DISCIPLINA: Redação
PROFESSORA: Sheilla Diniz
DATA:
VALOR: 20,0
NOTA:
SÉRIE: 7º ano
TURMA: B (somente para o turno
da tarde – Unidade Funcionários)
17/12/15
ASSUNTO: Trabalho de recuperação final
NOME COMPLETO:
I
N
S
T
R
U
Ç
Õ
E
S
1.
2.
3.
4.
5.
6.
Nº:
Este trabalho contém 20 questões, sendo 5 fechadas e 15 questões discursivas. Verifique se o seu exemplar está completo.
Leia sempre - e atentamente - cada questão antes de responder a ela.
Nas questões de múltipla escolha, marque, a caneta, apenas uma alternativa. Não são permitidas rasuras.
Dê respostas completas às questões discursivas.
LEMBRE-SE DE QUE VOCÊ SERÁ AVALIADO PELO QUE ESCREVEU E NÃO PELO QUE ‘’PENSOU’’ EM ESCREVER; ATENTE,
POIS, À FORMULAÇÃO DE SUAS RESPOSTAS.
Para uma possível revisão, é necessário que todas as instruções acima tenham sido seguidas.
Bom trabalho!
TEXTO I
O NASCIMENTO DE JESUS
Maria e José viviam felizes, à espera da criança que ia nascer.
Alguns meses depois, o imperador romano Augusto, que governava todo
o país, fez uma nova lei para recensear (contar) a população: todos tinham de se
ir registrar na cidade onde tinham nascido, para depois poderem ser cobrados
impostos.
A família de José era de Belém, por isso eles tinham de voltar para lá.
Começou a longa viagem com Maria, que já estava quase na altura de dar à luz.
Carregaram algumas coisas num burro e partiram, com Maria montada no
animal.
Já era muito tarde quando chegaram a Belém, e Maria estava muito
cansada. A cidade estava cheia de gente e de barulho, por causa de todos os que
tinham vindo registrar-se.
José tentou encontrar um quarto nas várias estalagens (hospedarias), mas
já nenhuma tinha lugar.
Continuaram a percorrer as ruas à procura de um lugar onde dormir, José puxando o burro pela arreata e
Maria montada nele.
Bateram à porta da última estalagem da terra, mas também aí já não havia lugar. Havia um estábulo perto,
que estava limpo e era abrigado.
José levou-os até lá. Ajudou Maria a descer do burrinho e fez uma cama com palha, que cobriu com uma
manta, para todos descansarem. ]
À meia noite, o filho de Maria nasceu.
Maria embrulhou-o num pano e José encheu uma manjedoura com palha limpa e fofa e nela deitaram o bebê.
Chamaram-lhe Jesus, tal como dissera o anjo.
Texto adaptado da Bíblia – Evangelho de São Lucas
QUESTÃO 01 – Valor: 1,0
Qual foi o motivo que obrigou José e Maria a se dirigirem para a cidade de Belém?
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QUESTÃO 02 – Valor: 1,0
Leia:
Como se sabe, o Natal representa para os cristãos a celebração do
nascimento de Jesus (nome que significa Salvação).
Apresente dois motivos pelos quais, na sua opinião, a sociedade atual precisaria ser salva.
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QUESTÃO 03 – Valor: 1,0
Releia a última frase do texto. Sabendo que a palavra ANJO provém do grego e que seu significado principal é
‘mensageiro’, responda: Qual foi a mensagem trazida pelo anjo?
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TEXTO II
CONTO DE NATAL
Rubem Braga
Sem dizer uma palavra, o homem deixou a estrada, andou alguns metros no pasto e se deteve um instante
diante da cerca de arame farpado. A mulher seguiu-o sem compreender, puxando pela mão o menino de seis anos.
— Que é?
O homem apontou uma árvore do outro lado da cerca. Curvou-se, afastou dois fios de arame e passou. O
menino preferiu passar deitado, mas uma ponta de arame o segurou pela camisa. O pai agachou-se zangado:
— Porcaria...
Tirou o espinho de arame da camisa de algodão e o moleque escorregou para o outro lado. Agora era preciso
passar a mulher. O homem olhou-a um momento do outro lado da cerca e procurou depois com os olhos um lugar
em que houvesse um arame arrebentado ou dois fios mais afastados.
— Péra aí...
Andou para um lado e outro e afinal chamou a mulher. Ela foi devagar, o suor correndo pela cara mulata, os
passos lerdos sob a enorme barriga de 8 ou 9 meses.
— Vamos ver aqui...
Com esforço ele afrouxou o arame do meio e puxou-o para cima.
Com o dedo grande do pé fez descer bastante o de baixo.
Ela curvou-se e fez um esforço para erguer a perna direita e passá-la para o outro lado da cerca. Mas caiu
sentada num torrão de cupim!
— Mulher!
Passando os braços para o outro lado da cerca, o homem a ajudou a se levantar. Depois passou a mão pela
testa e pelo cabelo empapado de suor.
— Péra aí...
Arranjou afinal um lugar melhor e a mulher passou de quatro, com dificuldade. Caminharam até a árvore, a
única que havia no pasto e sentaram-se no chão, à sombra, calados.
O sol ardia sobre o pasto maltratado e secava os lameirões (poças de lama) da estrada torta. O calor abafava,
e não havia nem um sopro de brisa para mexer uma folha.
De tardinha seguiram caminho, e ele calculou que deviam faltar umas duas léguas e meia (o equivalente a 15
quilômetros) para a fazenda da Boa Vista, quando ela disse que não aguentava mais andar. E pensou em voltar até o
sítio de Anacleto.
— Não...
Ficaram parados os três, sem saber o que fazer, quando começaram a cair uns pingos grossos de chuva. O
menino choramingava.
— Eh, mulher...
Ela não podia andar e passava a mão pela barriga enorme. Ouviram então o guincho de um carro de bois.
— Oh, graças a Deus...
Ás 7 horas da noite, chegaram com os trapos encharcados de chuva a uma fazendinha. O temporal pegou-os
na estrada e, entre os trovões e relâmpagos, a mulher dava gritos de dor.
— Vai ser hoje, Faustino, Deus me acuda, vai ser hoje.
O carreiro morava numa casinha de sapé do outro lado da várzea. A casa do fazendeiro estava fechada, pois
o capitão tinha ido para a cidade há dois dias.
— Eu acho que o jeito...
O carreiro apontou a estrebaria (estalagem). A pequena família se arranjou lá de qualquer jeito junto de uma
vaca e um burro.
No dia seguinte, de manhã, o carreiro voltou. Disse que tinha ido pedir uma ajuda de noite na casa de “siá”
Tomásia, mas “siá” Tomásia tinha ido à festa na Fazenda de Santo Antônio. E ele não tinha nem querosene para
uma lamparina, mesmo se tivesse não sabia ajudar nada. Trazia quatro broas velhas e uma lata com café.
Faustino agradeceu a boa-vontade. O menino tinha nascido. O carreiro deu uma espiada, mas não se via nem
a cara do bichinho que estava embrulhado nuns trapos sobre um monte de capim cortado, ao lado da mãe
adormecida.
— Eu de lá ouvi os gritos. Ô Natal desgraçado!
— Natal?
Com a pergunta de Faustino a mulher acordou.
— Olhe, mulher, hoje é dia de Natal. Eu nem me lembrava...
Ela fez um sinal com a cabeça: sabia. Faustino de repente riu. Há muitos dias não ria, desde que tivera a
questão com o Coronel Desidério que acabara mandando embora ele e mais dois colonos. Riu muito, mostrando os
dentes pretos de fumo:
— Eh, mulher, então vâmo botar o nome de Jesus Cristo!
Texto (adaptado) extraído do livro Nós e o Natal, Artes Gráficas Gomes de Souza
Rio de Janeiro, 1964, pág. 39.
QUESTÃO 04 – Valor: 1,0
Leia com atenção:
•
•
Linguagem coloquial é o mesmo que linguagem do dia-a-dia. É informal, sem obediência total às
normas da gramática padrão que você aprende na escola.
Linguagem padrão é aquela que obedece às regras da gramática padrão, como aquela que
encontramos nos textos de jornais e de livros escolares.
Retire uma passagem que exemplifique cada um desses tipos empregados no “Conto de Natal”. (Atenção: não
se esqueça de usar as aspas!).
A) Coloquial:
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B) Padrão:
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QUESTÃO 05 – Valor: 1,0
Como você deve ter percebido, o texto II parece ser uma adaptação (interpretação atualizada) da história do texto I.
Portanto, aponte uma semelhança e uma diferença entre ambos.
A) Semelhança:
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B) Diferença:
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QUESTÃO 06 – Valor: 1,0
Leia a definição abaixo:
PRESÉPIO: Representação do estábulo de Belém e das figuras que,
segundo o Evangelho, participaram do nascimento de Jesus Cristo.
Transcreva do Texto I duas passagens e do Texto II uma passagem que ilustram a afirmativa acima:
A) Texto 1:
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B) Texto 2:
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TEXTO III
O DIA EM QUE VI DEUS
Frei Betto
Natal é a despapainoelização do espírito. É quando o coração torna-se manjedoura e, aberto ao outro, acolhe,
abraça, acarinha. Violenta-se quem faz da festa do Menino Jesus uma troca insana de mercadorias. Quantas
ausências nesses presentes!
Em pleno verão, nos trópicos, o corpo empanturra-se de nozes e castanhas, vinhos e carnes gordas, sem que se
faça presente junto àqueles que, caídos à beira do caminho, aguardam um gesto samaritano.
Criança em Minas, aprendi com meus pais a depositar junto ao presépio a lista de meus sonhos. Nada de
pedidos a Papai Noel. No decorrer do Advento, eu engordava a lista: a cura de um parente enfermo; um emprego
para o filho da lavadeira; a paz no mundo. Meu pai insistia para que eu registrasse meus sonhos mais íntimos. Aos
oito anos, escrevi: "Quero ver Deus". Minha mãe ponderou: "Não basta Nossa Senhora, como as crianças de
Fátima?". Não, eu queria ver Deus Pai. Nem imagens dele eu encontrava nas igrejas, que exibem, de sobejo, ícones
de Jesus e pombas que evocam o Espírito Santo.
Na tarde de 25 de dezembro, meus pais levaram-me a um hospital pediátrico. Distribuímos alegria e chocolate
às crianças, vítimas de traumas ou tomadas pelo câncer e outras enfermidades. Fiquei muito impressionado com um
menino de seis anos, careca.
Na saída, mamãe indagou-me: "Gostou de ver Deus?". Fiquei confuso: "Só vi crianças doentes", respondi.
Então ela me ensinou que a fé cristã reconhece que todos os seres humanos são imagem e semelhança de Deus. Por
isso é tão difícil ver Deus. Pois não é fácil encarar a radical sacralidade de todo homem e de toda mulher.
Aos poucos, entendi que o modo de comemorar o Natal forma filhos consumistas ou altruístas. E descobri que
Deus é tanto mais invisível quanto mais esperamos que Ele entre pela porta da frente. Sorrateiro, Ele chega pelos
fundos, via um sem-terra chamado Abraão; um revolucionário de nome Moisés; um músico com fama de agitador,
Davi; uma prostituta, Raab; um subversivo conhecido por Jeremias; um alucinado, Daniel; um casal de artesãos
que, recusado em Belém, ocupa um pasto para trazer o Filho à vida: Maria e José.
No evangelho de Mateus (25, 31-46) Jesus identifica-se com quem tem fome e sede, é doente ou prisioneiro,
oprimido ou excluído. Aqueles que, para os "sábios", são a escória da sociedade, para Deus são os convidados ao
banquete do Reino.
Desde então, aprendi que Natal é todo dia, basta abrir-se ao outro e à estrela que, acima das mazelas deste
mundo, acende a esperança de um futuro melhor. Sonhar com um mundo em que o Pai Nosso transpareça na grande
festa do pão nosso. Pois quem reparte o pão, partilha Deus.
Estado de Minas – 13/12/2001
Vocabulário
1. manjedoura → local em que se coloca comida para os
animais em uma estrebaria.
2. insana → louca
3. advento → período das quatro semanas que antecedem o
Natal.
4.
5.
6.
7.
ícones → imagens
altruísta → abnegado, aquele que tem amor ao próximo.
escória → resto
mazelas → ferida, mancha
QUESTÃO 07 – Valor: 1,0
Observe:
“Natal é despapainoelização do espírito. É quando o coração torna-se
manjedoura e, aberto ao outro, acolhe, abraça, acarinha.”
Em um parágrafo bem estruturado explique o que é “despapainoelizar” o espírito e ter o coração como manjedoura.
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QUESTÃO 08 – Valor: 1,0
Releia o 2° parágrafo do texto. Sobre ele é possível afirmar tudo isso, EXCETO:
A) Há referência direta do natal com comida.
B) São quase inexistentes gestos solidários nessa época natalina.
C) Há pessoas que esperam pela ajuda do outro.
D) O prazer material é mais intenso que o espiritual.
E) Nesta época, são consumidos alimentos que não são rotineiros.
QUESTÃO 09 – Valor: 1,0
O desejo do autor, aos oito anos, teve como causa todos estes fatores, exceto:
A)
B)
C)
D)
E)
A insistência do pai para que ele registrasse seus sonhos mais íntimos.
A vontade de concretizar a visão de Deus.
O conhecimento de apenas ícones da Figura Divina.
O desejo de ajudar a humanidade.
O costume familiar de colocar junto ao presépio a lista de sonhos.
QUESTÃO 10 – Valor: 1,0
Retire um trecho do texto que demonstre a forma que Deus se apresentou ao narrador, quando criança.
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TEXTO IV
UM DIA SEM IGUAL
Jânio de Freitas
O velho par de tênis foi dividido com a justiça mais fraterna. A irmã calçava um
pé, o irmão calçava outro. Nela, de uns 8, talvez 9 anos, o pé descalço sugeria as
aperturas sofridas pelo outro pé no tênis pequeno. Ele, de uns 6 anos, 7, se tanto, tinha o
pé calçado quase tão livre, no tênis folgado e já sem cadarço, quanto o pé descalço. E
que caras francas, que risadas musicais na brincadeira que imaginei ser o intervalo dos
pedidos de esmola. Hora do recreio, comunhão única entre duas palavras tão parecidas,
na diferença de uma só letra, e tão contrárias, esmola, escola.
- É pra gente escolher?
Sapatarias guardam todas um jeito de passado, com suas vitrines superlotadas e sempre iguais. Aquela, no
centro antigo do Rio, na rua larga, que foi promovida ou rebaixada, cabe discutir, a rua Marechal Floriano,
exagerava ainda mais na oferta de formas e cores. Os dois tinham aceitado o convite para ir até lá, a uma quadra
de onde estavam, sem estranheza nenhuma. Mas, postos diante das vitrines e avisados do motivo disso, pareciam
não entender – ou não acreditar. Foi a vez dele:
- É pra gente dizer o tênis mais bonito, né?
- Não. Eu disse que é pra cada um de vocês escolher o tênis que mais gostar e depois andar com ele.
A escolha foi longa e sinuosa, dúvidas sobre dúvidas.
- Pode ser aquele ali?
- Pode.
- Posso trocar pra esse aqui? E aquele lá, pode? Eu já escolhi, você já escolheu?
- Já, mas eu acho que eu vou trocar.
O vendedor acompanhou tudo em antipático silêncio, até que lhe foram indicados os dois pares
escolhidos:
- Que números vocês calçam?
Não haveria pergunta mais apropriada para iniciar a confusão que se seguiu: eles não devem saber os
números, tem que experimentar / com os pés sujos desse jeito, não podem experimentar / aí vende meia? / não
senhor/ então lá atrás deve ter uma pia pra eles lavarem os pés / pia para lavar os pés não tem não senhor / olha,
rapaz, eles vão levar o tênis que quiserem e que estiver bom nos pés, entendeu?
A temperatura havia subido muito, quando o velho português achou prudente interceder e, lá de trás da
caixa, disse um “dá-se um jeito nisso”. Lá estava, nos fundos do sobradão, um tanque no mínimo secular. As
crianças lavaram os pés, e apareceu um jornal para os enxugarem, função que talvez lhe tenha dado sua única
dignidade.
Já na calçada, os dois andando com os olhos fixados nos pés, ao ouvir um “até logo”, a menina ergueu o
rosto e, em vez de responder, perguntou com o vagar sério de quem estivesse refletindo em alguma coisa:
- O senhor fez isso porque é Natal?
- Não, não. O Natal ainda está longe.
Naquele dia aprendi o que já soubera muito tempo atrás, e em mim mesmo. As crianças fazem o Natal, e o
Natal são as crianças, nada mais. Nelas está a alegria do presente, sonhado ou não, da permuta de brincadeiras
novas com os presenteados de casa ou da vizinhança.
Depois, olhos postos na alegria das crianças, apenas supomos que ainda viva em nós a alegria do Natal.
Mas o tempo o foi sombreando, com lembranças mais e mais numerosas. Lembranças que se juntam, como em
nenhuma outra ocasião, em um todo pesado e leve, amargo e doce, suave e áspero, espesso e etéreo, indescritível
como o sentimento do Natal.
O Natal é único, e é preciso que seja feliz. O das crianças e seus presentes, o dos adultos e seus ausentes.
Folha de São Paulo, dezembro de 2001
QUESTÃO 11 – Valor: 1,0
Investigue no dicionário o significado das palavras abaixo:
A) Apertura: __________________________________________________________________________
B) Quadra: ___________________________________________________________________________
C) Interceder: _______________________________________________________________________________
D) Sobradão: _______________________________________________________________________________
E) Secular: _____________________________________________________________________________
F) Vagar: _______________________________________________________________________________
G) Permuta: _______________________________________________________________________________
H) Sombreando: ______________________________________________________________________________
I) Etéreo: _______________________________________________________________________________
J) Sinuosa: _______________________________________________________________________________
QUESTÃO 12 – Valor: 1,0
Justifique o título do texto, a partir do ponto de vista:
A) do narrador:
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_____________________________________________________________________________________________
B) das crianças:
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QUESTÃO 13 – Valor: 1,0
Observe:
“Mas, postos diante das vitrines e avisados do motivo disso, pareciam
não entender – ou não acreditar”.
Qual é a causa que justifica a reação dos garotos?
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TEXTO V
RITOS DE DEZEMBRO
Marcos Antonio Sousa Gonçalves
Os sons de dezembro certamente não são tão suaves como quer o
poeta – ao invés das mandolinas, ou dos alaúdes, são as buzinas que
marcam o ritmo das cidades, nos congestionamentos ao redor dos shopping
centers e churrascarias. Mas o poeta não erra de todo. Apesar do turbilhão
de compras e comemorações, ou, quem sabe, por isso mesmo, dezembro
agrada feito aquelas histórias de terror que, ansiosamente, as crianças
insistem em ouvir de novo e de novo e ainda outra vez, sem se saciarem
jamais. Imerso nos agridoces ritos do fim de ano, o país apressa o passo ao
encontro do calendário, com ar de quem se esfalfa de trabalhar.
E há tanto por fazer! Sortear o amigo secreto, escolher os presentes,
estar presente à comemoração com os colegas, levar as crianças a ver Papai
Noel, escrever cartões de boas-festas, preparar a ceia de Natal, visitar os
parentes, planejar o réveillon... Não há cristão que agüente – mas não há
cristão que dispense. Nada mais estafante, por exemplo, do que atravessar
as catacumbas coloridas dos shoppings, entre trenós de mentira e preços implacavelmente verdadeiros. Apenas num
dia, 120 mil pessoas desfilaram por um shopping de São Paulo.
Pois dar e ganhar presentes representa “a celebração de um contrato essencial para a vida em sociedade, que
permite aos indivíduos localizarem-se no mundo”, como teoriza o historiador J.A., 34, que prepara uma tese
justamente sobre o significado das festas populares. “O presente”, para ele, “confirma a identificação entre as
pessoas, como o uso da fantasia no carnaval ou da camiseta do time de futebol.
A própria correria de dezembro atende a uma necessidade básica de todo mundo: a preparação da festa, o
tempo consumido em atividades improdutivas, o dinheiro deixado nas lojas. A estação do desperdício enriquece a
vida, ao interromper a rotina que impera durante o ano todo.
Não há lugar de trabalho onde não se cumpra o ritual do amigo secreto (ou oculto, como se diz no Rio). O
costume tem sido também adotado por um número cada vez maior de famílias, seja porque simplifica as idas às
lojas, seja porque poupa o orçamento doméstico.
Preparar-se, se não para o próximo ano, ao menos para a última noite deste, é outra das tarefas inescapáveis
de dezembro. Tão absorvente é esse mister que, antes ainda do Natal, as pessoas já dedicam atenção às questões de
onde, como e com quem passar o réveillon.
O que todos procuram, afinal, é uma identificação mais íntima com a família e os amigos, para despertar o
espírito de solidariedade habitualmente adormecido.
Revista Isto É. 22 dez. 1982. Texto parcialmente reproduzido.
QUESTÃO 14 – Valor: 1,0
Investigue no dicionário o significado das palavras abaixo:
A) Mister: ____________________________________________________________________________
B) Mandolinata: ___________________________________________________________________________
C) Rito: _______________________________________________________________________________
D) Alaúde: _______________________________________________________________________________
E) Saciar: _____________________________________________________________________________
F) Agridoce: _______________________________________________________________________________
G) Esfalfar: _______________________________________________________________________________
H) Catacumba: ______________________________________________________________________________
QUESTÃO 15 – Valor: 1,0
Leia com atenção o trecho abaixo:
“Os sons de dezembro certamente não são tão suaves como quer o poeta.”
O poeta imagina dezembro como um mês...
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QUESTÃO 16 – Valor: 1,0
Agora observe a passagem abaixo:
“... dezembro agrada feito aquelas histórias de terror...”
Nela só não há:
A) Atração
B) Medo
C) Expectativa
D) Fantasia
E) Paz
QUESTÃO 17 – Valor: 1,0
“Imerso nos agridoces ritos do fim de ano...”
O autor qualifica os ritos de fim de ano como agridoces porque:
A) a vida das pessoas nessa época se torna cansativa.
B) é curto o tempo que as pessoas têm para fazer suas compras.
C) junto à vontade de presentear, está o desconforto em comprar os presentes.
D) os preços dos presentes são muito altos.
E) é gratificante agradar aos amigos nessa época.
QUESTÃO 18 – Valor: 1,0
Todas as passagens confirmam o que representa, para o autor, dar e ganhar presentes, exceto:
A) representa a celebração de um contrato essencial para a vida em sociedade...”
B) “confirma a identificação entre pessoas...”
C) “... permite aos indivíduos localizarem-se no mundo...”
D) “... atende a uma necessidade básica de todo mundo...”
E) “Preparar-se, se não para o próximo ano, ao menos para a última noite deste...”
QUESTÃO 19 – Valor: 1,0
No quarto parágrafo, o autor refere-se ao fim do ano como “estação do desperdício”. Ele atribui aspecto positivo e
aspecto negativo a esse período. Transcreva-os:
•
Aspecto positivo
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_____________________________________________________________________________________________
•
Aspecto negativo
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
TEXTO VI
A RAZÃO DE SER NATAL
Ana Sebastião
A noite caíra há já muito tempo,
A multidão sorria,
Festejava-se neste dia de Dezembro
Mais um Natal!
Natal de presentes
Pra toda a criança
Mas, como tantos outros,
Um Natal de mentira!
Estava frio,
A lua era redonda
Como que para iluminar,
A festa que ia já terminar
Sem nada de novo,
Sem mesmo se falar
Que chegara o Redentor!
Alguém dissera:
“Jesus nasceu”
Mas isso era apenas
Mais um motivo para brincar,
Ninguém ousou exclamar,
Ninguém ouviu dizer:
- Ele veio para AMAR!
A razão da alegria foi esquecida:
Deus enviou–O
Para salvar o mundo!
Jesus um dia nasceu,
Para eu hoje te falar
Que ele te pode salvar,
E não será em vão
Mais uma festa de NATAL!
QUESTÃO 20 – Valor: 1,0
Qual é o tema central do poema?
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trabalho de recuperação de redação