1 O uso de laser de baixa potência no tratamento em desordens temporomandibulares Regiane Ferreira Ximenes1 [email protected] Pós Graduação em Ortopedia e Traumatologia com ênfase em Terapias Manuais – Faculdade Ávila. RESUMO Disfunção temporomandibular caracteriza-se por um conjunto de sinais e sintomas, na qual os músculos mastigatórios, são os mais afetados. Os sintomas principais são: dores nos músculos, limitação de abertura da boca, cefaléia, ruídos articulares e sensibilidade em toda a musculatura do sistema estomatognático e cervical. O objetivo deste estudo foi observar a influência do laser de baixa potência na dor e mobilidade. Materiais e métodos: Trata-se de uma revisão bibliográfica. Foram consultados as bases de dados: MEDILINE,SCIELO e PUBMED. Os termos de busca foram: Lowlevel laser therapy, temporomandibular laser therapy e ATM treatment em inglês e português. Foram encontrados 28 artigos, dentre eles, foram selecionado 16 artigos para a revisão, todos em português. Resultado: Os resultados demonstram que a terapia com laser ameniza de forma satisfatória a dores dos músculos mastigatórios e a mobilidade, porém necessita de mais estudos sobre o tema devido a diversos tipos de DTM. Conclusão: Embora se tenha um resultado satisfatório á controversas na utilização dos parâmetros para cada caso,sendo relevante a realização de mais estudos explicativos sobre esta temática. Palavras chave: Laser semicondutores; Disfunção temporomandibular; e Modalidades de fisioterapia. 1.INTRODUÇÃO A articulação temporomandibular (ATM) constitui uma ligação móvel entre o osso temporal e a mandíbula (ROCABADO,1983, p. 61). Essa articulação pode sofrer alguma desordem em sua fisiologia, decorrente de fatores relacionada á função alimentar, á oclusão dentária ou fatores psicológicos como o estresse (MACIEL, 1998, p.56). As desordens temporomandibulares são definidas como um termo coletivo que envolve um número de problemas clínicos que estão relacionadas com a musculatura mastigatória, as articulações temporomandibulares e estruturas associadas (MCNEIL C,1998, p.32) A disfunção temporomandibular (DTM) corresponde a um conjunto de condições articulares e musculares na região crânio-orofacial que pode desencadear sinais e sintomas como dores na região da ATM, cefaléia, dor nos músculos da mastigação, otalgia, dor facial, limitação funcional, dor cervical, cansaço, limitação de abertura de boca, dor durante a mastigação, zumbido, dor na mandíbula, dentre outros. A somatória ou a exacerbação desses sinais e sintomas acaba por limitar ou mesmo incapacitar o indivíduo em suas atividades fisiológicas (PEREIRA; BERTOLI, 2004-2005 p. 109). Por ser uma patologia complexa, a DTM tem originado diversos tipos de tratamento, sendo o mais eficaz, aquele desenvolvido em conjunto com uma equipe multidisciplinar. Contudo, a laserterapia de baixa intensidade(LBI) tem demonstrado uma capacidade em ¹ Pós Graduada em Ortopedia e Traumatologia 2 auxiliar no tratamento sintomático da dor, promovendo um grau de conforto considerável ao paciente, momentos após a aplicação (CARRASCO, 2008, p. 81). Os lasers de baixa intensidade de emissão vermelha e infravermelha têm sido usados para propósitos terapêuticos ou para bioestimulação desde a década de 1960, por suas características de baixa potência e comprimentos de ondas capazes de penetrar nos tecidos. A Laserterapia ativa os componentes da cadeia respiratória mitocondrial, resultando na iniciação de uma cascata de eventos celulares. Uma vez absorvida pelos tecidos, a radiação laser leva à liberação de substâncias, como histamina, serotonina, bradicinina e prostaglandinas, relacionadas com a dor, bem como pode modificar as atividades celulares e enzimáticas, inibindo-as ou estimulando-as. Além disso, como um efeito secundário ou indiretamente, aumenta o fluxo de sanguíneo e drenagem linfática. Os efeitos terapêuticos do laser são analgésico, efeito anti-infamatório, efeito antiedematoso e efeito cicatrizante. A aplicação do laser na articulação temporomandibular é feita no músculo temporal, no côndilo, região retroarticular, no ângulo da mandíbula, e região de pescoço, (OLIVER;WOLTMANN, 2005). Com tudo, o objetivo deste foi analisar,através de uma revisão literária, a influência do laser de baixa potência na disfunção temporomandibular. 2.METODOLOGIA A busca de artigos foi realizada entre Janeiro e Dezembro de 2013 em MEDLINE Literatura Internacional em Ciências da Saúde, COCHRANE, SCIELO ScientificElectronic Library Online e Database, através dos sítios eletrônicos, Pubmed (www.pubmed.com.br), Google Acadêmico (scholar. google.com. br) com a utilização das palavras-chave ATM e laser, nos idioma português e inglês com data de publicação de 2000 a 2013. Critério de seleção dos artigos: ensaio clínico randomizado comparando o uso do laser com outras técnicas fisioterápicas no controle da dor nas desordens temporomandibulares. 3.RESULTADOS E DISCUSSÃO A busca realizada obteve vinte e oito artigos científicos relacionados ao uso do laser no tratamento da dor na articulação temporomandibular, sendo todos na língua portuguesa, dos quais foram selecionados dezesseis que atenderam aos critérios estabelecidos, se o tratamento de Laser de baixa potência se torna eficaz. Tem sido sugerido e apresentado, na literatura, uma correlação existente entre o laser de baixa potência e disfunção temporomandibular. Através de um estudo randomizado (KATO, 2005, p.130- 135) utilizou um estudo com 18 pacientes, sendo 9 para cada grupo. Comparou um grupo utilizando o Tens e o outro grupo utilizando o laser de baixa potência com comprimento de 904 nm; dosagem de 4 j/cm² e potência de 100 mW num período de 30 dias. A avaliação foi feito por meio de escala visual analógica (EVA) e palpação muscular. Os resultados mostraram decréscimo 3 na escala visual analógica e aumento abertura bucal máxima de ambos os grupos. O grupo de tratamento com laser apresentou alteração significativa em relação ao grupo controle na palpação muscular, sem uso de drogas analgésicas e sem utilizar terapias manuais. Outro estudo (SHINOZAKI, 2006) avaliou a eficiência imediata da LBP em 13 pacientes portadores de dor e disfunção da ATM. O lado mais comprometido pela DTM foi tratado com aplicação do laser, de comprimento de onda de 790 nm, irradiado em quatro pontos na disfunção da ATM, com 1,5 J/cm²; um ponto na região do ouvido externo, com 2,5 J/cm²; em três pontos no músculo masseter, com 3 J/cm²; e três pontos no músculo temporal, com 3 J/cm². Os músculos masseter e temporal, de ambos os lados, foram avaliados eletromiografi- camente antes da LBI, imediatamente a aplicação do laser, 5 e 20 minutos após. Foram observadas reduções das atividades eletromiográficas medidas para todos os tempos, em ambos os músculos masseter e temporal. (FRARE, 2008) Foram estudados 18 pacientes do sexo feminino, com idade média de 27 anos (± 7), com diagnóstico de DTM. Utilizou-se o laser de GaAs (904 nm), 6 J/cm2, 0,38 mW/cm2, área do feixe de 0,039 cm2, com modo de emissão contínua. Realizou-se a aplicação do laser em quatro pontos pré- auriculares e um em meato acústico externo. Para análise do nível de dor dos pacientes, empregou-se a Escala Visual Analógica (EVA) de dor, antes e após a terapia. Para a análise dos dados, empregou-se o teste t de Student, com nível de significância de 5% (p< 0,05). Observando-se redução significativa (p< 0,05) do nível de dor do grupo tratado. A fotobiomodulação laser (GaAs, 904 nm) testada demonstrou ser positiva para o alívio da sintomatologia dolorosa em pacientes com DTM. (ANDRADE, 2008,p. 287-295) Foram estudados 20 pacientes, com disfunção temporomandibular, com 02 grupos de 10 pacientes para cada. No grupo controle foi utilizado laser Arseneto de Gálio de baixa potência com 104 Nm de comprimento e outro grupo foi realizado tratamento de laser junto com terapias manuais. Utilizou escala visual analógica para análise da dor e paquímetro para verificar os níveis de abertura da boca. Os resultados encontrados foram que tanto os pacientes tratados com a utilização de técnicas de terapia manual isolada quanto aos com técnicas associadas à laserterapia de baixa potência apresentaram resultados significativos, porém a associação das técnicas potencializou o tratamento e apresentou resultados mais satisfatórios no controle do quadro doloroso de pacientes com disfunções temporomandibulares. (OLIVEIRA, 2007) Participaram do estudo 14 jovens, gênero feminino, média de idade de 23,79 ± 5, 63 anos, com ausência de doenças e sem uso de medicação analgésica ou anti-inflamatória, com queixa de DTM selecionados pelo Índice Anamnésico de Fonseca (1992) e diagnosticados pelos critérios do RDC/TMD (ResearchCriteriaDiagnostic/TemporomandibularDisorder) apresentando dor crônica miofascial. Após serem esclarecidas a respeito da natureza do estudo e assinarem o termo de consentimento livre e esclarecido, as voluntárias foram tratados com laser AsGa de baixa potência, num comprimento de onda de 904 nm, técnica pontual, contato e área de 1,0 cm2 de dispersão, ângulo de 90 graus, forma contínua, com energia de 3 joules (J). O tempo de exposição foi de 40 segundos, com pontos eqüidistantes de 1,0 cm sobre o músculo masseter, numa freqüência de 3 vezes por semana em dias intercalados, totalizando 10 sessões de tratamento. A dor na DTM e na Cervicalgia foi quantificada pela EVA (escala visual analógica).O tratamento pela terapia por laser de baixa potência 4 foi eficaz na diminuição da dor por promover analgesia e conseqüente relaxamento do músculo masseter, diminuindo a tensão nas estruturas associadas como da região cervical. (SARDINHA, 2005, p.35-65) Em um estudo aonde participaram dois indivíduos, sendo um do sexo masculino, com a idade de 25 anos, e o outro do sexo feminino, com a idade de 20 anos de idade, com sinais e sintomas do tipo grave pelo Questionário e Índice de Fonseca. Tratamento realizado na Clínica Escola de Fisioterapia da UMESP, 2 vezes na semana, durante 3 meses. Foi assinado um termo de consentimento livre e esclarecido, foi colhido os dados gerais e as queixas, medindo a dor pela Escala Visual Analógica (EVA), medida a mobilidade da ATM (abertura e fechamento) com a régua em milímetros e foi feita a avaliação postural (vista anterior e lateral) e de cadeias musculares, utilizando-se fotografias nestes perfis. Os pacientes foram tratados com massagem clássica na face e tronco, pompagens (global, trapézio, esternocleidomastóideo, escaleno), desativação dos pontos de gatilho, exercícios ativos para melhorar a mobilidade da boca e alongamento global (RPG). Foi aplicado laser 904 nm com intensidade de 4j/cm nos músculos masseter e temporal anterior. Observou-se diminuição da dor, melhora do alinhamento e mobilidade da ATMnos dois pacientes. (LOLLATTO, 2006, p. 561-581) Foram selecionados 18 pacientes divido em três grupos. O grupo foi tratado com terapia de laser de baixa potência de 708 nm, 70mW, 15 j/cm. A aplicação foi feita em três pontos ao redor da articulação temporomandibular e nos músculos masseter, temporal, esternocleidomastódeo e trapézio, quando apresentavam sintomatologia dolorosa. O grupo 2 recebeu aparatologia ortopédica funcional de Pistas Indiretas Planas Compostas, e foi avaliado uma vez na semana por duas semanas. O grupo 3 recebeu as ambas terapias concomitantemente. Foi feita palpação cinco minutos antes e após das aplicações e os pacientes responderam a um questionário obedecendo a um escore para avaliação da dor. Comparando antes e após a terapia, o grupo 1 apresentou alívio de dor significativo em maior número de sessões quando comparado ao grupo 3. Houve diminuição dos sintomas dolorosos em todos os grupos, sendo que o grupo 3 foi o que mostrou resultados mais rápidos diminuindo a dor significativamente a dor antes do final do tratamento. (HOTTA, 2006, p. 95) Em um estudo, que foram divididos em dois grupos composto por 10 indivíduos cada, sendo o grupo 1 portadores de sintomas de DTM e o Grupo 2 com ausência de sintomatologia, pareados sujeito a sujeito. A análise eletromiográfica dos músculos masseter e temporal foi realizada em máxima intercuspidação habitual (MIH) contração voluntária máxima e em repouso,através do eletromigráfico Myosytem-Br1 para comprar os resultados antes e após o tratamento de laser nos pontos de acupuntura. As aplicações de laser foram realizadas com o aparelho de laser GaAIAS (Twin Laser, MMOptics) de 708 nm comprimento de onda, 70 mW densidade energética 35 j/cm, nos pontos de acupuntura Ig4, C3, E6, E7, uma vez por semana, em dez sessões. A amplitude dos movimentos da mandíbula, foram mensuradas com régua milimetrada e com a Escala Visual Analógica, respectivamente antes e após cada sessão. Houve resultados eletromiográficos significantes para o masseter na condição clínica de MIH e sintomatologia dolorosa (p>0.01) após aplicação do laser, mas não para os movimentos mandibulares (p=0.05). A atividade eletromigráfica apresentou-se alterada antes e após a aplicação do laser, porém sem correlação com atividade do grupo controle, ou seja, o 5 tratamento promoveu efeito sobre a musculatura sem, no entanto, aproximá-la dos valores obtidos do grupo controle. (MARAFO, 2004) Através de um estudo, foram selecionados dois recursos terapêuticos (laser de baixa potência 830 nm e o ultra-som pulsado) aplicado a dores crônicas provocadas pela DTM. Foram selecionados 10 pacientes que apresentavam dor crônica pela DTM, e que não fratura e/ou luxação recidivante da articulação temporomandibular. Cinco pacientes realizaram tratamento com ultra-som pulsado na frequência de 1,0 MHz com dose de 1,0 W/cm, por cinco minutos; e cinco pacientes, tratamento com laser contínuo em pontos próximos da área de dor, com dose de 4,0 J/cm. Foram realizadas terapia diária, cinco por semana, durante duas semanas. Aplicou-se uma avaliação inicial contendo a Escala Visual Analógica de Dor (EVAD), uma relação de sintomas associados, palpação dos músculos associados e mobilidade articular; essa mesma avalição foi repetida no final do tratamento. Também foi aplicada uma ficha de evolução diária, contendo EVAD, que era aplicada antes e depois da terapia. Nos dez pacientes houve redução da dor no final do tratamento: na terapia com o ultra-som o quadro doloroso diminuiu em 49,2%, e com o laser a diminuição foi de 72,4%. Na evolução diária da dor, o laser apresentou em média uma diminuição em média de 0,8 ponto (na EVAD) contra 1,2 pontos do ultra-som. Estatisticamente, a analgesia provocada pelo laser no final do tratamento foi significante (p=0,0367), enquanto no tratamento com o ultrasom não houve significância (p=0,947); porém na analgesia imediata o ultra-som foi significante (p=0,0002), e o laser não apresentou significância (p=0,0757), sendo assim conclui-se que o laser é mais eficaz na analgesia após o termino do tratamento. (KAJITA, 2006) Em um estudo de caso, em qual o paciente era do gênero feminino, com idade de 19 anos, apresentou-se á clinica indicado pelo ortodontista queixando-se de dor em região de ATM bilateral decorrente de bruxismo. Referia inicio de tratamento ortodôntico com confecção de placa miorrelaxante. O tratamento de fisioterapia era composto de uso de laser de baixa potência (fluência de 4J/cm) em quatro pontos para diminuir o quadro álgico, além de exercícios ativos resistidos e isométricos para fortalecimento e alongamento excêntrico da musculatura facial. Após duas sessões, já referia diminuição da dor, com desaparecimento da sintomatologia dolorosa após oito semanas, onde foi iniciado o tratamento ortodôntico com o aparelho fixo. (FARINA, 2005) Em um estudo realizado em que o propósito do trabalho foi avaliar a terapia laser em baixa intensidade com emissão no infravermelho, associada ou não com placas miorrelaxantes e avaliar: o grau de remissão de dor, abertura de boca e força de mordida, por meio de Eletromiografia de Superfície (EMG). Obtinha quinze pacientes, com DTM de predomínio muscular, foram selecionados e divididos em três grupos: Grupo Laser (GL),Grupo Laser + Placa (LP) e Grupo Controle Placa (P). Em seguida os pacientes responderam a um questionário de dor Visual AnalogueScale-VAS, e foi registrado o grau de abertura de boca medido por meio de um paquímetro digital, antes e após cada irradiação laser. A terapia foi realizada em quatro irradiações com ínten/alo de 48 horas. O laser utilizado foi um diodo de GaAIAs (k= 780 nm) e as doses foram de: 25J/cm em três pontos na Articulação Temporomandibular - ATM, 15J/cm em dois pontos nomúsculo masseter, no músculo pterigóideo medial e em três pontos no músculo 6 temporal. A avaliação eletromiográfica dos músculos masseter e do músculo temporal foi realizada nas primeiras e últimas sessões, assim como a mensuração de potência muscular. E para análise de potência muscular e eletromiografia dos grupos P e LP, placas foram instaladas, com nichos em distâncias predeterminadas pela ponta do gnatodinamometroonde a mesma se adaptava perfeitamente e sempre na mesma posição. De posse das placas, foi registrada a execução das tarefas de mordida (0%-em Repouso, 25%, 50%,75% e 100% Máxima Contração Voluntária-MVC). Ao final das sessões, os dados foram analisados estatisticamente e demonstraram que a associação entre a terapia laser em baixa intensidade pode ajudar significantemente o tratamento de portadores de DTM associando-se ao tratamento com placas miorrelaxantes. (RODRIGUES, 2010) Foram selecionados dez indivíduos que apresentavam DTM associado á dor e estes receberam tratamento com laser de baixa intensidade (LBI) duas vezes por semana, totalizando 8 sessões. No início e ao final do protocolo terapêutico os pacientes foram avaliados quanto á dor, movimentos mandibulares e o reflexo psicossocial. Os resultados mostraram que houve maior prevalênciada DTM com diagnóstico combinado, alterações psicossociais foram prevalentes na população e aumentam em idosos portadores de DTM. O LBI promoveu redução da dor, aumento do movimento da abertura máxima, diminuição da dor muscular na excursão lateral direita e esquerda. Conclui-se que a DTM em idosos é frequente e que o LBI promove melhora da dor e dos movimentos mandibulares gerando efeitos positivos no comportamento psicossocial do portador de DTM. (SANTOS, 2010, p. 294) Uma pesquisa realizada com 50 voluntários, com disfunção têmporo-mandibular, foram divididos em dois grupos (controle e experimental) tiveram as amplitudes dos movimentos de abertura bucal, lateralidade direita e esquerda registrados, antes e após aplicação do laser. Foi registrada, também, a nota de dor do indivíduo através da escala analógica visual de dor e, através do exame físico, os pontos álgicos. Utilizou-se o laser de AsGaAl com potência de 40mW, com 80J/cm², por 16 segundos, em quatro pontos selecionados. Estes quatro pontos seriam aqueles que apresentassem maior nota de sensibilidade/dor entre 17 locais avaliados: cápsula articular (lateral, posterior e superior); masseter (anterior, inferior); temporal (anterior, médio, posterior, origem e inserção); pterigoideo medial e lateral, esternocleidomastoideo (superior, inferior e médio); trapézio (origem e superior), por apenas uma sessão com reavaliação após uma semana. Notou-se que a laserterapia promoveu aumento da média de amplitude dos movimentos mandibulares (p=0,0317) e houve redução significativa (43,6%) da intensidade de dor dos pacientes medida através da escala analógica visual de dor. (VENEZIAN, 2009) Em um estudo com objetivo de avaliar o efeito do laser de GaAIAs (708 nm) na dor á palpação dos músculos masseter e temporal anterior e articulação temporomandibular (ATM), amplitude dos movimentos mandibulares e atividade eletromiográfica dos músculos masseter e temporal anterior em pacientes com disfunção temporomandibular (DTM), com aplicações feitas 2 vezes na semana (durante 4 semanas) e avaliados com a Escala Analógica Visual (EVA) e um paquímetro digital antes, imediatamente após a última aplicação e 30 dias após o tratamento com laser. 48 pacientes com dor miofascial e artralgia distribuídos aleatoriamente entre o tratamento real e 7 placebo, entre doses energéticas de 25 J/cm e 60 J/cm. A eletromiografia de superfície foi realizada em máximo apertamento voluntário em rolos de algodão, e máximo apertamento voluntário em posição intercuspidal antes e após a laserterapia, aonde foi observado que não houve diferença estatística significante na atividade eletromiografica na compração entre os grupos antes e após a laserterapia. Em relação a dor á palpação houve uma diferença signifivatica antes e após o tratamento, aonde a dor articular mostrou melhora no pólo lateral da ATM nos dois grupos. A amplitude de movimento obteve resultado utilizando a dose de 60 J/cm no grupo ativo. (FRANCO, 2011) Em um presente estudo uma paciente do gênero feminino de 35 anos, com relato de apertamento de dentes e diagnóstico de dor muscular e artralgia, foi encaminhada por um cirurgião dentista à Clínica de Fisioterapia da Universidade Paulista, UNIP/Araraquara em busca de avaliação e tratamento complementar. Através de uma ficha de avaliação fisioterapêutica, procedeu-se à coleta de dados por meio de anamnese e exames físicos de inspeção, palpação e amplitude de movimento ADM. A queixa principal da paciente caracterizava-se por dor localizada há mais de 20 anos na ATM esquerda, com duração máxima de até três dias consecutivos. Detectou-se presença de deslocamento de disco com redução na ATM esquerda, dor muscular no masseter direito e ausência de dor durante os movimentos cervicais, bem como, normalidade nos movimentos de protrusão e lateralidade esquerda e direita. Após detalhada avaliação fisioterapêutica, o seguinte tratamento foi proposto: 1. Alongamento passivo nos músculos trapézio e esternocleidomastoideo. 2. Aplicação de laser de baixa intensidade (LLLT) de arsenieto de gálio (AS-GA), seguindo os seguintes parâmetros: 4 J para área da articulação de forma pontual e 8 J na área muscular na forma pontual e varredura, com distância de 1 mm, com modo pulsátil, 1 min. por ponto (Physiolux Dual-Bioset®). 3. Relaxamento facial com técnicas de deslizamento. e 4. Orientação para exercícios caseiros complementares de alongamento ativo da musculatura cervical (extensores, flexores e laterais da cabeça e pescoço) e manutenção do uso noturno da placa oclusal miorrelaxante. A cada início e término de sessão adotouse a escala analógica visual (EAV) como instrumento de avaliação dos resultados, pois a mesma permite a graduação da sensação dolorosa pelo paciente em uma escala de 0 a 10. O mesmo protocolo foi repetido ao longo do tratamento, que consistiu em 10 sessões, realizadas uma vez por semana. Após seu término, reavaliações nos períodos subseqüentes de 15, 30 e 60 dias foram realizadas. Houve redução gradual da sensação dolorosa relatada pela paciente por meio da EAV, no decorrer das sessões. A média de alívio dos sintomas dolorosos foi de 20 % por sessão, alcançando valor 0 (zero) nas últimas semanas. O resultado obtido manteve-se estável por 60 dias após o término do tratamento. (KULEKCIOGLU, 2003, p. 114-118) Fizeram um estudo em 35 pacientes para avaliar a efetividade do laser de baixa intensidade como terapia na desordem temporomandibular. Dentro desse número de pacientes avaliados, 15 receberam tratamento placebo. Todos pacientes foram tratados com 15 sessões de terapia com LILT, englobando “triggerpoints”, movimento articular, dor e número de ruídos articulares. Como resultado, observou uma significativa redução da dor em ambos os grupos. Observando os movimentos articulares, notou também uma significativa melhora nos movimentos de 8 abertura máxima, na lateralidade e no número de pontos hipersensíveis, somente no grupo que houve o real tratamento. A terapia com LILT foi, então, considerada pelos autores uma alternativa física para o tratamento de DTM. (ALMEIDA, 2004, p. 15-19) Afirmou que, com o surgimento dos laseres de diodo, que são dispositivos eletrônicos relativamente simples e de baixo custo, foi possível buscar laseres de baixo custo, com níveis de potência superiores e com comprimentos de onda que pudessem atravessar o tecido mole, sem contudo comprometer a integridade destes tecidos. As aplicações clínicas, do laser de baixa intensidade, estão amplamente difundidas na área médica e odontológica devido às características de alívio da dor, estimulação da reparação tecidual, redução do edema e hiperemia nos processos antiinflamatórios, prevenção de infecções, além de agir em parestesias, paralisias e pósradioterapia ou pósquimioterapia. (MAZZETO, 2010, p. 356-360) Realizou um estudo para avaliar a eficácia da terapia com laser de baixa intensidade (LLLT) sobre a melhoria da mandibular movimentos e sintomas dolorosos em indivíduos com disfunção temporomandibular (DTM). Quarenta pacientes foram divididos aleatoriamente em dois grupos (n = 20): Grupo 1 recebeu a dose eficaz (λ GaAIAs laser de 830 nm, 40 mW, 5J/cm2) E o Grupo 2 recebeu o placebo aplicação (0 J/cm2) posterior e póstero-inferior, duas vezes por semana durante 4 semanas. Quatro avaliações foram realizadas: E1 (antes da aplicação do laser), E2 (logo após a última aplicação), E3 (uma semana após a última aplicação) e E4 (30 dias após a última aplicação). O teste de Kruskal-Wallis mostrou mais significativo melhorias (p <0,01) nos sintomas dolorosos no grupo tratado do que no grupo placebo. Uma melhoria significativa no intervalo de movimentos mandibulares foi observada quando os resultados foram comparados entre os grupos em E4. A aplicação do laser pode ser um apoio terapêutica no tratamento da disfunção, uma vez que resultou na diminuição imediata da sintomatologia dolorosa e aumento da amplitude de mandíbula movimentos no grupo tratado. Os mesmos resultados não foram observadas no grupo de placebo. ( RODRIGUES-BIGATON, 2008) Foram selecionadas 24 mulheres (22,98±1,86 anos) com diagnóstico de DTM, segundo o Research Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (RDC/TMD), sendo 60% com diagnóstico de DTM do grupo Ia e 40% Ia e IIa. As voluntárias foram divididas em dois grupos denominados grupo TENS (GT) e Grupo Alta Voltagem (GAV). Em ambos os grupos as voluntárias receberam dez aplicações da TENS (10Hz modulada em 50%, 200 µs e intensidade no limiar motor) ou da EEAV (10Hz, pulsos gêmeos com 20µs cada e intervalo 100µs interpulsos gêmeos, 100Volts e pólo positivo) duas vezes por semana por 30 minutos. Para mensurar a intensidade da dor, foi utilizada a escala visual analógica (EVA). Para análise estatística, utilizou-se teste t de Student e análise de regressão linear simples. Comparando-se as condições pré e pós TENS observa-se uma redução na intensidade da dor (p<0,05) na maioria das sessões, exceto na sexta, sétima e oitava, enquanto a EEAV reduziu a intensidade da dor (p<0,05) em todas as sessões. Avaliando-se os valores pré-aplicação, os dois recursos diminuíram a intensidade de dor de forma uniforme ao longo das dez sessões (p<0,05). (PORPORATTI, 2009) Utilizaram 12 sujeitos com diagnóstico prévio de DTM segundo os critérios do Research Diagnostic Criteria. O laser terapêutico utilizado foi o Photon Laser III Odontológico, com diodo semicondutor de AsGaAl, com tempo de aplicação de 9 19 segundos, de modo contínuo através da técnica pontual nas regiões dolorosas dos músculos masseter e temporal, 2 vezes por semanas, durante 4 semanas. Estatisticamente houve uma redução significativa na intensidade da dor em todas as sessões, com exceção da primeira. Após a décima sessão e por trinta dias foi observado um aumento de 60% nos limiares de dor à pressão nos músculos masseter e uma diminuição de 70% na intensidade da dor referida. 4.CONCLUSÃO Ao analisar esses dezesseis artigos constata-se uma eficácia desse recurso(Laserterapia) no tratamento da dor no caso das Disfunções Temporo-mandibulares. Pode-se chegar a essa conclusão graças à análise positiva percebida nesta revisão de literatura. Em todos os estudos percebeu-se uma melhora significativa no quadro álgico dos pacientes ou um relato positivo de evolução, também do quadro álgico, na literatura, isso no caso do estudo de revisão. Sendo assim, um método eficaz, não invasivo e de baixo custo para o tratamento desses pacientes, obtendo uma melhor qualidade de vida. Pode-se perceber que a Laserterapia associada a outros tipos de terapias, se torna mais eficaz no tratamento de DTM, melhorando a amplitude, alívio de dor da região temporomandibular e melhora da postura, provando que a fisioterapia pode agir de forma indireta trabalhando na reeducação e restruturação do indivíduo de forma global, podendo que o indivíduo retorne as suas atividades mais rápido possível. Durante a pesquisa realizada pude observar a escassez de números de publicações de Fisioterapeutas sobre o tema, na qual, o número maior de estudos publicados é feito por Odontólogos, sendo que um profissional mais habilitado para o uso de laser para o tratamento de DTM, e agindo de forma indireta associado a outra forma de tratamento é um Fisioterapeuta, sendo um profissional mais habilitado para melhora da qualidade de vida desses pacientes. Em suma pode-se afirmar que o tratamento de dores causadas por DTM com Laserterapia é efetivo e que só depende do conhecimento do profissional para que possa aplicar de modo seguro e satisfatório. 5.Referências Almeida, MG; Pagnoncelli, RM. O Uso do Laser de Baixa Potência no Tratamento das Disfunções Temporomandibulares: Uma Revisão. J. Brasil Oclusão, ATM, Dor Oclusão, ATM, Dor Orofacial Orofacial, Curitiba, v.4, no.13, p.15-19, 2004. Andrade TCC; Frare JC. Estudo comparativo entre os efeitos de técnicas de terapia manual isoladas e associadas à laserterapia de baixa potência sobre a dor em pacientes com disfunção temporomandibular. RGO, Porto Alegre, v. 56, n.3, p. 287-295, jul./set. Bertoli FMP, Antoniuk AS, Bruck I, Santos LHC, Xavier GRF, Rodrigues DCB, Losso EM. Cefaléias relacionadas ás disfunções temporomandibulares em crianças. J Paranaense Ped. 2004;5(4):109-14. 10 Carrasco TG, Mazzetto MO, Mazzetto RG, Mestriner W. 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