Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
DEPARTAMENO DE EDUCAÇÃO – CAMPOS I
CURSO DE PEDAGOGIA - ANOS INICIAIS
DANIELA FREITAS SANTOS
LUDICIDADE EM SALA DE AULA: UM CAMINHO PARA O
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA.
Salvador
2009
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
DANIELA FREITAS SANTOS
LUDICIDADE EM SALA DE AULA: UM CAMINHO PARA O
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA.
Monografia apresentada como requisito parcial para
obtenção da graduação em Pedagogia do
Departamento de Educação da Universidade do
Estado da Bahia, sob orientação do Professor Dr.
Gilmário Moreira Brito.
Salvador
2009
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
DANIELA FREITAS SANTOS
LUDICIDADE EM SALA DE AULA: UM CAMINHO PARA O
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA.
Salvador 17 de abril de 2009
_________________________________________
Prof Dr. Gilmário Moreira Brito
Orientador – Presidente da Banca
__________________________________________
Prof Dr. Raphael Rodrigues Vieira Filho
Componente da Banca
__________________________________________
Profª Edileide Antonino
Componente da Banca
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
Dedico este trabalho a todos aqueles que se
dedicam a educação, tornando assim o caminho
de aprendizagem significativo para seus alunos.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
Agradeço a Deus pela realização de um sonho, agradeço
a todos aqueles que estiveram do meu lado nessa etapa
da minha vida, meus pais, meu noivo, meus irmãos,
meus amigos, a aqueles que foram e sempre serão meus
professores e ao meu orientador Professor Dr. Gilmário
Moreira Brito pela paciência, dedicação e confiança.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
Sem a curiosidade que me move,
Que me inquieta,
Que me insere na busca,
Não aprendo nem ensino.
Paulo Freire
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
RESUMO
Este trabalho tem como objetivo estudar qual a importância da ludicidade e das atividades
lúdicas na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, mostrando de que
forma pode contribuir como facilitador da aprendizagem e do desenvolvimento das
potencialidades afetiva, criativa, cognitiva e social da criança, bem como a importância da
utilização no cotidiano escolar e principalmente em sala de aula, como fator de motivação no
interesse do aluno em descobrir e aprender. Através da pesquisa com fonte bibliográfica
buscar perceber como os autores tratam sobre o tema e refletem sobre a importância da
ludicidade na construção da criatividade, autonomia e socialização da criança. Levantando
idéias de como os professores trabalham a ludicidade no contexto de sala de aula, procurando
perceber a aplicabilidade real no ambiente escolar, trazendo sugestões de atividades lúdicas
que poderão ser trabalhadas em sala de aula, para contribuir no desenvolvimento de
habilidades nos alunos.
Palavras-chaves: Lúdico: Aprendizagem: Criatividade.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
ABSTRACT
This work aims to study the importance of leisure and recreational activities in early
childhood education and early years of elementary school, showing how they can contribute
as a facilitator of learning and development potentials of the affective, creative, cognitive and
social child and the importance of use in everyday school life and especially in the classroom,
as a factor of motivation in the interest of the student to discover and learn. Through research
with source literature search the authors understand how deal on the subject and reflect on the
importance of play in building the creativity, autonomy and socialization of children. Raising
ideas of how teachers work in the context of the play room and classroom, trying to
understand the applicability in the real school environment, providing suggestions for fun
activities that can be worked in the classroom, contribute to the development of skills in
students.
Keywords: playful: Learning: Creativity.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
LISTA DE ILUSTRACÕES
Figura 1 - Pescaria das Vogais.........................................................................50
Figura 2 - Gavetinhas de Adição......................................................................51
Figura 3 - Encaixe de Hexágonos.....................................................................52
Figura 4 - Bumerangue.....................................................................................53
Figura 5 - Peteca................................................................................................54
Figura 6 - Vaivém..............................................................................................54
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO............................................................................................11
1 LUDICIDADE..............................................................................................14
1.1 LUDICIDADE E EDUCAÇÃO ...................................................................16
1.3 LUDICIDADE EM SALA DE AULA .........................................................18
1.3 BRINCAR NA ESCOLA..............................................................................20
1.4 O JOGO, O BRINQUEDO E A BRINCADEIRA .......................................23
2 A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO PARA O DESENVOLVIMENTO DA
CRIANÇA..........................................................................................................28
2.1 O PAPEL DO LÚDICO NA ATIVIDADE PEDAGÓGICA........................32
3 ANÁLISE DE INFORMAÇÕES .................................................................34
3.1 CARACTERIZAÇÕES DOS SUJEITOS E DA ESCOLA..........................34
3.2 ANÁLISE DOS QUESTIONÁRIOS.............................................................35
4 SUGESTÕES DE ATIVIDADES..................................................................50
4.1 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS............................................................ 50
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS.........................................................................56
REFERÊNCIAS.........................................................................................58
ANEXO .......................................................................................................61
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
1 INTRODUÇÃO
Há algum tempo vem se mudando a característica do trabalho em sala de aula: sai da
forma extremamente seria e tradicional para uma nova roupagem, baseada na crença de que o
aluno é mais que mero receptor e de que o professor é o informador. Hoje a sala de aula tem
uma nova estrutura; planeja-se com prazer visando levar até o aluno o prazer de aprender, de
construir novos saberes e conhecimentos.
Trazer o lúdico para sala de aula é uma prática necessária. Compreende-se que a
atividade lúdica contribui para a aprendizagem do aluno, tornando-se mais uma ferramenta de
ensino para o desenvolvimento integral do mesmo. Sabe-se que o jogo traz benefícios a todas
as crianças, proporcionando momentos únicos de alegria, diversão e favorecendo a
aprendizagem. Assim sendo, precisam ser desenvolvidas dentro da sala de aula atividades que
propiciem ao aluno estas habilidades, onde os professores podem associar a prática com a
teoria, desenvolvendo a inteligência e a participação dos alunos no processo pedagógico;
através do jogo podem ser desenvolvidas diversos aspectos da personalidade infantil, tanto no
campo cognitivo como no social e afetivo.
De acordo com alguns dicionários (Rocha, 2003, p. 381), a palavra lúdico é ralativo a
jogos e brinquedos; no entanto, sabe-se que tal expressão tem um sentido muito mais amplo.
Através do lúdico constroi-se conhecimentos e aprendizagens. Segundo Piaget, a
aprendizagem refere-se à aquisição de uma resposta determinada, uma resposta aprendida em
função da experiência, seja ela obtida de forma sistemática ou não. Aprendizagem, nesse caso,
difere-se de desenvolvimento, que, no caso, é o responsável pela formação dos
conhecimentos. Desta forma, o maior interesse de Jean Piaget centrou-se no desenvolvimento
da criança e não na sua aprendizagem.
Em toda sua obra Piaget discorre sobre a importância do jogo na vida da criança,
trazendo este como essencial para seu desenvolvimento e classificando-o em três tipos: o jogo
de exercício, o jogo simbólico e o jogo de regras. No primeiro tipo, refere-se àquele jogo de
repetição, onde a criança imita ou repete pelo prazer de repetir apenas, ainda na fase sensóriomotor; o segundo tipo tem maior ocorrência no período pre-operatório é o jogo simbólico, o
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
faz de conta de acordo com Vygotsky. É o jogo da representação. O último tipo é o jogo de
regras, aquele que a criança aprende sistematicamente, que são transmitos por outros, onde
aprende normas e regras do jogo. A partir do jogo a criança assimila e age sobre a realidade.
Para Vygotsky,
há uma relação estreita entre o jogo e a aprendizagem, pois o
desenvolvimento cognitivo é resultado da interação da criança com outras pessoas.
Tais autores embasam este estudo que tenta mostrar a importância das atividades
lúdicas para o desenvolvimento e aprendizagem da criança.
Dentre autores contemporaneos, Lino de Macedo e Cipriano Luckesi vem trazendo
fortes contribuições com estudos sobre jogos e a importância da ludicidade em sala de aula.
Luckesi define lúdico e ludicidade:
O lúdico é um estado interno do sujeito e ludicidade é uma denominação geral
para este estado – “estado de ludicidade”; essa é uma qualidade de quem está
lúdico por dentro de si mesmo. [...] Nesse contexto, ludicidade nao decorre
diretamente do mundo exterior a cada um de nos, mas sim do nosso mundo
interior, que se relaciona com o exterior (LUCKESI, 2007, p.15).
Promover este estado lúdico num grupo de sujeitos dentro do ambiente de uma sala de
aula traz reflexos positivos para a aprendiagem de cada um enquanto indivíduo e enquanto
grupo. Com a atividades lúdicas na escola é possível perceber a criança e estimulá-la no que
ela precisa construir e aprender. O papel do professor é fundamental, pois é ele quem cria
condições para que a criança construa seus conhecimentos.
Esta pesquisa tem como objetivo principal refletir sobre a importância da ludicidade
como instrumento facilitador na aprendizagem e do desenvolvimento das potencialidades
afetiva, criativa, cognitiva e social da criança no cotidiano escolar. A idéia de pesquisar sobre
este assunto surgiu a partir do reconhecimento da relevância deste tema na vida da criança e,
conseqüentemente, no seu cotidiano escolar.
A finalidade deste trabalho é analisar a postura dos professores em relação à
ludicidade e a aplicabilidade das atividades lúdicas em sala de aula, identificando através do
dialogo com os mesmos como as relações com o lúdico podem facilitar a aprendizagem e o
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
desenvolvimento dos saberes e habilidades dos alunos. Será mostrado como brincadeiras, os
jogos e a arte podem ajudar a construir, adquirir ou desenvolver a criatividade da criança e
facilitar seu processo de aprendizagem. Esta analise será realizada através de referencial
teórico e de questionários feitos com os professores da Escola Criativa, localizada no
Subúrbio Ferroviário de Salvador, constituindo assim um estudo de caso.
Esta monografia será estruturada em quatro capítulos, sendo que o primeiro tratará dos
conceitos sobre ludicidade e a importância do trabalho lúdico em sala de aula; o segundo
tratará da importância da ludicidade para o desenvolvimento
da criança, em todos os
aspectos: físicos, emocional, cognitivo, social e criativo; o terceiro capítulo apresentará o
resultado de uma sondagem sobre como professores utilizam a ludicidade em sala de aula na
Escola Criativa do Subúrbio Ferroviário de Salvador, a partir de entrevistas semi-estruturadas;
e, por fim, o quarto capítulo trará sugestões de atividades que poderão ser trabalhadas em sala
de aula, como subsídio para o desenvolvimento de habilidades e aprendizagem da criança.
Durante a exploração bibliográfica foi possível observar como diversos autores tratam
a ludicidade de diferentes enfoques e aspectos. Kishimoto (1996) em sua obra "Jogo,
Brinquedo, Brincadeira, e a Educação" apresenta o uso do brinquedo e do jogo educativo com
fins pedagógicos, mostrando a relevância desse instrumento para a utilização durante o
processo de ensino-aprendizagem para o desenvolvimento infantil, trabalhando o cognitivo,
afetivo, físico e social da criança. Santos (1999) trata o trabalho com a ludicidade em locais
preparados para tais atividades e bem organizados, como a Brinquedoteca. Esta autora ainda
diz que o brincar constitui-se em uma atividade livre e espontânea da criança que deve ser
respeitada como tal. Huizinga (2005), em seu livro Homos Ludens, traz a ludicidade como
um elemento cultural. Almeida (1984) trata o lúdico no ambiente educacional, salientando sua
importância para a aprendizagem e para o desenvolvimento infantil. Assim como Almeida,
Negrine (1994) apresenta a ludicidade no enfoque educacional, enfatizando o valor do lúdico
para a aprendizagem e formação integral do aluno.
Entre os diferentes olhares que percebidos durante a exploração da temática, procurei
me focar nesses autores por tratarem da importância do lúdico como uma atividade capaz de
desenvolver o indivíduo como um todo, em todos os seus aspectos.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
2 LUDICIDADE
Este capítulo tem como objetivo apresentar as abordagens feitas por diversos autores
que tratam sobre o tema ludicidade e sua importância de ser trabalhada no cotidiano escolar,
como facilitador no processo de aprendizagem e desenvolvimento das potencialidades afetiva,
criativa, social, física e principalmente cognitiva da criança.
A palavra ludicidade tem sua origem na palavra latina "ludus" que quer dizer "jogo".
No entanto, se este termo estivesse preso unicamente à sua origem, estaria se referindo apenas
ao jogo, ao brincar, ao movimento espontâneo. Este conceito, porem, evoluiu e deixou de ser
considerado apenas sinônimo de jogo. Segundo Luckesi (2002, p. 2), o lúdico faz parte da
atividade humana e caracteriza-se por ser espontâneo e satisfatório.
Para esse autor o fenômeno da ludicidade foca a atividade lúdica como uma
experiência interna do sujeito que a vivencia, e define como aquela que propicia a “plenitude
da experiência” (2002, p.27). Na mesma obra ele questiona se uma atividade lúdica é sempre
pensada como uma atividade divertida, sugerindo que pode ser ou não, a depender de cada
individuo que a vivencia. Para ele,
Dançar, com entrega da totalidade do nosso ser, sem pensamentos críticos,
sem julgamentos, conduz a uma plenitude, a um prazer expandido e sem
limites. É claro, é preciso se dispor a sentir esse prazer. Mas, também,
vivenciar uma boa conversa, sem barreiras e sem os trejeitos dos nossos
preconceitos, possibilita um bem-estar pleno. Produzir um bom texto, com
tudo o que ele tem de direito, de metáforas, alegorias, poesia, argumentação
clara, etc..., dá ao seu autor um prazer muito grande, na medida em que
vivencia a completude de sua obra. Produzir uma tela, através da magia da
pintura, dá plenitude a quem pinta com prazer. Brincar dá prazer a quem se
dispõe a vivenciar essa experiência. [...] Os atos divertidos, por si, deveriam,
também, ser lúdicos, porém existem atos divertidos que não são lúdicos para
todos os participantes de uma experiência. Por exemplo, quando dentro de
um grupo de amigos, alguns realizam uma prática de “tirar sarro” dos outros.
Isso pode até ser divertido, mas não tem nada de lúdico, desde que manifesta
o poder de uns sobre os outros e, pior, um poder desqualificador.
(LUCKESI, 2002 p. 27).
Compreende-se a ludicidade como uma experiência prazerosa vivenciada pelo
indivíduo, independentemente de ser divertida ou não. Para a criança, trabalhar a partir de
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
brincadeiras, músicas e leveza na aplicaçao das atividades é algo satisfatório, preenchendo
seus desejo de aprender e de brincar ao mesmo tempo, o que facilita sua aprendizagem.
Santa Marli Pires dos Santos, em seu livro Brinquedoteca, trata do lúdico em
diferentes contextos, apresentando as atividades lúdicas como ações vividas e sentidas,
povoadas pela fantasia, pela imaginação.
Para Santos (2002, p.12) são lúdicas as atividades que propiciem a vivência plena,
integrando a ação, o pensamento e o sentimento. Tais atividades podem ser uma brincadeira,
um jogo ou qualquer outra atividade que possibilite instaurar um estado de inteireza, uma
dinâmica de integração grupal ou de sensibilização, um trabalho de recorte e colagem, uma
das muitas expressões dos jogos dramáticos, exercícios de relaxamento e respiração, uma
ciranda, movimentos expressivos, atividades rítmicas, entre outras tantas possibilidades. Mais
importante, porém, do que o tipo de atividade é a forma como é orientada e o porquê de estar
sendo realizada.
Assim fica claro que trabalhar com crianças, de forma lúdica, pode proporcionar uma
integridade física e mental inclusive para quem dirige este trabalho. Nesse procedimento, o
indivíduo tende a querer sempre vivenciar essa ação, que lhe proporciona prazer e alegria,
propiciando a aquisiçao de novas habilidades e competências. Assim, através das brincadeiras
e dos jogos, consideradas prazerosas para todas as crianças, elas terão capacidade de se
relacionar como outras pessoas, interagindo, compartilhando com os outros suas idéias, seus
sentimentos e emoções, tornando-se prestativa e participativa em diversas atividades.
Segundo Santos (2002, p. 15) é por meio da brincadeira que a criança envolve-se no
jogo e sente a necessidade de partilhar com o outro, ainda que o parceiro assuma o lugar de
adversário; a parceria é o estabelecimento de uma relação e esta relação expõe as
potencialidades dos participantes, afeta as emoções e põe à prova as aptidões testando limites.
Brincando e jogando a criança terá oportunidade de desenvolver capacidades indispensáveis a
sua futura atuação profissional, tais como atenção, afetividade, o hábito de permanecer
concentrado e outras habilidades perceptuais psicomotoras. Brincando a criança torna-se
operativa.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
Conforme Luckesi (2002 p. 6), para que uma atividade seja lúdica ela precisa ter
inteireza, podendo auxiliar os alunos em seu próprio processo de desenvolvimento e na
possibilidade de expressar o que são.
Com base nas reflexões desses autores pode-se definir a ludicidade como qualquer
atividade que propicie prazer ao executá-la. Assim, uma atividade lúdica além de ser
permeada pelo prazer, pode possibilitar o desenvolvimento de habilidades e aumentar a
capacidade de aprendizagem através do contato com novas experiências.
1.1 LUDICIDADE E EDUCAÇÃO
A educação faz parte da vida de todos os seres humanos, pois o ser humano nasceu
para aprender, descobrir e apropriar-se dos conhecimentos, pois em todas as fases da vida o
homem está sempre aprendendo e descobrindo coisas novas, seja pelo contato com outros
seres humanos ou pelo domínio que exerce sobre a natureza. Essa troca com seus semelhantes
e com o meio em que vive essa interação, esse ato de buscar, de apropriar-se de novos
conhecimentos é chamado de educação (ALMEIDA, 1985, p.9).
Para Kishimoto (1998, p. 32) a criança satisfaz, através das brincadeiras, seus
interesses, necessidades e desejos particulares, e também as brincadeiras e os jogos surgem
como um meio de inserção na realidade, refletindo na maneira como a criança constrói e
reconstrói o mundo. Para ele, é importante aprender com prazer, com vontade. As atividades
lúdicas fazem com que a criança aprenda com alegria e entendimento, vivenciando novas
experiências.
Considera-se a educação um desafio aos educadores, por se buscar proporcionar aos
educandos uma aprendizagem significativa, em que aluno e professor estejam engajados no
processo de ensino-aprendizagem e na busca do desenvolvimento do aluno para a construção
de seu próprio conhecimento. Para Almeida (1984, p.40), com a utilização de jogos e
brincadeiras no processo educativo, é possível trabalhar conteúdos que poderão ser ensinados
através de atividades lúdicas, pois é por meio das descobertas e da criatividade que a criança
se expressa e transforma a realidade.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
A atividade lúdica, quando compreendida, poderá ser uma forma de melhorar a
educação, quer seja para melhorar a relação entre as pessoas, quer seja para redefinir valores
ou para contribuir na formação crítica do educando (ALMEIDA, 1984, p. 41).
Compreende-se que o papel do professor hoje é de mediador e orientador da
aprendizagem do aluno na construção de seu próprio conhecimento; não basta mais ações
como dar aulas, é preciso muito mais do que isso, é preciso envolver o aluno em sua própria
aprendizagem, motivando-o, fazendo com que ele se interesse em descobrir, em aprender.
Sendo assim, entende-se que não há mais espaço para o professor informador nem para o
aluno ouvinte; esse aluno deverá tornar-se um pesquisador, um construtor de sua própria
aprendizagem e o professor um agilizador nesse processo de ensino-aprendizagem. Sabe-se
que o ensino é um convite à descoberta e a aprendizagem tem que ser significativa para o
aluno, não uma transmissão de informações que não terão significado.
Contudo, aprender é muito mais do que memorizar fatos ou informações, é pensar
sobre diferentes assuntos. É preciso abandonar a idéia que aprender significa acumular
conhecimentos sobre fatos e informações isoladas sobre determinado assunto; aprender é usar
a criatividade, a imaginação, é pensar criticamente. Educar é seduzir o homem para o prazer
de conhecer; logo, educar é um ato consciente e planejado; é preciso que os educadores
repensem suas práticas pedagógicas, substituindo a rigidez e a simples transmissão de
conteúdos pela alegria, pelo entusiasmo de aprender, descobrir, pensar, compreender e
reconstruir o conhecimento. Segundo Almeida (1995, p.41):
A educação lúdica contribui e influencia na formação da criança,
possibilitando um crescimento sadio, um enriquecimento permanente,
integrando-se ao mais alto espírito democrático enquanto investe em uma
produção séria do conhecimento. A sua prática exige a participação franca,
criativa, livre, crítica, promovendo a interação social e tendo em vista o fato
compromisso de transformação e modificação do meio.
Compreende-se que a formação de toda criança é influenciada direta ou indiretamente
por atividades lúdicas, pois na criança o ato do brincar é tão espontâneo que ela não se dá
conta de que, através de suas brincadeiras, ela está adquirindo novos conhecimentos e
habilidades, possibilitando seu crescimento sadio, pois através da brincadeira a criança se
entrega, dedica, interage com o meio e com outras pessoas, assim tem maior possibilidade de
comunicar, expressar e se tornar uma criança integralmente crítica e criativa.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
Para Almeida (1984, p. 17- 18) a verdadeira educação é aquela que cria na criança o
melhor comportamento para satisfazer suas múltiplas necessidades orgânicas e intelectuais,
necessidade de saber, de explorar, de observar, de trabalhar, de jogar, de viver. Assim, para
este autor, a educação não tem outro caminho senão organizar sua doutrina, partindo de um
profundo conhecimento das necessidades e interesses das crianças.
O ato de educar tem que passar a ser visto como um meio de facilitar a aprendizagem,
a criatividade, de proporcionar situações de curiosidade, descoberta, que possam contribuir
para o desenvolvimento das capacidades ou habilidades do aluno. Educar não pode nem deve
ser uma mera transmissão de informações; para que a aprendizagem se efetive de fato o aluno
precisa descobrir, conhecer e interagir, e nada é mais concreto quando essa ação se dá
embasada no prazer.
A educação está presente em todas as fases da vida do ser humano, e este está em
permanente aprendizagem. A ludicidade pode ser um caminho mais prazeroso, onde a criança
pode descobrir, criar e aprender; cabe aos educadores compreender o lúdico como algo
significativo para a criança, em que ela pode conhecer e construir seus conhecimentos. Assim,
compreende-se que é buscando maneiras de ensinar através do lúdico que se obtem uma
educação de qualidade, indo ao encontro dos interesses e necessidades da criança.
1.2 LUDICIDADE EM SALA DE AULA.
Nos moldes educaçao tradicional, a sala de aula é um espaço neutro, sem lugar para o
divertimento; ali, rigor e disciplina são mantidos, o brincar se resume somente a cantar
algumas músicas e ouvir histórias. Brincar só é permitido na hora do recreio ou na hora da
saída, onde a criança tem liberdade de se comportar como criança, de ser criança.
(MARCELINO, 1994, p. 30).
Algumas escolas precisam reconhecer que através do lúdico a criança tem
oportunidade de crescer e se adaptar ao mundo que rodeia, aprendendo a lidar com a
realidade; precisam aproveitar o lúdico como instrumento facilitador da aprendizagem ao
invés de afastar o lúdico da vivência da criança em sala de aula (MARCELINO, 1994, p. 34).
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
A escola, ao valorizar as atividades lúdicas em sala de aula, ajuda a criança a formar e
estabelecer boas relações com o mundo. Através das brincadeiras e jogos a criança cria
experiências vivenciadas no dia a dia que vão se tornando experiência de aprendizagem
prazerosa na elaboraçao de seu próprio conhecimento, ajudando na construção da afetividade
e da da sociabilidade.
É fundamental que se assegure a criança o tempo e os espaços para que o
caráter lúdico do lazer seja vivenciado com intensidade capaz de formar a
base sólida para a criatividade e a participação cultural e, sobretudo, para o
exercício do prazer de viver, e viver, como diz a canção... como se fora
brincadeira de roda... (MARCELINO, 1994, p. 38).
Compreende-se que a criança começa a entender sua cultura através das brincadeiras
que aprende e pratica, por isso é tão importante que o aluno tenha oportunidade de brincar e
se dedicar a brincadeira como uma coisa séria relevante ao seu crescimento, assim como a
educação, a saúde, a boa alimentação, pois é através do brincar que a criança cria, recria,
inventa, descobre, interage e se torna uma pessoa criativa, com autonomia em suas ações.
O ensinar a partir da ludicidade abre cominhos para envolver todos em uma proposta
de interação, possibilitando o resgatar do potencial da criança em sua aprendizagem,
conforme afirma Marcelino (1994, p.126): “é só do prazer que surge a disciplina e a vontade
de aprender”.
Marcelino (1994, p. 153) defende a reintrodução das atividades lúdicas em sala de
aula, defendendo que estas podem oferecer experiências concretas e necessárias para que a
criança se prepare para a vida, interagindo com o mundo, assimilando a cultura do meio em
que vive, adaptando-se às condições que o mundo lhe oferece para viver, aprendendo a
conviver com seus semelhantes. Através das atividades lúdicas a criança pode criar
possibilidades de se expressar, investigar e aprender sobre as pessoas e sobre as coisas do
mundo.
Para Almeida (1984, p. 17) o que traz a ludicidade para a sala de aula é o engajamento
e iniciativa do próprio educador, sendo a atitude lúdica do educador e dos educandos a
maneira de expressão e de comunicação utilizada nas dinâmicas em sala de aula.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
Através da brincadeira a criança é capaz de construir, reconstruir seu conhecimento; é
através do lúdico que ela transforma, cria e recria na busca de novas descobertas e trocas de
experiências no convívio com outras crianças.
1.3 BRINCAR NA ESCOLA
O brincar é um meio pelo qual a criança explora uma enorme variedade de
experiências em diferentes situações e ambientes. No ambiente escolar a criança tem a
possibilidade de praticar a brincadeira livre, dirigida ou exploratória, para que possa ampliar
sua aprendizagem, desenvolvendo habilidades, competências e confiança em si mesma
(SANTOS, 1999, p. 4).
... As atividades lúdicas são ferramentas indispensáveis no desenvolvimento
infantil, por que para a criança não há atividade mais completa do que o
brincar. Pela brincadeira, a criança é introduzida no meio sociocultural do
adulto, constituindo-se num modelo de assimilação e recreação da realidade
(SANTOS, 1999, p. 7).
É através do jogo simbolico que a criança se apropria da realidade do adulto,
assimilando e conhecendo sua cultura, tornando assim o ato do brincar uma ferramenta
indispensável ao seu desenvolvimento intelectual, pois possibilita a exploração de
experiências e situações diferentes em cada brincadeira. O brincar motiva a criança,
proporcionando uma aprendizagem mais significativa para ela. Também sera através do jogo
que a criança ira trabalhar sua tolerância as frustrações, aprendendo que ora se ganha e ora se
perde. As brincadeiras estimulam uma aprendizagem diferente e preparam para a vida em
grupo, além de proporcionar um enorme prazer.
No ambiente escolar, o professor precisa garantir uma aprendizagem continua, onde a
criança amplie não somente sua aprendizagem, mas desenvolva fatores sociais, emocionais,
físicos, entre tantos outros que junto com os fatores intelectuais tornará a aprendizagem mais
abrangente e formadora (SANTOS, 1999, p. 9).
É preciso que o professor utilize o brincar como estratégia de ensino e de
aprendizagem, pois as crianças brincam naturalmente e aprendem a partir do brincar
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
(SANTOS, 1999, p. 10). Assim, brincar torna-se indispensável para o desenvolvimento da
criança, para a formação de um indivíduo como um todo.
Brincar é uma atividade agradável para a criança, por isso ela brinca exercitando o
corpo e a mente. Segundo Bettelheim (1988, p. 168), a maior importância da brincadeira está
no prazer imediato da criança, que se estende e se transforma num prazer de viver, sendo
também a ferramenta mais importante que possui para se preparar para o futuro.
Para Bettelheim (1988, p.168), brincar além de estimular o desenvolvimento
intelectual da criança também lhe ensina, sem que ela perceba; atitudes de persistência,
tolerância, iniciativa sao relevantes para o crescimento da criança e adquire-se por meio do
jogo. É através da brincadeira que a criança começa a entender que não precisa desistir; ela
aprende pouco a pouco que, mesmo não acertando de imediato, poderá ter êxito se perseverar.
Segundo Kishimoto (2002, p. 95) a vida social constitui a base do desenvolvimento
infantil, cabendo a escola a importante tarefa de oferecer condições para a criança exprimir,
em suas atividades, a vida em comunidade. O êxito da educação depende do enriquecimento,
por parte dos educadores e da escola, das condições que possibilitem estreitar relações entre a
criança e suas experiências sociais. Assim o brincar se torna um instrumento necessário para
que a criança adquira experiências sociais em seu dia a dia. Para Kishimoto (2002, P.99) “O
valor educacional dessas brincadeiras torna-se obvio na medida em que elas ensinam as
crianças a respeito do mundo em que vivem”.
Kishimoto (2002, p. 99) salienta que brincando as crianças observam mais
atentamente e deste modo fixam na memória e em hábitos muito mais do que se elas
simplesmente vivessem indiferentemente todo o colorido da vida ao seu redor. Assim para ele
os jogos são de grande valor educacional, pois ensinam as crianças a observar seu meio, um
dos processos necessários ao seu desenvolvimento.
Através do lúdico a criança tem a possibilidade de vivenciar experiências e situações
sociais, tornando a ludicidade uma ferramenta pedagógica para se desenvolver a socialização,
pois a brincadeira possibilita, com a intermediação do professor, a interação entre seus
participantes.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
Assim, a ludicidade envolve o processo de aprender, mudando o comportamento
infantil, pois valoriza a afetividade, a criatividade e autonomia da criança. Brincando elas
aprendem a cooperar com os colegas, a obedecer as regras, respeitar os direitos dos outros, a
assumir responsabilidade, a viver em sociedade (Kishimoto, 2002, p.101).
Ainda de acordo com Kishimoto (2002, p.101), o sucesso da educação depende da
relação estabelecida entre as atividades instintivas da criança, seus interesses e experiências
sociais. Assim as possibilidades oferecidas pelos jogos são infinitas, uma vez que a criança
reconstrói metal e fisicamente experiências que se revelam importantes para seu
desenvolvimento.
Para Almeida (1984, p.24) a escola, tendo como principio básico “adaptar o indivíduo
à sociedade”, deve aproveitar todas as manifestações de alegria que a criança exprime
naturalmente e canalizá-las educacionalmente através de jogos educativos, pois o método
lúdico deve ser considerado de grande importância pelos benefícios que proporcionam a
saúde física, social e intelectual da criança.
Segundo Miranda (2001, p 24), a educação se processa por meio do permanente ato de
reorganizar e reconstruir nossas experiências, mas ainda hoje se atribui um valor insuficiente
ao lúdico, que consiste em experimentar com prazer e alegria, pois ele considera as atividades
lúdicas um grande laboratório em que ocorrem experiências inteligentes e reflexíveis, sendo
que as experiências produzem o conhecimento, possibilitando-nos tornar concretos os
conhecimentos adquiridos.
Já Luckesi (2002, p 4) diz que quando a criança brinca, sua brincadeira tem a
profundidade de quem se dedica a construir e cuidar do mundo, o mundo que é significativo
para si. Assim sendo, o ato de brincar será um ato profundo de cuidar da existência, de forma
criativa, alegre e até mesmo hilariante, com as especificidades de cada idade e de cada
circunstância de vida.
O brincar na escola estimula uma aprendizagem diferente e bastante significativa para
a criança, pois possibilita no contexto escolar uma contínua aprendizagem, incluindo fatores
além dos puramente intelectuais, como os fatores sociais, afetivo, físico, ético e moral,
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
tornando a aprendizagem mais abrangente e formadora. O jogo na escola apresenta benefício
a toda criança, um desenvolvimento completo do corpo e da mente por inteiro. Por isso, na
educação lúdica, o que importa não é apenas o produto da atividade que dela resulta, mas a
própria ação, momentos de fantasia que são transformados em realidade, momentos de
percepção, de conhecimentos, momentos de vida. Assim, ensinar ao aluno de uma maneira
mais lúdica é buscar cada vez mais seu interesse em querer aprender, de uma forma diferente
dá que algumas escolas estão acostumadas a ver, sendo fundamental a utilização do lúdico na
escola para promover uma total interação entre os alunos e o professor.
1.4 O JOGO, O BRINQUEDO E A BRINCADEIRA.
Considerando a relevância das atividades lúdicas em sala de aula e na escola é
importante apresentar e discutir os conceitos de “jogo, brinquedo e brincadeira”. Para
Huizinga (2005 p. 6), jogos, brinquedos e brincadeiras fazem parte do mundo da criança, pois
o brincar está presente na humanidade desde o início; segundo ele os antigos já se
preocupavam com a importância do brincar para o desenvolvimento integral do ser humano,
pois desde a antiguidade o ser humano vem sendo denominado como homo sapiens - o que
conhece e aprende, homo faber - o que faz e produz, homo ludens - o que brinca e o que cria.
Segundo alguns dicionário (Aurélio e Ruth Rocha) o brinquedo é qualquer objeto com
que as crianças brincam, sendo a brincadeira o ato ou efeito de brincar e o jogo é uma
atividade física ou mental funadada em sistema de regras que definem a perda ou ganho.
Para Huizinga (2005, p.147) é através do jogo que a criança libera e canaliza sua
energia, transforma sua realidade; libera sua imaginação e fantasia. O jogo é, por excelência,
integrador, tendo sempre um caráter de novidade, o que é fundamental para despertar o
interesse da criança. Assim, para ele, o jogo:
...é uma atividade que se processa dentro de certos limites temporais e
espaciais, segundo uma determinada ordem e um dado número de regras
livremente aceita, e fora da esfera da necessidade ou da utilidade material. O
ambiente em que ele se desenrola é de arrebatamento e entusiasmo, e tornase sagrado ou festivo de acordo com as circunstâncias. A ação é
acompanhada por sentimento de exaltação e tensão, e seguida por um estado
de alegria e distensão (HUIZINGA, 2005. P.147).
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
Huizinga (2005 p. 33) define o jogo como uma atividade ou ocupação voluntária,
exercida dentro de certos limites de tempo e de espaço, seguindo regras livremente
consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotadas de um fim em si mesma, acompanhado
de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente da vida cotidiana.
Assim, considera-se o jogo uma atividade espontânea, voluntária na criança, através da
qual ela libera suas energias, imaginação e fantasias, tornando-se puramente criativa, pois no
jogo há sempre uma novidade a cada jogada, despertando o interesse e motivando a criança
em seu desenrolar, possibilitando a cada novo jogo ou nova brincadeira o surgimento de um
novo conhecimento.
De acordo com Kishimoto (1999, p.98) os jogos e as brincadeiras fazem parte da vida
da criança, pois ela vive em um mundo de fantasia, de encantamento, de alegria, de sonhos,
onde realidade e faz de conta se confundem. Para esse autor é através dos jogos que a criança
explora os objetos que a cerca, melhorando sua agilidade física, experimentando seus sentidos
e desenvolvendo seu comportamento em companhia com outras crianças, aprendendo a
conhecer a si mesma. Para Kishimoto (1999, p. 99) “ O jogo está no gênese do pensamento,
da descoberta de si mesmo, da possibilidade de experimentar, de criar e de transformar o
mundo”.
Nessa perspectiva, o mesmo autor considera que o jogo é a forma mais natural da
criança entrar em contato com sua realidade, pois é através das brincadeiras que a criança
consegue expressar suas idéias, seus sentimentos, além de ser sua fonte de prazer.
Com base no referido autor, as atividades lúdicas podem se tornar um dos meios mais
propícios na construção do conhecimento da criança e de suas habilidades. Para tanto, o
professor deverá oferecer situações desafiadoras que motivem diferentes respostas,
estimulando a criatividade e a redescoberta, tornando o jogo uma parte integrante da ação
educadora.
Kishimoto (1999, p. 32) refere-se ao brinquedo entendido como um objeto sendo um
suporte da brincadeira, que supõe relação íntima com a criança, mas possui ausência de um
sistema de regras que organize sua utilização.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
O brinquedo estimula a representação, a expressão de imagens que evocam
aspectos da realidade. Ao contrário, os jogos como xadrez, construção, de
modo implícito ou explícito, o desempenho de habilidades definidas pela
estrutura do próprio objeto e suas regras (KISHIMOTO, 1996, p. 32).
O brinquedo é um objeto utilizado durante as brincadeiras; nesse sentido, é um objeto
facilitador do desenvolvimento das atividades lúdicas, que desperta a curiosidade, exercita a
inteligência, permite a imaginação e a invenção, como nos mostra Kishimoto (1999, p. 48) a
seguir:
O vocábulo ‘brinquedo’ não pode ser reduzido à pluralidade de sentidos do
jogo, pois conota criança e tem dimensão material, cultural e técnica. É o
estimulante material para fazer fluir o imaginário infantil, tendo relação
estreita com o nível de seu desenvolvimento (KISHIMOTO, 1996, p. 48).
Seguindo o pensamento do mesmo autor, o brinquedo ensina qualquer coisa que
complete o indivíduo em seu saber, seus conhecimentos e sua apreensão do mundo, assim o
brinquedo educativo conquistou espaço na educação infantil. É através da brincadeira com
uso do jogo que a criança tem a possibilidade de desenvolver sua criatividade, socialização,
afetividade e autonomia, assimilando experiências e informações, e, sobretudo, integrando
atitudes e valores (KISHIMOTO, 1999, p. 36/37).
Segundo Kishimoto (1999, p. 39), a teoria de Piaget não discute a brincadeira em si
mesma, tendo a brincadeira uma conduta livre e espontânea, que a criança expressa por sua
vontade e pelo prazer que lhe dá; os jogos não são apenas uma das formas de desafogo ou
entretenimento para gastar as energias das crianças, mas meios que contribuem e enriquecem
o desenvolvimento intelectual.
Para Almeida (1984, p.17) a melhor forma de conduzir a criança à atividade, a autoexpressão e a socialização é através do jogo. Segundo ele os jogos constituem uma forma de
atividade natural do ser humano, podendo ser usado na recreação e na educação ao mesmo
tempo.
Nesse sentido, o jogo não é simplesmente um passatempo para distrair a criança, ele
ajuda no seu desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo e moral, estimula o crescimento, as
faculdades intelectuais, a iniciativa individual e a observação. É através do jogo que a criança
pode testar hipóteses, explorar toda a sua criatividade (ALMEIDA, 1984, p. 17).
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
A criança necessita brincar, criar, inventar para manter seu equilíbrio com o mundo,
logo o jogo é um importante instrumento nas atividades infantis para o crescimento e o
desenvolvimento da criança. É através dos jogos e das brincadeiras que o educando encontra
apoio para superar suas dificuldades de aprendizagem, logo as brincadeiras são necessárias e
contribuem para o desenvolvimento de habilidades como aprender e pensar (ALMEIDA,
1984, p. 18).
Para Almeida (1984, p.26) a brincadeira é a ação que a criança desempenha ao
concretizar a ação do jogo e suas regras, podendo dizer que é o lúdico em ação, assim o
brinquedo e a brincadeira relacionam-se diretamente com a criança. O mesmo reflete a
importância de se compreender que o conteúdo do brinquedo não determina a brincadeira da
criança, sendo o ato do brincar o que revela o conteúdo do brinquedo.
Para Bettelheim é através das brincadeiras que as crianças começam a entender como
as coisas funcionam, o que pode ou não ser feito com os objetos e como, e os rudimentos do
porque e do porque não.
Através de uma brincadeira de criança, podemos compreender como ela vê e
constrói o mundo - o que ela gostaria que ele fosse, quais as suas
preocupações e que problemas a estão assediando. Pela brincadeira, ela
expressa o que teria dificuldades de traduzir em palavras. Nenhuma criança
brinca espontaneamente só para passar o tempo, embora ela e os adultos que
a observam possam pensar assim. Mesmo quando participa de uma
brincadeira, em parte para preencher momentos vagos, sua escolha é
motivada por processos internos, desejos, problemas, ansiedades. O que se
passa na mente da criança determina suas atividades lúdicas; brincar é sua
linguagem secreta, que devemos respeitar mesmo que não a entendermos
(BETTELHEIM, 1988 p. 64).
Segundo Bettelheim, brincando com os outros as crianças aprendem que existem
regras de sorte e de probabilidade, e regras de conduta que devem ser cumpridas, se
quisermos que os outros brinquem conosco.
Segundo Santos (2002, p. 4) um dos aspectos que marcam a infância é o brinquedo, e
este é para a criança aquilo que o trabalho é para o adulto, isto é, sua principal atividade. Toda
criança brinca independente da época, cultura ou classe social. O brinquedo é a essência da
infância, é o brincar, um ato intuitivo e espontâneo.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
Para Marcelino a ludicidade pode ser um ótimo recurso pedagógico, sendo a atividade
lúdica um meio de expressão fundamental para a criança. Sobre o jogo o autor afirma:
O jogo é um recurso metodológico capaz de propiciar uma aprendizagem
espontânea e natural. Estimula a crítica, a criatividade, a socialização, sendo,
portanto, reconhecido como umas das atividades mais significativas - senão
a mais significativa - pelo conteúdo pedagógico social (1994, p74).
Através do diálogo com os autores mencionados ficou claro a importância dos jogos,
das brincadeiras e dos brinquedos para o desenvolvimento do aluno no cotidiano escolar,
sendo um meio pelo qual ele pode experimentar, transformar e criar seu mundo, aprendendo a
conhecer a si mesmo, conseguindo expressar suas idéias e sentimentos. Tomando como
referência as considerações desses autores, considera-se importante que o professor torne o
jogo parte integrante da ação educativa, estimulando a criatividade e a redescoberta,
permitindo a socialização e auto-expressão, pois é através do jogo que a criança cria hipóteses
para a resolução de seus problemas.
Pode-se concluir que os brinquedos são objetos manipuláveis, podendo ser utilizados
como um recurso voltado para educar e desenvolver na criança, de forma mais prazerosa, sua
aprendizagem através da troca, da interação com o objeto. A brincadeira nada mais é do que o
ato de brincar com o brinquedo ou mesmo com o jogo; jogar também é brincar, e é através da
brincadeira que a criança estimula o raciocínio, a atenção e a concentração, portanto é de
grande relevância a utilização de jogos no processo de ensino-aprendizagem para a construção
de novos conhecimentos.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
2 A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO PARA O DESENVOLVIMENTO DA
CRIANÇA
A criança brinca porque brincar é uma necessidade básica, assim como a saúde, a
educação e a alimentação são importantes para o seu desenvolvimento infantil. O brincar
torna-se significativo para a criança a medida que se desenvolve, inventando e construindo.
Para a criança o brincar esta’ como o trabalho esta’ para o adulto: è a sua atividade.
É por meio da brincadeira que a criança experimenta, descobre, aprende, inventa e
adquire habilidades, além de estimular sua criatividade, a autoconfiança e a autonomia,
proporcionando o desenvolvimento da linguagem, do pensamento, da concentração e da
atenção, que são elementos importantes para a construção de sua aprendizagem.
Através da relação com o brinquedo a criança desenvolve a afetividade, a criatividade,
a capacidade de raciocínio e o entendimento com o mundo. Brincando a criança desenvolve
sua inteligência e sensibilidade, aumenta sua independência, desenvolve habilidades motoras,
exercita sua imaginação e criatividade, socializa-se com outras crianças, aumenta sua
necessidade de aprender, conhecer e inventar, assim constrói seus conhecimentos. Por todos
estes motivos expostos, reconhece-se a importancia do brinquedo e da brincadeira para o
desenvolvimento integral da criança, cabendo ao adulto conduzir, de forma ludica, seu
desenvolvimento.
É pelo lúdico que se dá a relação da criança com o mundo; através das atividades
lúdicas e dos jogos a criança forma conceitos, seleciona idéias e se socializa, desenvolvendo
suas habilidades de forma natural, pois brincando ela aprende a comunicar-se com outras
crianças, sem medo ou cobrança, mas sim com prazer.
Para Vygotsky (1984) apud Negrini (1994) é relevante o papel do brincar na vida da
criança, na construção do pensamento infantil, pois brincando ela está construindo seu próprio
pensamento. Segundo Negrini (1994, p. 19) brincar é sinônimo de aprender, pois brincar gera
espaço para pensar, desenvolver o pensamento e o raciocínio, desenvolver habilidades,
conhecimentos e criatividade, além de satisfazer desejos, estabelecer contatos sociais e
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
compreender o meio em que vive. O brincar oportuniza uma interação que favorece a
superação do egocentrismo, desenvolvendo a solidariedade e a empatia.
As contribuições das atividades lúdicas no desenvolvimento integral indicam
que elas contribuem poderosamente no desenvolvimento global da criança e
que todas as dimensões estão intrinsecamente vinculadas: a inteligência, a
afetividade, a motricidade e a sociabilidade são indispensáveis, sendo a
afetividade a que constitui a energia necessária para a progressão psíquica,
moral, intelectual e motriz da criança (NEGRINI, 1994. p. 19).
O jogo permite que a criança exercite não somente sua capacidade de pensar ou agir,
mas suas habilidades motoras e principalmente sua imaginação, pois é através do uso de sua
imaginação que a criança demonstra suas vontades e desejos.
Os educadores devem permitir que a criança explore a imitação, a fantasia,
incentivando a realização de jogos sozinha e com outras crianças, isso é muito importante
para seu equilíbrio emocional.
Vygotsky (1984) apud Negrini (1994), diz que o desenvolvimento, a imitação e o
ensino desempenham um papel de primeira importância. Põem em evidência as qualidades
especificamente humanas do cérebro e conduzem a criança a atingir novos níveis de
desenvolvimento. A criança fará amanhã sozinha aquilo que hoje é capaz de fazer em
cooperação.
Os jogos se tornam interessantes e úteis no processo educacional quando os
educadores propõem situações desafiadoras para a criança resolver. Assim a criança ensaia
comportamentos, ensaia atitudes, valores, hábitos e situações para os quais não está preparada
na vida real.
Para Vygotsky (1979) apud Negrini (1994) a regra e a situação imaginária
caracterizam o conceito de jogo, relacionando o papel da imaginação com a criatividade,
Vygotsky afirma que os processos de criação são observáveis principalmente nos jogos da
criança, porque no jogo ela representa e produz muito mais do que aquilo que viu. Assim,
para este autor a criança cria a partir do que conhece, das oportunidades do meio e em função
de suas necessidade e preferências. Assim, de acordo com suas concepções, uma prática
pedagógica adequada perpassa não somente por deixar as crianças brincarem, mas, sobretudo
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
por ajudar as crianças a brincar, por brincar com as crianças e até mesmo por ensinar as
crianças a brincarem.
Segundo Almeida (1984, p. 25) os jogos contribuem aliviando a tensão interior e
permitindo a reeducação do comportamento, aumentando a autoconfiança, fazendo a criança
agir com firmeza, trazendo grandes benefícios, não só do ponto de vista físico, mas intelectual
e social. Para ele, durante muito tempo, os jogos eram vistos, simplesmente com a finalidade
de desenvolver o físico.
Segundo este mesmo autor os jogos e técnicas recreativas agem gradativamente nos
indivíduos, fazendo com que inúmeras barreiras de complexos e problemas sejam sanadas
devido à naturalidade com que se processa o método, além de desenvolver a memória, a
atenção, o raciocínio e contribui no fator da desinibição, a criança aprende a definir valores, a
formar juízos, a fazer escolhas. Segundo ele, a dinâmica lúdica enriquece a formação da
personalidade humana, agindo efetivamente na vida cooperativa do grupo, e ajuda a criar uma
ordem social plena de vida e de felicidade, do ponto de vista didático, nada melhor para a
criança do que estar ocupada com aquilo que lhe interessa, assim ela canaliza suas energias
para aquilo que faz, aplicando qualquer atividade onde as crianças estejam interessadas estas
se apaixonam por essas ocupações.
Para Almeida(1984) é errôneo pensar que existe diferença entre “educação” e
“diversão”, mas não deixa de ser verdadeiro que aquilo que agrada ensina de uma forma
muito mais eficaz. Afirma que a ludicidade será o método do futuro, pois é o único capaz de
proporcionar a continuação da vida do educando de uma forma alegre, atraente e engajado, da
mesma forma que atinge integralmente os objetivos vinculados aos níveis do conhecimento,
da afetividade e do desenvolvimento sensório motor.
Assim, segundo Almeida, o jogo é um procedimento didático altamente importante,
sendo mais que um passatempo. É um meio indispensável para promover a aprendizagem,
disciplinar o trabalho do aluno e incutir-lhe comportamentos básicos, necessários a formação
de sua personalidade.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
Segundo Piaget apud Luckesi (2002, p. 11), é através dos jogos que a criança aprende
a lidar com suas delimitações, no espaço e no tempo, determinando o que pode ou não ser
feito por ela. Para este autor os jogos são recursos fundamentais dos quais os seres humanos
lançam mão em seu processo de desenvolvimento, possibilitando a organização de sua
cognição e seu afeto.
Segundo Luckesi, (2002 p.13) Piaget procurou estudar como se dá o conhecimento,
como se constrói no ser humano o processo de conhecer, sendo permanente sua resposta de
que é através das atividades, sendo o ser humano um ser ativo que aprende por meio de sua
ação. Nesse sentido, o referido autor ainda sugere que para Piaget os jogos são recursos ativos
dos quais os homens e mulheres se servem em sua vida para construírem a si mesmos,
aprendendo a relacionar-se com o que está fora e em torno de si. Para este autor as atividades
lúdicas servem de recurso para o auto-desenvolvimento, Piaget vê nos jogos atividade que vão
propiciando a construção da inteligência e do afeto.
Luckesi (2002 p. 2) diz que é por meio das atividades lúdicas as crianças estão
construindo e fortalecendo o seu modo de ser, a sua identidade, pois a prática das atividades
lúdicas feitas pelas crianças revela como elas estão, a partir de suas histórias pessoais,
revelando o que elas sentem sobre seu presente cotidiano, seus medos, assim para ele esta
prática revela a construção de seu futuro. Segundo este autor muitas atividades lúdicas das
crianças são de imitação do adulto, tentando compreender o que os adultos fazem. Assim para
Luckesi, cada criança quando vivencia uma atividade lúdica a vivencia como experiência
plena dentro de si.
Através das brincadeiras a criança usa a imaginação criadora para a satisfação
imediata de seus desejos, seus sonhos na brincadeira podem ser facilmente realizados. Educar
é fazer sonhar e fazer brotar o sonho, assim através das brincadeiras o educador tem a
oportunidade de despertar em seus alunos prazer de sonhar. A ludicidade pode proporcionar a
criança aprender a conviver, a ganhar e perder, a esperar sua vez, lidar com as frustrações,
conhecer e explorar o mundo (ALMEIDA, 1984, p. 24).
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
2.1 O PAPEL DO LÚDICO NA ATIVIDADE PEDAGÓGICA
O termo educação em sua etimologia significa conduzir de dentro pra fora. Pode-se
compreender a educação como um processo pelo qual o ser humano conduz sua aprendizagem
de dentro pra fora. Educar não se limita em passar informações, conteúdos prontos e
acabados, mas ajudar o ser humano a tomar consciência de si, dos outros e da sociedade,
educar é preparar para a vida. Cabe ao professor organizar atividades que estimulem os alunos
proporcionando a busca de conhecimentos e o desenvolvimento da criatividade (ALMEIDA
1990, p. 26).
Para Almeida (1990, p. 25) a criança não deve ser vista como um adulto em miniatura,
seu desenvolvimento necessita de alegria e de divertimento da mesma forma que necessita do
ar para respirar. Para ele, é feliz a criança que encontra mestres capazes de entender a
necessidade de correr, de gritar, de brincar, de jogar, de expandir-se, em vez de permanecer
prisioneira nas suas melhores horas do dia e em sua melhor fase. Assim, essa necessidade de
conhecer, de agir, de realizar, e essa sede de descobrir que caracterizam a criança torna-se
indispensável para o seu desenvolvimento físico, intelectual e social.
Segundo Kishimoto ser criança é ter identidade e autonomia, é poder expressar suas
emoções, suas necessidades, é formar sua personalidade, é socializar-se em contato com a
multiplicidade de atores sociais, é expressar a compreensão do mundo pelas linguagens
gestuais, artísticas além de oral e escrita. Ser criança é ter direito à educação, ao brincar, aos
amigos, ao conhecimento, mas é principalmente a liberdade de escolha.
É função da educação formar pessoas capazes de construir conhecimentos, criticas e
criativas, que descubram, criem e inventem, que não aceitem simplesmente o que os outros
lhes dizem. Daí a necessidade de se trabalhar com atividades lúdicas para formar alunos
ativos, que tenham atitudes de iniciativa e não de expectativa, que aprendam a descobrir a
partir dos conhecimentos que ela já possui. Pois quando a criança chega à escola ela já traz
consigo conhecimentos oriundos das atividades lúdicas que pratica em sua vida, muitas
escolas não aproveitam esses conhecimentos, separando seus conhecimentos prévios da
realidade vivida por ela na escola. De acordo com Almeida (1994, p. 26), agindo assim a
escola está comprometendo a espontaneidade da criança, que não se sentirá tão à vontade na
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
sala de aula a ponto de não deixar fluir sua imaginação e emoção. Para ele, a ação lúdica
aplicada a prática pedagógica contribui para que o educador torne suas aulas mais prazerosas
e dinâmicas, além de contribuir para a aprendizagem da criança.
Cunha (1994, p.18) mostra que, com a aplicação do lúdico na prática pedagógica, o
educador será capaz de respeitar e nutrir o interesse na criança, assim o lúdico como um
recurso pedagógico deve ser encarado de forma séria e usado de maneira correta,
possibilitando ampliar de fato suas ações.
Para Antunes (2002, p.37) os jogos pedagógicos têm que ser planejados pelo professor
cuidadosamente, identificando o objetivo da aula e o que é proposto aos alunos. Assim ele
afirma: Jamais pense em usar os jogos pedagógicos sem um rigoroso e cuidadoso planejamento,
marcando por etapas muito nítidas e que efetivamente acompanhem o progresso dos alunos
(ANTUNES, 2002, p.37).
Seguindo o pensamento do mesmo autor, o professor deve preparar seus alunos para o
momento especial a ser propiciado pelo jogo e explicar a razão pela qual está adotando o jogo
naquele momento da aula. Assim ele afirma: “Os jogos ou brinquedos pedagógicos são
desenvolvidos com a intenção explícita de provocar uma aprendizagem significativa, estimular a
construção de um novo conhecimento” (ANTUNES, 2002, p.38).
Nas atividades pedagógicas, o lúdico tem um papel especial e de grande relevância,
pois dá possibilidade ao educador de tornar sua aula mais dinâmica e prazerosa, além de se
tornar um instrumento facilitador na aprendizagem e no desenvolvimento físico, criativo,
cognitivo, social e afetivo do aluno. A utilização de brinquedos, jogos e brincadeiras durante a
prática pedagógica pode contribuir para desenvolver diversas atividades que favorecem a
aprendizagem e a construção de conhecimentos significativos para a criança.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
3 ANÁLISE DAS INFORMAÇÕES
Este capítulo traz as observações feitas através do questionário utilizado com
professores da Escola Criativa sobre a aplicabilidade de atividades lúdicas em sala de aula,
bem como de seu efeito na relação e na aprendizagem dos alunos do ponto de vista de cada
professor. Analisadas as respostas dos educadores, tentamos identificar seus conhecimentos
sobre ludicidade e sua utilização em seu trabalho pedagógico, além das contribuições que
essas atividades proporcionam aos seus alunos.
Para obter as informações necessárias para a realização da análise foi utilizado um
questionário como instrumento de pesquisa, tendo como objetivo principal obter, de forma
direta, a idéia que cada educador possui sobre as atividades lúdicas, sua importância na
utilização em sala de aula, a fim de averiguar sua aplicabilidade por parte dos mesmos.
3.1 CARACTERIZAÇÕES DOS SUJEITOS E DA ESCOLA
A Escola Criativa está localizada na Rua Jaime Grave, nº 2, no bairro de Escada no
Subúrbio Ferroviário de Salvador. A região em que a escola está situada é uma área
residencial, com pouco comércio e algumas igrejas. Esse estabelecimento educacional é uma
instituição privada de pequeno porte, que atende à Educação Infantil e o Ensino Fundamental
de1ª a 4ª série. De acordo com o Projeto Político Pedagógico, as atividades da referida escola
iniciaram em 20 de junho de 2005 e adotou uma proposta pedagógica vinculada a uma linha
construtivista, que mantém proximidade das idéias de Piaget e Vygotsky. Tal proposta
enfatiza a construção do conhecimento a partir de numa visão social, histórica e cultural, na
qual os estudos e os debates sobre a linguagem fundamentam o trabalho de leitura, produção,
diversidade de textos, ortografia e gramática como instrumentos de comunicação. Propiciam
também a efetivação do trabalho num processo de interrogação, argumentação e visão crítica
da realidade. Tem como objetivo principal proporcionar aos educandos situações de
aprendizagem que contribuam para o desenvolvimento de suas potencialidades, bem como
servir de auxílio à família na formação dos valores éticos, morais e sociais, tornando-os
capazes de refletir e agir em seu meio social.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
O Projeto Político Pedagógico da Escola Criativa afirma, no que diz respeito teoria
construtivista, o que o conhecimento não é inato, nem só transmitido; não está só no sujeito
nem é dado apenas pelo objeto, mas se forma e se transforma pela interação entre ambos. A
criança não é passiva nem o professor é simples transmissor de conhecimento. Mas, o
conhecimento resulta de uma construção contínua resultante da invenção e da descoberta nas
trocas entre o sujeito e o meio social, sendo o professor o mediador deste processo.
As famílias às quais os alunos pertencem, na sua maioria, são constituídas por pais e
mães que trabalham fora, possuem um nível básico de escolaridade (Ensino Fundamental ou
Médio) e pertencem à classe média baixa. Em geral, os pais são trabalhadores assalariados
(empregados na indústria, comércio e serviços, funcionário público) e pescadores, as mães
muitas vezes são donas - de - casa.
Nessa história, considerando seu Projeto Político Pedagógico, o aluno é o sujeito ativo
no processo de ensino - aprendizagem. Sujeito que inova, transforma e adquire meios através
da educação de refazer o que já está feito, de forma mais ampla e útil. O aluno deve ser um
questionador do mundo, do homem, da sociedade e de si mesmo, com o objetivo de
compreender, trabalhar e perpetuar a cultura na qual está inserido. É um ser em formação que
está buscando seu espaço na sociedade e precisa de mediação e auxílio para a construção de
seus conhecimentos. Assim, o professor é o agente modificador da trajetória da educação e do
mundo, cultivando os meios que levam a um progresso ativo, dinâmico e sustentador da vida
humana.
3. 2 ANÁLISE DOS QUESTIONÁRIOS
Essa pesquisa visa apresentar e analisar os dados obtidos através da realização de
questionário, que foi aplicado com o objetivo de coletar dados sobre a importância do lúdico
como facilitador da aprendizagem e do desenvolvimento criativo, afetivo e social da criança
com seis professores que trabalham em uma escola particular no subúrbio ferroviário de
Salvador.
Essa proposta busca investigar a ludicidade, tema que, cada vez mais, vem
conquistando espaço na educação, principalmente porque permite um trabalho pedagógico
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
que possibilita a produção do conhecimento, da aprendizagem e do desenvolvimento em
vários aspectos materiais e subjetivos da criança. Assim, a utilização de jogos e brincadeiras
no processo pedagógico pode se tornar um instrumento indispensável no processo de
socialização, comunicação, expressão e construção do pensamento.
Para conseguir as informações e os dados necessários foi utilizado um questionário
como instrumento de pesquisa contendo sete questões, contemplando aspectos sobre a
importância da utilização de atividades lúdicas em sua sala de aula, a fim de obter a opinião
dos educadores entrevistados e averiguar o interesse, o conhecimento e as formas do emprego
das atividades em sala de aula. Antes de alcançar os objetivos propostos foi indispensável
realizar consulta bibliográfica para obter embasamento teórico necessário para investigar
sobre o tema escolhido.
Depois de respondidos os questionários e realizada as entrevistas, foi realizada a
sistematização e análise dos dados, agregando todas as respostas para cada pergunta
formulada por cada professor da Escola Criativa - subúrbio ferroviário de Salvador. Após essa
etapa, apresentamos os aspectos mais importantes de cada resposta, destacando-os em itálico
e entre aspas para estabelecer uma diferença entre o discurso das professoras dos comentários
e análises que tentamos fazer:
1. O que você entende sobre atividade lúdica?
Quando perguntado aos educadores sobre o que eles entendem sobre as atividades
lúdicas, todos demonstraram possuir um conceito ligado a ação de brincar, de ser uma
atividade prazerosa, alegre e divertida, atividade que se apresenta de forma criativa
promovendo a satisfação do aluno, capaz de promover a construção de novos conhecimentos,
facilitando assim sua aprendizagem.
De acordo com a professora Michele Ferreira atividade lúdica é “o ato de ensinar
brincando, tornando a atividade algo prazeroso”. Michele demonstra que a brincadeira se
torna uma maneira de ensinar a criança, além de lhe dar prazer, promovendo através das
atividades lúdicas a formação de novos conhecimentos, pois a cada brincar o aluno está
construindo um saber significativo para ele, o que facilita sua aprendizagem. Acredita-se que
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
através do ato de brincar a criança adquire experiências que contribuíram para sua formação
intelectual, pois através desse ato ela constrói novos saberes, contribuindo também para sua
formação social e emocional, onde ela adquire a capacidade de se relacionar, de se expressar e
de se comunicar através da convivência com outras crianças.
Para conceituar o fenômeno da ludicidade, Luckesi argumenta, em sua abordagem,
como foi dito antes, que é uma “experiência interna do sujeito que a vivencia, proporcionando
um estado de plenitude e de prazer”. Santa Marli Pires dos Santos considera as atividades
lúdicas aquelas que se apresentam como ações vividas e sentidas por quem as pratica.
Para a professora Daniele Alves são “atividades que proporcionam ao aluno um
aprender diferenciado ou “brincando”, que viabiliza a construção do conhecimento de forma
prazerosa”. É importante destacar que ela sugere que a atividade lúdica, além de contribuir
para construção do conhecimento, ainda torna essa tarefa uma atividade prazerosa e diferente,
pois se realiza através do brincar. A esse respeito, vale retomar a reflexão de Luckesi onde as
atividades lúdicas propiciam experiências de plenitude na qual nos envolvemos por inteiro.
Essas experiências possibilitam a capacidade de aprender e o desenvolver de habilidades,
promovendo na criança a construção de novos conhecimentos.
A professora Aline Pureza afirma que são “atividades divertidas, brincadeiras”, mas,
para a professora Liliane Araújo não se trata apenas atividades divertidas, também estão
relacionadas às atividades práticas, desenvolvidas para proporcionar habilidades e alcançarem
determinados objetivos. Assim, para ela, atividades lúdicas são “atividades recreativas,
jogos, brincadeiras que são desenvolvidas com objetivos específicos, previamente
estabelecidos pelo mediador”. Essa compreensão é também compartilhada pela professora
Michele Gonçalves quando sugere que “são aquelas atividades que tem um objetivo
pedagógico, mas que apresentam-se de forma criativa, provocando o prazer no aluno”.
Assim, compreende-se que as atividades lúdicas além de serem divertidas para o aluno,
possuem um objetivo caracterizado pela sua ação, como uma atividade capaz de motivar o
interesse do aluno, facilitando assim sua compreensão.
Para Marcellino a atividade lúdica pode ser um meio pela qual a criança pode se
expressar, o que torna a ludicidade um ótimo recurso pedagógico capaz de proporcionar na
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
criança uma aprendizagem natural e espontânea, pois estimula sua socialização e sua
criatividade, sendo para ele uma das atividades mais significativas, senão a mais significativa
pelo conteúdo social que possui.
A professora Maria Aparecida questiona que, ao se trabalhar atividades lúdicas, o
aluno vivencia e é estimulado, promovendo o raciocínio lógico, a criatividade, o que ajuda a
criança em seu processo de construção de conhecimentos. Para ela, a ludicidade potencializa a
capacidade da criança, ampliando sua compreensão de transformar a realidade. Assim, ela
comenta:
“trabalhar de uma forma lúdica é vivenciar, estimular o raciocínio lógico, a
criatividade, auxiliando as crianças no processo de construção do
conhecimento. A ludicidade potencializa essas capacidades, ampliando as
possibilidades das crianças de compreenderem e transformarem a
realidade. Por exemplo, o jogo não pode ser visto apenas como divertimento
ou brincadeira para desgastar energia, pois ele favorece os
desenvolvimentos físicos, cognitivos, afetivos e principalmente a interação e
o respeito pelos amigos”.
Podemos perceber que em sua resposta a professora aponta aspectos importantes sobre
a atividade lúdica, por compreendê-la como um importante instrumento capaz de estimular a
imaginação, desenvolver a capacidade de planejar, organizar e vivenciar diversas situações,
possibilitando a construção de novos conhecimentos, favorecendo o desenvolvimento físico,
afetivo e possibilita a socialização entre aqueles envolvidos nesse ato.
Além disso, sugere que os jogos e as brincadeiras não podem ser considerados
somente como um divertimento ou uma atividade para gastar energia, pois qualquer atividade
lúdica que seja satisfatória e significativa para a criança pode se tornar útil e interessante no
processo educacional. Considera-se que quando os professores criam situações desafiadoras
para o aluno resolver pode estimular no aluno o desenvolver comportamentos e hábitos que
valorizem as atitudes críticas e criativas.
Podemos perceber que as atividades lúdicas são todas ou quaisquer atividades que
proporcionem a criança um envolvimento pleno de experiências vivenciadas em seu dia a dia,
interagindo sua ação, pensamento e emoção de forma que proporcione a construção de novos
conhecimentos, além de lhe dar satisfação e prazer.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
2. Você utiliza alguma atividade lúdica em sala de aula? Em quais circunstâncias?
Todos os professores afirmaram trabalhar com a ludicidade em momentos diferentes,
não somente na recreação, mas em sala de aula. Daniele Alves respondeu que “Sim, ao iniciar
a aula”, demonstrando que a utilização das atividades lúdicas no início das aulas propicia um
envolvimento em função da socialização, possibilitando o entrosamento dos alunos entre si e
até mesmo com o professor.
A professora Maria Aparecida explica que, em sua classe, utiliza diversas atividades
lúdicas que são usadas em diferentes momentos, “Sim, cantigas de roda, na rodinha, na hora
do conto, lanche, na saída e em outros momentos dependendo do planejamento”, também
afirma Aline Pureza “Sim, em diversos momentos, durante a aula em diferentes disciplinas, e
nos momentos de recreação”, assim podemos compreender que as atividades lúdicas podem
ser trabalhadas em diferentes momentos durante a aula e de diferentes formas, pois se tem
uma variedade de atividades, sendo que estas poderão ser trabalhadas de diversas maneiras,
promovendo no aluno o desenvolver de experiências que possibilitam a construção de sua
aprendizagem. Esses procedimentos encontram referências nos estudos de Marcellino (1994,
p. 153), para quem as atividades lúdicas em sala de aula podem oferecer experiências
concretas e necessárias para que a criança se prepare para a vida.
Outra professora, Liliane Araujo, respondeu “Sim. Geralmente para iniciar ou revisar
um conteúdo, ou para tratar de algum tema que tenha surgido em meio às situações de
conflito na sala”. Sua resposta nos instiga a entender outras possibilidades de utilização das
atividades lúdicas em sala de aula, “revisar conteúdo”, de um “tema” novo ou de “situações
de conflito na sala”. Compreende-se que dessa forma a criança pode criar e recriar seus
conhecimentos, condições de se adaptar ao mundo, a viver em sociedade, pois proporciona o
conviver com seus colegas e o aprender a aceitar as opiniões e idéias das outras pessoas.
Michele Ferreira, outra professora, comenta que sempre utiliza atividades lúdicas, pois
o aprendizado do aluno acontece da melhor forma quando a criança se sente satisfeita com
aquilo que está fazendo. Assim, para ela, o uso das atividades lúdicas é muito importante,
comenta: “Sim. Sempre! Até porque trabalho com educação infantil e nessa fase o
aprendizado se dá de maneira melhor quando a criança sente prazer no que faz. E, para tal,
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
o uso de brincadeiras torna-se imprescindível”. As observações de Michele sobre atividade
lúdica em sala encontram respaldo nos estudos de Santos, que avalia ser a brincadeira o meio
pelo qual a criança explora uma variedade de situações, criando experiências que contribuem
para ampliar sua aprendizagem, desenvolver competências, habilidades e principalmente
confiança em si mesma, sendo por isso ferramenta indispensável para o desenvolvimento
infantil, pois o brincar é para a criança sua atividade mais completa. Assim compreende-se
que através das experiências adquiridas pelas crianças com do ato de brincar lhes
proporcionam uma variedade de situações que contribuem para seu crescimento e
desenvolvimento, promovendo um aprender significativo, pois esta sente-se satisfeita com a
atividade que pratica.
A professora Michele Gonçalves comenta “Sim, várias, utilizo muitos jogos,
atividades de expressão corporal, entre outros”. Compreende-se que através das brincadeiras
e de outras atividades a criança tem a possibilidade de desenvolver a expressão corporal,
movimentando seu corpo, pois como afirma Almeida (1995, p. 41) essa atividade possibilita
seu crescimento sadio, além de contribui na formação da criança.
A sala de aula sempre foi vista como um espaço sério, sem lugar para o divertimento,
onde a disciplina e o rigor era mantido, podendo somente cantar algumas músicas e ouvir
histórias; o brincar só podia ser praticado na hora do intervalo ou na hora da saída, pois só ai a
criança tinha a liberdade de se expressar como criança. As atividades lúdicas são
fundamentais para: a construção da aprendizagem, o crescimento emocional e físico sadio e
estimular a criatividade na criança.
3. Quais atividades lúdicas você costuma trabalhar em sala de aula?
Através dessa pergunta ficou claro que são utilizadas diversas atividades lúdicas,
diferentes brincadeiras e jogos. Percebe-se que os educadores preferem trabalhar com
atividades dirigidas nas quais, muitas vezes, eles participam como intermediários. Jogos que
possibilitem o raciocínio lógico, a atenção e a concentração, como jogos de memória, bingos,
quebra-cabeça, dominó, dama, mas muitas atividades divertidas como músicas, teatro,
competições, gincanas como afirma a professora Aline Pureza, “diversas brincadeiras que
movimentem o corpo, jogos de tabuleiro (quebra-cabeça, dama, dominó...) gincanas,
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
competições, dança, música, teatros diversos”. Compreende-se que as atividades utilizadas
pela professora Aline proporcionam em seus alunos diversas habilidades, como as habilidades
físicas, cognitivas, além de promover o envolvimento dos alunos e contribuindo assim para
uma boa convivência em grupo, o que é muito bom para o desenvolvimento dos mesmos.
A professora Michele Ferreira costuma trabalhar com “jogos de memória,
amarelinha, bingos, caixas-surpresa”. Essas atividades promovem nos alunos uma melhor
concentração e atenção. Como Michele trabalha com educação infantil, isso é muito
importante para o futuro de seus alunos, pois contribuirão futuramente para sua aprendizagem
nas séries seguintes.
Michele Gonçalves responde: “utilizo jogos, atividades de expressão corporal e oral,
etc.”. Compreende-se que os jogos de expressão corporal possibilitem motivar o corpo,
contribuindo para o desenvolvimento físico da criança, os jogos que possibilitam a expressão
oral, favorecem o desenvolver da comunicação, contribui para que a criança tenha uma maior
desenvoltura em expressar suas opiniões e idéias.
A professora Maria Aparecida comenta que utiliza: “Cantigas de roda, jogos,
brincadeiras como lá vai à bola, amarelinha, vivo morto, chicotinho queimado dentre
outros”. Considera-se que as atividades desenvolvidas pela professora Maria Aparecida
possibilitam o desenvolver da comunicação entre as crianças, valorizando a interação e o
respeito entre elas.
Daniele Alves comenta trabalhar “Jogos, dinâmicas e brincadeiras” com seus alunos
e Liliane Araujo utiliza muitos jogos conhecidos por seus alunos “Jogos na integra, como são
conhecidos das crianças, ou adaptados, brincadeiras”. Daniele Alves e Liliane Araujo não
enfatizam as atividades utilizadas, mas nos dão a entender que utilizam diferentes atividades.
Assim, para Paulo Nunes de Almeida (1984, p. 17) o engajamento e iniciativa do
próprio educador em trazer a ludicidade para a sala de aula, sendo esta uma maneira de
comunicação e expressão do educando e do próprio educador, favorece e aumenta a dinâmica
em sala de aula.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
Os educadores demonstraram, em suas respostas, que a utilização do lúdico em sala de
aula favorece o desenvolvimento físico e intelectual de seus alunos, contribuindo para a
aprendizagem e para uma boa convivência, pois eles interagem a cada dia, possibilitando um
maior envolvimento com seus colegas e professores, aprendendo a trabalhar em grupo. Assim,
o jogo permite que a criança exercite não somente sua capacidade de pensar ou agir, mas suas
habilidades motoras e principalmente sua imaginação, pois é através do uso de sua
imaginação que a criança demonstra suas vontades e desejos.
4. Quais suas observações sobre o envolvimento dos alunos com a utilização de
atividades lúdicas?
Ao serem questionados sobre o envolvimento dos alunos nas atividades lúdicas todos
os educadores afirmaram sua excelente aceitação, pois os alunos pedem para que sejam
realizados outras vezes, demonstram sentir muito prazer e vontade de participar das
atividades.
Os alunos participam mais ativamente das atividades, afirma a professora Michele
Ferreira, “Os alunos ficam encantados, participam mais das atividades, aprendem mais a
criar estratégias e trabalhar em grupo, desenvolvem a criatividade, entre outros”. Para a
professora Aline Pureza “Facilita aprendizagem, pois elas realizam as atividades com mais
prazer e entusiasmo, torna mais interessante para elas, possuindo um total envolvimento na
sua realização”. Compreende-se que o envolvimento dos alunos nas atividades lúdicas
contribui na aprendizagem, o encantamento que essa atividade proporcionam, aumentando
seu interesse, facilita a socialização, pois estes aprendem a trabalhar em grupo, respeitando as
idéias e
aceitando as opiniões dos colegas.
Desenvolvem também a criatividade, na
realização das tarefas, promovendo estratégias de resolução de problemas enfrentados em
cada atividade. Como afirma Almeida (1985, p. 25), nada melhor para a criança do que estar
ocupada com aquilo que lhe interessa, assim ela canaliza suas energias com aquilo que faz,
cria a partir do que conhece, da relação com o meio e em função de suas necessidades e
preferências, experiências de aprendizagem para a construção de seu próprio conhecimento.
Assim, demonstra Santos (2002, p. 15), quando afirma que é por meio das atividades lúdicas
que a criança envolve-se no processo de aprendizagem.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
A professora Liliane afirma que “eles interagem e aprendem de forma descontraída.
As atividades são especificas para casa turma, e é a partir do perfil da turma que o professor
vai escolher as atividades”. Compreende-se que a partir da interação com as atividades os
alunos têm uma maior facilidade em aprender, pois as atividades lúdicas possibilitam um
envolvimento de uma forma descontraída, além de promover novas experiências e situações
que possibilitam a construção de novas habilidades e conhecimentos.
Michele Gonçalves comenta que “eles gostam mais quando são feitas atividades
lúdicas, pois eles se divertem”, assim também acredita a professora Daniele ao afirmar que
“os alunos sentem muito prazer e vontade em participar das atividades”. As respostas dessas
professoras demonstram que quando se pratica uma atividade lúdica, ou melhor, uma
atividade divertida, o aluno se sente motivado, sentindo vontade de continuar a fazer esta
atividade, possibilitando o despertar e o interesse em criar, invernar, descobrir e conhecer.
Para a professora Maria Aparecida, ao desenvolver as atividades lúdicas, esse
envolvimento do aluno torna a aprendizagem mais significativa, demonstrando que essas
atividades agradam e motivam a criança, assim ela afirma:“quando os alunos desenvolvem as
atividades envolvendo a ludicidade o aprendizado torna-se muito mais
estimulante e
prazeroso”.
De acordo as reflexões de Luckesi, a ludicidade foca a experiência interna do sujeito
que a vivencia, proporcionando um sentimento de plenitude, daí surge a satisfação, mas,
questiona-se que as atividades lúdicas são sempre vistas como atividades divertidas, responde
sugerindo que depende de cada indivíduo que a vivencia, pois o que pode ser divertido para
um pode não ser para outro, assim as crianças sentem prazer em diferentes atividades, mas
através da brincadeira ela satisfaz desejos e necessidades, pois o brincar é significativo para
ela.
Assim percebe-se que através das atividades lúdicas e do ato de brincar a criança cria a
possibilidade de se expressar, investigar e aprender sobre as coisas que de certo modo lhe
interessam, pois tudo que tem uma significância para ela contribui para seu crescimento.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
5. Para você qual a importância da utilização de atividades lúdicas na aprendizagem
da criança?
Sobre a importância da utilização das atividades lúdicas na aprendizagem, as
professoras demonstraram ter informações sobre a importância de sua utilização como
ferramenta que facilita o desenvolvimento da aprendizagem, por terem significância para a
criança.
Michele Gonçalves comenta: “é de suma importância, pois eles aprendem mais
quando sentem prazer em fazer o que é trabalhado, quando tem uma certa significância para
eles”. É possível observar na resposta da professora que a brincadeira é uma atividade que faz
parte da experiência dos alunos e por isso gera o sentimento de prazer, ou seja, é uma
atividade que apresenta significado para o aluno e é a partir desse ato que se constrói o
aprender, o desenvolver da imaginação, a possibilidade de tornar-se mais confiante passando
a conhecer seus limites.
Outra professora, Michele Ferreira afirma “quando não utilizada como forma de
disputa, a atividade lúdica desenvolve a imaginação e faz com que o aluno passe a confiar
mais em suas potencialidades, conhecer o seu corpo, etc”. Compreende-se que muitas
atividades podem trazer o caráter de disputa em seu desenvolver, pois muitos jogos possuem
regras estabelecidas, e uma dessas regras é sempre ter um ganhador, o que dificulta se
trabalhar com esses jogos com criança da educação infantil, pois nessa fase à criança só que
ganhar, não entendendo o sentido de participar ou simplesmente jogar por jogar, pra se
divertir. Mas quando colocada de lado esta regra do jogo, a criança tem a possibilidade de
interagir, se divertir e aprender, desenvolvendo, como disse a professora Michele, suas
potencialidades, tornando-se confiante para participar de qualquer atividade. As observações
da professora Michele encontram referência em Santos (2002 e p.15), já que esta considera as
brincadeiras como um caminho que a criança se envolve e sente a necessidade de
compartilhar com o outro, transformado essa troca em um meio de estabelecer relações,
mesmo quando o outro assume o lugar de adversário no jogo, pois isso possibilita aos
participantes expor suas potencialidades, sentimentos e aptidões, testando seus limites.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
Daniele Alves responde que essas atividades em sala de aula ajudam aos alunos a “[...]
se expressam espontaneamente”, além de serem significativas para a criança, esta
espontaneidade que as atividades trazem consigo possibilitam na criança uma aprendizagem
natural, pois segundo Kishimoto (2002, p. 99) a brincadeira promove uma maior atenção e
observação, onde a criança aprende a fixar na memória hábitos e valores indispensáveis em
seu processo de desenvolvimento, pois o brincar ensina a criança a observar o meio em que
vive, assimilando sua cultura.
Para Liliane Araujo “é muito importante, é uma maneira de mostrar para criança que
é possível aprender sem ‘deixa’ de ser criança. É não exigir da criança uma postura de
seriedade que ela ainda não é capaz de assumir”. Compreende-se que através do ato de
brincar a criança aprende como afirma a professora Liliane sem ‘deixar’ de ser criança, pois
essa atividade espontânea possibilita o desenvolver de experiência
que favorecem a
aprendizagem e a construção de habilidades física, motoras e intelectuais, contribuindo assim
para seu desenvolvimento. Assim segundo Bettelheim (1988, p.168) o brincar ensina a
criança, sem que ela perceba os hábitos mais necessários a esse crescimento, pois é através da
brincadeira que a criança começa a entender que pode aprender pouco a pouco, mesmo não
acertando de imediato.
Segundo a professora Aline Pureza “a criança aprende brincando, facilita no seu
desenvolvimento em diferentes áreas da aprendizagem, como o seu desenvolvimento
intelectual”. As observações da professora Aline possibilitam compreender que as atividades
lúdicas proporcionam uma real aprendizagem à criança, além de indicar para os professores
novas maneiras de promover novos saberes, não somente dos saberes intelectuais, mas
também a construção dos saberes sociais, afetivo e criativo.
A professora Maria Aparecida avalia que “as brincadeiras constitui-se como uma
possibilidade educativa fundamental para as crianças”. Essa nos instiga pensar que o ato de
brincar contribui para a vida social da criança, constituindo a base de seu desenvolvimento é
através dessa atividade que ela vivencia sua vida em comunidade, tendo condições de estreitar
relações através de suas experiências sociais, pois vivencia essas experiências no seu dia a dia
e estas a ensinam a respeitar o mundo em que vive.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
Assim compreende-se que a utilização das atividades lúdicas no cotidiano da sala de
aula favorecem e fortalecem a aprendizagem do alunos em diferentes aspectos, pois
possibilitam o desenvolver da socialização, da autonomia, da criatividade, promovendo a
construção de varias habilidades além de lhe possibilitar o conhecer de sua potencialidades,
de seus limites, tornando-se espontânea e confiante no desenvolver de qualquer atividade.
Possibilita ainda o conhecer das atividades lúdicas como um instrumento educativo que pode
ser utilizado pelo professor por ser significativo para seu aluno.
6. Para você qual a importância da utilização de atividades lúdicas para se trabalhar
os conteúdos em sala de aula?
As entrevistadas mostraram que através das brincadeiras e jogos os alunos aprendem
os conteúdos, pois suas experiências transformam em novos saberes, sentindo-se mais
motivados e interessados pelos assuntos trabalhados.
Segundo Michele Ferreira “as atividades lúdicas ajudam as crianças a construírem
seus próprios conceitos a cerca do conteúdo trabalhado, e também a manter um clima de
cooperação e harmonia na sala de aula”. Compreende-se que para ocorrer à assimilação dos
conteúdos é preciso que a criança construa seus próprios conceitos a cerca do assunto, sendo
das atividades lúdicas uma das formas de se constituir e acomodar o conteúdo trabalhado de
maneira onde a criança aprende e não esquece, pois é através da brincadeira e do ato de
brincar que ela constrói experiências significativas, tendo uma maior facilidade em aprender.
Assim segundo Almeida (1984, p.40) é possível trabalhar conteúdos que poderão ser
ensinados através de atividades lúdicas, com a utilização de jogos e brincadeiras no processo
educativo. Pois é por meio das descobertas e da criatividade, que a criança se expressa e
transforma a realidade.
Daniela Alves explica “a de propiciar ao aluno uma ajuda na compreensão do
conteúdo de forma dinamizada”, assim as atividades lúdicas possibilitam uma transmissão de
conteúdos de forma mais prazerosa facilitando sua compreensão e aprendizagem, pois se
realizam na pratica, através do ato de brincar.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
De acordo com a professora Aline Pureza:
“A atividade lúdica é uma ferramenta importante para o auxilio na
aprendizagem. Através delas a criança aprende de maneira pratica e
dinâmica, diferentemente da pratica tradicional, pois elas criam um
interesse maior sobre o conteúdo a ser trabalhado, ampliando que a criança
aprende de maneira mais pratica, aumentando seu interesse sobre o
conteúdo trabalhado”.
Além de auxiliar na transmissão dos conteúdos trabalhados em sala de aula, as
atividades lúdicas proporcionam uma aprendizagem significativa para a criança, pois através
dos jogos e das brincadeiras, a aprendizagem vai de encontro às necessidades e interesses da
criança, além de ser um estímulo, aumentando seu interesse em aprender.
Liliane Araujo acredita que “As atividades lúdicas, quando bem selecionadas, podem
ser uma maneira de aproximar o conteúdo da criança ou a criança do conteúdo. Dar sentido
ao que se é estudado”. Para que haja um bom desempenho do aluno durante esse processo de
aprendizagem é preciso realmente que as atividades lúdicas sejam bem selecionadas e
preparadas para serem desenvolvidas dentro da sala de aula, possibilitando assim um
excelente envolvimento entre o aluno e a atividade pra promover uma aprendizagem
significativa.
Segundo Michele Gonçalves a importância da utilização de atividades lúdicas para se
trabalhar os conteúdos é “Para que eles aprendam de forma mais prazerosa”, para a
professora Maria Aparecida:
“A criança se expressa pelo ato lúdico e é através deste ato que a criança
carrega consigo as brincadeiras que perpetuam e renovam a cultura
infantil, desenvolvendo formas de convivência social, modificando-se e
recebendo novos conteúdos, afim de se renovar a cada nova geração. É pelo
brincar e repetir a brincadeira que a criança sempre saboreia a vitória de
aquisição de um novo saber fazer algo, incorporando-o a cada novo
brincar”,
Compreende-se que através da brincadeira a criança expressar seus sentimentos,
desejos e necessidades, pois em cada ato de brincar ela está inventando, criando, aprendendo e
descobrindo novas maneiras de adquirir novas saberes. Segundo as abordagens de Marcelino
é através das atividades lúdicas que a criança constrói e reconstrói seus conhecimentos, pois
através dessas atividades ela cria, recria e transforma sua experiência em novas descobertas.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
Assim as atividades lúdicas, como os jogos e brincadeiras desenvolvidas dentro da
sala de aula proporciona ao aluno um maior interesse em aprender, despertando sua
motivação e facilitando na aprendizagem dos conteúdos.
7. Como os alunos interagem às atividades lúdicas realizadas?
Como relação à interação dos alunos as atividades lúdicas realizadas em sala de aula,
as professoras apresentaram que seus alunos interagem de maneira satisfatória e participativa,
com pouca dificuldade no começo da realização da atividade, mas demonstrando grande
interesse e envolvendo-se possibilitando assim a construção de novos conhecimentos.
Michele ferreira afirma: “No início, sempre há um pouco de dificuldade, eles ficam
eufóricos, querem falar ao mesmo tempo, mas depois, eles entram no clima e passam a
participar bem das atividades propostas, cooperando, dando sugestões”.
É notório o
entusiasmo que toda criança tem ao se praticar uma atividade lúdica, pois toda brincadeira
sempre trás um caráter de novidade, de descoberta e assim motiva a criança em praticá-la,
proporcionando um envolvimento capaz de lhe trazer benefícios na construção de novas
habilidades.
Daniele Alves afirma: “Com autonomia e prazer em realizá-las”, assim compreendese que na realização brincadeiras a criança constrói novos conhecimentos que contribuem
para desenvolver da suas potencialidades, conhecendo seu limites e lhe proporcionando
confiança na realização das tarefas, o que contribui para aquisição da autonomia, pois através
da realização das atividades a criança expressar suas idéias, opiniões, atitudes e valores.
Para Aline Pureza “Elas interagem de maneira satisfatória e participativa”. Através
das brincadeiras e dos jogos a criança senti-se satisfeita e realizada, logo se interessa em
participar e envolve-se nas atividades promovendo seu aprendizagem.
Mas para Liliane Araujo
“É preciso um planejamento detalhado, uma atividade lúdica mal escolhida
pode estragar tudo, o professor perde o controle, os alunos brincam e o
objetivo não é alcançado. A resposta das crianças e, portanto, dependente
da ação do professor”.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
Entende-se que uma atividade mal elaborada ou mal escolhida, pode fazer com que o
professor perder o controle da aula e não alcançar seus objetivos propostos, por isso à
interação e o envolvimento do aluno as atividade propostas depende da ação do professor, este
deve trazer para sala de aula desafios que possibilitem e interessem aos alunos resolve-los,
proporcionado assim a construção de novas habilidade.
Segundo Michele Gonçalves “Os alunos costumam gostar, pois são atividades
diferentes das que estão acostumados. As únicas dificuldades são que às vezes os alunos têm
resistências em dividir e se socializar com os colegas”. Um dos objetivos da realização das
atividades lúdicas é justamente propor o envolvimento entre os alunos e fim de promover a
socialização na construção de novos saberes. A professora Maria Aparecida demonstra
discordar da professora Michele Gonçalves afirmando “É notório que através da ludicidade
aconteçam as trocas (interações) e as combinações, assim como a exploração de diversos
recursos de forma prazerosa e criativa, desenvolvendo dessa forma as diferentes linguagens,
conhecimentos e relações com o outro”. Assim além de promover a socialização entre os
alunos às atividades lúdicas promovem também a construção da autonomia, pois atuam de
uma forma onde a criança expressa suas ações, sentimentos, desejos e valores.
A partir da visão dos entrevistados e dos dados obtidos, constata-se que a ludicidade
possui um papel relevante na aprendizagem da criança e em seu desenvolvimento crítico,
criativo, social, afeição e cognitivo, além de desenvolver sua comunicação e, por isso a
maioria dos educadores demonstraram utilizar em sala de aula atividades lúdicas, afim de
promover em seus alunos um desenvolvimento integral.
Ao analisar as respostas dos questionários percebe-se que as professores consideram a
utilização de atividades lúdicas como uma estratégia importante e por isso as utilizam
amplamente para atuar no processo de desenvolvimento e aprendizagem dos alunos. Fica
evidente em seus argumentos que as atividades lúdicas propiciam a construção de novos
conhecimentos, mas, para tanto, o professor deve promover e oferecer situações desafiadoras
que motivem diferentes respostas em diversas situações, proporcionando assim a construção
da criatividade, da autonomia e da capacidade crítica do aluno. Além disso, torna o jogo como
parte integrante da ação educativa, significa utilizar a ludicidade como um meio que envolve
o processo de aprendizagem para o desenvolvimento o aluno.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
4 PROPOSTAS DE ATIVIDADES
Neste capítulo pretendo trazer sujestões de atividades lúdicas, que tive a oportunidade
de trabalhar com alunos do jardim II e do 3ºano do ensino fundamental na Escola Criativa,
onde tive a intencão de buscar novas formas de construcão de conehcimentos para a
aprendizagem dos alunos. Minha intensão foi estimular a criatividade dos alunos, onde eles
puderam trabalhar na constucão de brinquedos, jogos e atividades ludicas, que contibuissem
para despertar maior interesse em aprender e descobrir. Assim, possibilitar por meio da
brincadeira que eles adquirissem experiências em seu dia a dia, possibilitando o envolvimento
social com as outras criancas, aprendendo a compartinhar, além de promover um crescimento
emocional, capaz de superar suas dificuldades, descobrir aptidões e limites, pois cacredito que
o desafio faz com que a criança se torne criativa e participativa.
4.1 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
Atividade 1: PESCARIA DAS VOGAIS
Figura 1: Pescaria das vogais
Revista guia prático para professores de ensino infantil. Janeiro, 2009. Editora Lua.
Material:
• Barbante.
• Caixa sem tampa.
• Palito de churrasco.
• Cola quente e branca.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
• Pape de ceda.
• Tesoura.
• Caneta preta.
• Fita adesiva colorida.
• EVA de varias cores.
• Clipes.
Montagem:
• Forre a caixa com papel ceda e fixe com cola ou fita adesiva.
• Recorte peixinhos de EVA e escreva um vogal em cada peixinho.
• Cole o clipe na boca do peixinho com cola quente.
• Enrole o barbante na ponta do palito de churrasco, colocando um clipe aberto na outra
ponta do barbante.
Como brincar:
• A criança pesca um peixe, ela terá que falar uma palavra que comece com a letra que
ela pescou.
Trabalhei esta atividade com jardim II, tendo como objetivo a aprendizagem dos
alunos no conhecimento das vogais. As crianças adoraram por as letras estarem no peixinho e
tiveram muita iniciativa querendo pescar e acertar, no caso, identificar as letras, achei a
atividade satisfatória, pois possibilitou o conhecer das vogais.
Atividade 2: GAVETINHAS DE ADIÇÃO
Figura 2: Gavetinhas de adição
Revista guia prático para professores de ensino infantil. Janeiro,2009. Editora Lua.
Material:
• Palitos de fósforos.
• Papel sulfite colorido.
• Caixas de fósforos.
• Caneta preta.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
• Cola.
Montagem:
• Encape as caixas com papel sulfite.
• Escreva uma operação de soma em cada caixa.
Como brincar:
• A criança pega uma gavetinha, resolve a operação escrita nela e coloca em seu interior
o número de palitos correspondentes ao resultado.
Trabalhei esta atividade também com jardim II, desenvolvi de uma forma diferente,
pois a turma esta conhecendo os números, então propus que eles ao reconhecer os números na
caixa de fósforos pegassem a quantidade de palitos e colocasse na mesma, assim procurei
desenvolver em meus alunos a capacidade de identificar os números e suas respectivas
quantidades. Foi muito boa essa atividade, pois pude observar que os alunos, quando
identificava o número na caixa de fósforos, eles iam contando os palitinhos até chegar ao
número correspondente, o que mostrou que já conheciam a seqüência numérica.
Atividade 3: ENCAIXE DE HEXÁGONOS
Figura 3: Encaixe de hexágonos
Revista guia prático para professores de ensino infantil. Dezembro, 2007. Editora Lua.
Material:
• Bandejas de isopor.
• Tesoura.
• Tinta acrílica.
Montagem:
• Recorte vários hexágonos nas bandejas de isopor.
• Pinte os dois lados com tinta acrílica e deixe secar.
Como brincar:
• Deixe que as crianças encaixem um hexágono no outro e criem muitas figuras.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
Esta atividade foi desenvolvida com meus alunos do jardim II, proporcionando um
brincar, onde eles tinham que encaixar um hexágono no outro e formas objetos quaisquer.
Acredito que o maior resultado nessa atividade, foi na contribuição da concentrarão e atenção,
favorecendo o uso da imaginação, pois eles imaginavam e diziam o que iam tentar construir.
Atividade 4: BUMERANGUE
Figura 4 : Bumerangue
Revista guia prático para professores de ensino fundamental. Abril, 2008. Editora Lua.
Material:
• Papel cartão.
• Fita adesiva colorida.
• Tesoura.
Montagem:
• Recorte o formato do brinquedo.
• Decore com a fita adesiva colorida.
Como brincar:
• Segure em uma das extremidades e arremesse o bumerangue para o alto, a sua frente.
Ele voltara para a sua mão.
Realizada com a turma da 2ª série do ensino fundamental em 2008, este brinquedo foi
desenvolvido por eles mesmo e quando utilizado, eles adoram, pois proporcionou um
conhecimento que eles ainda não tinham adquirido, com relação à direção do ar.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
Atividade 5: PETECA
Figura 5: Peteca
Revista guia prático para professores de ensino fundamental. Outubro, 2007. Editora Lua.
Material:
• Jornal.
• Fita crepe.
• 1 quadrado de TNT de 25 x 25 cm.
• Penas coloridas.
• Barbante.
• Tesoura.
Montagem:
• Amasse o jornal e faca uma bola.
• Enrole a bola com fita crepe deixando-a bem amarrada.
• Coloque a bola de jornal no meio do quadrado de TNT e cubra formando uma trouxa.
• Prenda com a fita crepe, cortando o excesso do tecido.
• Coloque algumas penas no centro, amarrando bem firme com barbante.
Também desenvolvida pelos alunos da 2ª serie no ano de 2008, eles gostaram muitos e
pediam para brincar sempre.
Atividade 6: VAIVÉM
Figura 6: Vaivém
Revista guia prático para professores de ensino fundamental. Outubro, 2007. Editora Lua.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
Material:
• Duas garrafas plásticas tipo “pet” de 2 litros.
• Fita adesiva colorida.
• 4 argolas de tampinha plásticas tipo de pet.
• 2 pedaços de cora de varal.
Montagem:
• Corte a parte superior das duas garrafas (cerca de 20 cm).
• Passe os dois pedaços da cora de varal por dentro das garrafas.
• Encaixe uma parte a outra das garrafas, cole a emenda com a fita colorida.
• Amarre a argola em cada parte dos fios.
Como brincar:
• Cada criança segura em uma ponta da corda, e à medida que se distancia e se aproxima
a corda, a garrafa movimenta-se na horizontal.
Este brinquedo foi construído pelos alunos do 3º ano da escola criativa. Cada aluno
construiu em parceria com um colega, após sua construção foi utilizado pelos mesmos,
proporcionando uma enorme satisfação, nessa brincadeira eles tinham que abrir e fechar com
força e com rapidez, quem se atrapalhasse perdia a brincadeira. O resultado foi que eles
perceberam que pra movimentar o objeto tinham que ser ágeis.
Estas sugestões de atividades poderão ser trabalhadas em sala de aula, ou fora dela,
proporcionando ao aluno prazer em aprender e contribuindo assim para a construção de novos
saberes e habilidades. Não tive a oportunidade de desenvolver com meus alunos uma
variedade de atividades, mas vou continuar tentando trabalhar de forma lúdica, e como muita
satisfação proporcionar em meus alunos a motivação necessária para que os mesmos possam
criar, descobrir e buscar novos conhecimentos.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este estudo mostra a importancia de se trabalhar de forma lúdica e prazeroza,
principalmente quando se trata de crianças, ou seja, na educaçao infantil e ensino
fundamental, sem deixar de apontar que em todo campo da educaçao a ludicidade é de
extrema relevência.
Foi possivel constatar através desse estudo a importância destas atividades sob o ponto
de vista cultural, social e pedagógico, pois possibilitam a criança o desenvolvimento de
atitudes e valores determinados pela cultura na qual está inserida. Possibilita ainda o
desenvolvimento da socialização através do contado e do envolvimento entre as crianças em
cada atividade ou brincadeira, além de possibilitar a aquisição da aprendizagem e de
conhecimento e a construção de habilidades e competências desenvolvidas em cada ato de
brincar.
Com base na pesquisa bibliográfica adotada para a realização deste estudo foi possível
perceber que as atividades lúdicas oferecem experiências concretas e necessárias para que a
criança construa e se prepare para a vida, tornando-se capazes de pensar por conta própria,
possibilitando assim a construção de sua autonomia. Compreende-se que os jogos e as
brincadeiras favorecem e fortalecem o relacionamento e a interação, promovendo um maior
envolvimento entre os alunos e contribuindo assim para sua inserção na sociedade. O jogo e a
brincadeira possibilitam trabalhar a expressão oral da criança, relacionando suas idéias e
desenvolvendo a imaginação e criatividade, além de trabalhar sua atenção e concentração.
É interessante ressaltar que as contribuições dos professores entrevistados foram
relevantes para a conclusão desse estudo, tendo em vista que os mesmos atribuíram às
atividades lúdicas um papel essencial para motivar os alunos a estudar e aprender. Acredita-se
que ao realizar uma atividade e a partir desta se construa a aprendizagem; essa construção
depende da motivação, do interesse e principalmente da necessidade da criança. Compreendese assim que a ludicidade auxilia o professor a trabalhar, de forma mais atrativa e interessante,
as dificuldades de aprendizagem de seus alunos.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
É importante trabalhar na criança estímulos que favoreçam seu crescimento, de forma
que se desenvolvam fatores fundamentais, como a socialização, a capacidade de iniciativa,
autonomia e principalmente o senso crítico e criativo, e isto é possível através das atividades
lúdicas, pois trata-se de uma atividade satisfatória e significativa para os alunos.
Foi possível perceber que é por meio de uma educação lúdica, indo ao encontro das
necessidades e interesses da criança, que se pode construir uma educação de qualidade
voltada para a valorização das experiências do aluno como um meio de estimular a construção
de conhecimentos. Destaca-se, também, a importância do professor como mediador que, ao
realizar ludicamente em sala de aula, estabelece ligações entre os atos de brincar e de
aprender brincando. A utilização das atividades lúdicas no processo pedagógico motiva
ensinar e aprender, promovendo melhorias nos relacionamentos professor-aluno e alunoaluno, contribuindo para que o aluno estimulado continue a enfrentar novos desafios na
aprendizagem.
A ludicidade é uma ferramenta rica para o processo de ensino e aprendizagem, pois
proporciona inúmeras possibilidades para desenvolver as potencialidades e habilidades dos
alunos. Sendo assim, as brincadeiras e os jogos, ou quaisquer outras atividades que sejam
prazerosas e incentivem a aprendizagem os alunos, devem ser levados a sério no ambiente
escolar, pois o foco que se deve ter é o benefício da criança, conhecendo-a em suas
necessidades e vontades. Através do lúdico conseguiremos conhecer ou reconhecer suas
dificuldades, proporcionando-lhes uma visão do mundo, para que o aprender se dê de forma
curiosa e significativa.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Paulo Nunes de. Dinâmica lúdica: jogos pedagógicos. São Paulo: Loyola, 1984.
ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação lúdica: técnicas e jogos pedagógicos. São Paulo:
Loyola, 1990.
ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação lúdica: técnicas e jogos pedagógicos. São Paulo:
Loyola, 1994.
ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. Rio de Janeiro:
Vozes, 2002.
BETTELHEIM, Bruno. Uma vida para seu filho: pais bons o bastante. Rio de janeiro:
Campos, 1988.
CUNHA, Nylse Helena. “Brinquedoteca: um mergulho no brincar”. São Paulo: Maltese,
1994.
CUNHA, Nylse Helena da Silva. Brinquedo, desafio e descoberta: subsídios para utilização
e confecção de brinquedos. Rio de janeiro: FAE, 1988.
CUNHA, Nylse Helena da Silva. Brincar, pensar, conhecer: jogos e atividades para você
fazer com suas crianças. São Paulo: Maltese, 1998.
DALLABONA, Sandra Regina. MENDES, Sueli Maria Schmitt. O lúdico na educação
infantil: jogar, brincar, uma forma de educar. Revista de divulgação técnico cientifico do
ICPG, vol. 1 n. 4, jan. - mar. 2004. Disponível em: www.google.com.br. Acesso em: 14 fev.
2009.
FERREIRA,
Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio escolar da linha
portuguesa. Rio de janeiro: nova fronteira., 1988.
GUIA PRÁTICO PARA PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL. Editora Lua. 2008 2009.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
GUIA PRÁTICO PARA PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Editora Lua.
2007 - 2008.
HUIZINGA, Johan. Homo Ludens. São Paulo: Perspectiva, 2005.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida (org.). Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. São
Paulo: Cortez, 1996.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O brincar e suas teorias. São Paulo: Pioneira, 1998.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Jogos Infantis: o jogo, a criança e a educação. Petrópolis:
Vozes, 1993.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Ludicidade e atividades lúdicas: uma abordagem a partir da
experiência interna. Educação e ludicidade. GEPEL/ FACEB/UFBA, 2002. Disponível em:
www.luckesi.com.br. Acesso em: 12 fev. 2009.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Estados de consciência e atividades lúdicas, em educação e
ludicidade. GEPEL, FACED/ UFBA, 2004. Disponível em: www.luckesi.com.br. Acesso
em: 12 fev. 2009.
LUCKESI, Cipriano Carlos. O lúdico na prática educativa. Tecnologia educacional. Jul.
1994. Disponível em: www.luckesi.com.br. Acesso em: 12 fev. 2009.
LUCKESI. Cipriano Carlos. Educação, ludicidade e prevenção das neuroses futuras: uma
proposta pedagógica a partir da Biossíntese. Revista da FACED/UFBA, 2000. Disponível
em: www.luckesi.com.br. Acesso em: 12 fev. 2009.
LUCKESI. Cipriano Carlos. Desenvolvimento dos estágios de consciência e ludicidade.
Revista da FACED/UFBA, vol. 2, n 21, 1998. Disponível em: www.luckesi.com.br. Acesso
em: 12 fev. 2009.
MARCELLINO, Nelson Carvalho. Pedagogia da animação. São Paulo: Papirus, 1994.
MALUF, Ângela C. Munhoz. Atividades lúdicas como estratégia de ensino e
aprendizagem. Jun. 2006. Disponível em: www.google.com.br. Acesso em: 21 dez. 2008.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
MALUF, Ângela C. Munhoz. Brincar na escola. Jan. 2000. Disponível em:
www.google.com.br. Acesso em: 21 dez. 2008.
MIRANDA, Simão. Do fascínio do jogo a alegria do aprender nas séries iniciais. São
Paulo: Papirus, 2001.
NEGRINE, Airton. Aprendizagem e desenvolvimento infantil. Porto Alegre: Popril, 1994.
OLIVEIRA, Sandra Regina Nardis; SILVA, Renata. O lúdico e suas múltiplas derivações na
realização da educação infantil. Revista de divulgação técnico cientifico do ICPG, vol. 3 n.
10, jan. - jun. 2007. Disponível em: www.google.com.br. Acesso em: 14 fev. 2009.
RESENDE, Carlos Alberto. Didática em perspectiva. São Paulo: Pioneira, 1979.
RIZZI, Leonor. Atividades lúdicas na educação da criança. São Paulo: Ática, 1993.
ROCHA, Ruth. Minidicionário Ruth rocha. São Paulo: scipione, 1996.
ROSAMILHA, Nelson. Psicologia do jogo e da aprendizagem infantil. São Paulo: Pioneira,
1979.
SANTOS, Santa Marli Pires dos. Brinquedoteca: sucata vira brinquedo. Porto alegre: Artes
Medicas, 1995.
SANTOS, Santa Marli Pires dos. Brinquedo e infância: um guia para pais e educadores. Rio
de Janeiro: Vozes, 1999.
SANTOS, Santa Marli Pires dos. O lúdico na formação educacional. Petrópolis: Vozes,
1997.
SANTOS, Santa Marli Pires dos. Brinquedoteca: o lúdico em diferentes contextos.
Petrópolis: Vozes, 2002.
VIEIRA, Mauro Luiz. Cardozo, Sheila Tatiana Duarte. A brincadeira e suas implicações no
processo de aprendizagem e desenvolvimento. Abril de 2007. Disponível em:
www.google.com.br. Acesso em: 14 fev.2009.
Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software
http://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
ANEXOS
QUESTIONÁRIO DIRECIONADO AOS PROFESSORES(AS)
Prezado ( a ) Professor ( a ):
Estamos realizando uma pesquisa sobre “A importância do lúdico para o desenvolvimento
da criança”, precisamos de sua colaboração no sentido de nos esclarecer algumas questões.
Atenciosamente,
Daniela Freitas Santos
Universidade do Estado da Bahia - Curso de Pedagogia
Preencha seus dados de identificação e responda as questões específicas que seguem:
Dados de Identificação:
Nome:______________________________________________________________________
Local de Trabalho:____________________________________________________________
Idade:______________________________________________________________________
1. O que você entende sobre atividade lúdica?
2. Você utiliza alguma atividade lúdica em sala de aula? Em quais circunstancias?
3. Quais atividades lúdicas você costuma trabalhar em sala de aula?
4. Quais suas observações sobre o envolvimento dos alunos com a utilização de
atividades lúdicas?
5. Para você qual a importância da utilização de atividades lúdicas na aprendizagem da
criança?
6. Para você qual a importância da utilização de atividades lúdicas para se trabalhar os
conteúdos em sala de aula?
7. Como os alunos interagem às atividades lúdicas realizadas?
Download

daniela freitas santos