Geral O Estado do Maranhão - São Luís, 27 de novembro de 2010 - sábado 7 Justiça determina a suspensão da eleição para reitor da Uema Decisão é da desembargadora Maria das Graças de Castro, que acolheu agravo de instrumento impetrado pelo atual reitor da instituição, José Augusto Oliveira, que teve sua candidatura cassada; resultado da apuração de votos não pôde ser divulgado De Jesus A desembargadora Maria das Graças de Castro Duarte Mendes, da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão, suspendeu a divulgação do resultado da consulta prévia para escolha do novo reitor da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), realizada na quarta-feira, dia 24. Com a decisão, todas as fases subseqüentes à eleição, como o encaminhamento da lista tríplice ao Conselho Superior da instituição (Consun), para homologação e envio dos nomes à governadora Roseana Sarney (PMDB), também foram suspensos. O resultado das urnas foi conhecido ontem, às 5h. Porém, a Comissão Eleitoral não pôde divulgá-lo. A desembargadora acolheu agravo de instrumento impetrado pelo reitor da instituição, José Augusto Silva Oliveira, no fim da tarde de quinta-feira. A suspensão da consulta prévia ocorreu ontem pela manhã. O agravo de instrumento impetrado por Oliveira pedia a revisão de uma decisão proferida pela própria desembargadora Maria das Graças de Castro Duarte, que cassou a sua candidatura à consulta Edivan Fonseca Biaman Prado Mais Em função da indefinição judicial envolvendo a candidatura do atual reitor, José Augusto Silva Oliveira, a Comissão Eleitoral da Uema realizou a contagem de votos incluindo o seu nome na disputa, mas não pôde divulgar o resultado da apuração. A totalização começou às 21h de quarta-feira e terminou apenas na madrugada de ontem. de Jesus Almeida (Chapa 4) para prestar esclarecimentos sobre o processo eleitoral da instituição. Também foi intimado o candidato a vice-reitor Francisco Alexandrino de Almeida Barbosa, integrante da chapa do professor Hamilton Almeida. Maria das Graças de Castro acolheu agravo do reitor prévia da Uema, sob a alegação de que a candidatura do reitor infringia o regimento interno da instituição. No despacho, a desembarga- José Augusto Oliveira tem candidatura sub judice dora determina que seja suspensa a consulta prévia “no estado em que se encontra até o julgamento de mérito deste recurso”. A decisão também pede a intimação dos candidatos à reitoria da Uema, Joaquim Teixeira Lopes, o Juca (Chapa 5); Henrique Mariano Costa do Amaral (Chapa 3), e Hamilton Justiça afasta Ferreira da presidência da FMF O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), Antônio Américo Lobato Gonçalves, por portaria, afastou o presidente da Federação Maranhense de Futebol (FMF), Alberto Ferreira, por tempo indeterminado. Na portaria de seis laudas, o presidente do TJD alegou que o afastamento do presidente da FMF é temporário, até que ele cumpra várias exigências solicitadas para que o Tribunal de Justiça Desportiva possa funcionar. As exigências são: instalação de linha telefônica, três salas, internet (com banda larga) e pagamento de abono para o auditor que ficar de plantão nos fins de semana. Antônio Américo tomou na sua decisão como base nos artigos 9º, 35º e 226º do novo Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que diz que cabe aos presidentes de federações zelar pelo bom funcionamento do TJD. Américo determinou, também, que um dos vice-presidentes assuma o comando da FMF imediatamente e que fique no cargo até o cumprimento das exigências. Segundo o auditor José Ribamar Marques, a decisão do presidente do TJD é irrecorrível. Todavia, o presidente Alberto Ferreira, agora afastado, já está mobilizando sua assessoria jurídica para derrubar a portaria e voltar a cargo. Mais esportes em E+ Flora Dolores TJMA inaugura fóruns em Carolina e Estreito Fotos/Divulgação Duas novas sedes do Judiciário foram construídas em parceira com o Ceste Alberto Ferreira está afastado Mandado - A polêmica envolvendo as eleições da Universidade Estadual do Maranhão começou quando os professores Hamilton Almeida e Henrique Mariano entraram com mandado de segurança com pedido de liminar na 1ª Vara de Fazenda Pública contra a candidatura de José Augusto Oliveira. Os dois professores alegaram que Oli- veira já exercia um segundo mandato e que ele não poderia se candidatar a uma nova eleição. No entanto, o professor José Augusto argumentou que em 2010 estava terminando o seu primeiro mandato e não o segundo. Isso porque, em 2002, ele foi eleito como vice-reitor e assumiu a reitoria apenas em 2005, quando o então reitor, Waldir Maranhão, deixou o cargo para disputar uma vaga na Câmara Federal. O Conselho Superior da Uema (Consun) também interpretou que José Augusto está no primeiro mandato e poderia se candidatar à reeleição. Mesmo assim, a juíza da 1ª Vara, Luiza Napunocena, acatou a liminar impetrada por Almeida e Mariano e considerou Oliveira inelegível. Na terça-feira última, a desembargadora Nelma Sarney readmitiu Oliveira na disputa, mas na quarta-feira, a desembargadora Maria das Graças de Castro Duarte ratificou a decisão em primeira instância e reconsiderou Oliveira como inelegível. Essa nova decisão não inclui Oliveira na disputa, mas suspende as eleições até a resolução do mérito. O Tribunal de Justiça do Maranhão inaugurou ontem as novas sedes do Judiciário das Comarcas de Carolina e Estreito, ambas situadas na região sul do estado e construídas em parceria com o Consórcio Estreito Energia(Ceste). Parte dos custos das edificações foi custeada pelo Ceste, empreendimento responsável para implantação, construção e operação da Usina Hidrelétrica Estreito, em cuja área de abrangência também está situada a comarca de Carolina. O tribunal arcou com os projetos arquitetônico e complementar e com os serviços de instalação das redes lógica e de telefonia, aparelhos de ar-condicionado, móveis e equipamentos de informática. A parceria entre o Judiciário e o consórcio foi firmada em convênio assinado entre o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Jamil Gedeon, e representantes do Ceste, em 21 de janeiro deste ano. Durante as solenidades, foram assinados os termos de entrega das edificações e descerradas as placas inaugurativas pelo presidente do TJMA, desembargador Jamil Gedeon, pelos prefeitos municipais José Gomes Coelho (Estreito) e João Martins Silva (Carolina) e pelo diretor administrativo e financeiro do Ceste, Renemar França. O diretor administrativo e financeiro do Ceste, José Renemar França, ressaltou que o consórcio também tem ações voltadas para a área de responsabilidade social, apoiando projetos e obras nos municípios afetados pelo empreendimento, a exemplo do Conselho Tutelar de Carolina e a Casa de Passagem, em Estreito, construídas com apoio do grupo empresarial. Estrutura - Os novos fóruns têm estrutura semelhante: estacionamento; salas para testemunhas e réus; gabinetes para juiz; sala para secretário judicial; arquivo; depósito, almoxarifado, processamento de dados, recepção e atendimento e para OAB. Anexos aos prédios serão construídos os salões do júri com capacidade para mais de 100 pessoas e, em Estreito, um Grupo percussivo foi à frente da passeata realizada por umbandistas Autoridades descerram placa de inauguração de fórum em Carolina Umbandistas protestam contra a intolerância Adeptos da religião afro foram a ruas do centro de São Luís cobrar mais ação das autoridades para combater violência Jamil Gedeon discursa no fórum de Estreito ao lado de autoridades alojamento para os dois juízes da comarca, com garagem, sala de estar/jantar; duas suítes, lavabo, cozinha e área de serviço. As obras deverão começar em janeiro em quinze dias. O juiz de Estreito, Gilmar Everton Vale, diretor do fórum local, disse estar realizando um sonho com a inauguração do novo fórum, que resultará na “otimização dos trabalhos da Justiça, que vão adquirir mais celeridade”. Aproveitou para fazer um balanço das ações julgadas na comarca, que conta com 4.291 processos em andamento. O juiz de Carolina, Mazurkiévicz Saraiva de Sousa, informou que, satisfeita a necessidade de novo fórum, agora reivindicará do TJMA a instalação de uma segunda vara na comarca. “Hoje temos 3.100 processos tramitando em apenas uma vara”, justificou. Os prefeitos destacaram que os novos fóruns representam um grande avanço para a qualidade dos serviços prestados pela Justiça em seus municípios e ressaltaram, ainda, o valor das parcerias como esta, entre o Judiciário, a iniciativa privada. “ Além de novos fóruns, o Judiciário está implantando mecanismos de controle e novas rotinas e procedimentos uniformes nas secretarias judiciais” Jamil Gedeon, presidente do Tribunal de Justiça Centenas de pessoas participaram da III Marcha Contra a Intolerância Religiosa e combate ao racismo. A manifestação faz parte das comemorações do mês da consciência negra, comemorado em novembro. A passeata iniciou-se na Praça Deodoro e seguiu até a Nauro Machado, onde lideranças religiosas leram o manifesto e fizeram apresentações culturais. A marcha foi organizada por mais de 50 comunidades umbandistas de São Luís e tem como principal objetivo cobrar das autoridades governamentais ações para diminuir o número de casos de violência praticados contra terreiros e praticantes da umbanda. De acordo com um dos organizadores do evento e membro do Comitê Maranhense de Combate ao Racismo e à Intolerância religiosa, Gílson Leite, a violência tem crescido a cada ano e por isso a manifestação foi idealizada também no sentido de disseminar mais a cultura afro no estado. “É inadmissível que tenhamos casos relatados de mães-de-santo que tiveram seus terreiros invadidos e totalmente quebrados por pessoas que se dizem religiosas. A nossa manifestação é pacífica e tenta mostrar à população nossa cultura e evitar que esses casos continuem acontecendo”, ressaltou Leite. Invasão - Há menos de um mês, Maria dos Remédios Ribeiro, de 66 anos, conhecida como Mãe Remédios, teve seu terreiro localizado no Jardim São Cristovão II Mais Segundo o Comitê Maranhense de Combate ao Racismo e à Intolerância, somente no último ano foram registrados três invasões a terreiros em São Luís. O umbandistas tiveram seus artigos quebrados. A área ItaquiBacanga e Distrito Industrial são as regiões da capital com maior número de terreiros. invadido por familiares de uma garota que desapareceu. Maria dos Remédios foi vítima da desinformação. A mãe da garota desaparecida disse que Mãe Remédios mantinha um bordel em sua casa e por isso sua filha estava desaparecida. “Eles chegaram lá com a polícia e querendo entrar para quebrar tudo. Disseram que minha casa era uma um bordel e que a filha deles estava escondida. Depois que eles viram que não tinha ninguém escondido saíram e 10 dias depois a garota chegou de uma viagem que fez escondida com seu namorado”, relatou. Ainda conforme Gílson Leite, existem cerca de 3 mil terreiros em todo o estado e em razão desse número tão grande o governo deveria implementar mais políticas públicas voltadas para essa parcela da população e principalmente assegurar a manutenção de suas manifestações culturais. “São situações relatadas pelos donos de terreiros que deixam os umbandistas em situação constrangedora”, concluiu.