06/2010
DIALOG p.68
Adicione elementos gráficos
aos seus scripts com Dialog
LIMPEZA DE KERNEL p.58
Zack mostra como efetuar
limpezas de kernel
LOGS SEGUROS p.16
Aprenda como manter seus
logs seguros com rsyslog
# 67 Junho 2010
Linux Magazine
# 67
A REVISTA DO PROFISSIONAL DE TI
SEGURANÇA DE REDES
LINUS
CASE ALFRESCO p.26
A Construcap agilizou seus
projetos com o Alfresco
LINUX PARK 2008 p.28
Iniciada em Porto Alegre a temporada
de seminários Linux Park de 2008
CEZAR TAURION p.34
O Código Aberto como
incentivo à inovação
#44 07/08
A REVISTA DO PROFISSIONAL DE TI
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SYSTEMTAP
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GOVERNANÇA COM
NO BRASIL
SEJA UM BOM GESTOR E UTILIZE AS
MELHORES PRÁTICAS ADOTADAS E
RECOMENDADAS PELOS PROFISSIONAIS
MAIS EXPERIENTES NESSA ÁREA p.36
» O que dizem os profissionais
certificados p.24
DOSBOX
» Cobit, CMMI, ITIL. Quais as
melhores práticas? p.36
» ITIL na prática p.39
» Novidades do ITIL v3. p.44
SEGURANÇA: DNSSEC p.69
VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:
Com o DNSSEC, a resolução
de nomes fica protegida
de ataques. Mas seu
preço vale a pena?
» Relatórios do Squid com o SARG p.60
REDES: IPV6 p.64
» Becape de bancos de dados com a Libferris p.46
Conheça as vantagens da
nova versão do Internet
Protocol, e veja por que
é difícil adotá-la
» Java, Ruby e Rails: conheça o JRuby on Rails p.74
» Benchmarks do GCC 4.3? p.58
» LPI nível 2: Servidores NIS e DHCP p.52
LINUXCON SERÁ UM DOS MELHORES EVENTOS DE
TECNOLOGIA DO BRASIL. p.24
WWW.LINUXMAGAZINE.COM.BR
SHINKEN
SOCIAL VPN
OPENVAS
SEGURANÇA
DE REDES
MYSQL WORKBENCH
Conheça ferramentas imprescindíveis
para manter a segurança da sua rede,
monitorá-la e manter seus dados seguros. p. 33
REDES: SOCIAL VPN p.65
Comunicação interna e troca de
informações de forma segura.
OPENSOLARIS
SEGURANÇA: ATAQUES p.10
Evitando ataques DoS com Slowloris.
VEJA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:
LINUXCON
» Jogos antigos? Emule com o DOSBox p.46
» Planejamento de bancos de dados com MySQL Workbench p.50
» OpenSolaris: Inicialização do sistema com Grub p.54
» 10 anos de Linux no Mainframe p.32
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Tradução
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Revisão e Diagramação
F2CPropaganda
Editores internacionais
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ISSN 1806-9428
Impresso no Brasil
.
LinuxMagazine#67 | Junhode2010
10, 8 bilhões de dólares! Esse é o custo atualizado para reescrever
o kernel Linux do zero. Há cerca de dez anos, a IBM anunciava
um investimento de 1 bilhão de dólares no Linux. Agora, com mais
de 18 anos de existência, o Linux se tornou o fundamento da Internet, sendo o sistema operacional mais utilizado em servidores, em
computação de alto desempenho e em sistemas embarcados. Está
presente em uma série de serviços considerados essenciais hoje em
dia, mantendo as operações das bolsas de valores de Nova Yorque,
Tokyo, Frankfurt e Londres, da bolsa mercantil de Chicago, da
Nasdaq e até da Bovespa, em São Paulo. É o Linux que garante o
funcionamento do serviço de controle aéreo dos Estados Unidos e
da Alemanha, bem como os sistemas de entretenimento dentro dos
aviões da Boeing, da Airbus e da Embraer. Google, Amazon, Facebook, Yahoo, Twitter, MySpace, LinkedIn, são alguns dos principais
serviços globais de Internet que ficam online 24 horas por dia graças
ao Linux. A venda de celulares equipados com sistemas baseados em
Linux, tais como o Android, o webOS, ou outra variante qualquer,
já superou a venda de iPhones no mundo, e a próxima geração de
smartphones da Nokia virá equipada com o MeeGo, sistema operacional baseado em Linux. Carrefour, Grupo Pão de Açúcar, Extra,
Casas Bahia, Ponto Frio, C&A, Lojas Renner, Lojas Pernambucanas, Lojas Marisa, Ri-Happy, Droga Raia, Drogaria Onofre e Brasif
Duty Free --- entre centenas de outros varejistas --- rodam seus servidores e pontos de vendas em sistemas Linux. E quando o último
vencedor do Big Brother Brasil foi escolhido, quase 100 milhões de
acessos foram contabilizados em apenas 10 minutos nos servidores Linux da Globo.com. Vale lembrar que a Petrobras conseguiu
reduzir em um ano a análise de dados de prospecção no Pré-Sal
graças aos seus sistemas Linux em cluster. E o Banco do Brasil e a
Caixa têm sua infraestrutura de captura de transações inteiramente
baseada em Linux.
O Linux é a base de um mercado multibilionário e detém atualmente a posição de dominância enquanto tecnologia. E a mudança da computação pessoal do PC para os dispositivos móveis
deverá sepultar o último bastião em que o Linux ainda não é o
sistema dominante.
E Linus Torvalds, seu criador, que poderia ter sido o próximo Bill
Gates, nos deu o sistema gratuitamente, para o bem da humanidade. No dia 31/08/2010 ele estará no Brasil, na primeira LinuxCon
promovida pela Linux Foundation na América Latina.
Você vai perder? n
Rafael Peregrino da Silva
Diretor de Redação
3
ÍNDICE
LINUS
NO BRASIL
p.24
CAPA
Segurança de Redes
33
Conheça ferramentas imprescindíveis para manter a segurança
da sua rede, monitorá-la e manter seus dados seguros.
O farejador de vulnerabilidades OpenVAS
34
Experimente o explorador de falhas OpenVAS, um fork GPL da
ferramenta de busca de vulnerabilidades Nessus.
Monitoramento de redes com Shinken
40
agios, o campeão dos sistemas de monitoramento de código
N
aberto, parece estar com problemas. Embora o software tenha
se estabelecido como padrão, seu desenvolvimento estagnou e
seus concorrentes estão afiando suas garras.
4
http://www.linuxmagazine.com.br
Linux Magazine 67 | ÍNDICE
COLUNAS
TUTORIAL
Klaus Knopper
08
Inicialização do sistema com Grub
Charly Kühnast
10
C ontinuaremos a explorar a inicialização de um sistema OpenSolaris.
Zack Brown
12
Augusto Campos
14
Kurt Seifried
16
Alexandre Borges
20
Depuração de kernel com SystemTap
54
58
E screva
ou reutilize scripts para examinar as atividades de um
sistema Linux, desde a camada de aplicação até a camada de kernel.
NOTÍCIAS
Geral
22
➧ Jim Zemlin visita o Brasil e anuncia LinuxCon Brasil 2010
➧ Google e Verizon Lançando Tablet para Competir com Ipad
➧ Limpeza de discos rígidos no descarte
➧ CEO da Mozilla anuncia saída da empresa
REDES
Segredo Simples
65
O
SocialVPN oferece uma abordagem simples e rápida para configurar
uma conexão segura para comunicação e troca de informações.
CORPORATE
Notícias
24
➧Linus Torvalds no Brasil
Coluna: Rafael Peregrino da Silva
27
Coluna: Jon “maddog” Hall
30
Coluna: Cezar Taurion
32
ANÁLISE
Ressureição de programas antigos com o DOSBox
PROGRAMAÇÃO
Adicionando elementos gráficos a scripts
com Dialog e Xdialog
46
O
nome MS-DOS desperta memórias nostálgicas em
68
N
ão é necessário se afundar em livros de programação gráfica para
adicionar simples elementos gráficos a scripts.
muitos usuários de PCs antigos. No campo das empresas,
os fabulosos sistemas desenvolvidos em Clipper ainda
compreendem um legado significativo dessa era, de forma
que muitas empresas continuam dependendo criticamete
do primeiro sistema operacional da Microsoft.
Planejamento de bancos de dados com o MySQL
Workbench
50
Planejar um pequeno banco de dados no papel é
simples, mas a estrutura logo vai se complicando quando
mais elementos são adicionados. O MySQL Workbench
pode ajudar a manter as tabelas organizadas.
SERVIÇOS
Linux Magazine #67 | Junho de 2010
Editorial
03
Emails
06
Linux.local
78
Eventos
80
Preview
82
5
u
c.h
ww
.s x
–w
ro
ne
gje
sa
nja
Emails para o editor
CARTAS
Permissão
de Escrita
Entendendo a detecção de hardware ✉
Já li muito sobre como é fantástica a detecção de hardware do Knoppix. Eu adoraria entender
como funciona a detecção e configuração de hardware em um Live CD ou mesmo em um
sistema já instalado: quais processos isso envolve e como tudo se organiza. Vocês poderiam
me explicar?
Jefferson Lima
Resposta
Caro Jefferson, a detecção e o suporte a hardware mudaram muito desde as primeiras versões
do Knoppix. Na primeira versão, era uma mistura entre “carregar os drivers de hardware mais
comuns” e um programa (hwsetup) escrito em C que varria o sistema em busca de hardwares
conhecidos, carregava os drivers correspondentes e criava os arquivos de configuração de vários serviços relacionados a hardware.
Atualmente, o udev, como serviço padrão do sistema, é usado para carregar os drivers corretos em vez daquele programa em C, e os scripts criam arquivos de configuração e linhas
de sistemas de arquivos. Ficou um pouco mais fácil para mim agora, embora ainda seja necessário verificar exceções quando hardwares “maus” são encontrados, e aplicar formas de
contornar alguns problemas comuns.
É possível examinar a maior parte do processo de inicialização e detecção de hardware
do Knoppix simplesmente lendo os arquivos /etc/init.d/knoppix-autoconfig e /usr/sbin/
{scanpartitions,rebuildfstab}. Partes destes arquivos são apenas pré-configurações de aspectos do sistema de uma forma conveniente que é diferente dos padrões do Debian. Eu tento
evitar fazer tudo de forma diferente, então meu esquema de inicialização não encosta nos
componentes do Debian. Ele simplesmente é executado no lugar do sistema do Debian e,
após a instalação do sistema no disco, pode ser desativado para que o usuário volte a usar o
esquema padrão de inicialização.
Espero que tenha clareado suas idéias! n
Escreva para nós!
✉
SemprequeremossuaopiniãosobreaLinuxMagazineenossosartigos.Envieseusemailspara
[email protected] ecompartilhesuasdúvidas,opiniões,sugestõesecríticas.
Infelizmente,devidoaovolumedeemails,nãopodemosgarantirqueseuemailsejapublicado,
masécertoqueeleserálidoeanalisado.
6
http://www.linuxmagazine.com.br
Coluna do Augusto
COLUNA
Contribuindo
em dobro
Usuários de Linux contribuem mais que usuários de Windows.
N
o início de maio publiquei no BR-Linux uma
notícia sobre a promoção que um conjunto de
produtores independentes de jogos estava oferecendo, em que o usuário escolhia livremente o valor
que iria pagar por um pacote de 5 jogos cujo preço de
venda total, fora da promoção, era próximo de 80 dólares.
A promoção tinha mais alguns aspectos interessantes, a começar pelo fator comunitário: a receita seria
dividida igualmente (ou na proporção que cada cliente
escolhesse) entre os produtores dos jogos e duas entidades sem fins lucrativos. Mas a questão que mais me
chamou a atenção, e justificou a menção original ao
fato no BR-Linux, é que todos os jogos funcionavam
em Linux (e também em Mac e Windows).
Acompanho a cena Linux há quase 15 anos e até vi
um número de promoções comerciais de jogos para esta
plataforma – mas situações em que a mesma promoção, e os mesmos jogos, estavam sendo oferecidos com
sucesso e simultaneamente para Linux e para as outras
plataformas certamente não são a norma – e para mim
são muito bem-vindas.
14
laroqueosprodutores
C
dosjogosficaram
contentescomaacolhida
pelaturmadoLinux,e
esperoqueissoinspire
outrosprodutoresnahora
deoptarpelasplataformas
quesuportarão.
E a situação chamou a atenção de outras pessoas, a
começar pelos leitores do BR-Linux, que fizeram esta
notícia alcançar, com larga vantagem, o topo do ranking
semanal das mais lidas do site – com vários deles comentando que haviam aderido.
Mas o mais interessante foi a conclusão dos realizadores da promoção, que antes mesmo do seu término
divulgaram um comunicado cujo título pode ser traduzido, literalmente, como ”Usuários de Linux contribuem
o dobro dos usuários de Windows”.
No texto, fica claro que a maior parcela do faturamento da campanha veio de usuários de Windows, pois
a quantidade deles era muito maior, como seria de se
esperar (o Linux correspondia a 14% do total de participantes, e o Windows a 65%).
Só que quando a análise chega aos valores a situação
muda completamente: cada um escolhia livremente
quanto pagar, e o usuário médio de Windows pagou
US$ 6,78 pelos jogos, enquanto o usuário médio de
Linux pagou $13,65 - mais do que o dobro!
Claro que os produtores dos jogos ficaram contentes
com a acolhida pela turma do Linux, e espero que isso
inspire outros produtores na hora de optar pelas plataformas que suportarão. Se as contribuições maiores
foram um efeito da mentalidade comunitária comum
no Linux, ou da demanda reprimida por jogos, é difícil
saber – pense a respeito, e considere suas conclusões na
hora de contribuir com iniciativas similares no futuro!
Claro que os produtores dos jogos ficaram contentescom a acolhida pela turma do Linux, e espero que isso
inspire outros produtores na hora de optar pelas plataformas que suportarão. n
Augusto César Campos é administrador de TI e, desde 1996, mantém o
site BR-linux.org, que cobre a cena do Software Livre no Brasil e no mundo.
http://www.linuxmagazine.com.br
Conheça a nova coleção
de livros da Linux New Media
Os livros da Coleção Academy são roteiros práticos e objetivos, com didática
adequada tanto ao profissional quanto ao estudante da área de TI.
O conteúdo e o formato são desenvolvidos a partir da experiência prática
e educacional, com foco no desenvolvimento de competências. Cada
tópico tratado está costurado com os demais, mas são contextualizados
individualmente para facilitar o aprendizado por etapas.
Infraestrutura
de Redes
O material aqui apresentado é indicado tanto para autodidatas quanto
para utilização em escolas. O professor irá se sentir confortável para
desenvolver as atividades a partir do livro, que procura atender tanto à
expectativa do aprendiz quanto à demanda profissional do mercado de TI.
ISBN: 978-85-61024-23-9
9 788561 024239
Passo a passo da montagem de uma rede
de computadores, desde o cabeamento
e roteadores até a configuração das
máquinas clientes.
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Configuração e manutenção de serviços
essenciais como DNS, compartilhamento
de arquivos e acesso remoto.
15/04/10 14:44
Um roteiro claro e compartimentado em atividades coesas e práticas.
Essa foi a premissa para a formulação da coleção Academy. Diferente dos
manuais de referência ou de guias de primeiros passos, o leitor encontra
nos livros dessa coleção objetividade e didática adequadas tanto ao
profissional quanto ao estudante da área de TI.
Paulo Henrique Alkmin da Costa
Samba:
O conteúdo e o formato são desenvolvidos a partir da experiência prática
e educacional, com foco no desenvolvimento de competências. Cada
tópico tratado está costurado com os demais, mas são contextualizados
individualmente para facilitar o aprendizado por etapas.
com Windows
e Linux
O material aqui apresentado é indicado tanto para autodidatas quanto
para utilização em escolas. O professor irá se sentir confortável para
desenvolver as atividades a partir do livro, que procura atender tanto à
expectativa do aprendiz quanto à demanda profissional do mercado de TI.
ISBN: 978-85-61024-22-2
9 788561 024222
Como permitir a comunicação de diferentes sistemas operacionais em rede: Windows,
Linux, Mac OS X etc. Definição de compartilhamentos de arquivos, impressoras – incluindo
a instalação automática de drivers – e utilização do Samba como controlador de domínio
(PDC) também para clientes Windows Vista e Windows 7.
AC-vbox_capa.indd 1
22/04/10 11:16
O conteúdo e o formato dos livros foram desenvolvidos a partir da experiência prática e
educacional de seus autores, com foco principal no desenvolvimento de competências,
através de conceitos, exemplos detalhados e dicas de quem realmente entende do assunto.
O material é indicado tanto para autodidatas que desejam se aperfeiçoar quanto para
utilização em escolas. O professor irá se sentir confortável para desenvolver as atividades a
partir do livro, que procura atender tanto à expectativa do aprendiz quanto à demanda
profissional do mercado de TI.
Disponível no site www.LinuxMagazine.com.br
 Máquinas virtuais com VirtualBox  Luciano Antonio Siqueira 
Luciano Antonio Siqueira
 Interligando Windows e Linux com Samba  Paulo Henrique Alkmin da Costa 
Um roteiro claro e compartimentado em atividades coesas e práticas.
Essa foi a premissa para a formulação da coleção Academy. Diferente dos
manuais de referência ou de guias de primeiros passos, o leitor encontra
nos livros dessa coleção objetividade e didática adequadas tanto ao
profissional quanto ao estudante da área de TI.
Luciano Antonio Siqueira
Máquinas
virtuais com
VirtualBox
Administração de infraestrutura de
máquinas virtuais com Sun VirtualBox®.
Como trabalhar com sistemas operacionais
– Windows, Linux etc – na mesma máquina
e simultaneamente.
Criação de diferentes modalidades de
conexões virtuais, exportação/importação
de máquinas virtuais e criação de pontos
de recuperação (snapshots).
09/04/10 09:59
NOTÍCIAS
➧ Jim Zemlin visita o Brasil e
anuncia LinuxCon Brasil 2010
Jim Zemlin, diretor da Linux Foundation, anunciou a realização da LinuxCon 2010 no Brasil em coletiva de imprensa exclusivamente para a Linux Magazine. O evento contou com a participação de jornalistas da Revista Época, Portal Executivos Financeiros, PC World, etc.
"O Brasil lidera muitos outros países em sua adoção de Linux e é uma
crescente base de desenvolvimento. A hora é apropriada para levar a mais
importante conferência Linux da indústria ao Brasil", disse.". "A LinuxCon
Brasil irá prover um fórum neutro no qual os interessados de toda parte do
país podem unir-se à comunidade do kernel e comunidades de negócios globais para avançar a plataforma."
Em um jantar com membros de organizações internacionais do ramo
de tecnologia, o executivo questionou o crescente interesse da comunidade
brasileira nos projetos Linux, e aproveitou para destacar as vantagens que
a conferência trará para o Brasil, além de mostrar-se muito interessado na
culinária brasileira.
Jim Zemlin estará presente na LinuxCon Brasil 2010 juntamente com
outros grandes nomes do mundo Linux como o criador do sistema operacional, Linus Torvalds (foto) que fará palestras exclusivas no dias do evento, que
ocorrerá em 31 de agosto e 01 de setembro de 2010.
Não perca a oportunidade de comprar os seus ingressos através do site da
Linux Magazine. n
➧ Google e Verizon Lançando Tablet para Competir com iPad
Parece que o Google resolveu se ancorar definitivamente na parceria com a Verizon, não somente para o mercado de smartphones embarcados com o sistema operacional Android, mas também para o lançamento de um tablet que seria o concorrente direto do iPad da Apple. E teremos início a uma nova guerra no mecado digital. A confirmação desta recente parceria
veio do Wall Street Journal (WSJ), que confirmou o interesse do Google em lançar no mercado em parceria com a Verizon
Wireless, um dispositivo Tablet. Ninguém conhece ainda os detalhes desse produto, como sistema operacional, fabricante,
ou mesmo a data de lançamento do produto. A dúvida em relação ao sistema operacional, é que para um Tablet, o Google
poderia optar tanto pelo Android, quanto pelo Chrome, dependendo apenas do hardware e das capacidades de uso que as
empresas desejem para seus usuários.
Quanto ao fabricante, a parceria que o Google tem com a HTC na produção de seus smartphones pode render uma expansão de negócios com a empresa, a não ser que o Google ache muito prejudicial a recente pressão que a HTC vem sofrido
da Apple, e do recente acordo da HTC com a Microsoft, ambos com relação a patentes. Já a data de lançamento, espera-se
que o Google e a Verizon Wireless não deixem passar essa chance, e possam lançar esse projeto conjunto de Tablet, ainda
neste ano de 2010. Provavelmente o Google projetará o brinquedo para ser, dentre outras coisas, 100% Verizon, permitindo
assim que a companhia tenha exclusividade na comercialização do produto dentro dos planos de acesso sem fio a Internet.
Mal a Apple havia anunciado em janeiro deste ano, que pretendia lançar seu proclamado iPad, o Google não teria perdido
tempo, e já anunciado uma simulação de Tablet, que seria capaz de superar o produto da Apple em vários pontos de análise,
mas os dois principais seriam recursos de conexão (USB, bluetooth, etc), e liberdade de interação. Parece que o iPad da Apple
veio para mostrar o que a empresa realmente quer comercializar daqui em diante, são produtos fechados em todos os sentidos.
E o Google não perderia a oportunidade de lançar um produto que faça tudo que o iPad faz, e melhor, que tenha todas
as capacidades do iPad, e muito mais. Só para se ter uma idéia, o CEO da Verizon já declarou para o WSJ que a ambos estão procurando todas os projetos que estão arquivados no Google, que poderiam ser colocados em um Tablet, e com isso,
levar uma experiência fantástica para o usuário”. n
22
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Gerais | NOTÍCIAS
➧L
impeza de discos
rígidos no descarte
A segurança da informação, hoje, é assunto em evidência não apenas durante a
utilização de equipamentos de informática, mas também após sua obsolência:
com o retorno médio de 45 toneladas de
equipamentos de informática, a empresa
de leasing CSI Leasing deparou-se com
a necessidade de eliminar os dados sigilosos da empresa e de seus clientes das
máquinas descartadas ou remanufaturadas. “Percebemos que poucas empresas,
no Brasil, possuem tecnologias capazes
de realizar a tarefa”, afirma Ricardo Abdalla, diretor da CSI.
O resultado foi o desenvolvimento
de um serviço de “sanitização do disco
rígido”, com um processo de formatação
em sete etapas. Segundo o anúncio da
empresa, os melhores programas atuais para recuperação de dados podem
chegar somente até a quarta camada
de segurança, mas nenhum ultrapassa
as sete rasuras.
Com o novo serviço, empresas que
obtenham seus computadores por meio
de leasing podem ter certeza de que seus
dados confidenciais não serão usados por
concorrentes ou outras companhias. n
➧C
EO da Mozilla
anuncia saída
da empresa
O chefe executivo (CEO) da Mozilla,
John Lilly, deixará a companhia assim
que encontrar um substituto, encerrando
mais de dois anos como líder da desenvolvedora do navegador Firefox.
Lilly se tornará parceiro de negócios
da Greylock Partners, mas continuará no
grupo de diretores da Mozilla.
Depois de ajudar no começo de algumas companhias de tecnologia, Lilly
entrou na Mozilla em 2005 e subiu de
chefe de operações para CEO em janeiro
de 2008, assumindo o cargo de Mitchell
Baker, que se tornou presidente.
O Firefox é a alternativa mais popular
ao Microsoft Internet Explorer, com participação no mercado de mais de 25%. n
Linux Magazine #67 | Junho de 2010
23
Linus Torvalds visita o Brasil para a I LinuxCon Brasil 2010
CORPORATE
Linus Torvalds
no Brasil
LinusTorvaldsvisitaoBrasilparaaILinuxConBrasil2010.
por Rafael Peregrino
“Olá todo mundo por aí usando Minix: estou desenvolvendo um sistema
operacional livre (somente um hobby,
não vai ser grande e profissional como
gnu) para clones de 386(486) AT. Está
sendo desenvolvido desde abril e está
começando a ficar pronto...”
Em 25 de agosto de 1991, o finlandês Linus Torvalds, enviou a
mensagem acima para o grupo de
discussão sobre o sistema operacional
Minix, baseado no Unix. Naquele
momento, ele nem imaginava que
sua criação iria se transformar na
base tecnológica de um mercado que
movimenta atualmente centenas de
bilhões de dólares!
Por pouco, o Linux não foi chamado de Freax. Graças a Ari Lemke,
um assistente da Universidade Politécnica de Helsinque (na Finlândia), o
sistema acabou sendo batizado como
Linux. Lemke foi quem baixou pela
primeira vez o Linux (ainda na versão
0.01), em 17 de setembro de 1991, do
servidor da universidade. Meio que
a contragosto de Linus Torvalds, que
achou o nome egocêntrico demais,
Ari impôs o nome Linux (uma mistura de Linus com Unix) ao projeto.
Transcrito, o código fonte do Linux cabia em menos de 100 páginas.
A aparência também não era muito
impressionante: havia a linha de comando (Shell) em modo texto e um
compilador, que transformava o código
fonte em programas executáveis. Seu
24
criador nem cogitava a possibilidade de
haver uma interface gráfica para ele.
É possível que o Linux tivesse
permanecido assim. Porém, graças
ao acaso, Linus apagou por engano sua instalação do sistema Minix
(uma versão simplificada do Unix)
e resolveu continuar seu trabalho no
Linux, ao invés de reinstalar o Minix,
que estava sendo desenvolvido pelo
professor Andrew Tanenbaum e servia como exemplo didático de um
sistema operacional, que rodava nos
recém-lançados PCs com processadores Intel. Linus, então um estudante
de informática de 21 anos de idade
da Universidade de Helsinque, tinha
comprado uma cópia do Minix para
o seu primeiro computador, por se
tratar de um sistema semelhante ao
Unix, usado na universidade, além
de ser mais acessível.
Assim que a primeira versão do
Linux ficou pronta, Linus conseguiu se conectar ao sistema da
universidade, ler emails e abrir
discussões na rede de mensagens
Usenet. Mas o sistema ainda não
conseguia armazenar dados no disco
rígido. Essa foi o próximo recurso a
ser acrescentado. Para isso era necessário um meio de se comunicar
com o disco rígido e o sistema de
arquivos. Quando finalmente ele
tinha um Shell e um compilador
funcionando, Linus decidiu disponibilizar publicamente o projeto.
Ele não sabia, mas acabava de lançar as bases para mudar o mundo da
tecnologia. Com a versão 0.12, Linus
decidiu adotar a licença livre GPL
(Licença Pública Geral do projeto
GNU). Isso autorizava qualquer pessoa a copiar e modificar o sistema,
sob a condição de que as alterações
fossem devolvidas para a comunidade de desenvolvedores original,
deixando o código fonte aberto e
disponível para download.
O que começou como projeto
de uma só pessoa expandiu-se por
todo o globo. Usuários do mundo
inteiro não paravam de enviar novas extensões e melhorias para o
sistema. Linus decidia (e decide até
hoje) quais novidades deveriam ser
introduzidas no código fonte, dando
também amplo espaço para o trabalho dos voluntários.
Em 1992, Orest Zborowski portou
o sistema X Window System para o
Linux. O X Window System é uma
interface gráfica livre, capaz de gerenciar múltiplas janelas. Torvalds se
entusiasmou tanto com a novidade
que nem publicou a já planejada
versão 0.13, dando um salto direto
para a versão 0.95.
Até o Linux 1.0, que deveria ser
um sistema operacional de rede com
múltiplos recursos, havia ainda um
longo caminho a ser percorrido – e
entre as versões 0.95 e 1.0 havia poucos
números disponíveis. Linus introdu-
http://www.linuxmagazine.com.br
Linus | CORPORATE
ziu então os patchlevels, que eram
atualizações menores. Por exemplo:
versão 0.99, patchlevel 15A.
Assim muitas versões puderam ser
acomodadas entre a 0.95 e a 1.0 (que
foi lançada apenas dois anos depois, em
14 de março de 1994, em uma sala de
aula da universidade de Helsinque).
Aonde está o
Linux hoje?
O Linux é atualmente o sistema
operacional mais utilizado no mundo. Sim, já está instalado em mais
computadores que o Windows, da
Microsoft. A gigante de Redmond
ainda detém a liderança de instalações
apenas no desktop. Se considerarmos,
entretanto, o total de computadores
e sistemas embarcados, o sistema do
pingüim já ganha “de lavada”. A venda de celulares equipados com sistemas baseados em Linux, tais como o
Android, o webOS, etc, já superou
a venda de iPhones no mundo, e a
próxima geração de smartphones da
Nokia virá equipada com o MeeGo,
sistema operacional baseado em Linux resultante da combinação do
projeto Moblin, da Intel, e Maemo,
da Nokia, este último desenvolvido
no Instituto Nokia de Tecnologia
(INdT), aqui no Brasil.
O sistema operacional criado
por Linus Torvalds há mais de 18
anos se tornou o fundamento da
Internet, sendo o mais utilizado em
servidores, em computação de alto
desempenho e em sistemas embarcados. Está presente em uma série
de serviços considerados essenciais
hoje em dia, mantendo em funcionamento as operações das bolsas
de valores de Nova Yorque, Tokyo,
Frankfurt e Londres, da bolsa mercantil de Chicago, da Nasdaq e até
da Bovespa, em São Paulo. É o Linux
que garante o funcionamento do serviço de controle aéreo dos Estados
Unidos e da Alemanha, bem como
os sistemas de entretenimento den-
LinuxMagazine#67 | Junhode2010
tro dos aviões da Boeing, da Airbus
e até mesmo da Embraer.
No Brasil, praticamente todas as
grandes cadeias de varejo do país –
Carrefour, Grupo Pão de Açúcar,
Extra, Casas Bahia, Ponto Frio, C&A,
Lojas Renner, Casas Pernambucanas,
Lojas Marisa, Ri-Happy, Droga Raia,
Drogaria Onofre, Brasif Duty Free
etc. – já adotaram o Linux como sistema para seus pontos de venda (os
“caixas” dos supermercados e lojas do
tipo), bem como para seus servidores,
para as mais diversas finalidades. O
Brasil está entre os países de maior
crescimento na adoção o uso de Linux. O governo brasileiro foi um dos
primeiros a subsidiar PCs equipados
com Linux como programa de inclusão digital, através do então chamado
“PC Conectado” – rebatizado mais
tarde “PC para Todos”, – que recebeu incentivos fiscais e fez explodir
o consumo de microcomputadores
em 2003, acabando com o “mercado
cinza” de hardware.
Segundo pesquisa realizada pelo
Instituto Sem Fronteiras e pela IT
Data em 2007 com mais de mil diretores de TI do mercado brasileiro, o
uso de GNU/Linux e Software Livre
está disseminado nas empresas no
país. Mais de 47% dos PCs comuns
das empresas estão equipados com
Software Livre, sendo que cerca de
8% das empresas pesquisadas informou que todos os seus PCs estão
equipados com Software Livre. Do
lado do servidor, uma média de 56%
das empresas informaram que seus
servidores estão equipados com GNU/
Linux e Software Livre, percentual
que varia de acordo com o tamanho
da empresa (adoção de 71% nas maiores, com mais de 1.000 funcionários,
e de 27% nas menores, com menos
de 99 funcionários). A região CentroOeste se destaca nessa segmentação
com 78% de adoção de Software
Livre como sistema operacional de
seus servidores, especialmente por
conta do amplo apoio do governo
25
CORPORATE | Linus
federal ao uso dessa modalidade
de tecnologia.
Além disso, executivos de TI de
48% das empresas entrevistadas declararam utilizar GNU/Linux e Software Livre em aplicações de missão
crítica. Cerca de 87% das empresas
pesquisadas consideraram o Custo
Total de Propriedade – o famoso
TCO, que computa não somente o
custo de aquisição das soluções, mas
também os custos indiretos, com treinamento de equipe, manutenção de
sistemas, sua atualização etc. – das
soluções baseadas em Software Livre
inferior (o que é bom) ou similar ao
das soluções proprietárias.
É importante também considerar
que o mercado de Software Livre no
Brasil, abrangendo serviços e soluções com base nessa tecnologia – na
qual o GNU/Linux está inserido –,
é estimado em mais de R$ 1 bilhão
(esse era o tamanho do mercado no
início de 2008).
Linux Foundation
A Linux Foundation é uma organização sem fins lucrativos, dedicada
a promover o crescimento do Linux.
Fundada em 2007, a Linux Foundation patrocina o trabalho do criador
do Linux, Linus Torvalds, e é mantida
por empresas com posição de liderança no mercado internacional de
tecnologia, bem como por desenvolvedores de sistemas de código aberto
de todo o mundo. A Linux Foundation promove, protege e padroniza
o Linux, fornecendo recursos de
maneira centralizada e os serviços
necessários para que tecnologias de
código aberto possam competir de
modo bem sucedido com plataformas
de tecnologia proprietárias.
Os eventos da Linux Foundation
procuram fornecer a desenvolvedores,
especialistas em infraestrutura de TI,
usuários (domésticos e corporativos)
e executivos da indústria, um fórum
independente e sem fins lucrativos,
no qual colaboração e treinamentos
26
acelerem a criação do conhecimento
e promovam o avanço do Linux. Os
eventos oferecem ainda uma plataforma para a criação de novos projetos
de desenvolvimento do Linux e de
outras tecnologias de código aberto.
LinuxCon Brasil
“O Brasil tem tanto a compartilhar
com a comunidade Linux global e é
uma escolha natural para a realização de uma edição da LinuxCon”,
declarou Jim Zemlin, diretor executivo da Linux Foundation. “A LinuxCon Brasil será um fórum neutro
no qual as principais organizações
do país poderão se encontrar com
a comunidade de desenvolvimento
do Linux, bem como com as comunidades de negócios globais, com o
objetivo de trazer avanços para o uso
da plataforma”.
Apoiada atualmente pelos patrocínios Platinum da Globo.com
e da Intel, pelos patrocínios Gold
da Caixa Econômica Federal e da
Locaweb e pelos patrocínios Silver
da Citrix e da 4Linux, a LinuxCon
Brasil vai reunir uma combinação
única de desenvolvedores do kernel, administradores de sistemas,
usuários, líderes de comunidade e
especialistas da indústria, em diversos
níveis. A conferência foi criada para
encorajar a colaboração e apoiar as
futuras interações entre o Brasil e o
restante da comunidade global em
torno do Linux, incluindo o país no
roteiro de eventos mundiais da Linux Foundation. O evento combinará sessões de palestras, tutoriais e
encontros para discussão (birds of a
feather), nas áreas de desenvolvimento, infraestrutura de TI e negócios.
Assim, Linus Torvalds, seu criador, que poderia ter sido o próximo
Bill Gates, nô-lo deu gratuitamente, para o bem da humanidade. No
dia 31/08/2010 ele estará no Brasil,
na primeira LinuxCon promovida
pela Linux Foundation na América
Latina, o que vai incluir a América
Latina no roteiro de eventos internacionais da organização.
Além dele, já estão também confirmadas as presenças dos seguintes
mantenedores e contribuidores no desenvolvimento do sistema do pinguim:
• Andrew Morton, mantenedor
oficial do kernel Linux;
• Ian Pratt, arquiteto chefe do projeto
de código aberto Xen e fundador
da XenSource (hoje uma divisão
da Citrix);
• Ted Ts’o, primeiro desenvolvedor
do kernel Linux da América do
Norte e pesquisador do Google;
• James Bottomley, engenheiro da
Novell e mantenedor do subsistema SCSI do kernel Linux, responsável pela portagem do Linux
para a arquitetura Voyager e pelo
driver 53c700;
• Jon Corbet, desenvolvedor do
kernel Linux e editor da Linux
Weekly News (LWN); e
• Thomas Gleixner, desenvolvedor
do kernel Linux, criador do projeto do timer de alta resolução do
kernel, bem como desenvolvedor
de seus recursos de operação em
tempo real.
Xen Directions
A LinuxCon Brasil abrigará também
a primeira edição nacional do evento Xen Directions, evento de cunho
técnico voltado para as tecnologias e
soluções de virtualização baseadas no
projeto de código aberto Xen. O evento Xen Directions é uma iniciativa de
membros da comunidade de desenvolvimento do Xen – a Xen.org –, empresas, universidades e pesquisadores.
No Brasil, o evento contará também
com a atuação da comunidade nacional de promoção e desenvolvimento
da plataforma Xen, a Xen-BR.org. A
primeira edição do Xen Directions foi
realizada em 2009 em Berlim, na Alemanha, ocasião em que o evento foi
alocado dentro da maior conferência
sobre GNU/Linux e Software Livre
da Europa, a LinuxTAG. n
http://www.linuxmagazine.com.br
INFORMAÇÕES SOBRE O LINUX QUE
No dia 5 de outubro
de 1991 foi anunciada
a primeira versão “oficial” do
kernel Linux, versão 0.02.
Muitas empresas
internacionais
e nacionais já
utilizam o Linux
como sistema
operacional.
O seu código fonte está
disponível para qualquer
pessoa utilizar, estudar,
modificar e distribuir.
O Linux possui suporte
de leitura e escrita a
vários sistemas de
arquivos, de diversos
sistemas operacionais.
Linux mantém as operações das
bolsas de valores de Nova Yorque,
Tokyo, Frankfurt, Londres, Chicago,
Nasdaq e Bovespa.
Seu criador poderia ser tão rico quanto
Bill Gates, mas disponibilizou seu
conhecimento gratuitamente. Em agosto,
virá ao Brasil pela primeira vez.
28
http://www.linuxmagazine.com.br
TALVEZ VOCÊ AINDA NÃO CONHEÇA:
Google, Amazon, Facebook,
Yahoo, Twitter, MySpace,
LinkedIn, são alguns dos
serviços globais que ficam
online 24 horas por dia
graças ao Linux.
É o sistema operacional mais
utilizado em servidores, em
computação de alto desempenho
e em sistemas embarcados.
Linux é hoje um dos
núcleos de sistemas
operacionais mais usados
em portáteis.
10,8 bilhões de dólares!
Esse é o custo atualizado
para reescrever o kernel
Linux do zero.
A Petrobras conseguiu
reduzir o tempo da
análise de dados do
Pré-Sal graças aos seus
sistemas Linux.
LINUXCON BRAZIL 2010
LInux Torvalds e muitos
outros convidados de
renome reunidos em um
evento imperdível!
31 de agosto a
1 de setembro
São Paulo
Mais informações:
www.linuxfoundation.org
Local:
Sheraton São Paulo WTC
Hotel Convention Center
Av. das Nações Unidas, 12.559
Brooklin Novo — São Paulo/SP
29
CORPORATE
Coluna do Peregrino
Novas lideranças
Previsõesqueseconcretizameliderançasqueseconsolidam.
N
ão é de hoje que as previsões e análises publicadas pelo Gartner ganharam um status de
quase profecia para boa parte dos executivos
do mercado de TI. Há que se perguntar se tais previsões se concretizam por conta da excelência das análises realizadas ou se o mercado, após ter conhecido “o
futuro” pelas mãos do aclamado instituto de pesquisas,
corre para fazer com que elas se tornem realidade. Seja
qual for o caso, por ocasião da IX Conferência Anual de
Tecnologias Empresariais do Gartner, que ocorreu em
São Paulo em meados de abril deste ano, Daryl Plummer, analista e vice-presidente de pesquisas do grupo,
afirmou que Cloud Computing é fato consumado.
O que chamou nossa atenção nas declarações de
Plummer durante a coletiva de imprensa, entretanto,
foi a composição dos assim chamados “cloud enablers”,
ou seja, os fornecedores por detrás das cinco camadas
fundamentais dos serviços em nuvem: infraestrutura
de sistemas, infraestrutura de aplicações, aplicações
propriamente ditas, serviços de informação e de processos. Assim, nossa intenção aqui não é nos atermos ao
conteúdo das declarações do representante do Gartner,
mas ao que ele deixou de mencionar na infraestrutura
de serviços que representam o futuro da TI mundial:
a falta da liderança da Microsoft em todas as camadas
acima citadas. Dependendo da camada, o vice-presidente de pesquisas do Gartner apontou as lideranças de
Amazon, Salesforce.com, Oracle e Google, ou de ofertas combinadas dessas empresas – grande parte dessas
ofertas baseadas em tecnologias de código aberto. Isso,
de certa forma, não nos espanta, já que o mercado de
aplicações web 2.0 nunca foi necessariamente o forte
da gigante de Redmond. Mas a ausência de uma liderança determinada da empresa em toda a “pilha” de
serviços em nuvem deve ser considerada sintomática.
Todos esses serviços em nuvem têm um cliente
do outro lado que deverá tornar a experiência com a
LinuxMagazine#67 | Junhode2010
Internet cada vez mais presente: os dispositivos móveis. Em recente coletiva de imprensa da Motorola,
por ocasião da MOTODEV Summit, que ocorreu
no início de maio, a fabricante de celulares foi categórica ao abraçar de corpo e alma a plataforma Android – baseado em Linux, como sabemos. HTC, LG,
Samsung, Sony Ericsson, Dell, entre outras gigantes
que atuam nesse mercado, também adotaram a plataforma Android para boa parte dos seus celulares.
Da mesma forma, a HP adquiriu a Palm, e planeja
usar o web OS – também baseado em Linux – para
equipar seus dispositivos móveis (celulares e tablets),
tendo cancelado o lançamento do Slate, tablet que
seria equipado com o Windows 7. Há algum tempo,
Nokia e Intel anunciaram a fusão de seus projetos
de sistemas operacionais para dispositivos móveis de
acesso à Internet, criando o projeto MeeGo – também
baseado em Linux. E como se não bastasse, a Nokia
abriu o código do Symbian, sistema operacional que
detém uma fatia de 47,2% do mercado de smartphones, segundo pesquisas de mercado publicadas em
fevereiro de 2010
Nas duas pontas que vão interessar para o mercado
de TI nos anos que virão – serviços em nuvem e dispositivos móveis –, o mercado tem se mostrado hostil
às investidas da Microsoft e cada vez mais pró Open
Source. Resta saber se a empresa de Bill Gates, agora
comandada por Steve Ballmer, está preparada para o
novo jogo do mercado, ou se irá manter uma atitude
tímida ao lidar com essas questões. Mais ainda: será
que a empresa notou que “o elefante está na sala” – ou
seriam um GNU e um pinguim? n
Rafael Peregrino da Silva foi chefe de pesquisa e desenvolvimento
da Cyclades Europa. É um dos fundadores da Linux Magazine Brasil e
atualmente atua, entre várias outras funções, como seu editor-chefe.
27
Como manter a sua rede e os seus dados seguros.
CAPA
Segurança de redes
Conheça ferramentas imprescindíveis para manter
sua rede e os seus dados seguros.
por Flávia Jobstraibizer
M
anter uma rede empresarial
ou até mesmo uma rede
doméstica segura, é uma
árdua tarefa. A segurança da informação é um dos setores empresariais
que mais recebem investimento atualmente, superando até mesmo o
setor de infra-estrutura física.
Garantir que os dados estarão preservados e seguros contra possíveis
ataques ou invasões, identificar
potenciais vulnerabilidades em
sua rede, software e sistemas de
forma a conseguir tomar medidas preventivas – afinal é melhor
prevenir do que remediar – pode
tornar-se um pouco menos complexo com algumas imprescindíveis ferramentas que vamos
apresentar nesta edição.
Descubra como o OpenVas, poderoso scanner de vulnerabilidades, poderá lhe ajudar a descobrir
quaisquer pontos falhos em sua
infra-estrutura de rede. Você poderá
obter detalhados relatórios de testes
realizados em milhares de vulnerabilidades conhecidas e até mesmo
obter indicações de ações a serem
tomadas para correção ou melhoria
destas falhas.
Apresentamos ainda o Shinken,
uma reimplementação atualizada e
atual do já poderoso Nagios, e que
possui monitoramento efetivo para
serviços de rede, recursos de hardware, e muitas outras funcionalidades.
Simples de instalar e configurar, o
Shinken será um dos seus grandes
aliados no seu dia a dia como combatente à insegurança da rede.
Fique seguro e boa leitura! n
Índice das matérias de capa
OpenVAS
Shinken
Linux Magazine #65 | Abril de 2010
33
MySQL Workbench
ANÁLISE
Planejamento de bancos
de dados com o
MySQL Workbench
Planejar um pequeno banco de dados no papel é simples, mas a estrutura logo vai se
complicandoquandomaiselementossãoadicionados.OMySQLWorkbenchpodeajudar
amanterastabelasorganizadas. por Falko Benthin
M
uitos aplicativos necessitam
de algum tipo de banco
de dados. Quanto mais
complexo o projeto, mais complicadas, demoradas, tortuosas e com
tendência a erros ficam as estruturas
dos bancos de dados correspondentes. Os fabricantes de softwares estão
cientes desse problema, o que explica
a enorme quantidade de ferramentas
de visualização para planejamento e
geração de banco de dados.
A escolha de ferramentas de visualização é um tanto restrita no Linux. Os
desenvolvedores podem optar entre
ofertas gratuitas ou comerciais; as fer-
ramentas gratuitas normalmente são
oferecidas pelos próprios fabricantes
do banco de dados. As ferramentas
comerciais geralmente suportam
múltiplos bancos de dados, mas ferramentas de vendedores de bancos
de dados normalmente destinam-se
a seu próprio produto. O MySQL
Workbench [1], feito para ser usado
com o sistema de banco de dados
MySQL, é uma dessas ferramentas. É uma ferramenta gráfica para
planejar e editar esquemas MySQL.
O sistema de gerenciamento de
bancos de dados MySQL não é somente para desenvolvedores profissio-
nais de bancos de dados. Os bancos
de dados MySQL são muito usados
por webdesigners e administradores
de sistemas. Mesmo que você seja
apenas um desenvolvedor MySQL
ocasional, irá perceber que uma
ferramenta como o MySQL Workbench é muito útil e eficiente. Ele
usa a licença GPLv2 e se baseia na
experiência e no feedback da ferramenta de modelagem de dados
DBDesigner 4 [2]. O Workbench
está disponível nas versões padrão e
comunitária; a edição padrão difere
da comunitária pelo custo de 79 €
anuais, capacidade de verificar esque-
Quadro 1: Instalação
HápacotesbináriosdoMySQLWorkbenchdisponíveisparaUbuntueFedora[3].Comsorte,épossívelencontraro
softwareemrepositóriosdeoutrasdistribuiçõesoudeterceiros.Porexemplo,NorbertTretkowskicriouumpacotedo
Workbench[4]paraoDebian.
Seforemnecessáriasmudançasurgentes,épossívelbaixarocódigo-fontedaferramenta,descompactarotarball,ir
paraodiretóriocriadoporeleeleroarquivoREADMEantesdequalquercoisa.Oarquivolistaasdependênciasdosoftware,alémdeoutrascoisas.Épossível,então,montarosoftwarepormeiodocomando:
./autogen.sh –prefix=caminho &&
make -j3 install
emumajaneladecomando.
Seráprecisosubstituircaminhopelonomedodiretórioondeosoftwareestásendoinstalado.Essainstalaçãodemorou
bastantenonossolaboratório,masfoicompletadacomsucesso,poistodasasdependênciasjáhaviamsidoresolvidas.
50
http://www.linuxmagazine.com.br
MySQL Workbench | ANÁLISE
Figura 1 OMySQLWorkbenchiniciaemumespaçoorganizado.
mas e modelos de bancos de dados
e incluir documentação.
A versão comunitária do MySQL
Workbench inclui uma grande coleção de recursos. Administradores e desenvolvedores de banco de
dados podem usá-lo para planejar
tabelas, views, índices, stored procedures e triggers; parsear esquemas
de bancos de dados existentes para
visualizá-los (“engenharia reversa”);
sincronizar esquemas com bancos de
dados existentes (“gerenciamento de
mudanças”) e exportar e imprimir
modelos de diagramas. O MySQL
Workbench é uma ferramenta para
estruturar um banco de dados; ele
não suporta buscas ou alterações de
dados (para isso, a Oracle oferece o
MySQL Query Browser). Este artigo
usa a versão estável 5.1 do MySQL
Workbench.
Primeira vez
Após instalar o MySQL Workbench
(veja o quadro 1), inicie a ferramenta
digitando mysql-workbench na linha de
comando (figura 1). Com isso, será
possível criar um novo modelo de
banco de dados visualmente, através
de diagramas EER (Extended Entity
LinuxMagazine#67 | Junhode2010
incluirá seus nomes e sobrenomes,
e uma coluna (atributo) com valores inteiros para a chave primária.
Para criar a tabela, clique no ícone
no lado direito da janela ou apenas
tecle [T]. Após posicionar a tabela,
é possível usar as abas do editor de
tabelas para definir seu nome, os
nomes das colunas e dos tipos, qualquer chave estrangeira, os gatilhos e
as partições.
Cada um desses itens leva a mais
diálogos que permitem definir os tipos
dos dados, condições, chaves primárias ou opções, caso se esteja usando
chaves estrangeiras. O software lista
os atributos abaixo do nome da tabela no espaço de trabalho. Para cada
atributo, há um ícone colorido que
permite identificar com facilidade
seu tipo. O ícone da chave aponta
para uma chave primária, por exemplo. Em nosso laboratório, levou um
certo tempo para o ícone mudar
após alteramos as colunas; em caso
de dúvida, é sempre uma boa ideia
checar o editor de tabelas.
Relation – Entidade-Relacional Estendido) ou entrar no esquema. O
método visual é mais simples para a
maioria dos usuários; por esse motivo, será o foco deste artigo.
Graças a controles intuitivos, o
aprendizado é simples. O espaço
de trabalho possui áreas bem delimitadas: à esquerda, há a caixa de
ferramentas com os passos usados
com maior frequência; à direita, o Após criar a primeira tabela, é
navegador (muito útil no caso de um possível criar outras e definir as
grande banco de dados), o catálogo chaves estrangeiras, que mos(que pode ser usado para acessar tram a relação entre os campos
tabelas, views e procedures) e uma de várias tabelas. Para criá-las,
caixa de informações. Na base da use a caixa de ferramentas ou
janela do aplicativo ficam os edito- o editor de tabelas. O programa
res de objetos para os objetos criados ficou um pouco instável em nosou abertos.
so laboratório quando tentamos
Vamos supor
que queiramos
criar um simples
banco de dados
de contatos para
manter um controle do que
emprestamos a
nossos amigos.
Começaremos
criando a tabela Amigos, que Figura 2 Ascamadasajudamacontrolargrandesprojetos.
Chaves estrangeiras e
camadas
51
ANÁLISE | MySQL Workbench
de Routines. O editor de rotinas irá
iniciar na base da janela, onde será
possível escrever a procedure (figura
3). O diagrama EER mostra apenas
grupos de rotinas. Crie um grupo e
arraste e solte as rotinas desejadas
para o Routine Group Editor (Editor
de Grupos de Rotina).
Engenharia reversa
Figura 3 Oeditorderotinasaparecenabasedajanela.
criar chaves estrangeiras com a
caixa de ferramentas; recomendamos o uso do editor. Agora, vá
para a aba Foreign Keys e crie uma
chave estrangeira apontando para
a primeira tabela. Para isso, basta
clicar na caixa correspondente: o
MySQL Workbench irá sugerir
um nome para a chave estrangeira e apresentará uma lista para
selecionar as tabelas existentes no
banco de dados. O software exibirá
as candidatas na área ao lado do
nome da chave estrangeira e tabelas
referenciadas. Ao fazer isso, ele
apenas sugere campos com tipos
de dados possíveis.
O Workbench normalmente cria
relações que combinam com os tipos
de dados. Por exemplo, um registro
Pessoas poderia apontar para vários
registros de endereços e de números
de telefones – isso é chamado de relação um-para-muitos. Se o tipo de
relação não estiver correto, clique
na relação com o botão direito do
mouse e faça ajustes no editor de
relações. Quando uma tabela contém múltiplas chaves estrangeiras,
o programa irá realçá-las em cores
52
diferentes quando o mouse passar
por cima delas.
Para controlar as áreas relacionadas em grandes bancos de dados,
o MySQL Workbench introduz o
conceito de camadas. Uma camada
permite destacar com o uso de cores
várias tabelas, para agrupá-las visualmente. Para usar as camadas, basta
ir à barra de ferramentas ou digitar L
e passar o mouse por cima de todos
os objetos que devem ser incluídos
na camada (figura 2).
Rotinas
É possível usar diagramas EER para
criar visualizações de modo similar
à criação de tabelas, mas os procedimentos e funções armazenados
precisam ser definidos no esquema físico, não em um diagrama. O
MySQL Workbench também se refere a procedures e funções armazenados como rotinas. Este exemplo usa
uma pequena procedure que conta
o número de objetos emprestados
no momento.
Para isso, iremos do diagrama EER
para o modelo MySQL. Chegando
lá, clique em Add Routine, abaixo
Caso haja um modelo de banco de
dados pronto para ser usado, é possível enviá-lo diretamente para seu
banco de dados ou usar um arquivo.
Para isso, selecione File | Export |
Forward Engineer Create SQL Script
([Shift]+[Ctrl]+[G]), digite o nome
do arquivo (sem o nome do arquivo,
o aplicativo irá exibir o script mas
não armazená-lo) e, se for preciso,
selecione as opções necessárias.
Em um segundo passo, o software
perguntará quais objetos devem ser
exportados (figura 4) antes de finalmente gerar o script.
Para transferir o modelo diretamente
para o servidor do banco de dados,
é preciso inserir os parâmetros da
conexão ao servidor em Database |
Manage Connections. Para enviar o
esquema recém-criado diretamente
para o servidor, selecione Forward
Engineering sob Database. Com
poucos cliques é possível enviar o
banco de dados para o local desejado.
O processo para utilizar modelos de bancos de dados já existentes
(“engenharia reversa”) também é
bem simples. É possível executar
Figura 4 Algunscliquespermitem
especificaroqueoMySQL
Workbenchdeveincluirno
script.
http://www.linuxmagazine.com.br
MySQL Workbench | ANÁLISE
um script SQL para importar o
modelo ou pegá-lo em um servidor
de banco de dados ativo. Existe um
assistente no menu Databases para
auxiliar neste processo. O programa
solicita os dados de conexão e o esquema que será obtido.
Caso o esquema contenha mais
de 15 tabelas, a visualização pode
ficar um tanto ruim: as 145 tabelas
importadas de um sistema de informações de um hospital ficaram
muito embaralhadas, e foi preciso
fazer uma boa limpeza (figura 5).
Graças ao forward engineering e
à engenharia reversa, é possível usar
o MySQL Workbench para modificar esquemas existentes e sincronizar os bancos de dados resultantes
(Database | Synchronize Model, ou
File | Export | Synchronize with SQL
Create Script).
Conclusões
O MySQL Workbench oferece
vários recursos muito úteis para
planejar bancos de dados de larga
escala. Porém, o software abusa dos
recursos da máquina e ficou bem
lento em alguns momentos, no
nosso computador não tão potente
(Pentium 4 2.5GHz com 1 GB de
RAM). Infelizmente, o programa
travou várias vezes, portanto, uma
função para salvar o trabalho automaticamente em intervalos regulares seria uma boa ideia.
O MySQL Workbench não foi feito para planejar bancos de dados em
outros sistemas de gerenciamento de
bancos de dados. Caso você trabalhe
com outro sistema, considere uma
ferramenta diferente, como o Database Virtual Architect [5], o Sybase
PowerDesigner [6] ou o velhinho
DBDesigner 4 [2]. Dito isto, caso
você deseje uma ferramenta gratuita
para ajudar a projetar bancos de dados MySQL, o MySQL Workbench
é uma boa opção. Ele possui bons
recursos que facilitarão a vida dos
desenvolvedores e administradores
LinuxMagazine#67 | Junhode2010
Figura 5 ImportarumgrandenúmerodetabelaspodedeixarodiagramaERR
umtantoembaralhado.
de bancos de dados. O MySQL
Workbench 5.2, que está para ser
lançado, suporta buscas no servidor
e tarefas administrativas. Para obter
esses recursos, os desenvolvedores
incluíram no aplicativo algumas
partes do MySQL Query Browser e
do MySQL Administrator. n
Mais informações
[1] MySQLWorkbench: http://www.mysql.com/products/workbench/
[2] DBDesigner4: http://www.fabforce.net/dbdesigner4/
[3] DownloaddoMySQL-Workbench:
http://dev.mysql.com/downloads/select.php?id=8
[4] MySQLWorkbenchparaDebian“Lenny”:
http://tretkowski. de/blog/categories/3-Debian
[5] DatabaseVisualArchitect:
http://www.visual-paradigm.com/pro duct/dbva/
[6] SybasePowerDesigner:
http://www.sybase.com/products/mode
development/powerdesigner
ling-
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Queremosouvirsuaopinião.Faleconoscoem
[email protected]
Esteartigononossosite:
http://lnm.com.br/article/3530
53
OpenSolaris
TUTORIAL
OpenSolaris, parte 14
ContinuaremosaexplorarainicializaçãodeumsistemaOpenSolaris.
por Alexandre Borges
C
omo havíamos visto na edição anterior, o ponto em
questão é que se qualquer
um dos arquivos que constituem o
boot-archive sofrerem qualquer tipo
de mudança, o próprio boot-archive
deverá ser reconstruído. Neste caso,
o OpenSolaris possui dois serviços
que fazem esta tarefa para o administrador assim que o sistema é desligado, verificando qualquer tipo de
mudança e refazendo o boot-archive.
Estes serviços são svc:/system/bootarchive:defaulte svc:/system/bootarchive-update:default.
Nada impede que o próprio administrador efetue esta tarefa de forma
manual caso seja preciso, desta forma:
# bootadm update-archive
Este comando aceitas algumas
opções:
54
R:permite especificar um dire-
tório raiz alternativo
# bootadm update-archive -R /a
f: força a atualização do boot-
archive
Outro subcomando além de listmenu, list-archive e update-archive
(mencionados até aqui) que podem
ser utilizados com o comando bootadm é o comando set-menu para alterar
parâmetros do Grub:
# bootadm set-menu default=1
Neste comando, tendo em vista que o menu do Grub listado na
figura1 tem apenas duas opções
de boot, está sendo estabelecido a
segunda opção como sendo a entrada padrão.
Já que comentamos um pouco
sobre como funciona o Grub em
OpenSolaris, é conveniente avançar
e fazer algumas anotações sobre o
processo de boot do OpenSolaris.
De forma geral, ele é composto pelas seguintes etapas:
Grub > boot-archive > kernel (/
etc/system) `` > kernel modules
> /etc/init`` (/etc/inittab) > svc.
startd > services
O kernel (/platform/i86pc/kernel/unixou /platform/i86pc/kernel/unix)tem como principal ar-
quivo de configuração o arquivo
/etc/system, que é utilizado para
configurar seus parâmetros. Para
familiarizar-se com ele, abra-o
com qualquer editor de textos.
Este arquivo assume como comentário o caractere “*“ o que vai
no sentido oposto do padrão utilizado
http://www.linuxmagazine.com.br
OpenSolaris | TUTORIAL
para comentário que é o símbolo“#”.
As principais seções deste arquivo são
moddir (para indicar locais alternativos
de procura por módulos), forceload
(para carregar módulos no momento
do boot e antes do root filesystem –
eventualmente para que algum disco
seja reconhecido), exclude (exclusão
de módulos no carregamento do sistema) e set (a seção mais importante, pois é aqui que os parâmetros de
kernel são configurados).
Convém salientar que qualquer
edição errônea do arquivo /etc/system pode impedir que o OpenSolaris
seja iniciado. Se isso ocorrer, será
necessário passar como argumento
de boot a opção -a (não esquecendo
de retirar do Grub aquelas opções
splashimage, foreground, background e
console=graphics) e quando o OpenSolaris perguntar qual é o arquivo de
sistema, o usuário deve responder /
dev/null. Isto força o sistema opera-
Figura 1 OpçõesdebootdoGrub.
cional a assumir os valores padrãos
e com isso, o leitor pode corrigir o
problema de inicialização.
Módulos
O OpenSolaris carrega seus módulos a partir dos seguintes diretórios:
/kernel
*
/usr/kernel
/platform/`uname -m`/kernel ``
(por exemplo, ``/platform/i86pc/
kernel ou ainda /platform/i86pc/
amd64/kernel )
OSPRE
R
LinuxMagazine#67 | Junhode2010
Linux
Professional
Institute
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55
TUTORIAL | OpenSolaris
Outro arquivo que é utilizado
neste processo é o /etc/inittab(que
também existe no mundo Linux) e
que rege o comportamento do script
/etc/init:
A sintaxe de cada linha deste arquivo é:
2: multiuser (boa parte dos servi-
ços ficam online, exceto alguns
poucos de rede e NFS)
3: multi-user-server (o nível padrão
de serviços)
4: reservado para uso futuro
5: shutdown
6: reboot
id:runlevel_state:action:process
Onde:
id: identificador da linha.
rstate: para quais níveis de ser-
viço (runlevel) a linha se aplica.
action:os principais valores aqui
são:
• sysinit: faz com que todas as
linhas com este valor sejam as
primeiras a serem executadas
neste arquivo;
• powerfail: a linha somente é
executada se o sistema operacional receber um sinal de
um no-break ;
• process: processo a ser executado.
De acordo com esta explicação, as
três primeiras linhas, por terem como
ação (action) a palavra “sysinit”serão
as primeiras a serem executadas, sendo que a última linha apenas seráchamada em caso de o OpenSolaris
receber um sinal de um no-break.
A terceira linha exerce um papel
fundamental já que ela é a responsável pela execução do daemon svc.
startd que é o daemon responsável
pela execução dos serviços do OpenSolaris.
Os “runlevels” referidos são os
níveis de serviço (ou conjunto de
serviços) que são executados pelo
OpenSolaris. Se for adotado a nomenclatura System V, estes são definidos da seguinte maneira:
0: paralisa o sistema (com opção
para reiniciar)
s: single user (modo de manu-
tenção)
56
Semelhante a outros sistemas
Unix/Linux, para mudar de runlevel
basta executar:
# init <runlevel>
O runlevel atual é mostrado com
o comando:
# who -r
É fundamental ressaltar que
com o advento do OpenSolaris (e
Solaris 10) não é mais utilizado
esta nomenclatura (runlevel) e a
mesma ainda é referenciada por
uma questão de compatibilidade. A
nova denominação é “milestone”e
são apresentados outros níveis de
serviço existentes (explicarei mais
posteriormente).
Atualmente, o OpenSolaris trabalha com duas maneiras de executar
seus serviços: o método System V e o
SMF (Service Management Facility).
A metodologia System V (muito utilizada no Linux e também presente no
Solaris 7, 8 e 9) é bastante difundida
e por isto, é aquela que possivelmente
trará maior conforto para que o leitor já possa operar com serviços no
OpenSolaris. Infelizmente, ela data
de muitos anos atrás e não oferece
vantagens que seriam necessárias
para uma administração mais ágil
nos dias atuais.
A maioria dos serviços do OpenSolaris já está no formato do SMF,
entretanto ainda existem alguns
que permanecem no formato antigo (System V) e por isto é preciso
explicar um pouco como estes serviços se comportam.
Estes serviços legados são executados de maneira satisfatória pois o
OpenSolaris oferece alguns scripts
que promovem a compatibilidade
System V. Veja:
22434-rwxr--r-- 3 root sys 2491
2009-05-14 12:48 rc0
22437 -rwxr--r-- 1 root sys 2893
2009-05-14 12:48 rc1
22454 -rwxr--r-- 1 root sys 2884
2009-05-14 12:48 rc2
22474 -rwxr--r-- 1 root sys 2807
2009-05-14 12:48 rc3
22434-rwxr--r-- 3 root sys 2491
2009-05-14 12:48 rc5
22434-rwxr--r-- 3 root sys 2491
2009-05-14 12:48 rc6
22441 -rwxr--r-- 1 root sys 4901
2009-05-14 12:48 rcS
O primeiro ponto notório é que
os runlevels 0 (halt), 5 (poweroff) e
6 (reboot) compartilham o mesmo
script (mesmo inode) pois a função
é a mesma em quase toda a execução: desligar os serviços. Somente
no final é que o caminho que cada
um segue é diferente.
Há um script para cada nível
de serviço e cada um segue a
mesma rotina. Por exemplo, no
caso do runlevel 2, ele executa
os scripts do diretório /etc/rc2.d.
Dentro deste diretório, existem
alguns outros que começam com
“S”(start) e outros que começam
com “ K”(kill) e que são chamados para iniciar (S) ou parar (K)
um serviço. Todos estes serviços
são numerados de 00 a 99 e são
executados em ordem numérica.
Estes scripts não são, na verdade,
os verdadeiros scripts dos serviços
e sim hardlinks (diferente do Linux, em que são links simbólicos)
para os scripts reais que estão no
diretório /etc/init.d. Neste contexto, caso o script chamado seja
prefixado com “S”, então épassado um argumento “start”para o
script real em /etc/init.d e servi-
http://www.linuxmagazine.com.br
OpenSolaris | TUTORIAL
ço determinado éexecutado. Por
exemplo, segue a seqüência de
acontecimentos:
/sbin/rc2 → /etc/rc2.d/S47pppd → /
etc/init.d/pppd start
hardlinks apropriados. É bastante
recomendado que o nível escolhido
seja o nível 3 para não impactar a
execução de qualquer serviço básico do sistema no caso de falha no
serviço criado:
Se o script chamado iniciar com
“K”, o argumento parado para o
script real é“stop”, ou seja, o serviçoé cessado.
O administrador pode, se desejar,
iniciar (ou parar) manualmente um
serviço da seguinte forma:
# cd /etc/init.d
# ln <nome do serviço> /etc/
rc#.d/S##<nome do serviço>
# ln <nome do serviço> /etc/
rc#.d/K##<nome do serviço>
# /etc/init.d/<serviço> start
# /etc/init.d/<serviço> stop
# cd /etc/init.d
# ln <nome do serviço> /etc/rc3.d/
S99linuxmagservice
# ln <nome do serviço> /etc/rc3.d/
K99linuxmagservice
E como fazemos para adicionar
um serviço neste formato antigo
(System V) de modo a ser iniciado
automaticamente no boot do sistema?
Simples. O seguinte roteiro ajudará
o leitor a realizar esta tarefa:
Crie em /etc/init.d o script responsável por iniciar e paralisar o
serviço. Neste caso, um bom ponto de partida é tomar emprestado
o modelo de um script já existente
neste diretório e fazer as adaptações
necessárias.
Altere as permissões e o grupo
proprietário do script criado para
o serviço:
#chmod 744 /etc/init.d/<nome do
serviço>
# chgrp sys /etc/init.d/<nome do
serviço>
Exemplificando:
#chmod 744 /etc/init.d/
linuxmagservice
# chgrp sys /etc/init.d/
linuxmagservice
Escolha o runlevel apropriado
para que o serviço criado seja executado (incluindo sua ordem de
execução) e, a partir disto, crie os
LinuxMagazine#67 | Junhode2010
Exemplo:
Frequentemente alguns comandos são erroneamente utilizados
no OpenSolaris e isto pode, em
determinadas ocasiões, trazer problemas ao administrador. O comando “init <runlevel>”éutilizado para
trocar o nível do serviço, porém ele
faz isto de maneira ordenada, ou
seja, parando os serviços de forma
correta e inicializando outros do
mesmo modo.
Diante disto, vale a pena frisar:
o comando init 5 se comporta
diferente dos comandos halt
ou poweroff
o comando init 6 se comporta
diferente do comando reboot
Por que a diferença? Porque os
comandos halt, poweroff e reboot
não encerram os serviços de maneira
apropriada, ou seja, não aguardam os
processos serem paralisados de modo
adequado e, literalmente, “atropelam”
tudo para poderem desligar ou reiniciar a máquina o mais rápido possível.
Para serviços mais simples isto pode
não importar muito, porém se houver um banco de dados no ar, por
exemplo, esta pressa pode ser fatal.
Quando é que usamos estes comandos “proibidos”como reboot e
poweroff? Quando háextrema urgência em desligar uma máquina
(alagamento, incêndio, etc...) e o
tempo écrucial. Mas o leitor deve
ficar avisado: coisas ruins podem ocorrer. Um outro caso, menos urgente,
équando executado o comando init
6, por exemplo, e nada parece acontecer. Este éo típico caso em que o
OpenSolaris estáesperando por um
processo encerrar antes de ir adiante.
O problema éque isso pode demorar
indefinidamente. Neste caso, em 99.9
% das vezes, ésugerido procurar os
processos que estão atrasando a operação de reinicialização e pará-los de
forma correta (evite o comando kill
-9 <pid>). Feito isto, tudo prosseguiráda maneira esperada. n
Sobre o autor
Alexandre Borges ([email protected], twitter: @ale_sp_brazil) é Especialista Sênior em
Solaris, OpenSolaris e Linux. Trabalha com desenvolvimento, segurança, administração e performancedessessistemasoperacionais,atuandocomoinstrutoreconsultor.Épesquisadorde
novastecnologiaseassuntosrelacionadosaokernel.
Gostou do artigo?
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Rua Germano Petersen Junior, 101-Sl 202 – Higienópolis –
CEP: 90540-140
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Lnx-IT Informação e Tecnologia Porto Alegre
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AW2NET
Santo André
Rua Edson Soares, 59 – CEP: 09760-350
11 4990-0065
www.aw2net.com.br
Async Open Source
São Carlos
Rua Orlando Damiano, 2212 – CEP 13560-450
16 3376-0125
www.async.com.br
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Delix Internet
São José do
Rio Preto
Rua Voluntário de São Paulo, 3066 9º – Centro – CEP: 15015-909
11 4062-9889
www.delixhosting.com.br
4
2MI Tecnologia e Informação
São Paulo
Rua Franco Alfano, 262 – CEP: 5730-010
11 4203-3937
www.2mi.com.br
4Linux
São Paulo
Rua Teixeira da Silva, 660, 6º andar – CEP: 04002-031
11 2125-4747
www.4linux.com.br
4 4
4
4 4
4 4
4
4
4 4
4 4
4 4
A Casa do Linux
São Paulo
Al. Jaú, 490 – Jd. Paulista – CEP: 01420-000
11 3549-5151
www.acasadolinux.com.br
4
4 4
Accenture do Brasil Ltda.
São Paulo
Rua Alexandre Dumas, 2051 – Chácara Santo Antônio
– CEP: 04717-004
11 5188-3000
www.accenture.com.br
4
4 4
ACR Informática
São Paulo
Rua Lincoln de Albuquerque, 65 – Perdizes – CEP: 05004-010
11 3873-1515
www.acrinformatica.com.br
4
4
Agit Informática
São Paulo
Rua Major Quedinho, 111, 5º andar, Cj.
508 – Centro – CEP: 01050-030
11 3255-4945
www.agit.com.br
4 4
4
Altbit - Informática
Comércio e Serviços LTDA.
São Paulo
Av. Francisco Matarazzo, 229, Cj. 57 –
Água Branca – CEP 05001-000
11 3879-9390
www.altbit.com.br
4
AS2M -WPC Consultoria
São Paulo
Rua Três Rios, 131, Cj. 61A – Bom Retiro – CEP: 01123-001
11 3228-3709
www.wpc.com.br
Blanes
São Paulo
Rua André Ampére, 153 – 9º andar – Conj. 91
CEP: 04562-907 (próx. Av. L. C. Berrini)
11 5506-9677
www.blanes.com.br
4
4 4
4
4 4
4 4 4
4 4
Bull Ltda
São Paulo
Av. Angélica, 903 – CEP: 01227-901
11 3824-4700
www.bull.com
4
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4 4
Commlogik do Brasil Ltda.
São Paulo
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11 5503-1011
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São Paulo
Rua Caramuru, 417, Cj. 23 – Saúde – CEP: 04138-001
11 5071-7988
www.computerconsulting.com.br
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4 4
Consist Consultoria, Sistemas e Representações Ltda.
São Paulo
Av. das Nações Unidas, 20.727 – CEP: 04795-100
11 5693-7210
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Rua das Carnaubeiras, 98 – Metrô Conceição – CEP: 04343-080
11 5017-0040
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Rua Nova York, 945 – Brooklin – CEP:04560-002
11 5093-3025
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Hewlett-Packard Brasil Ltda.
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Av. das Nações Unidas, 12.901, 25º andar – CEP: 04578-000
11 5502-5000
www.hp.com.br
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IBM Brasil Ltda.
São Paulo
Rua Tutóia, 1157 – CEP: 04007-900
0800-7074 837
www.br.ibm.com
4
4
4 4
iFractal
São Paulo
Rua Fiação da Saúde, 145, Conj. 66 – Saúde – CEP: 04144-020
11 5078-6618
www.ifractal.com.br
4
4 4
Integral
São Paulo
Rua Dr. Gentil Leite Martins, 295, 2º andar Jd. Prudência
– CEP: 04648-001
11 5545-2600
www.integral.com.br
4
4 4 4
4 4
4
4 4
Itautec S.A.
São Paulo
Av. Paulista, 2028 – CEP: 01310-200
11 3543-5543
www.itautec.com.br
Komputer Informática
São Paulo
Av. João Pedro Cardoso, 39 2º andar – Cep.: 04335-000
11 5034-4191
www.komputer.com.br
Konsultex Informatica
São Paulo
Av. Dr. Guilherme Dumont Villares, 1410 6 andar, CEP: 05640-003
11 3773-9009
www.konsultex.com.br
Linux Komputer Informática
São Paulo
Av. Dr. Lino de Moraes Leme, 185 – CEP: 04360-001
11 5034-4191
www.komputer.com.br
4
4
Linux Mall
São Paulo
Rua Machado Bittencourt, 190, Cj. 2087 – CEP: 04044-001
11 5087-9441
www.linuxmall.com.br
Livraria Tempo Real
São Paulo
Al. Santos, 1202 – Cerqueira César – CEP: 01418-100
11 3266-2988
www.temporeal.com.br
Locasite Internet Service
São Paulo
Av. Brigadeiro Luiz Antonio, 2482, 3º andar – Centro
– CEP: 01402-000
11 2121-4555
www.locasite.com.br
Microsiga
São Paulo
Av. Braz Leme, 1631 – CEP: 02511-000
11 3981-7200
www.microsiga.com.br
Locaweb
São Paulo
Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1.830 – Torre 4
Vila Nova Conceição – CEP: 04543-900
11 3544-0500
www.locaweb.com.br
Novatec Editora Ltda.
São Paulo
Rua Luis Antonio dos Santos, 110 – Santana – CEP: 02460-000
11 6979-0071
www.novateceditora.com.br
Novell América Latina
São Paulo
Rua Funchal, 418 – Vila Olímpia
11 3345-3900
www.novell.com/brasil
Oracle do Brasil Sistemas Ltda. São Paulo
Av. Alfredo Egídio de Souza Aranha, 100 – Bloco B – 5º
andar – CEP: 04726-170
11 5189-3000
www.oracle.com.br
Proelbra Tecnologia
Eletrônica Ltda.
São Paulo
Av. Rouxinol, 1.041, Cj. 204, 2º andar Moema – CEP: 04516-001
11 5052- 8044
www.proelbra.com.br
Provider
São Paulo
Av. Cardoso de Melo, 1450, 6º andar – Vila Olímpia
– CEP: 04548-005
11 2165-6500
Red Hat Brasil
São Paulo
Av. Brigadeiro Faria Lima, 3900, Cj 81 8º andar
Itaim Bibi – CEP: 04538-132
11 3529-6000
4
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4
www.e-provider.com.br
4
4 4
www.redhat.com.br
4
4 4
Samurai Projetos Especiais
São Paulo
Rua Barão do Triunfo, 550, 6º andar – CEP: 04602-002
11 5097-3014
www.samurai.com.br
4
4 4
SAP Brasil
São Paulo
Av. das Nações Unidas, 11.541, 16º andar – CEP: 04578-000
11 5503-2400
www.sap.com.br
4
4 4
Savant Tecnologia
São Paulo
Av. Brig. Luis Antonio, 2344 cj 13 – Jd. Paulista – CEP:01402-000
11 2925-8724
www.savant.com.br
Simples Consultoria
São Paulo
Rua Mourato Coelho, 299, Cj. 02 Pinheiros – CEP: 05417-010
11 3898-2121
www.simplesconsultoria.com.br
4 4 4
4 4
4
4 4
Smart Solutions
São Paulo
Av. Jabaquara, 2940 cj 56 e 57
11 5052-5958
www.smart-tec.com.br
4 4
4 4
Snap IT
São Paulo
Rua João Gomes Junior, 131 – Jd. Bonfiglioli – CEP: 05299-000
11 3731-8008
www.snapit.com.br
4
4 4
11 3039-2000
www.stefanini.com.br
4
Stefanini IT Solutions
São Paulo
Av. Brig. Faria Lima, 1355, 19º – Pinheiros – CEP: 01452-919
Sybase Brasil
São Paulo
Av. Juscelino Kubitschek, 510, 9º andar Itaim Bibi – CEP: 04543-000 11 3046-7388
www.sybase.com.br
Unisys Brasil Ltda.
São Paulo
R. Alexandre Dumas 1658 – 6º, 7º e 8º andares – Chácara
Santo Antônio – CEP: 04717-004
www.unisys.com.br
11 3305-7000
Utah
São Paulo
Av. Paulista, 925, 13º andar – Cerqueira César – CEP: 01311-916
11 3145-5888
www.utah.com.br
Webnow
São Paulo
Av. Nações Unidas, 12.995, 10º andar, Ed. Plaza Centenário
– Chácara Itaim – CEP: 04578-000
11 5503-6510
www.webnow.com.br
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4
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4
4
4
4
WRL Informática Ltda.
São Paulo
Rua Santa Ifigênia, 211/213, Box 02– Centro – CEP: 01207-001
11 3362-1334
www.wrl.com.br
4
Systech
Taquaritinga
Rua São José, 1126 – Centro – Caixa Postal 71 – CEP: 15.900-000
16 3252-7308
www.systech-ltd.com.br
4 4
Linux Magazine #66 | Maio de 2010
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4
79
Índice de anunciantes
SERVIÇOS
Calendário de eventos
Evento
Data
Local
Informações
CIAB2010
9a10dejunho
SãoPaulo,SP
www.ciab.com.br
SolivreX-4aEdição
17a19dejunho
Maringá,PR
solivrex.psl-pr.org.br
FISL2010
21a24dejulho
PortoAlegre,RS
www.fisl.org.br
LinuxConBrasil2010
31deagostoe
01desetembro
SãoPaulo,SP
http://events.linuxfoundation.org
EncontroVOIPCenterSP
CNASI2010
PythonBrasil6
21a23desetembro
20a22deoutubro
21a23desetembro
SãoPaulo,SP
SãoPaulo,SP
Curitiba,PR
www.encontrovoipcenter.com.br
www.cnasi.com
www.pythonbrasil.org.br
Empresa
Pág.
RedeHost
07
CentralServer
09
UOLHost
11
Server4You
13
DCSInformática
15
PlazaHotéis
17
Watchguard
19
Othos
23
WiseTraining
25
LINUXCON2010
28
Impacta
31
FISL
77
Bull
83
Tecla
84
Nerdson – Os quadrinhos mensais da Linux Magazine
80
http://www.linuxmagazine.com.br
PREVIEW
Na Linux Magazine #68
INFRAESTRUTURA DE TI OTIMIZADA
Sistema de Arquivos
Sumo
Conheça o Sumo, gerenciador de acesso escrito em PHP
e que proporciona diversos níveis de autenticação com
uma única linha de código. Integrado com LDAP e diversos bancos de dados, pode ser utilizado em múltiplos
sistemas com uma única instalação. n
Ben Martin apresenta os tipos de filesystem, suas
vantagens e como fazer a melhor escolha. n
Segurança com Bluetooth
Conheça formas de manter seus dados seguros quando disponíveis em rede com conexão
bluetooth. n
Na Ubuntu User #19
Freevo
Sensação dos usuários de Linux, o Freevo é
uma completa central multimídia que lhe permite centralizar todos os seus filmes, músicas,
imagens, etc. Além de possuir possibilidade de
conexão do software com a TV, o que lhe proporcionará recursos de gravação de programas
de forma agendada entre outros recursos. n
82
Wine
O popular Wine, agora na
versão 1.2 está melhor do
que nunca. O software torna
possível utilizar programas e
aplicativos de Windows dentro de seu ambiente Linux
sem quaisquer problemas de
compatibilidade. Na Ubuntu User 19, vamos apresentar
seus novos recursos e vantagens de uso. n
http://www.linuxmagazine.com.br
31 de agosto a
1 de setembro
São Paulo
Aguardamos você no mais esperado evento de software livre da América do Sul.
Trata-se do LinuxCon, em sua primeira vez no Brasil, trazendo grandes personalidades como Linus Torvalds,
criador do sistema operacional Linux e Andrew Morton, mantenedor do kernel Linux
além de Jim Zemlin, diretor da Linux Foundation.
Palestrantes confirmados
• James Bottomley, Novell Distinguished Engineer Linux e mantenedor do kernel do
subsistema SCSI.
• Jon Corbet, desenvolvedor do kernel do Linux e Editor da Linux Weekly News (LWN).
• Thomas Gleixner, mantenedor da arquitetura Intel (x86),
• Ian Prat, arquiteto chefe do projeto de código aberto Xen e fundador da XenSource.
• Ted Ts'o, primeiro desenvolvedor do kernel na América do Norte e parceiro do Google.
Platinum Sponsors
Gold Sponsors
Silver Sponsors
Mais informações no site:
www.linuxfoundation.org
Local:
Sheraton São Paulo WTC Hotel
Convention Center
Av. das Nações Unidas, 12559
Brooklin Novo — São Paulo/SP
Realização
Download

Community Edition 67