Categoria elege nova
diretoria do Sindicato
NEGOCIAÇÕES COLETIVAS
Campanha unificada
no setor metalúrgico
Unir forças para ampliar as conquistas. Esta é a palavra de ordem na
campanha salarial dos engenheiros
que trabalham em empresas do setor metalúrgico. Na pauta de reivindicações estão a redução da jornada de trabalho para 40 horas e a garantia do respeito à lei do Salário Mínimo Profissional da categoria. Veja
mais na página 8.
Reuniões setoriais
definem pauta na Cemig
Os associados do Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais
(Senge-MG) elegem, de 1º a 16 de
setembro, a nova diretoria e conselho
fiscal que serão responsáveis pela gestão da entidade até 2013. Uma única
chapa, composta por 95 engenheiros
e engenheiras de todo o Estado, concorre ao pleito. Estão em condição de
voto todos os sócios do Sindicato que
estavam quites com anuidade social
até o dia 16 de agosto.
A grande novidade desta eleição
é que o voto será realizado exclusi-
vamente via Internet. Visando facilitar o processo de votação e dar agilidade ao processo eleitoral, será disponibilizado no site do Senge-MG,
a partir do dia 1º de setembro, um
link para votação. O voto via internet
possibilitará uma maior participação
dos associados nessas eleições e
maior agilidade no processo de apuração do resultado, que deverá estar homologado até o dia 19 de setembro. Conheça o processo de votação e as propostas da chapa nas
páginas 3 a 6.
Está dada a largada para a campanha salarial. A pauta de reivindicações está sendo construída nas reuniões setoriais com a participação de
todos os engenheiros. O momento é
de consolidar as conquistas alcançadas nas negociações do 1º semestre e avançar nas questões que
afetam diretamente os engenheiros.
Saiba mais na página 8.
Negociações
difíceis na Urbel
O fechamento de um acordo com
a Urbel está cada vez mais difícil, devido a intransigência da Prefeitura
Municipal de BH. Os trabalhadores
estão mobilizados e já promoveram
uma série de atividades com o intuito
de pressionar a empresa a negociar
um acordo compatível com as reivindicações. Leia mais na página 7.
Edição nº 188 - Julho/Agosto de 2010 - Página 2
Participação é demonstração de força
O Sindicato de Engenheiros no
Estado de Minas Gerais vive mais
um momento decisivo de sua história. De 1º a 16 de setembro próximo, os sócios do Sindicato vão eleger os novos dirigentes da entidade para o período 2010/2013. A eleição deste ano traz uma novidade
que é a votação via Internet, mais
um importante passo para democratizar ainda mais o processo eleitoral.
A eleição significa um momento importante de reafirmação e revigoramento da vida sindical,
constituindo em oportunidade impar para o associado exercer a cidadania e o direito de crítica. Ape-
sar de não ser o único, o momento
da eleição no Senge-MG é o mais
significativo da sua democracia
interna, pois é por meio dele que
os engenheiros e engenheiras associados demonstram no voto a
sua avaliação em relação ao trabalho da diretoria que está à frente do Sindicato.
A força de uma associação é proporcional à participação e mobilização de seus associados. Poder se
organizar em sindicatos livres e independentes é uma das principais
conquistas dos trabalhadores em
sua luta por melhores condições de
vida e de trabalho frente ao poder
patronal e as políticas econômicas
e sociais que privilegiam o capital.
Com 63 anos de existência, o
Senge-MG tem acumulado em
sua história um trabalho à altura
dos ideais e das expectativas da
categoria, seja por liderar as lutas
específicas dos engenheiros, seja
pelo seu engajamento nas grandes questões nacionais. Ao longo
de seis décadas, construiu, com a
participação de seus associados,
uma história de lutas em defesa
dos engenheiros, da engenharia e
de toda a sociedade.
Nas duas últimas gestões, o
Senge-MG reafirmou ainda mais
o seu papel de agente ativo na defesa dos interesses dos engenhei-
ros, com destaque para a ampliação de sua presença nas mesas
de negociações coletivas e na luta
pelo cumprimento da Lei 4.950-A
que garante à categoria o piso de
8,5 salários mínimos por jornada
de oito horas de trabalho.
Manter essa trajetória de lutas
e ampliar as conquistas da categoria são os principais desafios a
serem enfrentados. Nesse sentido,
a atual diretoria convoca todos os
associados a participarem deste
processo democrático. Só com a
participação e mobilização de todos é possível construir um Sindicato forte e capaz de defender os
interesses dos trabalhadores.
ANUIDADE PREMIADA
Sindicato entrega 2º notebook
A campanha Anuidade Premiada entregou mais um notebook no
mês de agosto. O contemplado foi
o engenheiro Igor Luiz de Mello Motta. O sorteio do notebook aconteceu na reunião da diretoria executiva do dia 12 de agosto.
O associado Igor Motta esteve
na sede do Senge-MG no dia 19
de agosto, quando recebeu o notebook das mãos do diretor Hamil-
ton Silva. Igor, que é associado do
Senge há três anos, ficou muito satisfeito com o equipamento e elogiou a configuração. “Independentemente da promoção, considero
importante os engenheiros terem
consciência classista e serem sindicalizados”, disse o engenheiro.
O Senge-MG entregou um notebook da marca Positivo, com
processador Core 2 Duo T6500,
com 4 GB de memória e
HD de 320 GB. Em breve,
o Senge-MG irá sortear o
terceiro e último notebook
da campanha deste ano.
Todos os engenheiros sócios em dia com a anuidade estão concorrendo.
O diretor Hamilton
Silva (direita)
entrega o notebook
ao engº Igor Motta
Sindicato de Engenheiros
no Estado de Minas Gerais
Rua Espírito Santo, 1.701
Bairro Lourdes - CEP 30160-031
Belo Horizonte-MG
Tel.: (31) 3271.7355
Fax: (31) 3226.9769
e-mail: [email protected]
site: www.sengemg.org.br
GESTÃO 2007/2010 - DIRETORIA EXECUTIVA - Presidente:
Nilo Sérgio Gomes; Vice-presidente: Vicente de Paulo Alves
Lopes Trindade; 2º Vice-presidente: Rubens Martins Moreira; Secretário Geral: Raul Otávio da Silva Pereira; 1º Secretário: Eustáquio Pires dos Santos; 1º Tesoureiro: Anivaldo
Matias de Sousa; 2º Tesoureiro: Sávio Nunes Bonifácio. DIRETORIAS DEPARTAMENTAIS - Negociações Coletivas: Augusto César Santiago e Silva Pirassinunga (licenciado); Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente: Nara Julio Ribeiro; Relações Inter-Sindicais: Jairo Ferreira Fraga Barrioni; Saúde e
Segurança do Trabalhador: Arnaldo Alves de Oliveira; Assuntos Jurídicos: Paulo César Rodrigues; Assuntos Comunitários: Laurete Martins Alcântara Sato; Imprensa e Informação e Promoções Culturais: Fernando Augusto Vilaça Gomes; Estudos Sócio-Econômicos: Abelardo Ribeiro de Novaes
Filho; Interiorização: Paulo Henrique Francisco dos Santos;
Aposentados: Waldyr Paulino Ribeiro Lima. DIRETORIAS REGIONAIS - Diretoria Regional Centro: Júnia Márcia Bueno
Neves, Alfredo Marques Dyniz, Rosemary Antonia Lopes Faraco, Daniel Meinberg Shimidt de Andrade, Clóvis Scherner,
Clóvis Geraldo Barroso, Hamilton Silva, Anderson Rodrigues,
Pedro Carlos Garcia Costa, Antônio Lombardo, Débora Maria
Moreira de Faria. Diretoria Regional Norte Nordeste: Aliomar Veloso Assis, Rômulo Buldrini Filogônio, Jessé Joel de
Lima, Antônio Carlos Sousa, Aloísio Pereira da Cunha, Guilherme Augusto Guimarães Oliveira. Diretoria Regional Zona
da Mata: João Vieira de Queiroz Neto, Eduardo Barbosa Monteiro de Castro, Carlos Alberto de Oliveira Joppert, Francisco
Antônio Nascimento, Maria Angélica Arantes de Aguiar Abreu,
Silvio Rogério Fernandes. Diretoria Regional Triângulo: Ismael Figueiredo Dias da Costa Cunha, Antônio Marcos Belo.
Diretoria Regional Vale do Aço: Ildon José Pinto, Antônio
Azevedo, José Couto Filho, Antônio Germano Macedo. Diretoria Regional Campos das Vertentes: Domingos Palmeira
Neto, Wilson Antônio Siqueira, Nélson Henrique Nunes de
Souza. Diretoria Regional Sul: Antônio Iatesta, Fernando de
Barros Magalhães, Paulo Roberto Mandello, Nélson Benedito Franco, Nélson Gonçalves Filho, Arnaldo Rezende de Assis, João Batista Lopes Júnior, Eberth Antônio Piantino, Júlio
César Lima. CONSELHO FISCAL: Luiz Antônio Fazza, Vânia
Barbosa Vieira, Luiz Carlos Sperandio Nogueira, Dorivaldo
Damascena, Marcelo de Camargos Pereira
Edição: Miguel Ângelo Teixeira
Redação: Fabyana Assunção,
Miguel Ângelo Teixeira
Arte final: Viveiros Edições
Impressão: Gráfica Imprimaset
Edição nº 188 - Julho/Agosto de 2010 - Página 3
Categoria elege nova
diretoria do Sindicato
em votação pela internet
Os associados do Sindicato
de Engenheiros no Estado de Minas Gerais (Senge-MG) elegem,
de 1º a 16 de setembro, a nova
diretoria e conselho fiscal que
serão responsáveis pela gestão
da entidade até 2013. Uma única chapa, composta por 95 engenheiros e engenheiras de todo
o Estado, concorre ao pleito. Estão em condição de voto todos
os sócios do Sindicato que estavam quites com anuidade social
até o dia 16 de agosto.
A grande novidade desta eleição é que o voto será realizado
exclusivamente via Internet. Vi-
• Período de Votação
1º de setembro
a 16 de setembro
• Quem pode votar
Todos os associados que estavam com a anuidade em dia
em 16/08/2010.
• Como votar
A votação será feita exclusivamente pela Internet. A partir do
dia 1º de setembro, às 8 horas,
estará disponível no site do Sindicato (www.sengemg.org.br)
um link para votação. Para votar será preciso número do CPF
e senha. A senha está sendo enviada pelo Correio.
• Como proceder em
caso de perda ou não
recebimento da senha
O associado deverá entrar em
contato com o Sindicato, através do telefone (31) 3271 7355.
Será analisada a condição de
voto e enviada uma nova senha.
sando facilitar o processo de votação e dar agilidade ao processo eleitoral, será disponibilizado
no site do Senge-MG, a partir do
dia 1º de setembro, um link para
votação. O voto via internet possibilitará uma maior participação
dos associados nessas eleições
e maior agilidade no processo de
apuração do resultado, que deverá estar homologado até o dia
19 de setembro.
Todos os associados em dia
receberão em casa, até o dia 1º
de setembro, uma senha para votação. Em caso de não ter recebido ou de perda de senha, o engenheiro ou engenheira deverá
ligar para o Senge e, verificada,
a falta do voto, uma nova senha
será enviada ao associado.
Para Nilo Sérgio Gomes, atual presidente do Senge e que
também integra a chapa, ela representa tanto a continuidade
quanto a ampliação do trabalho
que a atual diretoria implementou na entidade nas duas últimas
gestões. Para ele, o processo
eleitoral, depois de muita conversa e debates, deixou claro a maturidade da atual diretoria e da
futura na construção da unidade
e renovação no Sindicato. “Está
sendo um processo muito tranquilo e transparente”, afirma Nilo
Sérgio.
Segundo Nilo Sérgio, a principal característica desta eleição é a transição para uma nova
diretoria, muito renovada e sem
disputa. A segunda, é que
será uma eleição via Internet,
facilitando enormemente o ato
de votar e a participação de todos os associados.
Nilo Sérgio avalia positivamente o trabalho da atual gestão. “O Sindicato está bem estruturado administrativamente
em cinco áreas: Administrativo,
Negociações Coletivas, Jurídico,
C o m u n i c a ç ã o e Te s o u r a r i a .
Tem uma nova sede própria em
Belo Horizonte e um quadro de
negociações coletivas muito
ampliado. A atual gestão ampliou muito o quadro de sócios,
aprofundou as relações com os
estudantes e os movimentos sociais”, explica.
Para Nilo Sérgio, sempre existe muito espaço para avançar.
“Acredito que a próxima gestão
deve fazer primeiro uma avaliação da situação atual, descobrir
janelas de oportunidades para
a atuação sindical e definir
ações
estratégicas
que
signifiquem a expansão de nossa atuação no Estado de Minas
Gerais”, defende.
Apesar de as eleições acontecerem com uma única chapa
disputando é muito importante a
participação de todos os associados. A eleição é o momento de
reafirmação e revigoramento da
vida sindical, constituindo em
uma excelente oportunidade
para o associado exercer a cidadania e o direito de crítica. Segundo o presidente Nilo Sérgio,
a importância da chapa única é
que ela sinaliza um consenso em
torno do trabalho que se está realizando e sua continuidade.
“Isto sinaliza para a categoria
que ela continuará a ter um Sindicato atuante na defesa de seus
direitos”, conclui.
“As eleições para a direção do Senge-MG revestem-se de uma importância particular por definirem a atuação do Sindicato em um momento
chave na história do movimento dos
trabalhadores em nosso País. Depois de um acúmulo de conquistas,
trata-se agora de algo mais que consolidá-las e ampliá-las”.
Rubens Martins Moreira,
candidato a Secretário-geral
A chapa única sinaliza um
consenso em torno do trabalho
que se está realizando e sua
continuidade. Isto significa para a
categoria que ela continuará
a ter um Sindicato atuante na
defesa de seus direitos.
Nilo Sérgio Gomes,
candidato a 2º vice presidente
“Nós vamos priorizar a criação de
uma universidade corporativa, a
Uni Senge. O objetivo é propiciar
cursos de especialização a preços reduzidos, possibilitando que
os engenheiros possam adquirir
novas atribuições e atender a resolução 1010 do Sistema Confea/
Creas”.
Abelardo Ribeiro de Novaes
Filho - candidato a 1º Secretário
Edição nº 188 - Julho/Agosto de 2010 - Página 4
Engenheiros
apostam na unidade
Construir um Sindicato ainda
mais forte e representativo dos anseios e interesses de toda a categoria. Esta foi a principal preocupação dos engenheiros e engenheiras que participaram do processo de discussão e de formação
da chapa que disputa a eleição
para o próximo mandato. Em todos os momentos o debate em torno das ideias prevaleceu sobre os
nomes e ficou claro a necessidade de se construir uma grande
união de forças em torno dos objetivos maiores da categoria. Assim, a chapa única representa um
grande consenso entre os profissionais de engenharia de todo o
Estado.
Encabeçada pelo atual secretário-geral e diretor de Negociações Coletivas do Senge-MG,
Raul Otávio Pereira, a chapa conta com profissionais de diversos
municípios de Minas Gerais. Esta
grande diversidade vai possibilitar ainda mais a interiorização
do Senge-MG e ampliar sua atuação junto aos profissionais de
engenharia.
O Senge Informa conversou
com o candidato a presidente na
Chapa 1, Raul Otávio, que é engenheiro eletricista e funcionário da
Cemig há 24 anos, e procurou saber quais os principais pontos do
projeto de gestão da chapa. Veja
na entrevista o motivo de sua candidatura, as prioridades e a
“A união dos engenheiros dará força
para que o SENGE lute pelos direitos
da categoria, conquistando na sociedade a posição que de fato e de
direito lhe pertence”.
Antônio Iatesta
candidato a1º Tesoureiro
importância de uma chapa que
conta com a participação de jovens engenheiros.
Por que você se candidatou
a presidente do Senge-MG?
Acredito que tendo participado da atual gestão, e, nesse período, observado todas as dificuldades que o movimento sindical
atravessa no momento, posso
contribuir para resgatar sua importância e, principalmente, a credibilidade e representatividade do
mesmo junto à categoria dos engenheiros de Minas Gerais.
O que vai pautar esta gestão?
Nossa gestão, caso sejamos
eleitos, será pautada principalmente pelo zelo com a coisa pública,
pela transparência e pela prática
democrática. Tratam-se de valores
já em prática atualmente, mas que
devem ser constantemente aperfeiçoados. É importante que os engenheiros reconheçam no seu Sindicato uma direção séria, que tem
como princípio básico a correta
utilização de seus recursos para as
suas finalidades institucionais definidas em estatuto.
Quais as prioridades desta
gestão?
Durante a gestão, existem várias iniciativas e prioridades às
quais pretendemos nos dedicar.
“O Sindicato é um grande desafio e
espero dar continuidade ao que funciona bem e também trazer inovações, trabalhando com seriedade e
transparência.
Glauci Any Gonçalves Macedo
candidata a 2ª Tesoureira
Entre elas, poderia citar o aviltamento dos salários dos engenheiros que trabalham em prefeituras
e também para o governo estadual como uma das principais. Além
disso, é absolutamente necessário o desenvolvimento de políticas
inclusivas que tragam para o Sindicato os engenheiros autônomos
e também os engenheiros da área
de agronomia e meio ambiente.
Essas são algumas de nossas prioridades, que serão somadas
àquelas que já vêm sendo brilhantemente desenvolvidas pela atual
gestão.
Qual a sua avaliação do processo eleitoral do Senge?
O processo eleitoral, ainda em
andamento, mostrou até agora uma
grande maturidade dos setores da
Engenharia em Minas Gerais, na
medida em que foi possível se fazer
uma ampla aliança programática
que tem como foco principal o trabalho em prol da classe.
O que significa a formação
de uma chapa única para concorrer às eleições?
A formação de uma chapa única é a materialização, na prática,
desse grande entendimento. Dezenas de engenheiros, de todos os
setores e formações estão todos
juntos e imbuídos dos mesmos objetivos. Certamente os resultados
serão os melhores possíveis.
“Temos o desafio de introduzir uma
nova linguagem no Sindicato, de forma a conquistar novos sócios, assim como os profissionais recém-formados.”
Krisdany Cavalcante
candidato a 1º Vice-Presidente
Raul Otávio promete uma
gestão que privilegie o zelo pela
coisa pública, a transparência e a
prática democrática.
A chapa conta com diretores
da atual gestão, mas há também
novidades. Como você vê essa
união de experiência e juventude?
Extremamente positiva. O movimento sindical passa por uma
grande necessidade de renovação, não só de quadros como
também de expectativas. Os jovens engenheiros têm uma visão
e uma prática diferenciadas do
mundo do trabalho, e é necessário que o discurso sindical seja
adaptado para essa nova realidade, sem, no entanto, perder de
vista seus valores e práticas intrínsecas.
Qual a mensagem você quer
deixar para os engenheiros?
É sempre importante lembrar
que, embora o processo eleitoral
apresente uma chapa única, é necessário um quórum mínimo para
a consumação da eleição. Nesse
sentido, gostaria de conclamar os
engenheiros associados ao Senge para efetivamente participarem do processo eleitoral, que
será pela Internet e se inicia no
dia 1º de setembro.
Edição nº 188 - Julho/Agosto de 2010 - Página 5
PRINCÍPIOS E COMPROMISSOS
Garantir direitos e
avançar conquistas
A lista de princípios e compromissos da Chapa 1, colocada em
debate na presente campanha
para as eleições sindicais de
2010, se fundamenta na lógica de
que o que já existe e está bom,
deve ser mantido; se não está
bom, deve ser melhorado; e se
está muito ruim, deve ser corrigido ou descartado.
Dentro deste propósito, os
pontos colocados a seguir significam o compromisso de preservar,
consolidar e ampliar o trabalho
que vem sendo empreendido no
Sindicato, mas com a determinação que vem de uma ampla renovação que considera que é possível avançar na construção de um
Sindicato ainda mais forte. Veja a
seguir os principais compromissos da Chapa 1.
NEGOCIAÇÕES
COLETIVAS
• Consolidar e ampliar a participação do Sindicato em negociações coletivas, procurando incluir novos setores econômicos,
empresas estatais e privadas com
grande presença de engenheiros,
inclusive no interior do Estado,
com uma maior participação das
diretorias regionais.
• Consolidar e ampliar as conquistas sociais e econômicas alcançadas nas convenções e acordos coletivos de trabalho negociados nas últimas gestões, buscando sempre o acompanhamento
sistemático e a cobrança de cumprimento das cláusulas negociadas e acordadas.
• Trabalhar no sentido de implantar uma subseção do Dieese
dentro do Senge-MG, o que trará
ganhos qualitativos às negociações coletivas, considerando que
esta subseção tem por objetivo
produzir estudos, pesquisas e
análises para subsidiar a atuação
sindical.
• Estabelecer e dar sequência
às negociações com empresas e
setores governamentais de modo
a conseguir a liberação de diretores e delegados sindicais, para
que estes possam se dedicar às
RELAÇÕES INTERSINDICAIS
E PROFISSIONAIS
• Ampliar, qualificar e acompanhar a representação do Sindicato junto às entidades de
classe e instâncias políticas e
decisórias relacionadas com a
Engenharia efetiva (Fisenge,
CUT, Crea e Confea), bem como
com as demais entidades profissionais e de trabalhadores, onde
a participação tem graus diferentes de intensidade.
• Manter um estreito relacionamento com sindicatos e organizações internacionais, inclusive mediante atuação política junto
ao Crea e Fisenge, no sentido de
termos representantes nestas entidades.
atividades sindicais.
SALÁRIO MÍNIMO
PROFISSIONAL
• Atuar, intransigentemente,
pelo respeito à Lei 4.950-A, que
institui e regulamenta o Salário Mínimo Profissional (SMP) dos engenheiros, inclusive na esfera judicial, tanto como substituto processual quanto em conjunto com outras entidades.
• Defender a implantação do
Salário Mínimo Profissional nas
administrações direta e indireta do Estado e dos municípios,
inclusive atuando junto ao respectivo Poder Legislativo, de
forma a incluir na Lei Orgânica
do município o respeito ao princípio da lei.
AMPLIAÇÃO DA
INTERIORIZAÇÃO
• Investir nas diretorias regionais, de modo a dotá-las de infraestrutura adequada ao seu pleno
funcionamento, inclusive mediante a aquisição de sede própria e
contratação de funcionários, como
no caso da que existe em Juiz de
Fora.
• Trabalhar em cooperação e
parceria com as entidades de
classe do interior, buscando, ao
mesmo tempo, a ampliação da
atuação e representatividade do
SENGE e a consolidação das
entidades.
VALORIZAÇÃO
PROFISSIONAL
• Atuar em defesa dos profissionais aposentados, autônomos e
daqueles que trabalham sob a forma de contratação de pessoa jurídica (PJ). Dar apoio às demandas
destes profissionais promovendo
estudos e debates sob as diferentes relações de trabalho
• Estabelecer um convênio
com o Crea e a SRTE/MPT, de
modo a possibilitar uma atuação
conjunta na defesa do exercício da
profissão de engenheiro, considerando que o Sindicato pode atuar
juridicamente na defesa dos engenheiros, mas não tem o poder
de fiscalização, inerente àquelas
entidades.
• Discutir e buscar propostas
para as questões envolvendo o ensino e o exercício da profissão,
considerando as alterações de legislação, currículos e novos formatos das relações de trabalho.
• Garantir apoio institucional à
Cooperativa de Trabalho dos Engenheiros - COPENGE, que constitui um importante espaço para
atuação dos profissionais desempregados e/ou aposentados que
não têm condições de atuar como
autônomos.
INSERÇÃO POLÍTICA
E SOCIAL
• Discutir de forma sistemática a inserção do Sindicato nas
questões políticas locais, estaduais e nacionais, buscando a
interlocução constante e a participação efetiva e propositiva
da entidade nos foros de interesse da engenharia e da sociedade, como os conselhos municipais, estaduais e federais que
atuam nas diferentes políticas
públicas.
MODERNIZAÇÃO
ADMINISTRATIVA
• Preservar e ampliar o equilíbrio financeiro do Sindicato, buscando a gradual transição da matriz de receitas da entidade, hoje
dependente da Contribuição Sindical, para a taxa negocial, com
base nas negociações coletivas realizadas.
• Promover a modernização
operacional e administrativa do
Sindicato, visando maior eficiência no atendimento das demandas dos profissionais.
• Buscar maior qualidade e eficiência nos serviços prestados ao
associado, com o fortalecimento
do Departamento Jurídico, da comunicação sindical e dos convênios colocados à disposição dos
associados.
Edição nº 188 - Julho/Agosto de 2010 - Página 6
Chapa única é sinônimo de
coesão entre engenheiros
AS ELEIÇÕES PARA A DIRETORIA E CONSELHO FISCAL DO SINDICATO CONTAM COM UMA CHAPA
ÚNICA. ESTA DECISÃO REPRESENTA UM GRANDE CONSENSO ENTRE OS PROFISSIONAIS DE ENGENHARIA
DE TODO O ESTADO. VEJA A SEGUIR OS NOMES DOS PROFISSIONAIS QUE COMPÕEM A CHAPA QUE
CONCORRE NO PLEITO QUE ACONTECE DE 1º A 16 DE SETEMBRO, COM VOTAÇÃO PELA INTERNET.
DIRETORIA EXECUTIVA
• Presidente: Raul Otávio da Silva Pereira - Eng°.
Eletricista - Cemig • 1º Vice-Presidente:
Krisdany Vinícius Santos de Magalhães
Cavalcante - Eng°. Eletricista - Metron Acústica
• 2º Vice-presidente: Nilo Sérgio Gomes - Eng°.
Eletricista - Cemig • 1º Tesoureiro: Antônio
Iatesta - Eng°. Químico - Autônomo • 2ª
Tesoureira: Glauci Any Gonçalves Macedo - Eng°
Civil - Consominas • Secretário Geral: Rubens
Martins Moreira - Eng°. Químico - Comissão
Nacional de Energia Nuclear • 1º Secretário:
Abelardo Ribeiro de Novaes Filho - Eng°
Mecânico - Aposentado
DIRETORIAS DEPARTAMENTAIS:
Diretor de Aposentados: Wanderley Acosta
Rodrigues. Eng° Agrônomo - Autônomo Diretor
de Ciência e Tecnologia: Anderson Silva de
Aguilar. Geógrafo – Pref. de Contagem Diretor
de Assuntos Comunitários: Anderson Luiz de
Figueiredo. Eng° Agrimensor - Consominas
Diretor de Imprensa: Tércio de Sales Morais.
Geógrafo – Sec. Estadual de Meio Ambiente e
Desen. Sustentável Diretor Administrativo:
Cláudio Neto Fonseca. Eng°. Eletricista Aposentado Diretora de Assuntos Jurídicos:
Gabriele Rodrigues Cabral. Arquiteta e Urbanista
- Consominas Diretor Saúde e Segurança do
Trabalhador: Gilmar Cortês Sálvio Santana. Eng°
de Minas Diretor de Relações Intersindicais José Flávio Gomes - Eng°. Eletricista – Crea-MG
Diretor Negociações Coletivas: Júlio César de
Lima - Eng°. Eletricista - Furnas Diretor de
Interiorização: Pedrinho da Mata – Eng° Civil –
Damata Engenharia Diretor Sócio-econômico:
Sérgio Teixeira Soares – Eng° Civil – Autônomo
Diretor de Promoções Culturais: Antonio José
Betel Ribeiro Gomes - Eng°. Eletricista - Cemig
DIRETORIA REGIONAL NORTE NORDESTE
Diretor Administrativo: Antônio Carlos Souza Eng°. Eletricista – Autônomo Diretores
Regionais: Anildes Lopes Evangelista – Eng°
Agrônoma – Centro de Agricultura Alternativa •
Guilherme Augusto Guimarães Oliveira – Eng°
Civil – Fundação Estadual do Meio Ambiente •
Jessé Joel de Lima – Eng° Civil – Pref. de Montes
Claros • João Gilberto de Souza Ribeiro –
Geógrafo - Autônomo • Rômulo Buldrini Filogônio
- Eng°. Eletricista - Aposentado
DIRETORIA REGIONAL SUL
Diretor Administrativo: Fernando de Barros
Magalhães – Eng° Civil – Crea-MG Diretores
Regionais: Antônio Azevedo – Eng° Civil -
Copasa • Arnaldo Rezende de Assis – Eng°
Mecânico - Autônomo • Carlos José Rosa – Eng°
Mecânico – Indústria Cerâmica Andradense •
Gladyston Rodrigues Carvalho – Eng° Agrônomo
– Epamig • Nelson Gonçalves Filho – Eng° Civil
- Autônomo • Nelson Benedito Franco – Eng°
Mecânico - Autônomo • Ney Lopes Procópio –
Eng° Mecânico – Pref. de Pouso Alegre • Robson
Monte Raso Braga - Eng°. Eletricista – E-Corp
Engenharia
DIRETORIA REGIONAL ZONA DA MATA
Diretor Administrativo: João Vieira de Queiroz
Neto – Eng° Civil – Pref. de Juiz de Fora Diretores
Regionais: Silvio Rogério Fernandes – Eng° Civil
- Pref. de Juiz de Fora • Carlos Alberto de Oliveira
Joppert – Eng° Mecânico - Aposentado •
Eduardo Barbosa Monteiro de Castro – Eng° Civil
- Autônomo • Francisco de Paula Lima Netto –
Eng° Eletricista - Aposentado • Maria Angélica
Arantes de Aguiar Abreu – Eng° Civil – Crea-MG
• Paulo César de Lima – Eng° Agrônomo Epamig
DIRETORIA REGIONAL TRIÂNGULO
Diretor Administrativo: Élcio Barreto Borges –
Eng° Civil - Cia. De Desenvolvimento Econômico
de MG Diretores Regionais: Ismael Figueiredo
Dias da Costa Cunha - Eng° Civil - Autônomo •
Antônio Borges Resende - Eng° Civil – ABR
Construtora • Jean Marcus Ribeiro - Eng° Civil –
Brasil Agri & Limp • João Carlos Moreira Gomes
– Geólogo – Crea -MG • Marco Túlio Marques
Machado - Eng° Civil – Construtora Marques e
Machado • Luciano Lopes Veludo - Eng° Civil Codau • Clóvis Scherner – Arquiteto - Autônomo
• Wilton Freitas Mendes – Eng° Mecânico –
SIPPA Prestação de Serviços
DIRETORIA REGIONAL VALE DO AÇO
Diretor Administrativo: Jose Couto Filho - Eng°
Civil - Aposentado Diretores Regionais: Alberto
Carlos da Silva Junior - Eng° Civil - Aposentado
• Daniel Linhares Carlesso - Eng° de Segurança
– CESENGE Engenharia • Ildon José Pinto - Eng°
de Minas – Aposentado • Cláudio Luiz Maciel
Junqueira - Eng° Agrônomo – Pref. de
Governador Valadares
DIRETORIA REGIONAL
CAMPO DAS VERTENTES
Diretor Administrativo: Wilson Antônio Siqueira
– Eng° Mecânico – Gerdau Açominas Diretores
Regionais: Nélson Henrique Nunes de Sousa Eng° Mecânico – Gerdau Açominas • Domingos
Palmeira Neto - Eng° Civil – Gerdau Açominas
DIRETORIA REGIONAL CENTRO
Diretor Administrativo: Dorivaldo Damacena
– Eng° Agrimensor - Aposentado Diretores
Regionais: Carlos Henrique Amaral Rossi –
Eng° Civil – Crea-MG • Cláudio Lúcio Fonseca
– Eng° de Segurança do Trabalho - Sudecap
• Francisco de Paula Mariano – Eng°
Agrimensor - Consominas • Élder Gomes dos
Reis – Eng° Metalúrgico – Crea-MG • Éderson
Bustamante – Eng° Eletricista - Aposentado
• Evaldo de Souza Lima – Eng° Mecânico SLU • Iocanan Pinheiro de Araújo Moreira –
Eng° Civil – Construtora UNI • Jairo Ferreira
Fraga Barrioni – Eng° Agrimensor - Prodabel
• José Maurício Andrade Ferreira – Eng°
Agrimensor - Cemig • Júnia Márcia Bueno
Neves – Eng° Civil – Pref. de Belo Horizonte •
Antônio Lombardo - Eng° Mecânico –
Universidade de Itaúna • Antônio Cury – Eng°
Civil - Aposentado • Luiz Antônio Lobo de
Abreu - Eng° Civil – Crea-MG • Marcelo dos
Reis Lopes – Eng° Agrimensor – Intelig
Telecom/Tim • Marcelo de Camargos Pereira
- Eng° Civil - Urbel • Marcelo Fernandes da
Costa - Eng° Civil - Projeminas • Maria José
Maciel Ribeiro – Eng° Agrônoma - Autônoma •
Mário Evaristo Borges – Eng° Eletricista Utramig • Maurício Fernandes da Costa - Eng°
Civil – Crea-MG • Orlando José Garcia Dangla
– Eng° Eletricista – Engevox Telecom • Paulo
Roberto Magalhães – Eng° Agrimensor - Intelig
• Teodomiro Matos Bicalho - Eng° Civil – CreaMG • Vicente de Paulo Alves Lopes Trindade
– Eng° Eletricista - Prodabel • Adevaldo
Rodrigues de Souza – Eng° Eletricista - Cemig
• Alfredo Marques Diniz - Eng° Eletricista Autônomo • Arnaldo Alves de Oliveira – Eng°
Eletromecânico - Copasa • Clóvis Geraldo
Barroso - Eng° Civil - Aposentado • Fátima
Regina Rêlo Costa - Eng° Civil - Cohab •
Fernando Augusto Villaça Gomes - Eng° Civil –
Autônomo • Hamilton Silva – Eng° Eletricista Aposentado • Luiz Carlos Sperandio Nogueira
- Eng° Eletricista - Cemig • Waldyr Paulino
Ribeiro Lima - Eng° Civil – Autônomo
CONSELHO FISCAL
Augusto Cesar Santiago e Silva
Pirassinunga – Eng° Eletricista - Sudecap
• Getúlio Soares de Almeida - Eng° Civil –
Caixa • Ruy Lopes Teixeira Filho – Arquiteto
– Caixa • José Tarcísio Caixeta - Eng° de
Minas - Prodabel • Lúcio Fernando Borges
- Eng° Civil – Crea-MG
Edição nº 188 - Julho/Agosto de 2010 - Página 7
URBEL
Mobilização contra
morosidade nas negociações
As negociações do Acordo Coletivo de Trabalho com a Urbel continuam sem avanços. A empresa se
limitou a oferecer a recomposição
dos salários pelo INPC do período e
desconsiderou a maioria das reivindicações, como o reajuste dos benefícios que estão congelados há
dois anos. Quanto ao pagamento do
salário mínimo profissional aos engenheiros, a empresa se nega a
cumprir a lei e indica o caminho da
Justiça para os funcionários, numa
postura arrogante e prepotente.
Esta postura da Prefeitura de
Belo Horizonte e da Urbel está provocando o aumento da insatisfação
dos funcionários da empresa. Com
data-base em maio, a pauta de reivindicações foi entregue em abril e,
somente agora, diante da crescente mobilização dos trabalhadores,
a empresa e PBH resolveram se
manifestar.
Para cobrar uma resposta do
prefeito Márcio Lacerda, os trabalhadores da Urbel já realizaram
duas caminhadas até a sede da
Prefeitura, uma no dia 3 e outra no
dia 26 de agosto. Após a realização da primeira manifestação, o
prefeito se comprometeu a receber
uma comissão de trabalhadores
para discutir o assunto. No entanto, o tempo passou e a PBH não
marcou nenhuma data para a realização da reunião. Na segunda
manifestação, os trabalhadores foram recebidos pelo assessor especial do prefeito Marcio Lacerda,
Otílio Prado, que afirmou que a Prefeitura não pretende avançar mais
na negociação. Segundo o assessor, esta é a proposta limite.
A campanha na Urbel é unificada com os demais sindicatos que
representam as diversas categorias de trabalhadores da empresa.
Trabalhadores da Urbel fazem manifestação na sede da Prefeitura de BH
COPASA
PREFEITURA DE CONTAGEM
Previminas abusa da
falta de transparência
Vereadores se comprometem
com a causa dos profissionais
A Previminas, responsável pela
administração do plano de previdência complementar dos funcionários da Copasa, continua demonstrando falta de transparência
e desrespeito aos participantes ativos e assistidos, às entidades representativas e às patrocinadoras.
Não bastasse os participantes terem que se conformar com um plano de previdência não vitalício, a
direção mudou o estatuto da Fundação a toque de caixa.
A gestão da Previminas alterou
a pauta de reunião apenas dois dias
antes da mesma acontecer, e incluiu
propostas de mudanças estatutárias, transformando o Conselho Deliberativo em mero homologador das
decisões da direção executiva. O
Grupo Complementação, do qual o
Senge-MG faz parte, está buscando se inteirar do fato e vendo se há
possibilidade de barrar este processo.
Desde o início do processo de
transição do plano de previdência,
o Grupo Complementação vem alertando para o cuidado na hora de fazer a opção. O momento chegou,
mas mesmo assim a cautela precisa
ser tomada. Os participantes e as-
sistidos da Copasa terão até o dia
29 de outubro para definir pelo saldamento ou não e migração do plano. Mas para definir, o Senge-MG
aconselha a procurar informações,
usar simuladores e ver qual é a melhor opção, uma vez que o que é bom
para um, pode não ser para o outro.
Periculosidade
Em cumprimento da cláusula
27ª do Acordo Coletivo 2010/2011,
a Copasa enviou aos sindicatos o
trabalho realizado referente à periculosidade e insalubridade. O Senge-MG realizou assembleias para
avaliação do trabalho pela categoria e vai enviar o resultado para a
empresa.
De acordo com a Copasa, o laudo foi elaborado em março de 2006
pela Conseg Ltda.- Consultoria e
Treinamento em Segurança e Higiene Industrial. A empresa explica
que o laudo seguiu critérios estabelecidos pela CLT, normas e portarias do Ministério do Trabalho e
emprego. Segundo ela, em todas
as avaliações houve acompanhamento do trabalhador em sua atividade para verificar as condições em
que os trabalhos são realizados.
No dia 10 de agosto, os engenheiros e arquitetos da Prefeitura de
Contagem entregaram uma carta
aos vereadores da cidade solicitando apoio na luta por melhores salários e pela construção de um Plano
de Cargos e Salários (PCCS) justo.
Os profissionais se reuniram em frente à Câmara de Vereadores, onde
promoveram um “apitaço”. O objetivo era mostrar para a população do
município a situação de descaso da
Prefeitura. Logo em seguida, entraram para o plenário da Câmara onde
leram a carta aos vereadores.
O secretário-geral do Senge-MG,
Raul Otávio Pereira, fez questão de
enumerar as diversas responsabilidades dos profissionais de engenharia no município, funções funda-
mentais para o bom funcionamento
e ordenamento de uma cidade. Para
Raul, a participação dos servidores
precisa acontecer na fase inicial de
elaboração do PCCS, só assim garantirá um plano melhor para todos.
Os servidores ressaltaram a
questão salarial, mas também a falta de estrutura para trabalhar e frisaram a necessidade de juntar forças para mudar esta situação. De
uma forma geral os vereadores se
solidarizaram com a atual situação
dos profissionais. O presidente da
Câmara, o vereador Irineu Inácio da
Silva, disse que a Casa está à disposição e que quando receber o
projeto do PCCS vai montar uma
comissão e chamar os profissionais
para discutir.
Edição nº 188 - Julho/Agosto de 2010 - Página 8
Reuniões setoriais
definem pauta na Cemig
O Sindicato de Engenheiros já
deu a partida para a campanha
salarial visando o Acordo Coletivo
de Trabalho com a Cemig, que tem
data-base em 1º de novembro. O
primeiro passo foi o encaminhamento à empresa da comunicação
das datas para a realização das
reuniões setoriais, que acontecerão em diversas regiões do Estado, para levantamento da pauta de
reivindicações. Haverá reuniões
em Belo Horizonte, Contagem, Governador Valadares, Uberaba,
Uberlândia, Montes Claros, Ipatinga e Juiz de Fora. Os engenheiros
e engenheiras podem, também,
enviar as suas sugestões pelo email [email protected].
De acordo com o presidente
do Senge-MG, Nilo Sérgio Gomes,
um dos principais pontos desta
campanha salarial será a manutenção da conquista do pagamento
do SMP, fazendo com que, em janeiro, com o reajuste do salário
mínimo, os engenheiros também
sejam contemplados com o aumento. “Precisamos também finalizar o processo de implantação
do Máster na carreira de engenharia e voltar a insistir no adicional
de periculosidade para quem trabalha em área de risco, de acordo
com a lei 7.369/85”, diz Nilo.
O pleno funcionamento do grupo de Segurança e Saúde do Trabalho também precisa acontecer.
“As condições de trabalho dos engenheiros precisam ser revistas,
devido à saída de diversos profissionais através do PDV, os que lá con-
tinuam passaram a ter o nível de responsabilidade muito alto, gerando
stress”, conta Nilo.
A participação dos engenheiros
e engenheiras nas reuniões setoriais é de fundamental importância
para a construção de uma pauta que
reflita os anseios e expectativas dos
profissionais da Cemig. As datas
das reuniões estão no quadro e possíveis alterações serão comunicadas previamente.
Metalúrgicos fazem campanha unificada
Mais uma vez os metalúrgicos
contam com uma campanha salarial unificada, e o Senge-MG faz parte dela. E no dia 30 de julho foi dada
a largada para as negociações deste ano, com a entrega da pauta à
Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
Os sindicatos que negociam
com a Fiemg se reuniram pela manhã na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte e Contagem para o lançamento da
Campanha Salarial Unificada. O
evento contou com a participação
do candidato a vice-governador
do Estado, Patrus Ananias, que re-
cebeu do presidente da CUT-Minas, Marco Antônio de Jesus, uma
agenda de trabalho pautada no
desenvolvimento econômico e,
dos sindicatos, uma plataforma
para as eleições 2010 com reivindicações específicas dos metalúrgicos.
Com data-base em 1º de outubro, os metalúrgicos reivindicam o
reajuste do INPC, 10% de aumento
real, abono de um salário nominal,
vale alimentação no valor de R$ 520,
redução da jornada de trabalho para
40 horas semanais e o cumprimento da lei 4.950A, que determina o
piso salarial dos engenheiros.
O diretor de Negociações Coletivas do Senge-MG, Raul Otávio,
apresenta as reivindicações da categoria
GERDAU AÇOMINAS
Sindicato cobra pagamento de horas extras
O Senge-MG recebeu denúncias de que a Gerdau Açominas não
está pagando as horas extras dos
engenheiros. No acordo coletivo assinado no ano passado, a Gerdau se
comprometeu a pagar as horas extras caso não fossem compensadas
num prazo de 120 dias. No entanto,
isto não estaria acontecendo. Muitos engenheiros não compensaram
as horas feitas, o prazo de 120 dias
expirou e as horas não foram pagas.
Em reunião, realizada no dia 20
de agosto, na sede do Senge, a Gerdau Açominas informou que o não
pagamento das horas extras aconteceu em função de um problema
do sistema, que ainda não foi solucionado, mas que no mês de agosto
os funcionários receberão os valores
referentes aos meses de novembro
de 2009 a abril de 2010. O controle
será feito por um novo sistema até
que o atual seja alterado.
Plano de previdência
O Senge-MG também está atento às mudanças no plano de previdência complementar dos funcionários da Gerdau Açominas. Em
correspondência enviada à empresa, solicitou informações sobre a
mudança de plano. A empresa simplesmente informou que o plano
estava em processo de análise pela
Previc, o que foi reforçado na reunião realizada no dia 20 de agosto.
Qualquer mudança vai alterar a
vida de vários participantes e assistidos e precisa ser feita com muita
cautela. Para o Senge-MG é primordial discutir o destino do superávit
do plano antes de qualquer outra
coisa. Tanto o Senge-MG quanto a
Associação de Aposentados da Açominas defendem uma destinação
justa a esse dinheiro. Uma das propostas do Senge é ver as possibilidades de melhoria dos benefícios.
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Categoria elege nova diretoria do Sindicato - Senge-MG