Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ – UNIOESTE CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS CURSO DE FISIOTERAPIA MÁRCIA DA SILVA MAGALHÃES ESTUDO COMPARATIVO DA FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA E DA EXPANSIBILIDADE TORÁCICA DE ATLETAS DE NATAÇÃO E NÃO PRATICANTES DE EXERCÍCIO FÍSICO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO CASCAVEL - PR 2005 Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ – UNIOESTE CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS CURSO DE FISIOTERAPIA MÁRCIA DA SILVA MAGALHÃES ESTUDO COMPARATIVO DA FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA E DA EXPANSIBILIDADE TORÁCICA DE ATLETAS DE NATAÇÃO E NÃO PRATICANTES DE EXERCÍCIO FÍSICO Trabalho de Conclusão de Curso do curso de Fisioterapia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Campus Cascavel, como requisito parcial para obtenção do título de graduação em fisioterapia. Orientadora: Prof. Maiza Ritomy Ide CASCAVEL - PR 2005 Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 TERMO DE APROVAÇÃO MÁRCIA DA SILVA MAGALHÃES ESTUDO COMPARATIVO DA FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA E DA EXPANSIBILIDADE TORÁCICA DE ATLETAS DE NATAÇÃO E NÃO PRATICANTES DE EXERCÍCIO FÍSICO Prof . Eduardo Alexandre Loth. Coordenadora do Curso Trabalho de conclusão de Curso aprovado como requisito parcial para obtenção do título em Fisioterapia, na Universidade Estadual do Oeste doParaná. BANCA EXAMINADORA ............................................................................ Orientadora Prof. Maiza Ritomy Ide Colegiado de Fisioterapia – UNIOESTE ............................................................................................ Prof. Alberito Rodrigo de Carvalho Colegiado de Fisioterapia – UNIOESTE ......................................................................................... Prof. Keila Okuda Tavares Colegiado de Fisioterapia – UNIOESTE Cascavel, 23 de novembro de 2005. Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho a meus pais, Sônia e Luiz, por toda dedicação e amor em mim depositados. E por confiarem a mim um futuro e a realização de um sonho. Conseguimos! Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus, acima de tudo, pelas oportunidades e pela fonte de inesgotável força. A meus pais que através da confiança, dedicação e amor fizeram dos meus sonhos os seus sonhos. A professora Maiza Ritomy Ide, pela sua amizade, dedicação, paciência, incentivo, conhecimento e principalmente, por ter feito brotar uma crescente paixão pela pesquisa. Saiba que cresci muito graças a você. As minhas amigas do coração, Núbia e Lílian, que tanto me ajudaram, sem saber e sem ter tido intenção, simplesmente por serem minhas amigas, terem paciência e estarem sempre ao meu lado. Saibam que sem vocês... Não teria graça! As pessoas que sempre guardarei no fundo do coração, Claudinha (minha “dupla de dois”), Luana, Ligia, Yarinha e Juliana Marques, que além da amizade, força e apoio nas horas difíceis, também proporcionaram momentos de alegria. Aos meus amigos Fabinho (Xuxu) e Vladimiro pelos momentos de descontração. Ao André por tantas vezes me ouvir e oferecer seu ombro. Aos professores responsáveis pela construção do conhecimento que hoje tenho. Em especial, Carmem, Maiza, Aneline e Gustavo, os quais mais que professores, tornaram-se amigos. Aos professores Alberito e Keila pelas idéias colocadas neste trabalho. Ao professor Rui da Associação Atlética Comercial de Cascavel pela colaboração. As pessoas que participaram das atividades envolvidas neste trabalho de conclusão de curso, pela disponibilidade e confiança. E a todos aqueles que se fizeram presentes e participaram desta caminhada, MUITO OBRIGADA! Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 RESUMO Este estudo objetivou avaliar e comparar a força muscular respiratória, expansibilidade torácica e mobilidade de tórax de atletas de natação e de indivíduos saudáveis não praticantes de exercício físico. Foram avaliados 22 indivíduos, com idade entre 15 e 21 anos (média 16,82 ± 2,09), sendo destes 11 atletas de natação, que deveriam treinar no mínimo 4 vezes por semana, uma hora/dia há pelo menos sete meses, e 11 indivíduos sedentários. Todos foram submetidos à avaliação das pressões inspiratória e expiratórias máximas (PImáx e PEmáx), cirtometria torácica ao nível axilar, quarto espaço intercostal e xifóideo e ao teste de amplitude de movimento de tórax. Constatou-se, através do teste não paramétrico de Wilcoxon Matched-Pairs Signed Ranks Test, que atletas de natação apresentaram diferença significativa na PImáx e PEmáx quando comparados a indivíduos sedentários. Não houve diferenças na expansibilidade torácica e mobilidade de tórax entre os grupos. Conclui-se que atletas de natação apresentam maior força muscular respiratória que indivíduos sedentários. A natação não exerce efeitos na expansibilidade e mobilidade torácica de indivíduos saudáveis. Palavras chave: força muscular respiratória, expansibilidade torácica e natação. Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 ABSTRACT This study aim to assess and compare the respiratory muscle strength, chest expansion and thoracic mobility of swimming athletes and healthful sedentary subjects. Twenty-two subjects, between 15 and 21 years (average 16,82 ± 2,09) participatéd in the study. Half of them (11) were swimming athletes, who swim 4 times per week, 1-hour-day, at least in the last seven months. The control group included 11 sedentary healthful subjects. All of them had their inspiratory and expiratory maximum pressures (PImáx and PEmáx) assessed. The chest expansion was assessed in 3 levels: axillary, 4th intercostal space and xyphoid level. The thoracic mobility was assessed through the thorax roam of motion test. The Wilcoxon Matched-Pairs Signed Ranks Test was used to compare the groups. The swimming athletes presented significant improvement in the PImáx and PEmáx, when compared to the control group. It was not found differences in the chest expansion nor in the thoracic mobility between the groups. Swimming athletes present higher respiratory muscle strength than sedentary subjects. However, swimming does not influence the chest expansion nor thoracic mobility of healthful subjects. Key words: respiratory muscle strength, chest expansion and swimming. Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 SUMÁRIO LISTA DE ILUSTRAÇÕES................................................................................................................................... 7 LISTA DE TABELAS............................................................................................................................................. 8 LISTA DE GRÁFICOS.......................................................................................................................................... 9 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS.......................................................................................................... 10 1 INTRODUÇÃO.................................................................................................................................................. 11 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ................................................................................................................... 13 2.1 ANATOMIA RESPIRATÓRIA.................................................................................................................................. 13 2.2 CAIXA TORÁCICA..............................................................................................................................................15 2.3 MÚSCULOS.......................................................................................................................................................17 2.3.1 Fibras de contração rápida .................................................................................................................17 2.3.2 Fibras de contração lenta.................................................................................................................... 18 2.3.3 Músculos respiratórios ........................................................................................................................ 19 2.4 FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO................................................................................................................ 23 2.5 BIOMECÂNICA VENTILATÓRIA............................................................................................................................. 24 3 EXPANSIBILIDADE TORÁCICA.................................................................................................................. 27 4 FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA ....................................................................................................... 30 5 NATAÇÃO.......................................................................................................................................................... 33 6 METODOLOGIA.............................................................................................................................................. 35 6.1 AMOSTRA........................................................................................................................................................ 35 6.2 PROCEDIMENTOS............................................................................................................................................... 35 6.2.1 Avaliação da força muscular respiratória .......................................................................................... 36 6.2.2 Avaliação da expansibilidade torácica ............................................................................................... 38 6.2.3 Avaliação da mobilidade de tórax ..................................................................................................... 40 6.3 ANÁLISE ESTATÍSTICA ...................................................................................................................................... 41 7 RESULTADOS................................................................................................................................................... 43 7.1 IDADE, ALTURA, PESO E SEXO........................................................................................................................... 43 7.2 TEMPO DE TREINAMENTO DO GNADADORES.......................................................................................................... 44 7.3 FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA ...................................................................................................................... 44 7.4 EXPANSIBILIDADE TORÁCICA ............................................................................................................................. 47 7.5 CORRELAÇÃO ENTRE PRESSÕES RESPIRATÓRIAS E EXPANSIBILIDADE TORÁCICA ......................................................... 49 7.6 MOBILIDADE DE TÓRAX .....................................................................................................................................50 8 DISCUSSÃO....................................................................................................................................................... 51 9 CONCLUSÃO.................................................................................................................................................... 55 10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................................................... 56 APÊNDICE A – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO.......................................... 61 APÊNDICE B – FICHA DE AVALIAÇÃO APLICADA AOS ATLETAS DE NATAÇÃO........................ 63 APÊNDICE C – FICHA DE AVALIAÇÃO APLICADA AOS INDIVÍDUOS SEDENTÁRIOS.................66 APÊNDICE D – PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO RESPIRATÓRIA.......................................................... 68 ANEXO A – TERMO DE APROVAÇÃO DO COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA.................................70 Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura1 – Manovacuômetro utilizado na avaliação da força muscular respiratória..................................................................................................................37 Figura 2 – Avaliação da força muscular respiratória..................................................37 Figura 3 – Avaliação da expansibilidade torácica......................................................40 Figura 4 – Avaliação da mobilidade torácica..............................................................41 Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Faixas de valores normais para as pressões respiratórias máximas, por sexo e grupo etário.....................................................................................................31 Tabela 2 – Caracterização de quadro clínico de acordo com valores da PImáx.......32 Tabela 3 – Descrição da amostra...............................................................................43 Tabela 4 – Tempo de treinamento Gnadadores..............................................................44 Tabela 5 – Comparação da PImáx e PEmáx (cmH2O) entre o Gnadadores, o Gcontrole e o esperado.....................................................................................................................45 Tabela 6 – Expansibilidade torácica (cm) do Gnadadores e Gcontrole...............................47 Tabela 7 – Correlação entre PImáx e PEmáx com a expansibilidade torácica..........49 Tabela 8 – Mobilidade de tórax..................................................................................50 Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – Comparação da PImáx (cmH2O) entre Gnadadores, Gcontrole e o esperado.....................................................................................................................46 Gráfico 2 – Comparação dos valores da PEmáx (cmH2O) Gnadadores, Gcontrole e o esperado.....................................................................................................................46 Gráfico 3 – Comparação da expansibilidade torácica ao nível axilar entre G nadadores e o Gcontrole.....................................................................................................................48 Gráfico 4 – Comparação da expansibilidade torácica ao nível 4EI entre Gnadadores e o Gcontrole........................................................................................................................48 Gráfico 5 – Comparação da expansibilidade torácica ao nível xifóide entre Gnadadores e o Gcontrole.....................................................................................................................49 Gráfico 6 – Classificação da mobilidade de tórax......................................................50 Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ADM – Amplitude de movimento cm – Centímetro cm2 – Centímetro quadrado cmH2O – Centímetros de água CO2 – Dióxido de carbono CV – Capacidade vital Gcontrole – Grupo controle Gnadadores – Grupo de nadadores mmHg – Milímetros de mercúrio O2 – Oxigênio PEmáx – Pressão expiratória máxima pH – potencial hidrogeniônico PImáx – Pressão inspiratória máxima VC – Volume corrente VR – Volume residual VRE – Volume de reserva expiratória VRI – Volume de reserva inspiratória 4EI – Quarto espaço intercostal Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 1 INTRODUÇÃO Um tórax bem desenvolvido parece sinônimo de grande capacidade respiratória. Entretanto, a respiração é baseada na noção de troca. Como um fole, o tórax deve esvaziar-se para encher-se novamente de ar fresco. Se os músculos inspiratórios estão demasiadamente rígidos, a caixa torácica não consegue descer até a sua posição normal. Se os músculos encontram-se fracos, não conseguem expandir a caixa torácica (SOUCHARD, 1996). Deste modo, a avaliação da força muscular respiratória, expansibilidade torácica e mobilidade de tórax tornam-se importante para avaliar a integridade do sistema respiratório. Sabe-se que patologias respiratórias frequentemente levam a redução da força muscular respiratória e da expansibilidade torácica. A natação traz benefícios ao sistema cardiorespiratório, como aumento da capacidade respiratória, diminui deformidades de tórax, melhora o condicionamento cardiorespiratório e aumenta a força dos músculos respiratórios. Freqüentemente se recomenda a natação para indivíduos com patologias respiratórias, particularmente para aqueles com asma brônquica. Devido ao ambiente úmido, aquecido, sem presença de pólen, poluição e outros alérgenos, o que não favorece crises. Entretanto, não foram encontrados estudos que avaliassem a força muscular respiratória, expansibilidade torácica e a mobilidade de tórax de praticantes de natação, sem patologias respiratórias. Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 Deste modo, não se sabe se quando um indivíduo saudável pratica esse esporte o aumento destes parâmetros se correlacionam. Assim, através da avaliação e da comparação, dos mesmos, pretende-se analisar se a natação tem influência sobre força muscular respiratória, expansibilidade e mobilidade de tórax. Espera-se que tanto a força muscular respiratória quanto a expansibilidade torácica e a mobilidade de tórax de atletas de natação, sejam melhores do que a de sedentários saudáveis. Segundo Azeredo (2002) quanto maior a força muscular respiratória, maior a expansibilidade torácica. Este estudo objetivou avaliar e comparar força muscular respiratória, expansibilidade torácica e mobilidade de tórax de atletas de natação e de indivíduos saudáveis não praticantes de exercício físico. Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O principal objetivo do sistema respiratório é promover um meio de troca gasosa entre o ambiente externo e o corpo (POWERS e HOWLEY, 2000). Nos mamíferos os pulmões são os órgãos encarregados de fornecer oxigênio ao organismo e dele retirar o excesso de CO2 (BETHLEM, 2002). Essa troca ocorre em conseqüência da difusão. Para tal, os seres humanos possuem uma extensa superfície pulmonar envolvida com as trocas gasosas (70 a 100 cm²), a qual está distribuída por 3000 milhões de alvéolos pulmonares (POWERS e HOWLEY, 2000). Os pulmões, todavia, não são somente órgãos respiratórios. Participam do equilíbrio térmico e hidrossalino, pois com o aumento da ventilação pulmonar há maior perda de calor e água. Auxiliam na manutenção do pH plasmático dentro de limites fisiológicos, regulando a eliminação de dióxido de carbono, sob forma de CO2 (BETHLEM, 2002). 2.1 Anatomia Respiratória O sistema respiratório está dividido anatomicamente em vias aéreas superiores, constituídas por fossas nasais, nasofaringe, orofaringe, laringe e parte superior da traquéia, e vias aéreas inferiores, composta pela parte inferior da traquéia, brônquios, bronquíolos e as unidades distais do pulmão (SILVEIRA, 2000). Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 Os pulmões em número de dois, direito e esquerdo, são órgãos principais da respiração. Estão contidos na cavidade torácica e entre eles há uma região denominada mediastino, ocupado pelo coração, grandes vasos, esôfago, parte da traquéia e brônquios principais (FATTINI e DÂNGELO, 1995). Os pulmões são órgãos de forma cônica, apresentando um ápice superior, uma base inferior, e duas faces: costal e medial. A base descansa sobre o diafragma, músculo que separa internamente o tórax do abdomem. Por esta razão, ela é conhecida também como face diafragmática. Os pulmões se subdividem em lobos cujo número, embora possam existir variações anatômicas, é de três para o direito e dois para o esquerdo. Na sua face medial, cada um dos pulmões apresenta uma fenda em forma de raquete, o hilo pulmonar, pelo qual entram ou saem brônquios, vasos e nervos pulmonares (FATTINI e DÂNGELO, 1995). O sistema respiratório humano é constituído por um grupo de passagens que filtram o ar e o transportam para o interior dos pulmões, nos quais ocorre a troca gasosa no interior de sacos aéreos microscópicos, denominados alvéolos (POWERS e HOWLEY, 2000). Para chegar aos pulmões, o ar segue um trajeto denominado ducto respiratório (TESTUD, 1985). O ar entra pelo nariz e pela boca, flui para as vias respiratórias, onde se ajusta à temperatura corporal, filtrado e quase completamente umidificado ao passar através da traquéia. Esse processo de condicionamento do ar continua à medida que o ar inspirado penetra nos dois brônquios. Estes são grandes tubos que atuam como condutores primários em cada um dos dois pulmões. Os brônquios subdividem-se ainda mais em numerosos bronquíolos, que conduzem o ar inspirado através de um caminho tortuoso e estrito até acabar se misturando com o Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 ar existente nos alvéolos, que são os ramos terminais do sistema respiratório (McARDLE, KATCH e KATCH, 1998). 2.2 Caixa Torácica O tórax possui forma cônica, sendo limitado pelo diafragma em sua base e pela abertura estreita no seu ápice. Essa abertura é denominada opérculo, é limitada pelas primeiras costelas e pala porção superior do esterno (SCANLAN, WILKINS e STOLLER, 2000). O tórax é formado por costelas, vértebras dorsais, esterno, cartilagens, músculos e ligamentos (BETHLEM, 2002). As costelas formam 12 pares: as verdadeiras (sete primeiros pares) se articulam diretamente com o esterno; as falsas (três pares seguintes) se articulam diretamente com o esterno mediante cartilagens que se aproximam e se juntam; as flutuantes (dois últimos pares) se articulam apenas com a coluna dorsal, pois suas extremidades anteriores não se prendem ao esterno (BETHLEM, 2002). A coluna dorsal se compõe de 12 vértebras, as quais se separam entre si por fibrocartilagens e, por isso, as articulações das vértebras dorsais funcionam como anfiartroses ou sínfises (BETHLEM, 2002). Cada uma das 12 vértebras dorsais se articula com a vértebra subjacente por três superfícies articulares. Os corpos vertebrais de duas vértebras são unidos, Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 entre si, pelo disco intervertebral, união reforçada pelos ligamentos periféricos: um anterior e outro posterior. As duas apófises articulares inferiores se unem às apófises articulares superiores da vértebra situada abaixo. A cápsula das articulações das apófises articulares é reforçada interiormente pelo ligamento amarelo elástico (CARVALHO, 2001). A caixa torácica tem o objetivo de proteger os órgãos vitais do seu interior por meio da estrutura óssea e de fazer com que os ossos torácicos e os músculos possam interagir para aumentar e diminuir o volume torácico, de modo que o fluxo de ar entre e saia do pulmão por meio de diferenças de pressão (SCANLAN, WILKINS e STOLLER, 2000). A forma e a posição da coluna vertebral como um todo, bem como a integridade das vértebras e das articulações torácicas são importantes para manter a orientação adequada das costelas e de seus eixos. Os próprios movimentos da coluna modificam a mobilidade das costelas. É por isso que a coluna em extensão favorece o ato inspiratório e a coluna em flexão favorece o ato expiratório (BETHLEM, 2002). 2.3 Músculos Os músculos são o “elemento maior” do corpo humano, acionando consciente ou inconscientemente os segmentos corpóreos. A musculatura estriada, Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 de contração voluntária, é denominada musculatura esquelética (JUNQUEIRA e CARNEIRO, 1999). O músculo esquelético é constituído por fibras musculares que apresentam sempre a mesma estrutura molecular básica. Diferenciam-se pelo tipo de inervação e pelas propriedades elétricas. Assim como as fibras musculares se diferenciam quanto à rapidez de contração, os motoneurônios diferenciam-se quanta à rapidez de excitabilidade (SANTOS, 2005). 2.3.1 Fibras de contração rápida As fibras do tipo IIa e IIb são também denominadas fibras fásicas ou dinâmicas, pela função de adaptar-se a atividades musculares intensas e de curta duração, sendo responsáveis pela realização do movimento. Sua ação é voluntária e consciente (SANTOS, 1997). Para Scott, Stevens e Binder-Macleod (2001), as fibras do tipo II contraemse mais rapidamente que as fibras do tipo I por apresentarem a miosina ATPase de alta atividade, a qual quebra o ATP para liberar energia que impulsiona a contração ou permite o relaxamento muscular. As fibras musculares de contração rápida possuem um número relativamente pequeno de mitocôndrias e suprimento sangüíneo menos extenso pelo papel secundário do metabolismo oxidativo (GUYTON e HALL, 2002). Apresentam Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 uma capacidade limitada de metabolismo aeróbico e são menos resistentes à fadiga (POWERS, 2000). Por isso, são mais utilizadas durante eventos de resistência mais curtos e de intensidade mais elevada (WILMORE e COSTILL, 2001). 2.3.2 Fibras de contração lenta As fibras de contração lenta são constituídas por fibras musculares do tipo I e têm função de adaptar-se às contrações de longa duração, necessárias à manutenção postural na tentativa de impedir o desequilíbrio, quando possível. Por isso, denomina-se músculo tônico ou antigravitário. Sua ação é reflexa e inconsciente (SANTOS, 2005). As fibras de contração lenta são assim denominadas pela menor velocidade de ação (SCOTT, STEVENS e BINDER-MACLEOD, 2001). Por conter um número elevado de mitocôndrias, pelo número de capilares que circundam a fibra e pela quantidade de mioglobina no interior da mesma. Uma grande quantidade de mitocôndrias provê uma maior capacidade de produção aeróbica de ATP. Desta forma, uma fibra muscular com alta concentração de mioglobina, aliada a um número elevado de mitocôndria e capilares, possuirá alta capacidade aeróbica e, portanto, resistência à fadiga (POWERS e HOWLEY, 2000). Em razão dessa alta resistência aeróbica, as fibras de contração lenta são recrutadas mais frequentemente durante os eventos de resistência de baixa intensidade e durante a maioria das atividades diárias, quando as necessidades de Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 força muscular são baixas (WILMORE e COSTILL, 2001). Inclui-se também a musculatura respiratória que, por nunca repousar, tem características de musculatura tônica e com freqüência estão retraídas, limitando consideravelmente as possibilidades inspiratórias (SOUCHARD, 1996). 2.3.3 Músculos respiratórios Os músculos da respiração podem ser classificados em duas catégorias. Por um lado, os músculos da inspiração, que elevam as costelas e o esterno e, por outro, os músculos da expiração, que fazem baixar as costelas. Além disso, nestas duas catégorias se distinguem dois grupos, os músculos principais e os músculos acessórios, embora estes últimos só atuem durante movimentos anormalmente amplos ou potentes (KAPANDJI, 2000). Farkas et al. (1996) classificam os vários músculos da respiração em inspiratórios ou expiratórios baseados em suas ações mecânicas. Além de compartilhar todas as características comuns aos músculos do esqueleto apendicular, os músculos da respiração são propensos a fadiga e também estão dotados com a capacidade de se adaptarem a condições adversas, incluindo o exercício físico, que pode levar ao encurtamento da estrutura dos músculos inspiratórios acessórios. Kapandji (2000) e Kendall, McCreary e Provance (1995) classificam os músculos respiratórios em músculos da inspiração e músculos da expiração. Dentre Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 todos os músculos principais e acessórios da respiração, a maioria tem sua origem e/ou inserção no gradil costal, sendo que, para Kendall, McCreary e Provance (1995), qualquer um desses músculos pode influenciar a mecânica respiratória. 2.3.3.1 Músculos inspiratórios O grupo de músculos inspiratórios mais importantes são os intercostais externos, que se orientam de cima para baixo e de trás para frente entre as costelas adjacentes. Quando os intercostais externos se contraem, puxam as costelas superiores para frente em relação às costelas inferiores, provocando um efeito de alavanca sobre as costelas, o que determina sua elevação, causando a inspiração. Os músculos intercostais são inervados pelos nervos intercostais, que deixam à medula espinhal no mesmo nível (WEST, 1996). Porém, o mais importante músculo da inspiração é o diafragma. Ele consiste de uma camada muscular em forma de cúpula, inserida nas últimas costelas. É inervado pelos nervos frênico, dos segmentos cervicais três, quatro e cinco. Quando se contrai, o conteúdo abdominal é forçado para baixo e para frente aumentando o diâmetro vertical da cavidade torácica. Na respiração normal em repouso, o nível do diafragma se move cerca de 1 cm. Em uma inspiração e expiração forçada sua excursão pode ser de até 10 cm (WEST, 1996). Durante a inspiração, a contração do diafragma faz o centro frênico baixar. Em seguida, a resistência ao alongamento dos elementos verticais do mediastino e Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 a resistência das vísceras abdominais intervêm. Essa massa está mantida pelos potentes músculos abdominais (KAPANDJI, 2000), os quais são indispensáveis para a eficácia do diafragma (GRASSINO et al., 1978 e ALIVERTI et al., 1997). 2.3.3.2 Músculos expiratórios Os músculos expiratórios principais são os oblíquos interno e externo, reto abdominal, transverso do abdomem, intercostais internos posteriores e transverso do tórax. Os expiratórios acessórios são o grande dorsal, serrátil póstero-inferior, quadrado lombar e iliocostal lombar (KENDALL, McCREARY e PROVANCE, 1995). Na expiração, o diafragma se relaxa, e a contração dos abdominais faz baixar o orifício inferior do tórax, diminuindo simultaneamente os diâmetros transversal e ântero-posterior do tórax. Por outro lado, aumentando a pressão intraabdominal, os músculos abdominais deslocam a massa das vísceras para cima e fazem o centro frênico subir, o que diminui o diâmetro vertical do tórax. Os músculos abdominais são, então, os antagonistas perfeitos do diafragma, visto que diminuem simultaneamente os três diâmetros do tórax (KAPANDJI, 2000). 2.3.3.3 Músculos acessórios Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 Além dos músculos diafragma e intercostais externos, existem ainda os músculos acessórios da inspiração, que são assim chamados pois contribuem muito pouco para a ventilação normal, mas podem se contrair intensamente durante o exercício ou na respiração forçada (WEST, 1996 e GUYTON e HALL, 2002). Esses músculos são os escalenos, que elevam as duas primeiras costelas; os esternocleidomastóides, que elevam o esterno e os serráteis anteriores, que elevam muitas das costelas. Os músculos elevadores das asas do nariz, que dilatam as narinas, e os músculos curtos da cabeça e pescoço também assessoram às vezes a respiração (GUYTON e HALL, 2002). Dentre todos os músculos principais e acessórios da respiração, quase todos tem função postural. Kendall, McCreary e Provance (1995), colocam que somente o diafragma e os intercostais anteriores podem ser considerados puramente respiratórios. Os músculos acessórios da expiração, não deixam de ser importantes, nem extremamente potentes, só porque são acessórios, visto que condicionam a expiração forçada e o esforço abdominal. Na região tóraco-lombar se encontram outros músculos acessórios da expiração: a porção inferior do músculo sacrolombar, o grande dorsal, o serrátil menor posterior e inferior e o quadrado lombar (KAPANDJI, 2000). Apesar da divisão em músculos principais e acessórios que podem ser recrutados para assistir no processo ventilatório, a exata participação bem como a extensão da participação de cada um deles depende não somente das demandas da respiração, mas também, das diferenças individuais nos hábitos ou necessidades respiratórias (KENDALL, McCREARY e PROVANCE, 1995). Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 2.4 Fisiologia do Sistema Respiratório A palavra respiração refere-se à troca de gases entre as células de um organismo e o ambiente externo, consistindo na ventilação e circulação. A ventilação é definida como o movimento de gases para dentro e para fora dos pulmões. A circulação é o transporte destes gases para os tecidos (FARKAS; CERNY; ROCHESTER, 1996). O sistema respiratório é do ponto de vista mecânico e fisiológico, considerado de alta complexidade (AZEREDO, 2002). A respiração tem como objetivo o fornecimento de O2 aos tecidos e a remoção do CO2. Pode ser dividida em quatro grandes eventos funcionais: a ventilação pulmonar, que é a renovação cíclica do gás alveolar pelo ar atmosférico; a difusão do O 2 e do CO2 entre os alvéolos e o sangue; o transporte, no sangue e nos líquidos corporais, do O 2 e do CO2; e a regulação da ventilação e de outros aspectos da respiração (GUYTON e HALL, 2002). O sistema respiratório pode ser comparado a uma “bomba virtual”. A bomba respiratória é constituída pelos músculos da respiração e pelo tórax. Esta bomba trabalha 24 horas por dia, fazendo com que o gás entre nos pulmões e saia sem que tenhamos consciência desse movimento. Em condições normais, os principais efetores dessa bomba são os músculos respiratórios (AZEREDO, 2002; KENDAL, McCREARY e PROVANCE, 1995). Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 Durante a ventilação basal, a maior parte do trabalho despendido pelos músculos ventilatórios é utilizada apenas para expandir os pulmões. Normalmente, apenas pequena percentagem do trabalho total é usada para vencer a resistência dos tecidos e percentagem pouco maior é usada para vencer a resistência das vias aéreas (GUYTON e HALL, 2002; KENDAL, McCREARY e PROVANCE, 1995). 2.5 Biomecânica Ventilatória A ventilação pulmonar é o processo através do qual o ar é mobilizado para o interior e para o exterior dos pulmões. Ela possui duas fases: a inspiração e a expiração. Na inspiração ocorre diminuição do volume da caixa torácica, fazendo diminuir a pressão intrapleural e o ar é inspirado para o interior dos pulmões. Imediatamente após ocorre a expiração, a qual gera diminuição do volume pulmonar e expulsão do ar (WILMORE e COSTILL, 2001 e BETHLEM, 2002). Em repouso, a ventilação normal ocorre quase que inteiramente por conta da movimentação do músculo diafragma. Durante a inspiração, a contração do diafragma traciona para baixo a superfície inferior dos pulmões. Em seguida, durante a expiração, o diafragma simplesmente se relaxa, e a retração elástica dos pulmões, da caixa torácica e das estruturas abdominais comprime os pulmões (GUYTON e HALL, 2002; KAPANDJI, 2000 e SHAFFER et al., 1981). A inspiração é um processo ativo e envolve o diafragma e os músculos intercostais externos (WILMORE e COSTILL, 2001). Ao encurtarem-se, os músculos Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 inspiratórios aumentam o diâmetro da caixa torácica em repouso. Em primeira análise um tórax bem desenvolvido parece sinônimo de grande capacidade respiratória. Entretanto, a respiração é baseada na noção de troca. Como um fole, o tórax deve esvaziar-se para encher-se de novo de ar fresco. Se os músculos inspiratórios estão demasiadamente rígidos, a caixa torácica não consegue descer até a sua posição normal. Em caso de hipertonia dos inspiratórios, a expiração torna-se insuficiente (SOUCHARD, 1996). Segundo Farkas, Cerny e Rochester (1996) e Grassino et al. (1978), a freqüência dos movimentos aumenta para compensar essa deficiência, até o indivíduo, tornar-se ofegante, por conseqüência. Assim a musculatura acessória torna-se ativa quando a demanda ventilatória aumenta. O trabalho realizado nas inspirações pode ser dividido em três parcelas: a necessária para expandir os pulmões vencendo as forças elásticas dos pulmões e da caixa torácica; a exigida para vencer a viscosidade das estruturas dos pulmões e da caixa torácica e a necessária para vencer a resistência das vias aéreas durante a movimentação do ar para dentro e para fora dos pulmões (GUYTON e HALL, 2002). Todo processo respiratório envolve variações pressóricas que ocorrem em diversos setores do sistema de forma harmoniosa e sincrônica. Assim, do nariz até o alvéolo e deste ao capilar pulmonar, ocorrem distintos gradientes pressóricos que tornam fisicamente complexas a ventilação pulmonar, a difusão e a perfusão (AZEREDO, 2002). A força dos músculos respiratórios depende da relação comprimento-tensão, força-velocidade, força-freqüência de estimulação e integridade contrátil (EPSTEIN, 1994; MACHADO, 2002 e ROCHESTER, 1988). Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 O comprimento do músculo e a sua força contrátil dependem do volume pulmonar e de sua posição (MACHADO, 2002). A força contrátil dos músculos expiratórios é maior próximo à capacidade pulmonar total, enquanto a força dos músculos inspiratórios é maior entre capacidade residual funcional e volume residual (ROCHESTER, 1988). Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 3 EXPANSIBILIDADE TORÁCICA A expansibilidade torácica é definida como o movimento observado no tórax durante uma incursão inspiratória e expiratória. Depende da capacidade dos músculos respiratórios em gerar pressão negativa intrapleural eficiente e da integridade da caixa torácica (AZEREDO, 2002). A mobilidade de tórax informa sobre as capacidades pulmonares, porque há uma estreita relação entre ela e os volumes pulmonares. A mobilidade de expansão da caixa torácica se relaciona com o conjunto de músculos que expandem e diminuem o diâmetro torácico (DUFOUR, 1989). Uma das maneiras mais indicadas para a mensuração da mobilidade toracoabdominal é a toracometria ou cirtometria dinâmica, que é a medida do perímetro torácico durante os movimentos respiratórios (CARVALHO, 2001 e COSTA, 1999). A cirtometria pode ser realizada com o uso de uma fita métrica e deve ser repetida no mínimo, em três regiões diferentes do tórax: axilar, mamilar e xifoidiana. A fita deve ser fixada com seu ponto zero na região anterior no nível a ser examinado e/ou extremidade. Após contornar o tórax, deverá ser tracionada pelo terapeuta sobre o ponto fixo. Deve ser realizada máxima pressão possível da fita sobre o corpo do indivíduo para prevenir que as estruturas moles interfiram nos escores (COSTA, 1999). Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 Segundo CARVALHO (2001), uma completa cirtometria deve incluir os perímetros em repouso e nos movimentos torácicos de inspiração e expiração máximos. Para Costa (1999) e Azeredo (2002), basta mensurar o perímetro toracoabdominal em inspiração e expiração máximas. A avaliação da expansibilidade torácica pode ser repetida se houver necessidade, como no caso de dúvida em relação aos valores encontrados. É sempre a tentativa que fornece a maior diferença que deverá ser registrada e não a média das diferentes repetições (DUFOUR, 1989). A amplitude normal do tórax durante a inspiração tranqüila é de aproximadamente 1,87 cm, com variação entre os sexos. Durante a inspiração forçada, a amplitude do tórax varia de 5 a 6,25 cm ao nível do processo xifóide, podendo chegar a 7,5 cm em indivíduos jovens e em atletas (HISLOP e WORTHINGHAM, 1996). Os critérios de Nova Iorque para diagnóstico da espondilite anquilosante definem uma expansibilidade normal como aquela que alcança 2,5 cm (Burgos et al., 1993). Entretanto, para Cipriano (1999), a expansibilidade de uma mulher jovem também tem valor aproximado de 2,5 cm e para o sexo masculino o valor é de 5 cm. Valores que diferem dos anteriores, para mais ou menos são graduados como expansibilidade aumentada ou diminuída, respectivamente. Porém, é importante lembrar que a mobilidade toracoabdominal varia de acordo com a anatomia das costelas. Fisiologicamente, as costelas inferiores são mais oblíquas que as superiores, e quanto maior for o grau de obliqüidade, maior será o movimento que podem realizar. Conseqüentemente, a expansão da caixa torácica também se dá em função do comprimento das cartilagens costais, já que as Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 costelas articulam-se com o esterno mediante cartilagens cujo comprimento vai aumentando da primeira à décima costela. Sendo assim, a expansão da caixa torácica é maior na sua porção inferior em comparação com a porção superior e é proporcional à amplitude de elevação das costelas (TRIBASTONE, 2001). O envelhecimento biológico normal leva à diminuição das reservas funcionais do organismo. Todas as estruturas relacionadas à respiração alteram-se no envelhecimento. O mais importante para a mecânica respiratória são os elementos que compõem a caixa torácica (CARVALHO, 2002; JACOB e SOUZA, 2000; YUASO e SGUIZZATTO, 2002). A fibrocartilagem que liga o manúbrio e o corpo do esterno pode desaparecer, unindo-se as duas partes ósseas. Como a mobilidade da caixa torácica na respiração depende da movimentação das articulações, as alterações citadas provocam aumento da complacência pulmonar, enquanto reduzem as forças de tração da parede torácica, reduzindo as pressões respiratórias – inspiratórias e expiratórias – máximas (CAROMANO e CONDELORO, 2001; JACOB e SOUZA, 2000; YUASO e SGUIZZATTO, 2002). O principal mecanismo responsável pela diminuição da capacidade funcional dos pulmões é o enrijecimento progressivo do tecido elástico dos pulmões e da parede torácica (PICKLES et al, 2002). Segundo Carvalho (2002), Jacob e Souza (2000), Yuaso e Sguizzatto (2002), o tórax assume a configuração de tórax senil ou “em barril”. Associado a redução da elasticidade e a atrofia dos músculos esqueléticos acessórios da respiração o que reduzem a capacidade de expansão da caixa torácica. 4 FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 A força muscular respiratória é definida como a pressão mínima ou máxima mensurada ao nível da boca (IRWIN, 2000, LEITH e BRADLEY, 1976 e SHAFFER et al., 1981), atribuída a um esforço muscular necessário para produzir a mudança de pressão (LEITH e BRADLEY, 1976 e SHAFFER et al., 1981). A força muscular respiratória é exercida em dois sentidos: no sentido da inspiração, produzindo a pressão inspiratória máxima (PImáx) e no sentido da expiração, gerando a pressão expiratória máxima (PEmáx) (AIDÉ, 2001). A PImáx é a pressão gerada na boca durante um esforço máximo (AZEREDO, 2002), sendo que a força dos músculos inspiratórios é maior entre a capacidade residual funcional e volume residual (ROCHESTER, 1988). A PEmáx é a pressão mensurada a partir da capacidade pulmonar total, na qual os músculos expiratórios estão no seu comprimento ideal (ROCHESTER, 1988 e AZEREDO, 2002). Um dos métodos mais simples existentes para tal avaliação foi proposto em 1891 por Black e Hyatt, quando utilizaram um manômetro com escalas em fase negativa e positiva para mensurar as pressões respiratórias máximas. Este instrumento é denominado de manovacuômetro, um aparelho de baixo custo composto por um tubo rígido e cilíndrico, com extremidade distal parcialmente ocluída, pois apresenta um orifício com 1 a 2 mm de diâmetro. A extremidade proximal é aberta e encaixada a uma peça bucal, que será acoplada a boca do indivíduo. Uma saída lateral e uma tubulação de plástico rígido unem o tubo ao manômetro anaeróide apto a mensurar as pressões negativas e positivas (AZEREDO, 2000). Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 O orifício é necessário durante os esforços inspiratórios máximos, pois os músculos da boca e da orofaringe podem originar uma pressão negativa que ilude o valor da pressão produzida pelos músculos inspiratórios da caixa torácica, com a glote aberta ou fechada. O pequeno orifício é utilizado para dispersar as pressões criadas pela musculatura do rosto e músculos da caixa torácica com a glote aberta (SOUZA, 2002). Os valores esperados para PImáx e PEmáx podem ser considerados normais de acordo com a Tabela 1, na qual segundo o Consenso Brasileiro de Pneumologia e Tisiologia (2002), considera-se o limiar inferior de normalidade subtraindo-se o numero à direita do sinal “±” do número à esquerda desse sinal. Tabela 1 – Faixas de valores normais para as pressões respiratórias máximas, por sexo e grupo etário Pressões Sexo Grupos etários 20 – 54 55 – 59 PImáx* Homens 124 ± 44 103 ± 32 Mulheres 87 ± 32 77 ± 26 PEmáx Homens 233 ± 84 209 ± 74 Mulheres 152 ± 54 140 ± 40 *Para a PImáx as faixas estão em valores absolutos Fonte: Souza, 2002. Na avaliação pulmonar, é importante detectar as alterações decorrentes da perda de força dos músculos respiratórios e alterações na mobilidade de tórax, resultante de encurtamento e fraqueza muscular e perda da tração elástica pulmonar (BLACK e HYATT, 1969). Azeredo (2002) estabelece valores de PImáx para classificação da musculatura respiratória em fraca, fadigada ou em falência. Estes valores estão descritos na Tabela 2. Tabela 2 – Caracterização de quadro clínico de acordo com valores da PImáx Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 Quadro clínico Fraqueza muscular respiratória Fadiga muscular respiratória Falência muscular respiratória PImáx* – 70 a – 45 – 40 a – 25 < – 20 * Valores em cmH2O Fonte: Azeredo (2002) A mensuração da força dos músculos respiratórios tem vasta aplicação, pois permite o diagnóstico de insuficiência respiratória por falência muscular, possibilita o diagnóstico precoce da fraqueza em músculos respiratórios, auxiliando o médico ou fisioterapeuta a estabelecer protocolo de treinamento físico geral e em particular da musculatura respiratória (AZEREDO, 2002). Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 5 NATAÇÃO A natação é um dos esportes mais praticados no Brasil (MASSAUD, 2001). É uma das atividades mais recomendadas para portadores de asma brônquica (BATÉS e HANSON, 1998; BECKER e COLE, 2000 e CAMPION, 2000), por melhorar o trofismo e a força dos músculos respiratórios (LIMA, 1999), o condicionamento e a resistência cardiovascular (CAMPION, 2000) e também aumentar a capacidade respiratória (BATÉS e HANSON, 1998). Campion (2000) sugere que o exercício físico para asmáticos é benéfico para aumentar a tolerância ao exercício e melhorar o controle respiratório, além de manter o condicionamento físico e diminuir as deformidades secundárias do tórax. Promove também benefícios sociais e psicológicos que aumentam a qualidade de vida do asmático. A natação apresenta como vantagens sobre o exercício convencional o fato de que o exercício é realizado em meio que não favorece as crises: úmido, aquecido, sem presença de pólen ou poluição. Deste modo, os exercícios podem ser realizados por mais tempo, favorecendo a melhora do condicionamento cardiorespiratório (RUOTI, MORRIS e COLE, 2000). Os efeitos combinados da densidade da água, incompressibilidade e pressão hidrostática criam uma compressão significativa sobre todos os tecidos do organismo na imersão (RUOTI, MORRIS e COLE, 2000). Estes efeitos combinados reduzem a capacidade vital e o volume de reserva expiratória e produzem um aumento na capacidade de inspiração. Os músculos inspiratórios precisam trabalhar Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 contra a pressão hidrostática e a pressão intra-abdominal mais alta causada pelo abaixamento do diafragma. Dessa forma, os exercícios na água podem tonificar os músculos respiratórios (BECKER e COLE, 2000 e CAMPION, 2000). A respiração do nadador é específica. A expiração torna-se ativa e a inspiração reflexa (GAROFF e CATTEAU, 1990). O controle da respiração é vital para um bom desempenho na natação, exigindo precisão e ritmo (CABRAL, CRISTIANINI e SOUZA, 1995; BRASILONE NETTO, 1995 e THOMAS, 1999). O tempo da inspiração é muito curto e deve ser realizado pela boca antes de imergir a cabeça na água. A expiração deve ser realizada de modo prolongado pela boca ou pela boca e nariz, concomitantemente, dentro da água (CABRAL, CRISTIANINI e SOUZA, 1995 e BRASILONE NETTO, 1995). Esta respiração, quando corretamente praticada, induz o relaxamento (CAMPION, 2000), auxilia no combaté de doenças do aparelho respiratório, assim como do coração e do sistema circulatório (MASSAUD e CORREA, 2001). Também auxilia na normalização das alterações posturais (KERBEY, 2002). Os nadadores com história de treinamento prolongado frequentemente apresentam volumes e capacidades pulmonares maiores (especialmente a capacidade vital). Isso pode refletir-se em um aumento de força muscular respiratória ou em um padrão de respiração mais efetivo. Adicionalmente, a capacidade de difusão pulmonar, tanto durante o repouso quanto durante os exercícios, é significativamente mais alta nos nadadores do que nos não-nadadores (BECKER e COLE, 2000). 6 METODOLOGIA Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 6.1 Amostra Participaram deste estudo 22 indivíduos, 14 homens e oito mulheres, com idades entre 15 a 21 anos. Os indivíduos não deveriam ser tabagistas e nem apresentar patologias respiratórias crônicas ou agudas. Destes, 11 eram atletas de natação (Gnadadores) e os 11 restantes eram sedentários (Gcontrole). O Gnadadores foi composto por 11 nadadores profissionais, que deveriam treinar no mínimo quatro vezes por semana, por uma hora/dia e que fizessem parte da equipe de natação há pelo menos sete meses. O Gcontrole foi composto por 11 indivíduos saudáveis, que não deveriam praticar exercício físico. Estes foram selecionados de modo que suas idades e sexo fossem pareados com as do Gnadadores. 6.2 Procedimentos Após a aprovação pelo Comitê de Ética (Anexo A) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, as avaliações foram realizadas na Clínica de Fisioterapia da mesma instituição e na Associação Atlética Comercial da cidade de Cascavel – PR. As avaliações foram realizadas por pesquisadora treinada, auxiliada Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 por acadêmicos do quarto ano do curso de fisioterapia, as quais também foram treinadas previamente. Após convite aberto à população de nadadores da Associação Atlética Comercial e de indivíduos sedentários, foi solicitado aos indivíduos que assinassem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Apêndice A). Ambos os grupos responderam um questionário especifico para cada grupo, descrito nos Apêndices B e C para os Gnadadores e Gcontrole, respectivamente. Estes continham dados pessoais e dados relacionados a critérios de inclusão e exclusão. Em seguida foi realizada a avaliação respiratória cujo formulário para anotação dos dados está descrito no Apêndice D. 6.2.1 Avaliação da força muscular respiratória A avaliação da força muscular respiratória foi realizada com o auxílio de um manovacuômetro (Gerar®) (Figura 1). O indivíduo foi posicionado sentado, com os pés apoiados no chão e com o tronco em ângulo de 90° com as coxas (Figura 2). O indivíduo iniciou o teste em uma expiração forçada (volume residual) e realizou uma inspiração forçada, sendo mensurada a PImáx. Em seguida o indivíduo reiniciou o teste com uma inspiração forçada e realizou uma expiração forçada sendo realizada a mensuração da PEmáx (DIAS et al., 2001). Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 Figura1 – Manovacuômetro utilizado na avaliação da força muscular respiratória Fonte: autor. Figura 2 – Avaliação da força muscular respiratória Fonte: autor. Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 Foram fornecidas anteriormente ao teste explicações detalhada sobre a técnica, acompanhada de demonstrações. O próprio participante foi instruído a segurar firmemente o conector bucal do aparelho, pressionando-o contra os lábios sem fechar a saída de ar no momento da medida das pressões. Todos os participantes foram estimulados verbalmente a fim de que alcançassem o maior valor possível. Para isso foram dados as seguintes vozes de comando para os indivíduos, “ponha o ar para fora, ponha o ar para dentro, ponha todo o ar para fora, ENCHA O PEITO”, isso para mensurar a PImáx. Já para a mensuração da PEmáx, foi utilizado o seguinte comando “ponha o ar para dentro, ponha o ar para fora, encha todo o peito de ar, SOPRE COM FORÇA”, de acordo com Souza (2002). Foram realizadas cinco manobras e de cada manobra foi anotada a pressão mais elevada no primeiro segundo. Apenas duas foram ditas como aceitáveis, as quais não diferiam entre si por mais de 10 % do valor mais elevado. Sendo que foi escolhido o maior valor entre os dois. E caso o melhor valor tenha sido o da última manobra, o teste foi repetido, até se obter valores menores. Entre uma manobra e outra foi dado um intervalo de repouso de 30 segundos, e entre a mensuração da PImáx e a PEmáx foi dado um intervalo de um minuto (SOUZA, 2002). 6.2.2 Avaliação da expansibilidade torácica Todos os indivíduos foram submetidos à avaliação da expansibilidade torácica através do teste de cirtometria dirigida. Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 Para a realização da cirtometria torácica, o participante foi colocado sentado em um banco, sem apoio para os braços nem paras as costas, com os ombros relaxados, as mãos apoiadas no colo e os pés apoiados no chão. Uma fita métrica foi acoplada ao tórax na altura das axilas (Figura 3). Foi orientado ao participante que respirasse tranqüilamente até que ocorresse o período de acomodação da respiração, observando pela manutenção da medida da mobilidade (COSTA, 1999). Em seguida, foi requisitada uma série de três inspirações forçadas, cada uma seguida de uma expiração forçada, com intervalo de 15 segundos entre cada respiração (inspiração e expiração forçadas). O teste foi repetido com a fita colocada na altura do processo xifóide e depois na altura do quarto espaço intercostal. Entre as mudanças de posição da fita foi dado um intervalo de três minutos, com o objetivo de garantir que o indivíduo não entrasse em fadiga durante o processo. Os participantes foram estimulados verbalmente para alcançarem seus limites máximos durante a realização dos testes. Foi requisitado ao indivíduo, após orientação, que não executasse movimentação do tronco, cabeça, ombros ou força nos membros superiores. Com este controle, pretendeu-se impedir movimentos compensatórios do tórax durante a inspiração e expiração forçadas. Para efeito de estudo, de cada três repetições para cada registro de cirtometria forçada, em cada um dos três níveis de posicionamento da fita no tórax, foi selecionado o maior valor encontrado para a diferença entre a amplitude do tórax durante a inspiração forçada menos à medida da amplitude do tórax durante a expiração forçada (COSTA, 1999 e AZEREDO, 2002). Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 Figura 3 – Avaliação da expansibilidade torácica Fonte: autor. 6.2.3 Avaliação da mobilidade de tórax A mobilidade de tórax foi avaliada através da mensuração da amplitude de movimento de tórax (ADM torácica). O teste foi realizado com o indivíduo na posição supina, na qual o mesmo foi instruído a inspirar lentamente até o volume residual e as mãos do examinador foram colocadas espalmadas nos segmentos pósterolatérais de ambas as bases pulmonares, com os polegares tocando a linha média Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 anterior (Figura 4). O indivíduo foi instruído a inspirar lentamente e se observou o movimento de ambos os polegares (PRYOR e WEBBER, 2002). A amplitude foi classificada em boa, regular e ruim. Sendo designada boa, quando os polegares movem-se aproximadamente 5 cm, regular quando movem-se de 2 a 3 cm, e ruim quando movem-se 1 cm, ou não movem-se. Figura 4 – Avaliação da mobilidade torácica Fonte: autor. 6.3 Análise Estatística Os grupos foram comparados através do teste não paramétrico de Wilcoxon Matched-Pairs Signed Ranks Test. Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 O estudo das correlações entre as variáveis analisadas foi realizado através do coeficiente de correlação de Spearman. Os escores das pressões respiratórias dos grupos foram comparados com os parâmetros de normalidade estimados de acordo com os critérios descritos na Tabela 1. Foi considerado um nível de significância de 5 %. Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 7 RESULTADOS 7.1 Idade, Altura, Peso e Sexo A idade, altura, peso e sexo da amostra esta descrita na Tabela 3. Tabela 3 – Descrição da amostra Gnadadores Gcontrole Sexo Idade (anos) Altura (m) Peso (kg) Sexo Idade (anos) Altura (m) Peso (kg) M 15 1,64 67 M 15 1,57 52 M 15 1,72 68 M 15 1,62 63 M 15 1,60 64 M 15 1,70 56 M 16 1,83 75 M 16 1,65 65 M 16 1,76 69 M 16 1,68 62 M 18 1,85 85 M 18 1,92 80 M 20 1,70 74 M 20 1,88 62 F 15 1,61 48 F 15 1,58 47 F 17 1,67 54 F 17 1,60 59 F 17 1,71 60 F 17 1,70 62 F 21 1,68 63 F 21 1,63 54 Média/DP 16,82 ± 2,09 1,7 ± 0,08 66,09 ± 10,18 16,82 ± 2,09 1,68 ± 0,12 60,18 ± 8,55 M – Masculino F – Feminino Fonte: autor. Ao comparar a altura e o peso entre o Gnadadores e o Gcontrole, não observou-se diferença estatisticamente significativa, com p = 0,308 e 0,159, respectivamente. Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 7.2 Tempo de Treinamento do Gnadadores O tempo de treinamento de cada atleta está descrito na Tabela 4. Atletas 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Média/DP Fonte: autor Tabela 4 – Tempo de treinamento Gnadadores Vezes por Vezes por Horas por Tempo de equipe semana dia dia (meses) 7 1 1,0 8 6 1 2,3 72 6 2 2,0 72 6 1 2,0 72 6 1 2,3 48 6 2 4,0 96 4 1 2,0 7 6 1 3,0 48 5 1 1,3 96 4 1 1,0 48 4 1 1,3 7 5,45 ± 1,04 1,18 ± 0,40 2,33 ± 1,03 52,18 ± 33,33 7.3 Força Muscular Respiratória Ao comparar a PImáx e a PEmáx de ambos os grupos com os escores esperados, de acordo com o Consenso Brasileiro de Pneumologia e Tisiologia de 2002, observou-se que tanto o Gnadadores quanto o Gcontrole estavam abaixo do valor esperado, conforme demonstra a Tabela 5. Tabela 5 – Comparação da PImáx e PEmáx (cmH2O) entre o Gnadadores, o Gcontrole e o esperado Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 Indivíduos Gnadadores 1 60 2 90 3 90 4 70 5 70 6 170 7 70 8 80 9 80 10 50 11 80 82,73 ± Média/DP 31,33 Fonte: autor. PImáx Gcontrole 20 50 50 70 60 70 50 20 30 40 30 44,55 ± 18,09 Esperado 80 80 80 80 80 80 80 55 55 55 55 70,91 ± 12,61 Gnadadores 110 160 110 150 130 220 180 100 120 100 120 136,36 ± 37,76 PEmáx Gcontrole 30 100 60 120 100 120 100 40 60 80 80 80,91 ± 30,48 Esperado 149 149 149 149 149 149 149 98 98 98 98 130,45 ± 25,73 Correlacionando a PImáx e a PEmáx do Gnadadores, observou-se que não houve diferença significativa (p = 0,524). Porém, foi encontrada correlação entre a PImáx e a PEmáx do Gcontrole (p = 0,001). A PImáx do Gnadadores foi significativamente maior do que a do Gcontrole (p = 0,001) e não demonstrou diferença significativa com o esperado (p = 0,446), embora seja maior que o esperado (Gráfico 1). O mesmo ocorreu para a PEmáx, sendo significativamente maior no Gnadadores (p = 0,002), porém quando comparado com o esperado observa-se diferença significativa (p = 0,001), conforme demonstra o 100 15 0 200 Gráfico 2. 0 50 Gráfico 1 – Comparação da PImáx (cmH2O) entre Gnadadores, Gcontrole e o esperado Gcontrole Esperado Gnadadores Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 p = 0,001 Wilcoxon Matched-Pairs Signed Ranks Test. Fonte: autor. 50 100 150 200 250 Gráfico 2 – Comparação dos valores da PEmáx (cmH2O) Gnadadores, Gcontrole e o esperado Gcontrole Esperado p = 0,002 Wilcoxon Matched-Pairs Signed Ranks Test. Fonte: autor. 7.4 Expansibilidade Torácica Gnadadores Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 Comparando a expansibilidade torácica entre os grupos, não se observou diferença significativa em nenhum dos níveis avaliados (Tabela 6). Foram encontrados níveis de significância de 0,391(Gráfico 3), 0,488 (Gráfico 4) e 0,644 (Gráfico 5) para os níveis axilar, 4EI e xifóide, respectivamente. Tabela 6 – Expansibilidade torácica (cm) do Gnadadores e Gcontrole Axilar 4EI Xifóide Indivíduos Gnadadores Gcontrole Gnadadores Gcontrole Gnadadores Gcontrole 1 9,0 3,0 8,5 4,0 7,5 6,5 2 8,0 8,0 7,0 10,0 8,0 11,0 3 9,0 6,5 6,5 7,5 6,0 7,5 4 8,0 12,5 8,0 6,0 9,0 7,0 5 6,5 13,0 6,0 6,0 10,0 8,5 6 6,0 7,0 7,0 7,5 6,0 8,0 7 11,5 11,0 12,0 10,5 8,0 10,0 8 5,5 4,0 5,5 3,8 5,5 5,2 9 8,5 6,0 8,5 6,0 6,5 7,0 10 8,0 4,5 4,0 5,5 3,0 5,5 11 6,5 6,0 4,0 5,0 5,5 5,5 Média/DP 7,86 ± 1,09 7,41 ± 3,37 7,00 ± 2,73 6,53 ± 2,04 6,82 ± 2,34 7,43 ±1,82 Fonte: autor. Gráfico 3 – Comparação da expansibilidade torácica ao nível axilar entre Gnadadores e o Gcontrole 0 5 10 15 Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 Gcontrole Gnadadores p = 0,391 Wilcoxon Matched-Pairs Signed Ranks Test. Fonte: autor. 4 6 8 10 12 Gráfico 4 – Comparação da expansibilidade torácica ao nível 4EI entre Gnadadores e o Gcontrole Gcontrole Gnadadores p = 0,488 Wilcoxon Matched-Pairs Signed Ranks Test. Fonte: autor. Gráfico 5 – Comparação da expansibilidade torácica ao nível xifóide entre Gnadadores e o Gcontrole 2 4 6 8 10 12 Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 Gcontrole Gnadadores p = 0,644 Wilcoxon Matched-Pairs Signed Ranks Test. Fonte: autor. 7.5 Correlação entre Pressões Respiratórias e Expansibilidade Torácica Ao correlacionar PImáx e PEmáx com a expansibilidade torácica no Gnadadores não observou-se diferença significativa. Porém, ao correlacionar os mesmos parâmetros no Gcontrole, observou-se diferença significativa, como demonstra a Tabela 7. Tabela 7 – Correlação entre PImáx e PEmáx com a expansibilidade torácica PImáx PEmáx Axilar 4º espaço Xifóide Axilar 4º espaço Xifóide Gnadadores 0,524 0,897 0,722 0,092 0,119 0,055 Gcontrole 0,001 0,021 0,028 0,002 0,045 0,059 Fonte: autor. Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 7.6 Mobilidade de tórax Na avaliação da mobilidade de tórax verificou-se que a maioria dos indivíduos avaliados apresentou uma mobilidade de tórax regular, tanto no Gnadadores quanto no Gcontrole, conforme a Tabela 8 e o Gráfico 6. Tabela 8 – Mobilidade de tórax ADM de tórax Atletas Sedentários Boa 2 3 Regular 7 6 Ruim 2 2 Fonte: autor. Gráfico 6 – Classificação da mobilidade de tórax 8 7 6 5 4 3 2 1 0 Gnadadores Gcontrole Boa Fonte: autor. Regular Ruim Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 8 DISCUSSÃO A força muscular respiratória apresentou diferença significativa entre os atletas de natação e os indivíduos sedentários, tanto na força muscular inspiratória quanto na força muscular expiratória. E estas nos atletas de natação encontram-se acima do esperado segundo o Consenso Brasileiro de Pneumologia e Tisiologia (2002). Acredita-se que atletas de natação tenham maior força muscular respiratória devido aos efeitos combinados da pressão hidrostática, densidade e compressibilidade, as quais exercem compressão em todos os tecidos em imersão. Essa compressão é sentida quando o indivíduo entra na piscina, sendo mais evidente no tórax (SKINNER e THOMSON, 1985). Ela dificulta a inspiração e favorece a expiração (KERBEY, 2002), o que exige maior trabalho dos músculos respiratórios. A pressão hidrostática também comprime o abdomem, favorecendo o deslocamento do diafragma no sentido cranial. A pressão intra-torácica aumenta de 0,4 – 3,4 mmHg, a pressão transmural nos grandes vasos aumenta de 3 – 5 mmHg para 12 – 15 mmHg. Essas alterações, por sua vez, aumentam o trabalho respiratório em 65 % (AGOSTONI et al., 1996). A pressão hidrostática também gera alterações na função respiratória devido à hipervolemia central associada à força hidrostática no tórax, que leva a um aumento do trabalho respiratório. Desse aumento, três quartos se devem a um Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 aumento no trabalho elástico (redistribuição do sangue a partir do tórax) e o resto ao trabalho dinâmico (força hidrostática no tórax) (BECKER e COLE, 2000). A água também oferece outros princípios físicos que podem favorecer o fortalecimento da musculatura respiratória, através da resistência aos movimentos. A densidade do líquido, os efeitos da turbulência e a necessidade de gastar mais energia para os movimentos na água facilitam o fortalecimento dos músculos (CAMPION, 2000). Outra maneira de se explicar essa maior força muscular respiratória em atletas de natação pode ser devido ao tipo de respiração praticada pelos mesmos, durante os diferentes tipos de nados. Embora a inspiração seja realizada pela boca, há também uma considerável resistência a expiração do ar na água, obrigando a um desenvolvimento da musculatura respiratória (KERBEY, 2002). Durante a prática da natação ocorre um aumento da freqüência respiratória (DICKER et al., 2005), o que exige aumento do trabalho dos músculos respiratórios. Krishnan (2000) em seu estudo mostra que, durante exercício extenuante de resistência (80 % da necessidade de O2 máximo), músculos inspiratórios adicionais contribuem para aumentar a corrente de ar inspirada, enquanto que o diafragma se comporta apenas como gerador de fluxo ventilatório. Portanto, a medida de pressão dos músculos respiratórios (Pmáx = PImáx + PEmáx) ao longo do ciclo respiratório, tem contribuições relativas de todos os músculos inspiratórios (não só o diafragma) e músculos expiratórios, para a produção da ventilação durante atividades extenuantes. Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 A expansibilidade torácica e a mobilidade de tórax não apresentaram diferença significativa entre os grupos. A mobilidade de tórax na maioria dos indivíduos de ambos os grupos foi considerada regular. Uma explicação pode ser devido à imersão reduzir a circunferência torácica em aproximadamente 10 % (AGOSTONI et al., 1996). Estes autores demonstram que a imersão até a região cervical faz com que o volume de reserva expiratória fique reduzido, em média, 1,86 – 0,56 litros e a CV se reduza em torno de 9 % do valor encontrado em terra. Outra explicação para que os atletas de natação não aumentem a expansibilidade torácica pode ser devido à maneira com que realizam a respiração. Pois os músculos da caixa torácica devem criar uma estrutura estável tornando o tórax um “ponto fixo”, para que os músculos do ombro consigam agir com o máximo de potência durante os movimentos da natação (GOROFF e CATTEAU, 1990 e WELLS, 2005). Os resultados deste trabalho também demonstraram que os atletas de natação não apresentam correlação entre a força muscular respiratória e a expansibilidade torácica, ao contrário dos indivíduos não praticantes de natação. Isso contradiz a literatura, a qual defende que músculos respiratórios mais fortes têm maior capacidade de gerar movimento. Porém, os atletas de natação ficam expostos aos efeitos físicos da água, densidade e pressão hidrostática, as quais impedem que haja melhora na expansibilidade torácica com a natação, conforme supracitado. Deste modo, como as pressões respiratórias aumentam sem que haja aumento na expansibilidade, as mesmas deixam de estar correlacionadas com a expansibilidade torácica em praticantes de natação. Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 9 CONCLUSÃO Conclui-se que atletas de natação apresentam maior força muscular respiratória que indivíduos sedentários. A natação não exerce efeitos na expansibilidade e mobilidade torácica de indivíduos saudáveis. Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGOSTONI, E.; GURTNER, G.; TORRI, G. e RAHN, H. Respiratory mechanics during submersion and negative pressure breatihing. In: CAROMANO, F.A.; FILHO THEMUDO, M.R.F e CANDELORO, J.M. Efeitos fisiológicos da imersão e do exercício na água. Revista Fisioterapia Brasil, São Paulo, ano 4, n. 1, p.1-5, 2003. AIDÉ, M. Pneumologia – aspectos práticos e atuais. Rio de Janeiro, Revinter, 2001. 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Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 APÊNDICE A – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO Nome da pesquisa: Expansibilidade torácica e força muscular respiratória em indivíduos normais e atletas de natação. Pesquisador responsável: Maiza Ritomy Ide Este trabalho visa analisar a expansibilidade torácica e a força muscular respiratória de atletas e de pessoas saudáveis. A expansibilidade torácica é a medida do quanto o peito move-se ao encher e soprar o ar. E a força muscular respiratória é medida da força que a pessoa consegue soprar e puxar o ar. Os voluntários selecionados para este trabalho terão sua expansibilidade avaliada utilizando uma fita métrica comum e a força muscular respiratória utilizando um aparelho, onde tem que soprar e puxar o ar. Os testes são rápidos e não causa dor. Pode ser realizado em qualquer indivíduo. Os valores obtidos podem ser mostrados após o final do teste. Sua participação será muito importante para o sucesso desta pesquisa. Assinatura do pesquisador:________________________________________ Tendo recebido as informações anteriores e, esclarecido dos meus direitos relacionados a seguir, declaro estar ciente do exposto e desejar participar da pesquisa. A garantia de receber a resposta a qualquer pergunta ou esclarecimento a dúvidas sobre os procedimentos, riscos, benefícios e outros relacionados com a pesquisa; A liberdade de retirar meu consentimento a qualquer momento e deixar de participar do estudo; A segurança de que não serei identificado e que será mantido o caráter confidencial das informações relacionadas com a minha privacidade; Compromisso de me proporcionar informação atualizada durante o estudo, ainda que possa afetar minha vontade de continuar participando. Em seguida, assino meu consentimento. Cascavel, _____de __________ de 2005. Nome: ___________________________________________RG___________________ Assinatura: _____________________________________________ (Pais, responsáveis ou o mesmo) Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 APÊNDICE B – Ficha de avaliação aplicada aos atletas de natação Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 Questionário Data de avaliação: ___/___/_____. Nome: ____________________________________________________________________________ Idade:______anos. Data de nascimento: ___/___/______. Peso corporal: ______Kg. 1) Catégoria: ( ) Mirim Sexo: ( ) F ( ) M Estatura: ______m. ( ) Petiz ( ) Júnior ( ) Sênior ( ) outros ____________________ 2) Qual prova compete? ( ) Crawl _____m ( ) Peito _____m ( ) Costas _____m ( ) Medley ______m 3) Tempo de treino semanal/diário: _______ vezes por semana _______ vezes por dia _______ horas por dia 4) Qual o melhor tempo da prova de sua especialidade? __________________________________________________________________________________ 5) Há quanto tempo faz parte da equipe de natação? __________________________________________________________________________________ 6) Interrompeu o treinamento alguma vez? ( ) Sim ( ) Não Por quanto tempo? __________________ Porque?__________________________________________ 7) Pratica outro esporte? ( ) Sim ( ) Não Qual? ____________________________________ Por: ( ) Lazer ( ) Competição 8) Em média quantas horas você dorme por noite? ( ) menos que 6 horas ( ) entre 6 a 8 horas ( ) 8 a 10 horas 9) Você se considera uma pessoa que vive sob estresse? ( ) Sim ( ) Leve ( ) Moderado Onde? ( ) Trabalho ( ( ) mais de 10 horas ( ) Não ( ) Intenso ) Treino ( ) competição 10) Tem algum tipo de dor? ( ) Sim ( ) outros ________________________ ( ) Não Local: ____________________________________________________________________________ Fatores que aumentam a dor? __________________________________________________________ Aumentam quando: ( ) Treina ( ) quando levanta ( ) piora durante o dia 11) Você é ansioso? ( ) Sim Se sim: ( ) Pouco ( ) Médio ( ) Competição ( )piora durante a noite ( ) Não ( ) muito 12) Toma algum medicamento? ( ) Sim ( ) Não Se sim qual (ais)? ___________________________________________________________________ 13) Esteve internado no último ano? ( ) Sim ( ) Não Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 Se sim: Qual o motivo? ______________________________________________________________ 14) Possui algum tipo de doença respiratória? ( ) Sim ( ) Não Se sim. Qual? ______________________________________________________________________ 15) Na família alguém possui algum tipo de doença respiratória? ( ) Sim ( ) Não Se sim. Qual (ais)? __________________________________________________________________ 16) Tem algum ajudo de custo para treinamento? ( ) Sim ( ) Não Porque? ___________________________________________________________________________ Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 APÊNDICE C – Ficha de avaliação aplicada aos indivíduos sedentários Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 Questionário Data de avaliação: ___/___/_____. Nome: ____________________________________________________________________________ Idade:______anos. Data de nascimento: ___/___/______. Peso corporal: ______Kg. Sexo: ( ) F ( ) M Estatura: ______m. 1) Pratica alguma exercício físico? Qual (ais)? ________________________________________________________________________ Com que freqüência? ________________________________________________________________ 2) Em média quantas horas você dorme por noite? ( ) menos que 6 horas ( ) entre 6 a 8 horas ( ) 8 a 10 horas 3) Você se considera uma pessoa que vive sob estresse? ( ) Sim Se sim: ( ) Leve ( ) Moderado ( ) mais de 10 horas ( ) Não ( ) Intenso 4) Tem algum tipo de dor? ( ) Sim ( ) Não Local: ____________________________________________________________________________ Fatores que aumentam a dor? __________________________________________________________ Aumentam quando: ( ) quando levanta ( ) piora durante o dia ( ) Depois do trabalho/estudo ( )piora durante a noite ( ) quando pratica esporte de fim de semana 5) Você é ansioso? ( ) Sim Se sim: ( ) Pouco ( ) Não ( ) Médio ( ) muito 6) Toma algum medicamento? ( ) Sim ( ) Não Se sim qual (ais)? ___________________________________________________________________ 7) Esteve internado no último ano? ( ) Sim ( ) Não Se sim: Qual o motivo? ______________________________________________________________ 8) Possui algum tipo de doença respiratória? ( ) Sim ( ) Não Se sim. Qual? ______________________________________________________________________ 9) Na família alguém possui algum tipo de doença respiratória? ( ) Sim ( ) Não Se sim. Qual (ais)? __________________________________________________________________ Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 APÊNDICE D – Protocolo de avaliação respiratória Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO RESPIRATÓRIA Nome: ____________________________________________________________________ 1 Cirtometria dirigida Inspiração (cm) Expiração (cm) Diferença entre ins/exp (cm) Tentativa 1 Tentativa 2 Tentativa 3 Borda axilar Quarto espaço Processo xifóide Borda axilar Quarto espaço Processo xifóide Borda axilar Quarto espaço Processo xifóide 2 Mensuração das pressões inspiratória máxima (PImáx) e expiratória máxima (PEmáx) PI máx (mmHg) PE máx (mmHg) Tentativa 1 Tentativa 2 Tentativa 3 Tentativa 4 Tentativa 5 3 ADM torácica Bom Regular Ruim Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265 ANEXO A – Termo de aprovação do comitê de ética em pesquisa Monografias do Curso de Fisioterapia da Unioeste n. 01 – 2005 ISSN 1675-8265