Relatório Síntese de Gráficos Percurso Metodológico 1. Princípio Metodológico Modelo participativo e democrático na construção e gestão das Políticas de Juventudes. Estratégia principal: realizar uma pesquisa de jovens, para jovens e com jovens (instituições responsáveis, coordenação, pesquisadores de campo, supervisores, sujeitos da pesquisa). 2. Processo de Pesquisa 1. Elaboração do Projeto “Retratos da Fortaleza Jovem”; 2. Sondagem de expectativas com organizações de juventude; 3. Elaboração do Instrumental 4. Pesquisa Documental e Bibliográfica; 5. Levantamento das organizações de juventude; 6. Seleção de supervisores e pesquisadores; 7. Capacitação (30h/a): para 90 jovens; 8. Pré-Teste: 04/10/06; 9. Pesquisa de Campo: 09 a 27/10/06; 10. Digitação (11/11/06 a 05/01/07) e Categorização dos Dados (02/02/07 a 20/05/07); 11. Análise e Elaboração do Relatório (1º Semestre/07); 12. Socialização dos Dados e Relatório (2º Semestre/07). 3. O contexto, as razões e os objetivos da pesquisa A pesquisa Retratos da Fortaleza Jovem é uma iniciativa da Prefeitura Municipal de Fortaleza (Assessoria de Juventude do Gabinete da Prefeitura de Fortaleza) desenvolvida em parceria com o Instituto da Juventude Contemporânea (IJC)1, que visa conhecer, identificar e mapear as juventudes da cidade, suas demandas e anseios, a fim de subsidiar o poder público e a sociedade civil na construção de políticas públicas voltadas para os segmentos juvenis. A pesquisa é um dos frutos do debate coletivo que vem acontecendo entre organizações juvenis locais e o poder público municipal, desde 2004, sobre a necessidade de construirmos as políticas de juventude, considerando quem são os jovens da cidade, como vivem e quais as suas necessidades e demandas. Um debate que se articula às discussões nacionais emergentes nas últimas décadas e se insere no ‘movimento’ mais amplo em defesa dos direitos de juventude2, cuja trajetória vale a pena situar para compreendermos melhor como este se expressa no contexto local, e quais as suas contribuições para a exigência de realizarmos a pesquisa em Fortaleza. Orientado por uma perspectiva democrática de realização da política, este ‘movimento’ reivindica o reconhecimento dos segmentos juvenis para além da adolescência e das visões adultocêntricas, e luta pela afirmação dos jovens como sujeitos de direitos, na interlocução com a sociedade e o poder público. Uma luta, cuja visibilidade é cada vez maior no país, dada a expressividade da juventude, quer no sentido demográfico (o crescimento dos segmentos juvenis na população é considerável se comparado a outros grupos etários), quer político (problemáticas enfrentadas pelos jovens no cenário nacional como o desemprego, a violência, questões de saúde, sexualidade e cidadania), quer sócio-cultural (processo de juvenilização da cultura, emergência massificada, plural e intensa de novos atores sociais, entre eles os jovens, como sujeitos sociais em movimentos, grupos de estilo culturais, etc)3. Graças a estas e outras questões, a luta em defesa dos direitos de juventude vem obtendo alguns ganhos importantes no país, dos quais destacamos: a busca por espaços de discussão sobre a juventude nas agendas governamentais; a mobilização para a conquista de posições de poder no campo institucional; e a pressão para a construção de planos de políticas voltadas para os segmentos juvenis nos estados e municípios. Em razão do seu caráter recente na cena política brasileira, pois a emergência destas iniciativas remete à segunda metade da década de 1990, podemos dizer, nas palavras de Abramo (2005), que elas se encontram hoje no estágio da formulação. No entanto, em que pese às críticas ao teor ainda pontual, fragmentado e descontínuo das políticas de juventude, um dos principais ganhos da luta pelos direitos juvenis, na atualidade, é o consenso que vem orientando os debates nacionais e locais sobre estas políticas, qual seja: o reconhecimento dos jovens não só como possíveis destinatários, mas como sujeitos de direitos, portanto, interlocutores fundamentais na sua construção, implantação, avaliação e controle. Importantes frutos deste consenso são as conquistas institucionais que já se fazem presentes nos cenários nacional, regional e local, a exemplo da criação da Secretaria Nacional de Juventude (SNJ/2005), do Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE/2005), dos Conselhos, Secretarias, Coordenadorias e/ou Assessorias de Juventude nos estados e municípios4. Sem desconsiderarmos as suas especificidades e atribuições, estes órgãos podem ser compreendidos, de um modo geral, como um dos primeiros passos na criação de marcos legais e institucionais responsáveis pela articulação, proposição, gestão, monitoramento e controle social das Políticas de Juventude no Brasil, nas três instâncias do poder público (federal, estadual e municipal). A construção desta institucionalidade busca assegurar a participação da sociedade civil – os segmentos juvenis organizados – nos processos de formulação, implantação e controle social das políticas de juventude. Uma orientação que se situa no horizonte da tradição democrática brasileira, desde as lutas pela redemocratização do país nos anos de 1970 e 1980, cuja trajetória culminou com a garantia dos direitos civis e políticos, e a conquista dos direitos sociais de cidadania contemplados na Constituição de 1988. Atualmente, estas lutas estão na ordem do dia, pois trazem à tona a necessidade de efetivarmos uma terceira geração de direitos, os chamados direitos difusos, onde se inserem os direitos de juventude, também contemplados em parte naqueles marcos legais, mas que exigem a formulação de outros mecanismos institucionais para viabilizar a sua realização. Segundo Novaes (2006: p.6), a função destes direitos é garantir condições para que os jovens, como grupo social específico da população, possam existir e se desenvolver integralmente, sem serem discriminados e subjugados. Para tanto, há que se assegurar o direito a terem uma vida social plena, mediante a promoção de sua autonomia e inserção sócio-econômica, política e cultural como cidadãos. Em Fortaleza, algumas expressões do ‘movimento’ em defesa dos direitos de juventude na agenda governamental se configuraram, antes e logo após a posse da Prefeita Luizianne Lins, no ano de 2005, a saber: criação do Grupo de Trabalho sobre Políticas Públicas de Juventude na administração municipal (GTPPJ), que funcionou de novembro de 2004 a março de 2005; realização das Plenárias de Juventude do Orçamento Participativo (2005/2006);Audiência Pública sobre as Políticas de Juventude, que aconteceu no plenário da Câmara Municipal de Fortaleza, em maio de 2006; I Seminário Municipal de Juventude, realizado em junho do mesmo ano. No âmbito destas ações vieram à tona as lutas para a criação do Conselho Municipal de Juventude e do Plano Municipal de Políticas Públicas para a Juventude. Em todas estas iniciativas, a presença significativa de organizações de juventude e dos jovens da cidade engajados nas discussões sobre questões de seu interesse deixou clara a força e a capacidade de pressão do ‘movimento’ em Fortaleza. O GTPPJ, por exemplo, iniciou a reflexão sobre a necessidade das políticas de juventude no cenário local, fez o levantamento e avaliação das iniciativas voltadas para os jovens na gestão anterior e contribuiu para trazer à tona este debate na administração municipal. Para tanto, contou com a decisiva participação de jovens pertencentes às diversas organizações juvenis da cidade, sobretudo aquelas vinculadas à militância partidária, estudantil e religiosa, bem como aos movimentos comunitários, culturais e ecológicos. A pesquisa Retratos da Fortaleza Jovem se situa, portanto, como uma exigência fundamental na busca de atendermos a estes desafios. Seu objetivo geral é construir um diagnóstico amplo e participativo sobre a condição juvenil e as juventudes5 na cidade de Fortaleza, com a finalidade de subsidiar o poder público e a sociedade civil na construção das políticas de juventude. Um diagnóstico social, conforme os analistas da área, se caracteriza por um conjunto de procedimentos investigativos de natureza quantitativa e/ou qualitativa, por meio do qual se busca captar a natureza e a magnitude das necessidades e dos problemas de um determinado grupo populacional, que se situa num dado meio social.Visa, também, identificar as potencialidades presentes neste grupo e no meio estudado, com a finalidade de servir de base para a ação e para a construção de estratégias políticas de enfrentamento dos problemas, considerando as características, necessidades, aspirações e potencialidades do grupo pesquisado. Para que estes objetivos sejam alcançados, requer, portanto, a participação da população investigada em todo o processo de sua construção. Para atender às exigências de um diagnóstico amplo, participativo e plural, de caráter quantitativo e qualitativo6, na definição do universo e da amostra da pesquisa, tomamos por base os debates atuais desenvolvidos por diversos especialistas na área de juventude e das políticas públicas de juventude (Abramo, 2006; Novaes, 2006; Dayrell, 2005; Sposito, 2005; Castro, 2004; Abad, 2003; Carrano, 2003; Freitas e Papa, 2003; entre outros). Nas reflexões destes (as) autores (as), eles (as) alertam para a necessidade de nos atermos às diferentes experiências do “ser jovem” na cidade, haja vista as múltiplas mediações que atravessam a condição juvenil e lhe conferem um caráter heterogêneo e plural, a saber: o recorte etário, a classe social, o gênero, a raça, as experiências familiares, as crenças religiosas, os pertencimentos comunitários, as vivências escolares e no mundo do trabalho, a participação social e política, a pertença a grupos de estilo culturais. Enfim, os diversos agenciamentos e situações que interferem na construção das subjetividades juvenis, no cenário contemporâneo. As questões fundamentais que a pesquisa pretende esclarecer, as quais nortearam a construção do instrumental de coleta de dados foram as seguintes: Quem são os (as) jovens da cidade de Fortaleza? Onde vivem? Como vivem? O que pensam sobre suas condições de vida? Como compreendem e quais os significados atribuem ao “ser jovem”, na atualidade? Quais os seus valores e referências? Enfim, como se inserem, o que pensam e quais as suas demandas, na interface com as experiências transversais que configuram a condição juvenil no contexto contemporâneo: a família, as relações de gênero e sexualidade, a educação, o trabalho, a comunidade, a saúde, a arte, a cultura, o esporte, o lazer, a participação social e política, a questão das drogas e da violência, e, num sentido mais amplo, os direitos de cidadania. Com base nestas indagações principais, estruturamos um questionário7 contendo 123 perguntas fechadas e abertas, de diferentes tipos e níveis de complexidade, capazes de permitir aos jovens entrevistados quer respostas simples e diretas, quer descritivas e analíticas, agrupadas em 12 temáticas centrais, quais sejam: perfil sócio-econômico e condição familiar; gênero e sexualidade; ser jovem; valores e referências; percepções sobre a educação; o mundo do trabalho; a política e a cidadania; políticas públicas; cultura e lazer; drogas líticas e ilícitas; e sobre a questão da violência e da segurança pública. Mediante a realização desta pesquisa buscamos delinear os retratos da Fortaleza jovem, territorializando os dados, conforme cada região administrativa da cidade, para que a atuação do Poder Público, em todas as esferas, tenha como subsídio um estudo que indique a localização geográfica dos jovens, suas perspectivas, demandas e anseios, levando em conta suas características, seus pertencimentos comunitários e os demais agenciamentos que configuram suas subjetividades. Em um sentido mais amplo, nossa intenção é subsidiar o poder público municipal e a sociedade civil na construção de um Plano Municipal de Políticas Públicas de Juventude, uma reivindicação do movimento em defesa dos direitos juvenis no cenário local e um instrumento fundamental na elaboração e viabilização de propostas coletivas, que possam atender às demandas dos jovens no cenário da cidade. Para que possamos dar início à análise dos dados coletados por meio da pesquisa necessitamos esclarecer, ainda, a estratégia metodológica adotada, o percurso da pesquisa e seus significados para os jovens que dela participaram, quer como coordenadores, quer como supervisores e pesquisadores de campo, quer como interlocutores centrais. 4. Objetivo Geral Conhecer, identificar e mapear as juventudes de Fortaleza, para subsidiar o Poder Público Municipal e a Sociedade Civil na construção de políticas de juventude baseadas na compreensão e interpretação sobre quem são os jovens, como vivem, o que pensam sobre o “ser jovem” e quais as suas demandas. 5. Objetivos específicos Ø Territorializar os dados (Regionais), para situar geograficamente as juventudes da cidade, considerando seus pertencimentos comunitários, subjetividades e demandas, facilitando, assim, a atuação do Poder Público, em todas as esferas; Ø Subsidiar o Poder Público Municipal e a Sociedade Civil na construção de um Plano Municipal de Políticas Públicas de Juventude. 6. Pesquisa Quantitativa e Qualitativa Tipos de abordagem: levantamento de dados e inquérito domiciliar TÉCNICAS QUANTITATIVAS Ø Levantamento das organizações de juventude; Ø Levantamento de dados gerais; Ø Questionário; TÉCNICAS QUALITATIVAS Ø Sondagem de expectativas com organizações de juventude Ø Observação Simples Ø Registro em Diário de Campo; Ø Perguntas abertas no questionário. 7. Plano Amostral 1ª Etapa: A população de Fortaleza é 2.141.402 pessoas, estimando que 636.435 são jovens com idade de 15 a 29 anos (Censo 2000 - IBGE). Considerando-se a distribuição do Índice de Desenvolvimento Humano - IDH (baixo, médio e alto) dos bairros de Fortaleza, como variável principal, calculou-se uma amostra aleatória simples de bairros, por AP’S e REGIONAIS. Confiança de 95% e erro inferior a 5% da amplitude de distribuição do IDH nos bairros. AMOSTRA: 40 bairros. 2ª Etapa: Seleção por sorteio dos bairros da amostra, tomando-se a distribuição da idade na faixa de 15 a 29 anos. Cálculo de uma amostra aleatória simples para uma confiança de 95% e erro inferior a 5% da amplitude da distribuição da idade na referida faixa etária. AMOSTRA: 1734 jovens. Ø A amostra foi distribuída pelos bairros em função da proporção de jovens do sexo masculino e feminino, nas faixas de idade de 15 a 19 anos, de 20 a 24 anos e de 25 a 29 anos. Ø A idade média da população de Fortaleza na faixa etária de 15 a 29 anos é igual a 21,61 anos.Na amostra de bairros é de 21,59 anos. Depois de selecionada a amostra dos sujeitos da pesquisa e levantadas as idades, a idade média foi igual a 21,41 anos. 8. Significados da Pesquisa JOVENS DA CIDADE Ø Reconhecimento da sua condição de interlocutores e sujeitos de direito, na relação com o poder público; Ø Oportunidade de expressarem suas opiniões, crenças, valores, reivindicações e demandas ao poder público; Ø Possibilidade de contato com outros jovens, facilitando a troca de saberes e opiniões sobre as diferentes experiências e demandas juvenis na cidade; JOVENS UNIVERSITÁRIOS Ø Experiência de pesquisa como protagonistas e interlocutores diretos no contato e aproximação com outros jovens, com realidades próximas e distantes das suas; Ø Diálogo, troca de saberes e experiências com outros jovens (das comunidades e da cidade); socialização e ampliação dos conhecimentos adquiridos na formação acadêmica ; Ø Alargamento e relativização dos conhecimentos acadêmicos sobre as experiências juvenis na cidade e suas próprias vivências como jovens; JOVENS DAS COMUNIDADES Ø Experiência como pesquisadores e protagonistas na interlocução com os demais jovens; iniciação na “arte da pesquisa”( “o olhar, o ouvir , o falar e o escrever”), sensibilizada pelo contato com realidades próximas e distantes das suas; Ø Diálogo, troca de saberes e experiências com os jovens universitários e os demais jovens; socialização de informações e ampliação da formação escolar; Ø Conhecimento e (re) conhecimento de suas experiências e de outros jovens; alargamento dos horizontes de compreensão sobre suas vivências e percepções. 9. Equipe técnica Coordenação Geral: INSTITUTO DE JUVENTUDE CONTEMPORÂNEA Camila Brandão e Rodrigo Amaral ASSESSORIA DE JUVENTUDE DO GABINETE DA PREFEITURA DE FORTALEZA Afonso Tiago e Natália Moraes Consultoria: Dr. Francisco José Soares Damasceno Ms. Cynthia Studart Albuquerque Ms. Teresa Cristina Esmeraldo Bezerra Ms. Janaína Zaranza CONSULTORIA DE PLANO AMOSTRAL Ms. Nicolino Trompieri Edson Silva Soares Equipe trabalho PESQUISA DE CAMPO 05 auxiliares de coordenação da pesquisa de campo 30 supervisores de campo 60 pesquisadores de campo TABULAÇÃO DOS DADOS 10 digitadores APOIO DE ANALISE 02 Auxiliares de pesquisa Notas 1 O Instituto da Juventude Contemporânea – IJC é uma Organização Não Governamental (pessoa jurídica de direito privado, sem fins econômicos, com caráter filantrópico) criada em 1999 por jovens oriundos das pastorais sociais da Igreja Católica, em Fortaleza. Desde então, desenvolve diversos trabalhos sociais na área das políticas de juventude, especialmente com jovens das camadas populares e das escolas públicas em todo o estado. Além de empreender ações de cunho sócio-educativo, a ONG possui uma experiência na realização de pesquisas sociais com jovens, onde se destaca, por exemplo, a Pesquisa “Voto Cidadão” (Projeto Tendas da Juventude), realizada em parceria com o UNICEF e o Jornal O Povo, que visou captar as expectativas dos jovens cearenses sobre os candidatos, bem como conhecer suas demandas por políticas públicas nas eleições de 2002. A pesquisa aconteceu em 132 municípios e teve como interlocutores os (as) alunos (as) da rede pública de ensino, na faixa de 16 a 24 anos. Esta entidade é considerada uma das mais atuantes no cenário local, graças à sua capacidade de intervenção e pressão junto aos poderes públicos para a construção das políticas de juventude no estado e município. O IJC é uma das ONG’S que vem participando ativamente do ‘movimento’ em defesa dos direitos de juventude no contexto local, o qual contribuiu para trazer à tona o debate sobre as políticas de juventude no município, resultando na criação da Assessoria de Juventude da Prefeitura e na aprovação, em fevereiro de 2007, da lei que regulamenta e institui o Conselho Municipal de Juventude em Fortaleza. 2 Freitas (2003), Papa (2003) e Novaes (2006) usam a expressão ‘movimento’ para caracterizarem não um movimento social, com sujeitos sociais bem definidos, no sentido político formal, semelhante ao movimento em defesa dos direitos da infância e da adolescência, nos anos de 1980 e 1990, mas para descreverem um conjunto de proposições e iniciativas protagonizadas por diferentes atores sociais, a partir da segunda metade da década de 1990, no Brasil, ou seja: movimentos juvenis, instituições da sociedade civil que trabalham com jovens, especialistas na temática e outros segmentos. Estes diversos atores, das mais diferentes idades, abraçaram a causa dos direitos de juventude e vêm lutando, desde então, para construírem uma outra percepção sobre a condição juvenil, para além da adolescência, não só do ponto de vista etário, mas quanto às suas próprias características, vivências e demandas. Em contraposição às visões tutelares centradas no mundo adulto (adultocêntricas), pretendem superar o enfoque dos jovens como ‘problema’ e buscam o seu reconhecimento como sujeitos de direitos, que precisam ser tratados sem estereótipos, considerando-se as suas diferenças, semelhanças, identidades e modos de vida.idososreendidos ucionais para assegurar a sua realizaçis, considerados fundamentais na construç Maiores esclarecimentos. Cf. [NOVAES, R.C.R. Et al (orgs.). Política Nacional de Juventude: diretrizes e perspectivas. São Paulo: Conselho Nacional de Juventude; Fundação Friedrich Ebert, 2006. p.p.4-12. FREITAS, M.V. e PAPA, F.C.(orgs.). Políticas Públicas: a juventude em pauta. São Paulo: Cortez: Ação Educativa Assessoria, Pesquisa e Informação: Fundação Friedrich Ebert, 2003. p.p.7-12.]. 3 São exemplos destes dois processos: o fenômeno demográfico denominado de “onda jovem” (aumento do percentual de jovens na população em escala superior aos demais grupos etários), que é identificado no país, a partir dos anos de 1990; e a questão da ‘juvenilização da cultura’, compreendida não só como predomínio, no campo simbólico, de uma idealização do “ser jovem” na cultura contemporânea, que se estende aos demais grupos etários, mas como profusão de movimentos, estilos culturais, modas e modelos de identificação marcadamente jovens, na sociedade atual. [Cf. ABAD, M. Crítica política das políticas de juventude. In: FREITAS, M.V. e PAPA, F.C. (orgs.). Políticas Públicas: a juventude em pauta. São Paulo: Cortez: Ação Educativa Assessoria, Pesquisa e Informação: Fundação Friedrich Ebert, 2003.p.24]. 4 O Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE) é um órgão público de caráter consultivo, direcionado à proposição e avaliação das políticas públicas de juventude, sobretudo aquelas implementadas pelo Executivo Federal. Em sua composição encontram-se representantes da sociedade civil e do poder público. Foi criado pela lei 11.129/2005 e regulamentado pelo Decreto Presidencial noº 5.490 de 14 de julho de 2005. O CONJUVE iniciou suas atividades em agosto de 2005 e um dos produtos do trabalho dos conselheiros, na sua primeira gestão, foi à construção da Política Nacional de Juventude (2006). A criação do CONJUVE e da Secretaria Nacional de Juventude (fevereiro de 2005) foi precedida por intensos debates nacionais, em que o tema da juventude aparece como questão política no Brasil, onde se destaca a emergência do Grupo Especial de Políticas Públicas da Juventude no Congresso Nacional, em 2003, que realizou audiências públicas temáticas, a Semana Jovem, o Seminário Nacional de Juventude , as conferências estaduais e a Conferência Nacional da Juventude, em setembro de 2004. Atualmente, um dos frutos deste debate é o Projeto de Lei que institui o Estatuto da Juventude, uma Carta de Direitos da Juventude, que está em tramitação na Câmara Federal dos Deputados. 5 Abramo (2006), Abad (2003), Sposito e Carrano (2003) utilizam o termo condição juvenil para caracterizarem o modo como a sociedade constrói e representa esse momento do ciclo da vida, cuja abrangência é maior, pois incorpora uma dimensão histórico-geracional. Já o termo situação juvenil traduz o modo como esta condição é vivenciada, considerando-se as diferenças sociais e as desigualdades que podem advir do pertencimento a uma classe social, um gênero, uma raça, uma etnia, etc. Abramo (2006) acrescenta também, que atualmente ocorrem mudanças, quer na chamada condição juvenil, quer nas situações juvenis, graças às transformações econômico-sociais (mundo do trabalho, política, direitos, etc), culturais (valorização da imagem e dos valores jovens) e nas próprias experiências juvenis (positivação das culturas juvenis centradas no lazer e na experimentação) nas sociedades contemporâneas. Estas mudanças têm conduzido à extensão da juventude, em vários sentidos (descronologização e/ou desinstitucionalização da juventude e dos ciclos da vida), tornando mais complexos, heterogêneos e não lineares os modos de transição à vida adulta para vários setores sociais. Disto resulta uma maior importância dada à experiência juvenil em si mesma, e não mais somente como ciclo da vida caracterizado pela transição ou preparação para a vida adulta. Hoje, fala-se de juventudes no plural e não no singular para destacar estas mudanças, os diferentes modos como a condição juvenil é ou pode ser vivida, bem como as desigualdades que podem se inscrever no âmbito destas vivências. [Cf. ABRAMO, H.W.Condição juvenil no Brasil contemporâneo. In: ABRAMO, H. W. e BRANCO, P.P.M. Retratos da Juventude Brasileira.p.p.37-72; ABAD, M. Crítica política das políticas de juventude. In: FREITAS, M.V. e PAPA, F.C. (orgs). Políticas Públicas: juventude em pauta. p.p.13-32; SPOSITO, M.P. e CARRANO, P.C.R. Juventude e políticas públicas no Brasil. p.p.16-39.]. 6 O caráter quantitativo da pesquisa diz respeito às exigências de um diagnóstico amplo e plural, que busca reunir, registrar e analisar todos os dados numéricos que se referem às características, atitudes e comportamentos da população juvenil de Fortaleza (universo), no sentido de medir suas opiniões, reações, atitudes e demandas, mediante o cálculo de uma amostra representativa e estatisticamente comprovada do universo juvenil na cidade. Outrossim, na escolha do instrumental para coleta de dados utilizamos o questionário, mais usual nas pesquisas quantitativas, que se caracteriza por uma série ordenada de perguntas pré-elaboradas, sistemática e seqüencialmente dispostas em itens, os quais são respondidos por escrito. No entanto, em razão da natureza da pesquisa, utilizamos, também, a técnica da observação simples e o registro em diário de campo das impressões dos pesquisadores e supervisores de campo sobre o processo de coleta de dados, sobre os lugares visitados, bem como sobre as reações e os comportamentos dos jovens entrevistados antes e durante a aplicação dos questionários: instrumentais típicos da pesquisa qualitativa. Acreditamos, como diversos cientistas sociais, que não há dicotomia entre o uso de abordagens quantitativas e qualitativas, mas sim uma relação de complementaridade, sobretudo quando o objetivo da pesquisa é evitar generalizações apressadas, com base em dados numéricos, pois a intenção é relativizar os resultados para dar conta da complexidade e heterogeneidade do objeto: a condição juvenil e as juventudes da cidade. Maiores esclarecimentos sobre estas considerações. [Cf. PERETZ, H. Métodos em sociologia. Lisboa: Temas e Debates Actividades Editoriais L.dª, 2000; PÁDUA, E. M. M.Metodologia da Pesquisa: abordagem teóricoprática. 10ª ed. Campinas, SP: Papirus, 2004; GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 1999.]. 7 Na elaboração do questionário tomamos por base o instrumental de coleta de dados construído pelos pesquisadores que coordenaram a pesquisa Perfil da juventude brasileira (2003), tanto por se adequar aos preceitos metodológicos de um diagnóstico local amplo e plural sobre a condição juvenil, quanto por contribuir para análises comparativas no que se refere aos indicadores nacionais e regionais. No processo de construção do instrumental reelaboramos certas questões, condensamos determinados itens e introduzimos outras perguntas para atender aos objetivos da pesquisa. A pesquisa Perfil da Juventude Brasileira é um dos frutos do Projeto Juventude, realizado pelo Instituto Cidadania, desde 2003. O Projeto promoveu diversas ações voltadas para o debate, a produção de conhecimentos e a articulação de propostas para fazer avançar as políticas públicas de juventude, envolvendo vários atores sociais (jovens, ONG’s, movimentos sociais, etc). Realizada em 2003, a pesquisa buscou traçar um perfil da juventude brasileira, por intermédio de um amplo levantamento quantitativo e qualitativo sobre este seguimento populacional. Uma iniciativa, considerada a mais abrangente pesquisa nacional já realizada sobre o tema no Brasil e que deu origem a dois livros contendo análises atuais sobre a condição juvenil no país. Para um aprofundamento no instrumental de coleta de dados da pesquisa nacional. [Cf. NOVAES, R. e VANNUCHI, P. (orgs.) Juventude e sociedade: trabalho, educação, cultura e participação. São Paulo: Fundação Perseu Abramo; Instituto Cidadania. 2004; e ABRAMO, H. e BRANCO, P. P. M. (orgs.). Retratos da juventude brasileira: análises de uma pesquisa nacional. São Paulo: Fundação Perseu Abramo; Instituto Cidadania. 2005.]. Uma pesquisa de jovens para jovens e com jovens1 Para atender aos objetivos da pesquisa tomamos por base um princípio metodológico central, qual seja: a construção de um modelo democrático, participativo e dialógico na gestão das políticas de juventude, onde os jovens, reconhecidos como sujeitos de direito, são os protagonistas e interlocutores principais na realização da iniciativa. A concretização deste princípio só foi possível graças à adoção de uma estratégia metodológica principal: realizar uma pesquisa de jovens para jovens e com jovens. Em outras palavras, para além da condição de “público alvo” ou de meros “informantes”, optamos por construir uma relação dialógica com os jovens, os sujeitos da pesquisa, desde o início até o fim da investigação. Neste sentido, a pesquisa foi coordenada e executada pelos jovens da Assessoria de Juventude da Prefeitura Municipal e do Instituto da Juventude Contemporânea, contando com a consultoria técnica de cinco especialistas na temática e dois estatísticos. Além de coordenarem a pesquisa, estes (as) jovens colaboraram na elaboração do projeto de investigação e na construção do instrumental de coleta de dados. Eles (as) participaram ativamente de todas as demais etapas da pesquisa, quais sejam: seleção de outros jovens para as funções de pesquisadores de campo e supervisores de área2; treinamento de pesquisadores e supervisores; realização do pré-teste; inquérito domiciliar para a coleta dos dados junto aos demais jovens da cidade; digitação e tabulação dos dados; elaboração do relatório final e socialização dos seus resultados. Para exercerem a função de pesquisadores de campo, selecionamos e treinamos 60 jovens oriundos das escolas públicas e de diversos bairros da cidade, na faixa etária de 16 a 24 anos, nos meses de setembro a outubro de 2006. Estes jovens já advinham de uma experiência anterior em pesquisa social e coleta de dados junto aos seguimentos juvenis da cidade desenvolvida pelo Instituto da Juventude Contemporânea, em seus projetos sociais, sobretudo no Programa Primeiro Emprego3. Para a função de supervisores de área, selecionamos e treinamos, de forma concomitante ao processo de escolha e capacitação dos pesquisadores de campo, 30 jovens universitários, na faixa etária de 20 a 30 anos, provenientes dos cursos de ciências sociais e serviço social, também com experiência anterior em pesquisa social. 4 Selecionamos ainda, dois jovens auxiliares de pesquisa, com graduação em serviço social e ciências sociais e experiência em tabulação de dados e elaboração de relatórios de pesquisa para colaborarem no processo da pesquisa, após a coleta de dados.Também contribuíram na pesquisa dez digitadores, todos jovens universitarios. Logo após o treinamento de pesquisadores e supervisores, realizamos o pré-teste, no dia 04 de outubro de 2006.Durante este dia, as equipes formadas por um supervisor de área e dois pesquisadores de campo se dirigiram para os bairros selecionados, em busca de encontrarem os (as) jovens que se inseriam na amostra. Eles (as) aplicaram o instrumental de coleta de dados e sugeriram algumas modificações, em razão das dificuldades dos jovens entrevistados em responderem algumas questões, sobretudo as consideradas de foro mais íntimo e polêmico, como as relativas à sexualidade e às drogas. Outra reclamação recorrente dizia respeito à grande quantidade de questões a serem respondidas, o que exigia uma maior disponibilidade de tempo por parte dos entrevistados, configurando um possível obstáculo na aplicação do instrumental. Considerando estas dificuldades revisamos o questionário, reelaboramos algumas questões, deixando mais claras as perguntas e realizamos uma reunião com supervisores e pesquisadores, a fim de esclarecer as modificações. Mantivemos, no entanto, a mesma quantidade de perguntas, pois a sua supressão poderia prejudicar os objetivos da pesquisa. Dialogamos com supervisores e pesquisadores sobre a necessidade de argumentarem de forma mais convincente e clara acerca da importância da pesquisa, bem como sugerimos a criação de estratégias e alternativas para enfrentarem as possíveis resistências dos jovens em responderem ao questionário. Uma das estratégias utilizadas para esclarecermos a importância da realização da pesquisa para a população em geral foi sua divulgação na imprensa (Televisão e jornais), bem como nas associações de bairro e organizações populares das áreas escolhidas para amostra, na semana anterior à sua realização. Após estes preparativos, iniciamos, então, o processo de coleta de dados, realizado durante o período de 09 a 27 de outubro de 2006.A aplicação dos questionários teve uma duração média de quarenta a cinquenta minutos por entrevista. Concluída esta etapa da coleta de dados, principiamos a fase mais longa, com duração de cerca de seis meses, pois envolveu não só a digitação e tabulação dos dados, mas a leitura dos diários de campo e análise dos dados, uma tarefa que requer sensibilidade e capacidade interpretativa para a textualização, quer da experiência de campo vivenciada pelos jovens, quer das argumentações para embasar as análises dos dados coletados acerca da condição juvenil e das juventudes em Fortaleza. Na realização desta empreitada, contamos com a colaboração dos especialistas na temática, de diferentes formações e orientações teóricas, no sentido de permitir diversas possibilidades de análise, assegurando uma perspectiva pluralista na abordagem sobre as juventudes da cidade. Mas antes de darmos início às análises dos dados, importa interpretarmos, mesmo que de forma preliminar, os significados desta experiência para os jovens que dela participaram, uma vez que os dados coletados, para serem mais bem analisados, precisam ser situados no contexto da experiência de campo vivenciada pelos jovens na condição de pesquisadores de campo, supervisores de área e entrevistados.Tais significados podem ser captados nos diários de campo elaborados pelos supervisores de área, durante o processo de coleta de dados: um importante instrumental de registro das suas percepções acerca das diversas situações com as quais se depararam em campo e das relações que mantiveram com os demais jovens pesquisadores e entrevistados. Outrossim, os diários nos ajudam na relativização das análises, pois mostram questões que não apareceram de modo explícito nos dados coletados, uma vez que os números em si, não são capazes de revelar a riqueza e a complexidade das situações vivenciadas pelos jovens em campo, as quais influenciaram na obtenção das informações para a pesquisa. Uma primeira observação, que apareceu em praticamente todos os diários, a qual revela os níveis de dificuldades encontradas pelos pesquisadores e supervisores de área na entrada em campo e na abordagem aos jovens para realização do questionário, diz respeito às diferenças quanto à receptividade aos pesquisadores, considerando-se as desigualdades sócio-econômicas nas áreas da cidade tidas como mais ou menos favorecidas. Nos bairros ditos nobres, onde se concentra a população de maior poder aquisitivo da cidade, os jovens supervisores e pesquisadores relataram dificuldades as mais diversas. Primeiramente, os obstáculos no acesso aos jovens entrevistados, sobretudo nos condomínios fechados e em casas protegidas por inúmeros aparatos de segurança privada, que exigiam uma série de critérios para permitir a entrada dos pesquisadores, mesmo após sua identificação (crachá, roupa padronizada e instrumental de coleta de dados), em razão dos padrões de segurança adotados. A entrada dos supervisores e pesquisadores nestes locais, mesmo quando ultrapassadas as barreiras iniciais, não foi tarefa fácil de ser desempenhada.Além das resistências de alguns pais e/ou responsáveis em autorizarem a concessão das entrevistas, muitos pesquisadores se depararam com mensagens frias e distantes, advindas dos aparelhos de interfone, seja alegando não haver jovens em casa, seja de que eles estavam dormindo, seja de que não se encontravam em casa no momento da abordagem. Alguns pesquisadores chegaram a passar por experiências de sequer serem ouvidos em suas abordagens, pois os interfones foram desligados antes mesmo de iniciarem as suas argumentações, conforme podemos observar nos relatos dos jovens supervisores: A maior parte das casas desta rua era visivelmente pertencente à classe média alta. Percorremos seus seis quarteirões, mas as pessoas não queriam nos receber, alegando, na maioria das vezes, não haver jovens no domicílio. Não raras vezes, víamos jovens saindo das casas que, momentos antes, haviam nos dito serem habitadas por idosos e/ou crianças. Percebemos que muitos sentiam medo de nos receber. (Diário de Campo, Flávia, Cidade dos Funcionários, Regional VI, 14/10/2006) Notei que as pessoas do bairro são muito temerosas a assaltos. Casas com cercas elétricas, portões fechados, que impediam a visibilidade para a rua e vice-versa. Cachorros e campainhas eram usados como proteção. Em uma das casas, chamei alguém pelo interfone e após me identificar, a mulher respondeu de forma ríspida: “aqui não tem jovem não” e bateu o interfone na minha cara, causando um forte barulho. (Diário de campo, Klaustriane, Amadeu Furtado, Regional III, 10/06/2006) Apesar destes obstáculos, e de se sentirem um pouco frustrados no início, a persistência e o poder de persuasão dos supervisores e pesquisadores, aliada à maior receptividade de outros pais e/ou responsáveis, que haviam obtido informações sobre a pesquisa por meio da imprensa, possibilitaram o cumprimento das quotas de questionários previstas nos bairros de maior poder aquisitivo da cidade. Quanto aos bairros situados em áreas consideradas de menor poder aquisitivo, a receptividade à pesquisa foi mais fácil de ser conquistada, algo já recorrente, comentado até por inúmeros cientistas sociais. E isto, em razão da facilidade de uma abordagem direta à população, de certa forma já acostumada a ser alvo de inquéritos sociais, pesquisas e sondagens de opinião, bem como graças à inexistência dos esquemas de segurança privada nestas áreas. Outrossim, muitos dos jovens pesquisadores já estavam familiarizados com alguns bairros selecionados, pois aí residiam ou tinham amigos e conhecidos. De um modo geral,os supervisores e pesquisadores sentiram uma maior abertura para adentrarem nas residências e entrevistarem os jovens nestes bairros, quer por parte de seus familiares, quer dos próprios sujeitos da pesquisa, como demonstram os relatos subseqüentes: A última residência visitada no dia foi de um jovem de 18 anos, muito simpático e atencioso. Sua irmã, que estava próximo a nós confirmou que havia visto na televisão a notícia da pesquisa sobre os jovens, que as pessoas tratassem bem os pesquisadores, etc. Esse rapaz tinha um grande senso crítico, respondia às perguntas e explicava seu ponto de vista. (Diário de campo, Aniely Brilhante, Regional IV, 10/10/2006) A maior receptividade nestes bairros não pode ser traduzida, no entanto, como inexistência de certos obstáculos à realização da pesquisa nas áreas menos favorecidas da cidade. Apenas as dificuldades aí encontradas foram de uma ordem diversa, nos revelando, talvez, as marcas da outra face da concentração de renda e de poder em nossa cidade, tais como: abordagem aos jovens em locais mais distantes e de difícil acesso, em função da ausência de infra-estrutura urbana (ruas danificadas e problemas com o deslocamento); questão da segurança (ocorrência de assaltos e outros incidentes); interferência não só de pais e/ou adultos responsáveis nas entrevistas, mas de outros atores sociais (filhos, filhas, parentes e/ou amigos). Enfim, situações as mais diferentes, as quais muitas vezes impuseram limites à realização das entrevistas, conforme podemos observar nos trechos dos diários: Na casa fui recebida por uma jovem de 16 anos, que estava cuidando da sua sobrinha. Em alguns momentos, a sobrinha, que devia ter uns quatro anos, interrompeu a entrevista querendo riscar o questionário ou fazendo alguma outra “danação”, o que alongava o tempo da visita e desconcentrava a entrevistada. Esta, depois de algum tempo, conseguiu colocar a garotinha “de castigo” por alguns instantes, enquanto terminava de responder às perguntas.Ao final, relatou ter gostado de participar da pesquisa. (Diário de Campo, Dionísia, Regional IV, 11/10/ 2006) A entrevista com a jovem começou com muito barulho de TV, da máquina de costura e de uma criancinha, sua irmã, que chegou a rasgar o cartão resposta. Mas a outra irmã mais nova veio e levou a criança, nos deixando a sós. Eu pedi, em seguida, que fôssemos para um cômodo mais tranqüilo, no que fui atendido e a entrevista transcorreu sem problemas. (Diário de Campo,Tiago Moreno, Regional II, 13/10/2006) Muitas destas situações, também comuns nos bairros ditos “nobres”, diziam respeito à interferência de pais e/ou responsáveis na realização das entrevistas, sobretudo aquelas direcionadas aos adolescentes, com certa prevalência do gênero feminino, ao que parece mais submetido à vigilância e ao controle paternos, bem como majoritariamente responsável, ainda, por cuidar das crianças e das tarefas domésticas. Esses casos foram contornados pelos supervisores e pesquisadores, graças à criação de várias estratégias, primeiramente, o esclarecimento, desde o início da abordagem, sobre o caráter particular e sigiloso da entrevista, algo compreendido por boa parte dos pais, pois logo após as informações, eles se ausentavam do local para que a entrevista pudesse ocorrer sem a sua interferência. Entretanto, em certas ocasiões estes esclarecimentos não foram suficientes para demovê-los das suas intenções, revelando-nos uma das facetas fundamentais que envolvem a adolescência,a busca de reconhecimento e de autonomia negada pelos adultos, em decorrência da moratória socialmente imposta a estes jovens5. Para solucionarem os casos mais complexos, os supervisores e pesquisadores utilizaram-se de outros recursos para garantir alguma privacidade nas entrevistas, dos quais destacamos: a realização em espaços e lugares fora do ambiente doméstico e do olhar “atento” de pais e/ou adultos responsáveis, como nas calçadas ou em praças públicas; a estratégia de deixar para fazer certas questões mais delicadas (sexualidade e drogas) ao final da entrevista, quando os entrevistados já conduziam os pesquisadores ao portão da casa ou às suas dependências externas, longe dos olhares “atentos” dos adultos; os pedidos de água, café ou algum tipo de informação aos pais, o que requeria a sua saída momentânea da sala ou das dependências onde se realizava a entrevista; e, em último caso, a permissão para que alguns entrevistados pudessem ler certas questões e respondê-las por seu próprio punho. Estas e as demais ocorrências, com as quais pesquisadores e supervisores se depararam em campo, nos permitem não só relativizar os dados, pois expressam os contextos e os fatores que interferiram na sua obtenção, mas captar pistas e sinais, os quais já anunciam diferentes formas como a condição juvenil é vivenciada na cidade de Fortaleza, de acordo com as diversas situações sócio-econômicas e culturais dos (as) jovens entrevistados (as), seus locais de moradia, as faixas etárias, o gênero, dentre outras. Podemos perceber, por um lado, os contrastes sociais entre os (as) jovens residentes nas áreas nobres da cidade e os (as) moradores das periferias, mas também, no interior destas próprias áreas; as diferenças entre os adolescentes e os demais jovens; as distinções de gênero, dentre outras. Por outro lado, a questão da violência e da insegurança é apenas um dos sintomas, cujas diferentes expressões e reações percebidas pelos pesquisadores e supervisores nestas áreas revelam as marcas das desigualdades vivenciadas pelos jovens na nossa cidade. No Brasil e em Fortaleza, um dos fatores que mais caracterizam as desigualdades nas vivências da condição juvenil, embora não único, ainda é a classe social. A Pesquisa Perfil da Juventude Brasileira (2003)6 já nos revelou que um dos traços mais marcantes da nossa sociedade – as desigualdades sócio-econômicas, a concentração de renda e de poder – não podem ser negligenciadas quando se analisa a condição juvenil no país. Outras questões também foram registradas pelos supervisores em seus diários, no decorrer da pesquisa de campo, com uma riqueza de detalhes, cujos limites de uma reflexão metodológica introdutória nos impossibilitam explorar, em razão da magnitude das informações e das inúmeras possibilidades interpretativas suscitadas. Por meio destas observações nos aproximamos da diferentes situações e das desigualdades que atravessam a condição juvenil e as juventudes na cidade de Fortaleza. São questões relativas aos temas centrais da pesquisa e que serão mais bem exploradas pelos analistas, quando da interpretação dos dados coletados. Para os (as) jovens da cidade que participaram da pesquisa na condição de entrevistados (as), a experiência oportunizou a possibilidade de expressarem suas vivências e opiniões para outros jovens, seus pares, de universos ao mesmo tempo próximos e distantes dos seus. Esta estratégia da pesquisa se revelou extremamente fértil, pois os diálogos fluíram para além das simples respostas às perguntas do questionário, trazendo à tona reivindicações, reclamações, esperanças e sonhos quer dos (as) jovens, quer de seus familiares, amigos e vizinhos, quando da realização das entrevistas, como podemos perceber nas narrativas: Em todas as entrevistas que realizamos neste dia e até mesmo com as pessoas que se recusaram em nos receber, duas reivindicações se repetiam, quando conversavam conosco a respeito da pesquisa: aumento da segurança pública e limpeza do bairro (Diário de campo, Flávia, Regional V, 09/10/2006). O jovem entrevistado, de 16 anos, estava limpando a casa, mas se dispôs a interromper seus afazeres para responder ao questionário.Antes de responder às perguntas ele refletia bastante e se mostrou interessado nos problemas que a sociedade enfrenta. Ele também me disse querer estudar, cursar uma faculdade e trabalhar para mudar de vida. (Diário de campo, Roberta, Regional II, 21/10/2006) Acompanhei a entrevista que Roberta (pesquisadora) fez com uma jovem de 20 anos. Ela me pareceu preocupada com a violência no bairro, com o seu futuro e o dos irmãos, mas ainda assim disse que gostava do bairro porque era “menos perigoso” do que outros que conhecia. (Diário de campo, Daniel Aderaldo, Regional II, 13/10/2006) Igualmente, a experiência de serem entrevistados por seus pares acerca de questões que diziam respeito às suas vivências, crenças e valores, acabou por se constituir numa possibilidade de troca de saberes e opiniões, revelando outros sentidos da pesquisa, para além das abordagens tradicionais, como denotam os relatos: O pesquisador e a entrevistada trocaram informações sobre opções de lazer gratuitas na cidade. Acabaram até criando uma espécie de vínculo de amizade. Cheguei no final da entrevista e a jovem entrevistada continuava a conversar bastante. Ela disse que achou muito interessante este tipo de pesquisa e sugeriu que ao invés do governo chegar na casa das pessoas perguntando quantas geladeiras há no local, que investisse mais neste outro tipo de pesquisa. Ela ficou muito interessada nos resultados e nos pediu que voltássemos sempre, pois queria continuar participando. (Diário de Campo, Ana Paula Miranda, Itaoca, Regional IV, 12/10/2006). O garoto, de 16 anos, que se encontrava em uma das calçadas da rua com um grupo de adolescentes a conversar, respondeu ao questionário com aparente tranqüilidade, talvez porque o pesquisador Pedro, com idade aproximada a sua, tenha sido a pessoa que o abordou. ( Diário de campo, Evelyne Medeiros, Regional I) Para os jovens que vivenciaram a pesquisa na condição de supervisores de área e pesquisadores de campo, a experiência oportunizou a possibilidade de entrarem em contato com outros jovens, de realidades próximas e ao mesmo tempo distantes das suas, facilitando a percepção sobre as diferenças, semelhanças e desigualdades que atravessam a condição juvenil em nossa cidade. Um movimento simultâneo de estranhamento e familiarização, que se configura como uma das mais importantes experiências dos pesquisadores sociais no exercício cotidiano do olhar, do ouvir e do escrever (Oliveira: 1998) sensibilizados por sua formação.Viver esse movimento lhes desafiou a estabelecer relações, fazer comparações, e a relativizar certos conceitos e visões cristalizadas, como podemos observar nos depoimentos: A pequena rua era repleta, tanto de um lado, quanto de outro de vilas. Um senhor se aproximou para nos “ajudar”, mas percebemos que ele estava mesmo era curioso para saber do que se tratava “aquela aparição”. Vimos um jovem entrando em uma casa, fomos lá e percebemos que ele estava aparentemente drogado (os olhos vermelhos, a voz mansa).Agradecemos e continuamos a procura. Olhamos ao nosso redor e percebemos que todos nos olhavam, nos “estranhavam”. Era como se fôssemos seres estranhos, entrando no mundo deles.As pessoas mostravam curiosidade e ao mesmo tempo hostilidade, diante da nossa presença. (Diário de campo, Salyana, Regional V, 09/10/2006) A jovem encontrava-se no seu ambiente de trabalho, uma loja de móveis. O ambiente estava tranqüilo, ela sozinha, o que nos proporcionou a privacidade necessária. Durante a entrevista percebi que a entrevistada falava sobre a juventude como se dela não fizesse parte, sempre mencionando o fato de ter responsabilidades de mãe e dona de casa. Ela tem 23 anos, vive com o companheiro e o filho de 6 anos. No final da entrevista, disse-me que considerava a pesquisa algo muito importante. (Diário de Campo,Vanessa Ferreira, Regional III, 18/102006) Ao nos debruçarmos sobre os diários de campo, nos arriscamos a algumas inferências, que talvez nos permitam enunciar, de maneira sintética, os significados desta experiência para os jovens que dela participaram como pesquisadores de campo, supervisores de área e protagonistas fundamentais da pesquisa na interlocução com os demais jovens da cidade. Para os jovens supervisores (universitários), além de uma vivência como mediadores na interlocução com os jovens da cidade (pesquisadores e entrevistados), podemos afirmar que exercitaram o diálogo, a troca de saberes, permitindo a socialização, ampliação e relativização de sua formação acadêmica, pois entraram em contato com outros jovens de realidades ao mesmo tempo familiares e distantes das suas. Já para os jovens pesquisadores (ensino médio), a participação nesta experiência oportunizou uma iniciação na arte da pesquisa, mediante o exercício cotidiano do olhar, do ouvir e do escrever sensibilizados pelo contato com outros jovens de mundos próximos e distantes dos seus,contribuindo para o conhecimento e o (re) conhecimento de experiências comuns e simultaneamente diversas das suas. Ao mesmo tempo, o contato com os supervisores (universitários) os aproximou de um universo talvez ainda distante, mas significativo, despertando-lhes o interesse na continuidade dos estudos e numa ampliação de sua formação escolar. Acreditamos que a riqueza e a diversidade de informações obtidas por meio dessa pesquisa e da experiência de campo vivenciada pelos jovens já se tenham enunciado, preliminarmente, nesta introdução metodológica. Fiquemos, agora, com as interpretações e análises mais aprofundadas dos (as) especialistas. Que a pesquisa sirva não só de alerta para as questões que hoje enfrentam os jovens da cidade, mas contribua, de fato, para sensibilizar o poder público e a sociedade na construção de políticas de juventude capazes de reconhecer suas potencialidades e atender às suas demandas e necessidades, mudando quem sabe, a face perversa de uma realidade que apenas pudemos nos aproximar, de forma breve, nesta introdução. Teresa Cristina Esmeraldo Bezerra Referências bibliográficas ABAD, M. Crítica política das políticas de juventude. In: FREITAS, M.V. e PAPA, F.C. (orgs). Políticas Públicas: juventude em pauta. São Paulo: Cortez;Ação Educativa Assessoria, Pesquisa e Informação; Fundação Friedrich Ebert, 2003.p.13-32. ABRAMO, H. e BRANCO, P. P. M. (orgs.). Retratos da juventude brasileira: análises de uma pesquisa nacional. São Paulo: Fundação Perseu Abramo; Instituto Cidadania, 2005. ABRAMO, H.W. Condição juvenil no Brasil contemporâneo. In: ABRAMO, H. W. e BRANCO, P.P.M. (orgs.). 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Metodologia da pesquisa: abordagem teórico-prática. 10ª ed.ver. e atual. Campinas, SP: Papirus, 2004. PERETZ, H. Métodos em sociologia. Lisboa: Temas e Debates Actividades Editoriais L.dª, 2000. SPOSITO, M.P. e CARRANO, P.C.R. Juventude e políticas públicas no Brasil. In: 26ª Reunião Anual do ANPED. Poços de Caldas. 2003. WAISELFISZ, J.J. Mapa da violência 2006: os jovens do Brasil. Brasília: OEI, 2006. ____________. Mapa da violência nos municípios brasileiros. Brasília: OEI, 2007. Notas 1 Teresa Cristina Esmeraldo Bezerra, professora da UECE. 2 Os pesquisadores de campo foram os responsáveis diretos pela coleta de dados, por meio da aplicação dos questionários junto aos diversos jovens que integraram a amostra da pesquisa. Os supervisores de área acompanharam o processo de coleta de dados, apoiaram os pesquisares de campo em suas dificuldades e obstáculos na condução das entrevistas, aplicaram questionários quando necessário e realizaram a observação simples e o registro em diário de campo das suas impressões sobre a entrada em campo, os bairros, as formas de abordagem aos jovens, suas reações diante das entrevistas, enfim a rotina diária durante a coleta de dados. 3 Estes jovens estavam engajados no Programa Primeiro Emprego, um programa federal destinado à formação e engajamento dos jovens no mercado de trabalho, coordenado pelo Consórcio Social da Juventude e executado por organizações da sociedade civil. No Ceará, o IJC é uma das ONG’s que desenvolvem ações contempladas no Programa. Neste sentido, os jovens selecionados já haviam realizado anteriormente uma pesquisa que fez o levantamento e traçou o perfil das organizações de juventude na cidade, como parte de suas atividades no IJC. Em sua capacitação no Programa Primeiro Emprego, foram treinados pelo IJC para exercerem a função de pesquisadores sociais, e no módulo correspondente ao serviço voluntário, também desempenharam esta função na pesquisa Retratos da Fortaleza Jovem. 4 A seleção teve como critério central à participação dos jovens em experiências de pesquisa anteriores. O treinamento dos pesquisadores de campo e supervisores de área reuniu os 90 jovens provenientes de escolas públicas, de nível médio, e os jovens universitários. O treinamento contou com uma carga horária de 30 horas/aulas e discutiu os temas centrais da pesquisa (juventude e políticas de juventude), a metodologia e instrumentais da pesquisa (questionário, observação simples e diário de campo), bem como as funções, habilidades e capacidades de pesquisadores e supervisores. 5 Sobre o conceito de adolescência como moratória, que corresponde a um tempo socialmente imposto como de suspensão e adiamento das funções e responsabilidades que caracterizam o pertencimento ao mundo adulto, bem como da ausência de autonomia e do reconhecimento necessários para que os adolescentes possam exercer tais funções, conduzindo-lhes a uma condição de indefinição e de busca de um lugar, pois ora são vistos como crianças ora como adultos, cf. CALLIGARIS, C. A adolescência. São Paulo: Publifolha, 2000.p.15. 6 Cf. Nota nº 13, neste relatório. Informações Metodológicas A pesquisa Retratos da Fortaleza Jovem é uma iniciativa da Prefeitura Municipal de Fortaleza (Assessoria de Juventude do Gabinete da Prefeitura de Fortaleza) desenvolvida em parceria com o Instituto da Juventude Contemporânea (IJC), que visa conhecer, identificar e mapear as juventudes da cidade, suas demandas e anseios, a fim de subsidiar o poder público e a sociedade civil na construção de políticas públicas voltadas para os segmentos juvenis. Universo: População de 15 a 29 anos, residentes no município de Fortaleza – 636.435 jovens, ou seja 29,72% do total da população (Censo 2000 – IBGE). Amostra: Para determinar o tamanho da amostra de sujeitos investigados, bem como a sua distribuição nas regiões administrativas da cidade de Fortaleza procedeu-se da seguinte maneira: Em uma primeira etapa foi calculada uma amostra de bairros e sorteados aleatoriamente no total de bairros da cidade, segundo calculou-se uma amostra de jovens a partir da variação da idade e em terceiro distribuiu-se proporcionalmente a amostra de jovens por faixa de idade e por sexo em cada bairro. 1ª Etapa: Do total de 114 bairros na cidade de Fortaleza foi calculada uma amostra aleatória simples de 40 bairros. Para se chegar a este valor considerouse a distribuição do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos bairros de Fortaleza, como variável principal. A partir deste valor, sortearam-se aleatoriamente os 40 bairros respeitando a proporcionalidade das regionais. AMOSTRA 1: 40 bairros. 2ª Etapa: Levando-se em consideração o tamanho da população jovem nos bairros sorteados tomou-se a distribuição da idade na faixa de 15 a 29 anos nesses bairros para o cálculo de uma amostra aleatória simples, obtendo-se um tamanha de amostra de jovens igual a 1734 sujeitos. AMOSTRA 2: 1734 jovens. 3ª Etapa: A amostra de 1734 sujeitos foi distribuída pelos bairros em função da proporção de jovens do sexo masculino e feminino, nas faixas de idade de 15 a 19 anos, de 20 a 24 anos e de 25 a 29 anos. Margem de erro: A margem de erro é inferior de 5% pontos percentuais, para mais ou para menos, para os resultados da amostra, com intervalo de confiança de 95%. Para verificar a representatividade da amostra comparou-se a idade média da população de Fortaleza na faixa etária de 15 a 29 anos que é igual a 21,61 anos segundo estimativa do IBGE (Censo 2001), a média da idade na amostra de bairros é de 21,59 anos e a média da amostra dos sujeitos da pesquisa foi igual a 21,41 anos. Abordagem: aplicação do instrumental estruturado em 123 perguntas, em entrevistas pessoais e domiciliares (tempo médio de uma hora de aplicação). Data de campo: outubro de 2006. Nota de esclarecimento: Ainda a titulo de orientação da leitura das tabelas e gráficos, quatro esclarecimentos finais: a classificação “espontânea” refere-se a respostas a perguntas aberta, em que não se ofereceram alternativas de escolha aos entrevistados; “ estimulada”, ao contrário, indica que as respostas foram sugeridas em seguida á formulação da pergunta; os resultados de perguntas que admitiam respostas “múltiplas”, fossem espontâneas ou estimuladas, ultrapassam 100%, já que a base de cálculo das taxas percentuais é sempre a base de entrevistas, e não a soma das respostas; e, em razão do arredondamento das casas decimais, sem sempre a soma nas perguntas com resposta “única” totaliza 1005, podendo variar de 995 a 101%, sem que tenha havido erro de cálculo. PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Sexo e idade em % 48,2 51,8 Masculino Feminino 50,3 49,7 48,8 55,1 51,2 44,9 15 a 19 anos Q1. Sexo? 20 a 24 anos 25 a 29 anos PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Grau de Escolaridade Estimulada e única – em % Fundamental I completo 0,7 Fundamental I incompleto 2,9 Fundamental II completo 5 Fundamental II incompleto 21,6 Médio completo 27,5 Médio incompleto 28,7 EJA – Educação de jovens e adultos 1,3 Superior completo 1,8 Superior incompleto Pós-graduação 9,7 0,9 Q44. Se sim: em que série ou ano você está? Se não. Até que ano da escola estudou? PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Grau de Escolaridade por Regional Estimulada e única – em % 62,5 59,2 57,1 56,3 52,5 46,8 Fundamental 28,8 25,8 22,3 28,9 27 26 18 10,3 4,7 2,2 Regional I Regional II 4,3 Regional III Regional IV Ensino Médio 12,6 7,1 2,5 Fundamental II 27,7 2,2 Regional V 10,3 4,9 Regional VI Q44. Se sim: em que série ou ano você está? Se não. Até que ano da escola estudou? Ensino Superior PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Inserção no Mercado de Trabalho Estimulada e única – em % 9,1 33,2 26,4 Trabalhando Nunca trabalhou, nem procurou trabalho Nunca trabalhou, mas está procurando trabalho 15,8 15,6 Já trabalhou e está procurando trabalho Já trabalhou e não está procurando trabalho Q48. Você atualmente está: PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Posição na ocupação Estimulada e única – em % Assalariado(a) com carteira assinada MERCADO FORMAL Conta-própria (paga ISS e/ou INSS) Funcionário(a) Público (a) 5,1 MERCADO INFORMAL 84,1 10,7 Assalariado(a) sem registro Autônomo (a)/ Profissional liberal 17 Conta-própria não contribuinte 7,7 54,2 16,1 0,3 4,7 Auxilia um negócio da família sem remuneração fixa Agricultura Familiar Outras situações Q50.1 No seu trabalho você é ou foi: PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Posição na ocupação MERCADO FORMAL e MERCADO INFORMAL por idade Estimulada e única – em % 88,5 Assalariado(a) com carteira assinada 83,1 72 Conta-própria (paga ISS e/ou INSS) Funcionário(a) Público (a) 20 56,1 53,6 8 15 a 19 anos 10,3 8,7 2,7 20 a 24 anos 53 6,7 Assalariado(a) sem registro Autônomo (a)/ Profissional liberal 25 a 29 anos Conta-própria não contribuinte 20,2 12,9 14,4 5,2 8,7 1,9 8,1 0 15 a 19 anos Q50.1 No seu trabalho você é ou foi: Auxilia um negócio da família sem remuneração fixa 19,8 18,2 0,8 20 a 24 anos 9,1 13,8 4,3 0 25 a 29 anos Agricultura Familiar Outras situações PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Renda Familiar Estimulada e única – em % 34,3 23,9 32,6 0,6 1,9 6,6 Até 1 S.M. Mais de 1 S.M a 2 S.M. Mais de 2 S.M a 5 S.M. Mais de 5 S.M a 10 S.M. Mais de 10 S.M a 20 S.M. Mais de 20 S.M. Q4. Somando a sua renda com a renda das pessoas que moram com você, de quanto foi aproximadamente a renda familiar em sua casa no mês passado? PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Renda Familiar por regionais Estimulada e única – em % 39,6 37,3 37,1 36,8 31,3 29,9 25,4 25,4 37,6 31,4 30,6 26,4 35,6 29,2 27,4 23,3 21,5 18,4 12,7 3,8 0,5 Regional I 0,5 3 3,7 Regional II 3,6 1,5 0,3 Regional III 3,2 1,6 9,8 6,6 1 0 Regional IV Regional V Até 1 S.M. Mais de 1 S.M a 2 S.M. Mais de 2 S.M a 5 S.M. Mais de 5 S.M a 10 S.M. Mais de 10 S.M a 20 S.M. Mais de 20 S.M. 3,1 0 0,7 Regional VI Q4. Somando a sua renda com a renda das pessoas que moram com você, de quanto foi aproximadamente a renda familiar em sua casa no mês passado? PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Origem/local de nascimento geral e por sexo e idade Estimulada e única – em % 10,7 5,8 Capital Interior Urbano Interior Rural 83,5 Masculino Feminino 87 87,9 86,8 82,7 84,1 71,5 19,7 8 9,1 4,2 10,9 4,2 5 15 a 19 anos 20 a 24 anos 25 a 29 anos 7,9 9,5 5,1 15 a 19 anos 8,8 7,7 20 a 24 anos 25 a 29 anos Q5. . E você nasceu na cidade ou no interior? Se foi no interior, na zona urbana ou rural? ? PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Religiões Estimulada e única – em % 66,3 1,3 1,6 11 19,2 0,7 Católica Espírita (Kardecista) Candomblé Umbanda/quibanda Evangélica (Pentecostal/Indefinida) Acredita em Deus, mas não tem religião Não tem religião/ateu(a) Q6. Você se identifica com alguma religião, você é? PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Religiões por regional Estimulada e única – em % 66,5 68,2 67,2 66,5 65,7 59,6 22,7 21,1 19,5 13,5 11,3 1,9 1,4 1,4 0 Regional I 19,7 2,8 0 Regional II 1,4 0,9 1,6 0 1,9 Regional III Regional IV 4,1 14 10,6 7,4 7,8 18,2 17,3 1,9 1,2 0,7 Regional V 1,6 0 Regional VI Católica Espírita (Kardecista) Candomblé Umbanda/quibanda Evangélica (Pentecostal/Indefinida) Acredita em Deus, mas não tem religião Não tem religião/ateu(a) Q6. Você se identifica com alguma religião, você é? 0,5 PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Cor ou Etnia Estimulada e única – em % 51,3 28,6 4,4 Branca Parda Q7. Qual a sua cor ou etnia? Negra 2 13,7 Indigena Amarela PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Cor ou Ascendência Étnica Estimulada e única – em % 2,7 6,4 12,9 4,1 0,6 14,4 58,9 Negra e Branca Só Branca Negra, Branca e Índia Branca e Índia Só Negra Negra e Índia Só Índia Q8. Com qual das alternativas abaixo você se identifica; considerando as combinações de cor e etnia dos seus avós e dos seus pais, você tem combinação das cores ou etnia: PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Se já teve relação sexual Masculino Estimulada e única – em % 94,3 89,7 65,1 34,9 10,3 24,7 75,3 Sim Não De 15 a 19 anos De 20 a 24 anos Feminino 5,7 De 25 a 29 anos 91,8 78 57,1 42,9 22 8,2 De 15 a 19 anos Q86. Você já teve relação sexual? De 20 a 24 anos De 25 a 29 anos PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Situação Conjugal Estimulada e única – em % 73,5 16 9,1 1,2 0,2 Solteiro (a) Vive com o companheiro (a) Q3. Estado Civil. Você é: Casado (a) Viúvo (a) Outros PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Situação Conjugal por idade e sexo Estimulada e única – em % Masculino 93,5 Feminino 84,2 85,9 64,5 59,6 47,5 19,9 4,6 0,30 1,5 15 a 19 anos 10,4 4,7 0 0,7 20 a 24 anos 13,4 0,4 25 a 29 anos 26,6 23,4 25,7 1,7 11,6 1,60 0,9 15 a 19 anos 14 0 2,5 0,7 0 20 a 24 anos 25 a 29 anos Solteiro Vive com o companheiro (a) Casado (a) Viúvo (a) Outros Q3. Estado Civil. Você é: PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Posse de Filhos Estimulada e única – em % 8,1 4,3 17 70,6 não tem filho Um(a) filho(a) Dois filhos(as) Três filhos(as) ou mais Q9. Você tem filho(s)? Se sim: Quantos? PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Posse e quantidade de Filhos por sexo e idade Estimulada e única – em % Masculino Feminino 96,8 85 80,1 61,1 55,7 38,1 27 27,4 1,6 1,3 0,3 15 a 19 anos 3,2 12,8 12,7 15,5 1,1 20 a 24 anos 8,8 2,7 2,2 0 15 a 19 anos 25 a 29 anos 21,9 21,9 18 4,5 20 a 24 anos 25 a 29 anos não tem filho Um(a) filho(a) Dois filhos(as) Três filhos(as) ou mais Q9. Você tem filho(s)? Se sim: Quantos? PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Idade com que teve o primeiro filho Espontânea e única – em % 38,2 46,8 10 5 De 11 a 14 anos De 15 a 18 anos de 19 a 23 anos Q10. Com que idade você teve o primeiro(a) filho(a)? De 24 a 29 anos PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Idade com que teve o primeiro filho, por idade Espontânea e única – em % Masculino 90 Feminino 85,4 51,9 48,8 38,9 23,3 37,7 10 0 56,2 27,9 7,4 0 15 a 19 anos 1,9 20 a 24 anos 40,7 41,3 0 25 a 29 anos 14,6 13,4 0 15 a 19 anos 0 4,6 1,5 20 a 24 anos 4,7 25 a 29 anos De 11 a 14 anos De 15 a 18 anos De 19 a 23 anos De 24 a 29 anos Q10. Com que idade você teve o primeiro(a) filho(a)? PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Planejamento do Primeiro filho, por sexo e idade Estimulada e única – em % 76,4 Masculino 73,9 63,6 36,4 26,1 23,6 29,5 15 a 19 anos 20 a 24 anos 25 a 29 anos 70,5 Planejou ter o(a) filho(a) 79,6 Não planejou a gravidez 68,6 65,4 Feminino 34,6 31,4 20,4 15 a 19 anos Q11. Com relação ao seu primeiro filho(a), você: 20 a 24 anos 25 a 29 anos PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Quem cuida do filho Espontânea e única – em % Masculino 4,3 63,8 Feminino 13,8 10,6 1,3 78,8 5,9 O pai da criança com ajuda O pai da criança sem ajuda A Mãe da criança com ajuda A mãe da criança sem ajuda Avós Outros 1,1 5,2 8,6 O pai da criança A Mãe da criança com ajuda A mãe da criança sem ajuda Avós Outros Q12. Quem cuida do seu filho(a) no dia-a-dia? 6,3 PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Número de pessoas que reside Espontânea e múltipla – em % De 1a 4 pessoas De 5 a 10 pessoas 49,3 49 De 11 a 15 pessoas De 16 a 20 pessoas 1,6 0,1 Q13. Quantas pessoas residem em sua casa? (incluindo você) PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Número de pessoas que reside por sexo e idade Espontânea e múltipla – em % Masculino 54,5 53,2 50,2 48 44,6 44,2 Feminino 54,2 51,4 50,5 46,7 45,2 1,8 0,3 1,8 0 47,1 0,9 0,4 15 a 19 anos 20 a 24 anos 25 a 29 anos 2,7 1,4 0,6 15 a 19 anos 20 a 24 anos 25 a 29 anos De 1 a 4 pessoas De 5 a 10 pessoas De 11 a 15 pessoas De 16 a 20 pessoas Q13. Quantas pessoas residem em sua casa? (incluindo você) PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Pessoa que mais contribui financeiramente na casa Estimulada e única – em % Pai 33,2 Mãe Padrasto Madrasta 25,4 Esposo(a) Cunhado(a) Avô Avó 11,6 Tio(a) Irmão 8,3 6 1,5 0,2 3,7 0,9 2,2 2,6 2,3 2,2 Q15. Na sua casa, quem contribui mais financeiramente? Irmã Próprio (a) entrevistado (a) Outros PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Pessoa que mais contribui financeiramente na casa, por idade e sexo Estimulada e única – em % Masculino Pai 36,8 Mãe Padrasto Esposo(a) 25 Cunhado(a) Avô Avó Tio(a) 12,7 Irmão Irmã 2,5 2,4 1,8 1,1 4 2,6 2,8 4,7 3,4 Q15. Na sua casa, quem contribui mais financeiramente? Próprio (a) entrevistado (a) Outros PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Quem Contribui mais financeiramente com a casa, por idade e sexo Estimulada e única – em % Feminino 29,8 Pai Mãe 25,6 Padrasto Madrasta 20,7 Esposo(a) Cunhado(a) Avô Avó Tio(a) 7,2 3,4 0,4 0,3 0,8 1,9 4,2 2,5 1,9 Irmão Irmã Próprio (a) entrevistado (a) 1,1 Q15. Na sua casa, quem contribui mais financeiramente? Outros PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Se pudesse, quem mora com os pais mudaria já ou esperaria mais tempo Estimulada e única – em % 39,2 36,1 24,6 Mudaria já sem os pais ou responsáveis Esperaria mais um tempo para mudar Não tem planos de morar sozinho sem os pais ou responsáveis Q16. Caso você more com seus pais ou responsáveis, se pudesse decidir agora, sem se preocupar com qualquer coisa, você: PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CONDIÇÃO FAMILIAR Se pudesse, quem mora com os pais mudaria já ou esperaria mais tempo por renda Estimulada e única – em % 37 32 34,1 31,6 35,4 28,5 25,1 24,3 21,8 8,4 6,6 2,6 1,9 0,9 Mudaria já sem os pais ou responsáveis 6,7 1,1 Esperaria mais um tempo para mudar Até 1 S.M. Mais de 2 S.M a 5 S.M. Mais de 10 S.M a 20 S.M. 1,8 0,2 Não tem planos de morar sozinho sem os pais ou responsáveis Mais de 1 S.M a 2 S.M. Mais de 5 S.M a 10 S.M. Mais de 20 S.M. Q16. Caso você more com seus pais ou responsáveis, se pudesse decidir agora, sem se preocupar : com qualquer coisa, você SER JOVEM SER JOVEM Há mais coisas boas ou ruins em ser jovem Estimulada e única – em % 50,4 43,4 6,2 Tem mais coisas boas Tem mais coisas ruins ambas Q17. Como você se sente em ser jovem: você diria que tem mais coisas boas ou ruins em ser jovem? SER JOVEM Quando uma pessoa deixa de ser jovem Estimulada e múltipla- em % 28,9 Maturidade/assumir responsabilidade Família/Filhos/Casamento 18,6 Perde a alegria/perde a vontade de viver 8,7 Nunca deixa de ser jovem 8,9 Trabalho 3,8 Idade 15,5 Depende de cada um Independência financeira Drogas/criminalidade 5,9 2,5 Enfrentar problemas 1,2 0,5 Quando perde a saúde/ Começa a ficar doente 0,6 Outros 4,5 Q18. Na sua opinião, quando uma pessoa deixa de ser jovem? Por quê? SER JOVEM Melhores coisas de ser jovem Espontânea e múltipla - em % Primeira 3 Liberdade sexual-afetiva Autonomia/independência 0,4 4,5 Ter oportunidades/ diversidade de escolha/ ter direitos 1,6 Tudo de bom/a própria juventude Valores Ter responsabilidade 0,4 0,9 Não tem nada de bom 0,7 Religião 0,8 Independência financeira Lutar pelos objetivos/vencer Apoio da família 0,1 0,9 1,4 7,5 Saúde/disposição/vigor/coragem/força As amizades Poder trabalhar 2,3 5,3 17 Ter liberdade 9,6 Estudar/adquirir conhecimento 14,8 Atividades de lazer/entreterimento/tempo livre 19,9 Aproveitar a vida/viver com alegria Não ter responsabilidades/preocupações 9 Q19. Quais são as melhores coisas de ser jovem; em primeiro, segundo lugar e terceiro lugar? SER JOVEM Melhores coisas de ser jovem Espontânea e múltipla - em % Segunda 6,6 Liberdade sexual-afetiva Autonomia/independência 0,3 4 Ter oportunidades/ diversidade de escolha/ ter direitos Tudo de bom/a própria juventude Valores 0,9 1 2,8 Ter responsabilidade 4 Não tem nada de bom Religião 0,3 Independência financeira 0,9 Lutar pelos objetivos/vencer 0,9 Apoio da família 2,1 6,4 Saúde/disposição/vigor/coragem/força As amizades Poder trabalhar Ter liberdade 5,7 6,1 6 14,5 Estudar/adquirir conhecimento Atividades de lazer/entreterimento/tempo livre 8,6 17,5 Aproveitar a vida/viver com alegria Não ter responsabilidades/preocupações 11,4 Q19. Quais são as melhores coisas de ser jovem; em primeiro, segundo lugar e terceiro lugar? SER JOVEM Melhores coisas de ser jovem Espontânea e múltipla - em % Terceira Liberdade sexual-afetiva Autonomia/independência 0,5 0,2 2,6 Ter oportunidades/ diversidade de escolha/ ter direitos Tudo de bom/a própria juventude Valores 1,1 0,9 Ter responsabilidade 1,3 Não tem nada de bom 1,3 Religião 0,7 Independência financeira 0,7 Lutar pelos objetivos/vencer Apoio da família Saúde/disposição/vigor/coragem/força 2,2 3,9 5,5 As amizades 6,4 Poder trabalhar 7 Ter liberdade 7,7 15,2 Estudar/adquirir conhecimento 16,6 Atividades de lazer/entreterimento/tempo livre 13,8 Aproveitar a vida/viver com alegria Não ter responsabilidades/preocupações 12,1 Q19. Quais são as melhores coisas de ser jovem; em primeiro, segundo lugar e terceiro lugar? SER JOVEM Piores coisas de ser jovem - Síntese Espontânea e múltipla - em % Primeira 4,6 Não tem nada de ruim 3,4 Conviver com riscos 10,3 Drogas 3,5 Violência 2,5 Más companhias 6,3 Falta de liberdade 10,6 Controle familiar Impedimentos por ser menor de idade 1,6 21 Falta de trabalho/renda 6,3 Imaturidade/irresponsabilidade Desrespeito/incompreensão dos adultos/discriminação 6,7 Responsabilidade (ter) 6,7 Amadurecer/deixar de ser jovem Rebeldia Falta de políticas públicas/questão social/direitos 1,1 0,6 1,3 5,7 Falta de oportunidade/inexperiência 4,2 Ser dependente Abandono/solidão/ viver só/decepção 0,5 Excesso de liberdade 0,6 Outros 1,4 Q20. Quais são as piores coisas de ser jovem; em primeiro, segundo lugar e terceiro lugar? SER JOVEM Piores coisas de ser jovem - Síntese Espontânea e múltipla - em % Segunda 1,8 Não tem nada de ruim 9,3 Conviver com riscos 8,2 Drogas 6,9 Violência 2,4 Más companhias 5,9 Falta de liberdade 5,5 Controle familiar 3 Impedimentos por ser menor de idade 13 Falta de trabalho/renda 6 Imaturidade/irresponsabilidade 8,3 Desrespeito/incompreensão dos adultos/discriminação 6,5 Responsabilidade (ter) 0,9 Amadurecer/deixar de ser jovem 1 Rebeldia 3,5 Falta de políticas públicas/questão social/direitos 7,5 Falta de oportunidade/inexperiência 4,4 Ser dependente 2,6 Abandono/solidão/ viver só/decepção Excesso de liberdade Outros 0,2 2,7 Q20. Quais são as piores coisas de ser jovem; em primeiro, segundo lugar e terceiro lugar? SER JOVEM Piores coisas de ser jovem - Síntese Espontânea e múltipla - em % Terceira 3 Não tem nada de ruim Conviver com riscos 9 7,8 Drogas 6,3 Violência Más companhias 2,5 4,4 Falta de Liberdade 7,2 Controle familiar Falta de Liberdade(sem especificar) 2,2 1,8 Impedimentos por ser menor de idade 11,4 Falta de Trabalho/renda Imaturidade/irresponsabilidade 7,4 7,8 Desrespeito/incompreensão dos adultos//discriminação 5,5 Responsabilidade(ter) Amadurecer/deixar de ser jovem Rebeldia 0,1 1 7,6 Falta de Politicas Públicas/questão social/direitos Falta de Oportunidade/inexperiencia 4,9 2,2 Ser dependente 2,8 Abandono/solidão/viver só/decepção Excesso de Liberdade Outros 0,8 3,2 Q20. Quais são as piores coisas de ser jovem; em primeiro, segundo lugar e terceiro lugar? SER JOVEM Problemas que mais preocupam Espontânea - em % Primeira 14 Segurança/violência 31,1 Emprego/profissional 2,9 Drogas 8,8 Educação 6,5 Saúde 2 Fome/miséria 12,8 Família 8,4 Crise econômica 4,9 Assuntos pessoais 2,3 Questões Sociais Administração política do Brasil Relacionamentos íntimos/amizades Meio-Ambiente Moradia Sexualidade 1,1 0,7 0,2 0,9 0,1 2,9 Nada Preocupa Preocupação com o futuro 0,1 0,2 outros 0,2 Falta de Políticas Públicas Q21. E quais são os problemas que mais lhe preocupam; em primeiro, segundo lugar e terceiro lugar? SER JOVEM Problemas que mais preocupam Espontânea - em % Segunda 13,9 Segurança/violência 18,2 Emprego/profissional 4,4 Drogas 13,5 Educação 9,4 Saúde 4,6 Fome/miséria 11,9 Família 6,3 Crise econômica 2,6 Assuntos pessoais 3,5 2,9 Questões Sociais Administração política do Brasil 2,4 Relacionamentos íntimos/amizades Meio-Ambiente 0,8 2,2 Moradia Sexualidade Nada Preocupa Falta de Políticas Públicas Preocupação com o futuro outros 0,3 0,8 0,1 1,6 0,8 Q21. E quais são os problemas que mais lhe preocupam; em primeiro, segundo lugar e terceiro lugar? SER JOVEM Problemas que mais preocupam Espontânea - em % Terceira 11 Segurança/violência 16,4 Emprego/profissional 4,4 Drogas 10 Educação 11,4 Saúde 7,1 Fome/miséria 10,8 Família 5,4 Crise econômica 2,6 Assuntos pessoais 3,7 Questões Sociais 5 Administração política do Brasil 2,3 Relacionamentos intimos/amizades Meio-Ambiente 0,9 3 Moradia Nada Preocupa 1,4 2,4 Preocupação com o futuro outros 2 Q21. E quais são os problemas que mais lhe preocupam; em primeiro, segundo lugar e terceiro lugar? SER JOVEM Assuntos que mais interessam Espontânea - em % Primeira Educação 20,5 Emprego/profissional 16,9 Cultura/lazer 9,2 Esportes/Atividades Físicas 7,4 Relacionamentos Amorosos 1,5 Família 4,5 Saúde 2,8 Segurança/violência Drogas 2,6 0,7 Governo/política 21,1 Sexualidade 1,5 Temas gerais 3,1 Religião Amizades Economia/finanças Meio-ambiente Ter acesso a bens de consumo Estética Qustão social/desigualdade social Nenhum 2,9 1,1 0,5 0,1 0,8 0,2 0,6 1,8 Q22. Quais são os assuntos que mais lhe interessam atualmente; em primeiro, segundo lugar e terceiro lugar? SER JOVEM Assuntos que mais interessam Espontânea - em % Segunda 18,4 Educação 14,1 Emprego/profissional 13,9 Cultura/lazer 8,2 Esportes/Atividades Físicas 2,6 Relacionamentos Amorosos 7,6 Família 4,5 Saúde 3,7 Segurança/violência Drogas 1,4 12,1 Governo/politica Sexualidade 1,1 Temas gerais 2,4 Religião 2,5 2,1 Amizades 1,6 Economia/finanças Meio-ambiente Ter acesso a bens de consumo 0,7 1,3 Qustão social/desigualdade social 0,8 Nenhum 0,8 Q22. Quais são os assuntos que mais lhe interessam atualmente; em primeiro, segundo lugar e terceiro lugar? SER JOVEM Assuntos que mais interessam Espontânea - em % Terceira 15,6 Educação 12,4 Emprego/profissional 14,5 Cultura/lazer 7,6 Esportes/Atividades Físicas 3,2 Relacionamentos Amorosos 8 Família 6,5 Saúde 6,1 Segurança/violência 1 Drogas 8,4 Governo/política Sexualidade 0,5 3,6 Temas gerais 2 Religião 1,8 Amizades 2,8 Economia/finanças Meio-ambiente 0,6 Ter acesso a bens de consumo 0,7 Estética 0,1 2,8 Qustão social/desigualdade social Nenhum 1,4 Q22. Quais são os assuntos que mais lhe interessam atualmente; em primeiro, segundo lugar e terceiro lugar? SER JOVEM Assuntos que gostaria de discutir com seus pais ou responsáveis Estimulada e múltipla - em % Cenário A Educação 64,9 Espo rtes 22,5 Dro gas 46,2 Sexualidade Desigualdade e P o breza 29,6 Cultura 23,6 Racismo 18,6 Ho mo fo bia P o lítica 76,6 Futuro profissional Violência 15,4 Ética e M o ral Eco lo gia e M eio A mbiente Cenário B 34,5 12,2 53,4 Corpo e Saúde 26,1 Religião 33,1 Relacionamentos Amorosos 30,2 Cidadania e Direitos Humanos 5,1 21,5 Moda 27,2 5,2 Globalização 13,4 Aborto Reforma Agrária Filosofia e questões existenciais 17,9 2,7 6,4 Q23. De acordo com cada cenário, escolha três assuntos ou temas que você mais gostaria de discutir com seus pais ou responsáveis? SER JOVEM Assuntos que gostaria de discutir com amigos ou amigas Estimulada e múltipla - em % Cenário A Educação 31 Espo rtes 36,7 Dro gas Sexualidade 40,5 Desigualdade e P o breza 19,9 Cultura 21 Racismo 52,2 48,7 Co rpo e Saúde 26,5 Religião 26,2 31,1 Relacio namento s A mo ro so s Ho mo fo bia P o lítica Futuro pro fissio nal Vio lência 24,5 Ética e M o ral Eco lo gia e M eio A mbiente Cenário B 43,7 18,7 8,6 35 Cidadania e Direito s Humano s 24,2 M o da 18,5 22,4 Glo balização 16,6 A bo rto Refo rma A grária Filo so fia e questõ es existenciais 25,7 5,2 10,1 Q24. De acordo com cada cenário, escolha três assuntos ou temas que você mais gostaria de discutir com seus amigos ou amigas? SER JOVEM Assuntos que considera mais importantes para serem discutidos pela sociedade Estimulada e múltipla - em % Cenário A Educação Esportes 60,5 14,4 Drogas Sexualidade 37 Desigualdade e Pobreza Cultura Ética e Moral 42,8 20,5 29,6 Homofobia 16,1 Ecologia e Meio Ambiente 15,3 52,3 Futuro profissional 65,1 Violência 18,5 Racismo Política Cenário B 14,8 Corpo e Saúde 20,3 Religião 20,5 Relacionamentos Amorosos 7,6 52,7 Cidadania e Direitos Humanos Moda 27,3 4,5 27,3 Globalização Aborto 18,7 Reforma Agrária Filosofia e questões existenciais 16,1 8,7 Q25. De acordo com cada cenário, escolha três assuntos ou temas que você acha mais importantes para serem discutidos pela sociedade em geral? SER JOVEM Principais Problemas do Brasil Hoje – Síntese Espontânea e múltipla - em % Primeiro 18,2 Desemprego 22,1 Segurança/violência 20,5 Fom/ Miséria 14,8 Administração Política no Brasil 3,1 Drogas 2 Questões sociais Crise econômica/financeira 1 12,1 educação Saúde Outras 3,5 2,6 Q26. Falando agora do Brasil, quais são os principais problemas do país hoje; em primeiro, segundo lugar e terceiro lugar? SER JOVEM Principais Problemas do Brasil Hoje – Síntese Espontânea e múltipla - em % Segundo 14,1 Desemprego 21,9 Segurança/violência 9,1 Fome/Miséria Administração Política no Brasil 9,7 Drogas 5,1 14 Questões sociais Crise econômica/financeira 0,5 educação 10,8 9,6 Saúde Meio Ambiente 0,1 Precarização do emprego 0,2 Outras 5 Q26. Falando agora do Brasil, quais são os principais problemas do país hoje; em primeiro, segundo lugar e terceiro lugar? SER JOVEM Principais Problemas do Brasil Hoje – Síntese Espontânea e múltipla - em % Terceiro 10,5 Desemprego 17,7 Segurança/violência 9,1 Fome/Miséria 9,6 Administração Política no Brasil 7 Drogas 17,8 Questões sociais Crise econômica/financeira 0,5 educação 9,9 11 Saúde Meio Ambiente 0,1 Precarização do emprego 0,3 Lazer 0,2 Outras 5,1 Q26. Falando agora do Brasil, quais são os principais problemas do país hoje; em primeiro, segundo lugar e terceiro lugar? SER JOVEM Principais Problemas da Cidade Hoje – Síntese Espontânea e múltipla - em % Primeiro Infra-estrutura 14,5 Desemprego 11,3 Segurança/violência 34,3 Fome/Miséria 7,6 Administração Política no Brasil 3 Drogas 2,9 Questões sociais Crise econômica/financeira 4,5 0,2 Educação 8 Saúde 8 Outras 5,6 Q27. E quais são os principais problemas da nossa cidade; em primeiro, segundo lugar e terceiro lugar? SER JOVEM Principais Problemas da Cidade Hoje – Síntese Espontânea e múltipla - em % Segundo Infra-estrutura 13,8 Desemprego 12,2 Segurança/violência 21,3 Fome/Miséria 7,7 Administração Política no Brasil 2 Drogas 6,4 Questões sociais Crise econômica/financeira 7,1 0,8 Educação 10,5 Saúde Outros problemas 11,7 6,6 Q27. E quais são os principais problemas da nossa cidade; em primeiro, segundo lugar e terceiro lugar? SER JOVEM Principais Problemas da Cidade Hoje – Síntese Espontânea e múltipla - em % Terceiro Infra-estrutura 9,4 Desemprego 11,7 Segurança/violência 19,4 Fome/Miséria 8,9 Administração Política no Brasil 2,9 Drogas 5,9 Questões sociais Crise econômica/financeira 9,4 0,4 Educação 12,2 Saúde 11,2 Outros problemas Não tem nenhum problema 8,1 0,1 Q27. E quais são os principais problemas da nossa cidade; em primeiro, segundo lugar e terceiro lugar? SER JOVEM Expectativas com relação aos próximos cinco anos Estimulada e única - em % Mundo Brasil Cidade Bairro 40,6 33,1 52,6 56,9 52,9 Vai melhorar 26,2 19,9 27,5 13,4 29,8 15,1 Vai piorar 32 Vai ficar como está Q30.1Na sua opinião, você acha que vai acontecer nos próximos cinco anos com o: Mundo? Q30.2 Com o Brasil? Q30.3 Com a Cidade Q30.4 com o seu Bairro? SER JOVEM Principais motivos para achar que vida pessoal vai melhor, vai ficar como está ou piorar Vai ficar como está Espontânea e múltipla - em % 79,4 Vai melhorar Neste tempo não vai acontecer nenhuma mudança 44,6 20,6 30,3 Esta bom do jeito que está 13,6 2,2 4,1 4,7 Vai piorar 0,5 73,3 Conseguir trabalho/emprego melhor Vai terminar estudo Melhor financeiramente vai adquirir bens materiais Construir família Maduro/fazer suas próprias escolhas outros Por causa do desemprego Outros motivos para piorar 18,3 8,4 Não sabe/não respondeu Q32. Por que você acha que a sua vida vai melhorar, piorar ou vai ficar como está? VALORES E REFERÊNCIAS VALORES E REFERÊNCIAS Os jovens podem mudar o mundo Estimulada e única - em% 26,3 8,8 64,6 Sim, podem mudar muito Sim, podem mudar pouco Não podem mudar Q33. Você acha que os jovens podem mudar o mundo ou não podem? Muito ou Pouco? VALORES E REFERÊNCIAS Os jovens podem mudar o mundo Estimulada e única - em% 78,9 66,9 56,4 46,6 32,8 29,7 26,6 20,7 17,2 13,9 6,6 Fundamental I Fundamental II Sim, podem mudar muito Ensino Médio Sim, podem mudar pouco 3,9 Ensino Superior Não podem mudar Q33. Você acha que os jovens podem mudar o mundo ou não podem? Muito ou Pouco? VALORES E REFERÊNCIAS Valores mais importantes para uma sociedade ideal Estimulada e múltipla – em % Solidariedade 64,5 Temor a Deus 50,7 Respeito às Diferenças 48,2 50,5 Igualdade de oportunidades Dedicação ao trabalho 24,8 Respeito ao meio Ambiente 24,8 liberdade Individual 9,3 Respeito às tradições 6,4 Obediencia à autoridade Outros 12,2 0,8 Q34. Pensando numa sociedade ideal, quais destes valores você acha que seriam mais importantes? VALORES E REFERÊNCIAS Fatores mais importante para: Estimulado e única – em % 1º Lugar 2º Lugar 14,9 13,7 70,4 Apoio da família 25,2 30,7 16,5 24,2 Seu esforço pessoal Apoio da família 17 33,1 Seu esforço pessoal 22,2 26 40,7 Ter a capacidade de aprender coisas novas Apoio de amigos e conhecidos 6,7 14,3 16,9 0,6 2,2 2,2 24,1 Ter a capacidade de aprender coisas novas 18,1 10,3 Apoio de amigos e conhecidos 7,7 8,7 1,2 Políticas de Governo Participar do processo eleitoral (votar) Participar de grupos de jovens organizados 13,4 4,5 1,8 16,1 2,7 3,1 5,4 2,2 29,2 Para melhorar de vida 6,8 Políticas de Governo 12,9 8,6 Participar do processo eleitoral (votar) Participar de grupos de jovens organizados 5 15,4 4,5 para garantir seus direitos 7,3 11,8 6,9 Para a vida como jovem Q35. Qual destes fatores é o mais importante para sua vida hoje como jovem, em primeiro e segundo lugar? Q36. Na sua opinião, qual destes fatores é o mais importante garantir seus direitos, em primeiro e segundo lugar? Q37. Na sua opinião, qual destes fatores é o mais importante para você melhorar de vida, em primeiro e segundo lugar? VALORES E REFERÊNCIAS Instituições mais importantes para o amadurecimento Estimulada e única - em% 48,7 17,7 11 9,3 6,6 Família Escola Trabalho 3 3,8 Amigos Rua Igreja Outros Q38. O que você acha que tem sido mais importante para o seu amadurecimento? PERCEPÇ PERCEPÇÕES SOBRE EDUCAÇ EDUCAÇÃO PERCEPÇÕES SOBRE A EDUCAÇÃO Sabe ler e escrever Estimulada e única - em% 97,6 0,8 0,4 0,8 0,3 Sim Não Sabe ler e escrever somente o nome Sabe ler, mas não sabe escrever Saber escrever, mas não sabe ler Q40. Você sabe ler e escrever? PERCEPÇÕES SOBRE A EDUCAÇÃO Sabe ler e escrever, por renda familiar Estimulada e única - em% 95,5 98,8 0,6 1,5 0,9 1,5 0,4 Até 1 S.M. 99 0,4 0,4 0,2 Mais de 1 S.M a 2 S.M. 0,3 100 98,1 0,8 0,9 0,9 Mais de 2 S.M a 5 Mais de 5 S.M a 10 S.M. S.M. Sim Sabe ler e escrever somente o nome Saber escrever, mas não sabe ler Q40. Você sabe ler e escrever? 100 Mais de 10 S.M a 20 S.M. Mais de 20 S.M. Não Sabe ler, mas não sabe escrever PERCEPÇÕES SOBRE A EDUCAÇÃO Dificuldade em ler e escrever Estimulada e única - em% 5,3 26,6 58,6 9,4 Ler e escrever é fácil Ler e escrever é difícil Ler é mais fácil que escrever Escrever é mais fácil que ler Q41.Se sim: escrever e ler qualquer palavra é uma atividade que você considera: PERCEPÇÕES SOBRE A EDUCAÇÃO Dificuldade em ler e escrever Estimulada e única - em% 71 61,7 49,8 33,3 27,8 29,1 26,2 20,4 18,5 22,2 14,2 7 Fundamental I Fundamental II 4,6 Ensino Médio 7,5 2,4 4,3 Ensino Superior Ler e escrever é fácil Ler e escrever é difícil Ler é mais fácil que escrever Escrever é mais fácil que ler Q41.Se sim: escrever e ler qualquer palavra é uma atividade que você considera: PERCEPÇÕES SOBRE A EDUCAÇÃO Freqüência escolar Estimulada e única – em % 46,7 0,4 52,9 Sim, está estudando Não está estudando Q42. Você está estudando atualmente? Nunca freqüentou a escola PERCEPÇÕES SOBRE A EDUCAÇÃO Freqüência escolar por idade e sexo Estimulada e única – em % Masculino 79,4 74,7 60,8 Feminino 38,8 19,9 77,7 74,9 24,9 0,6 0,4 0,4 De 15 a 19 anos De 20 a 24 anos De 25 a 29 anos 70,6 29 25,1 21,6 0,3 0 De 15 a 19 anos Sim, está estudando Q42. Você está estudando atualmente? De 20 a 24 anos Não está estudando 0,7 De 25 a 29 anos Nunca freqüentou a escola PERCEPÇÕES SOBRE A EDUCAÇÃO Motivo que não esta estudando ou nunca estudou Espontânea e única – em % Quem nunca estudou 66,7 33,3 Quem parou de estudar Por causa dos filhos/casamento/marido Por causa do trabalho 7,6 36 16,6 Concluiu o Ensino Médio Concluiu o Ensino Superior 14,7 7,5 16,5 1,2 Falta de Interesse/Vontade de estudar Oportunidade e acesso a escola Filhos/casamento/marido Trabalho Outros Q43. Se não está estudando ou nunca estudou, diga por quê? PERCEPÇÕES SOBRE A EDUCAÇÃO Freqüência sobre uso da escola publica ou particular Estimulada e única – em % 11,3 53,2 35,6 Só em escola pública Só em escola particular Em escola pública e particular Q45. Considerando os anos de estudo que você fez, você estudou só em escola pública, só em escola particular ou estudou em escola pública e particular? PERCEPÇÕES SOBRE A EDUCAÇÃO Freqüência sobre uso da escola publica ou particular Estimulada e única – em % 72,4 70 57 47,9 36,7 45,4 37 36,3 15,7 41,9 41,9 30 25,3 17,6 16,1 6,3 2,3 Até 1 S.M. Mais de 1 S.M a 2 S.M. Só em escola pública Mais de 2 S.M a 5 Mais de 5 S.M a 10 Mais de 10 S.M a S.M. S.M. 20 S.M. Só em escola particular Mais de 20 S.M. Em escola pública e particular Q45. Considerando os anos de estudo que você fez, você estudou só em escola pública, só em escola particular ou estudou em escola pública e particular? PERCEPÇÕES SOBRE A EDUCAÇÃO Opinião sobre posicionamento na escola Estimulada e única – em % 57,4 43,9 42,5 38,2 39 25,8 19,4 22 21,9 21,9 17,6 14,9 13,6 8,5 7,9 5,6 A escola entende os jovens Muito A escola se interessa pelos problemas dos jovens Mais ou menos A escola se interessa A escola está ligada nas pelos problemas do seu questões da atualidade bairro Pouco Nada Q46. Na sua opinião, comente o que você acha da escola nos seguintes cenários: NO MUNDO DO TRABALHO NO MUNDO DO TRABALHO Para você trabalho é: Estimulada e única – em % 39,8 30,1 29,9 26,4 23,5 20,8 14,6 8,8 4 1,6 1º lugar 2º lugar Necessidade Independencia Auto-realização Exploração Q47. Para você trabalho é: Crescimento NO MUNDO DO TRABALHO Tempo de Desemprego Estimulada e única – em % 13,2 16 12,8 11,6 29,8 16,6 Até um mês Mais de 1 mês a 2 meses Mais de 2 a 3 meses Mais de 3 a 6 meses Mais de 6 meses a 1 ano Mais de 1 ano Q49. Há quanto tempo você está procurando trabalho? NO MUNDO DO TRABALHO Tempo de Desemprego Estimulada e única – em % Masculino 33,3 Até um mês 27 23,8 19,8 19,8 14,4 22,2 12,7 16,7 18,3 Mais de 1 mês a 2 meses Mais de 2 a 3 meses 13,6 13,6 13,6 16,7 11,7 Mais de 3 a 6 meses 9,1 7,2 Mais de 6 meses a 1 ano 6,3 Mais de 1 ano De 15 a 19 anos De 20 a 24 anos De 25 a 29 anos 49,6 Feminino 37,8 23,9 20,1 20,8 18,2 9,4 7,5 De 15 a 19 anos 10,1 14,9 16,9 8,8 17,9 9,4 11,5 6 De 20 a 24 anos Q49. Há quanto tempo você está procurando trabalho? 7,7 9,4 De 25 a 29 anos NO MUNDO DO TRABALHO O que faz com dinheiro que recebe Estimulada e única – em % 27,4 54,4 18,3 Ganha(va) só para si Dá(va) tudo o que ganha(va) para despesas em casa Dá(va) uma parte do que ganha(va) para despesas em casa Q51. Com relação ao seu salário, você? NO MUNDO DO TRABALHO O que faz com dinheiro que recebe por idade e sexo Estimulada e única – em % Masculino 61 59 30,4 56,4 28,7 21,5 22,1 10,6 10,3 Ganha(va) só para si Dá(va) tudo o que ganha(va) para despesas em casa De 15 a 19 anos De 20 a 24 anos De 25 a 29 anos Dá(va) uma parte do que ganha(va) para despesas em casa 52,5 Feminino 52,1 46,1 32,8 31,5 31,7 22,2 14,8 De 15 a 19 anos Q51. Com relação ao seu salário, você? 16,4 De 20 a 24 anos De 25 a 29 anos NO MUNDO DO TRABALHO Como conseguiu o 1°emprego Estimulada e única – em % 22,2 27,4 19,7 22,6 3,5 2,2 2,4 Indicação Ajuda dos pais/familiares Ajuda de amigos/colegas Sozinho/ saiu procurando Agência de emprego privada SINE/balcão de emprego Seleção/Concurso Q52. Como você conseguiu seu primeiro trabalho? NO MUNDO DO TRABALHO Como conseguiu o 1°emprego por idade e sexo Estimulada e única – em % Indicação Masculino 40,1 Ajuda dos pais/familiares Ajuda de amigos/colegas 25,5 21,6 16 16,7 24,1 26,8 24,6 24,6 19 26,7 Sozinho/ saiu procurando Agência de emprego privada 16,4 SINE/balcão de emprego 3,1 1,2 De 15 a 19 anos 3,2 1,4 2,7 1,2 Seleção/Concurso 1 2,1 2,1 De 20 a 24 anos De 25 a 29 anos Feminino 31,4 30,8 19,7 20,5 24,8 24,5 21,9 21,4 18,8 17,1 4,3 2,4 0 0 De 15 a 19 anos 2,4 3,3 De 20 a 24 anos Q52. Como você conseguiu seu primeiro trabalho? 18,3 23,1 3,5 4,8 7 De 25 a 29 anos NO MUNDO DO TRABALHO Jornada de Trabalho Espontânea e única – em % 53,2 28,7 12,6 1,7 3,7 Até 4 horas De 5 a 8 horas De 9 a 12 horas De 13 a 16 horas Mais de 16 horas Q53. Normalmente quantas horas por dia você trabalha(va)? NO MUNDO DO TRABALHO Jornada de Trabalho por idade e sexo Espontânea e única – em % Masculino 61,9 53,2 50,3 Até 4 horas 29,7 27,2 25,7 20,7 De 5 a 8 horas 12,6 2,7 1,8 1,2 0,6 De 15 a 19 anos De 9 a 12 horas De 20 a 24 anos 5 4,5 3 De 13 a 16 horas Mais de 16 horas De 25 a 29 anos Feminino 55,1 49,5 44,8 24,1 32,9 29,7 24,1 13,2 5,2 2,4 4,3 2,6 De 15 a 19 anos De 20 a 24 anos Q53. Normalmente quantas horas por dia você trabalha(va)? 7,3 4,3 0,4 De 25 a 29 anos NO MUNDO DO TRABALHO Idade que conseguiu o 1°emprego Estimulada e única – em % 14,6 13,1 15,3 9,5 8,4 25,4 13,7 Até 13 anos 14 anos 15 anos 16 anos 17 anos 18 anos 19 anos ou mais Q54. Que idade você tinha quando conseguiu seu primeiro trabalho? NO MUNDO DO TRABALHO Idade que conseguiu o 1°emprego por idade e sexo Espontânea e única – em % Masculino 22,2 Até 13 anos 14 anos 15,2 15,7 13,2 9,7 15 anos 14 16 anos 10,2 17 anos 18 anos 19 anos ou mais 28,8 Feminino 16,1 12,1 8,7 10,5 7,2 Q54. Que idade você tinha quando conseguiu seu primeiro trabalho? 16,6 NO MUNDO DO TRABALHO Área de Interesse no mercado de trabalho Espontânea e única – em % Saúde biologica segurança Militar 18,3 Administração financeira/contabéis Educação 16,8 Esportes Cultura, artes 9,4 8,1 7,1 Mecânica, eletrônica 5,7 5,7 3,9 2 1,6 Direito 8,3 3,3 3,6 2,5 2,5 1,2 Comercial Gastronomia Moda, Estética Sociais, Humanas Serviço Público Ciências da Computação Outras Não sabe Q55. Com relação ao mercado de trabalho, qual sua área de interesse? NO MUNDO DO TRABALHO Área de Interesse no mercado de trabalho por regional Espontânea e única – em % 16,1 14,3 11,1 9,2 8,8 7,4 4,6 4,6 1,4 2,3 2,3 3,2 5,1 4,6 1,8 3,2 Saúde biologica segurança Militar Administração financeira/contabéis 19,9 Regional I 18,4 Educação Esportes Cultura, artes 11,3 9,2 Direito 8,5 2,1 8,5 4,3 2,8 0,7 5 5,7 Mecânica, eletrônica Comercial Gastronomia Moda, Estética 0,7 2,1 0 0,7 Regional II Sociais, Humanas Serviço Público Ciências da Computação Outras Não sabe Q55. Com relação ao mercado de trabalho, qual sua área de interesse? NO MUNDO DO TRABALHO Área de Interesse no mercado de trabalho por regional Espontânea e única – em %22,2 15,8 9,7 9,1 8,8 5,5 1,5 5,2 1,2 6,1 5,2 3,3 2,7 2,7 0,6 0,3 Saúde biologica segurança Militar Administração financeira/contabéis Regional III 19,5 13,8 13 Direito Mecânica, eletrônica Comercial 9,8 8,1 7,3 Educação Esportes Cultura, artes 5,7 4,1 3,3 4,1 1,6 Gastronomia Moda, Estética Sociais, Humanas 4,9 2,4 0,8 1,6 0 Regional IV Q55. Com relação ao mercado de trabalho, qual sua área de interesse? Serviço Público Ciências da Computação Outras Não sabe NO MUNDO DO TRABALHO Área de Interesse no mercado de trabalho por regional Espontânea e única – em % 19,2 12,1 11,1 9,5 1,2 6,4 8,1 7,3 5,5 6,4 3,8 1,2 3,3 3,1 1,2 Saúde biologica 0,7 segurança Militar Administração financeira/contabéis 19,9 Regional V 18,2 Educação Esportes Cultura, artes Direito 9,9 8,5 Mecânica, eletrônica 7,6 1,7 1,9 Comercial 7,1 3,1 Gastronomia 4 2,6 4 2,1 2,6 3,3 3,5 Moda, Estética Sociais, Humanas Serviço Público Regional VI Ciências da Computação Outras Não sabe Q55. Com relação ao mercado de trabalho, qual sua área de interesse? POLÍ POLÍTICA E CIDADANIA POLÍTICA E CIDADANIA Percepção sobre a política Espontânea e múltipla – em % Referencias Positivas É um direito 20,4 Ato de transformar/mudar realidade/melhorar a vida 22,4 Forma de governar/administrar/burocracia 22,3 Ato de decidir/tomada de decisão Futuro/desenvolvimento 8 É corrupção/roubo/máfia 23,6 Algo 9,9 sujo/obscuro/desonesto Atividade realizada por outros/politicos/grupos Outros Referencias Negativas 11,1 5,7 Forma de dominação/poder 10,9 5,1 Nada/neutro 42,8 Mentira/Ilusão/promessa Outros Q56. O que você acha que é política? 13,2 4,6 POLÍTICA E CIDADANIA Percepção de Influência da política na vida pessoal Estimulada e única - em % 30,2 Influi muito Influi Pouco 48,9 Não Influi 20,9 Q57. Você diria que o que acontece na política influi ou não na sua vida? Muito ou pouco? POLÍTICA E CIDADANIA Percepção de Influência da política na vida pessoal por idade e sexo Estimulada e única - em % Masculino Influi muito 55,3 53,6 44,9 Influi Pouco 33 29,7 23,2 22,1 Não Influi 21,5 16,7 Feminino De 15 a 19 anos De 20 a 24 anos 51,6 48,9 De 25 a 29 anos 41,4 35 30,5 23,6 De 15 a 19 anos 27,8 20,6 20,6 De 20 a 24 anos De 25 a 29 anos Q57. Você diria que o que acontece na política influi ou não na sua vida? Muito ou pouco? POLÍTICA E CIDADANIA Percepção de Influência pessoal do jovem na política Estimulada e única - em % 40,1 31,1 28,8 Influi muito Influi Pouco Q58. E você, influi ou não na política? Muito ou pouco? Não Influi POLÍTICA E CIDADANIA Percepção de Influência pessoal do jovem na política por idade e sexo Estimulada e única - em % Masculino 41 37,3 21,7 41,4 33,7 Influi muito 43,2 Influi Pouco 32,2 24,9 Não Influi 24,7 Feminino De 15 a 19 anos De 20 a 24 anos De 25 a 29 anos 39,2 38,9 21,9 De 15 a 19 anos Q58. E você, influi ou não na política? Muito ou pouco? 43,3 35,6 43,6 33,2 21,1 De 20 a 24 anos 23 De 25 a 29 anos POLÍTICA E CIDADANIA Razões influi e não influi na política Espontânea e múltipla – em % Influi 81,1 Pelo voto Ajudando pessoas 0,7 Conversando/discutindo o assunto 7 Elegendo/escolhendo os representantes 5,5 Não Influi Não participa/não cobra Participando de movimento e organização/partidos Pagando impostos Outros 31,3 3,9 1 0,7 não vota 20,6 Não gosta/não acredita/não se interessa Outros 44,6 3,4 Q59. De que forma você influi na política ou por que você acha que não influi na política? POLÍTICA E CIDADANIA Participação em Atividades ligadas a política Estimulada e única - em % 12,4 29,2 Lê ou assiste noticiário sobre política 16,7 Conversa com outras pessoas sobre política Nas eleições, tenta convencer os outros a votar nos candidatos Assina manifestos de protestos ou reivindicações 59,8 25,4 8,8 58,4 23,5 22,8 25,1 51,8 66 Quando a eleições trabalha voluntário para um candidato ou partido 6,7 Participa de associações ou de grupos para resolver o problema do bairro/cidade 4,9 17,5 77,6 Participa de movimento ou causa social 4,9 16 79,1 Participa de reuniões de partidos políticos, grêmio ou movimento estudantil 7,1 Participa de alguma outra atividade política 3,3 17,3 76 21,3 71,6 85,4 11,2 Sempre De vez em quando Q60. Qual a freqüência que você costuma: Nunca POLÍTICA E CIDADANIA Participação em Associações e Entidades Estimulada – em % 43,9 Grupo esportivo 15,6 42 Grupo religioso 23,4 Grêmio/movimento estudantil 4,8 Organizações de mulheres/movimento feminista 4,4 Movimento político/partidário 1,2 Organização de homossexuais/GLBT 0,9 Organização não governamental/ONG 1,5 Movimento Negro 0,8 Associação de bairros 2,4 Cooperativa de Crédito 0,6 Entidade de portadores de necessidades especiais 1,3 46,1 5,5 Já fez parte 28,6 41,3 54 7,1 7,2 26,3 53,5 39,5 55,5 35 31,9 63,8 64,7 4,1 40,2 77,9 4 3,7 17,9 71,7 18,8 2,8 18,3 Grupo de RPG 1,7 Faz parte 59,9 20,9 8,3 15,4 63,6 31 11,9 Movimento cultural 4,4 16,7 26 28,9 1 Grupo de defesa do meio ambiente 1,9 25,1 16,7 Não faz parte, mas gostaria 29,9 74,4 Nunca fez parte e não gostaria Q61. Vou falar alguns tipos de associações e grupos e gostaria que você me dissesse, para cada um deles seu interesse e participação: POLÍTICA E CIDADANIA Posição sobre temas polêmicos Estimulada e única – em % Legalização da pena de morte Legalização da união entre pessoas do mesmo sexo 13,9 Legalização da maconha 12,3 Diminuição da maioridade penal de 18 para 16 anos A favor totalmente 35 33 Descriminalização do aborto Adoção de criança por casais homossexuais 31 30,5 59,6 72 61,1 33,6 Contra totalmente 39,6 A favor em parte 10,1 28,4 22,7 9,3 16,2 10,4 8,6 7,2 19,8 13,2 5,9 18,9 7,9 Contra em parte Q62. Vou falar de alguns temas e idéias polêmicas defendidas por algumas pessoas, gostaria que você me dissesse se é a favor ou contra? Totalmente ou em parte? POLÍTICA E CIDADANIA Percepção do grau de importância dos partidos políticos para o país Estimulada e única – em % 62,6 29,9 7,5 Muito importante Mais ou menos importante Q64. Qual é a importância dos partidos políticos para o país? Não é importante POLÍTICA E CIDADANIA Percepções sobre cidadania Espontânea e múltipla - em % Ser cidadão 6,5 Ajudar os outros ao máximo 7,4 Cumprir/exercer direitos e deveres Direitos iguais 8,5 5,3 Direitos 16 Igualdade/liberdade Iqualdade 7,8 3,1 Educação/saúde/trabalho/esporte 6,8 Solidariedade/união 9,1 Respeita 9,1 Participação Outros 4 16,2 Q65. Quando você ouve falar em cidadania, no que você pensa? POLÍTICA E CIDADANIA Novos Direitos que os jovens deveriam ter - síntese Espontânea e múltipla - em % Primeiro emprego 9,7 Trabalho 9,9 Áreas de lazer/esporte 5,2 Capacitação/qualificação profissional/cursos 10,4 Educação de Qualidade 9,9 Trabalho emprego e renda 8,6 Diminuição da Maioridade Penal 4 Direito à universidade Cultura e Arte Igualdade Outros 5,5 0,5 7,7 28,5 Q66. Se você pudesse criar novos direitos para os jovens, qual seria? POLÍ POLÍTICAS PÚ PÚBLICAS POLÍTICAS PÚBLICAS Avaliação da importância das políticas publicas para jovens Estimulada e única – em % 1,2 Políticas de acesso e promoção à saúde Políticas de acesso e geração ao emprego e renda Políticas de cultura, esporte e lazer em áreas públicas 84,7 91,6 12,3 1,9 0,5 7,2 0,7 1,2 81,3 16,7 0,7 0,9 Centros de Juventude com equipamentos para capacitação, informação e divertimento Muito importante Mais ou menos importante 87,2 Não é importante 11,2 0,7 Não sabe Q68. Vou citar algumas políticas públicas para os jovens e gostaria de saber qual o nível de importância delas: POLÍTICAS PÚBLICAS Conhecimento de Projetos para jovem Estimulada e múltipla - em % AGENTE JOVEM ADOLESCENTE CIDADÃO 38,5 61,5 19,4 CREDJOVEM 80,6 35,2 64,8 PROGRAMA PRIMEIRO EMPREGO 78,8 PRÓ-JOVEM 92,2 CURSINHOS PRÉ-VESTIBULAR PORTAS ABERTAS 21,2 7,8 45,6 54,4 78,1 21,9 SOMAR 62,2 Sim 37,8 Não Q69. Vou citar alguns projetos e programas sociais destinados à juventude. Gostaria de saber se você já ouviu falar de algum deles? POLÍTICAS PÚBLICAS Se tivesse oportunidade, de quais projetos participaria Espontânea e múltipla - em % Credjovem/CredCultura ONG 4,2 0,1 Primeiro emprego/jovem aprendiz 24,2 SOMAR 21,2 FUNCI/agente jovem cidadão 6 Pró-jovem PROUNI 23,9 0,9 Cursinho Pré-vestibular 13,6 Credjovem/CredCultura 4,2 Nenhum 4,6 Não lembra Outros 1,3 0,1 Q70. Se você tivesse oportunidade de participar de alguns desses projetos, quais seriam? CULTURA E LAZER CULTURA E LAZER Atividades realizadas na semana e nos finais de semana Estimulada - taxas de sim - em % Tocar instrumentos ou cantar 13,4 Jogar no computador ou usar Internet Praticar esportes Ler jornal ou revista Ler livro (sem ser para escola) Estudar (fora da escola) Namorar Ir ao bar Assistir televisão 43,8 33 34,8 56 51 48,7 42,9 31 55,5 73 63,7 70,7 67,2 83 Ouvir rádio Ir ao cinema ou teatro 38,3 42,8 Falar ao telefone Encontrar amigos(as) 19,3 80,1 82,4 40,3 14,1 41,2 14,5 91,2 De segunda a sexta-feira 89,8 Finais de semana Q74. Vou citar algumas atividades, gostaria de saber qual você faz e com que freqüência: CULTURA E LAZER Freqüência a atividades de lazer, cultura e passeios Estimulada - em % 20,6 Passear em parques ou praças Ir a lanchonete ou bar com amigos(as) 28 Festa na casa de amigos(as 15,4 66,9 58,3 Sala de jogos eletrônicos (lan house) 18,8 Passear na praia ou clube 21,6 Shows musicais 23 24,1 Cinema 7,9 Circo 3,6 Trilha ecológica 1,4 Museu de arte 1,6 Biblioteca pública (sem ser da escola) 4,4 35,5 70,8 9,3 Teatro 2,5 11,3 7,5 11,6 34,1 12,2 25,5 64,4 13,8 Ir ao estádio 4,6 55,6 11,6 18,2 49,6 22,4 25,2 61,1 43,9 33 28,6 26,4 De vez em quando 24,8 33,3 23,1 21,5 19 15,8 37,9 14,4 3 50,9 51,4 Viajar nos fins de semana 8,1 Sempre 14,8 16,7 Passeio ao shopping center 12,2 45,7 2,5 7,8 5,9 60,2 14 Dançar em baile/danceteria/festas 10 56,7 Fez uma vez 40,6 14,1 21,1 Nunca fez na vida Q75. Vou citar algumas atividades e passeios e gostaria que você me dissesse se você faz e qual é a freqüência: CULTURA E LAZER Atividades de Cultura e lazer que nunca faz, mas gostaria de fazer Estimulada e única - em % VIAJAR IR AO CINEMA 58,2 41,8 7,8 92,2 IR AO TEATRO 5,3 94,7 IR A FESTA 7,8 92,2 IR A PRAIA 11,8 IR A DANCETERIA IR AO SHOPPING 88,2 2,3 97,7 5,8 94,2 IR PASSEAR SEM HORA PARA VOLTAR 16,3 Sim 83,7 Não Q72. Pensando nas coisas que você nunca faz nas suas horas livres, se você não tivesse que se preocupar com qualquer impedimento, o que você gostaria de fazer? CULTURA E LAZER Atividades de Cultura e lazer que nunca faz, mas gostaria de fazer e razões para não fazê-las Estimulado e única - em % 49,8 12,4 13,5 9,1 11,6 3,6 Falta de dinheiro Falta de emprego Falta de oportunidade Falta de interesse Pais não deixam Outros Q73. Qual a razão que lhe impede de fazer o que gostaria? CULTURA E LAZER Conhecimento sobre lugares de lazer em Fortaleza Estimulado e únicaem % do Mar de Arte e Cultura Centro Dragão Museu do Ceará 21,8 77,4 57,4 31,9 Praia do Futuro 0,8 10,7 0,6 5,7 0,5 6,8 93,7 Beira-Mar 92,8 Parque do Cocó 67,4 Shopping Center 90,5 9,2 0,3 Praia de Iracema 89,9 9,8 0,3 Praça do Ferreira 95,1 Teatro José de Alencar 56,8 Já foi 29 Não foi, mas já ouviu falar 1,8 0,6 4,3 42,2 54,5 Estádio Castelão/Presidente Vargas Centro Cultural do Banco do Nordeste 30,8 1 1,7 43,8 59,2 11,8 Nunca ouviu falar Q76. Agora vou citar alguns lugares para lazer aqui em Fortaleza, gostaria de saber seu conhecimento sobre estes lugares: CULTURA E LAZER Gênero ou tipos de música de que mais gosta Espontânea e única - em % Sertanejo 2,4 9,8 Rock 3,8 Pagode 8,1 MPB Axé 0,1 8,8 Pop Samba Rap 0,9 2,7 33,8 Forró 5,5 Gospel 7,6 Outros Funk Reagge Eclética 2,2 2,9 11,3 Q71. Qual é o tipo ou gênero de música que você mais gosta? CULTURA E LAZER Atividades de lazer que prática Espontânea e múltipla - em % Futebol 37,3 Surfe/Bodyboarding 4,2 62,7 95,8 Vôlei 14,9 85,1 Caminhada 15,4 84,6 Basquete 5,5 Musculação 94,5 14,5 85,5 Skate 3,2 Ginástica Natação 96,8 95,1 4,9 Nenhum Outros 90,7 9,3 60,3 39,7 7,6 92,4 Sim Não Q81. Falando agora de atividades esportivas, gostaria de saber quais das atividades você pratica? CULTURA E LAZER Principal fonte de informação Estimulada e única - em % 61,4 8,8 9,1 13,6 6,1 1,1 Jornal escrito Telejornal Jornal falado(rádio) Internet Revistas Outros Q78. Qual a sua principal fonte de informação? CULTURA E LAZER Principal fonte de informação Estimulada e única - em % Jornal escrito Masculino Telejornal 67,2 63,4 Jornal falado(rádio) , 53,8 Internet Revistas 23,8 8,8 7,5 4,7 8,7 1,6 De 15 a 19 anos 10,5 Outros 12,7 4,7 7 9,6 9,6 0 De 20 a 24 anos 4,8 1,7 De 25 a 29 anos Feminino 68,1 64,5 54,2 , 7,7 16,7 9,9 10,6 8,6 1 De 15 a 19 anos Q78. Qual a sua principal fonte de informação? 10,7 10 4,8 De 20 a 24 anos 7,1 1,4 11 6,4 6,7 0,7 De 25 a 29 anos GÊNERO E SEXUALIDADE GÊNERO E SEXUALIDADE Como jovem é melhor ser homem ou ser mulher Espontânea – em % Masculino Feminino 7,3 58,5 41,5 92,7 Ser Homem Ser mulher Q82. Na sua opinião, o que é melhor como jovem: ser homem ou ser mulher? Por quê? GÊNERO E SEXUALIDADE Freqüência com que costuma fazer tarefas domésticas em casa Estimulado e única- em % Varrer e limpar a casa Cuidar de irmãos e outros 32,6 Fazer comida 33,7 Lavar e passar roupas 31,4 Fazer compras 33,8 Pagar contas 40,7 Sempre 11,9 38 50,1 40,8 26,6 39,3 26,9 31,9 36,7 50,8 40,7 De vez em quando 15,5 18,6 Nunca Q83. Com que freqüência você costuma fazer as seguintes atividades domésticas na sua casa? GÊNERO E SEXUALIDADE Grau de concordância ou discordância com as seguintes frases Estimulada e múltipla – em % 2,4 Seria justo que os homens dividissem as tarefas domésticas com as mulheres 75,3 A política seria melhor se tivesse mais mulheres em postos de liderança 34,5 Em um casal é importante que o homem tenha mais experiência sexual do que a mulher 23,5 27,4 20,4 O homem trair a mulher é natural 11,7 10 A mulher trair o homem é natural 8,2 7,7 9,3 Concorda totalmente Concorda em parte 17,3 30,9 22,6 19,2 Discorda em parte 17,2 34,7 20,5 9,6 3,7 10,7 9,2 42,3 37,8 É principalmente o homem quem deve sustentar a família Nas decisões importantes é natural que o homem tenha a última palavra da casa 18,6 31,7 68,6 74,9 Discorda totalmente Q92. Agora vou ler algumas frases e gostaria que você me dissesse se concorda se discorda de cada uma delas. Totalmente ou em parte? GÊNERO E SEXUALIDADE Orientação Sexual por sexo Estimulada e única- em % 86,9 Só como homens Masculino Só com mulheres Com homens e mulheres 6,8 4,2 Com Ninguém 2,1 87,5 Feminino 2,9 Q84. Você costuma ter relações afetivas (ficar): 5,1 4,5 GÊNERO E SEXUALIDADE Hábito de levar namorado para dormir em casa e consentimento dos pais Estimulada e única – em % 51,7 Masculino Levou, mas com o consentimento dos pais Levou, sem o consentimento dos pais Nunca levou 29,9 18,5 Feminino 69,1 23,3 7,6 Q85. Você já levou o namorado(a) para dormir com você na sua casa? Com ou sem permissão dos seus pais? GÊNERO E SEXUALIDADE Vínculo com ultimo parceiro(a) sexual Estimulada e única – em % 25,1 74,9 Estável Eventual Q87. Como você considera o relacionamento com a pessoa que você teve a sua última relação sexual? GÊNERO E SEXUALIDADE Vínculo com ultimo parceiro(a) sexual Estimulada e única – em % Masculino 70,9 65,8 53,3 46,7 34,2 Estável 29,1 Eventual Feminino De 15 a 19 anos De 20 a 24 anos 89,4 87 82,8 De 25 a 29 anos 17,2 De 15 a 19 anos 13 De 20 a 24 anos 10,6 De 25 a 29 anos Q87. Como você considera o relacionamento com a pessoa que você teve a sua última relação sexual? GÊNERO E SEXUALIDADE Vínculo com o último parceiro sexual Espontânea e única – em % 37,7 31,5 28,9 0,6 0,2 1 0,2 Namorado(a) Marido/esposa Amigo(a)/Conhecido(a) Desconhecido(a) Não respondeu Amante Outros Q88. Qual o vínculo que você tem ou tinha com essa pessoa, quer dizer, o que ela é sua? GÊNERO E SEXUALIDADE Uso da camisinha Masculino Estimulada e única – em % 76,5 69,3 62,6 0,9 60,6 38,6 36,5 29,9 22,5 1 0,8 De 15 a 19 anos Sim Não Não lembra De 20 a 24 anos 0,9 De 25 a 29 anos Feminino 66,1 50,4 54,5 49,1 43,9 33,9 0,4 0 De 15 a 19 anos De 20 a 24 anos Q90. Você usou camisinha na última vez que teve relação sexual ? 1,6 De 25 a 29 anos GÊNERO E SEXUALIDADE Razões do uso e do não uso da camisinha na última relação sexual Espontânea e única em % 21,3 Não usou 23,5 7,9 Usou 17,9 29,4 Fidelidade 1,5 Usa outros métodos Não gosta 39 37,3 Não precisa Outros motivos 22,2 Prevenção de doenças Evitar a gravidez Outros gerais sem o uso da camisinha Não lembra/não sabe se usou/não respondeu Q91. Por qual motivo você usou/não usou camisinha? GÊNERO E SEXUALIDADE Percepção da homossexualidade por idade e sexo Estimulada e única - em % Masculino 47,2 43,2 42,1 É natural 26,3 27,3 Fator genético 20,8 8,7 Desvio de personalidade 13 17,6 17,4 12,6 9,4 4,7 3,4 De 15 a 19 anos É uma doença 6,5 Outros De 20 a 24 anos De 25 a 29 anos 59,5 59,4 Feminino 52,7 19,2 8,2 19,2 8,5 4,7 De 15 a 19 anos 8,6 7,2 De 20 a 24 anos Q94. Como você encara a homossexualidade: 12 18 13,1 5,5 4,2 De 25 a 29 anos GÊNERO E SEXUALIDADE Opinião sobre o aborto Estimulada e única- em % Sou a favor, a mulher tem o direito de decidir sobre o seu corpo Masculino Sou a favor, em caso de violência sexual ou doença 43,5 39,2 44,9 35,9 43,3 39,4 Sou contra o aborto em qualquer situação Não tenho uma opinião formada sobre o assunto 12,6 10,5 8,7 Feminino 9,5 4,7 7,8 52,7 51,5 46,5 De 15 a 19 anos De 20 a 24 anos De 25 a 29 anos 41,2 34,1 8,9 8,5 7,9 4,4 33,6 5,5 5,3 De 15 a 19 anos De 20 a 24 anos De 25 a 29 anos Q95. Sobre o aborto, qual sua posição? GÊNERO E SEXUALIDADE Opinião sobre a cura da AIDS Estimulada e única- em % 9,8 78 1,2 11 Não é curável, mas com tratamento dá para controlar suas conseqüências e viver mais Continua sendo fatal, não é curável nem dá para adiar a morte É curável, mas só se a pessoa que pegar o vírus começar logo o tratamento É uma doença curável, qualquer pessoa que tiver o vírus e tomar remédio fica boa Q96. Pelo que você sabe ou já ouviu falar, a AIDS atualmente: DROGAS LÍ LÍCITAS E ILÍ ILÍCITAS DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS Percepção sobre as drogas Espontânea e múltipla – em % 37,9 18,8 15,8 8,1 4,1 Substância proibida Dependência, doença, vício Refúgio, ilusão Vandalismo Outros Q97. O que é droga para você? 4,3 3 4,4 3,6 Coisa ruim, desnutrição, morte Perigoso, prejudicial Curtição É uma droga DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS Percepção sobre as drogas Estimulada e única – em % 34,6 Substância proibida Masculino Coisa ruim, desnutrição, morte Dependência, doença, vício Perigoso, prejudicial 17,7 17,2 Refúgio, ilusão Curtição 9,9 4,1 4,8 Vandalismo 3,4 4,6 "É uma droga" 3,7 Outros Feminino 19,8 14,5 6,5 4,1 Q97. O que é droga para você? 4 3,9 2,6 4,1 3,5 DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS Hábito de fumo de tabaco por idade e sexo Estimulada e única – em % Masculino 83,5 71,1 , 80,9 14,5 4,6 67,1 26,8 22,3 10,8 6,1 6,6 5,7 De 15 a 19 anos De 20 a 24 anos De 25 a 29 anos Sim Não De vez em quando Feminino 89,8 87,9 81,4 , 13,7 7,6 2,5 4,8 9,6 2,5 De 15 a 19 anos De 20 a 24 anos De 25 a 29 anos Q99. Você fuma cigarro comum? DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS Idade como que começou a fumar tabaco Espontânea e única – em % 28,7 21,6 18,6 25 6,1 Até 13 anos De 14 a 15 anos De 18 a 20 anos De 21 a 25 anos Q100. Que idade você tinha quando começou a fumar? De 16 a 17 anos DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS Idade com que começou a fumar tabaco por idade e sexo Espontânea e única – em % Masculino 36 32 28,4 24 22,2 28 27,2 16 , 24 20 14,8 8 12 7,4 0 De 15 a 19 anos De 20 a 24 anos De 25 a 29 anos Feminino 43,8 31,3 18,2 29,8 21,1 26,3 21,9 21,1 24,2 Até 13 anos De 14 a 15 anos , 12,1 3,1 12,1 De 20 a 24 anos Q100. Que idade você tinha quando começou a fumar? De 16 a 17 anos De 18 a 20 anos 1,8 0 De 15 a 19 anos 33,3 De 25 a 29 anos De 21 a 25 anos DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS Média de cigarros que fuma por dia Espontânea e única – em % 3,7 24,9 45,1 26,3 Até 5 por dia De 6 a 10 por dia De 11 a 20 por dia mais de 20 por dia Q101. Em média quantos cigarros você fuma por dia? DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS Média de cigarros que fuma por dia por idade e sexo Espontânea e única – em % Masculino 46,3 36,8 34,3 30,9 29,3 22 31,4 30 26,5 2,4 De 15 a 19 anos , 5,9 De 20 a 24 anos 4,3 Até 5 por dia De 25 a 29 anos Feminino 58,1 De 6 a 10 por dia 55,6 De 11 a 20 por dia 54,5 mais de 20 por dia 25,9 19,4 19,4 18,2 24,2 16,7 3,2 De 15 a 19 anos , 1,9 De 20 a 24 anos Q101. Em média quantos cigarros você fuma por dia? 3 De 25 a 29 anos DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS Hábito de tomar bebida alcoólica por idade e sexo Espontânea e única – em % Masculino 66,4 66,2 55,3 49,4 50,6 44,7 33,6 33,8 , De 15 a 19 anos Sim Não De 20 a 24 anos De 25 a 29 anos Feminino 65,8 59,4 50,5 49,5 40,6 34,2 , De 15 a 19 anos Q102. E bebida alcoólica você costuma beber? Qual? De 20 a 24 anos De 25 a 29 anos DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS Freqüência que usa bebida alcoólica por idade e sexo Espontânea e única – em % Masculino 70,3 53,6 51,7 43,4 39,9 25,4 30,4 , 6,6 4,3 4,8 65,8 3,8 De 15 a 19 anos Feminino Diariamente De 20 a 24 anos 75,5 De 25 a 29 anos 78 73,6 Freqüentemente Raramente 25 20,9 3,6 De 15 a 19 anos Q103. Você consome bebida alcoólica? , 1,4 De 20 a 24 anos 21,2 0,8 De 25 a 29 anos DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS Idade que começou a tomar bebida alcoólica Espontânea e única – em % 17,5 35,6 12,5 17,4 17,1 Até 13 anos De 14 a 15 anos De 18 a 20 anos De 21 a 25 anos De 16 a 17 anos Q104. Que idade você tinha quando começou a tomar bebida alcoólica? DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS Idade que começou a tomar bebida alcoólica por idade e sexo Espontânea e única – em % Masculino 40,4 32 , 25 19,7 21,2 17,4 16,7 De 15 a 19 anos 19,4 11,4 18,9 18,3 16,2 De 20 a 24 anos 14 16,2 13,2 De 25 a 29 anos 66,7 Feminino De 14 a 15 anos , 42,6 17,9 26,4 19,8 18,9 Até 13 anos De 16 a 17 anos De 18 a 20 anos 17 15,6 7,8 17 17 14,4 7,2 De 15 a 19 anos De 20 a 24 anos 7,2 4,5 De 25 a 29 anos Q104. Que idade você tinha quando começou a tomar bebida alcoólica? De 21 a 25 anos DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS Contato com a maconha Estimulada e múltipla – em % É usuário 2,9 Já experimentou Já segurou na mão Já ofereceram 15,8 23,9 47 Já viu alguém fumando 74,8 Conhece alguém que usa 78,3 Q105. Sobre a maconha, você: DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS Idade com que experimentou maconha pela primeira vez por idade e sexo Estimulada e múltipla – em % Masculino Menores de 10 anos De 11 a 13 anos 32,5 32,5 29 30,4 29,6 14 anos 27,8 De 15 a 16 anos , 17,5 17,5 16,7 9,3 11,6 0 De 15 a 19 anos De 17 a 18 anos 17,4 0 19 ou mais 13 10,1 Feminino 3,7 1,4 De 20 a 24 anos 50 De 25 a 29 anos 37,5 36,4 , 27,8 22,7 18,2 22,7 22,2 22,2 16,7 12,5 11,1 0 0 0 De 15 a 19 anos De 20 a 24 anos De 25 a 29 anos Q106. Caso já tenha experimentado, quantos anos você tinha quando experimentou maconha pela primeira vez? DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS Contato com o Crack Estimulada e múltipla – em % É usuário Já experimentou 1,1 5,2 Já segurou na mão Já ofereceram Já viu alguém fumando Conhece alguém que usa Q108. Em relação ao crack, você: 9,7 18,9 35,7 50,7 DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS Contato com a cocaína Estimulada e múltipla – em % É usuário 0,5 Já experimentou Já segurou na mão Já ofereceram Já viu alguém cheirando Conhece alguém que usa Q111. Sobre a cocaína, você: 6,8 11 20,3 35,6 44,5 VIOLÊNCIA E SEGURANÇ SEGURANÇA PÚ PÚBLICA VIOLÊNCIA E SEGURANÇA PÚBLICA Perda de pessoas próximas, em morte violenta Estimulada e única – em % 42,4 57,6 Já perdeu Nunca perdeu Q113. Você já perdeu algum parente ou amigo de forma violenta ou trágica? VIOLÊNCIA E SEGURANÇA PÚBLICA Perda de pessoas próximas, em morte violenta Estimulada e única – em % Masculino 67,3 61,2 56,7 43,3 Já perdeu 38,8 , Nunca perdeu 32,7 Feminino 55 54,8 53,3 De 15 a 19 anos De 20 a 24 anos De 25 a 29 anos 45 46,7 45,2 , De 15 a 19 anos De 20 a 24 anos Q113. Você já perdeu algum parente ou amigo de forma violenta ou trágica? De 25 a 29 anos VIOLÊNCIA E SEGURANÇA PÚBLICA Vínculo com as pessoas próximas que morreram de forma violenta, por idade e sexo Estimulada e única – em % Amigo (a) 42,9 6,1 Irmão (a) 20,3 Primo (a) 19,5 Tio (a) Pai/mãe 3,2 Avô/Avó 2,7 Marido/ex-marido/namorado/ex-namorado Outros Q114. O que essa pessoa era sua? 0,9 4,4 VIOLÊNCIA E SEGURANÇA PÚBLICA Causa Mortis das pessoas próximas que morreram de forma violenta Estimulada e única – em % 4,3 59,3 36,3 Morreu assassinado Q115. Qual foi a causa da morte? Acidente de trânsito Suicídio VIOLÊNCIA E SEGURANÇA PÚBLICA Conhece quem já sofreu violência sexual? Estimulada e única – em % sim 34 não Q116. Você conhece alguém que já sofreu algum tipo de violência sexual? 66 VIOLÊNCIA E SEGURANÇA PÚBLICA Conhece quem já sofreu violência sexual? Por idade e sexo Estimulada e única – em % Masculino 74,3 68,5 33,8 31,5 25,7 66,2 , Feminino De 15 a 19 anos De 20 a 24 anos De 25 a 29 anos 62,8 62,5 61,4 Sim Não 37,5 38,6 37,2 , De 15 a 19 anos De 20 a 24 anos Q116. Você conhece alguém que já sofreu algum tipo de violência sexual? De 25 a 29 anos VIOLÊNCIA E SEGURANÇA PÚBLICA Número de vezes em que foi assaltado Espontânea e única – em % 24,2 58,7 8,7 0,9 3,6 1,8 2,1 Uma vez Duas vezes Três vezes Quatro vezes Cinco vezes De 6 a 10 vezes Acima de 10 vezes Q118. Alguma vez você foi assaltado(a) na rua ou em casa? Ao todo quantas vezes? VIOLÊNCIA E SEGURANÇA PÚBLICA Número de vezes em que foi assaltado por idade e sexo Espontânea e única – em % 60,3 Masculino 54,9 51,8 , 33,3 27 19,9 10,3 4,8 7,7 1,4 3,4 0 De 15 a 19 anos 4,2 2,4 6,6 0,6 0 De 20 a 24 anos 66 Feminino 2,5 3,3 3,3 2,5 Uma vez Duas vezes Três vezes De 25 a 29 anos Quatro vezes Cinco vezes 64 De 6 a 10 vezes Acima de 10 vezes 58,9 , 23,4 20,4 18,6 14 7,8 2,9 1 1,9 0 De 15 a 19 anos 5,4 3,9 2,7 3,6 0,9 0 De 20 a 24 anos 0,8 0,8 3,1 De 25 a 29 anos Q118. Alguma vez você foi assaltado(a) na rua ou em casa? Ao todo quantas vezes? VIOLÊNCIA E SEGURANÇA PÚBLICA Sofreu violência por policiais Estimulada e única - em % 26,7 73,3 sim não Q117. Você já foi abordado de forma violenta(moral ou física) por policiais? VIOLÊNCIA E SEGURANÇA PÚBLICA Sofreu violência por policiais por idade e sexo Estimulada e única - em % Masculino 62,8 49,5 50,5 51,5 48,5 37,2 , Sim Feminino Não 92,4 De 15 a 19 anos De 20 a 24 anos 91,8 87,6 De 25 a 29 anos , 7,6 De 15 a 19 anos 12,4 De 20 a 24 anos 8,2 De 25 a 29 anos Q117. Você já foi abordado de forma violenta(moral ou física) por policiais? VIOLÊNCIA E SEGURANÇA PÚBLICA Contato com uma arma de fogo? Estimulada e única - em % 48,3 51,7 Sim Q120. Você já segurou uma arma de fogo? Não VIOLÊNCIA E SEGURANÇA PÚBLICA Contato com uma arma de fogo por idade e sexo Estimulada e única - em % Masculino 74 69,1 52,2 47,8 , 30,9 26 Feminino 68,1 De 15 a 19 anos De 20 a 24 anos 65,5 65,3 De 25 a 29 anos 31,9 De 15 a 19 anos Q120. Você já segurou uma arma de fogo? 34,5 34,7 , Sim Não De 20 a 24 anos De 25 a 29 anos VIOLÊNCIA E SEGURANÇA PÚBLICA Como combater a violência por escolaridade Espontânea e única - em % 42,3 11 14,1 , 7,1 1 4,3 7,4 7 2,8 1,8 1,8 Conscientização/desarmamento Investimento em segurança pública e no policiamento Diminuição da maioridade penal Mais rigor na aplicação das leis Investir em educação Oportunidade de emprego Pena de morte/matar bandido Acabar com o tráfico de drogas Investir em projetos sociais para a juventude Acabar com a desigualdade social Outros Q122. Na sua opinião, o que deveria ser feito para combater a violência? VIOLÊNCIA E SEGURANÇA PÚBLICA Como combater a violência por escolaridade Espontânea e única - em % Conscientização/desarmamento Investimento em segurança pública e no policiamento Diminuição da maioridade penal 50,1 45 Mais rigor na aplicação das leis Investir em educação , Oportunidade de emprego Pena de morte/matar bandido 13,3 0 13,3 101,7 5 6,7 5 0 Acabar com o tráfico de drogas 11 0,2 6,8 6,8 6,8 0 Fundamental I 3 1,9 10,3 3,3 Investir em projetos sociais para a juventude Acabar com a desigualdade social 0 Outros Fundamental II 41,1 32,2 28,2 , 15,2 10,6 8 1,4 6,4 7,2 3,1 4,1 1,5 1,4 Ensino Médio 9,4 5,4 8,9 2,5 0,5 1 Ensino Superior Q122. Na sua opinião, o que deveria ser feito para combater a violência? 6,4 3,5 2