www.yeshuachai.com.br Por rosh Mosheh ben Shalom ISRAEL E A CONTAMINAÇÃO PELO CRESCENTE VISÍVEL ( PARTE II ) Introdução: Este segundo artigo sobre o tema do crescente visível visa mostrar de forma clara e concisa que originalmente o início de cada mês bíblicohebreu era diferente dos meses judaicos atuais. Os meses eram iniciados baseados na convergência lunar. Isto é, quando a lua se alinha entre o sol e a terra. Outro nome dado a este fenômeno é Lua Astronômica, hajavisto, que a ciência desprovida de religiosidade não pode basear o início do mês lunar no crescente visível, uma vês que o crescente sempre aparece de 1 a 3 dias após o alinhamento ou a convergência. Minha motivação maior para escrever sobre o assunto é favorecer quem não compreende bem o assunto e de certa forma, esclarecer do porque a Kehilat Yeshua Chai não celebra os Moedim (tempos festivos) da Torah juntamente com o atual judaísmo (que tem sua base doutrinal na halacha (talmude)). CRESCENTE VISÍVEL OU ALINHAMENTO LUNAR? O QUE É UM CRESCENTE VISÍVEL? - O crescente visível é a primeira linha de luz que aparece no céu que pode ser percebida a olho nu após a mesma ter minguado. O QUE É UMA CONVERGÊNCIA LUNAR? - A convergência é o alinhamento da lua entre o sol e a terra, conhecida cientificamente como “O ponto zero”, neste momento a parte da lua que fica voltada para a terra, por razão de bloquear a luz solar, fica totalmente 1 www.yeshuachai.com.br obscurecida. Como já disse, por estar alinhada (como os ponteiros dos relógios) registra o ponto de partida para uma nova fase. O primeiro instante a partir do alinhamento já é chodesh (lua nova), diferentemente do avistar o crescente visível que somente ocorre de um a três dias depois do ponto zero da lua. Mas afinal, a lua nova deve ser estabelecida pelo crescente visível ou pela convergência (alinhamento lunar)? Bem, para responder esta pergunta apelaremos para o fator histórico a ser discutido neste estudo. CALENDÁRIO SAMARITANO No The Samaritan Calendar temos a confirmação que os Shomronim (samaritanos) declaravam a lua nova no momento da conjunção (alinhamento) quando a mesma estava completamente oculta: “Os sacerdotes proclamam duas vezes ao ano na semana precedendo simut Pessach e Simut Sucot,... sessenta dias antes da Páscoa e de Tabernáculos, calendários para os próximos seis meses e recebem ao mesmo tempo o “resgate” de Êxodo capítulo trinta do verso onze ao dezesseis. A palavra Simut significa “encontro”, “conjunção”, i.e. a conjunção do sol e da lua... O mês samaritano é lunar e é o ciclo de um número de noites entre duas conjunções adjacentes da Lua Nova” Lembrando que os samaritanos não seguiam o calendário farisaico da época. Eles tinham um método mais puro e genuíno para marcar os moedim (os tempos apontados) de Hashem. Neste ponto os samaritanos tinham pleno apoio dos Tsedukim (saduceus), que também se baseavam na lua astronômica, a “lua oculta”. Neste aspecto, os parushim (fariseus) eram os únicos que insistia em observar lua nova pelo crescente visível. O atual Estado de Israel, pela predominância ortodoxa (que se gaba em dizer que pertencem a ramificação farisaica) anuncia o novo mês pelo avistar do crescente visível. 2 www.yeshuachai.com.br OS SHOMRONIM VERSUS PARUSHIM A Mishinah em B. Rosh hashanah 22b relata a controvérsia dos samaritanos e fariseus sobre o verdadeiro momento em que acontece a lua nova: “Originalmente eles acostumavam ascender fogueiras. Quando os cuteus (samaritanos) adotaram cursos malignos, eles fizeram uma estratégia para que mensageiros saíssem” Primeiramente se faz necessário saber que o relato mishnaico que acabamos de ler foi escrito pela ótica farisaica. Quando diz que os samaritanos “adotaram cursos malignos” isto deve ser analisado apenas pelo prisma farisaico. É no mínimo um julgamento parcial. É claro que está se referindo a maneira em que os samaritanos declaravam rosh chodesh. Os samaritanos de forma nenhuma assimilaram a forma farisaica de declarar rosh chodesh (lua nova) pelo avistar do crescente visível. E os relatos históricos apontam o apoio total também dos saduceus, neste caso, aos samaritanos. Mas o conteúdo da leitura se dá pelo fato dos fariseus estarem sendo enganados pelos cuteus (samaritanos) concernentes a sua celebração do chodesh. Como os samaritanos observavam a lua nova na convergência lunar de 1 a 3 dias antes dos fariseus, então seu chodesh acontecia sempre antes do método farisaico que esperava o primeiro fio de luz aparecer no céu. Sabemos também que o chodesh não podia ser declarado por qualquer pessoa, mas precisava ser atestado pelos anciãos e pelo conselho de Israel. Antes dos incidentes ocorridos com os cuteus, qualquer pessoa podia avistar o crescente e levar as “boas novas” a liderança religiosa (sanhedrin – sinédrio) de Israel que, imediatamente acendia fogueiras que serviam se sinal para avisar a todo o povo israelita que a lua nova havia chegado. No talmud também há relatos que os sadudeus também tentavam boicotar os chodeshim dos parushim (fariseus). E como isto se 3 www.yeshuachai.com.br dava? É simples, eles acendiam fogueiras antecipadamente às dos fariseus exatamente quando o alinhamento ocorria, na lua escura. O povo pensava que era um sinal dos fariseus e acabava por celebrar o chodesh na conjunção, antes do crescente visível ocorrer. Mishinah em B. Rosh hashanah 22a: “Se aquele que não é conhecido deles, eles enviam outro com ele para certifica-lo. Antigamente o testemunho a cerca da lua nova era recebido de qualquer um. Quando, porém os boetusianos (nome dado aos saduceus) adotaram cursos malignos, foi ordenado que o testemunho fosse apenas recebido de pessoas conhecidas” Para que a liderança farisaica não fossa mais “enganada” pelos boetusianos (i.e. saduceus, título devido Boetus nome do fundador do partido) sobre a lua nova, foi ordenado que somente pessoas conhecidas podiam dar testemunho sobre o avistar do crescente visível. Outra passagem mishnaica interessante é a seguinte: “Que curso maligno os boetusianos adotaram? Uma vês os boetusianos tentarem confundir os sábios. Eles contrataram dois homens por 400 zuzim, um pertencente ao nosso partido e outro ao deles. Ao nosso homem disseram: Diga-nos como você viu a lua. Ele respondeu: Eu ascendia à subida Adumim, e eu vi entre duas rochas, sua cabeça como a do gado, e suas orelhas como a corsa, e seu rabo entre suas pernas e eu vi e me assustei e caí para trás, e se vocês não acreditarem em mim é por que eu tenho 200 zuzim amarrados em minha capa. Eles lhe disseram: Quem lhe disse para dizer tudo isso? Ele respondeu: Eu ouvi que os boetusianos buscavam confundir os sábios, então eu disse: Irei eu mesmo e direi a ele, por temor que homens não confiáveis viessem e enganassem os sábios” 4 www.yeshuachai.com.br Talvez este relato do mishnah seja uma falácia contra os saduceus. Mas uma coisa é certa, os saduceus divergiam dos fariseus a respeito do momento em que a lua nova ocorria. Isto é claro, fazia com que os dias de festas caíssem em dias alternados entre uma seita e a outra. Toda esta questão fazia com que as seitas se odiassem. Primeiramente os saduceus predominava em Israel. A perseguição aos fariseus foi tão ferrenha que quase os levou a extinção. Nesta época, as leis e o serviço na beith HaMikdash era controlado pelos tsedukim (saduceus). No entanto, já no primeiro século da era comum os fariseus conseguiram uma reviravolta e suas ideias se alastraram ganhando em muitos aspectos, o apoio do povo comum. A guerra entre os dois partidos somente foi controlado pela imposição romana na região de Israel. Como pode se constatar, tanto o método do avistar o crescente visível quanto à conjunção (lua escura) não são métodos modernos, mas muito antigos. Pense que a Brit Hadashá (Novo Testamento) menciona que Yeshua ceou a Pessach pelo menos um dia antes dos Parushim. O mais interessante é que a brit hadashá relata o cuidado de Yeshua ao momento certo do jantar noturno, pois afirma: “Foram, pois, e acharam tudo como lhes dissera e prepararam a páscoa. E, CHEGADA A HORA, pôs-se Yeshua à mesa, e com ele os apóstolos” Lc 22:14 A expressão “chegada a hora” mostra o cuidado de Yeshua ao celebrar sua pessash. No entanto, sabemos que após sua ceia ele se retirou ao jardim e dentro da noite foi pego pelos soldados do templo. Na manha do dia 15º de abibe que era um shabat ele foi julgado condenado e executado. É claro que os parushim jamais fariam isto em um shabat. Não restam dúvidas que a pessach de Yeshua estava baseada em um calendário diferente do usado pelos fariseus naquela época. Na manhã após a ceia de Yeshua os fariseus ainda celebrariam seu Pessach, vide: 5 www.yeshuachai.com.br “Depois conduziram Yeshua da presença de Caifás para o pretório; era de manhã cedo; e eles não entraram no pretório, para não se contaminarem, mas poderem comer a páscoa” Yohanam (Jo)18:28 Repare que os parushim de manhã, após Yeshua ter ceado, ainda estavam se cuidando para não se contaminar (o lugar chamado pretório era lugar de contato gentio), pois eles ainda haveriam de cear. Outro fator determinante é a ausência dos saduceus no julgamento de Yeshua. Todas as referências que temos apontam somente os fariseus em seu julgamento. A ausência dos Tsedukim chega a ser gritante, pois sabemos que Yeshua também era criticado pelos saduceus. Então o porquê dos saduceus não estarem presentes no julgamento de Yeshua? Será porque naquela manhã também era um shabat para eles? Apesar de ser óbvio o raciocínio, pois somente um motivo de força maior os tiraria deste acontecimento, tenho que alertar que é apenas uma forte suposição! Há também registro na brit hadashá que no julgamento de Yeshua, nem todo o sanhedrin (sinédrio) estava presente, e quando cita, apenas especifica os fariseus: “No dia seguinte, isto é, o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus perante Pilatos” Mt 26:62 Esta discussão sobre Yeshua ter ceado um dia antes dos fariseus fez com que o então papa João Paulo II afirmasse que naquela época havia dois calendários simultâneos, e isto se dá pelo fato de “Jesus” ter tomado sua ceia um dia antes da dos fariseus. Segundo o papa, Ele baseou sua celebração no calendário dos essênios. Mas a pergunta é, se os moedim (festas bíblicas) eram baseadas no mês lunar, então porque tanta divergência? Bem, a resposta está em uma observação diferente para se datar a chegada da lua nova. Lembrando que 6 www.yeshuachai.com.br tanto Yeshua, quanto os essênios, samaritanos e saduceus divergiam do calendário farisaico – Babilônio naquela época. UMA SEITA E DOIS MÉTODOS Sabe-se historicamente por linhas talmúdicas (rosh hashanah habá 8a-b), que os fariseus comportavam os dois métodos de se basear a lua nova, para onze meses do ano o método empregado era o crescente visível, no entanto, para o sétimo mês e apenas neste, a forma usada para decretar o novo mês era a observância da lua astronômica, quando a mesma está totalmente obscurecida. Isto põe os parushim em contradição própria, pois se deve acreditar que se o primeiro método está correto, então o segundo deve, por consequência disto estar errado. Vale lembrar que os shomronim (samaritanos) e os tsedukim (saduceus) optavam apenas pelo segundo método para decretar rosh chodesh (lua nova) em todos os 12 meses do ano, isto é, a conjunção ou convergência, chamada atualmente no meio científico, como já dito, lua astronômica. Fica a questão de o porquê dos fariseus utilizarem a lua astronômica apenas para o sétimo mês. Dando assim, razão, neste mês, para a forma utilizada por seitas inimigas. Posso supor que algo de muito especial devia acontecer neste sétimo mês todos os anos! Este é o mês de três grandes moedim, Yom teruah (1º do mês = lua nova), dez dias depois, Yom kippur (10º do 7º mês), e sucot após cinco dias (dia 15º ao 22º). Sabemos que destas datas importantes citadas o Yom Kippur (dias da expiação) é o dia mais solene do ano bíblico, conhecido no meio do judaísmo farisaico como o “Sábado dos Sábados”. O Kohen haGadol (Sumo sacerdote) tinha que se preparar e se consagrar por sete dias para este momento crucial. E apesar da importância de todas as outras chagim (festividades) e solenidades, Hashem explicita em grau mais elevado a importância de se observar, na data apontada e correta, o Yom Kippur. Hashem diz que se um Kohen errar o dia da solenidade e entrar no santuário, mais especificadamente no 7 www.yeshuachai.com.br Kadosh haKadoshim (Santo dos Santos) na data errada, o tal Kohen seria punido com a morte: “Disse, pois, o YHWH a Mosheh (Moisés): Dize a Aaron, teu irmão, que não entre em todo tempo no lugar santo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra” Vaykrá (Lv) 16:2 Naturalmente não é difícil de supor o porquê dos parushim mudarem o método de contagem para o estabelecimento da lua nova somente no sétimo mês. O sétimo mês era o mês que decretava Yom Kippur, se eles estivessem se baseando em um método errado (crescente visível) naturalmente ocorreria de o kohen entrar para além do véu de um a três dias fora da data estabelecida e fatalmente perderia sua vida. É claro que não é bom pagar para ver! Por outro lado, se o método da lua encoberta fosse errado jamais o sacerdote utilizaria justamente para este sétimo mês. Mais tarde, devido a inexistência da Beit HaMikdash (Templo Sagrado), obviamente já não existia esta problemática, pois os sacerdotes não tinham mais que entrar no Kadosh haKadoshim (Santo dos Santos). Então somente a partir deste ponto, passaram a adotar o crescente visível para todos os 12 meses do ano e mesmo assim houve debates dentro do próprio partido. Lembrando que o crescente visível foi um método emprestado de Bavel aos israelitas, apesar de não ser originalmente oriundo da Babilônia. Mas está relacionado (conforme mostrado na primeira sessão deste estudo) com todos os povos pagãos e é indissociável da adoração lunar. Por outro lado, não encontramos nenhum indício histórico que comprove paganismo pela lua astronômica em sua convergência. Crescente visível em hebraico Todas as vezes que a expressão Saharon associada ao crescente 8 www.yeshuachai.com.br parece nas Escrituras sempre conota idolatria e reprovação por parte de Elohim: “21 - Então disseram Zebach e Tsalmunah: Levanta-te tu mesmo, e acomete-nos; porque, qual o homem, tal a sua força. Levantando-se, pois, Guid’on, matou Zebach e Tsalmunah, e tomou os (saharonim) crescentes que estavam aos pescoços dos seus camelos... 26 - E foi o peso das arrecadas de ouro que ele pediu, mil e setecentos siclos de ouro, afora os (saharonim) crescentes, as cadeias e as vestes de púrpura que os reis de Midiã trajavam, afora as correntes que os camelos traziam ao pescoço” Shoftim (Jz) 8:21,26 A expressão volta a aparecer em Yeshaiahu em forma de reprovação: “Naquele dia tirará YHWH os seus enfeites: os anéis dos artelhos, as toucas, os colares em forma de meia lua (saharonim)” Yeshayahu/Isaías 3:18 Em contra partida a expressão Chodesh arcaicamente era empregada para algo encoberto, somente depois, por extensão, passara a significar mês. Mas por quê? Porque os meses bíblicos arcaicos eram decretados enquanto a lua estava oculta. Repare Tehilim/Salmos 81:3: “Tocai shofar no chodesh, na kesseh para o dia da nossa chag” Agora repare como os próprios parushim (fariseus) em (rosh hashanah habá 8a-b dá a interpretação do texto acima: “...Porque está escrito: Soe o chifre na lua nova, no tempo encoberto, no dia da nossa festa” Eles certamente interpretaram chodesh como lua nova e kesseh como tempo encoberto (lua escura) e chag como “o dia da nossa festa”. No entanto, é válido lembrar que “o dia da nossa festa” não condiz com o original. Encontramos em hebraico “L’yom chaguêinu - para o dia da nossa festa” e não “B’yom cheguêinu – No dia da nossa festa”. Então o texto de 9 www.yeshuachai.com.br Tehilim 81 convoca o povo para se preparar para a chag (festa). O contexto de Tehilim fala sobre “Libertação do Egito”, então é claro que o texto aponta para que o shofar seja tocado, no primeiro dia do ano, ou seja, 1º de Aviv, para que haja uma preparação por parte do povo para uma peregrinação à Yerushalaim (Jerusalém). Lembrando que a Pêssach (Páscoa) ocorre sempre 14 dias após o ano novo. Os parushim tentam com muito esforço jogar a passagem de Tehilim 81 para o 7º mês: - Primeiro: Numa tentativa de justificar a celebração do ano novo no 7º mês (o ano novo babilônio se dava justamente no sétimo mês, é de lá que vem a expressão Tshirei, assim como ocorre também com todos os outros nomes de meses judaicos extra-bíblicos: Fiz questão de colocar a imagem real da página, por considerar este, talvez, o sidur mais propagado (aquele de capa azul) até mesmo no meio messiânico. - Segundo: Na tentativa de justificar de o porquê da mudança de método para estabelecer lua nova no sétimo mês deixando o crescente visível de lado. Como já foi dito, é muito mais provável que fosse pelo medo de entrar no Templo fora da data correta, do que propriamente dito, por esta falsa interpretação do Tehilim. 10 www.yeshuachai.com.br Ot (Sinal visível) Uma argumentação muito fraca dos que afirmam a tese da lua nova ser no crescente visível é que a lua nova seria um Ot (sinal) visível no céu. Então raciocinam que se nesta época a lua não pode ser contemplada, então, sentenciam os mesmos que não pode ser um Ot (sinal) a lua encoberta. Refutação: Todas as quatro fases da lua são Otot (Sinais visíveis), a lua encoberta (nova), quarto crescente, cheia e quarto minguante. O fato de a lua estar encoberta não significa em hipótese alguma que este fenômeno natural não seja visível. Só pelo fato de você não a vir e perceber sua ausência, isto já lhe vale como um Ot (sinal visível), sem contestação. Infelizmente nosso querido povo de Israel, por seguir os princípios místicos dos rabinos kabalistas, tem em sua grande maioria, entrado por este caminho. Alguns simplesmente afirmam taxativamente: “EU SIGO A ISRAEL” Falam isto na tentativa de divinizar tudo o que vem do moderníssimo Estado judaico. Sabemos é claro que Elohim esta com seu povo, mas nem sempre seu povo esta com Elohim. Por isto, Hashem tem profetizado um espírito de purificação de pecados, para levar as iniquidades (transgressão da Torah) de seu querido povo. Vale lembrar que em sua maioria, desde sua meninice Israel vem se apostatando de Elohim e Elohim corrigindo seus eleitos. É importante salientar que Yehoshua e Kalev (Josué e Calebe) Não seguiram ao povo de Israel, mas ao dito de Hashem, a história nos conta que somente os dois foram dignos de entrarem na terra prometida. Portanto sejamos maduros o suficientes para seguir ao povo de Israel com a Torah aberta nas mãos. Dentre a imensa multidão, somente os restauradores de veredas antigas (Torah) entrarão pela porta com o Rei! 11 www.yeshuachai.com.br Conclusão: - Lua nova é o período em que a lua esta oculta (lua astronômica); - Crescente visível acontece de 1 a 3 dias após a convergência lunar e é quando o primeiro fio de a luz pode ser visto no céu; - Seitas adeptas do crescente visível: Parushim/ fariseus; - Seitas adeptas da lua astronômica: Partido dos Shomronim/samaritanos, Tsedukim (saduceus) e, como tudo indica, Yeshua. - Idolatria associada com a lua astronômica: Nenhuma. - Idolatria associada com o crescente visível: Todos os povos adoradores da lua (inclusive Babilônia) a adoravam pelo o avistar do crescente visível. Nas Escrituras aparece SAHARON como referencia ao crescente visível (meia lua), sempre ligado à idolatria. - Quantos métodos usavam os parushim para declarar lua nova? Dois. Crescente visível nos 11 meses e lua astronômica apenas no 7º mês. - Quantos métodos usavam os partidários da oposição, saduceus, samaritanos e essênios? Um. Apenas a lua nova astronômica. Hoje é possível saber com precisão quando a lua oculta (lua nova) ocorre. Temos a lua filmada via satélite e qual grau de visibilidade ela se encontra no momento. Tudo ao vivo. Além disso, estaremos postando antecipadamente os chodeshim a cada mês sucessivamente. www.yeshuachai.com.br Kehilat Israelita Beith Tefilá Yeshua Chai (Sediada no Estado do Espírito Santo) 12