Patrick Goltsman Moreno e Pedro Biólogo pela UFRJ, Mestre em Genética – ênfase em Educação (UFRJ), Professor de Ensino Médio e Fundamental e Coordenador de Ciências do Colégio A. Liessin e Coordenador da Pós-graduação em Sistema de Gestão Integrada em Saúde, Meio Ambiente e Segurança no SENAC-Rio. Luiz de Freitas Engenheiro Agrônomo (USP/ESALQ), Mestre em Hidrologia (UFRGS/IPH), Ph.D. em Ciência do Solo (Cornell University, USA) e Pós-Doutor (IRD, França). Pesquisador Científico (Embrapa Solos, Rio de Janeiro, RJ). Autor e editor técnico de cadernos interativos para o ensino fundamental como instrumento para o aumento da percepção e conscientização ambiental. com a participação de Eduardo Gruzman Neimar Ferreira Nobre Biólogo pela UFRJ, Mestre em Tecnologia Educacional nas Ciências da Saúde (NUTES/UFRJ), Professor do Ensino Fundamental. Geógrafo, especialista em tecnologia educacional, Professor do Ensino Fundamental. CIÊNCIAS 2o ano (1a série) 1a edição Rio de Janeiro Editora Pollux 2011 EQUIPE DE PRODUÇÃO EDITORIAL AUTORES Patrick Goltsman Moreno Biólogo pela UFRJ, Mestre em Genética – ênfase em Educação (UFRJ), Professor de Ensino Médio e Fundamental e Coordenador de Ciências do Colégio A. Liessin e Coordenador da Pós-graduação em Sistema de Gestão Integrada em Saúde, Meio Ambiente e Segurança no SENAC-Rio. Pedro Luiz de Freitas Engenheiro Agrônomo (USP/ESALQ), Mestre em Hidrologia (UFRGS/IPH), Ph.D. em Ciência do Solo (Cornell University, USA) e Pós-Doutor (IRD, França). Pesquisador Científico (Embrapa Solos, Rio de Janeiro, RJ). Autor e editor técnico de cadernos interativos para o ensino fundamental como instrumento para o aumento da percepção e conscientização ambiental. COAUTORES Eduardo Gruzman Biólogo pela UFRJ, Mestre em Tecnologia Educacional nas Ciências da Saúde (NUTES/UFRJ), Professor do Ensino Fundamental. Neimar Ferreira Nobre Geógrafo, especialista em tecnologia educacional, Professor do Ensino Fundamental. Vitor Manoel Rodrigues do Nascimento Geólogo e Geógrafo, Mestre em Geologia e Geofísica Marinha pela UFF e Professor Assistente da UFF. Curso de Licenciatura em Ciências Naturais. COLABORADOR Carlos Eduardo Gonçalves Ferreira Licenciado em Geografia pela UERJ, mestrando em Geomática pela UERJ (mapas). PROJETO GRÁFICO Renato Wildt Designer Gráfico, Pós-graduado em Marketing e com cursos de extensão na SVA (School of Visual Arts - NY). ILUSTRAÇÕES Felipe Paes de Almeida Designer Gráfico. Fernando Costa Pereira Designer Gráfico. Rafael Baldissara Belcastro Designer Gráfico. REVISÃO ORTOGRÁFICA, GRAMATICAL E DE ESTILO Heloisa Mesquita Portes Professora de Língua Portuguesa e Literatura. CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ M842c Moreno, Patrick Goltsman, 1977Conhecendo a Terra : um olhar ecológico sobre o planeta, 2º ano (1ª série) : livro do aluno / Patrick Goltsman Moreno e Pedro Luiz de Freitas ; com a participação de Eduardo Gruzman e Neimar Ferreira Nobre. - 1.ed. - Rio de Janeiro: Pollux , 2011. 48p. : il. color. ISBN 978-85-62475-07-8 11-0563. 28.01.11 1. Ciências - Estudo e ensino (Ensino fundamental). 2. Geografia - Estudo e ensino (Ensino fundamental). 3. Ecologia - Estudo e ensino (Ensino fundamental). 4. Educação ambiental - Estudo e ensino (Ensino fundamental). I. Freitas, Pedro Luiz de, 1953-. II. Título. CDD: 372.35 CDU: 373.3.016:5 31.01.11 024236 Copyright © 2011 Editora Pollux Ltda. 1a edição Rua da Assembléia, 10, sala 3111 – parte CEP 20011-901 – Rio de Janeiro, RJ – Tel.: (21) 3021-3831. Site: http://www.editorapollux.com.br Contato: [email protected] Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução por quaisquer meios, inclusive eletrônicos, sem a devida autorização por escrito da editora. A editora processará os infratores pelas penas máximas previstas nos Códigos Civil e Penal. Impresso no Brasil. Printed in Brazil. ntificou uma A EDITORA POLLUX ide brasileiro e carência no mercado editorial sobre ecologia e lançou uma coleção de livros NHECENDO conscientização ambiental. CO ico sobre o planeta A TERRA, Um olhar ecológ ental, desde o destina-se ao Ensino Fundam segundo ao quinto ano. ano do Ensino Neste livro, destinado ao 2.º aos alunos as Fundamental, apresentamos com ênfase primeiras noções de ecologia, nte e na na preservação do meio ambie os com o mundo que sustentabilidade. Trabalham o deles, que expressa os cerca, que está mais próxim com maior clareza. a sua consciência ambiental e o bairro. Estudaremos a casa, a escola o em que a Vivemos um momento crític da intensamente pelo natureza tem sido prejudica l para a sobrevivência ser humano. É fundamenta conhecemos, do nosso planeta, tal como o ento e passarmos a mudarmos nosso comportam meio ambiente. agir de forma a respeitar o ueno planeta Considerada apenas um peq a estrela dentre rochoso orbitando o Sol, um Via Láctea, a Terra, bilhões de outras estrelas da a da natureza, da no entanto, é uma maravilh loração exagerada biodiversidade, da vida. A exp co toda esta riqueza. dos seus recursos coloca em ris ra que aprendam Educar as novas gerações pa ito importante e a viver sustentavelmente é mu Um olhar ecológico CONHECENDO A TERRA, orar intensamente sobre o planeta pretende colab neste sentido. OS EDITORES ÍNDICE ..................... 5 Conhecendo minha casa ...... ................... 19 Conhecendo minha escola ... ................... 33 Conhecendo meu bairro ...... .................... 47 Bibliografia ........................ ................... 48 Sites sugeridos ..................... Capítulo1 CONHECENDO MINHA CASA Foto: Patrick oreno Goltsman M Foto: Patrick Goltsm an Moreno rtorano Foto: Lucietta Ma Foto: Patrick Goltsman Moreno Foto: Patrick Goltsman Moreno Foto: Patrick Goltsman Moreno Ei, psiu! É, você mesmo... Você sabia que o futuro da Terra está nas suas mãos? Não só nas suas, mas também nas dos seus amigos, da sua família, dos seus vizinhos e de cada um dos habitantes do nosso planeta. Pois é, para garantir que ele continue “saudável” temos que estar conscientes do nosso papel. E, por onde começar? Sem dúvida, a melhor forma é dentro da nossa própria casa. Vamos nessa? 5 Capítulo 1 LAR, DOCE LAR Você já pensou em como é sua casa? E como você gostaria que ela fosse? Mas será que todas as casas são iguais? Com certeza não... Algumas casas são maiores que outras. Algumas têm quintal, outras não. Algumas ficam em condomínios e outras em comunidades. Outras podem ser apartamentos localizados em pequenos prédios ou grandes edifícios. Mas isso não é importante. O que realmente importa é que nossa casa, independente de como seja, é o nosso lar, onde moramos junto com aquelas pessoas que mais amamos. E, por isso, precisamos cuidar muito bem dela! 6 Capítulo 1 CUIDANDO DA NOSSA CASA Para cuidar da sua casa, a primeira tarefa é mantê-la sempre limpa. A sujeira, além de deixar uma aparência muito ruim, pode atrair insetos, ratos e outros seres que causam doenças. Por isso, nada de deixar sujeira espalhada pela casa! Além disso, é importante tentar conservar sua casa. Se destruir sua casa, além dela ficar com um aspecto ruim, seus pais terão que gastar dinheiro para consertá-la. E o dinheiro gasto poderia ser usado para outra finalidade como passeios, viagens etc. Outra preocupação é evitar os acidentes domésticos. Claro que acidentes acontecem, mas se tomarmos bastante cuidado, poderemos evitá-los. Para isso, basta seguir algumas regrinhas: Nunca, em hipótese alguma, tente comer ou beber algo que você não conhece. Muitas substâncias que existem em casa podem ser venenosas. Cuidado com os cantos dos móveis e os objetos pontudos. Evite brincar perto deles. Nunca tente pegar algo que esteja fora do seu alcance. Se tiver dificuldade, chame um adulto. Não brinque com facas, tesouras, ferro de passar, ferramentas etc. Muito cuidado com as escadas e janelas, principalmente se não tiverem corrimão ou rede de proteção. Nunca tente mexer no fogão nem em nada que esteja sobre ele. Se quiser algo, peça ajuda. Não coloque os dedos nem outros objetos nas tomadas. Além do perigo de levar um choque, você poderá danificar muitos aparelhos eletrônicos da sua casa. 7 Capítulo 1 EVITANDO DESPERDÍCIOS Desperdiçar significa gastar sem necessidade. Assim, toda vez que gastamos alguma coisa mais do que precisamos, estamos cometendo um tipo de desperdício. O desperdício pode ser de água, de luz, de comida e até mesmo de tempo. Os especialistas calculam que, no Brasil, mais da metade dos alimentos produzidos é desperdiçada. Já imaginou quantas pessoas poderiam aproveitar todo esse alimento que vai para o lixo? Outro problema é que quando existe desperdício, quem paga a conta somos nós. Isso porque a utilização dos recursos naturais, ou seja, que a natureza produz, aumenta desnecessariamente. E, para piorar, muitos destes recursos não são infinitos e um dia poderão acabar. Desperdício de alimentos em feira (fotos: editora pollux) Por isso, é importante estarmos sempre atentos para evitar o desperdício. O problema é que esse desperdício pode se esconder nos mínimos detalhes, ou seja, em hábitos que adquirimos e nem nos damos conta. Quem nunca escovou os dentes com a torneira aberta ou colocou mais comida no prato do que poderia comer? Mas mudar nossos hábitos não é impossível! É tudo uma questão de força de vontade. Para isso, é fundamental conhecer formas de evitar o desperdício no dia a dia. Depois é só colocar tudo em prática. Vamos tentar? 8 Capítulo 1 ECONOMIZANDO ENERGIA ELÉTRICA Com certeza você já deve ter escutado seus pais falando: Não esqueça de apagar as luzes! ou Não ligue todos os aparelhos eletrônicos ao mesmo tempo! Mas porque será que eles se preocupam tanto com isso? A primeira explicação é bastante simples: quanto mais energia elétrica sua casa consumir, mais cara será a conta que seus pais precisarão pagar no final do mês. Isso significa que se você deixar todas as luzes acesas, mais dinheiro seus pais gastarão para pagar a conta de luz. Mas também existe outra explicação. Produzir energia elétrica, ou eletricidade, não é tão simples. Na verdade é um processo bem complicado e caro. No Brasil, a maior parte da eletricidade é produzida pelas usinas hidrelétricas. Essas usinas são grandes construções que utilizam a força da queda d’água dos rios para produzir eletricidade. Quer saber como isso acontece? hidrelétrica de itaipu (foto: caio coronel/itaipu binacional) LINHAS DE TRANSMISSÃO BARRAGEM GERADOR DUTO RIO TURBINAS RESERVATÓRIO 9 Capítulo 1 Geralmente, a usina hidrelétrica é instalada em um local do rio onde existe uma cachoeira ou uma corredeira. Ali, se constrói uma barragem para represar a água. Na barragem são instalados grandes dutos que levam a água até as turbinas. À medida que a água vai passando, as turbinas giram e acionam os geradores que produzem eletricidade. A eletricidade produzida é levada, através das linhas de transmissão, até as nossas casas. O problema é que para construir o reservatório de água de uma usina é preciso inundar uma grande área. Isso significa que as famílias que vivem na região precisam se mudar, a vegetação precisa ser retirada e os animais têm que ser transferidos para outros locais. Outra forma muito utilizada para produzir eletricidade em nosso País é através das usinas termoelétricas. Elas utilizam carvão mineral, óleo combustível ou gás natural para produzir eletricidade. Porém, estas usinas liberam gases poluentes que podem causar o aquecimento do planeta. usina termoelétrica de tubarão (foto: margi moss) 10 Capítulo 1 Além das hidrelétricas e termoelétricas, também existem outras formas de produzir eletricidade. Algumas delas são menos poluentes e, por isso, são chamadas de energia limpa. Tente pesquisar quais são estas formas de produzir energia. Em seguida, explique o que você descobriu para sua turma. Assim, quanto mais eletricidade utilizarmos, mais usinas precisarão ser construídas. Isso significa provocar um maior impacto ambiental e destruir mais a natureza. Por isso, é tão importante economizar. Mas como podemos usar a eletricidade sem desperdício? Existem algumas dicas que podem ajudar você e sua família a economizar. Vamos conhecê-las? • Ajuste o chuveiro elétrico para a posição verão/ inverno dependendo da época do ano. Também desligue a água quando estiver se ensaboando. • Nunca deixe a televisão ligada quando não tiver ninguém assistindo. O mesmo vale para os rádios e outros equipamentos. • Não deixe as luzes acesas sem necessidade. • Peça para seus pais trocarem as lâmpadas incandescentes pelas econômicas. Além de consumirem menos energia, duram 10 vezes mais. • Evite usar aparelhos que utilizam muita energia no horário de pico, ou seja, entre 18 e 21 horas. Durante este horário, o consumo de energia é maior em nosso País. • Não deixe a porta da geladeira aberta durante muito tempo. • Caso seus pais precisem comprar eletrodomésticos, peça para eles darem preferência aos aparelhos mais eficientes, ou seja, aos que consomem menos energia. 11 Capítulo 1 ECONOMIZANDO ÁGUA Agora que você já sabe como economizar eletricidade, vamos falar de outro recurso natural muito importante – a água. Nesse ponto, nosso País é bastante favorecido. Além de ter um litoral gigantesco, quase 15% da água doce de todo o mundo está no Brasil, seja em rios ou lagos ou até mesmo debaixo da terra (água subterrânea). Porém, se você acha que ela nunca vai acabar, está muito enganado! Hoje, estamos vivendo um problema muito sério que é a falta de água potável. De toda água do mundo apenas 2,5% correspondem à água doce, sendo que a maior parte dela está na forma de gelo. Do restante, apenas uma pequena parte está apropriada para o consumo. Mas como parece que nunca vai faltar água, as pessoas não tomam o cuidado que deveriam para evitar sujar os rios e lagos, nossas fontes de água doce. Até os oceanos estão sujos. Além disso, a sujeira que fica no chão também pode penetrar no solo e acabar contaminando a água subterrânea. Assim, toda água nesses locais acaba contaminada e fica imprópria para ser consumida. litoral da bahia (foto: patrick goltsman moreno) 12 Se você escovar os dentes com a torneira fechada pode reduzir o gasto de água de 12 litros para menos de 1 litro. Cada vez que você dá descarga, há um gasto de até 10 litros de água. Por isso, não use o vaso sanitário como lixeira. Ao lavar a louça por 15 minutos com a torneira aberta, há um gasto de até 240 litros de água. Se abrir a torneira apenas para enxaguar a louça, esse gasto cai para menos de 80 litros. Capítulo 1 Mas além de tentar não poluir a água e o solo, você também pode economizar água limpa evitando desperdícios. No banho, feche a torneira enquanto se ensaboa. O gasto de água pode diminuir de 160 litros para 50 litros em um banho de 10 minutos. Evite usar a mangueira para lavar a calçada. Em 20 minutos, há um desperdício de 360 litros de água. Uma torneira pingando gasta mais de 46 litros de água por dia. Em um mês isso equivale a 1.380 litros de água desperdiçada. 13 Capítulo 1 PRODUZINDO MENOS LIXO Todo dia nós juntamos o lixo, colocamos em frente da nossa casa e ficamos com a consciência do dever cumprido. Mas será que o problema do lixo termina aí? O grande problema do lixo é que cada um de nós produz um pouquinho. Porém, numa cidade de milhões de habitantes, é tanto lixo produzido que vira um problemão. Em todo Brasil é produzido mais de 90 mil toneladas de lixo por dia. Isso equivale a 30 mil caminhões de lixo cheios. Todo dia! E o que fazer com tanto lixo? A maior parte dele acaba indo parar em locais inadequados, poluindo o solo, atraindo animais e transmitindo doenças. Para mudar esta situação, devemos sempre tentar reduzir a quantidade de lixo que produzimos. Isso significa só comprar o que realmente for necessário. Isso vale para roupas, brinquedos, calçados e até comida. Parece óbvio, mas pense em quanta coisa você comprou e quase nunca usou. Também podemos mudar alguns hábitos, como trocar as sacolas plásticas por sacolas de pano, que não são descartáveis. Se comprarmos apenas o necessário, além de evitar desperdício de dinheiro, estaremos gerando menos lixo no futuro. Podemos também tentar reaproveitar parte do que seria jogado fora. Uma lata de ervilhas pode virar um porta-lápis, uma garrafa PET pode virar um vaso de flores, caixas de sabonete e creme dental podem se transformar em brinquedos, e assim por diante. Basta ter um pouco de criatividade para dar outra função para o que iria virar lixo. excesso de lixo jogado na rua (foto: patrick goltsman moreno) 14 (foto: cris turek/ viladoartesao.com.br) cavalo marinho, feito com garrafas pet Capítulo 1 pião feito com um palito, cola e tampa de refrigerante (foto: ricardo vait / www.brinquelobinho.com.br) peixe, feito com caixa de ovo e espuma (foto: http://kidsindoors. blogspot.com) atividade Que tal juntar alguns materiais que iriam parar no lixo e fabricar o seu próprio brinquedo? Para isso você vai precisar de: • 1 garrafa PET • 1 pedaço de barbante de 1 metro • 1 folha de papel usada • Fita adesiva • 1 tesoura Pegue a garrafa PET e, com a ajuda do professor, corte-a ao meio conforme mostra a ilustração. Você vai aproveitar a metade de cima, que tem a forma de uma taça. Amasse o papel até formar uma bolinha e depois envolva a bolinha de papel com fita adesiva. Pegue o barbante e prenda uma das pontas na bolinha. A outra ponta do barbante fica presa na garrafa. Abra a tampa, coloque a outra ponta do barbate no gargalo, e feche a tampa. Agora é só brincar! O objetivo desta brincadeira é segurar a taça com uma das mãos e tentar colocar a bolinha dentro, sem tocar nela. 15 Capítulo 1 Mas o que fazer com o material que não conseguimos reaproveitar? Podemos reciclar! Uma grande parte do lixo que produzimos em casa pode ser reciclada. Isso significa que esse lixo pode se transformar em matériaprima para fabricar novos produtos. Assim, quanto mais reciclarmos, menos recursos naturais serão utilizados. Na verdade, nós não conseguimos reciclar o lixo. Apenas indústrias especializadas conseguem. O que nós podemos fazer é separar o lixo que pode ser reciclado daquele que não pode. Desta forma, pode ser feita a coleta seletiva, ou seja, a coleta apenas do lixo reciclável. lixeiras para coleta seletiva (foto: patrick goltsman moreno) Você já deve ter visto aquelas lixeiras nas cores azul, vermelho, verde e amarelo, certo? Elas têm essas cores para facilitar a separação dos materiais que podem ser reciclados. No vermelho colocamos os plásticos, no verde o vidro, no azul o papel e no amarelo os metais. Mas, calma que você não precisará colocar tantas lixeiras na sua casa. Basta ter dois recipientes diferentes, um para o lixo reciclável e outro para o não reciclável, que também é chamado de lixo orgânico. Separando desta forma, você estará facilitando o processo da reciclagem. 16 Capítulo 1 Também é importante conferir se a empresa que recolhe o lixo da sua casa está preparada para a coleta seletiva. Isso já acontece em muitas cidades do nosso País. Caso contrário, existem muitas cooperativas de catadores que recolhem o lixo reciclável e o levam até as usinas de separação. Nas usinas, o lixo que chega é espalhado em esteiras e separado de acordo com o tipo de material de que é feito. Depois de separado, ele é vendido para as indústrias que reaproveitarão essa matéria-prima para fabricar novos produtos. Porém, nem todo o lixo pode ser reciclado. Esse tipo de lixo, o lixo orgânico, é formado por cascas de frutas, restos de legumes e verduras e vários outros tipos de alimento. Em muitas cidades do nosso País este lixo acaba enterrado de forma inadequada em lugares conhecidos como “lixões”. 17 Capítulo 1 A boa notícia é que parte do lixo orgânico pode ser transformada em adubo através de um processo chamado de compostagem. Com a compostagem, além de diminuir a quantidade de lixo orgânico que vai para os “lixões”, podemos usar o adubo produzido nas plantas da nossa horta. Mas, para que tudo isso aconteça, temos que prestar bastante atenção quando separarmos o lixo reciclável do orgânico. Caso eles se misturem, grande parte daquilo que poderia ser reciclado acaba se perdendo. Assim, se reduzirmos a quantidade de lixo produzido e reaproveitarmos ou separarmos para a reciclagem o que sobrar, muito pouco lixo precisará ser descartado. Desta forma, uma quantidade menor de lixo precisará ser enterrada e a nossa cidade vai ficar mais bonita e saudável. acima, usina de reciclagem de lixo de juiz de fora (foto: demlurb – prefeitura de juiz de fora, mg ) ao lado, usina de reciclagem da cidade de santiago, rio grande do sul (foto: catiuscia bacin) FAÇA SUA PARTE! Ao longo deste capítulo você encontrou várias ideias práticas para ajudar a economizar energia, água e produzir menos lixo. Nos próximos capítulos serão apresentadas várias outras dicas, neste espaço, para que você também possa ajudar o meio ambiente. Aí, é só fazer a sua parte... 18 Capítulo2 CONHECENDO MINHA ESCOLA No capítulo anterior você aprendeu muitas coisas sobre o lugar onde você mora. Economizar água e energia e separar o lixo que produzimos são atitudes importantes para cuidar bem da casa onde vivemos e ainda ajudar o meio ambiente. E a escola onde você estuda? Será que também devemos cuidar bem dela? 19 Capítulo 2 A ESCOLA Você já fez as contas de quanto tempo passa na escola? Vamos calcular? Para isso, conte quantas horas por dia você fica na escola. Também conte quantas horas por dia você está dentro de casa e também dormindo. Você vai perceber que passa quase metade do tempo em que está acordado dentro dela. Percebeu a importância da escola? Cuidar bem da sua escola é tão importante quanto cuidar bem da sua casa. Afinal, a escola é a nossa segunda casa. É na escola que aprendemos a ler e a escrever, a somar e a multiplicar, a entender o meio ambiente e a conviver em harmonia e respeitar as outras pessoas. Já imaginou ter que dormir em um quarto cheio de lixo jogado na cama? Ou então jantar em uma cozinha com os talheres e pratos todos espalhados pelo chão? Seria muito ruim, não é? Da mesma forma que gostamos da nossa casa limpa e arrumada, também precisamos deixar a nossa escola da mesma forma. Em um ambiente sujo e desorganizado, fica mais difícil estudar e aprender as coisas importantes que os professores precisam ensinar. 20 Que tal deixar o pátio da sua escola mais bonito construindo uma horta com materiais recicláveis? Além de reaproveitar o lixo, vocês vão deixar a escola mais agradável e ainda produzir alimentos que poderão ser usados na merenda. Para isso vocês vão precisar dos seguintes materiais: • Garrafas PET • Sementes de verduras, legumes e temperos Capítulo 2 atividade • Terra adubada (pode ser produzida na própria escola) Peça para sua professora combinar com a direção da escola para reservar uma pequena área do pátio para construir a horta. É importante que essa área seja de terra, pois vocês precisarão cavar um pouco o terreno. Agora vocês vão preparar os tijolos que formarão o cercado da horta. Corte uma garrafa PET ao meio e encaixe a metade de cima dentro da metade de baixo, com a tampa voltada para baixo. Depois, encaixe outra garrafa PET dentro, também de cabeça para baixo. Está pronto o seu primeiro tijolo! Monte agora os outros tijolos com o restante das garrafas PET. A quantidade de tijolos necessária vai depender do tamanho da sua horta. Depois que todos os tijolos estiverem prontos, marque no terreno as linhas que demarcam a área da horta. Cave no local marcado um pequeno buraco, aproximadamente da largura do tijolo de garrafa PET. Encaixe o tijolo dentro do buraco e complete com terra para ficar bem firme. Repita o procedimento até completar toda a demarcação da horta. 29 Capítulo3 ConheCendo Meu bairro Vista do bairro de Copacabana a partir do Pão de Açúcar. Foto: Editora Pollux Você conhece o bairro onde mora? sabe localizar a rua onde está sua escola? sabe dizer quais são as ruas próximas a sua casa? Não! Isso não é problema, pois a partir de agora você vai conhecer um pouco mais sobre o lugar onde você vive. 33 Capítulo 3 ConheCendo o Seu bairro Você já prestou atenção no lugar onde mora? Sabe se ali existe alguma praça, parque ou campo de futebol? Provavelmente, sim. E como você faz para chegar até estes lugares? Por exemplo, para ir da sua casa para a escola você precisa passar por algumas ruas. E se a distância entre sua casa e a escola for muito grande, provavelmente você precisará passar por mais ruas. Além das ruas, você também passará por diferentes construções, como a padaria, o supermercado, a igreja, a praça etc. As várias ruas de uma mesma área, juntamente com as construções daquele local, formam um bairro. O bairro é uma forma que os seres humanos encontraram para dividir uma cidade. Assim, fica mais fácil nos orientarmos dentro da cidade. Você provavelmente conhece muitos bairros: onde mora, o da escola, onde mora um parente ou um amigo. Você já reparou que eles são diferentes? 34 Capítulo 3 aS TranSForMaçÕeS do Seu bairro Por mais parecidos que sejam, cada bairro tem suas próprias características. Alguns bairros são chamados de residenciais por serem formados por muitas casas e prédios onde as pessoas moram. Outros bairros são chamados de industriais, pois ali praticamente só existem fábricas. Também existem os bairros comerciais, onde encontramos muitas lojas para o comércio. bairro industrial (foto: patrick goltsman moreno) Essas características existem principalmente pela forma como o bairro foi construído e pelo modo como os moradores vivem (ou viveram) naquele local, ou seja, pela sua história. acima e ao lado, exemplos de bairros comerciais (fotos: patrick goltsman moreno) bairro residencial (foto: maria luiza de freitas) 38 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIA Abrantes, J. BRASIL O País dos Desperdícios. Ed. Auriverde, 2005. Almanaque Brasil Socioambiental, Instituto Socioambiental (ISA). Almeida, Rosangela D. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. São Paulo: Contexto, 2001. 120 p. Gandon, Odile. Para entender o mundo: os grandes desafios de hoje e de amanhã. Ed. SM: São Paulo, 2007. Indicadores de Desenvolvimento Sustentável – Brasil 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rio de Janeiro – 2010. Andrade, Carlos Drummond de. Sentimento do mundo. 6.ª ed. Rio de Janeiro: Record, 1998. p. 28. Irani, Mara Akie; Ezaki, Sibele. As águas subterrâneas do estado de São Paulo. Cadernos de Educação Ambiental. 2.ª Ed. São Paulo: Secretaria do Estado do Meio Ambiente – SMA. 2009, 104p. Archela, Rosely S. Imagem e representação gráfica. In: Geografia. Londrina 8(1): 5-11, 1999. Lei 8987/95 – (disponível em http://www.planalto. gov.br/ccivil_03/Leis/L8987cons.htm) Atlas de Energia Elétrica no Brasil – 2ª edição. Agência Nacional de Energia Elétrica (ANAEEL), 2008. Lei 9433/97 – (disponível em http://www.planalto. gov.br/ccivil_03/Leis/L9433.htm) Caderno de Energia, Eletrobras-Furnas. (Disponível em http://www.furnas.com.br/docs. asp?doc=arcs/pdf/Caderno%20da%20Energia.pdf) Canto, Eduardo Leite do. Ciências naturais: aprendendo com o cotidiano. São Paulo: Editora Moderna, 2009 Collischonn, W. ; Tassi, R. Introduzindo Hidrologia. 2009. (disponível em http://galileu.iph. ufrgs.br/collischonn/apostila_hidrologia/apostila. html). Declaração universal da água (disponível em http:// www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/agua/declaracao. html) Fadini, Pedro Sérgio e Fadini, Almerinda Antonia Barbosa. Lixo, Desafios e Compromissos. In: Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola, maio de 2001. Disponível em: http://qnesc.sbq.org. br/online/cadernos/01/lixo.pdf Lixo, desafios e compromissos – Cadernos Temáticos de Química. Nova Escola, maio 2001. Netmidia e L. Dudas. CD-Rom Origem eE Destinação dos Resíduos Sólidos. Netmidia Computação Gráfica Ltda. Curitiba, 2001. Nobre, Neimar Ferreira. A utilização do jogo como recurso didático-pedagógico no ensino de Geografia. In: Cadernos de Monitoria da Faculdade de Educação da UFF, 1. Niterói: 2003. p. 49 – 52. Paganelli, Tomoko; Antunes, Aracy de Rego & Soihet, Rachel. A noção de espaço e de tempo: o mapa e o gráfico. In: Revista Orientação, Instituto de Geografia da USP, n.º 6, São Paulo, 1985. Paganelli, Tomoko; Antunes, Aracy de Rego & Menandro, Heloisa Fesch. Estudos Sociais: teoria e prática. Rio de Janeiro: Access, 1993. Paganelli, Tomoko; Antunes, Aracy de Rego & Soihet, Rachel. A noção de espaço e de tempo: o mapa e o gráfico. In: Revista Orientação, Instituto de Geografia da USP, n.º 6. São Paulo, 1985. p. 21-38. Recine, Elisabetta (coord.); Irala, Clarissa Hoffman; Fernandez, Patrícia Martins. Horta - Manual para Escolas. Brasília, UnB – Faculdade de Ciências da Saúde, 2001. Disponível em: http://www.turminha. mpf.gov.br/para-o-professor/publicacoes/Manualda-horta.pdf/at_download/file Romera e Silva, Paulo Augusto (org). Água: quem vive sem? 2.ª Ed. FCTH/CT-Hidro (ANA, CNPq/ SNRH): São Paulo, 2003. Santos, Milton. Metamorfoses do Espaço Habitado. São Paulo: Hucitec, 1997, p. 61-74. Santos, Milton. Paisagem e Espaço. In Metamorfoses do Espaço Habitado. São Paulo: Hucitec, 1997. Scarlato, Francisco Capuano. Metropolização de São Paulo e o Terceiro Mundo. 2ª ed. Iglu, 1989 Scarlato, Francisco Capuano e Pontin, Joel Arnaldo. O Ambiente Urbano. 4.ª Ed. Atual: São Paulo, 1999. Silva Júnior, Paulo Roberto da. A Importância das áreas verdes. http://www.bioagri.com.br/site/ img_site/arquivos_ambiente/37_622b2937f17255d5 ca7948ca8a3e23e7.pdf Simielli, Maria Elena R. Cartografia no ensino fundamental e médio. In: Ana Fani (org), A geografia na sala de aula, Contexto, São Paulo: 1999. 92-108p. Soares, Maria Therezinha de Segadas. O Conceito Geográfico de Bairro e Sua Exemplificação na Cidade do Rio de Janeiro. In: Bernardes, Lê Soares. Cidade e Região. Biblioteca Carioca. Rio de Janeiro: MTS, 1987. Teixeira, Marlene e Machado, Rosa Maria. Conceito de bairro: unidade polar ou técnica?. In: Anuário do Instituo de Geociências UFRJ. Rio de Janeiro: 1986. 66 - 71p.