Jornal Ilha Capital Quase um mártir Ataque contra marceneiro precisa ser esclarecido. Página 9 O nanico que incomoda Ano V - Número 60 - Florianópolis, Setembro de 2009 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA Cacá Menéia Jururú Internacionáli, não pode! Nova servidão Dona Cacá Menéia? Essa póde! Dás um banho... 3 ONGs Aliança Nativa condenada pela Justiça a exibir documentos POLÍTICA 6 Um soviete ambiental em articulação O reforço dos sindicatos POLÍCIA 8 Meio século de cadeia A condenação do matador Anderson Lima de Almeida, o “Luca”, que barbarizou o Norte da Ilha. 9 PARAíSOS NÁUTICOS Key West Flórida - EUA Um paraíso que tem lugar até para quem quer morar no barco 12 Cinco anos revelando o que os outros tentam esconder de você P ensamos em exibir nesta capa todas as manchetes exclusivas do “nanico que incomoda”. Não coube, o que confirma que fomos fiéis a nossa proposta inicial, de quando foi criado o Jornal O Bairro - Rio Vermelho, que precedeu o Ilha Capital: fazer o diferente. Um jornaleco com coragem para ficar de fora da corrente politicamente correta que assola os meios de comunicação; que contrarie opiniões disseminadas como consenso; que divulgue idéias discriminadas e fatos acobertados; que não se renda ao esquemão tradicional em que “o cliente paga um anúncio, leva um informe comercial de brinde e a reportagem fica de folga”. Ao longo desses cinco anos, os ideólogos bocós da esquerdinha pão dormido, pequenos ditadores de todos os debates na “sociedade civil”, continuam enviando suas mensagens - sempre eivadas dos mais básicos tropeços gramaticais e ortográficos - com a perguntinha aquela: “Quanto os empresários pagam a vocês para defendêlos?” Vamos aproveitar esta data querida para responder na capa: escandalosamente menos do que eles pagam para os outros jornais, que “criam” e omitem informação para transformar em heróis da nação quem demanda para matar o capitalismo e acabar... com os empresários. Na verdade, se a gente quisesse abocanhar bons nacos da riqueza que a classe empresarial produz neçepaíz, não haveria melhor maneira do que bancar o anticapitalista e ser dono de ONG sócioambiental. É isso: o nosso negócio é expressar verdades inconvenientes. Ilha Capital Rio Vermelho O Alessandro Carvalho publicitário Alessandro Pereira Carvalho, diretor da produtora Cristal Broadcast, faleceu às 12h 20min de sábado, 29 de agosto. Ele estava internado na UTI do Hospital Celso Ramos desde a tarde do dia 25, quando sofreu um acidente com a motocicleta que pilotava no elevado do Itacorubi, imediações da empresa. Gaúcho de Porto Alegre, radicado em Florianópolis há 18 anos, Alessandro, 33 anos, era o segundo filho de Luiz Carlos Ortiz Carvalho, o “Cristo”, proprietário da Cristal, e de Jane Teresinha Pereira Carvalho - moradores na Barra da Lagoa -, e irmão de Cíntia e Martim. Casado com Audrey, Alessandro era pai de Cauê, de sete meses, e havia adotado como filha do coração a menina Mariah (9), filha de Audrey. O casal havia comprado uma proprie- Foto: Paulo Simões J dade na servidão Luiza Maria dos Santos (Dona Zinha), no Rio Vermelho, onde Alessandro investia suas horas de folga em reformas e melhorias na residência e muitos cuidados com o jardim. O sepultamento do jovem foi realizado às 11 da manhã de um belo e ensolarado domingo, no alto de uma colina, no Cemitério Jardim da Paz, acompanhado por uma grande quantidade de parentes e amigos. A missa de sétimo dia lotou a Igreja de São Sebastião, no Centro de Florianópolis. Santinho Foi lançado no dia 3 de setembro o livro Conhecimento científico: subsídios para gestão de serviços de referência e informação, autoria de Manoel Agrasso Neto e Aline França de Abreu. Eles são professores e pesquisadores do Núcleo de Estudos em Inovação, Gestão e Tecnologia da Informação da UFSC, e autores de inúmeras outras obras e artigos científicos, publicados no Brasil e no Exterior. O professor Agrasso é membro atuante no Distrito de Ingleses onde já presidiu o Conselho Comunitário do balneário do Santinho. A professora Aline é moradora em São João do Rio Vermelho, onde reside Civismo Desde que foi inaugurada, a Escola Básica Maria Tomazia Coelho, do balneário Santinho, em Ingleses, teve diretores eleitos com participação popular. Como a última eleição não realizou-se por falta de quórum, a Secretaria nomeou a nova diretora. E, finalmente, a comunidade pode ver uma grande parcela de suas crianças e jovens envolvida em uma confraternização cívica pelo transcurso da Semana da Pátria Amada, Idolatrada, Salve, Salve! No sexta-feira, 4 de setembro, a estrada geral Vereador Onildo Lemos foi tomada pelo primeiro desfile comemorativo à data que marca a Independência do Brasil, promovido pelo corpo docente da Serviço militar oão Eduardo Pinto Basto Lupi, Consul Honorário de Portugal em Florianópolis informa que os cidadãos portugueses nascidos em 1991, que residam legalmente no estrangeiro com caráter permanente e contínuo no mínimo há seis meses, podem solicitar dispensa Sorveteria Ilhabela está recrutando operador de máquina contínua de produção de sorvetes e auxiliar de produção. Contatos: (48)3234-2313 - [email protected] Conhecimento científico 2 Utilidade Pública Operador de máquina de sorvete e auxiliar de produção A - Florianópolis, Setembro 2009 - www.ilhacap.com.br - Foto: Api Nery Canasvieiras TCU condena presidente de associação por irregularidade (25/08/2009 - 09:30) O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou Daniel Schoroerder, presidente da Associação dos Moradores de Canasvieiras em Santa Catarina (Amocan-SC), ao pagamento da quantia atualizada de R$ 92.042,52, por não ter comprovado a aplicação de recursos repassados pelo Ministério da Cultura à associação. Relatório de auditoria do Tribunal concluiu pela irregularidade devido ao descumprimento do convênio assinado para apoiar o Projeto Boi de Cá, no desenvolvimento de pesquisa sobre o folclore catarinense. Além do débito principal, o responsável deve pagar multa de R$ de 5 mil. Caso não atendida a determinação, o TCU autorizou a cobrança judicial. O Tribunal enviou cópia da decisão à Procuradoria da República no Estado de Santa Catarina para que sejam tomadas as devidas providências. O relator do processo foi o ministro Augusto Sherman Cavalcanti. Ainda cabe recurso da decisão. (Fonte: Imprensa - TCU) Omissão em um sitio da família. Agrasso e Aline receberam um grande grupo de familiares, amigos e colegas nas dependências da Universidade, para um simpático coquetel de confraternização por mais esta importante realização. Foto: Divulgação EBM Maria Tomazia, liderado pela diretora Alba Mirian Ribeiro. A iniciativa encheu as crianças de alegria e deixou os pais muito orgulhosos e agradecidos. A Banda de Percussão Laércio Caldeira de Andrada veio de São José especialmente para participar do desfile. ao Dia da Defesa Nacional, ou, caso se encontrem temporariamente no estrangeiro devem requerer o adiamento ao cumprimento deste dever militar, de acordo com o procedimento constante em: www.mdn.gov.pt/mdn/ pt/Recrutamento/dia/default2.htm. A falta não justificada ao Dia da Defesa Nacional implica em coima (multa). Segundo o acórdão do ministro relator Augusto Sherman Cavalcanti, uma tomada de contas especial foi instaurada pela Coordenação de Contabilidade da Secretaria Executiva do Ministério da Cultura. A medida foi determinada pela falta de prestação de contas e de comprovação da execução do objeto do Convênio 531/2005, celebrado pela Amocan. que vigorou a partir de 29 de agosto de 2006, data da liberação dos recursos. A importância de R$ 58.697,59 foi requisitada para “dar apoio financeiro ao Projeto Boi de Cá, um grupo de estudos para o desenvolvimento de pesquisa exploratória e bibliográfica sobre o folclore catarinense”, coordenado pelo músico Marco Oliva. Daniel Schoroerder foi notificado da instauração do procedimento “mas não apresentou defesa ou qualquer justificativa para a omissão na apresentação de prestação de contas dos recursos repassados”, o que levou à execução da auditoria, cujo relatório concluiu pela irregularidade das contas. Com base no relatório foi aberto o processo no TCU, quando Daniel foi novamente citado. Mais uma vez o prazo regulamentar transcorreu sem que ele apresentasse alegações de defesa ou devolvesse o valor, razão pela qual foi considerado omisso “no dever de prestar contas” dos recursos públicos repassados. No acórdão, os ministros condenaram Schoroerder ao pagamento, com prazo de quinze dias para comprovar “o recolhimento da dívida aos cofres do Tesouro Nacional, atualizada monetariamente e acrescida dos juros de mora calculados a partir de 29.08.2006, até a data do efetivo recolhimento, na forma prevista na legislação em vigor”, inclusive a multa de R$5 mil. O acórdão também autoriza, se necessária, a cobrança judicial da dívida, e a remessa de cópia à “Procuradoria da República no Estado de Santa Catarina, para ajuizamento das ações civis e penais que entender cabíveis”. Terceiro No dia 8 de agosto último Daniel Schoroerder, que é administrador distrital (intendente) de Canasvieiras desde agosto de 2006, e que dirigiu a Associação de Moradores por dois mandatos consecutivos (2005/2009), deixou a presidência da entidade e assumiu o cargo de vice-presidente, na chapa de Jocelino Plácido Tadeu para a gestão 2009/2011, eleita em assembléia realizada no dia 12 de julho. Embora a condenação seja contra a pessoa responsável pela AMOCAN, à época do repasse dos recursos, Daniel revela que “passou o assunto” para a nova diretoria da Associação, cujo presidente, Jocelino, confirma ter assumida os contatos com o TCU. O ex-presidente declarou ao Jornal Ilha Capital que a empresa de contabilidade contratada para assessorar a aplicação da verba - uma exigência desses convênios - garantiu-lhe que “os documentos haviam sido enviados ao TCU”. Admitiu, no entanto, nunca ter visto nenhum protocolo que comprove isso. Ele negou-se a revelar o nome da empresa, mas esclareceu que o escritório contábil contratado também dispõe de assessoria jurídica. O atual presidente, Jocelino Tadeu, diz que este é “um assunto interno” da AMOCAN, e que o caso é “muito delicado porque o dinheiro foi repassado para terceiro”. Mas Jocelino garante que o projeto Projeto Boi de Cá, de Marco Oliva, existe, e que isso pode ser comprovado nas matérias dos jornais sobre o trabalho realizado. Ilha Capital Coluna da - Florianópolis, Setembro 2009 - www.ilhacap.com.br - Cacá Meneia Jururú Internacionáli, não pode! Ó Ria que é de graça O bêbado e a procissão O sujeito está no maior porre na porta de um boteco e, de repente, aparece uma procissão. Centenas de pessoas reunidas, carregando uma santa num andor toda decorada em verde e rosa. O cachaceiro berra: - Olha a Mangueira aí, geeeeeeeente!!! Enfezado, o padre se vira pro bêbado e esbraveja: - Que falta de respeito, seu excomungado! Fique aí com o seu vício e nos deixe em paz com a nossa fé! Mal o padre acabou de falar, a santa bate com a cabeça no galho de uma mangueira, cai e se espatifa no chão. E o bêbado: - Eu bem que avisei... mas, esse padre aí é todo estressadinho!!! 3 i, ói, ói, que sê manezinha às vegi dói. Sou só uma manezinha do Norte da Ilha, nascida e criada no Rio Vremeio, com muita difilcudade de entender as côsa nesse mundo de Meu Deus! Se alembra do Dirso da tia Nereide, que contei no mês passado? O meu primo, que é casado com a Keca, a caçula do Tinha, concunhado do Deca da Mana. O Dirso, gente! Aquele que é que nem o malino do seu Ruim Naldo Bem Vedete, o secretáro da Insegurança Púlbica do Indefeso Cidadão de Santa Catarina: aspone profissionáli com diproma e doutorado em Administração de Obras Prontas... pois é. Tresontonte o Dirso se arrecusou assinar os popéli para vender as gleba que o vô Delço deixou de herança. O vô Delço, mô quiridos, é aquele que tava entrevado na cadeira de roda, cego, surdo e mudo, adipôji de um derrame celebráli. O vô bateu as bota porque o Dirso esqueceu o véinho tomando sóli na varanda da casa em Aranhas. A careca do vô fritou que nem ôvo na soleira da tarde, em pleno janeiro, não tem? Pois é. A empresa Sul Habita queria comprar as gleba da herança no Rio Vremeio pra construir um Jururú Internacionáli na volta das nossas casa, com água, lugi, esgoto, carçada, pavimento, praça e área vredi. Ô, ô! Vinhas tão bem, ô! No mo fraco modi pensar, era um bom negóço, mas... Sem conichões, mofas c’a pomba na balaia! O primo Dirso intentou de receber os milhão em dinhêro vivo, tás tolo? Osvi dizer que ele alegou que em cheque não paga a pena: não dá pra sonegar os imposto. Não teve quem convencesse ele que milhão em dinheiro vivo, só nas cueca e nas mala petista. Adipôji, o Dirso desembestou tamém que não ia em Re- [email protected] sistro de Imóveis assinar os popéli como a Sul Habita ezigia. E ainda mandou recado pro tabelião: se dependesse dele, os Cartóro tudo fechava. Dijaôje, mô cravos, o Dirso tá milionáro. Reconstruiu a casa em sobrado, comprou uma 4x4 importada e vai de féria pra Quioeste todo ano. Quioeste é uma ilha perto de Miame, nos Estaduzunido, onde se pode andar de barco. Barco é a paixão do primo Dirso, que largou até as boquinha no sivriço púlbico: ele agora só mexe com imóveis. Ganha comissão nas venda de todos lote das gleba que era do vô. O Dirso passa a máquina pelo meio dos pasto e batiza as picada de servidão com os nome da veiarada da família toda, morto ou vivo. Começou pela servidão Delço da Silva Menez (Vô Fritado, que é como os bisneto conhece o falecido). Depois veio a servidão Nereide Menez Oliveira (Dona Nenê). A véia mãe do Dirso tá que só se ri a toa. O vô Delço tinha tanta gleba, que vai dar pra homenageiá toda famíla, dos 55 anos de idade pra fora. Tem lote de todo tamanho que o cliente desejar. O primo só vende a dinhêro e não percisa dessas bobage de andar de correria pelas repartição pra resistro e escritura: é toma lá, dá cá. E nem percisa de licença pra construir: o parente na fiscalização faz de conta que não vê. Os parente na Casan mandam água, os da Celesc mandam lugi, os do Pró-Cidadão mandam carnê de IPTU e os da Secretaria de Obras mandam pavimento. Não se sabe quando, mas mandam... porque os parente da Câmara mandam em tudo. Arrombassi! E eu, tô só pelo momento da minha veji: servidão Carlota Merentina Menez da Silva (Dona Cacá Menéia). Dás um banho! Ói, ói, ói, que sê manezinha às vegi dói. Ilha Capital - Florianópolis, Setembro 2009 - www.ilhacap.com.br - Abaixo o povo brasileiro Editorial Discriminação e intimidação Pronto, cinco anos completos. 60 edições, sem falhar um só mês! Para quem pensou que não fosse durar seis meses... Ando trabalhando em um texto sobre a trajetória do Jornal Ilha Capital, para uma publicação futura. Sofro a tentação de antecipar alguns detalhes, mas não vou cair nela. Apenas menciono que bem antes da sexta edição do então Jornal O Bairro, eu e Paulo Simões já vínhamos pensando em parar quando, em fevereiro de 2005, o repórter Jéferson Bertolini assinou no Diário Catarinense matéria intitulada “Campo de golfe vira polêmica”. Enviei uma mensagem ao jornalista com alguns esclarecimentos sobre a “polêmica”, solicitando espaço para manifestação de um outro grupo de moradores, além daquele único ouvido como se representasse o todo, e que, por razões claramente ideológicas, tentava impedir a implantação de um empreendimento que beneficiaria toda a região em seu entorno. A reposta do Diário Catarinense foi rigorosamente NENHUMA. Poucos dias depois chega uma mensagem do próprio então presidente da OAB, Adriano Zanotto, em tom forte de censor contra uma manifestação nossa em favor do Costão Golfe, numa clara tentativa de intimidação. Ora essa! O presidente da Ordem atuando descaradamente como garoto de recados de algumas lideranças do mesmo grupelho acolhido pelo DC, com o qual (o grupelho, não o DC) Zanotto também vinha trabalhando dentro da OAB com vistas ao seu projeto eleitoral. Era o que faltava para compreendermos a dimensão da responsabilidade que deveríamos assumir e que, dali em diante, pesaria muito sobre nossos ombros, mas sempre proporcionando alegrias suficientes: nós somos o OUTRO LADO OMITIDO, o VERDADEIRO GRITO DOS EXCLUÍDOS, a VOZ DA MASSA ACUADA NO SILÊNCIO. Maria Aparecida Nery FALHA NOSSA: Na edição de agosto, faltou constar o crédito da fonte do texto “A religião política e a politização da ciência”, autoria de Henrique Dmyterko, pelo que nos escusamos com o site Mídia@Mais, de onde capturamos o material: www.midiaamais.com.br DIARISTA e/ou FAXINA? Chame a Dila. Com referências. 3269-2433, 3269-9180, 9159-5282 Rio Vermelho Ilha Capital Publicação: Conta Comigo Serviços CNPJ 94.968.088/0001-83 Diretor Responsável: Paulo Roberto Simões - DRT 02291SC Produção de Textos: Maria Aparecida Nery - DRT 2284SC Produção Gráfica: Paulo Roberto Simões Tiragem desta edição: 8.000 exemplares Impressão: Diário Catarinense Cartas para email: [email protected] [email protected] Fones: (48) 3269-8265 / 9618-4185 / 9611-0052 Veículo de informação produzido por moradores do Norte da Ilha, com distribuição gratuíta. Todos os materiais assinados são de inteira responsabilidade de seus autores, não traduzindo obrigatoriamente a opinião do veículo. Assessoria Jurídica: Dr. Gustavo Vieira de Moraes e Souza - Fone: 3333-1616 OAB/SP 165.620 e OAB/SC 22.618A www.rvm.adv.br - [email protected] C onfirma-se pela enésima vez aquilo que venho dizendo há anos: a maioria absoluta dos brasileiros, especialmente jovens, é um eleitorado maciçamente conservador desprovido de representação política, de ingresso nos debates intelectuais e de espaço na “grande mídia”. É um povo marginalizado, escorraçado da cena pública por aqueles que prometeram abrirlhe as portas da democracia e da participação. Enquanto as próximas eleições anunciam repetir a já tradicional disputa em família entre candidatos de esquerda, mais uma pesquisa, desta vez realizada pela Universidade Federal de Pernambuco, mostra que, entre jovens universitários, 81% discordam da liberação da maconha e 76% são contra o aborto. “É um comportamento de aceitação das leis... a gente vê a religião influenciando muito a vida dos jovens”, explica o coordenador da pesquisa, Pierre Lucena, na notinha miúda, quase confidencial, com que O Globo, a contragosto, fornece a seus leitores essa notícia abominável (v. http://g1.globo.com/ jornalhoje/0,,MUL1268367-16022,00-OS+JOVENS+ESTAO+MAIS+C ONSERVADORES+E+PREOCUPA DOS+COM+O+FUTURO.html). Na Folha de S. Paulo, no Estadão e no Globo, quem quer que pense como esses jovens - ou seja, o eleitorado nacional quase inteiro - é considerado um extremista de direita, indigno de ser ouvido. Nas eleições, nenhum partido ou candidato ousa falar em seu nome. A intelectualidade tagarela refere-se a eles como a uma ralé fundamentalista, degenerada, louca, sifilítica. Qualquer político, jornalista ou intelectual que fale como eles entra imediatamente no rol dos tipos excêntricos e grotescos, se não na dos culpados retroativos pelos “crimes da ditadura”, mesmo se cometidos quanto o coitado tinha três anos de idade. Nunca o abismo entre a elite falante e a realidade da vida popular foi tão profundo, tão vasto, tão intransponível. Tudo o que o povo ama, os bem-pensantes odeiam; tudo o que ele venera, eles desprezam, tudo o que ele respeita, eles reduzem a objeto de chacota, quando não de denúncia indignada, como se estivessem falando de um risco de saúde pública, de uma ameaça iminente à ordem constitucional, de uma epidemia de crimes e horrores jamais vistos. Trinta anos atrás eu já sabia que isso ia acontecer. Era o óbvio dos óbvios. Quando uma vanguarda revolucionária professa defender os interesses econômicos do povo mas ao mesmo tempo despreza a sua religião, a sua moral e as suas tradições familiares, é claro que ela não quer fazer o bem a esse povo, mas apenas usar aqueles interesses como chamariz para lhe impor valores que não são os dele, firmemente decidida a atirá-lo à lata de lixo se ele não concordar em Cuba de mal a pior T enho uma implicância com o adjetivo “diferenciado”. Quando o sujeito não sabe o que vai dizer para qualificar alguma coisa a palavra escolhida é sempre essa: diferenciado. Não é diferente, não é especial, não é original, não é exclusivo, nem de qualidade superior. É diferenciado e pronto. O regime cubano completou meio século de subsistência no começo deste ano. Meio século ao longo do qual a antiga “Pérola do Caribe” virou um calhambeque dos infernos ancorado no paraíso do trópico. Quando Fidel fez sua revolução, metade do planeta acreditava que o mundo marchava para o comunismo. Digamos, pois, que acreditar nessa bobagem era, à época, um erro frequente. Pronuncie-se, então, uma penitência leve, de três ave-marias, para o simpatizante de meados do século 20 e despache-se o tolinho: “Vai em paz, meu filho. Ocupa tua mente com ideias sadias e não tornes a pensar besteira”. Os outros, os que foram militantes, os que mataram, roubaram, mentiram, traíram, mistificaram e praticaram toda sorte de vilanias em nome da causa, bem como os que ainda hoje envenenam as mentes juvenis com tais ideias, vão ter que se explicar a Deus. De fato, a segunda metade do século passado exibiu as entranhas do sistema mais perverso que a maldade humana já concebeu. Caiu o Muro de Berlim, por podre e pobre. Desfez-se o Império Soviético. Contabilizaram-se mais de cem milhões de vítimas da insânia vermelha. O comunismo foi um fracasso geral de público e renda. Sobraram apenas os mais renitentes. Mas sequer os mais renitentes ousam defender os regimes que caíram ou os estão em processo de transformação. Sobrou-lhes Cuba. E Cuba é um péssimo cliente para qualquer publicidade. A partir de junho passado, o que lá era péssimo ficou pior ainda. Despencou o turismo. Reduziu-se a mesada enviada por Chávez. O níquel perdeu preço no mercado mundial. Ampliaram-se os cortes de energia, os fornos das padarias não podem funcionar à noite e a produção de alimentos continua insuficientíssima. Mas Cuba é o que lhes sobrou. Com o ancião Fidel e o bandido Che, eternamente jovem, como mito sexual da juventude desajustada (se Che fosse velho e feio duvido que algum garotão andasse por aí com seu vulto estampado na cami- 4 Olavo de Carvalho (Reproduzido do Diário do Comércio, da Associação Comercial de São Paulo) remoldar-se à imagem e semelhança de seus novos mentores e patrões. É precisamente isto o que está acontecendo. Jogam ao povo as migalhas do Bolsa-Família, mas, se em troca dessa miséria ele não passa a renegar tudo o que ama e a amar tudo o que odeia, se ele não consente em tornar-se abortista, gayzista, quotista racial, castrochavista, pró-terrorista, defensor das drogas e amante de bandidos, eles o marginalizam, excluem-no da vida pública, e ainda se acreditam merecedores da sua gratidão porque lhe concedem de quatro em quatro anos, democraticamente, generosamente, o direito de votar em partidos que representam o contrário de tudo aquilo em que ele crê. Pense bem. Se alguém lhe promete algum dinheiro mas não esconde o desprezo que tem pelas suas convicções, pelos seus valores sagrados, por tudo aquilo que você ama e venera, você pode acreditar ele lhe tem alguma amizade sincera, por mínima que seja? Não está na cara que essa é uma amizade aviltante e corruptora, que aceitá-la é jogar a honra e a alma pela janela, é submeter-se a um rito sacrificial abjeto em troca de uma promessa obviamente enganosa? Só um bajulador compulsivo, uma alma de cão, aceitaria essa oferta. Mas as mentes iluminadas que nos governam querem não apenas que o povo a aceite, mas que a aceite abanando a cauda de felicidade. Percival Puggina Fonte: Instituto Millenium www.imil.org.br/ seta). Depois que se abriram os Arquivos de Moscou, depois que se destaparam os gulags, depois que se exibiram as cenas da Praça da Paz Celestial e chegaram ao conhecimento público o que os comunistas fizeram no Vietnã após a retirada dos Estados Unidos em 1973, ninguém aparecerá em público para defender o comunismo. Mas Cuba é um caso diferenciado, sacou mano? Cuba só tem a seu favor a impopularidade dos Estados Unidos. E mesmo assim é difícil escolher um verbo para definir o que Cuba faz em relação aos Estados Unidos. Enfrentar não enfrenta. Lutar não luta. Combater não combate. Resistir não resiste porque só foi atacada uma vez em 1961. Cuba, digamos assim, mantém com os Estados Unidos uma relação diferenciada. E é exatamente disso que os comunistas impenitentes do resto do mundo se valem. Eles elogiam o regime desde fora (que ninguém é doido para ir viver na Ilha). E criaram uma forma diferenciada de ser comunista: vivem sob as benesses da democracia e da liberdade e sustentam que comunismo é um regime bom para os outros. Ilha Capital - Florianópolis, Setembro 2009 - www.ilhacap.com.br - 5 m setembro de 2007 já havia sido feita uma tentativa formal de vistas da documentação da Aliança Nativa, da FEEC - Federação das Entidades Ecologistas Catarinenses e da UFECO - União Florianopolitana de Entidades Comunitárias, mediante requerimento por carta registrada. A UFECO sequer respondeu ao pedido. A FEEC e a Aliança Nativa responderam com evasivas - Alexandre Lemos, diretor executivo da ONG, também é o coordenador geral da Federação das Entidades Ecologistas. Cumprindo exigência do Ministério da Justiça, de adoção pelas ONGs dos princípios de transparência e boa gestão para a obtenção do certificado de OSCIP - E inda antes da análise do mérito do processo, o magistrado fez considerações acerca de preliminares suscitadas pela ONG em sua contestação, requerendo a extinção da demanda. A Aliança Nativa acusou “inépcia da petição inicial” e protestou pela “ausência de interesse de agir” dos autores da ação, mas o juiz Fornerolli refutou a pretensão, fundamentando amplamente sua negativa. Houve uma tentativa de impugnação de etiqueta de “justiça gratuita” na capa dos autos, também refutada pelo magistrado. Ele citou que “exigir o pagamento das custas, neste caso, dificultaria o acesso às informações” e aos “direitos de cidadania e deveres do cidadão de fiscalização do bom emprego das rendas públicas. Penalizar o autor popular com o ônus das custas processuais é impedir, quando não dificultar, a sua ação”, A endereço; relação atualizada de associados com data de filiação; balancetes contábeis dos últimos cinco anos; discriminação das fontes de receita, por origem: pública e privada e, no caso de fontes públicas: prestação de contas; projetos executados com respectivos memoriais demonstrativos. A ONG também foi condenada a pagar os honorários do advogado dos autores, arbitrados em R$ 500, com correção monetária pelo INPC a partir da data da sentença. Instado a tomar conhecimento da ação, o Ministério Público respondeu declinando de manifestarse. O prazo de cinco dias designado pelo magistrado, só passa a valer a partir da publicação da sentença no Diário Oficial da Justiça, que pode demorar até 90 dias. A Aliança Nativa pode recorrer da decisão. Os advogados de Maria Aparecida Nery e Paulo Simões são Gustavo Vieira de Moraes e Souza e Juliana Cristina Rizelo. de “interesses difusos” da coletividade e aparentemente representando os anseios de significativa parcela da população, não disponibilizam à análise da sociedade não organizada nada além daquilo que submetem a registro no Cartório de Títulos e Documentos: estatuto e atas de assembleias bianuais. restringindo-o “na utilização do instrumento que a própria Carta Política lhe propiciou”. Na decisão do mérito, Fornarolli registrou que “a associação requerida, em momento algum, asseverou a impossibilidade de demonstração de tais documentos, permanecendo apenas a argumentar a inexistência de finalidade para tal requisição”. Ele aduziu que, como a exibição não poderia ser negada “em face do disposto no inc. XXXIII do art. 5o da Constituição da República, o pedido visado é medida que se impõe”. O juiz determinou que a Aliança Nativa “entregue, no prazo de cinco dias, a documentação pretendida pelos autores, sob pena de busca e apreensão”: conjunto completo de estatuto original e alterações com as respectivas atas e listas de presença; cópia do cartão de CNPJ; certificados de utilidade pública; conta bancária: banco, agência, número, código de operação; nominata da atual diretoria com qualificação e autodenominados “movimentos sociais” e “sociedade civil organizada” com incisiva atuação “sócioambientalista” em Florianópolis. A partir de determinado ponto, a pesquisa ficou restrita a mero acompanhamento das repercussões midiátiacas das entidades, haja vista que, embora elas ajam supostamente em favor Direito e dever de fiscalizar decisão foi prolatada em ação cautelar impetrada em abril de 2008 por Maria Aparecida Nery e Paulo Roberto Simões, respectivamente produtora e diretor do Jornal Ilha Capital. Maria Aparecida vem produzindo uma pesquisa sobre as atividades de um grupo de ONGs e entidades de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, o capítulo 12o do estatuto da Aliança Nativa, em seu artigo 51, expressa claramente que os interessados poderão obter cópias da documentação da entidade, “quando devidamente solicitado por escrito, num prazo de 2 dias úteis”. Na prática, no entanto, o artigo não é cumprido. Entre a data do ingresso da ação (14 de abril de 2008) e a efetiva citação da ONG (4 de novembro), os oficiais de Justiça fizeram infrutíferas tentativas nos dois endereços divulgados como sendo “sede” da Aliança Nativa. O impasse só foi solucionado quando o juiz, a pedido dos advogados dos autores, determinou a citação postal por aviso de recebimento, que voltou assinado por um “auxliar administrativo”. m sentença datada de 28 de agosto último o juiz Luiz Antônio Fornerolli da Vara da Fazenda Pública de Florianópolis condenou a ONG Aliança Nativa a, num prazo de cinco dias, exibir um conjunto completo de documentos que comprovem sua existência legal e a regularidade de seu funcionamento. A Princípio da transparência Ilha Capital lexandre Lemos, diretor executivo da Aliança Nativa, é fundador da entidade e foi seu presidente durante as três primeiras gestões, entre 2002 e 2005. Entre maio de 2005 e junho de 2007, quem presidiu a entidade foi o advogado Marcelo de Déa Roglio - assessor especial do então presidente do Tribunal de Justiça SC, Jorge Mussi, nomeado ministro do STJ em novembro de 2007. O atual presidente da Aliança Nativa, já em segundo mandato, é o também advogado Rodrigo Brisighelli Salles. filho caçula do ex-presidente do TJ-SC, Geraldo Gama Salles. Os advogados da ONG na ação são Clóvis Brisighelli Salles e Urbano Müller Salles Neto. Por indicação da Federação das Entidades Ecologistas, a Aliança Nativa A RS 3 milhões representa o “segmento sócioambientalista” em diversos conselhos municipais, estaduais e federais, e integrou o Núcleo Gestor do Plano Diretor Participativo de Florianópolis. Representando a ONG, Alexandre Lemos é um dos quatro membros eleitos pela FEEC para integrar o corpo de nove conselheiros - com função deliberativa - do Fundo Especial de Proteção ao Meio Ambiente – FEPEMA, vinculado a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável - SDS. O FEPEMA apóia financeiramente programas e projetos sócioambientais, inclusive os das ONGs indicadas pela FEEC, como a própria Aliança Nativa, Grupo Pau Campeche (ONG de João de Deus Medeiros, ex-coordenador geral da FEEC e atual diretor de área protegidas do IBAMA, Justiça condena ONG a exibir documentos - www.ilhacap.com.br - Florianópolis, Setembro 2009 - E 6 agora identificado pela imprensa apenas como “João de Medeiros”), Fundação Lagoa (Jefrey Hoff) e INMAR - Instituto para o Desenvolvimento da Mentalidade Marítima (Gert Schinke), todas de Florianópolis, e Vidaverde, de Joinville. Pelos valores que constam no plano de ações da entidade, a Aliança Nativa pode ter movimentado perto de R$ 3 milhões entre os anos de 2005 e 2008, em parcerias com instituição e empresas como Petrobrás, Eletrosul, Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Pesca, MPF, Câmara Federall, Assembléia Legislativa, Prefeitura e Câmara Municipal, IPUF, FLORAM, Brazil Foundation, RBS, Intech e, acredite!, até o Sinduscon, aquele antro de malditos capitalistas, criminosos, selvagens devoradores do meio ambiente sagrado! A FEEC, que foi fundada em 1989 por representantes de 15 ONGs, declara representar mais de 60 entidades em todo estado. No entanto, em nenhuma das seis assembleias gerais que se seguiram, havia mais de 10 entidades representadas (em 1992 - 10; 2001 - 9; 2003 - 9; 2005 - 5). Em março de 2008, 11 pessoas de nove entidades aprovaram uma alteração estatutária, embora o estatuto anterior exigisse um quórum de 2/3 de filiadas. Em abril de 2008, havia 14 pessoas na assembléia de eleição da nova diretoria, representando oito entidades. Duas delas sequer são filiadas à FEEC: o ISA-Instituto Sócio Ambiental - Campeche, que emplacou a vice-coordenadora geral na nova gestão, Tereza Cristina Barbosa; e o INMAR - Instituto para a Mentalidade Marítima, que elegeu o conselheiro fiscal Gert Schinke. FEEC na ADIN - Florianópolis, Setembro 2009 - www.ilhacap.com.br - o dia 5 de agosto de 2009 o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, entendeu que se achavam “atendidas, na espécie, as condições fixadas no art. 7º, § 2º, da Lei nº 9.868/99”, relativas aos requisitos da representatividade da FEEC – Federação das Entidades Ecologistas Catarinenses, para ser admitda no pólo ativo da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) 4252, na condição de amicus curiae (Amigo da Corte). A ADIN foi proposta pelo Partido Verde e pela Procuradoria Geral da República, a partir de representações encaminhadas pelo Ministério Público Estadual e MPF-SC. Eles pretendem a declaração de inconstitucionalidade de dispositivos do Código Ambiental de Santa Catarina, aprovado pela Assembleia Legislativa e sancionado pelo governador Luiz Henrique da Silveira em abril deste ano. N Ilha Capital 7 Política Um soviete ambiental em articulação Ilha Capital - Florianópolis, Setembro 2009 - www.ilhacap.com.br - 8 Propaganda bolchevista divulgando os soviets. Radicalismo parecido guia os homens que cuidam da agricultura no Brasil Várias medidas estão aumentando o controle sindical. A revisão dos índices de produtividade, por exemplo, dará mais força ao MST. Denis Rosenfield Fonte: www.midiaamais.com.br N o dia 8 de agosto a CUT e o A experiência histórica mostra que Ministério do Meio Ambiente esse tipo de conselho, na ex-União assinaram um Protocolo de Soviética e nos estados socialistas e Entendimento que dará aos sin- comunistas que seguiram essa oriendicatos e às representações nos locais tação, foi o embrião de um poder que de trabalho “o poder de participar dos passou a controlar as empresas. Na projetos de política ambiental no inteépoca, chamavam-se “sovietes” ou rior das empresas de todos os ramos “conselhos de trabalhadores”, que de atividade”. Na mesma ocasião, o foram, progressivamente, controlados ministro Carlos Minc também anunciou pelas centrais sindicais e pelos gouma portaria governamental, assinada vernos e partidos – que controlavam, pelo Meio Ambiente e pelo Ibama, que por sua vez, essas mesmas centrais garante aos sindicatos “participação sindicais. direta na elaboração e aprovação O protocolo de acordo prevê que dos Relatórios de Impacto Ambiental os sindicatos “poderão analisar se (RIMA) e do licenciamento para novos as empresas, de todos os ramos de empreendimentos.” atividade, têm políticas Temos aí dois moambientais adequadas A experiência histórica vimentos simultâneos: para a saúde de seus mostra que esse tipo de trabalhadores e para as a) o de um Protoconselho, na ex-União colo de Entendimento comunidades no entorSoviética e nos estados entre a CUT e o Minisno e propor soluções tério do Meio Ambien- socialistas e comunistas tecnológicas e produtite, inaugurando a parvas mais limpas”. que seguiram essa ticipação sindical nos Observe-se: a) a orientação, foi o embrião assuntos ambientais. de um poder que passou apresentação politiSegundo os termos a controlar as empresas: camente correta do desse protocolo, essa problema, de forma a os sovietes. central sindical e, logo, melhor passar sua menas demais, passarão a sagem junto à opinião ter ingerência nos assuntos empresapública, que é aqui seu alvo; b) com riais relativos ao meio ambiente; tal objetivo, o protocolo cria um maior b) o Ministro Carlos Minc também embaraço administrativo porque, para assinou um projeto de portaria goveralém das instâncias já existentes que namental, junto com o Ibama, que con- cuidam da saúde do trabalhador, e que cederá às centrais sindicais o “direito” são suficientemente presentes, tería essa participação. amos ainda uma outra, duplicando o Observe-se que a portaria em mesmo trabalho. Além dos Ministérios questão frisa que sua abrangência da Saúde e do Trabalho, do Ministédiz respeito às “empresas de todos os rio Público do Trabalho, entre outros, ramos de atividade”. Ou seja, na criateríamos, agora, o Ibama, os sindicação de qualquer empresa, além dos já tos e as confederações sindicais. Um demorados trâmites burocráticos, será novo empreendimento seria facilmente necessário consultar os sindicatos e inviabilizado. suas centrais. Em vez de maior agilidaO projeto de portaria conjunta Mide administrativa, temos a criação de nistério do Meio Ambiente/IBAMA frisa uma nova instância, que é, ademais, que o Ibama deverá submeter o licende caráter eminentemente político e ciamento ambiental à “central sindical sindical. à qual o sindicato da categoria majoSe essa portaria vier a ser publicaritária está filiada” (Art. 3º), da mesma da, será criada uma espécie de soviete maneira que deverá repetir o mesmo ambiental. Os dois textos, a portaria e procedimento quando da Licença de o protocolo, ressaltam a participação Instalação. Logo, todo o processo de lisocial e sindical, conferindo a esses cenciamento ambiental e de instalação conselhos, que seriam então formados, efetiva das empresas ficaria subordinapoder de ingerência e decisão dentro do ao – estando na decisão do – Poder das próprias empresas. A questão é Sindical, que passaria a legislar em basicamente política e só aparentequestões ambientais. Imaginem os mente ambiental, porque se trata da trâmites burocráticos e as pressões instituição, dentro da própria empresa, políticas daí advindas! de um poder sindical com poder de Não se trata de uma mera consulta, dizer “não” a um novo empreendimento mas de um poder de voto – e de veto – empresarial. Poderia apresentar-se conferido a esses sindicatos e a essas como defendendo o meio ambiente, centrais. No Protocolo de Entendimenquando, na verdade, estará somento, é dito claramente que se trata de te consolidando o seu próprio poder aumentar o “controle social”, eufemissindical. mo para caracterizar o Poder Sindical. O Protocolo de Entendimento parte de um diagnóstico seu, de crise do capitalismo, para justificar esse maior controle social, apresentado como contraparte de um maior papel a ser exercido pelo Estado. Em seu considerando inicial, está escrito: “1. que o modelo de desenvolvimento vivenciado pelo planeta nas últimas décadas, de superexploração de mão de obra e destruição do meio ambiente, levou à situação de hoje: crise alimentar, social, energética, ambiental e financeira, e que a melhor resposta é a recuperação do papel do Estado como regulador da economia e promotor do desenvolvimento sustentável”. Ou seja, uma crise cíclica do capitalismo, sobretudo na área financeira, é aproveitada para aumentar o controle social, o que é uma forma de engessar ainda mais as empresas, vindo, inclusive, a prejudicar sua recuperação. E tudo isto é apresentado sob a forma de uma “recuperação do papel do Estado”. Nada disso é casual. Há um conjunto de medidas tomadas nos últimos anos que vai no sentido de um controle social que significa, na verdade, controle sindical. As centrais sindicais passaram a usufruir do imposto sindical, tornando-se ainda mais atreladas ao Estado. O rodízio até então observado na presidência do Codefat não foi mais seguido, com as confederações empresariais mais importantes abandonando esse conselho, que passa a responder diretamente ao Ministro do Trabalho. Os índices de produtividade são objeto de revisão, conferindo, assim, um enorme poder ao MST, que aumentará o ritmo e a abrangência de suas invasões. Trata-se de ações articuladas, que procuram cercear a liberdade econômica e relativizar o direito de propriedade. Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRGS Justiça Federal condena União a indenizar por erro de procurador do MPF A Justiça Federal condenou a União a pagar indenização por danos morais a uma pessoa que, em função de um erro cometido por um procurador da República, foi incluída como réu em uma ação civil pública (ACP) por improbidade administrativa, de autoria do Ministério Público Federal. O erro consistiu em usar o CPF de um homônimo do legítimo réu, o que causou o bloqueio da poupança do terceiro indevidamente envolvido. A sentença é do juiz Osni Cardoso Filho, da 3ª Vara Federal de Florianópolis, que estabeleceu em R$ 8 mil o valor da indenização. De acordo com a sentença, o procurador da República que deflagrou a ACP nº 2006.51.17.002385-0, distribuída à 2ª Vara Federal de São Gonçalo (RJ), embora tenha proposto a ação contra o ex-presidente da Fundação Municipal de Saúde local, indicou o CPF de outra pessoa que nunca exerceu nenhuma atividade naquela instituição. O terceiro acabou excluído da ação quando o equívoco foi comprovado. Residente em Florianópolis, o homônimo do ex-presidente precisou ir até o Rio de Janeiro para resolver a situação. O fato aconteceu em agosto de 2006. “O só fato de ser arrolado como réu em ação de improbidade administrativa seria suficiente para amparar a pretensão indenizatória, principalmente levando-se em consideração que o autor é militar, função em que a idoneidade moral e a probidade são especialmente valorizadas”, afirmou Cardoso na sentença proferida segunda-feira (24/8/2009). “Com alguma diligência, portanto, poderia o membro do Ministério Público evitar a incorreta qualificação e os prejuízos dela decorrentes”, observou o juiz. O bloqueio da poupança provocou, segundo a sentença, “inegável vexame frente aos funcionários da instituição bancária, além da indisponibilidade de vultoso numerário, compelindo-o a contrair empréstimos perante instituições financeiras”. A União também terá que ressarcir R$ 324 gastos com a viagem ao Rio de Janeiro. Cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. Fonte: Seção de Comunicação Social - JF-SC Ilha Capital - Florianópolis, Setembro 2009 - www.ilhacap.com.br - Polícia Quase um mártir... N a noite de quinta-feira, 10 de setembro, dois homens - com aparência de adolescentes - tripulando um automóvel Meriva atacaram o marceneiro Modesto Severino de Azevedo, 53 anos, quando ele caminhava na Praça XV, em frente ao Palácio Cruz e Souza. A dupla rendeu Modesto ameaçando-o com uma arma. Ele foi encapuzado, obrigado a entrar no carro e levado até o aterro das obras da Beira Mar Continental, no bairro Estreito. A vítima foi amarrada e, já fora do carro, os bandidos derramaram um líquido inflamável sobre sua cabeça, atearam fogo e deixaram o local. O marceneiro rolou na areia até chegar ao mar, conseguiu apagar o fogo e desamarrar-se. Cerca das 22 horas, um amigo dele que passava de carro pela rua Santos Saraiva reconheceu-o e desceu para ajudá-lo. O amigo contou que, ao reconhecê-lo, Modesto gritou: - Aprontaram pra mim, eles me pegaram. Foram duas pessoas, me pegaram. O marceneiro estava sem camisa e não podia baixar os braços, por causa das queimaduras, praticamente só da cintura para cima. Havia um pedaço de cordão amarrado ao seu pé esquerdo. Uma equipe de socorro foi chamada e encontrou um ferido consciente mas aturdido. E cheirando a thinner. Para os policiais militares, Azevedo não conseguiu sequer dizer seu nome ou contar o que havia acontecido. E, como não houve relato de testemunha, inicialmente a vítima foi identificada pelos PMs como um “andarilho”, informação que permaneceu no Plantão de Notícias do site ClicRBS, de 00h01min até as 17h23min de sexta-feira, dia 11. Modesto precisou de ajuda dos socorristas para entrar na ambulância. Ele foi conduzido ao Hospital Universitário onde recebeu os primeiros socorros. Só então disse seu nome e os nomes de alguns amigos, que foram avisados e dirigiram-se ao HU onde o marceneiro foi internado para tratamento. Os médicos garantiram que os feri- Meio século na cadeia A Vara do Tribunal do Júri da Comarca da Capital condenou Anderson Lima de Almeida, o “Luca”, à pena de 49 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, pelos homicídios praticados contra Jairo João Marcelino, Marcos José da Silva e Paulo Eduardo Fernando Silveira e, também, pela tentativa de homicídio contra Guilherme Veloso Silvério. A sessão de julgamento foi realizada na terça-feira, dia 8 de setembro, presidida pela juíza Andréia Régis Vaz. O promotor de Justiça Luiz Fernando Fernandes Pacheco representou o Ministério Público estadual e o advogado Valdir Mendes fez a defesa do réu. Faroeste no Rio Vermelho Na noite de quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006, por volta das 22h 30min, em um boteco na servidão Maurílio Nunes, no Caminho do Travessão, “Luca” executou a tiros Marcos José da Silva (23) e Jairo João Marcelino (42), e feriu um menor. Segundo os autos do processo, Marcelino foi vítima de erro de pontaria do homicida, atingido que foi por disparos que eram destinados a Guilherme Veloso Silvério, com 16 anos à época. Guilherme sobreviveu aos tiros que o acertaram. O júri acatou as teses da acusação, de que os crimes fo- ram cometidos por motivo torpe, pois Anderson e um comparsa pretendiam dominar o tráfico de drogas na região. Além disso, ele usou do recurso da surpresa, que impossibilitou a defesa das vítimas. Apenas dois dias depois, em 18 de fevereiro, na entrada da servidão Caminho do Arvoredo, a poucos metros do local dos outros três crimes, “Luca” executou uma vingança contra Paulo Eduardo Fernando Silveira, matando-o a tiros quando a vítima caminhava para o ponto do transporte coletivo no Travessão, para ir ao bailão do Albino, em Ingleses, onde trabalhava como segurança. A promotoria defendeu as mesmas teses dos outros três crimes, também aceitas pelo júri. O homicídio foi praticado por motivo fútil: semanas antes Paulo Eduardo - de quem o criminoso era vizinho há cerca de quatro meses na servidão Caminho do Arvoredo - havia impedido Anderson de entrar no bailão portando uma arma de fogo. E o criminoso usou recurso que impossibilitou a defesa da vítima, armando uma tocaia noturna e atacando Paulo de surpresa. Luca foi preso no dia 21 de fevereiro e recolhido à Penitenciária Estadual de Florianópolis. Seu currículo criminal já registrava participação em pelo menos 16 homicídios no Paraná - onde tinha sete mandatos de prisão - e em Santa Catarina, para onde Foto: Paulo Simões mentos não deixarão seqüelas. Albertina Silva, primeira pessoa que chegou ao HU e conversou com Modesto, declarou à imprensa que agora os amigos só querem que ele se recupere para que depois, “com o seu consentimento”, possa ser averiguado “quem poderia ter cometido tamanha violência” contra o baiano com familiares em São Paulo, que vive em Floripa desde 94 e mora sozinho no bairro Tapera, Sul da Ilha. Uma irmã de Azevedo, que veio de São Paulo quando soube da ocorrência, declarou que tão logo ganhasse alta - o que acorreu no dia 15 -, iria levar Modesto com ela para São Paulo, para “ele ficar um pouco longe dos problemas”. Donata (55) também disse que vai providenciar uma terapia para o irmão. Foto: Divulgação PC Não foi assalto “O capitalismo mata... Morte ao capitalismo!” O delegado Ricardo Régis, da 3ª DP, nem esperou pelo consentimento da vítima e já saiu por aí averiguando o caso. A possibilidade de assalto foi imediatamente afastada. Régis declarou que não havia registro policial de furto ou roubo de Meriva e que, quando localizado, o dono do veículo terá que dar explicações à polícia. As câmeras de monitoramento existentes no Estreito poderiam ajudar na identificação dos criminosos, mas justo naquela noite elas não funcionaram. A averiguação, então, voltou-se para as gravações das câmeras do Centro, que podem ter testemunhado o momento do sequestro. As imagens estão sendo peneiradas a partir dos trajes que a vítima usava quando foi seqüestrada. As peças foram descritas para a Polícia por Albertina, que recolheu as roupas de Azevedo. Para o delegado, os dois homens pretendiam “dar um susto” em Modesto, hipótese que se dá bem com diversas motivações. Espera-se que, qualquer que seja o móvel desse crime, todas as informações sobre o seu desvendamento sejam devidamente democratizadas, doa a quem doer. Independemente do consentimento da vítima. leceu-se no bairro Espinheiros, com a esposa grávida e a mãe, e conseguiu emprego de garçom em uma lanchonete. crimes em Palhoça. O Máscara, com condenação de 30 anos por um duplo latrocínio em Cascavel (PR), foi preso em Ingleses no domingo, 10 de setembro de 2006, quando assistia a uma partida de futebol suiço. Jamanta havia sido capturado meses antes. Mas Luca só passou a ser um dos criminosos mais procurados de Santa Catarina quando as investigações em Palhoça levaram à sua lista de nomes jurados de morte na Grande Florianópolis, entre eles alguns policiais. Segundo o delegado responsável pela DP, à época, o foragido planejava a morte de um dos investigadores da própria equipe que o investigava, que seria executado durante uma partida de futebol. O endereço de Luca em Joinville foi apurado através de uma quebra de sigilo telefônico. Na noite de sexta-feira, 22 de setembro de 2006, quatro policiais dividiram-se em uma vigília nas imediações. Na manhã de sábado ele foi reconhecido ao sair de casa e dirigir-se a um mercado próximo. Estava desarmado e não reagiu à prisão. O mesmo júri que condenou Anderson Lima de Almeida decidiu pela absolvição de Anderson Marques da Silva, o Jamanta, da acusação de ter concorrido para os crimes contra João Marcelino, Marcos José da Silva e Guilherme Veloso Silvério. Segundo o inquérito, Jamanta teria avisado Luca sobre a localização das vítimas e orientado sobre o melhor momento para executá-los. Ninguém acusa ninguém objetivamente, mas já está razoavelmente implícito nas diversas declarações abrigadas pelo nosso jornalismo isento que os únicos problemas que Modesto têm na vida estão ligados à sua atuação política, o que remete diretamente à conclusão de que houve um atentado de cunho político-ideológico. O ex-petista Modesto Azevedo integra a direção do PSOL, partido que também promove a luta de classes para a implantação do socialismo no Brasil. Ele é membro executivo da UFECO - União Florianopolitana das Entidades Comunitárias e da UNMP - União Nacional por Moradia Popular SC. Exerce ativa liderança em “movimentos sociais” e na “sociedade civil organizada”, militando em defesa dos pobres e oprimidos e da preservação ambiental, contra os efeitos do liberalismo econômico e do capitalismo selvagem. Na foto do marceneiro, intitulada “Advertência”, estampada no site público de relacionamento Sonico, ele manda um “olhar 43” para a câmera, trajando uma camiseta com a frase “Reforma urbana já” inscrita no peito, diante de um quadro onde se lê: Policiais marcados para morrer veio em meados de 2006, em companhia de Jeferson Bortolato Nogueira, o “Júnior”. Luca e Júnior haviam fugido de uma penitenciária paranaense, onde cumpriam pena por envolvimento em diversos crimes e aguardavam julgamento por outros. Eram cerca de 10h 30min do dia 12 de março de 2006 quando, durante o banho de sol, Luca e mais dois presos aproveitaramse da troca do plantão para escalar o muro da ala provisória da Penitenciária, usando uma escada humana feita por outros detentos. Eles fugiram para o Morro do Horácio e cada um tomou seu próprio rumo. Apenas um mês depois da fuga Anderson Lima de Almeida já era acusado por uma outra tocaia com tentativa de homicídio, no mesmo Travessão do Rio Vermelho. O crime ocorreu na noite de 12 de abril, na servidão Manoel Sabino de Menezes. Mesmo atingida por vários disparos, a vítima sobreviveu. Foragido, o criminoso passou uns tempos em Cascavel (PR). Depois, mudou-se para a zona Sul de Joinville, onde estabe- 9 Considerado um meliante de altíssima periculosidade, quando Luca passou a barbarizar o Norte da Ilha, em fevereiro de 2006, seu paradeiro já vinha sendo investigado há meses pela Delegacia de Polícia de Palhoça, por diversos outros crimes. Em 14 de outubro de 2005 ele assassinara Júnior, o parceiro de fuga do Paraná, morto com seis tiros. O corpo foi abandonado na estrada geral da Guarda do Cubatão. Por volta das 23 horas do dia 3 de janeiro de 2006, na Praia de Fora, João Carlos da Silva, 36 anos, proprietário do bar Drive in Tata, foi morto com seis tiros calibre 38. O corpo foi encontrado por PMs no banheiro do bar. No dia 30 de janeiro, na cidade de Palhoça, os alvos de Luca foram os irmãos Adriano e Wilson Alcidez de Mello, e Ivanilda Silveira André (58). Wilson sobreviveu, mas Adriano morreu na hora e Ivanilda, hospitalizada, veio a falecer cinco dias depois. Nas investigações, a DP de Palhoça apurou que os crimes eram provocados por rixas em função de drogas. Anderson Lima de Almeida era traficante e chefe de uma quadrilha formada por outros dois meliantes: Anderson Kurschner da Silva (22), o “Máscara”, e Anderson Marques da Silva, o “Jamanta”, ambos presos por participação nos Ilha Capital Conexão Desterro Terça, 22 de setembro... Na hora de votar para qualquer cargo em que Luiz Henrique da Silveira esteja concorrendo, não esqueça: ele sacrificou a população no altar da criminalidade, mantendo como Secretário da Segurança seu amigo incompetente Ronaldo Benedet. ...vou passar o dia trabalhando muito. E andando de carro, que acho uma das melhores invenções do homem. Eu não devo nada das minhas atitudes para nenhuma causa. Ainda mais uma supostamente humanitária que, na verdade, camufla enorme campanha demonizando um segmento empresarial (o dos automóveis) em prol dos negócios de outro: o das bicicletas. Me poupem, né? Eu não nasci ontem! Não tenho bicicleta, uso muito transporte coletivo, caminho bastante. E detesto gente que se arvora falar em nome de “coletivos sociais” para dar lições politicamente corretas da “moral do momento”, de cima do palanque de ONGs que só funcionam com verba pública, embora sejam propriedade de empresários disfarçados de militantes verdolengos. Considero - salvo pequenas correções necessárias, aqui e ali - que o transporte público de Florianópolis é bom. Seria melhor com menos intervenção da demagogia e do populismo de governos e politicos rendidos a “movimentos sociais”. Eu ando com as listas de horários na bolsa, me organizo em função delas e sempre cumpro meus compromissos nos prazos. Gostaria que a passagem fosse bem mais cara para lugares como o Rio Vermelho, para reduzir o movimento migratório de baixa renda. Já tem desempregado por falta de preparo profissional demais por aqui. Por isso: bicicleta? Pfiu... dia de deixar o carro na garagem? Ah, vão se catar! Não deixe de ler o artigo de João Luiz Mauad, Ecobabaquice, sobre essa propaganda idiota “ensinando” a fazer xixi no banho, em www.midiaamais.com.br/ cultura/1012-ecobabaquice. Picles: “A força e o prestígio da religião ambientalista são imensos, realmente. Mesmo a maior das bobagens produzida por essa gente consegue verba e disponibilidade para ir adiante. Tanto que, recentemente, a TV Globo começou a fazer inserções de anúncios dessa mesma ONG (SOS Mata Atlântica), propagando sabe o que, caro leitor? Isso mesmo: o famigerado xixi no chuveiro.” Não há mistério: a Globo é sócia do movimento ambiental. Manezão Frase que circula na Web: “Não esmoreça e nem desista, trabalhe duro, porque milhões de pessoas que vivem do Bolsa-Família, sem trabalhar, dependem de você, seu MANEZÃO!” Gerenciamento costeiro Não adianta só regular o uso do mar e da costa. Tem que REGULAR primeiro as atividades de quem tem criado, livremente, os mais esdrúxulos obstáculos para que Florianópolis viva, em plenitude, sua condição de cidade-ilha. Comissão de Saneamento A ONG Floripamanhã “está solicitando” participação na Comissão Municipal de Saneamento. É como “imaginam” que as coisas funcionam. Dormem de touca e usam luva de pelica pra não magoar quem quer acabar com eles. E onde estavam os pragmáticos da Floripamanhã quando a Comissão estava sendo formada só com os pobristas da cidade? No escritório, planejando 2030, é claro. Pois é. Mas os donos da Ufeco, FEEC, Aliança Nativa, Inmar, Conselho Comunitário de Ingleses, ISA Campeche, etc e tal, que COMANDAM a cidade HOJE, estão sempre nos “lugares certos e momentos apropriados”, aparelhando todas as vagas destinadas à tal da “sociedade civil”. Isso é coisa pra profissional da militância, gente boa na guerrilha cultural de Lênin e especialista nos dez mandamentos de Stálin! Se for o caso, que selecionem e contratem alguém. Mas, por favor, acorda Floripamanhã! Acorda Acif! Acorda CDL! Acorda Sinduscon! Enquanto vocês trabalham e planejam o futuro de Florianópolis, o aparelho de profissionais do petralhismo executa hoje, dentro dos gabinetes mais influentes, a favelização nossa de cada dia, por todos os séculos e séculos... Amém! 10 “A atitude dos ambientalistas em relação à natureza é análoga à abordagem marxista relacionada à economia.” Václav Klaus, presidente da República Tcheca Insegurança Mais ecobabaquice - Florianópolis, Setembro 2009 - www.ilhacap.com.br - Não entendo... ...por que os tais “movimentos sociais” e “sociedade civil organizada” lutam por tantos investimentos em saneamento básico, se depois de as redes colocadas e as estações de tratamento funcionando, a parte mais importante não se coça? Os responsáveis pelos imóveis não fazem sua ligação à rede, e cadê protesto contra o zé povinho? Dele não se exige providências? Não entendo 2... ...por que é que tantas pessoas que dão tanta importância a ruas sem poeira e sem lamaçal, e endereço para fazer crediário, vão morar em servidões clandestinas sem nome, adquiridas de “empresários” que não executam pavimento antes de vender os lotes. Clima no lugar Não tem nada de errado com o clima em Santa Catarina. Fora de lugar estão as pessoas que “estabelecem residência” em locais inadequados como encostas de morro e beiras de rios. Isso também é um baita crime ambiental. Tirem essa gente, tudo volta ao normal e nós paramos de pagar a conta de sua imprevidência e irresponsabilidade. Maria Aparecida Nery [email protected] A cara do Lula e... “A notícia acima é a cara do governo Lula. Na semana passada, o país parecia uma potência que tivesse ido às compras. E Lula ironizava a sua capacidade de movimentar a índústria, como chamarei?, aerobélica mundial. Aquele era o país de propaganda. Como há o PAC de propaganda, o pré-sal de propaganda, o Lula de propaganda… E há o Brasil real, precisamente este em que o Exército é obrigado a fechar as portas mais cedo porque falta grana até para a comida. Se alguém provocar a gente pra guerra na sexta à tarde, a gente pede pra voltar na terça… Lula quer “cuidar das nossas riquezas” contingenciado R$ 580 milhões do Exército…” Reinaldo Azevedo, comentando a notícia da Folha de S. Paulo de 15 de setembro: “Exército diz que falta verba até para comida e reduz expediente”. ...o corpo de Marina Silva “Quase ninguém sabe que, se todas as leis ambientais que há no Brasil forem seguidas para valer, a população meio obesa vai ficar com a cara da senadora verde. Se ela é magra daquele jeito por opção, o país ficaria magríssimo de fome mesmo (nunca digam “magérrimo”, esta aberração aceita por muitos: ou é “magríssimo” ou é “macérrimo”). Sobraria 29% do território brasileiro para as cidades, as obras de infraestrutura, a agricultura e as pastagens. Nem daria para substituir grãos por capim. O capim ficaria com as vacas e com os burros. Viveríamos de luz!!!” Reinaldo Azevedo Estarrecedor “É estarrecedor a quantidade de pessoas que pensam que quem derruba árvores o faz por não gostar da natureza. Mais estarrecedor ainda, é ninguém discutir o custo de se manter a natureza intacta descartando a construção de novos prédios, fábricas, usinas, ou seja lá o que for... como se manter uma árvore em pé não tivesse custo social algum.” Eduardo Paiva, em coment ao artigo Ecobabaquice, de João Luiz Mauad, sobre a propaganda idiota que, a pretexto de “ensinar” que fazer xixi no banho é bom para o meio ambiente, doutrina criancinhas nos mandamentos da ecoreligião. Leia www.midiaamais. com.br/cultura/1012-ecobabaquice. ANABA Não deixe de visitar o blog da Associação Nacional dos Bloqueiros Anônimos: blogdaanaba.blogspot.com/ Balaio de Ideli Para entender tudo sobre a empresa da famiglia petista Salvatti & Mescolotto Ltda., vá ao post de sábado, 19 de setembro, no blog do Coronel, o Coturno Noturno: coturnonoturno. blogspot.com/ A filha A filha da Ideli com o Eurides, advogada Mariana Salvatti Mescolotto, tem planos de tornar-se referência na área trabalhista em Florianópolis, São José e Palhoça. Ela virou filiada da ACIF - Associação Comercial e Industrial de Florianópolis, na expectativa de contribuir para a qualificação dos debates na entidade dos empresários. É o que diz a matéria de meia página sobre a advogada, na edição da Revista Líder Capital. E assim, a gente vai descobrindo o quanto a legislação trabalhista e os empresários ajudam a reduzir as desigualdades neçepaíz... Revolução na saúde A pressão arterial de um morador do Rio Vermelho foi a 24 por 12 no dia 21 de setembro, ao deparar-se com o anúncio da “Prefeitura de Florianópolis”, que rouba duas páginas coloridas do Diário Catarinense para anunciar que foi triplicado o número de médicos, dentistas e enfermeiros nas unidades. Depois de muitas andanças, ele espera desde 1o de abril por uma consulta para levar os exames que fez a pedido do Dr. Nilton - aquele, que foi afastado do postinho porque vendia por R$30 atestados de dispensa do serviço (é claro que a administração municipal só ficou sabendo do que ele fazia depois que a imprensa denunciou!). Vai ver, o anúncio no DC é uma estratégia revolucionária do Dário e do João Batista para reduzir as filas de espera: levar a óbito os pacientes mais graves. Planeta Música Depois de ter algumas datas canceladas por causa da Gripe A, as apresentações do Planeta Música finalmente estão de volta às escolas de Florianópolis, sempre às 15 horas de sábado: dia 26 de setembro o belo espetáculo que integra música erudita e popular está na EBM Maria da Conceição Nunes, no Rio Vermelho. No dia 24 de outubro é a vez da EBM Henrique Veras, na Lagoa da Conceição receber o Planeta Música, que tem direção musical de João Eduardo Titton, único projeto catarinense selecionado entre os mais de dois mil do Brasil todo apresentados à Fundação Votorantin. Salve Roque Sponholz! Ao completarmos cinco anos de circulação ininterrupta prestamos uma sincera e agradecida homenagem a este “colaborador compulsório” do Ilha Capital, profissional consagrado com um coração de ouro do tamanho do Brasil. “Crítico ríspido do governo e do partido de Lula da Silva”, para Sponholz “o país está mais para garranchos que para arte final”. “Charge sem crítica não é charge, é piada de salão”, diz. Divirta-se a valer: www.sponholz. arq.br Paulo Simões [email protected] Ilha Capital A Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, em Ratones. No sábado, 22 de agosto, na Cachoeira do Bom Jesus, Digo Tertschittsch pilotou a cozinha da dona Rejane para oferecer a seleto grupo um carreteiro de frescal, de estalar os beiços. O primo Ricardo “Rico” Lobato e sua Agata estavam por lá, assim como a simpática Leda Martorano. Foto: Paulo Simões - Florianópolis, Setembro 2009 - www.ilhacap.com.br - 11 Foto: Paulo Simões Quase mil pessoas fizeram a festa no 5o Risoto Fraterno realizado pela loja maçônica Lara Ribas, na noite de sexta, 18 de setembro, no Jurerê Sports Center. O evento reuniu 40 notáveis - como diremos? Chefs, vá lá! -, com suas receitas para no mínimo 50 convivas cada um, servidos pelo próprio cozinheiro. No flagrante, um grupo dos mão na massa, isto é, no arroz, devidamente paramentados para o evento, cuja renda foi integralmente revertida para comunidades carentes da cidade. Foto: Api Nery A família Rosa Silveira, do Santinho, curtindo Francisco, de apenas dois meses. No flagrante: Ricardo, José Luiz, Joice e Pedro. Lucas, o irmão mais velho, não saiu na foto por uma boa causa: estudava para o vestibular de Ciências da Computação, na casa de um colega. Foi grande a mobilização no sábado, 19 de setembro, na sede da Sociedade Esportiva Aliança, no Rio Vermelho. Um disputadíssimo campeonato de futebol solidário - que rolou bola da manhã até a noite - arrecadou mais de 180 kg de alimentos não perecíveis, 54 litros de leite e uma boa reserva de materiais de limpeza diversos. Tudo foi entregue para o Lar Recanto da Esperança, vizinho da SEA. Em outubro, a grande confraternização vai ser em comemoração ao Dia das Crianças. Imagem: Divulgação Moradora da Vargem Pequena, a artista plástica Walkiria Cassanaz, está levando ao público sua exposição Cacos do Brasil, nos restaurantes mais categorizados da Ilha. Em setembro e outubro, as obras estão no Antonio’s, na Cachoeira do Bom Jesus (Av. Luiz Boiteux Piazza, 3465). Durante a travessia para a Costa da Lagoa, no feriado de 7 de Setembro, Api Nery produziu o flagrante do martimpescador em pleno almoço. Foto: Paulo Simões Ilha Capital Tiragem desta edição: 8.000 (oito mil exemplares) Florianópolis, 21 de Setembro de 2009 Junior Zaguini Comercial Gráfico / Diário Catarinense Ano V - Número 60 - Florianópolis, Setembro de 2009 - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA Foto: Peter Richard Paraísos náuticos: Key West - EUA D etentora do título de cidade extremo sul da América, Key West é capital do Condado de Monroe, Flórida, o Estado Ensolarado dos EUA. Ela ocupa completamente Stock Island, a última das ilhas do arquipélago Florida Keys, conjunto composto por mais de 1500 ilhotas conectadas ao continente por uma fantástica rota de estradas e pontes, num trajeto que excede os 100 quilômetros. Apenas uma das pontes do roteiro que leva a Key West, a Seven Mile Bridge, tem mais de dez quilômetros de extensão: uma viagem fantástica através de uma linha reta, riscada sobre oceano a perder de vista. A cidade está localizada exatamente diante da ilha de Cuba: pouco menos de 150 quilômetros (78 milhas náuticas) separam Smathers Beach da praia de Varadero (enfocada na edição de agosto). Centenas de pessoas já morreram na tentativa de abandonar o paraíso comunista da bendita família Castro, para trocá-lo - vejam só! - pelo inferno do maldito capitalismo americano. Afogaram-se ou foram comidos pelos tubarões que infestam as águas caribenhas. Muitos são pegos pela guarda costeira e entregues aos “direitos humanos” de Cuba. Mas milhares conseguem entrar em Key West, de onde espalham-se por todos os Estados Unidos onde, mesmo na clandestinidade, são mais livres do que sob o regime de Fidel. A principal fonte de renda da cidade é o turismo, e as atividades aquáticas e náuticas são os grandes atrativos: mergulho, scuba, passeios embarcados, pesca, jet ski, kite surf... Key West dispõe de um movimentado porto turístico e, como o índice de barcos per capita entre os residentes é elevado, há marinas e piers em profusão. E até um atracadouro pitoresco e pouco usual, mesmo em paraísos náuticos: um abrigo infraestruturado e bem seguro para confortáveis casas-barco. Foto: Ecobio Foto: Cayobo