UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ, CAMPUS DE TOLEDO LIDIANE DA SILVA FERNANDES DESENVOLVIMENTO DE UM PLANO DE MARKETING PARA ECOENG CONSULTORIA EMPRESARIAL JÚNIOR DA UNIOESTE CAMPUS DE TOLEDO TOLEDO 2010 LIDIANE DA SILVA FERNANDES DESENVOLVIMENTO DE UM PLANO DE MARKETING PARA ECOENG CONSULTORIA EMPRESARIAL JÚNIOR DA UNIOESTE CAMPUS DE TOLEDO Relatório Final de Estágio Supervisionado do Curso de Secretariado Executivo da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Campus de Toledo como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Secretariado Executivo. Supervisora de Estágio: Professora Ivanete Daga Cielo TOLEDO 2010 TERMO DE APROVAÇÃO Dedico este acadêmicos, trabalho a todos empreendedores os por natureza, que, de alguma forma, se esforçaram para criar e manter consultoria júnior na UNIOESTE. a AGRADECIMENTOS Agradeço, primeiramente, a meus pais que sempre me incentivaram a estudar e perseguir meus objetivos, acreditando em meu potencial e me indicando o melhor caminho. Agradeço a meus amigos por estarem comigo todo o tempo, por me distraírem nas horas mais estressantes e por me fazerem ver o quão maravilhosa é a vida quando se existem amigos verdadeiros. Agradeço a meu noivo por me aguentar todo esse tempo de correria, e ainda me dar palavras de incentivo, sempre me levantando quando estava para baixo e me motivando a continuar em frente. Por ter cuidado sozinho de tudo aquilo em que eu não conseguia mais me concentrar. Agradeço a meus professores, não somente estes da universidade, mas aqueles que me iniciaram na leitura e nos cálculos, desde o jardim de infância. Agradeço vossa dedicação e zelo, por dedicarem uma vida a ensinar e a mostrar que existe conhecimento muito além de nossa imaginação. Muitos foram e seguirão sendo meu modelo e minha inspiração. Agradeço a minha supervisora de estágio, professora Ivanete, que ocupou grande parte de seu tempo me ensinando a conduzir este trabalho e corrigindo os erros cometidos, que aguentou minhas enrolações e reclamações com bom humor e simpatia. Agradeço a todas as empresas que aceitaram participar de minha pesquisa e me passaram informações que foram extremamente úteis para o desenvolver do trabalho, muitas vezes sem saber o quão importante isto significava. Agradeço aos meus colegas de trabalho que não se zangaram com minhas ausências, compreendendo e incentivando meu estudo. Especialmente à Marinês e Noêmia, que gentilmente me repassaram uma parcela de sua sabedoria. Enfim, agradeço a todos que direta ou indiretamente me auxiliaram na conclusão deste trabalho e na conclusão de meu curso universitário. Este tempo, como todos os tempos, será esplêndido, se soubermos o que fazer dele. Ralph Waldo Emerson RESUMO O plano de marketing tem uma importância fundamental para as empresas, pois, como o marketing é uma função organizacional, torna-se necessário um planejamento para que o mesmo seja realizado por toda a empresa e para que o cliente receba um valor superior ao das empresas concorrentes ao adquirir um produto. No entanto, a maior parte das pequenas empresas não possui um plano de marketing formal, o que dificulta todo seu planejamento estratégico. Neste estudo buscou-se solucionar problemas relativos à falta deste planejamento à partir da criação de um plano de marketing para a empresa Consultoria Empresarial Júnior, baseando-se em suas características e nas definições do ambiente onde a mesma está inserida. Para tanto, utilizou-se de observação participativa, pesquisa quantitativa descritiva, e pesquisa em dados secundários para elaboração do plano. A pesquisa quantitativa foi realizada com 51 empresas de Toledo, objetivando coletar dados a respeito da existência de demanda para trabalhos de consultoria e demais dados que subsidiaram a confecção de um plano de marketing para a Ecoeng - Consultoria Empresarial Júnior. Salientando-se que, mesmo com a limitação do fator tempo, algumas ações do plano de marketing já foram implantadas, com destaque a distribuição do plano à todos os colegiados dos cursos participantes da Ecoeng e à todas as empresas que participaram da pesquisa e aceitaram receber seu relatório. Palavras-chave: Plano Empresarial Júnior. de marketing. Marketing de serviços. Consultoria RESUMÉN El plan de marketing es de crucial importancia para las empresas, porque como el marketing es una función de la organización, es necesaria una planificación de manera que la misma se realize por toda la empresa y para que el cliente reciba un valor superior al de las empresas competidoras cuando compra un producto. Sin embargo, la mayoría de las pequeñas empresas no tienen un plan formal de marketing, que dificulta toda su planificación estratégica. Este estudio intentó resolver problemas relacionados con la falta de planificación de la creación de un plan de marketing para el asesoramiento de negocio de la empresa Junior basado en sus características y las definiciones del medio ambiente donde se inserta. Para ambos, utiliza observación participativa, la investigación cuantitativa descriptiva y la investigación en datos secundarios para elaborar el plan. Se realizó la investigación cuantitativa con 51 empresas de Toledo, con el objetivo de recopilar datos acerca de la existencia de la demanda de trabajos de consultoría y otros datos que fueron útiles para la creación de un plan de marketing para Ecoeng - Consultoria Empresarial Junior. Destacando que, incluso con el factor tiempo limitado, algunas acciones del plan de marketing ya han sido implementadas, con énfasis en la distribución del plan a todos los cursos participantes de la Ecoeng y todas las empresas que participaron en la encuesta y han aceptado recibir su informe. Palabras-clave: Plan de marketing. Marketing de servicios. Consultoria Empresarial Júnior. ABSTRACT The marketing plan is of crucial importance for businesses, because as the marketing is an organizational function, it is necessary a planning so that the same is done by the entire company and for which the client receives a value higher than that of competing undertakings when purchasing a product. However, most small businesses don't have a formal marketing plan, which makes all its strategic planning. This study sought to solve problems related to lack of planning from the creation of a marketing plan for the Junior company business advice based on their characteristics and definitions of the environment where it is inserted. For both, used participatory observation, descriptive quantitative research, and research in secondary data for drawing up the plan. The quantitative research was conducted with 51 enterprises of Toledo, aiming to collect data regarding the existence of demand for consultancy work and other data that team making a marketing plan for Ecoeng - Consultoria Empresarial Júnior. Stressing that, even with limiting the time factor, some actions of marketing plan have already been deployed, with emphasis on the distribution of the plan to all participants of the courses in Ecoeng and all companies that participated in the survey and agreed to receive its report. Keywords: Marketing plan. Marketing services. Junior Business Consulting. LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Proporcionalidade dos estratos por porte................................................43 Tabela 2 – Frequência de utilização da consultoria nos últimos 3 anos nas empresas pesquisadas ..............................................................................................................51 Tabela 3 – Área da consultoria solicitada nas empresas pesquisadas .....................52 Tabela 4 – Empresas de consultoria contratadas nos últimos 3 anos pelos entrevistados .............................................................................................................53 Tabela 5 – Valores máximos a serem pagos por uma consultoria nas empresas entrevistadas .............................................................................................................57 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – Divisão das empresas entrevistadas segundo seu porte........................48 Gráfico 2 – Percentual das empresas pesquisadas que buscaram ou não consultoria ..................................................................................................................................49 Gráfico 3 – Comparativo: opção de contratação da consultoria versus média de vida ..................................................................................................................................50 Gráfico 4 – Comparativo: opção de contratação da consultoria versus porte da empresa ....................................................................................................................51 Gráfico 5 – Fatores mais satisfatórios nas consultorias realizadas nos últimos 3 anos nas empresas entrevistadas......................................................................................54 Gráfico 6 – Áreas apontadas pelas empresas pesquisadas como áreas difíceis de trabalhar ....................................................................................................................55 Gráfico 7 – Possíveis critérios de escolha para contratação da consultoria nas empresas pesquisadas .............................................................................................56 LISTA DE QUADROS Quadro 1 – As Eras do Marketing .............................................................................20 Quadro 2 – Evolução das definições de marketing ...................................................20 Quadro 3 – Mix de comunicação de marketing para serviços ...................................27 Quadro 4 – Análise ambiental e variáveis para diagnóstico......................................34 Quadro 5 – Lista de verificação para análise de forças/fraquezas da empresa e concorrentes..............................................................................................................35 Quadro 6 – Análise SWOT ou FOFA ........................................................................35 Quadro 7 – Etapas para a segmentação de mercado, definição de mercado-alvo e posicionamento .........................................................................................................37 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................14 2 OBJETIVOS .......................................................................................................16 2.1 OBJETIVO GERAL.............................................................................................16 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS...............................................................................16 3 JUSTIFICATIVA .................................................................................................17 4 REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................19 4.1 CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA E CONCEITUAL DO MARKETING..........19 4.2 MIX DE MARKETING .........................................................................................22 4.2.1 Produto .........................................................................................................23 4.2.2 Praça ............................................................................................................24 4.2.3 Preço ............................................................................................................25 4.2.4 Promoção .....................................................................................................26 4.3 MARKETING DE SERVIÇOS .............................................................................28 4.4 PLANO DE MARKETING ...................................................................................29 4.4.1 Sumário executivo ........................................................................................32 4.4.2 Análise de ambiente .....................................................................................33 4.4.3 Definição de público-alvo..............................................................................36 4.4.4 Definição de posicionamento de mercado....................................................37 4.4.5 Definição de estratégias de marketing..........................................................38 4.4.6 Implementação do plano de marketing.........................................................38 4.4.7 Avaliação e controle .....................................................................................39 5 METODOLOGIA.................................................................................................40 6 ANÁLISE DA ORGANIZAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS COLETADOS............................................................................................................44 6.1 DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL..................................................................44 6.2 OPERACIONALIZAÇÃO DO ESTÁGIO .............................................................47 7 CONSIDERAÇÕES E RECOMENDAÇÕES FINAIS .........................................59 REFERÊNCIAS.........................................................................................................61 APÊNDICE A – ROTEIRO UTILIZADO PARA ENTREVISTA .................................63 APÊNDICE B – PLANO DE MARKETING PARA ECOENG....................................67 14 1 INTRODUÇÃO O Brasil está passando por mudanças positivas na economia, na política e na área social e é preciso que, tanto as empresas quanto os profissionais individuais acompanhem o ritmo dessas modificações. Uma das mudanças que mais afetou o desempenho das empresas foi o aumento da concorrência, que fez com que estas buscassem cada vez mais a efetividade operacional e a atração e manutenção de clientes para manter e conquistar mercado. Neste cenário competitivo, o papel desempenhado pelo marketing é essencial, uma vez que, não somente trabalha com a apresentação do produto ao cliente (anúncios, eventos promocionais, catálogos, demonstrações, etc), mas também auxilia na fixação do preço do produto, na forma de distribuição a ser realizada e na definição de características do produto/serviço esperadas pelo consumidor. Além disso, o marketing atende duas finalidades gerais e principais: identificação de segmentos de mercado parcialmente satisfeitos e o preenchimento destes segmentos por produtos/serviços da empresa (RICHERS, 2000). No entanto, para que o marketing da empresa seja efetivo é necessário que haja um planejamento detalhado, bem estruturado e fiel à realidade do mercado em que a organização atua, além de levar em consideração a estrutura empresarial interna para adaptação das ferramentas de marketing desejadas. O plano de marketing cumpre o papel de guia da organização dentro do mercado, auxilia na tomada de decisão frente às variações do ambiente externo promovendo a visualização de problemas futuros e suas possíveis soluções. Dessa forma, um plano de marketing bem desenvolvido, sendo consultado e atualizado constantemente, promove o aumento de domínio de mercado, auxilia na conquista de clientes e possibilita a gestão de todas as ferramentas mercadológicas de maneira adequada. Sabendo-se da importância do marketing para as empresas, um estudo foi realizado tendo por objetivo construir um plano de marketing para a Ecoeng Consultoria Empresarial Júnior, baseando-se em sua filosofia organizacional e no 15 ambiente em que esta empresa está inserida, a fim de melhorar sua divulgação e sua imagem interna e externa. No contexto da empresa júnior o plano de marketing se faz importante, pois além de não possuir tal planejamento, a empresa está enfrentando dificuldades resultantes da falta de estratégias de marketing definidas e da falta de posicionamento de mercado e definição de público-alvo. O presente trabalho se inicia com a apresentação de seus objetivos, a descrição da justificativa para o estágio, seguido de referencial teórico acerca do assunto tratado, metodologia utilizada, análise da organização e dos resultados da pesquisa, considerações e sugestões finais e referências utilizadas. Os apêndices trazem o questionário utilizado na pesquisa e o plano de marketing confeccionado ao final da pesquisa realizada. 16 2 2.1 OBJETIVOS OBJETIVO GERAL Elaborar um plano de marketing para a empresa Consultoria Empresarial Júnior – Ecoeng, como ferramenta estratégica para o aumento de domínio de mercado. 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS a) Pesquisar referencial teórico a respeito de marketing de serviços e plano de marketing; b) Realizar pesquisa de análise externa; c) Identificar variáveis para análise interna; d) Elaborar análise de forças/fraquezas e ameaças/oportunidades; e) Identificar empresas concorrentes; f) Definir público-alvo e posicionamento de mercado; g) Definir estratégias de marketing adequadas aos objetivos e metas da empresa; h) Reunir informações adquiridas com os objetivos anteriores e elaborar um plano de marketing. 17 3 JUSTIFICATIVA A proposta do projeto de estágio é a construção de um plano de marketing para a Ecoeng - Consultoria Empresarial Júnior, tendo em vista que em seus dez anos de funcionamento não se tem conhecimento da criação de algo dessa natureza. Para a empresa o plano de marketing se faz importante, pois a mesma não possui estratégia de marketing definida e necessita entender mais o mercado para poder conquistá-lo. O plano pode auxiliar através da investigação de seu mercado de atuação, localizando-se suas debilidades e forças perante o ambiente macroeconômico, detectando as características de clientes e concorrentes e fornecendo à empresa estratégias adequadas para alcance dos objetivos e metas organizacionais. Conforme Kotler e Keller (2006), o sucesso financeiro muitas vezes depende da habilidade de marketing, pois nenhuma atividade dentro da empresa fará sentido se não houver demanda por seus produtos. Dessa forma, toda empresa deve ter um sistema de marketing suficiente para recolher as informações do mercado e utilizálas para melhorar as estratégias da organização. O sistema de marketing quando utilizado com eficiência pode trazer ganhos financeiros e melhora no domínio de mercado da empresa. A empresa que não possui um sistema de marketing formulado pode começar criando um plano de marketing, realizado a partir de estudos do mercado, da empresa e seus produtos. Dessa forma, todas as empresas devem investir em um bom plano de marketing. No entanto, de acordo com Cobra (2000), as empresas de serviço devem adotar uma posição mais agressiva para manter suas posições e conquistar novos espaços no mercado, pois os serviços são, em grande parte, intangíveis e dificultam a retenção de clientes. Para isso, as empresas que prestam serviços devem realizar uma avaliação constante da satisfação do consumidor ou não conseguirão fazer planejamentos em longo prazo, conseqüentemente não saberão do que o seu cliente precisa e não oferecerão serviços correspondentes ao seu desejo (KOTLER e KELLER, 2006). 18 Neste sentido, o plano de marketing mostra-se útil, pois fornece o norteamento necessário aos setores da empresa para que ela trabalhe em prol de ganhos financeiros e obtenção de maior valor para o cliente (PAIXÃO, 2008). Diante disso, o presente trabalho terá por objetivo propor um plano de marketing para a Ecoeng, uma empresa de Consultoria Empresarial Júnior, a fim de melhorar sua divulgação na comunidade interna e externa. O trabalho foi desenvolvido no sentido de facilitar ao máximo a interpretação e entendimento do plano, pois os membros diretores permanecem pouco tempo na gestão, tendo pouco tempo para assimilar as estratégias desenvoldias na empresa. Assim, acredita-se que o plano de marketing poderá auxiliar a empresa na busca de clientes, colaboradores e maior domínio de mercado. 19 4 REFERENCIAL TEÓRICO Este capítulo tem por objetivo embasar teoricamente o trabalho a ser executado na empresa Ecoeng - Consultoria Empresarial Júnior. Inicia-se com a contextualização histórica e conceitual de marketing, seguido de uma explanação a respeito do composto de marketing e do marketing para serviços, finalizando com as definições e estratégias para construção do plano de marketing. 4.1 CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA E CONCEITUAL DO MARKETING A evolução do marketing acompanha a evolução do mercado, o marketing se adequa às exigências do mercado e se modifica ao longo do tempo. Alguns pesquisadores chegam a afirmar que o marketing existe há tanto tempo quanto a própria civilização, ou seja, desde o momento que aconteceu a primeira troca de produtos, visando satisfazer às necessidades de ambas as partes. Mesmo assim, o estudo do marketing é recente se comparado a outras disciplinas (RACHMAN, 1985; SIMÕES, 1986; KOTLER e KELLER, 2006). O quadro 1 resume a evolução das teorias de marketing, com a data aproximada em que aconteceram e as principais percepções de cada período. 20 Era Filosofia Orientada para a produção (1869-1900) (1) qualquer coisa que pode ser produzida pode ser vendida; (2) a tarefa administrativa mais importante é controlar o custo de produção; (3) uma companhia deveria produzir só certos produtos básicos. Orientada para o produto (1900-1930) (1) os produtos devem oferecer qualidade e desempenho superiores ou oferecer características inovadoras; (2) os gerentes devem concentrar-se em fabricar produtos bons e aperfeiçoá-los ao longo do tempo. Orientada para as vendas (1930 – 1950) (1) achar compradores para os produtos é a preocupação da empresa; (2) a tarefa principal de um gerente é convencer os consumidores a comprar o produto. (1) as empresas devem produzir somente aquilo que os clientes querem; Orientada para o marketing (2) a administração deve integrar todas as atividades da (1950-atual) empresa a fim de atender os desejos do cliente; (3) metas de lucro de longo alcance devem guiar a administração. Quadro 1 – As Eras do Marketing Fonte: Rachman (1985), Simões (1986) e, Kotler e Keller (2006). Assim, percebe-se que o marketing não se trata apenas da propaganda ou apenas da gestão da produção e de vendas, mas sim de um acompanhamento constante do produto/serviço na empresa. Além da evolução da função de marketing na empresa nota-se que a definição de marketing também se alterou ao longo do tempo. De acordo com Cobra (1986), as definições de marketing evoluíram do objetivo de maximizar o consumo até o de maximizar a qualidade de vida. A evolução das definições pode ser visualizada no quadro 2. Definição Descrição O objetivo do marketing seria estimular a Maximização do consumo demanda de produtos ou serviços estimulando o consumo. Maximização da satisfação do consumidor pela produção e venda de produtos que atendessem Maximização da satisfação do consumidor a esta premissa. O objetivo do marketing era maximizar a Maximização da escolha variedade de produtos e, portanto, de escolha do consumidor. O objetivo do sistema de marketing seria proporcionar a melhoria da qualidade de vida Maximização da qualidade de vida das pessoas, oferecendo produtos ou serviços que efetivamente atendam às necessidades e desejos latentes. Quadro 2 – Evolução das definições de marketing Fonte: Cobra (1986) 21 De acordo com Cobra (1986), a primeira função de marketing utilizada pelas empresas era a de que o marketing poderia auxiliar na maximização do consumo dos produtos pelos clientes, desta forma o marketing tinha como objetivo estimular a compra e aumentar os rendimentos da empresa através da propaganda e dos estímulos ao consumidor na hora da venda. Ao perceber que, muitas vezes, o consumidor não voltava a comprar o produto e que, sem o esforço de venda o produto não era adquirido, notou-se a importância de satisfazer a necessidade do cliente, dando-se início à função da maximização da satisfação do consumidor, quando o marketing deveria se encarregar de produzir aquilo que o consumidor desejasse. Uma terceira função do marketing foi a de maximizar a escolha, ou seja, o marketing deveria ter a função de oferecer ao consumidor uma grande diversidade de produtos para que cada cliente pudesse escolher aquilo que mais lhe agradasse. Além disso, uma última função, ainda em voga, é a de maximizar a qualidade de vida do consumidor, ou seja, fabricar produtos e oferecer serviços que garantam a qualidade de vida, não somente do cliente, como também da sociedade em geral. Produzir sem prejudicar o ambiente externo e oferecer ao consumidor não somente o que ele deseja, mas também aquilo que poderá tornar a sua vida melhor. Para Kotler (2003, p. 11), o marketing é definido como a função empresarial que identifica necessidades e desejos insatisfeitos, define e mede sua magnitude e seu potencial de rentabilidade, especifica que mercados-alvo serão mais bem atendidos pela empresa, decide sobre produtos, serviços e programas adequados para servir a esses mercados selecionados e convoca a todos na organização para pensar no cliente e atender ao cliente. Drucker (apud COBRA, 1986) coloca que o propósito do marketing é fazer com que as atividades de vendas não sejam tão necessárias. Já para a AMA - American Marketing Association (apud KOTLER e KELLER, 2006, p. 4), marketing é “uma função organizacional e um conjunto de processos que envolvem a criação, a comunicação e a entrega de valor para os clientes, bem como a administração do relacionamento com eles, de modo que beneficie a organização e seu público interessado”. 22 O conceito de marketing mais atualizado e adotado atualmente é este último, sugerido pela AMA, e por esse motivo será o conceito que orientará os estudos no presente trabalho. Assim, partindo-se da premissa de que o marketing é uma função organizacional, torna-se necessário um planejamento de marketing para que o mesmo seja realizado por toda a empresa e para que o cliente receba um valor superior ao das empresas concorrentes ao adquirir um produto. Este planejamento pode incluir algumas ferramentas como a definição do produto, do preço, da promoção, e da praça a ser utilizada no sistema de marketing da empresa. Ferramentas estas normalmente denominadas composto de marketing, mix de marketing ou 4P’s de marketing. O tópico seguinte abordará o composto de marketing com maior profundidade, trabalhando cada item do mix mercadológico. 4.2 MIX DE MARKETING O conceito de mix de marketing foi idealizado por Jerome McCarthy em 1960 e é composto por quatro variáveis controláveis: produto, praça, preço e promoção. Para Dias (2003, p. 9) cada um dos quatro P’s pode ser definido como: a) produto engloba a identificação de oportunidades de lançamento de produtos e serviços, a adequação destes às necessidades e desejos dos clientes, a formulação de estratégias de produto e linhas de produtos e a administração do ciclo de vida do produto, entre outras; b) preço envolve a seleção da estratégia de preço que gere vantagem competitiva e diferenciação para cada produto ou linha de produto, bem como maximize o retorno para a empresa e para os parceiros do canal de distribuição; c) promoção relaciona-se aos investimentos em estratégias e atividades de comunicação e promoção de vendas; d) praça (distribuição) engloba a escolha dos canais de vendas e distribuição para que o produto esteja no lugar certo, no momento 23 certo, e o cliente possa realizar a compra e satisfazer a sua necessidade. Kotler (2003) comenta que os profissionais de marketing de serviços preferem acrescentar ao composto de marketing mais três ferramentas, são elas: pessoal, procedimentos e peculiaridades físicas. Estas serviriam para melhorar o atendimento do mix de marketing ao marketing de serviços, porém ainda não são muito utilizadas no meio acadêmico e por isso não entrarão no escopo deste trabalho. Os próximos itens irão detalhar cada uma das ferramentas de marketing que compõe o mix mercadológico, iniciando com o P de produto, que também representa os serviços oferecidos ao consumidor. 4.2.1 Produto A idéia de produto dentro do composto de marketing não se refere apenas ao produto físico, mas ao produto no sentido daquilo que satisfaz o desejo do consumidor. Cobra (1997, p. 205) explica que “na realidade, o consumidor compra não o que o serviço ou produto é, mas a satisfação da necessidade que o produto ou serviço pode produzir”. Dessa forma, os serviços são englobados neste item por ser aquilo que o consumidor deseja. Segundo Dias (2003), para que a empresa tenha uma boa estratégia de produto é importante descobrir o público-alvo, decidir quais produtos e/ou serviços serão ofertados, os benefícios e/ou atributos que farão parte do produto ou serviço, a marca, a embalagem e a imagem a ser criada. Estas decisões estratégicas de produto integram o composto de produto e de serviço. Porém, além de levar em consideração o composto de produtos para tomar as decisões estratégicas o administrador deve avaliar o ciclo de vida do produto (fases que determinam a sua procura pelos consumidores) e qual a melhor estratégia para cada fase (KOTLER e KELLER, 2006). 24 De acordo com McCarthy (1982), o ciclo de vida pode ser demonstrado em quatro fases: introdução no mercado, crescimento do mercado, maturidade do mercado e declínio das vendas. A primeira fase – introdução no mercado – é marcada pelas promoções que a empresa deve executar para que o produto se torne conhecido, geralmente esta fase não traz lucros para a empresa, pois, apesar da grande divulgação, ainda demora até o consumidor se interessar e comprar o produto. Já na segunda fase – crescimento do mercado – a empresa obtém os maiores lucros, porém, ganha novos e fortes concorrentes. Os lucros continuam a crescer até chegar à terceira fase – maturidade do mercado –, onde a promoção é extremamente importante, pois os concorrentes praticam políticas agressivas e os consumidores percebem poucas diferenças entre os produtos. Muitos produtos encontram-se na terceira fase, que pode ser a mais longa, exigindo grande planejamento de marketing. Na quarta e última fase, ocorre o declínio das vendas onde os novos produtos substituem o antigo, dessa forma a concorrência pode aumentar, mas aqueles que possuem clientes fiéis podem obter lucro até o final do ciclo (KOTLER e KELLER, 2006). À medida que o produto for substituído ou houver uma previsão para isso a empresa poderá tomar providências para prolongar sua vida ou extingui-lo e desenvolver um novo em seu lugar. Outra ferramenta que deve ser levada em consideração no planejamento de marketing é a distribuição, ou praça, que também compõe o composto de marketing e será mais bem detalhada no próximo item. 4.2.2 Praça A praça se refere ao lugar onde o produto ou serviço será distribuído, o tempo que ele levará para chegar até as mãos do consumidor e o controle da quantidade exata que o cliente pediu. Conforme McCarthy (1982, p. 289), “praça diz respeito à seleção e ao uso de especialistas em marketing – intermediários e agências de transporte e 25 armazenagem – para oferecer aos fregueses-alvo as utilidades de tempo, lugar e posse”. A empresa pode ter um canal direto com o cliente, ou seja, entrar em contato com o cliente e vender a mercadoria ela mesma, ou um canal indireto, onde se utiliza de intermediários, como varejistas e distribuidores. Ao contrário do produto a distribuição do serviço não é feita por estocagem, isso cria a necessidade de ter o serviço sempre à disposição ou com um controle de distribuição muito bem planejado. “Distribuir um produto é o equivalente a vendê-lo, mas no setor de serviços é preciso primeiro construir uma estrutura para atender a uma possível demanda.” (FAE, 2002, p. 24). 4.2.3 Preço Outra das quatro variáveis controláveis de marketing é o preço. A maneira como o administrador decide os preços afeta diretamente as perdas e os ganhos da empresa, por isso a decisão do preço deve ser cuidadosamente planejada. De acordo com McCarthy (1982), as políticas de preço devem definir até que ponto os preços serão flexíveis, o estabelecimento do nível de preços, a maneira como a fixação de preços será feita durante o ciclo de vida do produto, como levar em consideração os custos de transporte e a quem e quando conceder descontos. Os objetivos para fixação de preços podem ser orientados para o lucro, para as vendas ou objetivos do status quo. Os objetivos orientados para o lucro podem querer obter retornos-alvo, ou seja, estabelecem um percentual sobre os preços que será o lucro. Os objetivos orientados para a venda podem desejar o aumento das vendas, a manutenção da participação no mercado ou um aumento da participação do mercado. Já os objetivos do status quo é sempre manter os preços fixos, podendo significar que a empresa espera manter o preço fixo para aumentar a concorrência em outras áreas (KOTLER e KELLER, 2006). 26 A definição das estratégias de marketing da empresa também leva em consideração a promoção que será feita para divulgação e para tornar o produto/serviço conhecido no mercado. 4.2.4 Promoção A última ferramenta do mix de marketing abordada neste item é a promoção, também definida como a comunicação de marketing, é através desta que a empresa diz aos consumidores o que possui disponível para venda e tenta instigá-los a comprar. Promoção é a comunicação de informações entre o vendedor e o comprador – objetivando a mudança de atitudes e comportamentos. O trabalho de promoção do administrador de marketing é dizer aos freguesesalvo que o Produto certo existe na Praça certa e ao Preço certo. O que o administrador de marketing comunica é muito bem estabelecido quando as necessidades e atitudes dos fregueses-alvo são conhecidas. Como transmitir as mensagens depende dos métodos de promoção escolhidos (McCARTHY, 1982, p. 299). Todo contato que o consumidor tem com a empresa e/ou com a marca também é uma comunicação de marketing. O estilo da loja, os vendedores, os produtos expostos, as embalagens, as cores, etc, comunicam algo para o cliente que pode beneficiar ou prejudicar a empresa. Em empresas de serviços, de acordo com Lovelock & Wirtz (2006), as ferramentas de comunicação são extremamente importantes, porque ajudam a criar imagens poderosas e um sentido de credibilidade, confiança e tranqüilidade. Os autores definem o mix de comunicação de marketing para serviços conforme exposto no quadro 3. 27 Propaganda Promoção de vendas Publicidade e Relações Públicas Materiais de instrução Projeto corporativo (identidade visual) Venda Transmissão em massa (broadcast) Distribuição de amostras Comunicados/kits para a imprensa (press kit) Sites Web Sinalização Serviço de atendimento ao cliente Impressa Cupons Coletivas de imprensa Manuais Decoração de interiores Treinamento Internet Brindes Eventos especiais Folhetos Veículos Telemarketing Cartaz Abatimentos na inscrição Patrocínio Fitas de vídeo/áudio Equipamentos Boca-a-Boca (outros clientes) Mala direta Promoções com prêmios Feiras comerciais, exposições Software em CDROM Impressos e envelopes Correio por voz Uniformes Comunicações Pessoais Cobertura iniciada pela mídia Quadro 3 – Mix de comunicação de marketing para serviços Fonte: Lovelock & Wirtz (2006, pg. 114) Como pode-se notar no quadro 3 os profissionais de marketing dispõem de várias ferramentas para comunicação em marketing de serviços, no entanto algumas delas não tem origem dentro da organização, por isso é preciso estar atento a todo tipo de comunicação a respeito da empresa, seja por funcionários, clientes ou pela imprensa. Para utilizar as ferramentas da melhor maneira possível os profissionais do marketing de serviços devem identificar o público-alvo e descobrir suas principais características para poder criar uma mensagem que se adapte a ele. A identificação parte da premissa de que a empresa já sabe quais são seus consumidores, esta avaliação poderá ser feita dentro da segmentação de mercado escolhida pela empresa (COBRA, 1997). Assim, através de pesquisas a empresa poderá esclarecer algumas questões relevantes a cerca de seus compradores ou possíveis compradores, se estes são novos ou se já utilizavam os produtos, se são fiéis à marca da empresa, à marca do concorrente ou mudam de marca com freqüência, e, no caso de já serem clientes, descobrir se eles compram o produto com freqüência ou não. Percebe-se que, caso a empresa não conheça os desejos do cliente e a opinião do mesmo a respeito de sua marca, a organização corre um risco muito 28 grande de fazer a comunicação errada. Pode divulgar o que não deveria ser divulgado e vice-e-versa. O próximo item tratará do marketing de serviços mais detalhadamente e suas diferenças em relação ao marketing de produtos. 4.3 MARKETING DE SERVIÇOS Há concordância entre os estudiosos que a maioria dos produtos traz consigo uma parcela de serviços, que os consumidores esperam receber ao adquirir o produto, como: assistência técnica, instalação, garantia etc. Nesse sentido, Stanton (1980) comenta que o marketing de produtos não é tão diferente do marketing de serviços, mas possui diferenças quando se fala em estratégias e táticas. Com toda franqueza, para dizer a verdade, os dois são realmente a mesma coisa, pelo fato de que a pesquisa de mercado é utilizada para estruturar um plano de marketing que atinja de maneira compensadora um público comprador predeterminado. Além disso, não raro ocorrem grandes similaridades nos elementos constituintes do plano. Ao mesmo tempo, porém, também existem significativas diferenças entre o marketing de produtos e o marketing de serviços (...) – as estratégias e as táticas – muitas vezes precisam ser substancialmente diferentes (STANTON, 1980, p. 690). Algumas características dos serviços que os distinguem dos produtos são: intangibilidade, indivisibilidade, heterogeneidade e deterioração e demanda oscilante. A primeira característica, intangibilidade, significa que o cliente não pode “provar” antes de comprar. No entanto, existe uma vantagem nisso, que é a ausência de estoques. De acordo com Stanton (1980), uma empresa de serviços jamais terá de se preocupar com os produtos que tem no estoque e não sofrerá prejuízos caso o preço de seus serviços se modifique, pois não tem nada estocado. A segunda característica dos serviços é a indivisibilidade, ou seja, é impossível separar os serviços das pessoas que os prestam. Isso leva a duas situações: primeira é o fato de que o canal de distribuição dos serviços geralmente 29 se limita à venda direta e a segunda situação é que ele, frequentemente é prestado em um pequeno mercado e com pouca variedade. A terceira característica se refere à heterogeneidade ou variabilidade, ou seja, o serviço, mesmo que pareça idêntico, não é realizado da mesma forma por duas empresas e até mesmo pela mesma empresa. Isso torna mais difícil estabelecer padrões de qualidade para os serviços. A quarta característica é a perecibilidade, quer dizer que o serviço não pode ser estocado. Para Kotler e Keller (2006), o problema acontece quando a demanda pelo serviço é oscilante, neste caso a empresa poderá ter problemas nos períodos onde o serviço for mais solicitado. Para que a empresa possa controlar todas as características dos serviços de maneira adequada Kotler e Keller (2006) e Lovelock (2003) recomendam a utilização de um plano de marketing voltado para os serviços, pois existem algumas discrepâncias entre o marketing de produtos e o de serviços. 4.4 PLANO DE MARKETING Um plano de marketing identifica as oportunidades estratégicas que podem ser tomadas para gerar resultados satisfatórios às organizações, demonstrando detalhadamente uma forma de obter sucesso e alcançar posições almejadas no mercado. Assim, pode-se afirmar que o plano de marketing atua como uma ferramenta extremamente importante para a organização, pois tem a capacidade de direcionar os esforços para ganho de mercado e competitividade através da análise detalhada de cada ferramenta de marketing disponível, considerando diversos fatores dentro do ambiente organizacional e sintetizando-os para um melhor entendimento e avaliação (DIAS, 2003; GOMES, 2005). Diversas são as funcionalidades do Plano de Marketing. Para Dias (2003), o plano de marketing pode servir como roteiro, relatório ou mesmo como ferramenta de persuasão. Como Roteiro possui a funcionalidade de fornecer objetivos a serem atingidos, como alcançá-los e define responsáveis para cada tipo de ação a ser 30 tomada; como Relatório adquire a função de manter toda a organização informada a respeito dos objetivos a serem atingidos e de que forma isso ocorrerá, além de manter um histórico das estratégias realizadas ano a ano e oferecer uma perspectiva do todo para orientar novos gerentes e funcionários; e por fim possui o papel de ferramenta de persuasão, atraindo investidores e persuadindo a equipe a seguir o planejamento elaborado. De acordo com o autor, os melhores planos de marketing fornecem argumentos convincentes, projeções desafiadoras e justificativas sólidas para atingir os objetivos, não servindo apenas para relatar acontecimentos. No entanto, compete à organização decidir a função que o plano de marketing deverá ter de acordo com suas necessidades. Assim como seu tamanho e conteúdo podem variar de uma empresa para a outra, cabe à organização decidir o foco e o objetivo que o plano deverá seguir. Porém, diferenças à parte, alguns aspectos precisam ser mantidos em todos os planos para garantir sua qualidade. De acordo com Kotler e Keller (2006), o plano de marketing deve ser completo, porém simples, específico e realista da seguinte forma: completo contendo todos os elementos necessários para obter-se um bom desempenho; simples onde deve ser de fácil compreensão, para possibilitar que a execução das tarefas seja fácil e prática; específico contendo os objetivos concretos e mensuráveis, orçamentos pré-determinados, delegação de funções e atividades com prazo de conclusão; e além de tudo deve ser realista, contendo as perspectivas reais de metas, vendas e despesas, evitando assim futuros problemas e objeções. Desta forma, para elaborar um plano de marketing de acordo com as características citadas acima, não basta apenas um simples acompanhamento, mas sim, necessita-se de constantes revisões e modificações, uma vez que ele deve constituir-se em um roteiro dinâmico de procedimentos, que estejam de acordo e que sejam coerentes com os objetivos estratégicos da organização (COBRA, 2001). Para iniciar o plano de marketing é importante saber passo a passo a estrutura que deve ser seguida. A maior parte das bibliografias referentes a este assunto traz estruturas muito semelhantes, porém com algumas diferenças significativas, assim, foram analisadas algumas estruturas, e suas principais características. 31 Para Cobra (2001) o plano de marketing deve conter: objetivos gerais; sumário executivo; missão corporativa, objetivos gerais e estratégias visadas; análise situacional (fatos básicos, potenciais de mercado, histórico de vendas, análise dos fatores-chave de sucesso, grade de avaliação competitiva); oportunidades futuras; estrutura do departamento de marketing; objetivos de marketing, estratégias e políticas; subplano de distribuição; subplano de promoção de vendas/concursos/merchandising; subplano de propaganda; subplano de vendas; quadros-resumo (previsão da margem de contribuição de marketing, demonstrativo de lucros e perdas, orçamento global, controle). O mesmo autor (op. cit., 2001) sugere uma estrutura mais específica, contendo apenas os fatores essenciais para um plano de marketing, sendo: sumário executivo; conexão corporativa; análise ambiental e previsões; definição do mercado-alvo; objetivos e metas para o ano; recursos financeiros, materiais e humanos; planos de ação (estratégico e tático); plano de vendas e estratégias de distribuição; plano de comunicação; controle do esforço de marketing. Dias (2003) sugere uma estrutura mais enxuta para um plano de marketing, constando apenas: resumo executivo; introdução; situação de mercado atual; objetivos; estratégias; demonstrativos financeiros; implementação/plano de ação; e avaliação/controle. Em Ambrósio e Siqueira (2002), pode-se encontrar outros elementos como essenciais, a citar: visão e missão, oportunidade (situação e objetivos); marketing estratégico (consumidor, mercado, aspectos legais, posicionamento do produto/serviço); marketing tático (produto/serviço, ponto, promoção, preço); ação e controle (resultados financeiros, análise de equilíbrio, programação). Já para Gomes (2005), a estrutura a ser seguida pode ser: sumário executivo, análise de ambiente; definição do público-alvo; definição do posicionamento de mercado; importância da marca; definição de objetivos e metas; definição das estratégias de marketing (produto/serviço, preço, praça, promoção, pessoas); implementação; avaliação e controle. Kotler e Keller (2006) sugerem: resumo executivo; análise da situação; estratégia de marketing; projeções financeiras; e controles. As estruturas de plano de marketing supracitadas contemplam elementos comumente encontrados em outros autores, porém os mesmos utilizam-se de 32 nomenclaturas distintas, mas que na verdade expressam a mesma idéia. Alguns planos possuem itens detalhados e outros incluem subitens dentro de itens mais gerais, contudo a estrutura de plano de marketing escolhida para o presente trabalho tem como objetivo principal facilitar a sua interpretação e atualização por parte da empresa Consultoria Empresarial Júnior, pois os membros efetivos, ou seja, aqueles que normalmente terão acesso ao plano têm permanência curta na empresa – como membro efetivo no máximo dois anos, podendo continuar enquanto durar o curso de graduação como membro voluntário. Desta forma, optou-se por utilizar a seguinte estrutura do plano de marketing da Empresa Consultoria Empresarial Júnior: sumário executivo; análise de ambiente; definição de público-alvo; definição de posicionamento de mercado; definição de estratégias de marketing; implementação do plano de marketing; avaliação e controle. 4.4.1 Sumário executivo O sumário executivo é a primeira seção do plano de marketing e pode ser entendido como um resumo de tudo o que será exposto. A partir do sumário executivo a alta administração pode verificar os principais tópicos que serão discutidos no plano de marketing. Além de demonstrar a importância do plano e o seu contexto atual, também é importante que conste no sumário executivo os objetivos que a empresa pretende seguir, as estratégias e metas pretendidas, e o que será feito para cumprir essas metas e objetivos (GOMES, 2005). No entanto, o sumário executivo não deve ser muito longo, ele deve apenas introduzir os temas que serão discutidos detalhadamente no restante do plano de marketing buscando informar o leitor a respeito de seu conteúdo (KOTLER, 1998). Por esse motivo ele deve ser redigido por último (GOMES, 2005), sendo que o primeiro passo a tomar para a elaboração do plano de marketing é a reunião de informações atualizadas acerca do mercado em que a empresa está inserida. 33 4.4.2 Análise de ambiente Para definir com maior precisão possível as metas a serem atingidas e as estratégias a serem realizadas, é necessário ter uma boa base de informações. A principal parte do plano de marketing é a reunião dessas informações atualizadas a respeito do produto e do mercado, dando embasamento a todas as estratégias pretendidas pela empresa. Essa parte é denominada de análise do ambiente. A análise é composta por duas partes: a análise externa e a análise interna. A avaliação dos fatores externos à empresa se refere aos acontecimentos que influenciam a atuação da empresa e sobre os quais ela não tem controle. Estes são os fatores econômicos, políticos/legais, sócio-culturais, tecnológicos e a concorrência. Já a análise interna se refere aos recursos dentro da própria empresa, que podem ser os recursos financeiros, humanos, tecnológicos, além da cultura organizacional, da missão, visão e valores da empresa. Estas duas partes podem ser reunidas em um estudo denominado de Análise SWOT – Strenghts (Forças), Weaknesses (Fraquezas), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças) ou, em sua tradução para o português, Análise FOFA, que é a utilização dos dados da análise ambiental para determinar os pontos fortes/fracos da empresa frente à concorrência, e as oportunidades/ameaças que o mercado apresenta. De acordo com Gomes (2005), Kotler e Keller (2006) e Las Casas (2007), as informações a respeito do ambiente externo devem ser obtidas a partir da leitura de jornais, revistas, periódicos, boletins e tudo que possa trazer informações relativas ao mercado. Sendo que, as empresas podem ter um setor ou um funcionário apenas para selecionar informações do setor de interesse da empresa, pois a gestão da informação é de extrema importância para o planejamento estratégico de marketing. O quadro 4 contém um detalhamento das informações a serem obtidas de cada fator externo à empresa. 34 Economia Político-legal Demográfica Sociocultural Tecnológicas Outras Tendências de consumo Legislação (tributária, trabalhista, etc.) Características da população Fatores religiosos, geográficos e raciais Mudanças tecnológicas Concorrência (parcelas, comparações) Emprego Política internacional Taxa de crescimento Alfabetização Inovações Tendências de mercado Crescimento da indústria Política partidária Distribuição populacional Situação social de cada segmento Transferências tecnológicas Filosofia de marketing Inflação Política legislativa Migração Situação política e sindical Marcas e patentes Poluição e legislação Taxa de juros Distribuição de renda Pesquisa e desenvolvimento Ecologia Balança de Incentivos do Política Pagamentos Governo Quadro 4 – Análise ambiental e variáveis para diagnóstico Fonte: Las Casas (2007, pg. 59) A partir da análise de cada um desses fatores externos é possível determinar qual oportunidade/ameaça advém do seu estudo, para Las Casas (2007) também é necessário oferecer sugestões para solução das ameaças ou aproveitamento das oportunidades. Após o levantamento das informações referentes às externalidades da empresa faz-se o levantamento das informações referentes à própria organização. Para isso Kotler e Keller (2006) e Las Casas (2007) propõem check-lists para verificação de alguns itens dentro da empresa. Através da união dos check-lists propostos chegou-se ao quadro 5, que traz os critérios que as empresas devem ficar atentas para analisar suas forças/fraquezas. 35 Aspectos analisados Importância* Desempenho* ConcorConcorEmpresa rente A rente B Marketing 1. Reputação da empresa 2. Participação de mercado 3. Satisfação do cliente 4. Retenção do cliente 5. Qualidade do serviço 6. Eficiência na determinação do preço 7. Eficiência na distribuição 8. Eficiência nas promoções 9. Eficiência da força de vendas 10. Eficiência das inovações 11. Cobertura geográfica Finanças 12. Custo ou disponibilidade 13. Fluxo de caixa 14. Estabilidade financeira Organização 15. Imagem corporativa e prestígio 16. Estrutura organizacional e clima 17. Sistema de administração estratégica 18. Influência com órgãos competentes 19. Empregados de bom nível 20. Custos baixos da mão-de-obra * para medida da importância do fator e do desempenho da empresa utilize a legenda: A = alto; M = médio; B = baixo Quadro 5 – Lista de verificação para análise de forças/fraquezas da empresa e concorrentes Fonte: adaptado de Kotler e Keller (2006, pg. 53) e Las Casas (2007, pg. 46, 68-70) Após o registro das análises externa e interna, pode-se realizar uma análise SWOT ou FOFA para determinar as forças/fraquezas e oportunidades/ameaças da empresa. Para isso Gomes (2005) sugere que se faça o preenchimento de um esquema conforme quadro 6, baseando-se nos dados que foram obtidos nas análises externa e interna. FATORES EXTERNOS Oportunidades Ameaças Oportunidade 1 Ameaça 1 Oportunidade 2 Ameaça 2 Oportunidade n Ameaça n FATORES INTERNOS Forças Fraquezas Força 1 Fraqueza 1 Força 2 Fraqueza 2 Força n Fraqueza n Quadro 6 – Análise SWOT ou FOFA Fonte: Gomes (2005, pg. 20) Essas análises servirão para que a empresa consiga entender o mercado onde atua, seus concorrentes e entender melhor de si mesma. No entanto, para 36 formular uma boa estratégia é necessário que ela também conheça seus clientes e saiba exatamente de que maneira deve atendê-los. 4.4.3 Definição de público-alvo O conhecimento do cliente começa na definição do público-alvo a ser atingido, fator de suma importância para a continuação do processo de desenvolvimento da estratégia empresarial, pois é a partir do estudo deste públicoalvo que será possível determinar as melhores maneiras de atendê-lo. A determinação do mercado pode ser feita com base nas análises desenvolvidas pela empresa, como a análise SWOT, onde a organização decidirá se é possível aproveitar as oportunidades encontradas e a qual público elas se destinam (LAS CASAS, 2007). Após saber a qual cliente as melhores oportunidades se destinam, faz-se um estudo do perfil deste consumidor, determinando grupos com características semelhantes. Cada grupo encontrado corresponde a um segmento de mercado e o processo de divisão dos grupos denomina-se de segmentação de mercado (DIAS, 2003). Para realizar o processo de divisão do mercado em segmentos pode-se optar pelo agrupamento de fatores que serão determinantes para a escolha dos segmentos. Em mercados consumidores as características a serem reunidas se referem à: fatores geográficos (região, porte da região, densidade, área), demográficos (idade, tamanho da família, sexo, renda, ocupação, etc), psicográficos (estilo de vida, personalidade) ou comportamentais (ocasiões de compra, benefícios esperados, status do usuário, status de fidelidade, etc). No entanto, para segmentação em um mercado organizacional, Telles (2003) sugere que as variáveis para segmentação sejam as seguintes: a) segmentação por atividade industrial; b) segmentação por aplicação do produto; c) segmentação por localização; d) segmentação por configuração do processo de compra; 37 e) segmentação por poder de negociação ou importância do cliente; f) segmentação por produto para componentes originais ou de reposição. Dessa forma é possível reunir os diferentes segmentos dentro do mercado e optar pelo segmento mais oportuno para a empresa. Após a seleção do mercadoalvo a empresa deverá definir qual imagem desejará passar a esses clientes. 4.4.4 Definição de posicionamento de mercado A definição de posicionamento de mercado escolhida se refere à imagem que a empresa deseja transmitir ao mercado-alvo a respeito de seus produtos. Gomes (2005) e Kotler (1998) citam que a empresa deve estudar seus concorrentes e desenvolver um posicionamento diferenciado, que possa destacar a empresa dentro os demais. O processo de segmentação, seleção de mercado-alvo e a definição do posicionamento de mercado são passos fundamentais para a construção de uma estratégia de marketing eficaz. Kotler (1998) resume o processo em um quadro, reproduzido no quadro 7. Segmentação de mercado 1. Identificação das variáveis de segmentação e segmentação de mercado 2. Desenvolvimento de perfis dos segmentos resultantes Mercado-alvo Posicionamento de mercado 3. Avaliação da atratividade de cada segmento 5. Identificação dos conceitos de posicionamento possíveis para cada segmento-alvo 4. Seleção do(s) segmento(s)alvo 6. Seleção, desenvolvimento e comunicação dos conceitos de possicionamento escolhidos Quadro 7 – Etapas para a segmentação de mercado, definição de mercado-alvo e posicionamento Fonte: KOTLER, 1998, pg. 226. Após este processo a empresa deverá definir as melhores estratégias de marketing a serem desenvolvidas para atingir o mercado-alvo escolhido e transmitir de forma correta o seu posicionamento de mercado. 38 4.4.5 Definição de estratégias de marketing Estratégias de marketing consistem nas decisões tomadas para interligar de maneira eficaz o composto de marketing, que são produto, preço, praça, promoção e pessoas, interligando um ao outro, de forma com que todos funcionem de maneira simultânea. Uma vez as estratégias elaboradas, torna-se possível definir a maneira como a empresa atingirá seus objetivos e metas, e de que forma irá gerenciar corretamente seus relacionamentos a fim de que obtenha vantagem competitiva sobre seus concorrentes (GOMES, 2005). Ainda discorrendo sobre a importância da estratégia de marketing, Skacel (1992) afirma que a estratégia deve abranger todas as funcionalidades do marketing, pois é através dela que são estabelecidos os objetivos e delineadas as ações para se atingir os resultados finais almejados. Assim, demonstra-se a importância do momento de tomada de decisões, pois um processo controlado de formulação de estratégias reduz as chances de erro e maximiza os retornos, advindos de estratégias bem elaboradas. Ainda, através de programas de marketing bem elaborados, satisfazem-se as necessidades dos clientes, podendo proporcionar à empresa uma vantagem competitiva frente aos concorrentes e valores financeiros satisfatórios. 4.4.6 Implementação do plano de marketing Para implementação de um plano de marketing, é necessário executar as estratégias definidas, de forma que seja assegurada a realização dos objetivos propostos. Segundo Gomes (2005), é necessário traçar um Plano de Ação composto da seguinte maneira: a) ações: identificar especificamente o que deve ser feito; b) período: determinar quando as atividades devem ser desempenhadas, com uma prazo de execução para cada tarefa; c) como: definir e priorizar a maneira de desempenhar cada função; 39 d) responsável: atribuir cada pessoa responsável para execução e finalização das tarefas; e) custo estimado: contabilizar todos os custos decorrentes na ação proposta. Todos esses passos devem ser calculados e estudados antes da implantação de um plano de marketing, para que sejam evitadas falhas e preocupações desnecessárias, decorrentes de uma má execução de tarefas, ou de falta de planejamento estratégico. 4.4.7 Avaliação e controle A avaliação e o controle sempre devem ser realizados antes, durante e após a implantação do plano de marketing, pois dessa maneira se demonstra a diferença entre o desempenho esperado do plano e o desempenho que realmente será obtido. Para Gomes (2005), as formas de controle mais utilizadas nas empresas são compostas por ações preventivas e corretivas. Porém, segundo o autor, o ideal para as empresas é sempre direcionar esforços para controles preventivos, ao invés de ações corretivas, pois prevenindo a empresa garante mais satisfação de clientes e menores investimentos, uma vez que não necessita corrigir os erros mais tarde. Freqüentemente os controles para monitorar o desenvolvimento do plano de marketing encontram-se na ultima seção do plano, onde as metas e orçamentos são fixados mensal ou trimestralmente. De acordo com Kotler (1998) os resultados podem ser analisados a cada período pela alta administração, onde podem ser identificados os negócios que não estão rendendo as metas desejadas, e onde está a falha de liderança e definir quais estratégias devem ser adotadas para melhorar o desenvolvimento do plano. 40 5 METODOLOGIA A metodologia científica se faz importante por possuir características investigativas, relacionadas com a procura do caminho necessário para obter conhecimento, auxiliando no aprendizado e sistematização das pesquisas. Assim, desenvolver o conhecimento científico torna-se fundamental para a metodologia, pois estimula o pensamento científico, o conhecimento sistemático, a criatividade e desenvolve o espírito crítico (RODRIGUES, 2005). Dessa forma, para seguir o caminho mais adequado para alcançar os objetivos propostos, este trabalho utilizou-se primeiramente da pesquisa bibliográfica. Marconi e Lakatos (1999) afirmam que a revisão bibliográfica é importante, pois apresenta dados já abordados por outros autores, salientando assim a relevância da pesquisa realizada, e impedindo que estudos já realizados por outros autores sejam elaborados novamente. Segundo Danton (2002), a pesquisa bibliográfica deve anteceder qualquer outra pesquisa, pois é nela que se enfatizam as opiniões de vários autores, sobre o mesmo tema, através de documentos e materiais existentes. Paralelamente à pesquisa bibliográfica, realizou-se observação participativa natural, Marconi e Lakatos (1999, p. 92) definem este tipo de pesquisa como a participação do pesquisador dentro do grupo pesquisado realizando todas as atividades que são inerentes ao grupo, sendo que a observação participativa natural ocorre quando o pesquisador já pertence ao grupo estudado. Para maior segurança na definição de características internas, além da observação participativa natural, buscou-se o auxílio de estudantes e professores de cada curso, que ajudaram a desenvolver as áreas que cada curso teria condições de atender e critérios para definição dos serviços. Logo após a pesquisa bibliográfica e a observação participativa, construiu-se um questionário para realização de uma pesquisa descritiva, que segundo Malhotra (2001, p. 108), tem como “principal objetivo [...] descrever alguma coisa – normalmente características ou funções de mercado”, sendo que, para aplicação da pesquisa descritiva é necessário ter uma definição clara do problema de pesquisa e hipóteses que se busca respaldar. 41 O problema que estava sendo investigado na pesquisa era a baixa procura pelos serviços da Ecoeng – Consultoria Empresarial Júnior, e, com base nisso, algumas hipóteses foram levantadas buscando direcionar a entrevista: a) os empresários de Toledo não conhecem a Ecoeng e seus serviços; b) os empresários têm receio de adquirir consultoria júnior devido ao fato de que os consultores são novos e ainda estão estudando; c) o mercado para consultoria júnior é sensível ao preço oferecido; d) as propagandas não têm muita influência sobre os contratantes. Com o problema e as hipóteses determinadas, realizou-se o processo de amostragem da pesquisa. Este processo envolve várias fases, tendo como base a amostra selecionada da população alvo. Para Malhotra (2001, p. 301) população é “a soma de todos os elementos que compartilham algum conjunto comum de características, conformando o universo para o propósito do problema de pesquisa de marketing” e a amostra é um subgrupo extraído da população selecionados especialmente para participação no estudo. Como a empresa júnior atua no mercado empresarial, o público escolhido para aplicação da pesquisa foram as empresas localizadas na cidade de Toledo, assim, a partir de uma listagem fornecida pela Prefeitura Municipal contendo uma relação das empresas, seu ramo de atuação e seu porte definiu-se como população da pesquisa as 6.188 (seis mil cento e oitenta e oito) empresas constantes na lista. Dessa forma tornou-se necessária a criação de uma amostra, pois os recursos disponíveis impossibilitavam a realização de entrevista com todos os membros da população escolhida. A técnica de amostragem escolhida foi a amostragem probabilística estratificada proporcionada, sendo que para a seleção dos membros da amostra foi utilizada a amostragem aleatória simples. Marconi e Lakatos (1999) comentam que a amostragem probabilística permite tratamento estatístico dos dados, sendo que esta é a amostragem mais adequada para pesquisas de mercado, pois seus processos de escolha são aleatórios permitindo maior fidelidade aos dados e maior controle dos erros amostrais. Para Malhotra (2001, p. 309-311): 42 a) Amostragem estratificada proporcionada: uma técnica de amostragem probabilística que usa um processo de dois estágios para dividir a população em subpopulações ou estratos. Escolhem-se os elementos de cada estrato por um processo aleatório. [...] o tamanho da amostra extraída de cada estrato é proporcional ao tamanho relativo do estrato na população total; b) Amostragem aleatória simples: uma técnica de amostragem probabilística na qual cada elemento da população tem uma probabilidade conhecida e igual de seleção. Cada elemento é selecionado independentemente de qualquer outro e a amostra extraída de um arcabouço amostral por um processo aleatório. Para determinar qual seria o tamanho da amostra utilizou-se a técnica de determinação do tamanho da amostra por população finita, considerando-se como população o total de empresas (6.188), com nível de confiança de 90% e margem de erro de 5%, a equação utilizada é demonstrada logo abaixo. n= σ 2 ⋅ p⋅q⋅ N e 2 ⋅ (N − 1) + σ 2 ⋅ p ⋅ q Sendo que: n = tamanho da amostra; σ = nível de confiança em termos de desvio padrão; p = porcentagem que o fenômeno se verifica; q = porcentagem complementar (100-p); N = tamanho da população; e = erro máximo permitido. O resultado obtido foi uma amostra de 261 empresas em Toledo. A amostra foi dividida proporcionalmente de acordo com o porte das empresas. Assim, foram estratificadas em (1) micro empresas, (2) pequenas empresas, (3) médias empresas, (4) grandes empresas e (5) micro-empreendedores individuais (MEI’s). Buscou-se, dessa forma, uma proporcionalidade de todos os portes de empresas na pesquisa realizada. A Tabela 1 mostra o número resultante da proporcionalidade. 43 Tabela 1 – Proporcionalidade dos estratos por porte Tipo Número total Amostra Proporcional Micro Empresas 1913 81 Pequenas Empresas 807 34 Médias Empresas 3018 127 Grandes Empresas 115 5 MEI’s 335 14 Fonte: Dados da pesquisa Para a seleção das empresas que participariam da amostra utilizou-se a amostragem aleatória simples. Utilizando-se a fórmula no programa Microsoft Office Excel 2007 =ALEATÓRIOENTRE(inferior;superior) foi possível selecionar todas as empresas que participariam da pesquisa. O tempo estimado para entrevista foi de duas semanas, no entanto, a porcentagem de resposta foi mais baixa do que o esperado e a amostra não pôde ser cumprida, finalizando-se com 51 empresas, sendo 16 micro-empresas, 9 pequenas empresas, 23 médias empresas, 1 grande empresa e 2 micro empreendedores individuais. A seleção continuou sendo aleatória por segmentos e a proporcionalidade de participação por porte também foi respeitada. Além disso, quando o entrevistado sorteado não aceitava participar da pesquisa ou ainda não estava disponível para resposta, adotava-se a empresa imediatamente superior à anterior, garantindo a aleatoriedade da pesquisa. 44 6 ANÁLISE DA ORGANIZAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS COLETADOS 6.1 DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL A Ecoeng – Consultoria Empresarial Júnior S/C é uma empresa sem fins lucrativos, do ramo de consultoria, assessoria e treinamento empresarial, localizada no piso superior da biblioteca da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) e atuando no mercado local (Toledo e microrregião). A estrutura organizacional da empresa pode ser visualizada através da ilustração 1. CEJU Conselho de Administração da Ecoeng Diretoria Executiva Diretor Presidente Diretoria de Projetos Diretoria de Recursos Humanos Diretor EconômicoFinanceiro Diretor Administrativo Membros Ilustração 1 – Organograma da Ecoeng Fonte: Dados da Pesquisa Nota: As diretorias de projetos e de recursos humanos possuem um representante em cada curso participante da empresa júnior. A Central de Empresas Juniores da UNIOESTE (CEJU) é uma entidade criada para apoiar as empresas juniores criadas dentro da universidade. 45 Já o Conselho de Administração da Ecoeng é composto pelos membros da Diretoria Executiva e professores tutores de cada curso. Sendo que a Diretoria Executiva é composta por todas as demais diretorias e a escolha dos diretores é através de indicação, ou seja, os diretores exercem cargo de confiança. Já para se tornar um membro efetivo da Ecoeng a pessoa interessada deve manifestar-se perante um membro da Diretoria Executiva ou Conselho de Administração demonstrando sua vontade em participar. O membro da Diretoria Executiva ou do Conselho de Administração solicitará a esta pessoa um comprovante de que ela é estudante de um dos cursos participantes da empresa e o preenchimento de uma ficha de cadastro. Após estes passos, ela será membro efetivo da empresa júnior. Em relação à remuneração dos consultores juniores, por ser uma associação civil sem fins lucrativos os membros não recebem remuneração por seus serviços. O artigo 11 do estatuto social da empresa diz que “é vedada a remuneração fixa, bem como a distribuição de lucros ou bonificações para os membros do Conselho de Administração, da Diretoria Executiva e membros da Ecoeng”, em seu parágrafo único fica explícito que a participação destes na realização de projetos de consultoria, assessoria ou treinamento visam, única e exclusivamente, à contribuição no aprendizado dos mesmos. Apesar de não receberem remuneração os membros têm direito a reembolso referente a custos advindos de atividades diretamente ligadas à empresa júnior, comprovando as despesas com notas fiscais e documentos internos da empresa. Os reembolsos fazem parte do preço cobrado das empresas para a realização da consultoria, o capital restante é aplicado na própria empresa, para incentivo da pesquisa e desenvolvimento educacional dos participantes. O nascimento da empresa júnior dentro da universidade surgiu do interesse de alguns alunos, dos cursos de Ciências Econômicas e Engenharia Química, com apoio dos professores, em montar uma estrutura para prestar consultoria para as empresas da cidade de Toledo. Seu primeiro estatuto foi aprovado em 1999. Na época, a empresa júnior contava com a forte parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e da Associação Comercial e Industrial de Toledo (ACIT), além de grande apoio das coordenações de curso e diretoria do campus. Assim, conseguiu um espaço físico – a sala do Grupo de Pesquisa em 46 Agronegócio e Desenvolvimento Regional (GEPEC) – onde também foram disponibilizados computadores, mesas e cadeiras. No ano de 2000 o curso de Secretariado Executivo da UNIOESTE passa a contribuir com seus conhecimentos para o desempenho da empresa, passando a integrar a Ecoeng, ampliando as opções na área de consultoria. Os projetos realizados foram diversos e o trabalho da Ecoeng continuou até 2003, quando a empresa parou de funcionar temporariamente. A maior dificuldade enfrentada era a falta de experiência no ramo. Além disso, os estudantes pouco conscientes da real importância da empresa júnior, e por falta de auxílio da Universidade, deixaram de se interessar pelo trabalho da consultoria júnior e pouco participavam de suas atividades, o que fez com que não houvesse pessoas para assumirem os cargos da Diretoria Executiva após a Diretoria vigente. Como a Ecoeng é formada excepcionalmente por estudantes de graduação, aqueles que haviam se formado não poderiam continuar na empresa, e não havia sucessores para substituírem seus cargos. Dessa forma, as atividades da empresa foram paralisadas e as dívidas com contador e banco continuaram ativas. Felizmente, o propósito da empresa júnior contagiou outros estudantes da UNIOESTE que reativaram a empresa no final de 2006. E, sentindo a necessidade de uma gestão mais específica na área de recursos humanos, foi criada uma Diretoria para este setor, que teria um diretor para cada curso, que se responsabiliza por buscar e manter os recursos humanos necessários para a realização de cada projeto. No entanto, cabe salientar que a reativação da empresa júnior não foi uma iniciativa isolada de acadêmicos afetos aos cursos de graduação pertencentes à Ecoeng, mas fruto do apoio incondicional de um docente do curso de economia, que incentivou os estudantes a reestruturar a empresa júnior, auxiliando-os e mostrando as vantagens e benefícios em se participar da consultoria júnior. Logo após a regularização do empreendimento, a então diretoria empossada participou de um evento realizado pela Federação das Empresas Juniores do Estado do Paraná (FEJEPAR), tendo como meta, compreender como efetivamente é o trabalho de uma empresa júnior. Tal evento colaborou para a troca de experiências e acréscimo de conhecimentos, que possibilitou a capacitação necessária para o gerenciamento da empresa. 47 Para divulgar a Ecoeng no meio acadêmico a diretoria criou um evento tendo como finalidade divulgar a empresa júnior aos acadêmicos. Como não havia estrutura suficiente para ofertar serviços de qualidade já no primeiro ano de reestruturação (2007), definiu-se que aquele ano seria destinado à reconstrução, compreensão e estudo da Ecoeng. Já para o ano seguinte (2008), definiram-se as metas de equilíbrio financeiro e efetivação de, pelo menos, um trabalho para a empresa. Assim, trabalhos foram exercidos na área de economia, especificamente com estudos de viabilidade econômica, atingindo dessa forma, as metas estabelecidas. No ano de 2009 a diretoria da empresa foi modificada e os conhecimentos adquiridos pela diretoria passada não mais estavam presentes, por isso muitas dificuldades foram enfrentadas e nenhum projeto foi realizado neste ano. No ano de 2010 houve mudança na ocupação do cargo de Diretor Presidente, assim como o Diretor de Recursos Humanos de economia, além disso, o curso de Engenharia de Pesca ingressou na Ecoeng e novamente o estatuto foi modificado para adicionar o curso e para corrigir eventuais erros cometidos no estatuto anterior. No entanto, alguns pontos negativos podem ser visivelmente identificados: a falta de experiência dos consultores, chegando até mesmo ao desconhecimento do tema consultoria; o não ingresso de novos participantes dificultando qualquer trabalho que venha ser realizado; e, a troca constante de diretores, que levam consigo o conhecimento adquirido na gestão da empresa júnior. Assim, a elaboração de um plano de marketing surge nesse cenário como um grande auxílio para a tentativa de correção de tais falhas e promoção de ações de marketing para a Ecoeng. 6.2 OPERACIONALIZAÇÃO DO ESTÁGIO Seguindo os objetivos propostos, o estágio teve por base a criação de um Plano de Marketing para a Ecoeng - Consultoria empresarial júnior, elaborado a partir de vasta pesquisa em fontes secundárias e um estudo em pequena escala com algumas empresas da região a respeito do tema consultoria. 48 O plano de marketing na íntegra pode ser conferido no Apêndice B, entregue aos colegiados dos cursos participantes da empresa júnior: Ciências Econômicas, Engenharia de Pesca, Engenharia Química e Secretariado Executivo. Além das empresas que colaboraram com a pesquisa e aceitaram receber seus resultados. A pesquisa para identificação das características do público-alvo foi realizada com 51 empresas de Toledo, sendo que sua seleção ocorreu através de sorteio em uma lista fornecida pela Prefeitura Municipal. O número de empresas foi reduzido devido à falta de recursos financeiros e de tempo, no entanto, houve grande variedade de organizações entrevistadas. As empresas participantes são de vários ramos de atuação, porte e idade. Localizam-se, em sua maioria, em diferentes bairros na cidade de Toledo, porém três delas estão localizadas em distritos do município. A entrevista foi realizada pessoalmente ou por contato telefônico durante duas semanas, seguindo um roteiro pré-estabelecido para empresas que já haviam contratado consultoria e outro para aquelas que não haviam contratado consultoria. O Gráfico 1 mostra a distribuição dos entrevistados de acordo com seu porte. Gráfico 1 – Divisão das empresas entrevistadas segundo seu porte Fonte: Resultados da pesquisa Em relação ao perfil das empresas entrevistadas, 45% tem porte médio, 31% são micro empresas, 18% são pequenas empresas, 4% são MicroEmpreendedores Individuais (MEI) e 2% são grandes empresas. O percentual entrevistado em cada porte seguiu uma proporção com o número total de empresas em Toledo, possibilitando a identificação de características em todas as categorias. 49 A entrevista seguiu um roteiro (Apêndice A) dividido em dois quadros, sendo que um quadro era respondido somente pelas empresas que já haviam contratado alguma consultoria e o outro quadro apenas para as empresas que não buscaram consultoria ou apenas dispuseram do auxílio do SEBRAE ou ACIT. O Gráfico 2 mostra a divisão das empresas pesquisadas segundo a opção de contratação ou não de uma consultoria, a partir disto pode-se perceber que a maioria das empresas (57%) não buscou em momento algum, auxílio gratuito ou pago, em contrapartida, 27% buscou auxílio gratuito de entidades como SEBRAE e ACIT, e 16% já contrataram consultoria. Apesar do percentual de empresas que buscaram auxílio ainda ser inferior ao daquelas que não buscaram, pode-se ver como positivo este resultado, pois ele se encontra razoavelmente equilibrado. Já fizeram consultoria 16% Auxílio SEBRAE/ACIT 27% Nunca fizeram consultoria 57% Gráfico 2 – Percentual das empresas pesquisadas que buscaram ou não consultoria Fonte: Resultados da pesquisa Relacionando as empresas de acordo com a contratação da consultoria e sua média de vida pode-se perceber que as empresas que já fizeram consultoria tem uma média de vida maior do que as empresas que nunca contrataram este serviço. Este fato pode significar o aumento da complexidade da gestão, tornando a contratação de uma consultoria um serviço indispensável para a empresa, ou simplesmente, o aumento da experiência do administrador, que passa a entender melhor as limitações de sua empresa e busca solucioná-las. O Gráfico 3 mostra o resultado. 50 Gráfico 3 – Comparativo: opção de contratação da consultoria versus média de vida Fonte: Resultados da pesquisa Além da análise dos anos de funcionamento da empresa, pode-se comparar o seu porte versus a opção de contratação da consultoria. O Gráfico 4 demonstra o percentual obtido nas empresas pesquisadas. Diante disso, percebe-se que as empresas de pequeno e grande porte foram as que mais contrataram serviços de consultoria, e as micro-empresas foram as que menos contrataram. Este dado pode ser explicado pelo fato de que as micro-empresas tem um capital relativamente menor do que as empresas de maior porte, muitas vezes dificultando a contratação de uma consultoria. No entanto, o percentual de não contratação de consultoria nas médias empresas também é maior em relação às pequenas empresas, podendo significar um baixo interesse em adquirir consultoria por parte das organizações de médio porte. Também considera-se que o número de médias empresas pesquisadas foi maior em relação às demais, podendo interferir na confiabilidade das respostas obtidas, pois as médias empresas respondentes podem não representar as médias empresas em sua totalidade. 51 Gráfico 4 – Comparativo: opção de contratação da consultoria versus porte da empresa Fonte: Resultados da pesquisa Iniciando a análise dos questionários às empresas que já haviam contratado consultoria, a tabela abaixo demonstra os resultados obtidos referentes à frequência de contratação, sendo que 50% das empresas respondentes contrataram de duas a quatro vezes nos últimos três anos, significando que o interesse em contratar uma consultoria não cessa após a primeira contratação. Tabela 2 – Frequência de utilização da consultoria nos últimos 3 anos nas empresas pesquisadas Frequência % Nenhuma vez 13 Uma única vez 38 De duas a quatro vezes 50 Cinco ou mais vezes Fonte: Resultados da pesquisa 0 Buscou-se também identificar as áreas para as quais foram contratadas as consultorias, sendo que o entrevistado poderia optar por cinco alternativas e/ou responder alguma que não constava na lista. A média de resposta por entrevistado foi de 1,75 e, conforme Tabela 3, as áreas mais solicitadas são Finanças (38%), Planos de marketing/negócios (25%), Atendimento ao público e vendas (25%), e alternativas sugeridas (auxílio em recursos humanos, programas de qualidade, tecnologia de informação – 25%). 52 Tabela 3 – Área da consultoria solicitada nas empresas pesquisadas Área % Finanças 38 Atendimento ao público e vendas 25 Planos de marketing/negócios 25 Outros: recursos humanos, programas de qualidade, tecnologia de informação 25 Administração empresarial 13 Análise contábil 13 Cursos de atualização 13 Definição de preços 13 Publicidade e Propaganda 13 Viabilidade econômica - Pesquisas de mercado - Organização de arquivos - Traduções - Organização de eventos - Palestras motivacionais e de liderança - Fonte: Resultados da pesquisa Nota: média de resposta por entrevistado de 1,75 Em relação aos critérios que as empresas utilizaram para contratar a empresa de consultoria, foi criado uma listagem de alternativas onde o entrevistado poderia responder até cinco itens e/ou optar por sugerir um item que não constasse na lista. A média de resposta por entrevistado foi de 1,88. Os itens mais escolhidos foram: indicações de conhecidos (50%), consultores conhecidos (25%), nível de instrução dos consultores (25%), qualidade no atendimento (25%), e reputação da empresa (25%). Demonstrando que o fato de conhecer a empresa cliente ou ser indicado por conhecidos é bastante relevante para a contratação. A próxima questão se referia aos responsáveis pela contratação da empresa de consultoria, tendo como resposta por todos os entrevistados que o responsável pela contratação foi o proprietário. Comparando-se os dados obtidos na pergunta anterior pode-se inferir que conhecer o proprietário da empresa ou pessoas ligadas a ele pode ser fator decisivo para o fechamento do negócio. 53 A pergunta seguinte procurava saber qual foi a empresa contratada, o resultado está demonstrado na Tabela 4, ao analisá-la percebe-se que a maioria das empresas contratou o SEBRAE (50%). Em comentários realizados durante a entrevista as empresas ressaltaram que a contratação partiu da análise gratuita que o SEBRAE prestou à empresa ou à outras empresas conhecidas, ressaltando a importância de contactar e informar as empresas sobre os serviços que podem ser oferecidos. Tabela 4 – Empresas de consultoria contratadas nos últimos 3 anos pelos entrevistados Empresa de consultoria contratada Nº de empresas contratantes SEBRAE 4 Orium Software 1 Qualific (Cascavel) 1 IDEA (São Paulo) 1 Não lembra Fonte: Resultados da pesquisa 1 A pergunta seguinte, número onze, se referia ao valor que as empresas pagaram pelas consultorias prestadas. Nesta questão, 50% das empresas pagaram até R$ 1.500,00, 25% pagaram até R$ 6.000,00 e outras 25% pagaram acima de R$ 10.000,00. Durante a entrevista as empresas ressaltaram que o valor a ser pago depende muito do tipo de consultoria que foi prestada, da necessidade pela qual a empresa estava passando e da visibilidade da empresa no mercado. A última questão do quadro para empresas que já contrataram consultoria relacionava as características mais satisfatórias da consultoria contratada. Como demonstrado no Gráfico 5, a maioria das empresas (63%) demonstrou maior satisfação com relação aos resultados proporcionados pela consultoria, ou seja, o objetivo foi atingido com sucesso. Outro fator satisfatório relatado por 50% das empresas foi a experiência dos consultores, ou seja, o domínio do conteúdo e a segurança nas ações realizadas pelo consultor responsável. Os fatores “Atendimento” e “Nível de instrução dos consultores” ficaram com 38% e 25% respectivamente. O fator “Prazo de entrega do relatório” foi positivo para apenas uma empresa, enquanto o fator “Preço” não foi destacado por nenhum entrevistado. 54 Gráfico 5 – Fatores mais satisfatórios nas consultorias realizadas nos últimos 3 anos nas empresas entrevistadas Fonte: Resultados da pesquisa Uma empresa relatou que não houve nenhum ponto satisfatório na consultoria, ressaltando que jamais contratará a empresa novamente. Os principais motivos da insatisfação foram o prazo de entrega do serviço combinado, o atendimento e os resultados proporcionados. Finalizando a análise das entrevistas às empresas que já realizaram consultoria percebeu-se alguns pontos negativos para a empresa, no entanto, alguns pontos positivos também foram destacados. Um ponto negativo a ser citado é o fato de as empresas prezarem o conhecimento e a indicação de conhecidos, além da experiência do consultor, sugere-se uma divulgação a respeito da presença dos professores em auxílio aos consultores juniores, pois isso poderia auxiliar na resolução desta fraqueza e ainda favorecer a promoção da qualidade do serviço. Um ponto positivo é a frequência de utilização da consultoria, ou seja, quando um cliente se sente satisfeito na primeira contratação ele volta a contratar. Assim, é de suma importância que a empresa zele pela qualidade do serviço. Iniciando a análise das empresas que nunca fizeram consultoria e das empresas que já buscaram auxílio gratuito, perguntou-se quais eram as áreas em que o administrador enfrentava maiores dificuldades. O Gráfico 6 demonstra o resultado, sendo que o entrevistado poderia escolher até cinco opções dentre as demonstradas e sugerir alguma que não estivesse presente. A média de resposta 55 por entrevistado foi de 2,4, portanto a porcentagem total obtida será maior que 100%. Média de resposta por entrevistado: 2,4 Atendimento ao público e vendas; 35% Organização de layout; 7% Outros; 7% Palestras motivacionais e de liderança; 14% Publicidade e propaganda; 33% Organização de eventos; 5% Traduções; 0% Áreas Organização de arquivos; 12% Administração empresarial; 16% Cursos de atualização; 9% Pesquisas de mercado; 30% Recrutamento, seleção e qualificação; 5% Viabilidade econômica; 19% Definição de preços; 7% Análise contábil; 19% 0% 5% Finanças; 19% Planos de marketing/negócios; 9% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% Gráfico 6 – Áreas apontadas pelas empresas pesquisadas como áreas difíceis de trabalhar Fonte: Resultados da pesquisa Nota-se que a área com maior dificuldade foi o “Atendimento ao público e Vendas” (35%), seguido de “Publicidade e Propaganda” (33%), “Pesquisas de Mercado” (30%), “Viabilidade Econômica” (19%), “Análise Contábil” (19%) e “Finanças” (19%). Isso mostra que, as áreas básicas que o administrador deveria saber trabalhar são as áreas em que o mesmo enfrenta maior dificuldade, e muitas dessas áreas podem ser trabalhadas pela consultoria júnior. No entanto, na sétima pergunta desta parte, os entrevistados foram questionados a respeito do motivo para não contratação de uma consultoria, e 58% das empresas responderam que o motivo foi o problema ter sido solucionado sem consultoria. O segundo motivo citado foram motivos financeiros (16%), o terceiro foi a não informação a respeito de consultorias na área (14%) e, por fim, 12% das empresas não solicitaram consultoria, pois receberam auxílio da matriz ou auxílios gratuitos do SEBRAE (tanto na forma de visitas quanto em apostilas localizadas no site). Apesar do percentual de empresas que solucionam os problemas sozinhas ser alto, ainda existe grande mercado de consultoria, principalmente na parcela que 56 não contratou consultoria por motivos financeiros ou por não ter informações de consultoria na área. Além disso, grande parte das empresas que buscam resolver seus problemas sem consultoria, pode se interessar pelos serviços da empresa Júnior, caso os mesmos sejam divulgados adequadamente. Para conhecer o que incentivaria uma empresa a contratar determinada consultoria foi perguntado, na questão oito deste quadro, quais os critérios que seriam utilizados caso a empresa fosse contratar uma consultoria. O resultado está demonstrado no Gráfico 7, e o critério que obteve maior escolha foi o nível de instrução dos consultores (67%), seguido da qualidade no atendimento (60%) e indicações de conhecidos (50%). O preço ofertado, que seria uma das vantagens da Ecoeng, ficou em quarto lugar com 42% das empresas. Estes critérios podem ser favoráveis à empresa júnior caso sejam trabalhados de maneira adequada, pois o que o administrador espera é que o consultor tenha um nível de instrução maior que o seu, e que a empresa seja confiável a ponto de ser indicada por alguma pessoa conhecida, por isso torna-se importante o bom atendimento e a divulgação dos serviços já prestados (desde que tenham sido bem sucedidos), assim como divulgação do auxílio dos professores tutores de cada curso. Critérios de escolha de consultoria Média de resposta por Entrevistado: 2,98 80% 70% 67% 60% 56% 60% 50% 42% 40% 30% 23% 16% 20% 19% 12% 10% 2% 0% Nível de instrução dos consultores Preço ofertado Formas de Localização Indicações Consultores Propagandas Qualidade pagamento da empresa de conhecidos e outras no de conhecidos divulgações atendimento consultoria em geral Outros Gráfico 7 – Possíveis critérios de escolha para contratação da consultoria nas empresas pesquisadas Fonte: Resultados da pesquisa A nona questão era sobre o responsável pela contratação da consultoria, com possibilidade de escolher até duas alternativas, a média de resposta foi de 1,07 57 por entrevistado, e a grande maioria (87%) respondeu que o responsável seria o proprietário, sendo que 9% responderam que seria a matriz e 4% responderam que seria o administrador ou gerente geral. Já na questão dez, buscava-se identificar quais seriam os valores máximos a serem pagos pelas empresas entrevistadas, caso quisessem contratar uma consultoria. O resultado está demonstrado na Tabela 5, onde até R$ 1.500,00 é o valor máximo a ser pago por 72% das empresas, até R$ 3.000,00 é o valor máximo a ser pago por 14%, até R$ 10.000,00 por 5%, e 9% das empresas disseram que pagariam o que fosse justo de acordo com a consultoria, ou não quiseram arriscar valores, pois não tinham nenhuma base para calcular o valor. Tabela 5 – Valores máximos a serem pagos por uma consultoria nas empresas entrevistadas Valores (R$) Porcentagem (%) Até 1.500,00 72 Até 3.000,00 14 Até 6.000,00 - Até 10.000,00 5 Acima de 10.000,00 - Outros: o preço justo; não sabe Fonte: Resultados da pesquisa 9 A última pergunta do quadro procurava saber se as empresas entrevistadas conheciam alguma empresa de consultoria. A média de resposta por entrevistado foi de 1,02, e a maioria (65%) não conhecia nenhuma empresa, 14% conhecia a empresa de consultoria Result, 12% mencionou o SEBRAE, 9% mencionaram nomes de consultores que trabalham individualmente e 2% mencionaram a empresa de contabilidade e consultoria Gruber. O resultado demonstra que, apesar de ser conhecido em todo o país, o SEBRAE ainda não é visto como uma empresa de consultoria, possivelmente porque as empresas não tem pleno conhecimento de suas atividades e de suas funções como auxiliador do empreendedorismo em micro e pequenas empresas no país. Em relação ao conhecimento da empresa Result e de consultores individuais, a menção destes nomes se deu em razão do conhecimento de algum funcionário da empresa ou do próprio consultor, e não em razão da publicidade realizada. A empresa de contabilidade e consultoria Gruber foi mencionada por apenas uma empresa que já é cliente do escritório, porém não utiliza o serviço de consultoria, 58 apesar de ter a lembrança de que a empresa já fez propaganda a respeito desta área. Com base nos dados levantados através da pesquisa, elaborou-se o plano de marketing para a Ecoeng. O plano é composto pela análise do ambiente interno e externo, uma análise de forças/fraquezas, oportunidades/ameaças, a definição do público-alvo, definição do posicionamento de mercado, definição de estratégias de marketing relativas aos quatro P’s (produto, preço, praça e promoção), implementação do plano de marketing, e por fim, avaliação e controle do plano. O plano de marketing, assim como o presente relatório final, foi distribuido para todos os cursos integrantes da Ecoeng, para as empresas que participaram das entrevistas e aceitaram receber o resultado e para a própria Ecoeng – Consultoria Empresarial Júnior. 59 7 CONSIDERAÇÕES E RECOMENDAÇÕES FINAIS A partir do estudo realizado pode-se recomendar à empresa que implante o plano de marketing sugerido no Apêndice B deste trabalho, como forma de aumentar a demanda pelos serviços prestados pela Ecoeng, assim como sua visibilidade no mercado e na gestão dos projetos. Acredita-se que a implantação do plano não somente auxiliará a Ecoeng, mas também a universidade, os cursos envolvidos e as MPE’s de Toledo e microrregião, pois o trabalho ofertado pela empresa júnior gera benefícios para todo o ambiente onde está inserida. Por este motivo considera-se extremamente importante a manutenção dos trabalhos da empresa e sua permanente expansão. Recomenda-se ainda à empresa que, além da aplicação do plano de marketing, realize um estudo de mercado anual, que identifique o perfil dos consumidores e dos clientes. As pesquisas de mercado auxiliam na visualização das necessidades do consumidor e proporcionam uma visão ampla de quais atividades a Ecoeng deverá desenvolver para preencher essas necessidades. Durante todo o estágio realizado pôde-se perceber a importância do marketing dentro da empresa e o baixo rendimento financeiro que sua ausência provoca. Por isso a empresa pode adotar um sistema de informação de marketing, onde serão armazenados os dados dos clientes e de todos os projetos executados, facilitando a familiarização dos novos membros com a empresa e de todos os membros com projetos realizados e com clientes já atendidos. Além disso a empresa pode buscar auxílio do SEBRAE e da ACIT para divulgação de seu trabalho para as empresas de Toledo e região, podendo ser através de simples apresentação da empresa e distribuição de panfletos até a realização de palestras e mini-cursos. Outro quesito recomendado é o incentivo constante para estudantes entrarem e participarem da Ecoeng, o máximo esforço deve ser investido aqui, pois são os acadêmicos que fazem a empresa. A seleção de novos membros deve obedecer a critérios que incluam o perfil do estudante, de forma que os membros diretores sejam pessoas empreendedoras e com iniciativa, que tenham vontade de 60 levar a empresa para frente. Para isso é possível fazer um estudo a respeito de recrutamento e seleção. Além do incentivo aos estudantes, também aconselha-se o incentivo aos professores, pois são eles que orientam e, de certa forma, corrigem os projetos realizados. Como geralmente seu tempo é limitado, maior incentivo deve ser oferecido para fazer com que os professores se envolvam e queiram participar e ajudar. É necessário que todos na empresa tenham em mente que, quando a empresa vai bem, os cursos envolvidos e a universidade também recebem suas influências, pois o modo como os clientes de suas consultorias vêem os projetos realizados é o modo como verão os cursos e a universidade, portanto todos devem se sentir envolvidos ou, pelo menos, incentivados a se envolver. O caminho para reerguer a empresa pode ser difícil, no entanto, é preciso esforço para busca de projetos e rendimentos financeiros duráveis que financiem as ações de marketing e as aquisições de materiais para a Ecoeng. Com dedicação é possível não só manter a empresa como também expandí-la e torná-la reconhecida no mercado. O estágio foi concluido com este relatório final, no entanto, seus benefícios para a autora, para o curso e para os membros da empresa continuarão e, esperase, serão duradouros. Seu objetivo foi cumprido, mas muito mais pode nascer daqui para a frente, espera-se que este trabalho seja apenas o início de uma nova era para a Ecoeng – Consultoria Empresarial Júnior. 61 REFERÊNCIAS AMBROSIO, Vicente; SIQUEIRA, Rodrigo. Plano de marketing passo-a-passo: serviços. São Paulo: Reichmann e autores, 2002. COBRA, Marcos H. N. Marketing essencial: conceitos, estratégias e controle. São Paulo: Atlas, 1986. _____. Marketing básico: uma perspectiva brasileira. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1997. _____. Marketing de servicios. 2. ed. Santa Fe de Bogotá: McGraw-Hill, 2000. _____. Marketing de serviços. São Paulo: Cobra, 2001. DANTON, Gian. Metodologia Científica. Minas Gerais: VirtualBooks, 2002. DIAS, Sérgio R. (org.) Gestão de Marketing. São Paulo: Saraiva, 2003. FAE, Business School. Marketing. Curitiba: Associação Franciscana de Ensino Senhor Bom Jesus, 2002. (Coleção gestão empresarial, 3) GOMES, Isabela M. Manual Como Elaborar um Plano de Marketing. Belo Horizonte: SEBRAE/MG, 2005. KOTLER, Philip. Administração de Marketing: análise, planejamento, implementação e controle. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1998. _____; KELLER, Kevin L. Administração de Marketing. 12. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006. _____. Marketing de A a Z. São Paulo: Atlas, 2003. LAS CASAS, Alexandre L. Plano de marketing para micro e pequena empresa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2007. LOVELOCK, Christopher; WIRTZ, Jochen. Marketing de serviços: pessoas, tecnologia e resultados. 5. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006. 62 MALHOTRA, Naresh. Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001. MARCONI, Maria A.; LAKATOS, Eva M. Técnicas de Pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1999. McCARTHY, Edmund J. Marketing. Rio de Janeiro: Campus, 1982. PAIXÃO, Márcia V. Pesquisa e planejamento de marketing e propaganda. Curitiba: Ibpex, 2008. RACHMAN, David J. Marketing today. New York: CBS College Publishing, 1985. RICHERS, Raimar. Marketing: uma visão brasileira. São Paulo: Negócio Editora, 2000. RODRIGUES, Maria G. V. Metodologia Científica: Elaboração de projetos, trabalhos acadêmicos e dissertações em ciências militares. 2. ed. Rio de Janeiro: EsAO, 2005. SIMÕES, Roberto. Iniciação ao Marketing. 4. Ed. São Paulo: Atlas, 1986. STANTON, William J. Fundamentos de Marketing. São Paulo: Pioneira, 1980. v. 2. 63 APÊNDICE A – ROTEIRO UTILIZADO PARA ENTREVISTA 64 Prezado(a) Empresário(a), estás sendo convidado(a) a colaborar com esta pesquisa que tem por finalidade a obtenção de dados para a finalização do Trabalho de Conclusão de Curso da acadêmica Lidiane da Silva Fernandes, do 4º (quarto) ano do curso de Secretariado Executivo na UNIOESTE/Campus Toledo. O objetivo da pesquisa é obter informações a respeito do mercado de consultoria na cidade de Toledo/PR. Suas respostas, conjuntamente às de outros entrevistados, serão tabuladas e tratadas estatisticamente. Portanto, os dados aqui fornecidos serão exclusivamente utilizados para fins acadêmicos, não sendo revelados individualmente a quaisquer pessoas físicas ou jurídicas. Também será garantida a preservação da identidade do respondente. E-mail para contato: [email protected] Telefones para contato: (45) 9942-8314 ou (45) 3055-8821 Obrigada pela colaboração. 1. Nome da Empresa: __________________________________________ 2. Data de fundação: ___/___/____ 3. Número de funcionários: ________ 4. Ramo de atuação: _________________________________ 5. A sua empresa já solicitou serviços de consultoria? ( ) SIM, continue no quadro abaixo. ( ) Obtive auxílio do SEBRAE ou ACIT sem custo, dirija-se ao Quadro Azul. ( ) NÃO, dirija-se ao Quadro Azul. Caso a resposta seja “SIM” continue neste quadro: 6. Nos últimos 3 anos, quantas vezes o serviço de consultoria foi solicitado? ( ) uma única vez ( ) de duas a quatro vezes ( ) cinco ou mais vezes 7. Para quais áreas se destinou a consultoria solicitada? (marcar até 5 alternativas) ( ) publicidade e propaganda ( ) análise contábil ( ) organização de arquivos ( ) planos de marketing/negócios ( ) viabilidade econômica ( ) traduções ( ) atendimento ao público e vendas ( ) pesquisas de mercado ( ) organização de eventos ( ) definição de preços ( ) cursos de atualização ( ) palestras motivacionais e de liderança ( ) finanças ( ) administração empresarial ( ) Outros: Continua... 65 8. Quais foram os critérios que influenciaram na escolha da empresa de consultoria? (marcar até 5 alternativas) ( ) Propagandas e outras divulgações em geral. ( ) Qualidade no atendimento ( ) Indicações de conhecidos ( ) Experiências anteriores com a mesma empresa ( ) Consultores conhecidos ( ) Nível de instrução dos consultores ( ) Localização da empresa ( ) Preço ofertado ( ) Formas de pagamento ( ) Outros: 9. Quem é o responsável por contratar a empresa de consultoria? (marcar até 2 alternativas) ( ) Proprietário ( ) Administrador ou Gerente Geral ( ) Gerente de setor ( ) Outros: 10. Qual o nome da empresa (ou empresas) de consultoria contratada? 11. Quanto foi o valor médio pago à empresa de consultoria? ( ) Até R$ 1.500,00 ( ) Até R$ 3.000,00 ( ) Até R$ 6.000,00 ( ) Até R$ 10.000,00 ( ) Acima de R$ 10.000,00 ( ) Não sabe 12. Quais os fatores mais satisfatórios em relação a consultorias já realizadas? (marcar até 5 alternativas) ( ) Atendimento ( ) Preço ( ) Prazo de entrega do relatório ( ) Nível de instrução dos consultores ( ) Resultados proporcionados ( ) Adequação dos resultados obtidos com a realidade da empresa ( ) Experiência dos consultores ( ) Outros: Muito obrigada pela participação! Sua colaboração teve grande importância para minha pesquisa desenvolvida em âmbito acadêmico. Caso tenha interesse, o resultado da pesquisa poderá ser enviado para sua empresa via e-mail. ( ) Sim, temos interesse em receber o resultado da pesquisa via e-mail. Qual o e-mail preferencial para este envio? ______________________________________________________________ ( ) Não, a empresa não gostaria de receber o resultado da pesquisa. 66 Se sua resposta à quinta pergunta do questionário foi “Obtive auxílio do SEBRAE ou ACIT sem custo” ou “NÃO”, continue neste quadro. 6. Das áreas abaixo, quais as que você enfrenta maior dificuldade? (marcar até 5 alternativas) ( ) publicidade e propaganda ( ) análise contábil ( ) organização de arquivos ( ) planos de marketing/negócios ( ) viabilidade econômica ( ) traduções ( ) atendimento ao público e vendas ( ) pesquisas de mercado ( ) organização de eventos ( ) definição de preços ( ) cursos de atualização ( ) palestras motivacionais e de liderança ( ) finanças ( ) administração empresarial ( ) Outros: 7. Quais motivos para não contratação de uma empresa de consultoria? (marcar apenas 1 alternativa) ( ) Motivos Financeiros ( ) Não havia informação a respeito de consultorias na área ( ) O problema pôde ser solucionado sem consultoria ( ) Outros: 8. Em caso de contratar uma empresa de consultoria, quais seriam os critérios de escolha? (marcar até 5 alternativas) ( ) Nível de instrução dos consultores ( ) Localização da empresa de consultoria ( ) Propagandas e outras divulgações em geral ( ) Preço ofertado ( ) Indicações de conhecidos ( ) Qualidade no atendimento ( ) Formas de pagamento ( ) Consultores conhecidos ( ) Outros: 9. Quem é o responsável pela decisão de contratação da consultoria? (marcar até 2 alternativas) ( ) Proprietário ( ) Administrador ou Gerente Geral ( ) Gerente de setor ( ) Outros: 10. Quanto estaria disposto a pagar por uma consultoria? ( ) Até R$ 1.500,00 ( ) Até R$ 3.000,00 ( ) Até R$ 6.000,00 ( ) Até R$ 10.000,00 ( ) Acima de R$ 10.000,00 ( ) Não sabe 11. Você conhece alguma empresa de consultoria? Qual(is)? Muito obrigada pela participação! Sua colaboração teve grande importância para minha pesquisa desenvolvida em âmbito acadêmico. Caso tenha interesse, o resultado da pesquisa poderá ser enviado para sua empresa via e-mail. ( ) Sim, temos interesse em receber o resultado da pesquisa. Qual o e-mail preferencial para este envio? __________________________________________________________________ ( ) Não, a empresa não gostaria de receber o resultado da pesquisa. 67 APÊNDICE B – PLANO DE MARKETING PARA ECOENG PLANO DE MARKETING 2011 DISTRIBUIÇÃO: PREPARADO POR: Ecoeng; Empresas que colaboraram para a pesquisa de mercado; Colegiado do curso de Secretariado Executivo; Colegiado do curso de Engenharia Química; Colegiado do curso de Engenharia de Pesca; Colegiado do curso de Ciências Econômicas. Lidiane da Silva Fernandes – Diretora de Projetos de Secretariado Executivo Toledo, novembro de 2010 Ecoeng – Consultoria Empresarial Júnior S/C SUMÁRIO 1. SUMÁRIO EXECUTIVO .................................................................... 2 2. ANÁLISE DE AMBIENTE .................................................................. 3 2.1. ANÁLISE INTERNA ......................................................................... 3 2.1.1. Estrutura Organizacional e Processo de Seleção .................................. 3 2.1.2. Pontos Fracos Identificados .......................................................... 5 2.1.3. Pontos Fortes Identificados .......................................................... 5 2.2. ANÁLISE EXTERNA ......................................................................... 6 2.2.1. Fatores Econômicos ................................................................... 6 2.2.2. Fatores políticos, legais e tecnológicos ............................................ 8 2.2.3. Fatores Sócio-Culturais ............................................................... 8 2.2.4. Concorrência .......................................................................... 11 2.3. ANÁLISE SWOT............................................................................ 11 3. DEFINIÇÃO DE PÚBLICO-ALVO ........................................................13 4. DEFINIÇÃO DE POSICIONAMENTO DE MERCADO....................................14 5. DEFINIÇÃO DE ESTRATÉGIAS DE MARKETING.......................................15 5.1. PRODUTO.................................................................................. 15 5.2. PREÇO ..................................................................................... 18 5.3. PRAÇA ..................................................................................... 19 5.4. PROMOÇÃO................................................................................ 20 5.4.1. Dicas para veiculação das propagandas da empresa............................. 22 6. IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO DE MARKETING.......................................24 7. AVALIAÇÃO E CONTROLE ..............................................................26 REFERÊNCIAS..................................................................................27 APÊNDICE A – MODELO DE ANÚNCIO EM JORNAL.......................................28 APÊNDICE B – MODELO DE PANFLETO – FRENTE ........................................29 APÊNDICE C – MODELO DE PANFLETO – VERSO .........................................30 Plano de Marketing nov/2010 Página 1/30 1. SUMÁRIO EXECUTIVO A Ecoeng – Consultoria Empresarial Júnior está instalada há 10 anos na Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Atualmente nenhum projeto de consultoria está em execução, sendo que a procura pelos serviços da empresa são mínimos e não há nenhum plano de divulgação. A atual situação levou à criação deste plano de marketing, que conta com uma pesquisa em 51 empresas de Toledo, um estudo de ambiente interno e externo, a definição do público-alvo, definição do posicionamento de mercado, estratégias de marketing, implementação, avaliação e controle do plano. Após o estudo realizado, várias estratégias serão implantadas, dando ênfase à maior divulgação da empresa através de propaganda em jornais, organização de eventos para público interno e externo, palestras, distribuição de panfletos e visitas a empresas. Definiram-se também estratégias relativas ao preço e formas de pagamento, características do serviço e instruções referentes à forma de entrega da consultoria. No item implementação do plano de marketing as etapas para aplicação das estratégias são definidas, assim como seus custos, o mês previsto para sua execução e o(s) responsável(is) por cada atividade. A última sessão trata da avaliação e controle que deverá ser efetuada para o bom andamento do plano de marketing. Com a aplicação pretende-se melhorar a performance da empresa, assim como sua visibilidade no mercado externo e interno. Plano de Marketing nov/2010 Página 2/30 2. ANÁLISE DE AMBIENTE Este tópico tem por objetivo analisar os fatores que exercem influência tanto no ambiente interno quanto no ambiente externo da organização. A primeira parte tratará da análise interna da organização, mencionando sua estrutura e, suas fraquezas e potencialidades. A segunda parte trata do ambiente externo, levandose em consideração fatores econômicos, sócio-culturais, políticos, legais e tecnológicos, além da análise da concorrência existente no mercado. A terceira e última parte é um resumo dessas análises, denominado de Análise SWOT (Strenghts-Forças, Weaknesses-Fraquezas, Opportunities-Oportunidades, ThreatsAmeaças), busca sintetizar o conteúdo trabalhado na seção. 2.1. ANÁLISE INTERNA 2.1.1. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL E PROCESSO DE SELEÇÃO A Ecoeng – Consultoria Empresarial Júnior é composta por quatro cursos: Ciências Econômicas, Engenharia de Pesca, Engenharia Química, e Secretariado Executivo. A Figura 1 mostra a estrutura da empresa através de seu organograma. Plano de Marketing nov/2010 Página 3/30 CEJU Conselho de Administração Diretoria Executiva Diretor Presidente Diretoria de Projetos de Ciências Econômicas Diretoria de Recursos Humanos de Ciências Econômicas Diretoria de Projetos de Engenharia de Pesca Diretoria de Recursos Humanos de Engenharia de Pesca Diretoria de Projetos de Engenharia Química Diretoria de Recursos Humanos de Engenharia Química Diretoria de Projetos de Secretariado Executivo Diretoria de Recursos Humanos de Secretariado Executivo Diretor EconômicoFinanceiro Diretor Administrativo Membros Figura 1 – Organograma da Ecoeng Fonte: Resultados da pesquisa Cada curso possui dois diretores executivos (diretor de recursos humanos e diretor de projetos) e seu professor tutor. Os ocupantes dos cargos de Diretor Presidente, Diretor Econômico-Financeiro e Diretor Administrativo são responsáveis por atividades dentro de todos os cursos com a execução de suas respectivas funções. A seleção dos cargos ocorre através de indicação dos membros da diretoria anterior e a seleção dos professores tutores ocorre dentro do Colegiado de cada curso. Já para os membros voluntários não há seleção. Plano de Marketing nov/2010 Página 4/30 2.1.2. PONTOS FRACOS IDENTIFICADOS A identificação dos pontos fracos partiu da observação realizada pela autora dentro da empresa, em conversas com membros, em participação efetiva nas atividades, etc. O primeiro ponto negativo que pode ser destacado na empresa é o tempo de permanência na diretoria executiva, de apenas dois anos, o que ocasiona rotatividade e não retenção de conhecimentos dentro da empresa. Como a busca e participação em projetos partiu do esforço individual de alguns estudantes e professores, suas saídas da empresa causaram a perda de conhecimentos extremamente úteis para a Ecoeng. Ao saírem, toda experiência adquirida, seja com a realização de projetos ou apenas na gestão da empresa, também se perdeu. O segundo ponto é o interesse dos alunos para participação na empresa. Apesar de estar na ativa a um bom tempo, poucos alunos e professores aderiram aos propósitos da Consultoria Júnior. Atualmente, a empresa conta apenas com os membros da diretoria executiva, e, observando-se a história da empresa, percebese que a maior parte dos anos foi assim, com pouca participação dos acadêmicos. Entre as possíveis causas desse problema, têm-se a falta de divulgação interna aliada ao fato de o serviço ser totalmente voluntário. Um terceiro ponto é o desconhecimento das empresas pelos projetos da Ecoeng. Este fato evidencia-se ao longo da história da empresa, pois em dez anos registramse apenas quatro projetos, que foram realizados em sua fundação e em seu “ressurgimento” (quando a empresa foi reaberta, após estar três anos inativa). A grande causa desse problema também é a falta de divulgação na comunidade externa. 2.1.3. PONTOS FORTES IDENTIFICADOS Os pontos fortes também foram identificados a partir de observação participativa e conversa com ex-membros da empresa. Plano de Marketing nov/2010 Página 5/30 Como ponto forte destaca-se o aprendizado e satisfação dos estudantes que participaram de projetos dentro da Consultoria Empresarial Júnior. Como pode-se notar na fala de um dos ex-presidentes da Ecoeng: Ter participado da Ecoeng é algo que me gerou enorme satisfação. Período de ganhos extremos de experiência para um acadêmico, algo alicerçado com a tutela de professores excelentes e interação com colegas e empresários. Essa interação é algo muito importante para os acadêmicos, e me proporcionou mais segurança e, sobretudo, gosto pelo curso e pelas atividades que desenvolvi enquanto empresário júnior (SCHIO, 2009). Além da satisfação e aprendizado no trabalho de Consultor Júnior, outro aspecto mencionado como positivo é o fato de estar ajudando as empresas e a própria universidade e curso. Como os serviços têm um custo bem menor para as empresas, elas podem melhorar sua eficiência sem ter que gastar muito. Além disso, quando a qualidade dos projetos é satisfatória existe uma contribuição para a universidade e para o curso que ofertou o serviço, através do reconhecimento dos profissionais que o curso/universidade está formando. Outro ponto positivo é o fato de os consultores juniores ainda estarem em formação, o que possibilita melhor acesso à novas tecnologias, novos processos e supervisão constante de professores experientes. Portanto, apesar de serem jovens consultores, eles possuem as últimas novidades aliada à experiência dos professores, o que garante a qualidade dos projetos prestados. 2.2. ANÁLISE EXTERNA 2.2.1. FATORES ECONÔMICOS A Ecoeng está localizada na cidade de Toledo, um município que é terceiro lugar em índice de desenvolvimento humano (IDH) entre as dez maiores cidades do Paraná e décimo lugar em produto interno bruto (PIB) total no estado (TOLEDO, 2010). A economia do município é baseada na agricultura e na agroindústria, possuindo o primeiro lugar em PIB agropecuário da região sul e 11º lugar do país, com mais de Plano de Marketing nov/2010 Página 6/30 cinco mil estabelecimentos agropecuários (TOLEDO, 2010), com as atividades econômicas de lavoura permanente, lavoura temporária, pecuária, horticultura, pesca e aqüicultura, produção mista, silvicultura e exploração florestal. Os principais produtos agrícolas do município são: a soja, o milho e o trigo. Já na pecuária e aves, os galináceos (galinhas, galos, frangos e pintos), suínos e os bovinos são os produtos principais (IPARDES, 2009). Na área industrial, o município possui o título de primeiro lugar em parque industrial do Oeste do Paraná, com mais de 500 estabelecimentos, abrangendo desde indústria de extração de minerais até indústria de produtos alimentícios. Na área comercial Toledo possui mais de 5.000 estabelecimentos (comerciais e prestação de serviços), e mais de 1.000 trabalhadores autônomos registrados (TOLEDO, 2010). Apesar do número de empresas ser grande, a quantidade de empresas baixadas no município de Toledo no ano de 2009 foi, em média, 50 empresas por mês. Este dado não só representa a não permanência das empresas no mercado, como também alerta para o fato das empresas necessitarem de auxílio para se manterem no mercado. Salienta-se que este número, apesar de ser alto, refere-se apenas às empresas registradas e que formalizaram o fechamento. Acredita-se que um número igual ou superior a esse de empresas fecham suas portas e não dão baixa, ou mesmo já atuavam de modo informal. Sem dúvidas, muitas são as causas de tal insucesso, entre eles destaca-se a falta de planejamento, aliado a falta de busca por informação e assessoria especializada. Em relação ao mercado de consultoria, pode-se dizer que é um mercado em expansão e que tende a crescer ainda mais. De acordo com o Instituto ISAE/FGV (apud Amaral, 2010) um estudo realizado no Brasil em 2007 aponta que o mercado de consultoria cresceu 800% naquele ano. A explicação para tal fato é a grande expansão da economia brasileira. Segundo o site Administradores (2010), muitas empresas não têm a possibilidade de enfrentar o mercado no qual entram, pois não têm o conhecimento necessário e Plano de Marketing nov/2010 Página 7/30 não têm tempo para qualificar-se antes que a concorrência. Para estas empresas a opção mais adequada é a contratação de uma consultoria, que já tem o knowhow necessário para a resolução do problema, não dispendendo tanto tempo. Barreto (2010) concorda com a expansão do mercado de consultoria afirmando que “a consultoria é e será cada vez mais a opção mais interessante para uma segunda carreira no Brasil”. Dessa forma, têm-se muitas oportunidades relativas aos fatores econômicos que favorecem a Ecoeng. Acredita-se que com a adequada exploração destas oportunidades a empresa terá, seguramente, inúmeros benefícios, principalmente, o reconhecimento e crescimento. 2.2.2. FATORES POLÍTICOS, LEGAIS E TECNOLÓGICOS A universidade oferta condições físicas para viabilizar a empresa júnior. O espaço físico utilizado, assim como telefone, computador, laboratório e livros são propriedades da Unioeste, e à disposição da Ecoeng. Os alunos e professores que trabalham em prol da empresa júnior também estão vinculados à universidade. Em suma, a existência da Ecoeng é intrinsecamente ligada à universidade e seus cursos, recebendo influências políticas, legais e tecnológicas da Unioeste. 2.2.3. FATORES SÓCIO-CULTURAIS Toledo possui uma população estimada em mais de 116 mil pessoas, sendo que a média de idade é 29 anos e o número total de população economicamente ativa é maior que 41 mil habitantes. A população toledense é formada em sua maioria por descendentes de italianos e alemães, vindos de várias partes do Paraná e, principalmente, de outros estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina. (IBGE, 2010) Como o foco da Ecoeng são pessoas jurídicas, fez-se uma pesquisa com 51 empresas de diversos ramos para identificar comportamentos relativos à utilização de consultoria. Relacionando os resultados obtidos nesta pesquisa com dados da Plano de Marketing nov/2010 Página 8/30 pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), no Brasil, podem-se identificar algumas influências recebidas pela Ecoeng. A partir da observação dos dados obtidos pode-se ver que as empresas que já fizeram consultoria possuem uma média de anos de funcionamento maior, sendo que a média cai quando a empresa apenas teve auxílio gratuito da ACIT ou SEBRAE, e cai ainda mais nas empresas que nunca fizeram consultoria. Isto pode ser um indício de que, conforme aumenta a complexidade da gestão com os anos de funcionamento, a organização sente a necessidade de auxílio em determinadas áreas. Ver Gráfico 1. Gráfico 1 – Comparativo: opção de contratação da consultoria versus média de vida Fonte: Resultados da pesquisa Em relação à disposição para contratação de uma consultoria, durante a aplicação da pesquisa alguns empresários diziam não querer o produto e se indispunham a responder, acreditando que isso levaria a uma possível contratação, estes casos mostraram-se mais frequentes dentre aqueles que acreditavam não haver necessidade de melhorar a eficiência da empresa, pois a maneira como a empresa estava, ainda lhe fornecia lucro suficiente. Notou-se que seu principal objetivo não era o aproveitamento do mercado, mas sim apenas a obtenção razoável de lucros para continuar sobrevivendo. Outro aspecto a ser considerado diz respeito ao fato de os empreendedores por oportunidade buscarem mais ajuda é comprovado também a nível de Brasil, pois no Plano de Marketing nov/2010 Página 9/30 relatório GEM de 2008 destaca-se que “o principal alvo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas está justamente no empreendedor por oportunidade, que, pela opção escolhida, pode ter mais persistência e segurança no que faz ou irá fazer” (PASSOS, 2008). Os relatórios das pesquisas do GEM Brasil mostram ainda que – apesar de o empreendedorismo ser tema de interesse nos âmbitos empresariais, políticos e acadêmicos em função de sua importância para o desenvolvimento econômico de um país – grande parte dos empreendedores nacionais, o equivalente a 90%, não participou de atividades relacionadas à abertura de negócios em qualquer tempo, seja ao longo de sua formação educacional formal, nos níveis de ensino fundamental, médio e superior, seja por meio de participação em atividades dessa natureza em modalidades educacionais diversas (independentes da educação formal). Na pequena parcela da população que em algum momento participou de atividades relacionadas à abertura de negócios, percebe-se que organizações externas à esfera governamental foram as mais procuradas. Dentre as alternativas mais procuradas, estiveram as associações empresariais, tais como as associações comerciais, câmaras de comércio, federações de indústrias, Sebrae, Senac, Senai e Sesc, dentre outras (GRECO, 2009). Comparando-se estes dados com os obtidos através da pesquisa em Toledo comprova-se que, enquanto a maioria das empresas pesquisadas (57%) não buscou ajuda, aquela parcela que buscou ajuda, mesmo que gratuita (27%), o fez através da Associação Comercial de Toledo ou do SEBRAE, sendo baixa a incidência de empresas que buscaram uma consultoria particular (16%). Porém, além da evidente importância da parceria com as associações empresariais, percebe-se que os micros, pequenos e médios empresários têm uma carência de informação a respeito de como gerir o negócio e como pesquisar o mercado e que apesar disso, não buscam auxílio algum. Relacionando-se isso com a média de baixas de empresas em 2009 no município (aproximadamente 50 a cada mês), têmse uma medida da necessidade dos serviços de consultoria, principalmente os da Plano de Marketing nov/2010 Página 10/30 empresa júnior, que oferecem um custo baixo em relação ao capital disponível das micro e pequenas empresas (MPE’s) para este tipo de investimento. 2.2.4. CONCORRÊNCIA Através da pesquisa feita com empresas de Toledo obteve-se informações sobre quais as empresas de consultoria de maior atuação no mercado. A mais citada foi a empresa Result Consultoria (14%), em segundo lugar o próprio SEBRAE (12%), seguido pela menção de nomes de vários consultores individuais conhecidos (9%) e pela empresa de contabilidade Gruber (2%), sendo que a grande maioria (65%) não conhecia nenhuma empresa de consultoria ou consultor individual. Isto evidencia a necessidade de divulgação no setor de consultoria, já que a maioria das organizações não reconhece nenhuma empresa neste ramo. 2.3. ANÁLISE SWOT FATORES EXTERNOS Oportunidades Ameaças - alta taxa de mortalidade de empresas na - baixa procura do mercado externo por cidade de Toledo; projetos de consultoria; - mercado de consultoria em expansão; - baixo interesse dos empresário em adquirir - suporte físico oferecido pela Universidade. consultoria. FATORES INTERNOS Forças Fraquezas - aprendizado e satisfação dos consultores juniores ao realizarem projetos; - benefícios para MPE’s, universidade e cursos; - acesso à novas tecnologias e processos. - não há retenção de conhecimento pelos consultores devido ao baixo tempo de participação na diretoria; - baixo interesse por parte dos alunos em participar da empresa júnior; - baixa divulgação para a comunidade externa e interna. As soluções para as Ameaças externas e Fraquezas Internas seria o aumento da divulgação dos serviços da Ecoeng, incluindo distribuição de panfletos, organização Plano de Marketing nov/2010 Página 11/30 de eventos e palestras para empresários, neste último caso podendo-se investir em uma parceria com a ACIT e/ou SEBRAE. Além disso, é necessário investimento em divulgação interna e uma modificação de estatuto que permitiria a remuneração dos consultores juniores (aumentando assim o interesse em participar dos projetos de consultoria) além do aumento da permanência na diretoria da empresa. Mais informações a respeito das divulgações, eventos e palestras, verificar o item 5.1 Produto deste plano. Plano de Marketing nov/2010 Página 12/30 3. DEFINIÇÃO DE PÚBLICO-ALVO A partir dos dados coletados através da pesquisa com as empresas de Toledo, definiu-se o público alvo da Ecoeng como as empresas com pouco tempo de atuação no mercado e de pequeno a médio porte. O público-alvo foi assim definido, pois são as pequenas empresas que precisam dos serviços de baixo custo oferecidos pela Ecoeng. Além disso, para sobreviverem no mercado necessitam se diferenciar das grandes empresas, para isso a Ecoeng tem à disposição novas tecnologias e teorias do mercado que estão sendo estudadas pelos consultores juniores durante sua graduação e podem ser aplicadas para a diferenciação das MPE’s das grandes empresas. Plano de Marketing nov/2010 Página 13/30 4. DEFINIÇÃO DE POSICIONAMENTO DE MERCADO A Ecoeng pretende ofertar ao público-alvo serviços de alta qualidade e baixo custo, com atendimento qualificado e personalizado, buscando a solução de problemas centrados em suas diversas áreas de atuação. Para isso recomenda-se a criação de materiais de apoio que auxiliem o consultor júnior na atuação em visitas prospectivas, fechamento de negócios e melhor atendimento aos clientes. Estes materiais serão redigidos pelos próprios consultores juniores em parceria com o professor tutor de seu curso, possibilitando o registro das experiências dos acadêmicos que já trabalharam e auxiliando o desenvolvimento dos novos consultores. Também deve-se executar o registro dos projetos realizados em relatórios específicos, para que assim, a experiência obtida através de sua consecução seja mantida, mesmo após a saída dos integrantes responsáveis. Estes registros também servirão como modelo para futuros projetos semelhantes. Assim, pretende-se estabelecer padrões de atendimento que garantam a qualidade do serviço prestado e a confiabilidade do cliente. Plano de Marketing nov/2010 Página 14/30 5. DEFINIÇÃO DE ESTRATÉGIAS DE MARKETING Este item aborda os quatro P’s do marketing: Produto, Preço, Praça e Promoção. Produto refere-se aos serviços prestados pela Ecoeng, bem como suas características. Preço refere-se ao valor pago pelo cliente para adquirir os serviços de consultoria e as formas de pagamento utilizadas pela empresa. Praça diz respeito à onde, quando e como a consultoria será entregue ao cliente. Por fim, Promoção trabalha o que a empresa necessita para que o cliente interno e externo conheça seus produtos e benefícios adquiridos a partir de sua obtenção. Dessa forma espera-se obter o melhor planejamento a respeito da consultoria prestada. 5.1. PRODUTO A Ecoeng oferece diversos serviços de consultoria através dos cursos integrantes. O público-alvo são MPE’s na cidade de Toledo e microrregião. Abaixo uma lista dos serviços oferecidos por cada um dos cursos. CIÊNCIAS ECONÔMICAS Análise de Viabilidade Econômica de Empreendimentos; Orientação Financeira; Cálculo de Valor Presente Líquido (VPL) e Taxa Interna de Retorno (TIR); Análise de mercado; Perícia Econômica e Financeira; Elaboração de propostas para liberação de financiamento junto à entidades financeiras; Análise de Conjuntura. Plano de Marketing nov/2010 Página 15/30 ENGENHARIA DE PESCA Assessoria técnica à pequenos produtores na implantação e execução de projetos de criação de peixes; Análises de qualidade da água; Diagnósticos e avaliações ambientais; Projetos de Educação Ambiental; Elaboração de estação de tratamento de efluentes; Realização de cursos de informática (AutoCad, Surfer, Estatística); Softwares Livres de Geoprocessamento. ENGENHARIA QUÍMICA Tratamento de efluentes; Desenvolvimento de fluxogramas, balanços materiais e energéticos, otimização e simulação de processos industriais; Análise de riscos; Dimensionamento de linhas de vapor e ar comprimido; Desenvolvimento de Softwares para Controle de Equipamentos e Processos. Projeto de Experimentos e avaliação de resultados; Controle de Qualidade; Saúde e Segurança Industrial; Dimensionamento e otimização de equipamentos (reatores, trocadores de calor, sistemas de refrigeração, transporte e armazenamento de sólidos e fluidos); Gerenciamento de resíduos. Plano de Marketing nov/2010 Página 16/30 SECRETARIADO EXECUTIVO Treinamento aos funcionários para atendimento ao público; Otimização de secretarias através de treinamento aos funcionários; Treinamento e desenvolvimento de equipes; Organização de rotinas de trabalho; Consultoria em gestão de arquivos e documentos; Eventos: cerimonial, recepção, credenciamento, assessoria a palestrantes, etc; Elaboração de manuais operacionais; Pesquisa de clima organizacional; Análise de cargos e salários; Estruturação de comunicação interna; Elaboração de redação empresarial; Formatação de textos de acordo com a ABNT; Elaboração de currículos e documentos de caráter oficial; Tradução comercial: inglês, espanhol. Central de Assessoria: organização de viagens, reuniões, palestras, coffeebreaks, etc. Salienta-se que antes do início de cada serviço, será realizado um diagnóstico da organização a fim de identificar os principais problemas enfrentados, através disso discute-se em conjunto quais serão os serviços contratados. Posteriormente o consultor júnior reúne-se com a Diretoria Executiva para elaborar uma proposta de serviço. Caso a proposta seja aceita o próximo passo é a confecção do contrato de trabalho. Plano de Marketing nov/2010 Página 17/30 É necessário estar atento para que, tanto a proposta quanto o contrato tenham o detalhamento das etapas do projeto, o que, exatamente, será realizado, quanto custará e quem participará. É preciso ficar claro quais serão os papéis dos consultores dentro da empresa e o tipo de colaboração que a empresa-cliente deverá dispor. Ser claro em relação ao produto é importante para poder justificar o preço cobrado e o tempo estimado para a execução do projeto discriminado na proposta e, posteriormente, no acordo entre as partes. Essas premissas de clareza e riqueza de detalhes também são importantes para permitir uma avaliação objetiva do andamento dos trabalhos e para o estabelecimento das medidas que serão adotadas para avaliar o desempenho e os resultados (CROCCO & GUTTMANN, 2010, p. 46) Após o término dos serviços propostos é recomendável ainda a criação de relatórios ou itens que facilitem a manutenção das mudanças ocorridas na empresa. Isto, de certa forma, torna o serviço mais tangível, promovendo a identificação do serviço pela empresa cliente e deixando a impressão física do que foi feito. 5.2. PREÇO Apesar de ser difícil de determinar o preço da consultoria em razão de sua intangibilidade, algumas estratégias podem auxiliar. Para Crocco & Guttmann (2010), o consultor deverá receber remuneração proporcional à pessoa na empresa com o mesmo nível de conhecimento e experiência profissional, além disso, se o mercado tem uma grande oferta do serviço então o preço tende a diminuir, em caso de ser um serviço escasso o preço tende a ser maior. Também é possível comparar o preço ofertado pela concorrente. No entanto, segundo Crocco e Guttmann (2010), um preço muito baixo pode levar o consumidor a pensar que a qualidade do serviço é inferior, e ao contrário, se for muito caro, pode não estar disposto a pagar. Além dessas variáveis, inclui-se no preço dos serviços as despesas gerais que ocorrerão durante o projeto (luz, água, impostos, telefone, locomoção, Plano de Marketing nov/2010 Página 18/30 alimentação, etc) e o lucro. No entanto este último não será incluido no preço do serviço, visto que a empresa não possui fins lucrativos. As formas de pagamento deverão ser realizadas em parcelas no início, meio e fim do projeto. As parcelas serão definidas em percentuais do valor total dos serviços, sendo 25% no início do projeto, 25% em seu decorrer, e 50% após a entrega dos relatórios e finalização do serviço. O pagamento deverá ser feito com dinheiro ou cheque. Em pesquisa realizada com 51 empresas de Toledo identificou-se que 71% das empresas entrevistadas está disposta a contratar uma consultoria contanto que o preço não ultrapasse R$ 1.500,00. Neste caso, a Ecoeng terá vantagem, na maioria dos casos, pois seus preços são mais acessíveis se comparados aos concorrentes, em razão de possuir estrutura física fornecida pela universidade e não visar o lucro. 5.3. PRAÇA O item praça remete à produtos tangíveis e seus canais de distribuição, no entanto em serviços de consultoria, que são extremamente intangíveis Praça assume um outro significado. Este item, no contexto da consultoria, trata-se de “Onde?”, “Quando?” e “Como?” o cliente poderá obter o serviço. “ONDE?” A Ecoeng compartilha uma sala com o Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento Regional e Agronegócios, no entanto o acesso é restrito aos bolsistas do curso de Ciências Econômicas e aos bolsistas do mestrado em Desenvolvimento Regional e Agronegócio, o que dificulta a utilização do espaço da empresa e o convite para que o cliente compareça à Ecoeng. Plano de Marketing nov/2010 Página 19/30 Para solucionar este problema, no início do ano uma nova edificação da UNIOESTE ficou pronta, sendo que uma sala está à disposição da Ecoeng e a mudança se dará juntamente com a ocupação de todo o prédio, no início do ano de 2011. Porém, enquanto o novo local não fica pronto será realizada a inclusão no site da Ecoeng de um espaço onde a empresa-cliente possa entrar em contato, facilitando o atendimento e tornando-o mais ágil. “QUANDO?” Assim que a empresa-cliente solicita os serviços da Ecoeng, a empresa júnior terá sete dias para elaborar a proposta de consultoria. Nos casos em que não for possível atender mais projetos, a empresa cliente será avisada do tempo necessário de espera para que seu projeto seja atendido. É importante não oferecer mais projetos do que o possível, pois isso diminui a qualidade ofertada e prejudica o nome da empresa. “COMO?” O serviço será entregue através dos consultores juniores da Ecoeng que comparecerão a empresa cliente quantas vezes sejam necessárias para o sucesso do projeto. 5.4. PROMOÇÃO A promoção que será efetuada para divulgação da empresa pode ser considerada um item extremamente relevante, visto que sua principal dificuldade é a pouca divulgação de seus serviços, tanto para o público externo quanto para o interno. Algumas estratégias podem ser tomadas para solucionar problemas advindos da falta de exposição: Visitas a empresas: para que o público-alvo conheça a empresa júnior apenas a propaganda não será tão estimulante, por isso, visitas deverão ser Plano de Marketing nov/2010 Página 20/30 realizadas em diversas empresas para falar a respeito da Ecoeng e de seus serviços. Uma opção interessante é a entrega de questionários que fazem o diagnóstico dos problemas na empresa, assim, além de identificar o perfil e as necessidades do cliente a Ecoeng pode alertar o empresário sobre os pontos fracos de seu negócio e oferecer seus serviços. Dessa forma, a contratação da consultoria será estimulada pela revelação dos dados obtidos a partir do questionário tornando mais fácil a decisão do cliente. Participação em eventos empresariais: buscar ao máximo a participação em eventos que envolvam o público empresarial de Toledo. Mesmo que apenas um membro da Ecoeng participe é importante que a empresa esteja representada, pois a impressão resultante é positiva, ou seja, demonstra que a Ecoeng se preocupa em aprender e buscar novas idéias. Para facilitar a divulgação da empresa no evento o(s) membro(s) participante(s) pode(m) participar utilizando uniformes da empresa ou algum outro símbolo que demonstre que o(s) mesmo(s) pertença(m) à Ecoeng, além disso é útil fazer perguntas inteligentes aos palestrantes, pois demonstra iniciativa e percepção. Realização de eventos: estimular a interação do público interno e do público externo. Além de mostrar o conhecimento da empresa em relação aos itens tratados no evento, a própria organização do evento (que é uma das áreas de atuação da Ecoeng) pode ser um item a ser analisado pelas empresas que vierem participar. Divulgação em jornais e sites: além de propaganda veiculada através de jornais e, se possível, em sites, espalhar para os jornais as notícias a respeito dos eventos realizados pela empresa, incluindo site e jornal da Unioeste. O Apêndice A do plano contém um modelo de propaganda para jornal. Seus custos estão descritos no item 6. Implementação. Panfletos distribuídos para o comércio: folder ou panfletos informativos a serem distribuídos ao comércio de Toledo e ao público interno na Unioeste, Plano de Marketing nov/2010 Página 21/30 com o objetivo de divulgar a empresa e seus serviços. Um modelo de panfleto pode ser conferido no Apêndice B e C do plano. Incentivo à indicação: ao término de cada projeto realizar uma avaliação com a empresa-cliente a respeito do desempenho da equipe, caso a nota da avaliação seja positiva efetuar promoções que incentivem a empresa-cliente a indicar os serviços da Ecoeng para outras empresas. Promoções do tipo “Traga um amigo e ganhe 20% de desconto” 5.4.1. DICAS PARA VEICULAÇÃO DAS PROPAGANDAS DA EMPRESA Incluir informações vívidas que prendam a atenção do público e produzam uma impressão clara e forte sobre seus sentidos; Criar anúncios que mostrem profissionais em um encontro de vendas. Mostra ao consumidor como funciona o trabalho, no entanto a imagem passada no anúncio deve refletir a realidade; Realizar treinamento aos funcionários da Ecoeng para melhorar a qualidade do atendimento e reação nas entrevistas prospectivas; Apresentar e publicar testemunhos positivos de clientes. Isto estimula o boca-a-boca e as indicações. O interessante é que mesmo clientes que de início ficaram insatisfeitos com um serviço podem acabar espalhando o boca-a-boca positivo se ficarem encantados com o modo como a empresa tratou a recuperação do serviço (LOVELOCK & WIRTZ, 2006, p. 120). Criar anúncios criativos que demonstrem aos clientes os resultados que serão obtidos com a contratação da consultoria. Todas as sugestões de promoção descritas neste item podem ser trabalhadas de diversas formas, a Ecoeng deverá ter o cuidado de sempre divulgar aquilo que o cliente quer ouvir focando todos os benefícios em adquirir a consultoria júnior, inclusive em conversas informais com colegas. Plano de Marketing nov/2010 Página 22/30 Salienta-se que uma empresa que possui funcionários que espalham comentários negativos, acaba tendo uma imagem negativa do público externo, neste sentido também se torna fundamental o treinamento aos membros e consultores juniores. Plano de Marketing nov/2010 Página 23/30 6. IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO DE MARKETING Ações Responsável Período Custo Estimado Jan 1 Confecção de folders e distribuição - Dir. Executiva 360,00 Propaganda em jornais2 720,00 Palestra para novos alunos - Dir. Executiva 3 Treinamento a novos membros4 Festa para calouros 5 Palestra para empresas 6 Fev Mar Mai Jun 120,00 120,00 - X - Dir. RH - X - Dir. RH 300,00 300,00 - Jul Ago Set Out Nov 120,00 120,00 - Dir. RH - Dir. Executiva Abr 120,00 Dez 120,00 120,00 120,00 120,00 X X X X X Continua... 1 Um modelo de panfleto pode ser visualizado no Apêndice B e C deste plano. 2 O orçamento foi feito a partir do modelo sugerido no Apêndice A deste plano. 3 As palestras aos novos alunos devem incluir o que é consultoria júnior, quais as áreas em que a Ecoeng atua, quais os benefícios em fazer parte da empresa e de que modo os interessados podem participar. Além disso, é interessante distribuir para cada aluno um panfleto com informações da empresa. 4 O treinamento será efetuado a todos os novos membros da empresa, tendo como base o Manual do Consultor Júnior, elaborado pela própria Ecoeng. 5 Organização de uma festa para os calouros de todos os cursos integrantes da Ecoeng. O custo é referente à despesas com música, decoração e aluguel. A bebida deverá ser cobrada, tomando-se o cuidado para não vender bebida alcoólica à menores de 18 anos e adquirindo-se os documentos necessários junto à Prefeitura Municipal. 6 As palestras poderão ser realizadas com apoio da ACIT ou SEBRAE, sendo que os próprios consultores juniores deverão palestrar (com supervisão dos professores tutores). O conteúdo serão as áreas de atuação da Ecoeng, sendo realizado uma ou duas palestras por mês, cada mês correspondendo à um curso integrante. Plano de Marketing nov/2010 Página 24/30 Ações Responsável Período Custo Estimado Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez ...continuação 7 - Dir. Executiva 1.000,00 8 - Dir. Projetos - - Dir. Executiva - Evento com palestras Pesquisa de mercado Plano de Marketing para 2012 Custo estimado total 7 2.380,00 1.000,00 X X - 120,00 420,00 1.120,00 - 120,00 120,00 120,00 - 120,00 - 240,00 Este evento conta com palestrantes externos à empresa, o conteúdo trabalha assuntos referentes às suas áreas de atuação. O evento deverá ser realizado dentro da universidade, aberto ao público externo e interno. Os custos se referem à contratação dos palestrantes e ao coffee-break. 8 Tanto a pesquisa de mercado, quanto a confecção do plano de marketing devem ser realizados pelos consultores juniores com supervisão dos professores tutores. Plano de Marketing nov/2010 Página 25/30 7. AVALIAÇÃO E CONTROLE O plano deverá ser avaliado mensalmente e sua execução controlada por todos os membros da Diretoria Executiva. Além disso, o desempenho da equipe também deverá ser avaliado durante a execução de cada projeto, devendo estar de acordo com o que foi estabelecido no plano de marketing. Ao fim de cada projeto será realizada uma pesquisa de satisfação com o cliente, buscando identificar se o plano de marketing está sendo seguido e modificando-o quando necessário. Com a execução das propostas do plano é necessário fazer uma avaliação constante do número de projetos que está sendo realizado, para que os custos não superem os ganhos. Além do controle e avaliação realizadas durante a aplicação das sugestões do plano, é necessário preparar a empresa para sua implementação. Assim, todos os membros devem ter pleno conhecimento de seu conteúdo e o máximo esforço deverá ser investido em seu cumprimento. Dessa forma, objetiva-se o controle constante do plano com modificações onde se comprovar necessário, sendo que sua avaliação deverá sempre partir do rendimento e eficiência que a empresa está obtendo através da realização de seu conteúdo. Plano de Marketing nov/2010 Página 26/30 REFERÊNCIAS ADMINISTRADORES.com. Mercado de Consultoria em Crescimento. 25 set. 2008. Disponível em: <http://www.administradores.com.br/informese/informativo/mercado-de-consultoria-em-crescimento/17476>. Acessado em: 05 jun. 2010. AMARAL, Muriel. Consultoria Empresarial Cresce no Mercado. Jornal de Londrina. 29 jun. 2009. Disponível em: <http://www.jornaldelondrina.com.br/online/conteudo.phtml?tl=1&id=9>. Acessado em: 05 jun. 2010. BARRETO JÚNIOR, José. Conversando com Jovens Consultores com Mais de 50 anos. Jornal Portal Leste. 11 abr. 2010. Disponível em: <http://jornalportaleste.blogspot.com/2010/04/conversando-com-jovensconsultores-com.html>. Acessado em: 05 jun. 2010. CROCCO, Luciano; GUTTMANN, Erik. Consultoria Empresarial. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2010. GRECO, Simara M. S. S. et al. Empreendedorismo no Brasil: 2008. Curitiba: IBQP, 2009. IPARDES – Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social. Anuário Estatístico do Paraná – 2009. Disponível em: <http://www.ipardes.gov.br/anuario_2009>. Acesso em: 05 jun. 2010. IBGE. Cidades@. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/cidadesat>. Acessado em: 05 jun. 2010. LOVELOCK, Christopher; WIRTZ, Jochen. Marketing de serviços: pessoas, tecnologias e resultados. 5. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006. PASSOS, Carlos A. K. et al. Empreendedorismo no Brasil: 2007. Curitiba: IBQP, 2008. SCHIO, Thyago A. Entrevista concedida a Lidiane da Silva Fernandes. Toledo, 03 jun. 2009. TOLEDO. Prefeitura do Município de Toledo. Disponível em: <http://www.toledo.pr.gov.br>. Acessado em: 05 jun. 2010. Plano de Marketing nov/2010 Página 27/30 APÊNDICE A – MODELO DE ANÚNCIO EM JORNAL Aqui nascem idéias e realizam-se negócios Consultoria Empresarial nas áreas de Ciências Econômicas, Engenharia de Pesca, Engenharia Química e Secretariado Executivo. www.unioeste.br/empresajunior Plano de Marketing nov/2010 Página 28/30 APÊNDICE B – MODELO DE PANFLETO – FRENTE A Ecoeng é uma empresa de consultoria júnior, parceira da UNIOESTE. Fazem parte da Ecoeng quatro cursos: Ciências Econômicas, Engenharia de Pesca, Engenharia Química e Secretariado Executivo. Sua função dentro da universidade é promover a integração entre teoria e prática. Dentro da empresa júnior os estudantes prestam serviços de consultoria para empresas externas a um custo relativamente menor que o custo de uma consultoria profissional, dentro de sua área de atuação têm a possibilidade de aprofundar conhecimentos e coloca-los em prática. A empresa júnior ajuda, não somente os alunos que desenvolvem os projetos, como também as empresas clientes que têm a sua disposição uma consultoria mais acessível e de boa qualidade. Os projetos de consultoria desenvolvidos pela Ecoeng são cuidadosamente analisados para garantir o máximo de qualidade, além de serem supervisionados por professores da respectiva área de atuação. Entre em contato: [email protected] Plano de Marketing nov/2010 Página 29/30 APÊNDICE C – MODELO DE PANFLETO – VERSO CIÊNCIAS ECONÔMICAS Análise de Viabilidade Econômica de Empreendimentos; Orientação Financeira; Cálculo de Valor Presente Líquido (VPL) e Taxa Interna de Retorno (TIR); Análise de mercado; Elaboração de propostas para liberação de financiamento junto à entidades financeiras; ENGENHARIA DE PESCA Assessoria técnica à pequenos produtores na implantação e execução de projetos de criação de peixes; Análises de qualidade da água; Diagnósticos e avaliações ambientais; Projetos de Educação Ambiental; Elaboração de estação de tratamento de efluentes. Entre em contato: [email protected] Plano de Marketing SECRETARIADO EXECUTIVO Treinamento aos funcionários para atendimento ao público; Consultoria em gestão de arquivos e documentos; Eventos: cerimonial, recepção, credenciamento, assessoria a palestrantes; Elaboração de manuais operacionais; Pesquisa de clima organizacional; Análise de cargos e salários; Central de Assessoria: organização de viagens, reuniões, palestras, coffee-breaks, etc. ENGENHARIA QUÍMICA Criação de processo, fluxograma, balanço material e energético, otimização e simulação; Análise de riscos; Dimensionamento de linhas (tubulações e válvulas); Desenvolvimento de Softwares para Controle de Equipamentos e Processos. Qualidade Industrial; Projeto de Experimentos; Controle Estatístico de Processos; Segurança Industrial; Análise de componentes químicos. nov/2010 Página 30/30