#910
29/07/2013
Ano XXXVII
SAFRA 2013/14: INTENÇÃO DE PLANTIO APONTA
RETRAÇÃO DE ÁREA PLANTADA NO VERÃO
Por Paulo Molinari
O levantamento para a Intenção de Plantio por parte do
produtor brasileiro para a safra de verão 2013/14 apontou
para uma potencial retração de área plantada em 10,1% no
Centro-Sul do Brasil. Em 2012/13, essa projeção também
refletiu uma retração de área plantada, mas plantios tardios no
pós-feijão acabaram neutralizando o efeito dessa queda. Porém,
neste segundo semestre de 2013, o forte diferencial de troca
entre milho e soja e milho e feijão tende a levar os produtores
a concentrar as suas ações no verão nessas duas culturas. Outros
indicadores também fortalecem este quadro, como o ótimo
preço da soja para a safra 2014 com negócios já avançando em
contraste com a ausência de negócios de milho para a safra
nova. Alto preço do feijão e grande safrinha 2013 também
contribuem neste quadro. Enquanto a safra de verão começa a
ser decidida no Brasil, a safra norte-americana também vai
caminhando para um desfecho positivo diante das chuvas quase
generalizadas no Meio-oeste dos Estados Unidos nesta última
semana, o que levou os preços a testarem novas mínimas nos
contratos do segundo semestre.
A safra brasileira de milho 2012/13 aguarda a conclusão
da colheita da safrinha 2013 e do perfil de produção final do
Nordeste do país, para oficializar um novo recorde de produção.
Com os ajustes de produção na safrinha 2013 realizados em
julho, a nova estimativa de produção total do país neste ano
está em 82,07 milhões de toneladas, com uma área plantada de
15,52 milhões de hectares e produtividade média de 5.427
quilos/hectare.
Esses números poderiam ter sido ainda maiores, caso a
safrinha não registrasse alguns problemas com excesso de chuvas
no Paraná, estiagem em Goiás e seca no Nordeste. Mesmo
assim, o novo recorde de 2013 está muito acima do recorde de
2012, o qual configurou uma produção de 72,7 milhões de
toneladas. Esta produção de 2011/12 possibilitou ao Brasil
aproveitar um ótimo momento de mercado internacional, após
a quebra de safra nos Estados Unidos, e atingir um recorde de
exportações da ordem de 22,7 milhões de toneladas, inclusive
se tornando o maior exportador mundial no período. Nesta
safra 2012/13, a produção de 82 milhões de toneladas deixa
MILHO - INTENÇÃO DE PLANTIO 2013/14 - BRASIL
Estados
PR
RS
SC
SP
MS
GO/DF
MT
MG
ES
RJ
C-Sul - subtotal
SAFRINHA
PR 2a safra
SP 2a safra
MS 2a safra
GO 2a safra
MT 2a safra
C-Sul - subtotal
Centro-Sul
N/Nordeste
BRASIL
11/12 (1)
Área (ha)
12/13 (2)
13/14 (3)
11/12
1.133.420
1.344.010
713.240
546.330
82.330
681.300
90.902
1.306.218
21.768
5.738
5.925.256
1.088.092
1.359.450
686.128
554.030
103.710
658.424
172.337
1.226.843
23.721
4.965
5.877.700
956.780
1.180.900
684.500
550.340
78.700
557.400
101.400
1.145.900
21.700
4.900
5.282.520
7.632.450
3.386.905
3.236.683
3.354.466
422.188
4.162.743
388.152
6.181.024
87.072
22.952
28.874.635
7.703.691
6.865.223
3.540.420
3.529.171
570.405
4.148.071
741.049
5.827.504
99.628
20.853
33.046.016
1.899.360
295.637
1.236.700
703.320
2.828.900
6.963.917
1.923.160
304.022
1.233.597
994.151
3.538.822
7.993.752
1.885.500
297.800
1.150.340
905.600
3.260.000
7.499.240
11.434.599
1.572.454
6.455.574
4.021.584
14.492.455
37.976.665
12.889.173
1.936.200
14.825.373
13.871.452
1.252.100
15.123.552
12.781.760
1.635.000
14.416.760
66.851.300
5.847.324
72.698.624
Fonte: Safras e Mercado, Cooperativas, Produtores e Indústrias
Produção (tons)
12/13
Produtividade (kg/Ha)
11/12
12/13
13/14
Variações - %
2/1
3/2
6.774.002
5.963.545
3.532.020
3.505.666
432.850
3.511.620
436.020
5.443.025
95.480
21.560
29.715.788
6.734
2.520
4.538
6.140
5.128
6.110
4.270
4.732
4.000
4.000
4.873
7.080
5.050
5.160
6.370
5.500
6.300
4.300
4.750
4.200
4.200
5.622
7.080
5.050
5.160
6.370
5.500
6.300
4.300
4.750
4.400
4.400
5.625
-4,0
1,1
-3,8
1,4
26,0
-3,4
89,6
-6,1
9,0
-13,5
-0,8
-12,1
-13,1
-0,2
-0,7
-24,1
-15,3
-41,2
-6,6
-8,5
-1,3
-10,1
11.880.495
1.725.540
6.723.104
5.766.076
19.109.639
45.204.853
11.647.847
1.690.226
6.269.353
5.252.480
17.604.000
42.463.905
6.020
5.319
5.220
5.718
5.123
5.453
6.178
5.676
5.450
5.800
5.400
5.655
6.178
5.676
5.450
5.800
5.400
5.662
1,3
2,8
-0,3
41,4
25,1
14,8
-2,0
-2,0
-6,7
-8,9
-7,9
-6,2
78.250.869
3.818.905
82.069.774
72.179.694
5.395.500
77.575.194
5.187
3.020
4.904
5.641
3.050
5.427
5.647
3.300
5.381
7,6
-35,3
2,0
-7,9
30,6
-4,7
13/14
910 Ano XXXVII 29/07/2013
2,50
2,00
1,50
um excedente de quase 33 milhões de toneladas quando
adicionados os estoques iniciais as importações do Paraguai e
subtraída a demanda interna de 52,4 milhões de toneladas.
Tecnicamente, a safra 2013 brasileira poderia gerar uma
exportação muito superior à de 2012. Porém, o espaço para este
ambiente vendedor brasileiro vai se esgotando, tendo em vista
que a safra norte-americana vai caminhando para uma
confirmação de boa produção, assim como o Leste Europeu
não encontrou problemas para recuperar a sua produção em
2013. O espaço na competição do milho brasileiro no mercado
internacional agora está limitado pela potencial retomada dos
Estados Unidos nas vendas externas, a partir de setembro e pela
competição acentuada com a Ucrânia. Isso quer dizer que mesmo
que o Brasil repita o número de 2012, em torno de 22,7 milhões
de toneladas na exportação, ainda teremos um excedente interno
acentuado próximo a 10 milhões de toneladas. A questão
realmente é atingir esse volume de embarques no ano, diante da
falta de competitividade externa a preços baixos do milho
brasileiro.
Este é um dos principais quadros que identificam o perfil
da Intenção de Plantio para a safra 2013/14 de verão no Brasil.
Em 2012, o Brasil estava embarcando 3 milhões de toneladas
de milho ao mês, com preços na Bolsa de Chicago atingido
recordes com a configuração de quebra nos Estados Unidos.
O Brasil vendia milho disponível e alavancava as suas vendas
até fevereiro/março de 2013. O Rio Grande do Sul realizava
negócios para a safra nova com embarques no primeiro trimestre
de 2013 a níveis acima de R$ 32 no porto. Então, o foco de
demanda externa ajudou a oferecer fluxo e preços para a safra
2012 e já para a safra 2013 de verão. Infelizmente, as
oportunidades geradas neste quadro também para a safrinha
2013 não foram plenamente aproveitadas. Mas, este contexto
do segundo semestre de 2012 e início de 2013 colaborou para
evitar que a soja retirasse áreas do milho na safra de verão. A
intenção de plantio do ano passado apontou uma retração
potencial de área de 10% para o verão, quadro que foi revertido
pelo perfil do mercado ao longo do segundo semestre.
2
2011
2010
2009
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
2000
1,00
2013
3,00
Para 2013/14 esta é uma condição que não
deverá ocorrer ou se ocorrer não terá níveis de
preços sequer semelhantes ou próximos à safra
passada. Com uma regularização da oferta
mundial, a demanda por milho brasileiro se torna
mais limitada, a exportação depende dos
mecanismos de governo para o Mato Grosso e
não há liquidez e fluxo para os negócios com o
milho da safra de verão 2013/14. Esta é uma
variável fundamental, tendo em vista que o
contraste com a soja é visível. A soja tem preços
ainda ótimos para a safra nova 2014 e
estabelece uma comparação comercial muito
favorável em relação ao milho, o qual não dispõe
desta variável neste momento.
Enquanto a liquidez de fluxo de negócios oferecia pontos
favoráveis ao milho em 2012, a relação de troca com a soja se
equalizava em patamares muito favoráveis. No último trimestre
do ano, a relação de troca soja/milho chegou a trabalhar abaixo
de 2 para 1, ou seja, duas sacas de milho por uma de soja. Um
outro indicador que inibiu a retração de área na safra de verão
passada. Neste momento, esta relação de troca é de 2.7 sacas
de milho por uma de soja, em média. Um indicador totalmente
favorável à soja neste plantio de verão.
Por fim, o quadro de plantio da safrinha 2013 com volume
recorde de área leva o produtor obrigatoriamente para o plantio
da soja neste próximo verão. Estados do Centro-Oeste, São
Paulo e Paraná poderiam fazer a diferença nesse contexto de
área plantada de verão em favor do milho. Contudo, o ciclo da
soja no verão com milho na safrinha continua sendo um
referencial fundamental e somente reduzido ou influenciado
quando o mercado de milho dispõe destas variáveis inesperadas
como fortes altas no mercado internacional. Desta forma, o
quadro prossegue com a soja dominando as atenções dos
produtores para a safra nova e acentuando a tendência de
crescimento desta lavoura no verão.
Uma reversão deste quadro apontando na Intenção de
Plantio torna-se mais difícil neste momento devido à
acomodação nos preços internacionais e sugere realmente um
corte de área de pelo menos 10,1% em relação ao verão passado,
ou uma área plantada de 5,28 milhões de hectares. Há algumas
variáveis que ainda podem acentuar este quadro como uma
baixa mais acentuada nos preços do milho em relação à soja e
maiores desistências do milho em estados do Centro-Oeste como
Goiás. É importante frisar que a região Sul um importante
denominador em 2012/13 para a quase manutenção da área
plantada tendo em vista que houve surpresas nos resultados
finais de plantio como o Rio Grande do Sul, estado sempre
muito mais dedicado à soja.
O potencial de produção brasileiro para o verão é de 29,7
milhões de toneladas para o próximo ano. Este volume indica
uma oferta de 3 milhões de toneladas inferior à safra passada.
2012
RELAÇÃO DE TROCA ENTRE MILHO E SOJA - BR
w w w . s a f r a s . c o m . b r
910 Ano XXXVII 29/07/2013
Esta queda potencial de oferta deverá ser
plenamente compensada pela ausência de demanda
de exportação pelo milho brasileiro no primeiro
semestre de 2014, o que concentraria a oferta
basicamente para o mercado interno.
SITUAÇÃO DAS TEMPERATURAS
DAS ÁGUAS DO PÁCIFICO
A variável climática, naturalmente, será um
indicador preponderante para a produção. Para este
ciclo da safra de verão 2013/14 o foco é para
uma condição climática neutra. As áreas do
Pacífico apontam para uma neutralidade segundo
o NOAA, ou seja, temperaturas dentro da média
normal ao apontando a presença futura de curto
prazo para La Niña ou El Niño. Então, é uma
condição climática pouco previsível já que os
meteorologistas refletem sobre a neutralidade
como uma condição mais difícil de se apontar uma
condição favorável ou desfavorável para as
lavouras no curto prazo. Teoricamente, o clima
tende a apresentar condições normais para cada região, focando
os tradicionais momentos de riscos como dezembro e janeiro
em algumas localidades do Brasil de Argentina. Por isso, não é
possível sinalizar uma situação problemática ou não para as
lavouras da América do Sul neste próximo verão.
A safra brasileira fica estimada inicialmente para 2014 em
77,6 milhões de toneladas contra 82,07 milhões de toneladas
neste ano. O diferencial parece que novamente ocorrerá na
safrinha/14. Em principio, estamos esperando uma retração
marginal de área plantada, já que nos últimos dois anos a área
cresceu de forma intensa no Centro-Oeste do país. Em 2013,
os produtores plantaram uma área recorde de safrinha, ainda
espelhados por preços futuros na Bolsa de Chicago, em
patamares recordes, altos preços nos portos, demanda de
exportação com margens saudáveis e pacotes de troca de
insumos que favorecem bons preços de retorno aos produtores.
Em 2014, a situação será bastante diferente e um perfil inicial
aponta para cortes de área plantada. Porém, estas evidências
estarão mais claras a partir de novembro próximo.
CBOT TESTA NOVAS MÍNIMAS
COM CHUVAS NO MEIO-OESTE
Os preços na Bolsa de Chicago romperam de forma
consistente a barreira dos US$ 5.00/bushel. A grande surpresa
é isso ter ocorrido com o contrato de setembro, o qual ainda
representa uma entressafra ajustada no mercado interno nos
Estados Unidos. As chuvas no Meio-Oeste nesta semana
cortaram boa parte da pressão especulativa e da tensão a
respeito do clima nesta fase de polinização do milho. Não se
trata de uma situação plenamente confortável, pois agosto ainda
será fundamental para este perfil de produtividade. O mercado,
w w w . s a f r a s . c o m . b r
contudo, vai se antecipando ao que começa a se concretizar
para uma safra recorde em 2013.
Esta semana que passou seria fundamental para a curva de
preços do milho no mercado internacional. Perto de 47% das
lavouras nos Estados Unidos em polinização, e devendo avançar
para 70/75% nesta semana, deixam o quadro climático na extrema
sensibilidade. Julho não foi um bom mês de chuvas em algumas
localidades, principalmente no Oeste do Corn Belt. Havia atenção
acentuada a Iowa também, já que algumas localidades mais a Oeste
tinham escassez de umidade no solo. Se a polinização entrasse em
meio ao estresse, as chances de alguma variável negativa de clima
seriam elevadas. Nesta última semana, as chuvas atingiram todas
as regiões produtoras do Meio-Oeste em particular ao Oeste, onde
havia maior necessidade de chuvas. Iowa e Illinois tiveram chuvas
quase todos os dias da semana. O Sul da região já sugere colheitas
no início de agosto com o produtor tentando ainda aproveitar
Basis internos altos. Naturalmente, as atenções agora estão voltadas
para agosto. As chuvas precisam prosseguir na fase inicial de
enchimento de grãos. Mas, neste momento, o mercado começou
a cortar prêmio de clima sobre os preços futuros. Isso levou
Dezembro na Bolsa de Chicago a testar novas mínimas na semana.
Após quebrar a barreira dos US$ 4.90/bushel testa um patamar
psicológico e técnico que é de US$ 4.73/bushel. O mercado não
tem cedido de forma acentuada, em fortes limites de baixa. Porém,
nesta semana os preços cederam na Bolsa e os Basis cederam ao
produtor dos EUA.
E este é o principal sinal de que as coisas podem estar realmente
andando melhor para a safra norte-americana. A grande surpresa
da semana não foi a baixa do Dezembro, o qual já temos refletido
que o alvo é de US$ 4.00/bushel em meio à colheita dos EUA. A
questão realmente foi a forte baixa no contrato de Setembro na
3
910 Ano XXXVII 29/07/2013
O efeito para este quadro externo vai sendo já
refletido no mercado interno. Tivemos uma semana
- Em % com certa tensão, pois alguns operadores acreditavam
ESTADOS
Área estimada
% Colhido - 26/Jul
em perdas no milho no final de julho com geadas.
2012
2013
2012
2013
Como isso era uma condição limitada, o mercado
Paraná
1.899
1.923
24
26
interno se limitou a estabilizar preços e/ou operar
São Paulo
296
304
3
14
acreditando em algum efeito positivo mesmo que
Mato G. do Sul
1.237
1.234
16
33
psicológico. A questão é que a baixa na Bolsa de
Goiás
703
994
55
46
Chicago e os Pepros estão baixando os preços no
Mato Grosso
2.829
3.539
56
44
porto e concentrando os exportadores apenas no
milho do Mato Grosso. Não há pressão aos
Centro-Sul
6.964
7.994
37,8
37,1
exportadores neste momento já que tem garantido 1
FONTE: Safras & Mercado
milhão de tonelada para compras por semana do
(*) mil hectares
Mato Grosso para atender os seus embarques. Assim,
houve indicações para Goiás, por exemplo, a R$
CBOT, o qual deveria refletir uma colheita mais tardia, um
estoque ajustado e um estresse de oferta de final de entressafra. 15.50/15.20 por parte de exportadores, Paraná no vagão a R$
O que se notou nesta semana é de que com as chuvas que 21.50/22 no Norte do estado, Paranaguá R$ 24/24.50 e Santos
atingiram todo o meio-oeste, o produtor dos EUA desencadeou R$ 25/25.50.
Os embarques na exportação já deveriam estar avançando
vendas no físico norte-americano de milho e soja. O milho e a
soja da safra velha foram ofertados na semana reduzindo os pelo volume já contratado. Julho detém 1,5 milhão de toneladas
Basis internos e forçando baixas expressivas nos contratos de para embarque, mas conseguiu realmente efetivar apenas 410 mil
setembro e até na soja de agosto. Setembro no milho passou a tons até a última semana. Agosto tem programação próxima a 2
trabalhar abaixo dos US$ 5.00/bushels, situação que não poderia milhões de toneladas. Certamente haverá atrasos que se
se esperar em um ano de entressafra extremamente ajustada e prolongaram para setembro e com um volume de navios atrasados
para outubro. Isto é o que já foi contratado. As 4/5/6 milhões de
de uma safra totalmente atrasada.
Esse quadro aponta que as fortes baixas nos primeiros toneladas a serem embarcadas nas próximas semanas já estão
contratos de soja e milho nesta semana na CBOT refletiram o computadas. Como já avaliamos. Precisaremos de 2,5 a 3 milhões
produtor norte-americano vendendo safra velha após a de toneladas/mês até janeiro para atingir o volume de 2012 no
confirmação de boas chuvas em todo o meio-oeste. Se estão embarque anual. Assim mesmo, ainda sobrarão perto de 10 milhões
vendendo safra velha é por que acreditam que pouco poderá de toneladas no mercado interno. A questão é que não há volume
ocorrer no sentido de afetar dramaticamente a safra deste ano e de negócios e demanda para 3 milhões de toneladas ao mês de
que isso possa trazer uma vantagem adicional em ficar retendo embarques, assim como agora o Brasil começa a entrar em conflito
estoques neste final de entressafra. A mudança de ambiente de com um mercado internacional mais ofertado e com milho mais
expectativas no mercado norte-americano ainda contrasta com competitivo do Leste Europeu e dos Estados Unidos.
Agosto será o auge da colheita no Brasil. A próxima semana
o clima possível e potencial de agosto, mês ainda decisivo para a
soja e necessário para o milho na fase de enchimento de grãos. terá um avanço forte de colheita em todas as regiões e com
Mas, certamente, o mercado passou a trabalhar retirando prêmio preços em baixa maior pressão de venda interna. A exportação
de clima sobre os preços na CBOT e avançará neste corte com perdeu muita liquidez com os Pepros. Mesmo com eles, os
mais uma ou duas semanas de clima favorável no Meio-Oeste. negócios estão sendo realizados abaixo de R$ 10 em Sorriso. A
Nesse ponto, retomamos o caso brasileiro em um conceito colheita em 2012 terminou na primeira semana de setembro
de preços mais baixos na Bolsa de Chicago e prêmios muito no Mato Grosso em uma área de 2,8 milhões de hectares. Em
negativos para o Brasil. Nesta última semana, o Japão comprou 2013, deverá se prolongar até meados de setembro para uma
milho da Ucrânia com prêmio negativo de US$ 0.47/0.51 sobre área de 3,5 milhões de toneladas. Surpreende algumas fontes
dezembro da CBOT. Os preços de R$ 24/24.50 nos portos de informação apontarem para uma colheita de 80% no estado
brasileiros ainda mantêm um prêmio negativo próximo a US$ em pleno final de julho. O número reflete que já há 16 milhões
0.35/bushel sobre Dezembro. Mas, daqui a trinta dias a safra da de toneladas disponíveis no mercado local nos armazéns, já
Europa se intensificará, e a safra norte-americana começará a que até agora muito pouco saiu do estado efetivamente. Então,
ser colhida. Estamos acreditando em maiores pressões nos ainda há o auge da oferta do Mato Grosso a surgir nas próximas
semanas e problemas de logística se agravando.
prêmios para o milho brasileiro, a partir de agosto.
MILHO - SITUAÇÃO DA COLHEITA - SAFRINHA 13 - BRASIL
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910 Ano XXXVII 29/07/2013
INDICADORES
M ERCADO INTERNO - COTAÇÕES - R$/60 Kg
26/jul
2013
Há 7
dias
Variação
Sem anal.%
M ILHO EM GRÃO
SÃO PAULO
São Paulo (Cif)
23,80
24,00
Cam pinas (CIF)
24,00
24,50
Mogiana
21,50
22,00
Guaira
21,00
22,00
Votuporanga
20,00
20,50
Pedrinhas
21,00
21,50
Itapeva
21,00
22,00
São Carlos + ICMS
22,30
22,75
SP CIF + ICMS
22,70
23,30
GOIÁS
18,00
Rio Verde
17,50
Jataí
16,50
17,50
Montividiu
16,50
17,00
Goiânia
18,00
19,00
Mineiros
16,50
17,00
Chapadão do Céu
16,00
16,50
Acreuna
17,00
18,00
Cristalina
18,00
18,50
M ATO GROSSO DO SUL
Dourados
17,00
17,50
Chapadão do Sul
16,50
17,00
17,00
São Gabriel
16,50
M INAS GERAIS
Uberlândia
22,00
22,00
Pará de Minas
25,00
25,00
22,00
Patrocínio
22,00
São Gotardo
22,00
22,00
Iraí de Minas
22,00
22,00
Unaí
21,00
21,00
PARANÁ
C.Mourão
20,00
20,00
Cascavel
20,00
19,50
20,50
Maringá
20,00
23,50
P.Grossa
23,50
Guarapuava
20,50
21,00
20,50
Londrina
20,50
Sertanópolis
20,00
20,00
SANTA CATARINA
Videira
25,00
25,00
25,00
Chapecó
25,00
Concórdia
25,00
25,00
Cam pos Novos
25,00
25,00
Canoinhas
24,50
24,50
Mafra
24,50
24,50
RIO GRANDE DO SUL(*) comprador
Erechim
26,00
26,00
Carazinho
26,50
26,50
Passo Fundo
26,50
26,00
P.Alegre (Cif)
27,50
27,50
Cruz Alta
26,00
26,00
Panam bi
26,00
26,00
M ATO GROSSO
Rondonópolis
13,50
13,50
11,00
Lucas do Rio Verde
10,50
10,50
Sorriso
10,00
Cam po Verde
13,20
13,20
Sapezal
9,50
10,50
BAHIA
Barreiras
22,00
22,00
CEARÁ
Fortaleza
31,00
31,00
DERIVADOS DE M ILHO (R$/Kg C/ICM ) 28 dias
Germ e (desengordurado)
0,38
0,40
Gritiz
0,45
0,46
Fubá
0,38
0,40
Canjica
0,45
0,46
Canjiquinha(Quirera)
0,46
0,48
Óleo Bruto Cif/SP(US$/t)
1300,00 1350,00
Há 1
ANO
M erc. Externo - Derivados de M ilho
em US$/Ton
Variação
Anual %
w w w . s a f r a s . c o m . b r
PRODUTOS
Farelo de Milho (Fob Paguá)
Óleo de Milho(Fob Paguá)
Glúten Cif Rotterdam (23-24%
-0,83
-2,04
-2,27
-4,55
-2,44
-2,33
-4,55
-1,98
-2,58
34,50
35,00
31,50
31,50
30,50
31,50
31,50
31,50
32,00
-31,01
-31,43
-31,75
-33,33
-34,43
-33,33
-33,33
-29,21
-29,06
-2,78
-5,71
-2,94
-5,26
-2,94
-3,03
-5,56
-2,70
25,00
24,50
24,50
26,50
24,00
24,00
25,00
24,00
-30,00
-32,65
-32,65
-32,08
-31,25
-33,33
-32,00
-25,00
-2,86
-2,94
-2,94
26,00
25,50
25,00
-34,62
-35,29
-34,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
29,00
32,00
29,00
30,00
30,00
28,00
-24,14
-21,88
-24,14
-26,67
-26,67
-25,00
0,00
2,56
-2,44
0,00
-2,38
0,00
0,00
31,00
29,50
31,00
32,00
30,00
31,00
31,00
-35,48
-32,20
-35,48
-26,56
-31,67
-33,87
-35,48
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
35,50
33,00
32,00
33,00
32,00
31,00
-29,58
-24,24
-21,88
-24,24
-23,44
-20,97
0,00
0,00
1,92
0,00
0,00
0,00
32,00
32,00
32,00
34,00
32,00
32,00
-18,75
-17,19
-17,19
-19,12
-18,75
-18,75
0,00
-4,55
-4,76
0,00
-9,52
24,50
20,50
20,00
24,00
20,50
-44,90
-48,78
-50,00
-45,00
-53,66
0,00
25,50
-13,73
0,00
36,00
-13,89
Milho - 60 kg
0,40
-5,00
0,64
-2,17
0,68
-5,00
0,73
-2,17
0,69
-4,17
-3,70 1150,00
-5,00
-29,69
-44,12
-38,36
-33,33
13,04
- S, SE, GO, MS, DF
- Norte/Nordeste
- MT , AC e RO
Feijão Cores e Preto
T rigo (safra/02)
Mandioca - raiz
Soja S/Sudeste/CO e RO
Soja Norte(-RO) e NE
270,00
1250,00
240,00
Há 7
dias
Variação
Sem.%
280,00
1300,00
260,00
-3,57
-3,85
-7,69
M ILHO - M ERCADO FUTURO
Bolsa de M erc. e Futuros - BM F - R$/saca
SET EMBRO/13
23,51
NOVEMBRO/13
24,21
JANEIRO/14
24,70
23,95
24,64
24,95
-1,84
-1,75
-1,00
*ano anterior, em US$/saca
CUSTO OPERACIONAL DO MILHO - MÉD. CENTRO-SUL
-Safra/2013 - Em R$/ha Nível de Produtividade M édia (em kg/ha)
4.500
7.000
10.000
ESPECIFICAÇÃO
Insum os
- Sem ente Híbrida
- Fertilizantes
- Form .04-30-16
- Cobertura Sulfato Am .
- Cobertura Uréia
Prim extra
Sem evin
Roundup
Lorsban
Sub-T otal
Serviços
- Aração
- G radagem
- Sulcam ento
- Plantio e Adubação
- T ratos Culturais
- Adubação de Cobertura
- Colheita
- T ransporte Interno
- M.Obra auxiliar
Sub-T otal
T otal
Custo Financeiro (9%)
Funrural (2.7% )
Seguros e taxas
Sub-total
Custo total
Custo R$/saca
Preço Mínim o R$/saca
Margem Mínim o/Custo - %
Preço de Mercado - R$/saca
Margem Mercado/Custo - %
130,00
282,00
455,00
269,20
50,00
136,80
0,00
0,00
28,40
0,00
614,40
336,50
50,00
205,20
49,50
18,92
28,40
17,62
988,14
403,80
100,00
410,40
59,40
37,84
28,40
28,19
1523,03
35,00
35,00
8,75
70,00
210,00
70,00
280,00
125,00
0,00
833,75
1448,15
70,00
70,00
17,50
105,00
385,00
105,00
280,00
125,00
35,00
1192,50
2180,64
87,50
70,00
17,50
140,00
420,00
105,00
350,00
125,00
35,00
1350,00
2873,03
97,75
39,10
72,41
209,26
147,19
58,88
109,03
315,10
193,93
77,57
143,65
415,15
1657,41
22,10
17,46
-20,99
25,00
13,13
2495,74
21,39
17,46
-18,38
25,00
16,87
3288,19
19,73
17,46
-11,50
25,00
26,72
FO NTE: Safras & Mercado
OBS: padrão básico custo Em ater-MG
Preços M ínimos - Safra 11/12 e 12/13
UNID
M ERCADO EXTERNO - em US$/ton.
Bolsa de Chicago-cents/bushel
SETEM BRO/13
496,00 541,00
DEZEM BRO/13
478,75 500,75
M ARÇO/14
491,25 513,00
ARG.FOB UP RIVER-US$/Ton
225,00 225,00
ARGENTINA - M ERCADO A TERM O - (US$/TON) Buenos Aires
AGO/13
225,00 225,00
SET/13
200,00 200,00
OUT13
200,00 205,00
CIF ROTTERDAM (US$/Ton)
233,70 258,70
26/jul
2013
-8,32
-4,39
-4,24
0,00
781,25
776,25
773,25
303,00
-36,51
-38,33
-36,47
-25,74
Fonte: CONAB.
0,00
0,00
-2,44
-9,66
303,00
300,00
300,00
183,30
-25,74
-33,33
-33,33
27,50
R$/Dólar - C
R$/Dólar - V
Peso-(US$) - C
Peso-(US$) - V
60 Kg
60 Kg
60 Kg
60 Kg
ton.
1t
60 Kg
60 Kg
TAXA CAM BIAL
26/jul
2013
2,2491
2,2497
5,4709
5,4721
Há 7
Dias
2,2291
2,2297
5,4460
5,4520
INIC.OPE
11/12
17,46
20,10
12,60
72,00
414,00
133,53
25,11
22,87
Há 6
M eses
2,1082
2,1090
3,3500
3,4500
R$
12/13
17,46
20,76
13,02
72,00
413,00
138,98
25,11
22,87
Há 1
Ano
2,2185
2,0255
3,2000
3,3000
5
910 Ano XXXVII 29/07/2013
INDICADORES
EXPORTAÇÃO DE DERIVADOS DO MILHO
MÉDIA SEMANAL DOS PREÇOS DO MILHO
em toneladas
PRODUTOS
Grão (mil toneladas)
Farinha/Milho
Amido
Óleo
Germe
Fonte: SAFRAS & Mercado
Jan/13
3.367.948,9
5.086,3
559,2
4.439,9
0,0
Jan/Dez/12
em R$/saca 60 Kg
19.772.337,5
83.420,5
11.013,3
35.071,5
0,0
9.459.143,992
96.049,3
9.111,6
33.986,6
0,0
PRAÇAS
SP (CIF)
GO
MS
MG
PR
SC
RS
ÍNDICES - EM % - (*) PREVISÃO
Maio
Junho
Inflação - FIPE(*)
Dólar Paralelo
0,10
6,07
0,32
4,85
Acum. 13
1,91
9,18
Ouro (físico)
C. Poupança
Ibovespa
CDB-pré (30 dias)
(*) Estimativa
-0,42
0,41
-4,30
0,58
-6,55
0,46
-11,31
0,62
-20,77
2,54
-22,14
3,49
CUSTO DE IMP. E EXPORT. DE MILHO-EUA E ARGENTINA
Draw Back
ARG.
EUA
0,00
478,75
0,00
85,00
225,00
221,94
35,00
50,00
260,00
271,94
DISCRIMINAÇÃO
Cotação CBOT (US$cents/bu)
Prêmio(US$/Ton)
Custo Fob(US$/Ton)
Carga e Frete Mar(US$/Ton)
Custo Cif Porto(US$/Ton)
CUSTOS INTERNOS (US$/Ton)
Frete Interno
Despesas Portuarias
ICMS
Quebra
TTL Custos Internos
Custos Líq/Ton (US$/Ton)
Custos Líq/Saca (US$/Saca)
Taxa cambial
Custo Liq/saca (R$/saca)
DE 12/07
à 19/7/13
24,50
18,50
18,30
22,90
21,30
26,00
27,20
DE 19/07
26/7/2012
32,47
24,88
26,50
30,11
30,56
31,14
32,36
Variação
-1,80
-2,27
-1,64
-1,75
-2,35
0,00
-2,57
Variação
Anual %
-25,90
-27,33
-32,08
-25,27
-31,94
-16,51
-18,11
SAFRA 11
SAFRA 10
3.960
7.176
55.768
54.309
764
389
60.492
61.874
SAFRA 09*
5.320
52.207
1.181
58.708
Seman.%
Fonte: SAFRAS & Mercado
EVOLUÇÃO DA OFERTA E DEMANDA-MILHO-BRASIL
DISCRIMINAÇÃO
SAFRA 13*
2.219
82.070
660
84.949
Estoque inicial
Produção
Importação
Disp.Interna
SAFRA 12*
1.511
72.699
776
74.985
Exportação
Ago/13 Set/13
478,75 491,25 Consumo Total
71.122
-21,00
-21,00
Consumo Interno
52.342
180,21 185,13
- Humano
1.108
- Industrial
6.244
0,00
0,00
- Animal
44.169
- Sementes/perdas
822
- Exportações
18.780
17,78
17,78
10,00
10,00 Estoque Final
13.826
0,00
0,00 Fonte: SAFRAS & Mercado. / (*)Previsão
0,45
0,46
17,78
10,00
0,00
0,00
17,78
10,00
0,00
0,21
0,00
0,00
0,50
0,16
1,70
0,50
0,34
3,60
0,50
0,35
3,70
0,50
28,28
288,28
17,30
2,25
38,90
30,36
302,29
18,14
2,25
40,79
14,89
165,31
9,92
2,25
22,31
15,01
170,12
10,21
2,25
22,96
-
Corretagem Cambial
PIS
Comissões e Taxas
DE 19/07
à 26/7/13
24,06
18,08
18,00
22,50
20,80
26,00
26,50
Jan/Dez/11
Fonte: Safras & Mercado
72.766
50.473
1.108
5.844
42.794
727
22.293
58.982
49.693
858
5.204
43.126
504
9.289
57.914
47.032
856
4.912
40.760
503
10.883
51.532
44.215
756
4.503
38.482
474
7.317
2.219
1.511
3.960
7.176
CDAF
0
0
0
0
0
1.511
0
0
0
1.511
TOTAL
15.773
14
0
14.063
10.315
78.422
213.183
9.064
49.198
390.032
POSIÇÃO DOS ESTOQUES - OFICIAIS
- em toneladas EST. ESTR.]
PGPM/AGF
OPÇÃO
Rio Grande do Sul
0
6.061
9.712
Santa Catarina
0
0
14
Paraná
0
0
0
São Paulo
0
893
13.170
Mato Grosso do Sul
0
4.557
5.757
Goiás
2
22.431
54.478
Mato Grosso
0
27.419
185.764
Minas Gerais
0
6.429
2.634
Outros
0
41.024
8.173
Total
2
108.816
279.703
FONTE: Sec. Pol. Agrícola *PGPM: Prog. Garant. Preços Mínimos
OFERTA E DEMANDA - MILHO - SAFRA 12/13 - Ano Comercial 13/14
DISCRIMINACAO
CS
ESTOQUE INICIAL
2.218
PRODUCAO
78.251
IMPORTACAO
650
DISPON. INTERNA
81.119
DEMANDA TOTAL
62.183
DEMANDA INTERNA
43.403
203
-HUMANA
-INDUSTRIAL
3.499
-ANIMAL
38.956
- Av. Corte
16.585
- Av. Matrizes
2.590
- Av. Postura
2.984
- suinos prod
8.125
- suinos matriz
3.420
- pec leite/confin.
4.137
- outros animais
1.115
-SEM. E PERDAS
745
EXPORTAÇÕES
18.780
TRANSFERÊNCIA ENTRE ESTADOS
-IMPORTACAO
6.079
-EXPORTACAO
11.215
ESTOQUE FINAL
13.800
PR
514
19.584
450
20.548
15.775
9.775
53
1.100
8.573
5.125
686
240
1.662
565
235
60
49
6.000
0
2.773
2.000
SC
0
3.540
100
3.640
6.786
6.786
5
33
6.739
2.997
487
115
2.107
837
163
33
9
0
RS
0
6.865
100
6.965
6.757
6.257
15
37
6.188
2.533
398
225
1.859
659
280
234
17
500
GO
275
9.914
0
10.189
6.226
4.226
10
800
3.317
1.371
202
158
326
214
858
189
99
2.000
SP
35
5.255
0
5.290
6.554
6.524
58
1.200
5.252
2.003
466
1.344
524
174
452
290
13
30
3.545
0
400
192
0
400
0
2.563
1.400
1.564
0
300
MG
70
5.828
0
5.898
4.601
4.551
62
290
4.185
1.268
226
624
893
521
576
78
15
50
ES/RJ
0
120
0
120
899
899
0
8
890
433
0
198
88
67
95
9
1
0
MS
205
7.294
0
7.499
2.704
1.904
0
22
1.736
422
57
41
289
145
695
88
146
800
MT
1.119
19.851
0
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11.881
2.481
0
9
2.075
434
68
41
377
237
783
134
397
9.400
0
396
900
778
0
0
0
3.494
1.300
0
1.989
7.100
N/NE
1
3.819
10
3.830
8.939
8.939
905
2.745
5.213
2.123
310
984
402
945
433
16
76
0
BRASIL
2.219
82.070
660
84.949
71.122
52.342
1.108
6.244
44.169
18.709
2.899
3.968
8.526
4.365
4.570
1.131
822
18.780
5.136
0
26
11.215
11.215
13.826
Evolução dos Preços do Milho - Praças Selecionadas
Período
São Paulo
M. G. do Sul
Minas G.
Paraná
S. Catarina
R. G. do Sul
Mogiana
US$
Dourados
US$
Uberlândia
US$
P. Grossa
US$
Chapecó
US$
Carazinho
US$
30,36
28,85
27,95
27,12
17,34
16,27
15,61
14,77
24,12
22,95
22,93
22,71
13,78
12,94
12,80
12,37
29,17
27,78
27,00
25,76
16,66
15,66
15,07
14,03
27,93
27,03
26,15
26,17
15,95
15,24
14,60
14,25
30,21
28,69
28,27
27,36
17,26
16,18
15,78
14,90
31,07
29,70
29,43
28,60
19,34
17,75
16,43
15,58
29,35
27,03
26,77
24,06
24,20
23,17
29,00
31,13
29,81
29,80
32,25
32,78
16,40
15,72
14,89
12,97
12,17
11,30
14,00
15,33
14,69
14,67
15,59
15,74
26,98
24,72
23,77
22,33
22,07
22,10
24,93
26,28
24,61
25,55
28,15
27,83
15,07
14,37
13,24
12,04
11,09
10,74
12,00
12,94
12,13
12,58
13,61
13,37
27,43
27,58
25,42
23,68
22,27
21,10
26,32
29,35
29,00
29,07
32,60
32,67
15,32
16,04
14,16
12,76
11,20
10,29
12,97
14,46
14,29
14,30
15,76
15,69
28,27
26,72
25,73
24,55
24,18
24,80
29,26
32,70
31,11
30,48
32,38
32,86
15,79
15,54
14,33
13,24
12,16
12,10
14,42
16,11
15,33
15,01
15,65
15,78
30,16
28,69
27,86
26,76
25,52
25,70
29,47
34,13
34,28
33,93
35,25
35,50
16,85
16,69
15,51
14,43
12,83
12,54
14,53
16,81
16,89
16,71
17,04
17,05
29,77
28,53
28,12
26,93
25,68
26,30
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33,96
33,39
33,61
35,10
34,53
16,63
16,59
15,66
14,52
12,91
12,83
14,80
16,73
16,45
16,55
16,97
16,58
15,21
15,43
14,27
12,11
12,21
11,27
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22,02
22,20
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12,89
12,27
10,67
10,82
10,21
31,77
29,74
27,95
24,09
23,02
23,95
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15,01
14,10
12,03
11,31
11,02
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23,95
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12,71
12,21
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27,00
28,08
15,65
15,91
15,10
13,32
13,26
12,91
2011
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
2012
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
2013
Janeiro
30,91
Fevereiro
30,58
Março
28,23
Abril
24,26
Maio
24,86
Junho
24,50
FONTE: Safras & Mercado
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SAFRA 2013/14: INTENÇÃO DE PLANTIO APONTA