ISSN 1679-0189
o jornal batista – domingo, 21/12/14
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Órgão Oficial da Convenção Batista Brasileira
Fundado em 1901
1
Ano CXIV
Edição 51
Domingo, 21.12.2014
R$ 3,20
2
o jornal batista – domingo, 21/12/14
reflexão
EDITORIAL
O JORNAL BATISTA
Órgão oficial da Convenção Batista
Brasileira. Semanário Confessional,
doutrinário, inspirativo e noticioso.
Fundado em 10.01.1901
INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189
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INTERINOS HISTÓRICOS
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A.B. Christie (1923).
ARTE: Oliverartelucas
IMPRESSÃO: Jornal do Commércio
H
á muito tempo eu
venho pensando
sobre o sentido
do Natal, sobre o
que ele significa para mim, o
que reflete em minha vida e
qual tem sido a minha postura na data. Para muitos, é
um momento de casa cheia,
família reunida, mesa farta,
conversas alegres e muitas
risadas. Porém, em muitos lares, essa não é a realidade. A
comemoração simplesmente
não existe, a data é lembrada como outra qualquer.
Existem diversos argumentos
para isso, e um dos mais
recorrentes é a morte de um
ente querido.
Quando se perde alguém
que se ama, as datas comemorativas parecem não fazer
mais sentido, tornam-se tristes, causam dor e provocam
lágrimas. Mas, e o Natal?
Como o cristão que carrega
no peito a dor da perda pode
celebrar com alegria esse
momento?
Desde que comecei a questionar a representação do
Natal em minha vida, percebi
que a ausência de alguém
que eu amava estava destruindo a festa que eu deveria
fazer em comemoração ao
nascimento do meu Salvador,
do meu Amigo, do meu Pai,
do meu querido Rei e Consolador Jesus Cristo.
Pode até parecer duro e
insensível da minha parte
falar isso, mas ao olhar para
o sacrifício de Deus, ao enviar seu único filho por amor
a mim, por amor a você,
ao vê-lo sofrer, apanhar, ser
cuspido, traído, e tudo isso
por nossa causa, me faz olhar
para minha vida e ver o quão
egoísta sou. O Natal é para
festejarmos com alegria a
vida do Senhor dos senhores,
e não para pensar em nós
mesmos. É um dia onde Ele,
mais do que em qualquer
outro, merece ser exaltado.
É difícil entender, mas do
pó viemos e para o pó voltaremos, não podemos deixar
que as coisas deste mundo
nos afastem de Deus, o Criador. As pessoas que estão
ao nosso redor são e devem
ser importantes, contudo,
quando elas se vão, não há
como trazê-las de volta. O
que podemos ter certeza é
que não somos deste mundo
e que fomos resgatados das
trevas por um alto preço,
somos livres, somos amados
por Cristo.
E, por mais que tenhamos
muitos parentes e amigos,
mesmo se todos fossem embora, nos abandonassem ou
falecessem, Jesus, aquele que
nasceu e cresceu como nós,
sempre estará ao nosso lado.
Ele está vivo e deseja caminhar conosco, festejando
todas as nossas conquistas e
realizando os sonhos dEle em
nossas vidas.
Assim, por que nós, pecadores, não podemos abrir
mão do nosso eu, nem que
seja por um dia, para festejar o aniversário daquele
que nos chama de filhos, de
amigos, e abriu mão de sua
vida por amor a nós? Hoje eu
entendo o sentido do Natal e,
por mais simples que pareçam, têm sido os melhores da
minha vida, porque aprendi
que a data, mesmo que não
seja a exata, trouxe o meu
melhor presente: Jesus Cristo.
E você, já parou para refletir
o que o nascimento de Jesus
representa em sua vida? (PF)
o jornal batista – domingo, 21/12/14
reflexão
Cleverson Pereira do Valle,
colaborador de OJB
E
stamos em dezembro, um mês muito
movimentado. É o mês
das festas. Em dezembro
comemora-se o Natal, quando
as ruas estão enfeitadas, as lojas
ficam abarrotadas de gente, um
corre-corre que deixa o trânsito
muito mais lento.
Infelizmente, muita gente
nem sabe o que se comemora
no Natal.
Israel Belo de Azevedo,
pastor da Igreja Batista
Itacuruçá - RJ
S
ou cristão, mas não
gosto do Natal. Não
gosto do Natal porque
é aquela época em
que a solidariedade se transforma em uma obrigação,
cumprida sem o sentimento
que deveria alimentá-la. Por
isso, os orfanatos podem se
encher de presentes, geralmente velhos e quebrados,
e os hospitais podem ver
trocado o perfume dos seus
corredores e repletas de maçãs as mesinhas de cabeceira
dos internos, e os asilos podem se encher de netos, reais
ou postiços, e lembranças
materiais, sem que os gestos
sejam filhos da verdadeira
solidariedade, aquela que
jamais nasce da culpa.
Não gosto do Natal porque
é aquela época em que a
fraternidade se transforma
em uma espécie de abertura
geral do Carnaval seguinte,
com luzes fortes, decorações
bonitas e mesas belamente
compostas. Por isso, a música pode tocar no volume
que se quiser, as gargalhadas
podem ultrapassar os salões
e os cumprimentos podem
ser ruidosos, sem que ali
estejam irmãos verdadeiros,
cujo interesse desinteressado
um pelo outro se manifesta
sem que se tenha à mão um
calendário.
3
As pessoas trocam presentes, comem peru, chester,
nozes e fazem a ceia à meianoite do dia 24 de dezembro.
Festas regadas a bebidas,
muitas histórias engraçadas,
risos para lá e para cá. E assim o Natal é comemorado.
Comemora-se o quê? Será
que as pessoas sabem o significado do Natal? Para muitas
crianças, o Natal resume-se
na chegada do Papai Noel,
panetone e recebimento de
presentes. Natal é sinônimo
de festa, churrasco com amigos, amigo-secreto e confraternização em família.
Será que o Natal resumese a isso? Não há mais nada
para comemorar no Natal?
Evidente que sim, Natal para
os cristãos tem um significado especial. O Natal é nascimento. Mas, quem é que
nasceu?
Nós, cristãos, comemoramos o nascimento de Jesus
Cristo. Sim, Ele é a razão de
ser do Natal. Um natal sem
Cristo não é Natal. Não faz
sentido falar de Natal sem a
presença daquele que nasceu.
Jesus nasceu e, no Natal,
comemoramos a vinda dEle
a este mundo.
Jesus Cristo veio a este
mundo para salvar o que se
havia perdido.
Jesus Cristo nasceu e veio
a este mundo para nos dar
vida e vida abundante. O
Natal só faz sentido quando
colocamos o aniversariante
no seu devido lugar, lugar
de destaque, quando damos
a primazia a Ele.
O Natal só faz sentido
quando entendemos a nossa
situação espiritual, quando
somos dependentes de Deus.
Sem Ele, não podemos fazer
nada.
Para comemorarmos o verdadeiro Natal é necessário
crer em Jesus Cristo. O Natal
vem aí, que esse seja realmente o nascimento de Cristo Jesus em sua vida.
Não gosto do Natal porque é aquela época em que
a generosidade se transforma na espera, por vezes
ansiosa, do que se vai receber, o que aniquila completamente o espírito do dom.
Por isso, é legítimo duvidar
que os presentes sejam dádivas, porque desde cedo
se aprende a esperar o presente que, no dia seguinte,
será posto na rua para a
contemplação dos vizinhos,
em uma concedida autoinvasão de privacidade, em
uma exibição mórbida das
possibilidades financeiras
de quem deu e recebeu, em
uma afirmação cabal de que
ter é semelhante a ser.
Não gosto do Natal porque
é aquela época em que aqueles que não participam das
festas gordas podem ampliar
no coração o abismo que
separa sua realidade do nada
ou pouco ter da realidade do
tudo ou quase tudo ter. Por
isso, é honesto perguntar se a
grande festa da humanidade
não foi transformada em uma
afirmação de que as diferenças não existem e que não
devem ser superadas, uma
vez que fica a impressão de
que toda mesa tem, ignorando-se que umas têm demais,
outras têm pouco e outras
simplesmente não têm.
Também não gosto do Natal porque, para preservar a
minha vida, não devo sair
tranquilo com minha família
por ruas, avenidas e estradas,
obrigado a me refugir dos volantes bêbados. Igualmente,
não gosto do Natal porque,
para preservar a razão, não
devo sair pelas manjedouras
e convidar todos os pobres
para participar do meu banquete, de carnes nobres e bebidas fartas. Do mesmo modo,
não gosto do Natal porque, em
nome do bom-senso, não devo
usar nas festas de famílias a
mesma roupa com que vou
trabalhar todos os dias.
Definitivamente, porque
sou cristão, não gosto do
Natal, um aniversário muito
esquisito: o aniversariante
não comparece e seu nome
raramente é mencionado.
Porque sou cristão e não
gosto do Natal, reconheço
que ele é a oportunidade
da vivência das utopias da
solidariedade, da fraternidade e generosidade e da
inclusão. Reconheço e espero que elas sejam postas
em prática.
Porque sou cristão e não
gosto do Natal, reconheço
que ele é a oportunidade da
lembrança da vida dAquele
que nasceu para que essas
utopias fossem possíveis.
Reconheço e espero que essa
lembrança ilumine mais as
vidas do que as lâmpadas dos
arcos das ruas e dos castiçais
das casas.
Porque sou cristão e não
gosto do Natal, não posso
esquecer a parábola de Dostoievsky: um homem apareceu em uma cidade e se
pôs a ensinar a verdade, a
pregar o Evangelho e a curar.
Sua verdade contrariava a
verdade dos que se achavam
cristãos. Seu Evangelho contrariava o Evangelho dos que
se achavam evangélicos. Sua
cura contrariava o cânone
estabelecido da razão. Para
não pôr em risco a segurança
da comunidade, foi preso.
À noite, a autoridade
maior da cidade foi visitá-lo.
Abriu os ferrolhos da cadeia
e mandou que fosse embora.
O prisioneiro tentou argumentar que era Jesus Cristo. A autoridade maior não
mudou sua decisão: “Eu sei
que o senhor é Jesus Cristo,
mas nós vivemos muito bem
sem o senhor. Por favor, não
nos atrapalhe”. Eu queria um
Natal em que o aniversariante atrapalhasse a festa, feita
(sic!) em Seu nome.
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o jornal batista – domingo, 21/12/14
reflexão
GOTAS BÍBLICAS
NA ATUALIDADE
D’Israel, membro da Quarta Igreja Batista do
Rio de Janeiro, colaborador de OJB
OLAVO FEIJÓ
Pastor, professor de Psicologia
N
aquele dia tão especial
Sentia o pai saudades do filho
Pois naquela hora ele sabia
Onde ele estava, hoje, realmente
Por onde andava o filho querido
Que perambulava na estrada larga
Das grandes fantasias do passarinheiro
Que atraia muitos com suas mentiras
Já era Natal e aquele dia já amanhecia
Com pássaros cantando nos seus arvoredos
Natal:
a salvação
e um menino
A
quele desejo de ver seu filho
Por diversos anos desaparecido
Muito incomodava; ficava sofrendo
E roubava toda sua alegria
Mas o seu desejo pela sua fé
No Deus poderoso que bem conhecia
Suas orações do seu dia a dia
Fez, com que voltasse seu querido filho
Já pela manhã enquanto dormia
Sendo acordado repentinamente
T
inha já sofrido duras reprimendas
Já tinha tirado dos seus olhos vendas
Nascera de novo e agora era nova criatura
Aceitou Jesus como seu Senhor e seu Salvador
Sem qualquer mesura
quele seu filho havia voltado
E naquela casa houve alegria
Pois tinha chegado o filho perdido
Que tinha sumido sem deixar vestígios
L
á naquela casa e naquele lar
Aconteceu perdão no transcorrer do dia
Reconciliação e muitos afagos
Com seu pai dizendo: hoje recebi
O melhor presente de todos os Natais
Porque satanás já foi derrotado
Meu filho voltou e recuperado
Abraçou seu filho, beijou sua face
Mui calidamente o abençoou
Deu-lhe roupa nova; o alimentou
E saiu pela rua mui feliz da vida
Gritando pra todos: meu filho voltou!
Meu filho voltou! Deus seja louvado!
V
ocê está começando
a sentir um cheiro
de saudade no ar?
No imaginário da
geração mais antiga, o cipreste começou a exalar o perfume de muitas recordações.
Outrora, nas casas e igrejas,
as árvores eram plantadas em
uma lata de banha de 20 quilos, cheia de terra. As mães,
tias e avós faziam os enfeites:
saquinhos de bala, bonequinhos, estrelas de pano colorido e a iluminação pisca-pisca
que não podia faltar. A árvore
conseguia sobreviver até o
Dia de Reis, 06 de janeiro,
festa popular.
Tudo mudou para melhor.
As árvores são verdadeiras
obras de arte. Lindas, variadas, de todos os preços.
A maioria das crianças não
ganhava presentes como
hoje. Algumas conseguiam
ganhar roupas e sapatos
novos. Uma coisa deixou
saudade: a alegria. Havia
alegria, porque à medida
que os recursos financeiros
abastecem a sociedade e
quando se pode comprar
tudo sofisticado, automático
e barato, ao alcance de muito mais pessoas, a alegria
vai ficando para segundo
plano.
Precisa-se de pais e mães
afetuosos. Precisa-se de educadores que gostem de edu-
precisa ter muito dinheiro.
Imagina uma família que
tem todo bem material, mas
indiferente, uma escola com
internet e computadores para
todo lado, sem comunicação,
ou então uma igreja toda moderna e morna?
Foi para ensinar uma lição
eterna aos moradores do planeta Terra que o Rei do universo chegou, silenciosamente, e se instalou com a família
em uma hospedaria diferenciada, mas muito, muito feliz.
Sem ar-condicionado, porque a brisa do amor deu-lhes
o conforto necessário. Sem
camas confortáveis, porque
o verdadeiro conforto que o
homem precisa para dormir
bem é o conforto espiritual
de uma consciência reta. Sem
um farto café da manhã, porque o que alimenta mesmo
o homem é a fé, o “Pão da
Vida”. Não havia garçons, a
família foi assistida por anjos.
O Natal é uma excelente
oportunidade para a reflexão.
Não é só para servir um banquete regado à raiva, rancores, remorso, self-service de
tristezas e mágoas. Ou fazer
uma festa de amigo-secreto
no meio de inimigos declarados. É um espaço para servir-se à vontade a sobremesa
do prazer da comunhão, do
perdão, da paz, do propósito
de recomeço. Não precisa
de presentes, é preciso, sim,
acabar com a teimosia dos
ausentes.
O
A
Ivone Boechat,
colaboradora de OJB
nascimento do
menino Jesus foi
profetizado através de Isaías, mais
de 700 anos antes da era cristã. “Pois já nasceu uma criança. Deus nos mandou um menino que será o nosso rei. Ele
será chamado de “Conselheiro
Maravilhoso”, “Deus Poderoso”, “Pai Eterno”, “Príncipe da
Paz” (Is 9.6).
Poucas coisas eram tão desvalorizadas e tão desrespeitadas na antiguidade quanto as
crianças. Seu único valor era
serem mão de obra escrava
para os pais e outros adultos. Faz sentido, então, não
entender as razões divinas,
quando decidiu cumprir seus
desígnios eternos, a partir de
um menino. E mais: de um
menino pobre, nascido em
uma cidade sem prestígio.
Natal é o nascimento do
amor de Deus, no meio de
um contexto humano de injustiças e de desrespeito aos
valores das pessoas. É fácil,
hoje em dia, após mais de
20 séculos, comemorar “o
nascimento do Salvador”.
Entretanto, apesar de tantos
anos, ainda nos desafiam os
modos usados pelo Senhor
para nos revelar Seus projetos de transformar algumas
criaturas humanas em “filhos
de Deus”. Cada dia que vivemos como cristãos é mais
um desafio de aceitar a providência divina no meio das
nossas fragilidades humanas.
Por isso, todos os dias podem
ser Natal – porque, em cada
dia da nossa vida, o Senhor
pode fazer crescer em nós a
Sua vontade, Suas estratégias,
Seu amor. Cada dia pode ser
Feliz Natal.
“Porque um menino nos
nasceu, um filho se nos deu,
e o principado está sobre os
seus ombros, e se chamará
o seu nome: Maravilhoso,
Conselheiro, Deus Forte, Pai
da Eternidade, Príncipe da
Paz” (Is 9.6).
car. Há urgência. É importante educar para aprender a
valorizar a vida, as coisas pequenas - mas grandiosas -, as
conquistas, a luta. As pessoas
vão entulhando a casa de
enfeites de Natal, presentes,
comidas, passam por cima
dos clamores e necessidades
individuais do grupo familiar,
tropeçam na dor e na angústia dos que nem sabem mais
chorar e saem lá na frente,
erguendo a bandeira do Ano
Novo.
O Natal é, sim, uma data
importante no calendário. Ela
pontua e sublinha um espaço
para as pessoas se abraçarem,
conversarem, se alegrarem,
se amarem. Esse regozijo
contagia as gerações, não
o jornal batista – domingo, 21/12/14
reflexão
M
Isaltino Gomes Coelho
Filho, pastor (in memoriam)
O
Natal tem sido
combatido por
estranhos cristãos, que alegam
que o Natal é a festa pagã
do culto ao sol. Conclusão
precipitada. Tendo que escolher uma data, escolheu-se
aquela porque se considera
que Cristo é o Sol da Justiça,
como diz Malaquias 4.2.
Combatem a árvore de Natal,
dizendo-a resquício do culto
pagão às árvores. Esquecem
que a Bíblia se abre e fecha
com a presença de uma árvore, como lemos em Gênesis
3.9 e Apocalipse 22.14. Mas
o estranho é guardarem festas
judaicas, que se tornaram
festas pagãs, com o advento
de Cristo, sendo coisas passadas, à luz de Colossenses
2.16-17.
O cristianismo e a Bíblia
expressam as verdades de
Deus na cultura do povo, não
em uma cultura angelical.
Os quatro títulos duplos que
aplicamos a Jesus, em Isaías
9.6 (“Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da
Eternidade, Príncipe da Paz”),
eram usados na consagração
do novo Faraó, no Egito. O
profeta os aplicou a Jesus.
O domingo, dia do Senhor,
era o dia do culto ao sol, na
mitologia de alguns povos
europeus. Mas foi o dia em
que Cristo ressuscitou.
Não é preciso negar ou
modificar tudo porque se
descobriu um aspecto que
não corresponde ao que pensávamos. Isto é insensatez:
jogar tudo fora por causa de
uma parte. Meio entendimento é pior que nenhum
entendimento. Principalmente se produz estabanamento
intelectual.
Natal não é festa pagã. Isso
soa como falta de inteligência. É a comemoração do
nascimento de Jesus. Se a
data não foi 25 de dezembro,
qual é o problema? A Páscoa,
quando se comemora a morte de Cristo, cada ano cai em
um dia. Mas não invalida a
morte vicária de Cristo.
O legalismo e a postura
de alguns em reinventar e
redescobrir o Evangelho são
atitudes negativas. Pergunte-se a um cristão sincero,
não desses cheios de empáfia que descobriram que todo
mundo fez tudo errado até
hoje, o que ele comemora no
dia 25 de dezembro. Ele dirá:
“O nascimento de Jesus”.
Na falta de data específica,
ficou-se com esta. Qualquer
outra suscitaria uma crítica de
alguém. Que critiquem.
O erro não é comemorar o
nascimento de Jesus. O erro
é trocá-lo por Papai Noel, é
olhar o aspecto apenas humano e sentimental da ocasião
e esquecer o aspecto espiritual. Por isso, comemore o
Natal com gratidão a Deus.
Louve-o por seu filho, Jesus
Cristo, nosso Salvador.
ulher de Belém:
Meu marido era
o dono de uma
hospedaria em
Belém, onde nós hospedávamos os viajantes. Quando
se deu o recenseamento decretado pelo imperador Cezar Augusto, muitas pessoas
vieram de toda a Judéia, da
Galiéia, da Síria, do Egito,
de países longínquos para se
alistar em nossa cidade, pois
eram nascidos em Belém.
Certo dia, nós já estávamos
com a casa cheia de hóspedes, quando bateu à nossa
porta um jovem acompanhado da esposa, que precisava
de pousada. Ele nos explicou
que já tinham andado por
toda a cidade batendo de
porta em porta procurando
hospedagem e não haviam
encontrado um lugar para
passar a noite. Quando eu
olhei para a esposa daquele jovem, percebi que ela
estava em adiantado estado
de gravidez. Então, eu disse
para o meu marido: “O único
lugar onde eles podem ficar
abrigados do frio da noite é
na estrebaria. Vamos ajeitar
um lugar para eles ali”.
O rapaz entrou com sua esposa, nós isolamos um canto
da estrebaria e ali eles colocaram suas coisas e já se preparavam para passar a noite
deitados no feno, quando eu
percebi que a mulher estava
5
sentindo as contrações para
dar a luz. Mais que depressa
chamei as minhas amigas e
começamos a ajudar. Todas
perguntavam: “Mas aqui,
na cocheira? Isso lá é lugar
para nascer uma criança?”
Antes que nós pudéssemos
pensar em outra solução,
a criança nasceu. Era um
lindo menino. Deitamos o
bebezinho em uma manjedoura envolto nos panos que
a mãe trazia e ficamos muito
admirados quando, daí a algum tempo, chegaram jovens
pastores correndo - pareciam
assustados, mas ao mesmo
tempo felizes -, dizendo que
tinham tido uma visão de
anjos cantando e dizendo
para que eles fossem até Belém para verem um menino
que acabava de nascer e que
esse menino era o Messias
esperado.
O anjo disse que eles encontrariam o menino deitado
em uma manjedoura. Eu,
meu marido e minhas amigas
ficamos indagando: Quem
virá a ser esse menino? Vocês querem saber o que os
pastores diziam? Ouçam o
pastorzinho de Belém. (A
seguir, no próximo número.
Do livro “Família de Adoradores”- UFMBB).
Veja a entrevista no YouTube, acessando: UVE | POÇO
D´AGUA | Pr. João Falcão
Sobrinho.
6
vida em família
o jornal batista – domingo, 21/12/14
reflexão
Caminhos da Mulher de Deus
Gilson e Elizabete Bifano
Q
ue todos nós estamos indignados com o que
tem acontecido
no Brasil em relação, especialmente, à família e à
vida, disso não há nenhuma dúvida. A instituição da
família tem sido aviltada
nesses últimos tempos, seja
no Brasil, como em todo o
mundo. Mesmo por instituições, como em algumas
denominações que tem o
compromisso histórico de fazer de tudo para preservá-la.
No que diz respeito ao Brasil, leis têm sido aprovadas,
ou tentativas constantes são
feitas, que não contribuem
nada para preservá-la. A instituição da família, repito, tem
sido achincalhada.
Incomodados com essa
situação, pois indignados
todos nós estamos, um grupo
formado de dez pastores foi
até Brasília, no dia 3 de dezembro, com três objetivos
no coração.
O primeiro, foi conhecer
de perto os projetos de lei,
voltados para a família, que
hoje tramitam no Congresso
Nacional. O segundo objetivo foi visitar e abordar
os parlamentares a fim de
demonstrar nossa posição
em relação à família e da sua
importância para o bem da
sociedade brasileira.
Por último, conhecemos
de perto o trabalho de duas
missionárias que hoje trabalham em tempo integral
acompanhando a tramitação
desses projetos, visitando os
parlamentares e informando
a comunidade evangélica
sobre cada passo, bem como
ministrando à vida dos parlamentares.
A avaliação da viagem
foi extremamente positiva
e promissora. Os pastores
voltaram animados e sonhando com um projeto
para dar continuidade à
luta pela família, enquanto
instituição criada por Deus.
Não vai ser criada nenhuma
instituição, o que se pensa
é criar um movimento em
defesa da família. Muitos
movimentos existem neste
sentido, a maioria liderada
pela Igreja Católica, que,
diga-se de passagem, tem
sido fundamental para que
algumas leis contrárias ao
pensamento cristão, não
lograsse êxito.
O que percebemos em Brasília, é que não basta apenas
se indignar, é preciso acompanhar de perto a tramitação
dos projetos. Muitos deles,
do interesse de grupos pró
movimento homossexual,
são aprovados no apagar das
luzes de um dia ou de um
final de semana ou até mesmo horas antes dos recessos
parlamentares.
Percebemos também que
precisamos manter contato
constante com os parlamentares que estão na função de
relatores. Não somente externando nossas posições, mas
oferecendo ajuda na redação
de textos que contemplem
nossos interesses.
Precisamos também nos
preparar melhor para dar
nossas contribuições nas
audiências públicas que a
todo momento acontecem
no Congresso a fim de aprofundar o conhecimento sobre
aquela matéria.
Outra necessidade constatada é recrutar pessoas de
nossas igrejas, especialmente
as do Distrito Federal, para
que estejam sob a coordenação das missionárias que ali
estão para exercerem pressão nas audiências públicas
portando faixas e cartazes
com frases pró-família. Neste
sentido, as igrejas evangélicas do Distrito Federal têm
um papel importante e uma
grande contribuição a dar.
Vamos arregaçar as mangas,
pois a luta é grande. Lembrando sempre que o mandato
para lutar pelas famílias é de
Deus ao registrar em Neemias
o texto: “Não tenham medo
deles. Lembrem-se de que o
Senhor é grande e temível,
e lutem por seus irmãos, por
seus filhos e por suas filhas,
por suas mulheres e por suas
famílias” (Ne 4.14).
P.S: Se você deseja participar e conhecer mais de perto
este movimento, envie um
e-mail para [email protected].
ZENILDA REGGIANI CINTRA,
pastora e jornalista, Taguatinga, DF.
A
primeira vez que
ouvi um coro cantar
o “Messias de Handel” em um concerto ao vivo, fiquei maravilhada. Eu estava no Seminário
do Sul, no Rio de Janeiro, e
aquele som me surpreendeu.
Depois disso ouvi muitos outros coros com performances
do Messias e outros repertórios que me impactaram e,
então, pergunto-me como
seria a minha reação ao ouvir
uma multidão de anjos louvando a Deus.
Quando pensamos sobre
aqueles pastores da história de Natal, nas campinas
de Belém, e como a glória
de Deus se manifestou de
forma que eles ficaram com
medo, não podemos imaginar aqueles sons únicos.
Primeiro, o anjo dizendo-lhes: “Não temais, porque
eis aqui vos trago novas de
grande alegria, que será para
todo o povo: pois, na cidade
de Davi, vos nasceu hoje o
Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.10-11), e depois
aquele coro extraordinário
com a multidão do exército
celeste, louvando a Deus,
e dizendo: “Glória a Deus
nas alturas e na paz da terra,
boa vontade para com os
homens” (Lc 2.13-14).
Eu sei que os sons que
ouço no Natal não podem se
comparar com o que os pastores ouviram, mas os meus
sons são muito especiais:
1.A leitura dos textos bíblicos que narram a história
do Natal é um dos sons
que mais gosto de ouvir.
Gosto de ouvi-los nos momentos de culto, nas reuniões familiares, de lê-los
diretamente da Bíblia e, às
vezes, em voz alta porque
torna os fatos ainda mais
vivos;
2.Amo a música de Natal.
Gosto de algumas recentes, mas nada como nossas
antigas canções de Natal como “Noite de Paz”,
“Surgem Anjos Proclamando”, “Alta noite estão pastores”, “Povos Cantai”, e
outros. As palavras dessas
músicas são poderosas
porque passam de geração em geração contando
a história do Natal e nos
trazem recordações preciosas;
3.Como são alegres os risos
do Natal quando a família
e os amigos se reúnem.
O riso das crianças é um
daqueles sons de Natal
que gostaríamos de agarrar para nunca perdê-los.
Convocação
Na qualidade de presidente da ABIBET
(Associação Brasileira de Instituições Batistas de Ensino Teológico) convoco a todos os
representantes das instituições filiadas para
a Assembleia Geral Ordinária a ser realizada
no dia 04 de fevereiro de 2015 às 9 horas da
manhã na FAURGS, em sala a ser determinada
pela própria Convenção Batista Brasileira.
Pr. Dr. Jaziel Guerreiro Martins
Presidente da ABIBET
Não é alegres que ficamos
em festas de aniversário?
Bem, o Natal é quando
celebramos o nascimento
de Cristo e, então, a alegria
deve estar presente;
4.Outro som que gosto de
ouvir no Natal é o “Quero”. Como era bom ouvir minhas filhas, quando
pequenas, me dizerem o
que queriam para o Natal.
Isso nos ajudava a determinar o que elas realmente
gostariam, mas é lógico
que nem sempre podiam
ter tudo o que queriam.
É maravilhoso saber que
também podemos falar
com Deus a respeito dos
nossos desejos e necessidades e que ele nos ouve
também.
Estes são alguns dos sons
que me inspiram. Provavelmente você tem os seus próprios sons, mas que todos
nós tenhamos tempo para
lembrar o significado daqueles primeiros sons de Natal
vindos da multidão de anjos
celestiais que anunciavam o
nascimento de Jesus, o nosso
Salvador.
(Inspirado em “The Sounds
of Christmas” - Julia Bettencourt)
o jornal batista – domingo, 21/12/14
missões nacionais
Pastores participam de encontro
na PIB de Santa Cruz - RJ
Redação de Missões
Nacionais
F
oi realizado um encontro de confraternização de pastores na
Primeira Igreja Batista
de Santa Cruz - RJ. Foi um
tempo muito precioso. O
pastor Exequias, coordenador
das Cristolândias do Rio de
Janeiro, dirigiu o encontro.
Irmã Anair Bragança, gerente de Ação social de Missões
Nacionais, desafiou os presentes a um despertamento
nas igrejas para mais Radicais
Cristolândias se apresentarem.
O Coral Cristolândia Campo Grande cantou e emocio-
nou a congregação ao ver
o grande milagre de Deus
em transformação de vidas.
Pastor Fabrício trouxe uma
reflexão sobre o texto da
multiplicação dos cinco pães
e dois peixes, e desafiou cada
participante do encontro a
entregar o pouco que tem e
aguardar o milagre da multiplicação.
As missionárias de Alianças
Estratégicas, Aidete Brum
e Maria Helena, fizeram a
divulgação da Campanha
Panetone Cristolândia 2014
e muitos se interessaram em
participar e levar sua igreja
a participar. E logo depois
foi feito o apelo para que as
7
igrejas presentes adotassem o
projeto Cristolândia Campo
Grande, e 15 igrejas aceitaram o desafio de adoção.
Nesse mesmo espírito de
participação, o pastor Élison
Amaral Leite, da PIB de Santa
Cruz, falou da necessidade
de ofertas para a construção
de um poço artesiano no CFC
Feminino em Guaratiba, e
essa oferta foi levantada na
hora, já tendo sido entregue
para que seja iniciada a construção do poço.
Fomos agraciados pela PIB
de Santa Cruz com um deli- Evento teve participação do Coral Cristolândia
Por tudo, louvamos a Deus mos no mesmo propósito de
cioso jantar de confraternização, tudo feito com muito e agradecemos pelo que Ele conquistar nossa Pátria para
tem feito para continuar- Cristo.
carinho.
Cristolândia Salvador realiza
15 batismos
Redação de Missões
Nacionais
A
pós um trabalho de
recuperação, por
meio do Evangelho
de Cristo, 13 alunos
e 2 ex-alunos da Cristolândia
da Bahia foram batizados na
Igreja Batista 2 de Julho, em
Salvador - BA.
O culto, que comemorava os 91 anos de existência
da amada Igreja, foi a celebração daquilo que Deus
tem feito na Bahia com a
implantação da Missão Batista Cristolândia. Cada vez
mais pessoas estão sendo
resgatadas do mundo das
drogas e estão usufruindo de
Culto também marcou aniversário da Igreja
uma vida digna e firmada aos
pés do Senhor. Como o caso
de Valterce Silva Almeida,
o Val. Ele comandava um
grupo de moradores de rua
que amedrontava a população no Centro Histórico em
Salvador. Hoje, para a glória
dos coordenadores da Cristolândia na Bahia, pastor Décio Pimentel e irmã Janeide
Pimentel, e de toda a equipe
de missionários, radicais e
voluntários. Nossa gratidão
também à Igreja Batista 2 de
Julho e a todos os batistas
brasileiros que abraçam diretamente esta missão.
Este é o resultado do investimento do povo batista nas
ações missionárias no Brasil. Neste Natal, presenteie
o Projeto que lutou o ano
inteiro para que vidas conheUma das pessoas batizadas
cessem a Cristo e deixassem
de Deus, Val é uma nova as ruas e a dependência quícriatura em Cristo Jesus.
mica. Acesse o site www.
Toda a honra ao nosso panetonecristolandia.com e
Deus e gratidão pela vida saiba como participar.
Cristolândia Recife - PE celebra
um ano de atividades
do mundo das drogas e hoje de várias igrejas batistas do
desfrutam de uma nova vida estado de Pernambuco e,
em Cristo Jesus.
representando a Gerência
Estiveram presentes pas- de Ação Social da JMN,
Cristolândia Recife PE realizou o culto tores, líderes e membros Marília Andrade, analista
em ação de graças
pelo primeiro ano de
atividades do Centro de Formação Cristã. O local, onde
antes funcionava o Instituto
Bíblico Macedônia, hoje é o
espaço destinado à recuperação de dependentes químicos.
Durante a celebração, o
pastor Joel Bezerra, da Primeira Igreja Batista de Recife
- PE, ministrou a Palavra.
Foi um momento de grande
contentamento, que culminou com o batismo de 22
alunos que foram resgatados Durante o culto de ação de graças
Redação de Missões
Nacionais
A
de programa e projetos sociais.
Estamos de coração grato
por tudo que Deus realizou
durante este ano, certos de
que muito mais ainda será
realizado. Entre conosco nesta
ação missionária, torne-se parceiro e faça parte da mudança
que o nosso país necessita.
Batismos fizeram parte da celebração
8
o jornal batista – domingo, 21/12/14
notícias do brasil batista
Conferência Despertar 2015
vida. Queremos que ele promova um impacto na cidade,
pois muitas vezes o potencial
do jovem evangélico é reduzido a uma atividade, em
um dia, em um determinado
lugar, minimizando as possibilidades de transformação
pessoal e social a partir dele.
Queremos que o jovem
cristão evangélico brasileiro
seja atraído por uma programação que é construída de
forma dialógica com a Bíblia,
a cidade e a realidade juvenil, isto é, uma programação
fundamentada no conteúdo
bíblico e na avaliação contextual de forma que o jovem
se interesse profundamente
pelas Escrituras e pela vida
relevante no contexto onde
está inserido.
Para mais informações sobre a Conferência, acesse:
www.despertar2015.com
Gilciane Abreu, diretoraexecutiva da JBB
S
erá realizado em julho de 2015, na cidade de Campo Grande
– MS, um encontro
com diversas atividades
planejadas, organizadas e
executadas pela Juventude
Batista Brasileira (JBB), em
parceria com a JUBAMS e
CBSM, para jovens de todo
o Brasil e outras nações. A
proposta é oferecer uma
programação com tema e
conteúdo relevantes para o
cotidiano do jovem cristão,
contribuindo para reflexão
crítica, compromisso e engajamento no Reino de Deus.
Entendemos a necessidade
de levarmos os jovens a perceberem e conhecerem o seu
potencial de transformação a
partir de todas as áreas da sua
Brigadeiro de Morango
Jéssica Barraqui,
coordenadora do BM
O
Brigadeiro de
Morango, ou
BM, como carinhosamente é
conhecido, é um Projeto da
Juventude Batista Brasileira
(JBB), que tem como objetivo mostrar a feminilidade e
cuidar das meninas de uma
forma singular, pois somos
muito especiais e precisamos
ser cuidadas como tais.
O Projeto existe há três e
começou com a iniciativa de
um blog, onde falamos sobre
diversos assuntos a respeito do universo feminino, e
Matheus Machado,
equipe JBB
C
compartilhamos a Palavra
de Deus .
Em um determinado momento, Deus direcionou e
colocou em nossos corações
o desejo de realizar o “BM na
Estrada”, que são os encontros presenciais. E assim foi.
Realizamos o primeiro BM na
estrada na cidade de Mesquita – RJ, na Igreja Batista Betel.
No local, reunimos algumas
meninas e foi lindo tudo o
que vivemos naquele dia.
Seguimos com a ideia e,
após algum tempo, a Juventude Batista Capixaba (Jubac)
também realizou o BM e
fomos nós para as estradas
do Espírito Santo, onde foi
realizado em Vitória, na Igreja Batista Mata da Praia mais
um momento incrível com
as lindas meninas capixabas.
Alguns meses depois, aconteceu o BM no Distrito Federal, realizado pela Jumob, juventude que move Brasília. E,
mais uma vez foi lindo, com
muito rosa e com cheiro de
morangos. Algumas semanas
se passaram e realizamos o
BM na Terceira Igreja Batista
de Vila de Cava, em Nova
Iguaçu – RJ. Reunimos diversas meninas, e Deus agiu de
uma forma muito especial
naquele local.
No mês seguinte, duas Igrejas do Distrito Federal organi-
zaram os seus BM’s: a Igreja
Batista do Núcleo Bandeirante, e a Congregação Batista
Arniqueiras, que é filha desta.
Foi lindo perceber cada detalhe nas duas programações,
que não deixaram a desejar
na delicadeza da decoração
e na animação das meninas.
E para encerrarmos o ano
de 2014, realizamos um BM
na cidade de Cabo Frio, litoral do Rio de Janeiro. O
Projeto foi sediado na Segunda Igreja Batista, porém,
recebemos meninas de várias
outras igrejas da cidade, em
uma tarde feliz, rosa e de um
aprendizado sensacional.
Nossa agenda para 2015
já está aberta e está com diversas datas fechadas. O que
tem nos movido é a certeza
de que o Pai tem cuidado de
cada detalhe do Projeto Brigadeiro de Morango de forma
muito especial. Sentimos
uma felicidade sem medida
todas as vezes que somos
procuradas por pessoas que
querem conhecer mais sobre
o Projeto.
Nosso desejo é que cada
vez mais possamos ter BM’s
espalhados por esse Brasil e
até fora dele. Que a beleza e
feminilidade esteja dentro e
estampada no sorriso de todas as mulheres, pois somos
preciosas.
É muito amor envolvido
omo é gostosa essa
época do ano. É
tempo de despedidas, mas é também
tempo de reencontros. É tempo de partida, mas também
de chegadas. É tempo de
balanço e tempo de gastar.
É tempo de ter e tempo de
doar. É Jesus em todas essas
coisas, porque Ele é o aniversariante mais importante de
dezembro, e a gente sente
que o mundo inteiro está em
clima de festa.
É muito amor envolvendo
as pessoas que dizem palavras
bonitas em um amigo secreto,
famílias que sentam-se à mesa
para uma refeição, visitas de
alegria aos doentes e aflitos,
e Jesus é o motivo para toda
essa alegria. De presente, veio
ao mundo por todos nós. Por
amor, trocou a sua glória para
ser um de nós. Por nos amar,
deixou o mandamento de
que amássemos a Deus sobre
todas as coisas e ao nosso
próximo como a nós mesmos.
Este amor inclui, acolhe, salva, liberta.
É desse amor que o mundo
está precisando, é disso que
nós estamos falando, de um
amor que sai do papel do
jornal e vira abraço, beijo e
pão de queijo. Convocamos
um amor que começa no sofá
de casa, passeia pela rua e vai
até o escritório. Que sai do
texto bíblico e vira uma ação.
É para viver esse amor
que gera interação e
envolvimento, que nós
convocamos a Juventude
Batista Brasileira. Vem com
a gente, esse Natal tem tudo
para ser ainda mais bonito.
Interaja com a gente nas redes sociais usando a hashtag
#émuitoamorenvolvido.
notícias do brasil batista
o jornal batista – domingo, 21/12/14
9
10
o jornal batista – domingo, 21/12/14
notícias do brasil batista
Evangelizando com arte – Parte I
Entrevista com o pastor Enio
Francisco da Silva sobre
a arte da ventriloquia e a
evangelização de crianças
O
pastor Enio é conhecido na capital
de São Paulo e em
diversas regiões
do estado, assim como em
outros locais do Brasil, não
apenas por ser pastor batista
há 36 anos, mas principalmente pela arte da ventriloquia, que a exerce com primor
desde 1976, totalizando hoje,
37 anos de arte. Como ele
mesmo diz, “São crianças de
01 a 101 anos, que se emocionam e vibram a cada gesto
ou palavra pronunciada pelos
bonecos. Bonecos que falam,
cantam riem e choram”.
É com este artista, que
podemos chamar de “mestre
da ventriloquia”, que queremos conhecer e nos aprofundar um pouco mais no
conhecimento desta arte,
exercida com um humor sadio e educativo.
Pastor Enio, fale-nos sobre
a ventriloquia, esta arte tão
linda:
Pastor Enio: “É uma arte
muito antiga, praticada
em Atenas, na Grécia,
por Eurycles de Atenas,
conhecido como um dos mais
famosos ventriloquistas. Os
ventriloquistas gregos eram
chamados de eurycledes,
“engastrimanteis”, profetas
da barriga. Na França,
o primeiro ventríloquo
reconhecido como tal, foi
Louis Brabant, criado pelo
rei Francisco I, no século XVI.
A técnica se aperfeiçoou
no século XVIII. A Ventriloquia era conhecida e praticada na Índia e China. Na Europa e nos Estados Unidos,
a ventriloquia ocupa seu
lugar nos entretenimentos
populares.
Como é vista a ventriloquia no Brasil?
Pastor Enio: “No Brasil a
ventriloquia não é muito difundida. No campo evangélico, o mais antigo ventriloquista que ouvi falar foi o
missionário americano doutor
W. W. Enete, que conquistou
o coração dos brasileiros com
o seu boneco ‘Zézinho›. Aliás,
o poeta Mario Barreto França,
em homenagem póstuma ao
doutor Enete, escreveu uma
poesia intitulada ‘E o Zézinho
dormiu’”.
Na próxima edição você
vai conhecer um pouco mais
a respeito do pastor Enio e
do seu trabalho com a ventriloquia.
Cabo Frio – RJ sedia o 14 Crescer
o
Sandra Natividade,
jornalista, colaboradora de
OJB
A
conteceu no período
de 7 a 9 de novembro de 2014, no Malibu Palace Hotel,
em Cabo Rio - RJ, mais uma
edição do maior encontro batista direcionado para o seguimento que congrega solteiros,
divorciados e viúvos evangélicos no Brasil, o 14º Crescer.
O evento é fruto do trabalho
incansável do casal pastor
Gilson e Elizabete Bifano,
que organizou desde 1997 o
ministério Oikos - ministério
cristão de apoio à família. O
casal forma um binômio de
servos escolhidos e preparados por Deus para o trabalho
com o ministério da família
na denominação batista. O
Oikos foi criado com a missão
de “defender a família e promover o seu fortalecimento,
visando ser uma agência de
apoio à família, oferecendo,
por todos os meios possíveis,
recursos e princípios, com
fundamentação cristã para
que tenhamos na sociedade
brasileira famílias saudáveis
e conscientes de sua missão
no mundo”.
A proposta do ministério
Oikos nestes 17 anos têm
abençoado as igrejas através
do farto material literário que
produz. A exemplo, revistas
para edificação da família
cristã: “Casais e casamentos
na Bíblia – erros e acertos”,
“Pais e mães da Bíblia”, Família - uma visão de Paulo”,
“Manifesto da família”,”A
família na Bíblia”, “Família –
uma visão de Jesus” e “Lute
por sua família”. Entre as
revistas lançadas, destacamos
uma direcionada exclusiva-
Casal pastor Gilson e Elizabete Bifano e o
pastor Estevam Fernandes
mente para o ministério com
singles, a revista “Eu também
sou família”, uma ferramenta
declaradamente eficaz por
seus leitores. Além do material literário a equipe Oikos
tem ministrado ao longo desse período, capacitação através de palestras a milhares
de pastores e líderes sempre
nessa área.
Entendemos que a proposta do ministério subsidia as
igrejas a criar e/ou organizar
núcleos específicos para solidificar no seu todo a família,
célula mater indivisível da
humanidade. Os encontros
denominados “Crescer” formam um elo importante entre os participantes, troca de
experiências, maior interação
e valorização do trabalho
de cada grupo em suas igrejas, auxiliando sobremaneira
o ministério pastoral. Nesta edição do evento, sob o
tema: “Gente de coragem”,
o preletor oficial, pastor Estevam Fernandes, da PIB de
João Pessoa - PB, psicólogo
clínico, escritor, conferencista motivacional e presidente
da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, trabalhou
os temas: “Abrindo novas
Vista parcial da assembleia
janelas”, “Os nutrientes da
alma”, “Perdas inaceitáveis
na vida” e o “Poder transformador do olhar”. O louvor
do 14º Crescer contou com a
participação oficial do pastor
Vanderson de Souza - idealizador do Ministério Profetizando a Paz - e também da
cantora Alfa Monteiro, de
Brasília - DF.
Assim, sob a égide de
apoiar e promover o fortalecimento da família cristã
brasileira, o ministério Oikos
originou desde 2001, e nos
anos subsequentes sempre
em Cabo Frio, os encontros
que levam a cada ano centenas de participantes de vários
estados do país. Em 2002, o
tema do Encontro foi: “Enfrentando e vencendo os
desafios da vida”; em 2003,
“Deus de ontem, de hoje e
de amanhã”; em 2004, “Nos
passos e nos compassos da
vida”, culminando este ano
com “Gente de coragem”.
Nesta edição, dez estados se
fizeram presentes: Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará,
Distrito Federal, João Pessoa,
Maranhão, Minas Gerais, São
Paulo e o estado hospedeiro
Rio de Janeiro.
O 14º crescer ofereceu
uma programação diversificada, intercalando ministração da Palavra de Deus,
dinâmicas de entrosamento,
louvor e lazer, como confirmam alguns participantes do
Encontro.
“Gratificante. As mensagens foram profundas e edificantes. Achei os participantes
bem receptivos. O evento é
muito bem organizado, só
precisam divulgar mais, o
país precisa conhecer essa
proposta para o solteiro cristão”, diz Gilmar Messias, 45,
professor, solteiro, Sergipe.
“Gostei imensamente do
evento, a ministração da Palavra de Deus me satisfez,
contudo, deixo a sugestão
para que nos próximos Encontros haja mais ministrações”, declara Elaine Felipe
Antunes, 31, funcionária pública, divorciada.
“Este é o sétimo que participo. Resumo minha impressão
como um evento evangélico
edificante para o solteiro cristão”, afirma Dulcéa Rocha,
55, secretária, solteira, Rio
de Janeiro.
“O evento preencheu as
minhas expectativas. Ele,
através das ministrações,
edifica a vida cristã dos
participantes. Como mãe,
como pessoa digo que foi um
aprendizado relevante. Aos
filhos de Deus o importante é
acreditar que Ele pode tudo,
a nós basta ter fé”, reitera
Dinalva dos Santos, 55, divorciada, Irecê – BA.
“Muito bom. Os momentos
de reflexão serviram para firmar o crescimento espiritual
dos seus participantes. Acho
que faltou tempo para a integração com as caravanas.
Minha sugestão é dinamizar as estratégias do evento,
afirma Samara Queiroz, 38,
divorciada, Fortaleza – CE.
“Achei excelente. Nível
espiritual, organização e a
localização ideal. Quanto
ao preletor, se fosse para
conceituá-lo, daria conceito
excelente, comenta Carlos
Santiago, 60, viúvo, Brasília
- DF.
A impressão de todos e
de cada um desses reflete a
importância insofismável da
promoção em apoio e defesa
da família. Não podemos perder o foco, Deus está sempre
no controle. Ele quer que andemos em novidade de vida,
como relata Romanos: “(...)
Assim, andemos nós também
em novidade de vida” (Rm
6.4b). Consubstanciamos
também com os versículos
de Apocalipse: “(...) Eis que
faço novas todas às coisas. E
disse-me: Escreve porque estas palavras são verdadeiras e
fiéis”. (Ap. 21.5). O próximo
“Crescer” acontecerá no período de 6 a 8 de novembro de
2015, sob o tema: “Deixando
marcas”. Que Deus abençoe
o ministério Oikos em suas
realizações sempre em prol
da família cristã brasileira.
o jornal batista – domingo, 21/12/14
missões mundiais
Celebrando o Natal
no norte do Iraque
Nasser e Yasmin Mussa –
missionários da JMM no
Oriente Médio
T
alvez você esteja se
perguntando: como
será que os missionários no norte do
Iraque celebrarão o Natal,
uma vez que na cidade onde
eles moram a maioria é muçulmana?
Embora para muitos muçulmanos Jesus tenha sido
apenas um profeta no livro
sagrado do islamismo, Ele é a
Palavra de Deus e foi gerado
pela virgem Maria através
do Espírito Santo. Por isso,
essa data é ímpar para testemunharmos e falarmos do
Evangelho de Jesus.
Na Igreja que plantamos
e pastoreamos no norte do
Iraque, todos os anos amigos
muçulmanos nos visitam
nesta data, ouvindo atentamente a mensagem da
Palavra de Deus através da
pregação, louvores e peças
natalinas que nossos filhos
Atenção a refugiados é uma das ações do ministério de Nasser Mussa
e outras crianças do departamento infantil participam.
A cada ano temos visto o
Senhor trabalhando e nos
preparando para uma grande
colheita.
Terroristas do Estado Islâmico invadiram algumas
cidades aqui, deixando muitos desabrigados que vieram
para nossa cidade em busca
de refúgio. O crescimento
desses fundamentalistas islâmicos tem aberto os olhos
de muitos, e Deus assim tem
chacoalhado esta região.
Com isso, pessoas que antes
eram totalmente fechadas,
agora estão começando a
questionar e a se abrir para
ouvir e receber as Boas Novas do Evangelho.
Além de levarmos ajuda e
socorro a estes refugiados,
temos pregado e falado das
Boas Novas de Cristo, e pessoas estão se rendendo a Ele
como nunca vimos antes.
Infelizmente, e por incrível
que pareça, shopping centers
11
estão espalhados por toda a
cidade aqui e, com isso, surgiram também as enormes e
enfeitadas árvores de Natal e
o famoso Papai Noel com sua
barba branca, tentando assim
ofuscar a luz e o verdadeiro
sentido do Natal. O materialismo continua crescendo,
sem dúvida, e é a pior de
todas as religiões da face da
Terra.
Graças a Deus, muitos
nesta região ainda zelam
e respeitam tudo o que é
sagrado e que se refere ao
menino Jesus. Sentimo-nos
privilegiados em fazer parte
do grupo de pouquíssimos
trabalhadores aos quais Deus
tem chamado para Sua seara,
que é grande e já está pronta
para a colheita.
Que Deus continue nos
usando para testemunhar
de Cristo com muita fé e
ousadia, e que, neste Natal,
muitos venham a receber
o maior e melhor presente,
que é a vida eterna em Cristo
Jesus.
Doe Esperança às Meninas da Índia
Willy Rangel – Redação de
Missões Mundiais
D
ar à criança o direito a uma vida
digna e com Cristo: essa tem sido a
missão do Meninas da Índia,
um dos Projetos apoiados
pelo Doe Esperança, campanha de Missões Mundiais
para este Natal.
O Projeto Meninas da Índia é uma iniciativa desen-
volvida no Sul da Ásia, um
dos piores lugares do mundo para uma criança viver.
A realidade é de abandono,
desnutrição, falta de acesso
a condições mínimas de higiene, e muitas das crianças
do Sul da Ásia não conhecem o Evangelho e o amor
de Jesus.
A exploração sexual de
meninas é também uma triste realidade no Sul da Ásia.
Em muitas regiões da Índia,
meninas são traficadas assim
que completam cinco anos
de idade. Em muitos casos,
são até mesmo vendidas pela
própria família.
Foi dessa triste realidade
que a menina Baby (nome
fictício), hoje com 12 anos,
foi resgatada. Ela é uma das
25 Meninas da Índia atendidas por esse Projeto de
Missões Mundiais.
Baby, de origem hindu,
tem mais duas irmãs, to-
das abandonadas pelo pai,
que desejava ter um filho
homem. Um dia, a mãe de
Baby soube de uma oportunidade de trabalho em
outra cidade e foi para lá.
Quando chegou, viu que
se tratava de uma zona de
prostituição. Baby, que ficou na casa da avó, era
todos os dias violentada
pelo tio.
Sua mãe então ficou sabendo do Projeto Meninas
da Índia, onde a filha tem
hoje uma cama, roupas
e comida de qualidade.
“É como um sonho”, diz
Baby.
Assim como Baby, as meninas atendidas pelo Projeto foram tiradas de uma
situação de vulnerabilidade
social onde estavam sujeitas
a todo tipo de abuso. Hoje,
Baby e as outras Meninas
da Índia vivem em casas
coordenadas por um casal
de missionários e aprendem
a viver a realidade de uma
família estruturada, com
acesso à educação, saúde,
lazer e ao Evangelho.
Por isso, Missões Mundiais convida você a doar
esperança neste Natal através de mensagens de carinho e/ou ofertas financeiras para que as Meninas
da Índia possam descobrir
uma nova vida, repleta de
sonhos, oportunidades e o
mais importante, vivendo
o amor de Jesus. Acesse
www.doeesperanca.org.br
e conheça outras histórias
reais com final feliz. Você
também pode participar
ligando para a Central de
Atendimento nos telefones 2122-1901/2730-6800
(cidades com DDD 21) ou
0800-709-1900 (demais localidades). Sua participação
faz toda a diferença!
12
o jornal batista – domingo, 21/12/14
notícias do brasil batista
o jornal batista – domingo, 21/12/14
ponto de vista
13
OBITUÁRIO
Enoque andou com Deus
e o pastor Marcos também
João Martins Ferreira, pastor
emérito da Igreja Batista em
Vila Salete - SP
N
o sábado 26 do
mês de julho deste ano, o coro da
Igreja Batista do
Planalto Paulista, regido pela
irmã Eloisa Baldin Petriaggi, atendeu o compromisso
agendado, que era participar
do culto solene de encerramento do Congresso Internorte da Associação Batista
Norte da Capital Paulista. O
culto foi realizado no templo
da Igreja Batista Betel em
Santana. O programa contou
com mensagem do pastor
Gilson Bifano, do ministério
Oikos, e momentos inspirativos de adoração e louvor
com participação especial do
coro visitante.
O pastor Marcos Petriaggi,
como de costume, acompanhou sua esposa, a irmã Eloisa, e o coro da Igreja. Após o
culto convidou a esposa para
jantar em um restaurante conhecido da cidade. Acomodaram-se em uma das mesas,
foi atendido pelo garçom e
enquanto aguardava o menu
solicitado, sentiu-se mal e,
embora tenha recebido pronto atendimento de médicos,
providencialmente presentes
naquele estabelecimento, e
o rápido socorro resgate do
SAMU, faleceu minutos antes
de chegar ao hospital mais
próximo. O consolo para
todos nós, amigos, colegas,
ovelhas e família, surpresos
pela instantaneidade da notícia, vem da testemunha ocular do episódio, sua esposa,
que afirma categórica, “Ele
não morreu, foi arrebatado.
Assim como Enoque, que
andou com Deus e Deus para
si o tomou, assim aconteceu
com pastor Marcos Petriaggi,
meu esposo”.
O pastor Marcos era natural
da cidade de Itararé, sul do
estado de São Paulo, de 64
anos de idade, casado há
36 anos com a professora e
cantora lírica Eloisa Baldin, e
pai de Marcelo e Lucas. Não
tinha problemas de saúde,
e desfrutava de vigor físico
invejável para sua idade.
Ordenado ao ministério em
1981 na Igreja Batista da Liberdade – SP, serviu àquela
Igreja como pastor adjunto
até receber o convite para
ser o pastor titular da Igreja
Batista no Planalto Paulista,
onde realizava, desde então,
um ministério relevante, com
projetos desafiadores e com
significante integração com
a denominação batista, no
estado e no país.
Era um participante ativo
dos encontros da Ordem dos
Pastores, onde esbanjava
simpatia, por seu estilo alegre
espirituoso e amigável. Aos
cultos do seu sepultamento
dirigidos pelo pastor auxiliar
da Igreja, Adriano Gomes
Santa Ana, compareceram
centenas de suas ovelhas,
ex-ovelhas, amigos, colegas
de ministério e a marcante
presença da liderança denominacional, representada
pelas várias instituições da
Convenção Batista do estado
de São Paulo. O Senhor o
deu, o Senhor o tomou; louvado seja o nome do Senhor
nosso Deus (Jó 21.1b).
Chamada final
Adevaldo Alves Nunes, pastor da Igreja Batista
Central em Lagoinha - RJ
J
oão da Silva Terra, filho de Celino Antônio
da Silva e Clarinda Martins Aguiar, nasceu
em 01/09/1938 - mas comemorava seu
aniversário em 24/06, data em que se reunia com a família. Casado com Deusa da Silva
Terra. Deste casamento, nasceram oito filhos e
oito netos. Viúvo, contraiu um novo casamento
com Sebastiana Barbosa de Barros, natural do
Rio de Janeiro. Homem de poucas palavras, de
caráter, gostava de cuidar de suas coisas, limpar
seu quintal, colher as frutas. Com certeza deixará marcas e muitas saudades a seus familiares
e amigos. Aos 28 anos fez a melhor escolha da
sua vida: entregou seu coração a Jesus como
seu Senhor e Salvador. Foi batizado na Igreja
Batista Ipiranga, pelo saudoso pastor Raimundo
Correa dos Santos. Até o dia da sua partida, o
irmão João Terra era membro da Igreja Batista
Central em Lagoinha – RJ.
Dono de um jeito simples de ser e de viver, sempre presente nos cultos da Igreja, tinha sempre o
seu “cantinho” de prestar o seu culto a Deus. Tinha
como hino predileto, o 108 “Chamada Final”:
“Quando Cristo sua trombeta
Lá do céu mandar tocar,
Quando o dia mui glorioso lá romper,
E os remidos desta terra
Meu Jesus se incorporar,
E fizer-se então chamada, lá estarei.
Quando se fizer chamada (4x)
Lá estarei”
Aprovou ao Senhor recolher o irmão João
Terra. O Senhor fez a sua chamada e ele estava
preparado para este grande encontro. No coração da família e amigos ficará a saudade, mas
também a certeza de que nos encontraremos
para gozarmos das delícias celestiais. Que Deus
conforte o coração de todos.
COMUNICADO
O pastor Alonso S. Gonçalves, da Igreja Batista
Central em Pariquera-Açu, em São Paulo, informa
e alerta a denominação a respeito de um golpe.
Segundo ele, um homem, passando-se por “pastor
Ivan”, tem oferecido aparelho de ar-condicionado
em nome da Igreja Batista Central em Pariquera-
-Açu – SP, usando, inclusive, o CNPJ da mesma.
Ainda de acordo com o pastor Alonso, o rapaz tem
aplicado o golpe em diferentes regiões do Brasil.
14
o jornal batista – domingo, 21/12/14
ponto de vista
Departamento de Ação Social da CBB
Remy Damasceno,
coordenador do Departamento
de Ação Social da Convenção
Batista Brasileira
A Igreja de Jesus não tem
a opção de optar por uma fé
desassociada das obras.
C
erta vez fui convidado para ministrar
uma palestra sobre
esse tema e, antes
de iniciá-la, perguntei aos
presentes sobre qual era a
principal motivação que os
traziam àquele evento: algumas respostas me surpreenderam muito, porém, a mais
surpreendente foi a de um
pastor que disse que estava
ali porque “gostava desse
negócio de ação social”.
Almir de Oliveira, pastor
da Primeira Igreja Batista
em Cruzeiro do Oeste - PR H
á um hino de letra
muito significativa que diz assim:
“Precioso é Jesus
para mim, precioso é Jesus
para mim, celeste prazer é
Jesus conhecer, precioso é Jesus para mim”. Jesus é a preciosidade do Natal. Quem
conhece a Jesus, quem vive
na presença de Jesus, quem
anda no caminho de Jesus,
já experimenta esta preciosidade.
Um Natal sem essa preciosidade, Jesus, não pode ser
chamado de Natal. Pode ser
confraternização, reunião de
família, troca de presentes,
comida farta e etc., mas, se a
pessoa de Jesus não se fizer
presente, for esquecido, na
verdade nunca houve Natal.
O Natal é lembrança solene
do nascimento do Salvador,
da encarnação de Deus como
menino em berço humilde.
É gratidão, é adoração ao
Da mesma forma que há
pessoas que “gostam” mais
ou menos de ação social,
há igrejas que se envolvem
mais ou menos com ela,
como se o compromisso
social cristão fosse uma
questão de escolha, movida
por gostos pessoais. Não
é. Nunca foi. Nunca será.
Antes de qualquer coisa, o
compromisso social cristão é
um imperativo ao exercício
da fé cristã.
Todo e qualquer outro
arranjo religioso pode ser
montado com base em pressupostos teóricos separados
de atitudes práticas, exceto
o cristianismo, sob pena de
haver uma desvinculação da
proposta original de Jesus e,
consequentemente, das Escri-
turas. A fé islã, a fé budista, a
fé hinduísta, a fé judaica, ou
qualquer outro arranjo, pode
sobreviver sem a prática, mas
não a fé cristã. Por quê? “Porque a fé sem as obras é morta” (Tg 2.26); porque, mesmo
que a salvação seja “pela” fé,
como diz Efésios 2.8, somos
salvos “para” as obras, como
descrito em Efésios 2.10. Porque, mesmo que a salvação
seja individual, o sacrifício
foi feito em função de todos,
segundo o que diz João 3.16;
porque o que vai adornar a
Igreja no juízo final são as
obras, de acordo com Apocalipse 19.18; porque são
as nossas obras quem farão
com que Deus seja glorificado, como menciona Mateus
5.16; porque o único critério
de julgamento da veracidade
da nossa fé cristã, são as nossas obras, segundo Mateus
25.31-46.
A ausência do compromisso social cristão, por parte
de tantas igrejas, está ligada
a alguns fenômenos, a saber:
1. O fenômeno da “idiotização” da fé. Do radical grego,
“idios” pode ser traduzido
por “de si mesmo”. “Idiotização”, é a antítese de politização, do radical grego
“polis”, que aponta para o
que é comum a todos. Esse
fenômeno não atinge apenas
a fé, mas, permeia a vida
moderna como um todo. A
Igreja não pode se conformar
com isso. 2. A separação
entre fé e obras. Somente
o fenômeno religioso pode
promover essa separação,
pois, isso não é visto no plano de Deus para a redenção
de todas as coisas, porque
Deus amou o mundo. 3. O
princípio da separação entre
Igreja e Estado, confundido
com o princípio de separação entre fé e política. 4. O
esquecimento da história da
Igreja. O cristianismo sempre
se ancorou no amor “agape”,
isto é, no amor prático, desvinculado de recompensas
pessoais. 5. O enquadramento da prática da fé cristã no
templo, e não na vida.
Por esses e outros argumentos, urge que façamos uma
revisão no nosso conceito de
compromisso social cristão e
o vejamos como um imperativo à prática de nossa fé.
menino Deus, que vem ao
encontro do homem para
salvá-lo.
Nesta ocasião, quando de
modo especial nos lembramos do nascimento do Salvador, cabe-nos uma reflexão. Jesus, a preciosidade
do Natal, tem sido precioso
para a sua vida? O que fazer
para experimentar essa preciosidade?
Primeiro, eu valorizo o
Natal quando vivo o Natal
todos os dias - O menino Jesus não merece ser lembrado
apenas um dia. A grande parte da humanidade age desta
maneira. O menino Jesus
deve ser lembrado todos os
dias. Ele deseja ser o personagem principal do Natal de
cada pessoa. A preciosa notícia que ecoou no primeiro
Natal, proclamada pelos anjos, precisa continuar sendo
anunciada todos os dias ao
coração de todas as pessoas.
Viver o Natal todos os dias
é lembrar de Jesus todos os
dias, é adorá-lo todos os dias,
é deixar de lado todas as
práticas e atitudes que trazem tristeza e desagradam ao
Senhor Jesus. Que em nossas
vidas, o Natal de Jesus seja
assim: todos os dias.
Segundo, eu valorizo o
Natal quando creio em Jesus
como o meu Salvador e grande Libertador - No mundo
antigo, um salvador era primordialmente um libertador
de doenças, calamidades, perigos ou sinistros humanos.
Assim, muitos governantes e
imperadores eram chamados
ou aclamados salvadores.
A declaração dos anjos aos
pastores por ocasião do nascimento do menino Deus é
de grande significado. Proclamar Jesus como Salvador era
afirmar que Ele era o Libertador universal, verdadeiro,
único, o Libertador espiritual
da escravidão do pecado, do
mal, da corrupção da alma
e da morte eterna. O Natal
se torna precioso na vida
de uma pessoa quando tal
pessoa tem a sua vida liberta,
restaurada, salva pelo poder
transformador de Jesus. Para
isso, é importante e necessário que o coração passe por
uma mudança sendo sensível
a voz de Deus. Aqueles que
confessam Jesus como o seu
Salvador são salvos e libertos
e vivem em sua vida um Natal de salvação e libertação.
Terceiro, eu valorizo o
Natal quando deixo Cristo,
a verdadeira alegria do Natal, envolver a minha alma
- As palavras do anjo, o
arauto celestial, aos pastores no campo são novas de
grande alegria. Tal alegria se
relaciona com o ato salvador
de Deus. Cristo manifesta a
sua alegria no nascimento
do menino Deus ao vir ao
homem. É o religar do homem com Deus por meio
de Jesus, o menino Salvador. A verdadeira alegria
do Natal é a realidade do
nascimento de Jesus. Infelizmente, muitos confundem a
alegria do Natal com outras
coisas. Para muitos, a alegria do Natal são bebedices,
glutonarias, fornicações,
adultérios, danças sensuais,
palavras torpes, festas acompanhadas do pecado e etc.
Em muitas situações, tais
festas se transformam em brigas, discussões, quando não
ocorrem tragédias geradas
pelo consumo das bebidas
alcoólicas. Tal alegria dura
pouco, logo se acaba. Com
isso, tal alegria se transforma em tristeza, desespero,
decepção, frustração, vazio
enorme no coração.
Mas lá, em Belém, há dois
milênios, Deus nos trouxe
uma alegria verdadeira. Essa
alegria é preciosa, é produzida por Deus, não tem prazo
de validade, é eterna. A fonte dessa alegria é o próprio
Deus. Somos convidados a
valorizar o Natal em nossas
vidas deixando Cristo, o personagem principal do Natal,
nos trazer a alegria para a
alma. Viva esse Natal com a
preciosidade dEle, viva esse
Natal com Jesus. Se você
ainda não tem o Senhor Jesus no seu Natal, convide-o
a entrar na sua vida agora.
Amém.
o jornal batista – domingo, 21/12/14
ponto de vista
Elias Veloso do Carmo,
colaborador de OJB
O
doutor Normam
Geisler dá testemunho de que
nos EUA a norma prática dos cristãos sempre foi de total abstenção
de bebidas alcoólicas, mas
que, atualmente, não é mais
assim, cita a pesquisa Gallup,
de julho 2007, que indica o
espantoso índice de 64% dos
leigos protestantes fazendo
uso da bebida alcoólica, e
esse índice vem aumentando
ano após ano. É vergonhoso
dizer que os cristãos evangélicos não ficam longe da
sociedade em geral no uso
de bebidas alcoólicas.
Queria dizer, pasmem. Mas
é inútil porque sei que já é do
conhecimento de todos que
o uso do vinho já é rotina
até por pastores em nossas
igrejas. Alguns ainda bebem
escondido para não escandalizar “a ralé”.
O consumo de bebida alcoólica no Brasil é associado a
ocasiões especiais, inclusive
entre os crentes. O vinho,
em particular, é considerado
a bebida da celebração. É
assim que o vinho é visto
desde sempre por muitos
povos. Na Europa, o vinho
vem sendo considerado um
alimento. Para os brasileiros,
ainda é um evento, sinônimo
de comemoração.
Convido você, meu querido leitor, para conferir comigo, honestamente, sem
superfluidades, a verdade bíblica sobre o uso de bebidas
alcoólicas e a necessidade
de uma postura radical de
ajustamento com Deus:
tecnicamente, bebidas fortes. Basta que haja índice de
3,2% de álcool para ser tecnicamente bebida alcoólica.
A revista Galileu, edição 187,
de fevereiro 2007, publicou
na Coluna “Vigilantes do
Copo”, o seguinte gráfico
fornecido pelo Programa
Álcool e Drogas sem Distorção do Hospital Albert Einstein: teor alcoólico do vinho
tinto: 12%; teor alcoólico da
cerveja: 5%; teor alcoólico
das bebidas destiladas: 40%.
O vinho usado nos
tempos bíblicos era
misturado com água
O vinho, como usado antigamente, era misturado
em três partes de água por
uma de vinho, possuía 2,25
a 2,75% de álcool.
No Antigo Testamento,
encontramos bebidas inebriantes feitas com cevada,
romãs, tâmaras, maçãs e
mel. Todas são chamadas
de bebida forte. A palavra
bíblica, do hebraico, para
bebida forte é “secar”. Também encontramos com frequência a palavra “yayin”
e normalmente refere-se
ao suco de uva fermentado. Tanto a bebida forte
“ s e c a r ” c o m o “ y a y i n” é
condenada em diversos textos, como por exemplo: “O
‘yayin’ causa zombaria e o
‘secar’ provoca tumultos”
(Pv 20.1); “Não devemos
olhar para o ‘yayin’ quando
está vermelho. Ele morderá
como cobra e picará como
a víbora” (Pv 23.31-32);
“O ‘yayin’ é causa dos ais,
dos pesares, das queixas,
das feridas sem motivo e
dos olhos vermelhos (Pv
23.29-30).
A ordem de Deus é abstiA Bíblia condena o uso
nência total de bebida alcode bebidas fortes
Tanto o vinho, como as ólica para todos os crentes.
cervejas atuais, no Brasil são, É também a recomendação
para reis, sacerdotes, nazireus, e o povo em geral. O
padrão divino, tanto do Antigo, como do Novo Testamento, sempre foi de abstinência
total de todos os tipos de
bebida alcoólica. É verdade,
e não preciso omitir, que há
uma tolerância para se beber
vinho diluído em água, na
proporção mínima de três
partes de água para uma de
vinho, para consumo moderado.
O doutor Geisler diz: “Estudos sobre os costumes antigos revelam que o vinho
bíblico era fermentado, mas
era também diluído em água
à proporção de três por um,
quando usado como bebida
ou na celebração da Páscoa e
da Ceia. O Talmude judaico
afirma que o vinho da Páscoa
continha três partes de água
para uma de vinho”. Está provado que mesmo um pequeno gole de vinho pode fazer
um ex-alcoólatra retornar à
dependência. Isso basta para
nem se pensar em usar vinho
sem mistura na Ceia.
A Mishná judaica, que é
a antiga coleção escrita de
interpretações orais da lei
mosaica, que antecederam
ao Tamud, ordena: “Não
pronunciem a bênção sobre o vinho até que água
lhe seja acrescentada. A
mesma Mishná declara que
os judeus utilizavam com
certa regularidade o vinho
fervido, ou seja, o suco de
uva reduzido a uma consistência grossa mediante a
ação do calor. Quando Aristóteles descreveu o vinho da
Arcádia disse que era tão
espesso que era necessário
raspar as garrafas de couro
em que estavam armazenados e depois diluir estes
pedaços de raspas em água
para fazer uma bebida. O
historiador romano Plínio
se referiu com frequência a
um tipo de vinho não embriagante. O poeta romano
Horácio escreveu em 35
a.C. que “Aqui as pessoas
ingerem múltiplos copos de
vinho sem embriagar-se”.
No nono livro de sua obra
Odisseia, Homero anota
que Ulisses colocou em
sua embarcação uma bolsa
de couro carregada de um
vinho doce e negro, que
era necessário diluir com
vinte partes de água antes
de ser bebido. Num antigo
livreto chamado “A tradição
apostólica”, aprendemos
que a Igreja Primitiva seguia
o costume de usar somente
esta classe de vinho misturado, mesmo que fosse a partir de um xarope ou do suco
recém-espremido. Estudos
mostram que se a mistura
for na proporção três de
água por uma de vinho, a
embriaguez só acontecerá
depois da vigésima taça.
O doutor Geisler cita o
professor Robert Stein, que
em seu livro “Vinho Bebido no tempo do Novo
Testamento”, declara: “Nos
tempos antigos, o vinho era
geralmente armazenado em
grandes cântaros de formato
angular chamados amphorae. Para ser consumido, o
vinho era derramado das
amphorae para dentro das
vasilhas chamadas krater,
onde era misturado com
água. (...) Com o vinho dessas krater, enchiam-se taças
ou kylix”.
Até mesmo os pagãos consideravam um ato bárbaro
tomar vinho não misturado com água. Doutor John
McArthur Jr. é um dos autores que menciona a citação
de Mnesiteu de Atenas, que
confirma essa afirmação: “Se
misturares vinho com água
na proporção meio a meio,
15
terás loucura; não misturado
terás colapso do corpo”. Clemente de Alexandria escreveu: “Convém misturar vinho
com a maior quantidade de
água possível”.
Conclusão: o padrão de
vida cristã na Bíblia não admite praticar aquilo que Deus
condena. Aliás, na teologia
sistemática, a segunda estratégia para identificação daquilo que é pecado é, justamente, olhar para aquilo que
o soberano Deus já declarou
que condena, independente do motivo alegado para
praticar.
Um argumento interessante
de ser considerado por aqueles que defendem o uso do
vinho é que 10% das pessoas
que bebem, mesmo socialmente, se embriaga. Você
embarcaria em um avião se
soubesse que haveria 10%
de chance do avião cair? Advertência bíblica: “É melhor
não comer carne, nem beber
vinho, ou fazer qualquer outra coisa que se torne motivo
para que seu irmão tropece”
(Rm 14.21).
Reflita nessa palavra de
Deus ao povo: “Vocês não
comeram pão, nem beberam
vinho, nem qualquer outra
bebida fermentada. Fiz isso
para que vocês soubessem
que eu sou o Senhor, o seu
Deus” (Dt 29.6).
Meu querido leitor, fuja
da “nova moralidade” que
não é outra coisa, senão,
a velha imoralidade com
rótulo novo. Nosso desafio
como povo de Deus é buscar a santificação, a plenitude do Espírito, o caráter
de Cristo. Está chegando o
Natal e as festas de fim de
ano. Comemore sem vinho,
sem álcool. Comemore com
sua consciência em paz,
como tem que ser a festa do
povo de Deus.
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Órgão Oficial da Convenção Batista Brasileira Fundado em 1901