TÍTULO: REAÇÕES E SENTIMENTOS VIVENCIADOS POR PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM FRENTE AO PROCESSO MORTE E MORRER CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: ENFERMAGEM INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS AUTOR(ES): ZELINA HILÁRIA DE SOUSA ROSA, ANTONIA ANA DA SILVA, CRISTIANE SALINAS PEREIRA ORIENTADOR(ES): ROSE FUGITA 1 1. RESUMO Foi realizada uma pesquisa bibliográfica com artigos publicados entre 2005 e 2013, visando descrever as reações e sentimentos vivenciados pelos profissionais de enfermagem frente ao processo de morte e morrer. Os resultados foram descritos segundo as categorias: Sentimentos frente à morte no cotidiano do trabalho, Mecanismos de defesa utilizados no enfrentamento do processo de morte e morrer, Não reconhecimento do luto pelo profissional, Espiritualidade como estratégia de enfrentamento. 2. INTRODUÇÃO O processo de morte e morrer envolvem diversos sentimentos de acordo com a situação em que cada um se encontre. O processo de morrer representa o adoecimento, os tratamentos e as internações hospitalares que podem significar dor e sofrimento tendo a morte como maior temor (BORGES et al., 2006). Os cursos de formação de profissionais da enfermagem carecem de disciplinas que abordem os temas da morte, do luto e do morrer. Educar para a morte (que nada mais é que educar para a vida) deveria ser um dos objetivos do curso (ESSLINGER, 2004). Assim, investigar as reações e sentimentos que os enfermeiros vivenciam diante da morte de um paciente, visa proporcionar subsídios para que estes profissionais possam compreender e lidar com a realidade do seu cotidiano profissional com menos sofrimento e para o qual não são preparados durante o processo acadêmico. 3. OBJETIVO Descrever as reações e sentimentos vivenciados pelos profissionais de enfermagem frente ao processo de morte e morrer. 4. METODOLOGIA O método deste estudo foi a pesquisa bibliográfica, utilizando artigos e livros científicos publicados no período de 1985 a 2014. Foram investigadas as bases de dados LILACS e SciELO utilizando-se as palavras chaves “morte e morrer”; “enfermagem” e “atitude frente à morte”. 2 5. DESENVOLVIMENTO Como enfermeiros, somos formados para o cuidado em todas as etapas da vida, das quais a morte é a última delas. Percebe-se o desafio em lidar com a morte e a necessidade de discussões do processo de morte e morrer nos cursos de graduação e no cotidiano laboral (SANTANA et al., 2013) A abordagem da temática morte e morrer é feita de maneira muito rápida e superficial, durante a formação do enfermeiro, não havendo momentos formalmente estipulados na grade curricular para que a discussão sobre o morrer e a morte aconteça (TAKAHASHI et al., 2008). Em se tratando do cotidiano laboral, as instituições hospitalares devem buscar na educação permanente, estratégias para promoverem mudanças na postura dos profissionais junto ao doente terminal (KOVÁCS, 2008). 6. RESULTADOS PRELIMINARES 6.1 Sentimentos frente à morte no cotidiano do trabalho Os sentimentos encontrados nesta categoria foram: angustia, impotência, frustração, tristeza, perda, estresse, fracasso, culpa, solidão, medo, isolamento, fragilidade, esperança na melhora do quadro do paciente e ansiedade e não aceitação do processo de morte e morrer (ESSELINGER, 2004; GUTIERREZ; CIAMPONE, 2007 SANCHES, 2007). 6.2 Mecanismos de defesa utilizados no enfrentamento do processo de morte e morrer Foram destacados como principais mecanismos de defesa evitar falar sobre o assunto criando uma armadura protetora, distanciamento do paciente e sua família, negação dos sentimentos (SOUZA; BOEMER, 2005; MOTA, 2011). 6.2.1 Não reconhecimento do luto pelo profissional Existe um silenciamento da morte nos hospitais que coincide com a situação em que se vê a morte como fracasso dos profissionais de saúde. Os profissionais não vivenciam o processo de luto, que não é reconhecido e nem autorizado (LIBERATO; CARVALHO (2008). 6.3 Espiritualidade como estratégia de enfrentamento 3 Gutierrez e Ciampone (2007) apontam que alguns profissionais de enfermagem se baseiam em seus princípios religiosos para lidarem com os pacientes gravemente enfermos, sem expectativas de sobrevida. 7. FONTES CONSULTADAS BORGES, A. D. V. S; SILVA, E. F; TONIOLLO, P. B; MAZER, S. M; VALLE, E. R. M; SANTOS. Percepção da morte pelo paciente oncológico ao longo do desenvolvimento. Psicologia em estudo, Maringá, v. 11, n. 2, p. 361-369, 2006. ESSLINGER, I. O paciente, a equipe de saúde e o cuidador: de quem é a vida, afinal? Um estudo do morrer com dignidade. In: PESSINI, L; BERTACHINI, L. (Org.). Humanização e Cuidados Paliativos. São Paulo: Layola, 2004. Cap 10, p. 156. GUTIERREZ, B. A. O; CIAMPONE, M. H. T. O processo de morrer e a morte no enfoque dos profissionais de enfermagem de UTIs. Revista de escola de enfermagem da USP, v. 41, n. 4, p. 660-667, 2007. KOVÁCS, M. J. Educação para a morte: desafios na formação de profissionais de saúde e educação. 2. Ed.São Paulo: Casa do Psicólogo. 2008. LIBERATO, R.P; CARVALHO, V. A. Estresse e Síndrome de Burnout em equipes que cuidam de pacientes com câncer. In: CARVALHO, V. A et al, Cuidando do cuidador profissional. São Paulo: Summus; 2008, p 556-571. SANCHES, P. G. Convivendo com a morte e o morrer: o ser-enfermeiro em unidade de terapia intensiva [dissertação]. Maringá: Universidade Estadual de Maringá; 2007. SANTANA, J. C. B; SANTOS, A. V; SILVA, B. R; OLIVEIRA, D. C. A; CAMINHA, E. M; PERES, F. S; ANDRADE, C. C. D; VIANA, B. O. Docentes de enfermagem e terminalidade em condições dignas. Revista bioética, v.21, n.2, p.298-307, 2013. SOUZA, L. G. A; BOEMER, M. R. O cuidar em situação de morte: algumas reflexões. Medicina (Ribeirão Preto). 2005, v. 38, n. 1, p. 49-54, 2005. MOTA, M. S; GOMES, G. C; COELHO, M. F; LUNARDI, W. D. F; SOUSA, L. D. Reações e sentimentos de profissionais da enfermagem frente à morte dos pacientes sob seus cuidados. Revista Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre, v. 32, n. 1, p. 129-35, 2011. TAKAHASHI, C. B; CONTRIN, L. M; BECCARIA, L. M; GOUDINHO, M. V; PEREIRA, R. A. M. Morte: percepção e sentimentos de acadêmicos de enfermagem. Revista. Arquivos de Ciências da Saúde, v. 15, n. 3, p. 132-138, 2008.