São Carlos, junho de 2009
Informativo no 11
Í
N
2
D
I
C
E
Editorial
3
Comunicados
4
Araucária
5
Licenciamento,
Arborização e
Papel Reciclado
6
Problemas
Respiratórios
7
Entrevista com
Paulo Mancini
8e9
Ações do Projeto
Água Quente
10
Ações Ambientais
para São Carlos
11
Teia
12 e 13 Seção Escola
14
Educomunicação
15
Divirta-se
16
Prefeito Oswaldo
Barba assina Projetos
Ambientais para a cidade
Fala-Povo
Prefeito Oswaldo Barba assina projetos para
melhoria do meio ambiente.
Durante os últimos meses, acompanhamos as propostas para a melhoria
das questões ambientais em São Carlos.
Recentemente, decisões importantes
foram tomadas e projetos foram assinados pelo prefeito Oswaldo Barba. Essas
ações e os projetos são de extrema importância para a cidade e sua população
e, provavelmente, vão despertá-la para
uma reflexão em relação a melhores
atitudes com relação ao meio ambiente
e à sociedade. Confira! (página 5).
Projeto Água Quente
realiza II Fórum da Bacia
Dando continuidade ao tema Espaços Verdes Públicos da Região do Córrego do Água Quente, trabalhado no I
Fórum da Bacia, o evento contou com
a participação de grupos e instituições
locais e municipais. As discussões dos
Grupos de Trabalhos, realizadas duran- Grupos de Trabalho durante o 2o Fórum.
te o evento, vão contribuir para a elaboração da Carta da Bacia que será redigida juntamente com a Rede (página 8).
Saiba como construir seu próprio Aquecedor Solar!
Ter um aquecedor solar em casa é a maneira mais simples de economizar dinheiro e energia. Para isso, a Teia – Casa de
Criação preparou uma matéria que ensi-
na como você pode construir um aquecedor solar de baixo custo para sua família.
Basta ter alguns materiais simples e seguir
o passo-a-passo (página 11).
Boletim Água Quente no 11
Editorial
O
décimo primeiro Boletim
do Projeto Água Quente
“sai do forno” no mês de comemoração das questões ambientais.
Em junho comemora-se a Semana do Meio Ambiente e, com
isso, esta edição aproveita para
refletir um pouco sobre as políticas públicas socioambientais
de São Carlos, saúde e educação
ambiental, apresentando também
a importância e o significado da
araucária em nossa região.
Na Semana do Meio Ambiente, foram realizadas no município
diversas ações de Educação Ambiental, grande parte delas com
o envolvimento do Projeto Água
Quente. É sobre isso que também escrevemos neste Boletim,
com matérias que apresentam o
II Fórum da Bacia (que debateu
sobre os espaços verdes públicos),
PROJETO ÁGUA QUENTE
Equipe Executora
Coordenadores
Renata Bovo Peres
Thais Troncon Rosa
Parceiros
Projeto Brotar
Projeto CESCAR
Educadores
Ana Laura Herrera
Audrey Fernandes
Cristiano Cunha
Magaly Marques
Sara Monise de Oliveira
COMDEMA São Carlos
Prefeitura Municipal de São Carlos
Patrocínio
Petrobras
Contatos
Site do Projeto: http://aguaquente.teia.org.br
e-mail do Projeto:
[email protected]
TEIA - Casa de Criação
www.teia.org.br
Fone/fax: (16) 3376-3110
Rua Rui Barbosa, 1950,
Cep 13560-330
Vila Elizabete - São Carlos/SP
Organizações Participantes
Grupo de Mães Aprendiz D. Rosa, Catequese Madre Cabrini, Coopercook,
Cooperlimp, Coral Rosa Mística, CEMEI Octávio de Moura, Grupo de Coroinhas da Igreja São Francisco de Assis, Grupo de Oração da Capela Santa
Luzia, Pastoral da Criança, Projeto Social Dona Marízia.
Boletim Água Quente
Elaboração/textos:
Ana Laura Herrera, Audrey Fernandes, Daniel Marostegan e Carneiro,
Gabriel De Santis Feltran, Magaly
Marques, Renata Bovo Peres e Sara
Monise Oliveira.
Edição:
Audrey Fernandes e
Renata Bovo Peres.
Imagens:
Audrey Fernande
Produção gráfica e diagramação:
Diagrama Editorial
[email protected]
Tiragem:
8.000 exemplares
2
a Educomunicação e as oficinas
realizadas pelos Agentes Comunitários no Parque do Bicão no
Encontro de Educação Ambiental (EA 2009). Neste mês também
comemoramos as Festas Juninas.
Pensando nisso, preparamos uma
matéria sobre folclore brasileiro.
Como continuidade das ações
em Rede, as escolas Natalino Deriggi e Janete Lia também permanecem firmes na elaboração de
matérias, falando sobre “Paisagem Sonora da Escola” e “Comunidade de Aprendizagem”. Pen-
sando também em contribuirmos
com medidas individuais para a
redução do consumo energético,
apresentamos o passo-a-passo da
construção de um Aquecedor Solar de Baixo Custo.
Esperamos, então, que todos
aproveitem os conteúdos desta
edição e continuem prestigiando este veículo de comunicação
que visa à troca de opiniões e um
olhar mais atento e crítico em relação ao contexto social em que
vivemos.
Boa leitura!
Reality show
24 de maio, seis e quarenta, estou no ônibus voltando de Sapopemba, vou até o Ibirapuera. Da
janela um mar de autoconstrução. Me sinto assimilando um
golpe. Bianca me contou a vida
dela, reencontrei a Clarice e a
Ivonete.“Foda-se a polícia” pichado no muro, uma pracinha, uma
escola. “Paulo Fiorilo” pintado
no muro. É um vereador do PT.
Uma mulher com uma criança,
um velho e um cachorro na laje.
Um monte de grade com um carro dentro. Mais uma rua torta, o
ônibus barulhento, mais uma estrela do PT no muro. Bianca cuida
de três filhos e cinco irmãos mais
novos, tem 23 anos. Contorno
a favela do Jardim Elba. Sofreu
abuso sexual, pelo padrasto, dos
13 aos 15 anos. A mãe a culpava.
Um homem vendendo vassouras.
Jeová, loja bíblica. Casa de Carnes
Serena. Produtos de limpeza em
garrafas PET e um bar de sinuca,
intercalados por moradias cheias
de grade. Mais uma mãe com a
menina de mãos dadas. O filho da
Ivonete se chama Vitor, tem doze
anos, já repetiu duas séries, “tem
vezes que tem aula uma vez por
semana, só”. Favela, favela, e mais
favela agora, do lado esquerdo
do ônibus. Logo um supermercado, referência no Parque Santa
Madalena, o Nagumo. Centrinho
comercial. O Vítor não sai com os
tios que são “do crime”, “só com os
trabalhadores”. Um fusca inteiro
depenado. Mais fliperama e mesa
de sinuca. Quatro adolescentes na
esquina, um barzinho. Casas de
frente pequena que têm até três
andares. Clarice fez psicologia na
PUC (Pontifícia Universidade Católica), contou apaixonada de um
caso que ela atendia no CEDECA.
Um menino de 18, viciado em
crack, que estava jurado de morte, mas que até hoje não morreu.
Mais uma mulher e uma criança
no colo. Mais um ponto de ônibus e um anúncio de conserto de
fogão, panela. Mais um escadão.
Muita favela agora, bem consolidada, e mais dois meninos de
bicicleta na esquina. Trabalhador
chegando em casa, um orelhão na
mercearia, posto de saúde. [diário
de campo, ditado ao gravador]
Esta coluna traz, a cada número do
Boletim Água Quente, um trecho de
narrativas contemporâneas das periferias das cidades obtidas por Gabriel de Santis Feltran, pesquisador
em ciências sociais. Contato:
[email protected]
Junho de 2009
Comunicados
Quadrilha, quentão e
diversão!
No mês de junho, as festas mais tradicionais são as juninas.
Procure informações em seu bairro, descubra onde elas vão
ocorrer e não deixe de prestigiá-las!
Vá ao Teatro!
O Teatro Municipal de São Carlos oferece o projeto “Quartas
Alternativas” com o objetivo de proporcionar intercâmbio
entre os grupos de artes cênicas da cidade. Assim, ele vem
incentivando a formação artística, possibilitando o diálogo
entre algumas linguagens cênicas (dança, teatro, circo, música) e oferecendo espaço para a realização de experimentações. As apresentações são gratuitas!
Visite o Criasc!
Cinema para todos
Todos os meses acontecem exibições de cinema nos quatro
cantos da cidade! Verifique a programação mais próxima
de sua casa. Informações no site da Prefeitura Municipal:
www.saocarlos.sp.gov.br
O Centro de Referência em Informação Ambiental de São
Carlos (Criasc) será um local voltado para a difusão, organização e produção de informações ambientais. Seu objetivo é sensibilizar a comunidade para que ela se envolva nas
tarefas de proteção e preservação dos recursos naturais e da
qualidade ambiental. Quem passar pelo Criasc poderá obter
informações sobre diversos temas ligados à questão ambiental. Mais informações na Coordenadoria de Meio Ambiente
pelo telefone (16) 3371-7238. O Criasc fica na Praça Coronel
Paulino Carlos, com entrada na Rua Dona Alexandrina, em
frente à Catedral.
Mande um e-mail para o
Projeto Água Quente!
Mande sua opinião, dúvida ou sugestão.
E-mail: [email protected]
Acesse nosso site, sempre atualizado esperando por sua visita.
Agentes Comunitárias do Projeto Água Quente.
Site: http://aguaquente.teia.org.br
3
Boletim Água Quente no 11
Araucária:
árvore símbolo de nossa cidade!
Araucária. Copa com formato de cálice.
J
unho é o mês do frio, mas também das deliciosas e saborosas
Festas Juninas, em que não faltam
bebidas e alimentos energéticos e
quentes, como o quentão, o vinho
quente, a batata-doce, a pipoca, o
amendoim torrado, a canjica e o
bolo de fubá, entre outras tantas
delícias. Humm... é de dar água
na boca! Mas o que nunca falta
também nessa deliciosa culinária
típica é o pinhão. E você sabe de
onde vem o pinhão?!
O pinhão é a semente de uma
árvore bem brasileira, o pinheiro
brasileiro ou a Araucária Angustifolia. O pinhão tem elevado teor
nutricional com polpa, formada de amido, rica em vitaminas
do complexo B, cálcio, fósforo e
proteínas. Seu aroma e sabor são
únicos, podendo ser comido cru,
assado ou cozido. Mas o preferido
e mais apetitoso modo de experimentá-lo é o cozido que, com um
pequeno segredo, fica no ponto
ideal de degustação. Esse segredo
está no tempo de cozimento, que
é lento, para que a casca se abra.
Algumas tribos indígenas brasileiras por muito tempo utiliza4
ram o pinhão como principal fonte de alimentação e, assim, alguns
índios acabavam atuando como
propagadores ou disseminadores
das florestas de pinheiros. Antigamente, São Carlos chamava-se
São Carlos do Pinhal por causa
da grande quantidade de espécies
que existiam na região. Contudo,
com o desenvolvimento, poucas
árvores ainda restam no município e um grande esforço de vários
setores da sociedade vem sendo
realizado para aumentar sua “população” de araucárias. Durante
a Festa do Clima, realizada todos
os anos no mês de maio na cidade,
comemora-se o Dia Municipal da
Araucária.
A árvore
A araucária é uma árvore nativa, de grande porte, com copa em
formato de cálice, atinge cerca de
50 m de altura, o tronco pode medir até 8,5 m de circunferência e é
uma espécie resistente; tolera até
mesmo incêndios rasos devido
a sua casca grossa que age como
isolante térmico. Cresce em solo
Araucária plantada pelos Agentes Comunitários do Projeto Água Quente
na Área de Intervenção Direta durante o Plantio Agroflorestal.
Detalhe: semente da Araucária (Pinhão).
fértil, em altitudes superiores a
500 m e atinge bom desenvolvimento em 50 anos.
É mais fácil encontrá-la no sul
do Brasil, como no Rio Grande
do Sul, Santa Catariana e Paraná,
mas a encontramos também, em
pouca quantidade, em outros estados, como Minas Gerais, São
Paulo e Rio de Janeiro. Devido a
sua variedade de espécies, 19, é
possível encontrá-la em outros
países, como Austrália, Chile e
Argentina.
A semente e a reprodução
A araucária é uma espécie de
Giminosperma, tipo de planta
que possui flores rudimentares
(estróbilos) e sementes (pinhão),
mas não possui frutos. Nessa
espécie de pinheiro, existem as
árvores femininas e masculinas.
O pólen, que é produzido pelos
estróbilos da árvore masculina,
chega até os estróbilos da árvore
feminina (pinha) pelo vento, e,
com a fecundação, em cada pinha
podem se formar até cerca de 100
pinhões.
Sua capacidade de germinação
chega até 90% em pinhões recémcolhidos. O estágio mais delicado
do pinhão é quando ele começa a
germinar, aparecendo um pequenino grelo verde em uma extremidade.
Curiosidades
Muito curiosa é a relação de
aves e animais com a araucária.
Além de servirem para a alimentação do ser humano, aves e animais selvagens também comem o
pinhão.
A gralha-azul utiliza a araucária para construir seu ninho e esconde seu alimento no oco dessas
árvores. O macaco bugio é capaz
de debulhar cuidadosamente as
pinhas que guardam os pinhões,
e o que sobra é aproveitado por
besouros, formigas e uma infinidade de insetos. Esquilos carregam sementes, plantando-as sem
querer com a intenção de ter uma
reserva de alimento para mais tarde. Voltando depois ao lugar onde
as deixaram, acabam ajudando a
espécie a se multiplicar.
Junho de 2009
N
Medidas verdes urgentes!!
o dia 5 de junho, durante a
inauguração do Centro de
Referência em Informação Ambiental de São Carlos (Criasc), que
tem como principal propósito ser
utilizado como um instrumento
de Educação Ambiental, o prefeito da cidade, Oswaldo Barba,
apresentou algumas medidas que
serão adotadas para a melhoria
das questões ambientais da cidade de São Carlos. Dentre elas, o
projeto de convênio com a Cetesb
para a desburocratização no fornecimento de licenças ambientais,
o uso de papel reciclável pelos
órgãos da Prefeitura e o plano de
arborização urbana. O prefeito assinou os três projetos acima como
medidas a serem adotadas pela
administração.
A primeira dessas medidas refere-se ao envio de um projeto de lei
para a efetivação de um convênio
entre município, Cetesb e Secretaria Estadual de Meio Ambiente.
A finalidade é agilizar o licenciamento ambiental, que tenha apenas impacto local, sendo realizado
pelo próprio município. Dessa forma, as licenças serão estudadas no
próprio município e sairão mais
rapidamente. Outra medida é a
substituição do papel virgem, fei-
to diretamente a partir de celulose extraída de madeira, por papel
reciclado, feito a partir de papéis
usados pelas repartições públicas
do município. Por último, o prefeito assinou o Plano de Arborização
Urbana, que já vem sendo discutido na cidade durante as reuniões
da Câmara Técnica de Vegetação
e Solo, no Conselho Municipal de
Defesa do Meio Ambiente (Comdema). O Comdema elaborará
um Decreto Municipal que cria o
Plano Municipal de Arborização
Urbana, estabelecendo princípios,
objetivos e normas para um sistema de arborização urbana que
garanta uma relação saudável com
os cidadãos e com a arquitetura da
cidade, bem como para um melhor
desenvolvimento e florescimento
das árvores na cidade de São Carlos. Hoje, São Carlos possui cerca
de 50 mil árvores plantadas na área
urbana e o atual prefeito tem a intenção de dobrar esse número durante sua gestão. O próprio Criasc
contribuirá com essa medida repassando informações essenciais
sobre o plantio de árvores, quais as
espécies mais adequadas para cada
região, cada local da cidade, e muitas outras informações relevantes
para o êxito desse Plano.
Plantio Urbano realizado pelo Projeto Água Quente em 2008.
Prefeito Oswaldo Barba assina Projetos diante da multidão.
Plante uma árvore em sua calçada!
Um amigo fiel da arborização urbana é a educação ambiental que
tem o intuito, neste caso, de promover a sensibilização e o envolvimento da população, não só para a aquisição e o plantio de mudas,
mas para a mudança de valores. O índice de depredação das árvores e
plantas na cidade ainda é grande, assim como a ideia errônea de que
as folhas de uma árvore sujam a calçada, e, por isso, não vale a pena
ter uma árvore plantada na calçada em frente de casa.
A ONG Ramudá, realizadora do Projeto Rua Viva na cidade, projeto de arborização urbana em calçadas, convida a população a plantar
árvores em frente de suas casas, desenvolvendo, assim, um trabalho
a partir da educação ambiental. O Projeto Água Quente realizou em
2008 seu I Plantio Urbano nas ruas da Bacia do Água Quente.
Para quem deseja ter uma árvore plantada em sua calçada, pode
ainda contar com o IPTU Verde, que concede descontos para quem
possui árvores plantadas em frente de sua residência e em área permeável no imóvel. Quem quiser mais informações sobre o IPTU Verde, pode buscar no SIM – Serviços Integrados do Município.
5
Boletim Água Quente no 11
O ar que respiramos
Um dos sintomas da
rinite alérgica: espirro.
A
cada estação do ano passamos por uma experiência diferente: verão, calor que refresca
com sorvete; primavera, flores colorindo jardins; outono, brisa fresca tocando a “pontinha” do nariz;
e inverno... Ah, o inverno! Frio e
vontade de ficar em casa tomando
chocolate quente!
Mas é durante o inverno que
aumenta, consideravelmente, o
número de pessoas com problemas respiratórios, elevando-se a
incidência de resfriados, gripes,
infecções e alergias respiratórias
devido às baixas temperaturas.
Isso se deve, na maioria dos casos, ao tempo seco e frio, aliado à
poluição ambiental, que contribui
para que as pessoas fiquem em
locais fechados e pouco arejados
– propícios para a proliferação de
bactérias, fungos etc. Em alguns
locais, como na Bacia do Água
Quente, geralmente, é uma época
em que acontecem muitas queimadas – muitas pessoas colocam
fogo em mato, madeiras e outras
coisas com a intenção de “limpar”
o terreno –; isso também contribui para a poluição ambiental.
Asma e rinite tornam-se mais
frequentes e intensas nas pessoas.
Segundo a Organização Mundial
de Saúde (OMS), existem cerca de
15 milhões de pessoas com asma no
mundo. Cerca de 30% da população brasileira sofre de rinite alérgica; o número de pessoas que sofrem
com infecções respiratórias é ainda
maior! Sintomas como narinas irritadas, sensação de ressecamento
nasal e até sangramento do nariz
podem piorar os problemas respiratórios, especialmente de quem
possui histórico de rinite alérgica.
A mucosa do nariz tem de estar
hidratada para que a função de filtrar o ar que entra no organismo
aconteça com eficácia. O ressecamento nasal, por exemplo, reduz
a força dos anticorpos e das proteínas antimicrobianas presentes
no muco nasal, fazendo com que
o sistema respiratório fique mais
exposto aos componentes tóxicos
ou irritantes presentes no ar, como
fumaça de automóveis e cigarros,
aos microrganismos, como bactérias, e mais exposto também à
agressividade do ar condicionado
e do clima seco e/ou frio.
A asma manifesta-se nos pulmões e a rinite, no nariz. A rinite
é um processo inflamatório crônico nas mucosas que recobrem as
cavidades nasais e/ou brônquios.
A maioria dos pacientes apresenta os sintomas na infância com
melhora ao longo dos anos, porém os sintomas podem aparecer em qualquer faixa etária. São
doenças crônicas, mas, quando
tratadas adequadamente, podem
ser controladas, permitindo que
o paciente tenha uma excelente
qualidade de vida.
O sistema respiratório é constituído pelos seguintes órgãos: nariz (responsável por captar, filtrar
e umedecer o ar inspirado), faringe (o ar segue por ela, após passar pelo nariz), laringe (retém as
partículas de pó que conseguiram
passar pela filtragem do nariz),
traqueia (leva o oxigênio para os
brônquios), brônquios (dois dutos curtos que entram nos pulmões e, dentro deles, dividem-se
várias vezes até ficarem microscópicos, quando serão chamados
de bronquíolos) e, finalmente, os
pulmões (onde ocorre a troca de
gases). O sistema respiratório tem
como principal função realizar a
troca gasosa, ou seja, levar oxigênio (O2) às células e eliminar o
dióxido de carbono (CO2), que
tem efeito tóxico em nosso corpo,
produzido por elas.
Dicas para prevenir os problemas respiratórios
• Realizar limpeza nasal, recomendada para manter as vias aéreas livres de impurezas, cerca de quatro vezes ao dia com solução fisiológica. Deve ser feita, principalmente, por pessoas expostas ao ar
condicionado.
• Limpar e arejar a casa. Evitar uso de tapetes, carpetes e bichos de
pelúcia, que são os locais mais procurados para o alojamento de
ácaros e poeira.
• Lavar as roupas de cama semanalmente.
• Plantas e animais domésticos devem ficar fora de casa.
• Praticar atividades físicas aeróbicas que ajudam a melhorar o funcionamento do sistema cardiorrespiratório.
• Ingerir bastante água.
Alguns casos necessitam de remédios.
6
Junho de 2009
Entrevistando
Paulo Mancini
Coordenadoria de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de São Carlos
N
os últimos anos, assim como
no Projeto Água Quente, várias organizações vêm investindo
em ações ambientais na cidade de
São Carlos. Porém, ainda é pouco.
Com a mudança da gestão municipal, fomos atrás de informações
para sabermos o que vinha acontecendo nos últimos anos e o que
está por vir na questão ambiental
da cidade. Uma das mudanças
foi que, até 2008, as questões ambientais eram tratadas pelo Departamento de Política Ambiental,
vinculado à Secretaria Municipal
de Desenvolvimento Sustentável,
Ciência e Tecnologia. Agora, esse
Departamento ganhou autonomia,
sendo reconhecido como Coordenadoria de Meio Ambiente. Batemos um papo com o Coordenador
de Meio Ambiente, Paulo José Penalva Mancini, ambientalista “de
carteirinha”, que nos recebeu em
sua sala oferecendo-nos um chá.
É impossível encontrá-lo e não saber mais algum caso inusitado da
história de São Carlos.
Boletim Água Quente (BAQ):
Paulo, o que mudou com a criação da Coordenadoria de Meio
Ambiente na nova gestão pública?
Paulo Mancini (PM): Fundamentalmente, antes a estrutura
ambiental do município estava
subordinada a uma Secretaria.
Então, o órgão ambiental respondia a um secretário. Hoje a gente
responde direto para o prefeito.
O responsável pelo meio ambiente participa de todas as reuniões
do primeiro escalão da Prefeitura. Potencializa as ações do órgão
ambiental, porque tem uma articulação direta com o prefeito e
todos os secretários. A função é
coordenar as ações ambientais de
diferentes segmentos do governo
e nas diferentes Secretarias.
BAQ: Quanto ao Parque Florestal Urbano, proposta criada
pelo Plano Diretor, existe alguma ação para implementação
nesta gestão?
PM: Nas reuniões de planeja-
Paulo Mancini durante apresentação no 1o Fórum da Bacia.
mento estratégico, ele apareceu
como um programa de governo, e
o que a gente sente é que, se não
conseguirmos elaborar um projeto e obter alguns recursos externos
para dar um “start”... vai ficar muito difícil! Os recursos para investimentos são escassos; a gente vê
nas reuniões do Orçamento Participativo (OP) que ­precisaríamos
de duas vezes mais o valor que se
tem disponível para atender às demandas que aparecem no dia-adia da prefeitura. Eu acho que, se
conseguirmos elaborar um projeto que receba algum financiamento, vai dar para implementá-lo.
Precisamos de um detalhamento,
um estudo maior sobre a área para
podermos começar.
BAQ: Conte-nos um pouco sobre o Projeto recém-inaugurado
do Centro de Referência em Informações Ambientais, que vai
ser uma base física para utilização de toda a praça como instrumento de Educação Ambiental
para a cidade.
PM: O quiosque que existe ali
na praça já foi bar, livraria, sede
da Apasc e até um depósito de
vassouras. Por último, foi o Posto
de Informações Turísticas (PIT),
e o pessoal do turismo fez uma
avaliação e viu que as pessoas
acabavam indo diretamente até o
escritório deles para buscar informações. Em 93, 94, eu fiz um projeto e pensei na criação da Rede
de Educação Ambiental (REA) e
em um centro de referência para
informações ambientais. Então,
agora vamos “abraçar a idéia”. Ali
está o “coração histórico” de São
Carlos, é uma das áreas verdes urbanas mais densas que a gente tem
e também uma área de grande circulação de pessoas. Temos a Sala
Verde, a Secretaria de Educação, a
Biblioteca... É natural usar a praça
como um elemento de educação,
identificando árvores, contando
histórias das casas ao redor dela
e das pessoas que nelas moraram
e ajudaram na construção de São
Carlos.
Pé de Livro: homenagem ao cientista e professor, Samuel Murgel Branco.
7
Boletim Água Quente no 11
II Fórum Água Quente
Ampliando canais de participação e espaços de representação
Grupo de Danças Brasileiras Girofulô, convidandos todos para dançar.
C
om o principal objetivo de
continuar ampliando os canais de participação e os espaços
de representação dos interesses da comunidade moradora
da Bacia do Córrego do Água
Quente, em um sábado, dia 30
de maio, o Projeto Água Quente
realizou o II Fórum da Bacia no
Centro da Juventude Elaine Viviane (Jardim Monte Carlo). O
II Fórum foi mais uma ação de
mobilização comunitária com a
proposta de discutir o tema Espaços Verdes Públicos da Região
do Córrego do Água Quente.
De forma específica, o evento,
que contou com a participação
de diversos grupos e parceiros
municipais e locais, procurou
aprofundar uma discussão iniciada no I Fórum, realizado em
novembro de 2008, sobre a importância dos espaços verdes
na cidade, sua realidade e suas
características nos bairros da
Bacia, com o intuito de levantar
diretrizes para a elaboração da
Carta da Bacia. Esse documento será redigido pela Rede de
grupos e organizações que vêm
8
trabalhando em ações conjuntas com o Projeto Água Quente
e deverá explicitar responsabilidades e comprometimentos em
relação às possíveis ações futuras
de requalificação desses espaços
e também de Gestão Integrada
da Bacia.
As atividades do dia iniciaram-se com a apresentação geral
do Projeto pelas coordenadoras
Renata Peres e Thaís Rosa e com
o depoimento de Israel Almeida,
integrante do Núcleo de Incentivo à Cultura e ao Conhecimento
(NICC) e participante da Rede,
que falou sobre a relevância do
trabalho conjunto e da soma de
esforços para a continuidade das
ações. Em seguida, para fomentar a discussão sobre os espaços
verdes, a professora Luciana
Schenk, da USP/São Carlos, que
já havia dado sua contribuição
no I Fórum, levantou algumas
questões sobre o tema, tais como
a importância da qualificação e
da manutenção dos espaços, as
diferenças que apresentam entre
si e suas aptidões de uso. Logo
depois, foi apresentado um ví-
Apresentações realizadas pelos participantes.
deo com imagens de alguns espaços verdes públicos da Bacia,
selecionados pela Rede por seu
potencial de uso nos bairros em
que estão localizados. Para prosseguir a discussão, os participantes dividiram-se em Grupos de
Trabalho (GTs), separados por
regiões da Bacia: Região Cidade
Aracy 2 e Antenor Garcia, Região Cidade Aracy 1 e Presidente
Collor, Região Cruzeiro do Sul
e Pacaembu, e Região Gonzaga
e Monte Carlo. O objetivo dos
GTs foi analisar e discutir as características dos espaços verdes
das quatro regiões apresentadas
no vídeo em relação aos seguintes pontos: função socioeducativa, uso e acessibilidade física e
social, localização, manutenção
e conservação e função ecológica.
Após a rica discussão realizada pelos GTs, todos os participantes reuniram-se novamente
para apresentar as reflexões e
os questionamentos levantados,
procurando já construir possíveis propostas para os espaços
analisados e também, de forma
mais ampla, para a Bacia como
um todo, constituindo uma ferramenta importante para a elaboração da Carta da Bacia, que
deverá começar a ser redigida
na próxima atividade que o Projeto realizará em conjunto com
a Rede, no mês de junho. Para
finalizar, houve a apresentação
do Grupo de Danças Brasileiras
Girafulô, animando a todos após
um dia de intensos trabalhos.
De maneira geral, pode-se dizer que o debate realizado foi de
extrema relevância para que todos pudessem ter uma compreeensão melhor do ambiente da
Bacia e refletir sobre seus potenciais e suas carências, levantando
propostas conjuntas para a área.
Nesse sentido, o Projeto Água
Quente acredita que o horizonte da Gestão Integrada da Bacia,
entendida como um trabalho
conjunto entre setores e moradores da região, por meio de ações
educativas, de mobilização e recuperação ambiental, fortaleceuse após o Fórum, reafirmando a
autonomia da Rede em relação à
continuidade dessas ações.
Junho de 2009
Agentes do Projeto Água Quente oferecem oficina durante o
Encontro de Educação Ambiental (EA 2009)
N
Produção de Fanzine durante a Oficina.
N
o dia 6 de junho, as Agentes Comunitárias do Projeto
Água Quente, Benedita Rosa Brito,
Elza dos Santos, Leonilda Maria
Squarzini, Luzia Gabriel, Neide
Aparecida Soriano e Sônia Maria
Ferreira de Paula ofereceram uma
Oficina de Fanzine na Praça do
Bicão. A Oficina envolveu pessoas
na apresentação da idéia e explicação de como se pode elaborar
uma ferramenta de comunicação
de baixo custo. As Agentes fizeram uma breve apresentação do
Projeto Água Quente e da Comunicação Comunitária (um dos eixos do Projeto) e, posteriormente,
convidaram as pessoas presentes a
“criarem” um fanzine em relação
ao trabalho desenvolvido durante
a Semana do Meio Ambiente.
A Oficina fez parte das atividades oferecidas durante o Encontro de Educação Ambiental – EA
2009, realizado em São Carlos,
nos dias 4, 5 e 6 de junho. O Encontro teve como tema “Educação
Ambiental e Mobilização Social
– contribuindo para a construção
do Plano Municipal de Saneamento Ambiental”.
Realizado pela Rede de Educação Ambiental (REA) e o Coletivo
Educador de São Carlos (Cescar),
de Araraquara, Jaboticabal e região, o Encontro teve as atividades iniciadas no dia 4, no Sesc
São Carlos, oferecendo ao público exposição de painéis, rodas de
conversa, apresentação de vídeos
temáticos, oficinas de horta suspensa, compostagem e gincana do
lixo. No sábado, dia 6, na Praça
do Bicão, foram organizadas atividades pelos alunos e professores
da Aciepe de Educação Ambiental, oferecida pela Universidade
Federal de São Carlos (UFSCar).
Além da Oficina de fanzine, foram
oferecidas oficinas de brinquedos
com garrafas PET, reciclagem de
papel, exposições, plantio de árvores, apresentações de peças teatrais, entre outras atividades.
Você também viu o Projeto Água Quente por aí?!
os últimos meses, mais uma
vez, o Projeto Água Quente
esteve presente em vários meios
de comunicação. Participou do
Programa Convida, Somatória e
de um bate-papo ao vivo com as
Agentes Comunitárias na Rádio
Comunitária UFSCar; foi matéria
no jornal Primeira Página, foi entrevistado para a revista Circulô e
ainda teve matérias divulgadas na
revista Educação Ambiental em
Ação, Revista do Meio Ambiente,
Portal Ambiente Brasil, Revista do
DAE, e não pretende parar por aí!!
Agora, para o mês de junho, a
Coordenação e os Educadores do
Projeto estão preparando o lançamento de dois materiais.
Um deles, a publicação Requalificação Socioambiental em Bacias Hidrográficas Urbanas: a experiência do Projeto Água Quente,
São Carlos (SP) relata experiências do Projeto Água Quente nas
áreas de requalificação socioambiental, gestão de recursos naturais, educação ambiental, mobilização social e comunicação
comunitária, além de reflexões
trazidas por convidados externos.
O outro material é o Caderno de
Atividades, elaborado juntamente com as Agentes Comunitárias.
O material visa contribuir para a
elaboração de atividades, como
dinâmicas, oficinas, visitas etc.
pelas Agentes.
Agentes Comunitários participam de Bate Papo na Rádio UFSCar.
Mais informações pelo telefone (16) 3376-3110 ou pelo e-mail:
[email protected].
9
Boletim Água Quente no 11
Educomunicação:
educando pela Comunicação
S
entada em frente ao computador, penso em como escrever este texto de maneira que o
leitor, você aí, sinta-se, de alguma forma, apropriado pelo que
ele representa. O que interessa
nele não é o número de pessoas
que irá lê-lo; o que interessa, de
fato, é a curiosidade que irá despertar o assunto em você.
Quantas pessoas moram com
você? Quantos interferem diretamente em sua vida? Um filho,
uma irmã, um padrasto... Esqueceu de contar a TV e o rádio,
não?! A TV e o rádio são parte
de nossas famílias, contam-nos
histórias e estórias, fazem a gente sonhar, chorar, mas fazem
pensar?! Cada dia, a comunicação torna-se mais presente em
nossas vidas. O rádio, a televisão, a grande mídia do nosso
país, fazem parte do nosso meio
ambiente, em casa, no carro, no
trabalho... Podemos dizer que
estão tão presentes que já fazem
parte de nossa família.
Mas será que esses meios de
comunicação, esses fazedores de
opinião, realmente nos mantêm
informados?! Que tipo de informação querem nos “vender”?!
Até onde somos influenciados
por eles?! No modo de nos vestir, ídolos que admiramos, comportamentos que imitamos...
Eles também são os ensinadores
ou educadores que todos temos
dentro de casa.
10
Neste interim, a educação
pela comunicação torna-se
mais do que importante!! Afinal,
se a comunicação é tão presente na vida das crianças, jovens
e adultos, por que não usá-la a
favor do saber?! Do conhecer?!
Do aprender e do educar?! Não
seria essa uma das formas de se
fazer comunicação, mas a única forma, não?! Educomunicação?! Uma palavra nova, formada da fusão entre as palavras
Educação e Comunicação, que
começa a fazer parte do nosso
cotidiano.
A Educomunicação tem
como principal objetivo o empoderamento das pessoas e da
comunidade. Estimulando a
criatividade, a construção de
opiniões críticas em relação ao
contexto social em que vivemos
e o enraizamento da cidadania,
a Educomunicação, que ainda
é desenvolvida, na maioria das
vezes, somente nas salas de aula,
contribui para que todos sejam
capazes de fazer comunicação e
de ser mais críticos em relação à
mídia, distinguindo o que é bom
ou ruim, levando em conta a sua
realidade e a da comunidade
onde está inserido.
Os meios de comunicação,
entre outras ferramentas, devem
se tornar produções educomunicativas: televisão, rádio, jornal,
revista, jornal-mural, jornal da
escola, fanzines, vídeos, blogs,
entre outros. Basta sabermos
usá-los, sabermos como inserilos de acordo com a realidade
dos futuros educomunicadores,
que podem ser qualquer um, inclusive nós.
Uma experiência Educomunicativa em São Carlos
A Ramudá, ONG atuante na
cidade de São Carlos desde 2001,
realizou uma cobertura (jornalística) Educomunicativa durante o
Encontro de Educação Ambiental
em 2009. Os educomunicadores
– profissionais das áreas de Comunicação e Educação Ambiental – capacitaram alunos do curso e colégio Caaso, por meio de
oficinas educomunicativas, para
promoverem a educação pela comunicação. Dessa maneira, esses
alunos realizaram uma educobertura jornalística, por meio da
Alunas entrevistam Paulo Mancini
Educomunicação, e ainda aprenderam sobre a disseminação da
informação, a democratização da
comunicação e o aprimoramento
de suas ferramentas. Os alunos,
no papel de ecojornalistas, produziram textos, entrevistas, programas de áudio e vídeo.
Quem quiser saber mais sobre
o Projeto Educação pela Comunicação e acompanhar o material produzido pelos jovens, pode
acessar o blog:
www.educarcomunicando.blogspot.
com
Junho de 2009
Economize dinheiro e contribua para a diminuição no gasto de energia!!
Monte seu próprio Aquecedor Solar de Baixo Custo (ASBC)
Veja como é fácil montar um
coletor solar de baixo custo! Os
coletores solares ASBC são fabricados com placas de forro de
PVC.
1º Marque em um tubo de
PVC marrom de 70 cm uma área
de 61 cm de comprimento por 1,1
cm de largura. Centralize a área
marcada de forma que as pontas
do tubo fiquem com 4,5 cm de
comprimento cada.
2º Faça um rasgo interno à
área demarcada para a introdução da serra de extremidade livre.
Esse rasgo pode ser feito com o
auxílio de uma furadeira com
broca de 3 mm. Caso use um
ferro de solda para fazer o início
desse rasgo, não respire a fumaça
do tubo de PVC (ela é tóxica!).
3º Introduza a ponta da lâmina da serra e inicie o corte. Nas
pontas do rasgo, faça, cuidadosamente, um corte transversal
para poder retirar a tira de PVC.
4º Uma vez realizados os dois
cortes e retirada a tira, dê acabamento com a lixa nas superfícies
cortadas e arredonde, com lima
redonda, as extremidades do
rasgo. Em seguida, limpe com
álcool.
5º Lixe as extremidades da
placa e encaixe 1 cm de placa no
rasgo de cada tubo. Limpe com
um pano embebido em álcool
todas as superfícies que serão
coladas.
7º Utilizando a espátula, passe
adesivo nas duas linhas ao longo dos 2 contatos tubos/placa do
lado superior do coletor. No dia
seguinte, vire o conjunto tubos/
placa e repita a operação de colagem no outro lado.
8º Teste de vazamento: Conecte um tubo de 3 m de comprimento na vertical (altura ideal). Complete com água e, por
15 minutos, observe se não há
vazamento nas regiões que foram coladas. Se houver, reforce o
adesivo nos locais observados e
refaça o teste.
9º Após 24 horas e após o teste de vazamento, lixe levemente
uma das faces do coletor e limpe
com pano e álcool. Pinte a face
com esmalte sintético, preto, fosco, usando pincel ou rolo, inclusive sobre a área da colagem e
a parte superior dos tubos. Use
a fita crepe nos tubos para um
acabamento limpo; deixe sem
tinta apenas 3 cm das pontas dos
tubos para futuro encaixe dos
componentes de PVC.
*Informações extraídas do Manual de Instrução de Manufatura e Instalação Experimental do Aquecedor Solar de Baixo Custo ASBC – Elaborado
por Sociedade do Sol (SoSol).
Agora que você já montou seu coletor, só falta montar seu reservatório, o que pode ser feito utilizando sua própria caixa d’água! Para
saber mais, acesse: www.sociedadedosol.org.br.
6º Prepare uma quantidade
adequada de adesivo bicomponente – o adesivo pode ser araldite misturado com talco mineral –, permitindo que o adesivo
torne-se pastoso.
11
Boletim Água Quente no 11
Seção Escola
A paisagem sonora da escola*
Olá!
Nós, na aula de Artes, aqui no
Deriggi, resolvemos parar para
prestar atenção à paisagem sonora da escola. Mas o que é isso?!
Paisagem sonora?! Quando imaginamos uma paisagem, nos vêm
à cabeça imagens como: montanhas, campos floridos, cachoeiras
etc. Esse é um exemplo de paisagem visual. E uma paisagem sonora, o que seria?! Paisagem sonora
é a paisagem que percebemos por
meio do sentido da audição, ou
seja, são os sons que percebemos
em um determinado ambiente.
Os alunos da 6ª C realizaram
algumas atividades com o tema “A
paisagem sonora da escola”! Em
primeiro lugar, jogamos um “bingo dos sons do ambiente” (confiram na foto). Nesse jogo, escutamos alguns exemplos de sons
que fazem parte de nossa vida,
como sons de telefone, desperta-
Alunos durante a construção do trabalho sobre Paisagem Sonora.
12
dor, avião, tosse, espirro, ronco,
descarga, grito, entre outros. Os
alunos dividiram-se em grupos
de 3 ou 4 integrantes, e cada grupo recebeu uma cartela contendo
alguns desenhos de objetos ou
pessoas que emitem certos sons.
O “cantador” (pessoa que sorteia
as pedras) controlava um CD com
os sons que eram sorteados. Cada
grupo tinha que marcar, com um
grão de milho, os sons sorteados
que possuía em sua cartela. O grupo que primeiro completasse sua
cartela deveria gritar: BINGO!
Depois desse jogo divertido, a
tarefa foi a seguinte: escrever, durante três minutos cronometrados pela professora, todos os sons
que percebemos, que vinham de
dentro e de fora da sala de aula:
portas batendo, barulho do ventilador, respiração dos colegas, passos, crianças gritando e correndo
Trabalho sobre Paisagem Sonora.
na aula de Educação Física, tosse,
barulho de folhas de caderno etc.
Foi uma lista imensa de sons! Para
terminar, cada grupo tentou desenhar, em uma cartolina, a “Paisagem Sonora da Escola”. Mas o desafio era desenhar os sons, e não
o objeto que emite os sons. “Mas
como isso é possível se não vemos
os sons?!”, perguntavam, inquietos, alguns alunos. Bom, aí a criatividade entrou no desafio e ficou
à solta!
Convidamos vocês também a
prestarem atenção aos sons do
ambiente e a perceberem o quanto a paisagem sonora do nosso
bairro é rica e diversificada! Boa
audição!
*Texto produzido pela professora de Artes Flávia Costa
Prazeres, da Escola Natalino
Deriggi.
Junho de 2009
Seção Escola
Comunidade de Aprendizagem Janete Lia
A
Emeb Professora Janete Maria
Martinelli Lia é uma “Comunidade de Aprendizagem” e, com
a ajuda e a participação de voluntários (as), tem oferecido cursos
de inglês e biscuit para a comunidade da escola. São dois sonhos
antigos de familiares, de estudantes e pessoas do bairro que estão
sendo realizados. E a participação
não tem sido pequena!
A formação de familiares é uma
ideia central nas Comunidades
de Aprendizagem, uma vez que
contribui não só para as transformações sociais e econômicas das
famílias e do bairro como também reflete diretamente na aprendizagem de jovens e crianças que
estudam na escola. O aluno Rogério de Castro, morador do Jardim Monte Carlo, sobre as aulas,
diz: “É um curso excelente! É uma
oportunidade única para as pes-
“Realizando sonhos”
Voluntário Fernando ministrando aula de inglês para a comunidade.
Ajude a realizar outros sonhos! Seja você
também um (a) voluntário (a)!!
soas de baixa renda. É uma pena
que poucos acreditam que é possível aprender quando é de graça.
Só basta o esforço de cada um e a
vontade”.
Vale lembrar que a Comunidade de Aprendizagem Janete Lia
realiza outras atividades para a
potencialização da aprendizagem
também com as crianças que estudam na escola e, para isso, conta
com a participação de muitas pessoas voluntárias, seja para estar
na biblioteca, auxiliando os estudantes em suas tarefas, seja para
atuar na sala de aula, em grupos
interativos, ou mesmo para apoiar
professores (as).
Quem tiver interesse e puder
contribuir com a escola, pode ser
um (a) voluntário/a. Basta procurar a escola e falar com as coordenadoras Danielle ou Juliana. O
telefone é o 16 3375-2626.
Voluntária Stela com suas alunas no curso de biscuit.
*Texto produzido pelas professoras da Escola Janete Lia.
13
Boletim Água Quente no 11
Folclore: mitos e lendas nos quatro cantos do país!
Saci Pererê, um dos principais
personagens do folclore brasileiro.
Q
uem nunca ouviu falar do Saci
Pererê?! Este, assim como outros tantos personagens, faz parte
do folclore brasileiro que, em poucas palavras, é a reunião de mitos e
lendas que ouvimos desde crianças,
nascidos da imaginação do povo.
Muitas das histórias foram criadas
para passar mensagens importantes ou para assustar as pessoas.
O Dia do Folclore, comemorado
no dia 22 de agosto, existe no Brasil desde meados do século XIX, e
é utilizado como instrumento de
educação nas escolas, protegido
por lei e considerado bem do patrimônio histórico e cultural do
país. Segundo a Unesco, o que determina se um fato é folclórico são
suas características, ou seja, deve
ter tradicionalidade, dinamicidade, funcionalidade e aceitação coletiva.
A origem de algumas festas populares pode ser explicada por mitos e lendas. Lendas são estórias
contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos reais e históricos com acontecimentos que
são frutos da fantasia. Mitos são
narrativas com forte componente
simbólico. Como os povos da antiguidade não conseguiam explicar os fenômenos da natureza, por
meio de explicações científicas,
criavam mitos com este objetivo:
dar sentido às coisas do mundo.
Os mitos também serviam como
uma forma de passar conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser
humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais misturam-se
com fatos da realidade para dar
sentido à vida e ao mundo. Fazem
parte também do folclore danças,
festas, linguagens, músicas, usos,
costumes, entre outros. Saiba mais
um pouquinho...
Música folclórica: caracterizase pela simplicidade, monotonia
e lentidão. Aparece em brincadeiras infantis (ex: cantigas de roda),
cantos religiosos (ladainhas), ritos,
danças e festas, acalantos, modinhas, cantigas de trabalho, serenatas e cantos de velório.
Danças e festas: as danças
acompanham as músicas em vários rituais folclóricos. Uma das
festas mais conhecidas é a festa
junina.
Linguagem: as manifestações
folclóricas que apareceram na
linguagem popular são conheci-
das como: adivinhações, parlendas, provérbios (Ladrão que rouba
ladrão tem cem anos de perdão),
quadrinhas, piadas, literatura de
cordel, frases prontas e de párachoque de caminhões, trava–língua etc.
Usos e costumes: nos usos e
costumes aparecem a alimentação,
o cultivo de plantas, ervas etc., o
vestuário, o comportamento, entre outros, de um povo de uma
região.
Brinquedos e brincadeiras: os
brinquedos são artefatos para serem utilizados sozinhos, como boneca de pano, estilingue, chincha,
pião etc. E as brincadeiras envolvem disputa de algum tipo, como
pega-pega, bolinha de gude, amarelinha etc.
Crenças e superstições: sabença; superstição e crendices.
Arte e artesanato: vai desde a
culinária até o artesanato propriamente dito. Na maioria das vezes,
o artesanato utiliza materiais como
madeira, ossos, tecido, pedras etc.
Algumas lendas, mitos e contos folclóricos brasileiros
Alguns dos Personagens do Folclore Brasileiro. Imagem: Wellington Marx http://wwmarx.blogspot.com/
14
• Boitatá, a cobra de fogo que protege as matas e os animais.
• Boto, o homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em
bailes e festas, leva-as para a beira do rio, engravida-as e depois mergulha nas águas do rio para transformar-se em um boto.
• Caipora, o pequeno índio de pele escura, ágil, nu, que fuma cachimbo
e gosta de cachaça.
• Cuca, uma velha feia, na forma de jacaré, que rouba crianças desobedientes.
• Saci Pererê, o mais conhecido e mais sapeca dos personagens do folclore brasileiro, que foi “imortalizado”, assim como outros personagens, pelo escritor Monteiro Lobato por meio de sua obra “O sítio do
picapau amarelo”. O Saci é um menino negro, de uma perna só, com
cachimbo e um gorro vermelho que lhe dá poderes mágicos. Apronta
travessuras e diverte-se com isso. Adora espantar cavalos e queimar
comida. Botucatu, cidade do interior paulista, é a “casa” do Saci. Os
moradores dizem a todos os visitantes da cidade que já o viram e criaram até mesmo a Associação Nacional de Criadores de Saci, fazendo
com que Botucatu seja conhecida como a “Capital Nacional do Saci”.
A Cuca também aparece nas histórias da turma do Sítio do picapau
amarelo e está sempre aterrorizando Narizinho e Pedrinho, netos de
Dona Benta.
E
S
!
A
T
DIVIR
Termine a Fogueira e pinte bem colorido o seu arraial
Brincando de Trava Línguas
Trava Línguas é uma brincadeira que faz parte do Folclore Brasileiro, é
um desafio de pronúncia. Chame seus amigos para brincarem. Um escolhe uma frase e pede para o outro falar, a frase deve ter sílabas parecidas
e devem ser faladas rapidamente. Seguem alguns exemplos:
- Pedro tem o peito preto. O peito de Pedro é preto. Quem disser que o
peito de Pedro é preto, tem o peito mais preto que o peito de Pedro.
- A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada.
- Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos, quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será.
- Três pratos de trigo para três tigres tristes.
Charge disponivel no http://aguadonadavida.blogspot.com - Visite!
Bolo de Pinhão:
para dar sabor a sua Festa Junina!
m o d o d e p r e pa r o
ingredientes
2 xícaras de pinhão cozido e triturado ✓
1 colher (sobremesa) de fermento em pó ✓
2 xícaras de farinha de trigo ✓
1 colher (chá) de canela em pó ✓
1 xícara de leite ✓
2 ovos ✓
2 xícaras de açúcar ✓
1/2 xícara de óleo ✓
Cozinhe o pinhão, descasque e triture. Depois do
pinhão triturado, acrescente os ovos, o leite e o óleo.
Bata até ficar uma massa homogênea. Tire do liquidificador e acrescente o restante dos ingredientes,
sendo a canela por último. Unte uma fôrma redonda de 25 cm de diâmetro e asse em forno moderado
por 40 minutos. Se desejar, recheie a gosto.
15
Boletim Água Quente no 11
Fábio dos Santos
20 anos, morador do bairro Cidade Aracy
“Eu moro aqui. Nesse campinho
falta tela... muita coisa. Acho
que ninguém da comunidade foi
atrás de melhorias para cá, se tivessem ido já teria melhorado. Acho que os moradores poderiam correr atrás destas melhorias”.
Luzia Gabriel
58 anos, moradora do bairro Jardim Gonzaga
“Como representante do Projeto
Água Quente, acredito que esta
praça, a Praça Ronald Golias,
tem muita importância, principalmente por ser um espaço para as crianças brincarem e para se ter um lazer para o pessoal... aqui,
eu acho que o que falta é sombra, tem pouca”
Maria Dayane Brito
12 anos, moradora do bairro Cidade Aracy
“Eu venho sempre nessa praça,
venho brincar e nunca venho sozinha. Tem mais praça por aqui,
mas é longe. Só venho nessa porque minha mãe não deixa ir nas outras. Queria que
aqui tivesse mais arvores... é muito sol”.
Benedita Rosa
65 anos, moradora do bairro Cidade Aracy
“Gosto de ajudar na revitalização
de espaços verdes. Estou sempre
passando e vendo a movimentação. Acho que o que falta é sombra”
Thiago
14 anos, morador do Jardim Cruzeiro do Sul
“Perto da minha casa não tem árvore. Se tivesse mais sombra nos
parquinhos, as crianças ficariam
melhores e não correriam o risco
de ter uma insolação”
Patrocínio:
F ala
povo
Espaços Verdes
A necessidade de espaços verdes urbanos e públicos é uma das consequências do crescimento
rápido que as cidades têm sofrido ao longo dos
anos. Através dos tempos, os espaços verdes têm
sido locais de encontro e de passeio público; tendo, até mesmo, o objetivo de recriar a presença da
natureza no meio urbano. O espaço verde assumiu, assim, diversas formas e funções, como espaço de lazer e recreio.
Os espaços verdes têm enorme importância
nos grandes centros ou locais movimentados. São
úteis na separação física entre o trânsito de automóveis e a circulação de pessoas, filtram gases
tóxicos produzidos pelos automóveis, absorvem
parte do ruído urbano e amenizam as temperaturas. Uma de suas grandes atribuições é a sociocultural: de integração, de jogo, lazer e recreio
entre diversos grupos sociais. Os espaços verdes
urbanos representam ainda uma possibilidade de
contato com a natureza e permitem um ambiente
mais saudável, funcionando como “pulmão” do
tecido urbano.
Na capital São Paulo, por meio de uma parceria
entre a Secretaria do Verde e a Secretaria do Trabalho, está sendo colocado em prática o programapiloto “Zeladores de praça”. O programa trabalha
com a capacitação de desempregados das comunidades do entorno das áreas verdes para que se
tornem funcionários de parques e praças da cidade.
Para dar valor a um espaço verde, a comunidade tem de ter por ele um sentimento de pertencimento e uma imagem de preservação da qualidade do ambiente para todos os seus usuários.
Em São Carlos, alguns espaços verdes precisam
de cuidado especial para se tornarem de uso público; em alguns faltam equipamentos, em outros,
segurança. Já existem grupos, como os Grupos da
Bacia do Água Quente, analisando as características desses espaços e pensando em conjunto na
melhoria deles. Essa é uma das inúmeras ações
de que o Projeto Água Quente faz parte. Venha
fazer parte também!! Para mais informações, ligue para (16) 3376-3110 ou mande um e-mail para
[email protected].
Ezequiel de J. Oliveira
18 anos, morador do bairro Cidade Aracy
“Venho aqui sempre, gosto de vir
para empinar pipa, dar atenção
para a molecada que tá crescendo aqui, dando uma ajuda
também. Aqui neste espaço falta muita coisa, falta
união entre nós, falta refletores para lazer a noite. A
comunidade poderia estar correndo atrás de quem
pode dar uma ajuda”.
Robson C. Da Silva
17 anos, morador do bairro Cidade Aracy
“Sempre venho aqui e várias coisas devem ser feitas, mais areia
para o campinho, tela. Nao sei
o que a comunidade poderia
fazer... cada um tem que conservar as coisas que
tem e manter pra frente. Faltam mais espaços como
este... pistas de skate, campos e parquinhos para as
crianças. Aqui, por exemplo, só tem um parquinho
longe, que fica ruim para as crianças irem”
Débora C. B. Lima
9 anos, moradora do bairro Jardim Cruzeiro do Sul
“Eu vim aqui na praça com a minha prima. Perto da minha casa
tem parquinho mas não costumo ir porque tem que atravessar
a pista e a minha mãe não deixa. Ai fico brincando
em casa de boneca. Mas quando vou em alguma
praça eu gosto. Gosto dessa praça do jeito que ela
tá, tem parquinho, mas eu queria que tivesse mais
perto da minha casa”
Márcia A. De Lima
32 anos, moradora do Jardim
Cruzeiro do Sul
“Venho sempre aqui, morava aqui.
Vim na casa de uma tia e trouxe
as crianças para brincar. Perto
da minha casa na tem, são longe
para irem sozinhas. Mas geralmente eu levo ou minha irmã. Poderiam ter mais árvores para melhorar
espaços assim”
*Entrevistas realizadas em espaços verdes públicos da Bacia do Água Quente (campinhos, parquinhos e praças).
Download

Saiba como construir seu próprio Aquecedor Solar!