Rev01 Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 1 CIDADE DO POVO AGRADECIMENTOS Queremos agradecer ao Estado do Acre representado na figura de seu Excelentíssimo Governador Sebastião Afonso (Tião) Viana Macedo a oportunidade de trabalharmos juntos neste projeto transcendente que marca uma nova etapa em direção à resolução dos problemas ainda centrais da habitação de interesse social no Brasil, posicionando o Estado na vanguarda, com uma nova forma de articular o conjunto de interesses involucrados de maneira inédita. Gostaríamos também de agradecer à Secretaria Estadual de Obras Públicas, em especial Sr. Secretário Wolvenar Camargo Filho, cuja a articulação política e técnica foram fundamentais para tornar possível esta realidade. Agradecemos também ao arquiteto Leonardo Neder de Faro Freire, Secretário Adjunto de Obras Públicas,por seu suporte técnico constante, e com ele a Vinicius, Marcão, Zé Otavio, Leticia Aminete, enfim a todos aqueles que colaboraram na concepção e afinamento do MasterPlan que apresentamos. Este caderno contém todas as informações conceituais necessárias ao desenvolvimento posterior do projeto executivo e para a participação, fundamental dos distintos Secretários do Estado, com os quais contamos para a conformação de uma equipe multidisciplinar necessária para o projeto. São eles que avaliarão o MasterPlan e colocarão à disposição seu conhecimento e recursos para a consolidação do mesmo. E, por último, agradecer ao Sinduscon na figura do Sr. Carlos TakashiSasai, Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre/FIEAC, por assumir o desafio de levar adiante este projeto (quase utópico no seu principio) concretizando-o. Parafraseando à Antônio Machado (poeta espanhol) dizemos “caminhante não há caminho”! faz-se caminho ao andar...” Por último, a cidade apesar de concreta também se modifica com nossas atitudes, todo dia, a cada instante... Há muito por fazer e ficam abertas as portas a todos aqueles que começam a participar hoje, para que sintamos que esta obra é um pouco de todos. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 2 CIDADE DO POVO APRESENTAÇÃO ÍNDICE PARTE I. COMPREENSÃO PARTE II. EXPLORAÇÃO PARTE III. PROPOSTA Localização Acessos Planta conceitual Zoneamento Diretrizes Clima Plano de Ocupação Solo Vegetação Hidrografia Dimensão relativa Altimetria Declividades CRÉDITOS 1. ESTRUTURA VIÁRIA Estrutura Viária Hierarquia Viária Vias Coletoras 4 e 5 Vias Coletoras 2 e 3 Via Coletora 1 e Via local Calçadas Ciclovias Transporte público coletivo Trânsito sustentável 2. REDE DE ESPAÇOS ABERTOS 3. PARQUES E PRAÇAS 4. EQUIPAMENTOS PÚBLICOS Educação Saúde Segurança Comércio 5. RECREAÇÃO 6. MOBILIÁRIO URBANO Iluminação Sinalização urbana 7. INFRAESTRUTURA Águas Energia Resíduos sólidos 8. ARQUITETURA 9. IMAGENS Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 3 CIDADE DO POVO APRESENTAÇÃO Este caderno apresenta o Masterplan desenvolvido pela Terra Urbanismo para o Governo do Acre, referente à área da Fazenda Feltrini, localizada na porção sudeste do município de Rio Branco. Próxima ao Estádio Arena da Floresta, a região se caracteriza por uma ocupação desordenada, com a presença de galpões industriais e grandes vazios urbanos. A população habitante é predominantemente de baixa renda familiar. A área de aproximadamente 7.040.000 m² é significativa para a cidade de Rio Branco tendo cerca de 1/3 de seu território inserido em zona de expansão urbana. A área se estrutura geograficamente pela presença do igarapé da Judia e de diversos igarapés que nele desaguam. A mata ciliar a ser preservada segundo legislção constitui elemento referencial de projeto dos espaços públicos urbanos integrados ao meio ambiente. Este Master Plan tem como objetivo orientar e direcionar os novos rumos de ocupação planejada para a gleba em estudo, através de uma análise cuidadosa das características da área e de seu entorno, levando em consideração as exigências das legislações vigentes, das restrições ambientais e as expectativas do governo, empreendedores e da população. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 4 CIDADE DO POVO Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 5 CIDADE DO POVO PARTE I. COMPREENSÃO Esta etapa corresponde aos estudos e pesquisas realizados que visam compreender o território e o programa a fim de definir diretrizes arquitetônicas e urbanísticas adequadas ao contexto socio-econômico e geográfico. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 6 CIDADE DO POVO COMPREENSÃO localização Localização: ACRE Acre em números* Área total 16.422.136,05 ha População 733.559 hab. PIB 0,2% (dado de 2004) Densidade demográfica 4,18 hab./ km² Clima Equatorial Hidrografia Rios principais: Juruá, Tarauacá, Muru, Envira, Xapuri, Purus, Iaco, Acre * Fonte: IBGE Mapa do Acre: Localização de Rio Branco Abaixo: fotos da região Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 7 CIDADE DO POVO localização COMPREENSÃO Ampliação do perímetro urbano Com o crescimento no setor de serviços e o desenvolvimento industrial, fica evidente a necessidade do crescimento espacial da cidade de Rio Branco. Conforme diretrizes do Ministério das Cidades, para implementação de habitações de interesse social, a intenção de nos próximos 5 anos finalizar cerca de 11.000 celulas habitacionais , levando em consideração certos fatores como o alto valor de terras, o esgotamento fisíco de áreas na malha urbana existente, a localização do lixão, áreas de alagamento, recuperação de áreas verdes, entre outros. Novos eixos estruturantes devem delimitar oito novas áreas habitacionais interligadas por um anel viário a leste de Rio Branco. “Fonte: Plano municipal de Habitação de Interesse Social de Rio Branco Autor: José Otávio Francisco Perreira Esquema de ampliação do perímetro Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 8 CIDADE DO POVO localização COMPREENSÃO Localização: RIO BRANCO Rio Branco* Área total 8.835,675 km² População (2010 estimativa) 336.038 hab. Densidade demográfica 38,03 hab. /km² Hidrografia Rios Acre e Purus * Fonte: IBGE Zoneamento rural 9 CIDADE DO POVO localização COMPREENSÃO Identidade da área e acessos A área está inserida em uma das regiões de maior crescimento de Rio Branco, ligada por eixos viários de grande importância, com fácil acesso ao centro da cidade. Avenida Chico Mendes possui caráter comercial e de seviços e a Rodovia BR-364 possui uma rede de galpões industriais e logístico que constitui sua identidade e principal vocação. Imagens de referência local Imagens de referência *fonte . Jornal de todos os acrianos A TRIBUNA Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 10 CIDADE DO POVO localização COMPREENSÃO Localização: EQUIPAMENTOS PÚBLICOS Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 11 CIDADE DO POVO zoneamento COMPREENSÃO Zoneamento Plano Diretor: LEI Nº 1.661 DE 27 DE OUTUBRO DE 2006 Zona: APH (Áreas de Promoção de Habitação) Uso Permitido: R1, R2, R3, R4 e R5 e CSI Uso Permitido: R1, R2, R3, R4 e R5 e CSI Taxa de Ocupação: 50% Coeficiente de proveitamento: 6 (não se contabiliza as áreas cobertas para estacionamento) Taxa de permeabilidade: 30% Recuos: frontal: 3m para os usos r1 e r2; 5m para os demais usos habitacionais. Mais que 03 pavimentos, utilizar a fórmula r=h altura) – v(caixa da via), sendo 5<r<10. Admite-se o recuo frontal para estacionamento. -laterais: com numero de pavimentos menor que 3= 1,50m de recuo. outras exigências : cota mínima de soleira: 135 m. Não parcelar acima de 30% e acima de 15% somente com laudo geotécnico. Zoneamento urbano Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 12 CIDADE DO POVO clima COMPREENSÃO Clima O clima é equatorial, com temperaturas oscilando entre 25°C e 40°C nos dias mais quentes do ano. As sensações térmicas, porém, ultrapassam 40°C, fazendo com que Rio Branco esteja entre as 10 capitais mais quentes do Brasil. Situada a 153 metros de altitude, as menores temperaturas ocorrem à noite, com registros frequentes de 22°C nas madrugadas. O período compreendido entre os meses de dezembro e março corresponde à época mais quente do ano, com máximas acima de 40°C e ocorrência de queimadas. Nos fenômenos de friagem, que podem se suceder entre maio e agosto, registram-se temperaturas baixas para os padrões regionais (por volta de 15°C). Em julho de 2010, devido ao fenômeno, foram registrados recordes de temperaturas mínimas. No dia 17 a mínima foi de 12,1°C e no dia 19, 9,8°C. Esse fenômeno, porém, é raro e pontual, de curta duração. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 13 CIDADE DO POVO solo COMPREENSÃO Solo Cerca de 90% dos sedimentos da Bacia do Acre são de idade terciária de origem continental fluvial, tendo sido estudados sob denominações diversas, como a Formação de Pebas Manaus, Puca e Rio Branco. Delas a mais conhecida é a Formação Solimões. A Formação Solimões é composta por sedimentos típicos de planície de inundação, apresentando estratificações cruzadas, estrutura laminar em argilitos, siltitos acamados e em lentes, arenitos finos e grosseiros em lentes ou interditados com siltitos e argilitos, etc. A análise feita pelo Radambrasil folha de Rio Branco evidência a presença de cinco associações de solos que recobrem os arredores de Rio Branco: - Latossolo vermelho amarelo distrófico com características marcantes de óxido hidratados de ferro, alumínio e variável proporção de argila. São solos concrecionários lateríticos de textura argilosa; - Podzólico vermelho amarelo eutrófico, tem como sedimentos predominantes, argilitos, siltitos argilosos carbonatados. Não são hidromorfos, e são caracterizados por apresentar um horizonte B textual com frações argilosas; - Podzólico vermelho amarelo álico, são solos de profundidade média, bem arenado e com grau de estrutura fraca e moderada, na forma geralmente granular. Possui alto grau de acidez e presença de alumínio; - Solos hidromórficos gleyzados eutróficos e álicos, são desenvolvidos sobre sedimentos recentes (quaternário) de textura argilo-siltosa, com cores influenciadas pelo processo de redução do ferro e pela saturação com a umidade; - Solos hidromórficos gleyzados eutróficos, solos que foram originários a partir dos sedimentos da Formação Solimões no período pliopleistoceno. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 14 CIDADE DO POVO vegetação COMPREENSÃO Vegetação O mapeamento da vegetação do Acre mostra a ocorrência de três Regiões Fitoecológicas ou Tipos de Vegetação, ainda bastante conservadas: Floresta Ombrófila Densa (Floresta Tropical Pluvial), Floresta Ombrófila Aberta (Faciações da Flores Ombrófila Densa) e Campinarana (Caatinga da Amazônia, Caatinga-gapó e Campina da Amazônia). Além desses principais Tipos de Vegetação ocorrem também Áreas de Tensão ecológica ou Contatos Florísticos; no caso, o contato, na forma de encrave, é da Campinarana com a Floresta Ombrófila. As feições florestais, entretanto, apresentam amplo domínio. Cada Região Fitoecológica é composta por formações e subformações, de acordo com a fisionomia e o ambiente onde se encontram. Assim, a Floresta Ombrófila Densa mostra as formações Aluviais, das Terras Baixas e Submontana, cujas subformações ora se apresentam com fisionomia de árvores emergentes, ora com dossel uniforme. A Floresta Ombrófila Aberta, considerada a principal Região Fitoecológica da área, ocorre com as formações Aluvial e das Terras Baixas, destacando fisionomias ou subformações onde ora predominam bambus, ora palmeiras, e as vezes cipós. A Campinarana, de ocorrência bem mais restrita, apresenta-se com fisionomias variando de Gramíneo-Lenhosa a Floresta. As Áreas Antrópicas destacam-se por serem utilizadas para Pecuária (pastagem), a principal atividade agrícola do estado. Embora com pouca representação, a Vegetação secundária é uma tipologia muito frequente, ocorrendo de forma associada, em praticamente toda as áreas ocupadas por pastagens e principalmente, ao longo das ocupações ribeirinhas, nas planícies dos principais rios da região, onde se alterna com feições florestais naturais e tratos agrícolas de subsistência. Fonte: cartas 1:250.000 do manual Técnico da Vegetação Brasileira - IBGE Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 15 CIDADE DO POVO COMPREENSÃO hidrografia Restrições De acordo com a Legislação Municipal e Estadual, a área de estudo possui restrições para sua ocupação definidas pelas APPs e nascentes,que juntamente com aglomerações de mata nativa formam uma borda na parte sul do território e criam uma barreira natural e um parque linear. As castanheiras distribuídas na gleba estão sob proteção ambiental. O aquifero de Rio Branco sempre foi relegado a segundo plano, devido ao baixo potencial para exploração desse recurso, porém no Distrito II da capital, essa possibilidade vem sendo explorada atraves de poços tubulares rasos, perfurados a trado, com captação por sistema de ponteiras para fins comerciais. Através de análises, o aquífero de Rio Branco foi caracterisado como “Confinado Drenante”, ou seja a camada acima dos sedimentos anerosos é semi-permeável, possuindo uma baixa capacidade de infiltração direta da água na superficie mas não tão impermeavel como a camada abaixo. A ocupação dessa área ainda precisa ser rigorosamente regulamentada, até então obedecendo a legislação ambiental e urbana pertinente e deverá constar nos anais do plano diretor municipal. Fonte: Plano municipal de HIS de Rio Branco. José Otávio Francisco Parreira Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 16 CIDADE DO POVO altimetria Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 COMPREENSÃO 17 CIDADE DO POVO declividades COMPREENSÃO Declividades Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 18 CIDADE DO POVO COMPREENSÃO dimensão relativa A área da gleba, possui 7.035.878,46m², equivalente em relação a Sena Madureira, Senador Guiomard e tem praticamente o mesmo tamanho de Cruzeiro do Sul. Estima-se que a área abrigará aproximadamente 60 mil pessoas e 11 mil casas, uma proporção equivalente a uma cidade de pequeno porte com toda a infraestrutura para favorecer essas pessoas. Programa: - Área da Gleba - 7.035.878,46m² - Habitações de interesse social - 11.000 casas - População - 60.000 pessoas Infraestrutura básica ETE. Estração de Tratamento de Esgoto ETA. Estação de Tratamento de Água Distribuição de energia Coleta de Lixo Transporte Cruzeiro do Sul Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 Senador Guiomard Sena Madureira 19 CIDADE DO POVO memorial de projeto COMPREENSÃO Áreas Impermeáveis Serão implantadas aproximadamente 10.500 habitações de interesse social com terrenos de aproximadamente 175m² e área construida baseado na implantação do programa de moradia minha casa minha vida Serão necessários 1.040.964,76m² de área impermeável das casas, levando em consideração uma taxa de ocupação (T.O) de 0,5 por lote e 1.342.811,69m² para áreas impermeáveis de vias e passeios Gráfico de impermeabilidade Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 20 CIDADE DO POVO memorial de projeto COMPREENSÃO Saneamento Básico Para uma cidade de 60.000 pessoas, deve-se levar em conta toda a infraestrutura para suprir necessidades básicas como: Estação de tratamento de esgotos Deve-se obter através de cálculos, a quantidade de detritos sólidos gerados por pessoas ao dia, definindo a dimensão da ETE para suprir as necessidades da gleba. Estação de tratamento de água Em média uma pessoa consome cerca de 5 litros de água potável por dia, para uma cidade de 60.000 pessoas, obtem-se uma média de 300.000 litros de águas apenas para o consumo Alem do consumo, deve-se levar em conta os gastos como banho, lavar roupas, a casa, carro e etc. Para calcularmos a dimensão da estação de tratamento de água o objetivo é encontrar meios sustentáveis para abastecer uma cidade de 60.000 pessoas de forma a não prejudicar a estrutura de abastecimento de água da cidade de Rio Branco ETA - Estação de Tratamento de Água ETE - Estação de Tratamento de Esgoto Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 21 CIDADE DO POVO COMPREENSÃO memorial de projeto Energia Em relação ao consumo de energia de uma cidade de pequeno porte, deve- se levar em consideração o padrão das residências a ser definido pelo programa a ser implantado, a proposta estabelece que serão habitações de interesse social e por isso pode-se deduzir que o consumo de uma residência seria uma variação de 230 a 250 Kw/h, onde o maior consumo seria por conta do chuveiro elétrico (73 a 75 kw/h) e iluminação (40 a 45 kw/h) devendo levar em conta também os costumes e quantidades de membros por família. Considerando o consumo médio por residência de 240 kw/h, em uma cidade com 11,000 casas, teriamos um consumo de 2.640.000 kw/h Pensando na questão da sustentabilidade, o objetivo é buscar alternativas viáveis e econômicas a serem implantadas. Quadro de consumo para uma casa econômica Aparelhos elétricos CHUVEIRO ELÉTRICO GELADEIRA DE UMA PORTA LÂMPADA INCANDESCENTE – 40 W TV EM CORES CRT – 29? COMPUTADOR DESKTOP LÂMPADA FLUORESCENTE COMPACTA 23 W MULTIPROCESSADOR LÂMPADA FLUORESCENTE COMPACTA 15 W LÂMPADA FLUORESCENTE TUBULAR 20W LAVADORA DE ROUPAS FERRO ELÉTRICO AUTOMÁTICO LÂMPADA FLUORESCENTE COMPACTA 11W ESTABILIZADOR 300 VA (CONSUMO INTERNO) MONITOR LCD 15 “ GRILL/SANDUICHEIRA SECADOR DE CABELOS PEQUENO RÁDIO RELÓGIO APARELHOS EM STAND BY MODEM ADSL RÁDIO ELÉTRICO PEQUENO LIQUIDIFICADOR APARELHO DE SOM PORTÁTIL VÍDEOGAME BATEDEIRA FURADEIRA CARREGADOR DE PILHAS DVD PLAYER FOGÃO A GÁS COMUM ALISADOR DE CABELOS BARBEADOR/DEPILADOR/MASSAGEADOR IMPRESSORA DESKJET PEQUENA Quantidade 1 1 3 1 1 3 1 3 2 1 1 3 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 Consumo mensal (kWh) 73,50 29,70 18,00 16,50 12,00 10,35 8,40 6,75 6,00 6,00 5,00 4,95 4,80 4,80 3,75 3,60 3,60 2,85 2,40 2,40 1,35 1,20 0,90 0,38 0,35 0,25 0,20 0,18 0,08 0,06 0,05 TOTAL 230,35 Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 22 CIDADE DO POVO memorial de projeto COMPREENSÃO Lixo De acordo com a OMS (organização Muldial de Saude) o lixo está ligado diretamente ao fatores sociais de cultura. Em uma comunidade carente, a média anual gerada por uma residência de 3 a 4 pessoas é de 400 a 550Kg/ano e em uma comunidade com classe social elevada está em 700 a 850kg/ano levando para a proporção de uma cidade de 60.000 pessoas por ano, a um valor médio de 500kg ano/ casa temos um total de 30.000.000kg/ ano na cidade toda. Um dos fatores importantes que podem alterar drasticamente esse numero é a questão da conscientização ecologia, como a separação dos lixos recicláveis e investimento em uma ação de coleta de lixo selecionados, reaproveitando todo o material reciclável e projetando dentro das normas sanitárias, áreas para aterro de lixo orgânico. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 23 CIDADE DO POVO memorial de projeto COMPREENSÃO Transporte Um tema de grande importância está vinculado ao meio de transporte. Uma avaliação rápida da quantidade de pessoas se deslocando da gleba para o centro de Rio Branco chegaria a um numero em média no horário de pico de aproximadamente 15.000 a 20.000 pessoas, o que geraria um grande transtorno se não houver uma estrutura adequada para tal problema . Haverá um grande investimento no transporte coletivo, implantando uma linha de veículos que abrange todas as pessoas da cidade e ofereça o conforto e a praticidade, buscando sempre um tempo hábil a favorecer todos. Existem várias alternativas para tal questão, variando de ônibus a VLTs onde ambos podem utilizar de fontes de combustiveis ecológico e fácil manutenção. Outra alternativa seria a adequação das vias com implantação de ciclovias, desde a área proposta até a região central da cidade de Rio Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 24 CIDADE DO POVO Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 25 CIDADE DO POVO PARTE II. EXPLORAÇÃO Esta etapa do compreende as primeiras definições projetuais para a urbanização do território, baseando-se nos dados colhidos durante o período de compreensão do território para criar diretrizes coerentes. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 26 CIDADE DO POVO Diretrizes e acessos EXPLORAÇÃO A leste da gleba, a Prefeitura propõe uma diretriz viária que funcionará como anel viário, cujo intuito é conectar diversas áreas da cidade de Rio Branco. A oeste, outra diretriz conecta a gleba à Av. Chico Mendes, contornando a App dentro a área proposta Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 27 CIDADE DO POVO EXPLORAÇÃO Concepção do Projeto - centralidade baseada em um raio de caminhabilidade de no máximo 500m - São criadas vias estruturadoras garantindo mobilidade no empreendimento - Outras subcentralidades são geradas com o mesmo raio de caminhabilidades, criando assim quatro núcleos de suporte destinados a servir 15.000 pessoas cada um. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 28 CIDADE DO POVO EXPLORAÇÃO diretrizes Condicionantes e potencialidades Determinados os acessos da área proposta, são traçados eixos viários, sempre respeitando as restrições da legislação. No eixo do acesso principal pela rodovia BR-364, concentra-se um núcleo institucional com ênfase nos equipamento de educação. Ao longo da área de mata e do Igarapé da Judia, constitui-se um parque linear com uma via parque que percorre toda a sua extensão, que se consolida como um eixo estrutural importante no projeto. Nos cruzamentos dos eixos propostos, implantam-se núcleos institucionais com serviços diversos, comércio e abrange um raio de até 600 m. - Áreas verdes pré definidas áreas de igarapés APPs Matas - Definindo as áreas verdes, surgem as áreas de aproveitamentos, para a implantação do projeto Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 29 CIDADE DO POVO EXPLORAÇÃO plano de ocupação PLANO DE OCUPAÇÃO GRÁFICO PERCENTUAIS Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 30 CIDADE DO POVO Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 31 CIDADE DO POVO PARTE III. PROPOSTA Esta etapa consolida determinações do processo de exploração através de desenhos de vias, quadras, habitações, além da definição de padrões, normas e partidos arquitetônicos e urbanísticos adotados. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 32 CIDADE DO POVO planta conceitual Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 PROPOSTA 33 CIDADE DO POVO ESTRUTURA VIÁRIA Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 34 CIDADE DO POVO estrutura viária PROPOSTA O fluxo de veículos é baseado em uma grelha que otimiza as conexões entre espaços e prorizando os meios de locomoção não motorizados para destinos mais próximos. A rede viária, além de definir destinos de maneira clara, assimila o trânsito sustentável, possível pela oferta de comércio e serviços locais distribuídos equitatimente pela área ocupada. De forma a hierarquizar o sistema viário, temos uma divisão de vias de acordo com seu fluxo e função dentro da rede. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 35 CIDADE DO POVO estrutura viária PROPOSTA Hierarquia viária A criação de um sistema viário hierárquico, organizando as intensidades de fluxo urbano, reduz o investimento na implantação e diminuindo o impacto ambiental. Foram definidos os seguintes tipos básicos de via: 1. Vias Arteriais - São as artérias principais, que recebem o maior fluxo de mais alta velocidade. Estabelecem o acesso à cidade e interligam os bairros, Além de organizar o transporte coletivo e o surgimento de novos bairros. 2. Vias Parques - Margeando a ocupação urbana, têm uma relação direta com o parques, criando visuais, áreas de permanência e de lazer. São uma transição entre a área efetivamente ocupada e a área preservada, garantindo sua posição de borda e sua zona de amortecimento. 3. Vias Coletoras - Se contrapõem e absorvem o tráfego das vias arteriais, além de coletar e distribuir o fluxo interligando-se às vias e aos centros locais. 4. Vias Locais - Organizam principalmente o uso residencial e suas ligações com as demais vias. São intencionalmente mais estreitas, induzindo a diminuição da velocidade do trânsito. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 36 CIDADE DO POVO estrutura viária PROPOSTA Vias coletoras tipo 4 e 5 Vias de trânsito rápido com corredores de ônibus, atende todas as super quadras e tem ligação direta com os acessos à gleba. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 37 CIDADE DO POVO estrutura viária PROPOSTA Vias coletoras 2 e 3 Vias coletoras de média velocidade, liga as superquadras com as vias coletoras de transito rápido (arteriais e via parque). Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 38 CIDADE DO POVO estrutura viária PROPOSTA Vias Coletora tipo 1 e Local São vias de tráfego lento que promovem acesso às residências. Têm perfil mais estreito, condizente com a demanda e com o índice de velocidade proposto. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 39 CIDADE DO POVO estrutura viária PROPOSTA Calçadas - Calçadas das áreas residenciais devem ter no mínimo 2,00 m - Calçadas da área comercial devem ter no mínimo 2,50 m de largura no espaço reservado para pedestres, tendo largura total variando entre 4,5 me 6,5 m. - Acessibilidade universal deve abranger toda a área de circulação do território. Faixas de Pedestres - Distintos padrões de pavimentação nos cruzamentos de duas ruas podem ser usados para articular zonas de travessia segura para pedestres. Pavimentação e Materiais - A pavimentação em todas as calçadas públicas deverão utilizar de materiais locais, como pavimentadas em concreto. - As unidades de pavimentação devem incluir uma variedade de tamanhos com a unidade principal medindo aproximadamente 0,5 m de largura e 1,0 m de comprimento. - A utilização de cores diferentes para as unidades de pavimentação é incentivada, garantindo a definição dos espaços segundo o seu uso: veículos, ônibus, bicicleta, pedestres. - Os pavimentos serão assentados em uma cama de areia. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 40 CIDADE DO POVO estrutura viária PROPOSTA Ciclovias - Um sistema de ciclovias é proposto para ser executado ao longo de ruas e trilhas de lazer nos parques e praças. - As ciclovias são designadas ao decorrer de todas as vias arborizadas e ruas primárias do desenvolvimento. - As trilhas de bicicletas e de corrida (dentro dos parques) devem ter de no mínimo 2,50 m. - Ciclovias junto com faixas de área verde nas vias publicas, deve ser de no mínimo 1,60 m. - Bicicletários públicos são previstos em pontos estratégicos no centro da cidade, centro de bairros, parque linear e em todos os espaços públicos. Estratégias sustentáveis - Usar pavimento colorido para diferenciar superfícies permeáveis e ciclovias. Quando possível separar as ciclovias do tráfego de veículos e pedestres através do uso de paisagismo. Marcações de pavimento e sinalização de alta visibilidade devem ser usados para indicar zonas de bicicletas e de carros para alertar. - As trilhas de bicicleta devem ser sombreadas por árvores e vegetação nativa. Deve-se considerar a incorporação de elementos de resfriamento evaporativo linear ao longo dos trajetos de bicicleta. - Incorporar um projeto de sinalização no sistema de trilhas para fornecer informações, bem como indicar direções. Bicicletários devem ser instalados em intervalos regulares, especialmente na proximidade de locais de interesse, perto de instalações recreativas e público. Imagens de ciclovias e biciclet[arios Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 41 CIDADE DO POVO estrutura viária PROPOSTA Transporte público coletivo Propõe-se que o transporte público intermunicipal seja classificado em duas categorias: VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e Ônibus. Ambos percorrem a BR 364 tendo uma parada no Terminal Intermodal na entrada da Cidade do Povo. De lá os passageiros podem pegar o Ônibus Circular Elétrico Intramunicipal, ou seus veículos particulares: carro, moto e bicicleta, que estacionam em área reservada nas proximidades do terminal. O Circular realiza um trajeto quase coincidente com o perímetro projetado da cidade. Suas paradas estão equidistantes de aproximadamente 300m, de maneira a possibilitar trajetos menos demorados para pedestres. A hierarquização do transporte em: Inter e Intramunicipais, busca otimizar os trajetos percorridos, reduzindo percursos e aumentando a frequência dos veículos. Transporte de cargas Para que não haja veículos pesados de carga circulando na cidade, propõe-se que um depósito seja instalado logo na entrada da mesma. Assim, as cargas trazidas de fora da cidade devem ser depositadas e transportadas por veículos mais leves aos seus destinos finais. Uma possibilidade é a utilização de caminhões elétricos, não poluentes e menos agressivos à população e meio-ambiente. Conceitos norteadores 1. Pensar e planejar os meios de transporte e percursos possíveis é uma medida que visa favorecer o uso dos modos de deslocamentos alternativos aos carros e caminhões pesados (transporte coletivo, bicicleta e caminhada) racionalizando os trajetos diários. 2. Essa medida implica disponibilizar veículos de qualidade, que ofereçam conforto e eficácia no trajeto, a preços acessíveis, e que poluam o menos possível (em termos sonoros e de emissão de CO2). Abaixo: VLT projetado para Brasília À direita: Caminhão Elétrico desenvolvido pela Itaipu Binacional e Iveco. Possui autonomia para percorrer 100 km. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 42 CIDADE DO POVO estrutura viária PROPOSTA Trânsito sustentável A opção por incentivar transportes menos agressivos ao meio ambiente, como os meios coletivos, a bicicleta e o caminhar, foi responsável pela definição do desenho do Plano de Ocupação, de suas vias e distribuição de programas. Essa resolução impõe as seguintes diretrizes: - Incentivar meios de transporte alternativos para promover a saúde, diminuir a poluição e reduzir o consumo energético. - Fornecer instalações comunitárias como paradas de ônibus, ciclovias e bicicletários. - Ciclovias claramente definidas. Apoiar e incentivar a bicicleta como meio de transporte diário, garantindo através do projeto das vias segurança e abrangência de todo o território. - Aumentar a segurança no uso de bicicletas pela incorporação das “bikeboxes”. Criar ciclovias e trilhas de bicicleta que conectem os bairros. - Equipamentos urbanos: as paradas de ônibus devem ser projetados visando a proteção dos passageiros das intempéries; sistema de arrefecimento como resfriamento evaporativo; torres eólicas e lajes radiantes. - Capacidade de estacionamento não deve exceder os requisitos mínimos de zoneamento local. - Dedicar 5% do estacionamento para veículos de baixa emissão e baixo consumo de combustível . - Considerar os padrões normatizados de tráfego de pedestres. - Minimizar área pavimentadas ou impermeáveis e maximizar pisos permeáveis. - Considerar o uso de revestimentos de asfalto permeável e concreto leve para estradas, superfícies de estacionamento, vias de pedestres, ciclovias e passarelas e prever uso de materiais de cores claras (índice Reflectivo Solar> ou = 29). - Abundância de árvores para maximizar o sombreamento do pavimento. Usar espécies nativas ou espécies naturalizadas. - Devem ser previstas instalações para irrigações que utilizem água pluvial. - Incentivar e melhorar a Caminhabilidade para pedestres - Incorporar assentos e mobiliário urbano em espaços públicos e em toda rede viária. - Fornecer energia de iluminação adequada e eficiente nos espaços públicos. - Usar materiais ambientalmente preferíveis na rede viária, como materiais reciclados, de reuso e locais. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 43 CIDADE DO POVO REDE DE ESPAÇOS ABERTOS Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 44 CIDADE DO POVO rede de espaços abertos PROPOSTA A presença dos vários igarapés proporciona uma possibilidade excepcional para a geração de uma rede de espaços abertos, interconectados, que se distribuem por toda a cidade, o que assegura uma grande porcentagem de área verde e a criação de um corredor ecológico que permite a preservação do ecossistema local. Estes espaços, além de permitirem a geração de parques lineares e praças de diferentes categorias, facilitam uma intervenção simples de sistemas de filtragem e manejo de águas pluviais, permitindo sua captação e retenção para reuso. Diretrizes: - Todos os espaços abertos públicos e privados incluindo sistemas de parques, praças de bairros e quadras devem se localizar segundo definição do MasterPlan. - As atividades privadas desenvolvidas nos espaços abertos devem ser regulamentadas. - Os espaços abertos deverão ser utilizados para fins sociais, recreativos e manejo das águas e/ou para fins de preservação ambiental. - Os espaços abertos deverão ser desenvolvidos respeitando as legislações ambiental, estadual e federal vigentes para criar um ambiente seguro dentro da comunidade. - Os usos permitidos em cada uma das áreas deverão ser apropriados ao caráter do espaço aberto contemplando sua topografia, tamanho e vegetação existente. - O desenvolvimento dos espaços abertos inclui: - Parque linear do Igarapé da Judia; - Parques dos igarapés; - Praças de centros de bairros; - Praças de centros de Superquadras. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 45 CIDADE DO POVO PROPOSTA rede de espaços abertos Paisagismo Sustentável Deve se entender a PAISAGEM como uma conjunção dos fatores: forma da terra, ecossistema e cadeia de espaços abertos. A reintrodução de paisagens naturais é uma tendência que exige planificação e desenho nas diferentes escalas, contribuindo ao restabelecimento do habitat natural, conservação de espécies e educação ambiental. O Paisagismo Sustentável se baseia na conservação, proteção, reestruturação e recriação dos ecossistemas naturais; contribuindo ao equilíbrio do sistema ambiental e à geração de corredores ecológicos. Propõe-se “pensar globalmente para atuar localmente” indo assim do geral ao particular, dominando diferentes escalas de trabalho. Assim sendo, o primeiro passo sé a realização de uma análise prévia da área, o que permite: - identificar oportunidades de captação, tratamento e reuso das águas pluviais e tratamento de esgoto; - considerar os cursos d’água como guia para o traçado de parques assim como para sua avaliação na definição de sistemas de infraestrutura sanitária (lagoas de oxidação, etc); - determinar o domínio da vegetação existente que ajuda à interceptação das precipitações, gera evapotranspiração, infiltração e filtração de poluentes; 7. Nas áreas de recreação infantil, utilização de superfícies permeáveis claras de material que amorteça possíveis quedas, como a borracha. Os materiais do mobiliário e dos equipamentos deverão ser recicláveis e ter igualmente cores claras. 8. Paisagismo com uso eficiente d’água: - avaliar as potencialidades, possibilidades de manutenção e melhorias; Cultivo exclusivo de espécies nativas ou adaptadas à região, que só requerem poda e manutenção, sem necessidade de água adicional, de preferência produtos de viveiros municipais. - revelar espécies, assim como áreas sensíveis e elementos da paisagem a preservar. O sistema de regas, quando for necessário, deve utilizar água pluvial, não potável. O projeto dos espaços abertos se baseia nas seguintes premissas: 1. Definição de espaços abertos distantes entre si de percursos curtos a serem feitos confortavelmente a pé. 9. Uso da técnica de geração de ilhas de mitigação do calor para melhorar o conforto térmico nos espaços abertos, protegendo o ecossistema local e reduzindo os custos de energia de resfriamento para os prédios próximos. 2. Grande variedade de parques e espaços abertos fornecida dentro de um raio de cinco minutos a pé em todos os bairros. 3. Promoção de atividades físicas em áreas verdes e amplas, cooperando com uma melhoria na qualidade de vida dos cidadãos. 4. Consolidação de áreas e caminhos sombreados dentro dos bairros e vias arborizadas para incentivar o movimento de pedestres e o uso da bicicleta. 5. Sombreamento de todos os caminhos de pedestres com árvores nativas e plantas que requeiram mínima irrigação e manutenção. 6. Redução das áreas com pavimento impermeável a fim de otimizar o escoamento das águas pluviais e impedir a geração de ilhas de calor. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 Imagens de referência: igarapés, áreas sombreadas para caminhada e paisagismo de parques. 46 CIDADE DO POVO PARQUES E PRAÇAS Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 47 CIDADE DO POVO parques e praças PROPOSTA Diretrizes Gerais Paisagismo O projeto de paisagismo deve prever o cultivo de espécies nativas de produção local, na busca da preservação dos igarapés e da sua integração com os parques fluviais e com a cidade. Para isso prevê-se a reflorestação das áreas degradadas e a implantação de jardins naturais. Dessa maneira, serão geradas áreas sombreadas ao longo dos caminhos e das ciclovias. Além disso, para promover o uso intenso das áreas verdes e a necessidade da sua manutenção, sugere-se a instalação de mobiliário urbano, como bancos, pérgolas, equipamentos para ginástica, etc. Sistemas de bio-filtragem e manejo de águas pluviais Sugere-se a implantação de lagoas de retenção em diversos pontos dos igarapés para o controle das águas. Para isso é necessário empregar um sistema eficiente de captação das águas pluviais, além da contínua dragagem dos sedimentos. Vias públicas do contorno Propõe-se o tratamento paisagístico ao longo de todas as vias públicas, de modo a manter uma arborização farta e jardins lineares que separam os pedestres dos veículos. Caminhos Preve-se a implantação de caminhos de pedestres e ciclovias ao longo do parque, além da adoção do conceito da Acessibilidade Universal em todos os espaços públicos. Materiais Sugere-se o emprego de pavimentos permeáveis nas vias, para que o fluxo das águas pluviais seja conduzido diretamente para a terra, onde estão assentados. Em geral, deve-se priorizar o uso de materiais de produção local. Recreação Ao longo dos caminhos serão instalados equipamentos para ginástica, circuitos bio-saudaveis, áreas para crianças, etc. Feira Livre A feira terá lugar no parque no local onde desemboca a Avenida principal e deve comportar instalações para funcionamento de bancas, quiosques, barracas. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 48 CIDADE DO POVO parques e praças PROPOSTA Áreas institucionais - Igrejas - Instituições sem fins lucrativos - Atividades recreativas e culturais - Possibilidade de instalação de viveiro ou horto da cidade - Creches - Escolas de Ensino Fundamental e Médio - Escolas Técnicas - Postos de saúde - Mercado público - Espaço para reunião das crianças - Espaço para reunião de adolescentes - Espaço para reunião de adultos - Espaço para reunião de idosos Área poliesportiva - Quadras poliesportivas. - Pista de atletismo. - Skate park e circuito para bicicletas. - Centro de treinamento. - Áreas de ginástica e alongamento. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 49 CIDADE DO POVO parques e praças PROPOSTA O esquema gráfico abaixo ilustra os raios a serem percorridos confortavelmente a pé segundo as diferentes faixas etárias. A definição das locações das praças dos bairros se baseou nessas distâncias, proporcionando qualidade nos percursos diários e eficiência no alcance de cada espaço público, seus serviços, comércios e áreas de lazer. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 50 CIDADE DO POVO parques e praças PROPOSTA Parque Linear da Judia O parque linear se desenvolve ao longo do Igarapé da Judia, conformando um cinturão verde que percorre todo o limite sul da área. Diferentes zonas destinadas a atividades culturais e esportivas assim como uma feira livre serão instaladas dentro do parque, todas conectadas mediante caminhos e ciclovias com um tratamento paisagístico que assegure o sombreamento e conforto térmico dos mesmos. As zonas próximas ao igarapé serão reflorestadas, respeitando sua conformação original e com flora nativa, como forma de proteger e potenciar o mesmo. Área Cultural - anfiteatro ao ar livre, - oficina de artes e artesanato - parque de esculturas e exposições. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 51 CIDADE DO POVO parques e praças PROPOSTA Parques dos Igarapés Os parques fluviais propostos conformam áreas verdes urbanas nos entornos dos igarapés que permeiam todo o território. Cada um desses parques lineares conterá uma lagoa de retenção de águas pluviais, áreas de recreação e áreas institucionais. A criação de uma rede de caminhos e ciclovias, dentro dos parques, permitirá que sejam percorridos a pé ou de bicicleta. A geração de espaços sombreados ao longo dos mesmos melhorará o conforto térmico na criação de micro-climas, incentivando o uso desses espaço Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 52 CIDADE DO POVO parques e praças PROPOSTA Praças de centros de bairros As praças devem ser localizadas no centro de cada bairro, a não mais de 5 minutos a pé a partir de qualquer ponto interno ao bairro. Elas conformam espaços abertos nos quais se distribuiem, segundo sua localização, diferentes áreas institucionais, equipamentos públicos e centros de serviços que supram as demandas diárias, sem necessidade de se deslocar para fora do bairro. Imagens de praças na escala de bairro: paisagismo acolhedor, equipamentos urbanos que propiciam o estar e espelho d’água Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 53 CIDADE DO POVO parques e praças PROPOSTA Praças de Centro de Quadras Cada centro de quadra conformará uma praça destinada à área de recreação nas quais se instalarão equipamentos adequados contemplando as necessidades das diferentes faixas etárias. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 54 CIDADE DO POVO EQUIPAMENTO PÚBLICO Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 55 CIDADE DO POVO equipamentos públicos PROPOSTA Localização e quantificação Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 56 CIDADE DO POVO equipamentos públicos PROPOSTA Matriz de responsabilidades Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 57 CIDADE DO POVO equipamentos públicos PROPOSTA Educação - Creche O número de creches deve atender à demanda latente na cidade. Sua localização busca estabelecer uma distância razoável de caminhada para seu acesso, pensando no conforto dos pais e, principalmente, das crianças. Neste caso, considerando a faixa etária das crianças, propõe-se um raio de 450 m que abrange a área atendida. As creches serão implantadas em áreas vinculadas a praças e parques, buscando essa integração com a natureza. Atividades como hortas, reutilização de materiais, reciclagem e outros cuidados com o meio ambiente devem ser promovidos, de modo que as crianças comecem a interagir com conceitos sustentáveis desde pequenas. A horta também deve prover parte da alimentação que será servida nas merendas. Sempre próximos às creches, haverá postos policiais e de saúde, garantindo segurança e tranquilidade. *Ad Referendum da Secretaria de Educação e Esporte do Governo do Acre Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 58 CIDADE DO POVO equipamentos públicos PROPOSTA Educação - Ensino fundamental Assim como as creches, o número de escolas deve atender à demanda da cidade e a sua implantação deve estabelecer uma distância razoável até as moradias. Neste caso, o raio de caminhada pode ser um pouco maior, pois atende a crianças na faixa de 6 a 14 anos. Foi traçado um raio de 600m para determinar os pontos de localização das Escolas de Ensino Fundamental. A idéia é que também estejam próximas à creches, promovendo mais conforto a famílias que possuem filhos em fases escolares diferentes. *Ad Referendum da Secretaria de Educação e Esporte do Governo do Acre Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 59 CIDADE DO POVO equipamentos públicos PROPOSTA Educação - Ensino médio Para alunos do Ensino Médio, entre 15 e 17 anos, as localizações já podem ser trabalhadas com raios ainda maiores. No caso, caminhadas de até 900m, considerando também que pode ser tratar de escolas de maior porte, com até 40 alunos por sala de aula. Em pontos mais distantes, devem ser colocadas uma Escola Técnica, uma Escola de Educação Ambiental e uma Escola de Esportes. Tudo isso com capacidade para suportar a demanda da comunidade local. O objetivo é servir a comunidade com toda a infraestrutura necessária para a formação como profissional e como cidadão, assumindo a postura de que a formação técnica prepara o aluno para o mercado, a prática esportiva integra o cidadão à sociedade, e o conhecimento ambiental educa a comunidade e a incentiva a buscar sempre soluções mais eficientes. *Ad Referendum da Secretaria de Educação e Esporte do Governo do Acre Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 60 CIDADE DO POVO equipamentos públicos PROPOSTA Saúde - Posto de sáude e Hospital Os Postos de Saúde estão distribuídos uniformemente pelo bairro, de modo a garantir à população um fácil acesso. No eixo principal do empreendimento, situa-se o Hospital Geral. *Ad Referendum da Secretaria de Saúde do Governo do Acre Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 61 CIDADE DO POVO equipamentos públicos PROPOSTA Segurança - Postos policiais e Bombeiros Os Postos Policiais estão distribuídos uniformemente pelo bairro, de modo a garantir à população um fácil acesso, e possibilitar a presença constante da polícia, garantindo segurança a todos os moradores. No eixo principal do empreendimento, situa-se a Central de Polícia. *Ad Referendum da Secretaria de Segurança Pública do Governo do Acre Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 62 CIDADE DO POVO comércio PROPOSTA Feiras livres Como complemento do Mercado Municipal e do setor comercial propõese no Parque da Judia uma feira livre que se dividirá em três áreas: feira de artesanato, ligada ao parque de esculturas, feira esporádica com temáticas diversas e feira de produtos hortifrutigranjeiros e comidas típicas. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 63 CIDADE DO POVO comércio PROPOSTA Comércio na escala da cidade e arredores Propõe-se a existência de um estabelecimento comercial (unidade ao Norte) que tenha a capacidade de atender o público proveniente de todos os pontos da cidade do Povo e de ocupações vizinhas. A esse comércio de maior porte seria reservada uma área de 1.400m² em localidade estratégica: no eixo viário principal que conecta a estrada BR 364 ao núcleo central institucional da cidade. Comércio na escala do bairro As unidades comerciai sde menor escala estão implantadas de modo estratégico conformando uma distribuição homogênea e definindo um percurso máximo de 1.000m até a moradia mais distante. Isso garante um fluxo constante de pessoas nas áreas habitacionais, promovendo vitalidade urbana e consequentemente um maior grau de segurança à população. Além disso, a proximidade do comércio incentiva o uso de bicicletas e o percurso a pé descentralizando e otimizando as circulações na cidade. Cada unidade pode comportar, por exemplo, um mercado de 10x10m, uma farmácia e cinco lojas com 5x5m cada. Feira Livre Um espaço para a ocorrência de feira é reservado na área próxima à APP (Área de Proteção Permanente), nas proximidades do eixo onde se localizam as unidades institucionais da cidade. Mercado de rua de Grenoble, França Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 64 CIDADE DO POVO RECREAÇÃO Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 65 CIDADE DO POVO recreação PROPOSTA O conjunto das áreas destinadas à recreação localizadas nos parques e praças da cidade integra um Projeto de Educação Ambiental, que tem como objetivo melhorar a qualidade de vida dos cidadãos de todas as faixas etárias. A intenção é incentivar e priorizar a prática de esportes, atividades culturais e a interação social, assim como o desenvolvimento de Oficinas de Artes e Artesanato que possibilitem uma capacitação alternativa. Levando em consideração a premissa de que só há mudança de hábito, quando há também mudança de conceitos norteadores, desde as Oficinas de Arte e Artesanato se dedica à educação através do desenvolvimento da criatividade individual aliada ao conhecimento de técnicas específicas. O Projeto de Educação Ambiental propõe conscientizar os cidadãos da importância da coleta seletiva, da preservação das áreas verdes e dos rios, do papel que cada um tem nesse contexto. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 66 CIDADE DO POVO recreação PROPOSTA Anfiteatro Com o objetivo de dar a oportunidade de apresentação a diferentes tipos de expressões culturais à população da cidade, prevê-se um anfiteatro no Parque da Judia. Além de peças teatrais, musicais, concertos, o anfiteatro pode incorporar um cinema ao ar livre. O anfiteatro, construído sobre um talude de grama com estrutura de concreto, tem um grande espaço de atuação central, rodeada por plataformas concêntricas, ascendentes, conformando as arquibancadas. Como elementos complementares, e com a finalidade de alentar o desenvolvimento de atividades culturais em outros pontos da cidade, propõe-se a implantação de coretos em parques e praças de bairro. Segundo sua localização os coretos devem variar nas suas dimensões. Acima: desenhos técnicos de coreto. Abaixo: imagens de anfiteatro grego e as praças dos Seringueiros e 25 de setembro, Rio Branco, Acre. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 67 CIDADE DO POVO recreação PROPOSTA Usina das artes Localizada no Parque da Judia, a Usina das Artes formará parte de um projeto que se configura numa atividade de extensão permanente e que terá como objetivos gerais despertar na população o sentimento de cidadania, seus direitos e deveres, estimular a conscientização ecológica, e também promover a formação profissional através de oficinas de artes e artesanato, além da possibilidade de organizar workshops para discutição de temas de interesse comunitário, palestras e cursos de assessoramento e orientação para diferentes setores da população. Nas oficinas de artes serão ministrados cursos de música, teatro, capoeira e outras formas de expressão cultural. As oficinas de artesanato contemplarão a aplicação da técnica artística na elaboração de produtos para comercialização, transformando a produção cultural em atividades econômicas capazes de gerar renda para os participantes. Este tipo de oficina funciona como uma espécie de catalisador de idéias, estimulando o lado artístico e o espírito de civilidade. Estas atividades propiciam o relaxamento, estimulam a concentração, a memória e a coordenação motora, sendo, portanto, recomendados para todas as idades. Além disso favorecem a integração entre as pessoas, a cooperação, estimulam a criatividade e exercitam habilidades manuais. Trabalhando no “artesanato ecológico” podem-se introduzir as ideias de reaproveitamento e reciclagem, utilizando resíduos que seriam descartados, como por exemplo: garrafas PET, embalagens de matérias de limpeza, plásticos, papelões, latinhas, revistas velhas, jornais, serragem, folhas, retalhos de tecidos, entre outros. Assim, unindo-se a necessidade de preservação e conservação do meio ambiente à capacidade criativa do ser humano, coloca-se em prática o reduzir o consumo e o reutilizar materiais. Usina das artes João Donato - Rio Branco Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 68 CIDADE DO POVO recreação PROPOSTA Parques de esculturas Desenvolvem-se ao longo de caminhos e ciclovias que conectam a Oficina de Artes e Artesanato com a área destinada a Feira Livre no Parque da Judia. Trata-se de um espaço aberto, reservado para a exposição permanente de esculturas, concebido para aproximar à população a formas de expressão artísticas e culturais do local. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 69 CIDADE DO POVO recreação PROPOSTA Além de esculturas no parque serão instalados diferentes elementos que incentivem a interação conformando um “parque lúdico”, numa proposta que brinde experiências sensoriais trabalhando com a estimulação visual e auditiva. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 70 CIDADE DO POVO recreação PROPOSTA Sendo hoje o grafite considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais e conhecida como arte em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade, propomos a criação dentro do parque de muros destinados a tais fins. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 71 CIDADE DO POVO recreação PROPOSTA Área poliesportiva Implantada no Parque da Judia, conforma uma área destinada à prática e treino de esportes nas suas distintas disciplinas. É composto por: Centro de Treinamento com quadras de futebol e poliesportivas, piscinas, pista de atletismo, serviço médico e fisioterapia para atletas, skate park e circuito de bicicletas. Algumas das quadras e piscinas devem ser cobertas, protegidas das intempéries. Também se propõe a instalação de arquibancadas e escadarias amplas que estruturem o paisagismo proposto e permitam a convivência da prática esportiva com espectadores. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 72 CIDADE DO POVO recreação PROPOSTA Skate park Localizados em diferentes pontos dos parques da cidade o Skate park é um ambiente recreativo construído especialmente para a prática do skate. Podem conter half-pipes, corrimãos, caixotes, rampas de vert, pirâmides, piscinas, assim como vários outros tipos de obstáculos. Foram criados exclusivamente para a prática de Skate, porém com o tempo, atletas de outros esportes como, BMX e patinadores, começaram a se apropriar desse espaço. Skateparks de concreto, segundo um editor da revista Transworld Skateboarding, podem custar três vezes mais para construir do que skateparks com rampas e obstáculos de madeira, mas a longo prazo exigem reparações menores e menos manutenção. Circuito de bicicleta Localizados em diversos pontos dos parques da cidade são espaços destinados a prática de Mountain Bike, uma modalidade de ciclismo na qual o objetivo é transpor percursos com diversas irregularidades e obstáculos. Imagens acima: elementos de circuitos de bicicleta. Ao lado e abaixo: pistas de skate. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 73 CIDADE DO POVO PROPOSTA recreação Áreas de ginástica: circuitos esportivos e circuitos biosaudáveis Os equipamentos de ginástica para prática ao ar livre permite melhorar o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas de todas as idades através do exercício físico e dos jogos em espaços externos. O trabalho em circuitos melhora a flexibilidade, as capacidades aeróbia e anaeróbia e todas as outras valências físicas por incluirem mais movimentos combinados. Os equipamentos de ginástica, que podem ser utilizados a partir dos 6 anos, serão construídos com madeira certificada seguindo os modelos das imagens. No Brasil existem lojas que fabricam e comercializam os diferentes equipamentos que compõem os circuitos de reabilitação e bio-saudaveis. (Ver sites: www.zioberati.com.br , www.academialivre.com.br, www. flex.ind.br, www.tryanon.ind.br). Imagens de equipamentos de recreação em madeira, metal e borracha. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 74 CIDADE DO POVO recreação PROPOSTA Áreas para crianças Distribuídas em parque e praças devem contemplar a evolução das crianças nas diferentes faixas etárias, adaptando as áreas de jogos às distintas etapas do processo evolutivo, segundo os tipos de jogos mais adequados. No desenho das mesmas deve-se considerar a conformação morfológica do terreno, tirando proveito de suas qualidades para constituir elementos que contemplem as possibilidades de experiências dinâmicas e favoreçam o desenvolvimento das habilidades espaciais. O uso da vegetação também constitui um recurso importante, pois além de melhorar a qualidade do ar, protege o ambiente de ventos, insolação e ruídos e age como fator educativo de aspectos biológicos. Como exemplo, têm-se os labirintos vegetais onde crianças e adultos podem percorrer juntos. A importância do jogo para a criança A progressiva maturação do sistema nervoso da criança, e o rápido desenvolvimento físico da sua musculatura conduzem ao aperfeiçoamento do domínio do corpo e da capacidade psicomotora, daí a importância do jogo para a criança. O jogo ocupa dentro dos meios de expressão da criança um lugar de privilégio, portanto não se pode considerar apenas como um passatempo ou diversão e sim como uma preparação para a vida adulta. No jogo, a criança aprende a conhecer seu próprio corpo, suas possibilidades e a encontrar um lugar na comunidade. Desde o ponto de vista evolutivo, o jogo é uma necessidade que permite iniciar uma boa relação entre o indivíduo e a realidade. Os jogos contribuem ao desenvolvimento da ação, capacidade de decisão, interpretação e socialização da criança. As cores no jogo e sua transcendência Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 Imagens de equipamentos de recreação para crianças: lúdicos, integrados à natureza e estimulantes. 75 CIDADE DO POVO PROPOSTA recreação É importante estimular a criança desde cedo. A falta de estimulação visual pode levar a limitações na diferenciação das formas. A atenção da criança centra-se mais nas cores vivas e, sobretudo, no contraste das cores primarias. Azul, vermelho e amarelo são as primeiras cores a serem percebidas, daí a importância da combinação de cores nos jogos, principalmente para as crianças menores. A idade das crianças e os jogos Deve-se levar em conta a idade da criança, não todos os jogos são adequados para todas as crianças. Dependendo da idade, as crianças encontram se capacitadas para realizar uma ou outra atividade. No primeiro ano o autocontrole dos movimentos começa com a capacidade de apoio, coordenação dos olhos e mãos e se iniciam os primeiros contatos com o entorno. Entre um e três anos, aperfeiçoase o sentido do equilíbrio, assim como a orientação nos espaços: subir, descer, girar. Nesta etapa começa a comunicação com crianças de sua mesma idade. A socialização começa propriamente a partir dos três anos, e se desenvolve rapidamente. É quando se inicia o jogo de rol, que consiste na pretensão da criança de ser reconhecida e considerada pelos demais. Começa o pensamento lógico, aumenta a resistência física e o aprendizado social. A estruturação social do grupo ganha em qualidade a partir dos sete ou oito anos. Entre os nove ou dez anos, e a partir dos onze ou doze se inicia o aumento acelerado do crescimento, começa a puberdade, começa a maturação sexual. Iniciam se questões particulares: insegurança, respeito aos roles, instabilidade afetiva, modificação da própria imagem e aprofundamento de vivências. Assim conforme a criança vai crescendo, seus interesses e comportamento vão mudando, as atividades que realizam são diferentes e portanto os equipamentos lúdicos também devem variar. proporcionar a segurança necessária para evitar ferimentos mais graves devido às quedas. Os equipamentos de madeira devem ser construídos de forma que a água de chuva não fique acumulada, para evitar o apodrecimento dos mesmos. Além disso o material deve conter farpas, deve ser protegido com resina, não deve apresentar pontas, pregos ou materiais pontiagudos. Os pinos salientes devem estar protegidos com tampas plásticas ou de borracha. Imagens de equipamentos de recreação para crianças. Pode-se dividir os tipos de equipamentos para recreação infantil em três tipos segundo a faixa etária. Até os três anos, como elementos facilmente acessíveis, os jogos mais comuns são caixas de areia, casinhas, rampas, tobogãs. Dos três aos oito anos, os elementos ganham em dificuldade, podendo ser balanços, gangorras, jogos de exercícios, mesinhas com bancos, jogos de equilíbrio. A partir dos oito anos propõe-se exercícios físicos em jogos mais elaborados. Em todos os casos tem que se ter em conta a integração de crianças com deficiências físicas ou psíquicas. Todos os equipamentos devem respeitar as normas de segurança, contemplando por exemplo as distâncias de instalação tendo em conta o espaço de possíveis queda. As superfícies de instalação dos equipamentos devem ser adequadas e Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 76 CIDADE DO POVO MOBILIÁRIO URBANO Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 77 CIDADE DO POVO mobiliário urbano PROPOSTA Definição e tipos: Considera-se mobiliário urbano o conjunto de equipamentos que são incorporados nas vias públicas com objetivo de atender uma necessidade social ou prestar serviços aos cidadãos. No presente MasterPlan, não se considera mobiliário urbano os elementos de proteção acústica, pavimentação, arborização, paisagismo e sinalização. Nesse sentido, fazem parte do mobiliário urbano: - bancos, cadeiras, assentos em geral; - mesas convencionais e de jogos de xadrez, cartas, entre outros; - lixeiras para lixo orgânico e resíduos sólidos recicláveis; - relógios e termômetros; - telefones públicos; - quiosques e pontos de ônibus; - elementos de proteção de árvores e áreas ajardinadas; - jardineiras; - bicicletários (racks para estacionamento de bicicletas); - suportes para comunicação visual e publicidade; - obstáculos, gradis e fechamentos para proteção das áreas de pedestres. Existem duas categorias de mobiliário urbano: os de titularidade pública e os instalados por iniciativa privada com prévia autorização municipal, (adequando-se às características estabelecidas para cada tipo de mobiliário segundo a normativa vigente). Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 78 CIDADE DO POVO PROPOSTA mobiliário urbano Critérios de disposição do mobiliário urbano: Critérios gerais e recomendações: Estabelecem-se os seguintes critérios para a localização e disposição do mobiliário urbano na via pública: 1. Relógios, termômetros, porta-cartazes e outros elementos com função de informar pedestres ou usuários de veículos devem se situar em pontos visíveis para ambos. Estes elementos devem se concentrar em pontos de máxima frequentação de pedestres e veículos, dentro da faixa de serviço. 2. Os recipientes para reciclagem e as caixas de correio, destinados ao uso por pedestres, também devem prever o acesso por veículos, situando-se em locais estratégicos para que o veículo estacionado não atrapalhe o fluxo do trânsito. Devem ser colocados em lugares de máxima acessibilidade e frequentação e devem estar distribuídos homogeneamente em todo o território de forma a propiciar fácil acesso a todos os habitantes. 3. A localização de pontos de ônibus, quiosques, gradis de proteção, etc. depende da configuração das vias públicas, da existência de alguns elementos viários pelos quais sua instalação é justificada. 4. A localização de alguns dos mobiliários urbanos deve ser pensada de maneira coordenada. Por exemplo, nas áreas de descanso e espaços sociais, os assentos devem estar vinculados a mesas, jardineiras, lixeiras, etc. Essa definição constará nos desenhos dos projetos urbanos, que devem considerar condições de insolação, orientação, prevendo proteção contra intempéries. Além disso, deve-se evitar sua implantação em lugares ambientalmente pobres, como aqueles submetidos ao ruído intenso do trânsito de veículos ou os menos acessíveis. A inserção do mobiliário urbano em ambientes construídos que buscam se inserir na topografia do território e consideram os fatores climáticos e hidrográficos como condições para o desenho, gera projetos mais contextualizados e adaptados. Configurações puramente formalistas que têm como guia apenas questões geométricas de simetria e disposição homogênea, que não consideram as especificidades do território, tendem a ser simplistas. 5. Deve-se evitar uma excessiva proliferação do mobiliário urbano e sua disposição desordenada, para não incomodar a circulação de pedestres. A implantação mal projetada desses elementos pode Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 dificultar a legibilidade do entorno construído, incidindo negativamente na paisagem. Critérios específicos: Para a implantação de alguns dos elementos urbanos, pode-se definir critérios específicos. 1. Guarda-corpo: Presentes em áreas de pedestre elevadas em relação à rua ou outra superfície de mais de 40 cm, em todas as vias da rede principal, separando a calçada da rua. 2. Obstáculos: Em todos os pontos de encontro de vias de pedestres e ciclistas com vias de trânsito de veículos. 3. Proteção das covas das árvores: Toda árvore plantada em espaços de pedestres pavimentados deve ser protegida, podendo em alguns casos requerer uma base plana em torno do tronco ou arbusto. Essa medida protege o sistema radicular e evita a proliferação de ervas daninhas em torno da base da planta. 4. Lixeiras: Uma a cada 100 m de via pública. Lixeiras para coleta seletiva (de papel, metal, vidro, plástico e lixo orgânico): 1m³ de cada para 500 habitações. 5. Assentos: 1 banco para três pessoas a cada 10 habitações; 1 banco para 3 pessoas a cada 2 000 m² de edificação não residencial; Em áreas de descanso: 2 bancos para 3 pessoas a cada 100 m² de superfície; 1 banco a cada 30 m de passeio. 6. Equipamentos para recreação de crianças: 20 m² a cada 100 m² de áreas ajardinadas, praças e avenidas em áreas residenciais. O mobiliário urbano deve ser, dentro do possível, de concreto, com acabamento de pintura epóxi, para facilitar sua manutenção. Além disso, deve cumprir as normas técnicas correspondentes estabelecidas pela ABNT e contemplar a Lei de acessibilidade, assim como a legislação vigente para instalação de mobiliário urbano federal, estadual e municipal, se existir. 79 CIDADE DO POVO PROPOSTA mobiliário urbano Iluminação Funções: A iluminação da via pública no entorno urbano deve cumprir duas funções: 1. Substituir a luz solar para permitir a realização das atividades urbanas com conforto e segurança; 2. Atuar como elemento de projeto urbano e paisagístico, ressaltando alguns pontos singulares (intersecções, passagens de pedestres, edifícios, monumentos, árvores, espaços de estar, quadras esportivas). Tipos: De acordo com seu período de funcionamento distinguem-se dois tipos de iluminação: 1. Noturna, cujo objetivo é suprir a necessidade de iluminação quando não há luz natural. 2. Permanente, cujo objetivo e substituir a luz solar durante o dia e à noite nas áreas muito sombreadas ou cobertas. De acordo com as características das luminárias, pode-se distinguir os seguintes tipos: 1. De grande altura, de postes com 19 m ou mais, que em geral comportam mais de uma lâmpada e proporcionam iluminação homogênea em áreas amplas. 2. De média altura, de postes de 8 a 18 m, que tentam proporcionar iluminação dirigida. Utilizada em estradas, ruas, praças, estacionamentos, etc. 3. De baixa altura, de postes de 3 a 7 m, previstas para iluminar áreas de pedestres, parques, etc. 4. Especiais, localizadas a baixa altura, que podem ter diversos objetivos: criar ambientes, iluminar monumentos, entradas, túneis, etc. Critérios gerais de iluminação: Todas as vias públicas deveram contar com iluminação artificial noturna. O projeto de iluminação urbana deve procurar: 1. destacar pontos singulares como as interseções, mudanças de alienação, curvas pronunciadas e tudo aquilo que interfira no percurso do condutor, para que ele possa ver, não só a geometria da via, mas também as atividades que ocorrem no seu entorno. 2. contemplar toda a secção da rua incluindo os passeios, as ciclovias, as faixas de estacionamento e a calçada. 3. proporcionar uma luz adequada a cada tipo de espaço, utilizando Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 e dispondo as luminárias de forma a criar ambientes heterogêneos. Considera-se iluminação abundante e antirreflexo para as calçadas e iluminação de ambiente e lateral para áreas de pedestres. 4. evitar que a arborização obstrua a iluminação. recomendada e mínima = 0,80m. Em casos de calçadas com largura inferior a 3 metros os postes de luz devem estar no limite do passeio com o espaço privado, para não criar obstáculos incômodos para o pedestre. 5. reduzir ao mínimo a intervenção da luz nos espaços privados (fachadas, jardins, etc.). 6. minimizar o consumo de energia utlizando apenas a iluminação necessária e durante o período desejável. Disposição da iluminação: As luminárias de postes se situam normalmente nas calçadas ou canteiros centrais das vias, na proximidade da rua. Podem-se admitir as seguintes disposições: 1. Unilateral: os pontos de luz se dispõem nos passeios de um mesmo lado da rua. Relação largura rua/altura luminária < 1. 2. Quincôncio: quando se dispõem alternados nos passeios de ambos os lados da rua. Relação 1< ou = largura rua /altura luminária < 1,5. 3. Emparelhado: quando se dispõem em pares frente a frente dos dois lados da rua. Relação largura rua /altura luminária > 1,5. Somente se duplicarão os pontos de luz quando a instalação projetada nas ruas não permitir alcançar os níveis de iluminação definidos como padrão. Nas vias com canteiro central se optará por colocar as luminárias emparelhadas. Uma vez definida a disposição em planta das luminárias, em função da largura e seção da rua, a separação longitudinal das mesmas dependerá da potencia da lâmpada a utilizar e sua altura de colocação e do nível de iluminação procurado. A iluminação em tramos com curvatura pronunciada deve reforçar o traçado da via, razão pela qual é necessário modificar os de disposição em planta utilizado para tramos retos; nestes casos não é recomendável a disposição em quincôncio pois não indica bem a diretriz da curva e que pode dar lugar a confusão. Quando se empregue a disposição unilateral, os pontos de luz deverão estar localizados na parte exterior da rua. Em geral é aconselhável reduzir a separação entre luminaria a ¾ ou ½ da distancia calculada para tramos retos. Deve-se respeitar as seguintes distancias das bordas: 1. Vias com velocidade de referencia 80km/h - distancia recomendada = 1,5m, mínima de 1m. 2. Vias com velocidade de referência 50km/h ou menos - distancia 80 CIDADE DO POVO mobiliário urbano PROPOSTA Iluminação específica para cada espaço Vias em áreas centrais e comerciais: O objetivo de iluminação nas áreas centrais, comerciais e, em geral, bastante frequentadas é, basicamente, conformar uma cena urbana atrativa, onde se tem visibilidade clara de todos os espaços e usuários. Para isso, exige-se integrar plenamente o desenho da iluminação (localização, tamanho, cor, tipo de luminária) no projeto desses espaços urbanos ou sua adaptação às caraterísticas arquitetônicas e paisagísticas. Vias principais: O objetivo da iluminação das vias principais é orientar condutores, tornando plenamente visível o traçado e pavimentação da via de forma que possa ser perceptível qualquer obstáculo presente na rua ou no seu espaço circundante. Em geral para a iluminação das calçadas pode-se utilizar as mesmas luminárias que asseguram a iluminação das ruas; porém em calçadas com largura superior a 5m e com importante trânsito de pedestres devese avaliar a necessidade de iluminação adicional que se pode integrar ou não nos postes previstos as ruas. Em geral a melhor forma de iluminação para vias de tráfego intenso é mediante iluminação que evite o ofuscamento dos condutores. Vias locais: O objetivos principal da iluminação em vias locais é orientar pedestres e prover segurança, além de possibilitar uma condução tranqüila de veículos. Na iluminação de vias locais é recomendável manter a iluminação durante toda a noite, não deixando zonas obscuras. Em geral recomenda-se a disposição alternada, em quincôncio. Recomenda-se colocar as luminárias de forma de ressaltar as singularidades da rede de pedestres e veicular, em particular, o encontro de sendas de pedestres ou ciclovias, a entrada a parques públicos, presença de redutores de velocidades ou corcovas que atuem como porta de entrada a uma zona de velocidade controlada, etc. Nas vias locais, as luminárias podem ser de postes na calçada ou serem arandelas instaladas nas fachadas de edificações. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 81 CIDADE DO POVO PROPOSTA mobiliário urbano Sinalização publica A sinalização tem como objetivo informar aos usuários sobre perigos, ordenanças, indicações e advertências nas vias públicas, tanto urbanas como interurbanas. Em função dos objetivos que cumpre e da sua forma de colocação na via publica, distinguem-se as seguintes classes de sinais: -sinalização vertical: - Clareza: transmitir mensagens objetivas de fácil compreensão; - Precisão e confiabilidade: ser precisa e confiável, corresponder à situação existente, ter credibilidade; - Visibilidade e legibilidade: ser vista à distância necessária; ser lida em tempo hábil para a tomada de decisão; - Manutenção e conservação: estar permanentemente limpa, conservada, fixada e visível. Critérios gerais de sinalização para áreas urbanas Em termos gerais, em áreas urbanas, onde o perigo pode estar em qualquer ponto, a sinalização de advertência perde importância e somente é utilizada em forma excepcional. Os restos das funções de sinalização cobram importância decisiva ante a complexidade do ordenamento do trânsito e a elevada quantidade de destinos potenciais, por tanto a sinalização urbana se dirigira fundamentalmente a regulamentar o uso da via publica e a proporcionar informação sobre destinos. - sinalização horizontal: A sinalização vertical é classificada segundo sua função, que pode ser de: - Regulamentar as obrigações, limitações, proibições ou restrições que governam o uso da via; - Advertir os condutores sobre condições com potencial risco existentes na via ou nas suas proximidades, tais como escolas e passagens de pedestres; - Indicar direções, localizações, pontos de interesse turístico ou de serviços e transmitir mensagens educativas, dentre outras, de maneira a ajudar o condutor em seu deslocamento. Dada à importância que tem a imagem na conformação e qualidade do entorno e a necessidade consequente de coordenar todos os elementos do projeto, a sinalização das áreas urbanas deve-se conceber e integrar como um elemento da paisagem urbana no processo geral do desenho da via publica e não constituir uma atividade posterior agregada ao mesmo. A coerência de conjunto exige coordenação na localização e desenho de todos os elementos que integram o ambiente urbano (mobiliário, arborização, sinalização, etc) A utilização conjunta de sinalização horizontal e vertical deve reforçar-se em área urbanas, devido à frequência com que a congestão circulatória impede a leitura adequada das marcas viais. A sinalização viária deverá cumprir o estabelecido pelas Leis Brasileiras de Trânsito e regulamentação contida nos Manuais Brasileiros de Sinalização de Trânsito da CONTRAN. Na concepção e na implantação da sinalização de trânsito, deve-se ter como princípio básico as condições de percepção dos usuários da via, garantindo a real eficácia dos sinais. Para isso, é preciso assegurar à sinalização vertical os princípios a seguir descritos: - Legalidade: Código de Trânsito Brasileiro - CTB e legislação complementar, - Suficiência: permitir fácil percepção do que é realmente importante, com quantidade de sinalização compatível com a necessidade; - Padronização: seguir um padrão legalmente estabelecido, e situações iguais devem ser sinalizadas com os mesmos critérios; Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 O risco de que uma excessiva acumulação de sinais produza confusão e distraia aos condutores recomenda, em áreas urbanas, realizar um cuidadoso estudo dos sinais necessários, selecionando unicamente aquelas que sejam imprescindíveis. Sinalização vertical A sinalização vertical é um subsistema da sinalização viária, que se utiliza de sinais sobre placas fixadas na posição vertical, ao lado ou suspensas sobre a pista, transmitindo mensagens de caráter permanente ou, eventualmente, variável, mediante símbolos e/ou legendas preestabelecidas e legalmente instituídas. Tem a finalidade de fornecer informações que permitam aos usuários das vias adotar comportamentos adequados, de modo a aumentar a segurança, ordenar os fluxos de tráfego e orientar. 82 CIDADE DO POVO PROPOSTA mobiliário urbano Os sinais possuem formas padronizadas, associadas ao tipo de mensagem que pretende transmitir (regulamentação, advertência ou indicação). Em geral, recomenda-se agrupar num único mastro varias sinais de mensagens similares para concentrar a informação. Ainda assim, a concentração de sinais não deve sobrepassar certos limites. Em concreto recomenda-se: - Não incluir mais de 6 sinais de orientação num mesmo poste; - Não incluir mais de dois destinos em cada direção concreta, excepcionalmente três. Quanto a sua localização precisa, deve estudar-se a possível confusão que possa produzir-se na cena urbana entre a sinalização vial e outros tipos de mensagens (publicidade) ou com outros elementos da urbanização (vegetação, etc). Em particular se deve evitar a ocultação da sinalização por veículos estacionados. Posicionamento na via A regra geral de posicionamento das placas de sinalização consiste em colocá-las no lado direito da via no sentido do fluxo de tráfego que devem regulamentar, exceto nos casos previstos no Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito. As placas de sinalização devem ser colocadas na posição vertical, fazendo um ângulo de 93º a 95º em relação ao sentido do fluxo de tráfego, voltadas para o lado externo da via. Esta inclinação tem por objetivos assegurar boa visibilidade e leitura dos sinais, evitando o reflexo especular que pode ocorrer com a incidência de faróis de veículos ou de raios solares sobre a placa. Nas vias rurais e urbanas de trânsito rápido, a não ser que o espaço existente seja muito limitado, recomenda-se manter uma distância mínima de 50 metros entre placas, para permitir a leitura de todos os sinais, em função do tempo necessário para a percepção e reação dos condutores, especialmente quando são desenvolvidas velocidades elevadas. A altura e o afastamento lateral de colocação das placas de sinalização estão especificados de acordo com o tipo de via, urbana ou rural. Em vias urbanas a borda inferior da placa ou do conjunto de placas colocada lateralmente à via, deve ficar a uma altura livre entre 2,0 e 2,5 metros em relação ao solo, inclusive para a mensagem complementar, se esta existir. As placas assim colocadas se beneficiam da iluminação pública e provocam menor impacto na circulação dos pedestres, assim como ficam livres do encobrimento causado pelos veículos. Para as placas suspensas a altura livre mínima deve ser de 4,6 metros. O afastamento lateral das placas, medido entre a borda lateral da mesma e da pista, deve ser, no mínimo, de 0,30 metros para trechos retos da via, e 0,40 metros nos trechos em curva. Nos casos de placas suspensas, devem ser considerados os mesmos valores medidos entre o suporte e a borda da pista. Os padrões com a definição de forma, dimensões, cores, padrões alfanuméricos, retrorrefletividade e iluminação, matérias, etc. encontram-se contidos nos Manuais Brasileiros de Sinalização de Trânsito da CONTRAN – Vol I e Vol.II Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 83 CIDADE DO POVO PROPOSTA mobiliário urbano Sinalização horizontal A sinalização horizontal é um subsistema de sinalização viária composta de marcas, símbolos e legendas, apostos sobre o pavimento da pista de rolamento. A sinalização horizontal tem a finalidade de transmitir e orientar os usuários sobre as condições de utilização adequada da via, compreendendo as proibições, restrições e informações que lhes permitam adotar comportamento adequado, de forma a aumentar a segurança e ordenar os fluxos de trafego. A sinalização horizontal e classificada segundo sua função: - Ordenar e canalizar o fluxo de veículos; - Orientar o fluxo de pedestres; - Orientar os deslocamentos de veículos em função das condições físicas da via, tais como, geometria, topografia e obstáculos; - Complementar os sinais verticais de regulamentação, advertência ou indicação, visando enfatizar a mensagem que o sinal transmite; A sinalização horizontal e classificada em: - Marcas Longitudinais – separam e ordenam as correntes de trafego; - Marcas Transversais – ordenam os deslocamentos frontais dos veículos e disciplinam os deslocamentos de pedestres; - Marcas de Canalização – orientam os fluxos de trafego em uma via; - Marcas de Delimitação e Controle de Parada e/ou Estacionamento delimitam e propiciam o controle das áreas onde e proibido ou regulamentado o estacionamento e/ou a parada de veículos na via; - Inscrições no Pavimento – melhoram a percepção do condutor quanto às características de utilização da via. A sinalização horizontal e constituída por combinações de traçado e cores que definem os diversos tipos de marcas viárias. Os padrões de formas, cores, dimensões e materiais encontram-se detalhados no Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito da CONTRAN – Vol IV. - Regulamentar os casos previstos no Código de Transito Brasileiro (CTB). A sinalização horizontal: - Permite o melhor aproveitamento do espaço viário disponível, maximizando seu uso; - Aumenta a segurança em condições adversas tais como: neblina, chuva e noite; - Contribui para a redução de acidentes; - Transmite mensagens aos condutores e pedestres. Apresenta algumas limitações: - Reduzir a durabilidade, quando sujeita a trafego intenso; - Visibilidade deficiente, quando sob neblina, pavimento molhado, sujeira, ou quando houver trafego intenso. Em algumas situações a sinalização horizontal atua, por si só, como controladora de fluxos. Pode ser empregada como reforço da sinalização vertical, bem como ser complementada com dispositivos auxiliares. A sinalização horizontal tem a propriedade de transmitir mensagens aos condutores e pedestres, possibilitando sua percepção e entendimento, sem desviar a atenção do leito da via. Em face do seu forte poder de comunicação, a sinalização deve ser reconhecida e compreendida por todo usuário, independentemente de sua origem ou da frequência com que utiliza a via. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 84 CIDADE DO POVO Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 85 CIDADE DO POVO PROPOSTA infraestrutura Águas Esgoto Rios e suas áreas verdes As águas cinza e negra são conduzidas por tubulações subterrâneas aos Jardins Filtrantes, (não os mesmos utilizados para tratar a água pluvial). Apesar do forte odor dessas águas, a Phytostore*, empresa que implanta os Jardins Filtrantes, garante que as plantas agentes impedem que o cheiro se dissipe. O que significa que os jardins podem coexistir em harmonia com espaços públicos. A maior parte da água pluvial é captada pelos cursos naturais d’água e absorvida pelo solo. Para isso destina-se nesse Masterplan 40% da gleba para a implantação de áreas verdes, permeáveis: APPs (Áreas de Proteção Permanente), matas, parques, praças, jardins. A vegetação se concentra nas margens dos rios, respeitando as extensões regulamentadas que garantem a proteção dos mesmos e a macrodrenagem natural de suas cheias. Propõe-se também, além das áreas vegetadas mais densas, faixas de calçada de pavimento concregrama* ou concreto permeável que captam homogeneamente as águas pluviais em toda a extensão da cidade, amenizando riscos de inundação nas ruas. *bloco de pavimentação conformado por perfurações por onde nasce a grama. Macrodrenagem Como instrumento para a macrodrenagem propõe-se a consolidação de lagos de retenção em diversos pontos dos rios e igarapés*. Essas lagoas recebem as águas pluviais para alimentar os cursos d’água de maneira gradual, após atingirem seu nível d’água máximo. Mantém-se, assim, constante o nível d’água dos mesmos. Além da função de macrodrenagem, os lagos podem ser cultivados com plantas que tratam as águas, segundo técnicas de phytorestauration ou wetland, (definidos na próxima página). * cursos de água, braços estreitos de rios ou canais existentes, bastante numerosos na bacia amazônica. Drenagem urbana e reuso da água pluvial A água pluvial que cái sobre superfícies impermeáveis (ruas, calçadas, praças secas e coberturas de edificações) é drenada por adutoras subterrâneas que seguem o percurso das ruas e desembocam nos Jardins Filtrantes. Esses Jardins, implantados nas orlas dos rios filtram as águas pluviais e distribuem para uso em regas, descargas, lavagem de quintais, carros, entre outros usos possíveis que não demandem água potável. Observa-se que cada Jardim terá um tipo de planta diferente, segundo o tratamento proposto. * www.phytostore.com.br NOTA A empresa francesa Phytorestore, responsável no Brasil pela implantação de jardins filtrantes reconhece os riscos que a água parada oferece sendo o habitat de insetos transmissores de doenças infecciosas como a dengue e a febre amarela. Considerando essa questão, realiza-se anteriormente à implantação dos jardins um estudo sobre os possíveis insetos que podem se reproduzir nesse ambiente para se desenvolver métodos que evitem essa ocorrência. Os métodos já empregados em outros casos foram: criação de peixes predadores desses insetos e mecanismos que garantam uma constante e mínima movimentação da água. Rio na região do Acre as águas pluviais podem suprir 40% da necessidade total de água em uma habitação. fonte: THOMAS, Randall, Max Fordham LLP, Sustainable Urban Design, An Environmental Approach, , Spon Press, Londres, Nova Iorque, 2003 Observações fundamentais 1. Não realizar esse planejamento, não adequando a ocupação do homem às condições naturais imperantes, significa colocar em risco o ambiente existente e a própria população, suscetíveis a inundações, mudanças climáticas entre outros danos ecológicos 2. É essencial pensar na gestão da água sobretudo nessa região de chuvas intensas com alto índice pluviométrico, 2.5m³/ano, e com rios abundantes que percorrem o terreno. 3. As águas pluviais podem suprir 40% da necessidade total de água em uma habitação.* *fonte: THOMAS, Randall, Max Fordham LLP, Sustainable Urban Design, An Environmental Approach, , Spon Press, Londres, Nova Iorque, 2003 Calcula-se que nessa região uma quantidade de 2.5m³ de água pluvial seja recuperada por m². Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 86 CIDADE DO POVO PROPOSTA infraestrutura Wetlands | Fitorestauração (jardins filtrantes) sistema indicado para tratamento de águas de pequenas comunidades (esgoto cinza e negro e rejeitos industriais). Definição Tratam-se de várzeas artificiais com capacidade de drenar, favorecer o desenvolvimento ambiental/ecológico, tratar a água e possibilitar projetos paisagísticos. Existem diferentes tipos de wetlands para diferentes objetivos (tratamento de esgoto doméstico, industrial, doméstico e industrial, poluição difusa urbana, por metais pesados, etc.) e que se adaptam a diferentes climas e utilizam diferentes matrizes biológicas. É um sistema que depende de pouca manutenção, sobretudo se estiver com um bom equilíbrio ecológico. Não despensa todavia alguns cuidados básicos como: retirada do lodo e do material orgânico acumulado, replantio de algumas espécies vegetais e eventuais podas. As primeiras wetlands foram feitas em meados do século XX e atualmente são bastante comuns em alguns países, sobretudo nos Estados Unidos, França, Alemanha e Dinamarca, que já apresentam há 30 anos uma normativa específica para estes sistemas. Funcionamento O principio básico consiste em deixar os organismos vivos agirem sobre a matéria poluidora (orgânica ou inorgânica). Para isso é necessário: 1. Tempo: Alguns estudos demonstram que a eficiência de uma wetland ou um jardim filtrante está diretamente ligada ao tempo de permanência de água dentro dela. Quanto maior o tempo de retenção melhor a qualidade da água que retorna ao sistema. Entretanto observa-se que a partir da terceira semana esta melhora é quase imperceptível. 2. Espaço: A extensão do lago também é importante uma vez que a capacidade de processamento de cada vegetal é limitada. As dimensões dependem do clima da região e tipo de vegetação empregada, tipo de solo, tipo de poluição a ser tratada, qualidade desejada da água no final do processo, ausência ou não de pré-tratamentos ou outros sistemas combinados. A experiência demonstra que podemos considerar 100m² de lâmina d’água/família (3 pessoas) para o tratamento de esgoto doméstico, enquanto que para o tratamento de poluição difusa, é necessária uma área equivalente a 2 a 4% da área de contribuição. Além disso, deve-se sempre que possível dar preferência à implantação de uma rede de lagoas em detrimento da criação de uma única maior. Isto porque desta forma criam-se condições para a existência de diferentes biomas, evitar doenças e pragas generalizadas, incentivar a migração de pequenos animais como pássaros e insetos, amortecer o impacto de chuvas ao longo do corpo d`água, etc. Aponta-se que o tamanho ideal, considerando-se critérios de eficiência de tratamento e de diversidade ambiental, é algo entre 1 a 4ha, ou seja, se for necessário uma área total de 20ha para o tratamento de uma bacia é melhor que esta área seja subdividida em unidades menores, entre 1 e 4ha. Benefícios fotos de jardins filtrantes no Parque de l’île, em Nanterre, que tratam as águas do rio Sena. O primeiro tem um aspecto mais selvagem, enquanto que o segundo é mais construído. (www.aujardin.info) 1. Drenagem As lagoas têm capacidade de armazenar água, diminuindo a vazão fluvial durante as épocas chuvosas. Neste aspecto uma wetland ou um jardim filtrante é muito semelhante a um piscinão, porém com a vantagem de sempre estar em funcionamento, com uma lâmina de água permanente, enquanto o piscinão se enche e se esvazia rapidamente, perdendo potencialidades paisagísticas. 2. Tratamento Esse sistema o tratamento da água despensa quase totalmente elementos químicos, o que torna este processo econômico e gentil com o meio-ambiente. 3. Paisagem O sistema oferece uma grande variedade de plantas aquáticas, arbustos, flores, etc., que geram possibilidades de projetos paisagísticos. 4. Ambiental A implantação de lagoas promove a melhoria no microclima local, amenizando temperaturas e umidificando o ar, além de proporcionar o desenvolvimento da fauna local, sobretudo de pássaros, insetos, anfíbios e peixes. Implantação Deve-se localizar os lagos o mais próximo da jusante de um corpo d água, isto porque desta forma aproveita-se melhor o potencial hídrico e garante o tratamento da água de toda aquela bacia, sobretudo se tratando de poluição difusa, (proveniente de diversas origens, entre elas sedimentos, resíduos sólidos urbanos, águas pluviais. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 87 CIDADE DO POVO infraestrutura PROPOSTA Implantação dos jardins filtrantes A implantação ideal dessas lagoas/Jardins é nas orlas dos cursos d’água, nas fronteiras das Áreas de Proteção Permanente ocupadas por vegetação densa. Observa-se na planta ao lado onde estão essas áreas verdes livres possíveis para esse uso. O dimensionamento e localização específicos de cada sistema de Jardins Filtrantes deve ser definido pelos especialistas da empresa contratada para o serviço. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 88 CIDADE DO POVO PROPOSTA infraestrutura Energia Conceitos norteadores Coletores solares Pensar em fontes renováveis de energia é fundamental, considerando os recursos naturais, que são reabastecidos espontaneamente. São fontes: sol, chuva, vento, marés, calor, mas também lixo (resíduos necessários gerado pelos homens). Sugere-se fortemente o uso de coletores solares individuais para cada habitação. A abundância de insolação garantirá o fornecimento farto para aquecimento dos 200 L de água que comporta o maior boiler do sistema compacto da empresa Astro Sol. Trata-se de uma placa solar acoplada a um reservatório capaz de aquecer água suficiente para uso familiar nos banhos. Sendo a parede hidráulica única, que contém embutida tubulação para o chuveiro e para a torneira da cozinha, torna se possível também utilizar água quente para preparar alimentos e para a máquina de lavar, ficando a critério do usuário. O emprego desse sistema solar implica numa economia de 30% da energia elétrica gasta nos banhos quentes (dado fornecido pela Eletropaulo). Biodigestores Fontes de energia alternativas são ambientalmente amigáveis, econômicas e sobretudo previdentes, pois não consideram a disposição imediata de energia gerada por fontes exaustivas. A energia de hidrelétricas, apesar de serem geradas pela força d’água, requerem mudanças nos cursos e sistemas naturais dos rios altamente prejudiciais para o ambiente e para a população que usufrui diretamente dessas águas. Uma solução possível, sustentável, seria a instalação de pequenas hidrelétricas que aproveitem a força das quedas naturais dos rios. Utilizados para processamento do lixo orgânico e lodo, os biodigestores também geram energia, em forma de biogás, que pode ser injetada na micro-incineradora. Micro-incineradora Utilizada para tratamento do lixo hospitalar classificado como perigoso, e de lixo orgânico com umidade menor que 10%. A micro-incineradora é uma indústria limpa que gera energia térmica para seu próprio funcionamento, (apesar de não ser auto-suficiente - recupera-se apenas a metade da energia dissipada). Os gases emitidos são tratados e as cinzas geradas compactadas, transformadas em cilíndros sólidos. A redução do volume inicial de lixo é de até 90%. Iluminação LED Uma opção econômica e ambientalmente favorável (pela sua maior duração e consequente redução na geração de resíduos e pelo seu menor consumo de energia) é a iluminação a LED. Propõe-se seu uso nos espaços públicos. Acima: Aquecedor Solar acoplado da Astro Sol. Ao lado: sistema acoplado instalado em telhado de habitação. À ENERGIA SOLAR Outra possibilidade são as luminárias que utilizam energia solar captada por painéis fotovoltáicos acoplados, sendo autosuficientes em termos energéticos. postes alimentado por luz solar no Parque Birigui, Curitiba, Paraná Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 89 CIDADE DO POVO PROPOSTA infraestrutura Resíduos sólidos TIPOS DE RESÍDUOS E SEUS DESTINOS 1.ORGÂNICO com umidade maior ou igual a 10% será encaminhado para um biodigestor que gera biogás e lodo. Essa energia gerada será conduzida para o funcionamento da MICRO-INCINERADORA. O lixo orgânico com umidade menor que 10% será encaminhado para a incineração. Lixo orgânico com umidade > ou = 10%: comida, cascas de frutas, casca de ovo, folhas, caules, flores, serragem, cinzas 2.RECICLÁVEL deverá ser triado e processado. Sendo que esse resíduo é composto por: papel, vidro, metal, alumínio e plástico. O resultado desse processo gera insumo para indústria ou produtos consumíveis diretamente. BIODIGESTOR LODO 3.LODO residual do Biodigestor e da ETA poderá ser empregado diretamente nas APPs, nos parques, jardins e hortas comunitárias, sendo utilizados como adubo. Já o lodo com metais pesados, gerado pelas ETEs, será compactado, consolidando blocos de pavimentação. resíduo de ETA e Biodigestor 4.HOSPITALAR deverá ser esterilizado ou incinerado. ADUBO Conceitos norteadores Lixo recilável: embalagens plásticas, papéis, papelões, tecidos, metais, entulhos de construção, móveis danificados, vidros. BIOGÁS ESTAÇÃO DE TRIAGEM E PROCESSAMENTO Lixo orgânico com umidade < ou = 10% + Resíduos hospitalares (provenientes de hospitais, farmácias, postos de saúde e casas veterinárias) resíduo de ETEs com metais pesados MICRO-INCINERADORA 1. Coleta seletiva CINZAS compactadas em cilíndros 2. Tratamento adequado para cada tipo de lixo INDÚSTRIA LIMPA 3. Educação ambiental É necessário implementar um sistema de COLETA SELETIVA e criar na comunidade a cultura de reaproveitamento de todos os materiais, o que envolve incorporar as seguintes ações: compactação para manufaturar pavimentos gases emitidos tratados geração de ENERGIA TÉRMICA a ser utilizada na própria indústria REPENSAR a nossa relação com o planeta, conscientizando-se de que o consumismo supérfluo prejudica a mantenção dos recursos naturais e consequentemente a vida na terra. Unidades de tratamento de resíduos sólidos 1. Ecoponto 2. Estação de Triagem e Processamento dos Resíduos Sólidos 3. Micro-incineradora 4. Biodigestores RECUSAR o consumo de objetos não recicláveis e prescindíveis; REUTILIZAR todas as embalagens antes de separar para a reciclagem; das as embalagens antes de separar para a reciclagem; Para que o tratamento dos resíduos sólidos funcione e seja eficaz, são implantados RECIPIENTES que recebem diferentes tipos de materiais a cada 50m. Além disso são criados centros de recebimento do lixo pré triado por cada cidadão, denominados ECOPONTOS, que recebem sobretudo entulho domiciliar. Três unidades seriam suficientes para suprir a demanda da Cidade do Povo. RECICLAR isto é, separar todo o material para a reciclagem e orgânicos. Observações fundamentais REDUZIR o consumo somente para o necessário; Equipamento urbano necessário para garantir a coleta seletiva: a triagem feita por cada cidadão Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 O depósito de lixo sem tratamento pode contaminar lençóis freáticos, rios e lagos, pelo escoamento do chorume e outras substâncias tóxicas o lixo depositado em lixões a céu aberto ou em terrenos baldios atrai animais e insetos que podem transmitir doenças provenientes da degradação do lixo. 90 CIDADE DO POVO PROPOSTA infraestrutura Resíduos sólidos Rio Branco possui uma Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos (UTRE) que recebe todo o lixo gerado pela população (200 toneladas diárias*). Propõe-se que os Biodigestores e a Estação de Triagem e Processamento dos Resíduos Sólidos sejam instalados nas proximidades do Aterro em atividade. Dessa maneira, essas estruturas podem funcionar conjugadas inicialmente, visando a perspectiva de aterro zero. Ou seja, futuramente substituiria-se o tratamento oferecido pelo aterro por um modo mais ambientalmente correto e eficiente. O objetivo dessa ação é integrar a gestão dos resíduos sólidos da CIDADE DO POVO ao sistema vigente de RIO BRANCO, buscando aprimorá-lo através de novas instalações. *site da prefeitura de Rio Branco: http://www.riobranco.ac.gov.br VISTA AÉREA IMPLANTAÇÃO DE INFRAESTRUTURA DE TRATAMENTO DE RESÍDUO SÓLIDO CONTEXTUALIZAÇÃO URBANA escala 1:200.00 | escala 1:100.000 Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 91 CIDADE DO POVO infraestrutura PROPOSTA Matriz de responsabilidades Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 92 CIDADE DO POVO Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 93 CIDADE DO POVO habitação PROPOSTA Minha casa minha vida 2 O sonho da casa própria é um sonho que permeia a mente de praticamente todos os brasileiros, que moram de aluguel, em moradias cedidas, irregulares ou grandes aglomerados e favelas espalhadas pelo país. É crescente a ânsia do brasileiro de adquirir o tão sonhado imóvel próprio. O programa Minha Casa Minha Vida, foi lançado pelo Governo Federal no mês de março do ano de 2009. O presidente na ocasião era Luís Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff atual presidente era ministra da Casa Civil, desde então ela teve a oportunidade de acompanhar de perto o programa e ver o projeto crescer. O presidente apostou no programa para o combate da crise econômica mundial. O programa Minha Casa Minha Vida foi criado num clima de muito otimismo, onde tudo que o presidente acreditava era que o programa era a melhor oportunidade para o país sair da crise. Lula na ocasião fez questão de enfatizar que o programa cumpria dois grandes objetivos: combater a crise e resolver o problema de moradia no país. A crise passou e o programa Minha Casa Minha Vida, continuou firme e forte na busca de seus anseios. A princípio foram atendidas famílias cuja faixa salarial era de 0 a 3 salários mínimos, dando prioridade a faixa de menor renda da população. Para diminuir o déficit habitacional, a presidente Dilma Rousseff, lança o programa Minha Casa Minha Vida 2. Sua meta atual é a construção de dois milhões de moradias para este ano e o desafio para o próximo ano é a ampliação dos recursos e a construção de mais 600 mil moradias. Nessa segunda etapa, o programa Minha Casa Minha Vida, prevê ainda a ampliação das faixas de renda familiar, objetivando o aumento do número de beneficiários com parcelas que variam de R$50,00 a R$139,00. Com o programa Minha Casa Minha Vida 2 há a retomada do desenvolvimento da Construção Civil. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 94 CIDADE DO POVO habitação PROPOSTA Tipologia 1 Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 95 CIDADE DO POVO habitação PROPOSTA Tipologia 2 Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 96 CIDADE DO POVO habitação PROPOSTA Tipologia 3 Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 97 CIDADE DO POVO habitação PROPOSTA Elevações das tipologias para terrenos de 7m de frente. Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 98 CIDADE DO POVO habitação Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 PROPOSTA 99 Imagens CIDADE DO POVO imagens PROPOSTA Via de acesso Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 101 CIDADE DO POVO imagens PROPOSTA Centralidade Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 102 CIDADE DO POVO imagens PROPOSTA Centralidade Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 103 CIDADE DO POVO imagens PROPOSTA Igarapé Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 104 CIDADE DO POVO imagens PROPOSTA Centro de bairro Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 105 CIDADE DO POVO imagens PROPOSTA Centro de bairro Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 106 CIDADE DO POVO imagens PROPOSTA Centro de quadra Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 107 CIDADE DO POVO imagens PROPOSTA Área cultural Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 108 CIDADE DO POVO imagens Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 PROPOSTA 109 CIDADE DO POVO imagens Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 PROPOSTA 110 CIDADE DO POVO CRÉDITOS ARQUITETOS Álvaro Luque Hélio Mítica Neto Tatiana Vicentini COLABORADORES Rafael Xavier da Silveira Marcel Endrigo Lourenço Maria Ines Zuccarino Tatiana Fuentes van Amson Rita Daniela Squaiella Camila Bressan ESTAGIÁRIOS Camila Miri Maurício Novelli Renata Atarashi Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012 111