Banco Popular Portugal, SA
Relatório Intercalar
e
Contas
2014
1º semestre
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Sumário
Página
Informação Geral .................................................................................................................... 3
Órgãos Sociais ....................................................................................................................... 4
O Banco Popular Portugal em números ................................................................................. 5
Relatório de Gestão Intercalar ................................................................................................ 6
Enquadramento macroeconómico ........................................................................................................ 7
Estratégia comercial ............................................................................................................................. 8
Resultados ............................................................................................................................................ 9
Margem financeira............................................................................................................................. 9
Produto bancário ............................................................................................................................. 12
Resultado operacional .................................................................................................................... 13
Resultado Líquido ........................................................................................................................... 14
Recursos e aplicações ........................................................................................................................ 14
Ativos totais ..................................................................................................................................... 14
Recursos de clientes ....................................................................................................................... 15
Crédito a clientes............................................................................................................................. 17
Principais Riscos e incertezas ............................................................................................................ 18
Participações qualificadas .................................................................................................................. 20
Declaração de conformidade sobre a informação financeira apresentada ............................ 21
Contas Semestrais ............................................................................................................... 22
Balanço ........................................................................................................................................... 22
Demonstração de Resultados ......................................................................................................... 23
Demonstração do Rendimento Integral .......................................................................................... 24
Demonstração em base individual dos movimentos nas contas de Capital Próprio ...................... 24
Demonstração dos Fluxos de Caixa ............................................................................................... 25
Notas às Demonstrações Financeiras ............................................................................................ 26
2
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Informação Geral
O Banco Popular Portugal, S.A. foi constituído em 2 de julho de 1991, tem sede na Rua
Ramalho Ortigão, 51, em Lisboa e encontra-se matriculado na Conservatória do Registo
Comercial de Lisboa com o Número de Identificação de Pessoa Coletiva (NIPC)
502.607.084. O Banco adotou a atual denominação social em setembro de 2005 em
detrimento da anterior “BNC-Banco Nacional de Crédito, S.A.”. O Banco Popular Portugal
participa no Fundo de Garantia de Depósitos e tem um capital social de 476 milhões de
euros.
A documentação financeira e estatística constante do relatório de gestão intercalar e das
contas semestrais foi elaborada com critérios analíticos da máxima objetividade, detalhe,
transparência informativa e homogeneidade no tempo, a partir das situações financeiras
enviadas periodicamente ao Banco de Portugal. As situações financeiras são apresentadas
de acordo com as normas vigentes no ano de 2014, em particular as estabelecidas pelo
Banco de Portugal no que se refere à apresentação de informações de natureza
contabilística.
Nos termos do n.º 3 do artigo 8.º do Código dos Valores Mobiliários informa-se que a
presente informação semestral não foi sujeita a auditoria ou a revisão limitada.
O relatório de gestão intercalar, as contas semestrais e os restantes documentos que os
acompanham podem ser consultados na internet na página do Banco Popular Portugal:
www.bancopopular.pt.
3
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Órgãos Sociais
Mesa da Assembleia Geral
Augusto Fernando Correia Aguiar-Branco - Presidente
João Carlos de Albuquerque de Moura Navega - Secretário
Conselho de Administração
Rui Manuel Morganho Semedo - Presidente
Carlos Manuel Sobral Cid da Costa Álvares - Vogal
Tomás Pereira Pena - Vogal
José Ramón Alonso Lobo - Vogal
Conselho Fiscal
Rui Manuel Ferreira de Oliveira - Presidente
Telmo Francisco Salvador Vieira
António José Marques Centúrio Monzelo
Ana Cristina Freitas Rebelo Gouveia – Suplente
Revisor Oficial de Contas
PricewaterhouseCoopers & Associados, Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.,
representada por Aurélio Adriano Rangel Amado ou por José Manuel Henriques Bernardo
Revisor Oficial de Contas suplente
Jorge Manuel Santos Costa, Revisor Oficial de Contas.
4
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
O Banco Popular Portugal em números
(milhões de euros, salvo indicação em contrário)
Jun-14
Var.
(% e p.p.)
Jun-13
Volume de Negócios
Ativos totais sob gestão
Ativos totais de balanço
Recursos próprios (a)
Recursos de clientes:
de balanço
outros recursos intermediados
Crédito concedido
Riscos contingentes
10 318
9 333
712
4 980
3 995
985
5 649
569
0,1%
-2,6%
4,8%
1,2%
-4,6%
35,0%
-4,3%
-6,0%
10 311
9 581
680
4 919
4 190
730
5 905
605
Solvência
Rácio de solvabilidade-BP
Tier 1
Core Tier 1
11,3%
11,3%
11,6%
0,2
0,2
0,2
11,1%
11,1%
11,4%
6 218
309
285
5,5%
111,9%
-4,5%
23,0%
25,7%
1,2
7,7
6 510
251
227
4,2%
104,2%
62,1
92,3
34,4
1,3
1,2
-3,3%
1,6%
-2,7%
-61,7%
-41,3%
64,2
90,9
35,4
3,3
2,0
9 619
696
0,03%
0,35%
60,5%
4,7%
3,9%
-0,02
-0,27
2,19
9 186
670
0,04%
0,62%
58,3%
Dados por Ação
Número final de ações (milhões)
Número médio de ações (milhões)
Valor contabilístico da ação (€)
Resultado por ação (€)
476
476
1,497
0,003
0,0%
0,0%
4,8%
-41,3%
476
476
1,428
0,004
Outros Dados
Número de empregados
Número de agências
Empregados por agência
1 295
172
7,5
-0,8%
-2,8%
2,1%
1 305
177
7,4
Gestão do Risco
Riscos totais
Crédito vencido
Crédito vencido há mais de 90 dias
Rácio de crédito vencido (%)
Rácio de cobertura de crédito vencido
Resultados
Margem financeira
Produto bancário
Resultado operacional
Resultados antes de impostos
Resultado líquido
Rentabilidade e Eficiência
Ativos líquidos médios
Recursos próprios médios
ROA (%)
ROE (%)
Eficiência operativa (Cost to income) (%)
(a) Depois da aplicação dos resultados de cada exercício
5
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Relatório de Gestão Intercalar
A 30 de junho de 2014, o Banco Popular Portugal, S.A. apresentava capitais próprios no
montante de 712.434 mil euros, detinha uma rede de 172 agências e um quadro de pessoal
de 1.295 colaboradores. Contava com mais de 400 mil clientes e geria, aproximadamente,
10,3 mil milhões de euros de ativos totais, incluindo cerca de 5 mil milhões de euros de
recursos de clientes. No final do primeiro semestre de 2014, o ativo líquido do Banco Popular
ascendia a 9,3 mil milhões de euros.
O Banco opera em Portugal oferecendo uma vasta gama de produtos, desde Depósitos,
Crédito de Retalho, Crédito Corporate, Seguros Vida e Não-vida, Gestão de Ativos e
Factoring. As operações do Banco encontram-se suportadas pelas seguintes entidades:
- Popular Gestão de Ativos, SA – detida a 100% pelo Banco Popular Español S.A. (BPE), é
uma Sociedade Gestora de Fundos de Investimento que administra, entre outros, os fundos
de investimento comercializados pelo Banco;
- Popular Factoring, SA – detida a 99,8% pelo BPE, é uma instituição de crédito que oferece
serviços de Factoring;
- Eurovida – Companhia de Seguros de Vida, SA – é uma companhia de seguros de Vida e
Capitalização detida em 84,1% pelo BPE e em 15,9% pelo Banco;
- Popular Seguros – Companhia de Seguros, SA – é detida na sua totalidade pela Eurovida
e concentra a sua oferta de produtos no ramo segurador Não-vida.
6
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Enquadramento macroeconómico
No 2º trimestre de 2014 o Produto Interno Bruto terá registado, de acordo com os primeiros
dados disponíveis, uma variação homóloga em volume de 0,8 por cento e uma variação
trimestral de 0,6 por cento invertendo a queda registada no 1º trimestre (-0,6 por cento em
cadeia). Este desempenho da economia nacional, que terá sido inferior em termos
homólogos ao verificado no 1º trimestre (1,3 por cento), foi condicionado pela redução das
Exportações de Bens e Serviços e pela evolução do Investimento que estará na base do
contributo menos intenso da procura interna no PIB. As projeções para o período 2014-2016
apontam no sentido de uma gradual recuperação da atividade económica embora, para
2014, ainda subsistam algumas incertezas quanto à projecção de crescimento de 1,1 por
cento do PIB em termos reais decorrentes da capacidade de crescimento das exportações,
da continuidade de recuperação do consumo privado, da recuperação do sistema financeiro
e do enquadramento externo nomeadamente da área-euro.
A procura interna mantém a trajectória de recuperação iniciada já no 2º trimestre de 2013
auxiliada pelo investimento e pelo consumo privado ainda que, neste último, se verifiquem,
por vezes, alguns sinais de retração a exemplo da desaceleração do Índice de Volume de
Negócios no Comércio a Retalho que passou de uma variação homóloga de 1,8 por cento
em maio para 0,1 por cento em junho. O Indicador de Confiança dos Consumidores
aumentou no mês de junho, dando continuidade ao acentuado movimento ascendente
observado desde o início de 2013, atingindo o valor mais elevado desde janeiro de 2007.
Nos últimos meses, o indicador, beneficiou do contributo positivo de todas as componentes,
destacando-se, sobretudo, pelas perspetivas sobre a evolução do desemprego.
De acordo com o INE, a taxa de desemprego, em Portugal, situou-se, no final do 2º
trimestre, nos 13,9 por cento. O desemprego tem recuado ininterrupta e moderadamente,
este ano. No entanto, a nível europeu, é a 5ª mais elevada.
Em junho de 2014, o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor registou uma variação
homóloga de -0,2 por cento, refletindo um abrandamento da queda dos preços dos bens e
uma desaceleração dos preços dos serviços.
O Banco Central Europeu desceu a taxa de juro de referência, em junho, para um novo
mínimo de 0,15 por cento. De acordo com o Conselho do Banco Central Europeu, a
economia da área euro deverá registar uma recuperação moderada, no contexto de inflação
baixa e de fraqueza nas condições monetárias e de crédito.
7
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Estratégia comercial
Durante o primeiro semestre, o Banco Popular reforçou o seu posicionamento estratégico
como um Banco de referência para as Empresas, sem descurar uma oferta universal, com
uma abordagem próxima do cliente e preparado para o dia-a-dia. O Banco continuou a sua
estratégia baseada no serviço ao cliente, com uma visão do acompanhamento do seu ciclo
de vida e com a melhoria da interação entre canais, para criar relação e gerar oportunidades
de negócio.
A provar a dinâmica da sua atividade comercial, o Banco Popular conseguiu, no primeiro
semestre, angariar cerca de 15 mil novos clientes, dos quais 11.213 particulares e 3.749
empresas. Em ambos os segmentos, ficou evidente o esforço no aumento da
transacionalidade e da vinculação.
O financiamento às empresas, nomeadamente através do apoio à internacionalização e à
disponibilização de uma oferta alargada de produtos e serviços setoriais estiveram na base
das grandes prioridades para o segmento empresas, no primeiro semestre, destacando o
dinamismo na colocação de crédito através das Linhas PME Crescimento e o aumento da
quota de mercado na Locação Financeira.
A estratégia de comunicação tem acompanhado o posicionamento estratégico do Banco,
facto que ficou evidente com mais uma campanha multimeios lançada no primeiro semestre.
8
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Resultados
As contas de resultados são apresentadas, de forma sintética, no quadro 1, tendo como
referência o primeiro semestre de 2014 e o período homólogo de 2013, de acordo com as
normas estabelecidas pelo Banco de Portugal.
Quadro 1 . Conta de Resultados Individual
(milhares de euros)
Jun-14
Jun-13
Variação
Valor
%
1
Juros e rendimentos similares
133 481
161 149
- 27 668
-17,2
2
Juros e encargos similares
71 407
96 986
- 25 579
-26,4
3
Margem financeira (1-2)
62 074
64 163
- 2 089
-3,3
4
Rendimento de instrumentos de capital
5
Comissões líquidas
6
Resultados de operações financeiras (líq)
7
Resultados de alienação de outros ativos
8
Outros resultados de exploração
- 3 214
9
Produto da actividade (3+4+5+6+7+8)
92 320
10
Custos com pessoal
28 585
11
Gastos gerais administrativos
27 293
12
Amortizações
2 003
13
Resultado operacional (9-10-11-12)
14
Provisões líquidas de reposições e anulações
15
16
17
Resultado antes de Impostos (13-14-15-16)
18
Impostos
19
Resultado Líquido do Exercício (17-18)
58
47
11
23,3
29 819
24 698
5 121
20,7
8 765
2 506
6 259
249,8
- 5 181
2 614
- 7 795
-298,2
- 3 138
- 76
-2,4
90 890
1 431
1,6
27 913
672
2,4
25 112
2 181
8,7
2 483
- 480
-19,3
34 440
35 382
- 942
-2,7
337
- 2 129
2 466
115,8
Correções líquidas de valor associado a crédito a clientes
35 866
32 184
3 682
11,4
Imparidade e outras provisões líquidas
- 3 040
1 993
- 5 033
-252,5
1 277
3 334
- 2 057
-61,7
74
1 285
- 1 210
-94,2
1 202
2 049
- 847
-41,3
Quadro 1 – Conta de Resultados Individual
Margem financeira
No final do primeiro semestre de 2014, a margem financeira ascendeu a 62 milhões de
euros, correspondendo a uma diminuição de, aproximadamente, 2,1 milhões de euros, ou
seja, menos 3,3%, face ao mesmo período do ano anterior. Esta redução ficou a dever-se,
como pode ser observado no quadro 2, pelo lado do ativo, ao efeito combinado crédito
concedido (-16,6 milhões de euros por via da redução do volume médio mas essencialmente
por via da redução de taxas de juro) e carteira de ativos financeiros (-12,7 milhões de euros
por via da redução das taxas de juro destas operações). Estes efeitos negativos foram
compensados quase na totalidade pelos efeitos volume e preço favoráveis dos recursos de
clientes e pelo menor custo dos recursos de instituições de crédito traduzindo-se desta forma
9
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
numa poupança de 25,6 milhões de euros. Neste contexto, a estratégia de reduzir o custo
dos recursos foi determinante para compensar as reduções de volume e preço no crédito
concedido.
Quadro 2 . Variação anual da margem financeira - Análise causal jun/2014 - jun/2013
(milhares de euros)
Por variação do
volume de atividade
Variação em :
Crédito concedido
Disponibilidades e Aplicações em OIC
Ativos financeiros
Outros ativos
Por variação nas Por variação de
taxas de juro
prazo
Variação
total
- 5 813
2 242
- 978
- 15
- 10 747
- 752
- 11 740
135
-
- 16 560
1 490
- 12 718
120
- 4 564
- 23 104
-
- 27 668
- 5 127
2 399
0
90
- 17 980
- 5 057
0
96
-
- 23 107
- 2 658
0
186
Total de recursos
- 2 638
- 22 941
-
- 25 579
Margem financeira
- 1 926
- 163
-
- 2 089
Total de aplicações
Recursos de clientes
Recursos de instituições de crédito
Recursos próprios
Outros passivos
Globalmente, sobrepôs-se o efeito volume de atividade, quer pela redução do crédito quer
pela redução dos recursos de clientes, evidenciando uma gestão eficiente das taxas de juro.
Quadro 2 – Variação anual da margem financeira
De acordo com o quadro 3, o ativo médio foi, no primeiro semestre de 2014, financiado em
48,4% por recursos de clientes e em 41,6% por recursos de instituições de crédito,
principalmente recursos do Grupo Banco Popular, tendo o saldo médio do crédito concedido
a clientes continuado a ser a principal componente, representando cerca de 58,1% do total
do ativo médio.
Quadro 3 . Evolução de capitais e taxas médias anuais. Margens.
(milhares de euros e %)
jun-14
jun-13
Saldo
Médio
Dist.
(%)
Proveitos
Taxa
ou custos Média (%)
Saldo
Médio
Dist.
(%)
Crédito concedido (a)
Disponibilidades e Aplicações em OIC
Ativos financeiros
Outros ativos
5 590 467
1 312 320
2 303 632
412 640
58,1%
13,6%
23,9%
4,3%
102 279
2 932
28 061
209
Total do Ativo ( b )
9 619 059
100%
Recursos de clientes ( c )
Recursos de Instituições de crédito
Contas de capital
Outros passivos
4 657 488
3 998 949
695 979
266 643
Total do Passivo e Capitais Próprios (d)
9 619 059
3,69
0,45
2,46
0,10
5 888 236
449 572
2 361 598
486 166
64,1%
4,9%
25,7%
5,3%
118 838
1 442
40 779
89
4,07
0,65
3,48
0,04
133 481
2,80
9 185 570
100%
161 149
3,54
48,4%
41,6%
7,2%
2,8%
50 942
9 078
0
11 387
2,21
0,46
0,00
8,61
5 026 637
3 226 520
670 023
262 390
54,7%
35,1%
7,3%
2,9%
74 049
11 736
0
11 201
2,97
0,73
0,00
8,61
100%
71 407
1,50
9 185 570
100%
96 986
2,13
Margem com clientes (a - c)
Margem financeira (b - d)
1,48
1,30
10
Proveitos
Taxa
ou custos Média (%)
1,10
1,41
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Considerando a evolução das taxas de juro médias anuais das aplicações e recursos,
salienta-se que o ativo médio, que atingiu 9.619 milhões de euros, registou uma
rendibilidade global de 2,8%, que comparada com o custo médio do total dos recursos
afectos ao financiamento do ativo de 1,5%, permitiu atingir uma margem financeira anual de
1,30%, menos 11 pontos base, face à registada no mesmo período do anterior.
A estratégia de redução do custo dos recursos quer de clientes (77 pontos base), quer de
instituições de crédito, permitiu uma redução de 63 pontos base na taxa média anual do
passivo situando-se em 1,50%, o que compara com 2,13% no período homólogo do ano
anterior (quadro 3a).
A redução do saldo médio de crédito concedido é justificada por algumas vendas ocorridas
em 2013, tendo a taxa média anual do crédito decrescido 38 pontos base, de 4,07% para
3,69%. Por este efeito combinado, a margem com clientes aumentou, igualmente, 38 pontos
base, para 1,48%.
Quadro 3a . Evolução das taxas médias anuais. Margens
Taxa média anual
jun-14
(%)
Taxa média anual
jun-13
(%)
Variação
jun-14 / jun-13
(p.p.)
Crédito concedido (a)
Disponibilidades e Aplicações em OIC
Ativos financeiros
Outros ativos
3,69
0,45
2,46
0,10
4,07
0,65
3,48
0,04
-0,38
-0,20
-1,03
0,07
Total do Ativo ( b )
2,80
3,54
-0,74
Recursos de clientes ( c )
Recursos de Instituições de crédito
Contas de capital
Outros passivos
2,21
0,46
0,00
8,61
2,97
0,73
0,00
8,61
-0,77
-0,28
0,00
0,00
Total do Passivo e Capitais Próprios (d)
1,50
2,13
-0,63
Margem com clientes (a - c)
Margem financeira (b - d)
1,48
1,30
1,10
1,41
0,38
-0,11
11
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Fig. 1 - Margem com Clientes
Fig. 2 - Margem de Intermediação financeira
Produto bancário
No primeiro semestre de 2014, as comissões líquidas cobradas aos clientes pela colocação
de produtos e prestação de serviços atingiram 29,8 milhões de euros, correspondendo a um
aumento superior a 5 milhões de euros, ou 20,7%, face ao primeiro semestre de 2013. No
quadro 4, pode ser observado com maior detalhe as principais rúbricas que contribuíram
para a variação das comissões no semestre, e que foram pelo lado negativo as comissões
de operações de crédito com 1,5 milhões de euros a menos, -18,5%, e pelo lado positivo, as
comissões de vendas de seguros com mais de 3,2 milhões de euros, ou mais 357% e as
comissões de meios de cobrança e pagamento com mais 1,8 milhões de euros, ou mais
30,2%.
Quadro 4 . Comissões Líquidas
(milhares de euros)
Variação
Valor
%
Jun-14
Jun-13
Comissões de operações de crédito
6 776
8 310
Comissões de garantias e avales
3 486
3 671
- 185
-5,0
Comissões de meios de cobrança e pagamento (liq.)
7 683
5 899
1 784
30,2
Comissões de gestão de ativos (liq.)
1 180
518
662 127,7
Comissões de venda de seguros
4 196
918
3 278 357,0
Comissões de manutenção de contas
2 918
2 538
380
15,0
791
821
- 30
-3,6
Outras (liq.)
2 961
2 182
779
35,7
Comissões pagas a promotores e angariadores
- 172
- 159
- 13
-8,2
29 819
24 698
5 121
20,7
Comissões de processamento
Total
- 1 534
-18,5
Quadro 3
– Comissões Líquidas
Relativamente às restantes componentes do produto bancário, salienta-se o aumento de
cerca de 6,3 milhões de euros em resultados de operações financeiras derivado dos
melhores resultados obtidos nos ativos financeiros detidos em carteira, que não compensou
os -7,8 milhões de euros resultantes da alienação de outros ativos maioritariamente ativos
imobiliários.
No final do primeiro semestre, o produto bancário encontrava-se 1,4 milhões de euros acima
do registado no primeiro semestre de 2013, correspondendo a uma variação positiva de
1,6%.
12
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Resultado operacional
No primeiro semestre de 2014, os custos operativos ascenderam a 57,9 milhões de euros,
mais 2,4 milhões de euros, ou 4,3%, face ao mesmo período do ano anterior, tal como pode
ser observado no quadro 5.
Quadro 5 . Custos Operativos
(milhares de euros)
Jun-14
Jun-13
Variação
Valor
%
Custos com pessoal (a)
Remunerações
Encargos sociais
Fundo de pensões
Outros custos
28 585
21 088
5 689
1 465
343
27 913
20 844
5 950
549
570
672
2,4
244
1,2
- 261
-4,4
916 167,0
- 227 -39,8
Gastos gerais administrativos (b)
Fornecimentos de terceiros
Rendas e alugueres
Comunicações
Deslocações, est. e representação
Publicidade e ed. de publicações
Conservação e reparação
Transportes
Avenças e honorários
Judiciais, contencioso e notariado
Informática
Segurança e vigilância e limpeza
Mão-de-obra eventual
Consultores e auditores externos
Avaliadores externos
Serviços prestados Grupo Banco Popular
Outros serviços
27 293
1 309
2 175
2 222
578
1 892
1 709
560
3 228
959
6 414
465
2 317
337
54
1 685
1 389
25 112
1 337
2 249
2 033
516
1 160
2 024
522
3 202
1 296
3 881
590
2 214
347
147
1 676
1 918
2 181
- 28
- 74
189
62
732
- 315
38
26
- 337
2 533
- 125
103
- 10
- 93
9
- 529
8,7
-2,1
-3,3
9,3
11,9
63,1
-15,6
7,2
0,8
-26,0
65,3
-21,2
4,6
-2,7
-63,3
0,5
-27,6
Custos de funcionamento (c=a+b)
55 878
53 025
2 853
5,4
2 003
2 483
- 480
-19,3
57 881
55 508
2 373
4,3
Amortizações do exercício (d)
Total (c+d)
Os custos com pessoal ascenderam a 28,6 milhões de euros, correspondendo a um
aumento de 2,4%. O acréscimo de custos verificado corresponde a um aumento de cerca de
0,9 milhões de euros relativos a maiores dotações para o Fundo de Pensões. Excluindo esse
efeito, os custos com pessoal teriam mantido a tendência decrescente verificada nos últimos
tempos.
13
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Os gastos gerais administrativos situaram-se nos 27,3 milhões de euros, correspondendo a
um aumento de 2,2 milhões de euros (+8,7%), face a igual período do ano anterior. Este
aumento de custos ficou a dever-se sobretudo a um aumento da rúbrica “Informática” (+2,5
milhões de euros, ou 65,3%) e a um acréscimo da rúbrica “Publicidade e ed. publicações”
(+0,7 milhões de euros, ou 63,1%).
Ao nível das dotações para amortizações do imobilizado verificou-se um comportamento
positivo (-0,5 milhões de euros, ou -19,3%), ultrapassando ligeiramente os 2 milhões de
euros.
O rácio de eficiência operativa, que corresponde à parte do produto bancário consumida
pelos custos operativos situa-se nos 62,7% (menos 3pp face a 31 de dezembro de 2014),
sendo que o peso dos custos com pessoal no produto bancário fixou-se nos 31%, abaixo
dos 32,8% verificados no final de 2013.
O resultado operacional ascendeu, assim, a aproximadamente 34,4 milhões de euros, 2,7%
inferior ao verificado no período homólogo de 2013.
Resultado Líquido
A 30 de junho de 2014, o Resultado Líquido do Exercício era superior a 1,2 milhões de
euros, menos 0,8 milhões face a igual período do ano anterior. Para esta redução contribuiu,
essencialmente, a quebra de 2,1 milhões de euros da Margem Financeira e o aumento de
2,2 milhões de euros em gastos gerais administrativos.
Recursos e aplicações
Ativos totais
A 30 de junho de 2014, o ativo líquido do Banco Popular ascendia a 9.333 milhões de
euros, menos 248 milhões de euros relativamente a igual período do ano anterior,
representando um decréscimo de cerca de 2,6%.
O Banco faz também a gestão de outros recursos de clientes aplicados em instrumentos
de investimento e poupança e reforma, cujo montante ascendia, no final do primeiro
14
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
semestre de 2014, a cerca de 985 milhões de euros, os quais registaram um crescimento
de 35%, face ao primeiro semestre de 2013.
Desta forma, os ativos totais geridos pelo Banco atingiram, no final do semestre, a 10.318
milhões de euros, registando um aumento de 0,1%, quando comparado com o período
homólogo do ano anterior.
Recursos de clientes
A 30 de junho de 2014, o montante global de recursos de clientes dentro e fora de balanço
atingiu os 4.980 milhões, mais 1,2% relativamente ao mesmo período do ano anterior.
Os recursos de balanço, essencialmente, depósitos de clientes, atingiram um total de
3.995 milhões de euros, correspondente a um decréscimo de 4,6%, face a junho de 2013.
Os depósitos à Ordem registaram um crescimento de 153,7 milhões de euros, ou 21,5%
passando de 715,5 milhões de euros para 869,2 milhões de euros.
Quadro 6 . Recursos de Clientes
(milhares de euros)
Jun-14
Jun-13
Variação
Valor
%
3 949 199
869 211
3 075 531
4 457
4 135 003
715 529
3 413 996
5 478
- 185 804
153 682
- 338 465
- 1 021
-4,5
21,5
-9,9
-18,6
Cheques e ordens a pagar e outros recursos
12 175
12 055
120
1,0
Juros a pagar
33 800
42 547
- 8 747
-20,6
3 995 174
4 189 605
- 194 431
-4,6
307 259
501 366
87 501
88 783
198 819
378 615
91 367
60 897
108 440
122 751
54,5
32,4
- 3 866
27 886
-4,2
45,8
984 909
729 698
255 211
35,0
4 980 083
4 919 303
60 780
1,2
RECURSOS :
Depósitos
Depósitos à ordem
Depósitos a prazo
Depósitos poupança
RECURSOS DE BALANÇO ( a )
Recursos de desintermediação
Fundos de investimento
Seguros de investimento e capitalização
Seguros de reforma
Gestão de carteiras
RECURSOS FORA DE BALANÇO ( b )
RECURSOS TOTAIS ( a + b )
Os recursos fora de balanço, que incluem as aplicações em fundos de investimento, os
planos de poupança-reforma, os recursos captados através de seguros de investimento e
15
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
os patrimónios geridos através da banca privada, registaram, como anteriormente referido,
um crescimento de 35%, passando de 729,7 milhões de euros em 30 de junho de 2013
para 984,9 milhões de euros no final do primeiro semestre de 2014. A evolução positiva
desta componente deve-se aos crescimentos dos fundos de investimento em mais 54,5%,
da gestão de carteiras em 45,8% e dos seguros de investimento e capitalização em mais
32,4%. A evolução destes recursos é apresentada no final do quadro anterior.
O Banco Popular Portugal era, a 30 junho de 2014, o banco depositário de 17 fundos de
investimento administrados pela Popular Gestão de Ativos, cuja carteira total ascendia,
nessa data, a 307 milhões de euros. No quadro 7, são apresentados os patrimónios de
cada um dos fundos de investimento geridos, com referência a 30 de junho de 2014 e
2013.
Quadro 7 . Carteira dos Fundos de Investimento ( valor patrimonial )
(milhares de euros)
Jun-14
Jun-13
0
10 787
25 610
29 133
24 820
14 239
8 349
0
9 959
3 114
5 978
3 981
0
12 628
21 548
22 734
12 001
2 379
1 323
98 676
2 549
2 505
12 162
8 171
4 330
2 551
3 955
8 250
9 923
4 047
5 627
3 927
10 359
10 441
25 468
24 210
13 173
2 454
0
44 718
- 2 549
8 283
13 448
20 963
20 491
11 688
4 394
- 8 250
35
- 933
351
54
- 10 359
2 186
- 3 920
- 1 476
- 1 171
- 75
53 958
-100,0
330,7
110,6
256,6
473,3
458,1
111,1
-100,0
0,4
-23,1
6,2
1,4
-100,0
20,9
-15,4
-6,1
-8,9
-3,1
>
120,7
307 259
198 819
107 117
54,5
Fundos
Popular Valor
Popular Acções
Popular Euro Obrigações
Popular Global 25
Popular Global 50
Popular Global 75
Popular Tesouraria
Popular Economias Emergentes I
Popular Economias Emergentes II
Popular Multiactivos (*)
Popular obrig. Ind.Emp. Alemanha e EUA
Popular obrig.Ind.Ouro (Londres)
Fundurbe
Imourbe
ImoPopular
ImoPortugal
Popular Predifundo
Popular Objectivo Rendimento 2015
Popular Objectivo Rendimento 2021
Popular Arrendamento
Total
Variação
Valor
%
(*) Popular Multiactivos, resulta da fusão por incorporação de Popular Multiactivos I ,
Popular Multiactivos II e Popular Multiactivos III.
16
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Crédito a clientes
A 30 de junho de 2014, o crédito concedido a clientes totalizava cerca de 5.649 milhões de
euros, representando 60,5% do total do ativo, ou 57,4% se deduzidas as provisões para
crédito vencido. O crédito a empresas e administrações públicas ultrapassava os 3.108
milhões de euros (excluindo outros crédito titulados e crédito vencido), correspondendo a
62,4% do crédito concedido.
No quadro seguinte pode ser observada a composição do crédito concedido a clientes com
referência a 30 de junho de 2014 e 2013.
Quadro 8 . Crédito sobre Clientes
(milhares de euros)
Jun-14
Jun-13
Variação
Valor
%
Crédito concedido ( a )
Empresas e Administrações Públicas
Particulares
Habitação
Consumo
Outras finalidades
Total
Outros créditos (Titulados) ( b )
Juros e comissões a receber ( c )
Crédito e juros vencidos ( d )
Até 90 dias
Mais de 90 dias
Total
Crédito Total Bruto ( a + b + c + d )
Provisões Específicas de Crédito
Crédito Total Líquido
3 108 726
1 873 358
1 475 228
41 461
356 669
4 982 084
3 483 422
1 874 025
1 462 556
50 051
361 419
5 357 448
- 374 696
- 668
12 672
- 8 590
- 4 750
- 375 364
-10,8
0,0
0,9
-17,2
-1,3
-7,0
350 398
272 300
78 098
28,7
7 836
24 168
- 16 332
-67,6
23 522
285 113
308 635
23 963
226 886
250 849
- 441
58 227
57 785
-1,8
25,7
23,0
5 648 953
5 904 765
- 255 812
-4,3
295 177
211 713
83 464
39,4
5 353 776
5 693 052
- 339 276
-6,0
Quadro 4 – Crédito sobre Clientes
A redução do crédito concedido deve-se, sobretudo a uma diminuição de 10,8% do crédito a
empresas e administrações públicas, ou 375 milhões de euros. O crédito a particulares
representava 37,6% do crédito concedido tendo registado, comparativamente ao mesmo
período do ano anterior uma quebra ligeira de 668 mil euros. Para esta quebra contribuiu,
essencialmente, a redução em mais de 13,3 milhões de euros nas rúbricas de crédito ao
17
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
consumo e outras finalidades, compensada quase na totalidade por 12,7 milhões de euros
de crescimento em crédito à habitação.
O montante do crédito e juros vencidos atingiu, no final do semestre, 308,6 milhões de
euros, mais 23% face ao período homólogo do ano anterior. De acordo com o observado no
quadro seguinte, este crédito representava 5,46% do crédito total. Considerando apenas o
crédito vencido há mais de 90 dias, este indicador situa-se nos 5,05%.
O total do crédito em incumprimento ascendia, em 30 de junho de 2014, a mais de 441,7
milhões de euros, representando 7,82% do crédito total.
Quadro 9. Crédito Vencido e Crédito em Incumprimento
(milhares de euros)
Jun-14
Jun-13
Variação
Valor
% / p.p.
Crédito e juros vencidos
308 635
250 849
57 785
23,04
Crédito vencido há mais de 90 dias (a)
285 113
226 886
58 227
25,66
Crédito de cobrança duvidosa reclassificado como vencido (b)
156 647
141 496
15 152
10,71
Crédito em incumprimento (a+b)
441 760
368 382
73 378
19,92
Crédito vencido / crédito total (%)
5,46
4,25
1,22
Crédito vencido há mais de 90 dias / crédito total (%)
5,05
3,84
1,20
Crédito em incumprimento / crédito total (%)
7,82
6,24
1,58
Crédito em incumprimento líquido / crédito total líquido (%)
2,88
2,81
0,07
345 293
111,9
261 274
104,2
84 019
32,16
7,72
5 648 953
5 904 765
- 255 812
-4,33
Provisões para riscos de Crédito
Rácio de Cobertura (%)
por memória:
Crédito total
No final do primeiro semestre de 2014, as provisões para riscos de crédito ascendiam a
345,3 milhões de euros, garantindo um rácio de cobertura de 111,9%, que compara com
104,2% em igual período de 2013.
Principais Riscos e incertezas
Apesar dos recentes sinais de melhoria da situação económica do país, traduzidas num
ligeiro crescimento do PIB e na redução da taxa de desemprego, continuam a ser muitos
os desafios que se colocam, quer ao país, quer ao sector bancário em particular.
18
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Neste ponto, procuramos identificar os principais riscos que podem ter impacto na
atividade do Banco na segunda metade de 2014 e que poderão conduzir a que os
resultados futuros se afastem materialmente dos resultados esperados, nomeadamente:

Apesar de alguns sinais positivos registados nas principais economias mundiais e
europeias, subsistem algumas incertezas, que se traduzem em previsões de
crescimento mais modestas.

Fragilidade da economia nacional, muito associada às políticas orçamentais
restritivas. Não obstante as melhorias verificadas no PIB, explicado pela
recuperação da procura interna e pela manutenção da tendência positiva da
procura externa líquida e da redução das taxas de desemprego, será necessária a
consolidação destes indicadores nos próximos tempos.

Manutenção da política monetária acomodatícia, por parte do BCE, com a
manutenção da taxa de referência em níveis baixos durante um período prolongado
e a política do BCE relativamente às linhas de refinanciamento para os bancos.

Desenvolvimentos regulatórios futuros que poderão introduzir, a curto prazo,
desafios adicionais para o sector bancário.
Riscos inerentes à atividade do Banco
Apesar dos diversos controlos implementados e das medidas tomadas para os mitigar, o
Banco está sujeito a riscos específicos à sua atividade, nomeadamente:

Risco de Crédito e de Concentração – É o principal risco a que o Banco está
sujeito, não podendo ser excluída a possibilidade de se registar uma degradação
na qualidade dos seus ativos.

Risco de Mercado – A carteira de negociação assume valores pouco significativos,
não se antecipando qualquer impacto relevante por esta via no segundo semestre
de 2014.

Risco de Liquidez – Nos últimos anos, o Banco reduziu substancialmente a sua
dependência de liquidez face à Casa-mãe. No entanto, num eventual cenário de
crise que dificultasse a obtenção de funding através dos mercados financeiros, a
impossibilidade de recorrer a esta fonte de financiamento poderia ter implicações
na capacidade do Banco se financiar.

Risco de Taxa de Juro – Embora não seja previsível, uma variação significativa nas
taxas de juro poderá ter um impacto relevante na margem financeira e nos capitais
próprios do banco.
19
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre

Risco Cambial - A posição cambial global é tendencialmente nula, pelo que,
qualquer impacto nos resultados do Banco como resultado de variações nos preços
das moedas é imaterial.

Risco Operacional - De acordo com último exercício de auto-avaliação dos riscos
operacionais afectos a cada área do Banco, o risco residual concentra-se
maioritariamente num escalão considerado de risco baixo. Quantitativamente as
perdas por risco operacional verificadas no semestre findo comparam
favoravelmente com o período homólogo perspectivando-se para o segundo
semestre um comportamento similar.

Risco de Reputação e Compliance – São riscos a que o Banco também está sujeito
e que, apesar do sistema de governação interna reduzir a probabilidade da
ocorrência de eventos com impacto nos resultados.

Outros Riscos – O Banco está igualmente sujeito a outros riscos (por exemplo risco
tecnológico, risco imobiliário ou risco inerente à implementação da sua estratégia),
não se antecipando, porém, que possam ter influência significativa na sua atividade
e nos resultados que venha a gerar no decorrer do segundo semestre.
Nas Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras, os riscos acima referidos são
apresentados de forma mais detalhada.
Participações qualificadas
(Artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais e Artigo 20º do Código dos Valores
Mobiliários)
Acionistas
Banco Popular Español, SA
Nº Ações
Participação no
Capital social
%
Direitos
de voto
%
476 000 000
100%
100%
Lisboa, 31 de julho de 2014
Conselho de Administração
20
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Declaração de conformidade sobre a
informação financeira apresentada
DECLARAÇÃO A QUE SE REFERE A ALÍNEA C), DO Nº 1, DO ARTIGO 246º
DO CÓDIGO DOS VALORES MOBILIÁRIOS
A alínea c), do nº 1, do artigo 246º do Código dos Valores Mobiliários determina que cada uma das
pessoas responsáveis da sociedade emita declaração cujo teor é aí definido.
DECLARAÇÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Os membros do Conselho de Administração do Banco Popular Portugal, S.A., abaixo identificados
nominalmente, subscreveram individualmente a declaração que a seguir se transcreve:
“Declaro, nos termos e para os efeitos previstos na alínea c), do nº 1, do artigo 246º do Código dos
Valores Mobiliários, que, tanto quanto é do meu conhecimento, as demonstrações financeiras
condensadas do Banco Popular Portugal, S.A., relativas ao primeiro semestre de 2014, foram
elaborados em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem
verdadeira e apropriada do ativo e do passivo, da situação financeira e dos resultados daquela
sociedade e que o relatório de gestão intercalar expõe fielmente as informações exigidas nos termos
do nº 2 do referido artigo 246º do CVM.
Lisboa, 31 de julho de 2014
Conselho de Administração
Rui Manuel Morganho Semedo - Presidente
Carlos Manuel Sobral Cid da Costa Álvares - Vogal
Tomás Pereira Pena - Vogal
José Ramón Alonso Lobo - Vogal
21
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Contas Semestrais
Balanço
Balanço em base individual em 30 de junho de 2014 e 2013
(milhares de euros)
3 0 - 0 6 - 2 0 14
V a lo r a nt e s
N o t a s / de pro v is õ e s , P ro v is õ e s ,
Q ua dro s im pa rida de e im pa rida de e V a lo r lí quido
a ne xo s a m o rt iza ç õ e s a m o rt iza ç õ e s
1
2
3 0 - 0 6 - 2 0 13
3 = 1- 2
Ativo
Caixa e disponibilidades em bancos centrais
Disponibilidades em outras instituições de crédito
Ativos financeiros detidos para negociação
Outros ativos financ. justo valor através de resultados
Ativos financeiros disponíveis para venda
Aplicações em instituições de crédito
Crédito a clientes
Activos não correntes detidos para venda
Outros ativos tangíveis
Ativos intangíveis
Ativos por impostos correntes
Ativos por impostos diferidos
Outros ativos
17
18
19
20
21
22
23
25
26
27
15
28
29
Total de Ativo
50 712
66 622
103 903
1 869 916
1 260 684
5 648 953
20 747
177 580
20 832
3 566
78 458
484 418
9 786 391
39 961
50 712
66 622
103 903
0
1 869 916
1 260 684
5 353 776
20 747
79 820
111
3 566
78 458
444 457
52 219
68 853
55 107
32 320
2 256 880
677 770
5 693 052
22 579
85 324
202
3 053
72 160
561 518
453 619
9 332 772
9 581 037
1 307 918
36 184
2 333 034
3 995 174
711 299
119 294
51 391
528
24 749
40 767
1 609 046
32 296
1 807 930
4 189 605
1 066 572
89 064
52 459
1 860
15 218
37 281
8 620 338
8 901 331
476 000
10 109
- 8 760
233 883
1 202
476 000
10 109
- 82 585
274 133
2 049
295 177
97 760
20 721
Passivo
Recursos de bancos centrais
Passivos financeiros detidos para negociação
Recursos de outras instituições de crédito
Recursos de clientes
Responsabilidades representadas por títulos
Derivados de cobertura
Provisões
Passivos por impostos correntes
Passivos por impostos diferidos
Outros passivos
30
19
31
32
33
34
35
15
28
36
Total de Passivo
1 307 918
36 184
2 333 034
3 995 174
711 299
119 294
51 391
528
24 749
40 767
8 620 338
0
Capital
Capital
Prémios de emissão
Reservas de reavaliação
Outras reservas e resultados transitados
Resultado do exercício
39
39
40
41
Total de capital
Total de Passivo + Capital
476 000
10 109
- 8 760
233 883
1 202
712 434
0
712 434
679 706
9 332 772
0
9 332 772
9 581 037
0
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS
22
0
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Demonstração de Resultados
Demonstração de Resultados em base individual em 30 de junho de 2014 e 2013
(milhares de euros)
N o tas/
Q ua dro s
3 0 - 0 6 - 2 0 14
3 0 - 0 6 - 2 0 13
a ne xo s
Juros e rendimentos similares
6
133 481
161 149
Juros e encargos similares
6
71 407
96 986
62 074
64 163
Margem financeira
Rendimento de instrumentos de capital
Rendimentos de serviços e comissões
Encargos com serviços e comissões
Resultados de ativos e passivos avaliados ao justo valor
através de resultados (líquido)
Resultados de ativos financeiros disponíveis para venda (líquido)
Resultados de reavaliação cambial (líquido)
Resultados de alienação de outros ativos
7
8
8
58
34 168
4 349
47
29 081
4 383
9
9
10
11
- 1 499
9 702
562
- 5 182
769
1 064
673
2 614
Outros resultados de exploração
12
- 3 214
- 3 138
92 320
90 890
28 585
27 293
2 003
337
27 913
25 112
2 483
- 2 129
Produto bancário
Custos com pessoal
Gastos gerais administrativos
Depreciações e amortizações
Provisões líquidas de reposições e anulações
Correcções de valor associadas ao crédito a clientes e valores
a receber de outros devedores (líq. de reposições e anulações)
13
14
26/27
35
23
35 866
32 184
Imparidades de outros ativos líquida de reversões e recuperações
29
- 3 040
1 993
1 276
3 334
74
1 285
Resultado antes de im postos
Impostos
Correntes
15
587
218
Diferidos
15
- 513
1 067
1 202
2 049
0
0
1 202
2 049
Resultado após im postos
Do qual: Resultado após impostos de operações descontinuadas
Resultado líquido do exercício
Resultado por ação (euro)
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS
0,00
0,00
476 000
451 000
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
23
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Demonstração do Rendimento Integral
Demonstração do Rendimento Integral
(milhares de euros)
30-06-2014
30-06-2013
Resultado líquido
1 202
2 049
Outros rendim entos integrais:
Itens que não reclassificam por resultados
Pensões de reforma
Reconhecimento dos ganhos/perdas atuariais do período
- 340
1 004
- 340
1 004
Itens que se reclassificam por resultados
Ativos financeiros disponíveis para venda
Reavaliação de ativos financeiros disponíveis para venda
60 602
38 474
- 14 918
- 10 195
45 684
28 279
Resultado não reconhecido na dem onstração de resultados
45 344
29 283
Rendim ento integral individual
46 546
31 332
Impacto fiscal
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Demonstração em base individual dos movimentos nas contas de
Capital Próprio
Demonstração em base individual
dos movimentos nas contas de Capital Próprio
(milhares de euros)
Saldo em 01 de janeiro de 2013
Capital
Social
Prém io de
Em issão
Reservas
de Justo
Valor
476 000
10 109
- 110 807
Constituição de reservas
Ganhos / perdas actuariais
Outros movimentos
Resultado integral do exercício
Saldo a 31 de dezem bro de 2013
-56
56 720
476 000
10 109
- 54 143
Constituição de reservas
Ganhos / perdas actuariais
Outros movimentos
Resultado integral do exercício
Saldo em 30 de junho de 2014
- 301
45 684
476 000
10 109
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS
- 8 760
Outras
Reservas e
Resultados
Transitados
Resultado
Líquido
Total do
Capital
Próprio
273 896
2 692
651 890
2 692
- 11 002
56
- 2 692
- 31 720
0
- 11 002
0
25 000
265 642
- 31 720
665 888
- 31 720
31 720
0
1 202
- 340
0
46 886
1 202
712 434
- 340
301
233 883
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
24
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Demonstração dos Fluxos de Caixa
Demonstração dos Fluxos de Caixa dos exercícios findos em 30 de junho de 2014 e 2013
(em milhares de euros)
Notas
30-06-2014
30-06-2013
Atividades operacionais
Juros, comissões e outros proveitos recebidos
140 585
148 332
Juros, comissões e outros custos pagos
- 56 059
- 67 509
Recuperações de crédito e juros vencidos
Pagamentos a empregados e fornecedores
Contribuições para o fundo de pensões
37
Sub-total
2 185
576
- 55 627
- 50 768
- 1 524
81
29 560
30 712
- 6 580
111 814
Variações nos ativos e passivos operacionais
Recursos de bancos centrais
Ativos financeiros detidos para negociação e disponíveis para venda
Aplicações em instituições de crédito
Recursos de instituições de crédito
- 35
- 4 187
-1 070 137
- 254 688
412 446
384 072
Créditos a clientes
- 177 718
61 564
Recursos de clientes
- 217 204
280 041
Derivados para gestão do risco
6 128
Outros ativos e passivos operacionais
- 41 813
- 24 990
-1 065 353
584 338
- 59
- 51
-1 065 412
584 287
Fluxos de caixa líquidos das atividades operacionais , antes de
im postos sobre lucros
Pagamento de impostos sobre lucros
Fluxos de caixa líquidos das atividades operacionais
Atividades de investim ento
Dividendos recebidos
Compra de ativos financeiros disponíveis para venda
Venda de ativos financeiros disponíveis para venda
Investimentos detidos até à maturidade
Venda de ativos tangíveis não correntes detidos para venda
Compra e venda de imobilizações
Fluxos de caixa líquidos das atividades de investim ento
58
47
- 714 254
- 910 139
646 722
- 25 656
0
542 167
101 054
0
- 351
50 483
33 229
- 343 098
Fluxos de caixa das atividades de financiam ento
Emissão de obrigações e outros passivos titulados
33
Reembolso de obrigações e outros passivos titulados
Fluxos de caixa líquidos das atividades de financiam ento
8 622
56 208
- 173 158
- 16 917
- 164 536
39 291
1 487 896
227 772
659
382
-1 196 719
280 480
291 836
508 634
Variação líquida em caixa e seus equivalentes
Caixa e equivalentes no início do período
46
Efeito da alteração da taxa de câmbio em caixa e seus equivalentes
Variação líquida em caixa e seus equivalentes
Caixa e equivalentes no fim do período
46
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
25
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Notas às Demonstrações Financeiras
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS EM 30 DE
JUNHO de 2014 e 2013
(Valores expressos em milhares de euros)
1. INTRODUÇÃO
1.1 Atividade
O Banco, sob a designação de BNC – Banco Nacional de Crédito Imobiliário, foi constituído
em 2 de julho de 1991, na sequência de autorização concedida pela Portaria do Ministério
das Finanças n.º 155/91, de 26 de Abril. Em 12 de setembro de 2005, alterou a sua
designação para Banco Popular Portugal, S.A..
O Banco está autorizado a operar de acordo com as diretrizes reguladoras da atividade
bancária, vigentes em Portugal, tendo por objeto a obtenção de recursos de terceiros, sob a
forma de depósitos ou outros, os quais aplica, conjuntamente com os seus recursos
próprios, na concessão de crédito ou em outros ativos, prestando ainda outros serviços
bancários no País e no estrangeiro.
As contas do Banco são consolidadas ao nível da empresa mãe, Banco Popular Español,
S.A., (“BPE”) com sede em Madrid, na Calle Velázquez nº 34, Espanha.
As contas do BPE estão disponíveis na respetiva sede social e na página do BPE na internet
(www.bancopopular.es).
O Banco não está cotado em bolsa.
1.2 Estrutura do Banco
Em corolário do processo de reestruturação iniciado em exercícios anteriores, o Banco, no
decorrer do exercício de 2011, deixou de deter qualquer participação financeira em entidades
subsidiárias e decidiu proceder à reclassificação das obrigações subordinadas “Class D
Notes”, emitidas pelo Navigator Mortgage Finance Nº 1 Plc (“Navigator”), para a carteira de
Ativos financeiros disponíveis para venda.
Tendo por base o facto de o Banco ter considerado imaterial o investimento no Navigator e
os potenciais impactos nas suas demonstrações financeiras, o Banco, em conformidade com
o disposto na IAS 1 revised, decidiu não preparar demonstrações consolidadas a partir do
exercício de 2011, na medida em que essa informação não é materialmente relevante para
efeitos da apresentação de contas do Banco nem influencia a decisão dos leitores das
mesmas.
Assim, em 30 de junho de 2014, o Banco detinha apenas uma participação financeira na
empresa associada – Companhia de Seguros de Vida, S.A. (ver Nota 25).
26
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
2. Resumo das Principais Políticas Contabilísticas
As principais políticas contabilísticas e critérios valorimétricos aplicados na preparação
destas demonstrações financeiras são indicados abaixo. Estas políticas foram aplicadas,
consistentemente, a todos os anos apresentados, excepto nos casos devidamente
assinalados.
2.1
Bases de apresentação
Demonstrações financeiras individuais
As demonstrações financeiras individuais do Banco Popular Portugal foram preparadas de
acordo com as Normas de Contabilidade Ajustadas (NCA) estabelecidas pelo Banco de
Portugal no Aviso nº 1/2005, de 21 de fevereiro e definidas nas instruções nº 9/2005 e nº
23/2004.
As NCA correspondem em geral às Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal
como adoptadas pela União Europeia (EU) no âmbito do disposto no Regulamento (CE) n.º
1606/2002, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de julho, excepto quanto às
seguintes matérias:
2.2

Valorimetria dos créditos a clientes e outros valores a receber – Na data do
reconhecimento inicial são registados pelo valor nominal, sendo a componente de
juros, comissões e custos externos imputáveis às respetivas operações
subjacentes reconhecida segundo a regra de “pró rata temporis”, quando se trate
de operações que produzam fluxos redituais ao longo de um período superior a
um mês;

Provisionamento de créditos a clientes e outros valores a receber – As provisões
para esta classe de ativos financeiros encontram-se sujeitas a um quadro mínimo
de referência para constituição de provisões específicas, gerais e risco-país, nos
termos definidos no Aviso n.º 3/95 do Banco de Portugal;

Ativos tangíveis – Na data do reconhecimento inicial são registados ao custo de
aquisição, mantendo-se subsequentemente ao custo histórico, salvo quando se
verifiquem reavaliações legalmente autorizadas.
Relato por segmentos
Desde 1 de janeiro de 2009 o Banco adotou o IFRS 8 – Segmentos Operacionais para
efeitos de divulgação da informação financeira por segmentos operacionais (ver Nota 5).
Um segmento operacional de negócio é um grupo de ativos e operações utilizados para
providenciar produtos ou serviços, sujeitos a riscos e a benefícios, diferentes dos verificados
noutros segmentos.
O Banco determina e apresenta segmentos operacionais baseados na informação de gestão
produzida internamente.
27
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
2.3
Participações financeiras em associadas
Empresas associadas são aquelas em que o Banco exerce, direta ou indiretamente, uma
influência significativa sobre a sua gestão e a sua política financeira mas não detém o
controlo da empresa. Presume-se que o Banco exerce influência significativa quando detém
o poder de exercer mais de 20% dos direitos de voto da associada. Mesmo quando os
direitos de voto sejam inferiores a 20%, o Banco pode exercer influência significativa através
da participação na gestão ou na composição dos Conselhos de Administração com poderes
executivos.
Nas demonstrações financeiras individuais do Banco, as empresas associadas são
valorizadas ao custo histórico. Os dividendos de empresas associadas são reconhecidos nos
resultados individuais do Banco na data em que são atribuídos ou recebidos.
Em caso de evidência objetiva de imparidade, a perda por imparidade é reconhecida em
resultados.
2.4
Operações em moeda estrangeira
a) Moeda funcional e moeda de apresentação
As demonstrações financeiras são apresentadas em euros, sendo esta a moeda funcional e
de apresentação do Banco.
b) Transações e Saldos
Transações em moeda estrangeira são convertidas para a moeda funcional com base nas
taxas de câmbio indicativas à data das transações. Ganhos e perdas resultantes da
conversão de transações em moeda estrangeira, resultantes da sua liquidação e da
conversão de ativos e passivos monetários denominados em moedas estrangeiras à taxa de
câmbio do final de cada exercício, são reconhecidos na demonstração de resultados,
excepto quando façam parte de relações de cobertura de fluxos de caixa ou investimento
líquido em moeda estrangeira, que são diferidas em capital.
As diferenças de conversão em itens não monetários, tais como instrumentos de capital
mensurados ao justo valor com variações reconhecidas em resultados, são registadas como
ganhos e perdas de justo valor. Em itens não monetários como sejam instrumentos de
capital, classificados como disponíveis para venda, as diferenças de conversão são
registadas em capital, na reserva de justo valor.
2.5
Instrumentos financeiros derivados
Os Instrumentos financeiros derivados são registados ao justo valor, na data em que o
Banco negoceia os contratos e subsequentemente são remensurados ao justo valor. Os
justos valores são obtidos através de preços de mercados cotados em mercado ativos,
incluindo transações de mercado recentes, e modelos de avaliação, nomeadamente:
modelos de fluxos de caixa descontados e modelos de valorização de opções. Os derivados
são considerados como ativos quando o seu justo valor é positivo e como passivos quando o
seu justo valor é negativo.
Certos derivados embutidos em outros instrumentos financeiros, como seja a indexação da
rendibilidade de instrumentos de dívida ao valor das ações ou índices de ações, são
28
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
bifurcados e tratados como derivados, quando o seu risco e características económicas não
sejam íntima e claramente relacionadas com os do contrato hospedeiro e este não for
mensurado ao justo valor com variações reconhecidas em resultados. Estes derivados
embutidos são mensurados ao justo valor, com as variações subsequentes reconhecidas na
demonstração de resultados.
O Banco possui: (i) derivados de negociação, os quais são mensurados ao justo valor,
sendo as alterações no seu valor reconhecidas imediatamente em resultados e, (ii)
derivados de cobertura de justo valor contabilizados em conformidade com o descrito na
nota 3.1. a).
2.6
Reconhecimento de juros e rendimentos similares e juros e encargos similares
Os proveitos e custos relacionados com juros são reconhecidos na demonstração de
resultados para todos os instrumentos mensurados ao custo amortizado, de acordo com o
princípio dos acréscimos, utilizando o método de pro rata temporis.
Quando for identificada imparidade num ativo ou num conjunto de ativos financeiros, os juros
recebidos desse ativo, ou conjunto de ativos, devem ser reconhecidos usando a taxa de juro
utilizada para descontar os fluxos de caixa futuros, aquando da mensuração da perda de
imparidade.
2.7
Proveitos com comissões
As comissões são geralmente reconhecidas de acordo com o princípio dos acréscimos, à
medida em que os serviços vão sendo prestados. As comissões das linhas de crédito
concedidas, em que é provável que o crédito seja originado, são diferidas (conjuntamente
com quaisquer custos diretamente relacionados) e reconhecidas como um ajustamento à
taxa de juro efetiva. As comissões resultantes de negociações, ou participações na
negociação de uma transação por uma terceira parte – tais como a compra de ações ou
venda ou compra de um negócio – são reconhecidas quando a transação subjacente se
encontra finalizada. As comissões de gestão de carteiras e outros aconselhamentos de
gestão são reconhecidas de acordo com os serviços contratados – normalmente são
reconhecidas numa base proporcional de acordo com o tempo decorrido. As comissões de
gestão de ativos relacionados com os fundos e investimento são especializados durante o
período em que o serviço é prestado.
2.8
Ativos financeiros
Os ativos financeiros são reconhecidos no balanço do Banco na data de negociação ou
contratação, que é a data em que o Banco se compromete a adquirir ou a alienar o ativo. No
momento inicial, os ativos financeiros são reconhecidos pelo justo valor acrescido de custos
de transação diretamente atribuíveis, excepto para os ativos ao justo valor através de
resultados em que os custos de transação são imediatamente reconhecidos em resultados.
Estes ativos são desreconhecidos quando (i) expiram os direitos contratuais do Banco ao
recebimento dos seus fluxos de caixa, (ii) o Banco tenha transferido substancialmente todos
os riscos e benefícios associados à sua detenção ou (iii) não obstante retenha parte, mas
não substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção, o Banco
tenha transferido o controlo sobre os ativos.
29
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Os ativos e passivos financeiros são compensados e apresentados pelo valor líquido,
quando e só quando, o Banco tem o direito a compensar os montantes reconhecidos e tem a
intenção de liquidar pelo valor líquido.
O Banco classifica os seus ativos financeiros nas seguintes categorias: ativos financeiros
avaliados ao justo valor através de resultados, créditos e contas a receber, investimentos
detidos até à maturidade e ativos financeiros disponíveis para venda. A gestão determina a
classificação dos seus investimentos no reconhecimento inicial.
a) Ativos financeiros avaliados ao justo valor através de resultados
Esta categoria está subdividida em duas categorias: Ativos financeiros detidos para
negociação e Ativos financeiros designados na opção de justo valor. Um ativo financeiro é
classificado nesta categoria, se o principal objetivo associado à sua aquisição for a venda no
curto prazo ou se for designado na opção de justo valor pela gestão. Os instrumentos
financeiros derivados também são classificados nesta categoria, como ativos financeiros
detidos para negociação, excepto quando fazem parte de uma relação de cobertura.
Apenas podem ser considerados na opção de justo valor, os Ativos e Passivos financeiros
que cumpram um dos seguintes requisitos:

Permite a redução de inconsistências significativas na mensuração, no caso em que
derivados associados fossem tratados como detidos para negociação e os
instrumentos financeiros subjacentes estiverem ao custo amortizado, tal como
empréstimos e adiantamentos de clientes ou bancos e títulos de dívida;

Alguns investimentos, tais como investimentos de capital, que são geridos e avaliados
ao justo valor de acordo com a gestão do risco ou a estratégia de investimento e são
reportados à gestão nessa base; e

Instrumentos financeiros, como títulos de dívida detidos, contendo um ou mais
derivados embutidos que modificam significativamente os fluxos de caixa, são
designados pelo justo valor através de resultados.
A avaliação destes ativos é efetuada diariamente ou em cada data de reporte, com base no
justo valor. No caso das obrigações e outros títulos de rendimento fixo, o valor de balanço
inclui o montante de juros corridos e não pagos.
Os ganhos e perdas resultantes da alteração de justo valor são reconhecidos em resultados,
onde se incluem os montantes de rendimentos de juros e o recebimento de dividendos para
os ativos de negociação e para os passivos ao justo valor. Os rendimentos de juros de ativos
financeiros ao justo valor através de resultados estão registados na margem financeira.
Os ganhos e perdas resultantes de alterações no justo valor dos derivados que são geridos
em conjunto com os ativos e passivos financeiros designados são incluídos na rubrica
“Resultados de ativos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados”.
b) Créditos e contas a receber
O crédito e valores a receber abrange os créditos concedidos pelo Banco a Clientes e a
Instituições de Crédito, operações de locação financeira, operações de factoring,
participações em empréstimos sindicados e créditos titulados (papel comercial e obrigações
emitidas por Empresas) que não sejam transacionadas num mercado ativo e para os quais
não haja intenção de venda.
30
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Os empréstimos e créditos titulados transacionados num mercado ativo são classificados
como ativos financeiros disponíveis para venda.
No momento inicial os créditos e valores a receber são registados ao justo valor. Em geral, o
justo valor no momento inicial corresponde ao valor de transação e inclui comissões, taxas
ou outros custos e proveitos associados às operações de crédito.
Posteriormente, os empréstimos e contas a receber são valorizados ao custo amortizado,
com base no método da taxa de juro efetiva e sujeitos a testes de imparidade.
Os juros, comissões e outros custos e proveitos associados a operações de crédito são
periodificados ao longo da vida das operações, independentemente do momento em que são
cobrados ou pagos. As comissões recebidas por compromissos de crédito são reconhecidas
de forma diferida e linear durante a vida do compromisso.
O Banco classifica em crédito vencido as prestações vencidas de capital ou juros decorridos
que sejam, no máximo, trinta dias após o seu vencimento. Nos créditos em contencioso são
consideradas vencidas todas as prestações de capital (vincendas e vencidas).
Factoring
O crédito a clientes inclui os adiantamentos efetuados nas operações de factoring com
recurso e o valor das faturas cedidas para cobrança sem recurso, cuja intenção não é a
venda no curto prazo, sendo registado na data de aceitação das faturas cedidas pelos
Aderentes.
As faturas ou outros documentos cedidos pelos Aderentes para cobrança sem recurso bem
como a parte adiantada das faturas tomadas com recurso, são registadas no ativo, na
rubrica de Créditos sobre clientes. Como contrapartida, é movimentada a rubrica de Outros
passivos.
As tomadas de faturas com recurso em que o adiantamento de fundos por conta dos
respetivos contratos ainda não se verificou, são registadas nas contas extrapatrimoniais pelo
valor das faturas tomadas. A conta extrapatrimonial vai sendo regularizada à medida que o
adiantamento das faturas for realizado.
Os compromissos resultantes de linhas de créditos concedidas a aderentes e ainda não
utilizadas são registados nas contas extrapatrimoniais.
Garantias prestadas e compromissos irrevogáveis
As responsabilidades por garantias prestadas e compromissos irrevogáveis são registadas
em contas extrapatrimoniais pelo valor em risco, sendo os fluxos de juros, comissões ou
outros proveitos registados em contas de resultados ao longo da vida das operações. Estas
operações são sujeitas a testes de imparidade.
c) Investimentos detidos até à maturidade
Esta rubrica inclui ativos financeiros, não derivados, com pagamentos fixados, ou
determináveis, e maturidades definidas, que o Banco tem intenção e capacidade de deter
até à maturidade.
31
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
No reconhecimento inicial estes ativos são registados pelo justo valor, deduzido de eventuais
comissões incluídas na taxa efetiva, e acrescido de todos os custos incrementais
diretamente atribuíveis à transação. Subsequentemente, estes investimentos são
valorizados ao custo amortizado, com base no método da taxa de juro efetiva e sujeitos a
testes de imparidade. Se num período subsequente o montante da perda de imparidade
diminui, e essa diminuição pode ser objetivamente relacionada com um evento que ocorreu
após o reconhecimento da imparidade, esta é revertida por contrapartida de resultados do
exercício.
d) Ativos financeiros disponíveis para venda
Os ativos financeiros disponíveis para venda são ativos financeiros não derivados que: (i) o
Banco tem intenção de manter por tempo indeterminado, (ii) são designados como
disponíveis para venda no momento do seu reconhecimento inicial ou (iii) não se enquadram
nas categorias acima referidas.
Esta rubrica inclui:



Títulos de rendimento fixo que não tenham sido classificados como carteira de
negociação nem carteira de crédito ou investimentos detidos até à maturidade;
Títulos de rendimento variável disponíveis para venda; e
Suprimentos e prestações suplementares de capital em ativos financeiros disponíveis
para venda.
Os ativos classificados como disponíveis para venda são avaliados ao justo valor, excepto
no caso de instrumentos de capital próprio não cotados num mercado ativo e cujo justo valor
não pode ser fiavelmente mensurado ou estimado, que permanecem registados ao custo.
Os ganhos e perdas resultantes de alterações ao justo valor de ativos financeiros disponíveis
para venda são reconhecidos diretamente nos capitais próprios na rubrica “Reservas de
reavaliação de justo valor”, excepto no caso de perdas por imparidade e de ganhos e perdas
cambiais de ativos monetários, até que o ativo seja vendido, no momento em que o ganho
ou perda anteriormente reconhecido no capital próprio é registado em resultados.
Os juros corridos de obrigações e outros títulos de rendimento fixo e as diferenças entre o
custo de aquisição e o valor nominal (prémio ou desconto), são registados em resultados, de
acordo com o método da taxa efetiva.
Os rendimentos de títulos de rendimento variável (dividendos no caso de ações) são
registados em resultados, na data em que são atribuídos ou recebidos. De acordo com este
critério, os dividendos antecipados são registados como proveitos no exercício em que é
deliberada a sua distribuição.
Em caso de evidência objetiva de imparidade, resultante de diminuição significativa e
prolongada do justo valor do título ou de dificuldade financeira do emitente, a perda
acumulada na reserva de reavaliação de justo valor é removida do capital próprio e
reconhecida nos resultados.
As perdas por imparidade registadas em títulos de rendimento fixo podem ser revertidas
através de resultados, se houver uma alteração positiva no justo valor do título resultante de
um evento ocorrido após a determinação da imparidade. As perdas por imparidades relativas
a títulos de rendimento variável não podem ser revertidas. No caso de títulos para os quais
32
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
tenha sido reconhecida imparidade, posteriores variações negativas de justo valor são
sempre reconhecidas em resultados.
As variações cambiais de ativos não monetários (instrumentos de capital próprio)
classificados na carteira de disponíveis para venda são registadas em reservas de justo
valor. As variações cambiais dos restantes títulos são registadas em resultados.
2.9
Imparidade de ativos financeiros
a) Ativos mensurados ao custo amortizado
O Banco avalia a cada data de balanço, se existe evidência objetiva de imparidade num
ativo ou grupo de ativos financeiros. Um ativo ou grupo de ativos financeiros encontra-se em
imparidade e as perdas de imparidade já foram incorridas, se e só se, existir evidência
objetiva de imparidade em resultado de um ou mais eventos ocorridos após a mensuração
inicial do ativo, e esse evento (ou eventos) tem impacto nos fluxos de caixa futuros
estimados do ativo ou grupo de ativos financeiros e estes podem ser estimados com
fiabilidade. Evidência objetiva que um ativo ou grupo de ativos financeiros se encontra em
imparidade, inclui dados observáveis, que o Banco tenha conhecimento, sobre os seguintes
eventos de perda:
(i) dificuldades financeiras significativas do emitente;
(ii) incumprimento do contrato, como por exemplo atraso no pagamento do capital e/ou
juros;
(iii) facilidades concedidas ao devedor decorrentes das suas dificuldades financeiras, que
não existiriam noutras circunstâncias;
(iv) probabilidade elevada de falência ou de reorganização financeira do devedor;
(v) desaparecimento de mercado ativo para um ativo financeiro devido a dificuldades
financeiras;
(vi) informação indicativa que ocorrerá uma diminuição mensurável nos fluxos de caixa
futuros estimados de um conjunto de ativos financeiros desde o seu reconhecimento
inicial, embora essa diminuição não seja ainda identificável individualmente nos ativos
do Banco, incluindo:
– alterações adversas nas condições e/ou capacidade de pagamentos do grupo;
– as condições económicas nacionais ou locais correlacionáveis com o incumprimento
de ativos de um grupo.
Inicialmente, o Banco avalia se existe evidência objetiva de imparidade, para ativos
financeiros que individualmente sejam significativos, e individualmente ou em grupo para
ativos financeiros que não são individualmente significativos. Se o Banco determinar que não
existe evidência objetiva de imparidade para um ativo financeiro analisado individualmente,
seja este significativo ou não, inclui esse ativo num grupo de ativos financeiros com risco de
crédito similar e analisa em grupo a existência de imparidade.
Se existir evidência objetiva de que o Banco incorreu numa perda de imparidade em créditos
e contas a receber, ou investimentos detidos até à maturidade, o montante das perdas é
determinado através da diferença entre o valor de balanço desses ativos e o valor atual dos
fluxos de caixa futuros estimados (excluindo perdas de imparidade futuras que ainda não
33
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
tenham sido incorridas), descontados à taxa de juro efetiva original do ativo financeiro. O
valor de balanço do ativo é reduzido através da utilização de uma conta de provisões e o
montante da perda é reconhecido na demonstração de resultados. O Banco pode ainda
determinar as perdas de imparidade, através do justo valor dos instrumentos, recorrendo a
preços de mercado observáveis.
Na análise da existência de imparidade em base de portfólio, o Banco estima a probabilidade
de uma operação ou cliente em situação regular entrar em incumprimento durante o período
emergente (período estimado entre a ocorrência da perda e a sua identificação). Em geral, o
período emergente utilizado pelo Banco é de cerca de 6 meses.
Para a análise de existência de imparidade em grupos de ativos, os ativos financeiros são
agrupados tendo por base características de risco de crédito similares (ie, tendo por base o
processo de classificação do Banco que considera o tipo de ativos, localização geográfica,
tipo de garantia recebida, incumprimento e outros fatores considerados relevantes). Essas
características são relevantes para a estimativa dos fluxos de caixa futuros de grupos de
ativos financeiros, uma vez que são indicativos da capacidade do devedor fazer face aos
montantes a pagar, de acordo com os termos contratuais dos ativos a serem avaliados.
Os fluxos de caixa futuros de um grupo de ativos financeiros, avaliados em conjunto para
efeitos de imparidade, são estimados tendo por base os fluxos de caixa contratuais dos
ativos do grupo e dados históricos relativos a perdas em ativos com características de risco
de crédito similares aos que integram o grupo. Os dados históricos são ajustados tendo por
base dados correntes observáveis, afim destes refletirem os efeitos das condições correntes
que não afectaram o período em que os dados históricos foram recolhidos e para remover os
efeitos de condições que existiam quando os dados históricos foram recolhidos, mas que
não existem correntemente.
Se, num período subsequente, o montante das perdas de imparidade diminuir e essa
diminuição possa ser atribuída a um evento que tenha ocorrido depois de ter sido registada a
imparidade (como por exemplo uma melhoria no rating de crédito do devedor), o montante
previamente reconhecido é revertido através do ajustamento da conta de provisões. O
montante da reversão é reconhecido diretamente na demonstração de resultados.
Os créditos concedidos a clientes cujos termos tenham sido renegociados, deixam de ser
considerados como vencidos e passam a ser tratados como novos créditos. Os
procedimentos de reestruturação incluem: alargamento das condições de pagamento, planos
de gestão aprovados, alteração e diferimento de pagamentos. As práticas e políticas de
reestruturação são baseadas em critérios que, do ponto de vista da gestão do Banco,
indiciam que os pagamentos têm elevada probabilidade de continuar a ocorrer.
b) Ativos mensurados ao justo valor
O Banco avalia, a cada data de balanço, se existe evidência objetiva de que um ativo
financeiro ou um grupo de ativos está em imparidade. No caso dos investimentos em
instrumentos de capital classificados como disponíveis para venda, um declínio no justo
valor, abaixo do seu custo de aquisição, significativo ou prolongado é tido em consideração
para determinar se os mesmos se encontram em imparidade. Se existir evidência de
imparidade em ativos classificados como disponíveis para venda, as perdas acumuladas –
determinadas através da diferença entre o custo de aquisição e o justo valor, menos
qualquer perda de imparidade nesse ativo financeiro, que tenha sido reconhecida
34
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
anteriormente em resultados – é transferida de capitais próprios para a demonstração de
resultados.
Perdas de imparidade em instrumentos de capital próprio, que tenham sido reconhecidas na
demonstração de resultados, não são reversíveis. Se num período posterior, o justo valor de
um instrumento de dívida classificado como disponível para venda, aumentar e esse
acréscimo estiver objetivamente relacionado com um evento ocorrido depois da perda de
imparidade ter sido reconhecida em resultados, a perda de imparidade é revertida através do
seu registo na demonstração de resultados.
2.10
Ativos intangíveis
- Software informático
As licenças de software adquiridas são capitalizadas de acordo com os custos incorridos
para a sua aquisição e para a sua entrada em funcionamento. Estes custos são amortizados
segundo a vida útil esperada.
Os custos associados ao desenvolvimento ou manutenção de software são reconhecidos
como custos do exercício quando incorridos. Os custos diretamente associados à produção
de produtos de software únicos e identificáveis, controlados pelo Banco e que provavelmente
irão gerar benefícios económicos futuros, por mais de um ano e que excedem os custos, são
reconhecidos como ativos intangíveis.
Os custos de desenvolvimento de software reconhecidos como ativos são amortizados
durante a sua vida útil, utilizando o método das quotas constantes.
2.11
Ativos tangíveis
Os imóveis são compostos essencialmente por escritórios e balcões do Banco. Todos os
ativos tangíveis são mensurados ao custo histórico menos amortizações. O custo histórico
inclui despesas diretamente atribuíveis à aquisição dos ativos.
Os custos subsequentes são incluídos no valor de balanço do ativo ou reconhecidos como
outro ativo, apenas se for provável que associado à detenção desse ativo, o Banco tenha
benefícios económicos futuros e ainda que o custo do ativo possa ser mensurado com
fiabilidade. Todos os restantes custos associados a operações de manutenção e reparação
são imputados à demonstração de resultados, no período em que são incorridos.
Os terrenos não são amortizados. A amortização dos restantes ativos tangíveis é calculada
seguindo o método das quotas constantes, durante a sua vida útil estimada, de modo a
reduzir o seu custo até ao seu valor residual, como segue:
Edifícios de uso próprio
Obras
em
edifícios
arrendados
Mobiliário e material
Equipamento informático
Equipamento de transporte
Outro equipamento
Anos de vida útil
50
10, ou durante o período de arrendamento se este
for inferior a 10 anos
5a8
3e4
4
4 a 10
35
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Os ativos tangíveis sujeitos a amortização são submetidos a testes de imparidade sempre
que eventos ou alterações em certas circunstâncias indiquem que o seu valor de balanço
poderá não ser recuperável. O valor de balanço de um ativo é imediatamente ajustado para
o seu valor recuperável, se o seu valor de balanço for superior ao valor estimado de
recuperação. O montante recuperável é o maior entre o valor de uso e o justo valor do ativo,
menos os custos de venda.
Os ganhos e perdas resultantes de alienações resultam da comparação do valor de
realização e o valor de balanço. Estes ganhos e perdas são registados na demonstração de
resultados.
2.12
Ativos tangíveis detidos para venda
Os ativos (imóveis, equipamentos e outros bens) recebidos em dação em cumprimento de
operações de crédito são registados na rubrica “Ativos tangíveis detidos para venda” pelo
valor acordado no contrato de dação, o qual corresponde ao menor dos valores da dívida
existente ou da avaliação do imóvel, à data da dação.
A política do Banco para este tipo de ativos é de proceder à sua alienação, no prazo mais
curto em que tal seja praticável.
Estes imóveis são objeto de avaliações periódicas que dão lugar a perdas por imparidade
sempre que o valor decorrente dessas avaliações seja inferior ao valor por que se encontram
contabilizados (ver nota 29).
As mais-valias potenciais nestes ativos não são reconhecidas no balanço.
2.13
Locações
a) Como locatário
As locações efetuadas pelo Banco são essencialmente realizadas sobre equipamentos de
transporte, sendo que existem contratos classificados como locações financeiras e outros
como locações operacionais.
Os pagamentos efetuados nas locações operacionais são registados na demonstração de
resultados.
Quando uma locação operacional é cessada antes que o período de locação tenha expirado,
qualquer pagamento requerido pelo locador, a título de indemnização, é reconhecido como
um custo no período em que a operação seja cessada.
Os contratos de locação financeira são registados nas datas do seu início, na respetiva
rubrica de ativos tangíveis ou intangíveis, por contrapartida da rubrica de Outros passivos,
pelo mínimo entre (i) o justo valor do ativo e (ii) valor atual dos pagamentos mínimos da
locação financeira. Os custos incrementais pagos na locação são adicionados ao ativo
reconhecido. Os ativos tangíveis são amortizados de acordo com o definido na Nota 2.11. As
rendas são constituídas (i) pelo encargo financeiro que é debitado em custos e (ii) pela
amortização financeira do capital que é deduzido à rubrica Outros passivos. Os encargos
financeiros são reconhecidos como custos ao longo do período de locação, a fim de produzir
uma taxa de juro periódica constante sobre o saldo remanescente do passivo para cada
36
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
período. No entanto, se não houver certeza razoável de que o Banco obterá a posse no fim
do prazo da locação, o ativo deve ser totalmente depreciado durante o prazo da locação ou
da sua vida útil, o que for mais curto.
b) Como locador
Os ativos detidos sob locação financeira são registados como créditos concedidos, pelo
valor atual dos pagamentos a efetuar na locação. A diferença entre o valor bruto a receber e
o valor atual do saldo a receber é reconhecido como um proveito financeiro a receber.
Os juros incluídos nas rendas debitadas aos clientes são registados em proveitos, enquanto
que as amortizações de capital, também incluídas nas rendas, são deduzidas ao valor global
do crédito inicialmente concedido. O reconhecimento do resultado financeiro reflete uma taxa
de retorno periódica constante sobre o investimento líquido remanescente do locador.
2.14
Provisões
Provisões para outros riscos e encargos
As provisões para custos de reestruturação e processos legais, são reconhecidas sempre
que: o Banco tenha uma obrigação legal ou construtiva resultante de acontecimentos
passados; sempre que for mais provável existir uma saída de recursos (do que não existir
essa saída de recursos), para liquidar uma obrigação; e o montante possa ser estimado com
fiabilidade.
Provisões para riscos específicos e gerais de crédito
Nas demonstrações financeiras, a carteira de crédito e garantias está sujeita à constituição
de provisões nos termos do Aviso do Banco de Portugal nº 3/95, nomeadamente para:



crédito vencido e crédito de cobrança duvidosa;
riscos gerais de crédito;
risco-país.
Estas provisões incluem:
(i) uma provisão específica para crédito e juros vencidos apresentada no ativo como
dedução à rubrica Créditos a clientes, calculada mediante a aplicação de taxas que variam
entre 0,5% e 100% sobre os saldos de crédito e juros vencidos, em função da classe de
risco e da existência ou não de garantias (ver nota 23);
(ii) uma provisão específica para créditos de cobrança duvidosa, apresentada no ativo a
deduzir à rubrica Créditos a clientes, que corresponde à aplicação das taxas previstas para
as classes de incumprimento, às prestações reclassificadas como vencidas de uma mesma
operação de crédito, assim como a aplicação, aos créditos vincendos de um mesmo cliente
em que se verifique que as prestações em mora de capital e juros excedem 25% do capital
em dívida acrescido dos juros vencidos, de metade das taxas de provisionamento aplicáveis
aos créditos vencidos (ver nota 23);
(iii) uma provisão genérica para riscos gerais de crédito, evidenciada no passivo, na rubrica
provisões para riscos e encargos, correspondente a um mínimo de 1% do total do crédito
não vencido pelo Banco, incluindo o representado por garantias e avales prestados, excepto
para o crédito ao consumo em que a taxa de provisão ascende a um mínimo de 1,5% do
37
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
referido crédito e para o crédito garantido por hipoteca sobre imóvel destinado à habitação
do mutuário, em que se aplica a taxa mínima de 0,5% (ver nota 35); e
(iv) uma provisão para risco-país, constituída para fazer face ao risco imputado aos ativos
financeiro e elementos extra patrimoniais sobre residentes de países considerados de risco,
conforme Instrução do Banco de Portugal nº 94/96 (ver nota 23 e 35).
2.15
Benefícios a empregados
a) Responsabilidades com pensões de reforma e sobrevivência
Face às responsabilidades assumidas no âmbito do Acordo Coletivo de Trabalho do Sector
Bancário, o Banco constituiu um Fundo de Pensões destinado a cobrir as responsabilidades
com pensões de reforma por velhice, invalidez e sobrevivência, relativamente à totalidade do
pessoal, calculadas em função dos salários projetados do pessoal no ativo. O fundo de
pensões é suportado através de contribuições efetuadas, com base nos montantes
determinados por cálculos atuariais periódicos. Um plano de pensões de benefícios definidos
é um plano de pensões que define o montante de benefícios com pensões que um
empregado irá receber quando se reformar, estando normalmente dependente de um ou
mais fatores nomeadamente, idade, anos de serviço e compensações.
O Banco determina anualmente o valor das responsabilidades com serviços passados
através de cálculos atuariais pelo método “Projected Unit Credit” para as responsabilidades
com serviços passados por velhice e método de “Prémios Únicos Sucessivos” para o cálculo
dos benefícios de invalidez e sobrevivência. Os pressupostos atuariais (financeiros e
demográficos) têm por base expectativas à data de balanço para o crescimento dos salários
e das pensões e baseiam-se em tábuas de mortalidade adaptadas à população do Banco. A
taxa de desconto é determinada com base em taxas de mercado de obrigações de
empresas de baixo risco, de prazo semelhante ao da liquidação das responsabilidades. Os
pressupostos são mutuamente compatíveis. O valor das responsabilidades inclui, para além
dos benefícios com pensões de reforma, os benefícios com cuidados médicos pós-emprego
(SAMS) e com subsídio de morte na reforma.
Até 31 de dezembro de 2012, o Banco reconhecia o valor acumulado líquido (após 1 de
janeiro de 2004) dos ganhos e perdas atuariais resultantes de alterações nos pressupostos
atuariais e financeiros e de diferenças entre os pressupostos atuariais e financeiros
utilizados e os valores efetivamente verificados, na rubrica “Outros ativos ou Outros passivos
– Desvios atuariais”.
Eram enquadráveis no corredor, os ganhos ou perdas atuariais acumuladas que não
excediam 10% do valor das responsabilidades com serviços passados ou 10% do valor do
fundo de pensões, dos dois o maior. Os valores que excediam o corredor eram amortizados
em resultados pelo período de tempo médio até à idade esperada de reforma dos
trabalhadores abrangidos pelo plano.
Em 1 de janeiro de 2013, o BAPOP alterou a sua política contabilística de reconhecimento
de desvios atuariais e financeiros de planos de pensões e outros benefícios pós-emprego de
benefício definido, de acordo com as disposições da IAS 19 Revised. Os ganhos e perdas
atuariais e financeiras passam a ser reconhecidos no período em que ocorrem diretamente
nos capitais próprios, na Demonstração de Rendimento Integral.
38
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Os acréscimos de responsabilidades por serviços passados decorrente da passagem de
trabalhadores à situação de reforma antecipada são integralmente reconhecidos como custo
nos resultados do exercício em que se verificam.
Os acréscimos de responsabilidades por serviços passados decorrentes de alterações das
condições dos Planos de Pensões são integralmente reconhecidos como custo no caso de
benefícios adquiridos, ou amortizados durante o período que decorre até os benefícios se
tornarem adquiridos. O saldo dos acréscimos de responsabilidades ainda não relevados
como custo está registado na rubrica de “Outros ativos”.
A cobertura das responsabilidades com serviços passados (benefícios pós-emprego) é
assegurada por um fundo de pensões. O valor dos fundos de pensões corresponde ao justo
valor dos seus ativos à data do balanço.
O regime de financiamento pelo fundo de pensões está definido no Aviso n.º 4/2005, do
Banco de Portugal, que determina a obrigatoriedade de financiamento integral das
responsabilidades por pensões em pagamento e de um nível mínimo de financiamento de
95% das responsabilidades por serviços passados de pessoal no ativo.
Nas demonstrações financeiras do Banco, o valor das responsabilidades com serviços
passados por pensões de reforma, líquido do valor do fundo de pensões, está registado na
rubrica “Outros passivos”.
Os resultados do Banco incluem os seguintes custos relativos a pensões de reforma e
sobrevivência:






custo do serviço corrente;
custo dos juros da totalidade das responsabilidades;
rendimento esperado dos fundos de pensões;
custos com acréscimo de responsabilidades por reformas antecipadas;
prémio de seguro de seguro de vida “Multiprotecção” (ver nota 37);
comissão de gestão da sociedade gestora do fundo.
Na data da transição, o Banco adotou a possibilidade permitida pela IFRS 1 de não
recalcular os ganhos e perdas atuariais diferidos desde o início dos planos (opção designada
por reset). Deste modo, os ganhos e perdas atuariais diferidos registados nas contas do
Banco em 31 de dezembro de 2003, foram integralmente anulados por contrapartida de
resultados transitados na data da transição – 1 de janeiro de 2004.
b) Prémios de antiguidade
O Banco ao aderir ao Acordo Coletivo de Trabalho para o Sector Bancário Português
assume o compromisso de atribuir aos trabalhadores no ativo que completem quinze, vinte e
cinco e trinta anos de bom e efetivo serviço, um prémio de antiguidade de valor igual,
respetivamente, a um, dois ou três meses da sua retribuição mensal efetiva no ano da
atribuição.
O Banco determina anualmente o valor atual dos benefícios com prémios de antiguidade
através de cálculos atuariais pelo método “Projected Unit Credit”. Os pressupostos atuariais
(financeiros e demográficos) têm por base expectativas à data de balanço para o
crescimento dos salários e baseiam-se em tábuas de mortalidade adaptadas à população do
Banco. A taxa de desconto é determinada com base em taxas de mercado de obrigações de
39
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
empresas de baixo risco, de prazo semelhante ao da liquidação das responsabilidades. Os
pressupostos são mutuamente compatíveis.
As responsabilidades por prémios de antiguidade são registadas na rubrica “Outros
passivos”.
Os resultados do Banco incluem os seguintes custos relativos a responsabilidades por
prémios de antiguidade:



2.16
custo do serviço corrente (custo do ano);
custo dos juros;
ganhos e perdas resultantes de desvios atuariais, de alterações de pressupostos ou
da alteração das condições dos benefícios.
Impostos diferidos
Os impostos diferidos são registados utilizando o método da dívida de balanço, baseado nas
diferenças temporárias entre os valores contabilísticos dos ativos e passivos para
preparação de demonstrações financeiras e os montantes apurados para tributação. Os
impostos diferidos são calculados utilizando a taxa efetiva de imposto sobre os lucros
apurada à data de balanço e que é expectável que venha a ser aplicada quando os referidos
impostos diferidos ativos sejam realizados ou os impostos diferidos passivos sejam
liquidados.
São reconhecidos impostos diferidos ativos, se for provável que no futuro existam impostos
sobre lucros suficientes para que possam ser utilizados.
Os impostos sobre os lucros, baseados na aplicação das taxas legais em cada jurisdição são
reconhecidos como custo no período em que os lucros sejam originados. Os efeitos fiscais
dos prejuízos fiscais reportáveis são reconhecidos como um ativo quando é provável que os
futuros lucros tributáveis sejam suficientes para que os prejuízos fiscais reportáveis sejam
utilizados.
Os impostos diferidos relacionados com a reavaliação do justo valor de um investimento
disponível para venda, que é debitado ou creditado diretamente em capital próprio, também
são creditados ou debitados diretamente em capital próprio e subsequentemente são
reconhecidos na demonstração de resultados juntamente com os ganhos ou perdas
diferidos.
2.17
Passivos financeiros
O Banco classifica os seus passivos financeiros nas seguintes categorias: passivos
financeiros detidos para negociação, outros passivos financeiros ao justo valor através de
resultados, recursos de bancos centrais, recursos de outras instituições de crédito, recurso
de clientes, responsabilidades representadas por títulos e outros passivos subordinados. A
gestão determina a classificação dos seus investimentos no reconhecimento inicial.
a) Passivos financeiros detidos para negociação e ao justo valor através de resultados
Esta rubrica inclui essencialmente depósitos com rendimento indexado a cabazes de ações
ou índices e o justo valor negativo dos contratos de derivados. A avaliação destes passivos é
40
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
efetuada com base no justo valor. O valor de balanço dos depósitos inclui o montante dos
juros corridos e não pagos.
b) Recursos de bancos centrais, de outras instituições de crédito e de clientes
Após o reconhecimento inicial, os depósitos e recursos financeiros de clientes, de bancos
centrais e de instituições de crédito são valorizados ao custo amortizado, com base no
método da taxa de juro efetiva.
c) Responsabilidades representadas por títulos e outros passivos subordinados
Estes passivos são reconhecidos inicialmente ao justo valor, sendo este o seu montante de
emissão líquido de custos de transação incorridos. Estes passivos são subsequentemente
mensurados ao custo amortizado e qualquer diferença entre o montante líquido recebido na
transação e o valor de reembolso é reconhecido na demonstração de resultados durante o
período do passivo utilizando o método da taxa de juro efetiva.
Se o Banco adquirir a sua própria dívida, esse montante é retirado ao valor do balanço e a
diferença entre o valor de balanço do passivo e o montante despendido na aquisição é
registado em resultados.
2.18
Ativos não correntes detidos para venda
Os ativos não correntes, ou grupos para alienação, são classificados como detidos para
venda sempre que se determine que o seu valor de balanço será recuperado através de
venda. Esta condição apenas se verifica quando a venda seja altamente provável e o ativo
esteja disponível para venda imediata no seu estado atual. A operação de venda deverá
verificar-se até um período máximo de um ano após a classificação nesta rubrica. Uma
extensão do período durante o qual se exige que a venda seja concluída não exclui que um
ativo, ou grupo para alienação, seja classificado como detido para venda se o atraso for
causado por acontecimentos ou circunstâncias fora do controlo do Banco e se mantiver o
compromisso de venda do ativo. Imediatamente antes da classificação inicial do ativo, ou
grupo para alienação, como detido para venda, a mensuração dos ativos não correntes (ou
de todos os ativos e passivos do grupo) é efetuada de acordo com os IFRS aplicáveis.
Subsequentemente, estes ativos ou grupos para alienação, são remensurados ao menor
valor entre o valor de reconhecimento inicial e o justo valor deduzido dos custos de venda.
3. Gestão do risco financeiro
3.1
Estratégia usada em instrumentos financeiros
Face à atividade que desenvolve, o Banco capta recursos essencialmente através de
depósitos de clientes e de operações de mercado monetário.
Para além da atividade de concessão de crédito, o Banco aplica ainda os recursos captados
em investimentos financeiros, em particular, num conjunto de instrumentos que compõem a
atual carteira de títulos do Banco.
A carteira de títulos - incluindo ativos financeiros disponíveis para venda e carteira de
negociação - ascendia no final do 1º semestre de 2014 a cerca de 1,96 mil milhões de euros,
representando cerca de 21% do total do ativo líquido do Banco Popular. A tipologia destes
41
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
ativos apresentava a seguinte composição: 0,7% de dívida pública portuguesa, 71,6% de
dívida pública espanhola, 23,2% de instituições financeiras e 4,5% de outros emissores.
Para fazer face ao risco de taxa de juro, o Banco efetuou operações de swap de taxa de juro
e operações de mercado monetário, procurando assim controlar a variabilidade do risco de
taxa de juro e dos fluxos gerados por estes ativos.
a) Cobertura do justo valor
Os ganhos e perdas resultantes da reavaliação de derivados de cobertura são registados em
resultados. Os ganhos e perdas na variação do justo valor de ativos e passivos financeiros
cobertos, correspondentes ao risco coberto, são também reconhecidos em resultados, por
contrapartida do valor de balanço dos ativos ou passivos cobertos, no caso de operações ao
custo amortizado ou por contrapartida da reserva de reavaliação de justo valor, no caso de
ativos disponíveis para venda.
Os testes de eficácia de cobertura são devidamente documentados numa base regular,
assegurando-se a existência de comprovativos durante a vida das operações cobertas. Se a
cobertura deixar de cumprir com os critérios exigidos pela contabilidade de cobertura, esta
deverá ser descontinuada prospetivamente.
b) Cobertura de cash flow
Numa operação de cobertura da exposição à variabilidade de fluxos de caixa futuros de
elevada probabilidade (cash-flow hedge), a parte efetiva das variações de justo valor do
derivado de cobertura são reconhecidas em reservas, sendo transferidas para resultados
nos períodos em que o respetivo item coberto afectar resultados. Se for previsível que a
operação coberta não se efetuará, os montantes ainda registados em capital próprio são
imediatamente reconhecidos em resultados e o instrumento de cobertura é transferido para a
carteira de negociação.
O Banco possui algum risco de cash-flow no que se refere a posições em aberto em moeda
estrangeira. No entanto, face à escassa materialidade da posição global normalmente
existente, não são efetuadas quaisquer operações de cobertura da mesma.
3.2 Ativos e passivos financeiros mensurados ao justo valor
A Administração do Banco considera que à data de 30 de junho de 2014, o justo valor dos
ativos e passivos financeiros ao custo amortizado não difere significativamente do
correspondente valor de balanço.
Na determinação do justo valor de um ativo ou passivo financeiro, se existir um mercado
ativo, o preço de mercado é aplicado. No caso de não existir um mercado ativo, o que é o
caso para alguns dos ativos e passivos financeiros, são utilizadas técnicas de valorização
geralmente aceites no mercado, baseadas em pressupostos de mercado.
Os resultados financeiros líquidos de ativos e passivos financeiros ao justo valor não
qualificados como de cobertura, inclui um valor de 9 275 milhares de euros (2013: 2 005
milhares de euros).
42
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Assim, a variação de justo valor reconhecida em resultados no período analisa-se como
segue:
30-06-2014
Justo Valor Variação
30-06-2013
Justo Valor
Variação
Ativos financeiros ao justo valor através de resultados
Derivados de negociação
Sw aps de taxa de juro
Futuros
Opções
32 498
79
11
13 974
393
31 598
34
82
26 579
825
47 151
653
1 822 048
63
212
9 490
-
622 831
612
1 633 371
65
1 064
-
36 053
112
19
- 14 721
- 73
32 190
23
83
- 26 372
- 91
Ativos financeiros disponíveis para venda
Instrumentos
Instrumentos
Instrumentos
Instrumentos
de dívida emitidos por residentes
de capital emitidos por residentes
de dívida emitidos por não residentes
de capital emitidos por não residentes
Passivos financeiros ao justo valor através de resultados
Derivados de negociação
Sw aps de taxa de juro
Futuros
Opções
9 275
2 005
O quadro seguinte classifica as mensurações do justo valor dos ativos e passivos financeiros
do Banco, baseando-se numa hierarquia do justo valor que reflete o significado dos inputs
utilizados na mensuração, conforme os seguintes níveis:
- Nível 1: preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos ou passivos
idênticos;
- Nível 2: inputs diferentes dos preços cotados incluídos no Nível 1 que sejam
observáveis para o ativo ou passivo, quer diretamente (i.e., como preços), quer
indiretamente (i.e., derivados dos preços);
- Nível 3: inputs para o ativo ou passivo que não se baseiam em dados de mercado
observáveis (inputs não observáveis).
43
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
30-06-2014
Ativos e Passivos mensurados
ao justo valor
Ativos financeiros detidos
para negociação
Títulos de rendimento variável
Derivados
Nível 1
Nível 2
30-06-2013
Nível 3
Total
Nível 1
Nível 2
Nível 3
Total
2 692
-
32 588
68 622
-
71 314
32 588
2 792
-
31 714
20 601
-
23 393
31 714
-
-
-
0
32 319
-
-
32 319
1 864 032
-
5 168
-
716
1 869 200
716
2 250 980
-
5 223
677
2 256 203
677
1 866 724
37 756
69 338
1 973 818
2 286 091
36 937
21 278
2 344 306
-
36 184
119 295
-
36 184
119 295
-
32 296
89 064
-
32 296
89 064
0
155 479
0
155 479
0
121 360
0
121 360
Outros ativos financeiros ao
justo valor através de resultados
Títulos de rendimento fixo
Ativos financeiros disponíveis
para venda
Títulos de dívida
Títulos de capital
Total dos Ativos
m ensurados ao justo valor
Passivos financeiros detidos
para negociação (Derivados)
Derivados de cobertura
Total dos Passivos
m ensurados ao justo valor
3.3
Risco de crédito
O Banco assume exposições de risco de crédito, que é o risco da possível perda causada
pelo incumprimento das obrigações contratuais das contrapartes da entidade. No caso dos
financiamentos produz-se como consequência da não recuperação do capital, juros e
comissões, nos termos da dívida, prazos e demais condições estabelecidas nos contratos.
No que se refere a riscos fora de balanço, deriva do incumprimento pela contraparte das
suas obrigações perante terceiros, o que implica que a entidade os assuma como próprios
em função do compromisso contraído.
O Banco estrutura os níveis de risco de crédito que assume através de limites estabelecidos
de montantes de risco aceitável em relação ao mutuário ou grupo de mutuários e a
segmentos geográficos e industriais.
A exposição ao risco de crédito é gerida através de uma análise regular da capacidade de
mutuários e potenciais mutuários de satisfazer obrigações de pagamento de capital e juros,
e por alterar estes limites de empréstimos quando apropriado. Exposições a risco de crédito
são também geridas em parte pela obtenção de colaterais e garantias pessoais ou
empresariais.
- Colaterais
O Banco utiliza uma diversidade de políticas e práticas de forma a mitigar o risco de crédito.
A mais tradicional é a obtenção de garantias colaterais aquando do adiantamento de fundos.
O Banco implementa orientações em relação à aceitabilidade de classes específicas de
colateral ou de mitigação do risco de crédito. Os principais tipos de colateral para créditos e
valores a receber são:
- Hipotecas sobre imóveis;
- Penhores de aplicações efetuadas no Banco;
- Penhor de ativos como instalações, inventários e contas a receber;
- Penhor sobre instrumentos financeiros, como títulos de dívida e ações.
44
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Financiamentos de longo prazo a entidades empresariais e individuais, são geralmente
garantidos; créditos individuais de baixo valor e recorrentes geralmente não têm garantia.
Adicionalmente, com o intuito de minimizar a perda, no momento em que existem
indicadores de imparidade para os créditos e valores a receber, o Banco procura colaterais
adicionais das contrapartes relevantes.
O colateral detido para ativos financeiros, que não empréstimos e adiantamentos, é
determinado pela natureza do instrumento. Instrumentos de dívida, tesouro e outros títulos
geralmente não se encontram colaterizados.
- Compromissos de concessão de crédito
O objetivo principal destes instrumentos é assegurar que os fundos são disponibilizados a
um cliente à medida que este os requisite. Compromissos de extensão de crédito
representam partes não utilizadas de autorizações para estender o crédito na forma de
empréstimos, garantias ou letras de crédito. Relativamente ao risco de crédito em
compromissos de extensão de crédito, o Banco está potencialmente exposto a uma perda no
montante igual ao total dos seus compromissos não utilizados. Contudo, o montante
provável de perda é muito menor que a soma dos compromissos não utilizados em virtude
dos compromissos de extensão de crédito serem revogáveis e estarem dependentes dos
clientes manterem uma qualidade de crédito específica. O Banco monitoriza o prazo de
vencimento de compromissos de crédito pois os compromissos de longo-prazo têm
geralmente um maior grau de risco de crédito do que compromissos a curto-prazo.
- Exposição máxima ao risco de crédito
Em 30 de junho de 2014 e 2013, a exposição máxima ao risco de crédito analisa-se como
segue:
Balanço
Disponib. em outras instit. de crédito
Ativos financeiros detidos para negociação
Outros ativos fin. justo valor através resultados
Ativos financeiros disponíveis para venda
Aplicações em instituições de crédito
Crédito a clientes
Outros ativos
Fora de Balanço
Garantias financeiras
Outras garantias
Compromissos de concessão de crédito
Créditos documentários
Total
30-06-2014
30-06-2013
66 622
32 588
1 869 200
1 260 684
5 353 776
262 883
68 853
31 714
32 320
2 256 202
677 770
5 693 052
222 622
8 845 753
8 982 533
420 400
108 615
828 153
39 633
445 858
113 979
662 387
45 400
1 396 801
1 267 624
10 242 554
10 250 157
O quadro acima representa o pior cenário a nível de exposição do Banco a risco de crédito a
30 de junho de 2014 e 2013, sem ter em consideração qualquer colateral detido ou outras
melhorias de crédito. Para ativos no balanço, a exposição acima é baseada na sua quantia
escriturada como reportada na face do Balanço.
45
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Tal como se pode verificar no quadro acima, 60,4 % do total da exposição máxima resulta de
crédito a clientes (2013: 62,0%).
A gestão está confiante na sua capacidade de continuar a controlar e manter uma exposição
mínima ao risco de crédito do Banco, que resulta maioritariamente da sua carteira de crédito
a clientes, baseando-se no seguinte:
- 57% do montante de crédito a clientes têm garantias reais;
- 95% do portfólio de crédito a clientes não se encontra vencido.
- Concentração por sector de atividade de ativos financeiros com risco de crédito
Os quadros abaixo apresentam a exposição do Banco de acordo com os valores de balanço
dos ativos (excluindo juros corridos), discriminados por sector de atividade:
3 0 - 0 6 - 2 0 14
Instituições
Financeiras
Sector
Público
Disponib. em outras instit. de crédito
Ativos financeiros detidos p/ negociação
Ativos financeiros disponíveis para venda
Aplicações em instituições de crédito
Crédito a clientes
66 622
72 506
424 758
1 260 561
Ativos não correntes detidos para venda
Outros ativos
20 747
158 334
18 210
2 003 528
1 440 492
3 0 - 0 6 - 2 0 13
Disponib. em outras instit. de crédito
Ativos financeiros detidos p/ negociação
Out. at. fin. justo valor através resultados
Ativos financeiros disponíveis para venda
Aplicações em instituições de crédito
Crédito a clientes
Outros ativos
3.4
Sector
Público
68 853
25 343
24 695
647 297
677 770
Outras
Indústrias
18 554
60
12 783
26 476
833 816
886 548
2 171 180
1 491 505
254 467
852 370
886 608
2 210 439
1 491 505
254 467
Construção
e At. Imob.
Outras
Indústrias
Serviços
14 910
28
14 710
1 418 681
3 601
Instituições
Financeiras
Construção
e At. Imob.
7 624
1 580 023
Serviços
Particulares
Habitação O. Créditos
Particulares
Habitação O. Créditos
116
29 560
32 185
90 875
1 160 451
847 452
2 114 893
1 479 534
246 083
120 806
1 564 764
1 710 707
1 175 361
847 480
2 159 163
1 479 534
246 199
Segmentação geográfica de ativos, passivos e extra patrimoniais
O Banco opera na sua totalidade no mercado nacional, não sendo relevante a apresentação
por segmento geográfico, visto que não existe uma componente identificável dentro de um
ambiente económico específico e que esteja sujeito a riscos ou benefícios diferenciáveis de
outros.
3.5
Risco de mercado
O risco de mercado é definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos
nos resultados ou no capital, devido a movimentos desfavoráveis no preço de mercado dos
instrumentos da carteira de negociação, provocados por flutuações em cotações de ações,
taxas de juro e taxas de câmbio.
46
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Em 30 de junho de 2014, a carteira de títulos do Banco ascendia a cerca de 1,96 mil milhões
de euros, dos quais apenas cerca de 71 milhões de euros estavam classificados como ativos
financeiros detidos para negociação. O Banco utiliza o Value at Risk (VaR) como
instrumento da gestão do risco da carteira de negociação.
- Análise de sensibilidade
No âmbito do exercício de stress-test o Banco Popular efetua uma análise de sensibilidade a
oscilações de 30% dos índices acionistas.
Refira-se adicionalmente que, à data de referência, o risco de mercado (instrumentos de
dívida) representava cerca de 0,2% dos requisitos de fundos próprios, calculados no âmbito
da Instrução 23/2007 do Banco de Portugal.
3.6
Risco de taxa de câmbio
O contravalor, em milhares de euros, dos elementos à vista do ativo e do passivo expresso
em moeda estrangeira decompõe-se como segue:
30 de junho de 2014
USD
GBP
CHF
JPY
CAD
Outros
Ativos
Caixa
Disponib. em O.I.C.'s
Ativos financ. dispon. p/ venda
Aplicações em instit. de crédito
Crédito a clientes
Outros ativos
314
19 392
47
66 114
1 725
1 141
88 733
131
1 371
1 809
7
12
3 330
320
248
4
572
43
8
51
13
521
5
539
80
1 074
252
1 406
68 856
42 524
508
111 888
13 975
8 380
363
22 718
190
221
8
419
58
5
63
25
551
2
578
60
6 938
251
7 249
- 23 155
- 19 388
153
- 12
- 39
- 5 843
Passivos
Recursos de O.I.C.'s
Recursos de clientes
Outros passivos
Posições de balanço líquidas
Cambiais a prazo
Posições líquidas
30 de junho de 2013
Total de ativos
Total de passivos
Posições de balanço líquidas
Cambiais a prazo
Posições líquidas
22 024
19 305
-
-
-
- 1 131
- 83
153
- 12
- 39
- 5 843
-
30 323
21 791
342
43
11 476
11 509
139 372
21 976
217
31
11 401
11 594
- 109 049
- 185
125
12
75
- 85
-
-
-
-
125
12
75
- 85
106 807
-
- 2 242
- 185
- Análise de sensibilidade
A atividade do Banco Popular Portugal em moeda estrangeira consiste em efetuar
transações tendo por base operações com clientes. Neste quadro, a posição cambial global
do Banco é tendencialmente nula.
47
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Assim, como se pode constatar, qualquer que seja o impacto em termos cambiais nos
preços das moedas, o impacto em termos de resultados para o Banco é financeiramente
imaterial, razão pela qual não são efetuadas análises de sensibilidade.
3.7
Risco de taxa de juro
O risco avalia o impacto na margem financeira e nos fundos próprios como resultado de
variações nas taxas de juro do mercado.
O risco de taxa de juro do balanço é medido por um modelo de repricing gap sobre os ativos
e passivos susceptíveis a variações de taxa de juro, em consonância com a instrução nº
19/2005 do Banco de Portugal. De um modo sucinto, este modelo agrupa os ativos e
passivos sensíveis a variações em intervalos de tempo fixos (datas de vencimento ou de
primeira revisão de taxa de juro, quando a mesma está indexada), a partir dos quais se
calcula um impacto potencial sobre a margem de intermediação.
Gap de vencimentos e reapreciações da Atividade do Banco em 30 de junho de 2014
Até 1 mês
De 1 a 3
meses
De 3 a 12
meses
de 1 a 5
anos
Mercado monetário
Crédito a clientes
Mercado de títulos
Outros ativos
Total do Ativo
332 590
1 516 863
52 904
1 902 357
2 348
2 422 988
731 051
3 156 387
995 832
1 141 080
343 947
2 480 859
240 829
748 427
989 256
47 248
32 016
97 489
627 160
803 913
1 378 018
5 353 776
1 973 818
627 160
9 332 772
Mercado monetário
Mercado de depósitos
Mercado de títulos
Outros passivos
Total do Passivo
2 856 654
378 583
520 093
3 755 330
338 621
471 302
6 881
816 804
317 541
1 666 110
67 604
2 051 255
118 750
1 434 894
114 555
1 668 199
9 385
44 286
2 166
272 913
328 750
3 640 951
3 995 175
711 299
272 913
8 620 338
Gap
-1 852 973
2 339 583
429 604
- 678 943
475 163
Gap Acumulado
-1 852 973
486 610
916 214
237 271
712 434
Insensível
Total
Gap de vencimentos e reapreciações em 30 de junho de 2013
Gap
- 448 940
1 726 282
793 659
-2 074 160
682 865
Gap Acumulado
- 448 940
1 277 342
2 071 001
- 3 159
679 706
- Análise de sensibilidade
De acordo com o modelo acima referido, o Banco calcula o impacto potencial sobre a
margem financeira e sobre a situação líquida.
No quadro seguinte, o modelo considera um cenário em que existe um impacto imediato de
1% nas taxas de juro, i.e., na data de revisão das taxas de juro, pelo que, quer das
operações ativas quer das operações passivas, as novas taxas passam a incorporar este
efeito.
48
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Até 1 mês
De 1 a 3
meses
De 3 a 12
meses
Mais de 12
meses
Insensível
Mercado monetário
Crédito a clientes
Mercado de títulos
Outros ativos
Total do Ativo
332 590
1 516 863
52 904
1 902 357
2 348
2 422 988
731 051
3 156 387
995 832
1 141 080
343 947
2 480 859
240 829
748 427
989 256
47 248
32 016
97 489
627 160
803 913
1 378 018
5 353 776
1 973 818
627 160
9 332 772
Mercado monetário
Mercado de depósitos
Mercado de títulos
Outros passivos
Total do Passivo
2 856 654
378 583
520 093
3 755 330
338 621
471 302
6 881
816 804
317 541
1 666 110
67 604
2 051 255
118 750
1 434 894
114 555
1 668 199
9 385
44 286
2 166
272 913
328 750
3 640 951
3 995 175
711 299
272 913
8 620 338
Gap
-1 852 973
2 339 583
429 604
- 678 943
475 163
Gap acumulado
-1 852 973
486 610
916 214
237 271
712 434
Impacto com aumento de 1%
- 772
- 1 575
6 252
Impacto Acumulado
- 772
- 2 347
3 905
Efeito Acumulado
Margem Financeira
Gap Acumulado
3.8
Total
3 905
124 148
3,15%
Risco de liquidez
O controlo do risco de liquidez procura assegurar que a instituição disponha de fundos
líquidos para fazer face, a cada momento, às suas obrigações de pagamento. O Banco está
exposto a pedidos diários de recursos monetários disponíveis de contas correntes,
empréstimos e garantias, necessidades de contas margem e outras relacionadas com
derivados liquidados em dinheiro.
O Banco não detém recursos monetários para satisfazer todas estas necessidades, pois a
sua experiência revela que a proporção de fundos que irão ser reinvestidos na maturidade
pode ser prevista com um elevado nível de certeza. A Gestão define limites para a proporção
mínima de fundos disponíveis para satisfazer os pedidos e para o nível mínimo de
facilidades interbancárias e outros empréstimos que devem estar disponíveis para cobrir os
levantamentos e níveis inesperados de procura.
O processo de gestão de liquidez, como efetuado no Banco, inclui:
- As necessidades de funding diárias que são geridas pela monitorização dos fluxos de
caixa futuros de modo a garantir que os requisitos são cumpridos. Isto inclui reposição
de fundos à medida que maturam ou são emprestados a clientes;
- Manutenção de uma carteira de ativos com elevada liquidez que possam ser facilmente
liquidados como proteção contra qualquer interrupção imprevista de fluxos de caixa;
- Monitorização de rácios de liquidez tendo em conta os requisitos externos e internos;
- Gestão da concentração e perfil das maturidades da dívida, recorrendo ao Gap de
liquidez.
A monitorização e relato assumem a forma de mensuração de fluxos de caixa e projeções
para o dia, semana e mês seguinte, uma vez que estes são períodos importantes na gestão
de liquidez. O ponto de partida para estas projeções é uma análise da maturidade contratual
49
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
dos passivos financeiros e da data expectável dos fluxos de caixa dos ativos. A tesouraria
também monitoriza o grau de compromissos de concessão de crédito não utilizados, o uso
de facilidades de descoberto e o impacto de passivos contingentes como cartas de crédito e
garantias.
No que diz respeito à análise ao risco de liquidez, para além das obrigações a que está
sujeito para com o Banco de Portugal, nos termos da instrução nº 13/2009, o Banco ainda
recorre ao conceito de Gap de liquidez, ou seja, a partir do balanço do Banco, em 30 de
junho de 2014, tendo por base os vencimentos das operações ativas e passivas, obtém-se
um diferencial entre os vencimentos referidos (positivo ou negativo) segundo os prazos
residuais de vencimento das operações que se denominam GAP’s de Liquidez.
O quadro seguinte apresenta o balanço do Banco (sem juros corridos), no final do mês de
junho de 2014, com as principais classes agrupadas por prazos de vencimento:
Gap de liquidez do Balanço em 30 de Junho de 2014
Até 1 mês
De 1 a 3
meses
De 3 a 12
meses
de 1 a 5
anos
Mais de 5
anos
-
12 237
1 088 378
1 339 923
203 566
2 644 104
15 070
673 470
1 100
1 823 589
214
2 513 443
Caixa e saldos em bancos centrais
50 712
Disponibilidades em outras I.C.'s
66 622
Activos financeiros detidos p/ negociação
1 134
Activos financeiros disponíveis para venda
5 898
Aplicações em I.C.'s
184 765
Crédito a clientes
735 164
Outros activos
451
Total do Activo
1 044 746
4
1 272
442 815
297
444 388
73 660
102 169
1 073 424
990 991
22 850
2 263 094
Recursos de bancos centrais
400 000
Passivos financeiros detidos p/ negociação
3 800
Recursos de outras I.C.'s
1 561 246
Recursos de clientes
1 205 845
Responsabilidades represent. por títulos
5 093
Passivos por impostos correntes
Outros passivos
5 152
Total do Passivo
3 181 136
12
338 176
511 571
5 426
4 763
859 948
895 000
4 713
311 279
1 598 670
575 000
528
12 326
3 397 516
18 025
118 750
645 288
123 614
606
906 283
50 313
6 770
57 083
Gap
-2 136 390
- 415 560
-1 134 422
1 737 821
2 456 360
Gap Acumulado
-2 136 390
-2 551 950
-3 686 372
-1 948 551
507 809
Gap
-1 411 990
- 772 852
-1 155 280
1 178 716
2 464 842
Gap Acumulado
-1 411 990
-2 184 842
-3 340 122
-2 161 406
303 436
Gap de liquidez a 30 de Junho de 2013
- Exposições fora de Balanço (Risco de liquidez)
Com referência a 30 de junho de 2014, os prazos dos montantes contratuais dos
instrumentos financeiros fora de Balanço do Banco que o comprometem a estender o crédito
a clientes e outras facilidades, analisam-se como segue:
50
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
30-06-2014
Passivos eventuais:
Créditos documentários
Garantias e avales
Compromissos:
Irrevogáveis
Revogáveis
Total
30-06-2013
Passivos eventuais:
Créditos documentários
Garantias e avales
Compromissos:
Irrevogáveis
Revogáveis
Total
3.9
Até 1 mês
De 1 a 3
meses
De 3 a 12
meses
de 1 a 5
anos
Mais de 5
anos
Sem Prazo
645
8 448
10 551
200 278
2 047
39 633
307 046
72 347
60 882
309 929
95 131
38 034
251 830
72 992
69 330
320 480
295 409
40 081
598 509
Mais de 5
anos
Sem Prazo
44 975
45 400
329 143
Até 1 mês
4 106
De 1 a 3
meses
9 265
-
-
De 3 a 12
meses
7 921
-
de 1 a 5
anos
164 427
-
-
-
30 296
44 938
201 248
20 388
102 128
263 389
34 402
54 203
209 169
184 815
147 103
637 932
Risco operacional
O Banco Popular Portugal, interpreta o Risco Operacional tal como o define o acordo de
Basileia II ou seja, o risco de perdas resultantes da aplicação inadequada ou negligente de
procedimentos internos, de comportamentos das pessoas e de inadequado funcionamento
de sistemas ou de causas externas.
O processo de gestão assenta numa análise por área funcional inventariando os riscos
inerentes às funções e tarefas específicas de cada órgão da estrutura.
Envolvendo toda a organização, o método de gestão é assegurado pelas seguintes
estruturas:
Comité Executivo (CE) – estrutura de alta direção responsável primeiro pelas orientações
e políticas de gestão, estabelecimento e acompanhamento dos limites de apetite e
tolerância ao risco.
Departamento de Gestão de Risco (DGR) – integra unidade dedicada exclusivamente à
gestão do risco operacional. Tem a responsabilidade da dinamização e coordenação das
restantes estruturas na aplicação das metodologias e utilização das ferramentas
corporativas de suporte ao modelo.
Responsáveis de Risco Operacional (RRO) – abrangendo a base da organização, são
elementos nomeados pelas hierarquias de cada unidade orgânica aos quais compete o
papel de facilitador e dinamizador do modelo de gestão do risco operacional.
No processo de gestão do risco operacional, assumem ainda papel relevante as estruturas
de auditoria, controlo interno e segurança do Banco.
51
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
3.10
Atividades fiduciárias
O Banco fornece custódias, garantias, serviços de administração empresarial, gestão de
investimentos e serviços de aconselhamento a terceiras partes. Estas atividades exigem a
alocação de ativos e transações de compra e venda em relação a uma vasta gama de
instrumentos financeiros. Esses ativos, que são mantidos em capacidade fiduciária, não são
incluídos nestas demonstrações financeiras. À data de 30 de junho de 2014, o Banco
mantinha custódia de contas de investimento no montante de 7 815 939 milhares de euros
(2013: 4 583 404 milhares de euros) e ativos financeiros administrados, estimados em 139
386 milhares de euros (2013: 118 488 milhares de euros).
3.11
Gestão e divulgações de capital
Os principais objetivos da gestão de capital no Banco são cumprir os requisitos mínimos
definidos pelas entidades de supervisão em termos de adequação de capital e assegurar o
cumprimento dos objetivos estratégicos do Banco em matéria de adequação de capital.
A definição da estratégia a adoptar em termos de gestão de capital é da competência do
Conselho de Administração do Banco.
Em termos prudenciais, o Banco está sujeito à supervisão do Banco de Portugal, que
estabelece as regras que a este nível deverão ser observadas pelas diversas instituições
sob a sua supervisão. Estas regras determinam um rácio mínimo de fundos próprios totais
em relação aos requisitos exigidos pelos riscos assumidos, que as instituições deverão
cumprir.
Em 30 de junho de 2014, o rácio Core Tier 1, calculado de acordo com as regras da CRD
IV/CRR, para 2014, atingiu o valor de 12,4%, largamente acima do valor mínimo exigido de
8%.
30-06-14
Fundos próprios
Common Equity Tier 1 (CET1)
Recursos próprios de base (Tier 1)
Recursos próprios elegíveis (Total)
Ativos ponderados por risco (RWA)
Rácios de Solvabilidade
CET1
Tier 1
Total
718.366
718.366
748.990
5.811.538
12,4%
12,4%
12,9%
4. Estimativas e assunções na aplicação de políticas contabilísticas
O Banco efetua estimativas e assunções que têm impacto nos valores reportados de ativos e
passivos durante o próximo exercício financeiro. Estas estimativas e julgamentos são
avaliados continuadamente e concebidos com base em dados históricos e outros fatores,
como expectativas de eventos futuros.
52
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
a) Perdas de imparidade em empréstimos
O Banco analisa, numa base mensal, a sua carteira de crédito para avaliar eventuais perdas
de imparidade. Na determinação do registo, ou não, de perdas de imparidade em resultados,
o Banco analisa dados observáveis que indiquem um decréscimo mensurável nos futuros
cash flows estimados quer da carteira de empréstimos, quer individualmente para casos
específicos dessa mesma carteira. A análise pode indicar, por exemplo, um evento adverso
na capacidade do cliente cumprir o pagamento do empréstimo, ou deterioração das
condições e indicadores macroeconómicos correlacionados. A gestão usa estimativas
baseadas em dados históricos de ativos com riscos de crédito semelhantes e possíveis
perdas de imparidade, nesses mesmos ativos. A metodologia e assunções utilizadas nestas
estimativas são revistas regularmente para se reduzir quaisquer diferenças entre perdas
estimadas e perdas realizadas.
b) Justo valor de derivados e de ativos financeiros não cotados
O justo valor dos derivados e ativos financeiros não cotados foi determinado com base em
métodos de avaliação e teorias financeiras, cujos resultados dependem dos pressupostos
utilizados.
c) Imparidade de investimentos em capital na carteira de Ativos financeiros
disponíveis para venda
O Banco determina que existe imparidade em investimentos em capital de ativos financeiros
disponíveis para venda, quando se tenha verificado um decréscimo significativo ou
prolongado do justo valor, abaixo do seu custo. A quantificação necessária das expressões,
significativa e prolongado, exigem juízo profissional. Na realização deste juízo, o Banco
avalia entre outros fatores, a volatilidade normal no preço da ação. Em complemento, deve
ser considerada imparidade quando se verificarem eventos que evidenciem a deterioração
da viabilidade do investimento, a performance da indústria e do sector, alterações
tecnológicas e cash flows operacionais e financeiros.
d) Pensões de reforma e sobrevivência
As responsabilidades com pensões de reforma e sobrevivência são estimadas com base em
tábuas atuariais e pressupostos de crescimento das pensões e dos salários. Estes
pressupostos são baseados nas expectativas do Banco para o período durante o qual irão
ser liquidadas as responsabilidades.
e) Impostos diferidos
O reconhecimento de impostos diferidos ativos pressupõe a existência de resultados e
matéria coletável futura. Os impostos diferidos ativos e passivos foram determinados com
base na legislação fiscal atualmente em vigor ou em legislação já publicada para aplicação
futura. Alterações na interpretação da legislação fiscal podem influenciar o valor dos
impostos diferidos reconhecidos.
53
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
5. Reporte por Segmentos
O Banco desenvolve a sua atividade essencialmente do sector financeiro e direcionada para
as empresas, institucionais e clientes particulares.
Os produtos e serviços prestados incluem a captação de depósitos, a concessão de crédito
a empresas e particulares, serviços de corretagem e custódia, serviços de banca de
investimento e ainda a comercialização de fundos de investimento e de seguros de vida e
não vida. Adicionalmente, o Banco realiza investimentos de curto, médio e longo prazo nos
mercados financeiro e cambial como forma de tirar vantagens das oscilações de preços ou
como meio para rendibilizar os recursos financeiros disponíveis.
O Banco Popular apresenta a sua atividade através dos seguintes segmentos operacionais:
(1) Banca de Retalho, que inclui os subsegmentos de Particulares, Empresários em
Nome Individual, Pequenas e Médias Empresas e Instituições Particulares de
Solidariedade Social;
(2) Banca Comercial, que engloba as Grandes Empresas, as Instituições Financeiras e o
Sector Público Administrativo;
(3) Outros Segmentos, que agrupa as operações não incluídas nos outros segmentos,
designadamente as operações e a gestão referentes à Carteira Própria de Títulos e
às Aplicações em Instituições de Crédito.
Em termos geográficos o Banco Popular apenas exerce a sua atividade em Portugal.
O reporte por segmentos apresenta-se como segue:
30-06-2014
Juros e rendimentos similares
Juros e encargos similares
Banca de
Retalho
60 924
38 113
Rendimento de instrumentos de capital
Rendimentos de serviços e comissões
Encargos com serviços e comissões
-
Banca
Comercial
41 313
9 483
-
Outros
Segmentos
Total
31 244
23 811
133 481
71 407
58
58
16 486
983
6 579
225
11 103
3 141
34 168
4 349
Resultados de Op.Financeiras (líq.)
107
- 551
9 209
8 765
Resultados alienação outros ativos
-
-
- 5 182
- 5 182
Outros Result. de Exploração (líq.)
-
-
- 3 214
- 3 214
Ativo líquido
3 371 364
2 073 031
3 888 377
9 332 772
Passivo
3 174 576
1 227 865
4 217 897
8 620 338
54
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Banca de
Retalho
30-06-2013
Juros e rendimentos similares
Juros e encargos similares
Banca
Comercial
62 750
42 650
Rendimento de instrumentos de capital
Outros
Segmentos
57 172
21 499
-
161 149
96 986
47
47
12 270
- 382
5 137
74
11 674
4 691
29 081
4 383
Resultados de Op.Financeiras (líq.)
88
- 20
2 438
2 506
Resultados alienação outros ativos
-
-
2 614
2 614
Outros Result. de Exploração (líq.)
-
-
- 3 138
- 3 138
Rendimentos de serviços e comissões
Encargos com serviços e comissões
-
41 227
32 837
Total
Ativo líquido
3 364 096
2 437 002
3 779 939
9 581 037
Passivo
2 630 853
1 647 400
4 623 078
8 901 331
6. Margem Financeira
Esta rubrica decompõe-se como segue:
30-06-14
30-06-13
77
2 855
102 279
117
27 944
209
172
1 270
118 838
669
25 190
14 921
89
133 481
161 149
1 531
7 547
40 362
10 580
11 387
5 361
6 375
58 015
16 034
11 201
71 407
96 986
62 074
64 163
Juros e rendimentos similares de :
Disponibilidades
Aplicações em IC'S
Crédito a clientes
Outros ativos fin. ao justo valor
Outros ativos fin. disp.para venda
Investimentos detidos até à maturidade
Outros
Juros e encargos similares de :
Recursos de Bancos Centrais
Recursos de OIC'S
Recursos de clientes
Responsabilidades representadas por títulos
Juros de derivados de cobertura
Margem Financeira
7. Rendimento de instrumentos de capital
O saldo desta rubrica é composto como segue:
Ativos financeiros disponíveis para venda
55
30-06-14
30-06-13
58
47
58
47
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
8. Rendimentos e encargos com serviços e comissões
Estas rubricas decompõem-se como segue:
30-06-14
30-06-13
6 776
3 486
9 620
2 339
4 196
2 918
791
1 470
2 572
8 310
3 671
8 745
1 752
918
2 538
821
913
1 413
34 168
29 081
1 937
1 159
172
810
271
2 846
1 234
159
144
4 349
4 383
Rendimentos de serviços e Comissões
Comissões e serviços relac. c/ crédito
Comissões de garantias e avales
Comissões de meios de cob. e pagamento
Comissões de gestão de ativos
Comissões de angariação de seguros
Comissões de manutenção de contas
Comissões de processamento
Montagem de operações
Outros
Encargos com serviços e Comissões
Comissões de meios de cob. e pagamento
Comissões de gestão de ativos
Comissões a promotores e angariadores
Venda de imóveis receb. em recup. crédito
Outros
9. Resultados líquidos em operações financeiras
Esta rubrica é analisada como segue:
30-06-2014
Ganhos
Perdas
30-06-2013
Ganhos
Perdas
Ativos e passivos financeiros detidos para negociação
Títulos de rendimento fixo
Títulos de rendimento variável
Instrumentos financeiros derivados
128
14 366
1 120
14 793
214
27 403
430
26 463
14 494
15 913
27 617
26 893
-
80
428
383
0
80
428
383
48 545
48 545
97 557
97 557
Ativos e passivos financ. ao justo valor através de resultados
Títulos de rendimento fixo
Derivados de cobertura ao justo valor
Ativos e passivos financ. disponíveis para venda
Títulos de rendimento fixo
Resultados de ativos e passivos financeiros de
negociação e ao justo valor através de resultados
9 702
-
1 064
-
9 702
0
1 064
0
72 741
64 538
126 666
124 833
No decorrer do 1º semestre de 2014 o Banco recebeu 2,3 milhares de euros de dividendos
em ativos financeiros detidos para negociação (2013: 22,5 milhares de euros). Em 2014 e
2013 o Banco não recebeu quaisquer dividendos de ativos financeiros designados ao justo
valor através de resultados.
O efeito registado na rubrica de Derivados de cobertura ao justo valor resulta da variação do
justo valor dos instrumentos de cobertura (swap de taxa de juro) e das variações de justo
56
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
valor dos ativos cobertos, decorrentes do risco coberto (taxa de juro). Na medida em que o
instrumento coberto se encontra contabilizado na carteira de Ativos financeiros disponíveis
para venda, essa variação de justo valor é transferida da Reserva de reavaliação de justo
valor para resultados.
10. Resultados de reavaliação cambial
Estas rubricas decompõem-se como segue:
30-06-14
30-06-13
61
3 351
40
1 611
3 412
1 651
2 850
978
2 850
978
562
673
Ganhos em diferenças cambiais
Na posição à vista
Na posição a prazo
Perdas em diferenças cambiais
Na posição a prazo
Resultados de reavaliação cam bial (liq.)
11. Resultados de alienação de outros ativos
Esta rubrica é analisada como segue:
30-06-14
30-06-13
637
-
401
5 065
637
5 466
563
5 256
2 852
5 819
2 852
- 5 182
2 614
Ganhos na alienação de ativos tangíveis detidos para venda
Ganhos em investimentos detidos até à maturidade
Perdas na alienação de crédito a clientes
Perdas na alienação de ativos tangíveis detidos para venda
12. Outros resultados de exploração
Esta rubrica é analisada como segue:
Contribuições para o FGD
Contribuições para o Fundo de Resolução
Outros encargos operacionais
Outros impostos
Contribuição sobre o sector bancário
Remunerações por cedência de pessoal
Rendimento de imóveis
Outros rendimentos e receitas operacionais
57
30-06-14
30-06-13
- 515
- 436
- 1 043
- 963
- 2 005
607
306
835
- 583
- 83
- 1 352
- 1 235
- 1 679
832
174
788
- 3 214
- 3 138
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
13. Custos com pessoal
Esta rubrica é analisada como segue:
Remunerações
Encargos sociais obrigatórios:
- Encargos relativos a remunerações
- Fundo de Pensões
- Outros encargos sociais obrigatórios
Outros custos
30-06-14
30-06-13
21 088
20 844
5 577
1 465
112
5 863
549
87
343
570
28 585
27 913
30-06-14
30-06-13
828
166
161
154
866
207
115
149
2 175
2 222
578
1 892
1 709
560
3 228
959
6 414
465
2 317
337
500
54
1 685
889
2 249
2 033
516
1 160
2 024
522
3 202
1 296
3 881
590
2 214
347
612
147
1 676
1 306
27 293
25 112
14. Gastos gerais administrativos
Esta rubrica é analisada como segue:
Com fornecimentos
Água energia e combustíveis
Material de consumo corrente
Licenças de softw are
Outros fornecimentos de terceiros
Com serviços
Rendas e alugueres
Comunicações
Deslocações, estadas e representação
Publicidade e edição de publicações
Conservação e reparação
Transportes
Avenças e honorários
Judiciais, contencioso e notariado
Informática
Segurança, vigilância e limpeza
Mão-de-obra eventual
Consultores e auditores externos
SIBS
Avaliadores externos
Serviços prestados pela empresa mãe
Outros serviços de terceiros
15. Impostos
O cálculo do IRC do relativo ao 1º semestre de 2014, foi apurado com base numa taxa
nominal de 23% calculada sobre a matéria coletável. Relativamente ao 1º semestre de 2013
a taxa em vigor era de 25%. Tanto em 2014 como em 2013 à taxa nominal acresce a taxa da
derrama de 1,5%, que incide sobre o lucro tributável e uma taxa de derrama estadual de 3%
que também incide sobre o valor do lucro tributável quando situado entre 1,5 e 10 milhões de
euros e de 5% sobre o excedente deste último valor.
58
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Em 30 de junho de 2014 e 2013, o custo com impostos sobre os lucros reconhecidos em
resultados, bem como a carga fiscal, medida pela relação entre a dotação para impostos e o
lucro do exercício antes daquela dotação, podem ser resumidos como segue:
Impostos correntes sobre os lucros
Do exercício
Correção de exercícios anteriores
Impostos diferidos
Registo e reversão de diferenças temporárias
Total do imposto registado em resultados
30-06-14
30-06-13
614
- 27
1 911
- 1 693
587
218
- 513
1 067
74
1 285
Resultado antes de impostos
1 276
3 334
Carga fiscal
5,8%
38,5%
A reconciliação entre a taxa nominal de imposto e a carga fiscal registada no 1º semestre de
2014 e 2013, bem como a reconciliação entre o custo / proveito de imposto e o produto do
lucro contabilístico pela taxa nominal de imposto, após dedução dos impostos diferidos,
analisam-se como segue:
30-06-14
Taxa de im posto
Resultado antes de impostos
Imposto calculado à taxa nominal
Derrama após efeito dos impostos diferidos
Tributações autónomas
Benefícios Fiscais
Efeito das provisões não aceites como custo
Outras correções líquidas
Contribuição sobre o setor bancário
Impostos de exercícios anteriores
Valor
30-06-13
Taxa de im posto
Valor
23,0%
4,0%
24,5%
-9,3%
-111,3%
115,4%
36,1%
-76,6%
1 276
293
51
313
- 119
- 1 420
1 473
461
- 978
25,0%
6,5%
5,9%
-4,0%
3,1%
40,2%
12,6%
-50,8%
3 334
834
218
197
- 132
102
1 339
420
- 1 693
5,8%
74
38,5%
1 285
Informação adicional sobre impostos diferidos ativos e passivos é apresentada na nota 28.
16. Ativos e passivos financeiros classificados de acordo com as categorias da IAS 39
A classificação dos ativos e passivos financeiros de acordo com as categorias da IAS 39
apresenta a seguinte estrutura:
59
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
30-06-2014
Ativos
Caixa e disponi. em bancos centrais
Disponib. em outras inst. de crédito
Ativos financ. detidos p/ negociação
Out. at. fin. justo valor atr. result.
Ativos financ. disponíveis p/ venda
Aplicações em instit. de crédito
Crédito a clientes
Ativos não correntes detidos p/ venda
Outros ativos
Registados justo valor
Negoc. Op. jº valor
Reg. a justo valor
Negociação
Passivos
Recursos de bancos centrais
Recursos de outras inst. crédito
Passivos financ. det. p/ negociação
Recursos de clientes
Responsabilidades repres. por títulos
Derivados de cobertura
Outros passivos
6 959 292
9 170 817
Out. Passivos
Financeiros
Derivados
cobertura
Passivos
não financ.
1 307 918
2 333 034
11 150
11 150
8 543 670
3 995 174
711 299
119 294
29 617
Registados justo valor
Negoc. Op. jº valor
8 377 042
Créditos
a receber
119 294
At. Financ.
Ativos
disp. venda não financ.
52 219
68 853
363.883
2 256 879
363 883
9 397 718
Derivados
cobertura
Passivos
não financ.
32 320
2 256 879
677 770
5 693 052
197 635
Reg. a justo valor
Negociação
6 689 529
Out. Passivos
Financeiros
1 609 046
1 807 930
10 756
10 756
8 831 794
4 189 605
1 066 572
89 064
26 525
60
8 699 678
89 064
Total
1 609 046
1 807 930
32 296
4 189 605
1 066 572
89 064
37 281
32 296
32 296
Total
52 219
68 853
55 107
32 320
2 256 879
677 770
5 693 052
561 518
55 107
32 320
Total
1 307 918
2 333 034
36 184
3 995 174
711 299
119 294
40 767
36 184
55 107
30-06-2013
216 959
20 747
227 498
36 184
Ativos
Caixa e disponi. em bancos centrais
Disponib. em outras inst. de crédito
Ativos financ. detidos p/ negociação
Out. at. fin. justo valor atr. result.
Ativos financ. disponíveis p/ venda
Aplicações em instit. de crédito
Crédito a clientes
Outros ativos
216.959
1 890 663
1 869 916
1 260 684
5 353 776
0
Total
50 712
66 622
103 903
0
1 869 916
1 260 684
5 353 776
20 747
444 457
103 903
Passivos
Recursos de bancos centrais
Recursos de outras inst. crédito
Passivos financ. det. p/ negociação
Recursos de clientes
Responsabilidades repres. por títulos
Derivados de cobertura
Outros passivos
30-06-2013
At. Financ.
Ativos
disp. venda não financ.
50 712
66 622
103 903
30-06-2014
Créditos
a receber
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
17. Caixa e disponibilidades em Bancos Centrais
O saldo desta rubrica analisa-se como segue:
30-06-14
30-06-13
39 176
11 536
41 348
10 871
50 712
52 219
Caixa
Depósitos à ordem no Banco de Portugal
Os depósitos à ordem no Banco de Portugal, de carácter obrigatório, têm por objetivo
satisfazer os requisitos legais de constituição de disponibilidades mínimas de caixa.
18. Disponibilidades em outras instituições de crédito
O saldo desta rubrica é composto como segue:
Disponib. sobre instit. de crédito no país
Depósitos à ordem
Cheques a cobrar
Outras disponibilidades
Disponib. sobre instit. de crédito no estrang.
Depósitos à ordem
Cheques a cobrar
30-06-14
30-06-13
725
23 901
2 145
368
6 893
687
26 771
7 948
38 605
1 246
58 696
2 209
39 851
66 622
60 905
68 853
Os cheques a cobrar sobre instituições de crédito no País e no estrangeiro foram enviados
para cobrança nos primeiros dias úteis subsequentes às datas em referência.
19. Ativos e passivos financeiros detidos para negociação
O Banco utiliza, essencialmente, os seguintes instrumentos derivados:
Forward cambial ou câmbio a prazo representa um contrato realizado entre duas partes
para a compra ou venda de uma moeda contra outra, a uma determinada taxa de câmbio
estabelecida no momento de realização do contrato (preço forward) para uma data futura
determinada. A sua finalidade é a de cobertura/gestão do risco cambial, através da
eliminação da incerteza quanto ao valor futuro de determinada taxa de câmbio, que através
do forward é imediatamente fixada.
Swap de taxa de juro em termos conceptuais pode ser perspetivado como um acordo pelo
qual duas partes se obrigam a trocar um diferencial de taxas de juro, sobre um montante
nocional, durante um determinado período de tempo. Envolve uma única moeda e consiste
na troca de cash flows fixos por cash flows variáveis ou vice-versa. A sua finalidade é a de
cobertura/gestão do risco de taxa de juro, relativamente ao rendimento de uma aplicação
61
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
financeira ou ao custo de um financiamento que uma determinada entidade pretenda realizar
num determinado momento futuro.
O justo valor de instrumentos derivados detidos são discriminados como segue:
30-jun-2014
Valor contrato
(Valor nocional)
Derivados de negociação
a) Derivados de moedas estrangeiras
Forw ards cambiais
b) Derivados de taxas de juro
Sw aps de taxa de juro
Opções
Justo Valor
Ativos
Passivos
56 086
79
112
394 624
64 363
32 498
11
36 053
19
32 588
36 184
Total derivados negociação (ativos/passivos)
30-jun-2013
Valor contrato
(Valor nocional)
Derivados de negociação
a) Derivados de moedas estrangeiras
Forw ards cambiais
b) Derivados de taxas de juro
Sw aps de taxa de juro
Opções
Justo Valor
Ativos
Passivos
5 989
34
23
425 671
59 782
31 598
82
32 190
83
31 714
32 296
Total derivados negociação (ativos/passivos)
Em 30 de junho de 2014, o justo valor dos outros ativos e passivos financeiros detidos para
negociação são apresentados como segue:
30-jun-2014
Outros ativos financeiros
Títulos de rendim ento variável
Unidades de participação
30-jun-2013
71 315
71 315
23 393
23 393
Total
71 315
23 393
Total ativos financeiros para negociação
Total passivos financeiros para negociação
103 903
36 184
55 107
32 296
20. Ativos e passivos financeiros avaliados ao justo valor através de resultados
Estas rubricas têm a seguinte composição:
Ativos
30-06-14
30-06-13
Títulos de rendim ento fixo
Títulos de dívida pública portuguesa
Outros títulos de dívida estrangeiros
-
7 625
24 695
0
62
32 320
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
A rubrica de outros títulos de dívida estrangeiros refere-se a cédulas hipotecárias emitidas
pelo Grupo Popular Español.
Os títulos de dívida pública bem como as cédulas hipotecárias, são geridos, e a sua
performance é avaliada, tendo em consideração o seu justo valor em conformidade com as
estratégias de políticas de risco e, a informação sobre os referidos ativos é reportada à
Administração nessas bases.
O Banco não possui passivos financeiros designados ao justo valor.
21. Ativos financeiros disponíveis para venda
Em 30 de junho de 2014, o Banco não possuía instrumentos de capital não cotados
classificados como ativos financeiros disponíveis para venda que, pelo facto do justo valor
não ser mensurado com fiabilidade, estivessem reconhecidos ao custo (2013: 0 milhares de
euros).
O saldo desta rubrica analisa-se como segue:
30-06-14
Títulos emitidos por residentes
Títulos de dívida pública - ao justo valor
Títulos de dívida de outras entidades - ao justo valor
Títulos de capital - ao justo valor
Títulos emitidos por não residentes
Títulos de dívida pública - ao justo valor
Títulos de dívida de outras entidades - ao justo valor
Títulos de capital - ao justo valor
Outros títulos
Total
30-06-13
13 361
33 791
653
569 588
53 243
612
47 805
623 443
617 652
1 204 396
63
1 010 435
622 936
66
-
1 822 111
1 633 437
1 869 916
2 256 880
O Banco possui na carteira de ativos financeiros disponíveis para venda um investimento de
1 785 milhares de euros relativo às obrigações subordinadas (Class D Notes) adquiridas em
junho de 2002, aquando da realização pelo Banco de uma operação de titularização de
crédito à habitação, no valor de 250 milhões de euros, denominada Navigator Mortgage
Finance Number 1.
No âmbito da referida titularização, os ativos foram adquiridos por um fundo de
titularização de créditos, denominado Navigator Mortgage Finance nº 1 Fundo, que, em
simultâneo, emitiu unidades de titularização totalmente subscritas pelo Navigator Mortgage
Finance Nº 1 Plc, o qual, também emitiu obrigações, cujas características foram as
seguintes:
Valor nominal
mil euros
Class
Class
Class
Class
A Notes (Senior)
B Notes (Senior)
C Notes (Senior)
D notes (Subordinada)
230 000
10 000
10 000
4 630
Rating
Standard &
Moody's
Poors
AAA
AA
A
n.a.
Aaa
Aa2
A2
n.a.
63
Taxa de juro
(até Maio de 2035)
Euribor 3 meses+0,21%
Euribor 3 meses+0,38%
Euribor 3 meses+0,55%
n.a.
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
O Banco, nos termos dos contratos assinados, não assumiu qualquer compromisso
respeitante a disponibilidades de caixa do emitente, assim como linhas de liquidez,
financiamentos, garantias, direitos e proveitos residuais ou quaisquer outros riscos, para
além das obrigações subordinadas (Class D Notes).
Entidades intervenientes:

Navigator Mortgage Finance Nº 1 Fundo, fundo de titularização de créditos
português que adquiriu os créditos;

Navigator, SGFTC, sociedade gestora de fundos de titularização de créditos que
gere o fundo;

Navigator Mortgage Finance Nº 1 Plc, sociedade que adquiriu as unidades de
titularização e que emitiu as obrigações (Notes).
Os dados financeiros mais significativos extraídos das demonstrações financeiras não
auditadas do Navigator no final do 1º semestre de 2014, são como segue:
30-06-14
Ativo líquido
Passivo
Capital próprio
Resultado do exercício
56 675
62 312
-5 637
- 297
22. Aplicações em instituições de crédito
Quanto à sua natureza, os créditos sobre instituições de crédito analisam-se como segue:
30-06-14
Aplicações em instit. de crédito no país
Depósitos a prazo
Empréstimos
Outras aplicações
Juros a receber
Aplicações em instit. de crédito no estrang.
Depósitos a prazo
Opções de compra com acordo de revenda
Outras aplicações
Juros a receber
30-06-13
45
10 121
77 510
91
3 173
10 000
93 399
98
87 767
106 670
176 805
995 832
248
32
292 455
277 996
557
92
1 172 917
1 260 684
571 100
677 770
O escalonamento destes créditos por prazos de vencimento é o seguinte:
30-06-14
Até 3 meses
De 3 meses a 1 ano
Mais de 5 anos
Juros a receber
64
30-06-13
186 037
1 073 424
1 100
123
676 429
1 151
190
1 260 684
677 770
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
23. Crédito a clientes
O crédito é concedido mediante contratos de empréstimo, incluindo descobertos em
depósitos à ordem, e através do desconto de efeitos. O total em balanço é composto, quanto
à sua natureza, como segue:
Crédito interno
Em presas e adm inistrações públicas
Particulares
Habitação
Consumo
Outras finalidades
Crédito ao exterior
Em presas e adm inistrações públicas
Particulares
Habitação
Consumo
Outras finalidades
Outros créditos (Titulados)
Juros e com issões a receber
Crédito e juros vencidos
Até 90 dias
Mais de 90 dias
Total Bruto
Menos:
Provisão para créditos de cob. Duvidosa
Provisão para crédito e juros vencidos
Provisão para risco país
Total Líquido
30-06-14
30-06-13
3 077 105
1 852 836
1 459 107
41 417
352 312
3 430 120
1 855 077
1 446 928
50 002
358 147
4 929 941
5 285 197
31 621
20 522
16 121
44
4 357
53 302
18 949
15 628
49
3 272
52 143
72 251
350 398
272 300
7 836
24 168
23 522
285 113
23 963
226 886
308 635
250 849
5 648 953
5 904 765
82 165
213 012
-
63 970
147 728
15
295 177
211 713
5 353 776
5 693 052
Em 30 de junho de 2014, o crédito inclui 866 152 milhares de euros de créditos com garantia
hipotecária afectos à emissão de obrigações hipotecárias (2013: 867 064 milhares de euros)
(nota 33).
O escalonamento dos créditos sobre clientes por prazos de vencimento é o seguinte:
Até 3 meses
De 3 meses a 1 ano
De 1 a 5 anos
Mais de 5 anos
Duração indeterminada (vencidos)
Juros e comissões a receber
30-06-14
30-06-13
1 177 979
990 991
1 339 923
1 823 589
308 635
7 836
1 202 470
972 739
1 511 423
1 943 116
250 849
24 168
5 648 953
5 904 765
No decorrer do exercício de 2013, o Banco realizou quatro cessões de créditos com a
empresa Consulteam (subsidiária do BPE e na qual o Banco não possui qualquer
participação), no montante bruto global de 166,5 milhões de euros pelo valor total de 152,8
milhões de euros. Nestas operações foi obtido um resultado global negativo no montante de
2,6 milhões de euros.
65
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Ainda no decorrer do exercício de 2013, o Banco realizou mais quatro cessões de créditos
com o Banco Popular Español, no montante bruto global de 411,8 milhões de euros pelo
valor total de 396,4 milhões de euros. Nestas operações foi obtido um resultado positivo no
montante de 0,4 milhões de euros devido à anulação de provisões já constituídas.
No decorrer do 1º semestre de 2014, o Banco efetuou uma venda de crédito ao Banco
Popular Español, no montante bruto de 8,06 milhões de euros pelo valor de 7,50 milhões de
euros. Nesta operação foi obtido um resultado negativo de 0,56 milhões de euros.
Provisões para perdas de crédito a clientes
Os saldos e movimentos das contas de provisões para riscos específicos de crédito,
decompõem-se como segue:
30-06-2014
30-06-2013
Saldo em 1 de janeiro
Dotações
Utilizações
Anulações
260 893
120 608
4 506
81 818
185 144
114 230
7 205
80 456
Saldo em 30 de junho
295 177
211 713
Dotações para provisões
Reposição e anulações
Recuperações de crédito
120 608
- 81 818
- 2 924
114 230
- 80 456
- 1 590
35 866
32 184
Provisões líquidas de anulações e recuperações
24. Investimentos detidos até à maturidade
No mês de junho de 2013, o Banco procedeu à venda de 210 milhões de títulos de dívida
espanhola que se encontravam classificados como investimentos detidos até à maturidade.
Em virtude desta venda, e de acordo com o disposto na IAS 39, o Banco no final do mês de
junho reclassificou a restante carteira a vencimento para disponíveis para venda sem passar
pela conta de resultados.
Ainda de acordo com o disposto na IAS 39, o Banco só poderá voltar a ter títulos ao
vencimento no decorrer do exercício de 2016.
25. Ativos não correntes detidos para venda
Em 30 de junho de 2014, o Banco apenas detinha uma participação financeira na empresa
associada Eurovida – Companhia de Seguros de Vida, S.A., reconhecida por 20 747
milhares de euros (2013: 22 579 milhares de euros).
Os dados financeiros mais significativos extraídos das demonstrações financeiras
consolidadas da Eurovida, preparadas segundo as normas IFRS, bem como o impacto da
aplicação do método da equivalência patrimonial em 30 de junho de 2014, apresentam-se
como segue:
66
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Participação
efetiva (%)
15,9348%
Dados financeiros consolidados
da Eurovida em 30-06-2014
Ativo
Capital
Resultado
líquido
próprio
líquido
975 940
99 746
Impacto da aplicação do método
da equivalência patrimonial
Em reservas
No resultado
de consolidação
líquido
7 948
-7 951
1 266
26. Outros ativos tangíveis
Esta rubrica é analisada como segue:
Saldo em 01 de janeiro
Custo de aquisição
Amortizações acumuladas
Imparidade acumulada
Aquisições
Transferências
Custo de aquisição
Amortizações acumuladas
Alienações / Abates
Custo de aquisição
Amortizações acumuladas
Amortizações do exercício
Saldo em 30 de junho
Custo de aquisição
Amortizações acumuladas
Imparidade acumulada
Valor líquido
Imóveis
Equipam.
128 018
- 41 582
- 6 595
50 529
- 48 138
30-06-2014
Património
Imobiliz.
artístico
em curso
149
0
0
0
351
- 1 428
458
- 1 221
126 590
- 42 345
- 6 595
77 650
- 39
39
- 721
50 841
- 48 820
149
0
0
2 021
149
0
30-06-2013
Total
Total
178 696
- 89 720
- 6 595
181.394
-86.794
-6.595
351
68
- 1 428
458
- 752
752
- 39
39
- 1 942
- 1 043
722
-2.428
177 580
- 91 165
- 6 595
79 820
179.667
-87.748
-6.595
85.324
27. Ativos intangíveis
Esta rubrica é analisada como segue:
Softw are
Saldo em 01 de janeiro
Custo de aquisição
Amortizações acumuladas
18 735
- 18 578
30-06-2014
Diversos
2 097
- 2 082
Total
30-06-2013
Total
20 832
- 20 660
20 707
- 20 536
0
87
Aquisições
Transferências
Custo de aquisição
Amortizações do exercício
- 55
- 6
0
- 61
0
- 56
Saldo em 30 de junho
Custo de aquisição
Amortizações acumuladas
18 735
- 18 633
2 097
- 2 088
20 832
- 20 721
20 794
- 20 592
102
9
111
202
Valor líquido
67
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
28. Impostos diferidos
Os impostos diferidos são calculados sobre todas as diferenças temporais usando uma taxa
efetiva de 24,5%, com exceção das relativas ao prejuízo fiscal em que a taxa utilizada foi de
23%.
Os saldos e os movimentos destas rubricas decompõem-se como segue:
Saldo em
31-12-13
Im postos diferidos Ativos
Títulos disponíveis para venda
Ativos tangíveis
Provisões tributadas
Comissões
Prémio de antiguidade
Provisões RGC
Outros ativos/passivos
Prejuízo fiscal
Im postos diferidos Passivos
Títulos disponíveis para venda
Pensões de reforma
Reavaliação de imóveis
Participações financeiras
22 227
3 444
19 235
162
994
12 051
7 389
6 674
72 176
Por Resultados
Custos Proveitos
1 238
2 804
4
Por Reservas
Saldo em
Aum entos Dim inuições 30-06-14
5 892
103
5 892
103
1 424
22 132
1 424
22 132
3 945
38
195
4
2 525
6 575
2 890
7 068
3 881
179
19
4 060
0
19
28 016
2 206
20 376
158
1 032
12 246
7 385
7 039
78 458
24 589
0
160
0
24 749
29. Outros ativos
Esta rubrica tem a seguinte composição:
30-06-14
30-06-13
Bonificações a receber do Estado
Impostos a recuperar
Contas caução
Outros devedores diversos
Outros rendimentos a receber
Despesas com encargo diferido
Operações ativas a regularizar - Diversos
Ativos recebidos por recuperação de crédito
Outros ativos tangíveis detidos para venda
Responsabilidades c/ pensões
Outras operações a regularizar
79
18 131
159 012
49 528
623
9 292
24 996
208 971
5 321
8 465
395
15 267
121 333
60 311
1 077
9 607
12 868
362 175
8 779
13 210
11 028
484 418
616 050
Imparidade para Ativos recebidos por recuperação de crédito
- 36 157
- 49 619
- 2 930
- 874
- 4 039
- 874
444 457
561 518
Imparidade para Outros ativos tangíveis detidos para venda
Provisões para outros ativos
Os saldos e movimentos das contas de provisões para outros ativos decompõem-se como
segue:
68
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Provisões para outros ativos
30-06-14
30-06-13
Saldo em 1 de janeiro
Dotações
Utilizações
Anulações
874
-
859
15
-
Saldo em 30 de junho
874
874
O movimento ocorrido nos Ativos recebidos por recuperação de crédito durante o 1º
semestre de 2014 e 2013 foi o seguinte:
Imóveis
disponíveis
para venda
Saldo em 01 de janeiro
Valor bruto
Imparidade acumulada
Valor líquido
30-06-2014
Imóveis não
disponíveis
Equipam.
para venda
30-06-2013
Total
Total
282 172
- 48 232
233 940
3 508
3 508
778
- 110
668
286 458
- 48 342
238 116
369 100
- 53 598
315 502
Adições
Aquisições
Outras
Alienações
Valor bruto
Transferências
Perdas de imparidade
Utilizações
Reversões
33 192
167
996
-
162
-
34 350
167
48 517
1 173
- 111 457
678
- 1 006
8 531
4 615
- 935
-
- 290
- 17
44
18
- 111 747
- 257
- 1 023
8 575
4 633
- 56 615
0
- 2 778
4 862
1 895
Saldo em 30 de junho
Valor bruto
Imparidade acumulada
204 752
- 36 092
3 569
0
650
- 65
208 971
- 36 157
362 175
- 49 619
168 660
3 569
585
172 814
312 556
Valor líquido
30. Recursos de bancos centrais
Esta rubrica tem a seguinte composição:
Recursos de bancos centrais
Depósitos
Juros a pagar
30-06-14
30-06-13
1 295 000
12 918
1 595 000
14 046
1 307 918
1 609 046
Quanto à sua duração residual estes recursos decompõem-se como segue:
Exigível a prazo
Até 3 meses
De 3 meses a 1 ano
De 1 a 5 anos
Juros a pagar
69
30-06-14
30-06-13
400 000
895 000
12 918
400 000
1 195 000
14 046
1 307 918
1 609 046
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
31. Recursos de outras instituições de crédito
O saldo desta rubrica, à vista e a prazo, é composto quanto à natureza, como segue:
30-06-14
30-06-13
487 115
3 407
152 072
1 334
490 522
153 406
118 750
381 469
1 339 188
2 929
176
125 000
509 123
1 019 646
503
252
1 842 512
2 333 034
1 654 524
1 807 930
Recursos de instituições de crédito no país
Depósitos
Juros a pagar
Recursos de instituições de crédito no estrangeiro
Empréstimos
Depósitos
Oper. venda com acordo recompra
Outros recursos
Juros a pagar
A rubrica de Instituições de crédito no estrangeiro – Depósitos inclui essencialmente
aplicações efetuadas pelo acionista BPE.
Quanto à sua duração residual estes recursos decompõem-se como segue:
Exigível à vista
Exigível a prazo
Até 3 meses
De 3 meses a 1 ano
De 1 a 5 anos
Juros a pagar
30-06-14
30-06-13
5 248
8 007
1 894 174
311 279
118 750
3 583
1 598 930
74 407
125 000
1 586
2 327 786
2 333 034
1 799 923
1 807 930
32. Recursos de clientes
O saldo desta rubrica é composto, quanto à sua natureza, como segue:
Recursos de residentes
Depósitos à ordem
Depósitos a prazo
Depósitos de poupança
Cheques e ordens a pagar
Outros recursos
Recursos de não residentes
Depósitos à ordem
Depósitos a prazo
Cheques e ordens a pagar
Juros a pagar
70
30-06-14
30-06-13
842 219
3 051 820
4 457
12 158
13
690 478
3 328 047
5 478
12 023
31
3 910 667
4 036 057
26 992
23 711
4
25 051
85 949
1
50 707
111 001
33 800
3 995 174
42 547
4 189 605
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Quanto à sua duração residual estes recursos decompõem-se como segue:
30-06-14
Exigível à vista
Exigível a prazo
Até 3 meses
De 3 meses a 1 ano
De 1 a 5 anos
Juros a pagar
30-06-13
869 211
715 529
848 205
1 598 670
645 288
33 800
1 476 253
1 687 942
267 334
42 547
3 125 963
3 995 174
3 474 076
4 189 605
33. Responsabilidades representadas por títulos
O saldo desta rubrica decompõe-se como segue:
30-06-14
Obrigações
Obrigações hipotecárias
Euro Medium Term Note
Juros a pagar
30-06-13
3 749
515 000
190 384
2 166
711 299
515 000
545 611
5 961
1 066 572
Durante o exercício de 2010, o Banco Popular Portugal constituiu um Programa de Emissão
de Obrigações Hipotecárias cujo montante máximo é de 1 500 milhões de euros. No âmbito
deste programa, o Banco, em 20 de dezembro de 2010, procedeu à emissão da 1ª Série de
obrigações hipotecárias no valor de 130 milhões de euros, em 30 de junho de 2011, à
emissão da 2ª Série de obrigações hipotecárias no valor de 225 milhões de euros, em 30 de
dezembro de 2011, à emissão da 3ª Série de obrigações hipotecárias no valor de 160
milhões de euros, e em 26 de setembro à emissão da 4ª Série de obrigações hipotecárias no
valor de 300 milhões de euros. Esta última emissão foi readquirida, na sua totalidade, pelo
Banco.
Estas obrigações são garantidas por um conjunto de créditos à habitação e outros ativos que
se encontram segregados como património autónomo nas contas do Banco, conferindo
assim privilégios creditórios especiais aos detentores destes títulos sobre quaisquer outros
credores. As condições da referida emissão enquadram-se no Decreto-Lei nº 59/2006, e nos
Avisos nºs 5/2006, 6/2006, 7/2006 e 8/2006 e na Instrução nº 13/2006 do Banco de Portugal.
Em 30 de junho de 2014, as características destas emissões eram as seguintes:
D esig nação
B A P OP Obrgs hipo tecárias 20/12/2013
V alo r
N o minal
V alo r d e
B alanço
D at a d e
Emissão
D at a d e
R eemb o lso
Per io d icid ad e
d o p ag º d e jur o s
T axa d e jur o
R at ing
DBRS
130 000
130 055
20-12-2010
20-12-2014
M ensal
Euribo r 1M +1,20%
BBB
B A P OP Obrgs hipo tecárias 30/06/2015 225 000
225 000
30-06-2011
30-06-2015
M ensal
Euribo r 1M +1,20%
BBB
B A P OP Obrgs hipo tecárias 30/12/2014
160 000
160 000
30-12-2011
30-12-2014
M ensal
Euribo r 1M +1,20%
BBB
B A P OP Obrgs hipo tecárias 26/09/2015 300 000
0
26-09-2012
26-09-2015
M ensal
Euribo r 1M +1,20%
BBB
71
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
De referir ainda que o Banco exerceu sobre a 1ª e a 2ª emissão de obrigações hipotecárias
a opção de “extended maturity date” tendo prolongado o prazo destas emissões por mais um
ano, passando a data de maturidade para dezembro de 2014 e junho de 2015.
Em 30 de junho de 2014, o património autónomo afecto a estas emissões ascendia a 867
979 milhares de euros (2013: 872 059 milhares de euros) (ver Nota 23).
Durante o exercício de 2011, o Banco Popular Portugal constituiu um Programa de Emissão
de Euro Medium Terms Notes cujo montante máximo é de 2,5 mil milhões de euros. No
âmbito deste programa, o Banco já procedeu a 36 emissões e em 30 de junho de 2014 o
saldo do mesmo decompõe-se como segue:
Data de
Emissão
Nº de
Série
29-12-2011
20-04-2012
17-09-2012
26-10-2012
26-02-2013
26-03-2013
12-04-2013
30-04-2013
28-05-2013
25-06-2013
30-07-2013
27-08-2013
13-09-2013
19-09-2013
30-09-2013
21-10-2013
30-10-2013
29-11-2013
30-12-2013
10-01-2014
23-01-2014
1ª
2ª
4ª
10ª
18ª
21ª
22ª
23ª
24ª
25ª
26ª
27ª
29ª
28ª
30ª
32ª
31ª
33ª
34ª
36ª
35ª
Nº de
Títulos
Montante
50 000
10 000
4 060
20 000
6 676
6 530
5 093
4 984
5 692
5 738
4 586
1 834
40 000
2 275
4 475
2 664
4 650
2 660
1 300
6 518
649
500
100
4 060
200
6 676
6 530
5 093
4 984
5 692
5 738
4 586
1 834
4 000
2 275
4 475
2 664
4 650
2 660
1 300
6 518
649
Valor
nominal
unitário
100 000
100 000
1 000
100 000
1 000
1 000
1 000
1 000
1 000
1 000
1 000
1 000
10 000
1 000
1 000
1 000
1 000
1 000
1 000
1 000
1 000
Data de
Reembolso
29-12-2014
24-04-2015
17-09-2014
26-10-2016
26-02-2016
26-03-2016
12-07-2014
30-04-2016
28-05-2016
25-06-2016
30-07-2016
27-08-2016
13-09-2015
19-09-2015
30-09-2017
21-10-2015
30-10-2017
29-11-2017
30-06-2017
10-01-2017
23-01-2017
190 384
34. Derivados de cobertura
A rubrica de derivados detidos para cobertura tem a seguinte composição:
30-06-2014
Valor
nocional
Passivos
Contratos de taxas de juro
Sw aps
978 000
119 294
119 294
30-06-2013
Valor
nocional
Passivos
696 250
89 064
89 064
Como referido anteriormente, o Banco cobre parte do seu risco de taxa de juro, resultante de
qualquer potencial decréscimo no justo valor de ativos de taxa de juro fixa, usando swaps de
taxa de juro. Em 30 de junho de 2014, o justo valor líquido dos swaps de taxa de juro de
cobertura (ver acima) e de negociação (ver Nota 19) era negativo, no montante de -122 849
milhares de euros (2013: -89 656 milhares de euros).
72
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
As variações de justo valor associadas aos ativos cobertos e aos respetivos derivados de
cobertura encontram-se registadas em resultados do exercício na rubrica de Resultados
líquidos em operações financeiras (ver Nota 9).
35. Outras Provisões
Os saldos e movimentos das contas de provisões, decompõem-se como segue:
Outras Provisões (Passivo) - Movim entos
30-06-14
30-06-13
Saldo em 1 de janeiro
Dotações
Outras
Provisões (Passivo) - Movim entos
Anulações
Saldo em 1 de janeiro
Saldo em 30 de junho
Dotações
Anulações
51 054
1 594
30-06-14
1 257
51 054
51 391
1 594
1 257
54 588
1 285
30-06-13
3 414
54 588
52 459
1 285
3 414
51 391
52 459
Saldo em 30 de junho
Outras Provisões (Passivo) - Saldos
30-06-14
30-06-13
Provisões para risco país
Provisões
para riscos
gerais de-crédito
Outras Provisões
(Passivo)
Saldos
Outras provisões
Provisões para risco país
Provisões para riscos gerais de crédito
Outras provisões
64
49 350
30-06-14
1 977
64
51 391
49 350
1 977
257
49 575
30-06-13
2 627
257
52 459
49 575
2 627
51 391
52 459
36. Outros passivos
Esta rubrica tem a seguinte composição:
Credores por fornecimento de bens
Retenção de impostos na fonte
Encargos a pagar com o pessoal
Outros encargos a pagar
Outras receitas com rendimento diferido
Instruções de débito cobradas
Operações passivas a regularizar
Outras contas de regularização
30-06-14
30-06-13
1 797
3 414
11 459
13 145
2 616
7 958
378
4 113
3 569
11 144
6 477
1 855
627
8 274
1 222
40 767
37 281
37. Pensões de reforma
O Plano de Pensões do Banco Popular Portugal é um plano de benefício definido que
contempla os benefícios previstos no ACT que regulamenta a atividade bancária em
Portugal.
O fundo assume as responsabilidades com serviços passados dos ex-colaboradores, na
proporção do tempo em que tenham estado ao serviço do Banco Popular Portugal. Em
contrapartida, é abatido, ao valor das responsabilidades, o valor das responsabilidades com
serviços passados dos atuais colaboradores, respeitante ao tempo de serviço prestado
noutras instituições do sector bancário. Estas responsabilidades por serviços passados são
calculadas em conformidade com as disposições da IAS 19 Revised.
73
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Constitui objetivo do Plano de Pensões dos Membros Executivos do Conselho de
Administração assegurar o pagamento de pensões de velhice, invalidez e sobrevivência para
os membros Executivos do Conselho de Administração do Banco.
Com a publicação do Decreto-Lei nº. 1-A/2011, de 3 de Janeiro, os colaboradores
abrangidos pelo ACT que se encontravam em idade ativa em 4 de Janeiro de 2011,
passaram a estar abrangidos pelo Regime Geral da Segurança Social (RGSS), no que se
refere ao benefício de reforma de velhice. Assim, a partir dessa data, o plano de benefícios
definido para os colaboradores abrangidos pelo ACT, no que se refere ao benefício de
reforma de velhice, passa a ser financiado pelo Fundo de Pensões e pela Segurança Social.
No entanto, mantém-se como responsabilidade do Fundo de Pensões após 4 de Janeiro de
2011, a cobertura das responsabilidades por morte, invalidez e sobrevivência, bem como o
complemento de velhice de modo a equiparar a reforma dos participantes no Fundo de
Pensões aos valores do atual plano de pensões.
Seguindo a orientação da nota emitida em 26 de janeiro de 2011, pelo Conselho Nacional de
Supervisores Financeiros, o Banco manteve com referência a 31 de dezembro de 2010, a
metodologia de mensuração e reconhecimento das responsabilidades por serviços passados
dos colaboradores no ativo, relativas às eventualidades transferidas para o RGSS, utilizada
nos anos anteriores.
De acordo com o disposto no Decreto-Lei nº. 127/2011, de 31 de dezembro, o Banco
Popular Portugal transferiu para a Segurança Social as responsabilidades pelas pensões em
pagamento à data de 31 de dezembro de 2011, bem como da parte dos ativos do fundo de
pensões que cobriam as referidas responsabilidades. As responsabilidades transferidas
ascenderam a 6,3 milhões de euros, tendo já sido integralmente pagas (55% em dezembro
de 2011 e 45% em março de 2012).
Esta transferência originou o registo na conta de resultados do montante de 795 mil euros
devido à afetação da parte proporcional dos desvios atuariais acumulados e dos desvios
atuariais originados pela diferença de pressupostos atuariais utilizados no cálculo das
responsabilidades transferidas. De acordo com o Decreto-Lei nº. 127/2011, de 31 de
dezembro, este valor será dedutível para efeitos de apuramento do lucro tributável, em
partes iguais, a partir do exercício iniciado em 1 de janeiro de 2012, em função da média do
número de anos de esperança de vida dos pensionistas cujas responsabilidades foram
transferidas, tendo sido registados os respetivos impostos diferidos sobre o montante da
liquidação reconhecido no resultado do exercício.
Até dezembro de 2012, o Banco reconhecia o valor acumulado líquido (após 1 de janeiro de
2004) dos ganhos e perdas atuariais resultantes de alterações nos pressupostos atuariais e
financeiros e de diferenças entre os pressupostos atuariais e financeiros utilizados e os
valores efetivamente verificados, na rubrica “Outros ativos ou Outros passivos – Desvios
atuariais”. Eram enquadráveis no corredor os ganhos ou perdas atuariais acumuladas que
não excedessem 10% do valor das responsabilidades com serviços passados ou 10% do
valor do fundo de pensões, dos dois o maior. Os valores em excesso do corredor eram
amortizados em resultados pelo período de tempo médio até à idade esperada de reforma
dos trabalhadores abrangidos pelo plano.
74
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Em 1 de janeiro de 2013, o Banco Popular alterou a sua política contabilística de
reconhecimento de desvios atuariais e financeiros de planos de pensões e outros benefícios
pós-emprego de benefício definido, de acordo com as disposições da IAS 19 Revised. Os
ganhos e perdas atuariais e financeiras passam a ser reconhecidos no período em que
ocorrem diretamente nos capitais próprios, na Demonstração de Rendimento Integral.
Em 30 de junho de 2014, o número de participantes no fundo era de 1 139 (2013: 1 147). A
esta data existiam 39 reformados e 11 pensionistas, constituindo o restante colaboradores
em atividade.
Valor atual das Responsabilidades
As responsabilidades assumidas por pensões de reforma e de sobrevivência apresentam-se
como segue:
Serviços Passados
30-06-14
Responsabilidades no início do exercício
Custo do serviço corrente:
Banco
Trabalhadores
Custo dos juros
Pensões pagas
Desvios atuariais
Responsabilidades em 30 de junho
30-06-13
128 411
108 961
670
378
2 360
- 479
1 418
618
378
2 488
- 431
- 1 564
132 758
110 450
O Banco determina anualmente o valor das responsabilidades com serviços passados
através de cálculos atuariais pelo método “Projected Unit Credit” para as responsabilidades
com serviços passados por velhice e método de “Prémios Únicos Sucessivos” para o cálculo
dos benefícios de invalidez e sobrevivência. A taxa de desconto é determinada com base em
taxas de mercado de obrigações de empresas de baixo risco, de prazo semelhante ao da
liquidação das responsabilidades.
As responsabilidades de sobrevivência e invalidez, previstas no ACT e seguráveis, estão
cobertas através da subscrição de um seguro de vida “Multiproteção” para o universo
populacional, à exceção daqueles cuja premência de invalidez ou sobrevivência seja
considerada imprópria para segurar.
Trata-se de um contrato temporário anual renovável em que a Seguradora garante ao Fundo
de Pensões do Banco Popular Portugal, SA, em caso de morte ou invalidez de grau igual ou
superior a 66%, de acordo com a Tabela Nacional de Incapacidade, verificadas em qualquer
das pessoas aderentes constantes do grupo seguro, o pagamento dos capitais contratados.
O contrato de seguro foi celebrado com a seguradora Eurovida – Companhia de Seguros de
Vida S.A., que é uma entidade relacionada com o Banco Popular Portugal, SA.
75
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Valor Patrimonial do Fundo
Os movimentos ocorridos no valor patrimonial do fundo de pensões foram os seguintes:
Valor Patrim onial do Fundo
30-06-14
Valor no início do exercício
30-06-13
128 495
121 796
1 500
378
3 440
- 479
- 773
378
2 217
- 431
- 300
Valor do Fundo em 30 de junho
132 561
123 660
Responsabilidades por serviços passados atuais
132 758
110 450
99,9%
112,0%
Contribuições entregues:
Entidade Patronal
Trabalhadores
Rendimento do Fundo
Pensões pagas
Outras variações líquidas
Nível de Cobertura
Evolução do Valor das Responsabilidades e do Valor Patrimonial do Fundo
A evolução das responsabilidades e do valor patrimonial do fundo de pensões nos últimos
cinco exercícios foi a seguinte:
30-06-14
31-12-13
31-12-12
31-12-11
31-12-10
Valor atual das responsabilidades
132 758
128 411
108 961
94 708
102 746
Valor Patrimonial do Fundo
132 561
128 495
121 796
113 703
118 246
- 197
84
12 835
18 995
15 500
99,9%
100,1%
111,8%
120,1%
115,1%
Ativos/(Responsabilidades) líquidos
Nível de cobertura
O Banco Popular Portugal avalia, a cada data de reporte, a recuperabilidade do eventual
excesso do justo valor dos ativos do fundo de pensões face às responsabilidades com as
pensões de reforma, tendo por base a expectativa de redução em futuras contribuições
necessárias.
Estrutura dos Ativos do Fundo
Em 30 de junho, a estrutura da carteira do Fundo de Pensões por classe de ativos era a
seguinte:
Classes de Ativos
Títulos de Rendimento Fixo
Títulos de Rendimento Variável
Imobiliário
Liquidez
76
30-06-2014
31-12-2013
44,28%
45,55%
4,68%
5,49%
100,00%
60,49%
33,49%
5,04%
0,98%
100,00%
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Exposição ao Risco de Crédito
No que se refere ao risco de crédito dos ativos com características de dívida que compõem
os ativos do fundo, a exposição por rating apresentava a seguinte estrutura:
Notações
30-06-2014
31-12-2013
AAA
0,74%
5,35%
AA
3,63%
10,42%
A
13,76%
19,74%
BBB
34,80%
24,95%
Outros (NR)
47,07%
39,54%
100,00%
100,00%
Em 30 de junho de 2014, o Fundo possuía 50 obrigações Euro Medium Term Notes (1ª
série), emitidas pelo Banco Popular Portugal em 29 de dezembro de 2011, no montante de 5
126 milhares de euros. Durante o 1º semestre de 2014, estas obrigações registaram uma
variação de justo valor negativa de 68 milhares de euros.
Custos do exercício
Os montantes reconhecidos como custos do exercício decompõem-se como segue:
Custos do exercício
30-06-14
Custo do serviço corrente
Custo dos juros
Rendimento esperado do Fundo
Outros
Total
30-06-13
1 048
2 360
- 2 362
395
996
2 488
- 2 776
- 182
1 441
526
Pressupostos Atuariais
Os principais pressupostos atuariais e financeiros utilizados apresentam-se como segue:
30-06-14
Pressup.
Real
Taxa de desconto
Taxa de rendimento esperado dos ativos do Fundo
Taxa de crescimento dos salários e outros benefícios
Taxa de crescimento das pensões
Tábua de mortalidade
Tábua de invalidez
Turnover
3,63%
3,63%
3,63%
2,68%
1,5%
0,0%
1,0%
0,0%
TV 88/90
ERC Frankona
n.a.
n.a.
30-06-13
Pressup.
Real
4,50%
4,50%
4,50%
1,82%
2,0%
0,0%
1,0%
0,0%
TV 88/90
ERC Frankona
n.a.
n.a.
Os ganhos e perdas decorrentes dos ajustamentos de experiência e alterações nos
pressupostos atuariais são reconhecidos em outro rendimento integral, nos Resultados
Transitados, no período em que ocorrem.
77
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Análise de sensibilidade aos Principais Pressupostos que contribuem para o Valor
das responsabilidades
Considerando os impactos mais significativos no valor das responsabilidades, procedeu-se a
uma análise de sensibilidade, através de uma variação positiva e negativa dos principais
pressupostos que contribuem para o valor das responsabilidades, cujo impacto é analisado
como segue:
Im pacto no valor atual das responsabilidades
Variação no
pressuposto
Aum ento no
pressuposto
Dim inuição no
pressuposto
Taxa de desconto
0,25%
Diminuição de 6,2%
Aumento de 6,7%
Taxa de crescimento dos salários e outros benefícios
0,25%
Aumento de 5,1%
Diminuição de 4,8%
Taxa de crescimento das pensões
0,25%
Aumento de 2,6%
Diminuição de 2,5%
Aum ento de 1
ano
Dim inuição de
1 ano
Aumento de 3,2%
Diminuição de 3,3%
Esperança média de vida
As análises de sensibilidade acima são baseadas na alteração de um dado pressuposto,
mantendo todas as outras variáveis constantes. Na prática, é improvável que isso ocorra,
dado a correlação existente entre os diferentes pressupostos. Ao calcular a sensibilidade do
valor das responsabilidades para os pressupostos atuariais significativos foram aplicados os
mesmos métodos utilizados para o cálculo das posições de balanço.
A metodologia aplicada na realização da análise de sensibilidade não foi alterada face ao
anterior período.
Fluxos de caixa futuros esperados
Os fluxos de caixa futuros não descontados dos benefícios de pensões apresentam-se como
segue:
Até 1 ano
Benefício (mensal)
119
De 1 a 3 anos
157
De 3 a 5 anos
232
Mais de 5 anos
Total
5 085
5 593
38. Passivos e compromissos contingentes
O quadro seguinte indica o montante contratual dos instrumentos
extrapatrimoniais do Banco, que obriga à concessão de crédito a clientes.
78
financeiros
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
30-06-14
Passivos eventuais
Garantias e avales prestados
Créditos documentários
Compromissos
Créditos irrevogáveis
Créditos revogáveis
30-06-13
529 015
39 633
559 837
45 400
833 134
828 153
763 543
662 387
2 229 935
2 031 167
Em 30 de junho de 2014, a rubrica de Compromissos irrevogáveis inclui o montante de 5 314
milhares de euros (2013: 5 314 milhares de euros), referente a responsabilidades a prazo
para com o Fundo de Garantia de Depósitos em relação à parte das contribuições anuais
que, de acordo com as deliberações do Fundo, não foram pagas em numerário.
Ativos dados em garantia
30-06-14
30-06-13
1 744 700
3 179 265
O montante da rubrica de Ativos dados em garantia inclui 1 744,7 milhares de euros de
títulos da carteira própria do Banco destinados, na sua quase totalidade a colaterizar uma
linha de crédito irrevogável junto do Banco de Portugal, no âmbito do Sistema de
Pagamentos de Grandes Transações (SPGT) e do Mercado de Operações de Intervenção
(MOI)(2013: 1 522,7 milhares de euros).
Adicionalmente existiam em 30 de junho de 2014 e 2013 os seguintes saldos relativos a
contas extrapatrimoniais:
Depósito e guarda de valores
Valores recebidos para cobrança
30-06-14
30-06-13
7 815 938
92 189
4 583 404
95 738
7 908 127
4 679 142
39. Capital social e Prémios de emissão
Em 30 de junho de 2014, o capital do Banco era representado por 476 000 milhares de
ações com o valor nominal de 1 euro cada, integralmente detidas pelo Banco Popular
Español, SA, estando totalmente subscrito e realizado.
O montante registado na rubrica Prémios de emissão tem origem nos prémios pagos pelos
acionistas nos aumentos de capital social efetuado nos exercícios de 2000, 2003 e 2005.
40. Reservas de reavaliação
Os movimentos ocorridos na rubrica de reservas de reavaliação foram os
seguintes:
79
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
30-06-14
30-06-13
Reservas de reavaliação e Justo Valor
Investim entos disponíveis p/ venda
Saldo líq. em 1 de janeiro
Reaval. ao justo valor
Impostos diferidos
Saldo em 30 de junho
Reservas de reavaliação ( Diplom as legais )
Saldo em 30 de junho
- 56 434
60 602
- 14 918
- 113 155
38 474
- 10 195
- 10 750
- 84 876
1 990
2 291
- 8 760
- 82 585
A reserva de reavaliação relativa aos títulos disponíveis para venda resulta da adequação ao
justo valor dos títulos em carteira. Estes saldos serão movimentados por contrapartida de
resultados no momento da alienação dos títulos que lhes deram origem ou caso se verifique
imparidade.
A reserva de reavaliação referente à adequação ao justo valor de ativos tangíveis de uso
próprio está relacionada com o imóvel da Rua Ramalho Ortigão (Nota 26).
A reserva de reavaliação do imobilizado corpóreo, apurada de acordo com o Decreto-Lei nº
31/98, apenas poderá ser movimentada quando se considerar realizada, total ou
parcialmente, e de acordo com a seguinte ordem de prioridades:
(i) Para corrigir qualquer excedente que se verifique, à data da reavaliação, entre o valor
líquido contabilístico dos elementos reavaliados e o seu valor real atual;
(ii) Para cobrir prejuízos acumulados até à data a que se reporta a reavaliação, inclusive;
(iii) Para incorporação no capital social, na parte remanescente.
41. Outras reservas e resultados transitados
Os saldos das contas de reservas e resultados transitados, decompõem-se como segue:
30-06-14
Reserva legal
Outras reservas
Resultados transitados
30-06-13
35 221
289 328
- 90 666
35 221
289 027
- 50 115
233 883
274 133
Os movimentos ocorridos nas rubricas de reservas e resultados transitados foram os
seguintes:
80
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
30-06-14
Reserva legal
Saldo em 1 de janeiro
Transf. Resultados transitados
35 221
0
34 951
270
35 221
35 221
289 027
0
301
286 548
2 422
57
289 328
289 027
- 58 606
- 31 720
- 340
0
0
- 51 119
2 692
1 004
- 270
- 2 422
- 90 666
- 50 115
233 883
274 133
Saldo em 30 de junho
Outras reservas
Saldo em 1 de janeiro
Transf. Resultados transitados
Transf. Reservas de reavaliação
Saldo em 30 de junho
Resultados transitados
Saldo em 1 de janeiro
Resultado líquido ano anterior
Dif. result. alt. critério contab.(IFRS)
Transf. p/ reserva legal
Transf. p/ outras reservas
Saldo em 30 de junho
30-06-13
- Reserva legal
A reserva legal só pode ser utilizada para cobrir prejuízos acumulados ou para aumentar o
capital. A legislação portuguesa aplicável ao sector bancário (Artigo 97.º do Decreto-Lei nº
298/92, de 31 de dezembro) exige que a reserva legal seja anualmente creditada com pelo
menos 10% do lucro líquido anual, até à concorrência do capital social.
42. Pessoal
O número de colaboradores ao serviço do Banco, distribuído por grandes categorias
profissionais, analisa-se como segue:
30-06-14
Funções
Funções
Funções
Funções
directivas
de enquadramento
técnicas e específicas
administrativas e auxiliares
30-06-13
95
453
517
232
94
457
517
237
1 297
1 305
43. Remunerações dos órgãos de administração e fiscalização e dos colaboradores
com funções com responsabilidade de assunção de riscos e controlo
Os montantes anuais das remunerações auferidas pelos membros dos órgãos de gestão e
de fiscalização, encontram-se discriminados, de forma individual e agregada no quadro em
seguida transcrito:
81
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Rem un.
Fixa
Rem . Var.
Pecuniária
Rem un.
Total
Conselho de Adm inistração
Rui Manuel Morganho Semedo - Presidente
Carlos Manuel Sobral Cid da Costa Álvares
195
139
100
113
295
252
334
213
547
5
3
3
0
0
0
5
3
3
11
0
11
Conselho Fiscal
Rui Manuel Ferreira de Oliveira - Presidente
António José Marques Centúrio Monzelo - Vogal
Telmo Francisco Salvador Vieira - Vogal
As remunerações auferidas e o número de beneficiários dos colaboradores que
desempenham funções com responsabilidade na assunção de riscos por conta do Banco ou
dos seus clientes e bem assim aqueles que exercem as funções de controlo previstas no
Aviso nº 5/2008 do Banco de Portugal apresentam-se como segue:
Núm ero
Benef.
Comité Executivo
Gestão do Risco
Compliance
Gestão de Activos
Auditoria
Rem un.
Fixa
Rem . Var.
Pecuniária
Rem un.
Total
6
1
1
1
1
444
48
32
44
29
150
7
4
7
10
594
55
36
51
39
10
597
178
775
44. Honorários da sociedade de revisores oficiais de contas
Os montantes pagos à sociedade de revisores oficiais de contas, PricewaterhouseCoopers,
durante o 1º semestre de 2014 e 2013, foram os seguintes:
Revisão legal de contas
Outros serviços de garantia e fiabilidade
30-06-14
30-06-13
74
47
76
108
121
184
45. Relações com entidades relacionadas
Em 30 de junho de 2014 e 2013, o montante dos créditos e débitos e dos resultados do
Banco relativos a entidades relacionadas é o seguinte:
82
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Créditos
30-06-14
30-06-13
Débitos
30-06-14
30-06-13
4 023
157
78 836
7 927
8
1 475
1 879
4 025
97 862
12 703
3
2 699
143 960
2 164
19
47 120
1 711
-
113 883
1 890
208
679
-
4 493
939
1 268
152
49
372
38
-
1 206
677
1 504
162
13
281
948
3 070
3
335
223
-
3 231
1
187
3
15
-
94 305
117 292
194 974
116 660
7 311
4 791
3 631
3 437
1 493 141
499 272
1 951 901
2 197 193
166 056
17 894
205 251
132 441
Eurovida, SA
Popular Gestão de Activos, SA
Popular Factoring, SA
Imopopular Fundo Especial I.I.
Popular Arrendamento
Popular Seguros, SA
Popular Predifundo
SPE-Special Pourpuse Entities
Banco Popular Español, SA
Proveitos
30-06-14 30-06-13
Custos
30-06-14
30-06-13
Em 30 de junho de 2014, as Garantias Prestadas pelo Banco a entidades relacionadas
ascendia ao montante de 5 472 milhares de euros (2013: 8 431 milhares de euros).
Em 30 de junho de 2014 o Banco recebeu depósitos do BPE a garantir o risco de crédito de
operações concedidas pelo Banco no montante de 103 526 milhares de euros (2013: 172
491 milhares de euros).
As operações com entidades relacionadas são efetuadas a condições normais de mercado.
Em 30 de junho de 2014, os membros do Conselho de Administração do Banco não
possuíam aplicações nem créditos no Banco Popular.
46. Caixa e equivalentes de caixa
Para efeitos de demonstrações de fluxos de caixa, caixa e equivalentes de caixa
compreendem os seguintes saldos com menos de 90 dias de maturidade:
Caixa (Nota 17)
Disponib. à vista em outros bancos (Nota 18)
Aplicações em I.C.'s com prazo inferior a 3 meses
30-06-14
30-06-13
39 177
66 622
186 037
41 348
68 853
398 433
291 836
508 634
47. Mensuração da imparidade da carteira de crédito e respetivas divulgações (Carta
Circular n.º 02/2014/DSP do Banco de Portugal)
Divulgações qualitativas:
a) Política de gestão de risco de crédito.
O Banco está exposto a risco de crédito, que é o risco da possível perda causada pelo
incumprimento das obrigações contratuais das contrapartes da entidade. No caso dos
financiamentos, decorre da não recuperação do capital, juros e comissões, nos termos da
dívida, prazos e demais condições estabelecidas nos contratos. No que se refere a riscos
fora de balanço, deriva do incumprimento pela contraparte das suas obrigações perante
83
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
terceiros, o que implica que a entidade os assuma como próprios em função do
compromisso contraído.
O Banco estrutura os níveis de risco de crédito que assume através de limites de risco
aceitável em relação ao mutuário ou grupo de mutuários e a segmentos geográficos e
industriais.
A exposição ao risco de crédito é gerida através de uma análise regular da capacidade de
mutuários e potenciais mutuários de satisfazer obrigações de pagamento de capital e juros,
e por alterar estes limites de crédito quando apropriado. Exposições a risco de crédito são
também geridas em parte pela obtenção de colaterais e garantias pessoais ou empresariais.

Colaterais
O Banco utiliza uma diversidade de políticas e práticas de forma a mitigar o risco de crédito.
A mais tradicional é a obtenção de garantias colaterais aquando do desembolso de fundos.
O Banco implementa orientações em relação à aceitabilidade de classes específicas de
colateral ou de mitigação do risco de crédito. Os principais tipos de colateral para créditos e
valores a receber são os seguintes:
- Hipotecas sobre imóveis;
- Penhores de aplicações efetuadas no Banco;
- Penhor de ativos como instalações, inventários e contas a receber;
- Penhor sobre instrumentos financeiros, como títulos de dívida e ações.
Financiamentos de longo prazo a entidades empresariais e individuais são geralmente
garantidos; créditos individuais de baixo valor e recorrentes, geralmente não têm garantia.
Adicionalmente, com o intuito de minimizar a perda, no momento em que existem
indicadores de imparidade para os créditos e valores a receber, o Banco procura colaterais
adicionais das contrapartes relevantes.
O colateral detido para ativos financeiros, que não empréstimos e adiantamentos, é
determinado pela natureza do instrumento. Instrumentos de dívida pública e outros títulos de
dívida geralmente não se encontram colaterizados.

Compromissos de concessão de crédito
O objetivo principal destes instrumentos é assegurar que os fundos são disponibilizados a
um cliente à medida que este os requisite. Compromissos de extensão de crédito
representam partes não utilizadas de autorizações para estender o crédito na forma de
empréstimos, garantias ou letras de crédito. Relativamente ao risco de crédito em
compromissos de extensão de crédito, o Banco está potencialmente exposto a uma perda no
montante igual ao total dos seus compromissos não utilizados. Contudo, o montante
provável de perda é muito menor que a soma dos compromissos não utilizados em virtude
dos compromissos de extensão de crédito serem revogáveis e estarem dependentes dos
clientes manterem uma qualidade de crédito específica. O Banco monitoriza o prazo de
vencimento de compromissos de crédito pois os compromissos de longo-prazo têm
geralmente um maior grau de risco de crédito do que compromissos a curto-prazo.
84
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre

Risco de Concentração
A gestão e o acompanhamento do risco de concentração são da responsabilidade da
“Gestão de Risco”, que assegura a manutenção e implementação de políticas e
procedimentos apropriados para monitorizar e gerir o risco de concentração de crédito. É
igualmente responsável pelo acompanhamento dos poderes delegados em matéria de risco
de concentração e reporte regular sobre risco de concentração ao Conselho de
Administração.
O Banco tem definida uma estrutura de limites com o objetivo de manter um nível de
exposição alinhado com o seu perfil de risco e uma adequada diversificação da carteira de
crédito.
Os limites presentemente instituídos para risco de concentração de crédito são os seguintes:
i)
Limite de riscos com um Grupo/Cliente
Nos termos das delegações atribuídas pelo Grupo ao BAPOP, o limite máximo de
exposição total com um Grupo/Cliente é de 10% do Tier I do GBP. O limite máximo com
um Grupo/Cliente, excetuando garantias e avales técnicos e operações garantidas com
depósitos é de 5% do Tier I do GBP.
ii)
Limite de riscos por montante de operação
Encontra-se definido um montante máximo de uma operação de crédito.
No caso de operações de financiamento de capital circulante ou sem um destino específico
serão agregados todos os riscos com essas características.
Para financiamentos sindicados e em project finance, a participação do BAPOP não
poderá será superior a 25% do total, naqueles em que a operação seja superior ao limite
definido para este tipo de financiamentos.
iii)
Limite de participação na Central de Riscos de Crédito (CRC)
O limite máximo de participação na CRC com um Grupo/Cliente será o seguinte:
Grupo/Cliente com riscos superiores a € 500 milhões - Inferior a 10% CRC.
Grupo/Cliente com riscos superiores a € 250 milhões - Inferior a 15% CRC.
Grupo/Cliente com riscos superiores a € 100 milhões - Inferior a 25% CRC.
Grupo/Cliente com riscos superiores a € 20 milhões - Inferior a 50% CRC.
iv)
Limite de concentração de riscos por sector de atividade
Os limites máximos de concentração de risco total por sector são os seguintes:

Construção e atividades Imobiliárias: 25%;

Indústria transformadora e extrativa: 15%;

Informação e comunicações, educação e outros serviços: 5%;
85
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre

Restantes sectores: 10% (Agricultura, silvicultura e pesca; Abastecimento de energia
e água; Comércio por grosso e a retalho, reparação de veículos; Hotelaria;
Transporte e armazenamento; Atividades financeiras e de seguros; Atividades
administrativas, profissionais, sanitárias e artísticas).
v)
Limite de concentração de riscos em grandes empresas
Encontra-se estabelecido um limite máximo de 30% do risco total no segmento de Grandes
Empresas.
vi)
Limite de Concentração de Risco por Produtos
Encontram-se ainda definidos limites de acordo com a tipologia de produtos:

Operações com garantia hipotecária sobre terrenos;

Promoção Imobiliária;

Crédito para compra de valores mobiliários.
vii)
Avaliação de Garantias Hipotecárias
Encontra-se ainda definido um conjunto de limites de acordo com o Loan-to-value (LTV)
das operações de crédito colateralizadas com garantias hipotecárias.
b) Política de Write-Off de créditos.
Em termos de política de write-off de créditos, encontra-se definido que apenas poderão ser
realizados quando os créditos não possuam qualquer colateral real, estejam provisionados a
100% e, simultaneamente, a Gestão estime que não existirá qualquer recuperação
decorrente do facto de já terem sido tomadas todas as diligências de cobrança e
recuperação dos créditos.
c) Política de reversão de imparidade.
A análise e determinação subsequente de imparidade individual de um cliente com
imparidade registada em períodos anteriores, apenas poderá resultar numa reversão no
caso da mesma estar relacionada com a ocorrência de um evento após o reconhecimento
inicial (e.g. melhoria da qualidade do rating do cliente ou reforço de garantias).
Adicionalmente, poderão ocorrer reversões implícitas de imparidade, resultantes de nova
estimativa de parâmetros coletivos ou alterações no tipo de análise do cliente (individual ou
coletiva).
O montante da reversão não poderá ser superior aos montantes de imparidade acumulados
registados anteriormente.
d) Política de conversão de dívida em capital do devedor.
O Banco não utiliza normalmente este tipo de solução e apenas detém exposição sobre um
grupo económico que foi objeto desta forma de reestruturação de crédito. Neste caso, o
crédito foi substituído por uma posição em unidades de participação de um Fundo de
Reestruturação.
86
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Estas posições são sujeitas a teste de imparidade com uma periodicidade de revisão
semestral a partir da valorização das unidades de participação do Fundo de Reestruturação.
Para a posição de dívida júnior que seja mantida em empresas detidas por estes Fundos é
estimada uma imparidade de 100% da respetiva exposição.
e) Descrição das medidas de reestruturação aplicadas e respetivos riscos
associados, bem como os mecanismos de controlo e monitorização dos mesmos.
O Banco tem definido um vasto conjunto de soluções de reestruturação, as quais são
negociadas por um conjunto alargado de Agências, especializadas na recuperação de
crédito, sendo as medidas mais comuns a extensão do prazo da operação ou a inclusão de
período de carência.
Em termos de características das reestruturações, estas dividem-se em grandes grupos:
sem crédito vencido (com ou sem reforço de garantias) e; com crédito vencido (com ou sem
reforço de garantias).
Compete ao órgão decisor de crédito a identificação de reestruturações que derivam de
dificuldades financeiras dos clientes, sendo as mesmas posteriormente classificadas no
sistema informático do Banco. Os clientes com operações de crédito objeto de medida de
reestruturação são ainda sujeitos à definição interna de uma classificação restritiva de
crédito, obrigando por esta via as Agências a ser consequentes nessa política, que poderá
ser de manter, reduzir, ou extinguir riscos.
No que se refere ao acompanhamento em termos de modelo de imparidade de crédito, estas
operações ficam com a marca de reestruturação durante um período de cura de dois anos,
em cumprimento com a Instrução nº 32/2013 do Banco de Portugal.
f) Descrição do processo de avaliação e de gestão de colaterais.
Para situações em que é admissível que a recuperação do crédito ocorra via execução do
colateral imobiliário, encontra-se igualmente definido em normativo interno quais os valores
que deverão ser considerados (valor de mercado da última avaliação conhecida com
aplicação de haircut temporal).
As reavaliações destes colaterais decorrem essencialmente dos períodos temporais
definidos nos Avisos nº 3/95 e nº 5/2006 do Banco de Portugal. Contudo, para os imóveis
afectos a operações de clientes com exposições significativas (superiores a 1 milhão de
euros), as reavaliações são realizadas com maior frequência.
Não obstante as periodicidades definidas, são realizadas avaliações sempre que se
considere relevante para o acompanhamento do valor do colateral.
O valor dos imóveis considerados para efeitos de colateral é ajustado à atual conjuntura
macroeconómica, através da aplicação de haircuts, determinada com base em análises da
Gestão e práticas de mercado.
87
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Haircut
Antiguidade da avaliação
inferior a 6 meses
igual a 6 meses
de 6 meses e até 1 ano
de 1 e até 2 anos
de 2 e até 3 anos
mais de 3 anos
>= 50% Obra
concluída
< 50% Obra
concluída
0%
5%
10%
15%
25%
50%
0%
5%
10%
20%
35%
60%
No que se refere a colaterais financeiros e títulos, encontra-se definido o acompanhamento
periódico das operações de crédito garantidas com estes ativos, realizando-se reporte
regular à Gestão. São indicados quais os ativos que servem de colateral, bem como rácio
global de cobertura face ao crédito. Estes valores são considerados no âmbito da análise
individual de imparidade.
g) Natureza dos principais julgamentos, estimativas e hipóteses utilizados na
determinação da imparidade.
As perdas por imparidade correspondem a estimativas determinadas com base em
julgamentos da gestão, dados os factos e circunstâncias numa determinada data. Como tal,
é expectável que, em alguns casos, eventos e desenvolvimentos futuros confluam num
resultado diferente face ao montante estimado.
Para que o modelo de imparidade tenha a maior adequação possível ao contexto
macroeconómico, o Banco efetua mensalmente a revisão de imparidade aos clientes de
análise individual, bem como semestralmente efetua a revisão dos parâmetros aplicados à
parte coletiva da sua carteira de crédito.
Ao nível da análise individual, a determinação da imparidade é função da capacidade de
reembolso do devedor e/ou respetivos garantes, ou dos colaterais que o Banco dispõe a
garantir as operações de crédito, aplicando-se os critérios de referência constantes da Carta
Circular nº 02/2014/DSP do Banco de Portugal.
No que se refere à parte coletiva da carteira de crédito e, em particular, para a estimativa de
LGD’s, os mesmos são calculados a partir de todo o histórico de recuperações efetivas, bem
como da assunção de pressupostos conservadores, definidos e aprovados pela Gestão,
para estimativas futuras.
h) Descrição das metodologias de cálculo da imparidade, incluindo a forma como os
portefólios são segmentados para refletir as diferentes características dos
créditos.
De acordo com o modelo conceptual que serve de base ao cálculo da imparidade, é
efetuada mensalmente uma análise da carteira global de crédito segmentada em sete
grupos principais: (i) créditos em default, (ii) créditos com atraso entre 30 e 90 dias, (iii)
créditos reestruturados, (iv) créditos com outros indícios de imparidade, (v) créditos em cura
(vi) créditos curados e (vii) créditos regulares.
88
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Definição de default
Um crédito é considerado como em situação de default sempre que apresente pelo menos
um dos seguintes indicadores:
• Crédito com atraso superior a 90 dias;
• Clientes em situação de insolvência/falência ou PER; ou
• Garantias bancárias prestadas executadas pelo beneficiário.
Toda a exposição do cliente é considerada em default, sempre que a soma das suas
operações com atraso superior a 90 dias exceda 20% do total da exposição.
Os segmentos homogéneos resultam da criação de grupos de operações com risco de
crédito semelhante, tendo em conta o modelo de gestão do Banco. Para esse efeito são
definidos como fatores relevantes de segmentação algumas características das operações
de crédito tais como o tipo de cliente, materialidade da exposição, tipo de produto e tipo de
garantia associada.
A segmentação vigente, distingue-se entre segmentação específica para PD e segmentação
específica para LGD:
Segm entação PD
Segm entação LGD
Estado e Outras Entidades Públicas
Grupo Banco Popular
Empregados
Clientes Corporate
Clientes Relevantes
Cartões de Crédito - Particulares
Crédito à Habitação com LTV <=80%
Crédito à Habitação
Crédito à Habitação com LTV >80%
Particulares com garantia real
Crédito ao Consumo
Crédito ao Consumo
Particulares sem garantia real
Promoção Imobiliária
Construção com garantia real
Construção
Construção sem garantia real
Cartões de Crédito - Empresas
Empresas
Empresas com garantia real
Empresas sem garantia real
As probabilidades de default (PD’s) representam a estimativa, com base nos últimos 5 anos
de histórico do Banco, do número de operações com ou sem indícios de imparidade
entrarem em default durante um determinado período de tempo (período emergente). De
forma ao histórico refletir as condições económicas atuais, as observações obtidas são
ajustadas pelos seguintes ponderadores:
89
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Ponderação
Ano 1
Ano 2
Ano 3
Ano 4
Ano 5
10%
15%
15%
30%
30%
As PD’s são ainda diferenciadas consoante a classificação de cada crédito: (i) créditos com
atraso entre 30 e 90 dias, (ii) créditos reestruturados, (iii) créditos com outros indícios de
imparidade, (iv) em cura (v) curados e (vi) regulares.
i)
Indicação dos indícios de imparidade por segmentos de crédito.
O Banco considera um crédito como tendo indícios de imparidade, quando se verifica um
dos seguintes eventos:
• Cliente com pelo menos 1 crédito de montante não imaterial com atrasos no pagamento
superiores a 30 dias;
• Cliente em contencioso;
• Cliente com pelo menos 1 crédito de montante não imaterial reestruturado por
dificuldades financeiras do cliente ou perspectiva/pedido de reestruturação;
• Cliente com pelo menos 1 crédito em PERSI.
• Cliente com pelo menos 1 crédito de montante não imaterial no sistema bancário em
situação de incumprimento, capital e juros abatidos/anulados ou contencioso, de acordo
com a informação disponível na Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de
Portugal;
• Cliente com operações de crédito abatidas ao ativo no BAPOP, nos últimos 12 meses.
• Cliente com garantias bancárias prestadas pelo Banco que tenham sido executadas nos
últimos 24 meses;
• Cliente com dações ou adjudicações ao Banco nos últimos 24 meses;
• Cliente com incumprimentos em outras entidades do Grupo Popular;
• Quaisquer outros indicadores que provoquem uma probabilidade acrescida de entrada
em default, detetados na análise individual.
j)
Indicação dos limiares definidos para análise individual.
A cada data de reporte, é selecionado um conjunto de clientes, que pela materialidade da
sua exposição ao Banco são considerados como significativos. Os referidos clientes são
sujeitos a um procedimento de análise individual, de forma a concluir sobre a existência de
evidência de imparidade e, eventualmente, a determinação do montante de imparidade.
São analisados individualmente:
• Clientes em default ou com indícios de imparidade, com responsabilidades totais acima
de 750.000 euros.
• Carteira de clientes significativos sem indícios de imparidade, com responsabilidades
totais acima de 2.500.000 euros.
90
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Os créditos de clientes sujeitos a análise individual, em que não seja identificada evidência
objetiva de imparidade, serão incluídos em segmentos homogéneos de risco de forma a
serem alvo de imparidade coletiva.
k) Política relativa aos graus de risco internos, especificando o tratamento dado a um
mutuário classificado como em incumprimento.
As operações que se encontrem numa situação de default, com incumprimentos há mais de
90 dias, em situação de PER ou insolvência ou que careçam de um acompanhamento mais
especializado, são regularmente migradas para um conjunto de Agências, denominado de
RNE-Rede de Negócio Especializado.
A missão e objetivos desta Rede são a análise rigorosa, o acompanhamento e a gestão dos
clientes e riscos, por Gestores Especializados que se distribuem por 3 segmentos
(Particulares, Empresas e Grandes Riscos). A partir de uma visão global de todo o processo
de recuperação, procura-se encontrar e concretizar as soluções mais adequadas com vista à
recuperação célere dos créditos.
l)
Descrição genérica da forma de cálculo do valor atual dos fluxos de caixa futuros
no apuramento das perdas de imparidade avaliadas individual e coletivamente.
De acordo com o modelo de imparidade em vigor no Banco, se for identificada evidência
objetiva que ocorreu um evento que originou uma perda por imparidade, o valor da perda
deverá ser determinado como a diferença entre o valor de balanço e o valor presente dos
fluxos de caixa futuros estimados (excluindo perdas por eventos que ainda não ocorreram),
descontados à taxa de juro efetiva original do contrato.
Os fluxos de caixa futuros estimados incluídos no cálculo dizem respeito aos montantes
contratuais dos créditos, ajustados por eventuais valores que o Banco espera não recuperar
e pelo prazo temporal em que é expectável que os mesmos se venham a concretizar. O
prazo temporal de recuperação dos fluxos de caixa é uma variável muito significativa do
cálculo da imparidade, uma vez que, mesmo nos casos em que seja expectável o
recebimento total dos fluxos de caixa contratuais em dívida, mas que os mesmos ocorram
em datas posteriores ao que foi contratado, é reconhecida uma perda de imparidade. Esta
situação só não se verificará nos casos em que o Banco receba uma compensação por
inteiro (por exemplo, na forma de juros ou juros de mora) para o período em que o crédito se
encontrou vencido.
A realização de uma estimativa do valor e do momento de recuperação dos fluxos de caixa
futuros de um crédito envolve um julgamento profissional. A melhor estimativa dos mesmos,
tendo em consideração os guidelines definidos na Carta Circular n.º 02/2014/DSP, é
baseada em pressupostos razoáveis/suportáveis e em dados observáveis na data da
mensuração da imparidade, sobre a capacidade do cliente efetuar pagamentos ou serem
realizadas execuções/recebimentos em dação de colaterais.
Para as carteiras coletivas, a cada segmento homogéneo, é aplicada uma probabilidade de
default (PD), e uma taxa de perda dado o default (LGD).
Para os créditos em default, a PD é de 100% e o saldo é fixado no momento que que cada
crédito entrou em incumprimento.
91
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
A LGD é uma estimativa de perda dado o default de um cliente. Para o cálculo desta variável
é utilizada uma amostra aleatória do histórico do Banco, com base num intervalo de
confiança de 95%, relativo a todos os clientes que entraram em default. Deste modo, é
apurada a perda média em cada segmento registada tendo por base todas as recuperações
descontadas, à taxa efetiva, para o mês em que essa operação entrou em default, até ao
seu vencimento/liquidação, bem como eventuais estimativas futuras para os casos em que
as operações no momento da análise não se apresentem liquidadas.
As recuperações dos créditos incluídos na amostra são verificadas caso a caso, incluindo:
• Recuperações históricas por via de pagamentos do devedor (recuperações desde a
entrada em default até à data de análise);
• Recuperações históricas por via de execução ou dação de colaterais, deduzidas de
custos suportados;
• Estimativas de recuperações posteriores às datas de referência de análise;
• Recuperações posteriores a abates contabilísticos.
m) Descrição do(s) período(s) emergente utilizado para os diferentes segmentos e
justificação da sua adequação.
Os períodos emergentes, que resultam de estudos internos e a estimativa da Gestão do
tempo que decorre entre o evento e o default, são os seguintes:
Crédito com 30 a 90 dias de atraso
Créditos reestruturados
3
12
Outros indícios de imparidade
6
Em cura
12
Regulares e curados
Estado e Outras Entidades Públicas, Corporate , Clientes
Relevantes, Crédito à Habitação, Promoção imobiliária,
Construção e Empresas
9
Grupo Banco Popular, Empregados, Crédito ao Consumo e
Cartões de Crédito de Particulares
7
n) Descrição detalhada do custo associado ao risco de crédito, incluindo divulgação
das PD, EAD, LGD e taxas de cura.
Para os créditos reestruturados ou em cura, as PD’s médias são determinadas para cada um
dos meses da fase de desmarcação (24 ou 12 meses respetivamente), sendo
posteriormente construídas e aplicadas curvas temporais.
Nos segmentos em que no processo de construção dessas curvas não se obtenham
correlações consideradas como suficientemente explicativas, as PD’s a aplicar durante a
fase de desmarcação resultam da média ponderada pelo número de todos os créditos
reestruturados ou em cura de cada segmento e de cada mês (sem atribuir pesos
diferenciados pelo período em que foram observadas as PD’s).
Adicionalmente, numa óptica conservadora, o ponto mínimo de cada curva nunca poderá ser
inferior às PD’s obtidas para créditos regulares do mesmo segmento.
92
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Nos quadros a seguir apresentados os principais pontos das respetivas curvas aplicadas a
reestruturados ou em cura são como segue:

Operações em situação normal ou em indício
Carteira normal
Regulares
Curados
Segmento
Cartões de Crédito - Particulares
Clientes Corporate
Clientes Relevantes
Construção
Crédito à Habitação
Crédito ao Consumo
Empregados
Empresas
Estado e Outras entidades Públicas
Grupo Banco Popular
Promoção Imobiliária

1,7%
1,6%
1,6%
4,5%
0,9%
3,8%
0,0%
3,6%
0,0%
0,0%
7,9%
Carteira em Indício
> 30 dias
Outros Indícios
0,0%
0,0%
8,0%
5,0%
3,0%
6,2%
0,0%
3,7%
0,0%
0,0%
5,6%
58,0%
61,9%
60,4%
61,8%
43,8%
55,0%
32,8%
62,1%
52,5%
0,0%
55,1%
10,4%
12,3%
17,5%
29,1%
12,0%
20,6%
2,0%
24,5%
0,0%
0,0%
28,5%
Operações em situação de reestruturação
Segmento
Cartões de Crédito - Particulares
Clientes Corporate
Clientes Relevantes
Construção
Crédito à Habitação
Crédito ao Consumo
Empregados
Empresas
Estado e Out. Entidades Públicas
Grupo Banco Popular
Promoção Imobiliária
Segmento
Cartões de Crédito - Particulares
Clientes Corporate
Clientes Relevantes
Construção
Crédito à Habitação
Crédito ao Consumo
Empregados
Empresas
Estado e Out. Entidades Públicas
Grupo Banco Popular
Promoção Imobiliária
Antiguidade da reestruturação (em meses)
n+4
n+5
n+6
n+7
n+8
n+9
n+1
n+2
n+3
31,8%
59,8%
63,6%
49,9%
42,6%
61,7%
0,1%
48,5%
0,0%
0,0%
40,3%
31,8%
59,8%
49,2%
44,5%
38,5%
48,2%
0,1%
44,2%
0,0%
0,0%
36,8%
31,8%
59,8%
40,8%
39,9%
34,5%
40,3%
0,1%
40,1%
0,0%
0,0%
33,4%
31,8%
59,8%
34,9%
36,1%
30,9%
34,7%
0,1%
36,2%
0,0%
0,0%
30,2%
n+13
n+14
n+15
Antiguidade da reestruturação (em meses)
n+16
n+17
n+18
n+19
n+20
n+21
n+22
n+23
n+24
31,8%
59,8%
10,5%
23,0%
6,7%
11,7%
0,1%
10,2%
0,0%
0,0%
8,1%
31,8%
59,8%
9,0%
22,4%
5,0%
10,2%
0,1%
8,3%
0,0%
0,0%
7,9%
31,8%
59,8%
7,6%
21,7%
3,6%
8,9%
0,1%
6,6%
0,0%
0,0%
7,9%
31,8%
59,8%
6,2%
20,8%
2,3%
7,6%
0,1%
5,2%
0,0%
0,0%
7,9%
31,8%
59,8%
1,6%
6,5%
1,0%
3,9%
0,1%
3,4%
0,0%
0,0%
7,9%
31,8%
59,8%
1,6%
4,5%
1,0%
3,9%
0,1%
3,4%
0,0%
0,0%
7,9%
31,8%
59,8%
1,6%
4,5%
1,0%
3,9%
0,1%
3,4%
0,0%
0,0%
7,9%
93
31,8%
59,8%
30,3%
32,9%
27,4%
30,3%
0,1%
32,5%
0,0%
0,0%
27,1%
31,8%
59,8%
5,0%
19,6%
1,3%
6,4%
0,1%
3,9%
0,0%
0,0%
7,9%
31,8%
59,8%
26,5%
30,4%
24,1%
26,7%
0,1%
29,0%
0,0%
0,0%
24,2%
31,8%
59,8%
3,8%
18,0%
1,0%
5,3%
0,1%
3,4%
0,0%
0,0%
7,9%
31,8%
59,8%
23,3%
28,4%
21,0%
23,7%
0,1%
25,7%
0,0%
0,0%
21,5%
31,8%
59,8%
2,7%
16,0%
1,0%
4,3%
0,1%
3,4%
0,0%
0,0%
7,9%
31,8%
59,8%
20,6%
26,9%
18,1%
21,1%
0,1%
22,6%
0,0%
0,0%
18,9%
31,8%
59,8%
1,6%
13,5%
1,0%
3,9%
0,1%
3,4%
0,0%
0,0%
7,9%
31,8%
59,8%
18,1%
25,7%
15,4%
18,8%
0,1%
19,7%
0,0%
0,0%
16,4%
31,8%
59,8%
1,6%
10,3%
1,0%
3,9%
0,1%
3,4%
0,0%
0,0%
7,9%
n+10
n+11
n+12
31,8%
59,8%
16,0%
24,8%
12,9%
16,8%
0,1%
17,0%
0,0%
0,0%
14,1%
31,8%
59,8%
14,0%
24,1%
10,7%
14,9%
0,1%
14,6%
0,0%
0,0%
11,9%
31,8%
59,8%
12,2%
23,5%
8,6%
13,2%
0,1%
12,3%
0,0%
0,0%
9,9%
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre

Operações em situação de cura
Segmento
Cartões de Crédito - Particulares
Clientes Corporate
Clientes Relevantes
Construção
Crédito à Habitação
Crédito ao Consumo
Empregados
Empresas
Estado e Out. Entidades Públicas
Grupo Banco Popular
Promoção Imobiliária
n+1
n+2
n+3
n+4
42,5%
51,0%
38,4%
61,3%
39,5%
52,1%
0,1%
57,8%
0,0%
0,0%
63,2%
42,5%
51,0%
38,4%
47,3%
35,8%
48,2%
0,1%
52,8%
0,0%
0,0%
59,5%
42,5%
51,0%
38,4%
35,0%
32,2%
46,0%
0,1%
47,7%
0,0%
0,0%
55,9%
42,5%
51,0%
38,4%
24,5%
28,6%
44,4%
0,1%
42,7%
0,0%
0,0%
52,2%
Antiguidade da cura (em meses)
n+5
n+6
n+7
n+8
42,5%
51,0%
38,4%
15,7%
24,9%
43,1%
0,1%
37,7%
0,0%
0,0%
48,5%
42,5%
51,0%
38,4%
8,8%
21,3%
42,1%
0,1%
32,7%
0,0%
0,0%
44,8%
42,5%
51,0%
38,4%
4,5%
17,6%
41,3%
0,1%
27,7%
0,0%
0,0%
41,1%
42,5%
51,0%
38,4%
4,5%
14,0%
40,5%
0,1%
22,7%
0,0%
0,0%
37,4%
n+9
n+10
n+11
n+12
42,5%
51,0%
38,4%
4,5%
10,3%
39,9%
0,1%
17,7%
0,0%
0,0%
33,7%
42,5%
51,0%
38,4%
4,5%
6,7%
39,3%
0,1%
12,6%
0,0%
0,0%
30,0%
42,5%
51,0%
38,4%
4,5%
3,1%
38,8%
0,1%
7,6%
0,0%
0,0%
26,3%
42,5%
51,0%
38,4%
4,5%
1,0%
38,3%
0,1%
3,4%
0,0%
0,0%
22,7%
As LGD’s aplicadas a junho de 2014 são as seguintes:
Segmento
LGD
Cartões de Crédito - Empresas
Cartões de Crédito - Particulares
Clientes Corporate
Clientes Relevantes
Construção - Com Garantia Real
Construção - Sem Garantia Real
Crédito à Habitação - LTV <= 80%
Crédito à Habitação - LTV > 80%
Crédito ao Consumo
Empregados
Empresas - Com Garantia Real
Empresas - Sem Garantia Real
Estado e Outras Entidades Públicas
Grupo Banco Popular
Particulares - Com Garantia Real
Particulares - Sem Garantia Real
Promoção Imobiliária
57,8%
45,0%
10,1%
10,8%
19,5%
37,2%
8,3%
10,5%
47,9%
6,3%
20,5%
30,8%
0,0%
0,0%
8,6%
32,1%
8,8%
o) Conclusões sobre as análises de sensibilidade ao montante de imparidade a
alterações nos principais pressupostos.
A 30 de junho de 2014, o acréscimo em 10% nas PD’s implicaria um aumento 4,1 milhões de
euros no montante total de imparidade. Um acréscimo semelhante nas LGD’s implicaria um
aumento de 17,9 milhões de euros.
Um acréscimo de 10% em ambas as variáveis implicaria um aumento 22,4 milhões de euros
no montante total de imparidade.
94
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Divulgações quantitativas:
a) Detalhe das exposições e imparidade por segmento.
Exposição em 30-06-2014:
Do qual:
Do qual:
Crédito em
curado
reestruturado incumprimento
Im paridade em 30-06-2014:
Imparidade
Crédito em
Crédito em
Total
cumprimento incumprimento
Exposição
Total
Crédito em
cumprimento
Corporate
Construção e CRE
Habitação
Relevantes
Empresas
Outros
492 923
544 386
1 612 409
983 597
1 760 387
255 251
447 918
358 919
1 483 539
792 591
1 455 272
208 390
5 461
1 239
5 083
6 342
5 701
106
30 123
56 709
99 213
60 853
36 933
7 019
45 006
185 466
128 870
191 006
305 115
46 861
12 516
73 643
35 320
87 138
56 438
6 493
33 004
76 954
19 503
62 114
128 467
21 598
20 489
14 264
5 411
9 367
25 006
3 091
12 515
62 690
14 092
52 747
103 461
18 507
Total
5 648 953
4 746 629
23 932
290 850
902 324
271 548
341 640
77 628
264 012
Segm ento:
Segm ento:
Do qual:
reestruturado
Da Exposição Total em 30-06-2014:
Da Im paridade Total em 30-06-2014:
Crédito em cumprimento
Crédito em incumprimento
Crédito em cumprimento Crédito em incumprimento
Dias de atraso < 30
Dias de atraso
Dias de atraso
Dias de atraso
Exposição
Dias de atraso
Imparidade
Total 30.06.14 Sem indícios Com indícios entre 30-90
<= 90
> 90
Total 30.06.14
< 30
entre 30 - 90
<= 90
> 90
Corporate
Construção e CRE
Habitação
Relevantes
Empresas
Outros
492 923
544 386
1 612 409
983 597
1 760 387
255 251
342 774
252 976
1 225 123
631 630
1 317 581
185 028
104 413
94 041
220 492
145 018
108 830
18 841
730
11 903
37 924
15 943
28 861
4 521
15 294
33 052
7 103
52 624
56 132
743
29 712
152 414
121 767
138 382
248 983
46 118
33 004
76 954
19 503
62 114
128 467
21 598
19 807
12 676
3 939
9 339
21 043
2 181
682
1 588
1 472
28
3 963
910
5 402
12 139
911
16 911
19 612
309
7 113
50 551
13 181
35 836
83 849
18 198
Total
5 648 953
3 955 112
691 635
99 882
164 948
737 376
341 640
68 985
8 643
55 284
208 728
b) Detalhe da carteira de crédito por segmento e ano de produção.
Corporate
Ano de
produção
Número de
operações
<= 2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
1
5
1
23
15
48
102
52
109
49
12 534
959
16 423
103 190
59 510
51 037
40 263
162 261
46 746
Total
405
492 923
Montante
Imparidade
constituída
Construção e CRE
Número de
Imparidade
Montante
operações
constituída
Habitação
Número de
operações
Montante
Imparidade
constituída
20
1
546
1 854
3 785
7 516
5 274
9 442
4 566
149
85
121
254
1 270
708
1 192
1 258
1 485
1 479
1 328
30 656
16 449
23 239
47 585
27 997
39 905
61 164
64 812
85 451
92 324
54 804
4 690
1 605
1 743
4 441
4 216
9 226
13 924
11 025
11 165
10 136
4 783
3 469
2 058
1 850
2 157
2 837
3 314
4 286
2 103
976
1 107
673
168 603
116 673
104 150
128 407
174 478
216 075
308 940
172 642
80 714
85 814
55 913
2 272
1 578
2 467
3 012
2 062
2 525
2 920
1 217
868
467
115
33 004
9 329
544 386
76 954
24 830
1 612 409
19 503
95
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Relevantes
Em presas
Outros
Ano de
produção
Número de
operações
Montante
Imparidade
constituída
Número de
operações
Montante
Imparidade
constituída
Número de
operações
Montante
Imparidade
constituída
<= 2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
16
14
15
34
62
286
78
92
62
112
114
35 859
25 126
44 338
93 456
112 119
85 330
87 677
116 866
117 242
221 247
44 337
2 796
1 575
8 467
6 352
7 978
2 946
7 885
1 772
8 108
9 490
4 744
161
197
340
848
4 364
2 671
4 967
5 692
7 482
9 139
9 423
10 143
14 065
15 876
39 201
42 973
77 954
165 365
227 366
325 879
471 735
369 830
930
3 566
2 762
4 985
7 392
13 536
21 683
19 976
20 256
19 253
14 129
946
552
1 389
1 866
19 601
8 952
11 740
8 488
11 944
10 655
4 740
19 439
8 718
12 229
11 922
27 360
26 306
43 314
37 058
19 332
33 037
16 536
246
304
934
2 204
3 868
2 970
4 193
3 444
1 323
1 392
720
Total
885
983 597
62 113
45 284
1 760 387
128 468
80 873
255 251
21 598
c) Detalhe do valor de exposição bruta de crédito e imparidade avaliada
individualmente e coletivamente, por segmento, sector (CAE a dois dígitos) e
geografia.
c.1) Por segmento:
30-06-2014
30-06-2014
Corporate
Exposição Imparidade
Construção e CRE
Exposição
Imparidade
Habitação
Exposição Imparidade
Avaliação
Individual
Colectiva
455 242
37 681
32 058
946
128 531
415 855
33 749
43 205
12 795
1 599 614
2 049
17 454
Total
492 923
33 004
544 386
76 954
1 612 409
19 503
Relevantes
Exposição Imparidade
Em presas
Exposição
Imparidade
Outros
Exposição Imparidade
Total
Exposição
Imparidade
Avaliação
Individual
Colectiva
983 597
62 114
113 590
1 646 797
34 815
93 652
12 024
243 227
51
21 547
1 705 779
3 943 174
164 836
176 804
Total
983 597
62 114
1 760 387
128 467
255 251
21 598
5 648 953
341 640
c.2) Por sector de atividade:
30-06-2014
Construção
Exposição Imparidade
Indústrias
Exposição
Imparidade
Com ércio
Exposição Imparidade
Avaliação
Individual
Colectiva
339 140
210 298
57 000
25 009
144 131
624 317
13 083
30 667
134 786
660 123
20 189
43 120
Total
549 438
82 009
768 448
43 750
794 909
63 309
96
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
30-06-2014
Financeiras/Seguros
Exposição Imparidade
Im obiliárias
Exposição
Imparidade
Outras
Exposição Imparidade
Total
Exposição
Imparidade
Avaliação
Individual
Colectiva
381 761
34 967
19 852
1 332
213 576
110 023
22 656
7 758
333 426
496 141
25 876
23 584
1 546 820
2 135 869
158 656
131 470
Total
416 728
21 184
323 599
30 414
829 567
49 460
3 682 689
290 126
c.3) Por geografia:
30-06-2014
Portugal
Exposição Imparidade
Avaliação
Individual
Colectiva
1 705 779
3 943 174
164 836
176 804
Total
5 648 953
341 640
d) Detalhe da carteira de créditos reestruturados por medida de reestruturação
aplicada.
Medida
Crédito em cumprimento
Número de
Exposição
Imparidade
operações
30-06-2014
Crédito em incumprimento
Número de
Exposição
Imparidade
operações
Total
Número de
operações
Exposição
Imparidade
Extensão de prazo
Período de carência
Outras medidas
506
1 238
1 602
95 783
50 567
144 500
3 872
2 760
6 991
244
864
992
83 684
55 984
131 880
11 387
15 287
35 695
750
2 102
2 594
179 467
106 551
276 380
15 259
18 047
42 686
Total
3 346
290 850
13 623
2 100
271 548
62 369
5 446
562 398
75 992
e) Movimentos de entradas e saídas na carteira de crédito reestruturado.
30-06-14
Saldo inicial da carteira de reestruturados (bruto de im paridade)
Créditos reestruturados no período
Juros corridos da carteira reestruturada
Liquidação de créditos reestruturados (parcial ou total)
Créditos reclassificados de "reestruturado" para "normal"
Outros
551 689
61 903
4 296
- 52 664
- 8 512
5 686
Saldo final da carteira de reestruturados (bruto de im paridade)
562 398
f) Detalhe do justo valor dos colaterais subjacentes à carteira de crédito dos
segmentos de Corporate, Construção e Commercial Real Estate (CRE) e Habitação.
30-06-2014
Justo valor
< 0,5 M€
>= 0,5 M€ e < 1 M€
>= 1 M€ e < 5 M€
>= 5 M€ e < 10 M€
>= 10 M€ e < 20 M€
>= 20 M€ e < 50 M€
>= 50 M€
Total
Corporate
Im óveis
Outros Colat. Reais
Número
Montante
Número
Montante
1
425
2
2
1
6 708
13 071
12 501
2
476 892
8
509 597
Construção e CRE
Im óveis
Outros Colat. Reais
Número Montante
Número
Montante
Habitação
Im óveis
Outros Colat. Reais
Número
Montante
Número
Montante
3
3
2
1
2
1
375
1 611
4 656
5 997
22 655
24 303
1 137
159
122
9
162 650
111 031
231 357
54 639
987
32
17
52 946
20 146
33 399
18 384
212
31
2 584 820
136 549
48 986
503
3
5
21 770
1 750
7 970
12
59 597
1 427
559 677
1 036
106 491
18 627
2 770 355
511
31 490
97
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
g) Rácio LTV dos segmentos de Corporate, Construção, CRE e Habitação.
Segm ento / Rácio
Número de
imóveis
30-06-2014
Crédito em
Crédito em
cumprimento
incumprimento
Imparidade
Corporate
Sem colateral associado
< 60%
>= 60% e < 80%
>= 80% e < 100%
>= 100%
n.a.
3
3
1
1
373 241
25 580
38 056
4 089
6 952
20 698
8 043
22 236
7 473
685
7
2 603
Construção e CRE
Sem colateral associado
< 60%
>= 60% e < 80%
>= 80% e < 100%
>= 100%
n.a.
8 644
5 181
4 334
1 308
150 286
477 567
511 745
477 214
166 436
100 379
41 503
24 911
43 176
60 097
49 532
9 378
4 194
6 955
14 207
Habitação
Sem colateral associado
< 60%
>= 60% e < 80%
>= 80% e < 100%
>= 100%
n.a.
448
51
22
66
2 173
29 276
15 622
4 093
8 048
3 198
17 946
9 313
7 959
5 854
2 863
4 005
1 837
1 187
2 298
16 265
h) Detalhe do justo valor e valor líquido contabilístico dos imóveis recebidos em
dação ou execução, por tipo de ativo e por antiguidade.
Ativo
Número de
imóveis
Terreno
Urbano
Rural
30-06-2014
Justo valor
do ativo
Valor
contabilístico
94
21
12 267
5 556
10 438
4 311
Edifícios em desenvolvim ento
Habitação
Comerciais
Outros
391
25
123
34 377
1 776
4 604
33 797
1 587
4 124
Edifícios construídos
Habitação
Comerciais
Outros
553
136
179
72 603
14 787
26 325
68 632
13 695
24 168
Outros
98
38
8 401
7 908
1 560
180 696
168 660
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Tem po decorrido
desde a dação / execução
30-06-2014
>=2,5 anos
e < 5 anos
>= 5 anos
Total
Terreno
Urbano
Rural
1 071
46
2 252
3 754
2 573
244
4 542
267
10 438
4 311
Edifícios em desenvolvim ento
Habitação
Comerciais
Outros
625
5 273
0
0
11 411
0
0
473
3 708
961
16 640
416
1 586
33 797
4 124
4 453
28 595
10 719
3 560
26 372
8 856
1 992
6 949
2 923
3 690
6 716
1 671
13 695
68 632
24 169
Edifícios construídos
Habitação
Comerciais
Outros
Outros
i)
< 1 ano
>= 1 ano e
< 2,5 anos
4 494
3 037
173
204
7 908
55 276
59 242
19 035
35 107
168 660
Distribuição da carteira de crédito medida por graus de risco internos.
O Banco Popular não utiliza ratings de crédito internos
j)
Divulgação dos parâmetros de risco associados ao modelo de imparidade por
segmento.
Os parâmetros de risco associados ao modelo de imparidade por segmento encontram-se
explicitados na alínea n) das divulgações qualitativas desta nota.
48. Reconciliação das contas em NCA com as IAS/IFRS (conforme disposto na alínea
d) do nº 2 da Instrução nº 18/2005 do Banco de Portugal)
Caso as demonstrações financeiras individuais do Banco fossem elaboradas de acordo com
as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IAS/IFRS) apresentariam as seguintes
alterações:
1) Descrição das alterações de políticas contabilísticas
Com a aplicação das IFRS as políticas contabilísticas registariam as seguintes alterações:
a) Créditos a clientes
As políticas contabilísticas para o crédito a clientes, de acordo com as IFRS, correspondem
ao descrito no ponto 2.1 do Anexo às Demonstrações Financeiras, com exceção do regime
de provisionamento de crédito do Aviso 3/95 do Banco de Portugal, que é substituído por
imparidade determinada de acordo com o modelo descrito na nota 47.
b) Outros ativos tangíveis
Em relação aos imóveis de serviço próprio, na data da transição para as IFRS (1 de janeiro
de 2006) foi utilizada a opção prevista na IFRS 1 de considerar como custo estimado o
respetivo justo valor, obtido através de avaliações de peritos independentes, considerando99
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
se a diferença para o anterior valor de balanço em resultados transitados como ajustamentos
de transição, corrigida de impostos diferidos, passando aquele valor a ser o valor de custo
nessa data sujeito a depreciação futura.
2) Estimativas dos ajustamentos materiais e reconciliação do balanço, da
demonstração de resultados e demonstração de variações em capitais próprios
As estimativas dos ajustamentos materiais que decorreriam das alterações de políticas
contabilísticas, referidas no ponto anterior, e a reconciliação do balanço, da demonstração
de resultados e da demonstração de variações nos capitais próprios em base NCA para as
que resultam da aplicação das IFRS são apresentadas nos quadros seguintes:
Reconciliação do Balanço em 30 de junho de 2014 e 2013
(milhares de euros)
30-06-2014
NCA
Valor liq.
Ajust.
30-06-2013
IFRS
NCA
Valor. Liq.
Valor liq.
Ajust.
IFRS
Valor. Liq.
Ativo
Caix a e disponibilidades em bancos centrais
Disponibilidades em outras instituições de crédito
Ativ os financeiros detidos para negociação
Outros ativ os financ. justo v alor atrav és de resultados
Ativ os financeiros disponív eis para v enda
Aplicações em instituições de crédito
Crédito a clientes
Ativ os não correntes detidos para v enda
Outros ativ os tangív eis
Ativ os intangív eis
Ativ os por impostos correntes
Ativ os por impostos diferidos
Outros ativ os
Total de Ativo
50 712
66 622
103 903
0
1 869 916
1 260 684
5 353 776
20 747
79 820
111
3 566
78 458
444 457
50 712
66 622
103 903
0
1 869 916
1 260 684
5 307 313
20 747
89 611
111
3 566
78 339
444 457
52 219
68 853
55 107
32 320
2 256 880
677 770
5 693 052
22 579
85 324
202
3 053
72 160
561 518
- 46 463
- 47 356
9 332 772
- 36 791
9 295 981
9 581 037
- 37 898
1 307 918
36 184
2 333 034
3 995 174
711 299
119 294
4 442
528
27 148
40 767
1 609 046
32 296
1 807 930
4 189 605
1 066 572
89 064
52 459
1 860
15 218
37 281
- 44 550
8 575 788
8 901 331
9 791
- 119
9 791
- 333
52 219
68 853
55 107
32 320
2 256 880
677 770
5 645 696
22 579
95 115
202
3 053
71 827
561 518
9 543 139
Passivo
Recursos de bancos centrais
Passiv os financeiros detidos para negociação
Recursos de outras instituições de crédito
Recursos de clientes
Responsabilidades representadas por títulos
Deriv ados de cobertura
Prov isões
Passiv os por impostos correntes
Passiv os por impostos diferidos
Outros passiv os
1 307 918
36 184
2 333 034
3 995 174
711 299
119 294
51 391
528
24 749
40 767
- 46 949
2 399
Total de Passivo
8 620 338
Capital
Prémios de emissão
Reserv as de reav aliação
Outras reserv as e resultados transitados
Resultado do ex ercício
476 000
10 109
- 8 760
233 883
1 202
5 402
4 673
- 2 316
476 000
10 109
- 3 358
238 556
- 1 114
Total de capital
712 434
7 759
9 332 772
- 36 791
- 48 612
2 594
1 609 046
32 296
1 807 930
4 189 605
1 066 572
89 064
3 847
1 860
17 812
37 281
- 46 018
8 855 313
476 000
10 109
- 82 585
274 133
2 049
4 905
5 250
- 2 035
476 000
10 109
- 77 680
279 383
14
720 193
679 706
8 120
687 826
9 295 981
9 581 037
- 37 898
9 543 139
Capital
Total de Passivo + Capital
100
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Reconciliação da Dem onstração de Resultados em 30 de junho de 2014 e 2013
(milhares de euros)
30-06-2014
NCA
Juros e rendimentos similares
Ajust.
30-06-2013
IFRS
NCA
Ajust.
IFRS
133 481
133 481
161 149
161 149
Juros e encargos similares
71 407
71 407
96 986
96 986
Margem financeira
62 074
62 074
64 163
Rendimento de instrumentos de capital
Rendimentos de serv iços e comissões
Encargos com serv iços e comissões
Resultados de ativ os e passiv os av aliados ao justo v alor
atrav és de resultados (líquido)
Resultados de ativ os financeiros disponív eis para v enda (líquido)
Resultados de reav aliação cambial (líquido)
Resultados de alienação de outros ativ os
58
34 168
4 349
58
34 168
4 349
47
29 081
4 383
- 1 499
9 702
562
- 5 182
- 1 499
9 702
562
- 5 182
769
1 064
673
2 614
Outros resultados de ex ploração
- 3 214
- 3 214
- 3 138
Produto bancário
92 320
92 320
90 890
Custos com pessoal
Gastos gerais administrativ os
Depreciações e amortizações
Prov isões líquidas de reposições e anulações
Correcções de v alor associadas ao crédito a clientes e v alores
a receber de outros dev edores (líq. de reposições e anulações)
28 585
27 293
2 003
337
28 585
27 293
2 003
337
27 913
25 112
2 483
- 2 129
Imparidades de outros ativ os líquida de rev ersões e recuperações
- 3 040
Resultado antes de impostos
35 866
Diferidos
Resultado líquido do exercício
0
3 068
38 934
32 185
- 3 040
1 992
0
64 163
47
29 081
4 383
0
769
1 064
673
2 614
- 3 138
0
90 890
27 913
25 112
2 483
- 2 129
2 769
34 954
1 992
1 276
- 3 068
- 1 792
3 334
- 2 769
565
74
- 752
- 678
1 285
- 734
551
587
218
Impostos
Correntes
0
587
218
- 513
- 752
- 1 265
1 067
- 734
333
1 202
- 2 316
- 1 114
2 049
- 2 035
14
101
Relatório Intercalar e Contas – 1º Semestre
Reconciliação de variações em capitais próprios , em 30 de junho de 2014 e 2013
(milhares de euros)
Outras
Capital
Prémio de
Reservas de
reservas e
Resultado
Social
emissão
justo valor
Resultados
líquido
Total
transitados
Saldos em 30-06-2014 - NCA
476 000
10 109
- 8 760
Imparidade de crédito
- Ajustamento prov isões regulamentares
- Impostos diferidos
Valorização de imóv eis de serv iço próprio
- Aplicação do justo v alor
- Impostos diferidos
Saldos em 30-06-2014 - IFRS
233 883
1 202
712 434
3 553
- 870
- 3 067
751
486
- 119
7 801
- 2 399
1 990
10 109
- 3 358
238 556
Capital
Prémio de
Reservas de
reservas e
Resultado
Social
emissão
reavaliação
Resultados
líquido
476 000
9 791
- 2 399
- 1 114
720 193
Outras
Total
transitados
Saldos em 30-06-2013 - NCA
476 000
10 109
- 82 585
Imparidade de crédito
- Ajustamento prov isões regulamentares
- Impostos diferidos
Valorização de imóv eis de serv iço próprio
- Aplicação do justo v alor
- Impostos diferidos
Saldos em 30-06-2013 - IFRS
476 000
10 109
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS
274 133
2 049
679 706
4 025
- 2 769
734
- 2 769
4 759
7 500
- 2 595
2 291
- 1 066
- 77 680
279 383
9 791
- 3 661
14
687 826
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
102
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Relatório e Contas 1º Semestre de 2014