Banco Popular Portugal, SA Relatório Intercalar e Contas 2014 1º semestre Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Sumário Página Informação Geral .................................................................................................................... 3 Órgãos Sociais ....................................................................................................................... 4 O Banco Popular Portugal em números ................................................................................. 5 Relatório de Gestão Intercalar ................................................................................................ 6 Enquadramento macroeconómico ........................................................................................................ 7 Estratégia comercial ............................................................................................................................. 8 Resultados ............................................................................................................................................ 9 Margem financeira............................................................................................................................. 9 Produto bancário ............................................................................................................................. 12 Resultado operacional .................................................................................................................... 13 Resultado Líquido ........................................................................................................................... 14 Recursos e aplicações ........................................................................................................................ 14 Ativos totais ..................................................................................................................................... 14 Recursos de clientes ....................................................................................................................... 15 Crédito a clientes............................................................................................................................. 17 Principais Riscos e incertezas ............................................................................................................ 18 Participações qualificadas .................................................................................................................. 20 Declaração de conformidade sobre a informação financeira apresentada ............................ 21 Contas Semestrais ............................................................................................................... 22 Balanço ........................................................................................................................................... 22 Demonstração de Resultados ......................................................................................................... 23 Demonstração do Rendimento Integral .......................................................................................... 24 Demonstração em base individual dos movimentos nas contas de Capital Próprio ...................... 24 Demonstração dos Fluxos de Caixa ............................................................................................... 25 Notas às Demonstrações Financeiras ............................................................................................ 26 2 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Informação Geral O Banco Popular Portugal, S.A. foi constituído em 2 de julho de 1991, tem sede na Rua Ramalho Ortigão, 51, em Lisboa e encontra-se matriculado na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa com o Número de Identificação de Pessoa Coletiva (NIPC) 502.607.084. O Banco adotou a atual denominação social em setembro de 2005 em detrimento da anterior “BNC-Banco Nacional de Crédito, S.A.”. O Banco Popular Portugal participa no Fundo de Garantia de Depósitos e tem um capital social de 476 milhões de euros. A documentação financeira e estatística constante do relatório de gestão intercalar e das contas semestrais foi elaborada com critérios analíticos da máxima objetividade, detalhe, transparência informativa e homogeneidade no tempo, a partir das situações financeiras enviadas periodicamente ao Banco de Portugal. As situações financeiras são apresentadas de acordo com as normas vigentes no ano de 2014, em particular as estabelecidas pelo Banco de Portugal no que se refere à apresentação de informações de natureza contabilística. Nos termos do n.º 3 do artigo 8.º do Código dos Valores Mobiliários informa-se que a presente informação semestral não foi sujeita a auditoria ou a revisão limitada. O relatório de gestão intercalar, as contas semestrais e os restantes documentos que os acompanham podem ser consultados na internet na página do Banco Popular Portugal: www.bancopopular.pt. 3 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Órgãos Sociais Mesa da Assembleia Geral Augusto Fernando Correia Aguiar-Branco - Presidente João Carlos de Albuquerque de Moura Navega - Secretário Conselho de Administração Rui Manuel Morganho Semedo - Presidente Carlos Manuel Sobral Cid da Costa Álvares - Vogal Tomás Pereira Pena - Vogal José Ramón Alonso Lobo - Vogal Conselho Fiscal Rui Manuel Ferreira de Oliveira - Presidente Telmo Francisco Salvador Vieira António José Marques Centúrio Monzelo Ana Cristina Freitas Rebelo Gouveia – Suplente Revisor Oficial de Contas PricewaterhouseCoopers & Associados, Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda., representada por Aurélio Adriano Rangel Amado ou por José Manuel Henriques Bernardo Revisor Oficial de Contas suplente Jorge Manuel Santos Costa, Revisor Oficial de Contas. 4 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre O Banco Popular Portugal em números (milhões de euros, salvo indicação em contrário) Jun-14 Var. (% e p.p.) Jun-13 Volume de Negócios Ativos totais sob gestão Ativos totais de balanço Recursos próprios (a) Recursos de clientes: de balanço outros recursos intermediados Crédito concedido Riscos contingentes 10 318 9 333 712 4 980 3 995 985 5 649 569 0,1% -2,6% 4,8% 1,2% -4,6% 35,0% -4,3% -6,0% 10 311 9 581 680 4 919 4 190 730 5 905 605 Solvência Rácio de solvabilidade-BP Tier 1 Core Tier 1 11,3% 11,3% 11,6% 0,2 0,2 0,2 11,1% 11,1% 11,4% 6 218 309 285 5,5% 111,9% -4,5% 23,0% 25,7% 1,2 7,7 6 510 251 227 4,2% 104,2% 62,1 92,3 34,4 1,3 1,2 -3,3% 1,6% -2,7% -61,7% -41,3% 64,2 90,9 35,4 3,3 2,0 9 619 696 0,03% 0,35% 60,5% 4,7% 3,9% -0,02 -0,27 2,19 9 186 670 0,04% 0,62% 58,3% Dados por Ação Número final de ações (milhões) Número médio de ações (milhões) Valor contabilístico da ação (€) Resultado por ação (€) 476 476 1,497 0,003 0,0% 0,0% 4,8% -41,3% 476 476 1,428 0,004 Outros Dados Número de empregados Número de agências Empregados por agência 1 295 172 7,5 -0,8% -2,8% 2,1% 1 305 177 7,4 Gestão do Risco Riscos totais Crédito vencido Crédito vencido há mais de 90 dias Rácio de crédito vencido (%) Rácio de cobertura de crédito vencido Resultados Margem financeira Produto bancário Resultado operacional Resultados antes de impostos Resultado líquido Rentabilidade e Eficiência Ativos líquidos médios Recursos próprios médios ROA (%) ROE (%) Eficiência operativa (Cost to income) (%) (a) Depois da aplicação dos resultados de cada exercício 5 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Relatório de Gestão Intercalar A 30 de junho de 2014, o Banco Popular Portugal, S.A. apresentava capitais próprios no montante de 712.434 mil euros, detinha uma rede de 172 agências e um quadro de pessoal de 1.295 colaboradores. Contava com mais de 400 mil clientes e geria, aproximadamente, 10,3 mil milhões de euros de ativos totais, incluindo cerca de 5 mil milhões de euros de recursos de clientes. No final do primeiro semestre de 2014, o ativo líquido do Banco Popular ascendia a 9,3 mil milhões de euros. O Banco opera em Portugal oferecendo uma vasta gama de produtos, desde Depósitos, Crédito de Retalho, Crédito Corporate, Seguros Vida e Não-vida, Gestão de Ativos e Factoring. As operações do Banco encontram-se suportadas pelas seguintes entidades: - Popular Gestão de Ativos, SA – detida a 100% pelo Banco Popular Español S.A. (BPE), é uma Sociedade Gestora de Fundos de Investimento que administra, entre outros, os fundos de investimento comercializados pelo Banco; - Popular Factoring, SA – detida a 99,8% pelo BPE, é uma instituição de crédito que oferece serviços de Factoring; - Eurovida – Companhia de Seguros de Vida, SA – é uma companhia de seguros de Vida e Capitalização detida em 84,1% pelo BPE e em 15,9% pelo Banco; - Popular Seguros – Companhia de Seguros, SA – é detida na sua totalidade pela Eurovida e concentra a sua oferta de produtos no ramo segurador Não-vida. 6 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Enquadramento macroeconómico No 2º trimestre de 2014 o Produto Interno Bruto terá registado, de acordo com os primeiros dados disponíveis, uma variação homóloga em volume de 0,8 por cento e uma variação trimestral de 0,6 por cento invertendo a queda registada no 1º trimestre (-0,6 por cento em cadeia). Este desempenho da economia nacional, que terá sido inferior em termos homólogos ao verificado no 1º trimestre (1,3 por cento), foi condicionado pela redução das Exportações de Bens e Serviços e pela evolução do Investimento que estará na base do contributo menos intenso da procura interna no PIB. As projeções para o período 2014-2016 apontam no sentido de uma gradual recuperação da atividade económica embora, para 2014, ainda subsistam algumas incertezas quanto à projecção de crescimento de 1,1 por cento do PIB em termos reais decorrentes da capacidade de crescimento das exportações, da continuidade de recuperação do consumo privado, da recuperação do sistema financeiro e do enquadramento externo nomeadamente da área-euro. A procura interna mantém a trajectória de recuperação iniciada já no 2º trimestre de 2013 auxiliada pelo investimento e pelo consumo privado ainda que, neste último, se verifiquem, por vezes, alguns sinais de retração a exemplo da desaceleração do Índice de Volume de Negócios no Comércio a Retalho que passou de uma variação homóloga de 1,8 por cento em maio para 0,1 por cento em junho. O Indicador de Confiança dos Consumidores aumentou no mês de junho, dando continuidade ao acentuado movimento ascendente observado desde o início de 2013, atingindo o valor mais elevado desde janeiro de 2007. Nos últimos meses, o indicador, beneficiou do contributo positivo de todas as componentes, destacando-se, sobretudo, pelas perspetivas sobre a evolução do desemprego. De acordo com o INE, a taxa de desemprego, em Portugal, situou-se, no final do 2º trimestre, nos 13,9 por cento. O desemprego tem recuado ininterrupta e moderadamente, este ano. No entanto, a nível europeu, é a 5ª mais elevada. Em junho de 2014, o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor registou uma variação homóloga de -0,2 por cento, refletindo um abrandamento da queda dos preços dos bens e uma desaceleração dos preços dos serviços. O Banco Central Europeu desceu a taxa de juro de referência, em junho, para um novo mínimo de 0,15 por cento. De acordo com o Conselho do Banco Central Europeu, a economia da área euro deverá registar uma recuperação moderada, no contexto de inflação baixa e de fraqueza nas condições monetárias e de crédito. 7 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Estratégia comercial Durante o primeiro semestre, o Banco Popular reforçou o seu posicionamento estratégico como um Banco de referência para as Empresas, sem descurar uma oferta universal, com uma abordagem próxima do cliente e preparado para o dia-a-dia. O Banco continuou a sua estratégia baseada no serviço ao cliente, com uma visão do acompanhamento do seu ciclo de vida e com a melhoria da interação entre canais, para criar relação e gerar oportunidades de negócio. A provar a dinâmica da sua atividade comercial, o Banco Popular conseguiu, no primeiro semestre, angariar cerca de 15 mil novos clientes, dos quais 11.213 particulares e 3.749 empresas. Em ambos os segmentos, ficou evidente o esforço no aumento da transacionalidade e da vinculação. O financiamento às empresas, nomeadamente através do apoio à internacionalização e à disponibilização de uma oferta alargada de produtos e serviços setoriais estiveram na base das grandes prioridades para o segmento empresas, no primeiro semestre, destacando o dinamismo na colocação de crédito através das Linhas PME Crescimento e o aumento da quota de mercado na Locação Financeira. A estratégia de comunicação tem acompanhado o posicionamento estratégico do Banco, facto que ficou evidente com mais uma campanha multimeios lançada no primeiro semestre. 8 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Resultados As contas de resultados são apresentadas, de forma sintética, no quadro 1, tendo como referência o primeiro semestre de 2014 e o período homólogo de 2013, de acordo com as normas estabelecidas pelo Banco de Portugal. Quadro 1 . Conta de Resultados Individual (milhares de euros) Jun-14 Jun-13 Variação Valor % 1 Juros e rendimentos similares 133 481 161 149 - 27 668 -17,2 2 Juros e encargos similares 71 407 96 986 - 25 579 -26,4 3 Margem financeira (1-2) 62 074 64 163 - 2 089 -3,3 4 Rendimento de instrumentos de capital 5 Comissões líquidas 6 Resultados de operações financeiras (líq) 7 Resultados de alienação de outros ativos 8 Outros resultados de exploração - 3 214 9 Produto da actividade (3+4+5+6+7+8) 92 320 10 Custos com pessoal 28 585 11 Gastos gerais administrativos 27 293 12 Amortizações 2 003 13 Resultado operacional (9-10-11-12) 14 Provisões líquidas de reposições e anulações 15 16 17 Resultado antes de Impostos (13-14-15-16) 18 Impostos 19 Resultado Líquido do Exercício (17-18) 58 47 11 23,3 29 819 24 698 5 121 20,7 8 765 2 506 6 259 249,8 - 5 181 2 614 - 7 795 -298,2 - 3 138 - 76 -2,4 90 890 1 431 1,6 27 913 672 2,4 25 112 2 181 8,7 2 483 - 480 -19,3 34 440 35 382 - 942 -2,7 337 - 2 129 2 466 115,8 Correções líquidas de valor associado a crédito a clientes 35 866 32 184 3 682 11,4 Imparidade e outras provisões líquidas - 3 040 1 993 - 5 033 -252,5 1 277 3 334 - 2 057 -61,7 74 1 285 - 1 210 -94,2 1 202 2 049 - 847 -41,3 Quadro 1 – Conta de Resultados Individual Margem financeira No final do primeiro semestre de 2014, a margem financeira ascendeu a 62 milhões de euros, correspondendo a uma diminuição de, aproximadamente, 2,1 milhões de euros, ou seja, menos 3,3%, face ao mesmo período do ano anterior. Esta redução ficou a dever-se, como pode ser observado no quadro 2, pelo lado do ativo, ao efeito combinado crédito concedido (-16,6 milhões de euros por via da redução do volume médio mas essencialmente por via da redução de taxas de juro) e carteira de ativos financeiros (-12,7 milhões de euros por via da redução das taxas de juro destas operações). Estes efeitos negativos foram compensados quase na totalidade pelos efeitos volume e preço favoráveis dos recursos de clientes e pelo menor custo dos recursos de instituições de crédito traduzindo-se desta forma 9 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre numa poupança de 25,6 milhões de euros. Neste contexto, a estratégia de reduzir o custo dos recursos foi determinante para compensar as reduções de volume e preço no crédito concedido. Quadro 2 . Variação anual da margem financeira - Análise causal jun/2014 - jun/2013 (milhares de euros) Por variação do volume de atividade Variação em : Crédito concedido Disponibilidades e Aplicações em OIC Ativos financeiros Outros ativos Por variação nas Por variação de taxas de juro prazo Variação total - 5 813 2 242 - 978 - 15 - 10 747 - 752 - 11 740 135 - - 16 560 1 490 - 12 718 120 - 4 564 - 23 104 - - 27 668 - 5 127 2 399 0 90 - 17 980 - 5 057 0 96 - - 23 107 - 2 658 0 186 Total de recursos - 2 638 - 22 941 - - 25 579 Margem financeira - 1 926 - 163 - - 2 089 Total de aplicações Recursos de clientes Recursos de instituições de crédito Recursos próprios Outros passivos Globalmente, sobrepôs-se o efeito volume de atividade, quer pela redução do crédito quer pela redução dos recursos de clientes, evidenciando uma gestão eficiente das taxas de juro. Quadro 2 – Variação anual da margem financeira De acordo com o quadro 3, o ativo médio foi, no primeiro semestre de 2014, financiado em 48,4% por recursos de clientes e em 41,6% por recursos de instituições de crédito, principalmente recursos do Grupo Banco Popular, tendo o saldo médio do crédito concedido a clientes continuado a ser a principal componente, representando cerca de 58,1% do total do ativo médio. Quadro 3 . Evolução de capitais e taxas médias anuais. Margens. (milhares de euros e %) jun-14 jun-13 Saldo Médio Dist. (%) Proveitos Taxa ou custos Média (%) Saldo Médio Dist. (%) Crédito concedido (a) Disponibilidades e Aplicações em OIC Ativos financeiros Outros ativos 5 590 467 1 312 320 2 303 632 412 640 58,1% 13,6% 23,9% 4,3% 102 279 2 932 28 061 209 Total do Ativo ( b ) 9 619 059 100% Recursos de clientes ( c ) Recursos de Instituições de crédito Contas de capital Outros passivos 4 657 488 3 998 949 695 979 266 643 Total do Passivo e Capitais Próprios (d) 9 619 059 3,69 0,45 2,46 0,10 5 888 236 449 572 2 361 598 486 166 64,1% 4,9% 25,7% 5,3% 118 838 1 442 40 779 89 4,07 0,65 3,48 0,04 133 481 2,80 9 185 570 100% 161 149 3,54 48,4% 41,6% 7,2% 2,8% 50 942 9 078 0 11 387 2,21 0,46 0,00 8,61 5 026 637 3 226 520 670 023 262 390 54,7% 35,1% 7,3% 2,9% 74 049 11 736 0 11 201 2,97 0,73 0,00 8,61 100% 71 407 1,50 9 185 570 100% 96 986 2,13 Margem com clientes (a - c) Margem financeira (b - d) 1,48 1,30 10 Proveitos Taxa ou custos Média (%) 1,10 1,41 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Considerando a evolução das taxas de juro médias anuais das aplicações e recursos, salienta-se que o ativo médio, que atingiu 9.619 milhões de euros, registou uma rendibilidade global de 2,8%, que comparada com o custo médio do total dos recursos afectos ao financiamento do ativo de 1,5%, permitiu atingir uma margem financeira anual de 1,30%, menos 11 pontos base, face à registada no mesmo período do anterior. A estratégia de redução do custo dos recursos quer de clientes (77 pontos base), quer de instituições de crédito, permitiu uma redução de 63 pontos base na taxa média anual do passivo situando-se em 1,50%, o que compara com 2,13% no período homólogo do ano anterior (quadro 3a). A redução do saldo médio de crédito concedido é justificada por algumas vendas ocorridas em 2013, tendo a taxa média anual do crédito decrescido 38 pontos base, de 4,07% para 3,69%. Por este efeito combinado, a margem com clientes aumentou, igualmente, 38 pontos base, para 1,48%. Quadro 3a . Evolução das taxas médias anuais. Margens Taxa média anual jun-14 (%) Taxa média anual jun-13 (%) Variação jun-14 / jun-13 (p.p.) Crédito concedido (a) Disponibilidades e Aplicações em OIC Ativos financeiros Outros ativos 3,69 0,45 2,46 0,10 4,07 0,65 3,48 0,04 -0,38 -0,20 -1,03 0,07 Total do Ativo ( b ) 2,80 3,54 -0,74 Recursos de clientes ( c ) Recursos de Instituições de crédito Contas de capital Outros passivos 2,21 0,46 0,00 8,61 2,97 0,73 0,00 8,61 -0,77 -0,28 0,00 0,00 Total do Passivo e Capitais Próprios (d) 1,50 2,13 -0,63 Margem com clientes (a - c) Margem financeira (b - d) 1,48 1,30 1,10 1,41 0,38 -0,11 11 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Fig. 1 - Margem com Clientes Fig. 2 - Margem de Intermediação financeira Produto bancário No primeiro semestre de 2014, as comissões líquidas cobradas aos clientes pela colocação de produtos e prestação de serviços atingiram 29,8 milhões de euros, correspondendo a um aumento superior a 5 milhões de euros, ou 20,7%, face ao primeiro semestre de 2013. No quadro 4, pode ser observado com maior detalhe as principais rúbricas que contribuíram para a variação das comissões no semestre, e que foram pelo lado negativo as comissões de operações de crédito com 1,5 milhões de euros a menos, -18,5%, e pelo lado positivo, as comissões de vendas de seguros com mais de 3,2 milhões de euros, ou mais 357% e as comissões de meios de cobrança e pagamento com mais 1,8 milhões de euros, ou mais 30,2%. Quadro 4 . Comissões Líquidas (milhares de euros) Variação Valor % Jun-14 Jun-13 Comissões de operações de crédito 6 776 8 310 Comissões de garantias e avales 3 486 3 671 - 185 -5,0 Comissões de meios de cobrança e pagamento (liq.) 7 683 5 899 1 784 30,2 Comissões de gestão de ativos (liq.) 1 180 518 662 127,7 Comissões de venda de seguros 4 196 918 3 278 357,0 Comissões de manutenção de contas 2 918 2 538 380 15,0 791 821 - 30 -3,6 Outras (liq.) 2 961 2 182 779 35,7 Comissões pagas a promotores e angariadores - 172 - 159 - 13 -8,2 29 819 24 698 5 121 20,7 Comissões de processamento Total - 1 534 -18,5 Quadro 3 – Comissões Líquidas Relativamente às restantes componentes do produto bancário, salienta-se o aumento de cerca de 6,3 milhões de euros em resultados de operações financeiras derivado dos melhores resultados obtidos nos ativos financeiros detidos em carteira, que não compensou os -7,8 milhões de euros resultantes da alienação de outros ativos maioritariamente ativos imobiliários. No final do primeiro semestre, o produto bancário encontrava-se 1,4 milhões de euros acima do registado no primeiro semestre de 2013, correspondendo a uma variação positiva de 1,6%. 12 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Resultado operacional No primeiro semestre de 2014, os custos operativos ascenderam a 57,9 milhões de euros, mais 2,4 milhões de euros, ou 4,3%, face ao mesmo período do ano anterior, tal como pode ser observado no quadro 5. Quadro 5 . Custos Operativos (milhares de euros) Jun-14 Jun-13 Variação Valor % Custos com pessoal (a) Remunerações Encargos sociais Fundo de pensões Outros custos 28 585 21 088 5 689 1 465 343 27 913 20 844 5 950 549 570 672 2,4 244 1,2 - 261 -4,4 916 167,0 - 227 -39,8 Gastos gerais administrativos (b) Fornecimentos de terceiros Rendas e alugueres Comunicações Deslocações, est. e representação Publicidade e ed. de publicações Conservação e reparação Transportes Avenças e honorários Judiciais, contencioso e notariado Informática Segurança e vigilância e limpeza Mão-de-obra eventual Consultores e auditores externos Avaliadores externos Serviços prestados Grupo Banco Popular Outros serviços 27 293 1 309 2 175 2 222 578 1 892 1 709 560 3 228 959 6 414 465 2 317 337 54 1 685 1 389 25 112 1 337 2 249 2 033 516 1 160 2 024 522 3 202 1 296 3 881 590 2 214 347 147 1 676 1 918 2 181 - 28 - 74 189 62 732 - 315 38 26 - 337 2 533 - 125 103 - 10 - 93 9 - 529 8,7 -2,1 -3,3 9,3 11,9 63,1 -15,6 7,2 0,8 -26,0 65,3 -21,2 4,6 -2,7 -63,3 0,5 -27,6 Custos de funcionamento (c=a+b) 55 878 53 025 2 853 5,4 2 003 2 483 - 480 -19,3 57 881 55 508 2 373 4,3 Amortizações do exercício (d) Total (c+d) Os custos com pessoal ascenderam a 28,6 milhões de euros, correspondendo a um aumento de 2,4%. O acréscimo de custos verificado corresponde a um aumento de cerca de 0,9 milhões de euros relativos a maiores dotações para o Fundo de Pensões. Excluindo esse efeito, os custos com pessoal teriam mantido a tendência decrescente verificada nos últimos tempos. 13 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Os gastos gerais administrativos situaram-se nos 27,3 milhões de euros, correspondendo a um aumento de 2,2 milhões de euros (+8,7%), face a igual período do ano anterior. Este aumento de custos ficou a dever-se sobretudo a um aumento da rúbrica “Informática” (+2,5 milhões de euros, ou 65,3%) e a um acréscimo da rúbrica “Publicidade e ed. publicações” (+0,7 milhões de euros, ou 63,1%). Ao nível das dotações para amortizações do imobilizado verificou-se um comportamento positivo (-0,5 milhões de euros, ou -19,3%), ultrapassando ligeiramente os 2 milhões de euros. O rácio de eficiência operativa, que corresponde à parte do produto bancário consumida pelos custos operativos situa-se nos 62,7% (menos 3pp face a 31 de dezembro de 2014), sendo que o peso dos custos com pessoal no produto bancário fixou-se nos 31%, abaixo dos 32,8% verificados no final de 2013. O resultado operacional ascendeu, assim, a aproximadamente 34,4 milhões de euros, 2,7% inferior ao verificado no período homólogo de 2013. Resultado Líquido A 30 de junho de 2014, o Resultado Líquido do Exercício era superior a 1,2 milhões de euros, menos 0,8 milhões face a igual período do ano anterior. Para esta redução contribuiu, essencialmente, a quebra de 2,1 milhões de euros da Margem Financeira e o aumento de 2,2 milhões de euros em gastos gerais administrativos. Recursos e aplicações Ativos totais A 30 de junho de 2014, o ativo líquido do Banco Popular ascendia a 9.333 milhões de euros, menos 248 milhões de euros relativamente a igual período do ano anterior, representando um decréscimo de cerca de 2,6%. O Banco faz também a gestão de outros recursos de clientes aplicados em instrumentos de investimento e poupança e reforma, cujo montante ascendia, no final do primeiro 14 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre semestre de 2014, a cerca de 985 milhões de euros, os quais registaram um crescimento de 35%, face ao primeiro semestre de 2013. Desta forma, os ativos totais geridos pelo Banco atingiram, no final do semestre, a 10.318 milhões de euros, registando um aumento de 0,1%, quando comparado com o período homólogo do ano anterior. Recursos de clientes A 30 de junho de 2014, o montante global de recursos de clientes dentro e fora de balanço atingiu os 4.980 milhões, mais 1,2% relativamente ao mesmo período do ano anterior. Os recursos de balanço, essencialmente, depósitos de clientes, atingiram um total de 3.995 milhões de euros, correspondente a um decréscimo de 4,6%, face a junho de 2013. Os depósitos à Ordem registaram um crescimento de 153,7 milhões de euros, ou 21,5% passando de 715,5 milhões de euros para 869,2 milhões de euros. Quadro 6 . Recursos de Clientes (milhares de euros) Jun-14 Jun-13 Variação Valor % 3 949 199 869 211 3 075 531 4 457 4 135 003 715 529 3 413 996 5 478 - 185 804 153 682 - 338 465 - 1 021 -4,5 21,5 -9,9 -18,6 Cheques e ordens a pagar e outros recursos 12 175 12 055 120 1,0 Juros a pagar 33 800 42 547 - 8 747 -20,6 3 995 174 4 189 605 - 194 431 -4,6 307 259 501 366 87 501 88 783 198 819 378 615 91 367 60 897 108 440 122 751 54,5 32,4 - 3 866 27 886 -4,2 45,8 984 909 729 698 255 211 35,0 4 980 083 4 919 303 60 780 1,2 RECURSOS : Depósitos Depósitos à ordem Depósitos a prazo Depósitos poupança RECURSOS DE BALANÇO ( a ) Recursos de desintermediação Fundos de investimento Seguros de investimento e capitalização Seguros de reforma Gestão de carteiras RECURSOS FORA DE BALANÇO ( b ) RECURSOS TOTAIS ( a + b ) Os recursos fora de balanço, que incluem as aplicações em fundos de investimento, os planos de poupança-reforma, os recursos captados através de seguros de investimento e 15 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre os patrimónios geridos através da banca privada, registaram, como anteriormente referido, um crescimento de 35%, passando de 729,7 milhões de euros em 30 de junho de 2013 para 984,9 milhões de euros no final do primeiro semestre de 2014. A evolução positiva desta componente deve-se aos crescimentos dos fundos de investimento em mais 54,5%, da gestão de carteiras em 45,8% e dos seguros de investimento e capitalização em mais 32,4%. A evolução destes recursos é apresentada no final do quadro anterior. O Banco Popular Portugal era, a 30 junho de 2014, o banco depositário de 17 fundos de investimento administrados pela Popular Gestão de Ativos, cuja carteira total ascendia, nessa data, a 307 milhões de euros. No quadro 7, são apresentados os patrimónios de cada um dos fundos de investimento geridos, com referência a 30 de junho de 2014 e 2013. Quadro 7 . Carteira dos Fundos de Investimento ( valor patrimonial ) (milhares de euros) Jun-14 Jun-13 0 10 787 25 610 29 133 24 820 14 239 8 349 0 9 959 3 114 5 978 3 981 0 12 628 21 548 22 734 12 001 2 379 1 323 98 676 2 549 2 505 12 162 8 171 4 330 2 551 3 955 8 250 9 923 4 047 5 627 3 927 10 359 10 441 25 468 24 210 13 173 2 454 0 44 718 - 2 549 8 283 13 448 20 963 20 491 11 688 4 394 - 8 250 35 - 933 351 54 - 10 359 2 186 - 3 920 - 1 476 - 1 171 - 75 53 958 -100,0 330,7 110,6 256,6 473,3 458,1 111,1 -100,0 0,4 -23,1 6,2 1,4 -100,0 20,9 -15,4 -6,1 -8,9 -3,1 > 120,7 307 259 198 819 107 117 54,5 Fundos Popular Valor Popular Acções Popular Euro Obrigações Popular Global 25 Popular Global 50 Popular Global 75 Popular Tesouraria Popular Economias Emergentes I Popular Economias Emergentes II Popular Multiactivos (*) Popular obrig. Ind.Emp. Alemanha e EUA Popular obrig.Ind.Ouro (Londres) Fundurbe Imourbe ImoPopular ImoPortugal Popular Predifundo Popular Objectivo Rendimento 2015 Popular Objectivo Rendimento 2021 Popular Arrendamento Total Variação Valor % (*) Popular Multiactivos, resulta da fusão por incorporação de Popular Multiactivos I , Popular Multiactivos II e Popular Multiactivos III. 16 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Crédito a clientes A 30 de junho de 2014, o crédito concedido a clientes totalizava cerca de 5.649 milhões de euros, representando 60,5% do total do ativo, ou 57,4% se deduzidas as provisões para crédito vencido. O crédito a empresas e administrações públicas ultrapassava os 3.108 milhões de euros (excluindo outros crédito titulados e crédito vencido), correspondendo a 62,4% do crédito concedido. No quadro seguinte pode ser observada a composição do crédito concedido a clientes com referência a 30 de junho de 2014 e 2013. Quadro 8 . Crédito sobre Clientes (milhares de euros) Jun-14 Jun-13 Variação Valor % Crédito concedido ( a ) Empresas e Administrações Públicas Particulares Habitação Consumo Outras finalidades Total Outros créditos (Titulados) ( b ) Juros e comissões a receber ( c ) Crédito e juros vencidos ( d ) Até 90 dias Mais de 90 dias Total Crédito Total Bruto ( a + b + c + d ) Provisões Específicas de Crédito Crédito Total Líquido 3 108 726 1 873 358 1 475 228 41 461 356 669 4 982 084 3 483 422 1 874 025 1 462 556 50 051 361 419 5 357 448 - 374 696 - 668 12 672 - 8 590 - 4 750 - 375 364 -10,8 0,0 0,9 -17,2 -1,3 -7,0 350 398 272 300 78 098 28,7 7 836 24 168 - 16 332 -67,6 23 522 285 113 308 635 23 963 226 886 250 849 - 441 58 227 57 785 -1,8 25,7 23,0 5 648 953 5 904 765 - 255 812 -4,3 295 177 211 713 83 464 39,4 5 353 776 5 693 052 - 339 276 -6,0 Quadro 4 – Crédito sobre Clientes A redução do crédito concedido deve-se, sobretudo a uma diminuição de 10,8% do crédito a empresas e administrações públicas, ou 375 milhões de euros. O crédito a particulares representava 37,6% do crédito concedido tendo registado, comparativamente ao mesmo período do ano anterior uma quebra ligeira de 668 mil euros. Para esta quebra contribuiu, essencialmente, a redução em mais de 13,3 milhões de euros nas rúbricas de crédito ao 17 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre consumo e outras finalidades, compensada quase na totalidade por 12,7 milhões de euros de crescimento em crédito à habitação. O montante do crédito e juros vencidos atingiu, no final do semestre, 308,6 milhões de euros, mais 23% face ao período homólogo do ano anterior. De acordo com o observado no quadro seguinte, este crédito representava 5,46% do crédito total. Considerando apenas o crédito vencido há mais de 90 dias, este indicador situa-se nos 5,05%. O total do crédito em incumprimento ascendia, em 30 de junho de 2014, a mais de 441,7 milhões de euros, representando 7,82% do crédito total. Quadro 9. Crédito Vencido e Crédito em Incumprimento (milhares de euros) Jun-14 Jun-13 Variação Valor % / p.p. Crédito e juros vencidos 308 635 250 849 57 785 23,04 Crédito vencido há mais de 90 dias (a) 285 113 226 886 58 227 25,66 Crédito de cobrança duvidosa reclassificado como vencido (b) 156 647 141 496 15 152 10,71 Crédito em incumprimento (a+b) 441 760 368 382 73 378 19,92 Crédito vencido / crédito total (%) 5,46 4,25 1,22 Crédito vencido há mais de 90 dias / crédito total (%) 5,05 3,84 1,20 Crédito em incumprimento / crédito total (%) 7,82 6,24 1,58 Crédito em incumprimento líquido / crédito total líquido (%) 2,88 2,81 0,07 345 293 111,9 261 274 104,2 84 019 32,16 7,72 5 648 953 5 904 765 - 255 812 -4,33 Provisões para riscos de Crédito Rácio de Cobertura (%) por memória: Crédito total No final do primeiro semestre de 2014, as provisões para riscos de crédito ascendiam a 345,3 milhões de euros, garantindo um rácio de cobertura de 111,9%, que compara com 104,2% em igual período de 2013. Principais Riscos e incertezas Apesar dos recentes sinais de melhoria da situação económica do país, traduzidas num ligeiro crescimento do PIB e na redução da taxa de desemprego, continuam a ser muitos os desafios que se colocam, quer ao país, quer ao sector bancário em particular. 18 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Neste ponto, procuramos identificar os principais riscos que podem ter impacto na atividade do Banco na segunda metade de 2014 e que poderão conduzir a que os resultados futuros se afastem materialmente dos resultados esperados, nomeadamente: Apesar de alguns sinais positivos registados nas principais economias mundiais e europeias, subsistem algumas incertezas, que se traduzem em previsões de crescimento mais modestas. Fragilidade da economia nacional, muito associada às políticas orçamentais restritivas. Não obstante as melhorias verificadas no PIB, explicado pela recuperação da procura interna e pela manutenção da tendência positiva da procura externa líquida e da redução das taxas de desemprego, será necessária a consolidação destes indicadores nos próximos tempos. Manutenção da política monetária acomodatícia, por parte do BCE, com a manutenção da taxa de referência em níveis baixos durante um período prolongado e a política do BCE relativamente às linhas de refinanciamento para os bancos. Desenvolvimentos regulatórios futuros que poderão introduzir, a curto prazo, desafios adicionais para o sector bancário. Riscos inerentes à atividade do Banco Apesar dos diversos controlos implementados e das medidas tomadas para os mitigar, o Banco está sujeito a riscos específicos à sua atividade, nomeadamente: Risco de Crédito e de Concentração – É o principal risco a que o Banco está sujeito, não podendo ser excluída a possibilidade de se registar uma degradação na qualidade dos seus ativos. Risco de Mercado – A carteira de negociação assume valores pouco significativos, não se antecipando qualquer impacto relevante por esta via no segundo semestre de 2014. Risco de Liquidez – Nos últimos anos, o Banco reduziu substancialmente a sua dependência de liquidez face à Casa-mãe. No entanto, num eventual cenário de crise que dificultasse a obtenção de funding através dos mercados financeiros, a impossibilidade de recorrer a esta fonte de financiamento poderia ter implicações na capacidade do Banco se financiar. Risco de Taxa de Juro – Embora não seja previsível, uma variação significativa nas taxas de juro poderá ter um impacto relevante na margem financeira e nos capitais próprios do banco. 19 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Risco Cambial - A posição cambial global é tendencialmente nula, pelo que, qualquer impacto nos resultados do Banco como resultado de variações nos preços das moedas é imaterial. Risco Operacional - De acordo com último exercício de auto-avaliação dos riscos operacionais afectos a cada área do Banco, o risco residual concentra-se maioritariamente num escalão considerado de risco baixo. Quantitativamente as perdas por risco operacional verificadas no semestre findo comparam favoravelmente com o período homólogo perspectivando-se para o segundo semestre um comportamento similar. Risco de Reputação e Compliance – São riscos a que o Banco também está sujeito e que, apesar do sistema de governação interna reduzir a probabilidade da ocorrência de eventos com impacto nos resultados. Outros Riscos – O Banco está igualmente sujeito a outros riscos (por exemplo risco tecnológico, risco imobiliário ou risco inerente à implementação da sua estratégia), não se antecipando, porém, que possam ter influência significativa na sua atividade e nos resultados que venha a gerar no decorrer do segundo semestre. Nas Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras, os riscos acima referidos são apresentados de forma mais detalhada. Participações qualificadas (Artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais e Artigo 20º do Código dos Valores Mobiliários) Acionistas Banco Popular Español, SA Nº Ações Participação no Capital social % Direitos de voto % 476 000 000 100% 100% Lisboa, 31 de julho de 2014 Conselho de Administração 20 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Declaração de conformidade sobre a informação financeira apresentada DECLARAÇÃO A QUE SE REFERE A ALÍNEA C), DO Nº 1, DO ARTIGO 246º DO CÓDIGO DOS VALORES MOBILIÁRIOS A alínea c), do nº 1, do artigo 246º do Código dos Valores Mobiliários determina que cada uma das pessoas responsáveis da sociedade emita declaração cujo teor é aí definido. DECLARAÇÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Os membros do Conselho de Administração do Banco Popular Portugal, S.A., abaixo identificados nominalmente, subscreveram individualmente a declaração que a seguir se transcreve: “Declaro, nos termos e para os efeitos previstos na alínea c), do nº 1, do artigo 246º do Código dos Valores Mobiliários, que, tanto quanto é do meu conhecimento, as demonstrações financeiras condensadas do Banco Popular Portugal, S.A., relativas ao primeiro semestre de 2014, foram elaborados em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do ativo e do passivo, da situação financeira e dos resultados daquela sociedade e que o relatório de gestão intercalar expõe fielmente as informações exigidas nos termos do nº 2 do referido artigo 246º do CVM. Lisboa, 31 de julho de 2014 Conselho de Administração Rui Manuel Morganho Semedo - Presidente Carlos Manuel Sobral Cid da Costa Álvares - Vogal Tomás Pereira Pena - Vogal José Ramón Alonso Lobo - Vogal 21 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Contas Semestrais Balanço Balanço em base individual em 30 de junho de 2014 e 2013 (milhares de euros) 3 0 - 0 6 - 2 0 14 V a lo r a nt e s N o t a s / de pro v is õ e s , P ro v is õ e s , Q ua dro s im pa rida de e im pa rida de e V a lo r lí quido a ne xo s a m o rt iza ç õ e s a m o rt iza ç õ e s 1 2 3 0 - 0 6 - 2 0 13 3 = 1- 2 Ativo Caixa e disponibilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Ativos financeiros detidos para negociação Outros ativos financ. justo valor através de resultados Ativos financeiros disponíveis para venda Aplicações em instituições de crédito Crédito a clientes Activos não correntes detidos para venda Outros ativos tangíveis Ativos intangíveis Ativos por impostos correntes Ativos por impostos diferidos Outros ativos 17 18 19 20 21 22 23 25 26 27 15 28 29 Total de Ativo 50 712 66 622 103 903 1 869 916 1 260 684 5 648 953 20 747 177 580 20 832 3 566 78 458 484 418 9 786 391 39 961 50 712 66 622 103 903 0 1 869 916 1 260 684 5 353 776 20 747 79 820 111 3 566 78 458 444 457 52 219 68 853 55 107 32 320 2 256 880 677 770 5 693 052 22 579 85 324 202 3 053 72 160 561 518 453 619 9 332 772 9 581 037 1 307 918 36 184 2 333 034 3 995 174 711 299 119 294 51 391 528 24 749 40 767 1 609 046 32 296 1 807 930 4 189 605 1 066 572 89 064 52 459 1 860 15 218 37 281 8 620 338 8 901 331 476 000 10 109 - 8 760 233 883 1 202 476 000 10 109 - 82 585 274 133 2 049 295 177 97 760 20 721 Passivo Recursos de bancos centrais Passivos financeiros detidos para negociação Recursos de outras instituições de crédito Recursos de clientes Responsabilidades representadas por títulos Derivados de cobertura Provisões Passivos por impostos correntes Passivos por impostos diferidos Outros passivos 30 19 31 32 33 34 35 15 28 36 Total de Passivo 1 307 918 36 184 2 333 034 3 995 174 711 299 119 294 51 391 528 24 749 40 767 8 620 338 0 Capital Capital Prémios de emissão Reservas de reavaliação Outras reservas e resultados transitados Resultado do exercício 39 39 40 41 Total de capital Total de Passivo + Capital 476 000 10 109 - 8 760 233 883 1 202 712 434 0 712 434 679 706 9 332 772 0 9 332 772 9 581 037 0 O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS 22 0 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Demonstração de Resultados Demonstração de Resultados em base individual em 30 de junho de 2014 e 2013 (milhares de euros) N o tas/ Q ua dro s 3 0 - 0 6 - 2 0 14 3 0 - 0 6 - 2 0 13 a ne xo s Juros e rendimentos similares 6 133 481 161 149 Juros e encargos similares 6 71 407 96 986 62 074 64 163 Margem financeira Rendimento de instrumentos de capital Rendimentos de serviços e comissões Encargos com serviços e comissões Resultados de ativos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados (líquido) Resultados de ativos financeiros disponíveis para venda (líquido) Resultados de reavaliação cambial (líquido) Resultados de alienação de outros ativos 7 8 8 58 34 168 4 349 47 29 081 4 383 9 9 10 11 - 1 499 9 702 562 - 5 182 769 1 064 673 2 614 Outros resultados de exploração 12 - 3 214 - 3 138 92 320 90 890 28 585 27 293 2 003 337 27 913 25 112 2 483 - 2 129 Produto bancário Custos com pessoal Gastos gerais administrativos Depreciações e amortizações Provisões líquidas de reposições e anulações Correcções de valor associadas ao crédito a clientes e valores a receber de outros devedores (líq. de reposições e anulações) 13 14 26/27 35 23 35 866 32 184 Imparidades de outros ativos líquida de reversões e recuperações 29 - 3 040 1 993 1 276 3 334 74 1 285 Resultado antes de im postos Impostos Correntes 15 587 218 Diferidos 15 - 513 1 067 1 202 2 049 0 0 1 202 2 049 Resultado após im postos Do qual: Resultado após impostos de operações descontinuadas Resultado líquido do exercício Resultado por ação (euro) O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS 0,00 0,00 476 000 451 000 O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO 23 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Demonstração do Rendimento Integral Demonstração do Rendimento Integral (milhares de euros) 30-06-2014 30-06-2013 Resultado líquido 1 202 2 049 Outros rendim entos integrais: Itens que não reclassificam por resultados Pensões de reforma Reconhecimento dos ganhos/perdas atuariais do período - 340 1 004 - 340 1 004 Itens que se reclassificam por resultados Ativos financeiros disponíveis para venda Reavaliação de ativos financeiros disponíveis para venda 60 602 38 474 - 14 918 - 10 195 45 684 28 279 Resultado não reconhecido na dem onstração de resultados 45 344 29 283 Rendim ento integral individual 46 546 31 332 Impacto fiscal O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Demonstração em base individual dos movimentos nas contas de Capital Próprio Demonstração em base individual dos movimentos nas contas de Capital Próprio (milhares de euros) Saldo em 01 de janeiro de 2013 Capital Social Prém io de Em issão Reservas de Justo Valor 476 000 10 109 - 110 807 Constituição de reservas Ganhos / perdas actuariais Outros movimentos Resultado integral do exercício Saldo a 31 de dezem bro de 2013 -56 56 720 476 000 10 109 - 54 143 Constituição de reservas Ganhos / perdas actuariais Outros movimentos Resultado integral do exercício Saldo em 30 de junho de 2014 - 301 45 684 476 000 10 109 O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS - 8 760 Outras Reservas e Resultados Transitados Resultado Líquido Total do Capital Próprio 273 896 2 692 651 890 2 692 - 11 002 56 - 2 692 - 31 720 0 - 11 002 0 25 000 265 642 - 31 720 665 888 - 31 720 31 720 0 1 202 - 340 0 46 886 1 202 712 434 - 340 301 233 883 O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO 24 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Demonstração dos Fluxos de Caixa Demonstração dos Fluxos de Caixa dos exercícios findos em 30 de junho de 2014 e 2013 (em milhares de euros) Notas 30-06-2014 30-06-2013 Atividades operacionais Juros, comissões e outros proveitos recebidos 140 585 148 332 Juros, comissões e outros custos pagos - 56 059 - 67 509 Recuperações de crédito e juros vencidos Pagamentos a empregados e fornecedores Contribuições para o fundo de pensões 37 Sub-total 2 185 576 - 55 627 - 50 768 - 1 524 81 29 560 30 712 - 6 580 111 814 Variações nos ativos e passivos operacionais Recursos de bancos centrais Ativos financeiros detidos para negociação e disponíveis para venda Aplicações em instituições de crédito Recursos de instituições de crédito - 35 - 4 187 -1 070 137 - 254 688 412 446 384 072 Créditos a clientes - 177 718 61 564 Recursos de clientes - 217 204 280 041 Derivados para gestão do risco 6 128 Outros ativos e passivos operacionais - 41 813 - 24 990 -1 065 353 584 338 - 59 - 51 -1 065 412 584 287 Fluxos de caixa líquidos das atividades operacionais , antes de im postos sobre lucros Pagamento de impostos sobre lucros Fluxos de caixa líquidos das atividades operacionais Atividades de investim ento Dividendos recebidos Compra de ativos financeiros disponíveis para venda Venda de ativos financeiros disponíveis para venda Investimentos detidos até à maturidade Venda de ativos tangíveis não correntes detidos para venda Compra e venda de imobilizações Fluxos de caixa líquidos das atividades de investim ento 58 47 - 714 254 - 910 139 646 722 - 25 656 0 542 167 101 054 0 - 351 50 483 33 229 - 343 098 Fluxos de caixa das atividades de financiam ento Emissão de obrigações e outros passivos titulados 33 Reembolso de obrigações e outros passivos titulados Fluxos de caixa líquidos das atividades de financiam ento 8 622 56 208 - 173 158 - 16 917 - 164 536 39 291 1 487 896 227 772 659 382 -1 196 719 280 480 291 836 508 634 Variação líquida em caixa e seus equivalentes Caixa e equivalentes no início do período 46 Efeito da alteração da taxa de câmbio em caixa e seus equivalentes Variação líquida em caixa e seus equivalentes Caixa e equivalentes no fim do período 46 O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO 25 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Notas às Demonstrações Financeiras NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS EM 30 DE JUNHO de 2014 e 2013 (Valores expressos em milhares de euros) 1. INTRODUÇÃO 1.1 Atividade O Banco, sob a designação de BNC – Banco Nacional de Crédito Imobiliário, foi constituído em 2 de julho de 1991, na sequência de autorização concedida pela Portaria do Ministério das Finanças n.º 155/91, de 26 de Abril. Em 12 de setembro de 2005, alterou a sua designação para Banco Popular Portugal, S.A.. O Banco está autorizado a operar de acordo com as diretrizes reguladoras da atividade bancária, vigentes em Portugal, tendo por objeto a obtenção de recursos de terceiros, sob a forma de depósitos ou outros, os quais aplica, conjuntamente com os seus recursos próprios, na concessão de crédito ou em outros ativos, prestando ainda outros serviços bancários no País e no estrangeiro. As contas do Banco são consolidadas ao nível da empresa mãe, Banco Popular Español, S.A., (“BPE”) com sede em Madrid, na Calle Velázquez nº 34, Espanha. As contas do BPE estão disponíveis na respetiva sede social e na página do BPE na internet (www.bancopopular.es). O Banco não está cotado em bolsa. 1.2 Estrutura do Banco Em corolário do processo de reestruturação iniciado em exercícios anteriores, o Banco, no decorrer do exercício de 2011, deixou de deter qualquer participação financeira em entidades subsidiárias e decidiu proceder à reclassificação das obrigações subordinadas “Class D Notes”, emitidas pelo Navigator Mortgage Finance Nº 1 Plc (“Navigator”), para a carteira de Ativos financeiros disponíveis para venda. Tendo por base o facto de o Banco ter considerado imaterial o investimento no Navigator e os potenciais impactos nas suas demonstrações financeiras, o Banco, em conformidade com o disposto na IAS 1 revised, decidiu não preparar demonstrações consolidadas a partir do exercício de 2011, na medida em que essa informação não é materialmente relevante para efeitos da apresentação de contas do Banco nem influencia a decisão dos leitores das mesmas. Assim, em 30 de junho de 2014, o Banco detinha apenas uma participação financeira na empresa associada – Companhia de Seguros de Vida, S.A. (ver Nota 25). 26 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre 2. Resumo das Principais Políticas Contabilísticas As principais políticas contabilísticas e critérios valorimétricos aplicados na preparação destas demonstrações financeiras são indicados abaixo. Estas políticas foram aplicadas, consistentemente, a todos os anos apresentados, excepto nos casos devidamente assinalados. 2.1 Bases de apresentação Demonstrações financeiras individuais As demonstrações financeiras individuais do Banco Popular Portugal foram preparadas de acordo com as Normas de Contabilidade Ajustadas (NCA) estabelecidas pelo Banco de Portugal no Aviso nº 1/2005, de 21 de fevereiro e definidas nas instruções nº 9/2005 e nº 23/2004. As NCA correspondem em geral às Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adoptadas pela União Europeia (EU) no âmbito do disposto no Regulamento (CE) n.º 1606/2002, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de julho, excepto quanto às seguintes matérias: 2.2 Valorimetria dos créditos a clientes e outros valores a receber – Na data do reconhecimento inicial são registados pelo valor nominal, sendo a componente de juros, comissões e custos externos imputáveis às respetivas operações subjacentes reconhecida segundo a regra de “pró rata temporis”, quando se trate de operações que produzam fluxos redituais ao longo de um período superior a um mês; Provisionamento de créditos a clientes e outros valores a receber – As provisões para esta classe de ativos financeiros encontram-se sujeitas a um quadro mínimo de referência para constituição de provisões específicas, gerais e risco-país, nos termos definidos no Aviso n.º 3/95 do Banco de Portugal; Ativos tangíveis – Na data do reconhecimento inicial são registados ao custo de aquisição, mantendo-se subsequentemente ao custo histórico, salvo quando se verifiquem reavaliações legalmente autorizadas. Relato por segmentos Desde 1 de janeiro de 2009 o Banco adotou o IFRS 8 – Segmentos Operacionais para efeitos de divulgação da informação financeira por segmentos operacionais (ver Nota 5). Um segmento operacional de negócio é um grupo de ativos e operações utilizados para providenciar produtos ou serviços, sujeitos a riscos e a benefícios, diferentes dos verificados noutros segmentos. O Banco determina e apresenta segmentos operacionais baseados na informação de gestão produzida internamente. 27 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre 2.3 Participações financeiras em associadas Empresas associadas são aquelas em que o Banco exerce, direta ou indiretamente, uma influência significativa sobre a sua gestão e a sua política financeira mas não detém o controlo da empresa. Presume-se que o Banco exerce influência significativa quando detém o poder de exercer mais de 20% dos direitos de voto da associada. Mesmo quando os direitos de voto sejam inferiores a 20%, o Banco pode exercer influência significativa através da participação na gestão ou na composição dos Conselhos de Administração com poderes executivos. Nas demonstrações financeiras individuais do Banco, as empresas associadas são valorizadas ao custo histórico. Os dividendos de empresas associadas são reconhecidos nos resultados individuais do Banco na data em que são atribuídos ou recebidos. Em caso de evidência objetiva de imparidade, a perda por imparidade é reconhecida em resultados. 2.4 Operações em moeda estrangeira a) Moeda funcional e moeda de apresentação As demonstrações financeiras são apresentadas em euros, sendo esta a moeda funcional e de apresentação do Banco. b) Transações e Saldos Transações em moeda estrangeira são convertidas para a moeda funcional com base nas taxas de câmbio indicativas à data das transações. Ganhos e perdas resultantes da conversão de transações em moeda estrangeira, resultantes da sua liquidação e da conversão de ativos e passivos monetários denominados em moedas estrangeiras à taxa de câmbio do final de cada exercício, são reconhecidos na demonstração de resultados, excepto quando façam parte de relações de cobertura de fluxos de caixa ou investimento líquido em moeda estrangeira, que são diferidas em capital. As diferenças de conversão em itens não monetários, tais como instrumentos de capital mensurados ao justo valor com variações reconhecidas em resultados, são registadas como ganhos e perdas de justo valor. Em itens não monetários como sejam instrumentos de capital, classificados como disponíveis para venda, as diferenças de conversão são registadas em capital, na reserva de justo valor. 2.5 Instrumentos financeiros derivados Os Instrumentos financeiros derivados são registados ao justo valor, na data em que o Banco negoceia os contratos e subsequentemente são remensurados ao justo valor. Os justos valores são obtidos através de preços de mercados cotados em mercado ativos, incluindo transações de mercado recentes, e modelos de avaliação, nomeadamente: modelos de fluxos de caixa descontados e modelos de valorização de opções. Os derivados são considerados como ativos quando o seu justo valor é positivo e como passivos quando o seu justo valor é negativo. Certos derivados embutidos em outros instrumentos financeiros, como seja a indexação da rendibilidade de instrumentos de dívida ao valor das ações ou índices de ações, são 28 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre bifurcados e tratados como derivados, quando o seu risco e características económicas não sejam íntima e claramente relacionadas com os do contrato hospedeiro e este não for mensurado ao justo valor com variações reconhecidas em resultados. Estes derivados embutidos são mensurados ao justo valor, com as variações subsequentes reconhecidas na demonstração de resultados. O Banco possui: (i) derivados de negociação, os quais são mensurados ao justo valor, sendo as alterações no seu valor reconhecidas imediatamente em resultados e, (ii) derivados de cobertura de justo valor contabilizados em conformidade com o descrito na nota 3.1. a). 2.6 Reconhecimento de juros e rendimentos similares e juros e encargos similares Os proveitos e custos relacionados com juros são reconhecidos na demonstração de resultados para todos os instrumentos mensurados ao custo amortizado, de acordo com o princípio dos acréscimos, utilizando o método de pro rata temporis. Quando for identificada imparidade num ativo ou num conjunto de ativos financeiros, os juros recebidos desse ativo, ou conjunto de ativos, devem ser reconhecidos usando a taxa de juro utilizada para descontar os fluxos de caixa futuros, aquando da mensuração da perda de imparidade. 2.7 Proveitos com comissões As comissões são geralmente reconhecidas de acordo com o princípio dos acréscimos, à medida em que os serviços vão sendo prestados. As comissões das linhas de crédito concedidas, em que é provável que o crédito seja originado, são diferidas (conjuntamente com quaisquer custos diretamente relacionados) e reconhecidas como um ajustamento à taxa de juro efetiva. As comissões resultantes de negociações, ou participações na negociação de uma transação por uma terceira parte – tais como a compra de ações ou venda ou compra de um negócio – são reconhecidas quando a transação subjacente se encontra finalizada. As comissões de gestão de carteiras e outros aconselhamentos de gestão são reconhecidas de acordo com os serviços contratados – normalmente são reconhecidas numa base proporcional de acordo com o tempo decorrido. As comissões de gestão de ativos relacionados com os fundos e investimento são especializados durante o período em que o serviço é prestado. 2.8 Ativos financeiros Os ativos financeiros são reconhecidos no balanço do Banco na data de negociação ou contratação, que é a data em que o Banco se compromete a adquirir ou a alienar o ativo. No momento inicial, os ativos financeiros são reconhecidos pelo justo valor acrescido de custos de transação diretamente atribuíveis, excepto para os ativos ao justo valor através de resultados em que os custos de transação são imediatamente reconhecidos em resultados. Estes ativos são desreconhecidos quando (i) expiram os direitos contratuais do Banco ao recebimento dos seus fluxos de caixa, (ii) o Banco tenha transferido substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção ou (iii) não obstante retenha parte, mas não substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção, o Banco tenha transferido o controlo sobre os ativos. 29 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Os ativos e passivos financeiros são compensados e apresentados pelo valor líquido, quando e só quando, o Banco tem o direito a compensar os montantes reconhecidos e tem a intenção de liquidar pelo valor líquido. O Banco classifica os seus ativos financeiros nas seguintes categorias: ativos financeiros avaliados ao justo valor através de resultados, créditos e contas a receber, investimentos detidos até à maturidade e ativos financeiros disponíveis para venda. A gestão determina a classificação dos seus investimentos no reconhecimento inicial. a) Ativos financeiros avaliados ao justo valor através de resultados Esta categoria está subdividida em duas categorias: Ativos financeiros detidos para negociação e Ativos financeiros designados na opção de justo valor. Um ativo financeiro é classificado nesta categoria, se o principal objetivo associado à sua aquisição for a venda no curto prazo ou se for designado na opção de justo valor pela gestão. Os instrumentos financeiros derivados também são classificados nesta categoria, como ativos financeiros detidos para negociação, excepto quando fazem parte de uma relação de cobertura. Apenas podem ser considerados na opção de justo valor, os Ativos e Passivos financeiros que cumpram um dos seguintes requisitos: Permite a redução de inconsistências significativas na mensuração, no caso em que derivados associados fossem tratados como detidos para negociação e os instrumentos financeiros subjacentes estiverem ao custo amortizado, tal como empréstimos e adiantamentos de clientes ou bancos e títulos de dívida; Alguns investimentos, tais como investimentos de capital, que são geridos e avaliados ao justo valor de acordo com a gestão do risco ou a estratégia de investimento e são reportados à gestão nessa base; e Instrumentos financeiros, como títulos de dívida detidos, contendo um ou mais derivados embutidos que modificam significativamente os fluxos de caixa, são designados pelo justo valor através de resultados. A avaliação destes ativos é efetuada diariamente ou em cada data de reporte, com base no justo valor. No caso das obrigações e outros títulos de rendimento fixo, o valor de balanço inclui o montante de juros corridos e não pagos. Os ganhos e perdas resultantes da alteração de justo valor são reconhecidos em resultados, onde se incluem os montantes de rendimentos de juros e o recebimento de dividendos para os ativos de negociação e para os passivos ao justo valor. Os rendimentos de juros de ativos financeiros ao justo valor através de resultados estão registados na margem financeira. Os ganhos e perdas resultantes de alterações no justo valor dos derivados que são geridos em conjunto com os ativos e passivos financeiros designados são incluídos na rubrica “Resultados de ativos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados”. b) Créditos e contas a receber O crédito e valores a receber abrange os créditos concedidos pelo Banco a Clientes e a Instituições de Crédito, operações de locação financeira, operações de factoring, participações em empréstimos sindicados e créditos titulados (papel comercial e obrigações emitidas por Empresas) que não sejam transacionadas num mercado ativo e para os quais não haja intenção de venda. 30 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Os empréstimos e créditos titulados transacionados num mercado ativo são classificados como ativos financeiros disponíveis para venda. No momento inicial os créditos e valores a receber são registados ao justo valor. Em geral, o justo valor no momento inicial corresponde ao valor de transação e inclui comissões, taxas ou outros custos e proveitos associados às operações de crédito. Posteriormente, os empréstimos e contas a receber são valorizados ao custo amortizado, com base no método da taxa de juro efetiva e sujeitos a testes de imparidade. Os juros, comissões e outros custos e proveitos associados a operações de crédito são periodificados ao longo da vida das operações, independentemente do momento em que são cobrados ou pagos. As comissões recebidas por compromissos de crédito são reconhecidas de forma diferida e linear durante a vida do compromisso. O Banco classifica em crédito vencido as prestações vencidas de capital ou juros decorridos que sejam, no máximo, trinta dias após o seu vencimento. Nos créditos em contencioso são consideradas vencidas todas as prestações de capital (vincendas e vencidas). Factoring O crédito a clientes inclui os adiantamentos efetuados nas operações de factoring com recurso e o valor das faturas cedidas para cobrança sem recurso, cuja intenção não é a venda no curto prazo, sendo registado na data de aceitação das faturas cedidas pelos Aderentes. As faturas ou outros documentos cedidos pelos Aderentes para cobrança sem recurso bem como a parte adiantada das faturas tomadas com recurso, são registadas no ativo, na rubrica de Créditos sobre clientes. Como contrapartida, é movimentada a rubrica de Outros passivos. As tomadas de faturas com recurso em que o adiantamento de fundos por conta dos respetivos contratos ainda não se verificou, são registadas nas contas extrapatrimoniais pelo valor das faturas tomadas. A conta extrapatrimonial vai sendo regularizada à medida que o adiantamento das faturas for realizado. Os compromissos resultantes de linhas de créditos concedidas a aderentes e ainda não utilizadas são registados nas contas extrapatrimoniais. Garantias prestadas e compromissos irrevogáveis As responsabilidades por garantias prestadas e compromissos irrevogáveis são registadas em contas extrapatrimoniais pelo valor em risco, sendo os fluxos de juros, comissões ou outros proveitos registados em contas de resultados ao longo da vida das operações. Estas operações são sujeitas a testes de imparidade. c) Investimentos detidos até à maturidade Esta rubrica inclui ativos financeiros, não derivados, com pagamentos fixados, ou determináveis, e maturidades definidas, que o Banco tem intenção e capacidade de deter até à maturidade. 31 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre No reconhecimento inicial estes ativos são registados pelo justo valor, deduzido de eventuais comissões incluídas na taxa efetiva, e acrescido de todos os custos incrementais diretamente atribuíveis à transação. Subsequentemente, estes investimentos são valorizados ao custo amortizado, com base no método da taxa de juro efetiva e sujeitos a testes de imparidade. Se num período subsequente o montante da perda de imparidade diminui, e essa diminuição pode ser objetivamente relacionada com um evento que ocorreu após o reconhecimento da imparidade, esta é revertida por contrapartida de resultados do exercício. d) Ativos financeiros disponíveis para venda Os ativos financeiros disponíveis para venda são ativos financeiros não derivados que: (i) o Banco tem intenção de manter por tempo indeterminado, (ii) são designados como disponíveis para venda no momento do seu reconhecimento inicial ou (iii) não se enquadram nas categorias acima referidas. Esta rubrica inclui: Títulos de rendimento fixo que não tenham sido classificados como carteira de negociação nem carteira de crédito ou investimentos detidos até à maturidade; Títulos de rendimento variável disponíveis para venda; e Suprimentos e prestações suplementares de capital em ativos financeiros disponíveis para venda. Os ativos classificados como disponíveis para venda são avaliados ao justo valor, excepto no caso de instrumentos de capital próprio não cotados num mercado ativo e cujo justo valor não pode ser fiavelmente mensurado ou estimado, que permanecem registados ao custo. Os ganhos e perdas resultantes de alterações ao justo valor de ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidos diretamente nos capitais próprios na rubrica “Reservas de reavaliação de justo valor”, excepto no caso de perdas por imparidade e de ganhos e perdas cambiais de ativos monetários, até que o ativo seja vendido, no momento em que o ganho ou perda anteriormente reconhecido no capital próprio é registado em resultados. Os juros corridos de obrigações e outros títulos de rendimento fixo e as diferenças entre o custo de aquisição e o valor nominal (prémio ou desconto), são registados em resultados, de acordo com o método da taxa efetiva. Os rendimentos de títulos de rendimento variável (dividendos no caso de ações) são registados em resultados, na data em que são atribuídos ou recebidos. De acordo com este critério, os dividendos antecipados são registados como proveitos no exercício em que é deliberada a sua distribuição. Em caso de evidência objetiva de imparidade, resultante de diminuição significativa e prolongada do justo valor do título ou de dificuldade financeira do emitente, a perda acumulada na reserva de reavaliação de justo valor é removida do capital próprio e reconhecida nos resultados. As perdas por imparidade registadas em títulos de rendimento fixo podem ser revertidas através de resultados, se houver uma alteração positiva no justo valor do título resultante de um evento ocorrido após a determinação da imparidade. As perdas por imparidades relativas a títulos de rendimento variável não podem ser revertidas. No caso de títulos para os quais 32 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre tenha sido reconhecida imparidade, posteriores variações negativas de justo valor são sempre reconhecidas em resultados. As variações cambiais de ativos não monetários (instrumentos de capital próprio) classificados na carteira de disponíveis para venda são registadas em reservas de justo valor. As variações cambiais dos restantes títulos são registadas em resultados. 2.9 Imparidade de ativos financeiros a) Ativos mensurados ao custo amortizado O Banco avalia a cada data de balanço, se existe evidência objetiva de imparidade num ativo ou grupo de ativos financeiros. Um ativo ou grupo de ativos financeiros encontra-se em imparidade e as perdas de imparidade já foram incorridas, se e só se, existir evidência objetiva de imparidade em resultado de um ou mais eventos ocorridos após a mensuração inicial do ativo, e esse evento (ou eventos) tem impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo ou grupo de ativos financeiros e estes podem ser estimados com fiabilidade. Evidência objetiva que um ativo ou grupo de ativos financeiros se encontra em imparidade, inclui dados observáveis, que o Banco tenha conhecimento, sobre os seguintes eventos de perda: (i) dificuldades financeiras significativas do emitente; (ii) incumprimento do contrato, como por exemplo atraso no pagamento do capital e/ou juros; (iii) facilidades concedidas ao devedor decorrentes das suas dificuldades financeiras, que não existiriam noutras circunstâncias; (iv) probabilidade elevada de falência ou de reorganização financeira do devedor; (v) desaparecimento de mercado ativo para um ativo financeiro devido a dificuldades financeiras; (vi) informação indicativa que ocorrerá uma diminuição mensurável nos fluxos de caixa futuros estimados de um conjunto de ativos financeiros desde o seu reconhecimento inicial, embora essa diminuição não seja ainda identificável individualmente nos ativos do Banco, incluindo: – alterações adversas nas condições e/ou capacidade de pagamentos do grupo; – as condições económicas nacionais ou locais correlacionáveis com o incumprimento de ativos de um grupo. Inicialmente, o Banco avalia se existe evidência objetiva de imparidade, para ativos financeiros que individualmente sejam significativos, e individualmente ou em grupo para ativos financeiros que não são individualmente significativos. Se o Banco determinar que não existe evidência objetiva de imparidade para um ativo financeiro analisado individualmente, seja este significativo ou não, inclui esse ativo num grupo de ativos financeiros com risco de crédito similar e analisa em grupo a existência de imparidade. Se existir evidência objetiva de que o Banco incorreu numa perda de imparidade em créditos e contas a receber, ou investimentos detidos até à maturidade, o montante das perdas é determinado através da diferença entre o valor de balanço desses ativos e o valor atual dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo perdas de imparidade futuras que ainda não 33 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre tenham sido incorridas), descontados à taxa de juro efetiva original do ativo financeiro. O valor de balanço do ativo é reduzido através da utilização de uma conta de provisões e o montante da perda é reconhecido na demonstração de resultados. O Banco pode ainda determinar as perdas de imparidade, através do justo valor dos instrumentos, recorrendo a preços de mercado observáveis. Na análise da existência de imparidade em base de portfólio, o Banco estima a probabilidade de uma operação ou cliente em situação regular entrar em incumprimento durante o período emergente (período estimado entre a ocorrência da perda e a sua identificação). Em geral, o período emergente utilizado pelo Banco é de cerca de 6 meses. Para a análise de existência de imparidade em grupos de ativos, os ativos financeiros são agrupados tendo por base características de risco de crédito similares (ie, tendo por base o processo de classificação do Banco que considera o tipo de ativos, localização geográfica, tipo de garantia recebida, incumprimento e outros fatores considerados relevantes). Essas características são relevantes para a estimativa dos fluxos de caixa futuros de grupos de ativos financeiros, uma vez que são indicativos da capacidade do devedor fazer face aos montantes a pagar, de acordo com os termos contratuais dos ativos a serem avaliados. Os fluxos de caixa futuros de um grupo de ativos financeiros, avaliados em conjunto para efeitos de imparidade, são estimados tendo por base os fluxos de caixa contratuais dos ativos do grupo e dados históricos relativos a perdas em ativos com características de risco de crédito similares aos que integram o grupo. Os dados históricos são ajustados tendo por base dados correntes observáveis, afim destes refletirem os efeitos das condições correntes que não afectaram o período em que os dados históricos foram recolhidos e para remover os efeitos de condições que existiam quando os dados históricos foram recolhidos, mas que não existem correntemente. Se, num período subsequente, o montante das perdas de imparidade diminuir e essa diminuição possa ser atribuída a um evento que tenha ocorrido depois de ter sido registada a imparidade (como por exemplo uma melhoria no rating de crédito do devedor), o montante previamente reconhecido é revertido através do ajustamento da conta de provisões. O montante da reversão é reconhecido diretamente na demonstração de resultados. Os créditos concedidos a clientes cujos termos tenham sido renegociados, deixam de ser considerados como vencidos e passam a ser tratados como novos créditos. Os procedimentos de reestruturação incluem: alargamento das condições de pagamento, planos de gestão aprovados, alteração e diferimento de pagamentos. As práticas e políticas de reestruturação são baseadas em critérios que, do ponto de vista da gestão do Banco, indiciam que os pagamentos têm elevada probabilidade de continuar a ocorrer. b) Ativos mensurados ao justo valor O Banco avalia, a cada data de balanço, se existe evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um grupo de ativos está em imparidade. No caso dos investimentos em instrumentos de capital classificados como disponíveis para venda, um declínio no justo valor, abaixo do seu custo de aquisição, significativo ou prolongado é tido em consideração para determinar se os mesmos se encontram em imparidade. Se existir evidência de imparidade em ativos classificados como disponíveis para venda, as perdas acumuladas – determinadas através da diferença entre o custo de aquisição e o justo valor, menos qualquer perda de imparidade nesse ativo financeiro, que tenha sido reconhecida 34 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre anteriormente em resultados – é transferida de capitais próprios para a demonstração de resultados. Perdas de imparidade em instrumentos de capital próprio, que tenham sido reconhecidas na demonstração de resultados, não são reversíveis. Se num período posterior, o justo valor de um instrumento de dívida classificado como disponível para venda, aumentar e esse acréscimo estiver objetivamente relacionado com um evento ocorrido depois da perda de imparidade ter sido reconhecida em resultados, a perda de imparidade é revertida através do seu registo na demonstração de resultados. 2.10 Ativos intangíveis - Software informático As licenças de software adquiridas são capitalizadas de acordo com os custos incorridos para a sua aquisição e para a sua entrada em funcionamento. Estes custos são amortizados segundo a vida útil esperada. Os custos associados ao desenvolvimento ou manutenção de software são reconhecidos como custos do exercício quando incorridos. Os custos diretamente associados à produção de produtos de software únicos e identificáveis, controlados pelo Banco e que provavelmente irão gerar benefícios económicos futuros, por mais de um ano e que excedem os custos, são reconhecidos como ativos intangíveis. Os custos de desenvolvimento de software reconhecidos como ativos são amortizados durante a sua vida útil, utilizando o método das quotas constantes. 2.11 Ativos tangíveis Os imóveis são compostos essencialmente por escritórios e balcões do Banco. Todos os ativos tangíveis são mensurados ao custo histórico menos amortizações. O custo histórico inclui despesas diretamente atribuíveis à aquisição dos ativos. Os custos subsequentes são incluídos no valor de balanço do ativo ou reconhecidos como outro ativo, apenas se for provável que associado à detenção desse ativo, o Banco tenha benefícios económicos futuros e ainda que o custo do ativo possa ser mensurado com fiabilidade. Todos os restantes custos associados a operações de manutenção e reparação são imputados à demonstração de resultados, no período em que são incorridos. Os terrenos não são amortizados. A amortização dos restantes ativos tangíveis é calculada seguindo o método das quotas constantes, durante a sua vida útil estimada, de modo a reduzir o seu custo até ao seu valor residual, como segue: Edifícios de uso próprio Obras em edifícios arrendados Mobiliário e material Equipamento informático Equipamento de transporte Outro equipamento Anos de vida útil 50 10, ou durante o período de arrendamento se este for inferior a 10 anos 5a8 3e4 4 4 a 10 35 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Os ativos tangíveis sujeitos a amortização são submetidos a testes de imparidade sempre que eventos ou alterações em certas circunstâncias indiquem que o seu valor de balanço poderá não ser recuperável. O valor de balanço de um ativo é imediatamente ajustado para o seu valor recuperável, se o seu valor de balanço for superior ao valor estimado de recuperação. O montante recuperável é o maior entre o valor de uso e o justo valor do ativo, menos os custos de venda. Os ganhos e perdas resultantes de alienações resultam da comparação do valor de realização e o valor de balanço. Estes ganhos e perdas são registados na demonstração de resultados. 2.12 Ativos tangíveis detidos para venda Os ativos (imóveis, equipamentos e outros bens) recebidos em dação em cumprimento de operações de crédito são registados na rubrica “Ativos tangíveis detidos para venda” pelo valor acordado no contrato de dação, o qual corresponde ao menor dos valores da dívida existente ou da avaliação do imóvel, à data da dação. A política do Banco para este tipo de ativos é de proceder à sua alienação, no prazo mais curto em que tal seja praticável. Estes imóveis são objeto de avaliações periódicas que dão lugar a perdas por imparidade sempre que o valor decorrente dessas avaliações seja inferior ao valor por que se encontram contabilizados (ver nota 29). As mais-valias potenciais nestes ativos não são reconhecidas no balanço. 2.13 Locações a) Como locatário As locações efetuadas pelo Banco são essencialmente realizadas sobre equipamentos de transporte, sendo que existem contratos classificados como locações financeiras e outros como locações operacionais. Os pagamentos efetuados nas locações operacionais são registados na demonstração de resultados. Quando uma locação operacional é cessada antes que o período de locação tenha expirado, qualquer pagamento requerido pelo locador, a título de indemnização, é reconhecido como um custo no período em que a operação seja cessada. Os contratos de locação financeira são registados nas datas do seu início, na respetiva rubrica de ativos tangíveis ou intangíveis, por contrapartida da rubrica de Outros passivos, pelo mínimo entre (i) o justo valor do ativo e (ii) valor atual dos pagamentos mínimos da locação financeira. Os custos incrementais pagos na locação são adicionados ao ativo reconhecido. Os ativos tangíveis são amortizados de acordo com o definido na Nota 2.11. As rendas são constituídas (i) pelo encargo financeiro que é debitado em custos e (ii) pela amortização financeira do capital que é deduzido à rubrica Outros passivos. Os encargos financeiros são reconhecidos como custos ao longo do período de locação, a fim de produzir uma taxa de juro periódica constante sobre o saldo remanescente do passivo para cada 36 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre período. No entanto, se não houver certeza razoável de que o Banco obterá a posse no fim do prazo da locação, o ativo deve ser totalmente depreciado durante o prazo da locação ou da sua vida útil, o que for mais curto. b) Como locador Os ativos detidos sob locação financeira são registados como créditos concedidos, pelo valor atual dos pagamentos a efetuar na locação. A diferença entre o valor bruto a receber e o valor atual do saldo a receber é reconhecido como um proveito financeiro a receber. Os juros incluídos nas rendas debitadas aos clientes são registados em proveitos, enquanto que as amortizações de capital, também incluídas nas rendas, são deduzidas ao valor global do crédito inicialmente concedido. O reconhecimento do resultado financeiro reflete uma taxa de retorno periódica constante sobre o investimento líquido remanescente do locador. 2.14 Provisões Provisões para outros riscos e encargos As provisões para custos de reestruturação e processos legais, são reconhecidas sempre que: o Banco tenha uma obrigação legal ou construtiva resultante de acontecimentos passados; sempre que for mais provável existir uma saída de recursos (do que não existir essa saída de recursos), para liquidar uma obrigação; e o montante possa ser estimado com fiabilidade. Provisões para riscos específicos e gerais de crédito Nas demonstrações financeiras, a carteira de crédito e garantias está sujeita à constituição de provisões nos termos do Aviso do Banco de Portugal nº 3/95, nomeadamente para: crédito vencido e crédito de cobrança duvidosa; riscos gerais de crédito; risco-país. Estas provisões incluem: (i) uma provisão específica para crédito e juros vencidos apresentada no ativo como dedução à rubrica Créditos a clientes, calculada mediante a aplicação de taxas que variam entre 0,5% e 100% sobre os saldos de crédito e juros vencidos, em função da classe de risco e da existência ou não de garantias (ver nota 23); (ii) uma provisão específica para créditos de cobrança duvidosa, apresentada no ativo a deduzir à rubrica Créditos a clientes, que corresponde à aplicação das taxas previstas para as classes de incumprimento, às prestações reclassificadas como vencidas de uma mesma operação de crédito, assim como a aplicação, aos créditos vincendos de um mesmo cliente em que se verifique que as prestações em mora de capital e juros excedem 25% do capital em dívida acrescido dos juros vencidos, de metade das taxas de provisionamento aplicáveis aos créditos vencidos (ver nota 23); (iii) uma provisão genérica para riscos gerais de crédito, evidenciada no passivo, na rubrica provisões para riscos e encargos, correspondente a um mínimo de 1% do total do crédito não vencido pelo Banco, incluindo o representado por garantias e avales prestados, excepto para o crédito ao consumo em que a taxa de provisão ascende a um mínimo de 1,5% do 37 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre referido crédito e para o crédito garantido por hipoteca sobre imóvel destinado à habitação do mutuário, em que se aplica a taxa mínima de 0,5% (ver nota 35); e (iv) uma provisão para risco-país, constituída para fazer face ao risco imputado aos ativos financeiro e elementos extra patrimoniais sobre residentes de países considerados de risco, conforme Instrução do Banco de Portugal nº 94/96 (ver nota 23 e 35). 2.15 Benefícios a empregados a) Responsabilidades com pensões de reforma e sobrevivência Face às responsabilidades assumidas no âmbito do Acordo Coletivo de Trabalho do Sector Bancário, o Banco constituiu um Fundo de Pensões destinado a cobrir as responsabilidades com pensões de reforma por velhice, invalidez e sobrevivência, relativamente à totalidade do pessoal, calculadas em função dos salários projetados do pessoal no ativo. O fundo de pensões é suportado através de contribuições efetuadas, com base nos montantes determinados por cálculos atuariais periódicos. Um plano de pensões de benefícios definidos é um plano de pensões que define o montante de benefícios com pensões que um empregado irá receber quando se reformar, estando normalmente dependente de um ou mais fatores nomeadamente, idade, anos de serviço e compensações. O Banco determina anualmente o valor das responsabilidades com serviços passados através de cálculos atuariais pelo método “Projected Unit Credit” para as responsabilidades com serviços passados por velhice e método de “Prémios Únicos Sucessivos” para o cálculo dos benefícios de invalidez e sobrevivência. Os pressupostos atuariais (financeiros e demográficos) têm por base expectativas à data de balanço para o crescimento dos salários e das pensões e baseiam-se em tábuas de mortalidade adaptadas à população do Banco. A taxa de desconto é determinada com base em taxas de mercado de obrigações de empresas de baixo risco, de prazo semelhante ao da liquidação das responsabilidades. Os pressupostos são mutuamente compatíveis. O valor das responsabilidades inclui, para além dos benefícios com pensões de reforma, os benefícios com cuidados médicos pós-emprego (SAMS) e com subsídio de morte na reforma. Até 31 de dezembro de 2012, o Banco reconhecia o valor acumulado líquido (após 1 de janeiro de 2004) dos ganhos e perdas atuariais resultantes de alterações nos pressupostos atuariais e financeiros e de diferenças entre os pressupostos atuariais e financeiros utilizados e os valores efetivamente verificados, na rubrica “Outros ativos ou Outros passivos – Desvios atuariais”. Eram enquadráveis no corredor, os ganhos ou perdas atuariais acumuladas que não excediam 10% do valor das responsabilidades com serviços passados ou 10% do valor do fundo de pensões, dos dois o maior. Os valores que excediam o corredor eram amortizados em resultados pelo período de tempo médio até à idade esperada de reforma dos trabalhadores abrangidos pelo plano. Em 1 de janeiro de 2013, o BAPOP alterou a sua política contabilística de reconhecimento de desvios atuariais e financeiros de planos de pensões e outros benefícios pós-emprego de benefício definido, de acordo com as disposições da IAS 19 Revised. Os ganhos e perdas atuariais e financeiras passam a ser reconhecidos no período em que ocorrem diretamente nos capitais próprios, na Demonstração de Rendimento Integral. 38 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Os acréscimos de responsabilidades por serviços passados decorrente da passagem de trabalhadores à situação de reforma antecipada são integralmente reconhecidos como custo nos resultados do exercício em que se verificam. Os acréscimos de responsabilidades por serviços passados decorrentes de alterações das condições dos Planos de Pensões são integralmente reconhecidos como custo no caso de benefícios adquiridos, ou amortizados durante o período que decorre até os benefícios se tornarem adquiridos. O saldo dos acréscimos de responsabilidades ainda não relevados como custo está registado na rubrica de “Outros ativos”. A cobertura das responsabilidades com serviços passados (benefícios pós-emprego) é assegurada por um fundo de pensões. O valor dos fundos de pensões corresponde ao justo valor dos seus ativos à data do balanço. O regime de financiamento pelo fundo de pensões está definido no Aviso n.º 4/2005, do Banco de Portugal, que determina a obrigatoriedade de financiamento integral das responsabilidades por pensões em pagamento e de um nível mínimo de financiamento de 95% das responsabilidades por serviços passados de pessoal no ativo. Nas demonstrações financeiras do Banco, o valor das responsabilidades com serviços passados por pensões de reforma, líquido do valor do fundo de pensões, está registado na rubrica “Outros passivos”. Os resultados do Banco incluem os seguintes custos relativos a pensões de reforma e sobrevivência: custo do serviço corrente; custo dos juros da totalidade das responsabilidades; rendimento esperado dos fundos de pensões; custos com acréscimo de responsabilidades por reformas antecipadas; prémio de seguro de seguro de vida “Multiprotecção” (ver nota 37); comissão de gestão da sociedade gestora do fundo. Na data da transição, o Banco adotou a possibilidade permitida pela IFRS 1 de não recalcular os ganhos e perdas atuariais diferidos desde o início dos planos (opção designada por reset). Deste modo, os ganhos e perdas atuariais diferidos registados nas contas do Banco em 31 de dezembro de 2003, foram integralmente anulados por contrapartida de resultados transitados na data da transição – 1 de janeiro de 2004. b) Prémios de antiguidade O Banco ao aderir ao Acordo Coletivo de Trabalho para o Sector Bancário Português assume o compromisso de atribuir aos trabalhadores no ativo que completem quinze, vinte e cinco e trinta anos de bom e efetivo serviço, um prémio de antiguidade de valor igual, respetivamente, a um, dois ou três meses da sua retribuição mensal efetiva no ano da atribuição. O Banco determina anualmente o valor atual dos benefícios com prémios de antiguidade através de cálculos atuariais pelo método “Projected Unit Credit”. Os pressupostos atuariais (financeiros e demográficos) têm por base expectativas à data de balanço para o crescimento dos salários e baseiam-se em tábuas de mortalidade adaptadas à população do Banco. A taxa de desconto é determinada com base em taxas de mercado de obrigações de 39 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre empresas de baixo risco, de prazo semelhante ao da liquidação das responsabilidades. Os pressupostos são mutuamente compatíveis. As responsabilidades por prémios de antiguidade são registadas na rubrica “Outros passivos”. Os resultados do Banco incluem os seguintes custos relativos a responsabilidades por prémios de antiguidade: 2.16 custo do serviço corrente (custo do ano); custo dos juros; ganhos e perdas resultantes de desvios atuariais, de alterações de pressupostos ou da alteração das condições dos benefícios. Impostos diferidos Os impostos diferidos são registados utilizando o método da dívida de balanço, baseado nas diferenças temporárias entre os valores contabilísticos dos ativos e passivos para preparação de demonstrações financeiras e os montantes apurados para tributação. Os impostos diferidos são calculados utilizando a taxa efetiva de imposto sobre os lucros apurada à data de balanço e que é expectável que venha a ser aplicada quando os referidos impostos diferidos ativos sejam realizados ou os impostos diferidos passivos sejam liquidados. São reconhecidos impostos diferidos ativos, se for provável que no futuro existam impostos sobre lucros suficientes para que possam ser utilizados. Os impostos sobre os lucros, baseados na aplicação das taxas legais em cada jurisdição são reconhecidos como custo no período em que os lucros sejam originados. Os efeitos fiscais dos prejuízos fiscais reportáveis são reconhecidos como um ativo quando é provável que os futuros lucros tributáveis sejam suficientes para que os prejuízos fiscais reportáveis sejam utilizados. Os impostos diferidos relacionados com a reavaliação do justo valor de um investimento disponível para venda, que é debitado ou creditado diretamente em capital próprio, também são creditados ou debitados diretamente em capital próprio e subsequentemente são reconhecidos na demonstração de resultados juntamente com os ganhos ou perdas diferidos. 2.17 Passivos financeiros O Banco classifica os seus passivos financeiros nas seguintes categorias: passivos financeiros detidos para negociação, outros passivos financeiros ao justo valor através de resultados, recursos de bancos centrais, recursos de outras instituições de crédito, recurso de clientes, responsabilidades representadas por títulos e outros passivos subordinados. A gestão determina a classificação dos seus investimentos no reconhecimento inicial. a) Passivos financeiros detidos para negociação e ao justo valor através de resultados Esta rubrica inclui essencialmente depósitos com rendimento indexado a cabazes de ações ou índices e o justo valor negativo dos contratos de derivados. A avaliação destes passivos é 40 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre efetuada com base no justo valor. O valor de balanço dos depósitos inclui o montante dos juros corridos e não pagos. b) Recursos de bancos centrais, de outras instituições de crédito e de clientes Após o reconhecimento inicial, os depósitos e recursos financeiros de clientes, de bancos centrais e de instituições de crédito são valorizados ao custo amortizado, com base no método da taxa de juro efetiva. c) Responsabilidades representadas por títulos e outros passivos subordinados Estes passivos são reconhecidos inicialmente ao justo valor, sendo este o seu montante de emissão líquido de custos de transação incorridos. Estes passivos são subsequentemente mensurados ao custo amortizado e qualquer diferença entre o montante líquido recebido na transação e o valor de reembolso é reconhecido na demonstração de resultados durante o período do passivo utilizando o método da taxa de juro efetiva. Se o Banco adquirir a sua própria dívida, esse montante é retirado ao valor do balanço e a diferença entre o valor de balanço do passivo e o montante despendido na aquisição é registado em resultados. 2.18 Ativos não correntes detidos para venda Os ativos não correntes, ou grupos para alienação, são classificados como detidos para venda sempre que se determine que o seu valor de balanço será recuperado através de venda. Esta condição apenas se verifica quando a venda seja altamente provável e o ativo esteja disponível para venda imediata no seu estado atual. A operação de venda deverá verificar-se até um período máximo de um ano após a classificação nesta rubrica. Uma extensão do período durante o qual se exige que a venda seja concluída não exclui que um ativo, ou grupo para alienação, seja classificado como detido para venda se o atraso for causado por acontecimentos ou circunstâncias fora do controlo do Banco e se mantiver o compromisso de venda do ativo. Imediatamente antes da classificação inicial do ativo, ou grupo para alienação, como detido para venda, a mensuração dos ativos não correntes (ou de todos os ativos e passivos do grupo) é efetuada de acordo com os IFRS aplicáveis. Subsequentemente, estes ativos ou grupos para alienação, são remensurados ao menor valor entre o valor de reconhecimento inicial e o justo valor deduzido dos custos de venda. 3. Gestão do risco financeiro 3.1 Estratégia usada em instrumentos financeiros Face à atividade que desenvolve, o Banco capta recursos essencialmente através de depósitos de clientes e de operações de mercado monetário. Para além da atividade de concessão de crédito, o Banco aplica ainda os recursos captados em investimentos financeiros, em particular, num conjunto de instrumentos que compõem a atual carteira de títulos do Banco. A carteira de títulos - incluindo ativos financeiros disponíveis para venda e carteira de negociação - ascendia no final do 1º semestre de 2014 a cerca de 1,96 mil milhões de euros, representando cerca de 21% do total do ativo líquido do Banco Popular. A tipologia destes 41 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre ativos apresentava a seguinte composição: 0,7% de dívida pública portuguesa, 71,6% de dívida pública espanhola, 23,2% de instituições financeiras e 4,5% de outros emissores. Para fazer face ao risco de taxa de juro, o Banco efetuou operações de swap de taxa de juro e operações de mercado monetário, procurando assim controlar a variabilidade do risco de taxa de juro e dos fluxos gerados por estes ativos. a) Cobertura do justo valor Os ganhos e perdas resultantes da reavaliação de derivados de cobertura são registados em resultados. Os ganhos e perdas na variação do justo valor de ativos e passivos financeiros cobertos, correspondentes ao risco coberto, são também reconhecidos em resultados, por contrapartida do valor de balanço dos ativos ou passivos cobertos, no caso de operações ao custo amortizado ou por contrapartida da reserva de reavaliação de justo valor, no caso de ativos disponíveis para venda. Os testes de eficácia de cobertura são devidamente documentados numa base regular, assegurando-se a existência de comprovativos durante a vida das operações cobertas. Se a cobertura deixar de cumprir com os critérios exigidos pela contabilidade de cobertura, esta deverá ser descontinuada prospetivamente. b) Cobertura de cash flow Numa operação de cobertura da exposição à variabilidade de fluxos de caixa futuros de elevada probabilidade (cash-flow hedge), a parte efetiva das variações de justo valor do derivado de cobertura são reconhecidas em reservas, sendo transferidas para resultados nos períodos em que o respetivo item coberto afectar resultados. Se for previsível que a operação coberta não se efetuará, os montantes ainda registados em capital próprio são imediatamente reconhecidos em resultados e o instrumento de cobertura é transferido para a carteira de negociação. O Banco possui algum risco de cash-flow no que se refere a posições em aberto em moeda estrangeira. No entanto, face à escassa materialidade da posição global normalmente existente, não são efetuadas quaisquer operações de cobertura da mesma. 3.2 Ativos e passivos financeiros mensurados ao justo valor A Administração do Banco considera que à data de 30 de junho de 2014, o justo valor dos ativos e passivos financeiros ao custo amortizado não difere significativamente do correspondente valor de balanço. Na determinação do justo valor de um ativo ou passivo financeiro, se existir um mercado ativo, o preço de mercado é aplicado. No caso de não existir um mercado ativo, o que é o caso para alguns dos ativos e passivos financeiros, são utilizadas técnicas de valorização geralmente aceites no mercado, baseadas em pressupostos de mercado. Os resultados financeiros líquidos de ativos e passivos financeiros ao justo valor não qualificados como de cobertura, inclui um valor de 9 275 milhares de euros (2013: 2 005 milhares de euros). 42 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Assim, a variação de justo valor reconhecida em resultados no período analisa-se como segue: 30-06-2014 Justo Valor Variação 30-06-2013 Justo Valor Variação Ativos financeiros ao justo valor através de resultados Derivados de negociação Sw aps de taxa de juro Futuros Opções 32 498 79 11 13 974 393 31 598 34 82 26 579 825 47 151 653 1 822 048 63 212 9 490 - 622 831 612 1 633 371 65 1 064 - 36 053 112 19 - 14 721 - 73 32 190 23 83 - 26 372 - 91 Ativos financeiros disponíveis para venda Instrumentos Instrumentos Instrumentos Instrumentos de dívida emitidos por residentes de capital emitidos por residentes de dívida emitidos por não residentes de capital emitidos por não residentes Passivos financeiros ao justo valor através de resultados Derivados de negociação Sw aps de taxa de juro Futuros Opções 9 275 2 005 O quadro seguinte classifica as mensurações do justo valor dos ativos e passivos financeiros do Banco, baseando-se numa hierarquia do justo valor que reflete o significado dos inputs utilizados na mensuração, conforme os seguintes níveis: - Nível 1: preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos; - Nível 2: inputs diferentes dos preços cotados incluídos no Nível 1 que sejam observáveis para o ativo ou passivo, quer diretamente (i.e., como preços), quer indiretamente (i.e., derivados dos preços); - Nível 3: inputs para o ativo ou passivo que não se baseiam em dados de mercado observáveis (inputs não observáveis). 43 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre 30-06-2014 Ativos e Passivos mensurados ao justo valor Ativos financeiros detidos para negociação Títulos de rendimento variável Derivados Nível 1 Nível 2 30-06-2013 Nível 3 Total Nível 1 Nível 2 Nível 3 Total 2 692 - 32 588 68 622 - 71 314 32 588 2 792 - 31 714 20 601 - 23 393 31 714 - - - 0 32 319 - - 32 319 1 864 032 - 5 168 - 716 1 869 200 716 2 250 980 - 5 223 677 2 256 203 677 1 866 724 37 756 69 338 1 973 818 2 286 091 36 937 21 278 2 344 306 - 36 184 119 295 - 36 184 119 295 - 32 296 89 064 - 32 296 89 064 0 155 479 0 155 479 0 121 360 0 121 360 Outros ativos financeiros ao justo valor através de resultados Títulos de rendimento fixo Ativos financeiros disponíveis para venda Títulos de dívida Títulos de capital Total dos Ativos m ensurados ao justo valor Passivos financeiros detidos para negociação (Derivados) Derivados de cobertura Total dos Passivos m ensurados ao justo valor 3.3 Risco de crédito O Banco assume exposições de risco de crédito, que é o risco da possível perda causada pelo incumprimento das obrigações contratuais das contrapartes da entidade. No caso dos financiamentos produz-se como consequência da não recuperação do capital, juros e comissões, nos termos da dívida, prazos e demais condições estabelecidas nos contratos. No que se refere a riscos fora de balanço, deriva do incumprimento pela contraparte das suas obrigações perante terceiros, o que implica que a entidade os assuma como próprios em função do compromisso contraído. O Banco estrutura os níveis de risco de crédito que assume através de limites estabelecidos de montantes de risco aceitável em relação ao mutuário ou grupo de mutuários e a segmentos geográficos e industriais. A exposição ao risco de crédito é gerida através de uma análise regular da capacidade de mutuários e potenciais mutuários de satisfazer obrigações de pagamento de capital e juros, e por alterar estes limites de empréstimos quando apropriado. Exposições a risco de crédito são também geridas em parte pela obtenção de colaterais e garantias pessoais ou empresariais. - Colaterais O Banco utiliza uma diversidade de políticas e práticas de forma a mitigar o risco de crédito. A mais tradicional é a obtenção de garantias colaterais aquando do adiantamento de fundos. O Banco implementa orientações em relação à aceitabilidade de classes específicas de colateral ou de mitigação do risco de crédito. Os principais tipos de colateral para créditos e valores a receber são: - Hipotecas sobre imóveis; - Penhores de aplicações efetuadas no Banco; - Penhor de ativos como instalações, inventários e contas a receber; - Penhor sobre instrumentos financeiros, como títulos de dívida e ações. 44 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Financiamentos de longo prazo a entidades empresariais e individuais, são geralmente garantidos; créditos individuais de baixo valor e recorrentes geralmente não têm garantia. Adicionalmente, com o intuito de minimizar a perda, no momento em que existem indicadores de imparidade para os créditos e valores a receber, o Banco procura colaterais adicionais das contrapartes relevantes. O colateral detido para ativos financeiros, que não empréstimos e adiantamentos, é determinado pela natureza do instrumento. Instrumentos de dívida, tesouro e outros títulos geralmente não se encontram colaterizados. - Compromissos de concessão de crédito O objetivo principal destes instrumentos é assegurar que os fundos são disponibilizados a um cliente à medida que este os requisite. Compromissos de extensão de crédito representam partes não utilizadas de autorizações para estender o crédito na forma de empréstimos, garantias ou letras de crédito. Relativamente ao risco de crédito em compromissos de extensão de crédito, o Banco está potencialmente exposto a uma perda no montante igual ao total dos seus compromissos não utilizados. Contudo, o montante provável de perda é muito menor que a soma dos compromissos não utilizados em virtude dos compromissos de extensão de crédito serem revogáveis e estarem dependentes dos clientes manterem uma qualidade de crédito específica. O Banco monitoriza o prazo de vencimento de compromissos de crédito pois os compromissos de longo-prazo têm geralmente um maior grau de risco de crédito do que compromissos a curto-prazo. - Exposição máxima ao risco de crédito Em 30 de junho de 2014 e 2013, a exposição máxima ao risco de crédito analisa-se como segue: Balanço Disponib. em outras instit. de crédito Ativos financeiros detidos para negociação Outros ativos fin. justo valor através resultados Ativos financeiros disponíveis para venda Aplicações em instituições de crédito Crédito a clientes Outros ativos Fora de Balanço Garantias financeiras Outras garantias Compromissos de concessão de crédito Créditos documentários Total 30-06-2014 30-06-2013 66 622 32 588 1 869 200 1 260 684 5 353 776 262 883 68 853 31 714 32 320 2 256 202 677 770 5 693 052 222 622 8 845 753 8 982 533 420 400 108 615 828 153 39 633 445 858 113 979 662 387 45 400 1 396 801 1 267 624 10 242 554 10 250 157 O quadro acima representa o pior cenário a nível de exposição do Banco a risco de crédito a 30 de junho de 2014 e 2013, sem ter em consideração qualquer colateral detido ou outras melhorias de crédito. Para ativos no balanço, a exposição acima é baseada na sua quantia escriturada como reportada na face do Balanço. 45 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Tal como se pode verificar no quadro acima, 60,4 % do total da exposição máxima resulta de crédito a clientes (2013: 62,0%). A gestão está confiante na sua capacidade de continuar a controlar e manter uma exposição mínima ao risco de crédito do Banco, que resulta maioritariamente da sua carteira de crédito a clientes, baseando-se no seguinte: - 57% do montante de crédito a clientes têm garantias reais; - 95% do portfólio de crédito a clientes não se encontra vencido. - Concentração por sector de atividade de ativos financeiros com risco de crédito Os quadros abaixo apresentam a exposição do Banco de acordo com os valores de balanço dos ativos (excluindo juros corridos), discriminados por sector de atividade: 3 0 - 0 6 - 2 0 14 Instituições Financeiras Sector Público Disponib. em outras instit. de crédito Ativos financeiros detidos p/ negociação Ativos financeiros disponíveis para venda Aplicações em instituições de crédito Crédito a clientes 66 622 72 506 424 758 1 260 561 Ativos não correntes detidos para venda Outros ativos 20 747 158 334 18 210 2 003 528 1 440 492 3 0 - 0 6 - 2 0 13 Disponib. em outras instit. de crédito Ativos financeiros detidos p/ negociação Out. at. fin. justo valor através resultados Ativos financeiros disponíveis para venda Aplicações em instituições de crédito Crédito a clientes Outros ativos 3.4 Sector Público 68 853 25 343 24 695 647 297 677 770 Outras Indústrias 18 554 60 12 783 26 476 833 816 886 548 2 171 180 1 491 505 254 467 852 370 886 608 2 210 439 1 491 505 254 467 Construção e At. Imob. Outras Indústrias Serviços 14 910 28 14 710 1 418 681 3 601 Instituições Financeiras Construção e At. Imob. 7 624 1 580 023 Serviços Particulares Habitação O. Créditos Particulares Habitação O. Créditos 116 29 560 32 185 90 875 1 160 451 847 452 2 114 893 1 479 534 246 083 120 806 1 564 764 1 710 707 1 175 361 847 480 2 159 163 1 479 534 246 199 Segmentação geográfica de ativos, passivos e extra patrimoniais O Banco opera na sua totalidade no mercado nacional, não sendo relevante a apresentação por segmento geográfico, visto que não existe uma componente identificável dentro de um ambiente económico específico e que esteja sujeito a riscos ou benefícios diferenciáveis de outros. 3.5 Risco de mercado O risco de mercado é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, devido a movimentos desfavoráveis no preço de mercado dos instrumentos da carteira de negociação, provocados por flutuações em cotações de ações, taxas de juro e taxas de câmbio. 46 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Em 30 de junho de 2014, a carteira de títulos do Banco ascendia a cerca de 1,96 mil milhões de euros, dos quais apenas cerca de 71 milhões de euros estavam classificados como ativos financeiros detidos para negociação. O Banco utiliza o Value at Risk (VaR) como instrumento da gestão do risco da carteira de negociação. - Análise de sensibilidade No âmbito do exercício de stress-test o Banco Popular efetua uma análise de sensibilidade a oscilações de 30% dos índices acionistas. Refira-se adicionalmente que, à data de referência, o risco de mercado (instrumentos de dívida) representava cerca de 0,2% dos requisitos de fundos próprios, calculados no âmbito da Instrução 23/2007 do Banco de Portugal. 3.6 Risco de taxa de câmbio O contravalor, em milhares de euros, dos elementos à vista do ativo e do passivo expresso em moeda estrangeira decompõe-se como segue: 30 de junho de 2014 USD GBP CHF JPY CAD Outros Ativos Caixa Disponib. em O.I.C.'s Ativos financ. dispon. p/ venda Aplicações em instit. de crédito Crédito a clientes Outros ativos 314 19 392 47 66 114 1 725 1 141 88 733 131 1 371 1 809 7 12 3 330 320 248 4 572 43 8 51 13 521 5 539 80 1 074 252 1 406 68 856 42 524 508 111 888 13 975 8 380 363 22 718 190 221 8 419 58 5 63 25 551 2 578 60 6 938 251 7 249 - 23 155 - 19 388 153 - 12 - 39 - 5 843 Passivos Recursos de O.I.C.'s Recursos de clientes Outros passivos Posições de balanço líquidas Cambiais a prazo Posições líquidas 30 de junho de 2013 Total de ativos Total de passivos Posições de balanço líquidas Cambiais a prazo Posições líquidas 22 024 19 305 - - - - 1 131 - 83 153 - 12 - 39 - 5 843 - 30 323 21 791 342 43 11 476 11 509 139 372 21 976 217 31 11 401 11 594 - 109 049 - 185 125 12 75 - 85 - - - - 125 12 75 - 85 106 807 - - 2 242 - 185 - Análise de sensibilidade A atividade do Banco Popular Portugal em moeda estrangeira consiste em efetuar transações tendo por base operações com clientes. Neste quadro, a posição cambial global do Banco é tendencialmente nula. 47 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Assim, como se pode constatar, qualquer que seja o impacto em termos cambiais nos preços das moedas, o impacto em termos de resultados para o Banco é financeiramente imaterial, razão pela qual não são efetuadas análises de sensibilidade. 3.7 Risco de taxa de juro O risco avalia o impacto na margem financeira e nos fundos próprios como resultado de variações nas taxas de juro do mercado. O risco de taxa de juro do balanço é medido por um modelo de repricing gap sobre os ativos e passivos susceptíveis a variações de taxa de juro, em consonância com a instrução nº 19/2005 do Banco de Portugal. De um modo sucinto, este modelo agrupa os ativos e passivos sensíveis a variações em intervalos de tempo fixos (datas de vencimento ou de primeira revisão de taxa de juro, quando a mesma está indexada), a partir dos quais se calcula um impacto potencial sobre a margem de intermediação. Gap de vencimentos e reapreciações da Atividade do Banco em 30 de junho de 2014 Até 1 mês De 1 a 3 meses De 3 a 12 meses de 1 a 5 anos Mercado monetário Crédito a clientes Mercado de títulos Outros ativos Total do Ativo 332 590 1 516 863 52 904 1 902 357 2 348 2 422 988 731 051 3 156 387 995 832 1 141 080 343 947 2 480 859 240 829 748 427 989 256 47 248 32 016 97 489 627 160 803 913 1 378 018 5 353 776 1 973 818 627 160 9 332 772 Mercado monetário Mercado de depósitos Mercado de títulos Outros passivos Total do Passivo 2 856 654 378 583 520 093 3 755 330 338 621 471 302 6 881 816 804 317 541 1 666 110 67 604 2 051 255 118 750 1 434 894 114 555 1 668 199 9 385 44 286 2 166 272 913 328 750 3 640 951 3 995 175 711 299 272 913 8 620 338 Gap -1 852 973 2 339 583 429 604 - 678 943 475 163 Gap Acumulado -1 852 973 486 610 916 214 237 271 712 434 Insensível Total Gap de vencimentos e reapreciações em 30 de junho de 2013 Gap - 448 940 1 726 282 793 659 -2 074 160 682 865 Gap Acumulado - 448 940 1 277 342 2 071 001 - 3 159 679 706 - Análise de sensibilidade De acordo com o modelo acima referido, o Banco calcula o impacto potencial sobre a margem financeira e sobre a situação líquida. No quadro seguinte, o modelo considera um cenário em que existe um impacto imediato de 1% nas taxas de juro, i.e., na data de revisão das taxas de juro, pelo que, quer das operações ativas quer das operações passivas, as novas taxas passam a incorporar este efeito. 48 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Até 1 mês De 1 a 3 meses De 3 a 12 meses Mais de 12 meses Insensível Mercado monetário Crédito a clientes Mercado de títulos Outros ativos Total do Ativo 332 590 1 516 863 52 904 1 902 357 2 348 2 422 988 731 051 3 156 387 995 832 1 141 080 343 947 2 480 859 240 829 748 427 989 256 47 248 32 016 97 489 627 160 803 913 1 378 018 5 353 776 1 973 818 627 160 9 332 772 Mercado monetário Mercado de depósitos Mercado de títulos Outros passivos Total do Passivo 2 856 654 378 583 520 093 3 755 330 338 621 471 302 6 881 816 804 317 541 1 666 110 67 604 2 051 255 118 750 1 434 894 114 555 1 668 199 9 385 44 286 2 166 272 913 328 750 3 640 951 3 995 175 711 299 272 913 8 620 338 Gap -1 852 973 2 339 583 429 604 - 678 943 475 163 Gap acumulado -1 852 973 486 610 916 214 237 271 712 434 Impacto com aumento de 1% - 772 - 1 575 6 252 Impacto Acumulado - 772 - 2 347 3 905 Efeito Acumulado Margem Financeira Gap Acumulado 3.8 Total 3 905 124 148 3,15% Risco de liquidez O controlo do risco de liquidez procura assegurar que a instituição disponha de fundos líquidos para fazer face, a cada momento, às suas obrigações de pagamento. O Banco está exposto a pedidos diários de recursos monetários disponíveis de contas correntes, empréstimos e garantias, necessidades de contas margem e outras relacionadas com derivados liquidados em dinheiro. O Banco não detém recursos monetários para satisfazer todas estas necessidades, pois a sua experiência revela que a proporção de fundos que irão ser reinvestidos na maturidade pode ser prevista com um elevado nível de certeza. A Gestão define limites para a proporção mínima de fundos disponíveis para satisfazer os pedidos e para o nível mínimo de facilidades interbancárias e outros empréstimos que devem estar disponíveis para cobrir os levantamentos e níveis inesperados de procura. O processo de gestão de liquidez, como efetuado no Banco, inclui: - As necessidades de funding diárias que são geridas pela monitorização dos fluxos de caixa futuros de modo a garantir que os requisitos são cumpridos. Isto inclui reposição de fundos à medida que maturam ou são emprestados a clientes; - Manutenção de uma carteira de ativos com elevada liquidez que possam ser facilmente liquidados como proteção contra qualquer interrupção imprevista de fluxos de caixa; - Monitorização de rácios de liquidez tendo em conta os requisitos externos e internos; - Gestão da concentração e perfil das maturidades da dívida, recorrendo ao Gap de liquidez. A monitorização e relato assumem a forma de mensuração de fluxos de caixa e projeções para o dia, semana e mês seguinte, uma vez que estes são períodos importantes na gestão de liquidez. O ponto de partida para estas projeções é uma análise da maturidade contratual 49 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre dos passivos financeiros e da data expectável dos fluxos de caixa dos ativos. A tesouraria também monitoriza o grau de compromissos de concessão de crédito não utilizados, o uso de facilidades de descoberto e o impacto de passivos contingentes como cartas de crédito e garantias. No que diz respeito à análise ao risco de liquidez, para além das obrigações a que está sujeito para com o Banco de Portugal, nos termos da instrução nº 13/2009, o Banco ainda recorre ao conceito de Gap de liquidez, ou seja, a partir do balanço do Banco, em 30 de junho de 2014, tendo por base os vencimentos das operações ativas e passivas, obtém-se um diferencial entre os vencimentos referidos (positivo ou negativo) segundo os prazos residuais de vencimento das operações que se denominam GAP’s de Liquidez. O quadro seguinte apresenta o balanço do Banco (sem juros corridos), no final do mês de junho de 2014, com as principais classes agrupadas por prazos de vencimento: Gap de liquidez do Balanço em 30 de Junho de 2014 Até 1 mês De 1 a 3 meses De 3 a 12 meses de 1 a 5 anos Mais de 5 anos - 12 237 1 088 378 1 339 923 203 566 2 644 104 15 070 673 470 1 100 1 823 589 214 2 513 443 Caixa e saldos em bancos centrais 50 712 Disponibilidades em outras I.C.'s 66 622 Activos financeiros detidos p/ negociação 1 134 Activos financeiros disponíveis para venda 5 898 Aplicações em I.C.'s 184 765 Crédito a clientes 735 164 Outros activos 451 Total do Activo 1 044 746 4 1 272 442 815 297 444 388 73 660 102 169 1 073 424 990 991 22 850 2 263 094 Recursos de bancos centrais 400 000 Passivos financeiros detidos p/ negociação 3 800 Recursos de outras I.C.'s 1 561 246 Recursos de clientes 1 205 845 Responsabilidades represent. por títulos 5 093 Passivos por impostos correntes Outros passivos 5 152 Total do Passivo 3 181 136 12 338 176 511 571 5 426 4 763 859 948 895 000 4 713 311 279 1 598 670 575 000 528 12 326 3 397 516 18 025 118 750 645 288 123 614 606 906 283 50 313 6 770 57 083 Gap -2 136 390 - 415 560 -1 134 422 1 737 821 2 456 360 Gap Acumulado -2 136 390 -2 551 950 -3 686 372 -1 948 551 507 809 Gap -1 411 990 - 772 852 -1 155 280 1 178 716 2 464 842 Gap Acumulado -1 411 990 -2 184 842 -3 340 122 -2 161 406 303 436 Gap de liquidez a 30 de Junho de 2013 - Exposições fora de Balanço (Risco de liquidez) Com referência a 30 de junho de 2014, os prazos dos montantes contratuais dos instrumentos financeiros fora de Balanço do Banco que o comprometem a estender o crédito a clientes e outras facilidades, analisam-se como segue: 50 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre 30-06-2014 Passivos eventuais: Créditos documentários Garantias e avales Compromissos: Irrevogáveis Revogáveis Total 30-06-2013 Passivos eventuais: Créditos documentários Garantias e avales Compromissos: Irrevogáveis Revogáveis Total 3.9 Até 1 mês De 1 a 3 meses De 3 a 12 meses de 1 a 5 anos Mais de 5 anos Sem Prazo 645 8 448 10 551 200 278 2 047 39 633 307 046 72 347 60 882 309 929 95 131 38 034 251 830 72 992 69 330 320 480 295 409 40 081 598 509 Mais de 5 anos Sem Prazo 44 975 45 400 329 143 Até 1 mês 4 106 De 1 a 3 meses 9 265 - - De 3 a 12 meses 7 921 - de 1 a 5 anos 164 427 - - - 30 296 44 938 201 248 20 388 102 128 263 389 34 402 54 203 209 169 184 815 147 103 637 932 Risco operacional O Banco Popular Portugal, interpreta o Risco Operacional tal como o define o acordo de Basileia II ou seja, o risco de perdas resultantes da aplicação inadequada ou negligente de procedimentos internos, de comportamentos das pessoas e de inadequado funcionamento de sistemas ou de causas externas. O processo de gestão assenta numa análise por área funcional inventariando os riscos inerentes às funções e tarefas específicas de cada órgão da estrutura. Envolvendo toda a organização, o método de gestão é assegurado pelas seguintes estruturas: Comité Executivo (CE) – estrutura de alta direção responsável primeiro pelas orientações e políticas de gestão, estabelecimento e acompanhamento dos limites de apetite e tolerância ao risco. Departamento de Gestão de Risco (DGR) – integra unidade dedicada exclusivamente à gestão do risco operacional. Tem a responsabilidade da dinamização e coordenação das restantes estruturas na aplicação das metodologias e utilização das ferramentas corporativas de suporte ao modelo. Responsáveis de Risco Operacional (RRO) – abrangendo a base da organização, são elementos nomeados pelas hierarquias de cada unidade orgânica aos quais compete o papel de facilitador e dinamizador do modelo de gestão do risco operacional. No processo de gestão do risco operacional, assumem ainda papel relevante as estruturas de auditoria, controlo interno e segurança do Banco. 51 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre 3.10 Atividades fiduciárias O Banco fornece custódias, garantias, serviços de administração empresarial, gestão de investimentos e serviços de aconselhamento a terceiras partes. Estas atividades exigem a alocação de ativos e transações de compra e venda em relação a uma vasta gama de instrumentos financeiros. Esses ativos, que são mantidos em capacidade fiduciária, não são incluídos nestas demonstrações financeiras. À data de 30 de junho de 2014, o Banco mantinha custódia de contas de investimento no montante de 7 815 939 milhares de euros (2013: 4 583 404 milhares de euros) e ativos financeiros administrados, estimados em 139 386 milhares de euros (2013: 118 488 milhares de euros). 3.11 Gestão e divulgações de capital Os principais objetivos da gestão de capital no Banco são cumprir os requisitos mínimos definidos pelas entidades de supervisão em termos de adequação de capital e assegurar o cumprimento dos objetivos estratégicos do Banco em matéria de adequação de capital. A definição da estratégia a adoptar em termos de gestão de capital é da competência do Conselho de Administração do Banco. Em termos prudenciais, o Banco está sujeito à supervisão do Banco de Portugal, que estabelece as regras que a este nível deverão ser observadas pelas diversas instituições sob a sua supervisão. Estas regras determinam um rácio mínimo de fundos próprios totais em relação aos requisitos exigidos pelos riscos assumidos, que as instituições deverão cumprir. Em 30 de junho de 2014, o rácio Core Tier 1, calculado de acordo com as regras da CRD IV/CRR, para 2014, atingiu o valor de 12,4%, largamente acima do valor mínimo exigido de 8%. 30-06-14 Fundos próprios Common Equity Tier 1 (CET1) Recursos próprios de base (Tier 1) Recursos próprios elegíveis (Total) Ativos ponderados por risco (RWA) Rácios de Solvabilidade CET1 Tier 1 Total 718.366 718.366 748.990 5.811.538 12,4% 12,4% 12,9% 4. Estimativas e assunções na aplicação de políticas contabilísticas O Banco efetua estimativas e assunções que têm impacto nos valores reportados de ativos e passivos durante o próximo exercício financeiro. Estas estimativas e julgamentos são avaliados continuadamente e concebidos com base em dados históricos e outros fatores, como expectativas de eventos futuros. 52 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre a) Perdas de imparidade em empréstimos O Banco analisa, numa base mensal, a sua carteira de crédito para avaliar eventuais perdas de imparidade. Na determinação do registo, ou não, de perdas de imparidade em resultados, o Banco analisa dados observáveis que indiquem um decréscimo mensurável nos futuros cash flows estimados quer da carteira de empréstimos, quer individualmente para casos específicos dessa mesma carteira. A análise pode indicar, por exemplo, um evento adverso na capacidade do cliente cumprir o pagamento do empréstimo, ou deterioração das condições e indicadores macroeconómicos correlacionados. A gestão usa estimativas baseadas em dados históricos de ativos com riscos de crédito semelhantes e possíveis perdas de imparidade, nesses mesmos ativos. A metodologia e assunções utilizadas nestas estimativas são revistas regularmente para se reduzir quaisquer diferenças entre perdas estimadas e perdas realizadas. b) Justo valor de derivados e de ativos financeiros não cotados O justo valor dos derivados e ativos financeiros não cotados foi determinado com base em métodos de avaliação e teorias financeiras, cujos resultados dependem dos pressupostos utilizados. c) Imparidade de investimentos em capital na carteira de Ativos financeiros disponíveis para venda O Banco determina que existe imparidade em investimentos em capital de ativos financeiros disponíveis para venda, quando se tenha verificado um decréscimo significativo ou prolongado do justo valor, abaixo do seu custo. A quantificação necessária das expressões, significativa e prolongado, exigem juízo profissional. Na realização deste juízo, o Banco avalia entre outros fatores, a volatilidade normal no preço da ação. Em complemento, deve ser considerada imparidade quando se verificarem eventos que evidenciem a deterioração da viabilidade do investimento, a performance da indústria e do sector, alterações tecnológicas e cash flows operacionais e financeiros. d) Pensões de reforma e sobrevivência As responsabilidades com pensões de reforma e sobrevivência são estimadas com base em tábuas atuariais e pressupostos de crescimento das pensões e dos salários. Estes pressupostos são baseados nas expectativas do Banco para o período durante o qual irão ser liquidadas as responsabilidades. e) Impostos diferidos O reconhecimento de impostos diferidos ativos pressupõe a existência de resultados e matéria coletável futura. Os impostos diferidos ativos e passivos foram determinados com base na legislação fiscal atualmente em vigor ou em legislação já publicada para aplicação futura. Alterações na interpretação da legislação fiscal podem influenciar o valor dos impostos diferidos reconhecidos. 53 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre 5. Reporte por Segmentos O Banco desenvolve a sua atividade essencialmente do sector financeiro e direcionada para as empresas, institucionais e clientes particulares. Os produtos e serviços prestados incluem a captação de depósitos, a concessão de crédito a empresas e particulares, serviços de corretagem e custódia, serviços de banca de investimento e ainda a comercialização de fundos de investimento e de seguros de vida e não vida. Adicionalmente, o Banco realiza investimentos de curto, médio e longo prazo nos mercados financeiro e cambial como forma de tirar vantagens das oscilações de preços ou como meio para rendibilizar os recursos financeiros disponíveis. O Banco Popular apresenta a sua atividade através dos seguintes segmentos operacionais: (1) Banca de Retalho, que inclui os subsegmentos de Particulares, Empresários em Nome Individual, Pequenas e Médias Empresas e Instituições Particulares de Solidariedade Social; (2) Banca Comercial, que engloba as Grandes Empresas, as Instituições Financeiras e o Sector Público Administrativo; (3) Outros Segmentos, que agrupa as operações não incluídas nos outros segmentos, designadamente as operações e a gestão referentes à Carteira Própria de Títulos e às Aplicações em Instituições de Crédito. Em termos geográficos o Banco Popular apenas exerce a sua atividade em Portugal. O reporte por segmentos apresenta-se como segue: 30-06-2014 Juros e rendimentos similares Juros e encargos similares Banca de Retalho 60 924 38 113 Rendimento de instrumentos de capital Rendimentos de serviços e comissões Encargos com serviços e comissões - Banca Comercial 41 313 9 483 - Outros Segmentos Total 31 244 23 811 133 481 71 407 58 58 16 486 983 6 579 225 11 103 3 141 34 168 4 349 Resultados de Op.Financeiras (líq.) 107 - 551 9 209 8 765 Resultados alienação outros ativos - - - 5 182 - 5 182 Outros Result. de Exploração (líq.) - - - 3 214 - 3 214 Ativo líquido 3 371 364 2 073 031 3 888 377 9 332 772 Passivo 3 174 576 1 227 865 4 217 897 8 620 338 54 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Banca de Retalho 30-06-2013 Juros e rendimentos similares Juros e encargos similares Banca Comercial 62 750 42 650 Rendimento de instrumentos de capital Outros Segmentos 57 172 21 499 - 161 149 96 986 47 47 12 270 - 382 5 137 74 11 674 4 691 29 081 4 383 Resultados de Op.Financeiras (líq.) 88 - 20 2 438 2 506 Resultados alienação outros ativos - - 2 614 2 614 Outros Result. de Exploração (líq.) - - - 3 138 - 3 138 Rendimentos de serviços e comissões Encargos com serviços e comissões - 41 227 32 837 Total Ativo líquido 3 364 096 2 437 002 3 779 939 9 581 037 Passivo 2 630 853 1 647 400 4 623 078 8 901 331 6. Margem Financeira Esta rubrica decompõe-se como segue: 30-06-14 30-06-13 77 2 855 102 279 117 27 944 209 172 1 270 118 838 669 25 190 14 921 89 133 481 161 149 1 531 7 547 40 362 10 580 11 387 5 361 6 375 58 015 16 034 11 201 71 407 96 986 62 074 64 163 Juros e rendimentos similares de : Disponibilidades Aplicações em IC'S Crédito a clientes Outros ativos fin. ao justo valor Outros ativos fin. disp.para venda Investimentos detidos até à maturidade Outros Juros e encargos similares de : Recursos de Bancos Centrais Recursos de OIC'S Recursos de clientes Responsabilidades representadas por títulos Juros de derivados de cobertura Margem Financeira 7. Rendimento de instrumentos de capital O saldo desta rubrica é composto como segue: Ativos financeiros disponíveis para venda 55 30-06-14 30-06-13 58 47 58 47 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre 8. Rendimentos e encargos com serviços e comissões Estas rubricas decompõem-se como segue: 30-06-14 30-06-13 6 776 3 486 9 620 2 339 4 196 2 918 791 1 470 2 572 8 310 3 671 8 745 1 752 918 2 538 821 913 1 413 34 168 29 081 1 937 1 159 172 810 271 2 846 1 234 159 144 4 349 4 383 Rendimentos de serviços e Comissões Comissões e serviços relac. c/ crédito Comissões de garantias e avales Comissões de meios de cob. e pagamento Comissões de gestão de ativos Comissões de angariação de seguros Comissões de manutenção de contas Comissões de processamento Montagem de operações Outros Encargos com serviços e Comissões Comissões de meios de cob. e pagamento Comissões de gestão de ativos Comissões a promotores e angariadores Venda de imóveis receb. em recup. crédito Outros 9. Resultados líquidos em operações financeiras Esta rubrica é analisada como segue: 30-06-2014 Ganhos Perdas 30-06-2013 Ganhos Perdas Ativos e passivos financeiros detidos para negociação Títulos de rendimento fixo Títulos de rendimento variável Instrumentos financeiros derivados 128 14 366 1 120 14 793 214 27 403 430 26 463 14 494 15 913 27 617 26 893 - 80 428 383 0 80 428 383 48 545 48 545 97 557 97 557 Ativos e passivos financ. ao justo valor através de resultados Títulos de rendimento fixo Derivados de cobertura ao justo valor Ativos e passivos financ. disponíveis para venda Títulos de rendimento fixo Resultados de ativos e passivos financeiros de negociação e ao justo valor através de resultados 9 702 - 1 064 - 9 702 0 1 064 0 72 741 64 538 126 666 124 833 No decorrer do 1º semestre de 2014 o Banco recebeu 2,3 milhares de euros de dividendos em ativos financeiros detidos para negociação (2013: 22,5 milhares de euros). Em 2014 e 2013 o Banco não recebeu quaisquer dividendos de ativos financeiros designados ao justo valor através de resultados. O efeito registado na rubrica de Derivados de cobertura ao justo valor resulta da variação do justo valor dos instrumentos de cobertura (swap de taxa de juro) e das variações de justo 56 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre valor dos ativos cobertos, decorrentes do risco coberto (taxa de juro). Na medida em que o instrumento coberto se encontra contabilizado na carteira de Ativos financeiros disponíveis para venda, essa variação de justo valor é transferida da Reserva de reavaliação de justo valor para resultados. 10. Resultados de reavaliação cambial Estas rubricas decompõem-se como segue: 30-06-14 30-06-13 61 3 351 40 1 611 3 412 1 651 2 850 978 2 850 978 562 673 Ganhos em diferenças cambiais Na posição à vista Na posição a prazo Perdas em diferenças cambiais Na posição a prazo Resultados de reavaliação cam bial (liq.) 11. Resultados de alienação de outros ativos Esta rubrica é analisada como segue: 30-06-14 30-06-13 637 - 401 5 065 637 5 466 563 5 256 2 852 5 819 2 852 - 5 182 2 614 Ganhos na alienação de ativos tangíveis detidos para venda Ganhos em investimentos detidos até à maturidade Perdas na alienação de crédito a clientes Perdas na alienação de ativos tangíveis detidos para venda 12. Outros resultados de exploração Esta rubrica é analisada como segue: Contribuições para o FGD Contribuições para o Fundo de Resolução Outros encargos operacionais Outros impostos Contribuição sobre o sector bancário Remunerações por cedência de pessoal Rendimento de imóveis Outros rendimentos e receitas operacionais 57 30-06-14 30-06-13 - 515 - 436 - 1 043 - 963 - 2 005 607 306 835 - 583 - 83 - 1 352 - 1 235 - 1 679 832 174 788 - 3 214 - 3 138 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre 13. Custos com pessoal Esta rubrica é analisada como segue: Remunerações Encargos sociais obrigatórios: - Encargos relativos a remunerações - Fundo de Pensões - Outros encargos sociais obrigatórios Outros custos 30-06-14 30-06-13 21 088 20 844 5 577 1 465 112 5 863 549 87 343 570 28 585 27 913 30-06-14 30-06-13 828 166 161 154 866 207 115 149 2 175 2 222 578 1 892 1 709 560 3 228 959 6 414 465 2 317 337 500 54 1 685 889 2 249 2 033 516 1 160 2 024 522 3 202 1 296 3 881 590 2 214 347 612 147 1 676 1 306 27 293 25 112 14. Gastos gerais administrativos Esta rubrica é analisada como segue: Com fornecimentos Água energia e combustíveis Material de consumo corrente Licenças de softw are Outros fornecimentos de terceiros Com serviços Rendas e alugueres Comunicações Deslocações, estadas e representação Publicidade e edição de publicações Conservação e reparação Transportes Avenças e honorários Judiciais, contencioso e notariado Informática Segurança, vigilância e limpeza Mão-de-obra eventual Consultores e auditores externos SIBS Avaliadores externos Serviços prestados pela empresa mãe Outros serviços de terceiros 15. Impostos O cálculo do IRC do relativo ao 1º semestre de 2014, foi apurado com base numa taxa nominal de 23% calculada sobre a matéria coletável. Relativamente ao 1º semestre de 2013 a taxa em vigor era de 25%. Tanto em 2014 como em 2013 à taxa nominal acresce a taxa da derrama de 1,5%, que incide sobre o lucro tributável e uma taxa de derrama estadual de 3% que também incide sobre o valor do lucro tributável quando situado entre 1,5 e 10 milhões de euros e de 5% sobre o excedente deste último valor. 58 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Em 30 de junho de 2014 e 2013, o custo com impostos sobre os lucros reconhecidos em resultados, bem como a carga fiscal, medida pela relação entre a dotação para impostos e o lucro do exercício antes daquela dotação, podem ser resumidos como segue: Impostos correntes sobre os lucros Do exercício Correção de exercícios anteriores Impostos diferidos Registo e reversão de diferenças temporárias Total do imposto registado em resultados 30-06-14 30-06-13 614 - 27 1 911 - 1 693 587 218 - 513 1 067 74 1 285 Resultado antes de impostos 1 276 3 334 Carga fiscal 5,8% 38,5% A reconciliação entre a taxa nominal de imposto e a carga fiscal registada no 1º semestre de 2014 e 2013, bem como a reconciliação entre o custo / proveito de imposto e o produto do lucro contabilístico pela taxa nominal de imposto, após dedução dos impostos diferidos, analisam-se como segue: 30-06-14 Taxa de im posto Resultado antes de impostos Imposto calculado à taxa nominal Derrama após efeito dos impostos diferidos Tributações autónomas Benefícios Fiscais Efeito das provisões não aceites como custo Outras correções líquidas Contribuição sobre o setor bancário Impostos de exercícios anteriores Valor 30-06-13 Taxa de im posto Valor 23,0% 4,0% 24,5% -9,3% -111,3% 115,4% 36,1% -76,6% 1 276 293 51 313 - 119 - 1 420 1 473 461 - 978 25,0% 6,5% 5,9% -4,0% 3,1% 40,2% 12,6% -50,8% 3 334 834 218 197 - 132 102 1 339 420 - 1 693 5,8% 74 38,5% 1 285 Informação adicional sobre impostos diferidos ativos e passivos é apresentada na nota 28. 16. Ativos e passivos financeiros classificados de acordo com as categorias da IAS 39 A classificação dos ativos e passivos financeiros de acordo com as categorias da IAS 39 apresenta a seguinte estrutura: 59 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre 30-06-2014 Ativos Caixa e disponi. em bancos centrais Disponib. em outras inst. de crédito Ativos financ. detidos p/ negociação Out. at. fin. justo valor atr. result. Ativos financ. disponíveis p/ venda Aplicações em instit. de crédito Crédito a clientes Ativos não correntes detidos p/ venda Outros ativos Registados justo valor Negoc. Op. jº valor Reg. a justo valor Negociação Passivos Recursos de bancos centrais Recursos de outras inst. crédito Passivos financ. det. p/ negociação Recursos de clientes Responsabilidades repres. por títulos Derivados de cobertura Outros passivos 6 959 292 9 170 817 Out. Passivos Financeiros Derivados cobertura Passivos não financ. 1 307 918 2 333 034 11 150 11 150 8 543 670 3 995 174 711 299 119 294 29 617 Registados justo valor Negoc. Op. jº valor 8 377 042 Créditos a receber 119 294 At. Financ. Ativos disp. venda não financ. 52 219 68 853 363.883 2 256 879 363 883 9 397 718 Derivados cobertura Passivos não financ. 32 320 2 256 879 677 770 5 693 052 197 635 Reg. a justo valor Negociação 6 689 529 Out. Passivos Financeiros 1 609 046 1 807 930 10 756 10 756 8 831 794 4 189 605 1 066 572 89 064 26 525 60 8 699 678 89 064 Total 1 609 046 1 807 930 32 296 4 189 605 1 066 572 89 064 37 281 32 296 32 296 Total 52 219 68 853 55 107 32 320 2 256 879 677 770 5 693 052 561 518 55 107 32 320 Total 1 307 918 2 333 034 36 184 3 995 174 711 299 119 294 40 767 36 184 55 107 30-06-2013 216 959 20 747 227 498 36 184 Ativos Caixa e disponi. em bancos centrais Disponib. em outras inst. de crédito Ativos financ. detidos p/ negociação Out. at. fin. justo valor atr. result. Ativos financ. disponíveis p/ venda Aplicações em instit. de crédito Crédito a clientes Outros ativos 216.959 1 890 663 1 869 916 1 260 684 5 353 776 0 Total 50 712 66 622 103 903 0 1 869 916 1 260 684 5 353 776 20 747 444 457 103 903 Passivos Recursos de bancos centrais Recursos de outras inst. crédito Passivos financ. det. p/ negociação Recursos de clientes Responsabilidades repres. por títulos Derivados de cobertura Outros passivos 30-06-2013 At. Financ. Ativos disp. venda não financ. 50 712 66 622 103 903 30-06-2014 Créditos a receber Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre 17. Caixa e disponibilidades em Bancos Centrais O saldo desta rubrica analisa-se como segue: 30-06-14 30-06-13 39 176 11 536 41 348 10 871 50 712 52 219 Caixa Depósitos à ordem no Banco de Portugal Os depósitos à ordem no Banco de Portugal, de carácter obrigatório, têm por objetivo satisfazer os requisitos legais de constituição de disponibilidades mínimas de caixa. 18. Disponibilidades em outras instituições de crédito O saldo desta rubrica é composto como segue: Disponib. sobre instit. de crédito no país Depósitos à ordem Cheques a cobrar Outras disponibilidades Disponib. sobre instit. de crédito no estrang. Depósitos à ordem Cheques a cobrar 30-06-14 30-06-13 725 23 901 2 145 368 6 893 687 26 771 7 948 38 605 1 246 58 696 2 209 39 851 66 622 60 905 68 853 Os cheques a cobrar sobre instituições de crédito no País e no estrangeiro foram enviados para cobrança nos primeiros dias úteis subsequentes às datas em referência. 19. Ativos e passivos financeiros detidos para negociação O Banco utiliza, essencialmente, os seguintes instrumentos derivados: Forward cambial ou câmbio a prazo representa um contrato realizado entre duas partes para a compra ou venda de uma moeda contra outra, a uma determinada taxa de câmbio estabelecida no momento de realização do contrato (preço forward) para uma data futura determinada. A sua finalidade é a de cobertura/gestão do risco cambial, através da eliminação da incerteza quanto ao valor futuro de determinada taxa de câmbio, que através do forward é imediatamente fixada. Swap de taxa de juro em termos conceptuais pode ser perspetivado como um acordo pelo qual duas partes se obrigam a trocar um diferencial de taxas de juro, sobre um montante nocional, durante um determinado período de tempo. Envolve uma única moeda e consiste na troca de cash flows fixos por cash flows variáveis ou vice-versa. A sua finalidade é a de cobertura/gestão do risco de taxa de juro, relativamente ao rendimento de uma aplicação 61 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre financeira ou ao custo de um financiamento que uma determinada entidade pretenda realizar num determinado momento futuro. O justo valor de instrumentos derivados detidos são discriminados como segue: 30-jun-2014 Valor contrato (Valor nocional) Derivados de negociação a) Derivados de moedas estrangeiras Forw ards cambiais b) Derivados de taxas de juro Sw aps de taxa de juro Opções Justo Valor Ativos Passivos 56 086 79 112 394 624 64 363 32 498 11 36 053 19 32 588 36 184 Total derivados negociação (ativos/passivos) 30-jun-2013 Valor contrato (Valor nocional) Derivados de negociação a) Derivados de moedas estrangeiras Forw ards cambiais b) Derivados de taxas de juro Sw aps de taxa de juro Opções Justo Valor Ativos Passivos 5 989 34 23 425 671 59 782 31 598 82 32 190 83 31 714 32 296 Total derivados negociação (ativos/passivos) Em 30 de junho de 2014, o justo valor dos outros ativos e passivos financeiros detidos para negociação são apresentados como segue: 30-jun-2014 Outros ativos financeiros Títulos de rendim ento variável Unidades de participação 30-jun-2013 71 315 71 315 23 393 23 393 Total 71 315 23 393 Total ativos financeiros para negociação Total passivos financeiros para negociação 103 903 36 184 55 107 32 296 20. Ativos e passivos financeiros avaliados ao justo valor através de resultados Estas rubricas têm a seguinte composição: Ativos 30-06-14 30-06-13 Títulos de rendim ento fixo Títulos de dívida pública portuguesa Outros títulos de dívida estrangeiros - 7 625 24 695 0 62 32 320 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre A rubrica de outros títulos de dívida estrangeiros refere-se a cédulas hipotecárias emitidas pelo Grupo Popular Español. Os títulos de dívida pública bem como as cédulas hipotecárias, são geridos, e a sua performance é avaliada, tendo em consideração o seu justo valor em conformidade com as estratégias de políticas de risco e, a informação sobre os referidos ativos é reportada à Administração nessas bases. O Banco não possui passivos financeiros designados ao justo valor. 21. Ativos financeiros disponíveis para venda Em 30 de junho de 2014, o Banco não possuía instrumentos de capital não cotados classificados como ativos financeiros disponíveis para venda que, pelo facto do justo valor não ser mensurado com fiabilidade, estivessem reconhecidos ao custo (2013: 0 milhares de euros). O saldo desta rubrica analisa-se como segue: 30-06-14 Títulos emitidos por residentes Títulos de dívida pública - ao justo valor Títulos de dívida de outras entidades - ao justo valor Títulos de capital - ao justo valor Títulos emitidos por não residentes Títulos de dívida pública - ao justo valor Títulos de dívida de outras entidades - ao justo valor Títulos de capital - ao justo valor Outros títulos Total 30-06-13 13 361 33 791 653 569 588 53 243 612 47 805 623 443 617 652 1 204 396 63 1 010 435 622 936 66 - 1 822 111 1 633 437 1 869 916 2 256 880 O Banco possui na carteira de ativos financeiros disponíveis para venda um investimento de 1 785 milhares de euros relativo às obrigações subordinadas (Class D Notes) adquiridas em junho de 2002, aquando da realização pelo Banco de uma operação de titularização de crédito à habitação, no valor de 250 milhões de euros, denominada Navigator Mortgage Finance Number 1. No âmbito da referida titularização, os ativos foram adquiridos por um fundo de titularização de créditos, denominado Navigator Mortgage Finance nº 1 Fundo, que, em simultâneo, emitiu unidades de titularização totalmente subscritas pelo Navigator Mortgage Finance Nº 1 Plc, o qual, também emitiu obrigações, cujas características foram as seguintes: Valor nominal mil euros Class Class Class Class A Notes (Senior) B Notes (Senior) C Notes (Senior) D notes (Subordinada) 230 000 10 000 10 000 4 630 Rating Standard & Moody's Poors AAA AA A n.a. Aaa Aa2 A2 n.a. 63 Taxa de juro (até Maio de 2035) Euribor 3 meses+0,21% Euribor 3 meses+0,38% Euribor 3 meses+0,55% n.a. Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre O Banco, nos termos dos contratos assinados, não assumiu qualquer compromisso respeitante a disponibilidades de caixa do emitente, assim como linhas de liquidez, financiamentos, garantias, direitos e proveitos residuais ou quaisquer outros riscos, para além das obrigações subordinadas (Class D Notes). Entidades intervenientes: Navigator Mortgage Finance Nº 1 Fundo, fundo de titularização de créditos português que adquiriu os créditos; Navigator, SGFTC, sociedade gestora de fundos de titularização de créditos que gere o fundo; Navigator Mortgage Finance Nº 1 Plc, sociedade que adquiriu as unidades de titularização e que emitiu as obrigações (Notes). Os dados financeiros mais significativos extraídos das demonstrações financeiras não auditadas do Navigator no final do 1º semestre de 2014, são como segue: 30-06-14 Ativo líquido Passivo Capital próprio Resultado do exercício 56 675 62 312 -5 637 - 297 22. Aplicações em instituições de crédito Quanto à sua natureza, os créditos sobre instituições de crédito analisam-se como segue: 30-06-14 Aplicações em instit. de crédito no país Depósitos a prazo Empréstimos Outras aplicações Juros a receber Aplicações em instit. de crédito no estrang. Depósitos a prazo Opções de compra com acordo de revenda Outras aplicações Juros a receber 30-06-13 45 10 121 77 510 91 3 173 10 000 93 399 98 87 767 106 670 176 805 995 832 248 32 292 455 277 996 557 92 1 172 917 1 260 684 571 100 677 770 O escalonamento destes créditos por prazos de vencimento é o seguinte: 30-06-14 Até 3 meses De 3 meses a 1 ano Mais de 5 anos Juros a receber 64 30-06-13 186 037 1 073 424 1 100 123 676 429 1 151 190 1 260 684 677 770 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre 23. Crédito a clientes O crédito é concedido mediante contratos de empréstimo, incluindo descobertos em depósitos à ordem, e através do desconto de efeitos. O total em balanço é composto, quanto à sua natureza, como segue: Crédito interno Em presas e adm inistrações públicas Particulares Habitação Consumo Outras finalidades Crédito ao exterior Em presas e adm inistrações públicas Particulares Habitação Consumo Outras finalidades Outros créditos (Titulados) Juros e com issões a receber Crédito e juros vencidos Até 90 dias Mais de 90 dias Total Bruto Menos: Provisão para créditos de cob. Duvidosa Provisão para crédito e juros vencidos Provisão para risco país Total Líquido 30-06-14 30-06-13 3 077 105 1 852 836 1 459 107 41 417 352 312 3 430 120 1 855 077 1 446 928 50 002 358 147 4 929 941 5 285 197 31 621 20 522 16 121 44 4 357 53 302 18 949 15 628 49 3 272 52 143 72 251 350 398 272 300 7 836 24 168 23 522 285 113 23 963 226 886 308 635 250 849 5 648 953 5 904 765 82 165 213 012 - 63 970 147 728 15 295 177 211 713 5 353 776 5 693 052 Em 30 de junho de 2014, o crédito inclui 866 152 milhares de euros de créditos com garantia hipotecária afectos à emissão de obrigações hipotecárias (2013: 867 064 milhares de euros) (nota 33). O escalonamento dos créditos sobre clientes por prazos de vencimento é o seguinte: Até 3 meses De 3 meses a 1 ano De 1 a 5 anos Mais de 5 anos Duração indeterminada (vencidos) Juros e comissões a receber 30-06-14 30-06-13 1 177 979 990 991 1 339 923 1 823 589 308 635 7 836 1 202 470 972 739 1 511 423 1 943 116 250 849 24 168 5 648 953 5 904 765 No decorrer do exercício de 2013, o Banco realizou quatro cessões de créditos com a empresa Consulteam (subsidiária do BPE e na qual o Banco não possui qualquer participação), no montante bruto global de 166,5 milhões de euros pelo valor total de 152,8 milhões de euros. Nestas operações foi obtido um resultado global negativo no montante de 2,6 milhões de euros. 65 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Ainda no decorrer do exercício de 2013, o Banco realizou mais quatro cessões de créditos com o Banco Popular Español, no montante bruto global de 411,8 milhões de euros pelo valor total de 396,4 milhões de euros. Nestas operações foi obtido um resultado positivo no montante de 0,4 milhões de euros devido à anulação de provisões já constituídas. No decorrer do 1º semestre de 2014, o Banco efetuou uma venda de crédito ao Banco Popular Español, no montante bruto de 8,06 milhões de euros pelo valor de 7,50 milhões de euros. Nesta operação foi obtido um resultado negativo de 0,56 milhões de euros. Provisões para perdas de crédito a clientes Os saldos e movimentos das contas de provisões para riscos específicos de crédito, decompõem-se como segue: 30-06-2014 30-06-2013 Saldo em 1 de janeiro Dotações Utilizações Anulações 260 893 120 608 4 506 81 818 185 144 114 230 7 205 80 456 Saldo em 30 de junho 295 177 211 713 Dotações para provisões Reposição e anulações Recuperações de crédito 120 608 - 81 818 - 2 924 114 230 - 80 456 - 1 590 35 866 32 184 Provisões líquidas de anulações e recuperações 24. Investimentos detidos até à maturidade No mês de junho de 2013, o Banco procedeu à venda de 210 milhões de títulos de dívida espanhola que se encontravam classificados como investimentos detidos até à maturidade. Em virtude desta venda, e de acordo com o disposto na IAS 39, o Banco no final do mês de junho reclassificou a restante carteira a vencimento para disponíveis para venda sem passar pela conta de resultados. Ainda de acordo com o disposto na IAS 39, o Banco só poderá voltar a ter títulos ao vencimento no decorrer do exercício de 2016. 25. Ativos não correntes detidos para venda Em 30 de junho de 2014, o Banco apenas detinha uma participação financeira na empresa associada Eurovida – Companhia de Seguros de Vida, S.A., reconhecida por 20 747 milhares de euros (2013: 22 579 milhares de euros). Os dados financeiros mais significativos extraídos das demonstrações financeiras consolidadas da Eurovida, preparadas segundo as normas IFRS, bem como o impacto da aplicação do método da equivalência patrimonial em 30 de junho de 2014, apresentam-se como segue: 66 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Participação efetiva (%) 15,9348% Dados financeiros consolidados da Eurovida em 30-06-2014 Ativo Capital Resultado líquido próprio líquido 975 940 99 746 Impacto da aplicação do método da equivalência patrimonial Em reservas No resultado de consolidação líquido 7 948 -7 951 1 266 26. Outros ativos tangíveis Esta rubrica é analisada como segue: Saldo em 01 de janeiro Custo de aquisição Amortizações acumuladas Imparidade acumulada Aquisições Transferências Custo de aquisição Amortizações acumuladas Alienações / Abates Custo de aquisição Amortizações acumuladas Amortizações do exercício Saldo em 30 de junho Custo de aquisição Amortizações acumuladas Imparidade acumulada Valor líquido Imóveis Equipam. 128 018 - 41 582 - 6 595 50 529 - 48 138 30-06-2014 Património Imobiliz. artístico em curso 149 0 0 0 351 - 1 428 458 - 1 221 126 590 - 42 345 - 6 595 77 650 - 39 39 - 721 50 841 - 48 820 149 0 0 2 021 149 0 30-06-2013 Total Total 178 696 - 89 720 - 6 595 181.394 -86.794 -6.595 351 68 - 1 428 458 - 752 752 - 39 39 - 1 942 - 1 043 722 -2.428 177 580 - 91 165 - 6 595 79 820 179.667 -87.748 -6.595 85.324 27. Ativos intangíveis Esta rubrica é analisada como segue: Softw are Saldo em 01 de janeiro Custo de aquisição Amortizações acumuladas 18 735 - 18 578 30-06-2014 Diversos 2 097 - 2 082 Total 30-06-2013 Total 20 832 - 20 660 20 707 - 20 536 0 87 Aquisições Transferências Custo de aquisição Amortizações do exercício - 55 - 6 0 - 61 0 - 56 Saldo em 30 de junho Custo de aquisição Amortizações acumuladas 18 735 - 18 633 2 097 - 2 088 20 832 - 20 721 20 794 - 20 592 102 9 111 202 Valor líquido 67 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre 28. Impostos diferidos Os impostos diferidos são calculados sobre todas as diferenças temporais usando uma taxa efetiva de 24,5%, com exceção das relativas ao prejuízo fiscal em que a taxa utilizada foi de 23%. Os saldos e os movimentos destas rubricas decompõem-se como segue: Saldo em 31-12-13 Im postos diferidos Ativos Títulos disponíveis para venda Ativos tangíveis Provisões tributadas Comissões Prémio de antiguidade Provisões RGC Outros ativos/passivos Prejuízo fiscal Im postos diferidos Passivos Títulos disponíveis para venda Pensões de reforma Reavaliação de imóveis Participações financeiras 22 227 3 444 19 235 162 994 12 051 7 389 6 674 72 176 Por Resultados Custos Proveitos 1 238 2 804 4 Por Reservas Saldo em Aum entos Dim inuições 30-06-14 5 892 103 5 892 103 1 424 22 132 1 424 22 132 3 945 38 195 4 2 525 6 575 2 890 7 068 3 881 179 19 4 060 0 19 28 016 2 206 20 376 158 1 032 12 246 7 385 7 039 78 458 24 589 0 160 0 24 749 29. Outros ativos Esta rubrica tem a seguinte composição: 30-06-14 30-06-13 Bonificações a receber do Estado Impostos a recuperar Contas caução Outros devedores diversos Outros rendimentos a receber Despesas com encargo diferido Operações ativas a regularizar - Diversos Ativos recebidos por recuperação de crédito Outros ativos tangíveis detidos para venda Responsabilidades c/ pensões Outras operações a regularizar 79 18 131 159 012 49 528 623 9 292 24 996 208 971 5 321 8 465 395 15 267 121 333 60 311 1 077 9 607 12 868 362 175 8 779 13 210 11 028 484 418 616 050 Imparidade para Ativos recebidos por recuperação de crédito - 36 157 - 49 619 - 2 930 - 874 - 4 039 - 874 444 457 561 518 Imparidade para Outros ativos tangíveis detidos para venda Provisões para outros ativos Os saldos e movimentos das contas de provisões para outros ativos decompõem-se como segue: 68 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Provisões para outros ativos 30-06-14 30-06-13 Saldo em 1 de janeiro Dotações Utilizações Anulações 874 - 859 15 - Saldo em 30 de junho 874 874 O movimento ocorrido nos Ativos recebidos por recuperação de crédito durante o 1º semestre de 2014 e 2013 foi o seguinte: Imóveis disponíveis para venda Saldo em 01 de janeiro Valor bruto Imparidade acumulada Valor líquido 30-06-2014 Imóveis não disponíveis Equipam. para venda 30-06-2013 Total Total 282 172 - 48 232 233 940 3 508 3 508 778 - 110 668 286 458 - 48 342 238 116 369 100 - 53 598 315 502 Adições Aquisições Outras Alienações Valor bruto Transferências Perdas de imparidade Utilizações Reversões 33 192 167 996 - 162 - 34 350 167 48 517 1 173 - 111 457 678 - 1 006 8 531 4 615 - 935 - - 290 - 17 44 18 - 111 747 - 257 - 1 023 8 575 4 633 - 56 615 0 - 2 778 4 862 1 895 Saldo em 30 de junho Valor bruto Imparidade acumulada 204 752 - 36 092 3 569 0 650 - 65 208 971 - 36 157 362 175 - 49 619 168 660 3 569 585 172 814 312 556 Valor líquido 30. Recursos de bancos centrais Esta rubrica tem a seguinte composição: Recursos de bancos centrais Depósitos Juros a pagar 30-06-14 30-06-13 1 295 000 12 918 1 595 000 14 046 1 307 918 1 609 046 Quanto à sua duração residual estes recursos decompõem-se como segue: Exigível a prazo Até 3 meses De 3 meses a 1 ano De 1 a 5 anos Juros a pagar 69 30-06-14 30-06-13 400 000 895 000 12 918 400 000 1 195 000 14 046 1 307 918 1 609 046 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre 31. Recursos de outras instituições de crédito O saldo desta rubrica, à vista e a prazo, é composto quanto à natureza, como segue: 30-06-14 30-06-13 487 115 3 407 152 072 1 334 490 522 153 406 118 750 381 469 1 339 188 2 929 176 125 000 509 123 1 019 646 503 252 1 842 512 2 333 034 1 654 524 1 807 930 Recursos de instituições de crédito no país Depósitos Juros a pagar Recursos de instituições de crédito no estrangeiro Empréstimos Depósitos Oper. venda com acordo recompra Outros recursos Juros a pagar A rubrica de Instituições de crédito no estrangeiro – Depósitos inclui essencialmente aplicações efetuadas pelo acionista BPE. Quanto à sua duração residual estes recursos decompõem-se como segue: Exigível à vista Exigível a prazo Até 3 meses De 3 meses a 1 ano De 1 a 5 anos Juros a pagar 30-06-14 30-06-13 5 248 8 007 1 894 174 311 279 118 750 3 583 1 598 930 74 407 125 000 1 586 2 327 786 2 333 034 1 799 923 1 807 930 32. Recursos de clientes O saldo desta rubrica é composto, quanto à sua natureza, como segue: Recursos de residentes Depósitos à ordem Depósitos a prazo Depósitos de poupança Cheques e ordens a pagar Outros recursos Recursos de não residentes Depósitos à ordem Depósitos a prazo Cheques e ordens a pagar Juros a pagar 70 30-06-14 30-06-13 842 219 3 051 820 4 457 12 158 13 690 478 3 328 047 5 478 12 023 31 3 910 667 4 036 057 26 992 23 711 4 25 051 85 949 1 50 707 111 001 33 800 3 995 174 42 547 4 189 605 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Quanto à sua duração residual estes recursos decompõem-se como segue: 30-06-14 Exigível à vista Exigível a prazo Até 3 meses De 3 meses a 1 ano De 1 a 5 anos Juros a pagar 30-06-13 869 211 715 529 848 205 1 598 670 645 288 33 800 1 476 253 1 687 942 267 334 42 547 3 125 963 3 995 174 3 474 076 4 189 605 33. Responsabilidades representadas por títulos O saldo desta rubrica decompõe-se como segue: 30-06-14 Obrigações Obrigações hipotecárias Euro Medium Term Note Juros a pagar 30-06-13 3 749 515 000 190 384 2 166 711 299 515 000 545 611 5 961 1 066 572 Durante o exercício de 2010, o Banco Popular Portugal constituiu um Programa de Emissão de Obrigações Hipotecárias cujo montante máximo é de 1 500 milhões de euros. No âmbito deste programa, o Banco, em 20 de dezembro de 2010, procedeu à emissão da 1ª Série de obrigações hipotecárias no valor de 130 milhões de euros, em 30 de junho de 2011, à emissão da 2ª Série de obrigações hipotecárias no valor de 225 milhões de euros, em 30 de dezembro de 2011, à emissão da 3ª Série de obrigações hipotecárias no valor de 160 milhões de euros, e em 26 de setembro à emissão da 4ª Série de obrigações hipotecárias no valor de 300 milhões de euros. Esta última emissão foi readquirida, na sua totalidade, pelo Banco. Estas obrigações são garantidas por um conjunto de créditos à habitação e outros ativos que se encontram segregados como património autónomo nas contas do Banco, conferindo assim privilégios creditórios especiais aos detentores destes títulos sobre quaisquer outros credores. As condições da referida emissão enquadram-se no Decreto-Lei nº 59/2006, e nos Avisos nºs 5/2006, 6/2006, 7/2006 e 8/2006 e na Instrução nº 13/2006 do Banco de Portugal. Em 30 de junho de 2014, as características destas emissões eram as seguintes: D esig nação B A P OP Obrgs hipo tecárias 20/12/2013 V alo r N o minal V alo r d e B alanço D at a d e Emissão D at a d e R eemb o lso Per io d icid ad e d o p ag º d e jur o s T axa d e jur o R at ing DBRS 130 000 130 055 20-12-2010 20-12-2014 M ensal Euribo r 1M +1,20% BBB B A P OP Obrgs hipo tecárias 30/06/2015 225 000 225 000 30-06-2011 30-06-2015 M ensal Euribo r 1M +1,20% BBB B A P OP Obrgs hipo tecárias 30/12/2014 160 000 160 000 30-12-2011 30-12-2014 M ensal Euribo r 1M +1,20% BBB B A P OP Obrgs hipo tecárias 26/09/2015 300 000 0 26-09-2012 26-09-2015 M ensal Euribo r 1M +1,20% BBB 71 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre De referir ainda que o Banco exerceu sobre a 1ª e a 2ª emissão de obrigações hipotecárias a opção de “extended maturity date” tendo prolongado o prazo destas emissões por mais um ano, passando a data de maturidade para dezembro de 2014 e junho de 2015. Em 30 de junho de 2014, o património autónomo afecto a estas emissões ascendia a 867 979 milhares de euros (2013: 872 059 milhares de euros) (ver Nota 23). Durante o exercício de 2011, o Banco Popular Portugal constituiu um Programa de Emissão de Euro Medium Terms Notes cujo montante máximo é de 2,5 mil milhões de euros. No âmbito deste programa, o Banco já procedeu a 36 emissões e em 30 de junho de 2014 o saldo do mesmo decompõe-se como segue: Data de Emissão Nº de Série 29-12-2011 20-04-2012 17-09-2012 26-10-2012 26-02-2013 26-03-2013 12-04-2013 30-04-2013 28-05-2013 25-06-2013 30-07-2013 27-08-2013 13-09-2013 19-09-2013 30-09-2013 21-10-2013 30-10-2013 29-11-2013 30-12-2013 10-01-2014 23-01-2014 1ª 2ª 4ª 10ª 18ª 21ª 22ª 23ª 24ª 25ª 26ª 27ª 29ª 28ª 30ª 32ª 31ª 33ª 34ª 36ª 35ª Nº de Títulos Montante 50 000 10 000 4 060 20 000 6 676 6 530 5 093 4 984 5 692 5 738 4 586 1 834 40 000 2 275 4 475 2 664 4 650 2 660 1 300 6 518 649 500 100 4 060 200 6 676 6 530 5 093 4 984 5 692 5 738 4 586 1 834 4 000 2 275 4 475 2 664 4 650 2 660 1 300 6 518 649 Valor nominal unitário 100 000 100 000 1 000 100 000 1 000 1 000 1 000 1 000 1 000 1 000 1 000 1 000 10 000 1 000 1 000 1 000 1 000 1 000 1 000 1 000 1 000 Data de Reembolso 29-12-2014 24-04-2015 17-09-2014 26-10-2016 26-02-2016 26-03-2016 12-07-2014 30-04-2016 28-05-2016 25-06-2016 30-07-2016 27-08-2016 13-09-2015 19-09-2015 30-09-2017 21-10-2015 30-10-2017 29-11-2017 30-06-2017 10-01-2017 23-01-2017 190 384 34. Derivados de cobertura A rubrica de derivados detidos para cobertura tem a seguinte composição: 30-06-2014 Valor nocional Passivos Contratos de taxas de juro Sw aps 978 000 119 294 119 294 30-06-2013 Valor nocional Passivos 696 250 89 064 89 064 Como referido anteriormente, o Banco cobre parte do seu risco de taxa de juro, resultante de qualquer potencial decréscimo no justo valor de ativos de taxa de juro fixa, usando swaps de taxa de juro. Em 30 de junho de 2014, o justo valor líquido dos swaps de taxa de juro de cobertura (ver acima) e de negociação (ver Nota 19) era negativo, no montante de -122 849 milhares de euros (2013: -89 656 milhares de euros). 72 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre As variações de justo valor associadas aos ativos cobertos e aos respetivos derivados de cobertura encontram-se registadas em resultados do exercício na rubrica de Resultados líquidos em operações financeiras (ver Nota 9). 35. Outras Provisões Os saldos e movimentos das contas de provisões, decompõem-se como segue: Outras Provisões (Passivo) - Movim entos 30-06-14 30-06-13 Saldo em 1 de janeiro Dotações Outras Provisões (Passivo) - Movim entos Anulações Saldo em 1 de janeiro Saldo em 30 de junho Dotações Anulações 51 054 1 594 30-06-14 1 257 51 054 51 391 1 594 1 257 54 588 1 285 30-06-13 3 414 54 588 52 459 1 285 3 414 51 391 52 459 Saldo em 30 de junho Outras Provisões (Passivo) - Saldos 30-06-14 30-06-13 Provisões para risco país Provisões para riscos gerais de-crédito Outras Provisões (Passivo) Saldos Outras provisões Provisões para risco país Provisões para riscos gerais de crédito Outras provisões 64 49 350 30-06-14 1 977 64 51 391 49 350 1 977 257 49 575 30-06-13 2 627 257 52 459 49 575 2 627 51 391 52 459 36. Outros passivos Esta rubrica tem a seguinte composição: Credores por fornecimento de bens Retenção de impostos na fonte Encargos a pagar com o pessoal Outros encargos a pagar Outras receitas com rendimento diferido Instruções de débito cobradas Operações passivas a regularizar Outras contas de regularização 30-06-14 30-06-13 1 797 3 414 11 459 13 145 2 616 7 958 378 4 113 3 569 11 144 6 477 1 855 627 8 274 1 222 40 767 37 281 37. Pensões de reforma O Plano de Pensões do Banco Popular Portugal é um plano de benefício definido que contempla os benefícios previstos no ACT que regulamenta a atividade bancária em Portugal. O fundo assume as responsabilidades com serviços passados dos ex-colaboradores, na proporção do tempo em que tenham estado ao serviço do Banco Popular Portugal. Em contrapartida, é abatido, ao valor das responsabilidades, o valor das responsabilidades com serviços passados dos atuais colaboradores, respeitante ao tempo de serviço prestado noutras instituições do sector bancário. Estas responsabilidades por serviços passados são calculadas em conformidade com as disposições da IAS 19 Revised. 73 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Constitui objetivo do Plano de Pensões dos Membros Executivos do Conselho de Administração assegurar o pagamento de pensões de velhice, invalidez e sobrevivência para os membros Executivos do Conselho de Administração do Banco. Com a publicação do Decreto-Lei nº. 1-A/2011, de 3 de Janeiro, os colaboradores abrangidos pelo ACT que se encontravam em idade ativa em 4 de Janeiro de 2011, passaram a estar abrangidos pelo Regime Geral da Segurança Social (RGSS), no que se refere ao benefício de reforma de velhice. Assim, a partir dessa data, o plano de benefícios definido para os colaboradores abrangidos pelo ACT, no que se refere ao benefício de reforma de velhice, passa a ser financiado pelo Fundo de Pensões e pela Segurança Social. No entanto, mantém-se como responsabilidade do Fundo de Pensões após 4 de Janeiro de 2011, a cobertura das responsabilidades por morte, invalidez e sobrevivência, bem como o complemento de velhice de modo a equiparar a reforma dos participantes no Fundo de Pensões aos valores do atual plano de pensões. Seguindo a orientação da nota emitida em 26 de janeiro de 2011, pelo Conselho Nacional de Supervisores Financeiros, o Banco manteve com referência a 31 de dezembro de 2010, a metodologia de mensuração e reconhecimento das responsabilidades por serviços passados dos colaboradores no ativo, relativas às eventualidades transferidas para o RGSS, utilizada nos anos anteriores. De acordo com o disposto no Decreto-Lei nº. 127/2011, de 31 de dezembro, o Banco Popular Portugal transferiu para a Segurança Social as responsabilidades pelas pensões em pagamento à data de 31 de dezembro de 2011, bem como da parte dos ativos do fundo de pensões que cobriam as referidas responsabilidades. As responsabilidades transferidas ascenderam a 6,3 milhões de euros, tendo já sido integralmente pagas (55% em dezembro de 2011 e 45% em março de 2012). Esta transferência originou o registo na conta de resultados do montante de 795 mil euros devido à afetação da parte proporcional dos desvios atuariais acumulados e dos desvios atuariais originados pela diferença de pressupostos atuariais utilizados no cálculo das responsabilidades transferidas. De acordo com o Decreto-Lei nº. 127/2011, de 31 de dezembro, este valor será dedutível para efeitos de apuramento do lucro tributável, em partes iguais, a partir do exercício iniciado em 1 de janeiro de 2012, em função da média do número de anos de esperança de vida dos pensionistas cujas responsabilidades foram transferidas, tendo sido registados os respetivos impostos diferidos sobre o montante da liquidação reconhecido no resultado do exercício. Até dezembro de 2012, o Banco reconhecia o valor acumulado líquido (após 1 de janeiro de 2004) dos ganhos e perdas atuariais resultantes de alterações nos pressupostos atuariais e financeiros e de diferenças entre os pressupostos atuariais e financeiros utilizados e os valores efetivamente verificados, na rubrica “Outros ativos ou Outros passivos – Desvios atuariais”. Eram enquadráveis no corredor os ganhos ou perdas atuariais acumuladas que não excedessem 10% do valor das responsabilidades com serviços passados ou 10% do valor do fundo de pensões, dos dois o maior. Os valores em excesso do corredor eram amortizados em resultados pelo período de tempo médio até à idade esperada de reforma dos trabalhadores abrangidos pelo plano. 74 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Em 1 de janeiro de 2013, o Banco Popular alterou a sua política contabilística de reconhecimento de desvios atuariais e financeiros de planos de pensões e outros benefícios pós-emprego de benefício definido, de acordo com as disposições da IAS 19 Revised. Os ganhos e perdas atuariais e financeiras passam a ser reconhecidos no período em que ocorrem diretamente nos capitais próprios, na Demonstração de Rendimento Integral. Em 30 de junho de 2014, o número de participantes no fundo era de 1 139 (2013: 1 147). A esta data existiam 39 reformados e 11 pensionistas, constituindo o restante colaboradores em atividade. Valor atual das Responsabilidades As responsabilidades assumidas por pensões de reforma e de sobrevivência apresentam-se como segue: Serviços Passados 30-06-14 Responsabilidades no início do exercício Custo do serviço corrente: Banco Trabalhadores Custo dos juros Pensões pagas Desvios atuariais Responsabilidades em 30 de junho 30-06-13 128 411 108 961 670 378 2 360 - 479 1 418 618 378 2 488 - 431 - 1 564 132 758 110 450 O Banco determina anualmente o valor das responsabilidades com serviços passados através de cálculos atuariais pelo método “Projected Unit Credit” para as responsabilidades com serviços passados por velhice e método de “Prémios Únicos Sucessivos” para o cálculo dos benefícios de invalidez e sobrevivência. A taxa de desconto é determinada com base em taxas de mercado de obrigações de empresas de baixo risco, de prazo semelhante ao da liquidação das responsabilidades. As responsabilidades de sobrevivência e invalidez, previstas no ACT e seguráveis, estão cobertas através da subscrição de um seguro de vida “Multiproteção” para o universo populacional, à exceção daqueles cuja premência de invalidez ou sobrevivência seja considerada imprópria para segurar. Trata-se de um contrato temporário anual renovável em que a Seguradora garante ao Fundo de Pensões do Banco Popular Portugal, SA, em caso de morte ou invalidez de grau igual ou superior a 66%, de acordo com a Tabela Nacional de Incapacidade, verificadas em qualquer das pessoas aderentes constantes do grupo seguro, o pagamento dos capitais contratados. O contrato de seguro foi celebrado com a seguradora Eurovida – Companhia de Seguros de Vida S.A., que é uma entidade relacionada com o Banco Popular Portugal, SA. 75 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Valor Patrimonial do Fundo Os movimentos ocorridos no valor patrimonial do fundo de pensões foram os seguintes: Valor Patrim onial do Fundo 30-06-14 Valor no início do exercício 30-06-13 128 495 121 796 1 500 378 3 440 - 479 - 773 378 2 217 - 431 - 300 Valor do Fundo em 30 de junho 132 561 123 660 Responsabilidades por serviços passados atuais 132 758 110 450 99,9% 112,0% Contribuições entregues: Entidade Patronal Trabalhadores Rendimento do Fundo Pensões pagas Outras variações líquidas Nível de Cobertura Evolução do Valor das Responsabilidades e do Valor Patrimonial do Fundo A evolução das responsabilidades e do valor patrimonial do fundo de pensões nos últimos cinco exercícios foi a seguinte: 30-06-14 31-12-13 31-12-12 31-12-11 31-12-10 Valor atual das responsabilidades 132 758 128 411 108 961 94 708 102 746 Valor Patrimonial do Fundo 132 561 128 495 121 796 113 703 118 246 - 197 84 12 835 18 995 15 500 99,9% 100,1% 111,8% 120,1% 115,1% Ativos/(Responsabilidades) líquidos Nível de cobertura O Banco Popular Portugal avalia, a cada data de reporte, a recuperabilidade do eventual excesso do justo valor dos ativos do fundo de pensões face às responsabilidades com as pensões de reforma, tendo por base a expectativa de redução em futuras contribuições necessárias. Estrutura dos Ativos do Fundo Em 30 de junho, a estrutura da carteira do Fundo de Pensões por classe de ativos era a seguinte: Classes de Ativos Títulos de Rendimento Fixo Títulos de Rendimento Variável Imobiliário Liquidez 76 30-06-2014 31-12-2013 44,28% 45,55% 4,68% 5,49% 100,00% 60,49% 33,49% 5,04% 0,98% 100,00% Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Exposição ao Risco de Crédito No que se refere ao risco de crédito dos ativos com características de dívida que compõem os ativos do fundo, a exposição por rating apresentava a seguinte estrutura: Notações 30-06-2014 31-12-2013 AAA 0,74% 5,35% AA 3,63% 10,42% A 13,76% 19,74% BBB 34,80% 24,95% Outros (NR) 47,07% 39,54% 100,00% 100,00% Em 30 de junho de 2014, o Fundo possuía 50 obrigações Euro Medium Term Notes (1ª série), emitidas pelo Banco Popular Portugal em 29 de dezembro de 2011, no montante de 5 126 milhares de euros. Durante o 1º semestre de 2014, estas obrigações registaram uma variação de justo valor negativa de 68 milhares de euros. Custos do exercício Os montantes reconhecidos como custos do exercício decompõem-se como segue: Custos do exercício 30-06-14 Custo do serviço corrente Custo dos juros Rendimento esperado do Fundo Outros Total 30-06-13 1 048 2 360 - 2 362 395 996 2 488 - 2 776 - 182 1 441 526 Pressupostos Atuariais Os principais pressupostos atuariais e financeiros utilizados apresentam-se como segue: 30-06-14 Pressup. Real Taxa de desconto Taxa de rendimento esperado dos ativos do Fundo Taxa de crescimento dos salários e outros benefícios Taxa de crescimento das pensões Tábua de mortalidade Tábua de invalidez Turnover 3,63% 3,63% 3,63% 2,68% 1,5% 0,0% 1,0% 0,0% TV 88/90 ERC Frankona n.a. n.a. 30-06-13 Pressup. Real 4,50% 4,50% 4,50% 1,82% 2,0% 0,0% 1,0% 0,0% TV 88/90 ERC Frankona n.a. n.a. Os ganhos e perdas decorrentes dos ajustamentos de experiência e alterações nos pressupostos atuariais são reconhecidos em outro rendimento integral, nos Resultados Transitados, no período em que ocorrem. 77 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Análise de sensibilidade aos Principais Pressupostos que contribuem para o Valor das responsabilidades Considerando os impactos mais significativos no valor das responsabilidades, procedeu-se a uma análise de sensibilidade, através de uma variação positiva e negativa dos principais pressupostos que contribuem para o valor das responsabilidades, cujo impacto é analisado como segue: Im pacto no valor atual das responsabilidades Variação no pressuposto Aum ento no pressuposto Dim inuição no pressuposto Taxa de desconto 0,25% Diminuição de 6,2% Aumento de 6,7% Taxa de crescimento dos salários e outros benefícios 0,25% Aumento de 5,1% Diminuição de 4,8% Taxa de crescimento das pensões 0,25% Aumento de 2,6% Diminuição de 2,5% Aum ento de 1 ano Dim inuição de 1 ano Aumento de 3,2% Diminuição de 3,3% Esperança média de vida As análises de sensibilidade acima são baseadas na alteração de um dado pressuposto, mantendo todas as outras variáveis constantes. Na prática, é improvável que isso ocorra, dado a correlação existente entre os diferentes pressupostos. Ao calcular a sensibilidade do valor das responsabilidades para os pressupostos atuariais significativos foram aplicados os mesmos métodos utilizados para o cálculo das posições de balanço. A metodologia aplicada na realização da análise de sensibilidade não foi alterada face ao anterior período. Fluxos de caixa futuros esperados Os fluxos de caixa futuros não descontados dos benefícios de pensões apresentam-se como segue: Até 1 ano Benefício (mensal) 119 De 1 a 3 anos 157 De 3 a 5 anos 232 Mais de 5 anos Total 5 085 5 593 38. Passivos e compromissos contingentes O quadro seguinte indica o montante contratual dos instrumentos extrapatrimoniais do Banco, que obriga à concessão de crédito a clientes. 78 financeiros Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre 30-06-14 Passivos eventuais Garantias e avales prestados Créditos documentários Compromissos Créditos irrevogáveis Créditos revogáveis 30-06-13 529 015 39 633 559 837 45 400 833 134 828 153 763 543 662 387 2 229 935 2 031 167 Em 30 de junho de 2014, a rubrica de Compromissos irrevogáveis inclui o montante de 5 314 milhares de euros (2013: 5 314 milhares de euros), referente a responsabilidades a prazo para com o Fundo de Garantia de Depósitos em relação à parte das contribuições anuais que, de acordo com as deliberações do Fundo, não foram pagas em numerário. Ativos dados em garantia 30-06-14 30-06-13 1 744 700 3 179 265 O montante da rubrica de Ativos dados em garantia inclui 1 744,7 milhares de euros de títulos da carteira própria do Banco destinados, na sua quase totalidade a colaterizar uma linha de crédito irrevogável junto do Banco de Portugal, no âmbito do Sistema de Pagamentos de Grandes Transações (SPGT) e do Mercado de Operações de Intervenção (MOI)(2013: 1 522,7 milhares de euros). Adicionalmente existiam em 30 de junho de 2014 e 2013 os seguintes saldos relativos a contas extrapatrimoniais: Depósito e guarda de valores Valores recebidos para cobrança 30-06-14 30-06-13 7 815 938 92 189 4 583 404 95 738 7 908 127 4 679 142 39. Capital social e Prémios de emissão Em 30 de junho de 2014, o capital do Banco era representado por 476 000 milhares de ações com o valor nominal de 1 euro cada, integralmente detidas pelo Banco Popular Español, SA, estando totalmente subscrito e realizado. O montante registado na rubrica Prémios de emissão tem origem nos prémios pagos pelos acionistas nos aumentos de capital social efetuado nos exercícios de 2000, 2003 e 2005. 40. Reservas de reavaliação Os movimentos ocorridos na rubrica de reservas de reavaliação foram os seguintes: 79 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre 30-06-14 30-06-13 Reservas de reavaliação e Justo Valor Investim entos disponíveis p/ venda Saldo líq. em 1 de janeiro Reaval. ao justo valor Impostos diferidos Saldo em 30 de junho Reservas de reavaliação ( Diplom as legais ) Saldo em 30 de junho - 56 434 60 602 - 14 918 - 113 155 38 474 - 10 195 - 10 750 - 84 876 1 990 2 291 - 8 760 - 82 585 A reserva de reavaliação relativa aos títulos disponíveis para venda resulta da adequação ao justo valor dos títulos em carteira. Estes saldos serão movimentados por contrapartida de resultados no momento da alienação dos títulos que lhes deram origem ou caso se verifique imparidade. A reserva de reavaliação referente à adequação ao justo valor de ativos tangíveis de uso próprio está relacionada com o imóvel da Rua Ramalho Ortigão (Nota 26). A reserva de reavaliação do imobilizado corpóreo, apurada de acordo com o Decreto-Lei nº 31/98, apenas poderá ser movimentada quando se considerar realizada, total ou parcialmente, e de acordo com a seguinte ordem de prioridades: (i) Para corrigir qualquer excedente que se verifique, à data da reavaliação, entre o valor líquido contabilístico dos elementos reavaliados e o seu valor real atual; (ii) Para cobrir prejuízos acumulados até à data a que se reporta a reavaliação, inclusive; (iii) Para incorporação no capital social, na parte remanescente. 41. Outras reservas e resultados transitados Os saldos das contas de reservas e resultados transitados, decompõem-se como segue: 30-06-14 Reserva legal Outras reservas Resultados transitados 30-06-13 35 221 289 328 - 90 666 35 221 289 027 - 50 115 233 883 274 133 Os movimentos ocorridos nas rubricas de reservas e resultados transitados foram os seguintes: 80 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre 30-06-14 Reserva legal Saldo em 1 de janeiro Transf. Resultados transitados 35 221 0 34 951 270 35 221 35 221 289 027 0 301 286 548 2 422 57 289 328 289 027 - 58 606 - 31 720 - 340 0 0 - 51 119 2 692 1 004 - 270 - 2 422 - 90 666 - 50 115 233 883 274 133 Saldo em 30 de junho Outras reservas Saldo em 1 de janeiro Transf. Resultados transitados Transf. Reservas de reavaliação Saldo em 30 de junho Resultados transitados Saldo em 1 de janeiro Resultado líquido ano anterior Dif. result. alt. critério contab.(IFRS) Transf. p/ reserva legal Transf. p/ outras reservas Saldo em 30 de junho 30-06-13 - Reserva legal A reserva legal só pode ser utilizada para cobrir prejuízos acumulados ou para aumentar o capital. A legislação portuguesa aplicável ao sector bancário (Artigo 97.º do Decreto-Lei nº 298/92, de 31 de dezembro) exige que a reserva legal seja anualmente creditada com pelo menos 10% do lucro líquido anual, até à concorrência do capital social. 42. Pessoal O número de colaboradores ao serviço do Banco, distribuído por grandes categorias profissionais, analisa-se como segue: 30-06-14 Funções Funções Funções Funções directivas de enquadramento técnicas e específicas administrativas e auxiliares 30-06-13 95 453 517 232 94 457 517 237 1 297 1 305 43. Remunerações dos órgãos de administração e fiscalização e dos colaboradores com funções com responsabilidade de assunção de riscos e controlo Os montantes anuais das remunerações auferidas pelos membros dos órgãos de gestão e de fiscalização, encontram-se discriminados, de forma individual e agregada no quadro em seguida transcrito: 81 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Rem un. Fixa Rem . Var. Pecuniária Rem un. Total Conselho de Adm inistração Rui Manuel Morganho Semedo - Presidente Carlos Manuel Sobral Cid da Costa Álvares 195 139 100 113 295 252 334 213 547 5 3 3 0 0 0 5 3 3 11 0 11 Conselho Fiscal Rui Manuel Ferreira de Oliveira - Presidente António José Marques Centúrio Monzelo - Vogal Telmo Francisco Salvador Vieira - Vogal As remunerações auferidas e o número de beneficiários dos colaboradores que desempenham funções com responsabilidade na assunção de riscos por conta do Banco ou dos seus clientes e bem assim aqueles que exercem as funções de controlo previstas no Aviso nº 5/2008 do Banco de Portugal apresentam-se como segue: Núm ero Benef. Comité Executivo Gestão do Risco Compliance Gestão de Activos Auditoria Rem un. Fixa Rem . Var. Pecuniária Rem un. Total 6 1 1 1 1 444 48 32 44 29 150 7 4 7 10 594 55 36 51 39 10 597 178 775 44. Honorários da sociedade de revisores oficiais de contas Os montantes pagos à sociedade de revisores oficiais de contas, PricewaterhouseCoopers, durante o 1º semestre de 2014 e 2013, foram os seguintes: Revisão legal de contas Outros serviços de garantia e fiabilidade 30-06-14 30-06-13 74 47 76 108 121 184 45. Relações com entidades relacionadas Em 30 de junho de 2014 e 2013, o montante dos créditos e débitos e dos resultados do Banco relativos a entidades relacionadas é o seguinte: 82 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Créditos 30-06-14 30-06-13 Débitos 30-06-14 30-06-13 4 023 157 78 836 7 927 8 1 475 1 879 4 025 97 862 12 703 3 2 699 143 960 2 164 19 47 120 1 711 - 113 883 1 890 208 679 - 4 493 939 1 268 152 49 372 38 - 1 206 677 1 504 162 13 281 948 3 070 3 335 223 - 3 231 1 187 3 15 - 94 305 117 292 194 974 116 660 7 311 4 791 3 631 3 437 1 493 141 499 272 1 951 901 2 197 193 166 056 17 894 205 251 132 441 Eurovida, SA Popular Gestão de Activos, SA Popular Factoring, SA Imopopular Fundo Especial I.I. Popular Arrendamento Popular Seguros, SA Popular Predifundo SPE-Special Pourpuse Entities Banco Popular Español, SA Proveitos 30-06-14 30-06-13 Custos 30-06-14 30-06-13 Em 30 de junho de 2014, as Garantias Prestadas pelo Banco a entidades relacionadas ascendia ao montante de 5 472 milhares de euros (2013: 8 431 milhares de euros). Em 30 de junho de 2014 o Banco recebeu depósitos do BPE a garantir o risco de crédito de operações concedidas pelo Banco no montante de 103 526 milhares de euros (2013: 172 491 milhares de euros). As operações com entidades relacionadas são efetuadas a condições normais de mercado. Em 30 de junho de 2014, os membros do Conselho de Administração do Banco não possuíam aplicações nem créditos no Banco Popular. 46. Caixa e equivalentes de caixa Para efeitos de demonstrações de fluxos de caixa, caixa e equivalentes de caixa compreendem os seguintes saldos com menos de 90 dias de maturidade: Caixa (Nota 17) Disponib. à vista em outros bancos (Nota 18) Aplicações em I.C.'s com prazo inferior a 3 meses 30-06-14 30-06-13 39 177 66 622 186 037 41 348 68 853 398 433 291 836 508 634 47. Mensuração da imparidade da carteira de crédito e respetivas divulgações (Carta Circular n.º 02/2014/DSP do Banco de Portugal) Divulgações qualitativas: a) Política de gestão de risco de crédito. O Banco está exposto a risco de crédito, que é o risco da possível perda causada pelo incumprimento das obrigações contratuais das contrapartes da entidade. No caso dos financiamentos, decorre da não recuperação do capital, juros e comissões, nos termos da dívida, prazos e demais condições estabelecidas nos contratos. No que se refere a riscos fora de balanço, deriva do incumprimento pela contraparte das suas obrigações perante 83 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre terceiros, o que implica que a entidade os assuma como próprios em função do compromisso contraído. O Banco estrutura os níveis de risco de crédito que assume através de limites de risco aceitável em relação ao mutuário ou grupo de mutuários e a segmentos geográficos e industriais. A exposição ao risco de crédito é gerida através de uma análise regular da capacidade de mutuários e potenciais mutuários de satisfazer obrigações de pagamento de capital e juros, e por alterar estes limites de crédito quando apropriado. Exposições a risco de crédito são também geridas em parte pela obtenção de colaterais e garantias pessoais ou empresariais. Colaterais O Banco utiliza uma diversidade de políticas e práticas de forma a mitigar o risco de crédito. A mais tradicional é a obtenção de garantias colaterais aquando do desembolso de fundos. O Banco implementa orientações em relação à aceitabilidade de classes específicas de colateral ou de mitigação do risco de crédito. Os principais tipos de colateral para créditos e valores a receber são os seguintes: - Hipotecas sobre imóveis; - Penhores de aplicações efetuadas no Banco; - Penhor de ativos como instalações, inventários e contas a receber; - Penhor sobre instrumentos financeiros, como títulos de dívida e ações. Financiamentos de longo prazo a entidades empresariais e individuais são geralmente garantidos; créditos individuais de baixo valor e recorrentes, geralmente não têm garantia. Adicionalmente, com o intuito de minimizar a perda, no momento em que existem indicadores de imparidade para os créditos e valores a receber, o Banco procura colaterais adicionais das contrapartes relevantes. O colateral detido para ativos financeiros, que não empréstimos e adiantamentos, é determinado pela natureza do instrumento. Instrumentos de dívida pública e outros títulos de dívida geralmente não se encontram colaterizados. Compromissos de concessão de crédito O objetivo principal destes instrumentos é assegurar que os fundos são disponibilizados a um cliente à medida que este os requisite. Compromissos de extensão de crédito representam partes não utilizadas de autorizações para estender o crédito na forma de empréstimos, garantias ou letras de crédito. Relativamente ao risco de crédito em compromissos de extensão de crédito, o Banco está potencialmente exposto a uma perda no montante igual ao total dos seus compromissos não utilizados. Contudo, o montante provável de perda é muito menor que a soma dos compromissos não utilizados em virtude dos compromissos de extensão de crédito serem revogáveis e estarem dependentes dos clientes manterem uma qualidade de crédito específica. O Banco monitoriza o prazo de vencimento de compromissos de crédito pois os compromissos de longo-prazo têm geralmente um maior grau de risco de crédito do que compromissos a curto-prazo. 84 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Risco de Concentração A gestão e o acompanhamento do risco de concentração são da responsabilidade da “Gestão de Risco”, que assegura a manutenção e implementação de políticas e procedimentos apropriados para monitorizar e gerir o risco de concentração de crédito. É igualmente responsável pelo acompanhamento dos poderes delegados em matéria de risco de concentração e reporte regular sobre risco de concentração ao Conselho de Administração. O Banco tem definida uma estrutura de limites com o objetivo de manter um nível de exposição alinhado com o seu perfil de risco e uma adequada diversificação da carteira de crédito. Os limites presentemente instituídos para risco de concentração de crédito são os seguintes: i) Limite de riscos com um Grupo/Cliente Nos termos das delegações atribuídas pelo Grupo ao BAPOP, o limite máximo de exposição total com um Grupo/Cliente é de 10% do Tier I do GBP. O limite máximo com um Grupo/Cliente, excetuando garantias e avales técnicos e operações garantidas com depósitos é de 5% do Tier I do GBP. ii) Limite de riscos por montante de operação Encontra-se definido um montante máximo de uma operação de crédito. No caso de operações de financiamento de capital circulante ou sem um destino específico serão agregados todos os riscos com essas características. Para financiamentos sindicados e em project finance, a participação do BAPOP não poderá será superior a 25% do total, naqueles em que a operação seja superior ao limite definido para este tipo de financiamentos. iii) Limite de participação na Central de Riscos de Crédito (CRC) O limite máximo de participação na CRC com um Grupo/Cliente será o seguinte: Grupo/Cliente com riscos superiores a € 500 milhões - Inferior a 10% CRC. Grupo/Cliente com riscos superiores a € 250 milhões - Inferior a 15% CRC. Grupo/Cliente com riscos superiores a € 100 milhões - Inferior a 25% CRC. Grupo/Cliente com riscos superiores a € 20 milhões - Inferior a 50% CRC. iv) Limite de concentração de riscos por sector de atividade Os limites máximos de concentração de risco total por sector são os seguintes: Construção e atividades Imobiliárias: 25%; Indústria transformadora e extrativa: 15%; Informação e comunicações, educação e outros serviços: 5%; 85 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Restantes sectores: 10% (Agricultura, silvicultura e pesca; Abastecimento de energia e água; Comércio por grosso e a retalho, reparação de veículos; Hotelaria; Transporte e armazenamento; Atividades financeiras e de seguros; Atividades administrativas, profissionais, sanitárias e artísticas). v) Limite de concentração de riscos em grandes empresas Encontra-se estabelecido um limite máximo de 30% do risco total no segmento de Grandes Empresas. vi) Limite de Concentração de Risco por Produtos Encontram-se ainda definidos limites de acordo com a tipologia de produtos: Operações com garantia hipotecária sobre terrenos; Promoção Imobiliária; Crédito para compra de valores mobiliários. vii) Avaliação de Garantias Hipotecárias Encontra-se ainda definido um conjunto de limites de acordo com o Loan-to-value (LTV) das operações de crédito colateralizadas com garantias hipotecárias. b) Política de Write-Off de créditos. Em termos de política de write-off de créditos, encontra-se definido que apenas poderão ser realizados quando os créditos não possuam qualquer colateral real, estejam provisionados a 100% e, simultaneamente, a Gestão estime que não existirá qualquer recuperação decorrente do facto de já terem sido tomadas todas as diligências de cobrança e recuperação dos créditos. c) Política de reversão de imparidade. A análise e determinação subsequente de imparidade individual de um cliente com imparidade registada em períodos anteriores, apenas poderá resultar numa reversão no caso da mesma estar relacionada com a ocorrência de um evento após o reconhecimento inicial (e.g. melhoria da qualidade do rating do cliente ou reforço de garantias). Adicionalmente, poderão ocorrer reversões implícitas de imparidade, resultantes de nova estimativa de parâmetros coletivos ou alterações no tipo de análise do cliente (individual ou coletiva). O montante da reversão não poderá ser superior aos montantes de imparidade acumulados registados anteriormente. d) Política de conversão de dívida em capital do devedor. O Banco não utiliza normalmente este tipo de solução e apenas detém exposição sobre um grupo económico que foi objeto desta forma de reestruturação de crédito. Neste caso, o crédito foi substituído por uma posição em unidades de participação de um Fundo de Reestruturação. 86 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Estas posições são sujeitas a teste de imparidade com uma periodicidade de revisão semestral a partir da valorização das unidades de participação do Fundo de Reestruturação. Para a posição de dívida júnior que seja mantida em empresas detidas por estes Fundos é estimada uma imparidade de 100% da respetiva exposição. e) Descrição das medidas de reestruturação aplicadas e respetivos riscos associados, bem como os mecanismos de controlo e monitorização dos mesmos. O Banco tem definido um vasto conjunto de soluções de reestruturação, as quais são negociadas por um conjunto alargado de Agências, especializadas na recuperação de crédito, sendo as medidas mais comuns a extensão do prazo da operação ou a inclusão de período de carência. Em termos de características das reestruturações, estas dividem-se em grandes grupos: sem crédito vencido (com ou sem reforço de garantias) e; com crédito vencido (com ou sem reforço de garantias). Compete ao órgão decisor de crédito a identificação de reestruturações que derivam de dificuldades financeiras dos clientes, sendo as mesmas posteriormente classificadas no sistema informático do Banco. Os clientes com operações de crédito objeto de medida de reestruturação são ainda sujeitos à definição interna de uma classificação restritiva de crédito, obrigando por esta via as Agências a ser consequentes nessa política, que poderá ser de manter, reduzir, ou extinguir riscos. No que se refere ao acompanhamento em termos de modelo de imparidade de crédito, estas operações ficam com a marca de reestruturação durante um período de cura de dois anos, em cumprimento com a Instrução nº 32/2013 do Banco de Portugal. f) Descrição do processo de avaliação e de gestão de colaterais. Para situações em que é admissível que a recuperação do crédito ocorra via execução do colateral imobiliário, encontra-se igualmente definido em normativo interno quais os valores que deverão ser considerados (valor de mercado da última avaliação conhecida com aplicação de haircut temporal). As reavaliações destes colaterais decorrem essencialmente dos períodos temporais definidos nos Avisos nº 3/95 e nº 5/2006 do Banco de Portugal. Contudo, para os imóveis afectos a operações de clientes com exposições significativas (superiores a 1 milhão de euros), as reavaliações são realizadas com maior frequência. Não obstante as periodicidades definidas, são realizadas avaliações sempre que se considere relevante para o acompanhamento do valor do colateral. O valor dos imóveis considerados para efeitos de colateral é ajustado à atual conjuntura macroeconómica, através da aplicação de haircuts, determinada com base em análises da Gestão e práticas de mercado. 87 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Haircut Antiguidade da avaliação inferior a 6 meses igual a 6 meses de 6 meses e até 1 ano de 1 e até 2 anos de 2 e até 3 anos mais de 3 anos >= 50% Obra concluída < 50% Obra concluída 0% 5% 10% 15% 25% 50% 0% 5% 10% 20% 35% 60% No que se refere a colaterais financeiros e títulos, encontra-se definido o acompanhamento periódico das operações de crédito garantidas com estes ativos, realizando-se reporte regular à Gestão. São indicados quais os ativos que servem de colateral, bem como rácio global de cobertura face ao crédito. Estes valores são considerados no âmbito da análise individual de imparidade. g) Natureza dos principais julgamentos, estimativas e hipóteses utilizados na determinação da imparidade. As perdas por imparidade correspondem a estimativas determinadas com base em julgamentos da gestão, dados os factos e circunstâncias numa determinada data. Como tal, é expectável que, em alguns casos, eventos e desenvolvimentos futuros confluam num resultado diferente face ao montante estimado. Para que o modelo de imparidade tenha a maior adequação possível ao contexto macroeconómico, o Banco efetua mensalmente a revisão de imparidade aos clientes de análise individual, bem como semestralmente efetua a revisão dos parâmetros aplicados à parte coletiva da sua carteira de crédito. Ao nível da análise individual, a determinação da imparidade é função da capacidade de reembolso do devedor e/ou respetivos garantes, ou dos colaterais que o Banco dispõe a garantir as operações de crédito, aplicando-se os critérios de referência constantes da Carta Circular nº 02/2014/DSP do Banco de Portugal. No que se refere à parte coletiva da carteira de crédito e, em particular, para a estimativa de LGD’s, os mesmos são calculados a partir de todo o histórico de recuperações efetivas, bem como da assunção de pressupostos conservadores, definidos e aprovados pela Gestão, para estimativas futuras. h) Descrição das metodologias de cálculo da imparidade, incluindo a forma como os portefólios são segmentados para refletir as diferentes características dos créditos. De acordo com o modelo conceptual que serve de base ao cálculo da imparidade, é efetuada mensalmente uma análise da carteira global de crédito segmentada em sete grupos principais: (i) créditos em default, (ii) créditos com atraso entre 30 e 90 dias, (iii) créditos reestruturados, (iv) créditos com outros indícios de imparidade, (v) créditos em cura (vi) créditos curados e (vii) créditos regulares. 88 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Definição de default Um crédito é considerado como em situação de default sempre que apresente pelo menos um dos seguintes indicadores: • Crédito com atraso superior a 90 dias; • Clientes em situação de insolvência/falência ou PER; ou • Garantias bancárias prestadas executadas pelo beneficiário. Toda a exposição do cliente é considerada em default, sempre que a soma das suas operações com atraso superior a 90 dias exceda 20% do total da exposição. Os segmentos homogéneos resultam da criação de grupos de operações com risco de crédito semelhante, tendo em conta o modelo de gestão do Banco. Para esse efeito são definidos como fatores relevantes de segmentação algumas características das operações de crédito tais como o tipo de cliente, materialidade da exposição, tipo de produto e tipo de garantia associada. A segmentação vigente, distingue-se entre segmentação específica para PD e segmentação específica para LGD: Segm entação PD Segm entação LGD Estado e Outras Entidades Públicas Grupo Banco Popular Empregados Clientes Corporate Clientes Relevantes Cartões de Crédito - Particulares Crédito à Habitação com LTV <=80% Crédito à Habitação Crédito à Habitação com LTV >80% Particulares com garantia real Crédito ao Consumo Crédito ao Consumo Particulares sem garantia real Promoção Imobiliária Construção com garantia real Construção Construção sem garantia real Cartões de Crédito - Empresas Empresas Empresas com garantia real Empresas sem garantia real As probabilidades de default (PD’s) representam a estimativa, com base nos últimos 5 anos de histórico do Banco, do número de operações com ou sem indícios de imparidade entrarem em default durante um determinado período de tempo (período emergente). De forma ao histórico refletir as condições económicas atuais, as observações obtidas são ajustadas pelos seguintes ponderadores: 89 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Ponderação Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 10% 15% 15% 30% 30% As PD’s são ainda diferenciadas consoante a classificação de cada crédito: (i) créditos com atraso entre 30 e 90 dias, (ii) créditos reestruturados, (iii) créditos com outros indícios de imparidade, (iv) em cura (v) curados e (vi) regulares. i) Indicação dos indícios de imparidade por segmentos de crédito. O Banco considera um crédito como tendo indícios de imparidade, quando se verifica um dos seguintes eventos: • Cliente com pelo menos 1 crédito de montante não imaterial com atrasos no pagamento superiores a 30 dias; • Cliente em contencioso; • Cliente com pelo menos 1 crédito de montante não imaterial reestruturado por dificuldades financeiras do cliente ou perspectiva/pedido de reestruturação; • Cliente com pelo menos 1 crédito em PERSI. • Cliente com pelo menos 1 crédito de montante não imaterial no sistema bancário em situação de incumprimento, capital e juros abatidos/anulados ou contencioso, de acordo com a informação disponível na Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal; • Cliente com operações de crédito abatidas ao ativo no BAPOP, nos últimos 12 meses. • Cliente com garantias bancárias prestadas pelo Banco que tenham sido executadas nos últimos 24 meses; • Cliente com dações ou adjudicações ao Banco nos últimos 24 meses; • Cliente com incumprimentos em outras entidades do Grupo Popular; • Quaisquer outros indicadores que provoquem uma probabilidade acrescida de entrada em default, detetados na análise individual. j) Indicação dos limiares definidos para análise individual. A cada data de reporte, é selecionado um conjunto de clientes, que pela materialidade da sua exposição ao Banco são considerados como significativos. Os referidos clientes são sujeitos a um procedimento de análise individual, de forma a concluir sobre a existência de evidência de imparidade e, eventualmente, a determinação do montante de imparidade. São analisados individualmente: • Clientes em default ou com indícios de imparidade, com responsabilidades totais acima de 750.000 euros. • Carteira de clientes significativos sem indícios de imparidade, com responsabilidades totais acima de 2.500.000 euros. 90 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Os créditos de clientes sujeitos a análise individual, em que não seja identificada evidência objetiva de imparidade, serão incluídos em segmentos homogéneos de risco de forma a serem alvo de imparidade coletiva. k) Política relativa aos graus de risco internos, especificando o tratamento dado a um mutuário classificado como em incumprimento. As operações que se encontrem numa situação de default, com incumprimentos há mais de 90 dias, em situação de PER ou insolvência ou que careçam de um acompanhamento mais especializado, são regularmente migradas para um conjunto de Agências, denominado de RNE-Rede de Negócio Especializado. A missão e objetivos desta Rede são a análise rigorosa, o acompanhamento e a gestão dos clientes e riscos, por Gestores Especializados que se distribuem por 3 segmentos (Particulares, Empresas e Grandes Riscos). A partir de uma visão global de todo o processo de recuperação, procura-se encontrar e concretizar as soluções mais adequadas com vista à recuperação célere dos créditos. l) Descrição genérica da forma de cálculo do valor atual dos fluxos de caixa futuros no apuramento das perdas de imparidade avaliadas individual e coletivamente. De acordo com o modelo de imparidade em vigor no Banco, se for identificada evidência objetiva que ocorreu um evento que originou uma perda por imparidade, o valor da perda deverá ser determinado como a diferença entre o valor de balanço e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo perdas por eventos que ainda não ocorreram), descontados à taxa de juro efetiva original do contrato. Os fluxos de caixa futuros estimados incluídos no cálculo dizem respeito aos montantes contratuais dos créditos, ajustados por eventuais valores que o Banco espera não recuperar e pelo prazo temporal em que é expectável que os mesmos se venham a concretizar. O prazo temporal de recuperação dos fluxos de caixa é uma variável muito significativa do cálculo da imparidade, uma vez que, mesmo nos casos em que seja expectável o recebimento total dos fluxos de caixa contratuais em dívida, mas que os mesmos ocorram em datas posteriores ao que foi contratado, é reconhecida uma perda de imparidade. Esta situação só não se verificará nos casos em que o Banco receba uma compensação por inteiro (por exemplo, na forma de juros ou juros de mora) para o período em que o crédito se encontrou vencido. A realização de uma estimativa do valor e do momento de recuperação dos fluxos de caixa futuros de um crédito envolve um julgamento profissional. A melhor estimativa dos mesmos, tendo em consideração os guidelines definidos na Carta Circular n.º 02/2014/DSP, é baseada em pressupostos razoáveis/suportáveis e em dados observáveis na data da mensuração da imparidade, sobre a capacidade do cliente efetuar pagamentos ou serem realizadas execuções/recebimentos em dação de colaterais. Para as carteiras coletivas, a cada segmento homogéneo, é aplicada uma probabilidade de default (PD), e uma taxa de perda dado o default (LGD). Para os créditos em default, a PD é de 100% e o saldo é fixado no momento que que cada crédito entrou em incumprimento. 91 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre A LGD é uma estimativa de perda dado o default de um cliente. Para o cálculo desta variável é utilizada uma amostra aleatória do histórico do Banco, com base num intervalo de confiança de 95%, relativo a todos os clientes que entraram em default. Deste modo, é apurada a perda média em cada segmento registada tendo por base todas as recuperações descontadas, à taxa efetiva, para o mês em que essa operação entrou em default, até ao seu vencimento/liquidação, bem como eventuais estimativas futuras para os casos em que as operações no momento da análise não se apresentem liquidadas. As recuperações dos créditos incluídos na amostra são verificadas caso a caso, incluindo: • Recuperações históricas por via de pagamentos do devedor (recuperações desde a entrada em default até à data de análise); • Recuperações históricas por via de execução ou dação de colaterais, deduzidas de custos suportados; • Estimativas de recuperações posteriores às datas de referência de análise; • Recuperações posteriores a abates contabilísticos. m) Descrição do(s) período(s) emergente utilizado para os diferentes segmentos e justificação da sua adequação. Os períodos emergentes, que resultam de estudos internos e a estimativa da Gestão do tempo que decorre entre o evento e o default, são os seguintes: Crédito com 30 a 90 dias de atraso Créditos reestruturados 3 12 Outros indícios de imparidade 6 Em cura 12 Regulares e curados Estado e Outras Entidades Públicas, Corporate , Clientes Relevantes, Crédito à Habitação, Promoção imobiliária, Construção e Empresas 9 Grupo Banco Popular, Empregados, Crédito ao Consumo e Cartões de Crédito de Particulares 7 n) Descrição detalhada do custo associado ao risco de crédito, incluindo divulgação das PD, EAD, LGD e taxas de cura. Para os créditos reestruturados ou em cura, as PD’s médias são determinadas para cada um dos meses da fase de desmarcação (24 ou 12 meses respetivamente), sendo posteriormente construídas e aplicadas curvas temporais. Nos segmentos em que no processo de construção dessas curvas não se obtenham correlações consideradas como suficientemente explicativas, as PD’s a aplicar durante a fase de desmarcação resultam da média ponderada pelo número de todos os créditos reestruturados ou em cura de cada segmento e de cada mês (sem atribuir pesos diferenciados pelo período em que foram observadas as PD’s). Adicionalmente, numa óptica conservadora, o ponto mínimo de cada curva nunca poderá ser inferior às PD’s obtidas para créditos regulares do mesmo segmento. 92 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Nos quadros a seguir apresentados os principais pontos das respetivas curvas aplicadas a reestruturados ou em cura são como segue: Operações em situação normal ou em indício Carteira normal Regulares Curados Segmento Cartões de Crédito - Particulares Clientes Corporate Clientes Relevantes Construção Crédito à Habitação Crédito ao Consumo Empregados Empresas Estado e Outras entidades Públicas Grupo Banco Popular Promoção Imobiliária 1,7% 1,6% 1,6% 4,5% 0,9% 3,8% 0,0% 3,6% 0,0% 0,0% 7,9% Carteira em Indício > 30 dias Outros Indícios 0,0% 0,0% 8,0% 5,0% 3,0% 6,2% 0,0% 3,7% 0,0% 0,0% 5,6% 58,0% 61,9% 60,4% 61,8% 43,8% 55,0% 32,8% 62,1% 52,5% 0,0% 55,1% 10,4% 12,3% 17,5% 29,1% 12,0% 20,6% 2,0% 24,5% 0,0% 0,0% 28,5% Operações em situação de reestruturação Segmento Cartões de Crédito - Particulares Clientes Corporate Clientes Relevantes Construção Crédito à Habitação Crédito ao Consumo Empregados Empresas Estado e Out. Entidades Públicas Grupo Banco Popular Promoção Imobiliária Segmento Cartões de Crédito - Particulares Clientes Corporate Clientes Relevantes Construção Crédito à Habitação Crédito ao Consumo Empregados Empresas Estado e Out. Entidades Públicas Grupo Banco Popular Promoção Imobiliária Antiguidade da reestruturação (em meses) n+4 n+5 n+6 n+7 n+8 n+9 n+1 n+2 n+3 31,8% 59,8% 63,6% 49,9% 42,6% 61,7% 0,1% 48,5% 0,0% 0,0% 40,3% 31,8% 59,8% 49,2% 44,5% 38,5% 48,2% 0,1% 44,2% 0,0% 0,0% 36,8% 31,8% 59,8% 40,8% 39,9% 34,5% 40,3% 0,1% 40,1% 0,0% 0,0% 33,4% 31,8% 59,8% 34,9% 36,1% 30,9% 34,7% 0,1% 36,2% 0,0% 0,0% 30,2% n+13 n+14 n+15 Antiguidade da reestruturação (em meses) n+16 n+17 n+18 n+19 n+20 n+21 n+22 n+23 n+24 31,8% 59,8% 10,5% 23,0% 6,7% 11,7% 0,1% 10,2% 0,0% 0,0% 8,1% 31,8% 59,8% 9,0% 22,4% 5,0% 10,2% 0,1% 8,3% 0,0% 0,0% 7,9% 31,8% 59,8% 7,6% 21,7% 3,6% 8,9% 0,1% 6,6% 0,0% 0,0% 7,9% 31,8% 59,8% 6,2% 20,8% 2,3% 7,6% 0,1% 5,2% 0,0% 0,0% 7,9% 31,8% 59,8% 1,6% 6,5% 1,0% 3,9% 0,1% 3,4% 0,0% 0,0% 7,9% 31,8% 59,8% 1,6% 4,5% 1,0% 3,9% 0,1% 3,4% 0,0% 0,0% 7,9% 31,8% 59,8% 1,6% 4,5% 1,0% 3,9% 0,1% 3,4% 0,0% 0,0% 7,9% 93 31,8% 59,8% 30,3% 32,9% 27,4% 30,3% 0,1% 32,5% 0,0% 0,0% 27,1% 31,8% 59,8% 5,0% 19,6% 1,3% 6,4% 0,1% 3,9% 0,0% 0,0% 7,9% 31,8% 59,8% 26,5% 30,4% 24,1% 26,7% 0,1% 29,0% 0,0% 0,0% 24,2% 31,8% 59,8% 3,8% 18,0% 1,0% 5,3% 0,1% 3,4% 0,0% 0,0% 7,9% 31,8% 59,8% 23,3% 28,4% 21,0% 23,7% 0,1% 25,7% 0,0% 0,0% 21,5% 31,8% 59,8% 2,7% 16,0% 1,0% 4,3% 0,1% 3,4% 0,0% 0,0% 7,9% 31,8% 59,8% 20,6% 26,9% 18,1% 21,1% 0,1% 22,6% 0,0% 0,0% 18,9% 31,8% 59,8% 1,6% 13,5% 1,0% 3,9% 0,1% 3,4% 0,0% 0,0% 7,9% 31,8% 59,8% 18,1% 25,7% 15,4% 18,8% 0,1% 19,7% 0,0% 0,0% 16,4% 31,8% 59,8% 1,6% 10,3% 1,0% 3,9% 0,1% 3,4% 0,0% 0,0% 7,9% n+10 n+11 n+12 31,8% 59,8% 16,0% 24,8% 12,9% 16,8% 0,1% 17,0% 0,0% 0,0% 14,1% 31,8% 59,8% 14,0% 24,1% 10,7% 14,9% 0,1% 14,6% 0,0% 0,0% 11,9% 31,8% 59,8% 12,2% 23,5% 8,6% 13,2% 0,1% 12,3% 0,0% 0,0% 9,9% Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Operações em situação de cura Segmento Cartões de Crédito - Particulares Clientes Corporate Clientes Relevantes Construção Crédito à Habitação Crédito ao Consumo Empregados Empresas Estado e Out. Entidades Públicas Grupo Banco Popular Promoção Imobiliária n+1 n+2 n+3 n+4 42,5% 51,0% 38,4% 61,3% 39,5% 52,1% 0,1% 57,8% 0,0% 0,0% 63,2% 42,5% 51,0% 38,4% 47,3% 35,8% 48,2% 0,1% 52,8% 0,0% 0,0% 59,5% 42,5% 51,0% 38,4% 35,0% 32,2% 46,0% 0,1% 47,7% 0,0% 0,0% 55,9% 42,5% 51,0% 38,4% 24,5% 28,6% 44,4% 0,1% 42,7% 0,0% 0,0% 52,2% Antiguidade da cura (em meses) n+5 n+6 n+7 n+8 42,5% 51,0% 38,4% 15,7% 24,9% 43,1% 0,1% 37,7% 0,0% 0,0% 48,5% 42,5% 51,0% 38,4% 8,8% 21,3% 42,1% 0,1% 32,7% 0,0% 0,0% 44,8% 42,5% 51,0% 38,4% 4,5% 17,6% 41,3% 0,1% 27,7% 0,0% 0,0% 41,1% 42,5% 51,0% 38,4% 4,5% 14,0% 40,5% 0,1% 22,7% 0,0% 0,0% 37,4% n+9 n+10 n+11 n+12 42,5% 51,0% 38,4% 4,5% 10,3% 39,9% 0,1% 17,7% 0,0% 0,0% 33,7% 42,5% 51,0% 38,4% 4,5% 6,7% 39,3% 0,1% 12,6% 0,0% 0,0% 30,0% 42,5% 51,0% 38,4% 4,5% 3,1% 38,8% 0,1% 7,6% 0,0% 0,0% 26,3% 42,5% 51,0% 38,4% 4,5% 1,0% 38,3% 0,1% 3,4% 0,0% 0,0% 22,7% As LGD’s aplicadas a junho de 2014 são as seguintes: Segmento LGD Cartões de Crédito - Empresas Cartões de Crédito - Particulares Clientes Corporate Clientes Relevantes Construção - Com Garantia Real Construção - Sem Garantia Real Crédito à Habitação - LTV <= 80% Crédito à Habitação - LTV > 80% Crédito ao Consumo Empregados Empresas - Com Garantia Real Empresas - Sem Garantia Real Estado e Outras Entidades Públicas Grupo Banco Popular Particulares - Com Garantia Real Particulares - Sem Garantia Real Promoção Imobiliária 57,8% 45,0% 10,1% 10,8% 19,5% 37,2% 8,3% 10,5% 47,9% 6,3% 20,5% 30,8% 0,0% 0,0% 8,6% 32,1% 8,8% o) Conclusões sobre as análises de sensibilidade ao montante de imparidade a alterações nos principais pressupostos. A 30 de junho de 2014, o acréscimo em 10% nas PD’s implicaria um aumento 4,1 milhões de euros no montante total de imparidade. Um acréscimo semelhante nas LGD’s implicaria um aumento de 17,9 milhões de euros. Um acréscimo de 10% em ambas as variáveis implicaria um aumento 22,4 milhões de euros no montante total de imparidade. 94 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Divulgações quantitativas: a) Detalhe das exposições e imparidade por segmento. Exposição em 30-06-2014: Do qual: Do qual: Crédito em curado reestruturado incumprimento Im paridade em 30-06-2014: Imparidade Crédito em Crédito em Total cumprimento incumprimento Exposição Total Crédito em cumprimento Corporate Construção e CRE Habitação Relevantes Empresas Outros 492 923 544 386 1 612 409 983 597 1 760 387 255 251 447 918 358 919 1 483 539 792 591 1 455 272 208 390 5 461 1 239 5 083 6 342 5 701 106 30 123 56 709 99 213 60 853 36 933 7 019 45 006 185 466 128 870 191 006 305 115 46 861 12 516 73 643 35 320 87 138 56 438 6 493 33 004 76 954 19 503 62 114 128 467 21 598 20 489 14 264 5 411 9 367 25 006 3 091 12 515 62 690 14 092 52 747 103 461 18 507 Total 5 648 953 4 746 629 23 932 290 850 902 324 271 548 341 640 77 628 264 012 Segm ento: Segm ento: Do qual: reestruturado Da Exposição Total em 30-06-2014: Da Im paridade Total em 30-06-2014: Crédito em cumprimento Crédito em incumprimento Crédito em cumprimento Crédito em incumprimento Dias de atraso < 30 Dias de atraso Dias de atraso Dias de atraso Exposição Dias de atraso Imparidade Total 30.06.14 Sem indícios Com indícios entre 30-90 <= 90 > 90 Total 30.06.14 < 30 entre 30 - 90 <= 90 > 90 Corporate Construção e CRE Habitação Relevantes Empresas Outros 492 923 544 386 1 612 409 983 597 1 760 387 255 251 342 774 252 976 1 225 123 631 630 1 317 581 185 028 104 413 94 041 220 492 145 018 108 830 18 841 730 11 903 37 924 15 943 28 861 4 521 15 294 33 052 7 103 52 624 56 132 743 29 712 152 414 121 767 138 382 248 983 46 118 33 004 76 954 19 503 62 114 128 467 21 598 19 807 12 676 3 939 9 339 21 043 2 181 682 1 588 1 472 28 3 963 910 5 402 12 139 911 16 911 19 612 309 7 113 50 551 13 181 35 836 83 849 18 198 Total 5 648 953 3 955 112 691 635 99 882 164 948 737 376 341 640 68 985 8 643 55 284 208 728 b) Detalhe da carteira de crédito por segmento e ano de produção. Corporate Ano de produção Número de operações <= 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 1 5 1 23 15 48 102 52 109 49 12 534 959 16 423 103 190 59 510 51 037 40 263 162 261 46 746 Total 405 492 923 Montante Imparidade constituída Construção e CRE Número de Imparidade Montante operações constituída Habitação Número de operações Montante Imparidade constituída 20 1 546 1 854 3 785 7 516 5 274 9 442 4 566 149 85 121 254 1 270 708 1 192 1 258 1 485 1 479 1 328 30 656 16 449 23 239 47 585 27 997 39 905 61 164 64 812 85 451 92 324 54 804 4 690 1 605 1 743 4 441 4 216 9 226 13 924 11 025 11 165 10 136 4 783 3 469 2 058 1 850 2 157 2 837 3 314 4 286 2 103 976 1 107 673 168 603 116 673 104 150 128 407 174 478 216 075 308 940 172 642 80 714 85 814 55 913 2 272 1 578 2 467 3 012 2 062 2 525 2 920 1 217 868 467 115 33 004 9 329 544 386 76 954 24 830 1 612 409 19 503 95 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Relevantes Em presas Outros Ano de produção Número de operações Montante Imparidade constituída Número de operações Montante Imparidade constituída Número de operações Montante Imparidade constituída <= 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 16 14 15 34 62 286 78 92 62 112 114 35 859 25 126 44 338 93 456 112 119 85 330 87 677 116 866 117 242 221 247 44 337 2 796 1 575 8 467 6 352 7 978 2 946 7 885 1 772 8 108 9 490 4 744 161 197 340 848 4 364 2 671 4 967 5 692 7 482 9 139 9 423 10 143 14 065 15 876 39 201 42 973 77 954 165 365 227 366 325 879 471 735 369 830 930 3 566 2 762 4 985 7 392 13 536 21 683 19 976 20 256 19 253 14 129 946 552 1 389 1 866 19 601 8 952 11 740 8 488 11 944 10 655 4 740 19 439 8 718 12 229 11 922 27 360 26 306 43 314 37 058 19 332 33 037 16 536 246 304 934 2 204 3 868 2 970 4 193 3 444 1 323 1 392 720 Total 885 983 597 62 113 45 284 1 760 387 128 468 80 873 255 251 21 598 c) Detalhe do valor de exposição bruta de crédito e imparidade avaliada individualmente e coletivamente, por segmento, sector (CAE a dois dígitos) e geografia. c.1) Por segmento: 30-06-2014 30-06-2014 Corporate Exposição Imparidade Construção e CRE Exposição Imparidade Habitação Exposição Imparidade Avaliação Individual Colectiva 455 242 37 681 32 058 946 128 531 415 855 33 749 43 205 12 795 1 599 614 2 049 17 454 Total 492 923 33 004 544 386 76 954 1 612 409 19 503 Relevantes Exposição Imparidade Em presas Exposição Imparidade Outros Exposição Imparidade Total Exposição Imparidade Avaliação Individual Colectiva 983 597 62 114 113 590 1 646 797 34 815 93 652 12 024 243 227 51 21 547 1 705 779 3 943 174 164 836 176 804 Total 983 597 62 114 1 760 387 128 467 255 251 21 598 5 648 953 341 640 c.2) Por sector de atividade: 30-06-2014 Construção Exposição Imparidade Indústrias Exposição Imparidade Com ércio Exposição Imparidade Avaliação Individual Colectiva 339 140 210 298 57 000 25 009 144 131 624 317 13 083 30 667 134 786 660 123 20 189 43 120 Total 549 438 82 009 768 448 43 750 794 909 63 309 96 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre 30-06-2014 Financeiras/Seguros Exposição Imparidade Im obiliárias Exposição Imparidade Outras Exposição Imparidade Total Exposição Imparidade Avaliação Individual Colectiva 381 761 34 967 19 852 1 332 213 576 110 023 22 656 7 758 333 426 496 141 25 876 23 584 1 546 820 2 135 869 158 656 131 470 Total 416 728 21 184 323 599 30 414 829 567 49 460 3 682 689 290 126 c.3) Por geografia: 30-06-2014 Portugal Exposição Imparidade Avaliação Individual Colectiva 1 705 779 3 943 174 164 836 176 804 Total 5 648 953 341 640 d) Detalhe da carteira de créditos reestruturados por medida de reestruturação aplicada. Medida Crédito em cumprimento Número de Exposição Imparidade operações 30-06-2014 Crédito em incumprimento Número de Exposição Imparidade operações Total Número de operações Exposição Imparidade Extensão de prazo Período de carência Outras medidas 506 1 238 1 602 95 783 50 567 144 500 3 872 2 760 6 991 244 864 992 83 684 55 984 131 880 11 387 15 287 35 695 750 2 102 2 594 179 467 106 551 276 380 15 259 18 047 42 686 Total 3 346 290 850 13 623 2 100 271 548 62 369 5 446 562 398 75 992 e) Movimentos de entradas e saídas na carteira de crédito reestruturado. 30-06-14 Saldo inicial da carteira de reestruturados (bruto de im paridade) Créditos reestruturados no período Juros corridos da carteira reestruturada Liquidação de créditos reestruturados (parcial ou total) Créditos reclassificados de "reestruturado" para "normal" Outros 551 689 61 903 4 296 - 52 664 - 8 512 5 686 Saldo final da carteira de reestruturados (bruto de im paridade) 562 398 f) Detalhe do justo valor dos colaterais subjacentes à carteira de crédito dos segmentos de Corporate, Construção e Commercial Real Estate (CRE) e Habitação. 30-06-2014 Justo valor < 0,5 M€ >= 0,5 M€ e < 1 M€ >= 1 M€ e < 5 M€ >= 5 M€ e < 10 M€ >= 10 M€ e < 20 M€ >= 20 M€ e < 50 M€ >= 50 M€ Total Corporate Im óveis Outros Colat. Reais Número Montante Número Montante 1 425 2 2 1 6 708 13 071 12 501 2 476 892 8 509 597 Construção e CRE Im óveis Outros Colat. Reais Número Montante Número Montante Habitação Im óveis Outros Colat. Reais Número Montante Número Montante 3 3 2 1 2 1 375 1 611 4 656 5 997 22 655 24 303 1 137 159 122 9 162 650 111 031 231 357 54 639 987 32 17 52 946 20 146 33 399 18 384 212 31 2 584 820 136 549 48 986 503 3 5 21 770 1 750 7 970 12 59 597 1 427 559 677 1 036 106 491 18 627 2 770 355 511 31 490 97 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre g) Rácio LTV dos segmentos de Corporate, Construção, CRE e Habitação. Segm ento / Rácio Número de imóveis 30-06-2014 Crédito em Crédito em cumprimento incumprimento Imparidade Corporate Sem colateral associado < 60% >= 60% e < 80% >= 80% e < 100% >= 100% n.a. 3 3 1 1 373 241 25 580 38 056 4 089 6 952 20 698 8 043 22 236 7 473 685 7 2 603 Construção e CRE Sem colateral associado < 60% >= 60% e < 80% >= 80% e < 100% >= 100% n.a. 8 644 5 181 4 334 1 308 150 286 477 567 511 745 477 214 166 436 100 379 41 503 24 911 43 176 60 097 49 532 9 378 4 194 6 955 14 207 Habitação Sem colateral associado < 60% >= 60% e < 80% >= 80% e < 100% >= 100% n.a. 448 51 22 66 2 173 29 276 15 622 4 093 8 048 3 198 17 946 9 313 7 959 5 854 2 863 4 005 1 837 1 187 2 298 16 265 h) Detalhe do justo valor e valor líquido contabilístico dos imóveis recebidos em dação ou execução, por tipo de ativo e por antiguidade. Ativo Número de imóveis Terreno Urbano Rural 30-06-2014 Justo valor do ativo Valor contabilístico 94 21 12 267 5 556 10 438 4 311 Edifícios em desenvolvim ento Habitação Comerciais Outros 391 25 123 34 377 1 776 4 604 33 797 1 587 4 124 Edifícios construídos Habitação Comerciais Outros 553 136 179 72 603 14 787 26 325 68 632 13 695 24 168 Outros 98 38 8 401 7 908 1 560 180 696 168 660 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Tem po decorrido desde a dação / execução 30-06-2014 >=2,5 anos e < 5 anos >= 5 anos Total Terreno Urbano Rural 1 071 46 2 252 3 754 2 573 244 4 542 267 10 438 4 311 Edifícios em desenvolvim ento Habitação Comerciais Outros 625 5 273 0 0 11 411 0 0 473 3 708 961 16 640 416 1 586 33 797 4 124 4 453 28 595 10 719 3 560 26 372 8 856 1 992 6 949 2 923 3 690 6 716 1 671 13 695 68 632 24 169 Edifícios construídos Habitação Comerciais Outros Outros i) < 1 ano >= 1 ano e < 2,5 anos 4 494 3 037 173 204 7 908 55 276 59 242 19 035 35 107 168 660 Distribuição da carteira de crédito medida por graus de risco internos. O Banco Popular não utiliza ratings de crédito internos j) Divulgação dos parâmetros de risco associados ao modelo de imparidade por segmento. Os parâmetros de risco associados ao modelo de imparidade por segmento encontram-se explicitados na alínea n) das divulgações qualitativas desta nota. 48. Reconciliação das contas em NCA com as IAS/IFRS (conforme disposto na alínea d) do nº 2 da Instrução nº 18/2005 do Banco de Portugal) Caso as demonstrações financeiras individuais do Banco fossem elaboradas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IAS/IFRS) apresentariam as seguintes alterações: 1) Descrição das alterações de políticas contabilísticas Com a aplicação das IFRS as políticas contabilísticas registariam as seguintes alterações: a) Créditos a clientes As políticas contabilísticas para o crédito a clientes, de acordo com as IFRS, correspondem ao descrito no ponto 2.1 do Anexo às Demonstrações Financeiras, com exceção do regime de provisionamento de crédito do Aviso 3/95 do Banco de Portugal, que é substituído por imparidade determinada de acordo com o modelo descrito na nota 47. b) Outros ativos tangíveis Em relação aos imóveis de serviço próprio, na data da transição para as IFRS (1 de janeiro de 2006) foi utilizada a opção prevista na IFRS 1 de considerar como custo estimado o respetivo justo valor, obtido através de avaliações de peritos independentes, considerando99 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre se a diferença para o anterior valor de balanço em resultados transitados como ajustamentos de transição, corrigida de impostos diferidos, passando aquele valor a ser o valor de custo nessa data sujeito a depreciação futura. 2) Estimativas dos ajustamentos materiais e reconciliação do balanço, da demonstração de resultados e demonstração de variações em capitais próprios As estimativas dos ajustamentos materiais que decorreriam das alterações de políticas contabilísticas, referidas no ponto anterior, e a reconciliação do balanço, da demonstração de resultados e da demonstração de variações nos capitais próprios em base NCA para as que resultam da aplicação das IFRS são apresentadas nos quadros seguintes: Reconciliação do Balanço em 30 de junho de 2014 e 2013 (milhares de euros) 30-06-2014 NCA Valor liq. Ajust. 30-06-2013 IFRS NCA Valor. Liq. Valor liq. Ajust. IFRS Valor. Liq. Ativo Caix a e disponibilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Ativ os financeiros detidos para negociação Outros ativ os financ. justo v alor atrav és de resultados Ativ os financeiros disponív eis para v enda Aplicações em instituições de crédito Crédito a clientes Ativ os não correntes detidos para v enda Outros ativ os tangív eis Ativ os intangív eis Ativ os por impostos correntes Ativ os por impostos diferidos Outros ativ os Total de Ativo 50 712 66 622 103 903 0 1 869 916 1 260 684 5 353 776 20 747 79 820 111 3 566 78 458 444 457 50 712 66 622 103 903 0 1 869 916 1 260 684 5 307 313 20 747 89 611 111 3 566 78 339 444 457 52 219 68 853 55 107 32 320 2 256 880 677 770 5 693 052 22 579 85 324 202 3 053 72 160 561 518 - 46 463 - 47 356 9 332 772 - 36 791 9 295 981 9 581 037 - 37 898 1 307 918 36 184 2 333 034 3 995 174 711 299 119 294 4 442 528 27 148 40 767 1 609 046 32 296 1 807 930 4 189 605 1 066 572 89 064 52 459 1 860 15 218 37 281 - 44 550 8 575 788 8 901 331 9 791 - 119 9 791 - 333 52 219 68 853 55 107 32 320 2 256 880 677 770 5 645 696 22 579 95 115 202 3 053 71 827 561 518 9 543 139 Passivo Recursos de bancos centrais Passiv os financeiros detidos para negociação Recursos de outras instituições de crédito Recursos de clientes Responsabilidades representadas por títulos Deriv ados de cobertura Prov isões Passiv os por impostos correntes Passiv os por impostos diferidos Outros passiv os 1 307 918 36 184 2 333 034 3 995 174 711 299 119 294 51 391 528 24 749 40 767 - 46 949 2 399 Total de Passivo 8 620 338 Capital Prémios de emissão Reserv as de reav aliação Outras reserv as e resultados transitados Resultado do ex ercício 476 000 10 109 - 8 760 233 883 1 202 5 402 4 673 - 2 316 476 000 10 109 - 3 358 238 556 - 1 114 Total de capital 712 434 7 759 9 332 772 - 36 791 - 48 612 2 594 1 609 046 32 296 1 807 930 4 189 605 1 066 572 89 064 3 847 1 860 17 812 37 281 - 46 018 8 855 313 476 000 10 109 - 82 585 274 133 2 049 4 905 5 250 - 2 035 476 000 10 109 - 77 680 279 383 14 720 193 679 706 8 120 687 826 9 295 981 9 581 037 - 37 898 9 543 139 Capital Total de Passivo + Capital 100 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Reconciliação da Dem onstração de Resultados em 30 de junho de 2014 e 2013 (milhares de euros) 30-06-2014 NCA Juros e rendimentos similares Ajust. 30-06-2013 IFRS NCA Ajust. IFRS 133 481 133 481 161 149 161 149 Juros e encargos similares 71 407 71 407 96 986 96 986 Margem financeira 62 074 62 074 64 163 Rendimento de instrumentos de capital Rendimentos de serv iços e comissões Encargos com serv iços e comissões Resultados de ativ os e passiv os av aliados ao justo v alor atrav és de resultados (líquido) Resultados de ativ os financeiros disponív eis para v enda (líquido) Resultados de reav aliação cambial (líquido) Resultados de alienação de outros ativ os 58 34 168 4 349 58 34 168 4 349 47 29 081 4 383 - 1 499 9 702 562 - 5 182 - 1 499 9 702 562 - 5 182 769 1 064 673 2 614 Outros resultados de ex ploração - 3 214 - 3 214 - 3 138 Produto bancário 92 320 92 320 90 890 Custos com pessoal Gastos gerais administrativ os Depreciações e amortizações Prov isões líquidas de reposições e anulações Correcções de v alor associadas ao crédito a clientes e v alores a receber de outros dev edores (líq. de reposições e anulações) 28 585 27 293 2 003 337 28 585 27 293 2 003 337 27 913 25 112 2 483 - 2 129 Imparidades de outros ativ os líquida de rev ersões e recuperações - 3 040 Resultado antes de impostos 35 866 Diferidos Resultado líquido do exercício 0 3 068 38 934 32 185 - 3 040 1 992 0 64 163 47 29 081 4 383 0 769 1 064 673 2 614 - 3 138 0 90 890 27 913 25 112 2 483 - 2 129 2 769 34 954 1 992 1 276 - 3 068 - 1 792 3 334 - 2 769 565 74 - 752 - 678 1 285 - 734 551 587 218 Impostos Correntes 0 587 218 - 513 - 752 - 1 265 1 067 - 734 333 1 202 - 2 316 - 1 114 2 049 - 2 035 14 101 Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre Reconciliação de variações em capitais próprios , em 30 de junho de 2014 e 2013 (milhares de euros) Outras Capital Prémio de Reservas de reservas e Resultado Social emissão justo valor Resultados líquido Total transitados Saldos em 30-06-2014 - NCA 476 000 10 109 - 8 760 Imparidade de crédito - Ajustamento prov isões regulamentares - Impostos diferidos Valorização de imóv eis de serv iço próprio - Aplicação do justo v alor - Impostos diferidos Saldos em 30-06-2014 - IFRS 233 883 1 202 712 434 3 553 - 870 - 3 067 751 486 - 119 7 801 - 2 399 1 990 10 109 - 3 358 238 556 Capital Prémio de Reservas de reservas e Resultado Social emissão reavaliação Resultados líquido 476 000 9 791 - 2 399 - 1 114 720 193 Outras Total transitados Saldos em 30-06-2013 - NCA 476 000 10 109 - 82 585 Imparidade de crédito - Ajustamento prov isões regulamentares - Impostos diferidos Valorização de imóv eis de serv iço próprio - Aplicação do justo v alor - Impostos diferidos Saldos em 30-06-2013 - IFRS 476 000 10 109 O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS 274 133 2 049 679 706 4 025 - 2 769 734 - 2 769 4 759 7 500 - 2 595 2 291 - 1 066 - 77 680 279 383 9 791 - 3 661 14 687 826 O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO 102