MINISTRO DA EDUCAÇÃO - MEC Prof. FERNANDO HADDAD SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR - SESu/MEC Prof. NELSON MACULAN FILHO REITOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL Prof. JOSÉ CARLOS FERRAZ HENNEMANN MEMBROS DO CONSELHO DIRETOR Presidente do Hospital de Clínicas de Porto Alegre Prof. SÉRGIO CARLOS EDUARDO PINTO MACHADO Vice-Reitor da UFRGS Prof. PEDRO CEZAR DUTRA FONSECA Diretor da Faculdade de Medicina da UFRGS Prof. MAURO ANTÔNIO CZEPIELEWSKI Pró-Reitora de Administração - UFRGS Profª MARIA APARECIDA GRENDENE DE SOUZA Representantes da Faculdade de Medicina - UFRGS Prof. CLÁUDIO PAIVA Profª ELIANA DE ANDRADE TROTTA Representante da Escola de Enfermagem - UFRGS Profª LIANA LAUTERT Representante da Pró-Reitoria de Planejamento - UFRGS Prof. DARCI BARNECH CAMPANI Representante do Ministério da Educação Prof. LUIZ ALBERTO DOS SANTOS RODRIGUES Representante do Ministério da Saúde Prof. JOÃO JOSÉ CÂNDIDO DA SILVA – até junho de 2006 Prof. AMÂNCIO PAULINO DE CARVALHO – a partir de julho de 2006 Representante do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Econ. ARIOSTO ANTUNES CULAU Representante do Ministério da Fazenda Econ. ADRIANO PEREIRA DE PAULA – até maio de 2006 Engª ANA CRISTINA BITTAR DE OLIVEIRA – a partir de junho de 2006 MEMBROS DA ADMINISTRAÇÃO CENTRAL PRESIDENTE Prof. SÉRGIO CARLOS EDUARDO PINTO MACHADO VICE-PRESIDENTE MÉDICO Prof. AMARILIO VIEIRA DE MACEDO NETO VICE-PRESIDENTE ADMINISTRATIVO Econ. FERNANDO ANDREATTA TORELLY Relatório de Atividades 2006 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO .............................................................................................................................................. 9 1 DADOS GERAIS DO HOSPITAL ....................................................................................................... 13 1.1 ORGANOGRAMAS ........................................................................................................................... 14 1.2 INSTALAÇÕES FÍSICAS ................................................................................................................... 20 1.3 CARACTERÍSTICAS DE GESTÃO .................................................................................................. 22 1.3.1 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO ............................................................................................ 22 2 ASSISTÊNCIA ......................................................................................................................................... 51 2.1 PRODUÇÃO ASSISTENCIAL .......................................................................................................... 52 2.2 APOIO ASSISTENCIAL..................................................................................................................... 56 2.2.1 COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR................................................ 56 2.2.2 COMISSÃO DE ÉTICA EM ENFERMAGEM ............................................................................ 59 2.2.3 COMISSÃO DE ÉTICA MÉDICA ................................................................................................ 61 2.2.4 COMISSÃO DE MEDICAMENTOS............................................................................................ 62 2.2.5 COMISSÃO DE NORMAS E ROTINAS DO GRUPO DE ENFERMAGEM .......................... 66 2.2.6 COMISSÃO DE ÓBITOS, CONTROLE CIRÚRGICO E REVISÃO ANATOMOPATOLÓGICA............................................................................................................................. 67 2.2.7 COMISSÃO DE PRONTUÁRIOS ................................................................................................ 69 2.2.8 COMISSÃO DE SELEÇÃO ........................................................................................................... 72 2.2.9 COMISSÃO DE SUPORTE NUTRICIONAL ............................................................................. 72 2.2.10 COMISSÃO GESTORA DOS PORTAIS DA INTERNET E INTRANET ................................ 73 2.2.11 COMISSÃO PERMANENTE DE TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS E DE TECIDOS .............. 74 2.2.12 COMITÊ GESTOR DE ACESSO AOS SISTEMAS INFORMATIZADOS............................... 76 2.2.13 GRUPO DE TRABALHO SOBRE DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM .............................. 77 2.2.14 GRUPO DE TRABALHO SOBRE INDICADORES DE QUALIDADE ASSISTENCIAL ..... 79 2.2.15 PROGRAMA DE ACREDITAÇÃO HOSPITALAR .................................................................. 81 2.2.16 PROGRAMA DE ATENÇÃO AOS PROBLEMAS DE BIOÉTICA.......................................... 83 2.2.17 PROGRAMA DE PROTOCOLOS E ROTINAS ASSISTENCIAIS ........................................... 83 2.2.18 SERVIÇO DE EMERGÊNCIA ...................................................................................................... 86 3 ENSINO..................................................................................................................................................... 89 3.1 GRADUAÇÃO .................................................................................................................................... 89 3.2 PÓS-GRADUAÇÃO ........................................................................................................................... 90 3.3 RESIDÊNCIA MÉDICA ..................................................................................................................... 91 3.4 ENSINO MÉDIO................................................................................................................................. 94 3.4.1 ESCOLA TÉCNICA EM ENFERMAGEM .................................................................................. 94 3.4.2 ESCOLA ESTADUAL TÉCNICA EM SAÚDE........................................................................... 95 3.5 ESTÁGIOS............................................................................................................................................ 97 3.6 CURSOS DE CAPACITAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO PARA PROFISSIONAIS ................. 99 3.7 GRAND ROUND, SESSÃO ANATOMOCLÍNICA E ESTUDOS CLÍNICOS ............................ 99 4 4.1 4.2 4.3 PESQUISA .............................................................................................................................................. 101 CENTRO DE PESQUISAS ............................................................................................................... 102 CENTRO DE PESQUISA CLÍNICA ............................................................................................... 103 REDE NACIONAL DE PESQUISA CLÍNICA.............................................................................. 104 3 Relatório de Atividades 2006 4.4 DESENVOLVIMENTO E TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA ........................................... 104 4.5 COMISSÕES CIENTÍFICA E DE PESQUISA E ÉTICA EM SAÚDE ......................................... 105 4.6 SEMANA CIENTÍFICA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS ............................................................ 105 4.7 REVISTA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS ..................................................................................... 106 4.8 GRUPOS DE PESQUISA CADASTRADOS NO CNPQ E BOLSAS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA .................................................................................................................................................... 107 4.9 FUNDO DE INCENTIVO À PESQUISA E EVENTOS ................................................................ 108 5 RESPONSABILIDADE SOCIAL........................................................................................................ 109 5.1 APOIO PEDAGÓGICO.................................................................................................................... 109 5.2 PROTEÇÃO À CRIANÇA ............................................................................................................... 110 5.3 HUMANIZAÇÃO NA ASSISTÊNCIA .......................................................................................... 111 5.4 GRUPO DE VOLUNTARIADO...................................................................................................... 114 5.5 ATENDIMENTO LÚDICO-TERAPÊUTICO ................................................................................ 116 5.6 CASA DE APOIO ............................................................................................................................. 119 5.7 BANCO DE LEITE HUMANO ....................................................................................................... 120 5.8 FARMÁCIA DE PROGRAMAS ESPECIAIS................................................................................. 121 5.9 CONSULTORIA ESCOLAR ............................................................................................................ 122 5.10 OUVIDORIA ..................................................................................................................................... 123 5.11 GESTÃO DO RELACIONAMENTO COM O CLIENTE............................................................. 127 5.12 GESTÃO AMBIENTAL.................................................................................................................... 129 5.13 EVENTOS .......................................................................................................................................... 133 5.14 VISITAS DE OUTRAS INSTITUIÇÕES ......................................................................................... 133 6 GESTÃO DE PESSOAS ....................................................................................................................... 135 6.1 VISÃO ESTRATÉGICA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS........................................... 136 6.2 PERFIL PROFISSIONAL.................................................................................................................. 137 6.3 PROGRAMA INTEGRAR ............................................................................................................... 139 6.4 PROGRAMA DE GESTÃO DO DESEMPENHO ......................................................................... 141 6.5 CAPACITAÇÃO E DESENVOLVIMENTO.................................................................................. 142 6.5.1 PROGRAMA “JEITO CLÍNICAS DE ATENDER” .................................................................. 145 6.5.2 PROGRAMA BEM-ESTAR E SAÚDE NO TRABALHO........................................................ 145 6.5.3 PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO GERENCIAL........................................................ 146 6.5.4 PROGRAMA DE REABILITAÇÃO PROFISSIONAL............................................................. 146 6.6 PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS .............................................................................................. 148 6.7 BENEFÍCIOS...................................................................................................................................... 149 6.7.1 PLANO DE SAÚDE..................................................................................................................... 149 6.7.2 LICENÇA ESPECIAL .................................................................................................................. 150 6.7.3 LICENÇA PARA ATIVIDADES DE DESENVOLVIMENTO................................................ 150 6.7.4 COMPLEMENTO DO AUXÍLIO-DOENÇA ............................................................................ 151 6.7.5 CRECHE ........................................................................................................................................ 151 6.7.6 LIBERAÇÃO PARA MESTRADO E DOUTORADO .............................................................. 151 6.7.7 REFEITÓRIO................................................................................................................................. 152 6.8 PESQUISA DE CLIMA ORGANIZACIONAL ............................................................................. 152 6.9 MOVIMENTAÇÃO DE PESSOAL ................................................................................................. 153 6.9.1 PROCESSO SELETIVO PÚBLICO ............................................................................................. 154 6.9.2 REALOCAÇÕES INTERNAS..................................................................................................... 155 6.9.3 DESLIGAMENTO FUNCIONAL .............................................................................................. 157 6.9.4 INDICADORES ............................................................................................................................ 158 6.10 MEDICINA OCUPACIONAL ........................................................................................................ 162 6.10.1 UNIDADE DE SERVIÇO ESPECIALIZADO EM SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO (SESMT) .................................................................................................................................... 163 6.10.2 UNIDADE DE SAÚDE DOS FUNCIONÁRIOS ...................................................................... 166 6.10.3 AMBULATÓRIO DE DOENÇAS DO TRABALHO................................................................ 168 6.10.4 ACADEMIA DE GINÁSTICA.................................................................................................... 168 6.10.5 PSICOLOGIA E SAÚDE DO TRABALHADOR ...................................................................... 170 4 Relatório de Atividades 2006 7 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO................................................................................................. 173 7.1 NOVAS FUNCIONALIDADES NOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO .................................... 174 7.1.1 APLICATIVOS PARA GESTÃO HOSPITALAR (AGH) ........................................................ 174 7.1.2 INFORMAÇÕES GERENCIAIS (IG) ......................................................................................... 176 7.1.3 PORTAIS INSTITUCIONAIS ..................................................................................................... 176 7.2 NOVAS TECNOLOGIAS ................................................................................................................ 176 7.2.1 CERTIFICAÇÃO DIGITAL......................................................................................................... 176 7.2.2 TELEMEDICINA.......................................................................................................................... 177 7.3 INFRA-ESTRUTURA ....................................................................................................................... 177 7.4 INDICADORES DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO ......................................................... 178 8 QUALIDADE RECONHECIDA ......................................................................................................... 179 8.1 PRÊMIOS ........................................................................................................................................... 179 8.1.1 SATISFAÇÃO DOS USUÁRIOS DO SUS................................................................................. 179 8.1.2 TOP SER HUMANO.................................................................................................................... 179 8.1.3 CONCURSO DE INOVAÇÃO NA GESTÃO PÚBLICA FEDERAL..................................... 179 8.1.4 SELO IBASE .................................................................................................................................. 180 8.1.5 PRÊMIO RESPONSABILIDADE SOCIAL ............................................................................... 180 8.1.6 ACREDITAÇÃO HOSPITALAR................................................................................................ 180 8.1.7 9º PRÊMIO EXCELÊNCIA EM INFORMÁTICA .................................................................... 181 8.1.8 PRÊMIO DE INOVAÇÃO DA GESTÃO EM SAÚDE ............................................................ 181 8.1.9 PRÊMIO CEN AIDS..................................................................................................................... 181 8.2 DESTAQUES ..................................................................................................................................... 182 8.2.1 RANKING REGIONAL CAMPEÃS DA INOVAÇÃO – REVISTA AMANHà ................. 182 8.2.2 RANKING NACIONAL VALOR 1.000 – JORNAL VALOR ECONÔMICO ...................... 182 8.2.3 RANKING REGIONAL MAIORES E MELHORES – REVISTA AMANHà ....................... 182 8.2.4 RANKING REGIONAL 600 MAIORES EMPRESAS – REVISTA EXPRESSÃO ................. 182 9 PANORAMA ECONÔMICO FINANCEIRO .................................................................................. 183 9.1 ANÁLISE DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA DO EXERCÍCIO ............................................ 185 9.1.1 O RESULTADO ORÇAMENTÁRIO ......................................................................................... 185 9.1.2 A ORIGEM DOS RECURSOS..................................................................................................... 185 9.1.3 A APLICAÇÃO DOS RECURSOS ............................................................................................. 186 9.1.4 OS RECURSOS DE DESTAQUE ................................................................................................ 186 9.1.5 OS RECURSOS A RECEBER ...................................................................................................... 187 9.1.6 O DIFERIMENTO DE RECURSOS............................................................................................ 187 9.2 INVESTIMENTOS REALIZADOS ................................................................................................. 187 9.3 TRANSFERÊNCIA DE RECURSOS (CONVÊNIOS TRANSFERIDOS).................................... 192 10 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS ................................................................................................... 199 11 PARECERES ........................................................................................................................................... 213 11.1 PARECER DOS AUDITORES INTERNOS ................................................................................... 214 11.2 PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES ...................................................................... 216 11.3 EXTRATO DA ATA DO CONSELHO DIRETOR DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE ........................................................................................................................................................... 218 11.4 PARECER DO CONSELHO DIRETOR ......................................................................................... 221 5 Relatório de Atividades 2006 INDICE DE TABELAS TABELA - 1. DADOS SOBRE INSTALAÇÕES FÍSICAS DO HOSPITAL ............................................ 20 TABELA - 2. PAINEL DE CONTROLE – PERSPECTIVA SOCIEDADE.............................................. 27 TABELA - 3. PAINEL DE CONTROLE – PERSPECTIVA CLIENTES .................................................. 28 TABELA - 4. PAINEL DE CONTROLE – PERSPECTIVA FINANCEIRA............................................ 34 TABELA - 5. PAINEL DE CONTROLE – PERSPECTIVA PROCESSOS .............................................. 38 TABELA - 6. PAINEL DE CONTROLE – PERSPECTIVA APRENDIZADO E CRESCIMENTO ..... 42 TABELA - 7. PRODUÇÃO ASSISTENCIAL ............................................................................................. 51 TABELA - 8. INDICADORES HOSPITALARES ...................................................................................... 51 TABELA - 9. INTERNAÇÕES..................................................................................................................... 52 TABELA - 10. INTERNAÇÕES POR CONVÊNIO E POR CLÍNICA...................................................... 52 TABELA - 11. CONSULTAS REALIZADAS .............................................................................................. 52 TABELA - 12. PARTOS REALIZADOS ....................................................................................................... 52 TABELA - 13. BANCO DE SANGUE........................................................................................................... 52 TABELA - 14. PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS (PACIENTES ATENDIDOS) .................................. 53 TABELA - 15. SESSÕES TERAPÊUTICAS .................................................................................................. 54 TABELA - 16. TRANSPLANTES REALIZADOS ....................................................................................... 54 TABELA - 17. ATENDIMENTO DOS GRUPOS DE AUTO-AJUDA ...................................................... 55 TABELA - 18. EVOLUÇÃO DA TAXA DE INFECÇÃO HOSPITALAR ................................................ 56 TABELA - 19. DISTRIBUIÇÃO, FREQÜÊNCIA ABSOLUTA E RELATIVA DAS INFECÇÕES HOSPITALARES ................................................................................................................................................ 57 TABELA - 20. TAXAS DE UTILIZAÇÃO DE PROCEDIMENTOS INVASIVOS*................................. 57 TABELA - 21. APROVAÇÃO DE PRESCRIÇÕES DE MEDICAMENTOS DE USO RESTRITO E NÃO-SELECIONADOS .................................................................................................................................... 64 TABELA - 22. PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS NÃO-SELECIONADOS .................................... 64 TABELA - 23. COMPARAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE NP PELOS PACIENTES DA NEONATOLOGIA, PEDIATRIA E ADULTOS ............................................................................................. 73 TABELA - 24. TRANSPLANTES REALIZADOS ....................................................................................... 76 TABELA - 25. INDICADORES DE PROCESSOS ASSISTENCIAIS......................................................... 80 TABELA - 26. TAXA DE MORTALIDADE................................................................................................. 87 TABELA - 27. ENTRADAS EM OBSERVAÇÃO / ALTAS ...................................................................... 87 TABELA - 28. CURSOS DE GRADUAÇÃO QUE ATUAM NO HOSPITAL......................................... 89 TABELA - 29. Nº DE ALUNOS..................................................................................................................... 89 TABELA - 30. CURSOS COM ATIVIDADES NO HOSPITAL ................................................................. 90 TABELA - 31. ESPECIALIDADES DO PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MÉDICA .............................. 91 TABELA - 32. NÚMERO DE CONVÊNIOS AVALIADOS, APROVADOS E EM ACOMPANHAMENTO ................................................................................................................................... 97 TABELA - 33. DISTRIBUIÇÃO DOS ESTAGIÁRIOS CONFORME O TIPO DE ESTÁGIO E O ANO .. .................................................................................................................................................. 98 TABELA - 34. DISTRIBUIÇÃO DAS BOLSAS-AUXÍLIO ......................................................................... 98 TABELA - 35. VALORES FINANCEIROS EMPREGADOS (EM R$)* .................................................... 98 TABELA - 36. ATIVIDADES REALIZADAS .............................................................................................. 99 TABELA - 37. AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS VERBA FINEP 2006............................................. 102 TABELA - 38. VALORES CAPTADOS / EDITAL FINEP 2006 ............................................................. 103 TABELA - 39. INDICADORES DA ZONA AMBULATORIAL DE PESQUISA .................................. 104 TABELA - 40. NÚMERO DE PROJETOS SUBMETIDOS À AVALIAÇÃO.......................................... 105 TABELA - 41. INDICADORES DA 26ª SEMANA CIENTÍFICA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS .... 106 TABELA - 42. INDICADORES DA REVISTA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS/FAMED- UFRGS ... 107 TABELA - 43. GRUPOS DE PESQUISA CERTIFICADOS PELO HOSPITAL DE CLÍNICAS E CADASTRADOS NO CNPQ.......................................................................................................................... 107 TABELA - 44. PERCENTUAL DE RUBRICAS APOIADAS PELO FIPE .............................................. 108 TABELA - 45. ATENDIMENTOS EM 2006 ............................................................................................... 110 TABELA - 46. ATIVIDADES REALIZADAS ............................................................................................ 115 6 Relatório de Atividades 2006 TABELA - 47. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELO SERVIÇO DE RECREAÇÃO TERAPÊUTICA NO HOSPITAL ................................................................................................................................................ 117 TABELA - 48. ATENDIMENTOS REALIZADOS .................................................................................... 119 TABELA - 49. PRODUÇÃO DO BANCO DE LEITE ............................................................................... 121 TABELA - 50. NÚMERO DE ATENDIMENTOS NA FARMÁCIA DE PROGRAMAS ESPECIAIS. 122 TABELA - 51. COMPARATIVO DAS MANIFESTAÇÕES RECEBIDAS ............................................. 123 TABELA - 52. EVENTOS REALIZADOS .................................................................................................. 133 TABELA - 53. VISITAS RECEBIDAS NO HOSPITAL............................................................................. 133 TABELA - 54. INDICADORES DO PROGRAMA INTEGRAR.............................................................. 140 TABELA - 55. PARTICIPAÇÕES EM TREINAMENTOS POR ÁREA .................................................. 144 TABELA - 56. LICENÇA ESPECIAL.......................................................................................................... 150 TABELA - 57. LICENÇAS EM 2006 ........................................................................................................... 150 TABELA - 58. COMPLEMENTOS DO AUXÍLIO-DOENÇA ................................................................. 151 TABELA - 59. LIBERAÇÃO PARA MESTRADO..................................................................................... 151 TABELA - 60. PERCENTUAL DE PARTICIPANTES.............................................................................. 152 TABELA - 61. QUADRO DE PESSOAL..................................................................................................... 153 TABELA - 62. ADMISSÕES......................................................................................................................... 155 TABELA - 63. TEMPO MÉDIO DE PREENCHIMENTO DE VAGAS .................................................. 155 TABELA - 64. ACOMPANHAMENTO DO NÚMERO DE SELEÇÕES PARA REALOCAÇÃO ..... 156 TABELA - 65. NÚMERO DE DESLIGAMENTOS ................................................................................... 157 TABELA - 66. ANÁLISE COMPARATIVA – ROTATIVIDADE DE PESSOAL .................................. 159 TABELA - 67. ATENDIMENTOS REALIZADOS .................................................................................... 163 TABELA - 68. EXAMES MÉDICOS OBRIGATÓRIOS ............................................................................ 164 TABELA - 69. CONSULTAS ....................................................................................................................... 164 TABELA - 70. PRODUTIVIDADE DOS EXAMES MÉDICOS PERIÓDICOS ...................................... 164 TABELA - 71. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELA UNIDADE SESMT ...................................... 165 TABELA - 72. ACIDENTES DO TRABALHO/DOENÇAS OCUPACIONAIS ................................... 166 TABELA - 73. COEFICIENTE DE GRAVIDADE DE ACIDENTES DE TRABALHO......................... 166 TABELA - 74. ATENDIMENTOS REALIZADOS NO SMO................................................................... 167 TABELA - 75. USUÁRIOS DA ACADEMIA DISTRIBUÍDOS POR FUNÇÕES .................................. 169 TABELA - 76. HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO DA ACADEMIA............................................... 170 TABELA - 77. INDICADORES DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO ............................................ 178 TABELA - 78. EQUIPAMENTOS EMPENHADOS NO EXERCÍCIO ................................................... 188 TABELA - 79. OBRAS EMPENHADAS NO EXERCÍCIO....................................................................... 191 7 Relatório de Atividades 2006 APRESENTAÇÃO Prof. Sérgio Pinto Machado Presidente Em 2006, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre comemorou 35 anos de atividades. A celebração deste marco ensejou-nos renovadas oportunidades de recordar a trajetória da Instituição, bem como refletir sobre suas realizações, sua evolução e o papel que atualmente ocupa na sociedade. Desde que seu projeto começou a ser concebido, ainda na década de 1930, passando pelas diferentes etapas que levaram à viabilização da obra nos anos seguintes e ao funcionamento das atividades a partir de 1971, a Instituição está imbuída do compromisso de prestar assistência, formar recursos humanos e desenvolver conhecimentos em saúde, sempre com padrão de excelência acadêmica e forte senso de responsabilidade social. Os pioneiros que idealizaram e viabilizaram este Hospital, os profissionais que o colocaram em funcionamento e aqueles que, ao longo de três décadas e meia, atuaram em suas mais diversas áreas e funções foram conduzidos por tal visão, que fez do Clínicas um referencial público de qualidade em saúde. Assim como nos apraz fazer uma retrospectiva de 35 anos de trabalho e constatar a dimensão dos resultados obtidos nesta trajetória, da mesma forma sentimo-nos muito orgulhosos em, encerrado o exercício de 2006, apresentar o Relatório de Atividades que sintetiza as ações desenvolvidas e os resultados obtidos no período. Tivemos, por exemplo, acréscimos significativos em modalidades assistenciais, destacando-se o aumento, em relação ao ano anterior, de 5,74% no número de 9 Relatório de Atividades 2006 transplantes, 4,51% nas internações, 4,3% nos exames e 4,99% nas sessões terapêuticas. Tudo isto acompanhado de ações sistemáticas e permanentes de monitoramento e incremento da qualidade dos serviços, como é o caso do Programa de Protocolos e Rotinas Assistenciais, que não só vem qualificando, ano após ano, o atendimento prestado pelo Clínicas, mas também está gerando potenciais modelos de referência. Há que destacar, ainda na área assistencial, a inauguração, nos últimos dias de 2006, de um moderno equipamento de ressonância magnética – adquirido com o apoio do Ministério da Educação – e de um novo tomógrafo computadorizado – financiado pelo Ministério da Saúde –, diversificando e ampliando a atuação do Clínicas na área de diagnóstico por imagens. No que diz respeito ao ensino, destaca-se o atendimento a quase 1.500 alunos de nove cursos de graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a produção, por 544 alunos de mestrado e 266 de doutorado vinculados aos dez programas de pós-graduação da UFRGS com atividades no Hospital, de 112 dissertações e 59 teses. A este universo, somaram-se, ainda, atividades voltadas a 314 médicos residentes – dentro das 40 especialidades disponibilizadas pelo Programa de Residência Médica da Instituição – e a 1.954 estagiários de diferentes habilitações. Em relação à pesquisa, 2006 trouxe, como principal conquista, o início da construção do Centro de Pesquisa Clínica – conjugando iniciativas e apoio dos ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia –, o que vai possibilitar a ampliação e centralização da produção científica nesta área. Na mesma linha, em março foi implantada a Zona Ambulatorial de Pesquisa, com o objetivo de realizar procedimentos de investigação e diagnóstico em regime ambulatorial. Com estas ações, somadas a muitas outras, o Hospital de Clínicas consolida ainda mais sua condição de referência entre os centros produtores de conhecimento em saúde, nas suas diversas etapas. No nível da gestão do Hospital, cabe destacar o avanço obtido na área de licitações, as quais passaram a ser realizadas, em sua grande maioria (90,1% do total), através do sistema de pregão – tanto presencial quanto eletrônico –, indo ao encontro 10 Relatório de Atividades 2006 das diretrizes do Governo Federal e garantindo mais agilidade e melhores condições de negociação nas compras realizadas pela Instituição. Dados como os até aqui apresentados equivalem a um resumo excessivamente breve e simples da multiplicidade de atos promovidos pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre em 2006. Muito foi feito na assistência, no ensino e na pesquisa, assim como nos inúmeros programas de promoção da qualidade de vida e da cidadania e também no âmbito da gestão empresarial, das inovações tecnológicas e na busca – e obtenção – de um bom desempenho econômico-financeiro. Isso sem falar no retorno positivo recebido de várias instâncias da sociedade, em diferentes momentos, através de reconhecimentos públicos, prêmios e destaques. E é para que esse amplo universo possa ser melhor conhecido e compreendido que apresentamos o presente Relatório, o qual, mais do que prestar contas, tem o objetivo de tornar transparente o Hospital de Clínicas de Porto Alegre – um hospital público, geral e universitário que, há 35 anos, aposta na educação e na saúde como instrumentos indispensáveis à felicidade e à emancipação de todos os brasileiros. 11 Relatório de Atividades 2006 1 DADOS GERAIS DO HOSPITAL Nome da Instituição: Hospital de Clínicas de Porto Alegre Número do CNPJ: 87.020.517/0001-20 Natureza Jurídica: Empresa Pública Vinculação Ministerial: Ministério da Educação - MEC Endereço: Rua Ramiro Barcelos, 2.350 Bairro Santa Cecília CEP 90.035-903 Porto Alegre – RS Telefone: (51) 2101-8000 Fax: (51) 2101-8001 Endereço na internet: http://www.hcpa.ufrgs.br Código e nome do órgão da Unidade Gestora no SIAFI: Órgão: 26294 — UG: 155001 —Hospital de Clínicas de Porto Alegre Código gestão SIAFI: 15275 Norma de criação e finalidade: Lei nº 5.604, de 02/09/1970, publicado no DOU em 08/09/1970 Norma que estabelece a estrutura orgânica no período de gestão sob exame: Estatuto do Hospital de Clínicas de Porto Alegre Estatuto de que trata as contas: Decreto nº 68.930, de 16/07/1971 13 Relatório de Atividades 2006 1.1 ORGANOGRAMAS 14 Relatório de Atividades 2006 15 Relatório de Atividades 2006 16 Relatório de Atividades 2006 17 Relatório de Atividades 2006 18 Relatório de Atividades 2006 1.2 19 Relatório de Atividades 2006 1.2 INSTALAÇÕES FÍSICAS TABELA - 1. DADOS SOBRE INSTALAÇÕES FÍSICAS DO HOSPITAL Descrição Área física construída Leitos Capacidade instalada (leitos disponíveis e desativados) Capacidade operacional (leitos disponíveis) Unidades de internação Unidades de Tratamento Intensivo Adultos Pediátrica Neonatal Emergência Adulto Pediátrica Obstétrica Quantidade Unidade 125.256,38 m² 750 749 655 67 34 13 20 27 17 07 03 Leitos Leitos Leitos Leitos Leitos Leitos Leitos Leitos Leitos Leitos Leitos Apoio Recuperação Pós-anestésica Adultos CCA Recuperação Pós-anestésica Pediátrica CCA Recuperação Pós-anestésica Adultos CC Recuperação Pós-anestésica Pediátrica CC Recuperação Pós-anestésica Obstétrica Recuperação Pós-anestésica Hemodinâmica Berçário Pré-parto Centro Obstétrico 16 05 22 06 04 07 38 07 Leitos Leitos Leitos Leitos Leitos Leitos Leitos Leitos Quimioterapia Adulto Pediátrica Adulto Pediátrica 07 06 06 02 Poltronas Poltronas Cabinas Cabinas Hemodiálise Crônico negativo Crônico positivo Agudo Isolamento 12 04 03 01 Poltronas Poltronas Poltronas Poltrona Centro Cirúrgico 12 Salas Centro Cirúrgico Ambulatorial Procedimentos Procedimento Diagnóstico Terapêutico (PDT) Curativos Fertilização 08 07 01 01 Salas Salas Sala Salas Centro Obstétrico Parto Normal Parto Cesárea 03 02 Salas Salas 20 Relatório de Atividades 2006 Ambulatório 119 Consultórios Outros Consultórios 25 Consultórios Emergência Adultos Procedimentos/exames (RX, Coleta) (com 32 cadeiras e 7 macas) 05 01 Consultórios Sala Emergência Pediátrica Procedimentos (5 cadeiras) 01 01 Consultório Sala Emergência Obstétrica 02 Consultórios 54 240 Camas Vagas 01 01 01 08 01 31 04 Sala Sala Sala Ambientes Ambiente Ambientes Poltronas 06 01 Consultórios Leito 04 01 01 01 02 Consultórios Sala Leito Sala Salas 07 01 Consultórios Sala 01 02 01 Sala Ambientes Ambiente 14 02 02 01 01 01 01 Consultórios Salas Salas Sala Sala Sala Sala Albergue Creche Recreação Pediátrica Adultos Psiquiátrica Auditório Anfiteatro Salas de Aula Hospital – Dia Centro Atenção Psicossocial (CAPS) Oficinas Quarto Radioterapia Consultórios Planejamento Recuperação Curativo Procedimentos Serviço de Medicina Ocupacional Consultórios Sala de Procedimentos Academia de ginástica Sala de exames Vestiários Ginásio Unidade Básica de Saúde Consultórios Curativo Procedimentos Vacinas Farmácia Triagem/acolhimento Aula Fonte: Serviço de Arquivo Médico e Informação em Saúde (SAMIS)/Hospital de Clínicas. *Não incluído nos leitos do Hospital. 21 Relatório de Atividades 2006 1.3 CARACTERÍSTICAS DE GESTÃO O Hospital de Clínicas de Porto Alegre foi criado pela Lei 5.604, de 2 de setembro de 1970, pertence à rede de hospitais do Ministério da Educação e está vinculado academicamente à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Hospital público, geral e universitário, responsável por serviços de grande relevância social e de qualidade reconhecida, oferece assistência integral à saúde de todo cidadão, ajuda a formar e qualificar profissionais e está na linha de frente da produção de conhecimentos. Na sua Lei de criação foram estabelecidos como objetivos: Administrar e executar serviços de assistência médico-hospitalar. Servir de área hospitalar e de saúde pública para a Faculdade de Medicina da UFRGS. Servir de área hospitalar e de saúde pública para a Escola de Enfermagem da UFRGS e cooperar na execução dos planos de ensino e treinamento das demais unidades da UFRGS. Promover a realização de pesquisas científicas e tecnológicas. Prestar serviços à UFRGS, a outras instituições e à comunidade, propostos pela Administração Central e aprovados pelo Conselho Diretor. 1.3.1 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO O Planejamento Estratégico do Clínicas é um processo participativo, que visa construir e implementar uma gestão por resultados. A ferramenta utilizada, o Balanced Scorecard (BSC), tem se apresentado de grande valia no desdobramento e implementação das estratégias. Esta metodologia de trabalho pressupõe alguns produtos que compõem o plano estratégico, o qual foi apresentado e aprovado no Conselho Diretor do Hospital. O novo ciclo do planejamento estratégico no Hospital de Clínicas, iniciado no ano de 2005, busca aprofundar questões críticas na gestão da estratégia, como a 22 Relatório de Atividades 2006 mobilização das lideranças, a comunicação das estratégias facilitando a compreensão de todos, o alinhamento de toda a estrutura do Hospital, a motivação para o envolvimento e fazer da gestão estratégica um processo permanente e contínuo. O planejamento estratégico requer o chefe como líder, formador e treinador do grupo, baseando o processo de liderança na participação e no envolvimento dos funcionários. Ao mesmo tempo em que o chefe tem uma visão global da Instituição, consegue dar foco na atuação setorial, incentivando a criação de idéias e sugestões para melhorar o processo de gestão e operação do Hospital. Assim, é papel da liderança distinguir claramente eficácia operacional de estratégia, guiar o processo decisório em direção à estratégia, comunicar a estratégia a todas as partes envolvidas, preservar a disciplina em torno da estratégia em face de muitas distrações e medir o progresso alcançado em relação à estratégia usando os indicadores estratégicos e táticos. O plano estratégico é composto pelos seguintes itens: 1. Visão Institucional, Missão Institucional, Negócio e Valores. 2. Beneficiários – grupos de interesse que se utilizam do Hospital. 3. Mapa estratégico. 4. Painel de controle. 5. Planos de ação das áreas. 1.3.1.1 Visão Institucional, Missão Institucional, Negócio e Valores Visão Institucional Ser um referencial público de alta confiabilidade em saúde. Missão Institucional Prestar assistência de excelência e referência com responsabilidade social, formar recursos humanos e gerar conhecimento, atuando decisivamente na transformação de realidades e no desenvolvimento pleno da cidadania. 23 Relatório de Atividades 2006 Negócio Assistência, ensino e pesquisa em saúde. Valores Respeito à pessoa – o Hospital de Clínicas valoriza o respeito à pessoa através do reconhecimento do direito de cada indivíduo de tomar suas decisões em um ambiente de acolhida, respeito e confiança. Competência técnica – a competência técnica é valorizada pelo Hospital de Clínicas, através do aprimoramento incessante da excelência e agilidade de serviços. Trabalho em equipe – o trabalho em equipe é um valor institucional que se manifesta pela participação coesa e integrada de todos os colaboradores do Hospital de Clínicas. Comprometimento institucional – o comprometimento institucional é um valor do Hospital de Clínicas que se expressa pela identificação da responsabilidade e orgulho institucional, resultando em um amplo compromisso social. Austeridade – a austeridade é um valor do Hospital de Clínicas na gestão do patrimônio público com parcimônia, integridade e honestidade. Responsabilidade social – a responsabilidade social é um valor do Hospital de Clínicas decorrente de uma visão abrangente de saúde que exige a contínua prestação de contas à sociedade. 1.3.1.2 Beneficiários – grupos de interesse que utilizam o Hospital O planejamento estratégico deve considerar as necessidades de grupos de interesses que se utilizam da prestação de serviços da Instituição. No caso do Hospital de Clínicas, foram relacionados grupos de interesses institucionais – tais como Governo Federal (ministérios da Educação e da Saúde), governos Estadual e Municipal, UFRGS, fornecedores, agências de fomento à pesquisa, universidades locais e operadoras de saúde – e beneficiários diretos dos serviços, como professores, alunos e pesquisadores, pacientes, familiares e funcionários. Os beneficiários institucionais contam com o Hospital como parceiro no fortalecimento das políticas 24 Relatório de Atividades 2006 nacionais para a saúde e na execução de serviços de assistência, ensino e pesquisa. Os beneficiários diretos contam com os serviços de qualidade e referência, tanto na rede de serviços de saúde como no âmbito acadêmico. 1.3.1.3 Mapa estratégico O mapa estratégico é uma representação gráfica resultante da utilização da ferramenta gerencial BSC. Os objetivos estratégicos estão explicitados em cada perspectiva, visando balancear os focos de atenção no desdobramento das estratégias que norteiam a consecução do planejamento. FIGURA 1 – MAPA ESTRATÉGICO DO HOSPITAL DE CLÍNICAS O Clínicas é um hospital universitário integrado por professores, funcionários, pesquisadores e alunos de alta competência e espírito público, o que permite definir os diferenciais institucionais, assinalados no mapa em tom mais escuro: Hospital geral de alta qualificação e resolutividade Atuar no sistema de saúde como uma instituição resolutiva em níveis de média e alta complexidade, garantindo à sociedade tratamentos de ponta às mais 25 Relatório de Atividades 2006 variadas patologias e utilização das melhores práticas assistenciais, baseadas em evidências científicas. Pesquisa Ter uma produção científica de alta qualificação, com destaque nacional e internacional, implementada através de uma política institucional que fomente projetos, parcerias públicas e privadas e criação de estruturas diferenciadas para o seu desenvolvimento. Inovação Gerir o conhecimento da comunidade interna, através da integração harmônica e complementar da assistência, do ensino e da pesquisa, possibilitando que inovações significativas na área da saúde ocorram a partir do Hospital de Clínicas. 1.3.1.4 Painel de controle – indicadores estratégicos O painel de controle é um instrumento que condensa os principais indicadores, referentes a cada perspectiva do BSC, com o objetivo de facilitar a visão geral do desempenho da Instituição em relação às metas estabelecidas pela Administração Central e aprovadas pelo Conselho Diretor. Desta maneira, permitiu o monitoramento constante das metas e, em conseqüência, a tomada de decisão para o tratamento dos pontos de melhorias que necessitaram de intervenção. A obtenção dos dados para o cálculo dos indicadores estratégicos é feita a partir do ambiente de Informações Gerenciais (IG), que é abastecido pelas informações contidas no Banco de Dados do Sistema informatizado Aplicativos de Gestão Hospitalar (AGH), o qual abrange a quase totalidade dos processos de trabalho do Hospital. A tecnologia da informação, através da ferramenta de Business Intelligence (BI), disponível no IG, oferece condições para interpretar as definições da forma de recuperação dos dados e da conseqüente resolução da fórmula do indicador, tornando-se assim responsável pela publicação destes indicadores de forma integrada ao BSC. 26 Relatório de Atividades 2006 A seguir, é apresentado o painel de controle de 2006, com a respectiva análise por perspectiva de como se comportaram os indicadores estratégicos. 1.3.1.4.1 SOCIEDADE TABELA - 2. Objetivo estratégico 1.1 Comprometimento com as políticas públicas 1.2 Liderança acadêmica 1.3 Influência na organização e qualificação do SUS PAINEL DE CONTROLE – PERSPECTIVA SOCIEDADE Indicador Fórmula Faturamento em procedimentos pré-fixados Faturamento em média complexidade / Valor da contratualização Docentes com mestrado ou doutorado Rotatividade de pacientes ambulatoriais Nº de docentes com mestrado ou doutorado / Nº total de docentes Nº de altas ambulatoriais / Nº de primeiras consultas Meta 2006 Resultado 2006 ≥ 92% 92,63% ≥ 75% 75,6% ≥ 20% Meta estabelecida p/ 2º semestre 2007 Fonte: Sistema de Informações Gerenciais (IG). 1.3.1.4.1.1 Análise da perspectiva Sociedade Nesta perspectiva, os objetivos estratégicos estabelecidos visam à manutenção da excelência acadêmica e assistencial, em um ambiente altamente instável e competitivo. Muitas iniciativas foram adotadas para que tais objetivos fossem alcançados, entretanto cabe aqui analisar os resultados expressos nos indicadores do Painel de Controle. Com base nestes indicadores, pode-se afirmar que os objetivos foram atingidos, com exceção da “Influência na organização e qualificação do SUS”, onde não foi possível mensurar o indicador de Rotatividade de Pacientes ambulatoriais por dificuldades operacionais. Faturamento procedimentos pré-fixados A pressão de demanda por serviços de média complexidade em determinados meses superou a meta estabelecida. No entanto, no âmbito anual este indicador manteve-se dentro do esperado. Os serviços de Emergência, Ginecologia e Obstetrícia, Medicina Intensiva, Patologia Clínica e Urologia foram os que mais contribuíram para as oscilações do indicador. 27 Relatório de Atividades 2006 Docentes com mestrado ou doutorado A meta de docentes com mestrado ou doutorado foi plenamente atingida no período, com 75,6% dos docentes alcançando esta titulação. Este crescimento impacta positivamente no número de publicações e na qualidade da pesquisa realizada no Hospital de Clínicas. Rotatividade de pacientes ambulatoriais Este indicador teve sua meta estabelecida para o segundo semestre de 2007. 1.3.1.4.2 CLIENTES TABELA - 3. Objetivo estratégico 2.1 Referência em qualidade intrínseca PAINEL DE CONTROLE – PERSPECTIVA CLIENTES Indicador Fórmula Metas 2006 Resultados 2006 Taxa de reinternações 7 dias (Med. e Ped.) (Quant. de reinternações de urgência em até 7 dias / Quant. de saídas médicas) * 100 ≤ 4,53% 4,61% Mortalidade cirúrgica (Altas por óbito de paciente submetidos à cirurgia / Total de altas de pacientes submetidos à cirurgia) * 100 ≤ 3,96% 4,05% ≤ 4,75 4,14 ≤ 9,03 8,13 ≥ 80% Meta estabelecida para 2007 Infecção relacionada (Nº de infecções a cateter vascular hospitalares associadas ao central uso de cateteres vascular central / Nº de dias de uso de cateteres vasculares centrais) * 1000 2.2 Eficiência no ambiente para ensino e pesquisa Infecção urinária relacionada a procedimentos invasivos urinários Nº de infecções associadas a procedimentos invasivos urinários / (Nº de dias de uso de procedimentos invasivos urinários ) * 1000 Satisfação do pesquisador Somatório dos graus atribuídos pelos pesquisadores no item infra-estrutura de pesquisa / Total de respostas ao item 28 Relatório de Atividades 2006 2.3 Referência em qualidade percebida Satisfação dos Nº de graus ótimos dos pacientes internados pacientes internados, no (ótimo) item atendimento geral / Total de respostas ao item ≥ 80% 74,44% Satisfação pacientes Nº de graus ótimos + bom ambulatórios (ótimo dos pacientes externos, no item atendimento geral / + bom) Total de respostas ao item ≥ 80% 80,0% Fonte: Sistema de Informações Gerenciais (IG). 1.3.1.4.2.1 Análise da perspectiva Clientes Os resultados obtidos nessa perspectiva foram bastante satisfatórios, pois inclusive nos itens em que não foram alcançadas as metas estabelecidas a maioria dos indicadores apresentou valores muito próximos dos quantitativos programados. O resultado que ficou mais distante da meta foi o índice de satisfação dos pacientes internados que, mesmo assim, alcançou cerca de 93% do índice esperado. Destaque positivo para os indicadores referentes à infecção hospitalar, com acentuada queda em 2006. Reinternações de urgência em até sete dias O resultado de 4,61% ficou muito próximo da meta programada de 4,53% e foi melhor que o resultado de 2005, quando as reinternações chegaram a 4,77%. Esse indicador leva em consideração apenas as reinternações da clínica médica (adultos) e da clínica pediátrica. Ambas apresentam historicamente índices de reinternações muito semelhantes (média dos últimos cinco anos de 4,64% na clínica pediátrica e de 4,44% na clínica médica). Assim, o fato de que o número de internações na clínica médica aumentou em cerca de 25% nos últimos cinco anos, enquanto que o número de internações na clínica pediátrica se manteve aproximadamente estável, não teve influência significativa no resultado do indicador. Porém, é importante observar que, sem que haja aumento nas reinternações de urgência, a média de permanência dos pacientes vem sendo reduzida, o que permite inferir que os critérios de alta mantêmse adequados, mesmo com internações de duração mais curta. Mortalidade cirúrgica Trata-se do percentual de óbitos após a indução anestésica e na mesma 29 Relatório de Atividades 2006 internação hospitalar, entre os pacientes submetidos à cirurgia no Bloco Cirúrgico. A taxa de mortalidade cirúrgica observada em 2006 (4,05%) também ficou muito próxima da meta programada, que era de 3,96%. Entretanto, o resultado verificado em 2006 foi inferior ao de 2005, quando a taxa observada foi de 3,81%. Essa diferença não pode, em princípio, ser explicada por uma maior gravidade dos pacientes levados a cirurgias em 2006: a distribuição dos casos por ASA (classificação de gravidade dos casos cirúrgicos em cinco categorias) foi muito semelhante à de 2005 e a mortalidade de 2006 foi mais alta em todas elas, com exceção da categoria 1 (a de menor gravidade). O resultado, entretanto, cai dentro da variação estatisticamente esperada, com base na observação dos últimos cinco anos, e pode ser considerada como uma flutuação casual, a menos que continue a ocorrer elevação nos próximos anos. Taxa de infecções relacionadas a cateteres vasculares A taxa de infecções hospitalares relacionadas a cateteres vasculares centrais compreende as infecções identificadas em pacientes em uso de cateteres vasculares centrais arteriais ou venosos, de curta ou longa permanência, implantáveis ou não. Em 2006, houve a continuidade de uma tendência decrescente na taxa de infecções relacionadas a cateteres vasculares centrais, observada anualmente desde 2003. Em que pese haver um aumento progressivo do número de pacientes-dia em uso de cateteres vasculares centrais na Instituição, denotando aumento da população sob risco de infecções, não houve aumento significante do número de infecções. Conseqüentemente, observam-se taxas decrescentes dessas infecções nos últimos 48 meses. A relação entre o número de pacientes-dia em uso de cateteres e o número de pacientes-dia internados no Hospital – medida do grau de invasividade em relação ao acesso vascular - aumentou de 12,2 em 2003 para 15,8 em 2006, resultando em acréscimo de 29,5%. A taxa média anual de infecções hospitalares relacionadas a cateteres vasculares centrais em 2006 foi 4,14 infecções por 1.000 pacientes-dia em uso de cateteres vasculares, inferior à meta pactuada em 4,75 infecções por 1.000 pacientes-dia. 30 Relatório de Atividades 2006 Taxa de infecções relacionadas a procedimentos urinários invasivos As infecções urinárias relacionadas a procedimentos urinários invasivos apresentaram igual tendência decrescente em 2006. Os procedimentos urinários invasivos computados para a aferição dessa taxa compreendem a sondagem vesical de alívio, demora e demais procedimentos urológicos. A taxa corresponde ao somatório de infecções hospitalares dividido pelo número de pacientes-dia em submetidos aos procedimentos urinários invasivos supradescritos. Há redução progressiva nas taxas de infecções urinárias em pacientes submetidos a procedimentos invasivos anualmente desde 2003. Comparativamente a 2005, houve decréscimo de 11,1% em 2006, respectivamente 10,04 e 8,13 infecções por 1.000 pacientes-dia submetidos a procedimentos urinários invasivos. A taxa de 2006 foi inferior à meta pactuada em 9,03 infecções por 1.000 pacientes-dia. Satisfação de pacientes internados Com relação aos escores obtidos junto aos pacientes internados, constata-se que o intervalo de variação dos valores mínimos e máximos obtidos condiz com outros obtidos em anos anteriores. Contudo, no ano de 2006, parece ter havido maior oscilação de um mês em relação a outro. Isto pode nos indicar que os setores tiveram maior dificuldade de manter o padrão de atendimento. Por outro lado, sabe-se que houve um incremento no sentido de uma maior participação dos clientes na avaliação, pois aumentou o percentual de retorno de questionários preenchidos (43,5%), podendo representar uma avaliação mais precisa. As melhorias implementadas dizem respeito ao conforto (troca de parte dos colchões), higienização e limpeza (mudanças de rotinas), atendimento ao cliente (curso desenvolvido para alguns funcionários da higienização, atendentes de alimentação, auxiliares administrativos da internação, emergência e convênios pelo SENAC, totalizando 351 servidores). Também foram realizados encontros de sensibilização, orientação e discussão com as equipes de enfermagem das unidades, com o objetivo de fortalecer o comprometimento do grupo com a proposta de atendimento focado no cliente. 31 Relatório de Atividades 2006 Satisfação de pacientes ambulatoriais Pela primeira vez, a satisfação do cliente com o atendimento ambulatorial pôde ser acompanhada mensalmente ao longo do ano. Assim, não foi possível estabelecer comparativos na série histórica. Observa-se que houve uma elevação nos escores no último quadrimestre, tendo sido alcançada a meta em três dos quatro últimos meses do ano. Os quesitos educação e cortesia, limpeza e localização e identificação alcançaram a meta em mais de 50% dos meses do ano. Já o tempo de espera e o conforto permanecem sendo os pontos críticos, apresentando escores aquém do desejado. Há um grupo de trabalho planejando a reformulação de área física e processos do ambulatório, com o objetivo de oferecer melhores acomodações (melhor conforto) e de reduzir o tempo de espera. Este último inclui também avaliar se o tempo de espera está relacionado ao horário em que o cliente chega ao hospital e àquela em que deveria ter sido atendido, pois se sabe que alguns chegam muito tempo antes do horário de atendimento, em virtude de virem do interior. 1.3.1.4.2.2 Planos de ação de melhoria - Clientes Taxa de reinternações 7 dias (clínicas Médica e Pediátrica) Meta: ≤ 4,53%; 2006: 4,61% Descrição Centro Custo Serviço de Cirurgia Vascular Serviço de Hemoterapia Serviço de Pediatria Serviço de Pediatria Serviço de Cirurgia Plástica Título da ação Prazo Resultados esperados Atender as necessidades dos pacientes Satisfação dos pacientes. 31-dez-07 e a demanda de novos clientes. Atendimento hemoterápico em 100% Ampliar o atendimento das solicitações diurnas do Serviço de da equipe transfusional. 31-dez-06 Emergência. Propiciar intervenções terapêuticas adequadas aos pacientes menores de cinco anos contribuindo para a Função pulmonar do diminuição da morbidade e aumento da sobrevida de pacientes com recém-nascido, lactente e escolar (0 a 5 anos). 30-jun-06 comprometimento pulmonar. Disponibilizar equipamentos adequados às necessidades da Investimento para o Serviço de Pediatria. 31-dez-06 assistência nas unidades pediátricas. Referência em qualidade intrínseca e Manter a taxa de reintervenção cirúrgica e reinternação; implantação eficiência no ambiente para ensino e pesquisa. 31-dez-08 de novas técnicas e conhecimento. 32 Relatório de Atividades 2006 Mortalidade Cirúrgica Meta: ≤ 3,96%; 2006: 4,05% Descrição Centro Custo Título da ação Serviço de Cirurgia do Aparelho Digestivo Serviço de Cirurgia Pediátrica Aquisição de equipamento. Desenvolvimento de técnica cirúrgica. Serviço de Cirurgia Plástica Referência em qualidade intrínseca e eficiência no ambiente para ensino e pesquisa. Serviço de Coloproctologia Serviço de Neonatologia Referência em qualidade intrínseca. Implantar uma sala de procedimentos cirúrgicos na unidade de neonatologia. Prazo Resultados esperados Realizar procedimentos com possibilidade de grandes sangramentos com maior segurança e 31-dez-08 em menor tempo. Desenvolver cirurgias microinvasivas 31-jul-06 em RNs. Manter a taxa de reintervenção cirúrgica e reinternação; implantação de novas técnicas e conhecimento; 31-dez-08 promoção de eventos científicos. Reduzir taxas de morbi-mortalidade; aumento de implantação de novas 31-dez-06 tecnologias. 30-jun-06 Melhor qualidade na assistência prestada aos RNs em procedimentos cirúrgicos. Satisfação dos pacientes internados Meta: ≥ 80%; 2006: 74,44% Descrição Centro Custo Gerência de Hotelaria Serv. Psiquiatria da Inf. e Adolescência Título da ação Melhoria nas cabinas dos elevadores e adequação às normas técnicas. Elevar nível de qualidade assistencial. Prazo 31-dez-07 Serviço de Cirurgia do Aparelho Digestivo Instituir lista única em cirurgias eletivas. 31-dez-08 Serviço de GinecoObstetrícia Serviço de Hemoterapia Serviço de Medicina Interna Atendimento resolutivo e humanizado às pacientes. Otimizar e qualificar o atendimento aos clientes internos e externos. Elevar nível de qualidade assistencial. Serviço de Neurologia Otimizar e qualificar o atendimento aos clientes. 31-dez-06 31-dez-06 31-dez-06 31-dez-06 30-jun-06 Resultados esperados Adequar o nível de satisfação dos pacientes acima de 90%. Manter alto nível de qualidade assistencial. Atendimento dos pacientes por ordem de chegada ao serviço; distribuição mais justa do tempo de espera entre todas as equipes. Qualificar a assistência obstétrica e neonatal através de práticas humanizadoras; estabelecer uma assistência obstétrica e neonatal em área física adequada, propiciando maior qualidade e segurança às parturientes e seus recém-nascidos. Aumento do índice de satisfação dos clientes internos e externos para 90%. Manter alto nível de qualidade assistencial. Atingir o índice de satisfação dos clientes para 85%, diminuir em 50% o tempo p/ realização de exames, diminuir em 50% o tempo p/ entrega de resultados de exames. 33 Relatório de Atividades 2006 Serviço de Nutrição e Dietética Serviço de Nutrição e Dietética Serviço de Patologia Clínica Serviço de Pneumologia Serviço Social Atingir e manter um nível de satisfação igual ou superior a 90% 31-mar-06 (ótimo + bom). Atingir e manter um nível de satisfação igual ou superior a 90% Melhoria de cardápio do café da manhã e lanches. 31-mar-06 (ótimo + bom). 90% de satisfação dos clientes internados e 80% de satisfação dos Otimizar e qualificar o atendimento ao cliente. 31-dez-08 clientes ambulatoriais. Obter índice de satisfação superior a 80% na pesquisa de opinião de clientes Otimizar e qualificar o internos e externos, somando-se as atendimento aos clientes. 30-set-06 respostas ótimas e boas. Aumentar a satisfação dos Alcançar 70% de grau ótimo na clientes do Serviço Social. 31-dez-08 pesquisa de satisfação do cliente. Melhoria do cardápio de lanche dos pacientes. Outras medidas adotadas - Projeto de reforma do ambulatório que inclui modernização da área física e redesenho de processos visando tornar o atendimento mais ágil e seguro. - Projeto de reformulação da assistência obstétrica e neonatal através de novas práticas humanizadoras e área física adequada, oferecendo maior qualidade e segurança às parturientes e recém-nascidos. - Projeto de remodelação da área física e ambiente pediátrico para a melhoria da operacionalização das atividades técnicas da equipe de atendimento e implementação de medidas qualificadoras da assistência. 1.3.1.4.3 FINANCEIRA TABELA - 4. Objetivo estratégico 3.1 Compromisso por resultados PAINEL DE CONTROLE – PERSPECTIVA FINANCEIRA Indicador Resultado direto Fórmula Metas 2006 Resultados 2006 Receitas (serv. hospitalares + Outras receitas oper. + Incorporação de bens de produção) – Despesas (consumo + Serv. terceiros + Despesas financeiras + Deduções da receita própria + Despesas de exercícios anteriores) ≥ 6.000.000 2.911.038 34 Relatório de Atividades 2006 Índice de renovação do permanente 3.2 Produtividade da capacidade instalada 3.3 Busca de oportunidades Valor dos bens patrimoniais incorporados / Valor das depreciações Taxa de ocupação das Pacientes-dia das unidades de Unidades 3N, 3S e 4S / convênios (Nº de leitos destas unidades x 365) Faturamento em alta e Receita do SUS em alta estratégico complexidade + Receita do SUS de procedimentos estratégicos Captação de recursos externos Somatório dos valores arrecadados através de órgãos de fomento > 1,00 1,56 ≥ 80% 73,50% ≥38.974.796 38.928.894 ≥7.000.000 8.950.867 Fonte: Sistema de Informações Gerenciais (IG). 1.3.1.4.3.1 Análise da perspectiva Financeira Garantir a sustentabilidade das estratégias no médio e longo prazos é a principal finalidade desta perspectiva. Os resultados do ano permitem afirmar que tal objetivo foi alcançado quase na sua totalidade, como se pode verificar nas análises de cada indicador. Resultado direto O ano encerrou com um saldo positivo do resultado direto, embora não se tenha atingido a meta esperada. Tal fato se deveu ao acréscimo nas despesas motivadas pela maior elevação das despesas com serviços e redução na expectativa de receita. Índice de renovação do permanente A renovação dos ativos permanentes indica as constantes atualizações tecnológicas, necessárias a um hospital universitário, e a manutenção da estrutura, suporte ao padrão de qualidade. Neste ano, o plano de investimento, vinculado ao planejamento estratégico, propiciou a incorporação de R$ 9.262.931 em equipamentos e obras onde se destacam os equipamentos de ressonância magnética e a nova tomografia computadorizada. 35 Relatório de Atividades 2006 Taxa de ocupação das unidades de internação de convênios O aumento dessa taxa de ocupação é resultado do crescimento de 16,06% no número de internações em comparação com o ano anterior (de 2.789 em 2005 para 3.237 em 2006). Ainda que a meta não tenha sido plenamente atingida, considera-se que houve um bom incremento, o que contribuiu com a sustentação do equilíbrio financeiro. Os serviços de Cardiologia, Ortopedia, Cirurgia Geral e Urologia foram responsáveis por 40% do total dessas internações. No que se refere ao número de internações, as especialidades com maior crescimento foram: Neurologia 57,7%, Ginecologia e Obstetrícia 34,3%, Urologia, com 27,7%; e Oncologia, com 18,4%. Faturamento de alta complexidade e procedimentos estratégicos – SUS Houve um acréscimo no volume faturado em alta complexidade e procedimentos estratégicos, principalmente com a contribuição dos serviços de Radioterapia, Neurologia e Imunologia. Também contribuíram para este crescimento os serviços de Hematologia Clínica, Oncologia, Oncologia Pediátrica, Urologia, Cirurgia Vascular Periférica e Cirurgia Cardiovascular. Captação de recursos externos O rápido avanço tecnológico na área hospitalar e a necessidade de ampliação de serviços nas áreas de assistência, ensino e pesquisa exigem grandes recursos financeiros. Neste sentido, o Hospital contou com o apoio dos Ministérios da Educação, Saúde e Ciência e Tecnologia para investimentos como os do acelerador linear, dos monitores para CTI e recursos para obra e equipamentos da Unidade de Pesquisas. 1.3.1.4.3.2 Planos de ação de melhoria - Financeira Resultado direto Meta: ≥ R$6.000.000; 2006: R$2.911.038 Descrição Centro Custo Serviço de Finanças Título da ação Gerenciamento de créditos a pagar. Prazo Resultados esperados Redução dos valores a receber 30-abr-07 vencidos e da inadimplência. 36 Relatório de Atividades 2006 Seção de Custos Seção de Custos Seção de Custos Seção de Custos Serviço de Orçamento Serviço de Planejamento e Programação de Estoques Serviço de Almoxarifado CCA - Centro Cirúrgico Ambulatorial CME - Centro de Material e Esterilização Serviço de Coloproctologia Serviço de Engenharia Predial e de Edificações Serviço de Fisiatria e Reabilitação Serviço de Hemoterapia Serviço de Imunologia Serviço de Medicina Nuclear Serviço de Nefrologia Serviço de Neurologia Desenvolver informações de custos para a área da pesquisa. Controlar as despesas com prestação de serviços. Divulgar as informações de custos para as áreas estratégicas do HCPA. Conferir e adequar as informações para o novo sistema de absorção. Redefinir e organizar as informações de custos para a área da pesquisa. Identificar as variações mensais buscando o gerenciamento da conta 31-jan-07 serviços. Melhorias nas informações geradas, bem como subsidiar a administração 31-out-06 na gestão das áreas. 31-jan-07 Adequar as informações à realidade 31-out-06 dos centros de custos. Estimar e executar os recursos orçamentários dentro dos limites da Processo de capacidade de arrecadação anual da Instituição, respaldando a acompanhamento da Administração Central na tomada de previsão e execução decisão e na programação plurianual orçamentária por rubrica e por Centro de Custo. 31-dez-07 das receitas e despesas. Aprimorar a logística de Implantar sistemática de abastecimento melhorando o tempo planejamento de compras dos Centros de Custo estratégicos. 31-dez-07 de atendimento dos materiais. Projeto de segurança Reduzir os riscos de perda patrimonial. 31-mar-07 patrimonial. Gerenciamento efetivo nas despesas, custos e produção; Aumentar o controle do consumo de materiais; Conscientização do desperdício e Compromisso por resultados. 31-dez-08 capacidade de produção. Compromisso com os Receita própria; trabalhar com resultados. 31-dez-08 custos operacionais. Gerenciamento efetivo nas despesas, Compromisso com os custos e benefícios; diminuir gastos; 31-dez-06 aumentar faturamento. resultados. Modernização da matriz energética Co-geração de energia. 28-fev-07 com redução de custo operacional. Aumento da receita e preparação das informações Incremento de receitas e melhorias para melhoria dos registros e cobrança. 31-dez-06 dos processos. Aplicação das melhores técnicas, objetivando qualificação e padronização de 100% das formas de aquisição de materiais para o Qualificar os processos de 31-dez-06 serviço. aquisição de insumos. Incrementar os processos de aquisição de insumos do serviço. 31-dez-06 Reduzir o consumo da curva A. Incrementar os processos de Reduzir o consumo da curva A em aquisição de insumos do serviço. 30-mai-06 5%. Ganho de produtividade para o Otimização da produtividade. 31-dez-07 Serviço de Nefrologia e HCPA. Sistema de controle s/ gastos Reduzir o consumo da curva A em de insumos utilizados. 31-mai-06 5%. 37 Relatório de Atividades 2006 Serviço de Neurologia Serviço de Patologia Serviço de Patologia Clínica (SPC) Serviço de Patologia Clínica Sistema de controle sobre os gastos dos insumos utilizados. 31-jan-07 Aumentar o faturamento em 200%. Incrementar os processos de aquisição de insumos do serviço. 31-mai-06 Reduzir o consumo da curva A. Incrementar os processos de Equilíbrio do índice RD (Receita aquisição de insumos do SPC. 31-dez-08 total/Despesa total). Incrementar os processos de Reduzir o % de itens do suprimento aquisição de insumos do SPC. 31-dez-08 em não conformidade. Taxa de ocupação das Unidades de Convênios Meta: ≥ 80%; 2006: 73,50% Descrição Centro Custo Serviço de Cirurgia Torácica Serviço de Cirurgia Vascular Serviço de Urologia 1.3.1.4.4 Título da ação Prazo Atendimento a convênios. Resultados esperados Aumentar 10% ao ano o atendimento 31-dez-08 em internação de convênios. Aumento de produção. Ser instituição de referência. 31-dez-08 Aumento de produtividade. Ampliação no atendimento SUS e de 31-dez-07 convênios. PROCESSOS TABELA - 5. Objetivo Estratégico 4.1 Gestão assistencial baseada na efetividade clínica 4.3 Eficiência na gestão operacional PAINEL DE CONTROLE – PERSPECTIVA PROCESSOS Fórmula Meta 2006 Resultados 2006 Quant. de cesareanas sem cesárea prévia / Quant. de pacientes sem cesárea prévia * 100 ≤ 27,80% 24,83% Taxa de cancelamento Quant. de cirurgias canceladas no BC por causas hospitalares no Bloco por causas ≤ 13,53% / Quant. de cirurgias marcadas hospitalares * 100 (sem Sala de Emergência) 12,91% Indicador Taxa de cesárea primária Média de permanência Pacientes dia / Quant. de saídas do Hospital de Clínicas Taxa de aproveitamento de consultório ≤ 8,83% 8,29 dias Consultas realizadas nos consultórios / Potencial de atendimento com base nas consultas oferecidas * 100 ≥ 75% 67,18% Ocupação de salas no Quant. de horas paciente e limpeza / Quant. de horas Bloco Cirúrgico disponibilizadas * 100 (sem Sala de Emergência) ≥ 80% 77,72% Fonte: Sistema de Informações Gerenciais (IG). 38 Relatório de Atividades 2006 1.3.1.4.4.1 Análise da perspectiva Processos Os resultados obtidos nessa perspectiva foram bastante bons. Em três dos cinco processos considerados estratégicos, alcançou-se a meta programada. Na meta de ocupação de salas do Bloco Cirúrgico, o resultado alcançado correspondeu a mais de 97% do valor programado. Taxa de cesárea primária O resultado obtido foi excelente. Não apenas se alcançou a meta programada (27,80%), como ela foi superada em quase três pontos percentuais. O resultado de 24,83% ganha mais destaque quando se leva em consideração o fato de ser o Clínicas um hospital de referência, para o qual é encaminhado um grande número de casos de gravidez complicada, nos quais a cesárea está formalmente indicada. Taxa de cancelamento de cirurgias – Bloco Cirúrgico O indicador Taxa de cancelamento de cirurgias por causas hospitalares obteve a média de 12,99% de cancelamentos de cirurgias, atingindo a meta proposta de 13,61% para este período. Um dos motivos de maior incidência, na proporcionalidade de todos os motivos descritos, foi “falta de leito”, com 38,47% do total dos cancelamentos. Em maio, foi implantado o rodízio de equipes para ocupação dos leitos da unidade de cuidados mínimos cirúrgicos (9º sul), tendo havido uma pequena redução nos cancelamentos por falta de leito. A fixação de leitos para a cirurgia pediátrica também colaborou para a diminuição deste motivo de cancelamento. Média de permanência A média de permanência não apenas superou de longe a meta programada, como alcançou seu melhor resultado histórico, desde que se adotou a atual forma de cálculo (até 2000 não eram consideradas as internações que ocorriam exclusivamente no setor de Emergência do Hospital). Essa redução não foi acompanhada por aumento nas internações de urgência, o que indica que não foi causada por altas médicas excessivamente precoces, nem por aumento na mortalidade, o que significa 39 Relatório de Atividades 2006 que não foi influenciada pelo encurtamento do tempo de internação em função de um maior número de óbitos. A redução da média de permanência nos últimos anos é o resultado de um esforço institucional que alia a adoção de protocolos assistenciais, levando a desfechos favoráveis em tempo mais curto, com a racionalização de processos assistenciais, agilizando os procedimentos que têm lugar durante a internação do paciente. Taxa de aproveitamento de consultório O indicador Taxa de aproveitamento dos consultórios do ambulatório, criado em 2006, refere-se ao aproveitamento dos consultórios das zonas ambulatoriais, considerando o total de consultas realizadas. O resultado observado em 2006 foi de 67,18% para uma meta programada de 75%. No ano de 2006, o estudo deste indicador apontou os diversos fatores que geraram este resultado, o que balizou os planos de ação do Serviço do Ambulatório para 2007. Identificaram-se as áreas funcionais em que os resultados são mais críticos e ações referentes à revisão das agendas por consultório estão em desenvolvimento. Ocupação de salas do Bloco Cirúrgico Este indicador, em 2006, obteve o resultado de 77,72%, com uma defasagem de – 2,28 pontos percentuais em relação à meta proposta de 80%. Os meses que apresentaram menor desempenho foram fevereiro, junho, novembro e dezembro, considerados atípicos devido ao período de férias, ingresso de residentes novos e período de greve da residência médica. Esse indicador refere-se à ocupação das salas destinadas a cirurgias eletivas. Algumas especialidades com taxa de ocupação mais baixa (entre 65% e 75%) e que, portanto, não atingiram a meta proposta de 80%, apresentaram, entretanto, alta produção em cirurgias de urgência, as quais não são computadas neste indicador por ocorrerem em sala específica, sem programação prévia. Uma medida de gestão a ser estudada para melhorar o grau de ocupação será a readequação da distribuição de salas para as especialidades com maior demanda de cirurgias eletivas. 40 Relatório de Atividades 2006 1.3.1.4.4.2 Planos de ação de melhoria - Processos Taxa de aproveitamento de consultório Meta: ≥ 75%; 2006: 67,18% Descrição Centro Custo Serviço de Ambulatório Serviço de Cirurgia Pediátrica Título da ação Aproveitamento dos espaços e consultas do ambulatório. Atender encaminhamentos do interior. Prazo 31-mar-06 Serviço de Nefrologia Otimização do processo. 31-dez-08 Serviço de Psiquiatria Planejamento estratégico do ambulatório. 31-dez-07 31-dez-08 Resultados esperados Otimizar os recursos ambulatoriais. Otimizar encaminhamentos para consultórios. Otimização dos processos assistenciais. Implementar o uso de protocolos assistenciais; avaliar a possibilidade de criação de um novo programa de psiquiatria clínica; aumentar o número de procedimentos de ECT de 8 para 16 por manhã; solicitar o credenciamento junto ao gestor. Ocupação das salas do Bloco Cirúrgico Meta: ≥ 80%; 2006: 77,72% Descrição Centro Custo Título da ação Prazo CME - Centro de Material e Esterilização Melhoria da qualidade em esterilização. 31-dez-08 Serviço de Cirurgia Vascular Melhoria de processos. 31-dez-06 Serviço de Engenharia Clínica Central de equipamentos. 31-mar-06 Serviço de Engenharia Clínica Verificação/calibração de equipamentos biomédicos. 31-dez-06 Resultados esperados Todos os processos validados de acordo com os padrões internacionais; manter em 0,5% o índice de não conformidades de bandejas no BC e CCA. Otimização dos processos, aumento de produtividade e qualidade de atendimento. Disponibilizar equipamentos 24 horas, dispondo de reserva técnica quando solicitado, ampliando o índice de disponibilidade dos equipamentos. Confiabilidade dos equipamentos disponíveis para assistência. Outras medidas adotadas - Diversos serviços assistenciais implementaram seus próprios indicadores de desempenho assistencial e gerencial. - Reformas de adequação da área física buscando melhorias operacionais. - Redução do tempo de liberação de laudos de exames. 41 Relatório de Atividades 2006 1.3.1.4.5 APRENDIZADO E CRESCIMENTO TABELA - 6. PAINEL DE CONTROLE – PERSPECTIVA APRENDIZADO E CRESCIMENTO Objetivo estratégico 5.1 Valorização das pessoas 5.1 Valorização das pessoas 5.2 Fortalecimento do ambiente de trabalho saudável e seguro Indicador Meta 2006 Resultados 2006 Satisfação dos funcionários Grau de satisfação de funcionários ≥ 85% 83,6% Grau de adesão ao plano de saúde Nº de funcionários que aderiram ao plano de saúde / Total de funcionários ≥ 70% 82,31% Freqüência de acidente de trabalho – por milhão Nº de acidentes de trabalho + nº de acidentes de doença ocupacional)/ Nº de horas trabalhadas * 1.000.000 ≤ 20 29,3 ≥ 70% 61,2% ≥ 90% 83% ≥ 70% 71% 5.3 Satisfação com Desenvolvimento de trabalho em liderança e trabalho equipe em equipe 5.4 Tecnologia da informação sustentando resultados 5.5 Cultura inovadora e resolutiva Fórmula Grau de satisfação com trabalho em equipe na pesquisa de clima organizacional Proporção de processos críticos informatizados Nº de processos críticos informatizados / Total de processos críticos Planos de ação implementados Nº de planos de ação implementados / Nº de planos de ação previstos para o período Fonte: Sistema de Informações Gerenciais (IG). 1.3.1.4.5.1 Análise da perspectiva Aprendizado e Crescimento Saber como está o desenvolvimento institucional e o crescimento e aperfeiçoamento de seus profissionais são aspectos vitais para o sucesso do planejamento estratégico. Embora nesta perspectiva, em geral, o investimento realizado tenha um tempo de maturação e resposta maior em comparação às demais, ainda assim é possível observar resultados interessantes, como na valorização das pessoas, medida pelo grau de adesão ao plano de saúde, a tecnologia da informação sustentando resultados, medida pela proporção de processos críticos informatizados, e a cultura inovadora, pelos planos de ação implementados. 42 Relatório de Atividades 2006 Pesquisa de clima organizacional Para realização da pesquisa de clima organizacional, foi contratada empresa especializada, sendo a pesquisa efetivada na data prevista – dezembro de 2006. O percentual de participações, em relação ao quadro de pessoal, atingiu 62,66%, superando em muito o da pesquisa de 2004, que foi de 31,47%. Grau de satisfação dos funcionários O resultado observado na pesquisa foi de 83,6% de satisfação, muito próximo da meta estipulada de 85%. Esse índice representa um avanço constante e significativo no quesito, uma vez que as pesquisas anteriores mostram que em 2002 o índice observado foi de 77,1% e, em 2004, de 80,8%. Grau de adesão ao plano de saúde A adesão dos funcionários ao plano de saúde atingiu o percentual de 82,31% sobre o quadro de lotação de pessoal, superando a meta estabelecida de 70%. Freqüência de acidente de trabalho – por milhão O comportamento do indicador Coeficiente de freqüência de acidente de trabalho no ano de 2006 apresentou uma elevação da média histórica dos últimos anos. Salienta-se que houve um aumento no número absoluto dos acidentes de trabalho em comparação ao ano de 2005, o que não correspondeu ao mesmo índice de aumento de gravidade dos mesmos. Estes acidentes geraram um número menor de dias perdidos ao trabalho, comparado ao do ano anterior, apesar de ter ocorrido um aumento na freqüência. Outro indicador, este setorial, Coeficiente de gravidade de acidente do trabalho, superou a meta, que é de diminuir em 10% do coeficiente de gravidade, quando efetivamente houve a redução de 21,32%. Satisfação com trabalho em equipe Este indicador também foi medido pela pesquisa de clima organizacional, observando-se um resultado de 61,2%, o que representa 12,57 pontos percentuais abaixo da meta programada. Isto sinaliza oportunidades de implementação de ações que estimulem as equipes em diversos aspectos, tais como: cooperação, comunicação, visão de resultados, motivação e feedback. Como esse índice foi mensurado pela 43 Relatório de Atividades 2006 primeira vez em 2006, não se possuem dados anteriores que permitam comparações de tendência. Por outro lado, a estratificação desses dados, para efeitos de análises setoriais por setor, estarão disponíveis no primeiro trimestre de 2007. Proporção de processos críticos informatizados No final de 2005, foram definidos e priorizados oito sistemas que, pela sua importância, passaram a compor o indicador institucional: Emergência - Fase 2, Checagem Eletrônica da Prescrição, Prescrição de Diálise, Anamnese/Evolução Internação, Ficha Anestésica, Financeiro (Edital), Custos – Absorção e Custos – Atividade. Entretanto, no decorrer de 2006, novas demandas foram acrescidas às atividades do Grupo de Sistemas, que culminaram num total de 18 sistemas críticos. Considerando estes aspectos, chegou-se ao final de 2006 com um índice de 83%, sendo que o planejado era de 90%. Portanto, observa-se a efetivação de 92% da meta, quando computados apenas os sistemas originalmente priorizados. Planos de ação concluídos O ano de 2006 foi marcado pela evolução na aprendizagem também da elaboração e implementação de planos de ação, em consonância com relatos feitos na literatura para fases iniciais do BSC. Dos 205 planos de ação previstos, 146 foram implementados até 31 de dezembro, atingindo um índice de 71% de planos de ação implementados. 1.3.1.4.5.2 Planos de ação de melhoria – Aprendizado e Crescimento Freqüência de acidente de trabalho (por milhão) Meta: ≤ 20; 2006: 29,3 Descrição Centro Custo Título da ação CME - Centro de Material e Esterilização Humanização. Proporcionar melhores condições no ambiente de trabalho. Gerência de Hotelaria SAMIS Expansão do arquivo legal. Prazo Resultados esperados Redução dos afastamentos no trabalho. Melhoria do nível de satisfação dos profissionais. Educar 70% dos profissionais do 31-dez-08 CME. 31-dez-06 Redução do absenteísmo. Área com ventilação, iluminação e espaço adequados, observando-se os critérios de segurança no trabalho e preservação do material 31-jan-07 armazenado. 44 Relatório de Atividades 2006 Serviço de Hemoterapia Serviço de Imunologia Serviço de Medicina Nuclear Serviço de Medicina Ocupacional Serviço de Medicina Ocupacional Serviço de Neurologia Serviço de Nutrição e Dietética Serviço de Patologia Serviço de Patologia Clínica Serviço de Radiologia Reduzir a exposição a riscos no ambiente Elaboração de mapa de risco do de trabalho. 31-dez-06 serviço. Reduzir a exposição a riscos no ambiente de trabalho de todos os colaboradores do Redução dos acidentes de trabalho Serviço. 30-abr-06 e doenças por LER. Reduzir a exposição a riscos no ambiente de trabalho de todos os colaboradores do Melhoria das condições de serviço. 30-mai-06 trabalho. Diminuir em 10% o coeficiente de freqüência e gravidade de acidente de trabalho e doença ocupacional Prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. 31-dez-06 em relação à 2005. Atingir 80% da previsão dos treinamentos; diminuir em 10% o coeficiente de freqüência e gravidade de acidentes de trabalho e de doença ocupacional em relação à 2005; absenteísmo por Capacitação em biossegurança. 31-dez-08 DORT/LER menor que 2. Reduzir a exposição a riscos no ambiente de trabalho de todos os colaboradores do Melhoria das condições de serviço. 30-jun-06 trabalho. Redução de horas extras geradas por atestatos médicos e diminuição de atestados médicos Redimensionamento de pessoal para a gerados por acidente de trabalho e redução de horas extras. 31-dez-08 excesso de trabalho. Reduzir a exposição a riscos no ambiente de trabalho de todos os colaboradores do Redução dos acidentes de trabalho serviço. 31-mai-06 e doenças por LER. Funcionários preparados para trabalhar com segurança frente aos Melhoria contínua do ambiente de riscos inerentes ao laboratório trabalho 31-dez-08 clínico. Reduzir a exposição a riscos no ambiente de trabalho de todos os colaboradores do Proporcionar melhores condições serviço. 31-mai-06 de trabalho para os trabalhadores. Satisfação com trabalho em equipe Meta: ≥ 70%; 2006: 61,2% Descrição Centro Custo Título da ação Coordenadoria de Gestão de Pessoas Gestão de desempenho. Coordenadoria de Gestão de Pessoas Pesquisa de clima organizacional. Coordenadoria de Gestão de Pessoas Projeto “O Jeito Clínicas de Atender”. Prazo Resultados esperados 80% do número de profissionais do quadro capacitados; 60% das áreas capacitadas implementem as 31-dez-07 entrevistas de gestão de desempenho. Grau de satisfação dos funcionários na pesquisa de clima organizacional 31-mar-07 >85%. Capacitar 80% dos profissionais das áreas envolvidas no Projeto; Grau de satisfação na Pesquisa dos pacientes internados ≥ 80% do conceito ótimo; Grau de satisfação na Pesquisa dos pacientes internados ≥ 70% do 31-dez-07 conceito ótimo. 45 Relatório de Atividades 2006 Coordenadoria de Gestão de Pessoas Capacitação profissional. Coordenadoria de Gestão de Pessoas Programa de desenvolvimento gerencial. Serviço de Emergência Grupo de Enfermagem Serviço de Cirurgia Vascular Serviço de Patologia Clínica Serviço de Patologia Clínica ≥ 2,5 horas de treinamento/ 31-dez-07 funcionário/mês. 80% do número de lideranças formais treinadas; grau de satisfação na pesquisa de clima organizacional, nos 31-dez-08 itens relacionados a liderança ≥ a 80%. Resultados qualitativos e quantitativos da capacitação das pessoas resultantes 31-dez-06 da gestão de desempenho. Realizar gestão de desempenho com a equipe de enfermagem. Implementar a gestão de desempenho. Incentivar o crescimento pessoal. Qualificar o ambiente de trabalho e os 31-dez-07 processos assistenciais. Qualificação e satisfação dos 31-dez-07 funcionários. Qualificar lideranças. 31-dez-08 80% dos líderes com treinamento. Qualificar lideranças. 31-dez-08 Trabalho em equipe. Proporção de processos críticos informatizados Meta: ≥ 90%; 2006: 83% Descrição Centro Custo Título da ação Assessoria de Capacitação de gestores na Planejamento e utilização freqüente do IG no Avaliação processo decisório. GSIS GSIS GSIS GSIS GSIS GSIS Serviço de Ambulatório Serviço de Atenção Primária à Saúde Ampliar para 80% o número de gestores que utilizam o IG. Implantação de sistema para captura, armazenamento e distribuição de imagens médicas (PACS). Ampliar para 90% o número de processos críticos informatizados. Ampliar para 30% o número de protocolos assistenciais validados informatizados. Intensificar o acesso à internet na atividade fim. Desenvolvimento do projeto Beira de Leito/Segurança do Paciente - fase 2. Informatizar as áreas ambulatoriais que utilizam o prontuário papel. Informatizar a Unidade Básica de Saúde. Prazo 30-jun-06 Resultados esperados Qualificação do processo decisório baseado em indicadores confiáveis e disponíveis no momento necessário. Melhoria na gestão dos processos administrativos e assistenciais do HCPA, facilitar o acesso aos 31-dez-06 indicadores institucionais. Melhoria na assistência, disponibilidade de acesso à 31-dez-06 informação. Melhoria na assistência, disponibilidade de acesso à informação, completude de 31-dez-06 documentos no prontuário on-line. 31-dez-06 Melhoria na assistência. Aprimoramento da pesquisa, ampliação acesso à internet em 20% ao 31-dez-06 ano na atividade fim. Melhoria na assistência, mobilidade dos processos assistenciais junto ao 31-dez-06 paciente. Informatizar 100% das atividades do 31-dez-06 ambulatório. Agilidade, transparência e gestão dos 31-dez-06 processos de atendimento na UBS. 46 Relatório de Atividades 2006 Serviço de Cirurgia Pediátrica Prontuário eletrônico. Serviço de Cirurgia Plástica Tecnologia da informação sustentando resultados. Serviço de Emergência Informatização do atendimento. Complementar em sua totalidade a tecnologia de informação no Serviço de Serviço de Hemoterapia Hemoterapia. Serviço de Nutrição e Dietética Serviço de Patologia Serviço de Patologia Serviço de Patologia Clínica Serviço de Psicologia Serviço de Radiologia Melhoria no sistema de informações nutricionais. Atualizar a tecnologia da informação no serviço. Desenvolver programas que qualifiquem os resultados dos exames do serviço. Consolidação da gestão da qualidade das ações utilizando recursos tecnológicos. Informatização dos atendimentos do Serviço de Psicologia. Atualizar a tecnologia da informação no serviço. 31-mar-06 Ampliar o prontuário eletrônico. Acesso para tecnologia da informação; agilização do processo assistencial e de pesquisa para aumento da 31-dez-08 produtividade. Informatização de 100% do 31-mai-06 atendimento realizado no serviço. Atendimento em 100% das exigências da ANVISA; atingir 85% do nível de satisfação dos funcionários das recepções; adequar 100% das informações/relatórios do Serviço de Hemoterapia; atingir 100% de 31-dez-06 interfaciamento dos equipamentos. Otimização da prescrição dietética; diminuição de erros na entrega da dieta ao paciente; avaliação da sistemática de acompanhamentos por 31-dez-06 níveis assistenciais. Qualidade no atendimento aos clientes 31-mar-06 do serviço. Qualidade dos resultados e imagens 31-mai-06 dos exames da patologia. Todas as lideranças do SPC utilizando 31-dez-08 o IG, Informatizar 100% das atividades do Serviço de Psicologia. Qualidade no atendimento aos clientes 31-mar-06 do serviço. 31-jul-06 Outras medidas adotadas - Programa de capacitação e desenvolvimento em BSC – Planejamento Estratégico envolvendo 111 pessoas em 2.021 horas de capacitação, com o objetivo de vincular a teoria com a prática da implementação do Balanced Scorecard no Hospital de Clínicas e de revisão dos planos de ação das áreas para a implementação na nova ferramenta de acompanhamento do planejamento no IG. 1.3.1.5 Planos de ação Outro instrumento muito utilizado em 2006 foram os planos de ação construídos pelas áreas. O processo de construção, validação e execução destes 47 Relatório de Atividades 2006 planos, sempre associado a determinado objetivo estratégico, em um processo dinâmico e concretamente focado na obtenção de avanços, viabilizou a execução do Planejamento Estratégico do Hospital. O plano de ação descreve o conjunto de ações e projetos que competem a cada unidade gerencial na consecução dos objetivos estratégicos. Inclui a definição de responsabilidades, prazos, meios, recursos e indicadores de desempenho. Sua elaboração envolve um processo de negociação na construção dos planos de ação e coordenação com as diversas áreas envolvidas. A finalidade principal do plano de ação é atingir os desafios apontados nas definições estratégicas da organização na busca de objetivos e reversão de desempenhos desfavoráveis. Neste sentido, foram elaborados e implementados 208 planos de ação ao longo de 2006. Resultados de 2006 Os movimentos predominantes foram a disseminação das estratégias, a negociação com os serviços assistenciais e a implementação dos planos de ação previstos. O ano também foi marcado pela incorporação e compartilhamento do conhecimento, através da informatização do processo do Planejamento Estratégico, e pela capacitação do corpo gerencial na metodologia BSC aplicada à realidade do Hospital de Clínicas. A divulgação das definições estratégicas envolveu todos na organização, não apenas a gerência. Desta forma, os benefícios da estratégia são maiores quando ela é amplamente divulgada por toda a organização. Para a melhor compreensão das estratégias foi preciso haver uma série de discussões abertas e bilaterais para aumentar o nível de entendimento e aceitação. Foram empregados os mais variados meios disponíveis, como jornal, cartazes, painéis, calendários, mensagens eletrônicas, subsites na intranet e na internet. O processo de negociação envolvendo os membros da Administração Central (AC) e os responsáveis por planos de ação ocorreu através de 22 reuniões com a participação de 53 serviços assistenciais. 48 Relatório de Atividades 2006 Nestas reuniões, ao longo de 2006, os membros da AC ressaltaram a importância do Planejamento Estratégico para a Instituição. Um dos resultados esperado, além da integração entre as áreas, era o de definir o status de cada plano (A-autorizados, AP-autorizados com planejamento e NA-não autorizados), visando dar andamento aos mesmos. Os serviços presentes, que encaminharam anteriormente seus planos de ação, alinhados ao planejamento institucional, tiveram avaliadas e negociadas as viabilidades de cada plano. Para facilitar o acompanhamento de cada participante da reunião, foi distribuído um roteiro contendo o resumo dos planos de ação de cada serviço em pauta, relacionados às perspectivas do BSC, evidenciando suas contribuições a cada objetivo estratégico definido pela AC. Estas reuniões foram precedidas de reuniões privadas entre os membros da AC para discutirem o rol de propostas nos planos das áreas para que no dia agendado pudesse se buscar a convergência de interesses. Este movimento também favoreceu uma avaliação de desempenho de cada serviço, onde se tornou transparente o processo de investimento relacionado ao resultado prometido em cada plano de ação. Outra importante ação para a mobilização foi a capacitação da equipe gerencial na metodologia do BSC e nas naturais adaptações para sua implementação. No ano, foram capacitados 111 gestores, em um total de 2.021 horas de treinamento. A intenção é fomentar o autodesenvolvimento, formando um líder como treinador, com capacidade técnica, capacidade de articulação, compromisso com o desenvolvimento da equipe, capacidade de entrega (resultados) e visão sistêmica alinhada ao mapa e ao plano estratégico. A implantação da nova versão do ambiente de Informações Gerenciais (IG), contemplando a informatização das etapas de construção do mapa estratégico e do painel de controle, totalmente integrado aos indicadores da Instituição, possibilitou uma visão dinâmica dos objetivos estratégicos. 49 Relatório de Atividades 2006 2 ASSISTÊNCIA O Hospital de Clínicas de Porto Alegre é considerado um hospital de excelência e referência no sul do país e integra o SUS - Sistema Único de Saúde, prestando assistência de forma universalizada e gratuita em diversas especialidades. TABELA - 7. PRODUÇÃO ASSISTENCIAL Produção assistencial 2005 Consultas atendidas 538.520 537.547 - 0,18 Internações* 27.033 28.251 4,51 Procedimentos cirúrgicos** 33.755 18.763 14.992 36.822 19.423 17.399 9,09 3,52 16,06 331 350 5,74 3.971 3.875 - 2,61 2.091.441 2.181.448 4,30 232.823 226.406 - 2,83 78.250 82.152 4,99 Cirurgias Outros procedim. em ambiente cirúrgico Transplantes Partos Serviço auxiliar de diagnóstico – exames*** Procedimentos em consultórios Sessões terapêuticas 2006 Variação % Fonte: SAMIS/Hospital de Clínicas. *Com emergência. **O nº de procedimentos cirúrgicos é maior do que o nº de pacientes que a eles se submeteram (ver tabela 14) porque podem ser realizados vários procedimentos em um mesmo paciente. ***Inclui exames complementares e exames que implicam a realização de algum procedimento invasivo, realizado fora da área cirúrgica. TABELA - 8. INDICADORES HOSPITALARES Indicadores hospitalares Média de permanência (dias) Taxa de ocupação (%) Coeficiente de mortalidade (%) Taxa de cesáreas (%) Taxa de infecção hospitalar (%) 2005 2006 Variação % 8,97 8,29 - 0,68 89,65 85,84* - 3,81 4,55 4,86 0,31 35,11 32,02 - 3,09 9,73 9,69 0,04 Fonte: SAMIS/Hospital de Clínicas. *Em 2006 a Unidade de Internação do 5º Sul esteve em obras tornando inoperante seus 34 leitos, ainda que contém na capacidade operacional. 51 Relatório de Atividades 2006 2.1 PRODUÇÃO ASSISTENCIAL TABELA - 9. INTERNAÇÕES Capacidade instalada (leitos) Área satélite Unidades de internação Total 749 4.248 24.003 28.251 Quantidade Fonte: SAMIS/Hospital de Clínicas. TABELA - 10. INTERNAÇÕES POR CONVÊNIO E POR CLÍNICA Conv./Clínica Cirúrgica Médica Obstétrica Pediátrica Psiquiátrica Total geral SUS 7.109 8.594 5.049 3.942 320 25.014 IPE 493 591 53 47 72 1.256 UNIMED 514 397 67 73 48 1.099 58 90 1 1 - 150 Outros conv. 170 229 5 11 5 419 Particular 227 63 11 - 11 313 8.571 9.964 5.186 4.074 456 28.251 GEAP Total Fonte: SAMIS/Hospital de Clínicas. TABELA - 11. Quantidade CONSULTAS REALIZADAS Ambulatório Pronto atendimento Medicina Interna e Pediatria Emergência Total 470.771 11.057 55.719 537.547 Fonte: SAMIS/Hospital de Clínicas. TABELA - 12. Quantidade PARTOS REALIZADOS Normal Cesárea Total 2.636 1.239 3.875 Fonte: SAMIS/Hospital de Clínicas. TABELA - 13. BANCO DE SANGUE Doadores efetivos Total Média/mês 17.913 1.492,7 Fonte: SAMIS/Hospital de Clínicas. 52 Relatório de Atividades 2006 TABELA - 14. PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS (PACIENTES ATENDIDOS) Serviços Centro Cirúrgico Ambulatorial Bloco Cirúrgico Hemodinâmica Total Ambulatório 01 0 0 01 Anestesiologia 01 0 0 01 0 1 1.134 1.135 101 409 0 510 0 569 18 587 1.488 2.381 0 3.869 Cirurgia Pediátrica 284 698 0 982 Cirurgia Plástica 385 403 0 788 Cirurgia Torácica 272 358 0 630 Cirurgia Vascular Periférica 204 618 97 919 1.241 386 0 1.627 370 0 0 370 05 0 0 05 Gastroenterologia 6.150 04 0 6.154 Ginecologia Obstétrica 1.231 1.032 0 2.263 Hematologia Clínica 845 0 0 845 Mastologia 172 208 0 380 94 0 0 94 Nefrologia 114 0 0 114 Neurologia 14 316 25 355 Odontologia 0 0 0 0 Oftalmologia 1.518 0 0 1.518 64 0 0 64 283 0 0 283 67 1.216 0 1.283 Otorrinolaringologia 924 787 0 1.711 Pneumologia 593 0 0 593 Psiquiatria 1.010 0 0 1.010 Radiologia 03 0 20 23 Reumatologia 03 0 0 03 Tratamento da Dor 37 0 0 37 2.910 1.666 0 4.576 20.384 11.052 1.294 32.730 Cardiologia Cirurgia Aparelho Digestivo Cirurgia Cardiovascular Cirurgia Geral Coloproctologia Dermatologia Fisiatria e Reabilitação Medicina Interna Oncologia Oncologia Pediátrica Ortopedia e Traumatologia Urologia Total geral Fonte: SAMIS/Hospital de Clínicas. 53 Relatório de Atividades 2006 TABELA - 15. SESSÕES TERAPÊUTICAS Serviços Quantidade CAPS 14.194 Hemodiálise 11.483 Quimioterapia 10.576 Radioterapia 21.245 Hospital Dia 1.495 Fototerapia 5.677 Outros 17.482 Total 82.152 Fonte: SAMIS/Hospital de Clínicas. TABELA - 16. TRANSPLANTES REALIZADOS Tipo Quantidade Cardíaco 01 Conjuntiva 12 Córnea 183 Medula Óssea – Alogênico Aparentado 16 Alogênico não Aparentado 07 Antólogo 49 Não classificável 02 Pâncreas 02 Hepático 15 Auto transplante renal 01 Renal (receptor) 57 Renal (revisão) 05 Total 350 Fonte: SAMIS/Hospital de Clínicas. 54 Relatório de Atividades 2006 TABELA - 17. ATENDIMENTO DOS GRUPOS DE AUTO-AJUDA Grupos Nº pacientes Nº grupos 61 7 Doenças do trabalho grupo 55 8 Enf. fibromialgia grupo 87 31 Enf. grupo de insulina 10 6 Enf. grupo neuro doenças cérebro vasculares 36 11 Enf. grupo fam. pac. prog. transtornos de humor 371 46 Enf. psiquiátrica grupo 110 7 Enf. psiquiatria pais e bebês grupo 49 14 Enf. psiquiátrica Protan grupo 327 43 Enf. grupo dos cardiopatas e pneumopatas 265 11 Enf. grupo de pais e crianças da CCMF 11 2 Grupo de familiares – CAPS 383 67 Grupo de familiares – Serviço Social 467 47 Enf. grupo de fumantes 164 23 Enf. grupo de gestantes 21 4 Enf. grupo transtorno humor bipolar 156 52 Fisiatria grupo coluna 14 2 Grupo de crianças asmáticas 18 7 Grupo atend. e prevenção à violência infantil 15 5 Medicina Ocupacional grupo de asma 282 16 Medicina Ocupacional grupo de diabetes 6 2 Medicina Ocupacional grupo dislipidemia 38 7 Medicina Ocupacional grupo de gestantes 25 6 Medicina Ocupacional grupo de hipertensão 1.836 271 Oficina terapêutica adulto psiquiatra 36 7 Oficina terapêutica adulto enf. superior 2.828 449 Oficina terapêutica adulto recreação 33 5 Oficina terapêutica adulto assistência social 1.597 161 Oficina terapêutica adulto com a psicologia 7 1 Oficina terapêutica inf. e adol. psicologia 71 12 Oficina terapêutica infantil assistência social 9 1 Pneumo asma adulto grupo 182 33 Pais-bebê grupo 89 26 Psico fobia social e transtornos do pânico grupo 147 31 Psicologia do trabalho grupo 115 20 Psiquiatria genética grupo 33 4 Psiquiatria grupo de idosos 18 7 Programa de atenção à saúde do trabalhador 97 10 Programa multidisc. de reabilitação pulmonar 590 96 Psiquiatria grupo pacientes transexuais 273 37 Psiquiatria pesquisa 22 4 Serviço social Nefropediatria grupo 11 10 Outros Total/média 10.965 1.609 Pacientes p/grupo 8,71 6,88 2,81 1,67 3,27 8,07 15,71 3,50 7,60 24,09 5,50 5,72 9,94 7,13 5,25 3,00 7,00 2,57 3,00 17,63 3,00 5,43 4,17 6,77 5,14 6,30 6,60 9,92 7,00 5,92 9,00 5,52 3,42 4,74 5,75 8,25 2,57 9,70 6,15 7,38 5,50 1,10 6,81 Fonte: SAMIS/Hospital de Clínicas. 55 Relatório de Atividades 2006 2.2 APOIO ASSISTENCIAL 2.2.1 COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR Os objetivos da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) são: Realizar a vigilância epidemiológica das infecções hospitalares. Estimular o uso racional de antimicrobianos. Monitorar o perfil de sensibilidade das bactérias aos antimicrobianos de uso corrente. Monitorar processos assistenciais críticos visando salvaguardar a segurança dos pacientes e reduzir o risco de ocorrência de infecções hospitalares. Disseminar condutas baseadas em evidências para evitar a ocorrência de infecções hospitalares. Gerenciar a utilização de quartos de isolamento. Produzir, avaliar e disseminar as taxas de infecções hospitalares, o perfil de uso de antimicrobianos e a freqüência de isolados de bactérias multirresistentes. As taxas gerais de infecções hospitalares (IH) têm se mantido estáveis no Hospital de Clínicas nos últimos quatro anos. No período de 2003 a 2006, a taxa geral de IH é igual a 9,52%. Houve redução do número de pacientes-dia em 2006 comparativamente ao ano anterior e conseqüente aumento das saídas (altas). Em números absolutos, em 2006 ocorreram 119 infecções hospitalares a menos do que em 2005. TABELA - 18. EVOLUÇÃO DA TAXA DE INFECÇÃO HOSPITALAR 2003 2004 2005 2006 Taxa de infecção hospitalar 9,64 9,02 9,73 9,69 Infecções 2.251 2.158 2.396 2.277 Saídas (altas) 29.227 29.676 30.019 31.005 Fonte: CCIH/Hospital de Clínicas. 56 Relatório de Atividades 2006 A tabela a seguir apresenta a distribuição, freqüência absoluta e relativa dos tipos de IH em 2006. As infecções relacionadas à corrente sangüínea corresponderam a 26,7% das infecções. Já as infecções urinárias e relacionadas a procedimentos cirúrgicos correspondem a, respectivamente, 23,9% e 22,0% do total de casos apurados em 2006. As pneumonias hospitalares corresponderam a 21% das IH. DISTRIBUIÇÃO, FREQÜÊNCIA ABSOLUTA E RELATIVA DAS INFECÇÕES HOSPITALARES TABELA - 19. Tipo de infecção n % Corrente sanguínea 608 26,7 Infecções urinárias 544 23,9 Infecções cirúrgicas 501 22,0 Pneumonias 475 20,9 Outras infecções 149 6,5 2.277 100,0 Total Fonte: CCIH/Hospital de Clínicas. Na próxima tabela é apresentada as taxas de utilização de procedimentos invasivos no Hospital no período de 2003 a 2006. Observa-se aumento progressivo na freqüência de uso de cateteres vasculares, procedimentos urinários invasivos (sondagem vesical de demora e alívio) e ventilação mecânica. Como resultado, há maior número de pacientes-dia em risco de ocorrência de IH relacionada aos procedimentos invasivos em questão. Entretanto, tem havido estabilidade nas taxas de IH relacionadas aos procedimentos, como será visto adiante. TABELA - 20. TAXAS DE INVASIVOS* UTILIZAÇÃO DE PROCEDIMENTOS Ano Pacientes-Dia Cateteres Procedimentos urinários invasivos Ventilação mecânica 2003 229.111 16,00 12,19 3,66 2004 234.665 17,10 14,02 3,73 2005 242.546 17,23 12,64 3,75 2006 234.675 18,36 15,85 4,92 Média 235.249 17 14 4 Fonte: CCIH/Hospital de Clínicas. *Corresponde à fórmula: paciente-dia em uso do procedimento/paciente-dia do Hospital de Clínicas. 57 Relatório de Atividades 2006 Infecções cirúrgicas: há tendência decrescente nas taxas de infecções relacionadas a parto normal, infecção puerperal e cesariana nos últimos quatro anos. A taxa de IH relacionada a parto normal passou de 1,28% em 2003 para 0,84% em 2006, correspondendo a uma redução de 52,9%. Da mesma maneira, as taxas de infecção relacionadas a cesariana e puerperal passaram de, respectivamente, 4,3% e 2,26% em 2003 para 2,96% e 1,51% em 2006, correspondendo à reduções de 47,1% e 43,4%. Houve, ainda, redução da taxa de infecções relacionadas a cirurgias limpas em 2006 (3,44) comparativamente ao ano anterior (3,71). Taxa de infecções relacionadas a procedimentos urinários invasivos: comparativamente a 2005, houve decréscimo de 11,1% em 2006 na taxa de IH relacionadas a procedimentos urinários invasivos, respectivamente, 10,04 e 8,13 infecções por mil pacientes-dia. A taxa de 2006 foi inferior à meta pactuada em 9,03 infecções por mil pacientesdia. Há redução progressiva nas taxas de infecções urinárias em pacientes submetidos a procedimentos invasivos desde 2003. Taxa de infecções relacionadas a cateteres vasculares: em 2006, houve a continuidade de uma tendência decrescente na taxa de infecções relacionadas a cateteres vasculares centrais, observada desde 2003. Em que pese haver um aumento progressivo do número de pacientes-dia em uso de cateteres na Instituição, não houve aumento significante do número de infecções e, conseqüentemente, observaram-se taxas decrescentes dessas infecções nos últimos 48 meses. A relação entre o número de pacientes-dia em uso de cateteres e o número de pacientesdia internados aumentou de 12,2 em 2003 para 15,8 em 2006, resultando em acréscimo de 29,5%. A média anual em 2006 foi de 4,14 infecções por mil pacientes-dia submetidos a cateteres vasculares, inferior à meta pactuada em 4,75 infecções por mil pacientes-dia. Taxa de pneumonias associadas à ventilação mecânica (PAV): o gráfico 1 a seguir apresenta a evolução do coeficiente de incidência de 58 Relatório de Atividades 2006 pneumonias associadas à ventilação mecânica invasiva e o número pacientes-dia em uso de ventilação mecânica no período de janeiro de 2003 a dezembro de 2006 no Hospital. Os dados foram agrupados trimestralmente para reduzir a variabilidade das taxas. Há um aumento progressivo no número de pacientes-dia em uso de ventilação mecânica no período estudado. No entanto, a mesma tendência não é observada em relação à taxa de PAV e o número absoluto de casos, o que leva a crer que há efetiva redução desses agravos, em que pese o aumento progressivo de pacientes-dia em risco, posto que submetidos à ventilação mecânica invasiva. Taxa de utilização de antimicrobianos: o gráfico 2 a seguir apresenta a evolução da dose diária definida de uso de antimicrobianos glicopeptídeos (vancomicina e teicoplanina) em pacientes adultos no período de 2004 a 2006. Corresponde ao número de pacientes-dia em uso desses antimicrobianos, dois dos 54 monitorados pela CCIH. Apesar do aumento do número de pacientes-dia submetidos a procedimentos invasivos, como foi demonstrado anteriormente, tem havido constância no uso de tais antimicrobianos, que representam um indicador sensível para a ocorrência e o manejo de IH relacionadas a procedimentos invasivos. 2.2.2 COMISSÃO DE ÉTICA EM ENFERMAGEM A Comissão de Ética em Enfermagem do Hospital de Clínicas tem como objetivo assessorar o Grupo de Enfermagem (GENF) sobre assuntos relacionados à ética na enfermagem, seguindo recomendações do Código de Ética dos profissionais da área. Dentre suas atribuições, coopera com a direção de Enfermagem, recebendo, analisando e dando parecer das situações ou notificações recebidas de pacientes, familiares e profissionais do Hospital de Clínicas. 59 Relatório de Atividades 2006 GRÁFICO – 1. INCIDÊNCIA TRIMESTRAL DE PNEUMONIAS ASSOCIADAS À VENTILAÇÃO MECÂNICA E PACIENTES-DIA EM VENTILAÇÃO MECÂNICA (2003 A 2006) 6000 5000 4000 3000 2000 1000 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Meses 10 11 12 13 14 15 16 Índice de pneumonias Ventilação mecânica Fonte: CCIH/Hospital de Clínicas. GRÁFICO – 2. DOSE DIÁRIA DEFINIDA DE GLICOPEPTÍDEOS UTILIZADOS NO HOSPITAL (2004 a 2006) DDD D 6,00 GLICOPEPTÍDEOS Linear (GLICOPEPTÍDEOS) 5,00 4,00 3,00 2,00 1,00 ja n/0 4 fev /0 4 mar /0 4 abr /0 4 mai/0 4 ju n/0 4 ju l/04 ago/0 4 s et/0 4 out/0 4 nov /0 4 dez /0 4 ja n/0 5 fev /0 5 mar /0 5 abr /0 5 mai/0 5 ju n/0 5 ju l/05 ago/0 5 s et/0 5 out/0 5 nov /0 5 dez /0 5 ja n/0 6 fev /0 6 mar /0 6 abr /0 6 mai/0 6 ju n/0 6 ju l/06 ago/0 6 s et/0 6 out/0 6 nov /0 6 dez /0 6 0,00 Fonte: CCIH/Hospital de Clínicas. As principais atividades realizadas em 2006 foram: Prestação de 21 consultorias individualizadas a vários setores de Enfermagem do hospital, principalmente das Unidades do Serviço de Enfermagem Cirúrgica (SEC) e do Serviço de Enfermagem Médica (SEM). 60 Relatório de Atividades 2006 Idealização, divulgação e implementação de um programa de consultoria focal para atendimento das demandas específicas de cada serviço, tendo-se disparado este processo junto ao SEC. Houve três encontros com os multiplicadores do Serviço, reunindo enfermeiros e auxiliares de Enfermagem em debates participativos. Promoção de encontro em que participaram os membros da Comissão de Ética em Enfermagem e representantes da Comissão de Prontuário do Paciente para discussão e encaminhamentos de situações relativas à consulta documental no prontuário do paciente internado. Elaboração de uma proposta para a confecção de um cartaz padrão a ser afixado em todas as Unidades do Hospital, versando sobre acesso ao prontuário do paciente internado, com base na política de privacidade e confidencialidade do Hospital de Clínicas. 2.2.3 COMISSÃO DE ÉTICA MÉDICA A partir de Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), todos os estabelecimentos ou entidades em que é exercida a Medicina devem ter uma Comissão de Ética Médica (CEM). A CEM, vinculada ao Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (CREMERS), têm funções educativas, fiscalizadoras e sindicantes do desempenho ético da profissão médica no nosso Hospital. A atual Comissão, eleita em 2005, é composta por membros das várias categorias de profissionais médicos do corpo clínico do Hospital de Clínicas. A CEM realiza reuniões ordinárias mensais, nas quais são avaliadas denúncias e consultas encaminhadas por serviços e profissionais da área médica e pela Administração Central do Hospital. Para a apuração de denúncias de infração ética, a Comissão deve instaurar processos de sindicância, que seguem as normas específicas ditadas pelo CFM. Na Sindicância, é feita a apuração dos fatos, encaminhada posteriormente ao CREMERS se houver indício de infração, não emitindo julgamento ou penalidades. Todas as informações obtidas pela Comissão 61 Relatório de Atividades 2006 são protegidas por sigilo e guardadas em arquivo próprio da Comissão. No ano de 2006, o Hospital de Clínicas, através da Comissão de Ética Médica, pôde aprimorar, de forma organizada, a avaliação e a discussão de questões que envolveram aspectos ético-profissionais da Medicina. Entre as atividades da CEM ao longo do ano, podem ser destacadas: Onze consultas avaliadas, provenientes de profissionais, Ouvidoria e Administração Central. A maioria das consultas gerou documentos elaborados pela Comissão, com farto embasamento no Código de Ética Médica e nas Resoluções publicadas pelo CFM. Esses documentos poderão servir para a abordagem de questões similares que venham a ocorrer no futuro no âmbito do Hospital. Quatro sindicâncias, que necessitaram de 16 reuniões extraordinárias para audiências com os envolvidos nos fatos apurados. As audiências foram gravadas e transcritas para a elaboração do Relatório Final de cada sindicância. Encontro com os novos médicos residentes do Hospital de Clínicas para apresentação do tema “Ética na Profissão Médica”. 2.2.4 COMISSÃO DE MEDICAMENTOS Os objetivos da Comissão de Medicamentos (COMEDI) são: Agilizar a prescrição médica, contribuir para a qualificação da assistência e otimizar recursos no que se refere ao uso de medicamentos em ambiente hospitalar. Promover o uso racional de medicamentos. Manter uma lista de medicamentos para uso hospitalar (Seleção de Medicamentos) que seja adequada às necessidades do hospital, racional e atualizada. Prover assessoria técnica à Administração Central na área de farmacoterapêutica. 62 Relatório de Atividades 2006 As atividades desenvolvidas e seus principais resultados foram: Manutenção da lista de medicamentos selecionados: - Solicitações de revisão da lista: foram recebidas nove solicitações de revisão da lista encaminhadas pelo corpo clínico. Destas, sete foram deferidas, resultando em inclusão do medicamento, e duas foram indeferidas. A COMEDI incluiu na lista outros quatro medicamentos, por iniciativa própria, para atender a situações de demanda justificada (três itens) ou atendendo à solicitação da CCIH (um item). Política de aquisição de medicamentos: - Foi dada continuidade à política de licitações conjuntas de medicamentos do mesmo grupo farmacológico e com eficácia similar, como carbapenêmicos (imipenem e meropenem), heparinas de baixo peso molecular (enoxaparina, nadroparina e outras), surfactante pulmonar (porcino e bovino). Como resultado, obteve-se concorrência e redução de preços nos itens licitados. A COMEDI também aprovou a decisão de importação de anfotericina B lipossomal, levando a uma redução de custos de aproximadamente 30 %. Monitoramento e auditoria: - Medicamentos de uso restrito: de janeiro a novembro de 2006, foram avaliadas pela COMEDI 28.391 primeiras prescrições de medicamentos de uso restrito por internação. As avaliações são baseadas em critérios de uso racional definidos pela COMEDI, sendo realizadas por médicos executivos. Desta forma, considera-se que a taxa de aprovação de prescrições de medicamentos de uso restrito é um indicador de prescrição racional. Nesta taxa, são computadas apenas as prescrições liberadas sem intervenção, de acordo com critérios de uso racional pré-estabelecidos pela COMEDI. Antimicrobianos foram avaliados em conjunto com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. 63 Relatório de Atividades 2006 TABELA - 21. APROVAÇÃO DE PRESCRIÇÕES DE MEDICAMENTOS DE USO RESTRITO E NÃO-SELECIONADOS Indicador 2004 2005 2006 Taxa de aprovação de medicamentos selecionados de uso restrito (%) 55,8 53,7 52,7 Taxa de aprovação de prescrições de medicamentos não-selecionados (%) 76,9 74,4 66,5 Fonte: IG/Hospital de Clínicas. - Prescrição de medicamentos não-selecionados: esta taxa é um indicador da qualidade e abrangência da lista de medicamentos selecionados do Hospital, bem como de adesão à lista pelo prescritor. A meta da COMEDI é a manutenção de uma taxa de prescrição de não-selecionados inferior a 5%, baseado em referenciais externos e na experiência da própria Comissão. TABELA - 22. PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS NÃO-SELECIONADOS Indicador 2004 2005 2006 454.698 430.788 401.203 não- 3.260 3.075 2.561 Taxa de prescrição de medicamentos não-selecionados % 0,72 0,71 0,64 Quantidade total de itens prescritos Quantidade total de selecionados prescritos itens Fonte: IG/Hospital de Clínicas. Atividades de apoio à prescrição: - Suporte à prescrição informatizada: realizada manutenção e revisão periódica do cadastro de mensagens eletrônicas (alertas) com informações referentes a doses, alternativas, efeitos adversos, interações medicamentosas e disponibilidade de protocolos assistenciais. São mantidos ativos 85 alertas eletrônicos na prescrição, sendo que nove foram incluídos no ano de 2006 (ação realizada em parceria com o Centro de Informações sobre Medicamentos). - Recomendações de uso: quanto ao medicamento Ertapenem, foi 64 Relatório de Atividades 2006 elaborado texto com recomendações de uso baseadas na literatura, com objetivo de orientação ao prescritor e definição de critérios para avaliação da utilização do medicamento no Hospital. O documento está disponível para consulta on-line no sistema de prescrição. - Rotinas para avaliação de consumo de medicamentos: elaborado texto com aspectos a serem levantados e descritos na elaboração de relatórios sobre utilização de medicamentos, bem como na avaliação de impacto de medidas visando à redução de consumo. - Critérios para avaliação de uso: quanto ao medicamento Irinotecan em carcinoma de cólon e reto, foi elaborado texto baseado em literatura científica sobre indicações, esquemas de uso e eficácia comparativos do Irinotecan no tratamento de carcinoma de cólon, a ser utilizado pelos médicos executivos para embasar a avaliação de prescrições. Participação em eventos: - Seminário de Propaganda sobre uso de medicamentos, promovido pela ANVISA, em Florianópolis (SC). - Semana da Qualidade: Comissão de Padronização de Medicamentos, HC/USP (SP). - Curso de Farmacoeconomia e Modelos Matemáticos em Farmacoeconomia, ANVISA. - Comissões de Medicamentos, Vitória (ES) e Curitiba (PR). Atividades de pesquisa: - Projeto de pesquisa GPPG05-348: terminada coleta de dados e realizada análise parcial. Apresentado pôster na Semana Científica. - Encaminhado projeto ao GPPG sobre adesão a protocolo de uso de Omeprazol. 65 Relatório de Atividades 2006 Atividades de consultoria: - Realizadas atividades de consultoria para o corpo clínico, Centro de Informações sobre Medicamentos, Comissões de Medicamentos de outros hospitais e Administração Central. 2.2.5 COMISSÃO DE NORMAS E ROTINAS DO GRUPO DE ENFERMAGEM O objetivo da Comissão de Normas e Rotinas é avaliar, revisar e divulgar as normas e rotinas dos cuidados existentes no Grupo de Enfermagem. A divulgação dos Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) é feita pelas chefias de serviço de Enfermagem, as quais recebem os POPs revisados e encaminham para suas chefias de unidade, que devem divulgar para sua equipe. Estes são arquivados em pastas disponíveis nas unidades para utilização pela equipe de enfermagem. Além disto, as rotinas podem ser visualizadas acessando a prescrição de enfermagem. Com a introdução dos POPs na internet, estão sendo revisadas as rotinas existentes e encaminhadas para o portal. As atividades desenvolvidas em 2006 foram: Revisão e verificação de 21 POPs: - manejo de paciente portador de germe multiresistente; - coleta de urocultura através de cateterização; - coleta de urocultura em pacientes cateterizados; - coleta de urocultura através de jato médio; - uso do trapézio em pacientes ortopédicos; - cuidados de enfermagem ao paciente com tração esquelética; - uso de comadre em pacientes com disfunção coxo-femural; - transferência do leito do paciente em pós-operatório imediato de artroplastia coxo-femural; - cuidados de enfermagem na lavagem de sonda vesical; 66 Relatório de Atividades 2006 - cuidados de enfermagem no cateterismo vesical de demora; - cuidados de enfermagem no cateterismo vesical de alívio; - controle da diminuição urinária para pesagem diferencial de fraldas; - controle da eliminação urinária através do saco coletor; - cuidados na higiene das bolsas de colostomia, ileostomia e urostomia; - cuidados na troca das bolsas de colostomia, ileostomia e urostomia; - solicitação de culturas microbiológicas de materiais diversos como: ponta de cateter, secreção de ferida operatória, secreção ocular, urina e sangue; - guarda dos pertences de pacientes internados; - admissão do recém-nascido proveniente do Centro Obstétrico na unidade de Neonatologia; - admissão do recém-nascido proveniente da Emergência na unidade de Neonatologia; - oferta de oxigênio por incubadora; - sondagem gástrica e enteral. Atualização de POPs para apresentação no novo portal do Hospital de Clínicas. Nomeação de uma professora da Escola de Enfermagem da UFRGS para coordenar a Comissão de Normas e Rotinas a partir de dezembro de 2006. 2.2.6 COMISSÃO DE ÓBITOS, CONTROLE CIRÚRGICO E REVISÃO ANATOMOPATOLÓGICA Esta Comissão tem como objetivos: Analisar os óbitos do Hospital de Clínicas. 67 Relatório de Atividades 2006 Revisar os exames anatomopatológicos de neoplasia maligna com margens comprometidas. Revisar os exames anatomopatológicos normais. Analisar os óbitos necropsiados. Coletar dados para mensurar indicadores gerais e setoriais. Disponibilizar dados coletados e resultados obtidos no sistema (AGH). As atividades desenvolvidas durante o ano foram: Análise mensal do percentual de óbitos nos 34 serviços médicos assistenciais do Hospital de Clínicas. Análise mensal dos sumários de óbitos informatizados (média de 106,3 óbitos/mês). Análise mensal de peças cirúrgicas com diagnóstico de neoplasia maligna, estratificando as neoplasias mais prevalentes. Análise mensal de todas as peças cirúrgicas com diagnóstico anatomopatológico de neoplasia maligna com margens cirúrgicas comprometidas (busca ativa no prontuário). Estudo dos óbitos necropsiados (sessões anatomoclínicas). Monitoramento de indicadores setoriais do Serviço de Patologia para avaliar os exames de congelação e as solicitações de revisão de laudos já emitidos. Coleta de dados para indicadores gerais da instituição. Tendo como principais resultados: Número de óbitos/mês com estratificação mensal das doenças básicas e das causas mortis. Principais doenças básicas: fase terminal de neoplasia maligna, neoplasia maligna primária, pneumopatias, cardiopatias, SIDA e hepatopatias. Principais causas mortis: sepsis, fase terminal de neoplasia maligna e pneumopatias. 68 Relatório de Atividades 2006 Número de peças cirúrgicas de anatomopatológicos com diagnóstico de neoplasia maligna com margens comprometidas e sem margens comprometidas. Estratificação das neoplasias malignas mais prevalentes quanto à localização: próstata, mama, pele, trato gastro-intestinal e colo uterino. Número total de anatomopatológicos de peças cirúrgicas com diagnóstico de neoplasia maligna: 1.347. Número total de anatomopatológicos de peças cirúrgicas com diagnóstico de neoplasia maligna com margens cirúrgicas comprometidas e busca ativa nos prontuários: 182. Índice de concordância Kappa: 0,94 em 2006, para o indicador setorial de exames de congelação. Concordância de 93% em 2006 no indicador setorial referente às solicitações de revisão de laudos anatomopatológicos. Total de necropsias realizadas: 84 (68 adultos e crianças e 16 fetos mortos). Foram necropsiados, provenientes da Santa Casa, 15 adultos transplantados hepáticos. 5,3% dos óbitos ocorridos, durante o período de internação, foram necropsiados. Nove casos de necropsias e de exames anatomopatológicos foram selecionados para as sessões anatomoclínicas do Hospital. 2.2.7 COMISSÃO DE PRONTUÁRIOS A Comissão de Prontuários de Pacientes (CPP) tem como objetivo garantir que o prontuário do paciente do Hospital de Clínicas seja efetivamente utilizado para registro dos processos assistenciais. Deve conter todas as informações necessárias e relevantes para a assistência, a pesquisa e o ensino, estar disponível prontamente a todos os que têm o direito de acessá-lo e atender às exigências éticas e legais pertinentes. 69 Relatório de Atividades 2006 Para isso, busca estabelecer normas para o arquivamento de informações no prontuário e o acesso a estas informações, além de legislar sobre questões táticas, operacionais e legais relacionadas aos prontuários: conteúdo do prontuário, avaliação de sua qualidade e problemas diversos detectados pelo Serviço de Arquivo Médico e Informações da Saúde (SAMIS), propondo projetos para atualização permanente do prontuário e para sua informatização progressiva, buscando alcançar um padrão de operacionalidade e qualidade compatível com o estado da arte vigente, avaliando continuamente a qualidade dos registros dos prontuários clínicos. Neste ano, a CPP deu continuidade às suas atribuições com o foco no processo de migração progressiva do prontuário em suporte papel para o prontuário eletrônico. Foram desenvolvidas as seguintes atividades: Organização do prontuário-papel, redução de seu volume e circulação: - continuidade do processo de digitalização dos prontuários antigos, que já permitiu a eliminação de cerca de 30 toneladas de papel; - supressão da impressão e armazenamento dos sumários de prescrição médica e de Enfermagem, garantindo uma economia de papel, tonner, tempo de processamento, tempo de arquivamento (52.000 prontuários deixaram de ser manuseados para este fim) e área de armazenamento no SAMIS; - estabelecimento de critérios para o envio diário de prontuários em papel para as zonas ambulatoriais, sem prejuízo dos processos assistenciais, o que permitiu a redução da movimentação de prontuários para fins assistenciais (de 515.000 em 2005 para 460.0000 em 2006, redução de 16,5%). Informatização progressiva do prontuário e acesso à informação (em cooperação com o Grupo de Sistemas): - participação no grupo de trabalho para o desenvolvimento e implantação do sistema de registro assistencial da Emergência; 70 Relatório de Atividades 2006 - cooperação com o Grupo de Pesquisa e Pós-Graduação para melhorar o acesso dos pesquisadores internos e externos aos dados clínicos do prontuário eletrônico, o que reduziu a consulta a prontuários em papel para este fim (de 24.000 em 2005 para 15.500 neste ano, redução de 35%). Questões éticas e legais: - emissão de 75 pareceres sobre o atendimento a solicitações de informações judiciais ou de autoridades governamentais sobre pacientes do Hospital de Clínicas; - participação do grupo de trabalho que discute estratégias de implementação da Certificação Digital para registro de atos médicos no prontuário, a ser iniciada em 2007; - revisão do Manual do Prontuário (versão 4), visando à incorporação de novos processos informatizados e a atualização da legislação; - realização de auditorias periódicas de sumários de alta faltantes, com envio de relatórios trimestrais de pendências aos chefes de serviços médicos, o que provocou a realização de cerca de 120 sumários pendentes. Qualidade da informação: - capacitação de alunos da Faculdade de Medicina e de médicos residentes, abordando conceitos sobre questões profissionais, éticas e legais do prontuário de pacientes e demonstrando as facilidades e vantagens do uso dos sistemas informatizados do Hospital de Clínicas; - palestras sobre o Prontuário de Pacientes do Hospital de Clínicas, nos níveis regional e nacional. 71 Relatório de Atividades 2006 2.2.8 COMISSÃO DE SELEÇÃO A Comissão de Seleção tem como objetivo normatizar, supervisionar e assessorar a realização dos processos seletivos públicos para contratação de profissionais para o quadro de pessoal do Hospital de Clínicas. No ano de 2006, foram realizadas 36 reuniões com a finalidade de estabelecer diretrizes e normativas aos processos seletivos públicos do Hospital, avaliar os processos seletivos realizados e em andamento, bem como propor melhorias para a realização dos mesmos, tendo o seguinte resultado: Avaliação e aprovação dos 11 editais para realização de 77 processos seletivos públicos, nos quais se inscreveram 15.548 candidatos. Orientação às bancas examinadoras quanto à elaboração dos processos seletivos, reforçando a responsabilidade que as mesmas deverão ter com relação a estes. Supervisão das atividades da Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS) na realização dos processos seletivos públicos do ano de 2006. 2.2.9 COMISSÃO DE SUPORTE NUTRICIONAL A Comissão de Suporte Nutricional exerce atividades normativas que visam otimizar a utilização dos recursos envolvidos e qualificar a assistência nutricional aos pacientes do Hospital de Clínicas nos níveis hospitalar e ambulatorial. Para tanto, realiza vigilância clínico-epidemiológica dos pacientes em uso de terapia nutricional, educação continuada das equipes assistentes, padronização e acompanhamento contínuo dos processos envolvidos. As atividades desenvolvidas em 2006 foram: Através da utilização da ferramenta de Informações Gerenciais (IG), foram feitos acompanhamentos das prescrições de nutrição parenteral (NP) para os pacientes das diversas especialidades. Realização de auditorias para identificar a adesão de rotinas preconizadas. 72 Relatório de Atividades 2006 Avaliação do impacto econômico da substituição do leite de vaca por fórmulas infantis industrializadas no preparo das mamadeiras para crianças entre 6 e 12 meses de idade. Considerando-se os benefícios clínicos e as recomendações de melhores práticas, foi padronizada a utilização de fórmulas infantis como leite de seguimento às crianças, nessa faixa etária, hospitalizadas na Instituição. Visita de técnicos da Secretaria Municipal da Saúde para benchmarking sobre alta complexidade em terapia nutricional. Realização da V Jornada de Terapia Nutricional e da III Jornada de Nutrologia do Hospital de Clínicas, contando com 460 participantes. Manutenção de atividades de educação continuada, como os treinamentos introdutórios para médicos residentes e para novos funcionários do Grupo de Enfermagem. TABELA - 23. Pacientes em uso de NP Total de dias de uso de NP COMPARAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE NP PELOS PACIENTES DA NEONATOLOGIA, PEDIATRIA E ADULTOS Neonatologia Pediatria Adultos Total 2005 166 24 90 280 2006 174 49 112 335 Variação (%) 4,8 104,2 24,4 19,6 2005 2534 493 1919 4946 2006 2472 1712 2216 6400 Variação (%) -2,5 247,3 15,5 29,4 Fonte: Serviço de Nutrologia do Hospital de Clínicas. 2.2.10 COMISSÃO GESTORA DOS PORTAIS DA INTERNET E INTRANET Em 2006, foi ao ar o portal do Hospital de Clínicas, com conteúdos para a internet e para intranet. Os sites antigos foram totalmente reformulados, integrandose em um único ambiente. Em termos de conteúdo, o portal oferece um amplo conjunto de informações sobre assistência, ensino e pesquisa, além de detalhes a respeito da estrutura da Instituição, orientações e serviços para os clientes e divulgação de eventos, concursos 73 Relatório de Atividades 2006 e licitações. Outra novidade é que todos os serviços médicos e de enfermagem têm sua página para expor as atividades que desenvolvem. Quanto ao visual, o Clínicas é apresentado de forma mais moderna e dinâmica, com utilização de fotografias e outros recursos. A inovação estende-se, também, à infra-estrutura. Por um lado, passou-se a utilizar, como ferramenta de construção e manutenção, um software livre, indo ao encontro das diretrizes do Governo Federal e reduzindo custos. Profissionais do Grupo de Sistemas foram treinados e desenvolveram a estrutura e o design do portal. Por outro lado, a responsabilidade pela coleta de dados, redação e editoração foi assumida pela Assessoria de Comunicação, que passou a contar com dois estagiários de Jornalismo. A coordenação das diferentes etapas e atividades ficou a cargo da Comissão Gestora dos Portais, que realizou diversas reuniões para chegar às definições e decisões necessárias. Em paralelo, foi instituído o Conselho Editorial, responsável pela avaliação e validação dos conteúdos apresentados para publicação. A intenção é de que o portal mantenha sua dinamicidade e esteja em permanente atualização. Para isto, a participação da comunidade interna será essencial, ajudando a identificar oportunidades de inserção de novos conteúdos e mantendo as páginas de suas respectivas áreas atualizadas e atrativas. 2.2.11 COMISSÃO PERMANENTE DE TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS E DE TECIDOS A Comissão Permanente de Transplante de Órgãos e de Tecidos (CPTOT) objetiva controlar, avaliar, normalizar, regulamentar e estimular a atividade transplantadora na Instituição. Seus membros são representantes das equipes de cuidados com o doador e gerenciamento do processo de doação multiorgânica e dos programas de transplante e Bancos de Tecidos, além de representantes das áreas técnicas e administrativas afins. Em 2006, a CPTOT reuniu-se regularmente para equação e solução de problemas logísticos relacionados com a atividade, além do desenvolvimento de ações como: 74 Relatório de Atividades 2006 Credenciamento do programa de transplante de pulmão junto ao Sistema Nacional de Transplantes. Recredenciamento dos programas de transplantes - renopancreático, cardíaco, de córnea, de medula óssea, hepático e de retirada de múltiplos órgãos - junto ao Sistema Nacional de Transplantes. Recredenciamento do Banco de Tecidos Oculares junto à Vigilância Sanitária. Participação nas reuniões de implantação do Banco de Tecidos Músculos-esqueléticos e do Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário do Rio Grande do Sul. Equação e solução de problemas logísticos relacionados com a atividade doação-transplante: imunologia de doador (HLA/Cross), sorologia de doador e envio de resultados de exames de pacientes em lista de espera para a Central de Transplantes. Treinamento da secretária-estagiária da Comissão, cujas atividades se iniciaram em setembro. Reuniões periódicas com a Central de Transplantes do Rio Grande do Sul. Reuniões periódicas de avaliação e planejamento com a Vicepresidência Médica. Reuniões com vários setores e chefias de serviços sobre assuntos pertinentes ao processo de doação/transplante. Elaboração de rotinas de atividades dos enfermeiros coordenadores de retirada de múltiplos órgãos, assim como protocolo de atividades e relatório de encaminhamento de órgãos retirados. Elaboração de rotinas de admissão hospitalar de receptores de fígado no Centro Cirúrgico Ambulatorial. Lançamento do manual “O Papel do Intensivista na Doação de Órgãos“, de autoria de membro da Comissão, editado com apoio da Associação de Medicina Intensiva Brasileira. 75 Relatório de Atividades 2006 Visita à Central de Transplantes da Comunidade Autonômica da Galícia, Espanha. Participação de membros da Comissão em diversos eventos nacionais e internacionais relativos à área de captação e transplante de órgãos. Foram realizadas dez cirurgias para retirada de múltiplos órgãos. TABELA - 24. TRANSPLANTES REALIZADOS Grupo de transplante 2005 2006 - 01 Conjuntiva 18 12 Córnea 152 183 Medula óssea 48 74 Pâncreas 07 02 Hepático 27 15 Autotransplante renal 01 01 Renal (receptor) 73 57 Renal (revisão) 04 05 Total 331 350 Cardíaco Fonte: IG/Hospital de Clínicas. 2.2.12 COMITÊ GESTOR DE ACESSO AOS SISTEMAS INFORMATIZADOS O Comitê Gestor de Acesso aos Sistemas Informatizados, composto por representantes da Administração Central e das áreas médica, de enfermagem e administrativa, visa ao gerenciamento das permissões de acesso dos usuários aos processos informatizados do Hospital de Clínicas, com o objetivo principal de garantir que cada profissional possua o perfil de que necessita para realizar a atividade na qual tenha competência e direito, prevalecendo a privacidade do paciente, o sigilo dos dados e o cumprimento dos preceitos éticos. Em 2006, a Comissão dedicou-se ao acompanhamento da implantação dos perfis de acesso da categoria administrativa em relação aos processos de apoio assistenciais, além de tratar de casos de situações excepcionais em relação aos perfis já implantados. Também promoveu, junto à Gerência de Suprimentos, a definição 76 Relatório de Atividades 2006 dos perfis de cada categoria profissional daquela área em relação aos seus processos administrativos. Desde 2001, já foram mapeados 57 processos assistenciais, 46 processos de apoio assistencial, 28 processos administrativos e 71 categorias de profissionais, das quais 32 da área assistencial e 39 da área administrativa. 2.2.13 GRUPO DE TRABALHO SOBRE DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM O Grupo de Trabalho do Diagnóstico de Enfermagem (GTDE) caracteriza-se como grupo permanente, de caráter executivo e deliberativo acerca da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) ou Processo de Enfermagem no Hospital de Clínicas. Integram o grupo representantes de cada Serviço de Enfermagem e professoras da Escola de Enfermagem da UFRGS. As atividades desenvolvidas no ano de 2006 e seus principais resultados foram: Consolidação e otimização da metodologia do Processo de Enfermagem. - Realização de treinamento introdutório da SAE aos 34 enfermeiros recém-admitidos, como atividade do Programa de Educação Continuada. - Inclusão da SAE nos sete encontros do treinamento introdutório para toda equipe de Enfermagem do Hospital. Avaliação do impacto da sistematização da assistência de Enfermagem sobre o resultado do cuidado prestado. - Realização de nove estudos clínicos sobre o processo e diagnóstico de Enfermagem, promovendo discussões teóricos-práticas. - Revisão e atualização do sistema informatizado de prescrição de Enfermagem (20 diagnósticos de Enfermagem, cadastro de fatores relacionados/etiologias, características definidoras/sinais e sintomas e cuidados) para atender às demandas das unidades. - Reativação e criação de petit comitês (grupos constituídos por 77 Relatório de Atividades 2006 enfermeiros das unidades que se reúnem para estudar a SAE e propor ao GTDE melhorias no sistema informatizado) no Serviço de Enfermagem em Centro Cirúrgico (SECC), no Serviço de Enfermagem em Saúde Pública (SESP) e na Unidade de Apoio ao Diagnóstico e Tratamento (UADT), entre outros. Publicação do folheto “Sistematização da Assistência de Enfermagem no Hospital de Clínicas”, utilizado como material didático nos treinamentos e divulgação externa. Participação em eventos internacionais e nacionais com apresentação de trabalhos: Nort American Nursing Diagnosis Association (NANDA) Conference, na Philadelphia, EUA; VIII Simpósio Nacional de Diagnóstico de Enfermagem (SINADEn), em João Pessoa (PB); IV Simpósio do Processo e Diagnóstico de Enfermagem do Hospital de Clínicas. Organização e participação do IV Simpósio do Processo e Diagnóstico de Enfermagem do Hospital de Clínicas, com participação de 402 profissionais e alunos. Realização de cursos: Exame Físico no Adulto, Exame Físico na Criança e Curso Introdutório à SAE para Enfermeiros, Estudantes de Enfermagem, Auxiliares e Técnicos de Enfermagem, totalizando 218 participantes, cuja inscrição foi um quilo de alimento não-perecível, totalizando cerca de 218 kg, que foram distribuídos entre o Lar Santo Antônio dos Excepcionais e o Lar da Amizade (entidade para cegos). Foram apresentados 32 trabalhos na modalidade pôster e realizadas visitas acompanhadas a oito unidades de internação, totalizando 64 visitantes. Aquisição de 55 livros, sendo 35 exemplares da Classificação dos Diagnósticos de Enfermagem NANDA, dez da Classificação das Intervenções de Enfermagem e dez de Exame Clínico, os quais foram doados às chefias de unidade e de serviços do Grupo de Enfermagem. 78 Relatório de Atividades 2006 2.2.14 GRUPO DE TRABALHO SOBRE INDICADORES DE QUALIDADE ASSISTENCIAL Em 1997, dentro de sua política de qualificação da informação, a Administração Central do Hospital de Clínicas criou um grupo de trabalho com a finalidade específica de expandir e aperfeiçoar o elenco de indicadores assistenciais. Esse grupo deu início a uma série de atividades que tendem a ser permanentes, cujos principais resultados incluem as seguintes melhorias: identificação de novos indicadores assistenciais; clara definição dos indicadores em utilização, com a conseqüente uniformização dos termos a eles referentes e elaboração de um glossário desses termos; alterações no prontuário eletrônico dos pacientes, permitindo que, a partir dos registros clínicos, o próprio sistema corporativo obtenha os dados e calcule, de modo fidedigno e em tempo oportuno, os indicadores selecionados. Além da cooperação das diferentes áreas técnicas e administrativas do Hospital, esse trabalho tem contado com a colaboração de outros setores que lidam com a informação no Hospital de Clínicas, como o Grupo de Sistemas (GSIS), a Comissão de Prontuários e o Serviço de Arquivo Médico e Informações em Saúde (SAMIS). Uma ferramenta de business intelligence, adquirida em 2001, possibilita ao GSIS disponibilizar mensalmente em tela, para os gestores das áreas assistenciais, todos os indicadores assistenciais já validados pelo Grupo de Trabalho, no máximo até o dia 5 do mês subseqüente. Esses indicadores, com suas estratificações, compõem o conjunto denominado Informações Gerenciais Assistenciais (IG Assistencial). Ao longo de 2006, houve um incremento no número de indicadores assistenciais disponibilizados mensalmente pelo IG Assistencial, que passaram de 48, em dezembro de 2005, para 57, em dezembro de 2006. Dentre esses indicadores, nove já validados foram considerados estratégicos ao se adotar a ferramenta Balanced Scorecard (BSC) para o planejamento do Hospital em 2006. Desses nove, quatro são indicadores de desfecho (epidemiológicos): 79 Relatório de Atividades 2006 mortalidade cirúrgica, reinternações em sete dias, infecções relacionadas a cateter venoso central e infecções relacionadas a procedimentos urinários invasivos. Os outros cinco são indicadores de processo (operacionais): cesáreas primárias, cancelamento de cirurgias por causas hospitalares, ocupação das salas cirúrgicas, aproveitamento dos consultórios e média de permanência. Os resultados de 2006 desses nove indicadores estão apresentados no item referente ao planejamento estratégico. Um grupo desses 57 indicadores corresponde àqueles mais abrangentes em termos institucionais (mortalidade geral, grau de ocupação, taxa geral de cesáreas) e seus resultados estão apresentados no capítulo 2 (Assistência); outros agrupamentos de indicadores correspondem a aspectos específicos da qualidade assistencial (infecção hospitalar, prescrição de medicamentos, cirurgias de câncer com ou sem margens comprometidas) e seus resultados estão apresentados nos capítulos referentes às comissões técnicas que os monitoram. A tabela a seguir mostra o resultado de 2006, comparado com o de 2005, de alguns indicadores representativos dos processos assistenciais mais importantes do Hospital de Clínicas. TABELA - 25. INDICADORES DE PROCESSOS ASSISTENCIAIS Processo assistencial 2005 2006 Taxa de cancelamentos (geral) 16,32% 16,63% Taxa de realização de overbooking 58,43% 65,07% Taxa de reintervenção cirúrgica 2,57% 2,31% Taxa de mortalidade cirúrgica 3,81% 4,05% Taxa de mortalidade perioperatória 0,68% 0,68% Consultas Taxa de absenteísmo às consultas 11,66% 12,42% ambulatoriais Taxa de oferecidas 84,22% 86,00% ... 29,6min Cirurgias Indicador agendamento das consultas Tempo médio de espera para início da consulta* Exames Taxa de solicitação repetida de exames 3,91% 3,77% laboratoriais Taxa de exames normais (ambulatório) 61,43% 61,84% Taxa de primeiros (internação) 54,33% 58,01% exames normais 80 Relatório de Atividades 2006 Internações Partos Taxa de retorno à CTI em até 48 horas 4,07% 4,00% Taxa de ocupação de Unidades de Convênio 69,70% 73,50% Taxa de prematuridade 13,82% 13,16% Mortalidade perinatal 5,48% 4,36% Fonte: IG Assistencial/Hospital de Clínicas. *Indicador homologado em 2006. Oito indicadores de qualidade assistencial permaneciam em processo de avaliação pelo Grupo de Trabalho dos Indicadores assistenciais em 31/12/2006: Tempo médio de espera para interconsultas. Tempo médio de espera pelo início da consulta (consultórios especializados). Tempo médio para emissão do laudo após a solicitação de exame de traçado gráfico. Tempo médio para emissão do laudo após a solicitação de exame laboratorial. Tempo médio para emissão do laudo após a solicitação de exame de imagem). Taxa de aproveitamento dos consultórios (consultórios especializados). Taxa de aproveitamento dos consultórios (ambulatório geral). Taxa de prescrição de enfermagem. Esses oito indicadores, ainda sujeitos a alterações em sua definição, deverão ser homologados em 2007 e compor a avaliação da qualidade assistencial somente a partir desse ano. 2.2.15 PROGRAMA DE ACREDITAÇÃO HOSPITALAR A gestão da qualidade assistencial, de acordo com o modelo adotado pelo Hospital de Clínicas, pressupõe a adoção das melhores práticas, o entendimento de que a responsabilidade por esta qualidade é coletiva, o uso de informações como subsídio para todos os processos e a avaliação permanente. Várias são as formas de avaliação utilizadas, desde as auditorias internas realizadas de forma permanente 81 Relatório de Atividades 2006 pelas diferentes Comissões até a adoção de variados instrumentos de avaliação externa. Uma das modalidades de avaliação externa adotada é a Acreditação Hospitalar. O Clínicas participa do Programa Brasileiro de Acreditação Hospitalar, coordenado pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), desde seu lançamento, em 2000. O Hospital, depois de uma intensa preparação interna, foi acreditado em Nível 1 (dos três níveis possíveis) em outubro de 2001, tendo sido o primeiro hospital universitário brasileiro, o primeiro hospital de grande porte do país e o primeiro hospital gaúcho acreditado pela ONA. Em 2003, o Hospital foi novamente avaliado, tendo obtido o Nível 2 (Acreditado Pleno). Em 2006, o Hospital foi avaliado por uma equipe de profissionais credenciada pela ONA, que exigiu esforço contínuo do Comitê Coordenador da Acreditação e o envolvimento de grande parte dos profissionais dos diferentes serviços e setores. O Clínicas recebeu novamente o certificado de Acreditado Pleno (Nível 2) e já iniciou o planejamento das mudanças e melhorias necessárias para obtenção do Nível 3, o que está previsto para o início de 2007. Para preparação e acompanhamento do processo de avaliação, foram executadas as seguintes atividades: Preparação e distribuição de cópias de capítulos do Manual da ONA e do relatório de 2003 para todos os 48 setores a serem avaliados. Visita de preparação e de auto-avaliação aos 44 setores previstos pelo Manual. Elaboração de relatório de auto-avaliação, tendo a equipe interna considerado que 27 setores atendiam às exigências do Nível 3, oito setores estavam muito próximos e os restantes ainda não atendiam a estes critérios. Divulgação das visitas de avaliação através de cartazes, banners e mensagens. Acompanhamento dos avaliadores durante a visita, que teve a duração 82 Relatório de Atividades 2006 de dez dias úteis, com oito horas de trabalho por dia. Reuniões para avaliação do processo de acreditação e do desempenho dos profissionais contratados, que não atenderam plenamente às expectativas do Hospital. Apresentação dos resultados e avaliações internos à Administração Central e ao Conselho Diretor da Instituição. Recebimento do relatório da empresa contratada, onde nove dos 44 setores atendiam aos requisitos necessários para obtenção do Nível 3. 2.2.16 PROGRAMA DE ATENÇÃO AOS PROBLEMAS DE BIOÉTICA O Programa de Atenção aos Problemas de Bioética foi o primeiro Comitê de Bioética a funcionar no Brasil, a partir de 1993. Desde então, têm sido desenvolvidas atividades ininterruptas nas áreas de consultoria, capacitação e atendimento de demandas específicas propostas pela comunidade assistencial do Hospital de Clínicas. Em 2006, foram realizadas reuniões mensais para discutir os casos mais significativos e refletir sobre temas atuais na área de Bioética Clínica. Foram atendidas consultorias geradas por profissionais de diversas áreas do Clínicas, familiares e pacientes. O Programa manteve as atividades regulares desenvolvidas junto ao Serviço de Pediatria, Unidade de Tratamento Intensivo Pediátrico, equipes de internação hospitalar e Programa de Transtornos de Identidade de Gênero. Na área de capacitação, ocorreu a participação semanal nas atividades de recepção dos novos funcionários. Além desta, houve envolvimento de membros do Programa em um treinamento institucional sobre privacidade e confidencialidade, tendo sido treinados 222 funcionários das áreas administrativas, distribuídos em 16 turmas. 2.2.17 PROGRAMA DE PROTOCOLOS E ROTINAS ASSISTENCIAIS No ano de 2006, uma das principais propostas do Programa de Protocolos e Rotinas Assistenciais foi otimizar a disponibilização dos protocolos na Instituição e fora dela, através de estratégias de divulgação na intranet e na Internet, resultando em maior adesão dos protocolos por parte do corpo clínico. 83 Relatório de Atividades 2006 Dessa forma, permitiu-se aos profissionais do Clínicas um conhecimento maior do trabalho do Programa, estimulando os serviços a buscarem assessoria para a elaboração de novos protocolos. Além de continuar abordando doenças e síndromes, referentes à internação hospitalar, o Programa de Protocolos expandiu-se com outras propostas, como padronização da solicitação de exames, patologias de tratamento ambulatorial e realização de procedimentos médicos. Buscou-se, da mesma forma, a descentralização com maior autonomia dos serviços. Atualmente dispomos de 33 protocolos assistenciais ativos. Os protocolos mais utilizados na prática clínica, abrangendo as patologias e os procedimentos hospitalares mais prevalentes na instituição, são listados a seguir: - Acidente Vascular Encefálico - Dor Torácica Aguda - Síndrome Coronariana Aguda com e sem Supra-desnível ST - Hemorragia Digestiva - Insuficiência Cardíaca Congestiva - Pneumonias Adquiridas na Comunidade - Asma Aguda em Adultos - Abdômen Agudo Não-traumático - Tuberculose - Tromboembolismo Pulmonar Agudo - Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - Diabetes Mellitus em Adultos - Manejo da Neutropenia Febril - Profilaxia de Trombose Venosa Profunda - Prevenção da Perda de Função Renal na Internação - Reposição Volêmica - Transfusões de Sangue e Hemoderivados - Acesso Vascular Central 84 Relatório de Atividades 2006 - Avaliação Pré-operatória - Prevenção e Tratamento de Úlcera de Pressão Estratégias para divulgação dos protocolos: Na intranet do portal do Hospital: - quinzenalmente, um protocolo ou rotina assistencial (novo ou antigo) é discutido no portal; - na divulgação, um texto é redigido pelo(s) serviço(s) ou por algum líder local, salientando os aspectos chaves de cada protocolo; - será realizada avaliação do impacto e intensidade do uso através do número de acessos ao site, conteúdo sobre protocolos e links dos artigos. Na internet: - acesso direto aos protocolos assistenciais da Instituição através da página do Hospital de Clínicas, no link Assistência, mediante termo de isenção de responsabilidade do usuário. Realização da montagem de um mural com cartazes dos protocolos assistenciais pertinentes na Unidade Vascular do Serviço de Emergência e nas unidades de internação. Divulgação dos protocolos e discussão nas reuniões específicas dos serviços e com suas chefias de acordo com a especificidade de cada protocolo. Atividades realizadas em 2006: Reuniões semanais para discussão e revisão dos protocolos. Sete protocolos realizados no segundo semestre de 2005 foram atualizados no sistema com disponibilização na intranet e internet na nova versão. Oito novos protocolos foram elaborados e disponibilizados no sistema: - Dissecção Aórtica Aguda 85 Relatório de Atividades 2006 - Cateter Venoso Central - Avaliação de Risco de Suicídio - Tratamento de Adrenoleucodistrofia Ligada ao X - Lipofuscinoses Ceróides - Ataxias Isoladas - Requisição de Eletroencefalograma - Insônia Em parceria com a CCIH, foi dado auxílio e suporte na elaboração de dois novos protocolos (Pneumonias por Ventilação Mecânica e Infecções Urinárias por Procedimentos Invasivos). Foram realizadas reuniões com a Secretaria Municipal de Saúde em apoio ao processo municipal de construção de fluxogramas de atendimento em Cardiologia. Foram realizadas auditorias dos protocolos de Hemorragia Digestiva Alta e de Cirurgia Vascular Arterial para análise de indicadores clínicoassistenciais. Foi feita a divulgação dos trabalhos de auditoria na Semana Científica do Hospital de Clínicas através de três temas livres apresentados (relativos à hemorragia digestiva alta, cirurgia vascular arterial e acidente vascular encefálico). 2.2.18 SERVIÇO DE EMERGÊNCIA O Serviço de Emergência consolidou, em 2006, sua sistemática assistencial através do Protocolo de Triagem e Classificação de Risco baseado em critérios de urgência e tempos de atendimento, resultando na qualificação dos serviços através da atenção prioritária aos pacientes mais graves. Com esta forma de atendimento, a Emergência consegue focar suas atividades na assistência de pacientes graves, que é o propósito do serviço. Os pacientes são classificados por cores, conforme a escala: 86 Relatório de Atividades 2006 Roxo: atendimento imediato Vermelho: risco alto Amarelo: risco intermediário Verde: risco baixo Em dezembro de 2006, o Serviço de Emergência comemorou um ano da abertura da Unidade Vascular, área destinada ao atendimento de pacientes portadores de patologias vasculares. A assistência prestada nesta área oportunizou a atualização dos Protocolos Assistenciais da Dor Torácica, Síndrome Coronariana Aguda, Acidente Vascular Cerebral e Patologias Carotídeas e de Aorta. Além disso, a Unidade atendeu, ao longo do ano: 300 casos de dor torácica. 260 casos de acidente vascular cerebral (isquêmico/hemorrágico), sendo que destes, 15% realizaram trombólise. TABELA - 26. TAXA DE MORTALIDADE Ano Taxa Hospital de Clínicas Taxa Emergência 2005 4,55 2,84 2006 4,86 3,58 Fonte: IG/Hospital de Clínicas. TABELA - 27. ENTRADAS EM OBSERVAÇÃO / ALTAS Ano Ingressos em salas de observação Altas da Emergência 2005 10.198 2.905 2006 10.531 3.846 Fonte: IG/Hospital de Clínicas. 87 Relatório de Atividades 2006 3 ENSINO O Hospital de Clínicas é campo de atividades práticas curriculares e extracurriculares para o ensino médio, de graduação e pós-graduação. 3.1 GRADUAÇÃO Como Hospital Universitário da UFRGS, o Hospital de Clínicas recebe alunos de nove cursos de graduação: TABELA - 28. CURSOS DE GRADUAÇÃO QUE ATUAM NO HOSPITAL Curso Unidade da UFRGS Medicina Faculdade de Medicina Nutrição Faculdade de Medicina Enfermagem Escola de Enfermagem Odontologia Faculdade de Odontologia Farmácia Faculdade de Farmácia Psicologia Instituto de Psicologia Pedagogia Faculdade de Educação Ciências Biológicas Instituto de Biociências Educação Física Escola Superior de Educação Física Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. TABELA - 29. Nº DE ALUNOS Ano Cursos de Graduação da UFRGS que atuam no Hospital de Clínicas Nº alunos de Graduação 2005 9 1.315 2006 9 1.484 Variação % 12,9% Fonte: Comissões de Graduação das Unidades da UFRGS. 89 Relatório de Atividades 2006 3.2 PÓS-GRADUAÇÃO Em nível de pós-graduação, sensu strictu, diversos cursos desenvolvem suas atividades no Hospital. TABELA - 30. CURSOS COM ATIVIDADES NO HOSPITAL Mestrado Cursos Doutorado Alunos Alunos Diss. Diss. Alunos Alunos Teses Teses 2005 2006 2005 2006 2005 2006 2005 2006 Cardiologia 18 59 12 7 11 23 5 9 Cirurgia 25 47 19 13 18 22 2 2 Clínica Médica 171 227 39 42 39 67 18 18 Endocrinologia 23 27 5 3 22 25 1 1 Epidemiologia 28 41 8 14 32 37 1 8 Gastroenterologia 15 16 1 5 8 14 3 2 Nefrologia 22 23 1 10 8 7 1 4 Pediatria 40 45 19 9 17 25 4 4 Pneumologia 21 30 7 7 18 27 10 10 Psiquiatria 21 29 8 2 18 19 2 1 384 544 119 112 191 266 47 59 Total Variação % 41,7% - 5,9% 39,3% 25,5% Fonte: Comissões de Pós-Graduação da Faculdade de Medicina da UFRGS. Em 2006, o Ministério da Saúde (MS), por intermédio do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos DECIT/SCTIE convidou instituições de ensino e pesquisa interessadas em apresentar proposta para realização de Curso de Especialização ou de Mestrado Profissional em Gestão de Tecnologias em Saúde, a ser ministrado no biênio 2006/2007. O objetivo é aprimorar a capacidade de aporte à tomada de decisão no processo de avaliação e incorporação de tecnologia em saúde no Sistema Único de Saúde (SUS), em especial, voltado aos profissionais de nível superior que atuam em uma das três esferas de gestão do SUS, sendo dada preferência aos servidores públicos. O projeto para mestrado profissional da Faculdade de Medicina/Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da UFRGS em conjunto com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre obteve o primeiro lugar, após uma avaliação de um Comitê, seguindo critérios pré-estabelecidos. 90 Relatório de Atividades 2006 3.3 RESIDÊNCIA MÉDICA Os Programas de Residência Médica (PRM) são modalidades de ensino de pós-graduação destinadas a médicos e caracterizadas por treinamento em serviço, funcionando sob a responsabilidade de instituições de saúde, universitárias ou não, com a orientação de profissionais médicos de elevada qualificação. No Hospital de Clínicas de Porto Alegre, as vagas para residência são sempre muito concorridas, sendo a Instituição do estado com maior número de candidatos. Em 2006, seu Programa de Residência Médica contou com 40 especialidades credenciadas junto à Comissão Nacional de Residência Médica do Ministério da Educação (conforme tabela a seguir). No total, 314 médicos residentes fizeram sua formação especializada no Hospital, sendo 130 como R/1, 120 como R/2, 62 como R/3, dois como R/4. TABELA - 31. ESPECIALIDADES MÉDICA DO PROGRAMA DE RESIDÊNCIA Anestesiologia Medicina de Família e Comunidade Cancerologia Medicina do Trabalho Cancerologia Cirúrgica Medicina Física e Reabilitação Cancerologia Pediátrica Medicina Intensiva Cardiologia Medicina Nuclear Cirurgia do Aparelho Digestivo Nefrologia Cirurgia Geral Neurocirurgia Cirurgia Pediátrica Neurologia Cirurgia Plástica Obstetrícia e Ginecologia Cirurgia Torácica Oftalmologia Cirurgia Vascular Ortopedia Clínica Médica Otorrinolaringologia Coloproctologia Patologia Dermatologia Pediatria Endocrinologia Pneumologia Gastroenterologia Psiquiatria Genética Médica Radiologia e Diagnóstico por Imagem Hematologia e Hemoterapia Radioterapia Infectologia Reumatologia Mastologia Urologia Fonte: Comissão de Residência Médica do Hospital de Clínicas. 91 Relatório de Atividades 2006 Os mesmos desenvolveram atividades práticas, sob a forma de estágio hospitalar supervisionado, cumprindo uma carga horária de 60 horas semanais, incluindo um plantão de 24 horas. Nas atividades teóricas, Bioética, Ética Médica, Metodologia Científica, Epidemiologia, Bioestatística, seminários e estágios fora dos serviços, seguiram as normas estabelecidas de cada PRM, conforme Resoluções da CNRM. Já as avaliações dos médicos residentes estão informatizadas e são realizadas trimestralmente, assim como a dos programas e preceptores. Para coordenar as atividades da área, o Hospital dispõe da Comissão de Residência Médica (COREME), composta por 13 membros, sendo sete professores (um é o coordenador) e seis médicos residentes, representantes de cada grande área de atuação. Em razão de não possuir professores em seu quadro de profissionais, o Hospital vale-se de um convênio com a Fundação Médica do Rio Grande do Sul, que, através de seus membros, tem a responsabilidade pela execução do Programa. A Residência Médica não faz parte do currículo da graduação em Medicina, conforme estabelece a Resolução nº 4, de 7 de novembro de 2001, da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, que instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina. O médico, tão logo recebe seu diploma de graduação, já se acha legalmente apto para o exercício pleno da profissão. A Residência Médica, entretanto, é considerada como um complemento quase mandatório à graduação, pois ainda que esta forneça um rico cabedal de informações, não é suficiente para dar ao profissional a experiência de que necessita para enfrentar com segurança as situações com que se defrontará no dia-a-dia da prática médica. A condição de estudante de graduação não permite, por razões de ordem legal, que o futuro profissional execute, mesmo sob supervisão, determinados procedimentos que são prerrogativas dos médicos formados. A Residência Médica compensa esta limitação do ensino de graduação. Além disso, o ensino de graduação está voltado basicamente para a formação 92 Relatório de Atividades 2006 de médicos generalistas. Aqueles que buscam uma especialização têm na Residência a oportunidade de se iniciar na especialidade médica por eles escolhida. Com este intuito, um médico pode candidatar-se a uma vaga de residente, após ter-se graduado, e obter legalmente título de especialista. O ensino da Medicina é eminentemente tutorial: desde que Hipócrates estabeleceu as bases científicas da profissão, aprende-se Medicina observando-se como a exerce alguém mais experiente e praticando-a sob a supervisão de alguém nestas condições. Os médicos residentes já se acham legalmente aptos a praticar a Medicina, mas desenvolvem suas aptidões, na prática, contando com a orientação de preceptores que os acompanham e os supervisionam em suas atividades assistenciais ao longo do período de duração da residência. A preceptoria de médicos residentes é, portanto, indissociável da atividade assistencial e deve ser exercida pelos membros de um corpo clínico envolvido nesta atividade e comprometido com a sua qualidade. No Hospital de Clínicas, regimentalmente, os professores da Faculdade de Medicina da UFRGS não são funcionários do Hospital, no entanto, integram o seu corpo clínico na condição de médicos assistentes. Cada um desses professores chefia uma equipe médica, da qual fazem parte médicos contratados do Hospital e médicos residentes. Em função da sua condição de preceptor, o professor é o responsável técnico pelos procedimentos realizados pela equipe que coordena. A produção assistencial do Hospital de Clínicas está vinculada a estas equipes, que são designadas pelo nome dos respectivos professores coordenadores. Tal responsabilidade técnica, inerente à preceptoria e à atividade assistencial, é uma situação diferenciada que os professores da área da Medicina têm em relação aos professores de outras áreas de ensino da UFRGS. A atividade assistencial é uma atividade típica de extensão, pois implica a prestação de um serviço à população. Do mesmo modo, a preceptoria de médicos residentes é uma atividade didática que transcende as tarefas didáticas e rotineiras dos professores e, não sendo de graduação nem de pós-graduação sensu lato, está 93 Relatório de Atividades 2006 classificada como atividade de extensão, regularmente registrada junto à UFRGS. Destaque-se ainda que, embora tenha como preceptores professores da UFRGS, membros da Fundação Médica, o corpo de residentes do Programa de Residência Médica do Hospital de Clínicas não é composto exclusivamente por médicos graduados naquela Universidade: em alta proporção, são oriundos de outras universidades e faculdades autônomas de Medicina, que concorrem à seleção em pé de igualdade com os egressos da UFRGS, mediante processo seletivo público. 3.4 ENSINO MÉDIO Além de atuar na graduação e pós-graduação, o Hospital de Clínicas mantém a Escola Técnica em Enfermagem do Hospital de Clínicas e oferece estágio para alunos de nível médio da Escola Estadual Técnica em Saúde. 3.4.1 ESCOLA TÉCNICA EM ENFERMAGEM A Escola Técnica em Enfermagem tem como objetivo formar técnicos em Enfermagem comprometidos com a saúde do ser humano e da coletividade nas diversas fases do ciclo vital. Em 2006, formou 27 alunos e realizou processo seletivo que resultou na composição de uma nova turma de 25 estudantes. As atividades são planejadas de forma participativa, através da realização de conselhos e reuniões pedagógicas, com o envolvimento de todos os segmentos da Escola. Para qualificar permanentemente o ensino, o corpo docente participa em eventos e cursos de aperfeiçoamento técnico, além de desenvolver pesquisas em saúde e educação. Uma novidade em 2006 foi a criação do Grupo de Estudos Pedagógicos, como espaço de reflexão e discussão entre a pedagoga e os enfermeiros envolvidos nas atividades de educação em serviço. Outra característica da Escola é a ampla integração com as atividades do Hospital de Clínicas, através da participação dos professores e da pedagoga em comissões, grupos de trabalho e consultorias. No último ano, por exemplo, estiveram presentes na Comissão de Normas e Rotinas do Grupo de Enfermagem, nas discussões sobre a residência integrada em saúde e no Programa de Prevenção e Tratamento de Feridas, entre outros. 94 Relatório de Atividades 2006 Em 2006, a Escola Técnica em Enfermagem dedicou-se, ainda, à ampliação dos espaços educativos oferecidos para os profissionais da saúde do Hospital de Clínicas, resultando no acompanhamento e desenvolvimento de atividades de educação em serviço para 66 funcionários recém-admitidos e na oferta de cursos na área de enfermagem que beneficiaram 128 trabalhadores. 3.4.2 ESCOLA ESTADUAL TÉCNICA EM SAÚDE A Escola Estadual Técnica em Saúde no Hospital de Clínicas foi criada em 1990, a partir de uma parceria entre a Secretaria de Educação do Estado do Rio Grande do Sul e o Hospital de Clínicas, com o propósito de formar profissionais na área da saúde, em especial a hospitalar. Nestes 16 anos de atuação, a Escola tem procurado desenvolver uma educação inovadora, através de uma proposta pedagógica que visa romper o modelo mecanicista/tecnicista, ao encontro de uma prática capaz de agir/refletir não só na dimensão técnica, mas abranger as dimensões humanas, políticas, éticas e sociais do processo educativo. Outro aspecto importante da proposta inicial da Escola foi a existência de um Centro Cultural que propõe a realização de atividades culturais, artísticas e comunitárias de alunos, professores e comunidade, complementando, apoiando e expandindo o processo de aprendizagem, oportunizando ao aluno a construção de seu “capital cultural”. Atualmente, a Escola possui 773 alunos, nos cursos de Técnico em Administração Hospitalar (186 alunos), Técnico em Patologia Clínica (188 alunos), Técnico em Nutrição e Dietética (191 alunos) e Técnico em Radiologia Radiodiagnóstico (208 alunos), turnos diurno e noturno. Semestralmente, são disponibilizadas em torno de 240 vagas. Além dos cursos técnicos, a Escola organizou, em parceria com o Hospital de Clínicas, o Programa de Apoio Pedagógico, onde atuam sete professoras. A íntegra do Programa está publicada no capítulo “Responsabilidade Social” do presente Relatório. 95 Relatório de Atividades 2006 No ano de 2006, foram realizadas, no Centro Cultural, exposições de trabalhos desenvolvidos pelos alunos nos seguintes temas: Dia da Consciência Negra. Meio Ambiente. Aids. Copa do Mundo. Semana da Alimentação. Também aconteceram, na Escola, as seguintes atividades: V Fórum Cultural. III Seminário de Radiologia, com apresentação de trabalhos de conclusão. IV Seminário Técnico de Radiologia da Escola Técnica em Saúde. Apresentação dos trabalhos de conclusão na disciplina de Dietoterapia, dos alunos do Curso Técnico em Nutrição e Dietética. No Anfiteatro Carlos César Albuquerque do Hospital de Clínicas, houve eventos coordenados por professores da Escola e profissionais do Hospital e organizados pelos alunos formandos no segundo semestre de 2006: O IV Simpósio de Patologia Clínica. 11º Simpósio de Administração Hospitalar. Simpósio de Administração Hospitalar constou na Revista da Superintendência do Ensino Profissionalizante como um dos eventos de destaque realizados pelas Escolas Técnicas do Rio Grande do Sul. Em 2006, a Escola também recebeu as seguintes distinções, pela participação em atividades propostas por outras instituições: O Instituto do Câncer Infantil do Rio Grande do Sul certificou a Escola pela conquista do 3° lugar com maior número de inscrições na 13ª Corrida pela Vida de 2006. Troféu Escola Amiga do Instituto da Criança com Diabetes 2006. 96 Relatório de Atividades 2006 A Escola recebeu R$ 5 mil, em bônus, para serem gastos em livros para a Biblioteca, por ter sido sorteada na promoção “Ler é Tudo”, projeto da Empresa Jornalística Caldas Júnior e Banrisul, com apoio da Câmara Rio-grandense do Livro. 3.5 ESTÁGIOS O estágio no Hospital de Clínicas tem como objetivo permitir o aprofundamento dos conhecimentos teórico-práticos e a vivência de situações da vida profissional, dando oportunidade ao aluno de questionar, discutir e propor novas alternativas nos projetos e atividades em que está inserido. Em 2006, foram aprovados e encaminhados às diversas áreas da Instituição 1.954 estagiários. O gerenciamento desta área é feito pela Comissão de Estágios, que, durante o ano de 2006, avaliou 25 solicitações de acordos de cooperação de estágios com outras instituições e aprovou 11 (tabela a seguir). Destes, quatro eram novos convênios referentes à Biomedicina (UFRGS), Educação Física (ULBRA), Pós-Graduação em Enfermagem (UFRGS) e Radiologia/Radioterapia (Centro Cultural Educacional Saint Germain/Porto Alegre). TABELA - 32. NÚMERO DE CONVÊNIOS AVALIADOS, APROVADOS E EM ACOMPANHAMENTO Convênios Quantidade Aprovados em 2006 e em acompanhamento 11 Solicitados em 2006 e em avaliação 14 Solicitados anteriormente a 2006 e em acompanhamento 27 Total 52 Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. Durante o ano, foram acompanhados pela Comissão 379 bolsistas, antigos e novos. 97 Relatório de Atividades 2006 TABELA - 33. DISTRIBUIÇÃO DOS ESTAGIÁRIOS CONFORME O TIPO DE ESTÁGIO E O ANO Tipos de estágios 2004 2005 2006 Extracurricular com bolsa 370 397 379 Extracurricular sem bolsa 773 993 1.276 Curricular 248 281 299 Total 1.391 1.671 1.954 Variação % 2,7% 41,6% 14,4% Fonte: Sistema Corporativo do Hospital de Clínicas – AGH. No mesmo período, foram contabilizadas 337 bolsas-auxílio aprovadas pela Administração Central, com um incremento de 70 bolsas comparativamente ao ano de 2005, em um percentual de 26% . TABELA - 34. Bolsas Variação % DISTRIBUIÇÃO DAS BOLSAS-AUXÍLIO 2004 2005 2006 184 267 337 10,8% 45% 26% Fonte: Comissão de Estágios do Hospital de Clínicas. Na próxima tabela, encontra-se o investimento financeiro do Hospital de Clínicas na contratação de estagiários extracurriculares com bolsa em 2006, comparado com os dois anos prévios. TABELA - 35. Bolsas Variação % VALORES FINANCEIROS EMPREGADOS (EM R$)* 2004 2005 2006 423.120,00 613.920,00 962.400,00 10,7% 45% 56,7% Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. *Esses valores foram ponderados levando em conta a proporção das bolsas de níveis técnico (42%) e superior (58%).. 98 Relatório de Atividades 2006 3.6 CURSOS DE CAPACITAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO PARA PROFISSIONAIS O Programa Institucional de Cursos de Capacitação e Aperfeiçoamento para Profissionais (PICCAP) tem como objetivo oportunizar cursos abertos à comunidade, possibilitando aos profissionais ampliar sua formação. No ano de 2006, foram encaminhados para análise e aprovação 22 novos planos de cursos e participaram do Programa 87 profissionais oriundos de diversos locais, inclusive de outros estados. Os cursos foram desenvolvidos nas seguintes áreas: Dermatologia, Pediatria, Neurologia, Oftalmologia, Ortopedia e Traumatologia, Medicina Nuclear, Otorrinolaringologia, Nutrição e Dietética, Patologia Clínica, Cirurgia Plástica, Nutrologia, Nefrologia, Farmácia, Cirurgia Torácica, Imunologia, Serviço Social, Anestesiologia, Recreação Terapêutica, Genética Médica e Enfermagem em Centro Cirúrgico. Neste ano, informações sobre os cursos passaram a ser disponibilizadas na internet, propiciando maior divulgação das oportunidades de capacitação e aperfeiçoamento profissional ao público externo. 3.7 GRAND ROUND, SESSÃO ANATOMOCLÍNICA E ESTUDOS CLÍNICOS Atividades de discussão coletiva da avaliação clínica dos pacientes e debate sobre questões relacionadas a condutas assistenciais, tecnologias e rotinas institucionais. TABELA - 36. ATIVIDADES REALIZADAS Atividades Temas Grand Round Parada cardíaca Perdas e ganhos em Medicina Tratando pacientes invisíveis – da abstração ao concreto: o papel do profissional de saúde na doação de órgãos e de tecidos para transplante Derrame pleural complicado: a síndrome de sexta-feira Rastreamento e prevenção do câncer de próstata Abordagem atual das bronquiectasias Obesidade: alternativas terapêuticas Síndrome coronariana aguda sem supra Parto e cesariana: perdas e ganho 99 Relatório de Atividades 2006 Sessão Anatomoclínica Estudos Clínicos em Enfermagem Acidente punctório Transtorno bipolar Arritmias cardíacas Check up: quais as evidências Alto risco de câncer de mama Nevos e melanoma Hematúria Doença celíaca A importância da biologia molecular na prática clínica atual: carcinoma medular de tireóide Hipovitaminose D TPET: Uma nova perspectiva do enfisema pulmonar RNM e CT MULTISLICE Terapia celular em cardiologia: a cura das cardiopatias Hepatotoxicidade RHZ Mesa-redonda: Dor hospitalar, manejo na prática Paciente com neoplasia gástrica operada chega na emergência com sonolência e confusão mental Paciente com Sida chega na emergência com cefaléia e vômitos Paciente em tratamento de linfoma, com neutropenia febril, desenvolve lesões pulmonares e cerebrais Paciente com síndrome nefrótica interna para investigação Paciente com poliartrite e linfadenopatia cervical evolui com insuficiência respiratória Paciente transplantado renal evolui com dor torácica e parada cardiorrespiratória Homem com hepatoesplenomegalia e emagrecimento a esclarecer Mulher, 99 anos, interna com infiltrado pulmonar. Evolui com insuficiência respiratória e óbito Usuária do CAPS com processo de pensamento alterado encaminhada à internação Paciente oncológico com deglutição prejudicada Tensão do papel do cuidador Risco para comportamento infantil desorganizado Paciente crítico com capacidade adaptativa intracraniana diminuída Intolerância à atividade em paciente adulto com dor torácica Déficit de conhecimento relacionado à gestação Paciente em pós-operatório de cirurgia neurológica com síndrome do desuso Risco para lesão pelo posicionamento perioperatório Fonte: Seção de Eventos do Hospital de Clínicas. 100 Relatório de Atividades 2006 4 PESQUISA O desenvolvimento das atividades de pesquisa constitui um dos mais importantes objetivos institucionais. O Grupo de Pesquisa e Pós-graduação (GPPG), criado em 1989, coordena as atividades de pesquisa realizadas na Instituição, definindo as políticas institucionais de pesquisa em consonância com a Missão Institucional e oferecendo apoio financeiro e infra-estrutura. O GPPG propicia a integração do ensino e da pesquisa com a assistência, com o objetivo de buscar a liderança acadêmica na saúde através do desenvolvimento de novos conhecimentos para o progresso técnico-científico na área médica. Desta forma, os projetos de pesquisa desenvolvidos no Hospital têm vinculação direta com a vocação e a competência institucional: a assistência à saúde em suas múltiplas dimensões. Com este enfoque, o GPPG priorizou, no ano de 2006: O fomento a grupos de pesquisa através da melhoria na infra-estrutura de equipamentos dos laboratórios compartilhados e da instalação da área de Apoio Administrativo à Pesquisa. A alocação de áreas físicas adequadas às reais necessidades dos grupos de pesquisa já consolidados na Instituição, com a instalação de novos laboratórios temáticos no Centro de Pesquisas. A criação de estrutura própria para Pesquisa Clínica envolvendo pessoas, processos e recursos físicos. A inserção do Hospital de Clínicas na Política Nacional de C&T para a pesquisa clínica. A realização de consultorias nas áreas de Epidemiologia e Estatística, totalizando 1.743 consultorias. 101 Relatório de Atividades 2006 4.1 CENTRO DE PESQUISAS As atividades coordenadas e desenvolvidas pelo GPPG no Centro de Pesquisas, com foco nas prioridades mencionadas anteriormente, obtiveram como resultados: Instalação do Laboratório de Pesquisa em Ginecologia e Obstetrícia Molecular (Laboratório temático). Instalação do Laboratório de Pesquisa em Bioética e Ética na Ciência (laboratório compartilhado). Aquisição de equipamentos para os laboratórios compartilhados através da aprovação de projetos institucionais pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), conforme tabela a seguir: TABELA - 37. AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS VERBA FINEP 2006 Equipamentos Valor (R$) Leitora de Elisa 54.000,00 Centrífuga 16.573,00 Caixas para experimentação Total 6.554,00 77.127,00 Fonte: Centro de Pesquisas/GPPG/Hospital de Clínicas. Adicionalmente, diversos investimentos foram realizados com recursos próprios do Fundo de Incentivo à Pesquisa e Eventos (FIPE) para manutenção e melhoria da infra-estrutura existente, tais como: instalação de ar-condicionado central no segundo andar do Centro, aquisição de racks e caixas para acondicionamento de amostras biológicas em freezer -80 C, conserto de equipamentos e aquisição e instalação de equipamentos de segurança para o prédio. Com as ações realizadas, o Centro de Pesquisas possui, atualmente, seis laboratórios compartilhados e 18 laboratórios temáticos em funcionamento. 102 Relatório de Atividades 2006 4.2 CENTRO DE PESQUISA CLÍNICA O caráter multi e interdisciplinar do Hospital de ensino está inscrito nas linhas de pesquisa desenvolvidas em caráter acadêmico e nas vinculadas a patrocínio privado. Com o objetivo de consolidar o papel do Hospital como um centro de referência dedicado às diversas etapas de estudos clínico-epidemiológicos, com ênfase nos ensaios clínicos de fármacos, procedimentos e equipamentos em saúde, em estreita consonância com as políticas de saúde do país, está sendo desenvolvido o Centro de Pesquisa Clínica. Este Centro partiu da proposta de implantação da Unidade de Pesquisa Clínica do Hospital de Clínicas, dentro de uma iniciativa da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde de constituir uma Rede Nacional de Pesquisa Clínica. Em um consórcio regional de pesquisa clínica com a participação do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Maria e da Universidade Federal de Pelotas, o Hospital de Clínicas é membro fundador da Rede Nacional. O projeto contempla a ampliação e centralização das atividades de pesquisa clínica na instituição, a partir da consolidação de área física. Esta Unidade será a base para o Centro de Pesquisa Clínica, além de abrigar uma Unidade de Epidemiologia dedicada ao Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA), núcleos de apoio a pesquisadores e atividades de ensino, como o Programa de Pós-graduação em Gestão de Tecnologia em Saúde. TABELA - 38. VALORES CAPTADOS / EDITAL FINEP 2006 Fontes Valor (R$) Edital 04/2005 UPC – FINEP 1.751.658,50 Bolsas MCT/FINEP/CNPq Edital 04/2005 UPC Edital 01/2005- MCT/FINEP Ampliação UPC p/ CPC Infra-estrutura área de ensino - MP MCT/FINEP Total 506.343,24 600.000,00 162.000,00 3.020.001,70 Fonte: Centro de Pesquisas/GPPG/Hospital de Clínicas. 103 Relatório de Atividades 2006 Como parte deste projeto, foi implantada a Zona Ambulatorial de Pesquisa (ZAP), em março de 2006, com o objetivo de atender à realização de procedimentos de investigação e diagnósticos em regime ambulatorial relacionados com os projetos de pesquisa clínica em uma área de 200 metros quadrados. TABELA - 39. INDICADORES DA ZONA AMBULATORIAL DE PESQUISA Indicadores Número de consultas Quantidade 2.654 Número de projetos em andamento 41 Número de serviços com atuação na ZAP 16 Fonte: ZAP/GPPG/Hospital de Clínicas. 4.3 REDE NACIONAL DE PESQUISA CLÍNICA Os Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia criaram a Rede Nacional de Pesquisa Clínica (RNPC), com o objetivo de consolidar a pesquisa clínica nos hospitais de ensino, priorizando o efetivo comprometimento destas unidades com as necessidades de saúde do país e com as prioridades da política nacional de saúde. Em 2006, o Centro de Pesquisa Clínica do Hospital de Clínicas foi escolhido, pelos 19 demais membros da RNPC, como coordenador da Rede Nacional de Pesquisa Clínica. A Rede também prevê o desenvolvimento de diretrizes de boas práticas de pesquisa clínica e de tecnologias gerenciais voltadas às unidades de pesquisa clínica dos 19 centros participantes no Brasil, bem como o desenvolvimento de projetos colaborativos. No ano de 2006, o Hospital de Clínicas organizou o 5º Encontro Nacional da Rede de Pesquisa Clínica, com a temática “Conflito de Interesse: da Pesquisa à Prática Clínica”, contando com 242 participantes. 4.4 DESENVOLVIMENTO E TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA O Serviço de Engenharia Biomédica do Grupo de Pesquisa e Pós-Graduação fornece suporte de hardware, software, modelamento e simulação para os diversos grupos de pós-graduação que atuam no Hospital. Além destas atividades já consolidadas ao longo dos anos, este setor passou a atuar também na descrição 104 Relatório de Atividades 2006 técnica dos equipamentos de alta complexidade. A renovação do parque de máquinas usadas no diagnóstico exigiu um suporte mais qualificado na escolha das técnicas, fornecedores e assistência técnica de equipamentos tais como aceleradores lineares, ecógrafos, sistemas de radiologia telecomandados, equipamentos de medicina nuclear (SPECT) e outros. Esta tarefa é realizada em estreita parceria com os futuros usuários/clientes dos mesmos, maximizando o desempenho e reduzindo os custos do processo. 4.5 COMISSÕES CIENTÍFICA E DE PESQUISA E ÉTICA EM SAÚDE As comissões Científica e de Pesquisa e Ética em Saúde são responsáveis pela avaliação ética e metodológica dos projetos de pesquisa desenvolvidos no Hospital de Clínicas. Em 2006, foram submetidos 669 projetos de pesquisa para análise destas comissões, totalizando 5.952 projetos submetidos desde 1989. Em 2005, haviam sido submetidos 636 projetos para avaliação das comissões e em 2004, 505 projetos. TABELA - 40. NÚMERO DE PROJETOS SUBMETIDOS À AVALIAÇÃO Nº de projetos submetidos % Pesquisa em seres humanos 516 77 Pesquisa em base de dados 60 9,0 Pesquisa em animais 36 5,4 Pesquisa em material biológico 31 4,7 Projetos de desenvolvimento 15 2,3 Uso compassivo 11 1,6 Total 669 100 Tipos de projetos Fonte: GPPG/Hospital de Clínicas. 4.6 SEMANA CIENTÍFICA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS Em 2006, foi realizada a 26ª Semana Científica do Hospital de Clínicas, que é um evento destinado à avaliação e divulgação dos trabalhos científicos desenvolvidos nas diversas áreas do conhecimento. Este evento visa, também, promover a participação de estudantes e oportunizar o encontro de pesquisadores, buscando o aperfeiçoamento das práticas acadêmicas e a qualificação da produção científica. 105 Relatório de Atividades 2006 A realização da Semana Científica e a publicação dos resumos proporcionam uma visão do cotidiano da pesquisa na Instituição, da qualidade da produção científica e técnica desenvolvida em seu âmbito. Os resumos foram publicados na Revista do Hospital de Clínicas, suplemento 1, 2006. Com isso, o Hospital de Clínicas, em consonância com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, renova o exercício da sua função social e científica e, ao mesmo tempo, revela a capacidade empreendedora das lideranças e dos grupos de pesquisa para suplantar dificuldades e investir seu esforço em pesquisa. TABELA - 41. INDICADORES DA 26ª HOSPITAL DE CLÍNICAS Indicadores SEMANA CIENTÍFICA DO Quantidade Avaliadores para resumos 104 Avaliadores para pôsteres 50 Participantes 2.098 Inscrições em palestras e cursos 6.025 Trabalhos inscritos 936 Trabalhos selecionados para apresentação oral 40 Fonte: Seção de Eventos do Hospital de Clínicas. 4.7 REVISTA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS A Revista do Hospital de Clínicas e da Faculdade de Medicina da UFRGS (FAMED/UFRGS) teve a sua primeira edição em 1981, com periodicidade quadrimestral, tornando-se desde então, ininterruptamente, um veículo de disseminação de resultados de pesquisa. Hoje, a Revista do Hospital de Clínicas já está no seu volume 26 e é produzida em parceria com a Fundação Médica do RS. Seu conteúdo encontra-se disponível para consulta on line no portal do Hospital, a partir do volume 20, em formato pdf. O Grupo de Pesquisa e Pós-Graduação, através dos editores e da Comissão Editorial, é o responsável pela política editorial, seleção de artigos e gerenciamento do fluxo de artigos até o envio para a Fundação Médica, que é a responsável pelo encaminhamento para editoração, impressão e distribuição. A ferramenta “Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas” (SEER) está em fase de implantação, visando à 106 Relatório de Atividades 2006 informatização do processo editorial. Desta forma, juntamente com os demais periódicos científicos da UFRGS, a Revista terá todo o processo editorial, desde a submissão de artigos até a sua editoração por meio eletrônico, hospedado em um servidor da UFRGS. O primeiro volume de acesso totalmente eletrônico está previsto para março de 2007, com o volume 27(1). A melhoria do padrão editorial colocará a Revista do Hospital de Clínicas no cenário científico nacional. TABELA - 42. INDICADORES DA REVISTA CLÍNICAS/FAMED- UFRGS DO HOSPITAL Ano Nº de artigos submetidos Nº de artigos publicados Nº de fascículos editados 2005 52 38 07 2006 50 47 05 DE Fonte: GPPG/Hospital de Clínicas. 4.8 GRUPOS DE PESQUISA CADASTRADOS NO CNPQ E BOLSAS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA Os Grupos de Pesquisa cadastrados no Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) são um instrumento fundamental não só para as atividades de fomento, mas, também, para tratamento e difusão das informações necessárias à gestão de políticas de ciência e tecnologia. Estão disponíveis no banco de cadastro de Grupos de Pesquisa do CNPq informações quanto a pesquisadores e demais envolvidos com pesquisa na Instituição, as linhas de pesquisa que desenvolvem e o envolvimento destes grupos com os programas de pós-graduação. Atualmente, desenvolvem atividades de pesquisa no Hospital de Clínicas 21 pesquisadores que possuem bolsas de Produtividade em Pesquisa (PQ) do CNPq, sendo 14 da área da Medicina, três da Genética, três da Biofísica, Bioquímica, Farmacologia, Fisiologia e Neurociência e um da Psicologia e Serviço Social. TABELA - 43. GRUPOS DE PESQUISA CERTIFICADOS PELO HOSPITAL DE CLÍNICAS E CADASTRADOS NO CNPQ Ano Nº grupos 2002 02 2004 05 2006 17 Fonte: Censos do CNPq realizados em 2002, 2004 e 2006. 107 Relatório de Atividades 2006 Em 2006, o Hospital contou, ainda, com 34 bolsas do Programa de Iniciação Científica do CNPq, tendo um acréscimo de nove bolsas em relação ao ano de 2005. Além desses, desenvolveram também atividades de pesquisa no Hospital alunos de iniciação científica que, através de outras unidades da UFRGS, obtiveram bolsas da Pró-Reitoria de Pesquisa (PROPESQ), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (FAPERGS) ou da Fundação Médica do Rio Grande do Sul (FMRS). 4.9 FUNDO DE INCENTIVO À PESQUISA E EVENTOS O Fundo de Incentivo à Pesquisa e Eventos (FIPE) do Hospital de Clínicas tem como objetivo apoiar financeiramente projetos de pesquisa e desenvolvimento realizados no âmbito da Instituição, desde 1984. Os recursos do FIPE são constituídos por 0,8% das receitas provenientes do faturamento dos serviços hospitalares, da arrecadação de 7% sobre o orçamento de pesquisas com patrocínio privado, além de outros recursos arrecadados junto a órgãos financiadores e demais instituições. No ano de 2006 o FIPE apoiou um número recorde de projetos, chegando à quantidade de 243 projetos apoiados, num valor financeiro total de R$884.042,79. A tabela a seguir mostra detalhadamente as rubricas apoiadas pelo FIPE em 2006. O percentual de projetos com patrocínio privado, os quais fazem o repasse de 7% da sua receita ao FIPE, aumentou 3%, passando de 12% em 2005 a 15% em 2006. Este foi o maior percentual desde 1998. TABELA - 44. PERCENTUAL DE RUBRICAS APOIADAS PELO FIPE Rubrica Material de consumo Exames no Hospital de Clínicas Serviços no Centro de Pesquisas Outros Taxa de inscrição em congressos internacionais Publicações Consultas no Hospital de Clínicas Eventos Material permanente Serviços de farmácia Serviços de terceiros Revisão de prontuários Apoio (%) 43 24 7 7 5 5 2 2 2 1 1 1 Fonte: FIPE/Hospital de Clínicas. 108 Relatório de Atividades 2006 5 RESPONSABILIDADE SOCIAL Através de diversas iniciativas o Hospital de Clínicas amplia sua ação social visando contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa, sem desigualdades e com sustentabilidade. 5.1 APOIO PEDAGÓGICO O Programa de Apoio Pedagógico (PAP) é desenvolvido em parceria com a Secretaria Estadual de Educação e com a Escola Estadual Técnica em Saúde, desde agosto de 1990. O PAP tem como objetivo proporcionar à criança e ao adolescente hospitalizado na Pediatria, Hematologia, Oncologia Pediátrica e Psiquiatria Infantojuvenil, bem como aos usuários que freqüentam o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), a possibilidade de construir o conhecimento através de um acompanhamento pedagógico que valorize as relações afetivas, sociais e culturais, a fim de estabelecer, manter ou resgatar o vínculo com a instituição escolar a que pertence, evitando, assim, evasões escolares. Também visa garantir o cumprimento do artigo 9 do Estatuto da Criança e do Adolescente Hospitalizados, no que se refere ao “direito de desfrutar de alguma forma de recreação, programas de educação para a saúde, acompanhamento do currículo escolar durante a sua permanência hospitalar”, e enriquecer o contexto hospital/família/escola, ampliando as possibilidades de interlocução entre os mesmos. Os alunos que freqüentam o CAPS infantil fazem uso do laboratório de informática da Escola, para consulta, produção textual e conhecimento do mundo virtual. Participam, ainda, de visitações e passeios relativos a datas comemorativas e eventos no município de Porto Alegre. 109 Relatório de Atividades 2006 No CAPS adulto, objetiva-se desenvolver a autonomia (consciência para se auto-cuidar) e criar possibilidades variadas dentro da inclusão social (ressignificação da vida e auto-estima), sem perder de vista as necessidades funcionais e clínicas de cada indivíduo. Para tanto, os alunos são deslocados do CAPS para a biblioteca e laboratório de informática da Escola, onde desenvolvem atividades que possibilitem a inserção no campo de trabalho e o contato com a informatização e a realidade escolar. Além disso, faz-se um trabalho de alfabetização desde o letramento até problemas de escrita e de fala, viabilizando a convivência em qualquer grupo, sem se sentir rejeitado ou diminuído por não saber ler/escrever/compreender. TABELA - 45. ATENDIMENTOS EM 2006 Unidades de atendimento Nº alunos/pacientes Pediatria – 10º Sul 274 Adolescentes Psiquiatria – 6º Sul 166 Oncologia Pediátrica – 3º Leste 347 Hematologia 69 Centro de Atenção Psicossocial – CAPS (Adulto) 374 Centro de Atenção Psicossocial – CAPS (Infantil) 70 Total 1.300 Fonte: Programa de Apoio Pedagógico do Hospital de Clínicas. 5.2 PROTEÇÃO À CRIANÇA O Programa de Proteção à Criança (PPC) é desenvolvido por uma equipe interdisciplinar composta por profissionais das áreas de Serviço Social, Psicologia, Enfermagem, Pediatria, Psiquiatria e Recreação, além da participação voluntária de uma procuradora de Justiça. Tem como objetivo principal atender as crianças com suspeita ou confirmação de violência, bem como suas famílias, com fins de avaliação, diagnóstico, tratamento e encaminhamentos pertinentes e cada situação. As avaliações ocorrem através de entrevistas individuais e em grupo e de visitas domiciliares. O Programa também tem a preocupação em realizar contatos e encaminhamentos a recursos da rede de apoio social, de saúde, educacional e legal na qual a criança e a família estão inseridas, buscando evitar a reincidência da 110 Relatório de Atividades 2006 situação de violência. Todos os casos são discutidos pela equipe interdisciplinar em reuniões semanais, nas quais são estabelecidos planos de intervenção e definidas condutas. Paralelamente, ocorrem oficinas como modalidade de tratamento para enfrentamento à violência no círculo familiar. O PPC responde, ainda, pela implantação e execução do Relatório Individual de Notificação de Agravos à Violência (RINAV), da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, e promove palestras e treinamentos sobre o tema para profissionais da saúde. Em 2006, foram avaliados 68 pacientes. Destes, 49 configuraram-se como casos novos de suspeita de violência, sendo confirmados 42. Todas as situações tiveram encaminhamento legal (Conselho Tutelar, Promotoria da Infância e Juventude, Juizado da Infância e Juventude), realizando um trabalho conjunto com esses órgãos e respeitando aquilo que preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente. 5.3 HUMANIZAÇÃO NA ASSISTÊNCIA O Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) busca a sensibilização de todas as áreas da Instituição para uma reflexão que procure estabelecer práticas humanizadoras. Apoiado nos dispositivos propostos pela Política Nacional de Humanização (PNH), pretende desenvolver ações que melhorem a qualidade nas relações e no atendimento de trabalhadores e usuários. Dos oito dispositivos preconizados pela Política (Ambiência, Acolhimento, GTH, Valorização da Saúde do Trabalhador, Visitas Abertas, Redes Sociais, Clínica Ampliada, Gestão Participativa e Co-gestão), os quatro primeiros foram priorizados e vêm sendo consolidados nas diferentes áreas da Instituição. A identificação das ações prioritárias dá-se através da rede de contatos formada, que atualmente compõe-se de 23 áreas, e de outros espaços de escuta, como o L-Humanização (lista de correio eletrônico para troca de informações, sugestões e opiniões). Dessa demanda, surgiram algumas ações que foram implementadas nesse ano ou que estão sendo desenvolvidas nos locais vinculados à rede de contatos. 111 Relatório de Atividades 2006 As principais atividades realizadas em 2006 e seus resultados foram: Dispositivos sendo implementados em diferentes áreas: - Acolhimento - Emergência, Unidade Básica de Saúde, Centro Obstétrico, Zona 14 (coleta de exames). - Grupo de Trabalho de Humanização – Institucional. - Valorização da Saúde dos Trabalhadores – Institucional. - Ambiência – Institucional. Sensibilização das áreas: - Campanha Institucional Pró-humanização (textos, folhetos e cartazes). - I Encontro Pró-Humanização do Hospital de Clínicas, com presença dos Doutores da Alegria (200 participantes). Estruturação da rede de contatos: - Vinte e três pontos da rede de contatos. - 1º e 2º Encontro da Rede de Contatos Pró-Humanização (55 participantes). Produção Científica: - Produção de cinco pôsteres para apresentação em eventos na Instituição (26ª Semana Científica e na Semana de Enfermagem) e em eventos externos (II Seminário Estadual da Política de Humanização da Assistência à Saúde e SOBRAGEM). - Publicação do artigo: “Contextualizando a Política Nacional de Humanização: a experiência de um hospital universitário“ no Boletim em Saúde, v. 20, n. 2. - Desenvolvimento de projeto-piloto na Pediatria: “Avaliação das Ações Humanizadoras Desenvolvidas na Pediatria do Hospital de Clínicas”. 112 Relatório de Atividades 2006 Ações desenvolvidas: - Implementação do acolhimento na Unidade Básica de Saúde do Hospital de Clínicas (UBS). - Reorganização do ambiente físico e revisão dos Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) do Morgue. - Reuniões com Associações Interprofissionais e elaboração da Carta de Intenções Pró-Humanização. - Implantação dos métodos não-farmacológicos para alívio da dor pela equipe de enfermagem e disponibilidade de analgesia para 100% das pacientes obstétricas. - Criação de espaços de trabalho adequados às necessidades dos funcionários; funcionário capacitado para o atendimento dos funcionários em afastamento do trabalho pelo SUS e pelo Programa de Reabilitação; acolhimento dos novos funcionários do Hospital. - Projeto de atendimento lúdico para pacientes em atendimento na emergência (adulto e infantil). - Melhorias na sala de espera do Serviço de Medicina Ocupacional (SMO): televisão e revistas. - Implantação dos Diálogos de Segurança, encontros nas áreas de trabalho onde, juntamente com a equipe multidisciplinar, os trabalhadores buscam refletir sobre a segurança no trabalho. - Obras, nas áreas envolvidas na rede de contatos, que impactaram na melhoria das condições de atendimento e de trabalho. Continuidade da reforma da Emergência. Reforma da recepção do Centro Cirúrgico Ambulatorial, da recepção da Radiologia, dos vestiários no subsolo (masculino e feminino), das salas de passagem de plantão nas unidades e do CTI. Troca paulatina dos monitores dos microcomputadores das áreas de recepção do Hospital e criação do refeitório de acompanhantes de pacientes. 113 Relatório de Atividades 2006 Criação de canais de contato: lista L-Humanização e links nos itens Espaço Aberto e Ouvidoria da intranet. Nestes, foram atendidas 38 ocorrências. Divulgação externa do trabalho de humanização realizado no Hospital de Clínicas: - Atividade de Extensão Pró-humanização, realizada na Escola de Enfermagem – UFRGS. - Representação junto aos Apoiadores da PNH, pelo Ministério da Saúde. - Encontro com os Apoiadores da PNH – RS. 5.4 GRUPO DE VOLUNTARIADO Em 1982, chegou ao Hospital de Clínicas um grupo de senhoras para realizar um trabalho voluntário junto ao setor de Patologia Mamária. Este trabalho consistia em doar próteses, lenços, gorros e, ainda, emprestar perucas para aqueles pacientes em tratamento quimioterápico. Com o passar dos anos, novas pessoas foram se agregando a este grupo e, em 1991, foi fundada a Legião Assistencial de Apoio ao Paciente de Câncer (LAAPAC). Esta passou a atuar de forma mais efetiva junto às pacientes do Setor de Mastologia, até que, em 1998, foi reconhecida como o voluntariado oficial do Hospital de Clínicas, visitando então todos os setores existentes neste Hospital. O princípio dos voluntários e voluntárias da LAAPAC é inspirado na ética, amor, carinho, atenção, amizade, respeito, companheirismo e fraternidade. A entidade é regida por um Código de Responsabilidade, Estatuto e Regimento Interno, sendo formada por voluntários que constituem a diretoria, o conselho superior, as coordenadorias e um quadro social que conta, atualmente, com 120 associados. Atuando sem fins lucrativos, possui como missão buscar sempre a perfeição no trabalho, aprimorando a relação entre conhecimentos científicos e humanos, de forma a propiciar momentos de lazer, de conforto e de alegria a todos os pacientes atendidos. 114 Relatório de Atividades 2006 Tem como objetivo dar apoio moral e material aos pacientes em tratamento no Hospital de Clínicas, quer estejam baixados ou em suas residências, procurando aliviar as angústias e a dor de quem passa por este momento tão delicado, dandolhes a coragem de que precisam para lutar contra a doença. Conforme o Código de Responsabilidade da LAAPAC, as atividades são realizadas por todos os voluntários. Existe uma programação fixa, distribuindo os voluntários em grupos. TABELA - 46. ATIVIDADES REALIZADAS Grupos Atendimentos Visitas ao leito 15.269 Apoio à quimioterapia de adultos 2.648 Apoio à quimioterapia pediátrica 836 Apoio à radioterapia 315 Apoio à hemodiálise 827 Apoio à Unidade Tratamento Intensivo (UTI) 372 Apoio à Unidade Tratamento Intensivo Pediátrico (UTIP) 927 Apoio à Mastologia 782 Apoio às crianças da oncologia pediátrica 975 Grupo da Dor 137 Oficinas de artesanato 42 Fonte: LAAPAC/Hospital de Clínicas. Além desses programas, também, são realizados outros auxílios: Grupo de costura: tem finalidade de confeccionar próteses de uso externo para mulheres mastectomizadas. Grupo de plantão: tem como objetivo fornecer informações sobre o trabalho voluntário desenvolvido, bem como atender aos pacientes que solicitam doações de próteses mamárias, perucas e lenços. Registro de solicitações: são recebidas ligações do posto de Enfermagem solicitando visitas pontuais a pacientes (35 visitas), doações de roupas (220 pacientes atendidos) e doações de objetos de higiene pessoal (127 pacientes atendidos). 115 Relatório de Atividades 2006 5.5 ATENDIMENTO LÚDICO-TERAPÊUTICO O Serviço de Recreação Terapêutica do Hospital de Clínicas é reconhecido pela comunidade interna e externa por ser pioneiro no atendimento lúdico a pacientes clínicos, cirúrgicos e psiquiátricos. Aplicando o conceito de atenção integral em saúde, contribui significativamente para a recuperação e diminuição do tempo de internação e constitui uma estratégia eficiente na humanização da assistência e das relações entre familiares, pacientes e equipes. As atividades e programas lúdicos são desenvolvidos por profissionais e acadêmicos das áreas de Educação Física, Pedagogia e Terapia Ocupacional e têm por objetivo amenizar os efeitos da hospitalização, proporcionando a alegria que advém do brincar, que é a medida autocurativa mais natural que acompanha o ser humano da infância até a maturidade. Para isso, o Serviço oferece três amplas salas de recreação, equipadas com jogos, brinquedos, revistas, livros e equipamentos eletrônicos, localizadas nas Unidades de Oncologia Pediátrica, Internação Pediátrica e Internação Adulta. Além do atendimento nas salas, os pacientes restritos ao quarto e leito também recebem a visita dos recreacionistas que adaptam as atividades às limitações impostas pela doença ou tratamento. No Centro de Atenção Psicossocial de Adultos e Infantil, o atendimento lúdico e ocupacional tem lugar de destaque no tratamento de pacientes portadores de doença mental. Complementando as ações assistenciais e atendendo às demandas, o grupo realiza várias outras atividades, que estão descritas a seguir. 116 Relatório de Atividades 2006 TABELA - 47. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELO SERVIÇO RECREAÇÃO TERAPÊUTICA NO HOSPITAL Programa DE Descrição Atendimentos Sala de Recreação Pediátrica (10º andar) Atende a pacientes da Unidade de Internação Pediátrica, oferecendo atividades lúdicas, estimulando a sociabilização e facilitando a adaptação à rotina hospitalar. 10.032 Sala de Recreação Oncologia Pediátrica (3º Leste) Freqüentada por pacientes oncológicos de 0 a 18 anos, oferece atividades lúdicas–terapêuticas adaptadas aos interesses e limitações dos pacientes. 3.420 Sala de Recreação para adolescentes, adultos e idosos (8º andar) Oferece atendimento através de uma diversificada programação lúdica, possibilitando aos pacientes e seus familiares o alívio de tensões, o desenvolvimento, a adaptação de habilidades não afetadas pela doença, a elevação da auto-estima e a melhoria da qualidade de vida enquanto hospitalizados. 7.900 Centro de Atenção Psicossocial de Adultos Destina-se a acolher pacientes com transtornos mentais, estimulando a integração sociocultural e apoiando as iniciativas de busca de autonomia. As atividades são centradas em tarefas ocupacionais e lúdicas. 2.960 Centro de Atenção Psicossocial Infantil Atende a crianças e adolescentes em tratamento psiquiátrico ambulatorial dentro de um espaço onde são disponibilizadas atividades lúdicas e oficinas visando à reinserção social. 2.880 Unidade de Tratamento Intensivo Pediátrico - UTIP Realizado de forma sistemática, atende às necessidades dos pacientes, utilizando recursos de som/imagem, contação de histórias, atividades manuais e jogos. 780 Pacientes pediátricos restritos ao leito/quarto Visando amenizar os efeitos da internação para pacientes impossibilitados de saírem do quarto/leito, são oferecidos às crianças brinquedos e atividades manuais dirigidas e contação de histórias, proporcionando-lhes alegria e entretenimento. 2.223 Pacientes adultos restritos ao leito/quarto O envolvimento em atividades de leitura, trabalhos manuais ou jogos possibilita ao paciente ocupar o tempo ocioso aliviando tensões. Desenvolver habilidades que não foram prejudicadas pela doença contribui com o processo de recuperação. 934 Programa de assistência aos pais da Pediatria (Grupo de Pais) Reuniões semanais com o objetivo de esclarecer dúvidas, amenizar ansiedades, orientar quanto às patologias e rotinas e contribuir com a qualificação dos pais para os cuidados junto a seus filhos hospitalizados. 223 Espaço recreativo no Bloco Cirúrgico e Centro Cirúrgico Ambulatorial Espaço lúdico organizado em parceria com a equipe de Enfermagem na sala de preparo do Bloco Cirúrgico e no Centro Cirúrgico Ambulatorial, para atender crianças que aguardam cirurgia. Tem por objetivo aliviar o stress e a ansiedade da criança e seus pais, gerados pela espera no pré-cirúrgico. 353 117 Relatório de Atividades 2006 Atendimento lúdico no CTI adulto, áreas I e II Como estímulo à melhora física e emocional, pacientes recebem atendimento lúdico através de atividades adaptadas às suas possibilidades e interesses. 380 Ambulatório de Quimioterapia Atividade desenvolvida com pacientes em tratamento quimioterápico (crianças e adolescentes), respeitando os limites e possibilidades terapêuticas de cada um. 978 Unidade de Transplante de Medula Óssea Atendimento sistemático a pacientes submetidos à transplante de medula óssea. Visa ocupar seu tempo ocioso com atividades que o gratifiquem, adaptadas às suas necessidades e limitações. 1.180 Atendimento lúdico na Unidade Básica de Saúde Atendimento preventivo em saúde com grupos de idosos e gestantes. São desenvolvidas atividades físicas e recreativas. 740 Projeto “Momento do bebê” Destinado a crianças de até 36 meses, busca, através da atividade lúdica, proporcionar um ambiente estimulador, favorecendo o vínculo mãe-bebê- cuidador-equipe. 471 Projeto “Era uma vez a visita da fantasia” Em parceria com a Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia da UFRGS, oferece momentos de contação de histórias para crianças e seus acompanhantes, preparadas por acadêmicos, utilizando como recursos, além do livro, o teatro de fantoches, bonecos de vara etc. 1.232 Projeto “Pintando o sete na Emergência” Através do oferecimento de materiais de desenho e pintura, as crianças ocupam de forma lúdica o tempo estressante de espera para atendimento. 513 Projeto “Biblioteca viva em hospitais” Iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com a Fundação Abrinq, tem como objetivo a inclusão da leitura como ação humanizadora. Contando com a participação de funcionários do Hospital de Clínicas e voluntários, estimula o hábito da leitura e a criatividade, permitindo ao ouvinte liberar fantasias. 1.106 Projeto “Espaço de Disponibiliza aos pacientes hospitalizados e a seus leitura Tabajara Ruas” familiares o acesso à leitura, ocupando o tempo livre da internação com uma atividade prazerosa. 920 Projeto “Criando com palitos” Atividade de criatividade realizada semanalmente nas unidades de Oncologia Pediátrica e Pediatria, com materiais (palitos de picolé coloridos) oferecidos pela Companhia de Alimentos Kibon. 888 Projeto “Sarau no Hospital” Atividade de Extensão Universitária realizada em parceria com o Departamento de Música da UFRGS no qual, semanalmente, são realizados recitais nas Unidades de Internação Pediátrica e Oncologia Pediátrica, com o objetivo de desenvolver o gosto pela música erudita. 604 Festas e comemorações Em 2006, foram comemoradas as principais festas: Carnaval, Páscoa, São João e Natal, com a participação de pacientes, familiares e equipes envolvidas. Fonte: Serviço de Recreação Terapêutica do Hospital de Clínicas. 118 Relatório de Atividades 2006 5.6 CASA DE APOIO Com 54 leitos, a Casa de Apoio oferece alojamento para crianças e adolescentes de 0 a 18 anos que estejam em tratamento ambulatorial ou internados no Hospital de Clínicas, bem como para seus familiares. Trata-se, normalmente, de pessoas de baixa renda vindas do interior gaúcho ou de outras regiões do país, que são acolhidas em um ambiente saudável, confortável, seguro e de estímulo à sociabilidade e à cidadania. TABELA - 48. ATENDIMENTOS REALIZADOS Serviço Oncologia Pediátrica Transplante de Medula Óssea Unidade de Tratamento Intensivo Neonatologia Unidade de Tratamento Intensivo Pediatria Nº de atendimentos 1.590 378 217 242 Pediatria – 10º andar 447 Ambulatório 649 Outros Total 29 3.552 Fonte: Casa de Apoio do Hospital de Clínicas. Antes ligada à área de Serviços Gerais, em outubro de 2006 a Casa de Apoio passou a ser administrada pelo Serviço Social do Hospital de Clínicas, com mudanças na área física e em seu gerenciamento. Para o seu funcionamento, a Casa de Apoio conta com a colaboração de voluntários e profissionais ligados ao Instituto do Câncer Infantil, com o qual trabalha em parceria desde sua inauguração. Conta ainda com a participação de prestadores de serviço à comunidade, provenientes do convênio firmado entre o Hospital de Clínicas e a Vara de Execuções de Penas e Medidas Alternativas. Em 2006, a Casa de Apoio passou a ser, também, campo de estágio extracurricular para alunos das faculdades de Serviço Social. 119 Relatório de Atividades 2006 5.7 BANCO DE LEITE HUMANO Em 2006, o Banco de Leite Humano do Hospital de Clínicas atendeu 100% das nutrizes com recém-nascidos internados na Instituição, cumprindo plenamente o compromisso da promoção e incentivo ao aleitamento materno, na condição de Hospital Amigo da Criança, desde 1997. Diariamente, o Banco de Leite Humano realiza atividades de orientação às mães (pacientes e funcionárias do Hospital) sobre a importância da amamentação e sobre a retirada, armazenamento e conservação do leite materno. A equipe do Banco também mantém e estimula a lactação das mães afastadas dos filhos, por internações próprias ou de seus bebês, e presta atendimento às mães de recém-nascidos baixados na Unidade de Internação Neonatal que estejam recebendo leite por copinho ou sonda. As nutrizes funcionárias do Hospital são, ainda, incentivadas a manter a lactação por um período mais prolongado. Por outro lado, o Banco de Leite Humano, focado em seguir os Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno (Hospital Amigo da Criança) preconizados pelo UNICEF, possui uma linha telefônica direta, o Disque-amamentação, para o atendimento aos públicos interno e externo, 24 horas por dia. Através deste serviço, são esclarecidas dúvidas relacionadas à amamentação e, sempre que necessário, feitos encaminhamentos a atendimentos individualizados, prestados por nutricionista e/ou enfermeira consultora em aleitamento materno. Toda puérpera, na alta hospitalar, recebe um cartão com os números do serviço: 2101.8161 (telefone localizado no Banco, com ligações recebidas pelas atendentes de alimentação) e 2101.8000 (para acesso ao bip da amamentação, que fica sempre com uma das consultoras). Em 2006, o Disque-amamentação realizou 259 atendimentos telefônicos. Outros dados relativos ao total de atendimentos prestados pelo Banco de Leite Humano em 2006 podem ser conferidos na tabela a seguir. 120 Relatório de Atividades 2006 TABELA - 49. PRODUÇÃO DO BANCO DE LEITE Indicadores Total Média/mês Média/dia Nº de atendimentos – pacientes 12.888 1.074 36 Volume de leite (em ml) – pacientes 848.330 70.694 2.356 Nº de atendimentos – funcionários 1.206 101 3 Volume de leite (em ml) – funcionários 138.717 11.560 385 Total de atendimentos 14.094 1.175 39 Volume total de leite (em ml) 987.047 82.254 2.742 Volume de leite pasteurizado (em ml) 64.509 5.376 179 Fonte: Banco de Leite Humano do Hospital de Clínicas. 5.8 FARMÁCIA DE PROGRAMAS ESPECIAIS A Farmácia de Programas Especiais (FAPE), localizada no ambulatório do Hospital de Clínicas, tem por objetivo a dispensação de medicamentos especiais, dentre eles os anti-retrovirais, antiinfecciosos e preservativos do Programa de Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (SICLOM) do Ministério da Saúde; medicamentos oncológicos e imunoterápicos para pacientes do ambulatório de Quimioterapia com tratamento domiciliar; medicamentos excepcionais, como morfina e metadona, para o Centro de Referência da Dor; e toxina botulínica para os Centros de Referência de Espasticidade e Distonias. A FAPE atende, em média, 120 pacientes por dia. Presta informações e orientações sobre os medicamentos, visando à segurança do tratamento e ao resultado terapêutico, assim como adesão à terapia e restabelecimento da saúde dos pacientes, buscando sempre o uso racional de medicamentos. Foram prestadas orientações farmacêuticas a 1.230 pacientes durante o ano de 2006. Através da parceria com a Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul, também realiza cadastramento e dispensação de medicamentos para os pacientes em acompanhamento e tratamento clínico nos Centros de Referência do Hospital de Clínicas. Em convênio com o Ministério da Saúde, a FAPE distribui, através da Secretaria Estadual da Saúde, preservativos para os pacientes HIV positivo e para a 121 Relatório de Atividades 2006 população em geral. Em 2006, foram distribuídos 124.000 preservativos. A FAPE proporciona, ainda, um espaço para o crescimento, tanto pessoal como profissional, para os estudantes do curso de Farmácia. TABELA - 50. NÚMERO DE ATENDIMENTOS PROGRAMAS ESPECIAIS Medicamentos NA FARMÁCIA Número de atendimentos Anti-retrovirais e antiinfecciosos (SICLOM) 14.056 Medicamentos oncológicos (quimio-ambulatorial domiciliar) 9.452 Morfina/metadona (Centro de Referência da Dor) 1.031 Toxina botulínica (Centros de Referência de Espasticidades e Distonias) Total DE 157 24.696 Fonte: Relatório de produtividade da FAPE. 5.9 CONSULTORIA ESCOLAR A disciplina de Consultoria Escolar é uma atividade do Curso de Especialização em Psiquiatria, do Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da Faculdade de Medicina da UFRGS e do Programa de Residência Médica em Psiquiatria do Hospital de Clínicas. Tem por objetivo geral habilitar o psiquiatra em formação a desempenhar o papel de agente de saúde mental na instituição escolar, possibilitando um contato inicial com esse tipo de atividade de prevenção. Em 2006, foram atendidas pelo programa quatro escolas da rede pública estadual e uma federal: Escola Estadual de Ensino Fundamental Dom Pedro I Escola Estadual de Ensino Fundamental Luciana de Abreu Escola Estadual de Ensino Fundamental São Francisco de Assis Escola Estadual Técnica de Saúde no Hospital de Clínicas de Porto Alegre Colégio de Aplicação da UFRGS 122 Relatório de Atividades 2006 Os residentes/cursistas reúnem-se semanalmente, nas próprias escolas, com as equipes designadas por elas. Cada aluno participou durante um semestre da atividade, discutindo casos de alunos-problema e aspectos da dinâmica escolar, favorecendo a implementação de medidas de prevenção primária e secundária na comunidade escolar atendida pelo programa, com a supervisão semanal de professores do Departamento e convidados. Ao final do ano, representantes das escolas participaram de uma reunião de avaliação com os coordenadores do Programa e mostraram-se satisfeitos com o trabalho realizado, manifestando interesse de continuar recebendo a contribuição dos psiquiatras em formação. 5.10 OUVIDORIA Através da Ouvidoria, os usuários e a comunidade interna do Hospital de Clínicas podem registrar reclamações, críticas, sugestões e elogios, para que a Instituição conheça as opiniões e demandas do público e esteja em permanente busca da melhoria de seus serviços. O setor recebe e documenta as manifestações – feitas pessoalmente, por e-mail, fax, telefone ou carta –, encaminha-as para as áreas competentes e acompanha as manifestações até sua solução, além de dar retorno aos usuários, esclarecendo determinadas situações ou, em outras, informando quais as medidas adotadas. Na sua atuação em defesa dos direitos do cidadão e da sociedade, a Ouvidoria recebeu, em 2006, 2.082 manifestações, sendo 80,60% de usuários e 19,40% de funcionários. Deste total, 81% foram respondidas e 19% se encontram em andamento. Os tipos de manifestações podem ser observados na tabela a seguir: TABELA - 51. COMPARATIVO DAS MANIFESTAÇÕES RECEBIDAS Tipos de manifestações 2005* 2006 Reclamações 811 895 Orientações 274 699 Sugestões 131 271 Elogios 99 217 Informações 74** - Total 1.389 2.082 Fonte: Sistema Qualitor - Relatórios de Ouvidoria do Hospital de Clínicas. *Os dados referentes a 2005 compreendem os meses de março a dezembro. **A partir de setembro/2005 as informações passaram a ser encaminhadas a outro canal de comunicação - Fale Conosco. 123 Relatório de Atividades 2006 O encaminhamento das reclamações e sugestões gerou diversas melhorias, algumas em implementação e outras já implementadas ao longo do ano. Entre estas últimas, destacam-se: Alterações no sistema de agendamento de exames fonoaudiológicos, diferenciando adultos e crianças. Estabelecimento de rotina de chamada de equipe cirúrgica para atendimento de pacientes em pós-operatório que procuram a Emergência. Fixação de funcionário específico para coleta de material para exames de pacientes de convênios e funcionários. Acréscimo da exigência de Carteira de Identidade, no formulário de requisição de biópsia, evitando o cancelamento do procedimento. Intermediação para a concretização de alta de pacientes de longa permanência. Proposta de orientação aos profissionais da saúde através de pareceres solicitados à Comissão de Ética Médica sobre sigilo profissional e atendimento a pacientes com intercorrências agudas nos ambulatórios. Destaque, no Protocolo de Entrega de Laudo de Internação, em negrito, da frase “A internação dependerá da disponibilidade de leitos no dia” e colocação de cartazes no Setor de Admissão, no sentido de facilitar a justificativa de cancelamento de cirurgia. Proposta de elaboração de protocolo referente à doação de cadáver para a Faculdade de Medicina da UFRGS. Informatização do boletim da situação atual dos pacientes da Emergência. Intermediação junto à Caixa Econômica Federal, Serviço de Ambulatório e Comissão de Prontuários visando à padronização do atestado para liberação do FGTS a pacientes portadores de doenças complexas. 124 Relatório de Atividades 2006 Elaboração de Protocolo de risco de suicídio junto à Comissão de Humanização e Serviço de Psiquiatria. Discussão, junto à Administração Central, sobre rotina de extravio de prótese no Hospital e seu ressarcimento. Inclusão do nome do responsável pelo paciente no aviso de alta. Acréscimo do nome do responsável legal de pacientes dependentes e autorização da divulgação do CID nos atestados fornecidos. Solicitação de colocação de grades nas janelas do banheiro do CTI visando evitar tentativa de suicídio dos familiares. Implementação de “atendimento de porta” (informações, receitas, atestado, laudos) em alguns serviços ambulatoriais. Implementação do acolhimento (Zona 14) realizado por profissional realocado, repercutindo em redução de conflitos e maior satisfação do usuário. Distribuição de revistas para pacientes que aguardam consulta e/ou exames na Emergência. Aquisição de cadeiras de rodas especiais para crianças portadoras de deficiência. Criação de espaço externo para descanso de não-fumantes. Disponibilização da lista de ramais internos na intranet. Elaboração de normas pertinentes ao uso adequado do refeitório. Colocação de torradeira de pão no refeitório. Aprimoramento do atendimento dos taxistas aos usuários da Instituição e conseqüente Prêmio Top of Mind 2006, concedido pelo INBRAP (Instituto Brasileiro de Pesquisa de Opinião Pública) ao Condomínio Ponto Fixo Táxi Hospital de Clínicas. Liberação de estacionamento para doadores de sangue junto ao Banco de Sangue do Hospital. 125 Relatório de Atividades 2006 Ampliação do horário de acesso ao estacionamento da Rua São Manoel. Revisão dos processos de atendimento e ambiência do Morgue. Melhoria da ambiência da Sala de Gesso e da Fisiatria, através de doação de obra de arte por paciente. Informação antecipada de cancelamento de cirurgia pela equipe. Implantação da distribuição de senhas para agendamento de exames radiológicos. Implantação de rotina para acionamento de médicos patologistas nos casos de realização de congelação de peças para exames transoperatórios. Melhoria das condições de hotelaria (ar condicionado, TV, telefone, roupeiros novos e pintura) da Unidade de Internação do 4º Sul. Cadastramento de pneumologistas junto ao Centro de Saúde Modelo, cujas receitas permitem a liberação de medicamentos a pacientes do Hospital. Liberação de acesso pela Rua São Manoel para pacientes especiais vinculados à Fundação de Proteção Especial, que são atendidos no CAPS mediante identificação e comprovação de consulta. Colocação de placas de sinalização em diversos setores do Hospital. Colocação de placas de silêncio no CTI. Identificação nos elevadores, com placas informativas, a respeito do transporte de cargas. Intensificação na sinalização do prédio garagem, com colocação de mais placas indicativas. Fixação de cartazes informativos com a localização do Banco de Sangue. Implementação da caixa de sugestão no setor de convênios. Colocação de cabides nos banheiros masculinos das áreas públicas. 126 Relatório de Atividades 2006 5.11 GESTÃO DO RELACIONAMENTO COM O CLIENTE O Grupo de Gestão do Relacionamento com o Cliente (GGRC) desenvolveu, durante o ano de 2006, atividades relacionadas à Pesquisa de Satisfação de Clientes do Hospital de Clínicas, procurando aprimorar o método utilizado e acompanhar as melhorias implementadas nas diferentes áreas. Os questionários são preenchidos, espontaneamente, pelos clientes em 51 áreas do Hospital. Acadêmicos da UFRGS coletam estes formulários, operacionalizam o tratamento dos dados e elaboram relatórios para as áreas. As informações são disponibilizadas para os gerentes, mensalmente, através do Sistema de Informações Gerenciais. O sistema possibilita a visualização dos dados desde julho de 2005, permitindo o acompanhamento e comparação em diferentes períodos de um mesmo setor e também entre setores. Os elogios, críticas e sugestões registrados nos formulários são encaminhados às áreas envolvidas para conhecimento e manifestação quando a situação o exigir. Também existe um sistema de retorno para aqueles clientes que assinam o formulário e informam o número do telefone para contato. A opinião do cliente com relação ao atendimento recebido tem sido um dos focos de atenção do planejamento estratégico do Hospital. No painel de controle do BSC, ela encontra-se contemplada na perspectiva 2.3 “Referência em qualidade percebida”. A pesquisa utiliza dois instrumentos de coleta: um para os clientes da área ambulatorial e outro para os da internação. Pesquisa de satisfação do cliente na área de internação A pesquisa de satisfação do cliente teve 10.164 questionários respondidos no ano de 2006, com uma média de 847 por mês. Para um universo de 23.348 altas, isso indica que 43,5% dos pacientes que tiveram alta do Hospital preencheram o formulário da pesquisa de opinião, demonstrando a participação ativa dos clientes na avaliação dos serviços. 127 Relatório de Atividades 2006 Observando o comportamento das respostas da pesquisa à pergunta genérica: “Como você classifica o atendimento recebido durante esta internação?”, verifica-se que os índices mensais apresentam uma variação de escore no grau ótimo entre 69,98% e 79,18%. Ao longo do ano, os serviços buscaram implementar melhorias, como, por exemplo, mudanças nos processos do serviço de higienização e limpeza, solicitação de substituição de colchões para maior conforto, alteração no horário de visita para avós, dentre outros. Também está sendo realizado um processo educativo junto às equipes das unidades de internação com o objetivo de motivá-las ao desenvolvimento de suas atividades cada vez mais com foco no cliente, orientadas pelos resultados da pesquisa. Cabe ressaltar que o valor médio anual de 74,44% de respostas no grau ótimo representa uma boa avaliação, mas ainda não corresponde à meta institucional de atingir os 80%, o que significa mais um estímulo à permanente implementação de melhorias para atingir tal resultado. Quando se analisam os resultados a partir do somatório dos escores ótimo e bom, constata-se que em praticamente todos os atributos são obtidos valores acima dos 90%, excetuando a avaliação da alimentação e do Serviço de Emergência. Outra observação é de que, nos depoimentos registrados no espaço livre do formulário (questão aberta), constata-se a ocorrência de cerca de 70% de elogios e 30% de críticas. Pesquisa de satisfação do cliente na área ambulatorial A pesquisa de satisfação do cliente na área ambulatorial teve, em 2006, pela primeira vez, um acompanhamento mensal, ao longo dos 12 meses do ano. Assim como na pesquisa realizada na área de internação, os dados estão disponibilizados aos gestores através do IG. A pesquisa teve 7.706 questionários respondidos, com uma média de 642 por mês. Atualmente, 30 áreas de serviços a pacientes ambulatoriais estão mensurando a satisfação do cliente. A avaliação do atendimento de forma geral obteve um escore médio de 44,20% de respostas no grau ótimo e de 35,80% no grau bom. Isto totaliza 80% no somatório 128 Relatório de Atividades 2006 das respostas ótimo e bom de satisfação, evidenciando o alcance da meta institucional estabelecida para esta área. As informações obtidas através da pesquisa subsidiaram o trabalho dos profissionais dos setores envolvidos na elaboração de um projeto de reformulação do ambulatório, incluindo proposta de melhorias na área física e reformulação de processos de atendimento, a ser implementado. Também foi observada melhoria na satisfação com relação ao Serviço de Higienização, que implementou mudanças no ano de 2005, as quais se refletiram em aumento da satisfação em 2006. O quesito tempo de espera, embora com percentuais um pouco melhores com relação ao ano anterior (2005=43,63%), ainda permanece com escores aquém do desejado, com conceito ótimo+bom de 46,26% . 5.12 GESTÃO AMBIENTAL Como Instituição socialmente responsável, o Hospital de Clínicas realiza diversas ações que contribuem para a diminuição do impacto ambiental de sua atuação. Apesar de estar em permanente crescimento – o que inclui a necessidade de construção de novos espaços físicos –, o Hospital preserva uma área verde de 51 mil metros quadrados e possui 861 árvores de 54 espécies em seu terreno. Os diferentes tipos das quase quatro toneladas de resíduos produzidos diariamente na Instituição são segregados na fonte geradora, de acordo com o grupo ao qual pertencem: Resíduos biológicos são tratados por autoclavagem e dispostos em aterro sanitário. Resíduos comuns são encaminhados para aterro sanitário. Resíduos recicláveis são destinados a usinas de reciclagem. Resíduos químicos seguem para disposição final em aterro industrial. Alguns desses materiais e sua destinação estão descritos a seguir: 129 Relatório de Atividades 2006 Envio dos resíduos orgânicos (sobras alimentares) à suinocultura , para transformação em ração animal. Encaminhamento de vidros, plásticos, papéis, papelão e papéis sigilosos a uma empresa de reciclagem. Encaminhamento do óleo de cozinha para uma empresa, onde é aproveitado na fabricação de ração animal. Repasse das sucatas de metal para seleção e aproveitamento na fabricação de grades, lixeiras e churrasqueiras. Encaminhamento dos líquidos resultantes de revelação de filmes radiológicos para retirada da prata e neutralização do produto restante. Envio dos cartuchos de toner das máquinas da Gráfica para o fabricante do produto, que os reaproveita. Encaminhamento de termômetros de mercúrio quebrados ao fabricante. Envio de lâmpadas fluorescentes quebradas e/ou queimadas para reaproveitamento do mercúrio e reciclagem do vidro. Adequando-se a recentes resoluções (306 – ANVISA/2004 e 358 – CONAMA/2005), o Clínicas criou a Comissão Interna de Gestão Ambiental, com as atribuições de promover ações educativas, de treinamento e conscientização voltadas à preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental na área do Hospital. Esta Comissão passou a responder, também, pela definição das políticas e diretrizes do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), bem como por sua implementação, acompanhamento e avaliação. Este Plano, elaborado em 2003 e atualizado anualmente, conforme a nova legislação, está baseado no princípio dos 3R – redução, reutilização e reciclagem – e visa à preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente. Neste contexto, foi aprimorado o manejo de resíduos, com a adoção de uma nova classificação para segregação e adequação dos coletores. Também ocorreu a 130 Relatório de Atividades 2006 contratação de empresas especializadas em coleta, tratamento e destinação final de resíduos especiais do grupo A (biológicos). As principais ações e resultados obtidos em 2006 foram: Instalação de 389 lixeiras com pedal, com capacidade para 50 e 30 litros. Adequação do processo de tratamento interno dos resíduos da Patologia Clínica. Testagem do ácido peracético como alternativa para a desinfecção de equipamentos hospitalares, já que este é menos tóxico para pacientes e profissionais e não causa impacto ao meio ambiente. Aquisição de 75 monitores de LCD (consomem a metade da energia dos monitores tradicionais e não tem emissão de raio X). Instalação de aproximadamente aparelhos de ar condicionado 40 splits em substituição aos tradicionais (menor consumo de energia). Colocação de bancos de polipropileno (ecológicos) entre as árvores. Redução de 18% no consumo de água em relação ao ano de 2005. Graças ao sistema fechado e informatizado de abastecimento de detergente nas máquinas de lavagem de roupas, redução de consumo do produto na ordem de 34,81%. Troca de produtos na área de limpeza de peças e substituindo produtos derivados de petróleo por produtos sintéticos (ecológicos). Instalação, no sistema de caldeiras, de atenuadores de ruídos nos ventiladores, obtendo-se redução de 10 decibéis. O Hospital de Clínicas mantém o Programa de Educação Continuada em Gerenciamento de Resíduos, que integra informações sobre gestão ambiental em diversos eventos institucionais, tanto nos encontros de integração de novos funcionários, médicos residentes e estudantes quanto em cursos especiais para funcionários do Serviço de Higienização e outros trabalhadores das áreas de apoio. 131 Relatório de Atividades 2006 São realizadas, ainda, campanhas para informar e conscientizar sobre o correto descarte de resíduos de serviços de saúde. Este Programa atende tanto a comunidade interna (funcionários, pacientes e familiares) quanto a externa, através da participação nas campanhas como: “O dia interamericano de limpeza e cidadania” (DIADESOL), que possui como objetivo sensibilizar a sociedade civil acerca da importância de manter limpas casas, cidades, estradas e lugares de passeio. O DIADESOL é uma iniciativa promovida pela Organização Pan-americana da Saúde (OPAS) e Associação Interamericana de Engenharia Sanitária e Ambiental (AIDIS). “Mostra RS - Iniciativa Social”, evento que reúne organizações do 1°, 2° e 3° setores envolvidos com a promoção social e melhoria da qualidade de vida na sociedade, buscando desenvolvimento social sustentável. Nela são apresentadas experiências e ações voltadas para as iniciativas sociais, dando visibilidade a estas ações e divulgando as marcas das empresas responsáveis. O Hospital de Clínicas também participou, em 2006, do “Seminário de Sensibilização para Criação do Fórum Estadual de Produção mais limpa”, passando assim a integrar o Comitê Gestor para elaboração de políticas de P + L (produção mais limpa), atividade promovida pelo Ministério do Meio Ambiente, Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Fundação Estadual de Proteção ao Ambiente. Desde 2004, o Clínicas promoveu a mudança do sistema de geração e distribuição de energia térmica, passando a utilizar como combustível o gás natural, que promove melhoria nos padrões ambientais. Além disso, as vantagens desta mudança podem ser constatadas também no aspecto financeiro, uma vez que, com a implantação do sistema utilizando o gás natural e considerando todos os aspectos do projeto, o Hospital teve uma economia de R$ 58.856,79 por mês, chegando até o final de 2006 a R$ 1,2 milhão. 132 Relatório de Atividades 2006 5.13 EVENTOS Através de uma estrutura própria de anfiteatros e salas de aula, o Hospital de Clínicas realiza uma série de eventos, promovendo a disseminação de conhecimentos em saúde. TABELA - 52. EVENTOS REALIZADOS Tipo de evento Total Carga horária Eventos internos 56 637h Eventos externos 09 105h Seminários e cursos 30 91h Promoção Serviços Internos do Hospital de Clínicas UNIMED Hospital de Pronto Socorro Soc. Rio-grandense de Infectologia Outros Serviços Internos do Hospital de Clínicas Fonte: Seção de Eventos do Hospital de Clínicas. 5.14 VISITAS DE OUTRAS INSTITUIÇÕES O Hospital de Clínicas recebe, anualmente, inúmeras solicitações de visitas de instituições do Rio Grande do Sul, de outros estados do Brasil e também do exterior, as quais buscam informações sobre as melhores práticas na área da saúde e em processos administrativos. Em 2006, o Hospital recebeu 524 visitas, conforme demonstrado na tabela a seguir. TABELA - 53. VISITAS RECEBIDAS NO HOSPITAL Tipo de instituição Nº de visitantes Instituições de ensino (universidades, faculdades, escolas técnicas) 386 Hospitais 115 Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde 13 Outras instituições 10 Total 524 Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Hospital de Clínicas. 133 Relatório de Atividades 2006 6 GESTÃO DE PESSOAS A Coordenadoria de Gestão de Pessoas (CGP) desenvolve suas atividades no Hospital de Clínicas visando contribuir, através do apoio ao gerenciamento e à administração de pessoas, para que a Instituição consolide a sua Missão em um ambiente de trabalho estimulador, onde os profissionais sintam-se comprometidos e reconhecidos. No ano de 2006, orientada pelo Planejamento Estratégico do Hospital, esta posição da CGP foi reforçada com a perspectiva de “Aprendizado e Crescimento” como suporte para as ações da Instituição, onde a estratégia de Valorização das Pessoas é reconhecida como essencial e fundamental para o sucesso dos objetivos estratégicos. Sendo uma área norteada por esses objetivos, a CGP construiu sua missão: “Atuar de forma representativa e de referência, promovendo a gestão de pessoas, através da valorização e do desenvolvimento dos recursos humanos, visando excelência no atendimento ao cliente e o alcance dos resultados, em consonância com as estratégias da Instituição”. Esse posicionamento possibilitou, ainda, a ampliação da visão de futuro e a integração da atuação da CGP ao contexto da Instituição, resultando na Visão Estratégica de Desenvolvimento de Pessoas do Hospital de Clínicas, a qual alinha as ações já desenvolvidas pela CGP às que serão implantadas nos próximos períodos. A seguir, são apresentadas as novas ações implementadas em 2006 e a continuidade dos programas em Gestão de Pessoas que vêm sendo desenvolvidos na Instituição. 135 Relatório de Atividades 2006 6.1 VISÃO ESTRATÉGICA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS A Visão Estratégica de Desenvolvimento de Pessoas (figura 2) integra as ações de gestão de pessoas, concorrendo para o alcance dos resultados estabelecidos nos Planos de Ação das áreas, das estratégias, da Missão, da Visão e dos Valores do Hospital de Clínicas. FIGURA 2 – VISÃO ESTRATÉGICA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS No período de 2006, para consolidar a implantação dessa visão de gerenciar pessoas, a CGP intensificou a atividade de consultoria interna, onde os profissionais de Recursos Humanos atuam realizando interface com as demais unidades de negócio. Totalmente voltado a esse objetivo, o trabalho de consultoria interna mobilizou diversas áreas da Instituição, mostrando uma dimensão que afeta, basicamente, a forma de trabalhar com os processos de gestão de pessoas. A atuação da consultoria, neste período, envolveu um total de 1.204 horas, resultando em ações que oportunizaram aos líderes o desenvolvimento de competências como gestores de pessoas, bem como efetiva contribuição para melhorar o ambiente e o clima de trabalho. 136 Relatório de Atividades 2006 Dentre essas ações, destacam-se: revisão e construção de perfis de cargos; entrevistas admissionais; integração setorial; processo de acompanhamento do novo funcionário; processo de gestão do desempenho; programas de capacitação e desenvolvimento; participações em reuniões, jornadas e fóruns realizados pelas diversas áreas; acompanhamento individual de gestores; processos de realocação; assessoria nos casos de desligamento funcional. Para esse trabalho, os profissionais da área de gestão de pessoas estão cada vez mais focados nas relações interpessoais e nas necessidades dos clientes internos, indo além da postura técnica e do conhecimento adquirido em suas áreas de formação. Desta forma, cada dificuldade apresentada por seus clientes internos constitui-se em uma oportunidade de melhorar e desenvolver o gerenciamento das pessoas na Instituição. 6.2 PERFIL PROFISSIONAL O perfil profissional compreende a definição dos objetivos do cargo, com ênfase na contribuição esperada do funcionário (responsabilidades) frente aos objetivos estratégicos da Instituição e da área. Além disso, são identificadas as competências (conhecimentos, habilidades e atitudes), a formação e a experiência profissional necessárias para atender às responsabilidades componentes do perfil. O perfil profissional é um dos pilares básicos da Visão Estratégica de Desenvolvimento de Pessoas, pois orienta: processos seletivos; Programa Integrar; 137 Relatório de Atividades 2006 realocações internas; reabilitações; planos de capacitação; gestão do desempenho. No ano de 2006, foram definidas responsabilidades e competências institucionais que, integrando todos os perfis profissionais, visam alinhar o desempenho dos funcionários à estratégia da Instituição, que estabelece o foco em resultados e em clientes. Estas definições consideraram as especificidades das atividades inerentes às funções de liderança e às demais funções: Responsabilidades –funções de liderança: - Analisar o cenário da saúde e do Hospital de Clínicas, além de sua área de atuação, identificando as necessidades e as perspectivas do cliente interno e externo da Instituição, visando à excelência na assistência ao paciente e sua família. - Estruturar e estabelecer estratégias, metas e ações, em consonância com os objetivos do Hospital de Clínicas, atingindo os resultados esperados dentro dos prazos e padrões pré-definidos. Responsabilidades – funções operacionais, administrativas e assistenciais: - Identificar as necessidades e as perspectivas do cliente interno e externo da Instituição, objetivando a excelência na assistência do paciente e sua família. - Executar as ações estabelecidas no planejamento da área, em consonância com os objetivos do Hospital de Clínicas, atingindo os resultados esperados dentro dos prazos pré-definidos. Competências: - Conhecimentos: orientações estratégicas do Hospital de Clínicas: Missão, Visão, Valores e Planejamento Estratégico; ética da conduta profissional. 138 Relatório de Atividades 2006 - Habilidades: liderança (funções de liderança); trabalho em equipe (funções operacionais, administrativas e assistenciais). - Atitudes: comprometimento com o cliente; comprometimento com resultados; postura ética adequada. Também houve a definição de responsabilidades e competências estratégicas do Grupo de Enfermagem, que passaram a compor todos os perfis do GENF: Responsabilidade: - Assegurar a qualidade do cuidado de Enfermagem através da sistematização da assistência de Enfermagem. Competências: - Conhecimento: sistematização da Enfermagem. - Habilidade: visão da integralidade do paciente. - Atitude: pró-atividade. Através da informatização da gestão do desempenho, a atualização dos perfis profissionais será otimizada, contribuindo como uma ferramenta mais ágil e dinâmica no apoio às ações gerenciais. 6.3 PROGRAMA INTEGRAR O Programa Integrar é uma ação multidisciplinar que tem por objetivo atender melhor o trabalhador da saúde nos aspectos relativos à sua adaptação na Instituição. Tal iniciativa deveu-se à percepção de que, considerando o porte e o papel social do Hospital de Clínicas, seus profissionais recém-contratados necessitam de uma especial preparação para desenvolver suas atividades. Esse Programa é realizado tanto para os funcionários contratados por prazo indeterminado quanto para os por prazo determinado. Sendo composto por seis etapas (figura 3), o Programa prevê ações de acolhimento, fornece informações importantes sobre a Instituição, facilita o aprendizado das rotinas da área onde o novo funcionário irá atuar, orienta as diferentes chefias no processo probatório e oportuniza espaços de escuta sobre possíveis ansiedades e expectativas individuais. 139 Relatório de Atividades 2006 FIGURA 3 – ETAPAS DO PROGRAMA INTEGRAR A tabela a seguir apresenta a evolução do Programa nos anos de 2004 a 2006, através de seus principais indicadores. TABELA - 54. INDICADORES DO PROGRAMA INTEGRAR Indicadores 2004 2005 2006 386 374 305 3.088 2.992 2.440 11.085 32.237 25.429 82,37% 87,20% 87,69% Número de participantes – Integração Institucional Geral Horas de treinamento – Integração Institucional Geral Horas de treinamento – Integração Setorial/Introdutórios/Oficinas Taxa de efetivação Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. A redução das horas de treinamento relativas ao Programa Integrar deve-se a um menor número de admissões no período e à contratação de pessoas já capacitadas anteriormente quando do cumprimento de contratos por prazos determinados. 140 Relatório de Atividades 2006 Avaliado e aprimorado periodicamente, através de pesquisa de opinião, avaliação de reação e análise de indicadores institucionais, o Programa, oportunizando um acolhimento humanizado e fortalecendo as relações de trabalho, contou, em 2006, com as seguintes melhorias: Transformação do módulo Programa Integrar em seminários periódicos, visando reforçar com as lideranças a importância do Programa e o papel das chefias neste processo. Realização da pesquisa de opinião junto aos funcionários admitidos de outubro de 2005 a janeiro de 2006, visando à avaliação do Programa. Parceria com a Escola Técnica de Enfermagem na Integração Setorial Funcional e nos Treinamentos Específicos. Realização mensal da Oficina de Ética e Valores, em parceria com a Comissão de Bioética, objetivando reforçar os aspectos relativos à postura ética adequada ao exercício profissional. A importância do Programa Integrar é reforçada pelo fato de 99% dos entrevistados na pesquisa de opinião terem referido sentir-se, após o período de experiência, adaptados e seguros para o desenvolvimento das atividades inerentes aos cargos que ocupam. Segundo um dos depoimentos registrados na Pesquisa, o Programa Integrar “mostra o quanto a Instituição está preocupada com o funcionário que está iniciando e está presente para ajudá-lo”1. Sendo reconhecido como uma ação diferencial na área pública, o Programa Integrar foi premiado pela Associação Brasileira de Recursos Humanos na 14ª Edição do Prêmio Top Ser Humano – Categoria Empresa. 6.4 PROGRAMA DE GESTÃO DO DESEMPENHO O Programa de Gestão do Desempenho desenvolve líderes e funcionários para a inserção no processo de avaliação funcional, buscando, além da valorização dos recursos humanos da organização, maior comprometimento das equipes com os objetivos estratégicos da Instituição. 1 Depoimento de um funcionário na Pesquisa de Opinião. 141 Relatório de Atividades 2006 Em 2006, foram implementadas significativas melhorias no Programa, visando facilitar a sua aplicabilidade, bem como viabilizar a sua utilização como subsídio para outros processos. São elas: Desenvolvimento e implantação do sistema informatizado da Gestão de Desempenho. Treinamento intensivo de áreas-piloto (Gerência de Hotelaria e Gerência de Engenharia e Manutenção), a fim de validar o novo processo da Gestão de Desempenho informatizada, atingindo um público de 96 chefias e 439 funcionários operacionais. Revisão da descrição dos perfis profissionais de áreas em geral, adequando-os ao Planejamento Estratégico e definindo as responsabilidades e as competências institucionais. Validação do novo formato de Gestão do Desempenho, para, futuramente, incorporar os resultados da avaliação como subsídio para concessão de mérito e para plano de carreira. As demais áreas, já capacitadas em anos anteriores, continuam com o acompanhamento da consultoria da CGP e, gradualmente, serão inseridas no processo informatizado. A meta estratégica estabelecida no Planejamento da Instituição para 2007 prevê, em relação ao processo da Gestão de Desempenho, 60% do quadro funcional com pelo menos uma avaliação de desempenho realizada no período. 6.5 CAPACITAÇÃO E DESENVOLVIMENTO A CGP tem implementado ações sistematizadas de capacitação e desenvolvimento de competências relacionadas aos perfis das diferentes funções da Instituição, possibilitando ao funcionário o atendimento pleno das responsabilidades do seu atual cargo ou preparando-o para novas responsabilidades decorrentes de processos de realocação interna ou reabilitação. Este aprimoramento é promovido através da viabilização de cursos externos e 142 Relatório de Atividades 2006 internos, visitas técnicas e estágios. Como exemplo, tem-se a parceria com a Escola Técnica de Enfermagem, através da qual foram realizadas atividades de educação em serviço e o acompanhamento aos funcionários admitidos no GENF. Os gráficos 3, 4 e 5 apresentam dados relacionados às atividades de treinamento no período 2004 a 2006: GRÁFICO - 3. HORAS DE TREINAMENTO Horas de Treinamento 104.219 120.000 115.873 80.205 90.000 60.000 30.000 0 2004 2005 2006 Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. GRÁFICO – 4. NÚMERO DE PARTICIPAÇÕES Número de Participações 17.468 20.000 11.144 15.000 11.580 10.000 5.000 0 2004 2005 2006 Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. GRÁFICO – 5. HORAS DE TREINAMENTO POR FUNCIONÁRIO/ANO Horas de Treinamento por Funcionário / Ano 26,76 28,62 22,22 30,00 20,00 10,00 0,00 2004 2005 2006 Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. 143 Relatório de Atividades 2006 O trabalho de consultoria da CGP tem possibilitado um diagnóstico mais preciso das necessidades de desenvolvimento, propondo a elaboração e execução de planos de capacitação para as áreas, o que colaborou para o comparativo de 2005/2006 apresentar: 11,18% de aumento no total das horas de treinamento; 50,84% de aumento no número de participações; 6,95% de aumento na hora de treinamento por funcionário. O gráfico 6 apresenta o investimento financeiro realizado em capacitação e desenvolvimento de 2004 a 2006. GRÁFICO – 6. INVESTIMENTOS EM CAPACITAÇÃO E DESENVOLVIMENTO Investimentos em Capacitação e Desenvolvimento / Ano (R$) 180.000 150.000 120.000 90.000 60.000 30.000 115.379 78.296 101.353 0 2004 2005 2006 Fonte: Gerência Financeira do Hospital de Clínicas. O menor investimento em Capacitação em 2006 ocorreu devido ao desenvolvimento de um maior número de instrutores internos, capacitados em novos conhecimentos e metodologias, que disseminaram na Instituição esse know-how. TABELA - 55. PARTICIPAÇÕES EM TREINAMENTOS POR ÁREA 2004 2005 2006 304 326 600 Vice-presidência Médica 1.248 1.894 2.046 Vice-presidência Administrativa 2.427 4.110 6.779 Grupo de Enfermagem 7.157 5.187 7.905 08 63 138 Presidência Grupo de Pesquisa e Pós-graduação Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. 144 Relatório de Atividades 2006 6.5.1 PROGRAMA “JEITO CLÍNICAS DE ATENDER” Com o objetivo de desenvolver ações de capacitação voltadas para a responsabilidade estratégica de orientação ao cliente, destaca-se o trabalho realizado em parceria com o SENAC, enfocando a qualidade na prestação dos serviços e atendimento ao cliente, denominado “O Jeito Clínicas de Atender”. Participaram desta atividade 351 funcionários, tais como: auxiliares de higienização e auxiliares administrativos que desempenham suas atividades nas áreas de Internação, Emergência e Convênios; auxiliares de processamento de roupas da Seção de Distribuição e Recolhimento de Roupas; e atendentes de alimentação da Seção de Distribuição de Alimentos, totalizando 3.159 horas treinamento. A partir desta atividade, foram realizadas outras ações: Curso de Preservação da Informação e Privacidade, com a participação de 292 funcionários, envolvendo 584 horas treinamento. Palestra: Atitudes Pessoais como Facilitador do Sucesso Profissional, com a participação de 255 funcionários, envolvendo 510 horas treinamento. Atividade “Atender Bem Faz Bem”: apresentação teatral com palestra, participação de 205 funcionários, envolvendo 410 horas treinamento. 6.5.2 PROGRAMA BEM-ESTAR E SAÚDE NO TRABALHO Com o objetivo de sensibilizar a população interna do Hospital sobre a temática da qualidade de vida, em parceria com o Serviço de Medicina Ocupacional (SMO), Serviço de Psicologia e Serviço Social, foi realizado um ciclo de palestras envolvendo os seguintes assuntos: Bem-estar e Saúde no Trabalho; O Cuidado de Si; Saúde do Corpo; Ética nas Relações; Vida Saudável e Estética; Climatério e Menopausa; e Orçamento Familiar e Economia Doméstica. Estes encontros totalizaram 412 horas treinamento. 145 Relatório de Atividades 2006 6.5.3 PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO GERENCIAL Promovendo a continuidade do desenvolvimento das lideranças, em 2006, foram realizadas ações reforçando o posicionamento estratégico das chefias frente aos desafios sintetizados pelo Planejamento Estratégico do Hospital de Clínicas: Programa BSC – Planejamento Estratégico: 1.937 horas de capacitação, visando o entendimento conceitual e a utilização da ferramenta Balanced Scorecard, estimulando a visão integral da organização com revisão dos planos de ação das áreas. Seminários Internos de Atualização Gerencial em Administração de Pessoas: 573 horas de treinamento em temas como Processo Seletivo e Contratação de Pessoas, Legislação Trabalhista e Programa Integrar. IG – Cubo Pessoas: 110 horas de capacitação para utilização do Sistema de Informações Gerenciais. Gestão do Desempenho: 1.519 horas de capacitação para o entendimento conceitual do Programa de Gestão do Desempenho, envolvendo a utilização do sistema informatizado. Curso de Especialização em Gestão Hospitalar: 2.010 horas de capacitação. Curso de Especialização em Avaliação de Tecnologias em Saúde (em andamento). Com o desenvolvimento das ações voltadas às lideranças, em 2006, foram realizadas 38,5 horas/ano de desenvolvimento gerencial, superando a meta estabelecida de 36 horas. Este resultado demonstra o investimento que a Instituição realiza no intuito de cumprir a estratégia “Desenvolvimento de Liderança e Trabalho em Equipe”. 6.5.4 PROGRAMA DE REABILITAÇÃO PROFISSIONAL O Programa da Reabilitação Profissional (PRP) tem por objetivo reabilitar funcionários que se encontram momentaneamente incapacitados para desenvolver 146 Relatório de Atividades 2006 suas atividades laborais. O programa é desenvolvido por uma equipe composta pela CGP, Medicina Ocupacional, Serviço de Psicologia e Serviço Social. A equipe realiza avaliações médicas, psicológicas e sociais, indicando, quando necessário, tratamentos ao funcionário com a finalidade de proporcionar o seu restabelecimento físico e emocional. A partir das avaliações, encaminha os funcionários para iniciar o treinamento da reabilitação profissional, com vistas a propor o seu retorno ao trabalho. Dando continuidade ao Programa, no ano de 2006 foram desenvolvidas as seguintes atividades: Acompanhamento médico e psicológico com 100% dos funcionários encaminhados para o PRP. Orientação às chefias que recebem os funcionários quanto ao planejamento e acompanhamento no período do estágio. Acompanhamento do funcionário durante este período. Grupo de acompanhamento psicológico. Reuniões semanais da equipe para discussão das possibilidades de reabilitação profissional. Com base nos indicadores do Programa de Reabilitação Profissional, apresentados nos gráficos 7 e 8, observa-se que: Do total de funcionários que iniciaram o período de estágio no ano de 2006, 75% foram reabilitados, estando aptos a retornarem ao trabalho. Houve um aumento de 27,53% no número de horas de treinamento durante o estágio em 2006, em relação a 2005. Ao longo de sua existência, o PRP já reabilitou 70 profissionais. 147 Relatório de Atividades 2006 GRÁFICO – 7. PROGRAMA DE REABILITAÇÃO PROFISSIONAL Dados Relativos ao PRP 58 Nº de Funcionários 60 50 55 43 40 24 30 19 20 19 17 15 20 10 0 Nº de f uncionários encaminhados para PRP Nº de f uncionários encaminhados para t reinament o pela reabilit ação 2004 2005 Nº de f uncionários que concluiram t reinament o 2006 Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. GRÁFICO – 8. HORAS DE TREINAMENTO NA REABILITAÇÃO PROFISSIONAL Horas de Treinam ento na Reabilitação Profissional Nº de Horas 10.858 12.000 10.000 8.000 6.000 4.000 2.000 0 8.037 2004 8.514 2005 2006 Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. Através destas ações, o Hospital reforça valores institucionais como Respeito à Pessoa e Responsabilidade Social, uma vez que privilegia a reinserção na vida laboral, auxiliando na diminuição de problemas sociais e proporcionando melhor qualidade de vida para as pessoas que trabalham na Instituição. 6.6 PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS Para ampliar as ações de estímulo ao desenvolvimento profissional e à melhoria contínua, o Hospital de Clínicas obteve êxito na aprovação de ajuste em seu Plano de Cargos e Salários pelos órgãos governamentais competentes (Min. da Educação, Min. do Planejamento Orçamento e Gestão – através do Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais – e Delegacia Regional do Trabalho). 148 Relatório de Atividades 2006 O ajuste no Plano de Cargos e Salários fez-se necessário uma vez que a última revisão foi em 1987 e, desde então, não houve mais alterações em sua estrutura, as quais são imprescindíveis para que a Instituição consiga alinhar os seus cargos com a nova realidade social, tecnológica e organizacional, nos níveis interno e de mercado. As alterações iniciaram em março de 2006, com a redução da carga horária dos funcionários administrativos, passando de 44 para 40 horas semanais, e da unificação da carga horária e da remuneração dos profissionais da Enfermagem, os quais passaram a cumprir jornada de 36 horas semanais. Estas mudanças na carga horária foram realizadas no intuito de proporcionar maior qualidade de vida para os funcionários, reduzindo o tempo de exposição aos fatores repetitivos. Em 2006, outra ação adotada foi a criação de comitês multidisciplinares para discussão e definição da normatização e das demais etapas do ajuste do Plano de Cargos e Salários para ser implementado em 2007, visto que os cargos serão dispostos em três grandes grupos: Básico (carreira operacional); Intermediário (carreira administrativa, assistencial enfermagem, assistencial médica, manutenção e técnico em secretariado) e Superior (diversas carreiras). Essa alteração no Plano de Cargos e Salários está alinhada aos programas de Desenvolvimento e Gestão de Desempenho, bem como às estratégias institucionais, no que tange aos seus valores e missão, representando uma nova forma de gestão de pessoas, dando maior motivação ao funcionário e propiciando que o mesmo busque o seu autodesenvolvimento para que possa disputar as vagas internas de acordo com o que prevê a legislação vigente. 6.7 6.7.1 BENEFÍCIOS PLANO DE SAÚDE O plano de saúde teve o contrato renovado em 2006, com algumas alterações necessárias para a sua manutenção. A partir de 1º de julho, as novas adesões passaram a ser com carência, excetuando-se as de funcionários aprovados no período 149 Relatório de Atividades 2006 probatório e dos filhos recém-nascidos, que em até 30 dias podem aderir sem carência. No ano de 2006, houve 709 novas adesões de funcionários e 1.250 de dependentes, totalizando 3.357 beneficiários no plano de saúde, alcançando o percentual de adesão de 82,31%. Outra modificação foi relativa ao plano odontológico, que a partir de 1º de outubro passou a vigorar independente do plano principal. A partir deste período, ocorreram 324 adesões de funcionários e 352 de dependentes, totalizando 676 beneficiários. Além disso, em 2006, foi desenvolvida uma funcionalidade específica no sistema de folha de pagamento STARH direcionada ao gerenciamento do plano de saúde. 6.7.2 LICENÇA ESPECIAL É o afastamento remunerado a que o funcionário tem direito de acordo com o tempo de serviço na Instituição. TABELA - 56. LICENÇA ESPECIAL Funcionários beneficiados 2004 2005 2006 456 438 519 Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. 6.7.3 LICENÇA PARA ATIVIDADES DE DESENVOLVIMENTO O Clínicas concede a seus funcionários licença remunerada para participação em congressos, convenções, seminários e encontros que visem ao desenvolvimento profissional. TABELA - 57. LICENÇAS EM 2006 Número de participações Horas-participação Exterior 41 1.464 No país 546 12.639 Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. 150 Relatório de Atividades 2006 6.7.4 COMPLEMENTO DO AUXÍLIO-DOENÇA Quando o funcionário precisar se afastar por doença ou acidente de trabalho, em período superior a 15 dias, e nos casos em que o benefício foi inferior ao salário, o Hospital de Clínicas complementa o valor pago pelo INSS por até 12 meses, considerando o salário nominal acrescido, quando houver, de função gratificada, adicional por tempo de serviço e insalubridade/periculosidade. TABELA - 58. COMPLEMENTOS DO AUXÍLIO-DOENÇA Número de complementos pagos Valor de complementos pagos (R$) 2005 2006 1.349 1.032 703.002,34 717.419,88 Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. 6.7.5 CRECHE O Hospital de Clínicas disponibiliza a Creche Vera Fabrício Carvalho a filhos de funcionários, com idade entre três meses e sete anos incompletos. A Creche, através da equipe educacional e com o suporte dos serviços de Nutrição e Dietética e de Psicologia, atendeu o total de 171 alunos, nas turmas de berçário, maternal e jardim. Foram oferecidas atividades extraclasse como dança, inglês e teatro. O trabalho educacional foi complementado através da parceria firmada com algumas universidades para realização de estágio na Creche. 6.7.6 LIBERAÇÃO PARA MESTRADO E DOUTORADO Foi aprovada pela Administração Central, em maio de 2005, a liberação de funcionários para participação em atividades de aperfeiçoamento profissional (mestrado ou doutorado), em um total de quatro horas semanais. TABELA - 59. Períodos LIBERAÇÃO PARA MESTRADO Número de funcionários Total de horas 2005 09 376 2006 19 1.112 Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. 151 Relatório de Atividades 2006 6.7.7 REFEITÓRIO Em 2006, foi implementado o Sistema de Controle de Acesso – Refeitório. Através deste software, conectado de forma on-line com os sistemas de freqüência, de acesso ao estacionamento e às áreas restritas, foram obtidos os seguintes benefícios: maior segurança e rapidez das informações; eliminação de controle paralelo de acesso ao refeitório; informação on-line de bloqueio de acesso e admissões; controle efetivo dos usuários com permissão de acesso, conforme rotina estabelecida pelo Serviço de Nutrição e Dietética. 6.8 PESQUISA DE CLIMA ORGANIZACIONAL Realizada a cada dois anos, a Pesquisa de Clima Organizacional visa identificar o grau de satisfação e insatisfação dos funcionários no que se refere a fatores como ambiente físico, disponibilidade de recursos, oportunidades de participação, comunicação, desempenho, desenvolvimento, liderança e realização pessoal. Os dados provenientes desta pesquisa servem de orientação a ações de melhoria voltadas à gestão dos funcionários e ao clima organizacional. No ano de 2006, a pesquisa foi realizada em novembro, através da contratação de uma empresa especializada, visando reforçar o sigilo e a idoneidade do processo. Tendo como campanha “Queremos ouvir Você”, o estímulo à participação dos funcionários deu-se através de carta do presidente aos funcionários, carta às chefias, banners, cartazes nos setores, divulgação via intranet, e-mail e das lideranças. A tabela a seguir apresenta o percentual de participantes nos três últimos ciclos da Pesquisa. Os resultados de 2006 serão divulgados no 1º trimestre de 2007. TABELA - 60. PERCENTUAL DE PARTICIPANTES 2002 2004 2006 Respondentes 1.342 1.200 2.477 Funcionários ativos 3.706 3.813 3.953 36,21% 31,47% 62,66% Percentual de participantes Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas e Fornasier Pesquisas & Desenvolvimento Ltda. 152 Relatório de Atividades 2006 6.9 MOVIMENTAÇÃO DE PESSOAL O quadro atual do Hospital de Clínicas é composto de 4.078 funcionários. Além destes, atuam na Instituição 279 professores, 314 médicos-residentes, 1.954 estagiários curriculares, voluntários e bolsistas. TABELA - 61. QUADRO DE PESSOAL Ocupação 2004 2005 2006 Médico 366 387 420 Enfermeiro 388 388 407 Farmacêutico bioquímico 72 77 77 Nutricionista 24 25 25 Psicólogo 9 8 9 Assistente social 11 11 12 Fisioterapeuta 4 6 11 Fonoaudiólogo 7 7 7 Biólogo 15 14 15 Odontólogo 6 6 6 Técnico de enfermagem 654 670 682 Técnico de radiologia 53 56 63 Auxiliar de enfermagem 657 669 675 Outros 1.618 1.659 1.669 Total 3.884 3.983 4.078 Docentes 2004 2005 2006 247 252 259 20 20 20 Residentes 2004 2005 2006 Médicos 281 298 314 Professores da Faculdade de Medicina/Odontologia Professores da Escola de Enfermagem Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. 153 Relatório de Atividades 2006 Constata-se um incremento de pessoal, principalmente em ocupações assistenciais e de apoio às mesmas. O aumento no quadro de funcionários ocorreu devido à necessidade de melhoria no atendimento aos pacientes, bem como de redução no quantitativo de horas extras, as quais oneram em muito as despesas de pessoal e contribuem para aumento das doenças ocupacionais. Para um melhor e mais seguro gerenciamento do quadro de pessoal, em 2006 a CGP adquiriu um sistema informatizado vinculado diretamente à folha de pagamento, agilizando o acesso às informações. Este novo módulo permite que diversos usuários estejam conectados simultaneamente, obtendo as informações em tempo real. Para prover e manter a Instituição com um quadro de pessoal adequado às suas atividades, são realizados processos seletivos públicos e realocações internas. 6.9.1 PROCESSO SELETIVO PÚBLICO O ingresso de novos funcionários, atendendo à legislação, ocorre através da aprovação em processo seletivo público e visa suprir o quadro de pessoal com os mais capacitados profissionais do mercado. O processo envolve: Acompanhamento de cadastro e identificação da necessidade de realização do processo seletivo. Orientação às áreas na definição de bancas examinadoras e na construção dos perfis e do processo de seleção, com a definição dos tipos de provas, seus conteúdos e as etapas de seleção dos candidatos. Análise dos processos e orientação às bancas examinadoras em relação as suas responsabilidades, visando à ética e transparência. Contratação da Fundação de Apoio à Universidade Federal (FAURGS) para execução dos processos seletivos. Foram publicados 11 editais para a realização de 77 processos seletivos públicos, nos quais se inscreveram 15.548 candidatos. 154 Relatório de Atividades 2006 Neste período, foram realizadas 428 admissões, conforme tabela a seguir. TABELA - 62. ADMISSÕES Admissões 2004 2005 2006 472 504 428 Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. Em comparação com o ano de 2005, houve redução no número de admissões, tendo em vista um menor número de desligamentos e o aumento do número de funcionários afastados no INSS que retornaram ao trabalho. A eficiência no preenchimento das vagas é medida através do tempo médio decorrido entre a convocação do candidato e sua admissão. A tabela a seguir mostra que em 2006 houve uma diminuição no tempo médio de preenchimento das vagas. Esta redução ocorreu por variáveis como a reestruturação da equipe responsável pelo processo de preenchimento de vagas e a diminuição no número de admissões por prazo determinado, tendo em vista a dificuldade dos candidatos aceitarem esta forma de contratação. TABELA - 63. TEMPO MÉDIO DE PREENCHIMENTO DE VAGAS Processos de admissão 2005 2006 13,03 dias 11,26 dias Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. 6.9.2 REALOCAÇÕES INTERNAS O processo de realocação envolve a realização de seleção entre os funcionários da Instituição, possibilitando melhor aproveitamento das competências internas e agregando os conhecimentos já adquiridos no exercício profissional no Hospital às necessidades das áreas, bem como mantendo um quadro funcional reconhecido e motivado. Desta forma, a realocação interna oportuniza aos funcionários: transferência de área, na mesma ocupação; transferência de turno; 155 Relatório de Atividades 2006 troca de ocupação dentro da mesma classe salarial; ascensão dentro de uma mesma carreira; desenvolvimento de novas habilidades e competências. No processo de seleção os critérios são, de modo geral, o histórico do desempenho funcional, a participação em atividades de treinamento, as competências requeridas no perfil do cargo e a motivação do funcionário para a nova oportunidade. Como etapas de seleção usualmente tem-se a revisão do perfil da vaga, a divulgação do processo para inscrições, a realização de reuniões informativas, dinâmicas de grupo e entrevistas individuais, com a participação da chefia da área requisitante e da consultora da Coordenadoria de Gestão de Pessoas. TABELA - 64. ACOMPANHAMENTO DO NÚMERO DE SELEÇÕES PARA REALOCAÇÃO Períodos 2004 2005 2006 Número de processos 10 24 13 Áreas requisitantes 08 14 07 Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. A variação do número de realocações internas de 2004 a 2006 deve-se, principalmente, ao fato de que nos anos eleitorais a rotatividade diminui em virtude da impossibilidade de desligamentos por parte da Instituição. Através deste processo, em 2006, foram realocados 39 funcionários envolvendo os serviços de Patologia Clínica, Governança e Higienização, Processamento de Roupa e Finanças; as unidades de Apoio ao Diagnóstico e Tratamento e de Radiologia; e a Seção de Creche. Em decorrência da aprovação dos ajustes do Plano de Cargos e Salários, prevê-se para os próximos períodos um aumento no número de processos de seleção para realocação. 156 Relatório de Atividades 2006 6.9.3 DESLIGAMENTO FUNCIONAL Outro aspecto a ser analisado na movimentação do quadro de pessoal é o número de desligamentos ocorridos no período. O ano de 2006, em comparação com 2005, apresentou diminuição no número de desligamentos sem justa causa tendo em vista o período eleitoral, bem como a melhoria nos processos de gestão de pessoas. TABELA - 65. NÚMERO DE DESLIGAMENTOS Tipos de desligamento 2004 2005 2006 Sem justa causa – DSJC 40 60 47 Sem justa causa – aposentados 11 19 13 Término de contrato - substituição licença 98 139 145 Com justa causa 02 01 01 Contratos de experiência 37 14 17 Pedidos de demissão 115 92 94 Morte 09 06 04 Total 312 331 321 Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. Quando a iniciativa da solicitação de desligamento parte do funcionário (pedido de demissão), é realizada uma entrevista na CGP, a fim de verificar os motivos desta decisão e analisar em conjunto suas implicações. Entre os motivos para esses desligamentos, destacam-se: 28,7% por incompatibilidade de horário com outra atividade profissional, estudos ou outro compromisso. 23,4% para assumir outra atividade empregatícia. 22,3% para assumir outras atividades de trabalho, através de aprovação em concurso público. 11,7% por motivos pessoais. 8,5% para assumir atividade empregatícia com contrato indeterminado, pois no Clínicas o trabalho era temporário. 6,3% para assumir cargo de professor na UFRGS. 157 Relatório de Atividades 2006 6.9.4 INDICADORES Para gerenciar os processos relativos à administração de pessoas, em 2006 consolidou-se a utilização do sistema Informações Gerenciais (IG) na divulgação de dados referentes às horas extras, turnover e absenteísmo, propiciando maior segurança na apuração das informações e facilidade de acesso aos gestores. 6.9.4.1 Horas extras O compromisso institucional de redução do quantitativo mensal de pagamento de horas extras, estabelecido a partir de outubro de 2005, foi atingido. Traçando um comparativo com o ano de 2005, houve uma redução de 128.147 horas extras, equivalente a 40,22% do número de horas pagas, resultado obtido através de estabelecimento de: Meta institucional (no máximo 15 mil horas extras mensais). Mudança da cultura organizacional. Cotas de horas extras por grupos. Gerenciamento da força de trabalho realizado em conjunto com as lideranças de cada área. Investimento em tecnologia através de software de freqüência (sistema de freqüência Ronda) onde a descentralização e a transparência possibilitam o monitoramento e o controle da realização de horas para cumprimento de cotas, assim como a redução do passivo trabalhista. GRÁFICO – 9. HORAS EXTRAS Horas Extras 327.686 318.566 400.000 350.000 300.000 250.000 200.000 150.000 100.000 50.000 0 190.419 2004 2005 2006 Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. 158 Relatório de Atividades 2006 O gerenciamento das horas extras e a adoção de políticas institucionais resultaram em uma economia orçamentária no valor total de R$ 1.989.785,00, comparando com o valor gasto com esta rubrica em 2005, conforme gráfico 10. O resultado deste ano permitirá o estabelecimento de novos desafios para 2007. GRÁFICO – 10. EVOLUÇÃO DOS VALORES PAGOS EM HORAS EXTRAS Evolução dos Valores Pagos à Título de Horas Extras 8.858.342 8.487.255 9.000.000 8.000.000 7.000.000 6.000.000 5.000.000 4.000.000 6.868.558 2004 2005 2006 Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. 6.9.4.2 Rotatividade de pessoal e tempo de permanência TABELA - 66. ANÁLISE COMPARATIVA – ROTATIVIDADE DE PESSOAL HOSPITAIS 2006 HCPA A B C D E MÉDIA Jan. 1,39 1,61 1,36 1,34 2,40 1,47 1,60 Fev. 0,71 0,93 1,19 0,51 1,24 1,04 0,94 Mar. 0,78 2,14 2,17 0,44 1,51 1,67 1,45 Abr. 0,90 1,71 1,44 1,03 2,35 2,14 1,60 Maio 1,04 2,02 1,66 0,87 1,91 2,07 1,59 Jun. 1,19 2,35 0,99 0,61 1,31 1,36 1,30 Jul. 0,75 1,06 1,22 0,51 1,39 1,73 1,11 Ago. 0,68 2,41 1,08 0,73 1,30 NI 1,24 Set. 0,43 1,83 0,76 0,99 1,40 NI 1,08 Out. 0,52 1,46 1,02 0,57 1,13 NI 0,94 Nov. 0,51 * * * * * 0,51 Dez. 0,40 * * * * * 0,40 Média 0,78 1,75 1,29 0,76 1,59 1,64 1,30 Fonte: Grupo de Gestão de Informações de Recursos Humanos (GGIRH). *Os dados referentes aos demais hospitais foram disponibilizados até outubro de 2006. 159 Relatório de Atividades 2006 GRÁFICO – 11. ROTATIVIDADE DE PESSOAL Rotatividade de Pessoal 1,75 1,59 1,80 1,64 1,29 1,60 Média 2006 1,40 1,20 0,78 0,76 1,00 0,80 0,60 0,40 0,20 HCPA A B C D E Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. GRÁFICO – 12. TEMPO DE PERMANÊNCIA Tempo de Permanência 21 a 25 anos 6,25% acima de 25 anos 6,40% Até 5 anos 32,07% 16 a 20 anos 14,30% 11 a 15 anos 17,97% 6 a 10 anos 23,00% Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. O Hospital de Clínicas mantém-se com um dos menores índices de rotatividade de pessoal entre os hospitais, estando 0,52 pontos percentuais abaixo da média dos componentes do GGIRH. Do quadro de pessoal do Hospital, 44,92% possuem mais de dez anos de tempo de serviço, demonstrando, com isto, uma política eficiente de manutenção dos recursos humanos na Instituição. Em 2006, foi instituída a Distinção Por Tempo de Serviço no Hospital de Clínicas, que homenageará, anualmente, os funcionários que completam 25, 30 e 35 anos de trabalho ininterrupto. Nessa primeira edição do evento, foram homenageados 56 funcionários na primeira categoria, 27 na segunda categoria e quatro na terceira categoria. 160 Relatório de Atividades 2006 O HCPA é considerado um hospital de excelência e referência no sul do país. Integrante do SUS - Sistema Único de Saúde, presta assistência de forma universalizada e gratuita nas seguintes grandes áreas 6.9.4.3 ABSENTEÍSMO GRÁFICO – 12. ABSENTEÍSMO ABSENTEÍSMO 3,07 2,67 3,00 2,19 2,00 1,00 0,00 2004 2005 2006 Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas. Verifica-se que o Hospital de Clínicas apresentou crescimento significativo no absenteísmo em 2005 e 2006, que se deve, na maior parte, a um aumento nos casos de doenças e acidentes de trabalho, cujos índices passaram de 1,74%, em média, no ano de 2004, para 2,20% em 2005 e 2,57% em 2006, representando um aumento de 0,83 pontos percentuais. O plano de saúde oferecido aos funcionários possibilitou que muitas pessoas que necessitavam de tratamento (por exemplo, consultas médicas e exames preventivos) e vinham postergando pudessem realizá-lo. Entende-se que, passada esta fase inicial, a demanda deva ser regularizada. A promoção da Campanha de Acidente Zero (parceria entre SMO e CIPA), desenvolvendo atividades de prevenção, e o Programa de Desenvolvimento Gerencial, estimulando ações mais efetivas do corpo gerencial no acompanhamento de suas equipes de trabalho, são estratégias para diminuir o absenteísmo e trazê-lo mais próximo à meta institucional de 2%. 161 Relatório de Atividades 2006 6.9.4.4 Reclamatórias trabalhistas No ano de 2006 houve a continuidade da revisão permanente das práticas de administração de pessoal, o cumprimento integral da legislação trabalhista e das convenções coletivas de trabalho. A elevação do quantitativo das reclamatórias trabalhistas deveu-se ao ingresso de 15 ações que versam sobre dois temas, ainda controversos nos tribunais trabalhistas: Nove ações questionando a multa de 40% sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), nos casos de demissões de aposentados. Seis ações solicitando reintegração ao emprego, alegando amparo da Lei 8.112, que trata do Regime Jurídico dos Servidores Públicos, visto que o ingresso ocorreu por concurso público. Excluindo-se estas 15 ações, das 42 ajuizadas, fica demonstrado que o quantitativo anual permaneceu nos mesmos patamares dos anos anteriores. GRÁFICO – 14. EVOLUÇÃO DAS RECLAMATÓRIAS Evolução 100 89 80 59 60 45 42 39 40 21 13 23 2003 2004 2005 20 0 1999 2000 2001 2002 2006 Fonte: Consultoria Jurídica Hospital de Clínicas. 6.10 MEDICINA OCUPACIONAL O Serviço de Medicina Ocupacional (SMO) desenvolve ações em saúde com ênfase na prevenção e proteção, com atendimento qualificado e integral através da Unidade SESMT (Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho), Unidade de Saúde dos Funcionários e Ambulatório de Doenças Ocupacionais. 162 Relatório de Atividades 2006 Os atendimentos realizados pelo SMO são consultas ocupacionais, assistenciais e de Enfermagem. ATENDIMENTOS REALIZADOS TABELA - 67. Atendimentos Total Média/mês Média/dia 2004 2005 2006 35.540 38.360 38.706 2.962 3.197 3.226 142 153 155 Fonte: Unidade de Segurança e Medicina do Trabalho/Hospital de Clínicas. 6.10.1 UNIDADE DE SERVIÇO ESPECIALIZADO EM SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO (SESMT) Através desta Unidade são realizados os seguintes programas: - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). - Programas especiais de controle médico. - Programa de reabilitação profissional e para pessoas portadoras de deficiência. - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. - Elaboração de laudos técnicos (insalubridade, periculosidade, aposentadoria especial e ergonômicos). - Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP). - Análise e registro de acidentes de trabalho e doença ocupacional. São descritos a seguir alguns desses programas. Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional: tem caráter de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce dos agravos à saúde relacionados ao trabalho, além da constatação da existência de casos de doenças profissionais ou danos à saúde dos trabalhadores. Inclui, entre outros, a realização obrigatória dos exames médicos descritos nas tabelas abaixo, que abrange a anamnese ocupacional e o exame físico. Os exames complementares específicos foram realizados conforme a exposição ocupacional existente. 163 Relatório de Atividades 2006 EXAMES MÉDICOS OBRIGATÓRIOS TABELA - 68. Tipo de exame 2004 2005 616 756 700 3.667 3.567 3.608 72 25 41 Retorno ao trabalho 276 264 463 Demissional 256 239 239 4.999 4.851 5.051 Admissional Periódico Troca de função Total 2006 Fonte: Unidade de Segurança e Medicina do Trabalho/Hospital de Clínicas. TABELA - 69. CONSULTAS Tipo de consulta 2004 2005 2006 Exames médicos obrigatórios 4.999 4.851 5.351 Consultas ocupacionais 6.277 7.569 8.896 Consultas de Enfermagem 6.384 7.255 7.577 Total 17.660 19.675 21.824 Fonte: Unidade de Segurança e Medicina do Trabalho/Hospital de Clínicas. TABELA - 70. PRODUTIVIDADE DOS EXAMES MÉDICOS PERIÓDICOS Exame médico periódico 2004 2005 2006 Total 3.667 3.450 3.608 376 292 3.852 3.893 4.041 95,20% 98,28% 96,51% Nº de funcionários admitidos no ano Número médio de funcionários Percentual de funcionários com EMP atualizado Fonte: Unidade de Segurança e Medicina do Trabalho/Hospital de Clínicas. Programas especiais de controle médico realizados durante o ano: - Programa de prevenção de perda auditiva. - Programa de prevenção de risco biológico. - Programa de prevenção e controle de distúrbios músculo-esqueléticos relacionados com o trabalho. - Programa de melhorias ergonômicas nos ambientes de trabalho. - Programa de prevenção de tuberculose. 164 Relatório de Atividades 2006 - Programa de reabilitação profissional e para pessoas portadoras de deficiência. Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA): visa à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores através da antecipação, do reconhecimento, da avaliação e do controle da ocorrência de riscos ambientais que existam ou venham a existir no ambiente de trabalho. Os riscos ambientais físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes foram identificados e relacionados com as fontes geradoras, as funções e as atividades. Avaliações quantitativas, conforme tabela a seguir, foram realizadas sempre que necessário, comprovando o controle de exposição ou a inexistência de riscos, dimensionando a exposição dos profissionais e subsidiando o equacionamento das medidas de controle. TABELA - 71. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELA UNIDADE SESMT Tipo de laudo técnico 2005 2006 Ambiental 94 30 PPRAs 76 11 Ergonômico/Insalubridade/ Periculosidade 155 111 Perfil profissiográfico previdenciário* 213 278 Aposentadoria especial (DSS- 8030 + laudo técnico) 350 148 Total 888 578 Fonte: Unidade de Segurança e Medicina do Trabalho/Hospital de Clínicas. *Perfil profissiográfico previdenciário (PPP) é o documento histórico-laboral do trabalhador, segundo modelo instituído pelo INSS, que, entre outras informações, deve conter registros ambientais, resultado de monitoração biológica e dados administrativos. Análise de acidentes do trabalho: a análise e o registro de acidentes do trabalho e de doença profissional são atividades desenvolvidas pelo SESMT, descrevendo a história e as características dos acidentes e/ou doença ocupacional, os fatores ambientais, as características do agente e as condições do indivíduo portador de doença ocupacional ou acidentado. 165 Relatório de Atividades 2006 TABELA - 72. ACIDENTES DO TRABALHO/DOENÇAS OCUPACIONAIS Modalidade 2004 2005 2006 Acidente do trabalho com afastamento 126 141 213 Doença ocupacional com afastamento 20 34 16 170 203 183 Acidente com material biológico (sem afastamento) Fonte: Unidade de Segurança e Medicina do Trabalho/Hospital de Clínicas. TABELA - 73. COEFICIENTE TRABALHO DE Modalidade Coeficiente de gravidade (média) Dias perdidos (total) HHT (total) Nº de acidentes (AT + DO) GRAVIDADE DE ACIDENTES 2005 2006 % 3.515,54 2.766,02 ↓ 21,32% 28.488 21.578 ↓ 24,26% 8.103.423 7.801.075 175 229 DE ↑ 30,00% Fonte: Unidade de Segurança e Medicina do Trabalho/Hospital de Clínicas. Os registros de acidentes de trabalho aumentaram em 30% no ano de 2006, em comparação ao ano de 2005. Entretanto, no último ano ocorreu uma diminuição de mais de 50% de registro de doença ocupacional e 9,85% de redução dos acidentes de trabalho com exposição a material biológico. Embora tenha aumentado a freqüência dos acidentes de trabalho, diminui o coeficiente de gravidade em 21,32%, e de 24,26% do total de dias de trabalho perdidos. 6.10.2 UNIDADE DE SAÚDE DOS FUNCIONÁRIOS Tem como objetivo prestar um atendimento de saúde para os trabalhadores do Hospital de Clínicas, buscando desenvolver ações de atendimento integral em saúde, priorizando o pronto atendimento. É constituída pelas especialidades de clínica médica, ginecologia e ortopedia, que fazem o atendimento somente de funcionários nas dependências do SMO. Em dezembro de 2005, foram incorporados ao grupo dois médicos clínicos, um pediatra e um otorrinolaringologista, que atendem dependentes e funcionários do hospital e da UFRGS junto aos ambulatórios. A tabela a seguir mostra a distribuição dos atendimentos realizados pela Unidade. 166 Relatório de Atividades 2006 TABELA - 74. ATENDIMENTOS REALIZADOS NO SMO Tipo de atendimento Consultas atendidas/ 2005 Clínica Média/2005 Consultas atendidas/2006 Média/2006 13.576 1.131 12.246 1.021 Ortopedia 3.348 279 3.025 252 Ginecologia 2.482 207 2.063 172 19.406 1.617 17.334 1.445 Total Fonte: Unidade de Saúde dos Funcionários/Hospital de Clínicas. Durante o ano, foram realizadas as seguintes atividades: Programa de Prevenção de HIV/AIDS. - Realização de diversas atividades com distribuição de folders e material informativo, palestras, grupos de teatro e caminhada de conscientização. - Realização do I Curso de Atualização em HIV/AIDS, com participação de 500 pessoas. - Participação no Prêmio Bristol, categoria de educação continuada – Programa de Prevenção do HIV/AIDS . - Participação do concurso do CEN-AIDS – Conselho Empresarial Nacional para Prevenção do HIV no Trabalho, tendo conquistado o 1º lugar na categoria de empresa de grande porte. Programas de Educação em Saúde. - Realização de palestras mensais para funcionários sobre asma, diabetes, hipertensão, dislipidemia, pré-natal e obesidade. Programa de Atenção à Saúde do Trabalhador. - Realização de palestras de sensibilização e reflexão, tendo como objetivo oferecer um espaço de discussão e acolhimento aos funcionários em situação de vulnerabilidade e adoecimento. Programas de vacinação. - Gripe: 1.669 doses. 167 Relatório de Atividades 2006 - Hepatite B: 373 doses. - Tétano: 329 doses. Academia do Hospital de Clínicas. - Atendeu 392 funcionários, oferecendo atividade física orientada. 6.10.3 AMBULATÓRIO DE DOENÇAS DO TRABALHO Desenvolve atividades voltadas para o atendimento de pacientes potencialmente portadores de patologias ocupacionais. Em 2006, foram realizadas 2.195 consultas. Nos atendimentos em grupo, houve 61 pacientes com doenças crônicas, 38 com pneumopatias ocupacionais e 67 com hepatopatias tóxicas virais. Também é área de formação e capacitação de recursos humanos, com a Residência em Medicina do Trabalho formando e desenvolvendo habilidades no diagnóstico diferencial das doenças relacionadas ao trabalho. Esta área sedia, ainda, atividades de pesquisa e de capacitação de alunos da Especialização em Medicina do Trabalho da UFRGS. 6.10.4 ACADEMIA DE GINÁSTICA A Academia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, localizada no Parque Social, foi inaugurada em março de 2006, para atender funcionários, professores e médicos residentes da Instituição. Oferecendo diferentes modalidades, que abrangem exercícios resistidos (musculação) e aeróbios (esteira, bicicleta e transport), com uma avançada linha de equipamentos, beneficia todos os que desejam desenvolver um programa orientado de atividades físicas – seja para recuperação da saúde ou na busca de condicionamento físico –, com reflexos no incremento da qualidade de vida e do bem-estar no trabalho. Durante os primeiros dez meses de funcionamento, todos os usuários da Academia foram submetidos a uma avaliação médica e, em alguns casos, também a avaliação ortopédica e cardiovascular. Além disso, foram oferecidas avaliações físicas periódicas diferenciadas, realizadas a cada 20 sessões de exercício, que envolveram análises antropométrica (baseada em perímetros corporais, diâmetros ósseos e 168 Relatório de Atividades 2006 dobras cutâneas), postural, cardiovascular submáxima e de força muscular, visando otimizar a prescrição de exercícios físicos individualizada. Até dezembro de 2006, a Academia já contava com a participação de 302 usuários, o que representa aproximadamente 8% dos funcionários do Hospital de Clínicas das mais diversas áreas (tabela 75), com destaque para o número de usuários ligados à área da enfermagem, os atendentes de alimentação, os auxiliares de higienização e os auxiliares administrativos que, somados, representam cerca de 50% do total. Esses funcionários são distribuídos em 16 grupos de exercício, cada um contendo até 20 participantes. Os grupos são distribuídos em horários que variam das 8 da manhã às 9 da noite, com freqüência semanal de duas ou três sessões de exercício (tabela 76), freqüência semanal considerada adequada por diversos órgãos de saúde internacionais. TABELA - 75. USUÁRIOS DA ACADEMIA DISTRIBUÍDOS POR FUNÇÕES Profissão Quantidade Enfermagem (técnico/auxiliar) 52 Auxiliar administrativo II 30 Atendente de alimentação 29 Auxiliar de higienização 19 Auxiliar administrativo III 12 Auxiliar administrativo I 07 Auxiliar administrativo IV 02 Outros 151 Total 302 Fonte: Unidade de Segurança e Medicina do Trabalho/Hospital de Clínicas. 169 Relatório de Atividades 2006 TABELA - 76. Horário HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO DA ACADEMIA segunda-feira terça-feira quarta-feira quinta-feira sexta-feira 08:00-09:00 09:00-10:00 Academia 10:00-11:00 Academia Academia 11:00-12:00 12:00-13:00 13:00-14:00 14:00-15:00 Academia Academia Academia 15:00-16:00 Academia 16:00-17:00 17:00-18:00 18:00-19:00 19:00-20:00 Academia Academia Academia 20:00-21:00 Fonte: Unidade de Segurança e Medicina do Trabalho/Hospital de Clínicas. Até o final de 2006, a Academia teve aproximadamente 1.200 pessoas inscritas, número ainda superior às vagas disponíveis, o que representa um percentual significativo de indivíduos interessados em praticar exercícios físicos. Paralelamente às atividades rotineiras, foram ministradas algumas palestras sobre os benefícios dos diferentes tipos de exercício físico, a fim de salientar sua importância na rotina social e profissional. Esta iniciativa envolveu tanto os usuários da Academia como profissionais que não a freqüentam. 6.10.5 PSICOLOGIA E SAÚDE DO TRABALHADOR O Serviço de Psicologia desenvolve suas atividades integrado ao Serviço de Medicina Ocupacional, com projetos e ações direcionadas às expectativas dos usuários e dos projetos que atendem as demandas das ações estratégicas e políticas de nossa instituição. 170 Relatório de Atividades 2006 Intervenções individuais - Atendimentos individuais no Ambulatório de Saúde Mental do Trabalhador (inclui o acompanhamento individual dos funcionários em período probatório, além dos demais atendimentos psicológicos para outras situações relacionadas ao trabalho), totalizando 1.222 atendimentos. Intervenções coletivas - Intervenção institucional a equipes de trabalho (inclui diagnósticos institucionais, atendimentos psicológicos a chefias e a grupos), totalizando 151 atendimentos. - Grupos de reflexão (focados na discussão sobre o impacto psíquico do trabalho hospitalar), totalizando 135 atendimentos. - Participação no Programa de Reabilitação Profissional. - Participação em programas de prevenção da saúde do trabalhador (Prevenção de HIV/AIDS, Prevenção de Doenças Ocupacionais, Programa de Atenção a Saúde dos Trabalhadores – Trabalhadores em situação de vulnerabilidade e Programa de Prevenção de Acidentes de Trabalho). - Participação em programas de treinamento e capacitação, desenvolvendo temas específicos em saúde mental do trabalhador (participação no Programa de Integração para Novos Colaboradores, Introdutórios da Enfermagem, Implantação do Protocolo de Prevenção e Tratamento da Úlcera de Pressão). - Oficinas com equipes de trabalho sobre os impactos psíquicos do trabalho hospitalar. - Participação no Grupo de Trabalho de Humanização. - Participação no Programa de Qualidade de Vida. 171 Relatório de Atividades 2006 Pesquisas - A convivência com o sofrimento e a morte e seus reflexos sobre a saúde dos trabalhadores de Enfermagem. - A representação social de um hospital escola sob a visão do novo funcionário. - Saúde, subjetividade e trabalho na diversidade de um hospital público e universitário. 172 Relatório de Atividades 2006 7 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Em 2006, o Grupo de Sistemas (GSIS) focou seu direcionamento na absorção de novas tecnologias e qualificação de seu corpo técnico, visando dar continuidade à qualidade dos serviços oferecidos. Como resultado deste esforço, a equipe do GSIS detém, hoje, tecnologia para desenvolvimento de sistemas em dispositivos móveis, certificação digital e telemedicina. Para permitir a utilização destas novas tecnologias, foi realizada, em paralelo, a contratação da nova rede de informática, que terá sua instalação concluída no ano de 2007, agregando funcionalidades avançadas de gerenciamento e segurança, além de cobertura wireless (sem fio). A política de governança de Tecnologia da Informação (TI) levou o Clínicas a decidir pela utilização dos serviços de Outsourcing de Impressão, cujo edital licitatório já foi realizado. Sua implementação, em breve, permitirá obter maior qualidade em serviços e equipamentos, além de redução significativa no custo de impressão. Por outro lado, a preocupação constante quanto à política de atualização do parque computacional permitiu à Instituição chegar ao final do ano com cerca de 80% das 1.500 estações de trabalho atualizadas. Os 40 servidores que hoje suportam as diversas aplicações no Clínicas estão em pleno processo de atualização. Grande parte dos projetos de TI implementados teve foco no prontuário eletrônico, permitindo que novos documentos fossem informatizados. O processo de desenvolvimento participativo, conduzido por grupos de trabalho multiprofissionais, constituídos por membros de comissões, professores de diferentes áreas assistenciais, técnicos do Grupo de Sistemas e outros profissionais da área da saúde, tem apresentado excelentes resultados. Já nos sistemas administrativos, o foco principal baseou-se na melhoria dos processos de controle e segurança, destacandose o esforço para a definição dos requisitos para contratação de um Sistema Integrado Financeiro. 173 Relatório de Atividades 2006 Em sintonia com os objetivos estratégicos institucionais, o GSIS apoiou a implantação do Planejamento Estratégico através da metodologia Balanced Scorecard (BSC), viabilizando sua informatização de forma integrada ao ambiente de Informações Gerenciais (IG). 7.1 7.1.1 NOVAS FUNCIONALIDADES NOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO APLICATIVOS PARA GESTÃO HOSPITALAR (AGH) AGH Mobile: foi implementada a primeira fase da informatização do atendimento à beira do leito, contemplando a possibilidade de acesso às principais informações do prontuário eletrônico do paciente em dispositivos móveis como Palms e Pocket PCs, e concluída a especificação da segunda fase do projeto, que permitirá o registro dos medicamentos e demais itens prescritos à beira do leito, combinando a tecnologia móvel com a de código de barras. Enfermagem: novas facilidades foram implementadas, tais como solicitação e retorno de consultorias e implantação dos protocolos de solicitação de exames nos atendimentos ambulatoriais. Recentemente, foi implementada a notificação de quedas do leito e úlcera de pressão, cujos dados permitirão a obtenção dos indicadores institucionais “Incidência de Úlcera de Pressão” e “Incidência de Quedas do Leito”. Controle de Infecção: novo portal de Controle de Infecção, contemplando lista de casos de pacientes internados com pistas e notificações de infecção, além do gerenciamento de leitos de isolamento. Checagem eletrônica da prescrição: registros do aprazamento e checagem eletrônica dos itens da prescrição pela equipe de enfermagem, tais como medicamentos, cuidados e procedimentos. Integração com a pesquisa: fase 3 da integração do sistema de pesquisa com o AGH, permitindo o controle de voucher de consulta, exames e internação. 174 Relatório de Atividades 2006 Centro Obstétrico: descrição cirúrgica das cesarianas, disponibilizado o documento no prontuário eletrônico do paciente. Anestesia: protocolo de avaliação pré-anestésica para pacientes de alto risco e que devem ser submetidos a procedimentos cirúrgicos. Unidade Básica de Saúde: implantação do sistema AGH adaptado para atender as principais necessidades da UBS, tais como o agendamento de consultas e a solicitação de exames. Prescrição de diálise: módulo específico de prescrição para pacientes internados, através do uso de protocolos de diálise, completamente integrado às demais áreas, como Farmácia e COMEDI. Laudo único da Patologia: módulo específico, integrado ao atual sistema de exames, para possibilitar o laudo de biópsias e demais exames realizados na Patologia, considerando os processos internos da unidade, como microscopia e macroscopia. Emergência: finalização do processo de desenvolvimento e início de homologação do novo sistema que tornará a emergência paperless, contemplando o registro eletrônico (prescrição, exames, evoluções, receitas e altas) desde o consultório, Sala de Procedimentos, Sala de Observação e Unidade Vascular até o check-out do paciente. Recursos Humanos: primeira fase do Sistema de Gestão de Desempenho, que permite o registro eletrônico do processo de avaliação funcional realizado conjuntamente entre chefia e funcionário. Financeiro: geração automática dos empenhos, baseada na movimentação das autorizações de fornecimento, para integração com o Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI); especificação dos requisitos necessários para abertura do processo licitatório do novo sistema financeiro integrado; desenvolvimento e homologação da primeira fase do Sistema de Custos, que permitirá obter eletronicamente o custo por absorção. 175 Relatório de Atividades 2006 7.1.2 INFORMAÇÕES GERENCIAIS (IG) Novas implementações: no ambiente de Informações Gerenciais, novos cubos setoriais foram implementados, tais como Pessoas, Unidade Básica de Saúde, CTI–UTIP e Quimioterapia. Uma nova versão da interface foi implantada, que contempla a informatização do planejamento estratégico utilizando o modelo BSC. 7.1.3 PORTAIS INSTITUCIONAIS Os portais institucionais (intranet e internet) foram completamente reformulados, tanto por seu conteúdo, como pela tecnologia adotada, baseada em software livre e totalmente implementada pelo Grupo de Sistemas. O processo de redefinição do conteúdo e reformulação visual foi realizado através de um grupo de trabalho multidisciplinar. 7.2 7.2.1 NOVAS TECNOLOGIAS CERTIFICAÇÃO DIGITAL A partir da validade legal de documentos assinados utilizando o processo de certificação digital, o Clínicas avaliou o potencial uso dessa tecnologia nos documentos do prontuário eletrônico. A partir do estudo de viabilidade, onde chegou-se à conclusão de que os benefícios seriam significativos para a instituição, o Clínicas participou ativamente no processo de criação da Autoridade Certificadora do Estado do Rio Grande do Sul (AC-RS), concretizado pelo Projeto de Lei 12.469, de 3 de maio de 2006. A participação foi além dos comitês estratégico e técnico, onde o Clínicas e a Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (PROCERGS) desenvolveram os primeiros componentes de certificação digital. Este conhecimento adquirido foi fundamental para implementação dessa tecnologia no Sistema AGH, que atualmente está sendo homologada em dois documentos do prontuário eletrônico. 176 Relatório de Atividades 2006 7.2.2 TELEMEDICINA Em projeto inovador, o Clínicas associou-se ao Programa Institutos do Milênio, que objetiva difundir e consolidar o uso da telemedicina. Esta encontra-se parcialmente implantada, com uma sala com equipamentos de última geração e profissionais capacitados para seu uso. Realizaram-se, dentro do escopo deste projeto, diversas videoconferências nacionais e internacionais, oportunizando a troca de experiências em larga escala. 7.3 INFRA-ESTRUTURA No que diz respeito à infra-estrutura, iniciativas foram realizadas objetivando aumentar o grau de segurança, qualidade, disponibilidade e confiabilidade dos sistemas implantados. Condições técnicas foram criadas para ampliar o acesso de todo corpo funcional às facilidades da tecnologia da informação. Destacam-se neste contexto: atualização do parque computacional e adoção de novo sistema operacional nas estações de trabalho; terceirização (outsourcing) de serviços de impressão; início da atualização tecnológica da rede de informática; atualização e consolidação de servidores (IG, correio eletrônico, banco de dados e gestão de acesso à internet); ampliação do sistema de backup corporativo; implantação de sistema de inventário do parque de equipamentos baseado em software livre; integração da rede de informática da Fundação Médica à estrutura do Clínicas; implantação do novo sistema de atendimento remoto em software livre. 177 Relatório de Atividades 2006 7.4 INDICADORES DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Os indicadores a seguir atestam o crescimento, em alguns casos muito significativo, não apenas dos recursos inerentes à tecnologia da informação, mas também dos esforços necessários à sua manutenção e utilização, de forma a integrar as atividades de assistência, ensino e pesquisa. TABELA - 77. INDICADORES DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Indicadores 2004 2005 2006 ∆ 2005-2006 Banco de dados (tabelas) 2.120 2.274 2.569 13% 7 10 18 80% Manutenções em sistemas 166 239 280 17% Relatórios ad hoc (queries) 550 690 634 -8% 4 5 4 -20% 130 194 380 96% 1.100 1.150 998 -13% Pontos de rede instalados 110 169 181 7% Novas impressoras instaladas 20 61 76 25% Impressoras que sofreram manutenção 257 350 464 33% 4 5 13 160% 11.500 15.000 16.200 8% Micros com acesso à internet na atividade-fim 47% 51% 5% Número de gestores que utilizam o IG 49% 44% -10% Processos críticos informatizados 71% 83% 12% Micros com capacidade na atividade-fim 53% 71% 18% Sistemas com tecnologia atualizada 13% 24% 11% Sistemas implantados Assuntos implantados no ambiente IG Micros novos instalados Manutenções realizadas em micros Servidores instalados Número de chamados técnicos Fonte: GSIS/Hospital de Clínicas. 178 Relatório de Atividades 2006 8 QUALIDADE RECONHECIDA Diversos prêmios e destaques conquistados em 2006 mais uma vez atestaram a qualidade do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e reafirmaram o reconhecimento da sociedade: 8.1 8.1.1 PRÊMIOS SATISFAÇÃO DOS USUÁRIOS DO SUS Pelo segundo ano consecutivo, o Clínicas foi considerado, na avaliação dos usuários do Sistema Único de Saúde, um dos dez melhores hospitais gaúchos, a partir de levantamento realizado pela Secretaria Estadual da Saúde junto a instituições conveniadas ao SUS. 8.1.2 TOP SER HUMANO O Hospital também repetiu a conquista deste prêmio conferido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos/Seção RS, desta vez com o projeto Programa Integrar: ação de acolhimento e valorização do novo funcionário. Nele, é mostrado que o Clínicas valoriza o acolhimento e a integração dos profissionais que ingressam na Instituição desde o primeiro dia de trabalho, oportunizando a todos as melhores condições de inserção no ambiente laboral, fazendo com que se sintam motivados e possam crescer na empresa. 8.1.3 CONCURSO DE INOVAÇÃO NA GESTÃO PÚBLICA FEDERAL Os relatos de experiências do Hospital de Clínicas têm recebido destaque nas diversas edições do Concurso Inovação da Gestão Pública Federal, promovido pela Escola Nacional de Administração Pública. No início de 2006, a Instituição conquistou o terceiro lugar com o relato Registro eletrônico do atendimento ambulatorial: mais um passo na consolidação do 179 Relatório de Atividades 2006 prontuário eletrônico do paciente e teve mais dois trabalhos premiados por estarem entre os 20 melhores: Programa de Reabilitação Profissional: gestão de pessoas buscando resultados e desenvolvimento da cidadania e Redução da taxa de cancelamento de cirurgias através da otimização do processo assistencial. No final do ano, quando divulgados os resultados preliminares das premiações da nova edição do concurso (a ordem de classificação final e a entrega dos prêmios ocorrem em princípios de 2007), novamente o Clínicas foi destacado, tendo dois trabalhos selecionados entre os melhores: Reinserção do aluno ao seu ambiente de convívio escolar e social após a alta hospitalar e Como um protocolo de classificação de risco pode qualificar o encaminhamento dos pacientes na Emergência. 8.1.4 SELO IBASE O Hospital de Clínicas conquistou o Selo Ibase 2005, certificação conferida pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas às empresas que elaboram e divulgam, de forma abrangente e transparente, seu Balanço Social. A Instituição já havia recebido esta certificação em 2003. 8.1.5 PRÊMIO RESPONSABILIDADE SOCIAL Devido à publicação e ampla divulgação de seu Balanço Social, a Instituição recebeu, como tem sido tradição nos últimos anos, certificado no Prêmio Responsabilidade Social, promovido pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. No mesmo concurso, o Clínicas inscreveu-se, pela primeira vez, para concorrer à distinção maior, o Troféu Responsabilidade Social, e o conquistou, sendo classificado como a melhor empresa governamental. 8.1.6 ACREDITAÇÃO HOSPITALAR Após passar, em 2006, por um novo ciclo de avaliação, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre voltou a receber, da Organização Nacional de Acreditação (ONA), a Acreditação Plena. Em 2001, a Instituição havia conquistado a Acreditação no Nível 1 – de forma pioneira entre os hospitais gaúchos, os hospitais universitários brasileiros e os hospitais de grande porte do país – e, em 2003, de modo também inédito, a Acreditação Plena, agora reconfirmada. 180 Relatório de Atividades 2006 8.1.7 9º PRÊMIO EXCELÊNCIA EM INFORMÁTICA O relato Qualidade assistencial: o uso da TI à beira do leito para aumentar a segurança do paciente, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, foi o primeiro colocado na modalidade Projeto do 9º Prêmio Excelência em Informática Aplicada aos Serviços Públicos, entregue durante o 12º Congresso de Informática e Inovação na Gestão Pública (CONIP), realizado em junho, em São Paulo. O trabalho mostra a experiência da Instituição com o uso da tecnologia móvel e do código de barras para a verificação de dados relativos aos pacientes internados – tais como prescrição, sinais vitais e resultados de exames – no próprio leito, garantindo que os profissionais de saúde tenham acesso, de forma ágil, às informações necessárias, ampliando a segurança e a qualidade do atendimento. 8.1.8 PRÊMIO DE INOVAÇÃO DA GESTÃO EM SAÚDE O trabalho Relato da prática de gestão do laboratório clínico do Hospital de Clínicas de Porto Alegre foi o vencedor do Prêmio de Inovação da Gestão em Saúde Ciclo 20052006, dentro do Prêmio Nacional da Gestão em Saúde. Nele, é apresentada a experiência de gestão do laboratório desenvolvida nos últimos cinco anos, gerando inovações que se traduziram na melhoria da qualidade dos serviços prestados. 8.1.9 PRÊMIO CEN AIDS O Programa de Prevenção do HIV/AIDS do Clínicas foi o vencedor, na categoria Grande Empresa, do prêmio CEN AIDS, promovido pelo Conselho Empresarial Nacional (CEN). Coordenado pelo Serviço de Medicina Ocupacional, o programa consiste em uma série de ações voltadas à comunidade interna, desde atividades educativas e informativas até medidas de prevenção primária e secundária de acidentes com materiais biológicos e acolhimento a portadores de HIV e AIDS. 181 Relatório de Atividades 2006 8.2 8.2.1 DESTAQUES RANKING REGIONAL CAMPEÃS DA INOVAÇÃO – REVISTA AMANHà Em levantamento realizado pela revista Amanhã, o Hospital de Clínicas aparece, na Região Sul, como a empresa mais inovadora na área da saúde, destacando-se, principalmente, por suas atividades de pesquisa. Foi a segunda vez que a Instituição constou neste ranking. 8.2.2 RANKING NACIONAL VALOR 1.000 – JORNAL VALOR ECONÔMICO Neste ranking nacional que identifica as maiores empresas do país, públicas e privadas, dos mais diversos segmentos de atuação, o Hospital de Clínicas classificouse como a 2ª empresa do país com menor nível de endividamento geral. Também aparece como a 596ª maior empresa brasileira e a 9ª maior do setor de serviços médicos. Já no ranking específico da área de serviços médicos da Região Sul, é o primeiro colocado, mesma posição já conquistada no ano anterior e mantida neste novo exercício. 8.2.3 RANKING REGIONAL MAIORES E MELHORES – REVISTA AMANHà O Clínicas ocupou a 93ª posição entre as 500 maiores empresas e grupos da Região Sul. Entre as empresas do setor Saúde da Região, classificou-se como a 4ª maior em termos de receita bruta e a 5ª em rentabilidade. No Rio Grande do Sul, foi o 38º colocado no ranking das 100 maiores empresas, entre as públicas e privadas, dos diferentes segmentos. Teve, ainda, no ranking estadual geral, o 27º maior patrimônio líquido, a 10ª maior liquidez e o 3º menor endividamento. 8.2.4 RANKING REGIONAL 600 MAIORES EMPRESAS – REVISTA EXPRESSÃO O Hospital de Clínicas foi a maior empresa da Região Sul no segmento serviços de saúde e a 100ª colocada no ranking das 600 maiores empresas da Região. 182 Relatório de Atividades 2006 9 PANORAMA ECONÔMICO FINANCEIRO 183 Relatório de Atividades 2006 HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA DO EXERCÍCIO 2006 TODAS AS FONTES DE RECURSOS CLASSIFICAÇÃO ORÇAMENTO LEI 2006 RECURSOS DO TESOURO - RECEITA 233.771.999,74 232.503.506,00 710.074,00 82.655,62 2.039,12 473.725,00 233.771.999,74 232.503.506,00 710.074,00 82.655,62 2.039,12 473.725,00 Pessoal e Encargos Sociais Sentenças Judiciais Pessoal Pessoal e Encargos Cedidos Portaria MEC - Aux. Capacitação Despesas de Capital RECURSOS DO TESOURO - DESPESA Pessoal e Encargos Sociais Sentenças Judiciais Pessoal Pessoal e Encargos Cedidos Portaria MEC - Aux. Capacitação Despesas de Capital RESULTADO RECURSOS PRÓPRIOS - RECEITA Transferências do SUS Convênios e Particulares Receitas de Aluguéis Aplicações Financeiras Receitas Diversas Saldo de Exercício Anterior RECURSOS PRÓPRIOS - DESPESA Material de Consumo Serviços de Terceiros e Acervo Assistência aos Funcionários Aquisição de Equipamentos Obras e Instalações Amortizações e Encargos RESULTADO -x- EXECUÇÃO (%) EM R$ PARTICIPAÇÃO (%) 232.660.095,65 232.025.600,11 549.800,80 82.655,62 2.039,12 0,00 99,52 99,79 77,43 100,00 100,00 0,00 65,45% 65,27% 0,15% 0,02% 0,00% 0,00% 232.601.197,16 231.966.701,62 549.800,80 82.655,62 2.039,12 0,00 99,50 99,77 77,43 100,00 100,00 0,00 65,44% 65,27% 0,15% 0,02% 0,00% 0,00% -x- 0,02% REALIZADO Exercício 2006 58.898,49 111.546.384,00 80.562.319,00 23.245.086,00 2.582.839,00 1.059.537,00 837.329,00 3.259.274,00 108.688.932,72 80.562.319,00 20.276.526,07 2.252.762,25 850.944,14 1.487.107,26 3.259.274,00 97,44 100,00 87,23 87,22 80,31 177,60 100,00 30,57% 22,66% 5,70% 0,63% 0,24% 0,42% 0,92% 111.546.384,00 65.207.722,85 32.758.164,15 4.642.149,00 3.818.136,40 2.181.863,60 2.938.348,00 108.666.671,51 64.263.657,39 32.748.589,62 3.936.516,25 3.528.044,53 1.908.479,02 2.281.384,70 97,42 98,55 99,97 84,80 92,40 87,47 77,64 30,57% 18,08% 9,21% 1,11% 0,99% 0,54% 0,64% -x- 0,01% -x- 22.261,21 14.163.906,45 MEC/SESu - Residência Médica 6.674.133,06 MEC/SESu - Apoio Hosp. Ensino 1.026.256,00 MS/FNS - Apoio Hosp. Ensino 1.249.800,00 Convênio MEC/SESu -Acelerador Linear4.000.000,00 Convênio FINEP 481.717,39 Convênio Óleo de Lorenzo 0,00 Convênio MS - Monitores CTI 682.000,00 Convênio SCT 50.000,00 14.152.306,45 6.674.133,06 1.026.256,00 1.249.800,00 4.000.000,00 481.717,39 38.400,00 682.000,00 0,00 99,92 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 -x100,00 0,00 3,98% 1,88% 0,29% 0,35% 1,13% 0,14% 0,01% 0,19% 0,00% 14.163.906,45 6.674.133,06 1.286.895,68 833.544,34 5.069.333,37 300.000,00 14.152.306,45 6.674.133,06 1.275.295,68 833.544,34 5.069.333,37 300.000,00 99,92 100,00 99,10 100,00 100,00 100,00 3,98% 1,88% 0,36% 0,23% 1,43% 0,08% (0,00) -x- 0,00% 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00% 0,00% -x- 0,00% CONVÊNIOS EXTERNOS - RECEITA CONVÊNIOS EXTERNOS - DESPESA Bolsas Residência Médica Material de Consumo Serviços de Terceiros e Acervo Aquisição de Equipamentos Obras e Instalações RESULTADO OPERAÇÕES DE CRÉDITO - RECEITA OPERAÇÕES DE CRÉDITO - DESPESA RESULTADO -x14.903.320,00 14.903.320,00 -x- RESULTADO ATÉ 31 DE DEZEMBRO DE 2006 RECEITA - TOTAL DE TODAS AS FONTES DESPESA - TOTAL DE TODAS AS FONTES 81.159,70 374.385.610,19 374.385.610,19 355.501.334,82 355.420.175,12 0,02% 94,96 94,93 100,00% 99,98% 184 Relatório de Atividades 2006 9.1 9.1.1 ANÁLISE DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA DO EXERCÍCIO O RESULTADO ORÇAMENTÁRIO O resultado orçamentário do exercício de 2006 apresentou um superávit geral de R$ 81.159,70, considerando todas as fontes de recursos representando 0,02% da receita total arrecadada, tendo a seguinte composição: Os recursos do Tesouro Nacional tiveram um superávit de R$ 58.898,49, pela diferença do total das remessas realizadas com o montante da despesa liquidada. O financeiro do superávit verificado fica disponibilizado na conta de vinculação de pagamento da instituição, para ajuste nas remessas do exercício de 2007. Os Recursos Diretamente Arrecadados tiveram um superávit de R$ 22.261,21, considerando-se a execução das fontes 0250, 0280, e o crédito do saldo financeiro do exercício anterior no valor de R$ 3.259.274,00. O financeiro do superávit apurado no exercício, será objeto de solicitação de suplementação orçamentária no exercício de 2007. As descentralizações de convênios específicos tiveram resultado nulo, pois as receitas que não tiveram as despesas liquidadas ou inscritas em restos a pagar em 2006, foram devolvidas no encerramento do exercício à concedente, conforme regras de encerramento do SIAFI. 9.1.2 A ORIGEM DOS RECURSOS A receita da instituição no exercício de 2006 totalizou o valor de R$ 355.501.334,82, considerando todas as fontes de recursos, as inscrições de convênios e portarias em recursos a receber e o saldo do exercício de 2005. A maior receita arrecadada, refere-se às transferências do Tesouro Nacional para o pagamento de pessoal, encargos sociais e sentenças de pessoal, no valor de R$ 232.660.095,65 representando 65,45% da receita total. As receitas próprias arrecadadas, provenientes basicamente de serviços hospitalares, com ênfase no repasse do Fundo Nacional da Saúde – Sistema Único de Saúde, totalizaram o valor de R$ 108.688.932,72, representando 30,57%, da receita 185 Relatório de Atividades 2006 total, considerando-se o crédito do saldo do exercício de 2005, no valor de R$ 3.259.274,00. Os recursos descentralizados para a execução de convênios firmados com outros órgãos, ou recebidos por portarias interministeriais com finalidades e metas específicas, somaram o valor de R$ 14.152.306,45, representando 3,98% da receita total. Os limites aprovados para contratação de operações de crédito externo, não tiveram realização no exercício de 2006. 9.1.3 A APLICAÇÃO DOS RECURSOS A despesa de todas as fontes de recursos totalizou o montante de R$ 355.420.175,12, tendo a seguinte composição: Despesas com pessoal, encargos sociais e sentenças de pessoal, incluindo os auxílios para capacitação de servidores, 65,44%; Despesas com a manutenção das atividades da instituição, compra de materiais de consumo 18,44%; serviços de terceiros e contribuições com o PASEP, 9,44%, assistência médica aos funcionários 1,11%; Despesas com a manutenção das bolsas para a residência médica 1,88%; Despesas com investimentos de curto prazo 3,05%, e com amortizações e encargos de financiamentos de investimentos em longo prazo 0,64%. 9.1.4 OS RECURSOS DE DESTAQUE Neste exercício o HCPA executou integralmente os recursos de convênios e portarias com finalidades e metas específicas, que foram repassados pelos seguintes órgãos: 1. Portarias, firmada com o Ministério da Educação, através da Secretaria de Educação Superior, no valor de R$ 6.674.133,06, para manutenção da Residência Médica, Portarias nº 276/2006 e 463/2006, no valor de R$ 1.026.256,00, para reforço à manutenção dos Hospitais Universitários Federais, Portaria nº 432/2006, no valor de 186 Relatório de Atividades 2006 R$ 4.000.000,00, para aquisição do Acelerador Linear, e Portaria nº 26/2006, no valor de R$ 2.039,12 para capacitação de servidores do MEC. 2. Portaria nº 2456/2006, firmada com Ministério da Saúde, através do Fundo Nacional da Saúde, no valor de R$ 1.249.800,00, para reforço à manutenção dos Hospitais Universitários Federais, Portaria nº 336/2006, no valor de R$ 682.000,00 para aquisição de Monitores para a CTI. 3. Convênios nº 633/2005, no valor de R$ 327.525,00, firmado com a FINEP, para aquisição de equipamentos e materiais permanentes, para o Centro de Pesquisas (primeira parcela em 2005 e segunda parcela em 2006) e Convênio nº 1113/2006 referente à primeira parcela, no valor de R$ 300.000,00 para construção do Centro de Pesquisas do HCPA. 9.1.5 OS RECURSOS A RECEBER Foram inscritos em recursos a receber do exercício de 2006, os totais de R$ 4.485.431,19, sendo R$ 4.000.000,00, do MEC para aquisição do Acelerador Linear, R$ 341.000,00 do MS, referente à segunda parcela dos Monitores da CTI, R$ 104.150,00 do MS, referente à última parcela do Programa Interministerial e R$ 40.281,19 do MS, referentes à serviços hospitalares prestados ao SUS. 9.1.6 O DIFERIMENTO DE RECURSOS No encerramento do exercício houve a inscrição automática pelo sistema SIAFI, dos valores a débitos em fontes do Tesouro Nacional na conta de disponibilidade por fontes, no valor de R$ 585.655,42, deste valor R$ 570.099,14, refere-se a recursos destinados ao pagamento da folha de pessoal, e R$ 15.556,28, refere-se a recursos próprios repassados pelo Fundo Nacional da Saúde. 9.2 INVESTIMENTOS REALIZADOS Neste exercício, além dos recursos próprios investidos em obras e equipamentos no valor de R$ 5.436.523,55, o hospital executou os recursos de convênios firmados com a FINEP, no valor de R$ 477.893,37, com o Ministério da Educação, através da Secretaria da Educação Superior, no valor de R$ 4.209.440,00 e 187 Relatório de Atividades 2006 com o Ministério da Saúde, através do Fundo Nacional da Saúde, no valor de R$ 682.000,00. Considerando todas as fontes de recursos, a destinação orçamentária para investimentos no exercício de 2006, foi de R$ 10.805.856,92, que representou 3,05% da receita total apurada no exercício. TABELA - 78. EQUIPAMENTOS EMPENHADOS NO EXERCÍCIO Equipamentos Acessório para Holter Agitador de plaquetas horizontal Agitador mecânico Antropômetro/estadiômetro Aparelho com CD Aparelho de fax Aparelho DVD Aparelho para academia Ar-condicionado Ar-condicionado janela capacidade 18.000 BTU Armadilha luminosa para eliminação de insetos Armário Armário aéreo Armário alto 2 portas Armário para computador Armário porta chaves Armário vestiário metálico Arquivo metálico Balança com visor digital Balança eletrônica Balança pediátrica Balcão Bancada Banho maria Bebedouro Berço simples em acrílico Bicicleta ergométrica Biombo leve com rodízios Bomba de infusão Bomba injetora de contraste Cadeira de aproximação Cadeira de rodas Cadeira motorizada Cadeira tipo trono Caixa para gaiolas Cama eletrônica CTI Cama infantil tipo berço Capela de fluxo laminar Carro de supermercado Quant. 1 14 2 1 1 7 1 4 3 24 7 32 4 27 1 2 10 1 2 14 1 9 5 1 10 40 4 4 1 1 2 40 2 19 50 10 4 1 5 Valor total 2.176,15 92.050,00 1.270,00 989,40 472,00 3.636,40 541,00 9.452,24 51.800,01 32.389,59 2.660,00 47.645,52 3.835,10 12.198,00 651,00 735,00 3.953,00 605,00 2.153,51 21.249,98 639,80 15.839,66 5.328,99 1.783,00 4.785,96 25.500,00 6.400,00 1.571,00 3.700,00 79.000,00 1.370,00 39.472,00 9.600,00 13.432,00 6.554,00 242.440,00 8.000,00 12.120,00 2.116,80 188 Relatório de Atividades 2006 Equipamentos Carro funcional para limpeza Carro maca adulto sem grades Carro para PCR Carro para transporte Catraca Centrífuga Centrífuga digital de bancada Centrífuga refrigerada com rotor Cilindro pequeno Colchão de ar circulante CPU microcomputador Detector de radiação gama de uso cirúrgico Dinamômetro Encefalógrafo Enceradeira Equipamento de ecocardiografia Equipamento de ecografia Equipamento de raio-X Equipamento de ventilação não invasiva-BIPAP Equipamento técnico engenharia - nível à laser Equipamento técnico engenharia - trena à laser Escaninho Estabilizador eletrônico Esterilizador de água Etiquetadora de etiquetas auto-adesivas Flexímetro Foco cirúrgico de pedestal Fone de cabeça com atendimento remoto Forno combinado Forno microondas Freezer vertical - 80 graus Freezer vertical para Banco de Sangue Frigobar 120 litros Fritadeira Furadeira Gabinete Garrote pneumático Grampeador eletrônico Gravador de Holter Gravador de mapa Gravador portátil miniatura Homogeneizador para bolsa de sangue Impressora Incubadora de CO2 Incubadora neonatal Lavadora de alta pressão Lavadora ultrasônica Leitora de micro placas espectrofotométrica Liquidificador industrial Maca Manovacuometro portátil digital Quant. 18 2 3 11 1 1 2 1 1 18 1 1 1 1 6 1 3 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 3 3 12 1 2 64 7 29 6 2 1 2 2 18 5 33 1 6 1 1 1 2 29 2 Valor total 8.704,82 2.400,00 8.505,00 16.359,00 2.128,00 728,00 20.159,18 16.573,00 399,00 10.435,32 1.100,00 56.047,03 1.001,00 48.830,00 6.765,36 116.859,92 240.000,00 13.200,00 55.000,00 3.775,00 2.590,00 966,00 58.000,00 1.785,00 3.100,00 460,00 10.870,00 3.318,00 96.450,00 4.268,14 24.332,01 33.700,00 41.235,33 22.902,84 14.125,00 29.299,98 13.180,00 2.100,00 6.123,41 14.400,00 13.605,00 68.600,00 87.628,30 20.000,00 117.112,31 2.659,99 1.916,09 51.000,00 1.378,00 51.390,20 5.100,00 189 Relatório de Atividades 2006 Equipamentos Máquina de costura Maquina de lavar louça Máquina fotográfica digital Mesa Microcomputador Módulo para monitor multiparâmetro Monitor cardíaco Monitor de oxigênio de ambiente Monitor de vídeo Monitor fetal Monitor multiparâmetro Moto serra Negatoscópio Negatoscópio 3 ou mais corpos Negatoscópio para mamografia Nobreak Notebook Oftalmoscópio de bolso Osmômetro criostático Otoscópio completo com punho Oxímetro de pulso PDA'S com Wireless , Bluetooth e leitor de código de barra PDA'S PALM com Wireless e Bluetooth PDA'S PALM Pochket PC com Windows Mobile Peças de reposição para ampliação central telefônica Plaina elétrica industrial Plicômetro científico Poltrona Poltrona para doação/coleta de sangue Poltrona tipo papai Posturógrafo Precessador de alimentos Projetor multimídia Purificador de água Rack para servidor de rede Radiômetro Refresqueira Refrigerador Refrigerador para Banco de Sangue Respirador Respirador – ventilador mecânico Respirador – ventilador multimodal Scanner para microcomputador Secador de ar comprimido Seladora para papel grau cirúrgico Serra esquadria Servidor de rede Sistema de transcrição de laudos Sistema modular de aquisição de dados Sistema para radioterapia e dosimetria - acelerador linear Split Quant. Valor total 4 1 3 139 176 2 10 4 85 1 11 1 1 1 1 8 2 6 1 1 2 2 6 2 1 8 1 2 9 61 1 1 6 9 1 1 1 5 1 2 9 1 2 1 2 2 3 4 1 1 30 10.870,00 17.000,00 1.988,00 59.936,41 205.549,50 12.266,00 160.067,89 10.000,00 44.636,32 14.680,00 682.000,00 1.680,00 1.378,30 398,00 2.880,00 5.832,00 9.596,10 2.580,00 23.738,18 1.875,00 8.200,00 6.364,00 14.724,00 6.000,00 87.308,00 3.630,00 700,00 1.360,00 15.804,99 36.600,00 875,00 7.500,00 21.483,73 4.785,46 8.000,00 1.065,00 1.574,99 33.878,99 14.870,00 111.536,35 269.770,50 29.974,50 1.307,00 6.477,00 1.200,00 3.200,00 94.980,00 5.482,28 30.417,86 4.000.000,00 63.027,20 190 Relatório de Atividades 2006 Equipamentos Quant. Suporte para soro Switches de apoio Telefone com fone de cabeça Telefone com secretária eletrônica Telefone sem fio Telefone sem fio com fone de cabeça Televisor Termociclador Tonômetro de aplanação portátil Topógrafo computadorizado Transdutor para ecógrafo Unidade automática de dosagem de cloro Varredeira manual Ventilador para animais - (seguro) - importação Videocassete Total geral 14 5 14 2 9 7 104 4 4 1 1 1 2 1 1 1.488 Valor total 5.249,99 6.738,70 5.809,64 723,81 3.600,00 2.907,38 41.132,50 67.557,60 35.259,00 42.000,00 10.200,00 7.950,00 4.120,00 69,39 330,00 8.597.377,90 Fonte: Gerência Financeira do Hospital de Clínicas. TABELA - 79. OBRAS EMPENHADAS NO EXERCÍCIO Descrição Subestação entrada energia (reforma entrada de energia) Laboratório (reforma Serviço Imunologia e Hematologia) Acesso viário (adequações dos acessos/Hospital) Sinalização gráfica (complementação da sinalização/Hospital) Lavanderia (reforma da sala de costura) Pesquisa clínica – 1º andar (reforma da antiga zona 11 para Laboratório de Pesquisa) Vestiário de funcionários do subsolo (reforma dos vestiários masculino e feminino) Apoio à pesquisa (reforma da antiga área da engenharia para pesquisa) Assessoria e CCIH (mudança de área) Emergência (reforma acolhimento, SP, UV) Passagem de plantão (reforma das salas de passagem de plantão) Ressonância magnética (sala para ressonância e recuperação) 5º Pavimento Sul – 1ª parte (reforma 5º Sul + ar-condicionado) Serviço de Gastroenterologia (reforma) CNPQ (nova área) Refeitório – 1ª etapa (ar-condicionado) Iglú – garagem (mudança do almoxarifado p/ ed. garagem GSIS (ar-condicionado/projeto) Centro de Pesquisa Clínica (prédio novo) Obra GPPG (reforma total da área) Reformulação da Radiologia (recepção, preparo, tomógrafo) Instalações gerais (obras gerais no prédio) Total m2 Valor 97,86 17.227,01 32.371,54 896,00 37.800,00 9.487,28 150,40 606,08 801,00 15.790,11 135,00 165,00 274,00 1.661,70 2.143,50 39.927,78 168,00 98,96 1239,00 99,94 157,70 568,00 451,00 530,00 3.081,98 245,20 330,00 8.804,00 39.509,53 577.486,84 9.015,32 78.904,91 75.035,77 11.809,20 4.500,00 300.000,00 82.171,84 17.181,61 846.149,00 381,00 2.208.479,02 191 Relatório de Atividades 2006 9.3 TRANSFERÊNCIA DE RECURSOS (CONVÊNIOS TRANSFERIDOS) 192 Relatório de Atividades 2006 TRANSFERÊNCIAS DE RECURSOS (CONVÊNIOS RECEBIDOS) 2006 Identificação do Termo Código Tipo Siafi/Siasg Valor Total Inicial ou Aditivos ( n° Objeto do processo e do termo, da Data de publicação data assinatura, vigência Avença no DOU Valor Total Transferido Pactuado no exercício Situação da Avença Recebido/ (alcance de objetivos e Contrapartida Beneficiário (Razão metas, prestação de Social e CNPJ) contas, sindicância, etc...) TCE S/N?) 31/12/06 Portaria Convênio 450 505441 06/07/2006 até 06/07/2007 Processo n° 23000.013885/2006-14 Aquisição de Equipamento - 25/08/2005 até 25/03/2006 25/03/2006 até 25/03/2007 de Gênero 24/02/2005 até 25/08/2005 R$ 4.000.000,00 R$ 4.000.000,00 - HCPA 87.020517/0001-20 Em Execução Inscrição em restos a Pagar 24/12/03 R$ 72.000,00 R$ 72.000,00 R$ 14.400,00 HCPA 87.020517/0001-20 Em Execução Solicitado 3° termo Aditivo ao Acelerador Linear Estabelecimento de Ações Conjuntas no Atendimento aos Usuários do SUS Portadores de Transtorno de Identidade 24/12/2003 até 24/02/2005 02/08/06 Conv. N° 038/2003 Processo n° 72971-20/01.4 e 15/09/05 convênio em 08/01/2006 31/03/06 46185-20.00/02-0 Assinado em 18/12/2003 Assinado em 25/08/2005 Assinado em 24/03/2006 Portarias 1 Descentralizado por destaque Apoio financeiro para atender os desembolsos 26/01/06 4 em 23/02/2005 inerentes ao Programa de Resi- 24/02/06 dência Médica 27/03/06 8 R$ 6.674.133,06 R$ 6.674.133,06 - HCPA 87.020517/0001-20 Em Execução Relatório a ser encaminhado pelo MEC/SESu, para preenchimento 193 Relatório de Atividades 2006 Portaria 15 26/04/06 51 26/05/06 304 29/06/06 420 26/07/06 564 31/08/06 706 29/09/06 823 30/10/06 987 30/11/06 276 01/06/2006 até 01/06/2007 Processo n° 23000.013885/06-15 463 Subsidiar despesas com serviços de terceiros, aquisiição de equip., visando cumprir as ações previstas no Programa Interministerial de Reforço a Manutenção 20/06/06 R$ 816.816,00 R$ 816.816,00 27/07/06 R$ 209.440,00 R$ 209.440,00 28/09/06 R$ 600.000,00 R$ 300.000,00 28/12/01 R$ 38.400,00 R$ 38.400,00 - HCPA 87.020517/0001-20 Em Execução Outros Serv. Terceiros Pessoa Jurídica Aquisição de camas eletrônicas dos Hospitais Universitários Convênio 569237 11/09/06 até 11/09/08 Conv. N° 01.06.0595.00 Ampliação da infra-estrutura de Pesquisa Clínica Experimental em Saúde no HCPA R$ 120.000,00 HCPA 87.020517/0001-20 Em execução Falta liberação da 2° parcela HCPA 87.020517/0001-20 Em execução Enviar prestação de contas Ref. n° 1100/06 Assinado em 11/09/2006 Convênio 465717 02/05/2005 até 01/04/2006 Estabelecimento de ações conjuntas, visando o atendimento de pacientes portadores de Adrenoleucodistrofia, ligada 17/08/05 01/04/2006 até 01/01/2007 ao "X" no HCPA 22/05/06 19/09/2003 até 18/09/2004 19/09/2003 até 01/05/2005 - Conv. N° 042/2001 Processo n° 1026120.00/97-7 e 52263-20.00/01-8 194 Relatório de Atividades 2006 Assinado em 18/09/2003 Assinado em 28/04/2005 Assinado em 22/05/2006 Portaria 336 01/09/06 até 01/09/2007 R$ 682.000,00 R$ 682.000,00 - HCPA 87.020517/0001-20 Em execução Inscrição em Restos à Pagar 12/12/05 R$ 1.249.800,00 R$ 1.249.800,00 - HCPA 87.020517/0001-20 Em execução Não é necessário apresentar prestação de contas, pois este recurso está incorporado com o repasse da contratualização 29/07/05 R$ 327.525,00 R$ 327.525,00 HCPA 87.020517/0001-20 Em Execução Inscrição em Restos à Pagar Aquisição de Equipamento e Material Permanente - Monitores Multiparâmetros Processo n° 25000.146191/06-80 Assinado em 30/06/2006 Portaria Convênio 2456 524478 01/01/2006 até 31/12/2006 Subsidiar despesas com a aquisição de mat. consumo, visando cumprir as ações previstas no Programa Interministerial de Reforço a Manutenção dos Hospitais Universitários Ampliação da Infra-Estrutura de equipamentos nos Laboratórios compartilhados do Centro de Pesquisa do Convênio n° 01.05.0405.00 HCPA 15/07/05 até 15/07/07 R$ 180.805,00 Ref. n° 0633/05 Assinado em 15/07/2006 195 Relatório de Atividades 2006 TRANSFERÊNCIAS DE RECURSOS (CONVÊNIOS TRANSFERIDOS) 2006 Identificação do Termo Código Tipo Siafi/Siasg Inicial ou Aditivos (n° do processo e do termo, data assinatura, vigência Valor Total Situação da Avença (alcance de objetivos e Objeto Data Valor Recebido/ da de publicação Total Transferido Avença no DOU Pactuado no exercício Contrapartida Beneficiário (Razão metas, prestação de Social e CNPJ) contas, sindicância, etc...) TCE S/N?) 31/12/06 conv. N° 01 Convênio 565356 Convênio 567336 Programa de Docência em Residência Fundação Médica 22/07/2006 até 31/12/2006 Assinado em 22/07/2006 Médica e Assistência à Saúde 14/08/06 22/07/2006 até 31/12/2006 Programa de Capacitação Profissional 11/09/06 Conv. N° 03 e Qualificação do Atendimento Assisten- Assinado em 22/07/2006 cial à Comunidade através de convênios 94.391.901/000103 R$ 4.343.430,00 R$ 3.905.442,57 R$ 319.450,00 R$ 240.025,75 - Fundação Médica Em execução Aguardando prestação de contas final Em execução 94.391.901/000103 Aguardando prestação de contas final de Saúde Convênio 566935 22/07/2006 até 31/12/2006 Programa de Assistência à Saúde e Conv. N° 04 Educação Continuada em Enfermagem 04/09/06 R$ 448.430,00 R$ 448.430,00 - Fundação Médica 94.391.901/000103 Aguardando prestação de contas final Assinado em 22/07/2006 Convênio 566933 22/07/2006 até 31/12/2006 Em execução Programa de Gestão de Informação 04/09/06 R$ 283.546,05 R$ 283.546,05 - Fundação Médica Em execução 196 Relatório de Atividades 2006 Conv. N° 05 94.391.901/000103 Hospitalares Assinado em 22/07/2006 Convênio 567337 22/07/2006 até 31/12/2006 Conv. N° 06 Assinado em 22/07/2006 Aguardando prestação de contas final Programa de Extensão em Odontologia 11/09/06 R$ 3.907,00 R$ 2.208,57 - Fundação Médica 94.391.901/000103 Em execução Aguardando prestação de contas final 197 Relatório de Atividades 2006 10 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 199 Relatório de Atividades 2006 HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE CNPJ:87.020.517/0001-20 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PROCEDIDAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 I-BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO CIRCULANTE Disponibilidades Caixa Bancos Créditos a Receber Curto Prazo Crédito Fornecimento de Serviços Recursos Especiais de Restos a Pagar Adiantamentos a Pessoal Estoques Materiais de Consumo Estoque de Vale Transporte Importações em Andamento 31/12/06 Em R$ 31/12/05 Em R$ 55.316.420,90 8.697.448,15 17.826,75 8.679.621,40 50.405.165,43 10.526.635,28 7.744,19 10.518.891,09 39.049.746,15 23.433.665,76 11.834.032,10 3.782.048,29 31.392.724,83 21.047.691,22 7.196.541,65 3.148.491,96 7.542.634,84 7.441.201,81 64.967,35 36.465,68 8.485.805,32 7.920.529,88 47.934,20 517.341,24 26.591,76 0,00 2.746.116,74 8.414.854,14 (8.414.854,14) 2.746.116,74 2.731.224,54 7.858.826,05 (7.858.826,05) 2.731.224,54 271.299.935,71 318.103.620,87 23.538,30 (46.827.223,46) 270.402.971,79 310.275.526,26 2.103.012,83 (41.975.567,30) 329.362.473,35 323.539.361,76 Despesas Pagas Antecipadamente REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Crédito Fornecimento de Serviços Provisão p/Créditos Liquidação Duvidosa Depósitos Judiciais PERMANENTE Imobilizado Importações em Andamento (-)Depreciação TOTAL DO ATIVO Prof. Sérgio Carlos Eduardo Pinto Machado Presidente Prof. Amarílio Vieira de Macedo Neto Vice-Presidente Médico Bel. Fernando Andreatta Torelly Vice-Presidente Administrativo Adm. Paulo da Cunha Serpa Coordenador da Gerência Financeira Neiva Teresinha Finato Contadora - CRC/RS nº 53.292 200 Relatório de Atividades 2006 HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE CNPJ:87.020.517/0001-20 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PROCEDIDAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 I-BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO CIRCULANTE Fornecedores Obrigações Sociais Obrigações Tributárias Consignações Folha de Pagamento Operações de Crédito Internas Obrigações Inscritas em Restos a Pagar Outras Obrigações Repasses Diferidos 31/12/06 Em R$ 31/12/05 Em R$ 13.808.704,12 12.586.085,16 4.438.884,59 0,00 252.407,04 1.075,00 1.038.429,07 7.364.877,76 127.375,24 585.655,42 5.365.849,01 986,81 318.099,00 0,00 2.040.341,40 4.142.877,12 139.035,69 578.896,13 0,00 1.020.170,72 0,00 1.020.170,72 315.553.769,23 309.933.105,88 309.933.105,88 5.620.663,35 296.775.793,51 13.157.312,37 329.362.473,35 323.539.361,76 EXIGÍVEL A LONGO PRAZO Operações de Crédito Internas PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social Resultados Acumulados TOTAL DO PASSIVO Prof. Sérgio Carlos Eduardo Pinto Machado Presidente Prof. Amarílio Vieira de Macedo Neto Vice-Presidente Médico Bel. Fernando Andreatta Torelly Vice-Presidente Administrativo Adm. Paulo da Cunha Serpa Coordenador da Gerência Financeira Neiva Teresinha Finato Contadora - CRC/RS nº 53.292 201 Relatório de Atividades 2006 HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE CNPJ:87.020.517/0001-20 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PROCEDIDAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 II- DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO 31/12/06 Em R$ 31/12/05 Em R$ RECEITA OPERACIONAL BRUTA 345.826.448,56 326.884.516,80 Serviços Prestados Repasses Recebidos Deduções PASEP 103.497.596,46 242.328.852,10 (702.748,96) 99.386.911,27 227.497.605,53 (631.048,77) 345.123.699,60 326.253.468,03 (317.410.213,41) (294.992.072,21) 27.713.486,19 31.261.395,82 (21.809.930,08) (17.881.535,40) (218.522,40) 1.165.540,57 (33.319.304,17) (40.779,25) 140.286,15 10.462.849,02 (379.345,40) 855.082,37 (30.966.018,63) (126.224,07) 307.008,72 12.427.961,61 RESULTADO OPERACIONAL 5.903.556,11 13.379.860,42 RESULTADO NÃO OPERACIONAL (282.892,76) (222.548,05) RESULTADO LÍQUIDO 5.620.663,35 13.157.312,37 RECEITA LÍQUIDA CUSTOS DOS SERVIÇOS LUCRO BRUTO RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS Despesas Financeiras Receitas Financeiras Despesas Administrativas Variação Monetária Passiva Variação Monetária Ativa Outras Receitas / Despesas Operacionais Prof. Sérgio Carlos Eduardo Pinto Machado Presidente Prof. Amarílio Vieira de Macedo Neto Vice-Presidente Médico Bel. Fernando Andreatta Torelly Vice-Presidente Administrativo Adm. Paulo da Cunha Serpa Coordenador da Gerência Financeira Neiva Teresinha Finato Contadora - CRC/RS nº 53.292 202 Relatório de Atividades 2006 HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE CNPJ:87.020.517/0001-20 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PROCEDIDAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 III - DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Saldo em 31/12/2003 Capital Realizado Em R$ Resultado Acumulado Em R$ Em R$ 285.443.593,07 1.914.177,42 287.357.770,49 Lucro do Exercício findo em 31.12.2004 Total 13.277.304,83 Saldo em 31/12/2004 285.443.593,07 15.191.482,25 300.635.075,32 Aumento de Capital 11.332.200,44 (11.332.200,44) - Ajustes de Exercícios Anteriores (3.859.281,81) Lucro do Exercício Findo em 31.12.2005 13.157.312,37 Saldo em 31/12/2005 296.775.793,51 13.157.312,37 309.933.105,88 Aumento de Capital 13.157.312,37 (13.157.312,37) - Lucro do Exercício Findo em 31.12.2006 Saldo em 31/12/2006 5.620.663,35 309.933.105,88 5.620.663,35 315.553.769,23 Prof. Sérgio Carlos Eduardo Pinto Machado Presidente Prof. Amarílio Vieira de Macedo Neto Vice-Presidente Médico Bel. Fernando Andreatta Torelly Vice-Presidente Administrativo Adm. Paulo da Cunha Serpa Coordenador da Gerência Financeira Neiva Teresinha Finato Contadora - CRC/RS nº 53.292 203 Relatório de Atividades 2006 HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE CNPJ:87.020.517/0001-20 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PROCEDIDAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 IV - DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DOS RECURSOS 31/12/06 Em R$ ORIGENS DAS APLICAÇÕES 31/12/05 Em R$ 15.138.575,36 19.749.191,66 15.138.575,36 19.749.191,66 Lucro do Exercício 5.620.663,35 13.157.312,37 Ajustes Result. Exerc. p/Valores Não Financeiros Depreciações Baixas de Bens Ativo Imobilizado Variação Monetária do Exigível a LP Redução do Ativo Realizável a LP Redução Importações em Andamento 9.517.912,01 6.003.600,44 1.434.837,04 0,00 0,00 2.079.474,53 6.591.879,29 5.600.007,94 222.548,05 85.628,38 683.694,92 0,00 TOTAL DAS APLICAÇÕES DOS RECURSOS 15.138.575,36 19.749.191,66 Aplicações dos Recursos Aquisições do Ativo Imobilizado Aumento do Ativo Realizável a LP Redução do Passívo Exígivel a LP Ajuste de Exercício Anterior Reversão de Depreciações de Bens Baixados 11.449.938,85 9.262.931,65 14.892,20 1.020.170,72 0,00 1.151.944,28 12.961.699,61 7.118.507,04 0,00 1.983.910,76 3.859.281,81 0,00 3.688.636,51 6.787.492,05 Ativo Circulante No Início do Período No Final do Período 4.911.255,47 50.405.165,43 55.316.420,90 4.884.589,52 45.520.575,91 50.405.165,43 Passivo Circulante No Início do Período No Final do Período 1.222.618,96 12.586.085,16 13.808.704,12 (1.902.902,53) 14.488.987,69 12.586.085,16 DE OPERAÇÕES AUMENTO DO CAPITAL DO CIRCULANTE LÍQUIDO Prof. Sérgio Carlos Eduardo Pinto Machado Presidente Prof. Amarílio Vieira de Macedo Neto Vice-Presidente Médico Adm. Paulo da Cunha Serpa Coordenador da Gerência Financeira Bel. Fernando Andreatta Torelly Vice-Presidente Administrativo Neiva Teresinha Finato Contadora - CRC/RS nº 53.292 204 Relatório de Atividades 2006 HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE CNPJ:87.020.517/0001-20 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PROCEDIDAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 VALOR ECONÔMICO AGREGADO (EVA) 31/12/06 Em R$ 31/12/05 Em R$ I - Receitas I.I. Vendas de Serviços/Repasses I.II. Receitas / Despesas Operacionais 356.006.404,82 345.826.448,56 10.179.956,26 339.270.713,21 326.884.516,80 12.386.196,41 II - Insumos Adquiridos de Terceiros (c/ICMS e IPI) II.I. Custos dos Serviços Vendidos II.II. Serviços de Terceiros 104.815.168,27 68.670.462,17 36.144.706,10 95.048.747,89 65.259.028,08 29.789.719,81 III - Valor Adicionado Bruto ( I - II ) 251.191.236,55 244.221.965,32 IV - Retenções IV.I. Despesas com Depreciação (6.003.600,44) (6.003.600,44) (5.600.007,94) (5.600.007,94) 245.187.636,11 238.621.957,38 VI - Valor Adicionado Recebido em Transferências VI.I. Receitas Financeiras 1.305.826,72 1.305.826,72 855.082,37 855.082,37 VII - Valor Adicionado Total a Distribuir ( V + VI ) 246.493.462,83 239.477.039,75 VIII - Distribuição do Valor Adicionado VIII.I. Pessoal e Encargos VIII.II. Impostos, Taxas e Contribuições VIII.III. Despesas Financeiras VIII.IV. Lucro do Período 246.493.462,83 239.910.748,87 702.748,96 259.301,65 5.620.663,35 239.477.039,75 225.309.335,01 631.048,77 379.343,60 13.157.312,37 V - Valor Adicionado Líq. Produzido p/Entidade ( III - IV ) Prof. Sérgio Carlos Eduardo Pinto Machado Presidente Prof. Amarílio Vieira de Macedo Neto Vice-Presidente Médico Bel. Fernando Andreatta Torelly Vice-Presidente Administrativo Adm. Paulo da Cunha Serpa Coordenador da Gerência Financeira Neiva Teresinha Finato Contadora - CRC/RS nº 53.292 205 Relatório de Atividades 2006 NOTAS EXPLICATIVAS SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PROCEDIDAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 NOTA 1 - CONTEXTO OPERACIONAL O Hospital de Clínicas de Porto Alegre é um hospital geral universitário empresa pública de direito privado, criado pela Lei n. º 5.604, de 02 de setembro de 1970 e vinculado à supervisão do Ministério da Educação. NOTA 2 - APRESENTAÇÃO E BASE DE ELABORAÇÃO A) Apresentação Para o registro das operações e elaboração das demonstrações contábeis foram adotadas as práticas contábeis emanadas da Lei 6.404/76, as quais não requerem a apresentação das demonstrações financeiras expressas em moeda de capacidade aquisitiva constante. Desta forma, as demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos são decorrentes da simples acumulação dos valores nominais das transações ocorridas. B) Base de Elaboração A base de elaboração seguiu a orientação do Sistema Integrado de Administração Financeira -SIAFI. NOTA 3 - RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS A) Sistema de Escrituração O Hospital de Clínicas de Porto Alegre integra o SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira da União) desde 01/01/92, na forma total, observando aspectos da Lei 6.404/76 em relação à escrituração contábil. B) Aplicações de Liquidez Imediata Estão demonstradas pelo custo de aquisições acrescidas dos rendimentos apropriados até a data do encerramento. C) Estoques Os estoques de material de consumo são avaliados pelo custo médio de aquisição. As importações em andamento pelo custo incorrido apropriado até 31.12.06. 206 Relatório de Atividades 2006 D) Imobilizado Os bens integrantes do Imobilizado estão demonstrados pelo custo de aquisição corrigida monetariamente, na forma da lei 8.383/91 até 31/12/95 e os bens imóveis estão acrescidos da reavaliação. As depreciações foram calculadas sobre o custo corrigido pelo método linear dentro das seguintes taxas: um % ªª - Prédios 10 % ªª - Máquinas e Equipamentos, Móveis e Utensílios e Instalações; 20 % ªª - Veículos e Equipamentos de Processamento de Dados E) Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa Neste exercício, por decisão da Administração Central e aprovação do Conselho Diretor, foram provisionados todos os valores, decorrentes de serviços hospitalares prestados a convênios de saúde e clientes particulares, pendentes de realização, cujos vencimentos são anteriores ao dia 31/12/2005, no total de R$ 3.461.489,82, com relação ao Sistema Único de Saúde foi provisionado o valor de R$ 4.953.364,32, referente a faturamento extra-teto não recebido até 31/12/2005. O saldo em 31 de dezembro de 2006 é de R$ 8.414.854,14. Foi aprovado pelo Conselho Diretor a baixa de contas glosadas do SUS no total de R$ 4.808.008,78 e IPE R$ 449.814,20, totalizando baixa de R$ 5.257.822,98, lançamento realizado em janeiro de 2007. F) Financiamentos Internos A Instituição possui 01 (um) financiamento interno, com o BNDES e FINAME, tendo como Agente Financeiro o BANCO ABN AMRO REAL S/A, para a expansão e a modernização tecnológica de determinadas áreas do hospital, no valor de R$ 6.623.558,00, com taxa de juros de 4,5 % ªª, acima, da TJLP, divulgada pelo BACEN, incluindo o “Del Credere” de 2,00 % ªª, Comissão de Reserva de Crédito de 0,1 % ªm, com parcelas de vencimento mensal, cujo pagamento final ocorrerá em 15/06/2007. Os saldos foram ajustados à taxa da TJLP vigente em 31/12/2006, e estão classificados no passivo circulante. Saldo em 31/12/2006 de R$ 1.038.429,07 Foram dados em garantia, recebíveis do convênio de Prestação de Serviços mantido entre HCPA e o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul. G) Custos Administrativos e dos Serviços Os custos dos serviços e administrativos foram apropriados de acordo com a compatibilização dos valores contábeis e os valores existentes nos controles elaborados pelo serviço de custos, essa providência visa à integração dos custos à contabilidade. A adoção deste procedimento foi necessária, visto que o SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira da União) em seu módulo contábil não prevê sistema de custos integrado à contabilidade. 207 Relatório de Atividades 2006 H) Provisão de Férias e Encargos A Instituição não tem como prática contábil o provisionamento de Férias e Encargos no encerramento do exercício social, porque as despesas com pessoal são cobertas com recursos do Tesouro Nacional. No caso de se reconhecer esta despesa, seria necessário o reconhecimento da receita no Orçamento, o que seria incompatível com as verbas alocados no mesmo para atendimento de despesas com pessoal no exercício. O tratamento contábil descrito não gera nenhum reflexo no resultado do exercício. NOTA 4 – DISPONIBILIDADES 31/12/2006 EM R$ 17.826,75 CAIXA BANCOS APLICAÇÃO IMEDIATA 405.487,99 DE LIQUIDEZ CONTA C/VINCULAÇÃO PAGAMENTO DE VALORES EM TRANSITOS TOTAIS 4.109,939,90 4.097,193,51 67.000,00 8.697,448,15 NOTA 5 - CRÉDITOS FORNECIMENTO DE SERVIÇOS CRÉDITOS A RECEBER PELA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) CONVÊNIOS PRIVADOS 31/12/2006 EM R$ 15.594.886,87 6.962.730,72 CLIENTES PARTICULARES 564.293,14 CRÉDITOS DIVERSOS 311.755,03 TOTAIS 23.433.665,76 208 Relatório de Atividades 2006 NOTA 6 – RECURSOS ESPECIAIS A RECEBER POR RESTOS A PAGAR Os valores a receber são referentes à inscrição em restos a pagar pelo repasse de recursos pelo Fundo Nacional de Saúde para custeio de despesas hospitalares e aquisição de equipamentos de uso hospitalar. NOTA 7 - REALIZÁVEL A LONGO PRAZO A) CRÉDITOS FORNECIMENTO DE SERVIÇOS 31/12/2006 EM R$ 4.953.364,32 SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE ( SUS) CONVÊNIOS PRIVADOS 2.657.324,24 CLIENTES PARTICULARES 504.071,24 CLIENTES DIVERSOS 300.094,34 8.414.854,14 TOTAIS B) DEPÓSITOS JUDICIAIS Está composto dos valores relativos aos depósitos judiciais vinculados a causas trabalhistas e tributárias, corrigidos até 31.12.2006. NOTA 8 – IMOBILIZADO 31/12/2006 EM R$ HOSPITAL 254.827.178,37 OBRAS EM ANDAMENTO 1.753.811,74 INSTALAÇÕES 1.077.264,99 APARELHOS, EQUIP. HOSPITALARES UTENS.MED.ODONT.LAB. E APARELHOS E UTENSÍLIOS DOMÉSTICOS EQUIPAMENTOS SOCORRO DE PROTEÇÃO, SEGURANÇA MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS GRÁFICOS 43.145.808,87 617.508,93 E 81.845,09 363.224,22 209 Relatório de Atividades 2006 EQUIPAMENTOS P/AUDIO, VIDEO E FOTO 979.316,59 MÁQUINAS, UTENSÍLIOS E EQUIPAMENTOS DIVERSOS 4.331.048,33 EQUIPAMENTOS DE PROCESSAMENTO DE DADOS 6.217.106,40 MÁQUINAS, FERRAMENTAS E UTENSÍLIOS DE OFICINA MOBILIÁRIO EM GERAL 254.315,76 3.302.415,94 VEÍCULOS DE TRAÇÃO MECÂNICA 143.921,56 APARELHOS DE ORIENTAÇÃO MÉDICA 196.272,33 APARELHOS E EQUIPAMENTOS DE COMUNICAÇÃO 210.575,51 APARELHOS E EQUIPAMENTOS PARA ESPORTES E DIVERSÕES MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS ENERGETICOS MÁQUINAS INDUSTRIAL E EGUIPAMENTOS DE 69.398,24 436.158,00 NATUREZA 96.450,00 SUB TOTAL 318.103.620,87 ( - ) DEPRECIAÇÕES (46.827.223,46) IMOBILIZADO 271.276.397,41 IMPORTAÇÕES EM ANDAMENTO TOTAL 23.538,30 271.299.935,71 NOTA 9 - CAPITAL SOCIAL O Capital Social é de R$ 309.933.105,88 e pertence integralmente a União Federal. 210 Relatório de Atividades 2006 NOTA 10 – OUTRAS RECEITAS / DESPESAS OPERACIONAIS RECEITAS OPERACIONAIS - Aluguéis - Doações - Recursos especiais a receber de restos a pagar - Adiantamentos a pessoal - Incorporação de bens permanentes e estocáveis - Prestação de serviços diversos - Crédito baixa faturamento - Desincorporação de obrigações – Restos a pagar - Outras 2.252.762,25 1.509.054,82 4.485.431,19 648.468,50 4.430.990,03 803.619,76 222.241,09 857.576,87 2.964.070,60 Total das receitas operacionais 18.174.215,11 DESPESAS OPERACIONAIS - Créditos Diversos - Bens e direitos incorporados por restos a pagar - Provisão para crédito de liquidação duvidosa - Repasses Diferidos - Outras 1.891.392,08 3.555.207,36 556.028,09 585.655,42 1.123.083,14 Total das despesas operacionais 7.711.366,09 TOTAL DAS RECEITAS / DESPESAS OPERACIONAIS 10.462.849,02 NOTA 11 - COMPARATIVO ENTRE O SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira da União) E AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PUBLICADAS TÍTULOS ATIVO CRICULANTE D.C.P 2006 SIAFI 2006 Lei 6404/76 Lei 4320/64 DIFERENÇA D.C.P 2005 SIAFI 2005 Lei 6404/76 Lei 4320/64 DIFERENÇA 55.316.420,90 55.171.997,55 144.423,35 50.405.165,43 50.344.431,05 60.734,38 2.746.116,74 2.746.116,74 - 2.731.224,54 2.731.224,54 - ATIVO PERMANENTE 271.299.935,71 271.444.359,06 (144.423,35) 270.402.971,79 270.463.706,17 (60.734,38) TOTAL ATIVO 329.362.473,35 329.362.473,35 - 323.539.361,76 323.539.361,76 - PASSIVO CIRCULANTE 13.808.704,12 13.808.704,12 - 12.586.085,16 12.586.085,16 - EXIG. A LONGO PRAZO - - - 1.020.170,72 1.020.170,72 - PATRIMÔNIO LÍQÜIDO 315.553.769,23 315.553.769,23 - 309.933.105,88 309.933.105,88 - TOTAL PASSIVO 329.362.473,35 329.362.473,35 - 323.539.361,76 323.539.361,76 - REALIZAVEL A LONGO PRAZO 211 Relatório de Atividades 2006 Os valores R$ 60.734.38 de 2005 e R$ 144.423,35 de 2006 referem-se ao saldo na conta de almoxarifado de obras. O SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira da União) obedece a Lei 4.320/64 classificando esta conta no Ativo Imobilizado enquanto que a Lei 6.404/76 a classifica no Ativo Circulante / Estoque. Prof. Sérgio Carlos Eduardo Pinto Machado Presidente Prof. Amarílio Vieira de Macedo Neto Vice-Presidente Médico Bel. Fernando Andreatta Torelly Vice-Presidente Administrativo Adm. Paulo da Cunha Serpa Neiva Teresinha Finato Coordenador da Gerência Financeira Contadora – CRC/RS 53.292 212 Relatório de Atividades 2006 11 PARECERES 213 Relatório de Atividades 2006 11.1 PARECER DOS AUDITORES INTERNOS 214 Relatório de Atividades 2006 Parecer dos Auditores Internos Ao Presidente do Hospital de Clínicas de Porto Alegre Nesta Capital 1 Examinamos os balanços patrimoniais do HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE, em 31 de dezembro de 2006 e 2005, e as correspondentes demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido, das origens e aplicações de recursos, dos exercícios findos nessas datas, elaborados sob a responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é de emitir parecer sobre essas demonstrações financeiras. 2 Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil, que requerem que os exames sejam realizados com o objetivo de comprovar a adequada apresentação das demonstrações financeiras em todos os seus aspectos relevantes. Portanto, nossos exames compreenderam, entre outros procedimentos (a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume das transações e os sistemas contábil e de controles internos do HOSPITAL DE CLINICAS DE PORTO ALEGRE; (b) a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados e (c) a avaliação das práticas e estimativas contábeis mais representativas adotadas pela Administração do HOSPITAL DE CLINICAS DE PORTO ALEGRE, bem como da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. 3 Somos de parecer que as referidas demonstrações financeiras apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE em 31 de dezembro de 2006 e de 2005, o resultado das operações, das mutações do patrimônio líquido, das origens e aplicações de recursos, correspondentes aos exercícios findos naquelas datas, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Porto Alegre, 30 de janeiro de 2007. Armando José Gass Contador CRC/RS 23.585 Coordenador do Grupo de Auditoria Interna 215 Relatório de Atividades 2006 11.2 PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES 216 Relatório de Atividades 2006 217 Relatório de Atividades 2006 11.3 EXTRATO DA ATA DO CONSELHO DIRETOR DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE 218 Relatório de Atividades 2006 219 Relatório de Atividades 2006 220 Relatório de Atividades 2006 11.4 PARECER DO CONSELHO DIRETOR 221 Relatório de Atividades 2006 222