UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO
Engenharia Ambiental
FELIPE AUGUSTO FEDOZZI
CAPTAÇÃO DE ÁGUA DA CHUVA:
CONDOMÍNIO PLAZA DAS FLORES, EM CAMPINAS/SP
Campinas
2013
FELIPE AUGUSTO FEDOZZI – R.A. 004200900052
CAPTAÇÃO DE ÁGUA DA CHUVA:
CONDOMÍNIO PLAZA DAS FLORES, EM CAMPINAS/SP
Monografia apresentada ao Curso de Engenharia
Ambiental e Sanitária da Universidade São Francisco, como requisito parcial para a obtenção do título
de Bacharel em Engenharia Ambiental e Sanitária.
Orientador: Prof Helton Salles de Oliveira
Campinas
2013
FELIPE AUGUSTO FEDOZZI
CAPTAÇÃO DE ÁGUA DA CHUVA:
CONDOMÍNIO PLAZA DAS FLORES
Monografia aprovada pelo Programa de
Graduação em Campinas da Universidade São Francisco, como requisito parcial
para a obtenção do título de Bacharel em
Engenharia Ambiental e Sanitária.
Data de aprovação: ___ / ___ / ___
Banca Examinadora
___________________________________________________________________
Prof.º Me. Helton Salles de Oliveira (Orientador)
Universidade São Francisco
___________________________________________________________________
Prof.º Dr. Wilson José Figueiredo Alves Junior (Examinador)
Universidade São Francisco
___________________________________________________________________
Prof.º Eng.º João Bosco Ribeiro de Siqueira (Examinador)
Universidade São Francisco
Ao condomínio Plaza das Flores e seus
moradores, pela preservação do meio ambiente.
AGRADECIMENTOS
Agradeço a minha família em primeiro lugar, por ter garantido os meus estudos desde infância até o momento atual com muita dedicação, principalmente minha avó Maria Aparecida, pois sem ela não teria a oportunidade de fazer a graduação.
Ao meu professor e orientador Helton Salles de Oliveira que me deu o suporte para o
desenvolvimento deste trabalho.
À minha professora e coorientadora Maria Cândida M. C. Baptista que instruiu a minha turma de engenharia ambiental desde início do curso sobre as metodologias e posturas
a serem utilizadas durante a elaboração e apresentação de trabalhos.
Ao professor Arnaldo Gomes que me guiou e mostrou os conceitos técnicos necessários para conclusão do projeto.
À síndica Maite Paiva e o zelador Renir Simões do condomínio onde resido e foi elaborado o projeto, pelo tempo e compreensão dedicados a formulação do mesmo.
Aos meus pais, pela educação e pelo amor com que fui criado.
E também a minha namorada Karina Derigo, que me deu motivação e auxílio, além
de muita paciência durante todo o período de elaboração deste trabalho.
"Senhor dá-me serenidade para aceitar tudo aquilo
que não pode e não deve ser mudado. Dá-me força para
mudar tudo o que pode e deve ser mudado. Mas, acima
de tudo, dá-me sabedoria para distinguir uma coisa da
outra."
RESUMO
A conservação do meio ambiente tem sido uma preocupação maior a cada dia e a
água sendo um dos principais recursos da natureza, essencial à vida, a qual se deve ter
cuidados especiais a partir de equipamentos, técnicas e métodos voltados à sua conservação e preservação. Dada a importância foi elaborado um projeto para o bem comum do meio
ambiente e ao condomínio onde resido como pratica ecológica e econômica. Observado em
determinado momento, que no condomínio já haviam grandes potenciais instalados, mas
desativados e sem utilização, foi decidido elaborar uma intervenção. Então o seguinte trabalho se refere ao projeto de captação de água pluvial a partir desse potencial já existente, a
fim de elaborar um projeto de baixo custo. Utilizando o telhado e os condutores até a caixa
de passagem e a cisterna já existentes para o desenvolvimento do projeto para retenção de
água pluvial e uma determinada finalidade a ela. Primeiramente foi conversado com a síndica e o zelador do condomínio para estudo e conhecimento do local a ser implantado, e também uma melhor alternativa de aplicação dessa água no condomínio. Além de pesquisa
eletrônica e consulta em livros e estudos de projetos, assim como a utilização e análise do
manual do condomínio. Com os resultados obtidos pode-se notar um investimento de baixo
custo e que pagará seu investimento inicial em pouco tempo, alem de colaborar com a redução do consumo de água. A finalidade será colocar em pauta para votação dos condôminos
em reunião de aprovação desse projeto.
Palavras-chave: conservação, meio ambiente, projeto, condomínio, captação de água da chuva, maior viabilidade, votação, aprovação.
ABSTRACT
The conservation of the environment has been a major concern every day and the
water being one of the main resources of nature, essential to life, which should take special
care from equipment, techniques and methods aimed at their conservation and preservation.
Given the importance of a project for the common good of the environment and the condo
where I live as ecological and economic practices was drawn up. Observed at one point that
the condo had great potential already installed but disabled and unused, it was decided to
draw up an intervention. Then the following labor refers to the project of capturing rainwater
from that existing potential in order to develop a low cost project. Using the roof and drivers
to the junction box and the existing development project for rainwater retention tank and a
determined purpose to it. It was first talked with the caretaker and Sindhi - ca condo for study
and local knowledge to be deployed, and also a better alternative to the use of this water in
the condo. In addition to electronic research and consultation in books and studies projects,
as well as the use and analysis of the condominium manual. With the results obtained, we
can notice a low cost investment and will pay your initial investment in a short time, in addition to collaborating with the reduction of water consumption. The purpose will be put on the
agenda for a vote at a meeting of the shareholders for approval of this project.
Key words: conservation, environment, design, condominium, capture rainwater,
higher viability, vote, approval.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ........................................................................................................... 11
1 CAMPINAS ............................................................................................................. 12
1.1 História ................................................................................................................. 12
1.2 Localização e Acessos ......................................................................................... 12
1.3 Vegetação ............................................................................................................ 16
1.4 Hidrografia............................................................................................................ 16
1.5 População ............................................................................................................ 17
1.6 Urbanização ......................................................................................................... 18
2 SISTEMA DE CAPTAÇÃO DA ÁGUA DA CHUVA ................................................ 20
2.1 Importância da água ............................................................................................. 20
2.2 Práticas Sustentáveis ........................................................................................... 21
2.2.1 Construções ecológicas..................................................................................... 23
2.2.2 Aproveitamento de águas da chuva .................................................................. 24
2.3 O Potencial Pluviométrico no Brasil ...................................................................... 25
2.3.1 O índice pluviométrico anual de Campinas ........................................................ 27
2.4 Coleta da Água Pluvial ......................................................................................... 28
2.5 Cisternas .............................................................................................................. 30
2.6 Bombeamento ...................................................................................................... 32
2.6.1 Características das bombas .............................................................................. 32
3 CONDOMÍNIO PLAZA DAS FLORES .................................................................... 33
3.1 Breve Histórico ..................................................................................................... 33
3.2 Condomínio .......................................................................................................... 33
3.4 Antiga ETE ........................................................................................................... 35
4 IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE CAPTAÇÃO DE ÁGUA DA CHUVA ......... 37
4.1 Análise das tendências do condomínio................................................................. 37
4.2 Área da superfície de captação ............................................................................ 37
4.3 Cálculo Para Volume de Água Coletado............................................................... 38
4.4 Análise dos Materiais e Componentes Existentes ................................................ 39
4.4.1 Cobertura .......................................................................................................... 39
4.4.2 Telhado ............................................................................................................. 39
4.4.3 Calhas ............................................................................................................... 42
4.4.4 Condutores ........................................................................................................ 43
4.4.5 Caixa de passagem ........................................................................................... 43
4.4.6 Cisterna ............................................................................................................. 44
5 RESULTADOS........................................................................................................ 46
5.1 Tendências do Condomínio e Elaboração do Projeto ........................................... 46
5.2 Cálculo da Área da Superfície de Captação ......................................................... 46
5.3 Volume de Água Coletado .................................................................................... 46
5.4 Adaptações e Percurso ........................................................................................ 47
5.5 Lista de Materiais ................................................................................................. 48
5.5.1 Separador de folhas .......................................................................................... 48
5.5.2 Condutores ........................................................................................................ 48
5.5.3 Ventosa ............................................................................................................. 49
5.5.4 Separador de fluxo ............................................................................................ 50
5.5.5 Sensor de nível-d’água ...................................................................................... 50
5.5.6 Motor-Bomba..................................................................................................... 50
5.5.7 Mangueira ......................................................................................................... 51
5.6 Área de irrigação .................................................................................................. 51
5.6.1 Cálculo anual..................................................................................................... 52
5.7 Custo Financeiro .................................................................................................. 52
5.9 Balanço ................................................................................................................ 54
5.11 Tempo de Retorno do Investimento .................................................................... 55
CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................................................... 56
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 57
11
INTRODUÇÃO
Hoje em dia com o grande aumento da densidade demográfica e consequentemente
o aumento da procura por recursos naturais vem se tornando interesse de estudos. Morando
em um condomínio que reside uma grande quantidade de habitantes e com uma grande
área total, em que boa parte é área verde. A administração do condomínio e seus moradores demonstram preocupação com o meio ambiente o que me levou a elaboração deste
trabalho.
O curso de engenharia ambiental e sanitária incentiva e cativa cada vez mais pelos
seus princípios éticos, desde os primeiros anos de estudo. Isso incentiva à reflexão e promoção ações com o intuito de melhorar o meio ambiente e conscientização das pessoas
mais próximas.
O trabalho tem como objetivo ser relevante tanto às pessoas que moram no condomínio, para o meio ambiente e seres vivos, e para mim, tanto como morador, quanto como
estudante e futuro profissional da área. Pois vem a tratar a água “um bem em escassez”
com necessidade de estudos e cuidados especiais para sua preservação.
Esse tema contribui para a preservação da água e exemplo de preservação do recurso para os condôminos além de gerar economia financeira para o condomínio em longo
prazo.
Dentro dos amplos problemas ambientais, este trabalho é focado na parte pluvial em
que é buscado mostrar sua relevância em um período de fortes preocupações ambientais.
Este projeto buscou entender e mostrar a importância da água, seu aproveitamento
pluvial através de técnicas de captação e de armazenamento, para sua posterior utilização
de forma mais eficaz e sustentável.
Foi observado durante as pesquisas que este método vem sendo obrigatório em alguns municípios brasileiros, além desse tipo de projeto ser relativamente simples, podem
ser buscados novos métodos na aplicação e instalação a fim de melhorar ou tornar se mais
viável em diferentes localidades.
A escassez da água é um problema a ser pensado agora, para não haver grandes
problemas maiores futuramente.
12
1 CAMPINAS
1.1 História
Segundo IBGE (2013)1, o nome Campinas foi dado por volta de 1721/1730 pela existência de três “campinhos” em um Distrito de Jundiaí entre Jundiaí e Mogi-Mirim, onde era
um descanso de tropeiros que iam ou vinham de Goiás ou Cuiabá e ficou conhecida como
“Campinas do Mato-Grosso” na época do governo de D. Rodrigo Cesar de Menezes. E a
concessão da primeira sesmaria da terra foi datada em 1728.
A partir de 1739 iniciou-se o povoamento da terra com a chegada de Barreto Leme e
seu pessoal que formou um bairro rural. Em 1767 foi feito o primeiro recenseamento pelo
Governador da capitania de São Paulo, Morgado de Mateus que acusava esse bairro a existência de algumas famílias, que viviam em sua maioria na lavoura. Em 1772 os moradores
do bairro reclamam sua primeira capela por falta de assistência religiosa, que só era possível em Jundiaí.
Em 27 de maio de 1774 o Governador capitão General D. Luís Antônio de Souza Botelho Mourão assinou um ato que outorgava a Barreto Leme o título de "fundador, administrador e diretor" do núcleo urbano a ser fundado e outro ato determinando a medida de ruas
e quadras, e instalação das casas, este foi o primeiro plano urbanístico de Campinas, embora rudimentar, as normas e diretrizes para o arruamento do povoado e construção das habitações.
Logo a seguir, a 14 de julho de 1774, frei Antônio de Pádua, primeiro vigário da Paróquia, rezou a missa, inaugurando-se assim a capela provisória coberta de palha e feita ás
pressas. Com isso, instalou-se a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição e fundou-se a
povoação.
1.2 Localização e Acessos
Segundo dados do (IBGE, 2013)2, Campinas tem uma área de 794 km². A ILUSTRAÇÃO 1, mostra o mapa referente à localização do município de Campinas.
1
IBGE Cidades@. Campinas-SP. Disponível em:
<http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=350950>. Acesso em: 11 mai. 2013.
2
IBGE Cidades@. Campinas-SP. Disponível em:
<http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=350950>. Acesso em: 11 mai. 2013
13
Fonte: <http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=350950#>
ILUSTRAÇÃO 1 - Mapa da região de Campinas.
De acordo com (InfoGeo, 2013)3, latitude e longitude são coordenadas geográficas,
de um determinado lugar na Terra. A latitude é medida de 0 a 90º de norte a sul a partir da
linha do Equador, e a longitude é medida de 0 a 180º de leste a oeste (tendo referencia a
ILUSTRAÇÂO 2), tendo como referência o Meridiano de Greenwich. No mapa mostra que
Campinas está a 47,06º a oeste do Meridiano de Greenwich e 22,9º ao sul da linha do Equador. Para referência dos pontos cardeais, segue a representação da rosa dos ventos:
3
INFOGEO. Latitude e Longitude. Disponível em:
<http://geofontesdeinformacoa.blogspot.com.br/2012/11/latitude-e-longitude.html>. Acesso em: 11
mai. 2013.
14
Fonte: <http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://todanovidade.com.br/wp-content/gallery/rosados-ventos/rosa-dos-ventos-1.jpg&imgrefurl=http://todanovidade.com.br/ciencia/rosa-dosventos/&h=800&w=900&sz=49&tbnid=LvDS1Sftk4JJSM:&tbnh=90&tbnw=101&prev=/search%3Fq%3Dro
sa%2Bdos%2Bventos%26tbm%3Disch%26tbo%3Du&zoom=1&q=rosa+dos+ventos&usg=__gdJB3s
mqfJYkTG754f9YjDXksAo=&docid=TXKMe7tkGulhhM&sa=X&ei=kT6hUYjoHbO50QGD3YCYAw&ved
=0CCoQ9QEwAA&dur=5511>
ILUSTRAÇÂO 2 - Rosa dos ventos
Conforme o mapa da ILUSTRAÇÃO 3, mostra a localização de outros municípios ao
redor de Campinas, são eles: Valinhos, Vinhedo, Hortolândia, Monte Mor, Paulínia, Morungaba, Nova Odessa, Americana, Pedreira, Itatiba e Sumaré e é limitada de acordo com SANASA (2013)4 pelas regiões e municípios:
Limite Norte: Jaguariúna
Limite Leste: Pedreira, Morungaba e Valinhos
Limite Sul: Itupeva e Indaiatuba
Limite Oeste: Monte Mor
Limite Noroeste: Sumaré, Hortolândia e Paulínia.
E tem como distrito: Sousas, Barão Geraldo, Joaquim Egídio e Nova Aparecida.
4
SANASA Campinas. Informações Gerais. Disponível em:
<http://www.sanasa.com.br/noticias/not_con3.asp?flag=PC&par_nrod=2>. Acesso em: 11 mai.
2013
15
Fonte: <http://www.google.com.br/search?hl=ptBR&q=mapa+de+campinas&bav=on.2,or.r_qf.&bvm=bv.47008514,d.dmQ&biw=1024&bih=474&wrapi
d=tlif136951959043610&um=1&ie=UTF-8&sa=N&tab=lw>
ILUSTRAÇÃO 3 - Ilustração de municípios ao redor de Campinas
Em seguida segue a ILUSTRAÇÃO 4, que mostra as principais rodovias que passam por Campinas e ao seu redor, são elas: Rodovia Washington Luís SP 310 localizada na
união das saídas 103 e 104, Rodovia Dom Pedro I SP 65, Rod Anhanguera SP 330, Rod
Santos Dumont SP 79, Rodovia Bandeirantes SP 348, Rodovia Dutra.
Fonte:<http://www.google.com.br/imgres?q=mapa+com+estradas+de+campinas&sa=X&hl=ptBR&biw=1024&bih=474&tbm=isch&tbnid=M8UHEP4Xq3tguM:&imgrefurl=http://www.fcm.unicamp.br/f
cm/institucional/localizacao&docid=gjxj7jspsbNqSM&imgurl=http://www.fcm.unicamp.br/fcm/sites/defa
ult/files/images/mapas/mapaacesso01.gif&w=497&h=459&ei=FjahUY_wCavE0AHRo4Bw&zoom=1&iact=rc&dur=156&page=1&tbnh=1
48&tbnw=160&start=0&ndsp=10&ved=1t:429,r:1,s:0,i:84&tx=143&ty=45>
ILUSTRAÇÃO 4 - Mapa das rodovias em Campinas
16
1.3 Vegetação
De acordo com dados do (IBGE, 2013)5, o bioma de Campinas é composto de Cerrado e Mata Atlântica. Conforme em (CERRADO..., 2013) 6 cerrado é caracterizado por apresentar duas estações bem definidas: verões quentes e chuvosos e invernos frios e secos. Com solo de savana tropical, pobre em nutrientes e rica em ferro e alumínio. As plantas
dessa região apresentam aparência seca, como arbustos esparsos e gramíneas, e o cerradão, um tipo mais denso de vegetação, de formação florestal. As árvores tendem a serem
pequenas com troncos torcidos e recurvados e de folhas grossas, geralmente misturam-se
em regiões de campos limpos ou vegetação rala e rasteira. Em árvores que caracterizam o
cerrado crescem diferentes tipos de capim, como o capim-flecha, que pode atingir uma altura de 2,5m.
Como pode se observar em (MATA..., 2013)7a Mata Atlântica é caracterizada por apresentar árvores de médio e grande porte, formando uma floresta fechada e densa, essas
árvores são responsáveis pelo clima da mata proporcionando sombra e umidade. A flora
dessa região é muito rica, sendo constituída por: palmeiras, bromélias, begônias, orquídeas,
cipós, briófitas, pau-brasil, jacarandá, peroba, jequitibá-rosa, cedro, tapiriria, andira, ananas,
figueiras.
1.4 Hidrografia
Quanto à hidrografia, de acordo com (SANASA, 2013)8, Campinas está localizada integralmente na bacia do rio Tietê, recebendo águas dos rios: Piracicaba e Capivari.Na parte
norte de Campinas o rio Piracicaba é formado pelos rios Jaguari e Atibaia, a partir das suas
confluências no município de Americana.
Na sua margem esquerda, ou seja, na parte oeste de Campinas após atravessar os
municípios de Sumaré, Nova Odessa e Americana, o rio que se destaca é o Ribeirão Quilombo cujas nascentes se encontram entre os bairros do Chapadão e dos Amarais.
5
IBGE Cidades@. Campinas-SP. Disponível em:
<http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=350950>. Acesso em: 11 mai. 2013
6
CERRADO. O cerrado brasileiro. Disponível em: <http://www.portalbrasil.net/cerrado.htm>. Acesso
em: 12 mai. 2013.
7
SUA PESQUISA.COM. Mata Atlântica. Disponível em:
<http://www.suapesquisa.com/geografia/vegetacao/mata_atlantica.htm>. Acesso em: 12 mai. 2013.
8
SANASA Campinas. Informações Gerais. Disponível em:
<http://www.sanasa.com.br/noticias/not_con3.asp?flag=PC&par_nrod=2>. Acesso em: 11 mai. 2013
17
Na parte Sul, o rio Capivari atravessa Campinas, afluente direto do Rio Tietê, após
se desenvolver pelos municípios de Monte Mor, Capivari, Rafard e Mombuca.
Córregos e ribeirões fazem parte da rede de drenagem interna do município, sendo
bastante densa, toda convergente para as três grandes sub-bacias citadas (Atibaia/Jaguari,
Quilombo, Capivari), e responsável pelo esgotamento e transporte das águas pluviais e servidas.
1.5 População
Segundo dados do (IBGE,2013)9, Campinas é uma cidade que tem 1.080.113 habitantes (censo 2010), sua evolução populacional foi registrada nos anos de 1991, 1996,
2000, 2007 e 2010, assim como segue o gráfico.
Fonte: http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=350950#
ILUSTRAÇÂO 5 - Censo populacional em 1991, 1996, 2000, 2007 e 2010.
Segundo o censo demográfico em 1991, consta que Campinas tinha 847.595 habitantes. Em 1996 a contagem populacional mostra 903.462 habitantes; em 2000 o censo
demográfico marca 969.396 habitantes, em 2007 a contagem populacional foi para
1.030.297 habitantes. Em 2010 já registrava 1.080.113.
9
IBGE Cidades@. Campinas-SP. Disponível em:
<http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=350950>. Acesso em: 11 mai. 2013
18
1.6 Urbanização
Urbanização é o deslocamento de muitas pessoas que se transferem de sua área de
origem para povoar centros urbanos, ou seja, as cidades motivadas por interesse de melhorias de vida, como se vê no documento (BRASIL ESCOLA, 2013)10.
No caso de Campinas sua urbanização se da pelo seu grande desenvolvimento econômico e consequente melhora da infraestrutura, que desde o período da cana de açúcar
tem sido parte fundamental para o desenvolvimento econômico paulista, passando pelos
períodos da agra-indústria cafeeira, industrial e atualmente. Se destacando como maior produtor e irradiador de tecnologia, do Estado, após a região metropolitana de São Paulo, baseadas na sua localização estratégica próxima ao centro industrial da capital e pela instalação da rede ferroviária que permitiu o acesso a São Paulo e a outros municípios, beneficiando principalmente a cafeicultura na época. Com isso as indústrias de beneficiamento e
transformação do produto se instalaram dentro dessa rede urbana e com relativa concentração populacional.
Este desenvolvimento promoveu a valorização imobiliária e desenvolvimento das periferias onde os terrenos eram mais baratos. Foram feitas então importantes obras para abastecimento de água e destinação de esgotos sanitários, melhoria na coleta e destinação
de lixo e a canalização de córregos, drenagem dos charcos e pavimentação, isso tudo para
a erradicação da febre amarela, em 1889. Isso proporcionou a Campinas excelentes condições de vida e afirmando-se como cidade limpa e saudável, o que trouxeram ainda mais
incentivo às atividades industriais que se desenvolveram, junto a introdução da energia elétrica como força motriz. A partir de 1925 a área urbana começa a se expandir e a dobrar
duas dimensões em poucos anos, tomando o lugar de chácaras e antigas fazendas de café
por uma nova demanda de habitações. Isso ocasionou a valorização de terrenos, exploração de empresas de loteamento e a descoberta da especulação imobiliária. Sendo a região
configurada como um dos eixos da expansão industrial do estado, como é notado em (Scripta Nova..., 2000)11.
10
BRASIL ESCOLA. Urbanização. Disponível em:
<http://www.brasilescola.com/brasil/urbanizacao.htm>. Acesso em: 12 mai. 2013.
11
SCRIPTA NOVA. Revista Electrónica de Geografía y Ciencias Sociales. Universidade de Barcelona, 1 de agosto de 2000. Disponível em: <http://www.ub.edu/geocrit/sn-69-73.htm>. Acesso em: 14
mai. 2013.
19
A urbanização de Campinas acompanha o processo de urbanização brasileiro, transformando se uma cidade corporativa em que seus interesses resultam em fragmentação,
periferização e o empobrecimento. Essa segregação do espaço urbano em Campinas e notável pelas grandes diferenças na dinâmica da ocupação na região nordeste da cidade em
relação ao mesmo processo na região sudoeste, onde o ultimo é caracterizado pela precariedade dos assentamentos urbanos. 54,2% da população favelada e 72,9% da população
das ocupações estão concentradas nas regiões sul - sudoeste, enquanto 32,9% da população favelada e 12,9% das ocupações encontram-se nas regiões norte-nordeste e na região
sul que ocorrem 44% das ocupações da cidade. Em 1990 é em que há maior taxa de desemprego e famílias sem renda, já em 1991 é são 47,9 mil desempregados, em 2000 são
173,5 mil e em 2006 275 mil pessoas, mantendo-se o crescimento do desemprego.
Hoje Campinas se destaca no território brasileiro como um polo tecnológico, há na
cidade mais de quinze faculdades em funcionamento, dez centros de pesquisa e sete colégios técnicos, considerando os fixos públicos e privados juntos. Segundo Unicamp, a cidade
é responsável por pelo menos 15% da produção científica nacional e a cidade se torna, cada vez mais, um espaço que se organiza para abrigar as grandes firmas, isso reduz os recursos públicos possíveis de serem destinados à população, agravando a crise social.
Algumas políticas municipais impulsionam o adensamento da periferização da cidade
que por mecanismos de expansão urbana implantam loteamentos distantes da região central que ficam com problemas de serviços e infraestrutura oferecidos nas áreas centrais habitadas da cidade que realimentam a especulação imobiliária, conforme em (FONSECA,
2013)12.
12
FONSECA, Helena Rizzarri, 2010. A urbanização contemporânea de Campinas e o processo de
constituição da região do Jardim Campo Belo. Disponível em:
<http://www.ige.unicamp.br/cact/semana2010/wp-content/uploads/2010/10/FONSECAHelena.pdf>.
Acesso em: 14 mai. 2013.
20
2 SISTEMA DE CAPTAÇÃO DA ÁGUA DA CHUVA
2.1 Importância da Água
Para o autor, “A água é uma substância imprescindível à vida quanto o oxigênio, está
presente na troposfera em decorrência das propriedades físicas de mudança de estado que
possui” (Mendonça, 2007)13. De acordo com o autor, o ciclo da água está presente no ar, ou
seja, na litosfera, biosfera, hidrosfera e atmosfera. Por a água estar em constante transformação em seu ciclo ela é temporariamente variável na troposfera, assim, como o vapor, a
água pode corresponder a 1/1000 do peso do ar durante o inverno siberiano, por exemplo, e
a 18/1000 do peso do ar de um abafado dia da floresta amazônica, que traz a percepção da
sensação de conforto ou desconforto térmico que produz.
Para que a água seja evaporada a um consumo de 600 cal/gr retidas em forma de
energia por suas moléculas, essa energia é chamada de calor latente de evaporação, que é
responsável por manter a molécula de água como vapor. Por esse processo ao consumir
calor sensível e transformá-lo em latente, estará resfriando o ar, uma vez que essa energia
for consumida não estará mais sendo usada para aquecê-lo.
Segundo o autor Magalhães Junior (2007) 14 a escassez da água tanto qualitativa,
quanto quantitativa estão entre as principais preocupações político ambientais atuais. A utilização irracional dos recursos naturais incentivaram a busca por soluções que conciliassem
a exploração econômica com a utilização racional desses recursos, buscando a sustentabilidade que nessas circunstancias a gestão ambiental e da água tiveram sua importância reforçada nas políticas publicas de desenvolvimento em vários países.
Essa valorização da gestão da água em países como o Brasil exigiu um maior envolvimento, participação da sociedade e conscientização de social, levando a princípios de gestão descentralizada e participativa. No século XXI então, iniciou-se como um forte elo mais
eficiente entre-esferas políticas publicas e acadêmica e a sociedade civil.
A expressão gestão da água é entendida por atividades voltadas a documentos orientadores e normativos formados por princípios e diretrizes com o objetivo de promover o
inventario, uso, controle e proteção a água.
Com a gestão é possível fazer um melhor monitoramento da utilização da água, para
que seu uso seja feito de forma adequada e a demanda e oferta desse recurso possam ca13
MENDONÇA, Francisco. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. São Paulo: Vida e
Consciência, 2007. 206 p
14
MAGALHÃES JÚNIOR, Antônio Pereira. Indicadores ambientais e recursos hídricos: Realidade
e perspectivas para o Brasil a partir da experiência francesa. Rio de Janeiro: DFL, 2007. 686 p.
21
minhar em harmonia. Para isso é necessário um planejamento, uma sistemática de organização e compatibilização e um estudo aprofundado dos usos múltiplos da água juntamente
com o seu acompanhamento.
O princípio mais valorizado é a doação da bacia hidrográfica, fonte principal de fornecimento de água, ou seja, unidade principal de planejamento e gestão. Essa gestão deve
ser incorporada numa gestão integrada onde deve se escolher uma unidade territorial adequada, no qual o desafio é realizar uma transição demográfica econômica, social e ambiental a um equilíbrio durável. Com isso é possível buscar respostas e soluções para problemas
específicos, levando em conta as interações sistêmicas. Porém esse processo ainda está
longe de uma realidade nacional, sendo portando, um desafio político e institucional.
2.2 Práticas Sustentáveis
Para o autor, algumas ações sustentáveis são:
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painéis solares para aquecimento de água - banho, cozinha, piscinas,
etc.;
geradores eólicos - armazenando energia dos ventos em baterias podendo suprir parte da demanda do condomínio, por exemplo nas áreas
de serviços;
placas fotovoltaicas de produção de energia - iluminação externa, bombas-d’água, etc.;
aquecimento de chuveiros a gás - garante que o consumo de energia
elétrica será reduzido nos apartamento, maior conforto e economia aliados à responsabilidade ambiental.
captação de água de chuva - ajuda na economia de água que pode ser
utilizada para irrigação, lavagem de pisos e descarga;
reuso de água - a incorporação em empreendimentos do reuso da água
proveniente dos lavatórios e dos chuveiros passa por uma estação de
tratamento de esgoto e é novamente armazenada, para uso exclusivo
nos vasos sanitários.
bacias sanitárias de duplo fluxo (3 ou 6 litros) - possibilitam economia/redução de até 60% do consumo no anual per capita anual ± 10 mil litros;
telhados/lajes e jardins suspensos - impermeabilizados e adequadamente drenados possibilitando captação de água de chuva e melhoria
do conforto térmico-acústico, etc.;
utilizar o ozônio para a tratamento de água da piscina - ao invés do cloro - existem diversos estudos que indicam que o cloro tem potencial
cancerígeno, além dos efeitos já conhecidos como desgaste dos cabelos ou poluição química;
orientação de edificações - promove aumento da ventilação e luminosidade naturais;
melhor aproveitamento da iluminação natural - levando-se em conta a
necessidade do seu controle;
medidores de água e gás individuais - proporcionando economia na
medida que os usuários serão responsáveis pelo pagamento exato do
consumo próprio;
22
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coleta seletiva - ajuda na reflexão dos princípios base da sustentabilidade pelos condôminos: os 5 “Rs”: Repensar, Recusar, Reduzir, Reusar e Reciclar, além de poder gerar renda extra para o condomínio ou
gerando oportunidade de trabalho para comunidades locais em associações de reciclagem;
tratamento de efluentes / esgotos e águas cinza - para o adequado lançamento no ambiente natural, evitando a contaminação do lençol freático e corpos-d’água (rios, lagoas, mar, etc.), podendo auxiliar na redução do uso para irrigação e lavagem de pisos;
uso de alvenaria estrutural - um processo construtivo que não usa madeira a não ser nos acabamentos, produz o mínimo de entulho e resíduos - entre 0 e 1% - economiza matéria-prima, entre outras vantagens;
estrutura não armada - as paredes sustentam o peso da construção
sem-necessidade de pilares e vigas e sem a utilização de ferros. Os reforços metálicos são colocados apenas em cintas, vergas, na amarração entre paredes e nas juntas com a finalidade de evitar fissuras;
madeira certificada / reflorestada - só é utilizada em acabamentos e,
mesmo assim, é exigido que seja reflorestada;
pomar e herbário - além de possibilitar a criação de postos de trabalhos
para a comunidade local, permite aos moradores, principalmente as
crianças, tenham contato com frutas e verduras diretamente da natureza, vendo-as crescer e aprendendo a cuidá-las, além do prazer de poder colhê-las diretamente “no pé”;
iluminação de baixo consumo energético nas áreas comuns de uso
contínuo e iluminação com acionadores por sensor de presença nas
áreas de uso esporádico ou intermitente - válido também, com maior tolerância, para as unidades privadas;
adoção preferencial de acabamentos claros em áreas de grande incidência de luz solar;
equipamentos com menor consumo e melhor eficiência possível na utilização do gás natural para todos os fins;
sensores de presença - seu uso representa uma substancial redução
na conta de luz de cada apartamento e na taxa do condomínio;
churrasqueira “ecológica” - possui o sistema de aquecimento a gás em
rochas vulcânicas, não produz fuligem e não consome carvão vegetal;
melhor condição de conforto térmico evitando a incidência da radiação
solar direta através da adoção de soluções arquitetônicas tipo brisessoleil, venezianas, telas termo-screen externas, prateleiras de luz, vidros especiais que dispensam o uso de brises, etc.;
pinturas reflexivas - para diminuir a absorção de calor para o edifício;
torneiras com acionamento eletrônico ou temporizador por pressão em
todas as aplicações passíveis;
evitar ao máximo a impermeabilização do solo;
evitar danos à fauna, flora, ecossistema local e ao meio ambiente;
evitar grandes movimentos de terra, preservando sempre que possível
a conformação original do terreno;
gruas e guindastes - no processo construtivo, são utilizadas gruas ou
guindastes para levantar lajes e outros itens mais pesados que antes
necessitassem de andaimes;
criar e promover curso de gestor ambiental do condomínio, envolvendo
todo corpo de funcionários com treinamento adequado visando a educação e a criatividade;
construção com tijolos de solo-cimento - quando possível e adequa15
do.(MOURÃO,2007)
MOURÂO, Roberto M.F. (2007). Condomínios Sustentáveis. Condomínio Sustentável ou Condomínio Ecológico.Disponível em:
<http://ecobrasil.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=452&sid=68>. Acesso em: 17 mai.
2013.
23
Além disso, vale salientar conforme (VERDE VIDA, 2013) 16que todos produtos e matérias usados sejam de origem ecologicamente corretos que visam usar matérias primas
naturais renováveis obtidas de maneira sustentável, assim como reaproveitamento e reciclagem por processos tecnológicos mais limpos. Esses produtos recebem uma tarja ecológica a partir da análise de todo processo produtivo que deverá ser de matéria prima renovável
ou reaproveitada, priorizando baixo consumo energético, menos carga residual e com possibilidade máxima de recuperação ou reciclagem.
2.2.1 Construções ecológicas
Como o texto (MOURÃO,2007)17 dentro práticas sustentáveis é necessário um olhar mais
apurado nas construções civis, pois ela é responsável pelo consumo entre 15 e 50% dos
recursos naturais extraídos do planeta, resultado de todo processo desde fabricantes de
materiais ate processos finais. Sendo dentro deles 66% de toda a madeira, 40% da energia
consumida, 16% da água potável e o terceiro maior responsável pela emissão de gases que
causa o efeito estufa.
Com a implantação de práticas sustentáveis na construção civil podem ter uma redução na taxa de condomínio de 20 a 30% menor do que em edifícios convencionais, além de
melhor qualidade de vida e contribuição da preservação ao meio ambiente. Esses diferenciais servem como argumentos de venda possibilitando maior sucesso na comercialização.
O primeiro passo para uma construção sustentável deve ser o diagnóstico ambiental
através de análises e simulações de insolação e ventilação natural, acessibilidade, especificação de tecnologias e materiais de baixo impacto ambiental, e um maior planejamento na
sua concepção, integração de materiais, tecnologias e outros sistemas para promover melhor aproveitamento de recursos naturais, além da responsabilidade social.
16
VERDE VIDA. O que é ser ecologicamente correto?. Disponível em:
<http://verdevida.wordpress.com/2007/08/20/o-que-e-ser-ecologicamente-correto/>. Acesso em: 14
mai. 2013.
17
MOURÂO, Roberto M.F. (2007).Condomínios Sustentáveis. Condomínio Sustentável ou Condomínio Ecológico.Disponível em:
<http://ecobrasil.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=452&sid=68>. Acesso em: 17 mai.
2013.
24
No Brasil não há normas para variação e certificação de produtos ambientalmente
corretos com exceção da madeira, mas aos poucos alguns diferenciais como práticas sustentáveis começam a surgir em empreendimentos imobiliários.
Algumas características devem ser atendidas na construção sustentável, como: gestão sustentável da implantação da obra, consumo mínimo de energia e água na implantação
e ao longo de sua vida útil, uso de matérias-primas eco-eficientes, gerar mínimo de resíduos
e contaminação, utilizar mínimo de terreno e integrar-se ao ambiente natural, não provocar
ou reduzir impactos no entorno - paisagem, ventilação e temperatura, adaptar-se às necessidades atuais e futuras dos usuários, criar um ambiente interior saudável.
2.2.2 Aproveitamento de águas da chuva
Atualmente conforme o texto (CETESB, 2013)18,a administração brasileira encara a
água da chuva como esgoto, pois ela é encarregada de carregar todo tipo de impureza dos
telhados e pisos até as bocas de lobo onde servem como “solvente universal” como diluidor
de todas as impurezas, até desbocar em córregos e posteriormente em um rio que vai acabar suprindo na captação de tratamento de água potável. Mas segundo uma pesquisa da
Universidade da Malásia que evidenciou que após o início da chuva somente as primeiras
águas carregam ácidos, micro-organismos e outros poluentes, e pouco tempo depois a
mesma já adquire características de água destilada, que podem ser coletadas em reservatórios fechados e assim aproveitadas.
Se for para consumo humano a água deve passar pelo processo de filtração e cloração,
envolvem equipamentos baratos e simples. A sua utilização é indicada para uso no ambiente rural, chácaras, condomínios e indústrias para fins diversos, porém pelo baixo custo para
residências nas cidades inviabiliza qualquer aproveitamento econômico da água para beber.
Em compensação para as indústrias é viável, pois o custo da água é bem mais cara. No
semiárido nordestino, onde o índice de secas é muito elevado durante o ano, existem projetos que visam à construção de cisternas para armazenar água para que seus habitantes
possam beber.
Conforme (ECOCASA, 2013)19, a água da chuva pode ser usada para diversas finalidades como:
Alimentação de bacias sanitárias e mictórios
Irrigação de jardins, pomares e outros cultivos
18
CETESB. Reuso de água. Disponível em: <http://www.cetesb.sp.gov.br/agua/%C3%81guasSuperficiais/39-Reuso-de-%C3%81gua>. Acesso em: 20 abr.2013.
19
Aproveitamento de Água de Chuva. Disponível em: <http://www.ecocasa.com.br/aproveitamentode-agua-de-chuva.asp>. Acesso em: 2 jun. 2013.
25
Limpeza em geral
Reserva de incêndio
Sistemas de resfriamento (como ar condicionado)
Torneiras e fontes de água para fins não potáveis
Recarga de aqüíferos
Porém para seu uso a água deve ser captada antes que chegue ao solo, para evitar
sua contaminação e o uso de equipamentos mais complexos, é preciso alterar as tubulações já existentes e construir um sistema paralelo ao da água potável. É indicado para utilização residencial, em condomínios ou em instalações industriais e comerciais.
2.3 O Potencial Pluviométrico no Brasil
De acordo com Mendonça (2007)20, o Brasil é um país tropical, pois situa-se geograficamente na faixa tropical o que lhe confere algumas características naturais na sua imensa
extensão territorial. Há uma considerável insolação aliadas à pluviosidade que lhe confere o
clima quente e úmido.
O conhecimento científico da zona tropical somente veio a ser anexada recentemente. Isso deu-se graças que a maioria dos países de expressivo desenvolvimento socioeconômico localizava-se na zona temperada e a colonização da zona tropical tinha caráter apenas expiratório e não de ocupação o que levou ao desinteresse de seus estudos científicos.
Após 1822 a representatividade econômica do Brasil se intensificou graças a sua independência oficial e se tornou um dos poucos países com acervo de documentos sobre a
caracterização de sua configuração atmosférica e climática, ocorrido nas primeiras décadas
do século XX.
A partir de 1960 os estudos passaram a enfocar-se sobre a interação do clima com
as atividades humanas que avançaram para o levantamento de diretrizes voltadas ao planejamento urbano, agrícola, regional e ambiental, ressaltando o caráter pragmático do conhecimento do clima.
De acordo com Ayoade (2007)21, em metrologia precipitação é definido como qualquer deposição em forma liquida ou sólida e derivada da atmosfera. Nos trópicos o termo
20
MENDONÇA, Francisco. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. São Paulo: Vida e
Consciência, 2007. 206 p
21
AYOADE, J.O..Introdução à climatologia para os trópicos: 12ª edição. Rio de Janeiro: Bertrand
Brasil LTDA, 2007. 382 p.
26
precipitação pluvial é sinônimo de precipitação, pois não há neve exceto em montanhas altas.
A distribuição da precipitação sobre a superfície do planeta é muito mais complexa
do que a insolação ou da temperatura, pois quase toda precipitação ocorre devido à diminuição da temperatura por causa do aumento de pressão nas massas de ar, por isso as chuvas são mais elevadas nas áreas de ascendência das massas de ar, na região equatorial,
os principais responsáveis são os ventos horizontais convergentes. Segundo Mendonça
(2007)22: “A distribuição e variabilidade das chuvas no Brasil estão associadas à atuação e a
sazonalidade dos sistemas convectivos de macro e mesoescala e, em especial, da frente
polar atlântica (FPA). Isso explica as diferenças dos regimes pluviométricos encontrados e
que se expressam na diversidade climática do país, com tipos chuvosos, semiáridos, tropicais e subtropicais.” Ainda segundo ele nas regiões sudeste e sul as chuvas são bem distribuídas ao longo do ano, já na região norte são abundantes e quase permanentes, enquanto
no nordeste há uma grande escassez, sendo a quantidade na região centro-oeste significativamente maior que nesta última.
A maior parte das terras brasileiras está inserida na faixa tropical-equatorial, que confere chuvas sazonais com regimes pluviais variados. A variabilidade das chuvas podem ocasionar problemas tanto na escassez, como nos sertões secos, quanto no excesso, como
as chuvas de verão que atingem a metrópole paulista, causando inundações e grandes congestionamentos superiores a 100 km.
Conforme Ayoade (2007)23, também as áreas próximas a grandes corpos hídricos recebem maior precipitação do que nos interiores dos continentes, enquanto na região equatorial a precipitação pluvial é abundante e ocorre durante todo o ano.
Um fator importante na precipitação são as variações sazonais com maior incidências nos trópicos do que nas áreas extratropicais. A precipitação ocorre principalmente no
verão e abrangendo metade do ano, sendo a outra estação relativamente mais seca, principalmente no inverno. Também nos trópicos a precipitação é mais variável do que em regiões temperadas e também mais sazonal durante o ano.
Há grandes dificuldades para medir a quantidade de precipitação pelo seu alto grau
de variação que é medido pelo grau de probabilidade média que se repete a cada ano, estação, ou mês dependendo do período considerado. Entre as medidas usadas nos estudos de
precipitação são usadas comumente a variabilidade relativa e o coeficiente de variação, está
última é mais eficiente.
22
MENDONÇA, Francisco. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. São Paulo: Vida e
Consciência, 2007. 206 p
23
AYOADE, J.O..Introdução à climatologia para os trópicos: 12ª edição. Rio de Janeiro: Bertrand
Brasil LTDA, 2007. 382 p.
27
Existe uma relação inversa entre a quantidade de precipitação pluvial anual e a variabilidade dessa precipitação, a quantidade é mais variável nas regiões secas e subúmidas,
como desertos e estepes nos trópicos, e na região temperada e terras frias das latitudes
mais altas. Já a variabilidade pluvial é pequena nas regiões úmidas dos trópicos e nas latitudes médias ciclônicas. Nas áreas subúmidas e agrícolas, intensamente povoadas, a variabilidade da precipitação, contudo, são mais sérias, causando um amplo fracasso das safras, e consequentemente fome.
A precipitação exerce considerável influência sobre o modo de vida das pessoas, limitando algumas atividades ao ar livre, além de ser a base para a classificação dos climas
tropicais pelo fato de não ser tão uniforme quanto a temperatura e outros elementos climáticos.
Embora nos trópicos, em qualquer época do ano a precipitação pluvial é efetiva para
o crescimento de plantas, nas latitudes médias somente à isenta de congelamento ou até
que venha a se derreter pode ser utilizada por elas.
2.3.1 O índice pluviométrico anual de Campinas
Segundo (SAEMA, 2013)24, o índice Pluviométrico é a quantidade de chuva por metro quadrado em determinado local e em determinado período, calculado em milímetros. Por
exemplo, se o índice pluviométrico de um dia e local foi de 2 mm, significa que, se tivéssemos nesse local uma caixa aberta, com 1 metro quadrado de base, o nível da água dentro
dela teria atingido 2 mm de altura naquele dia.
Para essa medição é utilizado um aparelho conhecido como pluviômetro. Há vários
modelos diferentes, mas o instrumento constitui-se, basicamente, do funil de captação e
básculas que enviam sinais elétricos para uma estação meteorológica.
Pode-se levar em consideração um ou mais pontos de medição, podendo ser em bairros,
cidades, estados ou até países e também diferentes períodos de tempo de medição, como
dias, semanas, meses e anos, utilizando a média geral (a somados itens, dividida pela quantidade de itens considerados) para o calculo, tanto de mais de um ponto de medição, quanto
para mais de um período de medição.
24
SAEMA Araras, Serviço de Água, Esgoto e Meio Ambiente do Município de Araras.Índice Pluviométrico. Disponível em: <http://www.saema.com.br/indice-pluviometrico.html>. Acesso em: Acesso
em: 4 de nov. de 2013.
28
De acordo com (RESIDENCIAL ..,2010)25, em Campinas o índice pluviométrico anual é em
torno, de 1400 mm, sendo que no mês mais chuvoso, de janeiro, chove 240 mm e no mais
seco, de julho, chove 29 mm.
2.4 Coleta da Água Pluvial
Segundo (LORENZETE, 2011)26 as águas de chuva são vistas pela legislação brasileira como esgoto, pois lavam as ruas, pisos e calçadas e levam todas impurezas com ela
para as bocas de lobo, onde acabam sendo descartadas no rio que posteriormente será
captada e passar por um processo de tratamento de água potável. Uma pesquisa da Universidade da Malásia concluiu que após o início da chuva, somente as primeiras águas carreiam ácidos, microrganismos, e outros poluentes atmosféricos, mas em pouco tempo essa
água já adquiri características de água destilada que pode ser coletada, ou seja, a água da
chuva sofre destilação natural eficiente e de forma gratuita, embora inviável o aproveitamento da mesma para beber.
Em (COMO..., 2012)27, diz que é um grande desperdício de recursos naturais e dinheiro tratar uma água que não precisaria de tal potabilidade, para se lavar quintais, regar
jardins ou dar descarga. Além disso, essa a captação dessa água vai permitir um melhor
escoamento, evitando alagamento, erosão do solo e outros problemas.
O sistema funciona de maneira muito simples, pois geralmente sua residencial ou
empreendimento, se já construído, pode ser utilizada sem grandes mudanças quando já
possui uma estrutura composta por telhados e calhas, será necessário apenas direcionar
toda a água das calhas para um reservatório, onde poderá ou não ser ligado junto ao sistema de abastecimento para fins não potáveis.
Se não for feito grandes investimentos, pode ser ter apenas o local para armazenar a
água e se posicionado em um lugar alto não precisara de uma bomba para ser utilizada para
lavar jardins, garagens, carros ou quintais. Ou com um investimento maior, poderá ser mandado por um sistema de recalque a água captada para uma outra caixa da água que alimen25
RESIDENCIAL PAINEIRAS. Índice Pluviométrico de Campinas. Sáb, 11 de Dezembro de 2010.
Disponível em:<http://www.paineirasresidencial.com.br/meio-ambiente/quanto-choveu>. Acesso em: 4
de nov. de 2013.
26
LORENZETE,Helber Henrique de Oliveira. Estudo de vantagens da captação de água de chuva
para uso doméstico.Disponível em:<http://rmai.com.br/v4/Read/657/estudo-de-vantagens-dacaptacao-de-agua-de-chuva-para-uso-domestico.aspx>. Acesso em 20 mar de 2013.
27
COMO instalar um sistema para captar água da chuva (2012). Disponível em:
<http://ecohospedagem.com/como-instalar-um-sistema-para-captar-agua-da-chuva/>. Acesso em 18
mar. 2013>.
29
tara uma rede de encanamentos separada para fins não potáveis que podem abastecer vasos sanitários, torneiras de jardim e quintal.
Conforme (LORENZETE, 2011)28 e (COMO..., 2012)29 as partes constituintes de um
sistema de captação de água da chuva são:
Separador de fluxo: Dispensa os primeiros minutos da chuva, evitando as impurezas
como poeira e fezes de animais.
Calhas: tem por objetivo a captação das águas que caem sobre o telhado e conduzilas ate condutores verticais. Seus formatos e materiais podem ser variados de acordo com o
projeto arquitetônico como chapadas de aço galvânico folhas-de-flandres, chapas de cobre,
PVC rígido, fibra de vidro, concreto ou alvenaria.
Condutores verticais: tem por objetivo o transporte das águas captadas pela calha
até as redes coletoras.
Caixas coletoras de águas pluviais: é uma caixa detentora de areia que faz a ligação
entre coletores, limpa e desobstrui as canalizações.
Tanque externo de armazenamento ou cisterna de enterrar: tem como objetivo o armazenamento de toda água coletada.
Segundo (LORENZETE, 2011)30, deve se levar em conta no projeto do sistema de
captação de água de chuvas os seguintes conceitos:
Níveis do terreno – Deve ser levado em conta os níveis do terreno para o escoamento da água.
Posicionamento de calha em telhados - As calhas de beiral e platibanda devem ser
fixadas centralmente conforme NBR 10844. A inclinação das calhas devem ser de no mínimo 0,5% no sentido dos condutores verticais.
Condutores embutidos e aparentes – Podem ser internos ou internos conforme NBR
10844.
Sobreposição de telhados – Por telhados serem estruturas delicadas, não se deve
jogar grandes vazões de um telhado de nível mais elevado para outro mais baixo para ser
evitado danos a edificação e ao telhado.
28
LORENZETE,Helber Henrique de Oliveira. Estudo de vantagens da captação de água de chuva
para uso domestico.<http://rmai.com.br/v4/Read/657/estudo-de-vantagens-da-captacao-de-agua-dechuva-para-uso-domestico.aspx>. Acesso em 20 mar de 2013
29
COMO instalar um sistema para captar água da chuva (2012). Disponível em:
<http://ecohospedagem.com/como-instalar-um-sistema-para-captar-agua-da-chuva/>. Acesso em 18
mar. 2013>.
30
LORENZETE,Helber Henrique de Oliveira. Estudo de vantagens da captação de água de chuva
para uso domestico.<http://rmai.com.br/v4/Read/657/estudo-de-vantagens-da-captacao-de-agua-dechuva-para-uso-domestico.aspx>. Acesso em 20 mar de 2013.
30
Coberturas horizontais de lajes- As superfícies horizontais da laje devem ter declividade mínima de 0,5%, para garantir o escoamento das águas ate os pontos de drenagem.
Conforme (COMO, 2012)31, o ideal é calcular o volume da captação de acordo com o
consumo da residência ou empreendimento. Por exemplo, em uma casa com 5 pessoas o
consumo deve ser pelo menos de 5000 L de água por mês, apenas para uso não potável.
O tamanho do sistema pode ser calculado pela formula:
V= mm x M² x 0,8
V= volume coletado
mm = média pluviométrica da região
M² = área disponível para captação
2.5 Cisternas
Como se vê no documento (CISTERNAS..., 2013)32 são uma tecnologia desenvolvida
onde reservatórios armazenam águas pluviais ou outros líquidos, água potável ou não. A
água da chuva geralmente escorre do telhado através de uma calha e cai diretamente na
cisterna, onde é armazenada. Embora também é possível usar uma área no chão, que seja
cimentada ou coberta com pedras, como área de captação.Em cerca de 90% dos casos a
área do telhado é grande o suficiente para garantir uma quantidade de água potável suficiente para todos que moram debaixo desse telhado, ou seja, a água captada é suficiente
para suprir as necessidades de uma família, como regar as plantas, lavar o quintal, garagem, utilizar na descarga, entre outros.Esse reservatório deve ser protegida de luz e calor
para garantir a qualidade da água armazenada, além disso seu dimensionamento considera
quatro fatores principais:
Estudo da média de precipitação local mensal;
O local onde a água será captada não deve ter o acesso de pessoal, animais
e/ou veículos, não ficar próximo a currais, fossas, lixões ou quaisquer pontos que
possam colocar em risco a qualidade da água;
31
COMO instalar um sistema para captar água da chuva (2012). Disponível em:
<http://ecohospedagem.com/como-instalar-um-sistema-para-captar-agua-da-chuva/>. Acesso em 18
mar. 2013>.
32
CISTERNAS. Disponível em: <http://www.mds.gov.br/segurancaalimentar/acessoaagua/cisternas>
Acesso em: 18 mar. 2013.
31
O telhado e o filtro para captação devem ser eficientes, e as telhas não devem ser de amianto;
Demanda de água não potável.
A captação da água pluvial através de cisternas traz muitas vantagens, entre-elas:
Não proliferam algas e bactérias;
Estanques e impermeáveis, sem risco de contaminação da água ou vazamentos;
Duráveis e resistentes, porém aconselha-se que não sejam construídas em
locais próximos de árvores, arbustos com raízes fortes, pois podem quebrar as paredes das cisternas e ocasionar vazamentos;
Fáceis de limpar;
Não deixam cheiro e sabor na água;
Não recebem impurezas imprevistas, ótimos encaixes;
Não requerem manutenção (limpeza uma vez ao ano segundo ABNT NBR
15.527/07).
Como se vê no documento (CISTERNAS..., 2013)33 um ponto deve ser analisado
quando for construir uma cisterna: a altura entre o telhado e a cisterna. É mais ambientalmente correto e economicamente viável o telhado ser mais alto para que a água caia de
todos os lados na cisterna por gravidade ao invés de se utilizar o bombeamento. Outro ponto interessante: quando feita em casa, é importante que a construção do reservatório seja
feita próxima a cozinha para facilitar o abastecimento da casa.
Podem-se citar alguns tipos de cisternas:
Placas;
Tela e arame;
Tijolos;
Ferro-cimento;
Cal.
33
CISTERNAS a captação da água de chuva pelo telhado. Disponível em:
<http://www.fazfacil.com.br/reforma-construcao/cisternas-captacao-agua-chuva/>. Acesso em: 18
mar. 2013.
32
2.6 Bombeamento
Segundo (UNIJORGE, 2010)34, a utilização de bombas hidráulicas é imprescindível
em um projeto de irrigação ou de abastecimento de uma região ou residência onde verificase a escassez de água proveniente das distâncias consideráveis de eixos urbanos para distribuidoras. Tem então um objetivo de proporcionar um fornecimento com maior rapidez e
eficiência.
As bombas possuem função de fornecer energia para a água, isso se dá através da
conversão de energia mecânica de seu rotor proveniente de um motor a combustão ou de
um motor elétrico, com isso há um aumento de pressão e de vazão do líquido. Desse modo,
bombas hidráulicas são referidas como bombas hidráulicas geradoras.
2.6.1 Características das bombas
Conforme (CEFET, 2013)35, toda a transferência de energia, uma parte da energia
transferida é perdida. Existe uma relação entre a energia adicionada ao líquido e a consumida pelo acionador, essa relação que chama-se eficiência(sempre expressa em percentagem) e tem uma importância na avaliação da eficiência do conjunto bomba – acionador.
Sendo assim, as quatro condições que fornecem os meios de estudo das características específicas dos diversos tipos de bombas são:
Q - Capacidade da Bomba: vazão de líquido que passa pela bomba em m3/s.
H - Altura de Elevação: a altura a que o líquido pode ser bombeado e está intimamente ligada ao aumento da pressão recebido pelo líquido em metro.
Pb - Potência: energia necessitada pela bomba na unidade de tempo.
- Eficiência: relação entre a potência fornecida ao líquido e a potência consumida
pelo acionador para produzir o escoamento.
Adotando o peso específico do líquido como , e a potência em cavalos-vapor - cv (unidade
alemã) temos:
Pb = .Q.H
75.
34
UNIJORGE – CENTRO UNIVERSITÁRIO JORGE AMADO, p.1, 2010. Centro Politécnico. Engenharia de produção. Disponível em:
< http://www.ebah.com.br/content/ABAAABSscAI/sistema-bombeamento>. Acesso em: 25 mar. 2013.
35
CEFET – CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLOGICA DA BAHIA p.4.Bombas centrífugas. Disponível em:
<http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA7-MAJ/bombas-centrifugas>. Acesso em: 25 mar. 2013.
33
3 CONDOMÍNIO PLAZA DAS FLORES
3.1 Breve Histórico Plaza das Flores
Observado no manual do proprietário, segundo (Direcional Engenharia Ltda, 2001)36, a
empresa construtora do condomínio a ser estudado foi Direcional Engenharia LTDA, que
segundo (Pessoa e Simões, 2013, informação verbal)37, o inicio das construções do condomínio vertical Plaza das Flores localizado no Loteamento Parque São Martinho na região
Sudeste de Campinas deu-se em 1998, onde era uma chácara de extenso terreno e sem
saneamento básico, sua obra de terraplanagem foi iniciada em 1995.
Após a terraplanagem as obras foram interrompidas por aproximadamente seis meses,
para liberação de processos jurídicos de documentação necessária ao inicio das construções pela prefeitura.
A habitação oficial foi dada no condomínio a partir do ano 2000 onde já estavam construídos quatro edifícios nomeados como blocos H, E, F e G, junto à churrasqueira provisória,
piscina, garagem, campo de futebol, playground, duas quadras e uma ETE. Tudo isso ajudou ao incentivo das vendas dos apartamentos das seguintes torres a serem construídas,
que foram na seguinte ordem: D e C, B, A, I, J, K e por ultimo os três blocos L, M e N, após
o termino foram definidas as vagas de estacionamento dos visitantes.
Há cerca de dois anos atrás o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (A. V. C. B.) que
licencia a habitação exigiu a formação de 28 brigadistas que deve ser renovada a cada ano.
E cerca de 5 anos atrás houve a implantação de um gerador pelo condomínio.
Após o termino dos blocos L, M e N em 2010 as torres do condomínio foram completas,
totalizando 14 prédios residênciais cada um com 7 com 4 quatro apartamento por andar,
mais o térreo com 3 apartamento mais um salão por torre, o que da o total de 434 apartamentos e 14 salões onde 1 dos salões é usado como escritório de administração do condomínio e os outros 13 para locação para festas pelos condôminos.
3.2 Condomínio
36
Direcional Engenharia Ltda. Manual do proprietário Condomínio Residencial Plaza das Flores. Belo
Horizonte - MG. 2001.
37
PESSOA, Leivino Fernando; SIMÕES, Renir Nogueira. Técnico de manutenção do condomínio
Plaza das Flores; Zelador do condomínio Plaza das Flores. Entrevista realizada em 20/05/2013.
34
Segundo o (Direcional Engenharia Ltda, 2001)38 o condomínio é constituído segundo o
manual do proprietário por 14 torres, uma piscina de adulto junta à outra infantil, uma portaria para entrada de morador e outra para visitantes/ motos, um refeitório, uma churrasqueira,
um playground, um campo de futebol, duas quadras poli esportivas, uma lanchonete, 2 banheiros, 2 lixeiras com separação de óleos pilhas e reciclados e 3 andares de garagem.
Os prédios têm 26 metros de altura cada até a cobertura, mais 9 metros da casa de maquinas, barrilete, (onde se encontra os registros da torre) e caixa de água, totalizando 35
metros do nível do chão até o topo. A caixa de água tem 11,20 m³ de água para consumo
mais 1,40 m³ de água para consumo disponível para o corpo de bombeiro segundo aos parâmetros legais.
No projeto consta que o condomínio ocupa uma área de total de 26000 m² e área construída de 41353,94 m². A fundação de cada torre é composta por média de 58 tubulões de
60 centímetros de diâmetro cada e 18 metros de profundidade, é calculado para sua estabilização um período de 10 anos levando em conta o seu tempo de acomodação da estrutura.
A piscina tem 12,5 metros de largura, 26 metros de comprimento e 1,30 metros de profundidade, mais uma piscina infantil em conjunto de 47,5 m³.
Os funcionários são compostos por 3 funcionários privados, 2 administrativos e 1 de manutenção, mais os funcionários do condomínio, 3 de jardinagem, 1 de manutenção da piscina, 8 porteiros, 4 rondas e mais 4 auxiliares de limpeza.
O condomínio tem preocupação com a economia financeira, aparência visual e questão
ambiental: tendo uma grande área verde com jardins bem planejados, separação e destinação adequada do lixo orgânico (coleta seletiva municipal), reciclável (microempresa), óleos
(microempresa), e pilhas/baterias (levadas pelo condomínio até o ecoponto próximo ao condomínio desde 2005).
38
Direcional Engenharia Ltda. Manual do proprietário Condomínio Residencial Plaza das Flores. Belo
Horizonte - MG. 2001.
35
Fonte: https://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&tab=wl
ILUSTRAÇÃO 6 - Foto do condomínio tirada por satélite
3.3 Antiga ETE
Conforme Pessoa e Simões (2013, informação verbal)39 a ETE foi instalada quando o
condomínio foi construído devido à época que não havia saneamento básico na região. A
ETE tratava o efluente dos blocos H, E, F e G e era constituída por 3 cisternas, onde 2 delas
tinham capacidade para 180000 litros e uma de 75000 litros, que suportava o tratamento do
efluente do condomínio enquanto ele ainda não havia terminado as obras.
Sua desativação foi dada em Maio de 2007, por reclamações de maus odores gerados
pela ETE, por moradores de novas torres construídas próximas a ETE e por não haver mais
necessidade de continuar o seu funcionamento, pois o bairro já havia adquirido coleta e tratamento de esgoto público. As cisternas permanecem sem utilização no mesmo local até a
data atual.
39
PESSOA, Leivino Fernando; SIMÕES, Renir Nogueira. Técnico de manutenção do condomínio
Plaza das Flores; Zelador do condomínio Plaza das Flores. Entrevista realizada em 20/07/2013.
36
Fonte: Foto tirada pessoalmente por Felipe Augusto Fedozzi no Condomínio Plaza das Flores
ILUSTRAÇÃO 7 - Área da antiga ETE
37
4 PROJETO DE IMPLANTAÇÂO DE CAPTAÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS
4.1 Análise das tendências do condomínio
A ideia central deste projeto é obter a minimização de gastos, já que foi recusado anteriormente em pauta, outra a proposta de captação de água pluvial por causa de altos custos. Então a fim de encurtar as distâncias para a instalação de emendas no projeto, para
reduzir gastos, o mesmo será aplicado na torre mais próxima às cisternas enterradas, que
eram utilizadas na ETE e que serão reaproveitadas. Observando as condições dos telhados,
calhas, tubos de queda, caixas de passagens, condutores horizontais, terreno, cisternas e
área de irrigação.
4.2 Área da Superfície de Captação
A área do telhado foi calculada comparando a planta da cobertura do prédio com o
pavimento tipo, pois a superfície de captação das águas pluviais no telhado é a mesma área
da do pavimento tipo, exceto pela área da sacada onde o escoamento é conduzido diferenciadamente e pela área da caixa de gordura coletiva que termina na altura do pavimento do
1° andar e deságua direto no jardim.
38
Fonte: Direcional Engenharia, manual do proprietário do Condomínio Plaza das Flores
ILUSTRAÇÃO 8 - Planta do Pavimento tipo, escala 1:100
4.3 Cálculo Para Volume de Água Coletado
A fórmula utilizada pelo volume de água captada:
V=mm x m² x 0,8
V= Volume coletado
mm = média pluviométrica da região
m² = área disponível para captação
39
4.4 Análise dos Materiais e Componentes Existentes
4.4.1 Cobertura
A cobertura de cada torre é dividida em três alturas, onde a primeira é a cobertura/casa máquinas, logo em cima o pavimento barrilete e por último o ático da caixa de água
da torre. A água pluvial deságua, tanto da cobertura do barrilete, quanto da caixa de água,
por ladrões no telhado da cobertura mais baixa. Sendo que há em cada prédio dois lados da
cobertura, divididos pelos níveis mais altos e que cada lado da cobertura é composto por um
telhado duas águas convergentes.
Fonte: Foto tirada pessoalmente por Felipe Augusto Fedozzi no Condomínio Plaza das Flores
ILUSTRAÇÃO 9 - Perspectiva de uma parte da cobertura da torre
4.4.2 Telhado
Cada torre possui dois telhados 2 águas em sua cobertura, divididos pelo pavimento
barrilete e caixa d’ água. O telhado duas águas da torre coleta as águas pluviais e direciona
para uma calha com uma inclinação próxima a 45°, onde é escoada por dois tubos condutores em seus extremos.
40
Fonte: Foto tirada pessoalmente por Felipe Augusto Fedozzi no Condomínio Plaza das Flores
ILUSTRAÇÃO 10 - Ilustração do telhado da torre
41
Fonte: Direcional Engenharia, manual do proprietário do Condomínio Plaza das Flores
ILUSTRAÇÃO 11 - Planta da cobertura da torre
42
Fonte: Direcional Engenharia, manual do proprietário do Condomínio Plaza das Flores
ILUSTRAÇÃO 12 - Legenda da cobertura e Pavimento Barrilete
4.4.3 Calhas
São feitas de chapa galvanizada, ficam entre o telhado duas águas e direcionam as
águas para os condutores tubo de queda.
43
Fonte: Foto tirada pessoalmente por Felipe Augusto Fedozzi no Condomínio Plaza das Flores
ILUSTRAÇÃO 13 - Ilustração da calha entre o telhado da torre
4.4.4 Condutores
Os condutores são divididos em horizontais e verticais (tubos de queda). Os tubos de
queda conduzem água pluvial da calha da cobertura até o pavimento térreo, onde é unido
com o condutor do outro telhado da cobertura e é direcionado para a caixa de passagem ou
inspeção. Na caixa de passagem outro condutor que leva água pluvial do jardim envolta da
torre se mistura juntamente com a água do telhado, que são desaguadas nas ruas do condomínio, que são captadas novamente em outro ponto que são desprezados nas ruas externas ao condomínio.
4.4.5 Caixa de passagem
44
As águas pluviais vinda dos tubos de queda dos dois telhados se unem e deságuam
na caixa de passagem e logo depois são conduzidas onde de encontram com a drenagem
do resto do condomínio e são levadas até as ruas externas ao condomínio.
Fonte: Foto tirada pessoalmente por Felipe Augusto Fedozzi no Condomínio Plaza das Flores
ILUSTRAÇÃO 14 - Ilustração da caixa de inspeção existente
4.4.6 Cisterna
As cisternas existentes foram habilitadas para atender uma estação de tratamento de
esgoto, mas no momento encontram-se desativadas. Após a sua desativação, elas foram
limpas e desinfectadas por funcionários do condomínio. Já contém espaços adequados para
ligações e suporte para motor-bomba.
45
Fonte: Foto tirada pessoalmente por Felipe Augusto Fedozzi no Condomínio Plaza das Flores
ILUSTRAÇÃO 15 - Área da antiga ETE
46
5 RESULTADOS
5.1 Tendências do Condomínio e Elaboração do Projeto
Analisando as tendências nas reuniões do condomínio e aprovações de projetos, foi
observado a aceitação de investimentos de baixo custo, de acordo com (Paiva, 2013, informação verbal)40
A utilização da água captada para bem do condomínio, será empregada na rega dos
jardins situado ao redor dos blocos de mais fáceis acessos pela distância da cisterna, ou
seja, os blocos L, M e N. O projeto prevê a utilização de uma mangueira ligada a uma bomba utilizando a água da cisterna de 75 m³ que armazenara a água pluvial a partir dos telhados do bloco L e do bloco M, usando novos condutores, uma bomba para recalque e mais
alguns acessórios.
5.2 Cálculo da Área da Superfície de Captação
Para o cálculo da área da superfície de coleta de água pluvial de cada torre (para os
dois telhados), usou-se a área de cada apartamento, menos a área da sacada, multiplicado
pela quantidade de apartamentos por pavimento, mais a soma da área comum da torre menos a área da caixa de gordura, respectivamente:
A = (64,15 - 2,75) x 4 + 7,3 x (4,75 + 4,75) - (2,6 x 1,8) =
A = 61,4 x 4 + 7,3 x 9,5 - 4,68 =
A = 245,6 + 69,35 - 4,68 =
A = 310,27m² = 310m² aproximadamente
5.3 Volume de Água Coletado
Multiplicado a área útil do telhado (310m²) pelo índice pluviométrico anual do município de Campinas de 1400 mm e a quantidade de água sem perda, chega-se ao resultado de
347,2 m³ ou 347200 L de água pluvial captadas pelo telhado por ano, para ser utilizado na
rega dos jardins. Como cada torre tem dois condutores de cada lado da cobertura e que se
40
PAIVA, Maite; SIMÕES, Renir Nogueira. Síndica atual do condomínio Plaza das Flores; Zelador
do condomínio Plaza das Flores. Entrevista realizada em 20/07/2013.
47
unem a caixa de passagem, se forem coletadas as águas pluviais a partir dessa caixa de
passagem obteremos apenas a metade da água pluvial que cai sobre a cobertura. Então o
projeto propõe a captação de duas caixas de passagem de água pluvial, no caso, as duas
mais próximas da cisterna, a caixa de passagem de trás (lado oposto a entrada do prédio)
do bloco L e a de trás do bloco M, totalizado a quantidade de toda a superfície de captação
de uma torre, já que a estruturas de todos os prédios são iguais, inclusive a mesma.
Captação de cada telhado:
V= 1,400x 155 x 0.8
V= 173,6m³ = 173 600 L
Captação dos dois telhados:
V= 1,400x 310 x 0.8
V= 347,2 m³ = 347 200 L
5.4 Adaptações e percursos
Com a análise dos materiais existentes foram elaboradas as adaptações do projeto
necessárias. A cobertura, telhado e a calha, são mantidas no projeto sem alterações, pois já
exercem as funções adequadamente.
O projeto prevê novos materiais necessários para instalação: separadores de folhas,
novos condutores para a condução das águas pluviais da caixa de passagem do bloco M
até a caixa de passagem do bloco L e após outro condutor que da mesma até a cisterna. E
a instalação de uma bomba para recalque da água no sentido do reservatório até o jardim
através de uma mangueira para a irrigação do mesmo.
O percurso a ser feito é ilustrado conforme, a seguir:
48
Fonte: Feita em AutoCad por Felipe Augusto Fedozzi
ILUSTRAÇÃO 16 - Planta do percurso das adaptações dos condutores de águas pluviais
5.5 Lista de Materiais
O projeto inclui uma lista de materiais necessários, conforme apresentados a seguir:
5.5.1 Separador de folhas
Quatro separadores de folhas, um para cada entrada dos tubos de queda, que será
usado para conduzir a água pluvial a ser aproveitada no projeto. Com objetivo de reter materiais grosseiros, tais como folhas, galhos e outros materiais que possam afetar a qualidade
da água dentro do reservatório. A peneira é fabricada em material galvanizado com malha
de 5 mm. É um dispositivo que não retém micróbios e contaminantes químicos e deve ter
limpeza frequente.
5.5.2 Condutores
49
Pare se definir o diâmetro necessário da tubulação para atender a demanda de água
pluvial, calculou-se pela área da circunferência dos condutores de entrada na cisterna utilizando a formula a seguir:
π x r²
Considerando as 2 tubulações de 100 mm, que chegam na caixa de passagem do
bloco M temos:
2 x (π x [100/2]²) = 15 700 mm²
O condutor com diâmetro mais próximo e que consiga uma área igual ou superior à
dos 2 condutores anteriores é de 150 mm, conforme o cálculo:
(π x [150/2]²) = 17 662,5 mm²
Considerando as 4 tubulações de 100 mm, que indiretamente deságuam na
caixa de passagem do bloco M temos:
4 x (π x [100/2]²) = 31 400 mm²
O condutor com diâmetro mais próximo e que consiga uma área igual ou superior à dos 4 condutores anteriores é de 200 mm, conforme o cálculo:
(π x [200/2]²) = 31 400 mm²
Estabelece então a instalação de 40 metros de tubulação de água pluvial de diâmetro 150 mm da caixa de passagem do bloco M com saída de 70 centímetros de profundidade
até a caixa de passagem do bloco L, onde as águas das duas torres se encontram com 90
centímetros de profundidade para sua inclinação.
Instalação de 20 metros de tubulação de água pluvial de diâmetro 200 mm da saída
da caixa de passagem do bloco L, direcionando a água pluvial até a cisterna, a qual é inserida no antigo tanque de lodo, disponível da ETE desativada, considerando suas respectivas
conexões.
É indicado a limpeza e manutenção preventiva para prevenir entupimentos, vazamentos e infiltrações. Segundo (DIRECIONAL ENGENHARIA LTDA, 2001)41 os condutores
de águas pluviais são constituídos de PVC rígido série r devem estar identificados pela cor
verde claro, quanto estiverem aparentes.
5.5.3 Ventosa
41
DIRECIONAL ENGENHARIA LTDA. Manual do proprietário Condomínio Residencial Plaza das
Flores. Belo Horizonte - MG. 2001.
50
Uma ventosa, instalada no cotovelo da tubulação próxima a cisterna, onde o terreno
tem maior oscilação da declividade, para que não ocorra formação de bolsas de ar.
5.5.4 Separador de fluxo
Instalado na saída do condutor na cisterna, desprezando os primeiros minutos da
água da chuva, pois essa água não deve ser aproveitada por conter resíduos inapropriados
trazidos pela lavagem do telhado no momento da chuva, podendo contaminar o reservatório.
5.5.5 Sensor de nível-d’água
Instalado dentro da cisterna, para ter a ciência da quantidade de água disponível para utilização.
5.5.6 Motor-Bomba
Pb = .Q.H
75.
Pb = 1000.0,025.5 = 125 = 2,78 cv, comercialmente 3 cv.
75.0,6
45
De acordo com (Schneider, 2013)42, a tubulação de sucção adotada é a imediata superior ao da tubulação de recalque (1’’), ou seja, 1 ¼’’, e de retorno, imediato inferior ao de
sucção 1’’. A sucção da motobomba com diâmetro de 1 ¼’’ com válvula de pé de 4 metros
de comprimento deve ser inserida dentro da cisterna existente, onde o recalque da bomba,
seguido de um registro (para controle do fluxo do fluido) liga à mangueira de diâmetro 1”,
que conduz a água até a área a ser irrigada.
42
Schneider Motobombas. Instruções gerais de instalação de bombas centrifugas. Manual Técnico. Disponível em <http://wiki.sj.ifsc.edu.br/wiki/images/a/af/Scheneider.pdf>. Acesso em: 05 de Nov.
2013.
51
5.5.7 Mangueira
Para uma menor perda de carga a mangueira de recalque utilizada para conduzir a
água da cisterna ao jardim será de 1”, com vazão de 1,5 m³/h ou 0.025 m³/s, com bico de
diâmetro reduzido para aumentar a pressão do esguicho. Terá comprimento de 80 metros
de comprimento para poder fazer a irrigação de todo o jardim em volta dos blocos L, M, e N.
5.6 Área de irrigação
Como não haviam registros da área do jardim eu e Renir Nogueira Simões (Zelador
do Condomínio), medimos manualmente toda a área a partir de trechos dos jardim ao redor
dos blocos L, M e N, utilizando uma trena de 50 metros.
Área obtida do jardim = 2 457,94m²
A quantidade de água utilizada para a irrigação, segundo (HELLER e PÁDUA,
43
2006) , é de 1,5 litros por m². Neste caso:
Água usada para irrigação de todo o jardim = 2 457,94 x 1,5 = 3 686,91L
43
HELLER,Léo e PÁDUA,Valter Lúcio De. Abastecimento de água para consumo humano. Belo
Horizonte MG: UFMG, 2006. 859 p.
52
Fonte: https://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&tab=wl
e editada em AutoCAD por Felipe Augusto Fedozzi
ILUSTRAÇÃO 17 - Área usada para irrigação demarcada em vermelho
5.6.1 Cálculo anual
A irrigação do jardim acontece em media de duas a três vezes por semana no
período de estiagem e nos demais apenas uma vez. Tomando por base uma media
de duas irrigações por semana, tem se:
2 regagens por semana x 8 por mês = 96 irrigações/ano
3 686,91 L/ano = 353 943,36L/ano
5.7 Custo Financeiro
Foi feito um levantamento financeiro prévio dos materiais necessários à implantação
do projeto, para a obtenção de um valor médio de custos.
Condutores:
40 metros PVC 150 mm - R$ 749,00
53
20 m de Condutor de PVC 200 mm - R$ 987,00
Total de condutores - R$ 1 700,0044 com desconto.
Mangueira de 1’’ 100 metros - R$ 171,3045.
Bico da mangueira - R$ 100,0046
Válvula de alívio de pressão - R$ 120,0047
Tubos de queda - já existentes.
Separador de folhas - a partir de R$ 130,0048 - Total 4x 130 = R$ 520,00
Separador de fluxo - a partir de R$ 170,0049
Conjunto Flutuante de sucção - R$ 275,0050
Cisterna - já contida pelo condomínio
Sensor de nível de água - de R$ 24,00 a R$ 84,70, valor considerado R$ 54,5051
Motobomba 3cv trifásica - R$ 879,9052
Ventosa simples - R$ 315,0053
Registro de 1’’ - R$ 25,9054
Chave magnética trifásica com proteção térmica – R$ 114,3055
44
Maria de Lourdes Daniel Cezar ME. Valor de condutores de PVC. Informação verbal. 15 de Nov.
2013.
45
DUTRA máquinas. Mangueira para irrigação 1’’ 100 metros. Disponível em
<http://www.dutramaquinas.com.br/produtos/mangueira-para-irrigacao-1-100-metros8851?gclid=CMfel9mA0boCFc6j4AodIVUAvg> Acesso em: 05 de Nov. 2013
46
MERCADO livre. Bico de mangueira para caminhão de água irrigação novo. Disponível em
<http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-516660226-bico-de-mangueira-para-caminhao-de-aguairrigacao-novo-_JM>. Acesso em: 05 de Nov. 2013.
47
Vanguarda Comercial Hidroelétrica Ltda. Valor de válvula de alívio de pressão. Informação verbal. 15 de Nov. 2013
48
ECO hospedagem. Separador de folhas. Disponível em <http://ecohospedagem.com/comoinstalar-um-sistema-para-captar-agua-da-chuva/>. Acesso em: 09 de Nov. 2013.
49
ECO hospedagem. Separador de fluxo. Disponível em <http://ecohospedagem.com/como-instalarum-sistema-para-captar-agua-da-chuva/>. Acesso em: 05 de Nov. 2013.
50
ECORACIONAL. Conjunto flutuante de sucção 1". Disponível em
<http://loja.ecoracional.com.br/equipamentos-avulsos/conjunto-flutuante-de-succ-o-1.html/>. Acesso
em: 05 de Nov. 2013.
51
ICOS. Sensor de nível de água. Disponível em <http://www.icos.com.br/SensorDeNivel/>. Acesso
em: 05 de Nov. 2013.
52
Royal. Motobomba 3cv trifásica Schneider.
Disponível em <http://www.royalmaquinas.com.br/loja/website/428/649/maquinas/motobomba-bc92s-ha-3cv-trifasica-schneider.html>. Acesso em: 05 de Nov. 2013.
53
Fucoli - somepal. Tabela de preços de 2011. Disponível em
<http://www.canalcentro.pt/galeria/pdfs/c7ab0c1b15a3b10be0c030ce7ff13a02.pdf>. Acesso em: 05
de Nov. 2013.
54
Tend Tudo. Registro. Disponível em <http://www.tendtudo.com.br/registro-esfera-vs-roscavel-1-br57--tigre/p?utm_source=GoogleShopping&utm_campaign=Google_Shopping&utm_medium=xml&gclid=C
M_71sS1hrsCFUMV7AodtQ0ATA>. Acesso em: 05 de Nov. 2013.
55
A. Camargo. Chave magnética trifásica. Disponível em <http://acamargo.com/1874664-produtochave-partida-magnetica-trifasica-380-volts>. Acesso em: 05 de Nov. 2013.
54
Total = R$ 4 445,90
Materiais complementares: Cola, fios, fusíveis, emendas, conexões, veda-roscas e
outros. – 5% do valor dos materiais.
5% = R$ 222,30
Total de materiais = R$ 4 668,20
Mão de obra total = R$ 3 460,00, orçamento realizado pelo engenheiro civil (informação verbal)56.
Materiais e mão de obra = R$ 8 128,20
Propõe-se a adoção de uma taxa de Benefícios e Despesas Indiretas (BDI) de 1%,
que incidem sobre o custo do empreendimento definindo o custo total, conforme sugerido
pelo Engenheiro Sampaio (2013)57.
1% = R$ 81,30
Valor prévio do total dos gastos para a implantação do projeto - R$ 8 209,50
5.8 Balanço
TABELA 1 - Valores da conta de água do Condomínio Plaza das Flores dos meses:
maio, junho, julho e agosto de 2013.
56
CRUZ JUNIOR, Jose Maia da. Consulta de orçamento de mão de obra. Campinas - SP. 4 de
Nov. de 2013. (informação verbal).
57
Fernando Morethson Sampaio. Em seu livro “Orçamento e Custo na Construção”. Disponível em
<http://portal2.tcu.gov.br/portal/pls/portal/docs/2055358.PDF>. Acesso em: 05 de Nov. 2013.
55
TABELA 2 - Valores de água captada no Bloco L e N referentes a 2013.
TABELA 3 - Valores da irrigação do jardim do Condomínio Plaza das Flores referentes a
2013.
5.9 Tempo de Retorno do Investimento
Com a captação da água de chuva irá ser economizada em média de 347 200 L de água
potável por ano, o referente a R$ 1 730,82 gastos pelo condomínio para a irrigação do jardim em torno das torres L, M, e N, anualmente.
O custo médio total do projeto é de R$ 8 209,50, então com a economia anual de
R$ 1 730,82, o custo de implantação do projeto se pagará em cerca 4 anos 8 meses e 28
dias.
56
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este trabalho visa à preservação de um dos recursos ambientais mais essenciais ao
homem: a água. Unindo um retorno financeiro ao condomínio, estimou-se valores para a
execução de um projeto que se pague em pouco tempo, a partir da redução nos gastos do
consumo de água potável e taxas cobradas ao condomínio pela mesma, além de proporcionar um “marketing” que agrega valor ao condomínio.
Os benefícios trazidos ao meio ambiente são a preservação da água na natureza,
minimização de enchentes, alagamentos e ainda evita um possível racionamento de água.
Depois do projeto concluído é importante que os moradores se sensibilizem com a
questão ambiental, pois é necessário criarmos um hábito, em nosso dia a dia, na maneira de
pensarmos e reduzir os danos que causamos ao meio que vivemos como: redução no consumo de água, energia e recursos naturais em geral. Isso pode ser feito através de murais,
cartazes, exposições, que informem aos moradores das melhorias feitas, dando consciência
também de como ela foi realizada, para que e quais os benefícios trazidos pelo projeto.
Outra meta também a ser alcançada com esse projeto é o incentivo de outras ideias
que visem a sustentabilidade, servindo como exemplo para uma conscientização ambiental
interna e externa ao condomínio. A tendência é que com a obtenção de bons resultados,
famílias e empresas que possuam um sistema de captação de água de chuva divulguem a
utilização do mesmo, consequentemente difundirão esse tipo de sistema, propiciando maior
conhecimento e aumentando a utilização do reuso de água de chuva.
Com os resultados obtidos, podemos concluir que a proposta inicial de fazer um projeto para o bem coletivo do condomínio e que traga os benefícios ambientais com baixos
custos é possível e viável, pelo custo de implantação de R$ 8 209,50. Além de que, se houver a satisfação dos condôminos pelos resultados do projeto, aliado ao grande potencial do
condomínio, pode proporcionar a expansão do projeto e implantação de outros voltados ao
meio ambiente, com amplitudes ainda maiores.
57
REFERÊNCIAS
A. Camargo. Chave magnética trifásica. Disponível em <http://acamargo.com/1874664produto-chave-partida-magnetica-trifasica-380-volts>. Acesso em: 05 de Nov. 2013.
ECOCASA. Aproveitamento de Água de Chuva. Disponível em:
<http://www.ecocasa.com.br/aproveitamento-de-agua-de-chuva.asp>. Acesso em: 2 jun.
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CAPTAÇÃO DE ÁGUA DA CHUVA: - Universidade São Francisco