Associação das Pioneiras Sociais Rede SARAH de Hospitais de Reabilitação Si ga V i v o - Pel o Fi m da V i ol ênci a no T r ânsi t o A ssembl ei a Legi sl at i va de Mi nas Ger ai s 05/07/2012 REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO SARAH BELO HORIZONTE R EDE SA R A H DE HOSPI TA I S DE R EA BI LI TA ÇÃ O – A CI DENT ES DE T R Â NSI T O REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO SARAH BELO HORIZONTE Dr. João Gabriel Ramos Ribas – Médico Gabriela Afonso Galante Maia – Fisioterapeuta Luiz Sérgio Vaz - Estatístico R ede SA R A H de Hospi t ai s Br así l i a Br así l i a - Lago Nor t e Bel o Hor i zont e R ede SA R A H de Hospi t ai s Sal vador São Luí s For t al eza R ede SA R A H de Hospi t ai s R i o de Janei r o Macapá Bel ém Neur ot r aumas • Finalidade: neurorreabilitação de pacientes sequelados (não há atendimento de emergências) • Lesões cerebrais • Lesões medulares SARAH BELO HORIZONTE • Reabilitação infantil • Importante vivência em acidentados e suas necessidades em reabilitação • Traumas incapacitantes e quase sempre permanentes • Tratamento longo e dispendioso SARAH BELO HORIZONTE • Subtração dos indivíduos do trabalho, dos estudos e convívio familiar • A sociedade responde pelos custos humanos, sociais e econômicos dessa violência • GR A V E PR OBLEMA DE SA ÚDE PÚBLI CA SARAH BELO HORIZONTE • A quem responsabilizar pelas milhares de vítimas do trânsito no país? Est at í st i cas SARAH BELO HORIZONTE Panor ama dos A ci dent es de T r ânsi t o • ONU: 2010-2020, Década de Ações para a Segurança no Trânsito • OMS, 2009: mais de 50 milhões de vítimas / ano • Custo anual de US$ 518 bilhões: superior ao PIB da 22ª economia mundial (Egito) SARAH BELO HORIZONTE • Perspectivas: ruins (5ª causa de morte, • Países de baixa e média rendas: – Taxas de mortalidade muito elevadas (20 óbitos / 100 mil habitantes) – Maior concentração de casos: 90% dos óbitos • Brasil: – 5º lugar em mortes (total de casos) – 2º lugar em mortes de motociclistas SARAH BELO HORIZONTE • Sobrecarga nos prontos-socorros, setores de Indicadores de acidentes de trânsito para o Brasil – 1961 a 2008 A no Nº de óbi t os 1961 1971 1981 1991 2000 2008* 3.356 10.692 19.782 23.332 20.049 33.996 Óbi t os por 10 Nº de f er i dos mi l veí cul os 23.358 124.283 243.001 248.885 358.762 619.831 53,6 34,4 17,0 11,3 6,8 6,2 Óbi t os por 100 mi l habi t ant es 4,6 11,1 15,9 15,1 11,8 17,8 Fonte: IPEA (2003), *Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO) Qual o número de feridos que se tornaram incapacitados? Indicadores de acidentes de trânsito para países selecionados – 2000 Paí s T axa de óbi t os por 10 mi l veí cul os Japão 1,32 Alemanha 1,46 Estados Unidos 1,93 França 2,35 Turquia 5,36 Brasil 6,80 Fonte: IPEA (2003) Número de acidentes, veículos envolvidos e vítimas Brasil, 2008 Número de acidentes 430.000 Número de veículos envolvidos 600.000 Automóveis 250.000 200.000 Motocicletas Número de vítimas 654.000 Não fatais fatais Número de internações* 620.000 34.000 95.000 Fonte: DENATRAN e *DATASUS Automóveis e motocicletas (Brasil) Est at í st i cas Nº unidades (frota) Óbitos Óbitos/100 mil veículos Óbitos/100 mil habitantes Car r os Mot os V ar i ação % 1998 2010 1998 2010 Carros Motos 17,1 milhões 37,2 milhões 2,8 milhões 16,5 milhões 118% 491% 6.628 11.405 1.894 13.452 72% 610% 38,9 30,7 67,8 81,5 -21% 20% 4,1 6,0 1,2 7,1 46% 491% Fonte: FLACSO Número de óbitos em acidentes de trânsito. Brasil, 1996-2010* 42.000 CTB, set/97 40989 40.000 38273 37407 Nº Mortes 38.000 36.000 35281 35994 35620 36367 37594 35105 34.000 32753 32.000 33139 4,8% a.a. 30524 30890 30.000 29569 28995 28.000 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 Fonte: FLACSO 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010* *2010: dados preliminares Nº óbitos/100 mil hab. e Nº óbitos (milhares) Óbitos de acidentes de trânsito, excluindo motociclistas. Brasil, 1996-2010* Fonte: FLACSO *2010: dados preliminares Número de óbitos em acidentes de trânsito, segundo categoria. Brasil, 1996 – 2010* 24.600 1996 13.400 12.000 2010* 11.400 7.200 1.400 Pedestre Motociclista 620 Automóvel 1.900 Ciclista 770 1.400 Caminhão Fonte: FLACSO 130 190 Ônibus 510 680 Outros *2010: dados preliminares Participação das categorias nos óbitos de acidentes de trânsito. Brasil, 1996-2010* Fonte: FLACSO *2010: dados preliminares Taxas de mortalidade (por 100 mil habitantes) de motociclistas, em acidentes de trânsito 7.5 7.1 4.6 4.2 3.7 1.0 Paraguai Brasil Tailândia Colômbia Chipre Noruega Austrália Holanda Estados Unidos Nova Zelândia Fonte: FLACSO Ordenamento das UFs por taxas de óbitos (em 100 mil habitantes), em acidentes de trânsito. Brasil - 2010 UF A no 2010* T axa Posi ção Rondônia 38,9 1º Tocantins 38,2 2º Mato Grosso 35,9 3º Piauí 33,4 4º Paraná 32,9 5º Minas Gerais 20,6 18º São Paulo 16,8 24º Bahia 16,1 25º Rio de Janeiro 14,4 26º Amazonas 13,5 27º Fonte: FLACSO *2010: dados preliminares Taxa de óbitos (em 100 mil habitantes) por acidentes de trânsito - Minas Gerais, Sudeste e Brasil, 2000/2010 21.5 20.6 17.9 11,2% 63,5% 16.1 25,7% 17.1 12.6 2000 2010 Minas Gerais (18º/18º) Sudeste Brasil Taxa de óbitos (em 100 mil habitantes) por acidentes de trânsito em municípios de Minas Gerais com mais de 15 mil habitantes - 2010 77 61 49 27 15 3 10 ou menos 11 a 20 21 a 30 31 a 40 41 a 50 Taxa de óbitos / 100 mil habitantes 51 a 60 3 61 a 70 4 71 ou mais Dados do I pea – I nst i t ut o de Pesqui sa Econômi ca A pl i cada – Mai o de 2003 • Objetivo: identificar custos dos acidentes em aglomerações urbanas • Participantes: ANTP, CODEPLAN-DF, HC FMUSP, CETSP e DENATRAN • Número expressivo de mortes • Cinto de segurança (1990): diminuição do número de mortes Cust os Consi der ados • Custo de perda de produção • Custo de remoção dos veículos • Custo dos danos aos veículos • Custo dos danos ao mobiliário urbano e à propriedade de terceiros • Custo médico-hospitalar • Custo de processos judiciais • Custo de congestionamento • Custo previdenciário • Custo do resgate das vítimas • Custo de outro meio de transporte • Custo de danos à sinalização de trânsito • Custo do atendimento policial e dos agentes de trânsito • Impacto familiar • Em 2001, 3,6 bilhões de reais para 49 aglomerações urbanas pesquisadas • Não inclui rodovias SARAH BELO HORIZONTE Custos anuais dos acidentes de trânsito nas aglomerações urbanas brasileiras, por componente de custo Component es de cust o Cust os R $ mi l ( abr i l de 2003) % Perda de produção 1.537.300 42,8 Danos a veículos 1.035.046 28,8 Atendimento médico-hospitalar 476.020 13,3 Processos judiciais 131.083 3,7 Congestionamentos 113.062 3,1 Previdenciários 87.642 2,4 Resgate de vítimas 52.695 1,5 Reabilitação de vítimas 42.214 1,2 Remoção de veículos 32.586 0,9 Danos a mobiliário urbano 22.026 0,6 Outro meio de transporte 20.467 0,6 Danos à sinalização de trânsito 16.363 0,5 Atendimento policial 12.961 0,4 Agentes de trânsito 6.125 0,2 Danos à propriedade de terceiros 3.029 0,1 Impacto familiar 2.105 0,1 3.590.723 100,0 Total • Os gastos do sistema SUS são mais elevados no tratamento de pacientes vítimas de lesões do que aqueles hospitalizados por causas naturais SARAH BELO HORIZONTE Cust o Médi o por A ci dent e de T r ânsi t o • Custo médio: R$ 8.782,00 (todos os tipos de acidente) • Acidentes com vítima: R$ 35.136,00 SARAH BELO HORIZONTE Custo de Acidente por Tipo de Veículo % 80 60 Fr ot a 40 Cust os 20 0 A ut omóv ei s Ut i l i t ár i os Mot oci cl et as Comparação entre participação na frota e participação nos custos de acidentes por tipo de veículos Sever i dade dos A ci dent es • Automóveis: entre 6 a 7% com vítimas • Motos: entre 61 e 82% • Necessidade de formulação de políticas específicas para os motociclistas SARAH BELO HORIZONTE Sequel as das Lesões Medul ar es • Perda do controle motor das pernas (paraplegia) • Perda do controle motor dos braços e pernas (tetraplegia) • Sequelas relacionadas ao imobilismo • Perda do controle da bexiga • Perda do controle do intestino • Dores crônicas (neuropáticas) de difícil controle • Disfunção da ereção e da capacidade reprodutiva • Problemas de reinserção social • Sequel as das Lesões Cer ebr ai s • Perda de controle motor em um lado do corpo (hemiplegia) • Perda de controle motor nos dois lados do corpo (tetraplegia) • Instalação de alterações cognitivas e comportamentais • Perda de controle dos esfíncteres • Dificuldade para deglutição, de grau variado, podendo exigir uso de via alternativa para alimentação • Dependência funcional permanente Número de vítimas de acidentes de trânsito por 100 internações de pacientes traumáticos SARAH-BH – 2007 - 2011 41,5 % 2007 47,6 % 49,5 % 51,7 % 2008 2009 2010 A no da i nt er nação 52,6 % 2011 Número de vítimas de acidentes de trânsito, segundo a faixa etária SARAH-BH – 2011 Homens 75% Mul her es 25% 43% 32% 15% 0 a 14 anos 8% 15 a 29 anos 30 a 44 anos 45 a 59 anos 2% 60 a 74 anos I dade do paci ent e no moment o da i nt er nação 0% 75 anos ou + Uso de proteção pelas vítimas de acidente de trânsito SARAH-BH - 2011 92% 38% Passageiro de trás 27% Passageiro da frente 50% Condutor 47% Internações de vítimas de acidentes de trânsito por tipo de sequela - SARAH-BH - 2011 60% 31% 9% Sequel as de l esão medul ar Sequel as de l esão cer ebr al Out r as l esões Número de internações de vítimas de acidentes de trânsito segundo o meio de transporte utilizado no dia do acidente, SARAH - BH, 2007 - 2011 50% A ut omóvel 40% Mot o 30% Pedest r e 20% Bi ci cl et a 10% 0% 2007 Out r os 2008 2009 2010 2011 Cust os Médi co-Hospi t al ar es A br i l de 2003 ( em r eai s) Custo médio de atendimento hospitalar por paciente Não internados (R$) Internados (R$) Leves 493 __________ Moderados 814 14.938 Graves 2.849 92.314 Média 645 47.588 Discriminação Pr ogr ama de Pr evenção de A ci dent es da R ede SA R A H • Dos pacientes internados por causas traumáticas, acima de 50% foram acidentados no trânsito • Objetivo: prevenir as patologias traumáticas atendidas pela Rede SARAH (são abordados na palestra acidentes de trânsito, quedas, acidentes por arma de fogo e mergulho) • Público atendido: estudantes dos 5º, 6º e 7º anos do ensino fundamental das escolas públicas e privadas da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em 2011, a Rede SARAH apresentou a palestra para aproximadamente 110 mil estudantes • Essas informações motivaram ações preventivas, dentre as quais, o início do Programa de Aulas para jovens do ensino fundamental e médio, focando a educação preventiva sobre acidentes de trânsito. As palestras são ministradas com linguagem acessível e adequada às crianças e jovens, sendo ilustradas por vídeos educativos embasados em informações médicas e científicas que permeiam diversas áreas do Atualmente é ministrada em 5 unidades da Rede SARAH. Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Salvador e São A ci dent es são Evi t ávei s - Mosai co de Causas: • Aumento sustentado da frota • Vias inadequadas (engenharia de trânsito) • Adequação de veículos (engenharia automobilística) • Falhas (irresponsabilidade) dos condutores (ex: alcoolismo) • Leis inadequadas e/ou insuficientemente aplicadas • Ausência de programas de educação continuada da R eabi l i t ação • Apesar dos dados refletirem drasticamente a situação dos óbitos, o número de indivíduos sequelados é extremamente relevante • Normalmente ocorrem lesões graves, SARAH BELO HORIZONTE muitas com sequelas permanentes reabilitação I mpl i cações • Atividades de vida diária • Atividades de vida prática / instrumental • Atividades escolares / laborativas • Atividades de lazer SARAH BELO HORIZONTE R eabi l i t ação • É reaprender a realizar atividades do seu dia a dia, mesmo que de forma diferente, tendo como meta o restabelecimento das suas funções • O objetivo é explorar o potencial residual máximo do indivíduo em diferentes domínios, respeitando suas limitações • Focalizar sua potencialidade e não a incapacidade • Reabilitação X Recuperação • Expectativa X Realidade A gent es da R eabi l i t ação SARAH BELO HORIZONTE Equi pe de R eabi l i t ação • Equipe interdisciplinar • Permite troca de experiências e conhecimentos • Visão integral do paciente, sem fragmentações SARAH BELO HORIZONTE • Trabalho global, visando explorar todas as potencialidades do indivíduo Composi ção da Equi pe • Médico • Fonoaudiólogos • Enfermeiro • Professores hospitalares • Fisioterapeutas • Nutricionistas • Psicólogos SARAH BELO HORIZONTE • Professores de Educação Física • Professor de Artes • Assistentes Sociais A gent es da R eabi l i t ação Equipe de reabilitação Paciente Família Ambiente A dmi ssão Gr upos I nf or mat i vos A t i v i dades de V i da Di ár i a Educação Fí si ca Educação Fí si ca Gr upos de Est i mul ação Cogni t i va / A f asi a Locomoção Locomoção A t i v i dades de V i da Pr át i ca A t i v i dades de V i da Pr át i ca A t i vi dades de V i da Pr át i ca Soci al i zação R evi são em Equi pe V i si t a Domi ci l i ar “Meu andar não faz pegadas no chão, mas deixa marcas nas alturas do buscar, do aprender, do realizar. Meu andar agora é renascer aquisições de existência, acrescentar-me, evoluir.” João Carlos Pecci SARAH BELO HORIZONTE R ef er ênci as • Mapa da violência 2012, Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO) • Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) • Impactos Sociais e Econômicos dos Acidentes de Trânsito nas Aglomerações Urbanas Brasileiras, IPEA • Ministério da Saúde – Sistema de informações sobre mortalidade (SIM) – DATASUS Associação das Pioneiras Sociais Rede SARAH de Hospitais de Reabilitação