OBRAS DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO EM REDES DE INFRAESTRUTURA SUBTERRÂNEAS EM GRANDES CENTROS URBANOS: IMPACTO AO MEIO AMBIENTE E INTERFERÊNCIA NA QUALIDADE DE VIDA DA POPULAÇÃO Luiz Carlos Massaini1 Mirian de Cássia Cintra Callegari2 Moises Moreira de Meredes3 Resumo A compreensão das relações das obras de infra-estrutura subterrâneas, meio ambiente, qualidade de vida e desenvolvimento sustentável revela-se um pressuposto fundamental para a coexistência das pessoas nos grandes centros urbanos. O crescimento populacional que vem ocorrendo nos últimos anos, muitas vezes de maneira descontrolada, levam as empresas que atuam nos segmentos de saneamento, gás encanado, telefonia, fibra óptica, TV à cabo, energia elétrica e galerias pluviais entre outras, a assumir a difícil incumbência de levar através do emaranhado de redes de infra-estrutura presentes no subsolo nos grandes centros urbanos, as condições tecnológicas necessárias para o atendimento das necessidades de conforto e bem estar a população que lá reside ou trabalhe, para tanto, estas empresas acabam tendo que realizar constantes obras de expansão e/ou manutenção em suas malhas subterrâneas. Obras que muitas vezes são realizadas pelo método destrutivo (abertura de valas), ocorrem em todo o perímetro da cidade sete dias por semana, 24h por dia. Este artigo objetiva demonstrar a relação que existe entre as constantes intervenções realizadas no solo pelas empresas responsáveis, com os impactos temporários que geram ao meio ambiente, quando realizadas pelo método destrutivo, somado as interferências que provocam na qualidade de vida das pessoas durante sua realização. Palavras-chaves: Urbanização. Obras de infra-estrutura. Impacto ambiental. Qualidade de vida. Abstract The understanding of the relationship between underground infrastructure projects and the environment, quality of life and sustainable development turns out to be an essential principle for the coexistence of people in major urban areas. The oftentimes uncontrolled population growth seen in recent years has led companies operating in the fields of sanitation, piped gas, telephone, fiber optics, cable TV, electrical power, and rainwater drainage systems, among others, to take on the difficult task of providing the technological conditions required to meet the well-being and comfort needs of the local inhabitants or working population by means of the intertwined underground infrastructure networks in major urban areas. To this end, these companies must continuously carry out expansion and/or maintenance works on their underground lines. This work is very often executed using the trench method throughout the perimeter area of the city, seven days a week, 24 hours a day. This paper aims to demonstrate the existing relationship between the continuous interventions of these companies in the ground and the temporary impacts on the environment whenever the trench method is used. Key-words: Urbanization. Infrastructure works. Environmental impact. Quality of life. 1 Formação: Biólogo. Atuação: Biólogo na SANASA. Aluno do Curso de Especialização em Gestão Ambiental pela Metrocamp. E-mail:[email protected] 2 Formação:Engenharia Civil / Hab. Sanitária. Atuação: Coord. Distritos Regionais na SANASA. Aluna do Curso de Especialização em Gestão Ambiental pela Metrocamp. E-mail: [email protected] 3 Formação: Tecnólogo em Edificações. Atuação: Analista Técnico na SANASA. Aluno do Curso de Especialização em Gestão Ambiental pela Metrocamp. E-mail: [email protected] 1.INTRODUÇÃO Sendo as obras de instalação e manutenção em redes de infra-estrutura subterrâneas nos grandes centros urbanos uma atividade inevitável e freqüente as quais ocorrem simultaneamente em vários pontos da cidade, durante as 24h do dia. No presente artigo abordaremos os impactos temporários ao meio ambiente, que as empresas públicas ou privadas geram quando da realização através do método destrutivo de abertura de valas contínuas, quando da instalação e/ou manutenção de suas redes subterrâneas. Lembrando que estas redes constituem a base do conforto e do bem estar para as pessoas nos grandes centros urbanos. Entretanto, o foco de nossa análise está nas interferências que estas obras trazem para a qualidade de vida da população quando de sua realização. Desta forma esperamos com este artigo contribuir para além de despertar os gestores do segmento da infra-estrutura para a problemática sugerida, também reunir evidências e ou argumentos que os sensibilize, levandoos a gerir os processos de instalação e manutenção de suas redes, cada vez mais, comprometidos com a implementação de novas tecnologias a estes processos, buscando mitigar os impactos que estas obras geram ao meio ambiente e a qualidade de vida das pessoas, além de contribuir significativamente com o desenvolvimento sustentável nos grandes centros urbanos. Para tanto foram utilizadas para o desenvolvimento deste artigo além da metodologia exploratória, através do levantamento bibliográfico por meio de livros, revistas, jornais, dicionários, internet, censos, normas técnicas, leis, obras publicadas, artigos técnicos e científicos também a observação sistemática, estudo de caso, análise de fotos, vídeos e experimentos. Cumpre salientarmos, que todas estas questões e percepções aqui referenciadas, são fatos confirmados e comprovados como iremos demonstrar no desenvolvimento do presente artigo. 2. A UTILIZAÇÃO DO SUBSOLO PARA ATENDER AS NECESSIDADES DE INFRAESTRUTURA NOS CENTROS URBANOS De um ponto de vista histórico, as relações entre infra-estrutura (urbana e regional) e as necessidades sociais são relativamente recentes e pouco exploradas. Os próprios sistemas de serviços públicos em rede que utilizam o subsolo passaram a ser considerados objetos de um processo de generalização de acesso a partir do início do Século XX, nas principais cidades do mundo. As redes de infra-estrutura e serviços, tal como, conhecidas hoje em sistemas de funções hierarquizadas, começaram a ser implantadas em meados do Século XIX, mas seu alcance era – tanto nas cidades mais ricas da Europa e dos Estados Unidos, quanto nas capitais de ex-colônias, como o Rio de Janeiro – limitado às áreas centrais e sua oferta não era contínua. 2.1 Cidade Derivada do termo latino civitate, a palavra cidade é interpretada como um “complexo demográfico formado, social e economicamente, por uma importante concentração populacional não agrícola, i. e., dedicada a atividades de caráter mercantil, industrial, financeiro e cultural” (HOLANDA FERREIRA, 1986, p.403). Estando as redes de infra-estrutura presentes na sua maior diversidade nas áreas centrais, que são segundo (SANTOS, 1988, p. 52) “as mais dinâmicas, pois é nesta região das cidades onde estão os comércios e os lugares de trabalho de grandes significativos concentrando-se o maior movimento e acontecimento das coisas mais importantes”, fato este que nos leva a entender o porquê da presença da grande concentração de redes e os transtornos que uma obra gera a população quando realizada neste perímetro. A estrutura das cidades historicamente é marcada por uma área central, área mais dinâmica, onde estão o comércio e os lugares de trabalho de grandes significativos, concentrando-se o maior movimento e acontecimento das coisas mais importantes. Conforme as cidades crescem vão se formando sub-centros, centros secundários e centros de bairros. “Desde que surgiram as primeiras cidades do mundo, o centro está associado às noções de cruzamento de ruas, praças e mercados” (SANTOS, 1988, p. 52). 2 2.2 Urbanização A urbanização é um fenômeno relacionado ao processo de desenvolvimento da esfera urbana em determinadas sociedades, em oposição ao desenvolvimento da esfera rural. Também pode ser definida como o aumento da população urbana frente à população rural e está historicamente ligada à evolução do capitalismo, especialmente em sua fase industrial. O início da Revolução Industrial e a ascensão e o crescimento da indústria moderna, no final do século XVIII, levou à massiva urbanização e à ascensão de novas grandes cidades, primeiramente na Europa e, posteriormente, em outras regiões, à medida em que as novas oportunidades geradas nas cidades fizeram com que grandes números de migrantes provenientes de comunidades rurais instalassem-se em áreas urbanas. No século XX, com o fim da 2ª Guerra Mundial, as cidades passavam por um novo modelo de urbanização, através da adoção das recomendações da Carta de Atenas e das experiências francesas, inglesas e de Brasília. O que marcaram estas intervenções foi a ênfase nos sistemas viários, a despersonalização do espaço, a massificação dos sistemas habitacionais, as dificuldades na mobilidade dos cidadãos e o descaso ao patrimônio natural e cultural das cidades e do seu entorno. Posteriormente, assistimos a intensa urbanização, através da fuga do campo para a cidade, das habitações abaixo do padrão normal de moradia, deficiência do transporte público, falta de saneamento, educação, saúde e também descaso com a questão ambiental (SILVEIRA & VASCONCELLOS, 1984. p. 63-76). 2.3 Planejamento Etimologicamente, planejamento significa a “elaboração por etapas técnicas (especialmente no campo sócio-econômico), de planos e programas com objetivos definidos” (HOLANDA FERREIRA. 1986, p.1343). Com relação ao meio ambiente é sabido que o processo de urbanização tanto o influencia como por ele é influenciado, porém nas grandes cidades realizar um planejamento urbano onde se leve em consideração as questões ambientais favorece na preservação dos recursos naturais e da capacidade do ambiente se recuperar dos danos causados pela urbanização, além de proporcionar um bem-estar maior à população. 2.4 Infra-estrutura Parte inferior de uma estrutura. Base material ou econômica de uma sociedade ou de uma organização (HOLANDA FERREIRA. 1986, p. 945) O papel da Infra-estrutura na promoção do desenvolvimento sustentável [...] é o de prover bens e serviços essenciais à melhoria da qualidade de vida da população, viabilizando maior inclusão dos indivíduos nos circuitos de produção, cidadania e consumo, para lhes proporcionar acesso equânime às oportunidades no espaço nacional e internacional (BEZERRA; RIBEIRO, 1999, p. 12). 3. A CIDADE DE CAMPINAS A área em que hoje se acha instalada a cidade de Campinas, conta com pouco mais de 260 anos de história. Nos marcos de sua formação colonial, a cidade de Campinas surgiu na primeira metade do século XVIII como um bairro rural da Vila de Jundiaí. Atualmente, o município de Campinas tem uma área territorial de 797,6 km2, ocupando a área urbana uma extensão de 388,9 km2. Sua população é de mais de 1,1 milhões de habitantes, 98% dela estabelecida na área urbana. (IBGE) Foi entre as décadas de 1930 e 1940 que a cidade de Campinas passou a vivenciar um novo momento histórico, marcado pela migração e pela multiplicação de bairros nas proximidades das fábricas, dos estabelecimentos e das grandes rodovias em implantação - Via Anhanguera, (1948), Rodovia Bandeirantes (1979) e Rodovia Santos Dumont, (década de 1980) e as Universidades e Faculdades. A partir de então, a cidade passou a concentrar uma população mais significativa, constituída de migrantes e imigrantes procedentes das mais diversas regiões do Estado, do País e do mundo, e que chegavam à Campinas atraída pela instalação de um novo parque produtivo (composto de fábricas, agro-indústrias e estabelecimentos diversos). (BRITO, 1969. v. 1-42 ). Estes novos bairros, implantados originalmente sem infra-estrutura urbana, conquistaram uma melhor condição de urbanização entre as décadas de 1950 a 1990, ao mesmo tempo em que o território da cidade aumentava 15 vezes e sua população, cerca de cinco vezes. De maneira 3 especial, entre as décadas de 1970/1980, os fluxos migratórios levaram a população a praticamente duplicar de tamanho. Quanto à hidrografia, Campinas está localizada integralmente na Bacia do Rio Tietê, receptor das águas dos seus afluentes de margem direta, o Rio Piracicaba e o Rio Capivari. Na sua parte Norte, Campinas é atravessada pelos Rios Jaguari e Atibaia, formadores do Rio Piracicaba, a partir das suas confluências no município de Americana. Na parte Oeste de Campinas, destaca-se o Ribeirão Quilombo, cujas nascentes se encontram entre os bairros do Chapadão e dos Amarais, indo desaguar na margem esquerda do Rio Piracicaba após atravessar os municípios de Sumaré, Nova Odessa e Americana. Na parte Sul, Campinas é atravessada pelo Rio Capivari, afluente direto do Rio Tietê, após se desenvolver pelos municípios de Monte Mor, Capivari, Rafard e Mombuca. A rede de drenagem interna do município, composta por córregos e ribeirões, é bastante densa, toda convergente para as 3 grandes sub-bacias citadas (Atibaia/Jaguari, Quilombo, Capivari), e responsável pelo esgotamento e transporte das águas pluviais e servidas. Para tanto no município de Campinas que tem 98% de sua população estabelecida na área urbana (processo da urbanização), acaba tornando-se imprescindível, tanto para seus administradores, bem como, para os gestores das empresas do segmento da infra-estrutura, a adoção de atitudes no dia-a-dia, voltadas para o desenvolvimento sustentável. Desenvolvimento Sustentável: forma de desenvolvimento econômico que não tem como paradigma o crescimento, mas a melhoria da qualidade de vida; que não caminha em direção ao esgotamento dos recursos naturais, nem gera substâncias tóxicas no ambiente em quantidade acima da capacidade assimilativa do sistema natural; que reconhece os direitos de existência das outras espécies; que reconhece os direitos das gerações futuras em usufruir do planeta tal qual conhecemos; que busca fazer atividades humanas funcionarem em harmonia com o sistema natural, de forma que este tenha preservadas suas funções de manutenção da vida por um tempo indeterminado. (LIMA e SILVA, 1999, p. 219). Dessa forma, atualmente é difícil dimensionar a extensão malha de redes de infra-estrutura atualmente instaladas no subsolo de Campinas, através das quais são disponibilizados produtos e serviços, responsáveis pelo atendimento das necessidades de conforto e bem estar da população. Como exemplos destes segmentos podemos citar: o gás encanado, a telefonia, o saneamento básico, a energia elétrica, a TV a cabo, a internet banda larga, os sistemas de comunicação / transmissão de dados em alta velocidade, as redes de fibra óptica, os sistemas de monitoramento e controle do transito, as galerias de escoamento das águas pluviais entre outros. Logo, a demanda que é gerada nestes grandes centros como é o caso de Campinas, não para de crescer. De um lado associada ao desenvolvimento do próprio centro, de outro, pela a oferta de novas tecnologias que também buscam o subsolo como veiculo de disponibilização de seus serviços e produtos. Todo esse processo acaba gerando diariamente a necessidade da realização de inúmeras intervenções no solo, quer seja para a manutenção/ampliação de uma rede já instalada, quer seja para a instalação da um novo segmento; o que leva ao surgimento diário de vários canteiros de obras, distribuídos simultaneamente em pontos distintos da cidade, os quais acabam gerando além dos impactos temporários ao meio ambiente, uma série de transtornos na qualidade de vida da população que residem, trabalhem ou transitem em suas proximidades. Nesse sentido, o conceito de qualidade ambiental urbana (ou de vida urbana) vai além dos conceitos de salubridade, saúde, segurança, bem como das características morfológicas do sitío ou desenho urbano, incorpora, também, os conceitos de funcionamento a cidade fazendo referência ao desempenho das diversas atividades urbanas e as possibilidades de atendimento aos anseios dos indivíduos que a procuram (VARGAS, 2001, p.17). 4. PROCEDIMENTOS PARA INSERÇÃO NO SOLO As empresas responsáveis pela disponibilização dos sistemas de infra-estrutura nos grandes centros urbanos, públicas ou privadas, independente do segmento em que atuam, realizam periodicamente diversos procedimentos de instalação, monitoramento e manutenção em suas redes. Em grande parte do trabalho, é necessária a realização de inserção no solo uma vez que, estas redes encontram-se alojadas no subsolo da cidade. 4 Quando é detectado um problema em um dos segmentos como, por exemplo, vazamento, entupimento, rompimento, amassamento, estrangulamento, interrupção no fornecimento do produto ou serviço, a empresa responsável é acionada pelos seus mecanismos de monitoramento, pelo usuário e por empresa de outro segmento de infra-estrutura que detecta ou até mesmo provoca o problema. Isso é possível de ocorrer, uma vez que, hoje no subsolo dos grandes centros encontramos um emaranhado de redes formado pelos diversos segmentos, responsáveis em levar o bem estar e conforto as pessoas. Nesse momento é que teremos caracterizada a necessidade da realização de uma obra de manutenção que, na maioria das vezes, será realizada pelo método destrutivo com abertura de vala para que se possa acessar a rede danificada, daí a necessidade da instalação de um canteiro de obras. Tais procedimentos seguem sempre os mesmos cuidados e são efetuados sempre com aplicação semelhante, seguindo alguns passos previamente determinados, conforme descritos a seguir. Identificada à interrupção ou falha no fornecimento de um produto ou serviço, realiza-se o levantamento em sistemas de base de dados depurando-se o maior número possível de informações sobre o próprio segmento, além da identificação de redes de outros segmentos, também instaladas no ponto em que deverá ser realizada a inserção. Tal procedimento ocorre antes que se designe uma equipe técnica para a realização da obra. Quanto maior for o número de informações que esta equipe tiver em mãos na hora da realização da inserção no solo, até que se tenha acesso à rede a ser reparada, menor será a probabilidade de danificar a própria rede, ou de outro segmento, tornando assim a atuação das equipes de manutenção mais rápida, segura e eficiente. Em seguida vem o acompanhamento por técnicos de outras empresas do segmento de infraestrutura, quando da realização de uma obra que tenha potencial risco de gerar danos às redes já existentes no local. Também é preciso o acionamento da empresa responsável pelo controle do trânsito na cidade, quando da instalação de um canteiro de obras em vias públicas (leito carroçável). Este pode gerar interferências significativas em relação ao fluxo de veículos no local, ficando a cargo dos agentes de trânsito a interdição, sinalização, desvio e monitoramento do fluxo de veículos durante a realização da obra nos pontos com grande circulação de veículos e pessoas, comuns nas regiões centrais das cidades. Quando a obra for realizada no passeio público não é necessário acionar a empresa de trânsito, porém o canteiro deverá ser sinalizado obedecendo à legislação vigente. Quando da realização de uma obra, previamente programada e que for afetar uma grande região, a empresa responsável pela sua realização deverá comunicar previamente a população através de pelo menos um veículo de comunicação em massa disponível na cidade. Também podem ser utilizados veículos de comunicação da própria empresa, para que a população afetada possa se programar para a interrupção no fornecimento do produto ou serviço, sendo que para as obras emergenciais tal procedimento se torna inviável. Todo processo de inserção no solo tem seu início com a remoção do pavimento, seguido da escavação e retirada das camadas de terra do subsolo, até que se atinja a rede, na qual se deve executar a manutenção. Este processo pode ser manual ou mecânico. Quando a via possuir um revestimento asfáltico de concreto ou cimentado, a escavação será mecânica, ou seja, realizada com utilização de uma retro escavadeira, além do auxílio de equipamentos manuais com a mesma função tais como: martelete, rompedor, máquinas corta asfalto/cimentados, etc. Porém se a rede a ser reparada estiver com uma profundidade maior ou igual a 1,50m. Devese utilizar a retro-escavadeira também para a remoção das primeiras camadas de terra, no caso da via não possuir pavimentação como descrito acima, e somente estiver revestida por uma camada fina de cimentado, paralelepípedo, mosaico português, piso frio, ou outros. Na rede com uma profundidade inferior a 1,5m, a escavação deverá ser realizada de forma manual, utilizando-se ferramentas como alavanca, picareta, pá etc. Após a remoção do pavimento e da terra, estes deverão ser acondicionados separadamente ao redor da vala. Em seguida realiza-se a manutenção, instalação ou ampliação da rede. Terminada a intervenção na rede, devem-se realizar os testes e ajustes, específicos de cada segmento, antes de se aterrar novamente a rede, ou seja, antes de se fechar a vala, o que viabiliza as últimas manobras de ajustes. 5 Na seqüência deve-se realizar a reposição do solo que foi retirado, assegurando-se que este esteja isento de outros materiais estranhos a sua composição original, tais como: pedra, madeira, ferro, etc. Em seguida, após a regularização do solo, substitui-se a camada de recobrimento obedecendo ao padrão original do local. Posteriormente realiza-se o restabelecimento do fornecimento do produto ou serviço encaminhando os resíduos da pavimentação para uma unidade recicladora. E, finalmente, realiza-se a retirada do canteiro de obras, removendo do local todas as máquinas e equipamentos, liberando em seguida o trânsito e o passeio público. 5. PRINCIPAIS IMPACTOS TEMPORÁRIOS As freqüentes inserções no solo, para a manutenção das redes de infra-estrutura, através da instalação de canteiros de obras nos centros urbanos; vão gerar diversos impactos ao meio ambiente e a qualidade de vida das pessoas, tais como: resíduos(1), lamas nos arruamentos(2), danos causados a canteiros e árvores(3), geração de ruído(4), aumento do volume do tráfego(5), lentidão local no fluxo de veículos(6), e interdição de vias e passeio público(7), interferência na atividade comerciais(8), problemas de natureza econômica, ambiental(9), além de quedas e atropelamentos de pedestres(10) e geração de poeira(11). Quanto aos resíduos(1), sua geração é praticamente inevitável nas intervenções realizadas no solo pelas empresas responsáveis por disponibilizar infra-estrutura nos grades centros urbanos, uma vez que para acessar uma rede subterrânea, independentemente do segmento / intenção (instalação ou reparo) inicialmente tem que se remover o material de cobertura do solo além de varias camadas do subsolo (terra), até que se tenha acesso à rede em questão. Uma vez concluída a intervenção, parte desse material no caso a terra, é recolocado novamente na vala o que já não ocorre com o material de cobertura, ou seja, 4resíduos que na maioria das vezes é recolhido e encaminhado para uma unidade recicladora da construção civil. A operação de movimentação de terras e/ou pavimento em condições climáticas úmidas tem como conseqüência a geração de lamas(2) nos arruamentos, que podem ser arrastadas pelas chuvas ou pela própria sucção/esgotamento de água do interior da vala, ação esta que se faz necessária para realização de qualquer intervenção em uma rede alojada no subsolo, além da possibilidade dessa terra também ser arrastada pelas rodas dos veículos leves e pesados que transitem ou operam nas intermediações do canteiro de obra. As obras de manutenção em redes subterrâneas ao utilizar o método destrutivo, e que são realizadas em passeios ou no meio fio, podem causar danos ao paisagismo urbano(3) existente nas proximidades do canteiro de obras, uma vez que, para se ter acesso a uma rede subterrânea dependendo de sua localização, profundidade e extensão utilizam-se máquinas e equipamentos para remover ou compactar o solo. Tais equipamentos, os quais, além de gerar impacto direto ao meio ambiente, poderão trazer danos às raízes e caules das arvores e arbustos levando-as a morte, o que sem sombra de duvida vai gerar a insatisfação das pessoas que residem ou trabalhem nas proximidades da obra, provocando mais uma vez um mal estar urbano, além de interferir na qualidade de vida das pessoas. A geração de ruído(4) é considerada atualmente como um dos principais fatores de degradação da qualidade de vida das pessoas, especialmente nos grandes centros urbanos e com maior intensidade na região central. As empresas responsáveis pela disponibilização da infraestrutura de subsolo, quando da realização de suas obras contribuem de forma significativa para o agravo desses fatores, pois na maioria das vezes, para se realizar uma inserção no solo, serão necessários à utilização de veículos pesados (retro escavadeiras), além de equipamentos de impacto, tais como, martelete, picareta e pá, juntamente com bombas de sucção. Isso certamente provocará níveis elevados de ruído(4), podendo causar nas pessoas perturbações fisiológicas, do sono, irritabilidade, interferência na comunicação, dentre outros fatores, interferindo significativamente na qualidade de vida das pessoas. Principais impactos gerados ao meio ambiente e a qualidade de vida das pessoas: resíduos(1), lamas nos arruamentos(2), danos causados a canteiros e árvores(3), geração de ruído(4), aumento do volume do tráfego(5), lentidão local no fluxo de veículos(6), e interdição de vias e passeio público(7), interferência na atividade comerciais(8), problemas de natureza econômica, ambiental(9), além de quedas e atropelamentos de pedestres(10) e geração de poeira(11). 6 O aumento do volume do tráfego(5) e a interdição de vias e passeio público são evidentes. A circulação e operação de veículos pesados tais como retro escavadeiras, caminhões basculantes, hidrojatos, acabam aumentando o volume do tráfego nas proximidades de um canteiro de obras. Estas operações em zonas urbanas com grande circulação de veículos ou em ruas estreitas irão além de gerar lentidão local no fluxo de veículos(6), vão trazer também transtornos ao trânsito nas vias adjacentes ao canteiro, provocado pela interdição, desvio e estreitamento do leito carroçável. É comum o aumento na circulação de técnicos/máquinas nas proximidades do canteiro o que deve dificultar o estacionamento ou acesso a residências e pontos comerciais, situação esta evidenciada quando o canteiro de obras estiver instalado no passeio. Quando da realização de obras em zonas comerciais, estas interferem na própria atividade comercial, gerando impacto sócio econômico(8) e ao meio ambiente. Os congestionamentos e atrasos causados pela lentidão do trafego são responsáveis pela irritabilidade(6) de condutores e passageiros de veículos do transporte coletivo. Aos congestionamentos também estão associados problemas de natureza econômica, ambiental(9) (emissão de CO2 na atmosfera), bem como aos de segurança para pedestres e condutores sendo comuns colisões traseiras devido a desvios e diminuição de fluxo além de quedas e atropelamentos de pedestres(10). Outro fator importante a ser destacado é a geração de poeiras(11), em quase a totalidade das obras de infra-estrutura. Isso ocorre devido à remoção do pavimento e camadas do subsolo, necessárias para o acesso as redes. A poeira gerada não só sujam as residências, comércios e veículos estacionados nas proximidades do canteiro como também podem provocar ou agravar problemas respiratórios, especialmente em pessoas com doenças respiratórias crônicas. Crianças e idosos são também mais sensíveis a níveis altos de poeira, o que vai interferir de maneira significativa na qualidade de vida desta parcela da população. Como podemos constatar pelo número de segmentos/empresas de infra-estrutura que atuam através da realização de inserções no solo durante 24h/dia 365 por ano no município de Campinas, pode-se traçar um panorama do impacto ambiental temporário que estas geraram ao meio ambiente e a qualidade de vida da população, o que nos leva a refletir sobre a importância destas empresas rapidamente adotarem tecnologias menos impactantes, para o segmento. A fim de ilustrar esse artigo, foram extraídos de um veículo de comunicação impresso, do Município de Campinas, trechos relativos aos impactos causados pelas obras de manutenção nas redes. Todos demonstraram o descontentamento das pessoas quando manifestam sua opinião a respeito da à circunstância imposta pela instalação de um canteiro de obras no entorno da rodoviária de Campinas ficando evidenciadas as interferências que estas geram a qualidade de vida da população; tais como: Paciência(5,6). Essa foi a palavra de ordem para os motoristas que circularam pelo entorno da Rodoviária de Campinas ontem. Quatro buracos(1,2,4,11) obrigaram a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas S.A. (Emdec) a bloquear(7), no início da tarde, a pista sentido bairro-Centro da Avenida Barão de Itapura, no trecho entre a Rua Barão de Parnaíba e Avenida Andrade Neves. [...] Os motoristas confirmaram as dificuldades para transitar pelo local. “Às 11h30 estava tudo parado e à tarde está complicado de novo”, contou o motorista João Carlos Alves enquanto passava pela Andrade Neves por volta das 15h. (CANTO, 2006). A situação já está bem ruim e deve ficar ainda pior hoje e amanhã — dias de maior movimento de ônibus e passageiros no Terminal Rodoviário(5) de Campinas —, com as obras de recuperação do subsolo do cruzamento das avenidas Barão de Itapura e Andrade Neves. “Os transtornos causados no trânsito por essas obras não têm precedentes(1,2,4,11). Trata-se da situação de trânsito mais difícil enfrentada na região nos últimos dez anos”, resume o secretário de Transportes, Gerson Luís Bittencourt. Ele destaca que 120 agentes de trânsito da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas S.A. (Emdec) estão mobilizados 24 horas para coordenar o tráfego, mas reconhece que os problemas são inevitáveis. “Os motoristas devem evitar circular pelas imediações da rodoviária”, disse. [...] Mas a situação tende a piorar. Para a segunda etapa da obra, será necessário fechar totalmente a Andrade Neves, do meio dia de terça (26/12) até as 24h de quinta-feira (28/12). A substituição da tubulação de todo o trecho afetado deve levar 30 dias e tem custo estimado de mais de R$ 1 milhão. (MEDEIROS, 2006). 7 6. TECNOLOGIAS MENOS IMPACTANTES Entre as varias tecnologias menos impactantes que hoje estão disponíveis no mercado, citamos algumas que tem maior aplicabilidade no segmento da infra-estrutura subterrânea, pois quando utilizadas concomitantemente com o Método Não Destrutivo - MND sem abertura de valas continuas, minimizam significativamente as interferências que estas obras trazem para a qualidade de vida das pessoas, além de mitigar ou até mesmo eliminar, os impactos temporários que são gerados ao meio ambiente. a) Métodos Não Destrutivos-MND: processo de inserção no subsolo,que busca eliminar ou mitigar os impactos provocados ao meio ambiente e a população em grandes centros urbanos, quando da instalação ou manutenção das redes de infra-estrutura, as quais são responsáveis pela disponibilização do bem estar e do conforto as pessoas. Esta técnica elimina a necessidade da abertura de valas contínuas a céu aberto com grandes extensões. (ABRATT) b) Base Digital Cartográfica: importante ferramenta de banco de dados para as empresas responsáveis pelo segmento da infra-estrutura subterrânea nos grandes centros urbanos. Esta ferramenta fornece informações preciosas através das coordenadas do complexo sistema de redes instaladas no subsolo, facilitando significativamente o acesso pontual a uma rede. Vale lembrar que quanto mais atualizados estiverem os dados da base cartográfica da extensa malha de redes instaladas no subsolo de uma cidade, menor será a probabilidade da ocorrência de um acidente, conseqüentemente menor serão os impactos temporários gerados por estas obras ao meio ambiente e a qualidade de vida da população. c) Filmadora: Equipamento eletrônico, portátil, alimentado por bateria e de fácil transporte e operação. É constituído por uma câmera de alta resolução, acoplada a uma das extremidades de um cabo extensível que fica conectado a um monitor. Sendo este cabo flexível favorece manobras em curvas de 90º em tubos de até 50 mm. Uma vês inserido dentro de uma ducto (seco ou alagado) de uma rede subterrânea de infra-estrutura, sua câmera transfere as imagens de seu interior para o monitor na superfície, o que favorece o diagnóstico e a identificação das possíveis causas de falhas, defeitos, rompimentos, além de fornecer o ponto exato em que se deve realizar a inserção no solo para a realização da obra de manutenção. d) Insuflador de Fumaça: equipamento portátil utilizado pelas empresas do segmento da infra-estrutura de subsolo tendo como principal aplicação a detecção das interligações existentes nas redes/ductos subterrâneos nos grandes centros urbanos. Como é um equipamento investigativo o seu operador ao insuflar fumaça não tóxica gerada pela queima de óleo mineral através do insuflador no interior dos dutos de redes subterrâneas, consegue mapear as interligações existentes no local, através da expansão / liberação da fumaça pelas extremidades existente no trecho investigado; sem que se tenha a necessidade da abertura de valas. e) Geofonamento: é um procedimento especifico utilizado por empresas do seguimento da infra-estrutura subterrânea nos grandes centros urbanos, onde através do método de ensaio não destrutivo (END), um técnico equipado com geofones eletrônicos de alta performance, realiza a sondagem e detecção de possíveis falhas em uma rede; localizando o ponto exato em que se deve realizar inserção no solo para a manutenção, o que diminui significativamente a quantidade de valas para a solução do problema. f) Mini Retroescavadeira: indicada para escavação de valas com profundidade média, devido ao seu pequeno porte pode ser operada em locais de difícil acesso ou em áreas com perímetro reduzido para instalação do canteiro de obras. Tal característica favorece os processos de manutenção e ou instalação de redes subterrâneas de infra-estrutura em vias públicas nos grandes centros urbanos sem que se tenha a necessidade de desviar ou mesmo isolar totalmente a área, gerando dessa forma menor interferência no fluxo local de veículos ou pessoas. 8 g) Hidrojato: veículo de grande porte operado por dois técnicos, os quais através dos sistemas de hidrojateamento a alta pressão, combinado com sucção a vácuo, bomba de pressão, vácuo-compressor, tanque reservatório, carretéis e mangueiras, realizam a limpeza e a desobstrução dos dutos subterrâneos responsáveis pela veiculação hídrica pertinentes aos seguimentos de infra-estrutura de saneamento e águas pluviais. Para a realização da manutenção nessas redes, não é necessária a abertura de uma vala, pois toda manobra ocorre através da introdução ou acoplamento da mangueira do hidrojato em pontos de inspeção e ou acesso a esses ductos, presentes na superfície, localizados em pontos estratégicos por toda extensão da rede. h) Detector de Metal: equipamento eletrônico, portátil, alimentado por bateria e de fácil transporte e operação, cuja principal finalidade para as empresas que possuem infraestruturas no subsolo, é o de captar e identificar, a presença do metal que compõem as diversas estruturas da malha subterrânea existente nos grandes centros urbanos. Este equipamento, além de facilitar a localização de conectores metálicos presentes na maioria das extremidades das redes, também favorece na identificação de um provável ponto de interferência que a rede de um segmento pode provocar em outra. 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS Concluindo com este artigo, nosso propósito foi o de demonstrar a relação que existe entre as constantes intervenções realizadas no solo pelas empresas responsáveis pela infra-estrutura na cidade de Campinas, com os impactos temporários que estas obras geram ao meio ambiente, quando realizadas pelo método destrutivo, somadas as interferências que estas provocam na qualidade de vida das pessoas durante sua realização. Em seguida, buscou-se despertar nos gestores que atuam em empresas do segmento da infraestrutura e que utilizam o subsolo como veículo de disponibilização de seus produtos e serviços, a importância de investir e inovar através da implementação aos seus processos de novas tecnologias Métodos Não Destrutivos-MND menos impactantes ao meio ambiente e a qualidade de vida das pessoas. Finalmente, esperamos poder contribuir para que tanto as empresas que atuam neste segmento, bem como seus gestores, cada vez mais, direcionem suas ações para o desenvolvimento sustentável, através da preservação e conservação do meio ambiente. Sem dúvida, está atitude devera contribuir significativamente para a mitigação ou eliminação dos impactos que estas obras geram à qualidade de vida da população, nos grandes centros urbanos. REFERÊNCIAS [1] ABNT. NBR-95: nome. Rio de Janeiro, 1996. [2] ____. NBR 10151: avaliação do ruído em áreas habitadas visando o conforto acústico da comunidade. Rio de Janeiro, 2000. [3] ____. NBR 10152: níveis de ruídos para conforto acústico. Rio de Janeiro, 2000. [4] ____. Catálogo de normas técnicas e especificações. Rio de Janeiro, 1990. [5] ____. Catálogo de normas técnicas e especificações. Rio de Janeiro, 1995. [6] AZEVEDO NETTO, J. M.; ALVAREZ, G. A. Manual de Hidráulica. 6. ed. ver. e compl. São Paulo: Edgard Blucher, 1977. 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