MINISTRO DA EDUCAÇÃO - MEC
Prof. FERNANDO HADDAD
SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR - SESu/MEC
Prof. NELSON MACULAN FILHO
REITOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Prof. JOSÉ CARLOS FERRAZ HENNEMANN
MEMBROS DO CONSELHO DIRETOR
Presidente do Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Prof. SÉRGIO CARLOS EDUARDO PINTO MACHADO
Vice-Reitor da UFRGS
Prof. PEDRO CEZAR DUTRA FONSECA
Diretor da Faculdade de Medicina da UFRGS
Prof. MAURO ANTÔNIO CZEPIELEWSKI
Pró-Reitora de Administração - UFRGS
Profª MARIA APARECIDA GRENDENE DE SOUZA
Representantes da Faculdade de Medicina - UFRGS
Prof. CLÁUDIO PAIVA
Profª ELIANA DE ANDRADE TROTTA
Representante da Escola de Enfermagem - UFRGS
Profª LIANA LAUTERT
Representante da Pró-Reitoria de Planejamento - UFRGS
Prof. DARCI BARNECH CAMPANI
Representante do Ministério da Educação
Prof. LUIZ ALBERTO DOS SANTOS RODRIGUES
Representante do Ministério da Saúde
Prof. JOÃO JOSÉ CÂNDIDO DA SILVA – até junho de 2006
Prof. AMÂNCIO PAULINO DE CARVALHO – a partir de julho de 2006
Representante do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
Econ. ARIOSTO ANTUNES CULAU
Representante do Ministério da Fazenda
Econ. ADRIANO PEREIRA DE PAULA – até maio de 2006
Engª ANA CRISTINA BITTAR DE OLIVEIRA – a partir de junho de 2006
MEMBROS DA ADMINISTRAÇÃO CENTRAL
PRESIDENTE
Prof. SÉRGIO CARLOS EDUARDO PINTO MACHADO
VICE-PRESIDENTE MÉDICO
Prof. AMARILIO VIEIRA DE MACEDO NETO
VICE-PRESIDENTE ADMINISTRATIVO
Econ. FERNANDO ANDREATTA TORELLY
Relatório de Atividades
2006
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO .............................................................................................................................................. 9
1
DADOS GERAIS DO HOSPITAL ....................................................................................................... 13
1.1
ORGANOGRAMAS ........................................................................................................................... 14
1.2
INSTALAÇÕES FÍSICAS ................................................................................................................... 20
1.3
CARACTERÍSTICAS DE GESTÃO .................................................................................................. 22
1.3.1
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO ............................................................................................ 22
2
ASSISTÊNCIA ......................................................................................................................................... 51
2.1
PRODUÇÃO ASSISTENCIAL .......................................................................................................... 52
2.2
APOIO ASSISTENCIAL..................................................................................................................... 56
2.2.1
COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR................................................ 56
2.2.2
COMISSÃO DE ÉTICA EM ENFERMAGEM ............................................................................ 59
2.2.3
COMISSÃO DE ÉTICA MÉDICA ................................................................................................ 61
2.2.4
COMISSÃO DE MEDICAMENTOS............................................................................................ 62
2.2.5
COMISSÃO DE NORMAS E ROTINAS DO GRUPO DE ENFERMAGEM .......................... 66
2.2.6
COMISSÃO
DE
ÓBITOS,
CONTROLE
CIRÚRGICO
E
REVISÃO
ANATOMOPATOLÓGICA............................................................................................................................. 67
2.2.7
COMISSÃO DE PRONTUÁRIOS ................................................................................................ 69
2.2.8
COMISSÃO DE SELEÇÃO ........................................................................................................... 72
2.2.9
COMISSÃO DE SUPORTE NUTRICIONAL ............................................................................. 72
2.2.10
COMISSÃO GESTORA DOS PORTAIS DA INTERNET E INTRANET ................................ 73
2.2.11
COMISSÃO PERMANENTE DE TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS E DE TECIDOS .............. 74
2.2.12
COMITÊ GESTOR DE ACESSO AOS SISTEMAS INFORMATIZADOS............................... 76
2.2.13
GRUPO DE TRABALHO SOBRE DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM .............................. 77
2.2.14
GRUPO DE TRABALHO SOBRE INDICADORES DE QUALIDADE ASSISTENCIAL ..... 79
2.2.15
PROGRAMA DE ACREDITAÇÃO HOSPITALAR .................................................................. 81
2.2.16
PROGRAMA DE ATENÇÃO AOS PROBLEMAS DE BIOÉTICA.......................................... 83
2.2.17
PROGRAMA DE PROTOCOLOS E ROTINAS ASSISTENCIAIS ........................................... 83
2.2.18
SERVIÇO DE EMERGÊNCIA ...................................................................................................... 86
3
ENSINO..................................................................................................................................................... 89
3.1
GRADUAÇÃO .................................................................................................................................... 89
3.2
PÓS-GRADUAÇÃO ........................................................................................................................... 90
3.3
RESIDÊNCIA MÉDICA ..................................................................................................................... 91
3.4
ENSINO MÉDIO................................................................................................................................. 94
3.4.1
ESCOLA TÉCNICA EM ENFERMAGEM .................................................................................. 94
3.4.2
ESCOLA ESTADUAL TÉCNICA EM SAÚDE........................................................................... 95
3.5
ESTÁGIOS............................................................................................................................................ 97
3.6
CURSOS DE CAPACITAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO PARA PROFISSIONAIS ................. 99
3.7
GRAND ROUND, SESSÃO ANATOMOCLÍNICA E ESTUDOS CLÍNICOS ............................ 99
4
4.1
4.2
4.3
PESQUISA .............................................................................................................................................. 101
CENTRO DE PESQUISAS ............................................................................................................... 102
CENTRO DE PESQUISA CLÍNICA ............................................................................................... 103
REDE NACIONAL DE PESQUISA CLÍNICA.............................................................................. 104
3
Relatório de Atividades
2006
4.4
DESENVOLVIMENTO E TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA ........................................... 104
4.5
COMISSÕES CIENTÍFICA E DE PESQUISA E ÉTICA EM SAÚDE ......................................... 105
4.6
SEMANA CIENTÍFICA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS ............................................................ 105
4.7
REVISTA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS ..................................................................................... 106
4.8
GRUPOS DE PESQUISA CADASTRADOS NO CNPQ E BOLSAS DE INICIAÇÃO
CIENTÍFICA .................................................................................................................................................... 107
4.9
FUNDO DE INCENTIVO À PESQUISA E EVENTOS ................................................................ 108
5
RESPONSABILIDADE SOCIAL........................................................................................................ 109
5.1
APOIO PEDAGÓGICO.................................................................................................................... 109
5.2
PROTEÇÃO À CRIANÇA ............................................................................................................... 110
5.3
HUMANIZAÇÃO NA ASSISTÊNCIA .......................................................................................... 111
5.4
GRUPO DE VOLUNTARIADO...................................................................................................... 114
5.5
ATENDIMENTO LÚDICO-TERAPÊUTICO ................................................................................ 116
5.6
CASA DE APOIO ............................................................................................................................. 119
5.7
BANCO DE LEITE HUMANO ....................................................................................................... 120
5.8
FARMÁCIA DE PROGRAMAS ESPECIAIS................................................................................. 121
5.9
CONSULTORIA ESCOLAR ............................................................................................................ 122
5.10
OUVIDORIA ..................................................................................................................................... 123
5.11
GESTÃO DO RELACIONAMENTO COM O CLIENTE............................................................. 127
5.12
GESTÃO AMBIENTAL.................................................................................................................... 129
5.13
EVENTOS .......................................................................................................................................... 133
5.14
VISITAS DE OUTRAS INSTITUIÇÕES ......................................................................................... 133
6
GESTÃO DE PESSOAS ....................................................................................................................... 135
6.1
VISÃO ESTRATÉGICA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS........................................... 136
6.2
PERFIL PROFISSIONAL.................................................................................................................. 137
6.3
PROGRAMA INTEGRAR ............................................................................................................... 139
6.4
PROGRAMA DE GESTÃO DO DESEMPENHO ......................................................................... 141
6.5
CAPACITAÇÃO E DESENVOLVIMENTO.................................................................................. 142
6.5.1
PROGRAMA “JEITO CLÍNICAS DE ATENDER” .................................................................. 145
6.5.2
PROGRAMA BEM-ESTAR E SAÚDE NO TRABALHO........................................................ 145
6.5.3
PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO GERENCIAL........................................................ 146
6.5.4
PROGRAMA DE REABILITAÇÃO PROFISSIONAL............................................................. 146
6.6
PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS .............................................................................................. 148
6.7
BENEFÍCIOS...................................................................................................................................... 149
6.7.1
PLANO DE SAÚDE..................................................................................................................... 149
6.7.2
LICENÇA ESPECIAL .................................................................................................................. 150
6.7.3
LICENÇA PARA ATIVIDADES DE DESENVOLVIMENTO................................................ 150
6.7.4
COMPLEMENTO DO AUXÍLIO-DOENÇA ............................................................................ 151
6.7.5
CRECHE ........................................................................................................................................ 151
6.7.6
LIBERAÇÃO PARA MESTRADO E DOUTORADO .............................................................. 151
6.7.7
REFEITÓRIO................................................................................................................................. 152
6.8
PESQUISA DE CLIMA ORGANIZACIONAL ............................................................................. 152
6.9
MOVIMENTAÇÃO DE PESSOAL ................................................................................................. 153
6.9.1
PROCESSO SELETIVO PÚBLICO ............................................................................................. 154
6.9.2
REALOCAÇÕES INTERNAS..................................................................................................... 155
6.9.3
DESLIGAMENTO FUNCIONAL .............................................................................................. 157
6.9.4
INDICADORES ............................................................................................................................ 158
6.10
MEDICINA OCUPACIONAL ........................................................................................................ 162
6.10.1
UNIDADE DE SERVIÇO ESPECIALIZADO EM SEGURANÇA E MEDICINA DO
TRABALHO (SESMT) .................................................................................................................................... 163
6.10.2
UNIDADE DE SAÚDE DOS FUNCIONÁRIOS ...................................................................... 166
6.10.3
AMBULATÓRIO DE DOENÇAS DO TRABALHO................................................................ 168
6.10.4
ACADEMIA DE GINÁSTICA.................................................................................................... 168
6.10.5
PSICOLOGIA E SAÚDE DO TRABALHADOR ...................................................................... 170
4
Relatório de Atividades
2006
7
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO................................................................................................. 173
7.1
NOVAS FUNCIONALIDADES NOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO .................................... 174
7.1.1
APLICATIVOS PARA GESTÃO HOSPITALAR (AGH) ........................................................ 174
7.1.2
INFORMAÇÕES GERENCIAIS (IG) ......................................................................................... 176
7.1.3
PORTAIS INSTITUCIONAIS ..................................................................................................... 176
7.2
NOVAS TECNOLOGIAS ................................................................................................................ 176
7.2.1
CERTIFICAÇÃO DIGITAL......................................................................................................... 176
7.2.2
TELEMEDICINA.......................................................................................................................... 177
7.3
INFRA-ESTRUTURA ....................................................................................................................... 177
7.4
INDICADORES DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO ......................................................... 178
8
QUALIDADE RECONHECIDA ......................................................................................................... 179
8.1
PRÊMIOS ........................................................................................................................................... 179
8.1.1
SATISFAÇÃO DOS USUÁRIOS DO SUS................................................................................. 179
8.1.2
TOP SER HUMANO.................................................................................................................... 179
8.1.3
CONCURSO DE INOVAÇÃO NA GESTÃO PÚBLICA FEDERAL..................................... 179
8.1.4
SELO IBASE .................................................................................................................................. 180
8.1.5
PRÊMIO RESPONSABILIDADE SOCIAL ............................................................................... 180
8.1.6
ACREDITAÇÃO HOSPITALAR................................................................................................ 180
8.1.7
9º PRÊMIO EXCELÊNCIA EM INFORMÁTICA .................................................................... 181
8.1.8
PRÊMIO DE INOVAÇÃO DA GESTÃO EM SAÚDE ............................................................ 181
8.1.9
PRÊMIO CEN AIDS..................................................................................................................... 181
8.2
DESTAQUES ..................................................................................................................................... 182
8.2.1
RANKING REGIONAL CAMPEÃS DA INOVAÇÃO – REVISTA AMANHÃ ................. 182
8.2.2
RANKING NACIONAL VALOR 1.000 – JORNAL VALOR ECONÔMICO ...................... 182
8.2.3
RANKING REGIONAL MAIORES E MELHORES – REVISTA AMANHÃ ....................... 182
8.2.4
RANKING REGIONAL 600 MAIORES EMPRESAS – REVISTA EXPRESSÃO ................. 182
9
PANORAMA ECONÔMICO FINANCEIRO .................................................................................. 183
9.1
ANÁLISE DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA DO EXERCÍCIO ............................................ 185
9.1.1
O RESULTADO ORÇAMENTÁRIO ......................................................................................... 185
9.1.2
A ORIGEM DOS RECURSOS..................................................................................................... 185
9.1.3
A APLICAÇÃO DOS RECURSOS ............................................................................................. 186
9.1.4
OS RECURSOS DE DESTAQUE ................................................................................................ 186
9.1.5
OS RECURSOS A RECEBER ...................................................................................................... 187
9.1.6
O DIFERIMENTO DE RECURSOS............................................................................................ 187
9.2
INVESTIMENTOS REALIZADOS ................................................................................................. 187
9.3
TRANSFERÊNCIA DE RECURSOS (CONVÊNIOS TRANSFERIDOS).................................... 192
10
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS ................................................................................................... 199
11 PARECERES ........................................................................................................................................... 213
11.1
PARECER DOS AUDITORES INTERNOS ................................................................................... 214
11.2
PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES ...................................................................... 216
11.3
EXTRATO DA ATA DO CONSELHO DIRETOR DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO
ALEGRE ........................................................................................................................................................... 218
11.4
PARECER DO CONSELHO DIRETOR ......................................................................................... 221
5
Relatório de Atividades
2006
INDICE DE TABELAS
TABELA - 1.
DADOS SOBRE INSTALAÇÕES FÍSICAS DO HOSPITAL ............................................ 20
TABELA - 2.
PAINEL DE CONTROLE – PERSPECTIVA SOCIEDADE.............................................. 27
TABELA - 3.
PAINEL DE CONTROLE – PERSPECTIVA CLIENTES .................................................. 28
TABELA - 4.
PAINEL DE CONTROLE – PERSPECTIVA FINANCEIRA............................................ 34
TABELA - 5.
PAINEL DE CONTROLE – PERSPECTIVA PROCESSOS .............................................. 38
TABELA - 6.
PAINEL DE CONTROLE – PERSPECTIVA APRENDIZADO E CRESCIMENTO ..... 42
TABELA - 7.
PRODUÇÃO ASSISTENCIAL ............................................................................................. 51
TABELA - 8.
INDICADORES HOSPITALARES ...................................................................................... 51
TABELA - 9.
INTERNAÇÕES..................................................................................................................... 52
TABELA - 10. INTERNAÇÕES POR CONVÊNIO E POR CLÍNICA...................................................... 52
TABELA - 11. CONSULTAS REALIZADAS .............................................................................................. 52
TABELA - 12. PARTOS REALIZADOS ....................................................................................................... 52
TABELA - 13. BANCO DE SANGUE........................................................................................................... 52
TABELA - 14. PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS (PACIENTES ATENDIDOS) .................................. 53
TABELA - 15. SESSÕES TERAPÊUTICAS .................................................................................................. 54
TABELA - 16. TRANSPLANTES REALIZADOS ....................................................................................... 54
TABELA - 17. ATENDIMENTO DOS GRUPOS DE AUTO-AJUDA ...................................................... 55
TABELA - 18. EVOLUÇÃO DA TAXA DE INFECÇÃO HOSPITALAR ................................................ 56
TABELA - 19. DISTRIBUIÇÃO, FREQÜÊNCIA ABSOLUTA E RELATIVA DAS INFECÇÕES
HOSPITALARES ................................................................................................................................................ 57
TABELA - 20. TAXAS DE UTILIZAÇÃO DE PROCEDIMENTOS INVASIVOS*................................. 57
TABELA - 21. APROVAÇÃO DE PRESCRIÇÕES DE MEDICAMENTOS DE USO RESTRITO E
NÃO-SELECIONADOS .................................................................................................................................... 64
TABELA - 22. PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS NÃO-SELECIONADOS .................................... 64
TABELA - 23. COMPARAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE NP PELOS PACIENTES DA
NEONATOLOGIA, PEDIATRIA E ADULTOS ............................................................................................. 73
TABELA - 24. TRANSPLANTES REALIZADOS ....................................................................................... 76
TABELA - 25. INDICADORES DE PROCESSOS ASSISTENCIAIS......................................................... 80
TABELA - 26. TAXA DE MORTALIDADE................................................................................................. 87
TABELA - 27. ENTRADAS EM OBSERVAÇÃO / ALTAS ...................................................................... 87
TABELA - 28. CURSOS DE GRADUAÇÃO QUE ATUAM NO HOSPITAL......................................... 89
TABELA - 29. Nº DE ALUNOS..................................................................................................................... 89
TABELA - 30. CURSOS COM ATIVIDADES NO HOSPITAL ................................................................. 90
TABELA - 31. ESPECIALIDADES DO PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MÉDICA .............................. 91
TABELA - 32. NÚMERO DE CONVÊNIOS AVALIADOS, APROVADOS E EM
ACOMPANHAMENTO ................................................................................................................................... 97
TABELA - 33. DISTRIBUIÇÃO DOS ESTAGIÁRIOS CONFORME O TIPO DE ESTÁGIO E O ANO ..
.................................................................................................................................................. 98
TABELA - 34. DISTRIBUIÇÃO DAS BOLSAS-AUXÍLIO ......................................................................... 98
TABELA - 35. VALORES FINANCEIROS EMPREGADOS (EM R$)* .................................................... 98
TABELA - 36. ATIVIDADES REALIZADAS .............................................................................................. 99
TABELA - 37. AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS VERBA FINEP 2006............................................. 102
TABELA - 38. VALORES CAPTADOS / EDITAL FINEP 2006 ............................................................. 103
TABELA - 39. INDICADORES DA ZONA AMBULATORIAL DE PESQUISA .................................. 104
TABELA - 40. NÚMERO DE PROJETOS SUBMETIDOS À AVALIAÇÃO.......................................... 105
TABELA - 41. INDICADORES DA 26ª SEMANA CIENTÍFICA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS .... 106
TABELA - 42. INDICADORES DA REVISTA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS/FAMED- UFRGS ... 107
TABELA - 43. GRUPOS DE PESQUISA CERTIFICADOS PELO HOSPITAL DE CLÍNICAS E
CADASTRADOS NO CNPQ.......................................................................................................................... 107
TABELA - 44. PERCENTUAL DE RUBRICAS APOIADAS PELO FIPE .............................................. 108
TABELA - 45. ATENDIMENTOS EM 2006 ............................................................................................... 110
TABELA - 46. ATIVIDADES REALIZADAS ............................................................................................ 115
6
Relatório de Atividades
2006
TABELA - 47. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELO SERVIÇO DE RECREAÇÃO TERAPÊUTICA
NO HOSPITAL ................................................................................................................................................ 117
TABELA - 48. ATENDIMENTOS REALIZADOS .................................................................................... 119
TABELA - 49. PRODUÇÃO DO BANCO DE LEITE ............................................................................... 121
TABELA - 50. NÚMERO DE ATENDIMENTOS NA FARMÁCIA DE PROGRAMAS ESPECIAIS. 122
TABELA - 51. COMPARATIVO DAS MANIFESTAÇÕES RECEBIDAS ............................................. 123
TABELA - 52. EVENTOS REALIZADOS .................................................................................................. 133
TABELA - 53. VISITAS RECEBIDAS NO HOSPITAL............................................................................. 133
TABELA - 54. INDICADORES DO PROGRAMA INTEGRAR.............................................................. 140
TABELA - 55. PARTICIPAÇÕES EM TREINAMENTOS POR ÁREA .................................................. 144
TABELA - 56. LICENÇA ESPECIAL.......................................................................................................... 150
TABELA - 57. LICENÇAS EM 2006 ........................................................................................................... 150
TABELA - 58. COMPLEMENTOS DO AUXÍLIO-DOENÇA ................................................................. 151
TABELA - 59. LIBERAÇÃO PARA MESTRADO..................................................................................... 151
TABELA - 60. PERCENTUAL DE PARTICIPANTES.............................................................................. 152
TABELA - 61. QUADRO DE PESSOAL..................................................................................................... 153
TABELA - 62. ADMISSÕES......................................................................................................................... 155
TABELA - 63. TEMPO MÉDIO DE PREENCHIMENTO DE VAGAS .................................................. 155
TABELA - 64. ACOMPANHAMENTO DO NÚMERO DE SELEÇÕES PARA REALOCAÇÃO ..... 156
TABELA - 65. NÚMERO DE DESLIGAMENTOS ................................................................................... 157
TABELA - 66. ANÁLISE COMPARATIVA – ROTATIVIDADE DE PESSOAL .................................. 159
TABELA - 67. ATENDIMENTOS REALIZADOS .................................................................................... 163
TABELA - 68. EXAMES MÉDICOS OBRIGATÓRIOS ............................................................................ 164
TABELA - 69. CONSULTAS ....................................................................................................................... 164
TABELA - 70. PRODUTIVIDADE DOS EXAMES MÉDICOS PERIÓDICOS ...................................... 164
TABELA - 71. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELA UNIDADE SESMT ...................................... 165
TABELA - 72. ACIDENTES DO TRABALHO/DOENÇAS OCUPACIONAIS ................................... 166
TABELA - 73. COEFICIENTE DE GRAVIDADE DE ACIDENTES DE TRABALHO......................... 166
TABELA - 74. ATENDIMENTOS REALIZADOS NO SMO................................................................... 167
TABELA - 75. USUÁRIOS DA ACADEMIA DISTRIBUÍDOS POR FUNÇÕES .................................. 169
TABELA - 76. HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO DA ACADEMIA............................................... 170
TABELA - 77. INDICADORES DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO ............................................ 178
TABELA - 78. EQUIPAMENTOS EMPENHADOS NO EXERCÍCIO ................................................... 188
TABELA - 79. OBRAS EMPENHADAS NO EXERCÍCIO....................................................................... 191
7
Relatório de Atividades
2006
APRESENTAÇÃO
Prof. Sérgio Pinto Machado
Presidente
Em 2006, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre comemorou 35 anos de
atividades. A celebração deste marco ensejou-nos renovadas oportunidades de
recordar a trajetória da Instituição, bem como refletir sobre suas realizações, sua
evolução e o papel que atualmente ocupa na sociedade.
Desde que seu projeto começou a ser concebido, ainda na década de 1930,
passando pelas diferentes etapas que levaram à viabilização da obra nos anos
seguintes e ao funcionamento das atividades a partir de 1971, a Instituição está
imbuída do compromisso de prestar assistência, formar recursos humanos e
desenvolver conhecimentos em saúde, sempre com padrão de excelência acadêmica e
forte senso de responsabilidade social. Os pioneiros que idealizaram e viabilizaram
este Hospital, os profissionais que o colocaram em funcionamento e aqueles que, ao
longo de três décadas e meia, atuaram em suas mais diversas áreas e funções foram
conduzidos por tal visão, que fez do Clínicas um referencial público de qualidade em
saúde.
Assim como nos apraz fazer uma retrospectiva de 35 anos de trabalho e
constatar a dimensão dos resultados obtidos nesta trajetória, da mesma forma
sentimo-nos muito orgulhosos em, encerrado o exercício de 2006, apresentar o
Relatório de Atividades que sintetiza as ações desenvolvidas e os resultados obtidos no
período.
Tivemos, por exemplo, acréscimos significativos em modalidades assistenciais,
destacando-se o aumento, em relação ao ano anterior, de 5,74% no número de
9
Relatório de Atividades
2006
transplantes, 4,51% nas internações, 4,3% nos exames e 4,99% nas sessões
terapêuticas. Tudo isto acompanhado de ações sistemáticas e permanentes de
monitoramento e incremento da qualidade dos serviços, como é o caso do Programa
de Protocolos e Rotinas Assistenciais, que não só vem qualificando, ano após ano, o
atendimento prestado pelo Clínicas, mas também está gerando potenciais modelos
de referência.
Há que destacar, ainda na área assistencial, a inauguração, nos últimos dias de
2006, de um moderno equipamento de ressonância magnética – adquirido com o
apoio do Ministério da Educação – e de um novo tomógrafo computadorizado –
financiado pelo Ministério da Saúde –, diversificando e ampliando a atuação do
Clínicas na área de diagnóstico por imagens.
No que diz respeito ao ensino, destaca-se o atendimento a quase 1.500 alunos
de nove cursos de graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a
produção, por 544 alunos de mestrado e 266 de doutorado vinculados aos dez
programas de pós-graduação da UFRGS com atividades no Hospital, de 112
dissertações e 59 teses. A este universo, somaram-se, ainda, atividades voltadas a 314
médicos residentes – dentro das 40 especialidades disponibilizadas pelo Programa de
Residência Médica da Instituição – e a 1.954 estagiários de diferentes habilitações.
Em relação à pesquisa, 2006 trouxe, como principal conquista, o início da
construção do Centro de Pesquisa Clínica – conjugando iniciativas e apoio dos
ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia –, o que vai possibilitar a ampliação e
centralização da produção científica nesta área. Na mesma linha, em março foi
implantada a Zona Ambulatorial de Pesquisa, com o objetivo de realizar
procedimentos de investigação e diagnóstico em regime ambulatorial. Com estas
ações, somadas a muitas outras, o Hospital de Clínicas consolida ainda mais sua
condição de referência entre os centros produtores de conhecimento em saúde, nas
suas diversas etapas.
No nível da gestão do Hospital, cabe destacar o avanço obtido na área de
licitações, as quais passaram a ser realizadas, em sua grande maioria (90,1% do total),
através do sistema de pregão – tanto presencial quanto eletrônico –, indo ao encontro
10
Relatório de Atividades
2006
das diretrizes do Governo Federal e garantindo mais agilidade e melhores condições
de negociação nas compras realizadas pela Instituição.
Dados como os até aqui apresentados equivalem a um resumo excessivamente
breve e simples da multiplicidade de atos promovidos pelo Hospital de Clínicas de
Porto Alegre em 2006. Muito foi feito na assistência, no ensino e na pesquisa, assim
como nos inúmeros programas de promoção da qualidade de vida e da cidadania e
também no âmbito da gestão empresarial, das inovações tecnológicas e na busca – e
obtenção – de um bom desempenho econômico-financeiro. Isso sem falar no retorno
positivo recebido de várias instâncias da sociedade, em diferentes momentos, através
de reconhecimentos públicos, prêmios e destaques.
E é para que esse amplo universo possa ser melhor conhecido e compreendido
que apresentamos o presente Relatório, o qual, mais do que prestar contas, tem o
objetivo de tornar transparente o Hospital de Clínicas de Porto Alegre – um hospital
público, geral e universitário que, há 35 anos, aposta na educação e na saúde como
instrumentos indispensáveis à felicidade e à emancipação de todos os brasileiros.
11
Relatório de Atividades
2006
1
DADOS GERAIS DO HOSPITAL
Nome da Instituição: Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Número do CNPJ: 87.020.517/0001-20
Natureza Jurídica: Empresa Pública
Vinculação Ministerial: Ministério da Educação - MEC
Endereço: Rua Ramiro Barcelos, 2.350
Bairro Santa Cecília
CEP 90.035-903 Porto Alegre – RS
Telefone: (51) 2101-8000
Fax: (51) 2101-8001
Endereço na internet: http://www.hcpa.ufrgs.br
Código e nome do órgão da Unidade Gestora no SIAFI:
Órgão: 26294 — UG: 155001 —Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Código gestão SIAFI: 15275
Norma de criação e finalidade:
Lei nº 5.604, de 02/09/1970, publicado no DOU em 08/09/1970
Norma que estabelece a estrutura orgânica no período de gestão sob exame:
Estatuto do Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Estatuto de que trata as contas:
Decreto nº 68.930, de 16/07/1971
13
Relatório de Atividades
2006
1.1
ORGANOGRAMAS
14
Relatório de Atividades
2006
15
Relatório de Atividades
2006
16
Relatório de Atividades
2006
17
Relatório de Atividades
2006
18
Relatório de Atividades
2006
1.2
19
Relatório de Atividades
2006
1.2 INSTALAÇÕES FÍSICAS
TABELA - 1.
DADOS SOBRE INSTALAÇÕES FÍSICAS DO HOSPITAL
Descrição
Área física construída
Leitos
Capacidade instalada (leitos disponíveis e desativados)
Capacidade operacional (leitos disponíveis)
Unidades de internação
Unidades de Tratamento Intensivo
Adultos
Pediátrica
Neonatal
Emergência
Adulto
Pediátrica
Obstétrica
Quantidade
Unidade
125.256,38
m²
750
749
655
67
34
13
20
27
17
07
03
Leitos
Leitos
Leitos
Leitos
Leitos
Leitos
Leitos
Leitos
Leitos
Leitos
Leitos
Apoio
Recuperação Pós-anestésica Adultos CCA
Recuperação Pós-anestésica Pediátrica CCA
Recuperação Pós-anestésica Adultos CC
Recuperação Pós-anestésica Pediátrica CC
Recuperação Pós-anestésica Obstétrica
Recuperação Pós-anestésica Hemodinâmica
Berçário
Pré-parto Centro Obstétrico
16
05
22
06
04
07
38
07
Leitos
Leitos
Leitos
Leitos
Leitos
Leitos
Leitos
Leitos
Quimioterapia
Adulto
Pediátrica
Adulto
Pediátrica
07
06
06
02
Poltronas
Poltronas
Cabinas
Cabinas
Hemodiálise
Crônico negativo
Crônico positivo
Agudo
Isolamento
12
04
03
01
Poltronas
Poltronas
Poltronas
Poltrona
Centro Cirúrgico
12
Salas
Centro Cirúrgico Ambulatorial
Procedimentos
Procedimento Diagnóstico Terapêutico (PDT)
Curativos
Fertilização
08
07
01
01
Salas
Salas
Sala
Salas
Centro Obstétrico
Parto Normal
Parto Cesárea
03
02
Salas
Salas
20
Relatório de Atividades
2006
Ambulatório
119
Consultórios
Outros Consultórios
25
Consultórios
Emergência Adultos
Procedimentos/exames (RX, Coleta)
(com 32 cadeiras e 7 macas)
05
01
Consultórios
Sala
Emergência Pediátrica
Procedimentos (5 cadeiras)
01
01
Consultório
Sala
Emergência Obstétrica
02
Consultórios
54
240
Camas
Vagas
01
01
01
08
01
31
04
Sala
Sala
Sala
Ambientes
Ambiente
Ambientes
Poltronas
06
01
Consultórios
Leito
04
01
01
01
02
Consultórios
Sala
Leito
Sala
Salas
07
01
Consultórios
Sala
01
02
01
Sala
Ambientes
Ambiente
14
02
02
01
01
01
01
Consultórios
Salas
Salas
Sala
Sala
Sala
Sala
Albergue
Creche
Recreação
Pediátrica
Adultos
Psiquiátrica
Auditório
Anfiteatro
Salas de Aula
Hospital – Dia
Centro Atenção Psicossocial (CAPS)
Oficinas
Quarto
Radioterapia
Consultórios
Planejamento
Recuperação
Curativo
Procedimentos
Serviço de Medicina Ocupacional
Consultórios
Sala de Procedimentos
Academia de ginástica
Sala de exames
Vestiários
Ginásio
Unidade Básica de Saúde
Consultórios
Curativo
Procedimentos
Vacinas
Farmácia
Triagem/acolhimento
Aula
Fonte: Serviço de Arquivo Médico e Informação em Saúde (SAMIS)/Hospital de Clínicas.
*Não incluído nos leitos do Hospital.
21
Relatório de Atividades
2006
1.3
CARACTERÍSTICAS DE GESTÃO
O Hospital de Clínicas de Porto Alegre foi criado pela Lei 5.604, de 2 de
setembro de 1970, pertence à rede de hospitais do Ministério da Educação e está
vinculado academicamente à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Hospital público, geral e universitário, responsável por serviços de grande relevância
social e de qualidade reconhecida, oferece assistência integral à saúde de todo
cidadão, ajuda a formar e qualificar profissionais e está na linha de frente da
produção de conhecimentos.
Na sua Lei de criação foram estabelecidos como objetivos:
Administrar e executar serviços de assistência médico-hospitalar.
Servir de área hospitalar e de saúde pública para a Faculdade de
Medicina da UFRGS.
Servir de área hospitalar e de saúde pública para a Escola de
Enfermagem da UFRGS e cooperar na execução dos planos de ensino e
treinamento das demais unidades da UFRGS.
Promover a realização de pesquisas científicas e tecnológicas.
Prestar serviços à UFRGS, a outras instituições e à comunidade,
propostos pela Administração Central e aprovados pelo Conselho
Diretor.
1.3.1
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
O Planejamento Estratégico do Clínicas é um processo participativo, que visa
construir e implementar uma gestão por resultados. A ferramenta utilizada, o
Balanced Scorecard (BSC), tem se apresentado de grande valia no desdobramento e
implementação das estratégias. Esta metodologia de trabalho pressupõe alguns
produtos que compõem o plano estratégico, o qual foi apresentado e aprovado no
Conselho Diretor do Hospital.
O novo ciclo do planejamento estratégico no Hospital de Clínicas, iniciado no
ano de 2005, busca aprofundar questões críticas na gestão da estratégia, como a
22
Relatório de Atividades
2006
mobilização das lideranças, a comunicação das estratégias facilitando a compreensão
de todos, o alinhamento de toda a estrutura do Hospital, a motivação para o
envolvimento e fazer da gestão estratégica um processo permanente e contínuo.
O planejamento estratégico requer o chefe como líder, formador e treinador do
grupo, baseando o processo de liderança na participação e no envolvimento dos
funcionários. Ao mesmo tempo em que o chefe tem uma visão global da Instituição,
consegue dar foco na atuação setorial, incentivando a criação de idéias e sugestões
para melhorar o processo de gestão e operação do Hospital. Assim, é papel da
liderança distinguir claramente eficácia operacional de estratégia, guiar o processo
decisório em direção à estratégia, comunicar a estratégia a todas as partes
envolvidas, preservar a disciplina em torno da estratégia em face de muitas
distrações e medir o progresso alcançado em relação à estratégia usando os
indicadores estratégicos e táticos.
O plano estratégico é composto pelos seguintes itens:
1. Visão Institucional, Missão Institucional, Negócio e Valores.
2. Beneficiários – grupos de interesse que se utilizam do Hospital.
3. Mapa estratégico.
4. Painel de controle.
5. Planos de ação das áreas.
1.3.1.1 Visão Institucional, Missão Institucional, Negócio e Valores
Visão Institucional
Ser um referencial público de alta confiabilidade em saúde.
Missão Institucional
Prestar assistência de excelência e referência com responsabilidade social,
formar recursos humanos e gerar conhecimento, atuando decisivamente na
transformação de realidades e no desenvolvimento pleno da cidadania.
23
Relatório de Atividades
2006
Negócio
Assistência, ensino e pesquisa em saúde.
Valores
Respeito à pessoa – o Hospital de Clínicas valoriza o respeito à pessoa através
do reconhecimento do direito de cada indivíduo de tomar suas decisões em um
ambiente de acolhida, respeito e confiança.
Competência técnica – a competência técnica é valorizada pelo Hospital de
Clínicas, através do aprimoramento incessante da excelência e agilidade de serviços.
Trabalho em equipe – o trabalho em equipe é um valor institucional que se
manifesta pela participação coesa e integrada de todos os colaboradores do Hospital
de Clínicas.
Comprometimento institucional – o comprometimento institucional é um
valor do Hospital de Clínicas que se expressa pela identificação da responsabilidade
e orgulho institucional, resultando em um amplo compromisso social.
Austeridade – a austeridade é um valor do Hospital de Clínicas na gestão do
patrimônio público com parcimônia, integridade e honestidade.
Responsabilidade social – a responsabilidade social é um valor do Hospital de
Clínicas decorrente de uma visão abrangente de saúde que exige a contínua
prestação de contas à sociedade.
1.3.1.2 Beneficiários – grupos de interesse que utilizam o Hospital
O planejamento estratégico deve considerar as necessidades de grupos de
interesses que se utilizam da prestação de serviços da Instituição. No caso do
Hospital de Clínicas, foram relacionados grupos de interesses institucionais – tais
como Governo Federal (ministérios da Educação e da Saúde), governos Estadual e
Municipal, UFRGS, fornecedores, agências de fomento à pesquisa, universidades
locais e operadoras de saúde – e beneficiários diretos dos serviços, como professores,
alunos e pesquisadores, pacientes, familiares e funcionários. Os beneficiários
institucionais contam com o Hospital como parceiro no fortalecimento das políticas
24
Relatório de Atividades
2006
nacionais para a saúde e na execução de serviços de assistência, ensino e pesquisa. Os
beneficiários diretos contam com os serviços de qualidade e referência, tanto na rede
de serviços de saúde como no âmbito acadêmico.
1.3.1.3 Mapa estratégico
O mapa estratégico é uma representação gráfica resultante da utilização da
ferramenta gerencial BSC. Os objetivos estratégicos estão explicitados em cada
perspectiva, visando balancear os focos de atenção no desdobramento das estratégias
que norteiam a consecução do planejamento.
FIGURA 1
– MAPA ESTRATÉGICO DO HOSPITAL DE CLÍNICAS
O Clínicas é um hospital universitário integrado por professores, funcionários,
pesquisadores e alunos de alta competência e espírito público, o que permite definir
os diferenciais institucionais, assinalados no mapa em tom mais escuro:
Hospital geral de alta qualificação e resolutividade
Atuar no sistema de saúde como uma instituição resolutiva em níveis de
média e alta complexidade, garantindo à sociedade tratamentos de ponta às mais
25
Relatório de Atividades
2006
variadas patologias e utilização das melhores práticas assistenciais, baseadas em
evidências científicas.
Pesquisa
Ter uma produção científica de alta qualificação, com destaque nacional e
internacional, implementada através de uma política institucional que fomente
projetos, parcerias públicas e privadas e criação de estruturas diferenciadas para o
seu desenvolvimento.
Inovação
Gerir o conhecimento da comunidade interna, através da integração
harmônica e complementar da assistência, do ensino e da pesquisa, possibilitando
que inovações significativas na área da saúde ocorram a partir do Hospital de
Clínicas.
1.3.1.4 Painel de controle – indicadores estratégicos
O painel de controle é um instrumento que condensa os principais
indicadores, referentes a cada perspectiva do BSC, com o objetivo de facilitar a visão
geral do desempenho da Instituição em relação às metas estabelecidas pela
Administração Central e aprovadas pelo Conselho Diretor. Desta maneira, permitiu
o monitoramento constante das metas e, em conseqüência, a tomada de decisão para
o tratamento dos pontos de melhorias que necessitaram de intervenção.
A obtenção dos dados para o cálculo dos indicadores estratégicos é feita a
partir do ambiente de Informações Gerenciais (IG), que é abastecido pelas
informações contidas no Banco de Dados do Sistema informatizado Aplicativos de
Gestão Hospitalar (AGH), o qual abrange a quase totalidade dos processos de
trabalho do Hospital. A tecnologia da informação, através da ferramenta de Business
Intelligence (BI), disponível no IG, oferece condições para interpretar as definições da
forma de recuperação dos dados e da conseqüente resolução da fórmula do
indicador, tornando-se assim responsável pela publicação destes indicadores de
forma integrada ao BSC.
26
Relatório de Atividades
2006
A seguir, é apresentado o painel de controle de 2006, com a respectiva análise
por perspectiva de como se comportaram os indicadores estratégicos.
1.3.1.4.1
SOCIEDADE
TABELA - 2.
Objetivo
estratégico
1.1
Comprometimento
com as políticas
públicas
1.2
Liderança
acadêmica
1.3
Influência na
organização e
qualificação do
SUS
PAINEL DE CONTROLE – PERSPECTIVA SOCIEDADE
Indicador
Fórmula
Faturamento em
procedimentos
pré-fixados
Faturamento em média
complexidade / Valor da
contratualização
Docentes com
mestrado ou
doutorado
Rotatividade de
pacientes
ambulatoriais
Nº de docentes com
mestrado ou doutorado
/ Nº total de docentes
Nº de altas ambulatoriais
/ Nº de primeiras
consultas
Meta
2006
Resultado
2006
≥ 92%
92,63%
≥ 75%
75,6%
≥ 20%
Meta
estabelecida
p/ 2º semestre
2007
Fonte: Sistema de Informações Gerenciais (IG).
1.3.1.4.1.1 Análise da perspectiva Sociedade
Nesta perspectiva, os objetivos estratégicos estabelecidos visam à manutenção
da excelência acadêmica e assistencial, em um ambiente altamente instável e
competitivo. Muitas iniciativas foram adotadas para que tais objetivos fossem
alcançados, entretanto cabe aqui analisar os resultados expressos nos indicadores do
Painel de Controle. Com base nestes indicadores, pode-se afirmar que os objetivos
foram atingidos, com exceção da “Influência na organização e qualificação do SUS”,
onde não foi possível mensurar o indicador de Rotatividade de Pacientes
ambulatoriais por dificuldades operacionais.
Faturamento procedimentos pré-fixados
A pressão de demanda por serviços de média complexidade em determinados
meses superou a meta estabelecida. No entanto, no âmbito anual este indicador
manteve-se dentro do esperado. Os serviços de Emergência, Ginecologia e
Obstetrícia, Medicina Intensiva, Patologia Clínica e Urologia foram os que mais
contribuíram para as oscilações do indicador.
27
Relatório de Atividades
2006
Docentes com mestrado ou doutorado
A meta de docentes com mestrado ou doutorado foi plenamente atingida no
período, com 75,6% dos docentes alcançando esta titulação. Este crescimento impacta
positivamente no número de publicações e na qualidade da pesquisa realizada no
Hospital de Clínicas.
Rotatividade de pacientes ambulatoriais
Este indicador teve sua meta estabelecida para o segundo semestre de 2007.
1.3.1.4.2
CLIENTES
TABELA - 3.
Objetivo
estratégico
2.1
Referência em
qualidade
intrínseca
PAINEL DE CONTROLE – PERSPECTIVA CLIENTES
Indicador
Fórmula
Metas
2006
Resultados
2006
Taxa de
reinternações 7 dias
(Med. e Ped.)
(Quant. de reinternações de
urgência em até 7 dias /
Quant. de saídas médicas) *
100
≤ 4,53%
4,61%
Mortalidade
cirúrgica
(Altas por óbito de paciente
submetidos à cirurgia /
Total de altas de pacientes
submetidos à cirurgia) * 100
≤ 3,96%
4,05%
≤ 4,75
4,14
≤ 9,03
8,13
≥ 80%
Meta
estabelecida
para 2007
Infecção relacionada (Nº de infecções
a cateter vascular
hospitalares associadas ao
central
uso de cateteres vascular
central / Nº de dias de uso
de cateteres vasculares
centrais) * 1000
2.2
Eficiência no
ambiente para
ensino e
pesquisa
Infecção urinária
relacionada a
procedimentos
invasivos urinários
Nº de infecções associadas a
procedimentos invasivos
urinários / (Nº de dias de
uso de procedimentos
invasivos urinários ) * 1000
Satisfação do
pesquisador
Somatório dos graus
atribuídos pelos
pesquisadores no item
infra-estrutura de pesquisa
/ Total de respostas ao item
28
Relatório de Atividades
2006
2.3
Referência em
qualidade
percebida
Satisfação dos
Nº de graus ótimos dos
pacientes internados pacientes internados, no
(ótimo)
item atendimento geral /
Total de respostas ao item
≥ 80%
74,44%
Satisfação pacientes Nº de graus ótimos + bom
ambulatórios (ótimo dos pacientes externos, no
item atendimento geral /
+ bom)
Total de respostas ao item
≥ 80%
80,0%
Fonte: Sistema de Informações Gerenciais (IG).
1.3.1.4.2.1 Análise da perspectiva Clientes
Os resultados obtidos nessa perspectiva foram bastante satisfatórios, pois
inclusive nos itens em que não foram alcançadas as metas estabelecidas a maioria dos
indicadores apresentou valores muito próximos dos quantitativos programados. O
resultado que ficou mais distante da meta foi o índice de satisfação dos pacientes
internados que, mesmo assim, alcançou cerca de 93% do índice esperado. Destaque
positivo para os indicadores referentes à infecção hospitalar, com acentuada queda
em 2006.
Reinternações de urgência em até sete dias
O resultado de 4,61% ficou muito próximo da meta programada de 4,53% e foi
melhor que o resultado de 2005, quando as reinternações chegaram a 4,77%. Esse
indicador leva em consideração apenas as reinternações da clínica médica (adultos) e
da clínica pediátrica. Ambas apresentam historicamente índices de reinternações
muito semelhantes (média dos últimos cinco anos de 4,64% na clínica pediátrica e de
4,44% na clínica médica). Assim, o fato de que o número de internações na clínica
médica aumentou em cerca de 25% nos últimos cinco anos, enquanto que o número
de internações na clínica pediátrica se manteve aproximadamente estável, não teve
influência significativa no resultado do indicador. Porém, é importante observar que,
sem que haja aumento nas reinternações de urgência, a média de permanência dos
pacientes vem sendo reduzida, o que permite inferir que os critérios de alta mantêmse adequados, mesmo com internações de duração mais curta.
Mortalidade cirúrgica
Trata-se do percentual de óbitos após a indução anestésica e na mesma
29
Relatório de Atividades
2006
internação hospitalar, entre os pacientes submetidos à cirurgia no Bloco Cirúrgico. A
taxa de mortalidade cirúrgica observada em 2006 (4,05%) também ficou muito
próxima da meta programada, que era de 3,96%. Entretanto, o resultado verificado
em 2006 foi inferior ao de 2005, quando a taxa observada foi de 3,81%. Essa diferença
não pode, em princípio, ser explicada por uma maior gravidade dos pacientes
levados a cirurgias em 2006: a distribuição dos casos por ASA (classificação de
gravidade dos casos cirúrgicos em cinco categorias) foi muito semelhante à de 2005 e
a mortalidade de 2006 foi mais alta em todas elas, com exceção da categoria 1 (a de
menor gravidade). O resultado, entretanto, cai dentro da variação estatisticamente
esperada, com base na observação dos últimos cinco anos, e pode ser considerada
como uma flutuação casual, a menos que continue a ocorrer elevação nos próximos
anos.
Taxa de infecções relacionadas a cateteres vasculares
A taxa de infecções hospitalares relacionadas a cateteres vasculares centrais
compreende as infecções identificadas em pacientes em uso de cateteres vasculares
centrais arteriais ou venosos, de curta ou longa permanência, implantáveis ou não.
Em 2006, houve a continuidade de uma tendência decrescente na taxa de infecções
relacionadas a cateteres vasculares centrais, observada anualmente desde 2003. Em
que pese haver um aumento progressivo do número de pacientes-dia em uso de
cateteres vasculares centrais na Instituição, denotando aumento da população sob
risco de infecções, não houve aumento significante do número de infecções.
Conseqüentemente, observam-se taxas decrescentes dessas infecções nos últimos 48
meses. A relação entre o número de pacientes-dia em uso de cateteres e o número de
pacientes-dia internados no Hospital – medida do grau de invasividade em relação
ao acesso vascular - aumentou de 12,2 em 2003 para 15,8 em 2006, resultando em
acréscimo de 29,5%. A taxa média anual de infecções hospitalares relacionadas a
cateteres vasculares centrais em 2006 foi 4,14 infecções por 1.000 pacientes-dia em
uso de cateteres vasculares, inferior à meta pactuada em 4,75 infecções por 1.000
pacientes-dia.
30
Relatório de Atividades
2006
Taxa de infecções relacionadas a procedimentos urinários invasivos
As infecções urinárias relacionadas a procedimentos urinários invasivos
apresentaram igual tendência decrescente em 2006.
Os procedimentos urinários
invasivos computados para a aferição dessa taxa compreendem a sondagem vesical
de alívio, demora e demais procedimentos urológicos. A taxa corresponde ao
somatório de infecções hospitalares dividido pelo número de pacientes-dia em
submetidos aos procedimentos urinários invasivos supradescritos. Há redução
progressiva nas taxas de infecções urinárias em pacientes submetidos a
procedimentos invasivos anualmente desde 2003. Comparativamente a 2005, houve
decréscimo de 11,1% em 2006, respectivamente 10,04 e 8,13 infecções por 1.000
pacientes-dia submetidos a procedimentos urinários invasivos. A taxa de 2006 foi
inferior à meta pactuada em 9,03 infecções por 1.000 pacientes-dia.
Satisfação de pacientes internados
Com relação aos escores obtidos junto aos pacientes internados, constata-se
que o intervalo de variação dos valores mínimos e máximos obtidos condiz com
outros obtidos em anos anteriores. Contudo, no ano de 2006, parece ter havido maior
oscilação de um mês em relação a outro. Isto pode nos indicar que os setores tiveram
maior dificuldade de manter o padrão de atendimento. Por outro lado, sabe-se que
houve um incremento no sentido de uma maior participação dos clientes na
avaliação, pois aumentou o percentual de retorno de questionários preenchidos
(43,5%), podendo representar uma avaliação mais precisa.
As melhorias implementadas dizem respeito ao conforto (troca de parte dos
colchões), higienização e limpeza (mudanças de rotinas), atendimento ao cliente
(curso desenvolvido para alguns funcionários da higienização, atendentes de
alimentação, auxiliares administrativos da internação, emergência e convênios pelo
SENAC, totalizando 351 servidores). Também foram realizados encontros de
sensibilização, orientação e discussão com as equipes de enfermagem das unidades,
com o objetivo de fortalecer o comprometimento do grupo com a proposta de
atendimento focado no cliente.
31
Relatório de Atividades
2006
Satisfação de pacientes ambulatoriais
Pela primeira vez, a satisfação do cliente com o atendimento ambulatorial
pôde ser acompanhada mensalmente ao longo do ano. Assim, não foi possível
estabelecer comparativos na série histórica. Observa-se que houve uma elevação nos
escores no último quadrimestre, tendo sido alcançada a meta em três dos quatro
últimos meses do ano. Os quesitos educação e cortesia, limpeza e localização e
identificação alcançaram a meta em mais de 50% dos meses do ano. Já o tempo de
espera e o conforto permanecem sendo os pontos críticos, apresentando escores
aquém do desejado.
Há um grupo de trabalho planejando a reformulação de área física e processos
do ambulatório, com o objetivo de oferecer melhores acomodações (melhor conforto)
e de reduzir o tempo de espera. Este último inclui também avaliar se o tempo de
espera está relacionado ao horário em que o cliente chega ao hospital e àquela em
que deveria ter sido atendido, pois se sabe que alguns chegam muito tempo antes do
horário de atendimento, em virtude de virem do interior.
1.3.1.4.2.2 Planos de ação de melhoria - Clientes
Taxa de reinternações 7 dias (clínicas Médica e Pediátrica)
Meta: ≤ 4,53%; 2006: 4,61%
Descrição Centro Custo
Serviço de Cirurgia
Vascular
Serviço de Hemoterapia
Serviço de Pediatria
Serviço de Pediatria
Serviço de Cirurgia
Plástica
Título da ação
Prazo
Resultados esperados
Atender as necessidades dos pacientes
Satisfação dos pacientes. 31-dez-07 e a demanda de novos clientes.
Atendimento hemoterápico em 100%
Ampliar o atendimento
das solicitações diurnas do Serviço de
da equipe transfusional. 31-dez-06 Emergência.
Propiciar intervenções terapêuticas
adequadas aos pacientes menores de
cinco anos contribuindo para a
Função pulmonar do
diminuição da morbidade e aumento
da sobrevida de pacientes com
recém-nascido, lactente
e escolar (0 a 5 anos).
30-jun-06 comprometimento pulmonar.
Disponibilizar equipamentos
adequados às necessidades da
Investimento para o
Serviço de Pediatria.
31-dez-06 assistência nas unidades pediátricas.
Referência em
qualidade intrínseca e
Manter a taxa de reintervenção
cirúrgica e reinternação; implantação
eficiência no ambiente
para ensino e pesquisa.
31-dez-08 de novas técnicas e conhecimento.
32
Relatório de Atividades
2006
Mortalidade Cirúrgica
Meta: ≤ 3,96%; 2006: 4,05%
Descrição Centro Custo
Título da ação
Serviço de Cirurgia do
Aparelho Digestivo
Serviço de Cirurgia
Pediátrica
Aquisição de
equipamento.
Desenvolvimento de
técnica cirúrgica.
Serviço de Cirurgia
Plástica
Referência em qualidade
intrínseca e eficiência no
ambiente para ensino e
pesquisa.
Serviço de Coloproctologia
Serviço de Neonatologia
Referência em qualidade
intrínseca.
Implantar uma sala de
procedimentos cirúrgicos
na unidade de
neonatologia.
Prazo
Resultados esperados
Realizar procedimentos com
possibilidade de grandes
sangramentos com maior segurança e
31-dez-08 em menor tempo.
Desenvolver cirurgias microinvasivas
31-jul-06 em RNs.
Manter a taxa de reintervenção
cirúrgica e reinternação; implantação
de novas técnicas e conhecimento;
31-dez-08 promoção de eventos científicos.
Reduzir taxas de morbi-mortalidade;
aumento de implantação de novas
31-dez-06 tecnologias.
30-jun-06
Melhor qualidade na assistência
prestada aos RNs em procedimentos
cirúrgicos.
Satisfação dos pacientes internados
Meta: ≥ 80%; 2006: 74,44%
Descrição Centro Custo
Gerência de Hotelaria
Serv. Psiquiatria da Inf. e
Adolescência
Título da ação
Melhoria nas cabinas dos
elevadores e adequação às
normas técnicas.
Elevar nível de qualidade
assistencial.
Prazo
31-dez-07
Serviço de Cirurgia do
Aparelho Digestivo
Instituir lista única em
cirurgias eletivas.
31-dez-08
Serviço de GinecoObstetrícia
Serviço de Hemoterapia
Serviço de Medicina
Interna
Atendimento resolutivo e
humanizado às pacientes.
Otimizar e qualificar o
atendimento aos clientes
internos e externos.
Elevar nível de qualidade
assistencial.
Serviço de Neurologia
Otimizar e qualificar o
atendimento aos clientes.
31-dez-06
31-dez-06
31-dez-06
31-dez-06
30-jun-06
Resultados esperados
Adequar o nível de satisfação dos
pacientes acima de 90%.
Manter alto nível de qualidade
assistencial.
Atendimento dos pacientes por ordem
de chegada ao serviço; distribuição
mais justa do tempo de espera entre
todas as equipes.
Qualificar a assistência obstétrica e
neonatal através de práticas
humanizadoras; estabelecer uma
assistência obstétrica e neonatal em
área física adequada, propiciando
maior qualidade e segurança às
parturientes e seus recém-nascidos.
Aumento do índice de satisfação dos
clientes internos e externos para 90%.
Manter alto nível de qualidade
assistencial.
Atingir o índice de satisfação dos
clientes para 85%, diminuir em 50% o
tempo p/ realização de exames,
diminuir em 50% o tempo p/ entrega
de resultados de exames.
33
Relatório de Atividades
2006
Serviço de Nutrição e
Dietética
Serviço de Nutrição e
Dietética
Serviço de Patologia
Clínica
Serviço de Pneumologia
Serviço Social
Atingir e manter um nível de
satisfação igual ou superior a 90%
31-mar-06 (ótimo + bom).
Atingir e manter um nível de
satisfação igual ou superior a 90%
Melhoria de cardápio do
café da manhã e lanches.
31-mar-06 (ótimo + bom).
90% de satisfação dos clientes
internados e 80% de satisfação dos
Otimizar e qualificar o
atendimento ao cliente.
31-dez-08 clientes ambulatoriais.
Obter índice de satisfação superior a
80% na pesquisa de opinião de clientes
Otimizar e qualificar o
internos e externos, somando-se as
atendimento aos clientes.
30-set-06 respostas ótimas e boas.
Aumentar a satisfação dos
Alcançar 70% de grau ótimo na
clientes do Serviço Social. 31-dez-08 pesquisa de satisfação do cliente.
Melhoria do cardápio de
lanche dos pacientes.
Outras medidas adotadas
- Projeto de reforma do ambulatório que inclui modernização da área física
e redesenho de processos visando tornar o atendimento mais ágil e
seguro.
- Projeto de reformulação da assistência obstétrica e neonatal através de
novas práticas humanizadoras e área física adequada, oferecendo maior
qualidade e segurança às parturientes e recém-nascidos.
- Projeto de remodelação da área física e ambiente pediátrico para a
melhoria da operacionalização das atividades técnicas da equipe de
atendimento e implementação de medidas qualificadoras da assistência.
1.3.1.4.3
FINANCEIRA
TABELA - 4.
Objetivo
estratégico
3.1
Compromisso por
resultados
PAINEL DE CONTROLE – PERSPECTIVA FINANCEIRA
Indicador
Resultado direto
Fórmula
Metas
2006
Resultados
2006
Receitas (serv. hospitalares
+ Outras receitas oper. +
Incorporação de bens de
produção) – Despesas
(consumo + Serv. terceiros
+ Despesas financeiras +
Deduções da receita
própria + Despesas de
exercícios anteriores)
≥ 6.000.000
2.911.038
34
Relatório de Atividades
2006
Índice de renovação
do permanente
3.2 Produtividade
da capacidade
instalada
3.3
Busca de
oportunidades
Valor dos bens
patrimoniais incorporados
/ Valor das depreciações
Taxa de ocupação das Pacientes-dia das
unidades de
Unidades 3N, 3S e 4S /
convênios
(Nº de leitos destas
unidades x 365)
Faturamento em alta e Receita do SUS em alta
estratégico
complexidade + Receita do
SUS de procedimentos
estratégicos
Captação de recursos
externos
Somatório dos valores
arrecadados através de
órgãos de fomento
> 1,00
1,56
≥ 80%
73,50%
≥38.974.796
38.928.894
≥7.000.000
8.950.867
Fonte: Sistema de Informações Gerenciais (IG).
1.3.1.4.3.1 Análise da perspectiva Financeira
Garantir a sustentabilidade das estratégias no médio e longo prazos é a
principal finalidade desta perspectiva. Os resultados do ano permitem afirmar que
tal objetivo foi alcançado quase na sua totalidade, como se pode verificar nas análises
de cada indicador.
Resultado direto
O ano encerrou com um saldo positivo do resultado direto, embora não se
tenha atingido a meta esperada. Tal fato se deveu ao acréscimo nas despesas
motivadas pela maior elevação das despesas com serviços e redução na expectativa
de receita.
Índice de renovação do permanente
A renovação dos ativos permanentes indica as constantes atualizações
tecnológicas, necessárias a um hospital universitário, e a manutenção da estrutura,
suporte ao padrão de qualidade. Neste ano, o plano de investimento, vinculado ao
planejamento estratégico, propiciou a incorporação de R$ 9.262.931 em equipamentos
e obras onde se destacam os equipamentos de ressonância magnética e a nova
tomografia computadorizada.
35
Relatório de Atividades
2006
Taxa de ocupação das unidades de internação de convênios
O aumento dessa taxa de ocupação é resultado do crescimento de 16,06% no
número de internações em comparação com o ano anterior (de 2.789 em 2005 para
3.237 em 2006). Ainda que a meta não tenha sido plenamente atingida, considera-se
que houve um bom incremento, o que contribuiu com a sustentação do equilíbrio
financeiro.
Os serviços de Cardiologia, Ortopedia, Cirurgia Geral e Urologia foram
responsáveis por 40% do total dessas internações.
No que se refere ao número de internações, as especialidades com maior
crescimento foram: Neurologia 57,7%, Ginecologia e Obstetrícia 34,3%, Urologia, com
27,7%; e Oncologia, com 18,4%.
Faturamento de alta complexidade e procedimentos estratégicos – SUS
Houve um acréscimo no volume faturado em alta complexidade e
procedimentos estratégicos, principalmente com a contribuição dos serviços de
Radioterapia, Neurologia e Imunologia. Também contribuíram para este crescimento
os serviços de Hematologia Clínica, Oncologia, Oncologia Pediátrica, Urologia,
Cirurgia Vascular Periférica e Cirurgia Cardiovascular.
Captação de recursos externos
O rápido avanço tecnológico na área hospitalar e a necessidade de ampliação
de serviços nas áreas de assistência, ensino e pesquisa exigem grandes recursos
financeiros. Neste sentido, o Hospital contou com o apoio dos Ministérios da
Educação, Saúde e Ciência e Tecnologia para investimentos como os do acelerador
linear, dos monitores para CTI e recursos para obra e equipamentos da Unidade de
Pesquisas.
1.3.1.4.3.2 Planos de ação de melhoria - Financeira
Resultado direto
Meta: ≥ R$6.000.000; 2006: R$2.911.038
Descrição Centro Custo
Serviço de Finanças
Título da ação
Gerenciamento de créditos a
pagar.
Prazo
Resultados esperados
Redução dos valores a receber
30-abr-07 vencidos e da inadimplência.
36
Relatório de Atividades
2006
Seção de Custos
Seção de Custos
Seção de Custos
Seção de Custos
Serviço de Orçamento
Serviço de Planejamento
e Programação de
Estoques
Serviço de Almoxarifado
CCA - Centro Cirúrgico
Ambulatorial
CME - Centro de
Material e Esterilização
Serviço de Coloproctologia
Serviço de Engenharia
Predial e de Edificações
Serviço de Fisiatria e
Reabilitação
Serviço de Hemoterapia
Serviço de Imunologia
Serviço de Medicina
Nuclear
Serviço de Nefrologia
Serviço de Neurologia
Desenvolver informações de
custos para a área da
pesquisa.
Controlar as despesas com
prestação de serviços.
Divulgar as informações de
custos para as áreas
estratégicas do HCPA.
Conferir e adequar as
informações para o novo
sistema de absorção.
Redefinir e organizar as informações
de custos para a área da pesquisa.
Identificar as variações mensais
buscando o gerenciamento da conta
31-jan-07 serviços.
Melhorias nas informações geradas,
bem como subsidiar a administração
31-out-06 na gestão das áreas.
31-jan-07
Adequar as informações à realidade
31-out-06 dos centros de custos.
Estimar e executar os recursos
orçamentários dentro dos limites da
Processo de
capacidade de arrecadação anual da
Instituição, respaldando a
acompanhamento da
Administração Central na tomada de
previsão e execução
decisão e na programação plurianual
orçamentária por rubrica e
por Centro de Custo.
31-dez-07 das receitas e despesas.
Aprimorar a logística de
Implantar sistemática de
abastecimento melhorando o tempo
planejamento de compras dos
Centros de Custo estratégicos. 31-dez-07 de atendimento dos materiais.
Projeto de segurança
Reduzir os riscos de perda
patrimonial.
31-mar-07 patrimonial.
Gerenciamento efetivo nas despesas,
custos e produção; Aumentar o
controle do consumo de materiais;
Conscientização do desperdício e
Compromisso por resultados. 31-dez-08 capacidade de produção.
Compromisso com os
Receita própria; trabalhar com
resultados.
31-dez-08 custos operacionais.
Gerenciamento efetivo nas despesas,
Compromisso com os
custos e benefícios; diminuir gastos;
31-dez-06 aumentar faturamento.
resultados.
Modernização da matriz energética
Co-geração de energia.
28-fev-07 com redução de custo operacional.
Aumento da receita e
preparação das informações
Incremento de receitas e melhorias
para melhoria dos registros e
cobrança.
31-dez-06 dos processos.
Aplicação das melhores técnicas,
objetivando qualificação e
padronização de 100% das formas
de aquisição de materiais para o
Qualificar os processos de
31-dez-06 serviço.
aquisição de insumos.
Incrementar os processos de
aquisição de insumos do
serviço.
31-dez-06 Reduzir o consumo da curva A.
Incrementar os processos de
Reduzir o consumo da curva A em
aquisição de insumos do
serviço.
30-mai-06 5%.
Ganho de produtividade para o
Otimização da
produtividade.
31-dez-07 Serviço de Nefrologia e HCPA.
Sistema de controle s/ gastos
Reduzir o consumo da curva A em
de insumos utilizados.
31-mai-06 5%.
37
Relatório de Atividades
2006
Serviço de Neurologia
Serviço de Patologia
Serviço de Patologia
Clínica (SPC)
Serviço de Patologia
Clínica
Sistema de controle sobre os
gastos dos insumos
utilizados.
31-jan-07 Aumentar o faturamento em 200%.
Incrementar os processos de
aquisição de insumos do
serviço.
31-mai-06 Reduzir o consumo da curva A.
Incrementar os processos de
Equilíbrio do índice RD (Receita
aquisição de insumos do SPC. 31-dez-08 total/Despesa total).
Incrementar os processos de
Reduzir o % de itens do suprimento
aquisição de insumos do SPC. 31-dez-08 em não conformidade.
Taxa de ocupação das Unidades de Convênios
Meta: ≥ 80%; 2006: 73,50%
Descrição Centro Custo
Serviço de Cirurgia
Torácica
Serviço de Cirurgia
Vascular
Serviço de Urologia
1.3.1.4.4
Título da ação
Prazo
Atendimento a convênios.
Resultados esperados
Aumentar 10% ao ano o atendimento
31-dez-08 em internação de convênios.
Aumento de produção.
Ser instituição de
referência.
31-dez-08 Aumento de produtividade.
Ampliação no atendimento SUS e de
31-dez-07 convênios.
PROCESSOS
TABELA - 5.
Objetivo
Estratégico
4.1
Gestão
assistencial
baseada na
efetividade
clínica
4.3
Eficiência na
gestão
operacional
PAINEL DE CONTROLE – PERSPECTIVA PROCESSOS
Fórmula
Meta
2006
Resultados
2006
Quant. de cesareanas sem
cesárea prévia / Quant. de
pacientes sem cesárea prévia *
100
≤ 27,80%
24,83%
Taxa de cancelamento Quant. de cirurgias canceladas
no BC por causas hospitalares
no Bloco por causas
≤ 13,53%
/ Quant. de cirurgias marcadas
hospitalares
* 100 (sem Sala de Emergência)
12,91%
Indicador
Taxa de cesárea
primária
Média de
permanência
Pacientes dia / Quant. de
saídas do Hospital de Clínicas
Taxa de
aproveitamento de
consultório
≤ 8,83%
8,29 dias
Consultas realizadas nos
consultórios / Potencial de
atendimento com base nas
consultas oferecidas * 100
≥ 75%
67,18%
Ocupação de salas no Quant. de horas paciente e
limpeza / Quant. de horas
Bloco Cirúrgico
disponibilizadas * 100 (sem
Sala de Emergência)
≥ 80%
77,72%
Fonte: Sistema de Informações Gerenciais (IG).
38
Relatório de Atividades
2006
1.3.1.4.4.1 Análise da perspectiva Processos
Os resultados obtidos nessa perspectiva foram bastante bons. Em três dos
cinco processos considerados estratégicos, alcançou-se a meta programada. Na meta
de ocupação de salas do Bloco Cirúrgico, o resultado alcançado correspondeu a mais
de 97% do valor programado.
Taxa de cesárea primária
O resultado obtido foi excelente. Não apenas se alcançou a meta programada
(27,80%), como ela foi superada em quase três pontos percentuais. O resultado de
24,83% ganha mais destaque quando se leva em consideração o fato de ser o Clínicas
um hospital de referência, para o qual é encaminhado um grande número de casos
de gravidez complicada, nos quais a cesárea está formalmente indicada.
Taxa de cancelamento de cirurgias – Bloco Cirúrgico
O indicador Taxa de cancelamento de cirurgias por causas hospitalares obteve
a média de 12,99% de cancelamentos de cirurgias, atingindo a meta proposta de
13,61%
para
este
período.
Um
dos
motivos
de
maior
incidência,
na
proporcionalidade de todos os motivos descritos, foi “falta de leito”, com 38,47% do
total dos cancelamentos.
Em maio, foi implantado o rodízio de equipes para ocupação dos leitos da
unidade de cuidados mínimos cirúrgicos (9º sul), tendo havido uma pequena
redução nos cancelamentos por falta de leito. A fixação de leitos para a cirurgia
pediátrica também colaborou para a diminuição deste motivo de cancelamento.
Média de permanência
A média de permanência não apenas superou de longe a meta programada,
como alcançou seu melhor resultado histórico, desde que se adotou a atual forma de
cálculo (até 2000 não eram consideradas as internações que ocorriam exclusivamente
no setor de Emergência do Hospital). Essa redução não foi acompanhada por
aumento nas internações de urgência, o que indica que não foi causada por altas
médicas excessivamente precoces, nem por aumento na mortalidade, o que significa
39
Relatório de Atividades
2006
que não foi influenciada pelo encurtamento do tempo de internação em função de
um maior número de óbitos. A redução da média de permanência nos últimos anos é
o resultado de um esforço institucional que alia a adoção de protocolos assistenciais,
levando a desfechos favoráveis em tempo mais curto, com a racionalização de
processos assistenciais, agilizando os procedimentos que têm lugar durante a
internação do paciente.
Taxa de aproveitamento de consultório
O indicador Taxa de aproveitamento dos consultórios do ambulatório, criado
em 2006, refere-se ao aproveitamento dos consultórios das zonas ambulatoriais,
considerando o total de consultas realizadas. O resultado observado em 2006 foi de
67,18% para uma meta programada de 75%.
No ano de 2006, o estudo deste indicador apontou os diversos fatores que
geraram este resultado, o que balizou os planos de ação do Serviço do Ambulatório
para 2007.
Identificaram-se as áreas funcionais em que os resultados são mais críticos e
ações referentes à revisão das agendas por consultório estão em desenvolvimento.
Ocupação de salas do Bloco Cirúrgico
Este indicador, em 2006, obteve o resultado de 77,72%, com uma defasagem
de – 2,28 pontos percentuais em relação à meta proposta de 80%.
Os meses que apresentaram menor desempenho foram fevereiro, junho,
novembro e dezembro, considerados atípicos devido ao período de férias, ingresso
de residentes novos e período de greve da residência médica.
Esse indicador refere-se à ocupação das salas destinadas a cirurgias eletivas.
Algumas especialidades com taxa de ocupação mais baixa (entre 65% e 75%) e que,
portanto, não atingiram a meta proposta de 80%, apresentaram, entretanto, alta
produção em cirurgias de urgência, as quais não são computadas neste indicador por
ocorrerem em sala específica, sem programação prévia. Uma medida de gestão a ser
estudada para melhorar o grau de ocupação será a readequação da distribuição de
salas para as especialidades com maior demanda de cirurgias eletivas.
40
Relatório de Atividades
2006
1.3.1.4.4.2 Planos de ação de melhoria - Processos
Taxa de aproveitamento de consultório
Meta: ≥ 75%; 2006: 67,18%
Descrição Centro Custo
Serviço de Ambulatório
Serviço de Cirurgia
Pediátrica
Título da ação
Aproveitamento dos espaços
e consultas do ambulatório.
Atender encaminhamentos
do interior.
Prazo
31-mar-06
Serviço de Nefrologia
Otimização do processo.
31-dez-08
Serviço de Psiquiatria
Planejamento estratégico do
ambulatório.
31-dez-07
31-dez-08
Resultados esperados
Otimizar os recursos
ambulatoriais.
Otimizar encaminhamentos para
consultórios.
Otimização dos processos
assistenciais.
Implementar o uso de
protocolos assistenciais; avaliar
a possibilidade de criação de um
novo programa de psiquiatria
clínica; aumentar o número de
procedimentos de ECT de 8 para
16 por manhã; solicitar o
credenciamento junto ao gestor.
Ocupação das salas do Bloco Cirúrgico
Meta: ≥ 80%; 2006: 77,72%
Descrição Centro Custo
Título da ação
Prazo
CME - Centro de
Material e Esterilização
Melhoria da qualidade em
esterilização.
31-dez-08
Serviço de Cirurgia
Vascular
Melhoria de processos.
31-dez-06
Serviço de Engenharia
Clínica
Central de equipamentos.
31-mar-06
Serviço de Engenharia
Clínica
Verificação/calibração de
equipamentos biomédicos.
31-dez-06
Resultados esperados
Todos os processos validados de
acordo com os padrões
internacionais; manter em 0,5%
o índice de não conformidades
de bandejas no BC e CCA.
Otimização dos processos,
aumento de produtividade e
qualidade de atendimento.
Disponibilizar equipamentos 24
horas, dispondo de reserva
técnica quando solicitado,
ampliando o índice de
disponibilidade dos
equipamentos.
Confiabilidade dos
equipamentos disponíveis para
assistência.
Outras medidas adotadas
- Diversos serviços assistenciais implementaram seus próprios indicadores
de desempenho assistencial e gerencial.
- Reformas de adequação da área física buscando melhorias operacionais.
- Redução do tempo de liberação de laudos de exames.
41
Relatório de Atividades
2006
1.3.1.4.5
APRENDIZADO E CRESCIMENTO
TABELA - 6.
PAINEL DE CONTROLE – PERSPECTIVA APRENDIZADO E
CRESCIMENTO
Objetivo
estratégico
5.1
Valorização das
pessoas
5.1
Valorização das
pessoas
5.2 Fortalecimento
do ambiente de
trabalho saudável e
seguro
Indicador
Meta
2006
Resultados
2006
Satisfação dos
funcionários
Grau de satisfação de
funcionários
≥ 85%
83,6%
Grau de adesão
ao plano de
saúde
Nº de funcionários que
aderiram ao plano de
saúde / Total de
funcionários
≥ 70%
82,31%
Freqüência de
acidente de
trabalho – por
milhão
Nº de acidentes de
trabalho + nº de acidentes
de doença ocupacional)/
Nº de horas trabalhadas *
1.000.000
≤ 20
29,3
≥ 70%
61,2%
≥ 90%
83%
≥ 70%
71%
5.3
Satisfação com
Desenvolvimento de trabalho em
liderança e trabalho equipe
em equipe
5.4
Tecnologia da
informação
sustentando
resultados
5.5
Cultura inovadora e
resolutiva
Fórmula
Grau de satisfação com
trabalho em equipe na
pesquisa de clima
organizacional
Proporção de
processos
críticos
informatizados
Nº de processos críticos
informatizados / Total de
processos críticos
Planos de ação
implementados
Nº de planos de ação
implementados / Nº de
planos de ação previstos
para o período
Fonte: Sistema de Informações Gerenciais (IG).
1.3.1.4.5.1 Análise da perspectiva Aprendizado e Crescimento
Saber como está o desenvolvimento institucional e o crescimento e
aperfeiçoamento de seus profissionais são aspectos vitais para o sucesso do
planejamento estratégico. Embora nesta perspectiva, em geral, o investimento
realizado tenha um tempo de maturação e resposta maior em comparação às demais,
ainda assim é possível observar resultados interessantes, como na valorização das
pessoas, medida pelo grau de adesão ao plano de saúde, a tecnologia da informação
sustentando resultados, medida pela proporção de processos críticos informatizados,
e a cultura inovadora, pelos planos de ação implementados.
42
Relatório de Atividades
2006
Pesquisa de clima organizacional
Para realização da pesquisa de clima organizacional, foi contratada empresa
especializada, sendo a pesquisa efetivada na data prevista – dezembro de 2006.
O percentual de participações, em relação ao quadro de pessoal, atingiu
62,66%, superando em muito o da pesquisa de 2004, que foi de 31,47%.
Grau de satisfação dos funcionários
O resultado observado na pesquisa foi de 83,6% de satisfação, muito próximo
da meta estipulada de 85%. Esse índice representa um avanço constante e
significativo no quesito, uma vez que as pesquisas anteriores mostram que em 2002 o
índice observado foi de 77,1% e, em 2004, de 80,8%.
Grau de adesão ao plano de saúde
A adesão dos funcionários ao plano de saúde atingiu o percentual de 82,31%
sobre o quadro de lotação de pessoal, superando a meta estabelecida de 70%.
Freqüência de acidente de trabalho – por milhão
O comportamento do indicador Coeficiente de freqüência de acidente de
trabalho no ano de 2006 apresentou uma elevação da média histórica dos últimos
anos. Salienta-se que houve um aumento no número absoluto dos acidentes de
trabalho em comparação ao ano de 2005, o que não correspondeu ao mesmo índice
de aumento de gravidade dos mesmos. Estes acidentes geraram um número menor
de dias perdidos ao trabalho, comparado ao do ano anterior, apesar de ter ocorrido
um aumento na freqüência. Outro indicador, este setorial, Coeficiente de gravidade
de acidente do trabalho, superou a meta, que é de diminuir em 10% do coeficiente de
gravidade, quando efetivamente houve a redução de 21,32%.
Satisfação com trabalho em equipe
Este indicador também foi medido pela pesquisa de clima organizacional,
observando-se um resultado de 61,2%, o que representa 12,57 pontos percentuais
abaixo da meta programada. Isto sinaliza oportunidades de implementação de ações
que estimulem as equipes em diversos aspectos, tais como: cooperação, comunicação,
visão de resultados, motivação e feedback. Como esse índice foi mensurado pela
43
Relatório de Atividades
2006
primeira vez em 2006, não se possuem dados anteriores que permitam comparações
de tendência. Por outro lado, a estratificação desses dados, para efeitos de análises
setoriais por setor, estarão disponíveis no primeiro trimestre de 2007.
Proporção de processos críticos informatizados
No final de 2005, foram definidos e priorizados oito sistemas que, pela sua
importância, passaram a compor o indicador institucional: Emergência - Fase 2,
Checagem Eletrônica da Prescrição, Prescrição de Diálise, Anamnese/Evolução
Internação, Ficha Anestésica, Financeiro (Edital), Custos – Absorção e Custos –
Atividade. Entretanto, no decorrer de 2006, novas demandas foram acrescidas às
atividades do Grupo de Sistemas, que culminaram num total de 18 sistemas críticos.
Considerando estes aspectos, chegou-se ao final de 2006 com um índice de 83%,
sendo que o planejado era de 90%. Portanto, observa-se a efetivação de 92% da meta,
quando computados apenas os sistemas originalmente priorizados.
Planos de ação concluídos
O ano de 2006 foi marcado pela evolução na aprendizagem também da
elaboração e implementação de planos de ação, em consonância com relatos feitos na
literatura para fases iniciais do BSC. Dos 205 planos de ação previstos, 146 foram
implementados até 31 de dezembro, atingindo um índice de 71% de planos de ação
implementados.
1.3.1.4.5.2 Planos de ação de melhoria – Aprendizado e Crescimento
Freqüência de acidente de trabalho (por milhão)
Meta: ≤ 20; 2006: 29,3
Descrição Centro Custo
Título da ação
CME - Centro de Material
e Esterilização
Humanização.
Proporcionar melhores condições no
ambiente de trabalho.
Gerência de Hotelaria
SAMIS
Expansão do arquivo legal.
Prazo
Resultados esperados
Redução dos afastamentos no
trabalho. Melhoria do nível de
satisfação dos profissionais.
Educar 70% dos profissionais do
31-dez-08 CME.
31-dez-06 Redução do absenteísmo.
Área com ventilação, iluminação e
espaço adequados, observando-se
os critérios de segurança no
trabalho e preservação do material
31-jan-07 armazenado.
44
Relatório de Atividades
2006
Serviço de Hemoterapia
Serviço de Imunologia
Serviço de Medicina
Nuclear
Serviço de Medicina
Ocupacional
Serviço de Medicina
Ocupacional
Serviço de Neurologia
Serviço de Nutrição e
Dietética
Serviço de Patologia
Serviço de Patologia
Clínica
Serviço de Radiologia
Reduzir a exposição a riscos no ambiente
Elaboração de mapa de risco do
de trabalho.
31-dez-06 serviço.
Reduzir a exposição a riscos no ambiente
de trabalho de todos os colaboradores do
Redução dos acidentes de trabalho
Serviço.
30-abr-06 e doenças por LER.
Reduzir a exposição a riscos no ambiente
de trabalho de todos os colaboradores do
Melhoria das condições de
serviço.
30-mai-06 trabalho.
Diminuir em 10% o coeficiente de
freqüência e gravidade de acidente
de trabalho e doença ocupacional
Prevenção de acidentes do trabalho e
doenças ocupacionais.
31-dez-06 em relação à 2005.
Atingir 80% da previsão dos
treinamentos; diminuir em 10% o
coeficiente de freqüência e
gravidade de acidentes de trabalho
e de doença ocupacional em
relação à 2005; absenteísmo por
Capacitação em biossegurança.
31-dez-08 DORT/LER menor que 2.
Reduzir a exposição a riscos no ambiente
de trabalho de todos os colaboradores do
Melhoria das condições de
serviço.
30-jun-06 trabalho.
Redução de horas extras geradas
por atestatos médicos e
diminuição de atestados médicos
Redimensionamento de pessoal para a
gerados por acidente de trabalho e
redução de horas extras.
31-dez-08 excesso de trabalho.
Reduzir a exposição a riscos no ambiente
de trabalho de todos os colaboradores do
Redução dos acidentes de trabalho
serviço.
31-mai-06 e doenças por LER.
Funcionários preparados para
trabalhar com segurança frente aos
Melhoria contínua do ambiente de
riscos inerentes ao laboratório
trabalho
31-dez-08 clínico.
Reduzir a exposição a riscos no ambiente
de trabalho de todos os colaboradores do
Proporcionar melhores condições
serviço.
31-mai-06 de trabalho para os trabalhadores.
Satisfação com trabalho em equipe
Meta: ≥ 70%; 2006: 61,2%
Descrição Centro Custo
Título da ação
Coordenadoria de
Gestão de Pessoas
Gestão de desempenho.
Coordenadoria de
Gestão de Pessoas
Pesquisa de clima
organizacional.
Coordenadoria de
Gestão de Pessoas
Projeto “O Jeito Clínicas de
Atender”.
Prazo
Resultados esperados
80% do número de profissionais do
quadro capacitados; 60% das áreas
capacitadas implementem as
31-dez-07 entrevistas de gestão de desempenho.
Grau de satisfação dos funcionários na
pesquisa de clima organizacional
31-mar-07 >85%.
Capacitar 80% dos profissionais das
áreas envolvidas no Projeto; Grau de
satisfação na Pesquisa dos pacientes
internados ≥ 80% do conceito ótimo;
Grau de satisfação na Pesquisa dos
pacientes internados ≥ 70% do
31-dez-07 conceito ótimo.
45
Relatório de Atividades
2006
Coordenadoria de
Gestão de Pessoas
Capacitação profissional.
Coordenadoria de
Gestão de Pessoas
Programa de desenvolvimento
gerencial.
Serviço de Emergência
Grupo de Enfermagem
Serviço de Cirurgia
Vascular
Serviço de Patologia
Clínica
Serviço de Patologia
Clínica
≥ 2,5 horas de treinamento/
31-dez-07 funcionário/mês.
80% do número de lideranças formais
treinadas; grau de satisfação na
pesquisa de clima organizacional, nos
31-dez-08 itens relacionados a liderança ≥ a 80%.
Resultados qualitativos e quantitativos
da capacitação das pessoas resultantes
31-dez-06 da gestão de desempenho.
Realizar gestão de desempenho
com a equipe de enfermagem.
Implementar a gestão de
desempenho.
Incentivar o crescimento
pessoal.
Qualificar o ambiente de trabalho e os
31-dez-07 processos assistenciais.
Qualificação e satisfação dos
31-dez-07 funcionários.
Qualificar lideranças.
31-dez-08 80% dos líderes com treinamento.
Qualificar lideranças.
31-dez-08 Trabalho em equipe.
Proporção de processos críticos informatizados
Meta: ≥ 90%; 2006: 83%
Descrição Centro Custo
Título da ação
Assessoria de
Capacitação de gestores na
Planejamento e
utilização freqüente do IG no
Avaliação
processo decisório.
GSIS
GSIS
GSIS
GSIS
GSIS
GSIS
Serviço de Ambulatório
Serviço de Atenção
Primária à Saúde
Ampliar para 80% o número de
gestores que utilizam o IG.
Implantação de sistema para
captura, armazenamento e
distribuição de imagens médicas
(PACS).
Ampliar para 90% o número de
processos críticos
informatizados.
Ampliar para 30% o número de
protocolos assistenciais
validados informatizados.
Intensificar o acesso à internet na
atividade fim.
Desenvolvimento do projeto
Beira de Leito/Segurança do
Paciente - fase 2.
Informatizar as áreas
ambulatoriais que utilizam o
prontuário papel.
Informatizar a Unidade Básica
de Saúde.
Prazo
30-jun-06
Resultados esperados
Qualificação do processo decisório
baseado em indicadores confiáveis e
disponíveis no momento necessário.
Melhoria na gestão dos processos
administrativos e assistenciais do
HCPA, facilitar o acesso aos
31-dez-06 indicadores institucionais.
Melhoria na assistência,
disponibilidade de acesso à
31-dez-06 informação.
Melhoria na assistência,
disponibilidade de acesso à
informação, completude de
31-dez-06 documentos no prontuário on-line.
31-dez-06 Melhoria na assistência.
Aprimoramento da pesquisa,
ampliação acesso à internet em 20% ao
31-dez-06 ano na atividade fim.
Melhoria na assistência, mobilidade
dos processos assistenciais junto ao
31-dez-06 paciente.
Informatizar 100% das atividades do
31-dez-06 ambulatório.
Agilidade, transparência e gestão dos
31-dez-06 processos de atendimento na UBS.
46
Relatório de Atividades
2006
Serviço de Cirurgia
Pediátrica
Prontuário eletrônico.
Serviço de Cirurgia
Plástica
Tecnologia da informação
sustentando resultados.
Serviço de Emergência
Informatização do atendimento.
Complementar em sua
totalidade a tecnologia de
informação no Serviço de
Serviço de Hemoterapia Hemoterapia.
Serviço de Nutrição e
Dietética
Serviço de Patologia
Serviço de Patologia
Serviço de Patologia
Clínica
Serviço de Psicologia
Serviço de Radiologia
Melhoria no sistema de
informações nutricionais.
Atualizar a tecnologia da
informação no serviço.
Desenvolver programas que
qualifiquem os resultados dos
exames do serviço.
Consolidação da gestão da
qualidade das ações utilizando
recursos tecnológicos.
Informatização dos
atendimentos do Serviço de
Psicologia.
Atualizar a tecnologia da
informação no serviço.
31-mar-06 Ampliar o prontuário eletrônico.
Acesso para tecnologia da informação;
agilização do processo assistencial e de
pesquisa para aumento da
31-dez-08 produtividade.
Informatização de 100% do
31-mai-06 atendimento realizado no serviço.
Atendimento em 100% das exigências
da ANVISA; atingir 85% do nível de
satisfação dos funcionários das
recepções; adequar 100% das
informações/relatórios do Serviço de
Hemoterapia; atingir 100% de
31-dez-06 interfaciamento dos equipamentos.
Otimização da prescrição dietética;
diminuição de erros na entrega da
dieta ao paciente; avaliação da
sistemática de acompanhamentos por
31-dez-06 níveis assistenciais.
Qualidade no atendimento aos clientes
31-mar-06 do serviço.
Qualidade dos resultados e imagens
31-mai-06 dos exames da patologia.
Todas as lideranças do SPC utilizando
31-dez-08 o IG,
Informatizar 100% das atividades do
Serviço de Psicologia.
Qualidade no atendimento aos clientes
31-mar-06 do serviço.
31-jul-06
Outras medidas adotadas
-
Programa de capacitação e desenvolvimento em BSC – Planejamento
Estratégico envolvendo 111 pessoas em 2.021 horas de capacitação, com
o objetivo de vincular a teoria com a prática da implementação do
Balanced Scorecard no Hospital de Clínicas e de revisão dos planos de
ação das áreas para a implementação na nova ferramenta de
acompanhamento do planejamento no IG.
1.3.1.5 Planos de ação
Outro instrumento muito utilizado em 2006 foram os planos de ação
construídos pelas áreas. O processo de construção, validação e execução destes
47
Relatório de Atividades
2006
planos, sempre associado a determinado objetivo estratégico, em um processo
dinâmico e concretamente focado na obtenção de avanços, viabilizou a execução do
Planejamento Estratégico do Hospital.
O plano de ação descreve o conjunto de ações e projetos que competem a cada
unidade gerencial na consecução dos objetivos estratégicos. Inclui a definição de
responsabilidades, prazos, meios, recursos e indicadores de desempenho. Sua
elaboração envolve um processo de negociação na construção dos planos de ação e
coordenação com as diversas áreas envolvidas.
A finalidade principal do plano de ação é atingir os desafios apontados nas
definições estratégicas da organização na busca de objetivos e reversão de
desempenhos desfavoráveis. Neste sentido, foram elaborados e implementados 208
planos de ação ao longo de 2006.
Resultados de 2006
Os movimentos predominantes foram a disseminação das estratégias, a
negociação com os serviços assistenciais e a implementação dos planos de ação
previstos. O ano também foi marcado pela incorporação e compartilhamento do
conhecimento, através da informatização do processo do Planejamento Estratégico, e
pela capacitação do corpo gerencial na metodologia BSC aplicada à realidade do
Hospital de Clínicas.
A divulgação das definições estratégicas envolveu todos na organização, não
apenas a gerência. Desta forma, os benefícios da estratégia são maiores quando ela é
amplamente divulgada por toda a organização. Para a melhor compreensão das
estratégias foi preciso haver uma série de discussões abertas e bilaterais para
aumentar o nível de entendimento e aceitação. Foram empregados os mais variados
meios disponíveis, como jornal, cartazes, painéis, calendários, mensagens eletrônicas,
subsites na intranet e na internet.
O processo de negociação envolvendo os membros da Administração Central
(AC) e os responsáveis por planos de ação ocorreu através de 22 reuniões com a
participação de 53 serviços assistenciais.
48
Relatório de Atividades
2006
Nestas reuniões, ao longo de 2006, os membros da AC ressaltaram a
importância do Planejamento Estratégico para a Instituição. Um dos resultados
esperado, além da integração entre as áreas, era o de definir o status de cada plano
(A-autorizados, AP-autorizados com planejamento e NA-não autorizados), visando
dar
andamento
aos
mesmos.
Os
serviços
presentes,
que
encaminharam
anteriormente seus planos de ação, alinhados ao planejamento institucional, tiveram
avaliadas e negociadas as viabilidades de cada plano.
Para facilitar o acompanhamento de cada participante da reunião, foi
distribuído um roteiro contendo o resumo dos planos de ação de cada serviço em
pauta, relacionados às perspectivas do BSC, evidenciando suas contribuições a cada
objetivo estratégico definido pela AC.
Estas reuniões foram precedidas de reuniões privadas entre os membros da
AC para discutirem o rol de propostas nos planos das áreas para que no dia
agendado pudesse se buscar a convergência de interesses. Este movimento também
favoreceu uma avaliação de desempenho de cada serviço, onde se tornou
transparente o processo de investimento relacionado ao resultado prometido em
cada plano de ação.
Outra importante ação para a mobilização foi a capacitação da equipe
gerencial na metodologia do BSC e nas naturais adaptações para sua implementação.
No ano, foram capacitados 111 gestores, em um total de 2.021 horas de treinamento.
A intenção é fomentar o autodesenvolvimento, formando um líder como
treinador, com capacidade técnica, capacidade de articulação, compromisso com o
desenvolvimento da equipe, capacidade de entrega (resultados) e visão sistêmica
alinhada ao mapa e ao plano estratégico.
A implantação da nova versão do ambiente de Informações Gerenciais (IG),
contemplando a informatização das etapas de construção do mapa estratégico e do
painel de controle, totalmente integrado aos indicadores da Instituição, possibilitou
uma visão dinâmica dos objetivos estratégicos.
49
Relatório de Atividades
2006
2
ASSISTÊNCIA
O Hospital de Clínicas de Porto Alegre é considerado um hospital de
excelência e referência no sul do país e integra o SUS - Sistema Único de Saúde,
prestando assistência de forma universalizada e gratuita em diversas especialidades.
TABELA - 7.
PRODUÇÃO ASSISTENCIAL
Produção assistencial
2005
Consultas atendidas
538.520
537.547
- 0,18
Internações*
27.033
28.251
4,51
Procedimentos cirúrgicos**
33.755
18.763
14.992
36.822
19.423
17.399
9,09
3,52
16,06
331
350
5,74
3.971
3.875
- 2,61
2.091.441
2.181.448
4,30
232.823
226.406
- 2,83
78.250
82.152
4,99
Cirurgias
Outros procedim. em ambiente cirúrgico
Transplantes
Partos
Serviço auxiliar de diagnóstico – exames***
Procedimentos em consultórios
Sessões terapêuticas
2006
Variação %
Fonte: SAMIS/Hospital de Clínicas.
*Com emergência.
**O nº de procedimentos cirúrgicos é maior do que o nº de pacientes que a eles se submeteram (ver tabela 14) porque
podem ser realizados vários procedimentos em um mesmo paciente.
***Inclui exames complementares e exames que implicam a realização de algum procedimento invasivo, realizado fora da
área cirúrgica.
TABELA - 8.
INDICADORES HOSPITALARES
Indicadores hospitalares
Média de permanência (dias)
Taxa de ocupação (%)
Coeficiente de mortalidade (%)
Taxa de cesáreas (%)
Taxa de infecção hospitalar (%)
2005
2006
Variação %
8,97
8,29
- 0,68
89,65
85,84*
- 3,81
4,55
4,86
0,31
35,11
32,02
- 3,09
9,73
9,69
0,04
Fonte: SAMIS/Hospital de Clínicas.
*Em 2006 a Unidade de Internação do 5º Sul esteve em obras tornando inoperante seus 34 leitos, ainda que contém na capacidade
operacional.
51
Relatório de Atividades
2006
2.1
PRODUÇÃO ASSISTENCIAL
TABELA - 9.
INTERNAÇÕES
Capacidade
instalada (leitos)
Área
satélite
Unidades de
internação
Total
749
4.248
24.003
28.251
Quantidade
Fonte: SAMIS/Hospital de Clínicas.
TABELA - 10.
INTERNAÇÕES POR CONVÊNIO E POR CLÍNICA
Conv./Clínica Cirúrgica
Médica
Obstétrica Pediátrica Psiquiátrica Total geral
SUS
7.109
8.594
5.049
3.942
320
25.014
IPE
493
591
53
47
72
1.256
UNIMED
514
397
67
73
48
1.099
58
90
1
1
-
150
Outros conv.
170
229
5
11
5
419
Particular
227
63
11
-
11
313
8.571
9.964
5.186
4.074
456
28.251
GEAP
Total
Fonte: SAMIS/Hospital de Clínicas.
TABELA - 11.
Quantidade
CONSULTAS REALIZADAS
Ambulatório
Pronto atendimento
Medicina Interna e Pediatria
Emergência
Total
470.771
11.057
55.719
537.547
Fonte: SAMIS/Hospital de Clínicas.
TABELA - 12.
Quantidade
PARTOS REALIZADOS
Normal
Cesárea
Total
2.636
1.239
3.875
Fonte: SAMIS/Hospital de Clínicas.
TABELA - 13.
BANCO DE SANGUE
Doadores efetivos
Total
Média/mês
17.913
1.492,7
Fonte: SAMIS/Hospital de Clínicas.
52
Relatório de Atividades
2006
TABELA - 14.
PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS (PACIENTES ATENDIDOS)
Serviços
Centro
Cirúrgico
Ambulatorial
Bloco
Cirúrgico
Hemodinâmica
Total
Ambulatório
01
0
0
01
Anestesiologia
01
0
0
01
0
1
1.134
1.135
101
409
0
510
0
569
18
587
1.488
2.381
0
3.869
Cirurgia Pediátrica
284
698
0
982
Cirurgia Plástica
385
403
0
788
Cirurgia Torácica
272
358
0
630
Cirurgia Vascular Periférica
204
618
97
919
1.241
386
0
1.627
370
0
0
370
05
0
0
05
Gastroenterologia
6.150
04
0
6.154
Ginecologia Obstétrica
1.231
1.032
0
2.263
Hematologia Clínica
845
0
0
845
Mastologia
172
208
0
380
94
0
0
94
Nefrologia
114
0
0
114
Neurologia
14
316
25
355
Odontologia
0
0
0
0
Oftalmologia
1.518
0
0
1.518
64
0
0
64
283
0
0
283
67
1.216
0
1.283
Otorrinolaringologia
924
787
0
1.711
Pneumologia
593
0
0
593
Psiquiatria
1.010
0
0
1.010
Radiologia
03
0
20
23
Reumatologia
03
0
0
03
Tratamento da Dor
37
0
0
37
2.910
1.666
0
4.576
20.384
11.052
1.294
32.730
Cardiologia
Cirurgia Aparelho Digestivo
Cirurgia Cardiovascular
Cirurgia Geral
Coloproctologia
Dermatologia
Fisiatria e Reabilitação
Medicina Interna
Oncologia
Oncologia Pediátrica
Ortopedia e Traumatologia
Urologia
Total geral
Fonte: SAMIS/Hospital de Clínicas.
53
Relatório de Atividades
2006
TABELA - 15.
SESSÕES TERAPÊUTICAS
Serviços
Quantidade
CAPS
14.194
Hemodiálise
11.483
Quimioterapia
10.576
Radioterapia
21.245
Hospital Dia
1.495
Fototerapia
5.677
Outros
17.482
Total
82.152
Fonte: SAMIS/Hospital de Clínicas.
TABELA - 16.
TRANSPLANTES REALIZADOS
Tipo
Quantidade
Cardíaco
01
Conjuntiva
12
Córnea
183
Medula Óssea – Alogênico Aparentado
16
Alogênico não Aparentado
07
Antólogo
49
Não classificável
02
Pâncreas
02
Hepático
15
Auto transplante renal
01
Renal (receptor)
57
Renal (revisão)
05
Total
350
Fonte: SAMIS/Hospital de Clínicas.
54
Relatório de Atividades
2006
TABELA - 17.
ATENDIMENTO DOS GRUPOS DE AUTO-AJUDA
Grupos
Nº pacientes Nº grupos
61
7
Doenças do trabalho grupo
55
8
Enf. fibromialgia grupo
87
31
Enf. grupo de insulina
10
6
Enf. grupo neuro doenças cérebro vasculares
36
11
Enf. grupo fam. pac. prog. transtornos de humor
371
46
Enf. psiquiátrica grupo
110
7
Enf. psiquiatria pais e bebês grupo
49
14
Enf. psiquiátrica Protan grupo
327
43
Enf. grupo dos cardiopatas e pneumopatas
265
11
Enf. grupo de pais e crianças da CCMF
11
2
Grupo de familiares – CAPS
383
67
Grupo de familiares – Serviço Social
467
47
Enf. grupo de fumantes
164
23
Enf. grupo de gestantes
21
4
Enf. grupo transtorno humor bipolar
156
52
Fisiatria grupo coluna
14
2
Grupo de crianças asmáticas
18
7
Grupo atend. e prevenção à violência infantil
15
5
Medicina Ocupacional grupo de asma
282
16
Medicina Ocupacional grupo de diabetes
6
2
Medicina Ocupacional grupo dislipidemia
38
7
Medicina Ocupacional grupo de gestantes
25
6
Medicina Ocupacional grupo de hipertensão
1.836
271
Oficina terapêutica adulto psiquiatra
36
7
Oficina terapêutica adulto enf. superior
2.828
449
Oficina terapêutica adulto recreação
33
5
Oficina terapêutica adulto assistência social
1.597
161
Oficina terapêutica adulto com a psicologia
7
1
Oficina terapêutica inf. e adol. psicologia
71
12
Oficina terapêutica infantil assistência social
9
1
Pneumo asma adulto grupo
182
33
Pais-bebê grupo
89
26
Psico fobia social e transtornos do pânico grupo
147
31
Psicologia do trabalho grupo
115
20
Psiquiatria genética grupo
33
4
Psiquiatria grupo de idosos
18
7
Programa de atenção à saúde do trabalhador
97
10
Programa multidisc. de reabilitação pulmonar
590
96
Psiquiatria grupo pacientes transexuais
273
37
Psiquiatria pesquisa
22
4
Serviço social Nefropediatria grupo
11
10
Outros
Total/média
10.965
1.609
Pacientes p/grupo
8,71
6,88
2,81
1,67
3,27
8,07
15,71
3,50
7,60
24,09
5,50
5,72
9,94
7,13
5,25
3,00
7,00
2,57
3,00
17,63
3,00
5,43
4,17
6,77
5,14
6,30
6,60
9,92
7,00
5,92
9,00
5,52
3,42
4,74
5,75
8,25
2,57
9,70
6,15
7,38
5,50
1,10
6,81
Fonte: SAMIS/Hospital de Clínicas.
55
Relatório de Atividades
2006
2.2
APOIO ASSISTENCIAL
2.2.1
COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR
Os objetivos da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) são:
Realizar a vigilância epidemiológica das infecções hospitalares.
Estimular o uso racional de antimicrobianos.
Monitorar o perfil de sensibilidade das bactérias aos antimicrobianos
de uso corrente.
Monitorar processos assistenciais críticos visando salvaguardar a
segurança dos pacientes e reduzir o risco de ocorrência de infecções
hospitalares.
Disseminar condutas baseadas em evidências para evitar a ocorrência
de infecções hospitalares.
Gerenciar a utilização de quartos de isolamento.
Produzir, avaliar e disseminar as taxas de infecções hospitalares, o
perfil de uso de antimicrobianos e a freqüência de isolados de bactérias
multirresistentes.
As taxas gerais de infecções hospitalares (IH) têm se mantido estáveis no
Hospital de Clínicas nos últimos quatro anos. No período de 2003 a 2006, a taxa geral
de IH é igual a 9,52%. Houve redução do número de pacientes-dia em 2006
comparativamente ao ano anterior e conseqüente aumento das saídas (altas). Em
números absolutos, em 2006 ocorreram 119 infecções hospitalares a menos do que em
2005.
TABELA - 18.
EVOLUÇÃO DA TAXA DE INFECÇÃO HOSPITALAR
2003
2004
2005
2006
Taxa de infecção hospitalar
9,64
9,02
9,73
9,69
Infecções
2.251
2.158
2.396
2.277
Saídas (altas)
29.227
29.676
30.019
31.005
Fonte: CCIH/Hospital de Clínicas.
56
Relatório de Atividades
2006
A tabela a seguir apresenta a distribuição, freqüência absoluta e relativa dos
tipos de IH em 2006. As infecções relacionadas à corrente sangüínea corresponderam
a 26,7% das infecções. Já as infecções urinárias e relacionadas a procedimentos
cirúrgicos correspondem a, respectivamente, 23,9% e 22,0% do total de casos
apurados em 2006. As pneumonias hospitalares corresponderam a 21% das IH.
DISTRIBUIÇÃO, FREQÜÊNCIA ABSOLUTA E RELATIVA
DAS INFECÇÕES HOSPITALARES
TABELA - 19.
Tipo de infecção
n
%
Corrente sanguínea
608
26,7
Infecções urinárias
544
23,9
Infecções cirúrgicas
501
22,0
Pneumonias
475
20,9
Outras infecções
149
6,5
2.277
100,0
Total
Fonte: CCIH/Hospital de Clínicas.
Na próxima tabela é apresentada as taxas de utilização de procedimentos
invasivos no Hospital no período de 2003 a 2006. Observa-se aumento progressivo na
freqüência de uso de cateteres vasculares, procedimentos urinários invasivos
(sondagem vesical de demora e alívio) e ventilação mecânica. Como resultado, há
maior número de pacientes-dia em risco de ocorrência de IH relacionada aos
procedimentos invasivos em questão. Entretanto, tem havido estabilidade nas taxas
de IH relacionadas aos procedimentos, como será visto adiante.
TABELA - 20.
TAXAS
DE
INVASIVOS*
UTILIZAÇÃO
DE
PROCEDIMENTOS
Ano
Pacientes-Dia
Cateteres
Procedimentos
urinários invasivos
Ventilação
mecânica
2003
229.111
16,00
12,19
3,66
2004
234.665
17,10
14,02
3,73
2005
242.546
17,23
12,64
3,75
2006
234.675
18,36
15,85
4,92
Média
235.249
17
14
4
Fonte: CCIH/Hospital de Clínicas.
*Corresponde à fórmula: paciente-dia em uso do procedimento/paciente-dia do Hospital de Clínicas.
57
Relatório de Atividades
2006
Infecções cirúrgicas: há tendência decrescente nas taxas de infecções
relacionadas a parto normal, infecção puerperal e cesariana nos últimos
quatro anos. A taxa de IH relacionada a parto normal passou de 1,28%
em 2003 para 0,84% em 2006, correspondendo a uma redução de 52,9%.
Da mesma maneira, as taxas de infecção relacionadas a cesariana e
puerperal passaram de, respectivamente, 4,3% e 2,26% em 2003 para
2,96% e 1,51% em 2006, correspondendo à reduções de 47,1% e 43,4%.
Houve, ainda, redução da taxa de infecções relacionadas a cirurgias
limpas em 2006 (3,44) comparativamente ao ano anterior (3,71).
Taxa de infecções relacionadas a procedimentos urinários invasivos:
comparativamente a 2005, houve decréscimo de 11,1% em 2006 na taxa
de
IH
relacionadas
a
procedimentos
urinários
invasivos,
respectivamente, 10,04 e 8,13 infecções por mil pacientes-dia. A taxa de
2006 foi inferior à meta pactuada em 9,03 infecções por mil pacientesdia. Há redução progressiva nas taxas de infecções urinárias em
pacientes submetidos a procedimentos invasivos desde 2003.
Taxa de infecções relacionadas a cateteres vasculares: em 2006, houve a
continuidade de uma tendência decrescente na taxa de infecções
relacionadas a cateteres vasculares centrais, observada desde 2003. Em
que pese haver um aumento progressivo do número de pacientes-dia
em uso de cateteres na Instituição, não houve aumento significante do
número de infecções e, conseqüentemente, observaram-se taxas
decrescentes dessas infecções nos últimos 48 meses. A relação entre o
número de pacientes-dia em uso de cateteres e o número de pacientesdia internados aumentou de 12,2 em 2003 para 15,8 em 2006,
resultando em acréscimo de 29,5%. A média anual em 2006 foi de 4,14
infecções por mil pacientes-dia submetidos a cateteres vasculares,
inferior à meta pactuada em 4,75 infecções por mil pacientes-dia.
Taxa de pneumonias associadas à ventilação mecânica (PAV): o gráfico
1 a seguir apresenta a evolução do coeficiente de incidência de
58
Relatório de Atividades
2006
pneumonias associadas à ventilação mecânica invasiva e o número
pacientes-dia em uso de ventilação mecânica no período de janeiro de
2003 a dezembro de 2006 no Hospital. Os dados foram agrupados
trimestralmente para reduzir a variabilidade das taxas. Há um
aumento progressivo no número de pacientes-dia em uso de ventilação
mecânica no período estudado. No entanto, a mesma tendência não é
observada em relação à taxa de PAV e o número absoluto de casos, o
que leva a crer que há efetiva redução desses agravos, em que pese o
aumento progressivo de pacientes-dia em risco, posto que submetidos
à ventilação mecânica invasiva.
Taxa de utilização de antimicrobianos: o gráfico 2 a seguir apresenta a
evolução da dose diária definida de uso de antimicrobianos
glicopeptídeos (vancomicina e teicoplanina) em pacientes adultos no
período de 2004 a 2006. Corresponde ao número de pacientes-dia em
uso desses antimicrobianos, dois dos 54 monitorados pela CCIH.
Apesar do aumento do número de pacientes-dia submetidos a
procedimentos invasivos, como foi demonstrado anteriormente, tem
havido constância no uso de tais antimicrobianos, que representam um
indicador sensível para a ocorrência e o manejo de IH relacionadas a
procedimentos invasivos.
2.2.2
COMISSÃO DE ÉTICA EM ENFERMAGEM
A Comissão de Ética em Enfermagem do Hospital de Clínicas tem como
objetivo assessorar o Grupo de Enfermagem (GENF) sobre assuntos relacionados à
ética na enfermagem, seguindo recomendações do Código de Ética dos profissionais
da área. Dentre suas atribuições, coopera com a direção de Enfermagem, recebendo,
analisando e dando parecer das situações ou notificações recebidas de pacientes,
familiares e profissionais do Hospital de Clínicas.
59
Relatório de Atividades
2006
GRÁFICO – 1.
INCIDÊNCIA TRIMESTRAL DE PNEUMONIAS ASSOCIADAS À
VENTILAÇÃO MECÂNICA E PACIENTES-DIA EM VENTILAÇÃO
MECÂNICA (2003 A 2006)
6000
5000
4000
3000
2000
1000
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
Meses
10
11
12
13
14
15
16
Índice de pneumonias
Ventilação mecânica
Fonte: CCIH/Hospital de Clínicas.
GRÁFICO – 2. DOSE
DIÁRIA DEFINIDA DE GLICOPEPTÍDEOS UTILIZADOS
NO HOSPITAL (2004 a 2006)
DDD
D
6,00
GLICOPEPTÍDEOS
Linear (GLICOPEPTÍDEOS)
5,00
4,00
3,00
2,00
1,00
ja n/0
4
fev /0
4
mar /0
4
abr /0
4
mai/0
4
ju n/0
4
ju l/04
ago/0
4
s et/0
4
out/0
4
nov /0
4
dez /0
4
ja n/0
5
fev /0
5
mar /0
5
abr /0
5
mai/0
5
ju n/0
5
ju l/05
ago/0
5
s et/0
5
out/0
5
nov /0
5
dez /0
5
ja n/0
6
fev /0
6
mar /0
6
abr /0
6
mai/0
6
ju n/0
6
ju l/06
ago/0
6
s et/0
6
out/0
6
nov /0
6
dez /0
6
0,00
Fonte: CCIH/Hospital de Clínicas.
As principais atividades realizadas em 2006 foram:
Prestação de 21 consultorias individualizadas a vários setores de
Enfermagem do hospital, principalmente das Unidades do Serviço de
Enfermagem Cirúrgica (SEC) e do Serviço de Enfermagem Médica
(SEM).
60
Relatório de Atividades
2006
Idealização, divulgação e implementação de um programa de
consultoria focal para atendimento das demandas específicas de cada
serviço, tendo-se disparado este processo junto ao SEC. Houve três
encontros com os multiplicadores do Serviço, reunindo enfermeiros e
auxiliares de Enfermagem em debates participativos.
Promoção de encontro em que participaram os membros da Comissão
de Ética em Enfermagem e representantes da Comissão de Prontuário
do Paciente para discussão e encaminhamentos de situações relativas à
consulta documental no prontuário do paciente internado.
Elaboração de uma proposta para a confecção de um cartaz padrão a
ser afixado em todas as Unidades do Hospital, versando sobre acesso
ao prontuário do paciente internado, com base na política de
privacidade e confidencialidade do Hospital de Clínicas.
2.2.3
COMISSÃO DE ÉTICA MÉDICA
A partir de Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), todos os
estabelecimentos ou entidades em que é exercida a Medicina devem ter uma
Comissão de Ética Médica (CEM). A CEM, vinculada ao Conselho Regional de
Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (CREMERS), têm funções educativas,
fiscalizadoras e sindicantes do desempenho ético da profissão médica no nosso
Hospital.
A atual Comissão, eleita em 2005, é composta por membros das várias
categorias de profissionais médicos do corpo clínico do Hospital de Clínicas.
A CEM realiza reuniões ordinárias mensais, nas quais são avaliadas denúncias
e consultas encaminhadas por serviços e profissionais da área médica e pela
Administração Central do Hospital. Para a apuração de denúncias de infração ética,
a Comissão deve instaurar processos de sindicância, que seguem as normas
específicas ditadas pelo CFM. Na Sindicância, é feita a apuração dos fatos,
encaminhada posteriormente ao CREMERS se houver indício de infração, não
emitindo julgamento ou penalidades. Todas as informações obtidas pela Comissão
61
Relatório de Atividades
2006
são protegidas por sigilo e guardadas em arquivo próprio da Comissão.
No ano de 2006, o Hospital de Clínicas, através da Comissão de Ética Médica,
pôde aprimorar, de forma organizada, a avaliação e a discussão de questões que
envolveram aspectos ético-profissionais da Medicina. Entre as atividades da CEM ao
longo do ano, podem ser destacadas:
Onze consultas avaliadas, provenientes de profissionais, Ouvidoria e
Administração Central. A maioria das consultas gerou documentos
elaborados pela Comissão, com farto embasamento no Código de Ética
Médica e nas Resoluções publicadas pelo CFM. Esses documentos
poderão servir para a abordagem de questões similares que venham a
ocorrer no futuro no âmbito do Hospital.
Quatro sindicâncias, que necessitaram de 16 reuniões extraordinárias
para audiências com os envolvidos nos fatos apurados. As audiências
foram gravadas e transcritas para a elaboração do Relatório Final de
cada sindicância.
Encontro com os novos médicos residentes do Hospital de Clínicas
para apresentação do tema “Ética na Profissão Médica”.
2.2.4
COMISSÃO DE MEDICAMENTOS
Os objetivos da Comissão de Medicamentos (COMEDI) são:
Agilizar a prescrição médica, contribuir para a qualificação da
assistência e otimizar recursos no que se refere ao uso de
medicamentos em ambiente hospitalar.
Promover o uso racional de medicamentos.
Manter uma lista de medicamentos para uso hospitalar (Seleção de
Medicamentos) que seja adequada às necessidades do hospital, racional
e atualizada.
Prover assessoria técnica à Administração Central na área de
farmacoterapêutica.
62
Relatório de Atividades
2006
As atividades desenvolvidas e seus principais resultados foram:
Manutenção da lista de medicamentos selecionados:
- Solicitações de revisão da lista: foram recebidas nove solicitações de
revisão da lista encaminhadas pelo corpo clínico. Destas, sete foram
deferidas, resultando em inclusão do medicamento, e duas foram
indeferidas. A COMEDI incluiu na lista outros quatro medicamentos,
por iniciativa própria, para atender a situações de demanda
justificada (três itens) ou atendendo à solicitação da CCIH (um item).
Política de aquisição de medicamentos:
- Foi dada continuidade à política de licitações conjuntas de
medicamentos do mesmo grupo farmacológico e com eficácia similar,
como carbapenêmicos (imipenem e meropenem), heparinas de baixo
peso molecular (enoxaparina, nadroparina e outras), surfactante
pulmonar (porcino e bovino). Como resultado, obteve-se concorrência
e redução de preços nos itens licitados. A COMEDI também aprovou
a decisão de importação de anfotericina B lipossomal, levando a uma
redução de custos de aproximadamente 30 %.
Monitoramento e auditoria:
- Medicamentos de uso restrito: de janeiro a novembro de 2006, foram
avaliadas
pela
COMEDI
28.391
primeiras
prescrições
de
medicamentos de uso restrito por internação. As avaliações são
baseadas em critérios de uso racional definidos pela COMEDI, sendo
realizadas por médicos executivos. Desta forma, considera-se que a
taxa de aprovação de prescrições de medicamentos de uso restrito é
um indicador de prescrição racional. Nesta taxa, são computadas
apenas as prescrições liberadas sem intervenção, de acordo com
critérios
de
uso
racional
pré-estabelecidos
pela
COMEDI.
Antimicrobianos foram avaliados em conjunto com a Comissão de
Controle de Infecção Hospitalar.
63
Relatório de Atividades
2006
TABELA - 21.
APROVAÇÃO DE PRESCRIÇÕES DE MEDICAMENTOS DE
USO RESTRITO E NÃO-SELECIONADOS
Indicador
2004
2005
2006
Taxa de aprovação de medicamentos
selecionados de uso restrito (%)
55,8
53,7
52,7
Taxa de aprovação de prescrições de
medicamentos não-selecionados (%)
76,9
74,4
66,5
Fonte: IG/Hospital de Clínicas.
- Prescrição de medicamentos não-selecionados: esta taxa é um
indicador da qualidade e abrangência da lista de medicamentos
selecionados do Hospital, bem como de adesão à lista pelo prescritor.
A meta da COMEDI é a manutenção de uma taxa de prescrição de
não-selecionados inferior a 5%, baseado em referenciais externos e na
experiência da própria Comissão.
TABELA - 22.
PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS NÃO-SELECIONADOS
Indicador
2004
2005
2006
454.698
430.788
401.203
não-
3.260
3.075
2.561
Taxa de prescrição de medicamentos
não-selecionados %
0,72
0,71
0,64
Quantidade total de itens prescritos
Quantidade total de
selecionados prescritos
itens
Fonte: IG/Hospital de Clínicas.
Atividades de apoio à prescrição:
- Suporte à prescrição informatizada: realizada manutenção e revisão
periódica do cadastro de mensagens eletrônicas (alertas) com
informações referentes a doses, alternativas, efeitos adversos,
interações
medicamentosas
e
disponibilidade
de
protocolos
assistenciais. São mantidos ativos 85 alertas eletrônicos na prescrição,
sendo que nove foram incluídos no ano de 2006 (ação realizada em
parceria com o Centro de Informações sobre Medicamentos).
- Recomendações de uso: quanto ao medicamento Ertapenem, foi
64
Relatório de Atividades
2006
elaborado texto com recomendações de uso baseadas na literatura,
com objetivo de orientação ao prescritor e definição de critérios para
avaliação da utilização do medicamento no Hospital. O documento
está disponível para consulta on-line no sistema de prescrição.
- Rotinas para avaliação de consumo de medicamentos: elaborado texto
com aspectos a serem levantados e descritos na elaboração de
relatórios sobre utilização de medicamentos, bem como na avaliação
de impacto de medidas visando à redução de consumo.
- Critérios para avaliação de uso: quanto ao medicamento Irinotecan
em carcinoma de cólon e reto, foi elaborado texto baseado em
literatura científica sobre indicações, esquemas de uso e eficácia
comparativos do Irinotecan no tratamento de carcinoma de cólon, a
ser utilizado pelos médicos executivos para embasar a avaliação de
prescrições.
Participação em eventos:
- Seminário de Propaganda sobre uso de medicamentos, promovido
pela ANVISA, em Florianópolis (SC).
- Semana da Qualidade: Comissão de Padronização de Medicamentos,
HC/USP (SP).
- Curso
de
Farmacoeconomia
e
Modelos
Matemáticos
em
Farmacoeconomia, ANVISA.
- Comissões de Medicamentos, Vitória (ES) e Curitiba (PR).
Atividades de pesquisa:
- Projeto de pesquisa GPPG05-348: terminada coleta de dados e
realizada análise parcial. Apresentado pôster na Semana Científica.
- Encaminhado projeto ao GPPG sobre adesão a protocolo de uso de
Omeprazol.
65
Relatório de Atividades
2006
Atividades de consultoria:
- Realizadas atividades de consultoria para o corpo clínico, Centro de
Informações sobre Medicamentos, Comissões de Medicamentos de
outros hospitais e Administração Central.
2.2.5
COMISSÃO DE NORMAS E ROTINAS DO GRUPO DE ENFERMAGEM
O objetivo da Comissão de Normas e Rotinas é avaliar, revisar e divulgar as
normas e rotinas dos cuidados existentes no Grupo de Enfermagem. A divulgação
dos Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) é feita pelas chefias de serviço de
Enfermagem, as quais recebem os POPs revisados e encaminham para suas chefias
de unidade, que devem divulgar para sua equipe. Estes são arquivados em pastas
disponíveis nas unidades para utilização pela equipe de enfermagem. Além disto, as
rotinas podem ser visualizadas acessando a prescrição de enfermagem.
Com a
introdução dos POPs na internet, estão sendo revisadas as rotinas existentes e
encaminhadas para o portal.
As atividades desenvolvidas em 2006 foram:
Revisão e verificação de 21 POPs:
- manejo de paciente portador de germe multiresistente;
- coleta de urocultura através de cateterização;
- coleta de urocultura em pacientes cateterizados;
- coleta de urocultura através de jato médio;
- uso do trapézio em pacientes ortopédicos;
- cuidados de enfermagem ao paciente com tração esquelética;
- uso de comadre em pacientes com disfunção coxo-femural;
- transferência do leito do paciente em pós-operatório imediato de
artroplastia coxo-femural;
- cuidados de enfermagem na lavagem de sonda vesical;
66
Relatório de Atividades
2006
- cuidados de enfermagem no cateterismo vesical de demora;
- cuidados de enfermagem no cateterismo vesical de alívio;
- controle da diminuição urinária para pesagem diferencial de fraldas;
- controle da eliminação urinária através do saco coletor;
- cuidados na higiene das bolsas de colostomia, ileostomia e urostomia;
- cuidados na troca das bolsas de colostomia, ileostomia e urostomia;
- solicitação de culturas microbiológicas de materiais diversos como:
ponta de cateter, secreção de ferida operatória, secreção ocular, urina
e sangue;
- guarda dos pertences de pacientes internados;
- admissão do recém-nascido proveniente do Centro Obstétrico na
unidade de Neonatologia;
- admissão do recém-nascido proveniente da Emergência na unidade
de Neonatologia;
- oferta de oxigênio por incubadora;
- sondagem gástrica e enteral.
Atualização de POPs para apresentação no novo portal do Hospital de
Clínicas.
Nomeação de uma professora da Escola de Enfermagem da UFRGS
para coordenar a Comissão de Normas e Rotinas a partir de dezembro
de 2006.
2.2.6
COMISSÃO
DE
ÓBITOS,
CONTROLE
CIRÚRGICO
E
REVISÃO
ANATOMOPATOLÓGICA
Esta Comissão tem como objetivos:
Analisar os óbitos do Hospital de Clínicas.
67
Relatório de Atividades
2006
Revisar os exames anatomopatológicos de neoplasia maligna com
margens comprometidas.
Revisar os exames anatomopatológicos normais.
Analisar os óbitos necropsiados.
Coletar dados para mensurar indicadores gerais e setoriais.
Disponibilizar dados coletados e resultados obtidos no sistema (AGH).
As atividades desenvolvidas durante o ano foram:
Análise mensal do percentual de óbitos nos 34 serviços médicos
assistenciais do Hospital de Clínicas.
Análise mensal dos sumários de óbitos informatizados (média de 106,3
óbitos/mês).
Análise mensal de peças cirúrgicas com diagnóstico de neoplasia
maligna, estratificando as neoplasias mais prevalentes.
Análise mensal de todas as peças cirúrgicas com diagnóstico
anatomopatológico de neoplasia maligna com margens cirúrgicas
comprometidas (busca ativa no prontuário).
Estudo dos óbitos necropsiados (sessões anatomoclínicas).
Monitoramento de indicadores setoriais do Serviço de Patologia para
avaliar os exames de congelação e as solicitações de revisão de laudos
já emitidos.
Coleta de dados para indicadores gerais da instituição.
Tendo como principais resultados:
Número de óbitos/mês com estratificação mensal das doenças básicas
e das causas mortis. Principais doenças básicas: fase terminal de
neoplasia
maligna,
neoplasia
maligna
primária,
pneumopatias,
cardiopatias, SIDA e hepatopatias. Principais causas mortis: sepsis, fase
terminal de neoplasia maligna e pneumopatias.
68
Relatório de Atividades
2006
Número de peças cirúrgicas de anatomopatológicos com diagnóstico
de neoplasia maligna com margens comprometidas e sem margens
comprometidas.
Estratificação das neoplasias malignas mais prevalentes quanto à
localização: próstata, mama, pele, trato gastro-intestinal e colo uterino.
Número total de anatomopatológicos
de peças cirúrgicas com
diagnóstico de neoplasia maligna: 1.347.
Número total de anatomopatológicos de peças cirúrgicas com
diagnóstico
de
neoplasia
maligna
com
margens
cirúrgicas
comprometidas e busca ativa nos prontuários: 182.
Índice de concordância Kappa: 0,94 em 2006, para o indicador setorial
de exames de congelação.
Concordância de 93% em 2006 no indicador setorial referente às
solicitações de revisão de laudos anatomopatológicos.
Total de necropsias realizadas: 84 (68 adultos e crianças e 16 fetos
mortos). Foram necropsiados, provenientes da Santa Casa, 15 adultos
transplantados hepáticos.
5,3% dos óbitos ocorridos, durante o período de internação, foram
necropsiados.
Nove casos de necropsias e de exames anatomopatológicos foram
selecionados para as sessões anatomoclínicas do Hospital.
2.2.7
COMISSÃO DE PRONTUÁRIOS
A Comissão de Prontuários de Pacientes (CPP) tem como objetivo garantir que
o prontuário do paciente do Hospital de Clínicas seja efetivamente utilizado para
registro dos processos assistenciais. Deve conter todas as informações necessárias e
relevantes para a assistência, a pesquisa e o ensino, estar disponível prontamente a
todos os que têm o direito de acessá-lo e atender às exigências éticas e legais
pertinentes.
69
Relatório de Atividades
2006
Para isso, busca estabelecer normas para o arquivamento de informações no
prontuário e o acesso a estas informações, além de legislar sobre questões táticas,
operacionais e legais relacionadas aos prontuários: conteúdo do prontuário,
avaliação de sua qualidade e problemas diversos detectados pelo Serviço de Arquivo
Médico e Informações da Saúde (SAMIS), propondo projetos para atualização
permanente do prontuário e para sua informatização progressiva, buscando alcançar
um padrão de operacionalidade e qualidade compatível com o estado da arte
vigente, avaliando continuamente a qualidade dos registros dos prontuários clínicos.
Neste ano, a CPP deu continuidade às suas atribuições com o foco no processo
de migração progressiva do prontuário em suporte papel para o prontuário
eletrônico. Foram desenvolvidas as seguintes atividades:
Organização do prontuário-papel, redução de seu volume e circulação:
- continuidade do processo de digitalização dos prontuários antigos,
que já permitiu a eliminação de cerca de 30 toneladas de papel;
- supressão da impressão e armazenamento dos sumários de prescrição
médica e de Enfermagem, garantindo uma economia de papel,
tonner, tempo de processamento, tempo de arquivamento (52.000
prontuários deixaram de ser manuseados para este fim) e área de
armazenamento no SAMIS;
- estabelecimento de critérios para o envio diário de prontuários em
papel para as zonas ambulatoriais, sem prejuízo dos processos
assistenciais, o que permitiu a redução da movimentação de
prontuários para fins assistenciais (de 515.000 em 2005 para 460.0000
em 2006, redução de 16,5%).
Informatização progressiva do prontuário e acesso à informação (em
cooperação com o Grupo de Sistemas):
- participação no grupo de trabalho para o desenvolvimento e
implantação do sistema de registro assistencial da Emergência;
70
Relatório de Atividades
2006
- cooperação com o Grupo de Pesquisa e Pós-Graduação para melhorar
o acesso dos pesquisadores internos e externos aos dados clínicos do
prontuário eletrônico, o que reduziu a consulta a prontuários em
papel para este fim (de 24.000 em 2005 para 15.500 neste ano, redução
de 35%).
Questões éticas e legais:
- emissão de 75 pareceres sobre o atendimento a solicitações de
informações judiciais ou de autoridades governamentais sobre
pacientes do Hospital de Clínicas;
- participação do grupo de trabalho que discute estratégias de
implementação da Certificação Digital para registro de atos médicos
no prontuário, a ser iniciada em 2007;
- revisão do Manual do Prontuário (versão 4), visando à incorporação
de novos processos informatizados e a atualização da legislação;
- realização de auditorias periódicas de sumários de alta faltantes, com
envio de relatórios trimestrais de pendências aos chefes de serviços
médicos, o que provocou a realização de cerca de 120 sumários
pendentes.
Qualidade da informação:
- capacitação de alunos da Faculdade de Medicina e de médicos
residentes, abordando conceitos sobre questões profissionais, éticas e
legais do prontuário de pacientes e demonstrando as facilidades e
vantagens do uso dos sistemas informatizados do Hospital de
Clínicas;
- palestras sobre o Prontuário de Pacientes do Hospital de Clínicas, nos
níveis regional e nacional.
71
Relatório de Atividades
2006
2.2.8
COMISSÃO DE SELEÇÃO
A Comissão de Seleção tem como objetivo normatizar, supervisionar e
assessorar a realização dos processos seletivos públicos para contratação de
profissionais para o quadro de pessoal do Hospital de Clínicas.
No ano de 2006, foram realizadas 36 reuniões com a finalidade de estabelecer
diretrizes e normativas aos processos seletivos públicos do Hospital, avaliar os
processos seletivos realizados e em andamento, bem como propor melhorias para a
realização dos mesmos, tendo o seguinte resultado:
Avaliação e aprovação dos 11 editais para realização de 77 processos
seletivos públicos, nos quais se inscreveram 15.548 candidatos.
Orientação às bancas examinadoras quanto à elaboração dos processos
seletivos, reforçando a responsabilidade que as mesmas deverão ter
com relação a estes.
Supervisão das atividades da Fundação de Apoio da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS) na realização dos processos
seletivos públicos do ano de 2006.
2.2.9
COMISSÃO DE SUPORTE NUTRICIONAL
A Comissão de Suporte Nutricional exerce atividades normativas que visam
otimizar a utilização dos recursos envolvidos e qualificar a assistência nutricional aos
pacientes do Hospital de Clínicas nos níveis hospitalar e ambulatorial. Para tanto,
realiza vigilância clínico-epidemiológica dos pacientes em uso de terapia nutricional,
educação continuada das equipes assistentes, padronização e acompanhamento
contínuo dos processos envolvidos.
As atividades desenvolvidas em 2006 foram:
Através da utilização da ferramenta de Informações Gerenciais (IG),
foram feitos acompanhamentos das prescrições de nutrição parenteral
(NP) para os pacientes das diversas especialidades.
Realização de auditorias para identificar a adesão de rotinas
preconizadas.
72
Relatório de Atividades
2006
Avaliação do impacto econômico da substituição do leite de vaca por
fórmulas infantis industrializadas no preparo das mamadeiras para
crianças entre 6 e 12 meses de idade. Considerando-se os benefícios
clínicos e as recomendações de melhores práticas, foi padronizada a
utilização de fórmulas infantis como leite de seguimento às crianças,
nessa faixa etária, hospitalizadas na Instituição.
Visita de técnicos da Secretaria Municipal da Saúde para benchmarking
sobre alta complexidade em terapia nutricional.
Realização da V Jornada de Terapia Nutricional e da III Jornada de
Nutrologia do Hospital de Clínicas, contando com 460 participantes.
Manutenção de atividades de educação continuada, como os
treinamentos introdutórios para médicos residentes e para novos
funcionários do Grupo de Enfermagem.
TABELA - 23.
Pacientes
em uso de
NP
Total de
dias de uso
de NP
COMPARAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE NP PELOS
PACIENTES DA NEONATOLOGIA, PEDIATRIA E ADULTOS
Neonatologia
Pediatria
Adultos
Total
2005
166
24
90
280
2006
174
49
112
335
Variação (%)
4,8
104,2
24,4
19,6
2005
2534
493
1919
4946
2006
2472
1712
2216
6400
Variação (%)
-2,5
247,3
15,5
29,4
Fonte: Serviço de Nutrologia do Hospital de Clínicas.
2.2.10 COMISSÃO GESTORA DOS PORTAIS DA INTERNET E INTRANET
Em 2006, foi ao ar o portal do Hospital de Clínicas, com conteúdos para a
internet e para intranet. Os sites antigos foram totalmente reformulados, integrandose em um único ambiente.
Em termos de conteúdo, o portal oferece um amplo conjunto de informações
sobre assistência, ensino e pesquisa, além de detalhes a respeito da estrutura da
Instituição, orientações e serviços para os clientes e divulgação de eventos, concursos
73
Relatório de Atividades
2006
e licitações. Outra novidade é que todos os serviços médicos e de enfermagem têm
sua página para expor as atividades que desenvolvem.
Quanto ao visual, o Clínicas é apresentado de forma mais moderna e
dinâmica, com utilização de fotografias e outros recursos. A inovação estende-se,
também, à infra-estrutura. Por um lado, passou-se a utilizar, como ferramenta de
construção e manutenção, um software livre, indo ao encontro das diretrizes do
Governo Federal e reduzindo custos. Profissionais do Grupo de Sistemas foram
treinados e desenvolveram a estrutura e o design do portal. Por outro lado, a
responsabilidade pela coleta de dados, redação e editoração foi assumida pela
Assessoria de Comunicação, que passou a contar com dois estagiários de Jornalismo.
A coordenação das diferentes etapas e atividades ficou a cargo da Comissão
Gestora dos Portais, que realizou diversas reuniões para chegar às definições e
decisões necessárias. Em paralelo, foi instituído o Conselho Editorial, responsável
pela avaliação e validação dos conteúdos apresentados para publicação.
A intenção é de que o portal mantenha sua dinamicidade e esteja em
permanente atualização. Para isto, a participação da comunidade interna será
essencial, ajudando a identificar oportunidades de inserção de novos conteúdos e
mantendo as páginas de suas respectivas áreas atualizadas e atrativas.
2.2.11 COMISSÃO PERMANENTE DE TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS E DE
TECIDOS
A Comissão Permanente de Transplante de Órgãos e de Tecidos (CPTOT)
objetiva controlar, avaliar, normalizar, regulamentar e estimular a atividade
transplantadora na Instituição. Seus membros são representantes das equipes de
cuidados com o doador e gerenciamento do processo de doação multiorgânica e dos
programas de transplante e Bancos de Tecidos, além de representantes das áreas
técnicas e administrativas afins.
Em 2006, a CPTOT reuniu-se regularmente para equação e solução de
problemas logísticos relacionados com a atividade, além do desenvolvimento de
ações como:
74
Relatório de Atividades
2006
Credenciamento do programa de transplante de pulmão junto ao
Sistema Nacional de Transplantes.
Recredenciamento dos programas de transplantes - renopancreático,
cardíaco, de córnea, de medula óssea, hepático e de retirada de
múltiplos órgãos - junto ao Sistema Nacional de Transplantes.
Recredenciamento do Banco de Tecidos Oculares junto à Vigilância
Sanitária.
Participação nas reuniões de implantação do Banco de Tecidos
Músculos-esqueléticos e do Banco de Sangue de Cordão Umbilical e
Placentário do Rio Grande do Sul.
Equação e solução de problemas logísticos relacionados com a
atividade doação-transplante: imunologia de doador (HLA/Cross),
sorologia de doador e envio de resultados de exames de pacientes em
lista de espera para a Central de Transplantes.
Treinamento da secretária-estagiária da Comissão, cujas atividades se
iniciaram em setembro.
Reuniões periódicas com a Central de Transplantes do Rio Grande do
Sul.
Reuniões periódicas de avaliação e planejamento com a Vicepresidência Médica.
Reuniões com vários setores e chefias de serviços sobre assuntos
pertinentes ao processo de doação/transplante.
Elaboração de rotinas de atividades dos enfermeiros coordenadores de
retirada de múltiplos órgãos, assim como protocolo de atividades e
relatório de encaminhamento de órgãos retirados.
Elaboração de rotinas de admissão hospitalar de receptores de fígado
no Centro Cirúrgico Ambulatorial.
Lançamento do manual “O Papel do Intensivista na Doação de
Órgãos“, de autoria de membro da Comissão, editado com apoio da
Associação de Medicina Intensiva Brasileira.
75
Relatório de Atividades
2006
Visita à Central de Transplantes da Comunidade Autonômica da
Galícia, Espanha.
Participação de membros da Comissão em diversos eventos nacionais e
internacionais relativos à área de captação e transplante de órgãos.
Foram realizadas dez cirurgias para retirada de múltiplos órgãos.
TABELA - 24.
TRANSPLANTES REALIZADOS
Grupo de transplante
2005
2006
-
01
Conjuntiva
18
12
Córnea
152
183
Medula óssea
48
74
Pâncreas
07
02
Hepático
27
15
Autotransplante renal
01
01
Renal (receptor)
73
57
Renal (revisão)
04
05
Total
331
350
Cardíaco
Fonte: IG/Hospital de Clínicas.
2.2.12 COMITÊ GESTOR DE ACESSO AOS SISTEMAS INFORMATIZADOS
O Comitê Gestor de Acesso aos Sistemas Informatizados, composto por
representantes da Administração Central e das áreas médica, de enfermagem e
administrativa, visa ao gerenciamento das permissões de acesso dos usuários aos
processos informatizados do Hospital de Clínicas, com o objetivo principal de
garantir que cada profissional possua o perfil de que necessita para realizar a
atividade na qual tenha competência e direito, prevalecendo a privacidade do
paciente, o sigilo dos dados e o cumprimento dos preceitos éticos.
Em 2006, a Comissão dedicou-se ao acompanhamento da implantação dos
perfis de acesso da categoria administrativa em relação aos processos de apoio
assistenciais, além de tratar de casos de situações excepcionais em relação aos perfis
já implantados. Também promoveu, junto à Gerência de Suprimentos, a definição
76
Relatório de Atividades
2006
dos perfis de cada categoria profissional daquela área em relação aos seus processos
administrativos.
Desde 2001, já foram mapeados 57 processos assistenciais, 46 processos de
apoio assistencial, 28 processos administrativos e 71 categorias de profissionais, das
quais 32 da área assistencial e 39 da área administrativa.
2.2.13 GRUPO DE TRABALHO SOBRE DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM
O Grupo de Trabalho do Diagnóstico de Enfermagem (GTDE) caracteriza-se
como grupo permanente, de caráter executivo e deliberativo acerca da Sistematização
da Assistência de Enfermagem (SAE) ou Processo de Enfermagem no Hospital de
Clínicas. Integram o grupo representantes de cada Serviço de Enfermagem e
professoras da Escola de Enfermagem da UFRGS.
As atividades desenvolvidas no ano de 2006 e seus principais resultados
foram:
Consolidação
e
otimização
da
metodologia
do
Processo
de
Enfermagem.
- Realização de treinamento introdutório da SAE aos 34 enfermeiros
recém-admitidos, como atividade do Programa de Educação
Continuada.
- Inclusão da SAE nos sete encontros do treinamento introdutório para
toda equipe de Enfermagem do Hospital.
Avaliação do impacto da sistematização da assistência de Enfermagem
sobre o resultado do cuidado prestado.
- Realização de nove estudos clínicos sobre o processo e diagnóstico de
Enfermagem, promovendo discussões teóricos-práticas.
- Revisão e atualização do sistema informatizado de prescrição de
Enfermagem (20 diagnósticos de Enfermagem, cadastro de fatores
relacionados/etiologias, características definidoras/sinais e sintomas
e cuidados) para atender às demandas das unidades.
- Reativação e criação de petit comitês (grupos constituídos por
77
Relatório de Atividades
2006
enfermeiros das unidades que se reúnem para estudar a SAE e propor
ao GTDE melhorias no sistema informatizado) no Serviço de
Enfermagem em Centro Cirúrgico (SECC), no Serviço de Enfermagem
em Saúde Pública (SESP) e na Unidade de Apoio ao Diagnóstico e
Tratamento (UADT), entre outros.
Publicação do folheto “Sistematização da Assistência de Enfermagem
no Hospital de Clínicas”, utilizado como material didático nos
treinamentos e divulgação externa.
Participação em eventos internacionais e nacionais com apresentação
de trabalhos: Nort American Nursing Diagnosis Association (NANDA)
Conference, na Philadelphia, EUA; VIII Simpósio Nacional de
Diagnóstico de Enfermagem (SINADEn), em João Pessoa (PB); IV
Simpósio do Processo e Diagnóstico de Enfermagem do Hospital de
Clínicas.
Organização e participação do IV Simpósio do Processo e Diagnóstico
de Enfermagem do Hospital de Clínicas, com participação de 402
profissionais e alunos.
Realização de cursos: Exame Físico no Adulto, Exame Físico na Criança
e Curso Introdutório à SAE para Enfermeiros, Estudantes de
Enfermagem, Auxiliares e Técnicos de Enfermagem, totalizando 218
participantes, cuja inscrição foi um quilo de alimento não-perecível,
totalizando cerca de 218 kg, que foram distribuídos entre o Lar Santo
Antônio dos Excepcionais e o Lar da Amizade (entidade para cegos).
Foram apresentados 32 trabalhos na modalidade pôster e realizadas
visitas acompanhadas a oito unidades de internação, totalizando 64
visitantes.
Aquisição de 55 livros, sendo 35 exemplares da Classificação dos
Diagnósticos de Enfermagem NANDA, dez da Classificação das
Intervenções de Enfermagem e dez de Exame Clínico, os quais foram
doados às chefias de unidade e de serviços do Grupo de Enfermagem.
78
Relatório de Atividades
2006
2.2.14 GRUPO DE TRABALHO SOBRE INDICADORES DE QUALIDADE
ASSISTENCIAL
Em 1997, dentro de sua política de qualificação da informação, a
Administração Central do Hospital de Clínicas criou um grupo de trabalho com a
finalidade específica de expandir e aperfeiçoar o elenco de indicadores assistenciais.
Esse grupo deu início a uma série de atividades que tendem a ser permanentes, cujos
principais resultados incluem as seguintes melhorias:
identificação de novos indicadores assistenciais;
clara definição dos indicadores em utilização, com a conseqüente
uniformização dos termos a eles referentes e elaboração de um
glossário desses termos;
alterações no prontuário eletrônico dos pacientes, permitindo que, a
partir dos registros clínicos, o próprio sistema corporativo obtenha os
dados e calcule, de modo fidedigno e em tempo oportuno, os
indicadores selecionados.
Além da cooperação das diferentes áreas técnicas e administrativas do
Hospital, esse trabalho tem contado com a colaboração de outros setores que lidam
com a informação no Hospital de Clínicas, como o Grupo de Sistemas (GSIS), a
Comissão de Prontuários e o Serviço de Arquivo Médico e Informações em Saúde
(SAMIS). Uma ferramenta de business intelligence, adquirida em 2001, possibilita ao
GSIS disponibilizar mensalmente em tela, para os gestores das áreas assistenciais,
todos os indicadores assistenciais já validados pelo Grupo de Trabalho, no máximo
até o dia 5 do mês subseqüente. Esses indicadores, com suas estratificações,
compõem o conjunto denominado Informações Gerenciais Assistenciais (IG
Assistencial). Ao longo de 2006, houve um incremento no número de indicadores
assistenciais disponibilizados mensalmente pelo IG Assistencial, que passaram de 48,
em dezembro de 2005, para 57, em dezembro de 2006.
Dentre esses indicadores, nove já validados foram considerados estratégicos
ao se adotar a ferramenta Balanced Scorecard (BSC) para o planejamento do Hospital
em 2006. Desses nove, quatro são indicadores de desfecho (epidemiológicos):
79
Relatório de Atividades
2006
mortalidade cirúrgica, reinternações em sete dias, infecções relacionadas a cateter
venoso central e infecções relacionadas a procedimentos urinários invasivos. Os
outros cinco são indicadores de processo (operacionais): cesáreas primárias,
cancelamento de cirurgias por causas hospitalares, ocupação das salas cirúrgicas,
aproveitamento dos consultórios e média de permanência. Os resultados de 2006
desses nove indicadores estão apresentados no item referente ao planejamento
estratégico.
Um grupo desses 57 indicadores corresponde àqueles mais abrangentes em
termos institucionais (mortalidade geral, grau de ocupação, taxa geral de cesáreas) e
seus resultados estão apresentados no capítulo 2 (Assistência); outros agrupamentos
de indicadores correspondem a aspectos específicos da qualidade assistencial
(infecção hospitalar, prescrição de medicamentos, cirurgias de câncer com ou sem
margens comprometidas) e seus resultados estão apresentados nos capítulos
referentes às comissões técnicas que os monitoram.
A tabela a seguir mostra o resultado de 2006, comparado com o de 2005, de
alguns indicadores representativos dos processos assistenciais mais importantes do
Hospital de Clínicas.
TABELA - 25.
INDICADORES DE PROCESSOS ASSISTENCIAIS
Processo
assistencial
2005
2006
Taxa de cancelamentos (geral)
16,32%
16,63%
Taxa de realização de overbooking
58,43%
65,07%
Taxa de reintervenção cirúrgica
2,57%
2,31%
Taxa de mortalidade cirúrgica
3,81%
4,05%
Taxa de mortalidade perioperatória
0,68%
0,68%
Consultas
Taxa de absenteísmo às consultas
11,66%
12,42%
ambulatoriais
Taxa de
oferecidas
84,22%
86,00%
...
29,6min
Cirurgias
Indicador
agendamento
das
consultas
Tempo médio de espera para início da
consulta*
Exames
Taxa de solicitação repetida de exames
3,91%
3,77%
laboratoriais
Taxa de exames normais (ambulatório)
61,43%
61,84%
Taxa
de
primeiros
(internação)
54,33%
58,01%
exames
normais
80
Relatório de Atividades
2006
Internações
Partos
Taxa de retorno à CTI em até 48 horas
4,07%
4,00%
Taxa de ocupação de Unidades de Convênio
69,70%
73,50%
Taxa de prematuridade
13,82%
13,16%
Mortalidade perinatal
5,48%
4,36%
Fonte: IG Assistencial/Hospital de Clínicas.
*Indicador homologado em 2006.
Oito indicadores de qualidade assistencial permaneciam em processo de
avaliação pelo Grupo de Trabalho dos Indicadores assistenciais em 31/12/2006:
Tempo médio de espera para interconsultas.
Tempo médio de espera pelo início da consulta (consultórios
especializados).
Tempo médio para emissão do laudo após a solicitação de exame de
traçado gráfico.
Tempo médio para emissão do laudo após a solicitação de exame
laboratorial.
Tempo médio para emissão do laudo após a solicitação de exame de
imagem).
Taxa de aproveitamento dos consultórios (consultórios especializados).
Taxa de aproveitamento dos consultórios (ambulatório geral).
Taxa de prescrição de enfermagem.
Esses oito indicadores, ainda sujeitos a alterações em sua definição, deverão
ser homologados em 2007 e compor a avaliação da qualidade assistencial somente a
partir desse ano.
2.2.15 PROGRAMA DE ACREDITAÇÃO HOSPITALAR
A gestão da qualidade assistencial, de acordo com o modelo adotado pelo
Hospital de Clínicas, pressupõe a adoção das melhores práticas, o entendimento de
que a responsabilidade por esta qualidade é coletiva, o uso de informações como
subsídio para todos os processos e a avaliação permanente. Várias são as formas de
avaliação utilizadas, desde as auditorias internas realizadas de forma permanente
81
Relatório de Atividades
2006
pelas diferentes Comissões até a adoção de variados instrumentos de avaliação
externa. Uma das modalidades de avaliação externa adotada é a Acreditação
Hospitalar.
O Clínicas participa do Programa Brasileiro de Acreditação Hospitalar,
coordenado pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), desde seu
lançamento, em 2000. O Hospital, depois de uma intensa preparação interna, foi
acreditado em Nível 1 (dos três níveis possíveis) em outubro de 2001, tendo sido o
primeiro hospital universitário brasileiro, o primeiro hospital de grande porte do
país e o primeiro hospital gaúcho acreditado pela ONA. Em 2003, o Hospital foi
novamente avaliado, tendo obtido o Nível 2 (Acreditado Pleno).
Em 2006, o Hospital foi avaliado por uma equipe de profissionais credenciada
pela ONA, que exigiu esforço contínuo do Comitê Coordenador da Acreditação e o
envolvimento de grande parte dos profissionais dos diferentes serviços e setores. O
Clínicas recebeu novamente o certificado de Acreditado Pleno (Nível 2) e já iniciou o
planejamento das mudanças e melhorias necessárias para obtenção do Nível 3, o que
está previsto para o início de 2007.
Para preparação e acompanhamento do processo de avaliação, foram
executadas as seguintes atividades:
Preparação e distribuição de cópias de capítulos do Manual da ONA e
do relatório de 2003 para todos os 48 setores a serem avaliados.
Visita de preparação e de auto-avaliação aos 44 setores previstos pelo
Manual.
Elaboração de relatório de auto-avaliação, tendo a equipe interna
considerado que 27 setores atendiam às exigências do Nível 3, oito
setores estavam muito próximos e os restantes ainda não atendiam a
estes critérios.
Divulgação das visitas de avaliação através de cartazes, banners e
mensagens.
Acompanhamento dos avaliadores durante a visita, que teve a duração
82
Relatório de Atividades
2006
de dez dias úteis, com oito horas de trabalho por dia.
Reuniões para avaliação do processo de acreditação e do desempenho
dos profissionais contratados, que não atenderam plenamente às
expectativas do Hospital.
Apresentação dos resultados e avaliações internos à Administração
Central e ao Conselho Diretor da Instituição.
Recebimento do relatório da empresa contratada, onde nove dos 44
setores atendiam aos requisitos necessários para obtenção do Nível 3.
2.2.16 PROGRAMA DE ATENÇÃO AOS PROBLEMAS DE BIOÉTICA
O Programa de Atenção aos Problemas de Bioética foi o primeiro Comitê de
Bioética a funcionar no Brasil, a partir de 1993. Desde então, têm sido desenvolvidas
atividades ininterruptas nas áreas de consultoria, capacitação e atendimento de
demandas específicas propostas pela comunidade assistencial do Hospital de
Clínicas.
Em 2006, foram realizadas reuniões mensais para discutir os casos mais
significativos e refletir sobre temas atuais na área de Bioética Clínica. Foram
atendidas consultorias geradas por profissionais de diversas áreas do Clínicas,
familiares e pacientes. O Programa manteve as atividades regulares desenvolvidas
junto ao Serviço de Pediatria, Unidade de Tratamento Intensivo Pediátrico, equipes
de internação hospitalar e Programa de Transtornos de Identidade de Gênero. Na
área de capacitação, ocorreu a participação semanal nas atividades de recepção dos
novos funcionários. Além desta, houve envolvimento de membros do Programa em
um treinamento institucional sobre privacidade e confidencialidade, tendo sido
treinados 222 funcionários das áreas administrativas, distribuídos em 16 turmas.
2.2.17 PROGRAMA DE PROTOCOLOS E ROTINAS ASSISTENCIAIS
No ano de 2006, uma das principais propostas do Programa de Protocolos e
Rotinas Assistenciais foi otimizar a disponibilização dos protocolos na Instituição e
fora dela, através de estratégias de divulgação na intranet e na Internet, resultando
em maior adesão dos protocolos por parte do corpo clínico.
83
Relatório de Atividades
2006
Dessa forma, permitiu-se aos profissionais do Clínicas um conhecimento
maior do trabalho do Programa, estimulando os serviços a buscarem assessoria para
a elaboração de novos protocolos. Além de continuar abordando doenças e
síndromes, referentes à internação hospitalar, o Programa de Protocolos expandiu-se
com outras propostas, como padronização da solicitação de exames, patologias de
tratamento ambulatorial e realização de procedimentos médicos. Buscou-se, da
mesma forma, a descentralização com maior autonomia dos serviços.
Atualmente dispomos de 33 protocolos assistenciais ativos. Os protocolos
mais utilizados na prática clínica, abrangendo as patologias e os procedimentos
hospitalares mais prevalentes na instituição, são listados a seguir:
- Acidente Vascular Encefálico
- Dor Torácica Aguda
- Síndrome Coronariana Aguda com e sem Supra-desnível ST
- Hemorragia Digestiva
- Insuficiência Cardíaca Congestiva
- Pneumonias Adquiridas na Comunidade
- Asma Aguda em Adultos
- Abdômen Agudo Não-traumático
- Tuberculose
- Tromboembolismo Pulmonar Agudo
- Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
- Diabetes Mellitus em Adultos
- Manejo da Neutropenia Febril
- Profilaxia de Trombose Venosa Profunda
- Prevenção da Perda de Função Renal na Internação
- Reposição Volêmica
- Transfusões de Sangue e Hemoderivados
- Acesso Vascular Central
84
Relatório de Atividades
2006
- Avaliação Pré-operatória
- Prevenção e Tratamento de Úlcera de Pressão
Estratégias para divulgação dos protocolos:
Na intranet do portal do Hospital:
- quinzenalmente, um protocolo ou rotina assistencial (novo ou antigo)
é discutido no portal;
- na divulgação, um texto é redigido pelo(s) serviço(s) ou por algum
líder local, salientando os aspectos chaves de cada protocolo;
- será realizada avaliação do impacto e intensidade do uso através do
número de acessos ao site, conteúdo sobre protocolos e links dos
artigos.
Na internet:
- acesso direto aos protocolos assistenciais da Instituição através da
página do Hospital de Clínicas, no link Assistência, mediante termo
de isenção de responsabilidade do usuário.
Realização da montagem de um mural com cartazes dos protocolos
assistenciais
pertinentes na
Unidade
Vascular
do
Serviço
de
Emergência e nas unidades de internação.
Divulgação dos protocolos e discussão nas reuniões específicas dos
serviços e com suas chefias de acordo com a especificidade de cada
protocolo.
Atividades realizadas em 2006:
Reuniões semanais para discussão e revisão dos protocolos.
Sete protocolos realizados no segundo semestre de 2005 foram
atualizados no sistema com disponibilização na intranet e internet na
nova versão.
Oito novos protocolos foram elaborados e disponibilizados no sistema:
- Dissecção Aórtica Aguda
85
Relatório de Atividades
2006
- Cateter Venoso Central
- Avaliação de Risco de Suicídio
- Tratamento de Adrenoleucodistrofia Ligada ao X
- Lipofuscinoses Ceróides
- Ataxias Isoladas
- Requisição de Eletroencefalograma
- Insônia
Em parceria com a CCIH, foi dado auxílio e suporte na elaboração de
dois novos protocolos (Pneumonias por Ventilação Mecânica e
Infecções Urinárias por Procedimentos Invasivos).
Foram realizadas reuniões com a Secretaria Municipal de Saúde em
apoio ao processo municipal de construção de fluxogramas de
atendimento em Cardiologia.
Foram realizadas auditorias dos protocolos de Hemorragia Digestiva
Alta e de Cirurgia Vascular Arterial para análise de indicadores clínicoassistenciais.
Foi feita a divulgação dos trabalhos de auditoria na Semana Científica
do Hospital de Clínicas através de três temas livres apresentados
(relativos à hemorragia digestiva alta, cirurgia vascular arterial e
acidente vascular encefálico).
2.2.18 SERVIÇO DE EMERGÊNCIA
O Serviço de Emergência consolidou, em 2006, sua sistemática assistencial
através do Protocolo de Triagem e Classificação de Risco baseado em critérios de
urgência e tempos de atendimento, resultando na qualificação dos serviços através
da atenção prioritária aos pacientes mais graves.
Com esta forma de atendimento, a Emergência consegue focar suas atividades
na assistência de pacientes graves, que é o propósito do serviço.
Os pacientes são classificados por cores, conforme a escala:
86
Relatório de Atividades
2006
Roxo: atendimento imediato
Vermelho: risco alto
Amarelo: risco intermediário
Verde: risco baixo
Em dezembro de 2006, o Serviço de Emergência comemorou um ano da
abertura da Unidade Vascular, área destinada ao atendimento de pacientes
portadores de patologias vasculares. A assistência prestada nesta área oportunizou a
atualização dos Protocolos Assistenciais da Dor Torácica, Síndrome Coronariana
Aguda, Acidente Vascular Cerebral e Patologias Carotídeas e de Aorta. Além disso, a
Unidade atendeu, ao longo do ano:
300 casos de dor torácica.
260 casos de acidente vascular cerebral (isquêmico/hemorrágico),
sendo que destes, 15% realizaram trombólise.
TABELA - 26.
TAXA DE MORTALIDADE
Ano
Taxa
Hospital de Clínicas
Taxa
Emergência
2005
4,55
2,84
2006
4,86
3,58
Fonte: IG/Hospital de Clínicas.
TABELA - 27.
ENTRADAS EM OBSERVAÇÃO / ALTAS
Ano
Ingressos em
salas de observação
Altas da
Emergência
2005
10.198
2.905
2006
10.531
3.846
Fonte: IG/Hospital de Clínicas.
87
Relatório de Atividades
2006
3
ENSINO
O Hospital de Clínicas é campo de atividades práticas curriculares e
extracurriculares para o ensino médio, de graduação e pós-graduação.
3.1
GRADUAÇÃO
Como Hospital Universitário da UFRGS, o Hospital de Clínicas recebe alunos
de nove cursos de graduação:
TABELA - 28.
CURSOS DE GRADUAÇÃO QUE ATUAM NO HOSPITAL
Curso
Unidade da UFRGS
Medicina
Faculdade de Medicina
Nutrição
Faculdade de Medicina
Enfermagem
Escola de Enfermagem
Odontologia
Faculdade de Odontologia
Farmácia
Faculdade de Farmácia
Psicologia
Instituto de Psicologia
Pedagogia
Faculdade de Educação
Ciências Biológicas
Instituto de Biociências
Educação Física
Escola Superior de Educação Física
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
TABELA - 29.
Nº DE ALUNOS
Ano
Cursos de Graduação da UFRGS que
atuam no Hospital de Clínicas
Nº alunos de
Graduação
2005
9
1.315
2006
9
1.484
Variação %
12,9%
Fonte: Comissões de Graduação das Unidades da UFRGS.
89
Relatório de Atividades
2006
3.2
PÓS-GRADUAÇÃO
Em nível de pós-graduação, sensu strictu, diversos cursos desenvolvem suas
atividades no Hospital.
TABELA - 30.
CURSOS COM ATIVIDADES NO HOSPITAL
Mestrado
Cursos
Doutorado
Alunos
Alunos
Diss.
Diss.
Alunos
Alunos
Teses
Teses
2005
2006
2005
2006
2005
2006
2005
2006
Cardiologia
18
59
12
7
11
23
5
9
Cirurgia
25
47
19
13
18
22
2
2
Clínica Médica
171
227
39
42
39
67
18
18
Endocrinologia
23
27
5
3
22
25
1
1
Epidemiologia
28
41
8
14
32
37
1
8
Gastroenterologia
15
16
1
5
8
14
3
2
Nefrologia
22
23
1
10
8
7
1
4
Pediatria
40
45
19
9
17
25
4
4
Pneumologia
21
30
7
7
18
27
10
10
Psiquiatria
21
29
8
2
18
19
2
1
384
544
119
112
191
266
47
59
Total
Variação %
41,7%
- 5,9%
39,3%
25,5%
Fonte: Comissões de Pós-Graduação da Faculdade de Medicina da UFRGS.
Em 2006, o Ministério da Saúde (MS), por intermédio do Departamento de
Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos DECIT/SCTIE convidou instituições de ensino e pesquisa interessadas em apresentar
proposta para realização de Curso de Especialização ou de Mestrado Profissional em
Gestão de Tecnologias em Saúde, a ser ministrado no biênio 2006/2007. O objetivo é
aprimorar a capacidade de aporte à tomada de decisão no processo de avaliação e
incorporação de tecnologia em saúde no Sistema Único de Saúde (SUS), em especial,
voltado aos profissionais de nível superior que atuam em uma das três esferas de
gestão do SUS, sendo dada preferência aos servidores públicos.
O projeto para mestrado profissional da Faculdade de Medicina/Programa de
Pós-Graduação em Epidemiologia da UFRGS em conjunto com o Hospital de
Clínicas de Porto Alegre obteve o primeiro lugar, após uma avaliação de um Comitê,
seguindo critérios pré-estabelecidos.
90
Relatório de Atividades
2006
3.3
RESIDÊNCIA MÉDICA
Os Programas de Residência Médica (PRM) são modalidades de ensino de
pós-graduação destinadas a médicos e caracterizadas por treinamento em serviço,
funcionando sob a responsabilidade de instituições de saúde, universitárias ou não,
com a orientação de profissionais médicos de elevada qualificação.
No Hospital de Clínicas de Porto Alegre, as vagas para residência são sempre
muito concorridas, sendo a Instituição do estado com maior número de candidatos.
Em 2006, seu Programa de Residência Médica contou com 40 especialidades
credenciadas junto à Comissão Nacional de Residência Médica do Ministério da
Educação (conforme tabela a seguir). No total, 314 médicos residentes fizeram sua
formação especializada no Hospital, sendo 130 como R/1, 120 como R/2, 62 como
R/3, dois como R/4.
TABELA - 31.
ESPECIALIDADES
MÉDICA
DO
PROGRAMA
DE
RESIDÊNCIA
Anestesiologia
Medicina de Família e Comunidade
Cancerologia
Medicina do Trabalho
Cancerologia Cirúrgica
Medicina Física e Reabilitação
Cancerologia Pediátrica
Medicina Intensiva
Cardiologia
Medicina Nuclear
Cirurgia do Aparelho Digestivo
Nefrologia
Cirurgia Geral
Neurocirurgia
Cirurgia Pediátrica
Neurologia
Cirurgia Plástica
Obstetrícia e Ginecologia
Cirurgia Torácica
Oftalmologia
Cirurgia Vascular
Ortopedia
Clínica Médica
Otorrinolaringologia
Coloproctologia
Patologia
Dermatologia
Pediatria
Endocrinologia
Pneumologia
Gastroenterologia
Psiquiatria
Genética Médica
Radiologia e Diagnóstico por Imagem
Hematologia e Hemoterapia
Radioterapia
Infectologia
Reumatologia
Mastologia
Urologia
Fonte: Comissão de Residência Médica do Hospital de Clínicas.
91
Relatório de Atividades
2006
Os mesmos desenvolveram atividades práticas, sob a forma de estágio
hospitalar supervisionado, cumprindo uma carga horária de 60 horas semanais,
incluindo um plantão de 24 horas. Nas atividades teóricas, Bioética, Ética Médica,
Metodologia Científica, Epidemiologia, Bioestatística, seminários e estágios fora dos
serviços, seguiram as normas estabelecidas de cada PRM, conforme Resoluções da
CNRM. Já as avaliações dos médicos residentes estão informatizadas e são realizadas
trimestralmente, assim como a dos programas e preceptores.
Para coordenar as atividades da área, o Hospital dispõe da Comissão de
Residência Médica (COREME), composta por 13 membros, sendo sete professores
(um é o coordenador) e seis médicos residentes, representantes de cada grande área
de atuação.
Em razão de não possuir professores em seu quadro de profissionais, o
Hospital vale-se de um convênio com a Fundação Médica do Rio Grande do Sul, que,
através de seus membros, tem a responsabilidade pela execução do Programa.
A Residência Médica não faz parte do currículo da graduação em Medicina,
conforme estabelece a Resolução nº 4, de 7 de novembro de 2001, da Câmara de
Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, que instituiu as Diretrizes
Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina. O médico, tão logo
recebe seu diploma de graduação, já se acha legalmente apto para o exercício pleno
da profissão. A Residência Médica, entretanto, é considerada como um complemento
quase mandatório à graduação, pois ainda que esta forneça um rico cabedal de
informações, não é suficiente para dar ao profissional a experiência de que necessita
para enfrentar com segurança as situações com que se defrontará no dia-a-dia da
prática médica.
A condição de estudante de graduação não permite, por razões de ordem
legal, que o futuro profissional execute, mesmo sob supervisão, determinados
procedimentos que são prerrogativas dos médicos formados. A Residência Médica
compensa esta limitação do ensino de graduação.
Além disso, o ensino de graduação está voltado basicamente para a formação
92
Relatório de Atividades
2006
de médicos generalistas. Aqueles que buscam uma especialização têm na Residência
a oportunidade de se iniciar na especialidade médica por eles escolhida. Com este
intuito, um médico pode candidatar-se a uma vaga de residente, após ter-se
graduado, e obter legalmente título de especialista.
O ensino da Medicina é eminentemente tutorial: desde que Hipócrates
estabeleceu as bases científicas da profissão, aprende-se Medicina observando-se
como a exerce alguém mais experiente e praticando-a sob a supervisão de alguém
nestas condições. Os médicos residentes já se acham legalmente aptos a praticar a
Medicina, mas desenvolvem suas aptidões, na prática, contando com a orientação de
preceptores que os acompanham e os supervisionam em suas atividades assistenciais
ao longo do período de duração da residência.
A preceptoria de médicos residentes é, portanto, indissociável da atividade
assistencial e deve ser exercida pelos membros de um corpo clínico envolvido nesta
atividade e comprometido com a sua qualidade.
No Hospital de Clínicas, regimentalmente, os professores da Faculdade de
Medicina da UFRGS não são funcionários do Hospital, no entanto, integram o seu
corpo clínico na condição de médicos assistentes. Cada um desses professores chefia
uma equipe médica, da qual fazem parte médicos contratados do Hospital e médicos
residentes.
Em função da sua condição de preceptor, o professor é o responsável técnico
pelos procedimentos realizados pela equipe que coordena. A produção assistencial
do Hospital de Clínicas está vinculada a estas equipes, que são designadas pelo nome
dos respectivos professores coordenadores. Tal responsabilidade técnica, inerente à
preceptoria e à atividade assistencial, é uma situação diferenciada que os professores
da área da Medicina têm em relação aos professores de outras áreas de ensino da
UFRGS.
A atividade assistencial é uma atividade típica de extensão, pois implica a
prestação de um serviço à população. Do mesmo modo, a preceptoria de médicos
residentes é uma atividade didática que transcende as tarefas didáticas e rotineiras
dos professores e, não sendo de graduação nem de pós-graduação sensu lato, está
93
Relatório de Atividades
2006
classificada como atividade de extensão, regularmente registrada junto à UFRGS.
Destaque-se ainda que, embora tenha como preceptores professores da
UFRGS, membros da Fundação Médica, o corpo de residentes do Programa de
Residência Médica do Hospital de Clínicas não é composto exclusivamente por
médicos graduados naquela Universidade: em alta proporção, são oriundos de
outras universidades e faculdades autônomas de Medicina, que concorrem à seleção
em pé de igualdade com os egressos da UFRGS, mediante processo seletivo público.
3.4
ENSINO MÉDIO
Além de atuar na graduação e pós-graduação, o Hospital de Clínicas mantém
a Escola Técnica em Enfermagem do Hospital de Clínicas e oferece estágio para
alunos de nível médio da Escola Estadual Técnica em Saúde.
3.4.1
ESCOLA TÉCNICA EM ENFERMAGEM
A Escola Técnica em Enfermagem tem como objetivo formar técnicos em
Enfermagem comprometidos com a saúde do ser humano e da coletividade nas
diversas fases do ciclo vital. Em 2006, formou 27 alunos e realizou processo seletivo
que resultou na composição de uma nova turma de 25 estudantes.
As atividades são planejadas de forma participativa, através da realização de
conselhos e reuniões pedagógicas, com o envolvimento de todos os segmentos da
Escola. Para qualificar permanentemente o ensino, o corpo docente participa em
eventos e cursos de aperfeiçoamento técnico, além de desenvolver pesquisas em
saúde e educação. Uma novidade em 2006 foi a criação do Grupo de Estudos
Pedagógicos, como espaço de reflexão e discussão entre a pedagoga e os enfermeiros
envolvidos nas atividades de educação em serviço.
Outra característica da Escola é a ampla integração com as atividades do
Hospital de Clínicas, através da participação dos professores e da pedagoga em
comissões, grupos de trabalho e consultorias. No último ano, por exemplo, estiveram
presentes na Comissão de Normas e Rotinas do Grupo de Enfermagem, nas
discussões sobre a residência integrada em saúde e no Programa de Prevenção e
Tratamento de Feridas, entre outros.
94
Relatório de Atividades
2006
Em 2006, a Escola Técnica em Enfermagem dedicou-se, ainda, à ampliação dos
espaços educativos oferecidos para os profissionais da saúde do Hospital de Clínicas,
resultando no acompanhamento e desenvolvimento de atividades de educação em
serviço para 66 funcionários recém-admitidos e na oferta de cursos na área de
enfermagem que beneficiaram 128 trabalhadores.
3.4.2
ESCOLA ESTADUAL TÉCNICA EM SAÚDE
A Escola Estadual Técnica em Saúde no Hospital de Clínicas foi criada em
1990, a partir de uma parceria entre a Secretaria de Educação do Estado do Rio
Grande do Sul e o Hospital de Clínicas, com o propósito de formar profissionais na
área da saúde, em especial a hospitalar.
Nestes 16 anos de atuação, a Escola tem procurado desenvolver uma educação
inovadora, através de uma proposta pedagógica que visa romper o modelo
mecanicista/tecnicista, ao encontro de uma prática capaz de agir/refletir não só na
dimensão técnica, mas abranger as dimensões humanas, políticas, éticas e sociais do
processo educativo.
Outro aspecto importante da proposta inicial da Escola foi a existência de um
Centro Cultural que propõe a realização de atividades culturais, artísticas e
comunitárias de alunos, professores e comunidade, complementando, apoiando e
expandindo o processo de aprendizagem, oportunizando ao aluno a construção de
seu “capital cultural”.
Atualmente, a Escola possui 773 alunos, nos cursos de Técnico em
Administração Hospitalar (186 alunos), Técnico em Patologia Clínica (188 alunos),
Técnico em Nutrição e Dietética (191 alunos) e Técnico em Radiologia
Radiodiagnóstico (208 alunos), turnos diurno e noturno. Semestralmente, são
disponibilizadas em torno de 240 vagas.
Além dos cursos técnicos, a Escola organizou, em parceria com o Hospital de
Clínicas, o Programa de Apoio Pedagógico, onde atuam sete professoras. A íntegra
do Programa está publicada no capítulo “Responsabilidade Social” do presente
Relatório.
95
Relatório de Atividades
2006
No ano de 2006, foram realizadas, no Centro Cultural, exposições de trabalhos
desenvolvidos pelos alunos nos seguintes temas:
Dia da Consciência Negra.
Meio Ambiente.
Aids.
Copa do Mundo.
Semana da Alimentação.
Também aconteceram, na Escola, as seguintes atividades:
V Fórum Cultural.
III Seminário de Radiologia, com apresentação de trabalhos de
conclusão.
IV Seminário Técnico de Radiologia da Escola Técnica em Saúde.
Apresentação dos trabalhos de conclusão na disciplina de Dietoterapia,
dos alunos do Curso Técnico em Nutrição e Dietética.
No Anfiteatro Carlos César Albuquerque do Hospital de Clínicas, houve
eventos coordenados por professores da Escola e profissionais do Hospital e
organizados pelos alunos formandos no segundo semestre de 2006:
O
IV Simpósio de Patologia Clínica.
11º Simpósio de Administração Hospitalar.
Simpósio
de
Administração
Hospitalar
constou
na
Revista
da
Superintendência do Ensino Profissionalizante como um dos eventos de destaque
realizados pelas Escolas Técnicas do Rio Grande do Sul.
Em 2006, a Escola também recebeu as seguintes distinções, pela participação
em atividades propostas por outras instituições:
O Instituto do Câncer Infantil do Rio Grande do Sul certificou a Escola
pela conquista do 3° lugar com maior número de inscrições na 13ª
Corrida pela Vida de 2006.
Troféu Escola Amiga do Instituto da Criança com Diabetes 2006.
96
Relatório de Atividades
2006
A Escola recebeu R$ 5 mil, em bônus, para serem gastos em livros para a
Biblioteca, por ter sido sorteada na promoção “Ler é Tudo”, projeto da Empresa
Jornalística Caldas Júnior e Banrisul, com apoio da Câmara Rio-grandense do Livro.
3.5
ESTÁGIOS
O estágio no Hospital de Clínicas tem como objetivo permitir o
aprofundamento dos conhecimentos teórico-práticos e a vivência de situações da
vida profissional, dando oportunidade ao aluno de questionar, discutir e propor
novas alternativas nos projetos e atividades em que está inserido. Em 2006, foram
aprovados e encaminhados às diversas áreas da Instituição 1.954 estagiários.
O gerenciamento desta área é feito pela Comissão de Estágios, que, durante o
ano de 2006, avaliou 25 solicitações de acordos de cooperação de estágios com outras
instituições e aprovou 11 (tabela a seguir). Destes, quatro eram novos convênios
referentes à Biomedicina (UFRGS), Educação Física (ULBRA), Pós-Graduação em
Enfermagem (UFRGS) e Radiologia/Radioterapia (Centro Cultural Educacional Saint
Germain/Porto Alegre).
TABELA - 32.
NÚMERO DE CONVÊNIOS AVALIADOS, APROVADOS E
EM ACOMPANHAMENTO
Convênios
Quantidade
Aprovados em 2006 e em acompanhamento
11
Solicitados em 2006 e em avaliação
14
Solicitados anteriormente a 2006 e em acompanhamento
27
Total
52
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
Durante o ano, foram acompanhados pela Comissão 379 bolsistas, antigos e
novos.
97
Relatório de Atividades
2006
TABELA - 33.
DISTRIBUIÇÃO DOS ESTAGIÁRIOS CONFORME O TIPO
DE ESTÁGIO E O ANO
Tipos de estágios
2004
2005
2006
Extracurricular com bolsa
370
397
379
Extracurricular sem bolsa
773
993
1.276
Curricular
248
281
299
Total
1.391
1.671
1.954
Variação %
2,7%
41,6%
14,4%
Fonte: Sistema Corporativo do Hospital de Clínicas – AGH.
No mesmo período, foram contabilizadas 337 bolsas-auxílio aprovadas pela
Administração Central, com um incremento de 70 bolsas comparativamente ao ano
de 2005, em um percentual de 26% .
TABELA - 34.
Bolsas
Variação %
DISTRIBUIÇÃO DAS BOLSAS-AUXÍLIO
2004
2005
2006
184
267
337
10,8%
45%
26%
Fonte: Comissão de Estágios do Hospital de Clínicas.
Na próxima tabela, encontra-se o investimento financeiro do Hospital de
Clínicas na contratação de estagiários extracurriculares com bolsa em 2006,
comparado com os dois anos prévios.
TABELA - 35.
Bolsas
Variação %
VALORES FINANCEIROS EMPREGADOS (EM R$)*
2004
2005
2006
423.120,00
613.920,00
962.400,00
10,7%
45%
56,7%
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
*Esses valores foram ponderados levando em conta a proporção das bolsas de níveis técnico (42%) e superior (58%)..
98
Relatório de Atividades
2006
3.6
CURSOS
DE
CAPACITAÇÃO
E
APERFEIÇOAMENTO
PARA
PROFISSIONAIS
O Programa Institucional de Cursos de Capacitação e Aperfeiçoamento para
Profissionais (PICCAP) tem como objetivo oportunizar cursos abertos à comunidade,
possibilitando aos profissionais ampliar sua formação.
No ano de 2006, foram encaminhados para análise e aprovação 22 novos
planos de cursos e participaram do Programa 87 profissionais oriundos de diversos
locais, inclusive de outros estados.
Os cursos foram desenvolvidos nas seguintes áreas: Dermatologia, Pediatria,
Neurologia,
Oftalmologia,
Ortopedia
e
Traumatologia,
Medicina
Nuclear,
Otorrinolaringologia, Nutrição e Dietética, Patologia Clínica, Cirurgia Plástica,
Nutrologia, Nefrologia, Farmácia, Cirurgia Torácica, Imunologia, Serviço Social,
Anestesiologia, Recreação Terapêutica, Genética Médica e Enfermagem em Centro
Cirúrgico.
Neste ano, informações sobre os cursos passaram a ser disponibilizadas na
internet, propiciando maior divulgação das oportunidades de capacitação e
aperfeiçoamento profissional ao público externo.
3.7
GRAND ROUND, SESSÃO ANATOMOCLÍNICA E ESTUDOS CLÍNICOS
Atividades de discussão coletiva da avaliação clínica dos pacientes e debate
sobre questões relacionadas a condutas assistenciais, tecnologias e rotinas
institucionais.
TABELA - 36.
ATIVIDADES REALIZADAS
Atividades
Temas
Grand Round
Parada cardíaca
Perdas e ganhos em Medicina
Tratando pacientes invisíveis – da abstração ao concreto: o papel do
profissional de saúde na doação de órgãos e de tecidos para transplante
Derrame pleural complicado: a síndrome de sexta-feira
Rastreamento e prevenção do câncer de próstata
Abordagem atual das bronquiectasias
Obesidade: alternativas terapêuticas
Síndrome coronariana aguda sem supra
Parto e cesariana: perdas e ganho
99
Relatório de Atividades
2006
Sessão
Anatomoclínica
Estudos Clínicos
em Enfermagem
Acidente punctório
Transtorno bipolar
Arritmias cardíacas
Check up: quais as evidências
Alto risco de câncer de mama
Nevos e melanoma
Hematúria
Doença celíaca
A importância da biologia molecular na prática clínica atual: carcinoma
medular de tireóide
Hipovitaminose D
TPET: Uma nova perspectiva do enfisema pulmonar
RNM e CT MULTISLICE
Terapia celular em cardiologia: a cura das cardiopatias
Hepatotoxicidade RHZ
Mesa-redonda: Dor hospitalar, manejo na prática
Paciente com neoplasia gástrica operada chega na emergência com sonolência
e confusão mental
Paciente com Sida chega na emergência com cefaléia e vômitos
Paciente em tratamento de linfoma, com neutropenia febril, desenvolve lesões
pulmonares e cerebrais
Paciente com síndrome nefrótica interna para investigação
Paciente com poliartrite e linfadenopatia cervical evolui com insuficiência
respiratória
Paciente transplantado renal evolui com dor torácica e parada
cardiorrespiratória
Homem com hepatoesplenomegalia e emagrecimento a esclarecer
Mulher, 99 anos, interna com infiltrado pulmonar. Evolui com insuficiência
respiratória e óbito
Usuária do CAPS com processo de pensamento alterado encaminhada à
internação
Paciente oncológico com deglutição prejudicada
Tensão do papel do cuidador
Risco para comportamento infantil desorganizado
Paciente crítico com capacidade adaptativa intracraniana diminuída
Intolerância à atividade em paciente adulto com dor torácica
Déficit de conhecimento relacionado à gestação
Paciente em pós-operatório de cirurgia neurológica com síndrome do desuso
Risco para lesão pelo posicionamento perioperatório
Fonte: Seção de Eventos do Hospital de Clínicas.
100
Relatório de Atividades
2006
4
PESQUISA
O desenvolvimento das atividades de pesquisa constitui um dos mais
importantes objetivos institucionais. O Grupo de Pesquisa e Pós-graduação (GPPG),
criado em 1989, coordena as atividades de pesquisa realizadas na Instituição,
definindo as políticas institucionais de pesquisa em consonância com a Missão
Institucional e oferecendo apoio financeiro e infra-estrutura. O GPPG propicia a
integração do ensino e da pesquisa com a assistência, com o objetivo de buscar a
liderança acadêmica na saúde através do desenvolvimento de novos conhecimentos
para o progresso técnico-científico na área médica. Desta forma, os projetos de
pesquisa desenvolvidos no Hospital têm vinculação direta com a vocação e a
competência institucional: a assistência à saúde em suas múltiplas dimensões.
Com este enfoque, o GPPG priorizou, no ano de 2006:
O fomento a grupos de pesquisa através da melhoria na infra-estrutura
de equipamentos dos laboratórios compartilhados e da instalação da
área de Apoio Administrativo à Pesquisa.
A alocação de áreas físicas adequadas às reais necessidades dos grupos
de pesquisa já consolidados na Instituição, com a instalação de novos
laboratórios temáticos no Centro de Pesquisas.
A criação de estrutura própria para Pesquisa Clínica envolvendo
pessoas, processos e recursos físicos.
A inserção do Hospital de Clínicas na Política Nacional de C&T para a
pesquisa clínica.
A realização de consultorias nas áreas de Epidemiologia e Estatística,
totalizando 1.743 consultorias.
101
Relatório de Atividades
2006
4.1
CENTRO DE PESQUISAS
As atividades coordenadas e desenvolvidas pelo GPPG no Centro de
Pesquisas, com foco nas prioridades mencionadas anteriormente, obtiveram como
resultados:
Instalação do Laboratório de Pesquisa em Ginecologia e Obstetrícia
Molecular (Laboratório temático).
Instalação do Laboratório de Pesquisa em Bioética e Ética na Ciência
(laboratório compartilhado).
Aquisição de equipamentos para os laboratórios compartilhados
através da aprovação de projetos institucionais pela Financiadora de
Estudos e Projetos (FINEP), conforme tabela a seguir:
TABELA - 37.
AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS VERBA FINEP 2006
Equipamentos
Valor (R$)
Leitora de Elisa
54.000,00
Centrífuga
16.573,00
Caixas para experimentação
Total
6.554,00
77.127,00
Fonte: Centro de Pesquisas/GPPG/Hospital de Clínicas.
Adicionalmente, diversos investimentos foram realizados com recursos
próprios do Fundo de Incentivo à Pesquisa e Eventos (FIPE) para manutenção e
melhoria da infra-estrutura existente, tais como: instalação de ar-condicionado
central no segundo andar do Centro, aquisição de racks e caixas para
acondicionamento de amostras biológicas em freezer -80 C, conserto de
equipamentos e aquisição e instalação de equipamentos de segurança para o prédio.
Com as ações realizadas, o Centro de Pesquisas possui, atualmente, seis
laboratórios compartilhados e 18 laboratórios temáticos em funcionamento.
102
Relatório de Atividades
2006
4.2
CENTRO DE PESQUISA CLÍNICA
O caráter multi e interdisciplinar do Hospital de ensino está inscrito nas linhas
de pesquisa desenvolvidas em caráter acadêmico e nas vinculadas a patrocínio
privado. Com o objetivo de consolidar o papel do Hospital como um centro de
referência dedicado às diversas etapas de estudos clínico-epidemiológicos, com
ênfase nos ensaios clínicos de fármacos, procedimentos e equipamentos em saúde,
em estreita consonância com as políticas de saúde do país, está sendo desenvolvido o
Centro de Pesquisa Clínica.
Este Centro partiu da proposta de implantação da Unidade de Pesquisa
Clínica do Hospital de Clínicas, dentro de uma iniciativa da Secretaria de Ciência e
Tecnologia do Ministério da Saúde de constituir uma Rede Nacional de Pesquisa
Clínica. Em um consórcio regional de pesquisa clínica com a participação do Hospital
Universitário da Universidade Federal de Santa Maria e da Universidade Federal de
Pelotas, o Hospital de Clínicas é membro fundador da Rede Nacional.
O projeto contempla a ampliação e centralização das atividades de pesquisa
clínica na instituição, a partir da consolidação de área física. Esta Unidade será a base
para o Centro de Pesquisa Clínica, além de abrigar uma Unidade de Epidemiologia
dedicada ao Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA), núcleos de apoio a
pesquisadores e atividades de ensino, como o Programa de Pós-graduação em
Gestão de Tecnologia em Saúde.
TABELA - 38.
VALORES CAPTADOS / EDITAL FINEP 2006
Fontes
Valor (R$)
Edital 04/2005 UPC – FINEP
1.751.658,50
Bolsas MCT/FINEP/CNPq
Edital 04/2005 UPC
Edital 01/2005- MCT/FINEP
Ampliação UPC p/ CPC
Infra-estrutura área de ensino - MP
MCT/FINEP
Total
506.343,24
600.000,00
162.000,00
3.020.001,70
Fonte: Centro de Pesquisas/GPPG/Hospital de Clínicas.
103
Relatório de Atividades
2006
Como parte deste projeto, foi implantada a Zona Ambulatorial de Pesquisa
(ZAP), em março de 2006, com o objetivo de atender à realização de procedimentos
de investigação e diagnósticos em regime ambulatorial relacionados com os projetos
de pesquisa clínica em uma área de 200 metros quadrados.
TABELA - 39.
INDICADORES DA ZONA AMBULATORIAL DE PESQUISA
Indicadores
Número de consultas
Quantidade
2.654
Número de projetos em andamento
41
Número de serviços com atuação na ZAP
16
Fonte: ZAP/GPPG/Hospital de Clínicas.
4.3
REDE NACIONAL DE PESQUISA CLÍNICA
Os Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia criaram a Rede Nacional de
Pesquisa Clínica (RNPC), com o objetivo de consolidar a pesquisa clínica nos
hospitais de ensino, priorizando o efetivo comprometimento destas unidades com as
necessidades de saúde do país e com as prioridades da política nacional de saúde.
Em 2006, o Centro de Pesquisa Clínica do Hospital de Clínicas foi escolhido, pelos 19
demais membros da RNPC, como coordenador da Rede Nacional de Pesquisa
Clínica.
A Rede também prevê o desenvolvimento de diretrizes de boas práticas de
pesquisa clínica e de tecnologias gerenciais voltadas às unidades de pesquisa clínica
dos 19 centros participantes no Brasil, bem como o desenvolvimento de projetos
colaborativos. No ano de 2006, o Hospital de Clínicas organizou o 5º Encontro
Nacional da Rede de Pesquisa Clínica, com a temática “Conflito de Interesse: da
Pesquisa à Prática Clínica”, contando com 242 participantes.
4.4
DESENVOLVIMENTO E TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA
O Serviço de Engenharia Biomédica do Grupo de Pesquisa e Pós-Graduação
fornece suporte de hardware, software, modelamento e simulação para os diversos
grupos de pós-graduação que atuam no Hospital. Além destas atividades já
consolidadas ao longo dos anos, este setor passou a atuar também na descrição
104
Relatório de Atividades
2006
técnica dos equipamentos de alta complexidade. A renovação do parque de
máquinas usadas no diagnóstico exigiu um suporte mais qualificado na escolha das
técnicas, fornecedores e assistência técnica de equipamentos tais como aceleradores
lineares, ecógrafos, sistemas de radiologia telecomandados, equipamentos de
medicina nuclear (SPECT) e outros. Esta tarefa é realizada em estreita parceria com
os futuros usuários/clientes dos mesmos, maximizando o desempenho e reduzindo
os custos do processo.
4.5
COMISSÕES CIENTÍFICA E DE PESQUISA E ÉTICA EM SAÚDE
As comissões Científica e de Pesquisa e Ética em Saúde são responsáveis pela
avaliação ética e metodológica dos projetos de pesquisa desenvolvidos no Hospital
de Clínicas. Em 2006, foram submetidos 669 projetos de pesquisa para análise destas
comissões, totalizando 5.952 projetos submetidos desde 1989. Em 2005, haviam sido
submetidos 636 projetos para avaliação das comissões e em 2004, 505 projetos.
TABELA - 40.
NÚMERO DE PROJETOS SUBMETIDOS À AVALIAÇÃO
Nº de projetos
submetidos
%
Pesquisa em seres humanos
516
77
Pesquisa em base de dados
60
9,0
Pesquisa em animais
36
5,4
Pesquisa em material biológico
31
4,7
Projetos de desenvolvimento
15
2,3
Uso compassivo
11
1,6
Total
669
100
Tipos de projetos
Fonte: GPPG/Hospital de Clínicas.
4.6
SEMANA CIENTÍFICA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS
Em 2006, foi realizada a 26ª Semana Científica do Hospital de Clínicas, que é
um evento destinado à avaliação e divulgação dos trabalhos científicos
desenvolvidos nas diversas áreas do conhecimento. Este evento visa, também,
promover a participação de estudantes e oportunizar o encontro de pesquisadores,
buscando o aperfeiçoamento das práticas acadêmicas e a qualificação da produção
científica.
105
Relatório de Atividades
2006
A realização da Semana Científica e a publicação dos resumos proporcionam
uma visão do cotidiano da pesquisa na Instituição, da qualidade da produção
científica e técnica desenvolvida em seu âmbito. Os resumos foram publicados na
Revista do Hospital de Clínicas, suplemento 1, 2006. Com isso, o Hospital de
Clínicas, em consonância com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, renova
o exercício da sua função social e científica e, ao mesmo tempo, revela a capacidade
empreendedora das lideranças e dos grupos de pesquisa para suplantar dificuldades
e investir seu esforço em pesquisa.
TABELA - 41.
INDICADORES DA 26ª
HOSPITAL DE CLÍNICAS
Indicadores
SEMANA
CIENTÍFICA
DO
Quantidade
Avaliadores para resumos
104
Avaliadores para pôsteres
50
Participantes
2.098
Inscrições em palestras e cursos
6.025
Trabalhos inscritos
936
Trabalhos selecionados para apresentação oral
40
Fonte: Seção de Eventos do Hospital de Clínicas.
4.7
REVISTA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS
A Revista do Hospital de Clínicas e da Faculdade de Medicina da UFRGS
(FAMED/UFRGS) teve a sua primeira edição em 1981, com periodicidade
quadrimestral, tornando-se desde então, ininterruptamente, um veículo de
disseminação de resultados de pesquisa. Hoje, a Revista do Hospital de Clínicas já
está no seu volume 26 e é produzida em parceria com a Fundação Médica do RS. Seu
conteúdo encontra-se disponível para consulta on line no portal do Hospital, a partir
do volume 20, em formato pdf.
O Grupo de Pesquisa e Pós-Graduação, através dos editores e da Comissão
Editorial, é o responsável pela política editorial, seleção de artigos e gerenciamento
do fluxo de artigos até o envio para a Fundação Médica, que é a responsável pelo
encaminhamento para editoração, impressão e distribuição. A ferramenta “Sistema
Eletrônico de Editoração de Revistas” (SEER) está em fase de implantação, visando à
106
Relatório de Atividades
2006
informatização do processo editorial. Desta forma, juntamente com os demais
periódicos científicos da UFRGS, a Revista terá todo o processo editorial, desde a
submissão de artigos até a sua editoração por meio eletrônico, hospedado em um
servidor da UFRGS. O primeiro volume de acesso totalmente eletrônico está previsto
para março de 2007, com o volume 27(1). A melhoria do padrão editorial colocará a
Revista do Hospital de Clínicas no cenário científico nacional.
TABELA - 42.
INDICADORES DA REVISTA
CLÍNICAS/FAMED- UFRGS
DO
HOSPITAL
Ano
Nº de artigos
submetidos
Nº de artigos
publicados
Nº de fascículos
editados
2005
52
38
07
2006
50
47
05
DE
Fonte: GPPG/Hospital de Clínicas.
4.8
GRUPOS DE PESQUISA CADASTRADOS NO CNPQ E BOLSAS DE
INICIAÇÃO CIENTÍFICA
Os Grupos de Pesquisa cadastrados no Conselho Nacional de Pesquisa
(CNPq) são um instrumento fundamental não só para as atividades de fomento, mas,
também, para tratamento e difusão das informações necessárias à gestão de políticas
de ciência e tecnologia. Estão disponíveis no banco de cadastro de Grupos de
Pesquisa do CNPq informações quanto a pesquisadores e demais envolvidos com
pesquisa na Instituição, as linhas de pesquisa que desenvolvem e o envolvimento
destes grupos com os programas de pós-graduação. Atualmente, desenvolvem
atividades de pesquisa no Hospital de Clínicas 21 pesquisadores que possuem bolsas
de Produtividade em Pesquisa (PQ) do CNPq, sendo 14 da área da Medicina, três da
Genética, três da Biofísica, Bioquímica, Farmacologia, Fisiologia e Neurociência e um
da Psicologia e Serviço Social.
TABELA - 43.
GRUPOS DE PESQUISA CERTIFICADOS PELO HOSPITAL
DE CLÍNICAS E CADASTRADOS NO CNPQ
Ano
Nº grupos
2002
02
2004
05
2006
17
Fonte: Censos do CNPq realizados em 2002, 2004 e 2006.
107
Relatório de Atividades
2006
Em 2006, o Hospital contou, ainda, com 34 bolsas do Programa de Iniciação
Científica do CNPq, tendo um acréscimo de nove bolsas em relação ao ano de 2005.
Além desses, desenvolveram também atividades de pesquisa no Hospital alunos de
iniciação científica que, através de outras unidades da UFRGS, obtiveram bolsas da
Pró-Reitoria de Pesquisa (PROPESQ), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio
Grande do Sul (FAPERGS) ou da Fundação Médica do Rio Grande do Sul (FMRS).
4.9
FUNDO DE INCENTIVO À PESQUISA E EVENTOS
O Fundo de Incentivo à Pesquisa e Eventos (FIPE) do Hospital de Clínicas tem
como objetivo apoiar financeiramente projetos de pesquisa e desenvolvimento
realizados no âmbito da Instituição, desde 1984. Os recursos do FIPE são constituídos
por 0,8% das receitas provenientes do faturamento dos serviços hospitalares, da
arrecadação de 7% sobre o orçamento de pesquisas com patrocínio privado, além de
outros recursos arrecadados junto a órgãos financiadores e demais instituições.
No ano de 2006 o FIPE apoiou um número recorde de projetos, chegando à
quantidade de 243 projetos apoiados, num valor financeiro total de R$884.042,79. A
tabela a seguir mostra detalhadamente as rubricas apoiadas pelo FIPE em 2006. O
percentual de projetos com patrocínio privado, os quais fazem o repasse de 7% da
sua receita ao FIPE, aumentou 3%, passando de 12% em 2005 a 15% em 2006. Este foi
o maior percentual desde 1998.
TABELA - 44.
PERCENTUAL DE RUBRICAS APOIADAS PELO FIPE
Rubrica
Material de consumo
Exames no Hospital de Clínicas
Serviços no Centro de Pesquisas
Outros
Taxa de inscrição em congressos internacionais
Publicações
Consultas no Hospital de Clínicas
Eventos
Material permanente
Serviços de farmácia
Serviços de terceiros
Revisão de prontuários
Apoio (%)
43
24
7
7
5
5
2
2
2
1
1
1
Fonte: FIPE/Hospital de Clínicas.
108
Relatório de Atividades
2006
5
RESPONSABILIDADE SOCIAL
Através de diversas iniciativas o Hospital de Clínicas amplia sua ação social
visando contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa, sem
desigualdades e com sustentabilidade.
5.1
APOIO PEDAGÓGICO
O Programa de Apoio Pedagógico (PAP) é desenvolvido em parceria com a
Secretaria Estadual de Educação e com a Escola Estadual Técnica em Saúde, desde
agosto de 1990.
O PAP tem como objetivo proporcionar à criança e ao adolescente
hospitalizado na Pediatria, Hematologia, Oncologia Pediátrica e Psiquiatria Infantojuvenil, bem como aos usuários que freqüentam o Centro de Atenção Psicossocial
(CAPS),
a
possibilidade
de
construir
o
conhecimento
através
de
um
acompanhamento pedagógico que valorize as relações afetivas, sociais e culturais, a
fim de estabelecer, manter ou resgatar o vínculo com a instituição escolar a que
pertence, evitando, assim, evasões escolares. Também visa garantir o cumprimento
do artigo 9 do Estatuto da Criança e do Adolescente Hospitalizados, no que se refere
ao “direito de desfrutar de alguma forma de recreação, programas de educação para
a saúde, acompanhamento do currículo escolar durante a sua permanência
hospitalar”, e enriquecer o contexto hospital/família/escola, ampliando as
possibilidades de interlocução entre os mesmos.
Os alunos que freqüentam o CAPS infantil fazem uso do laboratório de
informática da Escola, para consulta, produção textual e conhecimento do mundo
virtual. Participam, ainda, de visitações e passeios relativos a datas comemorativas e
eventos no município de Porto Alegre.
109
Relatório de Atividades
2006
No CAPS adulto, objetiva-se desenvolver a autonomia (consciência para se
auto-cuidar) e criar possibilidades variadas dentro da inclusão social (ressignificação
da vida e auto-estima), sem perder de vista as necessidades funcionais e clínicas de
cada indivíduo. Para tanto, os alunos são deslocados do CAPS para a biblioteca e
laboratório de informática da Escola, onde desenvolvem atividades que possibilitem
a inserção no campo de trabalho e o contato com a informatização e a realidade
escolar. Além disso, faz-se um trabalho de alfabetização desde o letramento até
problemas de escrita e de fala, viabilizando a convivência em qualquer grupo, sem se
sentir rejeitado ou diminuído por não saber ler/escrever/compreender.
TABELA - 45.
ATENDIMENTOS EM 2006
Unidades de atendimento
Nº alunos/pacientes
Pediatria – 10º Sul
274
Adolescentes Psiquiatria – 6º Sul
166
Oncologia Pediátrica – 3º Leste
347
Hematologia
69
Centro de Atenção Psicossocial – CAPS (Adulto)
374
Centro de Atenção Psicossocial – CAPS (Infantil)
70
Total
1.300
Fonte: Programa de Apoio Pedagógico do Hospital de Clínicas.
5.2
PROTEÇÃO À CRIANÇA
O Programa de Proteção à Criança (PPC) é desenvolvido por uma equipe
interdisciplinar composta por profissionais das áreas de Serviço Social, Psicologia,
Enfermagem, Pediatria, Psiquiatria e Recreação, além da participação voluntária de
uma procuradora de Justiça. Tem como objetivo principal atender as crianças com
suspeita ou confirmação de violência, bem como suas famílias, com fins de avaliação,
diagnóstico, tratamento e encaminhamentos pertinentes e cada situação.
As avaliações ocorrem através de entrevistas individuais e em grupo e de
visitas domiciliares. O Programa também tem a preocupação em realizar contatos e
encaminhamentos a recursos da rede de apoio social, de saúde, educacional e legal
na qual a criança e a família estão inseridas, buscando evitar a reincidência da
110
Relatório de Atividades
2006
situação de violência. Todos os casos são discutidos pela equipe interdisciplinar em
reuniões semanais, nas quais são estabelecidos planos de intervenção e definidas
condutas. Paralelamente, ocorrem oficinas como modalidade de tratamento para
enfrentamento à violência no círculo familiar. O PPC responde, ainda, pela
implantação e execução do Relatório Individual de Notificação de Agravos à
Violência (RINAV), da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde da Secretaria
Municipal de Saúde, e promove palestras e treinamentos sobre o tema para
profissionais da saúde.
Em 2006, foram avaliados 68 pacientes. Destes, 49 configuraram-se como casos
novos de suspeita de violência, sendo confirmados 42. Todas as situações tiveram
encaminhamento legal (Conselho Tutelar, Promotoria da Infância e Juventude,
Juizado da Infância e Juventude), realizando um trabalho conjunto com esses órgãos
e respeitando aquilo que preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente.
5.3
HUMANIZAÇÃO NA ASSISTÊNCIA
O Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) busca a sensibilização de todas
as áreas da Instituição para uma reflexão que procure estabelecer práticas
humanizadoras. Apoiado nos dispositivos propostos pela Política Nacional de
Humanização (PNH), pretende desenvolver ações que melhorem a qualidade nas
relações e no atendimento de trabalhadores e usuários.
Dos oito dispositivos preconizados pela Política (Ambiência, Acolhimento,
GTH, Valorização da Saúde do Trabalhador, Visitas Abertas, Redes Sociais, Clínica
Ampliada, Gestão Participativa e Co-gestão), os quatro primeiros foram priorizados
e vêm sendo consolidados nas diferentes áreas da Instituição.
A identificação das ações prioritárias dá-se através da rede de contatos
formada, que atualmente compõe-se de 23 áreas, e de outros espaços de escuta, como
o L-Humanização (lista de correio eletrônico para troca de informações, sugestões e
opiniões).
Dessa demanda, surgiram algumas ações que foram implementadas nesse ano
ou que estão sendo desenvolvidas nos locais vinculados à rede de contatos.
111
Relatório de Atividades
2006
As principais atividades realizadas em 2006 e seus resultados foram:
Dispositivos sendo implementados em diferentes áreas:
- Acolhimento - Emergência, Unidade Básica de Saúde, Centro
Obstétrico, Zona 14 (coleta de exames).
- Grupo de Trabalho de Humanização – Institucional.
- Valorização da Saúde dos Trabalhadores – Institucional.
- Ambiência – Institucional.
Sensibilização das áreas:
- Campanha
Institucional
Pró-humanização
(textos,
folhetos
e
cartazes).
- I Encontro Pró-Humanização do Hospital de Clínicas, com presença
dos Doutores da Alegria (200 participantes).
Estruturação da rede de contatos:
- Vinte e três pontos da rede de contatos.
- 1º e 2º Encontro da Rede de Contatos Pró-Humanização (55
participantes).
Produção Científica:
- Produção de cinco pôsteres para apresentação em eventos na
Instituição (26ª Semana Científica e na Semana de Enfermagem) e em
eventos externos (II Seminário Estadual da Política de Humanização
da Assistência à Saúde e SOBRAGEM).
- Publicação do artigo: “Contextualizando a Política Nacional de
Humanização: a experiência de um hospital universitário“ no Boletim
em Saúde, v. 20, n. 2.
- Desenvolvimento de projeto-piloto na Pediatria: “Avaliação das
Ações Humanizadoras Desenvolvidas na Pediatria do Hospital de
Clínicas”.
112
Relatório de Atividades
2006
Ações desenvolvidas:
- Implementação do acolhimento na Unidade Básica de Saúde do
Hospital de Clínicas (UBS).
- Reorganização do ambiente físico e revisão dos Procedimentos
Operacionais Padrão (POPs) do Morgue.
- Reuniões com Associações Interprofissionais e elaboração da Carta de
Intenções Pró-Humanização.
- Implantação dos métodos não-farmacológicos para alívio da dor pela
equipe de enfermagem e disponibilidade de analgesia para 100% das
pacientes obstétricas.
- Criação de espaços de trabalho adequados às necessidades dos
funcionários; funcionário capacitado para o atendimento dos
funcionários em afastamento do trabalho pelo SUS e pelo Programa
de Reabilitação; acolhimento dos novos funcionários do Hospital.
- Projeto de atendimento lúdico para pacientes em atendimento na
emergência (adulto e infantil).
- Melhorias na sala de espera do Serviço de Medicina Ocupacional
(SMO): televisão e revistas.
- Implantação dos Diálogos de Segurança, encontros nas áreas de
trabalho onde, juntamente com a equipe multidisciplinar, os
trabalhadores buscam refletir sobre a segurança no trabalho.
- Obras, nas áreas envolvidas na rede de contatos, que impactaram na
melhoria das condições de atendimento e de trabalho. Continuidade
da reforma da Emergência. Reforma da recepção do Centro Cirúrgico
Ambulatorial, da recepção da Radiologia, dos vestiários no subsolo
(masculino e feminino), das salas de passagem de plantão nas
unidades
e
do
CTI.
Troca
paulatina
dos
monitores
dos
microcomputadores das áreas de recepção do Hospital e criação do
refeitório de acompanhantes de pacientes.
113
Relatório de Atividades
2006
Criação de canais de contato: lista L-Humanização e links nos itens
Espaço Aberto e Ouvidoria da intranet. Nestes, foram atendidas 38
ocorrências.
Divulgação externa do trabalho de humanização realizado no Hospital
de Clínicas:
- Atividade de Extensão Pró-humanização, realizada na Escola de
Enfermagem – UFRGS.
- Representação junto aos Apoiadores da PNH, pelo Ministério da
Saúde.
- Encontro com os Apoiadores da PNH – RS.
5.4
GRUPO DE VOLUNTARIADO
Em 1982, chegou ao Hospital de Clínicas um grupo de senhoras para realizar
um trabalho voluntário junto ao setor de Patologia Mamária. Este trabalho consistia
em doar próteses, lenços, gorros e, ainda, emprestar perucas para aqueles pacientes
em tratamento quimioterápico. Com o passar dos anos, novas pessoas foram se
agregando a este grupo e, em 1991, foi fundada a Legião Assistencial de Apoio ao
Paciente de Câncer (LAAPAC). Esta passou a atuar de forma mais efetiva junto às
pacientes do Setor de Mastologia, até que, em 1998, foi reconhecida como o
voluntariado oficial do Hospital de Clínicas, visitando então todos os setores
existentes neste Hospital.
O princípio dos voluntários e voluntárias da LAAPAC é inspirado na ética,
amor, carinho, atenção, amizade, respeito, companheirismo e fraternidade. A
entidade é regida por um Código de Responsabilidade, Estatuto e Regimento
Interno, sendo formada por voluntários que constituem a diretoria, o conselho
superior, as coordenadorias e um quadro social que conta, atualmente, com 120
associados. Atuando sem fins lucrativos, possui como missão buscar sempre a
perfeição no trabalho, aprimorando a relação entre conhecimentos científicos e
humanos, de forma a propiciar momentos de lazer, de conforto e de alegria a todos
os pacientes atendidos.
114
Relatório de Atividades
2006
Tem como objetivo dar apoio moral e material aos pacientes em tratamento no
Hospital de Clínicas, quer estejam baixados ou em suas residências, procurando
aliviar as angústias e a dor de quem passa por este momento tão delicado, dandolhes a coragem de que precisam para lutar contra a doença.
Conforme o Código de Responsabilidade da LAAPAC, as atividades são
realizadas por todos os voluntários. Existe uma programação fixa, distribuindo os
voluntários em grupos.
TABELA - 46.
ATIVIDADES REALIZADAS
Grupos
Atendimentos
Visitas ao leito
15.269
Apoio à quimioterapia de adultos
2.648
Apoio à quimioterapia pediátrica
836
Apoio à radioterapia
315
Apoio à hemodiálise
827
Apoio à Unidade Tratamento Intensivo (UTI)
372
Apoio à Unidade Tratamento Intensivo Pediátrico (UTIP)
927
Apoio à Mastologia
782
Apoio às crianças da oncologia pediátrica
975
Grupo da Dor
137
Oficinas de artesanato
42
Fonte: LAAPAC/Hospital de Clínicas.
Além desses programas, também, são realizados outros auxílios:
Grupo de costura: tem finalidade de confeccionar próteses de uso
externo para mulheres mastectomizadas.
Grupo de plantão: tem como objetivo fornecer informações sobre o
trabalho voluntário desenvolvido, bem como atender aos pacientes que
solicitam doações de próteses mamárias, perucas e lenços.
Registro de solicitações: são recebidas ligações do posto de
Enfermagem solicitando visitas pontuais a pacientes (35 visitas),
doações de roupas (220 pacientes atendidos) e doações de objetos de
higiene pessoal (127 pacientes atendidos).
115
Relatório de Atividades
2006
5.5
ATENDIMENTO LÚDICO-TERAPÊUTICO
O Serviço de Recreação Terapêutica do Hospital de Clínicas é reconhecido
pela comunidade interna e externa por ser pioneiro no atendimento lúdico a
pacientes clínicos, cirúrgicos e psiquiátricos.
Aplicando
o
conceito
de
atenção
integral
em
saúde,
contribui
significativamente para a recuperação e diminuição do tempo de internação e
constitui uma estratégia eficiente na humanização da assistência e das relações entre
familiares, pacientes e equipes.
As atividades e programas lúdicos são desenvolvidos por profissionais e
acadêmicos das áreas de Educação Física, Pedagogia e Terapia Ocupacional e têm
por objetivo amenizar os efeitos da hospitalização, proporcionando a alegria que
advém do brincar, que é a medida autocurativa mais natural que acompanha o ser
humano da infância até a maturidade.
Para isso, o Serviço oferece três amplas salas de recreação, equipadas com
jogos, brinquedos, revistas, livros e equipamentos eletrônicos, localizadas nas
Unidades de Oncologia Pediátrica, Internação Pediátrica e Internação Adulta. Além
do atendimento nas salas, os pacientes restritos ao quarto e leito também recebem a
visita dos recreacionistas que adaptam as atividades às limitações impostas pela
doença ou tratamento.
No Centro de Atenção Psicossocial de Adultos e Infantil, o atendimento lúdico
e ocupacional tem lugar de destaque no tratamento de pacientes portadores de
doença mental.
Complementando as ações assistenciais e atendendo às demandas, o grupo
realiza várias outras atividades, que estão descritas a seguir.
116
Relatório de Atividades
2006
TABELA - 47.
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELO SERVIÇO
RECREAÇÃO TERAPÊUTICA NO HOSPITAL
Programa
DE
Descrição
Atendimentos
Sala de Recreação
Pediátrica
(10º andar)
Atende a pacientes da Unidade de Internação Pediátrica,
oferecendo
atividades
lúdicas,
estimulando
a
sociabilização e facilitando a adaptação à rotina hospitalar.
10.032
Sala de Recreação
Oncologia Pediátrica
(3º Leste)
Freqüentada por pacientes oncológicos de 0 a 18 anos,
oferece atividades lúdicas–terapêuticas adaptadas aos
interesses e limitações dos pacientes.
3.420
Sala de Recreação
para adolescentes,
adultos e idosos
(8º andar)
Oferece atendimento através de uma diversificada
programação lúdica, possibilitando aos pacientes e seus
familiares o alívio de tensões, o desenvolvimento, a
adaptação de habilidades não afetadas pela doença, a
elevação da auto-estima e a melhoria da qualidade de vida
enquanto hospitalizados.
7.900
Centro de Atenção
Psicossocial de
Adultos
Destina-se a acolher pacientes com transtornos mentais,
estimulando a integração sociocultural e apoiando as
iniciativas de busca de autonomia. As atividades são
centradas em tarefas ocupacionais e lúdicas.
2.960
Centro de Atenção
Psicossocial Infantil
Atende a crianças e adolescentes em tratamento
psiquiátrico ambulatorial dentro de um espaço onde são
disponibilizadas atividades lúdicas e oficinas visando à
reinserção social.
2.880
Unidade de
Tratamento Intensivo
Pediátrico - UTIP
Realizado de forma sistemática, atende às necessidades dos
pacientes, utilizando recursos de som/imagem, contação
de histórias, atividades manuais e jogos.
780
Pacientes pediátricos
restritos ao
leito/quarto
Visando amenizar os efeitos da internação para pacientes
impossibilitados de saírem do quarto/leito, são oferecidos
às crianças brinquedos e atividades manuais dirigidas e
contação de histórias, proporcionando-lhes alegria e
entretenimento.
2.223
Pacientes adultos
restritos ao
leito/quarto
O envolvimento em atividades de leitura, trabalhos
manuais ou jogos possibilita ao paciente ocupar o tempo
ocioso aliviando tensões. Desenvolver habilidades que não
foram prejudicadas pela doença contribui com o processo
de recuperação.
934
Programa de
assistência aos pais da
Pediatria
(Grupo de Pais)
Reuniões semanais com o objetivo de esclarecer dúvidas,
amenizar ansiedades, orientar quanto às patologias e
rotinas e contribuir com a qualificação dos pais para os
cuidados junto a seus filhos hospitalizados.
223
Espaço recreativo no
Bloco Cirúrgico e
Centro Cirúrgico
Ambulatorial
Espaço lúdico organizado em parceria com a equipe de
Enfermagem na sala de preparo do Bloco Cirúrgico e no
Centro Cirúrgico Ambulatorial, para atender crianças que
aguardam cirurgia. Tem por objetivo aliviar o stress e a
ansiedade da criança e seus pais, gerados pela espera no
pré-cirúrgico.
353
117
Relatório de Atividades
2006
Atendimento lúdico
no CTI adulto, áreas I
e II
Como estímulo à melhora física e emocional, pacientes
recebem atendimento lúdico através de atividades
adaptadas às suas possibilidades e interesses.
380
Ambulatório de
Quimioterapia
Atividade desenvolvida com pacientes em tratamento
quimioterápico (crianças e adolescentes), respeitando os
limites e possibilidades terapêuticas de cada um.
978
Unidade de
Transplante de
Medula Óssea
Atendimento sistemático a pacientes submetidos à
transplante de medula óssea. Visa ocupar seu tempo ocioso
com atividades que o gratifiquem, adaptadas às suas
necessidades e limitações.
1.180
Atendimento lúdico
na Unidade Básica de
Saúde
Atendimento preventivo em saúde com grupos de idosos
e gestantes. São desenvolvidas atividades físicas e
recreativas.
740
Projeto “Momento do
bebê”
Destinado a crianças de até 36 meses, busca, através da
atividade lúdica, proporcionar um ambiente estimulador,
favorecendo o vínculo mãe-bebê- cuidador-equipe.
471
Projeto “Era uma vez
a visita da fantasia”
Em parceria com a Faculdade de Comunicação e
Biblioteconomia da UFRGS, oferece momentos de contação
de histórias para crianças e seus acompanhantes,
preparadas por acadêmicos, utilizando como recursos,
além do livro, o teatro de fantoches, bonecos de vara etc.
1.232
Projeto “Pintando o
sete na Emergência”
Através do oferecimento de materiais de desenho e
pintura, as crianças ocupam de forma lúdica o tempo
estressante de espera para atendimento.
513
Projeto “Biblioteca
viva em hospitais”
Iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com a
Fundação Abrinq, tem como objetivo a inclusão da leitura
como ação humanizadora. Contando com a participação de
funcionários do Hospital de Clínicas e voluntários,
estimula o hábito da leitura e a criatividade, permitindo ao
ouvinte liberar fantasias.
1.106
Projeto “Espaço de
Disponibiliza aos pacientes hospitalizados e a seus
leitura Tabajara Ruas” familiares o acesso à leitura, ocupando o tempo livre da
internação com uma atividade prazerosa.
920
Projeto “Criando com
palitos”
Atividade de criatividade realizada semanalmente nas
unidades de Oncologia Pediátrica e Pediatria, com
materiais (palitos de picolé coloridos) oferecidos pela
Companhia de Alimentos Kibon.
888
Projeto “Sarau no
Hospital”
Atividade de Extensão Universitária realizada em parceria
com o Departamento de Música da UFRGS no qual,
semanalmente, são realizados recitais nas Unidades de
Internação Pediátrica e Oncologia Pediátrica, com o
objetivo de desenvolver o gosto pela música erudita.
604
Festas e
comemorações
Em 2006, foram comemoradas as principais festas:
Carnaval, Páscoa, São João e Natal, com a participação de
pacientes, familiares e equipes envolvidas.
Fonte: Serviço de Recreação Terapêutica do Hospital de Clínicas.
118
Relatório de Atividades
2006
5.6
CASA DE APOIO
Com 54 leitos, a Casa de Apoio oferece alojamento para crianças e
adolescentes de 0 a 18 anos que estejam em tratamento ambulatorial ou internados
no Hospital de Clínicas, bem como para seus familiares. Trata-se, normalmente, de
pessoas de baixa renda vindas do interior gaúcho ou de outras regiões do país, que
são acolhidas em um ambiente saudável, confortável, seguro e de estímulo à
sociabilidade e à cidadania.
TABELA - 48.
ATENDIMENTOS REALIZADOS
Serviço
Oncologia Pediátrica
Transplante de Medula Óssea
Unidade de Tratamento Intensivo Neonatologia
Unidade de Tratamento Intensivo Pediatria
Nº de atendimentos
1.590
378
217
242
Pediatria – 10º andar
447
Ambulatório
649
Outros
Total
29
3.552
Fonte: Casa de Apoio do Hospital de Clínicas.
Antes ligada à área de Serviços Gerais, em outubro de 2006 a Casa de Apoio
passou a ser administrada pelo Serviço Social do Hospital de Clínicas, com
mudanças na área física e em seu gerenciamento.
Para o seu funcionamento, a Casa de Apoio conta com a colaboração de
voluntários e profissionais ligados ao Instituto do Câncer Infantil, com o qual
trabalha em parceria desde sua inauguração. Conta ainda com a participação de
prestadores de serviço à comunidade, provenientes do convênio firmado entre o
Hospital de Clínicas e a Vara de Execuções de Penas e Medidas Alternativas.
Em 2006, a Casa de Apoio passou a ser, também, campo de estágio
extracurricular para alunos das faculdades de Serviço Social.
119
Relatório de Atividades
2006
5.7
BANCO DE LEITE HUMANO
Em 2006, o Banco de Leite Humano do Hospital de Clínicas atendeu 100% das
nutrizes com recém-nascidos internados na Instituição, cumprindo plenamente o
compromisso da promoção e incentivo ao aleitamento materno, na condição de
Hospital Amigo da Criança, desde 1997.
Diariamente, o Banco de Leite Humano realiza atividades de orientação às
mães (pacientes e funcionárias do Hospital) sobre a importância da amamentação e
sobre a retirada, armazenamento e conservação do leite materno. A equipe do Banco
também mantém e estimula a lactação das mães afastadas dos filhos, por internações
próprias ou de seus bebês, e presta atendimento às mães de recém-nascidos baixados
na Unidade de Internação Neonatal que estejam recebendo leite por copinho ou
sonda. As nutrizes funcionárias do Hospital são, ainda, incentivadas a manter a
lactação por um período mais prolongado.
Por outro lado, o Banco de Leite Humano, focado em seguir os Dez Passos
para o Sucesso do Aleitamento Materno (Hospital Amigo da Criança) preconizados
pelo UNICEF, possui uma linha telefônica direta, o Disque-amamentação, para o
atendimento aos públicos interno e externo, 24 horas por dia. Através deste serviço,
são esclarecidas dúvidas relacionadas à amamentação e, sempre que necessário,
feitos
encaminhamentos
a
atendimentos
individualizados,
prestados
por
nutricionista e/ou enfermeira consultora em aleitamento materno. Toda puérpera, na
alta hospitalar, recebe um cartão com os números do serviço: 2101.8161 (telefone
localizado no Banco, com ligações recebidas pelas atendentes de alimentação) e
2101.8000 (para acesso ao bip da amamentação, que fica sempre com uma das
consultoras). Em 2006, o Disque-amamentação realizou 259 atendimentos telefônicos.
Outros dados relativos ao total de atendimentos prestados pelo Banco de Leite
Humano em 2006 podem ser conferidos na tabela a seguir.
120
Relatório de Atividades
2006
TABELA - 49.
PRODUÇÃO DO BANCO DE LEITE
Indicadores
Total
Média/mês
Média/dia
Nº de atendimentos – pacientes
12.888
1.074
36
Volume de leite (em ml) – pacientes
848.330
70.694
2.356
Nº de atendimentos – funcionários
1.206
101
3
Volume de leite (em ml) – funcionários
138.717
11.560
385
Total de atendimentos
14.094
1.175
39
Volume total de leite (em ml)
987.047
82.254
2.742
Volume de leite pasteurizado (em ml)
64.509
5.376
179
Fonte: Banco de Leite Humano do Hospital de Clínicas.
5.8
FARMÁCIA DE PROGRAMAS ESPECIAIS
A Farmácia de Programas Especiais (FAPE), localizada no ambulatório do
Hospital de Clínicas, tem por objetivo a dispensação de medicamentos especiais,
dentre eles os anti-retrovirais, antiinfecciosos e preservativos do Programa de
Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (SICLOM) do Ministério da Saúde;
medicamentos oncológicos e imunoterápicos para pacientes do ambulatório de
Quimioterapia com tratamento domiciliar; medicamentos excepcionais, como
morfina e metadona, para o Centro de Referência da Dor; e toxina botulínica para os
Centros de Referência de Espasticidade e Distonias.
A FAPE atende, em média, 120 pacientes por dia. Presta informações e
orientações sobre os medicamentos, visando à segurança do tratamento e ao
resultado terapêutico, assim como adesão à terapia e restabelecimento da saúde dos
pacientes, buscando sempre o uso racional de medicamentos. Foram prestadas
orientações farmacêuticas a 1.230 pacientes durante o ano de 2006.
Através da parceria com a Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do
Sul, também realiza cadastramento e dispensação de medicamentos para os pacientes
em acompanhamento e tratamento clínico nos Centros de Referência do Hospital de
Clínicas.
Em convênio com o Ministério da Saúde, a FAPE distribui, através da
Secretaria Estadual da Saúde, preservativos para os pacientes HIV positivo e para a
121
Relatório de Atividades
2006
população em geral. Em 2006, foram distribuídos 124.000 preservativos.
A FAPE proporciona, ainda, um espaço para o crescimento, tanto pessoal
como profissional, para os estudantes do curso de Farmácia.
TABELA - 50.
NÚMERO DE ATENDIMENTOS
PROGRAMAS ESPECIAIS
Medicamentos
NA
FARMÁCIA
Número de atendimentos
Anti-retrovirais e antiinfecciosos (SICLOM)
14.056
Medicamentos oncológicos (quimio-ambulatorial
domiciliar)
9.452
Morfina/metadona (Centro de Referência da Dor)
1.031
Toxina botulínica (Centros de Referência de
Espasticidades e Distonias)
Total
DE
157
24.696
Fonte: Relatório de produtividade da FAPE.
5.9
CONSULTORIA ESCOLAR
A disciplina de Consultoria Escolar é uma atividade do Curso de
Especialização em Psiquiatria, do Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da
Faculdade de Medicina da UFRGS e do Programa de Residência Médica em
Psiquiatria do Hospital de Clínicas.
Tem por objetivo geral habilitar o psiquiatra em formação a desempenhar o
papel de agente de saúde mental na instituição escolar, possibilitando um contato
inicial com esse tipo de atividade de prevenção.
Em 2006, foram atendidas pelo programa quatro escolas da rede pública
estadual e uma federal:
Escola Estadual de Ensino Fundamental Dom Pedro I
Escola Estadual de Ensino Fundamental Luciana de Abreu
Escola Estadual de Ensino Fundamental São Francisco de Assis
Escola Estadual Técnica de Saúde no Hospital de Clínicas de Porto
Alegre
Colégio de Aplicação da UFRGS
122
Relatório de Atividades
2006
Os residentes/cursistas reúnem-se semanalmente, nas próprias escolas, com
as equipes designadas por elas. Cada aluno participou durante um semestre da
atividade, discutindo casos de alunos-problema e aspectos da dinâmica escolar,
favorecendo a implementação de medidas de prevenção primária e secundária na
comunidade escolar atendida pelo programa, com a supervisão semanal de
professores do Departamento e convidados. Ao final do ano, representantes das
escolas participaram de uma reunião de avaliação com os coordenadores do
Programa e mostraram-se satisfeitos com o trabalho realizado, manifestando
interesse de continuar recebendo a contribuição dos psiquiatras em formação.
5.10 OUVIDORIA
Através da Ouvidoria, os usuários e a comunidade interna do Hospital de
Clínicas podem registrar reclamações, críticas, sugestões e elogios, para que a
Instituição conheça as opiniões e demandas do público e esteja em permanente busca
da melhoria de seus serviços. O setor recebe e documenta as manifestações – feitas
pessoalmente, por e-mail, fax, telefone ou carta –, encaminha-as para as áreas
competentes e acompanha as manifestações até sua solução, além de dar retorno aos
usuários, esclarecendo determinadas situações ou, em outras, informando quais as
medidas adotadas.
Na sua atuação em defesa dos direitos do cidadão e da sociedade, a Ouvidoria
recebeu, em 2006, 2.082 manifestações, sendo 80,60% de usuários e 19,40% de
funcionários. Deste total, 81% foram respondidas e 19% se encontram em
andamento. Os tipos de manifestações podem ser observados na tabela a seguir:
TABELA - 51.
COMPARATIVO DAS MANIFESTAÇÕES RECEBIDAS
Tipos de manifestações
2005*
2006
Reclamações
811
895
Orientações
274
699
Sugestões
131
271
Elogios
99
217
Informações
74**
-
Total
1.389
2.082
Fonte: Sistema Qualitor - Relatórios de Ouvidoria do Hospital de Clínicas.
*Os dados referentes a 2005 compreendem os meses de março a dezembro.
**A partir de setembro/2005 as informações passaram a ser encaminhadas a outro canal de comunicação - Fale Conosco.
123
Relatório de Atividades
2006
O encaminhamento das reclamações e sugestões gerou diversas melhorias,
algumas em implementação e outras já implementadas ao longo do ano. Entre estas
últimas, destacam-se:
Alterações no sistema de agendamento de exames fonoaudiológicos,
diferenciando adultos e crianças.
Estabelecimento de rotina de chamada de equipe cirúrgica para
atendimento de pacientes em pós-operatório que procuram a
Emergência.
Fixação de funcionário específico para coleta de material para exames
de pacientes de convênios e funcionários.
Acréscimo da exigência de Carteira de Identidade, no formulário de
requisição de biópsia, evitando o cancelamento do procedimento.
Intermediação para a concretização de alta de pacientes de longa
permanência.
Proposta de orientação aos profissionais da saúde através de pareceres
solicitados à Comissão de Ética Médica sobre sigilo profissional e
atendimento a pacientes com intercorrências agudas nos ambulatórios.
Destaque, no Protocolo de Entrega de Laudo de Internação, em negrito,
da frase “A internação dependerá da disponibilidade de leitos no dia” e
colocação de cartazes no Setor de Admissão, no sentido de facilitar a
justificativa de cancelamento de cirurgia.
Proposta de elaboração de protocolo referente à doação de cadáver
para a Faculdade de Medicina da UFRGS.
Informatização do boletim da situação atual dos pacientes da
Emergência.
Intermediação
junto
à
Caixa
Econômica
Federal,
Serviço
de
Ambulatório e Comissão de Prontuários visando à padronização do
atestado para liberação do FGTS a pacientes portadores de doenças
complexas.
124
Relatório de Atividades
2006
Elaboração de Protocolo de risco de suicídio junto à Comissão de
Humanização e Serviço de Psiquiatria.
Discussão, junto à Administração Central, sobre rotina de extravio de
prótese no Hospital e seu ressarcimento.
Inclusão do nome do responsável pelo paciente no aviso de alta.
Acréscimo do nome do responsável legal de pacientes dependentes e
autorização da divulgação do CID nos atestados fornecidos.
Solicitação de colocação de grades nas janelas do banheiro do CTI
visando evitar tentativa de suicídio dos familiares.
Implementação de “atendimento de porta” (informações, receitas,
atestado, laudos) em alguns serviços ambulatoriais.
Implementação do acolhimento (Zona 14) realizado por profissional
realocado, repercutindo em redução de conflitos e maior satisfação do
usuário.
Distribuição de revistas para pacientes que aguardam consulta e/ou
exames na Emergência.
Aquisição de cadeiras de rodas especiais para crianças portadoras de
deficiência.
Criação de espaço externo para descanso de não-fumantes.
Disponibilização da lista de ramais internos na intranet.
Elaboração de normas pertinentes ao uso adequado do refeitório.
Colocação de torradeira de pão no refeitório.
Aprimoramento do atendimento dos taxistas aos usuários da
Instituição e conseqüente Prêmio Top of Mind 2006, concedido pelo
INBRAP (Instituto Brasileiro de Pesquisa de Opinião Pública) ao
Condomínio Ponto Fixo Táxi Hospital de Clínicas.
Liberação de estacionamento para doadores de sangue junto ao Banco
de Sangue do Hospital.
125
Relatório de Atividades
2006
Ampliação do horário de acesso ao estacionamento da Rua São Manoel.
Revisão dos processos de atendimento e ambiência do Morgue.
Melhoria da ambiência da Sala de Gesso e da Fisiatria, através de
doação de obra de arte por paciente.
Informação antecipada de cancelamento de cirurgia pela equipe.
Implantação da distribuição de senhas para agendamento de exames
radiológicos.
Implantação de rotina para acionamento de médicos patologistas nos
casos
de
realização
de
congelação
de
peças
para
exames
transoperatórios.
Melhoria das condições de hotelaria (ar condicionado, TV, telefone,
roupeiros novos e pintura) da Unidade de Internação do 4º Sul.
Cadastramento de pneumologistas junto ao Centro de Saúde Modelo,
cujas receitas permitem a liberação de medicamentos a pacientes do
Hospital.
Liberação de acesso pela Rua São Manoel para pacientes especiais
vinculados à Fundação de Proteção Especial, que são atendidos no
CAPS mediante identificação e comprovação de consulta.
Colocação de placas de sinalização em diversos setores do Hospital.
Colocação de placas de silêncio no CTI.
Identificação nos elevadores, com placas informativas, a respeito do
transporte de cargas.
Intensificação na sinalização do prédio garagem, com colocação de
mais placas indicativas.
Fixação de cartazes informativos com a localização do Banco de
Sangue.
Implementação da caixa de sugestão no setor de convênios.
Colocação de cabides nos banheiros masculinos das áreas públicas.
126
Relatório de Atividades
2006
5.11 GESTÃO DO RELACIONAMENTO COM O CLIENTE
O Grupo de Gestão do Relacionamento com o Cliente (GGRC) desenvolveu,
durante o ano de 2006, atividades relacionadas à Pesquisa de Satisfação de Clientes
do Hospital de Clínicas, procurando aprimorar o método utilizado e acompanhar as
melhorias implementadas nas diferentes áreas. Os questionários são preenchidos,
espontaneamente, pelos clientes em 51 áreas do Hospital. Acadêmicos da UFRGS
coletam estes formulários, operacionalizam o tratamento dos dados e elaboram
relatórios para as áreas. As informações são disponibilizadas para os gerentes,
mensalmente, através do Sistema de Informações Gerenciais. O sistema possibilita a
visualização dos dados desde julho de 2005, permitindo o acompanhamento e
comparação em diferentes períodos de um mesmo setor e também entre setores.
Os elogios, críticas e sugestões registrados nos formulários são encaminhados
às áreas envolvidas para conhecimento e manifestação quando a situação o exigir.
Também existe um sistema de retorno para aqueles clientes que assinam o
formulário e informam o número do telefone para contato.
A opinião do cliente com relação ao atendimento recebido tem sido um dos
focos de atenção do planejamento estratégico do Hospital. No painel de controle do
BSC, ela encontra-se contemplada na perspectiva 2.3 “Referência em qualidade
percebida”.
A pesquisa utiliza dois instrumentos de coleta: um para os clientes da área
ambulatorial e outro para os da internação.
Pesquisa de satisfação do cliente na área de internação
A pesquisa de satisfação do cliente teve 10.164 questionários respondidos no
ano de 2006, com uma média de 847 por mês. Para um universo de 23.348 altas, isso
indica que 43,5% dos pacientes que tiveram alta do Hospital preencheram o
formulário da pesquisa de opinião, demonstrando a participação ativa dos clientes
na avaliação dos serviços.
127
Relatório de Atividades
2006
Observando o comportamento das respostas da pesquisa à pergunta genérica:
“Como você classifica o atendimento recebido durante esta internação?”, verifica-se
que os índices mensais apresentam uma variação de escore no grau ótimo entre
69,98% e 79,18%. Ao longo do ano, os serviços buscaram implementar melhorias,
como, por exemplo, mudanças nos processos do serviço de higienização e limpeza,
solicitação de substituição de colchões para maior conforto, alteração no horário de
visita para avós, dentre outros. Também está sendo realizado um processo educativo
junto às equipes das unidades de internação com o objetivo de motivá-las ao
desenvolvimento de suas atividades cada vez mais com foco no cliente, orientadas
pelos resultados da pesquisa.
Cabe ressaltar que o valor médio anual de 74,44% de respostas no grau ótimo
representa uma boa avaliação, mas ainda não corresponde à meta institucional de
atingir os 80%, o que significa mais um estímulo à permanente implementação de
melhorias para atingir tal resultado.
Quando se analisam os resultados a partir do somatório dos escores ótimo e
bom, constata-se que em praticamente todos os atributos são obtidos valores acima
dos 90%, excetuando a avaliação da alimentação e do Serviço de Emergência. Outra
observação é de que, nos depoimentos registrados no espaço livre do formulário
(questão aberta), constata-se a ocorrência de cerca de 70% de elogios e 30% de
críticas.
Pesquisa de satisfação do cliente na área ambulatorial
A pesquisa de satisfação do cliente na área ambulatorial teve, em 2006, pela
primeira vez, um acompanhamento mensal, ao longo dos 12 meses do ano. Assim
como na pesquisa realizada na área de internação, os dados estão disponibilizados
aos gestores através do IG.
A pesquisa teve 7.706 questionários respondidos, com uma média de 642 por
mês. Atualmente, 30 áreas de serviços a pacientes ambulatoriais estão mensurando a
satisfação do cliente.
A avaliação do atendimento de forma geral obteve um escore médio de 44,20%
de respostas no grau ótimo e de 35,80% no grau bom. Isto totaliza 80% no somatório
128
Relatório de Atividades
2006
das respostas ótimo e bom de satisfação, evidenciando o alcance da meta
institucional estabelecida para esta área.
As informações obtidas através da pesquisa subsidiaram o trabalho dos
profissionais dos setores envolvidos na elaboração de um projeto de reformulação do
ambulatório, incluindo proposta de melhorias na área física e reformulação de
processos de atendimento, a ser implementado. Também foi observada melhoria na
satisfação com relação ao Serviço de Higienização, que implementou mudanças no
ano de 2005, as quais se refletiram em aumento da satisfação em 2006.
O quesito tempo de espera, embora com percentuais um pouco melhores com
relação ao ano anterior (2005=43,63%), ainda permanece com escores aquém do
desejado, com conceito ótimo+bom de 46,26% .
5.12 GESTÃO AMBIENTAL
Como Instituição socialmente responsável, o Hospital de Clínicas realiza
diversas ações que contribuem para a diminuição do impacto ambiental de sua
atuação.
Apesar de estar em permanente crescimento – o que inclui a necessidade de
construção de novos espaços físicos –, o Hospital preserva uma área verde de 51 mil
metros quadrados e possui 861 árvores de 54 espécies em seu terreno.
Os diferentes tipos das quase quatro toneladas de resíduos produzidos
diariamente na Instituição são segregados na fonte geradora, de acordo com o grupo
ao qual pertencem:
Resíduos biológicos são tratados por autoclavagem e dispostos em
aterro sanitário.
Resíduos comuns são encaminhados para aterro sanitário.
Resíduos recicláveis são destinados a usinas de reciclagem.
Resíduos químicos seguem para disposição final em aterro industrial.
Alguns desses materiais e sua destinação estão descritos a seguir:
129
Relatório de Atividades
2006
Envio dos resíduos orgânicos (sobras alimentares) à suinocultura , para
transformação em ração animal.
Encaminhamento de vidros, plásticos, papéis, papelão e papéis
sigilosos a uma empresa de reciclagem.
Encaminhamento do óleo de cozinha para uma empresa, onde é
aproveitado na fabricação de ração animal.
Repasse das sucatas de metal para seleção e aproveitamento na
fabricação de grades, lixeiras e churrasqueiras.
Encaminhamento dos líquidos resultantes de revelação de filmes
radiológicos para retirada da prata e neutralização do produto restante.
Envio dos cartuchos de toner das máquinas da Gráfica para o
fabricante do produto, que os reaproveita.
Encaminhamento
de
termômetros
de
mercúrio
quebrados
ao
fabricante.
Envio de lâmpadas fluorescentes quebradas e/ou queimadas para
reaproveitamento do mercúrio e reciclagem do vidro.
Adequando-se a recentes resoluções (306 – ANVISA/2004 e 358 –
CONAMA/2005), o Clínicas criou a Comissão Interna de Gestão Ambiental, com as
atribuições de promover ações educativas, de treinamento e conscientização voltadas
à preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental na área do Hospital.
Esta Comissão passou a responder, também, pela definição das políticas e diretrizes
do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), bem como
por sua implementação, acompanhamento e avaliação.
Este Plano, elaborado em 2003 e atualizado anualmente, conforme a nova
legislação, está baseado no princípio dos 3R – redução, reutilização e reciclagem – e
visa à preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente. Neste
contexto, foi aprimorado o manejo de resíduos, com a adoção de uma nova
classificação para segregação e adequação dos coletores. Também ocorreu a
130
Relatório de Atividades
2006
contratação de empresas especializadas em coleta, tratamento e destinação final de
resíduos especiais do grupo A (biológicos).
As principais ações e resultados obtidos em 2006 foram:
Instalação de 389 lixeiras com pedal, com capacidade para 50 e 30 litros.
Adequação do processo de tratamento interno dos resíduos da
Patologia Clínica.
Testagem do ácido peracético como alternativa para a desinfecção de
equipamentos hospitalares, já que este é menos tóxico para pacientes e
profissionais e não causa impacto ao meio ambiente.
Aquisição de 75 monitores de LCD (consomem a metade da energia
dos monitores tradicionais e não tem emissão de raio X).
Instalação de aproximadamente
aparelhos de ar condicionado
40 splits em substituição aos
tradicionais (menor consumo de
energia).
Colocação de bancos de polipropileno (ecológicos) entre as árvores.
Redução de 18% no consumo de água em relação ao ano de 2005.
Graças ao sistema fechado e informatizado de abastecimento de
detergente nas máquinas de lavagem de roupas, redução de consumo
do produto na ordem de 34,81%.
Troca de produtos na área de limpeza de peças e substituindo produtos
derivados de petróleo por produtos sintéticos (ecológicos).
Instalação, no sistema de caldeiras, de atenuadores de ruídos nos
ventiladores, obtendo-se redução de 10 decibéis.
O Hospital de Clínicas mantém o Programa de Educação Continuada em
Gerenciamento de Resíduos, que integra informações sobre gestão ambiental em
diversos eventos institucionais, tanto nos encontros de integração de novos
funcionários, médicos residentes e estudantes quanto em cursos especiais para
funcionários do Serviço de Higienização e outros trabalhadores das áreas de apoio.
131
Relatório de Atividades
2006
São realizadas, ainda, campanhas para informar e conscientizar sobre o correto
descarte de resíduos de serviços de saúde.
Este Programa atende tanto a comunidade interna (funcionários, pacientes e
familiares) quanto a externa, através da participação nas campanhas como:
“O dia interamericano de limpeza e cidadania” (DIADESOL), que
possui como objetivo sensibilizar a sociedade civil acerca da
importância de manter limpas casas, cidades, estradas e lugares de
passeio. O DIADESOL é uma iniciativa promovida pela Organização
Pan-americana da Saúde (OPAS) e Associação Interamericana de
Engenharia Sanitária e Ambiental (AIDIS).
“Mostra RS - Iniciativa Social”, evento que reúne organizações do 1°, 2°
e 3° setores envolvidos com a promoção social e melhoria da qualidade
de vida na sociedade, buscando desenvolvimento social sustentável.
Nela são apresentadas experiências e ações voltadas para as iniciativas
sociais, dando visibilidade a estas ações e divulgando as marcas das
empresas responsáveis.
O Hospital de Clínicas também participou, em 2006, do “Seminário de
Sensibilização para Criação do Fórum Estadual de Produção mais limpa”, passando
assim a integrar o Comitê Gestor para elaboração de políticas de P + L (produção
mais limpa), atividade promovida pelo Ministério do Meio Ambiente, Secretaria
Estadual de Meio Ambiente e Fundação Estadual de Proteção ao Ambiente.
Desde 2004, o Clínicas promoveu a mudança do sistema de geração e
distribuição de energia térmica, passando a utilizar como combustível o gás natural,
que promove melhoria nos padrões ambientais. Além disso, as vantagens desta
mudança podem ser constatadas também no aspecto financeiro, uma vez que, com a
implantação do sistema utilizando o gás natural e considerando todos os aspectos do
projeto, o Hospital teve uma economia de R$ 58.856,79 por mês, chegando até o final
de 2006 a R$ 1,2 milhão.
132
Relatório de Atividades
2006
5.13 EVENTOS
Através de uma estrutura própria de anfiteatros e salas de aula, o Hospital de
Clínicas realiza uma série de eventos, promovendo a disseminação de conhecimentos
em saúde.
TABELA - 52.
EVENTOS REALIZADOS
Tipo de evento
Total
Carga
horária
Eventos internos
56
637h
Eventos externos
09
105h
Seminários e cursos
30
91h
Promoção
Serviços Internos do Hospital de Clínicas
UNIMED
Hospital de Pronto Socorro
Soc. Rio-grandense de Infectologia
Outros
Serviços Internos do Hospital de Clínicas
Fonte: Seção de Eventos do Hospital de Clínicas.
5.14 VISITAS DE OUTRAS INSTITUIÇÕES
O Hospital de Clínicas recebe, anualmente, inúmeras solicitações de visitas de
instituições do Rio Grande do Sul, de outros estados do Brasil e também do exterior,
as quais buscam informações sobre as melhores práticas na área da saúde e em
processos administrativos.
Em 2006, o Hospital recebeu 524 visitas, conforme demonstrado na tabela a
seguir.
TABELA - 53.
VISITAS RECEBIDAS NO HOSPITAL
Tipo de instituição
Nº de visitantes
Instituições de ensino
(universidades, faculdades, escolas técnicas)
386
Hospitais
115
Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde
13
Outras instituições
10
Total
524
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Hospital de Clínicas.
133
Relatório de Atividades
2006
6
GESTÃO DE PESSOAS
A Coordenadoria de Gestão de Pessoas (CGP) desenvolve suas atividades no
Hospital de Clínicas visando contribuir, através do apoio ao gerenciamento e à
administração de pessoas, para que a Instituição consolide a sua Missão em um
ambiente de trabalho estimulador, onde os profissionais sintam-se comprometidos e
reconhecidos.
No ano de 2006, orientada pelo Planejamento Estratégico do Hospital, esta
posição da CGP foi reforçada com a perspectiva de “Aprendizado e Crescimento”
como suporte para as ações da Instituição, onde a estratégia de Valorização das
Pessoas é reconhecida como essencial e fundamental para o sucesso dos objetivos
estratégicos.
Sendo uma área norteada por esses objetivos, a CGP construiu sua missão:
“Atuar de forma representativa e de referência, promovendo a gestão de pessoas,
através da valorização e do desenvolvimento dos recursos humanos, visando
excelência no atendimento ao cliente e o alcance dos resultados, em consonância com
as estratégias da Instituição”.
Esse posicionamento possibilitou, ainda, a ampliação da visão de futuro e a
integração da atuação da CGP ao contexto da Instituição, resultando na Visão
Estratégica de Desenvolvimento de Pessoas do Hospital de Clínicas, a qual alinha as
ações já desenvolvidas pela CGP às que serão implantadas nos próximos períodos.
A seguir, são apresentadas as novas ações implementadas em 2006 e a
continuidade dos programas em Gestão de Pessoas que vêm sendo desenvolvidos na
Instituição.
135
Relatório de Atividades
2006
6.1
VISÃO ESTRATÉGICA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS
A Visão Estratégica de Desenvolvimento de Pessoas (figura 2) integra as ações
de gestão de pessoas, concorrendo para o alcance dos resultados estabelecidos nos
Planos de Ação das áreas, das estratégias, da Missão, da Visão e dos Valores do
Hospital de Clínicas.
FIGURA 2 – VISÃO ESTRATÉGICA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS
No período de 2006, para consolidar a implantação dessa visão de gerenciar
pessoas, a CGP intensificou a atividade de consultoria interna, onde os profissionais
de Recursos Humanos atuam realizando interface com as demais unidades de
negócio.
Totalmente voltado a esse objetivo, o trabalho de consultoria interna
mobilizou diversas áreas da Instituição, mostrando uma dimensão que afeta,
basicamente, a forma de trabalhar com os processos de gestão de pessoas.
A atuação da consultoria, neste período, envolveu um total de 1.204 horas,
resultando em ações que oportunizaram aos líderes o desenvolvimento de
competências como gestores de pessoas, bem como efetiva contribuição para
melhorar o ambiente e o clima de trabalho.
136
Relatório de Atividades
2006
Dentre essas ações, destacam-se:
revisão e construção de perfis de cargos;
entrevistas admissionais;
integração setorial;
processo de acompanhamento do novo funcionário;
processo de gestão do desempenho;
programas de capacitação e desenvolvimento;
participações em reuniões, jornadas e fóruns realizados pelas diversas
áreas;
acompanhamento individual de gestores;
processos de realocação;
assessoria nos casos de desligamento funcional.
Para esse trabalho, os profissionais da área de gestão de pessoas estão cada
vez mais focados nas relações interpessoais e nas necessidades dos clientes internos,
indo além da postura técnica e do conhecimento adquirido em suas áreas de
formação. Desta forma, cada dificuldade apresentada por seus clientes internos
constitui-se em uma oportunidade de melhorar e desenvolver o gerenciamento das
pessoas na Instituição.
6.2
PERFIL PROFISSIONAL
O perfil profissional compreende a definição dos objetivos do cargo, com
ênfase na contribuição esperada do funcionário (responsabilidades) frente aos
objetivos estratégicos da Instituição e da área. Além disso, são identificadas as
competências (conhecimentos, habilidades e atitudes), a formação e a experiência
profissional necessárias para atender às responsabilidades componentes do perfil.
O perfil profissional é um dos pilares básicos da Visão Estratégica de
Desenvolvimento de Pessoas, pois orienta:
processos seletivos;
Programa Integrar;
137
Relatório de Atividades
2006
realocações internas;
reabilitações;
planos de capacitação;
gestão do desempenho.
No ano de 2006, foram definidas responsabilidades e competências
institucionais que, integrando todos os perfis profissionais, visam alinhar o
desempenho dos funcionários à estratégia da Instituição, que estabelece o foco em
resultados e em clientes. Estas definições consideraram as especificidades das
atividades inerentes às funções de liderança e às demais funções:
Responsabilidades –funções de liderança:
- Analisar o cenário da saúde e do Hospital de Clínicas, além de sua
área de atuação, identificando as necessidades e as perspectivas do
cliente interno e externo da Instituição, visando à excelência na
assistência ao paciente e sua família.
- Estruturar e estabelecer estratégias, metas e ações, em consonância
com os objetivos do Hospital de Clínicas, atingindo os resultados
esperados dentro dos prazos e padrões pré-definidos.
Responsabilidades
–
funções
operacionais,
administrativas
e
assistenciais:
- Identificar as necessidades e as perspectivas do cliente interno e
externo da Instituição, objetivando a excelência na assistência do
paciente e sua família.
- Executar as ações estabelecidas no planejamento da área, em
consonância com os objetivos do Hospital de Clínicas, atingindo os
resultados esperados dentro dos prazos pré-definidos.
Competências:
- Conhecimentos: orientações estratégicas do Hospital de Clínicas:
Missão, Visão, Valores e Planejamento Estratégico; ética da conduta
profissional.
138
Relatório de Atividades
2006
- Habilidades: liderança (funções de liderança); trabalho em equipe
(funções operacionais, administrativas e assistenciais).
- Atitudes: comprometimento com o cliente; comprometimento com
resultados; postura ética adequada.
Também houve a definição de responsabilidades e competências estratégicas
do Grupo de Enfermagem, que passaram a compor todos os perfis do GENF:
Responsabilidade:
- Assegurar a qualidade do cuidado de Enfermagem através da
sistematização da assistência de Enfermagem.
Competências:
- Conhecimento: sistematização da Enfermagem.
- Habilidade: visão da integralidade do paciente.
- Atitude: pró-atividade.
Através da informatização da gestão do desempenho, a atualização dos perfis
profissionais será otimizada, contribuindo como uma ferramenta mais ágil e
dinâmica no apoio às ações gerenciais.
6.3
PROGRAMA INTEGRAR
O Programa Integrar é uma ação multidisciplinar que tem por objetivo atender
melhor o trabalhador da saúde nos aspectos relativos à sua adaptação na Instituição.
Tal iniciativa deveu-se à percepção de que, considerando o porte e o papel social do
Hospital de Clínicas, seus profissionais recém-contratados necessitam de uma
especial preparação para desenvolver suas atividades.
Esse Programa é realizado tanto para os funcionários contratados por prazo
indeterminado quanto para os por prazo determinado. Sendo composto por seis
etapas (figura 3), o Programa prevê ações de acolhimento, fornece informações
importantes sobre a Instituição, facilita o aprendizado das rotinas da área onde o
novo funcionário irá atuar, orienta as diferentes chefias no processo probatório e
oportuniza espaços de escuta sobre possíveis ansiedades e expectativas individuais.
139
Relatório de Atividades
2006
FIGURA 3 – ETAPAS DO PROGRAMA INTEGRAR
A tabela a seguir apresenta a evolução do Programa nos anos de 2004 a 2006,
através de seus principais indicadores.
TABELA - 54.
INDICADORES DO PROGRAMA INTEGRAR
Indicadores
2004
2005
2006
386
374
305
3.088
2.992
2.440
11.085
32.237
25.429
82,37%
87,20%
87,69%
Número de participantes –
Integração Institucional Geral
Horas de treinamento –
Integração Institucional Geral
Horas de treinamento –
Integração Setorial/Introdutórios/Oficinas
Taxa de efetivação
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
A redução das horas de treinamento relativas ao Programa Integrar deve-se a
um menor número de admissões no período e à contratação de pessoas já
capacitadas anteriormente quando do cumprimento de contratos por prazos
determinados.
140
Relatório de Atividades
2006
Avaliado e aprimorado periodicamente, através de pesquisa de opinião,
avaliação de reação e análise de indicadores institucionais, o Programa,
oportunizando um acolhimento humanizado e fortalecendo as relações de trabalho,
contou, em 2006, com as seguintes melhorias:
Transformação
do
módulo
Programa
Integrar
em
seminários
periódicos, visando reforçar com as lideranças a importância do
Programa e o papel das chefias neste processo.
Realização da pesquisa de opinião junto aos funcionários admitidos de
outubro de 2005 a janeiro de 2006, visando à avaliação do Programa.
Parceria com a Escola Técnica de Enfermagem na Integração Setorial
Funcional e nos Treinamentos Específicos.
Realização mensal da Oficina de Ética e Valores, em parceria com a
Comissão de Bioética, objetivando reforçar os aspectos relativos à
postura ética adequada ao exercício profissional.
A importância do Programa Integrar é reforçada pelo fato de 99% dos
entrevistados na pesquisa de opinião terem referido sentir-se, após o período de
experiência, adaptados e seguros para o desenvolvimento das atividades inerentes
aos cargos que ocupam. Segundo um dos depoimentos registrados na Pesquisa, o
Programa Integrar “mostra o quanto a Instituição está preocupada com o funcionário
que está iniciando e está presente para ajudá-lo”1.
Sendo reconhecido como uma ação diferencial na área pública, o Programa
Integrar foi premiado pela Associação Brasileira de Recursos Humanos na 14ª Edição
do Prêmio Top Ser Humano – Categoria Empresa.
6.4
PROGRAMA DE GESTÃO DO DESEMPENHO
O Programa de Gestão do Desempenho desenvolve líderes e funcionários para
a inserção no processo de avaliação funcional, buscando, além da valorização dos
recursos humanos da organização, maior comprometimento das equipes com os
objetivos estratégicos da Instituição.
1
Depoimento de um funcionário na Pesquisa de Opinião.
141
Relatório de Atividades
2006
Em 2006, foram implementadas significativas melhorias no Programa, visando
facilitar a sua aplicabilidade, bem como viabilizar a sua utilização como subsídio
para outros processos. São elas:
Desenvolvimento e implantação do sistema informatizado da Gestão
de Desempenho.
Treinamento intensivo de áreas-piloto (Gerência de Hotelaria e
Gerência de Engenharia e Manutenção), a fim de validar o novo
processo da Gestão de Desempenho informatizada, atingindo um
público de 96 chefias e 439 funcionários operacionais.
Revisão da descrição dos perfis profissionais de áreas em geral,
adequando-os
ao
Planejamento
Estratégico
e
definindo
as
responsabilidades e as competências institucionais.
Validação do novo formato de Gestão do Desempenho, para,
futuramente, incorporar os resultados da avaliação como subsídio para
concessão de mérito e para plano de carreira.
As demais áreas, já capacitadas em anos anteriores, continuam com o
acompanhamento da consultoria da CGP e, gradualmente, serão inseridas no
processo informatizado.
A meta estratégica estabelecida no Planejamento da Instituição para 2007
prevê, em relação ao processo da Gestão de Desempenho, 60% do quadro funcional
com pelo menos uma avaliação de desempenho realizada no período.
6.5
CAPACITAÇÃO E DESENVOLVIMENTO
A
CGP
tem
implementado
ações
sistematizadas
de
capacitação
e
desenvolvimento de competências relacionadas aos perfis das diferentes funções da
Instituição, possibilitando ao funcionário o atendimento pleno das responsabilidades
do seu atual cargo ou preparando-o para novas responsabilidades decorrentes de
processos de realocação interna ou reabilitação.
Este aprimoramento é promovido através da viabilização de cursos externos e
142
Relatório de Atividades
2006
internos, visitas técnicas e estágios. Como exemplo, tem-se a parceria com a Escola
Técnica de Enfermagem, através da qual foram realizadas atividades de educação em
serviço e o acompanhamento aos funcionários admitidos no GENF.
Os gráficos 3, 4 e 5 apresentam dados relacionados às atividades de
treinamento no período 2004 a 2006:
GRÁFICO - 3.
HORAS DE TREINAMENTO
Horas de Treinamento
104.219
120.000
115.873
80.205
90.000
60.000
30.000
0
2004
2005
2006
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
GRÁFICO – 4.
NÚMERO DE PARTICIPAÇÕES
Número de Participações
17.468
20.000
11.144
15.000
11.580
10.000
5.000
0
2004
2005
2006
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
GRÁFICO – 5.
HORAS DE TREINAMENTO POR FUNCIONÁRIO/ANO
Horas de Treinamento por Funcionário / Ano
26,76
28,62
22,22
30,00
20,00
10,00
0,00
2004
2005
2006
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
143
Relatório de Atividades
2006
O trabalho de consultoria da CGP tem possibilitado um diagnóstico mais
preciso das necessidades de desenvolvimento, propondo a elaboração e execução de
planos de capacitação para as áreas, o que colaborou para o comparativo de
2005/2006 apresentar:
11,18% de aumento no total das horas de treinamento;
50,84% de aumento no número de participações;
6,95% de aumento na hora de treinamento por funcionário.
O gráfico 6 apresenta o investimento financeiro realizado em capacitação e
desenvolvimento de 2004 a 2006.
GRÁFICO – 6. INVESTIMENTOS EM CAPACITAÇÃO E DESENVOLVIMENTO
Investimentos em Capacitação e Desenvolvimento / Ano (R$)
180.000
150.000
120.000
90.000
60.000
30.000
115.379
78.296
101.353
0
2004
2005
2006
Fonte: Gerência Financeira do Hospital de Clínicas.
O menor investimento em Capacitação em 2006 ocorreu devido ao
desenvolvimento de um maior número de instrutores internos, capacitados em novos
conhecimentos e metodologias, que disseminaram na Instituição esse know-how.
TABELA - 55.
PARTICIPAÇÕES EM TREINAMENTOS POR ÁREA
2004
2005
2006
304
326
600
Vice-presidência Médica
1.248
1.894
2.046
Vice-presidência Administrativa
2.427
4.110
6.779
Grupo de Enfermagem
7.157
5.187
7.905
08
63
138
Presidência
Grupo de Pesquisa e Pós-graduação
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
144
Relatório de Atividades
2006
6.5.1
PROGRAMA “JEITO CLÍNICAS DE ATENDER”
Com o objetivo de desenvolver ações de capacitação voltadas para a
responsabilidade estratégica de orientação ao cliente, destaca-se o trabalho realizado
em parceria com o SENAC, enfocando a qualidade na prestação dos serviços e
atendimento ao cliente, denominado “O Jeito Clínicas de Atender”.
Participaram desta atividade 351 funcionários, tais como: auxiliares de
higienização e auxiliares administrativos que desempenham suas atividades nas
áreas de Internação, Emergência e Convênios; auxiliares de processamento de roupas
da Seção de Distribuição e Recolhimento de Roupas; e atendentes de alimentação da
Seção de Distribuição de Alimentos, totalizando 3.159 horas treinamento. A partir
desta atividade, foram realizadas outras ações:
Curso de Preservação da Informação e Privacidade, com a participação
de 292 funcionários, envolvendo 584 horas treinamento.
Palestra: Atitudes Pessoais como Facilitador do Sucesso Profissional,
com a participação de 255 funcionários, envolvendo 510 horas
treinamento.
Atividade “Atender Bem Faz Bem”: apresentação teatral com palestra,
participação de 205 funcionários, envolvendo 410 horas treinamento.
6.5.2
PROGRAMA BEM-ESTAR E SAÚDE NO TRABALHO
Com o objetivo de sensibilizar a população interna do Hospital sobre a
temática da qualidade de vida, em parceria com o Serviço de Medicina Ocupacional
(SMO), Serviço de Psicologia e Serviço Social, foi realizado um ciclo de palestras
envolvendo os seguintes assuntos: Bem-estar e Saúde no Trabalho; O Cuidado de Si;
Saúde do Corpo; Ética nas Relações; Vida Saudável e Estética; Climatério e
Menopausa; e Orçamento Familiar e Economia Doméstica.
Estes encontros totalizaram 412 horas treinamento.
145
Relatório de Atividades
2006
6.5.3
PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO GERENCIAL
Promovendo a continuidade do desenvolvimento das lideranças, em 2006,
foram realizadas ações reforçando o posicionamento estratégico das chefias frente
aos desafios sintetizados pelo Planejamento Estratégico do Hospital de Clínicas:
Programa BSC – Planejamento Estratégico: 1.937 horas de capacitação,
visando o entendimento conceitual e a utilização da ferramenta
Balanced Scorecard, estimulando a visão integral da organização com
revisão dos planos de ação das áreas.
Seminários Internos de Atualização Gerencial em Administração de
Pessoas: 573 horas de treinamento em temas como Processo Seletivo e
Contratação de Pessoas, Legislação Trabalhista e Programa Integrar.
IG – Cubo Pessoas: 110 horas de capacitação para utilização do Sistema
de Informações Gerenciais.
Gestão
do
Desempenho:
1.519
horas de
capacitação
para
o
entendimento conceitual do Programa de Gestão do Desempenho,
envolvendo a utilização do sistema informatizado.
Curso de Especialização em Gestão Hospitalar: 2.010 horas de
capacitação.
Curso de Especialização em Avaliação de Tecnologias em Saúde (em
andamento).
Com o desenvolvimento das ações voltadas às lideranças, em 2006, foram
realizadas 38,5 horas/ano de desenvolvimento gerencial, superando a meta
estabelecida de 36 horas. Este resultado demonstra o investimento que a Instituição
realiza no intuito de cumprir a estratégia “Desenvolvimento de Liderança e Trabalho
em Equipe”.
6.5.4
PROGRAMA DE REABILITAÇÃO PROFISSIONAL
O Programa da Reabilitação Profissional (PRP) tem por objetivo reabilitar
funcionários que se encontram momentaneamente incapacitados para desenvolver
146
Relatório de Atividades
2006
suas atividades laborais. O programa é desenvolvido por uma equipe composta pela
CGP, Medicina Ocupacional, Serviço de Psicologia e Serviço Social.
A equipe realiza avaliações médicas, psicológicas e sociais, indicando, quando
necessário, tratamentos ao funcionário com a finalidade de proporcionar o seu
restabelecimento físico e emocional. A partir das avaliações, encaminha os
funcionários para iniciar o treinamento da reabilitação profissional, com vistas a
propor o seu retorno ao trabalho.
Dando continuidade ao Programa, no ano de 2006 foram desenvolvidas as
seguintes atividades:
Acompanhamento médico e psicológico com 100% dos funcionários
encaminhados para o PRP.
Orientação às chefias que recebem os funcionários quanto ao
planejamento e acompanhamento no período do estágio.
Acompanhamento do funcionário durante este período.
Grupo de acompanhamento psicológico.
Reuniões semanais da equipe para discussão das possibilidades de
reabilitação profissional.
Com base nos indicadores do Programa de Reabilitação Profissional,
apresentados nos gráficos 7 e 8, observa-se que:
Do total de funcionários que iniciaram o período de estágio no ano de
2006, 75% foram reabilitados, estando aptos a retornarem ao trabalho.
Houve um aumento de 27,53% no número de horas de treinamento
durante o estágio em 2006, em relação a 2005.
Ao longo de sua existência, o PRP já reabilitou 70 profissionais.
147
Relatório de Atividades
2006
GRÁFICO – 7.
PROGRAMA DE REABILITAÇÃO PROFISSIONAL
Dados Relativos ao PRP
58
Nº de Funcionários
60
50
55
43
40
24
30
19
20
19
17
15
20
10
0
Nº de f uncionários encaminhados
para PRP
Nº de f uncionários encaminhados
para t reinament o pela reabilit ação
2004
2005
Nº de f uncionários que concluiram
t reinament o
2006
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
GRÁFICO – 8. HORAS DE TREINAMENTO NA REABILITAÇÃO PROFISSIONAL
Horas de Treinam ento na
Reabilitação Profissional
Nº de Horas
10.858
12.000
10.000
8.000
6.000
4.000
2.000
0
8.037
2004
8.514
2005
2006
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
Através destas ações, o Hospital reforça valores institucionais como Respeito à
Pessoa e Responsabilidade Social, uma vez que privilegia a reinserção na vida
laboral, auxiliando na diminuição de problemas sociais e proporcionando melhor
qualidade de vida para as pessoas que trabalham na Instituição.
6.6
PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS
Para ampliar as ações de estímulo ao desenvolvimento profissional e à
melhoria contínua, o Hospital de Clínicas obteve êxito na aprovação de ajuste em seu
Plano de Cargos e Salários pelos órgãos governamentais competentes (Min. da
Educação, Min. do Planejamento Orçamento e Gestão – através do Departamento de
Coordenação e Controle das Empresas Estatais – e Delegacia Regional do Trabalho).
148
Relatório de Atividades
2006
O ajuste no Plano de Cargos e Salários fez-se necessário uma vez que a última
revisão foi em 1987 e, desde então, não houve mais alterações em sua estrutura, as
quais são imprescindíveis para que a Instituição consiga alinhar os seus cargos com a
nova realidade social, tecnológica e organizacional, nos níveis interno e de mercado.
As alterações iniciaram em março de 2006, com a redução da carga horária dos
funcionários administrativos, passando de 44 para 40 horas semanais, e da unificação
da carga horária e da remuneração dos profissionais da Enfermagem, os quais
passaram a cumprir jornada de 36 horas semanais.
Estas mudanças na carga horária foram realizadas no intuito de proporcionar
maior qualidade de vida para os funcionários, reduzindo o tempo de exposição aos
fatores repetitivos.
Em 2006, outra ação adotada foi a criação de comitês multidisciplinares para
discussão e definição da normatização e das demais etapas do ajuste do Plano de
Cargos e Salários para ser implementado em 2007, visto que os cargos serão
dispostos em três grandes grupos: Básico (carreira operacional); Intermediário
(carreira administrativa, assistencial enfermagem, assistencial médica, manutenção e
técnico em secretariado) e Superior (diversas carreiras).
Essa alteração no Plano de Cargos e Salários está alinhada aos programas de
Desenvolvimento e Gestão de Desempenho, bem como às estratégias institucionais,
no que tange aos seus valores e missão, representando uma nova forma de gestão de
pessoas, dando maior motivação ao funcionário e propiciando que o mesmo busque
o seu autodesenvolvimento para que possa disputar as vagas internas de acordo com
o que prevê a legislação vigente.
6.7
6.7.1
BENEFÍCIOS
PLANO DE SAÚDE
O plano de saúde teve o contrato renovado em 2006, com algumas alterações
necessárias para a sua manutenção. A partir de 1º de julho, as novas adesões
passaram a ser com carência, excetuando-se as de funcionários aprovados no período
149
Relatório de Atividades
2006
probatório e dos filhos recém-nascidos, que em até 30 dias podem aderir sem
carência.
No ano de 2006, houve 709 novas adesões de funcionários e 1.250 de
dependentes, totalizando 3.357 beneficiários no plano de saúde, alcançando o
percentual de adesão de 82,31%.
Outra modificação foi relativa ao plano odontológico, que a partir de 1º de
outubro passou a vigorar independente do plano principal. A partir deste período,
ocorreram 324 adesões de funcionários e 352 de dependentes, totalizando 676
beneficiários.
Além disso, em 2006, foi desenvolvida uma funcionalidade específica no
sistema de folha de pagamento STARH direcionada ao gerenciamento do plano de
saúde.
6.7.2
LICENÇA ESPECIAL
É o afastamento remunerado a que o funcionário tem direito de acordo com o
tempo de serviço na Instituição.
TABELA - 56.
LICENÇA ESPECIAL
Funcionários beneficiados
2004
2005
2006
456
438
519
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
6.7.3
LICENÇA PARA ATIVIDADES DE DESENVOLVIMENTO
O Clínicas concede a seus funcionários licença remunerada para participação
em congressos, convenções, seminários e encontros que visem ao desenvolvimento
profissional.
TABELA - 57.
LICENÇAS EM 2006
Número de
participações
Horas-participação
Exterior
41
1.464
No país
546
12.639
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
150
Relatório de Atividades
2006
6.7.4
COMPLEMENTO DO AUXÍLIO-DOENÇA
Quando o funcionário precisar se afastar por doença ou acidente de trabalho,
em período superior a 15 dias, e nos casos em que o benefício foi inferior ao salário, o
Hospital de Clínicas complementa o valor pago pelo INSS por até 12 meses,
considerando o salário nominal acrescido, quando houver, de função gratificada,
adicional por tempo de serviço e insalubridade/periculosidade.
TABELA - 58.
COMPLEMENTOS DO AUXÍLIO-DOENÇA
Número de complementos pagos
Valor de complementos pagos (R$)
2005
2006
1.349
1.032
703.002,34
717.419,88
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
6.7.5
CRECHE
O Hospital de Clínicas disponibiliza a Creche Vera Fabrício Carvalho a filhos
de funcionários, com idade entre três meses e sete anos incompletos.
A Creche, através da equipe educacional e com o suporte dos serviços de
Nutrição e Dietética e de Psicologia, atendeu o total de 171 alunos, nas turmas de
berçário, maternal e jardim. Foram oferecidas atividades extraclasse como dança,
inglês e teatro. O trabalho educacional foi complementado através da parceria
firmada com algumas universidades para realização de estágio na Creche.
6.7.6
LIBERAÇÃO PARA MESTRADO E DOUTORADO
Foi aprovada pela Administração Central, em maio de 2005, a liberação de
funcionários para participação em atividades de aperfeiçoamento profissional
(mestrado ou doutorado), em um total de quatro horas semanais.
TABELA - 59.
Períodos
LIBERAÇÃO PARA MESTRADO
Número de funcionários
Total de horas
2005
09
376
2006
19
1.112
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
151
Relatório de Atividades
2006
6.7.7
REFEITÓRIO
Em 2006, foi implementado o Sistema de Controle de Acesso – Refeitório.
Através deste software, conectado de forma on-line com os sistemas de freqüência, de
acesso ao estacionamento e às áreas restritas, foram obtidos os seguintes benefícios:
maior segurança e rapidez das informações;
eliminação de controle paralelo de acesso ao refeitório;
informação on-line de bloqueio de acesso e admissões;
controle efetivo dos usuários com permissão de acesso, conforme rotina
estabelecida pelo Serviço de Nutrição e Dietética.
6.8
PESQUISA DE CLIMA ORGANIZACIONAL
Realizada a cada dois anos, a Pesquisa de Clima Organizacional visa
identificar o grau de satisfação e insatisfação dos funcionários no que se refere a
fatores como ambiente físico, disponibilidade de recursos, oportunidades de
participação, comunicação, desempenho, desenvolvimento, liderança e realização
pessoal. Os dados provenientes desta pesquisa servem de orientação a ações de
melhoria voltadas à gestão dos funcionários e ao clima organizacional.
No ano de 2006, a pesquisa foi realizada em novembro, através da contratação
de uma empresa especializada, visando reforçar o sigilo e a idoneidade do processo.
Tendo como campanha “Queremos ouvir Você”, o estímulo à participação dos
funcionários deu-se através de carta do presidente aos funcionários, carta às chefias,
banners, cartazes nos setores, divulgação via intranet, e-mail e das lideranças.
A tabela a seguir apresenta o percentual de participantes nos três últimos
ciclos da Pesquisa. Os resultados de 2006 serão divulgados no 1º trimestre de 2007.
TABELA - 60.
PERCENTUAL DE PARTICIPANTES
2002
2004
2006
Respondentes
1.342
1.200
2.477
Funcionários ativos
3.706
3.813
3.953
36,21%
31,47%
62,66%
Percentual de participantes
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas e Fornasier Pesquisas & Desenvolvimento Ltda.
152
Relatório de Atividades
2006
6.9
MOVIMENTAÇÃO DE PESSOAL
O quadro atual do Hospital de Clínicas é composto de 4.078 funcionários.
Além destes, atuam na Instituição 279 professores, 314 médicos-residentes, 1.954
estagiários curriculares, voluntários e bolsistas.
TABELA - 61.
QUADRO DE PESSOAL
Ocupação
2004
2005
2006
Médico
366
387
420
Enfermeiro
388
388
407
Farmacêutico bioquímico
72
77
77
Nutricionista
24
25
25
Psicólogo
9
8
9
Assistente social
11
11
12
Fisioterapeuta
4
6
11
Fonoaudiólogo
7
7
7
Biólogo
15
14
15
Odontólogo
6
6
6
Técnico de enfermagem
654
670
682
Técnico de radiologia
53
56
63
Auxiliar de enfermagem
657
669
675
Outros
1.618
1.659
1.669
Total
3.884
3.983
4.078
Docentes
2004
2005
2006
247
252
259
20
20
20
Residentes
2004
2005
2006
Médicos
281
298
314
Professores da Faculdade de
Medicina/Odontologia
Professores da Escola de
Enfermagem
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
153
Relatório de Atividades
2006
Constata-se um incremento de pessoal, principalmente em ocupações
assistenciais e de apoio às mesmas. O aumento no quadro de funcionários ocorreu
devido à necessidade de melhoria no atendimento aos pacientes, bem como de
redução no quantitativo de horas extras, as quais oneram em muito as despesas de
pessoal e contribuem para aumento das doenças ocupacionais.
Para um melhor e mais seguro gerenciamento do quadro de pessoal, em 2006
a CGP adquiriu um sistema informatizado vinculado diretamente à folha de
pagamento, agilizando o acesso às informações. Este novo módulo permite que
diversos usuários estejam conectados simultaneamente, obtendo as informações em
tempo real.
Para prover e manter a Instituição com um quadro de pessoal adequado às
suas atividades, são realizados processos seletivos públicos e realocações internas.
6.9.1
PROCESSO SELETIVO PÚBLICO
O ingresso de novos funcionários, atendendo à legislação, ocorre através da
aprovação em processo seletivo público e visa suprir o quadro de pessoal com os
mais capacitados profissionais do mercado.
O processo envolve:
Acompanhamento de cadastro e identificação da necessidade de
realização do processo seletivo.
Orientação às áreas na definição de bancas examinadoras e na
construção dos perfis e do processo de seleção, com a definição dos
tipos de provas, seus conteúdos e as etapas de seleção dos candidatos.
Análise dos processos e orientação às bancas examinadoras em relação
as suas responsabilidades, visando à ética e transparência.
Contratação da Fundação de Apoio à Universidade Federal (FAURGS)
para execução dos processos seletivos.
Foram publicados 11 editais para a realização de 77 processos seletivos
públicos, nos quais se inscreveram 15.548 candidatos.
154
Relatório de Atividades
2006
Neste período, foram realizadas 428 admissões, conforme tabela a seguir.
TABELA - 62.
ADMISSÕES
Admissões
2004
2005
2006
472
504
428
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
Em comparação com o ano de 2005, houve redução no número de admissões,
tendo em vista um menor número de desligamentos e o aumento do número de
funcionários afastados no INSS que retornaram ao trabalho.
A eficiência no preenchimento das vagas é medida através do tempo médio
decorrido entre a convocação do candidato e sua admissão. A tabela a seguir mostra
que em 2006 houve uma diminuição no tempo médio de preenchimento das vagas.
Esta redução ocorreu por variáveis como a reestruturação da equipe responsável
pelo processo de preenchimento de vagas e a diminuição no número de admissões
por prazo determinado, tendo em vista a dificuldade dos candidatos aceitarem esta
forma de contratação.
TABELA - 63.
TEMPO MÉDIO DE PREENCHIMENTO DE VAGAS
Processos de admissão
2005
2006
13,03 dias
11,26 dias
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
6.9.2
REALOCAÇÕES INTERNAS
O processo de realocação envolve a realização de seleção entre os funcionários
da Instituição, possibilitando melhor aproveitamento das competências internas e
agregando os conhecimentos já adquiridos no exercício profissional no Hospital às
necessidades das áreas, bem como mantendo um quadro funcional reconhecido e
motivado.
Desta forma, a realocação interna oportuniza aos funcionários:
transferência de área, na mesma ocupação;
transferência de turno;
155
Relatório de Atividades
2006
troca de ocupação dentro da mesma classe salarial;
ascensão dentro de uma mesma carreira;
desenvolvimento de novas habilidades e competências.
No processo de seleção os critérios são, de modo geral, o histórico do
desempenho
funcional,
a
participação
em
atividades
de
treinamento,
as
competências requeridas no perfil do cargo e a motivação do funcionário para a nova
oportunidade.
Como etapas de seleção usualmente tem-se a revisão do perfil da vaga, a
divulgação do processo para inscrições, a realização de reuniões informativas,
dinâmicas de grupo e entrevistas individuais, com a participação da chefia da área
requisitante e da consultora da Coordenadoria de Gestão de Pessoas.
TABELA - 64.
ACOMPANHAMENTO DO NÚMERO DE SELEÇÕES PARA
REALOCAÇÃO
Períodos
2004
2005
2006
Número de processos
10
24
13
Áreas requisitantes
08
14
07
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
A variação do número de realocações internas de 2004 a 2006 deve-se,
principalmente, ao fato de que nos anos eleitorais a rotatividade diminui em virtude
da impossibilidade de desligamentos por parte da Instituição.
Através deste processo, em 2006, foram realocados 39 funcionários
envolvendo os serviços de Patologia Clínica, Governança e Higienização,
Processamento de Roupa e Finanças; as unidades de Apoio ao Diagnóstico e
Tratamento e de Radiologia; e a Seção de Creche.
Em decorrência da aprovação dos ajustes do Plano de Cargos e Salários,
prevê-se para os próximos períodos um aumento no número de processos de seleção
para realocação.
156
Relatório de Atividades
2006
6.9.3
DESLIGAMENTO FUNCIONAL
Outro aspecto a ser analisado na movimentação do quadro de pessoal é o
número de desligamentos ocorridos no período. O ano de 2006, em comparação com
2005, apresentou diminuição no número de desligamentos sem justa causa tendo em
vista o período eleitoral, bem como a melhoria nos processos de gestão de pessoas.
TABELA - 65.
NÚMERO DE DESLIGAMENTOS
Tipos de desligamento
2004
2005
2006
Sem justa causa – DSJC
40
60
47
Sem justa causa – aposentados
11
19
13
Término de contrato - substituição licença
98
139
145
Com justa causa
02
01
01
Contratos de experiência
37
14
17
Pedidos de demissão
115
92
94
Morte
09
06
04
Total
312
331
321
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
Quando a iniciativa da solicitação de desligamento parte do funcionário
(pedido de demissão), é realizada uma entrevista na CGP, a fim de verificar os
motivos desta decisão e analisar em conjunto suas implicações.
Entre os motivos para esses desligamentos, destacam-se:
28,7% por incompatibilidade de horário com outra atividade
profissional, estudos ou outro compromisso.
23,4% para assumir outra atividade empregatícia.
22,3% para assumir outras atividades de trabalho, através de aprovação
em concurso público.
11,7% por motivos pessoais.
8,5% para assumir atividade empregatícia com contrato indeterminado,
pois no Clínicas o trabalho era temporário.
6,3% para assumir cargo de professor na UFRGS.
157
Relatório de Atividades
2006
6.9.4
INDICADORES
Para gerenciar os processos relativos à administração de pessoas, em 2006
consolidou-se a utilização do sistema Informações Gerenciais (IG) na divulgação de
dados referentes às horas extras, turnover e absenteísmo, propiciando maior
segurança na apuração das informações e facilidade de acesso aos gestores.
6.9.4.1 Horas extras
O compromisso institucional de redução do quantitativo mensal de
pagamento de horas extras, estabelecido a partir de outubro de 2005, foi atingido.
Traçando um comparativo com o ano de 2005, houve uma redução de 128.147 horas
extras, equivalente a 40,22% do número de horas pagas, resultado obtido através de
estabelecimento de:
Meta institucional (no máximo 15 mil horas extras mensais).
Mudança da cultura organizacional.
Cotas de horas extras por grupos.
Gerenciamento da força de trabalho realizado em conjunto com as
lideranças de cada área.
Investimento em tecnologia através de software de freqüência (sistema
de freqüência Ronda) onde a descentralização e a transparência
possibilitam o monitoramento e o controle da realização de horas para
cumprimento de cotas, assim como a redução do passivo trabalhista.
GRÁFICO – 9.
HORAS EXTRAS
Horas Extras
327.686
318.566
400.000
350.000
300.000
250.000
200.000
150.000
100.000
50.000
0
190.419
2004
2005
2006
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
158
Relatório de Atividades
2006
O gerenciamento das horas extras e a adoção de políticas institucionais
resultaram em uma economia orçamentária no valor total de R$ 1.989.785,00,
comparando com o valor gasto com esta rubrica em 2005, conforme gráfico 10.
O resultado deste ano permitirá o estabelecimento de novos desafios para
2007.
GRÁFICO – 10.
EVOLUÇÃO DOS VALORES PAGOS EM HORAS EXTRAS
Evolução dos Valores Pagos à Título de
Horas Extras
8.858.342
8.487.255
9.000.000
8.000.000
7.000.000
6.000.000
5.000.000
4.000.000
6.868.558
2004
2005
2006
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
6.9.4.2 Rotatividade de pessoal e tempo de permanência
TABELA - 66.
ANÁLISE COMPARATIVA – ROTATIVIDADE DE PESSOAL
HOSPITAIS
2006
HCPA
A
B
C
D
E
MÉDIA
Jan.
1,39
1,61
1,36
1,34
2,40
1,47
1,60
Fev.
0,71
0,93
1,19
0,51
1,24
1,04
0,94
Mar.
0,78
2,14
2,17
0,44
1,51
1,67
1,45
Abr.
0,90
1,71
1,44
1,03
2,35
2,14
1,60
Maio
1,04
2,02
1,66
0,87
1,91
2,07
1,59
Jun.
1,19
2,35
0,99
0,61
1,31
1,36
1,30
Jul.
0,75
1,06
1,22
0,51
1,39
1,73
1,11
Ago.
0,68
2,41
1,08
0,73
1,30
NI
1,24
Set.
0,43
1,83
0,76
0,99
1,40
NI
1,08
Out.
0,52
1,46
1,02
0,57
1,13
NI
0,94
Nov.
0,51
*
*
*
*
*
0,51
Dez.
0,40
*
*
*
*
*
0,40
Média
0,78
1,75
1,29
0,76
1,59
1,64
1,30
Fonte: Grupo de Gestão de Informações de Recursos Humanos (GGIRH).
*Os dados referentes aos demais hospitais foram disponibilizados até outubro de 2006.
159
Relatório de Atividades
2006
GRÁFICO – 11.
ROTATIVIDADE DE PESSOAL
Rotatividade de Pessoal
1,75
1,59
1,80
1,64
1,29
1,60
Média 2006
1,40
1,20
0,78
0,76
1,00
0,80
0,60
0,40
0,20
HCPA
A
B
C
D
E
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
GRÁFICO – 12.
TEMPO DE PERMANÊNCIA
Tempo de Permanência
21 a 25 anos
6,25%
acima de 25 anos
6,40%
Até 5 anos
32,07%
16 a 20 anos
14,30%
11 a 15 anos
17,97%
6 a 10 anos
23,00%
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
O Hospital de Clínicas mantém-se com um dos menores índices de
rotatividade de pessoal entre os hospitais, estando 0,52 pontos percentuais abaixo da
média dos componentes do GGIRH. Do quadro de pessoal do Hospital, 44,92%
possuem mais de dez anos de tempo de serviço, demonstrando, com isto, uma
política eficiente de manutenção dos recursos humanos na Instituição.
Em 2006, foi instituída a Distinção Por Tempo de Serviço no Hospital de
Clínicas, que homenageará, anualmente, os funcionários que completam 25, 30 e 35
anos de trabalho ininterrupto. Nessa primeira edição do evento, foram
homenageados 56 funcionários na primeira categoria, 27 na segunda categoria e
quatro na terceira categoria.
160
Relatório de Atividades
2006
O HCPA é considerado um hospital de excelência e referência no sul do país.
Integrante do SUS - Sistema Único de Saúde, presta assistência de forma
universalizada e gratuita nas seguintes grandes áreas
6.9.4.3 ABSENTEÍSMO
GRÁFICO – 12.
ABSENTEÍSMO
ABSENTEÍSMO
3,07
2,67
3,00
2,19
2,00
1,00
0,00
2004
2005
2006
Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Hospital de Clínicas.
Verifica-se que o Hospital de Clínicas apresentou crescimento significativo no
absenteísmo em 2005 e 2006, que se deve, na maior parte, a um aumento nos casos de
doenças e acidentes de trabalho, cujos índices passaram de 1,74%, em média, no ano
de 2004, para 2,20% em 2005 e 2,57% em 2006, representando um aumento de 0,83
pontos percentuais. O plano de saúde oferecido aos funcionários possibilitou que
muitas pessoas que necessitavam de tratamento (por exemplo, consultas médicas e
exames preventivos) e vinham postergando pudessem realizá-lo. Entende-se que,
passada esta fase inicial, a demanda deva ser regularizada.
A promoção da Campanha de Acidente Zero (parceria entre SMO e CIPA),
desenvolvendo atividades de prevenção, e o Programa de Desenvolvimento
Gerencial, estimulando ações mais efetivas do corpo gerencial no acompanhamento
de suas equipes de trabalho, são estratégias para diminuir o absenteísmo e trazê-lo
mais próximo à meta institucional de 2%.
161
Relatório de Atividades
2006
6.9.4.4 Reclamatórias trabalhistas
No ano de 2006 houve a continuidade da revisão permanente das práticas de
administração de pessoal, o cumprimento integral da legislação trabalhista e das
convenções coletivas de trabalho. A elevação do quantitativo das reclamatórias
trabalhistas deveu-se ao ingresso de 15 ações que versam sobre dois temas, ainda
controversos nos tribunais trabalhistas:
Nove ações questionando a multa de 40% sobre o Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço (FGTS), nos casos de demissões de aposentados.
Seis ações solicitando reintegração ao emprego, alegando amparo da
Lei 8.112, que trata do Regime Jurídico dos Servidores Públicos, visto
que o ingresso ocorreu por concurso público.
Excluindo-se estas 15 ações, das 42 ajuizadas, fica demonstrado que o
quantitativo anual permaneceu nos mesmos patamares dos anos anteriores.
GRÁFICO – 14.
EVOLUÇÃO DAS RECLAMATÓRIAS
Evolução
100
89
80
59
60
45
42
39
40
21
13
23
2003
2004
2005
20
0
1999
2000
2001
2002
2006
Fonte: Consultoria Jurídica Hospital de Clínicas.
6.10 MEDICINA OCUPACIONAL
O Serviço de Medicina Ocupacional (SMO) desenvolve ações em saúde com
ênfase na prevenção e proteção, com atendimento qualificado e integral através da
Unidade SESMT (Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho),
Unidade de Saúde dos Funcionários e Ambulatório de Doenças Ocupacionais.
162
Relatório de Atividades
2006
Os
atendimentos
realizados
pelo
SMO
são
consultas
ocupacionais,
assistenciais e de Enfermagem.
ATENDIMENTOS REALIZADOS
TABELA - 67.
Atendimentos
Total
Média/mês
Média/dia
2004
2005
2006
35.540
38.360
38.706
2.962
3.197
3.226
142
153
155
Fonte: Unidade de Segurança e Medicina do Trabalho/Hospital de Clínicas.
6.10.1 UNIDADE
DE
SERVIÇO
ESPECIALIZADO
EM
SEGURANÇA
E
MEDICINA DO TRABALHO (SESMT)
Através desta Unidade são realizados os seguintes programas:
- Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO).
- Programas especiais de controle médico.
- Programa de reabilitação profissional e para pessoas portadoras de
deficiência.
- Programa de Prevenção de Riscos Ambientais.
- Elaboração
de
laudos
técnicos
(insalubridade,
periculosidade,
aposentadoria especial e ergonômicos).
- Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP).
- Análise e registro de acidentes de trabalho e doença ocupacional.
São descritos a seguir alguns desses programas.
Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional: tem caráter de
prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce dos agravos à saúde
relacionados ao trabalho, além da constatação da existência de casos de
doenças profissionais ou danos à saúde dos trabalhadores. Inclui, entre
outros, a realização obrigatória dos exames médicos descritos nas
tabelas abaixo, que abrange a anamnese ocupacional e o exame físico.
Os exames complementares específicos foram realizados conforme a
exposição ocupacional existente.
163
Relatório de Atividades
2006
EXAMES MÉDICOS OBRIGATÓRIOS
TABELA - 68.
Tipo de exame
2004
2005
616
756
700
3.667
3.567
3.608
72
25
41
Retorno ao trabalho
276
264
463
Demissional
256
239
239
4.999
4.851
5.051
Admissional
Periódico
Troca de função
Total
2006
Fonte: Unidade de Segurança e Medicina do Trabalho/Hospital de Clínicas.
TABELA - 69.
CONSULTAS
Tipo de consulta
2004
2005
2006
Exames médicos obrigatórios
4.999
4.851
5.351
Consultas ocupacionais
6.277
7.569
8.896
Consultas de Enfermagem
6.384
7.255
7.577
Total
17.660
19.675
21.824
Fonte: Unidade de Segurança e Medicina do Trabalho/Hospital de Clínicas.
TABELA - 70.
PRODUTIVIDADE DOS EXAMES MÉDICOS PERIÓDICOS
Exame médico periódico
2004
2005
2006
Total
3.667
3.450
3.608
376
292
3.852
3.893
4.041
95,20%
98,28%
96,51%
Nº de funcionários admitidos no ano
Número médio de funcionários
Percentual de funcionários com EMP
atualizado
Fonte: Unidade de Segurança e Medicina do Trabalho/Hospital de Clínicas.
Programas especiais de controle médico realizados durante o ano:
- Programa de prevenção de perda auditiva.
- Programa de prevenção de risco biológico.
- Programa de prevenção e controle de distúrbios músculo-esqueléticos
relacionados com o trabalho.
- Programa de melhorias ergonômicas nos ambientes de trabalho.
- Programa de prevenção de tuberculose.
164
Relatório de Atividades
2006
- Programa de reabilitação profissional e para pessoas portadoras de
deficiência.
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA): visa à
preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores através da
antecipação, do reconhecimento, da avaliação e do controle da
ocorrência de riscos ambientais que existam ou venham a existir no
ambiente de trabalho. Os riscos ambientais físicos, químicos,
biológicos, ergonômicos e de acidentes foram identificados e
relacionados com as fontes geradoras, as funções e as atividades.
Avaliações quantitativas, conforme tabela a seguir, foram realizadas
sempre que necessário, comprovando o controle de exposição ou a
inexistência de riscos, dimensionando a exposição dos profissionais e
subsidiando o equacionamento das medidas de controle.
TABELA - 71.
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELA UNIDADE SESMT
Tipo de laudo técnico
2005
2006
Ambiental
94
30
PPRAs
76
11
Ergonômico/Insalubridade/
Periculosidade
155
111
Perfil profissiográfico previdenciário*
213
278
Aposentadoria especial
(DSS- 8030 + laudo técnico)
350
148
Total
888
578
Fonte: Unidade de Segurança e Medicina do Trabalho/Hospital de Clínicas.
*Perfil profissiográfico previdenciário (PPP) é o documento histórico-laboral do trabalhador, segundo modelo instituído
pelo INSS, que, entre outras informações, deve conter registros ambientais, resultado de monitoração biológica e dados
administrativos.
Análise de acidentes do trabalho: a análise e o registro de acidentes do
trabalho e de doença profissional são atividades desenvolvidas pelo
SESMT, descrevendo a história e as características dos acidentes e/ou
doença ocupacional, os fatores ambientais, as características do agente
e as condições do indivíduo portador de doença ocupacional ou
acidentado.
165
Relatório de Atividades
2006
TABELA - 72.
ACIDENTES DO TRABALHO/DOENÇAS OCUPACIONAIS
Modalidade
2004
2005
2006
Acidente do trabalho com afastamento
126
141
213
Doença ocupacional com afastamento
20
34
16
170
203
183
Acidente com material biológico
(sem afastamento)
Fonte: Unidade de Segurança e Medicina do Trabalho/Hospital de Clínicas.
TABELA - 73.
COEFICIENTE
TRABALHO
DE
Modalidade
Coeficiente de gravidade (média)
Dias perdidos (total)
HHT (total)
Nº de acidentes (AT + DO)
GRAVIDADE
DE
ACIDENTES
2005
2006
%
3.515,54
2.766,02
↓ 21,32%
28.488
21.578
↓ 24,26%
8.103.423
7.801.075
175
229
DE
↑ 30,00%
Fonte: Unidade de Segurança e Medicina do Trabalho/Hospital de Clínicas.
Os registros de acidentes de trabalho aumentaram em 30% no ano de 2006, em
comparação ao ano de 2005. Entretanto, no último ano ocorreu uma diminuição de
mais de 50% de registro de doença ocupacional e 9,85% de redução dos acidentes de
trabalho com exposição a material biológico. Embora tenha aumentado a freqüência
dos acidentes de trabalho, diminui o coeficiente de gravidade em 21,32%, e de 24,26%
do total de dias de trabalho perdidos.
6.10.2 UNIDADE DE SAÚDE DOS FUNCIONÁRIOS
Tem como objetivo prestar um atendimento de saúde para os trabalhadores do
Hospital de Clínicas, buscando desenvolver ações de atendimento integral em saúde,
priorizando o pronto atendimento. É constituída pelas especialidades de clínica
médica, ginecologia e ortopedia, que fazem o atendimento somente de funcionários
nas dependências do SMO. Em dezembro de 2005, foram incorporados ao grupo dois
médicos clínicos, um pediatra e um otorrinolaringologista, que atendem dependentes
e funcionários do hospital e da UFRGS junto aos ambulatórios. A tabela a seguir
mostra a distribuição dos atendimentos realizados pela Unidade.
166
Relatório de Atividades
2006
TABELA - 74.
ATENDIMENTOS REALIZADOS NO SMO
Tipo de atendimento
Consultas
atendidas/ 2005
Clínica
Média/2005
Consultas
atendidas/2006
Média/2006
13.576
1.131
12.246
1.021
Ortopedia
3.348
279
3.025
252
Ginecologia
2.482
207
2.063
172
19.406
1.617
17.334
1.445
Total
Fonte: Unidade de Saúde dos Funcionários/Hospital de Clínicas.
Durante o ano, foram realizadas as seguintes atividades:
Programa de Prevenção de HIV/AIDS.
- Realização de diversas atividades com distribuição de folders e
material informativo, palestras, grupos de teatro e caminhada de
conscientização.
- Realização do I Curso de Atualização em HIV/AIDS, com
participação de 500 pessoas.
- Participação no Prêmio Bristol, categoria de educação continuada –
Programa de Prevenção do HIV/AIDS .
- Participação do concurso do CEN-AIDS – Conselho Empresarial
Nacional para Prevenção do HIV no Trabalho, tendo conquistado o 1º
lugar na categoria de empresa de grande porte.
Programas de Educação em Saúde.
- Realização de palestras mensais para funcionários sobre asma,
diabetes, hipertensão, dislipidemia, pré-natal e obesidade.
Programa de Atenção à Saúde do Trabalhador.
- Realização de palestras de sensibilização e reflexão, tendo como
objetivo oferecer um espaço de discussão e acolhimento aos
funcionários em situação de vulnerabilidade e adoecimento.
Programas de vacinação.
- Gripe: 1.669 doses.
167
Relatório de Atividades
2006
- Hepatite B: 373 doses.
- Tétano: 329 doses.
Academia do Hospital de Clínicas.
- Atendeu 392 funcionários, oferecendo atividade física orientada.
6.10.3 AMBULATÓRIO DE DOENÇAS DO TRABALHO
Desenvolve
atividades
voltadas
para
o
atendimento
de
pacientes
potencialmente portadores de patologias ocupacionais. Em 2006, foram realizadas
2.195 consultas. Nos atendimentos em grupo, houve 61 pacientes com doenças
crônicas, 38 com pneumopatias ocupacionais e 67 com hepatopatias tóxicas virais.
Também é área de formação e capacitação de recursos humanos, com a
Residência em Medicina do Trabalho formando e desenvolvendo habilidades no
diagnóstico diferencial das doenças relacionadas ao trabalho.
Esta área sedia, ainda, atividades de pesquisa e de capacitação de alunos da
Especialização em Medicina do Trabalho da UFRGS.
6.10.4 ACADEMIA DE GINÁSTICA
A Academia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, localizada no Parque
Social, foi inaugurada em março de 2006, para atender funcionários, professores e
médicos residentes da Instituição. Oferecendo diferentes modalidades, que
abrangem exercícios resistidos (musculação) e aeróbios (esteira, bicicleta e transport),
com uma avançada linha de equipamentos, beneficia todos os que desejam
desenvolver um programa orientado de atividades físicas – seja para recuperação da
saúde ou na busca de condicionamento físico –, com reflexos no incremento da
qualidade de vida e do bem-estar no trabalho.
Durante os primeiros dez meses de funcionamento, todos os usuários da
Academia foram submetidos a uma avaliação médica e, em alguns casos, também a
avaliação ortopédica e cardiovascular. Além disso, foram oferecidas avaliações físicas
periódicas diferenciadas, realizadas a cada 20 sessões de exercício, que envolveram
análises antropométrica (baseada em perímetros corporais, diâmetros ósseos e
168
Relatório de Atividades
2006
dobras cutâneas), postural, cardiovascular submáxima e de força muscular, visando
otimizar a prescrição de exercícios físicos individualizada.
Até dezembro de 2006, a Academia já contava com a participação de 302
usuários, o que representa aproximadamente 8% dos funcionários do Hospital de
Clínicas das mais diversas áreas (tabela 75), com destaque para o número de usuários
ligados à área da enfermagem, os atendentes de alimentação, os auxiliares de
higienização e os auxiliares administrativos que, somados, representam cerca de 50%
do total.
Esses funcionários são distribuídos em 16 grupos de exercício, cada um
contendo até 20 participantes. Os grupos são distribuídos em horários que variam
das 8 da manhã às 9 da noite, com freqüência semanal de duas ou três sessões de
exercício (tabela 76), freqüência semanal considerada adequada por diversos órgãos
de saúde internacionais.
TABELA - 75.
USUÁRIOS DA ACADEMIA DISTRIBUÍDOS POR FUNÇÕES
Profissão
Quantidade
Enfermagem (técnico/auxiliar)
52
Auxiliar administrativo II
30
Atendente de alimentação
29
Auxiliar de higienização
19
Auxiliar administrativo III
12
Auxiliar administrativo I
07
Auxiliar administrativo IV
02
Outros
151
Total
302
Fonte: Unidade de Segurança e Medicina do Trabalho/Hospital de Clínicas.
169
Relatório de Atividades
2006
TABELA - 76.
Horário
HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO DA ACADEMIA
segunda-feira
terça-feira
quarta-feira
quinta-feira
sexta-feira
08:00-09:00
09:00-10:00
Academia
10:00-11:00
Academia
Academia
11:00-12:00
12:00-13:00
13:00-14:00
14:00-15:00
Academia
Academia
Academia
15:00-16:00
Academia
16:00-17:00
17:00-18:00
18:00-19:00
19:00-20:00
Academia
Academia
Academia
20:00-21:00
Fonte: Unidade de Segurança e Medicina do Trabalho/Hospital de Clínicas.
Até o final de 2006, a Academia teve aproximadamente 1.200 pessoas inscritas,
número ainda superior às vagas disponíveis, o que representa um percentual
significativo de indivíduos interessados em praticar exercícios físicos.
Paralelamente às atividades rotineiras, foram ministradas algumas palestras
sobre os benefícios dos diferentes tipos de exercício físico, a fim de salientar sua
importância na rotina social e profissional. Esta iniciativa envolveu tanto os usuários
da Academia como profissionais que não a freqüentam.
6.10.5 PSICOLOGIA E SAÚDE DO TRABALHADOR
O Serviço de Psicologia desenvolve suas atividades integrado ao Serviço de
Medicina Ocupacional, com projetos e ações direcionadas às expectativas dos
usuários e dos projetos que atendem as demandas das ações estratégicas e políticas
de nossa instituição.
170
Relatório de Atividades
2006
Intervenções individuais
- Atendimentos individuais no Ambulatório de Saúde Mental do
Trabalhador (inclui o acompanhamento individual dos funcionários
em período probatório, além dos demais atendimentos psicológicos
para outras situações relacionadas ao trabalho), totalizando 1.222
atendimentos.
Intervenções coletivas
- Intervenção institucional a equipes de trabalho (inclui diagnósticos
institucionais, atendimentos psicológicos a chefias e a grupos),
totalizando 151 atendimentos.
- Grupos de reflexão (focados na discussão sobre o impacto psíquico do
trabalho hospitalar), totalizando 135 atendimentos.
- Participação no Programa de Reabilitação Profissional.
- Participação em programas de prevenção da saúde do trabalhador
(Prevenção de HIV/AIDS, Prevenção de Doenças Ocupacionais,
Programa de Atenção a Saúde dos Trabalhadores – Trabalhadores em
situação de vulnerabilidade e Programa de Prevenção de Acidentes
de Trabalho).
- Participação
em
programas
de
treinamento
e
capacitação,
desenvolvendo temas específicos em saúde mental do trabalhador
(participação no Programa de Integração para Novos Colaboradores,
Introdutórios
da
Enfermagem,
Implantação
do
Protocolo
de
Prevenção e Tratamento da Úlcera de Pressão).
- Oficinas com equipes de trabalho sobre os impactos psíquicos do
trabalho hospitalar.
- Participação no Grupo de Trabalho de Humanização.
- Participação no Programa de Qualidade de Vida.
171
Relatório de Atividades
2006
Pesquisas
- A convivência com o sofrimento e a morte e seus reflexos sobre a
saúde dos trabalhadores de Enfermagem.
- A representação social de um hospital escola sob a visão do novo
funcionário.
- Saúde, subjetividade e trabalho na diversidade de um hospital
público e universitário.
172
Relatório de Atividades
2006
7
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
Em 2006, o Grupo de Sistemas (GSIS) focou seu direcionamento na absorção
de novas tecnologias e qualificação de seu corpo técnico, visando dar continuidade à
qualidade dos serviços oferecidos. Como resultado deste esforço, a equipe do GSIS
detém, hoje, tecnologia para desenvolvimento de sistemas em dispositivos móveis,
certificação digital e telemedicina. Para permitir a utilização destas novas
tecnologias, foi realizada, em paralelo, a contratação da nova rede de informática,
que terá sua instalação concluída no ano de 2007, agregando funcionalidades
avançadas de gerenciamento e segurança, além de cobertura wireless (sem fio).
A política de governança de Tecnologia da Informação (TI) levou o Clínicas a
decidir pela utilização dos serviços de Outsourcing de Impressão, cujo edital
licitatório já foi realizado. Sua implementação, em breve, permitirá obter maior
qualidade em serviços e equipamentos, além de redução significativa no custo de
impressão. Por outro lado, a preocupação constante quanto à política de atualização
do parque computacional permitiu à Instituição chegar ao final do ano com cerca de
80% das 1.500 estações de trabalho atualizadas. Os 40 servidores que hoje suportam
as diversas aplicações no Clínicas estão em pleno processo de atualização.
Grande parte dos projetos de TI implementados teve foco no prontuário
eletrônico, permitindo que novos documentos fossem informatizados. O processo de
desenvolvimento
participativo,
conduzido
por
grupos
de
trabalho
multiprofissionais, constituídos por membros de comissões, professores de diferentes
áreas assistenciais, técnicos do Grupo de Sistemas e outros profissionais da área da
saúde, tem apresentado excelentes resultados. Já nos sistemas administrativos, o foco
principal baseou-se na melhoria dos processos de controle e segurança, destacandose o esforço para a definição dos requisitos para contratação de um Sistema
Integrado Financeiro.
173
Relatório de Atividades
2006
Em sintonia com os objetivos estratégicos institucionais, o GSIS apoiou a
implantação do Planejamento Estratégico através da metodologia Balanced Scorecard
(BSC), viabilizando sua informatização de forma integrada ao ambiente de
Informações Gerenciais (IG).
7.1
7.1.1
NOVAS FUNCIONALIDADES NOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO
APLICATIVOS PARA GESTÃO HOSPITALAR (AGH)
AGH Mobile: foi implementada a primeira fase da informatização do
atendimento à beira do leito, contemplando a possibilidade de acesso
às principais informações do prontuário eletrônico do paciente em
dispositivos móveis como Palms e Pocket PCs, e concluída a
especificação da segunda fase do projeto, que permitirá o registro dos
medicamentos e demais itens prescritos à beira do leito, combinando a
tecnologia móvel com a de código de barras.
Enfermagem: novas facilidades foram implementadas, tais como
solicitação e retorno de consultorias e implantação dos protocolos de
solicitação de exames nos atendimentos ambulatoriais. Recentemente,
foi implementada a notificação de quedas do leito e úlcera de pressão,
cujos dados permitirão a obtenção dos indicadores institucionais
“Incidência de Úlcera de Pressão” e “Incidência de Quedas do Leito”.
Controle de Infecção: novo portal de Controle de Infecção,
contemplando lista de casos de pacientes internados com pistas e
notificações de infecção, além do gerenciamento de leitos de
isolamento.
Checagem eletrônica da prescrição: registros do aprazamento e
checagem eletrônica dos itens da prescrição pela equipe de
enfermagem, tais como medicamentos, cuidados e procedimentos.
Integração com a pesquisa: fase 3 da integração do sistema de pesquisa
com o AGH, permitindo o controle de voucher de consulta, exames e
internação.
174
Relatório de Atividades
2006
Centro Obstétrico: descrição cirúrgica das cesarianas, disponibilizado o
documento no prontuário eletrônico do paciente.
Anestesia: protocolo de avaliação pré-anestésica para pacientes de alto
risco e que devem ser submetidos a procedimentos cirúrgicos.
Unidade Básica de Saúde: implantação do sistema AGH adaptado para
atender as principais necessidades da UBS, tais como o agendamento
de consultas e a solicitação de exames.
Prescrição de diálise: módulo específico de prescrição para pacientes
internados, através do uso de protocolos de diálise, completamente
integrado às demais áreas, como Farmácia e COMEDI.
Laudo único da Patologia: módulo específico, integrado ao atual
sistema de exames, para possibilitar o laudo de biópsias e demais
exames realizados na Patologia, considerando os processos internos da
unidade, como microscopia e macroscopia.
Emergência: finalização do processo de desenvolvimento e início de
homologação do novo sistema que tornará a emergência paperless,
contemplando o registro eletrônico (prescrição, exames, evoluções,
receitas e altas) desde o consultório, Sala de Procedimentos, Sala de
Observação e Unidade Vascular até o check-out do paciente.
Recursos Humanos: primeira fase do Sistema de Gestão de
Desempenho, que permite o registro eletrônico do processo de
avaliação funcional realizado conjuntamente entre chefia e funcionário.
Financeiro:
geração
automática
dos
empenhos,
baseada
na
movimentação das autorizações de fornecimento, para integração com
o Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI); especificação
dos requisitos necessários para abertura do processo licitatório do novo
sistema financeiro integrado; desenvolvimento e homologação da
primeira
fase
do
Sistema
de
Custos,
que
permitirá
obter
eletronicamente o custo por absorção.
175
Relatório de Atividades
2006
7.1.2
INFORMAÇÕES GERENCIAIS (IG)
Novas implementações: no ambiente de Informações Gerenciais, novos
cubos setoriais foram implementados, tais como Pessoas, Unidade
Básica de Saúde, CTI–UTIP e Quimioterapia. Uma nova versão da
interface foi implantada, que contempla a informatização do
planejamento estratégico utilizando o modelo BSC.
7.1.3
PORTAIS INSTITUCIONAIS
Os portais institucionais (intranet e internet) foram completamente
reformulados, tanto por seu conteúdo, como pela tecnologia adotada,
baseada em software livre e totalmente implementada pelo Grupo de
Sistemas. O processo de redefinição do conteúdo e reformulação visual
foi realizado através de um grupo de trabalho multidisciplinar.
7.2
7.2.1
NOVAS TECNOLOGIAS
CERTIFICAÇÃO DIGITAL
A partir da validade legal de documentos assinados utilizando o processo de
certificação digital, o Clínicas avaliou o potencial uso dessa tecnologia nos
documentos do prontuário eletrônico. A partir do estudo de viabilidade, onde
chegou-se à conclusão de que os benefícios seriam significativos para a instituição, o
Clínicas participou ativamente no processo de criação da Autoridade Certificadora
do Estado do Rio Grande do Sul (AC-RS), concretizado pelo Projeto de Lei 12.469, de
3 de maio de 2006. A participação foi além dos comitês estratégico e técnico, onde o
Clínicas e a Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul
(PROCERGS) desenvolveram os primeiros componentes de certificação digital. Este
conhecimento adquirido foi fundamental para implementação dessa tecnologia no
Sistema AGH, que atualmente está sendo homologada em dois documentos do
prontuário eletrônico.
176
Relatório de Atividades
2006
7.2.2
TELEMEDICINA
Em projeto inovador, o Clínicas associou-se ao Programa Institutos do
Milênio, que objetiva difundir e consolidar o uso da telemedicina. Esta encontra-se
parcialmente implantada, com uma sala com equipamentos de última geração e
profissionais capacitados para seu uso. Realizaram-se, dentro do escopo deste
projeto, diversas videoconferências nacionais e internacionais, oportunizando a troca
de experiências em larga escala.
7.3
INFRA-ESTRUTURA
No que diz respeito à infra-estrutura, iniciativas foram realizadas objetivando
aumentar o grau de segurança, qualidade, disponibilidade e confiabilidade dos
sistemas implantados. Condições técnicas foram criadas para ampliar o acesso de
todo corpo funcional às facilidades da tecnologia da informação.
Destacam-se neste contexto:
atualização do parque computacional e adoção de novo sistema
operacional nas estações de trabalho;
terceirização (outsourcing) de serviços de impressão;
início da atualização tecnológica da rede de informática;
atualização e consolidação de servidores (IG, correio eletrônico, banco
de dados e gestão de acesso à internet);
ampliação do sistema de backup corporativo;
implantação de sistema de inventário do parque de equipamentos
baseado em software livre;
integração da rede de informática da Fundação Médica à estrutura do
Clínicas;
implantação do novo sistema de atendimento remoto em software livre.
177
Relatório de Atividades
2006
7.4
INDICADORES DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
Os indicadores a seguir atestam o crescimento, em alguns casos muito
significativo, não apenas dos recursos inerentes à tecnologia da informação, mas
também dos esforços necessários à sua manutenção e utilização, de forma a integrar
as atividades de assistência, ensino e pesquisa.
TABELA - 77.
INDICADORES DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
Indicadores
2004
2005
2006
∆
2005-2006
Banco de dados (tabelas)
2.120
2.274
2.569
13%
7
10
18
80%
Manutenções em sistemas
166
239
280
17%
Relatórios ad hoc (queries)
550
690
634
-8%
4
5
4
-20%
130
194
380
96%
1.100
1.150
998
-13%
Pontos de rede instalados
110
169
181
7%
Novas impressoras instaladas
20
61
76
25%
Impressoras que sofreram manutenção
257
350
464
33%
4
5
13
160%
11.500
15.000
16.200
8%
Micros com acesso à internet na atividade-fim
47%
51%
5%
Número de gestores que utilizam o IG
49%
44%
-10%
Processos críticos informatizados
71%
83%
12%
Micros com capacidade na atividade-fim
53%
71%
18%
Sistemas com tecnologia atualizada
13%
24%
11%
Sistemas implantados
Assuntos implantados no ambiente IG
Micros novos instalados
Manutenções realizadas em micros
Servidores instalados
Número de chamados técnicos
Fonte: GSIS/Hospital de Clínicas.
178
Relatório de Atividades
2006
8
QUALIDADE RECONHECIDA
Diversos prêmios e destaques conquistados em 2006 mais uma vez atestaram a
qualidade do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e reafirmaram o reconhecimento
da sociedade:
8.1
8.1.1
PRÊMIOS
SATISFAÇÃO DOS USUÁRIOS DO SUS
Pelo segundo ano consecutivo, o Clínicas foi considerado, na avaliação dos
usuários do Sistema Único de Saúde, um dos dez melhores hospitais gaúchos, a
partir de levantamento realizado pela Secretaria Estadual da Saúde junto a
instituições conveniadas ao SUS.
8.1.2
TOP SER HUMANO
O Hospital também repetiu a conquista deste prêmio conferido pela
Associação Brasileira de Recursos Humanos/Seção RS, desta vez com o projeto
Programa Integrar: ação de acolhimento e valorização do novo funcionário. Nele, é mostrado
que o Clínicas valoriza o acolhimento e a integração dos profissionais que ingressam
na Instituição desde o primeiro dia de trabalho, oportunizando a todos as melhores
condições de inserção no ambiente laboral, fazendo com que se sintam motivados e
possam crescer na empresa.
8.1.3
CONCURSO DE INOVAÇÃO NA GESTÃO PÚBLICA FEDERAL
Os relatos de experiências do Hospital de Clínicas têm recebido destaque nas
diversas edições do Concurso Inovação da Gestão Pública Federal, promovido pela
Escola Nacional de Administração Pública.
No início de 2006, a Instituição conquistou o terceiro lugar com o relato
Registro eletrônico do atendimento ambulatorial: mais um passo na consolidação do
179
Relatório de Atividades
2006
prontuário eletrônico do paciente e teve mais dois trabalhos premiados por estarem
entre os 20 melhores: Programa de Reabilitação Profissional: gestão de pessoas buscando
resultados e desenvolvimento da cidadania e Redução da taxa de cancelamento de cirurgias
através da otimização do processo assistencial.
No final do ano, quando divulgados os resultados preliminares das
premiações da nova edição do concurso (a ordem de classificação final e a entrega
dos prêmios ocorrem em princípios de 2007), novamente o Clínicas foi destacado,
tendo dois trabalhos selecionados entre os melhores: Reinserção do aluno ao seu
ambiente de convívio escolar e social após a alta hospitalar e Como um protocolo de
classificação de risco pode qualificar o encaminhamento dos pacientes na Emergência.
8.1.4
SELO IBASE
O Hospital de Clínicas conquistou o Selo Ibase 2005, certificação conferida
pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas às empresas que elaboram
e divulgam, de forma abrangente e transparente, seu Balanço Social. A Instituição já
havia recebido esta certificação em 2003.
8.1.5
PRÊMIO RESPONSABILIDADE SOCIAL
Devido à publicação e ampla divulgação de seu Balanço Social, a Instituição
recebeu, como tem sido tradição nos últimos anos, certificado no Prêmio
Responsabilidade Social, promovido pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio
Grande do Sul. No mesmo concurso, o Clínicas inscreveu-se, pela primeira vez, para
concorrer à distinção maior, o Troféu Responsabilidade Social, e o conquistou, sendo
classificado como a melhor empresa governamental.
8.1.6
ACREDITAÇÃO HOSPITALAR
Após passar, em 2006, por um novo ciclo de avaliação, o Hospital de Clínicas
de Porto Alegre voltou a receber, da Organização Nacional de Acreditação (ONA), a
Acreditação Plena. Em 2001, a Instituição havia conquistado a Acreditação no Nível 1
– de forma pioneira entre os hospitais gaúchos, os hospitais universitários brasileiros
e os hospitais de grande porte do país – e, em 2003, de modo também inédito, a
Acreditação Plena, agora reconfirmada.
180
Relatório de Atividades
2006
8.1.7
9º PRÊMIO EXCELÊNCIA EM INFORMÁTICA
O relato Qualidade assistencial: o uso da TI à beira do leito para aumentar a
segurança do paciente, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, foi o primeiro colocado
na modalidade Projeto do 9º Prêmio Excelência em Informática Aplicada aos Serviços
Públicos, entregue durante o 12º Congresso de Informática e Inovação na Gestão
Pública (CONIP), realizado em junho, em São Paulo. O trabalho mostra a experiência
da Instituição com o uso da tecnologia móvel e do código de barras para a verificação
de dados relativos aos pacientes internados – tais como prescrição, sinais vitais e
resultados de exames – no próprio leito, garantindo que os profissionais de saúde
tenham acesso, de forma ágil, às informações necessárias, ampliando a segurança e a
qualidade do atendimento.
8.1.8
PRÊMIO DE INOVAÇÃO DA GESTÃO EM SAÚDE
O trabalho Relato da prática de gestão do laboratório clínico do Hospital de Clínicas
de Porto Alegre foi o vencedor do Prêmio de Inovação da Gestão em Saúde Ciclo 20052006, dentro do Prêmio Nacional da Gestão em Saúde. Nele, é apresentada a
experiência de gestão do laboratório desenvolvida nos últimos cinco anos, gerando
inovações que se traduziram na melhoria da qualidade dos serviços prestados.
8.1.9
PRÊMIO CEN AIDS
O Programa de Prevenção do HIV/AIDS do Clínicas foi o vencedor, na
categoria Grande Empresa, do prêmio CEN AIDS, promovido pelo Conselho
Empresarial Nacional (CEN). Coordenado pelo Serviço de Medicina Ocupacional, o
programa consiste em uma série de ações voltadas à comunidade interna, desde
atividades educativas e informativas até medidas de prevenção primária e
secundária de acidentes com materiais biológicos e acolhimento a portadores de HIV
e AIDS.
181
Relatório de Atividades
2006
8.2
8.2.1
DESTAQUES
RANKING
REGIONAL
CAMPEÃS
DA
INOVAÇÃO
–
REVISTA
AMANHÃ
Em levantamento realizado pela revista Amanhã, o Hospital de Clínicas
aparece, na Região Sul, como a empresa mais inovadora na área da saúde,
destacando-se, principalmente, por suas atividades de pesquisa. Foi a segunda vez
que a Instituição constou neste ranking.
8.2.2
RANKING NACIONAL VALOR 1.000 – JORNAL VALOR ECONÔMICO
Neste ranking nacional que identifica as maiores empresas do país, públicas e
privadas, dos mais diversos segmentos de atuação, o Hospital de Clínicas classificouse como a 2ª empresa do país com menor nível de endividamento geral. Também
aparece como a 596ª maior empresa brasileira e a 9ª maior do setor de serviços
médicos. Já no ranking específico da área de serviços médicos da Região Sul, é o
primeiro colocado, mesma posição já conquistada no ano anterior e mantida neste
novo exercício.
8.2.3
RANKING REGIONAL MAIORES E MELHORES – REVISTA AMANHÃ
O Clínicas ocupou a 93ª posição entre as 500 maiores empresas e grupos da
Região Sul. Entre as empresas do setor Saúde da Região, classificou-se como a 4ª
maior em termos de receita bruta e a 5ª em rentabilidade. No Rio Grande do Sul, foi o
38º colocado no ranking das 100 maiores empresas, entre as públicas e privadas, dos
diferentes segmentos. Teve, ainda, no ranking estadual geral, o 27º maior patrimônio
líquido, a 10ª maior liquidez e o 3º menor endividamento.
8.2.4
RANKING
REGIONAL
600
MAIORES
EMPRESAS
–
REVISTA
EXPRESSÃO
O Hospital de Clínicas foi a maior empresa da Região Sul no segmento
serviços de saúde e a 100ª colocada no ranking das 600 maiores empresas da Região.
182
Relatório de Atividades
2006
9
PANORAMA ECONÔMICO FINANCEIRO
183
Relatório de Atividades
2006
HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE
EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA DO EXERCÍCIO 2006
TODAS AS FONTES DE RECURSOS
CLASSIFICAÇÃO
ORÇAMENTO
LEI 2006
RECURSOS DO TESOURO - RECEITA
233.771.999,74
232.503.506,00
710.074,00
82.655,62
2.039,12
473.725,00
233.771.999,74
232.503.506,00
710.074,00
82.655,62
2.039,12
473.725,00
Pessoal e Encargos Sociais
Sentenças Judiciais Pessoal
Pessoal e Encargos Cedidos
Portaria MEC - Aux. Capacitação
Despesas de Capital
RECURSOS DO TESOURO - DESPESA
Pessoal e Encargos Sociais
Sentenças Judiciais Pessoal
Pessoal e Encargos Cedidos
Portaria MEC - Aux. Capacitação
Despesas de Capital
RESULTADO
RECURSOS PRÓPRIOS - RECEITA
Transferências do SUS
Convênios e Particulares
Receitas de Aluguéis
Aplicações Financeiras
Receitas Diversas
Saldo de Exercício Anterior
RECURSOS PRÓPRIOS - DESPESA
Material de Consumo
Serviços de Terceiros e Acervo
Assistência aos Funcionários
Aquisição de Equipamentos
Obras e Instalações
Amortizações e Encargos
RESULTADO
-x-
EXECUÇÃO
(%)
EM R$
PARTICIPAÇÃO
(%)
232.660.095,65
232.025.600,11
549.800,80
82.655,62
2.039,12
0,00
99,52
99,79
77,43
100,00
100,00
0,00
65,45%
65,27%
0,15%
0,02%
0,00%
0,00%
232.601.197,16
231.966.701,62
549.800,80
82.655,62
2.039,12
0,00
99,50
99,77
77,43
100,00
100,00
0,00
65,44%
65,27%
0,15%
0,02%
0,00%
0,00%
-x-
0,02%
REALIZADO
Exercício 2006
58.898,49
111.546.384,00
80.562.319,00
23.245.086,00
2.582.839,00
1.059.537,00
837.329,00
3.259.274,00
108.688.932,72
80.562.319,00
20.276.526,07
2.252.762,25
850.944,14
1.487.107,26
3.259.274,00
97,44
100,00
87,23
87,22
80,31
177,60
100,00
30,57%
22,66%
5,70%
0,63%
0,24%
0,42%
0,92%
111.546.384,00
65.207.722,85
32.758.164,15
4.642.149,00
3.818.136,40
2.181.863,60
2.938.348,00
108.666.671,51
64.263.657,39
32.748.589,62
3.936.516,25
3.528.044,53
1.908.479,02
2.281.384,70
97,42
98,55
99,97
84,80
92,40
87,47
77,64
30,57%
18,08%
9,21%
1,11%
0,99%
0,54%
0,64%
-x-
0,01%
-x-
22.261,21
14.163.906,45
MEC/SESu - Residência Médica
6.674.133,06
MEC/SESu - Apoio Hosp. Ensino
1.026.256,00
MS/FNS - Apoio Hosp. Ensino
1.249.800,00
Convênio MEC/SESu -Acelerador Linear4.000.000,00
Convênio FINEP
481.717,39
Convênio Óleo de Lorenzo
0,00
Convênio MS - Monitores CTI
682.000,00
Convênio SCT
50.000,00
14.152.306,45
6.674.133,06
1.026.256,00
1.249.800,00
4.000.000,00
481.717,39
38.400,00
682.000,00
0,00
99,92
100,00
100,00
100,00
100,00
100,00
-x100,00
0,00
3,98%
1,88%
0,29%
0,35%
1,13%
0,14%
0,01%
0,19%
0,00%
14.163.906,45
6.674.133,06
1.286.895,68
833.544,34
5.069.333,37
300.000,00
14.152.306,45
6.674.133,06
1.275.295,68
833.544,34
5.069.333,37
300.000,00
99,92
100,00
99,10
100,00
100,00
100,00
3,98%
1,88%
0,36%
0,23%
1,43%
0,08%
(0,00)
-x-
0,00%
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00%
0,00%
-x-
0,00%
CONVÊNIOS EXTERNOS - RECEITA
CONVÊNIOS EXTERNOS - DESPESA
Bolsas Residência Médica
Material de Consumo
Serviços de Terceiros e Acervo
Aquisição de Equipamentos
Obras e Instalações
RESULTADO
OPERAÇÕES DE CRÉDITO - RECEITA
OPERAÇÕES DE CRÉDITO - DESPESA
RESULTADO
-x14.903.320,00
14.903.320,00
-x-
RESULTADO ATÉ 31 DE DEZEMBRO DE 2006
RECEITA - TOTAL DE TODAS AS FONTES
DESPESA - TOTAL DE TODAS AS FONTES
81.159,70
374.385.610,19
374.385.610,19
355.501.334,82
355.420.175,12
0,02%
94,96
94,93
100,00%
99,98%
184
Relatório de Atividades
2006
9.1
9.1.1
ANÁLISE DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA DO EXERCÍCIO
O RESULTADO ORÇAMENTÁRIO
O resultado orçamentário do exercício de 2006 apresentou um superávit geral
de R$ 81.159,70, considerando todas as fontes de recursos representando 0,02% da
receita total arrecadada, tendo a seguinte composição:
Os recursos do Tesouro Nacional tiveram um superávit de R$ 58.898,49, pela
diferença do total das remessas realizadas com o montante da despesa liquidada. O
financeiro do superávit verificado fica disponibilizado na conta de vinculação de
pagamento da instituição, para ajuste nas remessas do exercício de 2007.
Os Recursos Diretamente Arrecadados tiveram um superávit de R$ 22.261,21,
considerando-se a execução das fontes 0250, 0280, e o crédito do saldo financeiro do
exercício anterior no valor de R$ 3.259.274,00. O financeiro do superávit apurado no
exercício, será objeto de solicitação de suplementação orçamentária no exercício de
2007.
As descentralizações de convênios específicos tiveram resultado nulo, pois as
receitas que não tiveram as despesas liquidadas ou inscritas em restos a pagar em
2006, foram devolvidas no encerramento do exercício à concedente, conforme regras
de encerramento do SIAFI.
9.1.2
A ORIGEM DOS RECURSOS
A receita da instituição no exercício de 2006 totalizou o valor de R$
355.501.334,82, considerando todas as fontes de recursos, as inscrições de convênios e
portarias em recursos a receber e o saldo do exercício de 2005.
A maior receita arrecadada, refere-se às transferências do Tesouro Nacional
para o pagamento de pessoal, encargos sociais e sentenças de pessoal, no valor de R$
232.660.095,65 representando 65,45% da receita total.
As receitas próprias arrecadadas, provenientes basicamente de serviços
hospitalares, com ênfase no repasse do Fundo Nacional da Saúde – Sistema Único de
Saúde, totalizaram o valor de R$ 108.688.932,72, representando 30,57%, da receita
185
Relatório de Atividades
2006
total, considerando-se o crédito do saldo do exercício de 2005, no valor de R$
3.259.274,00.
Os recursos descentralizados para a execução de convênios firmados com
outros órgãos, ou recebidos por portarias interministeriais com finalidades e metas
específicas, somaram o valor de R$ 14.152.306,45, representando 3,98% da receita
total.
Os limites aprovados para contratação de operações de crédito externo, não
tiveram realização no exercício de 2006.
9.1.3
A APLICAÇÃO DOS RECURSOS
A despesa de todas as fontes de recursos totalizou o montante de R$
355.420.175,12, tendo a seguinte composição:
Despesas com pessoal, encargos sociais e sentenças de pessoal, incluindo os
auxílios para capacitação de servidores, 65,44%;
Despesas com a manutenção das atividades da instituição, compra de
materiais de consumo 18,44%; serviços de terceiros e contribuições com o PASEP,
9,44%, assistência médica aos funcionários 1,11%;
Despesas com a manutenção das bolsas para a residência médica 1,88%;
Despesas com investimentos de curto prazo 3,05%, e com amortizações e
encargos de financiamentos de investimentos em longo prazo 0,64%.
9.1.4
OS RECURSOS DE DESTAQUE
Neste exercício o HCPA executou integralmente os recursos de convênios e
portarias com finalidades e metas específicas, que foram repassados pelos seguintes
órgãos:
1.
Portarias, firmada com o Ministério da Educação, através da Secretaria
de Educação Superior, no valor de R$ 6.674.133,06, para manutenção da Residência
Médica, Portarias nº 276/2006 e 463/2006, no valor de R$ 1.026.256,00, para reforço à
manutenção dos Hospitais Universitários Federais, Portaria nº 432/2006, no valor de
186
Relatório de Atividades
2006
R$ 4.000.000,00, para aquisição do Acelerador Linear, e Portaria nº 26/2006, no valor
de R$ 2.039,12 para capacitação de servidores do MEC.
2.
Portaria nº 2456/2006, firmada com Ministério da Saúde, através do
Fundo Nacional da Saúde, no valor de R$ 1.249.800,00, para reforço à manutenção
dos Hospitais Universitários Federais, Portaria nº 336/2006, no valor de R$
682.000,00 para aquisição de Monitores para a CTI.
3.
Convênios nº 633/2005, no valor de R$ 327.525,00, firmado com a
FINEP, para aquisição de equipamentos e materiais permanentes, para o Centro de
Pesquisas (primeira parcela em 2005 e segunda parcela em 2006) e Convênio nº
1113/2006 referente à primeira parcela, no valor de R$ 300.000,00 para construção do
Centro de Pesquisas do HCPA.
9.1.5
OS RECURSOS A RECEBER
Foram inscritos em recursos a receber do exercício de 2006, os totais de R$
4.485.431,19, sendo R$ 4.000.000,00, do MEC para aquisição do Acelerador Linear, R$
341.000,00 do MS, referente à segunda parcela dos Monitores da CTI, R$ 104.150,00
do MS, referente à última parcela do Programa Interministerial e R$ 40.281,19 do MS,
referentes à serviços hospitalares prestados ao SUS.
9.1.6
O DIFERIMENTO DE RECURSOS
No encerramento do exercício houve a inscrição automática pelo sistema
SIAFI, dos valores a débitos em fontes do Tesouro Nacional na conta de
disponibilidade por fontes, no valor de R$ 585.655,42, deste valor R$ 570.099,14,
refere-se a recursos destinados ao pagamento da folha de pessoal, e R$ 15.556,28,
refere-se a recursos próprios repassados pelo Fundo Nacional da Saúde.
9.2
INVESTIMENTOS REALIZADOS
Neste exercício, além dos recursos próprios investidos em obras e
equipamentos no valor de R$ 5.436.523,55, o hospital executou os recursos de
convênios firmados com a FINEP, no valor de R$ 477.893,37, com o Ministério da
Educação, através da Secretaria da Educação Superior, no valor de R$ 4.209.440,00 e
187
Relatório de Atividades
2006
com o Ministério da Saúde, através do Fundo Nacional da Saúde, no valor de R$
682.000,00.
Considerando todas as fontes de recursos, a destinação orçamentária para
investimentos no exercício de 2006, foi de R$ 10.805.856,92, que representou 3,05% da
receita total apurada no exercício.
TABELA - 78.
EQUIPAMENTOS EMPENHADOS NO EXERCÍCIO
Equipamentos
Acessório para Holter
Agitador de plaquetas horizontal
Agitador mecânico
Antropômetro/estadiômetro
Aparelho com CD
Aparelho de fax
Aparelho DVD
Aparelho para academia
Ar-condicionado
Ar-condicionado janela capacidade 18.000 BTU
Armadilha luminosa para eliminação de insetos
Armário
Armário aéreo
Armário alto 2 portas
Armário para computador
Armário porta chaves
Armário vestiário metálico
Arquivo metálico
Balança com visor digital
Balança eletrônica
Balança pediátrica
Balcão
Bancada
Banho maria
Bebedouro
Berço simples em acrílico
Bicicleta ergométrica
Biombo leve com rodízios
Bomba de infusão
Bomba injetora de contraste
Cadeira de aproximação
Cadeira de rodas
Cadeira motorizada
Cadeira tipo trono
Caixa para gaiolas
Cama eletrônica CTI
Cama infantil tipo berço
Capela de fluxo laminar
Carro de supermercado
Quant.
1
14
2
1
1
7
1
4
3
24
7
32
4
27
1
2
10
1
2
14
1
9
5
1
10
40
4
4
1
1
2
40
2
19
50
10
4
1
5
Valor total
2.176,15
92.050,00
1.270,00
989,40
472,00
3.636,40
541,00
9.452,24
51.800,01
32.389,59
2.660,00
47.645,52
3.835,10
12.198,00
651,00
735,00
3.953,00
605,00
2.153,51
21.249,98
639,80
15.839,66
5.328,99
1.783,00
4.785,96
25.500,00
6.400,00
1.571,00
3.700,00
79.000,00
1.370,00
39.472,00
9.600,00
13.432,00
6.554,00
242.440,00
8.000,00
12.120,00
2.116,80
188
Relatório de Atividades
2006
Equipamentos
Carro funcional para limpeza
Carro maca adulto sem grades
Carro para PCR
Carro para transporte
Catraca
Centrífuga
Centrífuga digital de bancada
Centrífuga refrigerada com rotor
Cilindro pequeno
Colchão de ar circulante
CPU microcomputador
Detector de radiação gama de uso cirúrgico
Dinamômetro
Encefalógrafo
Enceradeira
Equipamento de ecocardiografia
Equipamento de ecografia
Equipamento de raio-X
Equipamento de ventilação não invasiva-BIPAP
Equipamento técnico engenharia - nível à laser
Equipamento técnico engenharia - trena à laser
Escaninho
Estabilizador eletrônico
Esterilizador de água
Etiquetadora de etiquetas auto-adesivas
Flexímetro
Foco cirúrgico de pedestal
Fone de cabeça com atendimento remoto
Forno combinado
Forno microondas
Freezer vertical - 80 graus
Freezer vertical para Banco de Sangue
Frigobar 120 litros
Fritadeira
Furadeira
Gabinete
Garrote pneumático
Grampeador eletrônico
Gravador de Holter
Gravador de mapa
Gravador portátil miniatura
Homogeneizador para bolsa de sangue
Impressora
Incubadora de CO2
Incubadora neonatal
Lavadora de alta pressão
Lavadora ultrasônica
Leitora de micro placas espectrofotométrica
Liquidificador industrial
Maca
Manovacuometro portátil digital
Quant.
18
2
3
11
1
1
2
1
1
18
1
1
1
1
6
1
3
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
3
3
12
1
2
64
7
29
6
2
1
2
2
18
5
33
1
6
1
1
1
2
29
2
Valor total
8.704,82
2.400,00
8.505,00
16.359,00
2.128,00
728,00
20.159,18
16.573,00
399,00
10.435,32
1.100,00
56.047,03
1.001,00
48.830,00
6.765,36
116.859,92
240.000,00
13.200,00
55.000,00
3.775,00
2.590,00
966,00
58.000,00
1.785,00
3.100,00
460,00
10.870,00
3.318,00
96.450,00
4.268,14
24.332,01
33.700,00
41.235,33
22.902,84
14.125,00
29.299,98
13.180,00
2.100,00
6.123,41
14.400,00
13.605,00
68.600,00
87.628,30
20.000,00
117.112,31
2.659,99
1.916,09
51.000,00
1.378,00
51.390,20
5.100,00
189
Relatório de Atividades
2006
Equipamentos
Máquina de costura
Maquina de lavar louça
Máquina fotográfica digital
Mesa
Microcomputador
Módulo para monitor multiparâmetro
Monitor cardíaco
Monitor de oxigênio de ambiente
Monitor de vídeo
Monitor fetal
Monitor multiparâmetro
Moto serra
Negatoscópio
Negatoscópio 3 ou mais corpos
Negatoscópio para mamografia
Nobreak
Notebook
Oftalmoscópio de bolso
Osmômetro criostático
Otoscópio completo com punho
Oxímetro de pulso
PDA'S com Wireless , Bluetooth e leitor de código de barra
PDA'S PALM com Wireless e Bluetooth
PDA'S PALM Pochket PC com Windows Mobile
Peças de reposição para ampliação central telefônica
Plaina elétrica industrial
Plicômetro científico
Poltrona
Poltrona para doação/coleta de sangue
Poltrona tipo papai
Posturógrafo
Precessador de alimentos
Projetor multimídia
Purificador de água
Rack para servidor de rede
Radiômetro
Refresqueira
Refrigerador
Refrigerador para Banco de Sangue
Respirador
Respirador – ventilador mecânico
Respirador – ventilador multimodal
Scanner para microcomputador
Secador de ar comprimido
Seladora para papel grau cirúrgico
Serra esquadria
Servidor de rede
Sistema de transcrição de laudos
Sistema modular de aquisição de dados
Sistema para radioterapia e dosimetria - acelerador linear
Split
Quant.
Valor total
4
1
3
139
176
2
10
4
85
1
11
1
1
1
1
8
2
6
1
1
2
2
6
2
1
8
1
2
9
61
1
1
6
9
1
1
1
5
1
2
9
1
2
1
2
2
3
4
1
1
30
10.870,00
17.000,00
1.988,00
59.936,41
205.549,50
12.266,00
160.067,89
10.000,00
44.636,32
14.680,00
682.000,00
1.680,00
1.378,30
398,00
2.880,00
5.832,00
9.596,10
2.580,00
23.738,18
1.875,00
8.200,00
6.364,00
14.724,00
6.000,00
87.308,00
3.630,00
700,00
1.360,00
15.804,99
36.600,00
875,00
7.500,00
21.483,73
4.785,46
8.000,00
1.065,00
1.574,99
33.878,99
14.870,00
111.536,35
269.770,50
29.974,50
1.307,00
6.477,00
1.200,00
3.200,00
94.980,00
5.482,28
30.417,86
4.000.000,00
63.027,20
190
Relatório de Atividades
2006
Equipamentos
Quant.
Suporte para soro
Switches de apoio
Telefone com fone de cabeça
Telefone com secretária eletrônica
Telefone sem fio
Telefone sem fio com fone de cabeça
Televisor
Termociclador
Tonômetro de aplanação portátil
Topógrafo computadorizado
Transdutor para ecógrafo
Unidade automática de dosagem de cloro
Varredeira manual
Ventilador para animais - (seguro) - importação
Videocassete
Total geral
14
5
14
2
9
7
104
4
4
1
1
1
2
1
1
1.488
Valor total
5.249,99
6.738,70
5.809,64
723,81
3.600,00
2.907,38
41.132,50
67.557,60
35.259,00
42.000,00
10.200,00
7.950,00
4.120,00
69,39
330,00
8.597.377,90
Fonte: Gerência Financeira do Hospital de Clínicas.
TABELA - 79.
OBRAS EMPENHADAS NO EXERCÍCIO
Descrição
Subestação entrada energia (reforma entrada de energia)
Laboratório (reforma Serviço Imunologia e Hematologia)
Acesso viário (adequações dos acessos/Hospital)
Sinalização gráfica (complementação da sinalização/Hospital)
Lavanderia (reforma da sala de costura)
Pesquisa clínica – 1º andar (reforma da antiga zona 11 para
Laboratório de Pesquisa)
Vestiário de funcionários do subsolo (reforma dos vestiários
masculino e feminino)
Apoio à pesquisa (reforma da antiga área da engenharia para
pesquisa)
Assessoria e CCIH (mudança de área)
Emergência (reforma acolhimento, SP, UV)
Passagem de plantão (reforma das salas de passagem de
plantão)
Ressonância magnética (sala para ressonância e recuperação)
5º Pavimento Sul – 1ª parte (reforma 5º Sul + ar-condicionado)
Serviço de Gastroenterologia (reforma)
CNPQ (nova área)
Refeitório – 1ª etapa (ar-condicionado)
Iglú – garagem (mudança do almoxarifado p/ ed. garagem
GSIS (ar-condicionado/projeto)
Centro de Pesquisa Clínica (prédio novo)
Obra GPPG (reforma total da área)
Reformulação da Radiologia (recepção, preparo, tomógrafo)
Instalações gerais (obras gerais no prédio)
Total
m2
Valor
97,86
17.227,01
32.371,54
896,00
37.800,00
9.487,28
150,40
606,08
801,00
15.790,11
135,00
165,00
274,00
1.661,70
2.143,50
39.927,78
168,00
98,96
1239,00
99,94
157,70
568,00
451,00
530,00
3.081,98
245,20
330,00
8.804,00
39.509,53
577.486,84
9.015,32
78.904,91
75.035,77
11.809,20
4.500,00
300.000,00
82.171,84
17.181,61
846.149,00
381,00
2.208.479,02
191
Relatório de Atividades
2006
9.3
TRANSFERÊNCIA DE RECURSOS (CONVÊNIOS TRANSFERIDOS)
192
Relatório de Atividades
2006
TRANSFERÊNCIAS DE RECURSOS (CONVÊNIOS RECEBIDOS) 2006
Identificação do Termo
Código
Tipo
Siafi/Siasg
Valor Total
Inicial ou Aditivos ( n°
Objeto
do processo e do termo,
da
Data
de
publicação
data assinatura, vigência
Avença
no DOU
Valor
Total
Transferido
Pactuado
no exercício
Situação da Avença
Recebido/
(alcance de objetivos e
Contrapartida
Beneficiário
(Razão
metas, prestação de
Social e CNPJ)
contas, sindicância,
etc...)
TCE S/N?)
31/12/06
Portaria
Convênio
450
505441
06/07/2006 até 06/07/2007
Processo n°
23000.013885/2006-14
Aquisição de Equipamento -
25/08/2005 até 25/03/2006
25/03/2006 até 25/03/2007
de Gênero
24/02/2005 até 25/08/2005
R$
4.000.000,00
R$
4.000.000,00
-
HCPA
87.020517/0001-20
Em Execução
Inscrição em restos a
Pagar
24/12/03
R$ 72.000,00
R$ 72.000,00
R$ 14.400,00
HCPA
87.020517/0001-20
Em Execução
Solicitado 3° termo Aditivo
ao
Acelerador Linear
Estabelecimento de Ações
Conjuntas
no Atendimento aos Usuários
do SUS
Portadores de Transtorno de
Identidade
24/12/2003 até 24/02/2005
02/08/06
Conv. N° 038/2003
Processo n° 72971-20/01.4
e
15/09/05
convênio em 08/01/2006
31/03/06
46185-20.00/02-0
Assinado em 18/12/2003
Assinado em 25/08/2005
Assinado em 24/03/2006
Portarias
1
Descentralizado por
destaque
Apoio financeiro para atender
os desembolsos
26/01/06
4
em 23/02/2005
inerentes ao Programa de Resi-
24/02/06
dência Médica
27/03/06
8
R$
6.674.133,06
R$
6.674.133,06
-
HCPA
87.020517/0001-20
Em Execução
Relatório a ser
encaminhado pelo
MEC/SESu, para
preenchimento
193
Relatório de Atividades
2006
Portaria
15
26/04/06
51
26/05/06
304
29/06/06
420
26/07/06
564
31/08/06
706
29/09/06
823
30/10/06
987
30/11/06
276
01/06/2006 até 01/06/2007
Processo n°
23000.013885/06-15
463
Subsidiar despesas com
serviços de
terceiros, aquisiição de equip.,
visando
cumprir as ações previstas no
Programa
Interministerial de Reforço a
Manutenção
20/06/06
R$
816.816,00
R$
816.816,00
27/07/06
R$
209.440,00
R$
209.440,00
28/09/06
R$
600.000,00
R$
300.000,00
28/12/01
R$ 38.400,00
R$ 38.400,00
-
HCPA
87.020517/0001-20
Em Execução
Outros Serv. Terceiros
Pessoa
Jurídica
Aquisição de camas
eletrônicas
dos Hospitais Universitários
Convênio
569237
11/09/06 até 11/09/08
Conv. N° 01.06.0595.00
Ampliação da infra-estrutura de
Pesquisa
Clínica Experimental em Saúde
no HCPA
R$
120.000,00
HCPA
87.020517/0001-20
Em execução
Falta liberação da 2°
parcela
HCPA
87.020517/0001-20
Em execução
Enviar prestação de
contas
Ref. n° 1100/06
Assinado em 11/09/2006
Convênio
465717
02/05/2005 até 01/04/2006
Estabelecimento de ações
conjuntas,
visando o atendimento de
pacientes
portadores de
Adrenoleucodistrofia, ligada
17/08/05
01/04/2006 até 01/01/2007
ao "X" no HCPA
22/05/06
19/09/2003 até 18/09/2004
19/09/2003 até 01/05/2005
-
Conv. N° 042/2001
Processo n° 1026120.00/97-7
e 52263-20.00/01-8
194
Relatório de Atividades
2006
Assinado em 18/09/2003
Assinado em 28/04/2005
Assinado em 22/05/2006
Portaria
336
01/09/06 até 01/09/2007
R$
682.000,00
R$
682.000,00
-
HCPA
87.020517/0001-20
Em execução
Inscrição em Restos à
Pagar
12/12/05
R$
1.249.800,00
R$
1.249.800,00
-
HCPA
87.020517/0001-20
Em execução
Não é necessário
apresentar
prestação de contas, pois
este
recurso está incorporado
com o
repasse da
contratualização
29/07/05
R$
327.525,00
R$
327.525,00
HCPA
87.020517/0001-20
Em Execução
Inscrição em Restos à
Pagar
Aquisição de Equipamento e
Material
Permanente - Monitores
Multiparâmetros
Processo n°
25000.146191/06-80
Assinado em 30/06/2006
Portaria
Convênio
2456
524478
01/01/2006 até 31/12/2006
Subsidiar despesas com a
aquisição de
mat. consumo, visando cumprir
as
ações previstas no Programa
Interministerial
de Reforço a Manutenção dos
Hospitais Universitários
Ampliação da Infra-Estrutura de
equipamentos
nos Laboratórios
compartilhados
do Centro de Pesquisa do
Convênio n° 01.05.0405.00 HCPA
15/07/05 até 15/07/07
R$
180.805,00
Ref. n° 0633/05
Assinado em 15/07/2006
195
Relatório de Atividades
2006
TRANSFERÊNCIAS DE RECURSOS (CONVÊNIOS TRANSFERIDOS) 2006
Identificação do
Termo
Código
Tipo
Siafi/Siasg
Inicial ou Aditivos (n°
do processo e do
termo,
data assinatura,
vigência
Valor Total
Situação da Avença
(alcance de objetivos e
Objeto
Data
Valor
Recebido/
da
de
publicação
Total
Transferido
Avença
no DOU
Pactuado
no exercício
Contrapartida
Beneficiário
(Razão
metas, prestação de
Social e CNPJ)
contas, sindicância,
etc...)
TCE S/N?)
31/12/06
conv. N° 01
Convênio
565356
Convênio
567336
Programa de Docência em
Residência
Fundação Médica
22/07/2006 até
31/12/2006
Assinado em
22/07/2006
Médica e Assistência à
Saúde
14/08/06
22/07/2006 até
31/12/2006
Programa de Capacitação
Profissional
11/09/06
Conv. N° 03
e Qualificação do
Atendimento Assisten-
Assinado em
22/07/2006
cial à Comunidade através
de convênios
94.391.901/000103
R$ 4.343.430,00 R$ 3.905.442,57
R$ 319.450,00
R$ 240.025,75
-
Fundação Médica
Em execução
Aguardando prestação de
contas final
Em execução
94.391.901/000103
Aguardando prestação de
contas final
de Saúde
Convênio
566935
22/07/2006 até
31/12/2006
Programa de Assistência à
Saúde e
Conv. N° 04
Educação Continuada em
Enfermagem
04/09/06
R$ 448.430,00
R$ 448.430,00
-
Fundação Médica
94.391.901/000103
Aguardando prestação de
contas final
Assinado em
22/07/2006
Convênio
566933
22/07/2006 até
31/12/2006
Em execução
Programa de Gestão de
Informação
04/09/06
R$ 283.546,05
R$ 283.546,05
-
Fundação Médica
Em execução
196
Relatório de Atividades
2006
Conv. N° 05
94.391.901/000103
Hospitalares
Assinado em
22/07/2006
Convênio
567337
22/07/2006 até
31/12/2006
Conv. N° 06
Assinado em
22/07/2006
Aguardando prestação de
contas final
Programa de Extensão em
Odontologia
11/09/06
R$ 3.907,00
R$ 2.208,57
-
Fundação Médica
94.391.901/000103
Em execução
Aguardando prestação de
contas final
197
Relatório de Atividades
2006
10 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
199
Relatório de Atividades
2006
HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE
CNPJ:87.020.517/0001-20
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PROCEDIDAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006
I-BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO
CIRCULANTE
Disponibilidades
Caixa
Bancos
Créditos a Receber Curto Prazo
Crédito Fornecimento de Serviços
Recursos Especiais de Restos a Pagar
Adiantamentos a Pessoal
Estoques
Materiais de Consumo
Estoque de Vale Transporte
Importações em Andamento
31/12/06
Em R$
31/12/05
Em R$
55.316.420,90
8.697.448,15
17.826,75
8.679.621,40
50.405.165,43
10.526.635,28
7.744,19
10.518.891,09
39.049.746,15
23.433.665,76
11.834.032,10
3.782.048,29
31.392.724,83
21.047.691,22
7.196.541,65
3.148.491,96
7.542.634,84
7.441.201,81
64.967,35
36.465,68
8.485.805,32
7.920.529,88
47.934,20
517.341,24
26.591,76
0,00
2.746.116,74
8.414.854,14
(8.414.854,14)
2.746.116,74
2.731.224,54
7.858.826,05
(7.858.826,05)
2.731.224,54
271.299.935,71
318.103.620,87
23.538,30
(46.827.223,46)
270.402.971,79
310.275.526,26
2.103.012,83
(41.975.567,30)
329.362.473,35
323.539.361,76
Despesas Pagas Antecipadamente
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO
Crédito Fornecimento de Serviços
Provisão p/Créditos Liquidação Duvidosa
Depósitos Judiciais
PERMANENTE
Imobilizado
Importações em Andamento
(-)Depreciação
TOTAL DO ATIVO
Prof. Sérgio Carlos Eduardo Pinto Machado
Presidente
Prof. Amarílio Vieira de Macedo Neto
Vice-Presidente Médico
Bel. Fernando Andreatta Torelly
Vice-Presidente Administrativo
Adm. Paulo da Cunha Serpa
Coordenador da Gerência Financeira
Neiva Teresinha Finato
Contadora - CRC/RS nº 53.292
200
Relatório de Atividades
2006
HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE
CNPJ:87.020.517/0001-20
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PROCEDIDAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006
I-BALANÇO PATRIMONIAL
PASSIVO
CIRCULANTE
Fornecedores
Obrigações Sociais
Obrigações Tributárias
Consignações Folha de Pagamento
Operações de Crédito Internas
Obrigações Inscritas em Restos a Pagar
Outras Obrigações
Repasses Diferidos
31/12/06
Em R$
31/12/05
Em R$
13.808.704,12
12.586.085,16
4.438.884,59
0,00
252.407,04
1.075,00
1.038.429,07
7.364.877,76
127.375,24
585.655,42
5.365.849,01
986,81
318.099,00
0,00
2.040.341,40
4.142.877,12
139.035,69
578.896,13
0,00
1.020.170,72
0,00
1.020.170,72
315.553.769,23
309.933.105,88
309.933.105,88
5.620.663,35
296.775.793,51
13.157.312,37
329.362.473,35
323.539.361,76
EXIGÍVEL A LONGO PRAZO
Operações de Crédito Internas
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital Social
Resultados Acumulados
TOTAL DO PASSIVO
Prof. Sérgio Carlos Eduardo Pinto Machado
Presidente
Prof. Amarílio Vieira de Macedo Neto
Vice-Presidente Médico
Bel. Fernando Andreatta Torelly
Vice-Presidente Administrativo
Adm. Paulo da Cunha Serpa
Coordenador da Gerência Financeira
Neiva Teresinha Finato
Contadora - CRC/RS nº 53.292
201
Relatório de Atividades
2006
HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE
CNPJ:87.020.517/0001-20
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PROCEDIDAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006
II- DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
31/12/06
Em R$
31/12/05
Em R$
RECEITA OPERACIONAL BRUTA
345.826.448,56
326.884.516,80
Serviços Prestados
Repasses Recebidos
Deduções PASEP
103.497.596,46
242.328.852,10
(702.748,96)
99.386.911,27
227.497.605,53
(631.048,77)
345.123.699,60
326.253.468,03
(317.410.213,41)
(294.992.072,21)
27.713.486,19
31.261.395,82
(21.809.930,08)
(17.881.535,40)
(218.522,40)
1.165.540,57
(33.319.304,17)
(40.779,25)
140.286,15
10.462.849,02
(379.345,40)
855.082,37
(30.966.018,63)
(126.224,07)
307.008,72
12.427.961,61
RESULTADO OPERACIONAL
5.903.556,11
13.379.860,42
RESULTADO NÃO OPERACIONAL
(282.892,76)
(222.548,05)
RESULTADO LÍQUIDO
5.620.663,35
13.157.312,37
RECEITA LÍQUIDA
CUSTOS DOS SERVIÇOS
LUCRO BRUTO
RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS
Despesas Financeiras
Receitas Financeiras
Despesas Administrativas
Variação Monetária Passiva
Variação Monetária Ativa
Outras Receitas / Despesas Operacionais
Prof. Sérgio Carlos Eduardo Pinto Machado
Presidente
Prof. Amarílio Vieira de Macedo Neto
Vice-Presidente Médico
Bel. Fernando Andreatta Torelly
Vice-Presidente Administrativo
Adm. Paulo da Cunha Serpa
Coordenador da Gerência Financeira
Neiva Teresinha Finato
Contadora - CRC/RS nº 53.292
202
Relatório de Atividades
2006
HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE
CNPJ:87.020.517/0001-20
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PROCEDIDAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006
III - DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Saldo em 31/12/2003
Capital
Realizado
Em R$
Resultado
Acumulado
Em R$
Em R$
285.443.593,07
1.914.177,42
287.357.770,49
Lucro do Exercício findo em 31.12.2004
Total
13.277.304,83
Saldo em 31/12/2004
285.443.593,07
15.191.482,25
300.635.075,32
Aumento de Capital
11.332.200,44
(11.332.200,44)
-
Ajustes de Exercícios Anteriores
(3.859.281,81)
Lucro do Exercício Findo em 31.12.2005
13.157.312,37
Saldo em 31/12/2005
296.775.793,51
13.157.312,37
309.933.105,88
Aumento de Capital
13.157.312,37
(13.157.312,37)
-
Lucro do Exercício Findo em 31.12.2006
Saldo em 31/12/2006
5.620.663,35
309.933.105,88
5.620.663,35
315.553.769,23
Prof. Sérgio Carlos Eduardo Pinto Machado
Presidente
Prof. Amarílio Vieira de Macedo Neto
Vice-Presidente Médico
Bel. Fernando Andreatta Torelly
Vice-Presidente Administrativo
Adm. Paulo da Cunha Serpa
Coordenador da Gerência Financeira
Neiva Teresinha Finato
Contadora - CRC/RS nº 53.292
203
Relatório de Atividades
2006
HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE
CNPJ:87.020.517/0001-20
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PROCEDIDAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006
IV - DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DOS RECURSOS
31/12/06
Em R$
ORIGENS DAS APLICAÇÕES
31/12/05
Em R$
15.138.575,36
19.749.191,66
15.138.575,36
19.749.191,66
Lucro do Exercício
5.620.663,35
13.157.312,37
Ajustes Result. Exerc. p/Valores Não Financeiros
Depreciações
Baixas de Bens Ativo Imobilizado
Variação Monetária do Exigível a LP
Redução do Ativo Realizável a LP
Redução Importações em Andamento
9.517.912,01
6.003.600,44
1.434.837,04
0,00
0,00
2.079.474,53
6.591.879,29
5.600.007,94
222.548,05
85.628,38
683.694,92
0,00
TOTAL DAS APLICAÇÕES DOS RECURSOS
15.138.575,36
19.749.191,66
Aplicações dos Recursos
Aquisições do Ativo Imobilizado
Aumento do Ativo Realizável a LP
Redução do Passívo Exígivel a LP
Ajuste de Exercício Anterior
Reversão de Depreciações de Bens Baixados
11.449.938,85
9.262.931,65
14.892,20
1.020.170,72
0,00
1.151.944,28
12.961.699,61
7.118.507,04
0,00
1.983.910,76
3.859.281,81
0,00
3.688.636,51
6.787.492,05
Ativo Circulante
No Início do Período
No Final do Período
4.911.255,47
50.405.165,43
55.316.420,90
4.884.589,52
45.520.575,91
50.405.165,43
Passivo Circulante
No Início do Período
No Final do Período
1.222.618,96
12.586.085,16
13.808.704,12
(1.902.902,53)
14.488.987,69
12.586.085,16
DE OPERAÇÕES
AUMENTO DO CAPITAL DO CIRCULANTE LÍQUIDO
Prof. Sérgio Carlos Eduardo Pinto Machado
Presidente
Prof. Amarílio Vieira de Macedo Neto
Vice-Presidente Médico
Adm. Paulo da Cunha Serpa
Coordenador da Gerência Financeira
Bel. Fernando Andreatta Torelly
Vice-Presidente Administrativo
Neiva Teresinha Finato
Contadora - CRC/RS nº 53.292
204
Relatório de Atividades
2006
HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE
CNPJ:87.020.517/0001-20
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PROCEDIDAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006
VALOR ECONÔMICO AGREGADO (EVA)
31/12/06
Em R$
31/12/05
Em R$
I - Receitas
I.I. Vendas de Serviços/Repasses
I.II. Receitas / Despesas Operacionais
356.006.404,82
345.826.448,56
10.179.956,26
339.270.713,21
326.884.516,80
12.386.196,41
II - Insumos Adquiridos de Terceiros (c/ICMS e IPI)
II.I. Custos dos Serviços Vendidos
II.II. Serviços de Terceiros
104.815.168,27
68.670.462,17
36.144.706,10
95.048.747,89
65.259.028,08
29.789.719,81
III - Valor Adicionado Bruto ( I - II )
251.191.236,55
244.221.965,32
IV - Retenções
IV.I. Despesas com Depreciação
(6.003.600,44)
(6.003.600,44)
(5.600.007,94)
(5.600.007,94)
245.187.636,11
238.621.957,38
VI - Valor Adicionado Recebido em Transferências
VI.I. Receitas Financeiras
1.305.826,72
1.305.826,72
855.082,37
855.082,37
VII - Valor Adicionado Total a Distribuir ( V + VI )
246.493.462,83
239.477.039,75
VIII - Distribuição do Valor Adicionado
VIII.I. Pessoal e Encargos
VIII.II. Impostos, Taxas e Contribuições
VIII.III. Despesas Financeiras
VIII.IV. Lucro do Período
246.493.462,83
239.910.748,87
702.748,96
259.301,65
5.620.663,35
239.477.039,75
225.309.335,01
631.048,77
379.343,60
13.157.312,37
V - Valor Adicionado Líq. Produzido p/Entidade ( III - IV )
Prof. Sérgio Carlos Eduardo Pinto Machado
Presidente
Prof. Amarílio Vieira de Macedo Neto
Vice-Presidente Médico
Bel. Fernando Andreatta Torelly
Vice-Presidente Administrativo
Adm. Paulo da Cunha Serpa
Coordenador da Gerência Financeira
Neiva Teresinha Finato
Contadora - CRC/RS nº 53.292
205
Relatório de Atividades
2006
NOTAS EXPLICATIVAS SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
PROCEDIDAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006
NOTA 1 - CONTEXTO OPERACIONAL
O Hospital de Clínicas de Porto Alegre é um hospital geral universitário empresa
pública de direito privado, criado pela Lei n. º 5.604, de 02 de setembro de 1970 e
vinculado à supervisão do Ministério da Educação.
NOTA 2 - APRESENTAÇÃO E BASE DE ELABORAÇÃO
A) Apresentação
Para o registro das operações e elaboração das demonstrações contábeis foram
adotadas as práticas contábeis emanadas da Lei 6.404/76, as quais não requerem a
apresentação das demonstrações financeiras expressas em moeda de capacidade
aquisitiva constante. Desta forma, as demonstrações do resultado, das mutações do
patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos são decorrentes da simples
acumulação dos valores nominais das transações ocorridas.
B) Base de Elaboração
A base de elaboração seguiu a orientação do Sistema Integrado de Administração
Financeira -SIAFI.
NOTA 3 - RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS
A) Sistema de Escrituração
O Hospital de Clínicas de Porto Alegre integra o SIAFI (Sistema Integrado de
Administração Financeira da União) desde 01/01/92, na forma total, observando
aspectos da Lei 6.404/76 em relação à escrituração contábil.
B) Aplicações de Liquidez Imediata
Estão demonstradas pelo custo de aquisições acrescidas dos rendimentos
apropriados até a data do encerramento.
C) Estoques
Os estoques de material de consumo são avaliados pelo custo médio de aquisição.
As importações em andamento pelo custo incorrido apropriado até 31.12.06.
206
Relatório de Atividades
2006
D) Imobilizado
Os bens integrantes do Imobilizado estão demonstrados pelo custo de aquisição
corrigida monetariamente, na forma da lei 8.383/91 até 31/12/95 e os bens imóveis
estão acrescidos da reavaliação. As depreciações foram calculadas sobre o custo
corrigido pelo método linear dentro das seguintes taxas:
um % ªª - Prédios
10 % ªª - Máquinas e Equipamentos, Móveis e Utensílios e Instalações;
20 % ªª - Veículos e Equipamentos de Processamento de Dados
E) Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa
Neste exercício, por decisão da Administração Central e aprovação do Conselho
Diretor, foram provisionados todos os valores, decorrentes de serviços hospitalares
prestados a convênios de saúde e clientes particulares, pendentes de realização,
cujos vencimentos são anteriores ao dia 31/12/2005, no total de R$ 3.461.489,82,
com relação ao Sistema Único de Saúde foi provisionado o valor de R$
4.953.364,32, referente a faturamento extra-teto não recebido até 31/12/2005. O
saldo em 31 de dezembro de 2006 é de R$ 8.414.854,14.
Foi aprovado pelo Conselho Diretor a baixa de contas glosadas do SUS no total de
R$ 4.808.008,78 e IPE R$ 449.814,20, totalizando baixa de R$ 5.257.822,98,
lançamento realizado em janeiro de 2007.
F) Financiamentos Internos
A Instituição possui 01 (um) financiamento interno, com o BNDES e FINAME,
tendo como Agente Financeiro o BANCO ABN AMRO REAL S/A, para a
expansão e a modernização tecnológica de determinadas áreas do hospital, no
valor de R$ 6.623.558,00, com taxa de juros de 4,5 % ªª, acima, da TJLP,
divulgada pelo BACEN, incluindo o “Del Credere” de 2,00 % ªª, Comissão de
Reserva de Crédito de 0,1 % ªm, com parcelas de vencimento mensal, cujo
pagamento final ocorrerá em 15/06/2007. Os saldos foram ajustados à taxa da
TJLP vigente em 31/12/2006, e estão classificados no passivo circulante. Saldo em
31/12/2006 de R$ 1.038.429,07
Foram dados em garantia, recebíveis do convênio de Prestação de Serviços
mantido entre HCPA e o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul.
G) Custos Administrativos e dos Serviços
Os custos dos serviços e administrativos foram apropriados de acordo com a
compatibilização dos valores contábeis e os valores existentes nos controles
elaborados pelo serviço de custos, essa providência visa à integração dos custos à
contabilidade. A adoção deste procedimento foi necessária, visto que o SIAFI
(Sistema Integrado de Administração Financeira da União) em seu módulo
contábil não prevê sistema de custos integrado à contabilidade.
207
Relatório de Atividades
2006
H) Provisão de Férias e Encargos
A Instituição não tem como prática contábil o provisionamento de Férias e
Encargos no encerramento do exercício social, porque as despesas com pessoal são
cobertas com recursos do Tesouro Nacional. No caso de se reconhecer esta
despesa, seria necessário o reconhecimento da receita no Orçamento, o que seria
incompatível com as verbas alocados no mesmo para atendimento de despesas com
pessoal no exercício. O tratamento contábil descrito não gera nenhum reflexo no
resultado do exercício.
NOTA 4 – DISPONIBILIDADES
31/12/2006 EM R$
17.826,75
CAIXA
BANCOS
APLICAÇÃO
IMEDIATA
405.487,99
DE
LIQUIDEZ
CONTA
C/VINCULAÇÃO
PAGAMENTO
DE
VALORES EM TRANSITOS
TOTAIS
4.109,939,90
4.097,193,51
67.000,00
8.697,448,15
NOTA 5 - CRÉDITOS FORNECIMENTO DE SERVIÇOS
CRÉDITOS
A
RECEBER
PELA
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)
CONVÊNIOS PRIVADOS
31/12/2006 EM R$
15.594.886,87
6.962.730,72
CLIENTES PARTICULARES
564.293,14
CRÉDITOS DIVERSOS
311.755,03
TOTAIS
23.433.665,76
208
Relatório de Atividades
2006
NOTA 6 – RECURSOS ESPECIAIS A RECEBER POR RESTOS A PAGAR
Os valores a receber são referentes à inscrição em restos a pagar pelo repasse de recursos pelo
Fundo Nacional de Saúde para custeio de despesas hospitalares e aquisição de equipamentos
de uso hospitalar.
NOTA 7 - REALIZÁVEL A LONGO PRAZO
A) CRÉDITOS FORNECIMENTO DE SERVIÇOS
31/12/2006 EM R$
4.953.364,32
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE ( SUS)
CONVÊNIOS PRIVADOS
2.657.324,24
CLIENTES PARTICULARES
504.071,24
CLIENTES DIVERSOS
300.094,34
8.414.854,14
TOTAIS
B) DEPÓSITOS JUDICIAIS
Está composto dos valores relativos aos depósitos judiciais vinculados a causas
trabalhistas e tributárias, corrigidos até 31.12.2006.
NOTA 8 – IMOBILIZADO
31/12/2006 EM R$
HOSPITAL
254.827.178,37
OBRAS EM ANDAMENTO
1.753.811,74
INSTALAÇÕES
1.077.264,99
APARELHOS,
EQUIP.
HOSPITALARES
UTENS.MED.ODONT.LAB.
E
APARELHOS E UTENSÍLIOS DOMÉSTICOS
EQUIPAMENTOS
SOCORRO
DE
PROTEÇÃO,
SEGURANÇA
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS GRÁFICOS
43.145.808,87
617.508,93
E
81.845,09
363.224,22
209
Relatório de Atividades
2006
EQUIPAMENTOS P/AUDIO, VIDEO E FOTO
979.316,59
MÁQUINAS, UTENSÍLIOS E EQUIPAMENTOS DIVERSOS
4.331.048,33
EQUIPAMENTOS DE PROCESSAMENTO DE DADOS
6.217.106,40
MÁQUINAS, FERRAMENTAS E UTENSÍLIOS DE OFICINA
MOBILIÁRIO EM GERAL
254.315,76
3.302.415,94
VEÍCULOS DE TRAÇÃO MECÂNICA
143.921,56
APARELHOS DE ORIENTAÇÃO MÉDICA
196.272,33
APARELHOS E EQUIPAMENTOS DE COMUNICAÇÃO
210.575,51
APARELHOS E EQUIPAMENTOS PARA ESPORTES E
DIVERSÕES
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS ENERGETICOS
MÁQUINAS
INDUSTRIAL
E
EGUIPAMENTOS
DE
69.398,24
436.158,00
NATUREZA
96.450,00
SUB TOTAL
318.103.620,87
( - ) DEPRECIAÇÕES
(46.827.223,46)
IMOBILIZADO
271.276.397,41
IMPORTAÇÕES EM ANDAMENTO
TOTAL
23.538,30
271.299.935,71
NOTA 9 - CAPITAL SOCIAL
O Capital Social é de R$ 309.933.105,88 e pertence integralmente a União Federal.
210
Relatório de Atividades
2006
NOTA 10 – OUTRAS RECEITAS / DESPESAS OPERACIONAIS
RECEITAS OPERACIONAIS
- Aluguéis
- Doações
- Recursos especiais a receber de restos a pagar
- Adiantamentos a pessoal
- Incorporação de bens permanentes e estocáveis
- Prestação de serviços diversos
- Crédito baixa faturamento
- Desincorporação de obrigações – Restos a pagar
- Outras
2.252.762,25
1.509.054,82
4.485.431,19
648.468,50
4.430.990,03
803.619,76
222.241,09
857.576,87
2.964.070,60
Total das receitas operacionais
18.174.215,11
DESPESAS OPERACIONAIS
- Créditos Diversos
- Bens e direitos incorporados por restos a pagar
- Provisão para crédito de liquidação duvidosa
- Repasses Diferidos
- Outras
1.891.392,08
3.555.207,36
556.028,09
585.655,42
1.123.083,14
Total das despesas operacionais
7.711.366,09
TOTAL DAS RECEITAS / DESPESAS OPERACIONAIS
10.462.849,02
NOTA 11 - COMPARATIVO ENTRE O SIAFI (Sistema Integrado de Administração
Financeira da União) E AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PUBLICADAS
TÍTULOS
ATIVO CRICULANTE
D.C.P 2006
SIAFI 2006
Lei 6404/76
Lei 4320/64
DIFERENÇA
D.C.P 2005
SIAFI 2005
Lei 6404/76
Lei 4320/64
DIFERENÇA
55.316.420,90
55.171.997,55
144.423,35
50.405.165,43
50.344.431,05
60.734,38
2.746.116,74
2.746.116,74
-
2.731.224,54
2.731.224,54
-
ATIVO PERMANENTE
271.299.935,71
271.444.359,06
(144.423,35) 270.402.971,79 270.463.706,17
(60.734,38)
TOTAL ATIVO
329.362.473,35
329.362.473,35
- 323.539.361,76 323.539.361,76
-
PASSIVO CIRCULANTE
13.808.704,12
13.808.704,12
-
12.586.085,16
12.586.085,16
-
EXIG. A LONGO PRAZO
-
-
-
1.020.170,72
1.020.170,72
-
PATRIMÔNIO LÍQÜIDO
315.553.769,23
315.553.769,23
- 309.933.105,88 309.933.105,88
-
TOTAL PASSIVO
329.362.473,35
329.362.473,35
- 323.539.361,76 323.539.361,76
-
REALIZAVEL A LONGO
PRAZO
211
Relatório de Atividades
2006
Os valores R$ 60.734.38 de 2005 e R$ 144.423,35 de 2006 referem-se ao saldo na
conta de almoxarifado de obras.
O SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira da União) obedece a Lei
4.320/64 classificando esta conta no Ativo Imobilizado enquanto que a Lei 6.404/76 a
classifica no Ativo Circulante / Estoque.
Prof. Sérgio Carlos Eduardo Pinto Machado
Presidente
Prof. Amarílio Vieira de Macedo Neto
Vice-Presidente Médico
Bel. Fernando Andreatta Torelly
Vice-Presidente Administrativo
Adm. Paulo da Cunha Serpa
Neiva Teresinha Finato
Coordenador da Gerência Financeira
Contadora – CRC/RS 53.292
212
Relatório de Atividades
2006
11 PARECERES
213
Relatório de Atividades
2006
11.1 PARECER DOS AUDITORES INTERNOS
214
Relatório de Atividades
2006
Parecer dos Auditores Internos
Ao
Presidente do Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Nesta Capital
1
Examinamos os balanços patrimoniais do HOSPITAL DE CLÍNICAS DE
PORTO ALEGRE, em 31 de dezembro de 2006 e 2005, e as correspondentes
demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido, das origens e
aplicações de recursos, dos exercícios findos nessas datas, elaborados sob a
responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é de emitir
parecer sobre essas demonstrações financeiras.
2
Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria
aplicáveis no Brasil, que requerem que os exames sejam realizados com o
objetivo de comprovar a adequada apresentação das demonstrações financeiras
em todos os seus aspectos relevantes. Portanto, nossos exames
compreenderam, entre outros procedimentos (a) o planejamento dos trabalhos,
considerando a relevância dos saldos, o volume das transações e os sistemas
contábil e de controles internos do HOSPITAL DE CLINICAS DE PORTO
ALEGRE; (b) a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros
que suportam os valores e as informações contábeis divulgados e (c) a
avaliação das práticas e estimativas contábeis mais representativas adotadas
pela Administração do HOSPITAL DE CLINICAS DE PORTO ALEGRE, bem
como da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
3
Somos de parecer que as referidas demonstrações financeiras apresentam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e
financeira do HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE em 31 de
dezembro de 2006 e de 2005, o resultado das operações, das mutações do
patrimônio líquido, das origens e aplicações de recursos, correspondentes aos
exercícios findos naquelas datas, de acordo com as práticas contábeis adotadas
no Brasil.
Porto Alegre, 30 de janeiro de 2007.
Armando José Gass
Contador CRC/RS 23.585
Coordenador do Grupo de Auditoria Interna
215
Relatório de Atividades
2006
11.2 PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES
216
Relatório de Atividades
2006
217
Relatório de Atividades
2006
11.3 EXTRATO DA ATA DO CONSELHO DIRETOR DO HOSPITAL DE
CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE
218
Relatório de Atividades
2006
219
Relatório de Atividades
2006
220
Relatório de Atividades
2006
11.4 PARECER DO CONSELHO DIRETOR
221
Relatório de Atividades
2006
222
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2006 - UFRGS