBERTO MARÇOLA; MARCELO JOSÉ TOZZI CAVINA; PAULA RAQUEL DO VALE PASCOAL RODRIGUES; SAMMYR ELIAS ABRÃO; TAI-LI MARRERO; ELISABETE DE FÁTIMA PÓLO DE ALMEIDA NUNES; Trabalho foi realizado no módulo PIN-1/GIM 10 dos primeiros anos de Enfermagem e Medicina da Universidade Estadual de Londrina no ano de 2005 na Unidade Básica de Saúde da Vila Casoni. A nossa convivência com os usuários da Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Casoni, onde há prevalência de idosos hipertensos, mostrou que embora a maioria fosse contemplada com atendimento domiciliar e individualizado, muitos não aderem completamente ao tratamento exigido. Justifica-se portanto, uma ação com esses usuários, no intuito de descobrir as causas dessa não adesão, para que posteriormente se tenham informações a fim de intervir de maneira eficiente nesse problema. Após negociação com a equipe da UBS, objetivamos em nossa pesquisa descobrir quais hipertensos não aderem ao tratamento medicamentoso ou não, e o porquê da não adesão. O método utilizado foi a aplicação de formulário a um grupo de hipertensos das áreas de atuação das equipes de saúde da família, escolhidos aleatoriamente nos prontuários da UBS. Observamos: nome, endereço, medicamentos anti-hipertensivos receitados na última consulta, bem como orientações em relação à dieta e a exercícios físicos. Fomos a campo para aplicar o formulário e posteriormente confrontamos as informações coletadas frente às registradas no prontuário. São 716 hipertensos cadastrados na UBS. Entre as 91 pessoas visitadas, 67 (73,7%) foram encontradas e entrevistadas; 28 (42,8%) eram homens e 39 (57,2%) mulheres na faixa etária de 40-90 anos. Os principais medicamentos utilizados eram: Nifedipina, Atenolol, Enalol, Hidroclorotiazida, Captopril e outros. Quanto à prescrição de remédios, 39 hipertensos (58,2%) seguiam-na corretamente, enquanto 28 (41,8%) inferiram dificuldades em tomar os medicamentos. Entre os hipertensos entrevistados, 27 (40,3%) afirmaram realizar exercícios físicos regularmente, enquanto 40 (59,7%) não fazem nenhum tipo de atividade. Seguem a dieta hipossódica 48 (71,7%) dos entrevistados e participam das reuniões do grupo de hipertensos 32 pessoas (47,8%). Constatamos que apesar de saberem da importância da medicação, do exercício físico e da dieta, a maioria dos hipertensos não tem consciência de que são doentes crônicos, que precisarão de tratamento pelo resto da vida, e que a hipertensão pode causar outros problemas. Muitos deles realizam tratamento medicamentoso intermitente, medicando-se somente nos momentos em que apresentam crises hipertensivas. Portanto, o grupo entende que potencializar as ações educativas, é imprescindível no sentido de conscientizar essa população quanto à gravidade e a cronicidade da doença. ITAPOÃ [email protected] Trabalho realizado no módulo PIN/M-1 dos alunos do primeiro ano de Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina do Gim 4. As atividades do Grupo interdisciplinar e multipofissional 4 (GIM 4) foram realizadas na unidade básica de saúde Itapoã. Foi realizado passeio ambiental para a identificação dos bairros que compõe a área de abrangência daquela unidade, conhecer a realidade local e levantar os problemas de saúde que acometem a população que reside e utiliza os serviços de saúde daquela região. Posteriormente, após encontros, reuniões com lideranças do bairro e equipe de saúde da unidade básica, foram discutidos os problemas de saúde daquela área, e analisou-se que um problema local importante era a falta de adesão ao tratamento do diabetes mellitus pelos pacientes daquela região. Objetivos: Avaliar a adesão ao tratamento do diabetes e realizar atividades educativas sobre a importância da adesão ao tratamento. Metodologia: No primeiro momento, foi realizado levantamento nas fichas de aprazamento de todos os pacientes diabéticos cadastrados nas três áreas das equipes de saúde da família. Após esse levantamento, foram realizadas visitas domiciliares e entrevistas a 60 pacientes, utilizando-se de um roteiro pré-definido. Num segundo momento, realizou-se uma tarde festiva com atividades educativas aos pacientes portadores de diabetes da região. Resultados: Observou-se que pacientes dizem conhecer como é o tratamento do diabetes, no entanto, muitos ou não acreditam que estejam realmente doentes, já que a diabetes é assintomática em alguns casos, ou não a consideram uma doença perigosa, não aderindo totalmente ao tratamento, principalmente no que se refere à alimentação e exercícios físicos. Alguns acreditam estarem seguindo corretamente as orientações médicas só por utilizarem o medicamento diariamente. Considerações finais: A adesão ao tratamento medicamentoso é satisfatória, porém cuidado com os pés, alimentação e prática de exercícios são pontos bastante deficientes na manutenção da saúde do paciente. Além disso, a comunidade quase não possui informações claras e concisas sobre a doença. Portanto faz-se necessário um trabalho mais inclusivo para a conscientização da população. OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 59 ANAIS • AS INTERAÇÕES INTER-PESSOAIS ESTABELECIDAS ATRAVÉS DE AÇÕES DE SAÚDE • EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA CRIANÇAS DO PRÉ À 4ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL ANDRESSA FELICIANO GROSSI, DANIEL HILÁRIO LONGHI, FERNANDA DUARTE CONTE, FERNANDA TSUHA MASSAOKA, FLAVIANE MELLO LAZARINI, GUSTAVO DE OLIVEIRA GANNE, KISA DRIELLA CAVALIERE, LEONARDO STELATTI GARCIA, MARCOS ALFREDO DE ANDRADE PIRES, MARIANA ANGELA ROSSANEIS, RENATA YUMI SAITO, TANIA SAYURI TAKAO, THAISA MARA DE MELO; [email protected] ÂNGELA BARBOSA LIMA, BELIZE KEIKO ARAI, DANIELA DIAS NEGRÃO, DANILO DONIZETE DE FARIA, FRANCESCA VERONA, FRANCIELLE CHIAVELLI CHIARATTI, ISABELA DE SOUZA COLOMBO, JAQUELINE MARIA DE OLIVEIRA LIMA, LIBNAH LEAL, MICHELE DE O. PROENÇA, RAFAELA DE LEMOS LEPRE, VERÔNICA BEATRIZ RIBEIRO, VITÓRIA REIS DA SILVA, KIYOMI NAKANISHI YAMADA; [email protected]; [email protected] INSTRUTORA: GINA AYUMI KOBAYASHI KOYASHIKI Trabalho realizado no módulo PIN - 1 dos primeiros anos de Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. Gim 9 – UBS Cabo Frio Trabalho realizado no módulo PIN/M-1 primeiros anos de Enfermagem e Medicina da Universidade Estadual de Londrina. A prática em saúde tem se tornado cada vez mais impessoal e distante, com o estabelecimento de poucos vínculos. Esse fato incentivou a busca por maior humanização dos serviços de saúde, visando o restabelecimento do paciente. O objetivo remete, ainda, ao trabalho multiprofissional, que tem o respeito e a tolerância como características fundamentais para alcançar um objetivo comum. Com essa visão, o tema objetiva elucidar o acadêmico com relação à humanização, visando tornálos aptos a melhorar suas habilidades de comunicação e interação, sejam elas interprofissionais ou profissional-paciente. Para tanto, foram concretizadas algumas atividades e ações de saúde a fim de criar a oportunidade para compreender essas relações e de aprender a transmitir/colher informações da população. Foram realizadas observações de consultas médicas, em duplas, como primeira experiência, objetivando a análise do relacionamento profissionalpaciente. Também foram realizadas, ao longo do ano, visitas domiciliares através das quais cada dupla de alunos acompanhou uma família na tentativa de estabelecer vínculo, esclarecer dúvidas e informar, famílias estas que foram selecionadas buscando desenvolver o tema Saúde da Mulher. Esse contato foi muito importante, tanto para compreensão das relações quanto para apoio às famílias, já que ficou evidente que as visitas serviram não somente como instrumento de informação, mas também como forma de oferecer a atenção que muitas pessoas idosas necessitam. Paralelamente a esse trabalho, foram apresentadas palestras no Colégio Estadual Nilo Peçanha, onde, mais uma vez divididos em duplas, os alunos ministraram palestras a classes de 5ª, 6ª e 7ª séries sobre “Sexualidade, DST e Contraceptivos/Gravidez na Adolescência”. Dentro dessa atividade, foi incluída também uma dinâmica que envolvia os alunos na tarefa de “cuidar” de ovos decorados. Pôde-se observar que os alunos se mostraram bastante receptivos, o que foi uma surpresa para o grupo, assimilando bem o conteúdo transmitido. Também foi importante a experiência da elaboração das palestras, já que estas foram adaptadas a diversas faixas etárias, visando atingir alunos de 10 a 15 anos. Diante disso, verifica-se a importância das relações interpessoais e da adaptação da comunicação na obtenção de resultados positivos em diversas situações do cotidiano. O trabalho foi desenvolvido na UBS Cabo Frio, localizada na região oeste de Londrina. Essa UBS conta com 3 equipes do Programa Saúde da Família com 2603 famílias cadastradas. A população assistida na sua área de abrangência apresenta-se muito heterogênea em relação aos níveis socioeconômicos, pertencem a diferentes faixas etárias, idosos, adultos e crianças e as patologias mais freqüentes são as doenças crônico degenerativas como hipertensão e diabetes. Durante uma discussão junto à equipe da UBS constatou-se a necessidade da realização de trabalhos direcionados às crianças da comunidade. Os objetivos foram desenvolver ações de educação em saúde com crianças do ensino préescolar até a 4ª série da Escola Municipal Odésio Franciscon, localizada na área de abrangência da UBS, visando conscientização inclusive dos pais e da comunidade. Após autorização da Secretaria Municipal de Educação foi agendado uma reunião com a direção da Escola para planejamento das atividades. Foram realizados 4 encontros abordando os seguintes temas: acidentes domésticos, pediculose, lavagem de mãos e parasitoses. As estratégias de ensino - aprendizagem utilizados foram: dramatização, demonstrações de técnicas, atividades práticas e visita ao laboratório de parasitologia da UEL. Para avaliar a efetividade das ações desenvolvidas, foram consideradas as opiniões dos professores, por meio de questionário auto aplicado e das crianças, por meio de desenhos, cartazes e conversas informais. As atividades desenvolvidas abriram espaços para realização de outros projetos no futuro, integrando UBS-PIN 1 Comunidade. Constatou-se também a formação de um importante vínculo dos alunos do GIM 9 com as crianças, familiares, professores e direção da escola, tornando as ações extremamente proveitosas e gratificantes para todos. • EDUCAÇÃO SANITÁRIA BÁSICA INFANTIL ADELINE A. Q. BUSS, ADRAS CHIACHIA GALVÃO, DANIEL KIYOHITO AKAMINE, EDSON KENJI, TAKAKI JUNIOR,ELIANA DA S. QUINTINO, GIULIANA ANGELI PIERI, JOSÉ EDUARDO COLLA DA SILVA, JULIANA LETÍCIA G. C. GOMES, LUCAS ULIANI LIMA, LUCÉLIA MITIKO SAKATA, PAULO HENRIQUE VERRI, ROBSON C. ZANDOMENIGHI,VINÍCIUS L. E. DE FARIA, LILIAN BRUNELLI PACCOLA; [email protected] Trabalho realizado no PIN/M-1 dos primeiros anos de medicina e enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. 60 • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO ANAIS A partir de dados coletados na unidade básica de saúde do Jardim Alvorada, responsável pelo atendimento de aproximadamente vinte mil pessoas na cidade de Londrina (PR), concluímos que seria de grande importância o trabalho com crianças do ensino fundamental e préescola, no sentido de conscientizá-las dos cuidados com a educação sanitária. Devido aos inúmeros problemas de saúde relacionados à falta de práticas básicas de higiene, concluiu-se que os melhores resultados seriam obtidos a partir de um trabalho realizado com crianças no início da aprendizagem escolar. Assim, foi traçado como objetivo principal reduzir a exposição das crianças a agentes potencialmente patogênicos e esclarecê-las a respeito da constante interação entre homem e outros organismos, que nem sempre levam a doença. Além disso, através das crianças buscou-se estender os conhecimentos até suas respectivas famílias. No período de vinte e um de setembro a vinte e seis de outubro realizamos apresentações na forma de palestras interativas no Colégio Estadual Gabriel Martins (primeira e segunda série) e na Escola Municipal Melvin Jones (pré-escola e primeira série). Optou-se por dividir o assunto em três vertentes: higiene bucal, palestras sobre verminoses corriqueiras e técnicas de lavagem de mãos. A primeira delas contou com a participação de um profissional de área para explicação do modo correto de uso do fio dental. Houve ainda a apresentação de uma peça teatral encenada pelos alunos do grupo. Na segunda, apresentou-se às crianças, de forma acessível, as principais verminoses com dados baseados na prevalência da área. Para tanto foram utilizados transparências e cartazes com imagens didáticas. Por último, apresentou-se uma técnica simples e eficiente de lavagem de mãos. Foi utilizado tinta guache para que os pontos não alcançados pelo suposto “sabão” fossem identificados. Além disso, utilizou-se meio de cultura para a visualização de colônias de bactérias a partir da semeadura direta das mãos das crianças. Ao final, após discussões com professores das escolas e com alunos do grupo em geral, concluiu-se que o trabalho realizado foi de grande importância para a comunidade e para a equipe multiprofissional. • GRAVIDEZ FERNANDO COUSO CORREA, CINTHIA DA SILVA LIMA, ÂNGELA EMI MATSUBARA, THALITA CRISTIANE SILVA DE OLIVEIRA, NATÁLIA CRISTINA MARTINS DA SILVA, MARIANA SALLES ROCHA, PHERLA CRISTINA FRAGOSO CHANDELIER, JOICE DE SOUZA JARDIM, LEONARDO VARGAS DA SILVA, ANDREA MOREIRA DA SILVA, BRUNO MATIAS, INGRID RIBEIRO DO NASCIMENTO, THADEU JAIRO GUERRA SILVA, ANA PAULA PASSARELI, AIRTON JOSÉ PETRIS E VERA LUCIA R. DE CARVALHO BUENO; [email protected] Adolescência” tendo em vista o alto índice de adolescentes grávidas, mas, ao conversarmos com a Equipe de Saúde da UBS, percebemos que as grávidas, cadastradas no programa de atendimento às mesmas, também necessitavam de certa orientação sobre puerpério e puericultura. Desenvolvemos o trabalho em duas etapas: um grupo ficou responsável por orientar as grávidas e o outro grupo por orientar os adolescentes. O grupo responsável pelas grávidas, com a ajuda dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS’s), convidou as puérperas da área de abrangência da UBS para um encontro onde, através de apresentações de slides, ensinaram sobre atitudes do puerpério e puericultura com o objetivo de educação em saúde. O outro grupo, também com o auxílio de ACS’s, localizou as escolas da área de abrangência da UBS que atende o público adolescente e se subdividiu para conversar com os alunos sobre as relações sexuais na adolescência, métodos anticoncepcionais e doenças sexualmente transmissíveis com o objetivo de conscientizar os adolescentes e reduzir o número de gravidez entre eles. Realizamos as atividades programadas com êxito. As grávidas que acompanharam a palestra puderam entender melhor as fases de desenvolvimento de seus bebês e como estimulá-los após o nascimento. Já os adolescentes, após as palestras, puderam tirar suas dúvidas a respeito dos métodos contraceptivos. O grupo ficou satisfeito por trabalhar de forma dinâmica com a comunidade visando o bem-estar da mesma e por ampliar seu conhecimento acerca da gravidez. • PRÁTICAS INTERDISCIPLINARES E INTERAÇÃO ENSINO-SERVIÇO-COMUNIDADE NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE AQUILES STENGHEL • HIPERDIA PROGRAMA NACIONAL DE HIPERTENSOS E DIABÉTICOS CADASTRO DOS ADRIANA FERREIRA OLIVEIRA, ALAN CARLOS CANDIDO, ALEXANDRE SANS DA CUNHA, BARBARA CAMPOS DE OLIVEIRA, CARLOS EDUARDO BOBROFF DA ROCHA, ELLEN TREVELIN, GLÁUCIA FERREIRA WEDY, KAREN CRISTINA HIRANO, OSWALDO NOGUEIRA DA SILVA FILHO, JULIANA ACCETE ZACARDI, LUCIANA REGINA TILLVITZ, RICARDO IMAIZUMI PEREIRA, ROSANA DE CARVALHO, VIVIEN DE PAULA*, MARIA DO CARMO LOURENÇO HADDAD; ** [email protected] •Nomes em ordem alfabética, ** Orientadora Trabalho realizado no módulo 3PIN101/3PIN001 dos primeiros anos de Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. Trabalho realizado no módulo 3PIN101 / 3PIN001 da primeira série dos cursos Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. O trabalho que nós, alunos do primeiro ano de Medicina e Enfermagem, participantes do PIN na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Piza, Londrina, desenvolvemos foi estruturado tendo como base a necessidade de se discutir melhor com a comunidade o tema “Gravidez”. Chegamos a essa conclusão após discussões entre o grupo e algumas conversas com a equipe de Saúde da referida UBS. Ao nos reunirmos, mostramos muito interesse em trabalhar o tema “Sexo na INTRODUÇÃO: O Programa Nacional de Cadastro dos Hipertensos e Diabéticos (HIPERDIA) visa direcionar atenção para o Diabetes Mellitus (DM) e para a Hipertensão Arterial (HA). O objetivo do HIPERDIA é acompanhar os casos e possibilitar o conhecimento dessas enfermidades aos Órgãos Públicos. Este tema foi selecionado devido ao impacto desses agravos na sociedade brasileira e, também, pelas necessidades da Unidade Básica de Saúde (UBS) Aquiles Stenghel. OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 61 ANAIS OBJETIVO: O objetivo deste trabalho é descrever a experiência vivenciada pelos acadêmicos de Medicina e Enfermagem da UEL. Atuando em equipe interdisciplinar para desenvolver o Projeto HIPERDIA, buscou-se um atendimento humanizado em que foram aplicados os conceitos do primeiro semestre do PIN: acolhimento, vínculo, humanização e cidadania. Além disso, o trabalho tinha como meta o cadastro de 150 pacientes no período de cinco semanas sem, contudo, prejudicar a qualidade do atendimento. METODOLOGIA: Os pacientes da região da UBS foram convocados pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) para comparecerem às quartas-feiras no período vespertino. O atendimento foi realizado por quatorze alunos auxiliados pela coordenadora e por alguns funcionários da Unidade. Durante o atendimento relizou-se anamnese, seguida de mensuração de pressão, altura, peso e circunferência abdominal, bem como, esclarecimentos sobre o modo de ação dos medicamentos prescritos pelo médico e orientações. RESULTADOS: As expectativas do trabalho foram alcançadas com grande êxito, visto que os alunos tiveram os primeiros contatos com a comunidade e com as práticas no atendimento básico de saúde. Entretanto, do planejamento inicial de 150 pacientes somente 130 foram fiéis à convocação. Outro ponto prejudicado foi o cadastro incompleto de diabéticos, devido à impossibilidade da Unidade fornecer o aparelho (glicosômetro) e as fitas de medição (Accu-Chek) para o projeto, além de ocorrerem tentativas frustradas para obter apoio financeiro de empresas privadas. CONCLUSÕES: A realização deste trabalho trouxe muitas experiências favoráveis aos componentes da equipe, por conta da troca de informações e conhecimentos. Cada aluno pode, dentro de seus limites, aprofundar e fixar os conceitos, habilidades aprendidos durante sua formação acadêmica. OBJETIVOS: Realizar visitas a serviços da rede de cuidados em saúde para reconhecer dispositivos capazes de apoiar o usuário do sistema em suas necessidades em saúde; participar, em parceria com a equipe da UBS e coordenação do Programa de Redução de Danos de Londrina, da elaboração de roteiro de entrevista ao usuário de psicofármaco; realizar busca ativa de usuários de psicofármacos, no território da UBS Marabá, norteados por roteiro estruturado; iniciar levantamento de dispositivos sociais no território da UBS e fora dele que possam oferecer apoio aos usuários de psicofármacos; desenvolver ação educativa com usuários de psicofármacos. METODOLOGIA: O trabalho desenvolvido começou com a elaboração do diagnóstico de temas e problemas do território. Por meio de pesquisa desenvolvida junto à comunidade e equipe de saúde da UBS, além de análise de indicadores epidemiológicos e manuseio de prontuários, o tema negociado com a equipe foi “Redução de Danos com ênfase em psicofármacos”. Os objetivos propostos foram alcançados por meio de busca ativa de usuários em visitas domiciliares, visitas a serviços da rede, reuniões com equipe da UBS e realização da Oficina “Encontro da Saúde”. RESULTADOS: Foi elaborado roteiro de entrevista focado nos usuários de psicofármacos, realizada abordagem individual e coletiva compartilhando informações sobre fitoterapia, oportunizada a vivência dos estudantes na realidade do usuário e das instituições da rede de cuidados, bem como assimilação de conhecimentos sobre redução de danos. CONCLUSÃO: O trabalho sensibilizou o usuário de psicofármacos acerca do uso de formas adjuvantes ao tratamento medicamentoso: atividades de lazer e esporte, fitoterapia, hábitos de alimentação, participação em terapias de grupo, entre outras. Além de oportunizar a participação ativa do estudante na elaboração do projeto piloto de Redução de Danos em Londrina. • PROJETO DE REDUÇÃO DE DANOS COM ÊNFASE EM PSICOFÁRMACOS UBS MARABÁ • QUALIDADE DE VIDA NA GRAVIDEZ ALINE OLIVEIRA LIMA, ANAÍSA COUTINHO DE SOUZA, CAROLINA ZAVAREZ CAVALCANTI, DANIEL GONÇALVES DE OLIVEIRA, ELLEN MARA DOS SANTOS, FABIANE GORNI BORSATO, FERNANDA ROQUE MARTINS, GUSTAVO BONILHA LISBOA, LUCAS MIRA GON, MAIARA TOMELERI DE SOUZA, MARCELO KAMIMOTO ECKMANN HELENE, MELISSA RUBBO DURANTE, PAULO HENRIQUE KINOSHITA CÂNDIDO, SUELLEN GONÇALVES, TÂNIA CRISTINA FREITAS BARBOSA; [email protected] ANDRÉIA KAORI SASAKI, CIRLENE TEIXEIRA DA SILVA, DANIELA AKEMI HASSUMI, FELIPE BATALINI FREITAS SILVA, GIOVANA BUENO CRISPIM, JAQUELINE APARECIDA DE OLIVEIRA, LETÍCIA VENTURIM DE AQUILA, LIZANDRA MARQUES DE CARVALHO, MARÍLIA MILOGRANA ZANETI, MARINA MILOGRANA ZANETI, MAYRA MOREIRA SORRILHA, PRISCILA MAINARDES, THAIS YUKA TAKAHASHI, VIVIANE DALTO, SIMONE WOLFF, JOÃO JOSÉ BATISTA DE CAMPOS; [email protected] Trabalho realizado no módulo PIN1/GIM5 da primeira série do curso de Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina INTRODUÇÃO: A redução de danos é uma estratégia de saúde pública que promove medidas mais seguras do uso de substâncias capazes de alterar o estado de consciência, identificando relações de uso que possam levar a perda de controle e de responsabilidade sobre o consumo da droga, sendo ela legalizada ou não. 62 • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO Trabalho realizado no módulo PIN – 1 das primeiras séries dos cursos de Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. Introdução: As atividades desenvolvidas pelo GIM 08 foram realizadas na área de abrangência da Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Ricardo, localizada na Rua Rosa Branca, 246, zona leste da cidade de Londrina. Devido à incompatibilidade entre alto número de gestantes na área e a baixa procura pelo exame de pré – natal, o tema escolhido foi “Qualidade de vida na gravidez”. Objetivos: abordar as mudanças fisiológicas, psicológicas e sociais durante a gravidez com vista à saúde e ANAIS bem - estar da mãe, do bebê e da família, com o compromisso de orientar e atentar para o cuidado, além de reforçar a importância do exame pré-natal, promovendo saúde e qualidade de vida. Metodologia: Após triagem de prontuários, visitas domiciliares e consultas aos agentes comunitários de saúde, foi estabelecido e divulgado um calendário para um ciclo de encontros a serem realizados em uma instituição municipal da área (o Clube das Mães Unidas). As atividades englobaram palestras, vídeos educativos, oficinas e dinâmicas de grupo e os temas contemplados em cada encontro foram: Desenvolvimento Gestacional e Relações Familiares, Aleitamento Materno e Puericultura, Nutrição e Qualidade de Vida na Gravidez . Resultados: houve boa interação entre os estudantes e o grupo participante devido ao cuidado com a linguagem utilizada, visando ao bom entendimento e esclarecimento das dúvidas e a escolha da seqüência dos temas trabalhados, inspirandolhes assim confiança, atenção e interesse, permitindo que elas assimilassem nossa proposta de trabalho. Além disso, as atividades proporcionaram ao grupo uma amostra do trabalho multiprofissional, havendo interação entre medicina, enfermagem e ciências sociais. • VIVER MAIS E MELHOR JULIANA DA SILVA SOUZA, BRUNA LUÍZA DUTRA DE MELLO, SABRINA DE CARVALHO, DANIELE CRISTINA KLEBIS, LUÍS GUSTAVO CRIPPA DE ALMEIDA, ELIANE RIDÃO, ALEXANDRE TAURA, LUCIANA YUKARI EMORI CARLOS JÚNIOR TOSHIYUKI KARIGYO, KÁTIA CRISTINA SANTOS VIANA, FABIANA SAYURI TANJI NISHITANI, SÍLVIA MAKIKO SATO GUILHERME GUERRA PATREZZE, PÂMELA FERNANDA ALVES BARBOSA, E, CLÁUDIA KAUAN MENESES (MONITORA), MARITA DE FÁTIMA LEMOS E SERGIO TISKI (INSTRUTORES); [email protected] Trabalho realizado no módulo PIN/M-1 dos primeiros anos de Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina . Diante do notável aumento da expectativa de vida da população e especialmente na UBS Jardim Bandeirantes, onde o trabalho foi realizado e possui uma população idosa de mais de dez por cento, decidiu-se por ações que favorecessem uma vida melhor para os idosos. O objetivo foi proporcionar maior e melhor entendimento de práticas saudáveis de vida e conhecimento de direitos para um público que preponderasse idosos. Dividiu-se os alunos em cinco grupos que ficaram responsáveis, cada um por uma apresentação, cada aluno se informou e fez busca de literatura a respeito do seu tema. Foram realizadas seis reuniões semanais em um grupo de hipertensos já formado na UBS, todas as quartas-feiras no período das 15 horas até as 17:30 horas. O método usado para que o objetivo do grupo fosse alcançado foi o de palestras informativas, sobre variados temas e que abrangessem várias áreas como nutrição, exercícios físicos, aposentadoria e estatuto do idoso, cuidados domésticos e bem estar psicológico. Além de palestras foram apresentados teatros que auxiliassem de uma forma mais dinâmica a fixação do conteúdo. Auxiliaram professoras da UNOPAR com uma palestra sobre aposentadoria e participação de ACS (agentes comunitários de saúde) para seções de alongamento. Os resultados foram uma maior percepção por parte de todos os idosos que uma vida saudável não se restringe apenas à alimentação e tomar os medicamentos no horário correto, apesar disto ser de extrema importância, porém estar bem consigo mesmo, ser informado sobre diversos assuntos e ter alguma atividade independente de ser física ou não, faz com que o processo do envelhecimento seja mais agradável. Perceberam que envelhecer não é estar a margem do mundo e sim estar inserido nele de uma forma diferente. Conclui-se portanto acerca desse trabalho que houve um grande aprendizado não só por parte do público como também por parte de todos os alunos. Houve relatos das senhoras envolvidas que começaram a se ver de forma mais ativa, capazes de serem mais determinantes da sua vida. Também as senhoras que não eram idosas mas que participavam do grupo houve grande aprendizado em como conviver com o envelhecimento. • ADESÃO E EFETIVIDADE DA VACINAÇÃO CONTRA A INFLUENZA E MEDIDAS PREVENTIVAS EM IDOSOS DO JARDIM BANDEIRANTES, LONDRINA - PR LÍGIA ELAYNE LOPES ANANIAS, DOUGLAS JOSIMO SILVA RIBEIRO, ALINE DI CARLA LAITANO, JANAÍNA RIBEIRO DIAS, PRISCILA HITOMI NAGATA MAEKAWA, MAÍSA FLÁVIA MORAES NORCIA, BRUNA PAZINI SANVEZZO, GISELE MAGNABOSCO, TEREZA CALHEIROS OLIVEIRA, AMANDA ANGÉLICA PERES MINIKOWSKI, PRISCILA YUKIE AQUINAGA, EDICARLOS CHANAN, FERNANDO CESAR, GIMENES BARBOSA SANTOS, RAFAEL WILLIAM DE SOUZA, DOUGLAS LUCIANO LOPES GALLO; [email protected] Trabalho realizado no módulo PIN – 2 / GIM - 3 dos segundos anos de Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. A prevenção é reconhecidamente de suma importância para a manutenção da saúde e do bem estar da população. Contudo, a prevenção de doenças respiratórias agudas em idosos por meio da vacinação contra o vírus da influenza, gera muitas controvérsias tanto no meio científico quanto entre a população envolvida. O objetivo foi analisar a ocorrência gripe e de medidas preventivas, entre elas a vacina anti-influenza, em idosos de Londrina nos anos de 2004 e de 2005. Foi realizado um estudo de delineamento transversal por meio de entrevistas domiciliares com 137 idosos do Jd. Bandeirantes em Londrina-PR, nascidos até o ano de 1944 e que estavam cadastrados no Sistema de Informações da Atenção Básica (SIAB), nos meses de agosto e setembro de 2005. Os resultados mostraram a ocorrência de 45 (44,1%) casos de gripe no ano de 2004 e 52 (51,0%) casos no ano de 2005. A intensidade leve foi a mais encontrada entre os casos de gripe relatados - 25 (55,5%) em 2004 e 23 (44,2%) em 2005. Encontrou-se uma adesão à vacina contra a gripe em aproximadamente 70% da população entrevistada. Além da vacina, também foram relatadas outras medidas preventivas contra a gripe. A ocorrência de gripe foi maior entre a população vacinada, 35 (48,6%) episódios em 2004 e 41 (56,2%) episódios em 2005, em relação à não vacinada, 10 (33,3%) casos em 2004 e 11 (37,9%) casos em 2005. Pode-se observar um discreto aumento no número de casos de gripe do ano de 2004 para 2005. Não se conseguiu encontrar uma relação entre a vacina contra gripe e a prevenção de tal doença, mas concluiu-se que a vacina está mais relacionada com a diminuição das complicações decorrentes desta doença. Isso pode ter ocorrido porque o diagnóstico de gripe ou não gripe não foi dado por um médico na grande maioria dos casos, ficando a cargo do próprio entrevistado. OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 63 A NA IS PIN 2 • AVALIAÇÃO DA COBERTURA VACINAL E DA EFICÁCIA DA VACINAÇÃO ANTIINFLUENZA EM IDOSOS DA ÁREA DA UBS CLAIR PAVAN EM LONDRINA, PARANÁ. • COBERTURA VACINAL CONTRA GRIPE EM IDOSOS E FATORES ASSOCIADOS – LONDRINA, UBS AQUILES STENGHEL. ALECSANDRO MOREIRA, ANDREY MACIEL DE OLIVEIRA, CLÁUDIO CAETANO DE FARIA JÚNIOR, FLÁVIA CARDOSO NARDO, GISLAINE PINN GIL, HUGO MARCOS CONTE SILVA, JÉSSICA PINI PEREIRA, KAMILLA DIÓRIO DIAS, LAURA ZACURA, MARIANA ATHANIEL SILVA, MARIANA LOURENÇO HADDAD, PRISCILA BARILE MARCHI CÂNDIDO, SIDNEY HIDEKI MATSUOKA, VANESSA GOMES WRUCK, DANIELA SOUZA DE CARVALHO GOMES E MÁRCIA HIROMI SAKAI; [email protected] ADEMILSON ROGÉRIO FERREIRA, GERALDO JUNIOR GUILHERME, MAÍRA OTAVIANO FURLAN, JAMILE ZIRONDI SARDI, LEONARDO E. ALBUQUERQUE, PEDRO DE FREITAS SKAFF ZAIDAN, FERNANDA BOCATTI VIEIRA, VANESSA YUKITA, TATIANA BENEVENUTO DE OLIVEIRA, ALCEBÍADES ALVES DE LIZ, BRUNA MORAIS PEREIRA, PAULA CRISTINA F. FERREIRA, THIAGO KASIKAWA DE OLIVEIRA, DARLI ANTONIO SOARES E MICHELE PATRÍCIA AMADEU; [email protected] Trabalho realizado no módulo PIN/M 2 pelos alunos dos segundos anos de Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. Trabalho realizado no módulo PIN/M-2 dos segundos anos de Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina, ano letivo 2005. A melhoria das condições de saúde, com novos tratamentos e melhor controle das doenças transmissíveis culminou com um aumento na expectativa de vida, e, conseqüentemente, o envelhecimento da população. Este processo traz consigo a necessidade da atenção à saúde em aumentar seu foco sobre a população idosa, principalmente devido a sua maior susceptibilidade às doenças. Entre as doenças epidemiologicamente importantes está a gripe. A gripe é um dos problemas respiratórios que mais atinge a população idosa. Devido a este fato, o SUS vêm disponibilizando a vacina antiinfluenza desde 1999. O presente estudo tem como objetivo analisar a ocorrência de doenças respiratórias, caracterizar os episódios de gripe e avaliar a eficácia da vacinação na população idosa da área de abrangência da UBS Clair Pavan em 2004 e 2005. Foi realizado um estudo epidemiológico de caráter individuado, observacional, transversal entre idosos de 60 anos ou mais, moradores da área de abrangência da UBS Clair Pavan, Londrina, Paraná. As entrevistas foram feitas através de formulários preenchidos durante o período de agosto a setembro de 2005. Amostragem construída a partir do SIAB com sorteio de micro-áreas e intervalo sistemático de um em cada dois indivíduos, num total de 140 pessoas. As variáveis estudadas tiveram como fator a vacinação contra a influenza e como desfecho a ocorrência de gripe. Os dados foram trabalhados através do programa Epi-Info 2003. A pesquisa obteve aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa da UEL e os entrevistados assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. Os resultados obtidos mostraram que em 2004, o número de episódios de gripe foi semelhante tanto no grupo de vacinados quanto no de não vacinados. Entretanto, em 2005 observouse uma redução de acamados entre os que foram vacinados. Quanto à cobertura vacinal, a escolaridade, pontuação da ABEP e sexo não foram fatores que alteraram a adesão. Procurando justificar a não redução de gripe nos idosos vacinados recorre-se à idéia de que as pessoas que aderem à vacinação são mais suscetíveis à infecção por influenza. Além disso, há dificuldades em diferenciar gripe de outras infecções ou alergias e também por se tratar de questionamento retrospectivo. A gripe é uma doença respiratória aguda, transmitida pelo agente viral Ortomyxovirus e é caracterizada por febre, mialgia, tosse seca e cefaléia. Sua incidência é elevada em todo o mundo e tem extrema importância na população idosa, devido a suas complicações. A vacinação é a alternativa mais recomendada para o combate da doença e é utilizada pelo governo brasileiro, desde 1999, para imunização de pessoas com 60 anos ou mais. Não se conhecem dados a respeito da cobertura específica da área de abrangência Aquiles Stenghel de Londrina, tampouco os motivos de vacinação e não-vacinação, dados essenciais para que haja educação em saúde visando à ampliação da cobertura vacinal. O presente trabalho objetiva identificar a porcentagem da população idosa que aderiu à vacinação nos anos de 2004 e 2005 nesta localidade, elucidar os motivos da não-vacinação deste ano, bem como levantar a freqüência de gripe e sua intensidade, de acordo com a vacinação ou não, e sua distribuição segundo gênero e condição socioeconômica. Trata-se de um estudo individuado, observacional, transversal e de base populacional, no qual idosos sorteados dentro da área de abrangência receberam a visita dos alunos participantes do projeto e foram entrevistados segundo um formulário que abordava dados socioeconômicos e relatos de gripe. O bservou-se uma cobertura vacinal semelhante nos anos de 2004 e 2005 (média de 71,4%), próxima à média de londrina no ano de 2005. A adesão à vacinação não sofreu influência de gênero, classe social ou escolaridade. Não houve uma associação significativa entre referência a episódios de gripe bem como à necessidade de atendimento médico e vacinação ou nãovacinação; porém, referência a episódio de “gripe forte” e a complicações foram consideravelmente maiores entre os idosos não vacinados. como principais motivos de adesão à vacinação, os entrevistados citaram a vacina como sendo um fator de proteção, as propagandas na televisão e a orientação pela Equipe de Saúde da Família. Assim, a estratégia para aumentar a cobertura vacinal deve focar-se no trabalho de orientação da Equipe de Saúde da Família, principalmente dos ACS. 64 • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO ANAIS • COBERTURA DA VACINAÇÃO CONTRA A GRIPE EM IDOSOS E FATORES ASSOCIADOS À ADESÃO E À NÃO ADESÃO, VILA CASONI, LONDRINA - PR, 2005 ALINE CRISTINA VIEIRA WALGER, DAIANE CRISTINA BONI, GABRIELA BERCHIOL VIEIRA, IGOR SCHINCARIOL PEROZIN, KAYNA TROMBINI SCHIDMIT, LUCAS DA FONSECA BORGHI, MARÍLIA FURLANETO FERNANDES, MICHELE CORRÊA LEITE ORTIZ, NATÁLIA FERREIRA SZCZERBACKI, SAMIRA MICHEL GARCIA, SARA LAURIANO RODRIGUES, SILVIA EMI SUKOMINE, TAINARA MURILLO MOLIN, THAÍS BERNAL MARTINS; ORIENTADORES: ARTHUR E. MESAS, REGINA MELCHIOR, ROSSANA BADUY; [email protected] Trabalho realizado no módulo PIN/M-2 dos segundos anos de Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina Devido ao processo de senescência e a fatores externos, a população idosa é mais exposta às doenças respiratórias e suas complicações. O presente estudo teve por objetivo analisar a cobertura vacinal e a efetividade da vacina anti-influenza em idosos da área de abrangência da Unidade Básica de Saúde da Vila Casoni, no município de Londrina, nos anos de 2004 e 2005. O estudo do tipo inquérito feito pelos estudantes do estágio PIN 2-UEL, através de formulários, levantou dados pessoais, sócio-econômicos e comportamentais, relacionando-os aos episódios de gripe. Foi verificado o aumento considerável da cobertura vacinal na campanha de 2005 em relação ao ano anterior de 74,8% para 85,6%, ultrapassando a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde que é de 70%. A este fato, pode-se atribuir ao amplo processo de conscientização realizado pelo Ministério da Saúde e orientações promovidas pela Equipe de Saúde da Família da unidade local o aumento da adesão. Entretanto, aproximadamente 14% da amostra ainda resiste à vacinação, o que comprova a importância de tal programa de conscientização. A população estudada não apresentou características suficientes para demais conclusões em relação às medidas preventivas e às doenças respiratórias. • COBERTURA DA VACINA CONTRA INFLUENZA EM IDOSOS DA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DA UBS MARABÁ NO MUNICÍPIO DE LONDRINA –PR ALINE CRISTINA E SILVA PAES, ANA ELISA BUSELATTO, BRUNA BAJO MUNHOZ, CAUANA GONÇALVES LOPES, ELISA BEAQTRIZ SIMIONI, ISABELLA RITA DO AMARAL SARAGIOTTO, JHONATAN CAETANO LIBERATO, JOSÉ RICARDO KRAMM, MARCELA CORREA BARBOSA, MARCUS VINICIUS JACOMINI, POLLYANA BORTHOLAZZI GOUVEA, PRISCILA RIBAS MACHADO, RAFAEL OGASAWARA FERREIRA, THIAGO PEREIRA RODRIGUES, CAMILLA ALEXSANDRA SCHNECK E MARIA ANGÉLICA MOTTA DA SILVA ESSER; [email protected] Trabalho realizado no Módulo PIN-2 dos segundos anos dos cursos de Enfermagem e Medicina da Universidade Estadual de Londrina A gripe é uma infecção respiratória, causada pelo vírus influenza; altamente contagiosa pode levar a complicações. Nas últimas décadas foi desenvolvida a vacina contra o vírus da influenza. No Brasil a vacinação contra gripe é priorizada para idosos e imunodeprimidos, em forma de campanha anual no início do inverno. Esta pesquisa teve como objetivo estudar a cobertura da vacina em idosos na área de abrangência da UBS Marabá, na cidade de Londrina, a fim de verificar sua eficácia. Foi realizado um estudo individuado, observacional, transversal e de base populacional Teve como amostra 138 idosos acima de 60 anos, constituída a partir de sorteio de micro-áreas. Os dados foram coletados por meio de instrumento próprio e as entrevistas foram realizadas no domicílio pelos estudantes do Módulo PIN-2 do segundo ano dos Cursos de Enfermagem e Medicina da Universidade Estadual de Londrina. Posteriormente os dados foram tabulados com auxílio do programa Epi-info 2003. Os resultados mostraram cobertura de 64,4%; ocorrência de gripe em 59,6% entre os vacinados e 64,9% entre os não vacinados. Os motivos relatados pelos idosos para a vacinação foram crença que a vacina protege contra a gripe (61,0%); orientação da equipe de saúde (26,0%); os motivos relatados para a não vacinação foram 21% - não protege contra a gripe, 16.2% - não gosta da vacina e 13,5% relataram que a vacina causa doença. Foi verificado baixa cobertura da vacina nesta população e pouco esclarecimento da população quanto a importância, propósito e eficácia da vacina. • EFETIVIDADE DA VACINAÇÃO ANTI-INFLUENZA EM IDOSOS NA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DA UBS ITAPOÃ, LONDRINA, PARANÁ ANA CAROLINA STUTZ, CARLA MAYRA ALEXANDRIA ZOCCO, EDUARDO FREITAS HATANAKA, GILMAR TAKANO, HUGO ANDRÉ SANO, JOÃO MARCELO CALDEIRA FABIANO, LUANA CRISTINE DOS SANTOS, MARCELO SOUZA MONTEIRO FERNANDES, MAYKON DIEGO MELO, PRISCILA APARECIDA BATISTA, RAFAEL AZEVEDO CUNHA, ROGÉRIO ISSAMU TAKEDA, THALITA HAYASHI SERENI, VERUSKA GUIMARÃES DE MENDONÇA, HELEN CRISTINA LAZZARIN, LUIZ CORDONI JÚNIOR; [email protected] Trabalho realizado no módulo PIN/M-2 dos segundos anos de Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina A importância epidemiológica da gripe em idosos decorre principalmente da suas complicações, entre as quais a pneumonia. O conhecimento da realidade relativa às doenças respiratórias agudas e de suas medidas profiláticas em populações específicas é da maior importância para analisar a utilização, a cobertura e o impacto dos serviços como forma de melhorar a qualidade da atenção à saúde. O objetivo do estudo foi analisar a cobertura vacinal e sua efetividade em idosos da área de abrangência da UBS Itapoã em 2004 e 2005 no município de Londrina, Paraná. Para isto, foi realizado um estudo transversal de base populacional com idosos de 60 anos ou mais. Os dados foram obtidos por meio de entrevistas com 108 pessoas realizadas pelos discentes de enfermagem e medicina, da Universidade Estadual de Londrina no módulo de Práticas Multidisciplinares e Multiprofissionais, e posteriormente analisados com o auxílio do programa Epi-Info 2003. Ao se verificar a cobertura da vacinação contra a gripe em idosos observou-se um declínio no biênio 2004-2005, passando de 73,1% para 67,6%. Com relação ao impacto da vacinação OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 65 ANAIS não se verificou diferença estatisticamente significativa entre a ocorrência de episódios gripais nas populações de vacinados e não vacinados. Desta forma, levando-se em conta a importância epidemiológica sugere-se a execução de novos estudos visando esclarecer as dúvidas relativas à efetividade da imunização contra influenza. ANTÔNIO AUGUSTINHAK, MARCELA MARIA BIROLIM, MARIA FERNANDA CAMARGO, RAQUEL APARECIDA ABRA, RENATA ABE, SIMONE MACEDO DE FREITAS, TIAGO MORENO IKEDA, BÁRBARA TURINI; [email protected] • COBERTURA E EFETIVIDADE DA VACINA ANTIINFLUENZA EM IDOSOS DA VILA RICARDO NOS ANOS DE 2004 E 2005, LONDRINA -PR. As doenças respiratórias, principalmente as causadas pelo vírus da influenza e suas complicações, constituem importante causa de internação e morte, particularmente em idosos. Atualmente, a medida de maior eficácia na prevenção da gripe é a vacinação. No Brasil, a vacina antiinfluenza está disponibilizada para maiores de 60 anos de idade em campanhas de âmbito nacional desde 1999. Frente a isso, surgiu a necessidade da realização de pesquisa envolvendo idosos do bairro Vila Nova de Londrina-PR para melhor conhecimento da realidade local, impacto e cobertura da campanha de vacinação. O estudo foi realizado com 117 idosos através de questionário, onde foram verificadas classe social, escolaridade, adesão às campanhas de vacinação de 2004 e 2005 e outras medidas de prevenção, além da incidência de gripe durante esses anos. Verificou-se que houve um aumento nos casos de gripe no ano de 2005 paralelamente a uma redução na cobertura vacinal nesse mesmo ano em relação a 2004. Quanto aos episódios de gripe na população vacinada, observou-se que em 2004 houve uma redução nessas ocorrências quando comparadas aos não vacinados. Já em 2005, o número de casos de gripe foi maior entre os vacinados, apesar dessas diferenças não terem sido estatisticamente significantes. Embora outros trabalhos tenham concluído que a vacinação anti-influenza seja efetiva na prevenção da gripe, não foi possível chegar ao mesmo desfecho. No entanto, as poucas internações referidas e o baixo número de diagnósticos de pneumonia, indicam pouca gravidade dos episódios relatados, e eventualmente podem ser interpretados como sinais de proteção pela vacina. ANA PAULA GUIMARÃES DOS SANTOS, ROSANA SANTANA DE SOUZA, EVELYNE RIBEIRO NUNES, LUANA ALMEIDA BOTTER, KÁTIA JUREMA CORREIA MENEZES, ANDERSON DE MELLO FERNANDES, CASSIANO JOSÉ XAVIER GIL, HUGO BIZETTO ZAMPA, JULIANA APARECIDA MACRI, KARINE MARIA ÁLVARES, MARIA RAQUEL JUNQUEIRA DA COSTA FERREIRA, MARIANA FARIA GONÇALVES, SÉRIDON LANNA DE MIRANDA, VIVIANE MAYUMI ENDO, SELMA MAFFEI DE ANDRADE1, DANIELA WOSIACK DA SILVA2; [email protected] Trabalho realizado no módulo PIN/M-2 dos segundos anos de Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. As doenças respiratórias constituem-se importante causa de morbimortalidade em idosos. A vacina anti-influenza revela-se como forma de prevenção da gripe. O estudo objetiva verificar a cobertura vacinal e sua efetividade nessa faixa etária na UBS Vila Ricardo, em Londrina, no Paraná. A pesquisa constitui-se em um estudo transversal, individuado e observacional. Os dados foram obtidos por meio de entrevistas domiciliares realizadas pelos alunos de Enfermagem e Medicina do PIN 2 da UEL. Entrevistaram-se idosos nascidos em 1944 e anos anteriores no período de 11 de agosto a 22 de setembro de 2005. Os dados foram digitados e tabulados por meio do programa EPI-INFO 2003, e as tabelas feitas no Microsoft Office Excel 2000. Dos 140 selecionados, foram entrevistados 127 idosos (9,3% de perdas), dentre eles 61,41% mulheres e 38,58% homens com idade variando de 61 a 92 anos. A cobertura vacinal foi de 74,8% e 70,1% nos anos de 2004 e 2005, respectivamente. Quanto às complicações relacionadas ao episódio gripal, os resultados mostraram-se semelhantes em ambos os anos e entre os vacinados e não-vacinados. Dos que referiram gripe em 2004, 62,3% relataram apresentar alguma doença prévia. E em 2005, esse número foi de 64,6%. Observou-se uma redução na cobertura vacinal no período estudado. A ocorrência de episódios gripais entre os idosos entrevistados pode estar relacionada com outras doenças e agravos de saúde. • VACINAÇÃO ANTIGRIPAL VERSUS INCIDÊNCIA DE GRIPE EM IDOSOS RESIDENTES NO BAIRRO VILA NOVA, LONDRINA-PR ANA PAULA IBANEZ CELESTINO, CARLA MARCHINI DIAS DA SILVA, DANIEL MORETTI CHAVES, DRIELLY ALESSANDRA MARIN, GABRIEL LIBANORI FERREIRA, JACKELINE MARTINS LEÔNCIO, JOÃO HENRIQUE RIBEIRO HENKLAIN, JOSLEI 66 • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO Trabalho realizado no módulo PIN-2 dos segundos anos de Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. • VACINAÇÃO CONTRA INFLUENZA EM IDOSOS: COBERTURA, EFETIVIDADE E MOTIVOS PARA ADESÃO CAROLINE FERREIRA DOS ANJOS (1), MARGARETH CRISTINA DE ALMEIDA GOMES (2), JEFFERSON MARCIO RODRIGUES (2), JULIANA BENSI (1), ANA RÚBIA ALVES DE SOUZA SANTOS (2), ELINA OKAMURA (2), GRAZIELI LOPES MATTA (1), HENRIQUE MITSU MATSUDA (1), JULIANA PALMEIRA GONÇALVES (1), MARIA LÍVIA MARIOTTINI DE LIMA (1), RENAN MAXIMILIAN LOVATO (1), ROBERTA VICENTE BONFIM (2), STEPHANIE MARGARETH BARBARA BIANCA CARDOSO (2), VICTOR ANGELO BRUNO RIBEIRO (1), FERNANDA BERSANETI BARBIERI (MESTRANDA EM SAÚDE COLETIVA – UEL), YARA GERBER LIMA BASTOS (INSTRUTORA DO PIN/M-2); [email protected] 1- acadêmico/a do segundo ano de Medicina – UEL 2 – acadêmico/a do segundo ano de Enfermagem – UEL Trabalho realizado no módulo PIN/M-2 dos segundos anos de Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina ANAIS A gripe é uma doença viral aguda do trato respiratório, caracterizada por mal estar, dores musculares e febre. A morbi-mortalidade decorrente da doença é representativa em idosos, daí a importância da ampla cobertura vacinal nessa população. Os objetivos foram verificar a cobertura vacinal contra influenza em 2004 e 2005, os motivos da não vacinação e vacinação em 2005, sua efetividade, a ocorrência de doenças respiratórias agudas como fatores de risco e suas medidas preventivas. A metodologia foi o estudo individuado, observacional, transversal, de base populacioanal, segundo amostra dos registros do Sistema de Informação de Atenção Básica (SIAB). Amostra aleatória até atingir total de 140 pessoas, entrevistas domiciliares, dados tabulados e processados com programas Epi-INFO 2003 e Microsoft Excel. Houve adesão dos idosos aos programas governamentais de vacinação, sendo o motivo principal a proteção contra a gripe. A faixa etária de maior adesão compreendeu idosos de até 74 anos, já que havia maior número absoluto de idosos da amostra nessa faixa. Dos vacinados, 70% apresentaram gripe, possivelmente porque os dados se basearam em auto-relatos, comprometendo sua fidedignidade. Confirmou-se também o efeito protetor da vacina, pois a ausência da doença, dentre os vacinados, foi duas vezes maior que nos não vacinados. Quanto aos motivos da não vacinação, destaca-se a crença de que a vacina causa a doença (24%) e de que ela não é eficaz (16%). Constatou-se grande adesão dos idosos ao Programa Nacional de Imunização contra Influenza e também a eficácia da vacina, sendo esta apontada como principal motivo da adesão. Doenças respiratórias prévias e tabagismo não influenciaram no aparecimento da gripe. adesão à vacinação é maior na população com condições socioeconômicas menos favoráveis, e que 41,3% dos que não tomam vacina acreditam que ela ou causa doença ou não protege, faz-se necessário esclarecer que possíveis reações à vacina não são graves quanto verdadeiros episódios gripais. Por outro lado, a participação da equipe de saúde na adesão à vacinação foi responsável por 31% da adesão, demonstrando a importância de campanhas informativas. O estudo ainda revelou uma maior incidência de episódios gripais referidos entre tabagistas. • VACINAÇÃO CONTRA INFLUENZA EM IDOSOS, NA ÁREA DE ABRANGÊNCIA LONDRINA-PR, 2005. DA UBS ALVORADA, ADEMIL FRANCO GÓES, ADRIELLE KARINE PESCE GUERRA BORGES, ARIANE ALMEIDA SANTA MARIA, DANIELLE ALESSANDRA KAMEO, DANIELLY KARLA BOTH PALERMO, GABRIELA MACHADO ESAIAS, IVO ALBERTO NÓBREGA SILVA, LARISSA DOMINGAS GRISPAN E SILVA, LUDMILA MORGADO SANTOS, NATÁLIA SERRA LOVATO, NIVALDO MORETTI JR., PEDRO AUGUSTO ANTUNES HONDA, SÍLVIA REGINA MATTIAS, STEPHANY MIORANDO ROMMEL, FABIANA BURDINI MARGONATO, MARLI T. OLIVEIRA VANNUCHI; [email protected] Trabalho realizado no módulo PIN/M-2 dos segundos anos de Medicina e Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. O Governo brasileiro adotou a política de vacinar todos os idosos contra Influenza, já que tal vacina é o melhor meio de reduzir a mortalidade e complicações respiratórias relacionadas a episódios gripais. Portanto, os acadêmicos do Segundo Ano dos cursos de Enfermagem e Medicina da UEL realizaram um estudo transversal na área de abrangência da Unidade Básica de Saúde Alvorada, Londrina-PR, em 2005, com a finalidade de avaliar as características dessa vacinação na população idosa. Tal pesquisa foi feita através de questionários aplicados a uma amostra populacional. Os resultados demonstraram que a cobertura vacinal da microárea em estudo é de 67%, ainda um pouco abaixo dos 70% preconizados pelo Ministério da Saúde. Tendo em vista que a baixa OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 67 A NA IS Trabalhos de Conclusão de Curso da Enfermagem Final Papers in Nursing Education • O COMPORTAMENTO DAS MULHERES NA PREVENÇÃO • AVALIAÇÃO DA PERCEPÇÃO E VIVÊNCIA DOS DO CÂNCER DE MAMA PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DIANTE DA DOR NOS RECÉM NASCIDOS EM UMA UTI NEONATAL DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ANIELLE FERREIRA CARDOSO, MARIA ELISA WOTZASEK CESTARI; [email protected] O objetivo deste estudo foi identificar quais são os comportamentos das mulheres referente à prevenção do câncer de mama e seus conhecimentos acerca da doença. Foram entrevistadas 11 mulheres usuárias da unidade básica de saúde (UBS) do jardim são Paulo Cambé, entre 18 e 65 anos e escolhidas aleatoriamente desde que fizessem parte do programa de prevenção do câncer. Das mulheres entrevistadas todas demonstram ter noção do que é o câncer de mama e a prevenção secundária. Porém apenas duas mulheres citaram mais de um fator de risco. A estratégia mais utilizada como prevenção foi o auto-exame das mamas. A fonte de informação mais citada foi o médico. Em relação às atividades de prevenção realizadas pela UBS, nem todas foram reconhecidas pelas usuárias. Assim, concluímos que as mulheres têm conhecimento da magnitude do problema para quem desenvolve o CM e suas repercussões físicas e psicológicas, porém elas não têm o discernimento de que a prevenção de tal doença é a detecção precoce e não utilizam a totalidade das ações disponíveis na UBS, provavelmente por dificuldade de acesso e falta de informação. Portanto, faz-se necessário a implantação de um protocolo para que todas as mulheres tenham a garantia de acesso as informações. • O PERFIL DAS CRIANÇAS ATENDIDAS NUM PRONTOSOCORRO PEDIÁTRICO DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PODE SUBSIDIAR A ANÁLISE DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE INFANTIL? DAIANE CRISTINA CRUZ, EDILAINE GIOVANINI ROSSETTO [email protected] Este estudo tem como objetivo caracterizar o perfil das crianças atendidas no Pronto-Socorro Pediátrico (PSP) de um Hospital Universitário em Londrina, no ano de 2004. Foi efetuada uma análise dos 8848 atendimentos ocorridos em 2004 por meio de arquivos do Serviço de Arquivos e Prontuários Médicos do Hospital. A faixa etária que mais procurou pelo serviço foi de 1 a 4 anos com 28% de freqüência, que juntamente com os menores de um ano somam 68% do total de atendimentos. De acordo com o sexo, os meninos representaram 54% contra 46% do sexo feminino. Em nossa casuística as doenças do aparelho respiratório apareceram como o primeiro diagnóstico dos atendimentos (46%), seguido de três diagnósticos: doenças infecciosas e parasitárias, doenças do aparelho digestório e fatores que influenciam o contato com os serviços de saúde, igualmente prevalentes 12,5%. Do total de atendimentos, 70% foram ao PSP por procura direta sem encaminhamento prévio, e entre os que tinham encaminhamento, o pronto atendimento foi o serviço que mais freqüentemente encaminhou. Apesar de ser um hospital terciário, a maioria dos atendimentos realizados deveriam ser de resolutividade da atenção primária e a alta demanda espontânea sugerem a necessidade de uma reorganização dos serviços de saúde para o aprimoramento da assistência à saúde infantil. 68• Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO TAIS DE OLIVEIRA STECHI, EDILAINE GIOVANINI ROSSETTO [email protected] Esta pesquisa teve como objetivo conhecer a percepção e vivência dos profissionais de enfermagem do nível técnico de uma UTI Neonatal diante da dor no neonato. Trata-se de um estudo descritivo exploratório, realizado entre julho e outubro de 2005. Os avaliados foram profissionais de enfermagem da UTI neonatal de um Hospital Universitário. A coleta foi realizada mediante aplicação de um questionário. Observou-se que 64% dos funcionários tinham mais que 40 anos de idade e mais de 64% dos profissionais trabalhavam na área há mais de seis anos e somente 8% trabalhavam há menos de dois anos. Os resultados evidenciaram que todos os profissionais acreditavam que o recém-nascido sente dor e apontaram a expressão facial como maneira de perceber a presença de dor. O choro e a agitação/irritabilidade foram citados igualmente, por 60% dos entrevistados. A respeito das medidas não farmacológicas para o tratamento e prevenção da dor que os funcionários conheciam, a medida que mais apareceu foi o aconchego (64%), seguida pela sucção não nutritiva (44%). Ao estudar as que eles usavam destaca-se a solução glicosada (40%). O motivo mais apontado como importância de prevenção e tratamento foram os relacionados com questões de humanização (64%) e 36% das respostas à questão biológica. Apesar dos profissionais de enfermagem saberem que os neonatos são capazes de sentir dor e que é necessário tratar essa dor, ainda há uma incoerência entre os conhecimentos e a aplicação prática. • CONHECIMENTO E COMPORTAMENTO: A DISTÂNCIA DO SABER PARA O FAZER NA VIDA SEXUAL DOS ADOLESCENTES RENATA ANDRADE TEIXEIRA, ELMA MATHIAS DESSUNTI [email protected] A adolescência é uma fase de novas descobertas, principalmente sobre a própria sexualidade. Existem muitos riscos aos quais o adolescente está exposto e precisa saber como se prevenir. Observamos que muitas vezes nem sempre o conhecimento que o adolescente possui para se prevenir ele coloca em prática. Temos por objetivo então, avaliar o conhecimento e a conduta sexual dos adolescentes do primeiro ano do ensino médio de uma escola pública de Londrina, relacionado a DST/Aids e contracepção. Os dados deste estudo foram extraídos de uma pesquisa desenvolvida entre 2001 e 2004, sobre educação sexual para adolescentes de uma escola estadual do município de Londrina. Trata-se de uma pesquisa transversal, não controlada e descritiva. Dos ANAIS 194 alunos , 19,5% referem ter vida sexual ativa, sendo a maioria do sexo masculino (68,4%). A idade da iniciação da atividade sexual para as meninas concentrou-se entre 14-15 anos, para os meninos permaneceu entre 13- 14 anos. Destes adolescentes, 84,8% referem usar a camisinha como método para prevenir DST/ Aids e 76,4% a usam para prevenir gravidez, porém, 36,8% referem possuir vida sexual ativa e fazer uso da camisinha em algumas relações. Ao mesmo tempo, observou-se que ainda permanecem dúvidas com relação a transmissão de DST/Aids, sendo que as fontes de informações mais citadas foram revista, em ambos os sexos, sendo que a escola foi citadas por apenas 31,4% dos alunos. A análise possibilitou identificar a diferença que permeia o conhecimento e a prática sobre DST/ Aids e contracepção e assim afirmar a importância da educação sexual. • ADOLESCENTES DO ENSINO FUNDAMENTAL: CONHECIMENTO SOBRE SEXUALIDADE, GRAVIDEZ, DST E AIDS ELISANA ÁGATHA IAKMIU CAMARGO, ROSÂNGELA APARECIDA PIMENTA FERRARI; [email protected]; [email protected] A adolescência abrange a pré-adolescência (faixa-etária de 10 a 14 anos) e a adolescência propriamente dita (dos 15 aos 19 anos). Nesta fase ocorrem as transformações biológicas e psicosociais tornando mais evidente a vivência da sexualidade na sociedade, que muitas vezes manifesta-se através de práticas sexuais inseguras, podendo se tornar um problema devido a falta de informação, de comunicação entre os familiares, tabus ou mesmo pelo fato de ter medo de assumí-la. Frente a esta realidade a presente pesquisa teve como objetivo analisar o conhecimento dos adolescentes sobre sexo, sexualidade, gênero, gravidez, métodos contraceptivos, DST e aids. Trata-se de uma pesquisa descritiva transversal, não controlada, com 117 adolescentes das 8ªs séries de uma escola estadual de ensino fundamental e médio da região Sul do município de Londrina-PR. A faixa etária concentrou-se entre 1416 anos, onde 38,7% eram meninos e 61,3% eram meninas. Um total de 24,5% dos meninos e 4,4% das meninas já iniciaram-se sexualmente. Sobre o período que a garota pode engravidar, 51,1% e 27,8%, de garotos e garotas respectivamente, não sabiam. Um maior número de meninos (36,7%) conhecia a respeito da localização do clitóris em comparação com as meninas (22,1%). A maioria dos estudantes (43,6%) citaram a aids como DST que mais conhecem. A respeito dos métodos contraceptivos, 46,9% dos meninos e 57,4% das meninas conhecem o condom e a camisinha. Grande parte dos adolescentes (42,7%) considera importante casar com alguém virgem e concordam com o fato da menina andar com camisinha na bolsa (92,3%). Conclui-se que há necessidade de reflexão e discussão das formas utilizadas para abordar o tema sexualidade com os adolescentes na escola com o intuito de viabilizar maior conhecimento sobre as questões referentes ao corpo, sexualidade, métodos de prevenção, gravidez, DST e Aids para que possam vivenciar sua sexualidade com segurança. • ANÁLISE DO ACOLHIMENTO EM UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA. ELISÂNGELA PINAFO; JOSIANE VÍVIAN CAMARGO DE LIMA, SONIA REGINA NERY, ROSSANA STAEVIE BADUY, ELIZABETE DE FATIMA POLO DE ALMEIDA NUNES, BRÍGIDA GIMENEZ CARVALHO; [email protected]; [email protected] Este trabalho tem por objetivo analisar o acolhimento em uma Unidade de Saúde da Família considerando o acolhimento como postura que envolve a escuta, atitude profissional-usuário e a relação intra-equipe; como técnica, acesso e organização do trabalho, além de analisarmos as concepções dos auxiliares de enfermagem sobre o acolhimento ofertado na unidade estudada e a percepção dos usuários de como são acolhidos neste serviço de saúde. Utilizou-se uma abordagem qualitativa, sendo um subprojeto da pesquisa denominada “REORGANIZAÇÃO DAS PRÁTICAS SANITÁRIAS NO SISTEMA MUNICIPAL DE SAÚDE: A ESTRATÉGIA DA SAÚDE DA FAMÍLIA – UM RETRATO DO PROCESSO”. Observou-se que a unidade estudada propõe várias ações de organização do serviço, porém nem todas as atividades garantem o acesso adequado aos usuários. O acolhimento enquanto postura é realizado por parte dos profissionais e da equipe de saúde, a escuta e a atitude profissional-usuário são eixos de destaque do acolhimento ofertado pelos auxiliares de enfermagem desta unidade. A relação intra-equipe acontece de forma efetiva somente nas equipes do PSF. Os auxiliares de enfermagem possuem postura de escuta e comprometimento com as ações de saúde de sua responsabilidade, porém sua concepção ainda é curativo/biologicista, ressaltaram que o aumento da demanda, traz sofrimento no trabalho. As percepções dos usuários ainda são de valorização das atividades relacionadas a cura e centrado nas atividades do profissional médico e lutam por assistência em todos os tipos de tecnologia em saúde. • ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A UM PACIENTE COM HEPATOPATIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ELAINE HARUMI. SUMIYA, MARIA CRISTINA FERREIRA FONTES [email protected] Este estudo teve como objetivo, por meio de um estudo de caso, relatar a assistência de enfermagem a um paciente hepatopata, baseado na revisão de literatura. Os dados foram coletados através de entrevista e análise do prontuário. A partir disso, foram realizadas a revisão bibliográfica acerca da anatomia e fisiologia do fígado, exame físico e exames diagnósticos. Além disso, fez-se necessário realizar um estudo sobre o Schistosoma mansoni, responsável etiologicamente pela fibrose que provavelmente evoluiu para cirrose do referido paciente. Devido a essas complicações, principalmente quando elas advêm de uma hepatopatia crônica e o paciente encontra-se internado, o cuidado de enfermagem torna-se fundamental na assistência às necessidades humanas básicas através do processo de enfermagem, que segundo Horta (1979, p. 35) é a dinâmica das ações sistematizadas e interrelacionadas, visando à assistência ao ser humano. Dessa maneira, o processo de enfermagem incorpora as competências do raciocínio crítico geral e específico, de maneira a focalizar as necessidades próprias de determinado cliente, constituindo uma conduta sistemática empregada pelos enfermeiros para examinar criticamente e analisar os OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 69 ANAIS dados obtidos, identificar a resposta do cliente a um problema de levantado, idealizar os resultados esperados, empreender a ação adequada e, em seguida avaliar sua efetividade (Potter e Perry, 2004) Baseada nesse processo, a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é um instrumento de trabalho para o enfermeiro e exprime a organização dessa assistência, em suas 5 etapas, e que refletem o paciente visto integralmente proporcionando o entendimento e manutenção das necessidades humanas básicas afetadas. Assim, foi possível o alcance dos objetivos propostos e dessa maneira desenvolver o raciocínio clínico, tão importante na aplicação da SAE pelo enfermeiro. Concluímos que estudo possibilitou a elaboração dos cuidados de enfermagem fundamentados bem como sua aplicação, com o propósito de melhorar a qualidade de vida do cliente, prevenir complicações decorrentes da patologia e proporcionar o mais importante, que é o cuidado individualizado. • ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM CHOQUE SÉPTICO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA – ADULTO: ESTUDO DE CASO MARISA DIAS VON ATZINGEN, MARIA CRISTINA FERREIRA FONTES; [email protected] Estuda a evolução clínica de um paciente com diagnóstico de choque séptico internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e sistematiza a assistência de enfermagem ao mesmo. Choque séptico é uma grave forma de choque provocada pela presença de toxinas bacterianas (principalmente), e toxinas de vírus ou fungos na circulação sistêmica. Caracteriza-se pela incapacidade do sistema circulatório em manter uma oferta adequada de oxigênio e nutrientes para preencher as necessidades metabólicas dos tecidos (baixa resistência vascular periférica). A sepse grave e sua evolução para choque séptico têm sido a causa mais freqüente de óbito nas Unidades de Terapia Intensiva do Brasil. Sendo assim, na tentativa de diminuir a morbi-mortalidade da referida patologia, e melhorar a assistência a este paciente, é essencial a aplicação efetiva da sistematização da assistência de enfermagem (SAE), que constitui um meio para o enfermeiro aplicar seus conhecimentos técnico-científicos, caracterizando sua prática profissional. Neste estudo objetivou-se sistematizar a assistência de enfermagem a um paciente com choque séptico em uma UTI de um hospital escola. Para tanto, utilizou-se um estudo de caso, realizado por meio da por análise de prontuário, a partir da seleção aleatória de um paciente internado. Concluiu-se que para a realização adequada da SAE ao paciente com choque séptico, faz-se necessário o conhecimento crítico e científico sobre a referida patologia, assim como o raciocínio clínico, para que ambos possam amparar reflexões e discussão entre a equipe multiprofissional, na tentativa de melhorar a qualidade da assistência. • ATUAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NO CUIDADO A MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA ABRIGADAS NA CASA CANTO DE DÁLIA EM LONDRINA-PR MARIA ELISA WOTZASEK CESTARI; VÂNIA BONFIM DOS SANTOS; [email protected] A Violência contra mulher é considerada um problema de âmbito mundial, afetando a mulher independente de sua raça, etnia e origem social. Estudos mostram que a violência afeta a saúde da mulher tanto 70• Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO física, sexual e psicologicamente e essa questão é reconhecida por organismos internacionais na área da saúde, como OMS. Em casos que a mulher corre risco de vida elas são acolhidas e protegidas em Casas Abrigo. Neste serviço elas recebem assistência por uma equipe interdisciplinar. Cada profissional exerce um papel importante para recuperação desta mulher. O objetivo deste estudo foi analisar o papel da enfermagem na assistência a mulheres que estão abrigadas na casa Canto de Dália. Este foi um estudo descritivo com uma abordagem qualitativa. As entrevistadas foram auxiliares de enfermagem e enfermeira. Os resultados mostraram que as principais atuações desempenhados pela enfermagem na casa é de orientação, prevenção, apoio emocional, verificar SSVV, acompanhar nas consultas fora da casa, realização de palestras com temas voltados para saúde da mulher, consultas e supervisão de enfermagem, sendo estas duas últimas ações atividades exclusivas da enfermeira. Percebe-se que há uma grande valorização do trabalho prestado por essas profissionais dentro da casa, entretanto algumas integrantes da equipe sentem-se deslocadas como profissionais de saúde. As principais dificuldades foram falta de recursos materiais, interferência de outra funcionária nas orientações de enfermagem, falta de vigia, falta de sigilo das UBS e no serviço ambulatorial, cobrança das usuárias, falta de planejamento das ações. As entrevistadas apontaram a falta de informação sobre a questão da violência nos cursos de formação profissional. Assim, propomos a inclusão desta temática nos cursos técnico e de graduação em enfermagem. • AVALIAÇÃO DO ATENDIMENTO AOS IDOSOS EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE NO MUNICÍPIO DE LONDRINA MIRIAN TERUMI SHIBATA; MARA SOLANGE DELLAROZA; [email protected] GOMES O aumento do número de idosos tem estimulado o debate sobre sua qualidade de vida. Essa mudança no perfil da população implica em uma maior utilização dos Serviços de Saúde, exigindo maior custo, envolvendo altas tecnologias e cuidados adequados. Diante das queixas apresentadas e suas conseqüências na qualidade de vida da população idosa, é importante que se conheça o perfil da clientela e sua demanda dos atendimentos, para tornar-se possível uma adequação e melhoria da assistência ao idoso. OBJETIVO: Descrever o perfil e identificar as comorbidades de idosos e as condutas implementadas em uma UBS frente a esta demanda. MÉTODOS: Dos 650 idosos residentes na área de abrangência de uma UBS, através de amostragem foram selecionados162 a participarem do estudo. Foram coletados dados por fonte secundária de indivíduos com mais de 60 anos cadastrados nesta Unidade. O estudo baseou-se em informações registradas no intervalo de um ano. RESULTADOS: A maior parte da população (74,13%) foi composta de jovens idosos. O tempo médio de acompanhamento neste Serviço foi de 10,3 anos. A patologia crônica mais prevalente foi a hipertensão arterial (82,90%), seguido de afecções músculo-esqueléticas, doenças cardíacas, diabetes e outros. O tipo de especialista de maior demanda foi o cardiologista, com 18 encaminhamentos. O anti-hipertensivo foi o ANAIS medicamento mais utilizado. Dos prontuários analisados 40,03% apresentavam algum tipo de terapia não-farmacológica. A média de consultas médicas foi de 3,45 por idoso/ano. Mais da metade da população estudada (50,5%) apresentou queixas ósteo-musculares, sendo a lombalgia a mais freqüente. CONCLUSÕES: Os dados mostram que os idosos, em sua maioria, possuem de 60 a 74 anos, são hipertensos, utilizam vários medicamentos prescritos. Diante do aumento da população idosa, fazse necessário que as entidades governamentais se sensibilizem, visando práticas sociais voltadas à promoção da Saúde do idoso. • CARACTERIZAÇÃO DOS RECÉM-NASCIDOS PREMATUROS DE BAIXO PESO ATENDIDOS NA UBS ORLANDO CESTARI REJANE GALDINO KITSU*, SARAH NANCY DEGAU HEGETO DE SOUZA**; [email protected] *Discente de enfermagem UEL; **Docente orientadora; INTRODUÇÃO: O avanço tecnológico e científico ocorrido no século XX proporcionou maiores taxas de sobrevida dos recém-nascidos cada vez mais imaturos e de menores pesos de nascimento (LEONE, 2004). Apesar de todo o avanço ocorrido, algumas complicações da prematuridade extrema ainda permanecem como desafios a serem superados, evitando seqüelas e até mesmo óbito desses recém-nascidos. Devido a grande ocorrência de nascimentos de nascidos vivos prematuros e/ou baixo peso ao nascer, superior a qualquer outro bairro em Londrina, surgiu a necessidade de analisar se esses recém-nascidos e a família tem recebido um acompanhamento diferenciado devido ao risco aumentado que possuem de adoecer e morrer. Objetivos: o presente estudo teve como objetivos, caracterizar o RN prematuro de baixo peso da área de abrangência da UBS União da Vitória, Londrina/ PR, nascido no ano de 2003 e 2004, e, caracterizar o atendimento deste bebê realizado pela equipe multiprofissional da Unidade Básica de Saúde. Metodologia: A pesquisa foi realizada na UBS União Vitória, Londrina/PR, através de dados de prontuários e entrevista com as mães dos recém-nascidos que atenderam os seguintes critérios: prematuridade, peso abaixo de 2.700g, nascido no ano de 2003 e 2004. Resultados: dentre as 20 crianças que fizeram parte do estudo, todas nasceram em ambiente hospitalar, com peso variando entre 890g a 2.760g. Destes, 50% foram classificados como prematuros moderado s(IG entre 31 a 36 semanas), e, 90% nasceram com peso adequado para a idade gestacional. Quanto à amamentação, 35% não tiveram amamentação materna exclusiva, e 25% foi amamentado exclusivo somente até os três meses, sendo introduzido alimentos. Até os 18 meses, as crianças apresentaram 112 consultas com o médico pediatra, e, 125 consultas com o médico plantonista com os seguintes diagnósticos: IVAS, TQB, GECA, OMA e outros. CONCLUSÃO: apesar de todo acompanhamento da equipe de saúde da UBS Orlando Cestari, no bairro União da Vitória, esses prematuros ainda estão adoecendo com freqüência, precisando analisar uma melhor forma de prevenção, e uma conduta diferenciada a esses recémnascidos de baixo peso, reforçando a importância do aleitamento materno e do acompanhamento nas puericulturas. • COMPORTAMENTOS DE RISCO E FREQÜÊNCIA DE ACIDENTES MOTOCICLÍSTICOS ENTRE FUNCIONÁRIOS DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO LEILA MELO BARTHOLDY DE FIGUEIREDO, SELMA MAFFEI DE ANDRADE, DANIELA WOSIACK DA SILVA E DARLI ANTONIO SOARES; [email protected] Com o objetivo de conhecer os comportamentos de risco no trânsito e a freqüência de acidentes de motocicleta entre funcionários de um hospital universitário de Londrina (PR), foi realizado um estudo transversal, utilizando um questionário auto-respondido e anônimo, aplicado a funcionários do Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná (HURNP) que utilizam moto para transporte ao trabalho. A casuística compôs-se de 74 motociclistas, na faixa etária de 26 a 56 anos, predominantemente do sexo masculino (69%) e com nível médio de escolaridade. Os homens relataram maior freqüência de atitudes inseguras no trânsito, principalmente no que se refere à ingestão de bebidas alcoólicas antes de dirigir e à “costura” no trânsito (p<0,05), além de terem recebido mais multas (p<0,01). Porém, as mulheres declararam mais freqüentemente dirigir antes de possuir habilitação legal. Notou-se, embora sem significância estatística, que os usuários de moto com relato de história prévia de acidentes admitiram mais freqüentemente atitudes arriscadas na via pública em comparação aos condutores de moto que declararam que não se acidentaram. Embora o trabalho tenha identificado que os motociclistas se expõem a muitos comportamentos transgressores e inseguros, é importante identificar a natureza de tais atitudes para que assim seja possível uma mudança de comportamento dos condutores de moto. Faz-se necessária a implementação de um efetivo programa de educação no trânsito que torne a direção de motocicleta mais segura em Londrina. • EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA PACIENTES HIPERTENSOS E DIABÉTICOS NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA – FACILIDADES E DIFICULDADES PATRÍCIA BASSO SQUARÇA, ELIZABETE DE FÁTIMA PÓLO NUNES; [email protected] O estudo realizado analisou as ações de educação em saúde direcionadas aos hipertensos e diabéticos, realizadas pelas equipes saúde da família da unidade de saúde da família (USF) do Jardim Itapoã, Londrina.O Ministério da Saúde, considera a educação em saúde como disciplina de ação, e o trabalho deve ser dirigido para atuar sobre o conhecimento das pessoas, para que desenvolvam juízo critico e capacidade de intervenção sobre suas vidas e sobre o ambiente com o qual interagem (BRASIL, 2005). O nível primário de atenção é um dos ambientes mais propícios para se abordar a educação em saúde junto aos hipertensos e diabéticos, porque é possível trabalhar essas patologias nos estágios iniciais. Desse modo a educação em saúde pode informar a população e conseqüentemente, melhorar hábitos de vida, diminuir fatores de risco e prevenir complicações. A pesquisa utilizou o método qualitativo, de caráter exploratório. A coleta de dados foi efetuada através de três grupos focais, compostos por hipertensos e/ ou diabéticos participantes dos grupos de caminhada promovidos pela USF. A observação foi um outro recurso adotado. OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 71 ANAIS Participaram dos grupos, vinte pessoas, destas, nove são hipertensos, nove hipertensos e diabéticos e dois diabéticos. Foi constatado que a atuação da USF Itapoã na educação em saúde aos pacientes hipertensos e diabéticos tem trazido bons resultados, pois informa seus usuários, contribui para a adesão ao tratamento, a melhora dos hábitos e a diminuição de complicações. Os participantes dos grupos demonstraram grande receptividade para as ações educativas. No entanto, foram identificadas algumas questões problemáticas como o modelo médico curativo que continua predominando na unidade interferindo o processo de trabalho e diminui a disponibilidade da equipe de saúde para atuar na educação em saúde. Além disso, não há na unidade uma sistematização de como promover ações de educação em saúde. As oportunidades de atuação junto aos usuários são muitas vezes pouco aproveitadas e empregadas de um modo que diminui a absorção pelo usuário ao que é exposto. Concluiu-se que os profissionais envolvidos necessitam de um maior apoio dos órgãos responsáveis para que possam conhecer melhor as formas de atuação para educação e saúde. Tanto profissionais quanto população e governo devem estar envolvidos, de forma integrada para a construção de um sistema de saúde mais efetivo que faz parte de um processo gradual e demorado. Trabalhar a educação em saúde é um dos caminhos frente a essa mudança. • IDENTIFICAÇÃO DAS NECESSIDADES BIOPSICOSSOCIAIS E ESPIRITUAIS DE FAMILIARES DE PACIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA DE URGÊNCIA DAYANNA SAEKO MARTINS, EDITE M. KIKUCHI E-MAIL:[email protected] • INFORMAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE PREVENÇÃO DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO BRUNA FELIX FERNANDES SOUZA, ALEXANDRINA APARECIDA MACIEL; [email protected] Este é um estudo transversal, descritivo e quantitativo realizado em uma Unidade Básica de Saúde do município de Londrina-Pr. Teve por objetivo analisar o conhecimento e práticas de algumas mulheres em relação ao câncer de colo de útero como subsídios para a implementação de ações efetivas para este grupo. Os dados foram coletados através de um questionário com questões abertas e fechadas de acordo com os objetivos da pesquisa. A amostra foi de 200 mulheres entrevistadas na qual a idade prevalente foi de 40 anos ou mais. Os dados obtidos mostraram que 76% conhecem como único método de prevenção do câncer de colo de útero o exame de Papanicolau, e 22,5% desconhecem qualquer forma de prevenção para esse tipo de câncer. Dado relevante também foi que 154 mulheres desconhecem os fatores de risco para o câncer, logo o desconhecimento sobre a doença leva à déficit de comportamento preventivo. Os principais motivos para a não realização do exame de Papanicolau foram: 44% desconhecimento sobre o câncer de colo de útero, 32% medo ou vergonha,16% dificuldade de marcar consulta, 4% medo do resultado e 12% citaram outros motivos. As principais fontes de informação referidas foram: médicos, televisão e enfermeira, ressaltando que apenas 71% referiram receber orientações sobre o câncer de colo de útero na consulta de ginecologia . Os resultados do estudo mostraram a necessidade dos profissionais de saúde em fornecer maiores informações à população feminina a fim de ampliar o conhecimento dessas mulheres sobre a prevenção do câncer de colo de útero. Aluna da 4ª série do curso de graduação em enfermagem da UEL. Professora do Departamento de Enfermagem da UEL. Este estudo, de caráter exploratório descritivo, com abordagem qualitativa teve como objetivo principal identificar as necessidades biopsicossociais e espirituais de familiares de pacientes submetidos à cirurgia de urgência num hospital escola na região norte do Paraná. Foram realizadas entrevistas com familiares que encontravam-se na sala de espera da Unidade de Centro Cirúrgico, cujos pacientes estavam sendo submetidos à cirurgia de urgência. Os dados revelaram que, na maioria das vezes, há falta de informações sobre o período perioperatório, não havendo, principalmente, a comunicação entre os profissionais que atuam no Centro Cirúrgico (médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem). O discurso dos familiares também revela uma grande confiança na equipe cirúrgica e demonstra as expectativas otimistas em relação ao procedimento cirúrgico, tratamento e reabilitação do paciente. Expressam, ainda, a busca espiritual e religiosa como forma de enfrentamento da situação vivenciada. Espera-se que os dados obtidos possam contribuir para a reflexão do desempenho da equipe de saúde frente às necessidades dos familiares de pacientes submetidos à cirurgia de urgência. 72• Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO • MAMÃE, CHEGUEI! E AGORA? O SIGNIFICADO DO CUIDADO MATERNO DOMICILIAR AO RECÉM-NASCIDO DE MUITO BAIXO PESO LÍGIA CORRÊA JUNG BARBOSA, SARAH NANCY DEGGAU HEGETO DE SOUZA , MARA LÚCIA GARANHANI; [email protected] Na atualidade, com a sofisticação dos recursos tecnológicos, já é possível que recém-nascidos cada vez mais prematuros e de baixo peso sobrevivam. Porém, as condições de vida precárias de grande parcela da população brasileira, somadas à falta de acesso a um acompanhamento obstétrico pré-natal, fazem aumentar o número de bebês que nascem em condições de risco. A presente pesquisa teve como objetivo desvelar como a experiência cuidar de um recém nascido prematuro de muito baixo peso é vivenciada pelas mães na prática domiciliar e esboçar, a partir desse desvelamento, um caminho que auxilie a assistência adequada pelos profissionais de saúde. Para compreender a vivência das mães, optou-se pela vertente metodológica da fenomenologia, segundo a modalidade da estrutura do fenômeno situado. Como forma de desvelar o fenômeno, perguntou-se a cinco mães: “Para você como está sendo cuidar do seu filho em casa?” Os discursos emitidos por essas mães evidenciaram treze diferentes ANAIS temas: a espera do nascimento; a internação na UTI neonatal; a preocupação com a proximidade e o momento da alta; os primeiros dias em casa; amamentação versus prematuridade; vivenciando medos; o apoio externo nos primeiros dias; vencendo as primeiras dificuldades e ganhando mais confiança; complicações e agravos de saúde do bebê; crescimento e desenvolvimento da criança; adquirindo autonomia no cuidado; a abordagem da equipe de saúde; o sentimento de felicidade e gratidão. • MORTALIDADE MATERNA NO ESTADO DO PARANÁ NO TRIÊNIO 2001-2003: UMA ANÁLISE TEMPORAL GRAZIELA CRISTINA BUZUTTI 1, MARINA BASTOS2 THELMA MALAGUTTI SODRÉ 3, CAMILLA ALEXSANDRA SCHNECK4; [email protected] 1. Discente de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. 2. Discente de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. 3. Enfermeira obstétrica. Mestre em enfermagem em Saúde da Mulher. Professora assistente do departamento de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. 4. Enfermeira obstétrica. Mestre em enfermagem em Saúde da Mulher. Professora de enfermagem do CCBS da Universidade Norte do Paraná. INTRODUÇÃO: A mortalidade materna é um indicador sensível das condições de vida da população e da qualidade da assistência ao prénatal e parto. Objetivo: O objetivo deste estudo foi estudar a mortalidade no Estado do Paraná (PR) entre 2001 e 2003. Metodologia: Os dados dos 295 casos foram coletados dos estudos de caso do Comitê Estadual de Prevenção da Mortalidade Materna. Resultados: foi realizada análise descritiva e os resultados mostraram idade média de 28,1 anos (dp-7,3); 77,3% com idade entre 20 a 39 anos; 61,2% casadas; 62,9% com menos de oito anos de escolaridade; 63,5% com ocupação não remunerada; 24,6% negras e pardas; 23,7% residentes na zona rural. Quanto às variáveis obstétricas: 50,8% com três ou mais gestações; 90,1% realizaram pré-natal 53,9% iniciaram no primeiro trimestre, 45,9% realizaram entre quatro e sete consultas; 47,1% tiveram cesariana e 30,5% parto vaginal. Ocorreram 66,4% (205) óbitos obstétricos diretos; as causas mais comuns foram síndromes hipertensivas 28,3%, síndromes hemorrágicas 25,4%, infecção puerperal 10,7%. CONCLUSÕES: Estes dados apontam a necessidade de se integrar os diferentes níveis de assistência já que os óbitos obstétricos diretos são em sua maioria evitáveis. • O SUPORTE FAMILIAR NA RECUPERAÇÃO DO IDOSO COM OCORRÊNCIA DE FRATURA DE MEMBROS INFERIORES. JANAINA AMANCIO TRISTÃO E MARA SOLANGE GOMES DELLAROZA; [email protected] A importância do conhecimento da relação idoso-família se dá pelo fato de que as famílias são parte integrante da intervenção em saúde em todas as fases da doença, em todos os contextos de assistência. O objetivo principal deste trabalho foi caracterizar o apoio familiar ao idoso vítima de fratura de fêmur a partir de uma visão do cuidador e do idoso. Utilizando um estudo transversal quantitativo, os dados foram coletados através de entrevista direcionada ao idoso e cuidador e a análise das respectivas respostas. Apesar de uma perda de 57%, foi possível identificar a relação de carinho mantida entre o cuidador e o ser cuidado, bem como uma característica marcante do idoso quanto à sua aceitação em relação à situação vivenciada. Identificou-se que 53% destes idosos apresentam depressão com necessidade de intervenção e a relação da depressão com a dependência física atual. A totalidade destes idosos tem boas expectativas quanto à recuperação. Em relação ao cuidador, a família demonstrou-se o ator social principal na dinâmica dos cuidado. A cuidadora principal é representada por mulheres em 100% das entrevistas, filhas em 64%, sendo a maioria delas (43%) responsável principal pelos cuidados assim residindo no mesmo domicílio. Quanto aos sentimentos experimentados pelos cuidadores 36% não expressaram sentimentos negativos, e sim satisfação em poder estar oferecendo o cuidado. Para uma avaliação mais fidedigna da relação idoso-família há que se viabilizar estudos longitudinais envolvendo maior número de idosos no período de reabilitação. • O TRABALHO DE ENFERMAGEM EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: O SIGNIFICADO TÉCNICOS/AUXILIARES DE ENFERMAGEM PARA ISABELLE COMEGNO GOTELIPE 1, MARA LÚCIA GARANHANI 2 [email protected] 1. Discente de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. 2. Enfermeira. Doutora em enfermagem. Professora adjunta do departamento de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. No Brasil, as primeiras Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) foram implantadas na década de 1970. A partir desta data a assistência de enfermagem nesta unidade disseminou-se e tem buscado aperfeiçoarse. A presente pesquisa teve como objetivo desvelar os significados atribuídos pelos técnicos /auxiliares de enfermagem da UTI ao vivenciarem o processo de trabalho nesta unidade. Espera-se contribuir auxiliando a enfermeira a entender as necessidades destes trabalhadores, adequando assim, as condições de trabalho possíveis. Para compreender esta vivência optou-se pela vertente metodológica da pesquisa qualitativa, segundo a modalidade da estrutura do fenômeno situado. Como forma de desvelar o fenômeno, perguntou-se a quatro trabalhadores de enfermagem: “Para você o que significa ser trabalhador de enfermagem na UTI?” Os discursos emitidos por esses trabalhadores evidenciaram onze categorias: O cuidado ao ser humano como finalidade do trabalho de enfermagem na UTI; Reconhecendo a responsabilidade e o compromisso nas ações de cuidado; Destacando a relação empática como um meio do cuidar; Vivenciando o desgaste no cotidiano da UTI; Trabalhando em equipe; Trabalhar na UTI revela-se como uma experiência que traz sentimentos ambíguos; Vivenciando a realidade da perda do paciente; A vivência do cotidiano na UTI faz com que o trabalhador se perceba e se volte para sua condição humana; Criando uma identidade com a UTI; Reconhecendo a UTI como um espaço de aprendizado; Vivenciando o sentimento de gratificação em OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 73 ANAIS ser trabalhador de enfermagem da UTI. As proposições obtidas permitiram vislumbrar a configuração do fenômeno estudado: ser trabalhador de enfermagem na UTI. A partir desta compreensão abremse novas possibilidades do enfermeiro trabalhar de maneira mais próxima destes trabalhadores e da sua realidade. Os resultados deste estudo permitem também que toda a equipe de saúde da UTI possa refletir sobre o seu processo de trabalho e o cuidado realizado com o paciente, assim como, as repercussões pessoais que este processo acarreta. Vivenciando situações cotidianas na UTI emergem diferentes sentimentos, muitas vezes até paradoxais, porém ressalta-se o reconhecimento do aprendizado, com identificação e sentimento de gratificação em trabalhar em UTI. • PERFIL DAS DOADORAS DE LEITE DO BANCO DE LEITE HUMANO DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE LONDRINA-PR JDANIELLE TALITA DOS SANTOS, MARLI T. OLIVEIRA VANNUCHI, MÁRCIA M. B. DE OLIVEIRA; [email protected] Os Bancos de Leite Humano (BLH) tem como função atender bebês impossibilitados de serem amamentados por suas mães, e também atende mães que necessitem de assistência e orientações relativas ao aleitamento materno. As doadoras de leite humano, são parte importante do funcionamento de um BLH. Esta pesquisa tem como objetivo conhecer o perfil sócio-econômico das doadoras de leite do Banco de Leite Humano do Hospital Universitário (BLH/ HU) de Londrina-PR. É um estudo transversal onde foram coletados dados por meio de um formulário aplicado às doadoras externas do BLH/ HU de Londrina, no período de junho a agosto de 2005. Constatou-se que das 91 doadoras entrevistadas, 28,6% possui idade entre 24 e 28 anos, sendo que 11,0% são adolescentes e a maioria (76,9%) vive com companheiro. Com relação à escolaridade, 41,8% possuem segundo grau completo ou superior incompleto e 29,7% têm grau de instrução superior completo. No que se refere ao perfil sócio-econômico, 33,0% enquadram-se na classe C, cuja renda mensal familiar média é de 927 reais, seguida pela classe B2, com renda média de 1669 reais. A maioria (56,0%) são mulheres com um único filho e 37,4% das doadoras receberam informações sobre doação de leite e sobre os serviços do BLH/ HU de Londrina por meio dos profissionais dos serviços de saúde. As doadoras do BLH/HU de Londrina possuem escolaridade média a superior e pertencem à classe média. De acordo com a literatura, os resultados mostram que quanto maior a escolaridade das mães, mais informações elas absorvem através das orientações e das campanhas nacionais e locais que são realizadas sobre aleitamento materno. O conhecimento do perfil das doadoras permitirá direcionar as informações sobre doação de leite em nível local e regional, otimizando o trabalho realizado pelo Banco de Leite Humano do HU/Londrina. 74• Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO • PRÁTICAS PROFISSIONAIS NA ATENÇÃO BÁSICA: ANÁLISE DO TRABALHO DESENVOLVIDO PELAS EQUIPES DE COMBATE AO DENGUE E EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA GENIVALDA MOTA DE SENA; CÉLIA REGINA RODRIGUES GIL; [email protected]; [email protected] A dengue é uma arbovirose que acomete a humanidade, tanto no Brasil quanto em muitos países da América Latina e do mundo. A doença ocorre e se dissemina principalmente nos países tropicais e subdesenvolvidos, onde o meio ambiente favorece sua proliferação. Este trabalho analisou as práticas profissionais desenvolvidas pelas equipes de combate ao Dengue e equipes de Saúde da Família na região sul do Município de Londrina, com 99.379 habitantes. Os dados foram coletados através de entrevistas semi-estruradas aos coordenadores de Combate ao Dengue e de Unidades de Saúde e enfermeiras das equipes de Saúde da Família e questionários fechados aos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate ao Dengue, mostrando que é preciso intensificar o trabalho conjunto, pois os resultados apontaram que o trabalho no território é desarticulado, fragmentado. Recomenda-se que a Secretaria de Saúde utilize estratégias que possam mudar a realidade encontrada, otimizando recursos e potencializando ações. • O CUIDADO DO CUIDADOR: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA NO HOSPITAL ZONA SUL DE LONDRINAPR MARIANA NEVES FARIA, MARLI TEREZINHA OLIVEIRA VANNUCHI; [email protected] Relacionamentos interpessoais podem ser trabalhados de muitas formas, sendo uma delas o trabalho em grupo através de lideres, visto que podem ser considerados exemplos para a equipe. O desenvolvimento pessoal e profissional do Enfermeiro deve ter como estratégia a implantação de atividades para o fortalecimento das relações interpessoais no trabalho e programas específicos de promoção e prevenção da saúde física e mental dos profissionais, através do seu auto cuidado e do cuidado com o grupo. Assim este estudo teve por objetivo relatar a experiência, no campo de Internato, como observadora das atividades em grupo realizadas com os Enfermeiros do Hospital Zona Sul de Londrina, buscando desenvolver estratégias para um bom relacionamento, objeto fundamental no processo de trabalho em saúde. Para tal, foram realizadas observações, sem qualquer interferência nas atividades. As anotações durante o decorrer do processo em grupo, serviram como base para a realização do trabalho, buscando sempre referências bibliográficas em literaturas específicas da área. Ficou entendido que a categoria dos Enfermeiros é muito forte e capaz de buscar melhorias que são de sua governabilidade, ou então de requerê-las juntamente aos órgãos responsáveis. Percebemos ao longo do processo uma motivação cada vez maior e empenho por parte dos integrantes no seu auto cuidado e cuidado com o grupo, mostrando que esta é uma maneira de estimular grupos a refletiram sobre suas relações no trabalho. Faz-se necessário aprender que quem cuida adequadamente de si, encontra condições para cuidar e relacionar-se com o outro de forma mais reflexiva e empática, ou seja, que o cuidador precisa primeiramente ser cuidado para que ele possa cuidar bem de seus pacientes e da sua equipe. A NA IS Trabalhos de Conclusão do Curso de Fisioterapia Final Papers in Physiotherapy Education • ASPECTOS DOS ACIDENTES DE TRÂNSITO ENCAMINHADOS AO PRONTO SOCORRO DO HURNPR 2004 PRINCIPAL LESÃO NEUROLÓGICA EM RESULTANTE ADRIANO POLICAN CIENA, SARAH BEATRIZ COCEIRO MEIRELLES FÉLIX; [email protected] A intensidade da violência no trânsito brasileiro é crescente. A consciência da dimensão deste problema gerou atitudes como a reformulação do Código Brasileiro de Trânsito e campanhas de conscientização, promovidos e divulgados pela mídia e seminários relacionados com o trânsito. Na sua trajetória, os acidentes de trânsito podem acarretar lesões neurológicas leves a graves que deixarão seqüelas por toda a vida. O trauma gerado por um acidente de trânsito leva a alterações psicológicas, físicas e sociais, desde motricidade, sensibilidade, comportamento, convívio e sua contribuição à sociedade. O objetivo deste estudo foi caracterizar os acidentes de trânsito e as principais lesões neurológicas dos indivíduos atendidos no pronto socorro do HURNPr em 2004, apresentando suas divisões conforme as ocorrências: tipo de veículo, sexo e lesões neurológicas resultantes. Trata-se de um estudo retrospectivo e transversal. A coleta dos dados foi realizada com análise de prontuários fornecidos pelo do SAMEESTATÍSTICA do HURNPr. Os critérios de inclusão foram indivíduos de ambos os sexos e faixa etária entre 0 a 80 anos, atendidos no pronto socorro em 2004, vítimas de acidente de trânsito. Nas bases de dados do SAME, constam 914 ocorrências de acidentes de trânsito neste período. Comparando com as principais lesões neurológicas, as classificadas como traumatismo crânio encefálico (TCE) preponderaram entre as mais graves encontradas. Somaram 527 atendimentos, sendo 167 do sexo feminino e 360 do sexo masculino. Acidentes motocicleta e bicicleta correspondem a 499 ocorrências, somando um total de 54,8% dos casos. Com relação às características, no que concerne à lesão, a vulnerabilidade de motociclistas e ciclistas em casos de acidentes é maior do que os demais meios de transporte, visto que estes absorvem em sua superfície corpórea toda energia gerada no impacto, colidindo com objetos, gerando lesões das mais variadas e tendo o TCE sua conseqüência freqüente. As lesões no crânio podem resultar em incapacidades temporárias ou permanentes nas vítimas que sobrevivem ao acidente de trânsito. Este estudo demonstrou dados epidemiológicos em acordo com a literatura. • EFICÁCIA DE UM PROGRAMA DE EXERCÍCIOS CINESIOTERAPÊUTICOS EM MULHERES JOVENS COM DOR ANTERIOR DE JOELHO, POR MEIO DA ANÁLISE DA DOR E ÂNGULO Q DANIELA HAYASHI, DANIELLE MAGOSSO MILANI, CLAUDIA YUMI KAWAMOTO, TATIANE CARINA FARDIN, CRISTIANE YUMI YONAMINE, LARISSA LASKOVSK, CHRISTIANE DE SOUZA GUERINO MACEDO; [email protected] A dor anterior de joelho, caracterizada como disfunção fêmoro-patelar, esta associada a alterações biomecânicas, comum em 20% da população com idade entre 15 e 35 anos, principalmente adolescentes e jovens adultos do gênero feminino. É insidiosa com progressão lenta, tipicamente ativa, induzida e agravada por forças compressivas. A etiologia ainda é desconhecida, porém observam-se fatores predisponentes, como desequilíbrios musculares (fraqueza e encurtamentos), ângulo Q aumentado (maior que 14), alteração pélvica em anteroversão ou retrovesão, alteração do apoio plantar, excesso de peso, frouxidão ligamentar, alteração anatômica, sinovite prolongada e outros. Objetivo: Avaliar a eficácia de um programa de exercícios cinesioterapêuticos em mulheres jovens com disfunção fêmoro-patelar. Métodos: Selecionou-se, por conveniência, 16 mulheres sedentárias, com idade entre 20 e 25 anos, com dor anterior de joelho maior que 3, segundo a escala visual análoga (EVA). Amostra composta de 16 joelhos dolorosos, sem tratamento associado, foi aleatorizada em grupos controle e tratamento, sendo este último submetido a um protocolo cinesioterapêutico de cinco semanas. Avaliou-se o ângulo Q em ortostatismo e decúbito dorsal com goniômetro, intensidade da dor pela EVA pré e pós tratamento de ambos os grupos. Resultados: A comparação entre os resultados do grupo tratamento e controle, após o protocolo de tratamento fisioterápico, apresentou diferença significativa para a análise do ângulo Q em ortostatismo (com carga) apresentou p=0,69, em decúbito dorsal (sem carga) p=0,96 e a análise da dor p=0,04. Discussão: Observa-se que as duas formas de avaliação do ângulo Q apresentaram uma média de valores maior que 14º. Apesar de não ser estatisticamente significativa, é importante ressaltar a discrepância dos valores medidos em carga e sem carga. Sugere-se que a falta significância estatística pode ser em função do tamanho da amostra (erro tipo II). A melhora da dor pode estar relacionada a liberação das fáscias do compartimento acometido, com melhora das proproedades mecânicas e fisiológicas dos tecidos. Conclusão: O protocolo de exercícios proposto foi efetivo na melhora da dor quando analisados os dados iniciais e finais do grupo tratamento, porém não para melhora da funcionalidade do mecanismo extensor. • EFICÁCIA DO TRATAMENTO FISIOTERÁPICO NA SÍNDROME DO IMPACTO ALESSANDRA CAMARGO GONZI, EDUARDO VIDOTTI; [email protected] INTRODUÇÃO: A reabilitação de um paciente com síndrome do impacto não deve ser uma mera repetição de técnicas padronizadas e generalistas, mas, deve-se buscar conhecimento científico dos mecanismos envolvidos. Este estudo deverá contribuir para o aumento do conhecimento técnico-científico do fisioterapeuta e proporcionar uma melhor qualidade de atendimento ao paciente com síndrome do impacto. Objetivo: O presente estudo foi realizado com objetivo de OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 75 ANAIS avaliar a eficácia da fisioterapia no tratamento da síndrome do impacto do ombro. Metodologia: Foi realizada uma revisão bibliográfica de livros e periódicos. Nenhum limite foi imposto ao ano das publicações e a pesquisa foi realizada no período de 2003 a 2004. Foram considerados 41 artigos contendo tratamento conservador e cirúrgico da síndrome do impacto nos diferentes estágios, sendo a maioria ensaios clínicos. Vários tratamentos foram avaliados, entre eles: a eletroterapia, crioterapia, exercícios, mobilização, acupuntura e massagem. Resultados: Em relação ao tratamento conservador, uma evidência limitada atualmente disponível, sugere que exercícios, mobilização e terapia manual são eficazes e exercícios associados a terapia manual mostram-se ainda mais eficazes. A massagem é eficaz e a acupuntura tem evidência equívoca. Existem poucos trabalhos sob a eficácia da eletroterapia e nos avaliados, o ondas curtas pulsátil e o laser são indicados, enquanto que o ultra-som na maioria dos estudos não mostra nenhum benefício. No pósoperatório a maioria dos trabalhos considera o tratamento fisioterápico importante para obter um bom resultado. Nesta fase os resultados do tratamento dependem da técnica cirúrgica utilizada, da qualidade do ventre muscular e do tempo de lesão. O uso do TENS, crioterapia e mobilizações são eficazes.Conclusões: Os trabalhos existentes sob a eficácia da fisioterapia na síndrome do impacto ainda deixam a desejar devido à baixa qualidade metodológica, pequenos tamanhos de amostras e a falta geral de um seguimento a longo prazo. Entretanto, é possível observar nestes trabalhos que a fisioterapia tem resultados satisfatórios, por isso novos estudos devem ser realizados nesta área. • FISIOTERAPIA E EDUCAÇÃO FÍSICA: PLANEJAMENTO COLABORATIVO DE ATIVIDADES FÍSICAS ADAPTADAS PARA ALUNOS COM MIELOMENINGOCELE CARLOS TOSHIO KONO, RENATO AUGUSTO BANJA, ÂNGELA MARIA SIRENA ALPINO; [email protected] A inclusão é um tema muito discutido nos dias atuais. Após décadas de segregação e exclusão dos alunos com necessidades especiais do ensino regular, o assunto retornou às pautas de conversações da sociedade e dos políticos. A inclusão desses alunos pressupõe a conscientização da sociedade e escola, o planejamento e adaptação de programas e ações educativas que possam atender às necessidades educacionais de todas as crianças. Esse estudo teve por objetivo verificar os efeitos de uma proposta de orientação aos professores de educação física e de adaptação de atividades físicas e lúdicas para alunos com mielomeningocele (MMC) inseridos no ensino público regular. A MMC é uma malformação congênita que resulta em fechamento incompleto do canal vertebral, podendo ocorrer protrusão e displasia da medula e suas membranas. Tal condição patológica freqüentemente afeta a mobilidade e funcionalidade das crianças. Esse estudo contou com a participação de três alunos usuários de cadeiras de rodas, com diagnóstico de MMC, cursando a 2º ou 3º séries do ensino fundamental em escolas municipais de Londrina e com seus respectivos professores de educação física. Foram investigados os conhecimentos dos professores sobre a MMC; a existência de dificuldades na sua interação ou lida com os alunos participantes; as atividades e jogos desenvolvidos com essas crianças e o interesse e satisfação desses alunos em participar das aulas de educação física. Para as entrevistas utilizou-se dois instrumentos, um aplicado aos alunos e outro aos professores 76• Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO participantes. A intervenção consistiu em seminários e discussões com os professores participantes a fim de esclarecer questões relativas à MMC e orientá-los quanto aos cuidados e riscos. Foi elaborado um manual simplificado contendo informações e sugestões de atividades/jogos e brincadeiras. A finalização do trabalho culminará com um encontro, no qual os três professores participantes receberão uma cópia do manual, trocarão idéias, discutirão as sugestões elaboradas pelos autores e responderão ao instrumento previamente aplicado a fim de avaliarem a intervenção realizada. A colaboração entre professores do ensino regular e profissionais especializados é chamada de consultoria colaborativa e consiste em uma estratégia para o atendimento da diversidade na escola, revelando-se uma tendência atual da educação especial. • FREQÜÊNCIA DE LESÕES DA MUSCULATURA ISQUIOTIBIAL, ANTES E APÓS UM PROGRAMA DE ALONGAMENTO, EM PRATICANTES DE ATLETISMO BIANCA KURAOKA, BIBIANA GOBO SILVA, GISELE CRISTINA LARINI, CHRISTIANE DE SOUZA GUERINO MACEDO; [email protected] A flexibilidade pode ser definida como qualidade física responsável pela execução voluntária de um movimento de amplitude angular máxima, por uma articulação ou conjunto de articulações, dentro dos limites morfológicos. É também um elemento importante no desenvolvimento atlético e auxilia na prevenção de lesões. A musculatura isquiotibial é de extrema importância para a prática do atletismo e segundo diversos estudos é também a mais acometida por lesão através da prática deste esporte. O objetivo deste estudo foi verificar a incidência de lesões na musculatura isquiotibial antes e após um programa de alongamento. Foram avaliados 20 atletas praticantes de atletismo das modalidades de corrida de velocidade, fundo e marcha atlética que responderam um questionário especifico sobre lesões nos isquiotibiais, além de serem avaliados por uma análise fotográfica de encurtamento desta musculatura. As fotos foram analisadas no programa Corel Draw, em que foi determinado o ângulo entre uma linha horizontal e outra ligando o trocânter maior do fêmur ao maléolo lateral da fíbula. Após isso, os atletas foram submetidos a 20 sessões de alongamento dos isquiotibiais, sendo estas realizadas 2 vezes por semana durante 10 semanas. Ao término das sessões os atletas foram reavaliados. O ângulo médio inicial foi de 82,9° sendo que o menor ângulo encontrado foi de 66° e o maior de 102°. Dentre os atletas avaliados foram encontrados 22 lesões nos isquiotibiais. Após o programa de alongamento o ângulo médio passou a ser de 95°, variando entre 76° e 123°. O número de lesões encontrado foi de 11, havendo uma redução de 50%. O ganho de flexibilidade e a diminuição de lesões nos isquiotibiais, comparado com os dados inicias deve-se ao fato de que a flexibilidade possa desempenhar um papel importante na prevenção de problemas como distensões, estiramento ou lesões de overtraining. Trabalho realizado pelas alunas do quarto ano de Fisioterapia da Universidade Estadual de Londrina com a Equipe de Atletismo Sercomtel-Londrina ANAIS • IMPORTÂNCIA DO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR EM ACIDENTES DE TRÂNSITO ADRIANO POLICAN CIENA, SARAH BEATRIZ COCEIRO MEIRELLES FÉLIX; [email protected] Trabalho de Conclusão do Curso de Fisioterapia da Universidade Estadual de Londrina. A realidade nacional permite perceber que existem diferentes modelos de atendimentos às emergências nos acidentes de trânsito, essencialmente determinados pelo perfil qualitativo e quantitativo da população a ser assistida. O cuidado a vítimas de trauma começa antes mesmo da chegada ao hospital e consiste em identificar rapidamente as situações que coloquem a vida humana em risco e que demandem atenção imediata pela equipe de socorro. O atendimento pré-hospitalar (com suas modalidades de suporte básico e avançado de vida) é uma forte medida no combate ao agravamento e ao surgimento de novas lesões ou seqüelas para as vítimas de acidentes de trânsito. No estado do Paraná, especialmente na cidade de Londrina, os casos de acidentes de trânsito são amparados por uma ampla estrutura. Através do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma e as Emergências (SIATE), os indivíduos são socorridos e devidamente encaminhados a serviços especializados e qualificados para dar seguimentos aos procedimentos de cuidado. O objetivo deste estudo foi demonstrar a importância do atendimento pré-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito através de revisão de literatura. Dados estatísticos dos arquivos do banco de dados do SIATE de Londrina, no ano de 2004, constam um total de 3.725 ocorrências atendidas, sendo 29,13% envolvendo automóvel/motocicleta e 63,18 % com a presença do motociclista e outros fatores. Isto traz a informação de que traumas envolvendo motociclistas ocorrem em maior número nesta cidade. A atenção pela equipe multiprofissional no hospital é essencial para dar continuidade aos próximos procedimentos cabíveis em cada caso. O paciente que for atendido pronta e adequadamente obterá maior chance de sobrevida, diminuição dos riscos de invalidez, sendo menos oneroso para o sistema de saúde, pois permanecerá pouco tempo no hospital e portando menos seqüelas decorrentes do trauma, o que significa menos aposentadorias pelo sistema de saúde e retorno precoce às atividades que fazia antes do acidente. A influência negativa das LER/DORT na qualidade de vida em indivíduos com esta disfunção é evidenciada por muitos autores. OBJETIVO: Promover a saúde e avaliar a influência da GL na qualidade de vida dos funcionários do Centro Cirúrgico do Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná – HURNPr. Metodologia: Foi realizado um estudo longitudinal, no período de seis meses, quatro vezes por semana com duração de 20 minutos por sessão de GL, ministradas por estagiárias do curso de fisioterapia da Universidade Estadual de Londrina. A avaliação inicial e final da amostra constou do preenchimento do questionário SF-36 para avaliação da qualidade de vida. Foram incluídos os funcionários do Centro Cirúrgico que desejavam participar e assinaram o termo de consentimento; e excluídos os funcionários de outros setores e aqueles com disfunções que os impossibilitavam de executar as atividades propostas. A análise estatística utilizou o teste de Shapiro Wilk e o teste t de student para amostras pareadas. O nível de significância estatística foi estipulado em 5% (p<0,05). RESULTADOS: Participaram do programa de GL 36 indivíduos, 4 do gênero masculino e 32 do gênero feminino, a idade média foi de 40,96 anos. A análise estatística evidenciou diferença significativa (p<0,05) para os parâmetros: dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos emocionais e saúde mental. CONCLUSÃO: A ginástica laboral apresentou efeitos significativos na diminuição da intensidade e quantidade de queixas de dor, na melhora do estado geral de saúde, na melhora da vitalidade e na melhora do índice dos aspectos emocionais e saúde mental. Estes resultados comprovam os efeitos benéficos do programa de GL desenvolvido e a necessidade de propostas como essa para otimização da qualidade de vida e prevenção de LER e DORT nos trabalhadores. • INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NA DISFUNÇÃO CRANIOMANDIBULAR E POSTURA: ESTUDO DE CASO PAULA CAVALCANTI ENDO, ALESSANDRA MARIE FERRACINI, FERNANDA KOYAMA, GIOVANA SIMÕES DE MORAIS, GISSA NASSU, ANA CLAUDIA VIOLINO DA CUNHA, CELITA SALMASO TRELHA; [email protected] • INFLUÊNCIA DA GINÁSTICA LABORAL NA QUALIDADE DE VIDA EM FUNCIONÁRIOS DO CENTRO CIRÚRGICO DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO REGIONAL NORTE DO PARANÁ – HURNPR CHRISTIANE DE S. GUERINO MACEDO, CLÁUDIA YUMI KAWAMOTO, TATIANE CARINA FARDIN, DANIELA HAYASHI, DANIELLE MAGOSSO MILANI; [email protected] INTRODUÇÃO: A ginástica laboral (GL) é definida como um conjunto de exercícios realizados no próprio local de trabalho, durante a jornada, a fim de cuidar da integridade física, psicológica e social do funcionário. Visa a promoção da saúde e qualidade de vida dos trabalhadores, além da redução do absenteísmo e na prevenção das lesões por esforços repetitivos/doenças ocupacionais relacionadas ao trabalho (LER/DORT). Trabalho de Conclusão de Curso da Fisioterapia/ Universidade Estadual de Londrina INTRODUÇÃO: A articulação temporomandibular é uma estrutura altamente especializada do complexo craniomandibular e está sujeita a comprometimentos de origem neurológica, ortopédica e músculoesquelética, originando as desordens craniomandibulares (DCM). Esta articulação está diretamente relacionada com a região cervical e escapular. Desta forma, alterações posturais da coluna cervical podem acarretar distúrbios na ATM e vice-versa. As desordens craniomandibulares apresentam sintomatologia de difícil diagnóstico e tratamento. Os principais sintomas da DCM são dor na articulação temporomandibular ou na face, limitação ou desvios nos movimentos mandibulares, dor à função ou à palpação e cefaléia. OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 77 ANAIS OBJETIVO: avaliar e tratar indivíduo com diagnóstico de DCM através de recursos de terapia manual e cinesioterapia. sessões, foram reaplicados os questionários e realizada a coleta dos dados. METODOLOGIA: para atingir o objetivo proposto foi realizado um estudo de caso. O atendimento foi realizado no Ambulatório de Fisioterapia do Hospital Universitário. A paciente foi submetida a duas avaliações, sendo a primeira antes do início do programa de tratamento e a segunda ao final do tratamento. Na avaliação foram mensuradas a intensidade da dor, amplitude de movimento e desvios da ATM, força muscular e alterações posturais. O programa de tratamento fisioterapêutico consistiu de um protocolo de oito sessões, realizadas duas vezes por semana, baseado em terapia manual, cinesioterapia, posicionamento e alongamento postural global. RESULTADO: Foi feita análise descritiva e analítica segundo o teste tstudent e foi observado que em 87,5% dos aspectos avaliados houve melhora considerável após o tratamento. Verificou-se o impacto da cervicalgia no estado físico , emocional e pessoal dos pacientes. RESULTADOS: observou-se aumento da amplitude de movimento da articulação temporomandibular após o tratamento: abertura de 4,0 para 4,5 cm; lateralização à direita de 0,9 para 1,2 cm; lateralização à esquerda de 0,9 para 1,0 cm e protrusão de 0,7 para 0,9cm; avaliados com a paciente em decúbito dorsal. A paciente referiu eliminação da dor durante os movimentos e não apresentou mais o desvio durante a abertura. Em relação à postura observou-se melhora, principalmente, da protrusão da cabeça e do ombro. CONCLUSÕES: verificou-se que o tratamento foi eficaz e pode atuar significativamente no controle da sintomatologia favorecendo uma melhor qualidade de vida da referida paciente. • OS EFEITOS DA FISIOTERAPIA MANUAL NAS DISFUNÇÕES CERVICAIS NÃO TRAUMÁTICAS: ESTUDO DA QUALIDADE DE VIDA MARIÂNGELA PORTELLO , CINTIA FERNANDA HENSCHEL, CLÁUDIA MARTINS SIQUEIRA; [email protected] INTRODUÇÃO: A Organização Mundial de Saúde (OMS) define qualidade de vida como a "percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistemas de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações". Vivese hoje a era da qualidade total , globalização, competitividade, levando o organismo humano a um quadro chamado distúrbio psicossomático. Essa expressão compreende as inter-relações entre os processos mentais, somáticos e emocionais. A doença humana é vista como distúrbio envolvendo o soma (corpo) e psique (mente). OBJETIVO: O presente trabalho teve como objetivo pesquisar a qualidade de vida em pacientes com disfunção cervical de origem não traumática submetidos a protocolo de tratamento de fisioterapia manual por meio da aplicação do questionário de qualidade de vida (SF-36). METODOLOGIA: Foram avaliados dez indivíduos , adultos de ambos os sexos e idade entre 20 e 60 anos na Clínica de Fisioterapia Presfisio na cidade de Pedrinhas Paulista - SP no período de janeiro/2004 a maio de 2005. Após serem informados da confidencialidade dos dados e assinado o termo de consentimento livre e esclarecido, os mesmos preencheram o questionário SF-36 e foram submetidos a dez sessões de fisioterapia manual, segundo protocolo programado. Após as dez 78• Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO CONCLUSÃO: Conclui-se que a fisioterapia manual contribuiu para aliviar sintomas, levando a melhora na qualidade de vida desses indivíduos. Trabalho realizado a título de conclusão do curso de pós- graduação em Fisioterapia Ortopédica e Traumatológica, pela Universidade Norte do Paraná (Unopar). A NA IS Estágios em Práticas Interdisciplinares Trainee programmes in interdisciplinary practices • A HUMANIZAÇÃO DO PROFISSIONAL DA SAÚDE FARMACÊUTICO, UM ANA MARIA VENDRAMINI 1, CHIARA CRISTINA BORTOLASCI 1, FELIPE ASSAN REMONDI1, GABRIELA AMARAL BUQUI 1, HUGO YUJI MIMURA1, JOÃO CARLOS DE OLIVEIRA V, PAULA GODENY1, RAQUEL LEONARDI 1, VIRGINIA BARBOZA REIS DE OLIVEIRAV, DALVA TOMOE MIYAGUI 2 , EIKO ITANO 3; [email protected] 1-Acadêmicos de Farmácia – CCS/UEL 2-Docente Dpto.BBTEC – CCE/UEL. 3-Docente Dpto.PAT – CCB/UEL Trabalho realizado no estágio EPIN do primeiro ano de Farmácia da Universidade Estadual de Londrina O estágio foi realizado na UBS Aquiles Stenghel, localizada na região Norte de Londrina (Cinco conjuntos). A UBS abrange uma população de 14.000 habitantes, 75% cadastrados. A população apresenta baixa renda e problemas relacionados, como a existência de favelas e um assentamento, locais com condições sanitárias baixa. Os problemas de saúde mais freqüentes são: Diabetes (2,18%) e hipertensão (12,22%) observado geralmente em idosos. Utilizando sistemas digitais de controle de cadastros da população, medicamentos dispensados e vacinas aliado à funcionalidade do espaço físico a UBS é bem organizada e trabalha de maneira eficiente com profissionais integrados. Na questão de medicamentos, a UBS possui uma farmácia e um almoxarifado, ambos satisfazendo as normas de armazenamento. Através do PSF (Programa de Saúde da Família) e dos programas desenvolvidos, entre eles, Hipertensos, Diabéticos a unidade vem obtendo êxito no tratamento da comunidade, apesar encontrar restrições nas questões sócio-culturais, por exemplo, gravidez na adolescência e parasitoses. Foi constatada a necessidade do farmacêutico, sua importância dentro da UBS e do PSF, atuando principalmente na orientação em relação ao uso correto. Em visitas nas escolas públicas, foi concluído que poderia ser feito um trabalho de conscientização junto a uma escola. Foi escolhida a Escola Municipal Salim Aboriham, por atender os alunos do assentamento, população mais carente e o tema de higiene Básica visando a criação de hábitos para a manutenção da saúde e, indiretamente, atingir as famílias e a comunidade. O tema será abordado através de palestras interativas e complementadas com atividades que levem a integração do aluno e fixação do aprendizado na forma de se lavar as mãos e escovar os dentes. Serão distribuídos kits com pasta e escova, doados pelo Odontólogo Robson Ferraz. • ANÁLISE DO PERFIL DA INSERÇÃO DO FARMACÊUTICO NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE NO MUNICÍPIO DE LONDRINA, PARANÁ. ANA CAROLINA VEIGA MARTINS, ANTONIO MARTINS DE ALMEIDA JUNIOR, BRUNO DANIEL ALVES DO AMARAL, DOMINGOS JULIÃO NETO, FRANCIELLE ALMEIDA CORDEIRO, GUILHERME CHRISTIANI SABINO, MARIA LUIZA JULIANO DINIZ BRITO, PRISCILLA ESTEVES FRANCO, ROBERTO BORTOLAZO JUNIOR, THAYSE CANATO, VERA LUCIA C. ABBONDANZA; FRANCISCO JOSÉ DE ABREU OLIVEIRA; [email protected] Trabalho realizado no Estágio em Práticas Interdisciplinares (EPIN) pelos alunos do primeiro ano do curso de Farmácia da Universidade Estadual de Londrina. O Estágio em Práticas Interdisciplinares (EPIN) das Habilidades Farmacêuticas I nos Serviços de Saúde está possibilitando aos acadêmicos do primeiro ano do curso de Farmácia da Universidade Estadual de Londrina, o conhecimento e a vivência do cotidiano dos serviços de saúde no Sistema Único de Saúde (SUS), como está proposto nas Diretrizes Curriculares Nacionais, colocando em prática a interação Ensino-Serviço-Comunidade. O objetivo do presente trabalho foi motivado pelo interesse dos acadêmicos do curso de Farmácia na inserção do farmacêutico na Unidade Básica de Saúde da Vila Casoni do Município de Londrina (PR). Para tanto, delineou-se um estudo qualitativo sob a forma de entrevistas semi-estruturadas que envolveu até o momento, 36 profissionais da equipe de trabalho da Unidade Básica de Saúde e 70 pacientes atendidos da área de abrangência desta unidade. Os resultados revelaram a princípio que 77,8% dos profissionais da UBS são do sexo feminino com a idade variando entre 22 a 40 anos (44,4%) e acima de 41 anos (50%). Dos pacientes entrevistados, 72,9% são do sexo feminino com idade variando entre 21 a 40 anos (35,7%) e 41 a 60 anos (32,9%). Contudo, 91,7% dos profissionais entrevistados acharam importante ter um farmacêutico na UBS e 63,9% no Programa de Saúde Familiar, sendo que 77,8% reconhecem o papel do farmacêutico. Para 95,6% dos pacientes entrevistados gostariam de ter no posto de saúde um profissional farmacêutico, porém 30% não sabem o papel do farmacêutico, 42,7% só o reconhece como orientador de como usar o medicamento e 15,7% como vendedor de medicamentos. Os pacientes e profissionais (UBS) reconhecem como necessidades de saúde, ter a presença do Farmacêutico na UBS, bem como a responsabilidade do controle do recebimento, dispensação e orientação sobre o uso correto do medicamento. Não se pretende com este estudo esgotar o assunto, mas sim apontar caminhos que possam contribuir para a consolidação da inserção do farmacêutico na Unidade Básica de Saúde, principalmente através de estímulos para que os novos trabalhos sejam feitos sobre este tema. OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 79 ANAIS • CAMPANHA DE PREVENÇÃO DA TUBERCULOSE: EXPERIÊNCIA DE ATUAÇÃO DE ACADÊMICOS DE FARMÁCIA JUNTO À COMUNIDADE E A UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE LONDRINA. ANA CAROLINA POLANO VIVIAN, ANDRÉ LUIZ GUISELLI GALLINA, DIOGO CÉSAR CARRARO, FRANCIELI DE MORAIS MAGALHÃES, GIDEÃO SILVA RIBEIRO1, LILIAN AGAPITO, PRISCILA A. C. DA COSTA, RENNE RODRIGUES, THAIS MARCELLE BOSÍSIO, WELDER F. AMARAL CALLERA, MARLENE MARIA FREGONEZI NERY, SUELY RODRIGUES CABELEIRA ANDRADE , EUNICE HOKAMA; [email protected] Trabalho realizado como uma das atividades do EPIN – Estágio em Práticas Interdisciplinares – Habilidades I – da 1ª Série do Curso de Farmácia Tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis, também denominado de Bacilo de Koch. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a tuberculose é a doença que causa maior número de mortes evitáveis em adultos no mundo, por isso foi declarada como emergência mundial. No Brasil estima-se que ocorram 129.000 casos de tuberculose por ano, dos quais são notificados cerca de 90.000. O Ministério da Saúde (MS) define a tuberculose como prioridade entre as políticas governamentais de saúde, estabelecendo como meta diagnosticar pelo menos 90% dos casos esperados e curar pelo menos 85% dos casos diagnosticados. Dentre as várias estratégias para estender o Plano Nacional de Controle da Tuberculose a todos os municípios brasileiros, estão a expansão e consolidação do Programa Saúde da Família do MS, com a participação dos Agentes Comunitários Saúde. Com o objetivo de propiciar aos acadêmicos do primeiro ano do Curso de Farmácia uma aproximação com as atividades cotidianas de uma Unidade Básica de Saúde, os mesmo participaram com os Agentes Comunitários da Unidade Básica do Jardim Bandeirantes, de coleta de informações acerca da patologia, numa campanha de busca de casos de tuberculose em três micro – áreas de abrangência da UBS. O levantamento propiciou a identificação de pacientes suspeitos, a visita dos profissionais da UBS aos suspeitos, com o conseqüente diagnóstico e tratamento precoces. A identificação precoce possibilita não apenas benefícios aos pacientes, mas também proteção aos indivíduos sadios. Além dos aspectos sanitários, ressalta-se a importância da vivência do cotidiano de uma Unidade Básica de Saúde, para o aprendizado prático por parte dos acadêmicos. • CONHECENDO A POPULAÇÃO ATENDIDA NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DO JARDIM DO SOL FERNANDA DANIELA SERRALVO, ALESSANDRA YURI TSURUDA, ANA PAULA KALLAUR, CRISTIANE AKEMI MIZUMA, GABRIELA BORDINI FREGONEZI, IGOR FERNANDO ESCANFELLI DA SILVA, POLIANA CAMILA MARINELLO, REBECA MARQUES DOS SANTOS, SAYONARA RANGEL OLIVEIRA, WALLERI CHRISTINI TORELLI, HISSAE SATO E FABIANA GUILLEN MOREIRA GASPARIN; [email protected] Trabalho realizado no EPIN pelos alunos do primeiro ano de Farmácia da Universidade Estadual de Londrina. 80• Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO Diante da nova proposta do SUS, na qual se busca a humanização do atendimento ao paciente, o farmacêutico tenta buscar seu espaço e desempenhar suas funções e habilidades. No entanto, antes disso, é preciso conhecer o paciente e o meio no qual ele vive, para assim, num contexto maior, entender seus problemas de saúde. O objetivo deste trabalho foi conhecer a população atendida pela unidade básica de saúde (UBS) do Jardim do Sol através dos medicamentos por ela consumidos, e também, principais doenças crônicas, hábitos de vida, condição sócio-econômica, presença de doenças infecciosas, satisfação pelos serviços e atendimentos da UBS. Esta investigação foi realizada através de questionário contendo perguntas objetivas. Os dados foram coletados durante visitas domiciliares e também na sala de espera da unidade. Noventa e oito pessoas foram entrevistadas durante os meses de setembro e outubro de 2005. Pelas entrevistas foi constatado que as mulheres procuram mais atendimento do que os homens; 16,3% moram com mais de 5 pessoas e 23,4% relataram que nenhuma pessoa da casa trabalha. Quanto aos medicamentos, foi encontrado que 59,1% possuem em casa analgésicos e antitérmicos e 50% apresentam antihipertensivos. A principal doença crônica relatada foi hipertensão arterial. A maioria dos entrevistados conseguem seus medicamentos na UBS e estão contentes com os serviços prestados pelos funcionários da unidade. Porém, 50% sentem a necessidade de um funcionário que oriente sobre os medicamentos. Uma grande porcentagem (79,5%) relatou que não realiza auto-medicação, no entanto, 53% dizem tomar chá medicinal. De posse destes resultados, podemos concluir que o perfil do usuário da unidade é de um paciente que requer atenção farmacêutica, pois é portador de doença crônica e por isso requer tratamento com medicamentos de uso contínuo, que geralmente estão associados a outros medicamentos. Sendo assim, torna-se imprescindível a existência de um profissional qualificado na UBS para orientar os usuários e funcionários. Além disso, podemos concluir também que esta população precisa de informações sobre os perigos dos chás medicinais que podem ser erroneamente indicados. • ANÁLISE DO PERFIL DA POPULAÇÃO HIPERTENSA ATENDIDA NO POSTO DE SAÚDE DO PARQUE ALVORADA E NAS FARMÁCIAS DA REGIÃO AMANDA S. SOARES; ANDRÉ D. BACCHI; DANIELLE CARDOSO; FERNANDA R. MORENO; GABRIELA U. ATHANÁZIO; JULIANA G. TOLENTINO; POLYANA M. DE MELO; RENATA M. MARTINEZ; SUELLEN R. DOS SANTOS; WALTER M. SUZUKI; ITAGIBA G. MORETTI; RENATA K. T. KOBAYASHI; [email protected] Trabalho realizado no módulo EPIN do primeiro ano de Farmácia da Universidade Estadual de Londrina. A hipertensão arterial sistêmica representa um grave problema de saúde pública, por ser uma doença crônica degenerativa, capaz de afetar silenciosamente todo organismo; com alta prevalência na população adulta com mais de 40 anos. Pode ser controlada com ou sem medicamentos, e prevenida através de alimentação saudável e prática de exercícios físicos. Sendo assim nosso trabalho teve como objetivo avaliar o perfil da população adulta, que utiliza os serviços oferecidos pelo Posto de Saúde do Parque Alvorada e pelas farmácias da região, quanto aos cuidados com a hipertensão, cultivo de hábitos adequados à saúde, ANAIS bem como a adesão ao tratamento e o controle da hipertensão pelo paciente. Assim, a pesquisa foi realizada em 2 etapas. Na primeira, foram entrevistados 98 indivíduos acima de 40 anos, sendo 52% do Posto de Saúde do Parque Alvorada e 48% das farmácias da área de abrangência do Posto. Do total, 57% eram hipertensos, e a maioria deles aferiam a pressão ao menos 1 vez por mês. Quanto à prática de hábitos saudáveis visando controlar a doença, mais de 70% dos hipertensos não fumavam, ingeriam pouco ou nenhum álcool, sal e gordura. 66,6% dos pacientes hipertensos entrevistados na farmácia e 32% dos entrevistados no posto praticavam exercícios regularmente. 36,6% e 40% dos pacientes hipertensos entrevistados na farmácia e no posto respectivamente estavam acima do peso, e 16% dos hipertensos entrevistados no posto eram obesos. A maioria dos entrevistados fazia o controle da doença através de medicamentos, sendo estes medicamentos adquiridos geralmente no posto de saúde. Na segunda etapa, foram entrevistados 88 pacientes hipertensos nos mesmos locais da etapa anterior. 20% dos pacientes apresentaram complicações decorrentes da doença e todos, de alguma forma, melhoraram seus hábitos de saúde. Com base nesses dados, pudemos concluir que, tanto os hipertensos entrevistados no posto de saúde quanto os entrevistados nas farmácias aderiam ao tratamento e cultivavam hábitos saudáveis em maior ou menor grau, porém possuíam poucas informações a respeito dos efeitos colaterais e interações medicamentosas dos medicamentos utilizados para o controle da doença e uma parcela considerável dos pacientes desconhecia a real função do farmacêutico. pessoas entrevistadas nunca receberam orientação quanto ao descarte de medicamentos; 57,5% jogam o medicamento no lixo comum quando não são mais usados e 7,5% já sofreram conseqüências prejudiciais à saúde causada pelo descarte incorreto de medicamentos. Enquanto todos procuram uma solução para o descarte do lixo hospitalar, queremos salientar que o descarte de materiais potencialmente infectantes ou perigosos (materiais contaminados com agentes biológicos, produtos químicos, pérfuro cortantes e medicamentos) originados no ambiente domiciliar também devem ser considerados. • RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE ÉRIKA AKEMI TSUJIGUCHI, ANA LAURA MANTUANI IVAN, CARLA FABIANA SOUZA GUAZELLI, CARLOS EDUARDO ALVES DE SOUZA, FULVIO ANDRÉ SUSSUMU ABE, HÉLIO PEREIRA DA CRUZ JÚNIOR, MIRIAM SAYURI NAGASHIMA HOHMANN, PRISCILLA ITO, ROSIANE BATISTA MASTELARI, VANESSA SCHWETER CERATTI, FLAVELI ALMEIDA, SANDRA REGINA QUINTAL CARVALHO; [email protected] Trabalho realizado no EPIN do primeiro ano de Farmácia da Universidade Estadual de Londrina. A Resolução 306/2004 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a resolução 358/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) estabelecem que todos os estabelecimentos de assistência à saúde tenham planos de gerenciamento de resíduos com tratamento e disposição final adequados. Com isso espera-se impedir o lançamento de resíduos perigosos em lixões a céu aberto colocando em risco a população e o meio ambiente. Porém o destino de lixo contaminado oriundo de ambiente domiciliar ainda permanece sem normatização. O presente estudo avaliou as condições de descarte de resíduos da Unidade Básica de Saúde W. K. Kellogg do Jardim Itapoã, Londrina, PR e constatou que, devido às condições físicas da UBS, o descarte de lixo contaminado é realizado de forma seletiva, porém o acondicionamento e o local de descarte final ainda não apresentam as condições consideradas ideais segundo as resoluções acima citadas. Um levantamento feito, através de um questionário com 40 pacientes atendidos na referida UBS, analisou o destino final das sobras de medicamentos utilizados pela comunidade e revelou que: 87,5% das OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 81 A NA IS Projeto Extensão Extension Project • A ENFERMAGEM NOS CENTROS DE EDUCAÇÃO INFANTIL: A ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO ESCOLAR NUMA PROPOSTA PROBLEMATIZADORA. ALINE DI CARLA LAITANO, ANA PAULA GUIMARÃES DOS SANTOS, CAUANA GONÇALVES LOPES, SIMONE MACEDO DE FREITAS, VANESSA YUKITA, ORIENTADOR: ROSÂNGELA APARECIDA PIMENTA FERRARI; [email protected] Relato de experiência da atividade desenvolvida no projeto de extensão do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. As causas externas se tornaram um problema de saúde pública ao longo das últimas décadas. Segundo o Ministério da Saúde, no ano de 2001 cerca de 40.000 crianças e adolescentes sofreram lesões associadas a traumas no trânsito. Frente a esta realidade o presente trabalho faz o relato de experiência sobre o desenvolvimento da atividade educativa sobre noções de segurança no trânsito para crianças pré-escolares. A ação educativa foi realizada com crianças de 3 a 6 anos de idade de um Centro de Educação Infantil–CEI da região leste de Londrina–PR, local em que se desenvolve as atividades do projeto de extensão “A enfermagem nos centros de educação infantil: a atenção integral à saúde do escolar numa proposta problematizadora”. A atividade foi realizada com 50 crianças que estão no pré I, pré II e pré III. Para desenvolver a ação educativa as acadêmicas integraram-na com os profissionais da Companhia Metropolitana de Tráfego Urbano (CMTU) do município. Após o desenvolvimento da ação educativa, realizou-se a atividade pedagógica, para o registro das informações aprendidas pelas crianças sobre o tema, em forma de desenho livre, onde a maioria construiu através da escrita/desenho as formas de utilizar o trafego urbano com segurança. Pode-se constatar a importância da integração entre as diferentes áreas para a educação no trânsito, como forma de prevenção de acidentes, pois ao realizar o feedback sobre as medidas de segurança no trânsito com as crianças a partir do desenho livre a grande maioria o fez corretamente. Além disto, pode-se observar que as atividades do enfermeiro dentro das CEIs, ultrapassam os espaços das instituições de saúde e vai além das execuções clínicas. • A PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS DE ODONTOLOGIA NAS ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE REALIZADA NOS CENTROS DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE INFANTIL BEATRIZ B. SCARPELLI, CÁSSIA C. D. GARBELINI, FARLI A.C. BOER, LEILA M. C. P. PINTO, LUIZA NAKAMA, MARÍLIA F. PUNHAGUI, ROSANI A.A.R. SOUZA, WANDA T. G. FROSSARD, ALAN L. L. SOUZA; [email protected] Trabalho realizado no Projeto de Pesquisa: Centro de Educação Infantil da UEL: Atendimento Odontológico Precoce em Coletivos Restritos 82 • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO O curso de Odontologia, em fase de reestruturação por necessidade de adaptação às diretrizes curriculares, visa uma melhor adequação do profissional frente às novas demandas de saúde da população. A parceria de Centros de Educação Infantil com docentes e alunos do curso de graduação oportuniza a mudança dos cenários de ensinoaprendizado proporcionando uma vivência de educação permanente em saúde, com enfoque numa nova relação entre professor-alunoserviço-comunidade. O objetivo deste trabalho foi avaliar crianças dos CEI da UEL para desenvolver nos alunos da graduação do curso de Odontologia a capacidade de operacionalizar soluções dos problemas encontrados através do processo de educação permanente em saúde. O trabalho foi desenvolvido no Centro odontológico Universitário e nos dois CEI da UEL. Participaram deste estudo 60 alunos do quarto ano e docentes da Disciplina de Odontopediatria. Foram avaliados 249 crianças, na faixa etária de 6 meses a 6 anos de idade. Os dados coletados foram registrados em ficha clínica e analisados quantitativamente utilizando o program EPI-INFO versão3.2.2 e qualitativamente segundo MINAYO (1996). Após ao conhecimento da realidade e análise dos dados, os alunos buscaram informação através de levantamento bibliográfico, orientaram os educadores dos CEI, realizaram e ensinaram técnicas de escovação nas crianças e desenvolveram trabalhos educativos com a finalidade de motivar as crianças a promover e manter a saúde bucal. Conclui-se que de acordo com a situação bucal das crianças dos CEI, os alunos do curso de Odontologia foram capazes de desenvolver métodos educativos adequados para a promoção de saúde bucal desta comunidade. • CONHECIMENTOS DOS EDUCADORES DE UMA ESCOLA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL SOBRE PARASITÁRIAS. INFANTIL E ENSINO DOENÇAS INFECTO- ANA PAULA GUIMARÃES DOS SANTOS, ANDERSON DE MELLO FERNANDES, EVELYNE RIBEIRO NUNES, GISLAINE PINN GIL, PRISCILA RIBAS MACHADO, RENATA ABE, ROSANA SANTANA DE SOUZA, ROSÂNGELA APARECIDA PIMENTA FERRARI, SILVIA REGINA MATTIAS; [email protected] Trabalho realizado em projeto de extensão pelos acadêmicos do 2º ano de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina . INTRODUÇÃO: A instalação de doenças infecto-parasitárias em crianças interfere em seu desenvolvimento normal, e traz prejuízos nutricionais, comprometendo o desenvolvimento físico e cognitivo. Os infantes apresentam maior risco de adquirir tais doenças, tendo em vista a proximidade uns com os outros na maior parte do dia. Portanto, se faz necessário que os educadores tenham conhecimento sobre sinais, sintomas, prevenção e controle. ANAIS OBJETIVO: Identificar o conhecimento dos educadores de um Centro de Educação Infantil (CEI) e Ensino Fundamental sobre doenças infectoparasitárias. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo realizado em um CEI como atividade referente ao projeto de extensão “A Enfermagem nos Centros de Educação Infantil: atenção integral à saúde do escolar numa proposta problematizadora”. A população de estudo constitui-se de educadores que atuavam na educação infantil e ensino fundamental que trabalhavam no período vespertino. Foi realizada uma pesquisa quantitativa descritiva, na qual os educadores responderam a um questionário auto-aplicado contendo questões objetivas de múltipla escolha e abertas, sobre doenças infecto-contagiosas e parasitárias. Resultados: Dos 15 educadores, 11 participaram da pesquisa, de ambos os sexos, com idade entre 25 e 45 anos. Quanto às doenças parasitárias: 100% dos educadores responderam incorretamente sobre medidas profiláticas para Ancylostoma duodenale (Amarelão), Taenia sp (Teníase) e Schistosoma mansoni (Esquistossomose); 55% preencheram de forma incorreta a frase que continha informações sobre o ciclo biológico do Ascaris lumbricoides (Ascaridíase), e 100% sobre o ciclo do Ancylostoma duodenale (Amarelão). Quanto às doenças infectocontagiosas: 100% não sabiam sobre as medidas de controle para sarampo, varicela e poliomielite, 46% desconheciam as medidas de tratamento da água. Quanto às doenças mais freqüentes na comunidade escolar, referidas pelos educadores, foi predominante a pediculose do couro cabeludo, seguida pela gripe, estomatite, diarréia, catapora e conjuntivite. CONCLUSÃO: Foram identificadas deficiências no conhecimento dos educadores sobre os sinais das principais doenças infecto-parasitárias. Tais resultados nos levam à reflexão de que se faz necessária a presença de profissionais da área de saúde nos CEI, tanto no atendimento direto à criança, quanto na capacitação dos educadores, sobre as principais causas de morbidade nas diferentes faixas etárias. • EDUCAÇÃO EM SAÚDE EM CEI JANICE DA CONCEIÇÃO BOGADO, JACKELINE LOURENÇO ARISTIDES, ÉRIKA SANAE SAITO, LEILA SANAE KATO, MÁRCIA AKEMI YAMADA, SUELEN DA SILVA LOURENÇO, CHRISTINE BACCARAT DE GODOY MARTINS E ROSÂNGELA APARECIDA PIMENTA FERRARI; [email protected] Trabalho de iniciação científica realizado sob orientação de docentes do curso de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina em projeto de extensão . Vários nomes e abordagens surgiram para a prática educacional das crianças de zero a seis anos ao longo dos tempos. O termo Centro de Educação Infantil (CEI) com um sentido mais amplo de atenção à criança, está em processo de construção, sendo assim, destacamos o papel da enfermagem, que embora não seja membro integrante da equipe do CEI na realidade brasileira, pode desempenhar importante passo nesta mudança. Nosso objetivo foi o de promover, através da educação em saúde para os professores, assistência mais integral às crianças. Temas como maus tratos à criança, nutrição infantil e higiene dos alimentos foram abordados. Em estudo descritivo do projeto, relatamos a experiência da problematização na implementação de orientações aos educadores de um CEI, da cidade de Londrina, através da distribuição de materiais informativos e esclarecimento de dúvidas. As atividades foram desenvolvidas por graduandos do curso de enfermagem vinculados a um projeto de extensão. Os resultados serão alcançados à medida em que as ações educativas forem implementadas no CEI, o que requer a adesão dos educadores, que também relatam a falta de treinamentos de educação em saúde para o crescimento profissional, e conseqüente melhoria no atendimento à criança. • HIGIENE CORPORAL E LAVAGEM DAS MÃOS PARA CRIANÇAS PRÉ-ESCOLARES: RELATO DE EXPERIÊNCIA. ALINE DI CARLA LAITANO , ANA PAULA GUIMARÃES DOS SANTOS, CAUANA GONÇALVES LOPES, SIMONE MACEDO DE FREITAS1, WANESSA YUKITA, ROSÂNGELA APARECIDA PIMENTA FERRARI [email protected] Resultado da atividade de educação em saúde de um projeto de extensão. As infecções parasitárias da pele, muito comuns na infância, é devido a muitos fatores, principalmente a uma higiene inadequada, somando-se com a facilidade de disseminação em lugares aglomerados. São exemplos mais comuns: o piolho (Pediculus humanos corporis) e sarna (Sarcoptis scabei hominis). Outro cuidado a ser tomado em relação a higiene é a lavagem das mãos, ato preventivo contra o enteroparasitismo. Frente à esta realidade o presente trabalho tem como objetivo fazer o relato de experiência da ação educativa para crianças de 3 a 6 anos de idade sobre higiene corporal e lavagem das mãos. A ação educativa é parte das atividades desenvolvidas no projeto de extensão “A Enfermagem nos Centros de Educação Infantil: Atenção integral à saúde do escolar numa proposta problematizadora” num Centro de Educação Infantil – CEI da região Leste de Londrina-PR. O CEI possui 150 crianças, das quais 50 são pré-escolares (3 a 6 anos de idade) em período integral. A ação educativa partiu do princípio lúdico educativo com fantoches e história infantil sobre noções de higiene corporal. Em seguida, realizou-se a dinâmica de lavagem das mãos com tinta guache. Posterior a estas atividades, as crianças visualizaram uma lâmina da bactéria E. coli num microscópio eletrônico, cuja via de transmissão é oro-fecal, salientando assim a relevância da lavagem correta das mãos a qual impede a continuidade deste ciclo e suas respectivas doenças. Ao fim da tarde, com o apoio musical infantil relacionado ao tema, as crianças demonstraram como deveriam realizar a correta higiene corporal e lavagem das mãos. Pode-se observar que a utilização do método lúdico pedagógico para promover noções de higiene proporcionou total envolvimento e participação das crianças com significativo. Verificou-se também a factibilidade da intersetorialidade setor saúde e setor educação, ambos visando a atenção à saúde da criança institucionalizada. OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 83 ANAIS • PROPAI-DF - PROGRAMA DE PROMOÇÃO E APOIO A INCLUSÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA: UM PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA RENATO AUGUSTO BANJA, CARLOS TOSHIO KONO, DANIELA HAYASHI, DANIELLE MAGOSSO MILANI, CLAUDIA YUMI KAWAMOTO, FERNANDA CID ROSOLEM, FLAVIA DE FREITAS PENA, LARISSA LASKOVSKI, ADELMO NAKAYAMA, CAMILA BONOMO, RENATA FERRARI, ARIELE BORTOLIN BORGES, ÂNGELA MARIA SIRENA ALPINO, ELIANE DA SILVA MEWES GAETAN; [email protected], [email protected] Projeto de Extensão Universitária: Curso de Fisioterapia da Universidade Estadual de Londrina/UEL. INTRODUÇÃO: Por várias décadas as discussões sobre as necessidades das pessoas com deficiência permaneceram confinadas aos familiares e a um círculo restrito de profissionais da educação especial e reabilitação. A última década trouxe a discussão para o cenário da educação geral, envolvendo os educadores em debates sobre acesso e oportunidades de pessoas com deficiência e busca de qualificação para atender à diversidade dos alunos (Omote, 2004). O PROPAI-DF é desenvolvido por professores e acadêmicos do curso de fisioterapia da UEL em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Londrina. OBJETIVOS: favorecer a participação dos alunos com deficiência física no ensino regular; contribuir para a capacitação específica dos professores participantes e formação do profissional fisioterapeuta na Educação Especial. METODOLOGIA: Os participantes são alunos com deficiência física inseridos nas escolas municipais de Londrina e seus professores. Foi aplicado um instrumento para avaliar a acessibilidade do ambiente físico escolar (barreiras universais, mobília e materiais) e outro orientado a aspectos individuais dos alunos (diagnóstico, grau de comprometimento, necessidade de apoio), a fim de identificar a necessidade e existência de adaptações que favoreçam sua participação. Casos com comprometimento motor moderado/grave foram submetidos à avaliação funcional. As necessidades levantadas nortearam a indicação de adaptação do mobiliário, espaço físico e recursos adaptados necessários à mobilidade e participação desses alunos na escola. A equipe do projeto ministrou palestras aos professores participantes sobre as mais freqüentes condições determinantes de deficiência física, o comprometimento funcional, cuidados e implicações educacionais relacionadas. Resultados: Foram avaliadas 34 escolas e 52 alunos, destes, 48% apresentavam paralisia cerebral, 9.6% mielomeningocele, 9.6% doença neuromuscular, 5,8% malformação/amputação de membros e 3,7% artrogripose. A carência de recursos humanos e a falta de adaptação da mobília e espaço físico foi condição freqüente no contexto estudado. DISCUSSÃO: Apesar de a escola inclusiva requerer condições especiais de recursos humanos, pedagógicos e de acessibilidade, foi notório a necessidade de ações e recursos que apoiem o processo educacional desses alunos. Neste contexto, tanto a adaptação do mobiliário e espaços físicos, quanto a capacitação específica dos professores consistem em importante contribuição do fisioterapeuta para a inclusão de alunos com deficiência física. 84 • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO • SAÚDE E EDUCAÇÃO PARA AS CRIANÇAS DE UM CEI JACKELINE LOURENÇO ARISTIDES, JANICE DA CONCEIÇÃO BOGADO, KÁTIA APARECIDA DE OLIVEIRA, LEILA SANAE KATO, NAYARA DE FÁTIMA MAZINI FERRARI, SUELEN DA SILVA LOURENÇO, CHRISTINE BACCARAT DE GODOY MARTINS E ROSÂNGELA APARECIDA PIMENTA FERRARI; [email protected] Trabalho de iniciação científica realizado sob orientação de docentes do curso de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina em projeto de extensão. Vários nomes e abordagens surgiram para a prática educacional das crianças de zero a seis anos ao longo dos tempos. O termo Centro de Educação Infantil (CEI) com um sentido mais amplo de atenção à criança, está em processo de construção, sendo assim, destacamos o papel da enfermagem, que embora não seja membro integrante da equipe do CEI na realidade brasileira, pode desempenhar importante passo nesta mudança. Nosso objetivo foi o de relatar nossa experiência na realização de atividades lúdicas voltadas a estas crianças na abordagem de temas como higiene oral, bucal, corporal e prevenção de acidentes. Em estudo descritivo do projeto foi referida a experiência da problematização na implementação de orientações de um CEI da cidade de Londrina. As atividades foram desenvolvidas por graduandos do curso de enfermagem vinculados a um projeto de extensão. “As educações educativas não devem constituir um programa à parte mas, ao contrário, serem incluídas nas atividades e brincadeiras realizadas com as crianças. Sendo que estes conhecimentos transmitidos e estas atividades devem ser adaptados aos recursos do meio. Como pedir à criança para lavar-se com regularidade se a torneira de água estiver situada a centenas de metros de sua casa?”(SCHMITZ et al, 1989). A NA IS Projeto Ensino Teaching Project • SAÚDE E EDUCAÇÃO PARA AS CRIANÇAS DE UM CEI JACKELINE LOURENÇO ARISTIDES, JANICE DA CONCEIÇÃO BOGADO, KÁTIA APARECIDA DE OLIVEIRA, LEILA SANAE KATO, NAYARA DE FÁTIMA MAZINI FERRARI, SUELEN DA SILVA LOURENÇO, CHRISTINE BACCARAT DE GODOY MARTINS E ROSÂNGELA APARECIDA PIMENTA FERRARI, FERNANDES DE ALMEIDA DANTAS DEVITO, [email protected] Trabalho de iniciação científica realizado sob orientação de docentes do curso de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina em projeto de extensão . Vários nomes e abordagens surgiram para a prática educacional das crianças de zero a seis anos ao longo dos tempos. O termo Centro de Educação Infantil (CEI) com um sentido mais amplo de atenção à criança, está em processo de construção, sendo assim, destacamos o papel da enfermagem, que embora não seja membro integrante da equipe do CEI na realidade brasileira, pode desempenhar importante passo nesta mudança. Nosso objetivo foi o de relatar nossa experiência na realização de atividades lúdicas voltadas a estas crianças na abordagem de temas como higiene oral, bucal, corporal e prevenção de acidentes. Em estudo descritivo do projeto foi referida a experiência da problematização na implementação de orientações de um CEI da cidade de Londrina. As atividades foram desenvolvidas por graduandos do curso de enfermagem vinculados a um projeto de extensão. “As educações educativas não devem constituir um programa à parte mas, ao contrário, serem incluídas nas atividades e brincadeiras realizadas com as crianças. Sendo que estes conhecimentos transmitidos e estas atividades devem ser adaptados aos recursos do meio. Como pedir à criança para lavar-se com regularidade se a torneira de água estiver situada a centenas de metros de sua casa?”(SCHMITZ et al, 1989). • TRATAMENTO FISIOTERÁPICO NAS DECORRENTES DA PRÁTICA DO ATLETISMO LESÕES BIBIANA GOBO SILVA, BIANCA KURAOKA, GISELE CRISTINA LARINI, CHRISTIANE DE SOUZA GUERINO MACEDO; [email protected] Trabalho realizado pelas alunas do quarto ano de fisioterapia da Universidade Estadual de Londrina com a equipe de atletismo Sercomtel Londrina O atletismo abrange uma ampla variedade de eventos e diversas características biomecânicas que propiciam o surgimento de lesões comuns e, algumas vezes, especificas de cada modalidade. As lesões músculo-esqueléticas acompanham a vida dos atletas, limitando o rendimento esportivo provisório ou definitivamente. O objetivo deste estudo foi analisar e quantificar as lesões mais comuns decorrentes da prática do atletismo e apontar os recursos fisioterápicos mais utilizados na reabilitação. Foram analisados 22 prontuários de praticantes de atletismo de diversas modalidades e de ambos os sexos, com idade média de 16,7 anos, que participavam de competições em nível estadual. Os prontuários eram referentes a atendimentos realizados no HURPR no ano de 2005 e continham avaliação, diagnóstico e condutas. O número total de lesões foi de 23, sendo que 19 ocorreram nos membros inferiores e 4 na região lombar. As regiões mais acometidas foram a coxa (39,1%) seguido por região lombar (17,4%). As lesões musculares foram as mais freqüentes, sendo que a musculatura isquiotibial foi a mais acometida. Os recursos fisioterápicos mais utilizados foram a cinesioterapia (100%), eletroterapia (78,3%) e terapia manual (52,2%). Os riscos assumidos pelos atletas os tornam vulneráveis a lesões, que muitas vezes apresentam caráter de cronicidade. Evidencia-se assim a importância da fisioterapia para o tratamento das lesões e para o retorno precoce ao esporte. • LESÕES MÚSCULO-ESQUELÉTICAS EM ATLETAS DE BEISEBOL SOLANGE ÉRIKA FUKAMI, VALQUÍRIA DA COSTA NUNES, FERNANDO CÉSAR HIDEKI KONDO, CARLOS MINORU OMURA, PRISCILLA CELESTINO DONOLA, ANA LUIZA DORÇA DE LIMA, CELITA SALMASO TRELHA; [email protected] Trabalho Realizado na disciplina de Fisioterapia Preventiva em Saúde Pública – Curso de Fisioterapia/UEL O Beisebol é um esporte completo, que exige força, reflexos, coodernação e velocidade e os atletas estão suscetíveis a lesões músculo-esquelético. Este trabalho teve como objetivo verificar a freqüência de lesões músculo-esquelético em atletas de beisebol. Para atingir o objetivo proposto foi realizado um estudo descritivo. Participaram 16 atletas, do sexo masculino com idade 13 e 14 anos (média de 13,38), pertencentes ao time da Associação Cultural Esportiva de Londrina. Para a coleta de dados foi aplicado um questionário abordando aspectos referentes à atividade esportiva e presença de lesão músculo-esquelético. Os atletas também foram submetidos ao teste de flexibilidade (sentar e alcançar) e Escala Visual Análoga. Do total de atletas, verificou-se que 7 (43,75%) referiram apresentar algum tipo de lesão, principalmente nas regiões de ombros e cotovelos. Os atletas que mais apresentaram lesões foram os arremessadores (57,1%). Quatorze (87,5%) atletas referiram apresentar dor durante e pós-jogos e/ou treinos, principalmente em cotovelo 4 (28,57) e ombro 2 (14,29), apresentando média de 3,93 (+ 2,05) na escala visual análoga. Em relação ao teste de flexibilidade de ísquio tibial, verificou-se que 7 (43,75%) atletas apresentaram índice regular e 5 (31,25%) índice ruim. Os resultados encontrados mostram a necessidade de implantação de estratégias para amenizar e prevenir lesões e melhorar o desempenho da prática esportiva. OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 85 A NA IS Projeto Pesquisa Research Project • A FORÇA MUSCULAR DO ASSOALHO PÉLVICO EM MULHERES NAS DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS ELIANE CRISTINA HILBERATH MOREIRA, CARINA VIVAN, FLAVIA ALVES LENTE, JANAINA DUARTE, LAIRA LOPES RAMOS, ROBERTA ROMANIOLO DE MATTOS; [email protected] A importância do papel dos músculos do assoalho pélvico na manutenção da continência urinária e fecal, bem como na atividade sexual tem salientado a necessidade de maiores informações sobre suas propriedades contráteis. O objetivo deste trabalho é o de avaliar a força muscular de pressão do assoalho pélvico de mulheres saudáveis entre 20 e 70 anos, devido à necessidade de uma normatização sobre a força muscular do assoalho pélvico em mulheres saudáveis que foram divididas em faixas etárias, nulíparas e/ou multíparas. As mulheres são avaliadas por um questionário clínico, avaliação subjetiva visual, palpação bidigital e pelo perineômetro, aparelho que mede, em cm H2O, a força de pressão do períneo, realizado no Ambulatório de Fisioterapia Aplicada à Ginecologia e Obstetrícia do HU/UEL. Foram avaliadas 62 mulheres entre 20 a 30 anos, com resultados de perineometria para pico máximo, média de sustentação e duração da contração muscular respectivamente 41,3cm H2O, 30,2 cm H2O e 11,5 segundos; 22 mulheres entre 31 a 40 anos com 40,6 cm H2O de pico máximo, 30,0 cm H2O de média de sustentação e 11,6 segundos de duração da contração muscular; 17 mulheres entre 41 a 50 anos com 39,0 cm H2O de pico máximo, 28,3 cm H2O de média de sustentação e 11,3 segundos de duração da contração muscular; 16 mulheres entre 51 a 60 anos, com 33,6 cm H2O de pico máximo, 24,5 cm H2O de média de sustentação e 11,5 segundos de duração da contração muscular; e 7 mulheres entre 61 a 70 anos com 25,1 cm H2O de pico máximo, 15,2 cm H2O de média de sustentação e 9,8 segundos de duração da contração muscular. Os outros valores serão apresentados em percentagem de cada grupo em gráficos e tabelas. Estamos coletando mais voluntárias para que, ao final deste estudo, se possa estabelecer um parâmetro de normalidade possibilitando desta maneira uma intervenção fisioterapêutica com o objetivo de prevenção e tratamento de intercorrências que possa afetar o trato genitourinário. • A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO E APLICABILIDADE DAS ESCALAS DE EQUILÍBRIO PARA OS PACIENTES COM DOENÇA DE PARKINSON: REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA MARIA AUGUSTA BAPTISTÃO PESSAN, ALINE DIAS BRANDÃO, SUHAILA MAHMOUD SMAILI SANTOS; [email protected] INTRODUÇÃO: A Doença de Parkinson (DP), tem como tríade característica o tremor, a rigidez e a bradicinesia. É definida como uma doença idiopática, degenerativa primária da substância negra compacta, insidiosa, com conseqüente alteração na produção na dopamina. Além da tríade característica, as reações de retificação, equilíbrio e proteção, os movimentos rotacionais e o controle postural estão prejudicados podendo culminar na inabilidade funcional. Considerando esses fatos, além da terapêutica medicamentosa, a intervenção fisioterapêutica torna-se imprescindível no processo de reabilitação do paciente, objetivando a reeducação motora, o estímulo às reações automáticas básicas, às atividades funcionais, atividades de vida diária (AVDs) e qualidade de vida do paciente. OBJETIVOS: Verificar a importância da avaliação de equilíbrio para pacientes com DP, estudar as diversas escalas que têm sido utilizadas e mensurar o impacto nas AVDs e nas habilidades de equilíbrio no paciente com DP. METODOLOGIA: Foi realizada revisão de literatura em bases de dados eletrônica, como: Medline, Lilacs, Scielo, Cochrane e livros especializados. Os descritores foram Equilíbrio, Doença de Parkinson e Reabilitação. Foram selecionados 11 periódicos, analisados quanto à reabilitação e equilíbrio de pacientes com DP, bem como a aplicabilidade das escalas. RESULTADOS: não há concordância de qual o melhor instrumento para avaliar as disfunções presentes na DP, especialmente o déficit de equilíbrio. Alguns dos métodos utilizados são: UPDRS (Unified Parkinson´s Disease Rating Scale), S&E ADL Scale (Modified Schwab and England Capacity for Daily Living), Hoehm and Yahr (Modified Hoehn and Yahr Sataging Scale), SIP-68 (Sickness Impact Profile) e BBS (Berg Balance Scale). A escala de Berg (BBS) tem se destacado por identificar e avaliar as alterações de equilíbrio, propiciando intervenção mais específica e eficaz neste paciente. CONCLUSÕES: Manter ou melhorar as habilidades funcionais, prevenir as complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente são pontos fundamentais no processo de reabilitação. Para tanto, as escalas e os testes representam importante papel no registro das reais deficiências do paciente e servem como parâmetro para a análise da eficácia do programa de reabilitação traçado para o paciente, auxiliando na escolha de melhores condutas na abordagem específica do mesmo. 86 • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO ANAIS • VÍTIMAS FATAIS DE ACIDENTES DE TRÂNSITO EM MARÍLIA (SP) FLÁVIO HENRIQUE MUZZI SANT' ANA, FLÁVIA LOPES GABANI, SELMA MAFFEI DE ANDRADE, LUIZ ANTÔNIO DE ARAUJO SANT´ANA; [email protected] Acidentes de trânsito são, atualmente, grave problema de saúde pública, acarretando grande ônus ao Estado, à sociedade e às famílias das vítimas. Visando avaliar a magnitude desse evento em Marília (SP), este estudo teve como objetivo determinar as características das vítimas fatais de acidentes de trânsito e as circunstâncias desses acidentes. A coleta de dados realizou-se no Instituto Médico Legal (IML) do município com a identificação das vítimas que tiveram óbito no local do acidente ou em até 4 horas após esse, sendo o período considerado de 01 de Janeiro de 2002 a 31 de dezembro de 2004. Dados referentes ao contexto dos acidentes foram colhidos no plantão policial e nos distritos policiais. Os casos analisados pela pesquisa corresponderam a 43,2% do total de vítimas fatais de acidentes de trânsito ocorridos na região de Marília nesse período, sendo 75,5% homens, 72,0% brancos, 68,4% adultos entre 20 e 59 anos e 74,4% marilienses. Esses acidentes foram mais freqüentes em vias de grande fluxo como avenidas e rodovias (78,0%), no período noturno (45,3%) entre 18h00min e 23h59min e no final de semana (47,7%). Os acidentes de trânsito têm como vítimas fatais, em sua maioria, homens em faixa etária economicamente ativa, ocorrendo sobremaneira nos finais de semana e à noite. Os resultados apresentados podem colaborar com a implementação de políticas públicas visando à diminuição de mortes em acidentes de trânsito que, em grande parte, seguem um padrão de ocorrência com local, horário, dias da semana e características das vítimas semelhantes. Apoio: CNPq (Processo 112.631/2004-5) • AS MÃES DO JARDIM SANTO AMARO DE CAMBÉ-PR ESTÃO AMAMENTANDO? TALITA MARIA BENGOZI*; MÁRCIA M. BENEVENUTO DE OLIVEIRA **; JOSÉ CARLOS DALMAS *** * Acadêmica do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina (UEL) ** Docente do Departamento de Enfermagem da UEL e Coordenadora do Banco de Leite Humano do Hospital Universitário de Londrina ***Docente do Departamento de Matemática Aplicada e Esttística da UEL O leite humano é totalmente adequado às necessidades nutricionais do lactente. Sua composição química modifica com o tempo, de modo a se adaptar às características fisiológicas e nutricionais da criança. No Brasil, mesmo com as diversas campanhas de incentivo ao aleitamento materno, a amamentação na sua forma exclusiva ainda é pouco praticada. Esta pesquisa foi realizada para verificar o índice de aleitamento materno exclusivo nos primeiros quatro meses de vida das crianças nascidas na área de abrangência da Unidade Básica de Saúde do jardim Santo Amaro no município de Cambé – PR. Também teve como objetivo identificar a existência de anotações de enfermagem sobre aleitamento materno nos prontuários das mães visitadas. Os dados foram coletados dos prontuários das mães, além de entrevistas realizadas com essas mães quando seus filhos completaram quatro meses de idade, por meio de visita domiciliar. A população foi constituída por 46 mães que participaram da pesquisa após assinarem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Londrina. Apenas 13% das crianças estavam em aleitamento materno exclusivo no quarto mês de vida e o índice de aleitamento materno predominante na mesma época foi de 21,7%. Observou-se que 47,8% das crianças pesquisadas estavam em aleitamento materno no quarto mês de vida, sendo que 17,4% estavam recebendo exclusivamente leite artificial. Verificou-se que 63% das crianças receberam outro tipo de leite, além do materno, até o quarto mês de idade. Dos prontuários analisados, 58% não tinham anotações referentes ao aleitamento materno. Esta pesquisa mostra a necessidade de reavaliar e reorientar as ações de promoção e apoio ao aleitamento materno pelos profissionais de saúde nos serviços de saúde do município, aumentando assim o número de crianças beneficiadas pelo leite materno. • BAIXO PESO AO NASCER E ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL EM LONDRINA (PR) FLÁVIA LOPES GABANI, FLÁVIO HENRIQUE MUZZI SANT' ANA, SELMA MAFFEI DE ANDRADE; [email protected] INTRODUÇÃO: O baixo peso ao nascer é considerado, atualmente, um grave problema de saúde pública e uma adequada assistência pré-natal uma estratégia visando a sua redução. OBJETIVOS: Este estudo objetiva analisar essa assistência e sua relação com o baixo peso ao nascer entre mulheres residentes em diferentes regiões do município de Londrina (PR). MATERIAIS E MÉTODOS: Os dados foram coletados durante o ano de 2003 por meio de formulário previamente testado, de consultas aos cartões e aos prontuários das gestantes e de pesquisa no Sistema de Informação de Nascidos Vivos (SINASC) e no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). RESULTADOS: Observou-se que a freqüência de baixo peso ao nascer foi de 8,6%, semelhante à taxa encontrada no município no ano de 2002. A idade materna inferior a 20 anos, o menor número de consultas prénatais (até seis consultas), o não planejamento da gravidez, o fumo e os problemas (intercorrências clínicas) na gestação foram algumas das variáveis encontradas que se associaram ao baixo peso ao nascer. CONCLUSÕES: A melhora da qualidade na assistência prestada às gestantes associada à busca ativa das faltosas, assim como um atendimento multiprofissional integral e individualizado devem ser implantados com o intuito de diminuir essa estatística, haja vista sua alta correlação com a mortalidade infantil. Apoio: CNPq (Processo 112.631/2004-5) OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 87 ANAIS • CONCENTRAÇÃO DE PROTEÍNA, ÁCIDO SIÁLICO LIVRE E TOTAL NA SALIVA DE LACTENTES ANDRÉIA FURTADO, CÁSSIA CILENE DEZAN, LUIZ REYNALDO DE FIGUEIREDO WALTER, DOUGLAS DE SOUZA, JOSÉ NICOLAU, WANDA TEREZINHA GARBELINI FROSSARD; [email protected] Monografia do curso de especialização em Odontopediatria da Universidade Estadual de Londrina. O ácido siálico é um componente estrutural importante das glicoproteínas ricas em mucinas e tem papel essencial na aglutinação de bactérias, formação de biofilme e placa bacteriana. O objetivo é conhecer a influência da dieta sobre a concentração salivar de proteínas e ácido siálico em lactentes. Para isto foram selecionadas 69 crianças, de 5 a 8 meses de idade, ambos os sexos, pacientes do Núcleo de Odontologia/UEL. As crianças foram divididas, conforme o tipo de leite que consumiam, em 2 grupos: Grupo A – 27 crianças que consumiam leite somente de origem materna; Grupo B – 42 crianças que consumiam leite de origem materna e artificial, ou que consumiam somente leite de origem artificial. As amostras salivares foram coletadas das 9:00 às 11:00hs, sendo as concentrações de proteínas e ácido siálico determinadas, respectivamente, através do método de Lowry et al. (1951) e de Warren (1959). Na análise estatística empregou-se o teste “t” de Student e o teste ¯2 (correção de Yates) em nível de significância de 5%. As crianças do grupo A apresentaram concentrações de ácido siálico livre e total significativamente maior que as do grupo B, sendo a concentração do último até 3 vezes maior. A concentração de proteínas foi maior no grupo B. Foi detectada associação estatisticamente significante entre o tipo de leite consumido e as concentrações salivares de proteína, ácido siálico livre e total. Os resultados obtidos sugerem que as glicoproteínas salivares de crianças que recebem leite de origem materna apresentam maiores quantidades de ácido siálico, o que poderia influenciar sua capacidade de aglutinação bacteriana. • DETERMINAÇÃO DO TEMPO DE ESTOCAGEM DA MISTURA (PÓ) QUE COMPÕEM A PASTA CTZ ÉLTON SCHMITT DE ALMEIDA, KARINA TOMOE AJIMURA, ANA PAULA PUCCI WAKI*, REGINA LÚCIA DOS SANTOS, FARLI APARECIDA CARRILHO BOER; [email protected] Monografia do curso de especialização em Odontopediatria da Universidade Estadual de Londrina. O CTZ é uma pasta antibiótica que tem sido utilizada, na Odontopediatria desde que surgiu em 1960 com Capiello, nas necessidades curativas. No entanto, não há muitas pesquisas publicadas que possam esclarecer a sua utilização. O objetivo desta pesquisa é determinar in vitro o intervalo de tempo adequado para a estocagem da mistura (pó) que compõem o CTZ (Cloranfenicol, Tetraciclina, Óxido de Zinco e Eugenol) e seus componentes, distribuídos em 6 grupos de medicamentos, contra os microrganismos padrões: Staphylococcus aureus (INCQS 00039), Enterococcus faecalis (ATCC 23212), Escherichia 88• Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO coli (INCQS 00032), Bacillus subtilis (CT) INCQS 000349 (ATCC 9372), Lactobacillus casei (CT) INCQS 0006-ATCC 7469 e Streptococcus mutans INCQS 0054-CCT 3440(ATCC 25175). Para o teste foram selecionados os microrganismos padrões: Streptococcus mutans, Staphylococcus aureus, Enterococcus faecalis, Escherichia coli e Bacillus subtilis. Foi estocado a mistura (pó) nos intervalos de 0 (controle),15, 30, 45, 60, 75 e 90 dias. O método utilizado foi o teste de difusão em ágar com a pasta CTZ em seus diversos intervalos de estocagem. Houve um decréscimo da atividade antimicrobiana da pasta CTZ em virtude do seu tempo de estocagem, contudo os microrganismos padrões continuaram sensíveis a ela mesmo após o intervalo de 3 meses. • ESTRATÉGIAS DE FISIOTERAPIA COM ENFOQUE NA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA DOR NO OMBRO DE PACIENTES HEMIPLÉGICOS MÁRCIA REGINA GARANHANI, ALINE DIAS BRANDÃO, LARISSA LASKOVSKI; [email protected] INTRODUÇÃO: O Acidente Vascular Encefálico (AVE), é a causa líder de incapacidade em adultos. As conseqüências funcionais dos déficits primários neurológicos geralmente predispõem os indivíduos a limitações para as atividades de vida diária (AVDs). O inicio da hemiplegia pode afetar adversamente a mecânica normal do ombro através da perda do controle motor, desenvolvimento de padrões anormais de movimento, alterações secundárias ao tecido mole subjacente e subluxação da articulação glenoumeral. O quadro caracteriza-se por dor e perda progressiva da amplitude de movimento do ombro, devido aos mecanismos de desalinhamento do ombro, movimentação incorreta, imobilidade, manuseio e posicionamento inadequado do braço acometido, bem como por mudanças mecânicas resultantes da paralisia, flutuações do tônus muscular e imobilidade prolongada levando ao mau alinhamento do ombro. A fisioterapia e o manuseio cuidadoso e precoce de pacientes que tiveram AVE para preservar a mobilidade e função do ombro são importantes para o sucesso da reabilitação. OBJETIVOS: Demonstrar as estratégias da fisioterapia para a prevenção e tratamento da dor no ombro de pacientes hemiplégicos por AVE. MÉTODO: Foi realizada uma revisão de literatura em bases de dados eletrônica, como: Medline, Lilacs, Scielo, Cochrane e também em livros. Os descritores utilizados foram dor no ombro, fisioterapia e hemiplegia. Foram selecionados periódicos de revisão, estudo de casos e ensaios clínicos, todos analisados quanto à prevenção e tratamento da dor no ombro hemiplégico. RESULTADOS: Os procedimentos encontrados foram com enfoque no posicionamento do paciente, reeducação motora de tronco superior e membro superior, e os alongamentos. O posicionamento do membro superior é considerado rotineiramente como foco inicial no tratamento da dor no ombro do hemiplégico e, os alongamentos têm por objetivo prevenir as mudanças no comprimento de tecidos moles no complexo do ombro. ANAIS CONCLUSÃO: A fisioterapia é indicada com objetivo de prevenção e tratamento. As estratégias utilizadas são: posicionamento, reeducação motora de tronco e membros superiores e alongamentos. Porém, são necessários estudos que determinem a melhor e mais eficaz estratégia. • FATORES DE INDICAÇÃO DO TRATAMENTO ODONTOLÓGICO SOB ANESTESIA GERAL EM INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR PÚBLICA INTRODUÇÃO: O envelhecimento da população é um fenômeno mundial e com conseqüente predomínio de doenças degenerativas, geralmente relacionadas a dor crônica e de difícil controle. A dor no idoso assume grande importância devido à expressiva prevalência, aliada a freqüentes complicações, levando a dependência funcional e maior gasto com serviços de saúde. OBJETIVO: O presente estudo teve como objetivo verificar a freqüência de dor em idosos moradores do Conjunto Cabo Frio, região norte da cidade de Londrina. LUCIANA LIRA MENEGHEL, WANDA TEREZINHA GARBELINI FROSSARD, CÁSSIA CILENE DEZAN GARBELINI, FARLI APARECIDA CARRILHO BOER, MARÍLIA FRANCO PUNHAGUI [email protected] METODOLOGIA: Foram entrevistadas, em seus domicílios, 69 pessoas com idade acima de 60 anos. Para a coleta de dados foi utilizado um roteiro com questões demográficas e relacionadas a dor. Para o tratamento estatístico dos dados foi utilizado o programa Epi Info 6.04b. Monografia (Especialização em Odontopediatria), Universidade Estadual de Londrina, 2005. RESULTADOS: A amostra constituiu-se por 39 (56,50%) pessoas do sexo feminino e 30 (43,50%) do sexo masculino, com idade variando de 60 a 94 anos, média de 69,97 + 8,16 anos. Do total de idosos, 58 (84,10%) referiram apresentar dor. As regiões anatômicas de predomínio das dores foram principalmente em: membros inferiores 34 (49,30%), membros superiores 24 (34,80%), coluna lombar 16 (23,20%) e tórax posterior 13 (18,80%). Trinta e oito (55,10%) idosos referiram fazer uso de medicamentos em decorrência das dores e 50 (72,50%) afirmaram apresentar a dor há mais de seis meses. A utilização da anestesia geral em odontologia é um dos meios que se dispõe para realizar alguns tratamentos, principalmente em crianças, quando as técnicas de manejo do comportamento e contenção física e química falharem. O objetivo deste trabalho é analisar os fatores de indicação e verificar os procedimentos realizados durante tratamentos odontológicos sob anestesia geral realizados durante o período de 1974 a 2004. Foram coletados e analisados os dados de 519 prontuários de pacientes atendidos no Hospital Universitário Regional Norte do Paraná. Entre os pacientes estudados, 39,11% (203) eram do gênero feminino e 60,89% (316) do masculino. Os pacientes foram classificados como portadores (Grupo A) ou não-portadores (Grupo B) de necessidades especiais, 251 e 268 pacientes, respectivamente. Os fatores de indicação mais freqüentes no Grupo A foram lesões cariosas generalizadas (63,75%) e residente em local distante (27,88%), enquanto no Grupo B foram lesões cariosas generalizadas (38,81%) e pouca idade (35,83%). Os principais procedimentos realizados nas 3 décadas analisadas foram extrações, seguidas pelas restaurações de amálgama, coroas de aço e pulpotomias, confirmando o caráter mais radical dessa modalidade de atendimento. Apesar da melhoria das condições de saúde bucal observada nas últimas décadas, a cárie generalizada ainda é o principal fator de indicação para o tratamento odontológico sob anestesia geral em pacientes portadores ou não de necessidades especiais. Palavras-chave: Serviço Hospitalar; Anestesia Geral; Odontopediatria. • FREQÜÊNCIA DE DOR EM IDOSOS MORADORES DO CONCLUSÕES: Esse levantamento mostra elevado predomínio de dor em idosos na amostra estudada e a necessidade da implantação de estratégias de controle de dor que possam ser implementadas ao maior número de idosos através dos serviços de saúde. • PERFIL DE CRIANÇAS COM MIELOMENINGOCELE ALINE DIAS BRANDÃO, DIRCE SHIZUKO FUJISAWA, JEFFERSON ROSA CARDOSO; [email protected] INTRODUÇÃO: A mielomeningocele é caracterizada por uma falha no fechamento do tubo neural, o que acarreta em falta de proteção da medula espinhal. As manifestações clínicas são os distúrbios sensitivos, motores e ortopédicos (malformações ósseas), que podem estar associadas. Além disso, a criança com mielomeningocele pode apresentar várias complicações. OBJETIVO: Traçar o perfil de crianças com mielomeningocele atendidas em um projeto de extensão universitária. CONJUNTO CABO FRIO, CIDADE DE LONDRINA/PR MARA SOLANGE GOMES DELLAROZA, CELITA SALMASO TRELHA, KIYOMI NAKANISHI YAMADA, MARCOS CABRERA, TIEMI MATSUO, ARTHUR EUMANN MESAS, CARLOS CÉSAR BENES GAETAN, DANILO PANAZZOLO, GISELE MAGNABOSCO, GISLAINE PINN GIL, JULIANA APARECIDA MACRI, NATÁLIA SERRA LOVATO, PRISCILA APARECIDA BATISTA, RAQUEL DE SOUZA; [email protected] Trabalho realizado no Projeto de Pesquisa Caracterização da Dor Crônica e da Analgesia em Idosos em Atenção Básica de Saúde (Programa PIBIC CNPq/ Fundação Araucária/UEL) MÉTODO: Foi realizado um estudo retrospectivo, sendo a coleta de dados baseada nas informações obtidas nos prontuários das crianças atendidas no projeto de extensão “Grupo de atendimento multidisciplinar a crianças portadoras de bexiga neurogênica”, no período de Agosto a Outubro de 2005. Critério de inclusão: crianças com diagnóstico de mielomeningocele. Os dados são apresentados na forma de freqüência absoluta e relativa. RESULTADOS: Dos 39 prontuários analisados, 18 crianças eram do gênero masculino e 21 do feminino, destas, 97,4% eram procedentes da zona urbana. A maior parte das crianças apresentou comprometimento lombo-sacral (46,1%), seguido pelo segmento torácico(23%) e lombar alto (17,9%), sendo que cinco (12,8%) ainda não tinham o diagnóstico OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 89 ANAIS definido. Seis crianças (15,3%) tiveram fratura em membros inferiores, sendo que a maioria apresentava comprometimento torácico. Dentre as complicações, as mais freqüentes foram: incontinência urinária (64,7%), hidrocefalia (61,7%), escaras (8,8%) medula presa (32,3%) e luxação de quadril (8,8%). Além disso, apenas uma das crianças (2,5%) não realizou algum tipo de intervenção cirúrgica. CONCLUSÃO: Como descrito na literatura, houve maior incidência da mielomeningocele no segmento lombo-sacral (46,1%) e as complicações de maior incidência foram: incontinência urinária e hidrocefalia. Em virtude dessas complicações, verifica-se que a equipe multidisciplinar é de fundamental importância no acompanhamento destas crianças, para que possam desenvolver o máximo do seu potencial, e assim tenham melhor qualidade de vida. • PREVENÇÃO DE HÁBITOS PREJUDICIAIS À SAÚDE BUCAL DE CRIANÇAS COMPARAÇÃO ENTRE EDUCATIVAS. DA BEBÊ CLÍNICA/UEL: DUAS INTERVENÇÕES MARISA FRANÇA FERRAZ DE ALMEIDA, BEATRIZ BRANDÃO SCARPELLI (ORIENTADORA); [email protected]. Trabalho realizado no Núcleo de Odontologia para Bebês para obtenção do título de Especialização em Odontopediatria. Os problemas que os hábitos inadequados causam na saúde bucal de crianças de pequena idade são geralmente prevenidos quando os pais ou responsáveis recebem informações adequadas nos primeiros meses de vida da criança e são motivados a usarem seu conhecimento para manter a saúde de seus filhos e evitar que as doenças ocorram. O objetivo deste estudo foi comparar duas diferentes intervenções educativas para a prevenção de hábitos prejudiciais entre crianças de 6 a 36 meses de idade que participaram do Programa EducativoPreventivo da Bebê-Clínica/UEL. Foram escolhidos aleatoriamente 75 pais que inscreveram seus filhos no referido Programa. Estes pais foram divididos em dois grupos. No grupo I, 38 pais participaram de uma reunião e no grupo II, 37 pais assistiram a uma palestra. Antes da atividade educativa os pais responderam a um questionário composto de duas partes. A primeira parte continha os dados de identificação da criança e da família, e a segunda parte constava de 18 questões referentes aos assuntos tratados na reunião e na palestra. A data da primeira consulta da criança foi agendada para uma data que variou de 30 a 120 dias após este primeiro encontro. Na ocasião da primeira consulta, os pais responderam novamente o questionário. Após a analise dos questionários concluiu-se que independente do processo educativo, obteve-se uma melhora no padrão de respostas, sendo este, o primeiro passo para uma futura mudança de comportamento, visando à manutenção da saúde bucal das crianças participantes do programa. 90• Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO • SEQÜELADOS DE ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO NO SID DE LONDRINA (PR) FLÁVIA LOPES GABANI, FLÁVIO HENRIQUE MUZZI SANT' ANA, JACKELINE LOURENÇO ARISTIDES, JAQUELINE FRANCISCATTI, LÍGIA FERNANDES A. D. DEVITO, INÊS GIMENES RODRIGUES; [email protected] Trabalho realizado por discentes de Enfermagem e Medicina da Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 2005. É cada vez maior a incidência de Acidente Vascular Encefálico (AVE) na nossa sociedade, chegando atingir noventa mil brasileiros no ano de 2002. Hoje, vê-se uma esperança para os pacientes seqüelados por AVE no que tange ao atendimento integral, humanizado e individualizado por meio do Sistema de Internação Domiciliar (SID). Este estudo objetivou conhecer o perfil dos pacientes vítimas de AVE cadastrados no SID de Londrina (PR) nos anos de 2000 a 2001. Obtiveram-se os dados na sede do SID por meio de visitas semanais para coleta das informações nas fichas de cadastro e nos prontuários dos pacientes, utilizando-se instrumento pré-testado. Dos pacientes atendidos por esse serviço com a citada patologia, 51,2% são do sexo feminino, sendo a esmagadora maioria idosa. Também, 60% possuem renda mensal de até três salários mínimos com grande dependência desse serviço para tratamento, muitas vezes paliativo, de suas outras patologias ou das seqüelas do AVE. Dessa forma, é vultosa a importância desse tipo de assistência para esses pacientes dependentes de acompanhamento terapêutico e paliativo que demandam grande gasto financeiro e dedicação familiar para manutenção de qualidade de vida digna e merecida. A NA IS ANAIS Outros Other • A EXPERIÊNCIA DO CURSO DE MEDICINA DA UEL COM A COMUNIDADE INDÍGENA TEREZA MARIA SANDIS SALOMÃO*, PEDRO HUMBERTO PERIN LEITE, EDUARDO FREITAS HATANAKA, JANAINA RIBEIRO DIAS, LORENA RUSSI GARCIA, LUCAS MEDA CAETANO PARAÍSO, MARCELO SOUZA MONTEIRO FERNANDES, NATALLY MARQUES SANTIAGO, TIAGO MORENO IKEDA, VICTOR ÂNGELO BRUNO RIBEIRO, MARIA JOSÉ SALLES DE FARIA, ANTONIO CARLOS ZORATO; *[email protected] O governo do Paraná criou a Lei 13134-19/04/2001, onde as IEES/PR são obrigadas a reservar 15 vagas para índios das comunidades indígenas paranaenses, com processos de seleção e admissão diferenciados. Em Londrina, no curso de Medicina/UEL, já recebemos 3 alunos nessa condição. Percebemos em 2 ingressantes, uma grande dificuldade de acompanhar as atividades do curso, resultante principalmente da distorção do processo de seleção, uma vez que esta dificuldade é decorrente da má formação dos candidatos em conteúdos básicos, pois já estão aculturados. Isto vem acarretando grande sofrimento pessoal com seus maus desempenhos, apesar dos esforços individuais. Nota-se uma grande desigualdade de condições entre eles e seus colegas, egressos das melhores escolas particulares (não só do Paraná) e selecionados em um vestibular dos mais concorridos. Frente a essa situação, a Comissão de Apoio Psicopedagógica do Curso de Medicina/UEL vem atuando em dois niveis, (1) no sentido de acolher e promover uma integração do aluno com a turma, diagnosticar as deficiências e dificuldades no processo de adaptação à vida acadêmica e sugerir propostas de enfrentamento; e (2) gestionar junto à administração superior/UEL uma política e mecanismos que propiciem uma integração menos traumática. Neste sentido, várias ações têm sido implantadas, tais como: apoio psicológico; apadrinhamento do aluno indígena pelos colegas de turma; criação do programa institucional de formação intercultural, onde o aluno recebe reforço nos conteúdos básicos necessários (biologia, química e português). Todas as condições estão sendo oferecidas a estes alunos para a sua integração e adaptação no curso. O grupo interdisciplinar e multiprofissional (CADD), vinculado ao colegiado do curso de Medicina/UEL, oferece apoio ao discente e docente em suas dificuldades psicopedagógicas no currículo integrado. Esse grupo organizou seu fluxo de atendimento orientando alunos em suas necessidades acadêmicas e ou emocionais, e apoiandoassessorando docentes no enfrentamento de dificuldades no trabalho com alunos com algum tipo de problema. Desde a implantação desse atendimento em 2002, têm-se identificado as seguintes queixas pelos discentes: dificuldades de relacionamento interpessoal, ansiedade generalizada, ansiedade para falar nos grupos tutoriais, dificuldade em adaptar-se ao método e em organizar-se para estudar, problemas familiares, tristeza excessiva, depressão, transtorno obsessivo compulsivo, estresse e uso/abuso de drogas. A nossa experiência demonstra que a melhor forma de atuação é através de um préatendimento em até 4 sessões, denominado “Pronto Atendimento”, com os seguintes objetivos: identificação do problema/queixa, análise dos determinantes da condição atual, identificação dos recursos disponíveis no enfrentamento ou minimização do seu problema, alívio dos sintomas que o afligem, tomada de decisão quanto às ações a serem implementadas pelo aluno e pela instituição e só então, quando necessário, a pedido, o encaminhamento para o processo psicoterápico. Esse procedimento, tem se mostrado efetivo quanto à agilização do atendimento ao aluno, sendo muitas vezes suficiente na resolução ou enfrentamento do problema, propiciando a ele a oportunidade de lidar com a sua dificuldade prontamente. Conclui-se que intervenções curtas e no momento da percepção da demanda são suficientes e impedem a potencialização dos problemas identificadas, prevenindo desajustes futuros e reduzindo custos. Apoio: PROMED/Londrina • ATUAÇÃO DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM EM UM CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL: RELATO DE EXPERIÊNCIA JÉSSICA PRICILA ZANON, KAREN GOMES, LUCIANA RAQUEL SILVESTRE, SIMONI BATISTELA, SUELLEN KARINA DE OLIVEIRA, VERIDIANE PIRES GABAS, SARAH NANCY D. HEGETO DE SOUZA( ORIENTADORA); [email protected] • APOIO PSICOPEDAGÓGICO: AÇÕES DE CARÁTER PREVENTIVO DO GRUPO INTERDISCIPLINAR E MULTIPROFISSIONAL DO CURSO DE MEDICINA/UEL (CADD) Trabalho realizado no Módulo Saúde da Criança do terceiro ano do curso de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina (relato de experiência) MARCIA HIROMI SAKAI*, VERA LÚCIA MENEZES SILVA, ADRIANO TORRES ANTONUCCI, EDUARDO CINAGAWA, ADEMIL FRANCO GÓES, ADEMILSON ROGÉRIO FERREIRA, ALINE CRISTINA E SILVA PAES, ANA CAROLINA KOTINDA, CAROLINE FERREIRA DOS ANJOS, CELSO WILLIAN HUTYN, DANIELLY K. B. PALERMO, MARIA JOSÉ DE FARIA, ANTONIO CARLOS ZORATO; *[email protected] As creches ou CEI (Centro de Educação Infantil) surgiram nos países norte americanos e europeus durante o século XIX e no Brasil no início do século XX, acompanhando a crescente urbanização, a estruturação do capitalismo e industrialização que trouxeram consigo uma mudança de valores, a redefinição do papel das mulheres e sua inserção no mercado de trabalho. No Brasil, atualmente, as CEIs assumem os OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 91 ANAIS cuidados relativos à maternagem, porém com caráter pedagógico e presta assistência global às crianças, propiciando um bem estar biopsicossocial, acompanhando e auxiliando no crescimento e desenvolvimento infantil. Considerando-se que o crescimento e desenvolvimento saudável estão relacionados à qualidade dos cuidados cotidianos prestados aos infantes, faz-se necessária a presença do profissional enfermeiro nestes locais, realizando atividades de promoção à saúde, ensinando o cuidado e auto cuidado, contribuindo para o controle de agravos à saúde individual e coletiva, complementando a ação dos educadores. O presente trabalho tem como objetivo relatar uma experiência curricular, vivenciada no Módulo Saúde da Criança, do terceiro ano do Curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina onde foi realizado uma análise antropométrica (peso e estatura) em 120 crianças de 2 a 6 anos de uma CEI, localizada na Região Sul de Londrina. A partir da avaliação das medidas na curva de crescimento, foram detectadas 19 alterações no crescimento, correspondendo a, aproximadamente, 16% dos infantes, sendo 12 crianças com sobrepeso, 5 crianças com risco para baixo peso e 2 crianças com baixo peso. Perante o resultado encontrado, realizamos ação educativa com as crianças sobre a importância de uma alimentação saudável, confeccionamos cartilha com receitas nutritivas e dicas alimentares para as mães das crianças e enviamos orientação por escrito para as mães das crianças com alterações, através da coordenadora pedagógica da instituição. Através desta atividade pode-se observar que a presença do enfermeiro nessas instituições é de grande importância e ainda, que há muitas outras ações que, com a atuação deste profissional, proporcionariam melhor acompanhamento da saúde das crianças. • ATUAÇÃO DOS ESPECIALIZANDOS EM SAÚDE COLETIVA COMO MONITORES DO PIN1 FERNANDA DE FREITAS MENDONÇA, VERA LÚCIA RIBEIRO DE CARVALHO BUENO, IARA LUISA MASTINE, CLÁUDIA KAUAN MENESES, GINA AYUMI KOBAYASHI KOYASHIKI; [email protected] Trabalho realizado durante a atuação dos alunos de especialização em Saúde Coletiva como monitores do PIN1 no ano letivo de 2005. O módulo PIN 1 é uma atividade presente na primeira série dos cursos de graduação em Enfermagem e Medicina. Nela os alunos vivenciam a realidade do trabalho realizado em uma unidade básica de saúde da família(UBS) e com isso têm a oportunidade de visualizarem os reais problemas de saúde da população, bem como, interagirem com profissionais de saúde da rede de serviços. No ano letivo de 2005 ocorreram algumas inovações nas atividades do módulo, dentre elas, a introdução de estudantes de especialização em Saúde Coletiva como monitores. Portanto, o objetivo desse trabalho é relatar as percepções dos especializandos ao atuarem como monitores do PIN1, através das atividades vivenciadas pelas monitoras em UBSs do município de Londrina-Pr. Este estudo foi realizado com cinco monitoras no período de setembro a outubro de 2005. Segundo as participantes do estudo, a atuação no PIN1 oportunizou a realização de diversas atividades e obtenção de novos conhecimentos, como: o trabalho em equipe, o reconhecimento da área de abrangência da UBS, o processo de trabalho da unidade e a supervisão dos alunos da graduação. Diante dessa 92 • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO experiência, os monitores concluíram que o PIN1 contribui maciçamente para a formação de profissionais de saúde articulados com a proposta do SUS e que é valida a continuação dessa proposta, de inserção dos estudantes de especialização em Saúde Coletiva no PIN1, pois, de acordo com as monitoras, a atuação contribuiu significativamente para um melhor desempenho acadêmico no desenvolvimento e compreensão das atividades teóricas do curso de especialização. • INFECÇÃO HOSPITALAR NA UTI NEONATAL EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO FERNANDO SALOMÃO DA SILVA1, FERNANDA NOVAES MORENO1, SUELLEN KARINA DE OLIVEIRA2, ALEX MOREIRA4, RENATA APARECIDA BELEI3; [email protected] 1 – Discentes da graduação de Enfermagem UEL 2 – Discente da graduação de Medicina da UEL 3 – Enfermeira da CCIH Trabalho realizado durante período de estágio na Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná (HURNP) INTRODUÇÃO: Os Staphylococcus spp têm sido causa importante de infecções graves no período neonatal. Em anos mais recentes, os Staphylococcus spp emergiram como agentes patogênicos de importância clínica, especialmente nos recém-nascidos (RNs). Os RNs têm suas reservas de granulócitos e sua atividade quimiotáxica diminuídas, prejudicando o combate aos microorganismos, resultando na fragilidade de seus mecanismos de defesa, agravado também pelas complicações próprias da prematuridade, do baixo peso e da necessidade de procedimentos invasivos para suporte vital. Considerando que os dados epidemiológicos revelam que estes microorganismos são os mais freqüentes entre os isolados de colonização e infecção, é importante mensurar o problema e encontrar meios de controle. OBJETIVOS: Descrever a freqüência de infecção hospitalar (IH) e seu sítio mais comum, bem como os microorganismos prevalentes, o tempo entre a admissão do neonato na UTI (unidade de terapia intensiva) neonatal e o diagnóstico da infecção. MATERIAL E MÉTODOS: Realizada uma análise retrospectiva das fichas de notificação procedentes do banco de dados da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) de uma instituição hospitalar pública do Paraná, durante o período de 01/01/2004 à 31/06/2005. RESULTADOS: Dentre os 286 pacientes internados no período do estudo, 90 (31,46%) apresentaram algum tipo de IH, totalizando 111 notificações. Entre os 90 RNs infectados ocorreram 46 (69,33%) notificações que foram causadas por Staphylococcus spp, sendo que o Staphylococcus epidermidis se mostrou como o principal agente infeccioso, totalizando 38,70% dos casos. Constatou-se que o material coletado mais usado para cultura microbiológica foi sangue (56,89%), seguido de ponta de cateter (13,79%), secreção traqueal (8,62%), secreção ocular (5,17%) e outros (15,50%). A mortalidade entre os RNs foi de 13 casos (14,44%). ANAIS CONCLUSÃO: Após análise do material coletado foi possível concluir que os dados encontrados na instituição estudada são condizentes com a literatura e o Staphylococcus spp se evidenciou como principal agente causador dos processos infecciosos do recém-nascido. Considerando que identificação de espécies do gênero Staphylococcus spp constituí um marcador útil de infecção, visto que o Staphylococcus epidermidis o agente etiológico mais freqüentemente associado aos processos infecciosos nesta população, estudos semelhantes devem ser incentivados para melhor diagnóstico e intervenção deste problema. • RELAÇÃO ENTRE A AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA DO RECÉM NASCIDO A TERMO E PREMATURO DE DUBOWITZ E O DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR DE RNPT NASCIDOS NO HURNP FERNANDA OLIVEIRA RABELO, KÁTIA CRISTINA ÁLVARES KRELING; [email protected] Trabalho científico realizado sob estágio supervisionado no setor de pediatria durante o quarto ano de fisioterapia na Universidade Estadual de Londrina A assistência perinatal elevou a taxa de sobrevida dos recém nascidos pré-termo (RNPT), este fato, porém, tem sido acompanhado por um aumento na incidência de incapacidades do neurodesenvolvimento. Portanto vê-se a grande importância da avaliação neurológica neonatal e o acompanhamento do desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM) possibilitando monitoramento e intervenção adequada. Este estudo teve como finalidade relacionar os resultados da avaliação neurológica do recém nascido a termo e prematuro de Dubowitz em RNPT e o DNPM no primeiro ano de vida. Foram selecionados 10 recém nascidos com idade gestacional < 32 semanas ou menores de 1500g que estiveram internados na UCI do HUNRP e que posteriormente foram encaminhados para acompanhamento fisioterapêutico. As respostas das avaliações neonatais foram classificadas em neurologicamente anormais, caso apresentassem 2 ou mais sinais anormais ou hipotonia cervical e de tronco e normais, caso apresentassem no máximo 1 sinal anormal e tônus adequado. Os resultados foram relacionados com as avaliações do DNPM dos recém nascidos no primeiro ano de vida, dividindo-os em compatíveis ou incompatíveis (alteração de tônus e atraso no DNPM) com a idade corrigida. Dos 10 recém nascidos avaliados, 50% foram classificados com respostas anormais pela avaliação neurológica de Dubowitz e 50% normais. Das avaliações classificadas como anormais, 60% receberam orientações e 40% necessitaram de intervenção fisioterapêutica por se manterem incompatíveis com a idade corrigida durante o primeiro ano de vida. Das avaliações classificadas como normais, 60% mantiveram-se compatíveis com a idade corrigida no primeiro ano de vida , 20% receberam orientações e 20% necessitaram de intervenção por se manterem incompatíveis com a idade corrigida. Apesar do pequeno número da amostra verificou-se relação entre os resultados da avaliação neurológica de Dubowitz e o DNPM no primeiro ano de vida. Com isso nota-se a importância da aplicação da avaliação e o posterior acompanhamento do DNPM dos RNPT. • RELATO DE CASO: SEPSE NO PÓS-OPERATÓRIO GILSELENA KERBAUY LOPES, FERNANDO SALOMÃO DA SILVA; [email protected] Trabalho realizado no módulo “Saúde do Adulto II” do 3° ano de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina - UEL I.C., 70 anos, proveniente de Miraselva, viúva. Histórico de neoplasia de ceco, megaesôfago, megacólon chagásico e pós-operatório tardio de colectomia. Chegou ao Pronto Socorro do HU dia 20 de março de 2005 com queixas de dor abdominal, vômitos constantes, perda de peso, 8Kg em 5 meses, quadro de anorexia e dificuldade de evacuação há oito dias. Encaminhada para internação na mesma data. Durante internação diagnosticado litíase biliar, massa em válvula ileocecal e ceco, além de concentração sérica de albumina de 1,5 g/dl (3,4 a 5,0). No dia 30 de março de 2005 foi realizada cirurgia de hemicolectomia direita com anastomose de alças e colecistectomia. Nos primeiros cinco dias de pósoperatório a paciente evoluiu consciente, comunicativa, com quadros de náuseas, vômitos, diarréia, queda na concentração de hemoglobina e albumina. A conduta consistiu de transfusão de duas unidades de concentrado de hemácias no dia 03/06, dieta hiperprotéica, antieméticos e antianêmicos. A partir do sexto dia do PO a paciente iniciou quadro de retenção de fezes, flatos e urina. Ao exame físico apresentou palidez cutânea, mucosas descoradas (1+/4+), taquipnéia. Abdômen tenso, globoso, com ruídos hidroaréreos presentes e timpânico em hipocôndrio, flanco e inguinal direito. Variação de pressão arterial de 100/60 para 120/80 mmHg e pulso de 68 para 112 bpm. Orientado jejum e introduzida sonda nasogástrica no dia 06 de março para drenagem gástrica, apresentando no primeiro dia 900 ml de secreção gástrica de aspecto esverdeado. No dia 08/06 a paciente apresentou piora do estado geral com taquipnéia, hipotensão (100/35 mmHg), taquicardia (127 bpm), diurese de 300 ml, e queixas de dor abdominal. Realizado USG de abdômen total, com laudo de derrame pleural e coleção de líquido em abdômen direito, conduta de exerese para retirada de coleção, coloração marrom e odor fétido. Após procedimento encaminhada ao Centro Cirúrgico para cirurgia de emergência. Hipótese diagnóstica de deiscência da anastomose, peritonite aguda e sepse. Admitida na sala de operação as 12:15 hs, hipotensa, com sudorese, nebulização contínua, pressão arterial (140/35mmHg), pulso (127bpm), saturação de oxigênio (95). Apresentou parada cardíaca com subsequente início de manobras para reanimação sem sucesso. Óbito às 13:05 hs. OLHO MÁGICO • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • 93 ANAIS • RELATO DE CASO SOBRE INFECÇÃO PUERPERAL • RESPONSABILIDADE E PREVENÇÃO DE PROBLEMAS NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS FERNANDA NOVAES MORENO, FLÁVIA LOPES GABANI, FERNANDO SALOMÃO DA SILVA, SUELLEN KARINA DE OLIVEIRA [email protected] MARCELO RUELA DE OLIVEIRA, LEANDRA FAGAN RODRIGUES; [email protected] Trabalho realizado no módulo “Saúde do Adulto II” do 3° ano de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina - UEL Trabalho realizado durante a prática profissional em uma UTI de um hospital de grande porte da cidade de Londrina J.G.G.,19 anos, amasiada, católica, do lar, procedente de Ibiporã (PR), onde mora com marido e filha recém-nascida, foi internada para realização de cesárea. Recebeu alta e após 4 dias em casa (7o PO de cesárea) desenvolveu sinais sistêmicos de infecção. Foi encaminhada novamente ao Hospital de origem e submetida à Laparotomia Exploradora (L.E.), sendo, então, transferida ao Hospital Universitário para cirurgia de urgência com vaga reservada. Após ser encontrado e drenado abscesso intra cavitário e realizado uma peritoneostomia, foi admitida na UTI do Hospital (27/03/2005). De acordo com anotações de Enfermagem, encontrava-se consciente, comunicativa, queixando-se de dor, com cateter de O2, edema em MMII e MMSS, intracath em jugular direita, sonda vesical de demora com fluxo regular, sonda nasogástrica aberta com drenagem esverdeada e drenos tubulares bilaterais em flancos direito e esquerdo. No dia 28/03/2005 foi levada à Unidade Feminina, onde conforme anotações, manteve-se afebril, hemodinamicamente estável, em ventilação espontânea, sonda nasogástrica drenando conteúdo gástrico (550 ml/ 24hs), sonda vesical de demora com bom fluxo urinário, drenos tubulares bilaterais com 10 ml de drenagem em cada, ainda com acesso venoso por intracath, cateter de O2 e edema em MMII. Foi nessa unidade que J.G.G. desenvolveu deiscência abdominal no local da incisão onde foi feita a L.E. No dia 03/04/2005, em Centro Cirúrgico, houve colocação de Tela de Marlex após drenagem de cavidade abdominal. Em 05/04/2005 foram retiradas as sondas nasogástrica e vesical de demora. Dia 14/04/2005 inseriram dreno tubular entre baço, pâncreas e estômago, onde se encontrava conteúdo purulento e com odor fétido, e feito lavagem exaustiva da cavidade. Também foi diagnosticado derrame pleural em base de pulmão esquerdo, provavelmente proveniente do abscesso intracavitário. Passado um mês e meio, por distúrbios hidroeletrolíticos, desenvolveu arritmia cardíaca grave. Por causa dos vômitos constantes, foi de extrema importância a introdução de uma sonda nasoenteral para alimentação. Após controle dos problemas, J.G.G. recebeu alta em 21/05/2005. A enfermagem possui seu próprio conhecimento científico e técnico, constituído de um conjunto de práticas sociais, éticas e políticas que se adquire pelo ensino, pesquisa e assistência. Frente aos diversos problemas relacionados à administração de medicamentos, destacam-se dois que se relacionam de forma direta ao volume de diluição e velocidade de administração de cada medicamento: o surgimento de flebites e hipervolemia. Este estudo pretende contribuir com o desenvolvimento da prática profissional, por meio da revisão de literatura quanto à identificação das causas relacionadas ao desenvolvimento de flebite e hipervolemia, bem como sua evolução, colaborando assim na prevenção da sua ocorrência. Para se alcançar o objetivo proposto, realizou-se levantamento bibliográfico nas bases MEDLINE e LILLACS, através da internet e levantamento bibliográfico manual em livros textos e artigos na área específica. Na presença de quadro hemodinâmico alterado, com suposto desenvolvimento de excesso de volume intravascular, a contenção de líquidos passa a ser de fundamental importância. O soro de manutenção do acesso vascular ou soro de reposição passa a ser infundido em 24 horas, as diluições são feitas em baixo volume, sendo também controladas a ingesta oral e infusão enteral. A prevenção para com a ocorrência de flebite é fundamental e implica em: permanência máxima de 24 horas para o soro aberto e instalado, a concentração do medicamento administrado e a sua natureza estão diretamente relacionados ao desenvolvimento do processo, portanto, a concentração pode ser controlada pela velocidade de infusão e isto é valido para os pacientes nefropatas e cardiopatas, os quais não suportam um volume de líquido muito grande. Sendo assim, faz-se a diluição em baixo volume e administra-se lentamente, fazendo com que o paciente receba o medicamento sem sobrecarga cardíaca e renal. A realização deste trabalho foi de grande importância no entendimento das circunstâncias e acontecimentos que levam ao desenvolvimento de hipervolemia e flebite. Sendo assim, devemos sustentar que a prática da administração de medicamentos está associada á análise do quadro clínico do paciente, cabendo está tarefa a quem administra o medicamento e também ao próprio enfermeiro. 94 • Londrina, v.13, n.1, p.58-94, jan./mar. 2006 • OLHO MÁGICO