XIII JORNADA DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO – JEPEX 2013 – UFRPE: Recife, 09 a 13 de dezembro. Memorial, local de história e memória: ações de monitoria no Memorial da UFRPE 2012 - 2013. José Diego da Silva Albuquerque1, Ricardo de Aguiar Pacheco2. Introdução Esta comunicação apresenta o trabalho de monitoria realizado no Memorial da UFRPE no período de janeiro 2012 até dezembro de 2013. Neste período esteve em cartaz à exposição permanente “UFRPE: 100 anos de ensino, pesquisa e extensão” que apresenta a história da universidade e a exposição temporária ACAPE (Associação dos Cartunistas de Pernambuco) que reúne trabalhos gráficos de diversos profissionais locais. Como parte das ações do Laboratório de Estudos sobre Patrimônio Cultural e Memória Social (Lepam) a monitoria se constituiu em receber os visitantes, apresentar e aprofundar os temas da exposição e aplicar as atividades educativas preparadas. Com este trabalho de monitoria contribuímos para a difusão da história da instituição e valorização da sua memoria. Material e métodos O memorial tendo como um dos seus objetivos a divulgação da historia da UFRPE. O Memorial da UFRPE é uma unidade administrativa da universidade que tem como função guard ar, pesquisar e divulgar a história dessa universidade, contribuindo, assim, para a formação de identidade de sua comunidade interna – docentes, discentes e técnicos administrativos –, mas também das comunidades que estão ao seu entrono.(Pacheco, 2010, pg.146) A monitoria foi desenvolvida ao longo do ano de 2012-2013 para a recepção dos grupos de visitantes, inicialmente com a capacitação, através dos textos para o trabalho de monitoria, melhorando o desenvolvimento do trabalho para recepção do publico, a visita ao memorial e facilitando a compreensão da exposição permanente “UFRPE: 100 anos de ensino, pesquisa e extensão”, guiando através dos três focos da exposição, o ensino, pesquisa e extensão através dos objetos presentes no salão principal. Através do roteiro de visitação que já era utilizado, foi sendo adaptada para essa exposição comemorativa, abordando inicialmente a história do próprio prédio que se encontra o memorial, a Casa Prof.ªIvan Tavares, e de seu ilustre morador o Prof.ªIvan Tavares. Em seguida passamos para o ensino, através da coleção de cadeiras, onde se levanta um dialogo com os visitantes sobre a qualidade do material e aparência das mesmas, também observa se o Banner com informação sobre os cursos de graduação da instituição de 1912 até o ano de 2010. Após esse dialogo e a monitoria vai seguindo o percurso da exposição abordando os trabalhos de extensão, desenvolvidos pela instituição, com enfoque principal no “Projeto Pau-Brasil” e nos folders que representam as atividades desenvolvidas pela Universidade. Chegando à pesquisa com a demonstração dos objetos utilizados nos antigos laboratórios da UFRPE, teodolitos microscópios ópticos, representando os vários cursos. Com este é problematizada as diferentes condições de produção do conhecimento científico. Após todo esse percurso da visitação, o grupo é guiado à sala voltada para os membros que formam a instituição: docentes, discentes e técnicos administrativos. Finalizando o roteiro guiado os visitantes chegam até o expositor onde encontramos os convites de formaturas de diversos cursos, algumas medalhas da UFRPE é o diploma do Prof.ª Ivan Tavares. A ultima atividade da monitoria é a realização de jogos educativos que envolvem os objetos e representações da exposição. O primeiro é o jogo abordado foi o dos danos uma versão adaptada do tradicional jogo dos sete erros, onde seria oferecido ao visitante um material com foto da uma peça da exposição que no caso foi o microscópio óptico, um em boas condições e o outro um pouco deteriorado, após a identificação dos erros abre se uma rodada de diálogos para identificar entre os visitantes quais as melhores formas para preservação dos objetos. O segundo jogo é composto de uma folha de papel A4 onde o visitante teria alguns espaços no papel para colar alguma das figurinhas que ficariam espalhadas sobre a mesa escolhendo as que mais chamariam sua atenção, em seguida um por um os participantes do jogo explicariam suas escolhas, criando uma interatividade entre os visitantes e os objetos expostos, além de ser uma forma diferenciada de ensino do conceito de patrimônio e como seria formada uma exposição museológica. Tornando o trabalho de monitoria e do próprio espaço do museu ainda mais atraente para o público, de uma forma que o público após o fim do roteiro guiado ainda trabalharia dois jogos, foram aproveitados os trabalhos de educativos 1 2 Graduando em História pela Universidade Federal Rural de Pernambuco; Bolsista de Extensão UFRPE. Doutor em História; Professor Adjunto do Dep. de Educação da UFRPE. XIII JORNADA DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO – JEPEX 2013 – UFRPE: Recife, 09 a 13 de dezembro. desenvolvidos por bolsistas do memorial, para uma maior interatividade entre visitantes é o memorial. Com isso “O museu não é mais um espaço expositivo estático” (Nascimento, 2005, pg.237) mas um local de ativação da memória social. “ Nesse roteiro de visita pelos objetos da universidade, privilegiava-se que os visitantes se sentissem estimulados a observar as peças expostas (...) todos os objetos estão diretamente ligados ao ensino pesquisa e extensão” (Pacheco, 2010, pg.150-151). Resultados e Discussão A atividade de monitoria realizada no memorial da UFRPE foi extremamente positiva, o grupo de visitantes foi bastante ativo no dialogo sobre a exposição e suas peças, questionando se a presença de alguns objetos, levantando a uma boa troca de ideias sobre a organização dos objetos, demonstrando a assimilação das informações apresentadas durante toda a visita. O êxito da monitoria deve-se ao aproveitamento dos jogos pedagógicos, que foram fundamentais para o envolvimento dos visitantes com a exposição, que ocorreu após a visita guiada. Outro ponto interessante foi o envolvimento dos visitantes com algumas peças, que acabou sendo expresso durante a segunda atividade, de seleção e colagem de algumas imagens que representavam objetos da exposição, seguido pelo debate, onde alguns deles comentavam as experiências com alguns dos objetos nas suas residências ou de familiares nos seus locais de trabalhos ou mesmo de seus gostos pessoais. O trabalho de monitoria se mostrou interessante para o ensino da história da instituição para diversos públicos, dos cursos de graduação mais variados da comunidade acadêmica da UFRPE. Agradecimentos Referências FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Patrimônio Histórico e Cultural. Rio de Janeiro: Zahar, 2009. PACHECO, Ricardo de Aguiar. Educação, memória e patrimônio: ações educativas em museu e o ensino de história. 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