Rev01
Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012
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CIDADE DO POVO
AGRADECIMENTOS
Queremos agradecer ao Estado do Acre representado na figura de seu
Excelentíssimo Governador Sebastião Afonso (Tião) Viana Macedo a
oportunidade de trabalharmos juntos neste projeto transcendente que
marca uma nova etapa em direção à resolução dos problemas ainda
centrais da habitação de interesse social no Brasil, posicionando o
Estado na vanguarda, com uma nova forma de articular o conjunto de
interesses involucrados de maneira inédita.
Gostaríamos também de agradecer à Secretaria Estadual de Obras
Públicas, em especial Sr. Secretário Wolvenar Camargo Filho, cuja a
articulação política e técnica foram fundamentais para tornar possível
esta realidade.
Agradecemos também ao arquiteto Leonardo Neder de Faro Freire,
Secretário Adjunto de Obras Públicas,por seu suporte técnico constante,
e com ele a Vinicius, Marcão, Zé Otavio, Leticia Aminete, enfim a todos
aqueles que colaboraram na concepção e afinamento do MasterPlan
que apresentamos.
Este caderno contém todas as informações conceituais necessárias ao
desenvolvimento posterior do projeto executivo e para a participação,
fundamental dos distintos Secretários do Estado, com os quais contamos
para a conformação de uma equipe multidisciplinar necessária para o
projeto. São eles que avaliarão o MasterPlan e colocarão à disposição
seu conhecimento e recursos para a consolidação do mesmo.
E, por último, agradecer ao Sinduscon na figura do Sr. Carlos TakashiSasai,
Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre/FIEAC, por
assumir o desafio de levar adiante este projeto (quase utópico no seu
principio) concretizando-o.
Parafraseando à Antônio Machado (poeta espanhol) dizemos
“caminhante não há caminho”!
faz-se caminho ao andar...”
Por último, a cidade apesar de concreta também se modifica com nossas
atitudes, todo dia, a cada instante...
Há muito por fazer e ficam abertas as portas a todos aqueles que
começam a participar hoje, para que sintamos que esta obra é um pouco
de todos.
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CIDADE DO POVO
APRESENTAÇÃO
ÍNDICE
PARTE I. COMPREENSÃO
PARTE II. EXPLORAÇÃO
PARTE III. PROPOSTA
Localização
Acessos
Planta conceitual
Zoneamento
Diretrizes
Clima
Plano de Ocupação
Solo
Vegetação
Hidrografia
Dimensão relativa
Altimetria
Declividades
CRÉDITOS
1. ESTRUTURA VIÁRIA
Estrutura Viária
Hierarquia Viária
Vias Coletoras 4 e 5
Vias Coletoras 2 e 3
Via Coletora 1 e Via local
Calçadas
Ciclovias
Transporte público coletivo
Trânsito sustentável
2. REDE DE ESPAÇOS ABERTOS
3. PARQUES E PRAÇAS
4. EQUIPAMENTOS PÚBLICOS
Educação
Saúde
Segurança
Comércio
5. RECREAÇÃO
6. MOBILIÁRIO URBANO
Iluminação
Sinalização urbana
7. INFRAESTRUTURA
Águas
Energia
Resíduos sólidos
8. ARQUITETURA
9. IMAGENS
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CIDADE DO POVO
APRESENTAÇÃO
Este caderno apresenta o Masterplan desenvolvido pela Terra Urbanismo
para o Governo do Acre, referente à área da Fazenda Feltrini, localizada
na porção sudeste do município de Rio Branco.
Próxima ao Estádio Arena da Floresta, a região se caracteriza por uma
ocupação desordenada, com a presença de galpões industriais e grandes
vazios urbanos. A população habitante é predominantemente de baixa
renda familiar.
A área de aproximadamente 7.040.000 m² é significativa para a cidade
de Rio Branco tendo cerca de 1/3 de seu território inserido em zona de
expansão urbana. A área se estrutura geograficamente pela presença
do igarapé da Judia e de diversos igarapés que nele desaguam. A mata
ciliar a ser preservada segundo legislção constitui elemento referencial
de projeto dos espaços públicos urbanos integrados ao meio ambiente.
Este Master Plan tem como objetivo orientar e direcionar os novos
rumos de ocupação planejada para a gleba em estudo, através de
uma análise cuidadosa das características da área e de seu entorno,
levando em consideração as exigências das legislações vigentes, das
restrições ambientais e as expectativas do governo, empreendedores e
da população.
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CIDADE DO POVO
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CIDADE DO POVO
PARTE I. COMPREENSÃO
Esta etapa corresponde aos estudos e pesquisas realizados
que visam compreender o território e o programa a fim de
definir diretrizes arquitetônicas e urbanísticas adequadas ao
contexto socio-econômico e geográfico.
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CIDADE DO POVO
COMPREENSÃO
localização
Localização: ACRE
Acre em números*
Área total
16.422.136,05 ha
População
733.559 hab.
PIB
0,2% (dado de 2004)
Densidade demográfica
4,18 hab./ km²
Clima
Equatorial
Hidrografia
Rios principais: Juruá, Tarauacá,
Muru, Envira, Xapuri, Purus, Iaco,
Acre
* Fonte: IBGE
Mapa do Acre: Localização de Rio Branco
Abaixo: fotos da região
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CIDADE DO POVO
localização
COMPREENSÃO
Ampliação do perímetro urbano
Com o crescimento no setor de serviços e o desenvolvimento industrial, fica evidente a necessidade do crescimento
espacial da cidade de Rio Branco.
Conforme diretrizes do Ministério das Cidades, para implementação de habitações de interesse social, a intenção de
nos próximos 5 anos finalizar cerca de 11.000 celulas habitacionais , levando em consideração certos fatores como o alto
valor de terras, o esgotamento fisíco de áreas na malha urbana existente, a localização do lixão, áreas de alagamento,
recuperação de áreas verdes, entre outros.
Novos eixos estruturantes devem delimitar oito novas áreas
habitacionais interligadas por um anel viário a leste de Rio
Branco.
“Fonte: Plano municipal de Habitação de Interesse Social de Rio Branco
Autor: José Otávio Francisco Perreira
Esquema de ampliação do perímetro
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CIDADE DO POVO
localização
COMPREENSÃO
Localização: RIO BRANCO
Rio Branco*
Área total
8.835,675 km²
População (2010 estimativa)
336.038 hab.
Densidade demográfica
38,03 hab. /km²
Hidrografia
Rios Acre e Purus
* Fonte: IBGE
Zoneamento rural
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CIDADE DO POVO
localização
COMPREENSÃO
Identidade da área e acessos
A área está inserida em uma das regiões de maior crescimento de Rio
Branco, ligada por eixos viários de grande importância, com fácil acesso
ao centro da cidade. Avenida Chico Mendes possui caráter comercial e
de seviços e a Rodovia BR-364 possui uma rede de galpões industriais e
logístico que constitui sua identidade e principal vocação.
Imagens de referência local
Imagens de referência *fonte . Jornal de todos os acrianos A TRIBUNA
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CIDADE DO POVO
localização
COMPREENSÃO
Localização: EQUIPAMENTOS PÚBLICOS
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CIDADE DO POVO
zoneamento
COMPREENSÃO
Zoneamento
Plano Diretor: LEI Nº 1.661 DE 27 DE OUTUBRO DE 2006
Zona: APH (Áreas de Promoção de Habitação)
Uso Permitido: R1, R2, R3, R4 e R5 e CSI
Uso Permitido: R1, R2, R3, R4 e R5 e CSI
Taxa de Ocupação: 50%
Coeficiente de proveitamento: 6 (não se contabiliza as áreas cobertas
para estacionamento)
Taxa de permeabilidade: 30%
Recuos: frontal: 3m para os usos r1 e r2; 5m para os demais usos
habitacionais. Mais que 03 pavimentos, utilizar a fórmula r=h altura)
– v(caixa da via), sendo 5<r<10. Admite-se o recuo frontal para
estacionamento.
-laterais: com numero de pavimentos menor que 3= 1,50m de recuo.
outras exigências : cota mínima de soleira: 135 m. Não parcelar acima
de 30% e acima de 15% somente com laudo geotécnico.
Zoneamento urbano
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CIDADE DO POVO
clima
COMPREENSÃO
Clima
O clima é equatorial, com temperaturas oscilando entre 25°C e 40°C nos
dias mais quentes do ano. As sensações térmicas, porém, ultrapassam 40°C,
fazendo com que Rio Branco esteja entre as 10 capitais mais quentes do Brasil.
Situada a 153 metros de altitude, as menores temperaturas ocorrem à noite,
com registros frequentes de 22°C nas madrugadas. O período compreendido
entre os meses de dezembro e março corresponde à época mais quente do ano,
com máximas acima de 40°C e ocorrência de queimadas. Nos fenômenos de
friagem, que podem se suceder entre maio e agosto, registram-se temperaturas
baixas para os padrões regionais (por volta de 15°C). Em julho de 2010, devido
ao fenômeno, foram registrados recordes de temperaturas mínimas. No dia
17 a mínima foi de 12,1°C e no dia 19, 9,8°C. Esse fenômeno, porém, é raro e
pontual, de curta duração.
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CIDADE DO POVO
solo
COMPREENSÃO
Solo
Cerca de 90% dos sedimentos da Bacia do Acre são de idade terciária
de origem continental fluvial, tendo sido estudados sob denominações
diversas, como a Formação de Pebas Manaus, Puca e Rio Branco. Delas
a mais conhecida é a Formação Solimões.
A Formação Solimões é composta por sedimentos típicos de planície de
inundação, apresentando estratificações cruzadas, estrutura laminar
em argilitos, siltitos acamados e em lentes, arenitos finos e grosseiros
em lentes ou interditados com siltitos e argilitos, etc.
A análise feita pelo Radambrasil folha de Rio Branco evidência a
presença de cinco associações de solos que recobrem os arredores de
Rio Branco:
- Latossolo vermelho amarelo distrófico com características marcantes
de óxido hidratados de ferro, alumínio e variável proporção de argila.
São solos concrecionários lateríticos de textura argilosa;
- Podzólico vermelho amarelo eutrófico, tem como sedimentos
predominantes, argilitos, siltitos argilosos carbonatados. Não são
hidromorfos, e são caracterizados por apresentar um horizonte B textual
com frações argilosas;
- Podzólico vermelho amarelo álico, são solos de profundidade média,
bem arenado e com grau de estrutura fraca e moderada, na forma
geralmente granular. Possui alto grau de acidez e presença de alumínio;
- Solos hidromórficos gleyzados eutróficos e álicos, são desenvolvidos
sobre sedimentos recentes (quaternário) de textura argilo-siltosa, com
cores influenciadas pelo processo de redução do ferro e pela saturação
com a umidade;
- Solos hidromórficos gleyzados eutróficos, solos que foram originários
a partir dos sedimentos da Formação Solimões no período pliopleistoceno.
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CIDADE DO POVO
vegetação
COMPREENSÃO
Vegetação
O mapeamento da vegetação do Acre mostra a ocorrência de três Regiões
Fitoecológicas ou Tipos de Vegetação, ainda bastante conservadas:
Floresta Ombrófila Densa (Floresta Tropical Pluvial), Floresta Ombrófila
Aberta (Faciações da Flores Ombrófila Densa) e Campinarana (Caatinga
da Amazônia, Caatinga-gapó e Campina da Amazônia). Além desses
principais Tipos de Vegetação ocorrem também Áreas de Tensão ecológica
ou Contatos Florísticos; no caso, o contato, na forma de encrave, é da
Campinarana com a Floresta Ombrófila. As feições florestais, entretanto,
apresentam amplo domínio.
Cada Região Fitoecológica é composta por formações e subformações,
de acordo com a fisionomia e o ambiente onde se encontram. Assim, a
Floresta Ombrófila Densa mostra as formações Aluviais, das Terras Baixas
e Submontana, cujas subformações ora se apresentam com fisionomia
de árvores emergentes, ora com dossel uniforme. A Floresta Ombrófila
Aberta, considerada a principal Região Fitoecológica da área, ocorre
com as formações Aluvial e das Terras Baixas, destacando fisionomias ou
subformações onde ora predominam bambus, ora palmeiras, e as vezes
cipós. A Campinarana, de ocorrência bem mais restrita, apresenta-se
com fisionomias variando de Gramíneo-Lenhosa a Floresta.
As Áreas Antrópicas destacam-se por serem utilizadas para Pecuária
(pastagem), a principal atividade agrícola do estado. Embora com pouca
representação, a Vegetação secundária é uma tipologia muito frequente,
ocorrendo de forma associada, em praticamente toda as áreas ocupadas
por pastagens e principalmente, ao longo das ocupações ribeirinhas,
nas planícies dos principais rios da região, onde se alterna com feições
florestais naturais e tratos agrícolas de subsistência.
Fonte: cartas 1:250.000 do manual Técnico da
Vegetação Brasileira - IBGE
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CIDADE DO POVO
COMPREENSÃO
hidrografia
Restrições
De acordo com a Legislação Municipal e Estadual, a área de estudo possui
restrições para sua ocupação definidas pelas APPs e nascentes,que
juntamente com aglomerações de mata nativa formam uma borda na
parte sul do território e criam uma barreira natural e um parque linear.
As castanheiras distribuídas na gleba estão sob proteção ambiental.
O aquifero de Rio Branco sempre foi relegado a segundo plano, devido
ao baixo potencial para exploração desse recurso, porém no Distrito
II da capital, essa possibilidade vem sendo explorada atraves de poços
tubulares rasos, perfurados a trado, com captação por sistema de
ponteiras para fins comerciais. Através de análises, o aquífero de Rio
Branco foi caracterisado como “Confinado Drenante”, ou seja a camada
acima dos sedimentos anerosos é semi-permeável, possuindo uma
baixa capacidade de infiltração direta da água na superficie mas não tão
impermeavel como a camada abaixo.
A ocupação dessa área ainda precisa ser rigorosamente regulamentada,
até então obedecendo a legislação ambiental e urbana pertinente e
deverá constar nos anais do plano diretor municipal.
Fonte: Plano municipal de HIS de
Rio Branco.
José Otávio Francisco Parreira
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CIDADE DO POVO
altimetria
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COMPREENSÃO
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CIDADE DO POVO
declividades
COMPREENSÃO
Declividades
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CIDADE DO POVO
COMPREENSÃO
dimensão relativa
A área da gleba, possui 7.035.878,46m², equivalente em relação a Sena
Madureira, Senador Guiomard e tem praticamente o mesmo tamanho
de Cruzeiro do Sul.
Estima-se que a área abrigará aproximadamente 60 mil pessoas e 11
mil casas, uma proporção equivalente a uma cidade de pequeno porte
com toda a infraestrutura para favorecer essas pessoas.
Programa:
- Área da Gleba - 7.035.878,46m²
- Habitações de interesse social - 11.000 casas
- População - 60.000 pessoas
Infraestrutura básica
ETE. Estração de Tratamento de Esgoto
ETA. Estação de Tratamento de Água
Distribuição de energia
Coleta de Lixo
Transporte
Cruzeiro do Sul
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Senador Guiomard
Sena Madureira
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CIDADE DO POVO
memorial de projeto
COMPREENSÃO
Áreas Impermeáveis
Serão implantadas aproximadamente 10.500 habitações de interesse
social com terrenos de aproximadamente 175m² e área construida
baseado na implantação do programa de moradia minha casa minha
vida
Serão necessários
1.040.964,76m² de área impermeável das casas, levando
em consideração uma taxa de ocupação (T.O) de 0,5 por lote e
1.342.811,69m² para áreas impermeáveis de vias e passeios
Gráfico de impermeabilidade
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CIDADE DO POVO
memorial de projeto
COMPREENSÃO
Saneamento Básico
Para uma cidade de 60.000 pessoas, deve-se levar em conta toda a
infraestrutura para suprir necessidades básicas como:
Estação de tratamento de esgotos
Deve-se obter através de cálculos, a quantidade de
detritos sólidos gerados por pessoas ao dia, definindo a dimensão da
ETE para suprir as necessidades da gleba.
Estação de tratamento de água
Em média uma pessoa consome cerca de 5 litros de
água potável por dia, para uma cidade de 60.000 pessoas, obtem-se
uma média de 300.000 litros de águas apenas para o consumo
Alem do consumo, deve-se levar em conta os gastos
como banho, lavar roupas, a casa, carro e etc.
Para calcularmos a dimensão da estação de tratamento
de água o objetivo é encontrar meios sustentáveis para abastecer uma
cidade de 60.000 pessoas de forma a não prejudicar a estrutura de
abastecimento de água da cidade de Rio Branco
ETA - Estação de Tratamento de Água
ETE - Estação de Tratamento de Esgoto
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CIDADE DO POVO
COMPREENSÃO
memorial de projeto
Energia
Em relação ao consumo de energia de uma cidade de pequeno porte,
deve- se levar em consideração o padrão das residências a ser definido
pelo programa a ser implantado, a proposta estabelece que serão habitações de interesse social e por isso pode-se deduzir que o consumo
de uma residência seria uma variação de 230 a 250 Kw/h, onde o maior
consumo seria por conta do chuveiro elétrico (73 a 75 kw/h) e iluminação (40 a 45 kw/h) devendo levar em conta também os costumes e
quantidades de membros por família.
Considerando o consumo médio por residência de 240 kw/h, em uma
cidade com 11,000 casas, teriamos um consumo de 2.640.000 kw/h
Pensando na questão da sustentabilidade, o objetivo é buscar alternativas viáveis e econômicas a serem implantadas.
Quadro de consumo para uma casa econômica
Aparelhos elétricos
CHUVEIRO ELÉTRICO
GELADEIRA DE UMA PORTA
LÂMPADA INCANDESCENTE – 40 W
TV EM CORES CRT – 29?
COMPUTADOR DESKTOP
LÂMPADA FLUORESCENTE COMPACTA 23 W
MULTIPROCESSADOR
LÂMPADA FLUORESCENTE COMPACTA 15 W
LÂMPADA FLUORESCENTE TUBULAR 20W
LAVADORA DE ROUPAS
FERRO ELÉTRICO AUTOMÁTICO
LÂMPADA FLUORESCENTE COMPACTA 11W
ESTABILIZADOR 300 VA (CONSUMO INTERNO)
MONITOR LCD 15 “
GRILL/SANDUICHEIRA
SECADOR DE CABELOS PEQUENO
RÁDIO RELÓGIO
APARELHOS EM STAND BY
MODEM ADSL
RÁDIO ELÉTRICO PEQUENO
LIQUIDIFICADOR
APARELHO DE SOM PORTÁTIL
VÍDEOGAME
BATEDEIRA
FURADEIRA
CARREGADOR DE PILHAS
DVD PLAYER
FOGÃO A GÁS COMUM
ALISADOR DE CABELOS
BARBEADOR/DEPILADOR/MASSAGEADOR
IMPRESSORA DESKJET PEQUENA
Quantidade
1
1
3
1
1
3
1
3
2
1
1
3
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
Consumo mensal (kWh)
73,50
29,70
18,00
16,50
12,00
10,35
8,40
6,75
6,00
6,00
5,00
4,95
4,80
4,80
3,75
3,60
3,60
2,85
2,40
2,40
1,35
1,20
0,90
0,38
0,35
0,25
0,20
0,18
0,08
0,06
0,05
TOTAL 230,35
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CIDADE DO POVO
memorial de projeto
COMPREENSÃO
Lixo
De acordo com a OMS (organização Muldial de Saude) o lixo está
ligado diretamente ao fatores sociais de cultura. Em uma comunidade
carente, a média anual gerada por uma residência de 3 a 4 pessoas é
de 400 a 550Kg/ano e em uma comunidade com classe social elevada
está em 700 a 850kg/ano levando para a proporção de uma cidade de
60.000 pessoas por ano, a um valor médio de 500kg ano/ casa temos
um total de 30.000.000kg/ ano na cidade toda.
Um dos fatores importantes que podem alterar drasticamente esse
numero é a questão da conscientização ecologia, como a separação
dos lixos recicláveis
e investimento em uma ação de coleta de lixo selecionados, reaproveitando todo o material reciclável e projetando dentro das normas sanitárias, áreas para aterro de lixo orgânico.
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CIDADE DO POVO
memorial de projeto
COMPREENSÃO
Transporte
Um tema de grande importância está vinculado ao meio de transporte.
Uma avaliação rápida da quantidade de pessoas se deslocando da
gleba para o centro de Rio Branco chegaria a um numero em média no
horário de pico de aproximadamente 15.000 a 20.000 pessoas, o que
geraria um grande transtorno se não houver uma estrutura adequada
para tal problema .
Haverá um grande investimento no transporte coletivo, implantando
uma linha de veículos que abrange todas as pessoas da cidade e ofereça o conforto e a praticidade, buscando sempre um tempo hábil a
favorecer todos.
Existem várias alternativas para tal questão, variando de ônibus a VLTs
onde ambos podem utilizar de fontes de combustiveis ecológico e fácil
manutenção.
Outra alternativa seria a adequação das vias com implantação de
ciclovias, desde a área proposta até a região central da cidade de Rio
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CIDADE DO POVO
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CIDADE DO POVO
PARTE II. EXPLORAÇÃO
Esta etapa do compreende as primeiras definições projetuais
para a urbanização do território, baseando-se nos dados
colhidos durante o período de compreensão do território
para criar diretrizes coerentes.
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CIDADE DO POVO
Diretrizes e acessos
EXPLORAÇÃO
A leste da gleba, a Prefeitura propõe uma diretriz viária que funcionará
como anel viário, cujo intuito é conectar diversas áreas da cidade de Rio
Branco.
A oeste, outra diretriz conecta a gleba à Av. Chico Mendes,
contornando a App dentro a área proposta
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CIDADE DO POVO
EXPLORAÇÃO
Concepção do Projeto
- centralidade
baseada em um raio de
caminhabilidade de no
máximo 500m
- São criadas vias estruturadoras garantindo mobilidade
no empreendimento
- Outras subcentralidades
são geradas com o mesmo
raio de caminhabilidades,
criando assim quatro núcleos
de suporte destinados a
servir 15.000 pessoas cada
um.
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CIDADE DO POVO
EXPLORAÇÃO
diretrizes
Condicionantes e potencialidades
Determinados os acessos da área proposta, são traçados eixos viários,
sempre respeitando as restrições da legislação.
No eixo do acesso principal pela rodovia BR-364, concentra-se um núcleo
institucional com ênfase nos equipamento de educação.
Ao longo da área de mata e do Igarapé da Judia, constitui-se um parque
linear com uma via parque que percorre toda a sua extensão, que se
consolida como um eixo estrutural importante no projeto.
Nos cruzamentos dos eixos propostos, implantam-se núcleos
institucionais com serviços diversos, comércio e abrange um raio de até
600 m.
- Áreas verdes pré definidas
áreas de igarapés
APPs
Matas
- Definindo as áreas verdes,
surgem as áreas de aproveitamentos, para a implantação
do projeto
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CIDADE DO POVO
EXPLORAÇÃO
plano de ocupação
PLANO DE OCUPAÇÃO
GRÁFICO PERCENTUAIS
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CIDADE DO POVO
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CIDADE DO POVO
PARTE III. PROPOSTA
Esta etapa consolida determinações do processo de exploração
através de desenhos de vias, quadras, habitações, além da
definição de padrões, normas e partidos arquitetônicos e
urbanísticos adotados.
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CIDADE DO POVO
planta conceitual
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PROPOSTA
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CIDADE DO POVO
ESTRUTURA VIÁRIA
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CIDADE DO POVO
estrutura viária
PROPOSTA
O fluxo de veículos é baseado em uma grelha que otimiza as conexões
entre espaços e prorizando os meios de locomoção não motorizados
para destinos mais próximos.
A rede viária, além de definir destinos de maneira clara, assimila o
trânsito sustentável, possível pela oferta de comércio e serviços locais
distribuídos equitatimente pela área ocupada.
De forma a hierarquizar o sistema viário, temos uma divisão de vias de
acordo com seu fluxo e função dentro da rede.
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CIDADE DO POVO
estrutura viária
PROPOSTA
Hierarquia viária
A criação de um sistema viário hierárquico, organizando as intensidades
de fluxo urbano, reduz o investimento na implantação e diminuindo o
impacto ambiental. Foram definidos os seguintes tipos básicos de via:
1. Vias Arteriais - São as artérias principais, que recebem o maior fluxo
de mais alta velocidade. Estabelecem o acesso à cidade e interligam
os bairros, Além de organizar o transporte coletivo e o surgimento de
novos bairros.
2. Vias Parques - Margeando a ocupação urbana, têm uma relação direta
com o parques, criando visuais, áreas de permanência e de lazer. São
uma transição entre a área efetivamente ocupada e a área preservada,
garantindo sua posição de borda e sua zona de amortecimento.
3. Vias Coletoras - Se contrapõem e absorvem o tráfego das vias arteriais,
além de coletar e distribuir o fluxo interligando-se às vias e aos centros
locais.
4. Vias Locais - Organizam principalmente o uso residencial e suas ligações
com as demais vias. São intencionalmente mais estreitas, induzindo a
diminuição da velocidade do trânsito.
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CIDADE DO POVO
estrutura viária
PROPOSTA
Vias coletoras tipo 4 e 5
Vias de trânsito rápido com corredores de ônibus, atende todas as super
quadras e tem ligação direta com os acessos à gleba.
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CIDADE DO POVO
estrutura viária
PROPOSTA
Vias coletoras 2 e 3
Vias coletoras de média velocidade, liga as superquadras com as vias coletoras
de transito rápido (arteriais e via parque).
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CIDADE DO POVO
estrutura viária
PROPOSTA
Vias Coletora tipo 1 e Local
São vias de tráfego lento que promovem acesso às residências.
Têm perfil mais estreito, condizente com a demanda e com o
índice de velocidade proposto.
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CIDADE DO POVO
estrutura viária
PROPOSTA
Calçadas
- Calçadas das áreas residenciais devem ter no mínimo 2,00 m
- Calçadas da área comercial devem ter no mínimo 2,50 m de largura no
espaço reservado para pedestres, tendo largura total variando entre 4,5
me 6,5 m.
- Acessibilidade universal deve abranger toda a área de circulação do
território.
Faixas de Pedestres
- Distintos padrões de pavimentação nos cruzamentos de duas ruas
podem ser usados para articular zonas de travessia segura para
pedestres.
Pavimentação e Materiais
- A pavimentação em todas as calçadas públicas deverão utilizar de
materiais locais, como pavimentadas em concreto.
- As unidades de pavimentação devem incluir uma variedade de
tamanhos com a unidade principal medindo aproximadamente 0,5 m
de largura e 1,0 m de comprimento.
- A utilização de cores diferentes para as unidades de pavimentação
é incentivada, garantindo a definição dos espaços segundo o seu uso:
veículos, ônibus, bicicleta, pedestres.
- Os pavimentos serão assentados em uma cama de areia.
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CIDADE DO POVO
estrutura viária
PROPOSTA
Ciclovias
- Um sistema de ciclovias é proposto para ser executado ao longo de
ruas e trilhas de lazer nos parques e praças.
- As ciclovias são designadas ao decorrer de todas as vias arborizadas e
ruas primárias do desenvolvimento.
- As trilhas de bicicletas e de corrida (dentro dos parques) devem ter de
no mínimo 2,50 m.
- Ciclovias junto com faixas de área verde nas vias publicas, deve ser de
no mínimo 1,60 m.
- Bicicletários públicos são previstos em pontos estratégicos no centro
da cidade, centro de bairros, parque linear e em todos os espaços
públicos.
Estratégias sustentáveis
- Usar pavimento colorido para diferenciar superfícies permeáveis e
ciclovias. Quando possível separar as ciclovias do tráfego de veículos
e pedestres através do uso de paisagismo. Marcações de pavimento e
sinalização de alta visibilidade devem ser usados para indicar zonas de
bicicletas e de carros para alertar.
- As trilhas de bicicleta devem ser sombreadas por árvores e vegetação
nativa. Deve-se considerar a incorporação de elementos de resfriamento
evaporativo linear ao longo dos trajetos de bicicleta.
- Incorporar um projeto de sinalização no sistema de trilhas para
fornecer informações, bem como indicar direções. Bicicletários devem
ser instalados em intervalos regulares, especialmente na proximidade
de locais de interesse, perto de instalações recreativas e público.
Imagens de ciclovias e biciclet[arios
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CIDADE DO POVO
estrutura viária
PROPOSTA
Transporte público coletivo
Propõe-se que o transporte público intermunicipal seja classificado
em duas categorias: VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e Ônibus. Ambos
percorrem a BR 364 tendo uma parada no Terminal Intermodal na
entrada da Cidade do Povo. De lá os passageiros podem pegar o Ônibus
Circular Elétrico Intramunicipal, ou seus veículos particulares: carro,
moto e bicicleta, que estacionam em área reservada nas proximidades
do terminal.
O Circular realiza um trajeto quase coincidente com o perímetro projetado
da cidade. Suas paradas estão equidistantes de aproximadamente 300m,
de maneira a possibilitar trajetos menos demorados para pedestres.
A hierarquização do transporte em: Inter e Intramunicipais, busca
otimizar os trajetos percorridos, reduzindo percursos e aumentando a
frequência dos veículos.
Transporte de cargas
Para que não haja veículos pesados de carga circulando na cidade,
propõe-se que um depósito seja instalado logo na entrada da mesma.
Assim, as cargas trazidas de fora da cidade devem ser depositadas e
transportadas por veículos mais leves aos seus destinos finais. Uma
possibilidade é a utilização de caminhões elétricos, não poluentes e
menos agressivos à população e meio-ambiente.
Conceitos norteadores
1. Pensar e planejar os meios de transporte e percursos possíveis é
uma medida que visa favorecer o uso dos modos de deslocamentos
alternativos aos carros e caminhões pesados (transporte coletivo,
bicicleta e caminhada) racionalizando os trajetos diários.
2. Essa medida implica disponibilizar veículos de qualidade, que ofereçam
conforto e eficácia no trajeto, a preços acessíveis, e que poluam o menos
possível (em termos sonoros e de emissão de CO2).
Abaixo: VLT projetado para Brasília
À direita: Caminhão Elétrico
desenvolvido pela Itaipu Binacional e
Iveco. Possui autonomia para percorrer
100 km.
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CIDADE DO POVO
estrutura viária
PROPOSTA
Trânsito sustentável
A opção por incentivar transportes menos agressivos ao meio ambiente,
como os meios coletivos, a bicicleta e o caminhar, foi responsável pela
definição do desenho do Plano de Ocupação, de suas vias e distribuição
de programas. Essa resolução impõe as seguintes diretrizes:
- Incentivar meios de transporte alternativos para promover a saúde,
diminuir a poluição e reduzir o consumo energético.
- Fornecer instalações comunitárias como paradas de ônibus, ciclovias
e bicicletários.
- Ciclovias claramente definidas. Apoiar e incentivar a bicicleta como
meio de transporte diário, garantindo através do projeto das vias
segurança e abrangência de todo o território.
- Aumentar a segurança no uso de bicicletas pela incorporação das “bikeboxes”. Criar ciclovias e trilhas de bicicleta que conectem os bairros.
- Equipamentos urbanos: as paradas de ônibus devem ser projetados
visando a proteção dos passageiros das intempéries; sistema de
arrefecimento como resfriamento evaporativo; torres eólicas e lajes
radiantes.
- Capacidade de estacionamento não deve exceder os requisitos mínimos
de zoneamento local.
- Dedicar 5% do estacionamento para veículos de baixa emissão e baixo
consumo de combustível .
- Considerar os padrões normatizados de tráfego de pedestres.
- Minimizar área pavimentadas ou impermeáveis e maximizar pisos
permeáveis.
- Considerar o uso de revestimentos de asfalto permeável e concreto
leve para estradas, superfícies de estacionamento, vias de pedestres,
ciclovias e passarelas e prever uso de materiais de cores claras (índice
Reflectivo Solar> ou = 29).
- Abundância de árvores para maximizar o sombreamento do pavimento.
Usar espécies nativas ou espécies naturalizadas.
- Devem ser previstas instalações para irrigações que utilizem água
pluvial.
- Incentivar e melhorar a Caminhabilidade para pedestres
- Incorporar assentos e mobiliário urbano em espaços públicos e em
toda rede viária.
- Fornecer energia de iluminação adequada e eficiente nos espaços
públicos.
- Usar materiais ambientalmente preferíveis na rede viária, como
materiais reciclados, de reuso e locais.
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REDE DE ESPAÇOS ABERTOS
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rede de espaços abertos
PROPOSTA
A presença dos vários igarapés proporciona uma possibilidade excepcional
para a geração de uma rede de espaços abertos, interconectados, que se
distribuem por toda a cidade, o que assegura uma grande porcentagem
de área verde e a criação de um corredor ecológico que permite a
preservação do ecossistema local.
Estes espaços, além de permitirem a geração de parques lineares e
praças de diferentes categorias, facilitam uma intervenção simples
de sistemas de filtragem e manejo de águas pluviais, permitindo sua
captação e retenção para reuso.
Diretrizes:
- Todos os espaços abertos públicos e privados incluindo sistemas
de parques, praças de bairros e quadras devem se localizar segundo
definição do MasterPlan.
- As atividades privadas desenvolvidas nos espaços abertos devem ser
regulamentadas.
- Os espaços abertos deverão ser utilizados para fins sociais, recreativos
e manejo das águas e/ou para fins de preservação ambiental.
- Os espaços abertos deverão ser desenvolvidos respeitando as legislações
ambiental, estadual e federal vigentes para criar um ambiente seguro
dentro da comunidade.
- Os usos permitidos em cada uma das áreas deverão ser apropriados
ao caráter do espaço aberto contemplando sua topografia, tamanho e
vegetação existente.
- O desenvolvimento dos espaços abertos inclui:
- Parque linear do Igarapé da Judia;
- Parques dos igarapés;
- Praças de centros de bairros;
- Praças de centros de Superquadras.
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CIDADE DO POVO
PROPOSTA
rede de espaços abertos
Paisagismo Sustentável
Deve se entender a PAISAGEM como uma conjunção dos fatores: forma
da terra, ecossistema e cadeia de espaços abertos.
A reintrodução de paisagens naturais é uma tendência que exige
planificação e desenho nas diferentes escalas, contribuindo ao
restabelecimento do habitat natural, conservação de espécies e
educação ambiental.
O Paisagismo Sustentável se baseia na conservação, proteção,
reestruturação e recriação dos ecossistemas naturais; contribuindo ao
equilíbrio do sistema ambiental e à geração de corredores ecológicos.
Propõe-se “pensar globalmente para atuar localmente” indo assim do
geral ao particular, dominando diferentes escalas de trabalho. Assim
sendo, o primeiro passo sé a realização de uma análise prévia da área,
o que permite:
- identificar oportunidades de captação, tratamento e reuso das águas
pluviais e tratamento de esgoto;
- considerar os cursos d’água como guia para o traçado de parques
assim como para sua avaliação na definição de sistemas de infraestrutura sanitária (lagoas de oxidação, etc);
- determinar o domínio da vegetação existente que ajuda à
interceptação das precipitações, gera evapotranspiração, infiltração
e filtração de poluentes;
7. Nas áreas de recreação infantil, utilização de superfícies permeáveis
claras de material que amorteça possíveis quedas, como a borracha.
Os materiais do mobiliário e dos equipamentos deverão ser recicláveis
e ter igualmente cores claras.
8. Paisagismo com uso eficiente d’água:
- avaliar as potencialidades, possibilidades de manutenção e
melhorias;
Cultivo exclusivo de espécies nativas ou adaptadas à região, que só
requerem poda e manutenção, sem necessidade de água adicional,
de preferência produtos de viveiros municipais.
- revelar espécies, assim como áreas sensíveis e elementos da
paisagem a preservar.
O sistema de regas, quando for necessário, deve utilizar água pluvial,
não potável.
O projeto dos espaços abertos se baseia nas seguintes premissas:
1. Definição de espaços abertos distantes entre si de percursos curtos
a serem feitos confortavelmente a pé.
9. Uso da técnica de geração de ilhas de mitigação do calor para
melhorar o conforto térmico nos espaços abertos, protegendo o
ecossistema local e reduzindo os custos de energia de resfriamento
para os prédios próximos.
2. Grande variedade de parques e espaços abertos fornecida dentro
de um raio de cinco minutos a pé em todos os bairros.
3. Promoção de atividades físicas em áreas verdes e amplas,
cooperando com uma melhoria na qualidade de vida dos cidadãos.
4. Consolidação de áreas e caminhos sombreados dentro dos bairros
e vias arborizadas para incentivar o movimento de pedestres e o uso
da bicicleta.
5. Sombreamento de todos os caminhos de pedestres com árvores
nativas e plantas que requeiram mínima irrigação e manutenção.
6. Redução das áreas com pavimento impermeável a fim de otimizar o
escoamento das águas pluviais e impedir a geração de ilhas de calor.
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Imagens de referência: igarapés,
áreas sombreadas para caminhada e
paisagismo de parques.
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CIDADE DO POVO
PARQUES E PRAÇAS
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CIDADE DO POVO
parques e praças
PROPOSTA
Diretrizes Gerais
Paisagismo
O projeto de paisagismo deve prever o cultivo de espécies nativas
de produção local, na busca da preservação dos igarapés e da sua
integração com os parques fluviais e com a cidade. Para isso prevê-se a
reflorestação das áreas degradadas e a implantação de jardins naturais.
Dessa maneira, serão geradas áreas sombreadas ao longo dos caminhos
e das ciclovias. Além disso, para promover o uso intenso das áreas verdes
e a necessidade da sua manutenção, sugere-se a instalação de mobiliário
urbano, como bancos, pérgolas, equipamentos para ginástica, etc.
Sistemas de bio-filtragem e manejo de águas pluviais
Sugere-se a implantação de lagoas de retenção em diversos pontos dos
igarapés para o controle das águas. Para isso é necessário empregar
um sistema eficiente de captação das águas pluviais, além da contínua
dragagem dos sedimentos.
Vias públicas do contorno
Propõe-se o tratamento paisagístico ao longo de todas as vias públicas,
de modo a manter uma arborização farta e jardins lineares que separam
os pedestres dos veículos.
Caminhos
Preve-se a implantação de caminhos de pedestres e ciclovias ao longo
do parque, além da adoção do conceito da Acessibilidade Universal em
todos os espaços públicos.
Materiais
Sugere-se o emprego de pavimentos permeáveis nas vias, para que o
fluxo das águas pluviais seja conduzido diretamente para a terra, onde
estão assentados.
Em geral, deve-se priorizar o uso de materiais de produção local.
Recreação
Ao longo dos caminhos serão instalados equipamentos para ginástica,
circuitos bio-saudaveis, áreas para crianças, etc.
Feira Livre
A feira terá lugar no parque no local onde desemboca a Avenida principal
e deve comportar instalações para funcionamento de bancas, quiosques,
barracas.
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CIDADE DO POVO
parques e praças
PROPOSTA
Áreas institucionais
- Igrejas
- Instituições sem fins lucrativos
- Atividades recreativas e culturais
- Possibilidade de instalação de viveiro ou horto da cidade
- Creches
- Escolas de Ensino Fundamental e Médio
- Escolas Técnicas
- Postos de saúde
- Mercado público
- Espaço para reunião das crianças
- Espaço para reunião de adolescentes
- Espaço para reunião de adultos
- Espaço para reunião de idosos
Área poliesportiva
- Quadras poliesportivas.
- Pista de atletismo.
- Skate park e circuito para bicicletas.
- Centro de treinamento.
- Áreas de ginástica e alongamento.
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CIDADE DO POVO
parques e praças
PROPOSTA
O esquema gráfico abaixo ilustra os raios a serem percorridos
confortavelmente a pé segundo as diferentes faixas etárias.
A definição das locações das praças dos bairros se baseou nessas
distâncias, proporcionando qualidade nos percursos diários e eficiência
no alcance de cada espaço público, seus serviços, comércios e áreas de
lazer.
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CIDADE DO POVO
parques e praças
PROPOSTA
Parque Linear da Judia
O parque linear se desenvolve ao longo do Igarapé da Judia, conformando
um cinturão verde que percorre todo o limite sul da área.
Diferentes zonas destinadas a atividades culturais e esportivas assim
como uma feira livre serão instaladas dentro do parque, todas conectadas
mediante caminhos e ciclovias com um tratamento paisagístico que
assegure o sombreamento e conforto térmico dos mesmos.
As zonas próximas ao igarapé serão reflorestadas, respeitando sua
conformação original e com flora nativa, como forma de proteger e
potenciar o mesmo.
Área Cultural
- anfiteatro ao ar livre,
- oficina de artes e artesanato
- parque de esculturas e exposições.
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CIDADE DO POVO
parques e praças
PROPOSTA
Parques dos Igarapés
Os parques fluviais propostos conformam áreas verdes urbanas nos
entornos dos igarapés que permeiam todo o território. Cada um desses
parques lineares conterá uma lagoa de retenção de águas pluviais, áreas
de recreação e áreas institucionais.
A criação de uma rede de caminhos e ciclovias, dentro dos parques,
permitirá que sejam percorridos a pé ou de bicicleta. A geração de
espaços sombreados ao longo dos mesmos melhorará o conforto
térmico na criação de micro-climas, incentivando o uso desses espaço
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CIDADE DO POVO
parques e praças
PROPOSTA
Praças de centros de bairros
As praças devem ser localizadas no centro de cada bairro, a não mais
de 5 minutos a pé a partir de qualquer ponto interno ao bairro. Elas
conformam espaços abertos nos quais se distribuiem, segundo sua
localização, diferentes áreas institucionais, equipamentos públicos e
centros de serviços que supram as demandas diárias, sem necessidade
de se deslocar para fora do bairro.
Imagens de praças na escala de bairro: paisagismo acolhedor, equipamentos urbanos
que propiciam o estar e espelho d’água
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CIDADE DO POVO
parques e praças
PROPOSTA
Praças de Centro de Quadras
Cada centro de quadra conformará uma praça destinada à área
de recreação nas quais se instalarão equipamentos adequados
contemplando as necessidades das diferentes faixas etárias.
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CIDADE DO POVO
EQUIPAMENTO PÚBLICO
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CIDADE DO POVO
equipamentos públicos
PROPOSTA
Localização e quantificação
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CIDADE DO POVO
equipamentos públicos
PROPOSTA
Matriz de responsabilidades
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CIDADE DO POVO
equipamentos públicos
PROPOSTA
Educação - Creche
O número de creches deve atender à demanda latente na cidade. Sua
localização busca estabelecer uma distância razoável de caminhada
para seu acesso, pensando no conforto dos pais e, principalmente, das
crianças.
Neste caso, considerando a faixa etária das crianças, propõe-se um raio
de 450 m que abrange a área atendida. As creches serão implantadas em
áreas vinculadas a praças e parques, buscando essa integração com a
natureza. Atividades como hortas, reutilização de materiais, reciclagem e
outros cuidados com o meio ambiente devem ser promovidos, de modo
que as crianças comecem a interagir com conceitos sustentáveis desde
pequenas. A horta também deve prover parte da alimentação que será
servida nas merendas.
Sempre próximos às creches, haverá postos policiais e de saúde,
garantindo segurança e tranquilidade.
*Ad Referendum da Secretaria de Educação e Esporte do Governo do Acre
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CIDADE DO POVO
equipamentos públicos
PROPOSTA
Educação - Ensino fundamental
Assim como as creches, o número de escolas deve atender à demanda
da cidade e a sua implantação deve estabelecer uma distância razoável
até as moradias.
Neste caso, o raio de caminhada pode ser um pouco maior, pois atende
a crianças na faixa de 6 a 14 anos. Foi traçado um raio de 600m para
determinar os pontos de localização das Escolas de Ensino Fundamental.
A idéia é que também estejam próximas à creches, promovendo mais
conforto a famílias que possuem filhos em fases escolares diferentes.
*Ad Referendum da Secretaria de Educação e Esporte do Governo do Acre
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CIDADE DO POVO
equipamentos públicos
PROPOSTA
Educação - Ensino médio
Para alunos do Ensino Médio, entre 15 e 17 anos, as localizações já
podem ser trabalhadas com raios ainda maiores. No caso, caminhadas
de até 900m, considerando também que pode ser tratar de escolas de
maior porte, com até 40 alunos por sala de aula.
Em pontos mais distantes, devem ser colocadas uma Escola Técnica,
uma Escola de Educação Ambiental e uma Escola de Esportes. Tudo isso
com capacidade para suportar a demanda da comunidade local.
O objetivo é servir a comunidade com toda a infraestrutura necessária
para a formação como profissional e como cidadão, assumindo a
postura de que a formação técnica prepara o aluno para o mercado,
a prática esportiva integra o cidadão à sociedade, e o conhecimento
ambiental educa a comunidade e a incentiva a buscar sempre soluções
mais eficientes.
*Ad Referendum da Secretaria de Educação e Esporte do Governo do Acre
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CIDADE DO POVO
equipamentos públicos
PROPOSTA
Saúde - Posto de sáude e Hospital
Os Postos de Saúde estão distribuídos uniformemente pelo bairro, de
modo a garantir à população um fácil acesso.
No eixo principal do empreendimento, situa-se o Hospital Geral.
*Ad Referendum da Secretaria de Saúde do Governo do Acre
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CIDADE DO POVO
equipamentos públicos
PROPOSTA
Segurança - Postos policiais e Bombeiros
Os Postos Policiais estão distribuídos uniformemente pelo bairro, de
modo a garantir à população um fácil acesso, e possibilitar a presença
constante da polícia, garantindo segurança a todos os moradores.
No eixo principal do empreendimento, situa-se a Central de Polícia.
*Ad Referendum da Secretaria de Segurança Pública do Governo do Acre
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CIDADE DO POVO
comércio
PROPOSTA
Feiras livres
Como complemento do Mercado Municipal e do setor comercial propõese no Parque da Judia uma feira livre que se dividirá em três áreas: feira
de artesanato, ligada ao parque de esculturas, feira esporádica com
temáticas diversas e feira de produtos hortifrutigranjeiros e comidas
típicas.
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CIDADE DO POVO
comércio
PROPOSTA
Comércio na escala da cidade e arredores
Propõe-se a existência de um estabelecimento comercial (unidade ao
Norte) que tenha a capacidade de atender o público proveniente de
todos os pontos da cidade do Povo e de ocupações vizinhas. A esse
comércio de maior porte seria reservada uma área de 1.400m² em
localidade estratégica: no eixo viário principal que conecta a estrada BR
364 ao núcleo central institucional da cidade.
Comércio na escala do bairro
As unidades comerciai sde menor escala estão implantadas de modo
estratégico conformando uma distribuição homogênea e definindo um
percurso máximo de 1.000m até a moradia mais distante. Isso garante
um fluxo constante de pessoas nas áreas habitacionais, promovendo
vitalidade urbana e consequentemente um maior grau de segurança à
população. Além disso, a proximidade do comércio incentiva o uso de
bicicletas e o percurso a pé descentralizando e otimizando as circulações
na cidade.
Cada unidade pode comportar, por exemplo, um mercado de 10x10m,
uma farmácia e cinco lojas com 5x5m cada.
Feira Livre
Um espaço para a ocorrência de feira é reservado na área próxima à
APP (Área de Proteção Permanente), nas proximidades do eixo onde se
localizam as unidades institucionais da cidade.
Mercado de rua de Grenoble, França
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CIDADE DO POVO
RECREAÇÃO
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CIDADE DO POVO
recreação
PROPOSTA
O conjunto das áreas destinadas à recreação localizadas nos parques e
praças da cidade integra um Projeto de Educação Ambiental, que tem
como objetivo melhorar a qualidade de vida dos cidadãos de todas as
faixas etárias. A intenção é incentivar e priorizar a prática de esportes,
atividades culturais e a interação social, assim como o desenvolvimento
de Oficinas de Artes e Artesanato que possibilitem uma capacitação
alternativa.
Levando em consideração a premissa de que só há mudança de hábito,
quando há também mudança de conceitos norteadores, desde as Oficinas
de Arte e Artesanato se dedica à educação através do desenvolvimento
da criatividade individual aliada ao conhecimento de técnicas específicas.
O Projeto de Educação Ambiental propõe conscientizar os cidadãos da
importância da coleta seletiva, da preservação das áreas verdes e dos
rios, do papel que cada um tem nesse contexto.
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CIDADE DO POVO
recreação
PROPOSTA
Anfiteatro
Com o objetivo de dar a oportunidade de apresentação a diferentes tipos
de expressões culturais à população da cidade, prevê-se um anfiteatro
no Parque da Judia. Além de peças teatrais, musicais, concertos, o
anfiteatro pode incorporar um cinema ao ar livre.
O anfiteatro, construído sobre um talude de grama com estrutura
de concreto, tem um grande espaço de atuação central, rodeada
por plataformas concêntricas, ascendentes, conformando as
arquibancadas.
Como elementos complementares, e com a finalidade de alentar o
desenvolvimento de atividades culturais em outros pontos da cidade,
propõe-se a implantação de coretos em parques e praças de bairro.
Segundo sua localização os coretos devem variar nas suas dimensões.
Acima: desenhos técnicos de coreto. Abaixo: imagens de anfiteatro grego e as praças
dos Seringueiros e 25 de setembro, Rio Branco, Acre.
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CIDADE DO POVO
recreação
PROPOSTA
Usina das artes
Localizada no Parque da Judia, a Usina das Artes formará parte de um
projeto que se configura numa atividade de extensão permanente e
que terá como objetivos gerais despertar na população o sentimento de
cidadania, seus direitos e deveres, estimular a conscientização ecológica,
e também promover a formação profissional através de oficinas de
artes e artesanato, além da possibilidade de organizar workshops para
discutição de temas de interesse comunitário, palestras e cursos de
assessoramento e orientação para diferentes setores da população.
Nas oficinas de artes serão ministrados cursos de música, teatro,
capoeira e outras formas de expressão cultural. As oficinas de artesanato
contemplarão a aplicação da técnica artística na elaboração de produtos
para comercialização, transformando a produção cultural em atividades
econômicas capazes de gerar renda para os participantes.
Este tipo de oficina funciona como uma espécie de catalisador de idéias,
estimulando o lado artístico e o espírito de civilidade. Estas atividades
propiciam o relaxamento, estimulam a concentração, a memória e
a coordenação motora, sendo, portanto, recomendados para todas
as idades. Além disso favorecem a integração entre as pessoas, a
cooperação, estimulam a criatividade e exercitam habilidades manuais.
Trabalhando no “artesanato ecológico” podem-se introduzir as ideias
de reaproveitamento e reciclagem, utilizando resíduos que seriam
descartados, como por exemplo: garrafas PET, embalagens de matérias de
limpeza, plásticos, papelões, latinhas, revistas velhas, jornais, serragem,
folhas, retalhos de tecidos, entre outros. Assim, unindo-se a necessidade
de preservação e conservação do meio ambiente à capacidade criativa
do ser humano, coloca-se em prática o reduzir o consumo e o reutilizar
materiais.
Usina das artes João Donato - Rio Branco
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CIDADE DO POVO
recreação
PROPOSTA
Parques de esculturas
Desenvolvem-se ao longo de caminhos e ciclovias que conectam a Oficina
de Artes e Artesanato com a área destinada a Feira Livre no Parque
da Judia. Trata-se de um espaço aberto, reservado para a exposição
permanente de esculturas, concebido para aproximar à população a
formas de expressão artísticas e culturais do local.
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CIDADE DO POVO
recreação
PROPOSTA
Além de esculturas no parque serão instalados diferentes elementos
que incentivem a interação conformando um “parque lúdico”, numa
proposta que brinde experiências sensoriais trabalhando com a
estimulação visual e auditiva.
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CIDADE DO POVO
recreação
PROPOSTA
Sendo hoje o grafite considerado como forma de expressão incluída
no âmbito das artes visuais e conhecida como arte em que o artista
aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para
interferir na cidade, propomos a criação dentro do parque de muros
destinados a tais fins.
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CIDADE DO POVO
recreação
PROPOSTA
Área poliesportiva
Implantada no Parque da Judia, conforma uma área destinada à
prática e treino de esportes nas suas distintas disciplinas. É composto
por: Centro de Treinamento com quadras de futebol e poliesportivas,
piscinas, pista de atletismo, serviço médico e fisioterapia para atletas,
skate park e circuito de bicicletas. Algumas das quadras e piscinas
devem ser cobertas, protegidas das intempéries. Também se propõe
a instalação de arquibancadas e escadarias amplas que estruturem o
paisagismo proposto e permitam a convivência da prática esportiva com
espectadores.
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CIDADE DO POVO
recreação
PROPOSTA
Skate park
Localizados em diferentes pontos dos parques da cidade o Skate park
é um ambiente recreativo construído especialmente para a prática do
skate. Podem conter half-pipes, corrimãos, caixotes, rampas de vert,
pirâmides, piscinas, assim como vários outros tipos de obstáculos. Foram
criados exclusivamente para a prática de Skate, porém com o tempo,
atletas de outros esportes como, BMX e patinadores, começaram a se
apropriar desse espaço.
Skateparks de concreto, segundo um editor da revista Transworld
Skateboarding, podem custar três vezes mais para construir do que
skateparks com rampas e obstáculos de madeira, mas a longo prazo
exigem reparações menores e menos manutenção.
Circuito de bicicleta
Localizados em diversos pontos dos parques da cidade são espaços
destinados a prática de Mountain Bike, uma modalidade de ciclismo
na qual o objetivo é transpor percursos com diversas irregularidades e
obstáculos.
Imagens acima: elementos de circuitos de bicicleta. Ao lado e abaixo: pistas de skate.
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73
CIDADE DO POVO
PROPOSTA
recreação
Áreas de ginástica: circuitos esportivos e circuitos
biosaudáveis
Os equipamentos de ginástica para prática ao ar livre permite melhorar
o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas de todas as idades através
do exercício físico e dos jogos em espaços externos.
O trabalho em circuitos melhora a flexibilidade, as capacidades aeróbia
e anaeróbia e todas as outras valências físicas por incluirem mais
movimentos combinados.
Os equipamentos de ginástica, que podem ser utilizados a partir dos 6
anos, serão construídos com madeira certificada seguindo os modelos
das imagens.
No Brasil existem lojas que fabricam e comercializam os diferentes
equipamentos que compõem os circuitos de reabilitação e bio-saudaveis.
(Ver sites: www.zioberati.com.br , www.academialivre.com.br, www.
flex.ind.br, www.tryanon.ind.br).
Imagens de equipamentos de
recreação em madeira, metal e
borracha.
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74
CIDADE DO POVO
recreação
PROPOSTA
Áreas para crianças
Distribuídas em parque e praças devem contemplar a evolução das
crianças nas diferentes faixas etárias, adaptando as áreas de jogos às
distintas etapas do processo evolutivo, segundo os tipos de jogos mais
adequados.
No desenho das mesmas deve-se considerar a conformação morfológica
do terreno, tirando proveito de suas qualidades para constituir
elementos que contemplem as possibilidades de experiências dinâmicas
e favoreçam o desenvolvimento das habilidades espaciais. O uso da
vegetação também constitui um recurso importante, pois além de
melhorar a qualidade do ar, protege o ambiente de ventos, insolação
e ruídos e age como fator educativo de aspectos biológicos. Como
exemplo, têm-se os labirintos vegetais onde crianças e adultos podem
percorrer juntos.
A importância do jogo para a criança
A progressiva maturação do sistema nervoso da criança, e o
rápido desenvolvimento físico da sua musculatura conduzem ao
aperfeiçoamento do domínio do corpo e da capacidade psicomotora,
daí a importância do jogo para a criança.
O jogo ocupa dentro dos meios de expressão da criança um lugar de
privilégio, portanto não se pode considerar apenas como um passatempo
ou diversão e sim como uma preparação para a vida adulta.
No jogo, a criança aprende a conhecer seu próprio corpo, suas
possibilidades e a encontrar um lugar na comunidade. Desde o ponto
de vista evolutivo, o jogo é uma necessidade que permite iniciar uma
boa relação entre o indivíduo e a realidade.
Os jogos contribuem ao desenvolvimento da ação, capacidade de
decisão, interpretação e socialização da criança.
As cores no jogo e sua transcendência
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Imagens de equipamentos de
recreação para crianças: lúdicos,
integrados à natureza e estimulantes.
75
CIDADE DO POVO
PROPOSTA
recreação
É importante estimular a criança desde cedo. A falta de estimulação
visual pode levar a limitações na diferenciação das formas. A atenção
da criança centra-se mais nas cores vivas e, sobretudo, no contraste
das cores primarias. Azul, vermelho e amarelo são as primeiras cores a
serem percebidas, daí a importância da combinação de cores nos jogos,
principalmente para as crianças menores.
A idade das crianças e os jogos
Deve-se levar em conta a idade da criança, não todos os jogos são
adequados para todas as crianças. Dependendo da idade, as crianças
encontram se capacitadas para realizar uma ou outra atividade.
No primeiro ano o autocontrole dos movimentos começa com a
capacidade de apoio, coordenação dos olhos e mãos e se iniciam os
primeiros contatos com o entorno. Entre um e três anos, aperfeiçoase o sentido do equilíbrio, assim como a orientação nos espaços: subir,
descer, girar. Nesta etapa começa a comunicação com crianças de sua
mesma idade. A socialização começa propriamente a partir dos três
anos, e se desenvolve rapidamente. É quando se inicia o jogo de rol,
que consiste na pretensão da criança de ser reconhecida e considerada
pelos demais. Começa o pensamento lógico, aumenta a resistência
física e o aprendizado social. A estruturação social do grupo ganha em
qualidade a partir dos sete ou oito anos. Entre os nove ou dez anos, e a
partir dos onze ou doze se inicia o aumento acelerado do crescimento,
começa a puberdade, começa a maturação sexual. Iniciam se questões
particulares: insegurança, respeito aos roles, instabilidade afetiva,
modificação da própria imagem e aprofundamento de vivências. Assim
conforme a criança vai crescendo, seus interesses e comportamento
vão mudando, as atividades que realizam são diferentes e portanto os
equipamentos lúdicos também devem variar.
proporcionar a segurança necessária para evitar ferimentos mais graves
devido às quedas.
Os equipamentos de madeira devem ser construídos de forma que a
água de chuva não fique acumulada, para evitar o apodrecimento
dos mesmos. Além disso o material deve conter farpas, deve ser
protegido com resina, não deve apresentar pontas, pregos ou materiais
pontiagudos. Os pinos salientes devem estar protegidos com tampas
plásticas ou de borracha.
Imagens de
equipamentos de
recreação para
crianças.
Pode-se dividir os tipos de equipamentos para recreação infantil em três
tipos segundo a faixa etária.
Até os três anos, como elementos facilmente acessíveis, os jogos mais
comuns são caixas de areia, casinhas, rampas, tobogãs.
Dos três aos oito anos, os elementos ganham em dificuldade, podendo
ser balanços, gangorras, jogos de exercícios, mesinhas com bancos,
jogos de equilíbrio.
A partir dos oito anos propõe-se exercícios físicos em jogos mais
elaborados.
Em todos os casos tem que se ter em conta a integração de crianças com
deficiências físicas ou psíquicas.
Todos os equipamentos devem respeitar as normas de segurança,
contemplando por exemplo as distâncias de instalação tendo em conta
o espaço de possíveis queda.
As superfícies de instalação dos equipamentos devem ser adequadas e
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76
CIDADE DO POVO
MOBILIÁRIO URBANO
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77
CIDADE DO POVO
mobiliário urbano
PROPOSTA
Definição e tipos:
Considera-se mobiliário urbano o conjunto de equipamentos que são
incorporados nas vias públicas com objetivo de atender uma necessidade
social ou prestar serviços aos cidadãos. No presente MasterPlan, não
se considera mobiliário urbano os elementos de proteção acústica,
pavimentação, arborização, paisagismo e sinalização.
Nesse sentido, fazem parte do mobiliário urbano:
- bancos, cadeiras, assentos em geral;
- mesas convencionais e de jogos de xadrez, cartas, entre outros;
- lixeiras para lixo orgânico e resíduos sólidos recicláveis;
- relógios e termômetros;
- telefones públicos;
- quiosques e pontos de ônibus;
- elementos de proteção de árvores e áreas ajardinadas;
- jardineiras;
- bicicletários (racks para estacionamento de bicicletas);
- suportes para comunicação visual e publicidade;
- obstáculos, gradis e fechamentos para proteção das áreas de
pedestres.
Existem duas categorias de mobiliário urbano: os de titularidade pública
e os instalados por iniciativa privada com prévia autorização municipal,
(adequando-se às características estabelecidas para cada tipo de
mobiliário segundo a normativa vigente).
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CIDADE DO POVO
PROPOSTA
mobiliário urbano
Critérios de disposição do mobiliário urbano:
Critérios gerais e recomendações:
Estabelecem-se os seguintes critérios para a localização e disposição do
mobiliário urbano na via pública:
1. Relógios, termômetros, porta-cartazes e outros elementos com
função de informar pedestres ou usuários de veículos devem se situar
em pontos visíveis para ambos. Estes elementos devem se concentrar
em pontos de máxima frequentação de pedestres e veículos, dentro da
faixa de serviço.
2. Os recipientes para reciclagem e as caixas de correio, destinados
ao uso por pedestres, também devem prever o acesso por veículos,
situando-se em locais estratégicos para que o veículo estacionado
não atrapalhe o fluxo do trânsito. Devem ser colocados em lugares
de máxima acessibilidade e frequentação e devem estar distribuídos
homogeneamente em todo o território de forma a propiciar fácil acesso
a todos os habitantes.
3. A localização de pontos de ônibus, quiosques, gradis de proteção,
etc. depende da configuração das vias públicas, da existência de alguns
elementos viários pelos quais sua instalação é justificada.
4. A localização de alguns dos mobiliários urbanos deve ser pensada de
maneira coordenada. Por exemplo, nas áreas de descanso e espaços
sociais, os assentos devem estar vinculados a mesas, jardineiras,
lixeiras, etc. Essa definição constará nos desenhos dos projetos urbanos,
que devem considerar condições de insolação, orientação, prevendo
proteção contra intempéries. Além disso, deve-se evitar sua implantação
em lugares ambientalmente pobres, como aqueles submetidos ao ruído
intenso do trânsito de veículos ou os menos acessíveis.
A inserção do mobiliário urbano em ambientes construídos que buscam
se inserir na topografia do território e consideram os fatores climáticos
e hidrográficos como condições para o desenho, gera projetos mais
contextualizados e adaptados. Configurações puramente formalistas que
têm como guia apenas questões geométricas de simetria e disposição
homogênea, que não consideram as especificidades do território,
tendem a ser simplistas.
5. Deve-se evitar uma excessiva proliferação do mobiliário urbano
e sua disposição desordenada, para não incomodar a circulação de
pedestres. A implantação mal projetada desses elementos pode
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dificultar a legibilidade do entorno construído, incidindo negativamente
na paisagem.
Critérios específicos:
Para a implantação de alguns dos elementos urbanos, pode-se definir
critérios específicos.
1. Guarda-corpo: Presentes em áreas de pedestre elevadas em relação
à rua ou outra superfície de mais de 40 cm, em todas as vias da rede
principal, separando a calçada da rua.
2. Obstáculos: Em todos os pontos de encontro de vias de pedestres e
ciclistas com vias de trânsito de veículos.
3. Proteção das covas das árvores: Toda árvore plantada em espaços de
pedestres pavimentados deve ser protegida, podendo em alguns casos
requerer uma base plana em torno do tronco ou arbusto. Essa medida
protege o sistema radicular e evita a proliferação de ervas daninhas em
torno da base da planta.
4. Lixeiras: Uma a cada 100 m de via pública.
Lixeiras para coleta seletiva (de papel, metal, vidro, plástico e lixo
orgânico): 1m³ de cada para 500 habitações.
5. Assentos:
1 banco para três pessoas a cada 10 habitações;
1 banco para 3 pessoas a cada 2 000 m² de edificação não residencial;
Em áreas de descanso: 2 bancos para 3 pessoas a cada 100 m² de
superfície; 1 banco a cada 30 m de passeio.
6. Equipamentos para recreação de crianças: 20 m² a cada 100 m² de
áreas ajardinadas, praças e avenidas em áreas residenciais.
O mobiliário urbano deve ser, dentro do possível, de concreto, com
acabamento de pintura epóxi, para facilitar sua manutenção. Além
disso, deve cumprir as normas técnicas correspondentes estabelecidas
pela ABNT e contemplar a Lei de acessibilidade, assim como a legislação
vigente para instalação de mobiliário urbano federal, estadual e
municipal, se existir.
79
CIDADE DO POVO
PROPOSTA
mobiliário urbano
Iluminação
Funções:
A iluminação da via pública no entorno urbano deve cumprir duas
funções:
1. Substituir a luz solar para permitir a realização das atividades urbanas
com conforto e segurança;
2. Atuar como elemento de projeto urbano e paisagístico, ressaltando
alguns pontos singulares (intersecções, passagens de pedestres, edifícios,
monumentos, árvores, espaços de estar, quadras esportivas).
Tipos:
De acordo com seu período de funcionamento distinguem-se dois tipos
de iluminação:
1. Noturna, cujo objetivo é suprir a necessidade de iluminação quando
não há luz natural.
2. Permanente, cujo objetivo e substituir a luz solar durante o dia e à
noite nas áreas muito sombreadas ou cobertas.
De acordo com as características das luminárias, pode-se distinguir os
seguintes tipos:
1. De grande altura, de postes com 19 m ou mais, que em geral comportam
mais de uma lâmpada e proporcionam iluminação homogênea em áreas
amplas.
2. De média altura, de postes de 8 a 18 m, que tentam proporcionar
iluminação dirigida. Utilizada em estradas, ruas, praças, estacionamentos,
etc.
3. De baixa altura, de postes de 3 a 7 m, previstas para iluminar áreas de
pedestres, parques, etc.
4. Especiais, localizadas a baixa altura, que podem ter diversos objetivos:
criar ambientes, iluminar monumentos, entradas, túneis, etc.
Critérios gerais de iluminação:
Todas as vias públicas deveram contar com iluminação artificial
noturna.
O projeto de iluminação urbana deve procurar:
1. destacar pontos singulares como as interseções, mudanças de
alienação, curvas pronunciadas e tudo aquilo que interfira no percurso
do condutor, para que ele possa ver, não só a geometria da via, mas
também as atividades que ocorrem no seu entorno.
2. contemplar toda a secção da rua incluindo os passeios, as ciclovias, as
faixas de estacionamento e a calçada.
3. proporcionar uma luz adequada a cada tipo de espaço, utilizando
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e dispondo as luminárias de forma a criar ambientes heterogêneos.
Considera-se iluminação abundante e antirreflexo para as calçadas e
iluminação de ambiente e lateral para áreas de pedestres.
4. evitar que a arborização obstrua a iluminação.
recomendada e mínima = 0,80m.
Em casos de calçadas com largura inferior a 3 metros os postes de luz
devem estar no limite do passeio com o espaço privado, para não criar
obstáculos incômodos para o pedestre.
5. reduzir ao mínimo a intervenção da luz nos espaços privados (fachadas,
jardins, etc.).
6. minimizar o consumo de energia utlizando apenas a iluminação
necessária e durante o período desejável.
Disposição da iluminação:
As luminárias de postes se situam normalmente nas calçadas ou canteiros
centrais das vias, na proximidade da rua.
Podem-se admitir as seguintes disposições:
1. Unilateral: os pontos de luz se dispõem nos passeios de um mesmo
lado da rua. Relação largura rua/altura luminária < 1.
2. Quincôncio: quando se dispõem alternados nos passeios de ambos os
lados da rua. Relação 1< ou = largura rua /altura luminária < 1,5.
3. Emparelhado: quando se dispõem em pares frente a frente dos dois
lados da rua. Relação largura rua /altura luminária > 1,5.
Somente se duplicarão os pontos de luz quando a instalação projetada
nas ruas não permitir alcançar os níveis de iluminação definidos como
padrão.
Nas vias com canteiro central se optará por colocar as luminárias
emparelhadas.
Uma vez definida a disposição em planta das luminárias, em função da
largura e seção da rua, a separação longitudinal das mesmas dependerá
da potencia da lâmpada a utilizar e sua altura de colocação e do nível de
iluminação procurado.
A iluminação em tramos com curvatura pronunciada deve reforçar o
traçado da via, razão pela qual é necessário modificar os de disposição
em planta utilizado para tramos retos; nestes casos não é recomendável
a disposição em quincôncio pois não indica bem a diretriz da curva e
que pode dar lugar a confusão.
Quando se empregue a disposição unilateral, os pontos de luz deverão
estar localizados na parte exterior da rua. Em geral é aconselhável
reduzir a separação entre luminaria a ¾ ou ½ da distancia calculada para
tramos retos.
Deve-se respeitar as seguintes distancias das bordas:
1. Vias com velocidade de referencia 80km/h - distancia recomendada =
1,5m, mínima de 1m.
2. Vias com velocidade de referência 50km/h ou menos - distancia
80
CIDADE DO POVO
mobiliário urbano
PROPOSTA
Iluminação específica para cada espaço
Vias em áreas centrais e comerciais:
O objetivo de iluminação nas áreas centrais, comerciais e, em geral,
bastante frequentadas é, basicamente, conformar uma cena urbana
atrativa, onde se tem visibilidade clara de todos os espaços e usuários.
Para isso, exige-se integrar plenamente o desenho da iluminação
(localização, tamanho, cor, tipo de luminária) no projeto desses
espaços urbanos ou sua adaptação às caraterísticas arquitetônicas e
paisagísticas.
Vias principais:
O objetivo da iluminação das vias principais é orientar condutores,
tornando plenamente visível o traçado e pavimentação da via de forma
que possa ser perceptível qualquer obstáculo presente na rua ou no seu
espaço circundante.
Em geral para a iluminação das calçadas pode-se utilizar as mesmas
luminárias que asseguram a iluminação das ruas; porém em calçadas
com largura superior a 5m e com importante trânsito de pedestres devese avaliar a necessidade de iluminação adicional que se pode integrar ou
não nos postes previstos as ruas.
Em geral a melhor forma de iluminação para vias de tráfego intenso é
mediante iluminação que evite o ofuscamento dos condutores.
Vias locais:
O objetivos principal da iluminação em vias locais é orientar pedestres
e prover segurança, além de possibilitar uma condução tranqüila de
veículos.
Na iluminação de vias locais é recomendável manter a iluminação durante
toda a noite, não deixando zonas obscuras. Em geral recomenda-se a
disposição alternada, em quincôncio.
Recomenda-se colocar as luminárias de forma de ressaltar as
singularidades da rede de pedestres e veicular, em particular, o encontro
de sendas de pedestres ou ciclovias, a entrada a parques públicos,
presença de redutores de velocidades ou corcovas que atuem como
porta de entrada a uma zona de velocidade controlada, etc.
Nas vias locais, as luminárias podem ser de postes na calçada ou serem
arandelas instaladas nas fachadas de edificações.
Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012
81
CIDADE DO POVO
PROPOSTA
mobiliário urbano
Sinalização publica
A sinalização tem como objetivo informar aos usuários sobre perigos,
ordenanças, indicações e advertências nas vias públicas, tanto urbanas
como interurbanas.
Em função dos objetivos que cumpre e da sua forma de colocação na via
publica, distinguem-se as seguintes classes de sinais:
-sinalização vertical:
- Clareza: transmitir mensagens objetivas de fácil compreensão;
- Precisão e confiabilidade: ser precisa e confiável, corresponder à
situação existente, ter credibilidade;
- Visibilidade e legibilidade: ser vista à distância necessária; ser lida em
tempo hábil para a tomada de decisão;
- Manutenção e conservação: estar permanentemente limpa,
conservada, fixada e visível.
Critérios gerais de sinalização para áreas urbanas
Em termos gerais, em áreas urbanas, onde o perigo pode estar em
qualquer ponto, a sinalização de advertência perde importância e somente
é utilizada em forma excepcional. Os restos das funções de sinalização
cobram importância decisiva ante a complexidade do ordenamento
do trânsito e a elevada quantidade de destinos potenciais, por tanto a
sinalização urbana se dirigira fundamentalmente a regulamentar o uso
da via publica e a proporcionar informação sobre destinos.
- sinalização horizontal:
A sinalização vertical é classificada segundo sua função, que pode ser
de:
- Regulamentar as obrigações, limitações, proibições ou restrições que
governam o uso da via;
- Advertir os condutores sobre condições com potencial risco existentes
na via ou nas suas proximidades, tais como escolas e passagens de
pedestres;
- Indicar direções, localizações, pontos de interesse turístico ou de
serviços e transmitir mensagens educativas, dentre outras, de maneira
a ajudar o condutor em seu deslocamento.
Dada à importância que tem a imagem na conformação e qualidade do
entorno e a necessidade consequente de coordenar todos os elementos
do projeto, a sinalização das áreas urbanas deve-se conceber e integrar
como um elemento da paisagem urbana no processo geral do desenho
da via publica e não constituir uma atividade posterior agregada ao
mesmo.
A coerência de conjunto exige coordenação na localização e desenho
de todos os elementos que integram o ambiente urbano (mobiliário,
arborização, sinalização, etc)
A utilização conjunta de sinalização horizontal e vertical deve reforçar-se
em área urbanas, devido à frequência com que a congestão circulatória
impede a leitura adequada das marcas viais.
A sinalização viária deverá cumprir o estabelecido pelas Leis Brasileiras
de Trânsito e regulamentação contida nos Manuais Brasileiros de
Sinalização de Trânsito da CONTRAN.
Na concepção e na implantação da sinalização de trânsito, deve-se ter
como princípio básico as condições de percepção dos usuários da via,
garantindo a real eficácia dos sinais.
Para isso, é preciso assegurar à sinalização vertical os princípios a seguir
descritos:
- Legalidade: Código de Trânsito Brasileiro - CTB e legislação
complementar,
- Suficiência: permitir fácil percepção do que é realmente importante,
com quantidade de sinalização compatível com a necessidade;
- Padronização: seguir um padrão legalmente estabelecido, e situações
iguais devem ser sinalizadas com os mesmos critérios;
Governo do Acre | CIDADE DO POVO | Masterplan | maio de 2012
O risco de que uma excessiva acumulação de sinais produza confusão
e distraia aos condutores recomenda, em áreas urbanas, realizar um
cuidadoso estudo dos sinais necessários, selecionando unicamente
aquelas que sejam imprescindíveis.
Sinalização vertical
A sinalização vertical é um subsistema da sinalização viária, que se
utiliza de sinais sobre placas fixadas na posição vertical, ao lado ou
suspensas sobre a pista, transmitindo mensagens de caráter permanente
ou, eventualmente, variável, mediante símbolos e/ou legendas
preestabelecidas e legalmente instituídas.
Tem a finalidade de fornecer informações que permitam aos usuários
das vias adotar comportamentos adequados, de modo a aumentar a
segurança, ordenar os fluxos de tráfego e orientar.
82
CIDADE DO POVO
PROPOSTA
mobiliário urbano
Os sinais possuem formas padronizadas, associadas ao tipo de mensagem
que pretende transmitir (regulamentação, advertência ou indicação).
Em geral, recomenda-se agrupar num único mastro varias sinais de
mensagens similares para concentrar a informação. Ainda assim, a
concentração de sinais não deve sobrepassar certos limites. Em concreto
recomenda-se:
- Não incluir mais de 6 sinais de orientação num mesmo poste;
- Não incluir mais de dois destinos em cada direção concreta,
excepcionalmente três.
Quanto a sua localização precisa, deve estudar-se a possível confusão que
possa produzir-se na cena urbana entre a sinalização vial e outros tipos
de mensagens (publicidade) ou com outros elementos da urbanização
(vegetação, etc). Em particular se deve evitar a ocultação da sinalização
por veículos estacionados.
Posicionamento na via
A regra geral de posicionamento das placas de sinalização consiste em
colocá-las no lado direito da via no sentido do fluxo de tráfego que
devem regulamentar, exceto nos casos previstos no Manual Brasileiro
de Sinalização de Trânsito.
As placas de sinalização devem ser colocadas na posição vertical, fazendo
um ângulo de 93º a 95º em relação ao sentido do fluxo de tráfego,
voltadas para o lado externo da via. Esta inclinação tem por objetivos
assegurar boa visibilidade e leitura dos sinais, evitando o reflexo
especular que pode ocorrer com a incidência de faróis de veículos ou de
raios solares sobre a placa.
Nas vias rurais e urbanas de trânsito rápido, a não ser que o espaço
existente seja muito limitado, recomenda-se manter uma distância
mínima de 50 metros entre placas, para permitir a leitura de todos
os sinais, em função do tempo necessário para a percepção e reação
dos condutores, especialmente quando são desenvolvidas velocidades
elevadas.
A altura e o afastamento lateral de colocação das placas de sinalização
estão especificados de acordo com o tipo de via, urbana ou rural.
Em vias urbanas a borda inferior da placa ou do conjunto de placas
colocada lateralmente à via, deve ficar a uma altura livre entre 2,0 e 2,5
metros em relação ao solo, inclusive para a mensagem complementar,
se esta existir.
As placas assim colocadas se beneficiam da iluminação pública e
provocam menor impacto na circulação dos pedestres, assim como
ficam livres do encobrimento causado pelos veículos.
Para as placas suspensas a altura livre mínima deve ser de 4,6 metros.
O afastamento lateral das placas, medido entre a borda lateral da mesma
e da pista, deve ser, no mínimo, de 0,30 metros para trechos retos da
via, e 0,40 metros nos trechos em curva.
Nos casos de placas suspensas, devem ser considerados os mesmos
valores medidos entre o suporte e a borda da pista.
Os padrões com a definição de forma, dimensões, cores, padrões
alfanuméricos, retrorrefletividade e iluminação, matérias, etc.
encontram-se contidos nos Manuais Brasileiros de Sinalização de
Trânsito da CONTRAN – Vol I e Vol.II
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CIDADE DO POVO
PROPOSTA
mobiliário urbano
Sinalização horizontal
A sinalização horizontal é um subsistema de sinalização viária composta
de marcas, símbolos e legendas, apostos sobre o pavimento da pista de
rolamento.
A sinalização horizontal tem a finalidade de transmitir e orientar
os usuários sobre as condições de utilização adequada da via,
compreendendo as proibições, restrições e informações que lhes
permitam adotar comportamento adequado, de forma a aumentar a
segurança e ordenar os fluxos de trafego.
A sinalização horizontal e classificada segundo sua função:
- Ordenar e canalizar o fluxo de veículos;
- Orientar o fluxo de pedestres;
- Orientar os deslocamentos de veículos em função das condições físicas
da via, tais como, geometria, topografia e obstáculos;
- Complementar os sinais verticais de regulamentação, advertência ou
indicação, visando enfatizar a mensagem que o sinal transmite;
A sinalização horizontal e classificada em:
- Marcas Longitudinais – separam e ordenam as correntes de trafego;
- Marcas Transversais – ordenam os deslocamentos frontais dos veículos
e disciplinam os deslocamentos de pedestres;
- Marcas de Canalização – orientam os fluxos de trafego em uma via;
- Marcas de Delimitação e Controle de Parada e/ou Estacionamento
delimitam e propiciam o controle das áreas onde e proibido ou
regulamentado o estacionamento e/ou a parada de veículos na via;
- Inscrições no Pavimento – melhoram a percepção do condutor quanto
às características de utilização da via.
A sinalização horizontal e constituída por combinações de traçado e
cores que definem os diversos tipos de marcas viárias.
Os padrões de formas, cores, dimensões e materiais encontram-se
detalhados no Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito da CONTRAN
– Vol IV.
- Regulamentar os casos previstos no Código de Transito Brasileiro
(CTB).
A sinalização horizontal:
- Permite o melhor aproveitamento do espaço viário disponível,
maximizando seu uso;
- Aumenta a segurança em condições adversas tais como: neblina, chuva
e noite;
- Contribui para a redução de acidentes;
- Transmite mensagens aos condutores e pedestres.
Apresenta algumas limitações:
- Reduzir a durabilidade, quando sujeita a trafego intenso;
- Visibilidade deficiente, quando sob neblina, pavimento molhado,
sujeira, ou quando houver trafego intenso.
Em algumas situações a sinalização horizontal atua, por si só, como
controladora de fluxos.
Pode ser empregada como reforço da sinalização vertical, bem como ser
complementada com dispositivos auxiliares.
A sinalização horizontal tem a propriedade de transmitir mensagens aos
condutores e pedestres, possibilitando sua percepção e entendimento,
sem desviar a atenção do leito da via.
Em face do seu forte poder de comunicação, a sinalização deve ser
reconhecida e compreendida por todo usuário, independentemente de
sua origem ou da frequência com que utiliza a via.
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CIDADE DO POVO
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CIDADE DO POVO
PROPOSTA
infraestrutura
Águas
Esgoto
Rios e suas áreas verdes
As águas cinza e negra são conduzidas por tubulações subterrâneas
aos Jardins Filtrantes, (não os mesmos utilizados para tratar a água
pluvial). Apesar do forte odor dessas águas, a Phytostore*, empresa que
implanta os Jardins Filtrantes, garante que as plantas agentes impedem
que o cheiro se dissipe. O que significa que os jardins podem coexistir
em harmonia com espaços públicos.
A maior parte da água pluvial é captada pelos cursos naturais d’água e
absorvida pelo solo. Para isso destina-se nesse Masterplan 40% da gleba
para a implantação de áreas verdes, permeáveis: APPs (Áreas de Proteção
Permanente), matas, parques, praças, jardins. A vegetação se concentra
nas margens dos rios, respeitando as extensões regulamentadas que
garantem a proteção dos mesmos e a macrodrenagem natural de suas
cheias.
Propõe-se também, além das áreas vegetadas mais densas, faixas de
calçada de pavimento concregrama* ou concreto permeável que captam
homogeneamente as águas pluviais em toda a extensão da cidade,
amenizando riscos de inundação nas ruas.
*bloco de pavimentação conformado por perfurações por onde nasce a grama.
Macrodrenagem
Como instrumento para a macrodrenagem propõe-se a consolidação de
lagos de retenção em diversos pontos dos rios e igarapés*. Essas lagoas
recebem as águas pluviais para alimentar os cursos d’água de maneira
gradual, após atingirem seu nível d’água máximo. Mantém-se, assim,
constante o nível d’água dos mesmos.
Além da função de macrodrenagem, os lagos podem ser cultivados com
plantas que tratam as águas, segundo técnicas de phytorestauration ou
wetland, (definidos na próxima página).
* cursos de água, braços estreitos de rios ou canais existentes, bastante numerosos na
bacia amazônica.
Drenagem urbana e reuso da água pluvial
A água pluvial que cái sobre superfícies impermeáveis (ruas, calçadas,
praças secas e coberturas de edificações) é drenada por adutoras
subterrâneas que seguem o percurso das ruas e desembocam nos
Jardins Filtrantes. Esses Jardins, implantados nas orlas dos rios filtram
as águas pluviais e distribuem para uso em regas, descargas, lavagem de
quintais, carros, entre outros usos possíveis que não demandem água
potável.
Observa-se que cada Jardim terá um tipo de planta diferente, segundo
o tratamento proposto.
* www.phytostore.com.br
NOTA
A empresa francesa Phytorestore, responsável no Brasil pela implantação de jardins
filtrantes reconhece os riscos que a água parada oferece sendo o habitat de insetos
transmissores de doenças infecciosas como a dengue e a febre amarela. Considerando
essa questão, realiza-se anteriormente à implantação dos jardins um estudo sobre
os possíveis insetos que podem se reproduzir nesse ambiente para se desenvolver
métodos que evitem essa ocorrência. Os métodos já empregados em outros casos
foram: criação de peixes predadores desses insetos e mecanismos que garantam uma
constante e mínima movimentação da água.
Rio na região do Acre
as águas pluviais podem suprir 40% da necessidade total de água em uma habitação.
fonte: THOMAS, Randall, Max Fordham LLP, Sustainable Urban Design, An Environmental
Approach, , Spon Press, Londres, Nova Iorque, 2003
Observações fundamentais
1. Não realizar esse planejamento, não adequando a ocupação do
homem às condições naturais imperantes, significa colocar em risco o
ambiente existente e a própria população, suscetíveis a inundações,
mudanças climáticas entre outros danos ecológicos
2. É essencial pensar na gestão da água sobretudo nessa região de
chuvas intensas com alto índice pluviométrico, 2.5m³/ano, e com rios
abundantes que percorrem o terreno.
3. As águas pluviais podem suprir 40% da necessidade total de água em
uma habitação.*
*fonte: THOMAS, Randall, Max Fordham LLP, Sustainable Urban Design, An
Environmental Approach, , Spon Press, Londres, Nova Iorque, 2003
Calcula-se que nessa região uma quantidade de 2.5m³ de água pluvial
seja recuperada por m².
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CIDADE DO POVO
PROPOSTA
infraestrutura
Wetlands | Fitorestauração (jardins filtrantes)
sistema indicado para tratamento de águas de pequenas comunidades
(esgoto cinza e negro e rejeitos industriais).
Definição
Tratam-se de várzeas artificiais com capacidade de drenar, favorecer
o desenvolvimento ambiental/ecológico, tratar a água e possibilitar
projetos paisagísticos.
Existem diferentes tipos de wetlands para diferentes objetivos
(tratamento de esgoto doméstico, industrial, doméstico e industrial,
poluição difusa urbana, por metais pesados, etc.) e que se adaptam a
diferentes climas e utilizam diferentes matrizes biológicas.
É um sistema que depende de pouca manutenção, sobretudo se estiver
com um bom equilíbrio ecológico. Não despensa todavia alguns cuidados
básicos como: retirada do lodo e do material orgânico acumulado,
replantio de algumas espécies vegetais e eventuais podas.
As primeiras wetlands foram feitas em meados do século XX e atualmente
são bastante comuns em alguns países, sobretudo nos Estados Unidos,
França, Alemanha e Dinamarca, que já apresentam há 30 anos uma
normativa específica para estes sistemas.
Funcionamento
O principio básico consiste em deixar os organismos vivos agirem sobre
a matéria poluidora (orgânica ou inorgânica). Para isso é necessário:
1. Tempo: Alguns estudos demonstram que a eficiência de uma wetland
ou um jardim filtrante está diretamente ligada ao tempo de permanência
de água dentro dela. Quanto maior o tempo de retenção melhor a
qualidade da água que retorna ao sistema. Entretanto observa-se que a
partir da terceira semana esta melhora é quase imperceptível.
2. Espaço: A extensão do lago também é importante uma vez que a
capacidade de processamento de cada vegetal é limitada. As dimensões
dependem do clima da região e tipo de vegetação empregada, tipo de
solo, tipo de poluição a ser tratada, qualidade desejada da água no final
do processo, ausência ou não de pré-tratamentos ou outros sistemas
combinados. A experiência demonstra que podemos considerar 100m²
de lâmina d’água/família (3 pessoas) para o tratamento de esgoto
doméstico, enquanto que para o tratamento de poluição difusa, é
necessária uma área equivalente a 2 a 4% da área de contribuição.
Além disso, deve-se sempre que possível dar preferência à implantação
de uma rede de lagoas em detrimento da criação de uma única maior. Isto
porque desta forma criam-se condições para a existência de diferentes
biomas, evitar doenças e pragas generalizadas, incentivar a migração
de pequenos animais como pássaros e insetos, amortecer o impacto de
chuvas ao longo do corpo d`água, etc. Aponta-se que o tamanho ideal,
considerando-se critérios de eficiência de tratamento e de diversidade
ambiental, é algo entre 1 a 4ha, ou seja, se for necessário uma área total
de 20ha para o tratamento de uma bacia é melhor que esta área seja
subdividida em unidades menores, entre 1 e 4ha.
Benefícios
fotos de jardins filtrantes no Parque
de l’île, em Nanterre, que tratam as
águas do rio Sena. O primeiro tem um
aspecto mais selvagem, enquanto que
o segundo é mais construído.
(www.aujardin.info)
1. Drenagem
As lagoas têm capacidade de armazenar água, diminuindo a vazão
fluvial durante as épocas chuvosas. Neste aspecto uma wetland ou
um jardim filtrante é muito semelhante a um piscinão, porém com a
vantagem de sempre estar em funcionamento, com uma lâmina de água
permanente, enquanto o piscinão se enche e se esvazia rapidamente,
perdendo potencialidades paisagísticas.
2. Tratamento
Esse sistema o tratamento da água despensa quase totalmente
elementos químicos, o que torna este processo econômico e gentil com
o meio-ambiente.
3. Paisagem
O sistema oferece uma grande variedade de plantas aquáticas, arbustos,
flores, etc., que geram possibilidades de projetos paisagísticos.
4. Ambiental
A implantação de lagoas promove a melhoria no microclima local,
amenizando temperaturas e umidificando o ar, além de proporcionar
o desenvolvimento da fauna local, sobretudo de pássaros, insetos,
anfíbios e peixes.
Implantação
Deve-se localizar os lagos o mais próximo da jusante de um corpo d
água, isto porque desta forma aproveita-se melhor o potencial hídrico
e garante o tratamento da água de toda aquela bacia, sobretudo se
tratando de poluição difusa, (proveniente de diversas origens, entre elas
sedimentos, resíduos sólidos urbanos, águas pluviais.
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CIDADE DO POVO
infraestrutura
PROPOSTA
Implantação dos jardins filtrantes
A implantação ideal dessas lagoas/Jardins é nas orlas dos cursos
d’água, nas fronteiras das Áreas de Proteção Permanente ocupadas por
vegetação densa.
Observa-se na planta ao lado onde estão essas áreas verdes livres
possíveis para esse uso. O dimensionamento e localização específicos de
cada sistema de Jardins Filtrantes deve ser definido pelos especialistas
da empresa contratada para o serviço.
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CIDADE DO POVO
PROPOSTA
infraestrutura
Energia
Conceitos norteadores
Coletores solares
Pensar em fontes renováveis de energia é fundamental, considerando os
recursos naturais, que são reabastecidos espontaneamente. São fontes:
sol, chuva, vento, marés, calor, mas também lixo (resíduos necessários
gerado pelos homens).
Sugere-se fortemente o uso de coletores solares individuais para cada
habitação. A abundância de insolação garantirá o fornecimento farto
para aquecimento dos 200 L de água que comporta o maior boiler do
sistema compacto da empresa Astro Sol. Trata-se de uma placa solar
acoplada a um reservatório capaz de aquecer água suficiente para
uso familiar nos banhos. Sendo a parede hidráulica única, que contém
embutida tubulação para o chuveiro e para a torneira da cozinha, torna
se possível também utilizar água quente para preparar alimentos e para
a máquina de lavar, ficando a critério do usuário.
O emprego desse sistema solar implica numa economia de 30% da energia
elétrica gasta nos banhos quentes (dado fornecido pela Eletropaulo).
Biodigestores
Fontes de energia alternativas são ambientalmente amigáveis,
econômicas e sobretudo previdentes, pois não consideram a disposição
imediata de energia gerada por fontes exaustivas.
A energia de hidrelétricas, apesar de serem geradas pela força d’água,
requerem mudanças nos cursos e sistemas naturais dos rios altamente
prejudiciais para o ambiente e para a população que usufrui diretamente
dessas águas.
Uma solução possível, sustentável, seria a instalação de pequenas
hidrelétricas que aproveitem a força das quedas naturais dos rios.
Utilizados para processamento do lixo orgânico e lodo, os biodigestores
também geram energia, em forma de biogás, que pode ser injetada na
micro-incineradora.
Micro-incineradora
Utilizada para tratamento do lixo hospitalar classificado como perigoso,
e de lixo orgânico com umidade menor que 10%. A micro-incineradora
é uma indústria limpa que gera energia térmica para seu próprio
funcionamento, (apesar de não ser auto-suficiente - recupera-se apenas
a metade da energia dissipada). Os gases emitidos são tratados e as
cinzas geradas compactadas, transformadas em cilíndros sólidos. A
redução do volume inicial de lixo é de até 90%.
Iluminação
LED
Uma opção econômica e ambientalmente favorável (pela sua maior
duração e consequente redução na geração de resíduos e pelo seu
menor consumo de energia) é a iluminação a LED. Propõe-se seu uso
nos espaços públicos.
Acima: Aquecedor Solar acoplado da
Astro Sol.
Ao lado: sistema acoplado instalado
em telhado de habitação.
À ENERGIA SOLAR
Outra possibilidade são as luminárias que utilizam energia solar captada
por painéis fotovoltáicos acoplados, sendo autosuficientes em termos
energéticos.
postes alimentado por luz solar no
Parque Birigui, Curitiba, Paraná
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CIDADE DO POVO
PROPOSTA
infraestrutura
Resíduos sólidos
TIPOS DE RESÍDUOS E SEUS DESTINOS
1.ORGÂNICO com umidade maior ou igual a 10% será encaminhado
para um biodigestor que gera biogás e lodo. Essa energia gerada será
conduzida para o funcionamento da MICRO-INCINERADORA.
O lixo orgânico com umidade menor que 10% será encaminhado para a
incineração.
Lixo orgânico com umidade > ou = 10%:
comida, cascas de frutas, casca de ovo,
folhas, caules, flores, serragem, cinzas
2.RECICLÁVEL deverá ser triado e processado. Sendo que esse resíduo
é composto por: papel, vidro, metal, alumínio e plástico. O resultado
desse processo gera insumo para indústria ou produtos consumíveis
diretamente.
BIODIGESTOR
LODO
3.LODO residual do Biodigestor e da ETA poderá ser empregado
diretamente nas APPs, nos parques, jardins e hortas comunitárias,
sendo utilizados como adubo.
Já o lodo com metais pesados, gerado pelas ETEs, será compactado,
consolidando blocos de pavimentação.
resíduo de ETA e Biodigestor
4.HOSPITALAR deverá ser esterilizado ou incinerado.
ADUBO
Conceitos norteadores
Lixo recilável:
embalagens plásticas, papéis, papelões,
tecidos, metais, entulhos de construção,
móveis danificados, vidros.
BIOGÁS
ESTAÇÃO DE TRIAGEM E
PROCESSAMENTO
Lixo orgânico com umidade < ou = 10% +
Resíduos hospitalares (provenientes de
hospitais, farmácias, postos de saúde e
casas veterinárias)
resíduo de ETEs com metais pesados
MICRO-INCINERADORA
1. Coleta seletiva
CINZAS compactadas em cilíndros
2. Tratamento adequado para cada tipo de lixo
INDÚSTRIA LIMPA
3. Educação ambiental
É necessário implementar um sistema de COLETA SELETIVA e criar na
comunidade a cultura de reaproveitamento de todos os materiais, o que
envolve incorporar as seguintes ações:
compactação para
manufaturar pavimentos
gases emitidos tratados
geração de ENERGIA TÉRMICA a ser
utilizada na própria indústria
REPENSAR
a nossa relação com o planeta, conscientizando-se de que o
consumismo supérfluo prejudica a mantenção dos recursos naturais e
consequentemente a vida na terra.
Unidades de tratamento de resíduos sólidos
1. Ecoponto
2. Estação de Triagem e Processamento dos Resíduos Sólidos
3. Micro-incineradora
4. Biodigestores
RECUSAR
o consumo de objetos não recicláveis e prescindíveis;
REUTILIZAR
todas as embalagens antes de separar para a reciclagem;
das as embalagens antes de separar para a reciclagem;
Para que o tratamento dos resíduos sólidos funcione e seja eficaz, são
implantados RECIPIENTES que recebem diferentes tipos de materiais
a cada 50m. Além disso são criados centros de recebimento do lixo
pré triado por cada cidadão, denominados ECOPONTOS, que recebem
sobretudo entulho domiciliar. Três unidades seriam suficientes para
suprir a demanda da Cidade do Povo.
RECICLAR
isto é, separar todo o material para a reciclagem e orgânicos.
Observações fundamentais
REDUZIR
o consumo somente para o necessário;
Equipamento urbano necessário para
garantir a coleta seletiva: a triagem
feita por cada cidadão
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O depósito de lixo sem tratamento pode contaminar lençóis freáticos,
rios e lagos, pelo escoamento do chorume e outras substâncias tóxicas
o lixo depositado em lixões a céu aberto ou em terrenos baldios atrai
animais e insetos que podem transmitir doenças provenientes da
degradação do lixo.
90
CIDADE DO POVO
PROPOSTA
infraestrutura
Resíduos sólidos
Rio Branco possui uma Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos
(UTRE) que recebe todo o lixo gerado pela população (200 toneladas
diárias*).
Propõe-se que os Biodigestores e a Estação de Triagem e Processamento
dos Resíduos Sólidos sejam instalados nas proximidades do Aterro em
atividade. Dessa maneira, essas estruturas podem funcionar conjugadas
inicialmente, visando a perspectiva de aterro zero. Ou seja, futuramente
substituiria-se o tratamento oferecido pelo aterro por um modo mais
ambientalmente correto e eficiente.
O objetivo dessa ação é integrar a gestão dos resíduos sólidos da CIDADE
DO POVO ao sistema vigente de RIO BRANCO, buscando aprimorá-lo
através de novas instalações.
*site da prefeitura de Rio Branco: http://www.riobranco.ac.gov.br
VISTA AÉREA
IMPLANTAÇÃO DE INFRAESTRUTURA
DE TRATAMENTO DE RESÍDUO SÓLIDO
CONTEXTUALIZAÇÃO URBANA
escala 1:200.00 | escala 1:100.000
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CIDADE DO POVO
infraestrutura
PROPOSTA
Matriz de responsabilidades
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CIDADE DO POVO
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CIDADE DO POVO
habitação
PROPOSTA
Minha casa minha vida 2
O sonho da casa própria é um sonho que permeia a mente de
praticamente todos os brasileiros, que moram de aluguel, em moradias
cedidas, irregulares ou grandes aglomerados e favelas espalhadas pelo
país.
É crescente a ânsia do brasileiro de adquirir o tão sonhado imóvel
próprio.
O programa Minha Casa Minha Vida, foi lançado pelo Governo Federal
no mês de março do ano de 2009.
O presidente na ocasião era Luís Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff atual
presidente era ministra da Casa Civil, desde então ela teve a oportunidade
de acompanhar de perto o programa e ver o projeto crescer.
O presidente apostou no programa para o combate da crise econômica
mundial. O programa Minha Casa Minha Vida foi criado num clima
de muito otimismo, onde tudo que o presidente acreditava era que o
programa era a melhor oportunidade para o país sair da crise.
Lula na ocasião fez questão de enfatizar que o programa cumpria dois
grandes objetivos: combater a crise e resolver o problema de moradia
no país. A crise passou e o programa Minha Casa Minha Vida, continuou
firme e forte na busca de seus anseios.
A princípio foram atendidas famílias cuja faixa salarial era de 0 a 3 salários
mínimos, dando prioridade a faixa de menor renda da população.
Para diminuir o déficit habitacional, a presidente Dilma Rousseff, lança o
programa Minha Casa Minha Vida 2.
Sua meta atual é a construção de dois milhões de moradias para este
ano e o desafio para o próximo ano é a ampliação dos recursos e a
construção de mais 600 mil moradias.
Nessa segunda etapa, o programa Minha Casa Minha Vida, prevê
ainda a ampliação das faixas de renda familiar, objetivando o aumento
do número de beneficiários com parcelas que variam de R$50,00 a
R$139,00.
Com o programa Minha Casa Minha Vida 2 há a retomada do
desenvolvimento da Construção Civil.
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CIDADE DO POVO
habitação
PROPOSTA
Tipologia 1
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CIDADE DO POVO
habitação
PROPOSTA
Tipologia 2
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CIDADE DO POVO
habitação
PROPOSTA
Tipologia 3
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CIDADE DO POVO
habitação
PROPOSTA
Elevações das tipologias para terrenos de 7m de frente.
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CIDADE DO POVO
habitação
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PROPOSTA
99
Imagens
CIDADE DO POVO
imagens
PROPOSTA
Via de acesso
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CIDADE DO POVO
imagens
PROPOSTA
Centralidade
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CIDADE DO POVO
imagens
PROPOSTA
Centralidade
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CIDADE DO POVO
imagens
PROPOSTA
Igarapé
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CIDADE DO POVO
imagens
PROPOSTA
Centro de bairro
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CIDADE DO POVO
imagens
PROPOSTA
Centro de bairro
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CIDADE DO POVO
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PROPOSTA
Centro de quadra
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CIDADE DO POVO
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PROPOSTA
Área cultural
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CIDADE DO POVO
imagens
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PROPOSTA
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CIDADE DO POVO
imagens
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PROPOSTA
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CIDADE DO POVO
CRÉDITOS
ARQUITETOS
Álvaro Luque
Hélio Mítica Neto
Tatiana Vicentini
COLABORADORES
Rafael Xavier da Silveira
Marcel Endrigo Lourenço
Maria Ines Zuccarino
Tatiana Fuentes van Amson
Rita Daniela Squaiella
Camila Bressan
ESTAGIÁRIOS
Camila Miri
Maurício Novelli
Renata Atarashi
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