Patrick Goltsman Moreno e Pedro
Biólogo pela UFRJ, Mestre em Genética – ênfase
em Educação (UFRJ), Professor de Ensino Médio e
Fundamental e Coordenador de Ciências do Colégio A.
Liessin e Coordenador da Pós-graduação em Sistema de
Gestão Integrada em Saúde, Meio Ambiente e Segurança
no SENAC-Rio.
Luiz
de
Freitas
Engenheiro Agrônomo (USP/ESALQ), Mestre em
Hidrologia (UFRGS/IPH), Ph.D. em Ciência do Solo
(Cornell University, USA) e Pós-Doutor (IRD, França).
Pesquisador Científico (Embrapa Solos, Rio de Janeiro,
RJ). Autor e editor técnico de cadernos interativos para
o ensino fundamental como instrumento para o aumento
da percepção e conscientização ambiental.
com a participação de
Eduardo Gruzman
Neimar Ferreira Nobre
Biólogo pela UFRJ, Mestre em Tecnologia Educacional
nas Ciências da Saúde (NUTES/UFRJ), Professor do
Ensino Fundamental.
Geógrafo, especialista em tecnologia educacional,
Professor do Ensino Fundamental.
CIÊNCIAS
2o ano (1a série)
1a edição
Rio de Janeiro
Editora Pollux
2011
EQUIPE DE PRODUÇÃO EDITORIAL
AUTORES
Patrick Goltsman Moreno Biólogo pela UFRJ, Mestre em Genética – ênfase em Educação (UFRJ),
Professor de Ensino Médio e Fundamental e Coordenador de Ciências do
Colégio A. Liessin e Coordenador da Pós-graduação em Sistema de Gestão
Integrada em Saúde, Meio Ambiente e Segurança no SENAC-Rio.
Pedro Luiz de Freitas Engenheiro Agrônomo (USP/ESALQ), Mestre em Hidrologia
(UFRGS/IPH), Ph.D. em Ciência do Solo (Cornell University, USA)
e Pós-Doutor (IRD, França). Pesquisador Científico (Embrapa Solos,
Rio de Janeiro, RJ). Autor e editor técnico de cadernos interativos para
o ensino fundamental como instrumento para o aumento da percepção
e conscientização ambiental.
COAUTORES
Eduardo Gruzman Biólogo pela UFRJ, Mestre em Tecnologia Educacional nas Ciências da
Saúde (NUTES/UFRJ), Professor do Ensino Fundamental.
Neimar Ferreira Nobre Geógrafo, especialista em tecnologia educacional, Professor do Ensino
Fundamental.
Vitor Manoel Rodrigues do Nascimento Geólogo e Geógrafo, Mestre em Geologia e Geofísica Marinha pela
UFF e Professor Assistente da UFF. Curso de Licenciatura em Ciências
Naturais.
COLABORADOR
Carlos Eduardo Gonçalves Ferreira Licenciado em Geografia pela UERJ, mestrando em Geomática pela
UERJ (mapas).
PROJETO GRÁFICO
Renato Wildt Designer Gráfico, Pós-graduado em Marketing e com cursos de
extensão na SVA (School of Visual Arts - NY).
ILUSTRAÇÕES
Felipe Paes de Almeida Designer Gráfico.
Fernando Costa Pereira Designer Gráfico.
Rafael Baldissara Belcastro Designer Gráfico.
REVISÃO ORTOGRÁFICA, GRAMATICAL E DE ESTILO
Heloisa Mesquita Portes Professora de Língua Portuguesa e Literatura.
CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ
M842c
Moreno, Patrick Goltsman, 1977Conhecendo a Terra : um olhar ecológico sobre o planeta,
2º ano (1ª série) : livro do aluno / Patrick Goltsman Moreno
e Pedro Luiz de Freitas ; com a participação de Eduardo
Gruzman e Neimar Ferreira Nobre. - 1.ed. - Rio de Janeiro:
Pollux , 2011.
48p. : il. color.
ISBN 978-85-62475-07-8
11-0563.
28.01.11
1. Ciências - Estudo e ensino (Ensino fundamental).
2. Geografia - Estudo e ensino (Ensino fundamental). 3.
Ecologia - Estudo e ensino (Ensino fundamental). 4. Educação
ambiental - Estudo e ensino (Ensino fundamental). I. Freitas,
Pedro Luiz de, 1953-. II. Título.
CDD: 372.35
CDU: 373.3.016:5
31.01.11
024236
Copyright © 2011 Editora Pollux Ltda.
1a edição
Rua da Assembléia, 10, sala 3111 – parte
CEP 20011-901 – Rio de Janeiro, RJ – Tel.: (21) 3021-3831.
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Contato: [email protected]
Todos os direitos reservados.
Proibida a reprodução por quaisquer meios, inclusive eletrônicos, sem a devida autorização por
escrito da editora. A editora processará os infratores pelas penas máximas previstas nos Códigos
Civil e Penal.
Impresso no Brasil. Printed in Brazil.
ntificou uma
A EDITORA POLLUX ide
brasileiro e
carência no mercado editorial
sobre ecologia e
lançou uma coleção de livros
NHECENDO
conscientização ambiental. CO
ico sobre o planeta
A TERRA, Um olhar ecológ
ental, desde o
destina-se ao Ensino Fundam
segundo ao quinto ano.
ano do Ensino
Neste livro, destinado ao 2.º
aos alunos as
Fundamental, apresentamos
com ênfase
primeiras noções de ecologia,
nte e na
na preservação do meio ambie
os com o mundo que
sustentabilidade. Trabalham
o deles, que expressa
os cerca, que está mais próxim
com maior clareza.
a sua consciência ambiental
e o bairro.
Estudaremos a casa, a escola
o em que a
Vivemos um momento crític
da intensamente pelo
natureza tem sido prejudica
l para a sobrevivência
ser humano. É fundamenta
conhecemos,
do nosso planeta, tal como o
ento e passarmos a
mudarmos nosso comportam
meio ambiente.
agir de forma a respeitar o
ueno planeta
Considerada apenas um peq
a estrela dentre
rochoso orbitando o Sol, um
Via Láctea, a Terra,
bilhões de outras estrelas da
a da natureza, da
no entanto, é uma maravilh
loração exagerada
biodiversidade, da vida. A exp
co toda esta riqueza.
dos seus recursos coloca em ris
ra que aprendam
Educar as novas gerações pa
ito importante e
a viver sustentavelmente é mu
Um olhar ecológico
CONHECENDO A TERRA,
orar intensamente
sobre o planeta pretende colab
neste sentido.
OS EDITORES
ÍNDICE
..................... 5
Conhecendo minha casa ......
................... 19
Conhecendo minha escola ...
................... 33
Conhecendo meu bairro ......
.................... 47
Bibliografia ........................
................... 48
Sites sugeridos .....................
Capítulo1
CONHECENDO
MINHA CASA
Foto: Patrick
oreno
Goltsman M
Foto: Patrick Goltsm
an Moreno
rtorano
Foto: Lucietta Ma
Foto: Patrick
Goltsman Moreno
Foto: Patrick
Goltsman Moreno
Foto: Patrick
Goltsman Moreno
Ei, psiu! É, você mesmo... Você sabia que o
futuro da Terra está nas suas mãos? Não só
nas suas, mas também nas dos seus amigos,
da sua família, dos seus vizinhos e de cada
um dos habitantes do nosso planeta. Pois é,
para garantir que ele continue “saudável”
temos que estar conscientes do nosso papel.
E, por onde começar? Sem dúvida, a
melhor forma é dentro da nossa própria
casa. Vamos nessa?
5
Capítulo 1
LAR, DOCE LAR
Você já pensou em como é sua casa? E como você gostaria que ela fosse?
Mas será que todas as casas são iguais? Com certeza não...
Algumas casas são maiores que outras. Algumas têm quintal, outras não.
Algumas ficam em condomínios e outras em comunidades. Outras podem ser
apartamentos localizados em pequenos prédios ou grandes edifícios.
Mas isso não é importante. O que realmente importa é que nossa casa,
independente de como seja, é o nosso lar, onde moramos junto com aquelas
pessoas que mais amamos. E, por isso, precisamos cuidar muito bem dela!
6
Capítulo 1
CUIDANDO DA NOSSA CASA
Para cuidar da sua casa, a primeira tarefa é mantê-la sempre limpa. A sujeira,
além de deixar uma aparência muito ruim, pode atrair insetos, ratos e outros
seres que causam doenças. Por isso, nada de deixar sujeira espalhada pela casa!
Além disso, é importante tentar conservar sua casa. Se destruir sua casa,
além dela ficar com um aspecto ruim, seus pais terão que gastar dinheiro para
consertá-la. E o dinheiro gasto poderia ser usado para outra finalidade como
passeios, viagens etc.
Outra preocupação é evitar os acidentes domésticos. Claro que acidentes
acontecem, mas se tomarmos bastante cuidado, poderemos evitá-los. Para
isso, basta seguir algumas regrinhas:
Nunca, em hipótese
alguma, tente comer
ou beber algo que
você não conhece.
Muitas substâncias que
existem em casa podem
ser venenosas.
Cuidado com os cantos
dos móveis e os objetos
pontudos. Evite brincar
perto deles.
Nunca tente pegar
algo que esteja fora
do seu alcance. Se tiver
dificuldade, chame um
adulto.
Não brinque com facas,
tesouras, ferro de
passar, ferramentas etc.
Muito cuidado com
as escadas e janelas,
principalmente se não
tiverem corrimão ou
rede de proteção.
Nunca tente mexer no
fogão nem em nada
que esteja sobre ele. Se
quiser algo, peça ajuda.
Não coloque os dedos
nem outros objetos
nas tomadas. Além
do perigo de levar um
choque, você poderá
danificar muitos
aparelhos eletrônicos
da sua casa.
7
Capítulo 1
EVITANDO DESPERDÍCIOS
Desperdiçar significa gastar sem necessidade. Assim, toda vez que gastamos
alguma coisa mais do que precisamos, estamos cometendo um tipo de
desperdício. O desperdício pode ser de água, de luz, de comida e até mesmo
de tempo.
Os especialistas calculam que, no Brasil, mais da metade dos alimentos
produzidos é desperdiçada. Já imaginou quantas pessoas poderiam aproveitar
todo esse alimento que vai para o lixo?
Outro problema é que quando existe desperdício, quem paga a conta somos
nós. Isso porque a utilização dos recursos naturais, ou seja, que a natureza
produz, aumenta desnecessariamente. E, para piorar, muitos destes recursos
não são infinitos e um dia poderão acabar.
Desperdício de alimentos em feira
(fotos: editora pollux)
Por isso, é importante estarmos sempre atentos para evitar o desperdício.
O problema é que esse desperdício pode se esconder nos mínimos detalhes,
ou seja, em hábitos que adquirimos e nem nos damos conta. Quem nunca
escovou os dentes com a torneira aberta ou colocou mais comida no prato do
que poderia comer?
Mas mudar nossos hábitos não é impossível! É tudo uma questão de força
de vontade. Para isso, é fundamental conhecer formas de evitar o desperdício
no dia a dia. Depois é só colocar tudo em prática. Vamos tentar?
8
Capítulo 1
ECONOMIZANDO ENERGIA ELÉTRICA
Com certeza você já deve ter escutado seus pais falando: Não esqueça de
apagar as luzes! ou Não ligue todos os aparelhos eletrônicos ao mesmo tempo! Mas
porque será que eles se preocupam tanto com isso?
A primeira explicação é bastante simples: quanto mais energia elétrica sua
casa consumir, mais cara será a conta que seus pais precisarão pagar no final
do mês. Isso significa que se você deixar todas as luzes acesas, mais dinheiro
seus pais gastarão para pagar a conta de luz.
Mas também existe outra explicação. Produzir energia elétrica, ou
eletricidade, não é tão simples. Na
verdade é um processo bem complicado e caro. No Brasil, a maior
parte da eletricidade é produzida
pelas usinas hidrelétricas.
Essas usinas são grandes
construções que utilizam a força da
queda d’água dos rios para produzir
eletricidade. Quer saber como isso
acontece?
hidrelétrica de itaipu
(foto: caio coronel/itaipu binacional)
LINHAS DE TRANSMISSÃO
BARRAGEM
GERADOR
DUTO
RIO
TURBINAS
RESERVATÓRIO
9
Capítulo 1
Geralmente, a usina hidrelétrica é instalada em um local do rio onde existe
uma cachoeira ou uma corredeira. Ali, se constrói uma barragem para represar
a água. Na barragem são instalados grandes dutos que levam a água até as
turbinas.
À medida que a água vai passando, as turbinas giram e acionam os geradores
que produzem eletricidade. A eletricidade produzida é levada, através das
linhas de transmissão, até as nossas casas.
O problema é que para construir o reservatório de água de uma usina é
preciso inundar uma grande área. Isso significa que as famílias que vivem na
região precisam se mudar, a vegetação precisa ser retirada e os animais têm
que ser transferidos para outros locais.
Outra forma muito utilizada para produzir eletricidade em nosso País é
através das usinas termoelétricas. Elas utilizam carvão mineral, óleo combustível ou gás natural para produzir eletricidade. Porém, estas usinas liberam
gases poluentes que podem causar o aquecimento do planeta.
usina termoelétrica de tubarão
(foto: margi moss)
10
Capítulo 1
Além das hidrelétricas e termoelétricas, também existem
outras formas de produzir eletricidade. Algumas delas são
menos poluentes e, por isso, são chamadas de energia limpa.
Tente pesquisar quais são estas formas de produzir energia.
Em seguida, explique o que você descobriu para sua turma.
Assim, quanto mais eletricidade utilizarmos, mais usinas precisarão ser
construídas. Isso significa provocar um maior impacto ambiental e destruir
mais a natureza. Por isso, é tão importante economizar.
Mas como podemos usar a eletricidade sem desperdício? Existem algumas
dicas que podem ajudar você e sua família a economizar. Vamos conhecê-las?
• Ajuste o chuveiro elétrico
para a posição verão/
inverno dependendo da
época do ano. Também
desligue a água quando
estiver se ensaboando.
• Nunca deixe a
televisão ligada
quando não tiver
ninguém assistindo.
O mesmo vale para
os rádios e outros
equipamentos.
• Não deixe as luzes acesas
sem necessidade.
• Peça para seus pais trocarem
as lâmpadas incandescentes
pelas econômicas. Além de
consumirem menos energia,
duram 10 vezes mais.
• Evite usar aparelhos que
utilizam muita energia
no horário de pico, ou
seja, entre 18 e 21 horas.
Durante este horário,
o consumo de energia é
maior em nosso País.
• Não deixe a porta
da geladeira aberta
durante muito tempo.
• Caso seus pais
precisem comprar
eletrodomésticos,
peça para eles darem
preferência aos
aparelhos mais
eficientes, ou seja, aos
que consomem menos
energia.
11
Capítulo 1
ECONOMIZANDO ÁGUA
Agora que você já sabe como economizar eletricidade, vamos falar de outro
recurso natural muito importante – a água.
Nesse ponto, nosso País é bastante favorecido. Além de ter um litoral
gigantesco, quase 15% da água doce de todo o mundo está no Brasil, seja em
rios ou lagos ou até mesmo debaixo da terra (água subterrânea). Porém, se
você acha que ela nunca vai acabar, está muito enganado!
Hoje, estamos vivendo um problema muito sério que é a falta de água
potável. De toda água do mundo apenas 2,5% correspondem à água doce,
sendo que a maior parte dela está na forma de gelo. Do restante, apenas uma
pequena parte está apropriada para o consumo.
Mas como parece que nunca vai faltar água, as pessoas não tomam o cuidado
que deveriam para evitar sujar os rios e lagos, nossas fontes de água doce. Até
os oceanos estão sujos. Além disso, a sujeira que fica no chão também pode
penetrar no solo e acabar contaminando a água subterrânea. Assim, toda água
nesses locais acaba contaminada e fica imprópria para ser consumida.
litoral da bahia
(foto: patrick goltsman moreno)
12
Se você escovar os dentes com a
torneira fechada pode reduzir o
gasto de água de 12 litros para
menos de 1 litro.
Cada vez que você dá descarga,
há um gasto de até 10 litros de
água. Por isso, não use o vaso
sanitário como lixeira.
Ao lavar a louça por 15 minutos
com a torneira aberta, há um gasto
de até 240 litros de água. Se abrir a
torneira apenas para enxaguar a
louça, esse gasto cai para menos de
80 litros.
Capítulo 1
Mas além de tentar não poluir a água e o solo, você também pode economizar
água limpa evitando desperdícios.
No banho, feche a torneira
enquanto se ensaboa. O gasto de
água pode diminuir de 160 litros
para 50 litros em um banho de 10
minutos.
Evite usar a mangueira para
lavar a calçada. Em 20 minutos,
há um desperdício de 360 litros de
água.
Uma torneira pingando
gasta mais de 46 litros de
água por dia. Em um mês isso
equivale a 1.380 litros de água
desperdiçada.
13
Capítulo 1
PRODUZINDO MENOS LIXO
Todo dia nós juntamos o lixo, colocamos em frente da nossa casa e ficamos com
a consciência do dever cumprido. Mas será que o problema do lixo termina aí?
O grande problema do lixo é que cada um de nós produz um pouquinho.
Porém, numa cidade de milhões de habitantes, é tanto lixo produzido que vira
um problemão.
Em todo Brasil é produzido mais de 90 mil toneladas de lixo por dia. Isso
equivale a 30 mil caminhões de lixo cheios. Todo dia! E o que fazer com tanto
lixo? A maior parte dele acaba indo parar em locais inadequados, poluindo o
solo, atraindo animais e transmitindo doenças.
Para mudar esta situação, devemos sempre tentar reduzir a quantidade de
lixo que produzimos. Isso significa só comprar o que realmente for necessário.
Isso vale para roupas, brinquedos, calçados e até comida. Parece óbvio, mas
pense em quanta coisa você comprou e quase nunca usou.
Também podemos mudar alguns hábitos, como trocar as sacolas plásticas por
sacolas de pano, que não são descartáveis. Se comprarmos apenas o necessário,
além de evitar desperdício de dinheiro, estaremos gerando menos lixo no futuro.
Podemos
também
tentar
reaproveitar parte do que seria
jogado fora. Uma lata de ervilhas
pode virar um porta-lápis, uma
garrafa PET pode virar um vaso de
flores, caixas de sabonete e creme
dental podem se transformar em
brinquedos, e assim por diante.
Basta ter um pouco de criatividade
para dar outra função para o que iria
virar lixo.
excesso de lixo jogado na rua
(foto: patrick goltsman moreno)
14
(foto: cris turek/
viladoartesao.com.br)
cavalo marinho,
feito com garrafas pet
Capítulo 1
pião feito com um
palito, cola e tampa
de refrigerante
(foto: ricardo vait /
www.brinquelobinho.com.br)
peixe, feito com caixa
de ovo e espuma
(foto: http://kidsindoors.
blogspot.com)
atividade
Que tal juntar alguns materiais que iriam parar no lixo e fabricar o seu próprio
brinquedo? Para isso você vai precisar de:
• 1 garrafa PET
• 1 pedaço de barbante de 1 metro
• 1 folha de papel usada
• Fita adesiva
• 1 tesoura
Pegue a garrafa PET e, com a ajuda do professor,
corte-a ao meio conforme mostra a ilustração.
Você vai aproveitar a metade de cima, que tem
a forma de uma taça. Amasse o papel até formar
uma bolinha e depois envolva a bolinha de papel
com fita adesiva. Pegue o barbante e prenda uma
das pontas na bolinha. A
outra ponta do barbante
fica presa na garrafa.
Abra a tampa, coloque a
outra ponta do barbate no
gargalo, e feche a tampa.
Agora é só brincar! O
objetivo desta brincadeira
é segurar a taça com uma
das mãos e tentar colocar a
bolinha dentro, sem tocar nela.
15
Capítulo 1
Mas o que fazer com o material que não conseguimos reaproveitar?
Podemos reciclar! Uma grande parte do lixo que produzimos em casa pode
ser reciclada. Isso significa que esse lixo pode se transformar em matériaprima para fabricar novos produtos. Assim, quanto mais reciclarmos, menos
recursos naturais serão utilizados.
Na verdade, nós não conseguimos reciclar o lixo. Apenas indústrias
especializadas conseguem. O que nós podemos fazer é separar o lixo que
pode ser reciclado daquele que não pode. Desta forma, pode ser feita a coleta
seletiva, ou seja, a coleta apenas do lixo reciclável.
lixeiras para coleta seletiva
(foto: patrick goltsman moreno)
Você já deve ter visto aquelas lixeiras nas cores azul, vermelho, verde e
amarelo, certo? Elas têm essas cores para facilitar a separação dos materiais
que podem ser reciclados. No vermelho colocamos os plásticos, no verde o
vidro, no azul o papel e no amarelo os metais.
Mas, calma que você não precisará colocar tantas lixeiras na sua casa. Basta
ter dois recipientes diferentes, um para o lixo reciclável e outro para o não
reciclável, que também é chamado de lixo orgânico. Separando desta forma,
você estará facilitando o processo da reciclagem.
16
Capítulo 1
Também é importante conferir se a empresa que recolhe o lixo da sua casa
está preparada para a coleta seletiva. Isso já acontece em muitas cidades do
nosso País. Caso contrário, existem muitas cooperativas de catadores que
recolhem o lixo reciclável e o levam até as usinas de separação.
Nas usinas, o lixo que chega é espalhado em esteiras e separado de acordo
com o tipo de material de que é feito. Depois de separado, ele é vendido
para as indústrias que reaproveitarão essa matéria-prima para fabricar novos
produtos.
Porém, nem todo o lixo pode ser reciclado. Esse tipo de lixo, o lixo orgânico,
é formado por cascas de frutas, restos de legumes e verduras e vários outros
tipos de alimento. Em muitas cidades do nosso País este lixo acaba enterrado
de forma inadequada em lugares conhecidos como “lixões”.
17
Capítulo 1
A boa notícia é que parte do lixo orgânico pode ser transformada em adubo
através de um processo chamado de compostagem. Com a compostagem, além
de diminuir a quantidade de lixo orgânico que vai para os “lixões”, podemos
usar o adubo produzido nas plantas da nossa horta.
Mas, para que tudo isso aconteça, temos que prestar bastante atenção quando
separarmos o lixo reciclável do orgânico. Caso eles se misturem, grande parte
daquilo que poderia ser reciclado acaba se perdendo.
Assim, se reduzirmos a quantidade de lixo produzido e reaproveitarmos
ou separarmos para a reciclagem
o que sobrar, muito pouco lixo
precisará ser descartado. Desta
forma, uma quantidade menor
de lixo precisará ser enterrada e a
nossa cidade vai ficar mais bonita
e saudável.
acima, usina de reciclagem
de lixo de juiz de fora
(foto: demlurb – prefeitura
de juiz de fora, mg )
ao lado, usina de
reciclagem
da cidade de santiago,
rio grande do sul
(foto: catiuscia bacin)
FAÇA SUA PARTE!
Ao longo deste capítulo você encontrou várias ideias práticas
para ajudar a economizar energia, água e produzir menos
lixo. Nos próximos capítulos serão apresentadas várias
outras dicas, neste espaço, para que você também possa
ajudar o meio ambiente. Aí, é só fazer a sua parte...
18
Capítulo2
CONHECENDO
MINHA ESCOLA
No capítulo anterior você aprendeu
muitas coisas sobre o lugar onde você
mora. Economizar água e energia e
separar o lixo que produzimos são atitudes
importantes para cuidar bem da casa onde
vivemos e ainda ajudar o meio ambiente.
E a escola onde você estuda? Será que
também devemos cuidar bem dela?
19
Capítulo 2
A ESCOLA
Você já fez as contas de quanto tempo passa na escola? Vamos calcular?
Para isso, conte quantas horas por dia você fica na escola. Também
conte quantas horas por dia você está dentro de casa e também
dormindo. Você vai perceber que passa quase metade do tempo em
que está acordado dentro dela. Percebeu a importância da escola?
Cuidar bem da sua escola é tão importante quanto cuidar bem da sua casa.
Afinal, a escola é a nossa segunda casa. É na escola que aprendemos a ler e a
escrever, a somar e a multiplicar, a entender o meio ambiente e a conviver em
harmonia e respeitar as outras pessoas.
Já imaginou ter que dormir em um quarto cheio de lixo jogado na cama?
Ou então jantar em uma cozinha com os talheres e pratos todos espalhados
pelo chão? Seria muito ruim, não é?
Da mesma forma que gostamos da nossa casa limpa e arrumada, também
precisamos deixar a nossa escola da mesma forma. Em um ambiente sujo e
desorganizado, fica mais difícil estudar e aprender as coisas importantes que
os professores precisam ensinar.
20
Que tal deixar o pátio da sua escola mais bonito construindo uma horta
com materiais recicláveis? Além de reaproveitar o lixo, vocês vão deixar a
escola mais agradável e ainda produzir alimentos que poderão ser usados
na merenda. Para isso vocês vão precisar dos seguintes materiais:
• Garrafas PET
• Sementes de verduras, legumes e temperos
Capítulo 2
atividade
• Terra adubada (pode ser
produzida na própria escola)
Peça para sua professora combinar com a direção da escola para reservar
uma pequena área do pátio para construir a horta. É importante que essa
área seja de terra, pois vocês precisarão cavar um pouco o terreno.
Agora vocês vão preparar os tijolos
que formarão o cercado da horta.
Corte uma garrafa PET ao meio e
encaixe a metade de cima dentro
da metade de baixo, com a tampa
voltada para baixo. Depois, encaixe
outra garrafa PET dentro, também
de cabeça para baixo. Está pronto o
seu primeiro tijolo!
Monte agora os outros tijolos com
o restante das garrafas PET. A
quantidade de tijolos necessária vai
depender do tamanho da sua horta.
Depois que todos os tijolos
estiverem prontos, marque no
terreno as linhas que demarcam
a área da horta. Cave no local
marcado um pequeno buraco,
aproximadamente da largura do tijolo de garrafa PET. Encaixe o tijolo
dentro do buraco e complete com terra para ficar bem firme. Repita o
procedimento até completar toda a demarcação da horta.
29
Capítulo3
ConheCendo
Meu bairro
Vista do bairro de Copacabana a partir do Pão de Açúcar. Foto: Editora Pollux
Você conhece o bairro onde mora? sabe
localizar a rua onde está sua escola? sabe
dizer quais são as ruas próximas a sua
casa? Não! Isso não é problema, pois a
partir de agora você vai conhecer um pouco
mais sobre o lugar onde você vive.
33
Capítulo 3
ConheCendo o Seu bairro
Você já prestou atenção
no lugar onde mora? Sabe
se ali existe alguma praça,
parque ou campo de
futebol? Provavelmente,
sim. E como você faz para
chegar até estes lugares?
Por exemplo, para ir da
sua casa para a escola você
precisa passar por algumas
ruas. E se a distância entre
sua casa e a escola for muito grande, provavelmente você precisará passar por
mais ruas. Além das ruas, você também passará por diferentes construções,
como a padaria, o supermercado, a igreja, a praça etc.
As várias ruas de uma mesma área, juntamente com as construções daquele
local, formam um bairro. O bairro é uma forma que os seres humanos
encontraram para dividir uma cidade. Assim, fica mais fácil nos orientarmos
dentro da cidade.
Você provavelmente conhece muitos bairros: onde mora, o da escola,
onde mora um parente ou um amigo. Você já reparou que eles são
diferentes?
34
Capítulo 3
aS TranSForMaçÕeS do Seu bairro
Por mais parecidos que sejam,
cada bairro tem suas próprias
características. Alguns bairros são
chamados de residenciais por serem
formados por muitas casas e prédios
onde as pessoas moram. Outros
bairros são chamados de industriais,
pois ali praticamente só existem
fábricas. Também existem os bairros
comerciais, onde encontramos
muitas lojas para o comércio.
bairro industrial (foto: patrick goltsman moreno)
Essas características existem
principalmente pela forma como o
bairro foi construído e pelo modo
como os moradores vivem (ou
viveram) naquele local, ou seja, pela
sua história.
acima e ao lado, exemplos
de bairros comerciais
(fotos: patrick goltsman moreno)
bairro residencial
(foto: maria luiza de freitas)
38
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRAFIA
Abrantes, J. BRASIL O País dos Desperdícios. Ed.
Auriverde, 2005.
Almanaque Brasil Socioambiental, Instituto
Socioambiental (ISA).
Almeida, Rosangela D. Do desenho ao mapa:
iniciação cartográfica na escola. São Paulo:
Contexto, 2001. 120 p.
Gandon, Odile. Para entender o mundo: os grandes
desafios de hoje e de amanhã. Ed. SM: São Paulo,
2007.
Indicadores de Desenvolvimento Sustentável –
Brasil 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), Rio de Janeiro – 2010.
Andrade, Carlos Drummond de. Sentimento do
mundo. 6.ª ed. Rio de Janeiro: Record, 1998. p. 28.
Irani, Mara Akie; Ezaki, Sibele. As águas
subterrâneas do estado de São Paulo. Cadernos de
Educação Ambiental. 2.ª Ed. São Paulo: Secretaria
do Estado do Meio Ambiente – SMA. 2009, 104p.
Archela, Rosely S. Imagem e representação gráfica.
In: Geografia. Londrina 8(1): 5-11, 1999.
Lei 8987/95 – (disponível em http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/Leis/L8987cons.htm)
Atlas de Energia Elétrica no Brasil – 2ª edição.
Agência Nacional de Energia Elétrica (ANAEEL),
2008.
Lei 9433/97 – (disponível em http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/Leis/L9433.htm)
Caderno de Energia, Eletrobras-Furnas.
(Disponível em http://www.furnas.com.br/docs.
asp?doc=arcs/pdf/Caderno%20da%20Energia.pdf)
Canto, Eduardo Leite do. Ciências naturais:
aprendendo com o cotidiano. São Paulo: Editora
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2º ano 1ª série – aluno